Nº 4934 GCS
QUINTA-FEIRA 20-1-2022 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
MOP$10
ACTUALIZAÇÕES POR FAZER PÁGINAS 4-5
CENTRO DE CIÊNCIA
A NOVA CASA DE MOK IAN IAN PÁGINA 6
AUTOCARROS
À espera do último episódio Terminadas as alegações finais no caso da criptomoeda que envolve Frederico Rosário e Dennis Lau, acusados de 48 crimes de burla, resta agora esperar pela sentença que já tem data marcada: 11 de Março. O MP não tomou qualquer posição clara sobre a pena a ser aplicada. Já a Defesa, pediu a absolvição do filho de Rita Santos, alegando que também ele foi vítima do esquema de Dennis Lau.
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GOVERNO ELECTRÓNICO
hoje macau
PÁGINA 7
HOJE MACAU
A CAMINHO DA ENERGIA VERDE ÚLTIMA
CHINA
NOVO PATAMAR ECONÓMICO PÁGINAS 10-11
DO PASSADO
PIER PAOLO PASOLINI
ALEXANDRIA
CARLOS MORAIS JOSÉ
APOMAC
SAÚDE PRECÁRIA GRANDE PLANO
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As dores do encerramento APOMAC DESILUSÃO
COM FALTA DE FLEXIBILIDADE QUE FORÇOU CLÍNICA A FECHAR AS PORTAS
A clínica sem fins lucrativos da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) está encerrada desde o final do ano passado. Os associados lamentam a situação e estão preocupados com o tempo de espera nos serviços públicos para fisioterapia e com os preços proibitivos no sector privado
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ÃO duas da tarde e, tal como faz todos os dias, João Brito da Silva está na sede da APOMAC para almoçar com os amigos. No local a que chama cantina, a tarde prolonga-se até às três e meia. Depois, chega a hora de fazer uma caminhada na Colina da Guia, ritual que repete todos os dias. No entanto, desde o ano novo, que a vida do pensionista mudou radicalmente. As manhãs já não começam tão cedo, devido ao encerramento da clínica que servia os sócios. “Acho que fui a pessoa mais afectada. Devia ser quem mais utilizava os serviços, porque sou diabético, tenho de levar injecções de insulina. Por isso, vinha para aqui mais cedo todos os dias, para saber os meus níveis”, lamentou João Brito da Silva, de 74 anos. “Fiquei muito triste com este desfecho, agora tenho de ir ao Centro de Saúde do Tap Seac, é mais complicado ser atendido, tenho de esperar mais e fica mais longe”, lamentou. Além dos diabetes, o sócio 19 da APOMAC lida também com alergias, que o levam a consultas médicas regularmente, por ficar facilmente “mal de garganta”. Para estas consultas recorria à APOMAC, por considerar que a espera
nos Centro de Saúde é demasiado longa. Agora, a alternativa passa por um consultório privado. “Quando há alterações no tempo fico logo mal de garganta. Por isso, vou ter de ir mais vezes a uma médica na rua Sacadura Cabral... Ela faz um bom serviço, não me posso queixar, mas é bem mais caro”, explicou João Brito da Silva. “Quando ela pergunta se quero medicamentos, sei que vou gastar 200 patacas para medicamentos de um dia e 400 patacas para dois dias...”, indicou.
Clínicas gratuitas
Sentado ao lado de João Brito da Silva, Domingos Borges, reformado com 69 anos, e sócio número
“Estamos todos muito desiludidos. O meu maior desejo e de todos os sócios é que a clínica volte a operar e que o Governo arranje uma solução. Espero que o Executivo seja generoso, esta clínica é a coisa mais importante para nós.” ALICE MAK UTENTE E SÓCIA DA APOMAC
1.380 da associação, explica ao HM o que significa em termos financeiros o encerramento da clínica. “Aqui não temos de pagar pelas consultas, são gratuitas. E quando temos de pagar medicamentos, pagamos 20 patacas para cinco dias, porque a associação cobre o resto com os apoios que recebe”, justificou Borges. “Para a fisioterapia, a consulta e as sessões era um pagamento de 50 patacas, o que é um preço baixo, até porque é muito mais fácil arranjar aqui várias sessões do que nos serviços públicos”, complementou. Domingos Borges admite utilizar menos os serviços da clínica que o amigo João da Silva, contudo, diz que vários associados ficaram desiludidos, principalmente pela forma como o processo foi conduzido. “Foi um encerramento muito repentino. Fomos avisados a duas semanas do fim do ano passado e foi isso. Eu utilizava a clínica para medir a tensão e fazer fisioterapia. Agora tenho a vida bem mais complicada. Acho que o Governo, antes de anunciar medidas tão drásticas, devia ter tido o cuidado de perceber o impacto e dar tempo para que houvesse preparação. Mas não, fomos todos apanhados de surpresa”, confessou Domingos Borges.
À semelhança de João Silva, Domingos Borges também considera que o serviço público não é uma alternativa fiável. “Como te-
nho mais de 65 anos, posso recorrer ao serviço público e não pago, só que tenho de esperar tanto que não é conveniente”, vincou “Só usamos
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o hospital quando temos algo muito urgente, de resto o tempo de atendimento é lento. Mesmo que seja grátis tem demasiada gente”, acrescentou.
Questão burocrática
A decisão de fechar a clínica partiu da APOMAC, um desenlace que se espera ser temporária, depois de o Governo alterar os métodos de atribuição de apoios públicos, no final do ano passado. As mudanças deixaram a associação numa posição em que para ser subsidiada tem de violar os seus estatutos, como explicou ao HM o presidente da APOMAC, Francisco Manhão. “Até ao ano passado, a clínica recebia o apoio da Fundação Macau, junto aos outros apoios da APOMAC. Porém, mudaram as regras, e disseram-nos que a clínica agora precisa de uma licença autónoma, para obter o apoio que antes recebia e que, com as mudanças, tem de passar a ser pago pelos Serviços de Saúde”, explicou Francisco Manhão. “Só que a nossa clínica não tem fins lucrativos, por isso, não é aberta ao público, serve os sócios. Para termos a licença que nos pedem, eles exigem-nos a abertura ao público, o que viola os nossos estatutos. Nós não temos uma clínica para obter lucros”, justificou. Por outro lado, os SSM consideram que se financiarem a APOMAC nas condições actuais que estão a violar as regras.
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“Dizem-nos que o financiamento à APOMAC viola as regras internas, mas deviam ter outra flexibilidade. Nós ajudamos os nossos sócios, a clínica não tem fins lucrativos, nós tomamos conta das pessoas da terceira idade, que o Governo diz sempre proteger com as suas políticas. O serviço aqui é mais rápido do que no privado”, argumentou. Numa situação difícil, Francisco Manhão diz que até ao final do mês estão entre a espada e a parede e têm de decidir se existem condições para manter os três trabalhadores da clínica, ou se estes terão de ser despedidos por falta de verbas para pagar salários. Contudo, há a esperança de que o problema seja resolvido. “O Ano do Búfalo é um ano difícil em que se trabalha muito e não se consegue alcançar o que se espera. Espero que o Ano do Tigre traga a agilidade para resolver a situação”, desejou.
Pandemia afectou serviços
Entre os utentes do serviço há ainda quem se mostre incrédulo com a opção, em tempos de pandemia,
“Acho que o Governo, antes de anunciar medidas tão drásticas, devia ter tido o cuidado de perceber o impacto.” DOMINGOS BORGES UTENTE E SÓCIO DA APOMAC
de fechar uma clínica e contribuir para uma maior concentração de pessoas. É o caso de Mónica Cordeiro, reformada que durante vários anos foi enfermeira nos Serviços de Saúde, e que é a sócia número quatro da associação. “Agora os nossos sócios precisam de ir para o hospital público e têm de esperar seis a sete horas, o que é muito prejudicial. Não percebo como é tomada uma opção, principalmente nesta altura, que aumenta os riscos de contágio de covid-19, com as deslocações aos serviços públicos. Aqui havia uma solução melhor, com menos pessoas”, desabafou. Mónica Cordeiro faz fisioterapia regularmente, depois de ter sido operada às pernas, há cerca de oito anos. Por isso, foi afectada directamente pelo fecho do serviço. “Fui muito afectada na minha vida, porque tenho de fazer fisioterapia e no público é tudo muito complicado. Com a pandemia os serviços ficaram piores, há mais pessoas a recorrer à fisioterapia, a piscina disponível é pequena e tem muitas pessoas”, relatou. “Eu preciso de fazer fisioterapia regularmente, como fazia aqui naAPOMAC.Agora vou ter de fazer no privado, e é muito mais caro. No entanto, se não fizer sei que vou ficar sem andar, numa cadeira de rodas”, reconheceu a pensionista de 70 anos. Numa situação semelhante à de Mónica Cordeiro encontra-se Alice Mak. Aos 80 anos, a reformada está a pouco tempo de ser operada a
João Brito da Silva utente e sócio da APOMAC “Fui a pessoa mais afectada. Devia ser quem mais utilizava os serviços, porque sou diabético.”
uma rótula. A seguir à cirurgia terá de fazer fisioterapia regularmente. O fecho da clínica foi assim um “choque”. “Já tenho dificuldades em mexer-me e estava a contar vir aqui e fazer fisioterapia, almoçar e ter as outras consultas, para medir os diabetes, tudo no mesmo sítio”, contou. “Só que agora mudou tudo, vou ter de esperar pelo serviço público que não tem sessões suficientes, em vez de fazer três sessões por semana, como conseguia fazer
aqui. Vou acabar a esperar meses. Estou mesmo triste”, confessou. Em tom triste, Alice Mak deixou um apelo ao Chefe do Executivo, Ho Iat Seng: “Estamos todos muito desiludidos. O meu maior desejo e de todos os sócios é que a clínica volte a operar e que o Governo arranje uma solução”, apelou. “Espero que o Executivo seja generoso, esta clínica é a coisa mais importante para nós”, concluiu. João Santos Filipe
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ADMINISTRAÇÃO COUTINHO PEDE CORAGEM PARA MODERNIZAR SERVIÇOS PÚBLICOS
RÓMULO SANTOS
Governo na palma
André Cheong, secretário para a Administração e Justiça, durante a ronda de resposta a interpelações orais na Assembleia Legislativa
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O plano da reforma da Administração Pública, André Cheong revelou que o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) será reestruturado e integrado em breve. “O GDI vai ser fundido com as Obras Públicas, vai ser concretizado ainda no princípio deste ano”, revelou o governante. André Cheong endereçou o caso do GDI em resposta à interpelação oral de Nick Lei, o jovem depu-
Baralhar e dar de novo
GDI será fundido com Obras Públicas ainda no início deste ano
tado dirigente da Aliança de Povo de Instituição de Macau, que tentou perceber em que ponto está a reforma da administração pública, um dos principais temas das Linhas de Acção Governativa (LAG) e também uma promessa eleitoral de Ho Iat Seng na corrida solitária para Chefe do Executivo.
“Nas LAG para 2020 da área da Administração e Justiça, refere-se a revisão das ‘Bases gerais da estrutura orgânica da Administração Pública de Macau’, e a sua conclusão estava prevista para o terceiro trimestre do ano passado”, recordou o deputado, perguntando se já existem critérios, procedimentos,
princípios e objectivos definidos para reestruturar os serviços públicos. André Cheong referiu que foram reestruturados quinze serviços públicos nas áreas da “economia, turismo, educação, cultura e comunicação social, entre outras, extintos seis serviços públicos e criados outros dois serviços
conforme as actuais necessidades”.
Todos fundidos
Fora dos serviços, o secretário adiantou que foram reestruturados cinco fundos autónomos e extintos dois, depois de Nick Lei ter referido que foram criados e expandidos muitos organismos públicos. Ron Lam juntou-se a Nick Lei e Pereira Coutinho a questionar o Governo sobre quais os critérios adoptados para a reestruturação dos
serviços públicos, acrescentando que é incomportável o Executivo manter um discurso contraditório sobre recursos humanos. Dando como exemplo as Obras Públicas, Ron Lam afirmou que “não se pode continuar a dizer que não é possível contratar mais pessoas e depois dizer que não existem recursos humanos suficientes para dar seguimento aos trabalhos públicos”. J. L.
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José Pereira Coutinho
Ho Iat Seng, na corrida para Chefe do Executivo. O secretário para a Administração e Justiça referiu que nos últimos dois anos foram obtidos resultados positivos ao nível do “sistema jurídico, construção de infra-estruturas, gestão interna e prestação de serviços externos”. Um dos exemplos de sucesso mencionados por André Cheong foi a plataforma de “acesso comum aos serviços públicos da RAEM”, a conta única, que irá ter uma versão 2.0 ainda na primeira metade de 2022. A actualização do software tem com o objectivo dar maior estabilidade ao sistema e irá incluir serviços como o pagamento de multas de trânsito e licenciamento e certificados de habilitação profissional digitais.
Sem medo
O secretário reforçou a ubiquidade deste serviço digital com números. Mais de 300 mil pessoas abriram conta na plataforma, que disponibiliza mais de 110 serviços governamentais nas áreas da segurança social, educação, assistência médica, empreendedorismo e negócio, notariado e registo.
CINEMA ANGELA LEONG PEDE NOVO FESTIVAL
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feito em Macau e para que o sector se possa desenvolver.” Na resposta a esta interpelação oral, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong U, referiu que o apoio à indústria do cinema “é uma das tarefas mais importantes”. “Verificamos que, nos últimos anos, Macau foi um
local escolhido para a realização desse festival. Envidamos os nossos esforços para que possamos prestar serviços de apoio às equipas de filmagens, para que consigam captar a paisagem única que só existe em Macau”, adiantou a governante. Recorde-se que o director artístico do Festival Internacional
de Cinema de Macau, Mike Goodridge, demitiu-se do cargo em Setembro do ano passado, tendo admitido que o futuro do evento era incerto. Entretanto, Alvin Chau, CEO do grupo Suncity, um dos grandes patrocinadores do festival, foi detido por suspeitas de lavagem de dinheiro e jogo ilegal transfronteiriço.
RÓMULO SANTOS
Somaram-se no plenário elogios à plataforma da conta única, com aplausos de Leong Hong Sai, Ip Sio Kai, Zheng Anting e Ngan Iek Hang. Porém, o argumento de que a modernização electrónica dos serviços públicos é desorganizada não se ficou pela intervenção de Pereira Coutinho. O próprio presidente da AL, Kou Hoi In, deu conta da disfunção. “Cada serviço trabalha para si. Existe um plano? Um roteiro para isso? Quais os objectivos e resultados que se pretende alcançar? Parece que o Governo ainda não consegue pôr em prática estas ideias”, argumentou o sucessor de Ho Iat Seng na presidência da casa das leis. Ron Lam foi mais longe e fez no plenário uma simples experiência que considerou reveladora. “Há bocado abri o site do governo e reparei que o Chefe do Executivo nem sequer tem e-mail”, afirmou. Pereira Coutinho acrescentou que a governação electrónica não é generalizada e que para ser aperfeiçoada deve ser feita uma calendarização dos objectivos a alcançar. “Os SAFP podem tomar a iniciativa, mas os outros serviços não prosseguem e isto impede o avanço. Temos de ter coragem para fazer esta reforma, para acelerar todo o processo e facilitar a vida aos cidadãos”, rematou. O deputado Wang Sai Man, vice-presidente da Associação Industrial de Macau, trouxe para cima da mesa as preocupações do sector empresarial, “que também necessita da governação electrónica”, afirmou. O legislador perguntou se o Executivo planeava criar
uma aplicação ou plataforma do estilo da conta única para o sector comercial e empresas e sugeriu a simplificação de processos nas Obras Públicas. RÓMULO SANTOS
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ONTINUOU ontem a ronda de resposta a interpelações orais na Assembleia Legislativa (AL), com destaque para uma velha promessa dos sucessivos executivos da RAEM: a modernização electrónica dos serviços públicos. Pereira Coutinho deu o pontapé de saída na ronda de interpelações, argumentando que a implementação do Governo electrónico é desconexa, feita de forma desorganizada e desarticulada entre serviços. “Há décadas, que os cidadãos aspiram por uma Administração Pública da RAEM mais transparente, mais eficaz e eficiente e mais aberta externamente. Os cidadãos querem o alargamento generalizado dos serviços electrónicos e a utilização generalizada da assinatura digital”, argumentou o deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau. Coutinho deu como exemplo a Estónia, que apenas exige a presença do cidadão para casamentos, divórcios e transferência de propriedade de imóveis, e recordou o relatório do Comissariado de Auditoria de 2018 onde se refere que “nas últimas décadas, o desenvolvimento do Governo Electrónico liderado pelos Serviços de Administração e Função Pública não foi capaz de acompanhar a evolução dos tempos”. Pereira Coutinho lembrou também a redução de formalidades desnecessárias e o excesso de burocracia foram temas incluídos nas promessas eleitorais e programa política de
Pereira Coutinho pediu acção para a promoção do Governo electrónico, lembrando que a modernização dos serviços públicos foi uma promessa eleitoral de Ho Iat Seng. André Cheong enalteceu a conta de acesso comum aos serviços públicos e afirmou que a versão 2.0 será lançada ainda no primeiro semestre de 2022 RÓMULO SANTOS
da mão
deputada Angela Leong defendeu ontem, na Assembleia Legislativa, que o território poderia acolher um novo festival de cinema. “Não podemos ser como Hollywood, mas há que ter locais para a exibição de filmes. Sugiro que o Governo desenvolva mais festivais de cinema, a fim de promover o que é
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Ron Lam fez no plenário uma simples experiência que considerou reveladora: “Há bocado abri o site do governo e reparei que o Chefe do Executivo nem sequer tem e-mail.” Por seu lado, André Cheong admitiu que a modernização está longe de ser uma questão simples. “Precisamos fazer uma revisão sobre todos os procedimentos e etapas desses serviços. Quantas assinaturas são necessárias, pedidos de autorização a chefias, etc. Na prática o seu efeito não é assim tão feliz. Os trabalhos são complexos em algumas situações”, confessou o governante. João Luz
Empresas sociais Recrutados 50 deficientes nos últimos anos
As empresas sociais apoiadas financeiramente pelo Instituto de Acção Social (IAS) para contratar de portadores de deficiência contrataram, nos últimos anos, 50 pessoas, sendo que “mais de 20 foram encaminhadas para outras empresas, tendo em vista a integração no mercado de trabalho”. Os números foram revelados pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong U, em resposta a interpelação oral do deputado Ma Io Fong. A governante adiantou que, no âmbito dos dois projectos de apoio financeiro do IAS destinados às empresas sociais para o apoio a idosos, uma das empresas começou a operar em Setembro e recrutou nove idosos. Há ainda outra empresa que vai começar a operar no primeiro trimestre deste ano, prevendo-se o recrutamento de 14 idosos.
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TIAGO ALCÂNTARA
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Animais CPSP faz relatório após atropelamento de cão
O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) vai elaborar um relatório sobre o atropelamento de um cão, na Taipa, por um camião, ocorrido esta segunda-feira. O caso, ocorrido junto à avenida do estádio, foi denunciado nas redes sociais pela dona do animal. Segundo um comunicado do CPSP, não são imputadas culpas ao condutor do camião. “Foi descoberto o cão morto mas não foi encontrada a viatura em causa”, lê-se no comunicado. O CPSP acrescenta que o cão passou a passadeira sem trela, tendo sido atropelado pelas rodas de trás do camião quando já tinha passado parte da passadeira. Nas redes sociais, a dona do animal acusou o condutor de fugir às suas responsabilidades, alegando que no local não existiam câmaras de videovigilância e que não tinha sido registada a matrícula do camião. A mulher escreveu ainda que o animal tinha trela e que o condutor acelerou o veículo de repente, o que resultou no atropelamento do cão.
CENTRO DE CIÊNCIA DE MACAU MOK IAN IAN NO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Dança com as estrelas Depois da surpreendente notícia de que Mok Ian Ian estava de saída da presidência do Instituto Cultural, um despacho do gabinete do Chefe do Executivo confirmou que a responsável irá para o Centro de Ciência de Macau. Durante um ano, Mok Ian Ian irá desempenhar as funções de presidente do conselho de administração
A
notícia de que Mok Ian Ian estaria de saída do Instituto Cultural, depois de quase quatro anos ao leme da instituição, apanhou Macau de surpresa. Ontem de manhã, um despacho assinado pela chefe do gabinete do Chefe do Executivo, Hoi Lai Fong, dissipou a dúvida quanto ao seu próximo destino. “É nomeada, em comissão eventual de serviço, Mok Ian Ian, pessoal do quadro do Gabinete de Comunicação Social, para desempenhar funções no Centro de Ciência de Macau, S.A., pelo período de um ano, a partir de 19 de Janeiro de 2022”, é estabelecido. O despacho não especifica a posição que já ocupa no Centro de Ciência, porém, uma notícia no website do centro e o próprio organigra-
ma de gestão da instituição esclarece que Mok Ian Ian é a nova presidente do conselho de administração do Centro de Ciência de Macau.
“Com a liderança da presidente Mok Ian Ian, todo o pessoal do Centro de Ciência de Macau irá colocar o coração na forma como irá servir a população, abrindo um novo capítulo no desenvolvimento do Centro de Ciências de Macau.” CENTRO DE CIÊNCIAS DE MACAU
Na secção de notícias da instituição dedicada à pedagogia científica é descrito que “em resposta à vaga por ocupar na presidência do conselho de administração, e para garantir o desenvolvimento do Centro de Ciência de Macau, uma reunião de accionistas do Centro de Ciências de Macau nomeou Mok Ian Ian para a presidência do conselho de administração, de acordo com os estatutos, a partir de 19 de Janeiro”, é estabelecido. A ex-presidente do Instituto Cultural preenche a vaga deixada em aberto desde a saída em 2020 de Lau Si Io, ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas.
Do fundo do coração
O Centro de Ciência de Macau sublinha no mesmo comunicado que a sua missão é promover a popularidade das ciências educa-
tivas entre a juventude de Macau, e estimular a comunicação sobre ciências e tecnologia. “Com a liderança da presidente Mok Ian Ian, todo o pessoal do Centro de Ciência de Macau irá colocar o coração na forma como irá servir a população, abrindo um novo capítulo no desenvolvimento do Centro de Ciências de Macau”, é prometido pela instituição. A instituição de divulgação científica, que tem o director dos Serviços de Educação e Juventude, Lou Pak Sang, à frente da estrutura accionista a representar o Governo da RAEM, é composta por um planetário, um centro de exibições e um centro de exposições, com uma área de implantação bruta de 20.000 metros quadrados. João Luz
Medicina tradicional chinesa Concluídos projectos na área da saúde
Iong Kong Leong, director da Direcção dos Serviços de Finanças (DSF), garantiu ao deputado Leong Sun Iok que foram concluídas as obras de três empreendimentos na área da saúde integrados no Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação Guangdong-Macau. Nestes projectos já concluídos inclui-se a obra do Hotel Ruilian Wellness, em fase de aprovação. No entanto, a data de abertura está ainda pendente da evolução da pandemia. Em resposta à interpelação do deputado, o director da DSF assegurou que, assim que entrarem em funcionamento, estes empreendimentos podem estabelecer uma relação entre os sectores do turismo, medicina tradicional chinesa e convenções e exposições, em prol da diversificação económica. Iong Kong Leong referiu também que o investimento de 2,6 mil milhões de patacas injectadas na empresa Macau Investimento e Desenvolvimento SA não serão investidos no parque científico e industrial.
Fundo da Cultura Chan Ka Io no conselho de administração
Chan Ka Io é o novo membro do conselho administração do Fundo de Desenvolvimento da Cultura, de acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial, assinado por Ho Iat Seng. Chan Ka Io foi técnico superior da área jurídica do Gabinete da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, desde Setembro de 2015 até à data, passando a ocupar o cargo no Fundo de Desenvolvimento da Cultura em comissão de serviço e em regime de tempo inteiro, por um período de um ano, “a partir de 19 de Janeiro de 2022”. O despacho a validar a nomeação refere que o novo membro do conselho de administração Chan Ka Io tem três licenciaturas. Tradução e interpretação Chinês-Português e Direito pelo Instituto Politécnico de Macau, Direito pela Universidade de Macau e Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Lisboa.
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Casinos Funcionários com código de saúde amarelo sem vencimento
Covid-19 Zhuhai com 24 casos de contágio até ontem
ainda não recuperou da crise e que os salários dos trabalhadores sofreram com isso. Nick Lei lembrou que algumas empresas de jogo permitem que os trabalhadores se mantenham nos seus postos a metade do tempo ou mediante o pagamento de um terço do salário.
JUSTIÇA SENTENÇA DO CASO QUE ENVOLVE FREDERICO ROSÁRIO LIDA A 11 DE MARÇO
Com fim à vista
As autoridades de Zhuhai detectaram, até ao fecho da edição de ontem, um total de 24 casos de contágio na cidade, e três casos de infecção assintomática. A Administração de Segurança de Saúde da Cidade de Zhuhai divulgou ainda que os últimos três casos registados dizem respeito a uma mulher de 24 anos, um menino de oito e
uma menina de quatro, todos infectados durante um percurso feito na vila de Nanping em Zhuhai. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, as autoridades anunciaram, em conferência de imprensa, que a terceira ronda de testes em massa incidiu sobre 2,79 milhões de habitantes, todos com resultado negativo.
HOJE MACAU
O deputado Nick Lei recebeu queixas de funcionários dos casinos que, devido ao facto de estarem com código de saúde amarelo, ficaram em licença sem vencimento por não poderem comparecer no local de trabalho. Alguns trabalhadores foram também obrigados a tirar dias de férias neste período. Segundo o Jornal do Cidadão, o legislador e presidente da Aliança de Povo de Instituição de Macau indicou que a economia local
O Ministério Público terminou as alegações finais sem pedir a condenação de Frederico Rosário. Para a defesa, o empresário macaense deve ser absolvido porque foi uma das vítimas de Dennis Lau, que terá comprado um apartamento em Hong Kong com o dinheiro amealhado na ATFPM
A
sentença do julgamento em que Frederico Rosário, filho de Rita Santos, e o empresário Dennis Lau são acusados de 48 crimes de burla, com perdas de 12 milhões de dólares de Hong Kong, vai ser conhecida a 11 de Março. A data foi agendada ontem pelo colectivo de juízes. A sessão das alegações finais decorreu ontem no Tribunal Judicial de Base e ficou marcada pela ausência de uma posição clara do Ministério Público sobre o desfecho do processo. A delegada do MP pediu a “habitual justiça” e que o comportamento de Frederico Rosário fosse “avaliado pelos juízes”. No entanto, a representante do MP não expressou um pedido de condenação, nem sugeriu qualquer pena. Contudo, defendeu que Frederico Rosário agiu motivado pela “cobiça”, que considerou ter sido reforçada quando o macaense fez um investimento de 150 mil dólares de Hong Kong na empresa Forgetech, em Janeiro de 2017, e receber um retorno de 400 mil dólares, três meses depois. “Devia ter percebido a razão de ter recebido um retorno tão elevado num espaço de três meses, mas nunca percebeu nem soube explicar durante
o julgamento”, afirmou a representante do MP. “Todos gostamos de receber dinheiro nos nossos bolsos, mas não podemos receber dinheiro sem perceber a sua origem. O arguido achou que era fácil ganhar dinheiro”, criticou. O MP atacou igualmente Frederico Rosário por ter oferecido garantias a investidores, entre os quais família e amigos, que não podia cumprir. A delegada do MP vincou também que apesar de se apresentar como “um membro da empresa”, não sabia como funcionava a companhia. “O arguido tinha a obrigação de apurar se a empresa tinha máquinas suficientes para minerar criptomoeda para pagar os retornos prometidos [de 20 a 25 por cento], se as máquinas efectivamente tinham sido instaladas na quantidade anunciada e ainda devia ter calculado se o plano de negócios era financeiramente viável”, atirou.
“Todos gostamos de receber dinheiro nos nossos bolsos, mas não podemos receber dinheiro sem perceber a sua origem.” MINISTÉRIO PÚBLICO
Segundo a tese do MP, a empresa não apresentava um plano de negócios viável ao pagar aos investidores entre 20 a 25 por cento, porque eram superiores aos lucros que poderia obter, mesmo sem contar com a compra dos computadores. Para o MP ficou também provado no julgamento que familiares de Rosário receberam comissões com os investimentos. A delegada não indicou nomes, mas durante o julgamento foi apresentado um documento que indicava Manuela, mulher de Frederico, e Rita Santos, como as agentes para investimentos.
Uma vítima
Na perspectiva da defesa de Frederico Rosário, liderada pelo advogado Luís Almeida Pinto, o julgamento serviu para provar que o arguido é inocente e que foi “uma vítima”. Por isso, pediu ao tribunal que faça justiça ao absolver o filho de Rita Santos. Nas alegações finais, o causídico começou por lamentar que a investigação da polícia se tenha limitado “à burla clássica com esquema em pirâmide”, apesar de Frederico Rosário ter disponibilizado “dezenas e dezenas de documentos” que teriam permitido um trabalho diferente. Além disso, a defesa sublinhou que o arguido não
ficou com “um único avo” do dinheiro dos investidores, e que os 400 mil dólares recebidos em retornos foram perdidos, na forma de investimento, além de uma outra quantia de 850 mil dólares de Hong Kong, que o arguido também investiu, na expectativa de receber retornos de 20 e 25 por cento. Foi ainda feito o contraste com Dennis Lau, acusado pela defesa de Frederico Rosário de ter utilizado seis milhões para comprar um apartamento em Hong Kong. Luís Almeida Pinto argumentou ainda que Frederico Rosário não tinha acesso às contas da empresa
Forgetech, para onde eram canalizados os investimentos, uma vez que só tinha uma participação de 10 por cento e não era director nem administrador. O empresário só terá ficado a conhecer as contas, quando a situação era crítica, e numa reunião com Dennis Lau, em que também participou Rita Santos. Segundo Luís Pinto, a intervenção da “aguerrida” e “leoa” Rita Santos foi fundamental para pressionar Lau a mostrar os movimentos dos dinheiros. A defesa entende assim que todas as informações eram controladas por Dennis Lau e que os documentos
apresentados por Frederico Rosário à Polícia Judiciária só foram obtidos devido uma funcionária demissionária da empresa, Michelle Wong, que os entregou ao macaense, nas costas do empresário de Hong Kong. Como prova da inocência do Frederico Rosário foi também argumentado que o arguido jamais iria burlar os familiares e amigos. LuísAlmeida Pinto destacou igualmente a cooperação do arguido com a justiça. “Na realidade um arguido não entrega documentos que o possam incriminar [...] Isso só acontece nos filmes, e nos de classe B”, rematou.
João Santos Filipe
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MÚSICA PROJECTO “THE ROOMS” APRESENATA NOVO SINGLE, INTITULADO “THE STRANGEST ONE”
Misturas improváveis “The Strangest One” é o novo single do projecto “The Rooms” desde o lançamento do álbum “O Fim da Escuridão” em Dezembro. João Gonçalves confessa que esta música nasceu para um projecto de João Oliveira, tendo trabalhado com os músicos Iat U Hong e Ao Chon Fai
“T
HE Strangest One” é o novo single do projecto musical “The Rooms”, de João Gonçalves, e que já pode ser ouvido em diversas plataformas digitais de música. Ao HM, João Gonçalves explica que esta nova música nasceu para um projecto de instalação sonora de João Oliveira, integrado no Festival Internacional de Música de Macau deste ano. “O João pediu-me para arranjar músicos e criar umas músicas para tocar com a instalação sonora, e esta instalação era composta por um quadro com vários instrumentos pintados sensíveis ao toque, que ao serem tocados transmitiam o som de um instrumento.”
“The Strangest One” acabou por surgir neste rol de criações, que conta com colaborações do violinista Iat U Hong e do multi-instrumentalista Ao Chon Fai. “Já tinha trabalhado com Iat U Hong numa das faixas do álbum [O Fim da Escuridão]. É o tipo de músico que não precisa de grande
João Gonçalves destaca a mistura “improvável e pouco ortodoxa” do uso de guitarra eléctrica, violino e clarinete baixo na elaboração de “The Strangest One”
Edifício Ritz Exposição de “Fai Chun” e pintura chinesa É inaugurada, na próxima segunda-feira, a exposição de “Fai Chun” e pintura chinesa no edifício Ritz, situado no Largo do Senado. Este é um evento promovido pela Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Circuito da Guia de Macau, presidida por José Luís Estorninho, que termina quarta-feira, dia 26. A mostra inclui 12 artistas e calígrafos da Associação das Artes de Pintura e Caligrafia de Macau, estando também programada a oferta de “Fai Chun”
durante a realização do evento. Serão ainda expostas 15 obras de pintura chinesa alusivas ao novo ano lunar, do Tigre. A abertura do evento acontece segunda-feira, às 13h30, com uma sessão de escrita de “Fai Chun”, que se repete no dia seguinte às 10h. Nessa terça-feira decorre, às 17h30, a cerimónia de abertura da exposição. Na quarta-feira, acontece uma nova sessão de “Fai Chun”, encerrando-se as actividades. A entrada é livre.
direcção. Ao Chon Fai está ligado ao Jazz em Macau, sobretudo no desenvolvimento de novos talentos.” João Gonçalves tinha trabalhado com Ao Choi Fai na música “Slavin”, gravada no ano passado. “Sempre ouvi um clarinete baixo enquanto estava a criar esta música, talvez por influência de Charles Mingus e Eric Dolphy, que trabalhou muitas vezes com ele. Digamos que fiquei apaixonado pelo som do clarinete baixo e decidi repetir.” O novo single dos “The Rooms” surge depois do lançamento, em 2021, do álbum “O Fim da Escuridão”, lançado a 14 de Dezembro. Este projecto reúne as faixas musicais que os “The Rooms” foram gravando em estúdio ao longo do ano passado, à excepção da faixa “A
Little Stronger”, gravada em finais de 2020.
Paisagem de Cormac McCarthy
Além dos músicos acima descritos, João Gonçalves decidiu juntar-se a Dave Wan, que integra os Náv. “Sou um pouco purista do analógico e na fase de gravação procurei alguém para tocar as tablas que já tinham sido inseridas pelo João Oliveira na instalação sonora. O Dave Wan completou o ensemble.” João Gonçalves destaca a mistura “improvável e pouco ortodoxa” do uso de guitarra eléctrica, violino e clarinete baixo na elaboração de “The Strangest One". “No processo de criação e produção é ainda mais estranha a adição de um instrumento chinês, o Guqin, e um instrumento
indiano, as Tablas, mas acabou por resultar bastante bem”, frisou. No final, a sonoridade de “The Strangest One” remete “para a paisagem de um livro do escritor norte-americano Cormac McCarthy, Western e apocalíptica, com a adição dos instrumentos asiáticos mas também com alguns contornos orientais”. O mentor dos “The Rooms” adiantou ainda que, no processo criativo, a música surge a partir da experimentação com instrumentos. “À medida que o processo avança vão-se limando as arestas. O mesmo acontece com as letras. A coisa apenas flui, sai e vai-se esculpindo”, concluiu. Andreia Sofia Silva
Armazém do Boi Nova edição do MIPAF a partir de sábado Arranca este sábado a nova edição do Festival Internacional de Artes Performativas de Macau (MIPAF, na sigla inglesa), promovido pelo Armazém do Boi e que conta com a curadoria de Ng Fong Chao, presidente desta associação de cariz cultural. Além disso, acontece também o Festival de Vídeo Ex-
perimental de Macau. Ambos os eventos decorrem no Macau Art Garden, na avenida Dr. Rodrigo Rodrigues. A entrada é livre. As performances do MIPAF acontecem este sábado entre as 18h e 20h e contam com a presença de artistas da China, como He Libin e Tang Weichen, de Kunming,
Tan Tan, de Wuhan e Long Miaoyuan, de Shenzhen. O tema desta iniciativa é “Image in Body Art”. He Libin é arista e curador, trabalhando com artes multidisciplinares. Desde 1997 que tem participado em mais de 100 exposições realizadas em mais de 40 cidades, num total de 14 países.
quinta-feira 20.1.2022
Celebrar Eugénio de Andrade Colóquio internacional e exposição agendados para 2023
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M colóquio internacional sobre Eugénio de Andrade e uma grande exposição bio-bibliográfica são dois dos principais eventos programados para celebrar o centenário do poeta, que se assinala a 19 de Janeiro do próximo ano, anunciou a organização. “Se fosse vivo, Eugénio de Andrade faria 99 anos no próximo dia 19 de janeiro. Nesta oportunidade, foi constituída uma Comissão que se encarregará de promover diversas iniciativas que celebrem dignamente o centenário do nascimento do poeta”, anunciou em comunicado a Comissão Organizadora do Centenário do Nascimento de Eugénio de Andrade. Estes dois eventos, os mais importantes já previstos, vão ter lugar no Porto e no Fundão, em datas e lugares ainda indicar. A Comissão Organizadora do Centenário do Nascimento de Eugénio de Andrade é constituída por Federico Bertolazzi (Universidade "Tor Vergata", de Roma), Joana Matos Frias (Universidade de Lisboa), José Tolentino Mendonça (Universidade Católica Portuguesa), Arnaldo Saraiva (Universidade do Porto) e Carlos Mendes de Sousa (Universidade do Minho).
Bilhete de identidade
Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu em 1923, no Fundão, e morreu no Porto em 2005, aos 82 anos. Aos dez anos mudou-se para Lisboa, devido à separação dos pais, e três anos depois escreveu os seus primeiros poemas. Em 1938, aos 15 anos, enviou alguns desses poemas a António Botto que, gostando do que leu, o
quis conhecer, encorajando-lhe a veia literária. Em 1943 mudou-se para Coimbra, cidade onde conviveu com Miguel Torga e Eduardo Lourenço. Tornou-se funcionário público em 1947, actividade que exerceu durante 35 anos, tendo sido transferido em 1950 para o Porto, onde fixou residência durante mais de quatro décadas, até se mudar para o edifício da extinta Fundação Eugénio de Andrade, na Foz do Douro. Apesar do seu prestígio nacional e internacional, Eugénio de Andrade sempre viveu distanciado da vida social, literária ou mundana, tendo o próprio justificado as suas raras aparições públicas com “essa debilidade do coração que é a amizade”.
Obras e prémios
A sua extensa produção literária granjeou-lhe vários prémios e distinções, entre os quais o Premio Camões, em 2001, mas também o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus (1988) e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989). Além de vasta obra poética, Eugénio de Andrade publicou alguns livros em prosa, designadamente “Os afluentes do silêncio”, “História de égua branca”, com ilustrações de Manuela Bacelar, “Rosto precário” e “À sombra da memória”. Eugénio de Andrade encontra-se sepultado no Cemitério do Prado do Repouso, no Porto, tendo a sua campa sido desenhada pelo arquiteto e seu amigo Siza Vieira, incluindo a inscrição dos versos do seu livro “As Mãos e os Frutos”.
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HONG KONG ACTIVISTA PRÓ-INDEPENDÊNCIA EDWARD LEUNG LIBERTADO AO FIM DE 4 ANOS
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activista Edward Leung, rosto do movimento independentista em Hong Kong, foi ontem libertado da prisão após quase quatro anos detido. “O departamento de serviços prisionais organizou a libertação do prisioneiro em questão da prisão Shek Pik, nas primeiras horas da ma-
nhã” de quarta-feira, referiu o organismo em comunicado. Edward Leung, de 30 anos, foi condenado, em 2018, a seis anos de prisão na sequência de um violento confronto com a polícia local em 2016, onde os manifestantes atiraram tijolos e queimaram pneus nas ruas. Leung revelou, por volta das 05:45 de quarta-feira, que já estava junto da sua família. “Após quatro anos, quero aproveitar este precioso tempo que tenho com a minha família e voltar a ter uma vida normal. Gostaria de expressar a minha sincera gratidão pelo apoio”, referiu. O activista acrescentou que pretende “ficar longe dos holofotes e parar de utilizar as redes sociais”, estando legalmente obrigado a fazê-lo, uma vez que continua sob vigilância. Semanas antes, fontes do governo revelaram à comunicação social local
que o activista iria “provavelmente ser vigiado”, visto as autoridades estarem cientes da sua influência nos movimentos de independência, que agora está muito enfraquecido. Edward Leung, que nasceu em 1991 em Wuhan, na China Central, foi um dos primeiros a exigir a independência de Hong Kong, antiga colónia britânica que passou para a soberania chinesa em 1997. Leung permaneceu em silêncio durante a maior parte de sua detenção, excepto em Julho de 2019, quando, após a escalada de violência, escreveu uma carta a apelar aos manifestantes para que não agissem cegos pelo ódio. Actualmente, ao abrigo da Lei de Segurança Nacional que entrou em vigor em 2020, pedir a independência de Hong Kong é punível com prisão, entre os dez anos e prisão perpétua. PUB.
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 2/P/22
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Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo, de 14 de Dezembro de 2021, se encontra aberto o Concurso Público para a «Prestação de Serviços de Vigilância aos Serviços de Saúde em Articulação com o Fortalecimento dos Trabalhos de Inspecção Sanitária nos Postos Fronteiriços», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 19 de Janeiro de 2022, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP50,00 (cinquenta patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo).
Faz-se saber que no concurso público n.o 32/P/21 para a execução da «Concepção e Execução de Obras de Remodelação da Sala de Raio-X Torácico do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, bem como Fornecimento e Instalação de Equipamentos», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 50, II Série, de 15 de Dezembro de 2021, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 2.2º do programa do concurso público, e foi feita aclaração complementar conforme necessidades, pela entidade que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo.
Os citados documentos só podem ser adquiridos pelos concorrentes que façam prova de possuir o alvará previsto na Lei n.º 4/2007 - “Lei da actividade de segurança privada”. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 15 de Fevereiro de 2022. O acto público deste concurso terá lugar no dia 16 de Fevereiro de 2022, pelas 10,00 horas, na “Sala de Reunião”, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau. Os concorrentes têm de prestar, de acordo com o grupo, a favor dos Serviços de Saúde, uma caução provisória, mediante depósito em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços, ou através de Garantia Bancária ou Seguro-Caução de valor equivalente, a qual garante o exacto e pontual cumprimento das obrigações que assumem com a apresentação das propostas. - Grupo A: Quatrocentas e dezasseis mil patacas (MOP416.000,00) - Grupo B: Trezentas e setenta e seis mil patacas (MOP376.000,00) -
Apresentar proposta para Grupo A e Grupo B em simultâneo: Setecentas e noventa e duas mil patacas (MOP792.000,00).
Serviços de Saúde, aos 13 de Janeiro de 2022 O Director dos Serviços de Saúde Lo Iek Long
Os referidos esclarecimentos encontramse disponíveis para consulta durante o horário de expediente na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau. Os concorrentes deverão comparecer na visita aos locais a que se destinam as respectivas obras, a ter lugar no dia 20 de Janeiro de 2022, pelas 10,00 horas, no r/c do Instituto de Enfermagem do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas. 2022
Serviços de Saúde, aos 12 de Janeiro de O Director dos Serviços de Saúde Lo Iek Long
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M 2021, o volume económico total da China atingiu um novo patamar de 114,367 biliões de yuans - um aumento de 8,1 por cento em relação ao ano anterior, mantendo a constância de preços. “No ano passado, graças aos esforços conjuntos de todo o país, ao desenvolvimento económico da China e à prevenção e controlo de epidemias, foi possível manter uma posição de liderança no mundo, em que a economia nacional operou dentro de um intervalo razoável, os principais objectivos e tarefas do desenvolvimento do ano foram concluídos e novos passos foram dados no sentido de construir um novo padrão de desenvolvimento. O desenvolvimento de alta qualidade alcançou novos resultados e o 14.º Plano Quinquenal teve um começo positivo», afirmou Ning Jizhe, director do Departamento Nacional de Estatísticas. “Segundo a média de dois anos, as taxas de crescimento económico no primeiro, segundo, terceiro e quarto trimestres foram de 4,9 por cento, 5,5 por cento, 4,9 por cento e 5,2 por cento, respectivamente. A taxa média de crescimento económico de dois anos no quarto trimestre foi ligeiramente superior face ao terceiro trimestre”, disse Ning. De acordo com Ning Jizhe, o emprego na China permanece estável. A economia continuou a recuperar e desenvolver-se, a política de prioridade à criação de emprego foi eficaz e novas formas de emprego foram inseridas no mercado laboral. Em 2021, o número de empregos urbanos adicionais da China foi de 12,69 milhões e a meta esperada de mais de 11 milhões foi alcançada. A taxa média de desemprego urbano pesquisada foi de 5,1 por cento, abaixo da meta esperada de cerca de 5,5 por cento. O índice de preços ao consumidor subiu moderadamente. Em 2021, o índice de preços ao consumidor aumentou 0,9 por cento face ao ano anterior, abaixo da meta esperada de cerca de 3 por cento.Abalança de pagamentos permanece equilibrada. No final de 2021, o saldo de reservas cambiais da China era de US$ 3.250,2 mil milhões, mantendo-se acima de US$ 3,2 biliões por oito meses consecutivos e ocupando o primeiro lugar no mundo.
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ECONOMIA ARRANQUE POSITIVO DO
A crise
Ning afirma que o crescimento do rendimento dos residentes chineses está sincronizado com o crescimento económico. Em 2021, o rendimento disponível per capita dos residentes nacionais aumentou 8,1 por cento em termos reais em relação ao ano anterior, com um aumento médio de 5,1 por cento a dois anos, em linha com o crescimento económico e com o cumprimento dos requisitos de estabilidade e crescimen-
to da renda. O consumo de energia por unidade do PIB diminuiu. De acordo com cálculos preliminares, o consumo de energia por unidade do PIB em 2021 diminuiu 2,7 por cento face ao ano anterior, o que se aproxima da redução esperada de cerca de 3 por cento. A produção cerealífera atingiu um novo recorde. Em 2021, o volume económico total da China ultrapassou os 114 biliões de yuans, alcançando os 17,7 biliões
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14.º PLANO QUINQUENAL
pode esperar
de câmbio média anual e ao valor económico anual de uma economia de escala relativamente possante no mundo. Se o factor de valorização do RMB for levado em consideração, o agregado económico de dois anos será convertido em dólares americanos, e o incremento chegará aos 3 biliões de dólares americanos.
O primeiro
Concomitantemente, o valor agregado industrial e manufactureiro total da China ficou em primeiro lugar no mundo por mais de 10 anos consecutivos. O comércio de bens e as reservas cambiais ocupam o primeiro lugar no mundo, e o comércio de serviços, investimento estrangeiro e consumo doméstico ocupam o segundo lugar.
“A tendência de recuperação e desenvolvimento económico da China não mudou, os factores que mantêm a economia a operar dentro de uma faixa razoável e as condições para apoiar o desenvolvimento de alta qualidade permanecem inalteradas.” NING JIZHE DIRECTOR DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTATÍSTICAS
EMPREGO APOIO PARA OS QUE SAEM DA POBREZA “Num esforço para consolidar as suas conquistas na eliminação da pobreza, a China esforçar-se-á por assegurar que pelo menos 30 milhões de pessoas que foram retiradas da pobreza sejam empregadas este ano”, disse um alto funcionário na terça-feira. “Em 2021, cerca de 31,45 milhões de pessoas retiradas da pobreza encontraram emprego”, disse Liu Huanxin, subchefe do Gabinete do Grupo Central de Líderes do Trabalho Rural e chefe da Administração Nacional de Revitalização Rural, numa vídeo-conferência. Esse número é 1,26 milhões superior ao nível de 2020, disse Liu, prometendo esforços para alcançar resultados
ainda melhores este ano. Para tal, Liu disse que serão feitos esforços para impulsionar a cooperação entre províncias, cidades e condados em matéria de serviços laborais, desenvolver indústrias características, proporcionar empregos de bem-estar público nas zonas rurais, e apoiar o empreendedorismo e o emprego flexível. Como resultado dos esforços do país para consolidar as suas realizações de redução da pobreza e impulsionar a vitalização rural, o rendimento líquido médio das pessoas que abalaram a pobreza terá provavelmente atingido 12.500 yuan no ano passado, mais de 16,5 por cento de ano para ano, mostram os dados oficiais.
de dólares à taxa de câmbio média anual, ocupando o segundo lugar no mundo e respondendo por mais de 18% da economia global; o PIB per capita é de 80.976 yuans, de acordo com a conversão cambial média anual, atingindo os 12.551 dólares americanos. De acordo com a análise de Ning Jizhe, em 2021, o PIB da China aumentou em cerca de 13 biliões de yuans, o que equivale a 2 biliões de dólares americanos à taxa
“O PIB per capita da China supera os 80.000 yuans, o equivalente a US$ 12.551 à taxa de câmbio média anual. Embora não tenha ainda atingido o limite inferior do nível per capita dos países de alta renda, está se aproximando a cada ano. Segundo estimativas preliminares, o PIB per capita mundial em 2021 será de cerca de US$ 12.100. A China superou a média mundial do PIB per capita”, disse Ning Jizhe. “Apesar dos riscos e desafios, em geral, a tendência de recuperação e desenvolvimento económico da China não mudou, os factores que mantêm a economia a operar dentro de uma faixa razoável e as condições para apoiar o desenvolvimento de alta qualidade permanecem inalteradas. Durante todo o ano, espera-se que a economia chinesa alcance o progresso, assegurando a estabilidade”, concluiu.
COVID-19 87 NOVOS CASOS ENTRE SEGUNDA E TERÇA-FEIRA
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Comissão Nacional de Saúde da China anunciou ontem a detecção de 87 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, 55 dos quais por contágio local. Entre os casos locais, 33 foram diagnosticados na província de Henan, no centro do país. Os municípios de Tianjin e Pequim, a norte, detectaram 14 e um caso, respetivamente.Aprovíncia de Guangdong, que faz fronteira com Macau, diagnosticou sete casos. Entre os 32 casos “importados”, cerca de metade foram diagnosticados no município de Xangai. As autoridades de saúde também informaram ontem sobre a detecção de 37 casos assintomáticos, entre os quais dois locais e os restantes “importados”, embora Pequim não os contabilize como casos confirmados, a menos que manifestem sintomas. O número total de pacientes ativos na China continental é de 3.454, entre os quais 15 em estado grave. Desde o início da pandemia, 105.345 pessoas foram infectadas no país e 4.636 morreram. A covid-19 provocou 5.543.637 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse (AFP). A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China. A nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em Novembro, tornou-se dominante em vários países, incluindo em Portugal.
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PIER PAOLO PASOLINI
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Ser uma força do passado
Ser uma força do Passado é perceber a parte mais vital da nossa Memória, a sede das nossas Memórias e Conflitos. Não compreender o seu Passado significa revivê-lo, mas viver o Passado em forma de pedra significa tirar-lhe a sua parte vital. A palavra Força expressa um conceito presente de dinamismo não necessariamente ligado ao movimento, por isso não me identifico com o Passado e não venho do passado, mas sim vivo no presente estimulado por forças multiformes. Não me identifico com o Passado, mas vejo os seus rituais e ciclos humanos, gestos repetidos ao longo dos tempos que recolhem os sentimentos de gerações, e sinto que o meu amor de hoje tem raízes profundas nesse Passado. Venho directamente das ruínas das casas agrícolas abandonadas ou destruídas por bombas, das igrejas que pontilham cada uma das nossas regiões, dos retábulos que também estudei, analisei, admirei, das aldeias dos Apeninos ou dos Pré-Alpes, onde a vida morre deixando apenas alguns habitantes a vaguear como fantasmas. Era aí que viviam os nossos irmãos, aqueles que cultivavam o trigo e lavravam os campos de acordo com as fases da lua, entre a fome, a guerra ou um mestre prepotente. Esse é o nosso passado. E encontro-me hoje, na Via Tuscolana, aquela antiga
estrada que levava de Porta San Giovanni a Tusculum, a moderna Frascati. Mas em que parte do Tuscolana é que me viro como um louco? Que tipo de paisagem está à minha volta? Vejo casas modernas, edifícios densos como colmeias, mesmo assim, e eu a passear com um cão vadio ao longo da Via Ápia. Porque é preciso saber que a Via Tuscolana para um determinado trecho corre quase paralelamente à Via Appia Nuova, são estradas próximas que comunicam. Vivo aqui agora, estas são as novas paisagens da
EU SOU UMA FORÇA DO PASSADO Eu sou uma força do Passado Somente na tradição está o meu amor Venho das ruínas, das igrejas dos retábulos, das aldeias abandonadas dos Apeninos ou Pré-Alpes onde habitavam os irmãos Vago pela Tuscolana como um louco, pela Ápia como um cão sem dono. Vejo os crepúsculos, as manhãs de Roma, da Ciociaria, do mundo, como os primeiros actos da PósHistória, que testemunho, por conta da idade, da borda extrema de qualquer época sepulta. As vísceras de uma mulher morta pariram um ser Monstruoso. E eu, feto adulto, vagueio mais moderno que todos os demais a procurar irmãos, que não existem mais Pier Paolo Pasolini, 1964 Tradução: Régis Bonvicino, 2019
nova era, olho à minha volta perdido, sempre espantado e com um nó na garganta que não me desata. E, no entanto, observo os poentes e as manhãs sobre Roma, porque qualquer pessoa que nunca tenha visto um crepúsculo romano ou o amanhecer pelo menos uma vez, sentiu o calor daqueles raios de sol brilhantes e poderosos na sua pele, é pouco provável que compreenda do que estou a falar. Assisto ao nascer e pôr-do-sol de Roma, da Ciociaria e depois do resto do mundo, à beira de uma civilização enterrada nos primeiros agitadores de uma nova era primitiva. Tudo pelo mero privilégio anatómico de ter chovido ali, nada de especial. De repente apercebo-me que sou o fruto deste Passado agora morto e percebo-me como um ser monstruoso, como alguém nascido do cadáver de uma mulher morta. Choveu sobre esta terra sem possibilidade de governar o meu destino, inconsciente e frágil como um feto, mas com mil e um séculos de idade, vagueio soldado pelo nosso tempo, inexoravelmente ligado ao nosso tempo, à procura dos irmãos que já não sou. A razão desta busca é motivada pela necessidade de não perder as nossas raízes, para assegurar que este tempo posterior perca o seu anonimato, a única forma de encontrar novas línguas e novas identidades.
quinta-feira 20.1.2022
antropofobias
CARLOS MORAIS JOSÉ
Existe na cidade de Alexandria um Porto Interior. Fixa o Norte, de onde lhe veio o pai. Num dos seus extremos, alguém de novo ousou a Grande Biblioteca. Abundam livros e mulheres jovens. Pelo meio, sobre as praias, debruçamse esplanadas, num excesso de mar. No outro extremo, passeia a desmesurada gente, talvez à espera do momento certo para voltar a pegar fogo a isto tudo. * Já Marte sobre o fim da cidade se levanta, mas nem por isso os homens sossegam e olham de novo o mar antigo. Pela urbe persiste o ruído, o caos que pouco cintila ou alcança. A cidade deixa à estrela esse castigo. E ela olha do alto e pouco vê, nada procura. Onde estão os épicos fantasmas da minha literatura? Ficaram os homens impuros e as suas mulheres cercadas. E as ruas belas como rugas ou trapos pisados nas calçadas. Na casa de Kavafis paira um odor a abandono. Apenas um refrão, sussurrado por um bigode. Escasseiam os livros e sobram as horas. Os versos lamentam a sorte rasa. Poemas dormem sem abrigo pelas ruas. Nada há para fazer, só para ver e os olhos humedecem da tristeza do que não é (talvez nunca tenha sido), a sentirem fundo a culpa de uma deslocada ambição. * Nos versos de Kavafis expirava o último heleno e talvez uma cidade.
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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Alexandria NA CASA DE KAVAFIS PAIRA UM ODOR A ABANDONO. APENAS UM REFRÃO, SUSSURRADO POR UM BIGODE. ESCASSEIAM OS LIVROS E SOBRAM AS HORAS. OS VERSOS LAMENTAM A SORTE RASA. POEMAS DORMEM SEM ABRIGO PELAS RUAS. NADA HÁ PARA FAZER, SÓ PARA VER E OS OLHOS HUMEDECEM DA TRISTEZA DO QUE NÃO É (TALVEZ NUNCA TENHA SIDO), A SENTIREM FUNDO A CULPA DE UMA DESLOCADA AMBIÇÃO
* Havia no lugar onde em 1902 foi construído o Hotel Metropole um obelisco de dois mil anos. Cleópatra impusera-o para celebrar Marco António. Agora existem sombras posteriores a marcar corredores, um elevador de três portas e as colunas solenes do átrio. — Ainda há onde respirar, rosno curto. Kavafis frequentava o Hotel Metropole. Não sei se unicamente a entrada, de onde se disfruta a rua em poltronas altas; se subia ao primeiro andar, e deslizava pelos salões, entre brandys, golpes de estado, charutos e revoluções. Provavelmente, pouco disso o interessava, como lhe deviam ser indiferentes os veludos e os pendentes adamascados. Imaginemos que, sem sabermos de quê, lhe interessava a possibilidade. Fantasiemos que esse quê poderia surgir, vindo da rua, sob a forma de um cavalo ou de um príncipe, ainda pingentes de suor de um galope ou de múltiplas defenestrações. E o poeta esperava, naquele canto sóbrio, meio enternecido de sombra, raspado do passado, ainda que o hotel fosse então novo e pouco fizesse prever a glória a que o meu coração o consagra. Previra os bárbaros, é certo, mas não os previra assim. O obelisco está algures em Nova Iorque. Central Park, creio. in Anastasis
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 13
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C I N E M A EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Giddens Ko Com: Kai Ko, 16.45, 21.30
SALA 1
SPIDER-MAN: NO WAY HOME [B] Um filme de: Jon Watts Com: Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch 14.30, 18.30, 21.15
O jornalista Peter Hessler, o primeiro correspondente da revista New Yorker na China, escreveu neste livro sobre um país que se abriu ao mundo e as rápidas mudanças que a sua sociedade viveu. Ao longo da obra, Peter Hessler relata conversas que manteve com várias pessoas, como um uigure que faz negócios obscuros e sonha viver nos Estados Unidos, ou as cartas que troca com um jovem casal de professores que passou pela dureza laboral de Shenzhen. Editado em 2006, “China Uma Viagem entre o Passado e o Futuro” traça pistas para compreender a China 19 Andreia Sofia Silva contemporânea.
PROBLEMA 14
14
CINETEATRO
“CHINA - UMA VIAGEM ENTRE O PASSADO E O FUTURO” PETER HESSLER | CIVILIZAÇÃO
SALA 3
PIL’S ADVENTURES [B] FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Julien Fournet 14.30, 16.30, 19.30
SALA 2
ALINE [B]
Um filme de: Valerie Lemercier Com: Valerie Lemerier, Sylvain Marcel, Danielle Fichaud 14.30, 19.15
THE KING’S MAN [C]
Um filme de: Matthew Vaughn Com: Ralph Fiennes, Harris Dickinson, Stanley Tucci 21.30
TILL WE MEET AGAIN [C]
FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO
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quinta-feira 20.1.2022
opinião 15
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in esquerda, net
Miguel Guedes
LUTAR NA LAMA SEM IR AO TAPETE
CHEGADO AO MOMENTO crítico, onde a linha se coloca intransponível ou se ultrapassa, homens e mulheres têm a oportunidade de tomar decisões que os definem. No imediato e, salvo esquecimento, que as acompanham para sempre. Haverá quem tenha a coragem de não ultrapassar o limite, por absoluto respeito aos princípios, ou de o pisar com parcimónia para de imediato volver. Outros optarão por ir directo à lama, sem duvidar que é território fértil para granjear apoios ou abusar do mais básico e rudimentar exercício de defesa a qualquer custo. Mentira, violência, demagogia ou engodo, formas distintas e eficazes de lutar na lama sem ir ao tapete. A icónica violência teatral do debate entre Francisco Rodrigues dos Santos e André Ventura, colírio delirante de frases pré-feitas por assessores dedicados e debitadas com o orgulho de quem sabe que vai produzir um sound-byte, criou um efeito transversal (da Esquerda à Direita) de aplauso retumbante,
misto de vingança e vendeta, pela forma como o líder do CDS-PP enfrentou o rosto da extrema-direita com a boca numa loja de horrores, os olhos em Fátima e a alma tomada por Che Guevara. Com isso, entrou no território de lama que Ventura tão bem habita como animal (político) que é e desceu ao nível que lhe permitiu sovar o adversário, sem qualquer espécie de vergonha, em sucessivos “rounds”. É difícil resistir ao ímpeto do abraço. Com essa humildade híbrida, católica e protoconservadora, Francisco pode ter acrescentado mais uns pós percentuais à votação de dia 30, invertendo o previsível desaparecimento do seu partido. Talvez o tenha salvo do ocaso, assumindo-se assim, marialva e de peito feito. Talvez tenha retirado alguns pontos percentuais ao retrocesso civilizacional que o Chega representa, recebendo alguns dos seus ex-militantes de volta. Talvez tenho exposto, como ninguém, as fragilidades, mentiras, contradições e a falta de noção de Ventura.
Porque há vida para além dos debates, António Ramalho continua a ser o presidente executivo do Novo Banco, mesmo quando o BCE investiga a relação entre ambos
Sabemos que, se o CDS desaparecer, “we will always have Chicão”, como se fosse Bogart por 25 minutos mas uma memória para a vida. Para sempre a frase: “um esquadrão de cavalaria à desfilada na sua cabeça não esbarra contra uma ideia”. A lama não enobrece mas, contra o Salvini dos pobres, teceu encómios.
Porque há vida para além dos debates, António Ramalho continua a ser o presidente executivo do Novo Banco, mesmo quando o BCE investiga a relação entre ambos. Mesmo quando se soube que o responsável pela recuperação do Novo Banco se reuniu com Luís Filipe Vieira, com o intuito de preparar a apresentação deste último na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) onde, dias depois, o ex-presidente do Benfica declararia que pouco mais se lembrava do que ter um palheiro. Eis a idoneidade de quem é acusado pelo Inspector Tributário (na operação “Cartão Vermelho”) de ter concertado posições com um dos maiores devedores do Novo Banco ou de querer preparar pessoas para serem monocórdicas e chatas na CPI para que “os gajos” não percebam nada do que elas vão dizer. António Ramalho, jogando na lama, sem pudor e, estranhamente, sem que ninguém o leve ao tapete apesar da indignação de alguma oposição à Esquerda.
“Afirma com energia o disparate que quiseres, e acabarás por encontrar quem acredite em ti.” PALAVRA DO DIA
Vergílio Ferreira
ELEIÇÕES LANÇADO REGISTO DE ANGOLANOS NA RAEM
Desde as 00h de hoje foi adoptado um esquema de três cores na “moldura” em redor do código de saúde para identificar o grau de vacinação. Quem tiver tomado a primeira dose da vacina terá, imediatamente, um quadro prateado no código de saúde. O quadro passa à cor dourada 14 dias depois da inoculação com a segunda dose e roxo imediatamente depois da terceira dose da vacina.
O objectivo passa por “um plano de promoção da adopção de veículos eléctricos, impulsionar a substituição de autocarros públicos e carreiras expressas de hotéis, para a adopção gradual de autocarros, movidos a nova energia ou puramente eléctricos”
Verdes caminhos Macau quer mais de 90% dos autocarros “com novas energias”
O
Governo de Macau divulgou ontem o planeamento de protecção ambiental 2021-2025 no qual se estabelece a meta de mais de 90 por cento da frota de autocarros no território serem autocarros “movidos com novas energias” até 2025. Uma meta ambiciosa, já que, segundo o documento, em 2020 apenas 8 por cento de autocarros no território eram movidos com novas energias. O objectivo passa por “elaborar um plano de promoção da adopção de veículos eléctricos, impulsionar a substituição de autocarros públicos e carreiras expressas de hotéis, para a adopção gradual de autocarros, movidos a nova energia ou puramente eléctricos”, lê-se no comunicado. Até 2025, Macau ambiciona ainda plantar cerca de 5.000 árvores.
Menos ambiciosa é a meta de percentagem de ocupação de veículos eléctricos nos veículos ligeiros recém-registados: passar de 9,4 por cento em 2020 para entre 15-20 por cento em 2025. Quanto à redução de resíduos sólidos, Macau não estabelece metas concretas, contudo, no relatório ontem divulgado lê-se que o objectivo passará por “promover e reforçar, de forma mais avançada, a prática de redução do uso de plástico e promover, passo a passo, medidas reguladoras para os utensílios de mesa de plástico, descartáveis e não-biodegradáveis e ainda “reforçar a sensibilização da “reciclagem limpa” de resíduos recicláveis junto dos cidadãos, no sentido de assegurar a disponibilidade de materiais recicláveis e o seu valor recuperável”.
Grandes produtores
dia em 2020, o que é superior a Singapura, a Hong Kong e a Pequim, de acordo com os dados da Direcção dos Serviços de Proteção Ambiental de Macau (DSPA). Não há dados concretos relativamente à quantidade de plástico consumido em Macau por dia, mas na vida diária da cidade a utilização de plástico é constante: de embrulhos de fruta em supermercados, na compra de alimentos, como bolos e pães, embalados individualmente, até aos famosos 'take away'. Na sequência da implementação do controlo de embalagens descartáveis de esferovite em 2021, o Governo anunciou ainda a proibição da importação de palhinhas de plástico não degradáveis e 'colheres' de bebidas descartáveis para Macau a partir de 1 de Janeiro de 2022.
Macau produziu 1,74 metros cúbicos de resíduos por pessoa por
INVESTIGAÇÃO EUROPA ARRISCA-SE A VER CHINA SER O PARCEIRO PREFERIDO DE ÁFRICA
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investigador Michaël Tanchum, do Conselho Europeu das Relações Externas (CERE), alertou ontem que a Europa arrisca-se a ficar para trás no relacionamento com África se não integrar a expansão de investimentos em 'energia verde' neste continente. "Em muitas partes de África, o crescimento está a ser alimentado
20.1.2022
Código de Saúde Esquema de cores para identificar vacinação
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cônsul-geral de Angola em Macau está confiante de que os angolanos radicados na RAEM irão aderir ao registo eleitoral, que pela primeira vez lhes permitirá votar fora do país. “Tenho a certeza de que iremos receber pedidos”, disse Eduardo Velasco Galiano à Lusa, lembrando que a plataforma ‘online’ do registo eleitoral oficioso, que decorre até 31 de Março, só foi lançada na segunda-feira. O Registo Eleitoral Oficioso, destinado a cidadãos maiores de 18 anos, começou em território angolano e estendeu-se na segunda-feira ao resto do mundo, com a cerimónia formal de abertura a decorrer na Cidade do Cabo, na África do Sul. Segundo Eduardo Velasco Galiano, existem 44 cidadãos angolanos em Macau, incluindo 10 estudantes universitários bolseiros da Fundação Macau, os funcionários do consulado e familiares, sendo que apenas 16 estão inscritos no consulado. “Tudo vai depender da consciência de cada um”, diz o diplomata. Ainda assim, sublinha que os angolanos em Macau “conversam sobre Angola, alguns têm família no país, estão atentos e são conhecedores do que se passa”. Eduardo Velasco Galiano refere que os angolanos em Macau acompanharam com apreensão a paralisação dos taxistas na capital, Luanda, na semana passada, que ficou marcada por actos de vandalismo.
quinta-feira
pelos 'ecossistemas inovadores de energia verde', que criam novas indústrias e serviços através da combinação de telecomunicações, plataformas digitais, energia solar e a internet das coisas", escreve o analista num relatório ontem divulgado pelo CERE. No texto, Michaël Tanchum alerta que "as empresas e os Estados
europeus arriscam-se a perder oportunidades de negócio e influência política se não integrarem os seus serviços e infraestruturas nestes ecossistemas emergentes" e acrescenta que "a China e outros rivais económicos e geopolíticos vão tornar-se os principais parceiros de África se os europeus se afastarem desta tendência de crescimento".
"Os europeus devem trabalhar em empreendimentos conjuntos com empresas africanas e operar com empresas europeias de diferentes sectores", acrescentou o investigador no estudo 'Caminho para o crescimento: como o Acordo de Energia Verde europeu pode fortalecer as economias de Europa e África'.
IAM Testes a hámsters em Macau deram negativo
O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) enviou na terça-feira pessoal a lojas de animais de estimação que vendem hámsters para fazer uma inspecção e ontem foram realizados testes aleatórios de ácido nucleico do novo tipo de coronavírus aos hámsters das lojas. Todos os resultados foram negativos. “Segundo o registo de importação, desde o ano passado até à presente data, nenhum estabelecimento de venda de animais de estimação de Macau importou hámsters”, indicou ontem o IAM. A medida surgiu depois do caso dos hámsters infectados em Hong Kong. O IAM apelou a que os donos não abandonem os seus animais de estimação com base em boatos.
AL Lei do jogo vai ser votada segunda-feira
A nova proposta de lei do jogo será votada na generalidade, na próxima segunda-feira, na Assembleia Legislativa (AL), dias depois de o documento ter sido apresentado em Conselho Executivo. No mesmo dia, será votada na especialidade o novo regime jurídico da troca de informações em matéria fiscal, estando também na agenda a análise ao parecer da segunda comissão permanente da AL sobre o relatório da execução do orçamento deste ano. Será também votado, um projecto de resolução no âmbito do Regimento da AL. No mesmo dia, serão discutidas e votadas as propostas de debate apresentadas pelos deputados Leong Sun Iok e Ella Lei, a propósito do aumento das propinas na Universidade de Macau e do desempenho da empresa de capitais públicos Macau Investimento e Desenvolvimento SA.