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Hoje Macau 19 JUL 2013 #2896

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BOLINHA

ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL NÃO ADMITIRÁ PELÉ COMO TREINADOR DO FC PORTO AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MOP$10

• RAYMOND TAM

ENTREVISTA LEI HEONG IOK, PRESIDENTE DO IPM

Julgamento foi marcado para 5 de Dezembro

Ter para ler

D I R E C T O R C A R L O S M O R A I S J O S É • S E X TA - F E I R A 1 9 D E J U L H O D E 2 0 1 3 • A N O X I I • N º 2 8 9 6

“O grande obstáculo é a eficiência do Governo” CENTRAIS

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• CASO PARK’N SHOP

Fong Chi Keong foi com um grupo arrancar cartazes PÁGINA 5

• CHEFE DO EXECUTIVO

“Pequim quer alguém da área jurídica”

VISTO GOLD Consulado já conseguiu 5 milhões de euros

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Por um lugar ao sol A iniciativa do Consulado de Portugal em Macau está a resultar em pleno. Em poucos meses, já foram recebidos 54 pedidos, dos quais 10 foram aprovados, o que significa que o Estado Português arrecadou, para já, 5 milhões de euros. E é só o princípio. ÚLTIMA

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POLÍTICA

hoje macau sexta-feira 19.7.2013

MEMBRO DA COMISSÃO ELEITORAL FALA SOBRE HO CHIO MENG

“Pequim quer alguém da área jurídica” Jorge Kuan, membro do colégio que elege o Chefe do Executivo, garante que o actual procurador do Ministério Público, Ho Chio Meng, poderá ser um concorrente de Chui Sai On no futuro QUEM É O PROCURADOR DA RAEM?

CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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EPOIS da organização não-governamental Wikileaks ter divulgado, em 2011, telegramas do Governo norte-americano com potenciais nomes para suceder a Chui Sai On, Jorge Kuan, membro da Comissão Eleitoral que elege o Chefe do Executivo da RAEM, comentou ao HM a posição de cada um. Sobre Lionel Leong, membro do Conselho Executivo, Jorge Kuan diz ser “demasiado novo para este cargo”. “Ainda precisa de mais experiência”, acrescenta o também mestre de medicina chinesa, que acredita que o actual procurador do Ministério Público (MP) poderá concorrer lado a lado com Chui Sai On nas próximas eleições para o cargo, em 2014. “Em 2009, Ho Chio Meng já tinha feito bastante trabalho para uma possível eleição. Mas nesse ano, o Governo Central aconselhou-o a esconder as suas capacidades e o desejo de ser o Chefe do Executivo, o que significa que Pequim não o deixou concorrer. Segundo um provérbio chinês, quando dois tigres lutam, um fica ferido. Por isso, no final, Ho Chio Meng acabou por não ser candidato e deixou que Chui

Jorge Kuan, membro da Comissão Eleitoral

O homem apontado por Jorge Kuan como o natural sucessor de Chui Sai On nasceu em 1958 e cedo se mudou para Macau, vindo do continente com a sua família. Depois dos estudos na China, Ho Chio Meng obteve a sua licenciatura em Direito em Chongqin em 1983. Desde então começou a trabalhar no Tribunal de Última Instância (TUI), mas entre 1991 e 1993 estudou português na Universidade de Coimbra, onde também prosseguiu os estudos de Direito. O regresso a Macau ficaria marcado pela sua entrada no Alto Comissariado contra a Corrupção e Ilegalidade Administrativa, hoje Comissariado contra a Corrupção (CCAC). No ano da transferência de soberania, Ho Chio Meng foi nomeado procurador do Ministério Público pelo Conselho de Estado da China. A 4 de Dezembro de 2004 viu ser-lhe renovada a nomeação para o cargo.

caso houvesse mais um escândalo de corrupção em Macau, numa clara referência ao caso do ex-secretário Ao Man Long. Lionel Leong e o deputado Chan Meng Kam foram outros

nomes citados nos telegramas, embora a diplomacia norte-americana tenha considerado que tinham poucas hipóteses. Enquanto que Lionel Leong era descrito como “jovem” e “inexperiente”, à semelhança do

“Os primeiros nomes para o cargo de Chefe do Executivo eram comerciantes. Apesar de eles próprios não o serem, as suas famílias eram. Temos um fenómeno que tem vindo a acontecer ao longo dos tempos, em que a sociedade de Macau é dominada pelas famílias Ho, Chui e Ma. Ho e Chui já ocuparam o lugar de Chefe do Executivo, enquanto que a família Ma dedicouse mais aos negócios.” Sai On fosse o único candidato”, disse ao HM. Recorde-se que os telegramas divulgados pela Wikileaks falavam de Ho Chio Meng como sendo o “sucessor natural” de Chui Sai On,

Aproveitar o que se está a estragar A Para o vice-presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços da Guiné-Bissau, Baltazar Alves Cardoso, o protocolo assinado com a Associação Comercial de Macau poderá ser uma “mais-valia para o de-

senvolvimento do país”. “Temos mais de dois mil associados e precisamos de apoio porque temos recursos naturais, minerais, produtos agrícolas que estão a estragar-se e precisávamos que os associados da Associação Comercial de Macau nos

apoiassem na transformação desses produtos.” O presidente da Associação Comercial de Macau, Ma Iao Lai, disse, na cerimónia de assinatura dos protocolos, que estas actividades de intercâmbio permitem “facilitar a promoção da complemen-

taridade das vantagens e do desenvolvimento comum entre o território e os países de língua portuguesa”. Os protocolos foram assinados durante o colóquio sobre Gestão de Empresas Comerciais, organizado pelo Fórum Macau.

EMBAIXADOR REL AÇÕES ENTRE CHINA E GUINÉ-BISSAU NUMA DAS MELHORES FASES O relacionamento entre a China e a Guiné-Bissau está “numa das melhores fases da História”, considerou ontem o embaixador chinês em Bissau, Li Baojun. O embaixador, que hoje deixa o país após terminar uma missão de quase três anos, foi hoje homenageado pelo Governo de transição, que lhe deu um “diploma de mérito”. Li Baojun garantiu que a China “sempre estará ao lado da Guiné-Bissau”, do Governo e do povo, “para que o país consiga o desenvolvimento económico e social rápido e a estabilidade política e social”.

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Ho Chio Meng e Lionel Leong são os dois nomes de quem se

MACAU E GUINÉ-BISSAU ASSINAM PROTOCOLOS

Associação de Jovens Empresários Portugal-China e a Câmara de Comércio da Guiné-Bissau assinaram ontem protocolos com a Associação Comercial de Macau para cooperação de empresários lusófonos. “Este acordo foi assinado com o objectivo de estabelecer pontes entre empresários portugueses e de Macau e essa ponte poderá ser directa e acabar aí ou poderá ser uma ponte para a China”, disse à agência Lusa o vice-presidente da Associação de Jovens Empresários Portugal-China - que ultrapassou recentemente os 100 membros -, Bernardo Mendia.

que diz Jorge Kuan, Chan Meng Kam foi descrito como alguém com “ambições políticas mais elevadas”. Contudo, foi referido que os diplomatas “duvidavam” de que conseguisse vencer as eleições. Será desta vez? Apesar da previsão, Jorge Kuan não conseguiu garantir ao HM se será já em 2014 que o procurador do MP vai concorrer taco-a-taco com Chui Sai On no acto eleitoral. “Ho Chio Meng é uma parte muito importante neste processo, mas pode não ser eleito já desta vez, porque Chui Sai On tem mais vantagens. Mas o que está a fazer agora vai servir para as eleições futuras.” “Da última vez não lhe foi permitido concorrer e ele também não queria deixar o seu cargo de procurador. Porque se ele concorresse e depois perdesse ficaria sem nada. Ele já tem uma idade avançada para um cargo público deste tipo, mas para ser Chefe do Executivo penso que ainda tem possibilidades. Só aos 60 anos é que um homem é verdadeiramente maduro, culto e com experiência de vida. Ronald Reagan foi eleito com 70 anos.”

Além do Palácio do Governo, a China construiu e equipou para a Guiné-Bissau a Assembleia Nacional Popular. Também recuperou o Palácio da Presidência, que tinha sido destruído durante a guerra de 1998/99 e vai fazer outra obra de vulto, o Palácio da Justiça, sem contar com outros apoios menos visíveis. Lia Baojun será substituído por Wang Hua, especialista em assuntos partidários. Na hora da partida, não falou de saudades, mas disse que onde quer que esteja vai sentir a amizade e fraternidade dos guineenses.

fala para suceder a Chiu Sai On. Se não for em 2014, com certeza surgirão mais tarde

Jorge Kuan explica que Pequim anseia por uma liderança na RAEM ligada ao sector jurídico. “Os primeiros nomes para o cargo de Chefe do Executivo eram comerciantes. Apesar de eles próprios não o serem, as suas famílias eram. Temos um fenómeno que tem vindo a acontecer ao longo dos tempos, em que a sociedade de Macau é dominada pelas famílias Ho, Chui e Ma. Ho e Chui já ocuparam o lugar de Chefe do Executivo, enquanto que a família Ma dedicou-se mais aos negócios.” O médico acredita que a terceira geração da família Ma vai lutar “gradualmente pela honra da família”. “Os comerciantes já fizeram muitas asneiras na sociedade de Macau e temos o exemplo do caso Ao Man Long. O Governo Central precisa que a justiça seja o símbolo e a imagem de Macau.”


política 3

hoje macau sexta-feira 19.7.2013

Ho Chio Meng RAYMOND TAM DATA DE JULGAMENTO ESTÁ MARCADA disse que não houve avanços no caso mas o HM sabe que o julgamento Recorde-se que Tam acabou quer avanço no que diz respeito ao julgamento do agora suspenso por ser suspenso das funções de de Raymond Tam presidente do Instituto para os presidente do IACM pelo Chefe será no dia 5 de Assuntos Cívicos e Municipais do Executivo e apresentou ainda demissão do cargo de vogal da Co(IACM). Dezembro Raymond Tam vai sentar-se missão dos Assuntos Eleitorais da

Num dia vulgar de Dezembro

JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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AYMOND Tam deverá ser julgado em Dezembro. De acordo com fonte próxima do processo, a data do primeiro julgamento relacionado com o polémico caso das campas deverá ser 5 de Dezembro, uma quinta-feira. O dia foi confirmado ao HM, dois dias depois de Ho Chio Meng, procurador da RAEM, vir a público dizer que não há qual-

no banco dos réus do Tribunal Judicial de Base (TJB), ao lado de outros três membros do IACM, acusados do mesmo crime – o de prevaricação por, alegadamente, terem demorado demasiado tempo a entregar documentos sobre o caso das campas, que ajudariam à investigação do Ministério Público. Entre os arguidos, estão Lei Wai Nong, um dos vice-presidentes do IACM, Fong Vai Seng, chefe do departamento dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, e Siu Kok Kun, ajudante de encarregado.

Assembleia Legislativa, alegando motivos pessoais. O caso das campas está relacionado com a atribuição de dez sepulturas perpétuas no Cemitério de São Miguel, em 2001. O caso tem-se arrastado e exigiu até uma investigação levada a cabo pelo Comissariado Contra a Corrupção e do MP, que acusa agora Raymond Tam e os outros três arguido. O crime por que respondem é punível com pena de prisão até cinco anos. Conforme já tinha sido avançado pelo HM, não vai ser Ip Song

Raymond Tam

Sang, juiz do TJB que vai julgar Raymond Tam, uma vez que os juízes do Tribunal de Segunda Instância (TSI) deram deferimento a um pedido de escusa apresen-

tado há cerca de dois meses. O colectivo aceitou o pedido de Ip Song San, por este dizer que tem uma boa relação de trabalho com Raymond Tam.

ANTENEIROS AL CHUMBA PROPOSTA PARA DEBATER RESCISÃO DO CONTRATO E INDEMNIZAÇÃO À TV CABO

“Interesse público é ver televisão” N ÃO está no ‘timing’ certo, não há tempo suficiente e também não é necessário. A maioria dos deputados votou ontem contra uma proposta de debate de Au Kam San, sobre uma eventual rescisão do contrato do Governo com a TV Cabo e a negociação de uma indemnização. Um dos problemas residiu precisamente no tema do debate. Alguns deputados concordaram com o facto de se debater na AL o valor que irá custar ao Executivo a recente solução apresentada, que diz respeito a um acordo entre a TV Cabo e os anteneiros. É que, se a empresa de cabo vai disponibilizar a transmissão de canais às empresas de antenas comuns, nem TV Cabo nem anteneiros vão pagar nada. Há dívidas, sim, mas deverá ser o Executivo a responsabilizar-se por elas. No entan-

SAFP alertam para inscrições de associações

As pessoas colectivas com capacidade eleitoral activa e que pretendem exercer o direito de voto devem apresentar aos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) até dia 1 de Agosto. Isto porque, para exercerem o seu direito de voto a 15 de Setembro, têm de se preencher o boletim de inscrição 45 dias antes. Os interessados podem consultar as formalidades através do “Guia de Formalidades das Eleições para a Assembleia Legislativa” disponibilizado no campo de descarregamento da página electrónica das Eleições para a Assembleia Legislativa (www.eal.gov.mo).

to, a proposta apresentada pelo deputado democrata dizia respeito à negociação de uma indemnização para terminar o contrato já. “A rescisão acontece quando uma das partes viola o contrato”, começou por dizer Leonel Alves. “Neste caso, da parte da TV Cabo não parece que haja incumprimento, quem o fez foi o Governo. É uma contradição lógica, então a parte faltosa vai rescindir?” O deputado foi um dos que votou contra a proposta de debate, até porque considera que mais vale deixar o contrato morrer de forma natural do que estar a negociar uma indemnização que pode sair mais cara. Isto acontece daqui a nove meses, quando o contrato chega ao fim. Dos votos contra, saiu ainda, contudo, mais uma justificação comum: não há tempo, porque a legislatura

está quase a acabar. Foi Ung Choi Kun quem disse isto, como já tem vindo a ser hábito quando o deputado quer reprovar alguma proposta. Mas não foi só este o motivo que levou Ung a opor-se ao democrata. “Para a população o grande interesse público é ver televisão”, atirou para contestar a justificação de que um debate seria de interesse público. “Estamos a arranjar problemas para a paz social. Se já se arranjou uma solução, não vale a pena debater.”

SOLUÇÃO SUFICIENTE

A maioria dos que votou contra (19) utilizou a mesma justificação: a solução recentemente apresentada pelo Governo é suficiente. “Já não vale a pena apresentar um debate”, frisou Tsui Wai Kwan. “Já foi tomada uma solução e os anteneiros concordam e esta solução respeita o direito

da população ver televisão e esta proposta poderá dar azo a problemas, porque as pessoas podem pensar que o Governo não cumpre os contratos”, acrescentou Sio Chio Wai. Dos poucos cinco intervenientes a favor está o colega de bancada de Au, Ng Kuok Cheong. O deputado assume que o debate deveria ter sido aprovado porque “ainda não se sabe qual a decisão final do Executivo” e, caso os responsáveis da Administração fossem à AL teriam de esclarecer a população”. Também Kwan Tsui Hang disse estar de acordo com a rescisão, apesar de contestar o pedido de negociação da indemnização. “Faz todo o sentido a Assembleia debater o problema”, disse, apoiada por José Pereira Coutinho. “É necessário ter um debate para nós sabermos as razões porque é que a questão se arrastou tanto tempo e só agora é que o Governo tenta resolver a questão”, considera o deputado. - J.F.

OMS apoia desenvolvimento de medicina chinesa

O Chefe do Executivo reuniu-se ontem com a directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS). No encontro, na sede do Governo, Margaret Chan revelou que a organização se irá pronunciar, até ao final deste ano, sobre o caminho desenvolvimento da medicina tradicional nos próximos dez anos, depois de ter sido endereçada a questão do Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa, que ficará localizado na Ilha da Montanha. NA ocasião, voltou a ser abordado o projecto de cooperação entre a Administração e a OMS no âmbito da medicina tradicional chinesa, no qual se prevê o apoio da organização no desenvolvimento do sector.


4 política

hoje macau sexta-feira 19.7.2013

JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

O Governo ATM 300% no túnel e no campus da Universidade de Macau na Ilha da Montanha e a das obras do metro ligeiro, que passaram de 4,2 mil milhões de patacas para 11 mil milhões. Esta semana, o Comissariado de Auditoria deu a

conhecer problemas semelhantes no terminal de ferries do Pac On, que aumentou em 500% o orçamento inicial – passando de 583 milhões de patacas para 3,28 mil milhões. O deputado diz não compreen-

Para os concessionários das obras, o Governo da RAEM é parecido com uma máquina de levantar dinheiro. Não é de estranhar que, na sociedade, surjam críticas contra o Executivo, que é equiparado a um ‘idiota com muito dinheiro’ Ho Ion Sang, deputado

CONSELHO DO PLANEAMENTO URBANÍSTICO SEM NORMAS

TIAGO ALCÂNTARA

O interesse, esse malandro K WAN Tsui Hang quer que as reuniões do Conselho do Planeamento Urbanístico sejam de fácil acesso ao público e ainda que os membros que dele fazem parte se ausentem das reuniões em caso de conflito de interesse. Em mais um plenário da Assembleia Legislativa (AL), a deputada quis deixar a sua oposição face ao facto de os membros desta comissão não serem escolhidos através da lei. “Lamentavelmente, em relação à composição e ao funcionamento deste tão importante Conselho, a proposta de Lei do Planeamento Urbanístico não estabelece quaisquer normas de princípio, o que suscita preocupação”, atira Kwan.

Recorde-se que o Conselho será escolhido pelo Chefe do Executivo, para emitir pareceres diversos, no que toca, por exemplo, ao montante da indemnização a ser entregue aos proprietários privados de terrenos de que sejam expropriados para favorecer o planeamento urbano. A deputada diz que seria necessário incluir representantes dos sectores profissionais e representantes do público, além de serem definidas normas de responsabilidade sobre estes membros. “Se algum tiver um potencial conflito de interesses em relação a um determinado tema da ordem do dia de uma reunião, deve ausentar-se.” - J.F.

HO SIO KAM PEDE MAIS AJUDA A FAMÍLIAS MONOPARENTAIS

dos [de auxílio]”, aponta a deputada que diz que não há apoio suficiente. A deputada cita um estudo de uma associação, primeiro para criticar o facto de Macau não ter dados sobre a quantidade de famílias monoparentais existentes e, depois, para pedir que o Governo preste mais apoio não só ao nível financeiro, como

psicológico. “Prevê-se que o número de destas famílias em Macau atinja entre dez a 15 mil e cerca de 90% destas famílias recorreram ou estão a recorrer aos serviços sociais, sendo o da rede de apoio mútuo às famílias monoparentais o mais procurado.” Este serviço começou a ser disponibilizado em 2003.

A questão da educação familiar (38%), do stress (34%) e as dificuldades económicas (25%) são as que mais preocupam este tipo de famílias. “Há cinco centros de serviços para apoio em Macau, mas com apenas dois a três assistentes sociais cada um”, alertou Ho Sio Kam, sugerindo mais medidas da parte do Governo. - J.F.

CONSELHO MÉDICO DEPUTADA PEDE AUMENTO DAS COMPETÊNCIAS

Angela queria um árbitro A NGELA Leong pediu ontem ao Governo que fossem aumentadas as competências do Conselho para os Assuntos Médicos. No período antes da ordem do dia na Assembleia Legislativa (AL), a deputada critica o facto de o Governo ter criado já este Conselho, que, diz, não corresponde ao que os cidadãos estavam à espera. “Aguardam-no há anos, mas não passa de um simples conselho consultivo do Governo, sem competências para proceder à regulamentação sobre o registo e provas de qualificação profissional dos médicos e sem poder apresentar uma avaliação profissional aquando da arbitragem de caGONÇALO LOBO PINHEIRO

Pai e mãe numa só pessoa C ERCA de 90% das famílias monoparentais recorrem a serviços do Governo para pedir auxílio. Os dados são da deputada Ho Sio Kam, que ontem pediu mais atenção do Executivo para os problemas que este tipo de famílias passam. “Até Junho de 2011, [desde 2003] registaram-se 1311 pedi-

der como é que, havendo critérios de “preço razoável” para as obras de grande empreendimento, se ultrapassa tanto o montante inicial. “Será que o Governo não procede bem à estimativa dos custos das obras, o que resulta de um sucessivo aumento de custos? Para os concessionários das obras, o Governo da RAEM é parecido com uma máquina de levantar dinheiro. Não é de estranhar que, na sociedade, surjam críticas contra o Executivo, que é equiparado a um ‘idiota com muito dinheiro’”, acusa Ho Ion Sang. O deputado disse ainda que não se pode justificar o facto de a Administração ter poder predominante para que se deixem passar estes casos e se actue sem restrições em matéria financeira. “O Governo, para além de precisar de aumentar a transparência das contas das obras públicas, tem ainda de assumir a responsabilidade de prestar esclarecimentos ao público sobre a razão das origens de diversos aumentos nas despesas.”

TIAGO ALCÂNTARA

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derrapagem orçamental no terminal marítimo da Taipa faz com que o Governo pareça uma máquina de levantar dinheiro. As palavras são de Ho Ion Sang, que ontem utilizou o período antes da ordem do dia no plenário da Assembleia Legislativa (AL) para criticar as contas do Executivo e sugerir explicações ao público sobre aumentos nas contas públicas. “Parece que o excesso de despesas se torna numa prática geral e isso reflecte que o Governo não dispõe de medidas efectivas de controlo ou de um regime de fiscalização quanto ao excesso de despesas”, começou por dizer o deputado. Em causa – e Ho Ion Sang dá exemplos – estão as obras de grande envergadura, que raramente respeitam as despesas inicialmente orçamentadas. Foi o caso da derrapagem de mais de

PAC ON DEPUTADO CRITICA GOVERNO E PEDE EXPLICAÇÕES SOBRE DERRAPAGENS ORÇAMENTAIS

sos de erro médico”, aponta a deputada, que diz “existir uma significativa diferença entre a sua natureza e as expectativas da sociedade”. Recorde-se que o Conselho para os Assuntos Médicos foi criado com a intenção de ser um primeiro passo para a criação da lei do erro médico, que deverá chegar a Assembleia Legislativa em Outubro e já tem sido alvo de críticas. Cabe ao Conselho para os Assuntos Médicos pronunciar-se sobre o desenvolvimento da actividade profissional de saúde, os documentos de consulta respeitantes a projectos de diploma, proceder a estudos, elaborar relatórios e apresentar recomendações no que respeita aos códigos deontológicos dos profissionais. Angela Leong queria mais. “A criação deste conselho visa estimular o desenvolvimento dos serviços de saúde em Macau (...), mas não pode desempenhar tarefas importantes, por ser consultivo. Deveriam ser aumentadas as competências, com vista a (...) actuar nos casos de arbitragem dos erros médicos.”- J.F.


SOCIEDADE

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CASO DE PARK’N SHOP FONG CHI KEONG MANDOU RASGAR CARTAZES NO FLOWER CITY

“Comportou-se como um líder de seita” A declaração é de Lam Kam Chio, presidente da administração do condomínio do edifício Flower City, sobre Fong Chi Keong. O morador explica que o deputado, dono da empresa de construção do prédio, foi até ao edifício rasgar os cartazes de protesto dos condóminos sobre os estragos na estrutura do Flower City causados pelo supermercado Park’n’Shop CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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presidente da administração do condomínio do edifício Flower City, Lau Kam Chio, informou o HM que ontem, ao meio-dia, o deputado Fong Chi Keong chegou com vários homens ao edifício para destruir os cartazes de protesto dos moradores, que se encontram no rés-do-chão do edifício há duas semanas, desde a última conferencia de imprensa realizada. “O comportamento do deputado foi como o das seitas nos anos 90”, descreveu Lau Kam Chio. Mas qual a ligação de Fong Chi Keong ao caso? A empresa de construção civil Man Kan, da qual o deputado é presidente, construiu e detém o Flower City, ou seja, é o grande proprietário do prédio que sofreu danos estruturais devido às obras de construção do supermer-

cado Park›n›Shop - cadeia detida pelo empresário de Hong Kong Li Ka Shing - também arrendatária do Flower City. O Lam Kam Chio explica ao HM que Fong Chi Keong tentou chegar à fala com os moradores para, alegadamente, dissuadi-los das queixas e protestos levados a cabo junto do Governo. No entanto, o presidente da administração do condomínio do edifício Flower City não se mostrou disponível para a conversa uma vez que se encontrava a trabalhar em Macau. “Venha agora para o Flower City ter uma reunião com Fong Chi Keong”, exigiu o secretário do deputado em conversa telefónica, segundo palavras de Lam Kam Chio. E, segundo o mesmo, terá ido longe demais no tom de voz, em jeito de ameaça. “Precisava de trabalhar a estas horas», justificou-se o proprietário

GONÇALO LOBO PINHEIRO

FONG CHI KEONG A DEPUTADO NOMEADO? Lau Kam Chio está convencido que Fong Chi Keong será deputado nomeado na Assembleia Legislativa. O deputado já participou nas eleições pela via directa e, mais recentemente, pela via indirecta. Nesta eleições legislativas não avançou com a candidatura às eleições por qualquer das vias. Por essa razão, as pessoas questionam-se sobre a sua carreira política do deputado actual, por isso, surge agora a possibilidade de poder ser deputado na próxima legislatura por nomeação. É nisso, precisamente, que o nosso interlocutor acredita. “Não vou contar como sei que vai ser nomeado, mas vai ver depois das eleições em Setembro”, afiança Lam Kam Chio.

de uma das habitações do edifício, prosseguindo sobre a actuação desapropriada do deputado nas instalações do Flower City. «O deputado está muito consciente da lei, naturalmente, já que faz parte das suas competências. Ainda assim, comportou-se como líder de uma seita e fez exigências descabidas», frisou. Lam Kam Chio disse que a matéria vai ser levada a discussão com o Governo hoje de manhã. «A administração do condomínio vai ter uma reunião com Instituto de Habitação (IH). Os representados de Hong Kong da cadeia de supermercados vêm amanhã, e o IH já convidou a empresa de Fong Chi Keong para comparecer à reunião mas duvido que ele compareça.”

DSSOPT EM CIMA DOS PRAZOS

A Direcção dos Serviços de Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) emitiu ontem um comunicado onde se compromete a acompanhar, prioritariamente, as questões de segurança pública, além de estar em cima das exigências feitas ao arrendatário do supermercado para proceder com a maior brevidade possível ao plano de manutenção, reparação e restauração dos pilares

O ESSENCIAL O deputado Fong Chi Keong surgiu, com um grupo de homens, no edifício do supermercado Park’n Shop. Aí mandou rasgar os cartazes que protestavam contra a falta de condições de segurança do prédio, motivada pelas obras efectuadas pelo supermercado. O representante dos condóminos comparou o seu comportamento ao de um líder de seita. A empresa de construção civil Man Kan, da qual o deputado é presidente, construiu e detém o prédio.

estruturais danificados e para tratar da infiltração de água no tecto da cave do prédio, cujo o prazo foi estabelecido em dois meses. E, de seguida, logo que seja dado o aval, o prosseguimento com as obras de restauração. A DSSOPT, diz ainda, esperar que seja reforçado o diálogo entre o arrendatário da estrutura comercial e a assembleia geral dos condóminos por forma a resolver devidamente os conflitos. O organismo público, tutelado por Jaime Carion, adianta também que prosseguirá ao acompanhamento das questões de segurança relacionadas com a obstrução do caminho de evacuação do edifício e com o desprendimento da camada de protecção dos pilares estruturais provocada pelas torres

de refrigeração existentes nas suas imediações. Na última reunião com o arrendatário do supermercado, salienta a DSSOPT, foi-lhe exigida a imediata remoção dos materiais colocados no acesso comum e o destrancamento do portão de modo a não obstruir o caminho de evacuação. “Na reunião o representante do arrendatário da loja comercial prometeu à DSSOPT que irá dinamicamente dialogar com a assembleia geral de condóminos e remover imediatamente os materiais e objectos colocados no acesso comum do edifício, assim como manter destrancado o portão, de modo a eliminar o perigo contra a segurança pública”, frisou o organismo.


6 sociedade

hoje macau sexta-feira 19.7.2013

MAUS TRATOS A MENORES CENTRO DE PROTECÇÃO DAS CRIANÇAS ENCAMINHOU DOIS CASOS À POLÍCIA

O que esconde a ponta do icebergue

O Centro de Protecção das Crianças disse ter recebido este ano 23 chamadas de apoio e dúvidas, entre as quais dois casos criminais que foram encaminhados às autoridades. O IAS fala em casos ocultos CECÍLIA LIN

cecília.lin@hojemacau.com.mo

RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

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NTRE Janeiro e Junho, o Centro de Protecção das Crianças já recebeu 23 chamadas de apoio e denunciadoras de casos de maus tratos na sua linha hotline. Entre as quais, revela, dois casos criminais, acompanhados em Junho e Julho, que foram encaminhados à Polícia Judiciária. “Os dois casos dizem respeito a abusos físicos e negligência no cuidado com as crianças”, indicou a responsável do centro, Theresa Choi. Por sua vez, o Instituto de Acção Social (IAS) diz ter acompanhado este ano, até Abril, um caso, denunciado às autoridades policiais, que pediram depois a intervenção deste departamento público. E afiança, nos números fornecidos, que o acompanha-

O ESSENCIAL Dois casos de maus tratos a crianças foram recentemente detectados. Mas os responsáveis governamentais pela protecção de menores estão convencidos que se trata apenas da ponta do icebergue. No silêncio dos lares existirão muitos mais casos que não são denunciados. Incluindo de abuso sexual.

mento de casos foi menor entre 2011 e 2012 (baixando de 17 para 14). Mas, garante, tal pode não corresponder à realidade. “Pode e deverá haver mais. Normalmente não estamos a par de todos os casos. Só intervimos quando há denúncia policial”, explica uma porta-voz. E, para já, não dá conta do acompanhamento destes dois recentes casos criminais.

Elevador avariado prende guardas e reclusos

Os casos de mal funcionamento de elevadores sucedem-se. Desta feita, a visada foi a prisão de Macau, seus trabalhadores e prisioneiros - dois guardas e 16 reclusos. O episódio aconteceu ontem à tarde, pelas 17h30, mas o Estabelecimento Prisional de Macau (EPM) explica que a actuação do Corpo de Bombeiros teve lugar dez minutos depois. Dois reclusos queixaram-se de indisposição e foram alvo de tratamento médico, sem necessidade de intervenção hospitalar. O EPM garante ainda que o elevador avariado funcionava normalmente, tendo sido alvo de inspecção periódica (a última a 8 de Julho). Recorde-se que foram criadas em Maio instruções para a apreciação, aprovação, vistoria e operação de equipamentos de elevadores fora do âmbito de qualquer lei, pelo que não estão previstas multas para as empresas de manutenção.

O IAS garante que, quando tem casos sobre a sua alçada, analisa “a situação de segurança e necessidades das vítimas, oferecendo várias medidas de protecção, que incluem acolhimento em lares, encaminhá-las aos cuidados de outra pessoa bem como oferecer aconselhamento psicológico a fim de oferecer protecção adequada às vítimas infantis”, garantiu em resposta escrita.

MENORES COM LEGISLAÇÃO À PARTE

No mês passado a presidente da Associação de Luta Contra Maus Tratos, Wong Man Wai, indicou ao jornal Ou Mun que houve um aumento do número de casos em 3,5% em 2012 face a 2011, dando conta de nove casos relacionados com abusos de menores - negligência, abuso físico, psicológico e também sexual. Em seu entender, referiu, há ainda muitos casos escondidos, que necessitam de intervenção. Por

essa razão, defende, deve ser criada uma legislação específica para a protecção das crianças, à parte da proposta de lei que está a ser ultimada sobre violência doméstica. Até porque, explicou, há necessidade de identificar como crimes públicos as situações de negligência dos pais e de abusos sexuais. Theresa Choi, em declarações ao HM, explicou que a proposta

contra violência doméstica “não consagra os direitos dos menores”. “Os cidadãos não têm presente o conceito sobre abuso de crianças, se a legislação de protecção de menores for independente, acredito que as pessoas podem fazer uma compreensão clara da definição de abuso de crianças, incluindo sobre negligência, a fim de aumentar a vigilância pública.”

CURSO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS Entre 3 e 10 de Setembro irá realizar-se nas instalações do Centro de Protecção de Crianças um curso de Certificado de Protecção de Criança 2013. Os assistentes sociais, trabalhadores em educação e advogados são o público-alvo da iniciativa. O objectivo do cursos é aumentar o conhecimento da sociedade sobre abuso de crianças, promover o trabalho de protecção de crianças e a prática dos seus direitos. Os cursos, que começaram a ter lugar em 2007, poderão eventualmente ser expandidos para demais associações que o queiram, explica Theresa Choi. Para já, o centro dá palestras nas escolas para pais e crianças, sobretudo, sobre abuso sexual. “Porque muitas vezes as crianças também não sabem o que é abuso sexual e onde podem pedir ajuda”, frisou. O custo de curso é 450 patacas, as inscrições prolongam-se até 31 de Agosto.

Shun Tak cria empresa hoteleira Artyzen

O grupo Shun Tak criou uma empresa de gestão hoteleira, a Artyzen, com a qual espera alcançar maiores oportunidades no turismo asiático, sobretudo, para os viajantes chineses. A Shun Tak acredita que poderá ser um tempo desejável para considerar potenciais investimentos na Europa e América. “O mercado tem ganho maior satisfação, a tão rápido passo que as marcas hoteleiras internacionais não têm conseguido acompanhar. Isto criou uma janela valiosa de oportunidades já que acumulados experiência próspera na região e conhecimento sobre os padrões de consumo dos viajantes chineses”, indicou ontem Pansy Ho, empresária e filha do magnata Stanley Ho, na apresentação da nova empresa. À frente da Artyzen estará Robbert van der Mass, ex-responsável hoteleiro no MGM, e Jerry Haung, vice-presidente da Associação Turística de Hotel Chinesa, na sucursal continental.


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andreia.silva@hojemacau.com.mo

O

mais recente Boletim de Estudos Monetários publicado ontem pela Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) traça um panorama positivo para os próximos meses no que ao mercado imobiliário diz respeito. Isto porque o organismo prevê que o “aumento dos preços no mercado imobiliário vai abrandar significativamente na segunda metade de 2013, conduzindo a uma estabilidade no mercado”. Para além disso, “espera-se uma redução do volume de transacções no segmento do mercado de propriedades privadas”. As principais razões para esta possível quebra devem-se à recente aprovação do regime jurídico da promessa de transmissão de edifícios em construção, em Maio. O diploma veio trazer regras mais claras no que diz respeito à compra e venda de edifícios cuja construção está por concluir. Quanto à inflação, as notícias são menos positivas, pois a AMCM prevê que vai manter-se entre os 5% e 6%. “A inflação vai manter-se relativamente elevada em 2013. Apesar do panorama mundial da

AMCM PREVÊ QUEBRA NOS PREÇOS E “ESTABILIDADE”

Mercado imobiliário mais frio A Autoridade Monetária e Cambial prevê menos transacções de imóveis este ano, bem como um abrandamento “significativo” dos preços. Quanto à inflação, vai manter-se elevada inflação ser muito favorável, os factores domésticos tornaram-se factores-chave para que os preços dos produtos de consumo estejam nessa posição”, aponta o boletim. “O pequeno mercado de trabalho e outros constrangimentos à capacidade de produção vão fazer com que os preços laborais e de arrendamento se mantenham a um ritmo de dois dígitos, o que progressivamente vai favorecer os preços do consumo”, acrescenta a AMCM.

ECONOMIA DE UM DÍGITO

Se o crescimento dos preços dos bens de consumo se vai manter na ordem dos dois dígitos, o

mesmo não vai acontecer com a economia. “Espera-se que o Produto Interno Bruto (PIB) de Macau, em termos reais, cresça um dígito este ano”. As razões prende-se com as poucas contribuições da procura interna. Pelo contrário, “a procura externa, que representa cerca de 70% do conjunto global da procura, deverá manter-se como a grande causa para o crescimento económico deste ano”, diz a AMCM. Apesar do bom panorama dos investimentos no sector das construções, o abrandamento também será visível. “Os projectos no Cotai relacionados com o turismo e projectos de infra-estrutura

TIAGO ALCÂNTARA

ANDREIA SOFIA SILVA

em larga escala, como o Metro Ligeiro e a ponte Zhuhai – Hong Kong – Macau vão continuar a sustentar o investimento, mas a taxa de crescimento em 2013 irá desacelerar face ao ano anterior.” Sem esquecer os projectos de cooperação com a ilha de Nansha e o futuro desenvolvimento da Ilha da Montanha, o boletim dá

METEOROLOGIA TUFÃO 1 NÃO VAI AMADURECER A SUA INTENSIDADE EM MACAU

Fim-de-semana com chuva RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

N

A quinta-feira foi içado o sinal 1 de tufão. A intensidade mínima, numa escala máxima de 10, deverá manter-se também durante o dia de hoje. As previsões são transmitidas ao HM pelo director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), Fung Soi Kun. “Em princípio a nossa previsão é de que iremos manter o sinal um. Se o tufão continuar com esta trajectória não vai influenciar muito Macau. Haverá vento a sudoeste que vai provocar aguaceiros moderados acom-

panhados de algumas trovoadas, sobretudo, sexta e sábado”, explica o responsável. No entanto, as condições climatéricas poderão arribar no domingo, mantendo-se apenas alguns chuviscos. E, confirma Fung Soi Kun, haverá melhorias no fim-de-semana, com abertas de sol. Ainda assim, as temperaturas máximas previstas ascendem aos 30ºC, com a humidade nos píncaros (95%). O tufão, que veio das Filipinas, vai passar a 400 quilómetros da costa leste de Macau amanhã, dia mais próximo do território na sua trajectória.

ainda conta do abrandamento das receitas de jogo. “O sector VIP tem vindo a perder presença para o mercado de massas, o que tem provocado um abrandamento do crescimento do sector do jogo em termos gerais. As receitas do jogo vão abrandar de forma visível na segunda metade de 2013”, aponta a AMCM.

Operação 19 trabalhadores ilegais em 468 instalações

Os trabalhos conjuntos de fiscalização entre o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPCP) e a Direcção dos Serviços de Assuntos Laborais (DSAL) detectou, em Junho, 19 trabalhadores ilegais a trabalhar em obras de construção civil, residências, estabelecimentos comerciais e industriais, entre outros locais. As autoridades foram quem detectou mais pessoas a trabalharem em situação irregular (15 num total de 455 serviços).

Época de tufões DSAL lança recomendações a empreiteiros de obras em curso

As inspecções e fiscalizações constantes são uma exigência em época de tufões. Os temporais podem afectar as obras de construção, cujas estruturas se devem manter o mais intactas e seguras possível. O aviso é da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) que, explica, é preciso atender sobretudo aos andaimes, aparelhos elevatórios e gruas de torre. O organismo alerta que os trabalhos com içamento de cargas são proibidos durante a aproximação de tufão. Os estaleiros devem ter sempre a sua fonte de energia eléctrica depois do dia de trabalho.


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CHINA

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Análise

O que o novo consumidor da China quer TOM DOCTOROFF* In The Wall Street Journal

A

Apple causou frenesim na China. É possível achar um Starbucks em praticamente toda esquina das cidades costeiras do país e além. Da Nike à Siemens, os consumidores chineses realmente preferem as marcas ocidentais aos concorrentes domésticos. Com a ascensão dos microblogueiros, a popularidade de bandas de rock como Hutong Fist e Catcher in the Rye, e até mesmo a recente popularidade do Natal, tudo parece apontar para uma ocidentalização crescente. Mas não nos deixemos enganar pelas aparências. O consumidor chinês não se está a tornar “ocidental”. Está cada vez mais moderno e cosmopolita, mas continua distintamente chinês. Se aprendi alguma coisa nos meus 20 anos de trabalho como executivo de publicidade na China, é que as marcas ocidentais bem-sucedidas moldam a sua mensagem no país para serem “globais” e não “estrangeiras” — para que possam assim incorporar a cultura chinesa. Entender a cultura de consumo da China é um bom ponto de partida para entender o país em si numa era em que ele se aproxima rapidamente do estatuto de superpotência. Embora a economia e a sociedade chinesas estejam a evoluir rapidamente, os fundamentos culturais continuam mais ou menos os mesmos há milhares de anos. A China é uma sociedade confucionista, uma combinação de poder patriarcal e mobilidade social. Os seus cidadãos são movidos pelo conflito constante entre se destacar e se encaixar, entre ambição e arregimentação. Na sociedade chinesa, os indivíduos não possuem uma identidade única que não envolva as suas obrigações à sociedade e a obtenção do seu reconhecimento. O clã e a nação são os pilares eternos da identidade. O individualismo ocidental — a ideia de se definir independentemente da sociedade — não existe por aqui. A velocidade com que os cidadãos chineses têm adoptado tudo que é digital é um sinal da mudança no país. Mas o comércio electrónico, que revolucionou o equilíbrio de poder entre retalhistas e consumidores, só descolou mesmo quando a necessidade chinesa de tranquilidade foi satisfeita. Até mesmo quando as transacções são feitas pela internet, a maioria das compras é concluída pessoalmente, com o comprador a examinar o produto e a pagar em dinheiro vivo.

O consumidor chinês não se está a tornar “ocidental”. Está cada vez mais moderno e cosmopolita, mas continua distintamente chinês. Se aprendi alguma coisa nos meus 20 anos de trabalho como executivo de publicidade na China, é que as marcas ocidentais bem-sucedidas moldam a sua mensagem no país para serem “globais” e não “estrangeiras” — para que possam assim incorporar a cultura chinesa Até mesmo a auto-expressão digital precisa de ser segura e encoberta pelo anonimato. Os sites de redes sociais como o Sina Weibo (versão chinesa do Twitter), o Renren e o Kaixing Wang (a versão local do Facebook) tornaram-se extremamente populares. Mas os seus utentes escondem-se com avatares e pseudónimos. Uma pesquisa realizada pela firma de publicidade JWT, onde trabalho, e pela IAC, uma holding de internet, constatou que menos de um terço dos jovens americanos concorda com a seguinte afirmação: “Sinto segurança em fazer e dizer coisas [on-line] que não teria coragem de fazer fora da rede”, e 41% deles discordam. Entre os entrevistados chineses, 73% concordaram e apenas 9% discordaram. Na cultura de consumo da China há uma tensão constante entre o desejo de se proteger e o de exibir estatuto. Este conflito explica a existência de duas linhas de desenvolvimento aparentemente conflituosas. Por um lado, vemos um índice de poupança estratosférico, sensibilidade extrema aos preços e aversão aos juros do cartão de crédito. Por outro lado, há a obsessão chinesa com bens de luxo e a disposição de pagar até 120% da renda anual num carro.

Os chineses enfrentam diariamente uma rede de providência social em frangalhos, a falta de instituições que protejam o património pessoal, alimentos contaminados e uma série de outros riscos à casa e à saúde. O instinto dos consumidores para projectar estatuto pela exibição de bens materiais é equilibrada pelo comportamento conservador nas compras. A segurança é o mais importante para os consumidores chineses. Até mesmo calças de luxo precisam de garantir que não são tóxicas antes de propagandear as virtudes de expressar a individualidade do consumidor de maneira original. A segurança também é uma grande preocupação dos compradores de carros, em qualquer segmento de preço. Para conquistar os consumidores chineses, as marcas precisam seguir três regras. A primeira e mais importante é que os produtos consumidos em público, directa ou indirectamente, são muito mais caros que os usados no âmbito da vida privada. As principais marcas de telemóvel são multinacionais. As principais marcas de electrodomésticos, por outro lado, são produtos baratos de fabricantes chineses como TCL, Changhong e Little Swan. Segundo um estudo

da empresa britânica B&Q, o chinês comum da classe média gasta apenas US$ 15.000 para equipar um apartamento totalmente vazio de 90 metros quadrados. Os produtos de luxo são desejados mais como investimentos em estatuto do que pela beleza ou qualidade inerentes. Os chineses são actualmente os consumidores mais ávidos do mundo de produtos de luxo, pelo menos se as viagens para Hong Kong ou Paris forem levadas em conta. Segundo a Global Refund, firma especializada em compras isentas de imposto para turistas, os chineses respondem por 15% dos bens de luxo comprados na França, mas são menos de 2% dos visitantes. A tendência de exibir os produtos também é um aspecto crucial na forma como as marcas se estão a reposicionar para atrair consumidores chineses. Apesar da cultura chinesa do chá, a Starbucks conseguiu estabelecer-se como um local público em que as tribos de trabalhadores se reúnem para proclamar sua filiação à nova geração da elite local. Tanto a Pizza Hut como a Häagen Dazs criaram franquias gigantescas na China voltadas para o consumo fora de casa. A segunda regra é que os benefícios de um produto devem ser externos e não internos. Até para os bens de luxo, celebrar o individualismo — com noções conhecida dos ocidentais como “o que eu quero” e “como me sinto” — não funciona na China. Os automóveis precisam de anunciar que o homem está a subir na vida. A BMW, por exemplo, conseguiu adicionar com sucesso ao seu slogan mundial “Puro prazer de conduzir” uma declaração de ambição ao estilo chinês. Às vezes, a diferença entre os benefícios internos e externos pode ser relativamente subtil. Os spas e resorts facturam mais quando prometem não apenas relaxamento mas também recarregar as baterias. As fórmulas para bebés promovem a inteligência e não a felicidade. Nos países ocidentais, viver as coisas boas da vida é suficiente; na China, a cerveja tem que unir as pessoas, reforçar a confiança e promover ganhos financeiros mútuos. A última regra para posicionar uma marca na China é que seus produtos precisam de atender à necessidade de navegar as diferentes correntes da ambição e da arregimentação, de se destacar mas ao mesmo tempo se encaixar. Os homens chineses querem ser bem sucedidos sem quebrar as regras do jogo e é por isso que os mais ricos

do país preferem carros da Audi ou da BMW do que vistosos Maseratis. Os consumidores de luxo querem mostrar que venceram no sistema mas manter a humildade, motivo para o sucesso do logótipo com a estrela de seis pontas da Mont Blanc ou o couro trançado característico da Bottega Veneta — ambos propositadamente discretos. Os jovens consumidores querem ser aceites e ter estilo, então escolhem marcas da moda mais convencionais como Converse e Uniqlo. Os pais chineses são atraídos pelas marcas que prometem “aprendizagem oculta” para seus filhos: o desenvolvimento intelectual disfarçado de diversão. A Disney vai ser mais bem sucedida como algo educacional — as suas escolas de inglês são um enorme sucesso — do que como parque temático. Os restaurantes da McDonalds’s, templos de alegria infantil nos países ocidentais, transformaram-se em parques de diversão académicos na China: o McLanche Feliz tem bonecos do Snoopy usando roupas do mundo inteiro, enquanto o site da rede no país, comandado pelo Professor Ronald, oferece McCursos Felizes de multiplicação.Apasta de amendoim Skippy oferece “delicioso sabor” e “uma maneira inteligente de se preparar uma sanduíche”. Até mesmo a paixão da China pelo Natal — com fortes vendas de fim de ano e omnipresente música natalícia, até mesmo nos prédios do Partido Comunista — serve para incorporar um ideário distintamente chinês. Pai Natal é símbolo de progresso: representa o conforto crescente do país com a nova ordem mundial, que ele está determinado a assimilar sem sacrificar seus interesses nacionais. O Natal tornou-se uma maneira de projectar status numa cultura em que a identidade individual é inseparavelmente conectada à aprovação dos outros. O sonho americano — riqueza e liberdade — é embriagante para os chineses. Mas enquanto os americanos sonham com “independência”, os chineses querem “controlar” o seu próprio destino e as oscilações da vida quotidiana. As semelhanças de cunho material entre os chineses e americanos mascaram impulsos emocionais fundamentalmente diferentes. Se as marcas ocidentais podem aprender a visão de mundo da China, talvez o Ocidente inteiro também consiga. *Tom Doctoroff é autor de “What Chinese Want: Culture, Communism and China’s Modern Consumer”.


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Director da GSK proibido de abandonar o país

As autoridades chinesas impediram o director financeiro da GlaxoSmithKline (GSK) na China de abandonar o país, onde o grupo farmacêutico britânico é alvo de investigação por corrupção, indicou ontem a empresa. De nacionalidade britânica e baseado em Xangai, Steve Nechelput não foi interrogado e não se encontra detido, acrescentou a GSK. “Estamos ao corrente de restrições de viagem para Steve Nechelput desde o fim de Junho”, mas “ele é livre de viajar no interior da China”, precisou o grupo numa declaração à AFP. A GSK é acusada pelas autoridades chinesas de nos últimos anos ter subornado autoridades governamentais, empresas do sector farmacêutico, bem como hospitais e médicos para impulsionar as vendas dos seus produtos. Quatro quadros da GSK, de nacionalidade chinesa, foram detidos pela polícia, anunciaram no início da semana as autoridades chinesas. Segundo a imprensa chinesa, mais de 20 pessoas foram interrogadas no âmbito do caso.

Número de cibernautas atingiu os 591 milhões

O número de chineses ligados à internet atingiu os 591 milhões no fim de Junho, mais de dois terços dos quais através de smartphones e outros dispositivos móveis, anunciou ontem a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. Aquele número representa um crescimento de 10% no espaço de um ano e corresponde a 44,1% da população do país, precisou a Xinhua, citando o organismo governamental China Internet Network Information Center (CNNIC). Pelas contas do CNNIC, no fim do primeiro semestre de 2013, a base de utilizadores móveis da internet na China era de 464 milhões, constituindo 78,5% do total, num aumento de 6,3 pontos percentuais face a igual período de 2012.

China e Venezuela querem reforçar cooperação bilateral

O vice-presidente chinês, Li Yuanchao, reuniu-se esta quintafeira em Peijing com o seu homólogo venezuelano, Jorge Arreaza, que está de visita à China. Durante o encontro, Li Yuanchao disse que a Venezuela é um dos mais importantes parceiros chineses na América Latina. Nos últimos anos, as relações bilaterais têm vindo a registar um desenvolvimento rápido, disse Li Yuanchao, afirmando ainda que os dois países devem planear bem o desenvolvimento futuro das relações, que devem incluir uma maior frequência das visitas de alto nível, a ampliação da cooperação e o reforço do intercâmbio na área da administração. Arreaza disse que o novo governo venezuelano vai continuar a dar prioridade ao desenvolvimento das relações com a China. Segundo o vice-presidente venezuelano, a Venezuela quer reforçar a cooperação com a China a fim de beneficiar os dois povos.

Diaoyu Três navios em nova incursão

Três navios patrulha chineses entraram esta quinta-feira nas águas territoriais das ilhas disputadas com o Japão, depois de uma visita do primeiro-ministro japonês à região, indicou a guarda costeira nipónica. Os barcos penetraram na zona de 12 milhas náuticas (pouco mais de 22 quilómetros) em torno das ilhas Diaoyu, no Mar da China Oriental, por volta das 09:30, segundo as autoridades japonesas. Esta nova incursão dos navios chineses sucede a uma deslocação a uma ilha vizinha do primeiro-ministro, Shinzo Abe, para um encontro com a guarda costeira que patrulha as ilhas Diaoyu. “Eu vou continuar a defender o nosso território, as nossas águas territoriais, e o nosso espaço aéreo”, declarou Sinzo Abe perante cerca de 40 guarda costeiros na ilha de Ishigaki, no arquipélago de Okinawa, a cerca de 2000 quilómetros a sul de Tóquio.

FMI ECONOMIA CHINESA DEVERÁ CRESCER 7,8%

Optimismo global A economia chinesa deverá crescer 7,8% em 2013 apesar do ligeiro abrandamento registado no primeiro semestre do ano, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI) num relatório citado ontem na imprensa oficial chinesa. A economia chinesa abrandou nos últimos trimestres, mas ainda cresceu a um ritmo de 7,5% no segundo trimestre de 2013, o que “coincide com a meta do próprio Governo”, disse à agência noticiosa oficial chinesa Xinhua o vice-director do FMI para a Ásia e Pacífico, Marcus Rodlaur.

“Claramente, uma fraca procura por parte das economias avançadas amortece o crescimento na China” Marcus Rodlaur, FMI De acordo com as previsões do FMI, a economia chinesa recuperará ligeiramente a partir do terceiro trimestre de 2013, acompanhando “uma suave recuperação da economia global”, disse o jornal China.

“Claramente, uma fraca procura por parte das economias avançadas amortece o crescimento na China”, comentou Marcus Rodlaur. Na passada semana, o FMI reviu em baixa a sua

previsão de crescimento da economia chinesa em 2013, de 8,1% para 7,8 por cento. A economia chinesa - a segunda maior do mundo, a seguir aos Estados Unidos - abrandou para 7,5% no

segundo trimestre de 2013, anunciou na segunda-feira o Gabinete Nacional de Estatísticas da China. Aquele valor representa um abrandamento de 0,2 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre do ano e de 0,3 pontos ao crescimento médio de 2012 (7,8%), que foi já o mais baixo desde 1999. A meta de crescimento preconizada este ano pelo Governo chinês é “cerca de 7,5%”.

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AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO PREDIAL URBANA 1.

A única prestação da Contribuição Predial Urbana referente ao exercício de 2012, será cobrada nos meses de Junho, Julho e Agosto do ano corrente. 2. No mês de pagamento, se os Srs. Contribuintes não tiverem recebido o conhecimento de cobrança, agradece-se que se dirijam ao NÚCLEO DE INFORMAÇÕES FISCAIS, situado no r/c do Edifício “Finanças”, ao Centro de Atendimento Taipa ou ao Centro de Serviços da RAEM, trazendo consigo conhecimento de cobrança ou fotocópia do ano anterior, para efeitos de emissão de 2.ª via do conhecimento de cobrança. 3. O pagamento pode ser efectuado, até ao último dia do mês indicado no conhecimento de cobrança (Junho, Julho ou Agosto), nos seguintes locais: - Nas Recebedorias do Edifício “Finanças”, do Centro de Atendimento Taipa, do Centro de Serviços da RAEM ou do Edifício Long Cheng; Os impostos/contribuições poderão ser pagos por intermédio de cartão de crédito ou de débito emitidos pelo Banco da China ou pelo Banco Nacional Ultramarino (incluindo “Maestro” e “UnionPay”). O montante total de pagamento não pode ser inferior a MOP$200,00 (duzentas patacas), nem superior a MOP$100 000,00 (cem mil patacas). O pagamento, através de cartão de crédito ou de débito, deve ser efectuado pelo montante total da dívida, sendo apenas permitido utilizar na operação um único cartão. - Nos balcões dos Bancos a seguir discriminados: Banco da China; Banco Comercial de Macau; Banco Delta Ásia; Banco Industrial e Comercial da China; Banco Luso Internacional; Banco Nacional Ultramarino; Banco Tai Fung, e, Banco Weng Hang. - Nas máquinas ATM da rede Jecto de Macau, assinaladas com a indicação “Jet payment”; - Por pagamento electrónico “[ “banca-on-line”] , no Banco da China, no Banco Nacional Ultramarino ou no Banco Tai Fung, através dos endereços: www.bocmacau.com, www.bnu.com.mo e www.taifungbank.com, respectivamente; - Por pagamento telefónico “banca por telefone”, no Banco da China ou no Banco Tai Fung. 4. Se o pagamento for efectuado por meio de cheque, a data de emissão não poderá ser anterior, em mais de três dias, à da sua entrega nas Recebedorias da DSF, e deve ser emitido a favor da “Direcção dos Serviços de Finanças”, nos termos das alíneas 2) e 3) do n.º1 do Artigo 4.º do Regulamento Administrativo n.º 22/2008. Se o valor do cheque for igual ou superior a MOP$50 000,00, deverá o mesmo ser visado, nos termos da alínea 4) do Artigo 5.º do Regulamento Administrativo acima mencionado. 5. Os contribuintes podem também efectuar o pagamento através do envio de ordem de caixa, cheque bancário ou cheque por correio registado para a Caixa Postal 3030. Note-se que não se pode enviar dinheiro, mas apenas ordem de caixa, cheque bancário ou cheque, devendo incluir-se um envelope devidamente selado e endereçado ao próprio contribuinte, afim de se enviar posteriormente o respectivo conhecimento, comprovando o pagamento. Lembra-se que devem ser respeitadas as regras descritas no ponto 4, relativamente aos cheques. - O envio para a caixa postal deve ser feito 5 dias úteis antes do termo do prazo de pagamento indicado no conhecimento de cobrança. 6. Nenhum dos métodos acima mencionados acarreta quaisquer encargos adicionais aos contribuintes pela prestação do serviço de cobrança. 7. Para a sua comodidade, evite pagar os impostos nos últimos dias do prazo. Aos 24 de Maio de 2013. A Directora dos Serviços Vitória da Conceição


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ENTREVISTA

hoje macau sexta

LEI HEONG IOK, PRESIDENTE DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE MACAU, SOBRE A RELAÇÃO CHINA-PAÍSES LUSÓF

“Macau não está a cumprir bem o seu de info@hojemacau.com.mo

também do atendimento às crescentes necessidades nesta e noutras áreas da sociedade. Por exemplo o aumento dos custos no terminal marítimo do Pac On é um exemplo da procrastinação do Governo. O desenvolvimento de Shenzhen mostra-nos que o “tempo é dinheiro e eficiência é vida”. Macau é uma região rica e por isso não dá importância ao dinheiro nessas questões. Mas na educação a falta de eficiência é fatal.

HOJE MACAU

ZHOU XUEFEI

Macau apresenta-se hoje como o centro do comércio entre a China e os países lusófonos, bem como o centro da educação dos novos talentos do português na China. O território faz bem o seu papel? Macau tem sido essa plataforma mas tem muitos problemas, sendo o mais grave a escassez de talentos. Com o aumento do volume de negócios, a China precisa de mais bilingues e quer que Macau lhos apresente, mas como o território não tem talentos suficientes, obviamente não os consegue apresentar. Isto significa que os deveres desse papel de plataforma não estão a ser bem cumpridos. Em todas as instituições há falta de docentes e recursos, pois é muito difícil encontrar um bom dicionário ou uma obra literária clássica em português nas bibliotecas. O número de alunos dos cursos de português da Universidade de Macau (UMAC) e do IPM está longe de responder às reais necessidades de uma plataforma destinada a oito países. Existe estagnação no ensino do português no nível básico de escolaridade? Melhorar a qualidade do ensino superior sem dar importância ao ensino no ensino básico é como construir um castelo no ar. Na verdade, já antes da transferência de soberania não havia um sistema totalmente unificado e criado para o ensino da língua portuguesa. Pouco tempo antes da transferência, quase todos perderam a esperança na língua, e o número de estudantes do nosso curso teve a maior quebra em 1999: inscreveram-se tão poucos alunos que optámos por não abrir o curso diurno. O que mudou entretanto? Mais tarde, o estabelecimento do Fórum Macau levou a uma maior procura dos agentes bilingues. Com o desenvolvimento anual do comércio, hoje a procura é gigantesca. É justamente por isso que agora a sociedade dá muita atenção e são levantadas muitas criticas ao ensino do português. Por

OS CURSOS DE PORTUGUÊS NA CHINA Há cada vez mais universidades do continente que oferecem cursos de português. A qualidade está garantida em todos eles? Com certeza que não. Tenho muita pena dos alunos e também dos pais. Muitas escolas não têm materiais nem docentes suficientes, mas abrem os cursos na mesma. Os chineses são assim, se um fizer, outros vão seguir. Para mim o elemento mais importante é o professor, que é o que mais falta lhes faz. O melhor do ensino do português no IPM é que, para além do apoio do Governo, temos professores competentes.

50% dos residentes de Macau são emigrantes, porquê existir tanta xenofobia para com os recém-chegados? Eu cheguei a Macau nos anos 70, os meus netos já nasceram todos aqui e mesmo assim ainda me vêem como um chinês do continente outras palavras, não acho que exista essa estagnação. Então como olha para o ensino do português na sua ligação entre o ensino básico e a educação superior? A qualidade geral da educação superior melhorou muito nos últimos anos, porque agora há muitas instituições portuguesas, brasileiras e africanas que enviam os seus alunos para cá. Os directores de algumas escolas luso-chinesas já expressaram a vontade de requisitar os nossos professo-

res de português, e outras escolas chinesas já começaram a ter aulas de português. Mas essas mudanças gratificantes devem-se à atenção dada pelo Chefe do Executivo à área da educação. Como é que o IPM tem respondido a esse interesse? Criámos bolsas de estudo específicas para os alunos das escolas luso-chinesas e, como achamos que os macaenses têm muito potencial nesta área, também temos bolsas para eles. Contudo, as institui-

ções do ensino superior, como o IPM ou a UMAC, estão sujeitas à lei. Nós tentamos o nosso melhor, mas temos poucas capacidades. A maior parte do trabalho tem de ser feita pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). O problema está, então, na DSEJ? Não acho que o Governo esteja a negligenciar o ensino do português. O grande obstáculo é a eficiência do Governo. Não estou só a falar deste caso mas

O IPM pode ajudar as universidades da China? Claro que gostaríamos muito de ajudar. Já criamos o Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa, a fim de oferecer formação aos docentes. Mas temos uma capacidade limitada. A melhor maneira é o Governo tomar a iniciativa, seja da RAEM ou o Governo Central. Por necessidades do mercado a maioria das universidades opta por professores do Brasil. A UMAC já tem professores brasileiros, mas no IPM a maioria dos professores ensina português de Portugal. Pode ser uma desvantagem? Já pensou em fazer alterações? Não, até porque não acho que isso seja um grande problema. Acredito que os nossos alunos se conseguem adaptar rapidamente assim que entrarem no mercado de trabalho. Além de que acho o português de Portugal mais autêntico. O

modelo da UMAC tem as suas vantagens, mas para o IPM a autenticidade é mais importante. Muitos dos licenciados escolheram não trabalhar com a língua portuguesa. Concorda que pode estar ligado ao facto do português de Portugal ter pouca saída em Macau? O português do Brasil é mais popular, mas isso tem a ver com a economia. Quanto a Macau, é normal que tenha pouca saída porque é um território pequeno. A minha sugestão é para que as pessoas vejam para lá de Macau. Em África e na China há mais espaços para mostrarem o seu talento. Muitos licenciados não conseguem trabalho, mas o Governo continua a dizer que há falta de agentes bilingues. Isso tem a ver com a qualidade dos alunos? É um problema muito complicado, tem a ver com a qualidade dos alunos e muitas outras coisas. Já quando era jovem percebia isso. Mas agora acho que a grande origem do problema reside na falta de ligação entre a oferta e a procura. O que acha da qualidade dos cursos de língua chinesa em Portugal? A China pode ser


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FONOS

ever de plataforma” uma saída para os portugueses, que estão a atravessar uma crise de emprego? Os portugueses têm atribuído muita importância aos cursos, e nós também lhes temos dado muito apoio nos últimos anos. Felizmente a qualidade está cada vez melhor, e claro que o aprofundamento das relações sino-portuguesas tem sido um factor importante no processo. Pelo que vi no último Fórum Internacional do Ensino da Língua Portuguesa na China, muitos portugueses já estão a trabalhar em Pequim, Sichuan ou Hainão. No futuro a China vai fazer mais negócios com os portugueses, a procura por docentes portugueses vai aumentar, e, por isso, estou optimista.

O IPM NO PRESENTE E NO FUTURO Quais os futuros planos para o IPM? A UMAC já afirmou publicamente que quer ser uma universidade internacional virada para a investigação. O IPM quer alcançar mais sucesso através de uma nova via, que é ser uma entidade mais local e mais prática. Queremos adaptar a nossa pedagogia às necessidades e não importante o quão locais ou internacionais somos. Quanto mais características locais estiverem presentes,

Não acho que o Governo esteja a negligenciar o ensino do português. O grande obstáculo é a eficiência do Governo. Não estou só a falar deste caso mas também do atendimento às crescentes necessidades nesta e noutras áreas da sociedade. Por exemplo, o aumento dos custos no terminal marítimo do Pac On é um exemplo da procrastinação do Governo maior competitividade teremos no palco mundial. É verdade que o IPM poderá mudar-se para o actual campus da UMAC na Taipa, quanto esta se mudar para a Ilha da Montanha? Só digo esta frase: o homem põe e Deus dispõe. O IPM tem sido alvo de muito debate nos últimos anos, com deputados a questionar a sua estrutura orgânica e funcionamento. Para isso só tenho uma palavra: disparate. Não comenta as críticas de que o IPM tem demasiados docentes do interior da China? Temos um total de 10% de docentes do continente e alguns

que são residentes de Macau eram do interior da China. Há quem não os reconheça como residentes, mas nota-se que 50% dos residentes de Macau são emigrantes, porquê existir tanta xenofobia para com os recém-chegados? Eu cheguei a Macau nos anos 70, os meus netos já nasceram todos aqui e mesmo assim ainda me vêem como um chinês do continente. Considera que essas críticas são injustas? O Governo trata-nos bem, construímos um novo edifício e fizemos muitas coisas. Não existe injustiça. Concorda com a política de integração dos estudantes da China? Concordo porque Macau precisa de mais estudantes e talentos. A razão pela qual recrutamos alunos do continente deve-se à escassez de alunos, que hoje é mais grave devido à baixa taxa de natalidade e à não abertura dessa medida politica. Segundo a minha previsão os lindos edifícios da UMAC ficarão vazios porque não vão haver alunos suficientes. Macau não pode abrir só as portas para os turistas e dar as boas-vindas ao dinheiro. Se o problema não for resolvido, o desenvolvimento de Macau vai ficar limitado. Algo que, aliás, já é notório. Essa política poderá ser aprovada nos próximos cinco anos? A meu ver será difícil. Podem ver as promessas dos candidatos às eleições: quase todos mostram-se contra a questão para ganharem mais votos.


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VIDA

hoje macau sexta-feira 19.7.2013

RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

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INALMENTE, ao fim de três anos, o Governo anuncia que as instalações da Central de Incineração de Resíduos Sólidos de Macau (CIRSM) vão poder funcionar a 100%. O anúncio foi feito ao HM pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). Entre Julho e Setembro, será lançado o concurso público para operação dos três incineradores (de um total de seis) que não se encontram em funcionamento. “A DSPA prevê a abertura do concurso público da ‘Empreitada de Modernização do Sistema de Tratamento de Gases de Combustão e Renovação das Antigas Instalações da CIRSM a decorrer no segundo semestre de 2013 no intuito de optimizar continuamente os respectivos equipamentos e elevar o

DSPA LANÇA CONCURSO PÚBLICO PARA AS ANTIGAS INSTALAÇÕES DA CENTRAL DE INCINERAÇÃO NO SEGUNDO TRIMESTRE

ambientais actualizadas da União Europeia, que servem de referência a Macau, já que o território não dispõe de orientações próprias. “Sob a condição preliminar de assegurar a qualidade do ambiente e a saúde dos residentes, antes de iniciar as obras da modernização das antigas instalações da CIRSM, os três incineradores das novas instalações da mesma funcionam como equipamentos principais enquanto os incineradores das velhas instalações como reserva”, explicou a DSPA. Recorde-se que em 2010, o Governo anunciou que pretendia no ano seguinte iniciar a actualização dos equipamentos mais antigos da única infra-estrutura de queima de lixos em Macau, situada no Pac On, que está em funcionamento desde 1992, projectado para o tratamento de 1728 toneladas de lixo por dia.

Queima de lixos a vapor As três incinerados em “stand by” da CIRS vão voltar ao activo. Ainda não há datas mas a DSPA informou ao HM que será lançado o concurso público para operação das antigas instalações da central de incineração no segundo trimestre nível de emissão”, garantiu o organismo público em resposta a este jornal. No entanto, ainda afiançou os moldes do concurso, pelo que não indicou se será

internacional como estava inicialmente previsto. Os três incineradores deixaram de operar há mais de três anos uma vez que não cumpriam as directivas

CANAL DOS PATOS MULTAS SOBRE DESCARGAS

Mão mais pesada A S situações de descarga de resíduos de gorduras e óleos alimentares não são novas. Há, pelo menos, dois anos se levantam problemas sobre a poluição do Canal dos Patos devido ao excesso de substâncias expelidas pelas saídas de drenagem de águas pluviais da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Parque Industrial Transfronteiriço de Macau. A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) diz agora que haverá penalizações à concessionária caso as águas residuais que entram nas instalações não cumpram os critérios de tratamento. A conclusão saiu de uma reunião entre a DSPA, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e representantes do sector profissional de autotanques que falaram sobre as descargas ilícitas de resíduos de gorduras e óleos alimentares. A DSPA manifestou preocupações e pediu colaboração no cumprimento de instruções. “As situações de descarga de resíduos de gorduras e óleos alimentares detectadas há algum tempo nas saídas de drenagem de águas pluviais no Canal dos Patos e os impactos provocados recentemente pela drenagem directa de grandes quantidades na ETAR, cujo o impacto mais grave foi a paralisação do funcionamento de equipamentos nas instalações de

tratamento de águas residuais”, evidenciou o organismo tutelado por Cheong Sio Kei, prometendo infracções. “A fiscalização da gestão das estações de tratamento de águas residuais e da empresa operadora é da responsabilidade da DSPA (...) No caso da ocorrência de infracções imputáveis, irá, certamente, aplicar penalizações nos termos do disposto no respectivo contrato de prestação de serviços”, frisou.

TRIAGEM SÓ EM COLOANE

O organismo lembra que, no terceiro trimestre de 2011, foi criado um sistema de recepção exclusivo na ETAR de Coloane, a fim de receber os resíduos de gorduras e óleos alimentares e águas residuais das câmaras retentoras de gorduras, recolhidas pelos autotantes nos sistemas de restauração e bebidas, assim como as águas residuais recolhidas em casas de banho móveis. No entanto, não indica se o mesmo será feito na ETAR do Parque Industrial Transfronteiriço. Recorde-se que no início dos ano foi encontrada cerca de uma tonelada de peixes mortos no Canal dos Patos, tendo sido avisada a população sobre os perigos para a saúde que podem advir da ingestão destes peixes. Até agora, não foram explicadas as causas da morte. - R.M.R.

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PRIMEIROS PANDAS GÉMEOS NASCEM NOS EUA EM 26 ANOS

Uma mãe preocupada L

UN Lun, uma panda gigante de 15 anos, deu à luz gémeos no jardim zoológico de Atlanta, os primeiros da espécie nascidos nos Estados Unidos desde 1987, informou a instituição nesta quarta-feira. O panda gigante deu à luz segunda-feira, 15 de Julho, à tarde. Os gémeos foram concebidos por meio de inseminação artificial e, apesar de estarem em bom estado de saúde, ainda correm risco de morrer nos primeiros meses de vida, indicou o jardim zoológico, num comunicado .

Lun Lun, descrita como uma mãe experiente e capaz por veterinários, lida com o cansaço e o stress de um nascimento múltiplo, incomum para a espécie. “Se necessário, os veterinários encarregues de seus cuidados vão ajudar Lun Lun a cuidar dos filhotes, porque normalmente as mães pandas cuidam de apenas um quando têm gémeos”, indicou o comunicado. Lun Lun é descrita como uma mãe fantástica mas, devido ao stress, tem tido um comportamento agressivo com os seus filhos,

por isso os veterinários estão a alimentar os recém-nascidos com leite em pó. De facto, quando nascem gémeos na natureza geralmente apenas um sobrevive. Os gémeos de pandas gigantes têm sobrevivido em jardins zoológicos na China e no exterior graças à rotação de cada um dos filhotes com a mãe nos primeiros meses de vida. O jardim zoológico de Atlanta estima que os visitantes poderão ver estes novos pandas daqui a três meses. O pai, Yang Yang, de 15 anos, e as suas outras crias com Lun Lun - Xi Lan, de quatro anos, e Po, de dois e que também foram concebidos por inseminação artificial -, vão continuar em exibição. A família constitui uma das maiores atracções do jardim zoológico de Atlanta, que com os gémeos já viu cinco pandas nascerem. O jardim zoológico colocou na sua página na internet detalhes da gravidez de Lun Lun e o desenvolvimento dos novos membros. Fotos, imagens de ultrassonografia e outras explicações dos veterinários estão disponíveis em www.zooatlanta.org/pandacam. Estima-se que existem menos de 1600 pandas gigantes na natureza em diferentes reservas naturais da China.


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DESPORTO

hoje macau sexta-feira 19.7.2013

FC PORTO DE MACAU NOMEAÇÃO DE PELÉ PARA TREINADOR NÃO É ACEITE PELA ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL

Dragões contra tudo e contra todos

GONÇALO LOBO PINHEIRO

Os dirigentes do FC Porto de Macau escolheram para treinador da bolinha um profissional suspenso por seis anos, por ter agredido um árbitro, pela Associação de Futebol da RAEM. O que é considerado um estranho desafio

ALFREDO MARIA VAZ

MACAU FOOTBALL NEWS GAZZETTE/Facebook

A

Associação de Futebol de Macau garantiu ao HM que o treinador Pelé não se sentará no banco do FC Porto local, no campeonato de bolinha que arranca na primeira quinzena de Agosto. Isto depois do clube ter anunciado publicamente que o treinador castigado com seis anos de suspensão, por agressão a um árbitro, foi a escolha da equipa de azul-e-branco. Contactado pelo HM, António Aguiar, presidente do FC Porto, remeteu a resposta à posição da AFM para um contacto com o vice-presidente Adelino Correia, acrescentando que o clube “não tem qualquer comentário a fazer”. Juristas ouvidos pelo HM concordam não conseguir decifrar a intenção dos dirigentes portistas ao, com a sua escolha, chamarem sobre eles próprios os holofotes da opinião pública, reavivando um episódio triste e que causou ondas de indignação. “Se não é uma afronta é pelo menos um desafio à A.F.M.”, considerou um dos causídicos, que pediu anonimato. Já o jurista Pedro Coimbra acrescenta: “Não consigo entender, sinceramente, qual é a intenção deles. Não entendo o que se pretende com um passo destes. É estar a abrir a Caixa de Pandora.” “Escolher uma pessoa que está suspensa, por um acto tão grave, provocará uma reacção por parte da Associação – no mínimo – do mesmo grau de gravidade. De outra maneira, realmente, abre-se um precedente terrível”, comentou.

Adelino Correia

mentiroso. Desafiamo-lo para um frente-a-frente perante a opinião pública: na internet, na televisão ou na rádio”, disse ao HM o centro-campista Max Wamba, um dos atletas mais representativos do FC Porto de 2012. Para além deste jogador, o HM apurou que o FC Porto ainda deve dinheiro a outros jogadores. O pai de um deles disse que “há mais jogadores na situação do meu filho. Estavam a viver o sonho das suas vidas, a representar o clube do coração mas, agora, sentem que lhes espetaram uma faca nas costas”.

Outra fonte explicou ao HM que o FC Porto, sabendo da impossibilidade de sentar Pelé no banco, pretende usá-lo unicamente nos treinos, o que já é considerado um desafio à justiça do futebol da RAEM. Recorde-se que Adelino Correia tem neste momento a decorrer contra si um processo por difamação, apresentado pelo Monte Carlo, na sequência de declarações à Rádio Macau nas quais insinuava que essa equipa tinha “a prática de dar comprimidos a jogadores durante o jogo”.

O QUE ESTÁ NA CAIXA

De facto, os dirigentes do Futebol Clube do Porto enveredaram por uma “estratégia de guerrilha contra a AFM da qual sairão derrotados”, acredita a esmagadora maioria dos vinte cibernautas que responderam a um inquérito promovido ontem à tarde pelo HM e a Macau Football News Gazette, junto de um púlico alvo pré-seleccionado. Os receios de Pedro Coimbra estavam já em marcha. Antigos atletas, que até aqui se tinham remetido ao silêncio, fizeram ouvir a sua voz: acusações de incumprimento dos contratos referentes aos prémios de jogo são imputadas directa e pessoalmente ao vice-presidente Adelino Correia. Mais do que a figura do presidente António Aguiar, é mesmo o nome de Adelino Correia que faz falar os mais indignados: “É um

Bolinha Desistência do Kuan Tai repesca Casa de Portugal

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última temporada da “Bolinha” foi para o Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal em Macau uma temporada para esquecer. A formação de matriz portuguesa não conseguiu evitar a descida de escalão e o Campeonato de Futebol de Sete da II Divisão parecia ser o destino mais que certo do grupo de trabalho orientado por Pelé, não fosse o futebol ser domínio propenso a pequenos milagres. A nova época da “Bolinha” só arranca no início de Agosto mas já reservou uma boa surpresa ao emblema de matriz lusitana. O Kuan Tai comunicou à Associação de Futebol de Macau a decisão de não disputar a principal prova do futebol de sete do território e o organismo que chama a si a tutela do desporto-rei na RAEM dirigiu um convite à Casa de Portugal para ocupar a vaga criada pela desistência da formação orientada pelo macaense João Rosa.


desporto 15

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ATLETAS DO TERRITÓRIO PRESENTES NAS “DEAFLYMPICS”

MAR CO CARVALHO

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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S cores da Região Administrativa Especial de Macau vão estar representadas por sete atletas na 22ª edição das Deaflympics, competição que reúne em Sófia, na Bulgária, cerca de cinco milhares de atletas oriundos de mais de uma centena e meia de países e territórios. A edição de 2013 dos Jogos Mundiais para Surdos – designação pela qual a prova era conhecida até ao final da década passada – decorre entre 26 de Julho e quatro de Agosto na capital búlgara. O cartaz desportivo da prova abarca um total de dezasseis modalidades, mas a pequena comitiva do território vai disputar apenas os torneios de bowling, de natação e de ciclismo de estrada. No total, a delegação de Macau é constituída por cerca de uma dezena e meia de pessoas, entre atletas, dirigentes e intérpretes de língua gestual.

SÉRGIO FONSECA CHEUNG CHI WAI info@hojemacau.com.mo

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ILIPE Clemente Souza foi o primeiro piloto de Macau a assumir publicamente que irá participar nas três rondas que compõem o Troféu Asiático do Campeonato do Mundo FIA de Viaturas de Turismo (WTCC). Em declarações proferidas ao magazine da IMotoringN etworks, e retransmitidas pelo canal chinês da TDM, o piloto macaense confirmou a sua presença nas três últimas provas do mundial de turismo. “Este ano tenho mesmo patrocinador que o ano passado, a Sniper Capital, que me dá um apoio enorme. Espero que o novo carro me ajude (ao longo do ano) a obter melhores resultados. Vou estar em envolvido no WTCC outra vez, no Japão, Xangai e Macau, esperando conseguir também melhor resultados”, disse o piloto de 36 anos que deixou de lado temporariamente o Chevrolet Lacetti S2000 que utilizou em 2012 e que ainda está em sua posse, apostando esta temporada num mais moderno e competitivo Chevrolet Cruze 1.6T que pertencia à equipa oficial do construtor norte-americano, a RML, e no passado foi conduzido no WTCC pelo próprio campeão do mundo Yvan Muller. O Eurosport Events, em conjunto com o canal televisivo Eurosport Asia Pacific, anunciou no início do ano que irá orga-

Macau envia sete a Sófia Para participar nos Jogos, os atletas devem ter perdido pelo menos 55 décibeis no seu melhor ouvido. As regras do certame não permitem a utilização de aparelhos auditivos ou de implantes cocleares. Ao invés de recorrerem a apitos, os árbitros fazem uso de uma bandeira vermelha para imporem as suas decisões. Na natação e no atletismo, um silvo de luz vermelha é utilizado no lugar da pistola A gestão da participação da RAEM nas Olímpiadas para Surdos é da competência da Associação Desportiva dos Surdos de Macau. O organismo apresentou a meio da semana credenciais junto das autoridades do território, recebendo das mãos do presidente do Instituto

do Desporto, José Tavares, a bandeira com que vai desfilar na cerimónia de abertura da competição. As responsabilidades da delegação que vai representar Macau em Sófia não se esgotam na participação nas Deaflympics. A seis de Agosto, os dirigentes da Associação Desportiva dos

Surdos de Macau vão participar nos trabalhos da 44ª Assembleia Geral do Comité Internacional dos Desportos para Surdos, que se realiza na capital búlgara a seis de Agosto, dois dias após o encerramento dos Jogos Mundiais para Surdos. Organizada de quatro em quatro anos, a prova

realizou-se pela primeira vez 1924. Os primeiros Jogos, realizados em Paris, foram também o primeiro evento desportivo organizado exclusivamente a pensar em atletas portadores de necessodades especiais. Para participar nos Jogos, os atletas devem ter perdido pelo menos 55 décibeis no seu melhor ouvido. As regras do certame não permitem a utilização de aparelhos auditivos, de implantes cocleares ou de suportes tecnológicos da índole, de forma a que todos os atletas possam competir ao mesmo nível. Outros exemplos de variação face a outros eventos multi-desportivos dizem respeito à arbitragem e à mediação da competição. Ao invés de recorrerem a apitos, os árbitros fazem uso de uma bandeira vermelha para impôrem as suas decisões. Na natação e no atletismo, um silvo de luz vermelha é utilizado no lugar da pistola.

PILOTO DE MACAU CONFIRMA PARTICIPAÇÃO NO TROFÉU ASIÁTICO DO WTCC

Filipe Souza faz três corridas do Mundial (MTCS). O ano passado treze pilotos asiáticos participaram em pelo menos uma das três últimas corridas da temporada. Neste número especifico, Macau foi quem mais contribuiu, pois contou com quatro pilotos nas corridas de Xangai – Ng Kin Veng, Leong Ian Veng, Liu Lic Ka e Souza – e outros seis em Macau – André Couto, Eurico de Jesus, Célio Alves Dias, Ma Ka Lok, Henry Ho e Joseph Rosa Merszei.

VITÓRIA EM SEPANG

nizar um mini-troféu dentro do mundial para os competidores asiáticos e em que o Grande Prémio de Macau é a última prova pontuável. Apenas as provas do WTCC

de Suzuka, de Xangai e do Circuito da Guia serão pontuáveis e só os pilotos com licenças desportivas emitidas por federações ou associações do continente

asiático, e que não estejam inscritos a tempo-inteiro no mundial de turismos, serão elegíveis. Segundo apurou o Hoje Macau, há outros pilotos do território interessados

em alinhar no “torneio” de final de temporada, entre eles Henry Ho e Ng Kin Veng, pilotos, tal como Souza, habituais do Campeonato de Macau de Carros de Turismo

Souza participou nas duas jornadas duplas que compuseram a edição 2013 do MTCS, no Circuito Internacional de Guangdong, mas o melhor resultado da temporada até aqui foi mesmo conseguido na Malásia, na prova pontuável para o campeonato “Touring Car Series in Asia”. (TCSA). O quinto classificado do campeonato da RAEM em 2013 venceu a primeira manga do segundo evento da competição asiática no Circuito de Sepang, tendo ainda levado o seu Cruze ao terceiro lugar na segunda corrida. O piloto da RAEM fez ainda a volta mais rápida do fim-de-semana, superando com alguma surpresa o tailandês e campeão asiático Tin Sritrai que tripula um BMW 320si.


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CULTURA

hoje macau sexta-feira 19.7.2013

PIANISTA CHEN SA JUNTA-SE À ORQUESTRA DE MACAU

Sons vindos do céu C

ONSIDERADA uma das três melhores pianistas chinesas da actualidade, Chen Sa junta-se mais uma vez à Orquestra de Macau (OM) no concerto “Sons Persistentes”, que encerra a temporada 20122013 da Orquestra, a ter lugar no dia 4 de Agosto, domingo, pelas 20:00 horas, no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau. O concerto, será dirigido pelo Director Artístico e Maestro Principal da OM, Lü Jia, informa o comunicado de imprensa da organização. Descrita pela rádio londrina Classic FM como “uma das executantes mais brilhantes da sua geração”, Chen Sa estudou sob a orientação de Dan Zhaoyi. Em 1994, com apenas 15

FESTIVAL DE ANIMAÇÃO DE SHENZHEN

26 sonhos de Macau O Instituto Cultural (IC) organizou a participação de vinte e seis entidades locais no Pavilhão de Macau no 5º Festival de Animação de Shenzhen, inaugurado esta quarta-feira e que se estende até a 21 de Julho, no Centro de Exposições e Convenções de Shenzhen. A participação das entidades no evento pretendem mostrar o desenvolvimento desta arte em Macau, informa o comunicado de imprensa da organização. O Pavilhão de Macau

tem como tema “sonho”, utilizando uma combinação de polígonos em padrões variados para criar uma ambiência onírica, simbolizando o processo criativo em que a imaginação livre e sem rédeas gradualmente assume forma e finalmente consubstancia o ‘sonho’, acrescenta a nota de imprensa. As entidades participantes de Macau mostram as suas mais recentes produções, que incluem curtas de animação originais, aplicações para telemóveis,

ilustrações, revistas de banda desenhada, entre outras. O Pavilhão conta ainda com uma instalação interactiva, um ‘espelho mágico’, proporcionando um relacionamento mais directo com os visitantes, finaliza a nota. Entre os 26 expositores de Macau incluem-se, entre outros, a Companhia de Estúdio de Animação Morpheus, Produtos de Design Soda Panda, Terra dos Desenhos Animados e Estúdio de Animação Infinito Sociedade Unipessoal Ltd.

anos, venceu o Concurso Internacional da Piano da China no qual recebeu ainda o Prémio de Excelência em Obras Chinesas. Em 1996, obteve o quarto lugar no Concurso Internacional de Piano de Leeds, no Reino Unido, dando início à sua carreira no estrangeiro. Em 2000, ficou igualmente em quarto lugar no Concurso Internacional de Piano Chopin, na Polónia, tendo sido ainda distinguida na mesma competição com o “Prémio da Melhor Interpretação de Polonaise”. Em 2005, recebeu o Prémio Cristal no 12.o Concurso Internacional de Piano Van Cliburn, tornando-se na única pianista até hoje a ser premiada nestes três concursos de piano. Em 2009, foi nomeada pela revista francesa L’Officiel uma das

dez artistas chineses a seguir, e a única do sexo feminino. A sua sensibilidade musical e técnica irrepreensível levaram o consagrado pianista Paul Badura-Skoda a elogiar as suas actuações como “música vinda do céu”. Neste concerto, Chen Sa irá interpretar o Concerto para Piano e Orquestra N.º 4 em Sol Maior, Op. 58, de Beethoven, uma obra sublime e complexa, considerada uma das obras mais singulares do compositor, acrescenta a nota de imprensa. O concerto “Sons Persistentes”, originalmente programado para o dia 27 de Julho, terá agora lugar no dia 4 de Agosto, domingo, pelas 20:00 horas, no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau.

SALÃO DE OUTONO 2013 ABRE CANDIDATURAS

Cheguem-se à frente O

quarto Salão de Outono vai ter lugar em Novembro, com organização da Fundação Oriente e da Art for All Society (AFA). O evento anual, contou na última edição com 69 obras de arte de 32 artistas locais entre pintura, gravura, escultura, fotografia, instalação e video-arte, informa o comunicado de imprensa da organização. Tal como nas três edições anteriores, o “Salão de Outono 2013” continua a aceitar obras de arte, dando oportunidade aos artistas de Macau de mostrar os seus trabalhos, acrescenta a nota. O concurso, aberto aos residentes de Macau e também a artistas que vivam e trabalhem em Macau inclui meios como pintura, gravura, escultura, fotografia, instalação e video-arte. Todas as candidaturas serão revistas e seleccionadas por um júri composto por representantes da Fundação Oriente e da AFA, incluindo convidados entre artistas locais veteranos. Os finalistas serão notificados no início de Outubro. Ainda com o objectivo

de encorajar a criação artística dos jovens entre os 18 e os 35 anos, a Fundação Oriente vai atribuir o “Prémio Fundação Oriente/Artes Plásticas. O vencedor terá oportunidade de visitar Portugal, em 2014, para uma residência

artística durante um mês. O prémio, no valor de 50,000.00 patacas, inclui viagem e alojamento. O vencedor do prémio, em 2012, foi Lai Sio Kit, que se encontra agora em Lisboa para a residência artística durante um mês.


FUTILIDADES

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TEMPO AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 25 MAX 30 HUM 75-95% • EURO 10.4 BAHT 0.2 YUAN 1.3

[TELE]VISÃO TDM 13:00

TDM News - Repetição

13:30

Telejornal + 360° (Diferido)

14:40

RTPi DIRECTO

18:40

Cougar Town - Sr.2

19:00

TDM Talk Show (Repetição)

19:30

Vinagança

20:30

Telejornal

21:20

Ler + Ler Melhor

21:30

Cenas do Casamento

22:10

Escrito nas Estrelas

23:00

TDM News

23:30

Portugueses Pelo Mundo

00:20

Telejornal (Repetição)

01:00

RTPi DIRECTO

] C I N E M A

[

Cineteatro

SALA 1

SALA 2

SALA 3

(FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Dan Scanlon 14.00, 16.00, 19.45

Um filme de: Guillermo del Toro Com: Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi, Charlie Day 14.15, 19.14

(FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: David Soren 14.30, 16.15, 19.45

MONSTERS UNIVERSITY [A]

DESPICABLE ME [3D] [A] (FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Chris Renaud, Pierre Coffin 18.00

WORLD WAR Z [C]

Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 21.45

PACIFIC RIM [3D] [B]

PACIFIC RIM [B]

Um filme de: Guillermo del Toro Com: Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi, Charlie Day 16.45, 21.45

TURBO [A]

TURBO [3D] [A] (FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: David Soren 18.00

MONSTERS UNIVERSITY [3D] [A] (FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Dan Scanlon 21.30

M A C A U [ S Ã ] A S S A D O IMPROVISAR

Foto: HojeMacau

POR MIM FALO

Pu Yi

RTPi 82 14:00

Telejornal Madeira

“Dente Partido”, o justiceiro injustiçado

14:35 Percursos 15:35 Correspondentes 16:00

Bom Dia Portugal

17:00

CENÁRIO NATURAL

17:30

Feitos ao Bife

19:10

Depois do Adeus

20:00

Jornal da Tarde

21:15

O Preço Certo

22:10

Ingrediente Secreto

22:35

Verão Total

30 - FOX Sports 12:30

The Open Championship 2013 Day 1

15:30

The Open Championship 2013 - Day 1 Highlights

16:00

(LIVE) The Open Championship 2013 Day 2

19:30

(LIVE) FOX SPORTS Central

20:00

(LIVE) The Open Championship 2013 Day 2

31 - STAR Sports 13:00

FIM Supermoto World Championship 2013 - Highlights

13:30

2 Wheels

14:00

Eaa Premium Meeting Huelva

17:00 Deltawing 18:00

MotoGP World Championship 2013 - Highlights

Grand Prix of Germany

19:00

V8 Supercars Championship Series 2013 - Highlights

21:00

Inside WTCC

21:30

(LIVE) Score Tonight 2013

22:00

0NE Fighting Championship - Rise To Power

40 - FOX Movies 12:20

Spy Kids

13:50

Monster House

15:25

Once Upon A Time

16:15

Ring Of Fire - Part 1 Of 2

17:50

The Cabin In The Woods

19:25

Tooth Fairy 2

21:00

Magic Mike

22:50

Easy Money

00:55

In Time

• Ora digam lá se os portugueses não deixaram por aqui alguns traços culturais, nomeadamente a capacidade de improvisação. Caiu a matrícula? Nada nos pára. Vai de arranjar um papelão e andar para frente que é caminho. Não se sabe bem é onde esse caminho vai parar...

41 - HBO 11:50

The Iron Lady

13:40

The Matrix Revolutions

15:50

The Karate Kid Part Ii

17:45

Ocean’S Twelve

19:50

The Rock

22:00 Faster 23:45

And Soon The Darkness

42 - Cinemax 12:30

Bending The Rules

14:00 Krull 16:00

The Italian Job

17:45

Terminal Velocity

19:30

Nowhere To Run

21:00

Epad On Max 223

21:15 XIII 22:45

Resident Evil

00:25

One Night Stand

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA CRÓNICAS DOS DIAS DO LIXO • José Pacheco Pereira

«Economistas, banqueiros, jornalistas, comentadores, políticos, empresários entretêm-se à compita em dizer que saímos da crise em finais de 2013 (já foi em 2010, 2011, 2012, 2013, logo no início), ou em 2014, ou depois de 2015, ou depois de uma década. Talvez em nenhum tipo de afirmações, predições, adivinhações, desejos, seja mais nítido a separação dos tempos entre os de cima e os de baixo, como aqui. Quem é o «nós»? Não é certamente os de baixo, os que estão na mó de baixo, os que estão a descer, os que estão a empobrecer, os que já são pobres. Não adianta fazer muitas precisões sociológicas, basta dizer que são a esmagadora maioria dos portugueses. «Nós», o povo português. O tempo destes é de natureza muito diferente do tempo dos de cima. Em cima pode haver dificuldades, em baixo há desespero.» RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

Isto não se faz. Então o rapaz diz que andou a distribuir carradas de dinheiro aos portugueses e, nisto, vira-se o mal contra o justiceiro e prendem-no. Mas com que direito? O moço até se diz inocente e, mais, afiança que nada ficou provado. Então e foi dentro?! Está bem, foi apanhado nestas teias das tríades mas, afinal, quem lá não esteve metido? Aliás, quais não são hoje as personalidades que não estão envolvidas nesses esquemas? Se não se conhecessem, até se percebia. Da entrevista que saiu esta semana ao jornal de Hong Kong Next, o “Dente Partido” garante que nunca foi pessoa de vícios. Nunca se meteu no álcool nem nas drogas nem, tampouco, veiculou substâncias ilícitas a outrem. Afinal, teve uma vida trágica. Pai bêbado, irmão morto por overdose. Houve más lições em casa. Ou seja, mais uma vez, foi ele condenado por redistribuir riqueza? Ora, bolas. Sobre a vida do rapaz, ficou a saber-se que nos calabouços soube reinventarse. Abriu portas ao mundo literário e bebeu conhecimentos. Não se deixou embrutecer. E, felizmente, manteve-se sempre a par da actualidade já que nos sempre tempos livres também havia lugar a ver televisão. E, mais, tornouse num ser compreensivo e tolerante. [Mas, atenção, ele ainda conserva alguns instintos vingativos, por isso, “Rambo” não te chegues perto. A ferida ainda está aberta, pôde ler-se. E, bom, caso se cruzassem nas ruas destas duas regiões talvez o confronto não acabasse em bem]. No novo casino dele, avança ainda, não haverá maldades. Ele só quer dedicar-se à profissão que escolheu para a vida. E partilhar do sucesso com os seus. Até porque Macau tem dono e a sua nacionalidade não é americana, garante.


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OPINIÃO

hoje macau sexta-feira 19.7.2013

JORGE RODRIGUES SIMÃO

“The very inconstancy of human fortunes assures the constancy of the human condition. Cities rises and fall, rules come and go, families prosper and decline; no change is there to say, and in the end, with all the temporary deflections balancing each other out, the state of man is as it always was.” The Imperative of Responsibility Hans Jonas

A

separação tradicional entre as diversas doutrinas éticas efectuava-se através da qualificação do conceito de bem supremo, que é, o conceito que define a alma de uma teoria ética. A Immanuel Kant se fica a dever a separação das doutrinas éticas em duas grandes correntes; as que favorecem a dimensão da virtude, a obediência do agente aos imperativos éticos, e as que acentuam a realização das inclinações materiais, a felicidade. A clivagem, poderia assim, surgir naturalmente entre as doutrinas da liberdade e da felicidade, o que equivale a duas concepções profundamente distintas da vivência e condição éticas. A tese neokantina, em qualquer dos casos, esteve em causa, tendo sido expressa de forma única e contundente pelo filósofo alemão Herman Cohen, de que a ética constituiria uma teoria do homem, uma antropologia fundamental de características projectiva e descritiva. Assim, afirmou o grande pensador neokantiano judeo-alemão, na sua obra mais conhecida, o “Sistema de Filosofia”, de que a ética, enquanto doutrina do homem, é o centro da filosofia, ou, ainda, acentuando-se a tese de que a identidade humana não é estático-contemplativa, mas dinâmico-histórica no jogo das possíveis individualidades, em que a unidade do homem consiste e se realiza na unidade da acção. Seguindo o rumo de pensamento de Herman Cohen, poder-se-ia afirmar que os diversos modelos éticos, definidos por conceitos-chave como o da teonomia, autonomia e heteronomia, entre outros, conduziriam a uma verdadeira e real cosmovisão, que inclui de forma explícita ou silenciada, uma antropologia, uma filosofia do direito e da política, uma concepção de “episteme”, ou melhor, uma concepção das relações de cultura e natureza, entre outras determinações que reflectem os interesses dominantes de uma dada comunidade histórica e civilizacional. O referente comum é o primado do homem, de uma determinada concepção da sua dignidade, do seu estatuto central e organizador da avaliação e da acção mundana dentro e sobre o mundo. A falta dessa centralidade humanista organizadora seria impossível reter as principais dimensões genéricas da reflexão ética, que são extremamente relevantes e decisivas no tempo que vivemos, caracterizada pela sem ética, desde a política ao ambiente, passando pelo direito e economia.

ALBRECHT DÜRER - MELANCOLIA (PORMENOR)

Crise ambiental e social global

A interrogação ética é essencialmente sobre os fundamentos da acção. Será que as acções resultantes da praxis legislativa, política, administrativa, jurisdicional, económica, ambiental estão fundamentadas sobre uma conveniente e apropriada interrogação ética? O breve enunciado de algumas das muitas dimensões parece demonstrar que toda a ética implica a procura de uma deliberação, de um pretenso agir adequado, racional e virtuoso. A ética prende-se apenas com o agir que surge como dificuldade. Implica uma problematização, uma interrogação da acção identificada ou transformada em questão, desvinculada da esfera do familiar e do habitual. A interrogação ética é essencialmente sobre os fundamentos da acção. Será que as acções resultantes da praxis legislativa, política, administrativa, jurisdicional, económica, ambiental estão fundamentadas sobre uma conveniente e apropriada interrogação ética?A resposta parecer ser necessariamente negativa e resultante do actual estado do mundo. Os efeitos da acção, mesmo quando é ponderada, nunca é um caso particular que está em causa, mas a máxima ou a regra geral está envolvida na decisão particular, ou seja, a forma geral do agir. A ética debruça-se sobre as decisões difíceis para o agente. As decisões têm como base um conflito entre interesses ou entre interesses e obrigações, o interesse próprio e o considerado justo. A ética não tem directamente a ver com o primado da lógica do estabelecido, do maioritário, do consensual. A aprovação que

o juízo ético reclama não se situa num plano essencialmente público, mas ao nível do que a consciência considera como superior à esfera da conveniência, mesmo da de expressão dominante. A ética identifica o agente pela dignidade e pela sua capacidade de se conduzir pela ideia de pertença a uma comunidade universal de outros agentes éticos. A universalidade cria o lugar do “outro”, da sua liberdade como igual, ou como desigual na relação ética. Qual é, neste contexto, o significado do aparecimento de uma predicação política, económica, social e ambiental da ética? O que pode significar a aparente inversão da qualificação ética deslocada da figura do agente para o que, pelo menos num dos sentidos mais fortes de conceitos, como o de política ambiental pode ser considerado como o campo mais vasto dos seus objectos e horizontes de aplicação. O advento de um pluralismo ético, em torno do complexo conceito do ambiente, por exemplo, poderia ser considerado como constitutivo de uma oportunidade para o regresso a um entendimento da ética essencialmente como um elenco normativo e moral, na contracorrente de dois séculos de secularização e de desconstrução crítica das diversas ontologias fundamentais? Será que

perspectivas

por exemplo, a ética ambiental constitui uma pausa ou um corpo estranho na configuração niilista, em que o pensamento e a cultura ocidentais, praticamente dominantes a nível mundial, se consolidaram? As diversas modalidades da ética ambiental parecem querer reconstruir a aproximação a partir não de uma (re) fundamentação da identidade do agente humano, mas a partir da interrogação dos deveres e da sua correspondente fundamentação, deste para com os seres não racionais ou não humanos. Os diferentes pensadores que se dedicam a este renovado e sempre actual tema, profundamente enraizados numa leitura demasiado estática da tradição especulativa ocidental, consideram que diferentes éticas, e entre elas, a ética ambiental, seria uma insustentável aproximação aos domínios da ética a partir do exterior, seria uma reconstrução heteronómica do que se joga no plano ético, e muito é, e por isso, uma destruição da possibilidade radical de uma ética da liberdade. O que parece estar, assim, em causa é o conceito de autonomia, como paradigma da reflexão e das doutrinas éticas. As questões colocadas no seu interior levam a considerar e desde logo, o primeiro aspecto a sublinhar será o reconhecimento de não só a ética, mas toda a filosofia, se tem revelado bastante tardia ao dar-se conta da crise ambiental e social global. Quando se fala de ambiente, raramente se fala da “natureza” na acepção mais geral com que foi trabalhada pelos milénios que somam a filosofia e a literaturas europeias e ocidental. O conceito de ambiente está marcado pela história recente, e é a “natureza” posta em perigo pela acção técnico-científica humana. A “natureza” como força telúrica, a um tempo substantiva e simbólica, referencial simultâneo da alteridade e da diferença da identidade humana, como podemos ver na literatura grega, renascentista, ou em autores como John Stuart Mill, Henry David Thoreau, Ralph Waldo Emerson, Sebastião Artur da Gama (nunca recordado) e Pablo Neruda, entre muitos outros, está suposta no conceito de ambiente. O filósofo alemão Hans Jonas, autor do célebre livro “O Princípio da Responsabilidade”, na última conferência que deu, antes do seu falecimento, constatou o abandono da meditação e da consideração da “natureza”, em todos os seus complexos matizes, a que a tradição ocidental havia conduzido a acção humana, afirmando que “A filosofia sempre se preocupou com acção humana, enquanto foi uma acção do homem para com o homem, mas muito pouco com o homem como uma força actuante na natureza”. A viragem da filosofia para a compreensão do horizonte natural onde se inscreve a acção humana, ou seja, o estudo da acção humana como “força actuante na natureza”, é ditada pelo império da necessidade. A subida em escala da capacidade humana de transformação física do planeta, a acumulação inaudita da projecção do poder técnico da humanidade sobre si e os seres vivos, a fauna, a flora, os ecossistemas, foi o factor que fez despertar e sair a filosofia da clausura antropocêntrica em que se encontrava.


opinião 19

hoje macau sexta-feira 19.7.2013

Ricardo Pinho

disse-me um passarinho...

twitter.com/ricardo

Para as redes sociais, uma frase breve, profunda, e engraçada.

CARLOS MORAIS JOSÉ

editorial

Para que tudo fique na mesma Resta saber se esses mesmos cidadãos continuarão a votar por lhes pagarem jantares e yam-chás ou se já compreendem que essas benesses escondem o seu prejuízo e a manutenção no poder de quem pretende ficar com a maior parte do bolo e se limita a ceder algumas migalhas

EDWARD MUNCH, VAMPIRO

O

comportamento do deputado Fong Chi Keong — vá se lá saber porquê — não nos espanta. Os ricos de Macau há muito que entendem (ou comportam-se como se entendessem) que não vivem num estado de direito, onde o primado da lei existe e funciona. E, se calhar, têm razão. De facto, provavelmente vivemos num mundo de aparências onde uma fina camada civilizacional oculta tenebrosos comportamentos. De vez em quando esse lado negro vem à superfície. É para que os cidadãos de Macau saibam ou se relembrem de onde vivem. Nesta cidade maravilhosa, com tantas luzes e divertimentos, com tantas facilidades e amenidades, deslizam na sombra outros seres, de índole extremamente perigosa, que se julgam acima da lei ou se julgam eles mesmos, os seus interesses e caprichos, a própria lei. E, se calhar, são. Não me estou a referir ao deputado Fong Chi Keong nem sequer aos que ele representa. Não me estou a referir a ninguém em particular porque não tenho um conhecimento assim tão profundo desta sociedade e, sobretudo, dessas águas negras onde tubarões mordem à vontade no peixe-miúdo, quando este se atravessa no caminho das suas ambições. Postas as coisas nestes termos, não é de admirar que, como diz Jorge Kuan (p.2), que Pequim queira ver um jurista no lugar de Chefe do Executivo. Mas as resistências da gente importante de Macau que, paulatinamente, querem continuar a fazer os seus meganegócios impediram a eleição de Ho Chio Meng no passado como, quase de certeza, tentarão fazer no futuro. Por aqui as coisas mudam devagar, mas o horizonte não é propriamente animador. Se Pequim exige saber os resultados reais do jogo (não é por acaso que Francis Tam foi mantido no seu cargo), ao mesmo tempo, teme a falta de harmonia social em Macau pois tal seria um mau exemplo para Hong Kong e para Taiwan. E também é certo que os actuais detentores do real poder na RAEM não entregariam o bolo de mão-beijada. Ou seja, apesar de ter conhecido um enorme crescimento na última década, em

Macau continuam a funcionar esquemas do passado, a maior deles desajustados da actual realidade e da gradual tomada de consciência cívica dos cidadãos da RAEM. Resta saber se esses mesmos cidadãos continuarão a votar por lhes pagarem jantares e yam-chás ou se já compreendem que essas benesses escondem o seu prejuízo e a manutenção no poder de quem pretende ficar com a maior parte do bolo e se limita a ceder algumas migalhas. Esta cidade tem graves carências ao nível da saúde pública, da habitação, de poluição, entre outras, injustificáveis se considerado o extraordinário PIB que, ano após ano, apresenta. Contudo, a maioria da população ainda vegeta numa espécie de apatia. Sabe-se, no entanto, que a juventude é cada vez mais letrada e se interessa pela coisa pública, também devido às dificuldades que todos os dias enfrenta e à visibilidade de certas iniqui-

dades, cujos autores nem se preocupam muito em disfarçar. Claro que, olhando para os protestos, muitas vezes nos apercebemos que eles são mal dirigidos e que muitos dos seus promotores disparam em demasiadas direcções para que a sua acção se torne realmente eficaz. Um dos exemplos deste facto é que estão mais preocupados em derrubar Florinda Chan, por exemplo, do que em organizar manifestações contra o aumento das rendas das casas ou a

terrível poluição que nada de bom augura para a saúde de todos os nossos filhos. Por vezes, surge-nos mesmo a dúvida: será a dispersão de causas não pretende evitar que, realmente, os protestos tenham consequências? Se olharmos para o sucesso que protestos orientados na província de Guangdong têm alcançado, poderá Macau tirar algumas ilações. Ou, se calhar, o objectivo é gritar contra tudo para que tudo fique na mesma.

O HOJE MACAU ERROU Relativamente à notícia publicada na nossa edição de 16 de Julho, no artigo respeitante ao julgamento do caso das ETAR, onde se lê que o Eng.º Chan Ying Lun era gerente-geral da Companhia de Construção e Engenharia Civil China, deveria ler-se gerente-geral adjunto do Departamento de Engenharia Civil. Chan Ying Lun é representado pelo advogado Alexandre Morais Correia. Aos leitores e aos visados, as nossas imensas desculpas.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei [estagiária] Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Vinhais Guedes; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Tiago Alcântara; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau sexta-feira 19.7.2013

cartoon

Petição contra Acordo Ortográfico em São Bento

por Stephff

CAPITÃO DO JULGAMENTO

O

A

VISTO GOLD CONSULADO JÁ ASSEGUROU 5 MILHÕES DE EUROS

Macau é porta grande O

Consulado-Geralde Portugal em Macau já atribuiu 10 “vistos gold” (ou ARI - autorização de residente para investidores) nos últimos três meses. O montante em causa corresponde, pelo menos, a 5 milhões de euros (mais de 50 milhões de patacas). A garantia foi dada ao HM pelo cônsul-geral de Portugal em Macau, Vítor Sereno. “Deram entrada nesta representação diplomática, até hoje, 54 pedidos de visto Schengen para visitas prospectivas de negócio a Portugal. 90% destes pedidos têm seguramente a ver com investimento na aquisição de bens imóveis”, começa por explicar o representante consular na RAEM. “Crê-se, face aos primeiros dados disponíveis que, desses 54, pelo menos 10 deles já resultaram em ARI, o que significa que esta representação diplomática já contribuiu - pelo menos e a valores mínimos - com 5 milhões de euros desde que o balcão foi criado”, garantiu Sereno, sem identificar as nacionalidades dos detentores do “visto gold”. Por essa razão, faz um balanço “extraordinariamente positivo” do impacto do programa, lançado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português, e apresentado no território por Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. A importância do montante em causa ganha ainda mais

TIAGO ALCÂNTARA

petição “Pela desvinculação de Portugal ao ‘Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa’ de 1990”, com 6212 assinaturas, vai ser discutida em plenário na Assembleia da República. A decisão foi tomada na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, onde foi aprovado, a 16 de Julho, um relatório nesse sentido. No relatório que dá provimento à petição e a remete agora para plenário, assinado pelo deputado relator Michael Seufert, refere-se (pág.18) que “é um facto objectivo que, tirando os académicos envolvidos na elaboração do próprio Acordo, é difícil encontrar uma opinião da academia portuguesa favorável ao acordo – por razões variadas” No mesmo documento (pág. 21), antes da emissão do parecer, escreve o deputado relator: “Pouco há a assinalar contra reformas ortográficas que assinalem as normais e duradouras mudanças que as línguas sofrem ao longo dos anos. Não é o caso desta. Como os países de língua portuguesa evoluem o ‘seu’ Português de forma independente, uma reforma ortográfica clara e simplificadora provavelmente criaria mais diferenças do que identidades entre as várias formas de Português. Não viria mal ao mundo por isso e seria mais útil para cada um dos povos que escreve Português do que criar uma “ortografia unificada de língua portuguesa” de utilidade duvidosa. Aliás, de alguma maneira essa ortografia unificada contraria a própria história.” A petição “Pela desvinculação de Portugal ao ‘Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa’ de 1990”, com um total de 6212 assinaturas, foi entregue na Assembleia da República a 26 de Abril deste ano.

Censura China recua no cinema

relevo quando apreciado o público-alvo a que serve este consulado, enfatiza Vítor Sereno. “Estes números são tanto ou mais relevantes uma vez que este Consulado Geral está impedido de conceder vistos aos chineses originários da Província de Guangdong, que está sob a jurisdição da Secção Consular da Embaixada de Portugal em Pequim. Apenas se aceitam os potenciais investidores dessa Província que venham munidos de título de estada temporária, o chamado TONG XIN ZHEN”, frisou.

O consulado-geral de Portugal em Macau decidiu criar em meados de Abril um atendimento especial para os candidatos a “visto gold” para, desta forma, evitarem-se filas e senhas. DE outro modo, também disponibilizou, uma linha de atendimento telefónico especial (+85383948132). À frente do atendimento, o consulado colocou uma funcionária trilingue que presta um apoio personalizado aos residentes estrangeiros que se mostrem interessados em obter informações sobre o ARI. “A ideia foi encontrar uma fórmula de atendimento mais rápida e personalizada destinada a uma situação especial”, sublinhou o cônsul. Recorde-se que aptos a receberem este visto de entrada especial em Macau, estão os empresários estrangeiros que garantam uma das seguintes condições de investimento em Portugal: transferência de capitais no valor mínimo de um milhão de euros, aquisição de bens imóveis num montante igual ou superior a 500 mil euros ou criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho. Segundo últimos dados, referentes a Junho, o programa de vistos de residência dourados para atrair investimento estrangeiro já trouxe cerca de 20 milhões de euros (provenientes da autorização de 30 ARI’s) a Portugal.

governo da China anunciou esta quarta-feira que vai diminuir algumas das restrições das produções cinematográficas, um primeiro passo para uma maior liberdade de expressão, que foi recebido com cautela pelos cineastas chineses, para quem as autoridades vão continuar a manter um controlo apertado. Os realizadores de cinema chineses vão deixar de ser obrigados a apresentar os guiões às autoridades para revisão e aprovação antes de rodar um filme, de acordo com o site do governo. Mas as películas continuarão a ser submetidas à pré-aprovação no segundo maior mercado mundial de cinema depois dos EUA. As medidas parecem ser um primeiro, embora pequeno gesto, para expandir alguns direitos relacionados com a liberdade de expressão, desde que as esperanças de uma reforma política se intensificaram quando a nova liderança chinesa assumiu o poder em Março. Quando anunciou estas medidas, o governo não deu explicações para o abrandamento das restrições, mas disse que para além de ajudar a inaugurar novas técnicas de gestão, queria incentivar a interacção entre as forças do mercado, as expectativas sociais e as qualidades profissionais. Os regulamentos aprovados em 11 de Julho pelo Conselho de Estado da China não esclarecem quando é que as mudanças entrarão em vigor. Os cineastas chineses, que há muito fazem pressão para que as restrições sejam suspensas, receberam com agrado as mudanças, mas disseram ser ainda muito cedo para comemorar. “A censura de filmes ainda existe”, escreveu o realizador Zhang Qi no seu microblogue. “Para além do mais, sob a nova regulamentação, os riscos de censura serão suportados integralmente pelos produtores e criadores. Contudo, espero que este seja um bom começo.” O produtor executivo Tang Yi escreveu no seu microblogue: “A única saída para a censura no cinema da China é a implementação de um sistema de classificação.” A China não tem um sistema de classificação de filmes que ajude os utilizadores a escolher os filmes apropriados.


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Hoje Macau 19 JUL 2013 #2896 by Jornal Hoje Macau - Issuu