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Hoje Macau 18 ABR 2011 #2352

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Agência Comercial Pico • 28721006

hojemacau Mop$10

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Director carlos morais josé • segunda-feira 18 de abril de 2011 • ANO X • Nº 2352

tempo muito nublado min 19 max 27 humidade 50-95% • câmbios euro 11.6 baht 0.26 yuan 1.23

Artistas de Macau conquistam Lisboa

“Dente Partido” põe Governo em alerta Agora foi a vez do jornal South China Morning Post, de Hong Kong, falar dos receios do Executivo de Macau com a libertação de Wan Kuok Koi. Uma fonte anónima revela que as autoridades estão a traçar um plano para evitar que o “Dente Partido“ ponha as mãos nas salas de jogo VIP. > Última

O entusiasmo da primeira vez São 20 artistas e 38 trabalhos que estão agora expostos no Museu do Oriente, em Lisboa, e mostram a história da arte contemporânea que se fez por cá nos últimos 30 anos. É a primeira vez deles e também a primeira parceria entre as fundações Oriente e Macau. Até o presidente do Instituto Cultural, Guilherme Ung Vai Meng, tem lá uma obra. > Páginas 10 e 11

Novo Macau Democrático

Susana Chou

armar o circo pela habitação económica

RECEITA PARA MUDAR AL • PÁGINA 5

• PÁGINA 4

Educação

Professores vêem subsídios aumentar • PÁGINA 4


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segunda-feira 18.4.2011 www.hojemacau.com.mo

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EDITAL Edital n : Processo no: Assunto: Locais: o

51/E/2011 424/BC/2011/F , 426/BC/2011/F Notificação do despacho de embargo e do início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Rua dos Artilheiros no 18, Edf. Man On, terraço sobrejacente à fracção 5o andar B (CRP: B5), Macau. Rua dos Artilheiros no 18, Edf. Man On, escada comum entre os os 4o e 5o andares, Macau.

Chan Pou Ha, subdirectora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pela alínea 7) do no 1 do Despacho no 09/SOTDIR/2009, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) no 16, II Série, de 22 de Abril de 2009, faz saber por este meio aos donos das obras ou seus mandatários, aos encarregados das obras, aos técnicos responsáveis pelas obras e executores das obras existentes nos locais acima indicados, cujas identidades se desconhecem, o seguinte: 1 Processo no 424/BC/2011/F. Local da obra: Rua dos Artilheiros no 18, Edf. Man On, terraço sobrejacente à fracção 5o andar B (CRP: B5), Macau. O agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização de obra sem licença cuja descrição e situação é a seguinte:

Obra

1.1

Execução da obra de renovação no compartimento não autorizado com.

Situação da obra

Em curso

Instalação de ão������ metá2.1 port�������� lico. 3

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Infracção ao RSCI e motivo da demolição

Infracção ao n o 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação.

1.2 De acordo com o disposto no no 3 do artigo 88o do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei no 24/95/M, de 9 de Junho, o agente de fiscalização ordenou a imediata suspensão da execução da obra. 2 Processo no 426/BC/2011/F. Local da obra: Rua dos Artilheiros no 18, Edf. Man On, escada comum entre os os 4o e 5o andares, Macau. O agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização de obra sem licença cuja descrição e situação é a seguinte:

Obra

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Situação da obra

Infracção ao RSCI e motivo da demolição

Concluída

Infracção ao no 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação.

Nos termos do no 1 do artigo 88o do RSCI e no uso das competências delegadas pela alínea 7) do no 1 do Despacho no 09/SOTDIR/2009, publicado no Boletim Oficial da RAEM no 16, II Série, de 22 de Abril de 2009, por meu despacho

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de 14/04/2011, exarado sobre as informações no 2220/DURDEP/2011 de 31/03/2011 ( Processo no 424/BC/2011/F), determinei o embargo da obra mencionada no ponto 1. O despacho de embargo acima indicado só pode ser levantado depois de cessar o motivo que o determinou, em conformidade com o preceituado no no 9 do artigo 88o do RSCI. Acontinuação dos trabalhos depois do embargo, notificado pelo presente edital, sujeita os donos, responsáveis e executores das obras (quer sejam empreiteiros ou tarefeiros) às penas do crime de desobediência qualificada, nos termos do no 6 do artigo 88o do RSCI. O referido terraço no processo no 424/BC/2011/F e a referida escada no processo no 426/BC/2011/F, de acordo com o disposto no no 4 do artigo 10o do RSCI, as escadas e corredores comuns e terraço do edifício são considerados como caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos. As alterações introduzidas pelos infractores nos referidos espaços, descritas nos pontos 1 e 2 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto caminhos de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, as obras executadas não são susceptíveis de legalização pelo que terão necessariamente de ser determinadas pela DSSOPT a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada. Nos termos do no 3 do artigo 87o do RSCI, a infracção ao disposto no no 4 do artigo 10o é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o no 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou segurança do edifício. Considerando a matéria referida nos pontos 6 e 7 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data de publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no no 1 do artigo 95o do RSCI. Os processos podem ser consultados durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, nos 32-36, Edifício CEM, 2o andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227). Nos termos do artigo 97o do RSCI e das competências delegadas pelos nos 1 e 4 da Ordem Executiva no 124/2009, publicada no Boletim Oficial da RAEM, Número Extraordinário, I Série, de 20 de Dezembro de 2009, da decisão referida no ponto 3 do presente edital, relativamente às obras indicadas nos pontos 1 e 2, cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 8 (oito) dias contados a partir da data de publicação do presente edital. O recurso referido no número anterior não tem efeito suspensivo, devendo por isso a obra manter-se embargada.

Aos 14 de Abril de 2011 A Subdirectora dos Serviços Engª Chan Pou Ha

DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO A Região Administrativa Especial de Macau, através da Direcção dos Serviços de Turismo, faz público que, de acordo com o Despacho de 23 de Março de 2011 de Sua Excelência o Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação da prestação do serviço de “aluguer de barcaças e barcos de apoio destinados ao 23.º Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau”. O Processo do Concurso, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e Mapa de Caracterização, encontra-se patente na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.º s 335-341, Edifício “Hotline”, 12.º andar, onde correrá o processo de concurso. Nos dias úteis e durante o horário normal de expediente pode ser examinado o Processo do Concurso até ao dia e hora do acto público do concurso, e levantadas cópias até ao termo do prazo de apresentação das propostas. Preço base: não há. Critério de apreciação das propostas: Preço Qualidade e valia técnica da proposta Experiência e competência técnica da proposta Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço Maior flexibilidade dos prazos

30% 20% 20% 20% 10%

Caução provisória: MOP20,000.00 (vinte mil patacas), a prestar mediante garantia bancária ou depósito em dinheiro, efectuado directamente na Direcção dos Serviços de Turismo, ou para o Banco Nacional Ultramarino de Macau através de depósito à ordem do Fundo de Turismo na conta número: [8003911119]. Caução definitiva: 4% do preço total da adjudicação. Local, dia e hora limite de apresentação de propostas: Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.º s 335-341, Edifício “Hotline”, 12.º andar até às 17:00 horas do dia 5 de Maio de 2011 devendo ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM ou em inglês. Local, dia e hora do acto público do concurso: Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.º s 335-341, Edifício “Hotline”, 14.º andar pelas 10:00 horas do dia 6 de Maio de 2010. Os concorrentes ou os seus representantes legais deverão estar presentes no acto público do concurso para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados ao concurso, nos termos do artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 4 de Abril de 2011 Director dos Serviços, João Manuel Costa Antunes


actual Virginia Leung

D

virginia.leung@hojemacau.com.mo

epois da Lanceford ter estado no centro da disputa familiar do clã Ho, Lucina Laam, a segunda mulher de Stanley Ho, deixou a direcção da companhia. Segundo a imprensa chinesa de Hong Kong e Macau, documentos provam que houve mudanças no quadro directivo da Lanceford durante este mês. O Ming Pao, por exemplo, afirma que também Stanley Ho deixou a comissão executiva da empresa. Maisy Ho, a terceira filha de Lucina Laam com o magnata, passa a integrar o quadro directivo. A publicação avança que Pansy e Daisy mantém-se à frente da companhia. Ainda não sabe, contudo, como fica a divisão de acções. Como relembra o Ou Mun, esta já é a segunda mudança na Lanceford, desde que começou a batalha pelas acções em Dezembro passado. Primeiro, Patrick Huen Wing Ming renunciou à comissão executiva a 9 de Março, um dia antes da família ter chegado a um acordo pacífico sobre a divisão da

A

utoridades chinesas voltaram a deter activistas dos direitos humanos, elevando a 54 o número de pessoas presas desde que revoltas populares começaram a se espalhar por países do mundo árabe, em uma dura campanha para calar opositores do regime, denunciou no fim-de-semana uma organização não governamental. Entre os últimos dissidentes presos estão Ni Yulan, célebre pelo seu combate em favor dos exilados, e Dong Jiqin, o seu marido, indicou o Centro de Informação dos Direitos Humanos e Democracia (CHRD), cuja sede fica em Hong Kong. Ni, que se locomove numa cadeira de rodas desde a sua prisão anterior, foi detida no dia 7 de Abril em Pequim por “perturbar a ordem pública”. Dong desapareceu depois de ser levado pela polícia, segundo a CHRD. Questionada pela agência AFP, a polícia de Pequim afirmou não saber sobre estas prisões. As recentes convocações para protestos a favor de reformas na China, inspiradas nas rebeliões populares no mundo árabe, foram

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Segunda mulher de Stanley Ho deixa direcção da empresa da polémica

Lucina diz adeus à Lanceford fortuna de Stanley Ho. Após essa saída, restaram quatro pessoas na liderança da Lanceford – Stanley, Lucina, Pansy e Daisy. A publicação de Macau refere que, com base em documentos a que teve acesso, Lucina e Stanley deixaram a cadeira da direcção no dia 24 de Março, passando a responsabilidade para Maisy. Assim sendo, toda a comissão executiva da companhia está nas mãos das três filhas de Lucina. Em meados de Março, a quarta mulher de Stanley Ho, Angela Leong, passou a deter seis por cento da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) e, consequentemente, 11% da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) Holdings. A Lanceford, que controla grande parte da fortuna de Stanley Ho, detém 31,6% da STDM, empresa que, por sua vez, controla, através de uma sua subsidiária, 55,7% da SJM. Esta situação faz com

que Angela Leong, administradora delegada da SJM SA operadora de jogo detida em 89,9% pela SJM Holdings (a empresa listada na bolsa de Hong Kong) e em 10% pela quarta mulher de Stanley Ho - passe a controlar cerca

Lucina Laam e Stanley Ho terão deixado a cadeira da direcção da Lanceford no dia 24 de Março, passando a responsabilidade para Maisy, a terceira filha de Lucina. Assim sendo, toda a comissão executiva da companhia está nas mãos das três filhas da segunda mulher do magnata do jogo de 11% da SJM Holdings face aos cerca de 8% que detinha até então. Embora agora esteja claro sobre quem manda na companhia, “é preciso esperar por mais esclarecimentos para ver se haverá alterações na estrutura de accionistas da Lanceford”, escreve o Ou Mun. A Action Winner, de Ina Chan, a terceira mulher, e

China deteve 54 dissidentes desde começo de rebeliões árabes

Cortar o mal pela raiz caladas pelas autoridades chinesas, extremamente preocupadas com os riscos de um contágio do movimento pró-democracia. Dezenas de opositores foram detidos, colocados sob prisão domiciliar ou retirados de suas casas nas últimas semanas, segundo as organizações de defesa dos direitos humanos. O incensado artista chinês Ai Weiwei, muito crítico ao regime, foi detido em 3 de Abril no aeroporto de Pequim e levado para local desconhecido. O governo explicou que o artista era suspeito de delitos económicos, recusando-se a dar mais detalhes. Segundo o jornal Wen Wei Po, de Hong Kong, favorável ao regime chinês, afirmou na quinta-feira que a polícia chinesa havia reunido provas sólidas de evasão fiscal contra Ai, que já teria “começado a confessar” o crime. O jornal indica ainda que o artista é suspeito de bigamia e de divulgar

documentos pornográficos na Internet. A família do artista considerou as acusações “absurdas”, e Gao Ge, irmã de Ai Weiwei, vincou: “É claramente contra a lei detê-lo durante tanto tempo sem que nos seja dada qualquer informação. Ele falou pelas pessoas comuns e

a Ranilo, da família de Lucina, detêm, respectivamente, 50,55% e 49,45% das acções da Lanceford. Stanley Ho também anunciou a sua retirada do cargo de presidente da Associação dos Promotores

isso causou o descontentamento do Governo”, avançou, prosseguindo, ao dizer que “agora, o governo quer castigá-lo”.

Amigos de Ai detidos

Um designer e um advogado, ambos ligados ao artista Ai Weiwei, foram detidos pelas au-

do Sector imobiliário de Hong Kong, após 20 anos de trabalho. Outra novidade na família Ho é a desistência de Pansy Ho de algumas acções do MGM, o que a faz passar para segunda maior accionista da operadora norte-americana, segundo informações do Ou Mun e do China Times, de Hong Kong.

toridades chinesas. As detenções representam mais dois casos na lista de repressões que tem sido promovidas pelo regime comunista. O advogado detido, Liu Xiaoyuan, tinha publicado na quinta-feira uma mensagem no seu blogue onde dizia que “estava a ser perseguido por pessoas identificadas”, e o seu telemóvel está actualmente desligado, conta o The Guardian. Liu Xiaoyuan tinha afirmado na semana passada que representaria Ai Weiwei em tribunal caso tal fosse necessário, tendo estado durante várias horas na esquadra da polícia de Pequim no dia em que Weiwei desapareceu (3 de Abril). Contudo, as autoridades censuraram a sua conta de Twitter depois de ter escrito sobre o desaparecimento de outro advogado, o que levanta dúvidas acerca dos motivos que levaram à sua detenção. O designer, igualmente detido, integrava os quadros da empresa que geria os assuntos profissionais de Ai Weiwei, sendo ainda desconhecidas as razões por trás do seu desaparecimento.


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política

Governo aumenta regalias para os professores no próximo ano lectivo

Alicerces para a educação Joana Freitas

A

joana.freitas@hojemacau.com.mo

sarih leng

partir de Setembro deste ano, altura em que se inicia o ano lectivo 2011/2012, vão ser aumentados o subsídio directo e o regime de antiguidade para os docentes. Actualmente, o subsídio directo varia entre as 1900 e as 4000 patacas e prevê-se que um aumento entre os 7,3% e os 7,5%, acrescentando mais 30 e mais 300 patacas aos limites mínimo e máximo, respectivamente. Já no prémio de antiguidade vai sofrer um acréscimo de 15,8%, passando das actuais 190 patacas para as 220 patacas. O Governo pretende aumentar a qualidade da equipa de professores do território e, além destas medidas, avançou ainda com a apresentação dos trabalhos preparatórios para o Regime do Pessoal Docente das Escolas Particulares. “O regime ainda está na fase de processo jurídico mas a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) está já a efectuar os trabalhos envolventes e pretende apresentar a pro-

posta no terceiro trimestre na Assembleia Legislativa”, salientou Wong Kin Mou, chefe de departamento da DSEJ. Para o responsável, o regime que acrescenta normas e regulações que assegurem as garantias referentes ao pessoal docente das instituições de ensino particulares está a ser feito “numa corrida contra o tempo”. Incluídos no diploma vão estar inseridas, por exemplo, a fórmula concreta sobre a apreciação do nível dos docentes, o regulamento para a concessão de subsídios para o desenvolvimento profissional, a garantia de aposentação e a composição e o funcionamento do Conselho Profissional do Pessoal Docente. Este conselho será constituído por 13 membros, onde se incluem dirigentes escolares, docentes a tempo inteiro, membros da DSEJ e especialistas em diversas áreas. Wong Kin Mou explicou aos jornalistas que ainda não esta assegurada a forma de funcionamento, mas avança com a possibilidade de interacção do Conselho com um grupo de trabalho especializado.

O Conselho Profissional do Pessoal Docente ficará encarregue de definir regras para os docentes e para as instituições, apoiar no acompanhamento da formação do pessoal docente e ainda à gerência de um mecanismo de impugnação, que permite a entrega de reclamações para serem tratadas de acordo com as normas legislativas. Questionado acerca das diferenças entre as instituições de ensino públicas e privadas, nomeadamente no que diz respeito ao montante salarial e à conse-

quente mudança de trabalho dos professores, o chefe de departamento da DSEJ assegurou que “é normal a transferência de recursos humanos”, mas concorda que o sector ainda “tem de chegar a um consenso” sobre esta matéria. Estabelecer regras para uma maior estabilidade desta área profissional e o objectivo.

Só 20% com contas insuficientes

Os dados relativos à contas das Instituições Educativas Particulares sem fins lu-

crativos, dos anos lectivos 2007/2008 e 2008/2009, foram também apresentados na sexta-feira pela chefe funcional de inspecção escolar da DSEJ. Fong Ieok Mun referiu que 80% das 76 instituições apresenta uma “situação financeira estável” e com um “funcionamento financeiro normal”. Já no que diz respeito à utilização de receitas para pagar aos professores, as contas assemelham-se no campo dos cumpridores e dos não cumpridores. Habitualmente, 70% das receitas

das escolas revertem para a remuneração mensal do pessoal docente. Nos anos lectivos em análise, 50% das escolas privadas sem fins lucrativos não atingiram essa percentagem. Fong Ieok Mun considera poder ter havido uma “confusão nas contas”. “A DSEJ já se encontrou com os dirigentes das escolas que não atingiram esses valores para corrigir a situação e perceber o que falhou. Terá sido uma falha nos cálculos”, adiantou a chefe funcional de inspecção escolar da DSEJ. A responsável pretende que o próximo ano apresente melhorias neste sentido e assegura que se seguirão planos para “uniformizar” a forma de efectuar estes cálculos. Além de confirmar o contínuo apoio do Governo às instituições que apresentaram deficiências, Fong Ieok Mun sugeriu ainda a criação de um mecanismo de acção de três a cinco anos que permita às escolas avaliar o seu estado financeiro e, assim, melhorá-lo. Leong Lai, directora da DSEJ, apresentou também na reunião o relatório do Fundo de Desenvolvimento Educativo referente ao ano passado. Segundo o comunicado entregue aos órgãos de comunicação social, o fundo atingiu um total de 450 milhões de patacas, cuja maioria foi atribuída ao “Plano de Desenvolvimento das Escolas”.

Três dezenas protestam pela liberação das fracções económicas

É tempo de ocupar Sarih Leng

sarih.leng@hojemacau.com.mo

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Associação Novo Macau Democrático saiu à rua ontem à tarde em protesto contra a demora do Governo em liberar os apartamentos económicos que já tem construídos. Cerca de três dezenas de cidadãos marcharam ao longo da Alameda da Tranquilidade, na Areia Preta, no protesto liderado pelos deputados e membros da Associação Novo Macau, Ng Kuok Cheong, Paul Chan Wai Chi e Au Kam San, exortando o Governo da RAEM a abrir concurso para

habitação pública no mercado imobiliário. De acordo com Ng Kuok Cheong, a Administração havia prometido terminar todas as construções para habitação pública em 2008 porém, há edifícios cuja construção já foi concluída e nenhum apartamento foi liberado pelo Governo. Cerca de 880 fracções já foram concluídas no complexo Wing Ning, na zona de Iao Hon, mas estão desocupadas. ANovo Macau apela ao Governo para que “acelere o processo” de locação dos apartamentos. O presidente da associação disse que “10 mil famílias estão à espera de receber

casas e a Administração ainda está a tratar dos processos de registo”. “Esta situação prolonga-se por demasiado tempo já”, atirou. O grupo manifestou-se ao redor do complexo Wing Ning, cobrindo todo o perímetro. No entanto, os manifestantes foram impedidos de entrar nos edifícios ou ver os apartamentos. Ng Kuok Cheong, Paul Chan Wai Chi e Au Kam San terminaram a marcha deitando-se na frente do complexo, entoando com os restantes participantes do protesto as palavras de ordem “Vamos subir!” Há 12 mil pessoas em lista de espera à habitação económica em Macau.


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Susana Chou dá sugestão para mudar AL

Transformar inimigos em aliados Virginia Leung

virginia.leung@hojemacau.com.mo

A

antiga presidente da Assembleia Legislativa (AL), Susana Chou, acredita que os deputados eleitos directamente e os nomeados pelo Executivo devem dar as mãos e caminhar juntos pela solução dos males de Macau. Numa nova entrada no seu blogue, na tarde de sábado, Chou disse que o tema da responsabilidade social dos diferentes deputados tem sido conversa entre os seus amigos e, portanto, decidiu avançar com uma sugestão. Segundo a antiga presidente, os residentes acreditam que os deputados da AL nomeados estão sempre a favor das opiniões do Governo, sendo assim fiéis ao Chefe do Executivo, mas não necessariamente à população. A população acredita que a principal responsabilidade desses deputados é apenas proteger os interesses da Administração. Durante as sessões plenárias, quando há críticas ao Governo, os nomeados tentam mudar as regras do jogo – nem que seja de forma desesperada, aponta Susana Chou. “Eu discordo completamente desse tipo de atitude. Não interessa de que forma chegaram à AL. Uma vez que lá estão, devem ter as mesmas responsabilidades que os outros eleitos de forma directa. O que precisam é apenas serem bons deputados”, frisa a ex-presidente do hemiciclo. No seu discurso online, Susana Chou aponta que to-

dos, sem excepção, deveriam seguir os alicerces de “um país, dois sistemas”, o que pressupõe que a sociedade possa exercer influência sobre a governação, um elevado grau de autonomia do Governo Central e um melhor serviço público ao povo de Macau. “Embora os membros da AL sejam de diferentes níveis sociais e representem interesses distintos, devem pronunciar-se e fazer interpelações. Dentro da AL, não deveria haver diferenciações.” Susana Chou acredita ainda que não deveria haver porta-vozes do Governo nos encontros da AL. “Não é necessário ter um cão de guarda nas reuniões”, salienta. Ainda assim, a ex-presidente considera que o Executivo e a AL não deveriam ser duas

instituições distantes uma da outra. Devem cooperar para atingir o equilíbrio. Para Chou, independentemente do deputado ter sido nomeado ou eleito directamente, ninguém deveria ir contra ou a favor do Governo só porque sim. “Jamais deveriam ver-se como inimigos”, sugere. Para ela, o facto de haver diferentes categorias de escolha dos legisladores deveria significar diferentes pontos de vista, que acabariam por enriquecer os diplomas e as sugestões que estão em debate. “A verdade só é alcançada através do debate contínuo.” Chou realça, contudo, que está apenas a dar uma opinião e não pretende ser entendida como aquela que dita o que deve ou não ser feito.

Cheques todos distribuídos à população

A atribuição do cheque do Plano de Comparticipação Pecuniária no Desenvolvimento Económico 2011 chegou ao fim. De acordo com o Governo da RAEM a execução do plano terminou no passado dia 31 de Março com 91 242 beneficiários a receber o montante por transferência automática, ascendendo a um valor de 363 432,00 patacas e 504 631 cheques cruzados foram enviados, atingindo um montante global de 1 897 221 600,00 patacas. De entre os cheques emitidos, 424 135 foram até agora depositados, representando 84% do seu número total. Desde que entrou em funcionamento a 18 de Janeiro, o Centro de Apoio ao Pagamento da Comparticipação Pecuniária atendeu 22 599 pessoas (14946 pessoalmente e 7314 via telefone). Os pedidos efectuados por deslocação pessoal destinaramse, na sua maioria, à repetição da emissão de cheque.

Anúncio 1. Objectivo do Anúncio:

Realização de um concurso público.

2. Entidade Adjudicante:

Centro de Ciência de Macau, S. A..

3. Morada da Entidade Adjudicante:

Avenida Dr. Sun Yat-Sen

4. Serviços no âmbito do projecto:

Contracto de Operação de um Restaurante Típica Local para o Centro de Ciência de Macau CA-11-004-CCO

5. Local de realização dos trabalhos de instalação e de construção:

Centro de Ciência de Macau.

6. Condições de admissão:

Para registo, por favor entregue uma cópia do registo empresarial válido ou do registo comercial (M1)

7. Onde obter a documentação do concurso:

Após registo, os fornecedores podem descarregar o conjunto completo da documentação do concurso através da página electrónica do Centro de Ciência de Macau, S.A. (http://www.msc.org.mo/)

8. Local e prazo para a entrega das propostas:

Local:

Avenida Dr. Sun Yat-Sen, Centro de Ciência de Macau.

Prazo:

Vigésimo segundo dia a contar da data da publicação do presente anúncio, i.e., até às 17:00 horas (horas de Macau) do dia 9 de Maio de 2011 (Segunda-feira).

9.

Prazo de validade das propostas:

Noventa dias (90) a partir da data de abertura do concurso.

10. Caução Provisória:

Não é necessária a prestação de uma caução provisória.

11. Caução definitiva:

A caução poderá ser prestada por garantia bancária ou por seguro. O valor da caução deverá ser equivalente a 3 meses da renda básica proposta.

12. Critérios de avaliação:

Os candidatos devem apresentar os requisitos estipulados no artigo 7 da documentação do concurso.

13. Informação Adicional:

No período entre a data de publicação deste anúncio e o último dia de entrega de propostas, toda a informação relacionada com o concurso será disponibilizada na página electrónica do Centro de Ciência de Macau (http://www.msc.org.mo). Por favor visite a página para informações adicionais.

Centro de Ciência de Macau, S.A. 18 de Abril de 2011


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6 A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) implementou um subsídio de 5000 patacas para apoiar os cidadãos à habilitação académica e profissional. A partir dos 15 anos e sem limites, os residentes de Macau podem aprender sem gastar (muito) dinheiro

sociedade DSEJ lança programa de incentivo à formação e ao desenvolvimento

Conhecimento para todos

Joana Freitas

T

joana.freitas@hojemacau.com.mo

odos os cidadãos que completem 15 anos podem, a partir de Julho, inscrever-se no “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo”, promovido pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). Este novo regime, anunciado na sexta-feira, pretende estimular os residentes do território a prolongar a sua formação académica e profissional. Ao Kam Meng, chefe de divisão da extensão educativa da DSEJ, explicou que o Governo da RAEM vai atribuir um subsídio máximo de 5000 patacas durante um período de três anos, que termina em Dezembro de 2013, para que o candidato possa frequentar cursos de diversas áreas de formação tanto a nível superior como não superior. Os candidatos podem optar por frequentar cursos em Macau ou no estrangeiro, onde se inclui a possibilidade da Europa, sendo que se

Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

D

e acordo com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), em Fevereiro o número total de trabalhadores não residentes em Macau atingiu os 79500. Esse número representa um aumento de 2% em comparação com o mês anterior. De acordo com DSAL, mais de metade destes trabalhadores são oriundos da

a opção for o território, a inscrição pode ser feita directamente na instituição de ensino. Para cursos fora da RAEM, a candidatura deverá ser efectuada na DSEJ, que reembolsa o valor da propina após a conclusão do curso com sucesso e num valor até às 5000 patacas estipuladas. “Em Macau, a DSEJ entra em contacto com as instituições de ensino, mas no exterior não temos ligação directa, por isso os candidatos têm que entregar os documentos comprovativos de pagamento e enviar para a DSEJ transferir o valor do subsídio”, explicou Ao Kam Meng. Os candidatos podem ainda ter acesso a exames de credenciação após a frequência dos cursos, aos quais é exigida apenas que sejam

reconhecidos e credenciados pelo Governo. As candidaturas são acessíveis a todos os residentes, permanentes ou não, ficando excluída, no entanto, a possibilidade de acumulação de subsídios para o mesmo tipo de ensino ou habilitação académica. “Quem já frequenta cursos participados pelo Governo ou o ensino regular pode ter direito ao subsídio de formação contínua, desde que não seja para o mesmo curso ou que faça parte das habilitações académicas”, salientou Ao Kam Meng. Isto significa, por exemplo, que as 5000 patacas a serem atribuídas pela Administração não podem ser aplicadas nas universidades, que

contam já com uma redução de 40%, nem para o ensino regular, primário ou secundário.

Sem exclusões

“Mesmo que entrem todos os cidadãos de Macau [no programa], nós aceitamos”, afirmou o chefe de divisão da extensão educativa da DSEJ. Sem restrições ao número de candidatos, os responsáveis prevêem injectar 500 milhões de patacas nos três anos em que decorre o programa, prometendo, no entanto, fortalecer o orçamento, caso este montante não seja suficiente. Até ao momento, são cerca de 300 mil os eventuais candidatos a este regime, de acordo com dados avançados pela DSEJ, e estima-se

Trabalhadores importados aumentam

A roçar os 80 mil China continental. O sector do jogo é o responsável pelo emprego de milhares de trabalhadores do exterior, com muitos deles a serem trabalhadores de construção civil importados directamente pelas operadoras. Apesar da contínua von-

tade das empresas de Macau de contratar mão-de-obra estrangeira, o Governo de Macau tem anunciado continuamente medidas para controlar a importação de trabalhadores. Entre elas, o Executivo tem evitado autorizar muitos pedidos de

importação de trabalhadores para o sector da construção civil. Também foram criadas restrições nas quotas estipuladas para companhias de gestão predial, de segurança e de limpeza, aquelas que empregam mais estrangeiros.

que este número possa aumentar para 400 mil. Para que seja assegurado um “investimento racional do erário público”, uma vez que é daí que provém o orçamento, o Governo criou um mecanismo de caução: o montante do subsídio, cinco mil patacas, vai ser depositado numa conta bancária individual pela Administração, mas cerca de 30% do valor da propina é descontado desse montante, sendo apenas devolvido posteriormente à finalização do curso. “Se o candidato não conseguir terminar o curso, então esse montante não é devolvido”, explicou Ao Kam Meng. A percentagem a pagar depende, contudo, de determinado critérios referentes aos diversos tipos de curso. Para controlar a qualidade dos cursos e das candidaturas, a DSEJ pretende criar o Conselho de Apreciação do Programa, que verifica, entre outros, a qualificação profissional das instituições escolhidas, o preço dos cursos, o tipo de ensino e até a qualidade dos formadores e dos candidatos. Está previsto um prazo de 45 dias para o tratamento do processo de candidatura, que pode ser efectuado após completar o curso. Ao Kam Meng avisa, no entanto, que este “é um risco” para o candidato. A DSEJ salientou que o plano vai sofrer alterações e que estarão em debate questões como a inclusão de subsídio de alojamento ou transporte. Espera-se que o “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo” possa ser aprovado entre este e o próximo mês, em regulamento administrativo.

Seja como for, o número está novamente a aumentar, não como antes é certo, mas a falta de mão-de-obra especializada dentro do território pode estar a fazer a diferença. Em Setembro de 2008, Macau atingiu um total de 104 mil trabalhadores importados, mas desde então, o número caiu continuamente, mês após mês, até que voltou a subir a partir de Junho do ano passado.


Bactérias a mais em medicamento malaio

Foi detectado que no medicamento “Dyna U Suspension”, com os lotes nos. 10S0215 10S0004 e 11S0118, produzido pelo “Dynapharm (M) Sdn Bhd”, da Malásia, o total de bactéria composta deste ultrapassou os critérios constantes da farmacologia. Os Serviços de Saúde (SS) já solicitaram às farmácias, bem como às drogarias e firmas de importação e exportação a recolha dos lotes acima mencionados do medicamento em causa. OS SS apelam ainda aos cidadãos que devem imediatamente deixar de consumi-lo e recorrer ao seu médico assistente com vista à sua substituição. O medicamento “Dyna U Suspension” é um medicamento destinado ao alívio de ácido excessivo no estômago.

Organização faz balanço “muito positivo” do 15.º Colóquio da Lusofonia que passou pela primeira pelo território. Chris Chystello diz que já há vários projectos na calha e a ideia de voltar em 2012

Colóquios da Lusofonia voltam a Macau em 2012

Para o ano há mais

ano”, disse Chris Chrystello. Lurdes Escaleira fez uma apresentação sobre alguns dos autores de Macau de expressão lusa na passada quinta-feira. O presidente da AICL diz que não se pretende que a antologia, tal como a apresentação de Escaleira, seja “muito exaustiva” mas representativa dos autores “mais acarinhados” de Macau, como Henrique de Senna Fernandes, Adé dos Santos Ferreira ou Luís Gonzaga Gomes.

Filipa Queiroz

F

filipa.queiroz@hojemacau.com.mo

echou com chave de ouro o 15.º Colóquio da Lusofonia que este ano se realizou pela primeira vez em Macau. Além do balanço “muito positivo” da edição que terminou na sexta-feira, o presidente da Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia (AICL), Chris Chrystello, disse ao Hoje Macau que já está a ser tratado o regresso no próximo ano. Chrystello adiantou que as negociações com o Instituto Politécnico de Macau (IPM) nesse sentido se encontram “bem encaminhadas” de forma a que em 2012 uma nova comitiva de académicos, escritores, linguistas e historiadores da lusofonia, entre outros, voltem ao território num formato “mais abrangente” do evento. Até lá, Chrystello diz que a associação vai avançar com três projectos. O primeiro é a, já anunciada neste jornal, criação de uma cadeira de estudos de patuá. A segunda é a edição de uma antologia de autores macaenses, e ainda uma série de “minimonografias documentais” de bispos açorianos que passaram por Macau.

Novos projectos

“Já estabelecemos um acordo com a Teledifusão de Macau (TDM), queremos lembrar e traçar o percurso de ilustres personagens açorianas que, se não se fizer nada, acabam por cair no esquecimento”,

Edição 2012

explicou Chris Chrystello. D. Arquimínio da Costa, D. Manuel Bernardo de Sousa Enes, D. João Paulino de Azevedo e Castro, D. José da Costa Nunes e D. Paulo José Tavares têm em comum não só o facto de serem açorianos mas também o de terem sido bispos de Macau. “No caso de D. Paulino, por exemplo, foi um dos maiores pedagogos da sua época, muito importante no ensino para as mulheres”, disse Chrystello. A AICL vai aproveitar o facto de alguns desses bispos ainda estarem vivos, como D. Aquimínio Rodrigues da Costa, para os entrevistar e descobrir mais detalhes so-

bre o seu percurso que “vale a pena ser recordado”. D. Arquimínio nasceu na Ilha do Pico, nos Açores, e foi trazido para Macau quando ainda era jovem para ingressar no Seminário de São José. Foi Governador do Bispado nos anos 60, ensinou Filosofia e Latim em Hong Kong nos anos 70 e, em 1976, foi nomeado bispo de Macau pelo Papa Paulo VI. Realizou diversas contribuições importantes para a diocese de Macau como resolver problemas financeiros e administrativos, fundar novos centros pastorais, criar o Centro Diocesano dos Meios de Co-

Regresso ao passado

municação Social (CDMCS) e organizar a Associação das Escolas Católicas de Macau e a Associação das Religiosas de Macau, manteve sempre o contacto com a terra natal e o povo açoriano. A docente da Escola Superior de Administração Pública do IPM e uma das organizadoras do 15.º Colóquio da Lusofonia Lurdes Escaleira ficará encarregue da antologia dos autores macaenses. “Ela vai entrar em contacto com instituições e editoras locais, nós já temos os textos e o projecto programado de forma a poder avançar com o lançamento em Outubro deste

Chris Chrystello confessou ao Hoje Macau que gostaria de fazer uma edição comemorativa do seu programa “Whiskey Cola”, transmitido pela Rádio Macau nos anos 80. A ideia surgiu em conversa com o jornalista Ricardo Pinto, aquando do regresso de Chrystello ao território, desta feita a braços com o 15.º Colóquio da Lusofonia. “Gostava de fazer uma edição com excertos dos vários programas transmitidos há 30 anos”, contou o actual presidente da Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia, que conta entrar em contacto com a direcção da Rádio Macau nesse sentido. Chrystello explicou que “Whiskey Cola” foi um programa “polémico” feito na altura em que “uma Judite de Sousa acabava de chegar a Macau, e um José Rodrigues dos Santos tinha apenas 18 anos”. Também confessou que Ricardo Pinto era o seu “favorito”, a quem confiava o programa quando precisava de se ausentar do território, e é precisamente com ele que pretende recordar essa “etapa importante” que viveu por cá entre 1976 e 1982. Contactado pelo Hoje Macau, Ricardo Pinto confirmou e apoiou a ideia, ressalvando no entanto que se trata de um projecto completamente embrionário surgido de uma conversa informal entre os antigos colegas.

Chris Chrystello quer “trazer tradutores e estabelecer protocolos de forma a traduzir obras açorianas e manter a ponte com Macau” para a próxima edição dos Colóquios da Lusofonia no território. De acordo com o presidente da AICL, a tónica vai manter-se na promoção das relações e intercâmbios culturais, científicos e edupub

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7 cacionais. “Interessa-nos muito manter a ponte com a China que tem feito mais pela língua portuguesa do que os próprios portugueses”, atirou. Chrystello vincou que foi graças ao apoio do Governo da RAEM que foi possível “trazer um leque tão grande e tão variado de oradores a Macau”. No próximo ano os nomes serão diferentes, mas o espírito será o mesmo. “Mover inúmeras sinergias e permitir que os participantes desenvolvam um sentimento de amizade, o que é muito raro acontecer nos outros congressos”, assegurou o presidente da AICL. Os participantes do 15.º Colóquio da Lusofonia deixam hoje Macau, depois de terem aproveitado o fim-de-semana para passear pela península e ilhas. “Para mim foi muito importante esta visita”, confessou o organizador. Uma etapa especial que o Chrystello revelou que poderá incluir o terceiro volume da sua obra “CronichAçores”, cujo segundo volume foi lançado há poucos dias na Livraria Portuguesa.


vida

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Em Abril n

Hoje é o primeiro “Dia S mês com o sentido de r plástico no dia 28. Segu “Dia Sem Sacos De Plá

Pássaros das cidades cantam mais para compens

Para espantar literalmen

Click ecológico

O Dia da Terra • Para assinalar o Dia da Terra, Macau uniu-se na Parada do Ambiente e Limpeza. Apesar da foto estática, as pessoas passaram o dia a cuidar das plantas e a limpar as ruas da cidade. Foto: GCS

s pássaros urbanos cantam mais tempo para assim conseguirem compensar os efeitos negativos do ruído das cidades, principalmente do trânsito, concluiu um estudo espanhol publicado na revista “Behavioral Ecology”. Os investigadores estudaram os comportamentos das milheirinhas (Serinus serinus), uma das espécies de aves mais abundantes em Portugal, na região de Toledo. “Estas aves podem gastar até mais 60% do seu tempo a cantar a níveis de 70 decibéis. Mas, a partir desse nível, começam a cantar menos, provavelmente porque dedicar mais tempo ao canto pode interferir em coisas tão importantes como estar atento aos predadores”, explica o investigador Mario Díaz, do CSIC (Conselho Superior de Investigações Científicas), em comunicado. Segundo o estudo, os pássaros mudam os comportamentos rapida-

Poluição por azoto custa 3200 mil milhões de pataca

Circuito de Zhuhai faz menos barulho

A pesar no bolso dos eur

Contra os decibéis Sérgio Fonseca infor@hojemacau.com.mo

Z

huhai é conhecida por ser uma das cidades chinesas em que as autoridades sempre souberam garantir a protecção do ambiente. No seguimento desta política, o Circuito Internacional de Zhuhai quer ser o pioneiro no “combate” à poluição sonora e introduziu recentemente novas medidas para limitar o ruído de motas e carros de competição no seu dia-a-dia. “Na linha dos nossos contínuos esforços em direcção a uma consciencialização ambiental, começaremos a controlar os níveis de som emitidos pelos veículos que usem a pista”, dizia a nota enviada a todas as equipas com base no circuito

da auto-intitulada “Cidade Romântica”, que acrescentava que “de acordo com o nível de som máximo permitido por vários circuitos um pouco por todo o mundo, 98 decibéis será o máximo autorizado”. Esta medida, que entrou em vigor no início de Abril, reforça a medida instaurada o ano passado que passou a limitar o número de sessões de treinos por dia de 12 para nove. No entanto, esta restrição não é extensível aos fins-de-semana de corrida, tanto de campeonatos nacionais, como internacionais. O Circuito Internacional de Zhuhai nasceu numa área praticamente despovoada em 1993, mas hoje em dia está rodeado por zonas habitacionais, um campo de golfo e dois pólos universitários.

A

poluição causada pelo azoto custa a cada cidadão da União Europeia (UE) entre 1500 e 7500 patacas por ano. Em toda a Europa, o custo anual da poluição por azoto e perda de biodiversidade cifra-se entre os 700 e os 3200 mil milhões de patacas. Um estudo que reuniu 200 especialistas europeus e foi apresentado na semana passafa durante uma conferência em Edimburgo, na Escócia, mostra que as libertações de azoto na agricultura e durante a queima de combustíveis fósseis causam problemas de saúde e têm um grande impacto na biodiversidade. Apesar de a União Europeia ter diminuído as emissões de azoto nas últimas décadas, o aumento na circulação de veículos e a utilização de adubos na agricultura ainda são um problema. “Quase metade da população do mundo depende de fertilizantes sintéticos

proteínas só 30 por existentes precisas, entrada d azoto e a 70 por cen Nature M dirigiu o O azot que comp sua forma as formas mento são gerar ozo que é irrit

para alimentação, que são feitos a partir de azoto, mas são necessárias medidas que reduzam o impacto desta poluição”, disse, citado pela Reuters, Mark Sutton, do Centro para a Ecologia e Hidrologia do Reino Unido. “As soluções passam pelo uso mais eficiente dos ferti-

lizantes e uma escolha por parte das pessoas para que comam menos carne.” A agricultura é responsável por 70% das emissões de azoto na Europa. Mas muito da produção agrícola vai directamente para a alimentação pecuária. “Se os europeus obtivessem toda as

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não há sacos de plástico mil

Sem Sacos de Plástico”. A iniciativa, da responsabilidade do Conselho dos Consumidores (CC) vai repetir-se aos dias 18 e 28 de cada reduzir o uso de sacos de plástico. O CC vai exigir especialmente a participação de supermercados, pedindo-lhes a não fornecer sacos de undo o inquérito efectuado no ano passado pelo CC, alguns supermercados diminuíram o uso de sacos de plástico depois da realização de ástico”. Além disso, alguns consumidores referiram que tinham começado a ter hábito de usar os seus próprios sacos de compras.

sar o ruído

nte os males mente em função dos diferentes níveis de ruído. “Se é fim-de-semana, as aves cantam menos porque, geralmente, se registam menores níveis de ruído”, explicou Diáz ao jornal “El Mundo”. Além disso, o seu canto é mais agudo nas cidades do que em zonas menos urbanas. E quanto maior o nível de ruído, mais as aves cantam de noite. “Quase todas as previsões [sobre como as espécies respondem às alterações do ambiente] são bastante catastrofistas porque, no geral, não contemplam a flexibilidade dos organismos às mudanças no seu ambiente. O nosso trabalho mostra que as espécies podem compensar estas variações através de comportamentos flexíveis. Mas só até certo ponto”, explica Diáz no comunicado publicado no site do CSIC. O canto das milheirinhas, espécie de origem mediterrânica, serve para sinalizar território e dissuadir possíveis adversários e para atrair fêmeas.

as por ano à Europa

ropeus

a partir das plantas, cento das culturas s hoje é que seriam o que reduziria a de fertilizantes de a sua poluição em nto”, disse à revista Mark Sutton, que relatório. to é o principal gás põe a atmosfera. Na a pura, é inerte. Mas s oxidadas deste eleo poluentes. Podem ono ao nível do solo, tante, ou ajudarem

à existência de poluição fotoquímica - conhecida pelo termo em inglês smog. Os nitratos lançados na natureza a partir dos fertilizantes podem também provocar cancro do intestino. Estas substâncias são ainda responsáveis pela proliferação de algas em rios e lagos, cuja decomposição consome o oxigénio, podendo provocar a morte de peixes. O relatório de 600 páginas reuniu especialistas de 21 países e 89 organizações.

Planeta em números

63%

menos poluído é quanto está agora o ar de Times Square, em Nova Iorque, desde que, em 2009, as autoridades decidiram restringir a passagem de veículos pela praça símbolo, bem como pela Union Square e Herald Square

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Folha Solta

Pedestrian Association – Um exemplo da importância da participação cívica Gonçalo Alvim* Há em Macau uma tendência para a depreciação da evolução urbana da cidade quando comparada com a que se verificou noutras cidades desenvolvidas da Ásia, nomeadamente as de anterior administração inglesa, como Hong Kong ou Singapura. E se há algo de verdade nisto, há também uma simplificação excessiva que não deixa perceber a realidade toda. Aponta-se entre os culpados a administração portuguesa, os actuais responsáveis, os interesses do jogo, entre outros, mas esquece-se um importante elemento que pecará por alguma ausência: a intervenção cívica, o contributo de cada um de nós. A esse propósito vale a pena destacar o trabalho de uma associação civil criada em Londres, em 1929, que muito contribuiu para o planeamento urbano em Inglaterra e, como consequência disso, em todo o mundo: a Pedestrian Association (PA). A PA foi criada com o propósito de defender os direitos dos peões face aos perigos graves que já então se considerava existirem com o tráfego automóvel. Logo nesse ano da sua criação, o Visconde Cecil de Chelwood, seu primeiro presidente, proferiu as seguintes palavras: “Não deveis confiar no cuidado excepcional dos condutores, deveis providenciar condições para que os acidentes não ocorram, a menos que haja uma excepcional falta de cuidado”. Estas palavras vieram chamar a atenção de muitos para um problema que se estava a desenvolver de uma forma bastante acelerada e que, como sabemos, continua actual. Em 1930 a associação foi reconhecida oficialmente pelo governo de Ramsey MacDonald como “representante das opiniões e direitos de peões”, tendo então começado a estabelecer relações com o Ministério dos Transportes. Tom Foley, um dos fundadores da associação e seu principal impulsionador, esclarecia o seguinte em 1931: “Não somos contra os carros, mas prossegue um gradual e subtil processo de ausência de pessoas nas ruas; e as ruas são em primeiro lugar e acima de tudo para elas.” Além da PA ter tido um importante papel na elaboração do Código da Estrada inglês no ano de 1939, e em alterações nos anos que se seguiram, travou campanhas e obteve resultados assinaláveis em diversos campos. Apesar de hoje parecer estranho que tivesse de haver campanhas sobre isso, conseguiram nos primeiros anos da sua actividade que os fundos para os arruamentos que eram concedidos pelo governo estivessem dependentes da existência de suficientes passeios pedonais; que passasse a ser obrigatório a existência de conta-quilómetros nos automóveis; que houvesse limites de velocidade nas cidades; que se garantisse maior segurança no atravessamento pedonal das estradas, por exemplo com a introdução das hoje vulgarizadas ‘zebras’ acompanhadas de uma luz laranja, denominada “Belisha Beacons” (nome do Ministro dos Transportes que as implementou, em 1934 – e que depois de se reformar veio a ser nomeado

Vice-Presidente da PA, o que demonstra o respeito que a associação lhe despertou); que fosse dada uma maior atenção às crianças à saída da escola e ao percurso casa-escola; que fosse exigido um exame de condução aos condutores para poderem circular; que fossem impostos limites de álcool a quem conduzia; entre muitas outras conquistas importantes. Já nos anos 60 a associação teve papel fundamental em inúmeros esforços internacionais para coordenar as políticas a favor dos peões na Europa e em todo o mundo, particularmente colaborando na criação da ‘International Federation of Pedestrians’ e da ‘Convention on Road and Motor Transport’ das Nações Unidas. A sua colaboração foi reconhecida e reflectiu as preocupações e anseios de inúmeras pessoas que participavam nas reuniões da PA e davam o seu contributo.

nos parques da sua localidade com o seu nome inscrito, para uso de todos. Procuravam com estas iniciativas estabelecer uma vida de comunidade e uma maior identificação das pessoas com os locais. Estas e outras acções levaram a uma série de publicações com o tema ‘Our Kind of Town’ que tinham por objectivo aconselhar os governantes sobre a forma como as cidades poderiam ganhar vitalidade através de medidas que melhorassem a circulação dos peões. E os laços internacionais que paralelamente criavam, como a participação no lançamento da Walk21 (www.walk21.com), permitiu reforçar algumas das suas campanhas, neste caso dando um novo impulso ao seu projecto ‘Walk to School’. Em 1997, fruto de contribuições generosas, a PA pode profissionalizar-se, assinalando Ben Plowden, seu primeiro director, estarem a “procurar tornar as ruas lugares que as pessoas possam desfrutar”.

A Pedestrian Association, agora Living Streets, deveria constituir um exemplo para Macau e impulsionar os seus cidadãos a agir. Se há cidade onde haveria urgência nisso, dado o seu crescimento explosivo, é esta Nos anos 70 começam a desenvolver-se na associação propósitos ligados ao ambiente e à qualidade de vida das pessoas. Em 1975 lançaram a campanha ‘Pedestrians versus Planners’ que encorajou o debate sobre a relação entre as motivações da vida moderna e o planeamento da cidade, reforçando o facto de haver alternativas preferíveis à vida urbana de então. E isso despertou o interesse e participação do público, que sentia essa necessidade de alternativas de vida na sua cidade. Refira-se como curiosidade o facto de, em 1971, terem sido consideradas extremamente radicais e progressistas as ideias apresentadas por um urbanista de Leicester, de nome Smigielski, na reunião geral anual da associação, onde este dizia o seguinte: “Eu prevejo o afastamento dos carros do centro da cidade. Nas margens do centro da cidade localizar-se-ão os estacionamentos. É como deixar os nossos sapatos antes de entrar numa mesquita. O centro da cidade será como uma grande sala de estar. Não se conduz até à sala de estar de alguém.” Mas com efeito, estas ideias ‘radicais’ alcançaram importantes resultados, como hoje se constata em tantas cidades do mundo, nomeadamente em Macau, na praça do Leal Senado. Outras campanhas em que a associação se envolveu, já nos anos 80, foram por exemplo a ‘Walk’, que disponibilizava indicações de percursos úteis e percursos cicláveis em diversas localidades; e a ‘Park Bench Legacy scheme’, que encorajava as pessoas a legar fundos para a criação de bancos

Como se percebe, este objectivo é bastante mais abrangente do que o da ‘segurança dos peões’ pretendida inicialmente, abrindo á associação inúmeras iniciativas futuras. E assim, em Agosto de 2001, a PA lançou a campanha ‘Living Streets’ (www.livingstreets.org.uk) com o propósito alargado de promover a vida nas ruas e nos espaços públicos. A identificação com o propósito foi tal que a associação alterou o seu nome, passando a chamar-se também ‘Living Streets’. O contributo que esta associação deu para a vida que se tem nas cidades foi enorme e, nos dias de hoje, Governos de todo o mundo aceitam já que a qualidade das ruas e dos espaços públicos pedonais é essencial para a qualidade de vida das pessoas e que estas os julgam pela percepção que têm destes espaços. Mas o trabalho dos Governos não depende só de si, podendo melhorar muito com o contributo dos cidadãos, como se viu neste caso inglês, sendo por isso importante que as pessoas se envolvam em iniciativas que contribuam para o governo das cidades. A Pedestrian Association, agora Living Streets, deveria constituir um exemplo para Macau e impulsionar os seus cidadãos a agir. Se há cidade onde haveria urgência nisso, dado o seu crescimento explosivo, é esta. E embora eu tenha presenciado algumas iniciativas válidas, penso que a participação das pessoas não tem correspondido ao que seria necessário. Nesta matéria, não é de dizer “Momentai!”…

*Arquitecto paisagista folhasolta.ga@gmail.com


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cultura

Embaixada artística de Macau inaugura colectiva no Museu do Oriente em Lisboa

A importância de ser transnacional Carlos Picassinos, em Lisboa

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info@hojemacau.com.mo

ma questão pessoal, incomparavelmente pessoal, atravessa a exposição “Acessórios Imaginários” que, inédita, reúne, a narrativa artística contemporânea de Macau, no Museu do Oriente, em Lisboa desde sextafeira passada até dia 12 de Junho. Vinte artistas, 38 trabalhos, uma embaixada de Macau que pretende organizar uma leitura da arte contemporânea produzida ao longo deste últimos 30 anos e que, para isso, convoca três gerações de artistas e uma multiplicidade de linguagens. Junto dos artistas e dos responsáveis da AFA – Art for All, a dinâmica gera entusiasmo. O comissário da exposição, José Drummond, duvidou, a princípio, do número e do arco temporal que a mostra haveria de incluir mas três gerações acabaram por representar com mais propriedade a questão pessoal que paira sobre “Acessório Imaginários”. “A exposição não pretende capturar apenas a percepção do mundo onde os trabalhos foram feitos”, explica o comissário, no catálogo, “mas também o como esse mundo mudou de significado ao longo do tempo. A arte contemporânea de Macau”, prossegue, “sublinha os conflitos de uma cidade transnacional gradualmente evoluindo para uma identidade vaga com questões múltiplas. E trata-se de uma questão pessoal? Incomparavelmente pessoal”, responde. Trata-se de organizar numa linha discursiva os imaginários acessórios e particulares de cada um dos artistas aqui representados e as relações empáticas e de identidade que estabelecem com “a pequena ‘terra prometida’”. A ideia da mostra, organizada pela Fundação Oriente e patrocinada pela Fundação Macau – já aqui uma parceria surpreendente – parte deste espécie de axioma de Macau como cidade de “pequenas realidades e grandes efeitos” para explorar a dimensão espectacular e de simulacro que colonizou a cultura quotidiana na passagem dos dois tempos, da transição político-

administrativa mas também do modelo económico e por arrasto, social da convivência. A questão, além de pessoal, é também política na medida em que esta exposição indaga também sobre o sentido e a criação de sentidos por entre “este aparentemente interminável fluxo de miasma de néon brilhante que parece cobrir a vida aqui e agora”. “Como é que a arte contemporânea comunica através disso? […] Há estilos e correntes?” Drummond encontra uma resposta na natureza transnacional do imaginário de Macau e no ‘poutporri’ de estilos sem compromisso com temas ou linguagens. “A transnacionalidade é a evidência de globalização

e dissociação e associação entre dissemelhantes culturas do território”, proclama.

Diálogo é consequência?

Entre os artistas presentes na véspera da inauguração a simples organização de uma iniciativa inédita deste moldes alimentava expectativas. De entre os 20 artistas convidados, embora nem todos fisicamente presentes, Pakeong Sequeira, descendente de macaense, que nunca antes havia estado em Lisboa, e autor de uma das mais particular propostas presentes no Museu do Oriente, diz que todo este processo tem sido inspirador. “É completamente diferente da Ásia, claro, mas acontece que

também é uma espécie de minha segunda mãe-pátria uma vez que a minha mãe era macaense, e os meus antepassados são portugueses.” Começou, em 2009, a expor em Pequim, na Associação Art for All, e depois percorreu cidades chinesas, Xangai, por exemplo. “Estive também na Malásia, no Japão, mas esta é a minha primeira vez em Portugal e na Europa. É uma sensação completamente nova”, sublinha, “e o meu trabalho que é um ‘work in progress’, bebe muito desta situação. Sinto-me muito inspirado por estar aqui. Não estou a espera de vender ou que me comprem nada mas o simples facto de estar aqui é muito importante”.

Noutro registo, João Vasco Paiva, português com recente ligação ao território e já participante numa colectiva da AFA em Pequim, apresenta pela primeira um trabalho seu em Portugal. “Trata-se de um vídeo – eu trabalho com programas de computador - que força os elementos filmados a permanecerem congelados no ecrã”, começa a dizer. De certa maneira, “é uma reflexão acerca de como nos relacionamos com os media e acerca do próprio suporte mediático. Aqui filmei bóias e elementos flutuantes. Estou contente por ter sido convidado o que significa, de algum modo, que estou a ser aceite e integrado no meio artístico de Macau”. Por outro lado, acrescenta, “também é a primeira vez que mostro um trabalho meu em Portugal... e acho que faz sentido estar aqui. Acho que a nível da vídeoarte existe um espaço de experimentação que não é só característico de Macau mas que aqui também se sente. Nesse sentido, há um certo diálogo entre os trabalhos aqui expostos agora”. James Chu, um dos mais consagrados artistas locais e director da AFA, faz questão de frisar o evidente. “Esta exposição tem uma importância invulgar – a de todos nos conhecermos melhor. Quando digo todos refiro-me aos artistas de Macau conhecerem o que se faz em Portugal e darem-se a conhecer, mas também os portugueses, os artistas e os galeristas saberem o que é que se está afazer em termos artísticos em Macau, onde Portugal esteve presente durante tanto tempo”. Além disso, para a AFA “este é um momento particular porque também é a primeira vez que tentamos fazer este intercâmbio com Portugal e acho pode ser frutífero. Já fui visitar alguns estúdios e artistas portugueses com o José Drummond, por exemplo o representante de Portugal este ano na Bienal de Veneza, Francisco Tropa. Espero é que isto seja para continuar porque tantas vezes este tipo de iniciativas morre à nascença, sem qualquer tipo de consequência ou de seguimento”. Além deste três artistas, estão presentes obras de Konstantin Bessmertny, Ung Vai Meng, Mio Pang Fei, Alice Kok, João Ó ou Xing Jing.


“Rio da Sabedoria” atraiu 180 mil visitantes

A versão animada da pintura “Cenas das margens do rio durante o festival Cheng Ming” encerrou na sexta-feira com 180 mil visitantes, depois de 21 dias de portas abertas. A procura por bilhetes foi tanta que a organização, a cargo do Instituto do Desporto, teve de aumentar o número de sessões exclusivas para os residentes de Macau. A obra do artista de Bianjing Zhang Zeduan esteve antes em exibição no Pavilhão da China durante a Expo Xangai 2010.

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José Drummond, comissário de “Acessórios Imaginários”

“Procurei um equilíbrio entre gerações”

Carlos Picassinos, em Lisboa info@hojemacau.com.mo

Que exposição é esta? É uma exposição que reflecte o que está mais visível na arte contemporânea de Macau. Decidi, depois de reflectir, incluir três gerações. Entenda-se que são três, com Carlos Marreiros e o Mio Pang Fei, a segunda são artistas da minha idade, Bianca Lei, Konstantino, James Chu, e os mais novos como a Peng Yun, os João Vasco e Ó, o Paekong. E isso foi um dos desafios que mais me interessou, o de conseguir estabelecer um equilíbrio entre gerações e que reflectisse bem o que se faz em termos de arte contemporânea em Macau. Não estabeleci nenhum tema, não dei grandes limitações aos artistas até porque para alguns eu já tinha algumas ideias. Alguns não apresentam aqui obras inéditas mas houve gente, como é o caso do Ung Vai Meng, que conseguiu arranjar espaço para criar obras inéditas. No caso do Konstantin, ele traz aqui uma pintura emblemática da sua obra e reflecte bem a obra dele. De algum modo, uma obra que está carregada de ironia e tecnicamente e muito bem feita. Mas é a ironia subjacente a obra dele e ao viver em Macau. Que ideia unifica este discurso? Uma ideia foi a de que Macau

é uma cidade de pequenas realidades e grandes efeitos. Depois, nas minhas reflexões cheguei a este conceito de que a arte de Macau é transnacional porque não é exclusivamente oriental, ocidental e os artistas ate misturam os dois lados e não importa a sua origem. É curioso que seja o Konstantin o artista mais cotado em Macau. Isso e que une a arte de Macau neste conceito de transnacionalidade. Que público é que imagina para esta mostra? Penso que o facto de há muito tempo não haver uma exposição com artistas de Macau pode funcionar como elemento de atracção. Há outro dado que acaba por enriquecer a exposição e poderá cativar o meio de público que vê arte em Lisboa. Os artistas de Macau não têm um estilo definido. Não se pode dizer que haja dois iguais. Todos têm a sua forma e estilo o que, por um lado, enriquece muito uma exposição desta dimensão, porque as coisas vivem por si,

“Claro que poderá sempre haver artistas que podem ficar melindrados por não estarem nesta exposição. […] Achei que estes artistas que estão defenderiam, mais no global, o que se vive hoje em Macau” em separado, complementamse de uma forma muito interessante. Do ponto vista comercial, do mercado, haverá interesse por ser uma arte produzida num território que foi português? Pode ser factor de interesse para o público português – essa ligação a uma terra que esteve sob administração portuguesa durante 450 anos. Do ponto de vista dos coleccionadores, espero que possa servir de porta de entrada a alguns destes artistas ou, se possível, num

primeiro momento, no meio galerístico de Lisboa. Mas esse não é o meu objectivo inicial. Mas espero que possam existir alguns contactos e se levante este véu de curiosidade. E que os galeristas de Lisboa venham ver que é que é feito naquele pequeno pedaço de Oriente que, como disse, vive desse conceito de transnacionalidade que não se vive em Hong Kong, que não se vive na China e que não tem propriamente a ver com o multiculturalismo. Isso penso que é um dos elementos mais fortes e que torna a arte de Macau uma arte muito peculiar. Quando fala de transnacionalismo... Reflecte-se muito bem o que vivemos no quotidiano de

António Falcão | bloomland.cn

Uma cidade de pequenas realidades e grandes efeitos inspirou a organização desta mostra in´dita em macau depois da transição de poderes. O comissário diz que não há uma identidades única na produçnao artística local. Existe um transnacionalismo.

“Do ponto de vista dos coleccionadores, espero que possa servir de porta de entrada a alguns destes artistas ou, se possível, num primeiro momento, no meio galerístico de Lisboa” Macau - as pessoas têm amigos em várias comunidades, falam duas e três línguas. Existem pessoas nesta exposição que são o clássico macaense, como o caso do João Ó ou do Carlos Marreiros, e que dentro de si transportam essa condição oriental e ocidental. Mas não é apenas isso, porque os

portugueses que já lá estão há mais tempo, como o meu caso, têm obra carregada de orientalismo sem deixar de ser uma obra feita por um europeu. Que opções, que critérios, que ficou de fora? Houve artistas que não estão? Claro que poderá sempre haver artistas que podem ficar melindrados por não estarem nesta exposição. Lembro de vários que não estão. Como ponto de partida resolvi excluir nomes como Rui Calçada Bastos ou Edgar Martins, que têm uma obra fortíssima e de carácter internacional, por achar que para esta exposição não faria sentido – não é que não reflictam a sua vivência no passado em Macau – mas porque não vivem lá há mais de quinze anos. Achei que estes artistas que estão defenderiam ,mais no global, o que se vive hoje m Macau. Estas escolhas acabam sempre por ser pessoais e não são feitas em saco negro, não são ao acaso. Penso é que ao chegar a este número de vinte artistas já me estava a ser difícil compatibilizar inicialmente queria pensar só em de. Mas, à medida que fui construindo a exposição, achei que não faria justiça à arte em Macau se não inclusive mais um autor. Desse ponto de vista, acho que a exposição está muito bem defendida. Tive a preocupação de tentar criar uma exposição equilibrada e que tivesse trabalhos de vários tipos de media – fotografia, vídeo, pintura, instalação, - e depois temos o caso do João Vasco que é um artista cheio de potencialidades que questiona muito o suporte, neste caso o vídeo, o software, a forma como as câmaras se mexem. Há ainda fotografia de carácter social ecológico e ainda trabalhos como os do João Ó que têm um elemento de arquitectura, e neste caso ele foi a espaços mais ou menos esquecidos sobre Macau. De alguma forma reflecte de novo sobre a sua posição de arquitecto trabalhando num conceito algo ecológico sem se afastar das grandes questões que o ocupam.


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Marco Carvalho

O

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onze da Casa do Futebol Clube do Porto em Macau deu este fim-desemana um passo atrás na luta pelos lugares de topo do principal campeonato de futebol da RAEM, ao não conseguir levar a melhor sobre o Grupo Desportivo Monte Carlo, em partida a contar para a décima ronda da competição. A formação “canarinha” não pode contar com uma das principais armas, mas a ausência do principal matador da equipa – o avançado brasileiro Kamilo Oliveira – quase não se fez notar no relvado do Estádio da Taipa. Sem o dianteiro, a cumprir um jogo de castigo, Dionísio Ramos colocou Friday Chioma ao lado de Bruno Nogueira na frente de ataque do conjunto presidido por Firmino Mendonça e a opção rendeu dividendos logo aos 24 minutos, com Nogueira a inaugurar o marcador. O Futebol Clube do Porto procurou reagir, mas a resposta azul e branca esbarrou sempre com a quase inexpugnável muralha defensiva montada pelo adversário, razão pela qual o golo do empate só acabou por surgir na segunda parte. O tento teve a assinatura do sul-africano Simon Ramoseau, que conseguiu desfeitear o guardaredes adversário quando estavam seis minutos volvidos sobre o reatar do encontro. O golo poderia ter impelido os dragões do território para uma

desporto

Futebol | Ka I goleia Hoi Fan e mantém liderança isolada

O canário tramou o dragão segunda parte de luxo, não fosse o Monte Carlo ter reagido de forma intempestiva ao empate. A formação “canarinha” tomou conta do encontro e aos 68 minutos, Chao Wai Hou voltou a colocar o onze orientado por Dionísio Ramos na frente do marcador, antes de Adilson Soares Cassamá acabar com toda e qualquer dúvida quanto ao vencedor da partida, ao apontar o quarto e último golo da tarde, corria o minuto 73.

Revés

Depois do tento do guineense, o placard não voltou a mexer, mas o onze azul e branco acabou por sofrer outro revés. A quatro minutos do fim da partida, Simbo Diakité viu o segundo cartão amarelo e o consequente vermelho, forçando o grupo de trabalho treinado por Dani a disputar os últimos instantes da partida reduzido a dez unidades. No embate de maior destaque da primeira ronda da segunda volta da Liga de Elite, o Monte Carlo foi mais forte e o triunfo do onze “canarinho” foi, de resto, a única meia surpresa da jornada. Nos encontros que envolveram as formações que seguem na frente do Campeonato, Windsor Arch Ka I e Selecção de Sub-23

não deixaram créditos por mão alheias e derrotaram sem contemplações as formações que seguem na cauda da tabela. Depois de na semana passada ter goleado o Pau Peng por doze golos sem resposta, os campeões do território voltaram este domingo a cilindrar um adversário, ao levarem a melhor sobre o Hoi Fan por sete bolas a zero. O Ka I abriu a contagem logo no primeiro minuto por intermédio de William Carlos Gomes. Seis minutos depois, Nicholas Torrão deixou também o seu nome nos anais do encontro, ao apontar o segundo do grupo de trabalho orientado por Rui Cardoso. Torrão bisou à passagem do vigésimo quarto minuto e oito minutos depois, foi a vez do brasileiro William Carlos Gomes repetir a façanha do colega de equipa e marcar também o segundo da conta pessoal. O marcador só voltou a mexer na segunda parte, com Lao Pak Kin a marcar o quinto tento dos campeões do território à passagem do minuto 47. William Carlos Gomes, que se estreou no futebol da RAEM há um ano, com a camisola do Monte Carlo, completou um hattrick aos cinquenta e três minutos e a dois minutos do fim da partida voltou a brilhar, ao completar um

poker, com o sétimo e último golo da noite.

Sb-23 X Artilheiros

O duelo entre a Selecção de Sub-23 e o Grupo Desportivo Artilheiros não foi tão frutuoso em termos de golos, mas a vitória da formação da Associação de Futebol de Macau bastou para que os jovens do território se mantivessem na luta pela liderança do Campeonato e eventualmente na corrida pelo título. Sio Ka Un inaugurou o marcador aos 22 minutos e nos derradeiros segundos da primeira parte Ao Ieong Kim Leong dilatou a vantagem da formação Sub-23. Vinte minutos depois, aos 65, Cheong Kin Chong prolongou a vantagem para os três a zero e aos setenta e cinco foi a vez do macaense Henrique Ho deixar o seu nome ligado à história do encontro. O Pau Peng ainda conseguiu reduzir à passagem do minuto 79 por intermédio de Tang Chi Hong, mas o golo do onze do Artilheiros chegou tarde demais para incutir um rumo diferente ao desafio. No embate entre Lam Pak e Hong Ngai, a formação orientada por Chan Kin Man provou ter recuperado a tranquilidade que a meio da época julgava ter perdido. O conjunto azul e branco derrotou o adversário por duas bolas a uma, num desafio que

acabou por ser decidido na primeira metade. O veterano Che Chi Man colocou o Lam Pak na frente do placard aos 24 minutos e nove minutos depois, Zeng Qi Xiang estendeu a vantagem do mais premiado emblema do futebol do território, num remate de belo efeito desferido no coração da área adversária.Areacção do Hong Ngai não se fez rogada e cinco minutos depois, Cheang Chon Man relançou a discussão do encontro, ao bater o guarda-redes adversário. As contas do marcador não voltariam, no entanto, a sofrer alteração, permeando o triunfo do Lam Pak. O fim-de-semana foi de resto positivo para o universo azul e branco, com o Lam Ieng a conseguir arrancar um precioso empate frente ao onze do Grupo Desportivo da Polícia de Segurança Pública. Depois de uma primeira parte sem golos, a formação das forças de segurança do território colocou-se em vantagem à passagem do minuto 56 e o resultado manteve-se favorável para o onze da PSP até aos últimos segundos do encontro, altura em que Cheng Lu repôs o empate no marcador. A divisão de pontos favoreceu o Lam Ieng, que assim ganha um novo fôlego na corrida pela manutenção entre os grandes do futebol do território.


[f]utilidades Cineteatro | PUB

[ ] Cinema

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Sala 2

rango [a] Falado em cantonense Um filme de: Gore Verbinski 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Sala 1

SALA 3

Um filme de: Daniel Barnz Com: Vanessa Hudgens, Alex Pettyfer, Mare-Kate Olsen 14.30, 16.15, 20.00, 21.30

Falado em cantonense Um filme de: Carlos Saldanha 14.30, 16.15, 18.00, 19.45

the king’s speech [B]

the king’s speech [B]

Um filme de: Tom Hooper Com: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Boham Carter 18.00

Um filme de: Tom Hooper Com: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Boham Carter 21.30

Beastly [B]

rio [a]

VERTICAIS: 1-Prurido causado pela dentição nas gengivas das crianças. Parvo. 2-Caixa ou casa em que se guardam géneros alimentícios. Que não são altos. 3-Grito do gato. Prefixo, com... Entre os Muçulmanos, guia, chefe. 4-Bromo. Tecido transparente de algodão ou linho. Actínio. 5-Que se patenteia. Ampere. 6-Elemento de origem grega que significa ar. Unidade de força. 7-Abrev. de réu ou ré. Bexiga cheia de vento, que rebenta com estrépido. 8-Prefixo, fim. Toucinho em tiras. Érbio. 9-Cio dos animais, ferra, alumento. Ruim. Estação espacial. 10-Calçado feito de uma sola ligada ao pé por correias. Terreno inculto, em que crescem plantas agrestes. 11-Fenda. Dantes, oboé.

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-RUMBO. RALAR. 2-ACIRSA. DUBA. 3-IHO. TER. AAC. 4-VA. CEROL. RH. 5-A. CANONARCA. 6-BOSS. CROA. 7-MANSIDADE. O. 8-OI. AVIDO. MB. 9-UXI. ONU. MAO. 10-COMA. EREITA. 11-OSACA. ARROZ. VERTICAIS: 1-RIAVA. MOUCO. 2-UCHA. BAIXOS. 3-MIO. CON. IMA. 4-BR. CASSA. AC. 5-OSTENSIVO. A. 6-AERO. DINE. 7-R. RONCADURA.8-AD. LARDO. ER. 9-LUA. ROE. MIR. 10-ABARCA. MATO. 11-RACHA. OBOAZ.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Rumo. Fazer passar pelos orifícios do ralador. 2-Moluscos gastrópodes da família dos Escaláridas. Diabo. 3-Oríficio circular, por onde se enfia um atacador, fita, etc. Segurar nas mãos ou entre as mãos. Associação Académica de Coimbra. 4-Vossa Alteza, Medo. Ródio. 5-Primeira letra. Nome dado ao frade que tocava o sino, nos antigos conventos. 6-Patrão, em inglês. Caraguatá. 7-Mansidão. Interjeição, para chamar ou invocar. 8-Olá. Que deseja ardentemente. Símbolo do milibar. 9-Designação de vários frutos silvestres do Norte do Brasil. Nações unidas. Garra das aves. 10-Freixe de brácteas, no cimo de certas inflorescências. Altura, teso de um monte. 11-Cidade japonesa. Alimento principal na comida chinesa.

[Tele]visão www.macaucabletv.com TDM 13:00 13:30 14:30 19:00 19:30 20:25 20:30 21:00 22:10 22:58 23:00 23:30 00:00 01:00 01:30

TDM News - Repetição Jornal das 24h RTPi RTPi Directo TDM Entrevista (Repetição) Ganância Acontecimentos Históricos Telejornal Jornal da Tarde RTPi Viver a Vida Acontecimentos Históricos TDM News TDM Desporto Há Conversa Telejornal - Repetição RTPi Directo

RTPi 82 14:00 14:30 15:00 15:30 16:00 17:00 17:45 18:30 19:00 20:00 21:15 22:00 22:30 23:00

Telejornal Madeira Entre Pratos Magazine EUA Contacto – N. Inglaterra De Sol A Sol Bom Dia Portugal Quem Quer Ser Milionário – Alta Pressão O Olhar Da Serpente Linha Da Frente Maternidade Jornal Da Tarde O Preço Certo Magazine EUA Contacto – N. Inglaterra Salvador Portugal No Coração

18:30 19:30 20:00 20:30 21:00 22:00 22:30 23:00 23:30

INFORMAÇÃO TDM

TVB PEARL 83 06:00 Charlie Rose 07:00 First Up 07:30 NBC Nightly News 08:00 Putonghua E-News 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Sesame Street (XXXXI) 17:00 Escape From Scorpion Island 17:30 City Of Friends 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 America’s Funniest Home Videos 18:50 6 billion Others 19:00 The Wall Street Journal Report 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 The Pearl Report 20:30 The Vampire Diaries 21:30 Top Gear 22:30 Market Place 22:35 House 23:30 The CEO Connection 23:35 World Market Update 23:40 News Roundup 00:55 Earth Live 00:00 24 00:55 The Wall Street Journal Report 01:20 FIFA Football World 01:50 European Art At The MET 02:00 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 11:30 15:00 15:30

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MGM 43 12:00 13:45 15:30 17:15 19:00 21:00 00:30

Pulp The Resurrected The Case of the Hillside Stranglers Captive Hearts The Adventures of Buckaroo Banzai Across the 8th Dimension Heaven’s Gate House of Games

DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters 14:00 The Science of Fear 15:00 River Monsters: Killer Catfish 16:00 Scariest Moments At Sea 17:00 Dirty Job - High-Rise Window Washer 18:00 How It’s Made 18:30 How Do They Do It? 19:00 Extreme Peril 20:00 Surviving Disaster - Fire 21:00 Storm Chasers 2010 - Smoke Master 22:00 Swamp Loggers - Swamp Fever 23:00 Whale War - Bait And Switch 00:00 Storm Chasers 2010 - Smoke Master NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 12:30 About China - ShowReal Asia 13:25 Ancient Secrets 14:20 Ancient Megastructures 15:15 Egypt Underworld 16:10 Meet The Natives 17:05 Don’t Tell My Mother 18:00 Is It Real? 18:30 Mystery Files - Royal Murder 19:00 True Stories 20:00 About China - ShowReal Asia 21:00 The Border - Smoked 22:00 Military Monday 23:00 Alaska State Troopers 00:00 The Border – Smoked ANIMAL PLANET 52 13:00 Austin Stevens: Most Dangerous... 14:00 Wild Hearts: Jessica The Hippo 15:00 Predation! - Predator’s Story 16:00 Great Ocean Adventures 17:00 The Haunted: - Lost Souls Of The Asylum 18:00 Animal Cops South Africa 19:00 The Most Extreme - Slime Balls 20:00 Austin Stevens: Most Dangerous... 21:00 Predation! - Praying Mantis 22:00 Great Ocean Adventures - Killer Whale 23:00 The Haunted - Murder At The Black Horse 00:00 Austin Stevens: Most Dangerous... HISTORY CHANNEL 54 13:00 Megaquake 10.0 15:00 The Universe 16:00 Brad Meltzer’s Decoded 17:00 Greatest Tank Battles 18:00 Most Secret Place On Earth 19:00 Ancient Discoveries 20:00 How The Earth Was Made 21:00 Pawn Stars 23:00 American Pickers STAR WORLD 63 12:10 American Idol 14:20 DC Cupcakes 14:45 Cougar Town 15:10 How I Met Your Mother 15:35 Desperate Housewives 16:25 Castle 17:10 Australia’s Next Top Model 18:05 Got To Dance UK S2 19:05 Masterchef US 20:00 Melissa & Joey 20:55 Cougar Town 21:50 Castle 22:45 Canada’s Next Top Model 23:40 Masterchef US 00:35 Melissa & Joey

Informação Macau Cable TV


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opinião

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15 ca d er n o d i á r i o Pedro Correia

TERÇA, 12 Fernando Nobre tem confessadas simpatias monárquicas. Apesar disso, o republicaníssimo Mário Soares convidou-o para membro da Comissão Política da sua candidatura presidencial, em 2006. Apesar de ter apoiado Soares, o Bloco de Esquerda convidou-o para mandatário nacional da sua lista de candidatos ao Parlamento Europeu em 2009. Apesar de ter sido mandatário da candidatura do Bloco, o social-democrata António Capucho convidou-o no mesmo ano para membro da Comissão de Honra da sua candidatura autárquica a Cascais.Apesar de ter sido apoiante do candidato presidencial do PS em 2006, Fernando Nobre desafiou o candidato presidencial do PS em 2011, apresentando-se ele próprio a sufrágio. Monárquico, republicano, de esquerda e de direita: querem um verdadeiro independente? Aí o têm. Pedro Passos Coelho acaba de o convidar para integrar a lista eleitoral do PSD por Lisboa - e ele aceitou. Caiu o Carmo e a Trindade. Como se o percurso errático de Fernando Nobre na política tivesse começado agora. E esquecendo os actuais críticos que foi por causa dessas contradições e não apesar delas que Nobre recolheu 600 mil votos em Janeiro, correspondentes a 14% dos sufrágios nas presidenciais. Ampliando o fenómeno José Manuel Coelho também no escrutínio presidencial de há três meses: um candidato que se diz comunista e apesar disso foi eleito por um partido de direita para a Assembleia Legislativa Regional da Madeira, tendo recebido na corrida para Belém votos de todos os quadrantes políticos. Deixemo-nos de hipocrisias: na corrida aos candidatos independentes, Nobre era certamente o nome mais cobiçado. À esquerda e à direita. Socialistas e bloquistas gostariam de o ter também com eles, como já sucedeu no passado. Passos Coelho levou a melhor, os adversários políticos criticam-no. Tudo isto faz parte do jogo político e teria porventura alguma importância se o País não estivesse - como está – à beira da bancarrota. QUARTA, 13 Em 1979, Francisco Sá Carneiro

formou listas eleitorais. Alargando o espaço político do PSD ao centro e à direita, firmando uma coligação com o CDS de Diogo Freitas do Amaral e o PPM de Gonçalo Ribeiro Telles. Mas era também necessário alargar a influência eleitoral do seu partido à esquerda. O que fazer? Numa daquelas jogadas tácticas que traçam a diferença entre o político mediano e o dirigente de excepção, atraiu para a nova coligação dois homens oriundos da esquerda, que apenas dois anos antes se haviam sentado no Conselho de Ministros como representantes da mais jovem geração de talentos do Partido Socialista: António Barreto, ex-titular da pasta da Agricultura,

Através dos tempos, o homem tem-se revelado mau profeta. Mesmo nos assuntos que mais directamente lhe deviam interessar e José Medeiros Ferreira, ex-responsável dos Negócios Estrangeiros, anunciaram o voto na AD em nome do seu Manifesto Renovador, associação cívica de centro-esquerda então lançada, dando o seu aval - como independentes - à nova coligação. Os treinadores de bancada, que já nessa altura abundavam no PSD (embora em muito menor número do que agora), não tardaram a criticar Sá Carneiro, um político que - bem à portuguesa - só viu os seus méritos largamente reconhecidos após a morte. Acusaram-no de demagogia, de oportunismo, de abrupta viragem à esquerda, de tentar tudo na desesperada caça ao voto. O costume, entre nós: quando alguém tenta mudar alguma coisa, seja o que for, no quadro político português é logo cravejado de críticas pela corporação do comentário político, eternamente avessa a novos nomes e novas siglas, sempre passíveis de baralhar os quadros mentais instalados. Sá Carneiro ganhou essa eleição de 1979. E

ca rtoon por Steff

com isso fez história: era a primeira vez que a direita chegava ao poder cumprindo as regras do jogo eleitoral. Barreto e Medeiros Ferreira contribuíram para essa maioria, também eles criticadíssimos pelos comentadores de serviço, que já na altura não entendiam nada. Alguns são os mesmos que continuam a não entender nada agora.

QUINTA, 14 O futuro já não é o que era.

Houve tempos em que vender ilusões sobre o dia de amanhã era receita garantida de sucesso e a futurologia quase chegou a atingir o patamar reservado às mais respeitáveis ciências. Houve tempos em que se acreditava que o futuro só podia ser melhor. E não é preciso recuar muito no calendário. Em 1970, Alvin Toffler – ex-editor da revista Fortune – alcançou fama planetária com um best seller intitulado O Choque do Futuro em que antevia dias radiosos, marcados por uma intensa mobilidade social e laboral, produção de bens em larga escala e muitas horas de lazer, centradas nas delícias da sociedade de consumo. Esses dias parecem-nos hoje estranhamente remotos e estas profecias optimistas parecem-nos hoje totalmente deslocadas. A fé inabalável no progresso humano que caracterizou as décadas imediatas do pós-guerra justificaram milhares de textos recheados de optimismo que agora só nos parecem péssima literatura. Em 1950, havia a crença generalizada de que por volta do ano 2000 os robots substituiriam o homem na maior parte das tarefas mecanizadas. Em 1960, o físico norte-americano Gerald Feinberg, da Universidade de Columbia, previu que

mais mercado livre

na passagem do milénio nasceria o primeiro bebé num planeta artificial. A crença cega em ilimitados recursos financeiros ao serviço da inovação tecnológica levou várias mentes brilhantes a acertar totalmente ao lado. Na década de 60, Wernher von Braun, um dos pioneiros do espaço, admitiu que por volta de 1984 se fundaria a primeira colónia na Lua, provavelmente por iniciativa da União Soviética, e o biólogo marinho Alister Hardy, professor em Oxford, antevia na mesma época que antes do final do século haveria tractores a lavrar o fundo dos oceanos. “Ninguém conhece a história da próxima aurora”, ensina um milenar provérbio africano. Mas o optimismo histórico da civilização ocidental levou-nos a acreditar durante demasiado tempo que era possível antever os alicerces do futuro, com a certeza antecipada de que ele seria risonho. A World Future Society [Sociedade Mundial do Futuro] chegou a congregar 60 mil membros. Em 1973 teve como orador convidado o vice-presidente Gerald Ford. Treze anos depois, uma delegação era recebida na Casa Branca pelo presidente Ronald Reagan, que lhe emprestou dignidade institucional. Era o tempo em que o futuro estava na moda. Figuras respeitáveis anteviam um novo século com veículos “inteligentes” de transporte sem necessidade de condução, a proliferação de hotéis nas profundezas submarinas e migrações em massa de terráqueos para satélites artificiais da Terra. Esse tempo terminou. Há muitos anos que Toffler não publica um best seller e a World Future Society está hoje reduzida a 25 mil membros. Quase ninguém quer saber o que nos reservará o futuro. Pelo simples motivo de que só pode ser mau. A crença mudou de campo.

SEXTA, 15 Nem só os vaticínios positivos

se revelaram inalcançáveis: muitas previsões catastrofistas também falharam em toda a linha. Um relatório do Clube de Roma, difundido em 1972 sob o título Os Limites do Conhecimento, advertia para o colapso da civilização mundial antes do final do século devido ao excesso populacional e à escassez de recursos, dando início a uma vaga de alarmismo que se provou injustificada. E em 1987 o norte-americano Ravi Batra, professor numa universidade metodista, vendeu mais de um milhão de exemplares do seu livro A Grande Depressão de 1990, que nunca aconteceria. Através dos tempos, o homem tem-se revelado mau profeta. Mesmo nos assuntos que mais directamente lhe deviam interessar. Thomas Watson, um antigo presidente da IBM, antecipou em 1943 que o mercado mundial de computadores seria extremamente reduzido: “Não mais do que cinco ou seis.” Um vaticínio ligeiramente desajustado, como hoje bem sabemos.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Rodrigo de Matos; Sarih Leng; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


Tudo sobe, tudo sobe... Crise Portugal perde 100 empresas por dia Em 2009 fecharam 36.250 empresas portuguesas. Desde então os especialistas dizem que o problema se agravou. Entre falências e abandono da actividade, encerram 100 empresas por dia em Portugal. Mas se em 2009, ano em que a crise económica começou a agravar-se, fecharam 36.250 empresas, segundo um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2011 será pior. “O encerramento de empresas é uma tendência que, lamentavelmente, tem vindo a acentuar-se”, afirma o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP). China Fiéis protestantes detidos Vários fiéis de uma igreja protestante clandestina da China foram detidos ontem pela polícia, tendo o seu pastor, detido no sábado, sido libertado, informou a associação americana cristã de defesa dos direitos humanos China Aid. Segundo a organização, a igreja Shouwang de Pequim, não reconhecida oficialmente, viuse obrigada a realizar as suas cerimónias ao ar livre depois de o proprietário do imóvel que acolhe habitualmente o culto ter posto fim ao contrato de arrendamento, sob pressão das autoridades. Cerca de 170 seguidores foram então presos enquanto participavam em cerimónias, mas a maioria foi libertada em seguida.

E neste caso não se vê onde ...

... Vai cair

!!!

HK fala dos receios da libertação de Wan Kuok Koi

“Dente Partido” causa medo

D

epois do jornalApple Daily ter avançado, na semana passada, com a notícia da libertação iminente de Wan Kuok Koi, também conhecido por “Dente Partido”, ontem foi a vez do South China Morning Post relatar os receios do Executivo de Macau pelo fim do sucesso da indústria do jogo. Segundo a publicação, os agentes de segurança têm medo que Wan Kuok Koi planeie voltar com força ao negócio das salas VIP dos casinos, sector em que familiares mantêm negócios – o que a acontecer pode vir a prejudicar o sucesso do jogo no território. O South China refere, a citar uma fonte anónima, que “os reguladores do jogo vão intensificar a análise dos pedidos para licenças nas salas VIP”, onde jogam os apostadores mais ricos e geram o maior dinheiro de jogo em Macau. O suposto líder da tríade 14K, que foi preso por alegadas infracções ligadas a um onda de criminalidade relacionadas com os casinos, foi encarcerado numa prisão de alta segurança em 1998. De acordo com notícias divulgadas na semana passado em Hong Kong, a sua libertação seria feita no próximo mês, mas o director do Estabelecimento Prisional, Lee Kam Cheong, afirma que Wan Kuok Koi

só deverá ser libertado em Dezembro do próximo ano. No entanto, ainda se espera por um parecer em relação a um pedido de liberdade condicional submetido este ano. No entanto, a notoriedade de “Dente Partido”, agora com 56 anos de idade, e o facto dos membros da sua família estarem envolvidos em salas de jogos VIP têm aumentado as preocupações. “Não é verdade que ele irá sair no próximo mês. Na verdade, Wan teve três pedidos de liberdade condicional negados. Estamos atentos a que elaepossa fazer algum tipo de movimentação para voltar ao negócio das salas VIP quando sair”, disse fonte anónima

do Executivo de Macau ouvida pelo South China Morning Post. O responsável pela prisão de Coloane desmentiu as informações do Apple Daily, que davam conta de uma vida de luxo por detrás das grades, com “raparigas, jogo e drogas”. “A prisão trata cada preso da mesma maneira”, disse o responsável. Acusado de associação criminal, jogo ilegal e agiotagem, Wan Kuok Koi foi condenado a 15 anos de prisão pelas autoridades de Macau a 23 de Novembro de 1999. O Tribunal de Segunda Instância, contudo, reduziu-lhe a pena para 13 anos e dez meses, que estará concluída no final de 2012.

Ponte Sai Van abre tabuleiro inferior para testes

F1 Hamilton vence em Xangai O piloto britânico Lewis Hamilton (McLaren) foi o vencedor do Grande Prémio da China, em Xangai, terceira prova desta época, à frente dos dois pilotos da Red Bull, o alemão Sebastian Vettel, campeão em título, que partiu da pole position, e do australiano Mark Webber, que tinha partido em 18.º mas que conseguiu ficar a sete segundos do vencedor. Hamilton, que tinha partido na oitava posição, fica assim a 21 pontos de Vettel. Já Jenson Button, da McLaren, foi quarto classificado à frente do alemão Nico Rosberg, da Mercedes, e dos dois Ferrari do brasileiro Felipe Massa (sexto) e Fernando Alonso (sétimo).

Ir para a Taipa por baixo Virginia Leung

virginia.leung@hoje,acau.com.mo

O

tabuleiro inferior da ponte Sai Van esteve ontem aberto das 10h às 17h para testes de tráfego, mas como faltou promoção ao tema, apenas 545 motoristas dirigiram-se para o subterrâneo da ligação entre Macau e Taipa. Na península, havia dois acessos abertos – um na Avenida da República e outro na Rua do Almirante Sérgio – e os agentes do tráfego passaram o dia de ontem a tentar convencer os motoristas a experimentarem passar a ponte por debaixo. A Direcção para os Serviços de Assuntos de Tráfego (DSAT) explicou que devido à aproximação da temporada de tufões é necessário fazer com que os acessos inferiores da ponte sejam familiares aos condutores do território. Esta é a sexta fase de testes do tabuleiro inferior de Sai Van, onde também irá circular o Metro Ligeiro a partir de 2014. Os testes de ontem ficaram interditos a veículos pesados e motociclos e era necessário conduzir no máximo a 40 quilómetros por hora e com dois metros de distância. Lao

Kuok Ming, um motorista de táxi, estava surpreso com a possibilidade de cruzar a ponte através do “misterioso” tabuleiro inferior. “Não fazia ideia desta possibilidade. Acho que o Governo deveria incentivar as pessoas a experimentarem este acesso com maior frequência, porque parece-me que quase ninguém o conhece e é uma óptima alternativa”, referiu ao Hoje Macau. O taxista sugere que o tabuleiro seja usado todos os dias exclusivamente pelos motociclistas, de forma a evitar tantos acidentes de tráfego. “Aquela via passa o ano inteiro encerrado, sem nenhuma utilidade. É um investimento mal gasto se for apenas usada quando há tufão. Os motociclos são perigosos de circular no meio dos carros na ponte e deveriam ter uma via só para eles. O tabuleiro inferior é ideal”, expõe Lao. O técnico Chao Heng Sin, da DSAT, reconhece que “quase nenhum táxi cruzou a ponte” ontem, mas referiu que houve um acréscimo de 45 veículos em relação ao último teste, no ano passado. Em relação à abertura permanente do tabuleiro, o técnico apontou que a sugestão ia ser comunicada à DSAT para ser avaliada.

segunda-feira 18.4.2011 www.hojemacau.com.mo

Japão Meses para arrefecer Fukushima A empresa operadora da central nuclear de Fukushima, no Japão, disse ontem que serão necessários seis a nove meses para que os reactores da central nuclear de Fukushima consigam arrefecer e cerca de três para que os níveis de radiação baixem. Mas não adiantaram ainda quando é que os deslocados podem regressar a casa. O responsável pela Tepco, Tsunehisa Katsumata, explicou em conferência de imprensa, que a companhia estabeleceu um plano gradual para resolver a crise e permitir o regresso dos moradores que foram retirados na zona em redor da central nuclear. Esta tem sido a grande preocupação dos deslocados. Mas quer a Tepco, quer o próprio Governo têm adiado uma resposta. Cuba Limitação de mandatos O presidente cubano, Raúl Castro, fez uma proposta sem precedentes no país para limitar a dois mandatos de cinco anos os cargos políticos. O propósito, explicou aos delegados do VI Congresso do Partido Comunista Cubano no discurso de arranque, ontem à noite, é lançar um “rejuvenescimento sistemático” do Governo. “Chegámos à conclusão que é recomendável limitar a duração dos mandatos políticos fundamentais a um máximo de dois períodos consecutivos de cinco anos. Apesar de termos sempre tentado promover os jovens aos principais postos de responsabilidade, a vida mostrou-nos que estas selecções não foram sempre as mais adequadas”, explicou o chefe de Estado, de 79 anos, garantindo que esta nova medida – a receber luz verde do congresso – se aplicará a ele próprio.

Liechtenstein País disponível para arrendamento Quem estiver interessado em ter umas férias diferentes pode alugar... o Liechtenstein. Pela quantia de 450 mil patacas por noite, o pequeno principado europeu disponibiliza alojamento para grupos até 150 pessoas e um conjunto de regalias que farão o turista sentir-se como um verdadeiro ‘dono’ do país. Além da chave do principado, terão direito a escolta policial e a uma prova de vinho da adega pessoal do príncipe.


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Hoje Macau 18 ABR 2011 #2352 by Jornal Hoje Macau - Issuu