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q u i n ta - f e i r a 1 9 d e n o v e m b r o d e 2 0 1 5 • A NO X V • N º 3 4 5 7
hojemacau
gp Atrás da cortina especial
Chui Sai On
Prometo
70% política Página
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Polícia Queixas de abusos e tortura chegam à ONU
Dois deputados, duas visões pub
política Página
gonçalo lobo pinheiro
página 7
Macaenses
A identidade em risco Página 4
5 Agência Comercial Pico • 28721006
Foi o próprio Governo que divulgou os dados em Genebra. Existem mais queixas de abusos das forças de segurança do que seria de esperar. Os dados são desde 2006. Nos últimos dois anos registaram-se mais de 30 ocorrências.
Alves vs. Coutinho
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diário de bordo
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hoje macau quinta-feira 19.11.2015
por carlos morais josé
“O Governo pretende rescindir com a maior brevidade o contrato celebrado com o empreiteiro em relação à obra do Parque de Materiais e Oficinas do Metro Ligeiro e reiniciar, com a maior brevidade possível, as respectivas obras de construção” Chui Sai On • Chefe do Executivo
As dívidas históricas Com o segundo mandato de Chui Sai On, a RAEM entrou na fase final de um ciclo que terá a duração de 20 anos. Depois, dizem-me, tudo será diferente. Não sei se para melhor, se para pior, mas diferente. Até lá o destino de Macau e dos seus cidadãos continuará nas mãos dos mesmos. Durante este período, iniciado com a transferência de soberania, conhecemos um crescimento económico ímpar na Ásia e no mundo. Contudo, esse crescimento não se traduziu
édito numa vida mais fácil para os residentes. Se existe algo a apontar à administração, será o facto de não ter previsto o impacto que as mudanças na área do Jogo (a liberalização) trariam à cidade. E a verdade é que não nos apresentarão nenhum modelo que inspire confiança no futuro. Parece existir uma estranha barreira que impede o dinheiro de realmente frutificar. O Governo insiste em dar o peixe, ao invés de
criar condições para pescar. Assim, reconhece-se neste procedimento uma espécie de paternalismo confucionista que o povo aceitará até ao momento em que as suas vidas enveredem por caminhos cada mais difíceis. As LAG para 2016 inscrevem-se nesta linha. Existe realmente uma continuidade na não-acção do Executivo, que parece correr atrás das queixas da população, prometendo aquilo que se sabe que não cumprirá.
Uma criança brinca junto aos contentores do lixo do campo de refugiados no Vale do Beqaa, 30 quilómetros a leste de Beirute, Líbano. Localizado a 20 quilómetros da fronteira com a Síria, o vale mais fértil do Líbano vê crescer todos os dias “casas” precárias, umas feitas de desperdícios outras de plástico, abrigando famílias sírias que fogem da guerra do outro lado do monte NUNO VEIGA/LUSA
ontem macau
O caso da habitação é onde tudo realmente se desvenda. Por mais que Chui prometa habitações públicas, nada fará oscilar os interesses dos proprietários de imóveis e, portanto, não nos parece que a situação encontre meios de melhorar. Até 2019, tudo deverá ficar na mesma. Depois, talvez se entenda que as dívidas históricas estão pagas e bem pagas. O que se passará a seguir, ninguém sabe.
horah
“Como ainda não cumpriu a promessa de construir 19 mil casas públicas, devido à prorrogação das obras, o Chefe do Executivo não tem coragem de apresentar novas ideias sobre habitação” Au Kam San • Deputado
“Pela análise que faço, as vítimas das classes mais baixas ou os novos imigrantes em Macau continuam com medo de denunciar a violência doméstica, aguentam o sofrimento e tentam aguentar-se porque se preocupam com o que uma eventual denúncia às autoridades policiais possa fazer à sua família” Leung Kai Yin • Académico
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“Poderia promover-se a criação de empresas com capital público e privado e gente que contribui com a sua técnica e especialização, para que os bons projectos não morram à nascença por falta de capital para investimentos” Leonel Alves, deputado | P. 4
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos; Thomas Lim Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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A ONU alerta mas a lei de Macau é clara: os homossexuais não são reconhecidos e inclui-los na violência doméstica implicaria o seu reconhecimento. Académicos acreditam que justiça é para todos e o Governo deve reconhecer qualquer tipo de relação
grande plano
Violência Doméstica Analistas querem inclusão de homossexuais na nova lei
Pelo fim de filhos e enteados
U
ma vez mais o Comité contra a Tortura da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para a necessidade da Lei de Combate ao Crime de Violência Doméstica, em estudo na especialidade, contemplar também os casais homossexuais. A ideia já tem vindo a ser defendida por membros da comunidade LBGT, como a Associação Arco-Íris, e já foi até parte da lei apresentada pelo Governo que, depois, decidiu retirar essa alínea. Analistas e advogados ouvidos pelo HM não têm dúvidas: a inclusão deveria acontecer. Para Melody Lu, docente de Sociologia da Universidade de Macau (UM), é claramente correcto e justo que os homossexuais sejam parte desta lei. “Acho muito justo e correcto incluir os homossexuais dentro da protecção da violência doméstica porque também eles são
companheiros, têm uma relação”, argumentou. De acordo com a lei actual de Macau, os casais homossexuais não estão incluídos por não serem reconhecidos como casal no território. Postura reforçada, em Janeiro deste ano, pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, que frisou que “as relações homossexuais vão contra outras previsões do Código Penal” e, por isso, os casais não podem ser incluídos nesta proposta de lei.
“Embora Macau não aceite o casamento homossexual, estes casais poderiam estar incluídos na lei da união de facto, ou seja, ao viver juntos há mais de dois anos seriam contemplados na Lei do Combate ao Crime da Violência Doméstica”, argumentou Melody Lu, frisando a necessidade de “não excluir os homossexuais. Esta lei serve para proteger todos os cidadãos da violência, permitindo prevenir crimes que possam acontecer, sejam ou não casal, porque também inclui os divorciados. Não há razão para
excluir os homossexuais”, reforçou ainda a docente. “Se é uma lei penal então deve proteger os cidadãos de qualquer violência.”
Lei para todos
Jacky Ho, docente da área social da Universidade São José, acha que, num princípio de justiça, todos devem ser protegidas pela lei e que “a orientação sexual não pode ser, de forma alguma, um ponto de consideração para se ser vítima de violência doméstica”. Ainda assim, diz o docente, é preciso
casos aumentam em 20% e há mais vítimas menores
Dia para lembrar A s autoridades de Macau receberam 353 casos de violência doméstica em 2014, mais 19,2% do que em 2013, havendo 15 vítimas com menos de 15 anos de idade, mais sete do que no ano anterior. Os dados foram facultados pelo Gabinete Coordenador de Segurança de Macau ao Comité contra a Tortura da Organização das Nações Unidas e surgem no dia em que se comemora o Dia da Prevenção da Violência Doméstica Contra Crianças. Segundo os mesmos dados, do total de 353 casos de violência doméstica que chegaram às autoridades de Macau no ano
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passado, mais de dois terços (241 ou 68,2%) dizem respeito a abusos perpetrados no seio de um casal, a maioria dos quais cometidos contra mulheres: 229, contra 186 em 2013, ou seja, mais 19,2%. Já o número de vítimas do sexo masculino diminuiu de 17 para 11 em termos anuais. Casos implicando outros membros da família subiram de 93 em 2013 para 112 em 2014, de acordo com os mesmos dados. Das 90 vítimas envolvidas, 15 tinham menos de 15 anos de idade, mais sete do que as sinalizadas pelas autoridades em 2013. Depois de anos de slogans de tolerância zero à violência domés-
tica, de consultas públicas e de debates no seio da sociedade civil sobre o paradigma a seguir – se crime público ou semi-público, o
Governo ainda se mantém a analisar na especialidade o diploma contra a violência doméstica. LUSA/HM
mais discussão sobre o assunto para preparar a sociedade. “Fora da religião é possível perceber e aceitar que o conceito de família está a mudar, diariamente. Agora podemos ver famílias compostas de diferentes formas. Abranger ou não, na Lei de Combate e Repressão da Violência Doméstica, os homossexuais implica uma discussão na Assembleia Legislativa e na própria sociedade. A decisão irá depender do desenvolvimento social que existe”, indicou, contudo. Apesar de concordarem com a entrada destes na lei, os especialistas ouvidos pelo HM explicam que seria preciso mudar a lei para que isso acontecesse. Questionada sobre o assunto, a advogada Ana Fonseca indica que para incluir os casais do mesmo sexo na lei seria preciso, efectivamente, reconhecê-los como tal. “Seria preciso mudar os conceitos porque a violência doméstica engloba familiares e cônjuges, como os casais do mesmo sexo não são reconhecidos, não podem ser incluídos”, explicou a advogada. Lei Wun Kong, advogado, reforça a ideia apresentada por Ana Fonseca. “Nem a lei de união facto reconhece estas relações, portanto nem assim conseguiram estar incluídos na lei”, adianta.
Olhar para o futuro
Para Melody Lu, Macau deveria olhar para o exemplo de Taiwan ou Hong Kong, que mesmo não reconhecendo os casais homossexuais os incluis nas uniões de facto, permitindo a adição na lei contra a violência doméstica. “A nossa sociedade está a mudar, é preciso que as leis acompanhem as tendências e Macau até pode seguir o exemplo destas duas regiões”, indicou, frisando a necessidade de rever o conceito de “relações”. Para Lei Wun Kong os homossexuais só serão incluídos caso haja uma “alteração a toda a ideia da lei” o que pode fazer com que haja “muito trabalhos assim como muitas consultas públicas”. Para o advogado não devem existir “restrições futuras”, algo que só acontecerá com a alteração da definição de união de facto no Código Civil. De qualquer forma, salienta Ana Fonseca, os casais, e qualquer outra pessoa, estão sempre contemplados pelo regime de ofensas à integridade física. Filipa Araújo
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Flora Fong
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Política
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que o bolo económico não pare de crescer?”, questionou. Já Kou Hoi In, deputado indirecto, alertou para a existência de problemas nas empresas. “A economia de Macau entrou numa fase de ajustamento e os problemas com a queda do Jogo são cada vez mais evidentes. A parte patronal está incomodada com algumas questões laborais e criou-se um ambiente desvantajoso para atrair investimento. O Governo deve desenvolver um plano director para a economia”, defendeu. Apesar de Chui Sai On ter decidido manter o programa de comparticipação pecuniária para o próximo ano, sem aumentos dos valores dos cheques, o deputado Cheang Chi Keong alertou para possíveis consequências sociais do abrandamento económico. “Há pessoas que se sentem preocupadas com a possibilidade do cheque acabar. Esta é uma oportunidade de ajustamento que não deve ser desperdiçada. Que trabalhos serão reforçados?”, questionou o deputado indirecto e presidente da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL). Chui Sai On garantiu que o rumo económico já está a ser planeado com o Plano de Desenvolvimento Quinquenal da RAEM, ontem apresentado, e que vai estar em consulta pública nos próximos três meses. “O plano inclui um roteiro para o desenvolvimento económico de Macau, incluindo a prioridade de emprego aos residentes, a aposta numa plataforma e na cooperação regional. Vamos reforçar os apoios às Pequenas e Médias Empresas (PME) com as políticas já lançadas”, explicou o Chefe do Executivo.
Lusa
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Chui Sai On promete realizar 70% do Plano Quinquenal
Meta pouco ambiciosa
Num debate marcado pela economia, aterros e habitação, Chui Sai On promete realizar até final do seu mandato 70% do novo Plano de Desenvolvimento Quinquenal da RAEM, uma das temáticas das Linhas de Acção Governativa
A
presentado no âmbito das Linhas de Acção Governativa (LAG), o Plano de Desenvolvimento Quinquenal da RAEM, que contém directrizes económicas, sociais e políticas, poderá não ser totalmente implementado até 2019, ano em que termina o segundo mandato de Chui Sai On. A garantia foi dada ontem pelo próprio Chefe do Executivo
no debate sobre as LAG com os deputados. “O Governo deste mandato espera poder definir o primeiro plano quinquenal que abrange os objectivos do Governo Central para Macau. Creio que possamos atingir os objectivos em 70%”, frisou o Chefe do Executivo sobre um plano que visa cumprir sete objectivos, entre os quais a construção do metro ligeiro e do hospital das ilhas.
Ontem, a economia foi o tema que mais interesse gerou no hemiciclo, a par da habitação, terrenos e novos aterros. O deputado Chan Meng Kam foi o primeiro a pedir a Chui Sai On para apresentar políticas concretas para responder às consequências da quebra do sector do Jogo. “Macau depara-se com a possibilidade de uma eventual recessão económica. Como vai actuar para
Relatório prometido
No debate de ontem, Chui Sai On continuou a revelar uma postura optimista perante a quebra das receitas do Jogo, admitindo que fez uma “estimativa prudente e conservadora” em relação aos números de receitas dos casinos para o próximo ano. “Muitos recursos foram investidos no sector do Jogo, que conheceu um desenvolvimento muito próspero e já há alguns anos que sabemos que é necessário ter um sentido de risco, nada se pode manter num nível elevado. As receitas e despesas públicas continuam a cumprir a Lei Básica e temos um orçamento equilibrado. Temos 570 mil milhões de patacas na nossa reserva financeira, básica e extraordinária, e estamos numa situação estável em termos financeiros”, explicou. Tendo prometido apresentar um relatório detalhado aos deputados sobre o contributo económico dos elementos jogo e não jogo, Chui Sai On deixou claro que o sector de entretenimento
nos casinos também assume um papel principal. “O sector não jogo já representa um terço das receitas. As receitas das componentes não jogo têm um aumento que não é tão baixo como nós pensamos. Depois de um estudo comparativo espero que possamos facultar um relatório”, garantiu. Chui Sai On não deixou de referir que vai aproveitar esta “fase de ajustamento” para “apoiar outras indústrias”. Andreia Sofia Silva
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Leonel Alves pede novo modelo para PME
O último interveniente no debate de ontem pediu ao Chefe do Executivo para criar empresas privadas com parte do capital público, para expandir o mercado. “Seria muito importante criar instrumentos base de políticas para promover um maior dinamismo da nossa economia, no que toca à inovação mas numa lógica de mercado. Poderia promover-se a criação de empresas com capital público e privado e gente que contribui com a sua técnica e especialização, para que os bons projectos não morram à nascença por falta de capital para investir. Poderiam ainda ser criados subsídios para a contratação de jovens que não arranjam trabalhos nos casinos”, frisou, entre outras ideias. Chui Sai On prometeu estudar a medida.
Chefe quer limitar mandatos em órgãos consultivos
O deputado Vong Hin Fai questionou o Chefe do Executivo sobre a reestruturação dos Conselhos Consultivos, tendo Chui Sai On prometido limitar o número de mandatos por membro. “O Governo tem dado sempre importância aos organismos consultivos estudando formas para melhorar as suas funções. Entendemos que há que reestruturar organismos de consulta, evitando repetições. Estamos a trabalhar no sentido de [um mandato] não ser superior a seis anos e [o membro] não poder acumular funções em mais de três organismos de consulta”, frisou.
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Leonel Alves e Coutinho com visões diferentes sobre o debate
Dizes tu e digo eu
D
ois olhares, o mesmo debate. As respostas que Chui Sai On deu ontem aos deputados da Assembleia Legislativa (AL) são vistas de forma diferente pelos deputados Leonel Alves e José Pereira Coutinho. Para Leonel Alves, deputado indirecto, Chui Sai On deixou algumas directrizes, sobretudo em relação à situação dos cofres públicos. “O Chefe do Executivo trouxe ao plenário muitos números sobre a evolução económica de Macau. Podemos ter uma ideia muito concreta, porque apesar da recessão económica Macau felizmente goza de boa saúde financeira, temos fundos suficientes para diversos desafios que se colocam. As políticas implementadas vão no sentido de ajudar a população em geral, e também há directrizes de implementar um desenvolvimento apropriado
Tiago AlCântara
Se Leonel Alves considera que o Chefe do Executivo “foi explícito” em relação aos dados económicos, a políticas de trânsito e terrenos, já José Pereira Coutinho diz que o novo Plano de Desenvolvimento Quinquenal apenas tem “ideias visionárias”
José Pereira Coutinho
a Macau, no que diz respeito aos jovens, ensino e saúde”, disse aos jornalistas à margem do debate. “Em termos gerais foi-nos dito que há uma redução de 30% das despesas, e como a Lei Básica exige que o orçamento tem de ser equilibrado, as contas têm de ser feitas neste sentido, na redução das despesas e previsão conservadora
de recebimento das receitas de jogo”, apontou. Para Leonel Alves, nas respostas dadas em relação aos terrenos, Chui Sai On foi “muito explícito”. “Citou números e objectivos para os quais o Governo vai encetar todos os esforços, vai recuperar os terrenos e dar primazia à habitação pública. No que diz respeito aos
Decisão do Governo sobre Pearl Horizon até 10 de Dezembro
Em cima do joelho N o debate de ontem na AL, o Chefe do Executivo garantiu que até ao dia 10 de Dezembro o Governo toma uma decisão sobre o caso Pearl Horizon. “O Governo da RAEM é responsável e esperamos que a população tenha confiança em nós. Neste caso pontual, posso dizer com franqueza que a nossa equipa está a estudar para encontrar uma solução. Vamos rever todas as matérias complicadas e antes de 10 de Dezembro vamos dar uma resposta”, garantiu. A decisão do Governo deverá ser conhecida dias antes da concessão do terreno do Pearl Horizon chegar ao fim, a 26 de Dezembro. Ontem os proprietários de apartamentos adquiridos em regime de pré-venda voltaram a manifestar-se publicamente sobre o caso, com a publicação de uma carta no jornal Ou Mun. Na missiva os responsáveis acusam o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, de “violar a
transportes, apontou cerca de cinco ou sete medidas. O deputado propôs a criação de um modelo misto para as empresas (ver caixa), e diz ter ficado satisfeito com a resposta do Chefe do Executivo. “Tenho a certeza de que não será uma questão esquecida. É uma nova fase para o Governo em termos de apoios públicos e subsídios, conheço alguns jovens formados no estrangeiro mas que precisam de mais apoio. E porque não um debate público para pensar no assunto, e se as empresas por si só não são capazes de se manter, porque não criar empresas mistas”, apontou Leonel Alves. Sobre a questão do Pearl Horizon, Leonel Alves lembrou que, antes da Lei de Terras, há outros regimes. “AAdministração tem de seguir o que está na lei. A lei que se fala não é só a Lei de Terras, e há todo um ordenamento jurídico de Macau, há o Código Civil, Código do Procedimento Administrativo, e este conjunto de leis, bem interpretadas, poderão resolver a bem esta questão. O Governo deve ter uma resposta para aquilo que foi solicitado”, referiu.
Do abstracto
Coutinho, que questionou Chui Sai On sobre o regime de responsabilização na Função Pública, considerou que o debate ficou aquém do esperado. “Após 16 anos do estabelecimento da RAEM já estamos habituados a receber relatórios das LAG sem o devido
planeamento, sem datas ou formas de conseguir atingir os objectivos. Não acredito que isso seja feito no mandato do Chefe do Executivo. Aliás ele disse que se conseguir atingir 70% do plano quinquenal será uma meta muito boa, mas eu não acredito que consiga atingir 30%. Não temos nem recursos humanos qualificados nem estruturas sólidas nem capacidade para poder desenvolver o plano”, exemplificou. Garantindo que “de boas intenções está o inferno cheio”, Coutinho falou da existência de “ideias visionárias, dificilmente concretizáveis” no Plano de Desenvolvimento Quinquenal da RAEM. “Temos grandes problemas ao nível das estruturas. Tenho muitas dúvidas de que este plano quinquenal sobre o desenvolvimento económico de Macau, que se vai cingir a várias áreas, sociais, habitação e turismo. Há um grande problema que é a capacidade do Governo de conseguir atingir estes objectivos. As metas e os objectivos estão delineados de uma forma muito abstracta, quando têm a ver com questões estruturais”, apontou. Coutinho voltou a pedir que a zona de Hengqin seja expandida a Macau, por uma questão demográfica, e que se implemente a simplificação da máquina administrativa. “Temos de facilitar a vida dos cidadãos e das empresas”, rematou. Andreia Sofia Silva
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Aterros “Não estamos a encobrir nada”
O Chefe do Executivo garantiu a total transparência no processo de construção dos novos aterros, sobretudo em relação ao atraso na construção da zona A. “Eu e o Secretário [Raimundo do Rosário], responsabilizamo-nos por este trabalho e nunca encobrimos nada. Nunca foi nosso objectivo atrasar [o projecto]. Na zona A estamos a fazer os nossos possíveis, as obras já foram adjudicadas e não estão em causa as responsabilidades do construtor mas sim do fornecimento de areia. Através de Zhuhai ou de outras entidades do interior da China vamos tentar que o construtor tenha acesso a areia, não estamos a impedir que a areia venha para Macau, antes pelo contrário.”
Problemas com terrenos podem gerar “impacto social”
O
promessa do Chefe do Executivo”, por ter dito que o caso do Pearl Horizon era uma questão comercial. Com o título “Com lágrimas, porque só nós é que assumimos a responsabilidade”, a carta diz ainda que o Grupo Polytec, concessionária do terreno, “não deu ainda uma resposta séria”, aos proprietários.
“O Grupo Polytec está a tratar os proprietários como reféns, para que façam pressão junto do Governo”, questionam, frisando que os seus direitos não estão a ser protegidos. Andreia Sofia Silva
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Flora Fong
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Chefe do Executivo foi confrontado com os casos dos terrenos que estão por desenvolver e cuja concessão está perto do fim ou já passou do prazo. Gabriel Tong, deputado nomeado, falou das consequências sociais que poderão surgir caso o Executivo não apresente medidas de aproveitamento desses lotes. “Se o Governo não desenvolver uma política e deixar essa questão fermentar, isso vai gerar impacto social. Essas situações são inimputáveis aos concessionários e não é justo para os investidores que investiram muito dinheiro. Isso vai
afectar os investidores e as instituições de crédito”, lembrou. Também o deputado Ng Kuok Cheong considerou “estranho” o facto de 65 terrenos, de um total de 113 não aproveitados, não terem sido avaliados. Chui Sai On lembrou que questões como a protecção do património são tidas em conta antes dos projectos avançarem. “Durante o meu mandato eu e a minha equipa vamos envidar todos os esforços para recuperar todos os terrenos em decisões judiciais. Estamos a espera da decisão do tribunal”, referiu. A.S.S.
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IACM Transferências de funções e recursos são plausíveis, dizem deputados
Acesso mais fácil
As alterações de funções no IACM são vistas com bons olhos pelos deputados, que dizem que estas vêm permitir uma maior facilidade no acesso aos serviços e uma melhor racionalização dos encargos financeiros
“P
lausível.” É assim que a 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, presidida por Cheang Chi Keong, classifica a Lei de Alteração dos Estatutos do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municiais (IACM). No parecer, tornado público ontem, a Comissão indica que a medida avançada pelo Governo irá permitir uma maior facilidade no acesso aos serviços em que passam agora para as tutelas do Instituto do Desporto (ID) e do Instituto Cultural (IC), bem como ao próprio IACM. “(...) A Comissão entende que devem ser ajustados os con-
teúdos funcionais dos serviços públicos, para facilitar o acesso da população aos serviços prestados pela Administração, deixando de ser necessário recorrer a vários serviços público para tratar de um mesmo assunto (...)”, argumenta o grupo de trabalho, que estudou as alterações em sede de especialidade. Para os deputados membros da Comissão, esta medida vem ainda permitir a correcta gestão das despesas governativas e mão-de-obra. A alteração permite “racionalizar os encargos financeiros do Governo no âmbito da prestação de serviços públicos, que requer investimento de recursos tanto pub
humanos como materiais”, assinam os deputados. A alteração foi várias vezes justificada pelo Governo como uma necessidade de “assegurar a estabilidade daAdministração Pública”, garantindo ainda “que os serviços públicos sejam livres de qualquer influência no processo de racionalização das competências”. Em termos claros, é revogada ao IACM a promoção e execução de políticas de cultura, recreio e desporto. Da competência do Instituto ficará a obrigatoriedade de coordenação e promoção do mecanismo de desenvolvimento de serviços públicos interdepartamentais, bem como o procedimento da prestação dos serviços que “sejam objecto de acordo celebrados com outros serviços e entidades públicas”.Aalteração da lei entra em vigor dia 1 de Janeiro de 2016, sendo que esta ainda tem de ir a votos na especialidade. Filipa Araújo
Anúncio HM-2ª vez 19-11-15 Acção de Interdição n.º CV2-15-0040-CPE 2º Juízo Cível Requerente: O MINISTÉRIO PÚBLICO. Requerido: MIAO JIANHENG (繆健恆), solteiro, residente na Estrada de Seac Pai Van, Edf. Lok Kuan Bloco II, 24º andar F, Macau. *** FAZ SABER que foi distribuída ao 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base de R.A.E.M., a Acção acima mencionada, contra MIAO JIANHENG (繆健恆), para o efeito de ser declarada a sua interdição por anomalia psíquica. Macau, aos 06 de Novembro de 2015. *****
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Gás Butano Ho Ion Sang preocupado com preços praticados em Macau
Sobe, sobe, balão sobe O deputado Ho Ion Sang quis que o Governo explicasse porque é que a compra de gás butano é feita à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos quando estes são, diz, mais caros. Numa interpelação escrita, o deputado quer perceber qual a estratégia de compra levada a cabo pelo Governo. Dados da Direcção dos Serviços de Economia (DSE) indicam que o Governo importou gás butano de Singapura, Indonésia, China continental, Arábia Saudita e EAU, sendo que estes três últimos ocupam uma percentagem de 91% no fornecimento. Desde Junho deste ano, indicam os dados, a Arábia Saudita e os EAU, de forma gradual, tornaram-se os principais fornecedores da mercadoria para Macau. O deputado aponta, contudo, que o preço do gás butano no mercado internacional registou um grande declínio, de cerca de 61%, mas o preço
de venda a retalho em Macau só caiu cerca de 18,2%, algo que, diz, não é aceitável. “O gás butano de Hong Kong é importado, por transporte marítimo, do interior da China com um preço mais barato”, exemplificou. Assim,
o deputado quer saber porque é que Macau não opta pelo gás mais barato e prefere comprar mais caro e mais longe. “Os dados para o preço importado de gás butano da DSE e da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) não são iguais e tenho dúvidas das contas que o Governo fez. Como é que estes dados foram verificados?”, indaga ainda Ho Ion Sang. Como último ponto, o deputado considera que as companhias do sector estão aliadas e manipulam o preço de venda a retalho do gás. A falta de competitividade permitiu isso, diz, e são os cidadãos que perdem. “O Governo deve formar um regime para fiscalizar o preço de gás butano, planear uma estratégia para reduzir a influência dos preços para os residentes, ” terminou. Tomás Chio
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Sociedade
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Agentes da polícia de Macau foram alvo de quase uma centena de queixas por actos de violência desde 2006, trinta deles nos últimos dois anos. Os números são do Governo, que assegura que a maioria não tem fundamento. O CCAC aponta para 57 casos que lhe chegaram às mãos desde 2005
A
s Forças de Segurança foram alvo de quase uma centena de queixas por actos de tortura, apontam dados oficiais entregues pelo Governo à Organização Mundial das Nações Unidas (ONU). Os números revelam 87 casos desde 2006, 24 deles apenas nos últimos dois anos. O documento – que dá conta de casos nunca antes anunciados pelo Executivo - aponta que os actos foram cometidos por “membros das Forças de Segurança”, ainda que revele que “a maioria foi considerado como sendo sem fundamento”. Os dados mostram que apenas três casos motivaram a acções disciplinares internas, com “cinco agentes da polícia a serem multados”. Não são anunciados os valores das multas pagas pelo envolvidos, nem se foram castigados, mas os
Tortura Forças de Segurança são alvos de queixa
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Definição de tortura pode sofrer revisão
Dos males comuns
A RAEM admite, na resposta facultada à ONU, que a definição de “tortura” não se encontra de acordo com o que vem definido pela Convenção contra a Tortura que Macau ratificou. Ainda que explique que “há outras formas de punição” para crimes “ilegais” relacionados com a violência, como à integridade física, o Governo admite que pode fazer mudanças. “No futuro, quando o Governo revir o Código Penal, vai estudar a definição de tortura consoante vem na Convenção”, pode ler-se.
EPM Não há solitária, diz Governo
dados apontam para 172 polícias envolvidos. Só nos últimos dois anos – 2013 e o ano passado – houve 11 queixas de tortura cometidas por agentes “dentro de espaços sob jurisdição policial e com vigilância”. Depois da investigação, aponta o documento, nove foram consideradas “sem fundamento”, enquanto dois estão ainda a ser investigados. No mesmo período, houve 13 queixas semelhantes, mas fora de espaços policiais e sem vigilância. “Nove foram considerados sem fundamento, um foi fabricado, um tinha fundamento e outros dois estão ainda pendentes. Para a queixa que teve fundamento, foram implementadas medidas disciplinares e o caso foi encaminhado para o Ministério Público.”
CCAC com mais números
O mesmo documento dá ainda conta de outros dados, que apon-
tam para 57 casos de queixa por actos de tortura recebidos pelo Comissariado contra a Corrupção (CCAC). O documento não especifica se estes estão incluídos nos dados acima referidos, mas começa a contar desde 2005, altura em que 18 queixas chegaram ao organismo. O CCAC fala em 57 casos em dez anos, sendo que quatro estão ainda a ser seguidos. Um deles diz respeito ao ano passado. De acordo com o mesmo documento não houve casos nos tribunais sobre crimes de tortura, pelo que não houve, por isso, direito a indemnização a vítimas, pelo menos de 2008 a 2014. Uma parte do documento levanta ainda alguma confusão, já que revela firmemente que “não houve casos de tortura em Macau no passado”, pelo que não foi conduzido sequer o curso de “como identificar e tratar de vítimas de
tortura”, destinado a pessoal médico dos Serviços de Saúde. As denúncias de violência policial podem ser apresentadas junto da Comissão de Fiscalização da Disciplina das Forças e Serviços de Segurança (CFD) de Macau, criada em 2005, que tem por atribuição a emissão de parecer sobre o comportamento dos agentes na relação com os cidadãos. A CFD é constituída por sete membros, dos quais actualmente três são deputados (Leonel Alves, que preside), Vong Hin Fai e Tsui Wai Kuan, todos nomeados pelo Chefe do Executivo. O Comité Contra a Tortura das ONU começou a ouvir ainda ontem, depois do fecho desta edição, os representantes RAEM em Genebra, no âmbito de mais uma sessão.
Questionados pela ONU sobre o Estabelecimento Prisional de Macau e se há utilização da solitária, o Governo diz que não e que a única situação em que um condenado é isolado é em casos de doença contagiosa. O documento aponta para uma “comunicação próxima entre o EPM e o CCAC” e diz ainda que, para evitar violência ou armas de destruição, a pisão optou por “utilizar aparelhos de choques eléctricos”. Estes são ainda, assegura o Executivo, utilizados sob linhas orientadoras, que indicam, por exemplo, que os idosos ou doentes presos não podem ser alvo destes choques. Até Maio de 2015, a taxa de ocupação da zona masculina de detenção era de 79% e a feminina de 78%. Havia um total de 1232 presos, sendo que apenas 34% eram residentes de Macau.
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
Sector bancário Número de funcionários aumenta
La Scala Planos novos para lotes após decisão do TUI
número de trabalhadores nos 28 bancos de Macau aumentou em 255 funcionários – quando comparado com o terceiro semestre de 2014 - fixando-se nos 5928. Dados dos Serviços de Estatística e Censos, tornados públicos esta semana, indicam que em termos de distribuição profissional, no terceiro trimestre do presente ano, existiam 1632 directores e quadros dirigentes de empresas e 2046 empregados administrativos, dos quais 750 eram empregados de balcão. Em Setembro de 2015, a remuneração média dos trabalhadores a tempo completo foi de 24.910 patacas, tendo crescido 8%, em termos anuais. Quanto à formação profissional, no sector bancário havia 6065 trabalhadores que participaram
Associação Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário de Macau reuniu-se ontem com o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, pedindo que volte a implementar o regime de pontuação para as candidaturas de habitação pública. Lei Man Chao, vice-director da Associação, afirmou ao HM depois da reunião que o Secretário está concentrado em recuperar os terrenos não aproveitados, uma das questões discutidas no encontro, tendo inclusive
O
em cursos de formação profissional, organizados pelos bancos ou por outras instituições e subsidiados pelos próprios bancos. A maioria dos formandos, 68,8%, participou em cursos de “Comércio e Gestão” e 20% frequentaram cursos de “Direito”.
A
assegurado que o caso do La Scala está quase a terminar na Última Instância, algo também avançado pelo HM. “Depois do resultado do processo, o Governo vai lançar um novo plano para este terreno”, disse Lei Man Chao, citando Raimundo do Rosário. No entanto, Lei Man Chao assegura que, quanto ao pedido feito, Rosário disse apenas que “o Governo vai tratar primeiro da questão da revisão da Lei de Habitação Social e depois é que vai lidar com o regime
da habitação económica”, não avançando sequer se o Governo pretende voltar ao regime antigo. Os terrenos do La Scala, em frente ao aeroporto, foram concedidos por Ao Man Long a dois empresários de Hong Kong, tendo sido alvo de corrupção. Os três foram condenados, mas só o ex-Secretário da tutela é que cumpre pena de prisão, já que os empresários não vieram a Macau na leitura da sentença e não acordos de extradição com a região vizinha. F.F./T.C.
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hoje macau quinta-feira 19.11.2015
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 606/AI/2015
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 645/AI/2015
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor TUNG, Ah Choi, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente de Hong Kong n.° D3360xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 86/DI-AI/2013 levantado pela DST a 20.08.2013, e por despacho da signatária de 26.10.2015, exarado no Relatório n.° 651/ DI/2015, de 07.10.2015, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Nagasaki n.° 80, Edf. Kam Fung Tai Ha, Bloco 1, 9.° andar H onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício Centro Hotline , 18.° andar, Macau.-------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Outubro de 2015.
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor 趙淼, portador do passaporte da R.P.C. n.° G37763xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 110/DI-AI/2013 levantado pela DST a 28.09.2013, e por despacho da signatária de 23.10.2015, exarado no Relatório n.° 686/DI/2015, de 14.10.2015, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Bruxelas n.os 168-170, Edf. Jardim Hang Kei, Bloco 4, 5.° andar V onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.--------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.--------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício Centro Hotline , 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 23 de Outubro de 2015.
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 647/AI/2015
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 646/AI/2015 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora 黃知香, portadora do passaporte da R.P.C. n.° G58851xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 110/DI-AI/2013 levantado pela DST a 28.09.2013, e por despacho da signatária de 23.10.2015, exarado no Relatório n.° 687/DI/2015, de 14.10.2015, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua de Bruxelas n.os 168-170, Edf. Jardim Hang Kei, Bloco 4, 5.° andar V.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.--------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício Centro Hotline , 18.° andar, Macau.--------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 23 de Outubro de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
Anúncio 【N.º 201511-1】 Torna-se público que, nos termos do artigo 29.º do Regulamento Administrativo n.º 5/2014 (Regulamentação da Lei do planeamento urbanístico), a DSSOPT vai proceder-se à recolha de opiniões dos interessados e da população respeitantes aos projectos de Planta de Condições Urbanísticas (PCU) elaborados para as zonas não abrangidas por plano de pormenor mas inseridas nos lotes abaixo indicados: ─ Processo N.º: 85A051, Travessa do Bazar Novo nos 2A-2B e Travessa do Auto Novo no 22-Macau; ─ Processo N.º: 89A198, Avenida da Praia Grande no 795-Macau; ─ Processo N.º: 91A081, Travessa da Codorniz no 12-Macau; ─ Processo N.º: 92A116, Rua das Estalagens no 57 e Beco da Pinga nos 4-4A-Macau; ─ Processo N.º: 2000A024, Avenida do Conselheiro Borja nos 480 e 496, Rua Leste da Ilha Verde nos 11, 63 e 69 e Travessa dos Lótus no 30-Macau, ─ Processo N.º: 2008A109, Terreno junto à Avenida do Comendador Ho Yin-Macau, ─ Processo N.º: 2012A046, Rua das Gaivotas nos 8-18-Taipa, ─ Processo N.º: 2015A022, Rua do Matapau no 106-Macau, ─ Processo N.º: 2015A023, Terreno junto ao Largo da Ponte-Taipa, ─ Processo N.º: 2015A032, Rua do Caetano no 29-Coloane, ─ Processo N.º: 2015A038, Beco do Professor nos 11-13-Macau, ─ Processo N.º: 2015A040, Terreno junto à Rua da Ribeira do Patane-Macau, ─ Processo N.º: 2015A050, Rua dos Mercadores nos 29-31-Taipa. Para efeitos de referência, os projectos de PCU para as zonas dos lotes supracitados que não estão abrangidas por plano de pormenor já estão disponíveis para consulta no Departamento de Planeamento Urbanístico, situado na Estrada de D. Maria II n.º 33, 19º andar, Macau, e encontram-se afixados na Rede de Informação de Planeamento Urbanístico desta Direcção de Serviços (http://urbanplanning.dssopt.gov.mo). O período de recolha de opiniões tem a duração de 15 dias e decorre entre 23 de Novembro de 2015 e 3 de Dezembro de 2015. Caso os interessados e a população queiram apresentar as opiniões sobre os referidos projectos de PCU de zona do território não abrangida por plano de pormenor, deverão preencher o formulário O011,o qual pode ser descarregado nos websites http://urbanplanning.dssopt.gov.mo ou www.dssopt.gov.mo, ou levantado nesta Direcção de Serviços (Estrada de D. Maria II n.º 33, Macau), podendo submetê-lo no período de recolha de opiniões através dos seguintes meios: ─ Comparecendo pessoalmente: Estrada de D. Maria II n.º 33, Macau, durante o horário de expediente nos dias úteis ─ Correio: Estrada de D. Maria II n.º 33, Macau (o prazo limite de entrega é contado a partir da data de envio indicada no carimbo do correio) ─ Fax: 2834 0019 ─ Email: pcu@dssopt.gov.mo Serão consideradas as opiniões respeitantes aos projectos de PCU de zona do território não abrangida por plano de pormenor elaborados para os lotes, quando forem apresentadas de acordo com as exigências acima indicadas. Para mais informações podem pesquisar o website http://urbanplanning.dssopt.gov.mo e para qualquer informação adicional queiram contactar o Centro de Contacto desta Direcção de Serviços (8590 3800). Macau, aos 13 de 11 de 2015
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
O Director da DSSOPT, Li Canfeng
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora 黃知香, portadora do passaporte da R.P.C. n.° G58851xxx, que, na sequência do Auto de Notícia n.° 110/DI-AI/2013 levantado pela DST a 28.09.2013, e por despacho da signatária de 23.10.2015, exarado no Relatório n.° 688/DI/2015, de 14.10.2015, em conformidade com o disposto no n.° 2 do artigo 10.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $20.000,00 (vinte mil patacas) por angariar pessoas com vista ao seu alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua de Bruxelas n.os 168-170, Edf. Jardim Hang Kei, Bloco 4, 5.° andar V.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.--------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício Centro Hotline , 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 23 de Outubro de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
sociedade 9
hoje macau quinta-feira 19.11.2015
Em Dezembro vai ter lugar o III Colóquio da ADM, que nesta edição se dedica ao debate sobre a transição do testemunho do que é ser macaense para uma nova geração. Os mais jovens estão pouco preocupados com o que é ser de Macau e isso coloca em causa o futuro da identidade macaense, diz Senna Fernandes
Macaenses ADM lança colóquio e fala em preocupações face ao futuro
Quem sou e o que faço aqui
isso não aconteceu com outras famílias.
Dados do mundo
A
tiago alcântara
Associação dos Macaenses (ADM) organiza em Dezembro o seu terceiro colóquio sobre o tema da cultura e identidade macaense, uma temática há muito falada, mas que continua a levantar preocupações. “Se há três anos, no primeiro colóquio que organizámos, estas questões já se colocavam e eram motivo de preocupações, então agora ainda pior”, começou por defender o presidente da ADM, Miguel de Senna Fernandes, durante uma conferência à imprensa realizada ontem. Depois de um desenvolvimento “muito rápido” do território, da sua economia e valores culturais e da entrada de “muitas culturas no território”, a grande questão da identidade macaense vem dar lugar a uma “outra questão bem mais importante”: “como é que vamos passar o testemunho desta identidade aos nossos jovens para
que não se percam os valores”?, questiona Senna Fernandes, que diz que o que se pretende no colóquio não é discutir quem é o macaense. “Não, nada disso. O que nos propomos é a criar um debate de discussão, uma conversa sobre como passar o testemunho aos mais jovens, à nova geração. Porque eles são o futuro da nossa identidade”, argumentou. O III Colóquio está agendado para os dias 5 e 6 de Dezembro e contará com a presença de oradores convidados ligados à juventude. “Convidámos o Ricardo Silva, chanceler do Consulado de Portugal para Macau e Hong Kong, também convidámos a doutorada Margarida Vieira que está a escre-
ver uma tese sobre esta questão, entre outras pessoas ligadas à área”, adiantou José da Silva, também membro da ADM.
Barreiras Linguísticas
É inegável a perda dos valores, ou pelo menos do interesse dos mais jovens, perante a cultura macaense, defende o presidente, exemplificando que há cada vez menos macaenses a falar Português. Questionado sobre a falha que a geração anterior possa ter cometido, Miguel de Senna Fernandes não esconde que, de facto, algumas coisas não foram direccionadas da melhor forma. Caso disso era exactamente a prática da Língua Portuguesa. “Eu lembro-me de andar na escola e dos meus colegas que
falavam mal Português serem alvo de chacota até por parte dos professores. Os professores riam-se dele. Os que falavam mal Português eram apontados por não o saberem fazer. Isto causou problemas. Eles tinham vergonha. Para que é que vou aprender Português, perguntavam-se.” Sem o ensinamento dos pais e o exemplo da comunidade, a nova geração cresceu com a timidez de não saber falar e foi, aos poucos, desligando-se, também pelo próprio desligamento dos progenitores. “Eu tive o cuidado de dar às minhas filhas a passagem do testemunho do que é ser-se macaense”, contou aos jornalistas Senna Fernandes, reforçando que
Actualmente, ainda decorre um inquérito, organizado pela Associação, que pretende recolher dados de todas as pessoas ligadas à identidade macaense. Até ao momento foram recebidas mais de 300 participações de 19 países ou regiões. Os dados recolhidos permitem perceber que grande parte dos participantes pertencem a Macau e Portugal, seguindo-se os Estados Unidos da América, Austrália e Brasil. Relativamente à idade, 92 participações recebidas até agora correspondem a pessoas com mais de 60 anos, seguindo-se a faixa etária entre os 40-49 anos e em último lugar seis participações de macaenses com idades entre os 0 e os 20 anos. Questionado sobre a pouca participação do público-alvo pretendido, os jovens, Miguel de Senna Fernandes não esconde que são indicadores preocupantes mas também justificados. “Não fico admirado que, com esta idade, as preocupações estejam mais viradas para os trabalhos, os estudos e outras coisas. Este não é um tema que se discute numa mesa de café”, argumentou, sublinhando por isso a importância da comunidade na participação do colóquio. Relativamente ao apoio do Governo, o presidente não nega a atenção sempre recebida do Executivo, assim como pelo Governo Central na continuidade da salvaguarda da identidade macaense.
Tabaco Fiscal agredido recebe assistência hospitalar
Em nome do vício U m agente de fiscalização da brigada anti-tabaco dos Serviços de Saúde (SS) foi agredido por um homem e teve de receber tratamento hospitalar. O caso aconteceu precisamente à porta do Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde o funcionário terá sido insultado e atacado por um indivíduo que estava a fumar na área da entrada do hospital. A situação ocorreu na terça-feira de manhã, quando
quatro agentes da fiscalização acusaram o homem de estar a fumar em local proibido. De acordo com comunicado dos SS, aquando do pedido da documentação ao indivíduo, que estava num motociclo, este tentou colocar-se em fuga mas acabou impedido por um dos inspectores. O resto é história. “Manifestamente incomodado com a situação, o indivíduo insultou o agente e, apesar de ser alertado que a
conduta poderia incorrer num crime de insulto, continuou com os impropérios. Na sequência destes actos, os inspectores chamaram a polícia ao local, para que fosse efectuada a identificação do infractor, e - sem que nada o fizesse prever - o indivíduo dirigiu-se a um dos inspectores com ameaças corporais. Apesar de ter sido repreendido, o homem agarrou o inspector derrubando-o e ferindo-o no
Filipa Araújo
Filipa.araujo@hojemacau.com.mo
cotovelo direito”, pode ler-se no comunicado. O homem acabou por se detido pela polícia e será sujeito a uma investigação. O agente de fiscalização atacado foi tratado e assistido no São Januário e o seu estado clínico é considerado normal, não tendo sido necessário internamento. “Os Serviços de Saúde repudiam os actos de violência e reafirmam que este tipo de comportamento não pode ser tolerado daí que este caso terá um acompanhamento até ao apuramento da responsabilidade legal deste infractor”, explica ainda o organismo. J.F.
eventos
hoje macau quinta
eDreams Agência lança concurso de viagem a Macau
A
agência de viagens eDreams, uma das líderes de mercado, lançou, esta semana, um concurso na sua página de Facebook em que o prémio é uma viagem a Macau para duas pessoas, com os bilhetes do ferry e cinco noites num hotel incluídos. “Passado
e Presente, Ocidente e Oriente, Tradição e Modernidade… Macau concentra em si o melhor de dois mundos. Um passado marcado pela presença portuguesa, que durou mais de quatro séculos, e um presente cosmopolita e moderno, de arranha-céus e casinos que fazem com que seja muitas vezes considerado como a Las Vegas do Oriente”, escreve a agência na apresentação do concurso. A actividade realiza-se no próprio Facebook, no perfil da eDreams Portugal, desde terça-feira, e dura até às 15h00 do dia 27 de Novembro. O sorteio será realizado no página oficial da eDreams, entre as 15h00 e as 15h30, hora de Portugal, desse dia. Os participantes devem entrar na aplicação “MACAU” alojada na página da empresa, preencher o formulário de registo com os seus dados pessoais e responder à pergunta que lhes é colocada sobre Macau. O vencedor será eleito através de sorteio entre os participantes mediante um sistema automático de criação de combinações aleatórias. F.A.
António Falcão | bloomland.cn
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Bon Iver anuncia tour com sete concertos pela Ásia
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tão aclamada banda de indie folk Bon Iver anunciou, ontem, a sua passagem pela Ásia, para sete concertos. A digressão liderada pelo fundador da banda, Justin Vernon, irá começar a 21 de Fevereiro na capital da Coreia do Sul, Seoul, passando no mesmo mês por Taipei, Taiwan, Singapura e Tóquio, Japão. A banda mantém-se até Março no Oriente, altura em que irá actuar em Osaka, Japão, e Manila, nas Filipi-
nas, fechando a agenda em Hong Kong. Macau não está no calendário, sendo por isso a região vizinha a oportunidade mais próxima para que os seguidores dos autores do êxito “Skinny Love” possam assistir ao concerto. O último concerto da digressão acontece a 8 de Março no estádio Macpherson, com hora marcada para as 20h00. O preço varia entre os 590 e os 690 dólares de Hong Kong e a pré-venda começa dia 23
de Novembro, na próxima segunda-feira. Depois de uma pausa de quatro anos, a banda anunciou o retorno aos palcos em Março deste ano. Premiada em 2014 com um Grammy de melhor artista, Bon Iver, com dois álbuns gravados “For Emma, Forever Ago”, de 2008, e “Bon Iver, Bon Iver”, de 2011, estreia-se agora pela Ásia e a reacção dos internautas e seguidores da banda não podia ser melhor. F.A.
Bienal de Shenzhen CURB vence proposta e organiza pavi
RAEM com sabor
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CURB - Centro de Arquitectura e Urbanismo vai ser o responsável pela organização da exposição do Pavilhão de Macau na Bienal Bi-citadina de Urbanismo/Arquitectura de Shenzhen e Hong Kong 2015, a ter lugar em Shenzhen. O anúncio foi ontem feito por comunicado do Instituto Cultural (IC), que indica que, entre as quatro
À venda na Livraria Portuguesa Lourenço Marques • Francisco José Viegas
propostas apresentadas, foi a do CURB que venceu. Macau foi uma vez mais convidada a participar nesta Bienal em Shenzhen, que é dedicada este ano ao tema “Re-viver a Cidade”, com vista a criar um mundo melhor com base na remodelação dos espaços urbanos e residenciais. “Pretende-se promover a reutilização, reconsideração e re-imaginação da arquitectura
e da cidade, apelando ao aproveitamento e à reinterpretação daquilo que já existe e de tudo o que nos rodeia”, começa por indicar a organização. As quatro propostas apresentadas – e avaliadas por Huang Weiwen, director do Centro de Arte Pública de Shenzhen, Chan Chun Kwong, Vice-director da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Hong Kong, Leong Chong In, ex-
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Esta é a história de um homem que sonhava com Lourenço Marques. Não com a Lourenço Marques colonial e militar - apenas com “a cidade das acácias, a pérola do Índico”, a cidade onde amou pela primeira vez. Vinte e sete anos depois de ter saído de Moçambique, ele regressa para procurar uma mulher, Maria de Lurdes (alias, Sara): de Maputo a Pemba e a Nampula, da Ilha de Moçambique ao Lago Niassa, essa busca transforma-se num discurso iniciático sobre a nostalgia de África, o encontro com Deus, a felicidade, a aceitação, o arrependimento, o amor que se perde e a vida que não se viveu. Uma história inquietante e perturbadora sobre a memória portuguesa de África, longe da guerra e dos complexos de culpa coloniais.
Cafuné • Mário Zambujal
Cafuné centra-se na figura de Rodrigo Favinhas Mendes, um bom malandro que não resiste aos encantos femininos e que se torna amigo de um ex-frade, Frei Urbino de Santiago, que acaba por ser o seu conselheiro e zelador espiritual. É que Rodrigo tem um coração gigante onde cabem muitas mulheres bonitas, dispostas a um carinho que ele é incapaz de recusar…
eventos 11
a-feira 19.11.2015
U
Nuno Soares
ilhão de Macau
r português -Presidente da Associação dos Arquitectos de Macau e membro do Instituto de Planeamento Urbano de Macau, e outros – tiveram em conta precisamente esse tema. A Bienal foi fundada em 2005 em Shenzhen, seguindo-se o convite à participação de Hong Kong em 2007, ano em que a exposição passou a ser organizada interactivamente e de forma singular, tornando-se uma “Bienal Bi-citadina”,
a única bienal a nível mundial dedicada exclusivamente à temática da cidade. O evento conta já com cinco edições realizadas em Shenzhen e Hong Kong, sendo que, em 2013, Macau foi, pela primeira vez, convidada a participar. O CURB foi recentemente criado, sendo que dele é responsável o arquitecto português Nuno Soares e Ana Simões.
Concerto “Dança do Século” cancelado
O concerto “Dança do Século”, originalmente programado para ter lugar no dia 5 de Dezembro (sábado), foi cancelado por impedimentos ligados ao local do espectáculo. Os espectadores que tenham adquirido bilhetes podem deslocar-se à Bilheteira Online de Macau até ao dia 13 de Dezembro para proceder à sua devolução.
m a exposição de objectos, documentos e imagens retrata em dois pontos de Timor-Leste, a capital Díli e o enclave de Oecusse, o 500.º aniversário da chegada à ilha de navegadores portugueses. A exposição “500 anos Portugal-Timor” foi preparada pelo Arquivo e Museu da Resistência Timorense (ARMT) e vai ser inaugurada, paralelamente, no próximo dia 24 de Novembro em Díli e no enclave que foi o local onde primeiro chegaram portugueses. O evento conta com a colaboração de várias entidades nacionais e estrangeiras entre as quais se destacam, além da equipa doARMT, a Secretaria de Estado da Arte e Cultura e o Arquivo Nacional timorenses e ainda a autoridade da Região Administrativa Especial e da Zona Especial de Economia Social de Mercado (ZEESM) de Oecusse-Ambeno. Participam ainda a Fundação Mário Soares e a Fundação Oriente. Em Díli, a exposição patente na sede do ARMT - vai ser inaugurada pelo primeiro-ministro, Rui Maria de Araújo. Em Oecusse, a exposição, no Centro de Aprendizagem e Formação Escolar de Timor-Leste (CAFE), será inaugurada pelo responsável da ZEESM, Mari Alkatiri. No caso de Oecusse, a exposição partilhará espaço com a “Feira do Livro Mares de Palavras”, da responsabilidade da Embaixada de Portugal em Díli e do Instituto Camões. As cerimónias oficiais dos 500 anos do contacto entre portugueses e timorenses coincidem com
Timor Exposição retrata a chegada dos portugueses
Recordar o que passou
as comemorações do 40.º aniversário da proclamação unilateral da independência de Timor-leste.
Ainda no âmbito destas comemorações, o AMRT e a Fundação Mário Soares produziram a Exposição “40
anos 40 Imagens”, que está patente em Díli, na zona de Tasitolu, e também no enclave de Oecussi.
Teatro D. Pedro V Orquestra Chinesa de Macau em concerto com Tang Junjiao
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Orquestra Chinesa de Macau vai conduzir o concerto “(In)fluências – Concerto de Sopro”, que conta com a participação da famosa intérprete de dizi Tang Junjiao. Integrado no Ciclo Produções Especiais
da Orquestra, o momento terá lugar no dia 28 de Novembro, sábado, pelas 20h00 no Teatro D. Pedro V. Tang conduzirá músicos como Tian Ding, Jia Lei, Li Ming Yang, Leung Yan Chiu,
Wei Zi Dong, Lin Chia-Ho, Zhang Kai, Li Chang, Qian Qing e Guo Shuang Xi, com o seu “elegante dizi, refinado sheng, cristalino suona e rústicas guanzi”, como refere a organização.
No concerto serão interpretadas obras como “Vento entre os pinheiros”, o trio de sheng “A Forma de Sheng”, o dueto de flauta “Remando para a Margem”, o rock and roll do suona “Tempo 160”, o ensemble de sopros “Vestígios de Sopros”, o concerto para suona e dizi “Montanha de Neve” e o trio de dizi “Canção Ramo de Bambu”, constituído pelo primeiro andamento “Bambu no Frio”, segundo andamento “Bambu à Chuva” e terceiro andamento “Bambu no Vento”. Os bilhetes já se encontram disponíveis e custam 60 patacas, sendo que os portadores do cartão membro da Orquestra Chinesa têm um desconto de 40%. F.A.
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China
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APEC Ilhas do Mar da China dividem Xi Jinping e Barack Obama
A mim ninguém me cala
Apesar do presidente chinês ter insistido em focar o encontro nas questões económicas, Obama levantou a questão das ilhas disputadas
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Presidente chinês, Xi Jinping, disse ontem que os países da Ásia-Pacífico não devem permitir que nada obstrua o desenvolvimento da região, apelando ao diálogo, durante a cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC). “As nações da Ásia-Pacífico devem respeitar a trajetória de desenvolvimento escolhida de acordo com as condições de cada país e resolver as diferenças através do diálogo e das consultas”, afirmou Xi Jinping. Em 2014, o país asiático iniciou um projecto de construção de ilhas artificiais nas disputadas águas do Mar do Sul da China, levando os países vizinhos a acusarem-na de expansionismo. Xi Jinping disse esperar que o Oceano Pacífico se torne uma “ponte de cooperação, um vínculo de amizade e uma casa comum para os povos da região”. O Presidente chinês apelou aos membros da APEC para que se esforcem no sentido de construírem um ambiente de paz, propício ao desenvolvimento.
Obama apela ao fim da construção
Entretanto, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apelou
ontem ao fim da construção nas ilhas disputadas no Mar do Sul da China, elevando a pressão sobre a China, durante uma cimeira de líderes da região Ásia-Pacífico. Ignorando os apelos do Presidente da China, Xi Jinping, para que o encontro das 21 nações da APEC se focasse nos laços económicos, Obama pediu “passos determinados para baixar as
tensões” entre a China e os seus vizinhos do Sudeste Asiático. Num comentário dirigido a Pequim, Obama afirmou que esses passos devem incluir “compromissos para suspender ulteriores reclamações, novas construções e militarização”. Ciente da possibilidade de estar a ‘atirar’ os Estados Unidos ou os seus aliados, como as Filipinas,
Banco internacional arranca até ao final do ano
A outra face da moeda
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Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII), a primeira instituição financeira internacional proposta pela China, será formalmente estabelecido até ao final do ano, anunciou ontem o Presidente chinês, Xi Jinping. O BAII, cujo acordo constitutivo foi assinado em Junho, terá sede em Pequim e deverá ser estabelecido com um capital de 100 mil
milhões de dólares, cerca de 30% dos quais assegurados pela China. Portugal, que em 29 de Junho assinou o acordo constitutivo do BAII, tornando-se membro fundador, terá uma participação de cerca de 11,6 milhões de euros, enquanto o Brasil será o nono maior accionista, com uma participação de 2,87 mil milhões de euros. No ‘top 10’ dos principais investidores constam ainda a Alemanha, França e Reino Unido, todos países membros da União Europeia. Proposto por Xi Jinping, em 2013, o BAII é visto como uma reacção do governo chinês ao que considera o domínio norte-americano e europeu em instituições globais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Cinquenta e sete países de
cinco continentes estão aprovados como membros fundadores, mas sete aguardam ainda a respectiva “autorização interna”. Entre as grandes economias do planeta, apenas Estados Unidos, Canadá e Japão não fazem parte, mas o presidente da instituição, Jin Liqun, lembrou em Setembro que “as portas estão abertas”. Segundo estimativas citadas na imprensa oficial chinesa, na próxima década, as necessidades asiáticas de investimento no sector das infraestruturas deverão somar oito biliões de dólares (8.000.000.000.000 de dólares). Xi Jinping anunciou o estabelecimento do BAII até final do ano durante a cimeira do Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico (APEC), que decorre em Manila.
para um conflito directo com a China, Obama também sublinhou a necessidade de as contendas territoriais serem resolvidas ao abrigo do Estado de Direito. “As disputas precisam de ser resolvidas pacificamente”, disse, apoiando a decisão das Filipinas de procurar a mediação da ONU no âmbito de diversos litígios com a China. A China insiste, porém, que nunca aceitará a mediação de terceiras partes na disputa que mantém pela soberania do Mar do Sul da China, isto depois de o Tribunal Permanente de Arbitragem, sediado em Haia e com mais de um século, ter decidido que tinha poder para mediar o caso apresentado pelas Filipinas. A China insiste que tem direitos de soberania sobre a quase totalidade do Mar do Sul da China, uma via marítima estratégica pela qual passam um terço do petróleo negociado internacionalmente, e o encontro da APEC, que se realiza em Manila, até quinta-feira, ocorre num período de crescente tensão entre a China e as Filipinas precisamente face à disputa territorial nas ilhas Spratly. A cimeira da APEC, que encerra hoje em Manila, realiza-se num período de crescente tensão entre a China e as Filipinas face à disputa territorial nas ilhas Spratly, um arquipélago rico em recursos marinhos e energéticos. A APEC, fundada em 1989, é constituída pela Austrália, Brunei, Canada, Chile, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Peru, Rússia, Singapura, Tailândia, Taiwan e Vietname.
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Economia do país é resistente e há espaço de manobra O presidente da China, Xi Jinping, afirmou nesta quarta-feira que os fundamentos da economia da China continuam positivos, a economia mostra-se resistente às dores do aprofundamento das reformas e há amplo espaço para conter as pressões da queda. Xi também afirmou que a economia mundial sofre por causa das incertezas, com o crescimento continuando a ficar abaixo das expectativas.
EUA dará ajuda militar a aliados asiáticos Face a uma China firme nas suas ambições territoriais, os Estados Unidos darão ajuda militar aos seus aliados asiáticos, anunciou nesta terça-feira o presidente Barack Obama. “A minha visita a este local sublinha o nosso compromisso comum com a segurança das águas desta região e a liberdade de navegação”, disse o presidente dos EUA. Concretamente, Washington concederá ajuda militar de 259 milhões de dólares às Filipinas, Vietname, Indonésia e Malásia para que melhorem a sua segurança marítima. Manila receberá, ainda, um navio de guerra americano.
Número de turistas caiu
Os males maiores
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número de turistas do exterior que visitou a China caiu pelo terceiro ano consecutivo, colocando o sector aquém das metas definidas pelo 12.º plano quinquenal (2011-2015), segundo estatísticas citadas hoje pela imprensa estatal. No total, o número de turistas estrangeiros ou oriundos de Hong Kong, Macau e Taiwan que visitou a China, desde 2012, diminuiu em média 2,51% ao ano, refere o jornal oficial em língua inglesa China Daily. De acordo com as directrizes para o sector, os turistas estrangeiros deveriam ter aumentado anualmente 4,5%, enquanto o número de turistas
provenientes das regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong e de Taiwan deveria ter crescido 3%. A queda é atribuída à valorização da moeda chinesa (em 2008, um euro valia mais de 11 yuan, mas hoje não chega aos sete), à barreira linguística e à atmosfera poluída, apontou um responsável do sector. Entre Janeiro e Setembro deste ano, os níveis de poluição em 80% das cidades chinesas excederam amplamente os padrões nacionais, segundo dados da organização ambientalista Greenpeace. A concentração de partículas PM2.5 - as mais finas e susceptíveis de se infiltrarem nos pulmões - por metro cúbico, em 367 cidades testadas, foi também quatro vezes superior ao máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
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artes, letras e ideias
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WANG CHONG
王充
OS Discursos Ponderados DE WANG CHONG
Erros a respeito da Via – 16
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udo isto são absurdos. Mesmo que Wen Zhi tenha conseguido ferver no caldeiro durante três dias e três noites sem mudar de aspecto, o facto de ter morrido asfixiado quando o rei fez cobrir o caldeirão prova que não tinha realmente atingido a Via: na verdade, é próprio de todas as criaturas que vivem e respiram morrer quando privadas de ar, assim como é próprio das criaturas mortais se decomporem quando postas a cozer. Se colocarmos uma criatura que vive e respira num recipiente fechado e sem qualquer fissura. Interrompendo toda a circulação de ar entre o interior e o exterior, tal criatura deixará de poder respirar e logo morrerá. E se decomporá se a mergulharmos num caldeiro de água a ferver. E porquê? Porque [as criaturas vivas que respiram] se assemelham todas no que se refere ao corpo e ao qi: a sua natureza lhes vem do Céu e são todas de uma única espécie. Diz-se que Wen Zhi não tinha necessidade de respirar? Nesse caso, seria semelhante aos metais ou à pedra, o que torna possível não se ter desfeito quando foi mergulhado num líquido a ferver. Mas se respirava, teria sido impossível sobreviver se o tivessem mergulhado em líquido fervente. Se Wen Zhi falou, fê-lo por sons, o que requer respiração. A respiração produz-se graças ao sangue e ao qi, numa acção que, por sua vez, depende da carne e dos osso. Ora, os seres de carne e osso morrem quando os fazem ferver. Assim, o primeiro erro consiste em manter que Wen Zhi não morreu quando o fizeram ferver. Se tivesse sobrevivido a isso, então seria um Homem Verdadeiro [um sábio que atingiu a Via], semelhante ao metal e á pedra. Mas o metal e a pedra reagem exactamente da mesma maneira, quer os cubramos quer não. O segundo erro consiste em dizer que Wen Zhi morreu quando lhe taparam o caldeiro. Uma pessoa mergulhada em água gelada morre em alguns instantes por falta de ar, dado que nariz e boca já não estão em contacto com o mundo exterior e isto a despeito da ausência de qualquer calor. Se uma pessoa não sobrevive na água gelada, muito menos sobreviverá
no extremo calor da água fervente. O terceiro erro consiste em manter que Wen Zhi não morreu ao ser mergulhado na água. Ao ser mergulhada na água, a boca de uma pessoa já não emerge, de modo que esta já não consegue falar. O quarto erro está em manter que Wen Zhi foi capaz de falar. O que espantaria mesmo os mais idiotas dos espectadores seria que Wen Zhi tivesse passado três dias e três noites num caldeiro de água a ferver sem morrer instantaneamente. E se o rei de Qi nada notou [por causa da sua ira], o seu filho e conselheiros deveriam ter-se espantado: compreendendo estarem na presença de algo de extraordinário, teriam implorado ao rei para o extrair do caldeiro e de o tratar com as maiores honras, após o que o teriam interrogado sobre a Via. Pretender que ao cabo de três dias e três noites ninguém pediu para que o extraíssem, constitui um quinto erro. Sem dúvida que à época se soube que Wen Zhi fora cozido e que morrera instantaneamente. Mas as gentes, sabendo que se tinha interessado pela Via, imaginaram toda esta história. Esta lenda em nada difere daquela que se conta a respeito do Imperador Amarelo que, estando bem morto, supostamente ascendeu Céu, ou à do príncipe Huan, morto por causa do seu crime, mas supostamente continuando a viver por gerações. As gentes gostam de transmitir este tipo de lendas e eis por que a de Wen Zhi chegou até nós. Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho
Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.
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A sua natureza lhes vem do Céu e são todas de uma única espécie.
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Histórias em volta do É com a visão de quem conduz no Circuito da Guia que escrevemos sobre as estradas, ruas e avenidas, os actuais e antigos edifícios encontrados polvilhados ao longo do trajecto
A bandeira de xadrez dá por finda a corrida. No pódio são sagrados os campeões, que após a entrega das taças vão para uma sessão de perguntas na Sala da Imprensa. É com uma certa tristeza que se fazem as despedidas até Novembro do próximo ano
Verdadeira escola de condução Já na Colina da Guia, ainda no início da Estrada de Cacilhas, outro belíssimo edifício. Foi a vivenda do professor e advogado Manuel da Silva Mendes, que residiu em Macau entre 1901 e 1931. Uma das partes do terreno, com uma área de 918 m² tem a escritura lavrada na Direcção dos Serviços da Fazenda em 17 de Outubro de 1917, tendo as obras começado ainda antes com a extracção de pedra, sendo no entanto a casa dos finais do primeiro decénio do século XX. Agora, aí funciona o Instituto Internacional de Tecnologia do Software da Universidade das Nações Unidas. Já sobre a Curva Teddy Ip, a casa onde residiu Theodore Yip e em frente, no outro lado da rua, virado para o Porto Exterior o Miradouro de Nossa Senhora do Mar. De nacionalidade holandesa, Teddy Ip, nascido na Indonésia em 1913, foi um dos maiores promotores do Grande Prémio de Macau e defendeu a Fórmula 3 como melhor opção para esta cidade. Foi o responsável pela vinda de grandes pilotos como o brasileiro Ayrton Senna que, após a sua vitória em Macau no ano de 1983, passou para a F1 onde ficou famoso por ser o piloto mais jovem a vencer por três vezes esse campeonato, conseguindo quarenta e uma vitórias e um recorde de sessenta e cinco primeiras posições de largada. Ayrton Senna considerava ser o Circuito da Guia uma verdadeira escola de condução, pois aqui que se percebe a qualidade dos condutores, relegando as máquinas para segundo plano. Aparece agora a série de curvas denominadas “esses da Solidão”. A Estrada de Cacilhas era também conhecida pelo nome de Estrada da Solidão por existir, em 1883 na berma esquerda da via, uma fonte com tal nome. A Fonte da Solidão, cujos trabalhos de construção custaram a quantia de 185,231 patacas, foi logo desde o início vandalizada por espíritos mal-intencionados que entupiram a bica, resultando o arrebentar a canalização pelas juntas. Actualmente dela não sai água e está meia enterrada na berma, efeito do muito alcatrão que, ano sobre ano, aí é colocado para atapetar a estrada antes das corridas. Se nos tempos iniciais da corrida do Circuito da Guia, o amadorismo imperava, agora a realização do evento do Gran-
de Prémio de Macau conta com um elevado grau de profissionalismo. Os carros acidentados rapidamente são retirados por uma grua e basta umas gotas de óleo na pista para logo ser agitada a bandeira amarela e encarnada, às listas verticais, avisando do perigo. Se anteriormente era usado pó de cimento, actualmente com um pó muito específico, instantaneamente o problema é solucionado, aparecendo de imediato as bandeiras verdes a indicar pista limpa. Continuando até ao fim da Estrada de Cacilhas, aparece a ligação em ponte entre o Monte da Guia e a Colina de D. Maria II. Já com o nome de Ramal dos Mouros, essa passagem aérea é sobranceira ao que foi o areal da Praia de Cacilhas, onde desembarcaram as tropas holandesas em 1622 e local de banhos dos macaenses, os que não queriam, para fazer praia, deslocar-se de barco até às ilhas da Taipa, ou de Coloane. Essa passagem em ponte entre a Estrada de Cacilhas para o Ramal dos Mouros foi inaugurada a 4 de Janeiro de 2002 pelo então chefe do Executivo Dr. Ho Hau Wah e permite ao trânsito, uma nova entrada para o centro da cidade pela Variante do Reservatório, ligando a zona Norte do ZAPE com a Rua Sidónio Pais. O Ramal dos Mouros, na freguesia de N. S. de Fátima, é a via que une a Estrada de Cacilhas à de D. Maria II. No lado esquerdo,
a Escola Secundária Hou Kong, que em 1966 ficou ligada ao episódio 123 (3 do 12 de 1966), quando os ares da Revolução Cultural passaram por Macau. No outro lado da rua, as oficinas da Polícia, que também dão para o Reservatório, eram ocupadas desde 1949 pelo Exército e após 1958, aí a P.S.P. fez o seu Centro de Instrução. Segue-se o cemitério e mesquita dos maometanos, local conhecido em chinês por “Mou Lo un” e em português, por Horta dos Mouros. O cemitério muçulmano, fundado no início do século XIX, foi em 23 de Março de 1855 a sua parte principal adquirida a Filipe António Osório, ficando com uma área de 4903 metros. Em 1859, o foro do terreno do cemitério e mesquita dos Mouros era de duzentas patacas, sendo pago até 29 de Maio de 1926 pela Santa Casa da Misericórdia, quando a Associação de Beneficência Maometana passou para si tal encargo, tendo hoje a sua sede em Hong Kong. A razão para a Santa Casa ter tomado tal
responsabilidade deveu-se à reduzidíssima população muçulmana em Macau e ao receio de não havendo quem pagasse o foro, o terreno fosse apreendido pelo Estado nas execuções fiscais. Em 1888, o barco “Índia” ancorou na baía de Cacilhas trazendo a bordo doentes com cólera. Estabeleceu-se um cordão sanitário, isolando a praia e como o número de vítimas era elevado, o Governo teve necessidade de usar a Horta dos Mouros para aí proceder aos enterramentos. Interdita ao culto durante cinco anos, após os cadáveres serem exumados e levados para outro local, foi o local restituído aos seus donos. A meio do Ramal dos Mouros, o circuito corta outra vez para a direita, passando para a Estrada de D. Maria II (Ma Kau Seak Pau Toi Ma Lou). A Colina de D. Maria II, com a altura de quarenta metros, estava sobranceira à Praia de Cacilhas, hoje totalmente coberta pelo Reservatório. É um monte quase esquecido da cidade, tendo uma fortaleza cuja construção foi concluída em 19 de Fevereiro de 1852. Ao circundar a colina, aparece o edifício do Museu das Comunicações e no extremo Leste, o Miradouro de D. Maria II, outrora conhecido por Meia-Laranja ou Mesa-Redonda.
De novo ao nível do mar Após contornar a Colina de D. Maria, o circuito chega à zona
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Circuito da Guia (III) mais estreita, com sete metros de largura, onde uma apertada curva de 180° dá início à Rua dos Pescadores, que começa na Estrada de D. Maria II e termina na Avenida da Amizade. Tal gancho, situado em frente ao edifício da CEM, é conhecido pela Curva Melco. Ora a CEM e a MELCO são duas companhias ligadas ao fornecimento de electricidade a Macau. A MELCO, acrónimo da Macao Electric Lighting Company Limited, companhia inglesa com sede em Hong Kong, veio substituir em 6 de Junho de 1910 a Société Electrique d’ Extrême-Orient, cuja sede era na Indochina. A MELCO ficou assim como concessionária de produção e distribuição da energia eléctrica em Macau. Esta Companhia, confrontada com o elevadíssimo consumo de electricidade devido ao crescimento tanto em altura como em extensão da cidade, deu muitos problemas aos habitantes e ao Leal Senado. Por isso, a 10 de Maio de 1972 foi outorgada a escritura da constituição da Companhia de Electricidade de Macau (CEM) e a 8 de Julho, na Secretaria Notarial, a MEL-
CO trespassou a sua concessão a favor da CEM, que ficou com a exclusividade da produção e distribuição da energia eléctrica em Macau. Feita a Curva Melco, a mais difícil do circuito, entra-se para a Rua dos Pescadores em descida, com ligeira curva, que permite às máquinas, de quase paradas, poderem ganhar velocidade e após passar, pelo entroncar da Avenida Venceslau de Morais com a dos Pescadores, regressar a terreno plano. A Rua dos Pescadores, com oito barracas em 1905, tem no lado direito escondido na vegetação o Pagode de Macau-Seac. Situa-se este templo no lugar da antiga povoação de pescadores, que nos finais do século XIX parcialmente desapareceu devido a um grande tufão. Também denominado por Templo Antigo de Tian Hou, o Pagode de Macau-Seac é dedicado à Deusa Mazu, chamada em Macau pelo diminutivo de A-Má. Foi erguido em 1865 sobre o pequeno promontório onde anteriormente existia já um altar à deusa dos pescadores e marítimos. Antes da realização de cada Grande Prémio, muitos pilo-
tos do Grande Prémio vêm aqui realizar sacrifícios em honra da Deusa A-Má pedindo-lhe ajuda para que as suas provas corram pelo melhor. Nas imediações estiveram instalados os estaleiros da Companhia Netherlands Harbour Works, que veio em Maio de 1923 trabalhar nas obras do novo porto, sendo por isso esse local conhecido por Doca dos Holandeses. Inserido no inicial projecto do Porto de Macau, planeado pelo General Castel Branco para o Porto Interior, entre o Patane e o Norte da Ilha Verde, servia o local da Areia Preta para depósito dos lodos dessas dragagens. Localizada na parte Norte da península, do lado exterior, para esse aterro, que ia até às Portas do Cerco, foi destinado um campo desportivo e o hipódromo, cuja inauguração ocorreu em Fevereiro de 1927. A Sul desse aterro, planeava-se abrir um canal para ligar por água o Porto Interior com o Porto Exterior, havendo aí em 1927 uma doca utilizada para abrigo. Para Sul, até Macau Seac, outros aterros foram feitos, com materiais dragados do Porto Exterior, a contar que pudessem servir como local de armazéns, para o caso do porto da Rada se desenvolver para esse lado. Devido às constantes mudanças nos projectos, nem esse porto, nem o canal foi levado avante. Um pouco mais à frente, ainda na Rua dos Pescadores, aparece de novo o Reservatório inaugurado a 19 de Julho de 1936 e onde é guardada a água
para consumo da cidade, após ser tratada. A cidade até então não tinha conseguido resolver em definitivo o problema do seu abastecimento de água potável, apesar do enorme contributo do Engenheiro Adriano Augusto Trigo (1862-1926), que tinha encontrado várias soluções para captar esse precioso líquido, mas não em quantidade suficiente para as quotidianas necessidades ao longo do ano. Empresas foram constituídas mas ao fim de poucos anos entravam em falência. O problema era de facto de difícil solução devido, não só à água do Rio de Oeste apenas ser doce durante três meses ao ano, como à imposição de todas as instalações para o serviço de abastecimento de água deverem ser construídas dentro da área de Macau. Tal obrigava à construção de um grande reservatório de armazenagem, obra que para além de tecnicamente difícil era de custos muito elevados. Assim a 15 de Julho de 1935, o Leal Senado celebrou com a Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau, Limitada, empresa de Hong Kong, um contrato de concessão do exclusivo do abastecimento de água à cidade. O reservatório, cuja área era de cerca de 400 mil metros quadrados, alimentado por bombas instaladas ao Norte da Ilha Verde e cujo rendimento oscilava entre três a quatro mil e quinhentos metros cúbicos por hora, tinha uma capacidade de 2,5 milhões de metros cúbicos. Estas obras, feitas pela Firma Malcolm & Company Limited,
custaram dois milhões de patacas e conseguiam assegurar à cidade o fornecimento de água, mesmo na época seca. A água era distribuída à cidade depois de depurada pelos tanques da Guia, que foram completamente reparados, limpos e cobertos. Anualmente no reservatório era sondado o fundo e dois dias por ano, estava permitido aí pescar; prática que se deixou de realizar. A Rua dos Pescadores termina em frente ao mar e após a Curva dos Pescadores começa a Avenida da Amizade, de onde partia o cabo submarino. Esta parte da avenida encontra-se junto à parede do reservatório e no lado Leste é acompanhada pela Ponte da Amizade, inaugurada a 4 de Abril de 1994. Por fim, a Curva R, ou de Referência (que poderia muito bem ser do Reservatório), é a última do circuito, onde a esquina das paredes do Reservatório serviu de referência à construção do Porto Exterior. A bandeira azul é agitada como aviso de haver um carro a quer ultrapassar. Prego a fundo, num derradeiro acelerar, pois chegados à recta da meta, onde se apresenta, no lado direito da Avenida da Amizade, o Terminal Marítimo. A bandeira de xadrez dá por finda a corrida. No pódio são sagrados os campeões, que após a entrega das taças vão para uma sessão de perguntas na Sala da Imprensa. É com uma certa tristeza que se fazem as despedidas até Novembro do próximo ano. José Simões Morais Texto e Fotos
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Sala 1
The Hunger Games: Mockinghay Part 2 [B]
Filme de: Francis Lawrence Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
The Hunger Games: Mockinghay Part 2 [3D][B]
Filme de: Francis Lawrence Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth 19.15 Sala 2
Return of the cuckoo [B] Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Patrick Kong
Com: Chi Lam Cheung, Charmaine Sheh, Joe Chen, Nancy Sit 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 Sala 3
Lost in Hong Kong [b]
Falado em Mandarin e Cantonense Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Zheng Xu Com: Andy Lau, Liu Ye, Wu Roufu, Wang Qianyuan 14.30, 16.45, 21.30
Our times [b]
Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Ding Sheng Com: Zheng Xu, Wei Zhao, Bei-Er Bao, Juan Du 19.00
Abertura Macau Food Festival (até 24/11) Lagos Nam Van Entrada livre
Aconteceu Hoje Exposição Casal Notável – artefactos de Sun Wan, segunda filha de Sun Yat Sen Museu de Macau Entrada livre
Nasce Indira Gandhi
Exposição de Zhou Chunya MAM Entrada livre Exposição “Refugiados de Xangai” Arquivo Histórico de Macau Entrada livre Exposição “A Jornada de Um Mestre” Albergue SCM Entrada livre
U m d i sc o h o j e Exposição “Salão de Outono”, obras de 29 artistas locais (até 28/11) Fundação Macau Entrada livre Exposição “Aguadas da Cidade Proibida” (até 07/2016) Museu de Arte de Macau (MAM) Entrada a cinco patacas
19 de novembro
“(R)Evolução” (Amor Electro, 2013) Quem conhece “Cai o Carmo e a Trindade” sabe bem o que esperar do mais recente disco da banda portuguesa Amor Electro. Com “Só é Fogo Se Queimar” e “A Nossa Casa”, entre as outras músicas do álbum, “(R)Evolução” traz-nos o vozeirão inconfundível de Marisa Liz, com as composições do que de melhor tem, actualmente, o pop/ rock português. Joana Freitas
• A 19 de Novembro de 1917 nasce Indira Priyadarshini Gandhi. Foi primeira-ministra da Índia entre 1966 e 1977 e entre 1980 e 1984, contra todas as hipóteses. Filha de Jawaharlal Nehru, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe do governo indiano. Tinha o sobrenome do marido Feroze Gandhi, que havia mudado seu sobrenome para “Gandhi” por razões políticas. Brilhante política, estrategista e pensadora, possuía grande ambição política. Como mulher, e ocupando a mais alta posição do governo numa sociedade bastante patriarcal, esperava-se que Indira fosse uma líder de pouca relevância, mas as suas acções provaram o contrário. Filiou-se em 1939 no Partido do Congresso Nacional Indiano e passou mais de um ano presa por actividades durante a guerra. Os seus primeiros anos na política foram dedicados a ajudar o pai, Nehru, primeiro-ministro, exercendo o cargo de presidente do Congresso (1959-60). Tornou-se ministra da Informação e Radiodifusão no gabinete de Lal Bahadur Shastri e em 1966, após a morte deste, foi escolhida para suceder-lhe como primeiro-ministro. Reeleita em 1971 — depois de campanha feroz nos moldes de sua conhecida plataforma socialista com o slogan célebre (garibi hatao ou expulsar a pobreza) — conseguiu melhorar a sorte de seu próprio governo com os êxitos da Guerra Indo-Paquistanesa de 1971, contra o vizinho Paquistão, apoiado pelos Estados Unidos da América, em Bengala do Leste, onde a intervenção da Índia permitiu aos separatistas locais coroar sua própria guerra de independência de nove meses com a criação de uma república independente, o Bangladesh. Depois de invadir o Paquistão Oriental, o exército indiano não derrotou o Paquistão porque a Índia tinha aceitado a idéia do Paquistão, após a partilha. O presidente estadunidense Richard Nixon numa mensagem para Indira, despachou o porta-aviões USS Enterprise para a baía de Bengala, mas o exército indiano em breves dias já terminara seus assuntos no Paquistão do Leste.[2] Além do mais, a União Soviética tinha oferecido auxílio, em caso de confrontação com os Estados Unidos[carece de fontes].
fonte da inveja
É mau esperar algo de alguém: o resultado é sempre uma desilusão.
João Corvo
opinião
hoje macau quinta-feira 19.11.2015
Leocardo
19
bairro do oriente
A
notícia mais importante do momento devia ser a dos atentados da última sexta-feira em Paris, que custou a vida a centena e meia de pessoas, vítimas do terrorismo islâmico. Digo que devia, porque seria sinal de que aquele momento de terror onde o medo é mais sentido tinha ficado por ali, e que restava apenas reconfortar os familiares sobrevivos das vítimas e outras pessoas íntimas, que no fim acabaram por ser as únicas para quem o dia seguinte não foi mais um dia igual a tantos, nem muitos outros depois desse, e eventualmente há quem sinta aquela falta até ao dia em que também ele adormecerá pela última vez, e quer essa ou qualquer outra dor deixarão também de o ser, perante o cândido abraço da morte. A semelhança entre este atentado terrorista, um acto que nos deixa sempre revoltados, e outros em que se lamenta a perda de vidas humanas é o sentimento de frustração por sentir que a morte não teve causas naturais, nem foi produto do acaso, de um acidente, algo completamente casual, tudo o que possa ser abstracto, invisível e imprevisível, sempre mais leve para carregar no peito. Aqui entrou a mão do Homem, de outra criatura da nossa espécie que teve a ousadia de extrapolar os limites do seu ser, que ao ambicionar alargar por razões que só a ele lhe dizem respeito, apropriou-se do ser alheio, de um outro ser como ele, à revelia da vontade deste, assim reduzido à condição de mero instrumento. Não é por maldade ou tacanhez, antes próprio do nosso instinto, comum a outras espécies do nosso reino, o animal: não aceitamos que desvalorizem o nosso bem mais precioso, a vida, ou gostamos de vê-la negociada, quem sabe se até exposta, e no fim disposta – é o insulto supremo. Sentimo-nos igualmente legítimos representantes de quem perdeu dessa forma a sua vida, e não teve nem tem neste particular uma palavra a dizer, a não ser por nós – e é claro que ele nunca autorizaria que alguém determinasse por ele que era hora de deixar de viver. É apenas senso comum. O terrorismo, seja ele de que natureza for, tem como personagem principal a morte, além de um outro com quase tanto protagonismo: a desumanização. Inicialmente temos dois seres humanos, que por acção do terrorismo de um deles, deixa-nos com nenhum ser humano, ou seja, a vítima aqui perdeu a sua vida natural, e o terrorista, mesmo que sobreviva, terá perdido irremediavelmente a sua condição de ser humano, pois após o acto para o qual achou necessário dispôr de outro, acabou desumanizado. A vida, toda a vida que existe no alargado âmbito da natureza é nada mais que uma das muitas fases do processo de contínua transformação da matéria, mas exposta ao sopro da humanização, dota-nos da huma-
Kathryn Bigelow, The Hurt locker
Lastimável mundo chupá-ôvo
nidade, uma espécie de “package” contendo uma série de aplicações que nos distinguem dos restantes seres vivos, sendo o mais importante e especial de todos a inteligência, que nos deixa tentar racionalizar o porquê de entrarmos nessa roda viva da matéria, se foi mesmo por acaso, e dá-nos a faculdade de interferir nesse processo, e até eventualmente poder transformá-lo, adaptando-o a nós, quando no início éramos nós que nos adaptávamos ao meio, e nada mais do que para sobreviver, apenas, sem pensar em porquê, ou para quê. Eu tenho uma concepção de luto, pesar, nojo, o que quiserem, que provavelmente deveria ser revista, uma vez que não parece
O terrorismo, seja ele de que natureza for, tem como personagem principal a morte, além de um outro com quase tanto protagonismo: a desumanização
estar actualizada para fazer face aos novos desafios do mundo que agora temos, em que o importante é ficarmos unidos, prosseguindo no caminho que cada um acha melhor. Esta contradição em termos leva-nos a lugar nenhum, mas nem por isso nos inibimos de tentar levar o maior número de seguidores, ou aderir a um grupo que achamos que mais se identifica com a nossa natureza, ou aquela que julgamos ser a nossa natureza, e à qual adicionamos os nossos valores. E é aqui que tudo se complica: os valores, que não são todos adaptáveis ao conceito de “um mundo melhor” que julgamos ser o ideal para todos. Foi aqui que se deu esta nova mutação do vírus do terrorismo, que pode ter adquirido novas características, mais letais e mais imprevisíveis que nunca. Uma família em luto, figura que curiosamente tem ficado de fora deste autêntico espectáculo de variedades que se seguiu ao primeiro atentado, e a que eu chamo “segundo atentado”, não quer ouvir falar de “guerra” quando perdeu alguém que ama e que não lutava em qualquer guerra. Quem está a carpir a dor de perder alguém próximo não quer ouvir as mil e uma versões, algumas delas delirantes, de como esse alguém serviu de sacrifício, ou de como seria “se”, ou de como “já se
sabia”, ou ainda “eu já tinha dito que isto ia acontecer”. Essas palavras conjugadas e ditas por dizer, ou por vaidade, são como punhais no coração de quem as ouve e fica com vontade de perguntar: “então porque não fizeste nada?”. Estes atentados, o que custou a vida a centena e meia de pessoas em Paris naquela sexta-feira 13, e o outro que se encontra em curso neste momento, estão quase que umbilicamente ligados um ao outro. O tal “package” de aplicações de que falei mais atrás contém dois programas distintos, mas que não funcionam um sem o outro; o primeiro faz-nos distinguir o justo do injusto, conforme a nossa interpretação dessas valências, enquanto o outro nos permite determinar quem é culpado, ou não existindo culpa, quem permanece na sua forma original e pura de inocente. Quando somos vítimas do que achamos injusto, e respondemos com a mesma moeda, perde-se não só o que tinhamos por justo, mas também a capacidade de distinguir os culpados dos inocentes, alterando assim as prioridades: todos suspeitos até prova em contrário. É lastimável, com o próprio mundo, que dá vontade de mandar “chupá ôvo”.
hoje macau quinta-feira 19.11.2015
Cancelado Fórum da ONU devido a caso de Ng Lap Seng
Já não se vai realizar em Macau o Fórum Global da Aliança Mundial das Cidades contra a Pobreza, uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, avança a Rádio Macau, citando a publicação Nikkei Asian Review. Devido ao caso de corrupção que envolve dirigentes da ONU e o empresário Ng Lap Seng, acusado de ter pago subornos para promover a construção no território de um centro de convenções das Nações Unidas, um porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul, a entidade que está no centro do caso envolvendo os responsáveis, explica que o fórum foi cancelado. De acordo com o Nikkei Asian Review, numa conferência do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul realizada em Agosto em Macau discutiu-se também a ideia de instalar no território parte do secretariado da Aliança Mundial das Cidades contra a Pobreza, mas também esse plano foi agora posto de parte. Tanto esta como a decisão de cancelar o Fórum Global acontecem depois de o Escritório para a Cooperação Sul-Sul ter dito que não iria aceitar 13,5 milhões de dólares americanos oferecidos pela fundação de Ng Kap Seng.
Filipinas Rebeldes do Abu Sayyaf decapitam refém
O
pub
grupo rebelde islamitaAbu Sayyaf decapitou, na província de Sulu, no sul das Filipinas, um refém malaio sequestrado em Maio na cidade de Sandakan, no nordeste da Malásia, informaram fontes oficiais filipinas. Segundo o chefe da Força Conjunta destacada em Sulu, Alan Arrojado, a vítima, Bernard Ghen Ted Fen, foi decapitada na terça-feira, na localidade filipina de Indanan, depois de a sua família ter recusado pagar o resgate de 840 mil dólares exigido pelos sequestradores. A fonte, citada ontem pelo diário local The Star, afirmou que informações da unidade de inteligência filipina apontam que Fen foi decapitado pouco depois do início de um bombardeamento das Forças Armadas das Filipinas na zona onde se encontravam os re-
beldes. “Parece que a decapitação aconteceu praticamente ao mesmo tempo que iniciou o bombardeamento”, disse Arrojado. Apesar de as autoridades filipinas ainda não terem encontrado o corpo da vítima, acreditam que esteja enterrado perto do local onde aconteceu a decapitação. As forças de segurança receberam ordens para localizar o corpo e iniciar uma perseguição aos rebeldes do Abu Sayyaf, disse Arrojado. Fen foi sequestrado em maio, em Sandakan, na província malaia de Sabah, juntamente com Thien Nyuk Fun, que foi libertado no início do mês. Os islamitas do Abu Sayyaf, um dos vários grupos rebeldes que operam no sul das Filipinas, sequestram com frequência estrangeiros.
Xi defende novo acordo de livre comércio na cimeira da APEC
Amanhã seremos biliões C itando a lenta recuperação da economia global, o presidente da China, Xi Jinping, apelou a líderes da Ásia e do Pacífico que alinhem nos seus planos de desenvolvimento e avancem no sentido de um acordo comercial defendido por Pequim. O pacto defendido pela China, conhecido como Área de Livre Comércio da Ásia e do Pacífico (FTAAP, pela sigla em inglês), é importante para a integração económica regional, afirmou Xi, durante a cimeira anual da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês), nas Filipinas. “Com vários acertos de livre comércio regionais em andamento, estão a surgir preocupações sobre o potencial de fragmentação”, disse Xi. “Desta forma, precisamos acelerar a implementação da FTAAP e levar adiante a integração económica regional.” A China não foi incluída na Parceria Transpacífico, o acordo de livre comércio fechado por 12 países, incluindo Japão e EUA, em Outubro. Representantes dos EUA e de outros signatários
têm promovido o pacto durante encontros em Manila esta semana. Xi enfatizou o papel fundamental da China na economia global, apesar do seu fraco ritmo de crescimento, dizendo que a trajectória de
longo prazo está “inalterada”. No terceiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve expansão anual de 6,9%, que ficou abaixo de 7% pela primeira vez desde 2009. “A economia chinesa ainda está a lidar com um
complicado ambiente interno e externo, considerável pressão de queda e dores temporárias advindas de reformas profundas”, afirmou Xi. “As oportunidades são inéditas e os desafios são inéditos.” Apesar da desaceleração vista na China, o país ainda responde por 30% do crescimento económico global, notou o presidente. Xi disse também que a China vai avançar na protecção ao ambiente e intensificar a cooperação internacional na área, para além de acelerar esforços para garantir acordos de livre comércio “de alto padrão”. Segundo Xi, as negociações para ampliar o acordo entre a China e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês) estão quase concluídas, enquanto acordos com a Austrália e a Coreia do Sul devem entrar em vigor até o fim do ano. Xi elogiou ainda iniciativas que envolvem mais de 60 países e organizações internacionais para apoiar a construção de infraestrutura ligando a China ao resto da Eurásia e da África por rotas terrestres e marítimas.
Futebol | Show di Bola em torneio na Tailândia • A equipa de futebol feminino do clube Show di Bola vai, pela segunda vez consecutiva, participar no torneiro CLA Phuket International Womens Soccer 7, na Tailândia, já no próximo fimde-semana. No ano passado a equipa, que só contava com sete jogadoras e não tinha substitutas, recebeu a medalha de Bowl Runner-up. Este ano, com nove jogadoras, a equipa acredita estar melhor preparada.