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Director carlos morais josé • terça-feira 21 de maio de 2013 • ANO XII • Nº 2854
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Ter para ler Venham mais cinco (séculos)
lei do património
Deputados querem apoios definidos pelo Conselho Página 2
Presidente do IPM defende estudantes não-residentes
Mercado de trabalho precisa de pessoas qualificadas página 5
Protecção laboral
Chan Meng Kam ataca casinos e... o Governo Página 3
Hong Kong
Tudo o que quiser falar sobre arte e quejandos... Página 14
Alerta!
Não tomar banho!
Peixes mortos em Cheok Wan página 12
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Trânsito DSAT não aumenta impostos sobre automóveis porque “a população não quer”
Curva apertada Os homens da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego sabem que há demasiados carros a circular em Macau. E que o aumento anual de veículos está a ultrapassar as expectativas. Mas, confessam, sentem-se impotentes por não poderem subir os impostos, de modo a dissuadir a proliferação dos automóveis, porque tal iria contra a vontade da população. Para já, a DSAT admite que vai tentar melhorar a prestação dos serviços públicos de transportes. Tocar nos interesses dos importadores, isso não. página 7
tiago alcântara
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política
terça-feira 21.5.2013
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Deputados querem que Governo ouça Conselho do Património antes de atribuir apoios
“Dinheiro não serve para tudo” Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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s deputados da 3ª. Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) – encarregues de analisar na especialidade a Lei de Salvaguarda do Património Cultural – querem que o Conselho do Património seja ouvido sobre os benefícios fiscais dados a particulares que tenham bens classificados. A sugestão foi deixada ao Executivo, depois de, numa reunião com os deputados, este ter explicado que serão atribuídos apoios para preservação de património ainda não classificado. “Dinheiro não falta, mas também não serve para tudo”, comentou Cheang Chi Keong, presidente da Comissão. “O pretendido [pelos deputados] é que
“O pretendido [pelos deputados] é que se acrescente um mecanismo, se houver interesse cultural. Se o Governo tiver interesse cultural, então tem de ouvir o Conselho do Património antes de atribuir o apoio. O Executivo ainda não disse nada sobre isto” Cheang Chi Keong se acrescente um mecanismo, se houver interesse cultural. Se o Governo tiver interesse cultural, então tem de ouvir o Conselho do Património antes de atribuir
o apoio. O Executivo ainda não disse nada sobre isto”, concluiu.
Mais prémios
Além deste, os deputados levantam ainda outro problema. Actualmente, a proposta de lei inicial prevê que haja quatro tipo de prémios para encorajar a preservação e restauração do património. Prémios classificados em diferentes categorias: arquitectura, de conservação e restauro, de salvaguarda do património cultural intangível e de valorização do património cultural. “A intenção dos prémios é salvaguardar os bens classificados”, referiu Cheang Chi Keong. “A forma dos prémios é objecto do despacho do Chefe do Executivo, porque futuramente vai haver um júri que vai determinar a atribuição do prémio.” Cabe, por isso, a
Chui Sai On, decidir se os prémios serão ou não monetários. Ainda assim, os deputados não estão completamente satisfeitos e querem mais. “Deviam
ser instituídos mais [prémios], como o de protecção paisagística. Muito provavelmente pode alargar-se o número para sete, oito ou até mesmo dez prémios.”
Património existente nos serviços públicos vai ser transferido para os museus Os bens móveis que se encontrem em serviços públicos vão ser depositados em museus, bibliotecas ou arquivos, consoante o caso. Na lei actual, está omisso quem será a entidade responsável pela entrega destes bens – como livros ou jarras -, pelo que os deputados pediram ao Governo que clarifique as normas sobre quem tem a responsabilidade de escolher os bens com valor, entre o acervo da Administração, e qual a instituição que os deve conservar. Na altura da auscultação, o Governo ainda ponderou que esta regra fosse ainda alargada às instituições privadas, mas acabou por recuar. “A intenção do Governo era de aplicar a norma também ao sector privado, mas como seria um processo muito complexo acabou por reduzir a intenção ao sector público”, explicou o deputado, lembrando que há 23 museus em Macau. Os deputados pedem que sejam imputadas responsabilidades de conservação e restauro de bens do Governo só ao Museu de Macau, ao Museu de Artes e ao Museu Marítimo, além do Arquivo de Macau e de todas as bibliotecas públicas, que são 15.
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Direitos nos casinos Chan Meng Kam preocupado. E aponta o dedo ao Governo.
O deputado compreende o sofrimento dos trabalhadores dos casinos e assume-se como defensor dos seus direitos. Também no campo da saúde. Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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deputado entregou uma interpelação escrita ao Executivo onde se queixa das condições laborais dos que trabalham na indústria do jogo. “Como o Chefe do Executivo já disse publicamente, a sociedade espera que as empresas de jogo possam cumprir as suas responsabilidades quando ganham imensos lucros todos os anos, por forma a promover a cooperação entre a empresa, os funcionários e o Governo.” Chan Meng Kam defende que o Governo também tem responsabilidades sobre
gonçalo lobo pinheiro
E os casinos já estão a arder? as condições de trabalho dos funcionários do jogo, porque recebe muitas receitas em impostos todos os anos. “De entre 55 mil funcionários da indústria, cerca de 80% trabalham em regime de rotatividade de turnos. A maioria dos serviços públicos estão fechados quando os funcionários têm o tempo livre, porque funcionam segundo o horário normal. Já foi dito que iria ser criado um serviço nocturno na zona do Fai Chi Kei, mas quando será criado?”, pergunta. O deputado exige que sejam criadas creches, instalações desportivas e bibliotecas que funcionem durante 24 horas, a pensar neste tipo de trabalhadores. “Quais são
Cofres públicos Chui Sai On aprova mais sete orçamentos suplementares para 2013
FSS no topo da lista
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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Chefe do Executivo aprovou mais sete orçamentos suplementares, depois de na semana passada terem sido autorizados uma dezena de orçamentos deste tipo. Desta vez, no total, vão ser dispensados 4.504.297.753 patacas para diversos organismos pertencentes ao Executivo. É o caso do Fundo de Segurança Social, que, sozinho, vai receber este ano um orçamento extra de quase quatro mil milhões. Já o Fundo de Reparação Predial terá também um orçamento de mais de 419 milhões de patacas. Da lista, ontem publicada em Boletim Oficial, constam ainda o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia, no montante de cerca de 66 milhões de patacas. O Gabinete do Presidente do Tribunal de Última Instância (pouco mais de sete milhões), a Obra Social do Corpo de
Bombeiros (726 mil patacas), o Fundo de Acção Social Escolar (13 milhões) e o Instituto de Formação Turística, com quase 12 milhões atribuídos, são outros dos departamentos do Executivo que vão ter também o primeiro orçamento suplementar deste ano. Estes orçamentos estão classificados como dotações provisionais, o que significa que podem ser utilizados, por exemplo, como verbas para novas acções de elevada prioridade
e urgência ou como reforço da verba de acções já iniciadas. Recorde-se que, com o PIDDA - o plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração - foram gastos 424 milhões de patacas, ou seja, menos 58% do que até Abril do ano passado. No mês passado o PIDDA apresentava uma taxa de execução de 2,4 por cento. As receitas da Administração atingiram os 48.798 milhões de patacas nos primeiros quatro meses do ano.
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os serviços públicos que actualmente podem satisfazer as necessidades dos que trabalham durante a noite?”
Fumo e despistagens
Na mesma interpelação o deputado não deixou escapar a questão dos espaços reservados a não fumadores nos casinos. Chan quer saber se essas normas estão feitas a pensar nas grávidas e nos que sofrem de doenças cardíacas ou pulmonares. Questiona ainda se a empresa é obrigada a pagar testes de saúde aos funcionários com doenças graves, incluindo a realização de despistagens e outras medidas de rotina. O deputado critica ainda o fundo de previdência central para os croupiers. “Actualmente as contribuições baseiam-se no salário base, mas há croupiers que se queixaram no meu gabinete de que as gorjetas que recebem também deveriam ser incluídas.” Para Chan Meng Kam, essa questão está interligada com o sistema interno da empresa, mas considera que o Governo também precisa de discutir com as operadoras para que se crie uma regra padrão.
Segurança Social Governo transfere seis mil patacas para contas de residentes
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Vantagens de ser permanente
Governo ordenou ontem a transferência de seis mil patacas para a conta do regime de Poupança Central de cada residente permanente, de acordo com o Boletim Oficial. O regime está integrado no projecto do Governo em criar um sistema de Segurança Social para o futuro dos residentes locais que, exceptuando os funcionários públicos, não possuem um mecanismo de segurança social que garanta uma pensão de reforma além de três mil patacas, atribuídas pelo executivo aos maiores de 65 anos. Com esta medida, o Governo deverá gastar cerca de 1.920 milhões de patacas, isto tendo em consideração os 320 mil residentes permanentes que estiveram
em Macau em 2012 mais de seis meses ou que se encontram abrangidos pelo regime de excepção previsto no diploma regulador da atribuição do subsídio. Após a transferência do dinheiro para a conta individual de cada residente permanente, estes passam a dispor de uma verba global de 28 mil patacas – dez mil da abertura de conta e três transferências posteriores de seis mil patacas. - Lusa
Lei de investigação a acidentes aeronáuticos entra em vigor Entra hoje em vigor o diploma que versa sobre a lei de investigação aos acidentes aeronáuticos. Em comunicado, a Autoridade da Aviação Civil explica que a partir de hoje a responsabilidade de investigar a origem dos acidentes de aviação será do Governo. O diploma prevê ainda a criação do Sistema Confidencial para a Investigação Aérea de Macau (MACCARES, na sigla inglesa), onde estarão incluídos dados actualizados e a identificação dos principais tratados respeitantes à segurança nestes casos.
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política
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ETAR Wa Tech Wabag volta a perder em tribunal contra acto do Chefe do Executivo
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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Va Tech Wabag perdeu, novamente, um recurso contra o Chefe do Executivo. Segundo um acórdão ontem publicado, a empresa voltou a interpor recurso contra um despacho assinado por Chui Sai On, a 16 de Março de 2012, que readmitia uma concorrente que tinha sido rejeitada inicialmente no Concurso Público para a Modernização, Operação e Manutenção da Estaçao de Tratamento de Águas Residuais de Macau. Depois de ter perdido por quatro vezes em tribunal, a Wabag intentou nova acção legal, para que o tribunal considerasse nula esta acção. O resultado, contudo, é o mesmo de todos os recursos anteriores: rejeitado. Isto, porque o Tribunal de Segunda Instância (TSI) considera que este acto é irrecorrível, uma vez que não é definitivo. “Afigura-se que não é contenciosamente recorrível o acto [de anulação da admissão pub
da concorrente], pois não é, evidentemente, um acto definitivo, não sendo lesivo de quaisquer interesses nem da recorrente nem dos outros concorrentes e não produzindo efeitos externos”, pode ler-se no acórdão. A Va Tech Wabag reitera que o Chefe do Executivo voltou a abrir o concurso público sem renomear a Comissão de Avaliação das Propostas, que foi quem, da primeira vez, também impediu a entrada de duas das concorrentes, sendo uma delas a Va Tech. O TSI, no entanto, assegura que apenas o acto final de adjudicação é passível de recurso.
tiago alcântara
“Sem possibilidade de recurso”
Tentativas frustradas
A Va Tech foi uma das empresas que ficou de fora do concurso público para a modernização, operação e manutenção da ETAR, aberto em Junho de 2010. Das sete candidaturas recebidas, apenas duas – onde se inclui a CESL Asia – foram aceites. As restantes foram rejeitadas porque a comissão de avaliação das propostas a
concurso entendeu haver falhas ou falta de qualificação. A recorrente não ficou, no entanto, satisfeita com a exclusão do concurso público e, em Março, pediu ao TSI que suspendesse a eficácia do acto do Chefe do Executivo, bem como a suspensão dos
actos consequentes dessa acção. Apesar de ter sido reaberto o concurso, o acto de adjudicação não foi suspenso, pelo que, segundo a Va Tech seria impossível reabrir o concurso. O Governo alegou, contudo, que não revogava ou suspendia temporariamente a
adjudicação por daí resultarem lesões para o interesse público. Na altura, o Tribunal de Última Instância considerou improcedente o recurso, alegando que a reabertura de um concurso público – apenas o concurso foi reaberto e não a adjudicação – não pode ser recorrível, por não ser um acto definitivo. Sobre este aspecto, o colectivo de juízes foi taxativo. “Não é lesivo de quaisquer interesses (…) e não produz efeitos externos. Só o acto final da adjudicação é, em princípio, recorrível.” Em Setembro do ano passado, a empresa volta a atacar. A Va Tech Wabag continuou a dizer que a decisão “padece de vícios de ilegalidade”, por ter limitado os seus direitos e interesses. No acórdão publicado, o tribunal continuava a negar provimento ao recurso exactamente pelo mesmo motivo. Ontem, novo acórdão e nova decisão, que se volta a repetir. Nada a fazer perante o acto do Chefe do Executivo, só o acto final é passível de recurso e a Wabag ainda não recorreu disso.
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Presidente do IPM quer estudantes não-residentes no mercado local
Abrir devagar a estreita porta
O presidente do Instituto Politécnico de Macau é defensor da medida de incorporação dos estudantes não-residentes no mercado de trabalho. Por causa da falta de mão-de-obra e de altos quadros qualificados. Mas entende que antes se devem salvaguardar lugares para os trabalhadores locais. E se as universidades se tornarem “lojas que vendem BIR’s”? Lei Heong Iok rejeita a ideia porque acredita que o Governo salvaguardará e fiscalizará a qualidade do ensino Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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s opiniões dividem-se no seio da sociedade. Importar ou não mão-de-obra qualificada que se forma em Macau é uma questão que o Governo está a ponderar mas que, ultimamente, tem recebido tanto apoio como apupos. No dia em que se inaugurou uma nova instalação do MPI-BMM Centro de Teste para Dispositivos de Jogo, no Centro de Investigação e Ensino do Jogo do Instituto Politécnico de Macau (IPM), na Taipa, com a cooperação da BMM Compliance, um laboratório mundial de certificação do Jogo, o presidente da instituição de
ensino, Lei Heong Iok, presidente do Instituto Politécnico de Macau (IPM), diz-se a favor da política de contratação de estudantes do continente evidenciando vantagens para a economia local. “Se o Governo quiser pode seleccionar alguns dos bons ou melhores alunos para continuarem a trabalhar aqui já que há falta de recursos humanos, particularmente, de alto nível”, defendeu ontem o dirigente do IPM. No entanto, ressalvou, é necessário primeiro estabelecer alguns requisitos para salvaguardar os interesses dos estudantes e trabalhadores locais. “Por exemplo, uma empresa deve empregar os locais e garantir oportunidades de trabalho para estes primeiro e depois se ainda
Lei Heong Iok
houver escassez de mão-de-obra devem aceitar-se estudantes não apenas do continente como de outros países. Isso seria uma boa política. Olhemos para países
e regiões vizinhas como Hong Kong e Singapura, que aceitam os estudantes estrangeiros que podem continuar a trabalhar nestes territórios.” No entanto, tal como já tem sido defendido por alguns opositores, nomeadamente a deputada Kwan Tsui Hang e Ng Kuok Cheong, tal política pode ser entendida de forma enviesada. Ou seja, as instituições superiores podem operarem então como “lojas que vendem BIR´s”, aproveitando-se dos novos estudantes para obterem mais lucros. Lei Heong Iok discorda. “Não acho que haja esta preocupação. O Governo pode avaliar as instituições de ensino superior para garantir a qualidade dos re-
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sidentes, eu não concordo que as instituições queiram dar lugar a ‘lojas que vendem BIR’, como se tem falado. O Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) pode supervisionar e garantir a qualidade das instituições de educação superior, bem como se estamos a fazer a avaliação e a validação de programas podendo evitar a compra de quotas”, sustenta.
Formar quadros altos do jogo
Em parceria com a BMM Compliance, que opera em 12 países, o MPI-BMM Centro de Teste para Dispositivos de Jogo, que ontem alargou as suas instalações, está apostado em melhor qualificar profissionalmente cerca de 200 estudantes em áreas como a Tecnologia do Jogo e Gestão de Recreação, de modo a que sejam integrados em mercados exteriores. Esta é pelo menos a convicção do presidente do IPM. “Eles ajudam-nos na preparação de jovens locais para serem directores, líderes e técnicos superiores e podem aprender muito e se têm os graus de qualificação podem ser incorporados em empresas noutros países”, explica Lei Heong Iok. E, de outro modo, capacitá-los a assumirem funções de gestão e de direcção nas empresas do jogo.
Novo Macau opõe-se à política
Patológicos às dezenas
A Associação Novo Macau (ANM) está preocupada com a possibilidade dos estudantes não-residentes desistirem de fazer reclamações quando mal tratados pelos patrões para obterem o BIR ao fim de sete anos. “No início eles poderão aceitar um salário mais baixo e sob um desígnio de exploração, não vão defender os seus direitos com receio de serem despedidos e perderem o seu BIR”, realçou Rocky Chan, membro da associação, numa conferência onde esteve também presente Ng Kuok Cheong. Em nome da ANM, o deputado protestou mais uma vez contra a satisfação dos interesses dos comerciantes, com cargos importantes no Conselho Executivo e na Assembleia Legislativa, que com esta nova política apenas pensam em ter maior variedade na contratação em vez de trabalhadores não-residentes com maior experiência ou qualificações. - C.L.
Desde que entrou em lei de Condicionamento da Entrada, Trabalho e Jogo a menores de 21 anos, em Novembro do ano passado, dezenas de jogadores patológicos têm pedido ajuda mensalmente a assistentes socias. “A idade de auto-exclusão situa-se entre os 21 e os 50 anos, sendo naturalmente voluntários porque os familiares directos precisam da consonância destes para a sua interdição nos casinos. A razão principal da aplicação tem a ver com a falta de autocontrolo nas apostas”, explica Anthony Leong, director substituto da Direcção de Coordenação e Inspecção de Jogos (DCIJ). Sobre o número de jogadores menores de 21 anos que ficam à porta dos casinos, os dados são mais precisos e substancialmente mais elevados, ficando na média dos 20 mil casos por mês, avançou ontem o mesmo dirigente.
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Água Governo autoriza subida de preços muito abaixo do pretendido pela SAAM
Subida de preços não molha Um ano depois da SAAM ter feito o pedido de subida da taxa de serviço de abastecimento de água, o Governo autorizou. Os preços, contudo, não vão subir tanto quanto a empresa queria. As facturas dos clientes não vão ser afectadas Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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Governo não permitiu à Sociedade de Abastecimento de Água de Macau (SAAM) que aumentasse a taxa de serviço acima dos 6%. O preço da água vai subir, sim, mas não conforme pedido pela
SAAM, cujo aumento pretendido era mais de 26%. De acordo com um despacho publicado no Boletim Oficial (BO) e complementado com um comunicado da Capitania dos Portos (CP), “depois de um estudo profundo e uma análise completa”, o Governo baixou o pedido de aumento de 26,2% para 5,92%.
SAAM “desapontada” Em comunicado, a Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau (SAAM) diz estar “muito desapontada” com a subida aprovada pelo Executivo. A concessionário frisa que “a taxa aprovada está muito longe da pedida ao Executivo” e recorda que esta taxa não é aumentada há mais de uma década. “A taxa aprovada é mais baixa que a taxa de inflação de 2012. Tendo em conta o pesado investimento nas infra-estruturas de fornecimento de água e os mais variados custos, especialmente nos recursos humanos, a empresa está a sofrer com a pressão dos custos operacionais”, reclama a SAAM. A empresa diz, no entanto, que respeita a decisão do Executivo e compromete-se a continuar a abastecer Macau com qualidade, bem como a cooperar com o Executivo na implementação de reciclagem de água. No mesmo comunicado, a SAAM assegura que vai avançar com a expansão da Estação de Tratamento de Águas do Reservatório este ano. A empresa diz que serão investidos cem milhões de patacas para todo o projecto, que ficará concluído em 2015.
O Executivo diz ter ponderado muito bem o pedido da SAAM, tendo em consideração factores como a qualidade do serviço prestado pela entidade, o grau de satisfação dos cidadãos, o índice de preços ao consumidor, os custos de recursos humanos e de operação, os lucros da SAAM, entre outros. “Após uma análise complexa e uma ponderação de cada factor, o Governo decidiu baixar o aumento para 5,92%. O Governo da RAEM e a SAAM vão celebrar mais tarde [uma alteração ao contrato], onde, além de ser actualizada a taxa de serviço de abastecimento de água, vai ser adicionado ainda uma avaliação da qualidade do serviço de abastecimento de água, o grau de colaboração da concessionária quanto à política dos recursos hídricos de Macau e a taxa de fuga em redes de distribuição”, referiu uma porta-voz da Capitania dos Portos ao Hoje Macau. Apesar dos aumentos, as facturas da população de Macau não vão ser afectadas. É que a subida pesa apenas nos
cofres do Governo, que aumenta, assim, os apoios dados à SAAM. No mesmo dia, Susana Wong, directora da CP, falou aos jornalistas sobre o aumento das tarifas. “Já notificámos a empresa sobre a aprovação do aumento das taxas e depois iremos celebrar o contrato adicional. Ponderámos vários factores para avaliar este aumento, como a situação financeira da empresa.” Encarregue do contrato ficará Lau Si Io, secretário para os Transportes e Obras Públicas. Agora, o mais recentre contrato
entre a SAAM e o Governo – o de prorrogação da concessão - vai ser alterado, “mas para adicionar o aumento da taxa”, conforme explicou a porta-voz da Capitania dos Portos. O Governo garante, agora, que quer reforçar a supervisão à concessionária. A CP terá feito ainda uma sondagem sobre a satisfação dos cidadãos face ao serviços prestado pela SAAM, tendo analisado ainda a prestação de serviços feita pela empresa, nomeadamente a instalação de tubagens na cidade, garantiu Susana Wong.
Caso La Scala Mais dois recursos contra o Executivo
Remar contra a maré
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Moon Ocean interpôs recurso da anulação da concessão dos terrenos onde estava a ser construído o complexo de luxo La Scala, em frente ao aeroporto. A empresa – presidida por Steven Lo, acusado de corrupção activa e a ser julgado em Macau – avançou a notícia num comunicado entregue à Bolsa de Valores de Hong Kong. O documento frisa que o recurso foi pedido não só pela Moon Ocean, mas também por dois compradores de apartamentos do La Scala, que se ficou nas fundações, mas conseguiu angariar mais de 300 investidores. “O recurso foi interposto a 15 de Maio, no Tribunal de Segunda Instância, contra a decisão [de Chui Sai On em anular a revisão da concessão dos lotes em frente ao aeroporto”, pode ler-se no documento. “A Moon Ocean e os compradores também pediram que se mantivesse o recurso da primeira decisão do Chefe do Executivo.” Recurso que diz
respeito à decisão do Executivo em anular a primeira concessão dos três lotes de terreno à Moon Ocean. Recorde-se que, depois de, no ano passado, o Executivo ter cancelado a concessão de cinco dos oito terrenos da Moon Ocean, a empresa ficou sem os restantes terrenos que lhe foram concedidos em 2011 pelo secretário para as Obras Públicas e Transportes, Lau Si Io. Foi a segunda concessão declarada nula pelo Governo, depois de ter sido provado que os oito lotes em frente ao aeroporto foram concedidos ilegalmente à empresa de Hong Kong por Ao Man Long, ex-secretário condenado a 29 anos e meio de cadeia por corrupção passiva. Tanto Steven Lo, dirigente da Moon Ocean, como Joseph Lau, director-executivo da Chinese Estates Holdings, foram constituídos arguidos no processo que terá início em Junho, depois de sucessivos adiamentos. - J.F.
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Automóveis Imposto não aumenta porque “população não quer”, diz a DSAT
O povo é quem mais ordena Não é fácil chegar a uma medida para evitar o crescimento em flecha do número de veículos nas ruas de Macau. A DSAT explica ao Hoje Macau que o “actual sistema de imposto de veículos” é uma das “principais razões do crescente aumento de transportes” já que não consegue levar a uma compra e uso razoável de automóveis privados. No entanto, a população não é receptiva a impostos à circulação e aquisição de veículos logo veta estas medidas que são relegadas para mais tarde
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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número de veículos em Macau tem aumentado a olhos vistos. E, para já, pouco tem sido conseguido por parte da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) de modo a desincentivar a compra de automóveis ou motociclos, com os objectivos de desentupir as artérias da cidade e baixar os níveis de poluição. Ao Hoje Macau, a DSAT diz estar à procura de soluções mas, assume também, está de mãos atadas quando toca a medidas de cariz financeiro. Isto porque, apesar do “regime de imposto de veículos actual” ser uma das principais razões para o aumento exponencial de automóveis, os cidadãos opõem-se a medidas que afectem os seus bolsos. “Ajustes de impostos relacionados com os veículos, de parquímetros e taxas de estacionamento não são bem entendidos porque o público não tem uma forte percepção de ajuste de taxa”, explica a DSAT em resposta ao Hoje Macau. “Porque os impostos e os ajustes de taxa envolvem emendas à lei, logo, relativamente à gestão de veículos, a maioria das opiniões
no presente é de que o Governo deve considerar primeiro e lidar com questões relacionadas com a melhoria dos autocarros públicos
e serviço de táxis, o reforço da gestão dos autocarros de turismo, remover os parques de estacionamento das ruas e avenidas princi-
Terminal da Taipa GDI assume “alguns atrasos” mas “obra acaba este ano”
Mau tempo, esse malandro
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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directora da Capitania dos Portos disse ontem que as obras para o novo terminal marítimo da Taipa podem estar com atrasos, que foram confirmados ao Hoje Macau pelo Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas. A culpa, dizem, foi do mau tempo. Mau tempo e fortes chuvas: eis os motivos apontados pelo Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) sobre o atraso que está a acontecer na construção do novo terminal marítimo da Taipa. Em resposta ao Hoje Macau, o organismo mantém, porém, as datas apontadas publicamente desde o início do ano: “Os trabalhos estão a decorrer dentro do calendário previsto. Contudo, há alguns atrasos provocados por factores como o tempo e as chuvas. O projecto
deverá estar pronto para entregar aos departamentos responsáveis para aprovação, passo a passo, no terceiro trimestre de 2013. Por outro lado, o construtor deve assumir todas as responsabilidades sobre qualquer atraso face aos factores acima descritos.”
Susana Wong, directora da Capitania dos Portos (CP), falou do ligeiro atraso do novo terminal aos jornalistas, à margem do lançamento de uma nova aplicação para iphone (ver caixa). “Estamos a prestar muita atenção à construção. Talvez seja concluída um pouco mais tarde. Esperamos que até ao final do ano.” Susana Wong não pareceu, contudo, surpreendida com os atrasos. “Temos seguido o projecto durante toda a construção, com reuniões técnicas sempre que necessário.
Carreiras marítimas no iphone Os responsáveis da CP lançaram ontem, no terminal marítimo do Porto Exterior, uma nova aplicação para Iphone que irá permitir aos utilizadores do transporte de ferry ver os horários dos barcos, informações sobre bilheteiras ou o tráfego marítimo em tempo real, entre muitos outros dados. Quem descarregar a aplicação está habilitado a ganhar um dos 400 bilhetes disponíveis, numa actividade realizada em conjunto com a Cotai Companhia de Ferries limitada, a agência de transporte de passageiros Yuet Tung e a Macau Cruise Development. O concurso dura até ao dia 17 de Junho.
Não me cabe a mim dizer informações mais detalhadas”, afirmou.
Pequena alteração de previsões
A directora da CP tinha frisado em Fevereiro último que “em meados deste ano” as obras poderiam estar prontas para receber os primeiros passageiros. “Temos tido alguns contactos com o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI), enquanto responsável pela construção. Temos respostas de que o projecto poderá ser concluído em meados deste ano. Ainda temos esse objectivo no nosso calendário. Já contactámos com as companhias de navegação e marcámos uma visita ao terminal da Taipa para ver a situação. Da parte da CP, estamos prontos para receber o terminal quando estiver pronto. Temos esperar para ver”, concluiu.
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pais e aumentar a rotatividade do estacionamento.” De resto, a DSAT já implementou mais parquímetros para os motociclos em ruas comerciais de maior movimento com a intenção de “rotação desses espaços” e para “combater a desordem causada por estacionamento irregular”. E, explica, vai encurtar o número de anos entre inspecções, usando como referência as opiniões colectadas na última consulta, coordenar os veículos turísticos - em relação ao número, frequência, largada e tomada de passageiros e rotas pertencentes aos hotéis, casinos e organizações associadas. “Só então a DSAT vai executar trabalhos de uma natureza mais económica que é o ajustamento de impostos e taxas de serviço. Entretanto, vai dedicar-se à melhoria e gestão dos autocarros e serviços de táxis.” No entanto, admite estar à procura de novas soluções até porque, no final do ano passado, havia 217.335 veículos em circulação nas estradas de Macau, o que corresponde a um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Numa altura em que a Política Geral de Trânsito e Transportes Terrestres de Macau (2010-2020), elaborada pelo Governo em finais de 2011, previa que no ano de 2020 se mantivesse o aumento anual de carros em 4%. Por essa razão, a DSAT encomendou a “instituições académicas investigações sobre a compra e uso de veículos” e tem trocado ideias “com diferentes sectores sociais” nos últimos seis meses.
Associação dos Guineenses com nova direcção
A Associação dos Guineenses, Naturais e Amigos da GuinéBissau (AGNAGB) elegeu os seus novos corpos dirigentes no passado Sábado, 18 de Maio. Numa nota enviada ao Hoje Macau, é referido que Ludmila Barai Mikulec é agora presidente da assembleiageral, Filomena Edmundo Barros é a nova presidente e Evaristo Dias Barai assume a posição como presidente do conselho fiscal. No mesmo comunicado é frisado que a associação funciona como entidade sem fins lucrativos, sendo que o principal objectivo é “promover a cultura da Guiné-Bissau e reforçar as relações de amizade entre a Guiné-Bissau e Macau, criar convívios entre os Guineenses e amigos daquele país, sem esquecer o constante esforço da Associação para a integração das suas gentes na vida do Território.”
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nacional
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primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, afirmou este domingo, em Nova Deli, que as relações sino-indianas têm um significado estratégico. Em visita oficial à Índia, o líder chinês considerou que ambas as partes têm capacidade para alcançar novos progressos em conjunto. Li Keqiang reuniu-se na noite do mesmo dia com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. Na ocasião, Li Keqiang assinalou que a China e a Índia desejam reforçar a cooperação pragmática e concretizar o desenvolvimento comum, contribuindo assim para a paz, estabilidade, e prosperidade de ambos os povos, na região e em todo o mundo. A visita à Índia pretende demonstrar que a confiança mútua política entre ambas as nações está a aumentar. Os interesses comuns são maiores do que as divergências, apontou Li Keqiang. Os dois países têm a vontade, a inteligência e a capacidade de criar novos progressos na Ásia, e de constituir uma força motriz da economia mundial, a fim de estabelecer um motor de desenvolvimento e de procura para a Ásia e para o mundo. “A minha visita tem três objectivos: a confiança mútua, uma cooperação reforçada e perspectivar o futuro”, disse aos jornalistas em Nova Deli, segundo a AFP. Singh reiterou que o governo e povo indianos se sentem honrados por receber o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que escolheu a Índia como a primeira estação da sua visita. O primeiro-ministro indiano considerou que o mundo tem espaço para o desenvolvimen-
Li Keqiang reúne-se com Manmohan Singh e defende construção de “confiança mútua” com a Índia
Nova força motriz
to comum de ambos os gigantes. Em vez de concorrentes, os dois países são parceiros cooperativos. A cooperação bilateral tem um importante significado para os dois
Três mulheres assassinadas
Russos confessam
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Comité de Investigação da República de Khakassia, na Rússia, afirmou no sábado que os quatro suspeitos de terem morto, e queimado, três mulheres chinesas, já confessaram suas acções criminosas. Segundo as autoridades locais, os suspeitos roubaram as mulheres quando estas passavam próximo a um cemitério, tendo levado as
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vítimas para um outro lugar, onde as mataram e tentaram destruir os cadáveres com fogo. O Comité de Investigação disse que os suspeitos cometeram os crimes de roubo e assassinato e vão agora ser entregues à procuradoria e ao tribunal, depois de mais provas terem sido recolhidas. As três mulheres chinesas foram encontradas carbonizadas, na noite do dia 15 de Maio, no terreno para cultivo de uma vila na República de Khakassia. Os quatro suspeitos foram capturados pela polícia no dia 17.
povos, para a paz e prosperidade mundial. A Índia dedica especial atenção às relações com a China, e está disposta a envidar esforços em conjunto com a parte chinesa para
promover a cooperação pragmática e controlar as divergências fronteiriças, a fim de fazer com que as relações de parceria cooperativas estratégicas atinjam um novo nível.
Promessa de diálogo para resolver disputa fronteiriça O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, disse ontem que acordou com o seu homólogo chinês, Li Keqiang, renovar os esforços para resolver a disputa fronteiriça entre os dois países, prometendo “paz e tranquilidade” entre os dois gigantes asiáticos. “Nós acordámos que os nossos representantes especiais se irão reunir em breve para continuar as discussões com vista a um acordo rápido” para uma decisão territorial “justa, razoável e mutuamente aceitável”, declarou Singh numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo chinês em Nova Deli. “A paz e tranquilidade na fronteira devem ser preservadas”, acrescentou. O chefe de Governo da China chegou a Nova Deli poucas semanas depois de um aumento da tensão na fronteira entre os dois países, tendo os indianos acusado o exército chinês de penetrar, a 15 de Abril, cerca de 20 quilómetros numa área que eles reivindicam nos Himalaias. A “linha actual de controlo” (LAC) entre as duas potências nucleares nunca foi formalmente definida, embora Nova Deli e Pequim tenham assinado acordos para manter a paz na região, que foi palco de uma guerra relâmpago em 1962. Sem mencionar directamente as recentes tensões, Li sublinhou que a cooperação entre os dois países mais populosos tem consequências globais. “A paz mundial (...) não pode ser alcançada sem a confiança estratégica entre a Índia e China”, afirmou. Os problemas fronteiriços há anos que envenenam as relações entre os dois países.
Activista detido em protesto pelos direitos dos homossexuais
Arco-íris aos quadrados
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m activista chinês de 19 anos foi detido por participar num protesto a favor dos direitos dos homossexuais que a polícia descreveu como “ilegal”, disse ontem um manifestante. Adetenção ocorreu quando cerca de 100 manifestantes saíram para a rua em Changsha, na província de Hunan, no sul da China, com bandeiras com as cores do arco-íris e faixas a pedir o fim da discriminação contra os homossexuais. Um indivíduo de 19 anos que organizou o protesto foi detido pela polícia na manhã seguinte, disse à AFP o manifestante Peng Cheng. “Eles acusaram-no de reunião ilegal e protesto”, afirmou. A polícia em Changsha
anunciou na internet que o indivíduo iria ser colocado em “detenção administrativa” por 12 dias por participar num “protesto ilegal”.
A homossexualidade foi considerada crime na China até 1997 e classificada como doença mental, com possibilidade de tratamento
psiquiátrico forçado, por mais quatro anos, mas nos últimos anos as autoridades adoptaram uma postura menos severa.
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regime norte-coreano lançou ontem, pelo terceiro dia consecutivo, um míssil de curto alcance no Mar do Japão, desde a sua costa oriental, informou a agência Yonhap. A mesma fonte adiantou que este é o quinto míssil do género lançado pela Coreia do Norte na mesma zona nos últimos três dias, apesar das críticas de Seul e do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon no fim de semana. A Coreia do Norte dispa-
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região
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Coreia do Norte treina no Mar do Japão
Míssil impossível rou no domingo um míssil de curto alcance na costa leste, aparentemente como parte de operações militares, e no sábado, Pyongyang já havia feito três lançamentos semelhantes. Trata-se de mísseis de curto alcance, mas Washington e Seul
Japão reviu ontem em alta a avaliação económica face ao enfraquecimento do iene, o qual tem vindo a ajudar a impulsionar as exportações e a estimular as empresas nipónicas a aumentar a produção. No seu relatório económico de Maio, o Governo japonês melhorou a avaliação em três das 14 categorias que analisa: exportações, produção industrial e resultados empresariais. A economia “está a avançar a pouco e pouco” e espera-se que esta recuperação seja “gradualmente apoiada pela melhoria da confiança, pela melhoria das condições de exportação e pelo efeito do pacote de políticas monetárias”, é referido no mesmo relatório. O documento é publicado numa altura em que a divisa japonesa tem experimentado uma contínua depreciação, caindo desde Novembro cerca de 30 % face ao dólar norte-americano e face ao euro.
temem que os ensaios de mísseis de médio alcance Musudan possam reavivar as tensões após o teste nuclear em Fevereiro. O Conselho de Segurança da ONU impôs uma série de sanções contra a Coreia do Norte em resposta
a abster-se de quaisquer exercícios de mísseis.
Sul alerta
ao lançamento de mísseis balísticos e testes nucleares realizados por Pyongyang. A Coreia do Sul classificou os testes de “deploráveis” e “provocadores”, enquanto o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon exortou Pyongyang
Entretanto, a Coreia do Sul previra novos testes de mísseis pela Coreia do Norte. “O nosso exército está a monitorizar de perto as actividades militares da Coreia do Norte, uma vez que há a possibilidade de novos lançamentos no futuro”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Kim Min-Seok, aos jornalistas. A Coreia do Norte dispa-
Japão revê em alta avaliação económica face ao enfraquecimento do iene
Bolsa eufórica
Uma conjuntura que tem feito com que a bolsa de Tóquio viva um momento de euforia: na semana passada, o principal índice, o Nikkei, superou a barreira dos 15.000 pontos, pela primeira vez em mais de cinco anos. No mês passado, o Banco do Japão aprovou um ambicioso programa com o objectivo de alcançar uma taxa de inflação de 2 % num período estimado de dois anos, o qual deverá ser atingido por via de uma estratégia baseada na ampliação da base monetária do país, duplicando a compra de dívida pública, bem como de activos financeiros de maior risco.
No relatório, o Governo nipónico, que manteve intactas as suas previsões em Abril, assinala que os lucros empresariais
mostram sinais de melhoria, principalmente os que dizem respeito a grandes companhias. Apesar de reconhecer que vive ainda uma fase deflacionária, o Japão denota “sinais de mudança que podem ser vistos em algumas áreas”. Dados oficiais divulgados na quinta-feira demonstram um robusto crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, o qual cresceu 3,5 % entre Janeiro e Março, face ao período homólogo de 2012. Este avanço da terceira economia mundial foi impulsionado pela melhoria do consumo interno e por um aumento das exportações.
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rou no domingo um míssil de curto alcance na costa leste, aparentemente como parte de operações militares, pela quarta vez em dois dias, disseram as autoridades sul-coreanas. No sábado, Pyongyang já havia feito três lançamentos semelhantes. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, exortou Pyongyang a abster-se de quaisquer exercícios de mísseis. “É tempo para que eles retomem o diálogo e reduzam as tensões”, disse Ban Ki-moon em Moscovo.
Avião de combate de Taiwan despenhou-se nas águas do estreito da Formosa
Um avião de combate Mirage 2000-5 da Força Aérea de Taiwan despenhou-se ontem no estreito da Formosa, entre a ilha e a parte continental chinesa, naquele que é o segundo acidente de um caça naquela zona nos últimos seis dias. O sinistro de ontem, à semelhança do da semana passada, não causou vítimas, já que os pilotos saltaram de pára-quedas antes de o aparelho de fabrico francês cair à água, informaram fontes militares da ilha citadas pela agência Efe. O avião caiu nas águas junto à localidade de Houlong, no norte do estreito, informaram em comunicado as Forças Aéreas da ilha, que localizaram e resgataram os pilotos através de helicópteros. No dia 15 de Maio, um F-16 de fabrico norteamericano despenhou-se na parte sul do estreito da Formosa, num incidente em que o piloto também saiu ileso. Com estes dois acidentes, as Forças Aéreas de Taiwan perderam dois dos seus aviões de combate mais avançados.
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Reacção chinesa a terramoto revela novo activismo no país
“Agora posso” Os chineses exigem participar civicamente no seu país. As tragédias tornam-se agora pólos de activismo. Para o bem e para o mal... Dan Levin New York Times
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ang Xiaochang entrou em acção minutos depois do violento terramoto que sacudiu a província de Sichuan no mês passado. Ligou-se às mais populares redes sociais da China e postou pedidos de ajuda. À noite, já havia lançado 480 apelos. O governo declarou que as estreitas estradas montanhosas que dão acesso a Lushan ficariam abertas apenas a veículos de resgate. Apesar disso, dois dias depois do terramoto de 20 de Abril, Wang já ia à boleia para essa arruinada cidade na companhia de 19 estranhos carregados de equipamentos. Enquanto os militares limpavam estradas e consertavam fios eléctri-
cos, os voluntários transportavam alimentos, água e barracas para aldeias arruinadas e confortavam os sobreviventes do tremor, que matou quase 200 pessoas e feriu mais de 13 mil. “O governo está encarregado das coisas macro, mas estamos fazendo o trabalho que eles não conseguem fazer”, afirmou recentemente o ex-soldado Wang, 24. A rápida reacção comunitária ao desastre revela como a sociedade civil chinesa avançou desde 2008, quando um terramoto de magnitude 7,9 em Wenchuan, nos arredores de Lushan, motivou uma onda de trabalho voluntário e filantropia. A atrapalhada reacção do governo àquele sismo, que matou 90 mil pessoas, foi alvo de duras críticas. A indignação cresceu nos meses seguintes em meio a denúncias de corrupção e relatos de que pais de crianças mortas haviam sido detidos após protestar contra o que viam como uma cobertura do desleixo na construção de escolas. Milhares de alunos morreram em desabamentos de escolas durante o terramoto. Como o governo, que aperfeiçoou seus esforços de resgate e assistência após o terramoto de Wenchuan, os voluntários e os
grupos da sociedade civil que começaram a aparecer em 2008 também adquiriram habilidades valiosas para o trabalho em zonas de desastre. A sua capacidade de se coordenar - e, em certos casos, de ultrapassar as tentativas do governo para mantê-los afastados - foi potencializada pelo Sina Weibo, espécie de Twitter chinês que não existia em 2008, mas que hoje reúne mais de 500 milhões de utentes. Uma das pessoas transformadas pelo terramoto de Wenchuan foi Li Chengpeng, comentador desportivo de Sichuan que se tornou activista. Quando o terramoto de Lushan aconteceu, Li dirigiu-se aos seus 7 milhões de seguidores no Weibo e rapidamente organizou uma equipa de voluntários. Viajaram até à zona do desastre em motos, em riquexós e a pé, para não congestionar as estradas. Dois dias depois do terramoto, o grupo de Li distribuiu 498 tendas, 1.250 cobertores e cem lonas - tudo doado - em Wuxing, onde os mantimentos do governo ainda não tinham chegado. No dia seguinte, os voluntários percorreram outras quatro aldeias, entregando água, óleo de cozinha e tendas.
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Temendo que a maré de activismo social se transformasse em oposição ao governo, o Partido Comunista tentou fazer do desastre de Lushan um grito de guerra pela solidariedade política. “Quanto mais difícil a circunstância, mais devemos nos unir sob a bandeira do partido”, declarou o jornal estatal “Diário do Povo” no mês passado, louvando a reacção da liderança ao terramoto. No entanto, a ascensão do activismo digital obrigou o governo adaptar-se. Recentemente, o “Diário do Povo” anunciou que três voluntários haviam sido escolhidos para supervisionar os gastos da Cruz Vermelha na zona do terramoto e publicar as suas conclusões no Weibo. Mas, no terreno, as acções do governo não mudaram. Segundo os moradores locais, faixas vermelhas de propaganda começaram a aparecer na cidade e em viadutos rodoviários antes mesmo da chegada de água e comida. “Desastres não têm coração, mas as pessoas têm”, diziam algumas das faixas. Os críticos, porém, vêem a omnipresente propaganda como parte de um roteiro para crises usado pelo governo para guiar a opinião pública. Segundo uma directriz emitida no mês passado pelo Departamento Central de Propaganda, os jornais pub
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e sites chineses estão “proibidos de publicar notícias, análises ou comentários negativos” sobre o terramoto. Analistas dizem que as legiões de voluntários e de profissionais humanitários presentes em Sichuan ameaçam a narrativa que foi construída pelo governo sobre o terramoto. De facto, alguns chineses suspeitam que tais temores estiveram pelo menos parcialmente por trás dos esforços oficiais para demover cidadãos altruístas de virem à região. A despeito dos alertas para os voluntários ficarem longe, de modo a não obstruírem estradas e se tornarem um ónus para as equipes oficiais, muita gente conseguiu chegar à zona de desastre. “Fiquei realmente surpreso pela quantidade de voluntários que apareceu apesar do anúncio do governo dizendo que eles não eram necessários”, disse o conhecido político dissidente Li Huaping, 47, de Xangai, que ajudou a montar 50 barracas para serem usadas como salas de aula temporárias. Após ver a mensagem de Wang solicitando ajuda, o cabeleireiro Li Yong, 24, usou as suas férias para distribuir mantimentos. “Isso era o mínimo que poderia fazer em retribuição por ter sido salvo no sismo de 2008”, que matou nove parentes seus. “Eu era jovem demais para fazer diferença”, afirmou Li. “Agora posso.”
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Poluição Peixes mortos aparecem na praia e na água em Cheock Van
Bandeira verde continua hasteada Joana Freitas
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esde o fim-de-semana passado que a praia de Cheock Van está inundada de peixes mortos. Presente no local, o Hoje Macau testemunhou, pelo menos, uma dúzia de peixes mortos, tanto na praia, como no mar. Apesar da existência de nadadores salvadores de vigia na praia, não havia qualquer aviso para a não permanência de nadadores nas águas. Diversas pessoas
China H7N9 já causou perdas superiores a 400 mil milhões
Campanha dura até ao próximo dia 26
Chineses evitam galinhas
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surto da estirpe de gripe aviária H7N9 já custou à indústria aviária da China mais de 400.000 milhões de yuan, uma vez que os consumidores têm vindo a evitar o frango, indicaram fontes oficiais, citadas pela imprensa. O sector tem vindo a perder, em média, mil milhões de yuan por dia, desde o final de Março, refere o jornal Beijing Times, citando Li Xirong, chefe do Serviço de Pecuária Nacional. O recente surto do vírus H7N9 infec-
tou 130 pessoas na China, matando 35, desde que foi detectado pela primeira vez em humanos, de acordo com os dados oficiais mais recentes. Segundo Li Xirong, as vendas e os preços de aves de capoeira caíram a pique, causando grandes problemas financeiros às empresas, os quais resultaram na perda de empregos. Wang Zongli, também responsável do Ministério da Agricultura, apontou que as agências governamentais devem
dar o exemplo, no sentido de tratar os produtos avícolas da forma correcta”. Numa tentativa de aumentar a confiança do público, oficiais e líderes empresariais do sector na província de Shandong (leste) realizaram um almoço, amplamente divulgado, totalmente à base de frango na semana passada, de acordo com a imprensa chinesa. Nos últimos anos, a China tem estado no centro de vários escândalos relacionados com a segurança alimentar.
Nuclear Milhares de manifestantes protestaram em Taiwan
Formosa quer ser segura
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ilhares de pessoas protestaram nas ruas de Taipé contra o uso de energia nuclear em Taiwan, com o apoio de dirigentes do opositor Partido Democrata Progressista (PDP), e exigiram que se suspendam as obras da quarta central nuclear da ilha. A União de Protecção do Meio Ambiente de Taiwan (UPMT) convocou a ma-
nifestação, celebrada no domingo, e participada pelo ex-primeiro-ministro Chang Chun-hsiung, do PDP, que pediu a suspensão das obras da central nuclear e a não realização do referendo sobre o tema que o Governo quer promover. “Os perigos do uso da energia nuclear e o apoio popular a que não se utilize deveriam convencer o
Governo da necessidade de parar a construção da quarta central nuclear”, disse o presidente do PDP, Su Tseng-chang, que considera o referendo desnecessário. Já se realizaram duas manifestações antinucleares nos dois últimos meses, acrescentou Su, pedindo ao Governo uma resposta ao pedido popular contra a energia nuclear.
– incluindo crianças – estavam, inclusive, a nadar. O Hoje Macau tentou perceber junto da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) se foi registado qualquer caso de poluição severa nas águas de Macau, bem como a situação actual do mar, mas até à hora do fecho desta edição, o organismo não conseguiu adiantar qualquer resposta. Da mesma forma, e depois de ter sido noticiada a descarga de águas com espuma da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Coloane, o Hoje Macau questionou ainda a DSPA sobre se o problema dos peixes mortos pode estar relacionado com estes descarregamentos. Para já, as bandeiras mantêm-se verdes em Cheock Van.
O sangue de cada um O
Centro de Transfusões de Sangue está a promover diversas iniciativas por forma a incentivar a população a fazer doações de sangue para os que mais precisam. A “Semana do registo de doação de medula óssea e de sangue” começou ontem e promete durar até ao próximo dia 26. A campanha está a ser desenvolvida em conjunto com o Rotary Club Macau e o principal objectivo não passa apenas pela recolha de sangue, mas também por chamar a atenção dos ocidentais para esta questão. Segundo os folhetos que estão a ser distribuídos pelos voluntários, o tipo de sangue Rhd negativo é muito raro na Ásia, sendo que em Macau cinco em cada mil asiáticos têm este tipo de sangue, menos de 1%. Quanto aos ocidentais, 150 em cada 1000
possuem Rhd negativo. Os interessados devem deslocar-se ao centro de transfusões de sangue, situado na Alameda Dr. Carlos D’Assumpção, 335-341, edifício Hot Line, 2º andar. Dados dos Serviços de Saúde de Macau (SSM) revelam que “o número de dadores de sangue bem como a quantidade de sangue doado aumentaram sucessivamente ao longo do desenvolvimento da sociedade”. Se em 2001 os dadores foram pouco mais de seis mil, o ano passado ascenderam a 12.599 pessoas. Quanto à quantidade, registou-se um aumento de 85%. Quanto à doação de medula óssea, 353 pessoas já fizeram o seu registo na base de dados dos dadores de medula óssea de Hong Kong.
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Árvores IACM vai podar, colocar suportes e derrubar como medida de prevenção
Chuva, vento e doenças Joana Freitas
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Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) vai efectuar trabalhos de prevenção às árvores do território, agora que Macau entrou na época de chuvas intensas. Poda e colocação de suportes são algumas das medidas de prevenção, mas oito árvores tiveram já de ser removidas já que apresentavam perigo. “Após uma cuidada avaliação, verificou-se que oito árvores de grande porte, situadas na Calçada do Gaio, Avenida da República, Avenida da Praia Grande, Avenida da Longevidade, Largo da Ponte (Taipa) e Rua Fernão Mendes Pinto (Taipa), necessitavam de ser removidas.” Também as “Falsas Figueiras Sagradas”, árvores situadas na Rua Fernão Mendes Pinto, na Taipa, e na Avenida da República, encontram-se afectadas por doenpub
ças que lhes apodrecem as raízes. O IACM diz que nada pode fazer para as salvar. “Embora se tenha procedido a medidas de tratamento e colocação de suportes de apoio continuam, ainda assim, muito definhadas, com poucos ramos e folhas. Por as árvores se situarem numa zona turística importante de Macau e para a garantia da segurança de residentes e turistas, o IACM prevê removê-las em breve.”
Doenças e espaço
Além disso, a Árvore do Pagode, situada ao lado da Estrada do Campo em Coloane, que se encontra afectada por uma doença que lhe apodrece as raízes e está corroída, há anos, pela formiga branca, mostra uma ruptura no tronco a dez metros de altura do pavimento. “O IACM vai proceder ao corte dos ramos e ao controlo da altura dessa árvore.” O organismo explica que as árvores da cidade crescem num ambiente de espaço reduzido com
fracas condições para o crescimento das raízes, o que conduz facilmente a um desequilíbrio na proporção entre o seu aspecto e as raízes que as prendem ao solo. “Quando acontecem fortes chuvadas e o vento sopra forte, esta repentina sobrecarga a que estão sujeitas pode causar uma ruptura nos ramos e nos troncos ou até levantar as raízes, ameaçando a segurança pública. Assim, antes da chegada da monção, o IACM procede anualmente à poda e ao corte dos ramos de espécies das árvores de copa larga e também as que mais facilmente se quebram.” As Acácia Rubra, Bauhinia Vermelha, Castanheiro da Índia e Árvore do Pagode são, usualmente, as mais afectadas. Actualmente, o IACM utiliza, em quinhentas árvores, novos modelos de suportes de fibras de vidro porque permitem melhor defesa contra altas temperaturas, chuvas intensas, bactérias e ataques da formiga branca.
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cultura
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Cinema A Touch of Sin estreia em Cannes
O mais recente filme de Jia Zhangke foi apresentado na passada Sexta-feira, na competição, em Cannes. A Touch of Sin, título do filme do realizador chinês, podia ser o título de um filme de artes marciais, mas não é disso que o argumento trata. Um dos co-produtores é a empresa de Takeshi Kitano, não é difícil a violência gráfica de algumas cenas impôr no espectador o fantasma do cineasta japonês; ainda há quem se tenha lembrado de Tarantino. E este é um filme sobre o tema que os cineastas chineses têm procurado de forma obsessiva: o de uma sociedade encharcada de violência. Quatro histórias, um painel sobre a China actual, quatro retratos do desespero e da raiva: um mineiro revoltado contra a corrupção dos líderes da sua aldeia; um operário maravilhado pelas possibilidades da sua arma de fogo; uma empregada de sauna que é levada até limites sanguinolentos por ser confundida com uma prostituta; um jovem operário que escolhe atirarse de uma varanda por não suportar mais as humilhações. A forma como Jia Zhank-ke dispara, literal e explicitamente, para todo o lado poderá ser um gesto político corajoso, mas fica a dúvida se ele não é traído, pela grandiloquência insuflada.
Arte Criador do pato de borracha gigante vai a Portugal
Florentijn Hofman, o holandês que criou o pato de borracha gigante, que nas passadas duas semanas tem ‘navegado’ nas águas de Victoria Harbour, em Hong Kong, vai a Portugal ensinar os portugueses a pensar em grande. Pelo menos é isso que espera um dos produtores executivos do 180 Creative Camp, Luís Fernandes, que acredita que o evento é suficientemente ambicioso e inovador para um artista desta qualidade e dimensão sentir-se cativado para o desafio. Para além do patinho amarelo, Florentijn criou outras obras gigantescas como a “Mosca Muerta” colocada no topo de um edifício no México, um pastor alemão de 25 metros que guarda uma quinta em Leens, na Holanda ou um par de lesmas, as “Slow Slugs”, a subir uma escadaria em Angers, França. O 180 Creative Camp é um evento organizado pelo Canal180, um canal de televisão dedicado exclusivamente às artes, à cultura e à criatividade. A segunda edição do 180 Creative Camp realiza-se entre 6 e 14 de Julho, em Abrantes. Este ano, como se compreende, o tema é “Think Big”.
Música Philippe Cuper no Centro Cultural de Hong Kong
Esta noite, pelas 20.00, no Centro Cultural de Hong Kong, tem lugar o concerto de Philippe Cuper com a Hong Kong Wind Kamerata (HKWK). O grupo, que estará hoje em actuação, tem recebido os maiores elogios, seja na Suíça, Pequim, Xangai ou em festivais como o International Society of Contemporary Music (ISCM), o Music Festival of the Central Conservatory of Music de Pequim ou o Le French May. O grupo tem actuado com alguns dos artistas mais proeminentes da actualidade, como é disso exemplo o oboísta francês Maurice Bourgue, Martin Gatt e Christian Schmitt. Em comemoração do 50º aniversário da morte de Francis Poulenc, o clarinetista francês Philippe Cuper e a pianista Nancy Loo juntar-se-ão à HKWK para um concerto de celebração da música de Poulenc. O programa inclui ainda obras do compositor de Hong Kong Richard Tsang. O concerto desta noite está integrado no programa do Festival Le French May. Para mais informações consultar www.frenchmay.com
Feira Art Basel Hong Kong Arte em debates e eventos
Conversas paralelas Tiago Quadros
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Feira Art Basel Hong Kong, que abre portas já no próximo dia 23 de Maio, organiza e apresenta um conjunto de comunicações, encontros e conversas paralelas em torno das questões mais sensíveis do mundo da arte contemporânea. Trata-se de um conjunto de eventos satélite, incluindo dezenas de debates e painéis que contarão com a participação de artistas, galeristas, curadores e coleccionadores. A grande maioria dos eventos, que decorrem em paralelo à Feira, são abertos à participação do público. Do programa, já tornado público pela organização, destaca-se:
Private vs Public: Art outside the White Box
Realizado na primeira galeria-restaurante de Hong Kong, a Duddell’s, este debate centra-se nas relações entre arte, design e espaços sociais, procurando levar a audiência para fora do “white box”, termo que caracteriza o espaço clássico e tradicional de exposição. A designer Ilse Crawford, juntar-se-á a Amelie von Wedel, curadora da exposição Face to Face, integrada no programa da Feira Art Basel Hong Kong, e Catherine Maudsley, co-curadora da Colecção MK Lau da Duddell’s. A moderar o debate estará Aric
Chen, recentemente indicado como curador de Design e Arquitectura do futuro M+ Museum de Hong Kong. (Private vs Public: Art outside the White Box, 23 de Maio, 18:30 – 19:30. Duddell’s, 1 Duddell Street, Central).
The Market Is the Best Judge of Art’s Quality
A equipa do Intelligence Squared Debate volta a organizar novo evento depois do recente encontro realizado pelo mesmo colectivo em Abril passado. Neste debate, dois pares de pensadores contemporâneos — Amy Cappellazzo da Christie’s, Jeffrey Deitch do Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, o crítico de arte britânico Matthew Collings e a artista contemporânea Rirkrit Tiravanija — estarão a debater a favor e contra o sistema de mercado da arte, que é alegadamente a última área de negócio multi-bilionário, não regulado, livre de recessão. A moderar e lançar questões estará Charles Guarino, Editor da Revista Internacional Artforum. (The Market Is the Best Judge of Art’s Quality, 24 de Maio, 18:30 – 20.00. Rm N101, Hong Kong Convention and Exhibition Centre).
The Artist and the Gallerist
O primeiro programa na Feira Art Basel Hong Kong integra-
do no Conversations lineup, The Artist and the Gallerist, apresentará um diálogo entre o pintor chinês Zhang Xiagong e o galerista e presidente da Pace Beijing, Leng Lin, oferecendo uma perspectiva desta relação única e esotérica no mundo da arte contemporânea. (The Artist and the Gallerist, 23 de Maio, 10:00 – 11:30, aberto ao público. N106-108, Level 1 concourse, Hong Kong Convention and Exhibition Centre).
Who needs Critics? Does The Media Help Good Quality Art
Num campo onde a subjectividade é maior força motriz na apreciação de obras artísticas, e subsequentemente a fama de um artista e o seu valor, uma questão chega, muitas vezes, a dividir as pessoas: “Quem precisa de crítica?” E quem melhor para responder a esta questão do que os próprios críticos de arte? Neste programa paralelo à Feira Art Basel Hong Kong, o Editor de Arte do Financial Times, Jan Dally; a Editora do Art Newspaper, Georgina Adam; o Director de Investigação e Programação do Asia Art Archive, Hammad Nasar; e Director do Vermillion Art Collections, Jehan Chu, farão as honras da casa. (Who needs Critics? Does The Media Help Good Quality Art, 23 de Maio, 13:00 – 14:00, aberto ao público. N106-108,
Level 1 concourse, Hong Kong Convention and Exhibition Centre).
Collectors Focus
Já é um coleccionador de arte? Talvez esteja na altura de considerar como poderá ajudar as comunidades artísticas, locais e internacionais. Nesta sessão de comunicações, três proeminentes coleccionadores da região da Ásia Pacífico – Marcel Crespo, Alan Lau e Dick Quan – lançarão algumas perguntas como “De que forma podem os coleccionadores suportar a sua comunidade artística?” e “Deveremos nós coleccionar arte local para uma audiência internacional ou vice-versa?” (Collectors Focus, 25 de Maio, 10:00 – 11:30, aberto ao público. N106-108, Level 1 concourse, Hong Kong Convention and Exhibition Centre). As propostas apresentadas revelam apenas algumas pistas para um conjunto de 4 dias que se esperam de grande importância para todos aqueles que se interessam por arte contemporânea nas suas mais variadas vertentes. Entre as visitas aos stands das galerias, conversas com galeristas e artistas representados, o programa é extenso e muito variado. Entre 23 e 26 de Maio todos os caminhos vão dar à Feira Art Basel Hong Kong.
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unitYgate Programa de intercâmbio cultural entre Portugal e Macau regressa em Junho
Unidos pela arte
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‘unitYgate’, projecto que visa ‘unir’ pela arte as culturas do ocidente e do oriente, vai proporcionar novos “encontros”, com actividades a arrancarem, em Junho, em Macau, e a prosseguirem, em Setembro, em Portugal, anunciou ontem a organização. Dando continuidade ao projecto iniciado em 2011/12 e seguindo os mesmos moldes, o unitYgate 2013 - promovido pela Amalgama (Portugal) realizar-se-á em duas fases: entre 14 e 30 de Junho decorrerá em Macau e entre 13 e 30 de Setembro em Portugal. Macau e Portugal vão ser palco de uma série de ‘workshops’, a serem ministrados pela Companhia de DançaAmalgama e por professores locais, abrangendo áreas artísticas diversificadas que vão desde a composição coreográfica, à dança, ao movimento para actores e fotografia até às artes plásticas e fotografia, indica a organização numa nota enviada à agência Lusa. Estes “encontros” vão culminar a 28, 29 e 30 de Setembro em espectáculos, os quais contemplam a apresentação da criação “Revival”, incluindo o trabalho realizado em Macau e em Portugal.
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cultura
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CCM com espectáculos para os mais pequenos este Verão
Da Península Ibérica para Macau A
Pakeong Sequeira Fortes
Em paralelo, dias antes, vão ser apresentados espectáculos de dança tradicional indiana e chinesa, entre outros eventos, como a inauguração de uma exposição, a 20 de Setembro, do pintor de Macau Pakeong Sequeira Fortes. Nos ‘workshops’ estarão envolvidos não só professores/artistas de Macau e de Portugal, mas também formadores de Espanha, de Inglaterra e da Índia, segundo a mesma nota. Definido “como uma plataforma de trabalho através de um programa anual itinerante de intercâmbio artístico e cultural entre ocidente e oriente, transdisciplinar e pluricultu-
atharina Wagner, actual co-directora do Festival de Bayreuth, está a equacionar a doação ao Estado da Baviera de documentos herdados do seu pai, Wolfgang, relativos à história do festival. A confirmar-se, este gesto permitirá que eles possam ser estudados e façam luz sobre as relações da família do compositor com o ditador nazi. A bisneta de Wagner falou das suas intenções numa entrevista publicada na edição deste domingo do diário alemão Tagesspiegel, e citada pela agência de notícias AFP. Mas Katharina Wagner ressalva que a completa disponibilização dos arquivos do Festival de Bayreuth, até agora mantidos fechados, deverá passar pelo acordo dos quatro ramos da família. Por isso, alerta, “é difícil fazer com que esta correspondência muito dispersa fique desde logo acessível ao público”. E deu a entender que só com o consentimento de todos os
ral e para toda a população”, o unitYgate tem o seu “embrião” na ponte entre Portugal e Macau - considerados “sementes de convergência e unidade de diferentes culturas”. Em 2012, o projecto envolveu cerca de 30 artistas, incluindo sete de Macau. O projecto unitYgate - que tem como mentora e directora-geral da Companhia de Dança Amálgama, Alexandra Battaglia e nasceu a seguir ao Festival de Artes de Macau, onde a coreógrafa foi convidada a trabalhar com grupos locais, em Maio de 2011, - “pretende crescer e estender-se a outros países do Oriente, África e Brasil”.
o longo dos primeiros anos de crescimento, as crianças descobrem o mundo e o pulsar inato da vida, e a arte pode ser uma inspiração e uma orientação ao longo desse período de desenvolvimento. O Centro Cultural de Macau acolhe este verão dois espectáculos de teatro para os mais pequenos levados à cena por companhias vindas de Portugal e Espanha em dois novos programas. As produções sobem ao palco do Pequeno Auditório em Julho e Agosto numa série de 14 espectáculos cujos bilhetes estão à venda desde 19 de Maio. “Pedra a Pedra” chega a Macau vindo de Espanha, trazido pela companhia El Teatre Del’Homme Dibuixat. Este é um invulgar teatro de marionetas ao longo do qual o manipulador dá vida e alma a areia, seixos e outros objectos nos quais tropeçamos frequentemente, como latas e pauzinhos. Nesta história cheia de surpresas, um menino de lata procura novos amigos na praia e, enquanto passeia pelo areal ao som calmo das ondas vai deparar-
-se com situações fantásticas. A peça é uma forma de apelar à imaginação dos miúdos ensinando-os a reutilizar materiais com criatividade e alegria, informa o comunicado de imprensa da organização. Para além dos espectáculos, a companhia vai orientar workshops dedicados a crianças e famílias, mostrando em pormenor o processo de criação de marionetas a partir de objectos comuns. Os bebés e os mais pequenos vão poder gatinhar para o interior da fantástica música de Johann Sebastian Bach, num espectáculo sem palavras mas repleto de sons infantis, movimentos e brinquedos musicais, acrescenta a nota de imprensa. Trazido pelos pioneiros da Companhia de Música Teatral de Lisboa, “AliBaBach” é uma combinação de música, teatro e dança especialmente concebida para bebés e miúdos até aos cinco anos. “Pedra a Pedra” e “AliBaBach” sobem ao palco do CCM nos dias 26 a 28 de Julho e 8 a 11 de Agosto respectivamente.
TDM celebra 29 anos com gala no Venetian
“TDM & você: juntos há 29 anos” é o lema por detrás da gala que acontece dia 1 de Junho, pelas 20 horas, no Venetian, para celebrar o aniversário da Teledifusão de Macau S.A. Segundo o comunicado de imprensa enviado para as redacções, a gala será transmitida em directo nos canais TDM Ou Mun, TDM HD, Canal satélite Macau, Canal Macau e na rádio Ou Mun Tin Toi. O espectáculo vão participar artistas de Macau e do continente, contando ainda com a colaboração de 13 estações televisivas que têm cooperações com a TDM. A gala conta com o patrocínio da “Cotai Strip Resorts” e vai servir para anunciar os vencedores do “concurso para a produção de vídeos para a promoção de Macau”.
A bisneta de Wagner e a relação da família com Hitler
À espera de consentimento herdeiros é que essa doação poderá ser feita. Katharina Wagner, de 34 anos, partilha com a sua meia-irmã, Eva Wagner-Pasquier, de 68 , a direcção artística de Bayreuth, o festival fundado pelo próprio Richard Wagner em 1876 para a execução da sua obra. Adolph Hitler sempre nutriu uma admiração muito especial por Wagner: pela música, pela pessoa e pelo seu declarado anti-semitismo. E sabe-se que o ditador foi um frequentador assíduo do Festival de Bayreuth até ao início da Segunda Guerra Mundial, tendo relações muito próximas com o filho de Wagner, Siegfried, a sua mulher Winifred, e os netos Wolfgang e Wieland –
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que chamavam afectuosamente a Hitler “Tio Wolf”. Depois da morte de Siegfred Wagner, em 1930, e até ao final da guerra, em 1945, o festival foi dirigido pela viúva, Winifred, a quem depois sucedeu Wolfgang Wagner. A passagem, este ano (no dia 22 de Maio), do bicentenário do nascimento do compositor de O Anel dos Nibelungos tem vindo a ser pretexto, não apenas para a revisitação da obra de Wagner, mas também do modo como a sua figura, a sua obra e a sua herança (Festival de Bayreuth incluído) foram usadas por Hitler e pelo regime nazi, nomeadamente na perseguição aos judeus.
Essa herança de Wagner é, de resto, o tema do livro que acaba de ser lançado pelo historiador Sven Oliver Müller, Richard Wagner e
os Alemães. Uma História de Ódio e Fervor (Richard Wagner und die Deutschen. Eine Geschichte von Hass und Hingabe), e divulgado este domingo no jornal espanhol El Mundo. “Wagner, ou se adora, ou se detesta, tanto pela música como pela própria pessoa”, escreve o autor, que aborda na sua obra as várias facetas do compositor, que classifica como “um ser monstruoso”. Müller cita o caso particular do seu anti-semitismo defendido num ensaio publicado em 1850, “O Judaísmo na Música”, e depois actualizado e reafirmado numa segunda versão do texto, em 1869. Mas Müller explica também que “o que é relevante em Wagner não é o que fez em vida, mas como ele influenciou, e continua a influenciar, a Alemanha e os alemães, que a cada duas décadas mudam a sua perspectiva sobre ele e a sua música, actualizando sempre a sua interpretação do génio”.
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desporto
Ségio Fonseca Cheung Chi Wai info@hojemacau.com.mo
C
om muitos participantes, aparatosos acidentes e animação a rodes, o Campeonato de Carro de Turismo de Macau (MTCS, na sigla inglesa) arrancou no pretérito fim-de-semana no Circuito Internacional de Guangdong, situado nos arredores da cidade continental de Zhaoqing. Para além de pontuarem para as três classes do MTCS, as seis corridas do fim-de-semana atribuíram pontos para o apuramento dos pilotos locais para a 60ª edição do Grande Prémio de Macau.
terça-feira 21.5.2013
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Campeonato de Macau de Turismos começou em Zhaoqing
Corridas para todos os gostos prova correu pela primeira vez com um Chevrolet Cruze (ex-Yvan Muller ex-WTCC). O piloto macaense partiu da última posição, pois não marcou nenhum tempo na qualificação, e, após de uma fulgurante corrida, conseguiu terminar no degrau mais baixo do pódio. No domingo, e reparada a maquinaria, Badaraco e Leong não deixaram escapar o “1-2”, tendo De Jesus os acompanhado na
cerimónia do pódio. Ng Kin Veng e Souza seguiram-se na classificação de uma corrida onde só terminaram 13 viaturas. José da Rosa, Belmiro Aguiar e Célio Alves Dias saíram do GIC de mãos a abanar e terão que discutir o apuramento para o Grande Prémio de Macau na próxima e derradeira jornada. Hélder da Rosa (Honda DC5) conseguiu um 12º lugar na segunda manga, partindo assim para
o evento decisivo do mês de Junho ligeiramente mais confortável.
Duelo do costume nos N2000
A história dos anos anteriores da classe “N2000” repetiu-se este fim-de-semana, com o campeão Chou Keng Kuan (Honda DC5) e o vice-campeão Álvaro Mourato (Honda DC5) a ombrearam pela vitória, com o melhor
equipado Keng Kuan a levar a melhor em ambas as corridas apesar do esforço louvável do seu eterno rival. Na primeira manga, o ex-motociclista Leong Chi Koi (Honda DC5) foi o terceiro classificado, numa corrida em que o português Sérgio Lacerda esteve em bom plano, ao obter um sexto lugar à geral. Na corrida dominical, Keng Kuan repetiu o triunfo, mas desta vez Wong Wan Long (Honda DC5)
Favoritos confirmam no AAMC Challenge
Na corrida de Sábado da categoria rainha do MTCS, a “AAMC Challenge”, os Honda Accord amarelos da Son Veng Racing Team pareciam que tinham tudo para mais uma “dobradinha”, até que uma fuga de óleo no CL7 de Jerónimo Badaraco e um eixo de distribuição danificado no carro igual de Leong Ian Veng, virou o resultado final. A estrear uma nova decoração, Ng Kin Veng (Chevrolet Cruze) herdou assim vitória, terminando à frente de Eurico de Jesus (Honda Accord). O pódio ficou completou por Filipe Clemente Souza que nesta
Marco Carvalho
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erminou sem honra nem glória a participação da selecção de Macau na terceira edição do Campeonato de Basquetebol da Ásia Oriental. A competição, que se disputa na cidade sul-coreana de Incheon, só hoje conhece o seu desenlace com a anfitriã Coreia do Sul a enfrentar a China no encontro decisivo do certame, mas o cinco do território já não pode fugir à sétima e última posição da tabela. A formação da RAEM não conseguiu contestar o favoritismo dos adversários que encontrou pelo caminho na fase de grupos da prova e acabou por somar por derrotas os três desafios que disputou na competição. O cinco do território ficou integrado nas contas do Grupo A do certame, encontrando como adversárias as selecções do Japão, da Coreia do Sul e de Taiwan. O grupo de trabalho formosino foi, de resto, o primeiro adversário de Macau. As duas formações foram, no Samsan World Gymnasium de
superou Mourato na luta pelo segundo posto. Esta foi uma jornada pouco feliz para os pilotos de matriz portuguesa. Rui Valente (Honda DC5) não participou na primeira corrida e não terminou a segunda. Aliás, os três pilotos da 24-32 Racing Team – Lacerda, Valente e João Fernandes - não chegaram ao fim da segunda corrida. Ricardo Lopes (Honda DC5) teve um violento acidente, mas ainda obteve um 21º lugar na primeira corrida. Já Fernandes, ainda em fase de adaptação às corridas de automóveis, fez um 19º lugar na primeira manga, a que somou uma desistência na segunda.
Vitórias repartidas na Roadsport
Naquela que é a categoria com a maior variedade de modelos a competir, Sun Tit Fan estreou um Mitsubishi Evo10, carro que apesar de possuir há algum tempo só este ano saiu da garagem, e fê-lo com uma indiscutível vitória na primeira contenda da classe “Roadsport”. Contudo, Un Wai Kai (Mitsubishi Evo9), campeão da categoria em 2012, levou a melhor no segundo confronto.
Basquetebol China e Coreia do Sul disputam final do Campeonato da Ásia Oriental
Macau desilude em Incheon
Incheon, as protagonistas do encontro inaugural do certame. Mais estruturada, a formação taiwanesa não se compadeceu das fragilidades do adversário e navegou a velocidade de cruzeiro rumo à vitória, num desafio em que Macau nunca conseguiu verdadeiramente contestar a supremacia do rival. Sem oposição à altura, a formação formosina encerrou o primeiro período do desafio a vencer por 28-9. No segundo parcial do encontro, o cinco de Taiwan aproveitou o desnorte da frágil formação da RAEM para acrescentar vinte e quatro pontos ao placard, tendo chegado ao maior dos intervalos a vencer por uma cataclísmica vantagem de 39 pontos, mercê de um desequilíbrio notório, bem expresso no resultado – 52-12 – com que a partida entrou em contraciclo. Nos dois restantes parciais
manteve-se a toada de jogo, com Taiwan a procurar marcar e Macau a procurar não sofrer. O esforço do cinco do território acabou por se revelar inócuo.Com Tsung-Hsien Chang endiabrado (o atleta contribuiu para o resultado final com 28 pontos), Taiwan juntou 56 novos pontos aqueles de que já dispunha e encerrou a partida com um triunfo pelo esmagador resultado de 108 – 32. Do lado de Macau, Wu Ka Seng e Chi San Wong foram os jogadores que mais inconformados se mostraram face ao desaire, ao apontarem sete pontos cada. Na sexta-feira, o cinco do território defrontou o Japão e foi frente ao conjunto nipónico que conseguiu a melhor prestação em Incheon, sem que contudo conseguisse colocar em causa a supremacia do adversário. Mais eficaz, o Japão chamou a si as rédeas do
encontro desde os minutos iniciais da partida, encerrando o primeiro parcial a vencer por 25-13. O domínio nipónico adensou-se no segundo período, com o Japão a converter 28 pontos e Macau a ficar-se pelos catorze. No terceiro parcial, a produtividade nipónica baixou ligeiramente, permitindo que o cinco do território encurtasse de forma pouco expressiva a desvantagem para o adversário. Contas feitas, o Japão encerrou o desafio a vencer por 101 – 53, naqueles que foi, ainda assim, o parcial menos desequilibrado que Macau averbou na deslocação à Coreia do Sul. A selecção anfitriã foi, de resto, a última adversária de Macau na competição e a amplitude do desastre que resultou do embate entre ambas as formações dificilmente poderia ser mais constrangedor para o cinco do território. A se-
lecção da RAEM despediu-se do certame com uma derrota por 124 – 39, não conseguindo fugir ao último lugar da competição. Com três triunfos em outras tantas partidas disputadas, a Coreia do Sul venceu as contas do Grupo A, relegando o Japão para a segunda posição. No Grupo B, a República Popular da China dominou sem oposição, ao levar a melhor sobre Hong Kong e sobre a Mongólia na corrida pela passagem à segunda fase da prova. Chineses e coreanos discutem esta tarde o nome do vencedor da edição de 2013 do Campeonato de Basquetebol da Ásia Oriental. Hong Kong e Japão decidem quem encerra as contas do pódio no âmbito de uma competição que serve também para determinar o nome dos representantes da região no Campeonato Asiático da Modalidade.
terça-feira 21.5.2013
[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB Sala 2
star trek: into darkness [b] Um filme de: JJ. Abrams Com: Benetic Cumberbatch, Alice Eve 14.30, 19.15
star trek: into darkness [3D] [b] The Great Gatsby
Um filme de: JJ. Abrams Com: Benetic Cumberbatch, Alice Eve 16.45, 21.30
Sala 1
Sala 3
Um filme de: Baz Luhrmann Com: Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan 14.15, 16.45, 21.45
Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 14.15, 16.45, 19.45
the great gatsby [b]
iron man 3 [c]
Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 19.15
iron man 3 [3D] [c]
Aqui há gato
the great gatsby [3d] [b]
Um filme de: Baz Luhrmann Com: Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan 19.15
HORIZONTAIS: 1-Cheio de rubor, ruborizado. 2-Ufano, envaidecido. Imposto de Circulação (abrev.). 3-Afastei, suprimi. Acrecente. 4-Apeadeiro (abrev.). Altar. Irritam. 5-Gemido (Bras.). Acto de miar. 6-Podia entrar ou ser contido. Expatriar, expulsar. 7-Ligar. Pássaro brasileiro. 8-Tulha subterrânea, onde ser conservam cereais. Estabelecimento onde se servem bebidas. Vogais iguais. 9-Passado. Caixões mortuários. 10-Cobalto (s.q.). O m. q. Iridáceas. 11-Deixarias só. VERTICAIS: 1-Do Cáusaco. 2-A nudez na pintura. Sossegado, pacífico. 3-Arre!. Pequena moeda da antiga Grécia. 4-Espécie de abelha do Brasil, vulgarmente chamada maribondo. Árvore da Malásia. Vogal (pl.). 5-Tarado, psicopata. Auroque. 6-Cortai em rolos ou toros. Quarto mês do ano. 7-Empunhei. Acalma, suaviza. 8-Dor. Abalada. Puxar com o rodo. 9-Campo de liça. Vai-se, retira-se. 10Nome de mulher. Sua Alteza (abrev.). 11-Colocariam em camadas.
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
(Com 17 casa pretas)
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:40 18:30 19:30 20:30 21:00 21:30 22:10 23:00 23:30 00:00 01:00 01:30
31 - STAR Sports 13:00 MotoGP World Championship 2013 - Main Races Grand Prix De France 16:30 FIA World Touring Car Championship 2013 - Highlights 17:00 Sk Telecom Open Day 4 Highlights 17:55 The Verdict 18:25 (LIVE) AFC Champions League 2013 FC Seoul vs. Beijing Guoan 20:30 Inside WTCC 21:00 Golf Focus 2013 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 21:55 (LIVE) AFC Champions League 2013 Bunyodkor vs. Buriram United
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HORIZONTAIS: 1-ANACARADO. A. 2-UFANOSO. IC. 3-C. ABOLI. ADA. 4-APA. ARA. IRAM. 5-ULO. MIADELA. 6-CABIA. BANIR. 7-ACOPLAR. ANI. 8-SILO. BAR. AA. 9-IDO. URNAS. M. 10-CO. IRIDEAS. 11-O. ISOLARIAS. VERTICAIS: 1-A. CAUCASICO. 2-NU. PLACIDO. 3-AFA. OBOLO. I. 4-CABA. IPO. IS. 5-ANORMAL. URO. 6-ROLAI. ABRIL. 7-ASI. ABRANDA. 8-DO. IDA. RAER. 9-O. ARENA. SAI. 10-IDALINA. SA. 11-ACAMARIAM. S.
À venda na Livraria Portuguesa Breviário das Más Inclinações • José Riço Direitinho
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
«Depois de se ter deitado com um homem, lavavase sempre numa infusão de folhas de arruda, apanhadas ao luar, e bebia tisanas com sementes de funcho e de sargacinha-dos-montes, para que as regras não lhe faltassem.» Assim começa este romance que narra a vida e a morte (aos 33 anos, como Jesus) de José de Risso, um homem de virtude que nasceu marcado nas costas com um sinal em forma de folha de carvalho. Cemitério de Pianos • José Luís Peixoto
A obra retrata uma família de Benfica e, aborda a morte como não apenas o fim, mas também a continuidade através da herança deixada em vida. A morte como destino irremediável da vida e nova vida após a morte. Um ciclo que se repete ininterruptamente. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Inteligência política Já faltam menos de quatros meses para as eleições da Assembleia Legislativa. Porém, já conseguimos sentir o ambiente desses dias. Macau chegou à época chuvosa e, nos meus passeios pelas ruas, já vi muitas guarda-chuvas com frases de campanha dos candidatos de 2009, especialmente a foto de Chan Meng Kam com um grande sorriso estampado num guarda-chuva amarelo. Bem, como o seu parceiro para a eleição, Si Ka Lon, já afirmou ao nosso jornal, ele está preocupado porque agora os eleitores são mais inteligentes e pensam de várias maneiras diferentes. Os jantares e prendas parece que já não satisfazem os eleitores jovens. Logo, os candidatos precisam de optar por mais sinceridade e demonstrar a suas verdadeiras capacidades. Infelizmente, na última semana pudemos testemunhar que um grande grupo de idosos foi manifestar-se, liderado por Cheong Weng Fa, o presidente de uma associação de operários. Uma manifestação sobre um assunto que, para mim, não considero assim tão importante. Quer dizer, o assunto pode ser importante, mas a sua forma de manifestação foi um pouco estúpida, tendo em conta que os idosos não sabiam ao que iam. No ano passado, este mesmo presidente afirmou que ia ser candidato da AL pela via directa em 2019. Será que estes idosos vão votar nele? Como é que uma associação para os direitos dos operários só tem apoios de idosos? Segundo Cheong Weng Fa, os filhos desses idosos são membros da associação, mas os protestos e manifestação contam sempre com a participação de idosos que não sabem porque lutam. Será que o motivo das acções deste homem é pura e simplesmente para angariar votos para 2019? Lembro-me que uma vez a Macau Consciência disse que, segundo a lei, qualquer pessoa pode ser membro da AL. Então será que qualquer residente de Macau pode ser deputado? Claro não! Ter um lugar importante e decidir políticas benéficas aos residentes precisa de inteligência política, mas também um coração sincero, da parte dos candidatos. Será que isto vai acontecer? Ainda temos quatro meses...
Pu Yi
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opinião
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terça-feira 21.5.2013
Pior que há dois anos José Pacheco Pereira In Público
E
stamos hoje pior do que há dois anos quando se pediu o resgate internacional: Portugal, a democracia, a economia, as finanças, a sociedade. Claro que tudo isto é muito relativo, visto que se trata apenas de graus de mal - estávamos muito mal há dois anos, estamos pior agora. A última coisa que isto deve consolar ou isentar é os autores do mal de há dois anos, mas também, em nome desse mal, não se deve esconder o que piorou. O que piorou é que um elemento essencial em democracia, a existência de margem de manobra, ou seja, de escolhas, diminuiu exponencialmente nestes dois anos, sem que nenhum problema de fundo tenha sido resolvido e sem que haja qualquer melhoria que não seja tão frágil como o fino gelo em que andamos. Pior, nenhuma melhoria adquirida, mesmo que se aceitem as melhorias enunciadas no discurso governamental (défice estrutural, balança comercial, regresso tímido e apoiado ao mercado), é sustentável, nem por persuasão democrática (o que me interessa) nem à força (o que passa pela cabeça dos que defendem a ilegalidade em nome da “economia”, seja no abandono do primado da lei e do direito em nome do “programa” seja na ultrapassagem da Constituição). É por isso que se está pior. Explico-me. Há dois anos, o ministro das Finanças de Sócrates, para impor o resgate externo, mandou o recado para os jornais de que não havia dinheiro para salários e pensões. Esta semana, o primeiro-ministro, Passos Coelho, veio dizer o mesmo: ou prosseguimos as políticas que ele propõe, ou não há dinheiro para salários e pensões. Descontando o elemento chantagista do argumento, que é igual há dois anos e hoje, o que podemos concluir é que nada foi adquirido e que estamos na mesma, vivemos a um mês de não ter dinheiro para salários e pensões. Se se aceita a veracidade do argumento, a pergunta a fazer é que significado teve o sacrifício dos portugueses nestes dois anos, em que cada pacote de austeridade foi sempre apresentado como último, para ser logo a seguir anunciado um novo, quando o Governo não conseguia os resultados que pretendia com o anterior. Em finais de 2011, Passos Coelho, quando questionado sobre se bastava o corte de meio subsídio de Natal, respondeu que sim. Logo a seguir, quando do anúncio do fim dos subsídios de Natal e de férias, quando questionado sobre se era suficiente, respondeu que sim. Em 2012, quando subiram os impostos, questionado sobre se chegava, Passos Coelho respondeu que sim. Em 2012, quando anunciada a subida da TSU, questionado sobre se essa medida seria eficaz, Passos Coelho respondeu que sim. Em 2012, quando se anunciou o “enorme aumento de impostos”, que seria apenas para 2013, Passos Coelho garantiu que sim.
Em 2012 e 2013, quando começou a falar da “refundação do Estado” e dos quatro mil milhões, questionado sobre se isso resolvia o problema de adequar o financiamento do Estado aos recursos que os “portugueses estariam dispostos a pagar”, Passos Coelho respondeu que sim, esta reforma era “estrutural” e por isso fechava o “problema”. A cada pacote de austeridade foi sempre pedido mais do que no pacote anterior e todas as medidas estão a ser cumulativas, e as que eram provisórias para 2011, 2012, ou 2013 continuam em aplicação para 2014, 2015, 2016, 2017, e algumas o ministro das Finanças aponta para 2020-2030. De medidas destinadas a resolver a situação de emergência de 2011-4, passaram a medidas para uma geração ou duas. Qualquer pessoa que tenha uma mínima ideia do que é uma democracia percebe que isto é errado, ilusório, mágico, milagroso, ou melhor ainda, um completo disparate. Há dois anos, o país tinha sido posto na bancarrota pelos delírios de José Sócrates e pelo esbanjamento escandaloso dos seus “programas de bandeira” e tivera de, in extremis, pedir ajuda internacional e negociar o memorando. Não me interessam os pormenores da “narrativa” socrática, porque com mais ou menos culpa da situação internacional e do PSD, no essencial foi dele a responsabilidade. Porém, nessa situação de “emergência”, havia em democracia uma margem considerável de manobra e os mecanismos democráticos podiam funcionar acrescentando factores
positivos à crise que se vivia, ou seja, “saídas”. Um desses mecanismos foi as eleições, permitindo que o sentimento da primeira grande manifestação “indignada”, contra Sócrates, pudesse ter expressão nas urnas. O eleitorado varreu Sócrates e o PS do poder com o mesmo mecanismo de rejeição com que ele tinha varrido Santana Lopes, ambos em resultado da interrupção de governos em funções. Acresce que dessas eleições resultou uma maioria parlamentar do PSD-CDS, que, em abstracto, era uma solução muito melhor do que a minoria do PS para gerir um período de crise e dificuldades. O aspecto negativo foi uma campanha eleitoral baseada no logro, embora o conhecimento público do memorando da troikatrouxesse aos eleitores algum sentimento de realismo sobre os tempos que aí vinham. A todos estes resultados - “actualização” excepcional dos sentimentos populares pelas eleições, maioria parlamentar, mudança de pessoal político - podia acrescentar-se por parte da maioria dos portugueses um sentimento muito raro em democracia: de que seria legítimo pedir sacrifícios, que estavam dispostos a fazer, desde que moderados, a prazo e, acima de tudo, feitos com justiça e equidade. Por seu lado, no sistema político, o PS fragilizado e recém-signatário do memorando, estava comprometido com a governação, e as centrais sindicais abertas a negociações, mesmo que, como a CGTP, não o dissessem. Havia por isso, uma margem
Há dois anos, o país tinha sido posto na bancarrota pelos delírios de José Sócrates e pelo esbanjamento escandaloso dos seus “programas de bandeira” e tivera de, in extremis, pedir ajuda internacional e negociar o memorando. Porém, nessa situação de “emergência”, havia em democracia uma margem considerável de manobra e os mecanismos democráticos podiam funcionar acrescentando factores positivos à crise que se vivia, ou seja, “saídas”
considerável de manobra política e social, em democracia. Ela iria inevitavelmente conhecer alguma erosão com a austeridade, mas existia em 2011 a seguir às eleições. É à luz destes factos que o Governo de Passos Coelho cometeu todos os pecados capitais que hoje paga em termos de impasses e bloqueios políticos, com um isolamento parecido com o de Sócrates terminal, e com uma perda de legitimidade e credibilidade. Esses erros começaram na desvalorização da gravidade da crise recebida, e na hipervalorização do memorando como instrumento de engenharia social, económica e política. O Governo menorizava a amplitude da crise, porque a considerava catártica e uma “oportunidade”, e estava felicíssimo com o pretexto que o memorando lhe dava para “revolucionar Portugal”. O “memorando era o programa do PSD”, como disse Passos Coelho, impante da sua importância e papel como sendo aquele que iria mudar a face do país, da economia, o grande modernizador, que iria combater os “vícios do passado” e os maus hábitos dos portugueses, cheios de direitos e “pieguice”. O conteúdo das suas declarações iniciais, utópicas e proféticas, encontrou em Gaspar o típico executor burocrático que era suposto trazer a eficácia da tecnocracia para a prossecução da “revolução”. Gaspar acabou por ser o Mestre e não o Executor, mas isso também era previsível. As opções radicais, milenares e proféticas, implicaram um excesso de zelo e uma pressa de rolo compressor, tentando esmagar a “velha” economia e os “velhos” hábitos o mais rápido e violentamente possível, para depois, sobre as ruínas, se erguer o Portugal disciplinado, competitivo e alemão. Por isso, nenhum acordo com o PS, nenhum sério envolvimento dos parceiros sociais, nenhum esforço de “consenso” tinham sentido. Era um programa para os fiéis sem dúvidas, obstinados e cegos a tudo o que não fosse o “ir para além da troika”, “custe o que custar”. E os fracos como o PS, os sindicatos e mesmo as confederações patronais, tinham de ser postos à margem porque não eram confiáveis. Ficavam apenas, dentro do círculo do poder, o sector financeiro, e a elite dos “sempre os mesmos”, que circulavam de governo para governo, da banca, das consultoras financeiras e dos grandes escritórios de advogados. Mas isso era natural, porque o “programa” da troika e de Passos Coelho era o deles. A recusa do “consenso” não foi o resultado de o Governo ser desajeitado, ou demasiado convencido, ou um “erro de comunicação”. Foi uma opção de fundo inteiramente consistente com um radicalismo que exigia fidelidade e zelo dos fiéis e dos convertidos, mas não tinha lugar para mais ninguém. E assim se começou a destruir o espaço de manobra que existia em 2011. E esse é o segundo acto desta história. Fica para depois.
terça-feira 21.5.2013
opinião
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Helder Fernando
19
à flor da pele
Coisas de arrepiar I Regresso à aparente rotina feita por caminhos que gosto de trilhar. «Banho de informação», como aprendi há décadas que quem anda por estes trilhos deve tomar diariamente antes de iniciar as actividades. Por exemplo, leitura dos jornais locais na minha ausência. Tive de segurar-me: Entre o consumo e o tráfico de droga em Macau o aumento nos primeiros 3 meses deste ano é muito preocupante - só o tráfico aumentou mais de 70 por cento, números oficiais. Tanto combate por fazer e tanta campanha pública a desenvolver com inteligência e não com parolices e outras vulgaridades. Mais uma vez a entrega, sem concurso público, das obras de remodelação do edifício da sede do governo à empresa do deputado Fong Chi Keong que costuma ter sorte com estas coisas. «São apenas umas obras de remodelação», diz um porta-voz comentando reacções ao despacho em Boletim Oficial dando conta desta adjudicação onde no entanto se escreve «concepção e construção das instalações dos serviços de apoio da sede do governo». Obras no valor, à partida, acima de 27 milhões de patacas. É publicamente conhecida a exigência por parte da UNESCO, até 2015, de um plano de gestão urbana para o chamado centro histórico de Macau; de resto a entrosar com a lei do planeamento urbanístico que ainda estará a ser analisada pelos nossos ilustres parlamentares. O grosso dos senhores deputados locais acha que isso é um género de idiotice, pelo menos uma impossibilidade, dizem eles. Há pelo menos um excelentíssimo e atento deputado que até tem a alta e trabalhosa função de presidir à 2ª comissão permanente, que trata destes assuntos, a afirmar desconhecer completamente a mencionada solicitação da UNESCO. Bom, o executivo diz ir pensar na data de aplicação de medidas de urbanização ou, não sei se entendo bem, na aplicação de uma proposta de Lei da Salvaguarda do Património, em princípio agendada para o próximo mês de Agosto. Mais uma vez, as chuvadas colocaram a cidade mas também Taipa e Coloane, grande parte debaixo de água, com avultados prejuízos em habitações, comércio, restaurantes, etc. Que ninguém vai pagar a não ser as vítimas e se tiverem, as que tiverem, dinheiro para isso. Segundo os relatos que leio, 2 horas de chuvas intensas foi o suficiente para o caos. A culpa é da Natureza, claro. E também do pouco interesse consequente que, ao longo dos tempos, mereceu aos governantes do presente e do passado, a remodelação total das infraestruturas da região. Devem ter receio dos ratos.
Os crimes com referência a seguir não foram, melhor dito não são praticados em Macau, mas sim na parte continental da China. Crimes há muito conhecidos relacionados com as porcarias venenosas introduzidas em várias espécies de produtos alimentares. Desta vez uma centena de pessoas, entre elas 73 estudantes do centro e leste da China foram parar ao hospital depois de ingerirem alimentos envenenados. Aconteceu agora na cidade de Lianyuan, província de Hunan e também na cidade de Ningbo, província de Zheijiang. Arroz e massas cheios de porcarias várias. Em Fujian foi carne de porcos que tinham morrido por doença, vendida para consumo das pessoas, pelo menos umas boas dezenas de toneladas. São já incontáveis os exemplos registados na China continental tragicamente nocivos para a saúde pública. Empresas de produtos lácteos contaminam leite em pó com melamina e outras mixórdias, o que só de uma vez afectou mais de 300 mil pessoas, algumas delas morreram. Até se chega ao ponto de misturar carne contaminada de rato, raposa e marta, fazendo passar a mistela letal por carne de carneiro. Contam-se muitas histórias sobre estes crimes, inclusivamente óleo extraído ilegalmente de cabelos de cadáveres humanos ou o aproveitamento ilegal de cadáveres para extrair óleos que são engarrafados também ilegalmente e vendidos como produtos para cozinhar. E há os iogurtes com veneno para ratos que já provocaram a morte a crianças pelo menos num jardim de infância na província nortenha de Hebei. Grande parte se não mesmo a totalidade destes relatos costumam vir transcritos pelo menos na versão em língua inglesa do oficial China Daily. Oficialmente, está lançado um plano de luta contra estes e muitos outros atentados criminosos. Não será tão cedo que em Macau deixemos de assistir, esmagados pelas multidões avassaladoras, a uma razia feita pelos visitantes do continente nas prateleiras de leite em pó, águas, conservas e outros produtos alimentares, e ainda medicamentos e cosméticos. Arrepiante, não é estimado leitor? II Respiremos fundo depois de ler as atrocidades resumidas acima. Voltamos a outras na mesma vergonhosas. Porque exploram cidadãos, porque não contribuem para a modernidade de Macau, da felicidade de Macau, da harmonia de Macau. O super escandaloso preço das habitações, tanto para alugar como para vender. Os pimbalhaços, cabeças de ferro ou não de alguém, que controlam o mercado imobiliário
Até se chega ao ponto de misturar carne contaminada de rato, raposa e marta, fazendo passar a mistela letal por carne de carneiro. Óleo extraído ilegalmente de cabelos de cadáveres humanos ou o aproveitamento ilegal de cadáveres para extrair óleos que são engarrafados também ilegalmente e vendidos como produtos para cozinhar. E há os iogurtes com veneno para ratos que já provocaram a morte a crianças pelo menos num jardim de infância na província nortenha de Hebei. (...) Arrepiante, não é estimado leitor? de Macau, andam à solta e alegres da vida, têm tanto amor a esta terra e às suas gentes como qualquer de nós gosta de andar descalço em vidros partidos. Vem tudo escrito: o preço médio do metro quadrado das casas vendidas na região no passado mês de Março aumentou 66,18 por cento face a Março de 2012. Ou seja, cada metro quadrado de uma habitação custa mais de 88 mil patacas. Números divulgados pelos Serviços de Finanças. Esta gente ninguém a agarra. Será porquê? E ainda será preciso falar, repetir argumentos, sobre a inacreditável situação de não existir em Macau um real legislação protectora dos animais? E ainda será preciso falar do deficiente serviço prestado pela CTM em várias frentes da sua actividade? Será mesmo «inevitável» que os cidadãos residentes ou de passagem em alguns bairros de Macau, estejam condenados a não ter rede de telemóvel? Chegámos a que grau de desrespeito pelas pessoas? Ou isto é tudo um pesadelo irreal? III Três citações que deixo à reflexão do estimado e tolerante leitor:
Primeira citação. Diz o académico Wang Hai, do Instituto para a Investigação Económica da Academia de Ciências Sociais de Jiantsu, junto ao Rio Amarelo, num estudo transcrito na revista oficial, local, «Administração» : «Macau já tem excelentes alicerces no que respeita aos laços com Portugal e países de expressão portuguesa, mas há agora que expandir para os países de línguas latinas. Macau como plataforma sino-latina tem significado relevante quer para Macau e o Delta do Rio das Pérolas, quer para a abertura e desenvolvimento da China». Segunda citação. Contexto: uma jovem professora de língua chinesa e activista local Kam Sut Leng terá causado algum espanto em algumas mentalidades ao aparecer de minissaia, aliás pouco mini a avaliar pelas fotos, numa caminhada comemorativa do Dia do Trabalhador. Respondendo à pergunta de Cecília Lin, neste jornal, sobre o que pensa do facto de se ter tornado centro de debate pelo vestuário com que desfilou, a jovem disse: «Queria que a atenção não fosse para a roupa, mas sim para aquilo que os jovens pedem: melhor habitação, como também prestassem atenção ao chumbo dado pela Assembleia Legislativa às propostas de lei (do deputado José Pereira Coutinho) porque acho que essas propostas iriam beneficiar a população». Pasmo como foi dado destaque a umas saias, nem sequer muito curtas de uma jovem (e se fossem, qual seria o problema?). Parece que há pessoas que andam com os olhos no chão neste mundo e nesta cidade onde até em roupa interior se sai à rua - o que se calhar até é saudável. Terceira citação. Grace Wu há 19 anos que é secretária-geral do YMCA, sigla de língua inglesa da Associação dos Jovens Cristãos de Macau. Numa entrevista feita por Rita Marques Ramos para este jornal, Grace falou dos desafios que os jovens de Macau devem enfrentar, do problema das drogas nas escolas, do tráfico crescente em Macau, dos jovens que trabalham nos casinos, naturalmente sobre o papel desempenhado pela associação a que preside. Questionada sobre se o governo devia incentivar o cumprimento da medida de restrição da entrada e trabalho a menores de 21 anos nos casinos, respondeu assim: «Essa medida é um pouco positiva, uma necessidade. Mas acho difícil o governo providenciar mais restrições para as pessoas entrarem nesta indústria, uma pessoa aos 18 anos já é legalmente maior de idade, como podem restringir o acesso ao trabalho?» Reflictamos.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
terça-feira 21.5.2013
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UMAC Parceria com universidade de Taiwan
c a r t o on
Thein Sein na casa branca
por Steff
A Universidade de Macau (UMAC) e a Universidade Tsinghua, em Taiwan, assinaram recentemente um acordo com cooperação por forma a promover a investigação académica, o intercâmbio de estudantes e a partilha de dados, aponta um comunicado. Tal aconteceu depois de uma visita de uma delegação da UMAC à Ilha Formosa, liderada pelo reitor Wei Zhao. Ficou prometido “o reforço de comunicação e cooperação, e a exploração de maiores oportunidades no futuro”.
Assange Escândalo sexual foi uma “montagem”
Coreias China pede atenção
Futebol Jardim assina pelo Sporting
Leonardo Jardim vai assumir o comando técnico do Sporting, anunciou o clube. Leonardo Jardim, de 38 anos, nascido na Venezuela, mas criado na Madeira, chega ao Sporting, depois de ter iniciado a carreira no Camacha (2003-2008). Jardim vai suceder a Jesualdo Ferreira, que no domingo confirmou a sua saída do clube.
China Estudo analisou 300 cidades. HK no topo
Macau no décimo lugar em competitividade Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
A
Academia Chinesa de Ciências Sociais publicou este domingo o “livro azul de competitividade da China urbana 2013”, onde Macau ocupa a décima posição no tópico “competitividade económica global”, por oposição a Hong Kong que ocupa o lugar cimeiro do pódio. O ano passado, Macau ocupava a 13ª posição. A região vizinha é, aliás, a líder nos outros dois tópicos, que versam sobre a competitividade sustentável (Macau surge em 6º lugar) e na cidade com uma competitividade mais saudável
para viver. Neste último ponto, Macau é considerada a segunda melhor cidade. No total, foram analisadas perto de 293 cidades da China, sendo que as restantes cidades que aparecem no pódio Tiago alcântara
A China pediu ontem às duas Coreias que “tenham em mente a paz e a estabilidade na península coreana. Manter a paz e a estabilidade é o interesse comum e a aspiração de todas as partes, pelo que esperamos que tenham em conta este objectivo maior”, afirmou o porta-voz do MNE chinês, Hong Lei. “Pedimos às partes que façam mais esforços para reduzir a tensão”, acrescentou o porta-voz chinês. Hong comentou igualmente notícias publicadas pela imprensa chinesa, segundo as quais 16 pescadores chineses foram sequestrados a 5 de Maio por tripulantes de uma embarcação da Coreia do Norte que exigem o pagamento de um resgate de 600.000 yuans. O porta-voz confirmou o sequestro e afirmou que a China enviou um pedido formal ao regime de Pyongyang para que “a situação seja gerida adequadamente e a segurança e direitos legítimos dos pescadores sejam protegidos”.
são Shenzen, Xangai, Taipé (capital de Taiwan) e Pequim. O livro azul aponta ainda que, segundo o índice económico, Hong Kong, Macau e Taiwan são das cidades que têm mais competitividade a nível global. Já a zona sudeste da China apresenta vantagens por ser um lugar mais confortável para se viver, dado que as cidades pequenas têm, segundo o estudo, um nível de harmonia mais alto. A mesma publicação considera que existe uma grande pressão para a construção de cidades harmoniosas, que incluam a transparência administrativa e governamental, com mais credibilidade dos governos locais e ao nível dos serviços públicos.
Polícia Judiciária deteve mais um jovem com droga na escola
Foco de estupefacientes
A
s escolas têm estado na ordem do dia no que toca ao tráfico e consumo de droga no território. Desta feita, o Ministério Público (MP) deu ontem conta de que um jovem de apelido Wong, com 17 anos, apanhado pelas autoridades policias na escola por consumo de droga na escola e posse de “ketamina” na sua residência. Ao mesmo foram aplicadas as medidas de coação necessárias, diz o MP em comunicado. Ainda no fim do mês passado, a Polícia Judiciária divulgou um caso de cinco jovens suspeitos
de consumir e vender droga nas escolas, tendo um dos jovens confessado o fácil acesso às drogas dentro do espaço escolar. Também outros três suspeitos naturais do continente foram detidos por alegado envolvimento num caso de tráfico de drogas ficaram em prisão preventiva. Desta feita, um homem de 39 anos e duas mulheres de 24. O primeiro também estava envolvido num caso de prostituição. Na posse dos três indivíduos foram encontrados 39 gramas de droga e aparelhos para o consumo de drogas. - R.M.R.
Julian Assange revelou e-mails da Agência de Espionagem Eletrónica (GCHQ) do Reino Unido em que os espias diziam que as acusações de violação ao fundador do Wikileaks eram uma montagem. A agência mostrou-se embaraçada com as revelações de Assange, durante uma entrevista ao programa espanhol “Salvados” (La Sexta), conseguidas através de um pedido oficial para consultar estas informações “desclassificadas”. O antigo jornalista leu algumas passagens. “Tentar prendê-lo.... Parece uma montagem”, disse. Sobre a sua actual situada, fechado na embaixada do Equador, Assange disse: “Estou a fazer o trabalho da minha vida”.
Aquilino Ribeiro evocado em Paris
O escritor Aquilino Ribeiro é evocado em Paris, esta semana, por ocasião do cinquentenário da sua morte, numa iniciativa da Associação Portuguesa de Escritores (APE), que desde Fevereiro tem estado a evocar a efeméride. O programa é coordenado pelo escritor Luís Machado, e abre na quarta-feira, às 18:00 locais, com uma mesaredonda sob o título “Aquilino: Paris – Tempo de Exílios e Liberdade”, no Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian. Esta mesa-redonda conta com as participações de António Coimbra Martins, Eduardo Lourenço, José-Augusto França, José Manuel Mendes e Luís Machado. “Recorde-se que as vivências de Aquilino [Ribeiro] em Paris, no fundo, a cidade da sua juventude, passaram também pelos cafés que propiciaram convivialidades, abriram novos horizontes e conferiram outras universalidades à sua escrita”, afirma a APE no mesmo comunicado.