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Hoje Macau 19 JANEIRO 2022 #4932

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INSTITUTO CULTURAL

MOK IAN IAN DE SAÍDA ÚLTIMA

Nº 4933 QUARTA-FEIRA 19-1-2022 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS REGRAS PÁGINA 5

FUNÇÃO PÚBLICA

AS LIMITAÇÕES DOS QUINHENTOS PÁGINA 7

CINEMATECA

FABRIZIO MALTESE EM DOSE TRIPLA EVENTOS

hoje macau

CONTAS EM LINHA

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HOJE MACAU

MOP$10

JOGO

Raimundo do Rosário esteve ontem no hemiciclo onde garantiu que o custo das linhas das ilhas do Metro Ligeiro não poderá exceder 24 mil milhões de patacas. Os custos da substituição dos cabos que levaram à paralização, desde Outubro, da Linha da Taipa, serão suportados pela Mitsubishi. GRANDE PLANO


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19.1.2022 quarta-feira

Contas em cima da mesa METRO

Raimundo do Rosário esteve ontem na Assembleia Legislativa a responder a perguntas dos deputados e revelou que as Linhas da Taipa, Seac Pai Van, Hengqin e a ligação à Barra vão ter um custo máximo de 24 mil milhões de patacas

RÓMULO SANTOS

LINHAS DAS ILHAS VÃO CUSTAR NO MÁXIMO 24 MIL MILHÕES DE PATACAS


quarta-feira 19.1.2022

BRONCA DE MÁSCARAS A sessão plenária estava a decorrer há pouco mais de meia hora, quando Kou Hoi In, presidente da Assembleia Legislativa, avisou os deputados para a obrigação de utilizarem sempre máscara no hemiciclo, à excepção da altura das suas respectivas intervenções. “Agradecia a todos os deputados que utilizassem máscara, quando não estão a falar”, alertou. Nos últimos dias têm sido registados vários casos na cidade vizinha de Zhuhai, com casos de contacto próximo na RAEM.

adjudicado, porque quero evitar erros”, acrescentou.

Ligação à Barra até 2024

A questão do Metro Ligeiro foi levada ao hemiciclo pelo deputado Leong Sun Iok, da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). Porém, vários deputados mostraram-se preocupados com o projecto. Um dos pontos mais polémicos foi a suspensão da Linha da Taipa, onde não circulam carruagens desde Outubro do ano passado, para mudança de um cabo eléctrico.

RÓMULO SANTOS

“Sei que se avançar uma estimativa [para a Linha Leste] e depois não for cumprida que vai parecer que fazemos tudo à toa.”

“HABITUADO” A CRÍTICAS Na sessão de ontem Raimundo do Rosário recusou alongar-se em comentários sobre a queda de azulejo no Edifício Ip Heng, objecto de várias questões de Che Sai Wang, deputado ligado à ATFPM. O secretário limitou-se a justificar que está em curso uma “investigação do Comissariado Contra a Corrupção”, e que há contactos frequentes entre o Instituto para a Habitação e os moradores do prédio. A resposta do secretário foi criticada por Pereira Coutinho, e, em resposta, Raimundo do Rosário desvalorizou: “Já estou habituado à vossa atitude. Quando está tudo bem nunca dizem nada, mas quando há problemas, surgem logo críticas. Estou habituado”, atirou.

sociação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), que defendeu a responsabilização das empresas Mitsubishi, MTR e também dos membros do Governo. “Temos de fazer uma análise à luz dos dados que conhecemos hoje. Senhor secretário, se o dinheiro fosse seu, nós não faríamos qualquer análise, mas falamos do Erário Público”, começou por contestar Coutinho. “Será que os envolvidos não têm de assumir as responsabilidades pelo que está a acontecer? Reparar a linha não é o mesmo que assumir as responsabilidades. Quem é que deve assumi-las?”, questionou.

“Sou o único responsável”

Em resposta, Raimundo do Rosário assumiu responsabilidades e clarificou as declarações. “Quando disse que não podemos avaliar o passado com base nos conhecimentos de hoje, queria dizer que na altura da construção todos os procedimentos necessários foram seguidos. Houve uma entidade independente que fez uma avaliação e não encontrou problemas”, explicou o governante. “Mas, não deixámos qualquer trabalho por fazer nas obras e fiscalizações, nem errámos nos procedimentos, fizemos tudo o que era necessário”, acrescentou. O secretário assumiu ainda as responsabilidades pela suspensão: “Sou o responsável. Se me pergunta se os erros vão acontecer mais vezes? Posso dizer que houve um problema que aconteceu, e que está a ser resolvido. Toda a responsabilidade foi minha”, frisou. “Infelizmente, não posso garantir que não vão ocorrer mais problemas. Só posso prometer fazer todos os esforços para evitar estas situações”, realçou. João Santos Filipe

RAIMUNDO DO ROSÁRIO SECRETÁRIO PARA OS TRANSPORTES E OBRAS PÚBLICAS

Os custos das obras vão ser assumidos pela Mitsubishi, uma vez que o cabo estava no prazo da garantia. Porém, foram feitas perguntas sobre o facto de o problema não ter sido detectado no final das obras. “Em Outubro de 2019, antes da entrada em funcionamento do Metro Ligeiro, fizemos ensaios e testes e não houve avarias nem problemas”, justificou o secretário. Raimundo do Rosário afirmou ainda que não se devem fazer julgamentos sobre o passado apenas com base nos dados que são conhecidos hoje. Contudo, as palavras caíram mal ao deputado José Pereira Coutinho, ligado à As-

HOJE MACAU

RÓMULO SANTOS

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construção de todas as linhas do Metro Ligeiro nas Ilhas de Macau vai custar até 24 mil milhões de patacas. O número foi adiantado ontem na Assembleia Legislativa pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, na sessão de resposta às interpelações orais dos deputados. De acordo com os dados avançados, os 24 mil milhões de patacas incluem o “preço” da Linha da Taipa, que está concluída e cujo funcionamento se encontra suspenso, que custou 10,2 mil milhões de patacas. Quanto à Linha da Barra, o custo estimado é de 4,5 mil milhões de patacas. Por sua vez, a Linha da Ilha da Montanha tem um investimento de 5,5 mil milhões de patacas, e a ligação a Seac Pai Van, vai exigir 3 mil milhões de patacas aos cofres públicos. No entanto, Raimundo do Rosário recusou apresentar estimativas para a Linha de Leste, que vai ligar a zona do Pac On às Portas do Cerco, através da Zona A. Segundo as explicações do secretário, as previsões de gastos serão apresentadas com forem concluídos os processos de adjudicação para as obras. “Em relação à Linha Leste, é claro que temos as nossas estimativas, mas, nesta fase, ainda não conseguimos controlar todos os factores que vão contribuir para o custo final. Por isso, não quero adiantar um valor”, justificou o secretário. “Sei que se avançar uma estimativa e depois não for cumprida que vai parecer que fazemos tudo à toa. Não quero isso. Só vou anunciar o custo da Linha Leste quando tudo for

grande plano 3

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CICLOVIA ATÉ À BARRA O Governo promete construir nos próximos anos uma via para bicicletas entre o Centro de Ciência e a Barra. A obra foi revelada na sessão de ontem, e de acordo com o andamento dos trabalhos, a ligação entre o Centro de Ciência e a Ponte Nobre de Carvalho está terminada. Além disso, em Março deve ser aprovado o projecto da segunda fase da ciclovia, até à Barra, que depois terá de ser adjudicado para a conclusão dos trabalhos. As estimativas apontam para que as obras da ciclovia, e da zona circundante, que vai ter espaços para famílias, sejam concluída até ao fim de 2024.

CONSTRUÇÃO CIVIL DEPUTADO REVELA LISTA NEGRA DE TRABALHADORES

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S trabalhadores de construção civil que reclamam por não receber salários entram numa lista negra do sector e são despedidos sem justa causa. A revelação foi feita por Leong Sun Iok, deputado dos Operários, na sessão de ontem da Assembleia Legislativa. A questão foi mencionada no âmbito das obras públicas em Macau e dos ordenados em atrasos por empresas subempreitadas pelos vencedores dos concursos públicos. “Recebemos muitas queixas de trabalhadores locais que não recebem salários. Dizemos às pessoas para irem à Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais, mas elas recusam. Dizem-nos que os

empreiteiros fazem uma lista negra e que se forem à DSAL nunca mais são contratados por qualquer empresa”, revelou o deputado. Leong Sun Ion reconheceu depois que a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) tem participado na resolução das disputadas laborais, porém, os empregados acabam por ser despedidos. “Ajudámos essas pessoas a receber salários. Falámos com os empreiteiros e a questão com as empresas subcontratadas resolveu-se. Contudo, no final, os queixosos foram todos despedidos sem justa causa. Há muitos problemas destes, que são do conhecimento do Governo”, atirou.

ESCOLAS DE CONDUÇÃO RECONHECIDO MAU AMBIENTE PARA INSTRUTORES

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OIS instrutores de condução envolveram-se num confronto, devido a uma discussão relacionada com um aluno. A notícia foi levada para o hemiciclo pelo deputado Leong Sun Iok, que indicou que as condições dos condutores estão longe de ser as melhores. “As condições para os instrutores não são boas, ainda hoje tivemos notícias a relatar que dois instrutores se envolveram em confrontos por uma questão relacionada com um aluno”, apontou Leong Sun Iok, que já havia escrito uma interpelação sobre o assunto. Por sua vez, o director dos Serviços dos Assuntos de Tráfego, Lam Hin San, reconheceu que poderia haver melhores condições e que a carreira de instrutor muitas vezes não é atractiva. “O ambiente de trabalho nem sempre é o melhor. As pessoas trabalham ao sol, à chuva, e muitas vezes no primeiro dia do Ano Novo

Lunar. Concordo com as vossas opiniões, que o ambiente de trabalho não é bom”, reconheceu. Segundo dados avançados actualmente há 249 instrutores de condução disponíveis na RAEM. O número é considerado suficiente, mas Lam admitiu que há dificuldades para contratar profissionais para a posição. “A DSAT tem acções para a formação de instrutores, mas apenas entre dois a cinco por cento dos formandos dos cursos entram no sector”, admitiu. “Faz com que muitas vezes os resultados das formações demorem a ser vistos pela população”, acrescentou. Por seu turno, Ma Io Fong, deputado da Associação das Mulheres, indicou que actualmente não há veículos para ensinar a conduzir pessoas com deficiências. No passado, havia duas viaturas especiais de uma associação. Lam Hin San não respondeu à questão e o deputado também não insistiu.


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Orçamento Relatório de 2020 terminado

PENSÕES ILEGAIS GOVERNO CRIA REGIME DE REABILITAÇÃO DE INFRACTORES

Volta, estás perdoado

O Governo quer dar uma segunda oportunidade a quem prestou alojamento ilegal. Se não cometer novas infracções ao longo de cinco anos, os seus dados deixam de constar na lista de infractores à disposição de mediadores imobiliários. Esta foi uma das alterações introduzidas pelo Executivo na proposta de lei relativa às pensões ilegais

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Governo decidiu criar um mecanismo de reabilitação dos infractores que tenham tido pensões ilegais ou que tenham prestado alojamento ilegal de uma outra forma. A informação foi avançada ontem pela deputada Ella Lei, após a reunião da primeira comissão permanente que serviu para discutir a proposta de lei relativa à proibição da prestação de alojamento ilegal. “Se a pessoa não tiver cometido uma infracção em cinco anos, pode ser feito um pedido para que deixem de ser facultados os seus dados pessoais aos mediadores imobiliários. O Governo criou este mecanismo de reabilitação para os infractores”, ou seja, passados cinco anos da infracção, o cadastro da pessoa fica limpo. Na actual versão da proposta de lei, o Governo sugere que “a deci-

são sancionatória administrativa é notificada pela Direcção dos Serviços de Turismo ao infractor e ao proprietário do prédio ou fracção autónoma, sendo ainda notificado o Instituto da Habitação em caso de reincidência, para que este faculte aos mediadores imobiliários acesso aos dados de identificação do infractor”. Numa reunião em que se discutiram alterações feitas pelo Governo à proposta de lei, os deputados mostraram ainda preocupação sobre eventuais “abusos sobre normas de excepção”. No entanto,

“o Governo prometeu fazer bem esse trabalho de controlo, e após a sua apresentação os deputados não manifestaram discordância em relação a este ponto”.

Âmbito fica como está

O Governo decidiu manter o actual âmbito da proposta de lei, ou seja, os visitantes de curta duração. Desta forma, os representantes do Executivo afirmaram que “não pretendem alargar o âmbito dos destinatários da proposta de lei, que são as pessoas com um curto prazo de permanência no território”.

“Se a pessoa não tiver cometido uma infracção em cinco anos, pode ser feito um pedido para que deixem de ser facultados os seus dados pessoais aos mediadores imobiliários.” ELLA LEI DEPUTADA

“Na prática, a maioria dos turistas fica num prazo máximo de 90 dias, mas há pessoas de outras regiões ou países que têm um prazo de permanência superior”, adiantou Ella Lei. Na reunião de ontem ficou ainda esclarecido que entidades como instituições do ensino superior ou de cariz religioso, entre outras, podem prestar alojamento pago, não sendo este considerado alojamento ilegal. No caso de ser cedido alojamento a amigos e familiares, em casas privadas, este deve ser gratuito. “O Governo disse que há condições por parte dos serviços competentes para investigar estas situações”, frisou a deputada que preside à primeira comissão permanente. Andreia Sofia Silva e Nunu Wu

A 2.ª comissão permanente da Assembleia Legislativa concluiu a apreciação na especialidade do Relatório sobre a Execução do Orçamento de 2020, que agora tem de ser votado em plenário. O deputado que preside à comissão, Chan Chak Mo, indicou que em 2020, o Governo fez três revisões ao orçamento, o que resultou que na utilização de 4,65 mil milhões de patacas das reservas, em vez dos 5,07 mil milhões orçamentados. Ainda de acordo com Chan Chak Mo, no ano passado foram gastos 400 milhões de patacas em máscaras de protecção individual no âmbito do programa do Governo, que acarretou despesas de 280 milhões de patacas para a RAEM e 120 milhões para os cidadãos. Por outro lado, o presidente da comissão indicou ainda que o Governo investiu cerca de 15,6 mil milhões nas 21 empresas com capital público até 2020.

ISIN AMCM passou a emitir números para obrigações

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) aderiu à Association of National Numbering Agencies (ANNA) e desde ontem que passou a emitir para as obrigações locais o Número Internacional de Identificação dos Títulos (ISIN). De acordo com a AMCM, a adopção deste sistema permite “elevar a eficiência no que respeita à emissão de obrigações”. O ISIN é um código que identifica os valores mobiliários das diferentes jurisdições (países e regiões), aceite em todo o mundo, e que permite que os investidores identifiquem um determinado valor mobiliário, para efeitos de negociação e liquidação. Até ontem, a atribuição dos ISINs às obrigações emitidas em Macau era realizada por agências de numeração estrangeiras, o que segundo a AMCM “demorava bastante tempo, em virtude das diferenças horárias e das condições em termos de troca de informação”.


quarta-feira 19.1.2022

Foi ontem publicada a proposta inicial na nova lei do jogo que confere ao Chefe do Executivo o poder para fixar um mínimo de receitas por cada mesa de jogo, o que pode levar à diminuição do número de mesas e ao pagamento de compensações. Cada junket, só pode funcionar numa única operadora e as concessões podem ser extintas se ameaçarem a segurança nacional

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OI ontem publicado no website da Assembleia Legislativa a proposta da nova lei do jogo, que acrescenta algumas novidades às alterações legais divulgadas na sexta-feira. Uma delas, prende-se com a regulação do número de mesas e máquinas de jogo, assim como as receitas apuradas pelas mesmas. Mantém-se a obrigatoriedade do pagamento de prémio anual por cada mesa e máquina de jogo. Porém, o Chefe do Executivo fixa em despacho o número mínimo anual de receitas brutas de cada mesa e máquina de jogo. Este ponto estabelece duas obrigações. Por um lado, o Governo pode “aditar disposições para determinar o li-

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JOGO CHEFE DO EXECUTIVO VAI FIXAR RECEITAS MÍNIMAS POR MESA

Detalhes nas entrelinhas

mite máximo do número de mesas e máquinas de jogo”, para que “sejam melhor aproveitadas pelas concessionárias”, é descrito na nota justificativa que acompanha o diploma. Se um casino não apurar por mesa ou máquina de jogo receitas brutas que cumpram o número mínimo fixado pelo Governo, a concessionária “tem de pagar um prémio especial, no valor correspondente à diferença entre

os montantes do imposto especial sobre o jogo de fortuna ou azar, calculados em função das receitas brutas reais e desse limite mínimo”. Apesar de ter sido avançado que o jogo VIP e as operações dos junkets serão reguladas numa lei diferente, o diploma estabelece que cada promotor de jogo só pode ter actividade nas instalações de uma só concessionária. Além disso, o pagamento da actividade apenas pode ser efectuado sob a forma

O Chefe do Executivo pode anular uma concessão por ameaça à segurança nacional e da RAEM, “após ouvidos pareceres da Comissão Especializada do Sector dos Jogos de Fortuna ou Azar”

de comissões, taxadas através de retenção na fonte feita pela concessionária.

Perigo para a nação

Outra disposição que não era prevista na lei do jogo de 2001, mas que consta da versão inicial do diploma, é a possibilidade de o Chefe do Executivo anular uma concessão por ameaça à segurança nacional e da RAEM, “após ouvidos pareceres da Comissão Especializada do Sector dos Jogos de Fortuna ou Azar”. A versão da lei que deu entrada na AL estabelece uma relevante salvaguarda de fiscalização. De três em três anos, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos pode avaliar se os contratos das

concessões estão a ser cumpridos. Se o resultado da revisão revelar falta de proactividade das concessionárias “no cumprimento dos estipulados nos contratos ou ainda a inobservância dos mesmos”, cabe ao secretário para a Economia e Finanças estabelecer um prazo para que as falhas sejam supridas. Outra novidade prende-se com reversão para a RAEM de todos os casinos, “equipamento e utensilagem, bem como todos os projectos de investimento para o jogo não concluídos”, salvo excepções estabelecidas em lei, caso seja anulada a concessão. Na lei anterior, a reversão de bens apenas era prevista em casos de extinção das concessões, ou seja, quando terminava o prazo dos contratos. As operadoras autorizadas a explorar o jogo em Macau ficam também obrigadas, segundo a versão inicial do diploma, a “comunicar obrigatoriamente ao Chefe do Executivo as decisões sobre as grandes iniciativas financeiras com valor superior ao previsto nos contratos de concessão, sob pena de nulidade”. Um dos objectivos da nova lei, avançados na nota justificativa, refere, logo na primeira alínea, a articulação com políticas e mecanismos do Governo da RAEM “no âmbito do combate ao fluxo ilegal de capitais transfronteiriços e da prevenção do branqueamento de capitais”. Recorde-se que na segunda-feira, o Executivo congratulava-se pelo bom resultado obtido no Grupo Ásia-Pacífico Contra o Branqueamento de Capitais. Ainda não foi agendada sessão plenária para votar na generalidade a nova lei do jogo. João Luz

FÓRUM MACAU SECRETÁRIO-GERAL VISITOU O IPIM

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novo secretário-geral do Fórum Macau, Ji Xianzheng, visitou ontem o presidente do conselho de administração do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), Lau Wai Meng. O encontro serviu para uma troca de ideias sobre “a construção de “um centro, uma plataforma, uma base”, a ampliação da função da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, bem como os trabalhos relacionados com o reforço do inter-

câmbio e cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa em diferentes áreas”. Além disso, Ji Xianzheng participou na cerimónia comemorativa do 10.º Aniversário da Criação do Centro de Estudos dos Países de Língua Portuguesa (CEPLP) e do lançamento do relatório de desenvolvimento dos Países de Língua Portuguesa (2021). O secretário-geral do Fórum Macau afirmou que “num tempo marcado pelo alastramento global da pandemia de covid-19, o Secre-

tariado Permanente do Fórum de Macau realizou várias iniciativas de cooperação no combate à pandemia e intercâmbios de cariz comercial e cultural com as partes intervenientes a consolidarem a amizade através de solidariedade recíproca”. Essas iniciativas “aprofundaram o papel de Macau enquanto plataforma na ligação entre a China e os Países de Língua Portuguesa, e implementaram, com acções concretas, o conceito de comunidade de futuro compartilhado para a humanidade”, afirmou o responsável.


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CASO SUNCITY CONDENADA A NOVE MESES DE PRISÃO POR RECUSAR TESTEMUNHAR

Avisos à navegação

JOGO MERCADO DE MASSAS COM 74% DAS RECEITAS DO ÚLTIMO TRIMESTRE

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A informação foi revelada pelo Ministério Público e envolve o processo do empresário Alvin Chau. As autoridades estão ainda a investigar o alegado instigador da recusa em testemunhar

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Ministério Público anunciou que uma mulher foi condenada com uma pena de prisão de 9 meses, suspensa pelo período de dois anos, após ter recusado testemunhar no âmbito da investigação à Suncity. Apesar de o MP não ter adiantado qual o processo em causa, o jornal All About Macau apontou para a empresa local promotora de jogo e o empresário Alvin Chao. “Durante a investigação, uma testemunha de sexo feminino de apelido Ho, recusou-se a prestar declarações e mesmo depois de a polícia e o Delegado do Procurador insistirem em lhe dar conhecimento dos seus direitos e deveres, a mesma continuou a recusou-se a depor”, escreveu o Ministério Público. “Posteriormente, o Ministério Publico ordenou a sua detenção em fragrante delito e encaminhou-a para os Juízos Criminais do Tribunal Judicial de Base para ser julgada em processo sumário”, foi acrescentado. A data do julgamento em primeira instância não foi revelada, apenas se indicou que o caso aconteceu “há dias”. Por outro lado, foi adiantado que “a sentença ainda está a aguardar o trânsito em julgado nos termos legais”,

o que pressupõe que tem menos de 15 dias. A informação revelada mostra ainda que a pena ficou suspensa na condição de a mulher pagar 5 mil patacas à RAEM, no prazo de três meses. De acordo com a moldura penal, as testemunhas que se recusem depor, sem justa causa, são punidas com pena de prisão de 6 meses a 3 anos, ou com pena de multa “não inferior a 60 dias”. Como o MP acredita que a mulher foi instigada a não cooperar com a justiça, vai ainda decorrer outra investigação. “Há indícios de a arguida ter sido instigada à referida infracção, pelo que o Ministério Público requereu legalmente ao Tribunal Judicial de Base para que fosse extraída a respectiva certidão dos autos, a fim de ser autuada como inquérito, efectivando a responsabilidade criminal do instigador”, foi explicado.

Detenção surpreendente

Alvin Chau Cheok Wa, presidente e proprietário do grupo Suncity, o maior promotor de jogo VIP de Macau foi detido na RAEM, e encontra-se na Prisão de Coloane desde o final de Novembro do ano passado. A detenção foi realizada

Burla PJ alerta para sms que pedem dados pessoais A Polícia Judiciária (PJ) emitiu ontem um alerta sobre o perigo de burla através do envio de sms onde se pede o envio de dados pessoais e o pagamento de taxas para o envio de uma encomenda. No entanto, os residentes que receberam estas mensagens no telemóvel não efectuaram quaisquer compras online nos últimos tempos, pelo que denunciaram a situação às autoridades. A PJ concluiu, entretanto, após uma breve

investigação, que a ligação enviada por sms não corresponde ao website da empresa de encomendas referida na mensagem. No mesmo comunicado, é ainda referido que, devido à pandemia, tem aumentado o número de casos de burla cometidos através de websites falsos, uma vez que os autores do crime se aproveitam dos atrasos verificados no serviço de envio de encomendas.

Como o MP acredita que a mulher foi instigada a não cooperar com a justiça, vai ainda decorrer outra investigação

pelas polícias locais, devido a uma investigação que só foi revelada após a emissão de um mandado de captura internacional. Na altura, foi indicado que Alvin Chau está indiciado pela prática de associação criminosa, onde era o cabecilha, que implica uma pena mínima de 8 anos e máxima de 15

anos de prisão, que ainda pode ser agravada em um terço. Além deste crime, Chau foi igualmente indiciado pela exploração ilícita de jogo, o que implica uma pena máxima de três anos, sem agravantes, e branqueamento de capitais (pena máxima de três anos de prisão). João Santos Filipe

Centro de condução Agressões levam instrutor ao hospital

Um confronto entre dois instrutores de condução culminou na ida de um deles para o hospital com ferimentos. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a disputa aconteceu ontem, às 15h, no centro de aprendizagem e exame de condução, no Cotai. Os dois instrutores, de 50 e 70 anos, começaram a discutir por causa do recrutamento de um aluno. O mais velho declarou aos bombeiros, no local, que foi alvo de agressões pelo seu colega.

EM surpresas, face à hecatombe vivida pelo sector VIP no final de 2021, o mercado de massas, incluindo as máquinas de slot, representou 74,3 por cento das receitas brutas dos casinos de Macau no último trimestre do ano passado, com quase 14,18 mil milhões de patacas apuradas. Segundos dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, este foi o melhor trimestre do segmento de massas desde que o jogo foi liberalizado. Exemplo desta evolução, foi o registo do bacará VIP, que em 2019 representava quase metade de todas as receitas brutas da indústria, e que nos primeiros nove meses de 2021 passava para 25,7 por cento das receitas brutas das operadas com menos de 4,9 mil milhões de patacas. No terceiro trimestre, os junkets apuraram 31,8 por cento do bolo total das receitas brutas de jogo. Estes registos do sector VIP caíram 17,8 por cento, em termos trimestrais, nos últimos três meses de 2021, enquanto as receitas do bacará de massas cresceram 12,3 por cento de um trimestre para o outro. Continuando a ser o jogo mais popular das mesas de Macau, apesar da inversão dos segmentos mais lucrativos, o bacará do mercado de massas representou 62,2 por cento de todas as receitas brutas feitas nos últimos três meses de 2021, somando 11,87 mil milhões de patacas. As máquinas de slot foram responsáveis por 6 por cento das receitas brutas, com um total de 1,15 mil milhões de patacas. Durante todo o ano de 2021, as receitas VIP representaram quase 32,8 por cento do dinheiro feito nas mesas de Macau, no total de 28,49 mil milhões de patacas. Em termos comparados com 2020, o mercado dos promotores de jogo caiu 43,5 por cento no ano passado.


quarta-feira 19.1.2022

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Actividades em estudo

À margem de uma outra reunião da comissão permanente no hemiciclo, a responsável da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), Helena de Senna Fernandes, disse que está a ser equacionada a mu-

COVID-19 500 FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COM CÓDIGO AMARELO

A côr da inércia

Existem actualmente 500 funcionários públicos, a maioria do Instituto para os Assuntos Municipais, com código de saúde amarelo, o que os impede de aceder ao local de trabalho. O secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, disse que esta medida não afecta o funcionamento dos serviços HOJE MACAU

secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, disse ontem que há 500 funcionários públicos com código de saúde amarelo, o que exige que estes façam uma auto-gestão do estado de saúde e meçam a temperatura corporal com regularidade. A ideia é evitar contactos com o público, esclareceu o governante à margem da reunião da primeira comissão permanente da Assembleia Legislativa. “Sugerimos que essas pessoas com código de saúde amarelo, tanto nos serviços públicos como nas entidades privadas, informem os seus chefes para que seja evitado o atendimento ao público ou outro tipo de contactos.” O facto de estes 500 trabalhadores passarem a estar interditos de entrar no local de trabalho não vai afectar o serviço, referiu André Cheong. “Isso não vai afectar muito o nosso funcionamento”, adiantou o secretário, que esclareceu que a entrada nestes locais só deve ser feita em casos urgentes. Relativamente à zona de cooperação aprofundada com Hengqin, há apenas 30 trabalhadores com código de saúde amarelo. “Temos critérios uniformes para a gestão destes trabalhadores”, frisou André Cheong. Sobre a utilização da aplicação de telemóvel para o rastreio no acesso a determinados locais, André Cheong garantiu que esta medida será apenas aplicada, para já, nos serviços públicos. “Estudamos a aplicação concreta desta medida e decidimos que poderia ser aplicada sem problemas. Quanto às entidades privadas, ainda não exigimos isso. Aconselhamos as entidades e o público a fazer esse rastreio, mas ainda não é obrigatório. Para já, estudamos a aplicação e consequências nos serviços públicos, mas se isso será ou não aplicado nas entidades privadas será estudado e divulgado.”

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nandes adiantou que houve alguns cancelamentos nas marcações de alojamento em hotéis. O programa de excursões com gastronomia, em parceria com associações locais, vai depender também da situação em Zhuhai. “Sabemos que a parte das refeições tem sempre um maior risco de infecção e estamos a fazer uma preparação. Veremos quando será o tempo oportuno para anunciar [o programa]. Se conseguirmos anunciar até ao fim do mês, algumas excursões poderão ser realizadas até ao final do ano novo lunar.” Aos jornalistas, Helena de Senna Fernandes disse ainda que estão a ser tratadas as queixas recebidas por visitantes do Interior da China que, quando regressaram a Macau, ficaram com o código de saúde amarelo.

“Sugerimos que essas pessoas com código de saúde amarelo, tanto nos serviços públicos como nas entidades privadas, informem os seus chefes para que seja evitado o atendimento ao público.” ANDRÉ CHEONG SECRETÁRIO PARA A ADMINISTRAÇÃO E JUSTIÇA

dança de datas de algumas actividades de celebração do ano novo chinês, tendo em conta a situação epidémica em Zhuhai. Caso haja uma mudança, esses eventos festivos podem acontecer no final de Fevereiro. Caso se mantenham as mesmas datas, “teremos de ver se há medidas a

adoptar, como a realização de testes para as pessoas que vão actuar ou um maior controlo do número de pessoas que entram no recinto”. “A situação muda todos os dias e temos de ver o que acontece em Zhuhai esta semana”, frisou. Até às 21h de ontem, as autoridades da cidade vizinha anunciaram a

existência de 20 casos de covid-19 na cidade, incluindo um caso de infecção assintomática. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a segunda ronda de testes em massa na cidade resultou em quase três milhões de resultados negativos. Ainda sobre o período do ano novo lunar, Helena de Senna Fer-

“Sempre divulgamos Macau como uma cidade segura e se recebemos queixas vamos comunicar com os SSM para resolver o problema com as entidades de gestão de saúde do Interior da China. Para já, são poucas as queixas recebidas.” Sobre o número de visitantes, Helena de Senna Fernandes disse que, antes do surto de Zhuhai, Macau poderia receber, por dia, entre 20 a 40 mil pessoas. No entanto, esta segunda-feira o número baixou para 16 mil, e no domingo houve apenas 10 mil visitantes. Quanto aos turistas oriundos de Guangdong, podem ocupar cerca de 60 por cento dos visitantes totais provenientes do país. Antes da pandemia, a proporção era de apenas 43 por cento. Andreia Sofia Silva e Nunu Wu

AREIA PRETA CENTRO DE JUVENTUDE FAZ TESTES A ALUNOS TRANSFRONTEIRIÇOS

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Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) anunciou ontem que o Centro de Juventude da Areia Preta vai funcionar como posto provisório de testes de ácido nucleico exclusivamente dedicado

a alunos transfronteiriços. Além disso, em resposta à diminuição da validade dos testes de ácido nucleico para atravessar a fronteira, os postos de testes estabelecidos no Fórum de Macau e no Terminal Marítimo de Passageiros Pac On vão criar

um corredor específico para os alunos que vivem do lado de lá e estudam em Macau. Em relação às aulas em si, o director da Escola Choi Nong Chi Tai, Vong Kuoc Ieng, afirmou ao jornal Ou Mun que de momento apenas 12 alunos transfronteiriços

que estudam na Choi Nong Chi Tai estão confinados em zonas de risco de Zhuhai e arredores, de um universo total de 360 alunos transfronteiriços matriculados. O director testemunhou ainda dificuldades na utilização da app dos Serviços

de Saúde, que terá um tempo de resposta muito lento, nomeadamente quando muitos utilizadores fazem o scan do código da escola num curto espaço de tempo. O resultado acaba por ser a desistência de declarar o local onde estão na aplicação móvel. Vong Kuoc

Ieng contou ainda que a larga maioria dos idosos que pretendem entrar nas instalações para buscar os netos não sabe utilizar a aplicação.


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CINEMATECA PAIXÃO EXIBIDOS TRÊS DOCUMENTÁRIOS DO FOTÓGRAFO FABRIZIO MALTESE

Além da fotografia

Começa hoje a ser exibido, na Cinemateca Paixão, o primeiro de três documentários da autoria do fotógrafo de celebridades e documentarista “California Dreaming” Fabrizio Maltese. “50 Days in the Desert” integra o painel de exibições composto ainda pelos projectos “California Dreaming” e “Lost Flowers”

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Cinemateca Paixão começa hoje a exibir o primeiro de três documentários da autoria de Fabrizio Maltese, num ciclo especialmente dedicado a este fotógrafo e documentarista, que divide o seu trabalho entre Paris e o Luxemburgo.

Hoje e sexta-feira será, assim, exibido, “50 Days in the Desert”, com sessões às 13h e 14h28. O documentário conta os bastidores do filme “The White Knights”, filmado em 2015 e da autoria do realizador belga Joachim Lafosse. Os vários desafios que este teve de enfrentar quando decidiu fazer

as filmagens em Marrocos são o tema central do documentário, que explora ainda a semana de trabalho da equipa no deserto do Sahara, bem como os métodos pouco usuais de Lafosse durante o processo criativo. Esta película integrou os programas do Festival Internacional de Cinema de Palm

Spring, em 2016, e do Festival de Cinema da Cidade de Luxemburgo, em 2015. Já “California Dreaming”, será exibido amanhã e sábado, com sessões às 11h30 e 13h14, respectivamente. Com este trabalho, Fabrizio Maltese quis explorar as especificidades da cidade da Califórnia, onde vi-

vem cerca de 14 mil pessoas e que é a terceira maior do Estado norte-americano com o mesmo nome. Concebida em 1950, a cidade da Califórnia tornou-se rival da também importante cidade de Los Angeles, mas desde então foi perdendo muita da sua importância inicial. O documentário explora o facto de

a cidade da Califórnia ter hoje uma dimensão muito menor, retratando vivências e visões dos seus habitantes, estabelecendo um contraste com o chamado “sonho americano” dos anos 50. Em 2019, esta película integrou também os programas “Selecção Oficial” do Festival Internacional de Cinema de


quarta-feira 19.1.2022

ARQUEOLOGIA MOSTRA “ROTA MARÍTIMA DA SEDA E MACAU” ABRE AO PÚBLICO SEXTA-FEIRA

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Palm Springs e do Festival de Cinema da Cidade do Luxemburgo.

Retrato na pandemia

Sexta-feira e domingo são os dias escolhidos para a exibição de “Lost Flowers”, seleccionado para uma nomeação, no ano passado, no Festival de Cinema Documental de Thessaloniki. Com uma forte componente autobiográfica, o filme espelha o regresso de Fabrizio, em Março de 2020, a Itália, depois de o seu pai ter sofrido um ataque cardíaco. Foi nesta altura que a pandemia da covid-19 espoletou, e o país entrou em período de confinamento. Assim este é “um diário íntimo e uma ode ao amor incondicional nas circunstâncias mais desafiantes que um filho pode enfrentar”. “Lost Flowers” não é mais do que um “conto sobre a alma e as dificuldades pessoais num contexto de uma tragédia colectiva”. As sessões decorrem, na sexta-feira, às 11h30, enquanto que no domingo o documentário será exibido às 12h40. Sendo um fotógrafo de celebridades, com trabalho

Sendo um fotógrafo das celebridades, com trabalho publicado em revistas como a GQ, Rolling Stone ou Hollywood Reporter, Fabrizio Maltese é também conhecido pelo seu trabalho como documentarista publicado em revistas como a GQ, Rolling Stone ou Hollywood Reporter, Fabrizio Maltese é também conhecido pelo seu trabalho como documentarista. Nascido em Itália, mas com uma vida pessoal e profissional dividida entre Paris e o Luxemburgo, Fabrizio Maltese é um nome que já esteve presente em festivais de cinema de todo o mundo. A.S.S.

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exposição permanente “Rota Marítima da Seda e Macau” na área de conservação e exposição dos vestígios arqueológicos do fosso do Colégio de S. Paulo, situada na Rua D. Belchior Carneiro, atrás das Ruínas de São Paulo, tem inauguração marcada para a próxima sexta-feira Esta exposição, coordenada pelo Instituto Cultural (IC), tem como objectivo “dar a conhecer ao público a importância de Macau como um dos portos de trânsito da Rota Marítima da Seda”, bem como “divulgar e promover o valor patrimonial da própria Rota Marítima da Seda entre a sociedade local”. Através de textos e imagens, o público poderá saber mais sobre os locais históricos de Macau que integraram esta rota. No passado, o território era um dos importantes portos de trânsito para o comércio entre a China e o estrangeiro, tendo assumido durante o auge da Rota Marítima da Seda um papel relevante na exportação de vários produtos chineses, tais como a seda e a porcelana, que chegavam à Europa, Japão ou América, entre outros destinos, a partir dos portos de Macau. Foi neste contexto que a região deu um contributo histórico fundamental, viabilizando não só a maximização do alcance do comércio mundial no contexto da Rota Marítima da Seda, mas também a promoção do diálogo e do intercâmbio entre diferentes civilizações. Nos itinerários de Ocidente para Oriente, a Rota Marítima da Seda contribuiu também para o desenvolvimento das características urbanas da cidade e para a consolidação da identidade multicultural de Macau. Ainda hoje é possível reconhecer claros indícios do contexto da Rota Marítima da Seda no próprio tecido urbano, nos vestígios arquitectónicos e na dimensão cultural e espiritual da cidade, descreve o IC.

HOJE TERAPIA Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

VARIZES Diversas plantas medicinais podem ser úteis para o tratamento de varizes, sendo de realçar as plantas venotónicas. Estas, tonificam as paredes das veias, activando a circulação sanguínea no sistema venoso e descongestionando-o. É ainda de referir que as plantas com esta importante propriedade possuem outras acções que a complementam, contribuindo para a sua eficácia. Os tratamentos são necessariamente prolongados e o uso interno pode ser coadjuvado, com vantagem, à aplicação tópica. Outras medidas de higiene de vida são igualmente indispensáveis para o sucesso do tratamento. Vamos conhecer Hoje algumas destas plantas: Castanheiro-da-Índia, Aesculus hippocastanum, sementes: Originário dos bosques das montanhas dos Balcãs e Ásia Ocidental, o Castanheiro-da-Índia é cultivado nas regiões temperadas como árvore ornamental. Com efeito, trata-se de uma árvore de grande porte – pode alcançar 25 metros de altura – e ampla copa, folhas compostas com 5 a 7 folíolos, quase ovais, e belas flores de cor branca ou rosada agrupadas em cachos; os frutos são verdes e espinhosos e contêm um máximo de 3 sementes castanhas. Foi registado como planta medicinal por Pier Andrea Mattioli, ilustre médico e botânico renascentista italiano, em 1554, na sua tradução da obra Materia Medica, de Dioscórides (datada do século I d.C.). Exerce uma actividade anti-inflamatória e adstringente, é um tónico venoso e reduz a retenção de líquidos, dando firmeza e tonicidade às paredes das veias danificadas e doridas, e reduzindo a inflamação, o inchaço e a congestão venosa. De eleição para o tratamento de varizes e insuficiência venosa, é igualmente recomendado em caso de úlceras de perna, flebites, derrames, hemorróidas e frieiras; quando administrado preventivamente, auxilia a reduzir o risco de flebites, por exemplo em voos de longo curso. Pode ser tomado em xarope, tintura, cápsulas e comprimidos, de preferência com extractos padronizados, em tratamentos prolongados (vários meses, para resultados visíveis); externamente,

(PARTE I) pode ser aplicado em pele ilesa, em loção, pomada ou gel. Centelha-asiática (Hortelã-brava-indiana, Gotu kola), Centella asiatica (sin. Hydrocotyle asiatica), partes aéreas: Nativa da Índia, onde é usada como remédio há 2000 anos, a Centelha-asiática cresce ainda em estado selvagem nas zonas pantanosas e margens dos rios das regiões tropicais e subtropicais. É uma herbácea trepadeira, que pode atingir 50 cm de altura, com folhas em forma de leque e pequenas flores de cor branca ou rosada; com um sabor agridoce, as folhas frescas são usadas em saladas e como legume tonificante. É anti-inflamatória e tonifica as veias, fortalecendo-as, sendo muito recomendada para o tratamento da insuficiência venosa, varizes, derrames e úlceras de perna. Pode ser tomada em tintura e comprimidos, e/ ou aplicada topicamente como loção. Meliloto, Melilotus officinalis (sin. M. arvensis), partes aéreas: Trata-se de uma herbácea, nativa da Europa, Norte de África e regiões temperadas, que pode alcançar um metro de altura, com folhas compostas divididas em três folíolos ovais, e pequenas flores amarelas agrupadas em espigas terminais; os frutos são vagens castanhas. Remédio conhecido desde a Antiguidade, assim foi referido, em 1735, pelo famoso herbanário irlandês K’Eogh: «uma dama das minhas relações… teve um inchaço durante um ano ou mais do lado direito, que se curou friccionando três ou quatro vezes a parte afectada com um óleo feito desta planta». Com efeito, é um tónico das veias, favorecendo o retorno do sangue venoso, e activa o sistema linfático contribuindo para a reabsorção dos edemas e reduzindo o inchaço. Utilizada em tratamentos prolongados, em uso interno ou externo, constitui uma planta eficaz para afecções venosas como varizes e hemorroidas; com efeitos anticoagulantes, auxilia ainda a reduzir o risco de flebite e trombose. Pode ser tomado em tintura, cápsulas e comprimidos, e/ou aplicado topicamente em creme ou gel.

ADVERTÊNCIAS: Este artigo tem como objectivo apenas a divulgação e não deve substituir a consulta de um profissional de saúde, nem promover a auto-prescrição. Além disso, algumas plantas têm contra-indicações, efeitos adversos ou interacções com medicamentos.


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IMPRENSA SURTOS TÊM ORIGEM EM BENS IMPORTADOS

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imprensa estatal chinesa disse ontem que encomendas enviadas do exterior podem ter espalhado a variante Ómicron do novo coronavírus em Pequim e outras cidades. Especialistas em saúde estrangeiros enfatizaram que o vírus se espalha sobretudo através de gotículas respiratórias, quando as pessoas infectadas respiram, falam, tossem e espirram. No entanto, a China enfatizou repetidamente o perigo de infecção através de bens oriundos do exterior, apesar de apenas vestígios do vírus serem encontrados nesses produtos, e impulsionou os testes a alimentos congelados e outras encomendas. O Global Times, jornal do Partido Comunista Chinês, disse que o Centro de Controlo de Doenças de Pequim descobriu que as pessoas recentemente infectadas tiveram contacto com embalagens oriundas

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do Canadá e dos Estados Unidos. A China confinou partes do distrito de Haidian, em Pequim, após a detecção de três casos, poucas semanas antes da capital chinesa sediar os Jogos Olímpicos de Inverno. Outra pessoa na cidade de Shenzhen (sul) que testou positivo para a variante Ómicron terá também manuseado pacotes enviados da América do Norte. O país continua em alerta máximo para novos surtos antes dos Jogos Olímpicos de Inverno. Cerca de 20 milhões de pessoas estão confinadas e foram pedidos testes em massa em bairros e cidades inteiras onde existem surtos. Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022 anunciaram na segunda-feira que apenas espectadores “seleccionados” terão acesso aos eventos, que abrem oficialmente em 4 de Fevereiro.

CATHAY TRIPULANTES DETIDOS POR VIOLAÇÃO DAS REGRAS SANITÁRIAS

Não há margem para trangressões Este episódio vem agravar a situação precária da companhia aérea que, em virtude das restrições de entradas em Hong Kong, tem o seu tráfego reduzido a praticamente zero

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polícia de Hong Kong deteve e acusou dois membros da tripulação da companhia aérea Cathay Pacific por violarem os regulamentos sanitários depois de uma investigação ter relacionado a violação da quarentena ao aparecimento da variante Ómicron no território. Hong Kong aplica uma estratégia rígida de combate à covid-19, que manteve os contágios muito baixos, mas praticamente isolou este centro financeiro internacional do resto do

mundo nos últimos dois anos. Um recente surto de Ómicron, que a polícia alega ter sido desencadeado por membros de uma tripulação da Cathay que violaram o período de quarentena obrigatório, levou

HONG KONG CERCA DE 2.000 HAMSTERS VÃO SER ABATIDOS

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S autoridades de Hong Kong anunciaram ontem que vão abater cerca de 2.000 hamsters depois de vários pequenos roedores terem testado positivo à covid-19 numa loja de animais onde trabalhava um funcionário infectado com o novo coronavírus. As autoridades adiantaram ainda que vão suspender a venda e importação destes pequenos roedores na cidade.

Apesar de as autoridades reconhecerem que não existem “provas” de que estes animais de estimação possam transmitir o coronavírus SARS-CoV-2 aos humanos, a decisão foi tomada como medida de precaução. Os clientes que compraram hamsters na loja em questão após o dia 7 de Janeiro serão procurados e deverão ser sujeitos a uma quarentena obrigatória, tendo ainda de entregar

os animais às autoridades para serem abatidos. As autoridades disseram ainda que todas as lojas de animais que vendem hamsters em Hong Kong devem suspender a comercialização. Os clientes que compraram hamsters em Hong Kong a partir de 22 de Dezembro também estarão sujeitos a testes obrigatórios e serão aconselhados a não conviver com ninguém até que tenham o diagnóstico.

as autoridades a apertar fortemente as restrições já muito restritivas - incluindo o encerramento de creches e escolas primárias. Segundo a polícia, os membros da tripulação “participaram em actividades

desnecessárias" em 25 e 27 de Dezembro, quando deveriam estar em quarentena em casa depois de regressarem a Hong Kong, lê-se num comunicado. “Os dois posteriormente testaram positivo para a

PCC Ex-dirigente condenado à morte por corrupção

Um dirigente do Partido Comunista de China (PCC), já reformado, foi condenado à morte, se bem que a pena tenha sido suspensa, por ter recebido mais de 450 milhões de yuans em

subornos. Wang Fuyu, de 69 anos, retirado da vida activa há três, era o segundo máximo responsável do PCC na província de Guizhou quando cometeu os crimes pelos quais foi julgado em Novembro e em consequência dos quais se conheceu ontem a sentença, segundo o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. A sentença foi divulgada um dia depois de o caso ter sido divulgado na televisão

estatal, num programa sobre corrupção, em que se revelou que o ex-dirigente tinha chegado a um acordo com um administrador de uma empresa de bebidas, que está preso, a cumprir uma pena de 10 anos. Wang não será executado, mas vai passar o resto da vida preso, uma vez que a pena de morte foi comutada para prisão perpétua, além de ter tido todos os seus bens confiscados.


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variante Ómicron do Covid-19 e puderam deixar o hospital após o término do tratamento”, ainda segundo o comunicado da polícia. Os dois tripulantes, entretanto demitidos da empresa e libertados sob fiança, arriscam até seis meses de prisão e uma multa 640 dólares, têm julgamento marcado para Fevereiro.

Vida difícil

Este incidente complica ainda mais a situação já precária da Cathay Pacific, duramente atingida pelas consequências da pandemia, pois as restrições nas fronteiras reduziram a quase zero as viagens para uma cidade que já foi um importante centro de transporte e logística. As autoridades estão a investigar se a companhia aérea cumpriu os regulamentos em vigor, disse a presidente da Região Administrativa Especial de Hong Kong, Carrie Lam, em 11 de Janeiro, ameaçando com uma acção legal. O presidente do conselho de administração da Cathay, Patrick Healy, defendeu a empresa, enfatizando que

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Segundo a polícia, os membros da tripulação “participaram em actividades desnecessárias” em 25 e 27 de Dezembro, quando deveriam estar em quarentena em casa depois de regressarem a Hong Kong a "pequena minoria" de transgressores não deve condicionar os esforços de outros. Em 2021, as tripulações da empresa passaram mais de 62.000 noites em hotéis de quarentena. Ao contrário de outras companhias aéreas, a Cathay Pacific não tem um mercado doméstico para se apoiar. Um recente aperto nas regras de quarentena forçou-a a reduzir os voos de carga - o único sector em que ainda ganha dinheiro.

FRONTEIRA ABERTURA AO COMÉRCIO COM COREIA DO NORTE

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China confirmou esta segunda-feira a reabertura da sua fronteira terrestre com a Coreia do Norte para fins comerciais, após um ano e meio de um encerramento rigoroso decretado por Pyongyang devido à pandemia de covid-19. "Após consultas bilaterais amigáveis, o comércio de mercadorias em Dandong foi retomado", disse Zhao Lijian, um dos

porta-vozes do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, numa conferência de imprensa. A confirmação de Pequim ocorre um dia depois de a agência de notícias norte-coreana Yonhap ter relatado que um comboio de carga norte-coreano cruzou no domingo a ponte ferroviária do rio Yalu até à cidade portuária chinesa de Dandong. Zhao disse que esta rota será mantida para ajudar

a normalizar o comércio entre os dois países e que serão asseguradas as medidas de prevenção contra a pandemia de covid-19. Até ao momento, não foi divulgado o conteúdo da carga desse primeiro comboio, que chegou à cidade de Dandong a partir da cidade norte-coreana de Sinuiju. É a primeira vez num ano e meio que a Coreia do Norte abre formalmente

as suas fronteiras terrestres com a China, após um encerramento estrito que impôs em 2020 devido à pandemia da covid-19, suspendendo todos os programas turísticos e operações ferroviárias para passageiros transfronteiriços. Os restaurantes e lojas administrados por norte-coreanos na cidade chinesa foram encerrados, pois o comércio entre os dois países também foi interrompido como resultado da crise da saúde. A Coreia do Norte não relatou à Organização Mundial da Saúde (OMS), até ao momento, qualquer caso de covid-19 no seu território. O regresso das operações de comboios de carga pode ter o objectivo de fornecer produtos essenciais para a Coreia do Norte, cuja economia, já atingida por sanções internacionais devido aos seus programas de desenvolvimento de armas, passa por uma situação delicada, agravada com o encerramento das fronteiras.

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Aviso de pedido para junção de restos mortais em sepultura perpétua

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 3/AI/2022 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor YANG, LIUBO, portador do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.o C56213xxx e do Título de Identificação de Trabalhador Não-residente n.o 23596xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 67/DI-AI/2020, levantado pela DST a 06.03.2020, e por despacho da signatária de 29.11.2021, exarado no Relatório n.° 1066/DI/2021, de 03.11.2021, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Taipa, Rua do Minho n.o 383, Hong Fat Fa Un, 8.o andar I onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito, não sendo admitida a apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -----------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau. ------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 5 de Janeiro de 2022. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

Eu, Natalino do Menino Jesus de Assis Jorge (佐汶鴻), nos termos da alínea 4) do n.º 1 e dos n.ºs 2 e 3 do artigo 26.º-A do Regulamento Administrativo n.º 37/2003, alterado pelo Regulamento Administrativo n.º 22/2019, apresento um pedido da junção das ossadas de Maria Rafaela de Assis Jorge na sepultura n.º SM-1-1441 do Cemitério de S. Miguel Arcanjo. A defunta cujos restos mortais se pretende juntar era esposa do neto do falecido já ali depositado, o primeiro inumado, Antonio Jorge. Venho por este meio informar as pessoas indicadas no n.º 1 do artigo 26.º-A do Regulamento Administrativo acima referido de que podem apresentar objecção por escrito ao IAM no prazo de 30 dias, contados a partir da data da publicação do aviso. A objecção escrita deve ser entregue no escritório dos assuntos relativos a cemitérios da Divisão de Higiene Ambiental do IAM, sito no 3.º andar do Edifício Comercial Nam Tung, na Avenida da Praia Grande n.º 517. Se o IAM não tiver recebido objecção por escrito no prazo determinado, o pedido de junção pode ser autorizado. Aos 19 de Janeiro de 2022 Natalino do Menino Jesus de Assis Jorge

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 2/P/22

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Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo, de 14 de Dezembro de 2021, se encontra aberto o Concurso Público para a «Prestação de Serviços de Vigilância aos Serviços de Saúde em Articulação com o Fortalecimento dos Trabalhos de Inspecção Sanitária nos Postos Fronteiriços», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 19 de Janeiro de 2022, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP50,00 (cinquenta patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo).

Faz-se saber que no concurso público n.o 32/P/21 para a execução da «Concepção e Execução de Obras de Remodelação da Sala de Raio-X Torácico do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, bem como Fornecimento e Instalação de Equipamentos», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 50, II Série, de 15 de Dezembro de 2021, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 2.2º do programa do concurso público, e foi feita aclaração complementar conforme necessidades, pela entidade que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo.

Os citados documentos só podem ser adquiridos pelos concorrentes que façam prova de possuir o alvará previsto na Lei n.º 4/2007 - “Lei da actividade de segurança privada”. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 15 de Fevereiro de 2022. O acto público deste concurso terá lugar no dia 16 de Fevereiro de 2022, pelas 10,00 horas, na “Sala de Reunião”, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau. Os concorrentes têm de prestar, de acordo com o grupo, a favor dos Serviços de Saúde, uma caução provisória, mediante depósito em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços, ou através de Garantia Bancária ou Seguro-Caução de valor equivalente, a qual garante o exacto e pontual cumprimento das obrigações que assumem com a apresentação das propostas. - Grupo A: Quatrocentas e dezasseis mil patacas (MOP416.000,00) -

Grupo B: Trezentas e setenta e seis mil patacas (MOP376.000,00)

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Apresentar proposta para Grupo A e Grupo B em simultâneo: Setecentas e noventa e duas mil patacas (MOP792.000,00).

Serviços de Saúde, aos 13 de Janeiro de 2022 O Director dos Serviços de Saúde Lo Iek Long

Os referidos esclarecimentos encontramse disponíveis para consulta durante o horário de expediente na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau. Os concorrentes deverão comparecer na visita aos locais a que se destinam as respectivas obras, a ter lugar no dia 20 de Janeiro de 2022, pelas 10,00 horas, no r/c do Instituto de Enfermagem do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas. 2022

Serviços de Saúde, aos 12 de Janeiro de O Director dos Serviços de Saúde Lo Iek Long


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XUNZI

Examina o povo através da prática do ritual e observa a sua capacidade de se manter respeitoso. Dá-lhe condições em que os comportamentos humanos são instáveis e mutantes e observa a sua capacidade de adaptação à mudança. Dá-lhes condições de segurança e conforto e observa se são capazes de evitar cair na licenciosidade. Apresenta-lhes belos sons e visões, poder e lucro, ressentimento e ira, inquietação e perigo e observa a sua capacidade de abandonarem aquilo que estimam. Assim, aqueles que verdadeiramente possuem aquilo que é necessário se distinguirão daqueles a quem verdadeiramente falta aquilo que é necessário, tão claramente como o branco se distingue do negro. Como poderiam permanecer entrelaçados? Bo Le1 não se deixava enganar na avaliação de cavalos e, do mesmo modo, a pessoa exemplar não se deixa enganar a respeito dos homens. Este é o caminho do verdadeiro rei. Se o líder de homens desejar obter bons arqueiros, capazes de acertar num alvo diminuto a longa distância, então os atrairá com ofertas de altas patentes e substanciais recompensas. No seio da sua família, não poderá ignorar os seus filhos e irmãos mais novos. Fora da sua família, não poderá

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ELEMENTOS DE ÉTICA, VISÕES DO CAMINHO

O Caminho da Liderança

ignorar alguém de um lugar longínquo. Se a pessoa conseguir acertar no alvo, então deve ser escolhida. Como poderia esta não ser a melhor forma de escolher bons arqueiros? Nem mesmo um sábio a poderia alterar. Se o líder de homens desejar obter bons condutores de carruagem, capazes de cruzar grandes distâncias a grande velocidade, vencendo mil léguas num só dia, então os atrairá com ofertas de altas patentes e substanciais recompensas. No seio da sua família, não poderá ignorar os seus filhos e irmãos mais novos. Fora da sua família, não poderá ignorar alguém de um lugar longínquo. Se a pessoa conseguir cruzar grandes distâncias, então deve ser escolhida. Como poderia esta não ser a melhor forma de escolher bons condutores de carruagem? Nem mesmo um sábio a poderia alterar. Quanto àqueles que desejam ordenar o estado, direcionar as pessoas e coordenar e unificar superiores e subordinados, dentro do estado deverão usar estas coisas para reforçar as suas fortificações e, fora do estado deverão usar estas coisas para evitar problemas. Se houver ordem, conseguirão controlar os outros, mas os outros não os conseguirão controlar. Se houver caos,

PARTE VIII

perigo, desgraça e destruição são coisas pelas quais se pode esperar. No entanto, no seu modo de buscarem primeiros-ministros, conselheiros e assistentes poderão não estar à altura da sua ausência de preconceitos nos casos anteriores. Ao invés, empregam apenas os seus favoritos e aqueles que os seduzem. Não será este um enorme erro? Todos aqueles que possuem altares de solo e cereal desejam força, mas, assim, depressa se tornam fracos. Todos desejam segurança, mas depressam ficam em perigo. Todos desejam preservar-se, mas depressa perecem. Em tempos antigos, existiam dez mil estados, mas desses apenas restam algumas dezenas nos nossos dias. A única razão para isto é que todos falharam nesta matéria. Por isso, os líderes iluminados estendem favores pessoais nalguns casos a certas pessoas, oferecendo-lhes metais e pedras preciosas, pérolas e jades, mas nunca estendem favores pessoais sob a forma de cargos ou responsabilidades oficiais. E porquê? Eis o que digo: porque fazer o contrário não é fundamentalmente benéfico para aqueles a quem se favorece pessoalmente. 1 - Um famoso avaliador de cavalos.

Xunzi (荀子, Mestre Xun; de seu nome Xun Kuang, 荀況) viveu no século III Antes da Era Comum (circa 310 ACE - 238 ACE). Filósofo confucionista, é considerado, a par do próprio Confúcio e Mencius, como o terceiro expoente mais importante daquela corrente fundadora do pensamento e ética chineses. Todavia, como vários autores assinalam, Xunzi só muito recentemente obteve o devido reconhecimento no contexto do pensamento chinês, o que talvez se deva à sua rejeição da perspectiva de Mencius relativamente aos ensinamentos e doutrina de Mestre Kong. A versão agora apresentada baseia-se na tradução de Eric L. Hutton publicada pela Princeton University Press em 2016.


quarta-feira 19.1.2022

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Ren Renfa, o pequeno cavalo e o Grande Imperador PAULO MAIA E CARMO texto e ilustração

«Fios finíssimos, os ramos de salgueiros ao vento, emergem da neblina,/ Mesmo até aos limites do céu está a luz da Primavera estendida./ Uma grande paz transparece, espelhada em cada povoado,/ É dia do Hanshi, «a comida fria» e não estou com a família, porque há flores por todo o lado?»

Araniko, o artista e astrónomo nepalês, também conhecido pelo seu nome sinizado Anige (12441306) que foi para a corte da dinastia Yuan para servir o seu fundador, o imperador Kublai Khan (1215-1294) seria o autor do seu icónico retrato póstumo. Nessa memória frontal (59,4 x47 cm, no Museu do Palácio Nacional, em Taipé) que procurava recordar a fisionomia do retratado no auge do seu poder, ele está com as suas vestes brancas que o identificam como um xamã da religião mongol. Mas algum entendido na teoria do wuxing, as «cinco fases», poderia prever que depois do branco e do metal da espada, vem o preto e a água, que no grande desastre das cheias do rio Amarelo em 1344 iriam contribuir para precipitar o fim abrupto da dinastia. Nesse curto período de tempo acelerado entre 1279 e 1368, a resistência de alguns artistas intelectuais foi gerando uma outra mudança subtil, ampliando a possibilidade de expressão indivídual. Funcionários imperiais que tinham acesso às colecções de arte puderam reinterpretar a tradição com alterações aparentemente ténues mas que mudavam muito. Ren Renfa (1254-1327) além de pintor era perito em trabalhos de irrigação que incluiram a dragagem da área onde está a actual cidade de Pequim e liderou uma equipa enviada para construir taludes a fim de represar a água, numa das repetidas ocasiões em que o rio Amarelo saltou as margens, e foi um de vários artistas que recorreram à parábola da

representação de cavalos para criticar a corrupção na corte. Ao mostrar um cavalo magro e outro musculado, com as rédeas no chão, na pintura Dois cavalos (rolo horizontal, tinta e cor sobre seda, 28,8 x 143,7 cm) que está em Pequim no Museu do Palácio Nacional, escreveu: «O cavalo gordo é notável visto numa encosta alta, apreciando boa forragem e honra. Mas nem ele conseguirá evitar o perigo de tropeçar em pedras no caminho. O cavalo magro pasta em relva seca, sofre à chuva e à neve e não recebe encargos relevantes.» Ren Renfa recriaria numa outra pintura igualmente bemhumorada uma história antiga, quando o imperador dos Tang Minghuang (Xuanzong, 713756) recebeu em audiência o taumaturgo eremita da montanha Zhongtiao, Zhang Guo,que viveu entre os séculos 7 e oito e foi um dos Oito imortais. Na pintura (rolo horizontal, tinta e cor sobre seda, 41,5 x 107,3 cm) também no Museu do Palácio Nacional em Pequim, Ren figura o momento em que se dá o facto espantoso quando, de dentro uma bolsa, o «mestre do método» (fangshi) faz sair o seu cavalo miniaturizado e já com sela, cavalgando diante do atónito imperador. Não é claro o motivo por que Ren Renfa fez a pintura, que terá sido observada apenas num pequeno círculo de intelectuais mas será interessante notar que o artifício com que Zhang Guo fazia o cavalo diminuído regressar à sua dimensão normal era juntando um pouco de água.

ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Este livro, que é um murro no estômago, conta as revelações que os nazis fizeram a um psiquiatra norte-americano após o fim da II Guerra Mundial e a descoberta dos horrores cometidos durante o Holocausto. Presos em Nuremberga, os principais nomes da máquina de matar dos nazis revelam pensamentos e sentimentos relativamente aos seus actos, demonstrando sinais da sua personalidade. Andreia Sofia Silva

CINETEATRO

C I N E M A

SALA 1

SALA 3

Um filme de: Jon Watts Com: Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch 14.30, 18.30, 21.15

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Yashuiko Shimizu Com: Masaki Suda, Masaki Okada, Hikaru Tashiro, Takumi Saito 14.30, 19.30

SPIDER-MAN: NO WAY HOME [B]

SALA 2

THE KING’S MAN [C]

Um filme de: Matthew Vaughn Com: Ralph Fiennes, Harris Dickinson, Stanley Tucci 14.30, 19.00, 21.30

G STORM [C]

CUBE [C]

TILL WE MEET AGAIN [C]

Um filme de: David Lam Tak Luk Com: Louis Koo, Cheung Chi-lam, Cheng Ka Wing, Jessica Hester Hsuan 17.00

FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Giddens Ko Com: Kai Ko, Sung Yu-Hua, Gingle Wang 16.30, 21.30

3 SPIDER-MAN: NO WAY HOME

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3 5 4 9 Propriedade 1 9 Fábrica3de Notícias, 5 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 3 0 Waddington; Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais, Julie Oyang; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Gonçalo M.Tavares; Gonçalo www. Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo 5 2 Rasquinho; Paul 8 Chan Wai Chi;4Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; hojemacau. Xinhua de redacção 2 8 4 Secretária 7 3 1e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia com.mo Welfare Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo 3 7 0 2 18

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quarta-feira 19.1.2022

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in sapo24

opinião 15

Francisco Senna Santos

O “PARTYGATE” BRITÂNICO: “NO TIME TO DIE” NESTA “HOUSE OF CARDS”? A “HOUSE of Cards” de Westminster está em efervescência. As manobras passam pela batalha em curso nos bastidores em torno da sucessão — que não se sabe se pode ser adiável por muito mais tempo — de Boris Johnson na chefia do governo britânico. O atual ministro do Tesouro e das Finanças, Rishi Sunak, 41 anos, originário do Punjab indiano, formado em Oxford e Stanford, e a carismática 46.ª ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, são máximos aspirantes ao trono de Boris Johnson. Ela aparece como a herdeira da Dama de Ferro Margareth Thatcher, hostil ao muito peso do Estado na economia britânica. Sunak, antigo banqueiro de Goldman Sachs surgiu ao lado de Boris Johnson como hiper-ativista do Brexit, quer o mercado a comandar a economia e já mostrou que a política verde não é, até ver, prioridade. Há que não menosprezar o extraordinário instinto de sobrevivência de Boris Johnson. Mas a última vida política dele está por um fio. Esse fio só resiste porque muitos conservadores estão ainda céticos sobre as alternativas, em especial sobre Sunak. A cidade de Londres elegeu um mayor, Sadiq Khan, trabalhista filho de migrantes paquistaneses e a maioria na capital está satisfeita com ele. Mas muitos dos que que mais influenciam a decisão no Partido Conservador receiam que um primeiro-ministro com origem no Punjab e casado com uma das mulheres mais ricas da Índia não seja o perfil ideal para conservar os ex-votos trabalhistas do centro e norte de Inglaterra que Boris Johnson atraiu. O facto de algumas das fotos que apareceram nos jornais da “party” mais proibida na residência oficial do primeiro-ministro ter sido tirada de uma janela da casa do lado, a de Sunak, contribui para aumentar dúvidas. No meio de tudo isto, os dirigentes do Partido Trabalhista exultam com as sondagens que lhes dão inéditos (desde o tempo de Tony Blair) dez pontos percentuais de avanço sobre os conservadores (Labour, 42%; Tories, 32%; LibDem, 11%), festejam a previsão de queda de Boris Johnson mas inquietam-se com o que vai trazer a próxima liderança conservadora. Talvez não seja boa notícia para os trabalhistas esta queda rápida do desacreditado Boris. O facto de em fevereiro começar a prevista celebração do Jubileu da rainha Isabel II leva a que haja nas lideranças britânicas vontade de sair depressa deste folhetim com enredo deprimente recheado por histórias que envolvem, umas um príncipe, outras o primeiro-ministro Andrew Mountbatten-Windsor, segundo filho da rainha Isabel II, acaba de perder

Neste momento, falta saber se Boris se demite ou se como aconteceu a André que era príncipe, é remetido para uma espécie de exílio interno, banido de qualquer “party” oficial

o título de Sua Alteza Real e as honrarias decorrentes da designação de príncipe, por decisão fulminante da mãe ao saber que ele iria ser julgado em tribunal. Este André não se lembra de se ter relacionado com a mulher que o acusa de a ter usado como objeto sexual quando ela tinha 17 anos. O primeiro-ministro imaginava que uma festa com queijos, vinho e dança, que patrocinou na residência oficial no n.º 10 de Downing Street, poderia ser uma reunião de trabalho. Talvez até pudesse ser. Mas não calha bem uma celebração assim no dia em que o Reino Unido está em luto oficial pela morte do marido de sempre da rainha e num tempo em que o mesmo primeiro-ministro ordenava aos cidadãos que permanecessem em casa e lhes recomendava que não fossem visitar familiares ou amigos hospitalizados e até que evitassem funerais. É assim que aquele Boris que parecia ter na arena política mais que as sete vidas

dos gatos está agora altamente vulnerável. Sabem-no os adversários, os ex-aliados e os amigos. Perdeu a aura BoJo (Boris Johnson) que o tornou popular. Foi constrangedora a postura de Boris Johnson ao ser interpelado no parlamento de Westminster. Parecia a criança que se portou mal e que sabe que não escapa ao castigo. Uma deputada perguntou-lhe se se recordava não dos dias em que teve festa em casa mas dos dias em que não houve. Alguns dos deputados conservadores não conseguiram evitar o riso, muitos estão de facas políticas afiadas para se verem livres dele. Para muitos dos quase 14 milhões de eleitores que em 12 de dezembro de 2019 lhe deram 365 deputados, 39 acima da maioria absoluta, era claro que o voto em Boris Johnson se prestava a surpresas. Deixaram-se levar por aquele ar meio despistado da personagem capaz de dizer com graça coisas que agradam. Os britânicos raramente perdem o sentido de humor. Exceto quando sentem que envolve perda do decoro e do respeito essencial perante instituições solenes como a rainha e o parlamento. Um jornalista veterano que foi editor de Boris Johnson quando este era cronista no Daily Telegraph escreveu no fim de semana: “Estou assombrado com as críticas ao primeiro-ministro. Boris Johnson é o homem que sempre foi, infalivelmente fiel a ele próprio e mentiroso com os outros. As pessoas que agora o condenam são as mesmas que o puseram no n.º 10 de Downing Street, talvez por ignorarem a degradação moral que isso implicaria”. Neste momento, falta saber se Boris se demite ou se como aconteceu a André que era príncipe, é remetido para uma espécie de exílio interno, banido de qualquer “party” oficial. O que parece incontornável é que este primeiro-ministro fique mais conhecido pelas festas proibidas com vinho, queijos e danças no n.º 10 de Downing Street do que por ter sido a locomotiva que instalou o Brexit. Isso não significa que fique proscrito para sempre: Berlusconi era o primeiro-ministro italiano das festas bunga-bunga e agora há muitas movimentações (mas também muitas muralhas) para o levarem a Presidente da República em Itália, cargo tradicionalmente assumido por personalidades respeitáveis e admiradas como Sandro Pertini, Giorgio Napolitano e o atual, Sergio Mattarella. Mas o Reino Unido não é Itália, além de que há um dado a ter em conta nesta “House of Cards” britânica: tal como no último 007, “No time to die”.


quarta-feira

“A liberdade que há no capitalismo é a do cão preso de dia e solto à noite.” PALAVRA DO DIA

19.1.2022

Agostinho da Silva

VATICANO PAPA DOA 200 MIL EUROS PARA MIGRANTES E VÍTIMAS DE TUFÃO NAS FILIPINAS

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Mok Ian Ian, presidente do Instituto Cultural “Estou grata por estes quatro anos de trabalho conjunto e agradeço ainda pelo vosso apoio, compreensão e tolerância. Aceitei um novo cargo, escolhido pelos meus superiores, e vou desempenhar novas funções.”

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OK Ian Ian, presidente do Instituto Cultural (IC), vai deixar o cargo para abraçar outra profissão. A notícia foi avançada ontem pelo portal All About Macau, que cita fontes próximas do processo. Segundo o website informativo em língua chinesa, Mok Ian Ian deixou uma nota de despedida aos colegas. “Estou grata por estes quatro anos de trabalho conjunto e agradeço ainda pelo vosso apoio, compreensão e tolerância. Aceitei um novo cargo, escolhido pelos meus superiores, e vou desempenhar novas funções. Hoje, digo adeus a todos”, pode ler-se na referida carta. As alterações na presidência do IC deverão ser

Lugar que não aquece Mok Ian Ian deixa presidência do Instituto Cultural ao fim de quatro anos

anunciadas hoje em Boletim Oficial, adianta o mesmo portal, sendo que o actual director do departamento do património cultural, Choi Kin Long, poderá ocupar o lugar deixado vago por Mok Ian Ian.

Sugestão de Alexis

Muitos têm sido os nomes que, nos últimos anos, têm ocupado o cargo de presidente do IC. Mok Ian Ian assumiu funções em Janeiro de 2018 em substituição de Cecilia Tse, que, por motivos de saúde, se demitiu do cargo. Foi Alexis Tam, à época secretário para os Assuntos Sociais e

Cultura, que sugeriu o nome de Mok Ian Ian ao Chefe do Executivo. “O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura considera que Mok Ian Ian possui a competência profissional e as aptidões necessárias para assumir o cargo de presidente do IC devido à sua experiência na Administração Pública e conhecimento sobre o desenvolvimento artístico e cultural local”, lia-se num comunicado. Autora, mestre e com um doutoramento em ciência de teatro chinês pela Universidade de Nanquim,

Mok Ian Ian é licenciada em jornalismo internacional pela Universidade de Jinan. Entrou para a Administração pública em 1994, tendo sido técnica superior no Gabinete de Comunicação Social (GCS). Seis anos depois, assumiu a chefia da Divisão de Projectos Especiais do IC e, entre 2001 e 2011, trabalhou na delegação da RAEM em Pequim, na área de promoção cultural e relações com os media. Fez parte do Conselho de Administração do Fundo das Indústrias Culturais e teve funções como técnica especialista no GCS. A.S.S.

Papa Francisco enviou uma ajuda financeira de 200.000 euros para os migrantes retidos na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia e para as vítimas do tufão Rai nas Filipinas, anunciou ontem o Vaticano. O Papa “decidiu enviar uma contribuição de 100.000 euros para ajudar grupos de imigrantes retidos entre a Polónia e a Bielorrússia e para que a [organização humanitária católica] Caritas Polónia consiga lidar com a crise migratória na fronteira entre os dois países”, avançou em comunicado o dicastério (ministério) para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral. Milhares de iraquianos, sírios e iemenitas, entre outras nacionalidades, estão concentrados nas fronteiras entre a Bielorrússia e a Polónia, Lituânia e Letónia - membros da União Europeia - desde Agosto, quando o regime do Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, liberalizou o regime de vistos para vários países do Médio Oriente. Os países europeus têm respondido com um reforço da protecção

das fronteiras e com a expulsão daqueles que conseguem passar, o que deixou muitas pessoas presas em ‘terra de ninguém’, já que o exército bielorrusso os continua a “empurrar” para a Europa. Embora não haja um número definitivo de quantos migrantes estão nesta situação – muitos deles a viver nas florestas da região, sob temperaturas negativas e sem alimentação ou roupa quente -, fontes do Governo da região autónoma curda do Iraque avançaram, em Novembro, que 7.000 a 8.000 curdos estavam entre os migrantes retidos nas fronteiras europeias. O Papa decidiu por outro lado doar também 100.000 euros para as vítimas do tufão Rai, “que atingiu as Filipinas com extraordinária força, afectando, segundo fontes da ONU, cerca de 8 milhões de pessoas em 11 regiões e causando enormes danos materiais”, segundo o dicastério. Mais de 400 pessoas morreram e 1.100 ficaram feridas pela passagem do Rai pelas Filipinas, em Dezembro.

CABO VERDE INAUGURADAS HABITAÇÕES SOCIAIS CONSTRUÍDAS PELA CHINA EM SÃO VICENTE

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primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, inaugura esta quarta-feira em São Vicente um empreendimento de habitações sociais desenvolvido em parceria com a China, num investimento de nove milhões de euros. Em comunicado, o Governo de Cabo Verde refere que o projecto de habitação

social da Portelinha envolveu a construção de 88 moradias sociais, resultando de um acordo técnico e económico assinado com a Agência de Cooperação Internacional da China. O acordo para esta obra foi assinado em 2016, durante a visita que o primeiro-ministro cabo-verdiano realizou à China, no âmbito

da cooperação bilateral entre os dois Estados, tendo a empreitada arrancado em 2019. Trata-se de apartamentos da tipologia T2, distribuídos por 11 blocos de quatro andares, com dois apartamentos por andar, num empreendimento orçado em 10,3 milhões de dólares, no âmbito dos “objectivos do executivo na eliminação da pobreza extrema e

redução da pobreza absoluta” em Cabo Verde. A Lusa noticiou este mês que mais de 40 mil famílias cabo-verdianas, equivalente a 25 por cento do total, vivem em casas sem condições, segundo estimativa do Plano Nacional de Habitação (PLANAH), que prevê a necessidade de investir 1.500 milhões de euros até 2030.

O PLANAH 2021-2030 prevê que “Cabo Verde precisará infraestruturar uma área superior a 600 hectares de terreno”, bem como “rever ou elaborar mais de 190 planos urbanísticos, entre planos directores municipais e detalhados”. Reconhece que o défice habitacional em Cabo Verde “é concentrado e de nature-

za urbana”, sendo que a ilha de Santiago e o município da Praia, capital do país, “respondem, respectivamente, por quase 40 por cento e 30 por cento de toda a carência habitacional, seja ela de ordem qualitativa ou quantitativa”, seguindo-se a ilha de São Vicente, a segunda região mais habitada do país.


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Hoje Macau 19 JANEIRO 2022 #4932 by Jornal Hoje Macau - Issuu