DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
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UNIVERSIDADE
Exames duvidosos
As provas de acesso ao ensino superior estão prontas, mas a comunidade académica tem sérias dúvidas sobre os testes de inglês e chinês, o que pode até levar à mudança do currículo escolar.
SOCIEDADE PÁGINA
MOP$10
Q U A R TA - F E I R A 1 9 D E N O V E M B R O D E 2 0 1 4 • A N O X I V • N º 3 2 1 7
hojemacau
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Arte no MGM
A alma da China e a Macau desaparecida EVENTOS CENTRAIS
Violência doméstica
Debate leve, levemente... POLÍTICA PÁGINA
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Protecção de menores
Crimes maiores
POLÍTICA PÁGINA PUB
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MELODY LU PROFESSORA DE SOCIOLOGIA DA UM
A indústria ‘‘ não pode liderar a política A académica da UM defende que, antes de se pensar em mandar embora os TNR, se assuma uma política prospectiva que possa definir um quadro real sobre a situação de Macau. Para a socióloga, a saída de estrangeiros não é a solução mágica para a promoção dos locais.
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AGÊNCIA COMERCIAL PICO 28721006
PÁGINAS 2-3
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ENTREVISTA
hoje macau quarta-feira 19.11.2014
MELODY LU, PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA DA UM
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HOJE MACAU
“E preciso ter um plano sobre
A ideia é simples: antes de se mandarem os TNR embora, deve ser criado um plano real sobre a situação de Macau ao nível da população, dos recursos humanos e das indústrias de Macau. É o que defende Melody Lu, que estuda a questão dos TNR e que defende que a saída dos estrangeiros não vai, por si só, fazer com que os locais sejam promovidos
CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
Estuda a situação dos trabalhadores não-residentes (TNR) no sector do Jogo. Porque é que decidiu estudar este tema? Antes de ser professora da Universidade de Macau (UM), trabalhava na Universidade Nacional de Singapura, onde estudava também o tema de imigração e TNR no sector do Jogo. Tanto Singapura como Macau têm este sector e acho interessante. Desde 2011 que Singapura também tem casinos. De facto, o Jogo é uma indústria emergente na Ásia. Taiwan e Japão, e também outras regiões, estão a ponderar ter casinos. Como vê esta situação? São regiões diferentes. Sou de Taiwan, mas considero que não há muitas possibilidades de se passar a proposta que permita criar casinos em Taiwan. As vozes contra são muito fortes na sociedade. Por outro lado, o Japão também tem uma opinião contra, que não se pode ignorar.
Na minha opinião, o sector do Jogo não pode ser o único motor da economia. Contudo, Macau é um exemplo diferente. Porque é que Macau é diferente? Os casinos nas Filipinas e na Malásia não conseguem ter as escalas internacionais [dos de Macau]. Um casino na Coreia do Sul fica longe da cidade e não deixa os residentes entrarem. Em Singapura, os residentes também precisam de pagar [uma taxa] para entrar nos casinos. Macau tem sucesso, ainda que, de facto, o negócio dependa muito dos clientes das salas VIP. A razão [principal] é
Se faltar um planeamento abrangente (...) a saída dos TNR por si só não vai ajudar os residentes na promoção de cargo
que Macau tem um sistema de junkets e a existência de junkets ajuda os clientes a apostar altas quantias de dinheiro. Os turistas não precisam de trazer muito dinheiro para passar a fronteira e as condições de trânsito para Macau ajudam também a atrair os turistas. Há sempre casinos mais novos, maiores e mais bonitos, ainda que isso não signifique que o negócio vá aumentar muito mais. Contudo, a expansão dos casinos causou uma grande procura de recursos humanos e isso tem vindo a causar conflitos entre os residentes e os TNR. Como avalia o problema? Isto é exactamente o que estou a estudar. Queria primeiro apenas estudar a situação dos TNR no Jogo, mas depois descobri que é preciso também estudar o conflito entre os residentes e os TNR. Porque a presença de TNR está a “desafiar” o espaço dos residentes. Há deputados que defendem um mecanismo de saída dos TNR. O que pensa disto?
Antes de falarmos num mecanismo de saída dos TNR (...) temos de ter um planeamento sobre a política demográfica e um planeamento sobre o desenvolvimento das indústrias Antes de falarmos num mecanismo de saída dos TNR, temos de considerar as políticas, porque antes de se criar esse mecanismo de saída dos TNR, temos de ter um planeamento sobre a política demográfica e um planeamento sobre o desenvolvimento das indústrias. Macau é como Singapura. São cidades pequenas e precisam muito de mão-de-obra não-residente. Esta situação não existe em Las Vegas, porque não
entrevista 3
hoje macau quarta-feira 19.11.2014
as industrias” ´
primeiro temos de ter uma política prospectiva, depois é que falamos numa política dos TNR. Como se pode resolver o conflito entre os residentes e os TNR? Quando falamos em saída dos TNR, é porque os residentes consideram que eles ocupam os seus cargos nos empregos e o seu espaço de vida. É normal haver este sentimento, mas o conflito não é causado pelos TNR. Os empregadores é que causam este conflito. Por um lado, os TNR são mais baratos. Por outro lado, o Governo também tem parte da responsabilidade neste conflito, porque não faz uma política em perspectiva [das necessidades reais].
são muitos os não-residentes a trabalhar nos casinos de lá. Mas, no meu estudo, o movimento da população é mais importante do que [as infra-estruturas] que estão a ser construídas. Seria possível mandar estes TNR embora de Macau? Sei que há funcionários dos casinos contra a importação de TNR para alguns cargos, mas temos de ter atenção [num ponto]: temos de saber que a existência de um mecanismo de saída dos TNR não é apenas uma política destinada a um único sector. É para todos. Ou seja, se saírem os TNR dos casinos, também é obrigatório que saiam os dos outros sectores. Se faltar um planeamento abrangente - incluindo a consideração da procura [de mão-de-obra] das outras indústrias, o crescimento da população, a educação e a habilidade e até a formação dos residentes - a saída dos TNR por si só não vai ajudar os residentes na promoção de cargo. Temos uma citação no estudo que diz que a indústria não pode liderar a política. Tem que ser ao contrário:
Como assim? Acho que Macau é um local onde é fácil haver imigrantes. Desde os anos 70 que já começaram a chegar imigrantes, do continente e de outras regiões. Este mecanismo de imigração não é maduro. Contudo, no sector do Jogo, a introdução dos TNR tem uma causa especial. Por exemplo, os supervisores ou directores são estrangeiros, o que resulta em que os funcionários tenham de saber pelo menos uma língua estrangeira. Vimos um exemplo muito engraçado, em que o cargo de monitor não precisa de ter muita habilidade, sendo que qualquer pessoa sem formação o
pode fazer. Contudo, como nesta posição é preciso fazer relatórios, o funcionário tem que saber inglês. Mas, se um residente de Macau com licenciatura sabe inglês, já não quer este cargo tão simples e de salário baixo e os que não têm formação não têm capacidade para desempenhar o cargo. Resultado: os cargos são ocupados por filipinos e bengaleses, porque os residentes de Macau não podem - ou não querem - fazer o trabalho. Assim criam-se os conflitos entre residentes e TNR, mas a culpa é das políticas do Governo. Será que o Governo pode implementar políticas para resolver estes conflitos, tendo em conta que isto pode vir a agravar-se? Há sempre soluções. Mas primeiro o Governo, como já tinha dito, precisa
A indústria não pode liderar a política. Tem que ser ao contrário: primeiro temos de ter uma política prospectiva, depois é que falamos numa política dos TNR
de ter um planeamento claro sobre o desenvolvimento industrial, se quiser que os residentes locais sejam promovidos nos seus cargos, tem que dar cinco anos ou dez anos para se reformarem os talentos. A saída dos TNR não pode ser repentina, é um processo que leva tempo. Um dos problemas apontados é que não há promoção dos locais, se houver TNR como croupiers... O sector do Jogo é muito especial. Cada departamento é independente, porque quando se é um croupier, o cargo mais elevado [a seguir] é
apenas o de ser manager da sala. Só quando abrirem muitos casinos que precisam de muitos recursos humanos é que os croupiers actuais podem ter a possibilidade de ser promovidos, ou quando forem “roubados” por outra operadora de Jogo. E esta oportunidade agora pode acontece em 2015 e 2016, quando os novos casinos forem construídos. Além disso, não se vê um mecanismo de promoção interna no sector do Jogo. A licenciatura não faz muita diferença, mas a capacidade de comunicação e o nível da língua faz.
GOVERNO DESCONSIDERA PONTOS-CHAVE QUANDO ELABORA POLÍTICAS
Macau tem de ser mais independente O Governo da RAEM está a elaborar a política demográfica. Esta já vem atrasada face à necessidade de TNR? Não só o Governo da RAEM, mas quase em todas as regiões, quando a economia cresce muito rápido, os governos não conseguem acompanhar as mudanças. Uma coisa a que tem de se dar atenção é que a população de Macau não pode ser apenas [composta] pelos residentes e pelos TNR. Também temos de considerar os 13,3% da população de turistas que existem quase todos os dias nas ruas de Macau. Quando se faz qualquer planeamento, temos de considerar também esta parte de população, porque eles não vêm a Macau sazonalmente. Isto também é um ponto cego nos estudos do Governo. Por exemplo, quando se faz um planeamento urbanístico, não se calcula a população dos turistas, apenas se concentram nos residentes locais. Quando falamos da capacidade de transporte, também apenas se calcula os turistas nos hotéis. São
ambos incompletos. Não sou especialista de Economia nem de Turismo, mas sou socióloga e sei que é preciso considerar a questão da forma mais completa possível. Como? Macau é uma cidade mais inclusiva do que outras regiões. Por exemplo, em Singapura está escrito na lei que os TNR com nível de emprego baixo não podem ser imigrantes, porque a política demográfica não quer este tipo de imigrante. Mas em Macau, quase todos os tipos de imigrantes são bem-vindos. Quando vamos às festas católicas, já não se consegue identificar quem são os filipinos ou macaenses. Macau é uma sociedade pura
Em Macau não existe uma discriminação social, isto é que merece ser preservado
e simplesmente humana. Mas, nos últimos tempos, com o crescimento da população, os residentes foram construindo gradualmente uma consciência “local”, que é uma consciência subjectiva. Segundo os dados, a estrutura da população não mudou, são sempre os originários de Macau que ocupam cerca de 41% [da população], os do continente da China ocupam cerca de 45%, o resto são de Hong Kong, Portugal e outras regiões, sendo que já se incluem os TNR. Por isso, a população estrangeira não influencia Macau? O Governo pode controlar adequadamente a população estrangeira, mas não quero ver mudar a situação actual - que é simpática para os estrangeiros - mudar. Em Macau não existe uma discriminação social, isto é que merece ser preservado, ainda que, como digo sempre, Macau tem que depender cada vez menos da população estrangeira. - C.L.
POLÍTICA
Avaliar a eficiência dissuasora do Código Penal e tornar vários crimes que se passam atrás de portas em públicos são alguns dos pedidos da deputada, que critica a inacção do Governo face à protecção de menores. A DSAJ anunciou ontem que poderá criminalizar publicamente o abuso sexual FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
A
NDRÉ Cheong, director dos Serviços dos Assuntos de Justiça (DSAJ), assegurou que o Governo está a tentar entregar a Lei de Combate e Repressão à Violência Doméstica à Assembleia Legislativa (AL) até ao final do ano. Contudo, num comunicado emitido depois de uma visita à Associação Geral das Mulheres de Macau, o organismo indica que ainda há discordâncias na sociedade sobre alguns pontos, nomeadamente na caracterização de crime público de agressões leves praticadas em família. “Após a realização recente de um diálogo amplo com as instituições e personalidades que se preocupam com o problema da violência
da, concluindo que na versão da proposta de lei sobre o combate ao crime da violência doméstica, omitiu-se a negligência da lista de ‘actos do crime de violência doméstica’.
SOZINHO EM CASA
MENORES APELO A LEI PARA A PROTECÇÃO DE CRIANÇAS
É de notar que, neste momento a Convenção proíbe expressamente que se deixem crianças menores sozinhas em casa, uma vertente que deve ser discutida também em Macau, segundo defende Melinda Chan. “No entanto, antes disso, é necessário colmatar a lacuna na lei, imputando a responsabilidade jurídica que cabe aos tutores e encarregados de educação responsáveis por danos corporais provocados por negligência aos menores.”
Pequenos seguros o Governo não avançou com quaisquer trabalhos legislativos relativos à protecção das crianças. A deputada critica o facto de o Executivo não ter avançado com qualquer aperfeiçoamento das legislações que versam sobre o assunto e, posto isto, Melinda Chan volta a reforçar a sua vontade, pedindo ao Executivo que avance com um trabalho de aperfeiçoamento do Código Penal.
OUTRO PATAMAR
“Para além de avaliar a suficiência, ou não, das penas aplicáveis aos crimes contra menores, é necessário passar os seguintes crimes semi-públicos para públicos”, avança a deputada, referindo-se a maus tratos ou sobrecarga de menores, abuso sexual de crianças, abuso sexual de educandos
e dependentes e à violação e acto sexual com menores. A alteração permitirá, segundo Melinda Chan, reforçar o efeito de dissuasão da lei e a protecção de menores. Na visão da interveniente, é ainda necessário legislar para que os encarregados de educação assumam responsabilidades jurídicas “em caso de os menores sofrerem prejuízos, por negligência dos encarregados de educação, na prestação de cuidados a menores”.
‘’O artigo 19º da Convenção sobre os Direitos da Criança estipula que os Estados Partes devem tomar todas as medidas para proteger as crianças contra a ‘negligência e o abandono’. Aquando da elaboração da Lei de Prevenção e Correção da Violência Doméstica, o Governo teve como princípio fundamental evitar que o seu articulado envolvesse matéria regulada na legislação penal vigente’’, argumentou a deputa-
DSAJ PROPÕE CRIMINALIZAÇÃO Num comunicado enviado ontem à noite, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Justiça assegurou que está a ser proposta a alteração das disposições do Código Penal no sentido de que todos os actos de abuso sexual contra menores passem a ser qualificados como crimes públicos, “independentemente da existência ou não de relação familiar entre o agressor e a vítima menor”.
“Para além de avaliar a suficiência, ou não, das penas aplicáveis aos crimes contra menores, é necessário passar os seguintes crimes semi-públicos para públicos” MELINDA CHAN
Melinda Chan defende ainda que é necessário reforçar a protecção a mulheres e crianças. Recorde-se que, em 1959, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a Declaração dos Direitos da Criança, aprovando 30 anos depois a Convenção sobre os Direitos da Criança. Foi em 1998, que a convenção foi aplicada ao território.
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA DISCORDÂNCIA EM CRIMINALIZAR AGRESSÕES LEVES
A ocasião traz discussão doméstica, percebeu-se que as instituições de serviços sociais, as associações envolvidas e a população em geral raramente consideram como actos de violência doméstica os confrontos físicos ocasionais e leves que se verificam entre os membros de família”, começa por apontar a DSAJ. “Por esta razão, o fulcro do processo legislativo relacionado com a lei da violência doméstica não devia ser a questão de ser crime público ou crime semi-público, mas sim a necessidade de uma definição clara e rigorosa do acto
de violência doméstica, de forma a permitir, mediante a alteração das disposições no Código Penal, a instauração de procedimento penal contra os actos de violência doméstica que correspondam à definição dada, nos termos do procedimento relativo aos crimes públicos.
ATÉ AO FIM DO ANO
“Discorda-se essencialmente quanto à eventual qualificação dos confrontos físicos ocasionais e leves entre os membros de família como crime público”, aponta o comunicado, que
acrescenta que persistem reservas quanto à proposta apresentada pelas associações envolvidas sobre a quaTIAGO ALCÂNTARA
A
deputada Melinda Chan propôs ontem ao Governo a criação de uma lei específica para a protecção de menores, definindo expressamente os seus direitos, responsabilidades e deveres, permitindo ainda elevar ‘’a consciência dos residentes no que respeita a protecção de menores’’. Numa interpelação oral apresentada ontem no hemiciclo, a deputada explicou que, mesmo depois de um pedido seu há dois anos para avaliação a situação de execução da Convenção sobre os Direitos da Criança em Macau,
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TIAGO ALCÂNTARA
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lificação de actos tais como uso de palavrões ou injúrias, de forma oral ou através de telefone ou mensagem ou do
convívio com uma atitude indiferente ou com falta de respeito perante os membros de família como actos de violência doméstica. Mais ainda, a DSAJ diz que se poderá evitar que o “dar uma bofetada” entre os membros de família - resultando isto num dano físico leve - seja considerado como acto de violência doméstica. O comunicado indica que a DSAJ e o Instituto de Acção Social “irão concluir o projecto da proposta de lei com a maior brevidade possível, esforçando-se pela sua entrega à apreciação da AL até ao final do corrente ano”. Já está também em cima da mesa a avaliação e aperfeiçoamento do diploma “ao fim de algum tempo após a entrada em vigor”. - J.F.
política 5
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TIAGO ALCÂNTARA
AL GOVERNO OUVE DURAS CRÍTICAS POR CAUSA DOS TRANSPORTES
FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
E Códigos Gabriel Tong pede comissão para revisão
O
deputado Gabriel Tong apontou ontem, numa interpelação oral no período antes da ordem do dia da Assembleia Legislativa, que deve ser criada uma comissão que acompanhe o trabalho de revisão dos grandes Códigos legislativos, permitindo uma maior facilidade relativamente à revisão e actualização das leis. “O desenvolvimento social exige a promoção constante da revisão dos Códigos. Embora o conteúdo [desses] seja relativamente estável, ninguém considera que não podem ser revistos”, disse o deputado. Gabriel Tong explica ainda que “a revisão de Códigos normalmente não é tarefa fácil, porque
envolve muitos considerandos sobre o sistema”. Também o facto de Macau ter duas línguas oficiais, o chinês e o português, torna, segundo Tong, o problema ainda mais complicado. Assim sendo, o Executivo, defende, “deve criar uma Comissão de Acompanhamento de longo prazo para os Códigos, a fim de serem ajustados à evolução dos tempos. Esta comissão pode estar subordinada ao actual Conselho Consultivo da Reforma Jurídica, ou ser criada noutra estrutura, e ser responsável pelo acompanhamento do impacto da teoria dos respectivos Códigos e do desenvolvimento das jurisprudências”, concluiu. - F.A.
M sessão plenária que decorreu na tarde de ontem naAssembleia Legislativa (AL), foram várias as interpelações orais que se debruçaram sobre a problemática dos transportes públicos. Começando pelo deputado Zheng Anting, que apela à promoção da reforma da entidade dos transportes e na inovação das políticas, e passando pela deputada Wong Kit Cheng, que diz mesmo que, agora, os táxis pretos que respondem a chamadas recebem “prendas” para ir buscar os clientes. “As concessões dos serviços de transportes públicos em Macau são uma grande confusão”, começou por argumentar Zheng Anting, invocando a falência, nos últimos quatro anos, da Viva Macau, da Macao Dragon e da Sociedade de Transportes Públicos Reolian, e também o fim da concessão da operadora dos táxis amarelos, a Vang Iek. ‘’As inúmeras falhas do Governo causaram problemas em todos os tipos de transportes públicos - marítimo, terrestre e aéreo”, defendeu. Na opinião do deputado, é necessário uma ‘’avaliação efectiva sobre o regime de concessão’’. “O Governo carece ainda de medidas efectivas e parece que não consegue retirar os devidos ensinamentos das falhas, recorrendo, apenas, ao erário público para a devida resolução”’, sublinhou.
DESASTRE TOTAL
Reembolso de pensões antecipadas
A deputada Kwan Tsui Hang disse ontem ao Jornal do Cidadão que o Governo deveria criar um mecanismo que permita aos idosos decidirem uma segunda vez se querem ou não receber a reforma antecipada, a fim de obterem o respectivo reembolso. Actualmente, o Governo permite que os idosos com menos de 65 anos peçam a sua reforma antecipada. Contudo, recebem apenas 75% do valor, sendo que a percentagem vai aumentando à medida que a idade também aumenta. Têm sido feitas muitas críticas por aposentados, que se devem ao facto do Governo não ter feito uma “ponderação profunda dos resultados” da política, como defende Kwan Tsui Hang. “O Governo não aumentou sempre de forma alargada a pensão de velhice, pelo que faz grande diferença se receberem o montante com antecedência. Se fosse aumentando passo a passo, esse conflito não teria acontecido”, frisou a deputada.
Também a deputada Wong Kit Cheng aproveitou a intervenção antes da ordem do dia na AL para se dedicar a esta questão. Na opinião da deputada, ‘’infelizmente, verificam-se problemas sucessivos com os [transportes públicos], sendo estes um fracasso completo”, argumentou. Se, para Wong Kit Cheng, os autocarros são o meio de transporte mais importante no território ‘’e os problemas sucessivamente verificados estão ainda por resolver, como por exemplo, a confusão
TIAGO ALCÂNTARA
O meu reino por um táxi
nos contratos celebrados”, os táxis também não ficam aquém das críticas. A deputada acredita que o Governo deve regularizar os contratos de concessão o mais rápido possível ao invés de se esconder atrás de respostas oficiais. “Nunca mais respondendo à população com o argumento de resolver conforme a lei, nem tao pouco de ‘resolver só na altura da renovação do contrato”, como, segundo Wong Kit Cheng, tem feito. Recorde-se que a Transmac e a TCM funcionam com contratos que foram considerados ilegais pelo Governo, por não serem de prestação de serviços, mas sim de aquisição de bens e serviços. A Direcção dos
Serviços para os Assuntos de Tráfego já disse que iria corrigir os contratos, conforme foi exigido pelo Comissariado contra a Corrupção, mas apenas quando os contratos chegarem ao fim, o que não acontece para breve.
OFERTAS EM TROCA DE BOLEIA
Relativamente aos táxis, Wong Kit Cheng apresenta fortes críticas. Devido ao fim do serviço de rádio-táxis providenciado pelos táxis amarelos, Wong Kit Cheng questiona o Executivo se este consegue ‘’provar aos turistas de Macau que tem capacidade de se transformar num centro mundial de turismo e de lazer’’, tendo em conta as longas filas de espera tanto no aeroporto e terminais
“Após a saída dos táxis amarelos do mercado, ouve-se muitas vezes, dentro dos táxis pretos, as informações divulgadas pelo centro de chamadas de radiotáxis – ‘do local A para o local B, com oferta de mais algumas prendas’’ WONG KIT CHENG Deputada
marítimos, como na fronteira das Portas do Cerco. Adeputada vai mais longe ainda e alega que os taxistas recebem ‘’prendas’’ extra pelos serviços. “Após a saída dos táxis amarelos do mercado, ouve-se muitas vezes, dentro dos táxis pretos, as informações divulgadas pelo centro de chamadas de rádio-táxis – ‘do local A para o local B, com oferta de mais algumas prendas’. Esta situação ocorre de maneira aberta e sem escrúpulos’’, argumenta. Wong acredita que, como acção principal, o Governo deve realizar de imediato concursos e apresentar uma calendarização clara aos residentes, para que possam saber quando e que o serviço de rádio-táxis estará de volta ao mercado. Também perante todas estas situações, na opinião da deputada, o Executivo deve introduzir ajustamentos, isto é, combater rigorosamente as irregularidades. ‘’A criação de uma lei leva tempo. Assim, face às irregularidades dos táxis, apoio o Governo no contínuo reforço da aplicação da lei’’, conclui.
6 política
Com apenas três votos a favor, a proposta de discussão sobre a reforma política e o sufrágio universal não passou na Assembleia Legislativa
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REFORMA POLÍTICA POSSIBILIDADE DE DEBATE CHUMBADA
Decisão mora em Pequim respeitar o que está escrito na Lei Básica, por isso é que não acho que este debate seja oportuno”, afirmou. A mesma opinião tem o deputado Ho Ion Sang, que reforçou que deve ser elaborado um relatório por parte do Chefe do Executivo e depois enviado para a APN, órgão competente para tomar a decisão. Si Ka Lon junta-se aos colegas, dizendo que há coisa mais importantes para se discutir, como a resolução do problema de habitação, saúde e educação. “Há que ter em conta a realidade em Macau e a Lei Básica deve ser alterada quando necessário”, argumentou o deputado. A deputada Kwan Tsui Hang defendeu que “qualquer reforma deve ser resul-
FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
A
possibilidade de debate entre os membros do Governo e os deputados da Assembleia Legislativa sobre a implementação de uma reforma política em 2015 e a concretização da eleição do Chefe do Executivo por sufrágio universal, foi ontem negada pela maioria dos deputados. A proposta só obteve três votos a favor – dois dos deputados Au Kam San e Ng Kuok Cheong, autores da proposta de debate – e um de Leong Veng Chai, número dois de Pereira Coutinho, ausente do hemiciclo. Mak Soi Kun defendeu que a decisão de sufrágio universal não pode ser feita por Macau, mas sim pela Assembleia Popular Nacional (APN), pelo que chamar os membros do Governo a prestar contas sobre a reforma política não tem interesse. “O sufrágio [universal] não pode ser decidido pelo Governo da RAEM mas sim pela APN, devendo-se
tado de um consenso da sociedade e só depois e que se poderá tomar uma decisão para evitar extremismos”. Dando o exemplo do movimento ‘Occupy Central’, a deputada preveniu que, no futuro, se existir qualquer abordagem ao tema deve ser realizado num ambiente de paz e harmonia.
SOZINHO
Só o deputado Leong Veng Chai se colocou do lado dos colegas da bancada pró-democrata, desdramatizando a proposta de Ng e Au. “Este debate não é como um Adamastor”, disse, adiantando que, na sua opinião, “há margem para discutir este assunto” e, por isso, apoiava. Leong Veng Chai alertou ainda que o Governo
deve ter uma postura de abertura, e, por isso, deveria receber o debate na AL em vez de criar “boatos lá fora”. Recorde-se que a proposta foi avançada por Ng Kuok Cheong e Au Kam San a semana passada, tendo estes defendido que “a criação de um regime político democrático é a melhor forma de reprimir o conluio entre dirigentes e empresários para a cedência de interesses e de consubstanciar os direitos políticos dos residentes permanentes”. “O progresso da democracia é realmente dar resposta ao desenvolvimento da sociedade. Com uma concorrência justa, cada um pode, juntamente com os outros, habilitar-se a uma vaga ou oportunidade, consoante as sua capacidades individuais. Por isso, no regime político, os mecanismos antigos que não se conformam com o princípio da concorrência justa têm de ser gradualmente retirados”, defendiam os deputados.
TNR DEPUTADA PEDE APERFEIÇOAMENTO DOS REGIMES
Pressões para todos FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
“O sufrágio [universal] não pode ser decidido pelo Governo da RAEM mas sim pela APN, devendo-se respeitar o que está escrito na Lei Básica, por isso é que não acho que este debate seja oportuno” MAK SOI KUN Deputado
ANA MARIA SIT REIS Missa de 30º dia A família enlutada de ANA MARIA SIT REIS manda rezar uma Missa de 30º Dia, por sua alma, na Sé Catedral, hoje, dia 19 de Novembro de 2014, pelas 18:00 horas. Antecipadamente se agradece a todos quantos queiram associar-se ao piedoso acto.
A
deputada Song Pek Kei mostrou-se preocupada com o que diz serem regimes desactualizados face à contratação e alojamento de trabalhadores não-residentes (TNR). Baseando-se nos últimos dados oficiais relativamente ao números de TNR no território, que reside em 162,877 - mais de 32 mil comparativamente ao ano anterior – a deputada e número três de Chan Meng Kam acredita que estes números irão aumentar, também devido à “escassez de mão-de-obra em Macau”, que tende a piorar. “Que os TNR ofereceram grandes contributos para o desenvolvimento de Macau, isso não se questiona, mas as respectivas medidas de gestão estão desactualizadas”, argumentou a deputada. Posto isto, e tendo em conta o incidente recente de um incêndio que tirou a vida a quatro TNR, Song Pek Kei debruça-se sobre a questão de habitação destes trabalhadores.
“Os TNR saem da sua terra para trabalhar e só querem ganhar mais uns avos. Se o empregador não lhes facultar um abrigo, apenas podem pegar no subsídio de residência pago pelo empregador para arrendar uma fracção. A grande procura de arrendamento das fracções pelos TNR fez subir ainda mais as rendas de Macau. (…) Devido às altas rendas, os TNR com baixos rendimentos, muitas vezes, só podem arrendar uma abrigo juntamente com outros TNR, ou arrendar fracções subdivididas, o que é ilegal”, começou por apontar.
SER RESPONSÁVEL
Na opinião da deputada, o Governo “deve ouvir a opinião pública”, pois a sociedade considera que o Executivo deve negociar com as grandes empresas que contratam grandes quantidades de TNR, para estas assumirem as devidas responsabilidades sociais. “Por exemplo, proporcionar alojamento e transporte aos seus TNR,
o que, por um lado, contribuirá para melhorar o ambiente onde vivem e atenuar a pressão de vida e, por outro, para reduzir as rendas dos imóveis e a pressão dos transportes públicos.” Assim, o Governo, segundo a deputada, deve ponderar negociar com as grandes empresas para a discussão dos referidos problemas, para estas assumirem o alojamento dos seus TNR. Na mesma intervenção, Song Pek Kei afirmou que o “Governo deve aproveitar esta altura para aperfeiçoar os regimes relativos aos TNR, reforçando a respectiva gestão” destes trabalhadores.
SOCIEDADE
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UNIVERSIDADE PROVAS DE ACESSO GERAM DÚVIDAS
ANDREIA SOFIA SILVA* andreia.silva@hojemacau.com.mo
Fora do programa
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EPOIS de meses de discussão sobre a criação de provas únicas de acesso ao ensino superior, o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) disponibilizou recentemente no seu website as provas, a título experimental. Docentes apontam algumas críticas aos exames de inglês e chinês, mas tudo parece estar bem com o de português. Teresa Vong, especialista em Educação e docente da Universidade de Macau (UM), coloca dúvidas sobre o exame de inglês, explicando que muitos alunos poderão não estar aptos para o fazer no 12º ano. “Penso que o exame de inglês constituirá o principal desafio para o ensino secundário. É proposto um tipo de exame segundo o modelo de exame internacional de inglês, o Cambridge, o qual não é adoptado pela maioria das escolas de Macau. Pelo que sei, os currículos das escolas não preparam os alunos para este tipo de exame”, explicou a académica ao HM. Por essa razão, Teresa Vong defende uma mudança nos currículos. “Será necessária uma mudança curricular no ensino não superior. Olhando para o lado positivo, isso irá forçar as escolas a fazerem melhorias agressivas para atingirem padrões internacionais. Por outro lado, penso que nos próximos dois anos, se as escolas tiverem de preparar os alunos para estes exames, muito terá de ser feito”, disse ao HM. Para a docente da UM, a chegada das provas únicas de acesso vai “contribuir
Já estão disponíveis para as escolas, a nível experimental, os exames únicos de acesso ao ensino superior, mas os exames de inglês e chinês geram dúvidas no seio da comunidade académica. Não há problemas com o de português, mas pelos outros poderá ter de se mudar o currículo escolar para a expansão de explicações privadas nesta área”. Na área do chinês e matemática, a académica não vê grandes diferenças face ao que já existe actualmente, sendo que a divisão dos exames de português em A e B - para falantes mater-
FLORA FONG
flora.fong@hojemacau.com.mo
O
Chefe da Comissão de Gestão da Nova Zona da Ilha de Montanha, Niu Jing, prevê que a entrada em funcionamento da fronteira da Ilha da Montanha possa acontecer ainda este ano. O mesmo responsável adiantou que a permissão de entrada de veículos com licenças do território na ilha vai mesmo para acontecer em 2015. Há dias, houve quem referisse que a implementação de abertura durante 24 horas seria realizada a 20 de Dezembro, dia de celebração dos 15 anos do retorno de Macau à China. “Temos elevada confiança na realização desta me-
nos de português e falantes de português como língua estrangeira - “justa”, como aponta Teresa Vong.
CHINÊS COM PROBLEMAS
Zélia Mieiro, vice-presidente da Escola Portuguesa de Macau (EPM), considera
que os alunos da escola estão preparados para estes exames, apesar de tecer algumas críticas ao modelo de exame de chinês. “A prova continua a ser feita para alunos de língua materna chinesa. Há alunos na nossa escola que a podem
fazer, mas os alunos de língua materna portuguesa teriam dificuldades. Foi uma das observações que foram feitas na altura foi essa, mas eles mantiveram o mesmo esquema”, disse ao HM. Custódio Martins, docente no Departamento de Português da UM, garante que as provas na língua de Camões estão de acordo com o que foi debatido nas reuniões. “O exame unificado faz sentido no contexto de Macau, não faria sentido haver tantas provas para cada instituição de ensino superior”, referiu. Ao jornal Ou Mun, o director da escola Choi Nong Chi Tai, Vong Kuoc Ieng, disse que no exame de chinês “a dificuldade foi elevada”, estando preocupado com o facto da gramática em inglês ter maior pontuação. “Os professores da nossa escola já tinham mostrado preocupação
ILHA DA MONTANHA FRONTEIRA 24 HORAS AINDA ESTE ANO
Carros a circular em 2015 dida ainda este ano e esperamos que o Governo Central a aprove o mais rapidamente possível, o mesmo acontecendo com o ajustamento das instalações”, disse o responsável. Em declarações ao canal chinês da rádio Macau, Niu salientou que nunca atrasou a resolução deste assunto. Mesmo não tendo referido a data concreta da abertura do posto fronteiriço durante a noite, Niu Jing, disse que o Governo Central valoriza a solicitação de feitas pelas
regiões de Macau e Zhuhai, estando esta hipótese já a ser analisada e estudada de forma “positiva”. Além disso, o dirigente disse acreditar que a abertura, durante 24 horas, dos postos fronteiriços, poderá vir a ter lugar ainda este ano.
TOCA A DESPACHAR
Ao mesmo canal, Niu Jing afirmou que as obras na fronteira da RAEM para a Ilha da Montanha estão a ser aceleradas, nomeadamente no que toca à construção de postos tem-
porários para funcionarem durante um período de transição. O mesmo está a acontecer com os trabalhos de melhoria do meio circundante e o estacionamento para veículos. Tudo isto, avançou o responsável, está a ser feito para responder às necessidades da abertura do posto fronteiriço durante 24 horas. Já no que diz respeito à entrada dos veículos com matrículas locais em solo chinês, o chefe disse que os trabalhos deverão estar concluídos no início de 2015.
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“Nos próximos dois anos, se as escolas tiverem de preparar os alunos para estes exames, (de inglês), muito terá de ser feito” TERESA VONG, Docente da Universidade de Macau
sobre isso, mas agora há mais pontuação e foi cancelado o exame oral”, referiu. Wei Zhao, reitor da UM, garantiu ao Ou Mun que “o objectivo destes exames é para classificar os alunos de escolas diferentes”, sendo que “não vão ser muito difíceis”, pelo que “professores e pais não precisam de estar preocupados”. - com Cecília Lin e Flora Fong
Greek Mythology Relatórios em dois meses
Um tribunal da RAEM estabeleceu um prazo de dois meses à operadora Greek Mythology para a entrega de relatórios de contas de gestão do último ano a um dos seus proprietários, Ng Man Sun. A informação foi avançada pela revista Macau Business, que cita Ng – presidente da Amax International Holdings Ltd. – à bolsa de valores de Hong Kong. A Amax está actualmente a processar a Greek Mythology Entertainment, de Macau, pela alegada falha na apresentação de quaisquer relatórios de contas do ano passado.
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hoje macau quarta-feira 19.11.2014
TELECOMUNICAÇÕES NOVO MACAU ACUSA SECTOR DE “ESPECULAÇÃO”
Internet com limitações
A Associação Novo Macau afirma ter recebido 12 queixas, nas últimas duas semanas, de clientes que acusam as operadoras de telemóveis de quererem pôr um fim aos planos ilimitados de internet na renovação dos contratos. Governo e CTM negam, China Telecom confirma ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
A
S três operadoras de telecomunicações em Macau (CTM, Smartone e Hutchinson, ou Rede3) e a China Telecom estão a ser acusadas de quererem pôr fim aos planos ilimitados de internet na renovação dos contratos para alguns modelos de smartphone, nomeadamente o recente iPhone 6. A Associação Novo Macau (ANM) afirma ter recebido, só nas últimas duas semanas, 12 queixas, tendo reunido ontem com a Direcção dos Serviços de Regulação das Telecomunicações (DSRT). O HM soube também do caso através de três pessoas diferentes, que asseguram ter sido informadas que a
internet nos telemóveis vai passar a ser limitada a 6GB. Ao HM, Jason Chao afirma que o Governo negou a ocorrência desses casos. “Recebemos queixas dos cidadãos sobre o facto de, quando começaram a renovar os seus contratos de telemóvel, os quais incluíam planos ilimitados de acesso à internet, ter-lhes sido dito pelas operadoras que esses planos iam acabar. Foi então que contactámos a DSRT, que negou estar envolvida nesta questão.
A DSRT apenas nos disse que os consumidores deveriam queixar-se directamente ao Governo, para que a situação pudesse ser investigada”, explicou o membro da ANM, que esteve presente na reunião juntamente com o actual presidente da ANM, Sou Ka Hou. Jason Chao fala mesmo de “conspiração” nos bastidores. “Vemos que as operadoras estão a recusar dar uma resposta concreta às nossas questões. Do meu ponto
de vista há uma conspiração por detrás desta questão dos planos ilimitados”, acrescentou Jason Chao.
OPERADORAS DIVERGENTES
O HM contactou com a Smartone, que recusou prestar declarações sobre o assunto. A CTM garantiu “continuar a providenciar os planos ilimitados de internet de acordo com os planos já obtidos pelos clientes e segundo as necessidades do mercado”.
4G SEIS EMPRESAS PARA QUATRO LICENÇAS Seis empresas concorreram ao concurso para receberem uma das quatro licenças de operação 4G, que ontem acabou. De acordo com o canal chinês da rádio Macau, entre as empresas concorrentes está a Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM), a China Telecom,
Hutchinson Telefone (Macau) Limitada, a SmarTone – Comunicações Móveis, a Companhia China Mobile Hong Kong Limitada e uma companhia que acabou de ser estabelecida e que se chama “Companhia de Telecomunicação Aeroespacial” (tradução literal).
Eliza Chan, directora-geral da CTM, afirmou ainda “não querer fazer nenhuma especulação em relação aos motivos” pelos quais a ANM tornou este caso público. Mas, em declarações à rádio, a China Telecom assume ser verdade e justifica que “parte dos novos clientes não vão ter o serviço ilimitado, porque as pessoas usam muita capacidade e não é justo”. “As operadoras prestam um serviço público, não estamos propriamente a falar de um mercado livre. A DSRT é obrigada a regular as campanhas que são lançadas no mercado, as quais devem ser aprovadas pelo Governo antes. A DSRT deve verificar cuidadosamente se as campanhas estão a providenciar um serviço e tarifas razoáveis aos clientes”, acrescentou Jason Chao, que teme algo que aconteceu há alguns anos no mercado de telecomunicações de Hong Kong. “Todas as operadoras em Hong Kong deixaram de disponibilizar planos ilimitados de internet aos clientes. Suspeitamos que as operadoras de Macau estão a fazer o mesmo, e as suas respostas sugerem a existência de uma conspiração”, disse Jason Chao. A DSRT disse ainda que, para fazer algo, precisa de provas concretas.
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ANÚNCIO VENDA EM HASTA PÚBLICA Faz-se público que se vai realizar uma venda em hasta pública de bens e sucata de bens que reverteram a favor da Região Administrativa Especial de Macau nos termos da lei ou que foram abatidos à carga pelos serviços públicos. Os locais, dias e horas marcadas para visualização dos bens agora colocados à venda, para efeitos de prestação da caução e da hasta pública propriamente dita, são os seguintes: Visualização dos bens 1. Bens e sucata de bens Na tabela abaixo indicada encontram-se discriminados os lotes de bens e os lotes de sucata de bens, colocados à venda, bem como, a respectiva data, hora e local para visualização dos mesmos na presença de trabalhadores da Direcção dos Serviços de Finanças. No. de lote
Local de armazenamento
L01, L02 B01, B02
Data de identificação
Macau
24/11/2014
Horário (1) 10:00am
Local (2) Lugar provisório entre a Av. Doutor Rodrigo Rodrigues e a Estrada do Reservatório em Macau
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO PARA “EMPREITADA DAS INSTALAÇÕES DA DSSOPT, SITA NA ESTRADA DE D. MARIA II, N.º32-36” 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11.
Nota (1)
A visualização de bens e sucata de bens inicia-se, impreterivelmente, quinze minutos após a hora marcada, não sendo disponibilizada uma outra oportunidade para o efeito. Os interessados devem providenciar meio de transporte para se deslocarem ao local de armazenamento de cada lote. (2) Para se dirigirem aos locais de armazenamento de bens e sucata de bens, devem os interessados concentrar-se nos locais acima indicados. Não há lugar à visualização de bens e sucata de bens no dia da realização da hasta pública, mas são projectadas fotografias dos mesmos através de computador. 2. As listas de bens podem ser consultadas na sobreloja do Edifício “Finanças”, ou na página electrónica desta Direcção dos Serviços (website: http://www.dsf.gov.mo). As listas dos bens com descrição pormenorizada podem ser consultadas no 8.º andar do Edifício “Finanças”, sala 803. Prestação de caução Período:
Desde a data do anúncio até ao dia 25 de Novembro de 2014
Montante:
$5,000.00 (cinco mil patacas)
Modo de prestação de caução
- Por depósito em numerário ou cheque, o qual será efectuado mediante a respectiva guia de depósito e paga em instituição bancária nela indicada. A referida guia de depósito será obtida na sala 803 do 8.º andar do Edifício “Finanças”, sito em Macau na Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 e 585; ou, - Por garantia bancária, de acordo com o modelo constante do anexo I das Condições de Venda
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15.
Realização da Hasta Pública Data:
26 de Novembro de 2014 (quarta-feira)
Horário:
às 09:00 horas – registo de presenças às 10:00 horas – início da hasta pública
Local:
Auditório, na Cave do Edifício “Finanças” , sito em Macau na Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 e 585.
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Consulta das Condições de Venda As Condições de Venda podem ser: - obtidas na sala 803 do 8.º andar do Edifício “Finanças”, sito em Macau na Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 e 585; - consultadas na sobreloja do Edifício “Finanças”, ou na página electrónica da Direcção dos Serviços de Finanças (website: http// www.dsf.gov.mo). A Directora dos Serviços Vitória da Conceição
17.
Entidade que põe a obra a concurso: Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Modalidade de concurso: Concurso Público. Local de execução da obra: Estrada de D.Maria II, n.º32-36, DSSOPT , R/C a 3º Andares. Objecto da Empreitada: Instalações da DSSOPT. Prazo máximo de execução: 240 dias (duzentos e quarenta dias). Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do encerramento do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no Programa de Concurso. Tipo de empreitada: a empreitada é por Série de Preços. Caução provisória: $1 280 000,00 (um milhão, duzentas e oitenta mil patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária ou segurocaução aprovado nos termos legais. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). Preço Base: não há. Condições de Admissão: Serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na DSSOPT para execução de obras, bem como as que à data do concurso, tenham requerido a sua inscrição, neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Atendimento e Expediente Geral da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, R/C, Macau; Dia e hora limite: dia 15 de Dezembro de 2014 (Segunda-feira), até às 12:00 horas. Em caso de encerramento desta Direcção de Serviços na hora limite para a entrega de propostas acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a entrega de propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Local, dia e hora do acto público do concurso : Local: Sala de reunião da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, 5º andar, Macau; Dia e hora: dia 16 de Dezembro de 2014 (Terça-feira), pelas 9:30 horas. Em caso de adiamento da data limite para a entrega de propostas mencionada de acordo com o número 12 ou em caso de encerramento desta Direcção de Serviços na hora estabelecida para o acto público do concurso acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público do concurso para os efeitos previstos no artigo 80º do Decreto-Lei n.º74/99/M, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. Línguas a utilizar na redacção da proposta: Os documentos que instruem a proposta (com excepção dos catálogos de produtos) são obrigatoriamente redigidos numa das línguas oficiais da RAEM, caso os documentos acima referidos estiverem elaborados noutras línguas, deverão os mesmos ser acompanhados de tradução legalizada para língua oficial, e aquela tradução deverá ser válida para todos os efeitos. Local, hora e preço para obtenção da cópia e exame do processo: Local: Departamento de Edificações Públicas da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, 17º andar, Macau; Hora: horário de expediente (Das 9:00 às 12:45 horas e das 14:30 às 17:00 horas) Na Secção de Contabilidade da DSSOPT, poderão ser solicitadas cópias do processo de concurso ao preço de $1 660,00 (Mil, seiscentas e sessenta patacas). Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: - Preço razoável 60%; - Plano de trabalhos 10%; - Experiência e qualidade em obras 18%; - Integridade e honestidade 12%. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer no Departamento de Edificações Públicas da DSSOPT , sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, 17º andar, Macau, a partir de 28 de Novembro de 2014 (inclusivé) e até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Macau, aos 13 de Novembro de 2014.
O Director dos Serviços, Substo. Shin Chung Low Kan Hong
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hoje macau quarta-feira 19.11.2014
São cinco pisos onde se sente o cheiro a novo. É assim o novo Centro de Design de Macau, que deverá começar a funcionar em pleno em finais de Novembro. São 12 empresas, incluindo a Lines Lab, que já estão a trabalhar num espaço que se pretende multifuncional ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
N
O número cinco da Travessa da Fábrica, na zona da Areia Preta, há cadeiras novas prontas a saírem dos caixotes. Há paredes por pintar e um espaço de exposições por preencher. Há salas de reuniões e estúdios de design prontos para a criação de projectos de raiz. É assim o Centro de Design de Macau, iniciativa da Associação de Design de Macau, que a partir de Janeiro terá o artista e curador
INDÚSTRIAS CULTURAIS CENTRO DE DESIGN NASCE AINDA ESTE MÊS
Criatividade na Travessa da Fábrica James Chu como presidente. Ainda cheira a novo no edifício de cinco andares, mas a partir do final deste mês tudo deverá estar pronto para receber empresas, exposições e seminários. Ao HM, James Chu levanta a ponta do véu de uma iniciativa inédita. Até então a associação existia, mas sem este espaço multifuncional. “Existe uma ideia experimental de um espaço onde podemos trabalhar em conjunto, para promover mais o nosso trabalho. É a forma de juntar vários recursos e maximizá-los. Estamos a desenvolver isto para as pessoas que de facto querem participar no meio do design de Macau. É um projecto a longo prazo”, explicou o curador da Art for All Society. No Centro de Design de Macau, as empresas não precisam de pagar renda, mas sim despesas de manutenção mensais, que incluem a sala, água, luz e ainda infra-estruturas de apoio ao trabalho diário. De um total de 60 candidaturas, a associação escolheu 12 empresas para trabalharem na Travessa da Fábrica. “As empresas de Macau não precisam apenas de espaço, mas também de locais mais baratos. A ideia principal é juntar as pessoas do meio do design. Se uma empresa arrendar um espaço lá fora, tem de pagar até 20 mil patacas por mês, nós
aqui temos tudo incluído”, explicou James Chu.
LINES LAB TAMBÉM LÁ MORA
Ao fundo do corredor, a grande sala destinada à empresa Lines Lab, de Clara Brito e Manuel Correia da Silva, revela sinais de mudanças recentes. A Lines Lab funcionava até então no Albergue SCM, mas sentiu necessidade de ter outro espaço.
“Necessitávamos de ter mais espaço e de estarmos associados a mais projectos como o nosso. O certo é que o Centro de Design é um pouco isso, não estamos isolados, mantemos as nossas relações com as equipas que estavam no Albergue mas estamos a alargar as nossas parcerias”, explicou Manuel Correia da Silva ao HM. O designer, que actual-
“Estamos a desenvolver isto para as pessoas que de facto querem participar no meio do design de Macau. É um projecto a longo prazo” JAMES CHU Presidente do Centro
mente está focado na organização do festival This is my City, fala de uma iniciativa “pioneira”. “O Centro de Design de Macau apresenta-se como um projecto dinâmico onde queremos estar presentes desde o início. Pelos objectivos que tem, com o espaço privilegiado que tem e, nesse sentido, é pioneiro. Sabemos o quão difícil em Macau é conseguir lutar contra a questão do espaço e o Centro de Design permite que empresas como a nossa possam usufruir de instalações que de outra maneira seriam muito difíceis”, disse ainda.
É PARA MANTER
Noutra sala, Grace Wong trabalha com a sua parceira
Taipa/Restauração ‘Mexicana’ fecha portas devido a subida de renda
O
restaurante ‘Mexicana’, na Taipa, vai encerrar brevemente devido ao elevado preço das rendas. A principal razão para o fecho, explicou o proprietário ao HM, foi o pedido de 125 mil patacas de renda mensal para manter o local. O dono do restaurante mexicano, em funcionamento há nove anos, referiu que as rendas actuais são “impensáveis”. O mesmo responsável preferiu não ser identificado e lamentou
que os preços tenham aumentado tanto. “Não somos o único restaurante a fechar, pois sei de outros três estabelecimentos que também encerraram nas últimas semanas”, apontou. Além da Mexicana, também o primeiro restaurante tailandês Tuk-Tuk, junto aos edifícios Nam San, fechou portas juntamente com um coreano e outro chinês, na Avenida Sun Yat-Sen. Ao HM, o proprietário lamentou ainda
o facto de poder vir a nunca mais abrir um restaurante, tendo-lhe sido pedidas 300 mil patacas por espaços mais pequenos ou de igual dimensão ao espaço onde funciona a actual ‘Mexicana’. “Sempre tivemos clientes e alguns deles vêm cá com frequência, mas acho que nenhum restaurante consegue sobreviver com rendas destas, a não ser que lucre muito”, acrescentou.
numa empresa de design multimédia. Grace tirou a sua licenciatura no Instituto Politécnico de Macau (IPM) e fala do Centro de Design como “um bom espaço onde as pessoas e empresas com semelhanças podem trabalhar e conhecer-se melhor”. “Aqui não temos de pagar renda e apenas despesas de manutenção e isso não se pode comparar com o mercado lá fora”, acrescentou ao HM. Na cabeça de James Chu, as ideias para o Centro de Design não ficam por aqui. O rés-do-chão será destinado a exposições, loja de produtos de design, não só de Macau como do exterior, e uma cafetaria, “um espaço que vai manter as pessoas aqui”. O segundo andar é destinado a cursos e seminários, que podem receber até 200 pessoas. “Já temos alguns programas para os próximos fins-de-semana, convidámos designers famosos de Hong Kong, Taiwan e Shenzen para desenvolverem workshops”, garantiu James Chu. O Centro de Design de Macau não quer servir apenas de plataforma de negócios, mas também de uma base educacional na área. “Estamos a planear fazer cursos de Design no próximo ano, mas claro que ainda estamos à espera do orçamento. Até agora só temos o espaço. Não é fácil termos dinheiro para este tipo de projectos educacionais”, concluiu James Chu.
Ambiente Utensílios biodegradáveis
O 14º Festival de Gastronomia de Macau está, pela primeira vez, a utilizar utensílios biodegradáveis para se comer. A vice-presidente da Associação Futuro Verde, Fok Wai Pang, aplaude a iniciativa, defendendo que isso não apenas é mais seguro para a saúde, mas também diminui a poluição ambiental. A vice-presidente espera que o Governo possa alargar a utilização destes utensílios biodegradáveis em cooperação com o sector comercial e industrial, impulsionando os estabelecimentos de comida a utilizarem-nos. Fok Wa pede ainda que se elabore uma meta para a reciclagem destes utensílios.
EVENTOS
hoje macau quarta
DJ CONSIDERADO MELHOR DE PORTUGAL VEM À CHINA
Diego Miranda na Ásia O “Melhor DJ de Portugal”, Diego Miranda, conclui na sexta-feira a sua primeira digressão pela China, viajando depois para o Japão, Moçambique, Brasil e Índia, num périplo que evidencia a “universalidade” da chamada EDM (Electronic Dance Music). “Já dei quase a volta ao mundo. O único sítio onde ainda não estive é a Austrália”, disse Diego Miranda à agência Lusa em Pequim. Também nunca esteve na Coreia do Sul, mas irá lá em Março. Entretanto, voltará à China, para actuar na ilha de Hainão durante a passagem do ano, e no final de Janeiro estará no Bali. Na agenda de 2015 está ainda a possibilidade de actuar num festival junto à Grande Muralha da China, nos arredores de Pequim, em Junho, adiantou.
TOP 100
Diego Miranda, de 35 anos, é o único português entre os 100 Top DJ´s do mundo seleccionados por uma revista britânica da especialidade. Na última classificação, divulgada em Outubro, estava no 70.º lugar, subindo 16 lugares em relação há um ano. É assim, também, que Diego Miranda está a ser
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- em clubes ou festas ao ar livre, perante dezenas de milhares de pessoas, como lhe acontece quase sempre no Brasil - duram duas horas: “Na China, começa-se à meia-noite. No resto do mundo é as duas ou três da manha”.
REGGAE, ROCK E POP
apresentado - “O melhor DJ de Portugal”. O primeiro nome nasceu de uma gralha, mas, “internacionalmente”, revelou-se “mais fácil de pronunciar” e Diogo Miranda acabou por adoptá-lo. “Nunca pensei ter esta carreira. Quando comecei, há 21 anos, via isto apenas como um hobby”, diz. Fora do trabalho, o principal ‘hobby’ de Diego é o surf, desporto que pratica desde a infância e que o liga à Ericeira, onde anos mais tarde estabeleceria o seu recorde de resistência como DJ: “Foram sete horas sem parar, desde a meia-noite até às sete da manhã. Ao fim já me doía tudo”, recorda. Normalmente, as actuações de Diego Miranda
Metade do reportório é composta por músicas que ele próprio cria no computador: “Gosto de reggae, rock e pop. Fado, nem por isso, não é a minha cena”, afirma. Do Brasil à China, a música que Diego Miranda utiliza para animar a assistência é basicamente a mesma - “EDM” (Electric Dance Music), um género considerado mais soft do que o “techno” ou o “transe”: “A EDM é universal e chega a todo o lado”. Mas o seu “grande sonho” ainda está por concretizar: “gostava de fazer uma festa com uma grande orquestra sinfónica”. Além de Pequim, onde actuou num novo clube nocturno com capacidade para cerca de mil pessoas, Diego Miranda esteve em Xangai e seguiu ontem para Xiamen, na costa sul da China. “O equipamento aqui é topo de gama e eles pagam bem”, referiu o artista português.
Morreu Ken Takakura, o “Clint Eastwood japonês”
O actor Ken Takakura, um dos intérpretes mais conhecidos do cinema japonês, morreu aos 83 anos a 10 de Novembro num hospital de Tóquio vítima de um linfoma, revelou ontem a imprensa nipónica. Conhecido como “Clint Eastwood” japonês pelos seus papéis de homem duro ou mafioso de aparência séria, Takakura atingiu fama internacional com filmes como “Black Rain”, em 1989, e “The Yakuza”, em 1974, onde contracenou com estrelas como Michael Douglas ou Robert Mitchum. Em 2013 recebeu das mãos do Imperador Akihito a Ordem da Cultura, a mais alta distinção japonesa na área, num reconhecimento pela sua carreira e contributo à difusão da cultura. Natural de Fukuoka, sul do Japão, Takakura participou em quase 150 filme e conquistou quase duas dezenas de prémios.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA UMA ESCOLHA IMPERFEITA • Louise Doughty
Yvonne Carmichael trabalhou toda a vida para conquistar a vida que sempre quis: uma invejável carreira na área da genética, uma casa fantástica, uma boa relação com o marido e dois filhos crescidos de quem se orgulha. Um dia, ela cruza-se com um desconhecido e, num impulso, começa uma tórrida aventura amorosa – uma decisão que acabaria por colocar em causa tudo o que ela sempre valorizou. Uma escolha imperfeita é um romance sobre as relações, a verdade e a moralidade de uma sociedade que nos aprisiona. Num tom intimista, pleno de emoção, erotismo e um suspense de tirar o fôlego, este é um romance surpreendente sobre como uma decisão impensada pode mudar o curso de uma vida para sempre.
MGM FOTOGRAFIA E ESCULTURA EM COMEMORAÇÃO DO RETO
A essência do Impér O MGM inaugura hoje duas exposições de comemoração dos 15 anos desde a transição de poderes do território. As mostras, de fotografia e escultura em madeira de sândalo, estão no casino até Março de 2015 LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
O
MGM Macau inaugura hoje duas exposições para celebrar o 15º aniversário do retorno de Macau à Pátria. A primeira integra duas esculturas em escala e mobília em madeira
de sândalo vermelho, de uma coleccionadora descendente da dinastia Qing, e a segunda é composta por uma centena de fotografias de cem diferentes fotógrafos. Ambas as iniciativas estarão abertas ao público até Março do próximo ano. De acordo com o presidente do departamento de
Marketing e Comunicações do MGM, Toby Leung, a mostra pretende ser uma forma da capital chinesa mostrar que está “contente” com o regresso do território à China. “As duas exposições servem para comemorar o retorno de Macau à Pátria e as esculturas, patrocinadas por Chan Laiwa, são como uma oferta de Pequim ao território”, explicou Leung.
OS PORMENORES CONTAM
A exposição “Antigas Portas de Pequim em Madeira de Sândalo” foi inteiramente patrocinada pela curadora e proprietária do museu de Sândalo Vermelho da China, Chan Laiwa. Descendente da dinastia Qing – a última
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
A Chave de Salomão • José Rodrigues dos Santos
O corpo de Frank Bellamy, o director de Tecnologia da CIA, é descoberto no CERN, em Genebra, na altura em que os cientistas procuram o bosão de Higgs, também conhecido por Particula de Deus. Entre os dedos da víctima é encontrada uma mensagem incriminatória. A mensagem torna Tomás Noronha o principal suspeito do homicídio. Depressa o historiador português se vê na mira da CIA, que lança assassinos no seu encalço, e percebe que, se quiser sobreviver, terá de deslindar o crime e provar a sua inocência. Ou morrer a tentar.Começa assim uma busca que o conduzirá às mais surpreendentes descobertas científicas alguma vez feitas. Será que a alma existe?O que acontece quando morremos?O que é a realidade? Com esta empolgante aventura que arrasta o leitor para o perturbador mundo da consciência e da natureza mais profunda do real, José Rodrigues dos Santos volta a afirmar-se como o grande mestre do mistério.
eventos 11
a-feira 19.11.2014
certos. Actualmente, é a proprietária do museu chinês que encabeça a lista de maiores coleccionadores de peças feitas com madeira de sândalo.
A MACAU QUE EXISTIU
ORNO À PÁTRIA
rio do Meio família imperial chinesa –, Laiwa decidiu abrir um espaço, em Pequim, especialmente dedicado aos ornamentos e mobília em madeira. No MGM, encontram-se expostas duas esculturas em escala, das quais uma é da Porta de Yongding e do Templo do Céu. Há alguns anos, a filantropa decidiu criar uma colecção de obras em escala semelhantes às 16 portas
existentes dentro e em volta da cidade de Pequim. Laiwa é também coleccionadora de peças raras de antiquário, feitas em madeira de sândalo. Visivelmente emocionada, a filantropa explica que a paixão por este material vem desde cedo, lembrando-a de uma capital chinesa tradicional e antiga. “Penso que esta é a melhor maneira de reter as nossas memórias da parte antiga de Pequim, assim tam-
bém revitalizando a cultural chinesa tradicional”, explica Laiwan.
PARQUE TEMÁTICO NA MIRA?
De acordo com a proprietária das peças, está em cima da mesa a ideia de criar um parque temático feito de representações, em pequena escala, de edifícios que compõem a capital chinesa. Leung, do MGM, acrescentou que a réplica do Templo do Céu demorou cinco anos a ser concluída e não contém qualquer tratamento de polimento químico nem colagens. O segredo está, segundo o mesmo responsável, na montagem e encaixe das peças de madeira. Já a construção da réplica da porta de Yongding durou dois anos e teve lugar em Pequim, para depois ser trazida para o território.
“Penso que esta é a melhor maneira de reter as nossas memórias da parte antiga de Pequim, assim também revitalizando a cultural chinesa tradicional” CHAN LAIWA curadora e proprietária do museu de Sândalo Vermelho da China
Durante a época imperial na China, a madeira de sândalo era um dos materiais considerados intangíveis e que apenas era comprado por famílias reais e da nobreza. Hoje em dia, este tipo de maPUB
deira continua a ser bastante requisitado, podendo atingir preços francamente elevados. Quando questionado sobre o valor das peças expostas na galeria, Leung afirmou que “é difícil” falar de números
Macau de há uma década parece não mais ser visível aos olhos de quem actualmente se passeia pelo território. Isso mesmo é o que as cem fotografias de cem autores - locais, de Taiwan, de Hong Kong e do continente - demonstram. A mostra, em exibição nos corredores do MGM até Março de 2015, conta a história de uma cidade que não mais parece existir ou está, pelo menos, escondida dos olhares mais comuns. Congelando momentos, mais de uma centena de fotógrafos captaram, entre 1999 e 2014, as mutações sofridas desde que Macau deixou de ser considerado “território chinês sob administração portuguesa”. Entre as várias obras, estão captações do interior da Biblioteca do Pavilhão Octogonal, bolachas tradicionais de amêndoa, riquexós e vários outros elementos que marcam o quotidiano de uma cidade (quase) desaparecida e engolida pelo Jogo.
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hoje macau quarta-feira 19.11.2014
ANÚNCIO Concurso Público n° 002/SZVJ/2014 “Prestação de Serviços de Gestão da Arborização da Zona Sul de Macau I”
ANÚNCIO Concurso Público n° 003/SZVJ/2014 “Prestação de Serviços de Gestão da Arborização da Zona Sul de Macau II”
Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 10 de Outubro de 2014, se acha aberto o concurso público para a “Prestação de Serviços de Gestão da Arborização da Zona Sul de Macau I”.
Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 16 de Outubro de 2014 se acha aberto o concurso público para a “Prestação de Serviços de Gestão da Arborização da Zona Sul de Macau II”.
O Programa de Concurso e o Caderno de Encargos podem ser obtidos, durante os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, r/c, Macau.
O Programa de Concurso e o Caderno de Encargos podem ser obtidos, durante os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, r/c, Macau.
O prazo para a entrega das propostas termina às 16:00 horas do dia 10 de Dezembro de 2014. Os concorrentes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP50.000,00 (cinquenta mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita no rés-do-chão do mesmo edifício, por depósito em dinheiro, garantia bancária ou cheque, em nome do “Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”.
O prazo para a entrega das propostas termina às 16:00 horas do dia 10 de Dezembro de 2014. Os concorrentes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP50.000,00 (cinquenta mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita no rés-do-chão do mesmo edifício, por depósito em dinheiro, garantia bancária ou cheque, em nome do “Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”.
O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no Centro de Formação do IACM, sito na Avenida da Praia Grande, Edifício China Plaza, 6.º andar, pelas 10:00 horas do dia 15 de Dezembro de 2014. O IACM realizará uma sessão de esclarecimento que terá lugar às 09:30 horas do dia 27 de Novembro de 2014 no Centro de Formação do IACM.
O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no Centro de Formação do IACM, sito na Avenida da Praia Grande, Edifício China Plaza, 6.º andar, pelas 11:00 horas do dia 15 de Dezembro de 2014. O IACM realizará uma sessão de esclarecimento que terá lugar às 11:00 horas do dia 27 de Novembro de 2014 no Centro de Formação do IACM.
Macau, aos 11 de Novembro de 2014.
Macau, aos 11 de Novembro de 2014
O Presidente do Conselho de Administração
O Presidente do Conselho de Administração
Vong Iao Lek
Vong Iao Lek
WWW. IACM.GOV.MO
WWW. IACM.GOV.MO
ANÚNCIO Concurso Público n° 004/SZVJ/2014 “Prestação de Serviços de Arborização e de Gestão na Zona de Lazer do Reservatório e Zonas Próximas da Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, em Macau” Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 16 de Outubro de 2014, se acha aberto o concurso público para a “Prestação de Serviços de Arborização e de Gestão na Zona de Lazer do Reservatório e Zonas Próximas da Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, em Macau”. O Programa de Concurso e o Caderno de Encargos podem ser obtidos, durante os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, r/c, Macau. O prazo para a entrega das propostas termina às 16:00 horas do dia 10 de Dezembro de 2014. Os concorrentes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP50.000,00 (cinquenta mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita no rés-do-chão do mesmo edifício, por depósito em dinheiro, garantia bancária ou cheque, em nome do “Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”. O acto público de abertura das propostas realizar-se-á no Centro de Formação do IACM, sito na Avenida da Praia Grande, Edifício China Plaza, 6.º andar, pelas 15:00 horas do dia 15 de Dezembro de 2014. O IACM realizará uma sessão de esclarecimento que terá lugar às 11:00 horas do dia 24 de Novembro de 2014 no Centro de Formação do IACM. Macau, aos 11 de Novembro de 2014. O Presidente do Conselho de Administração Vong Iao Lek WWW. IACM.GOV.MO
CHINA
hoje macau quarta-feira 19.11.2014
REGIÃO
estrangeiro, que em muitos casos são filhos únicos”, comentou o jornal. Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática são os cursos mais procurados (42%), seguidos de Economia e Gestão (28%).
O crescimento do nível de vida na China leva a que cada vez mais famílias coloquem os filhos a estudar no estrangeiro
OS PRIMEIROS
O
S estudantes chineses constituem 31% dos 886.052 estrangeiros inscritos este ano nas universidades norte-americanas, contribuindo com 8.040 milhões de dólares para a economia local, revelou ontem o diário China Daily. O número de estudantes chineses nos Estados Unidos da América - 273.439, mais de um terço dos quais relativos a licenciaturas traduz um aumento de 16,5% em relação ao ano lectivo 2012/13, segundo as contas do Institute of Internactional Education, que realizou um estudo divulgado pelo China Daily. “Com a crescente melhoria do nível de vida na China, cada vez há mais pais com possibilidade de enviar os filhos estudar para o
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou ontem que vai dissolver a câmara baixa do parlamento no final da semana, antes da realização de eleições gerais antecipadas. “Vou dissolver a câmara baixa no dia 21”, disse Abe numa conferência de imprensa. O primeiroministro conservador já tinha apresentado aos dirigentes do seu Partido Liberal Democrata (PLD) a decisão de dissolver a câmara baixa do parlamento e de convocar os eleitores dois anos antes do previsto, anunciaram os media. Abe não indicou a data para a eleição, embora os media refiram como muito provável o dia 14 de Dezembro. A conferência de imprensa realiza-se um dia depois do anúncio de um regresso à recessão, que obrigou o chefe do governo a adiar um segundo aumento de impostos sobre o consumo. As eleições deverão permitir a Abe reforçar a sua legitimidade e alargar o período de tempo para se envolver em novas reformas consideradas indispensáveis para o país.
dos 886.052 estrangeiros inscritos este ano nas universidades norte-americanas são chineses
No conjunto, os estudantes estrangeiros contribuíram com cerca de 27.000 milhões de dólares para a economia local, segundo dados do Departamento norte-americano citados pelo China Daily.
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Acampamento acabou O S manifestantes pró-democracia não ofereceram resistência às operações da polícia que ontem começou a desimpedir as ruas em Admiralty, ocupadas pelos estudantes há mais de um mês. As autoridades começaram por retirar as barricadas que bloqueavam o acesso à Citic Tower, de acordo com uma ordem
LUSA
do tribunal que autorizou a sua remoção. Segundo o jornal South China Morning Post, alguns jovens tomaram mesmo a iniciativa de retirar as barricadas antes dos agentes avançarem. “As pessoas devem arrumar imediatamente as suas coisas e ir embora”, disse uma agente através de um megafone, aler-
A República Popular da China ocupa o primeiro lugar entre a população internacional das universidades norte-americanas, à frente da Índia, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Canadá. Contando com os alunos oriundos de Macau, Hong Kong e Taiwan, a percentagem de estudantes de língua e cultura chinesa nos EUA sobe para 34%.
31%
HONG KONG ESTUDANTES SEM RESISTÊNCIA A ‘LIMPEZA’
Seul Importação de aves do Reino Unido e Holanda vetada
A Coreia do Sul decretou ontem a proibição de todas as importações de aves para consumo oriundas do Reino Unido e da Holanda para impedir a propagação da gripe aviaria, informou o Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais. A medida foi adoptada depois de se terem verificado surtos em ambos os países europeus esta semana. Em virtude da nova medida, todos os animais vivos e produtos relacionados com aves vindos do Reino Unido e da Holanda terão acesso vedado ao país asiático. O Ministério também solicitou a todos os sul-coreanos de visita aos países afectados que “evitem entrar em contacto com animais de quinta” e que não tragam consigo aves ou produtos de carne.
EUA ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS CHINESES SÃO QUASE UM TERÇO
O grande contribuinte
Japão PM dissolve câmara baixa
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tando que quem violar a decisão do tribunal pode enfrentar acusações de desobediência. Também no que toca à remoção das tendas, muitos dos manifestantes arrumaram os seus pertences antes do início das operações, conta o jornal. Na semana passada, o tribunal ordenou o despejo dos manifestantes pró-democracia de Admiralty, uma das principais zonas de protesto. Em resposta e apesar de muitos estarem a dispersar, o secretário-geral da Federação de Estudantes, Alex Chow, disse que os jovens não vão permitir que as três principais zonas de protesto - Admiralty, Mong Kok e Causeway Bay - sejam totalmente desimpedidas. Os estudantes vão permanecer, mesmo correndo o risco de serem detidos, garantiu. “Os nossos membros vão ficar até ao último minuto”, afirmou.
ANÚNCIO HM-2ª vez - 19-11-14
Acção de Interdição n.º CV2-14-0032-CPE
2º Juízo Cível
Requerente: O MINISTÉRIO PÚBLICO.-------------------------------Requerido: CHU WA LEONG, solteiro, nascida em 17 de Dezembro de 1955 emMacau, residente em Macau, no Lar São Luis Gonzaga, sito na Rua de Tin Chon, Provoação de Cheok Ka, Taipa.-------------------------------------------*** O MERETÍSSIMO JUIZ DO 2º JUÍZO CÍVEL DO TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE DA R.A.E.M.:-------------------------------------FAZ SABER que foi distribuída ao 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base de R.A.E.M., a Acção acima mencionada, contra CHU WA LEONG, solteiro, nascida em 17 de Dezembro de 1955 em Macau, residente no Lar São Luis Gonzaga, sito na Rua de Tin Chon, Provoação de Cheok Ka, Taipa, Macau, para o efeito de ser declarada a sua interdição por anomalia psíquica.----------------Macau, ao 10 de Novembro de 2014.--------------------------------*****
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hoje macau quarta-feira 19.11.2014
ARTES, LETRAS E IDEIAS
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WANG CHONG
王充
OS DISCURSOS PONDERADOS DE WANG CHONG
Sobre a morte – 13 Quando as ossadas secas são abandonadas nos ermos, por vezes ouvemse gritos e chamamentos. Se tais lamentações se fazem ouvir à noite, diz-se que são as vozes dos mortos, o que é falso. Como prová-lo? Observando a forma como os vivos, falam, chamam ou suspiram: é graças aos sopros contidos nas nossas bocas e gargantas, aos movimentos da língua, à abertura e fechamento da boca, que somos capazes de falar. Isto é comparável a um tocar de flauta. Se a flauta estiver rachada, o ar que continha dissipa-se, as mãos deixam de ter [orifícios] onde tocar e nenhum som se produz. O tubo da flauta pode comparar-se à nossa boca e garganta, a mão sobre os orifícios da flauta, aos movimentos da língua [enquanto falamos]. Ao morrer, a boca e a garganta se putrefazem e a língua não pode mais mover-se: como poderia, então, um morto ainda falar? Se os ossos secos podem por vezes ranger, tal se deve às suas próprias características. Há quem pense que tal [ranger] se deve a [fluidos] deletérios. Mas esta explicação não difere em nada da precedente, que interpretava esse ranger como lamentações de fantasmas durante a noite, pois esses supostos fluidos deletérios deveriam, também eles, basear-se em qualquer coisa para produzir sons. Como esses sons se produzem nas proximidades de esqueletos abandonados, as pessoas mantêm que tais esqueletos são dotados de conhecimento e se lamuriam pelos campos. Porém, os cadáveres ressequidos espalhados pelas pradarias e pântanos são aos milhares – não deveriam as suas lamentações acompanhar cada um dos nossos passos?! Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho
Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.
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artes, letras e ideias 15
Ao morrer, a boca e a garganta se putrefazem e a lĂngua nĂŁo pode mais mover-se: como poderia, entĂŁo, um morto ainda falar?
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DESPORTO
JOÃO VALE-ROXO info@hojemacau.com.mo
E
STÁ decorrida a primeira metade do match para o título mundial de xadrez que coloca frente a frente o norueguês Magnus Carlsen e o indiano Vishvanathan Anand e o resultado está neste momento em 3,5 – 2,5 a favor do actual campeão, Carlsen. O match está a ser bastante disputado e ficou marcado pelo melodrama que ocorreu na sexta partida, onde Anand não aproveitou um erro de Carlsen, que lhe daria a vitória, respondendo com um erro, que lhe custou a partida.
hoje macau quarta-feira 19.11.2014
XADREZ CARLSEN AVANÇA PARA A MANUTENÇÃO DO TÍTULO
Melodrama na partida seis
PARTIDA 1 :
Na primeira partida Anand, de brancas, abriu com o peão de Dama e Carlsen respondeu com a Defesa Grunfeld, um sistema de defesa hiper-moderna, com o Bispo de Rei em “fianchetto”, isto é, colocado por forma a controlar a chamada “Grande diagonal negra” e simultaneamente vigiar, à distância, o centro do tabuleiro. O indiano ficou algo surpreendido mas adaptou-se bem e conseguiu obter uma posição com uma certa pressão sobre as negras. Mas Carlsen exibiu todos os seus recursos defensivos e após paulatinamente ir rechaçando os ataques das brancas chegou mesmo a estar no comando das operações. Foi a vez de Anand passar à defesa mas fê-lo bem e conseguiu provocar uma posição de Xeque Perpétuo (uma interminável sucessão de xeques mas não com xeque-mate), tudo tendo terminado com um empate.
PARTIDA 2:
Na segunda partida foi Carlsen a jogar de brancas e abriu com o peão de Rei, ao que Anand, nem por coincidência, no dia em que se comemoravam os 25 anos da queda do muro de Berlim, respondeu com a Defesa Berlinense, desenhando-se no tabuleiro uma Partida Espanhola. Infelizmente para Anand, também aqui caiu o muro de Berlim e viu-se chegar a primeira vitória de Carlsen, mercê de uma acumulação de pequenas vantagens que se traduziram numa impressionante apropriação da coluna E pelas duas Torres e Dama das brancas em combinação com uma desagradável pressão sobre o monarca negro (ver diagramas 2 e 2a)), o que veio a provocar um erro de Anand ao lance 34, tendo este logo de seguida abandonado o jogo dando-se por vencido.
PARTIDA 3
Na terceira partida, a incógnita era como iria reagir o indiano a este resultado e muitos já vaticinavam estar decidido o match. Todavia, fruto de uma preparação de laboratório impecável que
apanhou Carlsen desprevenido em combinação com um jogo preciso e sem qualquer erro, Anand conseguiu ganhar a partida e frustrar as expectativas dos mais cépticos. Esta vitória foi por demais importante especialmente sob o ponto de vista psicológico já que há 4 anos que Anand não conseguia derrotar Carlsen e inclusive no match para o campeonato do mundo que opôs os mesmos adversários no ano passado, o indiano tinha perdido a sua coroa sem haver logrado uma única vitória sobre o norueguês. Nesta partida Anand voltou a abrir com o peão de Dama e Carlsen voltou a responder com uma defesa híper-moderna, a Defesa Índia de Dama que se caracteriza por colocar um Bispo em “fianchetto” mas desta vez na “Grande diagonal branca”. Passados 27 lances, as brancas detinham o controle da coluna “C”, com um peão na sétima casa dessa coluna, em “c7” que restringia fortemente a mobilidade das peças negras. Carlsen vai tentar e conseguir capturar este peão com o seu Bispo de casas negras, mas fica com a sua peça “pregada” e condenada a ser capturada. Nas Partidas 4 e
5 vimos um rejuvenescido e confiante Anand a conseguir anular os esforços tímidos de um Carlsen mais cauteloso, tendo estas duas partidas terminado empatadas.
PARTIDA 6:
Seguiu-se uma partida crucial do match, cujos efeitos psicológicos ainda estão por conhecer mas temem-se ser muito nefastos para Anand: A sexta partida. Parecia ir correr tudo sem grandes sobressaltos para o indiano, embora Carlsen manejasse as peças brancas. Normalmente, um empate com as negras a este nível é uma meia-vitória para o jogador que as detém e é com as brancas que surgem os resultados decisivos. O campeão mundial abriu de
novo com o peão de Rei e Anand respondeu com a Defesa Siciliana, uma das armas favoritas de quem pretende um jogo mais agudo do que a Defesa Espanhola em resposta a esta abertura. A Defesa Siciliana tem, depois, várias variantes, umas mais arriscadas outras menos e Anand escolheu uma intermédia, a variante Kan. Combina alguma táctica com muita estratégia mas a verdade é que cedo se trocaram as Damas e seguiu-se um jogo de lentas manobras posicionais de parte a parte, talvez um terreno mais adubado para Carlsen. Pouco a pouco este foi conseguindo melhorar a posição, embora nada de decisivo. Subitamente, ao lance 26 Carlsen cometeu um erro fatal. Ninguém queria acreditar. Tratava-se de um erro que lhe custaria a partida e impensável a este nível. Mas este choque ainda mal tinha acontecido quando logo outro ainda maior aconteceu: Anand não viu aquele erro de Carlsen, o que era bastante fácil de ver, e jogou outro que não o lance, óbvio, que lhe daria a vitória. Logo a seguir vê-se na webcam Carlsen a expirar de alívio e Anand a levar as mãos à cabeça. Sim, ele tinha perdido uma chance de ganhar o jogo e no fim acabou mesmo por perder
esta partida. De acordo com as declarações do norueguês, “assim que fiz o lance vi logo que era um tremendo erro. Tentei fazer uma cara de póquer mas não tinha nenhuma esperança. Foi então que para meu alívio vi Anand fazer um outro lance que não o que ganhava e percebi que a partir daí a partida era minha.” Por seu turno, também Anand declarou que se apercebeu que tinha perdido uma chance de ganhar a partida imediatamente após ter feito o lance errado: “Estava tão concentrado no meu plano que joguei rapidamente e no mesmo segundo apercebi-me de que tinha perdido a hipótese de aproveitar um grave erro do meu adversário e ganhar a partida. A partir daquele momento já não consegui pensar em mais nada e comecei a jogar mal, lance atrás de lance.” Mas vejamos a posição ao lance 26, no diagrama 4: as brancas acabaram de jogar o seu Rei para “d2”. Ora, repare-se que o Cavalo em “g6” está a atacar o peão em “e5”, o qual está protegido por uma Torre branca em “h5”. Ao mesmo tempo, a Torre Branca em “g4” está totalmente desprotegida e está em mira recíproca com a torre negra em “g8”, tendo de permeio o Cavalo em “g6”. Assim, se o Cavalo capturar o peão em “e5” as brancas devem primeiro capturar a torre negra em “g8” e só depois de com a torre em “h8” as negras capturarem por seu turno a Torre branca, é que a outra Torre branca em “h5” pode capturar o Cavalo, ganhando assim uma peça. Mas com o Rei branco em “d2”, a jogada de Carlsen, tudo muda porque agora há um xeque intermédio que salva o Cavalo e são as negras quem ganham dois peões. Efectivamente, agora, depois de 26. Rd2 , podem as negras jogar 26…Cxe5 e quando as brancas capturarem com 27. Tg4xTg8, o Cavalo das negras dá novo salto capturando o peão em “c4” com xeque ao Rei, agora em “d2”. Mesmo que o Rei seja jogado para d3” atacando o Cavalo, este salta para “b2” com novo xeque e depois da jogada de fuga do Rei branco, então as negras podem capturar calmamente a torre branca em “g8”. Anand, porém, jogou aqui 26…a4 e depois, como se disse, apercebendo-se do que tinha deixado escapar, começou a fazer lances fracos, acabando por perder ingloriamente a partida. Entretanto seguiu-se um dia de descanso. O campeonato vai prosseguir e podem ver as partidas em directo nos websites www. chessdom.com ou www.fide.com Até breve.
( F ) UTILIDADES
hoje macau quarta-feira 19.11.2014
TEMPO
POUCO
NUBLADO
Cineteatro
CINEMA
MIN
16
MAX
24
HUM
45-80%
•
EURO
9.9
BAHT
0.2
SALA 3
Um filme de: Christopher Nolan Com: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain 14.30, 18.00, 21.00
Um filme de: Rowan Joffe Com: Nicole Kidman, Colin Firth, Mark Strong 14.15, 16.00, 19.30, 21.30
SALA 2
DON’T GO BREAKING MY HEART 2 [C] (FALADO EM CANTONÊS, LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS)
Um filme de: Johnnie To Com: Louis Koo, Miriam Yeung, Gao Yuanyuan, Vic Chou 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
APRESENTAÇÃO DO FILME “FRAME BY FRAME” (EXIM 2014 —CHINA EXPERIMENTAL FILM AND VIDEO ART FESTIVAL IN MACAU) Armazém do Boi, 20h00 Entrada livre
BEFORE I GO TO SLEEP [C]
• Sábado
WORKSHOP “FAZ A TUA IMPRESSORA 3D” (THIS IS MY CITY) Centro de Ciência de Macau, 11h00 às 18h00 Entrada livre
GANGSTER PAY DAY [C] (FALADO EM CANTONÊS, LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS)
Um filme de: Lee Po Cheung Com: Anthony Wong, Charlene Choi, Wong Yau Nam 19.30
ACONTECEU HOJE
1.3
O QUE FAZER ESTA SEMANA
BEFORE I GO TO SLEEP INTERSTELLAR [B]
?
YUAN
• Sexta-feira
SALA 1
17
HUSH!!! (FESTIVAL DE ROCK) Praceta do Centro Cultural de Macau, 13h30 Entrada livre APRESENTAÇÃO DE FILME DE ANIMAÇÃO DE ZHANG XIAO TAO (EXIM 2014 – CHINA EXPERIMENTAL FILM AND VIDEO ART FESTIVAL IN MACAU) Armazém do Boi, 15h00 Entrada livre
19 DE NOVEMBRO
APRESENTAÇÃO DE VÍDEO-ARTE “MEMORY LIVE” (EXIM 2014 – CHINA EXPERIMENTAL FILM AND VIDEO ART FESTIVAL IN MACAU) Armazém do Boi, 17h00 Entrada livre
Morre Schubert, um dos melhores compositores do século XIX • Hoje é dia de recordar Schubert, compositor austríaco, considerado um dos melhores do seu tempo. Apesar do seu talento, não mereceu o reconhecimento dos contemporâneos. Morreu jovem e tornou-se eterno. Franz Peter Schubert nasceu em Himmelpfortgrund, na Áustria, a 31 de Janeiro de 1797, e foi um compositor do fim da era clássica. Com um estilo marcante, inovador e poético do romantismo, Schubert escreveu cerca de 600 temas, além de óperas, sinfonias, sonatas, entre muitos outros trabalhos de uma imensa obra. Morreu jovem, aos 31 anos, e não viveu o tempo suficiente para ter, em vida, o reconhecimento do público. O estilo de Schubert, imaginativo, lírico e melódico, fá-lo ser considerado um dos maiores compositores do século XIX, que estabelece a ponte do estilo clássico para o romântico. O compositor viria a morrer em Viena, precisamente a 19 de Novembro de 1828, data que hoje se recorda. Nasceram a 19 de Novembro Bartolomeu de Gusmão, padre e inventor brasileiro, um dos pioneiros da aviação (1724), Indira Gandhi, política indiana (1917), Ted Turner, magnata e filantropo norte-americano (1938), Calvin Klein, estilista norte-americano (1942), Marco Chagas, ciclista português (1956), Matt Sorum, músico, compositor e produtor, ex-baterista do Guns N’ Roses (1960), Meg Ryan, actriz norte-americana (1961), e Jodie Foster, actriz norte-americana (1962). Morreram neste dia Alexandre I da Rússia, czar do Império Russo (1825), Emma Lazarus, poetisa norte-americana (1887), João Guimarães Rosa, escritor brasileiro (1967), e Mário Barradas, encenador e actor português (2009). Hoje, assinalam-se o Dia Mundial da Prevenção a Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes, o Dia Internacional do Homem e o Dia Mundial do Xadrez.
• Domingo
COMBATE DE BOXE COM MANNY PACQUIAO E CHRIS ALGIERI Cotai Arena, Venetian, 8h00 Preço dos bilhetes varia consoante o lugar WORKSHOP “FAZ A TUA IMPRESSORA 3D” (THIS IS MY CITY) Centro de Ciência de Macau, 11h00 às 18h00 Entrada livre APRESENTAÇÃO DE VÍDEO-ARTE “ABSURDIST THEATRE” (EXIM 2014 —CHINA EXPERIMENTAL FILM AND VIDEO ART FESTIVAL IN MACAU) Armazém do Boi, 17h00 Entrada livre
H O J E H Á F I L M E “SYLVIA” (CHRISTINE JEFFS, 2003) Sylvia Plath, uma norte-americana que ganhou uma bolsa de estudos em Cambridge, começou por viver na sombra do marido, o aclamado poeta Ted Hughes, mas depois conseguiu transformar-se numa das mais importantes poetisas em língua inglesa do século XX. Este filme conta a história de um grande amor e de uma mulher depressiva e melancólica, cuja tristeza a fez escrever as palavras que a consagraram como escritora. Excelentes interpretações de Gwyneth Paltrow e Daniel Craig. - Andreia Sofia Silva
fonte da inveja
Curioso ver as bestas votar contra os direitos dos animais.
João Corvo
MOSTRA DE TRABALHOS DE CAO KAI (EXIM 2014 – CHINA EXPERIMENTAL FILM AND VIDEO ART FESTIVAL IN MACAU) Armazém do Boi, 17h30 Entrada livre APRESENTAÇÃO DE FILME DE ANIMAÇÃO DE SUN XUN (EXIM 2014 —CHINA EXPERIMENTAL FILM AND VIDEO ART FESTIVAL IN MACAU) Armazém do Boi, 20h00 Entrada livre
• Diariamente
EXPOSIÇÃO “BEYOND PIXELS” DE VICTOR MARREIROS (ATÉ DIA 31/12) Signum Living Store, Rua Almirante Sérgio Entrada livre ESCREVER MACAU EM PORTUGUÊS, DE ANTÓNIO MIL-HOMENS (ATÉ DIA 23/11) Edifício do Antigo Tribunal Entrada livre MACAU FOOD FESTIVAL (ATÉ DIA 23/11) Praça em frente à Torre de Macau, 17h00 às 23h00 Entrada livre
ócios / negócios
hoje macau quarta-feira 19.11.2014
HOJE MACAU
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‘TERRA COFFEE HOUSE’, CAFÉ KENNY LOK, CO-FUNDADOR
“CADA GRÃO DE CAFÉ TEM O SEU SABOR” Apaixonado por café, Kenny Lok decidiu abrir o ‘Terra’, para dar a conhecer os grãos de café com melhor qualidade e variedade do mundo. Ao HM, confessa que dá importância a cada grão de café, só para poder passar aos clientes um verdadeiro e único sabor CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
‘T
ERRA’ é o nome do local onde se planta e se fazem colheitas, em português e em italiano. Não é à toa que um dos cafés mais especiais de Macau tem esse nome, como diz Kenny Lok, co-fundador do ‘Terra Coffe House’. “Já tenho uma paixão por café há muitos anos e tenho também alguns amigos com mesmo hábito. A escolha do nome ‘Terra’ não surgiu apenas por causa da palavra ocidental, mas também pelo significado que, penso, que um café especial tem de trazer às pessoas. É um sabor da terra”, explicou Kenny Lok ao HMl, assegurando que o nome ‘Terra’ não foi acidental.
O primeiro contacto de Lok com o café foi em 2004 e, desde aí, o jovem não conseguiu deixar de experimentar e explorar o mundo dos grãos de café. O ‘Terra Coffee House’ não é o seu primeiro café. “Criei primeiro a loja aqui ao lado, onde fica outro café na esquina”, diz-nos, apontando para o local na rua da Biblioteca Sir Robert Ho Tung, em frente ao Largo de Santo Agostinho, em Macau. “Escolhi esta rua porque considero que tanto a renda, como o ambiente cultural são perfeitos para o negócio.” A loja não serve comida, pura e simplesmente porque os responsáveis pelo ‘Terra’ não querem ir além do serviço que já prestam. “Estamos a concentrar-nos no serviço de café. Também vendemos as máquinas
Queremos promover a cultura do café. O local onde estamos tem cultura e história e os Serviços de Turismo também promovem as linhas turísticas para aqui
de café, se os clientes quiserem comprar mais do que uma chávena”, frisa. Kenny Lok explica que os grãos de café utilizados no ‘Terra’ são, na sua maioria, provenientes dos Estados Unidos, ainda que não apenas daqui. “De facto são de todo o mundo, mas são, na maioria, dos Estados Unidos. As máquinas de café são na maioria de Itália, algumas do Japão.” O ‘Terra’ recusa-se a ser, contudo, um local onde o café é servido como em qualquer outro lado. “Para as pessoas que entendem café, o nosso café tem outro sabor. É como o vinho, o café também pode ter vários sabores numa mesma chávena. Com os grãos de África, por exemplo, pode-se sentir o cheiro da fruta, com um toque ácido e uma fragrância.” Kenny Lok não esconde a paixão pelo café. Para ele, cada grão está cheio de vitalidade. E o café que montou em Macau tem como missão passar isso aos clientes. Tanto que tudo é pensado ao pormenor. “Queremos promover a cultura do café. O local onde estamos tem cultura e história e os Serviços de Turismo também promovem as linhas turísticas para aqui.” Lok admite que a multidão de turistas que chegam ao local ainda não é suficiente, pelo que a mudança de local para uma zona mais perto da Rua Central, onde há mais turistas é outro dos planos.
ENSINAR MAIS
Com experiência acumulada desde 2012, o dono do café já não é apenas um amante e amador do café. Por isso mesmo, criou workshops para os clientes que adoram café e querem aprender a fazê-lo, depois da hora de fechar. Lok explica que, em Macau – como em todo o mundo – há uma baixa percentagem de pessoas que entendem realmente de café e sabem prová-lo e distingui-lo. “Cada grão de diferente país ou região tem a sua história e sabor”, diz, citando um princípio que vem da Associação de Café da Europa, que dá formação em Macau e através da qual Kenny Lok obteve o seu diploma. “Também oferecemos formação aos empregados, para poderem servir aos clientes um café com qualidade.” As rendas e os recursos humanos são sempre uma questão, diz o co-fundador, que ainda confessa algo mais ao HM. Além do workshop, há algo mais que acontece quando se fecha portas: cerveja artesanal. “Fechamos às oito da noite, mas como já temos mais serviço às quintas e sábados, abrimos até à meia noite agora.”
OPINIÃO
hoje macau quarta-feira 19.11.2014
19
Rui Tavares
in Público
O
S vistos dourados são uma má ideia desde o início. Ridicularizam o princípio da igualdade (“todos os estrangeiros são iguais desde que tenham meio milhão de euros para comprar apartamentos de luxo em Portugal”). Vendem aquilo que não deve ser vendido, a possibilidade de emigrar e residir primeiro, a nacionalidade e a cidadania depois. Criam entre os países europeus uma corrida indigna: Malta já oferece cidadania europeia a quem a compre por dois milhões de euros sem precisar de pôr os pés no país. E são uma porta aberta para a fuga de capitais e para a lavagem de dinheiro. Enquanto seres humanos morrem no Mediterrâneo por serem imigrantes e refugiados, alguns dos que roubam os recursos dos seus países podem comprar em toda a segurança a sua residência no espaço europeu. Má ideia para começar, má implementação para continuar. Tudo, a começar pelo nome pindérico em inglês (vistos “gold”), tresanda à desvalorização do país que este governo promoveu desde que tomou posse. Isso já era verdade antes das recentes revelações sobre possível corrupção na atribuição de vistos dourados, e continuará a ser verdade quer se comprove ou não a corrupção. A única coisa que faltava aos vistos dourados era serem ainda piores do que se pensava. Mas aí convém separar as coisas, e distinguir corrosão de corrupção. Os vistos
MERVYN LEROY, GOLD DIGGERS
Nem tudo o que luz é ouro
Enquanto seres humanos morrem no Mediterrâneo por serem imigrantes e refugiados, alguns dos que roubam os recursos dos seus países podem comprar em toda a segurança a sua residência no espaço europeu
dourados eram, como já ficou dito acima, uma prática que corroía certos valores da igualdade republicana ou da simples decência humanitária. E sê-lo-iam mesmo que não se verificasse que, além disso, corrompiam também gente em lugares cruciais da administração e do estado. Há pois três planos distintos em toda esta história. O primeiro é o da investigação que pode, ou não, provar as alegações de corrupção. Adicionalmente, neste plano poderemos também — ou não — encontrar a demonstração de que todo o programa estava desenhado de uma forma que favorecia a corrupção. E poderemos ainda vir a descobrir — ou não — que um programa deste tipo nunca poderia deixar de, independentemente da sua implementação, ser inerentemente mais atreito a práticas de corrupção. Para tudo isto vamos ter de esperar por mais informação. O segundo é o plano político, ontem emblematizado pela demissão do Ministro
da Administração Interna, Miguel Macedo, declarando este contudo nada ter a ver com os possíveis actos de corrupção e querer apenas preservar a autoridade que a instituição governativa deve ter. Como foi imediatamente notado, esta atitude põe em cheque outros ministros deste governo que, mesmo perante o caos nos respectivos ministérios e uma acentuada perda de condições para permanecerem no cargo, não tomaram o mesmo caminho. E põe também em xeque o primeiro-ministro, pelo menos indirectamente, pelo seu hábito de manter em funções esses ministros. Seria, contudo, importante que estes dois planos não ofuscassem o terceiro, que é o dos próprios vistos dourados, e não deixassem incólume o principal defensor da ideia. Foi Paulo Portas que pôs Portugal nesta situação amoral de vender a residência por meio milhão de euros e, em consequência, de parecer um país que sabe o preço da cidadania sem saber o seu valor.
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cartoon por Stephff
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UM Pela consulta pública sobre distribuição
GCS
hoje macau quarta-feira 19.11.2014
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deputado Ng Kuok Cheong não tem dúvidas que a distribuição do antigo campus da Universidade de Macau (UM) foi decidida “sem nenhuma transparência” e que “foi obviamente uma medida de ‘caixa preta’”, o equivalente em português a ‘por baixo da mesa’. Ng Kuok Cheong apelou ontem, por isso, a que a o Governo faça uma consulta pública sobre a utilização do velho campus, na Taipa, bem como pondere distribuir o campus para serviços sociais e indústrias culturais e criativas. A reacção de Ng chega depois do anúncio do Governo em atribuir a segunda maior fatia do campus à Universidade Cidade de Macau, única privada a receber uma porção do local. Ng Kuok Cheong referiu ao Jornal do Cidadão que a decisão da distribuição do antigo campus não foi ponderada de forma “completa nem justa”, citando o que o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, tinha referido: que se ia decidir a utilização do campus através de consulta pública. No entanto, Ng diz ter ficado surpreendido com que o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) afinal decidiu e considera que esta decisão faz com que a sociedade suspeite que a Universidade Cidade de Macau (UCM) ganhe uma “zona central” do campus. Apela o deputado que o Governo faça uma consulta pública em relação à utilização e distribuição do campus. - F.F.
Macau Investimento externo sobe 16% em 2013
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ACAU captou no ano passado um investimento directo externo no valor de 36,1 mil milhões de patacas, sendo que 77% foi aplicado no sector do Jogo, revelam dados oficiais ontem divulgados. O investimento directo do exterior subiu 16% face a 2012, “uma vez que as empresas retiveram os lucros para reinvestimento”, informou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O investimento externo foi aplicado essencialmente no sector do Jogo (27,8 mil milhões de patacas), dos bancos e corretagem (3,5 mil milhões de patacas) e no comércio por grosso e a retalho (1,3 mil milhões de patacas). Em termos de país ou território de residência dos investidores, mais de dois terços do investimento externo que Macau captou no ano passado eram provenientes das Ilhas Caimão (13,4 mil milhões de patacas) e das Ilhas Virgens Britânicas (11,4 mil milhões de patacas). Hong Kong fechou o ‘pódio’ com 7,4 mil milhões de patacas, seguindo-se a China (2,8 mil milhões de patacas). O investimento directo de Portugal foi de 516 milhões de patacas, traduzindo uma quebra de 72% relativamente a 2012. O fluxo do investimento directo no exterior das empresas de Macau correspondeu a 6,4 mil milhões de patacas, pelo que o valor líquido do fluxo do investimento directo totalizou 29,7 mil milhões de patacas em 2013, de acordo com dados da DSEC. O rendimento do investimento directo do exterior foi de 78,9 mil milhões de patacas no ano passado, traduzindo um acréscimo de 31% comparativamente a 2012.
FILIPE DE SOUZA DEVERÁ DISPUTAR TC3 INTERNATIONAL SERIES
Nova prova de Carros de Turismo é alternativa ao WTCC MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo
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STE é o meu circuito preferido, sem lugar a dúvidas”, confessa Rob Huff , depois de ter triunfado pela sétima vez no Circuito da Guia. “Se este é o último ano que o WTCC vem a Macau - esta informação ainda não está confirmada - mas se for mesmo o último ano que vem a Macau, fico triste, mas certamente que estarei de volta no próximo ano numa categoria diferente e vamos tentar vencer de novo”, garante o piloto britânico. Rob Huff poderá ter sido o último piloto a triunfar no Circuito da Guia no âmbito do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo. O traçado do território acolheu o WTCC durante dez anos consecutivos, mas a confiar nos rumores que circulam nos meandros do desporto motorizado internacional, o 61º Grande Prémio de Macau terá sido o último a ter no cartaz a mais sonante competição mundial de carros de turismo. O adeus do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo a Macau não foi ainda confirmado oficialmente e o Coordenador da Comissão do Grande Prémio, João Manuel Costa Antunes, já veio escla-
recer que nada está decidido, mas a possibilidade há muito que circula nas antecâmaras da categoria.
OUTRAS OPÇÕES
A permanência do Circuito da Guia no calendário do WTCC ainda é uma incógnita, mas não faltarão soluções alternativas. Para o ano, a Guia pode vir a acolher a última etapa da edição inaugural da International TC3 Series, acredita o ex-piloto Isaías do Rosário: “Parece que assim será, a categoria que virá a Macau no próximo ano em substituição do WTCC será uma categoria em que os carros terão motores de dois litros, dois mil centímetros cúbicos com aspiração turbo-comprimida, mas que terão uma limitação na sua potência de 330 cavalos. Ou seja, muito próxima daquilo com que eles já saem de série”, sustenta. Com cinco etapas na Europa, quatro na Ásia, duas na América e uma ainda por confirmar – a que faz prevalecer a hipótese Macau - a edição de estreia da TC3 International Series vai ser disputada por carros de dois litros turbo com 330 cavalos de cilindrada e baixo custo de aquisição e de manutenção. Especialista em desportos motorizados, Isaías do Rosário assegura que a
qualidade do espectáculo não sai prejudicada pela leviandade orçamental. A prova, garante, promete ser tão competitiva como o Campeonato do Mundo de Carros de Turismo. “O Marcelo Lotti, que foi quem esteve por detrás da criação do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo, foi buscar a ideia que eu já por várias vezes tinha defendido e que passava por manter os carros com características mecânicas mais ou menos de série, mas ao mesmo tempo torná-los vistosos para o público, porque para o público não é importante se o carro anda mais rápido vinte quilómetros ou menos. Se uma viatura fizer 240 quilómetros nas rectas ou fizer 220 é quase igual”, esclarece o também comentador de desportos motorizados da TDM.
ECONOMIZAR
A pedra basilar da nova competição é, em traços largos, a economia de meios e de recursos. A ideia é que cada carro deva custar no máximo entre setecentas e novecentas mil patacas e que a maioria das peças possam ser compradas em qualquer concessionária, em vez de ser obrigatório para pilotos e equipas adquirir peças e serviços ao departamento de competição, como acontece em
provas como o WTCC ou o GT3. Para os pilotos privados que correm no Campeonato do Mundo de Carros de Turismo, a possibilidade de competir a preços menos elevados é um dos grandes atractivos da competição: “O TC 3, este Campeonato para nós, para os pilotos privados é melhor, porque o custo é mais reduzido e também não há tantas equipas de fábrica, por isso nós temos mais hipóteses de lutar por boas posições. Estou a preparar-me para esta possibilidade. Estou a conversar a este propósito com várias equipas da Europa tendo em vista o próximo ano”, adianta Filipe Clemente de Souza, piloto que disputou na Guia a derradeira etapa da edição de 2014 do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo. Caso se confirme o adeus do WTCC ao Circuito da Guia, Clemente de Souza deverá participar nas quatro ou cinco etapas asiáticas da competição, agendadas para a Malásia, a República Popular da China, Singapura, a Tailândia e eventualmente Macau. O piloto macaense está em negociações com equipas europeias – entre as quais a nova scuderia do alemão Franz Engstler – no sentido de ser um dos pilotos que vão disputar a edição inaugural da nova competição.