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Hoje Macau 21 DEZ 2015 #3479

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Médica macaense não é caso único Página 6

s e g u n d a - f e i r a 2 1 d e d e z e m b r o d e 2 0 1 5 • ANO X V • N º 3 4 7 9

pearl horizon proprietários fazem protesto que acaba em pancadaria página 7

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manifestações pela habitação e sufrágio universal pouco animadas

Vozes de Inverno Poucos mas empenhados. São a voz dos que não se conformam com o modo como Macau é governado actualmente. Ligações empresários-Governo constituíram o núcleo duro dos protestos. Páginas 4-5

Agência Comercial Pico • 28721006

raem 16 anos saúde

chui sai on agradece à china de todo o coração

Mop$10

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Director carlos morais josé


política

O Chefe do Executivo assegura que 2016 vai trazer mais oportunidades para Macau ainda que a economia “continue a sofrer pressões externas”. Para já, a palvara de ordem é de “estabilidade” e mais espaço de jurisdição traz mais desenvolvimento a Macau

hoje macau segunda-feira 21.12.2015

RAEM 16 anos Chui Sai On exalta apoio do Governo Central

A nossa tábua de salvação nível relativamente baixo, a economia apresenta novo dinamismo e Macau mantém um cenário estável e harmonioso”, afirmou, acrescentando que “olhando para o novo ano, Macau continuará a ser influenciado pelo ambiente complexo e inconstante do exterior, contudo as oportunidades e desafios continuarão a co-existir”. Chui Sai On fez questão de dizer que o território deve “valorizar

e proteger a inestimável estabilidade” de que goza actualmente, mas também deixou a promessa de melhorias, nomeadamente no que toca à identificação de algumas insuficiências que possam existir. Dando a delimitação das áreas marítimas – anunciada na semana passada – como exemplo claro de apoio do Governo Central, Chui Sai On garantiu ainda que o Governo está empenhado em

aperfeiçoar os trabalhos complementares relacionados com este assunto, desenvolvendo estudos e análises, “assentes em critérios científicos”. “Esta iniciativa traduz um importante apoio do Governo Central à implementação da governação de Macau à luz da lei, ao aceleramento do desenvolvimento diversificado e adequado da economia de Macau, à promoção do aprofundamento

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hui Sai On exaltou - durante o discurso durante o içar das bandeiras de Macau e da China para assinalar o 16º Aniversário da Transição de Soberania de Macau - o apoio do Governo Central às políticas de Macau. O Chefe do Executivo admitiu que a economia de Macau vai sofrer com factores externos, mas mostra-se confiante numa recuperação. “Apesar da economia se encontrar actualmente numa fase de ajustamento, o seu funcionamento, em geral, continua saudável. As finanças públicas mantêm-se estáveis e firmes, a taxa de desemprego situa-se a um

Filipa Araújo

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Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

Chefe defende interactividade entre jogo e não jogo

A obrigação de diversificar O Chefe do Executivo, Chui Sai On, afirmou ontem que vai envidar todos os esforços para promover a interactividade entre elementos de jogo e não jogo, com o objectivo de Macau conseguir deixar de ser dominado por uma única indústria e assim alcançar o desenvolvimento diversificado da economia e das várias indústrias, bem como o desenvolvimento económico regional. Chui Sai On revelou que hoje parte para Pequim em missão oficial, onde será recebido pelos dirigentes nacionais, a quem apresentará o balanço dos trabalhos referentes ao ano de

2015. Chui aproveitará esta ocasião para ouvir as orientações dos líderes nacionais. O Chefe do Executivo agradeceu ao Governo Central pela aprovação do novo “Mapa da Divisão Administrativa da Região Administrativa Especial de Macau”, e ainda ao governo da província de Guangdong e do município da Zhuhai. Chui garantiu que Macau está pronto, em termos de pessoal, equipamentos e legislação, para lidar com a nova realidade da RAEM que passou a ter 85km2 de área marítima e nova delimitação terrestre segundo o novo mapa.

da cooperação regional e ao aperfeiçoamento da qualidade de vida dos cidadão”, frisou no discurso. “Temos a profunda consciência de que o actual desenvolvimento estável de Macau deve-se aos esforços conjuntos do Governo da RAEM e de todos os cidadãos, assim como, ao apoio do Governo Central às políticas de Macau e ainda às garantias sólidas proporcionadas pela Constituição e pela Lei Básica de Macau e às vantagens da política ‘um País, dois sistemas’. Devemos valorizar e proteger esta inestimável estabilidade que actualmente gozamos, bem como, devemos identificar e suprir as insuficiências que se verificarem na nossa actuação e tomar medidas para enfrentar as dificuldades, a fim de promover o desenvolvimento adequado e diversificado da economia.” No próximo ano, o Governo quer ainda, afirmou, desenvolver iniciativas relativas com o bem-estar da população, sendo esta uma das prioridades da Administração. O cerimónia realizou-se, como todos os anos, na Praça do Lótus Dourado e contou com a presença de 250 dirigentes do Governo e convidados.

Instado a comentar o desenvolvimento da indústria do jogo, Chui Sai On lembrou que, nas LAG para 2016, foram claros na apresentação dos valores registados nas receitas do jogo, que chegaram atingir 38 milhões por mês. No entanto nos últimos 18 meses têm vindo sempre a cair. Chui revelou ainda que para o orçamento do próximo ano estão previstos 200 mil milhões de patacas, representando uma média de 16,6 milhões mensais de patacas. O Chefe do Executivo lembrou que nos anos anteriores as receitas têm sido bastante positivas e permi-

tiram amealhar 570 mil milhões de patacas, não tendo havido contracção de dívidas ou emissão de títulos de divida, salientando a estabilidade financeira de Macau. Chui lembrou ainda os quatro desejos do presidente, entre os quais a diversificação da economia e o desenvolvimento sustentável. Para concretizá-los envidará todos os esforços para promover a interactividade entre elementos de jogo e não jogo, no sentido de Macau conseguir deixar de ser dominado por uma única indústria e assim alcançar o desenvolvimento diversificado da economia e das várias indústrias.

Transferência trouxe estabilidade

Tudo na maior Y

e Dabo, o comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China na RAEM, publicou uma carta no Jornal Ou Mun onde refere que a governação de Macau sob a China é estável e harmoniosa. “Depois da transferência de soberania de Macau, sob a orientação do Governo Central, a economia da RAEM mantém um desenvolvimento permanente, a sociedade local é harmoniosa e estável, a vida dos residentes teve melhorias e o número de cooperações internacional tem aumentado”, começou por dizer. “Os negócios de Macau no estrangeiro têm uma grande influência na forma como o mundo vê a região devido ao posicionamento global da China”, acrescentou o responsável. Além disso, referiu que “o destino da RAEM tem uma relação inseparável” com a China, pelo que se

o país ficar ainda mais forte, Macau crescerá com ele. “Nos últimos 16 anos, os chefes do Executivos visitaram vários países e organizações internacionais e isso permitiu que as cooperações com outros países se reflectissem positivamente na economia, cultura e ciência de Macau”, explicou. Ye Dabo continuou, dizendo que antes da transferência de Administração, Macau era “somente um membro de entre 50 organizações mundiais”, comparando com o actual posicionamento da região. “Macau é agora membro de mais de cem organizações internacionais, envolvendo várias áreas como a economia, educação e a saúde, etc”, disse. Até porque também já assinou, segundo Ye, “vários acordo bilaterais, especialmente na área judicial para proteger os direitos dos residentes no estrangeiro”. Tomás Chio

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Iong Kong Io, Ip Keng In, Alexis Tam e Vong Him Mui

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m dia de celebrações dos 16 anos da transferência de soberania, o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, deu posse à nova presidente do Instituto de Acção Social (IAS), Vong Yim Mui, e ao novo presidente do Fundo de Segurança Social (FSS), Iong Kong Io. Na tomada de posse, Vong Yim Mui falou de um “tempo novo” e prometeu trabalhos na luta contra a toxicodependência e vício do jogo e disse que iria avançar com a legislação sobre a violência doméstica, parada há anos. “Está na altura de dar início a um tempo novo, com a reestruturação e as novas funções. O IAS, sob a liderança dos meus antecessores, construiu uma base sólida para o desenvolvimento dos serviços sociais em Macau. No futuro o IAS irá fornecer apoio aos grupos sociais mais vulneráveis para reforçar a rede de apoio familiar e da comunidade”, referiu. “O Governo vai promover serviços de prevenção da toxicodependência

IAS e FSS Novos presidentes tomaram ontem posse

A chegada de um “tempo novo” Vong Yim Mui e Iong Kong Io tomaram ontem posse na direcção do Instituto de Acção Social e do Fundo de Segurança Social. Alexis Tam falou de “grandes desafios” e pediu mais respostas para o envelhecimento da população e distúrbio do jogo, optimizar o novo regime de apoio financeiro [a associações], apoiar os trabalhos de produção legislativa relativos à Lei de Prevenção e Correcção da Violência Doméstica e a protecção dos direitos dos idosos.” Já o Secretário da tutela frisou a necessidade de se apostar em políticas que dêem resposta ao envelhecimento da população. “O Governo já entrou numa fase e período em que há um grande número de envelhecimento da população local, que conhecerá

Eleições MP investiga casos de alegada corrupção

Ip Son Sang disse ontem que o Ministério Público está a investigar dois casos de alegada corrupção eleitoral. De acordo com o procurador do Ministério Público, os casos terão tido lugar no último escrutínio para a Assembleia Legislativa. Não foram, contudo, avançados mais dados sobre o assunto. A dar-se como provados, estes são mais dois casos que se juntam a um anterior ligado à associação de Chan Meng Kam, Song Pek Kei e Si Ka Lon, que levou à condenação de duas pessoas.

um aumento de 16,3% em 2025. Segundo as nossas estimativas, esse aumento será de 20,7% em 2036, o que, por outras palavras, mostra que em cada cinco residentes haverá uma pessoa de terceira idade. Macau já entrou numa fase de aceleração do envelhecimento da população e agradeço que os meus colegas possam continuar a [trabalhar mais para] a terceira idade para que possam receber um bom serviço”, referiu Alexis Tam. Com a reestruturação do IAS, que acolheu a área da reintegração

social, o Secretário prevê o que diz serem grandes desafios. “Creio que todos percebem que as áreas de acção e segurança social têm atribuições significativas relacionadas com a vida e o bem-estar de milhares de famílias. Temos que ter novas ideias e novas formas de trabalhar e reforçar as nossas responsabilidades, com largos horizontes, para conseguirmos tomar as medidas mais necessárias. Temos que ter em conta o planeamento das políticas e concretização das mesmas. No próximo ano já temos

definidas políticas relacionadas com a vida da população, especialmente na área de acção social e segurança social, os trabalhos são de grande volume e os desafios são muitos”, referiu. Sobre Vong Yim Mui e Iong Kong Io, Alexis Tam diz terem “mostrado um excelente desempenho em diversos cargos de chefia e direcção”. “Espero que possam ter como base a população e os princípios de integridade”, concluiu.

Raymond Tam poderá voltar como técnico superior A Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, afirmou ontem que já recebeu o despacho do Chefe do Executivo que aponta a conclusão do processo disciplinar do antigo presidente do Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), Raymond Tam, e antigo vice-presidente, Lei Wai Nong, depois do Tribunal Judicial de Base (TJB) ter decretado

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

a sua inocência num caso de prevaricação. Sónia Chan sugeriu que os dois ex-arguidos possam voltar a trabalhar já a partir do próximo ano, sendo que Raymond Tam deverá assumir o cargo de técnico superior. A Secretária disse que isso se deve ao facto do actual cargo de presidente estar ocupado por Alex Vong. Apesar disso, Lei Wai Nong pode voltar a ser vice-presidente do IACM.


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Manifestações Sufrágio Universal e habitação são principais reivindicações

Vira o disco e grita o mesmo

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em a chuva fez com que os manifestantes dos grupos autorizados abandonassem as ruas de Macau. Como em anos anteriores, o aniversário da transferência da soberania foi marcada por uma manifestação que reuniu algumas associações do território. Na linha da frente e de altifalante em punho estava Au Kam San, da Associação Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário de Macau, que gritava palavras de ordem às menos de 100 pessoas que percorriam a Rua do Campo. “O Governo precisa de utilizar mais terrenos para a construção da habitação económica, resolver as necessidades da população de Macau. O que deve fazer é recuperar os terrenos não aproveitados”, clamava o deputado em cima de uma carrinha que o transportava.

Casa garantida

Entre gritos por condições melhores de vida, estava Jack Ng, um residente de Macau, que mostrou ao HM estar saturado da “pouca acção do Governo” quanto à “problemática da habitação”. “Este é um assunto de máxima importância, o Governo tem de resolver. Há muito tempo disse que o faria e não o faz. É um assunto muito importante, muito importante”, explicou. Óscar Iong, um jovem que terminou agora a sua licenciatura, quer o que é seu por “direito”. “Não estamos a pedir uma coisa nova, estamos a pedir o que o Governo nos prometeu há mais de dez anos. Habitação pública, ajudas a quem é da terra e não tem condições para suportar os gastos da compra de um imóvel”, explicou ao HM. A falta de construção de habitação pública, a lista de espera e todo o processo “lento e burocrático” fazem com que os jovens “de hoje em dia olhem para a compra de um casa como um sonho que não é alcançável”. “Isto não acontecia antes”, apontou, sublinhando que “em tempos passados, o custo de vida não era tão elevado, nem o preço das casas. Logo, está tudo mal. Não era isto que precisávamos”, lamentou. Ísis Lau, uma jovem que acompanha o grupo liderado pelo grupo Novo Macau, interrompeu a sua postura activista e explicou que

em causa não estão só os preços da habitação pública, mas também das rendas. “As rendas altíssimas fazem com que o salário não permita suportar estes custos. Se eu quiser comprar, ou arrendar uma casa, sem que, primeiro não vou conseguir, ou vou demorar muitos anos, a conseguir poupar para a compra de uma casa. Depois, para arrendar sei que todos os meses tenho uma despesa muito grande para o meu salário. Assim não dá, não conseguimos, isto é preocupante”, apontou. Aproveitar os terrenos para construir habitações foi a ideia defendida por Kai, um jovem de

Hoje Macau

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Este 20 de Dezembro não se mostrou particularmente diferente dos anos anteriores. A RAEM faz anos e os activistas saem à rua. No topo da lista das reivindicações estiverão a habitação e o sufrágio universal

20 anos ainda estudante universitário. Na sua segunda participação em manifestações – a primeira foi durante a manifestação massiva contra o Regime de Garantias - o jovem pede que a habitação seja a prioridade do Governo. “O que eu solicito é a recuperação de terrenos não aproveitados, quando for possível, para a construção de habitação económica e social, isso é o que o Governo precisa de devolver à população”, defendeu. As associações “Associação de Poder da População e de Trabalhadores”, a “União de Poder de População” e a “Associação Geral dos Trabalhadores de Macau” reivindicavam o fim da aprovação da vinda dos trabalhadores não residentes (TNR), de forma a proteger os direitos de cidadãos de Macau. Kuok, trabalhadora na área da construção, aponta o número de TNR como um problema. “Não quero que os TNR prejudiquem os nossos trabalhos, os salários estão mais baixo por causa deles”, apontou. A trabalhadora contou ainda que foi eliminada da lista da espera para habitação económica porque não corresponde as condições exi-


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A mim ninguém me cala

“É preciso que o Governo faça mais, que permita que estas manifestações aconteçam e ouça a população”, é assim que Kevin Lei começa o seu discurso, justificando a sua presença pelas ruas de Macau. “Nós temos este direito, os jovens estão claramente mais activos e preocupados com os seus direitos e com as condições de vida que o Governo de Macau oferece à população, seja na área da habitação ou outra qualquer”, apontou. O direito de eleger “quem nos governa” foi ainda reivindicado por Jack Ng. “Nós temos o direito a ter uma voz activa, a decidir quem é que nos governa, não somos nós que os [secretários e deputados nomeados e eleitos por sufrágio indirecto] escolhemos. Porquê?

Quem melhor que sociedade para se fazer ouvir?”, explicava ao HM. Também Ísis Lau defendeu o sufrágio universal. “Estamos em 2015 acho que é de nosso direito escolhermos os nossos representantes”, sublinhou. Lee participa pela sexta vez nas manifestações que marcam este dia, mas as causas que o levam à rua têm mudando consoantes as prioridades. “Neste momento, vejo Macau muito próximo ao sistema de governação da China e não concordo. Venho a esta manifestação com os jovens da associação Novo Macau, que gritam por um sistema mais democratizado”, referiu. Lee, dono de uma loja de roupa, espera que o Governo assuma uma postura mais aberta e democrática. “A existência de deputados nomeados pelo Chefe do Executivo é um acto antidemocrático”, acusou, desejando que “antes de morrer gostaria de ver o que aconteceu no ano passado em Hong Kong, o povo sair à rua pela democrática, em massa”.

Fecha a porta Fong

Como alusão às declarações do deputado Fong Chi Keong defendendo uma “porta dos fun-

dos” para a Lei das Terras, Sou Ka Hou, ex-presidente da Novo Macau, acompanho pelo actual, Scott Chiang e Jason Chao, gritavam em pulmões cheios “fecha a porta, ó Fong”. “Queremos sufrágio universal verdadeiro”, era um dos slogans muito visto nos cartazes que o grupo mostrava. A assistir a tudo estava o Lee Iong que explicou que Macau entrou num sistema de não preocupação do bem estar da população. “Visam apenas a economia e o controlo de interesses”, apontou.

Isto está mal

Mas a pouca acção da Administração da RAEM não fica só pela habitação. Jack Ng considera que o Governo muito tem a fazer para melhorar as condições de vida dos residentes de Macau. “Olhe-se para o clima, por exemplo, é preciso garantir boa condições para as pessoas. Isto não está a acontecer. Há muitas questões sociais que devem ser resolvidas”, apontou. “Eu, e qualquer outra pessoa de Macau sabemos o que está mal, porque vivemos aqui, portanto é de nosso direito estar aqui, dizer o que está mal e pedir a quem nos governa que arranje soluções”, rematou o manifestante. A corrupção foi também um preocupação apontada por Ísis Lau, que diz ser um “grave problema no território”, embora que muitas vezes camuflado. “Se nós deixamos que isto aconteceu, é um grave problema. O Governo não faz uma boa gestão do dinheiro, tem problemas de corrupção. Só pertence ao Governo os amigos dos nossos representantes. Isto não é certo”, assinalou. Questionado pela adesão dos jovens, Óscar Iong considera que é natural, mas ainda assim bem diferente de, por exemplo, Hong Kong. “Em Macau somos muito mais calmos, para nós este tipo de manifestação, mais pacífica, chega. Não somos violentos, nem queremos isso”, terminou. À rua saíram os grupos Associação Iniciativa do Desenvolvimento Comunitário de Macau, a Associação de Poder da População e de Trabalhadores, a União de Poder de População, a Associação Geral dos Trabalhadores de Macau, a Associação Novo Macau e também, uma das mais populosas a Associação da União Familiar. Questionadas pelo HM, as autoridades policiais não avançaram com qualquer número de manifestantes. Scott Chiang acredita que mais de “duzentas pessoas” marcaram presença. Filipa Araújo

Filipa.araujo@hojemacau.com.mo

Flora Fong

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gidas. Mesmo assim, espera que o Governo construa mais habitação pública para beneficiar os residentes. “Há muitos terrenos em Macau mas estão envolvidos em esquemas de corrupção por comerciantes ou governantes. É preciso recuperar os terrenos desocupados de forma mais rápida, criando habitação para todos os candidatos”, defendeu.


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Saúde Caso de médica macaense, ainda por solucionar, não é o primeiro

“Foi há uns anos... mas é exactamente a mesma história”

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oi em Agosto que o HM avançou com o caso de uma médica macaense, licenciada com 19,6 valores pela Universidade de Coimbra, chumbada depois de tentar no território o reconhecimento da sua especialidade. Num primeiro contacto, após a sua candidatura aos Serviços de Saúde (SS), a médica foi informada de que não existia “qualquer posto de trabalho

adequado e que não precisavam de profissionais especializados”, algo que viria a contradizer as intenções do Governo em contratar mais pessoal médico. Seis meses corridos –e depois da promessa de reanálise do caso - e ainda não há qualquer novidade. Os advogados de ambas as partes mantiveram conversas e algumas propostas foram colocadas em cima da mesa. Uma delas era um novo exame, desta vez com outro júri, incluindo um especialista de saúde de nacionalidade portuguesa. Ainda assim, tudo não passou de algumas trocas de hipóteses e opiniões e o caso continua por resolver. Ao HM a médica sublinha a “falta de qualquer novidade” e, ao contrário do que o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, referiu, nunca existiu uma conversa com a médica. Do lado dos SS, numa resposta enviada a semana passada ao HM, as autoridades afirmam que “de momento não é conveniente tecer qualquer comentário sobre o assunto”, isto porque, explicam, estão a decorrer acções judiciais.

Um buraco sem fundo

Depois de denunciado o caso, a 11 de Agosto, muitos foram os relatos idênticos recebidos nesta redacção. Enfermeiros, técnicos e médicos reviram-se no caso da médica macaense e denunciaram uma “prática comum” dos SS.

Ip Son Sang ainda conta com magistrados portugueses

O procurador do Ministério Público disse ontem esperar que magistrados portugueses continuem a prestar serviço no território. Isso mesmo disse Ip Song Sang aos jornalistas ontem, à margem da comemoração da transferência de soberania. No dia em que termina o contrato de Vítor Coelho, o magistrado que regressa no final do mês a Portugal, conforme avançou o HM, uma vez que o Conselho Superior do Ministério Público não está a renovar as licenças que permitem aos magistrados exercer no território, Ip Son Sang disse “ter muita pena” da situação. O procurador manifestou o “agradecimento” do Ministério Público e da RAEM aos magistrados portugueses. “Desejamos que possam continuar a prestar serviço em Macau”, acrescentou, sublinhando ainda as relações estreitas que existem entre o MP local e o de Portugal.

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procurador do Ministério Público, Ip Son Sang, disse ontem que a investigação judicial à morte da directora dos Serviços de Alfândega (SA) está terminada e que conclui que se tratou de um suicídio. Em respostas às questões dos jornalistas, Ip Son Sang disse que a investigação não encontrou “mais circunstâncias” que mudem aquela que foi a conclusão preliminar em relação ao caso de Lai Man Wa, que foi encontrada morta a 30 de Outubro, numa casa de banho pública. Ip Son Sang falava à margem da cerimónia de 16.º aniversário da transição.

Mantendo sempre o anonimato, alguns profissionais que também tentaram concorrer aos lugares em aberto acusam a existência de falta de vontade na

contratação de profissionais portugueses. Entre eles estão actuais trabalhadores de saúde em Macau e em Portugal, do sector público e privado.

Este não é um problema de agora, dizem, mas só agora “alguém teve coragem de contar na primeira pessoa”. Um outro médico português, a exercer em Portugal, viu também o reconhecimento e equiparação da sua especialidade chumbado. “Foi há uns anos, mas é exactamente a mesma história” Lai Man Wa MP confirma suicídio

Caso encerrado O caso da morte de de Lai Man Wa chocou a opinião pública e levantou dúvidas relacionadas com a investigação das autoridades e a forma como o Governo lidou com a situação. Horas depois de a responsável ter sido encontrada morta, o Governo convocou a imprensa e tanto o Chefe do Executivo como o Secretário para a Segurança afirmaram que as investigações preliminares excluíam a hipótese de homicídio,

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O caso da médica macaense chumbada pelos SS continua sem resolução. Apesar da garantia de Alexis Tam na resolução daquela que diz ser uma “falha de comunicação”, nada aconteceu. Outros médicos garantem que os SS simplesmente não querem contratar

apontando para suicídio. Dias mais tarde, a Associação Novo Macau pediu uma “investigação exaustiva” à morte da directora-geral dos SA, com pedidos semelhantes a saírem da boca de alguns deputados.

“Vive-se constantemente num clima de desconfiança [entre profissionais de diferentes nacionalidades]. Camaradagem é coisa que não existe, podendo levar ao ponto de se atingir um ambiente de alta tensão e de ódio entre os colegas. Já para não falar das inúmeras injustiças que se vive no dia-a-dia”, relatou, ao HM, um profissional de saúde, também ele residente. Este não é um problema de agora, dizem, mas só agora “alguém teve coragem de contar na primeira pessoa”. Um outro médico português, a exercer em Portugal, viu também o reconhecimento e equiparação da sua especialidade chumbado. “Foi há uns anos... mas é exactamente a mesma história”, partilhou. Com uma especialidade que não existe no território, o médico em causa nunca percebeu “como é que os SS não precisam” de profissionais, apontando ainda que o erro começou logo no exame: “Se eu sou de uma especialidade que não existe em Macau quem é que me faria o exame? Não existe ninguém com a minha qualificação”. A resposta “é clara” para este e tantos outros profissionais de saúde que o HM ouviu. “Os chineses não querem médicos formados portugueses” e para isso “estão a usar as armas administrativas” que possuem até esta - e “tantos outros” médicos - desistirem das candidaturas. “Mesmo que o jornal denuncie, o que vai acontecer é que esta médica possa obter um alvará para poder praticar medicina na RAEM, após uma óbvia avaliação humilhante”, apontou um profissional. “Eles [os SS] nunca vão permitir a entrada de um ou uma médico, ou médica, a trabalhar nos SS”, apontou. Jogo de “interesses” é a ideia que todos estes profissionais deixam no ar.

“Se um alto funcionário do Governo morre em circunstâncias tão anormais e o Governo decide encerrar o caso em apenas quatro horas, como é que os cidadãos comuns podem sentir que estão protegidos pela segurança e justiça?”, questionou a Associação. A 30 de Novembro, ouvido naAssembleia Legislativa, o Secretário para a Segurança garantiu que as autoridades “seguiram normas internacionais” e “não estão a encobrir nada” neste caso. “Regra geral, em quatro horas dá para conhecer o resultado [da morte], se é suicídio ou outra causa. (…) O que

Filipa Araújo

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fazemos está de acordo com as normas internacionais”, afirmou Wong Sio Chak, garantindo que, no entanto, prosseguia a investigação das autoridades judiciais. Segundo aquilo que foi divulgado, Lai Man Wa apresentava cortes nos dois pulsos e pescoço, um saco de plástico na cabeça e, provavelmente, ingeriu comprimidos para dormir. A causa de morte avançada pelas autoridades de Macau foi asfixia. Ip Son Sang não adianta, contudo, se o relatório vai ser divulgado uma vez que, diz, a decisão cabe à família de Lai Man Wa.


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Pearl Horizon Protesto bloqueia vias e estende-se contra a polícia

Terreno tirado, dinheiro roubado

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m grupo de 1400 proprietários de fracções do Pearl Horizon, na Areia Preta, protestou ontem frente ao terreno onde o prédio deveria estar já erguido. Os manifestantes, que tinham marcado com a polícia uma reunião para o local, acabaram por bloquear a Rotunda da Pérola Oriental e as estradas de acesso à Ponte da Amizade. O tema que deu o mote para a manifestação não é novo: demonstram-se insatisfeitos com a suspensão da construção do edifício, que acontece já a partir do dia 25, data final do prazo de concessão dado pelo Governo, que vai agora recuperar o lote. Uma parte dos protestantes estava a convencer os proprietários de espaços no edifício a sair e ocupar as ruas, enquanto outros conduziam os carros em velocidade de marcha com o objectivo de obstruir o trânsito. Houve até um carro policial que ficou destruído no processo, além de agressões a agentes da PSP no local. Algumas

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Proprietários de casas no Pearl Horizon agitaram ontem a zona da Areia Preta. Bloquearam ruas com os seus próprios carros e reivindicaram a continuação da construção, tendo mesmo destruído um carro da PSP pelo caminho e obrigado a polícia a usar gás pimenta

delas acontecerem quando os manifestantes tentavam entrar na carrinha da polícia – os agentes utilizaram mesmo gás pimenta para os travar. O ajuntamento começou às 12h00 de ontem em frente aos escritórios do Grupo Polytec, perto da Pérola Oriental, onde se pedia a

continuação da obra, uma vez que alguns já pagaram mesmo 100% dos imóveis para ali planeados. Pediam a presença de Sónia Chan, que não esteve no terreno, e queriam uma solução para o caso que se arrasta já há meses. “O Governo roubou-nos o terreno e a construtora o dinheiro. O

Governo é incompetente, a nova Secretária [para a Administração e Justiça] só sabe cumprir a lei e recuperar os terrenos como a legislação manda, mas não sabe proteger os proprietários de forma racional”, gritaram alguns protestantes. Com agitação, os manifestantes não só ocuparam o passeio em frente do escritório como acabaram por sair para as ruas com cartazes. Simultaneamente, um outro grupo conduzia os seus próprios carros com o intuito de bloquear toda a zona. O táxi de Tang foi um dos vários carros impedidos de ali circular. “Só apanhei um cliente nas Portas do Cerco para ir até ao Hotel Lisboa, passei aqui e não sabia que estava bloqueado e de repente fico sem poder fazer nada. Percebo os proprietários do edifício, mas assim não pode ser, estão a afectar a vida das pessoas”, queixou-se ao HM. O pedido mais ouvido foi de uma reunião com Sónia Chan e o presidente da Polytec, Or Wai Sheun: “Só queremos uma casa e não queríamos esperar pela habitação pública, mas o Governo não pensa em nós porque além de nos dizer que pode devolver o selo de imposto, nunca teve uma reunião connosco”, argumentou Cheng, uma das proprietárias na rua. “Não temos outra escolha sem ser sair para a rua e reclamar”, continuou.

Ao canal chinês da Rádio Macau, a PSP mostrou-se crítica sobre este protesto, alegando que alguns manifestantes não cumpriram as instruções e regras deliberadas pelas autoridades, empurrando barreiras e sentando-se no chão. Parte das vias foram desimpedidas por volta das 15h00, ainda que alguns manifestantes tivessem tentado regressar à rua. Dois dos protestantes foram detidos mas acabaram por ser soltos. Flora Fong (com Tomás Chio)

flora.fong@hojemacau.com.mo

CCAC confirma ausência de interesse público O Comissário contra a Corrupção, André Cheong, confirmou ontem que o caso do Pearl Horizon está “fora do âmbito de interesse público definido na Lei de Terras”, acrescentando que o apoio do Governo tem de estar dentro do que é definido pelo diploma. O Governo solicitou o parecer do CCAC. A resposta descreve que os factores desta matéria estão relacionados com a protecção dos consumidores assim como a harmonia e a estabilidade da sociedade, “o que representa igualmente o interesse público”. Mas, na Lei de Terras, a definição de interesse público é mais limitada e favorece apenas o desenvolvimento da sociedade, ou seja, define as condições em que o concurso público poderá ser dispensado quando à concessão. Quanto à sugestão da revisão da lei, André Cheong não quis comentar.

Porto Interior Associação quer nova jurisdição para acabar com inundações

CCAC Concluída investigação a terrenos André Cheong, Comissário contra a Corrupção vai tornar público na próxima semana o relatório de conclusão da investigação aos 16 terrenos cuja concessão caducou mas que não foram revertidos ao Governo. O Comissário do CCAC diz ainda que a investigação aos lotes da Fábrica de Panchões Iec Long pode ser concluído no início do próximo ano.

Novo mar, nova política A Associação de Moradores do Patane pediu ao Governo para resolver o problema das inundações que todos os anos ocorrem na zona do Porto Interior, agora que Macau já tem direito de jurisdição sobre as águas territoriais. Lok Nam Tak, presidente da Associação, disse ao jornal Ou Mun que “este é o melhor momento para resolver o problema das inundações no Porto Interior”. “Por outro lado, a resolução do problema das inundações deve conjugar-se com a construção do metro ligeiro, para que se crie um planeamento da cidade a longo prazo. Mas o problema das inundações

tem de ser resolvido em primeiro lugar”, acrescentou Lok Nam Tak. “Os moradores do Porto Interior já sofrem inundações há muitos anos e estão fartos de pedir ajuda ao Governo, porque parece que ter uma inundação já é um hábito. Se o Governo se preocupa com os problemas sociais, deve resolver este problema em primeiro lugar. E o maior problema está no desenvolvimento da zona antiga. Os departamentos devem ter um plano completo contra as inundações na zona”, rematou o responsável. Tomás Chio

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eventos

hoje macau segund

Natal em Macau com muita tradição portuguesa

hoje macau

Bacalhau e chau chau

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o Natal das famílias macaenses “há muita coisa da tradição portuguesa”, explica o presidente da Associação dos Macaenses, Miguel de Senna Fernandes, mas é na mesa da consoada que se revela o encontro entre a China e Portugal, característico desta comunidade. Os macaenses cumprem a maioria das tradições portuguesas: juntam-se na noite de 24 de Dezembro para a consoada e no dia 25 para mais refeições sumptuosas, trocam presentes, decoram a casa e vão à missa do Galo. No entanto, é na gastronomia que o encontro de culturas mais se revela. O bacalhau “não pode faltar”, mas não é prato principal, lembra Senna Fernandes. “Há sempre peru, havia um

tempo em que se comprava capão – o galo esterilizado, maior e mais saboroso – e os mais afortunados comem faisão. São tudo coisas de Natal”, conta. Nalgumas casas, como na sua, uma das estrelas é o tacho, “uma espécie de sucedâneo do cozido à portuguesa”, que surgiu numa altura em que não se encontravam em Macau todos os ingredientes necessários para o prato tradicional – esta é, aliás, a origem de muitas iguarias macaenses. “Na noite de Natal faz-se também o chau-chau lacassá, uma massa muito fininha a que se acrescenta camarão e pickles, é agridoce”, descreve. Esta massa serve para fazer a sopa lacassá, sempre presente na mesa de Senna Fernandes.

Os doces são também de inspiração portuguesa, não faltando o bolo-rei e os tradicionais sonhos e rabanadas. Os coscorões, no entanto, “são completamente diferentes dos de Portugal”, ressalva. “Tem que ver com a massa e a confecção, utiliza-se um pau que roda e o frito que sai dali tem uma aparência de um remoinho. Leva muito tempo e as donas de casa vangloriam-se de ter o melhor coscorão”, conta. Há ainda uma sobremesa de inspiração inglesa, o chamado “cake”, um bolo embebido em álcool que é depois queimado. “Põe-se aguardente, pega-se fogo àquilo e coze-se em fogo vivo. É servido com manteiga e açúcar. Há quem regue com vinho do Porto, com aguardente, com rum. É uma coisa absolutamente deliciosa. Só de relatar já estou com água na boca”, descreve. No dia 25 os pratos voltam a sair do armário: “É mais uma algazarra, é comer até mais não”. O Natal é tradicionalmente celebrado em Macau pelas comunidades católicas, em que se inserem a maioria das famílias macaenses, mas Senna Fernandes garante que o espírito é mais de “festa e espírito de partilha”, tendo perdido o seu cariz religioso, o que faz com que muitos chineses adiram também à quadra. “A comunidade macaense é muito festiva, é inconcebível um Natal sem festas nem jantares. As pessoas não poupam na comida, mas já não se evoca tanto o espírito religioso, é mais festa que outra coisa. E os chineses também entram no espírito do Natal, já os vemos vestidos com motivos do Pai Natal, por exemplo. Acaba por ser quase uma coisa pagã”, conclui. LUSA/HM

À venda na Livraria Portuguesa Inocente Para Além de Qualquer Dúvida • Carlos Cruz

“Leia este livro. Por favor. Esqueça quem é o autor e ponha-se no lugar dele. Apanhará um grande susto. Porque poderia muito bem ser. Verá a facilidade com que a ausência da presunção da inocência e, sobretudo, do benefício da dúvida, podem condenar um arguido muito antes de ter sido formalmente condenado. Este livro é a defesa de Carlos Cruz — a defesa que quase ninguém conhecia. O que pensávamos saber baseava-se em cabeçalhos bombásticos e reportagens aparentemente sérias que mais não fizeram do que demonstrar o imenso poder do mau jornalismo. (...) É um caso que a grande maioria das partes envolvidas gostaria que ficasse arrumado, para que não se lembrasse a fraca figura que fez. Os que mais quiseram falar são os que agora mais querem calar. Leia este livro, para poder respirar fundo. E por uma questão de justiça...” in prefácio de Miguel Esteves Cardoso

Natal Menus festivos a partir das 33 Vários são os espaços com menus natalícios de comida tailandesa, europeia e pratos de marisco. Os distintos para o almoço de hotel, no Aux Beaux Arts, o de Dezembro. O buffet de menu chama-se “O Romance preços vão das 338 25 almoço sem bebidas custa 628 Francês de Natal” e custa 888 patacas e o mais dispendioso patacas incluindo foie gras, às 2380 patacas fica a 768 patacas, com cham- creme de abóbora e filetes de

A gastronom

A

Consoada e o dia de Natal estão por toda a cidade, já que vários são os casinos que oferecem menus festivos completos. Alguns incluem bebidas alcoólicas e outros são apenas de cocktails ou buffet. O HM aponta alguns. Em primeiro está o Rossio, no MGM. Este restaurante disponibiliza dois preços

panhe, vinho, sangria e sumos. O Rossio oferece ainda uma promoção de bolos natalícios que fica até 3 de Janeiro. Um outro menu de almoço, que vai de 23 a 25, custa 588 patacas e dispõe de duas rondas: das 17h30 às 20h00 e das 20h30 às 23h00. No entanto, o MGM não se fica por aqui. Além de diversas decorações e actividades natalícias no lobby do

peixe com creme de marisco. Contudo, há para todos os gostos: o mesmo restaurante oferece também um menu inteiramente vegetariano ao mesmo preço.

Variedade em barda

O grupo Galaxy não se ficou por menos e criou menus de Natal em todas suas diferentes propriedades, com uma promoção de Bebidas

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

A Pintora de Xangai • Jennifer Cody Epstein

Baseado em factos reais, este livro de Jennifer Cody Epstein narra o percurso extraordinário de uma mulher – de uma vida de prostituição às galerias de arte de Xangai e de Paris. Com uma linguagem cativante e um ritmo narrativo seguro, contanos a história de Pan Yuliang, vendida na adolescência a um prostíbulo por um tio viciado em ópio e resgatada por um cliente, que a leva como concubina e lhe permite o acesso a um novo mundo sofisticado. O talento cedo se revela, transportando-a à Paris boémia dos anos 20. Mas amor e arte revelam-se incompatíveis e Pan compreende que terá de fazer uma escolha dolorosa.


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hoje na chávena Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

Gatunha Nome botânico: Ononis spinosa L. Família: Fabaceae (Leguminosae). Nomes populares: GATINHA; RESTA-BOI; RILHA-BOI; UNHA-DE-GATO; UNHA-GATA.

38 patacas e decorações natalícias

mia de uma época Festivas a 45 patacas no rés-do-chão do Banyan Tree. É também neste hotel – no restaurante Belon –que existe o menu de Natal a 998 patacas por pessoa e que acontece a 24 e 25, das 17h30 às 22h30. E como o Natal é uma festa universal, também o espaço de comida tailandesa Saffron aprimorou a sua lista de pratos, oferecendo um cardápio que inclui vinho e peru ou bife assado a 798 patacas por pessoa. Também aqui os pratos se servem em duas diferentes rondas, que vão das 17h30 às 20h00 ou das 20h30 às 22h30. O JW Marriot chega-se à frente em vários espaços: primeiro, no Urban Kitchen, com um menu de almoço a 338 patacas por pessoa e um de jantar a 688 patacas, oferecidos nos dias 25, 25 e 1 de Janeiro. A mesma cadeia hoteleira tem ainda disponível um outro menu de Natal a 588 patacas por adulto e 398 por criança, com um custo

adicional de 178 patacas para bebidas alcoólicas como vinho branco ou tinto. O recentemente inaugurado Studio City também não fica atrás e lança com um buffet de almoço de Natal e jantar de Consoada a 658 patacas por pessoa, mas não só. O restaurante Matineé terá nos seus fornos perus recheados de dois e de 5,5 quilos, para que os mais reservados possam apreciar esta época festiva num ambiente familiar e caseiro, junto dos que mais gostam. Cada peça fica a 488 ou 888 patacas, dependendo do peso.

Natal em grande

O menu do restaurante 8½ Otto e Mezzo Bombana é o que mais alivia a carteira, mas talvez seja também o mais exclusivo. Com um menu natalício especialmente pensado pelos chefs estrelados Umberto Bombana e Antimo Merone, serão servidas delícias de caranguejo, tagliolini,

caldo especiais e bolo panetone. Tudo isto fica a 2380 patacas por pessoa, às quais será preciso adicionar mais 880 pelo acompanhamento de um vinho. A especialidade italiana fica para último, mas também vale a pena: é que no Trattoria Il Mulino serve-se um menu preparado a pensar em quem quer aliar a cultura italiana ao Natal. Num cardápio de quatro pratos a Consoada ou o menu de Natal ficam a 488 patacas por pessoa. Uma das maravilhas do mundo online está na possibilidade de tudo ser marcado por esta via ou ter disponíveis os números para as reservas. Isso mesmo pode ser feito pelos interessados no website de cada uma das propriedades. Alguns têm mesmo o menu na íntegra para as pessoas possam escolher aquele que melhor se adequa ao seu espírito de Natal. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

Com mais de meio metro de altura, a Gatunha é uma planta melífera, nativa da Europa, relativamente comum. Apresenta caules rígidos e erectos, ramosos, dos quais saem espinhos aguçados; as folhas são compostas por três folíolos e, as flores, cor-de-rosa vivo, dão origem a frutos pequenos em forma de vagem. Habita as margens dos caminhos, terrenos incultos, pastagens e cursos de água. O seu nome botânico, Ononis, deriva do grego, ónos, burro, e onimêmi, ser útil. De facto, pela sua aspereza é muito apreciada pelos burros que, para se coçarem, rebolam sobre ela. Já o seu nome Resta-boi alude às suas raízes profundas e resistentes, que detinham as charruas interrompendo o trabalho dos animais da lavoura. Enquanto planta medicinal, a Gatunha é conhecida desde Antiguidade. Dioscórides, famoso médico e botânico grego do século I, referiu que «a casca da raiz macerada em vinho aumenta as urinas, reduz as areias e limpa as margens das úlceras». Muito usada ainda na Idade Média e no Renascimento, foi mencionada num herbário do século XVIII: «ajuda a expulsar a urina e os cálculos, tanto nos homens como no gado». Actualmente, a ciência já validou os seus usos principais. Em fitoterapia são usadas as raízes e rizomas e, por vezes, as folhas e as flores. Composição Isoflavonas (ononina), fenóis, triterpenos (alfa-onocerina), saponinas (ononide), fitosteróis (beta-sitosterol), lectinas, taninos, amido, óleo gordo, sais minerais, resina e óleo essencial (carvona, mentol, monoterpenos e, sobretudo, trans-anetol). Aroma desagradável. Acção terapêutica Com actividade diurética intensa e sudorífica, a Gatunha aumenta a eliminação de toxinas contribuindo para a depuração do sangue; ajuda a dissolver os cálculos urinários, desinflama os órgãos urinários e é analgésica. É especialmente indicada para a lavagem das vias urinárias em caso de inflamações ou infecções (cistites, uretrites, pielonefrites) e areias, cálculos renais ou vesicais (previne e trata). Pode ainda ser usada nos edemas

(retenção de líquidos nos tecidos), perturbações da micção, afecções da próstata, gota, reumatismo, obesidade e afecções da pele (eczemas). Popularmente, esta erva é igualmente usada no catarro brônquico como calmante da tosse. Outras propriedades Externamente são usadas as folhas e as flores pelas suas propriedades adstringentes, anti-sépticas e cicatrizantes, nas amigdalites, epistaxes, feridas de difícil cicatrização e úlceras da pele. Para estas indicações podem também ser usadas as raízes. Como tomar • Uso interno: Infusão das raízes: 1 colher de chá por chávena de água fervente, 20 a 30 minutos de infusão. Tomar 2 a 4 chávenas por dia. Em ampolas, xarope, gotas e cápsulas, a Gatunha participa, como diurético, em diversas fórmulas para a desintoxicação do organismo, afecções urinárias, da próstata e emagrecimento. As raízes podem ser mastigadas pelo seu sabor agradável a Alcaçuz. Os rebentos podem ser cozinhados como qualquer hortaliça. As flores podem ser usadas cruas para ornamentar pratos ou saladas. • Uso externo: Infusão das folhas e flores: 60 gramas por litro de água. Em bochechos, gargarejos ou compressas. Precauções Para obter um efeito diurético fazer infusão: com a decocção perde-se o óleo essencial com actividade diurética e permanece o óleo gordo com propriedades antidiuréticas. Para potenciar o tratamento diurético, os tratamentos devem ser descontínuos, com uma semana de toma seguida de uma de pausa, pois a planta pode causar habituação. Não são conhecidos efeitos secundários ou toxicidade nas posologias habitualmente recomendadas. A sua segurança durante a gravidez e lactação ainda não foi avaliada. Pela acção diurética intensa, a Gatunha é contra-indicada em caso de edema devido a insuficiência renal ou cardíaca. Pode interagir com fármacos hipotensores e para cardiopatias, descompensando a tensão arterial. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.


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china

hoje macau segunda-feira 21.12.2015

Pequim alerta para “grave provocação militar” dos Estados Unidos

Voo demasiado rasante O Ministério da Defesa chinês classificou ontem como “uma grave provocação militar” o sobrevoo, na semana passada, por dois bombardeiros norte-americanos B-52 de uma zona do Mar do Sul da China reivindicada por Pequim. “Na manhã de 10 de Dezembro, dois bombardeiros norte-americanos B-52 entraram sem autorização no espaço aéreo das

ilhas chinesas Nansha e nas águas territoriais adjacentes”, afirmou o Ministério, referindo-se ao nome chinês atribuído às ilhas Spratly. “Este comportamento [representa] uma grave provocação militar, que complica a situação geral do Mar do Sul da China” e contribui para a “militarização da região”, acusou o Ministério da Defesa chinês. Durante uma missão de treino, um dos bombardeiros aproximou-

-se cerca de duas milhas náuticas, mais do que previsto, de uma ilha artificial construída pela China num dos recifes das ilhas Spratly, relatou, na sexta-feira, o Wall Street Journal, citando responsáveis do Pentágono (Departamento de Defesa norte-americano). Segundo o jornal, o aparelho desviou-se da rota inicial “sem qualquer intenção”, devido possivelmente às más condições meteorológicas registadas naquela zona.

Chineses realizam novos exercícios militares

Simulações convincentes

A

China realizou novos exercícios militares nas águas do Mar do Sul da China, que reivindica quase na totalidade, na quarta-feira, avançou o jornal oficial do Exército de Libertação Popular, o maior do mundo. O exército chinês realizou manobras com navios de guerra, submarinos e aviões de combate, simulando ataques contra barcos inimigos,

numa área de “vários milhares de quilómetros quadrados”, assinala a publicação. As forças chinesas foram divididas em dois grupos (vermelho e azul) e executaram simulações de detenção do inimigo, reacção a imprevistos - como um ataque acidental a um barco comercial - e ataques directos ao grupo contrário. “Apenas experienciando uma

variedade de situações difíceis, poderemos evitar o pânico perante uma guerra e ganhar”, disse Li Xiaoyan, vice-chefe da frota do Mar do Sul da China, citado pelo jornal. Os Estados Unidos realizaram nos últimos meses várias operações nas águas reclamadas pela China, enfatizando que não reconhecem a reivindicação chinesa de soberania daqueles territórios. Pequim defende que Washington não tem o direito de intervir nas disputas marítimas entre a China e as nações vizinhas, assegurando que as construções que tem levado a cabo em vários arquipélagos servem apenas para facilitar a navegação. No passado dia 20 de Novembro, a marinha chinesa realizou exercícios militares no Mar do Sul da China, visando treinar o ataque a submarinos.

O Pentágono afirmou que vai abrir um inquérito sobre este incidente. “Os chineses manifestaram a sua preocupação a propósito da trajectória de voo de uma recente missão de treino. Vamos reunir informações sobre este assunto”, afirmou, em declarações à agência francesa AFP, o porta-voz do Departamento de Defesa, Mark Wright. “Também posso afirmar que esta missão não tinha qualquer intenção de sobrevoar a menos de

12 milhas náuticas de qualquer instalação”, acrescentou o porta-voz. Pequim reivindica a soberania sobre quase todo o Mar do Sul da China, com base numa linha que surge nos mapas chineses desde 1940, e tem investido em grandes operações nesta zona, transformando recifes de corais em portos, pistas de aterragem e em outras infra-estruturas. Vietname, Filipinas, Malásia e Taiwan também reivindicam uma parte desta zona, o que tem alimentado intensos diferendos territoriais com a China. Por seu lado, Washington encara as construções e as pretensões chinesas como uma ameaça à liberdade de navegação nesta zona, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

Wang Yi com Ban Ki-moon

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MNE chinês, Wang Yi, encontrou-se em Nova Iorque com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Wang Yi afirmou que este ano marca o 70º aniversário do estabelecimento das Nações Unidas e da vitória da guerra antifascista do mundo. Segundo Wang, neste momento especial, devido aos esforços de todas as partes envolvidas, a causa da paz e do desenvolvimento do ser humano conseguiu grandes avanços e frutos, e que a China deu um enorme contributo para a causa. Wang Yi enfatizou que a parte chinesa pretende continuar a fortalecer as cooperações com a ONU. Ban Ki-moon disse por sua vez que a diplomacia multilateral obteve notáveis sucessos nas mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável, questão nuclear do Irão e em muitas outras questões. Ban elogiou a China por desempenhar um importante papel

nestas questões e desejou que a China continuasse fazendo contribuições nas questões importantes no futuro.


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Nuvem de poluição em dia de novo alerta máximo

O regresso do sufoco A capital da China amanheceu ontem envolta numa nuvem de poluição mas, para já, com níveis de contaminação do ar abaixo do esperado no primeiro dia de um novo alerta vermelho devido à poluição, que vigorará até terça-feira. A concentração de partículas PM 2,5 (as mais finas e susceptíveis de se infiltrarem nos pulmões) ao meio-dia estava nos 180 microgramas por metro cúbico, segundo a medição feita pela Embaixada dos EUA na cidade.

Apesar de estar muito acima dos 25 microgramas máximos recomendados pela Organização Mundial de Saúde, o nível de contaminação não chega aos 200 microgramas, a barreira definida pelas autoridades locais para accionar o alerta vermelho. A concentração está também, para já, abaixo dos 600 microgramas que chegaram a ser registados no final de Novembro sem que, no entanto, Pequim tenha accionado o alerta máximo de poluição naquela altura. Entre 07 e 10 de Dezembro, a capital chinesa decretou

o primeiro alerta vermelho desde que o sistema de cores foi criado, em 2013, depois de críticas por essa decisão não ter sido tomada no final de Novembro. Na sexta-feira, as autoridades de Pequim emitiram pela novo alerta vermelho, por esperar altos níveis de contaminação do ar durante o fim de semana. Os serviços meteorológicos anunciaram, na quinta-feira, que o norte da China sofrerá a partir de hoje a pior vaga de poluição atmosférica em todo o ano.

Shenzhen Deslizamento de terra mata dezenas

Parque industrial soterrado U m deslizamento de terras, que sepultou parte de um parque industrial e casas próximas na cidade de Shenzhen, neste domingo, deixou 41 pessoas desaparecidas, informou a agência oficial “Xinhua”. A polícia foi informada às 11h40 do acidente, que aconteceu no parque industrial

de Liuxi, no novo distrito de Guangming, no noroeste da cidade. Mais de 700 pessoas e sete caminhões de bombeiros buscam possíveis vítimas presas entre os escombros. Oito pessoas já foram resgatadas. Entre os edifícios soterrados há dois que eram dormitórios

para os trabalhadores do parque, assinalou a rede de televisão CCTV, que indicou também existir uma área residencial ao lado do complexo. Ren Jiguang, subdiretor do gabinete de segurança pública de Shenzhen, disse que a maioria das pessoas tinha sido transferida a uma

Segundo as previsões, deverão ser superados os 500 microgramas de PM 2,5 por metro cúbico e a visibilidade em Pequim deverá ficar reduzida a menos de um quilómetro. O alerta vermelho implica restrições no trânsito (os carros só podem circular em dias alternados, conforme o número da matrícula) e várias proibições, como fazer fogos de artifício e churrascos. Os infantários e as escolas de ensino básico e médio são também aconselhados pelo Governo a suspender as aulas e as empresas a adoptar “um horário de trabalho flexível”. As fábricas e estaleiros mais poluentes reduzem ou interrompem a produção. Os residentes foram também aconselhados a evitar actividades ao ar livre.

área segura, mas que não se sabe se há mais pessoas soterradas. O jornal “Beijing Youth Daily” citou um morador da região que afirmou que a terra era dos trabalhos de construção e tinha sido acumulada nos últimos dois anos contra uma colina de 100 metros de altura. Além disso, o jornal local “Daily Sunshine” destacou que choveu hoje em Shenzhen e que as estradas e o lugar do acidente sofreram com as precipitações.

Osso abre enigma na evolução humana

Um osso encontrado na China está a “complicar” o que damos por adquirido sobre a evolução do homem. Esse fragmento de fémur pode indicar que uma antiga espécie humana, que se pensava estar extinta há muitas dezenas de milhares de anos, terá sobrevivido até bastante mais tarde, concretamente até ao final da última Idade do Gelo (até cerca de 14 mil anos). O fóssil terá características que o aproximam do Homo Habilis e do Homo Erectus, que viveram há mais de um milhão de anos. Falta saber se este osso é um caso isolado ou se temos mesmo de repensar o que sabemos sobre a evolução humana. Encontrado em 1989, o fóssil esteve durante muitos anos sem ser estudado, guardado num museu de Yunnan (China). Uma equipa de cientistas, liderados por um australiano e um chinês, acaba de publicar estas conclusões na revista PLOS ONE.

Angola Chegam primeiros técnicos formados na China

O primeiro grupo de 30 técnicos angolanos ligados ao sector da Geologia e Minas formados na República Popular da China, em vários ramos no âmbito do Plano Nacional de Geologia (Planageo), chegou ontem a Luanda. O ministro Francisco Queiroz, coordenador da comissão multi-sectorial para o Planageo, esteve recentemente na China onde assistiu ao encerramento da formação dos estudantes angolanos. Francisco Queiroz defendeu que, dentro dos termos do contrato, as empresas operadoras do Planageo também têm obrigação de formar técnicos. “Este trabalho está a decorrer sem sobressaltos, o sector conta igualmente com os geo-cientistas cadastrados no país”, explicou o ministro. Os técnicos devem trabalhar nos laboratórios que estão a ser construídos em Luanda, Lubango e Saurimo. pub

Primeiros jactos entregues pela Embraer

Um mercado prometedor F oram entregues, na semana passada, os dois primeiros jactos E195, produzidos pela Embraer, para a empresa chinesa Tianjin Airlines. Os avioes fazem parte de um acordo de vendas firmado entre as duas empresas, em 2014. O acordo foi assinado durante uma visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil. No contrato consta a compra de 20 jactos E195 e 20 aeronaves E190-E2. A Tianjin Airlines opera a maior frota de jactos E190 na China. São 45 aeronaves que atendem as principais rotas regionais. “O mercado de aviação regional da China acabou de descolar e será o mais robusto do mundo na próxima década. A Embraer tem a satisfação de participar dessa transformação”, disse Paulo

César Silva, Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial. AEmbraer possui, no momento, 80% de participub

pação no mercado de aviação regional chinês. São 188 pedidos de aviões, sendo 21 ainda pendentes de aprovação do

governo chinês, sendo que 130 já foram entregues. “Estamos muito satisfeitos com a frota de E190 que estamos a operar actualmente e acreditamos que a nova frota de E195, com mais assentos e a mesma economia operacional, permitirá atender a crescente demanda por viagens aéreas na China”, completou.


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artes, letras e ideias

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ing Hao “Bifa Ji”

Notas Sobre o Método do Pincel

O homem velho suspirou e após um longo silêncio disse: «Gostava que conseguisses esquecer tudo sobre o pincel e a tinta quando estás a pintar1. Então conseguirás obter a inteira verdade sobre a paisagem. Eu vivo na Montanha do Tambor de Pedra e portanto chamo-me Shigu Yanzi.» - A minha resposta foi: «Gostava de o seguir e de o servir.» O homem velho disse: «Isso não será necessário.» - Então levantou-se e subitamente desapareceu. Quando noutro dia o fui procurar já não o consegui encontrar. Mas tenho praticado o seu método, e assim tenho-o transmitido, e agora tenho-o preparado para ser publicado, para que possa servir como um caminho para outros pintores.

1 - De modo caracteristicamente desconcertante, o velho daoísta

as apreendem subjectivamente, mas transferem-se a si mesmos

(duas palavras que descrevem o sábio por excelência, e que

para a posição das coisas vistas. E vendo-as assim, são capazes de

imediatamente denunciam o lugar onde Jing Hao situa a pintura)

as compreender, ou melhor de as dominar; e aquele que for capaz

retoma o pensamento dos grandes filósofos Chineses: para entender

de as dominar está próximo. E é assim que colocar-se a si mesmo

o sentido e a significação das coisas é necessária a identificação

numa relação subjectiva com o que é externo, sem consciência da sua

e a harmonização da consciência com as coisas para alcançar

objectividade, isso é o Dao.» Zhang Yanyuan (810? -880?) escrevera:

essa atitude mental que permitirá alcançar o conhecimento sem

«Quem deliberar e movimentar o pincel com a intenção de fazer uma

deliberação intelectual. Confúcio: «Quem estiver em harmonia com a

pintura, falha por uma margem enorme a arte da pintura, enquanto

Natureza alcança o resultado sem esforço e apreende a verdade sem

aquele que cogitar e mover o pincel sem tais intenções, alcança a arte

pensar.» Zhuangzi: «Só os verdadeiramente inteligentes perceberão

da pintura. As suas mãos não ficarão rígidas; o seu coração não ficará

o princípio da identidade. Eles não verão as coisas pelo modo como

frio; sem saber como, ele fá-lo-á.» (in «Lidai Ming Hua Ji»)


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Paulo Maia e Carmo tradução e ilustração


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hum

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euro

8.67

baht

0.22

Cineteatro

O que fazer esta semana Diariamente Exposição “Scape” de Rui Rasquinho Signum Living store (até 31 de Dezembro) Entrada livre

yuan

Cinema

Star Wars: the Force Awakens Sala 1

Star wars: the force awakens [b]

Filme de: J.J. Abrams Com: Harrison Ford, Carrie Fisher, Daisy Ridley, Adam Driver 14.15, 16.45, 21.45

Star wars: the force awakens [3d][b]

Filme de: J.J. Abrams Com: Harrison Ford, Carrie Fisher, Daisy Ridley, Adam Driver 19.15

Exposição de pintura de Manuel Cargaleiro Casa Garden (até 03/03/2016) Entrada livre

Sala 2

snoopy: The Peanuts Movie

[3D][b]

Falado em Cantonês Filme de: Steve Martino 19:30

snoopy: The Peanuts Movie [B] Falado em Cantonês Filme de: Steve Martino 14.30, 16.30, 21.30 Sala 3

Love the coopers [b] Filme de: Jessie Nelson Com: Alan Arkin, John Goodman, Ed Helms, Diane Keaton 14.30, 19.30, 21.30

Aconteceu Hoje

Exposição “A Jornada de Um Mestre” Albergue SCM (até 15/01/2016) Entrada livre

U m l i v r o hoj e

Exposição “Salpicos” de Sofia Bobone Fundação Oriente, Casa Garden Entrada livre

21 de dezembro

Estreia nos cinemas “Branca de Neve” de Disney

Exposição Casal Notável – artefactos de Sun Wan, segunda filha de Sun Yat Sen Museu de Macau (até 10/01/2016) Entrada livre

Exposição “Aguadas da Cidade Proibida” (até 07/2016) Museu de Arte de Macau (MAM) Entrada a cinco patacas

1.24

“O Principezinho” (Antoine de Saint-Exupéry, com participação de José Luís Peixoto e Hugo Makarov, 2015) Uma nova forma de ler um clássico. O escritor José Luís Peixoto e o ilustrador Hugo Makarov agarraram o convite de criar uma nova forma de ler esta obra intemporal. José Luís Peixoto acrescentou informações, observações e até sugestões que “propusessem uma multiplicidade de olhares que enriquecessem a experiência da leitura do livro”. E conseguiu. Makarov temperou com cor e movimento, marcados entre linhas e formas. Publicado em 1943, “O Principezinho” é um lugar comum em todos nós. Tal como José Luís Peixoto afirmou, em entrevista ao jornal Expresso, “este é um daqueles livros que, mais tarde ou mais cedo, chega sempre às mãos daqueles que têm a leitura presente nas suas vidas”. Filipa Araújo

• A 21 de Dezembro de 1937 o filme “Branca de Neve e os Setes Anões” estreia nos cinemas norte-americanos, tornando-se a primeira longa-metragem de animação e, consequentemente, um sucesso de bilheteira. Mas, “Branca de Neve” é um conto de fadas originário da tradição oral alemã, que foi compilado pelos Irmãos Grimm e publicado entre os anos de 1812 e 1822. Na versão dos irmãos Grimm, a história guarda algumas diferenças das muitas versões que se popularizaram. No início da história contada pelos Grimm, uma rainha costurava, no Inverno, ao lado de uma janela negra como o ébano. Ao lançar o olhar para a neve, picou o dedo com a agulha, e três gotas de sangue pingaram sobre a neve, o que a deixou admirada e a fez pensar que, se tivesse uma filha, gostaria que fosse “alva como a neve, rubra como o sangue e com os cabelos negros como o ébano da janela”. Não tardou e a rainha teve uma filha de descrições idênticas ao seu pedido. Mas, mal a sua filha veio ao mundo, a rainha morreu. O pai deu à filha o nome de “Branca de Neve” e logo casou com uma mulher arrogante e vaidosa, possuidora de um espelho mágico que só falava a verdade. Quando Branca de Neve fez dezassete anos a madrasta perguntou: “Quem é a mais bela de todas?” e o espelho não tardou a dizer: “Você é bela, rainha, isso é verdade, mas Branca de Neve possui mais beleza.” A rainha não tardou a descobrir o esconderijo de “Branca de Neve” e resolveu matá-la: disfarçada ofereceu um laço à Branca de Neve e amarrou-o em volta da cintura de “Branca de Neve” com tanta força que ela desmaiou. Os anões encontraram-na e ela conseguiu sobreviver, para fazê-lo novamente num segundo ataque da rainha, desta vez disfarçada de vendedora de escovas do cabelo. Ao dar a primeira escovada, Branca de Neve caiu no chão, desmaiada. Quando os anões chegaram e a viram, rapidamente retiraram a escova dos seus cabelos e ela acordou. É aqui que entra a maçã enfeitiçada, mas que muda a história a que nos habituámos da Walt Disney: quando o príncipe viu o caixão de vidro onde a jovem estava quis levá-la para o castelo. No caminho, a carruagem tropeçou e o pedaço de maçã que estava na garganta de Branca de Neve saiu e ela pôde novamente respirar.

fonte da inveja

O Natal transformou um ritual em compras.

João Corvo


opinião

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David Chan* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog

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macau visto de hong kong

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o passado dia 17, o website “www.japantimes.co.jp” publicou um artigo sobre o casamento no Japão. O Supremo Tribunal Nipónico determinou que:

1. A lei (artigo 733 do Código Civil do Japão) que proíbe às mulheres um novo casamento, antes de seis meses volvidos após o divórcio, é constitucional. 2. A lei (artigo 750 do Código Civil do Japão) que concede aos casais a liberdade de escolher o sobrenome do marido ou da mulher, como sobrenome comum, não é inconstitucional.

Por outro lado, os websites “gotv.ctitv. com.tw” e “news.Itn.com.tw” divulgaram o caso de uma mulher, de 30 anos de idade, que se divorciou em Março de 2008, com base em violência doméstica. Devido aos requisitos legais acima referidos, só pôde voltar a casar seis meses após o divórcio. Em 2011 processou o governo japonês, alegando que a lei não concedia direitos iguais aos dois sexos. Por este motivo, a lei só concedia “infelicidade” aos cidadãos, em vez de “felicidade”. Pediu uma indemnização de 1,65 milhões de yenes. Os dois artigos de Lei acima mencionados foram sancionados durante o período Meiji (1868 - 1912). Há mais de 100 anos. A razão que justificou, nessa época, a promulgação do artigo 733, foi certamente a impossibilidade de determinar cientificamente a paternidade de uma criança. O “período de restrição de seis meses” era a ferramenta possível para impedir uma disputa de paternidade entre o primeiro marido e o segundo. O Artigo 733 acabou por ser considerado inconstitucional. O Tribunal considerou a lei desactualizada. Hoje em dia, a paternidade pode ser determinada por testes de ADN. Embora o período de restrição de seis meses tenha sido removido por este Tribunal, mantem-se o “período de restrição de 100 dias”. Por outras palavras, após o divórcio, a mulher que queria voltar a casar, teria de esperar pelo menos seis meses. E isto porque no Japão, existem algumas regras que providenciam, que: 1. Uma criança que nasça 200 dias depois do casamento, é presumível que seja fruto dessa união. 2. Uma criança que nasça até 300 dias após o divórcio, é presumível que seja filha do anterior marido. É possível que estas leis tentem lidar com a seguinte situação: Se uma mulher, que volta a casar, engravidar no dia do casamento e a criança

Preston Sturges, The Palm Beach Story

Liberdade de casamento

nascer dali a 200 dias, de acordo com a regra 2, presume-se que seja do primeiro marido. Mas de acordo com a regra 1, se uma criança nascer 300 dias a seguir ao divórcio, é presumível que seja filha do segundo marido. Se uma mulher der à luz uma criança 250 dias depois do divórcio, de acordo com a segunda regra, é presumível que o filho seja do primeiro marido. O “período de restrição de 100 dias” pretende minimizar a “surpresa” no segundo casamento. Os sinais exteriores de gravidez, que ocorrem no período de 100

O Tribunal não é o único responsável pela erradicação de leis desactualizadas. A sociedade e os órgãos legislativos devem trabalhar em conjunto nesse sentido

dias, serão o melhor sinal para que a mulher e o seu segundo marido saibam que medidas devem tomar. Mitduhide Iwaki, ministro da Justiça (i.e. Chefe do departamento legal do governo) deu instruções aos seus departamentos, para que uma mulher possa registar o seu segundo casamento, 100 dias após o divórcio do primeiro. Iwaki também ordenou que seja preparada uma Emenda ao Código Civil. O artigo 750 foi considerado constitucional. Foi finalmente sancionado como uma lei válida. O Tribunal deliberou que a escolha do apelido de família, quer seja do marido ou da mulher, é, não só, uma disposição legal, mas também uma tradição na sociedade japonesa. Não colide com a dignidade pessoal nem com a liberdade no casamento. Permite que os casais assumam uma identidade familiar. Esta questão é importante não só no Japão, mas também em todo o mundo. No Japão, as antigas leis estão a ser ultrapassadas e, no

mundo em geral, o processo de igualdade entre os sexos continua a avançar. Homens e mulheres são iguais aos olhos da lei. É óbvio que a Emenda não será suficiente. A partir de um teste de gravidez, uma mulher pode facilmente saber se está, ou não, grávida. Se o teste for feito por um médico, que certifique um resultado “negativo”, o “período de restrição de 100 dias” pode ser eliminado. A mulher deixa de ter necessidade de esperar 100 dias para voltar a casar. Desta forma haverá maior liberdade de casamento. Na sociedade moderna, homens e mulheres devem estar em pé de igualdade. Algumas leis antigas, que poderão ter sido apropriadas, estão hoje em dia desatualizadas. O “período de restrição de seis meses” é disso um exemplo. O Tribunal não é o único responsável pela erradicação de leis desactualizadas. A sociedade e os órgãos legislativos devem trabalhar em conjunto nesse sentido. Conselheiro Jurídico da Associação de Promoção do Jazz de Macau

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos; Thomas Lim Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau segunda-feira 21.12.2015

Indonésia Detidos em operação antiterrorista

A polícia da Indonésia deteve seis alegados ‘jihadistas’ que estariam a planear um atentado à bomba ‘iminente’ no país, onde as autoridades elevaram o alerta por ameaça terrorista, informou ontem a imprensa local. A unidade antiterrorista da Indonésia, Densus 88, apreendeu material para fabricar explosivos, mapas de Jacarta e propaganda ‘jihadista’ a um dos detidos, suspeito de liderar um plano de atentados durante as festividades do Natal e Ano Novo. “De momento temos seis indivíduos detidos em conexão com um plano para atacar em Java e Sumatra (…) Formavam um grupo diversificado influenciado pelo Estado Islâmico”, disse uma fonte desta unidade especial ao diário The Jakarta Globe.

Reiki é aposta em Gondomar

cartoon por Stephff

Alunos do Agrupamento de Escolas de Valbom, Gondomar, têm agora acesso a terapias de ‘reiki’ que os podem ajudar a melhorar o desempenho lectivo, disse ontem uma docente envolvida na iniciativa. A professora de Língua Portuguesa Sara Matos apontou a “necessidade de melhoria dos resultados dos alunos” como a primeira razão para a introdução das terapias ‘reikianas’ naquele agrupamento. Proporcionadas em regime de voluntariado por terapeutas de ‘reiki’ de terceiro nível, as sessões duram em média 30 minutos e são grátis, ainda que a inscrição seja obrigatória. Nas sessões, a “busca do bem-estar geral”, explicitada por Sara Matos, proporciona aos alunos “momentos de relaxamento” que lhes chegam “através da canalização da energia que vem do universo”.

Síria Rússia pronta para reforçar meios

Depois do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) ter aprovado uma resolução para a paz na Síria, o Presidente russo mostrouse cauteloso e admitiu até reforçar o seu papel militar no conflito do país. Putin sublinhou que existem mais meios militares disponíveis, que podem ser usados caso seja necessário. “Estamos na linha da frente a combater bandidos na sua base. Estamos a ver a maneira eficiente que os nossos pilotos e agentes de inteligência coordenam os seus esforços com vários tipos de forças: o Exército, a Marinha e a Força Aérea, como usam as armas mais modernas”, declarou este sábado o Presidente russo.

Bomba em avião da Air France

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Um avião da Air France, proveniente da Ilha Maurícia e com destino a Paris, fez uma aterragem de emergência ontem em Mombasa, no Quénia, depois da descoberta de um pacote suspeito a bordo, anunciou a polícia queniana. O voo AF 463, com 459 passageiros e 14 membros da tripulação tinha deixado a ilha Maurícia às 21:00 locais e devia aterrar em Paris às 05:50 locais. O aparelho aterrou no aeroporto internacional Moi de Mobassa, na costa do Quénia, às 00:37 locais. “Foi pedida uma aterragem de emergência depois de um dispositivo suspeito de ter uma bomba ter sido descoberto na casa de banho. Uma aterragem de emergência foi preparada, e (o avião) aterrou sem problemas, e os passageiros foram retirados”, disse Charles Owino, porta-voz da polícia. “Especialistas em explosivos da Marinha e do departamento de investigações criminosas da polícia foram chamados, e levaram o dispositivo para desmontá-lo e verificar se contém explosivos”, acrescentou.

Miss Mundo Ganhou uma espanhola Águas marítimas Desde ontem a RAEM tem mais 85 km2

Macau já pode nadar M acau tem, desde ontem, um novo mapa de divisão administrativa, aprovado pelo Conselho de Estado da China, que determina que ficam sob sua jurisdição 85 quilómetros quadrados de áreas marítimas. A novidade surge precisamente um ano depois de ter sido anunciado o início dos trabalhos para a definição das áreas marítimas de Macau, por parte do Presidente chinês, Xi Jinping, aquando da sua visita ao território por ocasião do 15º. aniversário do estabelecimento da RAEM. O decreto do Conselho de Estado - que define as áreas marítimas e as delimitações terrestres sob jurisdição de Macau - foi publicado ontem, dia da

RAEM, sendo uma “prenda” de Pequim quando se celebram 16 anos desde a transferência da soberania de Macau de Portugal para a China. “Existe actualmente um vasto consenso na sociedade de Macau sobre a necessidade de acelerar o desenvolvimento da diversificação adequada da economia. É pelo facto de o Governo Central ter determinado as áreas marítimas sob nossa jurisdição que obtivemos, atempadamente, um apoio de relevância para a promoção acelerada do desenvolvimento da diversificação adequada da nossa economia”, afirmou o Chefe do Executivo depois do anúncio, na quarta-feira. A gestão de 85 quilómetros quadrados de áreas marítimas,

a leste e a sul de Macau, e a clarificação da área terrestre revestem-se de “profundos significados”, do ponto de vista do Governo, porque “expande substancialmente o espaço para desenvolvimento”. Esta expansão pode ser literal, na medida em que a decisão do Conselho de Estado da China abre a possibilidade de Macau, actualmente com uma área terrestre de 30 quilómetros quadrados, mas em fase de alargamento, crescer por via de mais aterros. Se essa for a intenção, contudo, carece do aval de Pequim e as novas parcelas a conquistar ao mar não vão ser aproveitadas para projectos associados ao jogo. A par com a definição das águas, também foram definidas novas delimitações terrestres, prevendo o novo mapa que o terreno onde se localiza o Posto Fronteiriço das Portas do Cerco seja integrado na RAEM, depois de arrendado desde 2002. Esse terreno, com uma área de 28 mil metros quadrados é demarcado então a partir de hoje como área da RAEM.

A modelo Mireia Lalaguna, natural de Barcelona e estudante de Farmácia, venceu ontem, na cidade chinesa de Sanya, a edição de 2015 do concurso Miss Mundo, título atribuído pela primeira vez a Espanha. Nesta 65.ª edição do mais antigo concurso de beleza, ficaram em segundo e terceiro lugar as candidatas da Rússia e da Indonésia, respectivamente. Mireia Lalaguna, de 22 anos, recebeu a coroa de brilhantes das mãos de Rolene Strauss, a sul-africana que venceu o concurso em 2014. O reinado de Miss Mundo tem a duração de 12 meses, durante os quais a principal missão é viajar pelo mundo para colaborar com obras beneficentes.


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Hoje Macau 21 DEZ 2015 #3479 by Jornal Hoje Macau - Issuu