Nº 4812 SEGUNDA-FEIRA 19-7-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
MOP$10
RITMOS DO INFERNO EVENTOS
SEGURANÇA NACIONAL
A exemplo do que está a ser praticado e equacionado em vários países, também Macau admite agora a hipótese de administrar uma terceira dose da vacina da BioNTech. Quanto à abertura de um corredor com Hong Kong, a situação permanece inalterável e dependente da decisão do Governo Central.
REFERÊNCIAS ELEMENTARES PÁGINA 4
JOGO
GETTY IMAGES
PÁGINA 7
GRANDE PLANO
CLIMA
O LUGAR DA CHINA PAULO MAIA E CARMO
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HONESTO E REFINADO PAULO MAIA E CARMO
OBRAS E INCÊNDIOS JOSÉ SIMÕES MORAIS
MEDIA
DECISÕES OLÍMPICAS PÁGINA 5
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Aposta tripla
DUARTE DRUMOND BRAGA
VENHAM DE LÁ AS MASSAS
hoje macau
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COVID-19 GOVERNO ESTUDA HIPÓTESE DE ADMINISTRAR TERCEIRA DOSE DA VACINA
Está a ser estudada a administração da terceira dose da vacina contra a covid-19. Entretanto, a coordenadora do núcleo de prevenção de doenças infecciosas reiterou que as restrições fronteiriças entre Macau e Hong Kong dependem das medidas impostas pelo Interior da China em relação à região vizinha. A contenção é justificada com a hipótese de pessoas com dupla residência provenientes de Hong Kong entrarem na China através de Macau
A
FINAL, poderá haver mais uma dose da vacina contra a covid-19 por administrar. A hipótese foi avançada por Tai Wa Hou, da Direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário, na passada sexta-feira durante a conferência de imprensa de ponto de situação da pandemia. “De acordo com dados e situações mundiais, alguns países estão a planear ou implementar medidas para a terceira dose de vacinação e a Autoridade de Saúde está também a estudar a matéria”, afirmou Tai Wa Hou, alertando para o facto de as autoridades do Interior da China estarem a considerar reforçar a imunização com uma terceira dose do fármaco da BioNTech. O médico indicou que a vacinação com duas doses pode “efec-
tivamente prevenir doenças graves e evitar em alguns casos a morte, mas não é suficiente para prevenir a infecção e transmissão e, com a passagem de tempo, a protecção da vacina gradualmente irá diminuir”. Como tal, o clínico que dirige o hospital público entende que “face à situação actual, a terceira dose da vacina é necessária”. Em relação aos destinatários e altura em que será administrado o reforço, ainda nada está decidido e a Autoridade de Saúde está a estudar a situação. Para já, Tai Wa Hou acrescentou que a administração da terceira dose não se vai limitar a quem foi inoculado com a Sinopharm, “embora o nível de anticorpos da vacina inactivada de Sinopharm seja inferior ao da vacina BioNTech mRNA”. O médico esclareceu que o reforço “não deve apenas
considerar o índice de anticorpos”, dependendo igualmente do stock de vacinas.
Seguir a tendência
Nesta semana, as autoridades de Hong Kong vão discutir a possibilidade de administrar a terceira dose da vacina a pessoas com sistema imunitário mais fraco. A hipótese foi adiantada por Wallace Lau, um dos especialistas do painel de conselheiros do Governo de Carrie Lam sobre vacinação, em declarações à emissora RTHK. A possibilidade de reforço para quem tem níveis mais baixos de anticorpos não é, no entanto, prioritária face à necessidade de aumentar a taxa de vacinação. Para atingir imunidade de grupo, uma comunidade deve ultrapassar a taxa de vacinação de 70 por cento. Para já, a região vizinha regista cerca de 2,73 milhões de pessoas que levaram, pelo menos, a primeira dose da vacina. Esta é uma tendência que se vem constatando a nível internacional. Há cerca de uma semana, Israel passou a disponibilizar uma terceira dose da vacina da BioNTech a adultos com sistemas imunitários mais fracos. A medida foi anunciada na sequência da rápida propagação da variante Delta, que trouxe de regresso a preocupação do Governo de Telavive com a
“Alguns países estão a planear ou implementar medidas para a terceira dose de vacinação e a Autoridade de Saúde está também a estudar a matéria. Face à situação actual, a terceira dose da vacina é necessária.” TAI WA HOU DIRECÇÃO DO CENTRO HOSPITALAR CONDE DE SÃO JANUÁRIO
A manter-se o actual ritmo de vacinação e sem ser possível confirmar quando chega a Macau o próximo lote de vacina da Sinopharm, as autoridades não afastam a possibilidade de o stock deste fármaco esgotar. O stock de vacinas da BioNTech é suficiente para 70 dias
pandemia, que reforçou o stock de vacinas da Pfizer. Aquestão da terceira dose está em discussão também nos Estados Unidos e na União Europeia. Há cerca de uma semana, Bruxelas dava sinais de estar a preparar a eventualidade de administrar à população uma terceira injecção da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNtech. O estado de prontidão foi admitido a comissária europeia da Saúde e Segurança Alimentar, Stella Kyriakides. “Estamos desde já preparados para o caso de ser necessário, tanto a nível europeu como de uma estratégia” comum para compra e distribuição de vacinas, declarou a comissária durante uma conferência de imprensa em Madrid, ao lado da ministra espanhola da Saúde, Carolina Darias. “Trabalhamos continuamente, mas a decisão sobre o assunto virá da ciência”, explicou Stella Kyriakides. A sua equipa “trabalha constantemente com a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) e o Centro Europeu de Prevenção de Doenças (ECDC) para adoptar uma posição nas próximas semanas ou nos próximos meses”, acrescentou. Apesar do avanço da campanha de vacinação na UE (65 por cento dos cidadãos receberam a primeira dose e 47 por cento as duas), a comissária cipriota avisou: A Europa
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A conta que está “numa situação muito frágil, devido ao aumento de casos constatado em muitos Estados-membros, na sequência da variante Delta”.
Prateleiras por encher
Desde o início, a RAEM comprou meio milhões de doses da vacina da Sinopharm, com mais de 370 mil já administradas e 50 mil agendadas para administração. A manter-se o actual ritmo de vacinação, com cerca de 5 mil doses diárias, as
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deus fez
viagens entre Macau e Hong Kong, as autoridades locais afastaram a antiga tese de que a região vizinha precisava acumular 28 dias sem casos locais e passaram a decisão para a esfera nacional. No fundo, Macau só terá ligação a Hong Kong quando a RAEHK retomar a ligação ao Interior. A coordenadora do centro de contingência, Leong Iek Hou, reiterou que as restrições fronteiriças entre as duas regiões administrativas especiais se devem ao receio de que pessoas com dupla residência, oriundos de Hong Kong, entrem na China através de Macau.
“As medidas de Macau devem ser compatíveis com as implementadas pelo Interior da China, não podendo ser facilitada a passagem transfronteiriça entre Macau e Hong Kong se essa decisão influenciar as passagens entre Macau e o Interior da China.” LEONG IEK HOU COORDENADORA DO CENTRO DE CONTINGÊNCIA
autoridades de saúde estimam que o stock desta vacina dá para mais de meio mês. Neste aspecto, ainda não é possível confirmar quando chega a Macau o próximo lote de vacina da Sinopharm, com as autoridades a não afastarem a possibilidade de o stock do fármaco esgotar. Quanto à vacina da BioNTech mRNA, as autoridades têm 140 mil doses disponíveis. “Após o cálculo das doses vacinadas e agendadas, há ainda 70.000 doses a fornecer.
NO CAMINHO CERTO Desde o início da inoculação até às 16h de ontem, foram administradas 451.972 vacinas, abrangendo um total de 268.722 pessoas. Deste universo, 184.637 pessoas foram inoculadas com a segunda dose, o equivalente a 27 por cento da população de Macau. Desde o início da vacinação, de entre as quase 452 mil vacinas administradas, os serviços contaram apenas 6 eventos adversos graves.
Com base na inoculação de 1.000 doses por dia, estas vacinas podem ser fornecidas por 70 dias”, de acordo com o centro de coordenação de contingência. Em relação aos poucos benefícios que Macau oferece a quem completa a vacinação, Tai Wa Hou afirmou que a tendência internacional contempla restrições de deslocações a quem não foi vacinado. O médico destacou as medidas referentes à participação em actividades culturais, recreativas
e desportivas que isentam de apresentação de certificado de resultado negativo do teste de ácido nucleico de 7 dias para quem completou a vacinação. Sem mais exemplos para dar, o responsável adiantou que estão a ser estudadas mais “medidas de facilitação na vida ou deslocação para aqueles que foram vacinados”.
Jogo das fronteiras
Depois de muito se falar sobre a possível abertura de uma bolha de
Sem referir mecanismos nos postos fronteiriços que identificassem as pessoas nessas condições, a responsável afirmou que “as medidas de Macau devem ser compatíveis com as implementadas pelo Interior da China, não podendo ser facilitada a passagem transfronteiriça entre Macau e Hong Kong se essa decisão influenciar as passagens entre Macau e o Interior da China”. Para já, vão continuar as conversações entre os departamentos relevantes das três jurisdições. Quanto à possibilidade de atenuar as exigências de exibição de código de saúde em estabelecimentos e espaços em Macau, face à estabilidade pandémica na província de Guangdong, Leong Iek Hou esclareceu que devido à ascensão global da variante Delta da covid-19, caracterizada por um curto período de incubação e velocidade de propagação, as viagens transfronteiriças levarão inevitavelmente a um aumento no risco de transmissão e infecção. Como tal, a coordenadora vincou que o número de pessoas sujeitas a quarentena obrigatória à entrada em Macau “tem sido elevado”, resultado de muitos “códigos amarelos na comunidade”. Esta foi a razão invocada por Leong Iek Hou para manter a necessidade de mostrar código verde à entrada de estabelecimentos. João Luz
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SEGURANÇA NACIONAL LEI DE HONG KONG É REFERÊNCIA PARA MACAU
Caminho traçado GCS
Wong Sio Chak apontou que a Lei de Segurança Nacional de Hong Kong tem uma função de referência muito importante para o trabalho legislativo em Macau. Por seu turno, Xia Baolong, chefe do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado afirmou que a aplicação da lei foi um marco importante na implementação do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’
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RECISAMENTE um ano depois da implementação da Lei de Segurança Nacional de Hong Kong, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, defendeu na passada sexta-feira que o diploma
O
tem uma função de referência muito importante para Macau, nomeadamente a nível de exemplo legislativo a seguir. “A introdução da Lei de Segurança Nacional em Hong Kong permite-nos ver [a introdução de] novos sistemas como referência, especial-
Executivo considera que o problema do abastecimento da carne de porco e da escalada de preços está praticamente resolvido e que os custos estão a baixar. A posição foi tomada por José Tavares, presidente do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), em resposta à interpelação do deputado Leong Sun Iok, membro dos Operários. Apesar de reconhecer que a peste suína africana no Interior e a covid-19 contribuíram para o aumento dos preços da carne de porco em Macau no passado recente, Tavares diz agora que o Executivo tomou várias medidas para atenuar os efeitos, como a abertura de novas rotas de abastecimento
mente durante o movimento contra a alteração da Lei de Extradição, quando surgiram uma série de comportamentos que violaram e colocaram em perigo a segurança nacional”, começou por dizer Wong Sio Chak, segundo a TDM-Canal Macau, após ter participado
por videoconferência, num seminário sobre o balanço do primeiro ano da aplicação da lei relativa à defesa da segurança. “Já não estamos a falar da mesma segurança nacional do passado. Por isso, a Lei de Segurança Nacional tem
Contas de merceeiro Crise com preço da carne de porco está resolvida
que levaram o mercado para níveis pré-pandémicos. “O ponto de trânsito de Doumen, que foi construído em articulação com o Interior da China, entrou em funcionamento em Maio do ano passado, e as fontes de porcos vivos, para além de contemplarem a Província de Guangdong, poderão ser alargadas a fornecedores da Província de Hunan e da região de Guangxi, o que contribuirá para o aumento da estabilidade no fornecimento”, informou o presidente do IAM. José Tavares reconheceu também que os preços permaneceram
estáveis devido à “cooperação entre os vendedores a grosso e a retalho”.
Todos juntos
Sobre a situação actual, o presidente do IAM reconheceu que “com o aumento gradual da oferta de porcos vivos do Interior da China” nos últimos meses houve margem de manobra para diminuir os preços. Por isso, o Governo, representantes das sociedades Nam Kuong, Nam Yue, monopolistas do abastecimento, os principais supermercados, vendilhões de
uma função de referência muito importante para a optimização contínua do trabalho de legislação como próximo passo”, acrescentou. Sobre o tópico, o secretário lembrou ainda que Macau elaborou a Lei relativa à defesa da segurança do Estado em 2009 e que, em 2018, criou a Comissão de Defesa da Segurança do Estado, salientando que o conjunto de regimes complementares sobre a segurança nacional é melhorado e actualizado de forma constante. Desse conjunto de regimes, apontou Wong de acordo com um comunicado oficial, fazem parte, entre outras, a Lei de Bases da Organização Judiciária, a Lei da Cibersegurança e os regimes jurídicos sobre a migração, entre outras.
“A promulgação e a aplicação da lei de segurança nacional reverteram o caos em Hong Kong (…) e serviu como um marco importante na implementação do princípio ‘um país, dois sistemas’”, disse o responsável.
Parede intransponível
Xia Baolong citou ainda o Presidente chinês, Xi Jinping, afirmando que a lei tem um “profundo significado” para a “implementação constante e sustentada” do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ “sob novas circunstâncias” e para a “manutenção da prosperidade e estabilidade duradouras em Hong Kong e Macau”. Por último, Xia enalteceu as autoridades de Hong Kong por terem construído uma “parede de ferro” para a segurança nacional e disse que Hong Kong, protegida pela lei, tem um “papel importante” a desempenhar, enquanto a “nação chinesa avança para alcançar o seu grande rejuvenescimento”. O evento contou ainda com a participação do Chefe do Executivo Ho Iat Seng.
Momentos antes, durante o seminário organizado pela Associação Chinesa de Estudos de Hong Kong e Macau, o chefe do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado chinês, Xia Baolong, reiterou a jurisdição de Pequim sobre as regiões administrativas especiais, no aniversário da entrada em vigor da lei de segurança nacional em Hong Kong. Xia Baolong, que é também vice-presidente do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, apontou ainda a “posição firme” da liderança chinesa de implementar “plena e fielmente” o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, citada pela agência Lusa.
carnes e a Associação dos Comerciantes de Carne Verde Iong Hap Tong de Macau estiveram reunidos. Como consequência do encontro, o Executivo diz que os preços finais baixaram: “Desde 25 de Junho do corrente ano, o preço de venda por grosso de porcos vivos desceu de 2.780 patacas por picul para 2.450 patacas por picul, representando uma descida de de 12 por cento”, pode ler-se na interpelação. O picul é uma unidade de medida que equivale aproximadamente a 60 quilogramas. Em relação à venda por retalho nos supermercados, mercados a redução foi menos acentuada, mas terá atingido níveis de 8 a 8,7 por cento. J.S.F.
“A Lei de Segurança Nacional tem uma função de referência muito importante para a optimização contínua do trabalho de legislação.” WONG SIO CHAK SECRETÁRIO PARA A SEGURANÇA
Pedro Arede
CAEAL Recebidas três reclamações de listas desqualificadas
A Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) recebeu na sexta-feira três reclamações apresentadas por mandatários de listas candidatas às eleições legislativas. Segundo um comunicado, a CAEAL promete “tomar a decisão sobre todas as reclamações recebidas” e publicar os respectivos resultados em edital. Depois deste processo os mandatários das listas podem recorrer da decisão da CAEAL para o Tribunal da Última Instância. Recorde-se que a CAEAL desqualificou alguns membros de listas candidatas às eleições de Setembro por considerar que não cumpriam sete critérios de elegibilidade de carácter patriótico.
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GCS
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Trabalho Lam Lon Wai questiona feriados obrigatórios
O deputado Lam Lon Wai, questionou o Governo sobre a revisão dos feriados obrigatórios. A pergunta surge em interpelação escrita, divulgada no fim-de-semana, após o Conselho Legislativo de Hong Kong ter prometido uma revisão dos feriados obrigatórios de 12 dias para 17 dias, no prazo de 10 anos. O legislador ligado aos Operários de Macau questionou Ho Iat Seng sobre se o assunto vai ser estudado e se existe a possibilidade dos feriados do Natal, Solstício de Inverno e Barcos Dragão passarem a ser obrigatórios. Como argumento para apoiar a revisão, Lam Lon Wai aponta que Macau só tem 10 feriados obrigatórios, contra os 12 de Hong Kong, e que desde 2008 não há qualquer revisão, algo que deveria ser ponderado.
Ambiente Mak Soi Kun pergunta por políticas de construção
Mak Soi Kun quer saber como o Governo vai garantir que os projectos públicos de construção respeitam a protecção ambiental. “O Governo procedeu a alguma análise e avaliação, antes da elaboração desses projectos, para saber se as técnicas e os equipamentos adoptados, quando concluídos e utilizados, estarão atrasados, ou não, em relação à situação do mercado? Macau está a seguir os passos da política nacional de protecção ambiental e definiu objectivos para atingir o pico de emissões de carbono e a neutralidade de carbono?”, questionou. Em interpelação oral, Mak Soi Kun questiona também o Executivo sobre os materiais utilizados nestes projectos. “Quanto aos projectos de protecção ambiental que estão a ser planeados para investimento e construção, as técnicas e os equipamentos adoptados são introduzidos do interior da China ou do exterior? Trata-se de uma introdução mista? Pode o Governo esclarecer detalhadamente o público sobre isto?”.
Fórum Macau Guiné Equatorial vai ser membro
A Guiné Equatorial vai tornar-se no 10.º membro do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial Entre a China e os Países de Língua Portuguesa, também conhecido como o Fórum Macau. A informação foi avançada pela TDM. A Guiné Equatorial faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa desde 2014, depois de ter tornado o português língua oficial e de se ter comprometido em abolir a pena de morte. Na próxima reunião ordinária do Fórum vão marcar presença os embaixadores de todos os países-membros, estando então prevista a aprovação da entrada da Guiné Equatorial. No entanto, a data da próxima reunião ministerial ainda está por confirmar, assim como a nomeação do secretário-geral do Fórum Macau.
COMUNICAÇÃO JOGOS OLÍMPICOS DE TÓQUIO TRANSMITIDOS NA TDM
Chama que não se apaga Além de assegurar a transmissão dos Jogos Olímpicos na estação pública de Macau, o acordo assinado entre o Governo e o China Media Group autoriza a exibição de um programa alusivo à celebração do 100.º Aniversário da Fundação do Partido Comunista da China. Ho Iat Seng sublinhou que o acordo permite aos residentes sentir a “atenção e o apoio do Governo Central a Macau”
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Governo assinou ontem um acordo de cooperação estratégica com o China Media Group, que autoriza a transmissão dos Jogos Olímpicos de Tóquio em Macau pela TDM. Adicionalmente, ficou também acordada a exibição de um programa alusivo à celebração do 100º Aniversário da Fundação do Partido Comunista da China (PCC), bem como a assinatura de um acordo de cooperação entre a Representação da Estação Ásia-Pacífico do China Media Group e a Universidade de Macau. No discurso de abertura, o Chefe de Executivo, Ho Iat Seng assinalou que o acontecimento marca “um maior desenvolvimento da cooperação entre as (…) duas partes” e concretiza o Acordo-Quadro assinado entre Macau e o China Media Group a 26 de Dezembro de 2020. Para Ho, quem sai a ganhar são os residentes de Macau, pois o acordo permite sentir o apoio dado pelo Governo Central ao território
e contribui para o espírito de união global em torno do combate contra a pandemia de covid-19 “Estas iniciativas [permitem] (…) aos nossos residentes sentir mais aprofundadamente a atenção e o apoio do Governo Central a Macau. Com a autorização da transmissão dos Jogos Olímpicos em Macau, os residentes terão oportunidade de acompanhar as emocionantes e intensas competições e sentir o espírito persistente e tenaz dos atletas dos vários países, espírito este que é tão valioso neste momento que vivemos unidos no combate à epidemia e em
“Estas iniciativas [permitem] (…) aos nossos residentes sentir mais aprofundadamente a atenção e o apoio do Governo Central a Macau.” HO IAT SENG CHEFE DO EXECUTIVO
prol da recuperação do desenvolvimento socioeconómico”, apontou Ho Iat Seng. Sobre a exibição do programa original do China Media Group acerca da celebração do 100º Aniversário da Fundação do PCC, o Chefe do Executivo vincou que permitirá aos residentes “ter um mais amplo e profundo conhecimento sobre a história centenária do PCC e consolidar o sentimento de amor pela Pátria e por Macau dos diversos sectores sociais e dos residentes em geral”. Quanto ao acordo com a Universidade de Macau, Ho deixou a certeza de que a iniciativa irá permitir oferecer um palco maior para o desenvolvimento do curso de comunicação social da instituição.
De mãos dadas
Na mesma ocasião, o Chefe do Executivo sublinhou que a cooperação com o China Media Group é um trabalho conjunto que serve, simultaneamente, “para contar a história chinesa e difundir a voz
da China” e mostrar “a imagem única e encantadora da cidade de Macau”, exemplo prático da concretização “bem-sucedida do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ com características de Macau”. Referindo-se a uma “nova fase”, Ho Iat Seng assegurou ainda que Macau está empenhada em aprender e implementar o “espírito do importante discurso do Presidente Xi Jinping proferido na cerimónia de celebração do 100º Aniversário do PCC”. “Nesta nova fase, e tirando partido das novas oportunidades, iremos, de mãos dadas com todos os sectores da sociedade, participar activamente na construção da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau, acelerar o desenvolvimento adequado e diversificado da economia e escrever um novo capítulo da prática bem-sucedida da causa ‘Um País, Dois Sistemas’”, vincou. Pedro Arede
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ÁFRICA DO SUL RESIDENTE PEDE AJUDA PARA REGRESSAR À RAEM
Retidos no caos
Alexandre Torrão vive há 10 anos no país sul-africano e pretende regressar à RAEM. No entanto, está dependente da autorização do Governo, uma vez que a mulher e as filhas não são residentes
Contudo, a prisão daquele que é um dos mais populares presidentes da ex-colónia britânica levou a vários tumultos. Como consequência destas acções, que envolveram pilhagens marcadas pela violência, já morreram mais de 200 pessoas. “Já estou farto da África do Sul, para mim, para a minha família é a altura de sair daqui. E precisamos toda a ajudar que conseguirmos do nosso Governo de Macau. Se puderem, ajudem-nos a regressar a casa”, disse igualmente sobre a situação. Devido à situação da covid-19, Macau implementou medidas que impedem os estrangeiros não-residentes de entrar na RAEM, mesmo nos casos em que são detentores de licença de trabalho, o conhecido Blue Card. Porém, há excepções por “motivos familiares”.
Como sobreviver?
U
M residente de Macau na África do Sul pediu ajuda ao Governo para poder regressar ao território acompanhado da mulher e de duas filhas, que não têm residência. A notícia foi avançada na sexta-feira à noite pelo Canal Macau, que entrevistou Alexandre Torrão. “Estou na África do Sul com a família, a minha mulher e as minhas duas filhas. A situação
aqui não está muito boa”, começou por explicar o residente. “Precisamos de ajuda para poder sair daqui e a ajuda é para nos permitir entrar em Macau. Tenho BIR, as minhas filhas são sul-africanas e portuguesas,
têm dupla nacionalidade, e a minha mulher apenas tem a nacionalidade sul-africana. Por isso, temos de pedir autorização ao Governo de Macau, para nos permitir a entrada e ir para um lugar seguro”, acrescentou.
Nas últimas semanas, o ex-presidente Jacob Zuma foi detido por desrespeito ao tribunal. O ex-líder sul-africano recusou comparecer numa audiência do tribunal, em que ia ser ouvido devido a acusações de corrupção.
“Já estou farto da África do Sul, para mim, para a minha família é a altura de sair daqui. E precisamos toda a ajudar que conseguirmos do nosso Governo de Macau. Se puderem, ajudem-nos a regressar a casa.” ALEXANDRE TORRÃO RESIDENTE DE MACAU
Sobre o impacto dos tumultos, Alexandre Torrão reconheceu que a zona de Joanesburgo onde vive não é das mais afectadas. Contudo, aponta que é impossível fazer uma vida normal devido às pilhagens e à destruição das cadeias de abastecimento de alimentos. “Vemos o exército nas zonas mais críticas. Não estamos numa zona crítica, mas também afecta o nosso negócio de forma maciça”, relatou. “Não acredito que nenhum dos negócios nesta altura consiga gerar algum lucro, porque não há poder de compra. Não há pessoas para servir porque estão a sofrer. É muito triste para todos nós. Está a afectar os meus rendimentos e a nossa segurança”, considerou. Alexandre Torrão vive há mais de 10 anos na África do Sul, e está envolvido em negócios de restauração e catering. João Santos Filipe
SMG Sinal 1 içado desde as 17h de ontem
Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) içaram ontem às 17h o sinal n.º 1, devido à passagem de um ciclone tropical. Segundo a previsão, o ciclone tropical, que ontem ainda não tinha nome, vai passar a menos de 100 quilómetros de Macau, entre amanhã e depois de amanhã. Além deste ciclone, está em formação um tufão com o nome In-Fa, que na quarta-feira se vai aproximar da Ilha de Taiwan. Face a estes desenvolvimentos, os SMG dizem que se espera que nos próximos dias ocorram “períodos dispersos de trovoadas e aguaceiros que podem ser às vezes fortes”.
SSM Funcionário perdeu dados de pacientes no autocarro
Na passada sexta-feira, um trabalhador dos Serviços de Saúde perdeu um envelope que continha informações sobre intervenções cirúrgicas programadas para a próxima quarta-feira. De acordo com os Serviços de Saúde, o incidente terá acontecido por voltas das 15h00, durante uma deslocação de trabalho realizada pelo funcionário, a bordo do autocarro 25B. A perda dos dados, que dizem respeito a pacientes do Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar Conde de São Januário, motivaram ainda um apelo dos Serviços de Saúde para que os residentes entrem em contacto com o organismo caso saibam do paradeiro do envelope. O caso vai ser alvo de investigação interna, com os Serviços de Saúde a vincarem que exigem a todos trabalhadores que cumpram “rigorosamente as orientações e tratamento cauteloso de todos os documentos que contêm dados de doentes”.
DSEDJ Finalistas do secundário preferem Macau ou China
Os finalistas do ensino secundário estão a optar pelas universidades de Macau ou da China para prosseguirem os estudos no período da pandemia. A ideia é deixada pelo subdirector da Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng. Segundo o Jornal do Cidadão, o responsável frisou que os estudantes estão prudentes na escolha do país ou região onde vão fazer a sua formação superior, não tendo ainda números concretos sobre esse assunto. Kong Chi Meng adiantou que há cerca de 800 alunos que estudam no exterior e estão a planear voltar para Macau entre os meses de Julho e Setembro.
segunda-feira 19.7.2021
As receitas do sector de massas constituíram dois terços do total arrecadado no segundo trimestre. Os casinos satélite e as salas VIP são quem mais sofre com as dificuldades, que já levaram a SJM a assumir a gerência do Casino Diamond
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JOGO RECEITAS DE MASSAS REPRESENTARAM DOIS TERÇOS DO TOTAL
A crise em números milhões de patacas, ou seja, 33,5 por cento. Em relação ao primeiro trimestre, as receitas do sector dos grandes apostadores registaram uma quebra de 6,8 por cento. A quebra no sector do jogo VIP não está a decorrer sem efeitos para Macau e na semana passada surgiram rumores de que o Casino Diamond, no ZAPE, estaria em vias de fechar. No entanto, o espaço vai continuar aberto, mas com uma nova gestão, assumida directamente pela
SJM Resorts. A novidade foi avançada por Ambrose So, director-executivo da empresa, em declarações ao jornal Ming Pao. Sobre a mudança de gestão no casino que vai deixar de ser satélite, Ambrose So afirmou que se ficou a dever
às dificuldades atravessadas pelo sector nesta fase, mas que tal não ia levar a SJM Resorts a desistir do casino.
Caso isolado
Ao jornal Ou Mun, Song Wai Kit, presidente da Associação de Jogos com
Ambrose So afirmou que a mudança na gestão do Casino Diamond se ficou a dever às dificuldades atravessadas pelo sector nesta fase
Responsabilidade de Macau, apontou a situação do Casino Diamond como um caso isolado. Song explicou também que não crê que haja uma tendência para novos encerramentos, apesar de acreditar que alguns investidores nos casinos locais podem começar a vender as suas participações. Sobre o panorama, o presidente da associação definiu a velocidade da recuperação do sector do jogo
como “mais lenta do que o esperado”, o que faz com que os casinos satélites e as salas VIP enfrentem condições muito duras. Sobre as salas VIP, Song explicou que as dificuldades têm sido criadas pelas políticas do Interior, que cada vez mais dificultam as saídas para jogar, mesmo em Macau. O líder da Associação de Jogos com Responsabilidade de Macau considerou ainda que as previsões do Governo sobre as receitas de 130 mil milhões de patacas no jogo estão cada vez mais longe, até porque nos primeiros seis meses o arrecadado não foi além dos 50 mil milhões de patacas. Nunu Wu (J.S.F.)
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O segundo trimestre do ano o sector de massas foi responsável por dois terços de todas as receitas da indústria, o que se traduziu em 16,88 mil milhões de patacas, ou seja 66,5 por cento do total. Entre Abril e Junho, as receitas da principal indústria da RAEM foram de 25,38 mil milhões de patacas, com um crescimento de 7,4 por cento face ao período de Janeiro até Março. Segundo a informação do portal GGR Asia, as receitas do mercado de massas incluem não só as receitas das mesas, mas também das máquinas de apostas. Os 16,88 mil milhões de patacas no mercado de massas representam um aumento de 16,3 por cento face ao primeiro trimestre do ano. Por sua vez, o sector dos grandes apostadores, medido pelas apostas nas mesas VIP do jogo bacará, foi responsável por receitas de 8,50 mil
ARTM/Obras Fraca construção motiva angariação de fundos
A Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM) lançou uma campanha de angariação de fundos para apoiar as obras de reparação da sala de reuniões do seu centro de reabilitação localizado em Ká-Hó. Em causa, segundo uma publicação feita através da rede social Facebook, está a fraca qualidade de construção da estrutura, que não impediu a humidade e as infiltrações de danificarem a divisão. O custo total da obra é de 174 mil patacas, sendo que aqueles que contribuírem com o mínimo de 1.000 patacas verão o seu nome adicionado ao “Thank You Hall” da ARTM.
Qingmao Posto fronteiriço abre no segundo semestre
O secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, revelou na passada sexta-feira que as obras do Posto Fronteiriço de Qingmao já estão concluídas, prevendo-se que entre em funcionamento no segundo semestre de 2021. De acordo com uma nota oficial, o secretário referiu ainda que, fruto das negociações em curso com Guangdong, podem vir aí “boas notícias em breve”. Wong Sio Chak revelou ainda que foram obtidos “bons resultados” durante o primeiro teste de pressão aos equipamentos de passagem fronteiriça em situações de grande afluência de pessoas. Um segundo teste está previsto para o final deste mês.
Taipa Escorrega de relva já reabriu ao público
O escorrega de relva situado no Parque Natural da Taipa Grande abriu novamente ao público após ter sido alvo de obras de optimização, a fim de “elevar a segurança e proporcionar mais diversão”. Em comunicado, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IAM) explica que o escorrega “é utilizado há muitos anos e os seus equipamentos sofreram danos em diferentes graus, além do natural envelhecimento”, pelo que foram “acrescentadas guardas de protecção para o tornar num escorrega de relva com quatro faixas, e substituídos os tapetes de borracha, as vedações e a relva sintética”. O horário de funcionamento do escorrega de relva é de terça a sexta-feira, das 14h às 17h; e aos sábados, domingos e feriados, das 09h às 12h30 e das 13h30 às 17h.
Fai Chi Kei Reaberta Zona de Lazer da Baía Norte
Apesar de todas as obras de “instalação de prevenção de inundações costeiras no Bairro Fai Chi Kei e na Ilha Verde” ainda não estarem concluídas, a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) anunciou a reabertura da Zona de Lazer da Baía Norte do Fai Chi Kei. A reabertura foi possível porque naquelas zonas as obras estão concluídas. Os trabalhos em causa visam evitar as cheias no Bairro Fai Chi Kei e na Ilha Verde e consistem em aumentar a altura de alguns diques situados ao longo da orla costeira através de um murete de protecção contra inundações em betão com uma altura de pelo menos 3,2 metros em relação ao nível médio do mar. Apesar de os trabalhos não estarem concluídos, o Governo acredita que o pior já passou porque o que resta das obras fica em “locais remotos”.
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POESIA DUARTE DRUMOND BRAGA LANÇA “SININHOS DO INFERNO”
“O desejo em si pod Editado pela Não Edições, “Sininhos do Inferno” é o segundo livro de poesia do académico Duarte Drumond Braga, que viveu durante algum tempo em Macau. O território está, por isso, presente nos seus escritos, com poemas que revelam “o circuito quotidiano” que o poeta fazia, no meio das velharias, “entre a Rua de Santo António e o bazar chinês” Em 2015 lançou "Voltas do Purgatório” e agora tem um segundo livro de poesia. Até que ponto diferem um do outro? Do Purgatório ao Inferno vai um saltinho. O primeiro livro tinha um tom diferente, mais distanciado, este é mais cru e directo. Era um livro sobre Portugal, o país-purgatório, como lhe chamava Pascoaes. Reelaborava de forma críptica figuras portuguesas, este reelabora episódios, perdendo o lado mais críptico. De alguma forma era um livro mais formal, e este mais próximo, mais interessado em outro tipo de experiências. Porquê o nome "Sininhos do Inferno"? O primeiro poema, “Trombeta Bath, Lisboa”, de alguma forma responde a isso. Os locais bas-fond são infernos, não (só) no sentido moral ou
religioso do termo, mas num sentido também de serem subterrâneos, de serem lugares do desejo, do cativeiro do desejo, da repetição, do círculo. A repetição é puramente infernal. Ouvem-se sinos no inferno, porque o inferno é musical, tem ritmos, regularidades sonoras. Este é um livro que "observa uma série de lugares e depois uma série de amantes", todos eles "guardados por porteiros". É um livro sobre sexo, mas também sobre amor? Como diz a Rita Lee: “Amor é um, / Sexo é dois./ Sexo antes,/ Amor depois”. Parece haver uma certa conotação com as ideias de religião e moralidade, sobretudo quando se afirma que "Deus não existe, como a China sabe". Estou certa, ou não é
esse o caminho ou a ideia de alguns destes poemas? O nome do livro também pode estar relacionado com estas ideias? Não estou preocupado com uma ideia moral, mas pode-se dizer que há uma inquirição religiosa ou espiritual, sim, que já aparecia no outro livro. Alguém já disse que o que mais perturbou os missionários católicos do século XVI foi o facto de uma sociedade tão sofisticada não se fundar numa ideia teísta. Para eles uma sociedade complexa não podia dispensar a ideia de Deus. Mas desde Wenceslau de Moraes só podemos ser no máximo peregrinos, não missionários na Ásia, e foi de facto um privilégio o tempo que estive na China e o que pude aprender. Macau surge representada em poemas como "Prefiro Rosas", passado no Pátio da Eterna Felicidade, junto às ruínas de S. Paulo. Porquê este local? É aquele que melhor representa aquilo que Macau é, na sua plenitude? Tem a ver com o circuito quotidiano que eu fazia, o das velharias, entre a Rua de Santo António e o bazar chinês.
“O que está, ou pode estar, oculto na realidade fica patente no poema. Os poemas que falam em sexo assumem o desejo pelo corpo do outro, não são fugas nem mistérios.”
O poema refere a destruição da Macau antiga, que para nós europeus pode ser perturbadora, mas que faz sentido na visão de mundo da Ásia ou mesmo extra-europeia tout court. No Brasil isso também se sente bem. O poema refere ainda a mistura entre as referências portuguesas, a partir das quais não podemos deixar, como portugueses, de ler Macau (Camões, etc) e a realidade da cidade financeira, aberta a qualquer invasor. Fascina-me ser ao mesmo tempo a cidade ex-portuguesa na Ásia e a cidade-puta, aberta a todos, sobretudo aos que já têm as tais “libras”. A Ásia, nomeadamente a cidade de Banguecoque, está também representada. São, no entanto, poemas diferentes face ao que escreveu sobre Macau? E o Brasil também está representado, gostaria de lembrar isso. São não
CINEMA FRC EXIBE AMANHÃ “INDIANA JONES E O TEMPLO PERDIDO”
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Fundação Rui Cunha (FRC) exibe amanhã, às 18h30, o filme “Indiana Jones e o Templo Perdido”, película que integra o ciclo “Macau no Cinema”. Este filme data de 1984 e foi realizado por Steven Spielberg, tendo sido parcialmente gravado em Macau. A história passa-se em 1935, quando o professor, arqueólogo e aventureiro Indiana Jones, interpretado por Harrison Ford, tem uma nova missão: resgatar as pedras roubadas por um feiticeiro e libertar crianças escravizadas. Para tanto, enfrenta os poderes
mágicos e o fanatismo de um culto que sacrifica seres humanos. Indiana Jones, o seu ajudante Short Round (Ke Huy Quan) e a cantora de discoteca Willie Scott (Kate Capshaw) passam de uma cena de acção a alta atitude no cume dos Himalaias, para uma fuga numa intensa perseguição de carros e, finalmente, para uma evasão de uma mina na Índia que mais parece uma fortaleza de causar arrepios na espinha. Antes da exibição do filme haverá uma apresentação de Chang Tam Fei e Shee Va. A entrada é livre.
LISBOA SOFIA CASTELLANOS PINTA M
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ISBOA ganhou esta semana um novo mural, da autoria da artista mexicana Sofia Castellanos, que deverá ser o primeiro de vários no muro do Estádio do Casa Pia Atlético Clube, virado para a Embaixada do México, promotora da iniciativa. Sofia Castellanos demorou cerca de uma semana a pintar, com recurso a pincéis e latas de ‘spray’, “La caravana de la vida” (“A caravana da vida”, em português), um mural com 45 metros de comprimento, com o qual pretende “inspirar as pessoas que passem” na Estrada de Monsanto.
Na obra, na qual se destacam os rosas e azuis, a artista contou à Lusa que quis pintar “elementos ligados a uma vontade de seguir em frente e também elementos que representem o México e Portugal”. O mural inclui também uma bola de futebol, “porque é a parede de um estádio”, e para Sofia Castellanos, “é importante que os murais pertençam [aos locais] onde estão”. Além disso, estão lá também as borboletas-monarcas, “um símbolo muito importante no México” e muito presente no trabalho da artista.
segunda-feira 19.7.2021
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de ser um mistério” só ecos da minha biografia, mas sobretudo uma forma de tirar partido da vida fora da Europa, que é uma experiência preciosa. Outras formas de organizar o espaço e talvez até o tempo.
“Não estou preocupado com uma ideia moral, mas pode-se dizer que há uma inquirição religiosa ou espiritual, sim, que já aparecia no outro livro.” Parece-me haver aqui uma ideia de prazer oculto, de fuga, com a ideia de que há 'uma série de amantes todos guardados por porteiros'". Este é um livro de vontades, mas também de mistérios? Não. O que está, ou pode estar, oculto na realidade fica patente no poema. Os poemas que falam em sexo assumem o desejo pelo corpo do outro, não são fugas nem mistérios. Interessa-me assumir o corpo e um tipo particular de desejo. O desejo em si pode ser um mistério, mas isso já são outras conversas. Tens mais algum projeto de poesia para breve? Sim, até ao final do ano a Capítulo Oriental, editora/agência literária sedeada em Macau e Lisboa vai publicar um outro livro meu, Salitre, este inteiramente escrito e dedicado a Macau. Andreia Sofia Silva
MURAL DE 45 METROS “São um símbolo importante da minha própria transformação, porque as borboletas são seres que passam toda a vida a evoluir, a transformarem-se na melhor versão delas, e que apesar de todas as adversidades que podem enfrentar, elas seguem e, eventualmente, conseguem lograr tudo a que se propõem”, explicou. No fundo, no mural em Lisboa, Sofia Castellanos quis “replicar o que significa estar aqui”, o que sente quando está em Portugal, mas também como gostaria “que as pessoas, quando pensam em
México, vejam um pouco o México”. De acordo com a Embaixada do México, que com esta iniciativa pretende “fazer uma ponte cultural com Lisboa”, a ideia agora é que o resto do muro onde Sofia Castellanos pintou “La caravana de la vida” seja preenchido com obras de outros artistas. Sofia Castellanos, de 29 anos, oriunda da Cidade do México, é muralista e ilustradora profissional há cerca de seis anos.
CANNES "TITANE", DE JULIE DUCOURNAU, VENCE PALMA DE OURO
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filme “Titane”, da realizadora francesa Julie Ducournau recebeu sábado a Palma de Ouro da 74.ª edição do festival de cinema de Cannes, o prémio máximo do certame. Segundo a lista de vencedores o Grande Prémio foi para dois filmes, “A Hero” do realizador iraniano Asghar Farhadi, e “Hytti NRO 6", do finlandês Juho Kuosmanen. O Prémio do Júri distinguiu também duas obras, "Ahed's Knee" do director Nadav Lapid (Israel) e "Memoria" do director Apichatpong Weerasethakul (Tailândia).
O prémio de realização foi para Leos Carax, pelo filme “Annette”, de França, com o de melhor actor a ser atribuído ao americano Caleb Landry Jones pela interpretação no filme francês “Nitram”.
A melhor interpretação feminina foi para a actriz norueguesa Renate Reinsveve, em “Julie em 12 capítulos”. Ryusuke Hamaguchi, com "Drive my car" (Japão), recebeu o prémio de melhor
argumento, e a realizadora Antoneta Alamat Kusijanovic (Croácia) ganhou o prémio Câmara de Ouro, com “Murina”. A Palma de Ouro para curta-metragem distinguiu o filme “Todos os Corvos do Mundo" do realizador Tang Yi (Hong Kong), com “O céu do mês de Agosto”, de Jasmin Tenucci (Brasil) a receber uma menção especial na mesma categoria. O português Diogo Salgado competia na categoria de curta-metragem com o filme “Noite Turva”, o primeiro filme do realizador.
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19.7.2021 segunda-feira
REUTERS
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O combate às alterações do clima acentuase com o país a adoptar medidas mais drásticas para reduzir as emissões de carbono e a posicionar-se a nível mundial como um dos principais intervenientes na resolução dos problemas climáticos
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China lançou oficialmente o seu ‘mercado de carbono’, um instrumento contra as alterações climáticas para ajudar à redução das emissões de gases com efeito de estufa do país, principal emissor mundial destes poluentes. Concretamente, o novo mercado mundial chinês de carbono, que começou a funcionar na sexta-feira, vai obrigar milhares
CLIMA LANÇADO OFICIALMENTE MERCADO DE CARBONO
A luta continua de empresas do país a reduzir as suas emissões poluentes, sob pena de penalizações económicas. Este sistema vai fixar pela primeira vez limites de emissões para as empresas. Se estas forem incapazes de respeitar as suas quotas, vão ter de comprar “direitos de poluição” a outras empresas com uma pegada carbónica mais fraca. Contudo, as interrogações persistem quanto à amplitude (reduzida em relação ao projecto inicial) e à eficácia do sistema, com um preço baixo atribuído à poluição. A China menciona a ideia de um mercado de carbono desde há uma década. Mas os progressos têm sido travados pelos industriais do carvão e por políticas públicas favorecedoras de um crescimento económico rápido em detrimento do ambiente. O sistema vai cobrir inicialmente 2.162 produtores de electricidade chineses, anunciou na sexta-feira Huang Runqiu, o ministro do ambiente chinês. Segundo aAgência Internacional de Energia, estas empresas representam cerca de um sétimo das emissões
mundiais de carbono devido à combustão de energias fósseis. O banco norte-americano Citigroup estimou que 800 milhões de dólares de “direitos de poluição” devem ser comprados este ano na China, após o que devem subir até aos 25 mil milhões de dólares até 2030. O mercado de carbono chinês deverá então representar um valor comercial equivalente a um terço do da União Europeia, que é o mais importante. Consciente dos riscos ambientais e sociais colocados pelo aque-
O novo mercado mundial chinês de carbono, que começou a funcionar na sexta-feira, vai obrigar milhares de empresas do país a reduzir as suas emissões poluentes, sob pena de penalizações económicas
cimento global, o país asiático, o maior investidor nas energias limpas, posiciona-se para ser um dos líderes planetários no problema do clima. A China, que se comprometeu a atingir o pico das suas emissões de carbono até 2030, e a “neutralidade carbónica” até 2060, deve assim ser um actor principal da cimeira da Organização das Nações Unidas sobre o clima, em Novembro, em Glasgow.
Primeiros passos
Segundo a agência noticiosa Nova China, o novo regime chinês de trocas de quotas de emissões já é considerado “o maior do mundo”, em termos de quantidade de emissões cobertas. Mas o dispositivo criado por Pequim deve ter um campo maior de aplicação, cobrindo sete sectores, incluindo aviação e petroquímica. Mas o governo “reviu as suas ambições em baixa”, com o crescimento económico a ser considerado prioritário no contexto de relançamento pós-covid, apontou Lauri Myllyvirta, analista do Cen-
tro de Investigação sobre Energia e Ar Puro (CREA). Outa preocupação, apontada pelos ecologistas, é a do fraco preço da poluição. A primeira transação fixava na manhã de sexta-feira o preço da tonelada de carbono em 52,7 yuans. E o preço médio não deve passar dos 4,60 dólares este ano na China, bem abaixo dos 49,40 dólares na União Europeia, segundo uma nota do banco chinês Citic Securities. Segundo a organização britânica TransitionZero, a distribuição de licenças de poluição gratuitas e a imposição de multas modestas em caso de desrespeito das regras vão manter os preços em níveis baixos. Em suma, se a política ambiental da China parece começar a alinhar-se com os seus objectivos climáticos, “anda tem um longo caminho a percorrer”, estimou Zhang Jianyu, da associação ambientalista norte-americana Environmental Defense Fund. Mas Pequim já disse que o seu mercado de carbono está nos primeiros passos.
Consciente dos riscos ambientais e sociais colocados pelo aquecimento global, o país asiático, o maior investidor nas energias limpas, posiciona-se para ser um dos íderes planetários no problema do clima O programa vai ser estendido aos produtores de cimento e fabricantes de alumínio a partir do próximo ano, indicou Zhang Xiliang, o autor do novo sistema. “O objectivo é cobrir até 10 mil empresas emissoras, responsáveis por cerca de cinco mil milhões de toneladas de emissões de carbono por ano”, sublinhou. Outros factores podem atrasar os avanços, como a falta de conhecimentos técnicos ou a pressão dos poderosos grupos de interesse do carvão e do aço. As províncias cujo crescimento depende do carvão e das indústrias muito ‘carbonizadas’ levantam obstáculos, notou Huw Slater, da organização China Carbon Forum (CCF). “Os dirigentes políticos (locais) receiam que se reduzirem a poluição muito depressa, isso pode levar a supressão de empregos e portanto a instabilidade social”, contrapôs Slater.
segunda-feira 19.7.2021
Caminhos da recuperação
Prometidos 2.540 milhões de euros em três anos para ajudas pós-pandemia
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China garantiu sexta-feira que disponibilizará 3.000 milhões de dólares durante os próximos três anos para o combate à covid-19 e para programas de recuperação económica nos países em desenvolvimento. A garantia foi dada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, numa videoconferência com os líderes do Fórum de Cooperação Económica Ásia/Pacífico (APEC), em que Pequim assegurou também apoio financeiro à criação de um fundo de recuperação económica pós-pandemia, indicou a agência noticiosa Xinhua. Segundo a agência de notícias chinesa, na mesma intervenção, Xi Jinping lembrou que a China ofereceu mais de 500 milhões de doses das suas vacinas contra a covid-19 a “outros países em desenvolvimento”. O Presidente chinês voltou a exigir a renúncia dos direitos de propriedade intelectual das vacinas contra a covid-19 e garantiu que a China será “parte activa” nas iniciativas internacionais para garantir cadeias de abastecimento de antígenos.
“As vacinas são uma arma poderosa para derrotar a pandemia e reanimar a economia”, acrescentou, apelando para que sejam “acessíveis e baratas” para os países mais vulneráveis. O líder comunista expressou “total confiança” na vitória sobre o novo coronavírus e nas perspetivas de recuperação económica.
Outros apelos
Por outro lado, Xi Jinping reiterou algumas das suas mensagens habituais, como o apelo a uma globalização
“As vacinas são uma arma poderosa para derrotar a pandemia e reanimar a economia”, acrescentou Xi Jinping, apelando para que sejam “acessíveis e baratas” para os países mais vulneráveis
Xangai Inaugurado maior planetário do mundo
A China inaugurou sábado aquele que é o maior planetário do mundo, localizado nos arredores da cidade oriental de Xangai, segundo noticiou a imprensa local. O novo Museu de Astronomia de Xangai, sob a alçada do Museu de Ciência e Tecnologia, tem cerca de 58.600 metros quadrados e começou a ser construído no final de 2016. Situado num parque a cerca de 55 quilómetros do centro da cidade, o complexo tem designe inspirado em elementos astronómicos e conta com mais de 300 exposições. Entre elas está uma em que os visitantes podem “passear” pelo sistema solar e ver o passado e o presente da Terra, da Lua, do Sol e outros astros, e ainda cerca de 70 fragmentos de meteoritos e trabalhos originais de Galileu e Isaac Newton, destacou o portal de notícias Shine.
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económica “mais aberta e inclusiva” e a procura da "integração e não da dissociação”, referindo-se ao processo de afastamento que, segundo alguns analistas, está a ocorrer entre a China e os Estados Unidos, as duas maiores potências económicas do mundo. A videoconferência dos dirigentes da região da Ásia/ Pacífico, em que também participa o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, destina-se a analisar a cooperação contra a pandemia de covid-19 e as respectivas repercussões económicas, iniciativa convocada com caráter de urgência pela primeira-ministra neo-zelandesa, Jacinda Ardern. A Nova Zelândia vai receber, em Novembro próximo, a cimeira anual da APEC. Ardern disse que o contexto extraordinário criado pela pandemia exige que certas questões sejam tratadas sem demora. “Esta é uma oportunidade única para os líderes da APEC discutirem como estamos a ajudar a nossa região a enfrentar a crise de saúde e a acelerar a recuperação económica. Responder colectivamente é vital para acelerar a recuperação económica da região”, disse Ardern antes do início da reunião. A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.070.508 mortos em todo o mundo, entre mais de 188,8 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.
PUB.
Edital n.º Processo n.º Assunto Local
EDITAL
: 8/E-DC/2021 : 5/DC/2021/F : Audiência dos interessados sobre ocupação ilegal de terreno do Estado : Terreno situado no tardoz do lote V2 de Pac On, junto à Rua da Harmonia, na Taipa (demarcado a tracejado na planta em anexo) Chan Pou Ha, Directora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber que ficam notificados os ocupantes ilegais do terreno indicado em epígrafe, cujas identidades e moradas se desconhecem, do seguinte: 1. A DSSOPT, no exercício dos poderes de fiscalização conferidos pela alínea b) do n.º 3 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 29/97/M de 7 de Julho, verificou que no terreno indicado em epígrafe foram edificadas construções ilegais compostas por chapas e coberturas metálicas, e que foram depositados contentores, equipamentos e materiais de construção e estacionados veículos, sem que tenha sido emitida pela DSSOPT a respectiva licença de obra. 2. De acordo com a certidão da Conservatória do Registo Predial (CRP), emitida em 27 de Maio de 2021, o terreno consta da planta cadastral com o processo n.º 3926/1992, emitida em 7 de Abril de 2021 pela DSCC (demarcado a cor), não se encontra registado a favor de particular (pessoa singular ou pessoa colectiva) o direito de propriedade ou qualquer outro direito real, nomeadamente de concessão, aforamento ou arrendamento, e não foi atribuída aos ocupantes a respectiva licença de ocupação temporária, pelo que o mesmo considera-se terreno disponível do Estado, nos termos do artigo 7.º da Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) e do artigo 8.º da Lei n.º 10/2013 (Lei de terras). 3. A ocupação do terreno do Estado por ocupantes sem quaisquer títulos legítimos determinou a instauração do procedimento administrativo n.º 5/DC/2021/F a fim de se proceder à sua desocupação e restituição ao Estado. 4. Com efeito, os ocupantes de propriedade do Estado que não disponham de contrato de concessão ou de licença de ocupação temporária prevista na Lei de terras que autorize a sua posse, devem proceder à respectiva desocupação e entregar o terreno ao Governo da RAEM. Ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 208.º da Lei de terras, o Chefe do Executivo determinará a respectiva ordem de desocupação e fixará um prazo para o efeito. 5. O terreno em epígrafe possui uma área de 988 m2 e nos termos da alínea 2) do artigo 196.º da Lei de terras, quem ocupar ilegalmente terrenos do Estado é punível, consoante a área, com multa de 150 000,00 a 750 000,00 patacas. 6. Considerando a matéria referida nos pontos 3 e 4 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 10 (dez) dias contados a partir da data da publicação do presente edital, requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto dos artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA). 7. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.o 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227). RAEM, 13 de Julho de 2021. A Directora de Serviços Chan Pou Ha Processo n.º: 5/DC/2021/F Local: Terreno situado no tardoz do lote V2 de Pac On, junto à Rua da Harmonia, na Taipa (demarcado a tracejado na planta em anexo) Planta em anexo:
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Xu Ben, que era honesto, puro e refinado PAULO MAIA E CARMO
texto e ilustração
«Por todos os lados da montanha árvores verdes e papa-figos dourados,/ Vai-se à vontade e subindo para ver as nuvens desvairadas./ Não é só por ter nascido que nos é oferecida a prometida facilidade,/ Mas ao subir ao alto e olhar lá do cimo para baixo é possível ser-se livre.»
Yang Xiong (55 a. C.-18 a.D.) que também seria conhecido pelo seu «nome de pincel» Ziyun, «o filho das nuvens», citado por Zhang Geng no seu tratado Pushan Lunhua, disse que: «Escrever é como fazer uma pintura na imaginação; quando esta se desenvolve até possuir uma forma, os vícios e as virtudes dos homens ficam patentes. A pintura tem a mesma origem da escrita, que é essa pintura mental. Poderão, aqueles que usam o pincel para pintar, fazêlo dispensando a reflexão?» Partindo daqui Zhang Geng (1685-1760) correspondendo ao que está escrito no Liji,o Livro dos Ritos, que propõe um exemplo de conduta para a responsabilidade pessoal do indivíduo para com os outros, procurará perceber esse pensamento prévio à obra, não nas pinturas mas nas vidas de mestres anteriores da dinastia Yuan. Depois de referir alguns nomes mais habituais, detémse noutros menos comuns. Para um deles, Xu Ben, utiliza três qualificativos: era «honesto, puro e muito refinado». Nada na vida que foi descrita de Xu Ben (1335-1380 ou 93?) nos dirá o contrário. Nascido na Província de Sichuan assistirá à transição dinástica, um habitual período tumultuoso e tendo-se feito notar seria chamado à corte de Hongwu (r. 1369-98) e nomeado governador da Província de Henan. Mas não se demorará por lá, sabe-se que em diversas ocasiões viveu como recluso, uma delas com um seu amigo pintor Zhang Yu (1333-85) perto de Suzhou, no
monte Shushan, que seria um motivo nas pinturas dos dois. E era apenas um facto na subtíl rede de cumplicidades que se podia estender ao passado, como no rolo Céu clareando após um nevão súbito (rolo horizontal, tinta sobre papel, 29,7 x 90,5 cm) que se encontra no Museu do Palácio, em Pequim. Nesse rolo, depois de uma paisagem de Huang Gongwang (1269-1354) e um poema de Zhao Mengfu (1254-1322) está colada uma pintura de Xu Ben. Zhang Yu, esse seu amigo teria a mesma sorte de outros literatos como o poeta Gao Qi (1336-74) ou os pintores Chen Ruyan (act. c. 1340-80) e Zhao Yuan (act. c. 1370) todos perseguidos, de uma ou outra forma, pelas autoridades daquele período confuso. A resposta destes homens educados seria curiosamente uma reclusão aberta ao mundo exterior, como se pode observar na pintura Ribeiros e montanhas (rolo vertical, tinta sobre papel, 92,2 x 37,6 cm) que se encontra no Museu de Arte de Cleveland. Nela se mostram pesadas e altas montanhas para passear o olhar mas descendo vê-se perto da margem inferior um rio e virada para ele, uma cabana. Aí alguém abre uma porta na cerca feita de palha entrançada para um literato, reconhecível palas suas roupas, que vem chegando de uma ponte à esquerda. Será uma narrativa limitada mas aí residia a subtileza daqueles homens de espírito elegante. Alguém recebe um amigo, não adianta sentir a harmonia se não se puder partilhar: só podiam ser livres juntos.
19.7.2021 segunda-feira
segunda-feira 19.7.2021
JOSÉ SIMÕES MORAIS
Quando a 26 de Outubro de 1866 o Governador de Macau e Timor José Maria da Ponte e Horta (1866-1868) tomou posse, as circunstâncias determinavam a urgência de reformas nos vários serviços da Administração da colónia e por isso, logo começou a nomear uma série de comissões para estudar e elaborar as necessárias a empreender. A 14 de Setembro de 1867 o Governador por Portaria N.º 51 determina: <Considerando na importância que tem assumido modernamente na Colónia as Obras Públicas; Considerando na conveniência que deve resultar, tanto sob o ponto de vista técnico como económico, da organização de um Corpo especial de trabalhos públicos, a cujos membros incumba colectiva e individualmente a responsabilidade perante a lei, das Obras públicas que se empreenderem na Colónia; Considerando quanto é deficiente e anormal o que hoje se acha estabelecido na Colónia, com respeito a um tão importante ramo do serviço público: Hei por conveniente nomear uma comissão que será composta dos srs. Comandante do batalhão da linha de Macau como presidente; capitão às ordens Osório de Albuquerque, como secretário; e engenheiro Read; à qual incumbirá, levando em vista o estado actual das Obras públicas na cidade, o modo como se desempenha este serviço na Colónia, as circunstâncias especiais do trabalho na Província, e o valor do pessoal actualmente ocupado neste mister: elaborar sob as mais restritas regras d’ economia um plano de organização para um Corpo especial de Obras públicas, destinado a entender deste ramo de serviço na Colónia, por tal forma que se possa lograr com a proposta organização, mais ordem no trabalho, mais clareza na fiscalização, mais responsabilidade nos empreendimentos, e finalmente mais economia e seguranças para o tesouro>, publicado no Boletim da Província de Macau e Timor de 16 de Setembro de 1867. Logo a 18 de Setembro de 1867, a Comissão nomeada por portaria de 14 do corrente mês e composta por Francisco Maria da Cunha, major de artilharia, presidente, Jerónimo Osório de C.C. d’ Albuquerque, capitão às ordens, secretário e W. A. Read, E. C., enviou o relatório ao Governador, publicado no Boletim da Província de Macau e
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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Obras públicas e incêndios Setembro de 1867, publicado a 30 de Setembro no Boletim da Província de Macau e Timor. ATAQUE AO FOGO
Timor de 23 de Setembro de 1867 onde é apresentado o projecto de organização de um corpo especial de obras públicas. Refere no Artigo 1.º referente ao pessoal do Corpo d’ obras públicas: <O cargo mais elevado é o de Director geral, lugar que cabe ao Governador da colónia, depois vem o Inspector, de nomeação régia. Segue-se o Director; Chefe da secção de estatística; Condutor de trabalhos; Engenheiro, Desenhador e Arquitecto; Amanuense; Intérprete; Apontador e Aparelhadores, que são nomeados pelo governo da colónia, sempre que seja possível, d’entre os funcionários mais habilitados. O Artigo 2.º trata <Do conselho d’ obras públicas>: §1.º- É composto do inspector, do director e do engenheiro; e, na falta de qualquer um destes, entra, em primeiro lugar, o chefe da secção d’ estatística, e, em segundo, o condutor de trabalhos, por forma que nunca resolve com menos de três membros. §2.º- Este conselho é consultivo, mas tem iniciativa de proposta, para o governo da colónia e §3.º- Por intermédio dele, e com responsabilidade de todos os indivíduos que o compõem, são feitos os ajustes, contratos e a compra de materiais. §4.ºSempre que o governo da colónia o indicar, ou que o inspector o julgue conveniente, serão ouvidos, o chefe da secção da estatística e o condutor de trabalhos, ficando então o conselho composto de cinco membros. Já o Artigo 3.º <Da
repartição d’ obras públicas>: §1.º- Há uma repartição de obras públicas que se divide em duas secções: secção d’ obras públicas e secção d’ estatística. §2.º- É chefe da repartição o inspector, e subchefe o director. §3.º- O director é também chefe da 1.ª secção; o chefe da 2.ª é um funcionário nomeado especialmente para este fim. §4.º- Fazem igualmente parte da repartição, o condutor de trabalhos, que além dos trabalhos do campo tem o encargo de arquivista das plantas, memórias, desenhos, &c.; o amanuense, que exerce também as funções de arquivista do expediente e dos documentos de contabilidade; o intérprete; e o engenheiro, que também deve ter ali a sua mesa de trabalho. §5.º- Este pessoal é comum às duas secções da repartição. §6.º- Toda a correspondência é feita por intermédio da repartição; a esta são remetidas todas as ordens do governo da colónia; e delas partem todas as propostas e consultas para o governo. §7.º- O inspector e o director substituem-se, no impedimento um do outro, tanto nos trabalhos da repartição, como nos de campo. Artigo 4.º- § único: O sistema de escrituração de registo, de arquivo, de expediente, d’ escrituração, da contabilidade, etc., é considerado parte regulamentar e deve ser o primeiro encargo do conselho d’ obras públicas. A comissão foi dissolvida com louvor do Governador a 24 de
O AVISO DE INCÊNDIO CONTINUAVA A SER FEITO PELO TOQUE DOS SINOS, MAS PARA OS ACCIONAR ERA PRECISO IR BUSCAR A CHAVE DA CAIXA, QUE FECHADA PROTEGIA AS CORDAS DOS SINOS, GUARDADA NA ESTAÇÃO DE POLÍCIA DE CADA ZONA E CONHECER O NÚMERO ESTIPULADO DE BADALADAS CORRESPONDENTES A CADA UMA ONDE OCORRIA O INCÊNDIO
No Bazar, <as casas e lojas chinesas são tão unidas e contíguas umas às outras que parecem antes ser uma e mesma propriedade>, refere o Inspector de Incêndios Senna Fernandes no resumido relatório de 19 de Fevereiro de 1868 para o Governador: <o sistema que tenho adoptado para extinguir os incêndios, consiste, além dos meios próprios que emprego para salvar a casa em que se dá o sinistro, em fazer refrescar constantemente as casas contíguas, pela parte interior especialmente nos cabeços do madeiramento que se encontram com os da casa incendiada; e quando sucede falhar este meio, procuro então isolar o incêndio, quanto seja possível, fazendo deitar abaixo o tecto das casas ou lojas contíguas; em cujo trabalho o serviço do corpo dos homens de machado é muito recomendável>. O Governador António Sérgio de Sousa a 12 de Março de 1872 exonerou por motivos de saúde o major Honorário Bernardino de Senna Fernandes de inspector dos fogos, nomeando para o cargo o capitão Frederico Guilherme Freire Corte Real, sem vencimento enquanto exercer as funções de capitão fiscal do Corpo de Polícia. Em Setembro de 1875, o capitão Frederico Corte Real faleceu e o então Governador José Maria Lobo de Ávila por Portaria de 25 de Setembro nomeou o Major Eng. Augusto César Supico, então Director das Obras Públicas a exercer esse cargo desde 23 de Fevereiro, como inspector dos fogos, assim como para seu ajudante, o condutor das Obras Públicas António de Azevedo e Cunha Jr. – que já em tempos serviu com louvor como imediato do inspector dos incêndios. Desde então, o cargo de inspector dos fogos ficou por muitos anos adstrito à Direcção das Obras Públicas. O aviso de incêndio continuava a ser feito pelo toque dos sinos, mas para os accionar era preciso ir buscar a chave da caixa, que fechada protegia as cordas dos sinos, guardada na Estação de Polícia de cada zona e conhecer o número estipulado de badaladas correspondentes a cada uma onde ocorria o incêndio.
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6 2 9 5 2 8 4 3 4 6 1 7 19.7.2021 segunda-feira 5 www.hojemacau.com.mo 1 2 0 1 5 7 9 0 3 6 8 3 4 0 6 8 9 5 2 MAX 7250 8 1 29 HUM ´80-98% • EURO 9.44 BAHT 0.24 YUAN 1.23 9 7 3 4
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 11
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PROBLEMA 12
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6 5 4 6 1é um 8 romance 3 5 histó7 2 Samarcanda rico fictício 5 7 que 9 se 1 divide 2 0em3duas 4 partes. Na primeira, a narrativa de 3 5 7 0 9 6 4 8 Maalouf foca o filósofo e poeta 9 0 5e como 7 8escreveu 2 1 Omar6Khayyám a sua1poesia Rubaiyat, ao longo 3 2 4 8 7 5 da 9 história do Império Seljúcida. Na 2 8parte 4 do3livro, 6 1 0 7 segunda o escritor acompanha 8 1 5o período 2 0 da 3 Revo9 6 lução Constitucional Persa, que 7 4 3 6 5 9 1 0 decorreu entre 1905 a 1907, através 9 0 da 6 personagem 7 4 2 Benja8 3 dos esforços mim Lesage para obter uma cópia original da Rubaiyat de Khayyám. 12 Uma obra que transmite a visão de Amin9Maalouf 1 8 sobre 5 0a identidade 2 4 6 persa. João Santos Filipe
5 7 3 9 2 6 0 4 4 3 9 8 7 4 5 0 6 0 2 3 0 8 1 2 1 2 6 7 www. 3 5 7 6 hojemacau. com.mo 8 9 4 1
CINETEATRO
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Aviso Faz-se público, em conformidade com deliberação da Comissão de Provas, de 15 de Junho de 2021, e no uso da competência conferida pela alínea 9) do artigo 7.º da Lei n.º 20/2020 (Regime de qualificação e exercício da profissão de contabilista), da alínea 1) do artigo 12.º do Regulamento Administrativo n.º 42/2020, e do n.º 3 do artigo 4.º, n.º 2 do artigo 7.º e artigo 8.º do Regulamento Administrativo n.º 43/2020, que nos dias 27 de Novembro e 4, 11 de Dezembro do corrente ano, irá realizar-se a prestação de provas para contabilistas, do ano de 2021. Prazo, local e horário de inscrição Prazo de inscrição: De 12 de Julho a 23 de Julho de 2021 Local de inscrição: Instalações da Comissão Profissional dos Contabilistas, no 1º andar do “Centro de Recursos da Direcção dos Serviços de Finanças”, sito na Rua da Sé, n.º30. em Macau. Horário de inscrição: De 2ª a 5ª feira: das 09h00 às 13h00; das 14h30 às 17h45 6ª feira: das 09h00 às 13h00; das 14h30 às 17h30
2. Condições de candidatura Podem candidatar-se todas as pessoas maiores, residentes ou portadoras de qualquer título válido de permanência na Região Administrativa Especial de Macau, que reúnam as condições previstas na alínea 2) do n.º 1 do artigo 11º da Lei n.º 20/2020 (Regime de qualificação e exercício da profissão de contabilista). 3. Local de levantamento do boletim de inscrição O boletim de inscrição, os esclarecimentos relativos à prestação de provas, o regulamento das provas e as regras da prestação de provas relativas aos candidatos e conteúdo das provas podem ser obtidos no sítio da internet da Direcção dos Serviços de Finanças, no local relativo à CPC (www.dsf.gov.mo) ou levantados nos seguintes locais: 1) Instalações da Comissão Profissional dos Contabilistas, no 1º andar do “Centro de Recursos da Direcção dos Serviços de Finanças”, sito na Rua da Sé, n.º30. em Macau; 2) Rés-do-chão do Edifício da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande n.os 575, 579 e 585; 3) Centro de Serviços da RAEM, Rua Nova de Areia Preta No.52; 4) Centro de Serviços da RAEM das Ilhas, Rua de Coimbra, n.º 225, 3.º andar, Taipa. Em caso de dúvidas, agradecemos o contacto com a CPC, durante as horas de expediente, através do telefone número 85995344 ou 85995342, ou através do e-mail cpc@dsf.gov.mo. Aos 8 de Julho de 2021
O Presidente da CPC Iong Kong Leong
C I N E M A
SALA 1
BLACK WIDOW [B]
LADYBUG RUINS [B]
Um filme de: Cate Shortland Com: Scarlett Johansson, Florence Pugh, Rachel Weisz, David Harbour 14.00, 16.30, 19.00, 21.30
FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Hiroki Shibata 16.30, 17.45
SALA 2
SALA 3
FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Malcolm D.Lee Com: LeBron James, Don Cheadle, Khris Davis 14.15, 19.15, 21.30
Um filme de: Adam Robitel Com: Taylor Russel, Logan Miller 14.15, 17.45, 21.30
SPACE JAM: A NEW LEGACY [A]
BUTT DETECTIVE THE MOVIE: THE CASE OF THE COURAGEOUS CURRY + MYSTERY OF THE
ESCAPE ROOM: TOURNAMENT OF CHAMPION [C]
LUCA [A]
FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Enrico Casarosa 14.30, 16.30, 19.30
7 3 1 8 6 4 2 0 7 3 5 9 8 1 6 1 7 2 0 5 SPACE JAM: A NEW LEGACY 3 9 2 8 1 6 8 5 1 7 4 9 Propriedade 4 6 9Fábrica 3 de5Notícias, 7 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e 9 4M.Tavares; 0 5Gonçalo 3 Waddington; 8 Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 2 Rasquinho; 0 8 1Paul 9 Olavo Chan 4 Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 5 7Morada 3 Pátio 0 da6Sé, 2n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo Welfare
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1.
SAMARCANDA | AMIN MAALOUF (1988)
segunda-feira 19.7.2021
opinião 15
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ai, portugal, portugal
André Namora
TEMOS PENA DOS RESTAURANTES NÃO FAÇO ideia como tem sido em Macau e como é que os restaurantes têm sobrevivido. O que vos escrevo é que em Portugal tem sido uma desgraça. Os restaurantes estão quase todos na falência. A culpa não é da pandemia. É de quem não sabe gerir o país. Dou-vos um exemplo: os supermercados estão cheios de gente porque não se pode prejudicar os magnatas como os Azevedos da cadeia Continente, as pessoas passam ao lado umas das outras, param para ver os produtos e recolhem-nos mesmo encostadas umas às outras, algumas tiram a máscara por falta de ar no interior dos estabelecimentos que nem possuem ar condicionado digno desse nome. E qual é a diferença entre os supermercados e os restaurantes, se as regras do distanciamento de mesas têm sido cumpridas em todo o país? Ninguém entende as últimas regras decretadas pelo Governo de só se poder entrar num restaurante se tiver o Certificado Digital de Vacinação, ou um certificado passado por uma farmácia de que o teste acusou negativo, ou ainda pior, se à porta do restaurante o cliente perder meia hora para realizar o chamado auto teste. Os proprietários dos restaurantes andam desesperados. Alguns, muitos, já encerraram as portas porque o tal apoio governamental que foi anunciado nunca chegou. Os donos dos restaurantes têm família para sustentar, muitos têm os pais em lares, os filhos nos estabelecimentos de ensino onde as propinas não são baratas. E essencialmente têm os salários para pagar dos cozinheiros, empregados de mesa e pessoal de limpeza. Ninguém se apercebeu que muitíssimos portugueses davam de comer a muita gente à mesa do seu restaurante, mas também sustentavam muitas famílias. Mas encerraram. Deixaram de ter o ganha-pão. E quem os ajuda agora? Os familiares ou tentam abrir um restaurantezinho num bairro baratinho. Os horários que as inteligências governamentais puseram em vigor são um absurdo e tudo isto só tem tido um fim: os restaurantes estão vazios e temos mesmo pena de ver a situação dos estabelecimentos de venda de comida. As novas regras de controlo e testagem à entrada dos restaurantes localizados em zonas de risco elevado já causaram perdas próximas dos 90%. A garantia foi-nos dada pela Associação Nacional de Restaurantes, que, com base num inquérito realizado há dias concluiu que nas salas interiores dos restaurantes com esplanada, verificou-se uma perda de 83,9% de clientes. Isto é muito triste para quem trabalhou uma vida inteira a servir o seu semelhante. E nos restaurantes sem esplanada a perda de clientes superou os 87%. A referida Associação salientou que estas últimas medidas tiveram um brutal impacto e veio criar enormes injustiças e que
A verdade é que nos dá um grande dó passar por certos restaurantes e ver que nem um cliente está a ocupar uma mesa. Um panorama desolador como este tem de merecer das autoridades algum bom senso
são muito discriminatórias, pois perante esta dificuldade, a maioria dos clientes dirige-se para restaurantes com esplanadas. A defesa da saúde pública não justifica tudo, mais a mais, quando há discriminação. As regras têm de ser bem pensadas antes de entrarem em vigor. A Direcção-Geral de Saúde não pode sequer pensar, como tem feito, que lá por um cidadão já ter recebido as duas doses da vacina contra a covid-19 que já não há problema na entrada nos restaurantes, enquanto aqueles que ainda não foram ou não querem ser vacinados têm de ir comer ao Tota... A Associação dos Restaurantes fala ainda na reposição das restrições anteriores que permitiam os restaurantes funcionarem
de segunda à sexta-feira até à meia-noite, alteração que passa pelo funcionamento ao sábado e domingo à noite desde que os clientes estejam munidos do Certificado Digital. O que nós não concordamos porque essa obrigação da amostragem do certificado só nos tem mostrado que estamos perante uma jogada das autoridades para que o povinho seja obrigado a ir vacinar-se, caso contrário, terá de deixar de pensar em ir almoçar ou jantar fora de casa. Mas o inquérito realizado traz ainda mais conclusões, como 44,1% dos empresários recusam-se a fazer auto testes preferindo perder clientes do que terem que pagar uma multa irracional de 10.000,00 euros. Os empresários estão assustados e impreparados para decisões que se tomam de um dia para o outro. E têm razão para isso porque cada vez há mais falta de vagas nas farmácias para a realização de testes, dúvidas nos procedimentos em relação aos testes, onde colocar os testes usados e como fazer no caso de algum cliente estar infectado, são algumas das dúvidas dos proprietários dos restaurantes e dos clientes. O Governo tem de arrepiar caminho para que o objectivo principal seja não perder mais um Verão e que o negócio em baixa leve mais restaurantes a encerrar. Os proprietários desesperam porque todos os dias têm de comprar o peixe, a carne e os mantimentos necessários para preencherem a ementa. A verdade é que nos dá um grande dó passar por certos restaurantes e ver que nem um cliente está a ocupar uma mesa. Um panorama desolador como este tem de merecer das autoridades algum bom senso. Por ironia, dizia-me um vizinho, a propósito da situação dos restaurantes, que “Portugal está a emagrecer”... *Texto escrito com a antiga grafia
“Não sou obrigado a jurar sobre as palavras de nenhum mestre.” PALAVRA DO DIA
Horácio
Vai uma pinguinha? O Vinho português tem “oportunidade” na China, mas é preciso “trabalhar o terreno”, diz importador
director-geral de uma das maiores importadoras de vinho da China considerou ontem haver “oportunidades” para os vinhos portugueses, mas ressalvou que é preciso fazer “trabalho de terreno” para conquistar presença no emergente mercado chinês. Embora apenas cerca de 3 por cento da população chinesa beba regularmente vinho, a China é já o quinto maior mercado do mundo, devido à sua dimensão populacional - 1,4 mil milhões de habitantes. O português Francisco Henriques, director-geral da China Wines & Spirits, uma das maiores importadoras da China, com sede em Xangai, a “capital” económica do país, aponta para o “potencial” dos diferentes tipos de vinho e castas de Portugal, num mercado “dinâmico” e “sempre à procura de coisas novas”. “Aqui, acho que Portugal tem uma palavra a dizer e tem uma oportunidade com as nossas castas”, nota Francisco Henriques. “Os alvarinhos portugueses, que começam a emergir, e estão também a aparecer a touriga e o aragonês”. O responsável refere ainda uma “grande oportunidade” para os vinhos verdes. “São vinhos fáceis de beber e que combinam com o próprio clima e gastronomia” da China, nota. “Acho que esses vinhos podem crescer bastante e os brancos de uma maneira geral”.
Francisco Henriques lembra, no entanto, que “é preciso fazer muito trabalho” para que essas marcas e esses vinhos “tenham também muita informação disponível e que haja pessoas cada vez mais a falar sobre eles”.
“Aqui, acho que Portugal tem uma palavra a dizer e tem uma oportunidade com as nossas castas.” FRANCISCO HENRIQUES DIRECTOR-GERAL DA CHINA WINES & SPIRITS
“Essa parte leva tempo e é preciso ser feita de forma mais consistente e mais regular”, aponta. “É preciso trabalho contínuo”, diz. “Não se pode fazer só uma acção, é preciso continuamente estar sempre a falar e só dessa forma é que os vinhos sobrevivem e as marcas se constroem. É preciso estar presente e nunca baixar os braços”.
Vantagens electrónicas
O comércio electrónico constitui também outra “grande revolução” na forma de vender e distribuir vinhos na China. O país asiático é responsável por cerca de metade do conjunto mundial de vendas pela Internet, dinamizadas por uma vasta
rede logística e grupos como o Alibaba, Jingdong ou Meituan. “É realmente impressionante”, nota o português. “Não é só a parte electrónica, mas também a parte logística que funciona: A rapidez e a eficácia com que as mercadorias chegam aos clientes com o clicar no telemóvel é impressionante, praticamente sem erros e atrasos”. A proliferação do comércio electrónico beneficia também os empresários, que conseguem colocar os seus produtos em qualquer ponto da China, sem depender de retalhistas. “Isso faz com que consigam chegar também a cidades mais pequenas e longínquas, onde não temos grandes possibilidades de ir com presença física”, sublinha o director-geral da China Wines & Spirits. Apesar do potencial do mercado chinês, devido sobretudo à sua escala e espaço para expandir o consumo, o vinho continua a ter uma quota ínfima do mercado, à medida que cervejarias, bares de cocktails proliferam nas cidades chinesas. “Não podemos esquecer que, quando olhamos para o mercado das bebidas, o vinho pesa muito pouco”, nota o português. “No mundo dos espirituosos, a distribuição está mais concentrada, no vinho há muito mais operadores de mercado que não estão tão integrados”, aponta. “Isso também por vezes dispersa a comunicação e não se consegue o mesmo sucesso”, refere.
ÍNDIA PELO MENOS 17 MORTOS EM DESLIZAMENTO DE TERRAS
I
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NUNDAÇÕES em Mumbai provocaram ontem pelo menos 17 mortos e um número desconhecido de desaparecidos na capital do estado indiano de Maharashtra, na sequência de deslizamentos de terras, informaram as autoridades. Onze corpos foram encontrados sem vida em
Chembur, no subúrbio oriental de Mumbai, e outros seis em Vikhroli, no norte da cidade, disse o director da Força Nacional de Gestão de Desastres (NDRF), Satya Pradhan, na sua conta oficial no Twitter. As autoridades lançaram uma operação de salvamento em ambas
as áreas, embora ainda não tenham revelado quantas pessoas estão desaparecidas. A mesma fonte acrescentou que várias casas também foram afectadas devido ao deslizamento de terras. As autoridades decretaram alerta vermelho na capital financeira
indiana e avisaram os cidadãos para não saírem às ruas, devido ao risco extremo de chuva prevista para os próximos dias. De acordo com as últimas previsões meteorológicas, espera-se forte precipitação sobre a costa ocidental indiana durante os próximos cinco a seis dias.
As inundações e os deslizamentos de terras são comuns na Índia durante a época das monções, tal como os colapsos de edifícios, devido à fragilidade de infraestruturas e falta de manutenção.
segunda-feira
19.7.2021 episódio 38
O Jogo das Escondidas
E
um folhetim por Fernando
Sobral
LA fitou-o, espantada: - O que quer dizer com isso, tenente? O olhar de Sofia era mortal. - A sua consciência está tranquila, minha senhora? - Sempre esteve. Mas não compreendo as sua palavras. Elas parecem implicar que não deveria estar. Amoroso tirou do bolso do casaco uma carta. Abriu-a e colocou-a defronte da face de Sofia Palha. Esta não disse nada, mas os seus olhos mostravam tudo. - Reconhece a letra? É sua? - Onde encontrou essa carta, senhor tenente? - Onde pensa que foi? Sofia Palha desviou a cara para o horizonte, onde a luz começava a desaparecer. - E o que pretende fazer com ela? Fazer com que me sinta culpada de algo e comece a chorar? - Eu só quero descobrir quem matou o senhor João Carlos da Silva. Não me interessa levantar o véu sobre outros segredos. Só aqueles que têm a ver com esse assassinato. Foi a senhora que o matou? Ela fez um gesto de repulsa: - Eu? Nunca? Eu amava-o. - Há, como sabe, uma linha muito fina entre o amor e o ódio. Entre a morte e a vida. - Não, tenente. Amei-o até ao fim. Foi uma paixão que durou meses. Até à sua morte. - Sem o senhor Palha saber? - Sem ele saber. Era um segredo só nosso. E o João era um homem em quem se podia confiar. Eu mandava-lhe pequenas cartas. Só assinadas com a inicial S. E ele sabia que as tinha de destruir logo a seguir. - Esta ficou. - Uma recordação. Não o deveria ter feito, mas compreendo-o. Era um homem apaixonado. Sofia Palha voltara a ganhar a segurança que perdera momentaneamente. Os seus olhos aceitavam o desafio do tenente. Fez um sorriso triste: - Eu também quero descobrir quem o matou. Mas, diga-me, tenente. Já estamos a falar há algum tempo. Se alguém nos vir aqui, só os dois, o que pensará? Eu espero que goste de estar comigo. Não consigo pensar em nada melhor do que isso. Mas se andarmos um pouco e formos para um local onde todos nos podem ver, não levantaremos suspeitas. E não estaremos sujeitos a mexericos, como se continuarmos aqui e alguém nos surpreender. Eu posso contar-lhe alguns segredos. (continua)