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Hoje Macau 21 OUT 2013 #2957

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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RECOLHA DO LIXO

GOVERNO ASSINA CONTRATO PROVISÓRIO DE SEIS MESES COM A CSR

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MOP$10

Ter para ler

DIRECTOR CARLOS OUTUBRODEDE2013 2013• •ANO ANO XIII XIII •• Nº Nº 2953 2957 DIRECTOR CARLOS MORAIS MORAIS JOSÉ JOSÉ• •SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA 15 21DEDEOUTUBRO

ONU DIZ QUE MACAU PRECISA DE SUSTENTABILIDADE E ENERGIAS RENOVÁVEIS

MIF BALANÇO POSITIVO PARA OS JOVENS EMPRESÁRIOS, REVELA ALBERTO CARVALHO NETO CENTRAIS

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CARGOS PÚBLICOS Titulares revelam património na Internet

Bem abastados Habitações, terrenos, lugares de estacionamento, acções, negócios, posições. Os titulares dos cargos públicos mais importantes da RAEM não se podem queixar da sorte. Chan Meng Kam é quem mais tem ou, pelo menos, quem mais divulgou. Chan Chak Mo até é accionista de

uma empresa nas Bermudas. Angela Leong tem 38 casas para alugar. O Chefe do Executivo aparenta ter pouco património. Dos bens de Au Kam San, Mak Soi Kun e Fong Chi Keong nem sequer existe registo. O HM esmiuçou algumas das riquezas de quem nos governa. PÁGINAS 2 E 3

• CONDE SÃO JANUÁRIO

Novas urgências abrem mancas na quarta-feira PÁGINA 6

• LEI DO ERRO MÉDICO

Conselho Executivo passa a bola para Assembleia decidir PÁGINA 5

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POLÍTICA

hoje macau segunda-feira 21.10.2013

CARGOS PÚBLICOS TITULARES REVELAM BENS IMÓVEIS E INTERESSES PUBLICAMENTE NA INTERNET

Em nome da transparência

Casas, prédios, empresas, lugares de estacionamento e lojas. A partir de agora, é possível saber quem, do Governo, tem algum destes bens. Desde sábado que está disponível, na Internet, a parte IV da Declaração de Bens Patrimoniais e Interesses dos titulares de principais cargos de Macau – parte que diz respeito não só aos bens imóveis, como também às empresas e organizações não-lucrativas de que fazem parte os mais importantes cargos do Governo da RAEM CECILIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

O

Regime de Declaração de Bens entrou em vigor em Abril deste ano, depois de ser aprovado em Dezembro de 2012. À excepção de Chan Chak Mo, a inclusão dos deputados na lei – que, inicialmente, não os incluía - foi defendida por todos na altura da aprovação da lei na generalidade, com os deputados a admitir que quem aceita um cargo que lidere ou se relacione com a sociedade deve estar sujeito à fiscalização da população. O regime inclui, portanto, o líder do Governo e titulares dos principais cargos, magistrados, membros do Conselho Executivo, directores e

subdirectores de organismos público, chefes de gabinete e titulares dos cargos equiparados aos da Administração Pública, onde se incluem os de serviços e fundos autónomos e instituições públicas. As declarações estão disponíveis agora no site dos tribunais da RAEM (www. court.gov.mo) e podem ser reproduzidas sem qualquer restrição, de acordo com o que disse Vasco Fong, comissário contra a Corrupção, à agência Lusa, ainda que tenha de ser acompanhada com os motivos que acompanham essa reprodução. “Tal não prejudica em nada o direito à liberdade de imprensa (…), já que não é colocada qualquer restrição à reprodução, quer parcial, quer total, do teor da Parte IV da Declaração de Bens Patrimoniais e Interesses”, começa por dizer, citada

pela agência de notícias portuguesa. “Ao proceder a essa reprodução, o órgão de imprensa está a exercer um direito, está a praticar um ato lícito e não pode, em circunstância nenhuma, ser penalizado por tal facto”, frisa o CCAC. O HM consultou as declarações de rendimentos e bens de todos os deputados da AL – ainda que faltem alguns –, dos secretários do Governo e de alguns dos membros de instituições públicas. A maioria das declarações está feita em chinês.

MAIORIA DOS DEPUTADOS COM EMPRESAS

Entre os deputados da AL, Chan Meng Kam é quem bate o recorde ao nível dos bens imóveis detidos. O deputado – que está há oito anos ao serviço do Executi-

vo – tem 53 fracções habitacionais, 239 lojas, 28 escritórios e 87 lugares de estacionamento. Na lista de empresas de que faz parte, constam cerca de cem empresas, algumas delas sub-empresas da Golden Dragon, onde Chan Meng Kam tem acções que vão desde os 20% aos 100%. O deputado ocupa ainda mais de vinte cargos em diferentes organizações, como, por exemplo, o de vice-presidente da Associação de Beneficência do Kiang Wu e o de vogal na Associação de Beneficência Tong Sin Tong. Na lista dos deputados que detêm acções em empresas, constam ainda os nomes de Chan Chak Mo – que faz parte de 16 empresas em Macau, como a Future

BENS DE ALGUNS DEPUTADOS DA IV LEGISLATURA DA AL

• CHAN MENG KAM 8 anos de serviço

• CHAN CHAK MO 12 anos de serviço

• ANGELA LEONG 8 anos de serviço

• PEREIRA COUTINHO 8 anos de serviço

• LEONEL ALVES Mais de 20 anos de serviço

• GABRIEL TONG 4 anos de serviço

• KWAN TSUI HANG 17 anos de serviço

53 fracções habitacionais 239 lojas 28 escritórios 87 lugares de estacionamento. Acções em mais de cem empresas Mais de 20 cargos em organizações diferentes (exemplo: vice-presidente da Associação de Beneficência do Kiang Wu e da Associação de Beneficência Tong Sin Tong)

1 fracção habitacional em Macau 1 fracção habitacional em Hong Kong 1 lugar de estacionamento em Macau 3 lugares de estacionamento em Hong Kong Acções em mais de 16 empresas em Macau Acções numa empresa nas Bermudas Mais de 80 cargos em organizações diferentes, onde se inclui a Associação de Beneficência Tong Sin Tong e outras, na sua maioria, ligadas ao desporto

1 prédio 38 casas para alugar 11 lugares de estacionamento 2 lojas Acções em mais de 30 empresas, onde se inclui 10% da Sociedade de Jogos de Macau Mais de 30 cargos em diferentes organizações

1 fracção habitacional 1 lugar de estacionamento 1 cargo em organizações

1 habitação em Macau 2 habitações em Portugal 2 habitações em copropriedade em Inglaterra 4 escritórios em Macau 2 empresas – Tailândia 7 cargos em organizações

1 moradia 1 loja para arrendamento 1 terreno com dois hectares 2 casas “abandonadas na aldeia” 1 fracção habitacional (tudo fora de Macau) Mais de 20 cargos em organizações

2 fracções habitacionais em Macau 1 casa em Guangdong 3 cargos em organizações


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Bright, e uma nas Bermudas –, Angela Leong – mais de 30 empresas, onde se incluiu obviamente a Sociedade de Jogos de Macau, onde Angela Leong detém 10%, e a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, onde a deputada detém 6,8% -, Leonel Alves, Vitor Cheung, Kou Hoi In, Lau Veng Seng, Sio Chio Wai, Vong Hin Fai, José Chui Sai Peng, Tsui Wai Kwan, Fong Chi Keong, Ho Iat Seng, Ung Choi Kun, Melinda Chan e Chui Sai Cheong. Os dados mostram, portanto, que do total dos deputados que fez parte da IV Legislatura da AL, mais de 55% são membros de empresas. A maior parte dos nomeados pelo Chefe do Executivo que serviram a população até Agosto deste ano – à excepção de Ho Sio Kam e Gabriel Tong – são também parte activa em empresas. Na lista dos que têm entre uma a três fracções habitacionais e um lugar de estacionamento estão os nomes dos democratas Ng Kuok Cheong, Paul Chan Wai ChI, de Pereira Coutinho e Leong Veng Chai. Lau Cheok Va, agora ex-presidente do hemiciclo, conta com cinco habitações e dois lugares de estacionamento fora da RAEM. Há ainda oito declarações inexistentes de alguns dos novos deputados e declarações – como a de Au Kam San, Mak Soi Kun

e Fong Chi Keong – onde nada há registado sobre os bens imóveis.

OS ALTOS CARGOS

No que diz respeito aos altos cargos da RAEM – en-

tre os quais se destacam os secretários – apenas num caso se registam acções em empresas e são poucos os cargos ocupados em organizações não-lucrativas. O Chefe do Executivo,

Tal não prejudica em nada o direito à liberdade de imprensa (...), já que não é colocada qualquer restrição à reprodução, quer parcial, quer total, do teor da Parte IV da Declaração de Bens Patrimoniais e Interesses (...) Ao proceder a essa reprodução, o órgão de imprensa está a exercer um direito, está a praticar um ato lícito e não pode, em circunstância nenhuma, ser penalizado por tal facto VASCO FONG comissário contra a Corrupção

Chui Sai On, detém uma casa, um apartamento de dois andares para arrendamento, três lugares de estacionamento e uma moradia no continente. O líder do Executivo ocupa ainda nove cargos em organizações, sendo uma delas a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST), onde é supervisor fiscal honorário. Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, acumula cinco cargos em organizações, que se juntam na lista a um lugar de estacionamento, três habitações em Macau, uma fora do território e um terreno com cerca de 500 metros quadrados, também fora da RAEM. Lau Si Io, da tutela das Obras Públicas, junta quatro habitações, três delas fora de Macau e duas delas para arrendamento. Já Francis Tam , secretário para a Economia e Finanças, detém duas casas e acções em três empresas “da família” e uma “onde se mantém apenas o registo comercial, mas não há movimento operacional”. Os comissários – contra a corrupção e de auditoria – também estão sujeitos à Declaração. Vasco Fong, do CCAC, detém duas habitações – uma delas no continente -, uma fracção comercial e três lugares de estacionamento. Ho Veng On, do CA, acumula quatro lugares de estacionamento, uma loja e seis fracções habitacionais.

• VONG HIN FAI 12 anos de serviço

• CHUI SAI PENG 8 anos de serviço

• MELINDA CHAN 4 anos de serviço

• UNG CHOI KUN 8 anos de serviço

• FONG CHI KEONG 18 anos de serviço

• CHUI SAI CHEONG 14 anos de serviço

10 fracções habitacionais em Macau 4 unidades comerciais em Macau 1 escritório em Macau 20 lugares de estacionamento Acções em cinco empresas 7 cargos em organizações

2 casas 1 fracção habitacional Acções em cinco empresas Mais de 140 cargos em organizações

2 lojas 2 lugares de estacionamento (um para arrendamento) 2 habitações para arrendamento 1 prédio 3 casas Acções em 15 empresas 3 cargos em organizações

1 habitação 2 prédios 2 lojas 2 escritórios 9 lugares de estacionamento (dois para arrendamento) Acções em mais de 20 empresas 8 cargos em organizações

Sem bens imóveis declarados Acções em cinco empresas 3 cargos em organizações

5 fracções habitacionais (três para arrendamento) 1 fracção habitacional no continente 2 escritórios 5 lugares de estacionamento (um para arrendamento) Acções em mais de 20 empresas Mais de cem cargos em organizações

Wong Kit Cheng quer rever sistema das creches

A deputada entregou uma interpelação escrita onde questiona quais as medidas que o Executivo tem para resolver o problema da vaga de creches. Disse ainda que o Governo considerou que as creches não pertencem ao sistema normal de ensino, pelo que nem sempre se requer a contratação de profissionais. Wong Kit Cheng acusa do Governo de ter um discurso “contraditório” e pede uma revisão da sua politica para as creches, por forma a resolver o problema dos recursos humanos. Pede ainda que as “empresas grandes, como as do jogo, possam oferecer serviços de creches”.

Au Kam San quer empresários fora do Conselho Executivo

Uma interpelação escrita do deputado questiona a razoabilidade de permitir que empresários sejam membros do Conselho Executivo (CE). O deputado lembrou o caso da concessão directa do projecto arquitectónico do novo hospital a Eddie Wong, membro do CE. “Um membro do CE recebe um terço do equivalente ao salário do Chefe do Executivo, sendo a remuneração superior à dos deputados. Mas como as reuniões são confidenciais, o público não pode supervisionar. Por isso os empresários do CE podem saber as políticas do Governo mais cedo para aproveitar as oportunidades em conjugação com os seus interesses.” Au Kam San pede assim a revisão do CE para “não danificar o prestigio do Governo da RAEM”.


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NOVA LEI OBRIGA TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL À OBTENÇÃO DE TÍTULO

RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

O

Governo viu-se obrigado a criar uma lei para minimizar os acidentes de trabalho. O novo diploma que será entregue à Assembleia Legislativa pelo Conselho Executivo aposta, por isso, no ensino como meio de prevenção. Chama-se lei do Regime do cartão de segurança ocupacional e obriga a que os trabalhadores locais e não-residentes obtenham este título, válido por cinco anos, para poderem trabalhar. Caso contrário, tanto a parte laboral como a patronal estarão sujeitas a multas. “O trabalhador sem cartão a trabalhar no estaleiro de obras é punido, bem como o empregador que o contratou. Os trabalhadores são punidos no valor de 500 patacas e os empregadores entre 1000 a 7000 patacas por empregado. Em caso de reincidência, a multa é agravada em mais um quarto do valor inicial”, explicou na sexta-feira o porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng. O cartão de segurança ocupacional é conseguido depois

TIAGO ALCÂNTARA

Sem formação não há trabalhinho

TRIBUNAIS PEREIRA COUTINHO QUER SABER EM QUE PÉ ESTÁ CONSTRUÇÃO

Para quando, a casa da Justiça? joana.freitas@hojemacau.com.mo

J

OSÉ Pereira Coutinho quer saber pormenores sobre as obras de construção dos novos tribunais. Numa interpelação escrita datada de sexta-feira passada, o deputado volta a insistir numa questão que já tem trazido a público, refere, “desde o ano 2000”. Recorde-se que, também na sexta-feira, o HM dava conta de ter sido publicado em Boletim Oficial um anúncio de que foi lançado o concurso público para a construção do Tribunal Judicial de Base, junto aos lagos Sai Van, que deverá estar pronto em 2016. As perguntas da interpelação escrita ao Governo são quatro e dizem respeito não só às obras,

mas também ao funcionamento geral da justiça. “Quando vai ser construído e finalizado o novo Palácio de Justiça? Quais as razões para os atrasos da sua construção? Qual o local e a área útil? O Governo vai implementar medidas adequadas para diminuir a morosidade no funcionamento dos TIAGO ALCÂNTARA

JOANA FREITAS

tribunais?”, interroga Pereira Coutinho. O deputado frisa que já tem vindo a alertar o Governo para a questão da insuficiência das instalações de tribunais e para a necessidade de se construir um edifício que os albergue, acabando com o que já tem vindo a gerar polémica na sociedade: a

manutenção de tribunais em edifícios públicos. “Note-se que o Tribunal Judicial de Base e o Ministério Público funcionam em edifícios multiusos, inadequados e com poucas condições de dignidade e segurança. O atraso na sua construção, para além de constituir uma nítida falta de respeito para com o poder judicial tem vindo a prejudicar a dignidade e a imagem dos órgãos judiciais a nível interno e externo de Macau.” O deputado felicita o facto de, “nove anos depois”, o Governo ir finalmente criar os juízos de Trabalho e Família e Menores “previstos na Lei de Bases da Organização Judiciária”, mas nunca antes estabelecidos. O Governo anunciou este mês a criação destes dois juízos.

de os trabalhadores fazerem um exame público (acessível online), ao qual estarão mais facilmente aptos a passar aqueles que frequentem um curso de seis horas fornecido pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). A formação não é nova e mantém-se igual à que tem sido fornecida até aqui a título voluntário. Actualmente, segundo dados da DSAL, mais de 90 mil trabalhadores já têm um cartão que se manterá válido. E outros 10 mil já reciclaram os seus conhecimentos, algo a que todos os trabalhadores estarão obrigados a fazer de cinco em cinco anos para obterem a renovação do título. O Executivo considerou oportuna esta nova legislação pelo facto de, nos últimos anos, o “sector da construção civil ter registado um desenvolvimento próspero” que resultou na “diversidade e complexidade das obras”. O cartão de segurança ocupacional visa assegurar o domínio dos trabalhadores nos conhecimentos básicos sobre segurança e saúde ocupacional na construção civil e a sua competência básica sobre a segurança laboral. Segundo últimos dados da DSAL, em 2012 houve 6588 vítimas de acidentes de trabalho – um aumento de 2,6% face a 2011. Destes, 525 trabalhadores do sector da construção foram vítimas de acidentes de trabalho face a 430 no ano anterior.

VOOS PORTUGAL-CHINA POUCO PROVÁVEIS EM 2014, DIZ EMBAIXADOR

Ainda não é desta A

INDA não será para 2014 que as ligações aéreas directas entre Portugal e a China se vão tornar uma realidade. Quem o diz é Jorge Torres Pereira, embaixador português em Pequim, numa entrevista à Rádio Macau. “Ainda não estamos no ponto de discutir origens e destinos”, frisou ao programa Entrevista da rádio, acrescentando que “não é provável” que haja voos directos entre Portugal e a China no próximo ano. Jorge Torres Pereira explica que o destino, em Portugal, seria Lisboa. Porquê? “Devido à defesa da capital como ‘hub’ para ligações para a América do Sul e para África”, esclarece como um dos “argumentos que talvez possamos usar para a negociação para obter o que pretendemos”. Na China, “Pequim faria sentido” na lógica do “estreitamento das relações políticas”, mas o diplomata

entende que Xangai “faria mais sentido na captação de fluxos turísticos”. Seja como for, adianta à rádio, ainda não está a ser discutida a origem o destino dos voos e deve ser uma companhia chinesa a assegurar as ligações. Por enquanto, defende Torres Pereira, é tempo de acertar a realização das ligações e a existência dos voos entre os dois países deve ultrapassar as questões meramente económicas. Na entrevista, Jorge Torres Pereira reconheceu, ainda, que “há um défice de conhecimento sobre o Portugal na China, e é bom que tenhamos consciência disso.” O diplomata não confirma a visita de Cavaco Silva à China, mas admite que, em 2014, deve realizar-se um encontro ao mais alto nível. Uma visita deve acontecer no próximo ano, mas é ainda cedo para falar em datas.


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hoje macau segunda-feira 21.10.2013

O Conselho do Executivo vai passar para discussão e aprovação da AL a lei do erro médico. O Governo propõe a criação de uma comissão de perícia, composta por sete membros nomeados pelo Chefe do Executivo, para investigar os casos durante três meses. Mas a investigação só terá lugar quando requerida pelo utente em causa RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

H

AVERÁ um novo interveniente em processos de litígio decorrentes de um potencial erro médico. O órgão em causa é chamado de Comissão de Perícia do Erro Médico e cabe-lhe proceder à investigação e “perícia técnica independente para verificação do erro médico” e, mais tarde, elaboração de um relatório pericial – um prova de negligência clínica – que depois será submetido ao Centro de Mediação de Litígios Médicos pelo utente visado. Será composto por sete membros – dos quais cinco da área de medicina e dois profissionais de perícia em medicina com 10 anos de experiência profissional – nomeados pelo Chefe do Executivo. O Regime Jurídico de Tratamento de Litígios decorrente de Erro Médico, que cria o novo organismo, foi aprovado pelo Conselho Executivo e será agora entregue à Assembleia Legislativa para apreciação e aprovação.

LEI DO ERRO MÉDICO GOVERNO PROPÕE COMISSÃO DE PERÍCIA PARA INVESTIGAÇÃO APENAS QUANDO REQUERIDA PELA POSSÍVEL VÍTIMA

Relatórios de prova O pedido de abertura do processo está exclusivamente a cargo do possível lesado. A comissão deve depois concluir as acções de investigação no prazo de três meses (90 dias) após recepção do respectivo requerimento que, em casos excepcionais, pode ser prorrogado. “O requerente tem de ser o interessado. A vítima do erro médico é que apresenta a vontade de abertura do processo. [A Comissão de Perícia] vai elaborar um relatório após as acções de investigação e deve enviar a respectiva cópia aos prestadores de serviços, utentes e serviços de saúde. Os interessados vão depois [com o relatório pericial em mãos] ao centro de mediação para resolver o seu litígio”, sublinha Leong Heng Teng, porta-voz do Conselho Executivo, a quem coube apresentar o novo diploma à imprensa na passada sexta-feira. Por outro lado, os prestadores de cuidados de saúde que tenham conhecimento ou suspeitem da ocorrência de erro médico estão “obrigados” a notificar os Serviços de Saúde em 24 horas. E cabe depois a esta direcção “informar o respectivo utente” da situação e “prestar-lhe informações” que possam facilitar a defesa dos seus direitos e interesses. A Comissão de Perícia terá “competências para efectivar a respectiva investigação”, na nova lei, e existem “regras a seguir” na processo e na “busca de provas”, avança o responsável, mas no relatório elaborado “não mencionará sanções”.

O ESSENCIAL O pedido de abertura do processo está exclusivamente a cargo do possível lesado. A comissão deve depois concluir as acções de investigação no prazo de três meses (90 dias) após recepção do respectivo requerimento que, em casos excepcionais, pode ser prorrogado

O “impedimento” do exercício de funções também está salvaguardado. Ou seja, “se os membros pertencerem a determinadas instituições médicas, então esses profissionais têm de pedir o impedimento [...] Quem incorrer em infracções administrativas é sujeito a uma pena”, garante Leong Heng Teng. É depois ao Centro de Mediação de Litígios Médicos – em funcionamento sob alçada do Governo mas sujeito a reestruturação na nova proposta de lei - que cabe a intervenção sobre conflitos respeitantes à indemnização em caso de erro médico. Leong Heng Teng deixa, no entanto, há margem para discussão sobre a tutela a que está sujeito o organismo. “O centro já funciona na estrutura da administração. Pode trabalhar de forma imparcial? Ou deve ser independente para agir de forma justa?”, sugere, como interrogações com margem para discussão.

Se não for possível chegar a acordo entre as partes, há ainda a possibilidade por parte dos intervenientes de recurso a tribunal.

SUSPENSÃO INVIABILIZADA DURANTE INQUIRIÇÃO

O médico suspeito de erro não será suspenso durante a investigação. O diploma define que, até provas em contrário, as funções mantêm-se. “Quanto ao sector privado, têm regras para seguir. Será suspeito. Temos de seguir o princípio de presunção de inocência”, afiança Lam Chi Long, Chefe de Departamento de Inspecção e Litígio, da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ). No que respeita à

responsabilidade civil por erro médico - independentemente de se tratar de hospitais públicos, privados ou médicos particulares - é aplicável o disposto no Código Civil. Quando o erro médico for causado por pessoal médico, a instituição de saúde em que este preste serviços é também responsável pela indemnização. O regime explicita ainda as regras fundamentais sobre o registo, conservação e entrega do processo clínico, as instituições de saúde e pessoal médico que as infrinjam é aplicável a sanção administrativa de multa. Quando requerido pelo utente deve ser-lhe entregue no prazo de 10 dias. Quanto aos actos de falsificação e danificação do processo clínico – que deve ser conservado no prazo mínimo de 10 anos - são aplicáveis sanções penais. “Qualquer prestador de cuidados quando procede a qualquer infracção penal temos de aplicar as sanções previstas no código penal”, salienta Lam. Leong Heng Teng garante que o “regime jurídico é uma garantia aos prestadores de cuidados de saúde e utentes”, depois de a 3.ª Comissão Permanente da AL ter sido incumbida de proceder a um estudo para a elaboração da lei do erro médico, em Abril de 2011, na sequência de uma petição apresentada por cidadãos. Leong explica que as propostas da comissão foram tidas em conta no novo diploma. A lei entrará em vigor, depois de aprovada na especialidade, 90 dias após a data da sua publicação.


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SOCIEDADE

SÃO JANUÁRIO NOVAS URGÊNCIAS EM FUNCIONAMENTO PARCIAL

RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

Saúde aos bochechos TIAGO ALCÂNTARA

É

já esta semana, na quarta-feira, que a população adulta pode ser atendida nas novas instalações de urgência do hospital público. O equipamento ainda não acolhe todos os serviços projectados, ficando a conclusão total assegurada no prazo de mais um ano. A data foi assegurada pelo director dos Serviços de Saúde (SS), Lei Chin Ion. “No final de 2014 vai concluir-se a obra de construção de urgência”, salientou, numa conferência de imprensa convocada na sexta-feira ao final da tarde após uma visita às novas instalações com os membros do Conselho para os Assuntos Médicos. No edifício de quatro andares estarão também garantidos os serviços de pediatria, na ala nordeste, no segundo piso, com 10 camas de observação. No primeiro andar, reservado à urgência geral, ficará uma zona de salvação com seis camas de socorro, onde as ambulâncias terão acesso a uma zona de inscrição, triagem e espera, e ainda uma enfermaria com 43 camas. Este piso está ainda equipado com um laboratório e sistema radiológico digital. No rés-do-chão ficará a sala de observações também com 43 camas, os serviços de consulta externa 24 horas e também uma farmácia, um laboratório e o banco de sangue. Há ainda um posto de polícia e no último andar do edifício um parque de estacionamento, com

hoje macau segunda-feira 21.10.2013

MAIS 17 PESSOAS NAS URGÊNCIA POR DIA

capacidade para 32 carros, 39 motociclos e um lugar reservado a deficientes. As novas instalações de

urgências, com uma área de mais de 14,5 mil metros quadrados, são três vezes maiores do que as actuais com 96

camas de observação, mais 71 camas do que as disponíveis actualmente. “A área é maior mas o número de

utentes diariamente é mais ou menos igual. De qualquer modo, será recrutado mais pessoal [ver caixa] porque

SEIS GR UPOS ESPECIALIZADOS INTEGRAM A COMISSÃO PARA OS ASSUNTOS MÉDICOS Quando criado o Conselho para os Assuntos Médicos, presidido por Lei Chin Ion, director dos Serviços de Saúde, em Julho deste ano. O regulamento administrativo que lhe deu forma previa a constituição de grupos especializados “com vista ao estudo, acompanhamento e apresentação de propostas e relatórios sobre temas específicos respeitantes ao desenvolvimento da actividade profissional de saúde”, por deliberação do próprio conselho ou decisão do presidente. Na sexta-feira, após apresentação do novo edifício de urgência,

o HM recebeu dos SS a composição dos seis grupos especializados, a maioria dos quais com uma média de nove elementos, número máximo permitido. Mário Évora, director clínico do São Januário, e Leonel Alves, deputado indirecto, integram a “área de médico” juntamente com o coordenador Chan Wai Sin, director do hospital público, que acumula o grupo especializado nas “áreas profissionais de saúde”. “Na área de médico de medicina tradicional chinesa” entra Cheang Seng Ip, subdirector dos SS, como coordenador, que também

VISITANTE DA MALÁSIA ELEVA PARA NOVE OS CASOS DE DENGUE

A febre que veio de fora J

Á foram registados nove casos importados de febre de Dengue em Macau. De acordo com os Serviços de Saúde (SS), o último foi descoberto no passado sábado e diz respeito a um homem com 27 anos e residente na Malásia, que veio a Macau este mês e foi atendido nos dois hospitais da RAEM. Apesar de ter saído já do território, o doente conta para as estatísticas, numa altura em que as autoridades alertam para o facto de a situação epidemiológica do surto de febre de Dengue ser muito

a área é três vezes maior o que não quer dizer que o número de pessoas atendidas vai triplicar”, observou. Por outro lado, ao contrário do que se previa inicialmente, não haverá máquinas de oxigénio para cada cama porque “não vai ser possível” mas “terá de se planear para o futuro”. A empreitada agora finalizada custou mais de 280 milhões de patacas ao Governo. As restantes obras do projecto de ampliação do São Januário só terão fim datado para 2017.

grave no sudeste da Ásia e na província de Guangdong. Actualmente, Guanzhou, Zhongshan, Zhuhai, Foshan e Jiangmen são os sítios mais afectados. Mesmo que não haja ainda casos locais, foram registados nove casos importados de febre de Dengue no território, o que, dizem os SS, representa um valor mais alto face ao ano anterior, em que se registaram apenas quatro destes casos. “Isto reflecte o aumento do risco de transmissão da febre de Dengue em Macau e está previsto que o estado de alto

risco de propagação se manterá até ao fim de Outubro”, alerta o Executivo. Os SS apelam aos cidadãos para prestarem atenção à higiene ambiental, eliminarem as águas estagnadas do local de trabalho e de casa e, caso se desloquem às regiões com epidemia de febre de Dengue, em especial, ao Sudeste Asiático, que vistam roupas com mangas compridas e de cor clara. Quando se manifestarem sintomas suspeitos de febre de Dengue, nomeadamente febre e erupção cutânea, devem recorrer de imediato ao médico.

integra o grupo respeitante à “área de farmacêutico”. Este último presidido por Choi Peng Cheong, chefe do Departamento dos Assuntos Farmacêuticos dos SS, Paul Pun, secretário-geral da Cáritas, e Mónica de Assis Cordeiro, presidente da APEM, entram no grupo especializado na “área de enfermagem” coordenado pela directora da Escola Superior de Saúde do IPM. Outros seis membros completam o grupo especializado na “área de médico dentista”. As reuniões dos grupos especializados são convocadas e presididas pelo coordenador.

No ano passado, recorreram ao Serviço de Urgência para Adultos, nos dois hospitais e posto de urgência das ilhas, um total de 263080 pessoas, numa média diária de 719 pessoas. Já nos primeiros oito meses deste ano, mais 17 pessoas em média foram para às urgências - um aumento de 2% face ao período homólogo de 2012. Na metade dos casos, a gravidade da situação era a de nível mais baixo (categoria IV). Os motivos da procura em 2012 são, por ordem crescente, e comparativamente a 2011: doença (+7%), acidentes de viação (-8%), agressões (+6%), acidente (+28%) e suicídio (-37%). Segundo os SS, 30% dos casos tratados em urgência não eram “razoáveis” pelo que houve “utilização não adequada”.

MÉDICOS E CAMAS EM NÚMERO SUFICIENTE

O director dos SS avançou que foram recrutados, entre 2010 e 2012, 167 médicos e estão, neste momento, a ser contratados mais de 200 enfermeiros, além de outros tantos técnicos de diagnóstico e terapeutas. Para já, estes recursos humanos são suficientes. “Este número é calculado com base nas camas e no número de enfermeiros que se precisa”, justificou Lei Chin Ion. Sobre as camas em falta, o responsável explica que actualmente há 2,5 para cada mil habitantes mas com a construção do novo hospital das ilhas o número vai elevar-se para “mais de três camas”. “De acordo com este cálculo, chega de serviços prestados”, reforçou. Os três hospitais do território estão também a preparar-se para receber finalistas dos cursos de Medicina em “oportunidades de estágio”.


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LIXO GOVERNO ASSINA CONTRATO PROVISÓRIO DE SEIS MESES COM CSR DEVIDO A LITÍGIOS JUDICIAIS

Nas mãos do tribunal Deviam ser dez anos, mas um recurso interposto pela Urbaser levou a que o Governo suspendesse a assinatura do contrato para a recolha de lixo com a CSR, a operar em Macau há mais de dez anos. Para já, e enquanto a justiça não responde, o acordo será válido por seis meses. O Governo não descarta, contudo, que possa haver um novo contrato com período inferior a dez anos depois de resolvidos os conflitos JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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contrato não pode ser assinado, mas o Governo vai continuar a operar com a Companhia de Sistemas de Resíduos (CSR) por mais seis meses. A notícia já tinha sido avançada pelo jornal Macau Business Daily, mas só no sábado foi oficialmente anunciado pelo Governo que o contrato de prestação de serviços de limpeza urbana, recolha e transporte de resíduos vai continuar “por um período curto”. As controvérsias em torno da adjudicação destes serviços à empresa – que esteve, inclusive, envol-

vida no caso de corrupção ligado a Ao Man Long – não são novas. Em Maio deste ano, a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) anunciou que a CSR saiu vencedora de um concurso público para a prestação de serviços de recolha e transporte do lixo, onde participaram outras quatro empresas. O concurso público foi aberto em Dezembro do ano passado, depois de uma terceira prorrogação do contrato entre Governo e CSR, e tinha como principais pontos a avaliar a experiência e tecnicidade das empresas e o valor da adjudicação, entre pontos como as garantias dadas aos trabalhadores. A CSR –

que é a empresa que opera em Macau desde há mais de dez anos – foi a que obteve a pontuação mais alta, supostamente ficando encarregue dos serviços por mais dez anos. No entanto, em Julho, ficou a saber-se que o Governo estaria a atrasar a assinatura do contrato com a CSR devido à interposição de um recurso no Tribunal de Segunda Instância contra a decisão da adjudicação do contrato à empresa. A contestação veio da parte da Urbaser, subsidiária da empresa portuguesa SUMA e uma das cinco candidatas ao concurso. Recorde-se que a Urbaser garantiu ter tido uma avaliação muito positiva tanto no critério do

preço, como de currículo, na altura do concurso. Os representantes da empresa estavam confiantes, tendo apresentado ideias como a introdução de uma educação ambiental, inovações nos equipamentos (menos poluentes e ruidosos) e a instalação de mais ecopontos de reciclagem no território. Os resultados, no entanto, não favoreceram a Urbaser, uma vez que a CSR continuou à frente.

SÓ SEIS MESES?

No sábado passado, e depois de muita tinta correr nos jornais do território, a DSPA lançou um comunicado onde refere que “o contrato não pode ser assinado, de acordo com a lei”. Ainda assim, “para assegurar o funcionamento regular dos serviços, o Governo decidiu renovar o contrato da prestação dos referidos serviços por um período curto e acompanha oportunamente os resultados do julgamento”. De acordo com o contrato, a prestação de serviços pela CSR acabaria no dia 31 deste mês, sendo, então, renovado por mais dez anos. Período que passa, agora, a ser de apenas seis meses, ainda que se mantenham as mesmas cláusulas contratuais. “Tendo em conta que a prestação de serviços de limpeza urbana, recolha e transporte de resíduos está relacionada com o ambiente e a higiene pública, o interesse público e a imagem turística da cidade, o Governo da RAEM decidiu renovar o contrato

da prestação de serviços vigente por um período de seis meses.” Mas, o Executivo pode não ficar por aqui. De acordo com o comunicado enviado pela DSPA, não está de fora a possibilidade de se continuar com o contrato entre Governo e CSR, ainda que mais curto, após a resolução do litígio em tribunais. “Não se exclui a possibilidade de se reduzir a duração contratual de acordo com as disposições do contrato renovado, quando for conhecida a conclusão dos procedimentos conservatórios com a suspensão de eficácia em apreço e haja

a avaliação das propostas foi feita de forma “justa, imparcial, transparente, rigorosa e prudente”. Justificações que se presumem necessárias, quando a CSR é uma das empresas ondeAo Man Long, ex-secretário para as Obras Públicas condenado a 29 anos e meio de cadeia por corrupção, ainda detém acções na empresa. Outros três ex-administradores da CSR – entre eles, Frederico Nolasco da Silva – foram também condenados por terem subornado o ex-secretário para que este garantisse a renovação de três contratos para a recolha de resíduos com a CSR. Ainda

Não se exclui a possibilidade de se reduzir a duração contratual de acordo com as disposições do contrato renovado, quando for conhecida a conclusão dos procedimentos conservatórios com a suspensão de eficácia em apreço e haja condições para ser celebrado um novo contrato, de acordo com a lei, a fim de ser realizada a prestação dos novos serviços DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE PROTECÇÃO AMBIENTAL

condições para ser celebrado um novo contrato, de acordo com a lei, a fim de ser realizada a prestação dos novos serviços.” Como já tinha dito anteriormente ao HM, a DSPA volta novamente a frisar que

assim, a DSPA descartou, na altura, qualquer problema ligado a estas situações, algo que não mereceu concordância da parte da Urbaser.ACSR foi a empresa que, das cinco, pediu o valor mais baixo – de 2,06 mil milhões.


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hoje macau segunda-feira 21.10.2013

NOVA TAIPA ASSEMBLEIA DE CONDÓMINOS DECIDE AUMENTAR VALOR DA QUOTA MENSAL

CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com

O caminho do benefício da dúvida

O

condomínio do complexo habitacional da Nova Taipa vai passar a ser de 60 avos por pé quadrado.Adecisão foi ontem tomada em reunião de condóminos convocada depois de a Comissão de Gestão ter negociado a revisão do valor mensal do condomínio com a construtora e empresa de gestão, Shun Tak, em aumentos na ordem dos 50 a 75%, algo que a maioria dos proprietários estava contra. Apesar disso, numa primeira fase falou-se de um aumento de 50 avós por pé quadrado mas a assembleia-geral, composta pelos representantes de 619 fracções habitacionais, acabou por aprovar um aumento de 10 avos mais, numa clara mostra de querer terminar uma polémica que se tem arrastado nos últimos tempos. Seja como for, o processo ainda não está totalmente terminado. Os condóminos deliberaram, igualmente, que a Comissão de Gestão, tem agora um prazo de 30 dias para convencer a Shun Tak de que o aumento aprovado em assembleia-geral seja aceite. Caso contrário, no Nova Taipa, o condomínio passará a ser gerido por outra empresa, depois de feito um concurso público. A assembleia-geral, que começou atrasada por falta de quórum, durou até ao iní-

cio da madrugada de hoje e foi palco de muita emoção e apontar de dedos.AComissão de Gestão, acusada de andar a “enganar” os proprietários, primeiro com uma negociação escondida com a Shun Tak e depois com a apresentação de preços de renovação de uma obra mais elevados do que os oferecidos pela própria Shun

Tak. Wong, um dos representantes dos proprietários, acusou mesmo a Comissão de Gestão de andar a brincar com o dinheiro das pessoas. “Tudo isto é muito estranho. A empresa de gestão pediu 95

mil patacas de orçamento para remodelar o telhado do Bloco 22 e a Comissão de Gestão falou de 700 mil patacas? É uma diferença muito grande e muito estranha.” A Comissão de Gestão

defende-se de todas as acusações e explicou que, no que diz respeito ao aumento do condomínio, o aumento servirá para “enriquecer” o fundo do condomínio para a manutenção dos edifícios. Recorde-se que, desde que a comissão foi estabelecida, em Novembro do ano passado, a empresa que gere

o prédio – a Shun Tak - quis aumentar o preço de condomínio de quatro patacas mensais por cada pé quadrado para seis ou sete patacas. Como o desejo representava um aumento de 50 a 75%, alguns proprietários nunca estiveram de acordo com a medida. Apesar disso, o condomínio acabou por aumentar.

SIN FONG GARDEN RESPONSÁVEIS PELA DERROCADA AINDA SE PROCURAM, MAS MORADORES DECIDEM AVANÇAR

Reconstruir agora, receber depois U M encontro com o secretário para as Obras Públicas e outro, dois dias depois, com o Chefe do Executivo. Tem sido esta a agenda dos moradores do Edifício Sin Fong Garden, que tentam perceber qual vai ser a solução dada ao problema causado pelos danos no prédio e que, em Outubro do ano passado, obrigou à evacuação dos moradores. Para já, em cima da mesa, está a reconstrução do prédio. Recorde-se que o Sin Fong, na Rua do Patane, foi começou a apresentar fissuras nos pilares principais de sustentação do prédio e estava em perigo de derrocada. Quase seis meses depois, um primeiro relatório de análise conclui que o problema se deveu à “fraca qualidade do betão”. Não tinham sido encontrados ainda os

responsáveis, quando, há apenas uns dias, o Governo anunciou ter decidido avançar com mais um estudo, desta vez elaborado pela Universidade de Macau (UMAC). Os moradores, que já viram uma tentativa de manifestação sair-lhes furada, pedem agora que se eleve o montante do subsídio de habitação que recebem para ajudar no pagamento das rendas das novas casas onde estão instalados, mas ainda não há qualquer decisão sobre isso. Numa reunião na passada sexta-feira, entre Lau Si Io e os condóminos do edifício, o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, assegurou que o Governo se mantém atento aos pedidos de ajuda dos moradores, que se têm feito apresentar nas reuniões com advogados. O Executivo diz não estar desatento ao que se passa.

“Na sequência das várias reuniões realizadas com os condóminos ao longo de cerca de um ano foram realizadas, o Grupo de Trabalho Interdepartamental está bastante ciente da preocupação dos condóminos quanto ao seu futuro”, pode ler-se num comunicado do Executivo. “Porém, apesar de se

ter apresentado diferentes soluções para a questão, as partes interessadas não chegaram ainda a um consenso.” O consenso a que ainda não se tinha chegado na sexta-feira, chegou ontem. Numa reunião na sede do Governo que durou mais de três horas, os moradores voltaram

a apresentar os mesmos problemas e a obter, desta vez da parte do Chefe do Executivo, uma solução. Wong Man Seng, porta-voz dos moradores, disse, à saída da reunião, que os moradores já reflectiram quanto à reconstrução do prédio. “O Governo diz que o caso poderá ter que ser resolvido através de um processo jurídico e que os proprietários podem fazer a reconstrução e, ao mesmo tempo, pedir a compensação através da via judicial.” Wong Mang Seng disse que está satisfeito com o resultado da reunião. O secretário Lau Si Io, que também participou na reunião, afirma que os proprietários já mostraram vontade de reconstruir o edifício, algo que pode ser feito sem que seja necessária autorização, uma vez que a proposta já foi autorizada. - C.L. e J.F.


CHINA

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China convocou sexta-feira o embaixador do Japão em Pequim para protestar contra a visita de um ministro nipónico ao controverso templo de Yasukuni em Tóquio, anunciou uma porta-voz da diplomacia chinesa. “O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Liu Zhenmin convocou o embaixador do Japão na China para lhe apresentar um protesto formal e a firme condenação” da China, declarou Hua Chunying, pouco depois do anúncio da visita do ministro do Interior japonês ao templo considerado, por vários países asiáticos, como um símbolo do passado militarista nipónico. O Governo da Coreia do Sul também protestou pela visita ao santuário de Yasukuni e pediu novamente a Tóquio que reflicta sobre o passado. “A postura clara do nosso Governo é que os políticos japoneses não deviam visitar o santuário de Yasukuni, que justifica o passado belicista”, explicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, num comunicado enviado à agência noticiosa sul-coreana Yonhap. No comunicado, Seul insta os políticos japoneses a cimentar a confiança com os vizinhos asiáticos, através de uma “humilde reflexão e introspecção” relativamente à história do país. Yoshitaka Shindo visitou na manhã de sexta-feira Yasukuni, onde se homenageia a memória de 2,5 milhões de soldados japoneses que morreram pela pátria. Além de Shindo, mais de 150 deputados japoneses visitaram também o santuário, de acordo com dados fornecidos pelos responsáveis do templo xintoísta. Estas visitas representam “uma tentativa vergonhosa de branquear a história militarista de agressão do Japão e de questionar as lições da Segunda Guerra Mundial e da ordem internacional do pós-guerra”, acrescentou Hua. Deputados do parlamento japo-

PEQUIM E SEUL PROTESTAM CONTRA VISITA DE MINISTRO JAPONÊS A TEMPLO

Achas para a fogueira

nês, na maioria da ala conservadora e, por vezes, ministros visitam Yasukuni por ocasião das festas da primavera e do Outono e a 15 de Agosto, aniversário da rendição do Japão, no final da Segunda Guerra Mundial. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que não voltou a Yasukuni desde que regressou ao poder, em Dezembro passado, enviou na quinta-feira uma oferenda ao templo para marcar o período festivo do Outono, que termina no domingo.

A

segunda maior do mundo voltou a acelerar no 3.º trimestre de 2013, crescendo 7,8% e interrompendo dois trimestres consecutivos de abrandamento, anunciou sexta-feira o Gabinete Nacional de Estatísticas da China. Com o desempenho dos últimos três meses, a média de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês desde o início de 2013 subiu para 7,7%, superando a meta de “cerca de 7,5%” preconizada pelo governo. No primeiro trimestre de 2013, o crescimento da economia chinesa abrandou para 7,7% (menos 0,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior) e no segundo trimestre continuou a abrandar, para 7,5%. As vendas a retalho, um dos principais indicadores do consumo interno, subiram 13,3% em Setembro, elevando para 12,5% a

Saída das boxes média de crescimento dos primeiros nove meses do ano, anunciou também o Gabinete Nacional de Estatísticas da China. Devido á crise na União Europeia nos Estados Unidos - os dois maiores mercados das exportações chinesas - o aumento do consumo interno passou a ser visto como o motor do crescimento económico chinês. O investimento em bens fixos aumentou 20,2%, para cerca de 37 biliões de patacas, com uma descida de 0,1 pontos percentuais em Setembro relativamente aos oito meses anteriores, indicou a mesma fonte. O crescimento da pro-

FESTA DE NATAL DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DE 2013 Comunica-se a todos os aposentados e pensionistas dos serviços públicos, que o tradicional jantar da Festa de Natal deste ano, como habitual à moda chinesa, se realizará, respectivamente nos dias 3 de Dezembro (3a feira) e 4 de Dezembro (4a feira).

28 de Outubro (2ª feira) 29 de Outubro (3ª feira)

Data e hora de inscrição (Sem interrupção)

A reputação de Yasukuni, no centro de Tóquio, deve-se à decisão, tomada em 1978, de acrescentar os nomes de 14 criminosos de guerra, condenados pelos Aliados depois de 1945, a lista dos soldados homenageados no templo. As relações do Japão com os vizinhos continuam a ser marcadas pelas atrocidades cometidas pelas tropas imperiais durante a colonização da península coreana (1910-1945) e na ocupação de parte da China (1931-1945).

ECONOMIA CHINESA VOLTA A ACELERAR E CRESCE 7,8% NO 3.º TRIMESTRE DE 2013

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27 de Outubro (Domingo)

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Das 9:00 às 17:00 Das 9:00 às 18:15

Local de inscrição: Fundo de Pensões Alameda Dr. Carlos d’Assumpção nos181-187 Centro Comercial Brilhantismo 20° andar

Obs: Favor seleccionar, entre as duas datas, a data do jantar que pretende participar, antes da sua inscrição. As vagas esgotamse após preenchidas. Os interessados devem apresentar cópia de um dos seguintes documentos pessoais para tratarem da sua inscrição: • Cartão de Identificação de Subscritor do Fundo de Pensões; • Bilhete de Identidade de Residente de Macau e nota de abonos. Mais se comunica que cada pessoa, para além da sua própria inscrição, poderá ainda proceder à inscrição, no máximo, de mais 2 titulares de pensão. www.fp.gov.mo

dução industrial também abrandou em Setembro, de 10,4% para 10,2%, baixando a média dos três primeiros trimestres para 9,6%. “A economia

chinesa manteve um firme crescimento, com os principais indicadores dentro de um quadro racional”, disse o porta-voz do Gabinete, Sheng Laiyun.

O desempenho da economia chinesa no último trimestre “favorece a promoção da reestruturação económica e impulsiona o avanço de reformas”, considerou o porta-voz. Contudo, o tempo do crescimento anual de dois dígitos, como aconteceu muitas vezes durante as ultimas três décadas, parece ter passado à História. Se a tendência do 3.º trimestre de 2013 se mantiver até ao final do ano, a economia chinesa crescerá 7,7% ou 7,8% em 2013, tanto como em 2012, que já foi o valor mais baixo desde 1999. Pelas contas mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgadas no dia 07 de Outubro, a economia chinesa deverá crescer este ano 7,6% e 7,3% em 2014 - mais de o dobro da média global, estimada em 2,9% e 3,6%, respectivamente.


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MIF

ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

U

MA feira multi-sectorial onde se concretizam protocolos. É este o balanço que Alberto Carvalho Neto, da Associação de Jovens Empresários Portugal-China, faz da 18.ª Feira Internacional de Macau. Ao HM, afirma ainda que é preciso uma estratégia e que Portugal pode penetrar em mais nichos de mercado. Que balanço faz desta edição da Feira Internacional de Macau (MIF)? Extremamente positivo. Da parte da AJEPC e dos empresários superámos o que tínhamos proposto, quer em acordos de cooperação quer em finalização de negócios que estavam pendentes. Dentro da delegação da nossa associação tivemos mais do que o sector agro-alimentar, tivemos energias renováveis e empresas de advogados e contabilistas que nos deram um grande apoio. Foi bom porque conseguimos de facto destacar a MIF como uma feira sectorial. A Associação Industrial Portuguesa (AIP) entrou a completar um bocadinho o sector com a parte da construção e tectónica, o que nos permitiu criar uma solução maior. Fizemos também um bom trabalho de casa, o que é essencial: emitimos convites para os empresários que queríamos que aparecessem. O jantar que organizámos no Sky 21 correu demasiado bem, veio muita gente de Xangai, Sichuan, Guangdong, Nanning. Acabámos por ter uma sala com 210 pessoas. Tivemos os nossos compradores que vieram ter connosco, o que destaca ainda mais a MIF não apenas como uma feira multi-sectorial mas também como um espaço para poder criar e fechar negócios. A MIF, em si, correu bem, do nosso lado detectamos alguns pequenos erros na organização, que temos de limar. Como por exemplo? São ligações nossas directas com o Instituto de Promoção ao Comércio e Investimento (IPIM) ou a organização (da MIF), são coisas pequeninas que acontecem. Programamos uma coisa e há mudanças repentinas e temos de agendar de novo. É fácil de manter quando são grupos pequenos como o ano passado, este ano já é maior. Esperamos que fiquemos por aqui, porque quanto maior fomos começa a ficar mais difícil este reagendar constante. Somos uma associação de jovens que estão aqui por empenho, em que nenhum de nós é remunerado, mas ficamos com uma ‘network’ (rede de contactos) fantástica. Queremos fazer o melhor possível, mas nunca seremos uma associação profissional como a AIP, e portanto estamos a contar que eles consigam dar bastante apoio daqui para a frente e que consigam profissionalizar-se.

hoje macau segund

PRESIDENTE DA AJEPC TRAÇA BALANÇO POSITIVO

“Não é desprestigiante ter o

A AJECP apoia os empres queiram vir para a China os que querem ir para Por três a quatro delegações ch Portugal. Este ano já receb Quer isso dizer que para o ano vão manter o mesmo número de empresas aqui? Ou vão aumentar? Do nosso lado manter é bom. Não ambicionamos crescer mais, queremos é crescer em qualidade apenas. Não vale a pena pensar em grandes números mas consolidar o que está a ser feito. Qual o número concreto de protocolos que foram assinados? Assinámos um total de 41 protocolos, dos quais alguns foram a consolidação de protocolos anteriores e a extensão de protocolos de cooperação. Na sua maioria foram com empresas chinesas, não foi com nenhuma empresa de Macau. Quanto custa a uma empresa portuguesa estar na MIF? A AJECP fez um projecto QREN (Quadro de Referência Estratégia Nacional), o que significa que tivemos dez feiras aprovadas para participar, e uma delas é a MIF.

Foi bom porque conseguimos de facto destacar a MIF como uma feira sectorial. A Associação Industrial Portuguesa (AIP) entrou a completar um bocadinho o sector com a parte da construção e tectónica, o que nos permitiu criar uma solução maior. Fizemos também um bom trabalho de casa, o que é essencial: emitimos convites para os empresários que queríamos que aparecessem


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da-feira 21.10.2013

chinesas, por mês, em Portugal. Este ano já recebemos 310 chineses.

sector agro-alimentar”

Empresários em nome individual? Alguns vão com associações, outros vão por eles próprios. De sectores completamente diferentes. O que ganhamos é vir cá e fazer este circuito de os trazer cá, e depois levá-los a Portugal. Em termos de estratégia, passa muito por levá-los a conhecer Portugal. E aí eles vêem que somos reais, que não temos dois ou três intermediários.

sários portugueses que como também apoia rtugal. Recebemos hinesas, por mês, em bemos 310 chineses Tivemos um apoio de 75%, e depois temos o reembolso depois de pagar as facturas. A AJECP participou em cerca de 30 feiras na China, mas só dez podem ser comparticipadas. Realizamos seminários constantemente em Portugal. Tudo isto aqui é suportado por nós empresários, quem está presente paga a sua parte. A associação não ganha com isto. A associação, para além de apoiar a negociação com feiras na China, onde tentamos ter as melhores condições possíveis, tentamos mostrar a marca Portugal. Por isso é que eu bato palmas quando dizem “é mais do mesmo, presuntos e vinhos”. Porque ao menos estamos a promover o nosso país. Temos uma coisa em comum, que é o sector agro-alimentar. Temos a França conhecida pelos vinhos, Espanha conhecida pelos presuntos, e Grécia pelo azeite. Não é vergonha alguma ter alguma coisa que nos reconheça,

vergonha é ninguém nos conhecer. Não é desprestigiante ter o sector agro-alimentar a apoiar estas iniciativas, porque isto nos permite identificar a marca Portugal. O que podemos é dizer que Portugal é o gourmet da Europa, e promovemos produtos de alta qualidade. Com o tempo iremos enveredar por outro tipo de nichos. Como por exemplo? Temos o vinho verde e o vinho do

Porto, onde somos únicos. E é a partir daí que temos de desenvolver uma estratégia a 10 ou 20 anos, e não mudar os planos a cada dois meses. Temos que ter uma estratégia, que deveria ser repensada a nível nacional também. As associações e confederações portuguesas deveriam trabalhar em conjunto. Não está a acontecer neste momento? Muitas pessoas não entendem o que

é a palavra sinergia e o trabalho de cooperação. É difícil, mas está aqui visto que se consegue. Ter o sector agro-alimentar é importante, mas Portugal tem muito mais para dar. Somos óptimos na parte das soluções, quer nas energias, informação, tecnologia. Mas temos de criar a marca Portugal. A AJECP apoia os empresários portugueses que queiram vir para a China como também apoia os que querem ir para Portugal. Recebemos três a quatro delegações

A Município quer ter um stand próprio SÃO JOÃO DA PESQUEIRA QUER MAIS PRESENÇA NA MIF

Quais as grandes zonas onde os empresários portugueses estão mais interessados neste momento? Quem vem de Portugal pensa em Xangai e Pequim. Mas temos de fugir aos mercados saturados e onde a competitividade é demasiado alta. Temos outras zonas como Sichuan, Nanning, cidades ávidas de ter produtos estrangeiros de qualidade e que têm poder de compra, portanto a nossa penetração será mais rápida. A nossa estratégia é andar longe de toda a gente anda. Vamos a Guanxi, Mongólia, Xiamen. Uma das províncias onde temos tido mais cooperação é com Shandong. Mesmo que seja um negócio pequeno, é sempre um bom negócio. E para os chineses que querem investir em Portugal? Procuram muito o sector ligado ao vinho e azeite, em termos de sector primário. Em termos de projectos de investimento procuram os que podem ser lucrativos e que correspondam às suas expectativas. Há também muita procura pelo Golden Visa que estão a ir mais para o sector agro-alimentar. Há um bocadinho de procura de tudo.

ligação entre Macau e o município de São João da Pesqueira, região portuguesa onde se produz vinho do Porto, está para ficar. Prova disso foi a presença na 18ª Feira Internacional de Macau (MIF) já num stand cedido pelo Fórum Macau. Ao HM, Eduardo Pinto, do gabinete de comunicação do município, confirmou que as expectativas são ainda maiores para 2014. “Temos andado a encetar uma série de contactos no sentido de trazer uma maior representação mas com baixos custos. Este ano conseguimos, pois temos um stand gratuito, cedido pelo Fórum Macau. Para o ano vamos tentar ter um stand só para nós.” Paulo Tolda, do gabinete de empreendedorismo da câmara municipal, disse também ao HM que “o Fórum Macau tem apoiado as iniciativas em Macau e deu também os contactos de

alguns importadores e exportadores desta zona. Há uma parceria estratégica”. Também com o apoio da AICEP, este ano São João da Pesqueira esteve na MIF a representar cerca de 16 pequenos e médios produtores da região. Isto depois de cerca de 40 empresários chineses terem estado no evento Vindouro – Festa Pombalina, liderados por Lino Ho, da associação de comércio de Macau. Segundo Eduardo Pinto, “neste momento há alguns contactos para o ano, e vamos tentar enquadrar estas delegações nesse evento. Acredito que para o ano vamos tentar uma ou duas delegações fortes.” Para além disso, “há aqui (em Macau e China) muitos empresários que estão interessados em ter a exclusividade de alguns vinhos que temos. Acredito que para o ano vamos voltar (para a MIF), há que limar alguns aspectos”, acrescentou. - A.S.S.


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VIDA

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ONU FALA DE SUSTENTABILIDADE E INCENTIVOS ENERGIAS RENOVÁVEIS EM MACAU

Parar a urbanização com travões ecológicos RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

A

uma escala esmagadoramente diferente, os problemas que a China enfrentará com o seu desenvolvimento desenfreado, sobretudo, na rápida e alargada urbanização, associam-se aos que Macau vive já hoje. Rebecca Grynspan, administradora associada do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP, na sigla inglesa), lembrou na sexta-feira, numa visita ao Instituto Politécnico de Macau (IPM), os futuros problemas de transporte, habitação, segurança social, envelhecimento da população, poluição associada à saúde e falta de balanço no emprego decorrentes do massivo desenvolvimento urbano. Por essa razão, é preciso lembrar a importância de tornar as cidades – Macau

inclusive – sustentáveis. A também vice-presidente da Costa Rica deixou, por isso, algumas sugestões ao Governo e empresários com reserva nesta sua primeira visita à RAEM. “Para ser um sítio recreativo - para além da indústria do jogo - tem de ser sustentável e é preciso cuidar da qualidade de vida e não apenas de pôr os serviços à disposição. Mais pessoas virão a Macau, se a qualidade de vida em termos de sustentabilidade for gerida e mais bem integrada com esta urbanização. O meu único conselho é que em todo o tipo de investimentos para que sejam prolongados, seja considerado como assunto essencial e não acessório o desenvolvimento sustentável”, frisou. Mas Grynspan lembrou também que para além “educação” no apoio à concretização este objectivo, é preciso criar “políticas

ABERTURA PARA MAIS COOPERAÇÕES ENTRE MACAU E ONU Rebeca Grynspan veio a Macau apresentar também o projecto “Inicitiativa UNDP-Macau para a Sequestração de Carbono através da Gestão da Floresta”, iniciado em 2012, para o qual o Governo contribuiu com um milhão de dólares americanos. A ideia é “facilitar o desenvolvimento do mercado de carbono voluntário na China para mitigar as alterações climáticas” desenvolvendo “metodologias para projectos florestais de sequestração de carbono”, bem como acção de educação e publicidade em Pequim. “É uma cooperação jovem. Se for um sucesso, construiremos caminhos para novas colaborações. Estamos contentes que o Governo Central nos ajude a acompanhar este projecto tão relevante. Não é apenas para ajudar à gestão de floresta sustentável mas queremos produzir directivas para uma gestão de floresta sustentável. Isto ajudará toda a China”, frisou.

incentivadoras”. “Se garantimos subsídios para o consumo intenso de combustíveis, consumiremos mais. Se, por outro lado, houver mais incentivos ao uso de energias renováveis, apostaremos mais neste mercado. O comportamento não é apenas educacional mas de mercado por isso temos de dar aos mercados os sinais correctos para que investidores e consumidores se consigam associar às decisões certas”, acrescentou no recado ao Executivo. Porém, o indivíduo e a sociedade não foram deixados de fora da construção de “uma civilização ecológica”, onde o crescimento económico e populacional pode ser desvalorizado em detrimento de uma “atitude”. “Não se trata do número de pessoas que existirão mas como irão agir. Se formos intensos no consumo de energia derivada de combustíveis, o limite será mais pequeno. Se formos capazes de ter energia renovável e se formos mais eficientes no uso de electricidade podemos impor um limite maior. Depende do nosso comportamento no futuro e de como mudamos os padrões de consumo e produção”, garantiu a conselheira de Ban Ki Moon, secretário-geral das Nações Unidas. Sobre a China, Grynspan fez uma intervenção sobre a “transformação urbana na China”, na qual destacou o facto de em apenas 60 anos o continente ter aumentado de 30 para 50% a vida nas cidades, por oposição à Europa, onde foram precisos 150 anos para crescer de 12% para 51% a população nos centros urbanos. Mas Rebecca Grynspan deixou elogios à capacidade de “visão a longo-prazo” para responder atempadamente aos problemas. “As autoridades chinesas estão muito bem preparadas para lidar com os problemas advindos da rápida e expansiva urbanização. O primeiro-ministro, Li Keqiang, antevê a pessoa no centro e não a economia, tal como na UNDP. O importante não é o crescimento [económico] mas saber como este afecta a vida das pessoas”, garantiu. “O crescimento tem de ser sustentável e inclusivo para reduzir a pobreza e desigualdade”, enfatizou também, pelo facto de as cidades estarem não só a concentrar mais pessoas mas também mais população em privações (25% para 50%, entre 2012 e 2040).

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HOJE NO PRATO Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

Avelã Nome botânico: Corylus avellana L. Família: Betulaceae Nomes populares: Avelaneira; Aveleira. Originária da Ásia Menor, a Aveleira encontra-se ainda em estado silvestre nas regiões montanhosas da Europa e América do Norte. Apresenta vários troncos ou rebentos partindo de uma cepa comum e pode atingir os 5 metros de altura. O fruto tem uma cobertura exterior felpuda que se abre com o amadurecimento, revelando um pericarpo duro e macio de cor castanha. Lá dentro encontra-se a Avelã, uma semente comestível mas habitualmente designada por fruto seco ou oleaginoso. A Avelã é uma das culturas mais antigas. Na China, segundo manuscritos datados de há 5000 anos, a Avelã era considerada um alimento sagrado vindo do céu. Na Antiguidade, Gregos e Romanos eram grandes apreciadores deste fruto oleaginoso e utilizavam-no para fins medicinais. Os seus usos terapêuticos foram referidos por Dioscórides, famoso médico grego do século I, e outros autores idóneos ao longo da História. COMPOSIÇÃO A Avelã é rica em lípidos, especialmente ácidos gordos insaturados (ácido oleico), e proteínas de elevada qualidade biológica, fibras, vitaminas (B1, B6, ácido fólico, E), minerais (cálcio, enxofre, fósforo, magnésio, potássio, sódio), oligoelementos (ferro, manganésio), arginina e esqualeno; é relativamente pobre em hidratos de carbono e muito calórica. AÇÃO TERAPÊUTICA Alimento muito nutritivo, este fruto oleaginoso é, geralmente bem digerido, sendo muito indicado sempre que haja necessidade de um maior aporte energético: no crescimento das crianças e adolescentes, desportistas, pessoas com uma atividade física intensa, e estados de magreza, anemia, desnutrição e convalescença de doenças debilitantes. Pelo teor em ácido fólico torna-se interessante para as grávidas, reduzindo o risco de deficiências no tubo neural. Com ação antioxidante, a Avelã reforça o sistema imunológico e combate o envelhecimento; tem propriedades anticancerígenas contribuindo para reduzir o risco de alguns tipos de cancro. Os seus nutrientes são importantes para a saúde do cérebro, favorecendo a atenção, a memória e o estado de

alerta, participando na prevenção da depressão, senilidade e doença de Alzheimer. OUTRAS PROPRIEDADES Este fruto seco beneficia os vasos sanguíneos e melhora a circulação, reduz a tensão arterial, diminui o colesterol LDL e aumenta o HDL, ajudando a prevenir as doenças cardiovasculares, sendo igualmente recomendada em caso de varizes e hemorroidas. A Avelã é considerada afrodisíaca e útil em caso de astenia sexual. Aplicado sobre a pele, o óleo de Avelãs estimula a circulação sanguínea, é adstringente e fecha os poros, tonificando e reafirmando a pele. Pode ser usado nos cuidados de qualquer tipo de pele, e ainda na acne, para atenuar as rugas e no combate à celulite. É um tónico capilar eficaz na queda do cabelo. COMO CONSUMIR As Avelãs podem ser adquiridas com ou sem casca (miolo). Com casca, devem ser pesadas e cheias, e conservam melhor o seu valor nutritivo. Sem casca, o fruto deve estar encorpado e apresentar a pele justa. Demolhar ou torrar as Avelãs aumenta a sua digestibilidade. Sugestões: • Cruas: Um punhado em jejum ou ao almoço como sobremesa. Devem ser bem mastigadas • Torradas: Tornam-se mais saborosas • Podem ser adicionadas a saladas de frutas ou vegetais, iogurtes e cereais de pequenoalmoço • Para dar um toque especial a salteados, pratos de peixe, crustáceos, aves ou caça • Em sobremesas, bolos, biscoitos e gelados • Incorporadas no chocolate • Creme de Avelã para barrar: Para barrar o pão, tostas e bolachas como alternativa à manteiga ou outras pastas vegetais. Na elaboração de molhos e sobremesas. RECEITA – ORCHATA DE AVELÃS Demolhar um punhado de Avelãs durante a noite. No dia seguinte, esmagar num almofariz até formar uma pasta. Colocar num copo e acrescentar água. Uma ou duas horas depois coar e tomar (pode ainda ingerir as Avelãs). É uma bebida bem tolerada e muito nutritiva. PRECAUÇÕES Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.


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CULTURA

hoje macau segunda-feira 21.10.2013

PORTUGAL É O PAÍS CONVIDADO DA MOSTRA DE CINEMA EUROPEU DE SEGÓVIA, EM ESPANHA

Saramago em destaque P ORTUGAL será o país convidado da Mostra de Cinema Europeu, em Novembro, em Segóvia, Espanha, com a projecção de filmes, debates e uma programação dedicada ao escritor José Saramago. A oitava edição da mostra, de 13 a 19 de Novembro, pretende dar a conhecer “um território vizinho que conseguiu um enorme prestígio no panorama cinematográfico internacional”, com um cinema cuja sobrevivência “parece agora mais difícil que nunca”, segundo nota de imprensa enviada à agência Lusa. A decisão de ter Portugal como país convidado, surgiu depois de, no ano passado, terem exibido a longa-metragem “Tabu”, de Miguel Gomes, filme que “era quase uma homenagem ao cinema e que se ligava com a tradição cinematográfica do seu país”. Um país com um cinema “onde coexistem diferentes géneros e gerações de realizadores, filmes de entretenimento e filmes de autor”, mas que está “ameaçado por outras formas de entre-

tenimento e por problemas financeiros endémicos”, sustenta a organização. A secção oficial do festival, que integra várias produções europeias, terá quatro filmes portugueses premiados: o documentário “E agora? Lembra-me”, de Joaquim Pinto, “A última vez que vi Macau”, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, o colectivo “Centro Histórico”, de Pedro Costa, Manoel de Oliveira, Víctor Erice e Aki Kaurismaki, e “As linhas de Wellington”, de Valeria Sarmiento. Na secção dedicada apenas a Portugal, a mostra contará com “Singularidades de uma rapariga loura”, de Manoel de Oliveira, “Vai e vem”, de João César Monteiro, “Florbela”, de Vicente Alves do Ó, “Juventude em Marcha”, de Pedro Costa, “Call Girl”, de António-Pedro Vasconcelos, e “América”, de João Nuno Pinto. A programação deste ano terá ainda uma secção dedicada ao escritor José Saramago, Nobel da Literatura, que viveu entre Portugal e Espanha, onde morreu em 2010. Em parceria com a Fundação José

Saramago, serão exibidos filmes adaptados de obras do escritor: “Ensaio sobre a cegueira”, de Fernando Meirelles, “Jangada de Pedra”, de George Sluizer, e “Embargo”, de António Ferreira, a partir de um conto do autor. A eles junta-se ainda o documentário “José & Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes, assim como “1900”, de Bernardo Bertolucci, e “Morangos silvestres”, de Ingmar Bergman, por afinidades afectivas. Haverá ainda uma conferência sobre o cinema português e Espanha, com a participação do produtor e realizador Rodrigo Areias, e outra sobre a relação de Saramago com o cinema. A Cinemateca Portuguesa co-produzirá uma exposição com 54 fotografias de rodagens de filmes portugueses, entre 1920 e 1996, e o Instituto Camões co-produzirá outra mostra, fazendo uma retrospectiva do cinema nacional. A Mostra de Cinema Europeu de Segóvia terá ainda uma actuação de fados pela cantora espanhola Névoa, e uma prova de vinhos e queijos de Portugal e Espanha.

SOPRANO ELISABETE MATOS NO GRANDE TEATRO NACIONAL DA CHINA

Diva portuguesa, com certeza A

Capital da Venezuela alberga primeira Praça Luís de Camões do país

A comunidade portuguesa da Venezuela inaugurou sábado a Praça Luís de Camões, uma iniciativa inédita do Centro Português de Caracas com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Escola de Mestres de Calçada e autoridades lusas e venezuelanas. A nova praça está situada em Macaracuay, leste de Caracas, na avenida Luís de Camões, nas imediações do Centro Português de Caracas e ostenta um busto do poeta português executado pelo escultor Júlio César Briceño Andrade que se ergue sobre calçada portuguesa aplicada pelo mestre calceteiro Jorge Monteiro. Para o embaixador de Portugal em Caracas, Mário Lino da Silva, a nova praça representa um “marco testemunhal” da grande irmandade luso-venezuelano e “um espaço de encontro e de portugalidade na Venezuela, representativa da verdadeira integração que ambas comunidades assumiram”. A nova praça foi inaugurada a poucas semanas de 11 de Novembro, data em que se celebrará o centenário do estabelecimento das relações diplomáticas entre ambos países.

soprano portuguesa Elisabete Matos cantou no sábado à noite no Grande Teatro Nacional da China, em Pequim, interpretando o principal papel feminino da ópera “Turandot”, de Puccini. Foi a segunda actuação da cantora em Pequim em dois meses, depois de uma partici-

pação num espectáculo comemorativo do 2.º centenário do nascimento do compositor italiano Giuseppi Verdi (1813-1901), realizado também naquele teatro, em Agosto. Na altura, a Televisão Central da China apresentou Elisabete Matos como “a diva portuguesa”. O Grande Teatro

Nacional da China, conhecido pelo nome inglês de National Center for Perfoming Arts (NCPA), é um dos

novos ícones arquitectónicos de Pequim, desenhado pelo francês Paul Andreu. Elisabete Matos, que comemorou em Janeiro passado 25 anos de carreira, actuou na semana passada na Coreia do Sul, onde cantou outra ópera de Puccini, “A Tosca”, e no próximo mês interpretará o mesmo papel em Nova Iorque.

A “Turandot” apresentada em Pequim é uma produção do Grande Teatro Nacional da China, dirigida pela encenadora Chen Xinyi. No programa, Elisabete Matos é descrita como “convidada frequente de várias salas de concerto” cujo reportório “vai de Bach (1685-1750) à música contemporânea”.


cultura 15

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A

participação portuguesa no Festival Internacional de Música de Macau prosseguiu no domingo na Fortaleza do Monte com a actuação dos grupos Aduf e Quinteto Lisboa num espectáculo conjunto que tem por base as tradições musicais portuguesas. No caso do Aduf, um projecto que nasceu para a Expo98 de Lisboa, José Salgueiro, mentor da iniciativa, reinventou o instrumento musical de origem árabe com tradição na música portuguesa e criou os “adufões”, ou adufes gigantes, para o espectáculo em Macau. “Estes adufes gigantes, com 1,3 metros e construídos em formato quadrado com pele de vaca e armação em criptoméria, uma árvore açoriana, foram produzidos especialmente para este espectáculo vinca uma ideia musical e visual sobre um instrumento tradicional português através de um reportório original e adaptações de recolhas da tradição musical portuguesa”, explicou José Salgueiro à agência Lusa. Rebaptizados de “trovão” os adufes são, nas palavras do músico, “uma réplica mutante do adufe tra-

ADUF E QUINTETO LISBOA NO FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DE MACAU

Trovões ecoam na Fortaleza

dicional, que proporcionam um som único”. José Salgueiro, que desde 1986 visita regularmente Macau, explica também que o espectáculo na Fortaleza do Monte “é um sonho tornado reali-

dade”, dado que a maior parte das visitas que tem feito se inserem numa actividade de promotor de espectáculos e não como músico. “Conheço, amo e visito Macau desde 1986 e como sem passado não

haveria futuro o que por si só sustenta a contemporaneidade da música produzida sobre o reflexo de todas as influências experimentadas, sem dúvida que Macau me marcou para sempre”, disse.

Além de José Salgueiro na bateria e percussão, o Aduf, que gravou o primeiro disco em 2010, estiveram em palco José Peixoto na guitarra, Maria Berasarte, de origem basca, na voz, Ivo Costa, João Correia, Sebastian Scheriff

e Guilherme Salgueiro na percussão, Rui Ferreira nos teclados e acordeão e com David Leão nos sopros. Já o Quinteto Lisboa, define-se na descrição feita na promoção do Festival Internacional de Música de Macau como “um novo movimento de música urbana portuguesa” que surgiu da vontade de João Monge e João Gil, fundadores do Ala dos Namorados, e de José Peixoto e Fernando Júdice, membros da segunda formação dos pioneiros Madredeus, para “dar uma nova alma ao fado”. Além das guitarras de João Gil e José Peixoto, o Quinteto Lisboa apresentou-se em palco também com Fernando Júdice, no baixo acústico e com as vozes de Hélder Moutinho, já galardoado com o prémio Amália Rodrigues, e María Berasarte, cujo álbum “Todas las Horas Son Viejas” foi considerado o melhor disco de fado gravado por uma artista estrangeira.

FESTIVAL DE CINEMA ARRANCOU NO SÁBADO COM DEZ PROPOSTAS

Quinta-feira há mais animação O festival de cinema de animação de Macau (AniMacao) regressou no sábado com uma dezena de propostas provenientes da Europa e da Ásia, numa lista com longas-metragens premiadas mundo fora. Organizado pelo Centro Cultural de Macau, o festival arrancou sábado, com “O Quadro” (França), nomeado para os prémios César 2012, e “Alois Nebel”, uma co-produção animada alemã e checa, vencedora do Prémio de Cinema Europeu 2012.

“Ernest & Célestine” (França), galardoado melhor filme de animação nos Prémios César 2013, e “Uma carta para a Momo” (Japão), melhor longa-metragem de animação nos Prémios de Cinema Ásia Pacífico 2012, foram as exibições de domingo. A programação do festival ani-Macau é retomada na quinta-feira, 24, com “O Rei dos Porcos” (Coreia do Sul), premiado no Festival Internacional de Cinema de Busan 2011, prosseguindo na sexta-feira, com “Aprovado para Adopção”

(Bélgica, França, Coreia do Sul e Suíça), filme que conquistou o prémio do público e da Unicef no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy 2012. No sábado, 26, serão exibidas as longas-metragens “Homem Lua” (França, Irlanda e Alemanha) e “A Loja de Suicídios” (França). “Rugas” (Espanha), nomeado para os Prémios de Cinema Europeu 2012, e “Crianças-lobo” (Japão), galardoado pela Academia Japonesa 2013, são as películas escolhidas para encerrar o festival.

Festival de cinema europeu de curtasmetragens pela primeira vez em Macau

O Festival de cinema europeu de curtas-metragens vai decorrer pela primeira vez em Macau de 26 de Outubro a 1 de Novembro, na fundação Oriente. A concurso estarão dez películas premiadas em vários festivais de cinema europeus. A mostra de cinema reúne realizadores de países como a Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Letónia, Portugal, Roménia e Reino Unido.


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DESPORTO

hoje macau segunda-feira 21.10.2013

GOLFE AUSTRALIANO VENCE COM TRÊS PANCADAS DE VANTAGEM SOBRE LAHIRI

Scott Hend triunfa em Coloane MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo

O

australiano Scott Hend alcançou ontem no relvado do Macau Golf and Country Club o terceiro triunfo da temporada no âmbito do circuito asiático, ao levar a melhor sobre a restante concorrência na edição de 2013 do mais cotado torneio de golfe do território. Depois de vencer os Opens de Chiang Mai e de Taipé, Hend não deixou créditos por mãos alheias no green de Coloane e conquistou o Open de Golfe de Macau com três pancadas de vantagem sobre Anirban Lahiri. O atleta indiano assinou uma performance inexcedível na quarta e última ronda da competição, mas o esforço acabou por se revelar inóquo. Nem o facto de ter igualado o recorde do relvado do Macau Golf and Country Club com 62 pancadas – nove pancadas abaixo do par – catapultou Lahiri para o patamar mais apetecido do pódio. Scott PUB

Hend partiu para a derradeira ronda do Open do território com quatro pancadas de vantagem sobre quatro adversários, num grupo que não integrava Lahiri, mas onde constava o nome do mais credenciado golfista em competição, o sul-africano Ernie Els. Hend acabaria, no entanto, por aumentar ainda mais a diferença face aos rivais. O australiano encerrou a competição com um total de 268 pancadas, dezasseis pancadas abaixo do par do green de Coloane. Hend, de 40 anos, foi um dos atletas prejudicados pelo vento intenso que se fez sentir na quinta-feira na zona da baía de Hac Sa. O golfista australiano encerrou a ronda inaugural da edição de 2013 do Open de Macau com 74 pancadas, três pancadas acima do par do relvado do território. Correndo o risco de ficar de fora da luta pelo título ao fim de apenas dois dias de competição, Scott Hend emendou a performance na sexta-feira (rematando o segundo

périplo pelo green do Macau Golf and Country Club com 64 pancadas) e manteve o nível de jogo no sábado, concluindo a terceira ronda do torneio com 63 pancadas, oito abaixo do par. O triunfo de Scott Hend em Coloane garantiu ao golfista australiano a conquista de um prémio monetário no valor de 144 mil dólares norte-americanos. Patrocinado pela Sands China, o Open de Golfe de Macau apresentava um prize money de mais de oitocentos mil dólares, distribuindo qualquer coisa como seis milhões e meio de patacas. Surpreendido pelo acerto da sua própria performance no relvado de Coloane, Hend está convicto que apresentou no Open do território o seu melhor golfe: “A

quinta-feira foi para mim um dia extremamente difícil, tanto em termos físicos, como em termos mentais. Na sexta-feira e no sábado, comecei a marcar buraco atrás de buraco com um acerto que ainda não tinha demonstrado este ano, nem mesmo quando venci na Tailândia e em Taiwan. Três vitórias numa temporada é algo extraordinário e eu sinto que estou a praticar o meu melhor golfe”, sustenta o australiano. O mais conceituado golfista em competição no Open de Macau, o australiano Ernie Els, não foi além da terceira posição, em ex-aequo com o filipino Elmer Salvador. Um outro filipino, Antonio Lascuna foi quinto, juntamente com o japonês Daisuke Kataoka, com um total de 275 pancadas. Liang Wen-chong foi o melhor representante da República Popular da China. O atleta terminou o Open de Macau no décimo primeiro lugar da classificação geral, cumprindo as quatro rondas do torneio do território com um total de 278 pancadas.

Squash Mosaad derrotou inglês Adrian Grant

Era o principal candidato ao triunfo nas quadras de vidro do território e não desiludiu. O egípcio Omar Mosaad conquistou ontem a edição de 2013 do Open de Squash de Macau, ao derrotar o inglês Adrian Grant no desafio decisivo da competição. A jogar em plena Praça da Amizade, frente à Escola Portuguesa de Macau, o actual décimo posicionado da Professional Squash Association levou a melhor sobre o adversário em cinco sets, derrotando Adrian Grant pelos parciais de 11-8, 4-11, 9-11,11-9 e 11-8, numa partida que se prolongou por uma hora e trinta e dois minutos. Apesar de se apresentar na RAEM como o grande favorito à vitória, Mosaad teve de mostrar trabalho para garantir o triunfo na competição. O egípcio entrou melhor no derradeiro desafio do Open do território, levando a melhor no primeiro set. A resposta de Grant revelou-se, no entanto, torrencial. O inglês respondeu à altura, batendo o adversário no segundo e no terceiro parcial, deixando Mosaad sem margem de erro. O egípcio não comprometeu e garantiu o triunfo numa competição que apresentava um “prize money” de 50 mil dólares norte-americanos. Nas meias-finais, realizadas no sábado também no Espaço Sintra, Mosaad havia derrotado o indiano Saurav Ghosal por três sets a um, com parciais de 11-8, 11-11, 9-8 e 11-7. Adrian Grant, por sua vez, conquistou um lugar no encontro decisivo da prova depois de ter afastado um outro representante egípcio. O inglês derrotou Abdel Meguid também pelo parcial de três sets a um. Omar Mosaad não foi o único a ser coroado este domingo na Praça da Amizade. A prova feminina foi ganha pela indiana Dipika Pallikal, que derrotou a australiana Rachael Grinham em quatro sets, pelos parciais de 12-10, 5-11, 11-7 e 11-9. - M.C.


FUTILIDADES

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TEMPO

POUCO

NUBLADO

[TELE]VISÃO TDM 13:00 13:30 14:30 17:30 18:30 19:30 20:30 21:00 22:00 23:00 23:30 00:00 00:30 01:00

TDM News - Repetição Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Caminho das Índias (Repetição) Contraponto (Repetição) Vingança Telejornal TDM Desporto Caminho das Índias TDM News Magazine Liga dos Campeões Com Ciência Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO

RTPi 82 14:00 14:35 15:00 15:30 16:00 17:00 17:30 18:10 19:05 20:00 21:15 22:00 22:35

Telejornal Madeira Consigo Canadá Contacto 2013 Em Reportagem (Madeira) Bom Dia Portugal Mar de Letras Portugueses Pelo Mundo O Teu Olhar (Telenovela) Trio d´Ataque Jornal da Tarde O Preço Certo Canadá Contacto 2013 Portugal no Coração

MIN

[

22

MAX

29

HUM

50-80%

•

EURO

] C I N E M A SALA 1

THE BEST PLAN IS NO PLAN [C]

ABOUT TIME

Um filme de: Patrick Kong Com: Sammy Sum, Justin Cheung, Hanjin Tan, Shiga Lin 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

SALA 2

GRAVITY [B]

Um filme de: Alfonso Cuarón Com: Sandra Bullock, George Clooney 14.30, 21.30

ABOUT TIME [B]

Um filme de: Richard Curtis

10.9

40 - FOX Movies 13:00 Vamps 14:35 The Day After Tomorrow 16:40 National Treasure 18:45 Zombieland 20:15 The Walking Dead 21:00 Scary Movie 4 22:25 Pirates Of The Caribbean 00:55 Vamps 41 - HBO 12:00 Jeff, Who Lives At Home 13:20 Aladdin And The Death Lamp 14:45 Men In Black 3 16:30 Mission: Impossible Ghost Protocol 18:40 The Adventures Of Tintin 20:30 Hello Ladies 21:00 Boardwalk Empire 22:00 Eastbound & Down 22:30 American Reunion 00:20 Gothika 42 - Cinemax 12:10 Sphere 14:20 Eight Legged Freaks 16:00 The Collector 18:00 Desert Hawk 19:40 The Fan 22:00 Piranhaconda 23:25 Psycho Ii

YUAN

1.3

Com: Rachel McAdams, Domhnall Gleeson, Bill Nighy 16.30,19.15 SALA 3

DIANA [B]

Um filme de: Oliver Hirschbiegel Com: Naomi Watts, Naveen Andrews 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Foto: Facebook

POR MIM FALO

Pu Yi

dizem-me dizem-me das falácias descompostas e doutras prosápias inexpostas para além do amargo pólen que se espalha nas palavras

30- FOX Sports 12:00 Dutch Eredivisie 2013/14 Twente Enschede vs. Ajax Amsterdam 14:00 (Delay) Dutch Eredivisie 2013/14 FC Groningen vs. PSV Eindhoven 16:00 NASCAR Sprint Cup Series 2013 - Highlights 17:00 American League Championship Series 2013 Game #7 (If Nec) Detroit Tigers vs. Boston Red Sox 19:00 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Liga Bbva 2013/14 Weekly Review 21:00 UFC 166 : Velasquez Vs. Dos Santos III 23:00 (LIVE) FOX SPORTS Central 31 - STAR Sports 13:00 MotoGP World Championship 2013 Main Races Australian Grand Prix 16:30 Kolon Korea Open - Day 4 Highlights 17:30 Liga Bbva 2013/14 Matches Round 9 CA Osasuna vs. FC Barcelona 19:00 Planet Speed 2013/14 19:30 MotoGP World Championship 2013 Main Races Australian Grand Prix 21:00 Planet Speed 2013/14 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Motorsports@ Petronas 22:30 Asian Festival Of Speed 2013 22:55 (LIVE) Russian Premier Liga 2013/14 Lokomotiv Moscow vs. FK Amkar Perm 01:00 Planet Speed 2013/14 01:25 Score Tonight 2013 01:55 (LIVE) Liga Bbva 2013/14 Celta de Vigo vs. Levante UD 03:55 (LIVE) Liga Bbva 2013/14 Athletic Club de Bilbao vs. Villarreal CF

0.2

Cineteatro

M A C A U [ S Ã ] A S S A D O É MEXER O TUTU

BAHT

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• Num dos autocarros cá da terra, há uma placa que sugere à prática, pensa-se, do exercício físico. Em vez de ir de bus, vá a pé. “Mova a traseira”. E porque respeitinho é muito bonito, até se pede com jeitinho. “Favor mover a traseira”. Não interessa como, mova o tutu. Mova o rabinho. Mova!

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA SONHOS DOCES • Carina Costa

Sonhos Doces apresenta-lhe as principais receitas e as técnicas mais utilizadas para a execução de bolos fantásticos - dos mais simples aos mais complicados. Nele vai descobrir como projectar e preparar um bolo, que tipo de massa deve utilizar e qual a cobertura mais adequada. Vai conhecer os diversos aspectos da arte decorativa – a modelagem, a colagem, a coloração, a escultura e a montagem de andares - e também os materiais e equipamentos necessários à sua execução. Finalmente vai poder fazer os bolos que sempre sonhou e deixar a sua família – especialmente as crianças - felizes e encantadas com as suas produções deliciosas e artísticas.

PORNOGRAFIA • Witold Gombowicz

De passagem pela província, dois cavalheiros de Varsóvia, um escritor e um encenador no outono da vida, dotados de fértil imaginação, convencem- se de que dois amigos de infância, Henia e Karol, com dezasseis anos de idade, tinham sido feitos um para o outro. Apesar de Henia estar noiva de um advogado e de os dois jovens não sentirem atração um pelo outro, os dois artistas não desistem de concretizar o seu desejo de ver consumada a união dos adolescentes. Assim, não pouparão perversos esforços nem olharão aos meios necessários para arquitetar um conjunto de situações que levem os jovens a praticar atos em comum e a trair o noivo de Henia. Essas maquinações são, porém, perturbadas por uma imprevista reviravolta que envolve um homicídio acidental e outro premeditado. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

dizem-me da omissão desgastada do paradeiro das apostas do medo desconsolado que nos afasta da contenda dizem-me dos contrastes desfigurados do sentido aleatório do arrepio da fala que nos prende a voz guerreira dizem-me do mais que aqui não digo de tantas e tantas outras coisas da mancha dum alastrar crescente que deste morrer cúmplice nos suspeita


OPINIÃO

Um parecer

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GRANT WOOD, AMERICAN GOTHIC

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Em 2015, ano das próximas eleições legislativas, muitos velhotes já não estarão cá para votar. Tem-se observado que uma coisa que os idosos fazem muito é falecer. Ora, gente defunta não penaliza o governo nas urnas

Ricardo Araújo Pereira in Visão

Caro sr. primeiro-ministro, O conjunto de medidas que me enviou para apreciação parece-me extraordinário. Confiscar as pensões dos idosos é muito inteligente. Em 2015, ano das próximas eleições legislativas, muitos velhotes já não estarão cá para votar. Tem-se observado que uma coisa que os idosos fazem muito é falecer. É uma espécie de passatempo, competindo em popularidade com o dominó. E, se lhes cortarmos na pensão, essa tendência agrava-se bastante. Ora, gente defunta não penaliza o governo

cartoon por Stephff

ECONOMIA CHINESA MELHORA

nas urnas. Essa tem sido uma vantagem da democracia bastante descurada por vários governos, mas não pelo seu. Por outro lado, mesmo que cheguem vivos às eleições, há uma probabilidade forte de os velhotes não se lembrarem de quem lhes cortou o dinheiro da reforma. O grande problema das sociedades modernas são os velhos. Trabalham pouco e gastam demais. Entregam-se a um consumismo desenfreado, sobretudo no que toca a drogas. São compradas na farmácia, mas não deixam de ser drogas. A culpa é da medicina, que lhes prolonga a vida muito para além da data da reforma. Chegam a passar dois e três anos repimpados a desfrutar das suas pensões. A esperança de vida destrói a nossa esperança numa boa vida, uma vez que o dinheiro gasto em pensões poderia estar a se aplicado onde realmente interessa, como os swaps, as PPP e o BPN. Se me permite, gostaria de acrescentar algumas ideias para ajudar a minimizar o efeito negativo dos velhos na sociedade portuguesa: 1. Aumento da idade da reforma para os 85 anos. Os contestatários do costume dirão que se trata de uma barbaridade, e que acrescentar 20 anos à idade da reforma é muito. Perguntem aos próprios velhos. Estão sempre a queixar-se de que a vida passa a correr e que vinte anos não são nada. É verdade: 20 anos não são nada. Respeitemos a opinião dos idosos, pois é neles que está a sabedoria. 2. Exportação de velhos. O velho português é típico e pitoresco. Bem promovido, pode ter grande aceitação lá fora, quer para fazer pequenos trabalhos, quer apenas para enfeitar um alpendre, ou um jardim. 3. Convencer a artista Joana Vasconcelos a assinar 2.500 velhos e pô-los em exposição no MoMA, em Nova Iorque. Creio que são propostas valiosas para o melhoramento da sociedade portuguesa, mantendo o espírito humanista que tem norteado as suas políticas. Cordialmente, Nicolau Maquiavel


opinião 19

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Ricardo Pinho

disse-me um passarinho...

twitter.com/ricardo

Tudo o que muda, deixa de ser; tudo muda, nada é; mas se nada mudasse, nada seria. DAVID CHAN* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.yahoo.com/legalpublications

macau visto de hong kong

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O último artigo abordámos a questão dos empregados que têm de trabalhar em situações de mau tempo, como quando é içado o sinal 8 de tufão. Actualmente não há legislação que regule estas situações. Existe apenas uma directriz que lida coma matéria: Aspectos a ter em conta pelas partes laboral e patronal em situações de tufão, chuvas intensas, trovoada e tempestade. Esta directriz é emitida pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais. O problema é mais grave para os trabalhadores dos centros de jogo e hotéis, porque apesar de estar mau tempo têm de ir trabalhar. A directriz indica que os empregados e os patrões devem chegar a acordo sobre esta questão. No entanto a situação torna-se impraticável, porque quando está mau tempo os hóspedes ficam nos hotéis, logo os empregados têm uma carga de trabalho acrescida e os patrões não dispensam os empregados do trabalho. Como é que as pessoas conseguem chegar ao trabalho quando está mau tempo? Se os patrões providenciarem transporte aos empregados não há problema. Mas se isto não acontecer os funcionários dos centros de jogo e hotéis têm de ir de transportes públicos. Quando está mau tempo, não há transportes. É um problema. A questão não se limita apenas aos transportes públicos para os empregados quando está mau tempo. No dia 16 de Agosto, dia do segundo e último tufão, alguns jornalistas questionaram o Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, sobre os taxistas que cobram mais do que está estabelecido na tarifa, quando está içado o sinal 8 de tufão. O Chefe do Executivo respondeu que o governo não aconselha as pessoas a andarem de transportes quando sinal 8 está içado. Mais importante do que chegar a um qualquer destino é a segurança. A segurança das pessoas tem a prioridade máxima. Qual é o preço de uma viagem de táxi nestas situações? Uma notícia dava conta de que alguns taxistas cobravam 500 patacas por uma “corrida” das Portas do Cerco Templo de A-Má. Os taxistas argumentam que apesar de

THEODOR ALEXANDER WEBER, NAVIOS ENTRAM NO PORTO DURANTE A TEMPESTADE

Tufão Usagi (II)

O artigo 12 (3) (a) da lei 366/99/M proíbe claramente os taxistas de cobrarem mais do que está estabelecido na tarifa do taxímetro. Em caso de violação, a multa é de 1000 patacas. Mas se tivermos em conta o caso acima mencionado, em que se cobra 500 patacas por uma viagem, a multa é insignificante estar mau tempo têm de pagar uma renda aos donos dos táxis e por isso cobram mais como forma de compensação. Na assinatura de um contrato, “Caso de força maior”, significa tufões, terramotos, desastres naturais, etc. Nem os patrões nem os empregados são responsáveis por estas situações, como é óbvio. Mas será justo que os donos dos táxis cobrem renda aos taxistas quando está mau tempo? O artigo 12.º (3) (a) da lei 366/99/M proíbe claramente os taxistas de cobrarem mais do

que está estabelecido na tarifa do taxímetro. Em caso de violação, a multa é de 1000 patacas. Mas se tivermos em conta o caso acima mencionado, em que se cobra 500 patacas por uma viagem, a multa é insignificante. Em criminologia, existe uma teoria de que a punição deve ser severa para ter um efeito de dissuasão. Se um taxista apanha uma multa de 1000 patacas, basta-lhe fazer duas viagens para cobrar esse valor e daí para a frente continua a ganhar dinheiro. A multa é insignificante.

Se alguém quiser fazer queixa de um taxista que cobrou dinheiro a mais por uma vigem durante o mau tempo vai encontrar bastantes dificuldades, porque nestas situações as pessoas estão sozinhas e não têm testemunhas que comprovem o facto. Não há dúvida que a segurança deve ser uma prioridade e de que a vida é o valor mais importante. No entanto não se pode negligenciar a questão dos empregados que trabalham nos imensos hotéis e centros de jogo em Macau, que têm de se deslocar apesar de estar mau tempo. Temos de procurar uma solução para o facto de apenas existirem táxis que cobram acima da tarifa nestes períodos. A legislação existente é insuficiente ou inadequada, tanto para os empregados como para os taxistas. Temos de ligar todas estas questões e tentar resolvê-las. *Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei [estagiária] Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Tiago Alcântara; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau segunda-feira 21.10.2013

TEMPLO DE IOK SAN SITUAÇÃO DISCUTIDA NO FÓRUM MACAU DA TDM

Memoriais recuperados em três meses

Impostos da indústria do jogo preocupam Leong Veng Chai

O número dois de Coutinho pretende saber, através de uma interpelação escrita, qual o montante total da isenção de imposto suplementar do rendimento das concessionárias nos últimos dez anos. Pretende ainda que os porquês desta isenção sejam do domínio público. Na interpelação, o deputado aponta que, desde 2004, o Governo já fez esta isenção, mas que agora já não há razões para manter a medida. Leong Veng Chai solicitou ainda um “aumento substancial” do imposto profissional.

Petição da FAOM sobre lei de croupiers

A Federação das Associações de Operários de Macau (FAOM) entregaram uma petição escrita onde é exigido que se proíba a importação de pessoas para a função de croupier, supervisores e motoristas profissionais. Esta petição contém 23 mil assinaturas. O assunto continua a gerar polémica, uma vez que cerca de 70 pessoas fizeram ontem uma manifestação em frente à sede do Governo.

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CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

O

caso da mudança dos memoriais do templo Iok San parece estar próximo do fim. Ao jornal Ou Mun, Shi Jie Sheng, responsável pelo templo, garantiu que no prazo de três meses todos os memoriais vão estar no lugar correcto. A declaração chegou no fim-de-semana em que decorreu uma sessão de esclarecimento com as famílias lesadas e onde estiveram presentes os deputados Chan Meng Kam, Si Ka Lon e Ho Ion Sang. Leong Heng Teng, porta-voz do Conselho Executivo, também esteve presente no encontro que reuniu cerca de 400 pessoas. Shi Jie Sheng reiterou que a localização original dos memoriais vai manter-se e que o templo já fez o registo dos lugares. Disse ainda que os familiares não têm de pagar nenhuma despesa respeitante à renovação do templo. O monge frisou também que todas as despesas com as obras

foram pagas com as doações feitas.

DISCUSSÃO SURGIU HÁ TRÊS ANOS

Entretanto, este fim-de-semana aconteceu mais uma sessão de debate do Fórum Macau da TDM. O tema versou precisamente sobre a necessidade de criar regulamentos mais específicos sobre a utilização de columbários e memoriais. O deputado Ho Ion Sang disse que há mais de três anos que acontece a discussão sobre a criação da lei, mas que o Governo ainda não apresentou

nenhuma proposta de lei junto da Assembleia Legislativa. Ho Ion Sang pede que o Executivo crie uma lei “o mais depressa possível”, uma vez que a população local está a crescer e as necessidades também são maiores. O deputado mostrou-se ainda receoso quanto ao facto de alguns grupos financeiros construírem novos columbários para fazer negócio. A preocupação de Ho Ion Sang não será em vão, uma vez que em 2010 foi descoberto que o edifício U Wa tinha um

columbário, mas depois foi descoberto que tinha o escritório da Associação dos Naturais de Xiadian. Cerca de 600 moradores fizeram manifestações em Agosto de 2010 onde pediram que o Executivo regulasse a exploração dos columbários. O ano passado, a Shun Tak, empresa de Pansy Ho, e detentora de um columbário na Taipa, mostrou estar virada para o mercado de Hong Kong, quando o acordo com o Governo expressa que o serviço deve ser virado para os locais. William Kuan, vice-presidente da Associação Budista Geral de Macau, disse ainda no Fórum Macau que, antes de ser criada uma nova legislação, as várias associações do sector devem reunir-se para decidirem os pontos a incluir num guia conjunto. “Podemos ter Hong Kong como referência. Antes de termos uma lei, as associações religiosas podem fazer um guia próprio para regular a gestão dos columbários, por forma a garantir a tranquilidade do processo.”


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Hoje Macau 21 OUT 2013 #2957 by Jornal Hoje Macau - Issuu