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Hoje Macau 21 ABRIL 2022 #4992

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FETECHINOISE

RUBY YANG

NO MUNDO DOS OUTROS ENTREVISTA

HONG KONG

A EQUIPA DE JOHN LEE PÁGINAS 10-11

JUSTIÇA | ANGELA HO

DISPUTAS FAMILIARES PÁGINA 7

TEMPO DE CELEBRAÇÃO EVENTOS

OPINIÃO

PLP E CHINA RUI LOURIDO

TIMOR-LESTE

RAMOS-HORTA PRESIDENTE ÚLTIMA

QUINTA-FEIRA 21-4-2022

MOP$10

Nº 4993

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

Mais é demais

O secretário para a Economia e Finanças esteve ontem no plenário para anunciar que a nova ronda de distribuição do cartão de consumo acontecerá a 1 de Junho e vai obedecer às mesmas regras do ano passado: 5 mil patacas para usar de imediato, mais 3 mil em descontos. Quanto aos inúmeros pedidos de apoio às PME, Lei Wai Nong sublinhou que “impulsionar o mercado” não compete apenas ao Governo, antes é uma tarefa que deve ser repartida pela população e empresas. PÁGINAS 4-5

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FUNDAÇÃO RUI CUNHA

HOJE MACAU


21.4.2022 quinta-feira

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2 entrevista

RUBY YANG CINEASTA DE HONG KONG

“Histórias sobre a vida humana são as que mais me atraem” Mestre do documentário, Ruby Yang tornou-se, em 2006, na primeira mulher chinesa a conquistar um Óscar com “The Blood of YingZhou District”, um documentário que expõe a crua realidade de crianças e famílias infectadas com o HIV, numa altura em que o assunto era ainda mais tabu na China. A propósito de um ciclo de cinema sobre a sua obra, que decorre na Cinemateca Paixão, o HM conversou com a realizadora

A Cinemateca Paixão inaugurou ontem um ciclo de cinema dedicado ao seu trabalho. É importante mostrar os seus documentários em Macau? Estes são os mais representativos da sua carreira? Penso que sim. Serão mostrados seis documentários meus e penso que as pessoas poderão ver parte do meu universo. Qual é o documentário mais importante para si? Talvez o que lhe deu o Óscar, “The Blood of YingZhou District”? Cada documentário tem a sua importância, mas as pessoas reconhecem mais “The Blood of YingZhou District” como o mais importante, porque ganhou esse prémio. É importante também porque ajudou os chineses a prestarem atenção à questão do HIV. Quando realizou esse projecto, quais foram os maiores desafios que enfrentou no trabalho de campo, efectuado na província de Anhui? Foi muito difícil fazer este documentário na altura, porque estávamos em 2004 e a China não estava ainda preparada para discutir o HIV. Era muito difícil chegar às pessoas que quisessem falar sobre esta doença e o impacto dela. Foi muito desafiante encontrar crianças ou famílias que quisessem falar connosco e ser filmadas. Quando venceu o Óscar, o que sentiu? Esperava esta distinção tão importante? O Óscar abriu-me muitas portas. É uma curta-metragem, se fosse um filme maior as pessoas prestariam ainda mais atenção, mas foi o primeiro filme com um tema sobre a China que recebeu um Óscar, por isso foi muito importante para o público chinês, muito mais do que para o público ocidental. Foi a primeira vez que um tema como este, o HIV na China, foi abordado e levou à conquista de um Óscar.

“Tenho um estudante de Macau, que é muito bom e talentoso, e tenho a certeza de que há lá muitas histórias à espera de serem exploradas.” E penso que, além do prémio, o mais importante foi o impacto que o documentário teve. Muitas pessoas começaram a prestar atenção às crianças e pessoas que sofriam com o HIV. Hoje em dia é mais fácil discutir o HIV na China? Há uma maior abertura [para falar disso], porque a esposa de Xi Jinping [Peng Liyuan], antes de este ser Presidente, foi nomeada pelo Ministério da Saúde como embaixadora ou porta-voz para a questão da Sida. Devido a isso, as pessoas que viviam com o HIV passaram a ser encaradas com uma maior normalidade. O impacto foi semelhante ao que se sentiu quando a Princesa Diana apertou

“Nem todas as grandes histórias podem ser transformadas em documentários, porque é um storytelling visual.”

a mão a um jovem com HIV [nos EUA]. Passou a ser um tema mais aceitável. Ser a primeira mulher chinesa a receber um Óscar foi também importante para chamar a atenção para o trabalho das cineastas? Contribuiu para que as mulheres que fazem cinema tenham mais voz? Sim, penso que serviu como uma validação para as mulheres realizadoras. Muitos jovens perceberam que também podiam pisar um palco com o seu trabalho, podiam ser nomeados para um Óscar. O seu trabalho também se foca muito em algumas realidades de Hong Kong, que mudou muito nos últimos anos. Que novas realidades gostaria de explorar nos seus documentários? Há mais restrições sobre os temas que podemos discutir em Hong Kong, mas penso que as pessoas ainda conseguem fazer filmes interessantes sobre as vidas individuais ou a vida em comunidade. Pode reflectir-se sobre a identidade cultural. Os filmes nem sempre têm de ser sobre política. Sou professora, ensino produção de documentários, e temos estudantes que, devido à covid-19, não conseguiram sair para entrevistar pessoas, então foi-lhes pedido para fazerem projectos sobre eles próprios. Como se sentem como chineses em Hong Kong, qual o caminho de vida que querem seguir. Na sociedade asiática não se fala muito disso, não se explora o interior e não se mostra ao mundo. Gosto que os jovens explorem mais essas questões. Porque decidiu abraçar o género documentário? Estudei em São Francisco, EUA, no final dos 70, e foi quando percebi que havia um enorme estigma e racismo contra os sino-americanos. Não era o caso das

pessoas em Hong Kong, onde todos são chineses. Mas num país estrangeiro ou numa comunidade diferente, o chinês fica de fora, e houve muitas questões identitárias que me surgiram. Não estava a estudar cinema e depois aconteceu trabalhar com muitos grupos que falavam dessa questão e que procuravam construir uma voz totalmente diferente para as pessoas asiáticas que viviam na América. Nos anos 80 havia muitos estereótipos em Hollywood. Não se viam verdadeiros rostos asiáticos na televisão, no cinema. Isso mudou 20 anos depois, mas naquela altura era o que acontecia. Foi assim que fiquei interessada no género documentário e depois fiquei interessada em explorar a vida destas pessoas. Comecei a fazer os meus próprios filmes e segui este caminho para a minha carreira. Tem sido muito interessante ver tantos mundos diferentes, vivências que nunca tinha revelado, e gosto de facto do género documentário.

“Na sociedade asiática não se explora o interior e não se mostra ao mundo. Gosto que os jovens explorem mais essas questões.” Quando fez “A Moment in Time”, um documentário sobre a comunidade chinesa em São Francisco, recorreu a algumas experiências pessoais? Foi vítima de racismo ou de discriminação? Felizmente cheguei no final dos anos 70 e as coisas começaram a mudar. Comecei a ver menos racismo no mundo artístico. Mas tive consciência, com as gerações mais velhas, do racismo que eles tiveram de enfrentar. Entrevistei muitas pessoas que se mudaram para São Francisco nos anos 30 e 40 e que me contaram as vidas que tiveram na Chinatown. Felizmente não vivi nenhum episódio de racismo. Prefere esse mundo real em relação à ficção, por exemplo? Vê-se a fazer um filme ficcional? Gostaria de fazer isso, possivelmente. A ficção é baseada na vida das pessoas, constrói-se ali algo e depois condensa-se a história. Mas a vida real é muito mais interessante do que a vida ficcionada. Quais são os principais temas que gosta de explorar no cinema? As histórias sobre a vida humana são as que mais me atraem mais. Não consigo explicar propriamente o que me atrai, mas quando me


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deparo com algo interessante simplesmente digo “uau, esta é uma grande história, será que é possível transformá-la num documentário?” Nem todas as grandes histórias podem ser transformadas em documentários, porque é um storytelling visual. Se imaginarmos a história em imagens e de como pode ser transformada num filme, isso implica sempre que escolhemos uma parte, e não toda a história.

entrevista 3

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“Além do prémio (Óscar), o mais importante foi o impacto que o documentário teve. Muitas pessoas começaram a prestar atenção às crianças e pessoas que sofriam com o HIV.”

Gostaria de fazer um documentário sobre Macau? Sente-se atraída pelo modo de vida, pelo cenário? Teria de viver lá durante um tempo para sentir o pulsar da cidade e das suas histórias. Não poderia simplesmente chegar e fazer um documentário. Mas gostaria de o fazer. Tenho um estudante de Macau, que é muito bom e talentoso, e tenho a certeza de que há lá muitas histórias à espera de serem exploradas.

Além de ensinar, que novos projectos está a desenvolver? Estou a terminar o meu livro anual sobre o cinema de Hong Kong nos anos 50 e 60. Eu e o meu marido coleccionamos elementos publicitários dos filmes e é muito interessante. Nesse período o cinema feito em cantonês era muito rico. Como descreveria o mercado cinematográfico actualmente em Hong Kong? Há mais desafios?

Com os problemas surgem as oportunidades. E sem dúvidas que podemos explorar novas formas de storytelling. Podemos olhar para o Irão, onde ainda se fazem muitos filmes mesmo que haja censura. Assim sendo, as pessoas podem desenvolver técnicas muito interessantes de storytelling. Temos de nos reinventar a nós próprios como realizadores. Andreia Sofia Silva


EMPREGADAS PEDIDA MAIOR FISCALIZAÇÃO VAGAS NOS HOTÉIS

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RÓMULO SANTOS

4 assembleia legislativa

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O seguimento do anúncio do plano-piloto para a contratação de empregadas domésticas e a elevada procura existente, a deputada Wong Kit Cheng defendeu que o Governo deve restringir a entrada de Macau de mão-de-obra com “maus registos”, alargar o número de países emissores, simplificar procedimentos e aumentar as vagas nos hotéis de quarentena. “[O Governo deve] fiscalizar rigorosamente as empregadas domésticas que entram em Macau através do “Plano-piloto”, restringindo, especialmente, as que têm maus registos anteriores de trabalho e as que activaram, com frequência, a validade do título de trabalho, limitando ainda mais a sua mudança de tipo de trabalho, para reduzir situações de “mudança de emprego com má-fé” e em que agem “propositadamente para serem despedidas”, controlando bem o regime do período transitório, para assegurar a estabilidade do mercado”, referiu a deputada. Durante a sua intervenção, Wong Kit Cheng sugeriu ainda que, após analisar os pedidos, o Executivo deve concluir “rapidamente” o trabalho de optimização do programa e que considere “aumentar gradualmente” os países exportadores para aliviar “o mais rápido possível” as necessidades das famílias. Tendo em conta as queixas sobre elevado tempo de espera e os custos para a entrada das empregadas domésticas, a deputada pretende ainda que o Governo seja “mais proactivo” na negociação com os hotéis de quarentena, agências de emprego e, para que sejam abertas mais vagas de isolamento para as empregadas domésticas. Também o deputado Ron Lam abordou o tópico, apontando que o Governo deve dar mais detalhes sobre o “Plano-piloto” e oiça mais opiniões, para que os empregadores não saiam prejudicados. Isto, tendo em conta que ainda não se sabe quando é que as empregadas domésticas abrangidas pelo programa poderão entrar, as reservas em hotéis para observação médica estão “sempre esgotadas” e os custos com o transporte e isolamento das trabalhadoras “serão na ordem das dezenas de milhares de patacas”. P.A.

Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças “Na medida do possível, vamos dar todo o apoio às PME, esperando que a população também possa apoiá-las porque é assim

Vamos todos

ECONOMIA CARTÃO DE CONSUMO EM JUNHO. GOVERNO “NÃO SUBSTITUI MERCADO” E REFUTA

O novo cartão de consumo chega a 1 de Junho, repetindo os moldes do ano passado. Perante as críticas dos deputados sobre a ausência de apoios às PME, ao desemprego e a calendarização de um plano de retoma da economia, Lei Wai Nong vincou que o Governo “não substitui o mercado” e que a solução passa por ter mais visitantes, dando prioridade à saúde da população e ao controlo da pandemia

O

secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong revelou ontem que a nova ronda do cartão de consumo será lançada no dia 1 de Junho, permanecendo inalterados os moldes de utilização definidos no ano passado. Quer isto dizer que, uma vez mais, os residentes terão direito a um valor inicial de oito mil patacas para gastar, das quais, cinco mil serão para utilização imediata e três mil em descontos. De acordo com o secretário, a data de entrada

em vigor da nova ronda prende-se com a produção do respectivo regulamento administrativo necessário à concretização da medida. “Uma vez aprovada esta proposta de lei vamos produzir de imediato o respectivo regulamento administrativo [onde vamos definir os detalhes]. Nesta ronda vamos também definir um montante inicial de oito mil patacas e três mil patacas como verba de desconto imediato (…) esperamos que este plano possa entrar em vigor no dia 1 de Junho”, começou por dizer Lei Wai Nong na sessão plenária de

ontem, onde os deputados viriam mais tarde a aprovar a revisão do orçamento para 2022. Recorde-se que para financiar as medidas de apoio à popula-

“As PME não conseguem ver sinais de melhoria devido às medidas anti-epidémicas.” RON LAM DEPUTADO

ção e empresas, o Governo vai injectar mais 7,2 mil milhões de patacas da reserva extraordinária no orçamento para este ano. Deste valor, cerca de 5,9 mil milhões de patacas destinam-se ao cartão de consumo e 1,3 milhões patacas vão subvencionar o pagamento das tarifas de água e luz. Durante a discussão, deputados como Ron Lam, José Pereira Coutinho, Zheng Anting e Ella Lei criticaram o Executivo pela falta de apoio dada às pequenas e médias empresas (PME) e mostra-


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assembleia legislativa 5

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A culpa é da pandemia Aprovada lei que regula junkets. Governo defende diploma e atribui fecho de casinos à pandemia

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que vamos conseguir assegurar os postos de trabalho.”

persistir

APOIOS ÀS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

Olear o triângulo

Na réplica, o secretário rejeitou, para já, a criação de novas medidas de apoio destinadas às PME e vincou que, juntamente com o Governo, a população e as empresas devem “andar de mãos dadas”, para impulsionar o consumo e manter postos de trabalho. “Esperamos que a população possa consumir mais. Todos nós

Pereira Coutinho salientou as consequências da elevada taxa de desemprego, (...) questionando se Lei Wai Nong “vai continuar sem resposta” e “à espera de ver quantas mais pessoas se vão atirar dos prédios”

percebemos que a população está a sofrer uma grande pressão económica (…) e, na medida do possível, vamos dar todo o apoio às PME, esperando que a população também possa apoiá-las porque é assim que vamos conseguir assegurar os postos de trabalho”, começou por dizer. “Impulsionar o mercado não pode depender meramente do Governo, mas deve contar também com as empresas e a população. É um trabalho tripartido”, acrescentou.Durante a intervenção, Lei Wai

Nong apontou ainda que a verdadeira “solução para os problemas” passa pelo regresso dos turistas a Macau, frisando “não ser hora de desistir” e que o Governo continuará a organizar eventos de grande envergadura para “as empresas terem negócio”. Confrontado com a possibilidade de utilizar mais uma parte do valor da reserva financeira, superior a 620 mil milhões de patacas, o secretário vincou que esse montante “é o património de Macau” que deve ser utilizado, não só agora, mas também “pelas futuras gerações”. Sobre a possibilidade de vir a relaxar mais medidas nas fronteiras para permitir a captação de investimentos do exterior e turistas de outros mercados que permitam melhorar a economia, Lei Wai Nong sublinhou que o Governo está a estudar a situação, embora a prioridade passe por “assegurar a segurança e a saúde da população”. “Damos prioridade à saúde e à segurança da população, portanto temos de assegurar a prevenção e o controlo da pandemia para avançar com outros trabalhos”. Pedro Arede

Cerne da questão

Questionado por Ron Lam sobre quantos casinos-satélite existem em Macau e o impacto que a nova lei vai ter sobre a sua actividade, Lei Wai Nong disse que a culpa da actual situação

é da pandemia e que a lei está aqui para ajudar. “O essencial aqui é definir a natureza, o carácter e os direitos e deveres [dos intervenientes do sector do jogo]. As questões colocadas hoje [ontem] (…) já foram esclarecidas aquando da discussão [da nova lei do jogo]. O Governo não tenciona retirar as condições de sobrevivência das respectivas actividades. Aliás, pretendemos criar condições para que possam continuar a exercer as suas actividades. A situação com que nos deparamos actualmente não é por causa da alteração da lei, mas sim devido ao impacto da pandemia”, vincou o secretário. Recorde-se que o novo diploma, que entra em vigor a partir da entrada em vigência das novas concessões, vem complementar uma outra proposta de lei, em discussão em sede de comissão na AL, para regular o concurso público das licenças de jogo e a actividade das concessionárias. P.A.

Segurança nacional Exposição desencadeou “febre” de conhecer sucessos do país O deputado Chan Hou Seng considera que a exposição sobre a Educação da Segurança Nacional inaugurada na semana passada “desencadeou uma febre de conhecer os sucessos do desenvolvimento do País”. Para o deputado, é fulcral que o Governo continue a apostar neste tipo de iniciativas para que a população tenha “sentido de risco” e

salvaguarde a segurança nacional. Além disso, Chan Hou Seng apontou ainda que a identidade cultural chinesa “é um sentimento que vem do coração” e, por isso mesmo, considera que os valores tradicionais devem ser cultivados. “A integração da educação para a segurança nacional, da educação patriótica e da educação histórica, a

divulgação dos percursos de desenvolvimento do país e dos feitos e das acções dos indivíduos nobres e o cultivar da identificação com a cultura chinesa da próxima geração, os valores tradicionais chineses e o caminho de desenvolvimento da pátria são essenciais para garantir a segurança nacional”, vincou

Turismo “Jogos de detectives” para explorar Macau Com o objectivo de revitalizar os pontos turísticos de Macau, o deputado Wang Sai Man quer que o Governo aposte em novas modalidades de turismo, como “jogos de detectives” e actividades mais imersivas pela cidade. “Jogos de detective mais turismo é uma modalidade de turismo de imersão muito popular entre os jovens, que podem gastar dois dias e uma noite para experienciar uma história num cenário real. O Governo deve organizar um festival cultural “Macau de 1900”, para os residentes e turistas seguirem o guião

RÓMULO SANTOS

ram preocupação com o aumento dos preços dos bens essenciais, questionando o Governo sobre a eventualidade de vir a implementar novas medidas de apoio no futuro. “As PME não conseguem ver sinais de melhoria devido às medidas anti-epidémicas”, disse o deputado Ron Lam, que pediu “a criação de planos económicos de recuperação” pós-pandemia. Por seu turno, Pereira Coutinho salientou as consequências da elevada taxa de desemprego entre uma população “fechada” dentro das fronteiras do território, questionando se Lei Wai Nong “vai continuar sem resposta” e “à espera de ver quantas mais pessoas se vão atirar dos prédios”.

OM um voto contra do deputado Ron Lam, Assembleia Legislativa aprovou ontem, na generalidade, a lei que estabelece as regras para o exercício de actividade dos intervenientes da exploração do jogo, ou seja, concessionárias, promotores de jogo (junkets), colaboradores e sociedades gestoras. Durante o debate, vários deputados acusaram o Governo de estar a promover, através da criação de uma nova lei mais restritiva e perante um contexto económico adverso, o encerramento dos casinos-satélite da região, mostrando-se preocupados com o aumento do número de desempregados. Na resposta, o secretário frisou que o objectivo do Governo não passa por impossibilitar a existência dos casinos-satélite e recordou que existe um período de transição de três anos para que as operadoras adquiram os imóveis onde estes se encontram.

do jogo e viajarem até ao ano de 1900, vestidos com trajes da época, empunhando adereços, no sentido de viver os acontecimentos”, começou por dizer. Para que os turistas possam “sentir” essas características, e

“prolongar a estadias”, o deputado sugeriu ainda a criação de “percursos históricos interligados” pela Avenida de Almeida Ribeiro, partindo da Ponte 16, passando pelo Banco Taifung, IAM, Hotel Lisboa e acabando no Wynn.


6 política

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PORTO INTERIOR CONSTRUÇÃO DE BOMBA DE ÁGUA ARRANCA ATÉ FIM DE JUNHO

O Governo acredita que a estação que vai ser construída na Zona Sul do Porto Interior irá resolver grande parte dos problemas das inundações. Sobre as portas de maré continuam a faltar respostas das autoridades do Interior

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ARA evitar as cheias na zona Sul do Porto Interior, o Governo vai avançar com o concurso público para a construção de uma bomba de água até ao fim deste trimestre. A novidade foi avançada ontem aos deputados, durante um encontro entre representantes do Executivo e os deputados da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas. A reunião serviu para analisar as medidas de prevenção de cheias no território, e, segundo o presidente da comissão, Chui Sai Peng, os deputados saíram satisfeitos com as soluções e o calendário apresentado. “A bomba do Sul do Porto Interior vai ser construída em três fases. O concurso público para a construção da primeira fase vai ser feita no presente trimestre”, afirmou Chui Sai Peng. “Há o objectivo de fazer as obras sem perturbar o trânsito, de forma a manter sempre

RÓMULO SANTOS

A preparar as cheias

deputada Song Pek Kei defende que o Governo deve criar um fundo para pequenas e médias empresas (PME) para ajudá-las a enfrentar a situação actual, bem como oferecer apoios económicos para as companhias que atravessam maiores dificuldades. O pedido faz parte de uma interpelação

A comissão de serviço de Inês Chan à frente do Gabinete de Comunicação Social (GCS) foi renovada por um ano, de acordo com um despacho publicado ontem em Boletim Oficial. O despacho vem assinado por Hoi Lai Fong, chefe do Gabinete do Chefe do Executivo, e a comissão prolonga-se até ao final de Junho de 2023. Inês Chan está no cargo desde Julho de 2020, após ter ingressado na Função Pública em 1990. Antes da promoção para o GCS, onde substituiu Victor Chan, desempenhava as funções de chefe do departamento de licenciamento e inspecção da Direcção dos Serviços de Turismo.

Saúde Ho Ion Sang pediu apoio psicológico para a população

três vias de circulação disponíveis ao longo do percurso entre a Rua Almirante Sérgio e a Praça Ponte Horta”, acrescentou. Além da estação de bomba de água, o Governo afirmou esperar que em conjunto com a caixa de retenção de água, box-culvert, o problema das inundações fique resolvido. No local, vai ainda ser instalada uma estação de tratamento, para garantir que a água é tratada antes de ser devolvida ao mar.

Conselhos da Tsinghua

Os trabalhos apresentados ontem pelo Governo têm por base as análises de especialistas da Universidade de Tsinghua, em Pequim. Para os deputados, a construção da bomba de água, assim como as existentes 13 bocas de saídas

de água para o mar são vistas como uma solução suficiente para resolver a maioria dos problemas de inundações naquela zona. “Actualmente, desde a Ponte Cais n.º 5A até ao Porto Interior te-

A construção da bomba de água, assim como as existentes 13 bocas de saídas de água para o mar são vistas como uma solução suficiente para resolver a maioria dos problemas de inundações naquela zona

mos 13 bocas de saída de água. Com essas bocas, e se houver intrusão de água, em conjunto com as bombas, creio que podemos melhorar muito o trabalho de prevenção de desastres”, considerou Chui Sai Peng. Em sentido contrário, um projecto que parece encalhado é a construção das portas de maré, também na zona do Porto Interior. O plano continua dependente da aprovação das autoridades do Interior e ainda não há uma decisão. “Sobre o desenvolvimento das comportas em conjunto com o Interior, esperamos que os trabalhos sejam acelerados, mas não temos respostas concretas”, reconheceu o deputado. “É um projecto que está relacionado com várias cidades da província de Cantão”, justificou. João Santos Filipe

PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SONG PEK KEI PEDE CRIAÇÃO DE FUNDO DE APOIO

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GCS Inês Chan com mandato renovado

divulgada ontem pelo gabinete da deputada. Segundo a legisladora, estes apoios são muito importantes porque Macau e o Interior vivem uma fase em que há poucos turistas, sendo que o número pode vir a ser ainda mais reduzido, a qualquer altura, devido às medidas de zero casos de covid-19.

Como exemplo das dificuldades, Song Pek Kei indicou o sector das convenções e exposições, que no passado, antes da pandemia, gerava mais de 1.200 empregos, através de vários eventos de grande dimensão. Contudo, no ano passado, esta indústria sofreu uma quebra de 70 por cento,

tendo só organizado 449 convenções e exposições, o que fez com que muitos empregos fossem extintos e muitos outros ficassem em risco. Por outro lado, a deputada pediu ao Executivo para manter o investimento público para a organização de convenções e exposições.

Além do sector das convenções e exposições, Song Pek Kei abordou igualmente a situação do sector da construção civil e a importância do investimento público. De acordo com a legisladora, as empresas nesta área só vão sobreviver caso o Governo mantenha as despesas com obras.

O deputado Ho Ion Sang pediu ao Governo para apoiar psicologicamente os residentes locais, devido ao aumento da taxa de suicídio na RAEM. A posição foi tomada, ontem, através de uma intervenção escrita na Assembleia Legislativa. “Muitos trabalhadores foram despedidos ou estão de férias sem vencimento, e os finalistas deparam-se com dificuldades de emprego, tornando evidentes problemas sociais ocultos”, destacou. “Muitas famílias estão a sofrer grandes pressões económicas no dia-a-dia, que afectam gravemente a sua saúde psicológica e mental”, acrescentou. “Espero que o Governo, para além do apoio pecuniário, dê também apoio ao nível espiritual e psicológico aos residentes”, desejou. Segundo as estatísticas reveladas ontem pelo jornal Macau Daily Times, entre Janeiro e Março o número de casos de suicídio e de mortes “causadas por quedas” aumentaram 300 por cento, para 28 casos e 11 casos, respectivamente.

Empregadas domésticas Defendida simplificação de candidaturas

Wu Hang San, membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, sugeriu ao Governo que simplifique as candidaturas para contratar empregadas domésticas na Filipinas. Segundo Wu, os procedimentos apresentados com o programa-piloto do Governo exigem muito tempo e envolvem demasiada burocracia, o que dificulta a sua eficácia. Citada pelo jornal do Cidadão, a vogal considerou que o facto de o processo ser iniciado junto da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, para depois ter de ser reencaminhado para o Corpo de Polícia de Segurança Pública e os Serviços de Saúde é demasiado longo. Wu Hang San afirmou que o deveriam ser criados balcões específicos nos Centros de Serviços da RAEM, onde se poderia tratar de todo o processo, ou ainda criar procedimentos online. Além disso, a vogal disse ainda que deveria ser possível, a quem tiver a cargo crianças com menos de seis anos, pedir mão-de-obra não-residente.


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sociedade 7

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JUSTIÇA ANGELA HO PERDE ACÇÃO SOBRE GESTÃO DA HERANÇA

Furto Empregada presa por roubar 20 mil patacas

Uma empregada doméstica, com 30 anos, foi detida depois de ter roubado cerca de 20 mil patacas aos patrões, para jogar no casino. O caso foi revelado ontem pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), de acordo com o jornal Ou Mun. O furto aconteceu no dia 13 deste mês, quando um dos patrões deixou 20 mil patacas no bolso do casaco e saiu de casa, à noite. Durante a ausência, a empregada, natural do Myanmar, desligou a electricidade da casa, para evitar que os actos fossem captados pelas as câmaras de segurança, e tirou o dinheiro do casaco. Com o montante, a mulher de 30 anos foi jogar às mesas do casino, onde perdeu tudo. No entanto, no regresso a casa, os patrões detectaram que o dinheiro tinha desaparecido, e foram verificar a videovigilância, e foi quando repararam que tinha sido desligada durante algum tempo. De seguida, confrontaram a mulher, que confessou o crime e justificando-se com o vício do jogo.

Caça ao tesouro

Naquela que foi a primeira grande disputa familiar desde a morte de Stanley Ho, a filha mais velha do magnata, Angela Ho, perdeu uma acção legal a favor dos irmãos, onde pretendia nomear dois contabilistas da sua confiança para a equipa responsável pela gestão da herança deixada pelo pai

Hengqin Quase 9 mil locais com residência na zona de cooperação

“Se o tribunal pretender chegar a um ‘compromisso’ (…) sempre que um ou dois beneficiários discordantes insistirem na sua própria escolha, então a situação vai ser recorrente (…) e conduzirá ao caos.”

O director da Comissão de Desenvolvimento e Reforma da Província de Guangdong, Zheng Renhao, afirmou que foram emitidas mais de 8.600 autorizações de residência para cidadãos de Macau na Zona de Cooperação na Ilha da Montanha. Segundo o responsável, além dos 9 mil residentes, há 503 a trabalhar na zona de cooperação, no que representa um aumento de 114 por cento face ao período homólogo. A este número, junta-se ainda cerca de 7.000 imóveis comprados por residentes de Macau, na zona de cooperação. De acordo com declarações citadas pelo jornal Ou Mun, Zheng Renhao divulgou também que mais de 53 mil residentes de Macau tiveram consultas médicas em Hengqin e que existem 4771 empresas com capital de Macau naquela zona.

Motas eléctricas Novos lugares de carregamento já estão a funcionar

Os novos 50 lugares de carregamento de motociclos e ciclomotores eléctricos entraram ontem em funcionamento, de acordo com um comunicado da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). Os lugares foram instalados nos seguintes parques de estacionamento públicos: Auto-Silo do Edifício do Bairro da Ilha Verde, Auto-Silo do Edifício Fai Fu, Auto-silo Praça Ferreira do Amaral, Auto-Silo Jardim Comendador Ho Yin, Auto-Silo do Edifício da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, Auto-Silo do Complexo Desportivo das Portas do Cerco, Auto-Silo do Edifício Mong Sin, Auto-Silo do Edifício Mong In, Auto-Silo do Parque Central da Taipa e Auto-Silo do Edifício Lok Kuan.

é possível ver que a maioria dos descendentes de Stanley Ho assinaram uma escritura em Julho de 2020, onde se firmou que seriam nomeados gestores independentes para gerir a herança, tendo ficado assente que a KPMG, uma das quatro maiores empresas de contabilidade do mundo, foi a escolhida pela maioria. Por seu turno, Angela Ho alegou que os profissionais da “Alvarez & Marsal Asia” teriam vantagens em relação à KPMG. No entanto, o juiz alegou que o princípio de nomear administradores independentes seria colocado em causa, se se permitisse que os todos descendentes indicassem os gestores da sua preferência. O juiz disse ainda que o facto de Angela Ho ter insistido na escolha dos seus próprios contabilistas é demonstrativo de "uma noção errada” sobre o processo, dado nunca ter colocado em causa a competência e a independência da KPMG.

WILSON CHAN JUIZ

Angela Ho com o seu pai, Stanley Ho

A

NGELA Ho, a filha mais velha de Stanley Ho ainda viva, perdeu uma acção legal a favor dos irmãos, onde pretendia nomear dois contabilistas da sua confiança para co-administrar, juntamente com dois outros gestores escolhidos pela maioria dos irmãos, a fortuna de milhares de milhões deixada pelo magnata. A informação, avançada na terça-feira pelo South China Morning Post (SCMP), marca o início daquela que é a primeira grande disputa familiar sobre a

repartição da herança de Stanley Ho, desde a sua morte a 26 de Maio de 2020. Recorde-se que o magnata dos casinos de Macau deixou três mulheres e 15 filhos vivos, tendo uma fortuna avaliada em cerca de 6,4 mil milhões de dólares, quando se reformou, em 2018. Segundo o SCMP, a decisão do tribunal chega após Angela Ho ter solicitado a integração de dois gestores da consultora “Alvarez & Marsal Asia” na equipa de administradores, para a qual já estão escolhidos outros dois profissionais da empresa

KPMG, aprovados pela maioria dos irmãos. O juiz responsável pela decisão, Wilson Chan, argumentou ter recusado a integração dos gestores indicados por Angela Ho, após não ter encontrado razões para “ir contra a vontade da maioria” e ter alegado que o facto de o processo envolver duas empresas pode levar, à duplicação de procedimentos, aumento de custos administrativos e à “ineficácia”.

Contra todos

Além disso, no acórdão consultado pelo SCMP na terça-feira,

"O ponto de partida deve passar pelo facto de o tribunal preferir a proposta da maioria", pode ler-se no acórdão. "Se o tribunal pretender chegar a um 'compromisso' (…) sempre que um ou dois beneficiários discordantes insistirem na sua própria escolha, então a situação vai ser recorrente (…) e conduzirá ao caos”, acrescentou. No documento, foi também revelado que Angela Ho questionou as implicações do estado matrimonial de Lucina Laam, a segunda mulher de Stanley Ho, e se esta devia ser incluída na lista de 18 beneficiários da herança de Stanley Ho. Pedro Arede


8 eventos

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FRC SEMANA DE ANIVERSÁRIO COM EXPOSIÇÃO COLECTIVA E CONFERÊNCIAS

Creative Macau Festival de curtas-metragens em Dezembro

A edição deste ano do Festival de Curtas-metragens de Macau, organizado pela Creative Macau, realiza-se entre os dias 1 e 8 de Dezembro. Um dos eventos que pretende revelar o que de melhor os realizadores de Macau, e não só, fazem na área do cinema recebeu este ano 2.539 curtas de Macau e do estrangeiro, tendo já sido analisadas 700 “para possíveis escolhas do júri de selecção” para integrar as listas de películas finalistas. Esta 13.ª edição do festival irá decorrer no Teatro Capitol, ficando a promessa de mostrar “a superior qualidade dos filmes e a proveniência diversa que melhor traduzirá a dignidade de um festival moderno internacional, que traz a Macau as mais inovadoras produções de autor”.

Dez anos é muito tempo

A fim de celebrar os dez anos de existência da Fundação Rui Cunha (FRC), a entidade inaugurou ontem uma exposição colectiva de 36 artistas com ligações a Macau e à própria FRC e prepara-se para receber, na próxima semana, duas conferências, sobre responsabilidade social corporativa nas empresas em Macau e “A Harmonia do Contraponto”, com apresentação do mestre Kou Tak Kuong

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patuá, um dialecto de Macau em vias de extinção, será o foco da próxima oficina promovida pelo Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa. Entre os dias 30 de Abril e 31 de Outubro irá decorrer a “Oficina Língua Patuá”, que inclui aulas sobre o “enquadramento histórico, económico e social de Macau”, o “ensino e compreensão de fonemas, dicção e formas de falar”, sendo ainda feita uma introdução aos poemas macaenses. Esta oficina, inclui também o ensino do patuá com declamação na sua vertente poética. Com esta iniciativa, o CCCM pretende chamar a atenção “para a posição mundial do Patuá enquanto língua minoritária decretada pela UNESCO, em risco de extinção”. A oficina terá, portanto, “um conjunto de aulas vivas com a finalidade de sensibilizar para a questão da preservação” deste crioulo. Desta forma, contribui-se “para a preservação de uma componente integrante da singular história e cultura macaense”. A iniciativa será ministrada por Joaquim Ng Pereira, macaense, licenciado em ciências da comunicação e cultura e mestre em programação e gestão cultural, ambos na Universidade Lusófona. Membro da Comissão das Migrações, Joaquim Ng Pereira tem-se dedicado, em Portugal, à promoção e divulgação do patuá e da cultura macaense. Nesta actividade, colabora também Sara Roncon Leotte, licenciada em relações lusófonas e língua portuguesa pelo Instituto Politécnico de Bragança e autora do relatório de estágio “Perspectivas sobre o ensino das línguas - português, chinês e patuá: a criação de oficinas de língua”, defendido no CCCM. A temática das relações sinólogas, com incidência em Macau e a preservação do patuá constitui o seu primeiro trabalho na área.

LEONG LAMPO

LISBOA CCCM PROMOVE OFICINA SOBRE PATUÁ

A Fundação abriu ontem portas a uma exposição colectiva que junta 36 artistas “cujas origens, estilos e percurso profissional, têm em comum Macau e uma intrínseca ligação” à galeria da Praia Grande


quinta-feira 21.4.2022

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Fundação Rui Cunha (FRC) celebra dez anos de existência na próxima quinta-feira, dia 28, e para marcar essa data abriu ontem portas a uma exposição colectiva que junta 36 artistas “cujas origens, estilos e percurso profissional, têm em comum Macau e uma intrínseca ligação” à galeria da Praia Grande. A mostra, que pode ser vista até 7 de Maio, apresenta trabalhos, novos e antigos, de nomes como Álvaro Barbosa, António Duarte Mil-Homens, Cathy Cheong, Denis Murrell, Fortes Pakeong Sequeira, Gigi Lee, Gonçalo Lobo Pinheiro, Ines Chan, Lampo Leong, Meng Li, Nuno Veloso, Rafaela Silva, Stella Fong Hoi Lam, Todi Kong de Sousa, Wang Lan e Wong Soi Lon, entre outros. Já na próxima semana a FRC irá receber duas conferências, sobre temas distintos. Uma delas acontece na segunda-feira, às 18h30, e versa sobre a responsabilidade social corporativa das empresas de Macau. “Corporate Social Responsibility: The Next level” é realizada em parceria com a revista Macau Business e portal Macau News Agency e insere-se no ciclo “Business Series” da MBtv, contando, por isso, com a participação e moderação dos jornalistas José Carlos Matias e Nelson Moura. A palestra pretende abordar uma realidade que já é comum em muitas empresas a nível mundial: a adopção de boas práticas em prol da comunidade em que se inserem. “Em Macau, os principais agentes empresariais estão cada vez mais conscientes da importância e necessidade da responsabilidade social empresarial e da sustentabilidade. Como pode ser levada a um nível mais elevado? Como fazer a responsabilidade social empresarial correctamente? Que papéis podem desempenhar o governo, as empresas e a sociedade civil?”. Para responder a estas questões, os organizadores da conferência convi-

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daram Edmond Etchri, director de produção da CEM, Mary Mendonza, directora-executiva da The Platinum, Ruby O, fundadora e presidente da Sociedade para a Segurança Alimentar e Ambiental de Macau e Tiffany Leung, secretária da assembleia geral do Instituto de Responsabilidade Social da Grande China Macau.

Cultura chinesa

A FRC celebra dez anos de existência na próxima quinta-feira, 28, e para marcar essa data irá receber duas conferências, sobre temas distintos

Outro dos eventos mais focados na cultura chinesa será a realização da conferência “A Harmonia do Contraponto”, com a apresentação do mestre Kou Tak Kuong, e que pretende analisar o valor e o simbolismo dos dísticos chineses, que estão presentes em muitos edifícios de Macau. Esta palestra acontece na terça-feira, às 18h30, e conta com a organização da Associação dos Amigos do Livro de Macau, Associação dos Calígrafos de Macau e Associação dos Amigos da Poesia do Bairro da Flora. Os dísticos chineses têm uma “existência milenar”, sendo um elemento da literatura chinesa que possui “diferentes categorias e funções”. Nesta palestra, Kou Tak Kuong “procurará esclarecer todos os pormenores, explicando o conteúdo e as regras utilizadas na elaboração destes dísticos, para que possamos compreender um pouco melhor esta secular e importante manifestação cultural oriental”, explica um comunicado. Desta forma, “o dístico chinês é um objecto tangível da cultura chinesa, cujo conteúdo é intangível pelas ideias e valores que encerra”. “A sua importância no quotidiano e cultura chinesa deve, por isso, ser entendida por todos, em especial a vasta comunidade expatriada residente em Macau”, aponta a mesma nota. A conferência será realizada em cantonês, mas terá interpretação em simultâneo, a cargo de Shee Va. Estas associações, a propósito do aniversário da FRC, vão oferecer um dístico chinês de felicitações.

Passear na rua Novos roteiros turísticos incluem drones e passeios a cavalo

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ERÁ lançado, já em Maio, um novo roteiro turístico para residentes focado em drones, a propósito da realização da segunda edição da “Gala de Drones brilha sobre Macau”. Segundo um comunicado, este roteiro, inserido na iniciativa “Passeios, gastronomia e estadia para residentes de Macau” conta com a colaboração de um fotógrafo profissional que irá acompanhar os grupos e partilhar técnicas de captação de imagens nocturnas. O programa inclui uma visita ao centro histórico de Macau, com início no terminal marítimo do Porto Exterior e passagens pelos pontos turísticos como o Templo de A-Má, o Quartel dos Mouros, o Largo do Lilau, a Igreja de S. Lourenço, o Teatro D. Pedro V e a Igreja de Santo Agostinho, entre outros. Em seguida, os grupos irão para o espaço Anim ‘Arte NAM VAN onde os participantes poderão usar um cartão de refeição de 100 patacas para fazerem refeições separadamente. À noite os participantes, com a monitorização de um fotógrafo, poderão captar imagens de drones, usando diversas técnicas de fotografia. Além disso, o programa “Passeios, gastronomia e estadia para residentes de Macau” inclui ainda outros novos roteiros, cujas inscrições abriram ontem. Do conjunto de novos destinos, seis estão ligados a passeios nocturnos e à gastronomia local, em locais como a Doca dos Pescadores, a Rua do Cunha na Taipa ou o Centro Histórico da Vila da Taipa, entre outros.

Equídeos e outros bichos

Alguns roteiros versam ainda sobre a medicina tradicional chinesa, pelo que os participantes “poderão visitar o Jardim Ecológico de Plantas Medicinais e Aromáticas para conhecerem as plantas medicinais e a primeira farmácia chinesa partilhada de forma inteligente em Macau”. Estão também incluídas visitas às Zonas Ecológicas no Cotai, onde se encontram os mangais preservados, podendo ser realizadas fotografias no local ao movimento das aves. O programa introduz ainda três roteiros mais virados para as famílias, e que incluem contactos com os cavalos do Macau Jockey Club e visitas ao Museu do Corpo dos Bombeiros, a par com as actividades do Grand Resort Deck, no Galaxy Macau, e uma visita ao Museu Memorial Lin Zexu, entre outras. A saída dos grupos para estes roteiros acontece entre este mês e Junho, estando as inscrições abertas.


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HK Activista condenado a 40 meses de prisão

Um tribunal de Hong Kong condenou ontem o activista Tam Tak-chi a 40 meses de prisão e a uma multa de cinco mil dólares, ao abrigo de uma lei de sedição da era colonial. Tak-chi, de 50 anos, foi condenado pelo juiz Stanley Chan, no Tribunal Distrital, após ter sido acusado, no mês passado, de 11 crimes, incluindo sete de sedição. Tam encontra-se detido há mais de um ano, sem hipótese de pagar fiança. O activista foi condenado depois de ter utilizado palavras que incitam o “ódio ou desprezo” contra o governo de Hong Kong, incluindo a frase de protesto, agora proibida, “libertar Hong Kong, revolução dos nossos tempos” e “morte às famílias corruptas da polícia”, segundo escreveu o jornal The Standard. Os documentos do tribunal a que o jornal em língua inglesa teve acesso referem também que Tam repetiu estas frases várias centenas de vezes, entre Janeiro e Julho de 2020.

Xangai Registados mais sete mortos por covid-19

A China registou sete mortos por covid-19 nas últimas 24 horas em Xangai, elevando para 4.655 o número total de óbitos desde o início da pandemia. A cidade, que registou as suas primeiras mortes na segunda-feira, contabiliza agora um total de 17 mortes. A China está a sofrer uma onda de surtos atribuídos à variante Ómicron que está a resultar num número recorde de infecções. As autoridades deram conta de mais 2.761 casos (3.316 no dia anterior) a nível nacional, 2.753 dos quais infectados localmente. A esmagadora maioria dos casos foi registada em Xangai (2.494).

Director de campanha “Consideramos [esta decisão] completamente lamentável e irrazoável, mas entendemos que não podem impedir-nos de divulgar as mensagens do nosso candidato - a nossa mensagem

HONG KONG JOHN LEE ESCOLHE CONSELHEIROS. YOUTUBE ELIMINA CANAL DE CAMPANHA

Equipa constituída O canal de campanha que John Lee, candidato ao cargo de Chefe do Executivo de Hong Kong, tinha no YouTube foi eliminado pela empresa, numa decisão já classificada pela equipa como sendo “lamentável e irrazoável”. Entretanto, John Lee já escolheu os conselheiros de campanha, onde se encontra o magnata Li Ka-shing

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OHN Lee, único candidato ao cargo de Chefe do Executivo de Hong Kong nas eleições de 8 de Maio, prossegue com a sua campanha eleitoral, que sofreu ontem um pequeno revés. Isto porque o YouTube, plataforma do universo Google, decidiu

eliminar o canal que o candidato possuía nesta rede social, devido às sanções impostas pelos Estados Unidos contra John Lee. Segundo o canal de rádio e televisão RTHK, Tam Yiu-chung, director de campanha, disse ontem que esta é uma decisão “lamentável e irrazoável”.

“Consideramos [esta decisão] completamente lamentável e irrazoável, mas entendemos que não podem impedir-nos de divulgar as mensagens do nosso candidato - a nossa mensagem de campanha - junto do público”, apontou. Este responsável frisou mesmo que existem “muitas alternativas” para a

continuação da campanha eleitoral de John Lee. Tam Yiu-chung adiantou também que a equipa não foi informada previamente desta decisão. John Lee, que foi secretário para a Segurança do Executivo de Carrie Lam, faz parte da lista de personalidades de Hong Kong e da China sancionadas pelos Estados Unidos em 2020, com base em alegações de que terão contribuído para a redução da autonomia de Hong Kong. Pequim e o Governo local rejeitaram estas acusações.

Conselheiros amigos

Entretanto, o único candidato às eleições de 8 de Maio já

“Estas 140 figuras honorárias que convidamos contribuíram muito ou têm muita experiência em diversos sectores da sociedade. São pessoas bastante experientes e respeitáveis.” DIRECTOR DE CAMPANHA

tem a sua equipa de 90 conselheiros escolhida. Segundo o portal Hong Kong Free Press, a lista inclui nomes como o


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WALL STREET DIDI MARCA ASSEMBLEIA-GERAL PARA DEIXAR BOLSA DE VALORES

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de campanha - junto do público.”

magnata Li Ka-shing, um dos homens mais ricos de Hong Kong, e o antigo candidato ao cargo de Chefe do Executivo, Henry Tang. A campanha de John Lee terá dois grupos base, nomeadamente um grupo de porta-voz e um grupo de consultores, sendo que este será responsável por contribuir com opiniões para a elaboração do manifesto político do candidato. “Estas 140 figuras honorárias que convidamos contribuíram muito ou têm muita experiência em diversos sectores da sociedade. São pessoas bastante experientes e respeitáveis”, disse o director da campanha. Neste grupo constam ainda nomes como o de Margaret Chan, antiga directora-geral da Organização Mundial de Saúde, ou Jasper Tsang, antigo presidente do Conselho Legislativo. A título de exemplo, a equipa consultiva de Carrie Lam tinha apenas 39 membros. Andreia Sofia Silva

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Didi, conhecida como o ‘Uber chinês’, agendou uma assembleia extraordinária de accionistas para 23 de Maio para votar a saída de Wall Street, um anúncio que fez cair significativamente o valor das suas acções. Até esta semana, as acções da Didi listadas em Nova Iorque perderam mais de 18,5 por cento, elevando a queda acumulada desde a estreia da empresa na bolsa para quase 87 por cento. A empresa tecnológica avançou com uma oferta pública inicial em Junho do ano passado, apesar da aparente oposição do Governo chinês. No entanto, apenas dois dias após a estreia, as autoridades chinesas abriram uma investigação de cibersegurança - ainda activa - contra a Didi e proibiram tanto o ‘download’ das suas aplicações como o registo de novos utilizadores a nível nacional. Depois disso, em Dezembro, a empresa anunciou planos para se retirar do mercado norte-americano e preparar-se para uma nova oferta pública inicial

Edital n.º Processo n.º Assunto Local

em Hong Kong, embora na convocatória da reunião de 23 de Maio diga que não se candidatará à cotação noutras bolsas até votar e, posteriormente, completar o seu processo de retirada de Nova Iorque. Esta última decisão deve-se a um desejo de “cooperar melhor com a investigação de segurança e medidas de retificação” exigidas pelas autoridades nacionais, pode ler-se na mesma nota. Acrise em que a empresa tem estado envolvida faz parte da campanha regulamentar levada a cabo por Pequim no sector digital, que tem afectado particularmente empresas importantes como a gigante do comércio electrónico Alibaba. Como resultado, a Didi registou no ano financeiro de 2021 perdas quatro a cinco vezes superiores em relação ao ano anterior.

TAIWAN CANAL DE TELEVISÃO PEDE DESCULPAS APÓS NOTICIAR INVASÃO CHINESA

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MA estação de televisão de Taiwan pediu desculpa por “causar pânico” após ter transmitido ontem, erroneamente, uma série de alertas de que a China tinha lançado ataques à ilha. “A CTS [Chinese Television System] pede sinceras desculpas por este grave erro que causou pânico entre o público e causou problemas para as unidades em questão”, disse a estação de televisão chinesa. O meio de comunicação social chinês sediado em Taipé causou preocupação após emitir vários alertas, incluindo que a capital “foi atingida por mísseis guiados

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pelo exército comunista” e que “navios explodiram, instalações e barcos foram danificados no porto de Taipé”. A CTS atribuiu o erro aos colaboradores que transmitiram erroneamente o conteúdo dos exercícios preventivos que a estação tinha sido encarregada de produzir para os bombeiros da cidade. Noutro alerta podia ler-se: “A guerra pode deflagrar, (...) Taipé abre um centro conjunto de comando e controlo de emergência”. A CTS acrescentou que iria “punir severamente” os responsáveis após a abertura de uma investigação interna. “Não entre em pânico”, disse numa mensagem publicada na sua página na rede social Facebook, acrescentando que tinha “transmitido erroneamente uma mensagem de guerra e de prevenção de catástrofes”.

EDITAL

: 2/E-DC/2022 : 5/DC/2021/F : Notificação dos interessados relativamente à reclamação dos bens existentes no terreno a desocupar : Terreno situado no tardoz do lote V2 de Pac On junto à Rua da Harmonia, na Taipa (demarcado a tracejado na planta em anexo). Lai Weng Leong, Director da Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), faz saber que ficam notificados os ocupantes ilegais do terreno indicado em epígrafe, cujas identidades e moradas se desconhecem, do seguinte: 1. Em 29 de Março de 2022, na sequência da ordem de desocupação do terreno emitida em 9 de Setembro de 2021 pelo Secretário para os Transportes e Obras Públicas, o agente da DSSOPT encontrou os seguintes bens móveis de valor no terreno indicado em epígrafe: Bens móveis de valor 2. 3.

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1.1 Materiais e equipamentos de construção, veículos e diversos objectos. Nos termos do n.º 4 do artigo 210.º da Lei n.º 10/2013 (Lei de terras), os interessados devem apresentar à DSSCU um pedido de reclamação dos bens acima mencionados, no prazo de 60 (sessenta) dias contados a partir da data da publicação do presente edital. Nos termos dos n.os 4 e 5 do artigo 210.º da Lei n.º 10/2013 (Lei de terras), na falta de pedido de reclamação dos bens referidos no ponto 1 no prazo referido ou se no prazo de 30 dias depois da apresentação do pedido o requerente não levante os documentos ou bens ou não consiga fazer prova de que possui a legitimidade para dispor deles, a DSSCU pode tomar as seguintes medidas: 3.1 Oferecê-los a instituições sem fins lucrativos; ou 3.2 Efectuar uma venda extrajudicial por hasta pública, negociação particular ou ajuste directo. O produto da venda extrajudicial reverte a favor da RAEM. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSCU, situadas na Estrada de D. Maria II, n.o 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227).

RAEM, 12 de Abril de 2022.

O Director dos Serviços Lai Weng Leong

Processo n.º : 5/DC/2021/F Local : Terreno situado no tardoz do lote V2 de Pac On junto à Rua da Harmonia, na Taipa (demarcado a tracejado na planta em anexo). Planta em anexo:


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AMÉLIA VIEIRA

Eça de Queiroz começa por endereçar uma carta a título de prólogo ao redactor da revista «Revue Universelle»; nela vai explicando a situação portuguesa em seus meandros, que vai da sensibilidade à crítica literária, esvaziando como pode aquilo que ao seu cosmopolitismo não agrada, tecendo férreas considerações a uma língua de fervores indistintos, como se ao ser falada, retirasse o dom de não saber dizer nada - nada de concreto, diga-se - que ele ama a secura da exactidão. Enfim! Realismos à parte, eu acho que a língua é um memorando de inclinações que a alma tece... um outro ritmo... imensamente criativo, agitado, e sempre em construção, sintaxe em movimento. Que ele há sempre "sopros" que mesmo entendíveis se colocam ao nível dos esgares; impossível de ser suportado! Não será demais contemplar o grande deslumbramento Mefistofélico neste seu registo «Mandarim» e a seiva que translúcida influenciou até poetas – «Hora do Diabo» onde Pessoa entende que ele é tal qual como o de Eça, um Cavalheiro. Isto tudo entre a Rua do Carmo e a Rua da Conceição. Pessoa insurgi-o reluzente numa noite de Lua-Cheia dizendo que uma senhora nada tem a temer na sua presença, que ele é bem educado. Eça, um pouco antes, faz exactamente o mesmo quando Teodoro, escutando-o a propósito da riqueza vinda do Império do Meio, lhe transmite essa máxima: «Não duvide de mim. Sou um Cavalheiro». E neste estrondoso espectro cavalheiresco uma impressão perpassa a nossa consciência, ambos (com o poeta a ser amestrado mais tarde) estão infiltrados por possessões capazes de reverberar obras tamanhas...! Nós subimos a Rua da Conceição e só vimos Salgueiro Maia avançando com suas chaimites até ao Carmo, não nos dando conta da "artilharia" de um Mandarim, que tem sinos para assinalar fortunas de uma herança vinda de longe, e quando chegamos à Rua do Carmo vamos logo para o Largo para analisar a toca do supliciado. Que Mandarim é este que nos fala Eça, anunciado por estranha figura que parece anteceder uma profecia? E quem está a fecundar virgens num

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O Mandarim

espaço tão curto onde estas coisas se dão? (H.D) É um registo memorável. Há uma terrível febre em desfazer todos os dons, pois que os grandes criativos têm amiúde índoles destrutivas, e mesmo assim não devemos por isso perder nenhuma das suas abominações.

DE TODA ESTA MAGNÍFICA LEITURA VEM-NOS À IDEIA QUE OS POVOS PEQUENOS SÃO NATURALMENTE ENDOGÂMICOS, COMO TAL, RECHEADOS DE PATOLOGIAS

No delírio gastador da herança de um tal Ti Chin-Fu, advém o remorso ao nosso personagem principal, crendo mesmo que a ruína de um Império se deva a tal facto, e decide então partir para a China. E lá parte no paquete Ceilão, com terra à vista que é Pequim, toda desmontada em atrito verbal na sua enorme confusão paralisante, e o que daqui vai sair talvez responda bem ao nosso laço pelo Oriente tão polvilhado de acontecimentos imaginários, um pouco conflituoso, admirativo, estreito e delirante: o mais risível é quando a propósito de Macau, os então nossos concidadãos patriotas passavam os dedos pela grenha quando afirmavam negligentemente: «Mandamos lá cinquenta homens,

e varremos a China...» A paródia lusitana do conversador que vai à procura de uma coisa, neste caso do túmulo de Ti Chin-Fu, que se veio a descobrir que vivera outrora nos confins da Mongólia, e subitamente desvia o interesse para conversas rocambolescas esquecendo o fito original, indo quase a contragosto para os confins extremos da China, é uma análise ponderável. A confusão dentro de um certo registo foi tanta que se crê alvo de ataque feito pela turba quando se encontra numa loja, um malestar que lhe provoca terror, pois que como todos os paranoicos, acha-se vítima de perseguição, uma alusão a um problema muito português do qual resulta a dimensão para o disparate persecutório com amplas explanações de soberba narrativa. É absolutamente emblemático este diálogo da nossa louca natureza quando nos imaginamos o centro de qualquer coisa. Tem uma graça infinita esta observância Queirosiana, ainda mais quando o desdém é acérrima companheira dos seus fluxos ilusórios, e um certo snobismo de classe faz estalar o verniz burguês pela usura de que é conhecido. De toda esta magnífica leitura vem-nos à ideia que os povos pequenos são naturalmente endogâmicos, como tal, recheados de patologias que bem desenvolvidas até acrescentam grandes dons, e a graça maior é contrastada aqui pela imensidão do país falado, e das causas e consequências de que a paranoia se reveste para enfrentar os grandes. Pessoa olhou mais para Eça que para Merlim, e foi com destreza que preparou a chegada de outro Diabo qualquer que entre nós ainda está por nascer. Nunca nos desfazemos dele, e esta pode ser ainda a incubadora de duas narrativas paralelas no seu insofismável acontecer. Sinto-me morrer. Tenho meu testamento feito. Nele lego os meus milhões ao Demónio: pertencem-lhe; ele que os reclame e que os reparta. E a vós, homens, lego-vos estas palavras: «Só sabe bem o pão, que dia a dia ganham as nossas mãos: nunca mates o mandarim! In- O Mandarim (final)


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REGRESSO A CASA | ZHANG YIMOU | 2014

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Um filme emotivo de Zhang Yimou que retrata o período da Revolução Cultural, tema central de muitas das suas obras. Gong Li é uma professora que vive com a filha, bailarina, à espera que o seu marido regresse de um campo de trabalho. A mudança profunda na realidade familiar faz com que a personagem desempenhada por Gong Li perca a memória, ao ponto de, quando o marido regressa a casa, 15 anos depois, ela não o reconhece. Um filme profundamente belo e emotivo. Andreia Sofia Silva

C I N E M A

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Com: Eddie Redmayne, Jude Law, Ezra Miller, Dan Fogler 14.15, 19.00, 21.45

Um filme de: David Yates Com: Eddie Redmayne, Jude Law, Ezra Miller, Dan Fogler 16.30

FANTASTIC BEASTS: THE SECRETS OF DUMBLEDORE [B] FANTASTIC BEASTS: THE SECRETS Um filme de: David Yates OF DUMBLEDORE [B]

SING 2 [A]

FALADO EM CANTONENSE, LEGENDADO EM INGLÊS Um filme de: Garth Jennings 17.00 SALA 2

KAMEN RIDER BEYOND GENERATIONS [B]

FALADO EM JAPONÊS, LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Takayuki Shibasaki Com: Kentaro Maeda, Subaru Kimura, Shuichiro Naito, Wataru Hyuga

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MOONFALL [B]

Um filme de: Roland Emmerich Com: Halle Berry, Patrick Wilson, John Bradley, Michael Peña 14.15, 16.45, 21.30

SING 2 [A]

FALADO EM CANTONENSE, LEGENDADO EM INGLÊS Um filme de: Garth Jennings 19.30

FANTASTIC BEASTS: THE SECRETS OF DUMBLEDORE

9 1 0 5 9 4 3 1 Propriedade Fábrica de Notícias, 7 2 0 8 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Gonçalo Waddington; José Simões Morais; 8 Julie 3 Oyang; 5 1Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo Rasquinho; www. Paul Chan Wai Chi; Paula 3 1 6 Bicho; 2 Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua hojemacau. Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare 0 7 8 5 com.mo Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo 2 8 6 7 1 3 4 0 18

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21.4.2022 quinta-feira

Rui Lourido, Historiador

OS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA INTENSIFICAM RELAÇÕES COM CHINA

GCS

MACAU AFIRMA-SE ATRAVÉS DO FÓRUM MACAU

O PRIMEIRO-MINISTRO da China, Li Keqiang, felicitou os primeiros-ministros dos países de língua portuguesa, na Reunião Extraordinária Ministerial do Fórum de Macau, de abril 2022, pelo reforço da relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China. Numa perspetiva de responsabilidade global, perante os desafios com que a humanidade se defronta atualmente, Li Keqiang apelou para que todos os países defendam a paz e a estabilidade em prol do desenvolvimento e da cooperação para superar a pandemia e impulsionar a recuperação económica, de forma a melhorar a qualidade de vida das respetivas populações.1. Esta intervenção integra-se no seguimento do compromisso de valorização do Fórum Macau e da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), expressa pelo presidente chinês Xi Jinping, no passado dia 21 de dezembro, de promover a diversificação e sustentabilidade das atividades económicas de

Macau, permitindo-lhe aumentar a partilha do desenvolvimento da China. Tendo Xi Jinping referido que “a pátria é sempre o forte apoio para a manutenção da estabilidade e da prosperidade de Macau a longo prazo. Deste modo, o Governo central vai continuar a cumprir firme e escrupulosamente o princípio de ‘um país, dois sistemas’ e apoiar plenamente a diversificação adequada da economia” de Macau. A China tem vindo a valorizar as suas relações políticas e económicas com a globalidade dos países de língua portuguesa, de tal forma que, com a criação da RAEM (dezembro de 1999), decretou o português como língua oficial por um período de 50 anos e, logo em 2003, estabeleceu em Macau o Fórum para a Cooperação Económica e o Comércio entre a China e os Países de Língua Portuguesa, mais conhecido por Fórum Macau. Querendo privilegiar Macau, o governo central da China integrou a RAEM no mais

O primeiro ministro português, António Costa, defendeu, que na situação de crise mundial atual, nomeadamente com a Pandemia, a Guerra na Ucrânia e os efeitos nocivos das alterações climáticas, torna-se urgente o aprofundamento das relações de Portugal com a China

promissor e ambicioso projeto de expansão económica e desenvolvimento social do sul da China - a Grande Baía de Cantão e em especial, no desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em expansão em Hengqin (ilha da Montanha). Permitindo, assim, pela primeira vez na história de Macau, que a RAEM ultrapasse as limitações decorrentes da reduzida dimensão do seu território, através da construção de um parque habitacional para dar melhores condições de habitação aos jovens e restante população de Macau. O investimento em indústrias de valor acrescentado e de alto desempenho tecnológico, financeiro e de formação profissional superior através da sua universidade permitirá a Macau escapar da dependência da indústria do Turismo e do Lazer. Desta forma, Macau consegue interligar o extenso mercado da China com os mercados internacionais e em especial os de Língua Portuguesa.


quinta-feira 21.4.2022

opinião 15

GCS

Participaram nesta Reunião Extraordinária Ministerial do Fórum de Macau os oito Países de Língua Portuguesa. O Ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, Manuel Nunes Júnior, lembrou a importância do investimento chinês num país que está “a realizar importantes reformas democráticas e do Estado de Direito” e a desenvolver medidas económicas que passam, por exemplo, “por diminuir a dependências do petróleo”. O primeiro ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia da Silva, referiu que “Num momento de contração económica mundial”, o “maior desafio” passa “por vencer a pandemia” e que os esforços conjuntos, no âmbito do Fórum de Macau, podem ser “uma oportunidade para atrair investimento privado”, nomeadamente na construção civil, com expressão nos números do emprego. De notar que Cabo Verde inaugurou, em finais de 2019, um enorme Campus Universitário, construído com uma parceria Chinesa. Por sua vez, Nuno Gomes Nabiam, chefe do Governo guineense e o primeiro-ministro de Moçambique,Adriano Maleiane, aproveitaram a ocasião para convidar os investidores a visitarem os seus países respetivos, agora que se “retoma a agenda económica e diplomática, após anos de estagnação e letargia”. Já o primeiro ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, sublinhou a importância do apoio, “desde logo de índole financeira”, na definição dos “eixos centrais” de atuação futura do Fórum de Macau2”. O primeiro ministro português, António Costa, defendeu, que na situação de crise mundial atual, nomeadamente com a Pandemia, a Guerra na Ucrânia e os efeitos nocivos das alterações climáticas, torna-se urgente o aprofundamento das relações de Portugal com a China, recordando que Portugal é uma porta de entrada para a União Europeia e para outros mercados, como a América Latina e África, pela “proximidade com os países de língua portuguesa”3. Neste contexto, Portugal ampliou a sua área na Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), que decorrerá entre 5 e 10 de novembro em Xangai4. Por outro lado, o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) de Macau já decidira, em março de 2022, apoiar projetos de investigação conjunta com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia de Portugal, através de um financiamento máximo de um milhão de patacas (US$125.150) por projeto5. Em 2021 houve um pico no comércio de mercadorias entre a China e Portugal, que totalizou mais de US$ 8,8 bilhões em 2021. Isso representou um aumento de 28,1%. Ainda em 2021 o Investimento Direto Estrangeiro (IDE) da China em Portugal foi o quinto maior, representando 6,8% (10,6 mil milhões de euros) do total (154,9 mil milhões de euros). Estiveram igualmente presentes a esta Reunião Extraordinária Ministerial do Fórum o Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, e o Vice-Presidente do Brasil, General Antônio Hamilton Martins Mourão. Todos os representantes dos Países de Língua Portuguesa reafirmaram a importância do Fórum Macau, fazendo recomendações sobre o seu desenvolvimento e a necessidade do reforço da cooperação económica e comercial entre os respetivos Países e a China, nos mais variados sectores. O primeiro ministro chinês, Li Keqiang, afirmou ainda que a China contribuirá para salvaguardar a paz mundial, promover o desenvolvimento mútuo e a prosperidade dos países de língua portuguesa. Nomeadamente

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O primeiro ministro chinês, Li Keqiang, afirmou ainda que a China contribuirá para salvaguardar a paz mundial, promover o desenvolvimento mútuo e a prosperidade dos países de língua portuguesa

através do Fórum Macau aprofundará a colaboração com os países de língua portuguesa em setores da inteligência artificial, como a conectividade, da energia e infraestruturas, no desenvolvimento industrial, na proteção ambiental e na construção duma Comunidade Global de Saúde para Todos. Neste âmbito, o Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau, Ho Iat Seng, e o Diretor do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM, Fu Ziying, procederam à criação formal do Centro de Intercâmbio da Prevenção Epidémica China-Países de Língua Portuguesa, em Macau, para desenvolver a cooperação no sector de saúde entre a China e os Países de Língua Portuguesa, através de diversas ações de formação e intercâmbio, de modo a potenciar a resposta conjunta a epidemias. De forma a ampliar a ação do Fórum Macau e a sua capacidade de desenvolvimento económico, os ministros dos países participantes nesta Reunião Extraordinária aprovaram a adesão oficial da República da Guiné Equatorial ao Fórum de Macau, como o 10.º país integrante.

Também na gestão de produtos e investimentos financeiros chineses e macaenses, se revela um aumento do interesse chinês nos países de língua portuguesa, segundo o diretor-geral adjunto da sucursal do Banco da China em Macau, Cai ChunYan. Neste contexto, aAssociação de Bancos de Macau (ABM) decidiu em 2022 criar uma aliança com os bancos dos países de língua portuguesa6, com os objetivos de “melhorar as ligações de Macau com a China e os países de língua portuguesa e tornar-se uma plataforma de serviços financeiros”7. O comércio entre a China e os países de Língua Portuguesa ultrapassou US$ 100 bilhões em cinco anos consecutivos e em 2021, ultrapassou os US$ 200 bilhões, representando um aumento homólogo de 38,41 por cento8, demonstrando a resiliência e o potencial da cooperação, segundo o primeiro ministro chinês Li Keqiang. As importações da China dos Países de Língua Portuguesa em 2021 foram de US$136,134 mil milhões, um aumento homólogo de 33,53 por cento, enquanto as exportações da China para os Países de Língua Portuguesa foram de US$64,814 mil milhões, um aumento homólogo de 49,91 por cento. Estes dados das alfandegas comprovam, mais uma vez, a mentira do argumento do governo dos EUA e de alguns países europeus, segundo o qual a China estende a armadilha da dívida pública aos países com quem negoceia. Mais uma vez, em 2021, a vantagem global para os cofres das alfandegas dos Países de Língua Portuguesa foi de US$71,32 mil milhões. O Fundo de Cooperação e Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa foi criado (em junho de 2013) com o capital total de 1 bilião de US dólares, pelo Banco de Desenvolvimento da China e pelo Fundo de Desenvolvimento Comercial e Industrial de Macau. Segundo o conselho diretivo deste fundo, até 2022 já tinham sido aprovados cerca de 4 biliões US dólares, correspondentes a investimentos em mais de 20 projetos a realizar nos Países de Língua Portuguesa, por parte de empresas privadas chinesas. Cobrindo áreas tão diversas como agricultura, indústria, energia, infraestruturas e serviços financeiros9. Concordamos com o governo da China e de vários primeiros ministros que afirmaram a necessidade de continuar a aprofundar as relações económicas e culturais entre os países de língua portuguesa e a China, bem como

ampliar o número de países e de projetos a serem financiados pelo Fundo de Cooperação e Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

1 - Reunião Extraordinária Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) foi realizada com sucesso em 10 de Abril de 2022, organizada pelo Governo Popular Central da República Popular da China (Ministério do Comércio), realizada pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau com a colaboração do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau). https://www.forumchinaplp. org.mo/pt/reuniao-extraordinaria-ministerial-do-forum-para-a-cooperacao-economica-e-comercial-entre-a-china-e-os-paises-de-lingua-portuguesa/ 2 - https://mercadosafricanos.com/palop-querem-mais-investimento-chines/ 3 - https://www.portugal.gov.pt/pt/gc23/comunicacao/ noticia?i=primeiro-ministro-quer-aumentar-cooperacao-entre-portugal-china-e-paises-lusofonos 4 - https://www.forumchinaplp.org.mo/pt/empresas-portuguesas-muito-bem-vindas-na-china-diz-embaixador/ 5 - https://www.forumchinaplp.org.mo/pt/macau-quer-apoiar-cooperacao-cientifica-com-portugal/ 6 - que incluirá também a sucursal em Macau do Banco da China (que já tem presença em Portugal, Brasil, Angola e Moçambique), o Banco Well Link (que incorporou o Novo Banco Ásia) e a sucursal em Macau do Haitong Bank ( o sucessor do Banco Espírito Santo Investimento). 7 - Segundo o vice-presidente da ABM, Sam Tou, esta aliança alarga um acordo de cooperação com associações de bancos de Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, já estabelecido pela ABM em maio de 2019. .https://visao.sapo.pt/ atualidade/mundo/2022-03-26-bancos-de-macau-preparam-alianca-com-bancos-lusofonos/ 8 - Segundo os dados oficiais das alfandegas da China, de Janeiro a Dezembro de 2021 US$200,948 mil milhões: https://www.forumchinaplp.org.mo/pt/ trocas-comerciais-entre-a-china-e-os-paises-de-lingua-portuguesa-de-janeiro-a-dezembro-de-2021-foram-de-us200,948-mil-milhoes/ 9 - Especificamente para desenvolver projetos de energia solar no Brasil, este Fundo garantiu em 2020, um financiamento de US$30 milhões ao grupo energético Canadian Solar Inc. http://en.cadfund.com/Column/52/0. htm; https://www.forumchinaplp.org.mo/pt/international-fund-in-macao-finances-solar-farms-in-brazil-4/


“O silêncio é a maior sabedoria do homem.” PALAVRA DO DIA

AMBIENTE QUALIDADE DO AR DE MACAU EM 2021 PIOROU FACE A 2020

Páscoa Detectados dez casos de contrabando

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Entre 15 e 18 de Abril, os Serviços de Alfândega detectaram 10 casos de contrabando no Posto Fronteiriço das Portas do Cerco. O número foi revelado pelas autoridades, através de comunicado. Foram apreendidos 115 telemóveis usados e cinco relógios. Os casos foram detectados quando os suspeitos tentavam passar a fronteira para Zhuhai com os equipamentos e tiveram de passar pela máquina de raio-x. Os suspeitos são naturais do Interior, Macau e Hong Kong com idades entre 25 e 62 anos. De acordo com a alfândega, os 10 suspeitos estão indiciados por terem violado a lei do comércio externo. A multa pode chegar às 50 mil patacas.

21.4.2022

Píndaro

A segunda vez José Ramos-Horta eleito Presidente de Timor-Leste com 62 por cento dos votos

D

ADOS divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que a qualidade do ar no ano passado piorou face a 2020. Em termos gerais, “o número de dias com qualidade do ar ‘bom’ observado em todas as estações de monitorização diminuiu face a 2020, excepto na estação de berma da estrada de Macau e na estação de berma da estrada de Ká-Hó”. Em relação às partículas inaláveis em suspensão, de tipo PM 10, “o número de dias com valor superior ao valor padrão aumentou em todas as estações”. Já quanto às partículas finas em suspensão, de tipo PM 2,5, “o número de dias com valor superior ao valor padrão diminuiu ou manteve-se em todas as estações, excepto na estação ambiental da Taipa e na estação ambiental de Coloane”, descreve a DSEC. Quanto à temperatura média de Macau foi de 23,5ºC no ano passado, o que corresponde “a um nível relativamente elevado” e uma subida de 0,2 ºC, face à temperatura média registada em 2020. Sobre o tratamento de resíduos na Central de Incineração de Resíduos Sólidos foram tratadas 453.152 toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2021, mais 3,6 por cento, em termos anuais. Foram transportados para o aterro 2.789.000 m3 de resíduos de materiais de construção, menos 29,8 por cento, em termos anuais.

quinta-feira

LONDRES JUSTIÇA REMETE PARA GOVERNO EXTRADIÇÃO DE JULIAN ASSANGE PARA EUA

A

J

O SÉ Ramos-Horta foi eleito pela segunda vez Presidente da República de Timor-Leste, com 62,09 por cento dos votos, derrotando o actual chefe de Estado, Francisco Guterres Lú-Olo, numa repetição do que ocorreu em 2007, segundo o resultado final provisório. Dados da contagem do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), concluída mais de 24 horas depois do fecho das urnas, confirmam que Ramos-Horta obteve 397.145 votos, ou 62,09 por cento, contra os 242.440 votos de Lú-OLo, que obteve 37,91 por cento na segunda volta das presidenciais, que decorreram na terça-feira. Em número absoluto de votos, José Ramos-Horta registou um aumento de cerca de 31 por cento face à primeira volta, enquanto

Francisco Guterres Lú-Olo aumentou o seu apoio em mais de 68 por cento relativamente ao registado na primeira volta, quando havia ainda 14 outros candidatos. Apesar dos receios iniciais durante a jornada eleitoral, a abstenção foi praticamente idêntica, subindo de 24,72 por cento na primeira volta para 24,83 por cento na segunda. Lú-Olo venceu apenas em dois municípios, Baucau e Viqueque, com a perda histórica do município de Lautem, um dos feudos tradicionais da Fretilin, e que na segunda volta foi um dos locais onde a participação mais caiu. Aileu, onde Ramos-Horta venceu com 72,74 por cento dos votos, registou a taxa de participação mais elevada, de 83,34 por cento e Lautem a taxa mais baixa do país, com 72,53 por cento.

O ainda chefe de Estado venceu ainda na Irlanda e na Inglaterra, com José Ramos-Horta a ser o mais votado no resto dos centros de votação da diáspora, em 10 dos 12 municípios do país e na RAEOA.

Posse em Maio

Apesar de se tratar de uma eleição presidencial, o facto de os partidos no Governo se colarem na segunda volta no apoio ao chefe de Estado está a ser visto, igualmente, como uma ‘medida’ do apoio actual das três forças. Os resultados finais terão agora de ser verificados pela CNE antes da sua validação final pelo Tribunal de Recurso. José Ramos-Horta toma posse no dia 20 de Maio, data em que se cumprem 20 anos da restauração da independência.

Restauração Quebra de 5 por cento

Em Fevereiro, deste ano, a restauração sofreu uma quebra nas receitas de 5,3 por cento, comparando com o volume de negócio de Fevereiro de 2021. Os dados do Inquérito de conjuntura à restauração e ao comércio a retalho foram divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). A quebra no volume de negócios nos restaurantes ocidentais foi de 8,5 por cento, nos restaurantes chineses 7,7 por cento e nos japoneses 7,2 por cento. Quando a comparação é feita entre Janeiro e Fevereiro deste ano, o volume de negócios dos proprietários entrevistados pela DSEC registou um crescimento de 1,7 por cento. Nos restaurantes de comida chinesa houve um aumento de 9,4 por cento do volume negócios, no entanto, nos estabelecimentos de comidas e lojas de sopas de fitas e canja a redução foi de 6,5 por cento.

justiça britânica autorizou formalmente ontem a extradição do fundador do portal WikiLeaks, Julian Assange, para os Estados Unidos, para ser julgado por espionagem, mas o Governo britânico terá a última palavra. A ministra do Interior, Priti Patel, tem agora de decidir se confirma ou rejeita a extradição. De acordo com a lei, a ministra só pode exercer a prerrogativa de proibir a extradição em casos específicos abrangidos pela Lei de Extradição de 2003 e sempre de acordo com os acordos com o país requerente, neste caso os EUA. Caso seja autorizado pelo Tribunal Superior, a Justiça norte-americana ou Assange poderão ainda recorrer da decisão de Patel. A ordem de ontem do juiz Paul Goldspring, do Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, ocorre depois de o Supremo Tribunal, a última instância, ter recusado no mês passado permissão ao recurso de Assange contra a decisão de um tribunal inferior a favor da extradição. Assange esteve presente no tribunal ontem por videoconferência da Prisão de Alta Segurança de Belmarsh (Londres) e permanecerá em prisão preventiva. O australiano de 50 anos é acusado pela justiça norte-americana da divulgação, a partir de 2010, de mais de 700 mil documentos confidenciais sobre actividades militares e diplomáticas do país, em particular no Iraque e no Afeganistão. Processado em particular ao abrigo da legislação contra a espionagem, Julian Assange enfrenta 175 anos de prisão, num caso denunciado por organizações de direitos humanos como um grave atentado à liberdade de imprensa.


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Hoje Macau 21 ABRIL 2022 #4992 by Jornal Hoje Macau - Issuu