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Hoje Macau • 2010.12.02 #2263

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Gil Vicente e o seu “Auto da Índia” ganham uma nova proposta de leitura. Desta vez, guiada

Minchi, capella e tacho têm morto a gula dos macaenses na diáspora

Centrais

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Director carlos morais josé • quinta-feira 2 de Dezembro de 2010 • ANO X • Nº 2263

UMac diz que ensinar Direito em língua chinesa serve os interesses locais

O que é chinês é bom

O professor de Direito na Universidade de Macau (Umac) Lok Wai Kin, que não fala português, considera que ensinar as leis em chinês aos futuros advogados e juristas do território é bom, já que a maioria da população do território é de origem chinesa. Na semana passada, Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, avançou na Assembleia Legislativa que havia a necessidade de criar uma nova universidade dedicada apenas aos estudos políticos e jurídicos. O académico revelou ontem nunca ter ouvido tal ideia e afirmou que já é possível encontrar talento entre os 60 licenciados em Direito todos os anos. >página 6

Cônsul francês

Afastado por roubar garrafas de vinho • P. 4

Ciência

Laboratórios de referência • P. 8

Académicos dizem que sociedade ainda têm de amadurecer politicamente

Muito chão por pisar

Página 7

Susana Chow

Pessoas a mais atrapalham eficácia da função pública • P. 4

Desporto

Mais apoios para profissionalização • P. 12

Segurança Social

Novos candidatos notificados • P. 9

os nossos contactos mudaram

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actual

Coreias | China apela à “calma e contenção”

Pequim assume posição neutra O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Yang Jiechi, afirmou ontem que “a China não procura proteger qualquer das partes” envolvidas na crise coreana e apelou à “calma e contenção”. “A China decide a sua posição baseada nos méritos de cada caso e não procura proteger qualquer das partes”, disse Yang Jiechi, citado pela agência noticiosa oficial chinesa. O comentário de coincide com o fim de quatro dias de exercícios navais conjuntos Coreia do Sul-Estados Unidos, criticados por Pequim e que a Coreia do Norte considerou “uma provocação”. “As partes envolvidas devem manter a calma e conter-se e esforçarse por fazer voltar a situação ao caminho do diálogo e da negociação”, disse também o MNE chinês. As duas Coreias estão tecnicamente em guerra há mais de meio século, mas a tensão agudizou-se no passado dia 23 de Novembro, quando a artilharia bombardeou uma ilha sul-coreana, matando dois civis e dois fuzileiros. O ataque norte-coreano, descrito por Pyongyang como

“uma decidida resposta a provocações militares” da Coreia do Sul, foi considerado o pior incidente do género desde a assinatura do armistício na dividida península coreana, em 1953. Num fórum realizado ontem em Pequim, o MNE chinês afirmou ainda que “a demonstração de força e a confrontação não resolvem os problemas e não são do interesse das partes”. “A estabilidade na península coreana é boa para todos; o caos prejudica todos”, acrescentou Yang Jiechi. A China é o principal aliado da Coreia do Norte, com quem partilha uma fronteira com mais de mil quilómetros de extensão, mas mantém boas relações com a Coreia do Sul, nomeadamente no domínio económico e comercial. No domingo passado, o Governo chinês propôs a realização de “consultas de emergência entre os chefes das delegações às “conversações a seis” sobre a desnuclearização da península coreana (China, Rússia, Estados Unidos, Japão e as

“A China decide a sua posição baseada nos méritos de cada caso e não procura proteger qualquer das partes”, disse o MNE chinês

duas Coreias), interrompidas por Pyongyang em Abril de 2009. Coreia do Sul e Estados Unidos consideram que as “conversações” não devem recomeçar antes de a Coreia do Norte “mostrar uma atitude responsável”. Yang Jiechi disse que a proposta chinesa “ajudará a aliviar a tensão actual e a criar condições para retomar as conversações a seis”, iniciadas em 2003 em Pequim. centrifugadoras nucleares

Para deitar mais achas à fogueira, o regime de Pyongyang anunciou possuir milhares de centrifugadoras a funcionar numa central de

Governo chinês recusa falar sobre o tema do momento

“Não comentamos o Wikileaks” Maria João Belchior info@hojemacau.com.mo

Oficialmente a página está censurada e os meios de comunicação da China continental proibidos de dar notícias sobre a mais recente fuga de informação que fez chegar ao Wikileaks milhares de mensagens trocadas pelas Embaixadas e Consulados dos Estados Unidos em todo o mundo. Em conferência de imprensa de rotina o porta-voz dos Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim, Hong Lei, recusou todas as perguntas que lhe foram dirigidas sobre o Wikileaks com uma mesma frase – “não comentamos o conteúdo dos documentos.” BBC, Reuters, Dow Jones, foram vários dos meios de comunicação a colocar

questões sobre a opinião oficial chinesa nos vários factos que vieram agora a público e que passam desde a exploração de uma mina na Coreia do Norte até à expressão “criança mimada” para referir o regime de Pyongyang. Para o porta-voz Hong Lei ficou fora de questão qualquer resposta sobre o Wikileaks. Sendo a primeira vez que a China é um dos alvos do grupo Wikileaks que defende o fim da informação classificada, para o governo chinês este é um golpe duro uma vez que Pequim aparece citado em vários telegramas e em temas que vão desde a Coreia do Norte até ao Irão. Para Hong Lei, este facto não deve influenciar de forma nenhuma as relações entre Washington e Pequim. A fuga dos mais de 250 mil documentos que foram tornados públicos

esta segunda-feira à noite colocou vários governos mundiais em alerta. Para a Casa Branca, este é um “crime grave”. Cioso da sua privacidade que foi inegavelmente atacada, o governo de Pequim opta pelo silêncio. Mas, tal como os meios de comunicação estrangeiros que conseguem romper a censura da Internet na China e aceder à página do Wikileaks para consultar os documentos secretos, no Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês os mesmos documentos também estarão a ser lidos e analisados ao pormenor. Menos de 24 horas desde a sua publicação, na página do Wikileaks onde está a ligação para os documentos secretos, lia-se que era impossível descarregar todos os ficheiros ao mesmo tempo devido a “excesso de tráfego”.

enriquecimento de urânio cuja existência só foi conhecida no início deste mês, através de uma monitorização autorizada de um cientista norte-americano. Sustentando que aquela central – o complexo de Yongbyon, perto da capital – se destina exclusivamente à produção de energia, a Coreia do Norte congratulou-se por estar “activamente a construir um reactor de água leve e, para isso, a operar um sistema moderno de enriquecimento de urânio com muitos milhares de centrifugadoras”. O anúncio foi feito pela agência oficial norte-coreana, KCNA. Esta é a primeira vez que a Coreia do Norte dá informações tão detalhadas sobre o que designa como o seu programa nuclear pacífico – e fá-lo na esteira das revelações do cientista norte-americano Siegfried Hecker, ao qual foi permitido visitar Yongbyon e o qual reportou, no início deste mês, ter ficado “surpreendido” com o grau de sofisticação do equipamento existente na central nuclear, até então desconhecida.


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filipa queiroz

O crime de branqueamento de capitais, uma inovação penal de influência norte-americana, foi introduzido no sistema jurídico de Macau em 1997 e posteriormente reformado em 2006. A sua crescente frequência na prática dos tribunais justifica que se procure fazer um balanço com vista a retirar ensinamentos e propor as alterações legislativas cuja necessidade a experiência adquirida demonstrou Jorge Godinho, P.15

Fé e chá gordo no quinto dia do IV Encontro das Comunidades Macaenses

“Encontros funcionam pela boca” Macaenses da diáspora continuam em festa num encontro onde a gastronomia é o prato principal Filipa Queiroz

filipa.queiroz@hojemacau.com.mo

Capella, minchi, tacho, um mundo de travessas às cores a colorir mais um momento de Encontro na inauguração do renovado Jardim de Infância D. José da Costa Nunes. “É o nosso abraço a estes nossos amigos”, diz Luís Machado. O presidente da Confraria da Gastronomia Macaense exibe com orgulho a responsabilidade pela associação que protege uma parte do património da comunidade. Para os macaenses da diáspora, as reuniões de “comizaina” são uma forma de “matarem as saudades todas”, por isso tudo é pensado ao pormenor pela organização do Encontro das Comunidades Macaenses. “Se reparar, nas cerimónias, conferências ou palestras não encontra um terço das pessoas que estão aqui”, comenta Luís Machado. A confreira de mérito Manuela Silva Ferreira foi a respon-

sável pelo “Chá Gordo” oferecido ontem no Jardim de Infância. A dona do restaurante “Litoral” teve de fechar o estabelecimento por dois dias de forma a preparar o repasto. “Exige muito trabalho e um rigor de paladar muito grande, se ela não está na cozinha o sabor já não é o mesmo”, conta Luís Machado. Tradição e convívio

“O chá gordo é uma festa, normalmente de aniversário ou baptizado, ligada à religião católica, em que as pessoas se reuniam a partir das 17h ou 18h e que se prolonga até ao jantar”, explica. A celebração certa, diga-se, quando o momento assinala a renovação de um espaço que só por si parece despertar muitas recordações. Luís Machado não é excepção. “Eu andei nesta escola quando era pequeno e os meus filhos também estudaram cá”, diz. “Foi feito um bom trabalho, isto estava mesmo a precisar de uma remodelação”, continua. A Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) pretende apresentar este ano ao Governo de Macau uma proposta para criar um Centro de Cultura Macaense na ala mais antiga do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes. “É

uma vontade generalizada da comunidade que este espaço maravilhoso e cheio de memórias, onde muitos aprenderam as primeiras letras do ensino em português, seja transformado num centro de cultura macaense”, disse José Manuel Rodrigues em declarações aos jornalistas. Em carteira, o presidente da APIM diz que tem projectos como “música, teatro, passando pela literatura”. José Manuel Rodrigues diz mesmo que gostaria de montar “uma biblioteca de autores macaenses e do patuá” nas antigas instalações do Jardim de Infância. “E vamos também tentar

reunir as condições para instalar aqui um núcleo de gastronomia”, atira Luís Machado. Para o presidente da Confraria de Gastronomia Macaense, associação sem fins lucrativos criada há três anos, a comida é “um dos maiores elos de ligação da comunidade”. Machado recorda que se trata de uma cozinha de fusão que persiste “desde os tempos dos nossos antepassados, desde os primeiros navegadores que trouxeram os vários condimentos nas caravelas e os misturaram com os das outras culturas”. Um dos objectivos mais imediatos da Confraria da Gastronomia Macaense é

a divulgação desse património, através de um site com receitas que está em construção e o apoio “fora de série” do Conselho Europeu das Gastronomias. Luís Machado fala ainda na vontade de recolher receitas, e quanto mais antigas melhor. As mais remotas que a associação possui datam do século XIX, mas muitas contêm apenas os ingredientes e as quantidades sem uma explicação sobre como os pratos devem ser cozinhados. Pela boca

“Gordo significa farto, com muita comida”, explica Áurea Basto, sentada no seu banquinho, no jardim do colégio, com um prato de minchi na mão e um copo de tinto na outra. Pedimos explicações. “Chá gordo é um lanche ajantarado, entra arroz, massa, fritos, é um lanche que satisfaz”, diz. “Tem arroz chao chao, chao fan, chiricote”, continua. Aos 81 anos – dos quais 60 passados em Lisboa - é no convívio e no revisitar de memórias felizes que se sente melhor. E nada melhor que o perfume e o paladar para avivar essas recordações. “Quando era pequeno comia muito daqueles bolos ali”, aponta Alfred Moha-

med, 64. “É comida que não comemos há muito, muito tempo... Lembra-nos dos bons velhos tempos”, conta. A viver actualmente em Sidney, na Austrália, desde que ficou reformado que o ex-funcionário do Hotel Lisboa aproveita todas as oportunidades que pode para voltar a Macau. Vai a todos os Encontros, religiosamente. E por falar nisso, o bispo de Macau, D. José Lai, também não faltou à festa. “Já encontrei muita gente que se lembrava de mim quando era pequenino”, confessa. Para o bispo a comunidade macaense “é uma herança que se espalha por todo o mundo, para a América, Europa, Austrália”. Os participantes do Encontro das Comunidades Macaenses depositaram também ontem uma coroa de flores junto ao Monumento das Comunidades Macaenses e assistiram a uma missa na Sé Catedral. “Todas estas comunidades, onde vão, vão com esta fé cristã”, diz. O Encontro das Comunidades Macaenses continua amanhã com uma conferência sobre Cultura Gastronómica no Instituto de Formação Turística, almoço no mesmo local e jantar festivo no Hotel Grand Hyatt.


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política

Susana Chou escreve que excesso de gente atrapalha a eficiência

Só para encher serviço A antiga presidente da Assembleia Legislativa levantou ontem a questão do acréscimo de trabalhadores na função pública e relatou, com base na sua experiência, como fazer um bom trabalho com uma equipa compacta. O afamado blog de Susana Chou volta a fazer notícia Kahon Chan

kahon.chan@hojemacau.com.mo

Depois de criticar o mau momento escolhido para os cortes no valor dos cheques aos residentes, Susana Chou escreveu no seu blog um artigo a questionar se o Governo tentou promover a eficiência em vez da expansão burocrática e a pôr em causa o acréscimo de novos funcionários na máquina do sector público. A antiga presidente da Assembleia Legislativa (AL) considera, baseado na sua experiência, que há muitas abordagens para se conseguir realizar mais trabalho com uma equipa mais compacta. Susana Chou actualizou ontem o seu afamado blog com uma entrada intitulada “Mais gente para melhor trabalho?”, em que faz refe-

rência à sua experiência de gestão, tanto ao serviço da AL, como de empresas privadas, para defender que a chave da eficiência num local de trabalho é a forma como

as pessoas são mobilizadas e não o número de membros do pessoal. “Quando há excesso de gente, os custos inflam, mas a motivação esvazia-se, resultando numa

quebra de eficiência.” A secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, atribuiu ao rápido crescimento económico a expansão da equipa do Go-

verno, na sua sessão de explicações sobre as Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2011. Susana Chou concorda no essencial com a necessidade de os serviços de imigração e turismo aumentarem o seu pessoal para lidar com o crescente número de visitantes e residentes. Chou continua a acreditar que a atitude de quase todos os funcionários públicos melhorou, mas tem dúvidas sobre o melhoramento da eficiência administrativa, já que o uso da tecnologia deveria ter substituído já alguma da mão-de-obra. “Porque é que o Governo tem estado a expandir-se, sobretudo a um ritmo tão alto, após anos de inovação electrónica e administrativa?”, questiona a ex-presidente da AL. “Tenho dúvidas de que o Governo tenha realmente realizado um estudo aprofundado sobre a implantação da sua força de trabalho, bem como uma avaliação subjectiva do ambiente de trabalho e das tarefas de cada funcionário”. Chou também se mostrou preocupada com a eficiência com que é gasto o dinheiro dos contribuintes. “Se não dermos a devida atenção a estas questões e deixarmos os serviços do Governo explodirem continuamente quando

Cônsul francês para HK e Macau afastado por roubar garrafas no valor de 450 mil patacas

O problema foi o vinho dentro do casaco Vanessa Amaro

vanessa.amaro@hojemacau.com.mo

Está desfeito o mistério em relação ao afastamento do cônsul francês para Hong Kong e Macau, Marc Fonbaustier. O diplomata foi suspenso das suas actividades na semana passada e um processo disciplinar foi aberto depois de ter roubado duas garrafas de vinho de um clube privado da região vizinha. Segundo várias fontes, o rombo chega às 50 mil patacas. Marc Fonbaustier, que chegou a Hong Kong com a mulher e três filhos no dia 1 de Setembro de 2009, deixou o cargo no Consulado de França às pressas, ao ser convocado para regressar imediatamente a Paris pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros francês há pouco mais

de uma semana. A suspensão foi confirmada mais tarde pelo organismo superior, que através do seu porta-voz, Bernard Valero, foi devida a “uma conduta que não ia de encontro com o profissionalismo que era de se esperar de um diplomata francês”. Anotícia do roubo começou a ser divulgada na manhã de ontem pelo jornal de Hong Kong Apple Daily e rapidamente fez as manchetes das agências internacionais. A AFP garantia que uma fonte familiar com o processo do diploma confirmou o roubo, sem especificar quando o delito teria acontecido. A BBC, por sua vez, explicou que Marc Fonbaustier retirou as garrafas de vinho de Bordéus do clube privado sem que ninguém tivesse dado por isso no momento. No entanto,

quando a equipa do restaurante se apercebeu do sumiço, recorreu às imagens do circuito interno de vídeo, que supostamente mostram o diplomata a meter as garrafas nos bolsos do seu casaco.

Nem o Consulado Geral de França, nem a polícia de Hong Kong quiseram confirmar as notícias. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros apenas

as nossas finanças estão em melhor situação, será difícil voltar atrás quando as nossas receitas fiscais se tornarem menos atraentes.” Na qualidade de antiga presidente do órgão legislativo, Chou lembra que o pessoal na AL não precisou aumentar apesar da crescente carga de trabalho na última década, uma vez que os membros da equipa eram motivados com incentivos e com uma gestão orientada para os recursos humanos. “Segundo a minha experiência de 10 anos, os funcionários públicos de Macau são excelentes. São diligentes perante orientação e trabalham com paciência.” Em “posts” anteriores no seu blog, Susana Chou apoiou a ideia de substituir o programa de apoio pecuniário aos residentes por depósitos em fundos de poupança e previdência, mas o povo não foi bem informado do conceito e cortar nos cheques durante um período de aumento da inflação foi insensível. No mesmo dia em que publicou a sua opinião sobre os cheques, Chou também defendeu um melhor ensino da língua portuguesa nas escolas locais e uma educação bilingue nos estudos jurídicos.

confirmou que o antigo cônsul está a ser investigado, mas não quis adiantar detalhes do porquê do inquérito. “A investigação já está em curso e baseia-se em factos que levaram ao seu afastamento das funções”. De acordo com fontes consulares, tudo corria bem para Fonbaustier até há duas semanas. Na segunda-feira passada, no entanto, o cônsul reuniu-se com a equipa e anunciou que tinha de deixar as duas regiões administrativas especiais devido a “razões pessoais”. A página oficial do consulado na Internet publicou uma pequena nota em francês a confirmar a saída de Fonbaustier, sem especificar as verdadeiras razões da saída abrupta. “Necessitou abandonar as suas funções para regressar urgentemente a Paris”, referia o texto. A biografia do cônsul foi imediatamente removida do website. No período transitório, a vice-cônsul Agnes Humruzian está a assumir o cargo.


Finanças não perdoam infractores do imposto do selo A Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) anunciou ontem que está a reforçar a fiscalização e controlo da inspecção e processamento das infracções relativas ao imposto do selo sobre a transmissão de bens imóveis. Para evitar manobras, o organismo promete trabalhar em articulação com outras entidades, com base em informações disponibilizadas pelos vários intervenientes neste tipo de transacções, incluindo as partes compradora e vendedora, advogados, bancos, mediadores prediais e empresas de fomento predial. De acordo com as Finanças, quem não pagar o imposto de selo fica sujeito a uma coima equivalente a três vezes a taxa devida.

glp@hojemacau.com.mo

Taxa zero para execução orçamental em oito serviços

O tema da agenda era o Orçamento de 2011, mas o que dominou a reunião de ontem da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) foram as contas deste ano e de 2009. Os deputados não conseguiram entender como é que, na recta final para o fim de 2010, ainda haja serviços cuja taxa de execução orçamental esteja a zero. “Há diversos serviços com taxa de execução zero”, denunciou ontem Chan Chak Mo, presidente da 2.ª Comissão Permanente, após reunião com o secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam. Segundo o deputado e como demonstram os dados de Janeiro a Setembro, a taxa de execução vai ficar, mais uma vez, aquém do esperado. “Já em 2009 a taxa de execução

orçamental ficou em 46%. Este ano tudo aponta para ficar mais abaixo. O ano ainda não terminou, mas o que é certo é que em oito serviços a taxa é zero. Com dois ou dois meses nada se consegue fazer”, afirmou Chan Chak Mo. Esta é uma questão que levantou preocupação entre os deputados ontem reunidos. Chan defende que com estes resultados “parece não haver rigor” na Administração Pública. “Há serviços que apresentam taxa de dois ou três por cento. A taxa mais alta apresentada por um dos serviços foi de 36%, enquanto a média ronda os 24%. É algo que nos preocupa”, atirou o líder da comissão.

Gonçalo Lobo Pinheiro

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Um Executivo pouco activo Dados oficiais demonstram que entre Janeiro e Outubro foram gastas 27.032 milhões de patacas, o que equivale a apenas 51,1% dos 52.863 milhões disponíveis para 2010. As despesas públicas totais foram de 27,03 mil milhões de patacas, crescendo 14,7% em relação ao período homólogo do ano anterior. A despesa “Investimentos do Plano (PIDDA)” foi de 2,36 mil milhões de patacas, um aumento de 34%. O Governo, por intermédio de Francis Tam, explicou que muitas vezes estas disparidades nas taxas de execução têm a ver com o tempo de conclusão de obras. “O secretário justificou a situação dando como exemplo o caso dos Bombeiros que

estão à espera da construção do novo quartel e prometeu encontrar uma solução”, disse Chan Chak Mo. Os deputados, no entanto, pediram que algo imediato seja feito para fiscalizar no que está a ser gasto o erário público. “Sugerimos que a Direcção dos Serviços de Finanças exerça um controlo mais rígido das taxas”, afirmou. A AL já tinha pedido, no passado, uma lista das obras que envolvem um valor superior a 40 milhões de patacas. “O Governo honrou o seu compromisso e entregou uma lista com todos os projectos e obras que envolvem dez ou mais milhões de patacas”, apontou Chan.

No que toca a lei do Orçamento para 2011, os membros da 2.ª Comissão Permanente consideraram que o é uma cópia do anterior. Assim sendo, no próximo dia 9 voltam a reunir-se apenas para assinar o parecer. O projecto deve ir a plenário em meados deste mês. Apesar da rapidez com que debateram o tema, os deputados não deixaram de levantar questões a Francis Tam acerca da taxa

de execução do Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração (PIDDA), dos saldos acumulados, da gestão das reservas e do desempenho de variados organismos, específicos e autónomos. A receita proveniente da indústria do jogo supera em 17.150 mil milhões de patacas os números deste ano e faz com que o valor global da receita prevista no Orçamento para 2011 seja superior a 79.611 mil milhões de patacas – um aumento de 35,23% em relação a 2010. No que toca as despesas, o valor orçamentado ronda as 57.470 mil milhões de patacas, das quais 52.993 mil milhões vão servir para suprir a despesa ordinária integrada do Governo. No final do próximo ano, as contas públicas devem acabar com um saldo positivo de 22.100 mil milhões de patacas.


Pedido de empréstimo para compra de casa cai 22%

quinta-feira 2.12.2010

No terceiro trimestre de 2010, os novos empréstimos hipotecários para habitação aprovados pelos bancos de Macau desceram 22,3% , atingindo 6,6 mil milhões de patacas. Destes, 92,8% foram concedidos aos residentes locais. Em termos de montantes aprovados, os novos empréstimos hipotecários para habitação concedidos aos residentes e aos não-residentes desceram 22,2% e 23,5%, respectivamente. Em comparação com o período homólogo de 2009, contudo, os novos empréstimos aprovados subiram 5,8%, segundo dados ontem divulgados pela Autoridade Monetária de Macau. No final de Setembro, o saldo bruto dos empréstimos atingiu 55,1 mil milhões de patacas, um acréscimo de 1,8% desde Junho de 2010, ou 35,3% desde o ano anterior.

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política

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Universidade de Macau defende profissionais bilingues no sector jurídico

Kahon Chan

kahon.chan@hojemacau.com.mo

Com os deputados e o Governo a apoiarem um novo estabelecimento de ensino superior na área dos estudos jurídicos, a Faculdade de Direito da Universidade de Macau (Umac) defende-se. Lok Wai Kin, professor da Umac, diz que a necessidade de criar uma nova escola de direito devia ir a discussão pública com a revisão elaborada do actual sistema. Embora afirmando a importância de profissionais bilingues no sector jurídico, o docente defendeu também que ensinar direito em chinês era bom para a maioria do povo de Macau. O estatuto da Umac no sector jurídico foi posto em causa. Florinda Chan defendeu oficialmente a necessidade de criar uma nova “universidade para estudos políticos e judiciários”, a 24 de Novembro numa sessão de pergunta-e-resposta com os deputados da Assembleia Legislativa (AL), em que disse que merecia “uma profunda reflexão” o facto de só haver nove professores locais na Faculdade de Direito da Umac. Sem entrar em detalhes sobre a nova instituição, a secretária para a Administração e Justiça sugeriu que Macau tirasse partido da boa situação financeira e que o Governo era altamente responsável pelo ensino do direito. Lok Wai Kin, professor da Umac que não fala português, tentou escapar às perguntas da imprensa sobre a questão, dizendo que nunca tinha ouvido falar nessa ideia de uma nova escola de direito, mas acabou por assumir a defesa da sua instituição. “Uma certa parcela dos nossos alunos é capaz de realizar um trabalho jurídico profissional por ser esforçada, e alguns alunos que terminaram o secundário em alto nível matricularam-se nos cursos de direito”, afirmou. “Não se pode dizer que não haja talento com tantos licenciados [60] a saírem para o mercado de trabalho a cada ano e a chave da questão é como tirar o melhor partido deles. Macau, sobretudo o Governo, deveria reforçar a participação de recém-chegados na elaboração, estudo e consulta das leis. É muito importante para eles ganharem verdadeira experiência.” a pensar grande

A falar em mandarim, o académico defendeu também o foco da Umac

kahon chan

Direito para a maioria é chinês

no chinês no ensino do direito porque a maioria da população de Macau é etnicamente chinesa e é bom para o conhecimento geral das leis que os alunos possam aprender na sua própria língua materna, mas ao mesmo tempo reconheceu que as leis de Macau são na sua maior parte herdadas da era portuguesa. “É certamente muito benéfico aprender tanto o chinês como o português, como é indicado na Lei Básica, e ninguém pode mudar essa realidade”, afirmou. “Não há conflito entre as duas. Devemos nutrir os talentos bilingues e permitir que mais pessoas entendam as leis. Deve dizer-se que dar aulas em chinês é muito importante." No final, Lok mostrou-se irredutível em não querer tecer comentários sobre a possibilidade de aparecer uma nova escola de direito, mas argumentou que não havia pressa em saltar para essa conclusão, uma vez que a decisão podia acabar por resultar numa reforma educativa chave se estivesse envolvido dinheiro público. “Há duas abordagens para a discussão. Se estamos seguros de que a Faculdade de Direito da Umac não é adequada, uma solução é melhorá-la. Se [for concluído que] nenhum melhoramento iria resultar, está correcto criar uma

A falar em mandarim, Lok Wai Kin, professor da Universidade de Macau, defendeu o foco da instituição no chinês no ensino do direito porque a maioria da população de Macau é etnicamente chinesa e é bom para o conhecimento geral das leis que os alunos possam aprender na sua própria língua materna, mas ao mesmo tempo reconheceu que as leis de Macau são na sua maior parte herdadas da era portuguesa nova abordagem – mas qualquer das hipóteses exige discussão e provas científicas para se chegar a uma conclusão.” A proposta começou por ser “levantada” pelo deputado (eleito

por nomeação) Vong Hin Fai, que pensa que a Umac não foi capaz de estabelecer um sector jurídico local nos últimos 17 anos, tendo a formação de profissionais qualificados “permanecido no mesmo

Dor de cabeça bilingue: correio trocado A deputada da AL Kwan Tsui Hang é mais uma que não fala português, mas percebe que as diferenças entre as línguas chinesa e portuguesa podem criar problemas para qualquer um, sendo que um bom exemplo disso são os carteiros. Kwan apresentou ontem uma interpelação em que assinalou que os edifícios residenciais em Macau não adoptam todos a mesma ordem na numeração dos andares – por exemplo, um “3.º andar B” em português é, na verdade, um 4B ( 四樓B座) em chinês – e que, por isso, quando o Governo traduz um endereço, o destinatário acaba tendo que ir recuperar a carta ao vizinho de cima ou de baixo. A deputada exigiu ao Executivo que revisse as leis e padronizasse a forma como os andares são numerados em Macau de forma a evitar que as falhas na distribuição postal continuem a acontecer. O problema foi revelado a Kwan quando alguns residentes se queixaram de que não tinham recebido as respectivas notificações relativas às contas de poupança central.

sítio”. Quando Vong propôs uma nova instituição, sugeriu que recursos das escolas existentes (Umac e Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau - MUST) fossem retirados e atribuídos à nova escola. O procurador Leonel Alves também sublinhou a necessidade de profissionais jurídicos bilingues e lembrou que era impossível ver alguém que não falasse inglês a ensinar direito na Universidade de Hong Kong. A antiga presidente da AL Susana Chou também mostrou preocupação, ao escrever no seu blog, a 24 de Novembro, um artigo a apelar a um ensino mais extensivo da língua portuguesa, afirmando que era preciso conhecer o direito português muito antes de avançar para uma reforma. E também partilhou uma opinião que lhe tinha chegado havia pouco tempo sobre a Umac: “Ouvi dizer que um dos principais candidatos a decano da Faculdade de Direito da Umac era uma pessoa familiarizada com as leis de Hong Kong. Sinto-me profundamente incrédula perante esse rumor. Todos sabemos que o sistema jurídico de Hong Kong é diferente do de Macau. Será que a administração da nossa instituição principal sabe disso? Eu realmente espero que isso não seja verdade...”


Demolição de obra não permitida A primeira acção de demolição de obras ilegais foi efectuada, ontem, pelo Grupo Permanente de Trabalho Interdepartamental para Demolição e Desocupação das Obras. As obras ilegais que foram demolidas, após queixa recebida na DSSOPT, encontravam-se localizadas no 1.º andar C do Edf. Fong Nam, no Istmo de Ferreira do Amaral. A obra, feita em parte comum do edifício que é partilhada por todos os condóminos e serve de espaço para a realização das operações de salvamento em caso de incêndio, não era permitida.

Kahon Chan

kahon.chan@hojemacau.com.mo

O Governo e a população têm muito que aprender na interacção sobre a tomada de decisões políticas. Quem o disse foi um grupo de académicos num seminário realizado ontem, em que apontaram: os responsáveis do Governo têm de saber mais sobre os valores democráticos, ao passo que o público deve ser orientado e estimulado a dar um contributo mais valioso em termos de participação. Os estudiosos observam também que a “ciência” pode falhar na tentativa de fazer grandes políticas, se não souber conquistar o envolvimento do público. Leng Tie-xun, professor assistente do Centro de Estudos “Um País, Dois Sistemas” do Instituto Politécnico de Macau (IPM), enumerou os sete mitos mais comuns que têm impedido os responsáveis do Governo local de ouvir o público na elaboração das suas políticas (ver tabela), mas a população tende também a não perceber porque é que deveria ser consultada. Por exemplo, as pessoas podem pensar que só os “entusiastas da política” e “pessoas com intenções políticas” é que estariam dispostas a expressar as suas opiniões sobre política pública – sem uma forte convicção sobre o valor de dar uma contribuição, elas normalmente esperam “ganhar sem esforço o retorno da participação dos outros”.

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política

Estudiosos apontam falhas na tomada de decisões políticas

Sociedade muito verdinha

Yin Yifen, outro académico do IPM, considera haver mais benefícios para todos com o reforço da participação pública, incluindo uma maior legitimação para o Governo e uma maior maturidade cívica para o público. Yin observou que as manifestações, os fóruns abertos e as mais recentes campanhas de moradores contra o traçado da linha do metro ligeiro de superfície indicavam um envolvimento activo nas políticas públicas, mas resumiu os efeitos dessa participação cívica como “indesejáveis”. As consultas públicas são “realizadas de forma aleatória” e sem “feedback”, enquanto o papel de várias comissões consultivas tem sido confuso. O resultado é que as pessoas não acreditam nas consultas e as associações podem sentir-se como escudos para decisões impopulares. O professor instou o Governo a reforçar e incentivar a participação pública com diferentes objectivos.

É melhor nem perguntar (sete mitos anti-consulta)

1. É o Governo quem tem de governar: a participação pública diminui o seu papel e impede que decida com base na sua experiência e conhecimento. 2. É caro: a preparação e o processo de participação pública custam tempo e recursos.

3. O público tem vista curta: o público em geral costuma olhar para os benefícios a curto prazo em vez de ter em conta o longo prazo e a comunidade como um todo.

4. O público está sujeito a ser induzido em erro: a maior parte da população é passiva e os interessados podem facilmente guiar os seus pontos de vista com propaganda. O resultado de uma consulta pode assim ser manipulado por uma minoria.

5. Opinião pública não ajuda: a maior parte das políticas públicas envolve conhecimento profissional e, enquanto especialistas ou académicos são bons ajudantes, a contribuição do público em geral não tem significado. 6. Prejuízos para a estabilidade: o público é visto como um

conjunto de grupos de interesse que tentam o seu melhor para defender os seus interesses e esses grupos podem colidir no processo de consulta. Há sempre quem saia decepcionado.

7. Basta perguntar às associações: é conveniente e eficaz pedir opinião apenas às associações. Mas também se podem sentir frustradas por ver as suas opiniões caírem em saco roto quando os processos de auscultação pública parecem não passar de puras encenações. Quanto aos responsáveis do Governo, considera Leng, o fundamental é que eles não têm visto a participação pública como parte essencial de uma governação demo-

crática, enquanto a importância da ciência deve ser vista com cuidado. “Quando o especialista e o público não estão de acordo em relação a uma escolha, não podemos ignorar o parecer do especialista em nome de uma decisão democrática; mas também não devemos ignorar a opinião pública em nome de uma decisão científica”.

As pessoas podem pensar que só os “entusiastas da política” e “pessoas com intenções políticas” é que estariam dispostas a expressar as suas opiniões sobre política pública – sem uma forte convicção sobre o valor de dar uma contribuição, elas normalmente esperam “ganhar sem esforço o retorno da participação dos outros”

Operadores de casinos questionados sobre recrutamento

O que é que a vietnamita tem? O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Paul Chan questionou porque é que os casinos Venetian e Galaxy estavam à procura de pessoal no Vietname quando os locais não têm hipótese de aceder a esses empregos com salários razoáveis. Paul Chan apresentou ontem uma interpelação escrita em que referia que a Venetian Macau e a Galaxy Macau estavam a realizar acções de recrutamento no Vietname com ofertas de salários entre os 650 e os 1200 dólares (5100 e 9400 patacas) para recepcionistas, empregados de mesa de restaurante

e empregadas de limpeza de hotel. O deputado observou que, ao mesmo tempo, muitos residentes locais viam as suas candidaturas às vagas rejeitadas ou, quando aceites, os salários oferecidos não eram razoáveis. O democrata pôs em causa a seriedade que os dois operadores de casinos estavam a ter no recrutamento de trabalhadores locais e exigiu ao Governo que se mantivesse atento a essa situação. Alegadamente, Paul Chan terá tido acesso a dois anúncios impressos de recrutamento que foram publicados no

Vietname, mas traduzidos para chinês, já que os anúncios foram divulgados no fórum da CyberCTM na segundafeira. Ao que parece, os dois anúncios foram colocados por uma agência de Ho Chi Minh chamada First Alliance, que enumerou como requisitos idade entre os 18 e os 30 anos; altura mínima de 1,65 metros para homens e 1,55m para mulheres; e conhecimentos de línguas (fluência em cantonês, mandarim ou inglês). Os anúncios também referem que não é necessária experiência para qualquer das vagas. - K.C.


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sociedade Laboratórios científicos da RAEM reconhecidos pelo estado Chinês

Classificação simbólica dos laboratórios de Medicina Chinesa e Microelectrónica incentiva desenvolvimento científico e tecnológico no território

Referência nacional

Filipa Queiroz

filipa.queiroz@hojemacau.com.mo

Foram ontem apresentados em conferência de imprensa os dois primeiros laboratórios com marca de Referência Nacional chinesa em Macau. Os novos Laboratório de Referência Nacional de Pesquisas de Qualidade da Medicina Chinesa e o Laboratório de Referência Nacional de Circuitos Integrados de Grande Escala de Sinais Simulados e Misturados (Microelectrónica) entram agora para a lista de 200 organismos com a mesma classificação espalhados pelas mais diversas áreas no território chinês. Em Macau, são os primeiros. O objectivo da distinção é aumentar o investimento e o prestígio de Macau nos campos da investigação científica e tecnológica. Um processo que segundo Rui Martins, vice-reitor da Universidade de Macau (UMAC) e responsável pelo laboratório de Laboratório de Microelectrónica, foi “longo e complicado que incluiu a apresentação de uma proposta inicial de cerca de 200 páginas sobre o trabalho desenvolvido e os resultados obtidos”. A candidatura terá sido analisada durante dois anos por peritos do Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia.

equipamentos e infra-estruturas básicas”, explicou Rui Martins. O vice-reitor da Universidade de Macau adiantou também que “no caso do Laboratório de Medicina Chinesa também houve um importante investimento da Fundação Macau”. Os novos laboratórios tiveram de corresponder a uma série de requisitos como possuir alta capacidade de pesquisa, registo de pesquisas efectuadas em Macau, uma

A caminho do Parque? Sobre uma eventual ligação do Laboratório de Referência de Pesquisas de Qualidade Medicina Chinesa ao novo Parque de Medicina Chinesa, o reitor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, Xu Ao Ao, disse que “o espaço terá uma finalidade industrial, por isso a ligação entre o organismo e os laboratórios será estreita. Eles vão certamente fornecer grande projectos à empresa para ela efectuar ao nível da produção”. Quanto a recursos humanos , Xu Ao Ao explica que os laboratórios de Medicina Chinesa “vão ter trabalhadores de Macau mas também trabalhadores importados, porque Macau é um território pequeno e não é o berço da medicina chinesa. Assim, todas as universidades de grande reputação da China vão apoiar este projecto”.

entidade subordinada com competência para assegurar as despesas de funcionamento dos espaços e uma equipa científica com uma estrutura razoável. Questionado acerca dos recursos humanos do laboratório à sua responsabilidade, Rui Martins disse: “Os recursos humanos que treinamos são locais, as principais pessoas encarregues pelo laboratório, além de mim, são colegas formados aqui e de Macau, que estudaram na UMAC”. Quanto ao futuro próximo, o organismo tem em vista o desenvolvimento de novos projectos de investigação básica como o lançamento de duas empresas ‘spin off’ para desenvolver produtos na área dos equipamentos móveis. Para isso, espera que o financiamento não falhe, já que, como o vice-reitor da UMAC explicou, a classificação “não é uma coisa que temos garantida para sempre, ao fim de cinco anos somos avaliados novamente”.

Localização

Quanto aos locais de pesquisa, os organismos ficam aquém dos requisitos já que o regulamento da candidatura exige que cada laboratório tenha 3.000 metros quadrados. “Actualmente temos um espaço

de 300 metros quadrados, mas teremos um novo edifício no Campus da Universidade, que será concluído em 2011”, disse Rui Martins. O espaço será então alargado para entre 3000 e 5000 metros quadrados. No caso do Laboratório de Referência Nacional de Pesquisas de Qualidade da Medicina Chinesa, criado conjuntamente pela UMAC e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST), este também se fixará temporariamente nas instalações da UMAC, mas deverá ser transferido para novo campus da Ilha da Montanha quando este estiver concluído, em 2013. “Temos um espaço de dez mil metros quadrados preparado para esse efeito”, adiantou o vice-reitor daquela universidade. O reitor da MUST, Xu Ao Ao, defendeu que esta candidatura significou “uma tentativa de promover a medicina chinesa para que ela entre no palco internacional”. E para isso, continua, é necessário assegurar “o controlo os medicamentos chineses para que eles sejam bem aplicados”. Essa será a principal função do laboratório que Xu Ao Ao acredita que também irá “desempenhar um papel de divulgação para as pessoas conheceram as vantagens da medicina chinesa”.

Financiamento

O Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) comprometeu-se a, juntamente com o Governo Central, apoiar o desenvolvimento dos laboratórios que terão um financiamento inicial de 12 milhões de patacas, segundo anunciado ontem pelo presidente do Conselho de Administração, Tong Chi Kin. “O dinheiro vai ser investido em

O défice da balança comercial de Macau registou no período de Janeiro a Outubro um agravamento homólogo de 26,8% para se situar em 29,77 mil milhões de patacas, informou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Houve uma quebra de 37,5% na exportação de produtos têxteis e vestuário contra um aumento significativo – cerca de 50% - na venda de cobre, relógios e aparelhos semelhantes. De Janeiro a Outubro de 2010 o valor total das importações e exportações totalizou 41,48 mil milhões de patacas. Apesar do aumento conjunto, registou-se uma baixa no

Défice agrava 26,8% entre Janeiro e Outubro

Rombo na balança comercial valor total das exportações de 568 milhões de Patacas, menos 3,2% face a Outubro de 2009. A DSEC salienta o primeiro aumento da exportação doméstica desde Março de 2008 em 237 milhões de patacas, isto é, mais 31,4%. O organismo faz, também, referência ao valor dos produtos não têxteis exportados, que evidenciou um acréscimo de 7,7%, alcançando 4,48 mil milhões de

patacas, “principalmente no que respeita ao valor exportado do cobre, relógios e aparelhos semelhantes, os quais observaram crescimentos impressionantes”. Relativamente aos produtos têxteis e de vestuário exportados, as estatísticas assinalaram um valor de 1,37 mil milhão de patacas, ou seja, uma queda de 37,5% em relação ao período homólogo precedente.

Hong Kong e China Continental são os destinos de eleição para as exportações de Macau e correspondem, respectivamente, a um aumento de 3,9% (2,52 mil milhões de patacas) e 1,6% (936 milhões de patacas) no valor total do comércio externo. Estados Unidos e União Europeia registaram uma quebra que ronda os 40% em comparação com o mesmo período de 2009.

Em relação ao valor das mercadorias importadas durante os dez primeiros meses deste ano provenientes da China Continental e da União Europeia, foram atingidos 11,05 mil milhões e 7,85 mil milhões de Patacas, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. O valor importado de bens de consumo ascendeu a 35,2%, sendo o sector automóvel o que regista uma notória subida, 82% face a 2009. Inversamente, as importações de bens de capital, matérias-primas e produtos semi-transformados sofreram diminuições entre 0,9% e 2,3%.


Formação sobre os direitos da criança Com o intuito de levar os trabalhadores dos serviços de apoio a crianças, jovens e famílias a aumentar os seus conhecimentos e técnicas sobre a promoção dos direitos da criança, o Instituto de Acção Social (IAS) organizará uma acção de formação intitulada “A partir do ponto de vista da criança, divulgamos os seus direitos”, cujo prazo de inscrição termina amanhã. A organização espera que a presente acção formativa permita aos formandos aumentar os seus conhecimentos e técnicas sobre a promoção dos direitos da criança. A acção terá lugar no dia 17 de Dezembro, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h30, no Auditório do Instituto de Enfermagem Kiang Wu de Macau.

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Começa hoje o envio de notificações do novo regime de segurança social

Todos à espera da carta

Foram directas e claras as medidas apresentadas pelo Fundo de Segurança Social para o novo regime de 2011. Assegurar os direitos e a comodidade dos cidadãos foram algumas das preocupações demonstradas por Fung Ping Kuen, presidente do organismo. Os novos candidatos poderão chegar aos 200 mil Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

Começam hoje a ser enviadas as notificações para inscrição no novo Regime da Segurança Social, que entra em vigor no próximo dia 1 de Janeiro. Segundo o Fundo de segurança Social (FSS), é necessário que estes sejam faseados, para assegurar uma melhor triagem e proteger os direitos dos cidadãos. Os primeiros na lista de prioridade são os cerca de 28.500 residentes com idade igual ou superior a 65 anos. Seguem-se os candidatos com idades compreendidas entre os 35 e os 64 anos, que devem receber a carta em Janeiro de 2011. Os últimos, previstos para Maio, serão os cidadãos com idade igual ou superior a 18 e inferior a 35 anos. Fung Ping Kuen, presidente do FSS, apresentou

ontem o modelo de funcionamento e calendarização dos requerimentos para aquele que poderá ser um regime de segurança social

com 200 mil candidatos. O responsável explicou que os cidadãos a partir dos 65 anos vão receber as notificações em conjunto

com os requerimentos para que saibam que, no seu caso específico, podem, ao mesmo tempo, tratar da inscrição no regime facul-

tativo, efectuar o pedido de contribuições retroactivas e requerer a pensão para idosos, cujo valor se situa nas 1700 patacas.

O regime facultativo abrange trabalhadores com relações de trabalho especiais, trabalhadores da Administração Pública que estejam inscritos no regime de aposentação e os residentes da RAEM maiores de 18 anos, que não trabalhem sob direcção de um empregador recebendo remuneração. O FSS alertou ainda para os cuidados a ter nos pagamentos das contribuições, uma vez que o seu valor elevado pode atrair a atenção de burlões e avisou ainda que apenas com o envio dos mapa-guia podem ser efectuados os pagamentos. Fung Ping Kuen prometeu que a aprovação dos requerimentos será feita no período entre um a dois meses, “dependendo do número de pedidos” e que “não haverá prejuízo na retroactividade porque tudo será contabilizado desde Janeiro”. A partir da próxima segunda-feira e até 31 de Março de 2011, a “Casa de Vidro” situada na praça do Tap Seac servirá como centro de apoio provisório para prestação de serviços, mas são mais de 80 os postos oferecidos à população e podem ser consultados no site www.fss.gov.mo. Para “comodidade do cidadão”, as contribuições poderão ser feitas através de transferência bancária.

Receitas do jogo cresceram 42,1%

SIDA | Aumentam casos de infecção a contrariar tendência mundial

O sector do jogo fechou o mês de Novembro a subir 42,1% para 17.353 milhões de patacas, indicam os dados oficiais da página dos Serviços de Inspecção e Coordenação de Jogos, ontem divulgados. O total da receita acumulada entre Janeiro e Novembro situa-se nas 169.460 milhões de patacas, 56,9% acima dos 108.022 milhões de patacas apurados no mesmo período de 2009. A manter-se, em Dezembro, o mesmo valor de receitas brutas apurado em Novembro, as receitas brutas dos casinos de Macau vão atingir em 2010 um total global de quase 187 mil milhões de patacas, número muito

Macau contraria as tendências globais para o recuo dos casos de SIDA e infecção pelo HIV. No dia que assinalou a luta contra a doença, ontem, dados dos Serviços de Saúde (SS) de Macau incluem novos surtos. Onze novos casos de infecção pelo HIV e um que evoluiu para SIDA entre Julho e Setembro de 2010. São dados dos SS e revelam que a maioria dos infectados é do sexo masculino. Os casos de transmissão dividem-se pela via sexual (três hetero e um homossexual)

Doce Novembro superior aos cerca de 120.400 milhões de patacas verificado em 2009 em todo o sector de jogo que inclui ainda apostas de futebol, basquetebol, cavalos, cães e lotarias. Analistas do mercado contactados pela agência Lusa indicam que todo o sector do jogo deverá atingir os 188 mil milhões de patacas em 2010, mais 68 mil milhões de patacas do que em 2009. Foi apenas em 2008 que as receitas brutas do jogo ultrapassaram pela primeira vez os 100 mil milhões de patacas num ano, tendo sido contabilizadas receitas brutas nesse ano de 109.826 milhões de patacas.

Macau a remar contra a corrente e dois pelo uso de drogas injectáveis, enquanto que, em relação aos restantes, não foi possível apurar a sua origem. Entre os doentes, quatro são residentes locais e sete não-residentes. Desde 1986 até Setembro deste ano contabilizaram-se 449 casos de HIV na RAEM, sendo que 54 evoluíram para o término da doença. Os residentes temporários e ligados à indústria das diversões constituem quase metade das estatísticas - 48.6%. A explicação pode dever-se ao facto de “a distribui-

ção dos preservativos junto das prostitutas poder fazer com que os senhores que as controlam lhes diminuam o valor dos pagamentos”, como aponta Augusto Nogueira, director da Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM). Dulce Trindade, especialista em saúde pública e coordenadora do Núcleo de Planeamento de Saúde do Centro de Prevenção e Controlo da Doença (CPCD), fala em “taxas reduzidas”, mas sublinha a importância

da prevenção. Apesar de considerar não existirem grupos de risco, mas sim comportamentos de risco, a coordenadora considera existir suficiente acesso a informação sobre a doença. Na China Continental registaram-se 68 mil mortes pelo vírus da SIDA desde o início deste ano. A incapacidade das campanhas de prevenção abrangerem toda a população - apenas 40% tem acesso a elas -, é um dos principais motivos para justificar estes números. - J.F.


Comparações:

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10 António Falcão

antonio@hojemacau.com.mo

O programa de ensino oficial em língua portuguesa mudou na sua fonte, em Portugal, e a partir do próximo ano lectivo o ensino básico irá ter outra estrutura. A editora Presença associou-se a este esforço de mudança e com a coordenação do professor Carlos Reis, “referência indispensável na literatura em Portugal”, criou uma colecção denominada “Biblioteca do Aluno”, abrindo outras perspectivas para o interior das obras em estudo e, de braço dado com os estudantes, ditam outra compreensão. O primeiro volume trouxe ao prelo a obra clássica “Auto da Índia” do pai do teatro português, Gil Vicente, que foi ontem apresentado na Livraria Portuguesa. A proposta de leitura guiada é da autoria de Ana Paula Dias, coordenadora do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Português do Oriente (IPOR). O acontecimento marcou o pretexto para falarmos de livros e do ensino em português. Que traz esta edição, de novo, para a leitura de Gil Vicente? Novidades absolutas não há. Mas tendo em conta que esta colecção está dirigida e foi pensada em termos do novo programa de português para o ensino básico, que entra em vigor no próximo ano lectivo, e que está organizado de uma forma diferente que realça o desempenho dos alunos, portanto a ideia é de que estas obras forneçam de uma forma simples e acessível pistas de leitura para que se contextualize a época, a linguagem, a história, neste caso um texto do século XVI. É um pouco nesse sentido que a colecção está pensada. Um dos descritores de desempenho que aparece associado a este livro é o de “reconhecer e reflectir sobre as relações que as obras estabelecem com o contexto social, histórico e cultural no qual foram escritas”. No fundo é um pouco esta ideia de situar os alunos a estas coisas. É também uma maneira de cativar os alunos e tornar o texto mais apetecível? A ideia é essa. Porque pôr as pessoas a ler clássicos e pô-las a ler coisas que à partida já são um desafio é complicado. Sabemos que hoje em dia há outras métodos mais acessíveis e mais fáceis, se calhar se não houver um esforço consertado por parte de pais, professores e editores, no sentido de tornar os textos apetecíveis é capaz de ser mais difícil. Manteve-se o texto original. É sempre uma opção que se faz à partida? Mantém-se sempre o texto original

cultura “Auto da Índia” inicia o traçado de aproximação entre os livros e os alunos

Leituras guiadas para o co

e integral, sem excertos. Tem notas explicativas em vários pontos do texto, quer em termos das tais referências culturais, quer da própria linguagem, isso tem, mas sempre com o texto original e integral. E não há resumos. Porquê essa opção de manter o texto original e não recolocar o português às suas características actuais, facilitando assim a sua compreensão? Porque precisamente um dos seus atractivos é conseguir pegar num texto do século XVI, que do ponto

de vista do seu conteúdo é um texto actual. Nós revemos os clássicos, são coisas que perduram no tempo, e continuam a fazer sentido vários séculos depois. Eu penso que esse é precisamente o trabalho do professor e do aluno, o de ter um grau de desafio e conseguir reflectir até sobre a língua, sobre a sua evolução. Também com esse sentido de dar uma noção de um português mais amplo, mais tradicional, e levá-lo a passear na sua própria história? Sim e acho que faz todo o sentido. Agora até com esta questão

do acordo ortográfico, acho interessante reflectir como a questão da ortografia é uma coisa que vai evoluindo ao longo do tempo, porque a língua evolui, não é estática, é dinâmica, e aí foi uma opção da equipa dos programas e da editora também. Quando falava na mudança que ocorreu no programa de ensino, o que muda em concreto? O programa ainda não entrou em vigor. Era para ter começado neste ano lectivo, mas por várias razões não aconteceu, mas está

A história de uma peça de teatro feita em livro «É uma história interessante de um episódio vulgaríssimo. A história de um homem que parte para a Índia - tem a ver com a época - e a mulher que fica e que o trai com duas pessoas. É uma história muito simples. Mas a partir daí faz-se a caracterização da sociedade de 500, mostrando os efeitos da expansão portuguesa, que nós temos, como mitologia e versão oficial, como sendo sempre muito épica. Aqui ela é um bocadinho a anti-epopeia, revelando como toda essa mudança, muito brusca e muito rápida, veio afectar toda aquela sociedade. E fá-lo com bastante humor e inteligência. É uma anti-epopeia popular, diga-se. Mas depois tem coisas muito giras. A mulher faz uma coisa reprovável e nós acabamos, enquanto leitores, por estar mais do lado da protagonista do que propriamente do lado do marido que foi para a Índia, mas que também acaba por revelar que lá também roubou. Mas tudo isto acaba com um final feliz, como todos gostamos também.»

homologado. Mudou porque tem uma perspectiva que eu acho que é bastante interessante, que é a de haver uma matriz comum no programa desde o 1.º ano do ensino básico até ao 9.º. É um programa cuja a matriz e cujos os desempenhos são sempre mais ou menos idênticos, mas o grau de aprofundamento e de progressão vão sendo diferentes. O programa em termos de concepção e desenho é muito diferente e já me apercebi que aqui em Macau as pessoas não estão muito a par desta situação. O programa procura seguir a noção da competência e do desempenho, centra-se sobretudo nisso e não tanto dentro dos conteúdos e dos objectivos, como anteriormente. Este é o primeiro livro. Que outros títulos estão na forja para complementar a colecção? São vários. “Sexta-feira ou a Vida Selvagem”, de Michel Tournier; “O Polegar de Deus”, de Louis Sachar; “O Menino que Ouvia as Estrelas”, estes são autores estrangeiros; vai haver uma antologia de poetas portugueses de várias épocas, que também não constavam dos programas antigos; um livro de Irene Lisboa de crónicas, “Uma Mão Cheia de Nada e Outra de Coisa Nenhuma”. Vão seguir-se vários porque no 9.º ano há um referencial de leituras mínimas, quer dizer, há coisas que são obrigatórias, nomeadamente, Gil Vicente e Os Lusíadas, que se mantêm, depois passa para uma escolha do tipo “Duas narrativas de autores contemporâneos de língua portuguesa”, “Duas crónicas de autores lusófonos”. Com isso há uma lista e são os professores que vão fazer essa gestão a partir da lista que é dada, adaptando-a às características das suas turmas e às regiões onde vivem. Como é que isso tudo se vai reflectir em Macau? Não sei bem. Estou ligada ao ensino do português como ensino de língua estrangeira. Mas isso faz parte das minhas preocupações porque na verdade eu vim parar a Macau um bocadinho na sequência deste trabalho, quando estive á em nome do Ministério da Educação a dar uma formação à Escola Portuguesa sobre o novo programa. Apercebo-me que a pessoas não estão muito conscientes ainda.


Teias do “Homem Aranha” não funcionam na Broadway “Homem Aranha”, a produção mais cara até agora da Broadway, apanhou o público de surpresa na primeira noite de pré-estreia no domingo, quando a sua cena de voo high-tech correu mal, deixando os actores suspensos no ar. O espectáculo de 65 milhões de dólares, «Spider-Man: Turn Off the Dark», com músicas de Bono, dos U2, e The Edge, foi interrompido pelo menos cinco vezes, até mesmo enquanto os actores sobrevoavam a plateia durante a pré-estreia. Numa das principais cenas, Reeve Carney, que interpreta o personagem central, ficou pendurado alguns metros acima do público enquanto a equipa de teatro interceptava e tentava agarrar o seu pé para puxá-lo para baixo, provocando o riso do público.

onhecimento Como a Escola Portuguesa segue o programa oficial é inevitável. Macau devia ter um programa específico? Esse é um assunto que merece uma reflexão importante, para o qual não me vou pronunciar. De toda a maneira parece-me, é uma questão de bom senso, que há coisas que são comuns e há coisas que devem ser contextuais. Macau tem algumas especificidades mas não sei até que ponto. No fim, os alunos da Escola Portuguesa acabam por estudar nas universidades em Portugal, por isso não sei se faz muito sentido ter um programa completamente diferente. É preciso levar isso em pub

conta. Mas este programa tem essa flexibilidade, na medida em que permite ao professor fazer a gestão de entre um conjunto de obras, no caso da leitura, de acordo com o contexto específico e real com o qual está a trabalhar e isso foi uma preocupação que tivemos. Acha que se lê cada vez menos? Não sei. Fui professora durante 25 anos e houve uma coisa que foi introduzida pelos programas do secundário que também foram revistos, era o “contrato de leitura”, que era uma coisa em que os professores negociavam com as turmas, e a minha experiência foi muito boa nesse sentido. Penso que tem muito a ver com a forma

como se aborda a questão da leitura. Mesmo que as pessoas leiam pouco têm a noção que ler é uma coisa importante para o seu crescimento pessoal, para o seu desenvolvimento enquanto cidadãos, enquanto alunos. Por isso não sei se se lê cada vez menos. Penso na verdade que se pode ler cada vez mais. Estão em voga todas essas questões em volta da nossa presença no planeta, na importância de aproveitar o nosso tempo e aquilo que fazemos. Acho que estamos numa época em que o conhecimento e os paradigmas do conhecimento estão a mudar. Portanto, não acho mal que se leia de outra maneira, noutros suportes, a outras velocidades. É bom que se ensine a ler todas essas coisas e a lidar com toda essa informação, porque a literatura é uma coisa boa. A literatura é essencial? Para mim é, mas não sei se podemos obrigar todos a pensar

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11 que é essencial. É fundamental na vida das pessoas e não conseguiria levar a minha sem ela. Penso que a escola tem obrigação de dar acesso a isso, depois é uma escolha de cada um. A nossa preocupação neste programa, que ocupa a escolaridade obrigatória, foi de que as pessoas tivessem acesso a coisas que achamos fundamentais. Depois, a partir daí, é um trabalho que cabe também às famílias. Quanto ao objecto livro, como vê esta viragem sobre o que está a acontecer nesse campo? O livro vai sempre continuar a existir, na minha experiência, não é muito prático ainda ler em suportes digitais. Mas haverá sempre aqueles que valorizarão o livro enquanto bibliófilos, há outros que lerão noutros suportes e de outra maneira. Quanto aos manuais escolares acho que faz sentido que se usem os chamados e-books, dada a possibilidade da sua interactividade e partilha de informação.


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desporto

Governo promete mais ajudas a desportos que conquistaram medalhas

De olhos postos no futuro O Instituto do Desporto promete criar, em 2014, um centro de formação de alto rendimento. Mais subsídios aos atletas medalhados em Cantão e planos mais rigorosos são outras medidas planeadas para elevar o nível desportivo do território

Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

Aposta na profissionalização e na formação de atletas são metas a atingir pelo Instituto do Desporto de Macau (IDM), depois da boa prestação do território na última

Estreia absoluta: o Cotai Arena, no Venetian, vai transformar-se para acolher o um evento de artes marciais misturadas ‘DEEP: Mayhem in Macao’ e com a novidade de trazer uma luta profissional de primeira classe com mulheres. O evento raro em toda a Ásia – quase só se pratica no Japão por ser tão popular nesse país – vai ocorrer no dia 8 de Janeiro do próximo ano, pelas 19h. A noite contará ainda com vários momentos de acção. No mês passado, o City of Dreams (COD) cancelou, por irregularidades relacionadas com corrupção, o evento ‘The Fury II: Armageddon’. Este evento teria lutas de gaiola e, na altura, foi cancelado abruptamente “por situações fora do controlo do COD”. No entanto, segundo fontes relacionadas com o evento, tudo se tratou de “questões internas com o agenciamento”. Agora é só atravessar a rua e temos um novo entretém. Numa altura que o

edição dos Jogos Asiáticos de Cantão, que acabou no sábado passado. Na sequência das recentes promessas feitas por Alex Vong, presidente do IDM, o Hoje Macau falou com José Tavares, vice-presidente do IDM, sobre quais são os

planos para o futuro do desporto na RAEM. “A abertura e perspectiva a médio e longo prazo do Governo permite dizer que o caminho é o da profissionalização. É preciso os atletas terem a noção que não basta o amadorismo para conseguir resultados. Temos que elevar o nível de Macau”, disse. Os resultados nos Jogos Asiáticos de Cantão permitiram trazer seis medalhas para Macau e isso não fica esquecido pelos responsáveis. “O balanço é muito positivo porque ganhámos o primeiro ouro. Conseguimos o mesmo número de medalhas que na anterior edição mas estas têm

mais valor. Por exemplo, a modalidade de saltos para a água, que só existe desde que há piscina olímpica, obteve excelentes resultados e o triatlo feminino

Macau nos Jogos Asiáticos 2010 Ouro

Jia Rui, wushu

Prata Cai Liangchan, wushu Bronze Paula Carion, karaté Bronze

Kuong Cheong Lei, karaté

Bronze Pui Si Cheung, karaté Bronze Choi Sut Ian, saltos para a água

também. Enfim, estão todos de parabéns.” O responsável explicou também que está no horizonte o aumento dos subsídios para as modalidades que alcançaram bons resultados em Cantão. “O Governo já atribui dez mil patacas por mês aos atletas que treinam 24 horas por semana e quatro mil patacas aos que exercitam metade desse tempo. A meu ver, o wushu e o karaté continuarão a ser as grandes apostas.” Trabalhar com mais rigor para conseguir fazer boa figura nos eventos que se avizinham nos próximos anos é algo que o vicepresidente do IDM defende. “Se consagrarmos planos rigorosos com certeza que vamos ter sucesso”, frisou. Outra questão importante para o IDM é a renovação dos atletas com o passar dos anos. Para José Tavares, essa renovação passa necessariamente por uma aposta clara na formação das camadas jovens. “Há atletas que, mais tarde ou mais cedo, vão deixar de competir e têm de ser substituídos. Nesse sentido um dos nossos planos é a criação de um centro de formação de alto rendimento em 2014 onde os atletas poderão estagiar e, assim, sentirse bem preparados desde tenra idade”, assegurou.

Artes marciais misturadas chegam a Macau com mulheres a lutarem pela primeira vez

Cotai recebe uma profundeza com mulheres desporto de artes marciais misturadas crescem pelo mundo, nomeadamente nos EUA, Macau apresenta um dois cabeças de cartaz que pesam mais de 100 quilos. Yusuke Kawaguchi e Tazawa Kazuhisa vão tentar fazer a delícia dos seus fãs. São esperados, também, atletas de topo de combate do Japão, China, Tailândia e Brasil. Nos femininos, o pavi-

O evento raro em toda a Ásia – quase só se pratica no Japão por ser tão popular nesse país – vai ocorrer no dia 8 de Janeiro do próximo

lhão pode ver uma renhida luta entre Saori Ishioka, do Japão, contra, Ann Tipsuta Wongkhamma, da Tailândia. O campeão em 65 quilos, Masakazu Imanari, estará

em Macau para defender o seu título, enquanto Alex “Dragon Slayer” Yiu, da China, desafia Yuyai Shirai, do Japão, para um combate em 77,1 quilos.

Desde a sua criação, em 2001, que o DEEP tem organizado mais de 50 eventos de artes marciais misturadas e tem revelado na modalidade nomes como o brasileiro

Anderson Silva, o japonês Shinya Aoki, o legendário Hayato “Mach” Sakurai ou, ainda, o campeão ‘Ultimate Fighting Championship’, Lyoto Machida. Os ingressos, com preços entre 280 e 768 patacas – dependendo da compra em ingresso simples ou em pacote com direito a bilhete de jetfoil -, podem ser adquiridos no Sands Macau e no Cotai Arena e já estão à venda. As artes marciais mistas (frequentemente conhecidas sob seu acrónimo em inglês MMA - mixed martial arts) incluem tanto golpes de luta em pé como no chão. Usam uma grande escala de técnicas de artes marciais autorizadas, como golpes a utilizar os punhos, pés, cotovelos, joelhos, além de técnicas de imobilização, como lances e alavancas. - G.L.P.


Nuno Coelho é alvo do Benfica para 2011/12 O médio da Académica Nuno Coelho está em final de contrato e já foi do FC Porto. Actualmente com 23 anos, o jogador vem sendo seguido pelos encarnados e já parece ter convencido a SAD encarnada. O atleta é um valor emergente do futebol português e realizou uma época muito consistente em 2009/10, com André Vilas Boas no comando da Briosa. Este ano tem sido um dos elementos que mais tem contribuído para a boa temporada que os estudantes estão a realizar. Em final de contrato, Nuno Coelho estará próximo de se tornar jogador dos encarnados nos próximos meses, a custo zero. A intermediação do processo está a ser levada a cabo pelo empresário português Ulisses Santos e o aval técnico já terá sido dado por Jorge Jesus.

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FC Porto sai da falência técnica após reforço de capitais

Salvação por Pinto da Costa Num comunicado enviado ontem à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a FC Porto – Futebol, SAD anunciou que reforçou os capitais próprios para 39,5 milhões de euros, num valor que é superior a metade do capital social, encontrando-se agora fora do âmbito do Artigo 35.º do Código das Sociedades Comerciais. Traduzido para uma linguagem corrente, quer isto dizer que o FC Porto saiu da falência técnica. De resto, no período compreendido entre 1 de Julho e 30 de

Setembro de 2010, ou seja, no primeiro trimestre da corrente temporada, a SAD apresentou um resultado líquido considerado “francamente positivo”, no valor de 17,7 milhões de euros. Em todo o caso, registase um decréscimo superior a 5,7 milhões de euros relativamente ao mesmo período do exercício anterior, mas isso justifica-se com as diferenças no que toca à venda de jogadores. Ainda assim, os resultados positivos no referido trimestre devem-se às saídas de Bruno Alves

e Raul Meireles, para o Zenit e para o Liverpool, respectivamente, uma vez que os custos são superiores aos proveitos: 17 milhões contra 13,8. Contudo, convém referir que o lucro com a venda dos dois

internacionais portugueses foi inferior aos 32,2 milhões de euros encaixados em 2009/10, quando Lisandro e Cissokho saíram para o Lyon. A diminuição do passivo em 2,6 milhões de euros, destacandose a redução dos empréstimos bancários em 21,3 milhões de euros, também vem referido no relatório e, a terminar, acrescente-se apenas que em termos financeiros os resultados são negativos em 1,1 milhões de euros, devido ao pagamento dos juros de financiamento bancário.

Para-Asiáticos a postos O Chefe do Executivo, Chui Sai On, recebeu ontem, na sede do Governo, a delegação desportiva de Macau que participa na primeira edição dos Jogos Para-Asiáticos de Cantão 2010 para dirigir-lhes palavras de incentivo.

Realista mas ambicioso, Hélder Rodrigues revelou as suas ambições para o Rali Dakar de 2011, com início marcado para o dia 1 de Janeiro do novo ano. O piloto português começa mais uma aventura no Chile e Argentina apostado em melhorar o quarto lugar alcançado no ano passado mas tem consciência de que os seus principais adversários têm um orçamento superior ao seu. “O objectivo passa por melhorar o quarto lugar deste ano. Luto por fazer melhor, isto é, trabalho para vencer”, garantiu o piloto. Durante todo o ano, Hélder preparou-se para mais um Dakar e fez as provas do campeonato do mundo. As indicações foram

Hélder Rodrigues tem fasquia alta para a prova

Apostar forte no Dakar as melhores daí compreende-se a confiança em alta. “A preparação começou logo no início do ano, mal acabei o Dakar. O apoio dos patrocinadores é grande, por isso, sinto diferença em tudo. O balanço deste ano é muito positivo. Cedo percebi que para ganhar o Dakar era preciso fazer as provas do campeonato do Mundo e este ano essa foi a nossa aposta. O ano começou mal, mas no final conseguimos bons resultados e estamos

preparados para o Dakar.” Pela experiência que já tem na prova sul-americana, o piloto sabe que a qualquer momento “tudo pode acontecer”, mas adianta que vai saber gerir a corrida. “Numa prova tão dura e de resistência como o Dakar, temos de saber gerir o esforço e não esgotar tudo nos primeiros dias. O truque passa por controlar até ao dia de descanso e a partir daí dar o máximo para estar na frente da geral.” O piloto de 31 anos diz-se em excelente forma física e a partir de dia 1 de Janeiro de 2011, e durante 14 dias, vai tentar conduzir a Yamaha WR450 a um dos lugares mais altos do pódio do Dakar.

Jogo de suspensão e multa de 40 mil para Mourinho Depois da goleada sofrida diante do Barcelona, mais um duro golpe para José Mourinho. O Comité de Controlo e Disciplina da UEFA aplicou um jogo de castigo e uma multa de 40 mil euros ao treinador português. Em causa estão as expulsões polémicas de dois jogadores do Real Madrid frente ao Ajax para a Liga dos Campeões. Segundo a UEFA, resultaram de actos premeditados pelo técnico, alegadamente, para ter os jogadores com o cadastro limpo na eliminatória dos oitavos-de-final da prova. Depois de abrir inquérito disciplinar após as expulsões de Xabi Alonso e Sérgio Ramos em Amesterdão, a UEFA decidiu que Mourinho não vai estar no banco do Real Madrid no encontro frente ao Auxerre, no qual os merengues não precisam do resultado por já estarem apurados. Ao técnico português foi também aplicado outro jogo de castigo, que fica suspenso por um período de três anos, que só será cumprido em caso de reincidência. A UEFA considerou a expulsão de Xabi e Sergio Ramos premeditadas, e para além do jogo de castigo frente ao Auxerre, cada um dos jogadores será multado em 20 mil euros. Também Casillas foi sancionado em 10 mil euros e Dudek com 5 mil euros, por alegado envolvimento. O total de multas ao Real Madrid atingiu os 215 mil euros, incluindo as sanções de Mourinho, dos jogadores e do próprio clube (sancionado em 120 mil euros). A peripécia das expulsões já tem honras de You Tube na galeria de vídeos mais vistos.


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o Hoje [r]ecomenda

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«The Beginning», The Black Eyed Peas

[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas

[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:30 RTPi Directo 19:00 Montra do Lilau (Repetição) 19:30 Olhos de Água 20:28 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde RTPi 22:10 O Clone 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 Donas de Casa Desesperadas Sr.6 00:15 Telejornal - Repetição 00:45 RTPi Directo

17:00 Formula BMW 17:55 (LIVE) AFF Suzuki Cup 2010 Singapore vs. Philippines 20:00 Players Lives 20:25 (LIVE) AFF Suzuki Cup 2010 Vietnam vs. Myanmar 22:30 Game 23:00 (Delay) Score Tonight 23:30 (Delay) Hero Honda Indian Open Day 1 H/ls

INFORMAÇÃO TDM

Horizontais: 1 - Língua dos Lapões, o lapão. Género de insectos coleópteros pentâmeros. 2 - Deus do Amor. Ruival. 3 - Colocíntida. 4 - Protagonista ou principal personagem de uma obra literária. Depois. 5 - Imóvel. Som imitativo da voz do corvo. 6 - Leopardo...Vinci, pintor e inventor. Encaminhar, dirigir. 7 - Pequeno molusco brasileiro. Género de insectos coleópteros. 8 - Género de plantas sinantéreas. Matricula de Israel. 9 - Nome da letra f. Pequena taça para libações, que se usava nos sacrifícios romanos. 10 - Mulheres com altura. De outro modo. 11 - Admoestação, com o fim de moralizar ou tornar virtuoso. Suco vegetal concreto.

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 América, América...Chegámos Todos Bem (Os Navegadores) 15:00 Magazine Canadá Contacto 15:30 Gostos E Sabores 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Preço Certo 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 Príncipes Do Nada 19:15 Conta-me Como Foi 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 21:30 Magazine Canad Contacto 22:15 Portugal No Coração

Verticais: 1 - Lecitídeas. 2 - Subúrbios de cidade. Cola muito forte. 3 Frango. Elemento de origem grega que significa uretra. 4 - Tribo de plantas da família das licopodiáceas. Símbolo químico de amerício. 5 - Elemento de origem grega que significa tempo. Serra de Portugal. 6 - Planta indiana, painço. Espécie de cipó com que se enrolam as folhas de tabaco. 7 - Tumefacção das unhas. 8 - Fora, em inglês. Rataplão. 9 - Que se reproduz por meio de ovos. Gritos de dor. 10 - Pequenos cubos. Tecido de cascas de árvore e seda, fabricado na Índia. 11 - Masculino de elas. Pequeno pássaro dentirrosco.

TVB PEARL 83 06:00 Taking Stocks 07:30 NBC Nightly News 08:00 CCTV News – LIVE 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Babar And The Adventures Of Badou 16:30 Dennis & Gnasher 17:00 League Of Super Evil 17:30 The Spectacular Spider-Man 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 FIFA Football World 19:00 Hong Kong Connection 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 Nigella’s Christmas Kitchen 20:35 Supernatural 21:30 Dolce Vita 22:00 Modern Family 22:30 Marketplace 22:35 Castle 23:30 World Market Update 23:35 News Roundup 23:50 Earth Live 23:55 Brothers & Sisters 00:50 10 Things You Need To Know About Losing Weight 01:45 European Art At The MET 02:00 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News

Soluções do problema Horizontais: 1 - LAPICO. OODE. 2 - EROS. ROUVAL. 3 - COLOCINTIDE. 4 - HEROI. POS. 5 - IMOTO. CRAS. 6 - DA. ENTOAR. 7 - ARUA. AFTONO. 8 - CURSONIA. IL. 9 - EFE. SIMPULO. 10 - ALTAS. ALIAS. 11 - SERMAO. ASSA. Verticais: 1 - LECTIDACEAS. 2 - ARO. MARUFLE. 3 - POLHO. 4 - ISOETEAS. AM. 5 CRON. OSSA. 6 - ORIO. TANI. 7- ONICOFIMA. 8 - OUT. RATAPLA. 9 - OVIPARO. UIS. 10 - DADOS. NILAS. 11 - ELES. FOLOSA.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Depois do fim («The E.N.D.») que tornou os Black Eyed Peas no maior fenómeno de vendas do último ano, «The Beginning» pretende prolongar esse estado de graça com recurso aos mesmos truques. Mais contido que o seu antecessor, não nega contudo uma ciência que já conhece: a da festa. O espírito hedonista é uma certeza mas «The Beginning» é apenas o início de uma noite que, depois de percorrida, não teve champagne do bom nem companhia extraordinária. Se «The E.N.D.» era um convite a recusar, «The Beginning» não altera a resposta.

ESPN 30 10:00 (LIVE) Australian Open Day 1 14:00 2010 Trick Shot Magic 15:00 Chang World of Football 15:30 (LIVE) Hero Honda Indian Open Day 1 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 Castrol Football Crazy 20:30 Simply The Best 21:00 2010 Trick Shot Magic 22:00 Sportscenter Asia 22:30 Castrol Football Crazy 23:00 ABL game2game 23:30 Sportscenter Asia STAR SPORTS 31 13:00 Formula BMW 14:00 2010 Alltech World Equestrian Games H/l 15:00 Glitch 15:30 FA Cup 2010/11 Port Vale vs. Accrington Stanley 16:30 Engine Block 2010

STAR MOVIES 40 11:55 Mother 13:45 The Legend Of Chun Li 15:25 Sweet Home Alabama 17:20 Trade 19:25 Old Dogs 21:00 Pearl Harbor 00:10 Edward Scissorhands HBO 41 13:00 Land Of The Lost 14:40 Fireproof 16:35 Undercover Brother 18:00 You Got Served 19:35 Observe And Report 21:00 Moon 22:35 Friday The 13Th 00:05 Land Of The Lost CINEMAX 42 12:00 Control Factor 13:30 Memphis Belle 15:15 Young Guns Ii 17:15 Home Invasion 18:45 The 7Th Voyage Of Sinbad 20:15 The Making Of The Ruins 20:30 The Ruins 22:00 The Wire 23:55 Tmz 378 00:15 Memphis Belle MGM 43 11:45 Windows 13:15 It Takes Two 14:30 A Home of Our Own 16:15 Cool Blue 17:45 My American Cousin

www.macaucabletv.com

19:15 True Blood 21:00 Lights! Action! Music! 22:00 Separate Tables 00:00 The Hunting Party DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - Dog Myths 14:00 Rebuilding Greensburg - John Deere Green 15:00 River Monsters - Alaskan Horror 16:00 Spanning The Saigon Phu My Bridge, Vietnam 17:00 Dirty Jobs - Roadkill Cleaners 18:00 How It’s Made 19:00 Solving History With Olly Steeds - Nazca Lines 20:00 Killer Whales 21:00 Mega Builders - London 2012 Aquatics Centre 22:00 Lost Tapes 23:00 A Haunting - The Wheatsheaf Horror 00:00 Mega Builders - London 2012 Aquatics Centre NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 13:00 Hyper Rescue Tokyo 14:00 Word Travels 15:00 Angkor - The Lost City 16:00 Giant Stingray 17:00 Assault On Entebbe 18:00 Don’t Tell My Mother... 19:00 Eruption On Montserrat 20:00 Hyper Rescue Tokyo 21:00 Air Plane To Air Power 22:00 Taipei Tower 23:00 Hawaii Super Ferry 00:00 Eruption On Montserrat ANIMAL PLANET 52 13:00 Killer Lion Stakeout 14:00 Fur Seals: The Dark Side 15:00 Into The Pride - The Bush Rules 16:00 Up Close and Dangerous 17:00 Human Prey - River Killers 18:00 Helping Hands 19:00 The Most Extreme - Appendages 20:00 Hippo Face Off 21:00 Into The Pride - A Tale Of Two Alphas 22:00 Up Close And Dangerous 23:00 Human Prey - Killer Cats And Dogs 00:00 Hippo Face Off HISTORY CHANNEL 54 13:00 Trick Shot Showdown 14:00 Guns N’ Ammo 15:00 The Last Emperor 16:00 Sunken 17:00 Till Death Do Us Part 18:00 Super Hot 19:00 God’s Gold 20:00 Breakfast 21:00 China’s Wildman 22:00 Stonehenge 23:00 The Razor’s Edge 00:00 Shockwave STAR WORLD 63 13:00 Got To Dance UK 13:50 America’s Next Top Model 14:45 How I Met Your Mother 15:10 Cougar Town 15:35 Brothers & Sisters 16:25 Private Practice 17:15 America’s Next Top Model 18:10 iTunes Festival London 2010 19:05 Cougar Town 19:30 How I Met Your Mother 20:00 America’s Next Top Model 20:55 MasterChef US 22:45 The Best Of iTunes Festival 2010 23:40 Private Practice 00:35 America’s Next Top Model

(MCTV 54) History Channel 22:00 stonehenge Informação Macau Cable TV


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[O]bjectiva Gonçalo Lobo Pinheiro

15 Raio [X]

Sobre a inexistência de Deus (II) Sébastien Faure

Gente a perder de vista assiste ao Mundial de Futebol (Lisboa, 2010)

Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo

• Casa Carlos Bispo Medeiros 28D 2852 2027

• HAC SA PARK Hac Sa Park-Hac Sa Beach Coloane 2888 2297 http://www.yp.com.mo/hacsa

• António (TP) R, dos Negociantes 3 28999998

• SOL NASCENTE (TP) Av Dr Sun Yat Sen No.29-37 R/C 2883 6288 http://www.yp.com.mo/solnascente • TENIS CIVIL (LEON) Av.da República N°14 1° Macau 2830 1189 http://www.yp.com.mo/leon • Platão Trav. São Domingos No.3 2833 1818 reservation@plataomacau.com • Banza (Tp) Nam San Bl.5, GH 28821519

• Galo (Tp) Clérigos 45 2882 7318 http://www.yp.com.mo/domgalo • Riquexó Av Sid Pais 69 2856 5655

• Clube Militar Av Praia Grande 795 2871 4000 cmm@macau.ctm.net • Espaço Lisboa Lda (Col) Gaivotas 8 2888 2226 2888 1850 • Camilo Av Sir Anders Ljungsted 37 2882 5688

• Dom Galo Vista Magnifica Court 2875 1383 domgalo@yp.com.mo http://www.yp.com.mo/domgalo • O Santos (TP) R. do Cunha 28827508 • Porto Exterior Ed Chong U 2870 3276 http://www.portoext.com.mo • Restaurante Fernando (Col) Praia Hác Sá 9 2888 2264

• Ó MANEL (Tp) Fernão M Pinto 90 2882 7571

• Litoral Restaurante Lda Alm Sérgio 261 2896 7878 2896 7996 http://www.yp.com.mo/litoral

• A PETISQUEIRA (TP) S João 15A 2882 5354

• Nga Tim Café (Col) Caetano 8 2888 2086

Banza

(Taipa) Nam San Bl. 5, GH Tel. 2882 1519 • O Porto Interior Alm Sérgio 259B 2896 7770 • A Lorcha Alm Sérgio 289 2831 3195

• Sawasdee Thai Av Sid Pais 43AE 2857 1963 • Aquamarine Thai Café (Tp) Jardm Nova Taipa bl 21 2883 0010 • Bangkok Pochana Ferrª Amaral 31 2856 1419 • Kruatheque Henrique Macedo 11-13 2835 3555 • Restaurante Thai Abreu Nunes 27E 2855 2255

• Afonso III Central 11A 2858 6272

• LA COMEDIE CHEZ VOUS Ed Zhu Kuan S/N G (Oppsite Cultural Centre) 2875 2021

• Bar Oporto Tv Praia 17 2859 4643 • Maria’s Comida Portuguesa Patane 8A 2823 3221

• LE BISTROT (Tp) Nova Taipa Garden Block 27, G/F 2884 37392884 3994

• Restaurante Pinocchio (Tp) Regedor 181-185 2882 7128 • Canal dos Patos Parque Municipal Sun Yat Seng 2822 8166

• CHURRASCÃO Nova Taipa Garden, Block 27 G/F, Taipa 2884 37392884 3994 • Yin Alª Dr Carlos d’Assumpção 33 2872 2735

red Cineteatro | PUB

• Fogo Samba VENETIAN-Grand Canal Shoppes Apt 2412 2882 8499

[ ] Cinema

Sala 1 Skyline [C] Um filme de: Collin Strause, Greg Strause Com: Eric Balfour, David Zayas, Scottie Thompson 14.30, 16.30, 21.30 SALA 1 the extraordinary adventures of adèle blanc-sec [C] (legendado em inglês) Um filme de: Luc Besson Com: Luise Bourgoin, Mathieu Amalric 19.30

Sala 2 the next three days [B] Um filme de: Paul Haggis Com: Russell Crowe, Liam Neeson 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

Sala 3 Red [C] Um filme de: Robert Schwentke Com: BruceWillis, Morgan Freeman, Helen Mirren 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Todavia, há uma segunda maneira de estudar e de tentar a resolução da inexistência de Deus: consiste em examinar a existência de Deus que as religiões apresentam à adoração dos crentes. Suponhamos que se nos depara um indivíduo sensato e reflectido, que admite a existência de Deus — um Deus que não está envolto em nenhum mistério, um Deus que não se ignora nenhuma particularidade, um Deus que lhe confiou todo o seu pensamento e lhe transmitiu todas as suas confidências, e que nos diz: — Ele fez isto e aquilo, e ainda isto e aquilo. Ele tem precedido e falado com tal fim e com tal razão. Ele quer tal coisa, mas também quer tal outra coisa. Ele recompensará tais acções, mas punirá tais outras. Ele fez isto e quer aquilo, porque é infinitamente sábio, infinitamente justo, infinitamente poderoso, infinitamente bom! Ah! Que felicidade! Ora aqui está um Deus que se faz conhecer. Abandona o império do inacessível, dissipa as nuvens que o rodeiam, desce das alturas, conversa com os mortais, expõe-lhes o seu pensamento, revela-lhes a sua vontade e confia a alguns privilegiados a missão de espalharem a sua Doutrina, de propagarem a sua Lei, de a representarem enfim, cá em baixo, com plenos poderes para mandarem no Céu e na Terra. Este Deus não é, com certeza, o Deus Força, Inteligência, Vontade, Energia, que, como tudo o que é Energia, Vontade, Inteligência, Força, pode ser alternadamente, segundo as circunstancias e, por consequência, indiferentemente, bom ou mau, útil ou inútil, justo ou iníquo, misericordioso ou cruel. Este Deus é o Deus em que tudo é perfeição e cuja existência não é nem pode ser compatível — visto que ele é perfeitamente sábio, justo, bom, misericordioso — senão com um estado de coisas criado por ele e no qual se afirmariam a sua infinita justiça, a sua infinita sabedoria, o seu infinito poder, a sua infinita bondade e a sua infinita misericórdia. Este Deus é o Deus que, por meio de catecismo, nos insuflam no cérebro quando somos crianças; é o Deus vivo e pessoal, em honra do qual se erguem templos, a quem se rezam orações em borda, por quem se fazem sacrifícios estéreis e a quem pretendem representar, na Terra, todos os clérigos, todas as castas sacerdotais. Este Deus não é o “desconhecido”, essa força enigmática, essa potência impenetrável, essa inteligência incompreensível, essa energia incognoscível, esse princípio misterioso: hipótese, enfim, que no meio da impotência para explicar o “como” e o “porquê” das coisas, o espírito do homem aceita complacente. Este Deus também não é o Deus especulativo dos metafísicos: é o Deus que os seus representantes nos tem descrito abundantemente e luminosamente detalhado. É o Deus das religiões, é o Deus dessa religião que há quinze séculos domina o nossa história: a religião católica ou cristã. É o Deus que nego e que vou discutir. É o Deus que estudaremos, se quisermos obter, desta exposição filosófica, algum proveito e algum resultado prático.

[Sébastien nasceu e morreu em França entre 1858 e 1942]


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16 ADMITE-SE

Privacidade Consigo

(2/12/2010) (Texto disponibilizado pelo Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais) Os dados pessoais devem ser colocados em envelopes O Sr. Wong recebeu um «Formulário de Alteração de Dados» da Empresa A, através da Empresa de Gestão Predial. O formulário conteve impresso o nome, número do bilhete de identidade, endereço e outros dados pessoais, mas que não estiveram colocados dentro do envelope. O Sr. Wong consultou o porteiro, Sr. Chan, e ele respondeu: “A Empresa A pediu à nossa Empresa de Gestão Predial para distribuir os formulários aos proprietários dos apartamentos.” O Sr. Wong acha que o formulário se trata de um assunto entre si e a Empresa A, e não está relacionado com a Empresa de Gestão Predial mas o formulário foi entregue sem envelope. Neste caso, os seus dados pessoais foram acessíveis desnecessariamente à Empresa de Gestão Predial. “Eles não respeitam os clientes nem protegem os seus dados pessoais!” O Sr. Wong apresentou queixa sobre este caso ao Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais. O GPDP inicia a investigação do caso depois de ter recebido a apresentação de queixa. A empresa A explicou que o tratamento respectivo visa simplificar o procedimento do requerimento dos clientes. Assim, os clientes não precisam de dirigir-se à empresa A. Além disso, a Empresa A assinou um «Contrato de Prestação de Serviço» com a Empresa de Gestão Predial, que esta deve cumprir rigorosamente as obrigações de confidencialidade dos dados dos clientes. O GPDP considera que, neste caso, a Empresa de Gestão Predial só tem o papel de “distribuir os Formulários” para os clientes da Empresa A. Ela não deve e não precisa de saber os dados pessoais dos clientes. A Empresa A deve colocar os dados dos clientes dentro dos envelopes antes de entregar à Empresa de Gestão Predial para a respectiva distribuição, basta deixar a Empresa de Gestão Predial saber o nome e o endereço dos clientes. Caso contrário, este acto pode violar o princípio da proporcionalidade da Lei da Protecção dos Dados Pessoais. A empresa A e a Empresa de Gestão Predial perceberam o erro do seu trabalho, e imediatamente pediram desculpas aos clientes, e melhoraram as suas práticas em conformidade com as recomendações do GPDP. (Caso fictício criado a partir da realidade social e/ou baseado em casos reais anteriormente ocorridos. Para informações adicionais sobre a protecção de dados pessoais, por favor, contacte o Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais - telefone 28716006).

Prestação de Serviços de Manutenção e Reparação dos Aparelhos de Ar condicionado Concurso público n.o 05/DOA/2010

Objecto: O presente concurso destina-se à “Prestação dos Serviços de manutenção e reparação dos aparelhos de ar condicionado do Instituto Politécnico de Macau”, nos seguintes locais: 1. Edifício Académico, Edifício Administrativo, Anfiteatro e Galeria de Exposição Lam Kan (sito na Rua de Luis Gonzaga Gomes). 2. Pavilhão Polidesportivo e Novo Edifício do IPM (sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues). Prazo de execução: Trinta e seis meses, contados desde 1 de Janeiro de 2011 a 31 de Dezembro de 2013.

Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas.

Limite da Apresentação das propostas do concurso: Hora e Data: 16 de Dezembro de 2010, antes das 17H45. Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes.

Abertura das Propostas do Concurso: Local: Anfiteatro III do Edifício Wui Chi (ex-Novo Edifício do IPM) do Instituto Politécnico de Macau, sita na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues. Data e Horas: 17 de Dezembro de 2010, pelas 15H00.

Caução Provisória: Devem os concorrentes prestar uma caução provisória, no valor de MOP27 600,00 (vinte e sete mil e seiscentas patacas), mediante depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau, ou mediante garantia bancária. A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes critérios: - Preço (40%). - Propostas pormenorizadas para a execução dos serviços de manutenção e reparação ao Instituto Politécnico de Macau (35%); - Equipamentos e produtos de manutenção e reparação. (10%); - Curriculum Vitae e competências do concorrente (10%); - Experiência e declaração abonatórias prestadas pelas entidades utilizadoras dos serviços de manutenção e reparação dos concorrentes (só dados dos anos 2008 até 2010) (5%). Esclarecimento: Data e Hora: 6 de Dezembro de 2010, pelas 15H00. Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes.

Consulta e Aquisição do Programa do Concurso e do Caderno de Encargos: O Programa do Concurso e o Caderno de Encargos podem ser consultados e adquiridos na Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, mediante o pagamento de MOP100,00 (cem patacas). Horário: de 2a feira a 5a feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45. 6a feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30.

Informações: 8599 6167 ou 8599 6153.

Macau, aos 1 de Dezembro de 2010. Presidente do Instituto, Lei Heong Iok

Adjunto-Técnico de 2.ª classe (Áreas de Ar Condicionado e Refrigeração) – 3 vagas (Referência n.º 01708/04-AT) Funções principais: Ser responsável • Pelos trabalhos de reparação e manutenção dos equipamentos de ar condicionado e refrigeração dos Serviços de Saúde; • Pela coordenação e acompanhamento de execução dos projectos de equipamentos relacionados.

Os interessados podem apresentar a sua candidatura até 21 de Dezembro de 2010, num sobrescrito fechado, que deverá ser entregue na Secção de Expediente Geral dos Serviços de Saúde situada no Centro Hospitalar Conde de São Januário, ou remetido por meio de correio com registo e aviso de recepção para a mesma Secção, com os seguintes documentos:

Exige-se: • Habilitação literária ao nível do ensino secundário complementar; • Domínio de uma das línguas oficiais; • Qualidade de residente permanente da R.A.E.M. que possua os requisitos gerais para o desempenho de funções públicas.

a. b. c. d. e. f.

Preferência: • Habilitações literárias superiores às exigências supracitadas; • Certificado de curso de formação em área relacionada; • Experiência profissional na área de obras hospitalares ou no sistema AVAC; • Capacidade de ler e compreender os desenhos esquemáticas das instalações de cabos eléctricos e diagramas de comando eléctrico; • Bons conhecimentos de informática na área de tratamento de texto; • Domínio da outra língua oficial e/ou da língua inglesa; • Carta de Condução de motociclo com cilindrada igual ou superior a 125c.c.; Método de selecção: • A selecção será efectuada por fases: análise curricular (20%), prova de conhecimentos (50%) e entrevista profissional (30%). A prova de conhecimentos é eliminatória. Nota: Determinadas perguntas da prova devem ser respondidas em língua inglesa. Oferece-se: • Lugar como Adjunto-Técnico de 2.ª classe, 1.º escalão, índice 260; • Contrato além do quadro, precedido de contrato de assalariamento por um período experimental de seis (6) meses; • Direitos e regalias de acordo com o “Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau” em vigor.

Carta de candidatura; Boletim de candidatura (disponível na Website dos Serviços de Saúde para descarregamento); Fotocópia do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da R.A.E.M.; Fotocópia do Diploma do Curso e do Boletim Classificativo; Fotocópia dos documentos comprovativos de experiência profissional; Fotocópias dos outros certificados na área concernente.

No rosto do sobrescrito fechado devem constar o nome do(a) candidato(a), em chinês e português e o nome do lugar e o número de referência (01708/04-AT) do recrutamento. As candidaturas só serão consideradas desde que a data do recibo da Secção de Expediente Geral ou do carimbo da Direcção dos Serviços de Correios não seja posterior ao prazo estabelecido para a sua entrega. Todas as informações pessoais referentes aos candidatos serão usadas apenas para este recrutamento. As candidaturas apresentadas precedentemente para funções relacionadas às do presente recrutamento, não serão transferidas automaticamente para este recrutamento, devendo portanto, os interessados entregar novamente as candidaturas. A lista provisória em que constem os nomes dos candidatos admitidos, as datas, os horários e os locais onde se realizarão as provas serão publicados na página electrónica dos Serviços de Saúde http://www.ssm.gov.mo.

26 de Novembro de 2010.

O Director dos Serviços de Saúde,

Lei Chin Ion

Prestação de serviços de Gestão na Residência de Estudantes Concurso público n.o 06/DOA/2010 Objecto: Prestação de serviços de Gestão na Residência de Estudantes, 11.o a 16.o andares do Edifício Meng Tak da Responsabilidade do Instituto Politécnico de Macau, sito na Rua de Luis Gonzaga Gomes, pelo período de vinte e três meses e dezasseis dias, contados desde 16 de Janeiro de 2011 a 31 de Dezembro de 2012. Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas. Prazo da Apresentação das propostas do concurso: Hora e Data: 16 de Dezembro de 2010, pelas 17H45. Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes. Abertura das Propostas do Concurso: Data e Horas: 17 de Dezembro de 2010, pelas 10H00. Local: Anfiteatro III do Edifício Wui Chi (Ex-Novo Edifício do IPM) do Instituto Politécnico de Macau, sita na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues. Caução Provisória: Devem os concorrentes prestar uma caução provisória, no valor de $59 600,00 (cinquenta e nove mil e seiscentas patacas), mediante depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau, ou mediante garantia bancária. A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes critérios: - Preço razoável (50%) - Qualidade (50%) (a) Propostas construtivas e aplicáveis à prestação dos serviços (30%) (b) Experiências e comportamentos das empresas demonstradas por semelhantes serviços prestados (15%) (c) Curriculum Vitae e envergadura do concorrente (5%) Esclarecimento: Data e Hora: 6 de Dezembro de 2010, pelas 10H00. Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes. Consulta e Aquisição do Programa do Concurso e do Caderno de Encargos: O Programa do Concurso e o Caderno de Encargos podem ser consultados e adquiridos na Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, mediante o pagamento de MOP100,00 (cem patacas). Horário: de 2a feira a 5a feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45. 6a feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30. Informações: 8599 6140, 8599 6178 e 8599 6163 Macau, aos 1 de Dezembro de 2010. O Presidente, Lei Heong Iok


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NOTIFICAÇÃO EDITAL N.º 337/2010 (Solicitação de Comparência do Trabalhadora)

Nos termos das alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho,

aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugado com o artigo 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se NGUYEN THI TRINH, ex-empregada domestica do sr. WONG PAK CHEONG, para no prazo de 10 (dez) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação dos presentes éditos, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, a fim de prestar declarações no processo n.o 290/2010, proveniente da queixa que a mesma apresentou nestes Serviços em 08/01/2010 e relativamente às matérias do descanso semanal, salário, despedimento, aviso prévio e da despesa do repatriamento.

Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos

25 de Novembro de 2010.

O Chefe de Departamento,

Raimundo Vizeu Bento

NOTIFICAÇÃO EDITAL (Reparação coerciva)

N.º 45/10

Raimundo Vizeu Bento, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, manda que se proceda, nos termos dos artigos 12.º, 13.º, 14.º e 16.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro conjugados com os artigos 58.º, 72.º n.º 2 e 136.º n.º 2 do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, à notificação do transgressor do Auto de Notícia n.º 742/2010, de 11 de Novembro de 2010, a sociedade “INT’L CS (MACAU) LIMITADA”, sita na Rua Coimbra, Fa Seng-Lei Hao SN, LJ. F RC, em Macau, para no prazo de 30 (trinta) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte ao da publicação dos presentes éditos, proceder ao pagamento da multa aplicada no aludido auto de notícia, no valor de Mop$2.500,00 (dois mil e quinhentas patacas), por prática das transgressões laborais previstas no artigo 47.º, n.º 1 e n.º 4 do Decreto-Lei 24/89/M, de 3 de Abril, punida no termo do artigo 50.º, n.º 1, alínea b) do Decreto-Lei 24/89/M, de 3 de Abril, bem como, no mesmo prazo, proceder ao pagamento das quantias em dívidas ao trabalhador WU CHI CHEOK, no valor de Mop$14.516,70 (catorze mil e quinhentas e dezasseis patacas e setenta avos), devendo ainda, nos 10 (dez) dias subsequentes ao do termo do atrás citado prazo, fazer prova dos pagamentos efectuados. A cópia do auto, o mapa de apuramento da quantia em dívida ao referido trabalhador, a notificação, a guia de receita eventual e a guia de depósito deverão ser levantados, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, em Macau, e é facultado a consulta do processo em causa, instruído por este Serviços. Decorridos os prazos, sem que tenha sido dado cumprimento à presente notificação, seguir-se-á a tramitação Judicial, com a remessa do auto de notícia a Juízo. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 25 de Novembro de 2010.

O Chefe de Departamento,

Raimundo Vizeu Bento

ANÚNCIO

VENDA EM HASTA PÚBLICA

Faz-se público que se realizará uma venda em hasta pública de sucata resultante de veículos, de sucata de bens bem como de bens, que reverteram a favor da RAEM nos termos da lei ou que foram abatidos à carga pelas entidades públicas. Os locais, dias e horas para observação dos bens em venda, para prestação da caução e para a hasta pública são os seguintes: Observação das mercadorias nos locais onde se encontram Na tabela abaixo indicada encontram-se descriminados os lotes de sucata resultante de veículos, os lotes de sucata de bens e o lote de bens em venda e a respectiva data, hora e local para observação, na presença de trabalhadores da DSF. Nº

Nº de lote (1)

1

VS01、VS02 MS01

2

VS03、VS04 MS02、MS03、 MS04、MS05、 MS06、MS07

3

L01、L02、 L03、L04、 L05、B01

Local de armazenamento

Data de observação

Horário (2)

Local (3)

Macau

06/12/2010

9:30am

Edf. Veng Fu Shan Chuen (Rua da Penha, n.º 3 – 3C)

Coloane

06/12/2010

3:15pm

Entrada do Posto de Saúde de Coloane (Largo do Presidente António Ramalho Eanes em Coloane)

Macau

07/12/2010

9:30am

Centro Industrial Polytex Praceta de Venceslau de Morais n.º 138-202

Nota (1) As listas respeitantes aos lotes de sucata resultante de veículos, aos lotes de sucata de bens e ao lote de bens, podem ser consultadas na sobreloja do Edifício “Finanças”, ou na Homepage desta Direcção dos Serviços (website: http://www.dsf.gov.mo). Listas com descrição pormenorizada dos bens poderão ser consultadas no 8º andar do Edifício “Finanças”, na sala 803. (2) A observação dos lotes de sucata e do lote de bens terá início impreterivelmente quinze minutos após a hora marcada, não havendo oportunidade para observação noutra data ou hora. Os interessados deverão arranjar meio de transporte para o local de observação de cada lote. (3) Por motivos de acessibilidade, o local indicado destina-se a concentrar os interessados para encaminhamento para os locais de armazenamento. Prestação de caução Data : Desde a data da publicação do anúncio até 13 de Dezembro de 2010 Valor : MOP $1,000.00 (mil patacas) Modo de prestação: Caução por depósito em dinheiro ou cheque/Caução por garantia bancária -Caução por depósito em dinheiro ou cheque – deverá ser antecipadamente levantada a respectiva guia de depósito na sala 801, do 8º andar do Edifício “Finanças”, sito na Avenida da Praia Grande, N.ºs 575, 579 e 585, Macau e paga na instituição bancária nela indicada -A garantia bancária deverá seguir o Modelo constante do ANEXO I das Condições de Venda Hasta Pública Data : 14 de Dezembro de 2010 (terça-feira) Horário : 09:00H (Registo de Presenças) 10:00H (Hasta Pública) Local : Auditório – Cave do Edifício “Finanças”, sito na Avenida da Praia Grande, N.ºs 575, 579 e 585, Macau Não haverá lugar à observação de sucata resultante de veículos, de sucata de bens bem como de bens no dia da hasta pública mas serão projectadas fotografias dos mesmos através de computador Consulta das Condições de Venda As Condições de Venda podem ser levantas na sala 803 do 8º andar do Edifício “Finanças”, sito na Avenida da Praia Grande, N.ºs 575, 579 e 585, Macau, ou ser consultadas na sobreloja do Edifício “Finanças”, ou na Homepage da Direcção dos Serviços de Finanças (website: http://www.dsf.gov.mo). A Directora dos Serviços Vitória da Conceição


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A

opinião O Primeiro de Dezembro visto por um macaense

Vitório Rosário Cardoso* info@hojemacau.com.mo

crise de identidade que hoje tanto se comenta não é mais do que resultado da fraquíssima cultura histórica e geral que muitos dos nossos jovens e adultos padecem. Sabendo de antemão que muita dessa cultura histórica introduzida nas escolas poderá servir alegadamente para formatação políticoideológica, seguindo as brilhantes recomendações de António Gramsci. Caberá a cada um de nós estudar, investigar e confrontar com o que já aprendemos, mas leva tempo e não vale a pena continuar a deitar culpas ou lamentarmonos, parte de nós, tal como partiu da decisão dos conjurados em restaurar a dignidade, independência e o interesse nacional, com o apoio decidido do povo português. Na tradição diplomática e na historiografia séria portuguesas, as relações entre Portugal e o Estado espanhol sempre fo-

c a r t o on por Steff

ram designadas por relações peninsulares, uma vez que o termo “relações ibéricas” traz consigo o pressuposto da relação de Portugal e do Estado espanhol com centro político decisor apenas em Madrid. Desde logo, qualquer candidatura “ibérica”, seja no futebol ou noutro evento qualquer, não deve contar com o apoio de nenhum português a não ser que seja iberista. Trezentos e setenta anos volvidos da restauração da dignidade, liberdade, orgulho e do interesse nacional é a hora de nos relançarmos ao nosso Mar, com mais de cinco milhões de quilómetros quadrados, caso consigamos estender a plataforma continental, de restabelecermos e reconsolidarmos os eixos históricos que permitiram a manutenção da independência nacional , inscritos no Conceito Estratégico da Defesa Nacional. Perfazem a partir de agora 500 anos da consolidação da presença portuguesa em Goa, seguir-se-ão nos próximos anos e em catadupa o assinalar dos cinco séculos da presença no espaço que é hoje a Malásia, Singapura, Indonésia, Vietname, e entre outros, zonas econo-

O segredo do sucesso será sem dúvida no orgulho e na solidez da nossa identidade, que no fundo, tanto no nosso coração como nos estandartes das Casas de Macau pelo mundo repartidos, estão imbutidas as Cinco Quinas e a Cruz de Cristo micamente pujantes e dinâmicas onde ainda persistem os nossos capitais histórico-cultural, diplomático e de simpatia, convertíveis em capital económico-comercial. Portugal foi eleito para membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, tem naturais vantagens como interlocutor das parcerias estratégicas da NATO, é um dos países mais respeitados no concerto das

o novo inimigo público

Nações Europeias e Asiáticas (ASEM), é uma nação nascida desta Pátria que se fundou primeiro como Estado e abraçou o mundo armilarmente, ao contrário da lógica de todas as outras nações no continente europeu, encerradas em si. Afinal de contas, Portugal é um país do Atlântico com um pé na Europa, no centro de uma das auto-estradas do mundo, por onde passa 90 por cento do comércio mundial. Estamos à espera de quê? Na defesa do superior interesse de Portugal, com a soberania do imenso mar e de um dezanove avos de terra, há uma constante e linha de força que remonta a D. João II de que não nos podemos esquecer, a de conter Castela em terra e batê-la no mar, e nos dias que se seguem, recordá-la-emos com sofisticação e inteligência, e o vector estratégico permanecerá sempre o mesmo. Daí que as constantes e linhas de força são imutáveis, caso contrário, as missões diplomáticas não residentes em Portugal em vez de acreditadas em Paris, estariam em Madrid. Os Macaenses, As Quinas e a Cruz de Cristo

Dez anos volvidos da integração de Macau na RPC, a comunidade macaense no mundo reúne-se no encontro da sua terra-mãe, demonstra a sua lusitana capacidade em integrar-se nas mais variadas paragens do mundo livre, um paralelo tão proclamado pelo fenómeno de Agostinho da Silva em que define um brasileiro como “um português à solta” no mundo. É essa vocação universalista que leva a comunidade ter a sua vincada importância no estabelecimento de pontes com o mundo. O segredo do sucesso será sem dúvida no orgulho e na solidez da nossa identidade, que no fundo, tanto no nosso coração como nos estandartes das Casas de Macau pelo mundo repartidos, estão imbutidas as Cinco Quinas e a Cruz de Cristo. O desafio será sem sombra de dúvidas a de dar a conhecer esta valência aos que desconhecem tal realidade. Podemos ser quem nós somos, sermos úteis e amigos sem nos curvarmos em subserviência, honrando a Divisa por nós conquistada, “Não há outra mais leal”. “Ensinam estas Quinas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma E faz febre em mim navegar Só encontrará de Deus na eterna calma O porto sempre por achar” Mensagem, de Fernando Pessoa *Membro da DECIDE – Associação de Jovens Auditores para a Defesa, Segurança e Cidadania


É Natal quando

sofremos ao ver sofrer os outros.

Padre Manuel teixeira [1912-2003]

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Para uma reforma do crime de branqueamento de capitais (I) Jorge Godinho*

info@hojemacau.com.mo

1. O crime de branqueamento de capitais, uma inovação penal de influência norteamericana, foi introduzido no sistema jurídico de Macau em 1997 e posteriormente reformado em 2006. A sua crescente frequência na prática dos tribunais justifica que se procure fazer um balanço com vista a retirar ensinamentos e propor as alterações legislativas cuja necessidade a experiência adquirida demonstrou. É esse o propósito essencial deste texto, que visa apontar quais os aspectos carecidos de revisão e explicitar as respectivas linhas de força justificativas, usando um tipo de discurso e uma escrita tanto quanto possível não técnica e, esperase, acessível a quem não conhece na sua intimidade os meandros dos conceitos dos penalistas e dos juristas em geral.

as normas aprovadas nesta área tiveram sempre um teor algo experimental. Foram um pouco um salto no escuro lançado nas páginas do Boletim Oficial: uma realidade normativa inteiramente nova e problemática, de contornos ambiciosos mas difusos e, no início, completamente desconhecidos, que estudos vários procuraram iluminar e situar. Atenta esta génese algo acidentada, e dado que evidentemente ainda não sabemos tudo, cabe continuar a acompanhar o assunto com atenção, reconhecendo a necessidade de rever criticamente o que fomos pouco a pouco aprendendo com a sua aplicação prática, que se intensificou visivelmente nos últimos anos. Pelo que há que assumir de forma desassombrada a necessidade de

2. A título preliminar importa reconhecer que a necessidade de reformas mais ou menos regulares neste domínio deve ser encarada como perfeitamente normal, pelo menos no estádio evolutivo em que nos encontramos. Há neste tema uma visível falta de sedimentação ou maturidade: trata-se de uma matéria jovem, que continua a sua ainda curta navegação em busca de pontos de apoio claros e amplamente reconhecidos como seguros. Com efeito, as leis sobre «branqueamento» de capitais sempre tiveram um carácter quase de leis de urgência: foram editadas muito a correr e sem horizontes temporais que permitissem a realização de aturados estudos e de cuidadosa reflexão, que a seriedade e vastidão do tema imporiam. Tal não foi possível, dadas as constantes pressões internacionais e os contextos de alguma emergência que presidiram à sua elaboração. Em 1997 tratou-se, como todos se recordam, de uma vaga de criminalidade assaz grave, caracterizada por disputas entre tríades, que fizeram disparar essa estatística terrível que é a taxa de homicídios. Em 2005/6 as alterações foram feitas ainda sob o efeito poderoso dos trágicos eventos do 11 de Setembro e, de modo mais próximo, em ligação com a «corrida» aos balcões do Banco Delta Ásia, naquela que foi a mais grave crise bancária em Macau na última década. Assim,

PB

rever e alterar a lei com alguma frequência. É algo perfeitamente normal: não há leis imutáveis e importa vigiar de modo atento a execução de todas elas; em especial das leis penais. Acresce que a prática revela sinais que confirmam esta necessidade de aperfeiçoamento. Com efeito, estamos perante uma lei que tem causado dúvidas e votos de vencido, que está na base de longas disputas doutrinais e na origem de recursos constantes e mesmo de acórdãos de fixação de jurisprudência. Sintomas evidentes de que há problemas, indefinições e de que a matéria em causa é polémica e carecida de atenção constante: um legislador avisado não a deve perder de vista. Com efeito, há vários aspectos que precisam de ser clarificados

ou revistos: neste crime muito está ainda por esclarecer.

3. Nas duas intervenções legislativas já ocorridas em matéria de crime de branqueamento de capitais em Macau, em 1997 e em 2006, a opção adoptada foi sempre no sentido de, em suma, copiar a lei de Portugal. Com efeito, foi seguido à letra o texto vigente na ocidental praia em ambos os casos, salvo pequenas alterações. Diga-se que copiar de Portugal é uma prática generalizada que normalmente dá bons resultados. Mas nem sempre. No caso específico do crime de branqueamento de capitais sempre achei que copiar ipsis verbis a redacção de Portugal e transpô-la para Macau seria uma péssima ideia: só é de copiar o que é

Há que assumir de forma desassombrada a necessidade de rever e alterar a lei com alguma frequência. É algo perfeitamente normal: não há leis imutáveis e importa vigiar de modo atento a execução de todas elas; em especial das leis penais bom, já não o que claramente era uma má lei. A fraca qualidade da lei portuguesa deveu-se a ter sido aprovada muito a correr em 1993, sob a pressão que resultava de um prazo que tinha sido imposto por uma directiva comunitária, prazo esse que de resto Portugal não cumpriu pois a lei entrou em vigor com alguns meses de atraso. Do mesmo modo, em 1997 em Macau para lá da pressão internacional, a dos acontecimentos era significativa e não permitia nem convidava a aturadas e demoradas reflexões: transcreveu-se de Portugal sem grande reflexão crítica sobre o assunto. Que, diga-se, também não era muita: não se conhecem quaisquer trabalhos preparatórios publicados em Portugal antes de 1993. Na pressa, o legislador português copiou a

definição do tipo de crime quase à letra dos textos internacionais, juntou-lhe severas penas e assim se aprovou no parlamento. Poderse-á dizer que ocorreu aqui o equivalente jurídico da máxima pistoleira “shoot first and ask questions later”: primeiro legislouse de modo assaz agressivo e só depois é que a doutrina deu início ao estudo atento das questões suscitadas. O crime foi depois retocado e ampliado algumas vezes nos anos seguintes, de modo casuístico, ao ritmo dos impulsos internacionais e europeus. Anos mais tarde a reforma parcelar de 2004 inseriu o tipo de crime no Código Penal e introduziu múltiplas melhorias pontuais, recolhendo críticas a aspectos problemáticos que tinham sido formuladas pela doutrina nos escritos académicos publicados até então. O número muito significativo de mexidas em 2004 foi um sintoma evidente da juventude e falta de maturidade deste crime, bem como um reconhecimento das deficiências da redacção original. Mas a intervenção legislativa de 2004 foi em todo o caso uma reforma tímida, centrada em árvores e não na floresta, que não eliminou o problema de fundo que já vinha de trás e ainda hoje subsiste, muitos anos depois. E que reside essencialmente no facto de que se trata de um tipo de crime muito mal redigido: demasiado longo e confuso, com os seus múltiplos verbos e finalidades alternativas, que deu azo a todo o tipo de leituras e interpretações flexíveis, extensivas, maximalistas e desmedidamente ampliadoras, que esbateram na prática qualquer delimitação clara entre o lícito e o ilícito. É, em suma, ainda hoje, uma lei com uma redacção deplorável: um exemplo de como não legislar. Estas deficiências graves no modelo seguido, de que é culpado em primeira linha o legislador, devem ser reconhecidas e assumidas, em Macau como em Portugal. A ambição de proceder a uma correcta e equilibrada criminalização do branqueamento de capitais, 14 anos depois do seu primeiro surgimento em Macau, 18 anos em Portugal, é ainda um projecto inacabado. A maturidade deste tipo de crime está ainda por atingir: há mais passos por dar neste caminho. (continua na próxima quinta-feira) * Professor associado da Universidade de Macau jgodinho@umac.mo

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; João Carlos Barradas; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges; Catarina Lau Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


a fechar

Julião, há serviços a zero em Macau.

Pelo bem comum, tão poupadinhos...

Jogo MGM a caminho da bolsa de Hong Kong

A MGM China anunciou ontem que pretende lançar uma oferta pública de acções em Hong Kong no primeiro trimestre do próximo ano. A informação foi avançada à agência Reuters por Pansy So, gestora da empresa. “A nossa expectativa é que estejamos preparados dentro dos três primeiros meses do ano que vem”, apontou a filha do magnata Stanley Ho.

WikiLeaks Presos de Guantánamo em Lisboa

A pressão dos partidos da oposição e do Parlamento Europeu sobre o Governo português “complica o pedido dos EUA para repatriar detidos de Guantánamo via Portugal”, escreveu-se em 2006, num telegrama saído da embaixada de Washington em Lisboa e agora divulgado pela organização WikiLeaks. Sabe-se que entre os mais de 250 mil documentos do Departamento de Estado obtidos pela WikiLeaks há 722 telegramas que passaram pela representação da capital portuguesa. O telegrama datado de 20 de Outubro de 2006 e classificado como “secreto” é o primeiro desses a ser divulgado no site da organização fundada por Julian Assange.

NASA Revelação sobre vida extraterrestre

A NASA anunciou que hoje organiza uma conferência de imprensa para discutir “uma descoberta que terá um enorme impacto na procura de vida extraterrestre”. A conferência será sobre Astrobiologia compreende o estudo da origem, evolução, distribuição e futuro da vida no universo. A conferência acontecerá na sede da NASA, em Washington, com vários especialistas, e com emissão em directo através do site a agência espacial. Recentemente, a agência espacial descobriu oxigénio e dióxido de carbono numa da luas de Saturno - Rhea, a segunda lua deste planeta.

Ambiente Japão recusa Protocolo de Quioto

O Japão não vai apoiar o prolongamento do Protocolo de Quioto além de 2012. O país defende que é necessário um novo acordo internacional para combater as alterações climáticas. O Protocolo de Quioto está "ultrapassado" porque regula apenas 27% das emissões globais, afirmou Kuni Shimada, conselheiro do ministro do Ambiente japonês durante uma entrevista concedida em Cancún. O Protocolo de Quioto envolve 37 países em desenvolvimento, excepto os Estados Unidos, e a União Europeia e prevê o corte de 5% das emissões, entre 2008 e 2012, face aos níveis de 1990.

Amazónia Menos desflorestação

A área de floresta devastada na Amazónia entre Agosto de 2009 e Julho de 2010 foi de 6451 quilómetros quadrados, o que representa a menor taxa anual de desflorestação registada desde 1988. Os dados foram divulgados ontem e indicam uma redução de 13,6% na desflorestação em relação ao período anterior (2008/2009). A área atingida no período é pouco maior que as dimensões do Distrito Federal brasileiro, que tem cerca de 5,7 mil quilómetros quadrados. Na medição anterior (2008/2009), a taxa atingiu os cerca de sete mil quilómetros quadrados.

... que eles são

!!!

quinta-feira 2.12.2010 www.hojemacau.com.mo

Conselho de Arquitectos Lusófonos debate inclusão do território indiano

Frente unida por Goa

O 12.º Encontro do Conselho Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP), que vai realizar-se em Macau no próximo fim-de-semana, vai discutir a inclusão de Goa como membro efectivo da organização. O anterior encontro de arquitectos lusófonos foi em São Paulo, no Brasil, em 2009. Este ano, a reunião regressa a Macau, depois de ter sido realizada pela primeira vez no território em 1999. A assembleia geral do CIALP está agendada para amanhã e sábado na Casa Garden e “será discutida a inclusão de Goa como membro efectivo”, disse à agência Lusa o vice-presidente da Associação dos Arquitectos de Macau – que organiza este ano o encontro -, Rui Leão. “Esta inclusão de Goa, que até agora tem sido membro observador do CIALP, tem sido um trabalho desenvolvido pela Associação de Arquitectos de Macau”, salientou o responsável, acrescentando que “todos os locais onde exista arquitectura de matriz portuguesa têm muitos pontos de contacto ao nível da profissão”. “O facto de Goa não ser um território lusófono desfavorece a sua inclusão numa série de iniciativas em que faz sentido participar, por ter muito património de matriz portuguesa e uma vertente cultural ainda muito ligada a Portugal”, disse Rui Leão.

Para o vice-presidente da Associação de Arquitectos de Macau “faz todo o sentido que Goa esteja próxima do CIALP a nível académico, de prática profissional e cooperação”. Rui Leão referiu ainda que durante a reunião do Conselho serão discutidas outras questões relacionadas com o “estabelecimento de relações entre as diferentes associações de arquitectos de língua portuguesa, através de protocolos, acordos e relações interprofissionais, bem como projectos de divulgação

da arquitectura dos diferentes territórios”. No sábado será inaugurada uma mostra de arquitectura na Casa Garden, onde ficará patente até 25 de Dezembro, e que abrange exposições de Macau, Brasil e Angola sobre património e arquitectura de algumas das suas cidades. No domingo, o encontro encerra com um seminário, no auditório do Museu de Arte, com o tema “Cidade:Cultura:Ambiente”, que contará com a participação dos presidentes da Ordem dos

Arquitectos de Portugal, António Gameiro, e da Ordem dos Arquitectos de Angola, João Rodeia, que preside ainda ao CIALP desde 2007, como oradores. De acordo com Rui Leão, o 12.º Encontro do Conselho Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa, que congrega mais de 100 mil arquitectos representados pelas respectivas ordens e associações profissionais, contará com a participação de cerca de 25 arquitectos da lusofonia e uma delegação de Goa.

Antiga deputada da AL regressa a Macau 12 anos depois de ter partido

Convite para abraçar outro futuro Macau é uma terra de futuro e os portugueses têm de apostar na actual RegiãoAdministrativa Especial chinesa, considerou a historiadora e antiga deputada da Assembleia Legislativa, Beatriz Basto da Silva. Afastada do território há 12 anos, depois de 28 anos a residir cá, a historiadora regressou agora à sua cidade para recordar velhos tempos, aproveitando a realização de mais um encontro da diáspora macaense e salientou a importância da juventude nacional apostar a “sério” na cidade. “Não estamos bem em Portugal e a juventude precisa de se abalançar, de se atirar e de fazer a experiência que eu fiz, que fiz com tanto gosto e com resultados porque foi um salto qualitativo na minha vida assim como será para quem apostar aqui”, disse.

Doze anos depois de ter saído de Macau, a cidade “cresceu”, multiplicou edifícios, confunde quem não conhece as novas ruas ou os novos aterros que foram surgindo conquistando espaço ao mar para novas edificações, mas nada como primeiro visitar aquilo que se conhece, como referiu a historiadora. “Estou muito satisfeita porque eu comecei por ir à parte antiga que era para me situar e depois fui para a outra parte que não conhecia”, explicou Beatriz Basto da Silva ao salientar que a “parte antiga está bem conservada, está limpa, está nobre e acho que as pessoas consideram os portugueses como consideravam antes ou, se calhar, até mais”.

Integrada num grupo de cerca de 1500 pessoas que procuram numa semana, reencontrar a cidade que não visitam há alguns anos, Beatriz Basto da Silva recorda, por exemplo, os cumprimentos que tem recebido na rua, sinais que entende como um reconhecimento. “Tenho sido cordialmente cumprimentada na rua por gente que eu não conheço e, naturalmente, por muitíssimos alunos e muitos amigos”, contou. Sobre a nova Macau, a Região Administrativa Especial da China, Beatriz Basto da Silva reconhece “uma ligação com a China, com Pequim, que está muito boa, muito cordial e muito favorável a Macau e isso permite a Macau poder gerir com satisfação a relação”, afirmou.


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Hoje Macau • 2010.12.02 #2263 by Jornal Hoje Macau - Issuu