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Hoje Macau • 2010.11.19 #2254

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WTCC vem para a Guia já decidido

Félix da Costa delirou com experiência na Fórmula 1

João Fernandes preocupa-se com os tempos e sonha com top-15

tempo pouco nublado min 18 max 26 humidade 45-90% câmbios euro 10.8 baht 0.26 yuan 1.21

hojemacau

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Director carlos morais josé • sexta-feira 19 de novembro de 2010 • ANO X • Nº 2254

Mop$10

Agência Comercial Pico • 28721006

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Contrato de concessão da Livraria Portuguesa termina dentro de 42 dias

Cabo Verde

Ministro confirma candidatura à presidência do país • P.14 e 15

Cotai

Grande grupo é solução

É um facto e não há volta a dar. Actualmente a cargo de Aloísio da Fonseca, a Livraria Portuguesa irá passar de mãos no final deste ano. O IPOR, que assume a gestão do espaço num período de transição, irá lançar muito em breve um documento que apresenta a abertura do futuro da Livraria a uma “manifestação de interesses” por parte dos potencias candidatos. Apesar do caderno de encargos definir a adjudicação do contrato apenas a empresas locais, o Instituto Camões já deu a conhecer o projecto da Livraria em Portugal, aliciando várias entidades do mundo dos livros, entre os quais se encontra o grande grupo editorial LeYa, de Miguel Paes do Amaral. >Págs. 10 e 11

PSP e PJ acusada de perseguição e abuso de poder pela Associação Novo Macau

Cônsul dos EUA pede mais trabalhadores • P.7

Futebol

Associação vence Monte Carlo no TUI

Página 4

kahon chan

Estalinismo policial

• Centrais

Inflação

Medidas não combatem subida de preços • P.8

Reserva Financeira

Francis Tam como fiscal • P.5

os nossos contactos mudaram

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sexta-feira 19.11.2010 www.hojemacau.com.mo

2 O embaixador japonês na Noruega comparecerá à cerimónia de entrega do prémio Nobel da Paz de 2010 para o dissidente chinês Liu Xiaobo, segundo informou ontem a embaixada. A iniciativa pode provocar mais um capítulo nas recentes tensões entre China e Japão. A decisão do governo japonês de enviar o embaixador pode deteriorar as tensões entre as duas potências asiáticas. As relações estão a conhecer dias difíceis desde que um barco pesqueiro chinês colidiu com barcos de patrulha japoneses, perto das ilhas que são alvo de disputa marítima entre os dois países, no Mar da China Oriental. A decisão de dar o prémio ao dissidente causou um atrito diplomático entre a Noruega e a China. O país europeu, porém, nota que o governo não está envolvido na selecção do vencedor. No início deste

actual Japão contraria China e vai à entrega de Nobel da Paz

Nova alfinetadela mês, o Ministério das Relações Exteriores da França informou que o seu embaixador comparecerá ao evento. Outros governos europeus parecem inclinados a fazer o mesmo, apesar da pressão chinesa.

Irmãos impedidos

As autoridades chinesas proibiram dois irmãos do Nobel da Paz Liu Xiaobo de se deslocarem ao estrangeiro para receber o prémio em nome do activista detido. “Os dois irmãos de Liu pediram para sair para o estrangeiro, mas as autoridades negaram-lhes a autorização”, afirmou à agência espanhola Efe o seu advogado, Shang Baojun.

O próprio Shang foi proibido de deixar o país, tal como outros advogados do dissidente. Liu Xiaobo, de 54 anos, tem dois irmãos, Xiaoxuan, professor universitário em Cantão, e Xiaoguang, que vive em Dalian, no Noroeste da China. Ambos manifestaram disponibilidade de ir a Oslo receber o prémio, no dia 10 de Dezembro. Isto porque a mulher de Liu Xiaobo, Liu Xia, está em prisão domiciliária desde o dia 10 de Outubro, quando regressou de uma visita à prisão onde o professor de literatura está detido para lhe comunicar que lhe tinha sido atribuído o Nobel da Paz.

O advogado adianta que cerca de 50 activistas próximos de Liu estão também detidos ou sob apertada vigilância das autoridades, incluindo as fundadoras do grupo “Mães de Tiananmen”, que reúne familiares das vítimas do massacre na maior praça de Pequim, em Junho de 1989. Foi também nessas manifestações pró-democracia que o académico deu início ao seu activismo. Logo a seguir ficou preso durante 20 meses; depois, passou três anos num campo de reeducação. Esteve também vários meses em prisão domiciliária. Há dois anos, desempenhou um papel fulcral na redacção da Carta 08, uma petição assinada inicialmente por milhares de pessoas a pedir democracia, e escrevera vários artigos muito críticos do regime. As autoridades acusaram-no de subversão e no ano passado condenaram-no a 11 anos de prisão.

Uma aliança “sem rival” e “menos coesa”, diz xinhua

Uma NATO melindrada A NATO encontra-se “numa fase melindrosa”, “sem um rival”, “menos coesa” e com a crise a obrigar os membros europeus da organização a reduzir os orçamentos de defesa, disse ontem a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. “A autoproclamada ‘melhor aliança militar da História’ encontra-se agora numa situação delicada e melindrosa (…) O fim da Guerra Fria deixou o bloco sem um rival e a sua rápida expansão, de 12 para 28 membros, tornou a NATO menos coesa do que era”, diz a Xinhua num comentário sobre a cimeira de Lisboa, este fim-de-semana. Referindo-se ao Afeganistão, país que faz fronteira com a China e palco da “maior e mais longa operação militar da NATO”, o comentário salienta que “a guerra se arrasta sem fim à vista, minando o apoio popular em Washington e nas capitais europeias”.

“Mesmo com inéditas missões fora da sua tradicional área de defesa, ao longo dos últimos cinco anos os orçamentos de defesa da NATO e dos países membros caíram continuadamente. Dos 28 membros, só cinco alcançaram a meta de dois por cento do PIB estabelecida pelo bloco”, afirma o comentador. A NATO, na China, está associada às maiores manifestações “anti-imperialistas” realizadas no país desde a década da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76). Em Maio de 1999, um bombardeiro norteamericano ao serviço da Nato atacou a embaixada da China em Belgrado, matando três jornalistas chineses que se encontravam no edifício. Durante vários dias seguidos, milhares de estudantes apedrejaram a embaixada dos Estados Unidos em Pequim, gritando “Abaixo o imperialismo americano! Abaixo a Nato!”. Em Chengdu, sudoeste da China, manifestantes incendiaram a residência do cônsul norte-americano, no primeiro incidente do género desde que os Guardas Vermelhos de Mao Zedong incendiaram a embaixada do Reino Unido em Pequim, em 1969. Os Estados Unidos pediram desculpa pelo bombardeamento, alegando que foi um “erro provocado por um mapa desactualizado”, mas para muitos analistas chineses, o caso ainda é visto como um sinal da disposição ocidental em “conter a China”. “A NATO deu aos estudantes uma aula prática sobre a verdadeira natureza do imperialismo”, comentou na altura um professor universitário de Pequim.

China desviou tráfego Web dos Estados Unidos

Com os olhos bem abertos Um documento do Congresso dos EUA revela que no passado mês de Abril uma operadora chinesa desviou cerca de 15% do tráfego Web para a China. As razões para o sucedido são desconhecidas. O caso foi relatado por um vice-presidente da McAfee e surge num documento oficial do congresso norte-americano, avança a agência Reuters. De acordo com Dmitri Alperovitch, no passado

mês de Abril, durante cerca de 18 minutos 15% do tráfego da Web, pertencente a sites empresariais e oficiais do Governo dos EUA, foi desviado para a China pela China Telecom. No documento, o responsável refere que durante aquele período os sistemas da operadora chinesa enviaram uma mensagem a outros routers da Internet para que o tráfego passasse pela China.

Apesar do alerta, o relatório não indica que se a acção foi intencional nem qual o seu objectivo. Há mesmo suspeitas de que os dados pudessem ter sido armazenados para possíveis análises posteriores. Os sites afectados incluíam as páginas da Nasa, do Senado e dos Departamentos de Defesa e Comércio, e de empresas como a IBM, Microsoft ou Yahoo, segundo o Washington Post.


Se a passagem do primeiro-ministro português por Macau, a propósito do encontro do Fórum, pelos gestos que (não) teve com a comunidade portuguesa aqui radicada suscitou incómodo, demonstrou também uma imensa virtude: Portugal é cada vez mais uma sombra do passado. Se não formos nós, os leitores deste texto, sociedade civil, bem podemos ficar deitados à sombra da bananeira que ninguém fará o imenso trabalho que está por fazer no resgate das memórias e das histórias desta cidade. Carlos Picassinos, P.23

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Hong Kong regista primeiro caso de gripe das aves em sete anos

Pesadelo parte dois? Autoridades de saúde de Hong Kong confirmaram o primeiro caso de gripe das aves no território em sete anos, detectado numa mulher de 59 anos, que visitou recentemente a China. O governo elevou para “sério” o nível de alerta sobre a gripe das aves, o que significa que há um risco elevado de se contrair a doença na região, informou um porta-voz do ministério da Saúde. A paciente, internada com pneumonia e cujos exa-

mes revelaram a presença do vírus H5, uma variante da gripe das aves, está em estado grave. O responsável de saúde de Hong Kong, York Chow, indicou que não há até ao momento um índice que prove uma transmissão de homem para homem neste caso presente. “Creio que devemos primeiro concentrar-nos nos pássaros como fonte provável desta infecção”, declarou. “Provavelmente contraiu o vírus na China continental (...) mas

ainda não podemos excluir completamente a hipótese Hong Kong”, acrescentou. A paciente deslocou-se à China entre 23 de Outubro e 1 de Novembro com o seu marido e a sua filha, indicou num comunicado o ministério da Saúde. Durante a sua estada na China, não visitou explorações agrícolas ou manteve contacto com aves de capoeira. A mulher está ao hospital desde 14 de Novembro. Hong Kong foi o pri-

meiro país a conhecer uma epidemia de gripe das aves em 1997, com a morte de seis pessoas, vítimas de uma mutação na altura desconhecida do vírus da gripe. Milhões de aves de capoeira foram abatidos. As contaminações pelo vírus H5 têm passado do animal para o homem mas os cientistas temem que uma mutação permita uma contaminação entre seres humanos, desencadeando uma pandemia mortífera.

brasil espera entregar 950 jactos à China

China admite mexer nos preços para combater a inflação

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) anunciou ontem a assinatura de um acordo de financiamento com a chinesa Avic International Leasing, para financiamento de aeronaves, que pode alcançar 1,5 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos. Segundo a Embraer, o acordo pretende criar oportunidades de financiamento para a venda de aeronaves da empresa na China e no mercado internacional. A fabricante brasileira informou ainda por meio de comunicado que a Avic Leasing lidera o mercado chinês de financiamento, com activos de leasing de mais de 1,2 mil milhões de dólares e uma frota de 62 aeronaves. A Embraer espera que a procura chinesa por jactos regionais alcance as 950 unidades nos próximos 20 anos, com uma procura maior por modelos com capacidade para 91 a 120 passageiros. A companhia brasileira já entregou 77 de um total de 105 pedidos para a China, tornando-se uma grande fornecedora de aviões de até 120 lugares no país. Num outro comunicado divulgado ontem sobre as perspectivas para o mercado chinês até 2029, a Embraer informa que a economia da China “cresce a largos passos e alimenta o desenvolvimento do mercado de aviação regional, que gera grandes oportunidades para empresas da indústria de aviação”. Esta afirmação foi feita pelo presidente da Embraer na China, Guan

A China anunciou ontem que está disposta a tomar medidas para combater a inflação, numa altura em que os economistas antecipam uma subida das taxas de juro que abrandará o crescimento da segunda maior economia mundial. Em Outubro, os preços no consumidor aceleraram 4,4% e as taxas de juro voltaram a aumentar. A reacção do Governo não se fez esperar. “Quando for necessário, iremos intervir sobre os preços dos principais produtos de primeira necessidade, bem como sobre as matériasprimas”, garantiu o Governo chinês, citado pela agência AFP.

O domínio dos ares

Dongyuan, à margem da oitava Exibição Internacional Aeroespacial e de Aviação da China, ‘Airshow China 2010’, realizada de 16 a 21 de Novembro na cidade chinesa de Zhuhai, província de Guangdong. “Continuaremos a entregar produtos com a mais moderna tecnologia e oferecendo serviços diferenciados para este mercado promissor, demonstrando o nosso comprometimento com o desenvolvimento da China”, declarou Guan Dongyuan. A Embraer é uma empresa líder na fabricação de jactos comerciais de até 120 assentos e uma das maiores exportadoras brasileiras. Com sede em São José dos Campos, no Estado de São Paulo, a empresa também tem escritórios e instalações industriais no Brasil, China, Estados Unidos, França, Portugal e Singapura. Fundada em 1969, a Embraer fabrica e vende aeronaves para os segmentos de aviação comercial, aviação executiva e defesa.

A mão do senhor na economia O Executivo chinês disse ainda que o sistema de subsídios será aperfeiçoado, de modo a ajudar os mais desfavorecidos. O Governo promete ainda “garantir o aprovisionamento do mercado para ajudar à estabilidade dos preços”. Pequim já tinha reconhecido anteriormente que seria difícil não superar o seu objectivo de limitar a subida dos preços aos três por cento para este ano. Há alguns meses, o Governo chinês teve mesmo de tomar medidas para tentar arrefecer a subida galopante do crédito e dos preços das casas, que estava a provocar uma bolha no mercado imobiliário e a colocar em perigo a economia.

grandes empresas estatais chinesas reconstroem país

Muitos braços a reconstruir Angola Mais de 50 grandes empresas estatais chinesas e 400 privadas estão envolvidas na reconstrução de Angola, com investimento em habitação, portos, caminhos-de-ferro, estradas e outras infra-estruturas, revelou o embaixador da China em Luanda, Zhang Bolun. Desde o final da guerra civil, em 2002, a China emprestou a Angola cerca de 4500 milhões de dólares e “continuará a conceder créditos àquele país africano”, disse Zhang Bolun numa entrevista à agência noticiosa oficial chinesa Xinhua difundida ontem em Pequim. Angola já é o maior fornecedor de petróleo à China, à frente

da Arábia Saudita, e o seu maior parceiro comercial no continente africano. Em 2009, devido ao impacto da crise financeira global, o comércio bilateral desceu para 17.000 milhões de dólares, mas este ano subirá para os valores de 2008: 20.000 milhões de dólares, indicou embaixador chinês. Antecipando-se à chegada a Luanda do vice-presidente chinês, Xi Jinping, o diplomata disse que a visita “impulsionará uma nova era de amizade e cooperação” e servirá para “promover um novo padrão de relações estratégicas” entre os dois países.

Zhang Bolun

Xi Jinping, considerado o mais provável sucessor do actual presidente, Hu Jintao, iniciou na terçafeira passada um périplo de oito dias por três países africanos. África do Sul, Angola e Botsuana.


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política

Polícia acusada de abuso de poder contra membros da Associação Novo Macau

Kahon Chan

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Foi antes e durante a visita a Macau do primeiroministro da China, Wen Jiabao, que um grupo de meia dezena de membros da Associação Novo Macau terá sido vigiado de perto pela PSP e pela PJ. O presidente da associação, Jason Chao, terá mesmo sido perseguido nas proximidades da sua casa por quatro agentes da PSP à paisana, que lhe perguntaram porque estava a chegar tão tarde, de acordo com relatos divulgados pela imprensa. Os visados consideram o episódio uma manifestação de abuso de poder e pretendem apresentar queixa às autoridades na próxima semana, mas a PSP nega a acusação e justifica que o âmbito da sua acção de patrulha é muito amplo. Normalmente vestindo camisa xadrez e óculos de armação de metal, Jason Chao encaixando no visual típico de um aluno marrão de escola secundária. Responsável pelas cada vez mais criativa acções de “apresentação de carta” desde que foi eleito no início do ano como novo presidente da Associação Novo Macau, Chao pode parecer, na verdade, uma ameaça para os outros cidadãos, pelo menos aos olhos dos responsáveis de segurança. “Sinto vergonha pelo supervisor, que tomou uma decisão que desperdiça recursos públicos”, afirmou ontem o dirigente, em conferência de imprensa, na companhia do deputado da Assembleia Legislativa (AL) Au Kam San, afirmando ter a sensação de ter sido alvo de perseguição durante mais de quatro dias nas duas últimas semanas. De acordo com a sua observação, a primeira ronda de perseguição durou dois dias e ocorreu antes da visita de Wen, sendo que os alegados “perseguidores” terão entrado em contacto directo com Chao após a meia-noite, sugerindo que

kahon chan

Controlo muito musculado

fosse para casa por já ser tão tarde. Os agentes, concluiu Chao das suas observações, terão estado a vigiá-lo de fora do seu apartamento, a partir das escadas de incêndio, e terão tido a sua identidade confirmada ao apresentarem os seus documentos de identificação aos guardas da entrada. Informados que de Chao não se encontrava em casa, os agentes terão dado uma volta a uma garagem e esperado que o dirigente voltasse a casa horas depois. Os polícias à paisana como que se esfumaram “pontualmente” após as 18h de domingo, quando o primeiro-ministro Wen partiu de Macau através da fronteira na ilha da Montanha. Sem ressentimentos

Apesar da pressão mental, Chao não se mostrou particularmente ressentido com os perseguidores – na verdade, chegou a manter conversas amigáveis com os agentes. Reconhecendo

que estes estavam apenas a cumprir ordens, Chao até lhes facultou a sua agenda do dia, para os ajudar no seu trabalho. O dirigente associativo mostrou-se preocupado com o que

A associação revelou que uma “mão cheia” de membros-chave da Associação Novo Macau acredita também ter sido “perseguida” pelas autoridades durante o mesmo período, tendo

ção Novo Macau optou por apenas revelar o sucedido aos meios de comunicação após o anúncio das Linhas de Acção Governativa (LAG) para ter tempo de compreender a situação em conjunto

O presidente da associação, Jason Chao, terá mesmo sido perseguido nas proximidades da sua casa por quatro agentes da PSP à paisana, que lhe perguntaram porque estava a chegar tão tarde, de acordo com relatos divulgados pela imprensa. Os visados consideram o episódio uma manifestação de abuso de poder e pretendem apresentar queixa às autoridades na próxima semana considera ser um estado em degradação das liberdades pessoais desde a transição. “As pessoas podiam dirigirse ao primeiro-ministro de Portugal durante a administração portuguesa. Porque é que a situação actual é pior do que na era colonial?”, questionou, sublinhando: “O Governo da RAEM sofre de falta de confiança e deveria fazer uma autoavaliação.”

um deles sido parado por uma viatura da PJ quando ia a caminho de um “certo evento”. Num comunicado, a associação sublinha: “um dos valores que defendemos é a nossa abordagem racional” que nunca é direccionada para prejudicar a segurança pública em nenhuma agenda, pelo que considera difícil “encontrar motivos para racionalizar a acção” da polícia. AAssocia-

com os outros membros, e uma queixa formal deverá ser apresentada ao Governo na próxima semana, já que consideram a perseguição uma medida desnecessária, injustificada e um abuso de poder. PSP nega

Ontem à noite, um porta-voz da PSP negou que a referida acção tivesse tido lugar como sugere a Associação Novo

Macau, acrescentando que os agentes da PSP têm um “muito amplo âmbito de patrulha” e que a sua responsabilidade era manter a estabilidade e segurança da sociedade. Entretanto, a associação também deixou clara a sua posição claramente contra medidas alegadamente excessivas por parte da polícia durante a visita do primeiro-ministro a Macau – dois organizadores de manifestações foram levados por agentes da PJ cerca de duas horas antes do início do protesto e um outro activista foi levado para a esquadra da Judiciária durante a marcha. A Associação Novo Macau sublinha que o artigo 233 do Código Penal autoriza a aplicação da lei para manter detidos suspeitos menos de seis horas para efeitos de identificação, mas considera que não fazia sentido identificar os referidos dirigentes sindicais, uma vez que se trata de figuras públicas. A associação afirma que o uso abusivo da lei, sob a alegação infundada de ameaça à segurança pública, “arruinou muito eficazmente” a manifestação, o que “merece ser denunciado”. A associação também se mostrou preocupada com a proibição de entrada de vários residentes de Hong Kong, o que considera trazer danos para a imagem de Macau enquanto destino de turismo acolhedor, e Au Kam San reiterou que a lei foi aprovada na AL tendo em mente o terrorismo e o crime organizado. Como os visitantes têm de recorrer a um advogado para anular a recusa de entrada, mesmo estando fora do território, Au admite que pouco pode ser feito para impedir que a lei continue a ser interpretada de forma diferente. A associação Dinâmica da Juventude de Macau também emitiu um comunicado criticando a acção das forças policiais. “No final do dia, a harmonia social genuína não pode ser construída através da supressão da crítica pela força policial”, refere. “Esperamos que o Governo aprenda a lição e crie uma verdadeira harmonia com uma distribuição justa de recursos e poder.”


China aposta em tecnologia própria para criar versão do Twitter O principal portal de internet chinês, Sino Corp, lançou um fundo de 301 milhões de dólares para o desenvolvimento de aplicativos para o Weibo, a sua versão da rede de microblog Twitter, censurada no país. O jornal China Daily afirmou que o Weibo, que entrou em funcionamento em 2009, já conta com 50 milhões de usuários, entre eles várias celebridades locais, e as suas perspectivas de crescimento são enormes, já que a China tem o maior número de internautas do planeta, mais de 450 milhões.

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Comissão à procura do correcto manuseamento da reserva financeira

A terceira comissão da Assembleia Legislativa (AL) pediu ao Governo que esclarecesse se Francis Tam poderia vir a ser encarregado da gestão do proposta reserva financeira e se poderiam ser criados comités para fornecer orientações sobre a estratégia de investimento a aplicar para os milhares de milhões da reserva. Na primeira reunião da 3ª Comissão Permanente para a leitura da proposta de lei intitulada "Regime de Reserva Financeira", os membros da comissão partilharam opiniões sobre os pontos mais preocupantes do dossiê. Consultores da assembleia concluíram que não há desafios de viabilidade na lei e o comité irá convidar representantes do Governo para explicar porque é que a reserva básica é fixada em 150 por cento das

despesas totais, embora os membros não considerem essa quantia nem muito alta nem muito baixa – apenas parece ser uma abordagem conservadora fixar o ponto de partida da reserva financeira em 150%. Conforme foi sugerido anteriormente durante o debate na votação na generalidade, a comissão também pretende que o Executivo informe porque é que o secretário não é colocado à frente da gestão da reserva financeira, em vez da Autoridade Monetária de Macau (AMM), uma vez que a natureza e escala de uma reserva financeira são diferentes das de outros fundos que são designados com propósitos específicos. Os deputados também propuseram a

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E quem vai orientar os milhões? kahon chan

Kahon Chan

sexta-feira 19.11.2010

criação de um comité para fornecer o aconselhamento estratégico à AMM com vista à tomada de decisões de investimento, como a

percentagem de dinheiro a ser investido em títulos públicos e outros, e um comité separado para auditar o desempenho da AMM. O

A comissão pretende que o Executivo informe porque é que Francis Tam não é colocado à frente da gestão da reserva financeira, em vez da Autoridade Monetária de Macau, uma vez que a natureza e escala de uma reserva financeira são diferentes das de outros fundos que são designados com propósitos específicos

modelo foi em grande medida baseado no exemplo de Hong Kong, uma vez que não há muitos casos em todo o mundo em que haja uma lei para a reserva financeira e porque a maior parte dos governos apresenta uma situação deficitária. Cheang Chi Keong, presidente da comissão, acredita que os comités não irão atrapalhar as decisões atempadas da AMM com base nas flutuações inesperadas do mercado financeiro, e gostaria de ouvir da AMM pronunciar-se acerca da sua experiência na gestão do fundo cambial, já que Cheang apenas se lembra de a AMM ter dito que não ao deputado que perguntou se se tinha envolvido da aquisição de títulos do yuan. A próxima reunião da comissão irá realizar-se no início do próximo mês, depois de concluídas as sessões relacionadas com as Linhas de Acção Governativa (LAG).


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política

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Vanessa Amaro

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O ano de 2011 não será, definitivamente, o da saúde. As Linhas de Acção Governativa (2011) anunciadas esta semana pelo Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, não trazem grandes novidades ao que toca o sistema público. Para 2011 –e apenas lá para o fim do ano -, estão previstos apenas a reconstrução do posto de saúde de Coloane, o lançamento do serviço de psiquiatria forense e os preparativos para a automatização do serviço de dispensa de medicamentos nos centros de saúde. A novidade é a construção de mais uma unidade de saúde no antigo mercado provisório de São Lourenço, mas as obras só devem estar concluídas, segundo previsões do relatório das LAG, no final de 2012. O novo hospital das ilhas só sairá do forno no terceiro trimestre de 2014 e o novo edifício das urgências do Conde de São Januário estará pronto no fim de 2012. Desde há cinco anos que criapub

Exportações de chá chinês crescem 2% China deverá exportar este ano cerca de 303 mil toneladas de chá para o resto do mundo, mais dois por cento que em 2009. Pelas contas divulgadas ontem na imprensa oficial chinesa, as plantações de chá na China ocupam 1,86 milhões de hectares, o que representa metade da área mundial. A China tornou-se em 2005 o maior produtor mundial de chá, à frente da Índia, e o ano passado a sua produção atingiu 1,3 milhões de toneladas. Em 2009, pela primeira vez, as exportações chinesas ultrapassaram as 300 mil toneladas e este ano deverão crescer dois por cento. Norte de África, União Europeia, América e Japão são os principais mercados do chá chinês.

Executivo recicla ideias do passado para as LAG de 2011

Saúde sem novidades à vista

ção de Conselho para os Assuntos Médicos está sobre a mesa. No Verão, Cheong U, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, voltou a mencionar o organismo, mas, de acordo com as LAG para 2011, a espécie de Ordem dos Médicos terá

ainda de esperar ainda todo o ano que vem para saltar da gaveta. Para Fernando Gomes, vicepresidente da Associação de Médicos da Função Pública, a criação do conselho é um dos assuntos mais importantes na pendência

da saúde. “Há muito que se fala disso, mas até agora não houve desenvolvimentos. O conselho é importante para que os médicos possam ter um seguro contra erros, já que neste momento nenhuma companhia aceita fazer-nos uma apólice sem que haja um estrutura isenta e idónea a gerir a profissão”, explicou ao Hoje Macau. A falta de novidades não surpreende o médico do Conde de São Januário. “Já se esperava que fosse ficar tudo na mesma. É uma opção do Governo”, aponta. Na primeira semana de Dezembro, Cheong U vai sentar-se no hemiciclo para responder às questões do deputado quanto aos assuntos da sua pasta. As promessas são genéricas e no relatório não há a indicação clara de planos. Fala-se na abertura da especialidade de geriatria, no reforço do cuidado de

saúde para idosos, na adopção de mecanismos de padronização dos cuidados e na criação de um banco de dados central. Mais médicos, filas de espera menores ou mais camas foram postos de parte no discurso para o próximo ano. Segundo dados dos Serviços de Saúde referentes a 2007, mesmo a levar em conta os três hospitais existentes na RAEM, que somam 1014 camas, a média não ultrapassa as 1,9 camas por cada 1000 habitantes. Enquadrando estes dados no contexto global, Macau está longe do desejável. De acordo com um relatório de 2008 da Organização Mundial de Saúde (OMS), a média internacional do número de camas é de 3,0 por cada 1000 habitantes. Apesar de não existirem dados referentes apenas à região da Ásia, basta comparar a RAEM com alguns países asiáticos para se perceber a existência de diferenças significativas com o Sri Lanka (2,9), Coreia do Sul (8,6), Japão (14,1) ou mesmo China Continental (2,2), só para citar alguns exemplos.


sociedade

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Cônsul dos EUA pede a Macau que deixe de dificultar contratação de importados

Uma certa pressão à americana Vanessa Amaro

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Os operadores de jogo já se tinham queixado da nova lei de contratação de trabalhadores não residentes, em vigor desde o final de Abril, e ontem o cônsul-geral dos Estados Unidos para Hong Kong e Macau veio dar voz ao coro. Durante um almoço sobre as políticas norte-americanas para a Ásia, Stephen Young frisou no seu discurso os mil milhões de dólares que os casinos já investiram em Macau e a quantidade de postos de trabalho gerados. E reivindicou uma “maneira transparente e justa” de lidar com a questão dos importados. “O número de cidadãos norteamericanos em Macau duplicou e está estimado agora em 4000. Claramente, o compromisso dos EUA com Macau não é apenas a curto prazo”, realçou. A Sands China manifestou por diversas vezes insatisfação pela dificuldade em encontrar mãode-obra local para as suas obras faraónicas no Cotai, o que poderá lhes causar atrasos consideráveis na abertura de novos resorts e alguns prejuízos. Young, que assumiu o cargo em Março, disse que as companhias norte-americanas – Sands, Wynn e MGM - “reconheceram prontamente” as oportunidades oferecidas pela indústria do jogo de Macau e aplicaram mais de oito mil milhões de dólares no território nos últimos seis anos na construção de casinos, hotéis e centros de convenção. Por isso, o cônsul-geral diz esperar que os planos do Executivo de expandir o sector turístico abram mais oportunidades para as empresas norte-americanas. “Para ser bemsucedido, no entanto, é preciso que os investidores estrangeiros sejam tratados de forma justa, incluindo nas questões da contratação de mão-de-obra estrangeira.” “As consequências das restrições à contratação de mão-deobra não residente estão a ser avaliadas por mim, pelas operadoras e pelo Governo de Macau. Estou optimista quanto a um desfecho favorável”, sublinhou Stephen Young.

Young, que assumiu o cargo em Março, disse que as companhias norteamericanas – Sands, Wynn e MGM - “reconheceram prontamente” as oportunidades oferecidas pela indústria do jogo de Macau e aplicaram mais de oito mil milhões de dólares no território nos últimos seis anos na construção de casinos, hotéis e centros de convenção. Por isso, o cônsul-geral diz esperar que os planos do Executivo de expandir o sector turístico abra mais oportunidades para as empresas norte-americanas O cônsul recusou-se a fazer comentários sobre o processo movido por Steve Jacobs, ex-director executivo da Sands China, contra o patrão do grupo, Sheldon Adelson, nem quis falar sobre as alegadas pressões da empresa sobre o Governo de Macau. Contactado pelo Hoje Macau, o Gabinete de Recursos Humanos, disse, através do seu porta-voz, que o organismo aprova os pedidos de trabalhadores importados com base na legislação em vigor.

“No processo, conta o estado da economia e a existência de mãode-obra local para os postos. Os trabalhadores estrangeiros são apenas contratados para complementar o mercado local. O gabinete analisa todos os pedidos tanto de empresas locais como estrangeiras com igualdade e justiça”, afirmou.

superaram todas as expectativas -, os grupos Sands e Galaxy deverão deparar-se com dificuldades para concluir dentro do prazo os projectos actualmente em andamento e Macau. Problemas de recrutamento de trabalhadores, directores que se demitem, de

Incertezas e restrições

Apesar da pujança financeira – as receitas no terceiro trimestre

Palpites sobre a China O cônsul-geral em Hong Kong não limitou-se a falar apenas de Macau. Stephen Young também afirmou que a detenção do activista chinês Zhou Lianhai – o pai que lançou uma campanha contra a campanha do leite contaminado – envolve a questão da liberdade de expressão da Constituição chinesa. Young reiterou que Washington tem estado atento à defesa dos direitos humanos, mas não quis confirmar se os EUA interviram de alguma coisa na questão de Zhao.

Stephen Young

tudo um pouco vai acontecendo para que o calendário pareça avançar depressa demais. Isto apesar das declarações optimistas dos responsáveis quanto ao cumprimento dos prazos. “Vamos abrir no início de 2011”, garante Robert Drake, mostrando optimismo por parte da Galaxy. “Ainda não demos a data definitiva, é ainda um pouco prematuro dizer o dia exacto. Queremos ter a certeza de que vamos executar e avançar bem, e num futuro próximo vamos revelar a data de abertura”, afirmou, garantindo: “Estamos a avançar dentro do prazo e do orçamento.” Os executivos da empresa reiteraram em entrevistas recentes que o novo casino-resort da Galaxy iria abrir as portas no início de 2011, apesar das reservas de alguns analistas, que prevêem atrasos na sequência da demissão de dois directores que tinham um papel-chave na execução do empreendimento. Carlo Santarelli, analista da Wells Fargo, escreveu num relatório que considerava uma inauguração do novo complexo da Galaxy no início de 2011 seria já de si “um cronograma agressivo” e que, com a saída dos executivos, parecia “ainda menos provável” uma abertura dentro do prazo, que, considera, seria mais realista atirar para Maio ou Junho. A Sands também não pode contar com o ovo naquela parte da galinha. A escassez de mãode-obra disponível no mercado, combinada com as insistentes limitações à importação de trabalhadores estrangeiros, parece ser um obstáculo difícil de conciliar com os prazos de execução das parcelas 5 e 6 da Sands no Cotai. Praveen Choudhary, analista da Morgan Stanley, considera ingenuamente optimista a expectativa da administração da Sands de que o Governo de Macau possa dar até ao fim deste mês uma resposta definitiva às suas solicitações a respeito das questões laborais nas obras em curso – o grupo acredita que vai receber autorização para contratar cinco mil importados. “Pensámos que mais atrasos são inevitáveis”, afirmou Choudhary, citado na edição online do The Wall Street Journal.


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sociedade

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China promete maior abertura para empresas estrangeiras O vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, afirmou que o governo do país irá melhorar as condições de investimento para as empresas estrangeiras, que em várias ocasiões se queixaram através das câmaras de comércio de ser discriminadas em relação às nacionais. Wang se comprometeu a melhorar as condições para o investimento estrangeiro em reunião ontem, em Pequim, com Robson Walton, presidente da cadeia de supermercados americana Wal-Mart, a maior empresa no varejo do mundo, informou a agência oficial Xinhua.

economista critica medidas contra inflação mas aplaude cheques

Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo

O Governo anunciou esta semana um pacote de medidas para combate à inflação. Isenção de pagamento de renda, atribuições de subsídios a famílias de rendimentos reduzidos e desfavorecidas, reforço no serviço do banco alimentar e redução da tarifa de autocarro para estudantes foram as promessas de Chui Sai On na Assembleia Legislativa. O economista Albano Martins, no entanto, contraria o Executivo. “Atenção! Não são medidas para combater a inflação mas sim medidas para atenuar os efeitos nocivos de uma inflação”, disse ao Hoje Macau. O economista defende que aquela que se aproxima mais de uma possível medida é a redução das tarifas de autocarro, porque “na prática, isso faz com que o índice seja mais baixo mas não vai à causa da inflação. É apenas um abate no preço que aparece na estatística”. Numa altura em que a China pensa combater a inflação a elevar

Macaquinhos de imitação

a taxa de juro, o economista lembra que em Macau “não se pode mexer”, pois os índices não podem ser alterados artificialmente por estarem ligadas ao dólar americano. “A moeda de Macau tem pouca autonomia em relação à de Hong Kong. Seria interessante o Governo ver a

possibilidade de anexar a moeda do território a outra que não o dólar. Na minha óptica, devíamos estar ligados ao yuan, porque o euro, por exemplo, representa muito pouco nesta economia”, defendeu Albano Martins. O especialista chega mesmo a

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NOTIFICAÇÃO EDITAL (Reparação coerciva)

N.º 321/2010

Raimundo Vizeu Bento, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, manda que se proceda, nos termos do n.º 3 do artigo 9.º e do artigo 11.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 – Normas de funcionamento das acções inspectivas do trabalho conjugados com os artigos 58.º, 72.º n.º 2 e 136.º n.º 2 do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, à notificação da transgressora do Auto de Notícia n.º 282/0708/2010, de 7 de Outubro de 2010, sociedade “台客營銷策劃一人有限公司” (romanizado TOI HAK IENG SIU CHAK VAK IAT IAN IAO HAN KONG SI), proprietário do “台 客小食” (romanizado Toi Hack Siu Seak), sita na Travessa Sé, n.º 10B, r/c, em Macau, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte ao da publicação dos presentes éditos, proceder ao pagamento da multa aplicada no aludido auto de notícia, no valor de Mop$80.000,00 (oitenta mil patacas), por prática das transgressões laborais previstas nas alíneas 2) e 3) do n.º 1 do artigo 28.º e punida na alínea 3) do n.º 1 do artigo 85.º da Lei n.º 7/2008 – Lei das relações de trabalho, de 18 de Agosto, devendo ainda, nos 5 (cinco) dias subsequentes ao do termo do atrás citado prazo, fazer prova dos pagamentos efectuados. A cópia do auto, notificação, e a guia de depósito deverão ser levantados, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, dentro das horas de expediente, sendo facultada a consulta do processo em causa, instruído por este Serviços. Decorridos os prazos, sem que tenha sido dado cumprimento à presente notificação, seguirá a tramitação Judicial, com a remessa do auto de notícia a Juízo. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 11 de Novembro de 2010. O Chefe do Departamento Raimundo Vizeu Bento

questionar o porquê do Governo nunca ter pensado nisso. Para Martins, a economia de Macau é “muito diferente da economia americana” e, nesse contexto, o Executivo “tem tido falta de competências para entender isso”. “Não podemos andar sempre a reboque dos outros. Aqui em Macau só se copia o que já existe. Se Hong Kong muda nós também mudamos. Aconteceu isso com o salário mínimo, aconteceu com o tabaco e irá acontecer também com a indexação da moeda. Somos muito pouco pioneiros”, critica. Martins vai mais longe e diz com frontalidade que a economia de Macau é o que é apenas por causa do jogo. “O que cresce é o jogo. As exportações descem. Enfim, esta questão da inflação não é fácil de resolver. O Governo tem de tentar controlar o imobiliário. Só assim terá uma verdadeira ferramenta de combate à inflação. Porque nós

importamos a inflação da China. O yuan valoriza e os preços sobem logo isso afecta o território.” “Cheques para quem precisa”

Alberto Martins comentou também a questão da redução das comparticipações pecuniárias. Para o economista, esta “medida foi tomada sem que se aferisse a realidade de Macau”. No entanto, a descida e a intenção de colocar dinheiro em poupança são consideradas por Martins como “uma bela medida.” “O Governo ainda não tem, a meu ver, o conhecimento necessário acerca deste tema. Temos que ver que uma parte da população não precisa deste dinheiro. É essencial que o Executivo saiba quem realmente precisa”, defende. O economista acredita que no futuro os cheques possam ser entregues apenas a quem necessita deles. “Como não há sistemas de previdência, o Governo deve meter o dinheiro remanescente a render no sentido de acautelar o futuro dos idosos.”


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sociedade

Horário de Encerramento das Barreiras e de Desinstalação das Barreiras Metálicas do 57º Grande Prémio de Macau Horário e Locais de fecho dos portões de barreiras metálicas entre os dias 18 e 21 de Novembro:

1. Os portões de barreiras metálicas colocados nos acessos a todos os edifícios

residenciais, hotéis ou outras entidades serão encerrados a partir das 00h00,

permanecendo fechados até ao final das corridas de cada dia.

Paul Chan quer mais dinheiro para os pensionistas

Pensão logo existem Kahon Chan

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O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Paul Chan Wai Chi inquiriu o Governo sobre se está a planear destinar mais do superávit financeiro para responder às necessidades dos pensionistas, incluindo depósitosbónus nas contas do sistema de poupança central para os cidadãos de meia idade e injecções generosas no fundo de segurança social. Chan apresentou uma interpelação escrita apenas um dia após a sessão de pergunta-e-resposta com o chefe do Executivo, Chui Sai On, em que este disse a Au Kam San que se o “rendimento” de um idoso caísse abaixo do padrão mínimo de subsistência, este poderia sempre candidatar-se a um subsídio à terceira idade do Instituto de Acção Social

(IAS) de 2640 patacas, sujeito a uma avaliação de activos pessoais. Paul Chan considera que a resposta à questão de Au foi “ignorante” a ponto de ferir os sentimentos dos idosos em Macau, pelo que exigiu ao Governo que fixasse o montante dos subsídios à terceira idade em 2640 patacas, independentemente da capacidade financeira do idoso de proporcionar uma protecção digna para a sua vida. Além disso, um relatório do Fundo de Segurança Social (FSS) sobre a proposta de reforma dos sistemas de segurança social e pensões em Macau, que em 2007 sugeriu que o Governo depositasse mais dinheiro nas contas de poupança central dos residentes com mais de 45 anos, pois esses teriam tendência a levantar o dinheiro mais cedo do que os restantes. Por exemplo, os residentes

com idades compreendidas entre os 45 e os 54 deveriam receber 50 por cento mais do Governo e os com idades entre 55 e 64 deveriam receber o dobro. Chan lembrou que Francis Tam concordou com o relatório em Janeiro deste ano, mas as LAG para 2011 continuam a recomendar um montante igual no depósito para todos os cidadãos em Macau, independentemente da idade. Chan defende que o Governo deveria seguir o método de distribuição recomendado no relatório. A interpelação também insta o Executivo a reservar uma parcela generosa do seu superávit, que acabaria por ser convertida em reserva financeira, e injectar o dinheiro num fundo de segurança social para assegurar que este possa funcionar de forma sustentável, sem acrescentar mais peso para a classe trabalhadora.

Mal-entendidos sobre o controlo do jogo Os investidores podem não ter compreendido os planos do governo de Macau para a indústria do jogo. Quem o diz é a empresa de consultadoria JP Morgan. As acções dos casinos caíram em Hong Kong após o Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, ter dito na segunda-feira que o governo de Macau iria intensificar o controlo sobre a indústria do jogo e promover o seu desenvolvimento

ordenado. “Embora alguns investidores tenham imediatamente interpretado estas palavras como um reforço, entendemos que é coerente com a prática corrente do Governo”, afirmaram analistas do JP Morgan, numa nota escrita aos clientes. “Na verdade, já no ano passado, o Governo exprimiu a mesma vontade e, no final, o sector já cresceu 60% durante este ano”, observaram os analistas.

2. Os portões de barreiras metálicas colocados nos acessos a vias públicas serão

encerrados a partir das 03h00, permanecendo fechados até ao final das corridas de cada dia.

Depois de terminar as corridas, a Comissão do Grande Prémio de Macau vai efectuar durante toda a noite as obras de desmontagem das barreiras metálicas, e as primeiras obras vão ser concluídas na madrugada do dia seguinte das corridas, diminuindo os transtornos causados à população.

A Comissão do Grande Prémio solicita a todos os condutores a melhor compreensão por eventuais transtornos causados, bem como o respeito pela sinalização provisória instalada e pelas instruções da Brigada de Trânsito. Para informações, é favor de ligar para o número de telefone: 28-728482.


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cultura

Grupo LeYa não assume mas revela interesse em Macau

Com olhos em bico na prateleira António Falcão

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Como forma de apresentar a Livraria Portuguesa à rede de empresas que navega no mundo dos livros em Portugal, o Instituto Camões (IC) contactou diversos grupos editoriais com a intenção de “despertar o interesse pelo projecto a quem desconhece a livraria”, informou ao Hoje Macau a presidente do IC, Ana Paula Laborinho. Fica assim alargado o universo de candidatos a um futuro mais sustentado a quem já detenha um historial de sucesso na área. Este contacto é assim um convite para o concurso de ideias a lançar em breve. Ponto certo na futura concessão é de que esta apenas poderá ser adjudicada a empresas estabelecidas na RAEM. A nova concessão deveria surtir efeito a patir do primeiro dia de 2011. Neste pacote de candidatos, encontra-se o grande grupo editorial LeYa, do magnata dos livros Miguel Paes do Amaral. Por enquanto, a posição oficial do grupo é a de que não confirma o interesse da LeYa na Livraria Portuguesa, mas o Hoje Macau conseguiu apurar, por fontes seguras, que a hipótese se encontra em fase avançada de estudo. De resto, o contacto que fez acender a chama foi confirmado por Ana Paula Laborinho. O grupo detém uma rede de 13 livrarias - seis lojas próprias e sete em regime de parceria – que se espalham por todo o território nacional português. As livrarias encontram-se em Lisboa, em Alcochete, em Aveiro, no Funchal e em Ponta Delgada. Em parceria com outras redes livreiras existem a LeYa na Barata, na Avenida de Roma, em Lisboa, e as livrarias “LeYa na CE…”, em parceria com a Coimbra Editora – situadas em Coimbra, Lisboa (Buchholz), Massamá, Oeiras, Porto e Portimão. A presidente do IC referiu

que “a possível expansão para Macau será de todo o interesse para os grupos editoriais”, com a atenção crescente da China no mundo lusófono e na língua de Camões. A possibilidade de a LeYa estabelecer um espaço em Macau, embora retire o ponto fulcral como frente da cultura portuguesa sem os objectivos primordiais do lucro, como muitos portugueses residentes no território reivindicam, assegura a continuidade da Livraria Portuguesa, empurrando-a para um futuro risonho em termos financeiros. A Leya, que nasceu em Janeiro de 2008, cedo se assumiu com um projecto de sucesso ao adquirir os livreiros com maior fôlego no mercado português, ganhando o epíteto de “papaeditoras”. Em menos de dois anos, o grupo adquiriu 18 projectos editoriais em Portugal, abrindo o seu leque à rede de manuais escolares e, posteriormente, ao mundo lusófono. Nele se integram algumas das mais prestigiadas editoras portuguesas e duas das mais bem-sucedidas africanas. Assim fazem parte do cardápio da LeYa a Academia do Livro, Edições ASA, BIS, Caderno, Caminho, Casa das Letras, Dom Quixote, Estrela Polar, Gailivro, Livros d’Hoje, Lua de Papel, Nova Gaia, Oficina do Livro, Quinta Essência, Sebenta e Texto Editores. A empresa publica ainda os seus livros de edições gerais e escolares em Angola, através das marcas Nzila e Texto Editores; em Moçambique através da Nzila e também da Texto, e no Brasil através da marca LeYa e Lua de Papel, entrando recentemente no mundo das edições para o ensino. Com todos os negócios efectuados, a empresa consolidou a posição de maior grupo editorial português, editando autores como José Saramago, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, Mia Couto, entre muitos outros. Esperando atingir um lucro superior a 150 milhões de euros para o ano de 2010, edita mais de mil títulos anualmente.


Berlusconi mandou colocar pénis e braços em esculturas com 2000 anos Numa altura em que a crise obrigou a um corte de 46% nos fundos para cuidar do património artístico italiano, por expressa vontade do primeiroministro, Sílvio Berlusconi, foram gasto 70 mil euros para um polémico restauro: colocar um pénis e braços num conjunto escultórico com quase 2000 anos. O caso foi reportado pelo jornal “La Repubblica” como um escândalo, meio-notícia, meio comentário, numa altura em que os ânimos estão exaltados por causa da queda de um edifício na cidade património mundial de Pompeia e dos cortes nas verbas para o património cultural. “A obra foi colocada frente a um fundo azul muito kitsch, como desejado pelo arquitecto do primeiro-ministro, Mario Catalano”, escreve o diário.

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A Livraria Portuguesa ao sabor da língua espera um novo capítulo

Os últimos dias de um contrato António Falcão

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A meio do mês de Novembro entra-se na Livraria Portuguesa e nota-se de imediato um encolhimento na oferta de livros ao público. O contrato de Aloísio da Fonseca, actual concessionário, termina no final de Dezembro e a aposta em novidades como em anos anteriores, com o espectro da chegada do Natal, não acontece do mesmo modo. Fecha-se a casa e esperam-se pelas contas finais. As linhas com que se cose o cenário são muito claras: “o IPOR é proprietário da Livraria Portuguesa”. Nos alicerces desta missão, como é óbvio, está a promoção, divulgação e comercialização das iniciativas editoriais redigidas em português, mas, como se pode ler na página oficial do instituto, também é dada importância às edições nas línguas chinesa e inglesa, relacionadas com a língua e cultura portuguesas, facto que foi ganhando mais impacto ao longo dos tempos, A Livraria cumpriu este ano o seu 25º aniversário com um historial de altos e baixos, de lucros e prejuízos. Nem tudo foi claro, mas a verdade é que sempre foi o porto de entrada do alimento para os leitores de português do território. Primeiro a cargo do Instituto Cultural, sob administração portuguesa, mais tarde o espaço passou para a gestão do Instituto Português do Oriente (IPOR) em 1998, e até 2003 teve um prejuízo acumulado de cerca de 3,2 milhões de patacas, o que perfaz uma média de 632 mil patacas por ano, como aliás foi lembrado por Aloísio da Fonseca numa recente entrevista a um jornal local. Para colmatar este "mau negócio”, o IPOR, na altura nas mãos de Vasconcelos Saldanha, decide livrar-se da gestão da Livraria, oferecendo a sua exploração, já que não existiu um concurso público para o efeito, ao primeiro presidente do referido instituto, ou seja, Aloísio da Fonseca, por um período de três anos. Acordo que seria renovado por mais cinco, momentos antes da entrada em cena de Helena Rodrigues, que ocuparia o cargo de Saldanha, em Dezembro de 2005. Em 2008, com a novela que trouxe ao adro a possibilidade de venda das instalações da Livraria, foi decidido que no final de 2010 a ligação entre ambas as partes não seria renovada e seria levada a concurso público. Este vaivém traz na carruagem quase sempre os mesmos protagonistas, que são as peças fundamentais de todo o xadrez. Primeiro, Carlos Monjardino e a sua Fundação Oriente (FO), um dos criadores do IPOR em 1989. De braço dado com o estado português, através do Instituto Camões, que se tornou o sócio maioritário do IPOR com 51% do seu capital social, a FO com os seus 44% forma uma sólida cúpula que mexe todo os seus cordelinhos do instituto. Se Aloísio da Fonseca

foi o nome consensual para assumir o posto mais alto no IPOR no seu inicio, haveria de ser chamado mais tarde, para salvar o barco da Livraria Portuguesa, sempre como elemento fundamental na estratégia do timoneiro Monjardino para Macau. Outro nome em todo o processo é o de Ana Paula Laborinho, presidente do IPOR entre 1996 e 2006 e nomeada para a direcção do Instituto Camões ainda este ano. Pelas suas mãos passou o “dossier Livraria Portuguesa”, que se encontra em fase de ultimação no ajuste de alguns detalhes. Dentro de dias, irá sair do forno o documento que irá revelar as linhas do próximo capítulo. Aproposta do IPOR será um concurso genérico de ideias que irá definir o futuro da Livraria, facto já referido no princípio do Verão. Muito em breve será apresentado um caderno de intenções, ou a abertura à “manifestação de interesses”, como é conhecido, que irá abrir a gestão da Livraria a potenciais candidatos, num acto público e transparente. Contrariando o que até aqui instaurou a era de Aloísio da Fonseca, que assumiu a gerência da Livraria por adjudicação directa. O próximo passo já foi acordado entre o IC e a FO. As linhas do novo contrato de concessão não diferem substancialmente do anterior, que cede as actuais instalações para exploração da livraria com uma série de benesses, onde consta uma renda livre de encargos, e outros estímulos para a persecução da missão do IPOR na divulgação da língua portuguesa em Macau. Ana Paula Laborinho refere-se ao papel da nova livraria como um “projecto sustentado que tenha a garantia de um serviço público.” Que para além da implementação do português estabeleça “uma relação com outros mercados” e que passe também pelo “uso das novas tecnologias”. Uma livraria mais abrangente e mais activa. Para Rui Rocha, actual presidente do IPOR, a gestão da Livraria Portuguesa, “atendendo à dimensão do mercado, terá de ser feita de modo equilibrado”, afirmando que “não há margens de lucros muito grandes”. Aloísio da Fonseca disse na semana passada que as receitas brutas de 2009 se situaram nos 4,77 milhões de patacas, o maior valor até agora conseguido enquanto esteve à frente da Livraria. No entanto, apesar de tanto fulgor nas vendas de livros, os resultados líquidos acabaram por ser negativos,

superando as 83 mil patacas de prejuízo. Assim ditam as contas do IPOR. Resumindo: com um saldo positivo de 400 mil patacas mensais, as despesas de execução conseguiram ser superiores a esse valor, o que há primeira vista torna o panorama de viabilidade desta livraria complicado. O actual concessionário referiu ainda que está à espera do articulado do novo contrato para decidir se vai prosseguir ou não no negócio dos livros em Macau, numa livraria que durante a sua gestão apenas apresentou lucro em dois anos. Um língua que chega cada vez mais longe

O português é hoje em dia um idioma em plena fase de expansão. Facto que pode ser fulcral para a RAEM como um ponto de partida importante e “um instrumento para o seu desenvolvimento”, realçou a presidente do IC. “Existe um crescente interesse pelo português no mundo”, referiu. Esta realidade foi empurrada pelo desenvolvimento económico do Brasil e de Angola e o interesse exponencial da China nos mercados lusófonos. Ana Paula Laborinho ilumina os vários pontos geográficos no planeta onde o português se desperta: a Índia, com os serviços de atendimento telefónico cada vez a serem mais requisitados para o uso do português; a China, como plataforma de diálogo; o Brasil, motivado pela sua expansão no mundo e Angola, devido à sua estabilidade. Nesta relação de poderes a língua portuguesa encontra assim um papel acrescido na RAEM que por ventura a tem apoiado mais do que os governantes portugueses que guiaram Macau ao longo de quatro séculos. O que não deixa de ser um processo bipartido como revela o

Um exemplo Caim de José Saramago está à venda em Macau por 270 patacas. Em Portugal o mesmo livro, na mesma moeda, custa quase menos 100 patacas, cerca de 178. Retirado o IVA e o desconto efectuado a livreiros, a Livraria Portuguesa adquire este livro provavelmente por um valor entre as 90 e as 100 patacas. O transporte unitário não é significativo. É necessário daqui retirar os custos com o pessoal e as despesas de manutenção. Mas esta é porventura a cara do negócio.

recente acordo assinado entre o IC e a comitiva de Hu Jintao, em Portugal, e com o Instituto Politécnico em Macau, na mais recente estadia da Ana Paula Laborinho no território. A Livraria Portuguesa deverá funcionar como um pólo que impulsione todos estes factores. A realidade confirma que hoje há mais falantes de português em Macau. Mais do que isso, há o desejo de aprender este idioma. Em Macau, só no IPOR e no ensino oficial, básico e secundário, mais de 2 mil alunos escolheram esta disciplina. Com o processo de ensino a escalar para o ensino superior, o potencial da língua portuguesa está na ordem do dia. Nesta sintonia deverá unir-se o impulso dos governantes chineses no continente com a sua postura agressiva de grande impacto na implementação do português que nunca esquece o mundo lusófono. Cristina Lai, a cara mais conhecida da Livraria desde o primeiro dia e mão essencial na gerência do espaço, afirma que há cada vez mais alunos de português em Macau a comprar livros e manuais de estudo. “Os chineses compram muitos dicionários”, afirma. Explicando também que, neste universo, desde que surgiu a preocupação com os direitos de autor “os estudantes já não fotocopiam os manuais escolares” e assim acabam por comprar os originais. Sublinhando que há uma grande procura pelos livros em português pelos estrangeiros. Apesar de se sentir um pouco apreensiva com o seu futuro e com o futuro da Livraria, está pronta para o que vier. Nas entrelinhas de um enredo de “diz que disse” fala-se também na intenção da Livraria de São Paulo descer a rua e tentar a sua sorte na esquina da “Rua das Mariazinhas”. O Hoje Macau quis inteirar-se do pressuposto e subiu ao primeiro andar do espaço a cargo das Irmãs Paulinas onde encontrou a irmã Mary, responsável pela supervisão da loja. Depois de uma breve troca de palavras informou-nos de que não queria ver o nome da Livraria de São Paulo escrito no jornal, afirmando que “nós não tivemos esta conversa”. E assim foi, o Hoje Macau não falou com ninguém na Livraria de São Paulo, referência livreira que chegou pouco depois desta missão religiosa se ter estabelecido no território, já lá vão 41 anos, e assim não pôde confirmar a informação obtida. Num processo que se começa a formar nos bastidores. Para o presidente do IPOR, Rui Rocha, Macau é sempre um mercado especial, com um universo restrito. Referindo que na possibilidade de uma grande empresa vir para Macau e pegar na livraria, “é importante que faça uma análise de mercado.” E que a sua proposta para além da oferta do livro e da sua divulgação passe também por uma dinâmica cultural evidente. Facto que raramente esteve na ordem do dia no actual reinado de Aloíso da Fonseca.


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desporto

Associação de Futebol absolvida pelo TUI no caso Monte Carlo

O último capítulo da novela Vanessa Amaro

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A história remonta a 2008, quando o Monte Carlo, o Vá Luen e o Heng Tai levaram a Associação de Futebol de Macau (AFM) a tribunal por terem sido multados e suspensos de todas as provas do desporto no território, por se terem recusado a inscrever as suas equipas na Bolinha. O trio ganhou no Tribunal de Segunda Instância (TSI), mas na terça-feira, o Tribunal de Última Instância (TUI) emitiu um acórdão no qual absolve a AFM. A AFM não se quis pronunciar sobre a sentença favorável. “É uma boa notícia, mas ainda não podemos fazer comentários porque temos de nos reunir com o conselho administrativo para avaliarmos a questão e comunicarmos a nossa posição oficial”, referiu ao Hoje Macau o porta-voz da associação. Já o dirigente do Clube Desportivo Monte Carlo, Firmino Mendonça, foi apanhado completamente de surpresa com a decisão do TUI. “Não fazia ideia de que já havia uma sentença. O meu advogado não me informou de nada, portanto, não posso falar do que ainda não sei”, disse ao Hoje Macau. O TUI considerou que os

Monte Carlo

factos considerados provados pelas instâncias “não sofrem alteração”. A AFM avançou para a última instância a pedir que o litígio fosse resolvido num tribunal arbitral. Apesar de não constar nos estatutos da associação uma cláusula de arbitragem, esta é remetida para a Federação Internacional de Futebol (FIFA). “A preterição do tribunal arbitral voluntário constitui excepção

dilatória que conduz à absolvição da instância”, aponta o acórdão do colectivo de juízes do TUI. O tribunal considera que apesar da ausência de menção aos meios de arbitragem nas cláusulas da AFM, “constitui deveres dos seus membros cumprir e fazer cumprir os estatutos e regulamentos internos dos próprios clubes, da FIFA e da AFM”, aponta pub

o documento. Como o disposto no n.º 2 do artigo 64.º do estatuto da FIFA proíbe expressamente “o recursos a tribunais judiciais civis”, o conflito entre a associação e os três clubes de Macau devem

ser resolvidos no Tribunal de Arbitragem do Desporto (CAS), na Suíça. Cronologia da zanga

O Monte Carlo, Vá Luen e Heng Tai recusaram-se a

FIFA sem indícios de corrupção na candidatura ibérica

Tudo em pratos limpos

Curso de Mestrado em Administração Pública

Destinatários: Podem candidatar-se ao curso de Mestrado os interessados que se encontrem numa das seguintes situações: - Titulares do grau de licenciado em Administração Pública: - Titulares do grau de licenciatura em Direito; - Titulares de licenciatura em qualquer outra área científica desde que tenham, pelo menos, três anos de desempenho efectivo de funções na Administração Pública em Macau. Datas Importantes: - Candidatura – 1/11/2010 ~ 22/11/2010 - Horário - 2ª feira a 6ª feira: das 09h00 às 19h00 - Resultados da seriação dos candidatos – até 25/11/2010 - Matrículas – 25/11/2010 ~ 16/12/2010 - Início do 1º semestre – 9/2/2011 (de 2ª feira a 6ª feira em horário pós laboral)

O mestrado decorre integralmente, quer na parte lectiva quer na fase de dissertação, em Macau. Para mais informações é favor de consultar o seguinte website

http://www.ipm.edu.mo/master/ipl_mpa.html

inscrever as suas equipas na Bolinha de 2008, por não concordarem com os regulamentos impostos pela equipa dirigente de Chong Coc Veng, que obrigava os clubes a terem uma equipa de futebol de 11 e ainda outra para disputar o mini-campeonato. Os clubes recusaram-se a ter duas equipas em competição e foram, portanto, punidos com uma multa, que se recusaram a pagar, e ficaram impedidos de participar em qualquer prova sob a égide da AFM. O Monte Carlo, Vá Luen e Heng Tai decidiram então ir para os tribunais. No final do mês de Janeiro, o TSI considerou inválido o recurso apresentado há um ano pela Associação de Futebol de Macau e deu razão ao Monte Carlo, ao Va Luen e ao Heng Tai, aconselhando a AFM a aceitar a inscrição com efeitos imediatos dos clubes nos Campeonatos da Primeira (no caso do Monte Carlo e do Va Luen) e da Segunda (no caso do Heng Tai) Divisões. A AFM recorreu da sentença, aceitando o regresso à actividade dos três clubes punidos, mas entendendo que teriam de recomeçar na divisão hierarquicamente mais baixa. No entanto, os clubes voltaram a disputar o campeonato nas divisões que mantinham antes do diferendo.

A reunião do comité de ética da FIFA que decorreu ontem, em Zurique, Suíça, não encontrou indícios de troca de votos entre as candidaturas luso-espanhola e do Qatar aos Mundiais 2018 e 2022. A FIFA tinha decidido abrir uma investigação para determinar se os rumores postos a circular pela comunicação social inglesa e que motivaram uma queixa por parte da candidatura inglesa ao Mundial 2018 sobre uma eventual troca de votos entre a candidatura de Portugal e Espanha ao

Mundial 2018 e do Qatar ao Mundial 2022 eram verídicos. “Depois de investigar as suspeitas contra Portugal e Espanha não encontrámos bases para demonstrar que houve conluio”, disse Cláudio Sulser. Ainda em relação à candidatura ibérica, cujo foco está na organização de 2018, as suspeitas foram desencadeadas por declarações prestadas por Michen Zen-Ruffinen, antigo secretário-geral da FIFA, a dois jornalistas do Sunday Times, que se fizeram passar por representantes de uma sociedade que trabalharia para a candidatura norte-americana. “Eles começariam com sete (votos), o que não seria esperado pelos outros candidatos. Isto não é um rumor, é um facto”, disse Zen-Ruffinen, sem saber que estava a ser filmado. O anúncio dos organizadores escolhidos para os Mundiais de 2018 e 2022 será feito a 2 de Dezembro, em Zurique, Suíça.


Scolari atingido na cabeça por um rádio

sexta-feira 19.11.2010

Luiz Felipe Scolari, actual treinador do Palmeiras e ex-seleccionador de Portugal, foi atingido na cabeça por um rádio após a vitória do clube brasileiro sobre o Goiás, num jogo da Taça América. O incidente ocorreu quando o treinador saía de campo, após o triunfo por 1-0 do Palmeiras, no estádio Serra Dourada. Scolari estava parado à frente da entrada do balneário, a conversar com os jornalistas, quando foi lançado um rádio na sua direcção. O treinador ainda levou a mão à zona atingida mas desvalorizou o caso, afirmando que não se tinha magoado.

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Selecção portuguesa derrota Espanha por 4-0

Por uma noite, o campeão do mundo foi Portugal Na África do Sul, a Espanha provou de forma inequívoca que era a melhor selecção do mundo. Portugal apenas conseguiu provar que não estava sequer lá perto. Quando as duas selecções se defrontaram há mais de quatro meses na Cidade do Cabo, uma estava a caminho da glória, a outra esta a caminho do caos. Cumpriram o seu caminho e na madrugada de quarta para quinta-feira, na Luz, foi Portugal a desejar que já tivesse sido inventada uma máquina do tempo para se poder exibir no Mundial como se exibiu. Deu espectáculo e foi melhor que os melhores do mundo. E venceu por 4-0. Pena que fosse apenas um particular e não um jogo de um Mundial ou de um Europeu. Nada tinha mudado na Espanha. O treinador era o mesmo, Vicente del Bosque, e o “onze”, com uma diferença (David Silva em vez de Pedro), era o mesmo que vencera a final frente à Holanda. Já Portugal era um produto de um penoso processo de destruição e reconstrução, com treinador novo e novas soluções, recuperação de jogadores esquecidos (Postiga, Moutinho, Martins) e a aposta em caras novas (João Pereira). Mas, mais importante, a recuperação definitiva de Cristiano Ronaldo. Foi ele o primeiro alvo da roja, logo aos 8’, quando o barcelonista Busquets teve uma entrada muito dura sobre Ronaldo e levou um cartão amarelo. Um minuto depois, foi Ronaldo a devolver o gesto, também ele a levar um cartão amarelo, o que parecia um eco do ainda relativamente distante Barcelona-Real Madrid. Deste duelo, Ronaldo ficou a coxear e já não voltaria para a segunda parte. Mas ele, tal como os restantes portugueses, não se atemorizou perante a teórica superioridade espanhola nem com os

primeiros indícios daquele carrossel que havia desfeito a selecção portuguesa e todas as outras durante o Mundial. Sinal de que a história seria

diferente. Logo aos 2’, Nani obrigava Casillas a defesa apertada e, aos 4’, era Carlos Martins quem rematava ao lado. Portugal mostrava perigo e tentava assumir

o jogo, tal como Paulo Bento havia pedido. Mas o técnico português também previu que a Espanha iria querer mandar e que era preciso defender com inteligência. Os espanhóis estiveram perto do golo aos 31’, quando David Silva cabeceia ao lado após cruzamento de Capdevilla, mas foi uma amostra solitária dos campeões do mundo e da Europa. Portugal mostrava dinâmica de meio-campo, com Moutinho a mostrar na sua habitual omnipresença e Meireles a mostrar que também é competente como médio mais defensivo. E depois havia Ronaldo, autor aos 37’ de um grande candidato ao melhor não golo da temporada. O avançado do Real Madrid leva a bola até à área, finta Piqué e pica a bola pub

por cima de Casillas. A bola entra na baliza, mas é anulado por fora-de-jogo, porque Nani cabeceia quando a bola já lá estava dentro. O árbitro errou (não seria a única vez durante o jogo), mas Nani ajudou. O empate não iria durar muito mais. Minuto 45, de novo Ronaldo pela esquerda, finta a Busquets, remate para defesa de Casillas, a bola sobra para Carlos Martins que remate sem hipóteses para o guardião do Real. Portugal não perdeu ritmo na segunda parte e vincou a sua superioridade perante uma Luz meio-cheia. Minuto 49’, Moutinho escapa-se pela direita, Postiga dá um toque de calcanhar e Sérgio Ramos confirma o segundo golo na baliza espanhola. O avançado do Sporting

foi de novo protagonista aos 68’, quando voltou a bater Casillas, mas foi o outro ponta-de-lança português, Hugo Almeida, quem transformou esta na maior vitória de sempre de Portugal sobre a Espanha e apenas a oitava em 37 jogos. A 26 de Janeiro de 1947, no Estádio Nacional, José Travassos e António Araújo marcavam dois golos cada no triunfo português por 4-1, também um particular. Ontem, aos 90’, Almeida, em contra-ataque após passe de Pepe, fez o 4-0 e transformou um jogo de união ibérica em torno da candidatura a um mundial numa partida memorável para Portugal.


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entrevista

MANUEL INOCÊNCIO SOUSA, MINISTRO DAS INFRAESTRUTURAS E TELECOMUNICAÇÕES DE CABO VERDE

“A China criou um fórum de enorme alcance Encabeçou a comitiva ministerial de Cabo Verde para o Fórum de Macau onde foram assinados acordos de cooperação económica para concretizar brevemente. O ministro Manuel Inocêncio Sousa, responsável pelas Infra-estruturas e Telecomunicações, voltou a Macau quase 10 anos depois da anterior visita. Agradou-lhe muito o crescimento da região e a maneira como a prestigiada comunidade cabo-verdiana aqui exerce e desenvolve a sua actividade. Afirmou a intenção de ser o próximo Presidente da República do seu país. Há quase dez anos foi a sua anterior visita a Macau. Quanta diferença, não? Uma diferença enorme de 2001 para cá, uma grande transformação. Tive curiosidade e indaguei das razões deste forte crescimento e da transformação que se nota nesta região. Segundo as informações que recolhi, foi mais ou menos a partir de 2004, 2005, no momento da liberalização na actividade do jogo. O facto é que Macau avançou decisivamente. Com isso, naturalmente que a nossa comunidade caboverdiana beneficiou, cresceu, há mais estudantes que aqui se instalaram, é uma comunidade visivelmente bem inserida, comunidade de progresso, que participa bem nesta sociedade em Macau, sem dúvida uma comunidade que prestigia o nosso país. Que balanço faz deste Fórum que a China quis fortalecer em importância? Indiscutivelmente, um Fórum da maior importância e de grande alcance. Também o mundo empresarial em Cabo Verde irá, por certo, aproveitar esta iniciativa da República Popular da China com grande importância bilateral. Reforçadas as relações entre Cabo Verde e a república chinesa? Sobre esse aspecto devo dizer que nos últimos anos, em Cabo Verde, temos insistido na ideia duma transformação qualitativa das relações, já por si muito boas e tradicionais, que nós temos, de cooperação, diplomáticas e políticas com o governo da República Popular da China. Propusemos uma parceria

Temos projectos em curso, que dão substância a parcerias económicas entre a China e Cabo Verde. Essas matérias foram sublinhadas aqui em Macau, o nosso interesse na aceleração desses projectos, e encontrámos resposta positiva do governo da China, manifestando também interesse. Vamos, então, poder avançar económica e empresarial entre Cabo Verde e a China, estando agora a ter resposta do governo chinês nessa direcção. A presença da comitiva caboverdiana neste Fórum em Macau veio em boa altura... A nossa presença aqui permitiu a realização de encontros bilaterais a alto nível, como foi, por exemplo, o caso do nosso encontro com o ministro chinês do Comércio. Sabe-se que Cabo Verde possui uma série de projectos em várias áreas. Temos projectos em curso, que dão substância a parcerias económicas entre a China e Cabo Verde. Essas matérias foram sublinhadas aqui em Macau, o nosso interesse na aceleração desses projectos, e encontrámos resposta positiva do governo da China, manifestando também interesse. Vamos, então, poder avançar. Concretamente, avançar em que domínio? Provavelmente, a primeira grande parceria que iremos concretizar tem a ver com a criação duma base de pesca

industrial em S. Vicente. Uma parceria entre uma grande empresa chinesa de pesca e a “Cabenav”, os Estaleiros Navais de Cabo Verde que, fruto deste acordo, vai modernizar os nossos estaleiros, investir em estruturas de frio, exportação de pescado, utilizando o porto grande como porto de transbordo da pesca que é feita nessa região do Atlântico. Portanto, este é o embrião duma zona económica de pesca

que decidimos desenvolver conjuntamente, Cabo Verde e China. Para mim, é o grande projecto que consolida a nossa parceria económica. Mas para além deste temos outros muito importantes. Sobre o que foi assinado em Macau. Por exemplo, assinámos um novo acordo de cooperação estado a estado, em que o governo da China disponibiliza

O próximo presidente de Cabo Verde? Licenciado em Engenharia Civil em Portugal e mestre em Engenharia Sanitária, Manuel Inocêncio Sousa, o ministro de Estado, das Infra-estruturas e Telecomunicações, tem experiência política desde a juventude. Militante activo do PAICV, foi eleito deputado em 1991, membro da direcção nacional desde 1988 e membro da comissão política e da comissão permanente do PAICV e cabeça de lista da sua bancada desde 1995. Decidiu não ser o cabeça de lista do seu partido nas eleições legislativas de 2011. Tinha e tem um forte motivo. Também já desempenhou outros cargos ministeriais, como o de ministro dos Transportes e Mar, ou dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades. Surge agora como candidato à Presidência da República de Cabo Verde, após uma onda de incentivos em variados sectores da vida pública e privada do seu país e também de comunidades cabo-verdianas da diáspora. Essa realidade, esses apoios e a visão própria das necessidades de Cabo Verde, assumidamente o encorajaram a candidatar-se. Conhecido pelo seu low profile, não deixou de ser efusivo nas manifestações de agrado pelo desenvolvimento de Macau nos últimos anos e salientou, sublinhadamente, a realização e o profundo interesse do Fórum de Macau para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Os resultados deste fórum, admite-se, aí estão para consubstanciar já a seguir. - H.F.

60 milhões de yuans para próximos projectos de cooperação que vamos manter. Um crédito? Não, em forma de donativo, no que diz respeito à cooperação bilateral. E existem outros projectos em apreciação por entidades chinesas: equipar a nossa guarda costeira e protecção civil com dois helicópteros, estamos também a concluir um projecto de equipamento dos nossos portos internacionais com scanners de controlo de contentores, bem como a desenvolver a base tecnológica para um projecto de tecnologias de informação do sistema educativo, ou seja ligar toda a nossa rede escolar desde o ensino básico até ao ensino superior, ligação à internet, portanto equipando os nossos jovens para usufruírem de um ensino suportado por novas tecnologias de informação e comunicação. Neste caso, também temos um projecto já em curso, ao nível académico, com a China. Com o ministro do Comércio da RPC tivemos a oportunidade de reforçar essas ideias e introduzir ideias novas. Outro assunto. Temos a informação de que é candidato à presidência da república. Confirma? Confirmo que eu afirmo. Até hoje, com excepção duma entrevista dada há poucos dias ao principal jornal de Cabo Verde, “A Semana”, não tinha afirmado ou confirmado, nunca disse que sim nem que não. Neste momento confirmo a minha intenção firme de me candidatar à presidência da República de Cabo Verde. Há ainda uma condição... Que é? Conseguir o apoio do PAICV. Considero que em Cabo Verde, como em qualquer sistema democrático, uma candidatura presidencial não tem viabilidade se não tiver o suporte políticopartidário de um dos dois grandes partidos cabo-verdianos. No meu caso, será o suporte do PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde). Há algum tempo que foi criada uma Comissão de Incentivo à sua candidatura... Sei disso, mas a intenção de me


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com Helder Fernando

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com os países de língua portuguesa” candidatar foi tomada apenas há alguns dias, e é uma intenção firme. Já está a trabalhar na sua campanha? Estou agora a trabalhar para conseguir o suporte do PAICV para, finalmente, formalizar a candidatura. Portanto, no próximo ano realizam-se duas eleições distintas em Cabo Verde. Precisamente. Temos as eleições legislativas em Fevereiro/Março e as presidenciais serão seis meses depois. Quais são as suas perspectivas sobre os resultados eleitorais do PAICV nas legislativas? Até ao momento, tudo indica que o PAICV pode sair vitorioso destas próximas eleições. Os estudos de opinião que temos realizado ou tido acesso dão, desde o ano passado e com consistência, uma indicação de que existe, por parte dos caboverdianos, uma avaliação muito positiva da governação e de expectativas muito positivas em relação ao futuro, bem como uma avaliação muito boa quanto ao desempenho do nosso primeiroministro. Em resumo, analisando todos os elementos, em princípio, se nada de extraordinário acontecer, o PAICV pode ganhar, com segurança, as eleições legislativas. Faltam poucos meses, pelo que eu tenho sentido, pelo que tenho

Até hoje, com excepção duma entrevista dada há poucos dias ao principal jornal de Cabo Verde, “A Semana”, não tinha afirmado ou confirmado, nunca disse que sim nem que não. Neste momento confirmo a minha intenção firme de me candidatar à presidência da República de Cabo Verde. Há ainda uma condição...

percorrido e observado de ilha a ilha, de município a município, em actividades da governação, o ambiente que sentimos em Cabo Verde é de forte adesão às nossas ideias e à nossa governação. Não há dissonâncias, com certeza que iremos ganhar. Porque decidiu candidatar-se? Decidi candidatar-me à Presidência da República do meu País, depois de 1 ano de avaliação, de contactos, de estímulos que me foram chegando de vários sectores e de amigos cabo-verdianos dentro e fora do país. Agora, finalmente,

O facto é que Macau avançou decisivamente. Com isso, naturalmente que a nossa comunidade caboverdiana beneficiou, cresceu, há mais estudantes que aqui se instalaram, é uma comunidade visivelmente bem inserida considerei que existem condições e tenho forte motivação. Venho trabalhando na política de Cabo Verde praticamente desde a minha juventude, sou eleito desde 1991, encabecei a lista de deputados do PAICV desde 1995, estou estes anos no Governo,

necessariamente que ganhei experiência política suficiente para o exercício da suprema magistratura. Que prioridades como presidente? Uma presidência activa, que trabalhe fortemente no sentido

de dar corpo à ideia da Nação global que nós lançámos nos últimos anos, a verdadeira integração da nação caboverdiana aproximando, cada vez mais, todos os cabo-verdianos residentes e vivendo no exterior, contribuindo para melhor inserção das nossas comunidades e maior aproximação delas na participação da vida política e social do País, no seu desenvolvimento. Por isso falo num presidente activo relativamente às grandes questões de Cabo Verde. Perguntou-me sobre prioridades, digo-lhe: a batalha do desenvolvimento, vencer a luta contra o desemprego e a pobreza, apelar à criação de condições para o melhor empreendedorismo, melhor desenvolvimento empresarial. E ainda estimular o cabo-verdiano para o risco empresarial. Há também os desafios sociais da família, da segurança. Portanto, um presidente que tenha uma voz, que mobilize e estimule a população de todos os sectores. Esta é a minha visão do exercício da função presidencial no meu País. Para além dos papéis que a Constituição reserva ao representante supremo da Nação como elemento de equilíbrio do sistema político. Desejo ser um presidente pró-activo, mais interveniente na vida política, económica e social, não entrando, obviamente, na esfera executiva, mas motivando a Nação para todos os desafios. Que mensagem deixa à comunidade cabo-verdiana residente em Macau? Deixo a que fui passando nos dias que agora vivi em Macau. Cabo Verde é hoje uma nação global, por via do desenvolvimento das tecnologias estamos cada vez mais juntos e é preciso que assim nos mantenhamos. Também quero lembrar aos meus compatriotas aqui residentes, que tão bem me acolheram e honraram com a sua presença, que nas próximas eleições participem, digam de sua justiça, condicionem, com o seu voto, as melhores escolhas para as lideranças políticas em Cabo Verde porque dessas escolhas depende a continuação do bom caminho no nosso país.


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ideias l u z de i n ver n o Boi Luxo

Le Salaire de la Peur, 1953

Georges Henri-Georges Clouzot

Este é, além de tudo isto, um filme de odores, de odores a transpiração e à poeira que se liberta da avenida larga que rasga a pequena cidade sul americana, estes misturados ao odor do álcool e do medo e ao odor profundo e viscoso do petróleo e do lucro Tu est payé pour avoir peur. Abstenham-se de ver este filme todos aqueles a quem repugnar o amor à indústria pesada e à máquina. Permaneçam afastados todos aqueles a quem o excesso causar incómodos às suas vidas sedentárias e falhas de aventura, a todos aqueles a quem o vulto do desconhecido inibe a acção. Também aqueles cuja opacidade de espírito os incapacita de se deixarem envolver em infindáveis tardes de indolência, repetidas dia após dia, não merecerão que este filme entre eles insinue sequer as suas mais deliciosas propostas. Glória aos espíritos livres. Glória ao rodar incessante dos rodados dos dois camiões pesados que percorrem as montanhas de um qualquer país da América Latina que pode muito bem ser a Venezuela. Este é, além de tudo isto, um filme de odores, de odores a transpiração e à poeira que se liberta da avenida larga que rasga a pequena cidade sul americana, estes misturados ao odor do álcool e do medo e ao odor profundo e viscoso do petróleo e do lucro. Tudo começa na pequena cidade de Las Piedras, onde vamos encontrar ingleses e alemães, franceses e italianos, um corso e uma companhia petrolífera norte-americana, símbolo da exploração nortista da mão de obra local. É uma cidade rodeada pelo

deserto onde o único empregador é a SOC, a Southern Oil Company. É da SOC que se desprende o odor a combustível e da SOC que se desprende o único dinheiro que alimenta a cidade, ruidosa e solarenga, indolente e longa como tardes quentes do sul, uma cidade de onde é impossível sair, uma cidade sem comboios, sem estradas que sirvam senão os campos de petróleo e os seus camiões e carros de serviço e com aviões demasiado caros. A primeira parte desta estória, dedicada a um convívio íntimo com a vida dos expatriados que habitam a pequena cidade, dá-nos a perceber quanto estes vivem num equilíbrio entre a memória dos seus passados e aquele ponto em que essas memórias deixam de promover o desejo do regresso. É o limbo do distanciado, esse doce estado preguiçoso que, no entanto, não é suficiente para continuar a reter alguns dos frequentadores do Corsário Negro, a bodega local, palco da exibição das fraquezas e das resignações dos seus frequentadores estrangeiros. Esta primeira parte permite-nos igualmente acompanhar de um modo mais interior o percurso posterior dos quatro expatriados que protagonizam a aventura central do filme, unicamente entregues a si e à impiedade da montanha que precisam de atravessar. Permite-nos também aceitar sem choque aquilo que o destino acaba por traçar

para cada um deles. Esta é a verdadeira lição deste filme, o deixar-nos aceitar com naturalidade o destino e o despiste fatal que este nos pode reservar. Este filme de camiões é sobre a mecânica corrosiva do medo, sobre o modo como este infecta os homens ou como se revela onde menos se espera. Mas isso já nós sabemos. O que não sabíamos é que esta longa viagem pelas montanhas nos levaria a aceitar a beleza inflamável do destino e a não sentir espanto pelas suas sinuosidades. Uma explosão numa exploração de petróleo obriga a que se atravesse uma cadeia de montanhas para aí fazer chegar, a partir da exploração de Las Piedras, um carregamento de um líquido incolor e oleoso, altamente explosivo, que permita parar um grande incêndio, belo, orgânico e mortífero. Os pormenores que se reportam às vítimas da explosão são dispensados com uma fugacidade que porventura estará ausente do livro em que o filme se baseia. A viagem de dois camiões carregados deste líquido que não permite agitações excessivas, a nitroglicerina, conduzidos por dois grupos de dois voluntários, constitui o centro desta aventura. A indolência meridional da primeira hora transforma-se aos poucos, alimentada pela excitação da voz rouca da indústria e da maquinaria e pela antecipação do imprevisto. São quatro as provas principais que esperam os condu-

tores à medida que estes se afastam de Las Piedras, um afastamento que os projecta no medo e posteriormente na resignação: a Prova da Chapa Ondulada (ainda antes da inospitalidade da montanha), a Prova da Curva Apertada (onde sucumbimos à beleza de um desmoronamento), a Prova da Pedra que Impede o Caminho e a Prova da Poça de Óleo. É desta última que foram extraídas algumas das imagens mais conhecidas deste filme, ao mesmo tempo famoso e vítima de um absurdo desconhecimento a que não é alheia a ditadura de atenção que a geração francesa da Nova Vaga chamou a si. É nesta última prova que nos vemos irremediavelmente mergulhados no óleo primordial do lucro e do absurdo, enquanto escorre finalmente dos corpos a última vontade. É este tipo de filmes que nos leva a um lugar que não é o nosso e neste caso leva-nos a um lugar de onde não há retorno possível. Não há nada para lá da paliçada parisiense com que sonham dois dos condutores de um dos camiões, assim como não há nada para lá das montanhas e da aventura, nem sequer há nada para lá de um possível sucesso da missão, apenas um imenso vazio viscoso (como no outro lado da paliçada parisiense), 2000 dolares americanos e o espectáculo formidável do derrame do petróleo, o verdadeiro motor da vida e da máquina.


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17 Fazem-se montes em terrenos altos e lagoas em terrenos baixos. Estas não são coisas que dependam do artificio pessoal.

Capítulo 123 Lao Tzu disse: Aqueles que são conhecedores e apreciam a aprendizagem tornam-se sábios. Aqueles que são corajosos e apreciam aprender atingem a vitória. Aqueles que seguem na garupa do conhecimento das massas tudo delegam; aqueles que empregam o poder das massas ultrapassam tudo. Aqueles que empregam o poder das massas não necessitam de homens fortes; para aqueles que seguem na garupa do ímpeto das massas é fácil conquistar o mundo. Nada faças sem calculado planear; se o poder e ímpeto de um movimento ou tendência não seguem medidas razoáveis, mesmo os sábios espirituais são incapazes de atingir o sucesso por esse meio. Assim, quando os sábios dão início a projectos, baseiam-se sempre nos recursos disponíveis, aos quais dão uso. Aqueles que são eficazes numa coisa são colocados numa posição ; aqueles que tem um talento recebem uma tarefa. Quando dispôes da força para a responsabilidade, um projecto não pesa; quando dispões da capacidade para uma tarefa, não é difícil executá-la. Como a todas os sábios empregam, as pessoas não são abandonadas e as coisas não são desperdiçadas. Capítulo 124 Lao Tzu disse: O não –fazer não significa que não possas ser induzido a vir ao pé ou ser empurrado para longe, que não respondas quando pressionado e não ajas quando emocionado, que fiques parado e sem fluir, que te agarres e não soltes. Significa que as ambições privadas não penetram as coisas públicas e que os desejos habituais não bloqueiam a verdadeira ciência. Significa iniciar projectos de acordo com a razão, estabelecer obras segundo os recursos, fomentar o ímpeto da própria natureza, de modo que não haja lugar ao engano. Quando os projectos se completam não existe ardil pessoal e, quando o sucesso é estabelecido, ninguém reclama a honra. Na água usa-se um barco; na praia, sandálias. Sobre a lama usam-se socas; nas montanhas, sapatos de neve. Fazem-se montes em terrenos altos e lagoas em terrenos baixos. Estas não são coisas que dependam do artificio pessoal. Os sábios não se envergonham de serem inferiores, mas detestam quando a Via não é praticada. Não se preocupam que suas vidas sejam curtas, mas sim com as dificuldades da gente comum. Assim estão sempre vazios e em simplicidade, abraçando o elementar e vendo o básico e não se imiscuindo.

Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho

O texto conhecido por Wen Tzu, ou Wen Zi, tem por subtítulo a expressão “A Compreensão dos Mistérios”. Este subtítulo honorífico teve origem na renascença taoista da Dinastia Tang, embora o texto fosse conhecido e estudado desde pelo menos quatro a três séculos antes da era comum. O Wen Tzu terá sido compilado por um discípulo de Lao Tzu, sendo muito do seu conteúdo atribuído ao próprio Lao Tzu. O historiador Su Ma Qian (145-90 a.C.) dá nota destes factos nos seus “Registos do Grande Historiador” compostos durante a predominantemente confucionista Dinastia Han. A obra parece consistir de um destilar do corpus central da sabedoria Taoista constituído pelo Tao Te Qing, pelo Chuang Tzu e pelo Huainan-zi. Para esta versão portuguesa foi utilizada a primeira e, até à data, única tradução inglesa do texto, da autoria do Professor Thomas Cleary, publicada em Taoist Classics, Volume I, Shambala, Boston 2003. Foi ainda utilizada uma versão do texto chinês editada por Shiung Duen Sheng e publicada online em www.gutenberg.org.


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Ideias

18 per s pecti va s Jorge Rodrigues Simão

Crescimento económico e crise ecológica “Communism aspired to become the universal creed of the twentieth century, but a more flexible and seductive religion succeeded where communism failed: the quest for economic growth. Capitalists, nationalists indeed almost everyone, communists included worshipped at this same altar because economic growth disguised a multitude of sins”.

E

Ecological economics: principles and applications Herman E. Daly and Joshua Farley

nfrentamos uma ameaça certa, a confusão ambiental, que passa pelo apelo à prática de acções contraditórias. Ambientalistas e políticos encararam o ambiente, apenas em termos humanos e consideram que as substâncias químicas de base científica, e as indústrias dependentes da energia nuclear constituem o único inimigo. O seu comportamento é tão inconsistente e negativo, como o daqueles in divíduos de esquerda, que depois de Munique, exigiam ruidosamente o desarmamento. Outros consideram que a preservação da vida selvagem, em especial de animais simpáticos e aves raras, é o principal, quando não o único problema. Asua perspectiva é tão limitada como a dos indivíduos de direita, que viam na ex-União Soviética, e ainda na Rússia do presente, a única ameaça. Foi necessária a invasão da Boémia e da Polónia para provar quem era o inimigo, e qual era a verdadeira causa. Serão necessárias maiores surpresas, que estão para vir, para que a comunidade global, em particular a científica e política despertem, como aconteceu há setenta anos. Não há mais espaço para a ilusão. O que estamos a fazer ao planeta neste momento, deteriorando a sua superfície e libertando gases de estufa na atmosfera a um ritmo sem precedentes, é uma experiência nova para a Terra. As consequências são imprevisíveis, mas sabemos que incluirão surpresas que neste momento começamos a pagar, e algumas podem ser aterradoras para os seres humanos. Face a uma situação caracterizada por uma triple crise ecológica, económica e sociopolítica, os movimentos activistas, de contestação e de defesa dos mais diversos direitos, precisam de novas respostas e caminhos de actuação. Esquerdas e direitas nacionais perdem-se em lutas internas, mas sobretudo encontram-se desconcertadas sobre os seus planos de acção e os limites para propor questões inovadoras. O decrescimento aparece como um dos elementos chaves de futuro e de alteração de discurso. Os movimentos ecológicos, alguns em fase de reformulação, têm uma oportunidade para criar pontes teóricas e práticas para outras

tradições políticas ao redor do conceito de decrescimento, que se alimenta das mesmas raízes que a ecologia política, como sendo uma concepção selectiva e justa dos países em contracção no Hemisfério Norte, e daí apresenta-se como condição necessária, mas não suficiente, para ajudar de forma solidária e sustentável os países do Hemisfério Sul. Neste momento da vida dos referidos movimentos, o decrescimento parece convergir com o pensamento do filósofo austríaco,André Gorz, que se suicidou conjuntamente com a mulher em 2007, que pensava que a liberdade só se produz através de movimentos sociais, que continuamente se redefinem, através de revoltas ou perturbações político-sociais. Por exemplo, um movimento de esquerda que perca a ligação com a liberdade, destrói a própria razão de ser e solidifica-se, à custa dos seus causadores, em instrumento de domínio. Pode ser entendida também, como uma evolução sócio-ecologicamente eficiente para os países em convergência, sem passar pelo mau caminho do desenvolvimento ocidental, mas com um direito ao crescimento possível e desejável. Não é possível definir o que é de esquerda, centro ou de direita política de forma duradoura. Alterados os instrumentos de poder e as formas de domínio, mudam também, os objectivos e as formas dos diversos movimentos, que determinam no seu conteúdo as diversas preferências políticas. A partir dessa visão, uma parte da esquerda anti-capitalista e a ecologia política concederam ao decrescimento um papel de instrumento político de grande validade. Pensamento que pode servir para substituir um capitalismo neoliberal, direccionado para a lógica do produtivismo, enquanto entronização da produção pela produção, que ambiciona inclinar-se para o ecológico, sem pôr em causa o seu pensamento impróprio e intolerável, bem como suportar o amargo futuro, que nos trazem as alterações climáticas, se não agirmos com determinação. O agravamento de carências de diversas espécies devido à crise ecológica, é uma bomba colocada no centro do sistema, que não pode ser resolvida com outra reviravolta nos mercados, nos rendimentos e na especulação por muito ecológica que nos pretendam convencer, razão pela qual este modelo não é praticável. A ideia de decrescimento põe em causa os principais alicerces do produtivismo, ao defender que não existe a mínima possibilidade de um desenvolvimento interminável, num planeta de recursos finitos. Sendo o decrescimento crucial à continuidade da vida, está em oposição com o pensamento geral e consensualmente aceite, de que o crescimento económico, é a única força motriz capaz de pro-

Não há mais espaço para a ilusão. O que estamos a fazer ao planeta neste momento, deteriorando a sua superfície e libertando gases de estufa na atmosfera a um ritmo sem precedentes, é uma experiência nova para a Terra. As consequências são imprevisíveis, mas sabemos que incluirão surpresas que neste momento começamos a pagar, e algumas podem ser aterradoras para os seres humanos duzir a melhor qualidade de vida e bem-estar dos cidadãos, aceite sociopoliticamente. Apesar, de há mais de cinquenta anos, o PIB mundial ter vindo constantemente a aumentar, a marca ecológica do ser humano, ou seja, os efeitos prejudiciais da comunidade global sobre o meio ambiente, ultrapassam actualmente em cerca de 35 por cento a capacidade de renovação do planeta, representando o consumo global 20 por cento. Se todos os habitantes da Terra, vivessem como os americanos e europeus eram necessários quatro planetas. Considerando o consumo desenfreado que se está a instalar nos países de economias emergentes, serão precisos sete planetas em 2025. Entretanto, as injustiças e as disparidades

aumentam criando uma ruptura não apenas nos países do Hemisfério Sul, mas também em cerca de 22 por cento da população mundial que vive abaixo do limiar da relativa pobreza; sem ter em conta o deficit democrático na maioria dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, sem possibilidade dos cidadãos poderem fiscalizar o cumprimento das políticas energéticas, acrescido da falta de instrumentos para o exercício da democracia directa, participativa, deliberativa ou liberal. É de salientar que o decrescimento não é um pensamento novo, nem tão pouco um modelo económico bem determinado. Nas décadas de 1960 e 1970, pensadores e organizações não-governamentais (ONGs), aparecem como contestatários quanto à exequibilidade dos programas ecológicos, políticos e sociais de um sistema global assente no crescimento. As preocupações dos movimentos activistas da década de 1980, deixaram estagnada tal matéria, virando-se para outras questões sociais. A década de 1990, marca o nascimento de objecção ao comércio injusto como arma da globalização. Quer a esquerda, quer a direita política tinham bastante dificuldade em encontrar um conceito que encadeasse questões até essa altura desconhecidas, e que se desviavam das ideias de trabalho e produção. Vivemos outro tempo, que chegou rapidamente. É viável e saudável considerar algumas características que contém o conceito de decrescimento. Por um lado, pode ser uma concepção inadequada, ainda que possa ter uma forte capacidade de mobilização, e por outro lado, pode afectar principalmente, o Hemisfério Norte, trazendo um aumento de actividades como a agricultura ecológica e as energias renováveis. Pese alguns dos seus méritos, a sua falta de aceitação camufla um forte receio ao seu conteúdo revolucionário e à difícil possibilidade de alteração arbitrária. Ao contrário do que acontece com o desenvolvimento sustentável, o conceito de decrescimento, apresenta maiores dificuldades de acolhimento e de fuga ao seu cumprimento pelo sistema. No entanto, cada vez um maior número de pessoas e movimentos sociais começa a usar o decrescimento não apenas para viver em conformidade com princípios de simplicidade voluntária, traduzidos no consumo moderado, consciência ecológica e crescimento pessoal, mas também como forma de se organizarem, reflectirem e apresentarem propostas reais de mudança. Os movimentos ecológicos e de esquerda anti-capitalista, nalguns países da União Europeia, nomeadamente do Sul mediterrâneo, vão defendendo cada vez mais o decrescimento sustentável, diante da resignação ao caos capitalista e às suas crises endémicas.


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NOTIFICAÇÃO EDITAL N.º 317/2010 (Solicitação de Comparência do Empregador)

Nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho,

aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugado com o artigo 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se WONG CHI LEUNG PATRICK, entidade empregadora da empresa “Chun Hou Engineering (Macao)”, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação dos presentes éditos, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, a fim de prestar declarações no processo n.o 3463/2010, relativamente à matéria de contribuição à matéria de contribuição para F.S.S..

Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento da Inspecção do Trabalho,

aos 11 de Novembro de 2010.

NOTIFICAÇÃO EDITAL N.º 318/2010 (Solicitação de Comparência do Trabalhador)

Nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugado com o artigo 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se JIANG XIAORONG, ex-trabalhador não-residente da sociedade “COMPANHIA DE CORRIDAS DE CAVALOS DE MACAU, S.A.R.L.”, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação dos presentes éditos, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221 a 279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, a fim de prestar declarações no processo n.º 522/2009, proveniente do acidente de trabalho, em que o notificado foi vítima. Mais se comunica que nos termos da alínea a), n.º 2 do artigo 103.º do aludido Código, o procedimento é extinto quando por causa imputável ao notificando este esteja parado por mais de seis meses. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 12 de Novembro de 2010.

O Chefe do Departamento, Raimundo Vizeu Bento

NOTIFICAÇÃO EDITAL N.º 319/2010 (Solicitação de Comparência do Trabalhador)

Nos termos das alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho,

aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugado com o artigo 58.º e n.º 2 do

artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se LE HUY NGUYET, ex-trabalhador não-residente da sociedade “MGM

GRAND PARADISE S.A.”, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação dos presentes éditos, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221 a 279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar,

a fim de prestar declarações no processo n.º 1070/2009, relativamente ao acidente de trabalho em que o notificado foi vítima.

O Chefe do Departamento,

Raimundo Vizeu Bento

NOTIFICAÇÃO EDITAL N.º 320/2010 (Solicitação de Comparência do Trabalhador)

Nos termos das alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugado com o artigo 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se LIU BING, ex-trabalhador não-residente da sociedade “COTAI-GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS, S.A.”, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação dos presentes éditos, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221 a 279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, a fim de prestar declarações no processo n.º 7548/2008, relativamente ao acidente de trabalho em que o notificado foi vítima.

procedimento é extinto quando por causa imputável ao notificando este esteja parado por mais de

Mais se comunica que nos termos da alínea a), n.º 2 do artigo 103.º do aludido Código, o procedimento é extinto quando por causa imputável ao notificando este esteja parado por mais de seis meses.

Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 15 de Novembro de 2010.

Mais se comunica que nos termos da alínea a), n.º 2 do artigo 103.º do aludido Código, o

seis meses.

Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho,

aos 15 de Novembro de 2010.

O Chefe de Departamento,

Raimundo Vizeu Bento

O Chefe de Departamento,

Raimundo Vizeu Bento


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o Hoje [r]ecomenda

20

Sacar boa música portuguesa

[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1 – Parte do vestuário que cobre o braço. 2 – Cada um dos anéis de uma cadeia; triture; referente a mim. 3 – Cuidado, diligência, pontualidade dos deveres ou obrigações; branqueamento de roupa, cera, etc. 4 – Travessura, traquinice. 6 – Cada uma das partes diferentes em constituição ou densidade, que se encontram sobrepostas na natureza (plural). 7 – Serve para ligar o atributo ao sujeito; quatro em numeração romana; trovejar. 8 – Observei; símbolo químico do cério; chefe etíope. 9 – (gír.) Diz-se da mulher bem feita de corpo, de físico provocante; outra coisa; rei de Salamina. 10 – Abreviatura de auto-estrada; grande quantidade consumidor; reze. 11 – Planta medicinal da família das Moráceas, também chamada umbaúa. VERTICAIS: 1 – Pele do rosto; plural de pê (consoante, letra); caixa rectangular, com tampa em geral convexa, normalmente coberta de ouro. 2 – Compreender a linguagem escrita; interj. (HIST.) grito que as bascantes soltavam, por ocasião das orgias, para invocar Baco. 3 – Folha de palmeira brava preparada para nela se escrever; animal que ainda mama. 4 – Aquilo que um artífice produz; abreviatura de extraterrestre. 5 – Símbolo químico do amarício; título do soberano do Japão, enquanto suprema autoridade religiosa. 6 – (ASTRON) Estrela que aumenta de intensidade luminosa, cerca de vinte e cinco mil vezes mais, talvez em resultado de uma explosão; secar e engelhar-se. 7 – Símbolo químico do gálio; indivíduo do povo. 8 – Tampa que fecha a parte superior dos cilindros dos motores de explosão. 9 – Forma sincopada de maior; serra do Alto Minho, ramificação do Gerês. 10 – Série de anos que principia num grande acontecimento histórico; guarnecer de asas. 11 – Satélite natural da terra, é o corpo celeste que mais perto se encontra do nosso planeta; título honorífico inglês; (prov.) pessoa desprezível, reles.

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-MANGA. 2-ELO. MOA. MEU. 3-ZELO. CORA. 4-RABEADURA. 6-CAMADAS. 7-SER. IV. TOAR. 8-VI. CE. RAS. 9-BOA. AL. AJAX. 10-EDAZ. ORE. 11-TOREM. VERTICAIS: 1-TEZ. PÊS. BAU. 2-LER. 3-OLA. CRIA. 4-OBRA. ET. 6-NOVA. AVELAR. 7-GA. 8-CULATRA. 9-MOR. SOAJO. 10-ERA. ASAR. 11-LUA. SIR. XEU.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Acompanhando o fenómeno das netlabels, a Optimus tem vindo a lançar discos de autores portugueses de download legal e gratuito. Ainda a sair do forno está a 6ª série de EP´s, dando assim continuidade à dinamização do panorama musical do país. Nesta nova edição integra-se uma colectânea do projecto musical Amor Fúria, além de discos de Emmy Curl, Mendes e João Só, Octa Push, Richie Campbell e The Portugals. Para escuta em www.optimusdiscos.com.

[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 15:00 Treinos do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 (cronometrados) - Directo 15:50 Treinos do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA – Corrida da Guia de Macau – apoio SJM 16:45 RTPi DIRECTO 19:00 Ásia Global (Repetição) 19:30 Olhos de Água 20:28 Acontecimentos Históricos 20:35 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde da RTPi 22:00 Novela: O Clone 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 From Dusk Till Down (Aberto até de Madrugada) 01:15 Telejornal (Repetição) 01:45 RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM

17:00 Evidence of Blood 18:45 Raging Bull 21:00 Walk Like a Man 22:45 The Resurrected 00:30 Kiss the Sky DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - Air Cylinder Rocket 14:00 World War II In Colour - Lightning War 15:00 Revealed: The Hajj 16:00 7 Wonders Of The Muslim World 17:00 Dirty Jobs 18:00 How It’s Made 19:00 World War II In Colour - The Soviet Steamroller 20:00 Mythbusters 21:00 Discovery Atlas: Japan Revealed 22:00 On The Case 23:00 Extreme Forensics 00:00 One Way Out - Bee Stung Brit NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 13:00 Ancient Megastructures - Angkor Wat 14:00 Locked Up Abroad - Venezuela Blues 15:00 Shark Men - Hooking Up 16:00 Nat Geo Amazing! 17:00 Viewer’s Favourite - Ghost Plane 18:00 Mega Factories - Tanks 19:00 Kidnapped In Iraq 20:00 Jeju, Island Of A Thousand Fac 21:00 Viewer’s Favourite - Asia’s Titanic 22:00 Taboo - Body Extremes 23:00 Taboo - Mating 00:00 Kidnapped In Iraq

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Só Energia 15:00 Magazine Venezuela Contacto 15:30 Concelhos de Portugal 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Expo Shanghai 2010 17:30 Vidas Contadas 18:00 Operação Triunfo 2010 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 Especial Informação: Cinema Da Nato TVB PEARL 83 06:00 Bloomberg Rewind 07:30 NBC Nightly News 08:00 CCTV News – LIVE 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Sesame Street 17:00 Taste Buds 17:30 Ben 10 Alien Force 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 Transworld Sport 19:00 Football Asia 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 Money Magazine 20:30 The Amazing Race 21:30 Weekend Blockbuster: The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy 22:30 Marketplace 22:35 Weekend Blockbuster: The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy 23:50 World Market Update 23:55 News Roundup 00:10 Earth Live 00:15 2010 Central Rat Race Advertising Special 00:20 Dolce Vita 00:45 Top Gear 01:45 The Pulse 02:10 European Art At The MET 02:30 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 Big Ten Championship Final 14:00 Paris-Bruxelles 15:00 Eaa European Championships 18:00 Football Asia 18:30 Castrol Football Crazy 19:00 ABL game2 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 16 Nations - Road To Qatar Uzbekistan 20:30 Total Rugby 21:00 X Games 16 Show 4 22:00 Sportscenter Asia 22:30 16 Nations - Road To Qatar Uzbekistan 23:00 Total Rugby 23:30 Sportscenter Asia STAR SPORTS 31 13:00 Game 13:30 FEI World Cup Jumping 2010/11

www.macaucabletv.com

(MCTV 63) Star World 15:50 Brothers and sisters

14:30 GP 3 Series 2010 15:30 Hot Water 2010/11 16:30 FIA F1 World Championship Highlights 2010 Abu Dhabi Grand Prix 18:00 Intercontinental Rally Challenge 2010 - Magazine 18:30 World Sport 2010 19:00 FA Cup 2010/11 Ebbsfleet United vs. AFC Wimbledon 21:00 Football Asia 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 V8 Supercars Championship Series 2010 - Highlights STAR MOVIES 40 11:45 Never Back Down 13:45 Con Air 15:45 Into The Blue 2: The Reef 17:20 Red Dawn 19:20 Kill Switch 21:00 Gamer 22:35 Streets Of Blood 00:20 Deuce Bigalow: Male Gigolo HBO 41 13:00 Rain Man 15:10 Reversal Of Fortune 17:00 Spanglish 19:20 Fargo 21:00 Role Models 22:35 Troy

ANIMAL PLANET 52 13:00 The Last Serpent 14:00 Daniel And Our Cats 15:00 Jungle Orphans 16:00 The Civilisation Of Spiders 17:00 Caught In The Moment - Monterey Bay 18:00 Animal Cops Miami - Race For Life 19:00 Dog Borstal 20:00 Night Of The Hyena 21:00 Return Of The Pandas 22:00 The Twasapong Hills 23:00 Caught In The Moment - Thailand 00:00 Night Of The Hyena HISTORY CHANNEL 54 13:00 Hidden Cities - Taiwan 14:00 Cheeseburger & Fries 15:00 Terror From The Sky 16:00 Devil’s Island 17:00 Wild, Wild West 18:00 Jurassic Fight Club - Armaggedon 19:00 The Good, The Rat And The Ugly 20:00 Wild, Wild West 21:00 Secrets Of Consumer Seduction 22:00 Hidden Cities - Malaysia 23:00 The Barbarian General 00:00 Spartacus: Behind The Myth STAR WORLD 63 12:30 Masterchef US 13:20 True Beauty 14:10 Accidentally On Purpose 14:35 Cougar Town 15:00 Rules Of Engagement 15:25 The King Of Queens 15:50 Brothers & Sisters 16:40 Ghost Whisperer 17:30 Masterchef US 18:20 True Beauty 19:10 Cougar Town 19:35 Accidentally On Purpose 20:00 Castle 23:20 Brothers & Sisters 00:10 Bachelorette

CINEMAX 42 12:00 Last Train From Gun Hill 13:30 Get Smart 15:30 The Making Of Hellboy Ii 16:00 Hellboy Ii: The Golden Army 18:00 From Here To Eternity 20:10 Epad On Max 86 20:25 Darkman 22:00 Darkman Ii: The Return Of Durant 23:30 Darkman Iii Die Darkman Die 00:55 Tmz 369 MGM CHANNEL 43 11:45 Until September 13:30 Witness for the Prosecution 15:15 Warriors from Hell

Informação Macau Cable TV


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[O]bjectiva Gonçalo Lobo Pinheiro

21 Raio [X]

O bálsamo para as mãos gretadas Chuang Tzu

Tiago Pires é o melhor surfista português de todos os tempos (Ericeira, 2010)

Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo

• Casa Carlos Bispo Medeiros 28D 2852 2027

• HAC SA PARK Hac Sa Park-Hac Sa Beach Coloane 2888 2297 http://www.yp.com.mo/hacsa

• António (TP) R, dos Negociantes 3 28999998

• SOL NASCENTE (TP) Av Dr Sun Yat Sen No.29-37 R/C 2883 6288 http://www.yp.com.mo/solnascente • TENIS CIVIL (LEON) Av.da República N°14 1° Macau 2830 1189 http://www.yp.com.mo/leon • Platão Trav. São Domingos No.3 2833 1818 reservation@plataomacau.com • Banza (Tp) Nam San Bl.5, GH 28821519

• Galo (Tp) Clérigos 45 2882 7318 http://www.yp.com.mo/domgalo • Riquexó Av Sid Pais 69 2856 5655

• Clube Militar Av Praia Grande 795 2871 4000 cmm@macau.ctm.net • Espaço Lisboa Lda (Col) Gaivotas 8 2888 2226 2888 1850 • Camilo Av Sir Anders Ljungsted 37 2882 5688

• Dom Galo Vista Magnifica Court 2875 1383 domgalo@yp.com.mo http://www.yp.com.mo/domgalo • O Santos (TP) R. do Cunha 28827508 • Porto Exterior Ed Chong U 2870 3276 http://www.portoext.com.mo • Restaurante Fernando (Col) Praia Hác Sá 9 2888 2264

• Ó MANEL (Tp) Fernão M Pinto 90 2882 7571

• Litoral Restaurante Lda Alm Sérgio 261 2896 7878 2896 7996 http://www.yp.com.mo/litoral

• A PETISQUEIRA (TP) S João 15A 2882 5354

• Nga Tim Café (Col) Caetano 8 2888 2086

• Sawasdee Thai Av Sid Pais 43AE 2857 1963 • Aquamarine Thai Café (Tp) Jardm Nova Taipa bl 21 2883 0010

Banza

• Bangkok Pochana Ferrª Amaral 31 2856 1419 • Kruatheque Henrique Macedo 11-13 2835 3555

(Taipa) Nam San Bl. 5, GH Tel. 2882 1519 • O Porto Interior Alm Sérgio 259B 2896 7770 • A Lorcha Alm Sérgio 289 2831 3195

• Restaurante Thai Abreu Nunes 27E 2855 2255

• Afonso III Central 11A 2858 6272

• LA COMEDIE CHEZ VOUS Ed Zhu Kuan S/N G (Oppsite Cultural Centre) 2875 2021

• Bar Oporto Tv Praia 17 2859 4643 • Maria’s Comida Portuguesa Patane 8A 2823 3221

• LE BISTROT (Tp) Nova Taipa Garden Block 27, G/F 2884 37392884 3994

• Restaurante Pinocchio (Tp) Regedor 181-185 2882 7128 • Canal dos Patos Parque Municipal Sun Yat Seng 2822 8166

• CHURRASCÃO Nova Taipa Garden, Block 27 G/F, Taipa 2884 37392884 3994 • Yin Alª Dr Carlos d’Assumpção 33 2872 2735

skyline Cineteatro | PUB

• Fogo Samba VENETIAN-Grand Canal Shoppes Apt 2412 2882 8499

Uma família do estado de Sung fazia um excelente bálsamo para as mãos gretadas; por isso havia muitas gerações que os seus membros se dedicavam à lavandaria. Um homem que tinha ouvido falar no bálsamo ofereceu cem moedas de ouro pela receita. “Trabalhamos na lavandaria há muitas gerações”, disse a família quando se reuniram para discutir a proposta. “Mas nunca ganhámos mais de meia dúzia de moedas de ouro. É de vender a receita.” Ora o estado de Yueh estava a invadir o estado de Wu e tendo comprado a receita, esse homem ofereceu-a ao Príncipe de Wu, que imediatamente o nomeou general. As suas tropas travaram nesse inverno uma batalha naval com as de Yueh e desbarataram completamente o inimigo. Então o rei deulhe um título de nobreza e compensou-o com um feudo. Assim, o mesmo bálsamo para mãos gretadas tanto pode proporcionar um feudo como limitar-se a ajudar uns lavadeiros no seu ofício. Tudo depende do uso que damos às coisas.

[Chuang era também o nome do bálsamo]

[ ] Cinema

Sala 1 Skyline [C] Um filme de: Collin Strause, Greg Strause Com: Eric Balfour, David Zayas, Scottie Strausse 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 2 Charlie St. Cloud [B] Um filme de: Burr Steers Com: Zac Efron, Amanda Crew 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Anúncio: Tem algum Raio X para mostrar ao mundo? Sala 3 unstoppable [B] Um filme de: Tony Scott Com: Denzel Washington, Chris Pine 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

O Hoje Macau recicla as suas radiografias, sem custos, sem uso de maquinaria moderna, sem corpo médico. Basta que as envie ao nosso cuidado para raiox@hojemacau.com.mo e nós tratamos das suas maleitas. Mostre-nos o que os outros não vêem. Sem medo. Ficamos à sua espera. Obrigado.


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opinião

As eternas disputas entre a China e o Japão

o

David Pilling in Financial Times

vídeo que curiosamente maior sucesso regista actualmente no YouTube é um filme de 40 minutos sobre um pequeno barco de pesca. Este pequeno filme foi visto até agora por mais de 1,5 milhões de pessoas, sobretudo no Japão e na China. O episódio com este barco chinês está no centro de um incidente que ocorreu em Setembro e que provocou uma certa ruptura nas relações sino-japonesas. O pequeno filme, divulgado na semana passada, mostra, ao que tudo indica, um barco chinês a ir contra um navio da guarda costeira japonesa em águas perto das ilhas desabitadas, mas fortemente contestadas, conhecidas por Senkaku no Japão e Diaoyu na China. Estas imagens relançam a controvérsia depois de o capitão do barco ter sido feito prisioneiro pelo Japão e gerou uma acesa troca de palavras nos meios diplomáticos entre Pequim e Tóquio. A pressão

política de Pequim foi de tal modo intensa que o Japão acabou por libertar o capitão e retirar as acusações, de modo a não prejudicar os laços entre os dois países. Este vídeo terá sido divulgado numa tentativa de consubstanciar a versão japonesa: não teve outra hipótese que não fora deter o capitão por chocar deliberadamente contra um navio perto das ilhas administradas pelo Japão. Pequim nega que este barco de pesca tenha agido de forma provocadora, isto apesar de muitos cidadãos chineses terem aclamado o capitão, considerando-o o herói precisamente por isso. Mas nem todos partilham desta reacção da população chinesa. E porque razão é que estas pequenas ilhas são assim tão disputadas? Uma das justificações prende-se com o facto de serem ilhas de importância estratégica, uma vez que as águas em redor destas ilhas no Mar da China oriental são ricas em peixe e potencialmente ricas em petróleo e gás. E são também uma importante via marítima. Mas para melhor compreender esta disputa deve temos que olhar para a história.

Para Pequim, esta disputa e outras que envolvem zonas no mar da China fazem parte de uma campanha para pôr fim a 150 anos de humilhação. Tóquio, por seu lado, vê a crescente assertividade da China como um desafio às normas legais e administrativas em vigor desde a Guerra Pequim afirma que estas ilhas desde a Dinastia Ming (1368-1644) que são parte da China, altura em que, como alegam, os mapas internacionais confirmaram isso mesmo. Na perspectiva de Pequim, fazem parte de

Taiwan, que o Japão colonizou depois de derrotar a China na guerra sino-japonesa de 1894-95. E, como tal, deviam ter sido entregues quando o Japão entregou Taiwan à China depois da guerra. E, como seria de esperar, a versão japonesa é totalmente diferente. O país do Sol Nascente afirma que explorou as ilhas Senkaku/Diaoyu em 1885, confirmando assim que “estavam desabitadas e que não encontrou quaisquer sinais de estarem sob controlo da China”. Não eram parte de Taiwan, afirma, mas sim geridas a partir de Okinawa, pelo que foram devolvidas ao Japão em 1971. Mas no fundo, este episódio e esta disputa têm outras motivações. Para Pequim, esta disputa e outras que envolvem zonas no mar da China fazem parte de uma campanha para pôr fim a 150 anos de humilhação. Tóquio, por seu lado, vê a crescente assertividade da China como um desafio às normas legais e administrativas em vigor desde a Guerra. Para o Japão é uma questão de legitimidade, para a China uma questão de respeito. E não se vislumbra como é que isto pode ser conjugado.


repouso

Tanto os adultos como as crianças carecem de . Se alguém é privado do sono, torna-se irritável, instável nas emoções e com dificuldade em aprender. Padre Manuel teixeira [1912-2003]

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v o lta ao d i a em oi ten ta m u n dos Carlos Picassinos

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e a passagem do primeiro-ministro português por Macau, a propósito do encontro do Fórum, pelos gestos que (não) teve com a comunidade portuguesa aqui radicada suscitou incómodo, demonstrou também uma imensa virtude: Portugal é cada vez mais uma sombra do passado. Se não formos nós, os leitores deste texto, sociedade civil, bem podemos ficar deitados à sombra da bananeira que ninguém fará o imenso trabalho que está por fazer no resgate das memórias e das histórias desta cidade. As duas transições que afectaram o território ao longo da última década - político-administrativa primeiro, económica e cultural, depois – implicaram a desactivação de instituições com real, e simbólica, capacidade para desenvolver um programa sério de investigação e documentação das memórias, das narrativas, vivências, encontros, desencontros, diálogos fundamentais para conhecermos o que o passado ainda nos pode ensinar. O Instituto Português do Oriente, pela ambição dos seus estatutos e pela influência institucional que deveria conservar, a par da Fundação Oriente, decidiu abandonar a promoção da cultura em nome de opções económicas tão compreensíveis quanto duvidosas. A Universidade de Macau, tomada pelo novo poder patriótico, não conseguiu (nem lhe interessou) em dez anos avançar com nenhum programa de estudos, investigação, uma regular publicação científica, um debate, nem com parcerias institucionais com instituições da lusofonia, com a China - com alguém! - em redor de áreas fundamentais das ciências sociais ou disciplinas do pensamento, como são a História, a Arquitectura, a Antropologia, os Estudos Culturais, Pós-Coloniais, Literários, a Filosofia, e por aí fora. A bem dizer, a comunidade (e uso esta expressão à falta de outra mais apropriada) virou o disco e tocou o mesmo. Foram pontuais e inconsequentes, ou mesmo inexistentes, iniciativas para definir uma agenda sobre temas estruturantes como o ensino, as questões da língua, os intercâmbios culturais, a própria lusofonia, em suma, a convivialidade entre gentes e

Espelho meu culturas tão diversas (e fujo, de propósito, à armadilha do multiculturalismo) como as que aqui vivem. Trato aqui de identificar quais os modos de participação cívica dos portugueses na vida da cidade ao longo deste dez anos. E concluo que foram convencionais e escassos. Tão escassos que Edmund Ho, em sua altura, chegou a dizer que gostaria de ver mais implicação portuguesa na vida pública da cidade. Quem diz participação diz tomar posição, comprometer-se, escolher um lado e negar outro, estar bem ou com deus ou com o diabo, não ir para a cama com o inimigo. Uma dor de cabeça, convenhamos! Não precisava de ser assim, toda essa dor de cabeça. Tivessem as coisas ido de outra maneira, houvesse capacidade para definir uma ideia local, debatida e concertada, sobre matérias como a missão da escola portuguesa, o ensino da língua, o papel da Universidade, a edição em português, as políticas da memória e blindava-se a comunidade dos humores e ignorâncias do poder político de Lisboa evitando-se esta espécie de rancor ou ressentimento, quando não de orfandade, de cada vez que por aqui passa (ou não) um seu qualquer famigerado representante. Enfim, refiro-me, como se dizia por alturas do PREC, à libertação da sociedade civil. Deste rosário, houve quem se salvasse. A Casa de Portugal, de Maria Amélia António e sus muchachos, por exemplo. E a imprensa portuguesa. Jornais e rádio, alguma televisão, algumas editoras, a livraria portuguesa, com dúvidas. Já se sabe que elogio em causa própria é vitupério mas se não formos nós no elogio, ninguém o fará. Tal como, em dez anos, ninguém convictamente o fez, aliás. Na verdade, ao longo destes dez anos, a imprensa - sempre vista como um mal necessário - excedeu o seu papel editorial e, com as sabidas excepções, produziu uma dinâmica cultural, capaz de no bem e no mal, garantir a visibilidade da língua e da cultura portuguesa, registar as inquietações, as dúvidas, alguns júbilos, as incertezas, as controvérsias, os nomes dos que aqui estão radicados e dos que por aqui passaram. Quem pretender efectuar um trabalho historiográfico sério sobre a primeira década pós-transição em Macau não pode, em consciência, dispensar a

Defendi em várias ocasiões a importância de uma associação como a de imprensa em língua portuguesa e inglesa se empenhar na construção de um arquivo de acesso público, vocacionado para a investigação científica, depositário e gestor desse imenso material audiovisual que jaz nos desiguais e desorganizados arquivos de televisão, rádios e jornais

consulta de jornais, dos sons da rádio, das imagens televisivas. Para isso, em particular nestes dois casos, seria necessário o acesso a arquivos minimamente legíveis. Foi por esta dimensão, de registo e posteridade que a imprensa em si transporta, que defendi em várias ocasiões a importância de uma associação como a de imprensa em língua portuguesa e inglesa, em colaboração com os jornais, a rádio e a televisão, se empenhar na construção de um arquivo audiovisual. Um banco de memória de acesso público, vocacionado para a investigação científica, depositário desse imenso material audiovisual que jaz nos desiguais e desorganizados arquivos da imprensa de expressão portuguesa, e já agora, chinesa, embora aqui, a cedência de cópias ou microfilmes, seja já um passo mais complexo. É um projecto que se justifica ainda pela inesgotável potencialidade nos domínios da divulgação, da pedagogia, do turismo, da edição e publicação, da organização de ciclos temáticos, debates, activo na criação de programas e redes comuns entre instituições homólogas existentes na China, no sudeste asiático, na lusofonia. E falar em arquivo, equivale a falar, a seu tempo numa cinemateca. Outra conversa. Acredito que da parte do governo local, através da Fundação Macau, existe disponibilidade para financiar um projecto que numa primeira fase implicaria o levantamento, identificação, catalogação e sistematização desse material. A criação de um arquivo audiovisual desta natureza seria uma medida emblemática, no sector das políticas públicas, para a construção cultural da história de Macau, um contributo único, singularmente fértil, que os jornalistas ali associados dariam ao património, aos recursos e aos equipamentos culturais da cidade. Conhecendo as turbulências do meio, é provavelmente uma proposta ingénua. Já oiço até risos trocistas, algures, ali no Clube Militar. Mas deixem-me perorar nesta minha ingenuidade e escapar ao cepticismo sistemático de quem, há tantos anos, condena Macau a essa espécie de paralisia infantil. As políticas culturais públicas sempre foram o parente pobre da governação da RAEM. Que não seja por falta de ideias.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; João Carlos Barradas; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges; Catarina Lau Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


a fechar sexta-feira 19.11.2010

Economia Recessão de 0,2% em Portugal

A OCDE prevê para Portugal uma recessão em 2011, com uma contracção de 0,2% do PIB, quando antes previa um crescimento de 0,8%, mas antecipa uma recuperação com um crescimento de 1,8% em 2012, que a concretizar-se será o mais forte dos últimos anos. Esta previsão é diferente da do Governo, que no Orçamento para 2011 prevê um crescimento de 0,2%, apesar de vários economistas e empresários terem vindo a público mostrar-se convictos de que haverá uma recessão. A previsão do FMI é também de recessão para 2011. A perspectiva em relação ao desemprego em Portugal é de que seja de 10,7% este ano e atinja um pico de 11,4% no próximo.

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Lisboa prepara-se para cimeira marcante da NATO

Adeus Afeganistão, olá Rússia

WikiLeaks Mandado de captura contra fundador

O ministério público sueco emitiu ontem um mandado de captura contra o fundador do site WikiLeaks especializado na publicação de documentos confidenciais, Julian Assange, por suspeita de violação e agressão sexual. “Pedi ao tribunal de Estocolmo para prender Assange por suspeitas de violação e agressão sexual”, segundo um comunicado da procuradora encarregue do dossier, Marianne Ny. “A razão desta decisão é porque precisamos de o interrogar”, adiantou Ny, também directora do departamento do ministério público encarregue de crimes sexuais.

Doença Corpo de 60, pele de 40

Um distúrbio responsável pela produção de colagénio em excesso fez com que uma britânica de 61 anos tivesse a pele de uma mulher de 40 anos. Residente em Colchester (leste de Inglaterra), Susan Johnson - cujo caso foi revelado pelo jornal Daily Gazette - sofre de uma rara doença chamada esclerodermia. O distúrbio, que provoca um endurecimento anormal da pele, com perda de flexibilidade e mobilidade, ocorre quando o corpo produz colagénio (a proteína que nos faz parecer jovens) em excesso. Mas, embora o distúrbio deixe Johnson com a pele firme no rosto, mãos, pescoço e pés, também causa fortes dores e o inchaço das articulações.

A guerra no Afeganistão e o novo conceito estratégico da NATO são os principais temas em debate na cimeira que leva a Lisboa importantes líderes mundiais, obrigando a fortes medidas de segurança e restrições na circulação de automóveis e pessoas. Começam ao meio-dia as restrições no espaço aéreo de Lisboa, com duração até à mesma hora de domingo, dia 21. É mais uma das medidas a juntar ao forte dispositivo de segurança montado para a cimeira da NATO, que decorre a partir de hoje no Parque das Nações, em Lisboa.

Em cima da mesa, três pontos fundamentais: a aprovação do novo conceito estratégico da Aliança, a aproximação à Rússia e o futuro da missão no Afeganistão – o dossier que suscita uma declaração que marcou a véspera da reunião: o secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, admitiu que a intervenção no Afeganistão foi um erro. A mesma opinião tem o general Loureiro dos Santos, especialista em assuntos militares, que responsabiliza a administração Bush pelo erro de avaliação inicial feito relativamente ao Afeganistão. Depois, diz,

Comissão espanhola contra a violência no desporto pede punição para Mourinho

Galhardetes geram polémica A Comissão Permanente da Comissão Estatal contra a Violência, o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância no Desporto solicitou à Federação espanhola de futebol que “adopte as medidas disciplinares oportunas” em relação a José Mourinho e Manuel Preciado, treinadores do Real Madrid e Sp. Gijón. Em causa estão as declarações que ambos os treinadores proferiram na semana passada,

antes do jogo entre os dois clubes. Mourinho e Preciado protagonizaram uma troca de galhardetes motivado pelas declarações do treinador português em que ele sugeria que Preciado teria escolhido um “onze” de segunda linha para defrontar o Barcelona, facilitando assim a tarefa ao clube catalão. Uma sugestão que levou a que Preciado tivesse apelidado Mourinho de “canalha” e mau companheiro.

A Comissão considera que este tipo de declarações contribuíram para a “criação de um clima hostil entre os participantes e os espectadores do jogo Sp. Gijón-Real Madrid”, encaminhando as declarações de ambos os treinadores para a Federação espanhola e solicitando que sejam tomadas as medidas disciplinares adequadas para que, no futuro, se evite a repetição de situações de risco.

Tailandeses envenenados com cogumelos em Portugal

Insólito Morto preso por assassínio

Um americano declarado morto há 16 anos foi preso pelo FBI acusado de sequestrar e assassinar Lexis Roberts, uma jovem de 12 anos, cujo corpo foi encontrado por caçadores em Outubro, no Lousiana, nos EUA. Documentos judiciais mostram que Sanders abandonou a sua família em 1987, e foi declarado morto por um tribunal de Mississipi em 1994. O corpo de Lexis Roberts foi encontrado a 8 de Outubro e, segundo o investigador Toney Edwards, tinha a marca de um tiro. Ainda de acordo com Edwards, câmaras de segurança de uma loja filmaram Sanders a comprar munições no dia 3 de Setembro, em Las Vegas. As balas são compatíveis com a que matou Lexis.

foi a NATO para o terreno, pensando que iria numa missão de construção. Em entrevista à rádio Renascença e ao semanário Expresso, Anders Fogh Rasmussen confirma que será anunciado em Lisboa o início da retirada do Afeganistão no próximo ano. Uma situação que depende, no entanto, da capacidade das forças afegãs. O secretário-geral da NATO destaca ainda o reatamento das relações diplomáticas com a Rússia. Vinte anos depois do fim da União Soviética, o secretário-geral da organização considera que está na altura de enterrar o machado de guerra da Guerra Fria. Um dos testes à nova relação será na área da defesa, com o sistema de defesa anti-míssil que a NATO adoptará em Lisboa. São estes os temas marcantes da cimeira de Lisboa que, para José Sócrates, sublinham a centralidade de Portugal na cena internacional. Na abertura do encontro de jovens atlanticistas, na manhã de ontem, o primeiro-ministro classificou a Cimeira de Lisboa como um momento histórico.

Magia fatal no bosque Há pelo menos quatro tailandeses que ingeriram cogumelos venenosos e que foram internados em três hospitais portugueses em Lisboa, Coimbra e Porto. Os cogumelos terão sido colhidos na zona de Setúbal. No Hospital dos Capuchos, que faz parte do Centro Hospitalar de Lisboa Central, estão internadas duas pessoas na unidade de cuidados intensivos. O estado dos doentes é grave, não se sabendo, para já, se serão referenciados para transplante de fígado.

Em Coimbra, fonte hospitalar confirmou também que está internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra mais um doente tailandês com “prognóstico reservado”, tendo já sido activado o processo de transplante. Um terceiro cidadão da mesma nacionalidade foi enviado para o Hospital de Santo António (Centro Hospitalar do Porto), no Porto, onde está internado nos cuidados intensivos para avaliar se é necessário transplante. O grupo terá participado numa apanha

de cogumelos na zona de Setúbal mas, para já, não é possível avançar mais pormenores sobre a identidade dos doentes ou as circunstâncias em que os cogumelos foram ingeridos. A ingestão de cogumelos tóxicos pode levar à insuficiência hepática ou à falência do fígado. No caso de se tratar de cogumelos menos tóxicos, a situação pode desencadear uma gastroenterite. Novembro é um mês forte para a apanha de cogumelos. Em 2009, só neste mês, o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) registou cerca de 30 casos de envenenamentos por cogumelos. Um número que tem vindo a crescer nos últimos anos.


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Hoje Macau • 2010.11.19 #2254 by Jornal Hoje Macau - Issuu