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Hoje Macau 20 AGO 2015 #3398

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Director carlos morais josé

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q u i n ta - f e i r a 2 0 d e a g o s t o d e 2 0 1 5 • ANO X i v • N º 3 3 9 8

hojemacau governo as mil e uma acções de um secretário

Manual de intenções Lei de Habitação Económica, construções em Toi San e Mong Há, subsídios das tarifas de autocarros e a revitalização de bairros antigos, foram apenas alguns dos temas ontem abordados por Raimundo do Rosário. Na linha da frente parecem estar as mudanças à Lei de Habitação Económica para acabar com o problema da não ocupação de apartamentos.

Agência Comercial Pico • 28721006

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Oscilação das conjunturas manuel afonso costa

Assembleia

opinião

Balanço de O imbróglio uma época de Calais “morna” arnaldo gonçalves

grande plano

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broadway macau

O fantástico lucro teatral Em contraponto com a quebra de 34% nas receitas totais.

sociedade Página

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diário de bordo

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ontem macau

hoje macau quinta-feira 20.8.2015

A polícia tailandesa difundiu ontem o retrato-robô do principal suspeito do atentado de segunda-feira, num santuário hindu em Banguecoque, no qual morreram 20 pessoas. O suspeito foi filmado por câmaras de vigilância a deixar um saco no meio da multidão, em frente do santuário, alguns minutos antes da explosão

horah

“Vamos continuar a optimizar o transporte público, mas no que diz respeito ao transporte privado vamos controlar o aumento de veículos privados para 4% por ano. Esta é a nossa meta. Creio que com o abate dos veículos antigos e com inspecções mais rigorosas conseguimos diminuir o número de veículos privados” Lam Hin San • Director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, sobre as medidas para baixar o número de veículos em Macau

“Ainda não sabemos quem fez isto e porquê, não estamos certos que tenha fundamentos políticos, mas que pretendiam ferir a nossa economia e vamos caçá-los” Prayut Chan-O-Cha • Líder da junta militar que governa o país, sobre o atentado em Banguecoque

“O apoio financeiro, como medida de incentivo ao aumento da taxa de fecundidade, é praticado em vários países. No futuro, devemos considerar a praticabilidade desta medida em Macau” • Relatório do GEP, sobre as medidas de incentivo à natalidade

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O balanço da política europeia de emigração é calamitoso. Não só os postos de trabalho nos países africanos não foram criados como os fundos de assistência desapareceram nos interstícios das agências governamentais e das cliques que governam esses países africanos Arnaldo Gonçalves, in opinião | P. 18

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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AL Sessão legislativa terminou “morna” mas com mais comunicação

Um balanço de meio termo

positivo. “Para mim esse foi o pior momento”, frisou. Uma maior participação da sociedade é, uma vez mais, um ponto defendido pelo deputado. “Seria muito melhor que a população pudesse participar nas reuniões das comissões, este registo de trabalho à porta não permite que haja transparência para a sociedade”, defendeu o deputado.

gcs

De forma geral os deputados classificam o trabalho da sessão legislativa que termina agora como “morno”. Sem grandes motivos para festejar, é o trabalho das comissões que mais merece destaque. Mais ainda há muito a fazer

grande plano

“O chumbo [na especialidade] da cláusula do limite do tecto máximo de indemnizações do Regime de Contrato de Trabalho dos Serviços Públicos a pagar aos trabalhadores foi o que de mais especial aconteceu”

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avéspera de Ho Iat Seng, presidente da Assembleia Legislativa (AL), fazer o balanço dos trabalhos levados a cabo na sessão legislativa que terminou a semana passada, o HM quis perceber o que acham os deputados que nela são agentes activos. “A verdade é que nada de muito especial aconteceu”, começou por defender Au Kam San. Na visão do deputado, o trabalho levado a cabo pelas comissões é o que mais merece destaque. “Sobretudo a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas e a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas”, assinala. O maior número de reuniões realizadas pelas comissões, assim como a frequência da presença dos membros do Governo nas mesmas permitiram que o trabalho fosse mais vezes discutido e avançasse de forma mais rápida. Da mesma opinião é o deputado Lau Veng Seng, que destaca o trabalho realizado na última sessão. “As comissões foram as que mais trabalharam durante esta sessão legislativa, e ainda conseguiram que o Governo marcasse presença durante grande parte das reuniões”, defende. Assim, diz, os deputados viram as suas dúvidas esclarecidas de formas mais rápida e, claro, directa. “Esta presença dos membros do Governo nas reuniões das comissões veio facilitar o trabalho. Acho que isto foi o de mais positivo que aconteceu”, remata. Segundo Lau Veng Seng, o calendário de trabalho desta sessão legislativa foi bastante completou. “Houve muito trabalho”, diz. Mas houve também, mais vontade de trabalhar. “Talvez por serem novos Secretários, talvez pela mudança, os deputados assumiram um papel mais activo”, argumenta, frisando que também os representantes do

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Ng Kuok Cheong Deputado

Governo “assumiram e cumpriram as suas responsabilidades e deveres”.

À sombra da bananeira

José Pereira Coutinho não tem dúvidas: a sessão que agora termina foi “muito morna” e “há muito mais a fazer”. “Poderia ter sido feito muito mais”, começa por defender ao HM, assumindo a não surpresa comparativamente às sessões legislativas de anos passados. A tomada de posse dos novos Secretários, não trouxe sangue novo nem garra no trabalho. “Não trouxe, porque de facto continuam por resolver questões de facto importantes e estruturantes da

“Esta presença dos membros do Governo nas reuniões das comissões veio facilitar o trabalho. Acho que isto foi o de mais positivo que aconteceu” Lau Veng Seng Deputado

sociedade, tais como a habitação, a saúde, os transportes”, explicou. No âmbito da administração pública, Pereira Coutinho diz: “continua tudo parado”. Agora, decorridos quase oito meses após a tomada de posse da nova governação, “os problemas continua e nada está resolvido”. “Continuam a não existir estudos dos problemas, continuam a não existir soluções para os problemas. Algo que se poderia resolver de forma fácil”, defende. Para uma sessão legislativa de garra é, aos olhos do deputado, precisão uma “mudança de mentalidade por parte da mesa da AL”. Esta postura de “deixar passar o tempo” sem nada resolver não trará qualquer beneficio para Macau. “Não estamos a acompanhar as mudanças que o mundo vive hoje em dia, basta ver a AL de Hong Kong, de Taiwan, dos países europeus para perceber que é preciso introduzir mudanças de mentalidade e actuação para que isso possa contribuir directamente para o desenvolvimento da região. Não podemos estar à sombra da bananeira”, argumenta.

Temas quentes

Apesar das poucas soluções, Au Kam San salienta alguns temas de debate “importantes para a

sociedade”. “Algumas leis e propostas que foram debatidas são importantes para a população, tais como, a violência doméstica, tabaco ou até a lei de protecção dos animais”, recorda, adiantando que a nova “equipa do Governo veio dar um ar fresco ao trabalho orientado pela AL”. O deputado Ng Kuok Cheong apontou o chumbo, decidido pelo presidente da AL, do pedido de audição sobre os terrenos desocupados como o momento menos

“Não estamos a acompanhar as mudanças que o mundo vive hoje em dia, basta ver a AL de Hong Kong, de Taiwan, dos países europeus para perceber que é preciso introduzir mudanças de mentalidade e actuação” Pereira Coutinho Deputado

Para o balanço do presidente da AL, que acontece amanhã, Ng Kuok Cheong acredita que Ho Iat Seng não irá apresentar pontos negativos. “Acho que o presidente só vai falar coisas positivas e não apresentar falhas. Vai falar de trabalhos que foram feitos e não dos que ainda estão por fazer”, defendeu. Ainda assim, o deputado frisa um momento “muito positivo”. “O chumbo [na especialidade] da cláusula do limite do tecto máximo de indemnizações do Regime de Contrato de Trabalho dos Serviços Públicos a pagar aos trabalhadores foi o que de mais especial aconteceu”, argumentou, frisando o “progresso que este chumbo veio mostrar”. Para Gabriel Tong a tomada de posse dos novos Secretários e Directores trouxe de facto uma imagem diferente, mas “se isto é bom ou mau vai depender dos resultados do trabalho”, e para já, isso ainda não é possível de avaliação. “É preciso mostrar trabalho, mostrar melhoramento das acções, é preciso fazer um mapa de avaliação do trabalho feito. Sei que os novos Secretários vão tomar decisões importantes, e parece-me que todos eles têm novas ideias e novas formas de trabalhar com os seus subordinados. Mas até agora ainda estamos à espera”, remata. Filipa Araújo (com Flora Fong) filipa.araujo@hojemacau.com.mo


política

Alteração da lei, sanções para quem não cumpre, atrasos na construção, subsídio das tarifas dos autocarros e revitalização de bairros antigos foram alguns dos assuntos debatidos por Raimundo do Rosário, que pede ainda desculpa aos compradores da habitação pública da Ilha Verde

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Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, tornou ontem pública a vontade do Governo alterar a Lei da Habitação Económica para terminar com a problemática da não ocupação dos apartamentos atribuídos. “Há um problema com a lei que, de facto, prevê que as habitações devem ter um carácter permanente e efectivo, mas não prevê nenhuma sanção para esta situação”, voltou a referir o Secretário, adiantando que “quando é atribuída outra finalidade ou quando o apartamento é subarrendado, estão previstas sanções, mas quando a fracção não é ocupada, não está prevista qualquer sanção”. Situação que o Secretário quer ver alterada. Em declarações à Rádio Macau, depois de participar no programa Macau Talk, do canal chinês, Raimundo do Rosário afirmou que o Governo vai “alterar a lei da habitação económica”. “Entretanto, isso não significa

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a revitalização dos bairros antigos. O Secretário referiu que a ideia de reconstrução de bairros antigos visa apenas os edifícios de mais de 30 anos, algo que não diz respeito ao conceito de revitalização porque aqui estão também englobados os prédios com menos ou mais de 30 anos. Para isso, explicou, basta que os proprietários concordem com a sua reconstrução.

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“Quando é atribuída outra finalidade ou quando o apartamento é subarrendado, estão previstas sanções, mas quando a fracção não é ocupada, não está prevista qualquer sanção” DSSOPT Governo vai alterar lei de habitação económica

Ocupação global que a gente não faça nada. O Instituto de Habitação tem um programa precisamente para acompanhar essas situações”, rematou. Durante o programa Raimundo do Rosário aproveitou o momento para pedir desculpa aos proprietários da pré-venda da habitação pública da Ilha Verde, por não conseguir que a construção respeite o calendário previsto que era de estar pronta em 2016, adiada para uma data ainda a definir.

Raimundo do Rosário garantiu que tudo irá fazer para acelerar os processos que dizem respeito à sua pasta

Para o representante do Governo existe, de forma clara, um “cultura” ou “hábito” de despreocupação dos construtores nas obras públicas, fazendo com que todos os processos demorem mais do que aquilo que deviam. Raimundo do Rosário garantiu ainda, que tudo irá fazer para acelerar os processos que dizem respeito à sua pasta.

Toi San no centro

A alteração do projecto de construção da habitação pública na Rua Central de Toi San está também em cima da mesa. Um comunicado do gabinete de comunicação social (GCS), indica que Raimundo do Rosário explicou que ao projecto original daquela habitação pública “inclui três andares subterrâneos, contudo poderá a passar ter apenas um ou mesmo nenhum, e, por essa razão, é necessário esperar

CPU Reuniões vão passar a estar disponíveis online

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Direcção dos Serviços para Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) vai publicar parte dos vídeos das reuniões do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) online brevemente, para que a população possa assistir através da página oficial do CPU. A resposta do director da DSSOPT, Li Canfeng, surge depois de Kwan Tsui Hang ter sugerido ao Governo que fizesse o ‘upload’ das reuniões no website, de

forma a ser mais cómodo para os interessados que não conseguem assistir às reuniões no local. Li Canfeng disse acreditar que estas poderão começar a ser publicadas online, uma vez que desde Março passado que há mais uma série de novas informações na internet acerca destas reuniões. Estas incluem propostas de plantas de condições urbanísticas e resultado das opiniões recolhidas.

Além disso, de forma a implementar o princípio de “transparência e promoção da participação pública”, constante na Lei do Planeamento Urbanístico, o CPU tem planos para fazer o ‘upload’ das reuniões gravadas, dando mais oportunidades à população para se sentirem parte deste tipo de decisões. O director afirmou que essa sugestão já foi aprovada pelo CPU e vai ser implementada o mais rápido possível. F.F.

pela alteração do projecto para que as obras de construção sejam reiniciadas”. O Secretário adiantou ainda que “foi necessário suspender as obras devido ao impacto nos edifícios antigos vizinhos”, garantindo que “as autoridades estão a estudar a possibilidade de o projecto ser alterado, passando a ter apenas um andar subterrâneo ou mesmo sem algum, e por isso mesmo, a construção será efectuada após a respectiva alteração do projecto”. Relativamente à construção de Mong Há, Raimundo do Rosário explicou que o “Governo está em negociações com o empreiteiro, seguindo-se com as obras depois de haver consenso entre as duas partes”.

Sobre tudo e nada

Durante o programa, muitos outros temas foram abordados, tais como

Um ouvinte aproveitou o momento para solicitar ao Secretário a diminuição, ou até o fim, do número de shuttle bus dos casinos e hotéis para alívio do trânsito. Raimundo do Rosário admitiu a existência de um problema de tráfego, mas esclareceu que as três companhias de autocarros de Macau transportam 530 mil passageiros por dia, e os shuttle buses transportam cerca de 100 mil passageiros, logo seria um problema ainda maior suspender este serviço.

Altos subsídios

Relativamente à tarifa dos autocarros praticada em Macau, um tema também referido por um ouvinte, o Secretário considerou o subsídio atribuído pelo Governo às companhias é alto, e pela dificuldade de distinguir turistas ou residentes será difícil não praticar os preços de forma igualitária. “Houve uma pessoa que telefonou queixando-se de que não é razoável que o subsídio que o Governo dá aos residentes nos autocarros seja dado também aos turistas, aos não residentes”, contou o secretário à Rádio Macau. “De facto, é bom que se saiba que o bilhete de autocarro que cada um de nós paga é inferior a metade do valor real do bilhete, ou seja, o bilhete normal são duas patacas e o Governo paga mais de duas patacas por esse bilhete”, recordou. “Não é fácil, mas iremos ver este assunto. Como neste momento o subsídio é dado às operadoras de autocarros, também é difícil ao motorista do autocarro distinguir quem é residente de quem não é. Vamos ver esse problema”, concluiu. Filipa Araújo

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Flora Fong

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google street view

DSAL Aprovados menos TNR em Junho

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Rua da Praia de Manduco

Praia do Manduco Projecto atrasado por problemas técnicos

Complexidades do complexo A construção do Complexo Municipal dos Serviços Comunitários da Praia do Manduco foi prorrogada devido à necessidade de mudar cabos e tubos de drenagem e pela complexidade do terreno naquele lote, prevendo-se que a conclusão da fundação da cave só esteja pronta em meados de 2016. O anúncio foi feito pelo Governo numa resposta à deputada Kwan Tsui Hang, que na semana passada criticou a ausência de explicações sobre os atrasos das obras de 1ª fase do complexo. É que de acordo com os Serviços para os Solos, Obras Públicas e Transpor-

tes (DSSOPT), a data de conclusão foi prorrogada por cerca de um ano. Esta devia acabar por volta desta altura, mas vai estender-se até ao terceiro trimestre do próximo ano.

Cabo dos trabalhos

Numa resposta enviada ao HM, a DSSOPT revelou que o atraso se deveu ao “melhoramento geológico” e a “perfuração antecipada” terem sido afectados. Em termos

técnicos, a DSSOPT indica que foi preciso transferir trabalhos com cabos e tubos de drenagem para a Companhia de Electricidade de Macau (CEM) e pela concessionária da obra. Já o atraso da obra das fundações foi decidido depois da DSSOPT ter realizado uma análise com a companhia empreiteira e a companhia de design, todos considerando necessário alterar uma parte da infra-estrutura da

A DSSOPT revelou que o atraso se deveu ao “melhoramento geológico” e a “perfuração antecipada” terem sido afectados

fundação da cave para melhorar o procedimento da obra. A alteração foi aprovado pelo organismo, tendo os trabalhos de verificação sido feitos, sem esquecer que a concessionária vai precisar de arranjar novos equipamentos para esta. Quanto à despesa da obra, a DSSOPT avançou, na mesma resposta, que o volume de trabalho e a despesa da obra vão sofrer um acréscimo. Devido à prorrogação da primeira fase da obra, a DSSOPT prevê que a abertura do concurso público da segunda fase da obra só tenha lugar em 2016. Flora Fong

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Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) revelou que no último mês de Junho o Governo apreciou um menor número de Trabalhadores Não-Residentes (TNR), o que corresponde a uma mudança do desenvolvimento da sociedade. A resposta foi dirigida à deputada Ella Lei, que criticou o facto do número de TNR ter vindo a crescer, citando dados estatísticos do Gabinete para os Recursos Humanos (GRH). Para a deputada, está em causa uma violação ao principio da prioridade aos trabalhadores locais no acesso ao emprego, questionando se o Governo avaliou o impacto do ajustamento económico. Ella Lei pede ainda que existam mecanismos rigorosos para a aprovação dos processos e a saída dos TNR. Wong Chi Hong, director da DSAL, explicou que o GHR aprovou em Junho mais de 212 mil TNR, o que, comparando com igual mês do ano passado, significa uma redução, com menos 1591 processos. O director do organismo garante que essa redução dos pedidos de TNR significa uma mudança no desenvolvimento da economia e da sociedade, bem como a existência de uma necessidade real de equilíbrio da mão-de-obra. Quanto aos trabalhadores locais, Wong Chi Hong afirmou que, embora as receitas do Jogo tenham vindo a cair nos últimos meses, a taxa de desemprego mantém-se nos 1,7%, considerando que a empregabilidade não ficou influenciada pelo ajustamento económico. F.F.

Ilha de Montanha Criação de “Bairro novo de Macau” ainda vai demorar

O ID assume Grande Prémio

O Grande Prémio irá fazer parte das responsabilidades do Instituto do Desporto (ID) já em 2016. Ainda por decidir se será criada uma comissão semelhante à actual, o presidente do ID, José Tavares, diz que ainda existem dúvidas. “Vai ser uma discussão futura entre mim e o Secretário [para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam] para saber se há a necessidade de ter uma comissão organizadora – não esta, uma outra – para coordenar o Grande Prémio. Mas a estrutura de apoio vai estar dentro do Instituto”, explicou José Tavares, à Rádio Macau, à margem de uma reunião do Conselho do Desporto.

Gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura revelou que a construção do projecto de um novo bairro de Macau, na Ilha da Montanha, não vai acontecer para já. Isto porque, de acordo com resposta do Gabinete ao deputado Si Ka Lon, se trata de um projecto complexo e são precisas instruções por parte do Governo Central. Numa interpelação escrita, o deputado Si Ka Lon explicou que o Conselho de Gestão da Nova Zona da Ilha de Montanha tem planos para cooperar com o Governo local para construir um Bairro novo de Macau, que

ocupará um terreno de cerca de 200 mil metros quadrados. A ideia é criar instalações de cuidados para idosos, habitação, espaços de educação, entre outros. No entanto, o Governo não revelou ainda os conteúdos

do projecto, sobretudo o nível de qualidade de vida. Na resposta dada, o chefe do Gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Lai Ieng Kit, defende que o Governo valoriza as oportunidades

de desenvolvimento social e económico entre as províncias de Guangdong e Macau, acrescentando que os dois lados já começaram a discussão preliminar sobre a viabilidade da cooperação da área dos serviços sociais. No entanto, o projecto em questão não pertence ao Acordo do Quadro da Cooperação entre Guangdong e Macau – assinado em Pequim em 2013 – e aquele terreno na Ilha de Montanha deve ser atribuído através de compra, pelo que o Executivo vai precisar de pedir instruções ao Governo Central. Lai acredita que este não se trata de um projecto para implementar a curto-prazo. F.F.


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sociedade

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CAEU Rui Martins e Eddie Wong presidem a novo Conselho

Diz que é uma espécie de acreditação O Governo já escolheu os 13 membros do CAEU, criado para acreditar profissões do sector da construção, com obrigatoriedade de estágio e exame final. A ideia agrada a Rui Martins, nomeado presidente do Conselho. Fazem ainda parte Carlos Marreiros, Bernie Leong, Li Canfeng e Eddie Wong

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ui Martins foi nomeado presidente do recém-criado Conselho de Arquitectura, Engenharia e Urbanismo (CAEU), com o arquitecto local Eddie Wong como vice-presidente. A lista dos membros do CAEU foi ontem anunciada através de despacho publicado ontem em Boletim Oficial. Desta constam sete membros representantes da Administração Pública e outros seis do sector privado desta actividade. Rui Martins é vice-reitor da Universidade de Macau e diplomado em Engenharia Electrotécnica, em Portugal. Neste momento cumpre funções de docente da instituição de educação superior local. Eddie Wong é o arquitecto seleccionado pelo Governo para desenhar o projecto do Hospital das Ilhas, cumprindo ainda funções como presidente da Cruz Vermelha. Entre os outros nomes estão João Manuel Costa Antunes, engenheiro de profissão e coordenador do Grande Prémio de Macau, Li Canfeng, director da DSSOPT, Simon Chan Weng-hong, presidente da Autoridade de Aviação Civil e Ao Peng Kin, chefe substituto do Departamento de Urbanização da DSSOPT. De entre os profissionais do sector privado, está o deputado José Chui Sai Peng, o membro da Administração da CEM, Bernie Leong, o arquitecto Carlos Marreiros e Leong Chong In, membro do Conselho do Planeamento Urbanístico.

Passos em frente

Ao HM, Rui Martins considera que este é um passo em frente na

dos profissionais das áreas de Arquitectura, Engenharia e Urbanismo que assinem projectos e participem em obras locais, nomeadamente sob tutela da Administração. Actualmente, todos estes profissionais têm que estar inscritos numa base de dados de registo da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), passando essa tarefa agora para os membros do CAEU. Os profissionais nomeados são responsáveis por analisar novos pedidos de inscrição e gerir o programa de estágios e acreditação do sector, até agora dispensável para exercer estas profissões no território. De acordo com o porta-voz do Executivo, a ideia é que o Conselho entre em funcionamento ainda este ano.

Comissões do consenso

internacionalização desta área profissional. Isto, diz, passa a existir à imagem do que já cá acontece com os advogados, que têm uma Associação própria, que obriga à realização de um estágio para aprovação e entrada no organismo. “É um Conselho criado para regular este sector da construção

de uma forma semelhante como acontece com os advogados, com estágio após conclusão do curso”, começa por explicar. “Internacionalmente, isto também se verifica, nomeadamente em Portugal, onde também há estas normas e acho que estamos a seguir padrões internacionais neste aspecto”,

“É um Conselho criado para regular este sector da construção de uma forma semelhante como acontece com os advogados, com estágio após conclusão do curso” Rui Martins Vice-reitor da Universidade de Macau

concluiu. Não há ainda uma data para a primeira reunião do CAEU, mas deverá “estar para breve”, assegura o presidente. Assim, não é ainda certo que membros vão integrar cada uma das duas comissões, mas isso deverá também ser definido num curto espaço de tempo. A criação do referido Conselho foi oficializada na semana passada, com o porta-voz do Governo, Leong Heng Teng, a apresentar o projecto e o regulamento que diz respeito ao CAEU. Na perspectiva de especialistas, a maior mudança que o Conselho vem trazer é a acreditação

Leong Heng Teng adiantou que o Conselho vai ser dividido em duas comissões: uma vai tratar dos estágios e da formação a outro vai ser responsável pelo registo. A Comissão de Estágio e Formação Contínua tem poder para tomar decisões sobre os pedidos de admissão ao estágio e sobre as avaliações. O estágio deverá ser orientado por um profissional da área com pelo menos cinco anos de experiência e tem uma componente prática e teórica, sem esquecer uma formação obrigatória em Deontologia. Para fazerem a acreditação e registo enquanto arquitecto, arquitecto paisagista, engenheiro ou urbanista, os profissionais precisam de ser titulares de grau académico naquelas áreas de especialização, ter concluído o estágio e passado no exame de admissão. O apoio ao funcionamento do órgão vai recair sobre a DSSOPT. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

Internet Tarifa da 4G vai ser mais barata. 2G também fica

A

s tarifas dos serviços de internet 4G vão ser mais em conta do que as oferecidas pelo 3G, defenderam ontem os Serviços de Regulação de Telecomunicações (DSRT). No entanto, o serviço 2G não vai desaparecer, como se poderia pensar com a chegada de um outro mais avançado. Numa interpelação escrita de Julho passado, Zheng Anting disse que muitos cidadãos estão preocupados com a transmissão dos cus-

tos de operação dos serviços de 4G aos consumidores, questionando o Governo se o serviço 2G vai ser suspenso. No documento, justificou que há especialistas a considerar que não é possível manter alta qualidade dos três serviços 2G, 3G e 4G em simultâneo. Na resposta ao deputado, a directora da DSRT, Lam Wan I, afirmou que após a emissão das licenças da rede 4G para quatro operadoras em Junho passado, o organismo vai

manter o princípio de tarifas mais baixas para os serviços de 4G, sem esquecer que vai referir o modelo da cobrança de tarifa das regiões vizinhas. No que toca à questão da rede 2G, a directora referiu que todas as redes se vão manter ainda durante algum tempo, justificando o uso de telemóveis de redes 2G e 3G por turistas estrangeiros, não indo a DSRT cessar os serviços enquanto não forem reportados conflitos entre as redes 2G e 4G. F.F.


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Jovem alvo de violação colectiva. Dois suspeitos presos

Crime sexual na Doca

Apanhados

Quatro homens do Vietname são suspeitos de violarem uma jovem de 19 anos junto à Doca dos Pescadores, depois de uma saída nocturna regada com muito álcool. Dois homens já foram presos pela Polícia Judiciária

O

jornal Ou Mun noticia na sua edição de ontem um caso de violação colectiva que ocorreu na zona da Doca dos Pescadores no passado dia 30 de Julho. Quatro homens de origem vietnamita terão violado uma jovem de 19 anos por volta das 5 horas da manhã, depois desta ter estado a beber num bar na zona do ZAPE com uns amigos. Uma vez que a boleia prometida demorou a chegar, a jovem decidiu dar um passeio sozinha na zona da Doca dos Pescadores. Nessa altura os quatro suspeitos começaram a conversar com a jovem, sendo que um deles a levou para um local mais protegido e começou, segundo a PJ, a tocar-lhe no corpo, tendo iniciado o acto de violação sem recurso ao preservativo, enquanto os restantes três homens vigiavam o local. À PJ a jovem declarou só se recordar de ter sido violada por dois homens.

A alegada vítima estava com excesso de álcool no sangue e não conseguiu ter capacidade de resistência. Os quatro homens acabariam por fugir do local

Banguecoque Dois residentes pedem ajuda para sair

Locais fora de perigo O Gabinete de Gestão de Crises do Turismo de Macau anunciou ontem que dois residentes locais pediram apoio às autoridades para antecipar o regresso à Região após o atentado de segunda-feira na Tailândia. De acordo com uma nota oficial, através das companhias de telecomunicações foi possível identificar 942 dispositivos móveis com registo em Macau em ‘roa-

ming’ na Tailândia, cujos titulares foram contactados por mensagem electrónica para envio de contactos de emergência em caso de necessidade. De acordo com as autoridades de Macau, que receberam as listas nominais dos hospitais da Tailândia, nenhum residente consta entre as vítimas da explosão. Entretanto a industria turística de Macau cancelou uma dezena de excursões para a Tailândia, decisão que afecta

cerca de 250 pessoas e estará em vigor até domingo, 23 de Agosto.

Retrato-robô

Na segunda-feira, pelas 18:30 de Macau, uma bomba explodiu no templo Erawan que fica no coração da capital tailandesa, junto ao hotel de cinco estrelas Grand Hyatt Erawan, rodeado de vários outros hotéis e lojas que atraem milhares de visitantes dia-

A alegada vítima estava com excesso de álcool no sangue e não conseguiu ter capacidade de resistência. Os quatro homens acabariam por fugir do local. Depois da investigação a PJ acabou por apanhar um dos suspeitos na zona do Porto Interior no passado dia 16. De apelido Gran, o homem está desempregado e terá cerca de 20 anos, tendo entrado ilegalmente no território no dia 21 do mês passado. Gran acabou por admitir às autoridades que cometeu o crime. A PJ deteve ontem o segundo suspeito, sendo que os restantes dois homens continuam em fuga. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, as autoridades investigaram um apartamento na Areia Preta com nove detentores de passaporte do Vietname, sendo que oito deles não tinham permissão para estar em Macau. A PJ acredita tratarem-se de emigrantes ilegais no caso de violação da jovem. Na mesma investigação a PJ descobriu ainda uma mulher vietnamita com blue card que estaria a oferecer alojamento e protecção de passaportes a outros moradores do apartamento, através da cobrança de 500 patacas por mês. A mulher deverá ser acusada do crime de acolhimento de imigrantes ilegais, estando o caso nas mãos do Ministério Público (MP).

riamente. Entretanto a polícia tailandesa difundiu ontem o retrato-robô do principal suspeito do atentado, que foi filmado por câmaras de vigilância a deixar um saco no meio da multidão, em frente do santuário, alguns minutos antes da explosão. O porta-voz da polícia tailandesa, Prawut Thavornsiri, afirmou que o homem, não identificado, tem cabelo castanho e óculos escuros, podendo ser “estrangeiro ou tailandês”. Um mandado de captura vai ser emitido nas próximas horas, acrescentou. Também ontem vários monges budistas lideraram

Flora Fong

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orações para a reabertura do templo onde ocorreu o incidente, que já matou pelo menos 11 pessoas da China, Hong Kong, Singapura, Indonésia e Malásia. Mais de 100 pessoas ficaram feridas. Uma segunda explosão aconteceu no porto de Banguecoque, o qual, segundo as autoridades, poderá estar relacionada com a primeira. O Governo tailandês já associou o ataque a uma tentativa de bloquear a economia e o sector do turismo do país, sendo que motivos religiosos também poderão estar na origem do ataque. HM/LUSA

IACM Orçamento não vai diminuir

Ma Kam Keong, membro do conselho de administração do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), garantiu ontem que o orçamento para as actividades de participação dos cidadãos não vai ser reduzido, mesmo que o Governo implemente medidas de austeridade. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, o representante do IACM explicou o aumento de 600 mil patacas, face a 2014, para um conjunto de actividades no âmbito do Festival do Meio de Outubro, cujo orçamento total é de 6,5 milhões de patacas. Ma Kam Keong garantiu que o aumento se deve à inflação e aos aumentos salariais.

Novo adiamento do Parisian

A Sands China pediu um novo adiamento da construção do Parisian, segundo avançou o jornal Tribuna. Não cumprindo o acordo com o Governo de Macau, a Sand China assume que não irá conseguir concluir a obra até à data prevista, Abril de 2016. No seu segundo pedido de adiamento levado a cabo pelo grupo, a Sand China não explica quais os motivos que levaram ao atraso da construção.


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Em apenas 35 dias de funcionamento, o novo empreendimento da Galaxy Entertainment registou receitas na ordem dos 64 milhões de dólares, com lucros de 2 milhões, mesmo sem área VIP. No total, a operadora teve uma quebra nas receitas de 34% e de 66% nos lucros líquidos

MGM no Cotai sem prazo alargado

Broadway Macau Lucros de dois milhões em 35 dias

Ganhos teatrais

Depois do Jornal Tribuna de Macau ter noticiado o prolongamento do prazo para a finalização do Parisian, Grant Bowie, director-executivo da MGM China, garantiu ao canal chinês da Rádio Macau que o projecto da operadora no Cotai não vai necessitar de um prazo mais alargado para a sua conclusão. Grant Bowie confirmou que a data de inauguração se mantém para o 4º trimestre de 2016, com a inclusão de 500 mesas de jogo. Contudo, Grant Bowie lembrou que a situação real dependerá da decisão do Governo.

Centro de Estágio sem avanços

A construção do Centro Polivalente de Estágio – que deverá compreender instalações desportivas e alojamento para desportistas – ainda está à espera da aprovação dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, de acordo com o presidente do Instituto do Desporto (ID), José Tavares. A infra-estrutura devia ter sido inaugurada este ano, de acordo com previsões avançadas pelo presidente. “Não sei [quando arrancam as obras], não posso prometer. Estou a fazer o possível, apenas”, assegurou. De acordo com notícia da rádio Macau, o espaço deverá ocupar um terreno junto do Macau Dome e ter capacidade para 400 pessoas. A obra estava orçamentada em 600 milhões de patacas, em 2012.

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ados divulgados ontem pela operadora de jogo Galaxy Entertainment revelam que a operadora registou no primeiro semestre do ano uma quebra nas receitas de 34%, tendo sido um total de 25,4 mil milhões de dólares de Hong Kong, enquanto que os lucros EBITDA (antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foram de 4,2 mil milhões, uma quebra de 43% anuais. Quanto aos lucros líquidos, a queda foi de 66% até Junho, por comparação a 2014. Apesar dos resultados, que não fogem à regra do que tem sido a tendência do mercado do jogo, a Galaxy destaca o sucesso da abertura do empreendimento Broadway Macau, no Cotai. Ao final de 35 dias de funcionamento, e sem ter ainda o segmento VIP, as receitas foram de 64 milhões de dólares de Hong Kong, enquanto que os lucros EBITDA se ficaram pelos dois milhões. Só no sector de jogo de massas as receitas foram de 37 milhões de dólares. A taxa de ocupação hoteleira deste empreendimento foi de 99%.

Desafio ganho

Lui Che Woo, presidente do Galaxy Entertainment Group, destacou os “incríveis resultados financeiros do primeiro semestre”, depois da “abertura dentro do calendário e do orçamento da fase 2 do Galaxy e do Broadway Macau”, e tendo em conta que “as condições do mercado em Macau mantém-se desafiantes”. “O lançamento do Brodway Macau tem sido bem recebido e a maioria das comodidades do resort foram inauguradas dentro do tempo, sendo que as restantes áreas de jogo, retalho e comida e bebidas deverão ser inauguradas no final do ano”, escreve Lui Che Woo. “A contribuição (da Broadway Macau) traduziu-se na criação significativa

de empregos e no apoio que tem dado às Pequenas e Médias Empresas (PME)”, acrescenta. Na divulgação de resultados junto da bolsa de valores de Hong Kong, a operadora não deixou de referir algumas ideias quanto à

revisão do Regime de Previsão e Controlo do Tabagismo. “Estamos satisfeitos por observar que o Governo de Macau deu sinais de alguma flexibilidade e mente aberta para a manutenção das salas de fumo. Permitir as salas de fumo

“A contribuição (da Broadway Macau) traduziu-se na criação significativa de empregos e no apoio que tem dado às Pequenas e Médias Empresas (PME)” Lui Che Woo Presidente do Galaxy Entertainment Group

poderia ser positivo para o mercado. As concessionárias de Jogo continuarão a trabalhar para alcançarem uma solução pragmática”, refere o comunicado. Quanto ao futuro do sector do Jogo, a Galaxy mostra-se optimista. “Estamos satisfeitos por ver alguns indicadores de estabilização do mercado e de apoio do Governo, incluindo os sinais de flexibilidade em relação à manutenção das salas de fumo e na melhoria dos vistos individuais.” Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Estatística e Censos Número de croupiers diminuiu face a 2014

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ados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que os trabalhadores no sector de lotarias e outros jogos de apostas aumentaram 1,3% no segundo trimestre em relação ao ano passado. Desse número, 25.072 trabalhadores eram croupiers, o que significa uma redução de 2,5% em termos anuais. Apesar de uma quebra de trabalhadores

nas mesas de jogo dos casinos, os salários continuam elevados. A remuneração média dos croupiers foi de 18.580 patacas, um aumento de 6% face a Junho de 2014. Já a remuneração média de todos os trabalhadores do sector cifrou-se nas 21.480 patacas, um aumento de 6,5%. Quanto às vagas de emprego, 107 pertenciam aos croupiers, as quais baixaram 396, aponta a DSEC.

Ao nível de recrutamento houve também uma quebra.ADSEC revela que no segundo trimestre deste ano foram recrutados 1972 trabalhadores, número bem mais inferior face aos 3124 que foram contratados em igual período do ano passado. A taxa de recrutamento diminuiu 2%, sendo que “estas quedas reflectiram um abrandamento da procura de recursos humanos no sector das lotarias e outros jogos de aposta”.

Atletas Prémio para com e sem deficiência é igual

O valor dos prémios para os atletas com e sem deficiência passa agora a ser o mesmo para os vencedores de prémios no pódio. A decisão, noticiou a rádio Macau, foi anunciada ontem, durante uma reunião do Conselho do Desporto, a nova regra entrando em vigor em Janeiro do próximo ano. “Os ditos normais competem em provas diferentes e os deficientes também competem em provas diferentes. Mas, em termos de prémios pecuniários, vão ser iguais. Portanto, o máximo prémio que atribuímos a um dito normal e a um deficiente será igual. Julgo que temos o problema definitivamente resolvido”, defendeu o presidente do ID, José Tavares. Assim, os atletas que atingirem o primeiro lugar terão direito a um cheque de 360 mil patacas, enquanto os segundo e terceiro lugares vão receber 108 mil patacas. Em 2014, foram galardoados 78 atletas, a quem o Governo atribuiu um total de 5,9 milhões de patacas.


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eventos

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Concerto LMA acolhe Jeffrey Lewis em Setembro

kelley clayton

Um pouco d’antigamente

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cantor norte-americano Jeffrey Lewis vem a Macau para um concerto na Live Music Association (LMA), às 21h00 do próximo dia 5 de Setembro. Lewis toca na LMA com os The Jrams. No entanto, foi a solo que deu a conhecer ao mundo o seu estilo musical, actualmente classificado dentro do género anti-folk. O próprio autor confessa que, embora ninguém – nem ele mesmo – saiba exactamente o que encaixa ou significa tocar música ‘anti-folk’, não des-

gosta da nomenclatura criada para tipificar aquilo que mais gosta de fazer: cantar e tocar. Este estilo musical tenta ir contra o tão globalizado movimento ‘folk’, que ganhou furor nos anos 60 por ter uma forte carga política. A música do cantor norte-americano assemelha-se ao álbum da banda sonora de Juno, um filme que explora a procura constante do ser humano pelo sentido na vida.

Deixem-me sonhar

Entre 2000 e 2002, Lewis deambulou pelo Texas, de

sessão em sessão musical em cafés numa tentativa de singrar, até que o seu sonho ganhou vida. Actualmente tem mais de 20 álbuns lançados e uns quantos outros singles, mas desta vez não actua a solo, mas sim acompanhado de dois outros artistas, prometendo um bom momento ao público local no início do mês. Os bilhetes estão à venda e custam 120 patacas. De acordo com a organização do concerto, a banda parece-se “com Woody Guthrie a defrontar os Sonic Youth”, sem esquecer que Lewis começou a gravar os seus primeiros êxitos em cassetes, numa garagem dos EUA, ainda os anos 90 pairavam sobre as nossas cabeças. Além de fazer música, o autor dedica-se à publicação da sua própria banda desenhada, a série Fuff. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

Teatro Centro Cultural de Macau já escolheu actores para intercâmbio com Hong Kong

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Centro Cultural de Macau está a promover uma sessão de intercâmbio de teatro com Hong Kong e já seleccionou os três actores locais para participar no projecto. São Simon Lou, Maggie Im e Caroline Lam que vão “subir ao palco num projecto inovador de monólogos” especialmente desenvolvido para este trio de artistas. Os actores foram seleccionados em Julho por um grupo de especialistas depois de uma série de workshops leccionados por professores da Chung Ying, uma das companhias de teatro mais conhecidas do território vizinho. Será então em Outubro que os três aterram nos palcos de Hong Kong para um mês de residência e intercâmbio para finalmente vir a Macau para o espectáculo final, no CCM. Estes projectos do Centro servem para incluir os jovens locais em programas deste género e têm vindo a ser desenvolvidos desde 2008, ano em que teve lugar um intercâmbio de coreografia chamado Dançar até Nova Iorque.

“Estes projectos fazem parte de uma estratégia contínua de apoio aos artistas para orientar e inspirar os nossos talentos, desenvolvendo uma dinâmica de interacção com outros domínios culturais”, explica o CCM. L.S.M.

À venda na Livraria Portuguesa O Inverno do Mundo • Ken Follett

Lisboa acolhe primeira Festa do Cinema Chinês

Mandarim no Os espaços Cinema Ideal e Cinemateca Portuguesa vão receber a primeira Festa do Cinema Chinês na capital portuguesa, entre os dias 10 e 30 de Setembro. Uma dúzia de filmes actuais e cerca de vinte clássicos vão ser transmitidos numa festa que será repetida em 2016 na China, mas com filmes portugueses

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mais uma tentativa de aproximação de dois países distantes que querem ser mais próximos. Entre os dias 10 a 30 de Setembro será organizada em Lisboa a primeira edição da “Festa do Cinema Chinês”, a qual irá mostrar ao público cerca de 12 filmes produzidos por realizadores chineses na actualidade, incluindo mais vinte películas clássicas. Segundo um comunicado difundido nas redes sociais, a “Festa do Cinema Chinês” é o “resultado de uma nova colaboração a nível cultural e cinematográfico entre os dois países e que no próximo ano dará lugar a uma Festa do Cinema Português na China”. Com este evento, “o cinema chinês e de expressão chinesa terá uma grande celebração pública em Portugal, naquele que será o primeiro grande

acontecimento da rentrée cinematográfica”. A abertura do evento far-se-á com a presença de uma delegação oficial dos responsáveis de cinema da China, incluindo membros da Cinemateca Chinesa e do Xiao Xiang Film Group.

Locais com carisma

Os filmes irão passar em dois lugares de eleição para ver cinema na capital portuguesa, o Cinema Ideal e a Cinemateca Portuguesa. O festival começa dia 10 no Cinema Ideal, com a exibição do filme

“Mountains May Depart – Se as Montanhas se Afastam”, do cineasta Jia Zhang-ke. Até ao dia 16, o Cinema Ideal continuará a receber mais filmes contemporâneos, incluindo a ante-estreia do mais recente filme de Hou Hsiao-Hsien, “A Assassina”, que ganhou o prémio de Melhor Realização do Festival de Cinema de Cannes deste ano. Vão também ser exibidas películas de Lou Ye, Ann Hui e Tsui Hark, incluindo mais seis filmes produzidos pelo XiaoXiang Film Group. Cabe à Cinemateca Portuguesa exibir os vinte clássicos chineses, entre os dias 17 e 30. O programa de filmes intitula-se “Cinema Chinês: Panorama Histórico e Retrospectiva Xie Jin” e procura “traçar um panorama histórico dos filmes realizados entre 1933 e 1997, exemplificando as quatro grandes etapas da cinematografia chinesa”. Estas etapas dizem respeito ao cinema de Xangai

“O cinema chinês e de expressão chinesa terá uma grande celebração pública em Portugal, naquele que será o primeiro grande acontecimento da rentrée cinematográfica”

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Depois do extraordinário êxito de repercussão internacional alcançado pelo primeiro livro desta trilogia, A Queda dos Gigantes, retoma-se a história no ponto onde ficou. Uma segunda geração assume pouco a pouco o protagonismo, a par de figuras históricas e no contexto das situações reais, desde a ascensão do Terceiro Reich, através da Guerra Civil de Espanha, durante a luta feroz entre os Aliados e as potências do Eixo, o Holocausto, o começo da era atómica inaugurada em Hiroxima e Nagasáqui, até ao início da Guerra Fria. Como no volume anterior, a totalidade do quadro é oferecido como um vasto fresco que evolui a um ritmo de complexidade sempre crescente.

Miramar • Naguib Mahfouz

Um romance coeso e de grande carga emocional sobre vidas que se cruzam, Miramar desenrola-se na Alexandria do início dos anos 60. Seis personagens, todas agora exiladas por força das circunstâncias, tornam-se residentes da elegante e decadente Pensão Miramar. A figura central é Zohra, a bela camponesa cuja relação com as outras cinco personagens simboliza a essência da realidade política e social da época.


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o grande ecrã alfacinha produzido antes do ano de 1949, o cinema feito entre 1949 e a Revolução Cultural, as películas feitas no período da “quinta geração” e todo o período até à “sexta geração”. Na Cinemateca Portuguesa “dedica-se uma retrospectiva de Xie Jin, um dos maiores realizadores chineses, cuja obra foi reconhecida antes e depois da Revolução Cultural” e o período de transição entre a “quinta” e a “sexta geração”. Por outro lado, dedica-se uma retrospectiva a Xie Jin, um dos maiores realizadores chineses, cuja obra foi reconhecida antes e depois da Revolução Cultural.” Segundo a apresentação publicada no website da Cinema-

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Se as Montanhas se Afastam

teca, este ciclo dedicado ao cinema chinês antigo “visa antes de mais proporcionar a quem a desconheça um primeiro contacto com as várias etapas dessa história”.

A bem do intercâmbio

A Festa do Cinema Chinês é uma iniciativa das cinematecas Portuguesa e Chinesa,

com o apoio do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), do departamento do cinema da Administração de Estado da Imprensa, da Edição, da Rádio, do Cinema e da Televisão da China, da embaixada da China em Portugal e da congénere de Portugal na China. O evento resulta da colaboração estabelecida, a nível

cultural e cinematográfico, entre Portugal e Pequim, e decorre na sequência da visita oficial à China do secretário de Estado português da Cultura, Jorge Barreto Xavier, em Novembro de 2014. Em 2016, a I Festa do Cinema Chinês em Lisboa terá a correspondente Festa do Cinema Português, na China, segundo o comunicado do ICA. “Favorecer o intercâmbio cinematográfico através do diálogo entre autoridades, responsáveis e profissionais dos cinemas chinês e português, e dar a conhecer na China a riqueza do património cinematográfico e da cultura de Portugal” são objectivos do certame, lê-se no comunicado. A.S.S./HM

A Assassina


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EDITAL Edital nº Processo nº Assunto Local

: 18/E-OI/2015 : 2262/2006/F :Início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento Geral da Construção Urbana (RGCU) :Estrada de Repouso n.º 65A, Edf. Seng Tak, fracção R/C-A e o estaleiro desocupado entre o n.º 65A e o n.º 69 da Estrada do Repouso, Macau.

Cheong Ion Man, subdirector substituto da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pelo Despacho n.º 04/SOTDIR/2015, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 25, II Série, de 24 de Junho de 2015, faz saber por este meio ao Sr. WONG MAN HON, o seguinte: 1. Em 17/11/2014 e 04/06/2012, o agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização de obra cuja descrição e situação é a seguinte: 1.1 1.2 1.3

Obra Construção de um compartimento não autorizado composto por suporte metálico, chapa envidraçada e chapa metálica na parede exterior do edifício junto à sobreloja da fracção R/C-A do Edifício Seng Tak. Abertura de vão de portão na parede exterior do edifício junto à fracção R/C-A do Edifício Seng Tak para dar acesso ao estaleiro desocupado entre o n.º 65A e o n.º 69 da Estrada do Repouso. Construção de um compartimento não autorizado composto por cobertura metálica, suporte, lona e portão de enrolar com cerca de 8 metros no estaleiro desocupado entre o n.º 65A e o n.º 69 da Estrada do Repouso.

Situação da obra Concluída Concluída Concluída

3. As obras acima indicadas foram executadas sem prévia apreciação do projecto e correspondente concessão de licença por esta DSSOPT, conforme exigido pelo nº 1 do artigo 3º do Decreto-Lei nº 79/85/M (RGCU) de 21 de Agosto, alterado pela Lei nº 6/99/M de 17 de Dezembro e pelo Regulamento Administrativo nº 24/2009 de 3 de Agosto, pelo que as obras são consideradas ilegais. 4. Nestas circunstâncias e nos termos dos artigos 52º e 65º do RGCU, pode ser ordenado que os infractores procedam à demolição da obra ilegal referida no ponto 1, e à reposição da parte existente antes da realização das obras acima indicadas, pelo que, são sancionáveis com multa de $1 000,00 a $20 000,00 patacas. 5. Nos termos dos artigos 93º e 94º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, os interessados podem apresentar a sua defesa por escrito e as demais provas para se pronunciar sobre as questões que constituem objecto do procedimento, bem como requerer diligências complementares, no prazo de 15 (quinze) dias contados a partir da data de publicação do presente edital. 6. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, nº 33, 15º andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227) Aos 30 de Julho de 2015 Pelo Director dos Serviços O Subdirector, Subst.º Cheong Ion Man

Assine-o Telefone 28752401 | Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo

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O Explosões em Tianjin afectam economia

A

s explosões em Tianjin, na China, já causaram prejuízos de quase mil milhões de euros, impediram grandes multinacionais de acederem às suas instalações e podem gerar um impacto económico com duração de vários meses. O desastre matou pelo menos 114 pessoas e gerou receio de contaminação do ar e da água da cidade com poluentes tóxicos, apesar de as autoridades insistirem que são seguros. As explosões destruíram também a zona do porto de Tianjin, uma plataforma chave da segunda economia mundial e maior comercializadora de bens. Uma das imagens mais marcantes do desastre é a de inúmeros carros importados completamente carbonizados, com estimativas de que cerca de 10.000 veículos ficaram destruídos. Mais de 150 empresas listadas na Fortune 500 – a revista norte-americana que apresenta as maiores empresas do mundo – operam em Tianjin, e o seu porto é um dos dez mais movimentados do mundo. A cidade conta com uma população de 15 milhões de pessoas, o dobro de Londres, e uma economia do tamanho da República Checa. “A actividade económica em Tianjin ainda não voltou ao normal, vários dias depois das explosões devastadoras”, indicou a consultora Capital Economics, numa nota aos clientes. “Apesar de a maioria do porto continuar a operar, os danos aos armazéns e instalações de fábricas foram severos”, acrescentou, alertando que “as perturbações devem estender-se às cadeias de abastecimento”.

ministério chinês de Segurança Pública anunciou a prisão de 15.000 ciberrnautas por crimes na internet e acções que colocaram em risco a segurança cibernética, sem especificar quais foram os delitos cometidos. A medida ocorre face a um rigoroso processo de censura às informações divulgadas na internet sobre as explosões de Tianjin, muitas delas com críticas à actuação do governo diante do incidente que matou 114 pessoas, feriu mais de 200 e deixou 70 desaparecidas . Segundo o site do ministério, 7.400 casos foram investigados, mas sem precisar o período em que as detenções foram feitas. O governo lançou no mês passado uma campanha denominada “Limpeza na internet” que durante seis meses intensificou a vigilância do ciberespaço, concentradas nas páginas que fornecem “informações ilegais e nocivas” ou promovem a pornografia, o uso de armas ou apostas ilegais. No domingo, foram bloqueados dezenas de sites com críticas sobre a gestão do governo chinês a propósito da explosão num armazém com material químico. As páginas desaprovavam a atenção dada às vítimas, a falta de transparência na investigação e a ausência de informações por parte das autoridades. Antes, mais de 360 contas já haviam sido suspensas de forma temporária ou permanente.

Ao rubro

Em contrapartida, as autoridades alegam que cibernautas disseminaram rumores que criam pânico sobre a população. Entre eles, a Administração do Ciberespaço chinês apontou que algumas páginas comparam o incidente à explosão de uma bomba atómica, enquanto

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Detidos 15 mil cibernautas por ‘colocar em perigo a segurança’

Um espaço soberano

A Administração do Ciberespaço chinês apontou que algumas páginas comparam o incidente [em Tianjin] à explosão de uma bomba atómica, enquanto outras indicam que há mais de mil mortos. O governo classificou as publicações como “irresponsáveis” e ressaltou que vai adoptar uma postura de “tolerância zero”

outras indicam que há mais de mil mortos. O governo classificou as publicações como “irresponsáveis” e ressaltou que vai adoptar uma postura de “tolerância zero” contra os boatos. Desde que Xi Jinping chegou ao poder, o governo chinês têm como prioridade

Xangai Bolsa sobe um dia depois da maior queda do mês

A Bolsa de Xangai subiu 1,23% ontem, um dia depois de ter registado a maior queda deste mês (6,15%), evidenciando a volatilidade do mercado de capitais chinês. O Indice Composite de Xangai fechou nos 3.794 pontos, mais 46 pontos do que na sessão anterior, e a bolsa de Shenzhen, de menor dimensão, subiu 2,18%, indicou a agência noticiosa oficial Xinhua. Na terça-feira passada, a bolsa de Xangai caiu 6,15%, na mais acentuada descida registada em Agosto e que interrompeu três sessões consecutivas a fechar em terreno positivo. Ao longo das últimas oito sessões, o Índice Composite de Xangai subiu cinco vezes, uma das quais 4,92%, e caiu três.

o controlo de páginas na internet e das redes sociais. Vários donos de blogs críticos do regime foram presos e forçados a confessar pu-

blicamente os seus delitos, como o chinês-americano Charles Xue, acusado de ter relações ilícitas com prostitutas.

Além disso, em Março do ano passado, o Congresso aprovou uma lei que dá poderes ao Estado para tomar “todas as medidas necessárias” para proteger a soberania de seu ciberespaço. A legislação, que recebeu muitas críticas de organizações de direitos humanos, pretende evitar que a “informação ilegal ou prejudicial” se espalhe e prevê uma pena de três anos de prisão para aqueles que espalham “rumores” através de rede.

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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 32/P/15 Faz-se público que, por despacho do Exmo. Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 4 de Agosto de 2015, se encontra aberto o Concurso Público para o <<Fornecimento de Cinco (5) Viaturas com Lotação para Doze (12) a Quinze (15) Lugares aos Serviços de Saúde>>, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 19 de Agosto de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP33,00 (trinta e três patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário

e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 17 de Setembro de 2015. O acto público deste concurso terá lugar no dia 18 de Setembro de 2015, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional” do Gabinete para a Prevenção e Controlo do Tabagismo dos Serviços de Saúde, sita no r/c, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP29 000,00 (vinte e nove mil patacas), a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente.

Serviços de Saúde, aos 13 de Agosto de 2015 O Director dos Serviços Lei Chin Ion


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artes, letras e ideias

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fichas de leitura*

Manuel Afonso Costa

A Oscilação das Conjunturas

C

om este autor e com este livro e finalmente com este texto sinóptico e analítico dou início a um conjunto de fichas de leitura subordinadas à ampla temática da cultura portuguesa entendida de uma forma ela mesma muito ampla, pois nela caberão textos de vária proveniência das ciências sociais com predominância da história da civilização. Começo assim com um autor que no quadro das discussões em torno da originalidade e autonomia de Portugal concebeu justamente uma tese complexa e com contornos eclécticos, carreando para a sua teoria materiais de vária ordem disciplinar e temática. Mas hoje não é esse o livro de Jaime Cortesão que trago aqui. Ele virá na altura própria. Hoje aborda-se um dos episódios mais dramáticos da vida nacional, o momento da perda e sobretudo recuperação da independência nacional. Nesta obra A Geografia e a Economia da Restauração Jaime Cortesão desenvolve uma das mais interessantes interpretações construídas em torno da perda da independência de Portugal em 1580 e da sua recuperação em 1640. Jaime Cortesão estabelece uma interdependência entre a história política e a história económica e social, e para esse efeito associa o período da História de Portugal do Antigo Regime, onde se integra a União Dinástica, aos ciclos coloniais da economia nacional sabendo que os ciclos económicos tiveram repercussões nos fenómenos de configuração e reconfiguração social. Quando a questão da independência se coloca em 1580, a sociedade portuguesa está exaurida e a classe média que tão importante tinha sido em

Cortesão, Jaime, Teoria Geral dos Descobrimentos Portugueses – A Geografia e a Economia da Restauração, Lisboa, Seara Nova, 1940. Descritores: História, Geografia, O Oriente e o Atlântico, Comércio, Recomposição Social, Independência.

Jaime Zuzarte Cortesão (Ançã, Cantanhede, 29 de Abril de 1884 — Lisboa, 14 de Agosto de 1960) foi um médico, político, escritor e historiador português. Filho do filólogo António Augusto Cortesão, foi irmão do historiador Armando Cortesão e pai da renomeada ecologista Maria Judith Zuzarte Cortesão. Estudou no Porto, em Coimbra e em Lisboa, vindo a formar-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra em 1909. Leccionou no Porto de 1911 a 1915, quando foi eleito deputado por aquela cidade. Em plena Primeira Guerra Mundial defendeu a participação do país no conflito, tendo participado como voluntário do Corpo Expedicionário Português, no posto de capitão médico, tendo publicado as memórias dessa experiência. Fundou, com Leonardo Coimbra e outros intelectuais, em 1907 a revista Nova Silva: revista ilustrada. Em 1910, com Teixeira de Pascoaes, colaborou na fundação da revista A Águia, e, em 1912 iniciou Renascença Portuguesa, que publicava o boletim A Vida Portuguesa. Teve igualmente colaboração nas revistas Atlantida4 (1915-1920), Ilustração (1926-), Illustração portugueza (1903-1924)) e na revista

1383-1385 durante a revolução, quase tinha desaparecido, como resultado da proeminência do comércio das especiarias no contexto do Complexo Histórico-Geográfico do Índico. Este comércio, concentrado em Lisboa e na Casa da Índia tinha provocado a anemia dos portos de menor escala, assim como do comércio que os dinamizava. O resultado teve consequências graves pois faltava na sociedade portuguesa uma burguesia patriótica capaz de se opor às pretensões castelhanas. Depois em 1640 tudo se tinha alterado, uma vez que o comércio do tabaco e do açúcar com o Brasil no contexto do Complexo Histórico-Geográfico do Atlântico, pela sua natureza, tinha permitido a reanimação da classe média assim como das cidades (portos de pesca) de escala intermédia. Esta classe média patriótica começa a ameaçar o equilíbrio da União dinástica do qual foram expressão as Alterações de Évora em 1637, o Manuelinho de Évora, mas também as profecias do Bandarra, que agitava as consciências a Norte. As classes nobiliárquicas pressentindo o perigo de uma nova revolução à imagem e semelhança de 1383, resolveram agir patrioticamente. É esta pelo menos a interpretação de Jaime Cortesão, neste notável livro em que ele articula economia, sociedade e destino político. *No quadro da colaboração de Manuel Afonso Costa com a Biblioteca Central de Macau-Instituto Cultural, que consiste entre outras actividades no levantamento do espólio bibliográfico da biblioteca e na sua divulgação sistemática, temos o prazer de acolher estas “Fichas de Leitura” que, todas as quintas-feiras, poderão incentivar quem lê em Português.

Serões (1901-1911). Em 1919 foi nomeado director da Biblioteca Nacional de Portugal e a 28 de Junho desse ano foi feito Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.5 Em 1921, abandonando a Renascença Portuguesa, foi um dos fundadores da revista Seara Nova. Participou numa tentativa de derrube da ditadura militar portuguesa, presidindo a Junta Revolucionária estabelecida no Porto. Por esse motivo foi demitido de seu cargo na Biblioteca Nacional de Lisboa (1927), vindo a exilar-se em França, de onde saiu em 1940, quando da invasão daquele país pelas forças da Alemanha Nazi no contexto da Segunda Guerra Mundial. Dirigiu-se para o Brasil através de Portugal, onde veio a estar detido por um curto espaço de tempo. No Brasil, fixou-se no Rio de Janeiro, dedicando-se ao ensino universitário, especializando-se na história dos Descobrimentos Portugueses (de que resultou a publicação da obra homónima) e na formação territorial do Brasil. Em 1952, organizou a Exposição Histórica de São Paulo, para comemorar o 4.º centenário da fundação da cidade. Regressou a Portugal em 1957. Envolvendo-se na campanha de Humberto Delgado, foi preso por 4 dias com António Sérgio,

Vieira de Almeida e Azevedo Gomes em 1958, ano em que veio a ser eleito presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores. Obras mais significativas: A Expedição de Pedro Álvares Cabral e o Descobrimento do Brasil (Lisboa, 1922); A Expansão dos Portugueses na História da Civilização (Lisboa, 1983 (1ª ed., 1930); Os Factores Democráticos na Formação de Portugal (Lisboa, 1964 (1ª ed., 1930); História da expansão portuguesa (Lisboa, 1993), colaboração na História de Portugal dirigida por Damião Peres, 1931-1934; Influência dos Descobrimentos Portugueses na História da Civilização (Lisboa, 1993), colaboração no vol. IV da História de Portugal dirigida por Damião Peres, 1932; Teoria Geral dos Descobrimentos Portugueses – A Geografia e a Economia da Restauração (Lisboa, 1940); Os Descobrimentos pré colombinos dos Portugueses (Lisboa, 1997 (1ª ed., 1947); Alexandre de Gusmão e o Tratado de Madrid (Lisboa, 1950); O Sentido da Cultura em Portugal no século XIV (Lisboa, 1956); A Política de Sigilo nos Descobrimentos nos Tempos do Infante D. Henrique e de D. João II (Lisboa, 1960); Os Descobrimentos Portugueses, 2 vols., (Lisboa, 1960-1962); O Humanismo Universalista dos Portugueses (Lisboa, 1965).


artes, letras e ideias 15

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Viriato Soromenho-Marques

in JL

Uma década na Ásia

R

ecordo-me de um artigo de jornal escrito por Eça de Queirós, logo após a declaração do II Império alemão no Palácio de Versalhes, em 18 de Janeiro de 1871. Eça alertava para o facto de que a história da Europa nunca mais seria a mesma. Em 2015 percebemos que o grande escritor continua a ter toda a razão... Agora imagine-se o fenómeno prussiano multiplicado por 30. O resultado chama-se China. Com a morte de Mao (1976) desapareceu o último obstáculo a que a China se transformasse naquilo que é hoje. O país de que depende muitíssimo do futuro da história mundial. Foi dentro dessa nuvem complexa e múltipla do Império do Meio, em ebulição permanente, que encontrei esse micromundo macaense, onde qualquer português que se preze tem de confessar, comovidamente, que está a regressar a casa.

ra conferência, sobre crise europeia. Num jantar promovido pelo IEEM no venerando Clube Militar Naval, presidido por um militar de Abril, Manuel Geraldes.

02 06 2015 Apesar de a comunidade portuguesa ser pouco numerosa numa população de 566 mil almas (2013), o papel dos nossos compatriotas na comunicação social regional (tanto em língua portuguesa, como também em inglesa) é notável pela qualidade e intensidade. Hoje tenho duas entrevistas marcadas, aqui no hotel. Com o jornal Ponto Final (recolhida pelo seu director, Marco Carvalho). E, quase de seguida, com o jornal de língua inglesa: Macau Daily Times (jornalista Catarina Pinto). Reencontramos um amigo de longa data, o arquitecto Francisco Vizeu Pinheiro, que lecciona na Universidade de São José, e que no Município de Macau teve papel importante na expansão e conservação do nosso património construído, nomeadamente a calçada portuguesa.

01 06 2015

03 06 2015 Vamos para Sul. Partimos do Largo do Senado. Passamos pelo BNU (que é o banco emissor da pataca de Macau!). Vemos a estátua de Jorge Álvares, o primeiro português que aqui chegou em 1513. Paisagem urbana ampla. Muitas construções novas. A sede do Governo. Os lagos de Nam Van. Subimos na direcção do famoso Templo de Á-Má. Visitamos uma exposição de marionetas, na sede do Tiago Alcântara

Estamos na sala do pequeno-almoço do Hotel Royal, em Macau. Lá em baixo, na Praça Luís de Camões, deparamos com um espectáculo de harmonia e serenidade, que se repetirá ao longo dos dias. Uma dezena e meia de praticantes de Tai Chi evolui na sombra matinal. São na sua maioria mulheres com mais de cinquenta anos. Daqui a pouco, a temperatura e a humidade tornarão qualquer exercício impossível. Não poderia existir recepção mais calorosa e simpática. Ontem, Tiago Pereira e Lurdes Carneiro de Sousa foram esperar-nos ao cais. Foi o Tiago o responsável por esta viagem, centrada em torno dos temas abordados no meu livro Portugal na Queda da Europa (2014). Estivemos nas Ruínas de S. Paulo e na Fortaleza do Monte. Hoje tivemos um simpático almoço oferecido pelo Cônsul Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, o jovem e dinâmico diplomata Vítor Sereno. Estão também presentes os responsáveis pelas instituições anfitriãs da minha viagem. José Luís Sales Marques, director do Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM), e uma figura incontornável da história da região (hoje, RAEM) nos últimos 25 anos. Também presente, o Vice-Reitor da Universidade de Macau (UMAC), Rui Martins. À noite apresento, perante uma sala repleta e interessada, a minha primei-

consulado português. Edifícios que lembram o Restelo, mas implantados numa encosta. Museu Marítimo. Depois inflectimos para o MGM, um dos grandes casinos (haverá cerca de 40, que rendem seis vezes mais do que os casinos de Las Vegas). Visitamos um grande projecto de Joana Vasconcelos, Valkyria-Octupus, que atrai peregrinações de turistas e estudantes. Ao final da tarde. Apresentação do meu livro Portugal na Queda da Europa, no Clube Militar Naval, por convite da Livraria Portuguesa de Macau. Tiago Pereira abre a breve cerimónia. O Embaixador Carlos Frota, actualmente Professor de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade de São José, faz uma interessante reflexão crítica, seguida de debate. O jantar, também no Clube Militar de Macau, prolonga a discussão sobre a crise europeia, mas focada em Portugal. Os meus anfitriões são, desta vez, militantes da secção local do Partido Socialista. Um debate rico e sem reservas mentais.

04 06 2015 Entrevista à rádio TDM (jornalista Gilberto Lopes), que passou no sábado (6 de Junho). Conferência na Universidade de Macau, na Faculdade de Direito, num novo campus, já fora do território da RAEM. O tema, desenvolvido em inglês, prende-se com as relações entre a China e a União Europeia em torno das alterações climáticas. Defendo, perante estudantes e professores muito interessados, que esse desafio pode ser uma oportunidade para a paz e a sustentabilidade global. Estão presentes

Rui Martins e Paulo Canelas de Castro (UMAC) e Sales Marques (IEEM).

05 06 2015 Visita à Escola Portuguesa de Macau, convidado pelo seu director, Manuel Peres Machado. Uma longa conversa com professores. Visita a salas de aula em actividade, surpreendendo o dinamismo de uma instituição que representa com dignidade e vigor a nossa língua e cultura. Ao longo dos anos e das vicissitudes continua a merecer a confiança dos pais de mais de 500 crianças de muitos países. Entrevista a João Pedro Marques, da TDM televisão (só foi para o ar em 9 de Junho). A imprensa de Macau evoca os 26 anos de Tien an Man com fotos de uma manifestação pela democracia que teve lugar no Largo do Senado. À noite assistimos à actuação de duas lendas do jazz, Chick Corea & Herbie Hancock. Um privilégio, no magnífico Centro Cultural de Macau.

06 06 2015 Passeamos, guiados pela minha amiga Patrícia Neves. Jovem jornalista, investigadora e cineasta, que aqui trabalha. Fortaleza e Farol da Guia. Jardim Lou Lim Loc. Depois visita a Coloane. Capela de S. Francisco, onde os noivos chineses se deixam fotografar, vestidos a preceito, muito antes da cerimónia propriamente dita. Aqui está o Monumento aos Combates de Julho de 1910. Uma refrega ente fuzileiros portugueses e alegados piratas chineses. O último acto imperial de uma monarquia agonizante. A China de hoje, impávida, limita-se a restaurar e conservar este património “colonial”, sem revisionismo. Descansamos na praia de Cheoc-Van. De regresso ao Hotel, uma amena conversa com a minha colega Ana Cristina Alves, da Universidade de Macau. Terminamos o dia no Casino Sands, onde se realiza uma excelente actuação da Companhia Clara Andermatt, no âmbito do Dia de Portugal. Breve troca de palavras com Sérgio Godinho, que tem espectáculo marcado para dia 9. Viriato Soromenho-Marques, 57 anos, prof. Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e autor de diversos ensaios. Doutorado em Filosofia, tem desempenhado ainda diversos cargos ligados à defesa do ambiente e à ecologia, áreas da sua crónica regular no JL


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desporto

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Sebastian Coe eleito presidente da Federação Internacional de Atletismo

No lugar mais alto do pódio O britânico Sebastian Coe foi ontem eleito presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), batendo Sergey Bubka numa votação renhida. Coe conquistou 115 dos 207 votos dos membros das federações que compõem a IAAF, com Bubka a conseguir 92. Coe substitui, assim, Lamine Diack, o senegalês de 82 anos que deixa o cargo após 16 anos à frente do organismo. Coe, campeão olímpico dos 1.500 metros em 1980 e 1984, conseguiu a proeza ainda não igualada de deter em simultâneo os recordes do Mundo dos 800, 1.000 e 1.500 metros. Além do currículo impressionante nas pistas, Coe organizou os Jogos Olímpicos de Londres, há três anos, e ocupa assento no Parlamento britânico desde 1992. Avessa a mudanças, a IAAF tem tido por regra mandatos ‘quase vitalícios’, que chegaram aos 32 anos do sueco Sigfrid Edstom. O inglês Lord Burghley esteve 30 anos no posto, Diack e Nebiolo 16, só ‘destoando’ os cinco anos do holandês Adriaan Paulen. Coe recebe de ‘herança’ a difícil gestão da polémica com os casos de dopagem, que atiraram de novo a modalidade para o centro das atenções, mas pelas piores razões. A polémica foi reacendida com as reportagens da ARD e do Sunday Times e causou uma ‘nuvem’ de desconfiança sobre os principais resultados da primeira década deste século, uma imagem que Sebastian Coe já disse que quer ver melhorada.

Posto vale ouro

Sebastian Coe, manifestou-se “encantado por presidir ao melhor desporto do mundo”, nas primeiras declarações após assumir o cargo. “Comecei a correr aos 11 anos. Depois, tive o prazer de entrar num estádio, competir em jogos olímpicos e de fazer parte da organização de Londres2012. Agora, recebi uma medalha de ouro”, comentou Coe na primeira conferência de imprensa após a eleição, acrescentando que, durante o mandato, dedicará “todos os esforços para manter os valores

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, já felicitou o ex-atleta olímpico Sebastian Coe na eleição de ontem para presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF). “Estou certo de que Sebastian Coe fará um trabalho excelente e juntarse-á ao COI na tolerância zero contra o ‘doping’, na nossa política de proteger os atletas ‘limpos’, porque é daí que nós vimos”, assinalou o presidente do COI. Thomas Bach, antigo praticante de esgrima, foi um atleta olímpico, bem como Sebastian Coe, britânico que se sagrou duas vezes campeão olímpico dos 1.500 metros. O dirigente máximo do COI falou na eleição no decorrer da sua visita a Seul, onde se encontra a preparar os Jogos Olímpicos de inverno de 2018. O alemão lembrou também ter forte ligação a Coe, tendo em conta que ambos foram fundadores da comissão de atletas do COI, em 1981.

“Temos muita sorte, porque o atletismo é um desporto que pode disputar-se 12 meses por ano. Temos de assegurar que o calendário seja bem estruturado e que os grandes momentos da temporada cativem o público”, explicou Sebastien Coe.

JO China anuncia desbloqueio da internet para jornalistas

e legados de Lamine Diack”, num elogio ao seu antecessor. Questionado sobre os escândalos de ‘doping’ que assolam actualmente o atletismo mundial,

o novo presidente da IAAF considerou que o uso de substâncias ilegais “é um problema universal, de todos os desportos, que não atinge apenas o atletismo”.

“Comecei a correr aos 11 anos. Depois, tive o prazer de entrar num estádio, competir em jogos olímpicos e de fazer parte da organização de Londres2012. Agora, recebi uma medalha de ouro”

“Temos de reconhecer que a opinião generalizada é que há lacunas. Provavelmente, um sistema [de controlo] independente vai ajudar a acabar com as dúvidas”, considerou o britânico, que na campanha defendeu a criação de uma agência ‘antidoping’ à margem da IAAF. Outra das prioridades do campeão olímpico dos 1.500 metros nos Jogos de Moscovo, em 1980, e Los Angeles, em 1984, é a reformulação dos calendários internacionais, para garantir que mais provas concentrem a atenção mediática.

Dois portugueses presidem a comités técnicos O português Jorge Salcedo foi ontem reeleito, por aclamação, presidente do comité técnico da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), departamento que lidera desde 1999, durante o congresso que

Felicitações de líder do COI

decorre em Pequim. De acordo com Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), Jorge Salcedo, que integra o comité técnico desde 1991 e é seu presidente há 16 anos, foi eleito por aclamação depois de o congresso

ter dispensado a votação. Jorge Salcedo, que também integra o Conselho da Associação Europeia de Atletismo, era candidato único ao cargo. O português Carlos Cardoso, presidente da Confederação do

Desporto de Portugal, foi eleito presidente do comité para o cortamato, estrutura que já integrava. Carlos Cardoso derrotou o jordano Saad Al-Hiyasat e o queniano Okeyo David Siwa.

A China anunciou ontem que vai desbloquear as páginas Google, Facebook, Twitter e Youtube na cidade de Pequim para que os jornalistas acedam às redes sociais durante a cobertura dos Campeonatos do Mundo de Atletismo de 2015. Tal como tinha acontecido durante os Jogos Olímpicos Pequim2008, a capital chinesa terá uma rede especial para os jornalistas, para evitar que os seus trabalhados sejam prejudicados pelos actuais bloqueios. Em 2008, o desbloqueio foi apenas parcial, pelo que atletas e jornalistas apresentaram algumas queixas por não conseguirem aceder a algumas páginas. Para aceder à rede, é necessário introduzir os códigos que estão presentes nas acreditações pessoais dos jornalistas, pelo que os cidadãos chineses continuarão impedidos que entrar nas redes sociais. Apesar de ser um dos países com maior quantidade de ‘internautas’, a China é também um dos países onde existe maior controlo dos conteúdos da internet. Os Campeonatos do Mundo, na capital chinesa, realizam-se entre 22 e 30 de Agosto.


( F ) utilidades

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tempo aguaceiros ocasionais min 26 max 32 hum 65-95% • euro 8.83 baht 0.23 yuan 1.28

Cineteatro

O que fazer esta semana

Cinema

pixels Sala 1

hitman: agent 47 [c] Filme de: Aleksander Bach Com: Rupert Friend, Hanna Ware, Thomas Kretschmann 14.15, 16.05, 17.55, 21.30

attack on titan [c]

Falado em japonês legendado em chinês e inglês Filme de: Shinji Higuchi Com: Haruma Miura, Kiko Mizuhara 19.45 Sala 2

pixels [3d] [b]

legendado em chinês Filme de: Chris Columbus Com: Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan 19.30 Sala 3

doraemon the movie: nobita and the space heroes [a]

Falado em cantonês legendado em chinês Filme de: Yoshihiro Osugi 14.15

wild city [c]

pixels [b]

legendado em chinês Filme de: Chris Columbus Com: Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan 14.30, 16.30, 21.30

Falado em cantonês e mandarim legendado em chinês e inglês Filme de: Ringo Lam Com: Louis Koo, Shawn Yue, Tong Liya 16.05, 17.55, 19.45, 21.45

Diariamente Exposição de Fotografia de Velhos Templos de Macau Museu de Arte de Macau (até 31/12) Entrada livre Exposição “Artefactos de Excelência – Gravações de Carimbos por Luo Shuzhong” Museu de Arte de Macau, das 10h00 às 19h00 (até 28/2) Entrada livre

Aconteceu Hoje

Termina a guerra de oito anos entre Irão e Iraque

exposição “I am my own landscape” de Crystal Chan Albergue SCM, 18h30 (até 22/08) Entrada livre Exposição de fotografia “Cities” Creative Macau (até 20/08) Entrada livre Exposição “Saudade” (até 30/9) MGM Macau Entrada livre “A Arte de Imprimir” (até Dezembro) Centro de Ciência de Macau Entrada livre Exposição “De Lorient ao Oriente - Cidades Portuárias da China e França na Rota Marítima da Seda” Museu de Macau (até 30/08) Entrada livre Exposição “Valquíria”, de Joana Vasconcelos (até 31 de Outubro) MGM Macau, Grande Praça Entrada livre

20 de agosto

U m d i s c o h o j e Urban Hymns, (The Verve, 1997) Hoje regressamos ao anos 90, com a banda que eternizou a balada “The Drugs Don’t Work” e teve mais uns quantos êxitos antes de ser esquecida para nomes maiores como Oasis ou Blur. Este é o terceiro álbum dos The Verve e está entre um rock alternativo e um brit-pop, estilo expandido por bandas como as anteriormente referidas. Deste disco recomenda-se a conhecida ‘Bittersweet symphony”, por um regresso aos tempos antigos. De Lancashire, os quatro membros da banda separaram-se no tocar da balada para o novo milénio, para voltarem a reunir-se em 2007. Reza a história que o vocalista Richard Ashcroft era um grande amigo de Noel Gallagher, do clã dos Oasis. Isto valeu-lhe uma homenagem musical e uma das mais conhecidas músicas da dupla: ‘Cast no Shadow’ é inteiramente dedicado a Ashcroft. “Urban Hymns” é para ouvir repetidamente, numa qualquer daquelas tardes em que o sol brilha lá fora, mas não para nós. Leonor Sá Machado

• A Guerra Irão-Iraque, que começou em 1980 e se prolongou até 1988, chegou ao fim a 20 de Agosto deste ano. Hoje, lembram-se as 1,5 milhões de vidas perdidas, num conflito militar que não registou qualquer ganho para os dois países. Irão e Iraque estiveram em conflito, ao longo de oito anos, como resultado de disputas políticas e territoriais. A guerra começou em 1980, quando Saddam Hussein revoga um acordo, em vigor desde 1975, que cedia ao Irão cerca de 518 quilómetros quadrados de uma área de fronteira, em troca da garantia de que o Irão cessaria a assistência militar à minoria curda no Iraque, que lutava por independência. O exército iraquiano invadiu o Irão a 22 de Setembro de 1980. Por detrás das motivações do regime de Saddam está também a desestabilização do governo islâmico de Teerão e a anexação de uma província iraniana rica em petróleo. O Iraque alegava que o Irão infiltrara agentes, com o objectivo de derrubar o regime de Saddam. Sustentava também que o Irão violara o espaço terrestre, marítimo e aéreo que pertencia aos iraquianos. O efeito destas divergências políticas foi um ataque intenso a alvos militares e civis, bem como a poços de petróleo, estimando-se que 1,5 milhões de pessoas tenham perdido a vida, sem ganhos para qualquer dos países. Estiveram envolvidos na Guerra Irão-Iraque outros países, através do apoio político e da venda de armamento. EUA, Síria, Líbia e União Soviética são alguns dos exemplos. No início de 1988, o Conselho de Segurança da ONU exige um cessar-fogo, que o Iraque aceita, mas que é rejeitado pelo Irão. Até que em Agosto do mesmo ano – graças a negociações lideradas pelo secretário-geral da ONU de então, Perez de Cuéllar – chega a paz. O armistício veio em Julho e a paz foi restabelecida um mês depois. Em 1989, o aiatolá Khomeini morreu e um ano depois o Iraque preparava outra ofensiva: a invasão do Kuwait.

fonte da inveja

Mais vale ter um vício do que ser viciado.

João Corvo


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opinião

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Arnaldo Gonçalves

crepúsculo dos ídolos

Alfonso Cuarón, Children of Men

O imbróglio de Calais

S

egundo relata o diário ‘Le Figaro’ os ministros do Interior da França, Bernard Cazeneuve e da Inglaterra, Theresa May, deverão assinar esta semana um novo acordo de cooperação bilateral visando responder à crise humanitária no porto de Calais, decorrente do afluxo de centenas de migrantes africanos que procuram chegar à Grã-Bretanha. Nos termos do acordo, revelado nas suas linhas gerais, visa-se conjugar esforços na ‘luta contra as redes criminosas de passadores, traficantes de pessoas e emigração clandestina’. O acordo prevê o reforço do dispositivo humanitário existente no local (centro de acolhimento Jules-Ferry) em articulação com autarcas locais e associações humanitárias. O centro providencia socorro de primeira necessidade aos migrantes que intentam chegar a solo britânico por ferry ou através do túnel do Canal da Mancha. Neste momento, centenas de migrantes vivem no centro de acolhimento que lhes oferece duche e uma refeição diário apesar das difíceis condições de acolhimento. Um reforço do contingente policial e das vedações no cais de embarque foi já feito mas os peritos duvidam que as medidas tomadas resolvam o problema que apresenta uma

dupla dimensão: humanitária e de segurança. A Europa não tem logrado encontrar uma resposta conjunta e sustentável para a onda de emigrantes no seu litoral os quais em Julho passado atingiam as 107 000 pessoas (o triplo de há um ano) segundo a agência europeia Frontex. Talvez em nenhum outro ponto se acentue o fracasso das políticas comuns como na política de justiça e assuntos internos. Aquilo que ficou chamado como o terceiro pilar da União Económica e Monetária do Tratado de Maastricht. Ela previa a concertação de esforços comuns no capítulo do terrorismo, da imigração clandestina, da política de asilo, do tráfico de drogas, da delinquência internacional, das alfândegas

O problema é multifacetado. É um problema de segurança; é um problema de solidariedade para quem padece; mas é também um problema da Europa que queremos nos tornar

e da cooperação judicial. Vinte anos depois de ter sido equacionada os resultados são confrangedores. As razões para esta implosão são várias. Desde logo o irrealismo da política; segundo, a falta de liderança numa vertente essencial à segurança interna e externa da União Europeia; terceiro, a questão da identidade europeia. Irrealismo da política porque os conceptores do modelo de cooperação reforçada imaginaram que com a dotação dos Fundos Estruturais e a canalização de substanciais ajudas humanitárias aos países donde prov(inham)(êm) esses emigrantes o problema ficaria solucionado na origem. Como? Criando-se postos de trabalhos e programas de assistência aos grupos sociais que buscam emigrar a qualquer custo. No período de 2000 a 2005, cerca de 440 000 pessoas emigraram de África para solo europeu. Em 2007, a BBC noticiava que segundo dados fornecidos da Organização Internacional de Migrações cerca de 4.6 milhões de emigrantes africanos viviam na Europa. Segundo o Instituto para a Política de Migração, um think-tank baseado em Washington, esse número deveria ser, pelo contrário, de 7 a 8 milhões de pessoas. Em 2014, a operação de protecção das costas marítimas europeias chamada ‘Operação Triton procurou, sem sucesso, impedir a chegada de vagas de emigrantes à ilha de Lampedusa,

ilha italiana situada entre a Europa e África. No ano transacto cerca de 170 000 pessoas aportaram a Itália por via marítima, sendo originárias da Líbia, da Síria, do Corno de África e da África Ocidental. O balanço da política europeia de emigração é calamitoso. Não só os postos de trabalho nos países africanos não foram criados como os fundos de assistência desapareceram nos interstícios das agências governamentais e das cliques que governam esses países africanos. Por outro lado as redes criminosas de passadores de migrantes cresceram, em exponencial, interligando-se a organizações criminosas que operam em solo europeu como a Comorra italiana, a Mafia Corsa, os gangs do Magrebe francês e os ‘French Black’, este último gang formado por imigrantes da África subsaariana e das Caraíbas que controlam o tráfico de haxixe e cocaína em Paris. A questão do controlo da emigração e do acolhimento de refugiados foi sempre uma questão da exclusiva soberania nacional. As autoridades nacionais nunca largaram mão do poder de abrirem ou restringirem o acesso aos estrangeiros, consoante as necessidades de mão-de-obra não especializada, das empresas. Países de forte emigração de África como a França, a Espanha ou a Itália, habitualmente favoráveis à emigração, viram-se a braços com crises humanitárias quando os novos emigrantes preferiram organizar-se em guettos do que integrarem-se nos bairros, ao lado das comunidades metropolitanas. E se atitudes de xenofobia ou racismo podem explicar, em parte, os fenómenos de marginalização, não pode ser menosprezada uma opção calculada pela marginalidade e pelos grupos criminosos que operam em grandes cidades europeias. Naturalmente há a questão humanitária e todos nós somos sensíveis às imagens que nos chegam pelas televisões, de barcos afundados com centenas de pessoas amontoadas, entre as quais mulheres e crianças, bem pelos que por fortuna conseguem sobreviver. Mas a Europa não tem capacidade para receber todos os que querem chegar às suas costas e viver nas suas sociedades. O problema é multifacetado. É um problema de segurança; é um problema de solidariedade para quem padece; mas é também um problema da Europa que queremos nos tornar. Multiracial, seguramente, mas em que todos tenham o seu papel e sintam que estão na pátria que ajudam todos dias a construir. Foi esse o segredo da integração de outras vagas de emigração em séculos passados. Precisamos por isso de gente com outro discernimento a solucionar estes problemas. A Comissão Barroso nunca teve gente, nesta área, com perfil adequado. Franco Fratinni e Jacques Barrot foram opções de circunstância, empurrados pela política interna dos seus países. As iniciativas do Presidente do actual Conselho Europeu, Donald Tusk, em matéria de uma Agenda Europeia de Migração, dão sinais interessantes para um maior entrosamento comum neste domínio.


opinião 19

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Leocardo

bairro do oriente

E

m Macau teimamos em não ter uma “silly season”, e por mais forte que o sol bata nas cabeças que não estejam “protected with umbrellas” (ora aqui está um produto imune às crises e que vende todo o ano: “umbrellas”!), não dá para ficar mais “silly” do que o habitual – pode-se mesmo dizer que nem uma “silly season” digna desse nome Macau consegue produzir, mantendo-se o ano inteiro numa constante “silliness”. Em matéria de “stuffing sausages” para fechar a edição da imprensa, é “the same thing the whole year”, e “what’s the big deal” se o que não for dito hoje pode sair na edição de amanhã? Não há nada de muito importante que aconteça agora em “London town, for example” que não se fique logo a saber cinco minutos depois “in the freaking Papua New Guinea”, portanto “who cares, whatever”. Tempos houve em que para se ficar a saber de um golo numa partida de futebol “in real time” era necessário sintonizar um aparelho que captava hondas hertzianas, das quais era necessário encontrar uma que estivesse dar o relato, enquanto agora basta “checking the livescore. com”. Digam lá se não é “fudging awesome”, mesmo tendo em conta que a mensagem é muito mais personalizada quando transmitida pelo saudoso Jorge Perestrelo? O problema é que aqui não se “vai a banhos”, ou seja, os mesmos tipos que aparecem na televisão em Novembro ou em Abril são os mesmos de agora, em pleno Agosto. “Nothing changes, same crap”. Reparem no “timing” da notícia de que o Governo enviou para o CCAC aquele famigerado processo da permuta de terrenos, onde se suspeita terem sido cometidas ilegalidades: no início do mês de Agosto! O Ocidente fala da corrupção na Ásia e no resto do mundo “with a mouth full” porque não têm que andar a vasculhar no fertilizante natural que é a corrupção com um calor destes, “God damn it”! A corrupção, o tráfico humano, a pirataria “and such” combate-se “as seen on TV”, com “gloves and detective hats”, e gabardines, tudo muito “Sherlock Holmes meets James Bond meets the FBI and sh*t”. Queria ver o que diria a Scotland Yard ou a Interpol se tivessem passar “the whole damn day” debaixo deste calor e humidade, secando depois debaixo do artificial frio polar dos “air-conditioners”. Ia ser ser “hilarious”. Como se não houvesse “better things to talk about”, falou-se durante o último mês de “what the do” com o edifício do antigo Hotel Estoril – “a real pain in the butt”, desculpem-me a sinceridade. Suspeito que o tal edifício, que fora atirado “to the dogs” e andou tantos anos “completely forgotten” pertenceu em tempos à SJM, e agora está na posse do Governo, “I couldn’t care less”, mas pela conversa parece que pertence a toda a gente, tantas são as cabeças que debitam as sentenças. “In the end” acredito que vai prevalecer a máxima “money talks

Harold Ramis, Groundhog Day

Silly season (stuffing sausages)

and bullsh*t walks”, mas no entretanto não tenho visto ninguém falar da autoria do tal painel que alguns querem ver deitado fora, qual “dirty diaper” (no programa de rádio do canal chinês das manhãs dedicada à peixeirada houve quem tivesse sugerido que a imagem no painel é “pornográfica”, “imagine that”). É possível que tenha sido eu “who was distracted”, e não escutei “a living soul” referir que o autor da peça é

Oseo Acconci – “enough said”. Não é bem a mesma coisa que um Picasso, “but”... “Last but not least”, a polémica que envolveu os Serviços de Saúde da RAEM, que rejeitaram a candidatura de uma médica natural de Macau e “made in Coimbra”, que tivemos conhecimento “in first hand” através deste mesmo “newspaper”. Só posso dizer que o enredo é um tanto ou quanto confuso, mais com contornos de “pissing contest” do

O problema é que aqui não se “vai a banhos”, ou seja, os mesmos tipos que aparecem na televisão em Novembro ou em Abril são os mesmos de agora, em pleno Agosto. “Nothing changes, same crap”

que outra coisa, mas “nonetheless” não pude deixar de ficar apreensivo com a facilidade com que se “cry wolf” – falo do factor da “descriminação” com base na origem da candidata, que foi a primeira lebre solta antes que se soubesse mais “about the story”. Pessoalmente não tenho muita razão de queixa, e já me habituei a ser olhado como um “alien”, “here and there”, mas não excluo na totalidade a possibilidade de isto acontecer pontualmente. “But seriously, people”, isto nunca seria feito de forma tão descarada, tão “in your face”. Até porque para essa tarefa requer-se alguma imaginação, “something special”, e aqui já sabemos o que a casa gasta: nem uma “silly season” das pequeninas, nem que fosse só para sentirmos saudades “of being normal”. E assim concluo: “I’ll be damned!”.


hoje macau quinta-feira 20.8.2015

a bússola

Mourinho ganha corrida por Pedro Rodríguez

cartoon por Stephff

Pedro Rodríguez pode ser anunciado nas próximas horas como reforço do Chelsea. Avança a edição online do diário Marca que o avançado do Barcelona viajou esta quarta-feira para Inglaterra, a fim de realizar os testes médicos indispensáveis à assinatura de contrato com o clube londrino. Segundo a mesma fonte, o Chelsea vai desembolsar 28 milhões de euros pelo concurso do internacional espanhol, sendo que o negócio poderá ascender aos 30 milhões de euros, em função de determinados objetivos acordados entre os dois clubes. O Chelsea supera, assim, a concorrência do Manchester United na corrida à contratação do jogador de 28 anos.

Dia Mundial de Goa celebrado por todo o mundo

A festa é dos emigrantes O

pub

Dia Mundial de Goa celebra-se, esta quinta-feira, um pouco por todo o mundo. Embora haja iniciativas em “casa” são principalmente as comunidades de emigrantes que fazem a festa. O Dia Mundial de Goa celebra o reconhecimento, em 20 de Agosto de 1992, do concani como uma das línguas oficiais da Índia. A histórica conquista começou, contudo, apenas a ser comemorada sob o chapéu do Dia Mundial de Goa no ano 2000. E, esse dia, tornou-se acima de tudo um momento privilegiado para celebrar tudo o que é exclusivamente de Goa: desde a língua, à cultura, tradições e costumes, à história, passando pela gastronomia até ao património. “Nós goeses ouvimos com frequência quão desafiante é gerar entusiasmo sobre a ‘unidade goesa’. Isto é especialmente verdade para a maioria de nós que gostaria de acreditar que tal é fazível embora não se faça nada em relação a isso”, escreveu, num blogue, Rene Barreto, que tem promovido o Dia Mundial de Goa, numa mensagem aberta dirigida a todas as associações de goeses, citado pelo portal do The Goan. Apesar das iniciativas em “casa” são sobretudo os emigrantes que fazem a festa. Um rápido olhar pelas redes sociais permite encontrar uma série de páginas no Facebook única e exclusivamente subordinadas ao Dia Mundial de Goa. Embora haja actividades a acontecer desde o início de Julho, com várias “casas” de Goa a

publicarem fotografias, boa parte dos eventos concentra-se no fim de semana.

Por todo o lado

Espalhados pelos quatro continentes, os naturais do mais pequeno estado da Índia têm grande presença em particular na Europa (com destaque para o Reino Unido, Portugal e Alemanha), Golfo Pérsico, Austrália, Canadá ou Estados Unidos. Em Portugal, o presidente da Casa de Goa, Edgar Valles, estima a comunidade, com a ressalva de não haver dados oficiais, em cerca de 50 mil, incluindo os de segunda e terceira geração, um universo com “tendência para aumentar”. Fundada em 1987, a Casa de Goa conheceu um grande crescimento a partir de Novembro de 2001, impulsionado pelas novas instalações cedidas pelo município de Lisboa. “É um grande espaço, privilegiado, e permitiu-nos expandir as nossas actividades”. De férias em Agosto não tem prevista uma actividade específica pela efeméride, mas enviou uma representante para participar num evento em Goa. Com efeito, ao longo do ano, as actividades “são diversificadas”. A Casa de Goa Conta com o Ekvat, um grupo de músicas e danças tradicionais de Goa com dois CD editados e mais de duas décadas de existência, e com o grupo Gâmât (Divertimento), criado em 2008, desta feita, direccionado para os mais jovens. Ainda no plano cultural, promove uma série de ‘workshops’ de culinária,

a somar a conferências e apresentações de livros. De uma forma mais estruturada organiza o “chá das cinco” que, na última quinta-feira de cada mês, junta convivas em torno de uma chávena de chá, bem como uma festa de final de ano e uma sardinhada em Junho, publicando também uma ‘newsletter’ em formato digital.

em terras de Sua Majestade

A Goan Association do Reino Unido, que celebra 50 anos de existência no próximo ano, também não tem uma atividade especificamente pensada para o Dia Mundial de Goa, privilegiando os eventos que organiza ao longo do ano, com destaque para o “Goan Festival”, que se realiza no Verão em Londres. “Coordenamos diferentes associações para juntar toda a comunidade. É um dos maiores eventos do tipo no Reino Unido e até na Europa, que tem vindo a crescer anos últimos anos, atraindo milhares de pessoas, incluindo de Goa. Apesar de ser organizado por goeses destina-se a todos”, explicou à Lusa o presidente daquela que afirma ser uma das maiores associações de goeses entre as dezenas que existem no Reino Unido. Ravi Vaz, há mais de 12 anos no Reino Unido, nota um “crescimento exponencial” da comunidade goesa principalmente nos últimos dois a cinco anos, em particular de uma franja mais jovem, e com passaporte português, estimando-a também em mais de 50 mil. Lusa

Inquérito Japão deve parar de pedir desculpa

U

m inquérito revela que a maioria dos japoneses considera que o governo de Tóquio deve parar de pedir desculpa pelo seu papel II Guerra Mundial, mas os nipónicos dividem-se quanto ao polémico discurso do aniversário do conflito. Na véspera do 70.º aniversário do fim da II Guerra Mundial, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, expressou profundo remorso pelo papel do seu país na guerra e garantiu que os pedidos de desculpa têm validade para o futuro. No entanto, disse também que as gerações futuras não devem estar “predestinadas” a pedir perdão. “Não devemos permitir que os nossos

filhos, os nossos netos e as gerações futuras, que nada têm a ver com a guerra, estejam predestinados a pedir desculpa”, afirmou. Países vizinhos como a China, Coreia do Sul e Coreia do Norte reagiram com indignação a estes comentários. Um inquérito publicado ontem pelo jornal Yomiuri revela que 63% dos inquiridos consideram que o Japão deve parar de pedir desculpa no futuro, enquanto 27% defende que deve continuar a fazê-lo. Em relação ao discurso, os inquiridos mostram-se mais divididos – 48% dos 1.761 japoneses entrevistados apoiam o discurso de Abe, contra 34% que se opõem.


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Hoje Macau 20 AGO 2015 #3398 by Jornal Hoje Macau - Issuu