AUTOMOBILISMO
COVID-19
CASO CRIPTOMOEDA
SENTENÇA ADIADA
FALHAS DE COMUNICAÇÃO
MACAU NO CALENDÁRIO
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ÚLTIMA
CANCELAR É PRECISO
CASO PELÉ
HOJE MACAU Nº 4973
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
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SEGUNDA-FEIRA 21-3-2022 MOP$10
Uma ex-aluna da UM, que alegou ter sido violada por um doutorando, acusa a universidade de falta de transparência face ao encerramento do processo interno que correu na instituição. A jovem queixa-se de falta de informação sobre o processo e afirma terem-lhe sido colocadas perguntas pessoais que revelam “tendência de culpabilização. GRANDE PLANO
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UM CASO DE VIOLAÇÃO SEM RESULTADOS. VÍTIMA FALA DE PROCESSO TENDENCIOSO E PEDE TRANSPARÊNCIA
Uma pedra em cima do assunto
A ex-aluna da UM alegadamente violada por um doutorando foi informada que o caso foi encerrado, sem ter recebido qualquer relato sobre a investigação. Emon Yongyi Zhou acusa a UM de falta de transparência e de ter dirigido questões, do foro pessoal, com “tendências de culpabilização”. Deputados defendem sanções mais pesadas para dissuadir agressores e defendem o aperfeiçoamento de mecanismos de denúncia. A UM permanece em silêncio
O
caso da alegada violação que envolveu uma ex-aluna e um doutorando da faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Macau (UM) foi dado como encerrado pela instituição, sem que tenham sido providenciadas conclusões ou informações sobre os resultados da mesma. Quem o diz é Emon Yongyi Zhou, que no início de Dezembro de 2021 denunciou o caso numa carta aberta dirigida à UM, onde revelou ter sido vítima de maus tratos físicos e psicológicos por parte do doutorando. Mais precisamente, recorde-se, ao longo dos quatro anos em que namorou com o visado, terá sido violada, agredida e assediada presencialmente e nas redes sociais. Além disso, o assédio estendeu-se, mais tarde, a outros alunos da UM e amigos da vítima. Contactada pelo HM, Emon Zhou fala de um processo “penoso e demorado” que começou a 7 de Dezembro de 2021, dia em que dirigiu a carta aberta e solicitou à UM para investigar o caso. Desde então, e aberta a investigação, o estabelecimento de ensino pediu informação à queixosa e a outros envolvidos e amigos próxi-
mos, através de email. Perante o envio da informação solicitada, a UM terá deixado de pedir mais informação e de responder a novas mensagens. Isto, até ao dia em que, por fim, Emon Zhou recebeu um novo email a informar que a investigação estava concluída e que não teria acesso a qualquer resultado ou informação. “Por volta do dia 20 de Janeiro, deixei de ter notícias por parte da UM sobre processo de investigação. Entre o final de Janeiro e Março, questionei a UM acerca da investigação e não obtive respostas. Até que, recentemente, recebi uma resposta a dizer que a investigação estava encerrada e que não me iriam dar qualquer informação acerca dos resultados”, revelou.
“Devemos considerar rever as sanções previstas na lei e melhorar os mecanismos de denúncia e prestação de depoimentos.” WONG KIT CHENG DEPUTADA
O HM tentou confirmar junto da UM, ao longo de vários dias, se a investigação sobre o caso estava efectivamente encerrada e quais os motivos para não terem sido partilhados os seus resultados com a alegada vítima, mas não obteve resposta, apesar da insistência.
Dentro do segredo
Sobre a forma como decorreu a investigação, que contou, sobretudo, com o envolvimento do Comité para a Igualdade de Género (CGE na sigla inglesa) da UM, Emon Zhou fala em “falta de profissionalismo e transparência”, até porque, aberto o processo, a primeira solicitação que recebeu por parte do organismo foi um pedido para assinar um termo de confidencialidade. “A primeira coisa que me pediram, antes de iniciarem a investigação, foi para manter o caso confidencial. Para mim, isto constituiu logo uma afronta até porque o caso já tinha sido denunciado através de uma carta aberta que incluía signatários”, começou por explicar. “Essencialmente, queriam que assinasse um acordo de confidencialidade para manter o assunto apenas entre mim e a universidade,
sob prejuízo de não iniciar a investigação”, acrescentou. A vítima aponta ainda que, enquanto queixosa e perante um processo que envolveu a recolha de depoimentos de várias pessoas, “nada fez sentido”, até porque o acesso às suas conclusões está vedado. “Com este tipo de reacção e o pedido para assinar um termo de confidencialidade, fico com a sensação de que não temos o direito de falar sobre estes assuntos. Considero que a transparência do processo é muito importante para proteger direitos fundamentais”, partilhou também a queixosa, que está a estudar na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos da América (EUA). Recorde-se que, segundo Emon Zhou, tudo começou em 2016, altura em que os dois começaram a namorar, tendo-se seguido quatro anos em que o visado alegadamente terá sido “emocionalmente, fisicamente e sexualmente abusivo”. Exemplo disso, foi o dia 11 de Agosto de 2020, data em que Zhou afirma ter sido violada. “Estava a enfrentar problemas emocionais e a sofrer de ansiedade e, por isso, não queria ter relações sexuais. No entanto, nessa tarde, depois de termos tido uma pequena
discussão, ele agarrou-me com força (…) e violou-me, apesar de eu ter dito claramente que não queria ter relações sexuais. Comecei a chorar e pedi-lhe para parar. No dia seguinte, ele reparou que eu estava triste e perguntou, impacientemente, o que se passava comigo. Eu disse-lhe e ele respondeu que não sabia que eu estava a chorar e que não tinha ouvido nada”, revelou. Emon Zhou chegou a apresentar queixa à Polícia Judiciária (PJ) em Dezembro de 2021. Na altura, as autoridades confirmaram ter recebido o relatório da denunciante, mas, porque se trata de uma acusação de violação e a queixosa não se encontra em Macau, não abriram o processo.
Questões duvidosas
Ao descrever como decorreu a investigação, Emon Zhou apontou ainda o dedo à UM quanto à forma como recolheu informações e colocou questões sobre o caso. Nomeadamente, a UM terá solicitado “informação desnecessária” sobre a sua vida amorosa e “formulado questões inapropriadas” que apontavam para “tendências de culpabilização da vítima” e a sua eventual “incapacidade mental”.
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que a Associação Geral das Mulheres de Macau devia prestar mais apoio às vítimas de assédio sexual e violência doméstica através da promoção de grupos de debate ou sessões de terapia, para que as ofendidas não fiquem desamparadas e “possam partilhar sentimentos e histórias com quem as entende”.
Trabalho por fazer
Emon Yongyi Zhou, alegada vítima “Recebi acusações de teor nacionalista, a dizer que, por estar a viver nos EUA e já ter passado muito tempo, não tinha o direito de falar no assunto.”
“Aforma como as questões foram colocadas deu sempre a sensação de não terem acreditado no meu relato. Quanto às questões em si, acho que foram feitas perguntas perfeitamente desnecessárias como, quando é que iniciei o relacionamento com o meu actual namorado ou quantas publicações fiz no Instagram ao longo de um ano. Dirigiram também muitas questões aos meus amigos, onde basicamente sugeriam que sofria de perturbações mentais”, partilhou com o HM. Entre as questões enviadas no decorrer da investigação constam solicitações e perguntas como: “Providencie, por favor, a data exacta em que iniciou o relacionamento com o seu actual namorado”, “quantas stories publicou na rede social Instagram desde Agosto de 2020?” ou “Considera a possibilidade de outra pessoa além do Sr. Lou Chengkai [o ex-namorado] ter usado os mesmos métodos para a perseguir a si e aos seus amigos nas redes sociais?” Por último, a denunciante revelou ainda não ter havido, além do email, outra forma de contacto, quer telefónica ou através de plataformas de videoconferências, para a ouvir e materializar assim as audições
que foram prometidas no início da investigação.
Patriotismo em cheque
Segundo Zhou, depois de a história se ter tornado pública, começou a ser acusada pelo ex-namorado de “falta de patriotismo” em grupos de WeChat da UM, por ter redigido a carta aberta em inglês e numa altura em que já se encontrava a viver nos Estados Unidos da América.
“A primeira coisa que me pediram [UM] foi para manter o caso confidencial (...) queriam que assinasse um acordo de confidencialidade para manter o assunto apenas entre mim e a universidade, sob prejuízo de não iniciar a investigação”. EMON YONGYI ZHOU ALEGADA VÍTIMA
De acordo com o relato da vítima, tratou-se apenas de uma estratégia para desacreditar o seu relato sobre a violação, perante quem estava a travar contacto com o caso pela primeira vez. Até porque, recorda a queixosa, “a língua oficial da universidade é o inglês” e todos os documentos da UM estão redigidos nesse idioma. “Recebi acusações de teor nacionalista, a dizer que, por estar a viver nos EUA e já ter passado muito tempo, não tinha o direito de falar no assunto. Mencionaram também que as minhas crenças políticas eram demasiado progressistas, mas isso é totalmente irrelevante. Acho que aquilo que o meu ex-namorado estava a tentar dizer é que tenho ideias políticas incorrectas e que não era suficientemente patriota. Apesar de achar irrelevante, sublinho que não sou essa pessoa que me acusaram de ser”, referiu.
O lado bom
Apesar de considerar que a forma como decorreu todo o processo foi “revoltante” e uma “desilusão”, Emon Zhou não tem dúvidas que o facto de ter decidido tornar o caso público tem contribuído para que mais pessoas, em particular
os actuais alunos da UM, tomem medidas “para se proteger melhor” e não tenham medo de falar sobre casos de violação, assédio sexual e violência doméstica. Até porque o caso tem colhido bastante apoio dos alunos e a carta aberta dirigida à UM tem actualmente cerca de 500 signatários. “Muitas jovens que frequentam cursos na UM estão constantemente a perguntar-me o que podem fazer para me ajudar. Por isso, também tem sido um processo galvanizante (…) e um grande consolo receber apoio de pessoas que acreditam em mim. Pelo menos, desta forma, as pessoas sabem o que se passou, podem tomar medidas para se proteger melhor e vão ter cuidado com este indivíduo que frequenta actualmente a UM”, explicou. A denunciante lembra ainda que existem muitos “obstáculos” em relação aos casos de assédio sexual entre os elementos de um casal e que em Macau existe uma “grande estigmatização”, quando estes tópicos são abordados. Assim sendo, considera que deve ser feita uma maior aposta na educação dedicada à igualdade de género e
Confrontada com o caso, a deputada e vice-presidente da Direcção da Associação Geral das Mulheres de Macau, Wong Kit Cheng sublinhou que, embora os estabelecimentos de ensino, como a UM, possuam os seus próprios mecanismos para lidar com casos de violação e assédio sexual, as dificuldades inerentes a este tipo de situações, tornam necessárias eventuais revisões legais. “Caso o combate contra os crimes sexuais não seja suficiente, devemos considerar rever as sanções previstas na lei e melhorar os mecanismos de denúncia e prestação de depoimentos, sempre que existam dificuldades em recolher provas”, explicou ao HM. Para a deputada, além do clima social de “tolerância zero” em relação a violação, abuso sexual e assédio sexual é fundamental, dada a natureza oculta da maioria dos actos, ensinar os mais novos a tomar medidas de auto-protecção, a reagir perante este tipo de situações e a denunciar os casos “em tempo oportuno”. Wong Kit Cheng defendeu ainda que este tipo de agressões será “naturalmente reduzido” se a igualdade de género for uma realidade quotidiana nas várias dimensões da sociedade, desde os cargos de chefia ao desempenho das tarefas domésticas. Por seu turno, o deputado Ron Lam acha que a UM deve fazer tudo o que está ao seu alcance para confirmar a ocorrência do caso, mas, essencialmente, “elaborar orientações específicas” que contribuam para evitar o assédio sexual no campus universitário. Além disso, sugere que, à semelhança de Hong Kong, Macau crie uma Comissão para a Igualdade de Oportunidades (EOC na sigla inglesa), que seja responsável por incentivar instituições e organismos a elaborar orientações para prevenir o assédio sexual, bem como fazer divulgação sobre a matéria. Segundo Ron Lam, devido ao facto de a maioria dos casos acontecer “à porta fechada” e a recolha de provas ser uma tarefa “muito difícil”, é necessário evitar, a todo o custo, chegar à fase da criminalização. Ao invés, devem ser estabelecidos critérios de dissuasão que evitem este tipo de agressões e permitam às vítimas “lutar por justiça”. Pedro Arede e Nunu Wu
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COMÉRCIO ASSEGURADA IMPORTAÇÃO DE ALIMENTOS, MESMO COM PANDEMIA
O perigo vem de fora
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situação pandémica nas regiões vizinhas e a necessidade de importar produtos para Macau levou representantes da divisão comercial do departamento dos assuntos económicos do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM a reunir, na sexta-feira, com a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT). Segundo o Executivo, “a situação de abastecimento de Hong Kong é estável e sem qualquer obstáculo no seu processo de transporte”, sendo que a DSEDT tem procurado fornecedores de outras regiões que não a RAEHK. Desta forma, “o sector empresarial revelou que pode aumentar o volume de importação e das fontes de abastecimento do Interior da China, podendo ainda, caso necessário, aumentar a percentagem das importações do Interior da China”. Sobre este ponto, o Gabinete de Ligação promete dar o seu apoio, “coordenando e tratando das questões relacionadas com as fontes de produtos do Interior da China e mercadorias em trânsito” vindas desta zona.
Inspecções aumentam
Também na sexta-feira decorreu uma reunião com representantes de diversos serviços públicos, como os Serviços de Alfândega (SA), o Instituto para os Assuntos
GCS
Representantes do Gabinete de Ligação reuniram com o Governo para discutir o abastecimento alimentar do território. A importação de alimentos de Hong Kong é, para já, “estável”. As autoridades garantem a inspecção de cerca de 100 mil encomendas de frescos por semana
O Gabinete de Ligação promete dar o seu apoio, “coordenando e tratando das questões relacionadas com as fontes de produtos do Interior da China e mercadorias em trânsito” vindas desta zona
Municipais (IAM), a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) e os Serviços de Saúde (SSM), a propósito de medidas de controlo e inspecção de mercadorias vindas do exterior. Os SA asseguram que a desinfecção de produtos e mercadorias foi reforçada, enquanto que o IAM tem desinfectado cerca de 100 mil
caixas de alimentos refrigerados e frutas importadas por semana. Diariamente, o número de amostras analisadas é de cerca de meio milhar. Até 15 de Março, foram recolhidas perto de 17.800 amostras de produtos alimentares e amostras do ambiente. Quanto às mercadorias importadas de Hong Kong, a autoridades passaram a exigir, desde o início do mês, que supermercados
e sector de fornecedores desinfectem o exterior das mercadorias “depois de removida a película plástica enrolada à volta das paletes”. Além disso, os funcionários dos supermercados que lidam com as mercadorias devem fazer um teste de despistagem à covid-19 a cada sete dias.
Andreia Sofia Silva
LLA Lei quer saber o que o Governo da RAEM fez para reforçar o apoio a residentes vítimas de burla na compra de imóveis no Interior da China. A deputada escreveu uma interpelação a perguntar de que forma se materializa o apoio legal que a Direcção dos
Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ) prometeu aos residentes de Macau com processos judiciais em Zhuhai para resolver disputas na compra de imóveis. Recorde-se que no passado, a direcção sob a alçada de André Cheong anunciou vários projectos de cooperação
legal com autoridades do Interior para responder aos casos de burlas com imóveis. A deputada dos Operários acrescenta que, apesar dos mecanismos de cooperação, continua a receber queixas de residentes, o que a colocar em questão até
que ponto as medidas implementadas pelos governos dos dois lados da fronteira são eficazes. Apesar da fiscalização a meios que publicitam a venda de imóveis e fracção no Interior da China, a deputada afirmou que continuam a ser publicados anúncios
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ROMOVAM o patriotismo acima de qualquer valor e amem Macau. Foi este o pedido da secretária para os Assuntos Sociais e Cultural, Elsie Ao Ieong U, durante um encontro com representantes da Associação de Promoção de Vida dos Cidadãos e Economia de Macau, presidida por Lao Ka U. O encontro decorreu na semana passada, de acordo com o jornal Ou Mun, e serviu igualmente para que a secretária pedisse à associação que compreendesse bem as questões económicas e sociais da RAEM para fazer a ligação entre a sociedade e a população. A associação que tem como vice-presidente o deputado Zheng Anting foi ainda elogiada por ser constituída por “quadros qualificados jovens”. Nesse sentido, Elsie Ao Ieong U
destacou que o Executivo tem como uma das principais apostas a formação de “talentos locais”. Por sua vez, a presidente Lao Ka U apresentou as actividades da associação e deixou o desejo que o organismo seja capaz de reunir “elites, académicos e especialistas” de várias áreas, que possam contribuir para ajudar o Governo na resolução de problemas económicos, sociais e do quotidiano. Lao Ka U defendeu também maior integração no Interior, para criar mais oportunidades às Pequenas e Médias Empresas de Macau, um sector que preocupa a associação, devido ao actual ambiente económicos. J. S. F.
Obras públicas GDI e DSSOPT mudam de nome
O Gabinete de Desenvolvimento de Infra-Estruturas (GDI) vai passar a chamar-se Direcção de Obras Públicas, enquanto que a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) passa a designar-se como Direcção de Construção Urbana. Segundo noticiou ontem a TDM Rádio Macau, dois departamentos da DSSOPT, que coordenam as edificações públicas e as infra-estruturas, vão integrar a nova estrutura do ainda GDI. Wong Chio Man, que é actualmente director substituto da DSSOPT desde a saída de Chan Pou Ha do cargo, deverá liderar a futura Direcção da Construção Urbana. Por sua vez, Lam Wai Hou, coordenador do GDI desde 2019, vai dirigir a nova Direcção das Obras Públicas.
FAOM Desemprego leva a pedidos de ajuda
IMÓVEIS ELLA LEI PEDE EFICÁCIA NO APOIO A RESIDENTES BURLADOS
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ASSOCIAÇÃO ELSIE AO IEONG U PEDIU MAIS PATRIOTISMO
exagerados ou enganosos. Um dos métodos mais vistos é a venda de fracções comerciais, ou escritórios, como imóveis com finalidade habitacional, assim como as chamadas telefónicas feitas do Interior com descrições falsas sobre imóveis. N. W.
O centro de serviços da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) recebeu no ano passado mais de 200 pedidos de apoio. Cerca de 40 por cento relacionados com as consequências da pandemia, tal como a perda de emprego e necessidade de apoio económico. Leong Meng Ian, chefe do centro, revelou também que aumentaram os pedidos de ajuda de casais com problemas matrimoniais. Segundo o jornal Exmoo, o centro, que celebra 21 anos de existência, recebeu também muitas solicitações relacionadas com situações de stress ou dificuldades no cuidado de crianças e idosos em contexto familiar. Os pedidos de ajuda foram reencaminhados para o Governo, sendo que os postos nas ruas geridos pelas FAOM atenderam mais de 16 mil pessoas. No total, sete mil pessoas recorreram a serviços coordenados do centro como a aquisição de máscaras, marcação de vacinas ou criação de uma conta única de acesso aos serviços públicos, entre outros.
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SSM SEGUIDOS VÁRIOS CONTACTOS PRÓXIMOS
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S autoridades de saúde estão a monitorizar vários contactos próximos de pessoas infectadas oriundas de Nanping, em Zhuhai, da Região Autónoma de Guangxi e de Zhengzhou, na província de Henan. O centro de coordenação e contingência está a seguir várias pessoas, incluindo uma aluna da Escola Secundária Ilha Verde e a sua mãe, classificadas como contactos próximos do caso confirmado em Nanping, Zhuhai, por terem estado na mesma padaria que a pessoa que deu positivo. A aluna participou num espectáculo de dança no dia 13 de Março, com outros alunos, durante o qual não foram usadas máscaras. Facto que resultou no envio para hotel de quarentena das crianças, por serem consideradas contactos próximos por via secundária, para isolamento de sete dias e autogestão de saúde por mais sete dias. As crianças mais novas serão acompanhadas por um dos pais.
O centro de contingência adiantou que também durante as refeições a aluna e os restantes contactos não usaram máscara. Na sexta-feira, foi anunciado também que dois alunos da Escola Fukien foram declarados como contactos próximos da pessoa infectada em Nanping, o que resultou na quarentena obrigatória para estas crianças e mais sete colegas de escola. Um outro caso é referente a um contacto próximo de pessoa infectada, oriunda de Zhengzhou, na província de Henan. “Na manhã de 19 de Março, as autoridades sanitárias do Interior da China informaram as autoridades de Macau que uma residente que se encontrava em Macau tinha sido classificada como contacto próximo de um caso confirmado de covid-19 da Cidade de Zhengzhou da Província de Henan, os três indivíduos com quem coabita foram classificados como contactos próximos por via secundária.”. J. L.
Pandemia Defendido plano de emergência com associações
A deputada Wong Kit Cheng defende, em comunicado, que o Governo possa melhorar o plano de emergência criado especialmente caso ocorra um surto de covid-19 no território, através da inclusão das associações. Desta forma, com a inclusão do sector privado, os funcionários públicos podem estar mais aliviados do trabalho de lidar com um surto pandémico, considerou a deputada. Wong Kit Cheng exemplificou que os voluntários ou membros das associações podem lidar de perto com a comunidade, apoiando em acções como a comunicação ou gestão de necessidades diárias das pessoas, que não estejam directamente ligadas aos casos de infecção. A deputada, com formação em enfermagem, adiantou que o Governo deve lançar também um plano de formação e de divulgação para que todos os profissionais de saúde no território possam participar neste plano de emergência. A ideia defendida por Wong Kit Cheng é que o sistema de saúde não venha a sofrer as consequências de um eventual surto.
Além da prova 2022 Sands China Macau Internacional 10K, também a Semana Verde de Macau foi cancelada. A inauguração estava prevista para ontem, com um cartaz que se prolongaria até 27 de Março
COVID-19 SURTOS NAS REGIÕES VIZINHAS RESULTAM EM EVENTOS ANULADOS
Cultura do cancelamento A “evolução da pandemia” foi a justificação dada para cancelar uma série de eventos este fim-de-semana. A prova de atletismo 2022 Sands China Macau Internacional 10K, a 41.ª Edição da Semana Verde de Macau e dois concertos da Orquestra de Macau e Orquestra Chinesa de Macau foram cancelados
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PESAR de não se verificar um surto comunitário de covid-19 em Macau há mais de cinco meses, a vigilância aperta perante os casos detectados nas regiões vizinhas, com particular incidência em Zhuhai. Assim sendo, ao longo do fim-de-semana, as autoridades cancelaram vários eventos programados para sábado e domingo. A prova de atletismo Sands China Macau Internacional 10K, agendada para o início da manhã de ontem, acabou por ser cancelada no sábado. A organização já exigia apertados requisitos de participação, como a apresentação de um certificado de teste de ácido nucleico com menos de 24 horas antes do início da prova, exigência que acabou por não impedir o cancelamento.
“Em articulação com o trabalho de prevenção e controlo da epidemia, anuncia-se o cancelamento da ‘2022 Sands China Macau Internacional 10K’ prevista para o dia 20 de Março. Desde já, lamenta-se a inconveniência”, anunciou o Instituto do Desporto (ID) no sábado, que organizaria o evento, em parceria com a Associação Geral de Atletismo de Macau. “Após avaliação rigorosa”, as autoridades justificaram cancelar a prova devido à “evolução da epidemia nas regiões vizinhas”. O ID solicitou a compreensão dos participantes e adiantou que “em relação ao reembolso de inscrição” serão anunciados detalhes em breve. Outro evento sacrificado na luta contra a pandemia foi a 41.ª Edição da Semana Verde de Macau, cuja inauguração estava prevista para ontem, com um cartaz que se prolongaria até 27
de Março. O Instituto para os Assuntos Municipais, a entidade organizadora, acabou por cancelar o evento que incluía “a plantação de árvores, a oferta de plantas, a experiência ecológica e workshops”.
Música e educação
Outra duas baixas deste fim-de-semana, ocorreram no cartaz cultural da cidade. O Instituto Cultural (IC) apresentou a mesma justificação para cancelar dois concertos, organizados em parceria com a Sociedade Orquestra de Macau. “Os dois concertos ‘Romance Encantador’e ‘Músicas Encantadoras do Ecrã 3’”, agendados para as 20h horas de sábado, foram cancelados. “Os detalhes sobre o reembolso de bilhetes serão anunciados posteriormente”, acrescentou o anúncio do IC, apelando também à compreensão e cooperação do público. O desporto escolar e a expressão artística de alunos tam-
bém não ficaram imunes à vaga de cancelamentos. A Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) anunciou ontem que as provas e competições de desporto escolar passam, a partir de hoje, a ser realizadas à porta fechada. Além disso, não será permitido ao público assistir às provas e competições. Outra actividade afectada foi a 39.º Concurso Escolar de Canto, que para já não será cancelado, mas a DSEDJ suspendeu o registo online no concurso e o serviço de aquisição de bilhetes. Além disso, a DSEDJ suspendeu as aulas presenciais para “docentes e alunos transfronteiriços das instituições de ensino superior e das escolas de ensino não superior, que tenham residido, nos últimos 14 dias”, nas “áreas seladas, controladas e de prevenção de Zhuhai e Zhongshan”. João Luz
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leitura da sentença do caso de Frederico Rosário, filho de Rita Santos, acusado de 48 casos de burla era para ter decorrido na sexta-feira, mas foi acabou por ser adiada. A nova data é o próximo dia 6 de Abril, uma quarta-feira, às 16h00, no Tribunal Judicial de Base. Na origem do adiamento, esteve o facto de a juíza Cheong Weng Tong ter anunciado a possibilidade de alguns factos da acusação irem sofrer alterações, que afirmou não ser matéria substancial. A possibilidade de alterações, assim apresentada pela juíza, que não confirmou as mudanças, levou a que o advogado Luís Almeida Pinto, defensor de Frederico Rosário, tivesse de completar as alegações finais, à luz das mudanças. Quando tomou a palavra, o advogado recusou a ideia que o empresário tivesse recebido comissões na venda dos “programas de investimento” para minerar criptomoeadas, que prometiam retornos que podiam chegar aos 40 por cento. Ainda de acordo com as alegações finais, Frederico Rosário apenas esperava fazer dinheiro com dividendos da empresa Genesis, onde era sócio com uma participação de 10 por cento, a par do outro arguido, Dennis Lau. Esta empresa, em ligação com uma outra, a Forgetech, também controlada por Dennis Lau, era responsável pelo arrendar do equipamento de criptomoedas e respectivos lucros, gerados do negócio, que depois serviriam para pagar os retornos prometidos aos investidores. Perante as alegações e a possível mudança dos factos, Cheong Weng Tong entendeu que o colectivo a que preside precisava de mais tempo para chegar a uma decisão, pelo que agendou a leitura final para o dia 6 de Abril.
Onde está Frederico Rosário?
Além do adiamento da sentença, a sessão ficou marcada pela ausência
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UMA altura em que o Governo obriga, em termos práticos, as pessoas a terem telemóvel e internet para poderem entrar em restaurantes, serviços públicos ou jardins, há cerca de 74 mil pessoas que não utilizam internet em Macau. Os dados podem ser calculados através dos resultados do “Inquérito à utilização da tecnologia informática dos agregados familiares em 2021”, publicado na passada sexta-feira pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Num total de 644.068 pessoas, que não inclui crianças com menos de três anos, os dados mostram que 570 mil eram utilizadores frequentes de internet, no que é considerado uma taxa de pene-
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TRIBUNAL HIPÓTESE DE ALTERAÇÕES NA ACUSAÇÃO ADIA LEITURA DA SENTENÇA
Um dia pouco normal
Era para ser uma sessão onde se definia o futuro do filho de Rita Santos, mas acabou por ficar marcada pela possibilidade de surgirem alterações à acusação e pela ausência do arguido. A leitura da sentença ficou agora agendada para 6 de Abril o arguido no tribunal e era suposto que ele estivesse aqui”, afirmou o causídico. “A família também não sabe onde está”, acrescentou. Perante a resposta, o tribunal decidiu que se Frederico Rosário não justificar a falta vai ter de pagar uma multa de 2.730 patacas.
Correcção de um erro
do segundo arguido Frederico do Rosário. Ao contrário de Dennis Lau, que é natural de Hong Kong e nunca compareceu a qualquer sessão, Frederico Rosário faltou pela primeira vez esta sexta-feira. Contudo, não houve qualquer aviso para a ausência o que fez com que, durante aproximadamente uma hora, a funcionária do tribunal percorresse o quarto piso do TJB à procura do arguido, Frederico Rosário. A situação ganhou contornos caricatos uma vez que
na sala de audiência estavam à espera não só a mãe do arguido, Rita Santos, como também o pai, que tem o mesmo nome do filho, o avô e ainda o advogado.
O tribunal decidiu que se Frederico Rosário não justificar a falta vai ter de pagar uma multa de 2.730 patacas
Fora do rebanho
Mais de 74 mil pessoas não utiliza a internet
tração de 88,5 por cento. Para a estatística, são contabilizadas as pessoas que acedem à “rede” não só através dos telemóveis, mas também dos computadores. Os dados mostram também que apesar de as pessoas serem obrigadas na prática a utilizarem telemóveis diariamente, e a preencherem o código de saúde, para poderem ir ao hospital ou aos tribunais, existem 74.068 indivíduos que não utilizam a internet.
Idade é um posto
A penetração da internet é mais reduzida no escalão etário de
cidadãos com mais de 65 anos, onde menos de um terço utiliza a internet. Em cerca de 92.650 indivíduos com mais de 65 anos, apenas 30.500 utilizam “a rede”. Já no escalão das crianças com três a 14 anos, a taxa de penetração é de 68,3 por cento. Em todos os outros escalões etários, a penetração é superior a 90 por cento.
Fora da sala de audiência, onde a funcionária foi várias vezes perguntar pelo arguido, encontrava-se ainda Manuela, esposa de Frederico Rosário. Passada a hora, sem que a funcionária obtivesse qualquer resposta, que não fosse o silêncio dos presentes, entrou o colectivo de juízes e iniciou-se a sessão. Cheong Weng Tong questionou o advogado se sabia onde estava o cliente e recebeu um redondo “não”. “Encontro-me sempre com
Ao nível dos telemóveis, a situação não é muito diferente. Entre uma população de 644.068 pessoas, 604.500 têm o equipamento que o Governo tornou indispensável para preencher a declaração de saúde através da aplicação que regista a circulação. A taxa de penetração em 2021, era assim de 93,8 por cento, o que significa que 34.568 pessoas não têm telemóvel. Contudo, os dados mostram que entre 2020 e 2021, e numa altura em que as pessoas já eram obrigadas a apresentar a declaração de saúde, houve uma redução de indivíduos com telemóvel. Em 2020, 606.600 pessoas declaravam ter telemóvel, ou seja, uma redução de 2.100 utilizadores. J.S.F.
Ainda antes do julgamento, Cheong Weng Tong apresentou uma correcção da acusação, justificada com o facto de ser necessário converter o alegado valor das burlas de dólares de Hong Kong para patacas, de forma a definir o tipo de burla em causa. Como os diferentes crimes de burla dependem do valor, os 9 crimes de burla simples e 23 crimes de burla de valor elevado foram transformados em 7 crimes de burla simples e 25 crimes de burla de valor elevado. A estes, juntam-se 16 crimes de burla de valor consideravelmente elevado. Os crimes de burla simples são punidos com uma pena que pode chegar aos três anos de prisão, os crimes de valor elevado com pena de prisão até cinco anos e, finalmente, os crimes de burla de valor consideravelmente elevado têm uma moldura penal que começa nos dois anos e chega aos 10 anos de prisão. João Santos Filipe
Internet Blogue pede dinheiro por boa crítica a restaurante
Um conhecido blogue de gastronomia de Macau, FG Foodie, terá pedido entre 200 a 500 patacas ao restaurante de comida tailandesa Boat Mum Noodles para ser “avaliado”. A denúncia foi feita no Facebook pelos proprietários do restaurante, que partilharam a mensagem enviada pelos autores do blogue. “Visitamos hoje o seu restaurante e tirámos fotografias, que mais tarde vamos publicar. Queríamos saber se gostaria de patrocinar a publicação no Instagram, pois por norma as lojas e restaurantes pagam entre 200 a 500 patacas, consoante o orçamento. Trata-se de publicidade, vamos escrever um texto positivo para atrair mais pessoas.” Na mensagem, os autores do blogue deixaram ainda claro que, sem o pagamento, a avaliação do restaurante seria mais “directa”, a fim de garantir as vantagens dos outros espaços comerciais que pagaram por publicidade. Os proprietários consideraram pedido semelhante a extorsão “de membros de uma tríade a pedirem um preço por protecção”, prevendo que outros restaurantes tenham sido sujeitos à mesma situação.
segunda-feira 21.3.2022
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RACISMO AUTORIDADES DIZEM QUE INSULTOS RESULTARAM DE “BARREIRA LINGUÍSTICA”
O segundo capítulo SMG Previstos cinco a oito ciclones tropicais
As autoridades de Macau anunciaram esperar que cinco a oito ciclones tropicais afectem a região este ano, prevendo que o primeiro possa ocorrer em ou antes de meados de Junho. “Os extremos climáticos continuam a ocorrer e os ciclones tropicais continuam a aumentar”, disse o director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), Leong Weng Kun. No ano passado, Macau registou oito ciclones tropicais, dos quais dois foram classificados como tufão forte. “A estação chuvosa deste ano [Abril-Setembro] vai ser caracterizada por temperaturas normais a altas e precipitações normais a altas, com a possibilidade de chuvas extremamente fortes”, acrescentou Leong. No ano passado, o território registou 35 tempestades e uma temperatura média de 23,5º Celsius, no segundo ano mais quente desde 1952, indicou o director dos SMG.
Ensino Superior 3800 inscrições no Exame Unificado de Acesso
Um total de 3800 candidatos ao ensino superior inscreveram-se no exame unificado de acesso às universidades de Macau, Politécnica de Macau, IFT e Universidade de Ciências e Tecnologia, que decorreu entre quinta-feira e domingo. Ainda não é conhecido o número total de estudantes que efectivamente fizeram o exame. Segundo o jornal Ou Mun, o subdirector da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, Teng Sio Hong, disse que o número de inscrições no exame foi semelhante ao do ano passado. Em relação ao ensino secundário, prevê-se um total de 4200 finalistas, sendo que metade destes alunos poderão ficar a estudar em Macau, enquanto que os restantes deverão escolher universidades em regiões como a China, Hong Kong ou Taiwan.
O Corpo de Polícia de Segurança Pública considera que Pelé entendeu mal as explicações que lhe deram, “talvez” por erros de comunicação dos dois lados. As autoridades convidaram o “estrangeiro residente” a regressar à esquadra, onde acabou por apresentar queixa
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Corpo de Polícia de Segurança Pública (CSPS) responsabilizou um mal entendimento de José Martins, mais conhecido por Pelé, por não perceber as explicações dos agentes e entender de forma errada que precisava de um advogado para apresentar queixa. As justificações surgiram no sábado, num comunicado em chinês, que identifica o ex-internacional pela selecção de futebol de Macau nos anos 90 como um “estrangeiro residente”. A mesma designação consta na resposta enviada ao HM.
a José Martins. No entanto, logo na sexta-feira, o treinador revelou ao HM que tinha sido chamado de volta à esquadra, e que tinha ficado muito satisfeito com o tratamento do CPSP, que incluiu um pedido de desculpas. “Ligaram-me a pedir desculpa pelo erro”, começou por dizer. “Pediram-me desculpa, devido ao facto de o agente que me atendeu na terça-feira ter cometido um erro. Mas, hoje [sexta-feira] foram super educados e gentis”, acrescentou. Horas mais tarde, depois da queixa apresentada, o visado pelos insultos racistas recorreu às redes sociais para agradecer o apoio recebido ao longo dos últimos dias. “Agradeço a todos os que me apoiaram a prosseguir com este caso. Todos me deram força e tornaram este desfecho possível, mostrámos que somos todos da mesma raça... Somos todos humanos e iguais”, escreveu. “Espero e desejo que nunca mais haja um caso como este em Macau”, acrescentou.
Segundo as explicações, os agentes citaram artigos do Código Penal e Código Procedimento Penal, para explicar a Pelé que teria de arranjar um advogado numa fase mais adiantada do processo. Contudo, Pelé saiu da esquadra com a certeza de que lhe foi dito precisar de um advogado. “Durante o procedimento, os agentes desta Corporação trataram do respectivo caso de acordo com a lei e conforme as respectivas instruções, só que, devido o mal entendimento na comunicação resultante das línguas entre as duas partes, o recorrente confundiu que era necessário contratar, de imediato, advogado para instaurar o caso”, afirmaram as autoridades. “Em relação ao presente incidente, esta Corporação convidou novamente o recorrente para chegar à Polícia, explicando-lhe os procedimentos da denúncia e do tratamento do respectivo crime particular, o mesmo manifestou o seu entendimento e ficou satisfeito com o acompanhamento da polícia.
Racismo sem menção
Antes da resposta enviada ao HM, o CPSP publicou um comunicado, por volta das 13h de sábado, em que nunca utilizou a palavra racismo para mencionar a queixa. Além disso, pareceu apontar a “barreira linguística” como a razão dos insultos. “Na manhã de 15 de Março este departamento recebeu uma denúncia sobre uma disputa e en-
Uma terça-feira triste viou agentes ao local para contactarem a vítima. A vítima alegou que tinha estado envolvida numa altercação com outro homem devido à barreira linguística”, relatou o CPSP. “A vítima sentiu-se insultada quando ouviu o homem
“Agradeço a todos os que me apoiaram a prosseguir com este caso. Todos me deram força e tornaram este desfecho possível, mostrámos que somos todos da mesma raça... Somos todos humanos e iguais.” PELÉ
proferir insultos e decidiu denunciar o sucedido”, foi complementado. O comunicado do CPSP foi emitido no sábado, depois de a notícia ter sido traduzida para chinês. No entanto, as respostas pedidas pelo HM, que tinham sido requisitas na quinta-feira, só chegaram depois do comunicado.
Pedido de desculpas
Tanto no comunicado como na resposta enviada ao HM não é relatado que o CPSP pedira desculpas
O ex-jogador da selecção de Macau e actual treinador de futebol foi alvo de insultos verbais na terça-feira, quando fazia a sua habitual caminhada matinal no Parque do Reservatório. Nesse dia, o residente com nacionalidade portuguesa foi à Esquadra Número 3 do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), de onde saiu com a certeza de que teria de estar acompanhado por um advogado para poder apresentar queixa. O CPSP veio agora negar esta parte da história. João Santos Filipe
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21.3.2022 segunda-feira
AMAGAO “LUSOFONIA TEM DIVERSIDADE E GRANDEZA PARA ESTARMOS AQUI MUITOS ANOS”
FOTOS RÓMULO SANTOS
Muitas cartas par
segunda-feira 21.3.2022
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Os responsáveis pela recém-inaugurada Galeria Amagao estão confiantes de que a “diversidade e a grandeza” da arte lusófona são o garante de que o novo espaço irá mostrar as cores dos países de língua portuguesa “durante muitos anos”. Apesar das dificuldades impostas pela pandemia, o grupo assegura que é preciso “continuar a colorir a vida de todos em Macau”
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S responsáveis pela Galeria Amagao, espaço permanente inaugurado na passada sexta-feira no Artyzen Grand Lapa, estão confiantes de que a qualidade e a diversidade artística do mundo lusófono são a garantia de que as criações provenientes dos vários países de língua portuguesa possam ser divulgados na galeria “durante muitos anos”. Isto, sem esquecer a ancestral ligação de Macau à lusofonia e o papel que o território desempenha na criação de sinergias entre a China e os países de língua portuguesa. “Macau continua a ser uma janela e uma porta aberta para o mundo, em particular para o mundo lusófono. Além disso, o mundo lusófono tem uma diversidade e uma grandeza suficiente no plano artístico para podermos estar confiantes que, durante muitos anos, teremos a oportunidade de mostrar aqui essa cor, a que nós chamamos lusofonia. No fundo, a Galeria Amagao vai ser o resultado dessas cores todas, que caracterizam os artistas e as artes no espaço da língua portuguesa”, disse José Isaac Duarte, um dos responsáveis pelo novo projecto. Recorde-se que a Galeria Amagao está sob gestão da Galeria 57 e definiu como principal objectivo promover e organizar exposições e eventos artísticos focados no mundo lusófono e nos seus artistas. Intitulada “Cor Lusofonia”, a exposição inaugural do novo espaço estará patente até 22 de Maio e inclui mais de 90 obras, entre as quais, alguns inéditos de Raquel Gralheiro, artista especial convidada para o arranque do projecto. Para além de Raquel Gralheiro, a exposição inaugurada na sexta-feia inclui obras de outros artistas como Ana Jacinto Nunes, Victor Hugo Marreiros, Carlos Marreiros, José Luís Tinoco, Abílio Febra, Ana Silva e Reginaldo Pereira, num total de 46 autores. Todas elas seleccionadas a partir de um vasto acervo de criações lusófonas reunidas ao longo de vários anos. Outra das novidades da Galeria Amagao passa pelo facto de o artista seleccionado para cada exposição ficar também a cargo de explorar o quiosque localizado debaixo da escadaria do Artyzen Grand Lapa. Além de obras de arte
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vindo a fazer”, acrescentou Victor Marreiros.
Estrada para andar
“A Galeria Amagao vai ser o resultado dessas cores todas que caracterizam os artistas e as artes no espaço da língua portuguesa.” JOSÉ ISAAC DUARTE
do artista em questão, estarão também à venda pequenas lembranças e outros objectos e peças de arte originais. “Para além dos artistas do nosso espólio, há artistas locais convidados que, no caso desta exposição são cinco. Mas teremos oportunidades para convidarmos muito mais, até porque vamos fazer mais exposições no futuro. Depois há sempre um artista especial convidado, que poderá ter uma exposição individual e que ficará a cargo do quiosque”, explicou Victor Hugo Marreiros, último elemento a entrar no projecto da Galeria Amagao. “Sou o último elemento a entrar na equipa e neste projecto, a convite da Galeria 57. Para mim é um percurso normal, depois de estar a trabalhar em Macau como designer e artista durante 40 anos, a promover tudo o que são actividades culturais e artísticas. Acho que esta é uma equipa furiosa, no bom sentido, em termos de trabalho. Eu trabalho por e para o prazer e sempre gostei de trabalhar com esta equipa. Já estou reformado mas não sou preguiçoso, e queria dedicar mais tempo à arte. É um projecto bonito e vem na sequência de tudo o que tenho
Num contexto em que os constrangimentos causados pela pandemia de covid-19 se alongam há já mais de dois anos, Lina Ramadas aponta as dificuldades existentes para o transporte das obras de arte provenientes do exterior. “Há muitas dificuldades na alfândega e o custo do transporte é caríssimo”, começou por partilhar. Contudo, o maior problema, confessa, é mesmo o facto de ser impossível trazer os artistas lusófonos e de outras paragens, para Macau, já que enquanto portadores de passaporte estrangeiro estão impedidos de entrar no território. Para além disso, projectos que envolvem intercâmbios com outras galerias lusófonas terão de esperar por melhores dias. “Em quase todos os países lusófonos temos galerias amigas e uma vasta rede de contactos. Há dois anos chegámos a ter um projecto de intercâmbio que consistia em ter uma exposição itinerante que iria passar por vários países. Mas agora, [por causa da pandemia], está na gaveta. Nesta fase temos de ter imaginação e aguardar. Quando as coisas melhorarem cá estaremos
“Nesta fase temos de ter imaginação e aguardar. Quando as coisas melhorarem cá estaremos para mais projectos.” LINA RAMADAS
“Quanto mais a porta se fechar, mais cores temos de colocar na nossa vida. É esse o serviço que queremos prestar.” VICTOR MARREIROS
para mais projectos”, apontou Lina Ramadas. Apesar disso, Victor Marreiros sublinha que “quem corre por gosto não cansa” e que, quanto mais difícil for a situação e os constrangimentos impostos pela pandemia, mais importante será que a Galeria Amagao tenha a capacidade de dar mostras de vitalidade e colorir a vida de Macau e dos seus habitantes. “Quanto mais a porta se fechar, mais cores temos de colocar na nossa vida. É esse o serviço que queremos prestar. Ou seja, divulgar os artistas lusófonos e colorir a vida de todos nós. Quanto mais difícil está o mundo, mais queremos ser um elemento que ajuda a pôr cor na vida de todos, em Macau e não só”, vincou. Os responsáveis pelo novo projecto esperam ainda que, tratando-se também de um negócio, “o mercado de Macau ganhe com isso”, esperando que o feedback seja positivo. O espectro de preços das mais de 90 obras que podem ser vistas actualmente na exposição “Cor Lusofonia” varia entre as 500 e as 400 mil patacas. Pedro Arede
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COVID-19 BOLSAS ISENTAM DE TAXAS EMPRESAS EM ÁREAS AFECTADAS POR SURTOS
Contenção de danos O Governo tenta minimizar o impacto dos novos surtos pandémicos na economia do país
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S três bolsas de valores da China continental isentaram de algumas taxas as empresas localizadas em áreas onde houve surtos de covid-19, para aliviar o impacto económico das medidas de confinamento aplicadas no país. A Bolsa de Valores de Shenzhen anunciou a isenção do pagamento de três taxas a todas as empresas cotadas no mercado, estendendo assim uma medida que já era aplicada às companhias com sede nas províncias de Shaanxi, Henan e Tianjin, segundo a agência oficial chinesa Xinhua. Esta decisão soma-se às isenções, anunciadas na quinta-feira, pelas bolsas de valores de Xangai e Pequim, para empresas de
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China está disposta a trabalhar com a África do Sul para impulsionar as suas relações para um nível mais profundo, com maior qualidade e mais amplo alcance, disse o Presidente chinês, Xi Jinping, na sexta-feira. Xi fez estas declarações durante sua conversa telefónica com o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, informa a agência estatal Xinhua. Ao assinalar que a China e a África do Sul compartilham uma relação amistosa especial de camaradas e irmãos, Xi disse que consolidar e desenvolver as suas relações é de grande signi-
Irmãos e camaradas
China quer aprofundar relações com África do Sul, diz Xi Jinping
ficado para guiar as relações entre a China e a África, assim como a solidariedade e a cooperação entre os países em desenvolvimento. As duas partes devem continuar a apoiar-se firmemente em assuntos relacionados aos interesses fundamentais e às principais preocupações de cada um, intensificar os esforços para implementar os nove programas do Fórum de Cooperação China-África e o plano estratégico de cooperação de 10 anos entre os dois países,
assim como esforçar-se por novos êxitos na cooperação bilateral em diversas áreas, disse Xi. A China dá as boas-vindas a mais importações de produtos sul-africanos de alta qualidade, apoia as duas partes na expansão da cooperação em campos emergentes como novas energias e comércio electrónico, e incentiva as empresas chinesas a realizarem cooperação em investimentos na África do Sul e ajudar o país africano
a obter os objectivos de desenvolvimento da nova iniciativa de investimento, disse Xi, citado pela Xinhua. A China está disposta a discutir a cooperação na produção de vacinas com a África do Sul e a apoiar a África do Sul e outros países africanos na sua luta contra a covid-19, disse Xi. Xi observou que a China, que preside ao BRICS este ano, está disposta a trabalhar com a África do Sul para manter o impulso de desen-
volvimento do mecanismo de cooperação do BRICS, construir uma parceria de alta qualidade mais abrangente, mais próxima, mais pragmática e inclusiva, realizar o desenvolvimento dos países membros e promover um desenvolvimento global mais forte, verde e saudável.
Sentimentos recíprocos
Ramaphosa disse que gostaria de estender mais uma vez as suas felicitações pelo centenário do Partido Comunista da China e pelos bem-sucedidos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Pequim. Mencionando que a China é uma confiável e
verdadeira parceira e amiga da África do Sul, bem como dos países africanos, Ramaphosa agradeceu à China por manter uma posição justa e fornecer assistência valiosa para a África do Sul e os países africanos para ajudá-los a superar conjuntamente as dificuldades. A África do Sul adere firmemente à política de Uma Só China e apoia firmemente a posição da China sobre a questão relacionada com o Tibete e outras questões importantes, disse Ramaphosa.
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Shenzhen, Mongólia Interior, Guangdong, Jilin e Xangai, algumas das áreas mais afectadas pelos surtos das últimas semanas, que levaram o número de novas infecções a voltar a níveis só vistos no início de 2020. Estimativas iniciais, que apenas levaram em conta as isenções das taxas da Bolsa de Valores de Pequim e da Bolsa Nacional de Acções chinesa (para pequenas e médias empresas), indicam que as empresas poderão poupar mais de 45 milhões de yuan. As empresas que se listem este ano poderão também beneficiar das mesmas isenções.
Com tranquilidade
Na quarta-feira, o Governo chinês tentou tranquilizar os investidores com a promessa de mais apoio ao sector imobiliário, empresas do sector digital e empresários em dificuldades, depois de as firmas do país registarem fortes perdas em bolsa. O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse na semana passada que o Governo espera gerar até 13 milhões de novos empregos este ano,
DUAS MORTES A China registou duas mortes relacionadas com a covid-19, nos primeiros óbitos desde Janeiro do ano passado, anunciaram sábado as autoridades sanitárias. As mortes, ambas na província de Jilin, no nordeste da China, elevam o número de óbitos causados pelo SARS-CoV-2 no país para 4.638. As autoridades locais proibiram as deslocações, sendo necessária uma autorização da polícia para atravessar as fronteiras da província.
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UCRÂNIA KIEV APELA A PEQUIM PARA "CONDENAR BARBÁRIE RUSSA"
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Estimativas iniciais (...) indicam que as empresas poderão poupar mais de 45 milhões de yuan para ajudar a reverter uma crise económica. Analistas dizem que o Partido Comunista provavelmente terá dificuldades para cumprir a sua meta oficial de crescimento económico, de 5,5 por cento, a menor desde a década de 1990. A Comissão Nacional de Saúde da China confirmou ontem a detecção de 1.737 novos casos de covid-19 nas 24 horas entre sábado e domingo, 1.656 deles por contágio local. O número mantém a tendência de queda iniciada na semana passada, altura em a China registou 3.507 casos na última terça-feira, o número mais alto desde o início de 2020. As províncias com o maior número de casos de transmissão comunitária foram Jilin (nordeste, 1.191), Fujian (sudeste, 158), Shandong (leste, 51) e Guangdong (sudeste, 51).
Ucrânia apelou sábado à China para que "condene a barbárie russa", após novos ataques, inclusive com um novo míssil hipersónico anunciado pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, que fez dezenas de mortos. Os ataques aéreos russos sucederam-se, novamente, a um ritmo acelerado durante o dia em Mykolaiv, uma cidade no sul da Ucrânia onde dezenas de soldados foram mortos na sexta-feira num ataque contra um quartel do exército, segundo o governador local Vitaliy Kim, através das redes sociais. De acordo com a agência France-Presse, Vitaliy Kim não avançou detalhes sobre a extensão dos danos ou o número de eventuais vítimas No oeste do país, o ministro russo da Defesa afirmou ter utilizado novos mísseis hipersónicos "Kinjal", vangloriados por Vladimir Putin, para destruir um depósito de
armas subterrâneo. "A Ucrânia, infelizmente, tornou-se um campo de testes para todo o arsenal de mísseis russos", afirmou o porta-voz da Força Aérea ucraniana, Iouri Ignat, em declarações ao ‘site’ Ukraïnska Pravda. Num vídeo divulgado sábado na rede social Facebook, o governador
Vitaliy Kim disse que os russos "realizaram covardes ataques com mísseis contra soldados adormecidos”, acrescentando que ainda está em curso uma operação de resgate, após a destruição de um quartel militar em Mykolaiv. Segundo a agência France-Presse, um outro militar estimou que o ataque pode ter provocado 100 mortos.
TAIWAN NAVIOS DE GUERRA DA CHINA E EUA ATRAVESSAM ESTREITO
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M porta-aviões chinês e um navio de guerra dos Estados Unidos atravessaram sexta-feira o Estreito de Taiwan, que separa a Formosa da China continental, antes de os líderes chinês e norte-americano falarem por telefone. Citado pela agência France-Presse (AFP), o
Ministério da Defesa de Taiwan confirmou a passagem do porta-aviões chinês Shandong pelo Estreito de Taiwan. “Ressaltamos que estamos alerta e a monitorizar todos os porta-aviões e navios do ELP (Exército de Libertação Popular da China) que operam nas
proximidades do Estreito de Taiwan”, informou o ministério. O Departamento de Defesa dos EUA anunciou também a passagem de um contratorpedeiro pelo Estreito de Taiwan no mesmo dia. O anúncio do Ministério da Defesa de Taiwan foi feito antes da conversa entre os chefes de Estado norte-americano e chinês. De acordo com a imprensa chinesa, o líder do país, Xi Jinping, disse ao seu homólogo norte-americano, Joe Biden, que os conflitos militares entre os Estados “não são do interesse de ninguém”. Em particular, sublinhou
que compete aos Estados Unidos e à China, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, assumirem as suas “responsabilidades internacionais e trabalhar pela paz (...) no mundo”. A passagem de navios de guerra no Estreito de Taiwan, com 180 quilómetros de largura, é frequente. O Shandong navegou anteriormente pelo estreito, em Dezembro de 2020, um dia após a passagem de um navio de guerra dos EUA. O mesmo porta-aviões cruzou o Estreito em Dezembro de 2019, poucas semanas antes das eleições presidenciais em Taiwan.
ÁSIA-PACÍFICO LE YUCHENG PEDE VALORIZAÇÃO DA PAZ
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vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Le Yucheng, pediu este sábado aos países da Ásia-Pacífico que valorizem a paz, trabalhem juntos em unidade e procurem construir um futuro de benefício mútuo para a região. "A crise da Ucrânia mantém o mundo nos limites. Fornece também um espelho para observarmos a situação na Ásia-Pacífico", disse Le no 4.º Fórum Internacional sobre Segurança e Estratégia, citado pela Xinhua. A Ásia-Pacífico é uma âncora para a paz e estabilidade mundiais, um motor para o crescimento global e um novo marco na cooperação internacional, disse o responsável. "Uma situação tão promissora não veio facilmente e deve ser apreciada por todos os lados."
Le pediu que todos os países da região valorizem a paz e não prejudiquem a tranquilidade regional; respeitem-se uns aos outros e não interfiram livremente nos assuntos internos dos outros; promovam a unidade e cooperação e não criem divisão e confrontação; e busquem a independência e a auto-força e não deixem que outros decidam nosso futuro. "A China está disposta a trabalhar com todos os países da Ásia-Pacífico sob a bandeira do verdadeiro multilateralismo para promover a paz duradoura, o desenvolvimento comum e o regionalismo aberto e, em conjunto, abrir perspectivas mais brilhantes para a comunidade da Ásia-Pacífico com um futuro compartilhado", disse o vice-chanceler chinês.
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Aviso Candidatura ao Programa de Co-financiamento FDCT - NSFC 2022 De acordo com o “Plano de Trabalho sobre o Desenvolvimento de Co-financiamento para a Investigação Científica”, anexo ao “Memorando de Entendimento sobre a Cooperação e o Intercâmbio Científico e Tecnológico entre o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia de Macau e a Fundação Nacional da Ciência Natural da China”, o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia de Macau (FDCT) e a Fundação Nacional da Ciência Natural da China (NSFC) realizam em conjunto o programa de co-financiamento aos projectos de investigação científica de 2022. (I) Prioridade do apoio Conceder apoio financeiro aos projectos de investigação básica ou aplicada propostos conjuntamente por investigadores do Interior da China e de Macau, e as áreas prioritárias incluem ciência da informação, investigação da medicina tradicional chinesa e estudos farmacêuticos, ciência marinha, ciência ambiental, ciência biológica, ciência de novos materiais e ciência espacial. (II) Método e condições de candidatura (1) A entidade candidata de Macau deve negociar com o parceiro do Interior da China o conteúdo e o plano de investigação, a divisão de tarefas, assinar um acordo ou memorando de cooperação, preencher o plano de candidatura, e apresentar a candidatura junto ao FDCT no prazo indicado. (2) O montante máximo requerido é de 2,5 milhões de patacas, com a duração máxima de três anos, atribuído em prestações. A entidade beneficiária da parte de Macau deve executar os projectos em conformidade com a Declaração de Consentimento do Apoio Financeiro assinada com o FDCT. (3 O parceiro do Interior da China deve declarar simultaneamente à NSFC. Encontram-se os detalhes de declaração nos regulamentos relevantes da NSFC. (III) Processo de avaliação (1) Findo o prazo de candidatura, o FDCT e a NSFC verificarão conjuntamente a lista de projectos. Serão admitidos como “Projectos FDCT- NSFC” os projectos que estejam incluídos tanto na lista de projectos do FDCT como na lista de projectos da NSFC. (2) O FDCT e a NSFC procedem à avaliação dos projectos admitidos separadamente. O procedimento de avaliação do FDCT para este tipo de projectos é o mesmo que os actuais projectos de investigação científica, e será dada prioridade. (3) O FDCT e a NSFC irão organizar um júri, composto por especialistas dos campos académicos relacionados dos dois lugares. Será realizada a avaliação final dos projectos candidatos, combinando com os resultados das respectivas avaliações de ambas as partes; com base nos resultados da avaliação conjunta do júri e através de consultas, ambas as partes determinarão os projectos a serem financiados e o montante do apoio financeiro. A lista de projectos co-financiados será divulgada por ambas as partes ao mesmo tempo. (IV) Período de candidatura De 21 de Março a 22 de Abril de 2022. (V) Método de candidatura Por favor, preencha o plano de candidatura no sistema online de candidatura a apoio financeiro. Endereço: Avenida do Infante D. Henrique, n º 43-53A, Edf. “The Macau Square” 11 º andar K, Macau; telefone de consulta: 28788777, fax: 28722680, e-mail: saf@fdct.gov.mo. Presidente do Conselho de Administrativo do FDCT Chan Wan Hei 18 de Março de 2022
EDITAL
Edital n.º : 5/E-OI/2022 Processo n.º : 43/OI/2022/F Assunto : Início de audiência pela infracção às disposições do Regulamento Geral da Construção Urbana (RGCU) Local : Travessa Norte do Patane n.º 12, Edf. Mayfair Garden, Fase 1, Bloco IV, partes do terraço sobrejacentes às fracções 5.º andar E, 5.º andar F, 5.º andar G, 5.º andar H, Macau. Lai Weng Leong, Subdirector da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, no uso das competências delegadas pelo Despacho n.º 04/SOTDIR/2022, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.º 7, II série, de 16 de Fevereiro de 2022, faz saber que ficam notificados os donos das obras e os proprietários dos locais acima indicados, cujas identidades se desconhecem, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que nos locais acima indicados realizaram-se as seguintes obras não autorizadas, as quais infringiram o disposto no n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 79/85/M (RGCU) de 21 de Agosto, alterado pela Lei n.º 6/99/M de 17 de Dezembro e pelo Regulamento Administrativo n.º 24/2009 de 3 de Agosto, pelo que as mesmas são consideradas ilegais: 1.1 1.2 1.3 1.4
Obra Instalação de um tubo metálico de abastecimento de água e de um tubo de plástico de drenagem de esgoto na parte do terraço sobrejacente à fracção 5.º andar E. Construção de um pavimento de betão na parte do terraço sobrejacente à fracção 5.º andar F. Construção de um pavimento de betão na parte do terraço sobrejacente à fracção 5.º andar G. Construção de um pavimento de betão na parte do terraço sobrejacente à fracção 5.º andar H.
2. Nestas circunstâncias e nos termos dos artigos 52.º, 53.º e 65.º do RGCU, ordena aos infractores que procedam à demolição das obras ilegais referidas no ponto 1 e à reposição das partes afectadas de acordo com o projecto aprovado por esta Direcção de Serviços, e informa que incorrem em infracção sancionável com multa de 1 000,00 a 20 000,00 patacas. 3. Nos termos dos artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M de 11 de Outubro, os interessados podem apresentar a sua defesa por escrito e demais provas para se pronunciar sobre as questões que constituem objecto do procedimento, bem como requerer as diligências complementares referidas no ponto 4, no prazo de 10 (dez) dias contados a partir da data da publicação do presente edital. 4. Os interessados podem mandar demolir as obras acima indicadas por sua iniciativa, no entanto, devem apresentar nesta DSSOPT o respectivo pedido de demolição, cujos trabalhos só podem ser realizados depois da sua aprovação. A conclusão dos referidos trabalhos deverá ser comunicada à DSSOPT para efeitos de vistoria. 5. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227). RAEM, 15 de Março de 2022 Pelo Director dos Serviços, Subst.º O Subdirector Lai Weng Leong
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De onde vieram as flores de Jin Nong PAULO MAIA E CARMO texto e ilustração
«Quanto mais velha a ameixieira mais ela se parece animar,/ Na torre da estalagem da montanha parece estar alguém a observar;/ A pureza que desponta inteiramente durante o frio é firme e sem limites,/ E ele começa a suspeitar que a sua anterior encarnação era o próprio brilho do luar.»
Lin Bu (967-1028) o poeta da ilha do monte Gushan (a colina solitária) na área do Lago do Oeste em Zhejiang, nunca casou nem teve filhos mas diz-se que tomou um grou como filho e as flores de ameixieira como esposas (hezi, meiqi). Esse amor pelas flores está presente nos seus poemas, como em Flores de Ameixieira: «Só tu floresces, sozinha quando as flores murcham perto e longe,/Tu a rainha de todo o jardim dia e noite./ Sombras espalhadas, inclinadas sobre águas claras, pouco profundas./ A tua melancólica fragrância flutua ao entardecer à pálida luz do luar./ Olhando a tua pureza, pássaros brancos pousam e observam,/Sabendo da tua doçura, borboletas perdem o coração, / Feliz do poeta que pode compartilhar a tua alegria,/ Esqueçam as sandálias barulhentas e as taças douradas dos apreciadores do vinho.» Desde o tempo dos Tang tardios que se aceitava a existência de letrados cultos que, solitários, se podiam dedicar à cultura e não eram obrigados a servir como funcionários mas o caso de Lin Bu seria exemplar. Desde cedo orfão viajou ao deus dará até se fixar em Gushan onde, segundo os biógrafos, se dedicou a ter «diálogos puros» (qingtan) com visitantes da mesma vontade, nunca saindo sequer durante vinte anos, para ir à cidade próxima de Hangzhou. Embora pelos seus poemas a sua fama se espalhasse, conta-se que não quis deixar manuscritos por receio de se tornar famoso. No entanto, por alturas do Ano Novo, o imperador
Zhenzong (r.995-1022) mandava enviados inquirir da sua saúde. E a saudade dele perduraria. Um funcionário da corte chamado Wang Yuezeng (1706-62) pedindo uma pintura a um célebre pintor, escreveu: «A Primavera chegou ao Lago do Oeste,/ Ele só deseja um grou como companheiro./ Quem pode pintar o encanto do Mundo com um pincel,/ Deveriamos pedir ao próprio Lin Bu o seu autoretrato?» Jin Nong era o destinatário do pedido e falar-lhe desse poeta ser-lhe-ia certamente agradável. Ele escreveu numa pintura: «Na minha cidade natal existia uma dúzia de ameixieiras junto de um pavilhão deserto no sopé do monte Gushan. Árvores com formas diferentes que, dizse, foram plantadas pelo imortal Lin Bu. Cada vez que florescem ameixieiras encanta-me sempre olhar para elas e compôr poemas logo a seguir. Agora que vivo em Yangzhou, recordo cenas desses anos passados e habitualmente, pinto-as de novo. Acredito que ainda mantêm o seu estilo arcaico.» Na pintura datada de vinte de Janeiro de 1760, quando as flores estão no auge, e que hoje se conserva no Smithonian (rolo vertical, tinta e cor sobre papel, 130,2 x 28,2 cm) ele usa os produtos próprios da maquilhagem, como o lápis preto dos olhos e o pó vermelho para as faces, sabendo que as flores de ameixieira, porque identificadas com a beleza feminina, são sempre evocadas em contextos românticos de forte sensualidade, como tão bem Lin Bu sabia.
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56“COMMON SENSE” | THOMAS PAINE
5 4 8 9 0 1 3 6 3 6panfleto 0 5“Common 2 9 7Sen4 O histórico 7 6 para 0 3a Declaração 8 4 2 se” foi 1 o rastilho de Independência dos Estados 2 3 7 1 4 5 9Uni8 dos, mas o seu conteúdo extravasa 9 8de 2luta4 independentista 6 7 0 5 o contexto contra 0 o Reino Unido. raízes 1 4 2 7 Com 6 5 9 filosóficas bem enterradas em solo 8 9Thomas 3 7 Paine 1 2discorre 6 0 Iluminista, sobre o4conceito 2 5 de8 “Estado 9 3 de1 Na7 tureza”,7deriva do paradigma moral 5 1 6 8 0 2 3 de Hobbes, e a violência de Esta6 0 por9 um 3 império. 5 4 8Paine 1 do exercida interrogava-se “como poderia uma ilha governar eternamente um con58três séculos antes do imtinente”, pério norte-americano 7 9 4 3 0alastrar 8 2a sua 5 influência global. “Common Sense” 6 5 0 universal, 7 3 2 sempre 1 8 é um documento actual, 1 que8descreve com elegância 3 9 4 6 5 2 e simplicidade a sede insaciável dos 2 1 5 8 9 João 7 4 0 povos pela liberdade. Luz
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ai, portugal, portugal
André Namora
A GUERRA É NOS SUPERMERCADOS
GUERRA, GUERRA, guerra é a palavra constante nos noticiários radiofónicos e televisivos. O cenário na Ucrânia é cada vez mais chocante e os bombardeamentos russos não têm cessado. As negociações entre as partes continuam e ainda há uma leve esperança que o cessar fogo se torne uma realidade. A guerra na Ucrânia pode ter muito que se lhe diga e as opiniões dos comentadores divergem. Contudo, a guerra em Portugal é bem diferente e os mesmos noticiários não lhe têm dado a importância devida. Essa guerra situa-se nos supermercados das mais diversas formas. A invasão da Ucrânia agravou o custo dos produtos que consumimos e que diariamente sobem em flecha. Na batalha para ver quem paga, muitos produtores já preparam uma guerra com os supermercados. As famílias fazem contas à vida e mais de metade dos gastos são nos bens necessários. Todos os produtos estão a ficar mais caros e em muitos locais já se raciona o óleo de girassol. Não vendem mais do que três unidades por cliente. Os frescos aumentam porque os agricultores dizem que estão pela hora da morte e precisam urgentemente de apoio governamental. A carne e o peixe nem pensar em comprar diariamente. O preço subiu assustadoramente. Os pescadores dizem que têm de parar a faina devido ao insuportável preço do gasóleo. Esta, é outra história lamentável existente em Portugal. O exagerado preço dos combustíveis não tem compreensão. O preço está cheio de impostos para isto e aquilo. O governo anunciou que o IVA iria
baixar, mas nada acontece. O preço do crude há mais de uma semana que tem baixado e o preço do barril já está abaixo dos 100 dólares, mas as gasolineiras portuguesas nem um cêntimo baixaram no preço de venda ao público. Assim é roubar os portugueses e muitos utentes já tiveram de deixar o carro estacionado, com o litro de gasolina a mais de dois euros por litro. Até o grande número de pessoas que têm animais domésticos têm tido os maiores problemas para fazer frente ao aumento dos preços. Um saco de 20 kg de comida para cão aumentou de um dia para o outro de 27 para 30 euros e o preço por quilo da ração para pintos, um dos produtos mais vendidos, subiu 40 por cento. Uma guerra deste tipo entre o consumidor e o vendedor é grave e não está a merecer a atenção que lhe é devida. Não se pode entrar num supermercado, é o leite, o pão, os iogurtes, a fruta, os vegetais, tudo está mais caro e anunciam que os aumentos não vão parar. Dizem que é por causa da guerra da Ucrânia, mas o que é que os agricultores que deviam plantar girassol, trigo e milho como antigamente tínhamos o Alentejo cheio, têm a ver com a guerra da Ucrânia. Há quem pense que está a haver muito aproveitamento explorador, mesmo sabendo-se que a Ucrânia e a Rússia produzem 50 por cento do óleo de girassol do mundo. O que podemos dizer-vos é que o preço dos alimentos bateu o recorde de sempre. Os reflexos das dificuldades que se sentem na vida dos portugueses acontecem um
Uma guerra deste tipo entre o consumidor e o vendedor é grave e não está a merecer a atenção que lhe é devida. Não se pode entrar num supermercado, é o leite, o pão, os iogurtes, a fruta, os vegetais, tudo está mais caro
pouco pela Europa fora. Os transportes marítimos encareceram, o mesmo acontece com o preço das viagens aéreas. Um exemplo: trazer um contentor da China para o Norte da Europa custava 2 mil dólares há pouco mais de um ano e hoje custa 14 mil euros. Os especialistas não nos fornecem explicações plausíveis e muito menos, o que poderá acontecer no futuro. O que sabemos é que o arrastamento da guerra na Ucrânia só pode piorar a situação, mas ninguém admite que a pressão sobre os preços desapareça este ano. Antes pelo contrário: os próximos meses serão de agravamento, de racionamentos e,
em alguns casos, de risco de escassez. E não nos podemos esquecer que a maior fatia dos orçamentos familiares é destinada à alimentação e bebidas, que em média representa, segundo o Instituto Nacional de Estatística, 20 por cento dos gastos. Há muitas famílias assustadas, algumas já pediram apoio às Juntas de Freguesias e às Santas Casas de Misericórdia, à Cáritas e são frequentadoras assíduas do Banco Alimentar. Como referimos, não se compreende como é que o Alentejo abandonou o trigo, milho, girassol e outros produtos que em tempos passados dava e sobrava para alimentar Portugal. No Alentejo já assistimos a padarias a aumentar três vezes o preço do pão em poucos meses, porque a farinha de há um ano a esta parte aumentou para o dobro no preço. No meio desta lacuna alentejana, o povo português já dependia da Rússia e da Ucrânia que são os maiores produtores mundiais de trigo. Obviamente que no epicentro da alta dos preços estão as matérias-primas mais omnipresentes na economia: o petróleo e o gás natural. Daí o aumento do preço da energia e seus derivados. Até o papel higiénico está a subir de preço incrivelmente porque o gás natural serve para produzir ar quente e é preciso secar o papel. Há produtores de papel higiénico que já estão a gastar 10 vezes mais que anteriormente na produção. Vivem-se momentos de algum desespero e como vimos não é só na Ucrânia. Naturalmente que se trata de um sofrimento diferente, mas a fome também mata.
“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.” PALAVRA DO DIA
Friedrich Nietzsche
segunda-feira
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UCRÂNIA MARTA TEMIDO QUER ESTADO VACINAL DE REFUGIADOS
NOVO BANCO NOVA INJECÇÃO “NÃO SE JUSTIFICA” DIZ CENTENO
ministra da Saúde, Marta Temido, disse ontem que os serviços portugueses de saúde vão ter em atenção o estado vacinal de todas as pessoas que cheguem a Portugal, provenientes da Ucrânia. “Sabemos que há doenças que estão mais presentes nesse território, designadamente sarampo, tuberculose multirresistente e poliomielite, que os planos vacinais das pessoas poderão não estar actualizados”, referiu a governante, no final da inauguração do novo bloco operatório do Hospital Distrital da Figueira da Foz, que comemorou o 50.º aniversário. Segundo Marta Temido, até à última quinta-feira, Portugal recebeu 13.200 pessoas requerentes de protecção temporária, das quais quase 5.000 são crianças, “daí preocupação especial, porque podem ser crianças na idade de cumprirem ainda o seu processo normal de vacinação”. A ministra da Saúde adiantou que, daquelas 13.200 pessoas, cerca de 11.000 já têm número de utente emitido para que possam ter acesso aos cuidados de saúde, de forma a garantir “a melhor atenção para aquilo que pode ser o problema maior que podem ter na sua saúde”.
governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, mostra-se convicto de que o Novo Banco não tem razões para um novo pedido de capital ao Fundo de Resolução, tendo a expectativa de que não irá haver uma nova injecção. “O Novo Banco ao longo de 2021 tinha todos os instrumentos e teve todos os instrumentos para garantir que o mecanismo contingente de capital não é accionado neste momento e eu acho que isso é fácil de demonstrar e daí a nossa expectativa de que não vai haver nenhuma injecção de capital este ano no Novo Banco”, afirmou o responsável do Banco de Portugal, em entrevista ao Observador. O Novo Banco anunciou, em 9 de Março, que vai pedir mais uma injecção de capital de 209 milhões de euros ao Fundo de Resolução relativa a 2021, justificando a necessidade com o impacto do novo regime de contabilidade e com uma contingência relacionada com tributação dos seus imóveis. “Face aos três ingredientes mais importantes que aconteceram em 2021 que foram os lucros, o fim do período de reestruturação do ponto de vista técnico e a nova imagem corporativa que, e bem, o Novo Banco decidiu lançar, tudo isto leva-me a ter uma convicção grande de que o accionamento do mecanismo não se justifica face à realidade do banco em 2021”, referiu Mário Centeno.
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Para a organização chinesa, a visita a Macau pretende que “mais jovens talentos tenham a oportunidade de seguir os passos de pilotos de Fórmula 1 famosos como Senna, Schumacher e Hamilton”
Não há duas sem três FIA confirma data da F3 e F4 China anuncia corrida no Grande Prémio de Macau
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A passada sexta-feira, o organizador do Campeonato da China de Fórmula 4 divulgou nas redes sociais o calendário da temporada de 2022 que inclui a prova final, pelo terceiro ano consecutivo, no Circuito da Guia. Um dia depois, no sábado, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) confirmava a data da Taça do Mundo de Fórmula 3 em Macau. O calendário da F4 chinesa deste ano, que se estende de Junho a Novembro, contempla quatro eventos, num total de catorze corridas. O organizador, o Mitime Group, uma subsidiária do grupo automóvel Zhejiang Geely Group, colocará de lado o Circuito Internacional de Zhuhai, que nos últimos dois anos foi o coração do campeonato, para regressar ao circuito de Fórmula 1 de Xangai para a prova de abertura. O circuito Ningbo, que pertence ao Mitime Group, e um circuito citadino a realizar em Pingtan, na Província de Fujian, a que se junta a visita a Macau, completam o calendário. De acordo com a informação publicada, na derradeira prova da temporada na RAEM, “haverá duas
corridas e os pilotos irão receber pontos a dobrar”. Diz também o comunicado que “o Campeonato Shell Helix da China de Fórmula 4 da FIA de 2022 é apoiado pela Associação Geral Automóvel de Macau-China. As duas corridas de Fórmula 4 do Grande Prémio de Macau terão como ensaio as três primeiras provas da temporada.” Para a organização chinesa, a visita a Macau pretende que “mais jovens talentos tenham a oportunidade de seguir os passos de pilotos de Fórmula 1 famosos como Senna, Schumacher e Hamilton, e gravar os seus nomes no Hall of Fame do lendário Grande Prémio de Macau”. Ao contrário das congéneres de todo o mundo, a Fórmula 4 irá ainda manter os mesmos antigos chassis Mygale, motorizado com blocos de 2 litros da Geely, cuja homologação foi estendida até 2023. As duas únicas vezes que a Fórmula 4 marcou presença no maior cartaz desportivo de Macau a vitória ficou na casa, com Charles Leong Hon Chio a vencer nas duas ocasiões.
Macau no calendário internacional
O Conselho Mundial de Automobilismo da FIA confirmou a
data do evento com uma curta menção no comunicado de imprensa de sábado: “A data da Taça do Mundo de Fórmula 3 da FIA 2022, a realizar em Macau, está confirmada para 17 a 20 de Novembro”. A presença da Taça do Mundo no Calendário Internacional da FIA não quer dizer por si só que a prova, que já não acontece desde 2019, se realizará este ano. Recorde-se que no ano passado, a Taça do Mundo de Fórmula 3 da FIA foi colocada no Calendário Internacional para meses depois ser retirada, pois não foram encontradas as condições para a RAEM aliviar as restrições de entrada de estrangeiros no território. Recentemente, Pun Weng Kun, coordenador da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau e presidente do Instituto do Desporto, em declarações à TDM, mencionou novamente as intenções da organização do evento em trazer de volta concorrentes estrangeiros. O dirigente deu como exemplo o sucesso da ‘bolha’ sanitária anti-covid-19 implantada durante os últimos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim. Sérgio Fonseca
BESA ÁLVARO SOBRINHO TEM 10 DIAS PARA PAGAR CAUÇÃO DE 6 MILHÕES
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ex-presidente do Banco Espírito Santo Angola (BESA) tem 10 dias úteis, a contar da passada sexta-feira, para pagar a caução de seis milhões de euros imposta pelo juiz Carlos Alexandre, esclareceu o Conselho Superior da Magistratura.
Em resposta à agência Lusa sobre qual o prazo dado a Álvaro Sobrinho para pagar aquela caução, após ter ficado na quinta-feira sujeito a esse pagamento e impedido de sair de Portugal, enquanto não prestar caução, o Conselho Superior
da Magistratura (CSM) explicou que o juiz (Carlos Alexandre) não fixou prazo e que por isso conta o prazo supletivo de 10 dias úteis. Decorrido o prazo, e caso a caução não seja paga, as medidas de coação serão reavaliadas imediatamente
pelo juiz Carlos Alexandre, adiantou o CSM. Em relação ao prazo para o ex-presidente do BESA entregar os passaportes, é de cinco dias úteis. Álvaro Sobrinho foi interrogado na quinta-feira pelo juiz Carlos Alexandre, no
Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, e, segundo nota do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), ficou sujeito às seguintes medidas de coação: prestação de uma caução no montante de seis milhões de euros, proibição de
se ausentar do país até à data em que preste integralmente a caução, obrigatoriedade de se apresentar trimestralmente perante as autoridades portuguesas e proibição de se ausentar da zona Schengen, com a concomitante entrega imediata dos passaportes.