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SEGUNDA-FEIRA 19 DE AGOSTO DE 2019 • ANO XVIII • Nº 4354
JEROME FAVRE/EPA
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
Hong Kong | Mar de protestos
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hojemacau
Debaixo de fogo
A Associação Novo Macau tem sido vítima de vários ataques nos últimos dias. As investidas vão desde o ataque cibernético ao website que promove um referendo civil sobre o sufrágio
universal, até ameaças na rua, durante a recolha de assinaturas. A Novo Macau, no entanto, já garantiu que os votos não foram alterados e que não houve violação de dados pessoais.
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DESEJO DE QIANLONG PAULO MAIA E CARMO
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LUTA DE GRILOS JOSÉ SIMÕES MORAIS
ECONOMIA
ROTA DA ANGÚSTIA GRANDE PLANO
RAID DE SUCESSO PÁGINA 11
SALÁRIO MÍNIMO
TUDO NA MESMA PÁGINA 4
2 grande plano
19.8.2019 segunda-feira
ECONOMIA
NUVENS NO HORIZONTE O S mercados bolsistas um pouco por todo o mundo têm dado sinais assustadores, causando apreensão a investidores e governantes.As principais economias mundiais tremem, mostrando sintomas de debilidade a fazer lembrar a última grande derrocada financeira global. Na semana passada, a diferença entre a yield dos títulos de dívida dos Estados Unidos, a 2 e a 10 anos, entrou em terreno negativo pela primeira vez desde a crise financeira de 2007. O mesmo aconteceu na dívida do Reino Unido. Na Alemanha, o Produto Interno Bruto contraiu no segundo trimestre do ano, uma tendência partilhada pela inteira União Europeia visível nos dados divulgados pelo Eurostat que apontam para a desaceleração económica no segundo trimestre. Enquanto os mercados financeiros mostram preocupantes sinais de debilidade, as duas maiores economias mundiais prosseguem na escalada de tensões comerciais. Um dos efeitos recentes do conflito económico espelha-se no em indicadores como o da produção industrial chinesa do mês de Julho que cresceu ao nível mais fraco desde Fevereiro de 2002. Porém, Pequim tem outro indicador económico com que se preocupar. A taxa de desemprego nas cidades chinesas atingiu no mês passado o valor mais elevado desde que se recolhe este tipo de dados, à medida que os empregadores se mostram desconfiados quanto ao que o futuro lhes reserva. Além do desemprego e da produção industrial, também
DESEMPREGO URBANO DISPARA NA CHINA, ENQUANTO SE AVOLUMAM SINAIS DE COLAPSO GLOBAL
A dívida corporativa, das famílias e do Governo excede 300 por cento do PIB chinês
representando cerca de 15 por cento da dívida mundial, segundo um relatório do Institute of International Finance
O pessimismo resultante dos números negativos da economia chinesa alastrou-se ao mercado de trabalho nas grandes cidades. O desemprego urbano voltou a subir em Julho, acrescentando mais uma preocupação ao rol de problemas económicos que Pequim tem para resolver. Alargando o espectro, os mercados financeiros mundiais dão sinais de colapso à escala global
o consumo e investimento imobiliário registaram resultados abaixo do esperado. Apesar das exportações terem conseguido bons resultados em Julho, analistas económicos dizem que a fadiga provocada por mais de um ano de guerra comercial começa a corroer a confiança, levando à revisão em baixa da produção e investimento por parte da indústria manufactureira e ao apertar da bolsa dos consumidores.
ARREFECIMENTO GLOBAL
Em entrevista ao The Wall Street Journal, o economista Zhaopeng Xing referiu que “o arrefecimento da actividade económica do último mês foi ainda pior do que o verificado em 2008, quando a produção industrial sofreu com os efeitos da crise financeira global”. O especialista entende que para cumprir a meta fixada pelo Governo de Xi Jinping de crescimento económico de 2019 entre 6 e 6,5 por cento, são necessárias políticas de estímulo. A produção industrial cresceu ao ritmo mais lento desde o início de 2009, fixando-se em 4,8 por cento em Julho face aos 6,3 por cento registados em Junho. As vendas a retalho subiram 7,6 por cento no mesmo período, face ao crescimento de 9,8 por cento de Junho, enquanto os vendedores de automóveis terminam inventários antes de entrarem em vigor os novos limites de emissões de poluentes. “Os dados actuais demonstram que a economia chinesa enfrenta pressões negativas que não foram aliviadas pelas medidas anteriores de estímulo económico”, comentou Shuang Ding, economista da Standard Chartered ao The Wall Street Journal. Como tal, o analista da Standard Chartered espera que as medidas que pretendem estimular a economia incluam a intervenção do banco central chinês no sentido de providenciar fundos aos bancos, baixando as taxas de juro para empréstimo de médio prazo. Para já, a prioridade de Pequim é responder com eficácia ao problema do desemprego urbano, enquanto muitas vozes questionam a veracidade dos números oficiais apresentados. No último ano, o sector industrial perdeu perto de cinco milhões de empregos, de acordo com um relatório da China International Capital Corp., deste universo quase dois milhões foram provocados pela guerra comercial. Neste sentido, importa referir que na passada terça-feira a Casa Branca anunciou o adiamento para 15 de Dezembro dos planos para impor novas tarifas sobre bens chineses no valor de 156 mil milhões de dólares. Esta decisão dá algum tempo para os exportadores chineses respirarem, de forma a anteciparem a exportação de bens durante os meses que antecipam o Natal. Como tal, se a guerra comercial não escalar nos próximos
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meses, as exportações chinesas devem manter-se em terreno positivo.
URBANO-DEPRESSIVO
A nova realidade económica trouxe um fenómeno que não se conhecia ultimamente. Quando há dez anos concluiu os estudos, a chinesa Grace Zhang encontrou logo emprego, mas agora está desempregada há meio ano, ilustrando a crescente debilidade da economia da China e um novo dilema para Pequim. "Antes, era fácil encontrar emprego: enviava o CV [‘curriculum vitae’] e recebia logo uma chamada. No espaço de uma semana trocava de empresa", descreve à agência Lusa a chinesa, natural de Shandong, província do nordeste da China. Aos 32 anos e confiante de que podia encontrar trabalho quando lhe apetecesse, Grace demitiu-se e tirou umas "férias prolongadas" para viajar pela Europa, mas no regresso à China logo compreendeu que "agora já não é bem assim". "Ando há meses a enviar CV e não obtenho resposta. Estou a começar a sentir pânico", descreve. Vários chineses na casa dos 30 anos ouvidos pela Lusa contam histórias semelhantes: após anos de ‘boom' económico e mobilidade social ascendente, que geraram exPUB
“O arrefecimento da actividade económica [chinesa]do último mês foi ainda pior do que o verificado em 2008, quando a produção industrial sofreu com os efeitos da crise financeira global.” ZHAOPENG XING ECONOMISTA
pectativas renovadas, a economia chinesa passou a crescer ao ritmo mais lento em quase três décadas. Após a crise financeira mundial de 2008, enquanto as economias desenvolvidas estagnaram, a China construiu a maior rede ferroviária de alta velocidade do mundo, mais
de oitenta aeroportos ou dezenas de cidades de raiz, alargando a classe média chinesa em centenas de milhões de pessoas. Entretanto, Pequim envolveu-se numa inédita guerra comercial com o Presidente norte-americano, Donald Trump, enquanto tem que gerir o excesso de endividamento gerado por um modelo económico assente no investimento público. Segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas chinês, a taxa de desemprego urbano aumentou este mês duas décimas, face a Julho, para 5,3 por cento. Neste contexto, Grace terá ainda de contar com nova concorrência: as universidades chinesas produziram, este ano, um recorde de 8,3 milhões de licenciados, quase o equivalente à população de Portugal, e mais 5,7 milhões do que há dez anos, quando ela entrou para o mercado de trabalho. Para o Partido Comunista Chinês o novo paradigma ameaça uma das suas principais fontes de legitimidade. O contrato social selado com o povo chinês é claro: o partido mantém uma autoridade indisputada e os privilégios da elite dominante e, em troca, assegura uma melhoria dos padrões de vida e estabilidade social. Em Julho passado, cinco agências do Conselho de Estado chinês
“Antes, era fácil encontrar emprego: enviava o CV [‘curriculum vitae’] e recebia logo uma chamada. No espaço de uma semana trocava de empresa.” GRACE ZHANG DESEMPREGADA
alertaram os governos locais de que a criação de emprego "se tornou mais urgente", associando o "emprego para recém-licenciados" com a manutenção da "estabilidade social". O aviso não é novo, mas, este ano, o Ministério da Segurança Pública anexou pela primeira vez o seu nome.
Grace diz que há "muita gente na mesma situação" e revela estupefação com o paradigma inédito, após décadas de constante progresso económico. No seu caso, as poupanças que fez na última década estão a evaporar-se, consumidas pelas rendas exorbitantes e crescente custo de vida na capital chinesa, mas conta que há casos piores: "Muita gente endividou-se em excesso e está a ter dificuldades em cumprir". No total, a dívida corporativa, das famílias e do Governo excede já 300 por cento do Produto Interno Bruto chinês, representando cerca de 15 por cento da dívida mundial, segundo um relatório publicado pelo Institute of International Finance, num número corroborado por vários analistas. Grace ressalva, no entanto, que, independentemente dos ciclos económicos, os chineses conseguem encontrar soluções. "Há quem abra lojas no Taobao, ou se torne motorista para o Didi (o Uber chinês)", conta, "mas ninguém fica de braços cruzados". João Luz com agências info@hojemacau.com.mo
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HOJE MACAU
19.8.2019 segunda-feira
PROXIMIDADE COM PORTUGAL
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Ho Iat Seng“Se for eleito, o Governo vai manter as políticas respectivas nesta questão e, de acordo com as medidas já tomadas, as empregadas domésticas vão continuar a ser excluídas do salário mínimo”
ELEIÇÕES HO IAT SENG RECUSA INCLUSÃO DE EMPREGADAS DOMÉSTICAS NO SALÁRIO MÍNIMO
Evolução na continuidade
A inclusão dos trabalhadores domésticos no âmbito do salário mínimo universal está fora de questão para Ho Iat Seng. Para o único candidato a Chefe do Executivo, o Governo em Macau é diferente do modelo ocidental, e a mudança de governante não serve para mudar políticas, mas sim para dar continuidade às já implementadas, justificou em conferência de imprensa
O
Chefe do Executivo muda, mas o Governo é o mesmo e como tal deve dar continuidade às políticas implementadas. A ideia foi defendida no passado sábado pelo único candidato ao mais alto cargo do Governo, Ho Iat Seng, em conferência de imprensa para justificar que vai manter fora da lei do salário mínimo as empregadas domésticas. “Em Macau o Governo é único e portanto o novo Executivo vai continuar com as políticas definidas pelo Governo actual. Isto é diferente do que o que acontece no ocidente que quando se troca de governos as políticas também são diferentes”, apontou, acrescentando que “se for eleito, o Governo vai manter as políticas respectivas nesta questão e, de acordo com as medidas já tomadas, as empregadas domésticas vão continuar a ser excluídas do salário mínimo”.
Ho admite, contudo, que o diploma possa ser sujeito a revisões segundo as premissas legislativas. “Mas nós não dizemos que as políticas não sejam revistas. Na Assembleia Legislativa já se fez revisão de políticas de dois em dois anos”, referiu o candidato. Ho mantém-se assim firme no seu propósito, e apesar das recentes críticas da Organização Internacional do Trabalho à proposta de lei sobre o salário mínimo universal, as empregadas domésticas vão continuar de fora, visto ser este “o consenso social”, justificou na semana passada subdirectora dos Serviços para osAssuntos Laborais, Ng Wai Han. Acerca do crescente fosso económico e social entre as classes pobres e ricas de Macau, Ho considerou que o actual Executivo tem feito um bom trabalho a este respeito. “Em relação a esta questão acho
que qualquer sociedade e qualquer país tem o problema do fosso entre pobres e ricos”, apontou Ho, na sessão de sábado. “O actual Governo tem feito muitos trabalhos e estabelecido vários sistemas para construir mais habitação social e económica e para garantir os rendimentos às famílias mais carenciadas. Tem ainda realizado trabalhos para garantir a qualidade de vida dos idosos, por exemplo, com o sistema de pensões”, elaborou o futuro Chefe do Executivo, para mostrar a sua concordância com as actuais iniciativas. Ho recordou ainda que dispõe de um orçamento de 3,8 mil milhões de patacas para ajudar a garantir os rendimentos das famílias mais carenciadas. Por outro lado, a questão habitacional está controlada, sendo que o período de espera perspectivado para quatro anos e meio é “razoável”
uma vez que ainda há obras para fazer. No que respeita à necessidade de contratação de trabalhadores não residentes, especialmente por parte das PME, Ho Iat Seng afasta, para já, uma maior abertura nesta matéria. Para o candidato, o mais importante é equilibrar os sectores. Ho considera que “o ratio da mão de obra não residente e da residente é muito razoável”.
EQUILÍBRIO ESCOLAR
Já ontem, num encontro público para responder às questões da sociedade, Ho Iat Seng defendeu que as empregadas domésticas devem ter direito à segurança social. “Trata-se de um grande grupo de pessoas, é preciso colocar este grupo na segurança social. Não devem ser tratados de forma diferente”, disse, na Associação Comercial de Macau.
Ho alertou ainda para as dificuldades de Macau em promover a criatividade nos jovens. “Para os estudantes terem um percurso de vida mais agradável, é necessário que exista uma negociação entre as escolas e os pais de modo a que não sejam sobrecarregados com tarefas”, disse. “Muitas vezes as escolas não dão tarefas aos alunos mas os pais dão muitas actividades extra-curriculares às crianças”, sublinhou. No que respeita à formação dos estudantes para “Amar a Pátria, Amar Macau”, o candidato considera que os programas locais contemplam aulas suficientes, acrescentando que cabe aos professores prestar os devidos esclarecimentos acerca do que se passa na sociedade. Sofia Margarida Mota (com JN) info@hojemacau.com.mo
o Iat Seng, garantiu no sábado que vai continuar a manter relações “muito estreitas” com Portugal, mantendo as políticas definidas pela China. “A China tem mantido relações bastante estreitas com Portugal e, portanto, nós também”, afirmou o antigo presidente da Assembleia Legislativa (AL), num encontro com jornalistas. Ao nível do investimento português no território, Ho quer promover o sector da medicina. “Já temos o investimento português na área da medicina ocidental, a empresa chama-se Hovione e produz principalmente matérias primas para a produção de medicamentos. Também gostaríamos que empresas portuguesas de medicina ocidental pudessem fazer investimentos em Macau e a partir daqui entrarem na China”, disse. Para Ho Iat Seng, Macau já desenvolve “vários trabalhos no ensino da língua portuguesa”, e também pode “fazer mais”, no âmbito da iniciativa chinesa de construção de infraestruturas ‘Uma Faixa, Uma Rota’, na qual “Portugal já participa”.
ENVELOPE DE SUGESTÕES
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o sábado, Ho Iat Seng visitou o Centro de Idosos da Casa Mateus Ricci, dinamizada pela Cáritas e levou consigo um conjunto de sugestões na área social. O secretário-geral da Caritas Macau, Paul Pun, solicitou ao próximo Chefe do Executivo mais “cuidados para os idosos que vivem em habitações sociais”, caso estes não queiram ir para um lar. “Também propusemos um serviço de prevenção de suicídio, assim como de cuidados para as empregadas domésticas no caso de ficarem gravemente doentes”, esclareceu Pun.
SEM MAIS COMENTÁRIOS
A
cerca da recusa por parte do Corpo de Polícia de Segurança Publica do pedido de vigília de um residente contra a violência policial que tem marcado os protestos de Hong Kong, Ho Iat Seng prefere não manifestar a sua opinião. De acordo com o Jornal do Cidadão, o candidato a Chefe do Executivo referiu ter ouvido “vozes na população que eram contra a vigília” e com receio de que a iniciativa promovesse o tumulto social no território. No entanto, para Ho, a questão tem que ser tratada pelas entidades competentes como o CPSP.
política 5
segunda-feira 19.8.2019
NOVO MACAU PORTAL DE REFERENDO ALVO DE ATAQUE CIBERNÉTICO
Sem consequências
O website do referendo promovido pela Associação Novo Macau, relativo à eleição do Chefe do Executivo, foi alvo de um ataque cibernético na quinta-feira. Contudo, a associação assegura que não foram violados quaisquer dados pessoais e que não houve interferência nos votos efectuados
A
poucos dias de se realizar mais uma eleição para o cargo do Chefe do Executivo, onde Ho Iat Seng é o único candidato, o website da Associação Novo Macau (ANM) relativo ao referendo civil foi alvo de um ataque cibernético na passada quinta-feira. A informação foi avançada pela própria associação na sua página de Facebook. “O website relativo ao referendo sobre o sufrágio universal, organizado pela ANM, foi alvo de um ataque cibernético ontem (15 de Agosto). Apesar da existência de ataques contra o website, a ANM gostaria de frisar que não houve quaisquer impactos na segurança dos servidores da ANM, pelo que a integridade e segurança dos dados associados aos votos não foram afectados”, lê-se no comunicado. De acordo com a ANM, o ataque em causa “tinha como objectivo interferir com o serviço que envia mensagens de verificação para os participantes na votação”, mas em cerca de duas horas os técnicos da associação conseguiram
resolver o problema. “O ataque foi bloqueado e o seu efeito foi restringido”, apontam ainda.
Ainda assim, os responsáveis da ANM alertam para o facto de poderem ocorrer problemas de ordem técnica.
“A maioria dos participantes não teve qualquer problema em votar ontem (quinta-feira), mas para aqueles
que não receberam uma mensagem de notificação nos últimos dias, devem votar novamente.”
GPDP SEM RESPOSTA
Sulu Sou, deputado à Assembleia Legislativa e membro da direcção da ANM, garantiu ao HM que, até às 16h deste domingo tinham sido recebidos 4.756 votos. No que diz respeito ao Gabinete de Protecção de Dados Pessoais (GPDP), sobre uma eventual ilegalidade do referendo, Sulu Sou mostra-se tranquilo. “De acordo com a lei de protecção de dados pessoais, apenas temos de notificar o Gabinete sobre a actividade
GNES Lam quis saber de onde provém o excesso de lixo a flutuar nas águas costeiras, e quais os mecanismos de cooperação com as regiões vizinhas para garantir a protecção ambiental das zonas balneares. A DSAMA, respondeu à interpelação da deputada esclarecendo que o lixo das praias é composto por “plantas, galhos secos, tábuas de madeira, plásticos” que, pela grande variedade, “é difícil identificar a sua origem”, acabando no areal de Hác-Sá
S
ulu Sou revelou que desde quarta-feira foi alvo de ameaças ao promover o referendo organizado pela Associação Novo Macau. Aliás, o deputado acrescenta que alguns locais de recolha de assinaturas foram cercados por pessoas que lançaram insultos aos pró-democratas. O deputado espera que a acção da Novo Macau seja respeitada de forma pacífica. “Caso estas acções continuem, vou primeiro avaliar a situação. Se se intensificarem, vou pedir auxílio jurídico”, sublinhou.
que estamos a organizar e sobre a forma como vamos organizar os dados pessoais. Até ao momento ainda não recebemos quaisquer restrições por parte do GPDP”, apontou. Em 2014, aquando da reeleição de Chui Sai On para um segundo mandato como Chefe do Executivo, o referendo civil promovido pela ANM gerou cinco detenções. Questionado sobre a possibilidade de virem a ocorrer mais detenções este ano, Sulu Sou apenas disse que a ANM tem vindo a ser alvo de “abusos e ameaças” relacionadas com este tipo de actividades eleitorais. “Recentemente temos vindo a registar alguns ataques cibernéticos e algumas pessoas tem cometido abusos ou feito ameaças. Apesar de não estar ao mesmo nível da situação de 2014, a situação é semelhante”, frisou o deputado do campo pró-democrata. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
POLUIÇÃO DSAMA NÃO SABE DE ONDE VEM O LIXO DAS PRAIAS DE MACAU
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AMEAÇAS DE RUA
ou de Cheoc Van, consoante os ventos sejam de leste ou de sul. Sempre que se verifica uma acumulação em excesso de resíduos, como acontece em
caso de passagem de tufões ou tempestades, as acções de limpeza são reforçadas, com mais recursos humanos e dispositivos técnicos, garante a
DSAMA, que tem divulgado a informação e comunicado avisos à população através da sua página electrónica. Os responsáveis acrescentaram ainda que tem havido cooperação estreita com os serviços competentes vizinhos sobre protecção ambiental, nomeadamente nos casos recentes do “aparecimento de cadáveres de golfinhos-corcunda-indopacíficos”, cuja investigação está a ser acompanhada pela província de Guangdong e as autoridades de Zhuhai. R.M.
Erário Público Song Pek Kei quer mais inspecção
A deputada à Assembleia Legislativa e presidente da Associação da Associação do Povo da Visão, Song Pek Kei, sugeriu ao Governo a criação de um departamento independente, idêntico ao adoptado no continente, para a supervisão e gestão das empresas de capitais públicos. O objectivo é “supervisionar o investimento, as operações e o financiamento de empresas de capital público para garantir o uso razoável de erário público”, aponta em interpelação escrita. Para a deputada, as empresas de fundos públicos em Macau são muitas e abrangem vários sectores, sem que exista legislação adequada, nomeadamente no que diz respeito à sua supervisão, o que limita “a transparência financeira” do seu funcionamento.
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19.8.2019 segunda-feira
IPIM Indústria financeira lidera pedidos de residência
A maioria dos pedidos aprovados de fixação de residência temporária em Macau, durante o primeiro semestre de 2019, foram para trabalhadores da indústria financeira e da educação, com 50 e 33 por cento de casos respectivamente, segundo divulgou o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) na sexta-feira. Neste mesmo período, foi registado apenas 1 novo pedido de residência por “investimentos relevantes” e 61 novos pedidos por “quadros dirigentes e técnicos especializados”. Entre os casos tratados pelo IPIM, que incluem também os apresentados anteriormente, nenhum pedido relativo a “investimentos relevantes” chegou a ser aprovado, havendo 3 nessa categoria que foram indeferidos ou cancelados. Quanto aos “quadros dirigentes e técnicos especializados”, 6 pedidos de residência temporária foram aprovados e 1 acabou por ser indeferido.
ENSINO SUPERIOR UM E MUST ABAIXO DAS 500 MELHORES
A lupa de Xangai A Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau e a Universidade de Macau estão abaixo da lista das 500 melhores instituições de ensino superior do mundo. Os dados relevados pela edição de 2019 do Ranking de Xangai colocam as duas universidades nos mesmos lugares que ocupavam em 2018
A
edição 2019 do Ranking de Xangai, que avalia universidades de todo o mundo e que foi o percursor de rankings no ensino superior, coloca a Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla inglesa) abaixo da lista das 500 universidades do mundo. A Universidade de Macau (UM) ocupa ainda uma posição mais inferior, entre os lugares 601-700. Estes valores são semelhantes a 2018, sendo que mais nenhuma instituição do ensino superior de Macau foi avaliada. No caso de Hong Kong, não só há mais universidades avaliadas como estão abaixo das 100 melhores do mundo. A Universidade Chinesa de Hong Kong é a
primeira, ocupando lugares entre 101 e 150, posição partilhada com a centenária Universidade de Hong Kong. Abaixo das 200 melhores está a Universidade Cidade de Hong Kong, entre os lugares 201-300, tal como a Universidade Politécnica de Hong Kong e a Universidade de Ciências e Tecnologia de Hong Kong. A lista é editada pela Shangai Ranking Consultancy, que este ano avaliou um total de mil universidades. Como critérios, os editores do ranking adoptam o número de artigos que são publicados nas revistas científicas Nature e Scien-
ce, bem como o número de artigos de investigação desenvolvidos por universidade e o desempenho per capita de cada universidade
A edição 2019 do Ranking de Xangai, coloca a Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla inglesa) abaixo da lista das 500 universidades do mundo
em vários parâmetros. São também tidas em conta as medalhas Fields, atribuídas aos investigadores matemáticos ou os Prémios Nobel.
CHINA FORA DO TOP 10
Numa lista liderada pela Universidade de Harvard, seguindo-se a Universidade de Standford e Cambridge, a China acaba por ficar abaixo do top 10. A primeira a surgir na lista, na 43.ª posição, é a Universidade Tsinghua, seguindo-se a Peking na 53.ª posição. A Universidade de Zhejiang surge em 70.º lugar, bem perto da Universidade de Tecnologia de Nanyang,
Terreno Associação Tong Sin Tong desiste de concessão
que está em 73.º lugar. Mais abaixo está a Universidade Shangai Jiao Tong, em 82.º lugar, sem esquecer a Universidade de Fudan, que está abaixo das 100 melhores, tal como outras universidades chinesas avaliadas. Em termos gerais, a Ásia e Oceânia tem, em conjunto, apenas 17 universidades no top 100, com a China a contribuir com a maior parte das suas universidades, 74, nos lugares 501 a 1000. No que diz respeito ao continente asiático, a Universidade de Tóquio é a primeira a constar na lista, ao ocupar a 25.ª posição. Segue-se a Universidade de Quioto, no 32 lugar. A Universidade Nacional de Singapura surge em 67 lugar. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Um despacho publicado em Boletim Oficial (BO) dá conta da desistência da concessão, por parte da Associação de Beneficência Tong Sin Tong, de uma parcela de terreno de apenas três metros quadrados situada junto à Rua da Alegria, na península de Macau. O terreno, concedido em 1938, foi agora devolvido ao Governo, integrando o domínio público. Desta forma, a associação fica livre do pagamento de quaisquer encargos relativos a este terreno. Fundada em 1892, a associação é uma das mais importantes da história de Macau, tendo hoje como vice-presidente o deputado José Chui Sai Peng, primo do actual Chefe do Executivo.
DSAMA 307 edifícios no programa de garantia da qualidade de água
Até ao início de Agosto, 307 prédios estavam inscritos no “Programa de garantia de qualidade de água em edifícios” lançado pela Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA). O objectivo da iniciativa é incentivar a boa gestão e manutenção do sistema de abastecimento de água em edifícios. De acordo com página da internet da DSAMA, os participantes representam mais de 25 por cento dos edifícios altos do território, dos quais 224 foram classificados com o “certificado de nível elevado”, e 83 foram classificados com o “certificado de nível básico”.
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segunda-feira 19.8.2019
SAÚDE CASOS DE GRIPE COM AUMENTO ENORME EM JULHO
D
ADOS estatísticos dos Serviços de Saúde de Macau (SSM) revelam que, no mês passado, foram registados 939 casos de influenza, o que representa um enorme aumento face a igual período de 2018, quando houve apenas 63 casos. De acordo com um comunicado, o aumento foi na ordem dos 1.390,5 por cento e, pelo contrário, de uma diminuição de 63 por cento relativo ao mês anterior, uma vez que foram registados 2535 casos em Junho. Foram também registados, em Julho, 39 casos de tuberculose pulmonar, o que representa uma subida de mais três casos face a igual período homólogo do ano passado. Além disso, o mesmo comunicado aponta que foram registados sete casos de febre de dengue e diagnosticados oito de VIH sem manifestação dos sintomas da doença, e apenas um caso de SIDA. O mesmo comunicado dá conta do registo de 662 casos de infecção por enterovírus, número que representa um aumento de casos quando comparados com o período homólogo do ano anterior, uma vez que em 2018 houve 500 casos, ou seja, 32,4 por cento, e uma diminuição quando comparados com o mês passado, 1.160 casos, ou seja, menos 42,9 por cento. Os SSM dão ainda conta de menos casos de varicela e de escarlatina.
IAS Subsídios para telemóveis já com 100 candidatos
A vice-presidente do Instituto de Acção Social (IAS), Hoi Va Pou, afirmou este sábado que, de entre as cerca de 3 mil pessoas qualificadas para o plano de subsídios de aquisição de telemóveis, destinado a idosos e pessoas com deficiência, já receberam uma centena de candidaturas. Segundo o website do IAS, o programa tem por finalidade aumentar a capacidade e a conveniência das pessoas com maiores dificuldades económicas. Os destinatários são os beneficiários do subsídio regular do IAS, com mais de 65 anos, ou os portadores de Cartão de Registo de Avaliação da Deficiência válido, acima dos 18 anos.
JP MORGAN PROTESTOS EM HK NÃO AFECTAM RECEITAS DE JOGO
A passar ao lado
Os protestos de Hong Kong não vão trazer grandes consequências para as receitas do jogo, de acordo com a JP Morgan. Além dos apostadores terem alternativas para chegar a Macau sem passarem pela região vizinha, analistas explicam que os visitantes que chegam através de Hong Kong têm pouca expressão no volume de apostas
O
“
impacto real na procura de jogo deve ser reduzido”, lê-se numa nota divulgada pelo gabinete para a Ásia/ Pacífico da JP Morgan em relação à repercussão dos protestos em Hong Kong nas receitas do sector do jogo. De acordo com a multinacional, os visitantes que chegam a Macau podem optar por vir pela Ponte HKZM, ou evitar Hong Kong através dos aeroportos de Shenzhen ou Zhuhai. Quanto aos que chegam por ferry vindos de Hong Kong, a JP Morgan refere que são visitantes que compram pacotes turísticos, que englobam as duas regiões administrativas, com pouca expressão em termos de receitas dos casinos.
“Estimamos que os protestos em Hong Kong afectem as receitas do jogo cerca de 0,5 por cento, impacto que se deve desvanecer gradualmente à medida que as pessoas encontram alternativas para visitar Macau”, escreveram Jeremy An e Christine Wang, analistas da DS Kim. As projecções chegaram depois de uma semana em que
os protestos na região vizinha afectaram o transporte aéreo com o cancelamento de voos no aeroporto de Hong Kong. Recorde-se que a larga maioria dos apostadores de Macau são de fora e que um número considerável chega via aeroporto de Hong Kong. Outro dos factores que dificulta a correlação entre os protestos e
“Estimamos que os protestos em Hong Kong afectem as receitas do jogo em 0,5 por cento, impacto que se deve desvanecer gradualmente à medida que as pessoas encontram alternativas para visitar Macau.” JEREMY AN E CHRISTINE WANG ANALISTAS DA DS KIM
receitas do jogo prende-se com a dificuldade em relacionar o número de visitantes e quanto é gasto nos casinos. Aliás, pequenos grupos de apostadores de grandes quantias, que representam uma percentagem ínfima do volume de visitantes, são importantes componentes no sector.
CAÇA AO MITO
Um dos propósitos da nota da JP Morgan, emitida na passada sexta-feira, era “desmistificar medos” suscitados pela instabilidade em Hong Kong, “fonte de muitas questões levantadas por investidores recentemente”. “Cerca de 60 por cento do número total de visitantes chega a Macau através de Zhuhai, enquanto os serviços de ferries transportam de Hong Kong e Shenzhen 17 por cento. Pela Ponte HKZM chegam 15 por cento dos visitantes e no aeroporto de Macau aterram 9 por cento. No que diz respeito a turistas oriundos da China, 75 por cento chega através das fronteiras com Zhuhai”, enquadra a consultora do banco de investimento. Ainda assim, a JP Morgan procedeu a uma avaliação em Macau, sem conseguir discernir abrandamento na afluência dos casinos, facto que pode ter sido distorcido com a forte sazonalidade das férias de Verão. João Luz
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19.8.2019 segunda-feira
Cidade da nosta TEATRO “RUA DE MACAU – SABORES”, DE CHEONG KIN I, NO CCM DIA 24
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espectáculo “Rua de Macau - Sabores” traz de regresso ao território Cheong Kin I, encenadora local radicada em Taiwan, para apresentar o seu mais recente trabalho no contexto dos concertos teatrais “Rapsódia de Música do Cavalo Fantasma”, um evento organizado anualmente desde 2013 e integrado nos “Espectáculos para os Cidadãos” da Fundação Macau. O argumento da peça resulta da colaboração entre Cheong Kin I e o dramaturgo local Perry Fok. São várias histórias baseadas na experiência da geração precedente à sua e mergulha os espectadores numa certa nostalgia da cidade de Macau. Em cena irão decorrer vários actos, um dos quais directamente inspirado num romance inédito escrito pelo pai da encenadora. Este é sobre a história verídica de como o autor fugiu da China e chegou ao território a nado, conseguindo escapar à atenção dos guardas da fronteira chinesa, numa época em que Macau ainda se encontrava sob administração portuguesa. Segundo revelou Cheong Kin I, no texto de imprensa, “a essência da peça é feita das experiências das gentes de Macau. Entre as vagas de imigração dos anos 70 e 80, muitos chineses do continente chegaram clandestinamente a Macau e Hong Kong. Nestas vagas de imigração esteve o meu pai, que atravessou ilegalmente o mar a nado para alcançar Macau”. Esta narrativa autobiográfica é um testemunho “das gentes da geração passada que arriscaram a sua vida, que se lançaram resolutamente à água, sem temer o que lhes poderia acontecer, a fim de atingir a margem que pretendiam alcançar: Macau”, lê-se no excerto. É
também uma homenagem ao “espírito trabalhador” de quem “não tinha medo de colocar a sua vida em jogo, nem de trabalhar duramente para sobreviver e alimentar as suas famílias”. As novas oportunidades no território “eram tudo aquilo para que lutavam naquela época, e os esforços individuais foram, no final, compensados”, nas palavras de Cheong Kin I. O espectáculo integra diferentes estilos musicais, desde as composições clássicas ao pop moderno, com os actos teatrais. No elenco estão nomes de artistas locais como Raymond Chan, presidente da Associação de Piano de Macau e também maestro da peça, Sean Pang e Alex Ao Ieong, cantores de pop cantonês, Ho Pak Wang, compositor e presidente da assembleia geral da Associação dos Instrumentistas de Macau, Perry Fok, co-argumentista da peça, e ainda Joe Lei, letrista do pop cantonês de Macau, que continua profissionalmente activo em Hong Kong desde 1999. A peça sobe ao palco do pequeno auditório do Centro
“A essência da peça é feita das experiências das gentes de Macau. Entre as vagas de imigração dos anos 70 e 80, muitos chineses do continente chegaram clandestinamente a Macau e Hong Kong. Nestas vagas de imigração esteve também o meu pai”. CHEONG KIN I ENCENADORA
Cultural de Macau (CCM) já no próximo dia 24, sábado, para duas exibições, às 16h e às 20h.
ILUSÃO ETERNA
Cheong Kin I é uma presença recorrente na cena teatral local e tem trazido vários projectos seus ao território. O ultimo trabalho que cá apresentou foi a peça “A Reunificação das Duas Coreias”, em Fevereiro de 2018, a partir da sua interpretação do texto do dramaturgo francês Joël Pommerat. À época, em entrevista ao Hoje Macau, Cheong Kin I revelou quais eram os seus maiores desafios enquanto encenadora e artista. “Aspiro criar a minha própria realidade, mas vai ser sempre só um processo de procura, porque, como digo, a realidade não existe. É uma ilusão eterna. É uma grande ironia que sempre procuramos ao falar de tudo o que vimos a acumular, como percepções e experiências de vida”. Nessa altura já se encontrava a desenvolver a ideia que agora vem colocar em cena. “Vou continuar a trabalhar nos temas identitários, directamente ou indirectamente. Não acho que possa mudar nada, mas pelo menos penso que sou capaz de me mudar a mim própria”, falando das histórias que a tocam pessoalmente e da cidade onde nasceu. Cheong Kin I é natural de Macau, onde teve o primeiro contacto com o teatro. A sua admiração pela dramaturgia levou-a até Taiwan, para estudar na Escola de Teatro da Universidade Nacional de Artes de Taipé. Aí decidiu permanecer e apostar na carreira, após a conclusão dos estudos, voltando ao território sempre que tem novos trabalhos em mãos. Raquel Moz
raquelmoz@hojemacau@gmail.com
A encenadora Cheong Kin I volta a Maca espectáculo, onde conta experiências de u história especial de como o seu pai fugiu nos idos 1980. É já no próximo sábado, à
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au para mostrar o seu novo uma geração anterior e a u da China e aqui se fixou às 16h e às 20h
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filme "Vitalina Varela", do realizador português Pedro Costa, conquistou no sábado, o Leopardo de Ouro, prémio máximo do Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça, anunciou a organização. Depois de ter sido distinguido em Locarno, em 2014, com o prémio de melhor realização por "Cavalo Dinheiro", Pedro Costa regressou este ano ao festival estreando o filme sobre uma mulher cabo-verdiana que chega a Portugal três dias após a morte do marido, depois de ter estado 25 anos à espera de um bilhete de avião. Pedro Costa conheceu Vitalina Varela quando rodava "Cavalo Dinheiro", acabando por incluir parte da sua história na narrativa, mas o novo filme é totalmente dedicado a esta cabo-verdiana de 55 anos. A actriz cabo-verdiana também foi distinguida na sexta-feira com o Prémio Boccalino d'Oro para melhor actriz, disse à agência Lusa a produtora Optec Filmes.
FELICITAÇÕES PRESIDENCIAIS
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Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou o cineasta português Pedro Costa por ter conquistado o Leopardo de Ouro, prémio máximo do Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça. “Felicito o cineasta Pedro Costa pelo Leopardo de Ouro que o Festival de Locarno atribuiu a ‘Vitalina Varela’”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa numa mensagem publicada na página oficial da Presidência da República. O Presidente português considera ainda que, “se o reconhecimento internacional de um cineasta luso é sempre motivo de regozijo, é-o ainda mais quando demonstra que o cinema pode ser empatia intransigente e rigor fulgurante”.
Ouro luso Filme de Pedro Costa conquista Locarno
O Boccalino d'Oro é um prémio paralelo ao Festival Internacional de Cinema de Locarno, entregue por um júri independente, tendo sido criado por um grupo de programadores e cineastas no ano 2000. Só um realizador português conquistou antes o PUB
Leopardo de Ouro do Festival de Locarno: José Álvaro Morais, em 1987, pelo filme "O Bobo".
REALIZADOR INDEPENDENTE
Nascido em Lisboa, em 1959, Pedro Costa é um cineasta independente, herdeiro das experiências feitas em 16mm
no documentário pelos seus pares do chamado Novo Cinema, tendo-se formado na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa. Iniciou a actividade nos anos 1990, tendo sido assistente de realização de Jorge Silva Melo e de João Botelho, criando, até hoje, 15 longas e curtas-metragens como "Ne Change Rien" (2009), "Juventude em Marcha" (2006), "Ossos" (1997), "Casa de Lava" (1994) e "O Sangue" (1989). O filme "No Quarto da Vanda" deu-lhe o Prémio France Culture para o Cineasta Estrangeiro do Ano, no Festival de Cannes de 2002. O novo filme de Pedro Costa estará ainda em competição, em Setembro, no Festival de Cinema de Toronto, no Canadá, e no 57.º Festival de Cinema de Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde tem garantida distribuição em 2020. No Festival de Cinema de Locarno foram também exibidos filmes dos realizadores portugueses Basil da Cunha e João Nicolau, na competição internacional.
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Apesar das proibições, os protestos voltaram em força ontem às ruas de Hong Kong. Inicialmente concentrados no Parque Vitória, com a chegada de mais pessoas, os manifestantes espalharam-se por Admiralty, onde se situa o Conselho Legislativo. O sufrágio é agora a principal reivindicação dos manifestantes
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HONG KONG MAIS DE 1, 7 MILHÃO DE MANIFESTANTES VOLTAM ÀS RUAS
Chuva de protestos
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AIS de 1,7 milhões de pessoas manifestaram-se ontem, em Hong Kong, informou o movimento pró-democracia que tem liderado os grandes protestos contra a lei da extradição, desde o início de Junho. Em conferência de imprensa, a Frente Cívica de Direitos Humanos (FCDH) sublinhou, contudo, que devido às restrições impostas da polícia, muitos acabaram por não conseguir chegar ao local da manifestação, que foi autorizada, apesar da
marcha agendada ter sido proibida. Este é o segundo maior protesto desde que as manifestações começaram em Junho. A grande adesão lançou o caos no centro de Hong Kong, com estradas cortadas e os transportes na cidade seriamente afectados, em
DIA DOS PROFESSORES
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o sábado milhares de professores vestidos de preto, a assinatura do movimento pró-democracia, participaram sábado em Hong Kong numa marcha pacífica em solidariedade aos jovens manifestantes. Organizada pelo Sindicato de Professores Profissionais de Hong Kong, os manifestantes marcharam até à residência da chefe do Executivo, Carrie Lam. Segundo a agência noticiosa AP e o jornal South China Morning Post, muitos dos professores transportavam cartazes com uma mensagem em comum: “Protejam a próxima geração”. De acordo com o sindicato, os professores que se manifestam sábado concordam com as cinco reivindicações dos manifestantes: retirada definitiva da lei da extradição, a libertação dos manifestantes detidos, que as acções dos protestos não sejam identificadas como motins, um inquérito independente à violência policial e a demissão da chefe do Executivo, Carrie Lam.
especial o metro e os autocarros. Com o cair da noite alguns milhares de manifestantes ‘acamparam’ à porta do parlamento, muito perto do quartel general da polícia que tinha autorizado a manifestação, mas não a marcha. Os jovens, a esmagadora maioria dos manifestantes, protestaram à frente da sede do parlamento de Hong Kong, gritando palavras de ordem e apontando ‘lasers’ às forças de segurança. Vários elementos das forças de segurança posicionaram-se em zonas-chave no centro da cidade, como foi o caso do Gabinete de Ligação de Pequim em Hong Kong e do parlamento: o primeiro foi um dos alvos dos manifestantes, o segundo chegou mesmo a ser invadido e parcialmente vandalizado. A porta-voz FCDH, Bonnie Leung, disse ontem
à Lusa que o derradeiro objectivo dos manifestantes é garantir o sufrágio universal na antiga colónia britânica. Bonnie Leung, também vice-coordenadora da FCDH, explicou que os protestos que duram há nove semanas focaram-se inicialmente na rejeição das emendas propostas pelo governo local à lei da extradição, mas que
as reivindicações dos manifestantes contemplam agora a exigência do sufrágio universal, tanto para a eleição do chefe do Governo, como para o Conselho Legislativo.
SEMPRE A CRESCER
Desde 9 de Junho que a lista de reivindicações tem sido alvo de ajustes. Primeiro somaram-se exigências, mas
Bonnie Leung, também vice-coordenadora da FCDH, explicou que os protestos que duram há nove semanas focaram-se inicialmente na rejeição das emendas propostas pelo governo local à lei da extradição, mas que as reivindicações dos manifestantes contemplam agora a exigência do sufrágio universal, tanto para a eleição do chefe do Governo, como para o Conselho Legislativo
o habitual pedido de demissão da chefe do Governo, Carrie Lam, foi agora aparentemente substituído pela reivindicação do sufrágio universal. Os manifestantes exigem a retirada definitiva das emendas à lei da extradição, a libertação dos manifestantes detidos, que as acções dos protestos não sejam identificadas como motins, um inquérito independente à violência policial e sufrágio universal nas eleições para chefe do Executivo e para o Conselho Legislativo. Depois das manifestações de Junho, que juntaram milhões nas ruas, depois de uma greve geral que paralisou a cidade, de contestações marcadas por violentos confrontos e de dias de caos vividos no aeroporto, a FCDH volta a promover um protesto pacífico para aumentar a pressão sobre o Governo de Hong Kong, num momento em que o governo central chinês mobilizou milhares de tropas na cidade vizinha de Shenzhen, fazendo crescer os receios de uma intervenção na Região Administrativa Especial. Há mais de dois meses que Hong Kong é palco de protestos em grande escala, marcados por violentos confrontos entre manifestantes e a polícia, que tem usado balas de borracha, gás pimenta e gás lacrimogéneo. Em 1 de Julho, alguns manifestantes invadiram mesmo o Conselho Legislativo de Hong Kong. Mais recentemente, o aeroporto de Hong Kong, um dos mais movimentados do mundo, foi palco de manifestações, com as autoridades a serem obrigadas a cancelar centenas de voos na segunda e na terça-feira. Os defensores da lei da extradição que esteve na origem do movimento de protesto argumentam que, caso se mantenha a impossibilidade de extraditar suspeitos de crimes para países como a China, tal poderá transformar Hong Kong num "refúgio para criminosos internacionais". Os organizadores dos protestos contrapõem que a lei deixaria Hong Kong à mercê do sistema judicial chinês como qualquer outra cidade da China continental e de uma justiça politizada que não garante a salvaguarda dos direitos humanos. João Carreira Lusa
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segunda-feira 19.8.2019
I Liga Benfica bate Belenenses SAD e mantém liderança
O Benfica somou sábado o segundo triunfo na I Liga portuguesa de futebol, ao ganhar na visita ao Belenenses SAD, por 2-0, em jogo da segunda jornada. Após três jogos seguidos sem conseguir vencer os 'azuis' no campeonato, o campeão português ganhou sábado no Estádio Nacional com golos de Rafa, aos 58 minutos, e Pizzi, aos 90+2, depois de ter goleado o Paços de Ferreira na estreia (5-0). A equipa comandada por Bruno Lage foi a primeira a somar seis pontos no campeonato e segue na liderança, enquanto o Belenenses SAD, que empatou em Portimão (00), continua em branco.
FC Porto Primeira vitória com três golos de Zé Luís
O FC Porto alcançou sábado o seu primeiro triunfo na I Liga portuguesa de futebol, ao derrotar em casa o Vitória de Setúbal, por 4-0, com três golos de Zé Luís, em jogo da segunda jornada. No Estádio do Dragão, o avançado cabo-verdiano fez o primeiro 'hat-trick' do campeonato, aos 11, 20 e 63 minutos, antes de o colombiano Luis Díaz completar a goleada do vice-campeão nacional, aos 64, após o desaire na estreia, na visita o Gil Vicente (2-1), e a derrota com os russos do Krasnodar (3-2) que deixou o FC Porto fora da Liga dos Campeões.
Andebol Portugal perde nas meias-finais do Mundial de sub-19
Portugal falhou sábado o apuramento para a final do Mundial de andebol de sub-19, ao perder com o Egipto, por 41-36, nas meias-finais da competição, em jogo disputado em Skopje, na Macedónia do Norte. A selecção portuguesa, que chegou ao Mundial na qualidade de substituto do ausente representante da Oceânia, em virtude do 12.º lugar registado no Europeu de sub-18, fez até sábado uma campanha imaculada que lhe valeu a presença inédita nas ‘meias’. A equipa lusa venceu cinco jogos da fase de grupos: a Alemanha (33-26), a Sérvia (22-21), a Islândia (28-24), a Tunísia (30-24) e o Brasil (36-20), e na fase seguinte a Macedónia do Norte (29-25) e a campeã França (31-26).
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ARLOS Ávila cumpriu com sucesso no passado sábado a segunda parte da viagem de moto que ligou Macau à cidade portuguesa de Peniche, naquela que terá sido a maior viagem a solo de um motociclista do território. Em apenas vinte e nove dias, vinte e um deles a rolar, e oito para recuperar energias e visitar os pontos capitais do percurso, Ávila ligou a capital da Mongólia, Ulaanbaatar, à sua terra natal, Peniche. Aos comandos de uma moto italiana da marca Benelli, o membro do Moto Clube de Macau percorreu 12.349 km, passando pela Rússia, Letónia, Lituânia, Polónia, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, França, Espanha e Portugal, num total de onze países, passando por sete fusos horários diferentes. “Consegui concretizar um sonho e acredito que tenha sido a viagem motard da minha vida. Pelo menos, esta ficará para sempre na minha memória”, disse Ávila à chegada ao Cabo Carvoeiro onde o esperavam vários familiares, amigos, uma representação da Câmara Municipal local, membros da Associação de Motociclismo de Peniche e até alguma comunicação social portuguesa. Apesar desta aventura solitária ter decorrido sem grandes sobressaltos, Ávila confessa que não foi fácil, até porque arrancou para esta
“Consegui concretizar um sonho e acredito que tenha sido a viagem motard da minha vida. Pelo menos, esta ficará para sempre na minha memória”, disse Ávila à chegada ao Cabo Carvoeiro
VIAGEM CARLOS ÁVILA CUMPRE COM SUCESSO “RAID MACAU-PENICHE”
Missão cumprida
ousadia motorizada com uma ruptura de ligamentos no joelho direito que quase colocou em risco todo o projecto e que obrigou mesmo a atrasar ligeiramente o dia de partida. “Perguntam se foi duro? Claro que foi. Andar sete horas sentado numa moto quase todos os dias, percorrer mais de 50 km seguidos em estradas de terra batida e muito enlameada no norte da Mongólia, onde danifiquei a suspensão traseira, apanhar com temperaturas de 5 e 6 graus em quase todos os dias na Sibéria, etc”, explicou à chegada. “Não é fácil, mas consegue-se”, afirma o residente de Macau, pois “quem corre por gosto não cansa”. Sérgio Fonseca
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DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO Torna-se público que, de acordo com o Despacho de 5 de Agosto de 2019 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação do serviço de realização do Espectáculo de Lançamento de Fogo-de-Artifício no Dia da Fraternidade Universal. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.o andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos suplementares, encontrando-se o referido processo igualmente patente no website da Direcção dos Serviços de Turismo (http://industry.macaotourism.gov.mo), podendo os concorrentes fazer “download” do mesmo. O limite máximo do valor global da prestação de serviço é de MOP1.300.000,00 (um milhão e trezentas mil patacas). Os pedidos de esclarecimento devem ser feitos por escrita e apresentados até ao dia 27 de Agosto de 2019 pelas 17:45 na área dos Avisos Públicos do website da Indústria Turística de Macau (http://industry.macaotourism.gov.mo), as respectivas respostas também serão publicadas no mesmo website. Critérios de apreciação das propostas e percentagem: Critérios de adjudicação Factores de ponderação Preço 20% A quantidade de disparos 20% Criatividade 20% - Descrição do tema do espectáculo de fogo-de-artifício - Utilização de tecnologia nova (descrição de utilização de criatividade ou produto específico, ou descrição de efeitos espectaculares) - Descrição do plano do lançamento e dos seus efeitos - Descrição do equipamento a ser utilizado Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço 30% - Plano de transporte dos materiais pirotécnicos - Plano do lançamento - Plano de segurança na operação do lançamento - Mapa do traçado do local do lançamento Experiência do concorrente 10% Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335341, Edifício Hotline, 12.o andar, durante o horário normal de expediente e até às 17:45 horas do dia 9 de Setembro de 2019, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais de RAEM ou em inglês, prestar a caução provisória de MOP26.000,00 (vinte e seis mil patacas), mediante 1) depósito em numerário à ordem do “Fundo de Turismo” no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque, emitidos à ordem do “Fundo de Turismo” (número da conta:8003911119) 4) por transferência bancária na conta do Fundo do Turismo do Banco Nacional Ultramarino de Macau. Acto público do concurso, no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 10 de Setembro de 2019. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados ao concurso, nos termos do artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o prazo de entrega das propostas e de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 7 de Agosto de 2019. A Directora dos Serviços Maria Helena de Senna Fernandes
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A crianca não sabe que pertence à terra ´
A pintura e o desejo imenso do imperador Qianlong Paulo Maia e Carmo texto e ilustração
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UI Xing, a «estrela kui», originalmente designava a mais longínqua da «pega» das sete estrelas da constelação da Ursa Maior. Por ser demasiado complexa a sua figuração, o caracter kui que a designa, sofreu duas mutações: primeiro uma homofonia depois a separação nas duas componentes que o constituem, chegando assim a dois significados gui (fantasma, espírito) e dou (lutar) e foi com estes dois elementos que foi imaginada a sua personificação: a figura de um homem apoiando-se só com um pé em cima de uma tartaruga, o outro levantado, tal como um dos braços, no fim do qual a mão segura um pincel. E assim é figurado Kui Xing, que representa o sucesso nos exames imperiais. Zhang Yanyuan explica o modo como essa mesma estrela kui estará na origem da escrita: «quando Zang Jie, que tinha quatro-olhos, olhou para o céu e viu imagens caindo da estrela combinou-as com pegadas de pássaros e tartarugas, e desta forma foram fixados os caracteres.» Uma estrela estará também na origem de uma palavra latina que será declinada em outras tantas línguas do Ocidente: desidero, desejo, terá segundo alguns etimólogos, na sua origem sidero, estrela, significando a percepção da falta, da perda ou a vontade de uma estrela que passa, um caminho votado à desilusão ou à melancolia senão à catástrofe. Qianlong (1711-1799), o imperador que mostrou um ilimitado interesse por todas as coisas do mun-
do, tinha que ocupar todos aqueles funcionários que não tinham passado nos exames imperiais. De forma característica, aproveitando a grande quantidade de funcionários, empregou-os em tarefas monumentais que buscaram a apreensão de todos esses conhecimentos. Uma delas foi a inventariação e o aumento das colecções imperiais de pintura e caligrafia, que por 1745 já contavam com mais de dez mil rolos. No seu regrado dia a dia o imperador ocupava-se da parte da manhã dos assuntos de Estado e de tarde escrevia poemas, pintava e admirava pinturas. É o que se observa numa pintura conservada em Pequim no Museu do Palácio (tinta e cores sobre papel, 136,4 x 62 cm, rolo vertical), onde está representado o imperador observando uma pintura junto de uma mesa, num jardim onde não faltam elementos codificados da pintura como pinheiros, rochas, bambus e um rio. Rodeado de serviçais o monarca examina uma pintura em que ele mesmo está representado, envergando o traje do bodhisattva Manjusri, vendo o banho de um elefante branco. A sucessão de exotismos prolonga-se na autoria da pintura, atribuída ao pintor Lang Shining (o jesuíta italiano Giuseppe Castiglione), com Ding Guanpeng (activo 1738-1768). Essa vontade imperial de tudo abarcar, confundindo e ultrapassando todas as convenções seria percebida como sintoma do crepúsculo do império. É certo que no tempo longo, pouco mais durou porém, como uma estrela cadente, brilhou.
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José Simões Morais
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cantar dos grilos já não ouvia há anos, mas fez-se escutar durante as primeiras horas da noite junto ao prédio onde habito no meio da cidade. O som intenso produzido pela série de pêlos colocados nas bordas das asas ao roçarem uma na outra dá para perceber estar o macho à procura de atrair uma fêmea. O grilo, insecto omnívoro da ordem Orthoptera da Família Gryllidae conta com cerca de 900 espécies. Em Outubro a fêmea põe c.500 ovos que eclodem em Abril, Maio, e nos primeiros 20 a 25 dias muda a pele por seis vezes, levando cada uma de 3 a 4 dias. Vivem 150 dias, sendo o seu cantar um sinal de boa sorte. O combate entre grilos foi para os chineses um dos seus divertimentos milenares e se a facilidade de os encontrar no campo permitia ao povo poder usufruir sem custos tal diversão, houve aficcionados entre oficiais governamentais e mesmo na corte imperial que não enjeitavam assistir a esses confrontos e alguns até adquiriram um animal vencedor. Inveterados jogadores, os chineses investiram nesses combates, que num entusiasmo crescente evoluiu para um negócio, fazendo-se apostas a atingir avultadas somas. Assim era preciso arranjar possantes grilos machos e daí aparecerem pessoas especializadas em os capturar nas tocas. Estes não se deixavam facilmente apanhar e só ao fim da tarde e à noite davam com o canto sinal da sua existência. Segundo Leonel Barros, “O grilo campestre é um dos insectos mais vulgares e abundantes na China. O preço de cada animal varia pelo seu tamanho e pela constituição física, podendo portanto, um bom grilo com três centímetros de comprimento, com fortes patas traseiras, vir a custar cerca de setecentas a novecentas patacas. Os menores, isto é, os que não ultrapassam os dois centímetros custam apenas umas cem a cento e vinte patacas, o que já se pode considerar bastante caro, pois o verdadeiro preço para animais desse tamanho, fora da época das apostas é apenas de umas cinco ou seis patacas.” Texto de meados do século XX que, em conjunto com o de Luís Gonzaga Gomes, refere os nomes das variedades dos grilos lutadores: cabeça branca; cabeça amarela; cabeça preta; mandíbulas de caranguejo; fios de seda; antenas prateadas; e mancha de flor de ameixoeira conhecido por Mui-fá-tim. “Os grilos apanhados nas tocas de escolopendras ou serpentes, também em hibernação, são os mais combativos e difíceis de apanhar, razão por que os insectos apanhados nestas circunstâncias são vendidos por elevados preços, que chegam a ser cinco vezes superiores ao valor dos grilos capturados nos campos de cultura”, segundo Leonel Barros, que adita, “Nas ilhas da Taipa e Coloane encontram-se alguns grilos que servem para os combates. No entanto, os mais apreciados são aqueles que vêm da China e, para os trazer existem pessoas especializadas.” Para os grilos entrarem em Macau era necessário pagar uma taxa de importação e por isso eram eles transportados ilegalmente dentro de “tubos de bambu em cujo interior existem al-
Luta entre grilos gumas folhas verdes e bagos de alpista”, escondidos nas bagagens. “Só que as mais das vezes, tal intenção não é aceite pelo transportado: segundo consta, os grilos vêm muito caladinhos nos tubos de bambu e, como se possuíssem um sexto sentido começam a fazer barulho junto à alfândega... Daí que muitos sejam transportados de barco, para evitar aborrecimentos.” O valor de um grilo campeão, um Mui-fá-tim era de uma fortuna, pois rendia muito dinheiro ao seu proprietário “sendo o mais estimado e mais valioso, o bicho cujo chiar for mais ruidoso e es-
O valor de um grilo campeão, um Mui-fá-tim era de uma fortuna, pois rendia muito dinheiro ao seu proprietário “sendo o mais estimado e mais valioso, o bicho cujo chiar for mais ruidoso e estrídulo” e em Macau, os melhores exemplares “eram disputados principalmente entre os membros das riquíssimas famílias Siu, Lei e Kuan desta cidade.”
trídulo” e em Macau, os melhores exemplares “eram disputados principalmente entre os membros das riquíssimas famílias Siu, Lei e Kuan desta cidade.” Tratados como ídolos, os grilos “viviam em verdadeiros hotéis de luxo (luxuosos potes de barro vidrado), com todas as mordomias. Alimentavam-nos de duas espécies de peixe, gorgulhos especiais, castanha ou arroz cozido e mel para os avigorentar. Quando se encontram atacados de indigestão, uma dose regular de larvas vermelhas, os hong-tch’ong, põe-nos outra vez lestos. Se estão constipados, pequena porção de mosquitos, curam-nos logo; se andam febris, são restabelecidos com rebentos da ervilheira selvagem, e se a respiração se lhes torna difícil, administram-se-lhes borboletas de bambu. Além desses cuidados materiais, o macho necessita de ser visitado por uma companheira todas as noites, não lhe sendo, porém, permitido prolongar essa visita por mais de duas horas”, segundo LGG
OS COMBATES
Sendo Macau no início do século XX célebre pela luta de grilos, em Agosto as inúmeras hospedarias e hotéis enchiam-se de vendedores desses insectos e de entusiastas que chegavam como apostadores. Em dias previamente fixados, aberto ao público realizavam-se os combates em locais como o Hotel Central e o Hotel Ung Chao (situado primeiro na Rua do Bocage e depois na Rua das Lorchas), bem como em algumas residências particulares de chineses como na Rua dos Cules, na Travessa dos Anjos e na Calçada do Gamboa. Uma multidão enchia o espaço para assistir aos combates, iniciados pela escolha dos grilos que se vão gladiar atra-
vés do peso, da sua força e do tamanho. A partir daí fazem-se as apostas, que nunca eram com dinheiro a pronto, havendo apenas duas espécies de paradas, as de porco assado (kâm-tchü ou Siu Chi 金猪), que podiam ser de $300, $150 ou de $100, conforme prévio ajuste e a do péang (饼, bolo chinês), de menor valor. As apostas eram feitas por contratos sob palavra ou lavravam-se promissórias e “Feita a jogada, nenhuma das partes podia voltar com a palavra atrás e as paradas elevavam-se frequentemente a mais de dez porcos assados ou seja, a uns poucos de milhares de patacas.” Colocados os grilos num vaso circular a servir de arena, os donos com um pincel de pêlo de bigode de rato esfregavam as costas do seu insecto acicatando-os, levando ao início de um combate cujo desenlace era decidido, ou pelo desmembramento de um dos animais, ou pela recusa e fuga de um dos grilos. Segundo Luís Gonzaga Gomes, “O proprietário do local ou do exclusivista recebia 20% e os donos dos grilos vencedores numa cerimónia solene com um galhardete encarnado, tendo inscritos caracteres laudatórios ao grilo campeão. Forma-se, em seguida, um cortejo para fazer regressar o grilo à casa do proprietário, indo à frente um criado empunhando com donaire o galhardete e durante o trajecto lançam-se petardos, com o fim de atrair a multidão dos curiosos.” “Quando morriam, os grilos vitoriosos eram metidos em pequenos recipientes, do tamanho de uma caixa de fósforos, e enterrados com grande pompa”, segundo Leonel Barros que termina dizendo haver em Macau “cerca de vinte equipas que participam todos os anos nos combates de grilos, organizando mesmo competições internacionais com equipas de Hong Kong, onde se disputam e distribuem medalhas de ouro aos vencedores.” Estas lutas ocorreram entre a segunda metade do século XIX e a primeira do seguinte. Desde então decaíram e agora deixaram de se fazer.
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8 2 6 4 5 1 4 0 7 4 9 8 1 5 2 7 3 8 0 TEMPO POSSIBILIDADE DE TROVOADAS MIN 24 MAX 29 HUM 80-98% • EURO 0 5 8 7 3 5 4 5 2 6 7 1 9 O QUE FAZER 1 9 2 6 ESTA SEMANA 9 6 1 5 2
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0 2 6 5 4 1 6 2 | “O5VAGABUNDO” 1 9 7 4 0 8 EXPOSIÇÃO Casas da Taipa – Exterior 7 4 9 8 0| Até36/101 5 2 EXPOSIÇÃO 1 7 | “JARDIM 3 2DAS5DELÍCIAS 4 TERRENAS” 6 8 0 Wynn Macau | Até 6/10 0 6 4 5 8 1 9 7 3 EXPOSIÇÃO DA BONDADETERNA” 5 1 | “CONTEMPLAÇÃO 0 3 7 2 8 9 6 Museu de Arte de Macau | Até 6/10 2 8 7 4 6 9 0 3 5 EXPOSIÇÃO | “BANHANDO-SE NA BRISA 4 5 – 2PINTURAS 6 DE 3 LIU8MENGKUAN” 7 1 9 PRIMAVERIL MAM 8| Até325 de1Agosto 9 4 0 2 6 7 9 0 | “HOT 6 FLOWS 7 1– PEARL 5 RIVER 3 2 4 EXPOSIÇÃO DELTA ARTS RETROSPECTIVE” Armazém do Boi | Até 13 de Outubro
3
6 4 3 1 2 7 0 8 5 9
8 0 5 7 9 4 3 6 2 1
2 7 6 0 8 5 1 9 4 3
Cineteatro 5 4 7 1 6 0 2 8 9 3 5
8 5 0 3 6 9 7 2 4 1
2 3 4 9 5 6 1 8 0 7
9 5 1 4 3 2 6 0 8 7
7 9 4 5 0 6 8 1 3 2
1 3 8 2 6 9 7 5 0 4
4 8 2 3 5 1 9 7 6 0
3 6 0 9 7 8 4 2 1 5
0 2 7 6 1 3 5 4 9 8
7 3 6 9 2 4 1 0 5 8 5 1 9 8 4 0 2 3 7 6
C I N E M A
9 1 8 7 2 0 4 3 5 6
0 9 2 4 7 1 5 6 8 3
5 6 3 1 8 7 2 0 9 4
6 0 7 5 4 3 9 1 2 8
3 4 6 8 9 5 0 7 1 2
1 8 9 2 3 4 6 5 7 0
7 2 5 0 1 8 3 4 6 9
THE ANGRY BIRDS MOVIE 2 SALA 1
Com: Simon Yam, Gigi Leung, Him Law, Charlie Yeung, Angela Yuen 14.30, 19.30, 21.30
FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Shinnosuke Yakuwa 14.30, 16.30,19.30
TOY STORY 4 [A]
DORAEMON THE MOVIE: NOBITA’S CHRONICLE OF THE MOON EXPLORATION [B]
BODIES AT REST [C] FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Renny Herlin Com: Nick Cheung, Richie Jen, Yang Zi 21.30 SALA 2
LITTLE Q [B] FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Law Wing Cheong
FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Josh Cooley 16.30
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0 2 3 6 1 7 9 8 5 5 3 4 2 9 0 4 7 9 3 6 1 7 5 8 8 4 6 1ADEUS 0 2
4 8 6 1 7 2 5 0 3 9
GLACIAR 4 1 0 7 3 9 5 4 2 8 6
8 6 9 1 4 3 2 0 5 7
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19.8.2019 segunda-feira
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2 6 1
4 6 7 5 1 8 0 3 2 6 6 4 5 3 4 1 7 9 2 6 28.95 BAHT 2 0.26 YUAN 1.14 3 4 4 8 3 6 1 5 2 7 4 0 VIDA DE CÃO 0 0 3 8 4 3 9 7 5 LEI DO MAIS FORTE 8 0 9 7 5 6 8
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6 1 23 9 5 2 7 30 8 54 6 6 7 5 8 1 9 4 02 6 7 98 39 0 4 23 11 5 5 9 0 4 3 2 2 3 4 1 0 7 0 8 3 46 85 4 9 1 7 2 74 5 40 1 8 33 7 66 2 9 8 0 7 9 2 6 99 2 34 07 66 51 3 15 0 8 1 4 8 5 6 3 46 7 21 64 93 18 5 32 9 0 3 6 1 0 5 8 38 0 65 2 4 99 6 57 3 1 9 8 2 7 4 0 4 2 3 6 9 1 5 9 8 13 50 2 1 4 6 7 5 em23memória 39 07 6 8 90 75 4 0 A Islândia 1 9 descerrou 2 7 ontem 5 uma placa 1 2 do primeiro glaciar da ilha a perder essa 9 para7o aquecimento 34 6 0global. 52vai 9ser descerrada 68 3 7 denominação, 5 6 3para8chamar 4 a atenção 1 A5placa
no local do antigo Okjokull, ou glaciar Ok, em islandês, no oeste da ilha. A cerimónia vai contar com a presença da primeira-ministra islandesa, Katrin Jakobsdottir, e a antiga comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos Mary Robinson.
9 7 1 2 5 6 3 8 4 0
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 4
4 8 0 6 3 1 9 7 2 5
6 3 5 4 2 9 7 1 0 8
0 5 8 7 1 2 6 3 9 4
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8 0 FILME 9 1 7 HOJE 3 5 4 UM 4 6 7 5 0 8 2 1 5 3 2 0 1 9 4 6 3 0 8 5 7 9 2
É um daqueles filmes especiais que 2 recordamos 1 6 8todos5 os4anos7 por esta altura – o feriado cató9 de715 de 4 Agosto 3 2– quando 6 8 lico as0cidades do sul da Europa 9 5 7 3 1 6 estão vazias de população, a 6 8para3as zonas 4 9costeiras, 2 0 banhos e o calor letárgico afecta quem 3 para 4 trás.1Com 2 o título 8 inglês 5 9 fica “Mid-August 1 2 0 Lunch”, 6 4o almoço 7 3 de feriado por honra de Nossa 7 5daAssunção 8 9 é6o pretexto 0 1 Senhora para o cinquentão Gianni ser obrigado a tomar conta da mãe do senhorio, a quem deve várias rendas. O que devia ser apenas um almoço, estende-se por dias a fio, numa Roma quente onde só permanecem os esquecidos. O realizador é também o protagonista, e as personagens divertidas e encantadoras foram quase todas recrutadas num lar daquela cidade italiana. Raquel Moz
7 1 4 9 0 8 5 6 3 2 6 3 7 9 5 2 1 0 8 4
3 9 2 8 6 4 0 5 7 1 2 9 8 0 1 4 7 6 5 3
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4 8 3 1 1 6 0 62 2 97 4 9 9 0 5 5
PROBLEMA 5
11 5 2 4 7 8 0 6 3 9 1
27 4 2 0 56 65 9 8 1 73 3 6 8 1 4 7 9 0 2 5
90 5 84 79 3 8 46 31 7 62 0 1 3 6 9 5 2 8 4 7
09 8 5 47 1 0 53 4 2 36 9 7 2 5 0 4 3 6 1 8
53 0 6 14 8 2 21 5 9 47 7 0 5 3 2 8 1 9 6 4
62 1 79 55 7 3 90 16 8 84 6 8 9 4 1 3 5 7 0 2
35 6 7 1 99 54 2 0 3 28 8 4 0 2 6 1 7 5 3 9
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74 7 50 2 15 81 8 43 6 99
S U D O K U
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Diariamente 1 EXPOSIÇÃO | ”CORES DA ÁSIA” | CASAS DA TAIPA
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1 9 8 3 4 6 7 2 5 0
Na semana passada o Corpo da Polícia de Segurança Pública de Macau usou, de 4 preguiçosa e pouco precisa, a lei para forma justificar uma decisão política. Dias negros 8 quando 9 5 4 forças 09 policiais 84 1 tomam 7 27 se anunciam decisões políticas. Não vou discutir aqui 0 36 8 2 67 48 73 1 os 91 méritos, ou deméritos, da vigília que estava marcada6para1esta7 3segunda-feira. 5 2 35A coluna 9 0 de hoje serve só para perguntar para que 71 Básica 95 8e0a ilusão 2 de0que64vivemos 47 39 serve a Lei num Estado de Direito. A existência de 9 4 0 1 3 9 5 6um70 sistema judicial isento de arbitrariedade é condição 5 23essencial 3 5à fixação 7 6de empresas, 4 8 18 à prosperidade económica e a uma relação 52entre48cidadão, 01 9sociedade 1 87e o poder. 36 65 saudável É o que0separa uma sociedade civilizada 2 64 8 3 91 5 4 da barbárie. A decisão da polícia assentou 8 interpretação numa 85 6 36 da14intenção 72 00do 2pro-53 testo, de que a vigília era uma espécie de 7ilegalidade 7 9 (qual? 40 Não 55 interessa). 2 0 82 elogio à1 Além disso, apesar da vigília anunciada ser silenciosa e pacífica, diz-se que pode perturbar a paz social. Quão frágil é a mui 6 apregoada harmonia de Macau se fica 7 4 31 por 27pessoas 03 85sentadas 6 9 gravemente abalada em silêncio? E sejamos francos. Teme-se 1 97 0 70 58 6 81 4 a violência de uma manifestação pacífica e silenciosa, 9 esta 63 8ou a9reacção 51 3que 2 pode 4 17 provocar? Se a segunda hipótese for a mais 2 5 a harmonia 0 4 de15Macau 74 está 9 presa 2 3 provável, por pinças e explode ao mínimo sinal de 9 87 64 23 3 1 48 70 05 opinião oposta ao status quo político. Esta é a0mensagem 39 25 que87o poder 6 9está16a passar. 08 52 Finalmente, podemos concordar que o 5 9de 42 0deixa1 de6 6 2 7jurídico 9 Macau ordenamento ter aplicabilidade quando o assunto 94 5 1 48 85 7assume 3 20 um cariz ligeiramente político? Resta-nos continuar elogios 4 a ouvir 30 7 04 à Lei 67 Básica 5 99e ao8 princípio “Um País, Dois Sistemas” por 69 86abaixo 20 constante31 5 7 aqueles0que 1 os deitam mente. João Luz
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2PRANZO 4 1DI FERRAGOSTO3| GIANNI 0 9DI GREGORIO 1 7 8 (2008) 6 4 5 3 9 2 7 4 8 9 6 5 1 1 6 7 8 5 3 4 0 2 1 6 8 9 0 6 1 5 2 3 4 7 0 3 7 5 7 9 0 6 5 1 3 8 9 2 6 4 2 1 0 8 3 9 5 0 8 4 9 8 6 5 2 7 4 3 4 1 2 0 3 7 9 6 5 8 2 7 5 8 5 4 2 3 1 9 0 7 6 0 3 1 6 8 7 4 0 2 9
SALA 3
THE ANGRY BIRDS MOVIE 2 [B] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Thurop Van Orman 14.30, 16.30,19.30
CRAYON SCHINCHAN 2019 [B] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Masakazu Hashimoto 21.30
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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Juana Ng Cen; Sofia Margarida Mota Colaboradores Amélia Vieira; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gisela Casimiro; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Navarro de Andrade; José Simões Morais; Luis Carmelo; Michel Reis; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rita Taborda Duarte; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
3 09 8 5 26 94 7 1 47 6
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opinião 15
segunda-feira 19.8.2019
LUÍS LEIRIA in Esquerda.net
Devemos ser indiferentes a Bolsonaro?
A
NA Sá Lopes (ASL) criticou, em editorial do Público, a posição assumida pelo Bloco de Esquerda de considerar inaceitável a visita oficial do Presidente Bolsonaro a Portugal, prevista para o início de 2020, e de pedir o seu cancelamento. Para ela, não faz sentido manifestar ao povo irmão brasileiro solidariedade contra os atropelos à democracia praticados pelo Presidente do Brasil, porque foi esse mesmo povo que o elegeu “em eleições até agora não declaradas ilegais.” O motivo invocado pelo Bloco foi o ataque de Bolsonaro à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) afirmando, em tom de troça, que Fernando Santa Cruz, pai do atual presidente da Ordem, Felipe Santa Cruz, não
foi assassinado pela ditadura e sim pelos seus próprios camaradas. Isto quando todos os documentos demonstram o contrário. Para ASL, tratou-se apenas de “mais uma imbecilidade de Bolsonaro”, “nada de novo” vindo de quem já antes glorificara o torturador Brilhante Ustra. Nada que justifique o cancelamento de uma visita de Bolsonaro a Portugal. “O BE quer romper relações com o Brasil?”, fulmina ASL. O que choca na posição do editorial é a indiferença com que assiste à atuação do governo de Jair Bolsonaro como se esta nada tivesse a ver connosco. O povo brasileiro elegeu Bolsonaro, agora que se amanhe. Diante da avalanche de provocações neofascistas do Presidente do Brasil, os portugueses deveriam ficar impávidos e recebê-lo como a qualquer dignitário. É como se Portugal fosse uma espécie de hotel aberto a qualquer governante de qualquer país do mundo com quem tenhamos relações. Se fosse assim, não precisaríamos de um chefe de diplomacia. Bastava um chefe de protocolo. O ataque a Felipe Santa Cruz foi grave porque mostrou que a Bolsonaro sobra a
crueldade e falta a empatia com o ser humano. E, sobretudo, porque desrespeitou os fundamentos do Estado Democrático de Direito, entre eles “a dignidade da pessoa humana, na qual se inclui o direito ao respeito da memória dos mortos”, como bem disse a OAB. ASL tem razão quando diz que Bolsonaro nunca escondeu a sua admiração por torturadores. Mas no impeachment de Dilma ele era apenas um aspirante a candidato à
A indiferença frente a Bolsonaro significa ignorar os pedidos de socorro que soam pelo Brasil. Todos recordamos que fascismos dos anos 30 na Europa também foram eleitos sem que os outros governos europeus mostrassem grande incómodo
presidência. ASL erra ao tratar Bolsonaro como um fulano que comete muitas “imbecilidades”. As atitudes do Presidente do Brasil parecem disparatadas mas são pensadas e têm alvos precisos: destruir a liberdade de imprensa, proteger os lucros do agronegócio, incentivando o desmatamento da Amazónia, reabilitar a ditadura militar de 1964-1984, entre outros. A indiferença frente a Bolsonaro significa ignorar os pedidos de socorro que soam pelo Brasil. Todos recordamos que fascismos dos anos 30 na Europa também foram eleitos sem que os outros governos europeus mostrassem grande incómodo. As consequências que essa indiferença provocou marcaram a História para sempre. Bolsonaro, é certo, venceu umas eleições em condições muito específicas e num processo manipulado para que o líder de todas as sondagens não pudesse ser candidato. Diga-se em abono da verdade que, ao fim de 200 dias de governo, o apoio de que desfruta caiu para 31%, (foi eleito com 55,13% dos votos), enquanto a reprovação subiu para 39,3%.
O poder é a doença que mais se apega. Erich-Maria Remarque
TIMOR-LESTE AVARIA DEIXA TERRITÓRIO TRÊS HORAS SEM LUZ
PYONGYANG CONFIRMADO LANÇAMENTO DE DOIS PROJÉCTEIS
G
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RANDE parte do território de Timor-Leste, com excepção do enclave de Oecusse, esteve ontem sem luz durante cerca de três horas devido a uma avaria na principal central eléctrica do país, em Hera, a leste da capital. O Ministério das Obras Públicas informou numa mensagem divulgada através do Facebook que o serviço eléctrico foi suspenso entre as 19:50 e as 23:20 locais, devido a um problema num “disjuntor de protecção do transformador” da central. Técnicos da Eletricidade de Timor-Leste (EDTL) e da empresa Wartsila trabalharam para reparar o problema, tendo o ministro das Obras Públicas, Salvador Pires – que visitou a central –, agradecido a “paciência de toda a comunidade”. Os técnicos estiveram a trabalhar “mais de cinco horas” para resolver todos os problemas existentes, explica a mesma mensagem. A EDTL explica num dos seus ‘posts’ sobre a situação que houve um problema com o sistema de controlo electrónico da central de Hera, afectando um dos disjuntores, o que levou ao corte de toda a energia para o país. A única região que esteve sempre com a situação normalizada foi a do enclave de Oecusse Ambeno, que tem um gerador independente, em Sakato, na parte leste da região.
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segunda-feira 19.8.2019
PALAVRA DO DIA
Estas pessoas foram detidas de acordo com a lei de segurança pública, explicou um magistrado citado pela agência de notícias francesa AFP, acrescentando que esta lei permite que as autoridades prendam uma pessoa até dois anos sem acusação ou julgamento
Alta tensão Pelo menos 4 mil pessoas detidas em Caxemira em duas semanas
P
ELO menos 4.000 pessoas foram detidas em Caxemira sob controle indiano desde a revogação da autonomia do território por Nova Deli, há duas semanas, para evitar manifestações, disseram fontes do governo citadas pela AFP. Estas pessoas foram detidas de acordo com a lei de segurança pública, explicou um magistrado citado pela agência de notícias francesa AFP, acrescentando que esta lei permite que as autoridades prendam uma pessoa até dois anos sem acusação ou julgamento. A imprensa indiana contabilizava na quarta-feira 500 pessoas detidas na semana passada em Jammu-Caxemira, o lado indiano do território. Na sexta-feira, as autoridades paquistanesas afirmaram que pelo menos seis paquistaneses foram mortos em menos de 24 horas por disparos de tropas indianas feitos a partir da Linha de Controlo na região da Caxemira. Neste território, reivindicado pela Índia e pelo Paquistão, as tensões têm estado a crescer desde 5 de Agosto, quando o Governo indiano anunciou a revogação
da autonomia constitucional do estado de Jammu-Caxemira, medida explosiva que visa colocar a região sob uma tutela mais direta de Nova Deli e que o Paquistão considerou “ilegal”. As duas potências nucleares do sul da Ásia já travaram duas guerras pelo controlo de Caxemira. Desde 1948, uma resolução da ONU prevê a organização de um referendo de autodeterminação em Caxemira, que se mantêm letra morta face à oposição de Nova Deli. Diferentes grupos separatistas combatem, há décadas, a presença de cerca de 500 mil soldados indianos na região de Jammu-Caxemira, para exigir a independência do território ou a integração no Paquistão. Dezenas de milhares de pessoas, na grande maioria civis, já morreram no conflito.
À MESA DAS NAÇÕES
Desde que a revogação do estatuto foi anunciada, a Caxemira indiana vive num “colete de forças”, com a proibição de concentrações, o corte de comunicações e o reforço das forças de segurança indianas.
Na quarta-feira, o Governo do Paquistão pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre a decisão da Índia de revogar o estatuto de autonomia de Caxemira. O tema, que há décadas não era debatido no Conselho de Segurança das Nações Unidas, foi debatido na sexta-feira pelo órgão, à porta fechada. Em declarações à imprensa no final dos trabalhos, a embaixadora do Paquistão na ONU, Maleeha Lodhi, disse que a sessão permitiu demonstrar que naquela região, alvo de disputa entre Islamabad e Nova Deli, as pessoas “podem estar enclausuradas, mas as suas vozes foram ouvidas nas Nações Unidas”. Maleeha Lodhi acrescentou que as consultas no Conselho de Segurança da ONU, centradas na recente decisão indiana de condicionar a autonomia administrativa de Caxemira, “são o primeiro e não o último passo”, e terminará somente “quando for feita justiça ao povo de Jammu e Caxemira”. O Conselho de Segurança não aprovou qualquer declaração no final da sessão à porta fechada, que foi pedida pela China e pelo Paquistão.
Coreia do Norte confirmou sábado o lançamento de dois projécteis no dia anterior, um teste “bem-sucedido” que foi novamente supervisionado pelo líder Kim Jong-un, informou a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA. Numa declaração em que elogiou o trabalho dos cientistas do país para o rápido desenvolvimento da arma, sobre a qual não deu mais detalhes, Kim apontou que o seu objectivo é “construir uma defesa que tenha capacidades militares invencíveis, que ninguém se atreva a provocar e seguir o fortalecimento” do poderio militar norte-coreano. “Todos devem lembrar-se que é o objectivo central do partido e a sua firme vontade de ter uma força forte para impedir qualquer força de nos provocar”, afirmou Kim, segundo a KCNA. Estas informações foram divulgadas cerca de 24 horas depois das autoridades sul-coreanas terem anunciado que o seu vizinho do Norte tinha lançado dois “projécteis não identificados» que caíram no mar do Japão, na costa leste do país, o sexto lançamento desde o final de Julho. Os projécteis foram disparados na sexta-feira da província de Kangwon, atingiram uma altura máxima de 30 quilómetros e percorreram cerca de 230 quilómetros antes de caírem no Mar do Japão, segundo as autoridades sul-coreanas. Especialistas apontam que os projécteis têm semelhanças externas com o modelo ATACMS, um míssil de superfície, fabricado nos Estados Unidos. Na sexta-feira, a Comissão para a Reunificação do Pacífico, uma instituição do poder norte-coreano, tinha criticado, horas antes do último ensaio, as declarações do Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, feitas na quinta-feira. No discurso, por ocasião do aniversário da libertação da Coreia da ocupação japonesa (1910-1945), Moon Jae-in afirmou que o seu objectivo consiste em alcançar “a paz e a unificação até 2045”, embora o mandato presidencial termine em 2022.