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Hoje Macau 21 ABR 2015 #3314

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terça-feira 21 de abril de 2015 • ANO XIV • Nº 3314 pub

Director carlos morais josé

Citibank fecha as portas em Julho

O primeiro rato

A delegação do Citibank de Macau vai fechar as suas portas no próximo Verão. As contas dos clientes passarão para a filial de Hong Kong. Facto é que o banco sofreu em 2014 uma quebra nos seus lucros na ordem dos 50%.

Os responsáveis pela instituição não assumem mas especialistas da praça não têm dúvidas: a campanha anti-corrupção no continente deverá estar na origem de uma menor deslocação de capitais para Macau.

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Património

A lista de Santa Engrácia

O presidente do Instituto Cultural diz que a lista tem vindo a aumentar mas tarda (e muito) a ser publicada. Para gáudio dos empreiteiros.

sociedade Página

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1º de Maio

Seis associações vêm para a rua política Página

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h

Yao Feng

A poesia do vento

Fernanda Gil Costa leu e comenta o último livro do poeta Yao Feng, publicado em língua portuguesa.

Éloge

Kuala, a Lumpur

Pedro Lystmann foi viajar e pensou no que viu. Ainda há gente assim.

turistas

PSP estuda, Governo decide política Página

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Pacífico

EUA e Japão contra-atacam china página

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grande plano

hoje macau terça-feira 21.4.2015

édito A Secretária e os pandas Por muito que a população de Macau, da China e respectivos governantes gostem de pandas não fica bem ao Executivo local destacar a Secretária Sónia Chan para tratar dos simpáticos animais. Afinal, os membros do Governo mudaram mas a cultura do disparate continua insistentemente instalada nas suas hostes. Que sentido faz, afinal, que a responsável pela produção legislativa e pela reforma da administração se dedique às questões que envolvem o transporte e acomodação de dois animais? No mínimo, esta situação constitui uma machadada no prestígio da Secretária, como já o tinha sido no prestígio de Florinda Chan. A pergunta que imediatamente se coloca será, portanto: “Ela não tem mais nada para fazer?” O que, convenhamos, não abona a favor de Sónia Chan. Julgavase que este Governo encararia as suas responsabilidades para com os humanos de forma séria mas, pelos vistos, são os pandas que fazem a Secretária, putativa número 2 do Executivo, daqui para ali e dali para acolá. Confessemos que é, eventualmente, estranho. Para ser simpático... “Ai, a Secretária não pode receber os representantes da Função Pública porque foi tratar dos pandas”, imagina-se alguém a dizer a Pereira Coutinho. Pois é... difícil de acreditar. O bom senso diria que basta uma instituição como o IACM para tomar conta do assunto. Mas será que tal não daria dignidade suficiente à bicharada? Será que os excelsos pandas têm que ser recebidos e tratados a nível ministerial, não bastando um tratador/veterinário para os acolher? Já agora: também vão interromper as ruas e organizar uma parada para celebrar a sua chegada? Na verdade, se este Governo quer receber os pandas com pompa e circunstância, só vemos um elemento com tempo e pachorra para desempenhar na perfeição esse papel: o próprio Chui Sai On, Chefe do Executivo. É que, ao contrário do líder da RAEM, nesta altura do campeonato, os Secretários parecem ter mais que fazer. Carlos Morais José

info@hojemacau.com.mo

Bancos Sucursal do Citibank em Macau fecha portas em Julho

Eu sei o que ganhaste no Verão passado

Os clientes da sucursal do Citibank já foram notificados do seu fecho na RAEM, numa altura em que o seu EBITDA sofria uma redução na ordem dos 50%. O Citibank em Hong Kong garante que se trata apenas de uma simples alocação de recursos

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banco norte-americano Citibank, considerado pela revista Forbes como o líder mundial em serviços financeiros, vai encerrar as portas da sua sucursal na RAEM já em Julho. O HM sabe que os clientes do território já começaram a ser notificados da transferência das operações das suas contas bancárias para as delegações do banco na vizinha Hong Kong. Ao HM, Carmen Tse, responsável de comunicação do Citibank de Hong Kong, confirmou a mudança. “A decisão baseia-se na oportunidade de reestruturação dos nossos serviços em Macau, uma vez que vemos oportunidade de alocar os nossos recursos. Decidimos encerrar a sucursal em Julho deste ano.” Sem querer avançar o número

de clientes da entidade bancária na RAEM, Carmen Tse frisou que esta decisão não vai afectar o normal funcionamento das contas bancárias em operação.

Serviços “não serão afectados”

“Podem haver mudanças ao nível de abertura de novas contas, mas não vai afectar os serviços. Os nossos clientes vão continuar a ter acesso aos nossos serviços de offshore (International Banking Offshore). Vamos manter os mesmos serviços bancários mas com

base em diferentes modelos, dando foco às áreas de investimento e apoio às estruturas do grupo de clientes institucionais em Macau”, acrescentou Tse. A mesma responsável frisou que esta alteração em nada tem a ver com a quebra das receitas do Jogo e um abrandamento do mercado. “Esta é uma decisão baseada na revisão da nossa posição em Macau. Fazemos uma revisão regular dos mercados onde o Citibank está posicionado e fazemos sempre uma revisão

A mesma responsável frisou que esta alteração em nada tem a ver com a quebra das receitas do Jogo e um abrandamento do mercado

para assegurar toda a eficiência e competitividade. Consideramos que Macau, enquanto mercado, vai continuar a crescer neste segmento. Vamos continuar a servir os nossos clientes e vamos servir através das nossas operações em Hong Kong.” Ao HM, não foi possível chegar à fala com Gavin Yu Yin Kwong, director-geral do Citibank em Macau.

Queda quase livre

Olhando para as informações financeiras, a sucursal do Citibank em Macau deparava-se com uma quebra no EBITDA (lucros antes dos impostos) na ordem dos 50%. Se em Dezembro de 2013 o relatório e contas apontava para um EBITDA na ordem dos 8,5 milhões de patacas, os valores baixaram 4,7 milhões em Junho do ano passado. Enquanto que os activos do banco não registaram uma quebra significativa - de 3,6 milhões para 3,5 milhões em 2014 -, o mesmo não aconteceu com os depósitos. Em Dezembro de 2013 eram de 2,7 milhões, em Junho de 2014 cifraram-se nos 1,9 milhões. Segundo o relatório e contas do Citigroup, referente ao primeiro trimestre deste ano, a empresa registou, na Ásia, um aumento dos ganhos, de 3,5 mil milhões de dólares face aos 3,3 mil milhões registados no último trimestre de 2014. Os dados referem-se ao grupo de clientes institucionais, bem como o segmento de Global Consumer Banking. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


grande plano 3

hoje macau terça-feira 21.4.2015

Bolsas asiáticas anulam ganhos gerados por estímulo chinês

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índice MSCI que reúne acções regionais com excepto do Japão caía nesta segunda-feira e os mercados bolsistas chineses anularam fortes ganhos do começo da sessão obtidos com a decisão do banco central da China de aumentar o poder de empréstimo dos bancos através de um corte na taxa de reservas. No domingo, o banco central da China cortou o montante de dinheiro que bancos precisam de deter como reservas, o segundo corte para todo o sector em dois meses, acrescentando mais liquidez para impulsionar o crescimento em desaceleração. Mas o índice MSCI, que reúne acções da região Ásia-Pacífico com excepção do Japão, recuou 1,12 por cento, após ter subido a um máximo de sete anos na sessão anterior. O índice japonês Nikkei fechou com queda de 0,1 por cento, depois de registar uma baixa

de 1,3 por cento na semana passada. Os mercados chineses fecharam em queda nesta segunda-feira numa sessão volátil com temores de um endurecimento regulatório no mercado bolsista, compensando a medida mais agressiva do banco central do país até o momento para impulsionar a economia em desaceleração.

Segurança EUA destacam papel de liderança de Cabo Verde

O

s Estados Unidos afirmaram ontem que Cabo Verde tem-se afirmado como líder na questão da segurança regional na África Ocidental, considerando-o também um país modelo na boa governação e desenvolvimento da região. “Os Estados Unidos reconhecem o papel de Cabo Verde como líder em matéria de segurança regional, pelo que aplaudimos o desempenho e esforço do país, que é um modelo na África Ocidental para a boa governação, desenvolvimento e parcerias a nível da segurança”, afirmou o embaixador norte-americano na Cidade da Praia, Donald Heflin. O diplomata norte-americano falava durante a apresentação do exercício naval militar Saharan Express 2017, que hoje se inicia nas águas territoriais cabo-verdianas e que, até 27 deste mês, se estenderá às costas do Senegal e da Mauritânia, países que também participam nas manobras. Nos exercícios, Portugal participa com cerca de 200 efectivos, oriundos da fragata Bartolomeu Dias e do avião de reconhecimento “P3 Orion”, que já se encontram na Cidade da

Praia, ao lado de forças navais de Cabo Verde, Estados Unidos, França, Holanda, Turquia, Marrocos, Mauritânia, Senegal e Turquia. As manobras contarão com mais de 1.000 efectivos de dez países, apoiados em nove navios e quatro aviões de patrulhamento marítimo, e visam garantir a segurança no Atlântico médio, afectado pelos tráficos de droga, armas e pessoas, pela pirataria marítima, terrorismo, pesca ilegal e poluição marítima e ambiental. Durante uma semana, os exercícios terão em conta cenários de treino realistas e com implicações regionais para a estabilidade e segurança económica, que serão combatidos através de variadas táticas, explicou a organização da iniciativa. A série de exercícios Saharan Express integra o Programa APS (Africa Partnership Station), iniciativa internacional desenvolvida pelas Forças Navais norte-americanas na Europa/ África para melhorar a proteção e segurança marítima na costa ocidental africana, como parte do programa de segurança cooperativa do AFRICOM.

Portugal é a sétima economia mais lenta do mundo

Devagar, devagarinho... O jornal Expresso fez as contas a partir das novas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgadas esta semana em Washington, e o ritmo de crescimento médio anual cai drasticamente para 0,2% ao ano. Portugal é a sétima economia mais lenta do planeta, depois de ter estado igualmente na ‘cauda do pelotão’ na década anterior. No balanço destes 20 anos, o PIB vai crescer, em média, apenas 0,5% ao ano. Estes números incluem, no entanto, quatro anos de recessão na economia nacional: em 2009, durante a Grande Recessão a nível mundial, e o período da troika entre 2011 e 2013. No primeiro caso, o PIB recuou quase 3%. Nos três anos de queda da intervenção externa, a queda acumulada atingiu mais de 7%. Pelo meio, houve um crescimento de 1,9% em 2010, que não chegou para recuperar o tombo

inicial, e, em 2014, o PIB inverteu e cresceu 0,9%. No final deste ano, assumindo um crescimento de 1,6% estimado pelo FMI para este ano, o PIB português estará ainda cerca de 6% abaixo do nível pré-crise financeira. Além do desemprego, que irá continuar elevado durante anos - o FMI aponta para 10,8% em 2020 -, outra das consequências do fraco crescimento português é ver os portugueses a serem ultrapassados em termos de PIB per capita. Este ano, a julgar pelas estimativas do FMI, Portugal estará na 39ª posição a nível mundial, com um PIB por habitante de 19,3 mil dólares por ano, numa tabela liderada pelo Luxemburgo com 96,3 mil dólares. Dentro de cinco anos, os portugueses caíram para a 41ª posição com um valor de 23,2 mil dólares e ultrapassados, entretanto, pela Grécia e Estónia.

Entre os países de crescimento medíocre nesta década, destacam-se vários da moeda única. A expressão “crescimento medíocre” usada por Christine Lagarde na semana passada, em relação à retoma em curso na economia global, assenta que nem uma luva à zona euro. No conjunto, os países do euro vão ter um crescimento médio anual de 1,1% entre 2011 e 2020 (depois de 1,2% na década anterior), que fica já bastante atrás dos EUA (médias de 1,7% e 2,4% nestas duas décadas) que têm, já de si, alguns problemas. E entre os países mais lentos do planeta estão vários da moeda única. Além de Portugal, nos dez piores, estão ainda Itália, Chipre e Grécia. Pelo contrário, as ‘lebres’ do planeta nestes dez anos são o Turquemenistão, a Etiópia, a Mongólia e Moçambique.

Kim Jong-un “escala” maior montanha da Coreia do Norte A agência noticiosa norte-coreana noticiou neste domingo que o ditador Kim Jong-un “escalou” o monte Paektu, a montanha mais alta do país, com cerca de 2,7 mil metros. A região faz fronteira com a China. Contudo, um facto chamou atenção nas imagens divulgadas. Kim Jong-un, que discursou para tropas do exército no local, estava sorridente e sem nenhum indício de ter feito grande esforço na escalada. Kim aparece vestido com um casaco para se proteger do forte frio no local, que estava coberto de neve.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Edite Ribeiro; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


política

Afinal são seis as associações que virão para a rua no Dia do Trabalhador. Funcionários do sector do Jogo pretendem reivindicar a proibição total do fumo nos casinos, bem como o aumento das regalias profissionais. A estas juntam-se outras, que lutam pela proibição de importação de TNR.

hoje macau terça-feira 21.4.2015

1 de Maio Seis associações saem à rua com reivindicações variadas

À meia-dúzia é mais barato

tiago alcântara

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A

Associação de Empregados das Empresas de Jogo de Macau, a Associação Sindical dos Trabalhadores da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) e a Associação New Gaming Employees Advance asseguraram que vão sair à rua no primeiro de Maio, dia em que também sairá à rua a Juventude Dinâmica de Macau, a Associação Geral dos Empregados do Sector de Transportes de Macau e a Associação dos Funcionários de Nível Básico de Macau. Apesar das duas primeiras terem confirmado que não vão marchar na manifestação que habitualmente se desloca até ao Palácio do Governo, prometem ter agendado um encontro na Praça da Amizade. A capacidade de assegurar as regalias dos empregados através de mais fiscalização às operadoras de Jogo é o que pedem a Associação de Empregados das Empresas de Jogo de Macau e a Associação Sindical dos Trabalhadores da SJM. O director da primeira, Choi Kam Fu, referiu ao Jornal do Cidadão que, embora as receitas de Jogo estejam num período de ajustamento, o lucro e a perspectiva da indústria são positivos. No entanto, para os funcionários do Jogo, é difícil assegurar o ambiente de trabalho e direitos básicos de forma razoável. Estas duas associações juntam-se, assim, à actividade “respeitar os trabalhadores, assegurar os direitos”, organizada pela Federação das Associações de Operários (FAOM).

“Esperamos uma maior supervisão das concessionárias de Jogo para que estas ajustem os salários e as regalias dos empregados, acompanhando a taxa de inflação. Pretendemos também uma medida de ajustamento de rendimento consoantes os diferentes níveis [de carreira]”, explicou Choi. O director disse ainda que espera que seja implementado um ambiente

A associação pretende que o Executivo pare de aumentar o número de mesas de Jogo e que crie um base de dados sobre a mão de obra local, para promover a diversificação de economia e a oferta de recursos humanos para outros sectores.

totalmente sem fumo nos casinos ainda este ano, de forma a assegurar a saúde de todos os funcionários. Choi deseja também que o Executivo supervisione as operadoras para que estas organizem formações para que os funcionários progridam nas carreiras e, como último ponto, defende que o Governo deve diminuir a proporção de trabalhadores não-residentes (TNR). Relativamente à revisão da Lei da Relações Laborais, o director espera que Executivo dê atenção ao problema de sobreposição de feriados com dias de descanso, exigindo às operadoras uma recompensa quando este casos se verificarem.

Mais de mil na rua

No mesmo dia, a Associação New Gaming Employees Advance vai manifestar-se para que o Governo entenda os problemas enfrentados pelos funcionários de Jogo. O director, Chan Chi Kin, referiu ao HM que o seu grupo vai efectivamente integrar a marcha do 1º de Maio, sendo que sairá do Jardim Iao Hon e seguirá até à Sede do Governo, onde vai ser entregue uma carta. Os organizadores prevêem uma adesão de mais de mil funcionários só do seu grupo, que

pretende também que seja proibida a introdução de TNR para a posição de croupier. Algo que já não pode acontecer e que o Governo assegura que não vai acontecer no futuro. A associação pede ainda que as operadoras implementem subsídios nocturnos. Além disso, a associação pretende que o Executivo pare de aumentar o número de mesas de Jogo e que crie um base de dados sobre a mão de obra local, para promover a diversificação de economia e a oferta de recursos humanos para outros sectores.

Para todos os gostos

A Juventude Dinâmica, que também já admitiu integrar a manifes-

tação, deseja chamar a atenção para a necessidade de uma reforma no sistema educativo, considerando que actualmente é dado “demasiado valor à memorização e às notas, descurando o processo de aprendizagem e a capacidade de pensamento independente dos alunos”, de acordo com o Jornal Tribuna de Macau. Esta associação parte da praça do Tap Seac às 15h00. Por seu lado, a Associação Geral dos Empregados do Sector de Transportes de Macau, que pertence à FAOM, pretende apelar directamente ao Chefe do Executivo para que mantenha o impedimento de contratar trabalhadores de fora de Macau para as funções de motorista, numa altura em que se discute a falta de recursos humanos no território. Conforme avançou ontem o HM, esta associação quer ainda assegurar um “salário decente” para estes trabalhadores, promover a generalização de seguros laborais e um sistema de previdência central. Os manifestantes vão concentrar-se pelas 10h00, também na Praça da Amizade, todos vestidos de branco, e marchar até à sede do Governo. O Dia do Trabalhador vai ainda contar com o protesto da Associação dos Funcionários de Nível Básico de Macau, a que pertence o activista Lei Kin Iun, que pretende reivindicar mais direitos para os funcionários públicos, em particular no que diz respeito às pensões, subsídios de habitação e bónus. Contactado pelo HM, o líder do grupo Forefront of The Macau Gaming, Ieong Man Teng, responsável por várias manifestações no ano passado, referiu que o grupo está a pensar em realizar também um protesto no Dia do Trabalhador, não tendo contudo um plano concreto. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

Funcionários do Jogo queixam-se de “nepotismo” Um membro da Casa dos Trabalhadores da Indústria de Jogo apontou que a situação de nepotismo é muito grave no sector de Jogo. O homem, que trabalha num casino há três anos, apontou ao canal chinês da TDM que existem funcionários que regularmente chegam atrasados ao serviço, ou que pediram licenças às operadoras e conseguiram oportunidade de progressão, contrariamente a outros funcionários. O trabalhador, que não deu a cara, defende trabalhadores podem não ter esta oportunidade, devido à existência de nepotismo. Sugere, por isso, que o Governo supervisione a progressão de trabalhadores pelas concessionárias do Jogo, bem como exija a revisão dos dados de trabalhadores, de forma a perceber se estes fazem parte da família de superiores hierárquicos.


política 5

hoje macau terça-feira 21.4.2015

Turistas PSP entregou estudo a wong sio chak, mas o governo nada diz sobre Shenzhen

A lei da rolha gcs

A PSP já entregou a sua avaliação sobre a capacidade de Macau para receber turistas, mas o Governo não avança se será implementada a mesma medida que Hong Kong aplicou aos cidadãos de Shenzhen

a restringir a uma entrada semanal no território os residentes de Shenzhen, as autoridades não respondem. “Visitantes que entram em Macau com o ‘salvo-conduto para deslocação a Hong Kong e Macau’ devem possuir vistos válidos emitidos pelos serviços de migração da China. A PSP concede-lhes um prazo de permanência em conformidade com o prazo de permanência autorizado nos vistos e a emissão dos respectivos vistos é da competência dos serviços de migração da China”, escreve a PSP.

O estudo feito pela PSP foi pedido pelo Executivo, sendo que também o IFT já entregou e tornou pública a sua avaliação sobre a capacidade de Macau receber turistas

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Polícia de Segurança Pública (PSP) já entregou a sua avaliação sobre a capacidade de acolhimento de turistas no território ao Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak. O organismo, responsável pelos Serviços de Migração, não tece, contudo, comentá-

rios sobre a eventual aplicação da medida de interdição de entrada a cidadãos de Shenzhen. “Em Março de 2015, uma informação sobre a capacidade de [entrada] foi feita por esta corporação, para avaliar a capacidade de acolhimento dos passageiros de postos fronteiriços, a qual

já foi apresentada ao Secretário para a Segurança”, indica a PSP em resposta ao HM, sem adiantar qualquer conteúdo dessa mesma avaliação. Questionadas sobre a possibilidade de Macau seguir o mesmo comportamento da região vizinha de Hong Kong, no que toca

Por enquanto, explica a PSP, vai continuar-se “a manter uma articulação activa com a implementação da referida política de vistos, de acordo com as respectivas legislações e diplomas de Macau”. Sobre o número de turistas, a PSP explica apenas que está em constante avaliação. O estudo feito por esta polícia foi pedido pelo Executivo, sendo que também o Instituto de Formação Turística (IFT) já entregou e tornou pública a sua avaliação sobre a capacidade de Macau receber turistas, tendo defendido que a RAEM tinha capacidade para acolher os 31 milhões de turistas que cá chegaram no ano que passou. Na apresentação da Linhas de Acção Governativa (LAG), o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, avançou que o Governo irá tentar colocar um número máximo de entrada de 21 milhões de turistas da China continental, com o intuito de permitir a diversificação de visitantes. Filipa Araújo

Filipa.araujo@hojemacau.com.mo

Orçamento rectificativo Proposta assinada em final de Maio

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proposta de lei sobre a Revisão do Orçamento de 2015 deve ser aprovada na especialidade no final de Maio. Isso mesmo disse Chan Chak Mo, presidente da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL). O mesmo responsável disse ainda que não há razão para que as pessoas se preocupem com a eventualidade de um défice orçamental, uma vez que este só teria lugar caso o saldo ficasse abaixo dos 17 milhões de patacas. A presente proposta estabelece um limite de 18,8 mil milhões, número que representa um corte de 63,7% face aos valores previstos há cerca de cinco meses. Foi ainda frisado que os impostos da área do Jogo deverão sofrer uma diminuição, nomeadamente o imposto especial, sendo que as receitas se vão ficar pelos 84 mil milhões de patacas. Maio é então o mês apontado para conclusão da actual proposta, estando a assinatura do parecer prevista para acontecer até 1 de Junho e a sua aprovação na especialidade a seguir a isso mesmo. O documento não parece ter qualquer problema jurídico, embora tenha ainda que ser comparado com versão inicial do mesmo. “Nesta reunião [de ontem], a nossa assessoria entende que não há nenhum problema juridicamente, mas economicamente, quanto ao parecer, há que pedir mais informações ao Governo porque vão ser elaboradas mapas comparativos sobre o orçamento inicial e o orçamento revisto”, esclareceu Chan Chak Mo.

Doca dos Pescadores Chui garante legalidade de edifício

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hui Sai On voltou a garantir ontem a legalidade do edifício a ser desenvolvido na Doca dos Pescadores, que os promotores querem fazer subir até aos 90 metros - a altura máxima definida por lei. Depois das queixas de deputados sobre o facto de o tamanho do edifício poder a vir influenciar a vista para o Farol da Guia, património mundial, o Chefe do Executivo recordou que o diploma legal de 2008 teve em conta as indicações de especialistas sobre se as quotas altimétricas dos edifícios a construir em Macau possam influenciar directa ou indirectamente o património classificado pela UNESCO e realçou que essas estão definidas por lei. O líder do Governo falava à saída para uma viagem para Fuzhou, onde vai assistir à reunião de alto nível da província de Fujian e Macau. Chui Sai On recordou ainda que já no tempo da Administração Portuguesa esta se empenhou na protecção do património dos grandes edifícios e insistiu no equilíbrio do desenvolvimento urbanístico, garantindo que o património “será protegido e não será posto em causa”.

Novo valor para despedimento sem justa entrou em vigor

A

resolução de contratos sem justa causa passa, a partir de terça-feira, a ter como base do calculo da indemnização 20 mil patacas, um aumento de 42,8% face ao anterior valor. Depois da proposta ter sido aprovada na Assembleia Legislativa, a alteração ao artigo 70.º da Lei das Relações do Trabalho foi ontem publicada em Boletim Oficial e entra em vigor na terça-feira. Assim, quando os contratos são resolvidos pelo empregador sem justa causa, o trabalhador tem direito a uma indemnização de um salário por cada ano de trabalho, sendo que o montante máximo para o cálculo do vencimento não pode exceder as 20 mil patacas. Este valor pode, no entanto, ser excedido no caso de acordo entre empregador e trabalhador. A alteração agora aprovada prevê ainda que o montante máximo da remuneração de base mensal seja revisto de dois em dois anos “podendo ser actualizado de acordo com a evolução do desenvolvimento económico”.


6 política

hoje macau terça-feira 21.4.2015

Imobiliários Leong Veng Chai quer base de dados sobre habitações

Mediar a mediação dos mediadores Leong Veng Chai quer que seja criada uma base de dados destinada aos agentes imobiliários, para que se saiba se houve incidentes sofridos ou construções ilegais nas fracções da sua responsabilidade. O deputado alega ainda que há várias pessoas a exercerem funções neste ramo de actividade ilegalmente

L

eong Veng Chai sugeriu ao Governo que fosse criada uma base de dados contendo informações sobre os imóveis que os mediadores imobiliários do território pretendem vender. Nesta lista deverão estar inscritas possíveis irregularidades na construção das fracções, mas não só. No fundo, o deputado pede que seja fornecido a estes profissionais uma espécie de historial das habitações no caso de surgirem problemas aquando da sua venda ou arrendamento. “O Governo vai apoiar este sector de actividade na criação da referida base de dados, por forma a permitir que os mediadores dominem as informações e a evitar situações de incumprimento das obrigações em relação aos clientes?”, questionou. Outro dos pedidos do número dois na Nova Esperança passa pela criação de um mecanismo que facilite o exercício das funções dos mediadores imobiliários. É que de acordo com o deputado, são já vários os casos onde estes trabalhadores acabam por não receber

Ilegalidades? Que ilegalidades?

No mesmo documento, Leong Veng Chai questiona o Governo sobre ilegalidades cometidas no que respeita ao exercício ilegal de funções neste ramo de actividade, que alega produzir vários casos. “Há trabalhadores de empresas promotoras e de administração de condomínios de edifícios que vendem e arrendam propriedades sem terem a respectiva licença e que exercem actividade de mediação imobiliária. O Governo raramente procede à aplicação da lei e a vistorias, o que conduz ao agravamento da situação ilegal da actividade de mediação imobiliária”, começa Leong por explicar. Assim, pede que as inspecções sejam efectuadas com mais regularidade e, caso seja necessário, que o Executivo crie mais medidas de combate a este tendência que diz ser crescente. “Com vista a salvaguardar o desenvolvimento saudável do sector, de que medidas dispõe o Governo para combater a actividade de mediação imobiliária sem obtenção da licença devida? No território, o arrendamento de uma fracção obriga, na maioria dos casos, ao pagamento inicial – no primeiro mês – de quatro porções equivalentes à mensalidade pedida pela casa. Uma dessas partes, denomina-se comissão e é destinada aos agentes ou mediadores imobiliários, que desempenham o papel de intermediário entre o arrendatário e o senhorio.

Forças de Segurança Coutinho volta à carga sobre carreiras e casas

Novo Secretário, velhas medidas tem enfrentado várias dificuldades, a vários níveis: contratação, manutenção e estabilização dos recursos humanos. “Além do não pagamento de horas extraordinárias para além das 44 horas semanais, a situação tem sido agravada com a eliminação do regime de pensões de aposentação aos agentes das Forças de Segurança de Macau (FSM) e à grave falta de construção de edifícios habitacionais para seu uso”, acusou num interpelação escrita. Perante o cenário, o

deputado indaga o Governo sobre a possibilidade de implementação de medidas “reformadoras” para tiago alcântara

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deputado José Pereira Coutinho não está satisfeito com as informações avançadas pelo Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG), sobre a necessidade de “proporcionar aos cidadãos um serviço de qualidade”, através de uma “equipa sólida” e de um “sistema permanente de prevenção geral e de controlo de segurança”. Pereira Coutinho defende que, para que isto aconteça, é necessária uma mudança no comportamento perante as autoridades, principalmente da Polícia de Segurança Pública (PSP), que segundo o mesmo,

as comissões que são, em muitas situações, o seu ganha-pão. “Segundo alguns mediadores imobiliários, há clientes que se atrasam no pagamento das comissões ou ficam a devê-las e, como o tempo para resolver em tribunal os casos que envolvem brigas pecuniárias de pequena quantia é muito longo, e é bastante caro contratar um advogado, os mediadores acabam por ficar com as comissão reduzidas e até desistem do direito de serem ressarcidos”, escreveu na sua interpelação.

uniformizar, racionalizar e optimizar o actual sistema de formação dos agentes de FSM possibilitando a

promoção “justa de todos os seus agentes”. Quer ainda Pereira Coutinho saber se serão introdu-

Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

zidas medidas para melhorar as actuais estruturas internas para os agentes que trabalham em turnos de 24 horas. Como último ponto, o deputado pergunta se serão construídos prédios habitacionais para os agentes e se será introduzido “um regime eficiente de pagamento das pensões de aposentação à semelhança dos magistrados do Ministério Público e Judiciais”. Esta não é a primeira vez que Pereira Coutinho fala sobre o assunto, tendo pedido esclarecimentos ao Secretário durante a apresentação das LAG para a sua tutela. O deputado, contudo, ficou sem resposta. Filipa Araújo

Filipa.araujo@hojemacau.com.mo


sociedade

hoje macau terça-feira 21.4.2015

A

nova lista de património que está a ser feita pelo Instituto Cultural (IC) já tem cerca de 70 itens, sendo que mais de cem deverão ser contemplados. O organismo garantiu ao HM que há mais dez itens que têm condições de ser classificados, mas não adianta um prazo para a conclusão da lista que já deveria ter sido entregue. De acordo com uma resposta enviada ao HM, “este é ainda o levantamento preliminar”. A explicação do IC ao HM surge depois de Kwan Tsui Hang ter entregue uma interpelação escrita ao Governo onde se mostra preocupada pelo facto da lista estar atrasada. Isto, porque a Lei de Salvaguarda do Património entrou em vigor em 2014 e prevê que seja criada uma nova lista de património, que deveria estar concluída no final do ano passado, “Até ao momento, o IC não publicou as respectivas informações. De acordo com o decreto [que prevê a regulação do património] a lista de salvaguarda tem 52 edifícios arquitectónicos com valor histórico, 44 com valor artístico, 11 complexos arquitectónicos protegidos e 21 zonas de paisagem. No entanto, a lista já não é actualizada há mais de 20 anos e em nada corresponde aos novos requisitos da sociedade em relação à salvaguarda de patrimónios mundiais”, apontou a deputada, questionando qual é o calendário de apresentação da lista renovada.

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Património Instituto Cultural tem mais de cem itens protegidos

A lista que nunca mais sai do frio O IC já tem cerca de 70 itens incluídos na nova lista de património, mas não avança uma data para a conclusão do registo, que deveria ter sido entregue no final do ano passado. Kwan Tsui Hang mostrou-se preocupada pelo facto de edifícios históricos poderem vir a ser demolidos por ainda não haver uma lista que diga que devem ser preservados

Sempre atento

Ao HM, o IC não avança com datas, falando apenas em trabalho por fases. “O levantamento preliminar envolveu mais de cem itens, dos quais cerca de 70 foram concluídos. Actualmente, dez itens têm mais condições de serem classificados e o IC irá esforçar-se por iniciar os procedimento de classificação destes primeiros imóveis, através de uma consulta pública a efectuar posteriormente”, começa por avançar. “[Depois] será submetido ao Conselho do Património Cultural para discussão. Uma vez concluído o procedimento de classificação destes primeiros imóveis, vão

O

deputado José Chui Sai Peng sugeriu ontem que se construa a Biblioteca Central de Macau no antigo Hotel Estoril, onde ficará o centro de formação artística recentemente anunciado por Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. O deputado diz ainda que se deveria pensar alargar a zona cultural além Tap Seac. Chui Sai Peng prevê que o novo plano do Hotel Estoril permita reconstruir o espaço até os 40 metros, devido ao limite de altura para a protec-

realizar-se logo os procedimentos relativos aos próximos [itens].” O IC assegura que tem vindo a realizar continuamente os trabalhos de levantamento do património, tendo começado em Maio do ano passado a fazê-lo. O instituto assegura ainda que está a contar com a ajuda de especialistas para o efeito. “O IC começou a proceder ao levantamento geral dos imóveis de

interesse histórico de Macau, e até agora, além de ter feito a recolha de informações e trabalhos de investigação sobre alguns dos mesmos, convidou ainda especialistas do património do exterior a deslocarem-se a Macau a fim de procederem à inspecção e de darem pareceres sobre os trabalhos referidos.” Na interpelação escrita entregue ao Governo, a deputada quer

ainda saber se há medidas para evitar que edifícios que possam vir a ter valor arquitectónico sejam demolidos até que a lista saia, como aconteceu com um edifício que foi demolido por engano, por não estar inserido no conjunto patrimonial. “Embora a opinião pública e o Conselho de Planeamento Urbanístico considerem necessário proteger as características arquitectónicas,

o prédio acabou por ser removido. Isto porque se suspeitou que o Governo não emitiu um planeamento antes da demolição, o que indica que edifícios com valor arquitectónico com valores histórico possam ser destruídos enquanto a lista do património não sair.”

Chui Sai Peng sugere nova biblioteca central no Hotel Estoril

Não mais que de repente ção do património cultural, fazendo com que este fique com 11 andares, e diz que há espaço suficiente para que se construa a biblioteca, em vez de esta passar para o antigo tribunal. Recorde-se que foi em 2007 que o Instituto Cultural (IC) anunciou que a nova biblioteca central de Macau iria ficar sediada no

antigo tribunal, sendo que as obras foram já adiadas por inúmeras vezes. Em 2008, a CAA, uma das empresas administradas por este mesmo deputado, venceu o concurso por convite do desenho conceptual da biblioteca, algo que foi depois anulado em 2010 por Guilherme Ung Vai Meng, que disse que o desenho iria ficar a cargo do

Governo e que a biblioteca iria ter também um museu da Polícia Judiciária. As obras ficariam concluídas em 2012, tendo sido depois adiadas para 2013. Até agora, contudo, não houve mais novidades.

Alargar a cultura

Em declarações ao Jornal Ou Mun, e comentando os

anúncios feitos na Assembleia Legislativa por Alexis Tam, Chui Sai Peng disse ainda que deveria ser alargada a zona cultural, além Tap Seac. “No norte, a zona pode ir até à Estrada de Adolfo Loureiro, ou seja, até ao Jardim Lou Lim Iok. No sul, pode chegar até ao fim da Rua Nova de S. Lázaro, en-

Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

quanto, a oeste, se pode ligar às Ruínas de São Paulo e, a este, até ao Farol de Guia. A meio ficam, então, o Hotel Estoril”, frisou o primo do Chefe do Executivo. Chui Sai Peng diz esperar que se consiga dividir bem o trânsito e sugere que se faça um caminho a pé para os turistas, de forma a impulsionar as indústrias culturais e criativas. Ainda assim, defende que as construções na zona “não podem ser feitas com rapidez, mas precisam de ponderação”. F.F.


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recurso interposto por Paulina Alves dos Santos contra a decisão do Tribunal Judicial de Base (TJB) em absolver Raymond Tam e outros três arguidos do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) não vai sofrer com a decisão do TUI em não deixar assistentes recorrer. Isto, porque a queixosa, e também advogada, “não interpôs recurso sobre a pena em si, mas sim por erro notório na apreciação da prova”. A explicação é dada pela própria ao HM, sendo que Paulina Alves dos Santos refere até que o seu recurso já foi aceite. “O Tribunal de Segunda Instância já se pronunciou sobre a legitimidade da assistente”, diz a advogada ao HM. “Aliás, o meu recurso foi acompanhado pelo Ministério Público.” Foi em Outubro de 2014 que o procurador do MP, na altura Ho Chio Meng, assegurou que o MP iria participar no recurso de Paulina Alves dos Santos, que primeiramente disse não querer recorrer, mas que acabou por fazer. Ho Chio Meng assegurou que a participação do MP está ligada à decisão de Paulina Alves dos

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Recurso de Paulina Alves dos Santos não sofre com decisão do TUI

As campas ainda mexem

O facto de Paulina Alves dos Santos ter interposto um recurso contra a apreciação da prova e não da pena faz no caso que tinha Raymond Tam como arguido fez com que a advogada tenha visto aceite o seu pedido Santos, assistente no processo que sentou no banco dos réus Raymond Tam, Lei Wai Nong, vice-presidente do IACM, Fong Wai Seng, Chefe do Serviços de Ambiente e Licenciamento, e ainda Sio Kuok Kun, chefe funcional. “Como o MP também é parte do processo, como a assistente do processo recorreu, nós também vamos participar no caso, sem falta”, afirmou o procurador na altura. Depois de meio ano de julgamento, onde os arguidos iam acusados do crime de prevaricação porque teriam alegadamente atrasado a entrega de documentos relacionados com a atribuição supostamente ilegal de dez campas perpétuas no Cemitério de

São Miguel Arcanjo, todos foram absolvidos. “De facto, o MP acompanhou e concordou com o recurso da

assistente”, disse ontem Paulina Alves dos Santos ao HM. Recorde-se que, como foi ontem escrito na edição do HM,

o Tribunal de Última Instância foi contra uma decisão do TSI sobre a interposição de recurso pelos assistentes no que à pena diz respeito. Os juízes de Macau não conseguem chegar a entendimento sobre essa possibilidade, levando até a que juízes do mesmo tribunal votassem contra a decisão final. O problema não é apenas de Macau, já que também em Portugal se fez sentir. Paulina Alves dos Santos relembra que a questão “não afecta” o seu recurso, porque “se trata de matérias diferentes”, mas não sabe quando se pode prever que o recurso leve a um novo julgamento. Joana Freitas

Joana.freitas@hojemacau.com.mo

TUI Propriedade por usucapião só com provas de antes do nascimento da RAEM

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ois reclusos envolveram-se num confronto no Estabelecimento Prisional de Macau (EPM), tendo um deles que ser submetido a tratamento hospitalar. O homem já regressou à prisão, “sem graves problemas”. O EPM assegura que procedeu à investigação do incidente, entregando o caso a tribunal para acompanhamento. A agressão aconteceu por volta das duas horas da manhã do dia 20 e o agressor tinha sido condenado anteriormente na sequência de uma outra agressão a um guarda prisional, também dentro da instituição. O outro homem que, à semelhança do agressor, também estava preso pela segunda vez, apresentava ferimentos e hemorragia na cabeça. No local da ocorrência, foram apreendidas uma tijela de plástico e uma esferográfica, suspostas armas utilizadas na agressão. “Quanto à motivação da agressão, foi instaurado o processo de averiguações que será apresentado ao órgão judiciário para acompanhamento”, confirma o EPM.

A insustentável indiferença do tempo O Tribunal de Última Instância (TUI) retirou a propriedade de um imóvel a duas pessoas que se diziam donas do espaço por usucapião. O tribunal afirma que só se tivessem conseguido provar ser donos dos prédios antes do estabelecimento da RAEM é que tinham direito a eles. O caso remonta a 2014, quando os dois residentes interpuseram um processo contra outros interessados e o Ministério Público, pedindo a declaração da aquisição da titularidade de dois imóveis localizados em Macau, por usucapião (o direito ao imóvel por permanência prolongada). O Tribunal Judicial de Base até lhes deu razão, mas o de Segunda Instância, depois de um recurso do MP, revogou-a, com o fundamento “de que não se demonstra que o domínio útil seja pertença de privados”. Os autores não se mostraram satisfeitos, tendo recorrido ao Tribunal de Última Instância, alegando que o tribunal inferior tinha “declarado a aquisição por parte dos autores do domínio útil do imóvel, por usucapião”. O tribunal superior entende que até pode ser aberta essa pos-

tiago alcântara

EPM Agressão entre dois reclusos leva um ao hospital

sibilidade, tal como aconteceu em 2006, mas que isto acontece apenas em algumas situações. “Abrimos a possibilidade de o domínio útil ser adquirido por usucapião, se tiver sido reconhecido como propriedade privada antes do estabelecimento da RAEM”, diz o TUI, citando o artigo da Lei Básica que os solos e os recursos naturais são propriedade do Estado, salvo os terrenos que sejam reconhecidos, de acordo com a lei, como propriedade privada, antes do estabelecimento da RAEM. O tribunal diz que para que a aquisição seja reconhecida por usucapião, tem de haver provas desse reconhecimento. O que não aconteceu neste caso. “Não se vislumbra que tenha sido articulado qualquer facto donde decorra que o domínio útil do prédio foi reconhecido, de acordo com a lei, como propriedade privada, antes do estabelecimento da RAEM. Por razões que se desconhecem, não foi levada ao registo predial a inscrição de aquisição do domínio útil dos prédios em questão. (...) Desconhece-se quem era, então, o titular do domínio útil.” O tribunal rejeitou, assim, o recurso. J.F.


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Judiciária desmantela grupo de proxenetas

A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou um grupo de alegados proxenetas do interior da China e da Coreia do Sul. Segundo o canal chinês da Rádio Macau foram presos 18 homens com idades compreendidas entre os 23 e 49 anos, incluindo o líder, coreano, que reuniu 21 mulheres coreanas e as terá ajudado a vir para Macau, oferecendo alojamento e refeições. A PJ afirmou que o grupo estaria a funcionar há cerca de dois meses, sendo que transportaria as prostitutas para as portas dos hotéis do Cotai e ZAPE, por forma a atraírem clientes. A PJ acredita que o negócio chegou a render três milhões de dólares. O caso já foi entregue ao Ministério Público (MP).

BNU doa 750 mil patacas à Universidade de Macau

O Banco Nacional Ultramarino (BNU) doou 750 mil patacas à Universidade de Macau (UM) no passado dia 15, com o objectivo de ajudar ao desenvolvimento da instituição de ensino superior. O montante reunido surge a partir de uma percentagem das transacções feitas por titulares do cartão de crédito Visa da UM, lançado em 2013 pelo banco português. Este cartão está ainda isento de anuidade e é entendido pelo BNU como “um excelente exemplo de colaboração entre o sector financeiro e uma organização sem fins lucrativos, em prol do bemestar e da harmonia” da comunidade local.

Jogo Académico do IPM contra o aumento dos impostos

“Melhor política é ficar na mesma” Zhong Lu Zeng, académico do Instituto Politécnico de Macau, acredita que o aumento dos impostos para os casinos só irá diminuir a sua competitividade. À margem de um debate na Fundação Rui Cunha, Zhong Lu Zeng mostrou-se ainda contra o aumento das licenças a atribuir às operadoras

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uma altura em que o Governo está a analisar os contratos com as seis operadoras de Jogo, cuja revisão deve acontecer este ano, um académico do Instituto Politécnico de Macau (IPM) defende que os impostos sobre o Jogo não devem aumentar. À margem do debate “O Direito do Jogo em Macau”, ZhongLu Zeng garantiu que isso só trará maiores dificuldades às operadoras. “A melhor política, em termos de impostos, é ficarmos na mesma. A actual percentagem de imposto sobre o Jogo é razoável, pelo que não há necessidade de aumento ou diminuição de impostos. Será bom não aumentar os impostos, caso contrário haverá impacto na competitividade das operadoras. Os grandes apostadores podem deslocar-se para outros mercados”, disse aos jornalistas. Recorde-se que o

Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, já avançou com a possibilidade de mexer na actual percentagem de imposto pago pelas operadoras, aumentando-os. O que também não deve aumentar, para ZhongLu Zeng, é o número de licenças a atribuir às operadoras. “Não é razoável aumentar as licenças, não há grandes razões que justifiquem isso. Se aumentarmos as licenças teremos de dar mais terrenos e construir mais casinos. Tanto o Governo Central como o Governo de Macau querem diversificar a economia. Para isso, precisamos de mais espaços para que outras indústrias se desenvolvam. Se aumentarmos o número de casinos, vai ser difícil que as outras indústrias se desenvolvam”, disse o académico do IPM.

Operações junket devem ser revistas

O Governo já avançou que a revisão das licenças vai ter

como base oito pontos chave, entre os quais a resposnsabilidade social das empresas, mas para Zhong Lu Zeng o segmento VIP deve também ser um ponto que tem de ser melhor regulado. “Poderão haver alguns aspectos a melhorar, mas falando em termos gerais os contratos têm sido seguidos de forma restrita. Seria mais

importante rever as operações junket. Até agora os oito aspectos não incluem as operações junket, mas penso que esse ponto deveria estar incluído”, frisou. “Há que ter uma melhor regulação para reduzir a influência na sociedade, especialmente ao nível dos jogadores. O sistema de crédito tem de melhorar,

porque o grande acesso ao crédito vai originar mais problemas e aumenta o jogo patológico”, acrescentou, defendendo que uma maior regulação do mercado VIP não vai afectar o negócio. “Não acredito que maiores regulações afastem os operadores junket de Macau, que continua a ser um importante mercado.” Quanto à responsabilidade social das empresas, este é um bom ponto a ter em conta, mas deveria incluir a situação do vício do jogo. “Os casinos deveriam ter maiores responsabilidades na redução do jogo patológico. Esse também é um trabalho importante [para o Governo]”, referiu. Zhong Lu Zeng explicou que será sempre difícil criar cláusulas específicas no que aos transportes e habitantes dos trabalhadores dos casinos diz respeito, frisando que haverá uma diminuição dos trabalhadores não residentes depois de 2016. “Ao nível dos transportes, à medida que os casinos vão sendo construídos, significa que o número de trabalhadores vai reduzir drasticamente, pelo que a pressão dos transportes será menor. Actualmente existe grande pressão devido ao grande número de TNR e quando as construções ficarem concluídas as pressões vão ser menores”, concluiu. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

PSP Número de agentes licenciados e mestres aumenta em 2014

O

número de agentes policiais licenciados e mestres aumentou mais de 15%, de acordo com um dos mais recentes relatórios publicados pela Polícia de Segurança Pública (PSP). Assim, verifica-se que o volume de pessoal empregado na PSP com cursos superiores sofreu um acréscimo de 11,9%, reproduzindo-se num

aumento de mais 164 funcionários com estas capacidades. Já o número de funcionários que frequentaram o ensino universitário cresceu de 2013 para 2014, dos 1300 para os 1537, o que representa um aumento de mais de 15%. Também o número de mestres na PSP cresceu 12%, havendo no ano passado mais quatro agentes com mestrado do

que em 2013. Os mesmos dados adiantam ainda um decréscimo no número de funcionários com educação de nível secundário ou inferior, havendo em 2014 menos 90 pessoas com estas capacidades do que no ano anterior. O referido relatório anuncia também que a PSP teve, no ano passado, menos 204 vagas de entrada para o quadro

do que em 2013, o que demonstra uma diminuição de quase 30% nos lugares disponíveis, de 692 para 488. Tal poderá deve-se ao facto de no ano passado não terem sido criadas mais vagas de entrada, algo que se justifica pelo aumento, entre os anos em análise de mais 204 agentes policiais no quadro efectivo de trabalhadores da PSP. L.S.M.


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Rush48 Portuguesa entre os premiados

Viagem por Macau A

jornalista portuguesa Filipa Queiroz recebeu um prémio de distinção pelo filme “The Bicycle Diaries” na competição Rush48, que teve lugar entre sexta-feira e domingo. O grande vencedor foi Leong Wai Man, um residente local, que fez um filme intitulado “Love Journey of a Turtle”. O Rush48 é uma competição de cinema, onde os participantes têm de produzir um vídeo em apenas 48 horas. O tema muda anualmente, sendo que o deste ano foi “Viagem”. Ao todo, foram 57 os participantes no Rush48 de 2015, organizado pelo Centro Cultural de Macau (CCM). Foram submetidas 29 produções e apresentadas no grande ecrã perante o público e três membros do júri, constituído por António Caetano, realizador de Macau, Wei Jiang, professora da Universidade Normal de Pequim–Universidade Baptista de Hong Kong, e See Kam Chan, professor assistente da Universidade de Macau. A competição fez com que

os participantes produzissem um vídeo de três minutos utilizando qualquer tipo de equipamento de filmagem, de modo a tirar o melhor partido do seu talento e criatividade num curto espaço de tempo. Entre os distinguidos estão ainda o filme “Concrete Jungle”, de Jonny Loi Chon Pang, “Live Turning Point” de Lo Hoi Fong, e “On The Street” de Can Can. “Todos os três membros do júri fizeram notar que as qualidades narrativas dos realizadores devem ser aperfeiçoadas, no entanto consideraram de forma unânime que a maior parte das produções apresentadas na edição deste ano tinham potencial cinematográfico”, explica a organização. O Rush48 faz parte do Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Macau, do CCM, que apresenta ainda uma série de eventos na próxima semana. Entre estes, destacam-se o Macau Indies, que decorre de 12 a 17 de Maio. Os filmes do Rush48 podem ser visualizados no canal do YouTube do CCM.

À venda na Livraria Portuguesa

obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico de 1990 (AO) no ensino e na administração pública deve ser imediatamente suspensa, e a sua eventual aplicação em Portugal deve ser depois submetida a referendo. É o que defende uma moção aprovada no fórum “Pela Língua Portuguesa, diga NÃO ao ‘Acordo Ortográfico’ de 1990”, que decorreu na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) no dia 14 de Abril. Os subscritores da moção acham que o AO falhou o seu objectivo de “unificação das variantes do Português” e que a “alegada simplificação” que trouxe “corresponde a uma total insegurança ortográfica”. Do outro lado, os que defendem o AO – incluindo o seu principal negociador pelo lado português, Malaca Casteleiro –, não negam imperfeições ou incongruências, mas acham que é um pequeno preço a pagar por uma ortografia unificada. E, se o jurista Ivo Miguel Barroso tiver razão, ainda haverá algum tempo para discutir o assunto antes de se esgotar o prazo de transição estabelecido para a aplicação do AO. Na sua intervenção na FLUL, Barroso procurou demonstrar, contrariando a interpretação oficial, que esse prazo não termina em Maio próximo, mas sim em Setembro de 2016, já que os seis anos previstos não devem ser contados, defende, a partir da data em que se procedeu ao depósito da ratificação

Adversários do Acordo Ortográfico recl

País pára p

Património IIM lança concurso de fotografia até 31 de Agosto

O que é nosso é bom O Instituto Internacional de Macau (IIM) abriu este ano um novo concurso de fotografia dedicado exclusivamente ao património. A ideia é “estimular o conhecimento da população, especialmente dos jovens, do património cultural de Macau, tanto o edificado como o intangível”, sendo que os interessados podem enviar as imagens até dia 31 de Agosto. Os candidatos têm de ter BIR de Macau, mas haverá duas categorias em competição: a de estudantes, para jovens frequentem estabelecimentos de ensino primário, secundário e universitário até à

data final do concurso, e a geral, para todos os residentes de Macau. Cada participante pode concorrer a uma ou ambas as modalidades. As fotografias têm de ser originais, não havendo, contudo, limite do número entregue. As imagens, que não serão devolvidas e passarão a integrar o acervo do IIM, têm de ser impressas e colocadas numa cartolina preta, mas devem ser também acompanhadas pelo respectivo original em formato digital. O júri a concurso será constituído por cinco elementos, seleccionados por profissionais da área e organização. Há prémios monetários para os três melhores,

sendo o terceiro no valor de mil, o segundo de três mil e o primeiro de cinco mil patacas, mas haverá ainda a atribuição de menções honrosas, que são premiadas com 500 patacas. As fotografias a concurso devem ser entregues no IIM, na Associação de Fotografia Digital de Macau, na Foto Princesa, na Foto Nice ou Foto Fantastic, bem como na Digital Hang Seng. A divulgação dos resultados do concurso e a entrega dos prémios é realizada no último trimestre do ano, sendo que os concorrentes podem ainda ver os seus trabalhos numa exposição do Instituto.

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

SER JORNALISTA EM PORTUGAL (PERFIS PSICOLÓGICOS)

Coca-Cola Killer • António Victorino d’Almeida

Com José Rebelo e Alexandre Manuel O jornalista não existe: existem jornalistas – na sua diversidade, com as suas contradições, os seus conflitos, as suas aspirações, as suas desilusões. Ser Jornalista em Portugal restitui-nos essa realidade multifacetada de uma profissão tão admirada quanto zurzida.

Marcelino Bandeira, o Coca-Cola Killer, o filho do “Monstro do Dafundo” é o exemplo perfeito da inutilidade. Imbecil por natureza, possui, no entanto, a arte para se aproveitar do meio em que se movimenta e, acima de tudo, sabe transformar as derrotas em vitórias para, tal como tantos ilustres do Portugal de ontem e de hoje, se elevar nos píncaros da glória e da fama. Coca-Cola Killer é uma sátira divertida e inteligente sobre a hipocrisia e o cinismo, personificados num personagem fascisóide, que se aproveita do 25 de Abril para ascender na sua prezada carreira de Diplomata.


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pub

lamam referendo

para pensar do 2.º Protocolo Modificativo do AO, mas da data da publicação no Diário da República (DR) do aviso dessa ratificação, o que só veio a acontecer em Setembro de 2010. Tomada poucos meses antes de o Governo de Sócrates cair, a resolução em causa antecipou em vários anos a aplicação do AO em sectores fundamentais da sociedade portuguesa e foi instrumental na criação de um facto consumado, levando, por exemplo, os editores de manuais escolares a adoptar um acordo ao qual muitos deles se tinham sempre oposto, como foi o caso de Vasco Teixeira, da Porto Editora. Na reunião da FLUL, onde intervieram figuras como António Feijó, vice-reitor da Universidade de Lisboa, a ensaísta Maria Filomena Molder, o poeta Gastão Cruz, o escritor e colunista Pedro Mexia ou o humorista Ricardo Araújo Pereira, o tradutor Miguel Francisco Valada levou uma série de exemplos que parecem demonstrar que o AO veio criar instabilidade ortográfica onde esta não existia.

A par de inúmeros exemplos de erros de português que poucos dariam antes de surgir o AO, como “fato” ou “contato”, e que agora são frequentes em jornais e televisões, mas também em universidades ou no Parlamento – até o próprio texto do AO regista alguns –, Valada apresentou uma tabela em que conta o número de vezes que algumas destas grafias erradas ocorrem no Diário da República (DR). Em 2009 não aparece nenhum “fato” ou “fatos”, mas em 2012, o ano em que o DR começa a ser redigido segundo o AO, Valada detectou 377 ocorrências. A tabela foi entregue na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República, mas sem nenhum resultado prático, explicou Valada. Um silêncio que simboliza a dificuldade com que se defrontam os que ainda não desistiram de tentar travar o acordo: do outro lado raramente encontram interlocutores para uma discussão séria sobre o conteúdo do AO.

IEEM lança programa intensivo sobre Comércio e Leis Internacionais

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Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM) anunciou o lançamento da Academia Internacional do Rio Delta das Pérolas em Comércio Internacional e Direito Comercial, um programa intensivo sobre trocas comerciais e legislação sobre investimentos a acontecer entre 6 e 17 de Julho. O curso vai ter lugar no Centro Cultural de Macau e no pólo da Universidade de Pequim em Shenzhen e conta com uma série de especialistas convidados dos quatro cantos do mundo. A grande maioria dos professores leccionam em universidades e instituições de ensino superior asiáticas, mas há também quem venha dos EUA, da

Austrália, da Suíça e da Alemanha. Os restantes dão aulas na Coreia do Sul, em Singapura, no interior da China, em Macau, em Hong Kong e no Japão. O curso, desenvolvido pelo IEEM e pela Universidade de Macau, em parceria com a Universidade de Pequim, pretende esclarecer os interessados sobre assuntos relacionados com Direito Comercial e Internacional e trocas entre países, nomeadamente entre a China e a Europa. De entre as disciplinas leccionadas estão Segurança Alimentar, Impacto da Crise Global Financeira, Tratados de Investimento, Direito de Comércio Internacional, entre outros.


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Na sequência do surgimento e do sucesso do Banco Asiático de Investimento em Infra-estruturas, sediado em Pequim, Estados Unidos e Japão resolveram agilizar um processo de Parceria Estratégica no Pacífico, que desencadearam há anos, sem grandes resultados

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EUA e Japão tentam conter a China no Pacífico

Os impérios contra-atacam China através da TPP ou do uso de sua estratégia de reequilíbrio asiático provavelmente não teria sucesso.

China com (quase) todos

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movimentação em Washington por detrás do tratado de livre comércio para o Pacífico está a dar uma nova força à campanha liderada pelos Estados Unidos e o Japão para conter a influência da China na Ásia. Um acordo no Congresso dos EUA deve ocorrer menos de um mês depois de Pequim ter constrangido os dois aliados ao persuadir mais de 50 países, inclusive alguns dos mais próximos aliados dos EUA na Europa, a juntarem-se ao seu novo banco regional— passando por cima das objecções americanas e da resistência japonesa. E deve dar um novo significado à visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, a Washington, em 28 de Abril, que espera anunciar na viagem o núcleo de um acordo com o presidente dos EUA, Barack Obama, para avançar no pacto entre 12 países chamado Parceria Transpacífica (TPP, na sigla em inglês). O acordo comercial é parte da campanha de Abe para fortalecer a aliança com os EUA e expandir a influência do Japão na região.

Agilizar o que não anda

Um projecto de lei apresentado à Câmara e ao Senado na quinta-feira dá poder a Obama para submeter o acordo da TPP para aprovação ou não, em vez de permitir que os legisladores lhe apresentem emendas (o chamado “fast track”). “Esta é uma boa notícia”, diz Akira Amari, ministro responsável pela TPP no gabinete de Abe Shinzo. “A maioria dos países que negoceiam a TPP consideram difícil fazer concessões para se chegar a um acordo final antes que o governo americano tenha autoridade para promover o pacto comercial. O Japão tem a mesma opinião.”

Amari afirma que vai falar com o representante comercial dos EUA, Michael Froman, em Tóquio para tentar acelerar as negociações.

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países fazem parte da Parceria Estratégica do Pacífico, fomentada pelos EUA e o Japão

Os EUA e o Japão são de longe as maiores economias do bloco, que pode se estender do Chile até Singapura e exclui a China. Líderes em Washington e Tóquio têm descrito o bloco em termos não apenas estratégicos e diplomáticos, mas também económicos. O comércio internacional e instituições de investimentos são as mais recentes áreas de disputa entre Pequim e Washington para ter influência na Ásia. Os EUA, a maior economia do mundo, preferiram não ser um membro fundador do Banco Asiático de Investimento em Infra-estruturas, com sede em Pequim, estatuto que lhe daria o direito de

participar da definição das suas regras e da sua estrutura institucional. E a China, por seu lado, não foi convidada para participar da TPP, liderada pelos EUA.

Posso, quero e mando

“A China quer escrever as regras para a região de crescimento mais rápido do mundo”, disse Obama no seu discurso sobre o Estado da União este ano. “Por que deixaríamos isso acontecer? Nós devemos redigir essas regras.” A TPP “aprofundaria as nossas alianças e parcerias no exterior e sublinha o nosso compromisso duradouro com a Ásia e a Oceânia”, disse o secretário americano de Defesa, Ash Carter, antes de visitar o Japão este mês. Para ele, o acordo de comércio foi “tão importante para mim como outro porta-aviões”.

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países fazem já parte do Banco Asiático de Investimento em Infra-estruturas, fundado sob os auspícios de Pequim

A China pode deixar os avanços falarem por si, dado o interesse no banco de investimento de aliados tradicionais dos americanos. Esse apoio sinaliza a crescente influência de Pequim no cenário mundial O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Hong Lei, disse na sexta-feira que existe uma tendência sólida para a liberalização do comércio na região com espaço para diferentes acordos. “Nós apoiamos um regionalismo aberto”, disse Hong. “Acreditamos que esses acordos podem complementar-se mutuamente e reforçar-se uns aos outros.” A Xinhua comentou que uma tentativa dos EUA para conter a

Em Março, o ministro do Comércio, Gao Hucheng, disse que a China está a prestar atenção ao TPP e a um acordo similar que está a ser negociado entre os EUA e a União Europeia, segundo a Xinhua. A China lançou sua própria versão alternativa à TPP, chamada Área de Livre Comércio da Ásia Pacífico, embora não tenha conseguido muito apoio. No ano passado, na conferência de Cooperação Económica da Ásia Pacífico, que foi sediada pela China, os EUA, o Japão e outros países impediram a tentativa de Pequim de dar início à negociação de termos para uma possível nova área de livre de comércio, argumentando que isso iria atrasar a TPP e outros acordos. Analistas dizem que uma reacção agora não atende aos interesses da China, considerando que a aprovação do “fast track” e do acordo da TPP não estão garantidos — muitos no Congresso continuam a opor-se — e uma resposta agora apenas sublinharia a rivalidade entre os EUA e a China. “É mais provável que a reacção do governo chinês seja discreta”, diz Liu Qiao, assistente do reitor da Faculdade de Administração Guanghua, com sede em Pequim. A China pode deixar os avanços falarem por si, dizem alguns analistas, dado o interesse no banco regional, não apenas por países asiáticos, mas também de aliados tradicionais dos americanos, como Reino Unido, Israel e Alemanha. Esse apoio, que superou até a expectativa da China, de acordo com alguns analistas, sinaliza a crescente influência de Pequim no cenário mundial. “Antes, a China estava preocupada que ninguém entraria. Agora há quase países demais”, diz Jing Huang, professor da Universidade Nacional de Singapura. Em negociação há dez anos, a TPP foi elaborada para ajudar a unificar as economias da Ásia — que apesar do dinamismo e do crescimento da região permanecem menos integradas que as da Europa ou da América do Norte. Além de cortar as tarifas e cotas, o tratado tenta definir novas regras de propriedade intelectual, serviços e concorrência entre empresas estatais e privadas rivais. Wall Street Journal (editado)


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Taxa de reservas obrigatórias dos bancos reduzida

À procura da liquidez perdida A China anunciou no domingo uma redução da taxa de reservas obrigatórias dos bancos com o objectivo de injectar mais liquidez no sistema e apoiar o crescimento, que tem perdido velocidade. O banco central chinês decidiu reduzir a taxa de reservas obrigatórias de 19,5% para 18,5%, medida que entrará em vigor na segunda-feira. As reservas obrigatórias são depósitos que os bancos são obrigados a colocar no banco central e não podem emprestar. A redução desta taxa permite aos bancos conceder mais crédito. No início de Fevereiro, o banco central já tinha decidido uma redução em meio ponto percentual, uma iniciativa manifestamente insuficiente para impulsionar a economia. “Embora o crescimento no primeiro trimestre tenha batido a meta de cerca de 7 por cento em 2015, a desaceleração em diversas áreas, incluindo pro-

dução industrial e vendas, causa preocupação”, disse a Xinhua. O último corte, a mais profunda redução desde o aprofundamento da crise global em 2008, mostra como o banco central está a aumentar os esforços para combater uma desaceleração significativa na economia. “O tamanho do corte é maior que o esperado”, disse o analista Chen Kang, da Shenwan Hongyuan Securities. “A medida irá liberar cerca de um bilião de yuan (em liquidez) pelo menos”. Pressionado por uma reces-

Empréstimo Venezuela recebe 5 mil milhões

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Venezuela recebeu da China um empréstimo de 5 mil milhões de dólares como parte de um pacote de financiamentos negociado entre os dois países, anunciou neste domingo o presidente venezuelano Nicolás Maduro. “Acabamos de receber 5 mil milhões de dólares a mais de financiamento para o desenvolvimento”, disse Maduro durante um acto público transmitido em rede de rádio e televisão. O presidente não deu mais detalhes sobre o financiamento da China, um dos principais aliados político e económicos da Venezuela. O anúncio do empréstimo acontece em um momento em que piora a crise económica da Venezuela, marcada por uma inflação que chegou a 68,5% em 2014 e uma crescente escassez de alimentos e de diversos produtos. Em Janeiro, durante uma visita a Pequim, Maduro assegurou ter mais de 20 mil milhões de dólares em investimentos com a China. O presidente não disse se o financiamento anunciado no domingo faz parte dos valores negociados durante sua visita a Pequim. Nos últimos anos, a China concedeu 42 mil milhões de dólares a Caracas em empréstimos a longo prazo e, de acordo com os números oficiais, 24 mil milhões foram cancelados.

são imobiliária, supercapacidade industrial e endividamento, o crescimento deve desacelerar para o menor nível nos últimos 25 anos, de 7,4 por cento em 2014 para 7 por cento, mesmo com as esperadas medidas adicionais de incentivo. Entretanto, o último corte foi visto como mais defensivo por alguns economistas, por ter servido em primeiro lugar para compensar a evasão de capital que estava a exercer uma descida na oferta de dinheiro, dificultando a existência de baixas taxas de empréstimo.

Os banqueiros chineses se mostraram resistentes à extensão de mais crédito, dizendo que eles também obedecem a ordens para manter a rentabilidade e reduzir a quantidade de maus empréstimos nos seus livros, mas a sua intransigência parece ter frustrado o governo de Pequim. O primeiro-ministro Li Kegiang publicamente estimulou os bancos a emprestarem mais à economia real durante uma visita aos principais bancos na última sexta-feira.

Filipinas iniciaram manobras militares com EUA

Pequim debaixo de olho T ropas das Filipinas e dos Estados Unidos iniciaram ontem exercícios militares conjuntos, num contexto de tensão face à disputa territorial entre Manila e Pequim no Mar da China Meridional. Cerca de 7.000 soldados norte-americanos e outros 5.000 filipinos participam nas manobras “Balikatan” (que significa ‘ombro com ombro’, em tagalo), que os dois países realizam anualmente, que em 2015 conta

com o dobro dos efectivos no terreno. Os exercícios coincidem com a denúncia das Filipinas sobre a construção, por parte da China, de uma pista de aterragem capaz de acolher operações militares no recife de Fiery Cross, nas ilhas Spratly, cuja soberania territorial é reclamada por Manila e Pequim. Além disso, pescadores filipinos acusaram a guarda costeira chinesa de utilizar canhões de água para os afas-

tar do atol de Scarborough, onde a China tem também em construção uma instalação militar. O chefe das forças armadas filipinas, Gregorio Catapang, instou a China a cessar as acções unilaterais na zona e mostrou a sua preocupação relativamente à “agressividade” de Pequim e aos efeitos negativos que provoca. “Queremos dizer ao mundo, não apenas aos filipinos, que estas questões, em particular as tensões provocadas pelas actividades de reivindicação [de soberania] massivas da China, têm um impacto significativo para todos”, disse Catapang, citado pelo jornal The Star. Pequim tem aumentado, nos últimos anos, a sua presença nas Spratly, um arquipélago do mar de China Meridional rico em recursos marinhos e energéticos, reclamado total ou parcialmente pela China, Filipinas, Brunei, Malásia, Vietnam e Taiwan.

GM anuncia investimentos na China

A Shanghai GM Co, joint venture entre General Motors e SAIC Motor Corp, informou o investimento de 100 bilhões de yuan, ou US$ 16 bilhões, no desenvolvimento de novos carros entre 2016 e 2020. Segundo informações da empresa, serão desenvolvidos ao menos 10 novos modelos nos próximos cinco anos. “O mercado doméstico de automóveis passa por desafios. A Shanghai GM tem que ficar alerta e se mover ainda mais rápido na formação da nossa competência para o futuro”, informou a companhia, em comunicado divulgado no lançamento do salão do automóvel de Xangai, que começa nesta segunda-feira. Com o investimento, a Shanghai GM espera elevar em 10% sua participação no mercado doméstico de carros de passeio.

Ponte ferroviária sino-russa concluída em 2016

A construção da primeira ponte ferroviária entre a China e a Rússia, com 2,2 quilómetros de extensão, “avança com rapidez”, devendo estar concluída no final de 2016, anunciou ontem a imprensa oficial chinesa. A ponte, com uma capacidade de transporte de 21 milhões de toneladas por ano, atravessará o rio Heilongjiang (Amur, em russo) entre Tongjiang a Nizhneleninskoye, na secção oriental da longa fronteira sinorussa. Segundo a imprensa local, a China tenciona investir no projeto 2.640 milhões de yuan. O objectivo é “desenvolver o comércio, os transportes e o turismo entre os dois países”. China e Rússia partilham uma fronteira com cerca 4.200 quilómetros de extensão. As duas economias são consideradas “largamente complementares”, sobretudo no domínio energético, e no plano político, devido às tensões com os governos ocidentais, Pequim e Moscovo estão também cada vez mais próximos.

Inundação deixa 24 pessoas encurraladas em mina

Vinte e quatro pessoas ficaram encurraladas no interior de uma mina de carvão no norte da China na sequência de uma inundação, informou ontem a empresa proprietária. O acidente ocorreu na tarde de domingo na mina de Jiangjiawan, na província de Shanxi, numa altura em que 247 trabalhavam no seu interior, das quais 223 foram resgatadas, estando em curso a operação para a retirada dos restantes 24 mineiros. A mina, com uma capacidade de produção de 900.000 toneladas anuais, propriedade da Datong Coal Mine Group, terá ficado inundada com água que se tinha acumulado numa zona exterior, segundo dados da investigação preliminar citados pela agência oficial Xinhua. Os acidentes em minas são comuns na China, o maior consumidor mundial de carvão. No ano passado, foram registados 589 acidentes relacionados com minas, os quais resultaram em 1.049 mortos ou desaparecidos, de acordo com dados oficiais.


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a revolta do emir

artes, letras e ideias

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Pedro Lystmann

Éloge de Kuala Lumpur

K

uala Lumpur é a cidade que eu mais tendo a usar como se se tratasse de um parque temático em miniatura. Pode isto ser entendido como uma diminuição injusta mas é certo que a ela dedico um afecto grande a que se junta uma necessidade. Pode isto ser também entendido como a expressão de uma megalomania: em nenhuma outra cidade me percorre uma vontade de brincar com os seus arranha-céus e de colocar pequenas piscinas nos seus 33ºs andares com uma emoção conquistadora e gigantesca. O seu adorável monorail (monorel) não é mais para mim do que um brinquedo moderno e giro, com liceais de hijab, chinesas de calções, indianos bondosos e suecos curiosos. Um brinquedo de onde se vê, de cima, a cidade. Tudo em KL se vê de cima, dos bares e piscinas dos hotéis, do bar Luna, do Marini’s on 57, do bar da G Tower, das Petronas - impenetráveis gémeas virgens de aço. Pouco sei sobre a história de Kuala Lumpur. Nem quero saber mais. Percorri exposições em que se mostram fotografias antigas da cidade, legendadas com dedicação, mas esqueci o que elas querem ilustrar e a ambição patriótica ou local que possam ter. Percorri-as pelo prazer de percorrer e de olhar para fotografias a preto e branco sem vontade de entender e de saber. Kuala Lumpur é apenas o presente e é apenas do seu presente que eu preciso, dos seus edifícios altos ameaçados ainda por uma ruralidade que se avista de alguns deles. Quando nesta cidade me atinge uma vontade de conhecer ou de censurar, olho para as torres gémeas, da piscina, tapo a cabeça com o roupão e abandono-me ao calor e a uma doce obnubilação. Sei que em breve estarei numa grande livraria preguiçosamente a ver lombadas e a folhear livros que me podem vir a interessar. Ou então, num alheamento benévolo, a folhear livros que não me interessam. Kuala Lumpur propicia este distanciamento, uma disposição que uma cidade como Bangkok, na violência da sua presença constante, não permite. Ao fim da tarde passo no jardim por trás das torres gémeas e se me apetecer entro no Hotel Mandarim só para me sentir bem tratado no MO Bar (que mantém uma hora de abertura – meio dia – aconselhável) ou subo à piscina do Hotel Traders para cocktails. Eu acho

que todas as pessoas de Kuala Lumpur vivem em hotéis ou em serviced apartments e olham a cidade do alto. Se a frondura das suas árvores e a sedução das suas largas avenidas e casas de entretenimento não o impedissem constantemente, este seria um lugar para reflectir sobre quanto tempo levaria até que o provincianismo do governo local começasse a ofuscar o amor estrangeiro que tenho por ela. Assim, permanece como o sítio perfeito para manter a preguiça, para o exercício de uma hipocrisia fina e inconsequente, para nadar pouco e para ler livros menos sérios. Muitas pessoas não sabem mas esta cidade, que parece gigantesca nas fotografias, tem apenas um milhão e meio de habitantes e nas suas avenidas largas consegue-se, por vezes, um silêncio e uma imobilização lunar. Esta cidade é o país da minha infância*, no presente. Permanece igualmente como montra constante de tipos chineses, ma-

laios, ocidentais, iranianos, sauditas, kowaitis, tanzanianos, filipinos, vietnamitas, indianos, qataris, egípcios, sírios, tailandeses, bangladeshis e de um etc. que me parece longo, um pouco como um Les Aventures de Tintin compacto, uma mélange de Les Cigars du pharaon, Tintin au Congo, Le Lotus Bleu, Tintin au pays de l’or noir e até, por vezes, quer-me parecer quando caída a noite, com partes de On a marché sur la Lune. Nunca perdoarei a Hergé não ter uma aventura passada na Índia. Tudo é, para o turista, em miniatura – até as distâncias. Ergo cerimonialmente um desígnio matinal, a compra de uma shawarma de galinha numa pequena venda da Ain Arabia, em Bukit Bintang, onde ontem conheci um jovem estudante sírio fugido da guerra. Ponho-me lá em 10 minutos de marcha bondosa, animado pelo calor e pela graça urbana. Books Kinokuniya Malaysia. Atinjo-a em poucos minutos, esqueço a secção

de ficção e de filosofia e vou direito ao que interessa. A secção de poesia está um pouco escondida mas não me engana. Decido ignorá-la e prefiro-lhe hoje a secção de literatura asiática. Kuala Lumpur enche-me a cabeça - e especialmente os sentidos - de uma vontade médio oriental, um desejo voluptuoso de mel e romãs. Literatura iraniana: Vis e Ramin. “Half of my body burns, half of it freezes”**. “I found an ancient tale that men recite/To while away the watches of the night”. Em nenhum outro sítio, à excepção de Teerão ou Isfahan, me daria tanto prazer encontrar o longo poema amoroso de Fakhraddin Gorgani, quase mil anos depois dos seus beijos incestuosos, do vinho e dos seus frutos prontos a apanhar - “So for two months of luxury and leisure/They gave themselves to happiness and pleasure”. Dois meses de luxo e lazer, felicidade e prazer, prazeres que são de um Zoroastrianismo luxuoso, bebidos numa Pérsia anterior à islamização. A hora de almoço, inevitavelmente informada e distorcida pela pomposa compra do livro de Gorgani, dificilmente se poderia cumprir de forma mais eficaz que no Naab, o restaurante iraniano sito na Jalan Bukit Bintang cujas mesas se projectam agora intimamente sobre a rua e sobre o desfile de turistas islâmicos que enchem o centro da cidade. Não se ouve a chamada do muezzin. Uma cidade com muitas árvores, tráfego de densidade média (poucos motociclos), avenidas largas, muitos bares, restaurantes e hotéis e, pelo menos, uma muito boa livraria, tem muito para oferecer e o menor desses oferecimentos não será a capacidade para uma dispersão intelectual confortável. Encontro, para além do poema amoroso persa, três livros de W.G.Sebald e o monumental livro de John Eliot Gardiner sobre a música de Bach (João Sebastião), Music in the Castle of Heaven. A esta obrigação acrescentam-se outros consumismos provavelmente mais frívolos mas indispensáveis ao passeio da vaidade e à confirmação das poses. in the Castle of Heaven. * ver Valentine Goby, Petit éloge des grandes villes, Gallimard, 2007, para uma citação pouco exacta de Saint-Exupéry que diz aproximadamente o contrário. ** na tradução de Dick Davis, Penguin Books, 2009.


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Fernanda Gil Costa

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á livros que dão nas vistas por muitas razões, boas e más. É gratificante falar deste livro - Palavras cansadas da Gramática porque todas as razões que encontrei são boas razões para falar dele. Nesta breve apresentação v referirei apenas 3 das razões que me levam a considerá-lo um livro único. 1. Um livro de vozes e presenças Este livro convoca vários autores, além do autor dos poemas, que nele se tornam presenças, testemunhos de outros discursos além da poesia, portanto, cúmplices dela. Tem início com um prefácio de Fernando Pinto do Amaral, poeta, ensaísta, professor e intelectual português, conclui-se com um ensaio académico de Egídia Souto, uma entrevista de Yao Feng a Raquel Abi-Sâmara, tradutora, ensaísta e professora da Universidade de Macau e um posfácio, espécie de testemunho, de Carlos Morais José, jornalista, ensaísta e poeta, há muito figura púbica de Macau. No meio, entre as páginas 13 e 133, os novos poemas de Yao Feng em língua portuguesa que no meio convocam mais outra voz, a de Fernanda Dias, poeta e tradutora bem conhecida, e as fotos interpelando o leitor e o poema. Nos testemunhos da capa, ainda a presença de Nuno Júdice. A descrição minuciosa do livro, enquanto arquitectura e resultado de uma construção, não é aqui tique de discurso académico viciado em detalhe, é apresentação do que me parece ser o poema na sua dimensão maior, a vocação da presença, a reunião do diverso, a convergência da voz, o apelo ao múltiplo. Este livro não é tanto reconhecimento como cumplicidade, testemunho da maneira diversa do fazer, em literatura. A poesia é a ‘paisagem do ser’ (expressão de Egídia Souto) de que espontaneamente brota o dizer de Yao Feng, ‘um vento que sopra do leste (...) surpreendentemente próximo de uma construção estética da vida’ como prefere dizer Carlos M. José. Na voz exacta, rigorosamente plástica e surpreendentemente paradoxal de Yao Feng, cito : À terra dou o que pertence à terra Abrindo um buraco no jardim (121); O livro de poemas é, portanto, apresentado como o evento que a poesia é, de raiz, pois nela cruzam-se, evocam-se, celebram-se as vozes cerimoniais nos rituais maiores de que a literatura vive: poeta, hermeneuta, critico, celebrante.

gonçalo lobo pinheiro

QUANDO UM VENTO SOPRA A POESIA...

O livro de Yao Feng encena um Banquete (no sentido antigo da cerimónia iniciática), revive e amplia o convívio, ritualiza a palavra, celebra o encontro. A poesia é isso mesmo, encontro. A festa do encontro. 2. Um Livro em português – uma gramática pessoal Este livro é em português embora o poeta seja chinês porque ‘a poesia não tem fronteiras’ (Fernando Pinto do Amaral), e também porque há ‘cumplicidade na tribo de poetas’ (diz Yao Feng, nos agradecimentos)- acrescento eu: porque a poesia é neste caso ainda uma atitude, uma forma de fazer ver, de apontar, de invocar outra voz. Uma forma de ser e estar também (‘cansados da gramática’ é desde logo reflexão e reflexo do ensino da língua pelo poeta e tradutor / professor, a diferença entre ser e estar, por exemplo, tão diferentes e tão coesos, em português), uma forma de dizer semelhante a fazer. A gramática desta poesia em português é pessoal e dupla: 1) vive da concentração verbal e do tom elegíaco, conduzindo ao dito inesperado que subitamente abre um alçapão à frente dos nossos pés e convida à vertigem, ao arrepio. Na produção desse efeito o verso é exacto, cortante e iluminante, porque se despe de todo o adorno e desnuda totalmente a ideia central, uma ferida exposta. já não choro por ninguém, por nada choro quando me lavo

interiormente (54) outro exemplo: ora, deixa de me amar assim deixa de meter o mar na jaula (49) 2) noutros casos a gramática é narrativa, tecida em torno de ícones transculturais que como propiciatórias tempestades aterram em culturas-outras,: Marilyn na China em 1974, Van Gogh no museu de Amsterdam face ao poeta chinês, ou o apolíneo David em Florença, Pushkin e a amante, os Champs Elysées e Tianamen, tessituras de fábulas antigas com lobos e ovelhas. Nestes poemas - o efeito colhe-se do final inesperado, ‘sintacticamente’ destoante e deslocado. Nunca gostei de café starbucks/ mas neste momento,/ a escolha do Museu do Palácio Imperial/ é a minha escolha. (...) Neste Palácio, na Porta Meridiana/onde um infinito número de cabeças foram ceifadas/ quero saborear o meu café tranquilamente/ num trago noto que esqueci o açúcar. 3) O acto de Ver é em Yao Feng muito próximo do dizer, a sua poesia é exacta e plástica, transmite sensações nítidas, pequenos choques e estremecimentos, uma poesia de efeito literalmente erótico no apelo aos sentidos e às reacções do corpo; por isso a fotografia é uma aliada da palavra. Há neste universo uma clara apologia da transdiscursividade que em imagens enuncia os teoremas da sua poética verbal. Numa foto, alguém em frente de nós fotografa um grupo de costas, sentado num banco de jar-

dim, prédios de Macau cosmopolita, esfumados, ao fundo(104). Ao lado o poema divaga: Volta a luz à lâmpada / e de súbito está de novo escuro/ quem prende lá fora a falena-da-noite/e a ensina a aceitar a obscuridade? (105) Essa pode ser a imagem/ a narrativa do leitor diante do livro, deste livro. Tentando ler, sente-se captado pela câmara escura do livro, pelo seu atento olho aberto, sonâmbulo, logo depois revelado e exposto. Este é um livro que nos lê à medida que nos aproximamos dele e o lemos. Por isso é nosso. 3. Um belo livro Do ponto de vista gráfico é um livro raro e único. A capa chama as mãos, a sombra que na parte superior se insinua tem um vago recorte da sombra de dedos, a cor imita uma tela rugosa, fresca de tinta; a forma é inesperadamente quadrada, parece buscar o bolso, o saco, a mochila. Não se acolhe à estante. A mancha gráfica sobre papel de cor antiga desdobra-se entre o verso e a fotografia; nas fotos, frequentemente, alguém é surpreendido a olhar, duplicando o nosso gesto de ler, o nosso olhar, talvez ‘em busca da luz’, como titula um poema. Num livro de poemas a beleza do livro é igualmente um gesto de poesia, chamemos-lhe uma última rima. Macau, 12 de Abril de 2015 Na apresentação de: PALAVRAS CANSADAS DA GRAMÁTICA – POESIA E FOTOGRAFIA, de YAO FENG


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desporto

LBS Bina Bhd, o grupo imobiliário malaio que detém 60% do Circuito Internacional de Zhuhai, revelou que deixou cair, por agora, a ideia de demolir o circuito para ali construir habitações. O grupo malaio irá por sua vez reabilitar a sua propriedade de 99.55 hectares, criando interesses turísticos em redor do já existente circuito. “Não estamos a pensar em demolir o circuito por agora. Vamos desenvolver o circuito nós mesmos, a menos que alguém nos ofereça um muito bom preço que não possamos resistir”, disse Datuk Seri Lim Hock San, o director da LBS Bina, citado pelo jornal The Malaysian Insider. O projecto que já está no papel há alguns anos contempla infra-estruturas de apoio ao circuito e que trarão valor adicional à propriedade que há muito está ameaçada pelos interesses imobiliários.

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Automobilismo Circuito de Zhuhai é para ficar

De pedra, asfalto e cal “Esperamos conseguir a aprovação do governo da China este ano, para que possamos começar a transformação do circuito no próximo ano, tornando-o num local de turismo, com lojas, um parque temático, stands de automóveis e um hotel”, afirmou Datuk Seri Lim Hock San à imprensa malaia. Apesar de, no ano passado, o Circuito Internacional de Zhuhai ter estado na órbita de campeonatos internacionais como o DTM ou o WTCC, há muito que o autódromo permanente da cidade continental adjacente a Macau deixou de entrar nos roteiros dos principais campeonatos internacionais de automobilismo ou

Sérgio Fonseca

info@hojemacau.com.mo

gcs

GP 2015 Michael Rutter vai voltar ao Circuito da Guia

“The Blade” vem aí M

ichael Rutter é um nome incontornável do Grande Prémio de Macau de Motociclismo e estava a ponderar não regressar a Macau. Mas o recordista absoluto da prova - vencedor por oito ocasiões - vai regressar este ano para tentar a nona vitória na célebre e altamente arriscada corrida da RAEM. Depois de ter tripulado uma Yamaha da equipa Milwaukee em 2014, “The Blade”, agora com 43 anos, assinou um contrato com a equipa Penz 13.com Bathams by BMW Motorrad que contempla, para além da prova do Circuito da Guia, a North West 200 e pub

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 222/AI/2015

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora HUNG, YI LING, portadora do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da Hong Kong n.° P9445xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 64/DI-AI/2014, levantado pela DST a 05.06.2014, e por despacho da signatária de 10.04.2015, exarado no Relatório n.° 253/DI/2015, de 23.03.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Luis Gonzaga Gomes, n.° 576, Edf. Hung On Center, Bloco 2, 7.° andar J onde se prestava alojamento ilegal.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele auto de notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele auto de notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 10 de Abril de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

motociclismo. A administração do circuito optou por organizar os seus próprios eventos, com competições locais, que bem promovidos conseguem atrair espectadores em bom número. O circuito que serve de base a grande parte da indústria motorizada de competição no sul da China também tem sido usado como bandeira do investimento malaio na região. Um protocolo assinado no mês passado entre o circuito e a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) vai permitir o regresso do Campeonato de Carros de Turismo de Macau (MTCS) a Zhuhai no próximo mês de Junho. Desde 2009 que os pilotos de carros de turismo da RAEM não disputavam ali as provas de qualificação para o Grande Prémio de Macau.

ainda a famosa prova da Ilha de Man. Sobre a sua participação nas curvas e contra-curvas de Macau com uma BMW S1000RR, Rutter referiu que esta prova “é um assunto que não está encerrado” e que por isso gostaria de “somar mais uma vitória apesar da concorrência não estar a ficar nada fácil”. Na edição passada da prova, Rutter viu a bandeira de xadrez na segunda posição, após um duelo interessante com Stuart Easton, outro especialista em corridas de estrada e do circuito de Macau. O inglês, que já não vence entre nós desde 2012, vai encontrar na equipa germânica o irlandês Stephen Thompson, outro experiente motociclista que correu pela formação de Rico Penzkofer o ano passado no Circuito da Guia. O canadiano residente em Hong Kong, Robert Daniel “Dan” Kruger, habitué nas corridas de Superbike no sul da China, será o terceiro elemento da equipa no 49° Grande Prémio de Motos de Macau, depois de o ano passado se ter estreado na mais simbólica prova de motociclismo no sudeste asiático com um vigésimo lugar. O Grande Prémio de Macau disputa-se este ano de 19 a 22 de Novembro e a corrida de motociclismo promete novamente uma lista de inscritos de excelência. S.F.

Special Olympics Macau acolhe 25 equipas de golfe

Mais do que um desporto M

acau volta a acolher as 25 equipas que participam na quarta edição do Special Olympics Golf Masters, evento que além da componente desportiva aposta no “esbater das diferenças e na integração social”. Paulo Azevedo, presidente da Associação dos Leitores da Revista Macau Business, que organiza o evento, explicou que o torneio de golfe “é mais do que uma prova desportiva já que integra uma forte componente cultural e social que pretende contribuir para uma melhor integração de pessoas com deficiência na sociedade. “O golfe é um desporto difícil, de muita concentração e treino e estes jogadores mostram, pela dedicação, que não há diferenças. São verdadeiros exemplos e constituem a melhor mensagem de que grande parte das barreiras podem ir sendo ultrapassadas”, disse. Para Paulo Azevedo, o aumento do número de equipas participantes é, por si só, uma vitória, porque confirma a “importância crescente do evento”, mas

é também uma mensagem para todos os que querem associar o desporto à cultura e querem promover a integração destes jovens nas diferentes sociedades. “As equipas já estão todas em Macau e o programa deste ano voltou a ser organizado para conhecerem a cidade, participarem em workshops artísticos e apreciarem o património histórico para ficarem a conhecer aquilo que em termos culturais e de turismo temos para oferecer”, explicou. Ao longo dos três dias de competição - entre quarta e sexta-feira - as 25 equipas em prova vão disputar várias rondas de nove e 18 buracos consoante o nível de desenvolvimento que já atingiram. Em competição nos ‘greens’ no Caesar’s Golf da ilha de Coloane estarão 25 equipas de 17 países e territórios como a China, Taiwan, Macau, Hong Kong, Índia e Bharat, Coreia do Sul, Áustria, Dinamarca, Reino Unido, Israel, Suécia, Suíça, África do Sul, Zimbabué, Tailândia e Alemanha. LUSA/HM


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( F ) utilidades

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?

tempo aguaceiros ocasionais min 20 max 25 hum 70-98% • euro 8.5 baht 0.2 yuan 1.2

Cineteatro

Cinema

O que fazer esta semana

the water diviner Sala 1

Sala 2

Filme de: Jame Wan Com: Paul Walker, Vin Diesel, Dwayne Johnson 14.15, 16.45, 21.45

Filme de: Daniel Espinosa Com: Tom Hardy, Gary Oldman, Noomi Rapace 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

fast and furious 7 [c]

child 44 [c]

fast and furious 7 [3d] [c] Filme de: Jame Wan Com: Paul Walker, Vin Diesel, Dwayne Johnson 19.15

Sala 3

the water diviner [c]

Filme de: Russell Crowe Com: Russell Crowe, Olga Kurylenko, Jai Courtney 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Hoje

Aconteceu Hoje

Semana da Biblioteca Edifício do Antigo Tribunal Entrada livre

21 de abril

Tiradentes é enforcado por lutar pela Independência do Brasil • Joaquim José da Silva Xavier, ou Tiradentes, foi enforcado e esquartejado, a 21 de Abril de 1792, devido a seu envolvimento com a Inconfidência Mineira - um dos primeiros movimentos organizados pelos habitantes brasileiros, no sentido de conseguir a independência do país em relação a Portugal. No século 18, o Brasil era uma colónia portuguesa que gerava grandes lucros, em função do ouro e dos diamantes que haviam sido descobertos na região que ficou conhecida como a de Minas Gerais. Essa região tornou-se o centro económico e cultural do país. Nela surgiram várias cidades ricas e importantes, como Vila Rica (actual Ouro Preto), São João Del Rei e Sabará. Portugal explorava o ouro brasileiro, mas nem todas as pessoas ligadas ao garimpo pagavam os impostos que a metrópole cobrava. Também havia muito contrabando das riquezas minerais. Além disso, essas riquezas não eram infinitas e começaram a tornar-se escassas. O governo português, porém, acreditava que a diminuição no volume de seus lucros com a mineração se devia ao contrabando e à sonegação dos brasileiros. Por isso, começou a aumentar os impostos e tomar medidas repressivas contra os naturais da terra. Desse modo, os brasileiros revoltaram-se e isso aconteceu quase na mesma época em que os Estados Unidos se tornaram independentes da Inglaterra. Ao mesmo tempo, na Europa, filósofos e pensadores criticavam a monarquia e o poder absoluto dos reis. Tudo isso influenciou as elites de Minas Gerais e levou-as a conspirar em prol da Independência. A maioria dos conspiradores eram homens ricos e cultos como Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. Pobre, o Tiradentes, que era um simples alferes e que tinha esse apelido por exercer também o ofício de dentista, saía às ruas, procurando conquistar a adesão do povo ao movimento. Durante o julgamento, todos os que tinham posses conseguiram escapar da pena máxima, trocando-a pela prisão ou pelo exílio. Quanto a Tiradentes, acabou condenado à morte e ao esquartejamento, para que as partes de seu corpo ficassem expostas ao público, de modo a desencorajar outras tentativas de rebelião. Executado como um criminoso, Tiradentes transformou-se no primeiro herói brasileiro, logo após a Independência do Brasil, em 1822. Neste dia, mas em 1864 nasceu Max Weber, sociólogo e economista alemão. Em 1947, nasce Iggy Pop, músico.

João Corvo

Sexta-feira Concerto Backstreet Boys Venetian Macau, 19h45 Bilhetes entre as 588 e as 988 patacas

Sábado Goran Malmqvist apresenta “A Literatura Contemporânea Chinesa e o Prémio Nobel da Literatura” Centro de Ciência de Macau, 15h00 Entrada livre Seminário “Influência da Música Ocidental na Ásia” Instituto Ricci, 15h30 Entrada livre

Diariamente

h o j e h á f i l m e

Exposição de Fotografia de Erwin Olaf (até 8 de Maio) Casa Garden Entrada livre

“Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street” (Tim Burton, 2007) Um barbeiro que ajuda na cozinha, ainda que de uma forma um pouco horrenda. Uma adaptação do musical com o mesmo nome, o filme conta a história de Sweeney Todd/Benjamin Barker (Johnny Depp), um barbeiro que assassina os seus clientes e livra-se dos corpos através de um alçapão, que vai directo para a loja de Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter), que faz famosas tartes de carne... com os clientes de Todd. Com um humor negro genial e com os talentos de Burton e de actores que não podiam ser melhores, “Sweeney Todd” é um filme que nem chega a ser de terror, mas que faz jus ao sucesso da Broadway. - Joana Freitas

fonte da inveja

A falta de leões impede o aparecimento de crianças.

Exposição “Landfall”, de Eric Fok (até 25 Abril) Art for All Entrada livre Exposição “Homenagem a Mestres Inspiradores” (até 10 de Maio) Armazém do Boi Entrada livre Exposição “Valquíria”, de Joana Vasconcelos (até 31 de Outubro) MGM Macau, Grande Praça Entrada livre


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Aviso

Programa de Devolução do Imposto Profissional do Ano de 2013 Nos termos do artigo 18º da Lei n.º 9/2014, a Direcção dos Serviços de Finanças vai devolver 60% da colecta do imposto profissional, até ao limite de 12.000,00 patacas, pago pelos contribuintes que, em 31 de Dezembro de 2013, sejam titulares do bilhete de identidade de residentes da Região Administrativa Especial de Macau, e que pagaram o imposto profissional referente ao ano de 2013 não se procedendo, no entanto, à devolução do imposto de valor inferior a 50,00 patacas. O montante da devolução é pago por cheque cruzado, por transferência bancária e por título de pagamento M/7. A Direcção dos Serviços de Finanças vai proceder em Março e Abril do corrente ano, à devolução do imposto aos contribuintes que reúnem os requisitos para o efeito, por: - Transferência bancária: trabalhadores que exercem funções nos serviços da Administração Pública (incluindo os organismos autónomos) e por eles recebam remunerações; trabalhadores de estabelecimento de ensino que recebam o subsídio directo, e pessoal docente que receba o subsídio para o desenvolvimento profissional, previstos nos Despachos do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura n.ºs 66/2004 e 76/2012; e aos contribuintes que trataram das formalidades junto dos bancos visados para receber o montante da devolução, por transferência bancária. - Cheque cruzado a enviar por via postal: contribuintes cujo montante da devolução não seja efectuado por transferência bancária. Os dados relativos à devolução podem ser obtidos da seguinte forma: 1) 2) 3) 4)

Os utilizadores do “Serviço Electrónico” dos Serviços de Finanças podem consultar detalhadamente os dados de devolução, através do respectivo sistema; Consulta sumária, através da página electrónica dos Serviços de Finanças, no campo “Consulta do Programa de Devolução do Imposto Profissional; Nos quiosques da Direcção dos Serviços de Finanças instalados nos diversos locais de atendimento, ou nos mais de 40 quiosques da Direcção dos Serviços de Identificação instalados nos Serviços Públicos, sendo necessário para o efeito o BIR; Podem dirigir-se aos seguintes locais: Núcleo de Informações Fiscais / Núcleo do Imposto Profissional, sitos no Edifício Finanças, r/c e sobreloja, respectivamente; Centro de Atendimento Taipa; ou Centro de Serviços da RAEM.

Caso não tenham recebido o cheque cruzado até 21/04/2015, os contribuintes podem solicitar a emissão de 2ª via do mesmo, mediante apresentação do “Pedido de emissão de 2ª via do cheque do Programa de Devolução do Imposto Profissional do Ano de 2013”, durante as horas de expediente, nos seguintes locais:

Núcleo de Informação Fiscais, sito no Edifício “Finanças”, r/c; Centro de Atendimento Taipa; ou Centro de Serviços da RAEM.

Aos 24 de Março de 2015. A Directora, Vitória da Conceição

Aviso de remoção dos veículos abandonados Nos termos do artigo 35.º (estacionamento abusivo em lugares na via pública) e artigo 36.º (estacionamento abusivo nos auto-silos), ambos do Regulamento Administrativo n.º 35/2003 da RAEM (Serviço Público de Parques de Estacionamento), os veículos abaixo identificados encontram-se estacionados há já vários anos na cave do auto-silo do Campo dos Operários nas Portas do Cerco, cuja gestão pertence à Companhia de Gestão Imobiliária Rainbow, Limitada, não se tendo verificado, durante esse período, por parte dos proprietários, qualquer intenção de remoção dos mesmos, situação que constitui uma infracção às disposições acima citadas. Assim, vimos avisar os respectivos proprietários para, dentro de 30 dias contados do presente aviso, procederem às diligências necessárias para efectuar a remoção dos referidos veículos. Se, decorrido o referido período, os veículos não forem removidos, a nossa sociedade ver-se-á forçada a fazê-lo por si própria e a reclamar judicialmente todas as despesas resultantes dessa remoção e, bem assim, todos os prejuízos que a situação acima referida lhe causou. Número da chapa de matrícula dos veículos: MC-53-20、MC-68-80、MC-73-00、MD-61-24、ME-28-17、ME-40-49 、 MF-26-30、MF-40-61、MF-57-89、MG-27-82、MG-35-49、MH-2023、MH-42-25、MI-15-10、MI-28-21、MI-41-92、MI-80-76、MJ-36-07 、MK-53-05、ML-22-91、ML-27-60、ML-35-58、ML-40-58、ML-4485、MM-12-36、MM-73-18、MM-86-69、MN-53-44 Telefone para consultas: 2843 8985


opinião

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fernando vinhais guedes

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desporto e não só

S

ão duas histórias de vida de dois atletas, que dedicaram vinte anos a treinos e competições tendo começado em adolescentes e terminado aos trinta e seis anos de idade. Muito embora diferentes, dão-nos conta como se torna difícil, algumas vezes até dramático, conviver com o anonimato, passando do estrelato ao esquecimento, mergulhando num autêntico inferno, onde os amigos voltam as costas, os jornais passam a ignorar e o público esquece, substituindo-os rapidamente por outros. Por mais preparados que estejam, os heróis do desporto, salvo raras excreções, não estão totalmente preparados e mentalizados para se integrarem na sociedade, enquanto cidadãos capazes de desenvolverem uma segunda profissão, sem os tiques do vedetismo, que os atravessou durante décadas. A primeira história é muito recente e está relacionada com a prática do atletismo, modalidade de salto em comprimento, por uma atleta, que ganhou dez medalhas, incluindo os títulos de campeã Mundial e Europeia. A segunda tem a ver com um futebolista, que jogou ao mais alto nível, ao serviço do clube inglês Manchester United, ao lado de Cristiano Ronaldo, Nisteroy, Waynne Rooney e outros famosos. No primeiro caso trata-se da atleta, Naíde Gomes, oriunda de São Tomé, que chegou a Lisboa em 1990 com apenas dez anos e a partir dos 13 fez carreira no SCP, durante mais de vinte anos de treinos e de competições. Aos 36 anos arranjou coragem para anunciar que se afastaria das competições, não tanto pela idade, mas também pela onda de lesões, que desde 2004 a perseguiram e a derrotaram. Numa entrevista de duas páginas ao DN, Naíde Gomes faz declarações que merecem uma reflexão. A segunda história relata parte da vida de um praticante de futebol da primeira liga inglesa, ao serviço do famoso Manchester United e chama-se Leon Mackenzie. De comum estes dois atletas têm o facto de terem sido de alto rendimento, terem abandonado a competição aos 36 anos e também de serem notícia na mesma semana. Quanto ao resto há diferenças nas suas histórias de vida, a começar pelos dinheiros ganhos, pelas modalidades e também pela diferença na mediatização de que foram alvo. Na grande entrevista concedida ao DN, Naíde revela, entre muitas coisas, como lhe foi difícil tomar a decisão de anunciar publicamente que se retirava da competição. “Durante duas semanas pensei nesse dia. Estive três dias a pensar no discurso, a escolher as palavras. Antes de começar a conferência de imprensa estava uma pilha de nervos. Agora há um vazio, custa-me muito ouvir a expressão de ex-atleta. É um choque

Hugh hudson, Chariots of Fire

Histórias de vida

e um luto, vivia dessa adrenalina. Custa muito olhar para uma pista e ver colegas a treinar. Dói pensar que os miúdos não vão saber quem eu fui! As lesões tiraram-me o sonho. Lesionei-me em 9 de Junho de 2012. Nesse dia caiu por terra o meu sonho de ganhar uma medalha olímpica nos jogos de Londres. Foi o dia mais doloroso de toda a minha vida.”

Arranjou um emprego modesto, mas antes ainda cumpriu uma pena de prisão de seis meses, experiência assustadora, já que coexistiu no cárcere com homicidas, pedófilos, traficantes de droga Sobre as lesões e as sequelas afirmou: “Há dias em que a subir e a descer as escadas pareço uma ‘velha’. Por vezes desço de lado. Não tenho praticamente cartilagem nos joelhos desde 2004. Mesmo assim consegui ser campeã do mundo e da Europa chegando aos sete metros de comprimento e com um pé anestesiado. Tive dias maus, muitas noites adormeci a rezar para que acordasse

melhor. Tentei todos os tipos de tratamento: acupunctura, ondas de choque, injecções de factor de crescimento, sessões continuadas de fisioterapia, etc. Relativamente a apoios recebidos nessa fase má da sua vida Naíde Gomes, que se prolongou por dois anos foi dizendo que houve gente que deixou de lhe telefonar, precisamente num momento em que um simples telefonema lhe tinha sabido muito bem! Ainda bem que Naíde Gomes não descurou o futuro, já que tem o curso de fisioterapeuta e vai continuar ligada ao desporto, tendo como projecto abrir um centro de recuperação para atletas. Afirma que tem um motivo forte para combater a ausência das pistas, uma vez que carrega com alegria um filho que traz no ventre, que lhe vai preencher o tempo, bem como o casamento para breve, caso contrário o abandono seria mais doloroso. O caso do futebolista Mackenzie foi mais dramático. O antigo futebolista, do Manchester United, abandonou o futebol com uma profunda depressão, que quase o levou ao suicídio. Em 2009 refugiou-se num hotel e ingeriu uma quantidade de comprimidos. Valeu-lhe o facto de, à última hora, ter ainda noção do seu acto e ter telefonado para os seus pais que o socorreram a tempo. “Não aguentava mais e quis acabar com tudo.” Mackenzie teria de aguentar o fantasma da depressão que o perseguiu até 2013, altura

que decidiu enveredar pelo pugilismo, depois de ficar sem as últimas libras. Arranjou um emprego modesto, mas antes ainda cumpriu uma pena de prisão de seis meses, experiência assustadora, já que coexistiu no cárcere com homicidas, pedófilos, traficantes de droga. A realidade da prisão fez tocar a campainha despertando-o para o inferno em que se tinha deixado envolver. Ao deixar a prisão, encontrou no boxe o verdadeiro meio de recuperação e desde que se tornou profissional, já ganhou seis combates, dois dos quais por KO. Recentemente encontrou outro trabalho, agora como colaborador do canal televisivo inglês Sky Sports, estando previsto comentar o combate do século XXI, entre o americano Floyd Mayweather e o filipino Manny Pacquiao. Porque quer recuperar a sua auto-estima, decidiu assumir o sustento da sua família, por isso o seu horário de trabalho começa às 8 da manhã e termina às 5 da tarde, seguindo-se depois os treinos de boxe. O homem que desceu aos infernos está também envolvido num projecto humanitário. Disponibilizou-se para junto da Federação Inglesa de Futebol ajudar todos os jogadores de futebol que sofram de problemas psicológicos. “Queres ir com os outros? Ou mais adiante? Ou caminhar só?... Importa saber o que se quer e que se quer”. Quarta Questão de Consciência, in Friedrich Nietzsche,Crepúsculo dos Ídolos


hoje macau terça-feira 21.4.2015

A Volkswagen vai construir carros ‘low cost’ na China, segundo noticia o espanhol “El Economista”. Os carros serão todo o terreno e monovolumes, com o objectivo de melhor concorrer com o mercado, anunciou o responsável da VW na China, Jochem Heizmann. A empresa tem de se esforçar para manter o ritmo de crescimento das vendas dos carros de passageiros na China e isso deve-se em parte ao facto do grupo alemão não ter monovolumes ou todo o terreno para o mercado chinês, a preço económico, afirmou o executivo. A procura por este tipo de veículos deverá aumentar as vendas da VW em cerca de 15%. A empresa planeia ainda lançar 60 novos modelos e variantes das várias marcas no mercado chinês.

Bruxelas autoriza aquisição da PT

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A Comissão Europeia autorizou a compra da PT Portugal pelos franceses da Altice mas impôs a venda dos activos do grupo francês em Portugal: a Cabovisão e a Oni. Além disso, Bruxelas recusou o pedido de remessa do processo para Portugal, feito pela Autoridade da Concorrência. Em comunicado, a Comissão Europeia refere que a autorização para a aquisição, “ao abrigo do Regulamento das Concentrações da UE”, vai depender do “desinvestimento da Altice nos seus actuais negócios portugueses, a Oni e a Cabovisão”. “A Comissão temia que a entidade resultante da concentração se visse confrontada com uma pressão concorrencial insuficiente por parte das empresas remanescentes no mercado das telecomunicações fixas, o que poderia ter levado ao aumento de preços para os clientes. Os desinvestimentos propostos pela Altice respondem a esta preocupação. A Comissão também rejeitou um pedido de remessa da análise da operação para a autoridade da concorrência de Portugal”, esclarece o comunicado.

cartoon por Stephff

Volkswagen vai fabricar carros ‘low cost’ na China

Brasil Ministro contra Facebook

O ministro brasileiro da Cultura promete que irá accionar judicialmente o Facebook contra a censura a uma foto de índios botocudos. “Se os índios não podem aparecer como são, o recado que fica é que precisam se travestir de não indígenas para serem reconhecidos. Isso é de uma crueldade sem fim”, afirmou, numa referência ao facto de a imagem de uma índia, com os seios à mostra, ter sido censurada. A fotografia fazia parte da divulgação do lançamento do Portal Brasiliana Fotográfica, que reúne fotos históricas dos séculos XIX e XX.

Aluno mata professor com uma besta Mediterrâneo Pelo menos 20 mortos em novo naufrágio

O grande cemitério azul P elo menos 20 pessoas morreram ontem no naufrágio de uma embarcação no Mediterrâneo com mais de 300 ocupantes, segundo uma das pessoas a bordo, que pediu ajuda a uma organização internacional quando o navio se estava a afundar. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) disse ter recebido um pedido de ajuda de uma embarcação que se estava a afundar no Mediterrâneo e que transportava mais de 300 pessoas. O porta-voz da OIM Joel Millman referiu que o gabinete da organização em Roma recebeu o pedido de uma de três embarcações próximas que se encontravam em águas internacionais.

“O interlocutor disse que havia 300 pessoas na sua embarcação e que esta se estava a afundar (e) falou de mortes, 20 pelo menos”, escreveu um colega de Millman em Roma, Federico Soda, num correio electrónico. Soda disse que a organização contactou a guarda costeira e forneceu-lhe as coordenadas das embarcações. “Mas eles não têm os recursos para fazer esses salvamentos no momento”, adiantou. Segundo a OIM, “os guarda-costeiros vão provavelmente tentar redireccionar navios comerciais” para o local onde o barco se está a afundar. Uma operação que não é fácil dado

que, segundo a organização, alguns navios comerciais “não querem colaborar”. O anúncio foi feito horas antes da reunião dos ministros do Interior e dos Negócios Estrangeiros da União Europeia para discutirem a última tragédia no Mediterrâneo no domingo quando mais de 700 migrantes morreram num naufrágio. Na semana passada, outros dois naufrágios de embarcações causaram cerca de 450 mortos, suscitando apelos para uma acção imediata. De acordo com as tendências actuais, calcula-se que o total de 170.000 migrantes desembarcados no ano passado em Itália seja ultrapassado em 2015.

Terramoto de 6,8 graus atinge Taiwan

Tsunami não aconteceu U m forte terramoto sacudiu atingiu no domingo a costa de Taiwan e pequenas ilhas no extremo sul do Japão ontem, segunda-feira, provocando um alerta de tsunami de 1 metro para o arquipélago de Okinawa. Não houve relatos imediatos de danos após o terramoto nos dois países.

A Agência Meteorológica do Japão disse que o terramoto de 6,8 graus de magnitude aconteceu perto de Okinawa. O tsunami poderia alcançar Miyakojima, popular entre os turistas para o mergulho. Não houve advertência emitida para a ilha principal de Okinawa, que abriga

bases militares. Mais tarde, o alerta de tsunami foi suspenso. O epicentro do terramoto foi localizado a cerca de 75 quilómetros ao longo da costa leste de Taiwan, a uma profundidade de cerca de 17 quilómetros. Os Serviços Geológicos dos EUA identificaram um

único terramoto, de 6,6 graus, a 72 quilómetros ao sudeste de Su-ao, em Tawain, com profundidade de 28,9 quilómetros O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico disse que não havia ameaça de um tsunami após o tremor, que sacudiu os prédios da capital, Taipé.

Um professor morreu e quatro alunos ficaram feridos ontem de manhã em Barcelona, quando um estudante os atingiu com disparos de uma besta. O crime ocorreu depois de um aluno de 13 anos ter sido repreendido pela professora de castelhano por ter chegado atrasado à aula. Irritado, o estudante pegou numa besta e começou a disparar na sala, altura em que o professor da sala ao lado se apercebeu do ataque e foi pedir socorro tendo acabado por ser atingido mortalmente no peito. Depois, o aluno também se dirigiu a outra sala tendo atacado um colega com uma arma branca. O aluno já tinha ameaçado matar todos os professores da escola suicidandose de seguida. O jovem era alvo de um programa dirigido a menores de idade considerados “inimputáveis”.

IMDB põe Salazar em filmes de Buñuel

Antonio de Salazar foi um assistente de produção no México com um currículo que vai desde «Morenita Clara» (1943), de Joselito Rodríguez, a «Mecánica Nacional» (1972), de Luis Alcoriza, e inclui nove filmes de Luis Buñuel, incluindo «Os Esquecidos» (50), «As Aventuras de Robinson Crusoe» (54) e «O Anjo Exterminador» (62). No entanto, para o Internet Movie Database, Salazar nasceu a 28 de Abril de 1899 em Santa Comba Dão e morreu a 27 de Julho em Lisboa, aos 81 anos. Estes são igualmente os dados biográficos do político português António de Oliveira Salazar, chefe de governo em ditadura entre 1932 e 1968, posição omitida no currículo disponível na maior base de dados sobre cinema do mundo, que revela desta forma uma inesperada actividade paralela do político.


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Hoje Macau 21 ABR 2015 #3314 by Jornal Hoje Macau - Issuu