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Hoje Macau 18 MAR 2014 #3052

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hojemacau

MAIS AJUDA A CAMINHO SUBSÍDIO COMPLEMENTAR DE RENDIMENTOS PÁGINA

Lau e Lo negam pagamento de luvas a Ao Man Long

Preço da água poderá voltar a subir em breve

O juiz do TJB decidiu prisão para todos mas os dois empresários de Hong Kong não se conformam com a setença no caso La Scala. Joseph Lau e Steven Lo dizem-se inocentes de todos os crimes.

O Governo analisa um estudo científico que propõe aumentos para todos nas tarifas de água. Os preços mais altos podem, no entanto, afectar as empresas.

LA SCALA PÁGINA 6

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MOP$10

WWW.HOJEMACAU.COM.MO

TERÇA-FEIRA 18 DE MARÇO DE 2014 • ANO XIII • Nº 3052

Mesmo com os pedidos de apoio a decrescerem, o Governo pretende aumentar a ajuda aos residentes com baixos salários. Tudo para aliviar a pressão de quem mais necessita.

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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TIAGO ALCÂNTARA

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

RELATÓRIO PÁGINA 7

LUXO Margarida Vila-Nova e Ivo Ferreira abrem loja com produtos para banho e beleza FUTURA CLÁSSICA CENTRAIS

Táxis vão depender mais da AMCM É muito provável que os novos táxis não venham a ser aceites pelas seguradoras. Quem o diz é António Félix Pontes da Autoridade Monetária de Macau.

SEGUROS PÁGINA 5


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POLÍTICA

Habitação pública em Toi San continua em “rectificação”

O Instituto da Habitação (IH) garante que o projecto de habitação pública a ser construído na zona norte, na rua central de Toi San, continua em rectificação. Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Chan Meng Kam, o organismo garante que o atraso na obra se deve ao facto dos edifícios antigos adjacentes estarem com fendas e inclinações. O IH garante que tanto o Governo como o empreiteiro responsável pelo projecto vão estudar os problemas existentes e fazer uma revisão da obra, mas que, neste momento, “é necessário melhorar e planear a próxima fase do trabalho”. “Antes do inicio das obras surgiram fendas e inclinações e no plano de concepção já havia medidas de prevenção. Contudo, a situação piorou depois das obras e o Governo decidiu mudar os planos de concepção para não influenciar os moradores.”

hoje macau terça-feira 18.3.2014

COMISSÃO ELEITORAL DO CHEFE DO EXECUTIVO ESCOLHIDA EM JUNHO

Dobro de candidatos necessários D IA 29 de Junho vai ser o dia das eleições para os membros da Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo. A data foi anunciada ontem em Boletim Oficial. No total, são 400 as pessoas que têm a hipótese de poder escolher o novo Chefe do Executivo do Governo, mais cem do que em 2009. Os membros da Comissão terão de ser de diferentes sectores e há lugares para 120 empresários, 115 pessoas ligadas à cultura, educação, desporto e sector profissional, 115 ligados aos serviços sociais e sector religioso e 50 da área da política. De acordo com a imprensa chinesa, e segundo dados dos Serviços para os Assuntos da Função Pública, actualmente, há cerca de 825 pessoas qualificadas para ocuparem lugares na Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo, mais do dobro dos necessários. Chui Sai On será o candidato mais propício a ocupar o cargo, uma vez que já se levanta a hipótese de o actual Chefe do Executivo ser nomeado novamente para liderar o Governo. Chui Sai On também já se mostrou disponível para continuar. A data para a eleição do Chefe do Governo deverá ser marcada para Agosto, uma vez que, segundo os regulamentos, a escolha do líder do Executivos só pode ser feita 60 dias depois das eleições dos membros da Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo. – C.L e J.F.

Si Ka Lon quer proteger funcionários do jogo

O deputado Si Ka Lon entregou mais uma interpelação escrita ao Governo onde pede a protecção à saúde financeira e mental dos croupiers, afirmando que muitos funcionários optam por utilizar camisolas de manga curta para evitar a tentação de roubar fichas de jogo. A existência de fumo nas salas de jogo é outro dos problemas frisados pelo deputado. “O trabalho afecta seriamente a saúde mental dos funcionários, os casinos disponibilizam aconselhamento psicológico, mas os funcionários, como têm medo que isso influencie o seu trabalho, pouco utilizam o serviço. Será que o Governo tem medidas para os ajudar?” Si Ka Lon escreve ainda que, entre 2012 e 2013 os lucros das operadoras de jogo aumentaram, mas os aumentos salariais ficaram aquém desse aumento. O deputado quer saber se na revisão das licenças das operadoras, a acontecer em 2015, se será negociado com as operadoras uma melhoria dos salários e a obtenção de mais benefícios para os empregados.

APCL assina três protocolos de cooperação

A Associação para a Promoção do Intercâmbio Económico, Comercial e Cultural entre a China e os Países Lusófonos (APCL) realizou, no passado dia 13 de Março, um jantar de convívio. Durante o repasto, houve trocas de informações relacionadas com os países lusófonos, com a intenção de ajudar os empresários a fazerem negócios com maior facilidade e com a ajuda da APCL. Foram, igualmente, assinados três protocolos entre a APCL e a Sociedade de Operações Engenheiros, a Associação para a Promoção da Economia, Comércio, Cultura e Turismo entre Myanmar e Macau, e a Associação para a Economia de Energia de Macau, respectivamente. Para a associação “é necessário aumentar a participação das associações locais nas plataformas lusófonas”. “Aconteceu frequentemente termos sido procurados para tratar de negócios ou projectos específicos, sendo necessária uma maior colaboração entre as associações de Macau”, pode ler-se em nota enviada à nossa redacção.

PIB volta a crescer a dois dígitos em 2013 com subida de 11,9%

Lusofonia APCL assinou três protocolos de cooperação

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Produto Interno Bruto (PIB) de Macau cresceu em 2013, em termos reais, 11,9% para um total de 413,5 mil milhões de patacas, foi ontem anunciado. De acordo com os dados económicos divulgados pelos Serviços de Estatística e Censos do Governo de Macau, o Produto Interno Bruto ‘per capita’ fixou-se 697.502 patacas, mais 7,4% do que em 2012. O crescimento do PIB em 2013 fez a economia de Macau regressar às subidas de dois dígitos depois de em 2012 ter subido 9,1% em termos reais. O crescimento do Produto Interno Bruto em Macau foi potenciado pelo aumento de 18,6% das receitas brutas do jogo, pela subida de 4,4% do número de visitantes - para cerca de 30 milhões de pessoas - e também pela despesa por estes efectuada e que subiu 13,7 por cento. Outros ‘motores’ do crescimento do

PIB foram o aumento de 11,8% do número de hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros, o aumento do investimento privado em 27,3% e as vendas do comércio a retalho que se ampliaram 23 por cento. Só no quarto trimestre, o PIB subiu 14,3% em termos reais contra o mesmo período de 2012, ao passo que os crescimentos dos primeiro, segundo e terceiro trimestres foram revistos para 11,9%, 9,8% e 11,2%, respectivamente. Já o crescimento de 2011 e 2012 foi também revisto para 21,3% e 9,1%, acrescenta a nota oficial dos Serviços de Estatística. Com os dados completos de 2013, a estrutura do PIB de Macau é composta por 60,9% de exportações líquidas de bens e serviços, 18,7% de despesa de consumo privado, 6,5% de despesa de consumo final do Governo e por 13,8% de investimento.

Associação para a Promoção do Intercâmbio Económico, Comercial e Cultural entre a China e os Países Lusófonos (APCL) assinou três protocolos de cooperação num jantar de primavera recentemente realizado. Segundo um comunicado enviado ao HM, os protocolos foram assinados com a Sociedade de Operações de Engenheiros, a Associação para a Promoção da Economia, Comércio e Cultura e Turismo entre Mynamar e Macau e ainda a Associação para a

Economia de Energia de Macau. Segundo o mesmo comunicado, as ligações surgiram porque sentiu-se a necessidade de “aumentar a participação das associações locais nas plataformas lusófonas”. “Aconteceu frequentemente termos sido procurados para tratar de negócios e projectos específicos. Estamos abertos a uma maior colaboração com outras associações para que se possa criar uma maior ligação com as comunidades dos países lusófonos. A APCL tem esse objectivo.”

O HM ERROU Na notícia de ontem sobre a condenação dos arguidos do La Scala e das ETAR, onde se lê que “Pedro Redinha pediu ao TJB que permitisse que Joseph Lau ficasse em liberdade até haver decisão de recurso”, deverá ler-se “Luc Vriens” e não “Joseph Lau”, sendo Vriens o cliente de Pedro Redinha. Aos leitores e visados pedimos as nossas maiores desculpas.


política 3

hoje macau terça-feira 18.3.2014

O Governo vai prolongar o prazo para a atribuição de subsídios complementares aos trabalhadores com baixos rendimentos. Ao mesmo tempo vai aumentar o apoio

CONSELHO EXECUTIVO SUBSÍDIO COMPLEMENTAR DE RENDIMENTOS AUMENTA, MAS DSF TEM DE VERIFICAR REQUERIMENTOS

Menos pessoas a precisar de ajuda

JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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Governo vai prolongar o prazo para a atribuição de subsídios complementares aos trabalhadores com baixos rendimentos e vai também aumentar o apoio. No entanto, vão ser colocadas novas condições para os requerimentos. O anúncio foi ontem pelo porta-voz do Conselho Executivo, Leong Veng Teng. O Governo admite que este apoio financeiro – indicado para pessoas que recebam baixos salários e que trabalhem por conta de outrem – tem ajudado as classes com mais dificuldades e, por isso, vai fazer com que continue durante, pelo menos, mais um ano, até 31 de Dezembro deste ano. Esta é a sétima prorrogação do prazo para este subsídio,

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Lei de Proibição da Produção, Tráfico e do Consumo Ilícito de Estupefacientes tem mais cinco novos tipos de droga na lista. O Governo decidiu acrescentar estupefacientes que não eram proibidos por lei, mas que já foram detectados em Macau. O anúncio foi ontem feito por Leong Heng Teng, porta-voz do Conselho Executivo, que admitiu aos jornalistas terem sido detectados cerca de dez casos envolvendo dois tipos das novas drogas, desde 2011. As pessoas detidas com estes estupefacientes não foram punidas por os terem consigo, uma vez que a lei não previa ainda a sua ilegalidade. Por isto mesmo, e também porque as regiões vizinhas já as tinham inscritas, o Governo decidiu, finalmente, alterar a lei. “As regiões vizinhas classificaram novos tipos de droga como substâncias perigosas, sujeitas a

implementado em 2008. O Executivo aumenta ainda o montante em 300 patacas, passando os trabalhadores a receber cinco mil patacas. “A aplicação das medidas durante os últimos anos contribuiu para aliviar a pressão na vida das classes com baixos rendimentos e teve [também] apoios positivos na área de apoio ao emprego de indivíduos que tenham mais de 40 anos.” O Governo introduz mais uma nova alteração este ano, exigindo que, a partir de agora, a entidade patronal seja obrigada a facultar todos os comprovativos dos elementos da pessoa que requerer o subsídio à Direcção dos Serviços de Finanças. “[Isto vem] no sentido de confirmar que os elementos declarados correspondem à verdade, por forma a garantir que estas medidas sejam observadas”, frisou Leong Heng Teng. Até agora, só foi detectado um caso em que as informações do requerente não estavam correctas, mas mesmo assim, o Governo quer medidas “mais rigorosas”.

MENOS A PEDIR

Dados apresentados ontem pelo porta-voz do Conselho Executivo mostram que, ao

longo dos anos, o número de pedidos deste subsídio tem vindo a descer. Em 2008, altura em que foi lançado, mais de 2500 pessoas pediram ajuda, sendo que o montante total atribuído foi de mais de 31 milhões de patacas. Os requerimentos foram descendo até 2011, ano em que voltaram a subir. Há três anos, a taxa de inflação anual atingiu um dos valores mais altos, sendo que mais de 2100 pessoas precisaram de ajuda. No ano passado, em nove meses, cerca de 1740 pessoas requereram o subsídio, o que equivaleu a um gasto de mais de 23 milhões de patacas pelo Governo. De acordo com Leong Heng Teng, a tendência de pedir apoios tem descido “devido ao sistema económico de Macau”. Cerca de 80% dos pedidos provêm de pessoas da área têxtil e da área da segurança de condomínios. A formação contínua também ajuda a que menos precisem deste montante. “Com o desenvolvimento económico da sociedade de Macau e a formação continua, a situação vai melhorando.”

FUNÇÃO PÚBLICA COM SALÁRIOS ACTUALIZADOS EM MAIO Vão subir 5,71% os salários e as pensões de aposentação e sobrevivência dos funcionários públicos. Isso mesmo foi ontem confirmado pelo porta-voz do Conselho Executivo, que referiu ainda que a actualização deverá ser aplicada a 1 de Maio. “A lei entra em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da sua publicação e depois de ser aprovada pela Assembleia Legislativa. Prevemos que seja aplicada em Maio”, referiu Leong Heng Teng. De

acordo com o porta-voz, não haverá retroactivos e o aumento será de 400 patacas. As subidas vão fazer com que o Governo gaste cerca de 550 milhões de patacas, mas Leong Heng Teng assegura que isto não traz problemas ao Executivo. “A actualização adequada dos vencimentos dos trabalhadores de serviços públicos não terá impacto na estabilidade financeira da RAEM.” Mas a subida não surpreende Albano Martins. À agência Lusa, o economista refere

ESTUPEFACIENTES NOVAS SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS ENTRAM PARA A LISTA. GOVERNO SEM DATA PARA SANÇÕES MAIS PESADAS

Detidos safaram-se controlo jurídico. Torna-se, assim, necessário que a RAEM intervenha de forma rápida no que respeita a substâncias que ainda não estão sujeitas a controlo, de forma a

poder combater eficazmente o seu fabrico, tráfico e consumo.” Leong Heng Teng explica que o território tem de estar em sintonia não só com as regiões vizinhas, mas também com as convenções internacionais, para que se evite “que Macau seja transformado num centro de droga”. A partir de agora, derivados de Piperazinas, Canabinóides sintéticos, derivados de Catinona, Salvia Divinorum e Salvinorin A estão proibidos e quem for apanhado com estas substâncias já não escapa, como anteriormente. “Por isso é que

que “os funcionários públicos de Macau perderam desde a transferência de poderes de Portugal para a China 8,69% do seu vencimento fruto de uma inflação acumulada de 43,82% e aumentos de apenas 35,13%”. O economista sustenta que neste cenário, os funcionários públicos “já perderam 8,69% do seu vencimento” já que a inflação acumulada, incluindo a deflação de 7,8% entre 2000 e 2003, foi de 43,82% quando os aumentos não foram além de 35,13%.

NOVAS DROGAS PROIBIDAS NA RAEM • Derivados de Piperazinas

(substâncias sintéticas)

• Canabinóides sintéticos • Derivados de Catinona

(anfetaminas)

• Salvia Divinorum

(alucinogéneo)

• Salvinorin A

(alucinogéneo)

precisávamos de resolver esta questão.” As novas drogas na lista de Macau já estão sujeitas ao controlo jurídico da China e de Hong Kong. Já há muito tempo que se falava sobre o aditar de novas substâncias, algo que não tinha ainda acontecido. Da mesma forma, há muito que se fala na alteração às sanções actualmente aplicadas, mas ontem ainda não havia novidades sobre

para quando haverá alterações. “Temos de dar prioridade às leis urgentes, daí a alteração desta lei. As sanções e punições estão ainda em estudo. Não tenho informação do calendário sobre lei da droga, mas o Governo está muito atento. Foi feita a apresentação [de informações] pelos departamentos competentes e agora estamos a estudar. Espero que seja em breve, o mais rápido possível.” – J.F.


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hoje macau terça-feira 18.3.2014

NOTIFICAÇÃO EDITAL

N.º 18/2014

NOTIFICAÇÃO EDITAL

N.º 19/2014

(Solicitação de Comparência do Empregador)

(Solicitação de Comparência do Empregador)

Nos termos das alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugadas com o artigo 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se a sociedade “GOLDEN CANTON SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA”, sita na Avenida da Amizade, Edifício Casino Sands, Golden Canton Vip Club, 3.º andar, em Macau, para no prazo de 10 (dez) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação dos presentes éditos, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, a fim de prestar declarações no processo n.º 5149/2013, proveniente da queixa apresentada nestes Serviços em 28/06/2013, pela trabalhadora ZHAN, MIAOLING, relativamente às matérias de salário em dívida, outras prestações periódicas e recibo dos salários.

Nos termos das alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugadas com o artigo 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se o Sr. Lam Iok Seng, ex-trabalhador do empregador Sr. U, para no prazo de 10 (dez) dias, a contar do primeiro dia útil seguinte à da publicação dos presentes éditos, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, a fim de prestar declarações no processo n.º 9304/2013, proveniente da queixa apresentada nestes Serviços em 14/11/2013 e relativamente à matéria do salário.

Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 6 de Março de 2014.

Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 7 de Março de 2014.

A Chefe do Departamento Substituta

A Chefe do Departamento Subst.ª,

Lei Sio Fong

Lei Sio Fong


SOCIEDADE

hoje macau terça-feira 18.3.2014

TÁXIS ANTÓNIO FÉLIX PONTES DEFENDE QUE É POUCO PROVÁVEL QUE OS NOVOS TÁXIS VENHAM A SER ACEITES PELAS SEGURADORAS

Mais vão depender do co-seguro da AMCM TIAGO ALCÂNTARA

Em 2013, os táxis abrangidos pelo sistema de co-seguro da Autoridade Monetária e Cambial já representavam 27%, e o número tem tendência a subir, uma vez que é pouco provável que os 200 novos táxis venham a ser aceites pelas seguradoras

O sistema de co-seguro, que funciona por acordo com várias seguradoras, com gestão da AMCM, deverá entrar em défice, devido ao aumento de apólices. “Prevemos que vai aumentar o número de táxis, e daqui a dois ou três anos vamos ter uma situação deficitária, a não ser que aumentemos os prémios. Se no principio havia alguns resultados positivos, o que não tem acontecido.”

“PRESSÃO DOS TAXISTAS”

ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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elevado nível de sinistralidade vai fazer com que os táxis estejam cada vez mais abrangidos pelo sistema de co-seguro da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM), uma vez que poucas seguradoras privadas aceitam estes automóveis. A previsão foi feita por António Félix Pontes, responsável pela área da seguros da AMCM, à margem do cocktail de primavera promovido por esta entidade. “O passado não permite antever uma tendência de

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melhoria. Desde há dois ou três anos que as seguradoras iniciaram um movimento de recusa de táxis, o que é compreensível, tendo em conta o número de acidentes e de indemnizações. A tendência é para o aumento dos táxis. Prevemos que este ano ou no próximo mais táxis venham a ter de aderir ao mecanismo de co-seguro.”

SISTEMA FINANCEIRO VAI TER NOVO REGIME JURÍDICO Anselmo Teng disse ontem aos jornalistas que no terceiro trimestre deste ano estará concluída a análise das alterações técnicas a fazer no novo regime jurídico do sistema financeiro, que ainda não tem um calendário para ficar concluído. “Estamos a fazer esse processo, tendo em conta as experiências anteriores e as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas é uma tarefa que

ainda está no inicio, que tem de ser feita passo a passo e de forma cuidada. Quando um novo projecto estiver pronto terá de estar de acordo com os padrões internacionais mas também beneficiar o sistema bancário local.” Segundo o presidente da AMCM, o novo projecto de lei irá abranger novas regras em relação a licenciamentos, investimentos no mercado e origens de fundos financeiros.

Segundo dados fornecidos por António Félix Pontes, os táxis já representavam, em 2013, 27% do universo do sistema de co-seguros, o que se traduz em 254 táxis. Parte dos táxis inseridos no co-seguro funcionam com as 200 novas licenças atribuídas pelo Executivo. O número de apólices aumentou, no final do ano passado, 28,5%, tendo passado de um total de 735 veículos para 945, e muito por culpa do “surto” dos táxis. Antes eram apenas 121 abrangidos pelo sistema de co-seguro. António Félix Pontes não tem dúvidas que “o sistema de co-seguro tem de continuar”, uma vez que “dos novos táxis, das 200 licenças que o Governo deu, prevemos que nenhuma seguradora os vá aceitar”. “Os taxistas têm muita pressão e conduzem muitas horas, e é natural que o número de acidentes aumente. Aqui em Macau a maior parte dos acidentes é nas passadeiras e, com toda a franqueza, das situações que conhecemos nem sempre a culpa é dos carros. As pessoas atravessam em qualquer altura.”

HABITAÇÃO PÚBLICA 42 MIL PESSOAS CANDIDATARAM-SE

A corrida às casas do Governo O prazo para a apresentação de candidaturas ao mais recente concurso de atribuição de casas económicas e sociais durou três meses, mas muitos residentes acabaram por entregar a sua candidatura no último dia. Só ontem, 3500 formulários de candidatura foram entregues no Instituto da Habitação (IH) que, no total, recebeu 42 mil candidaturas a 1900 casas de tipologia T1, T2 e T3. Os residentes não quiseram perder a última oportunidade de conseguir uma casa do Governo e

durante a madrugada começaram a formar fila junto às instalações do IH, na zona da Ilha Verde. O senhor Fan, ouvido pelo canal chinês da Rádio Macau, foi um deles. “Sei que tive três meses para entregar o formulário, mas tenho-me esquecido sempre. Sou candidato em nome próprio para uma casa T1.” “Já sei que ia ter de esperar muitas horas e não tive tempo para ir trabalhar, o que é muito inconveniente. O Governo deveria fazer as coisas melhor, porque os

candidatos são em maior número face às casas disponíveis”, disse o senhor Ho. O senhor Fan faz parte do universo de 40% dos residentes que se candidataram a titulo individual a uma casa, sendo que os restantes 60% pedidos foram feitos por famílias. As 1900 fracções disponíveis para concurso são de edifícios localizados na península de Macau, Taipa ou em Coloane. Segundo o IH, em Junho as pessoas já podem escolher a casa onde querem morar.

Chan Wa Keong, responsável pelo departamento de habitação pública do IH, disse aos jornalistas que foram feitos esforços para lidar com o elevado número de pessoas candidatas. Os balcões em funcionamento passaram de 11 para 27, sendo que os funcionários trabalharam durante a hora de almoço. “Damos primeiro importância à habitação social e depois à económica. O ano passado abrimos o primeiro concurso para T1, e este é para várias tipologias. Vamos planear

como faremos outros concursos no futuro e vamos analisar os números.” Chan Wa Keong garantiu ainda que já foi feita a adjudicação dos processos de assinatura de escrituras de casas económicas a notários privados, para que mais pessoas possam ter a casa que compraram ao Governo em seu nome. Desde o ano passado que já foram assinadas 700 escrituras até final do ano passado. “Iremos continuar a reforçar este trabalho”, garantiu. - A.S.S com C.L


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hoje macau terça-feira 18.3.2014

LA SCALA JOSEPH LAU DÁ CONTA DE “PRESSÕES PARA VENDER TERRENOS”. EMPRESÁRIOS ASSEGURAM INOCÊNCIA

“Se vendesse, não ia ter problemas” Joseph Lau garante que havia alguém interessado na compra dos terrenos do La Scala e assegura que estava a ser pressionado para vender as terras. Se o tivesse feito, diz, nunca teria tido problemas com a justiça. O milionário não fala em nomes, mas assume-se inocente, à semelhança de Steven Lo

Man Long e que levou o colectivo de juízes a considerar “não haver dúvidas” de que Lau pagou a Ao Man Long pelos lotes em frente ao aeroporto. Seguindo um ditado chinês – de que é bom ter filhos e não os envergonhar – Lau disse na entrevista que, se tivesse feito o que é acusado, “não seria homem para ter crianças suas”.

O FILME

Joseph Lau

JOANA FREITAS*

Joana.freitas@hojemacau.com.mo

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OSEPH Lau e Steven Lo negam ter pago luvas a Ao Man Long, ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas condenado por corrupção. Steven Lo, director da Moon Ocean – subsidiária da Chinese Estates Holdings – disse num encontro com os média que “não fez o que o tribunal disse na sentença”. Num curto vídeo disponível na página do jornal de Hong Kong South China Morning Post, o empresário assegura que os terrenos eram pertencentes a uma empresa privada – uma sociedade que tinha o Governo de Macau como accionista principal – e que Ao Man Long nunca influenciou a decisão para a compra dos terrenos. Lo diz que, por agora, está “concentrado no recurso” da decisão que o condenou. Também à espera do recurso está Joseph Lau, ex-detentor da Chinese Estates Holdings, que acabou por comprar a Moon Ocean, e tido como quem tinha realmente interesse nos terrenos em frente ao aeroporto. Se, num comunicado enviado à Bolsa de Hong Kong no domingo, o empresário admite que saiu de todas as posições que mantinha Chinese Estates Holdings “por causa da sentença”, num vídeo feito há cerca de cinco meses, Lau nega que tenha tido qualquer ajuda do ex-secretário para ficar

Steven Lo

com as terras. O milionário assegura mesmo ter sido alvo de pressões. “Se eu concordasse vender o terreno, não iria ter problemas. Desde sempre, e recentemente, me têm pressionado para vender aqueles terras”, começa por dizer à Next TV, num vídeo publicado no YouTube a 25 de Setembro do ano passado. “Não estamos a falar de um terreno que vale 30 mil milhões, mas sim 50 mil ou 60 mil milhões. Se ele conseguisse [as terras], não precisava de trabalhar durante 10 ou 20 anos.” Joseph Lau não refere quem é a pessoa que teria interesse

na compra dos terrenos, mas diz mais. “Há pessoas que me disseram para declarar culpado e outras que me avisaram que, em qualquer situação, sairia culpado. Se você ouvir isso, vai

fazer o quê? Falam no ‘Tai Lau’ [Grande Lau], no ‘Tai Lau’, mas eu não fiz nada.” A alcunha ‘Tai lau’ foi o único nome relacionado com o empresário que apareceu nas agendas de Ao

Joseph Lau assegura que os terrenos eram pertencentes a uma empresa privada – uma sociedade que tinha o Governo de Macau como accionista principal – e que Ao Man Long nunca influenciou a decisão para a compra dos terrenos

No vídeo da Next TV, Lau ironiza, dizendo que o caso dava um filme semelhante a uma série de televisão chinesa, que conta a história de um homem rico cuja casa era cobiçada por um governante. O dirigente, no filme, terá acusado o homem de um crime, que ele não cometeu, para que este fosse condenado e o governante pudesse ficar com a casa dele. Qualquer semelhança com a realidade, não é, para Lau, uma coincidência. “Neste caso, faria um filme que queria muito que os residentes do continente, especialmente os dirigentes de Pequim, vissem. O actor que pode fazer de dirigente do Governo, por mim, poderia ser o Jacky Chan, porque este actor tem uma alcunha semelhante à do meu ‘amigo’ [pessoa que terá pressionado para vender as terras].” Uma das jornalistas presentes questionou Lau se a alcunha seria ‘Tai Pei’ [Grande Nariz], mas o empresário recusou-se a responder à questão. “Não vou responder a isso. Mas, a história deste filme é que o ‘Grande Lau’ foi acusado, depois da sua terra ser confiscada e que, depois, uma terceira aparece e diz que se o ‘Grande Lau’ vender aquela terra, não será declarado culpado e até se pode cancelar o processo. O ‘Grande Lau’ claro que não está satisfeito, porque descobriu que foi acusado, porque a sua terra foi cobiçada por outro.” Dias depois de ser ouvida a sentença que condenou a cinco anos e três meses de cadeia os empresários de Hong Kong responsáveis pelo empreendimento de luxo La Scala, em Macau, Lau anunciou a renúncia do cargo de director-executivo e presidente da Chinese Estates Holdings, que agora fica a cargo do filho mais velho, Ming Wai Lau. A empresa assegurou à Bolsa de Hong Kong que a renúncia e a condenação não afectam as operações financeiras da empresa, mas ainda assim, alerta os accionistas para terem cuidado ao manusear acções da Chinese Estates Holdings. A venda de acções estava suspensa, mas ontem voltou ao activo. - *com Cecília Lin


sociedade 7

hoje macau terça-feira 18.3.2014

ÁGUA PROPOSTA FAZ PARTE DE RELATÓRIO AINDA SOB ANÁLISE DO GOVERNO

93% poderá ter de pagar mais três patacas Segundo o relatório entregue, “propôs-se que as tarifas tenham um aumento de cerca de 1% no primeiro escalão de consumo de água residencial, 3% no segundo escalão e 6% no terceiro”

A Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água está a analisar um relatório feito por uma “instituição científica” que propõe maiores aumentos nas tarifas de água para consumidores não residenciais. Os consumidores “especiais”, como empresas, podem pagar mais 15% ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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Governo está a analisar a implementação de um ajustamento das tarifas de água, mas garante que os maiores aumentos não vão ser sentidos pelos consumidores residenciais. A ideia é avançada através de um comunicado oficial, emitido com base nos resultados de um estudo já feito por uma “instituição cientifica” que já está a ser analisado pela Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA). “A instituição científica sugeriu que a diferença de tarifas entre os três escalões do consumo de água residencial deve ser maximizada adequadamente, na base de garantir o direito ao consumo de água residencial. Segundo a proposta de ajustamento, dentro de todos os consumidores residenciais de Macau, cerca de 93% sofrerão mensalmente um aumento de

tarifas inferior a três patacas. Por isso, o aumento dará influência ligeira à maioria dos consumidores residenciais”, pode ler-se. Segundo o relatório entregue, “propôs-se que as tarifas tenham um aumento de cerca de 1% no primeiro escalão de consumo de água residencial, 3% no segundo escalão e 6% no terceiro”. Em relação aos consumidores não residenciais, foi sugerido um aumento dos preços da água em 6% por cada metro cúbico, sendo que 60% deste tipo de consumidores terão facturas mais caras, mas nunca acima das dez patacas. Menos de 10% dos consumidores irão suportar aumentos superiores a 100 patacas.

SUBSÍDIOS VÃO CONTINUAR

Para além das sugestões de aumentos, o Governo garante que os subsídios ao consumo de água vão continuar nos três escalões, “de acordo com o nível de consumo”. No primeiro escalão vão

ser subsidiadas 35% das tarifas, o que equivale a 2,3 patacas por metro cúbico. Para o consumo não residencial serão subsidiadas 15%

das tarifas, ou seja, 1,1 pataca por cada metro cúbico. Em relação ao consumo de água especial, o estudo considera que

Ensino superior Prazo para subsídios termina a 31 de Março

Turismo Macau promovido na Malásia em conjunto com Zhuhai e Zhongshan

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AIS de 29 mil estudantes já fizeram o registo para adquirirem o subsídio de subsídio para aquisição de material escolar a estudantes do ensino superior, para o ano lectivo 2013/2014. O Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) avisou ontem que os estudantes que ainda queiram ter acesso ao subsídio podem inscrever-se até 31 de Março. Os estudantes que reúnam as condições necessárias, podem efectuar o seu registo para o mesmo, sendo-lhes atribuídas, assim, as três mil patacas do subsídio. O GAES informará os estudantes registados, por e-mail e SMS, do resultado, mas pede que façam o registo o mais breve possível. Até 17 de Março, 29.378 estudantes inscreveram-se. Destes, 16.092 estudam cursos nas instituições do ensino superior de Macau, 11.918

nas instituições do ensino superior no exterior e, finalmente, 1.368 frequentam em Macau, cursos ministrados pelas instituições do ensino superior do exterior, em colaboração com entidades locais. Estão também a ser aceites as inscrições para a 2.ª fase do “Plano de Financiamento Anual das Actividades Estudantis das Instituições do Ensino Superior - 2014”, para as associações de estudantes, das organizações não-governamentais e sem fins lucrativos, bem como dos estudantes do ensino superior, que preencham os requisitos. O Plano de Financiamento serve para apoiar diversas actividades, a realizar pelos estudantes, para que estes ganhem experiência, cultivem as suas capacidades de organização e liderança, bem como promovam o seu desenvolvimento integral.

Direcção dos Serviços de Turismo (DST) esteve a promover Macau na Malásia. Uma nota do Governo dá conta que o organismo participou na “Feira de Turismo da Associação e Agências de Viagem da Malásia (MATTA Fair)”, na Malásia, tendo nela organizado a “Promoção dos Produtos Turísticos dos Roteiros Multi-destinos de Zhongshan, Zhuhai e Macau e Almoço”. A promoção foi em conjunto com a Administração do Turismo de Zhongshan e a Administração para a Cultura, Desporto e Turismo de Zhuhai, de forma a fazer publicidade aos roteiros “multi-destinos” das três cidades para os cidadãos e operadores turísticos da Malásia. A “MATTA Fair”, que teve lugar de 14 a 16 de Março, em Kuala Lumpur, é uma das feiras de

turismo mais importante da Malásia. A DST participou na feira com um stand, “apresentando a vasta oferta de Macau como Centro Mundial de Turismo e Lazer, para atrair os visitantes a deslocarem-se à RAEM e sentirem a interligação das culturas chinesa e ocidental, bem como os hábitos e costumes da cidade”, pode ler-se no comunicado. “Várias agências de viagem da Malásia apresentaram produtos turísticos sobre os roteiros multi-destinos de Zhongshan, Zhuhai e Macau, na feira, que suscitaram o interesse dos cidadãos e operadores turísticos da Malásia.” As autoridades do turismo de Zhongshan, Zhuhai e Macau têm vindo a cooperar na promoção dos produtos turísticos regionais, tendo feito promoções conjuntas em vários países e regiões.

as empresas conseguem suportar os custos, o que levou a uma proposta de aumento das tarifas em 15%, sendo que aqui o subsídio do Governo será reduzido. Para já, a DSAMA não avança qualquer calendário para a conclusão da análise do relatório, prometendo manter a máxima de que “quem mais usa mais paga”. “Com base na proposta, e tendo em conta a ponderação dos factores como aumento de preço da água bruta, índice de preços no consumidor, capacidade de aceitação dos sectores sociais e eficácia do mecanismo de água, a DSAMA vai fazer uma análise geral e profunda sobre a influência produzida pelo ajustamento nos consumidores de cada categoria, de forma a decidir o ajustamento final de tarifas de água para cada tipo de consumidores.”

Obras do pavilhão do panda vermelho arrancam em breve

O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) disse ontem que é já este mês que começam as obras do novo pavilhão do panda vermelho. O instituto, segundo o jornal Ou Mun, terá que deitar abaixo as gaiolas dos macacos, onde ficará o pavilhão. Todos os macacos já foram transferidos para novas gaiolas. O IACM diz que tem de criar melhores condições para a casa dos novos habitantes, os pandas vermelhos, que poderão ser fornecidos ou por Pequim ou por Sichuan. Ao todo, “são quatro ou mais pandas”, cujas despesas de importação ficarão a cargo do Governo de Macau.


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CHINA

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ECONOMIA MAIOR AMEAÇA PARA A RECUPERAÇÃO AMERICANA VEM DE PEQUIM

Impacto global

Esqueçam a anexação da Crimeia ou o impasse entre a Rússia e os Estados Unidos. A maior ameaça internacional à economia americana é a desaceleração da China

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EGUNDO economistas ouvidos numa sondagem do The Wall Street Journal, quando questionados sobre quais serão as forças exteriores aos EUA com o maior potencial de provocar a desaceleração do crescimento do país, 27 dos 49 economistas consultados — nem todos responderam a todas as perguntas — citaram o enfraquecimento económico da China. Apenas oito citaram o impasse na Ucrânia e seis, uma nova crise no Médio Oriente. A sondagem foi realizada entre 7 e 11 de Março, enquanto a crise na Crimeia se desenrolava. A maioria vê riscos na economia chinesa porque a desaceleração já está em curso. Como segunda maior economia do mundo, a China tem um impacto desproporcional nos fluxos do comércio, nas moedas dos mercados emergentes e no sistema financeiro

global como um todo. “Há instabilidade financeira real na China e isto representa o maior risco de declínio no cenário global”, diz Julia Coronado, do BNP Paribas. Em relação à continuidade da crise na Ucrânia e à possibilidade de a Rússia anexar a Crimeia, a maioria dos economistas estima que o impacto atingirá principalmente as cotações das acções e as moedas da Rússia e da Ucrânia, com possibilidades de algum efeito negativo nos mercados do sector da energia. O risco para o crescimento da economia global e da economia americana pode vir de uma escalada da tensão entre os EUA e a China, diz Allen Sinai, da Decision Economics. “Assistiríamos a uma nova guerra fria económica e financeira”, diz, sobretudo se a Rússia respondesse a possíveis sanções interrompendo o fluxo de petróleo e gás natural. Os EUA es-

tão a ponderar sanções envolvendo vistos, contas bancárias e actividades empresariais.

VULNERABILIDADE

“A Europa e a China ficariam mais vulneráveis”, disse Sinai em

relação a uma possível resposta da Rússia. Mas a economia dos EUA poderia ser atingida por uma redução na procura das exportações americanas, por maior volatilidade do mercado financeiro e um aumento dos preços da energia. Comparativamente à sondagem de Fevereiro, a deste mês

SEGURANÇA MEDIDAS REFORÇADAS EM LOCAIS PÚBLICOS

apresentou poucas mudanças no consenso em relação à previsão do crescimento económico, da taxa de desemprego, da inflação e da política monetária para 2014 e 2015. Os economistas prevêem um crescimento real anual de 1,9% do produto interno bruto neste trimestre, ligeiramente abaixo dos 2,2% da sondagem anterior. Para o segundo trimestre, a previsão é de 2,9%, enquanto no terceiro é de 3% e no quarto, 3,1%, virtualmente iguais às estimativas do mês passado. O crescimento de 2,7% projectado para todo o ano seria o mais acelerado desde 2010. Para 2015, a estimativa é de crescimento real do PIB de 3%, face aos 2,9% da sondagem de Fevereiro. A inflação anual deve manter-se em 2% ou inferior até pelo menos meados de 2015. No mercado de trabalho, a visão de consenso é de que serão criados uma média de 196.000 empregos por mês este ano, um ritmo semelhante ao previsto na pesquisa anterior. A estimativa para a taxa de desemprego é que esta caia para 6,2% até o fim do ano, face aos 6,7% em Fevereiro. Com as projecções estáveis, os economistas continuam a achar que a surpresa mais provável este ano será a de um crescimento mais rápido em vez de uma recessão. Na média, os participantes da sondagem consideram que as hipóteses reais de o PIB crescer acima de 3% este ano são de 38% e de apenas 12% de hipóteses de haver outra recessão.

“Cidades chave” sob vigilância O Mais de um milhão de reclamações de consumidores

Os consumidores chineses apresentaram 1,02 milhão de queixas a um serviço de linha directa e plataforma online patrocinada pelo governo. Comparado ao ano anterior, houve um aumento de reclamações de 13,85% em 2013, anunciou sexta-feira um relatório do governo. As autoridades da indústria e do comércio do país encontraram práticas ilegais envolvendo operações comerciais, violações dos direitos dos consumidores e publicidade ilegal, disse a Administração Estatal da Indústria e do Comércio no relatório. Mais de 400 mil casos incluíam empresas sem licença e 131,8 mil casos de violação dos direitos dos consumidores, segundo o relatório. Para além disto, registaram-se ainda outras violações como publicidade ilegal e marcas registadas fraudulentas.

Ministério da Segurança Pública chinês anunciou um aumento das medidas de segurança e prevenção em locais como estações de comboio e autocarro, aeroportos, escolas e hospitais, depois de ataques com arma branca que provocaram 39 mortos. Segundo informou a agência oficial Xinhua, o ministério vai realizar patrulhas com pessoal armado naquelas zonas e dar mais atenção a “cidades chave” como Pequim, Xangai ou Kunming, localidade onde 33 pessoas morreram num ataque a 01 de Março. Na lista de cidades que vão passar a ter mais segurança também se incluem as capitais de regiões com maiores tensões étnicas, como Lhasa, capital do Tibete. No início de Março, um grupo de presumíveis terroristas de Xinjiang atacou indiscriminadamente, com facas, passageiros na estação ferroviária de Kunming, causando a morte de 29 deles, a que se juntaram quatro dos atacantes que sucumbiram aos disparos da polícia. Duas semanas depois, seis pessoas morreram num outro ataque com armas brancas na cidade de Changsha, situação que as autoridades disseram tratar-se de um conflito laboral.


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REGIÃO

VISITA DO PRESIDENTE CHINÊS À EUROPA “INJECTARÁ NOVO ÍMPETO” ÀS RELAÇÕES BILATERAIS

Oportunidade histórica A primeira visita do Presidente Xi Jinping à Europa desde que assumiu o cargo, há um ano, irá “injectar um novo ímpeto” nas relações entre a China e o seu maior parceiro comercial, afirmou ontem um alto funcionário chinês. “China e União Europeia estão ambas numa fase crítica de reforma e desenvolvimento, o que cria novas e históricas oportunidades para o crescimento das suas relações”, afirmou Wang Chao,

vice-ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, acerca da viagem que Xi Jinping efectuará a partir do próximo sábado à Holanda, França, Alemanha e Bélgica. Em 2013, o comércio entre a China e a União Europeia somou cerca de 4,3 biliões de patacas, fazendo da UE o maior parceiro comercial da China pelo 10º ano consecutivo, realçou também Wang Chao. Xi Jinping assumiu em Novembro de 2012 a chefia do Partido Comunista Chinês, o mais importante cargo

político do país, e em Março do ano seguinte foi eleito Presidente da Republica pela Assembleia Nacional Popular. Durante a visita de Xi Jinping àqueles países, até dia 1 de Abril, serão assinados acordos de cooperação em diversas áreas, nomeadamente finanças, agricultura, aviação, telecomunicações, ciência e educação, adiantou o mesmo responsável. “Será um grande marco nas relações bilaterais”, disse o vice-ministro chinês acerca da visita. O Presidente chinês participará também na 3.ª Cimeira sobre Segurança Nuclear, que decorrerá nos dias 24 e 25 de Março em Haia, na Holanda, com líderes de mais de 50 países, entre os quais o Presidente norte-americano, Barack Obama, com quem terá um encontro bilateral. A agenda de Xi Jinping inclui ainda uma visita à sede da União Europeia, em Bruxelas, onde vai encontrar-se com José Manuel Barroso (presidente da Comissão) e Herman Van Rompoy (presidente do Conselho Europeu).

DEMOGRAFIA 60% DA POPULAÇÃO NAS CIDADES ATÉ 2020

Operação urbanização O gabinete do Governo, Conselho Estatal da China, aprovou o plano de urbanização que tem como objectivo alcançar a marca de 60% da população a viver nas cidades até 2020, passando de 52,6% no final de 2012. O aguardado documento foi publicado no site do Governo central no domingo. Para alcançar este objectivo, a China irá afrouxar, sobretudo nas pequenas cidades, as restrições no registo de famílias, conhecido como sistema hukou, que actualmente limita o movimento entre as áreas urbanas e rurais.

Algumas cidades de pequeno porte têm já aliviado os controlos deste sistema, que também liga os benefícios ao status residencial da família, para atrair mais trabalhadores

rurais. No entanto, os esforços foram apenas parcialmente bem sucedidos, já que muitos trabalhadores rurais preferem mudar-se para cidades grandes em busca de melhores

oportunidades de emprego e serviços públicos de qualidade superior. Mesmo assim, o plano projecta que apenas 45% da população terá os direitos totais de moradores urbanos, necessários para obterem benefícios estatais como pensões e cobertura médica. Em 2012, a taxa era de 35,3%. O documento afirmou também que o Governo planeia expandir a cobertura do bem-estar social e reduzir os custos de pagamento da segurança social, mas não forneceu nenhum detalhe adicional. As autoridades permitirão ainda que os municípios emitam bónus municipais e aumentem os impostos sobre o sector imobiliário para aumentar as receitas necessárias para arcar com os custos da urbanização.

JAPÃO PEDE À RÚSSIA PARA NÃO ANEXAR A CRIMEIA

Sanções em cima da mesa O Governo japonês pediu ontem à Rússia para não anexar a Crimeia, um dia depois do referendo que aprovou a separação daquela república autónoma da Ucrânia. “O nosso país não aprova o resultado” do referendo na Crimeia, no âmbito do qual mais de 95% dos eleitores da aprovaram a reunificação da península ucraniana com a Rússia, disse o porta-voz do Governo japonês, Yoshihide Suga, durante uma conferência de imprensa. O mesmo responsável salientou que o Japão “vai pedir vigorosamente à Rússia para respeitar o, a integridade do seu território não anexando a Crimeia”, acrescentou ao salientar também que Tóquio vai cooperar com os outros países do G7 no que respeita à Crimeia. O jornal económico Nikkei indicou que as autoridades japonesas estudam a possibilidade de aplicar

sanções económicas contra a Rússia. O primeiro-ministro separatista da Crimeia, Serguei Axionov, comentou no domingo o resultado do referendo sobre a reunificação da república autónoma ucraniana com a Rússia salientando perante uma multidão em Simferopol que iriam “regressar a casa”. “A Crimeia vai para a Rússia”, acrescentou, antes de entoar o hino russo com milhares de pessoas concentradas na praça Lenine, na capital da península do sul da Ucrânia, e com um coro de ‘cantores’ vestidos de marinheiros da frota russa do Mar Negro. A vaga de entusiasmo iniciou-se quando foram anunciados resultados preliminares do referendo, segundo os quais 95,5% dos eleitores se pronunciaram a favor da reunificação da Crimeia à Federação Russa, quando estavam contados 50% dos votos.


EVENTOS

SCOTT ASHETON, BATERISTA DOS STOOGES

“Irmão” de Iggy Pop morreu aos 64 anos

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músico norte-americano Scott Asheton, baterista fundador dos The Stooges, morreu no sábado aos 64 anos, revelou a imprensa especializada, citando o vocalista da banda, Iggy Pop. O músico utilizou as redes sociais para revelar que Scott Asheton, baterista fundador dos Stooges, tinha morrido - sem adiantar a causa da morte -, lamentando o desaparecimento “de um grande artista”, que era como um irmão, e um baterista incomparável. Scott Asheton passou a tocar menos bateria depois de ter sofrido um problema de saúde em 2011, ano em que os Stooges andavam em digressão pela Europa - que passou por Portugal no verão desse ano. Iggy Pop & The Stooges actuaram em Portugal em 2011 (Optimus Alive), 2006 (Vilar de Mouros) e 2005 (Super Bock Super Rock).

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GONÇALO LOBO PINHEIRO

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A história dos Stooges é feita de várias interrupções, desde que surgiram, em 1967, numa noite de “Halloween”, como uma das bandas que abalou as estruturas do rock n’roll. A banda proto-punk foi fundada por Iggy Pop, Ron Asheton, Scott Asheton e Dave Alexander, mas separou-se em 1973 ao fim de três álbuns - “The Stooges” (1969), “Fun House” (1970) e “Raw Power” (1973) - que venderam pouco, mas tiveram repercussão nas décadas seguintes. Três décadas depois da separação, os Stoges reuniram-se em 2003 para tocar no Festival Coachella, nos Estados Unidos, mantendo-se nos anos seguintes em digressão. Em 2013 editaram o álbum “Ready to die”, no qual Scott Asheton participou. Ron Asheton, o guitarrista fundador dos Stooges e irmão de Scott Asheton, morreu em 2009.

“FUTURA CLÁSSICA” ABRE PORTAS COM REQUINTE E SOFISTICAÇÃO ESTA Q

Um luxo de sabone JOSÉ C. MENDES info@hojemacau.com.mo

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novo projecto dos proprietários da Mercearia Portuguesa, a actriz Margarida Vila-Nova e o realizador Ivo Ferreira, abre ao público esta quarta-feira pelas 16h, na Calçada da Rocha, entre o Leal Senado e as Ruínas de São Paulo.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA AS MULHERES DA FONTE NOVA • Alice Brito

Cidade de Setúbal, décadas de 30, 40, 50 e 60 do século XX. Num Portugal provinciano, amordaçado e eternamente adiado, Arminda e Maria João nascem no mesmo bairro, no meio da mesma miséria, numa cidade que adormece e acorda ao som das sirenes da indústria conserveira e onde se cruzam múltiplos interesses nacionais e internacionais. Alice Brito consegue, em “As Mulheres da Fonte Nova”, a proeza de nos dar, num fundo histórico sólido e rigoroso, uma narrativa forte, de mulheres de armas, realista e sem concessões, onde um humor desconcertante e um estilo actual despem o drama destas vidas de qualquer sentimentalismo, deixando-nos só a paixão de uma grande história, que se lê de um fôlego. É urgente, no Portugal da segunda década do século xxi, conhecer estas mulheres.

Trata-se da “Futura Clássica”, uma loja dedicada ao universo dos produtos de luxo de banho e de beleza, que resulta de uma parceria com a centenária marca portuguesa Claus Porto. Para esta nova aventura os proprietários da “Mercearia Portuguesa” contam com a colaboração de Carlos Machado e do advogado Rui Simões que decidiram também abraçar este projecto. Os nervos não

serão os mesmos de uma estreia teatral, mas andam lá perto. “Esta não é uma estreia de teatro, mas assemelha-se”, confessou Margarida Vila-Nova ao HM, acrescentando que as expectativas para a nova loja são altas. “As expectativas são naturalmente elevadas. A marca que neste momento distribuímos, não só em Macau, mas também em Hong Kong, Singapura e Taiwan,

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O CORAÇÃO DO IMPÉRIO • Alexandra Vidal

Numa manhã fria no início do século XVI, chega a Portugal um carregamento de escravos vindos do Congo. Os melhores negros são encaminhados para a corte de D. João III, para servir a rainha D. Catarina de Áustria. Entre eles segue Imani, baptizada como Maria da Esperança pelos frades portugueses. Pela sua inteligência e natural elegância, destaca-se entre os escravos – é ensinada a ler e a aprender a religião católica. O seu mestre é o gramático Rodrigo Montalvão, um nobre de alta condição, que por ela se apaixona. Nasce, entre ambos, um amor intenso e proibido, que é posto à prova no dia 26 de Janeiro, quando se dá o grande terramoto de 1531 que causou a morte de mais de 30 mil pessoas e a fuga de milhares de lisboetas.


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As expectativas são naturalmente elevadas. A marca que neste momento distribuímos, não só em Macau, mas também em Hong Kong, Singapura e Taiwan, é a nossa “coqueluche MARGARIDA VILA-NOVA

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S Led Zeppelin estão de regresso ao futuro. A banda vai reeditar os três primeiros álbuns, com remasterização do guitarrista Jimmy Page, e anuncia temas inéditos, “material novo” que ficou anos à espera da oportunidade. Fundados em 1968 e dissolvidos em 1980, os Led Zeppelin anunciam que estão de volta. Em comunicado, a banda revelou que vai reeditar três álbuns e incluir material inédito. É um “material novo” que foi gravado ainda no século passado, nunca tendo sido editado. Com a reedição dos três primeiros álbuns, que será lançada a 2 de Junho, os Led Zeppelin mergulham num “portal

MÚSICA LED ZEPPELIN VOLTAM COM TRÊS ÁLBUNS REEDITADOS E TEMAS INÉDITOS

Regresso ao futuro

do tempo”, como refere o comunicado. “O material dos discos extra apresenta um portal

para o tempo de gravação de cada disco dos Led Zeppelin. É uma selecção de ‘work in progress’

com misturas diferentes, faixas de suporte, versões alternativas e material novo gravado na altura”, refere a nota informativa. O responsável pela remasterização das reedições é o guitarrista Jimmy Page. Os três álbuns serão (re)lançados em vinil, CD e suporte digital. Para os fãs com uma carteira maior, os Led Zeppelin vão apresentar uma edição “super deluxe”, composta por todos os formatos e incluindo ainda um livro por cada álbum, entre outros produtos.

CINEMA ADAPTAÇÃO DE OBRA DE SARAMAGO EM ANTESTREIA

QUARTA-FEIRA

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é a nossa “coqueluche”. Desde o início que era uma grande aposta da “Mercearia Portuguesa”. A “Futura Clássica” é o culminar de dois anos de trabalho, de investimento e de bons resultados, sobretudo junto do consumidor final que reconhece a qualidade e a sofisticação desta marca centenária portuguesa”, disse. Embora já tivesse sido representada em diversos prestigiados pontos de venda, esta é a primeira loja Claus Porto, para além da fábrica. Fundada no Porto em 1887, a Claus Porto é uma marca centenária portuguesa que carrega um passado histórico, marcado pela autenticidade e pela exclusividade. De inspiração tradicional e com produção segundo métodos artesanais, a Claus Porto movimenta-se num universo de luxo, no qual se inscreve uma constelação de sofisticados aromas e de produtos de invulgar qualidade e requinte, que brilham sob os desígnios do design de inspiração ‘vintage’, pode ler-se na nota de imprensa da organização. Os produtos Claus Porto são de origem 100% vegetal, fabricados

à mão, sendo considerados dos melhores produtos de saboaria do mundo. Entre os clientes de prestígio da marca estão personalidades como Oprah Winfrey, Nicolas Cage e Madonna, informa ainda a nota. A loja, localizada na Calçada da Rocha e cuja fachada é caracterizada pelos detalhes arquitectónicos que marcaram as décadas 20, 30 e 40 do século passado, pretende atrair uma vasta gama de clientes. “Pela nossa experiência os turistas que visitam Macau, sobretudo os da China Continental, Hong Kong, Singapura, Japão e Taiwan são os nossos clientes diários. Agora queremos também chegar mais perto dos spa’s, dos casinos, dos hotéis, e de todos aqueles que visitam e que vivem em Macau. Esperamos que esta loja possa ser uma montra, um espelho de uma marca centenária portuguesa. Acredito que quem visita Macau e queira levar uma recordação da sua passagem possa levar uma lembrança portuguesa de qualidade”, disse a actriz. Os produtos únicos à disposição do público que vão desde sabonetes de banho a velas aromáticas, cremes de corpo e sabonetes líquidos, não se destinam apenas a bolsas “únicas”. “ A colecção é bastante variada e acho que é possível encontrar um sabonete à medida de cada cliente. Temos preços que vão desde as 50 às duas mil patacas”, diz Margarida Vila-Nova.

Tela cheia de erotismo R

EALIZADA pelo canadiano Denis Villeneuve o filme ‘Enemy’, uma adaptação de ‘O homem duplicado’, de José Saramago, terá hoje a sua antestreia na Casa do Leitor, em Madrid. É uma co-produção hispano canadiana e tem como argumentista o espanhol Javier Gullón. Os produtores descrevem o filme como um “thriller” erótico que explora a mente de um homem em crise. O filme foi este ano o principal vencedor dos prémios canadianos do grande

ecrã, conquistando cinco das dez categorias em que estava nomeado, incluindo melhor realização, melhor montagem, melhor cinematografia, melhor música e melhor actriz secundária, Sarah Gadon. Adam é um professor que leva uma vida monótona até que descobre a existência de Anthony, um actor de pouco relevância que é fisicamente igual a ele. No filme destacam-se, como papéis femininos, as presenças de Sarah Gadon, Mélanie Laurent e Isabella Ros-

sellini, e o actor norte-americano Jake Gyllenhaal como protagonista. No livro de José Saramago, publicado em 2002, Tertuliano Máximo Afonso, professor de História, descobre que tem um sósia chamado Daniel Santa-Clara, um actor de filmes de segunda categoria, facto que desencadeia o questionamento da sua identidade. Em Portugal, o filme terá antestreia a 17 de Junho, um dia antes da estreia pública em sala, a 18 de Junho, quarto aniversário da morte de José Saramago.

Grupos locais encerram Carnaval de Viareggio

A Federação das Associações dos Operários de Macau (Ópera Cantonense) e a Associação de Dança de Música Pop de Macau, foram os grupos seleccionados de entre os participantes no “Desfile por Macau, Cidade Latina”, que se deslocaram a Itália, numa delegação liderada pelo Instituto Cultural (IC) e pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST) entre os dias 5 e 9 de Março, para participarem no Carnaval de Viareggio. Os grupos participaram em várias actividades, como actuações pontuais pela cidade, no grande desfile de Carnaval na zona ribeirinha, e no desfile de máscaras, promovendo a cultura única de Macau, informa o comunicado de imprensa da organização. O Carnaval de Viareggio, que celebrou este ano, a sua 141.ª edição convidou os grupos de Macau para participarem na cerimónia de encerramento, realizada no dia 9 de Março, a fim de apresentarem ao público a cultura da RAEM, num dos destaques do evento.

Música clássica Orquestra da Gulbenkian e Sinfónica de São Paulo fazem parceria para projecto

A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou o carácter inédito desta parceria entre as duas instituições de Portugal e do Brasil para apresentar, a partir de 2015, a estreia de obras encomendadas a compositores brasileiros e portugueses. Cada obra encomendada a um compositor brasileiro será apresentada em São Paulo, pela Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo e, posteriormente pela Orquestra Gulbenkian, em Lisboa, e, inversamente, pela Orquestra Gulbenkian, e tocada pela OSESP, em São Paulo. A estreia do projecto será feita com uma obra do brasileiro Aylton Escobar, que vai compor uma peça para coro e orquestra. A sua estreia decorrerá na Sala São Paulo, nos dias 30 de Abril, 1 e 2 de Maio de 2015, com a OSESP dirigida por Osmo Vänskä. A mesma peça será ouvida nos dias 29 e 30 de Outubro de 2015, pelo Coro e Orquestra Gulbenkian, dirigidos por Alondra de la Parra.


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a revolta do emir

ARTES, LETRAS E IDEIAS

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MISTURAS II

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ESTA página mantem-se a preocupação que motivou a de Misturas I: elucidar o leitor sobre o costume que contemporaneamente se criou em torno da confecção e consumo do cocktail clássico. Se na primeira instalação se optou pela apresentação de 6 cocktails constantes do livro de Victoria Moore, How to Drink, ao qual o autor destas linhas tem dedicado uma admiração repetida à náusea, nesta apreciam-se os 6 cocktails que David A. Embury elege como básicos na sua obrinha seminal The Fine Art of Mixing Drinks (1a publicação em 1948). São eles: o Martini Seco, o Manhattan, o Sidecar, o Old Fashioned, o Daiquiri e o Jack Rose (1). Acrescento a estas misturas outras 3 que percorrem insistentemente o meu hábito pessoal: uma bebida sanguínea e vegetal cuja excentricidade e diversidade de ingredientes a tornam imparagonável, o Bloody Mary; uma de indecente simplicidade mas equilíbrios nem sempre atingidos, a Margarita; e uma de uma voluptuosidade levantina, o Brandy Alexander. Se estas preocupações me comovem é porque o hábito do cocktail voltou a perseguir-nos. Como muitos outros hábitos de bebida, este exemplifica uma brisa epocal. Conhecidos, muitos deles, desde os princípios do século XIX, permaneceram muito populares durante o início do século seguinte, até à Segunda Grande Guerra. O interesse reaparece pelos anos 70 para desaparecer pouco depois. Hoje em dia, em tempos de novos luxos burgueses, estabeleceram-se de novo. A esta hist���������������������� ória junta-se uma consideração que muitas pessoas não se mostram inclinadas a subscrever: a de que o número de bebentes que tem acesso a produtos de qualidade, até há poucas décadas considerados produtos de luxo, é cada vez maior. A este esforço optimista e solar, e a esta determinação democrática, junta-se uma outra consideração indismentível. A de que a qualidade e diversidade dos produtos alcoólicos (e alimentares em geral) é hoje cada vez melhor. Que prevaleça uma tendência pessimista e nostálgica em relação a certos hábitos de consumo não tem, muito pelo contrário, impedido que se beba cada vez mais e cada vez melhor. A qualidade das bebidas brancas de base - gins, vodkas, rums e

Pedro Lystmann

tequilas - aumentou consideravelmente para fazer frente ao crescimento de uma audiência cada vez mais exigente, mesmo que mais banal. Cumpre lembrar que David Embury considera apenas como cocktails bebidas para serem consumidas antes de jantar, uma disposição que exclui bebidas demasiado doces e que possam interferir com o prazer prandial. O Martini, ou o Dry Martini, é o melhor cocktail do mundo. Ninguém sabe porquê. A ele já se dedicou um artigo inteiro neste didáctico arauto. Discorreu-se sobre a sua construção, admirou-se a sua história e advertiu-se contra os seus perigos. Entrar com impaciência num elevador ou abrir a porta de um bar na antecipação de um Dry Martini antes de jantar é um voluptuário cometimento. Que esta mistura tão singela consiga surpreender após tanta insistência é um mistério. Que mantenha o brilho rigoroso que obriga à sua repetição, seria um enigma desconfortável se essa propensão se não desvanecesse

no oferecimento dos lábios, plenos de uma lúbrica antecipação, ao continente glorioso e funcional que o dispensa (o mesmo do Manhattan). O seu consumo confirma uma inevitabilidade ao mesmo tempo que continua a permitir uma surpresa solar. Não é demais recordar que o bebente de Martini se expõe a vários perigos, o menor dos quais não será o de constituir uma ficção de invencibilidade e uma obnubilação ao equívoco de que fala Shakespeare no Macbeth. O Manhattan preenche na perfeição um requisito que incomoda muitos teóricos: mostra uma personalidade em que nenhum dos seus componentes se impõe. Junta os três tipos de ingredientes básicos que um cocktail, segundo Embury, deve conter – a base: whiskey (em Macau não se consegue encontrar uísque de centeio e mesmo no M bar, em Hong Kong não existe); o agente modificador: vermute (doce); um agente que lhe dê um sabor ou cor especial: bitter (Angostura, facílimo de encontrar). Esta é uma mistura básica, educativa, simples, sem ângulos demasiado agudos e sem excentricidades inúteis, mas esta perfeição não é uma perfeição imbecil. Não é no Manhattan que vamos descobrir surpresas mas é dele, surpreendentemente, que recebemos um conforto adulto. Deixe-se o aviso de que se trata de uma mistura forte, que se pode tornar violenta. O Old Fashioned não devia ser grande coisa. Mas, inexplicavelmente, é-o. Tal como acontece com as duas mixórdias anteriores, o Old Fashioned carrega consigo a petulância blasé de quem não precisa explicar-se. Constrói-se, igualmente, com fundações muito simples. Alguns leitores com menos prática podem admirar-se da simplicidade destas preparações. Nenhuma delas inclui o concurso de ingredientes raros (apenas o Apple Jack e o uísque de centeio, este facilmente substituível), ou instrumentalia de aparência sofisticada ou operação delicada. Mas há variantes para esta bebida misturada. A de Kingsley Amis (ver Everyday Drinking) exige muitos ingredientes e, assim constituído, o famoso dipsógrafo considera-o uma bebida superior. O Sidecar, tal como o Manhattan, é uma bebida sour de construção paradigmática. Contém uma base: cognac;

um agente modificador: Cointreau ou Grand Marnier; um agente que lhe dá um sabor ou cor especial: limão. Mas, ao contrário do Manhattan, o Sidecar não mente tão bem. A subtil violência daquele não consegue manifestar-se neste e sobre o Sidecar conseguimos manter sempre um ascendente que não permite a insinuação de perplexidades. Quando apetece um sour esta é uma escolha sensata mas não particularmente corajosa. As bebidas sour aparecem já no livro de 1862, How to Mix Drinks, de Jerry Thomas, devidamente apreciadas e classificadas. É uma classe de mixórdias com uma vasta autorização. O Daiquiri é uma delas. Pratica-se muito com frutas, morangos ou melão, por exemplo, mas a sua versão genuína observa-se em torno da mistura de rum, sumo de lima e xarope de açúcar. Convém recordar que o rum (uma bebida branca que não parece recolher um afecto tão amplo como o gin ou o vodka) serve de base a um conjunto vastíssimo de misturas. Ganhou fama com discursos de Ernst Hemingway mas é perfeitamente possível esquecer a irritante ficcionalização meridional que este autor construiu em torno de si e permitir esta deliciosa combinação no nosso hábito sour. Finalmente, vi-me tentado a mentir mas temi aborrecer-me. Nunca vi um Jack Rose. Este cocktail tem como base uma bebida americana que não deve existir em Macau: applejack, uma bebida forte (um brandy com misturas) feita a partir de maçã, aparentemente semelhante ao Calvados. Acrescentase Grenadine como adocicante e completa-se com sumo de limão, respectivamente 8, 1 e 2 partes. Fácil. Ps.: seria entediante cumprir com rigor uma promessa feita no texto anterior - a de apresentar, em conclusão a esta verborreia, uma lista de cocktails ordenados por uma preferência que seria, inevitavelmente, muito pessoal e, como tal, indiscutível. Ouse-se ordenar os mais indecentes deste modo: 1. Dry Martini (o sol). 2. Manhattan (a lua). 3. Negroni (o amor). 4. Brandy Alexander (a doce perda da virgindade). 5. Bloody Mary (o povo). (1) Estas opções não impedem que, repito, se deva consultar com minúcia a lista dos cocktails conjuntos pela IBA (International Bartenders Association).


artes, letras e ideias 13

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Demian Paredes

IN REBELION.ORG

“O LOBO DE WALL STREET” O (NADA) DISCRETO ENCANTO DA BURGUESIA FINANCEIRA

V

ÁRIOS elementos alimentam o interesse pelo novo filme de Martin Scorsese, “O Lobo de Wall Street”. Como marco geral, a “curiosidade” que se promove na cultura de massas de como vivem (que fazem) os “ricos e famosos”, desde os programas de TV às revistas, mas também pelo facto de o tema que se trata já ter sido abordado em vários livros e filmes: desde o sempre relembrado “Wall Street” (1987), de Oliver Stone, protagonizado por Michael Douglas, passando pelo filme do yuppie assassino (impune), baseado no livro de Bret Easton Ellis, “American Psycho” (1991), até à obra de Don DeLillo, “Cosmópolis” (2003), com o seu filme homónimo, dirigido por David Cronenberg, sobre “Um Dia na Vida” de um rico na sua limusina. Se a isto juntarmos que, desde 2008, estalou uma crise económica que afectou (e afecta) grande parte do mundo (crise das hipotecas, “subprimes” e “activos tóxicos”, com um repúdio bastante grande contra os banqueiros causadores da crise, que produz desemprego e despedimentos, e que o director deste filme, célebre por “Taxi Driver”, “Tudo Bons Rapazes” e “Casino”, entre outros, tem no papel de protagonista – para além dos gostos – o reconhecido e popular Leonardo DiCaprio, poder-se-á “aventurar” que terá muito público e será mais um “êxito” assegurado. (O filme teve, além disso, cinco nomeações para os prémios Óscar.) O guião baseia-se numa história real: as memórias de Jordan Belfort, um ex-director duma empresa de investimentos, que começou a carreira no fim dos anos 80 e se tornou milionário, nos anos 90 , depois de ter sido processado por “práticas ilegais”, multado por delitos em dez milhões de dólares e condenado a prisão por cerca de dois anos e agora se dedica a dar “palestras motivadoras”. Tal como aparecem na obra “A Fogueira das Vaidades” (também levada ao cinema), de Tom Wolfe, os protagonistas desta história são os (auto) denominados “senhores do universo”. Conta Belfort: “Era 1987, e parecia que os yuppies imbecis […] governavam o mundo.” Wall Street estava em plena fase ascendente e cuspia novos milionários,

às dúzias. O dinheiro era barato e um tipo chamado Michael Wilkin tinha inventado algo chamado “títulos lixo’ que mudou a maneira como as corporações dos Estados Unidos faziam negócios. Foi uma época de avareza desenfreada e de excessos loucos: a era do yuppie”1. Mesmo que se possa encontrar alguma “semelhança” em relação à situação atual – ou pensar-se: “nada mudou desde então”–, quando Belfort, por exemplo, para dar um grande salto à sua recente empresa, propõe aos empregados concentrar “1% da riqueza” do país para lhes vender as ações (e não “99%”, que apenas arriscavam/davam umas centenas ou poucos milhares de dólares), o filme só propõe ser “fiel” ao representar a história de então. Da imagem ao ritmo, é um filme que causa impacto pela sua permanente acumulação de cenas (desde logo com uma introdução onde vemos o jovem Belfort entrar no “mundo das finanças”… perto duma crise na bolsa e depois a “descolagem” da sua própria “empresa” e empregados), onde se sucedem vertiginosamente negócios e mais negócios, drogas, festas e sexo. O mesmo disse Scorsese sobre a sua obra: “tenta ser […] um olhar sobre o coração dos Estados Unidos e também para a natureza humana: a ambição, a sede de poder, o desejo de conquistar

tudo o que haja por conquistar. Não sendo exclusivo dos Estados Unidos. O que tentei fazer foi levá-la mais longe, puxá-la mais em termos de estilo, de selvajaria, de loucura”2. Também há cenas pateticamente cómicas que, sendo bastante evidentes, simples, previsíveis, dão um tom ligeiro – e ajudam a (sobre) levar – às três horas de duração do filme. Mesmo que haja poucas cenas dramáticas (ou tragicómicas: como o perigo de morte por asfixia, que sofre o braço direito de Belfort… com presunto, ou o divórcio de Belfort e a luta pelos filhos), apenas se tiverem peso na história.

TODOS PODEMOS (OU PODEMOS DESEJAR) SER JORDAN BELFORT? Geralmente, DiCaprio dissolve-se no seu papel - em personagens “enérgicas” como demonstrou, por exemplo, em “J. Edgar” (2011) - e no eixo em redor do qual giram o resto das personagens que protagonizam Jonah Hill, Matthew McConaughey, Rob Reiner e Joanna Lumley. Scorsese brinda-nos com um filme que (inevitavelmente?) traz reminiscên-

cias doutras obras suas, mesmo que esta seja sobreabundante e repetitiva. Talvez aí, nesse extenso “vício” radique um dos seus principais defeitos, mas também o seu triunfo, quanto a colocar firmemente a sua personagem à procura de gerar empatia com o público (o tom com o que o personagem de DiCaprio (nos) conta a sua história – com a voz off e inclusivamente falando diretamente para a câmara – tentando mostrá-lo como alguém “espontâneo”, quase “tosco”, risível, levado pelos seus “impulsos”, custe o que custar, a “ganhar dinheiro”). Diferente do hermetismo déspota do personagem de “O Capital (2012), de Costa-Gavras (outro director das finanças, consciente dos planos de “redução do pessoal”, que deve aplicar para que subam as ações) aqui procura-se, conforme palavras de Scorsese, “implicar o espectador de forma direta com a moral do personagem”: “não é possível relacionar-se com protagonistas que sejam seres repulsivos e nada mais. Nesse caso, o espectador mantém a distância, não os relaciona consigo mesmo. Vê-os como monstros e isso é tranquilizador já que pode depositar neles tudo negativo, enquanto nós, os que estamos deste lado, somos os bons, os normais. A mim interessa-me pôr o espectador numa situação contrária: a de que esse mundo o fascine o suficiente para querer fazer parte dele. Desse modo, quando essa ordem dá volta ao espetador este se vê obrigado a reformular o que o fez querer estar nesse lugar”3. Então, qual será a “mensagem”? “Todos podemos (ou podemos desejar) ser Jordan Belfort”? Como todos temos ambições, tal como o personagem do FBI, um solitário e decidido (incorruptível) investigador de “delinquentes financeiros”, o final do filme permite vê-lo assim. Não é Belfort “o mau” da fita, mas… o grosso da população: o público que o vai ouvir dar uma palestra “motivadora” para empreender projetos, vender, “triunfar na vida”, “ter êxito”, etc. “O Lobo de Wall Street” de Scorsese reduz-se à “sua história”: endogâmica, de formas desconcertantes, “aceleradas” e repletas de “excessos”. Outras “conexões”, “aberturas” ou conclusões desta história ficam a cargo do público.


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José Goulão

CRIMEIA

D

E repente, a plêiade de dirigentes político-mercantis que gerem a União Europeia e os Estados Unidos da América, até há dias incapazes de apontar no mapa uma coisa chamada “Crimeia”, tornaram-se fervorosos ucranianos da Crimeia, até tártaros da Crimeia, defensores de direitos de pessoas de cuja existência, em boa verdade, jamais se tinham lembrado. De Hollande a Obama, de Cameron a Merkel – os outros batem palmas e acenam com a cabeça – todos acham que o pecado é a realização de um referendo, uma consulta aos cidadãos para saber se querem ficar sob a pata de Bruxelas e Washington ou de Moscovo, já que independência ou autonomia não contam para o caso, o que conta são os portos no Mar Negro, que não gelam nem sob as ordens do temido general Inverno, o que conta são influências e negócios. De um lado, Vladimir Putin e a sua versão do renascido nacionalismo russo, orgulhoso e reacionário como todos os nacionalismos, mas pior quando dá polimento aos galões imperiais e muito poder transnacional às suas oligarquias económicas. Em Paris e Bruxelas, Londres e Washington choram-se sentidas saudades de marionetas como Ieltsin, como se o bem-bom que permitiu negócios soberbos aos de sempre com o leilão a pataco do “ob-

soleto” sistema económico soviético “e países satélites”, durasse para sempre. Não durou, agora a música é outra e a Rússia imperial não gosta de se sentir acossada, muito menos quando os que a atiçam se querem instalar no osso das suas fronteiras.

PARA ESTES GENUÍNOS DEMOCRATAS NADA É MAIS INCÓMODO QUE A PRÓPRIA DEMOCRACIA Do outro lado, o dos bons, estão os virtuosos cavaleiros-andantes da democracia, dos direitos humanos, ombro-com-ombro, mão-na-mão com fascistas embebidos numa mistura de poeira da história e sangue vivo destes dias, transformados em heróis libertadores e cujas origens e cédulas de nascimento foram varridas à pressa para as lixeiras, juntamente com os destroços das arruaças na Praça Maidan. Percebe-se que democratas tão genuínos não queiram um referendo na Crimeia. Onde estão os referendos nos seus países sobre a adesão ao Euro,

sobre o tratado orçamental, sobre as próprias adesões à União Europeia? Ou os referendos para lançar as guerras no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, na Síria? Ou as consultas aos povos para ficarem a viver em protectorados, seja na Grécia, na Bósnia Herzegovina, no Chipre, em Portugal? Ouvir as pessoas? É um risco, ou até garantia de uma invasão, de que a maioria do Parlamento Europeu decidiu acusar a Rússia ao promover a votação na Crimeia... Ouvir as pessoas só quando existe a certeza de decidirem como eles querem. Mas que não seja quando se sabe que os inimigos, neste caso os russos, vão obter a resposta que pretendem. Para estes genuínos democratas nada é mais incómodo que a própria democracia. Por essas e outras, decidiu o embaixador de Israel em Kiev assinar um acordo “defensivo” com as milícias neonazis – no governo – para que os seus ímpetos xenóbobos ponham o anti-semitismo entre parêntesis, em troca da colaboração de uns quantos mercenários trazendo de Gaza algum sangue para juntar ao que jorra em Kiev. Sangue dos impuros nunca é excessivo. No olho deste vendaval provocado por gente ensandecida, e que nos governa, estão pessoas, milhões de pessoas, a correr o risco de serem arrastadas para um conflito de consequências que ninguém avalia porque não existe na história padrão que sirva de referência.


DESPORTO

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PARTIDA ENTRE V. ANAND (2770) VS L. ARONIAN (2830) PARTIDA ESPANHOLA (Gambito Marshall recusado) 1 e4 e5 2 Cf3 Cc6 3 Bb5 a6 4 Ba4 Cf6 5 0–0 Be7 6 Te1 b5 7 Bb3 0–0 (lances da abertura Ruy Lopez ou Partida Espanhola) 8 h3. Este lance visa evitar o Gambito Marshall, que se traduz no sacrifício do peão em e5 pelas peças negras, em troca de forte iniciativa. Se o jogador de brancas estiver na predisposição de seguir a linha do Gambito Marshall, normalmente jogam c3 em vez de h3, preparando d4 e a ocupação do centro. Se c3, as negras ripostam com d5, sacrificando o peão em e5 e lançando um rápido ataque no flanco de Rei. A partida continuou com: 8…Bb7 9 d3 d5 10 exd5 Cxd5 11 Cbd2 11 ..Dd7! (um bom lance e talvez fruto de trabalho de laboratório) 12 Cxe5 Cxe5 13 Txe5 Cf6 14 Te1 Tae8! (até aqui as negras estão a jogar bastante bem, com lances lógicos e precisos, mantendo o jogo em aberto e equilibrado) 15 Cf3 Bd6 16 Be3 Te7?! (Depois de uma longa reflexão, Aronian opta por refutar o natural 16 ..Cd5; por exemplo: 17 a4 –porque se 17 Bd2 as negras jogam c5, com clara compensação - 17 ..Cxe3 18 Txe3 Txe3 19 fxe3 c5, e o forte Bispo das negras em d6 compensa, ou até supera, o peão a menos) 17 d4! Tfe8 (já é tarde para 17 ..Cd5 18 Bd2 c5 por causa de 19 Txe7 Dxe7 20 dxc5 Bxc5 21 Bg5 Cf6 22 De1, com vantagem branca) 18 c3 h6? 19 Ce5! (Anand devolve o peão a mais na altura exacta, em troca de uma posição mais forte e coma iniciativa) 19 ..Bxe5 20 dxe5 Txe5 21 Dxd7 Cxd7 22 Ted1 Cf6 23 c4! (Anand assegura-se de que Aronian só jogará Cd5 se previamente debilitar a sua estrutura de peões tomando em c4; assim, o Be3 manda) 23 ..c6 24 Tac1 T5e7 25 a4! bxc4 26 Bxc4 Cd5 27 Bc5 Te4 28 f3 T4e5 29 Rf2 Bc8 30 Bf1! T5e6 31 Td3! Cf4 32 Tb3 Td8 33 Be3 Cd5 34 Bd2! Cf6? Anand vence a batalha estratégica e agora há que exibir a técnica necessária. O jogo ficou aberto, com linhas e diagonais limpas. Numa situação deste tipo, os Bispos varrem o tabuleiro ao passo que os Cavalos negros pouco podem fazer. Pelo contrário, num tabuleiro com as diagonais e linhas fechadas, nomeadamente, com cadeias de peões, são os Cavalos que superam os Bispos, graças

à sua capacidade única de poderem saltar por cima das outras peças. Esta partida é um paradigma desta situação e foi esse o plano a longo prazo que Anand foi traçando ao longo do jogo, aproveitando-se de pequenas inexactidões de Aronian. O próximo passo passa por ir criando perigos de promoção de um peão branco na ala de Dama, ao mesmo tempo que os Bispos vão criando ameaças tácticas. Simultaneamente, vai-se pressionando os Cavalos negros. Vamos ver o que vai acontecer: 35 Ba5 Tde8 36 Tb6 Te5 37 Bc3 Cd5 38 Bxe5 Cxb6 39 Bd4! Cxa4 40 Txc6 Td8 41 Tc4 Bd7 42 b3 Bb5 43 Tb4 Cb2 44 Bxb5 axb5 (ver diagrama) Repare-se que o Cavalo negro em b2 está a ameaçar um cheque duplo em d3 ao Rei e à Torre. É o perigo maior dos Cavalos. Por outro lado, se as brancas jogam Re2, as negras têm o incrível CC4!, porque se as brancas então capturarem o Cavalo com o peão em b3, as negras tomam de torre o Bispo branco em d4. 45 Re3! E Anand descobre o lance vitorioso. Deste modo, o Rei impede o Cavalo de ir a d3 e já não pode ir a c4, porque é tomado pelo peão 3em b3, sendo que está protegido pelo seu Rei em agora em e3. As negras só continuam a partida na expectativa de algum erro das brancas mas este não vai acontecer. 45 ..Te8+ (se 45 ..Cd1+ 46 Re2, ganhando) 46 Rd2 Td8 47 Rc3, e aqui está. O Cavalo das negras em b2, depois de uma perseguição implacável, acaba encurralado, sem casas de fuga, e está condenado. Aronian deixa tombar o seu Rei e abandona. Podem seguir as partidas ao vivo e em tempo real no website da FIDE: www.fide.com, carregando seguidamente na janela “FIDE world candidates tournament” e, uma vez lá, na janela “Broadcast”, que inclui dois comentadores de serviço, que vão acompanhando todas as partidas. Transmitem também as conferências de imprensa dos jogadores, que têm lugar logo após o fim de cada partida. A partir das 17h locais. Outra hipótese é o website www.chessdom.com ou simplesmente via Twitter. Hoje, entre outros jogos, destaque para a partida entre os dois grandes favoritos, o número 2 e o número 3 do mundo, Aronian vs Kramnik, jogando este último de brancas.

XADREZ EX-CAMPEÃO DO MUNDO LIDERA TORNEIO DE CANDIDATOS

Anand, meus senhores JOÃO VALLE-ROXO info@hojemacau.com.mo

N

A sequência do artigo publicado na passada sexta-feira, continuamos a acompanhar o torneio de candidatos, em Khanti-Mansyisk, Rússia, onde se defrontam oito dos maiores xadrezistas da actualidade, a fim de se decidir qual deles terá o direito a desafiar o actual número 1 e campeão do mundo, o norueguês Magnus Carlsen, que colocará o seu título em disputa no próximo mês de Novembro. Decorridas três rondas, o indiano Vishvanathan Anand, anterior campeão do mundo que, por sinal, foi destronado por Carlsen, lidera isolado a classificação com 2,5 pontos em três possíveis, seguido pelos russos Vladimir Kramnik e Peter Svidler, com dois pontos em três. A grande desilusão tem sido o azeri Mamedyarov, que já soma duas derrotas em três jogos. Mas, ainda há muitas rondas por disputar. Por enquanto, a classificação contraria as expectativas gerais,

que atribuíam incondicionalmente o favoritismo a Kramnik e, sobretudo, ao arménio Levon Aronian. Este último, porém, soma neste momento apenas 1,5 pontos em três possíveis, fruto da sua derrota na primeira ronda às mãos, precisamente, de Anand. Será que o indiano conseguirá manter o excelente nível de jogo que tem patenteado até ao fim do torneio? É essa a principal questão do momento e artigos com títulos como “Anand não está morto”, começam a aparecer nos meios de comunicação social. O torneio é longo e trará necessariamente um certo cansaço a todos os participantes, provavelmente a manifestar-se nas últimas jornadas. Normalmente, neste quadro, saem favorecidos os mais jovens e Anand é simplesmente o jogador mais veterano do torneio. Para já, esta surpresa só veio reforçar o grande interesse deste torneio. De qualquer forma, tem-se visto xadrez de alto quilate e uma das boas partidas que pudemos presenciar foi, exactamente, a que se disputou entre o actual líder, Anand, e o favorito número 1 à

vitória no torneio, Levon Aronian. É essa a partida de que apresentamos uma breve análise.

CAMPEONATO DE MACAU COMEÇA SÁBADO

Entretanto, uma palavra para a realidade local. Vai começar no próximo sábado o campeonato de xadrez de Macau, o qual consistirá em nove rondas, a terem lugar aos sábados nas instalações do Instituto do Desporto na Taipa, entre as 15 e as 19h, estando abertas as inscrições a todos quantos queiram participar. Não há necessidade de qualquer pagamento, bastando estarem no local no próximo sábado meia hora antes do início dos jogos e apresentarem um documento de identificação, para a realização da respectiva inscrição. Também podem contactar com José Silveirinha pelo telemóvel 66686898. Há jogadores de todos os géneros, idades e força de jogo, desde amadores e principiantes até alguns mais experientes. Porque não ir até lá, se gosta de xadrez e de um bom convívio? Nós voltamos na próxima sexta-feira. Até lá e bom xadrez!


16 desporto

China Luís Figo lança academia de futebol

O antigo capitão da Selecção portuguesa de futebol Luís Figo lançou uma academia da modalidade na China durante o fim-de-semana, destinada a praticantes dos três aos 14 anos de idade, anunciou, esta segundafeira, a imprensa local. As duas primeiras escolas da Victory Union Figo Football Academy funcionarão em Pequim e em Xangai, mas o projecto será promovido em mais de trinta outras cidades chinesas, indicou o jornal China Daily. Contactado telefonicamente pela agência Lusa, um funcionário da escola de Pequim disse que Luís Figo irá deslocar-se quatro vezes por ano à China para acompanhar a actividade da nova academia. O “plano específico” da formação, no entanto, só será definido em meados de Abril, disse o funcionário. Figo, que em chinês se pronuncia “feigue”, é um dos portugueses mais conhecidos na China, juntamente com Cristiano Ronaldo.

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AUTOMOBILISMO TEMPORADA DAS CORRIDAS LOCAIS ADIADA PARA ABRIL

Uma falsa partida

SÉRGIO FONSECA • CHEONG CHI WAI info@hojemacau.com.mo

A

temporada 2014 do automobilismo de Macau não arrancou este fim-de-semana no Circuito Internacional de Guangdong (GIC), como inicialmente previsto. O primeiro dos dois eventos organizados em conjunto pelo circuito dos arredores da cidade de Zhaoqing e pelas associações automóveis de Macau e Hong Kong, que se realizaria no pretérito fim-de-semana, foi cancelado. O “GIC Touring Car Challenge” não conta para as contas do apuramento

para a 61.ª edição do Grande Prémio de Macau, mas seria de bastante utilidade para os pilotos da RAEM testarem as suas viaturas em ano em que o Campeonato de Carros de Turismo de Macau (MTCS) vai ter novos regulamentos. Segundo o boletim enviado aos concorrentes pela Associação Automóvel de Hong Kong (HKAA, na sigla inglesa), não foi possível realizar a prova, pois “de acordo com o relatório do Circuito Internacional de Guangdong, devido a problemas nos documentos aduaneiros, os carros não chegariam a tempo”. Pelas mesmas razões, problemas

alfandegários, os organizadores do campeonato “Touring Car Series in Asia” (TCSA), também conhecido por Campeonato Asiático de Carros de Turismo, decidiram cancelar a prova de abertura de temporada que estava agendada para o GIC, devido “a problemas de importação e exportação sem fim à vista”. O GIC, tal como o circuito vizinho de Zhuhai, e ao contrário de todos os outros circuitos da República Popular da China, tem um estatuto aduaneiro especial que permite a importação provisória de viaturas e equipamento fabricado fora da China continental. Os organizadores do “GIC Touring Car Challenge” acreditam que os problemas alfandegários sejam resolvidos com celeridade e mantêm viva a data inicial do evento marcado para o fim-de-semana de 5 a 6 de Abril. Por seu lado, o MTCS tem as suas duas decisivas jornadas duplas agendadas no GIC para os fins-de-semana de 13 e 14 de Junho e 11 e 12 de Julho, tendo ambas as provas sido já registadas no calendário internacional da FIA, o que permitirá aos pilotos locais beneficiar do subsídio da Fundação Macau para “corridas no exterior”. Em 2014 o MTCS será constituído por apenas duas categorias - Roadsport e Challenge – em vez de três, como vinha a acontecer nas últimas temporadas, o que reduzirá o número de pilotos do território no Grande Prémio de Macau apurados através dos campeonatos locais.

PUB

HM-2ª vez - 18.03.14

ANÚNCIO

Execução de Setença sub CV1-10-0033-CES 1º Juízo Cível a forma Sumária n.º ______________________________

Exequente: YEUNG MUK LOI, residente em Hong Kong, 馬鞍山利安村 利華樓3009號.--------------------------------------------------------------------Executado: HONG JINDE e LIU HUICHUN, ambos com última residência conhecida em Macau, 宋玉生廣場258號建興龍廣場17樓K座.---*** FAZ-SE SABER que nos autos acima indicados são citados os credores desconhecidos dos executados para, no prazo de QUINZE DIAS, que começam a correr depois de finda a dilação de vinte dias, contados da data da segunda e última publicação do anúncio, reclamar o pagamento dos seus critérios pelo produto dos bens penhorados sobre que tenham garantia real e que são os seguintes: Direito e Bens penhorados 1) 1/164 avos, sobre a fracção autonomia designada por “UR/C”, destinada a estabelecimento, composta por R/C, 1º e 2º andares, do Edf. Lok Yeung Fa Yuen, bl. 1 e 2, Edf. Lei Hong Kuok e Lei Tai Kuok, sito em Macau, na Rua do Comandante João Belo, nº. 361, descrita na Conservatória do Registo Predial de Macau, sob o nº. 21912 a fls. 97v. do Livro B106, inscrita na matriz sob o nº 073091, estabelecimento nº 74; 2) 1/164 avos, sobre a fracção autonomia designada por “AMR/C”, destinada a estabelecimento, composta por R/C, 1º e 2º andares, do Edf. Lok Yeung Fa Yuen, bl. 3 e 4 , Edf. Lei Cheong Kuok e Lei Wo Kuok, sito em Macau, na Rua do Comandante João Belo, nº. 361, descrita na Conservatória do Registo Predial de Macau, sob o nº 21911 a fls. 97. do Livro B106, inscrita na matriz sob o nº 073136, estabelecimento nº 70; 3) Quantia de MOP$2.088.054,00 (Dois milhões, oitenta e oito mil e cinquenta e quatro patacas), depositada no BANK OF CHINA LIMITED. Em RAEM, 10/03/2014,

F1 “Impossível lutar com os motores da Mercedes” O espanhol Fernando Alonso, que beneficiou da desqualificação de Daniel Ricciardo (Red Bull) para terminar o GP da Austrália no quarto lugar, não escondeu a frustração pelo desempenho da Ferrari na primeira etapa do campeonato do Mundo de Fórmula 1. “Não posso estar feliz com o nosso rendimento. Gostava de ter ficado mais perto do pódio mas era impossível. Os motores da Mercedes parecem ser de outra categoria e lutar de igual para igual era impossível. Vou de Melbourne com uma sabor agridoce porque, apesar de um quinto lugar não ser o fim do Mundo, terminar tão longe do primeiro lugar não é nada bom”, referiu Alonso, que ficou a 35 segundos do vencedor, o alemão Nico Rosberg (Mercedes). “Não estou feliz com o rendimento do carro, ficámos muito longe da Mercedes e Rosberg venceu muito facilmente”, prosseguiu em declarações reproduzidas pelo jornal AS, acrescentando ainda: “O objectivo era terminar a corrida. (...) No entanto, temos muito para aprender nesta nova Fórmula 1. A prova foi estranha mas foi apenas o início. Vamos analisar os pontos fortes e fracos e tentar fazer melhor na Malásia.”


FUTILIDADES

hoje macau terça-feira 18.3.2014

TEMPO

MUITO

NUBLADO

Cineteatro

CINEMA

MIN

19

MAX

24

HUM

75-99%

•

EURO

11.1

BAHT

0.2

YUAN

17

1.3

POR MIM FALO Pu Yi

NEED FOR SPEED SALA 1

NEED FOR SPEED [B]

Um filme de: Scott Waugh Com: Aaron Paul, Dominic Cooper, Imogen Poots 14.30, 16.45, 21.30

NEED FOR SPEED [3D] [B]

Um filme de: Scott Waugh Com: Aaron Paul, Dominic Cooper, Imogen Poots 19.15

Com: Sullivan Stapleton, Eva Green, Lena Headey 14.15, 17.50, 21.30

MR. PEABODY & SHERMAN [A] (FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Rob Minkoff 16.05, 19.45 SALA 3

O tempo da espera

NON-STOP [B]

SALA 2

300: RISE OF AN EMPIRE [C] Um filme de: Noam Murro

Um filme de: Jaume Collet-Serra Com: Liam Neeson, Julianne Moore 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Sexo oral não é pecado desde que a mulher pense em Jesus • Francisco Javier Martínez, Arcebispo de Granada (Espanha), deu conselhos às mulheres crentes para que pratiquem sexo oral aos seus parceiros sem que “caiam em pecado”. O prelado desencadeou a polémica com a sua sugestão vertida também no polémico livro “Case e seja submissa”, lançado em Dezembro passado por uma católica convicta italiana: Guia para recém-casadas escrito por mulher: ‘Sejam submissas’. “Mulher praticarás sexo oral ao teu marido sempre que ele to ordene. Mas quando o fizeres, pensa em Jesus. Não te esqueças, não és uma pervertida.”

Sentir raiva faz bem e emagrece • Esqueça a conversa de respirar fundo e contar até três. Sentir raiva de vez em quando parece ser bom. E até faz emagrecer. Segundo uma investigação da Universidade de Valência (Espanha), a raiva faz perder o apetite. “A exposição às violações morais reduz o consumo de comida, e destaca uma verdade psicológica na observação metafórica que violações morais ‘deixam um gosto ruim’ na boca de alguém”, explica Cindy Chan, uma das autoras do estudo.

ELA SAVANAS, LATINA POIS BEM Pouco se sabe sobre esta bela morena de 22 anos. Dizem que é romena e aparece nos meandros da Internet com o nome Ela Savanas, tendo atingido a ribalta depois das fotografias tiradas por Askine, um fotógrafo de glamour conhecido na Venezuela. Ela apresenta-se no meio da natureza, completamente nua, e as fotos são de extrema qualidade, como pode comprovar, estimado leitor. Uma morena de arrasar...

fonte da inveja

Quando Marx colocou em dúvida a moral, Engels

aconselhou-o a chutar para Kant.

João Corvo

Ninguém gosta de espera. Um inquérito que eu vi mostra que a maioria do tempo gasto pelas pessoas é a esperar, embora esse seja um tempo de descanso. “Porque é precisamos de esperar?”, perguntam. Porque o mundo não muda sozinho. Os familiares do voo desaparecido da Malasyan Airlines continuam a esperar, porque continuam sem saber o que de facto aconteceu com o avião. Em Macau, os candidatos a uma casa do Governo têm de esperar muitos anos, enquanto o Governo se decide a construir mais casas. Ninguém gosta de esperar e eu, enquanto gato, também não gosto de esperar que os meus colegas cheguem à redacção, porque durante os fins-de-semana estou sozinho. São eles que me limpam a casa e me dão comida. Também espero por uma namorada eternamente, e parece que essa espera nunca vai chegar ao fim. Contudo, penso que o tempo em se espera pode ter o seu lado mais utópico, porque enquanto esperamos nada é claro nem concreto. Não há resultados certos, porque é uma imaginação. É um sentimento de sofrimento belo, porque há sempre uma ponta de esperança. Se me disserem que nunca vou ter uma namorada vou ficar triste e desapontado, mas como não me dizem isso tenho esperança que isso venha a acontecer. Voltando aos familiares que esperam resultados concretos do voo da operadora aérea da Malásia, um deles já disse que, caso o voo tenha sido sequestrado, há possibilidade do filho e da nora estarem vivos. Outro caso desse sofrimento belo de que falo foi quando William e Kate esperaram até ao dia do nascimento do filho para saberem o sexo do bebé. Há tempos de espera em que se sofre mais do que noutros. Há sempre pessoas que preferem esperar que o seu destino surja naturalmente, esperando.


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OPINIÃO

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JEAN NEGULESCO, TITANIC

hoje macau terça-feira 18.3.2014

Definhar Portugal

A

Gonçalo Lobo Pinheiro O longe vejo o meu país cair num buraco sem fundo. Uma queda sem fim que já dura há 20 anos. Sim, desenganem-se os que pensam que José Sócrates é o único culpado. Não! Tudo começou no tempo do outro senhor, um tal de Cavaco, que em tempo de vacas gordas gastou tudo e mais alguma coisa em prol do avanço do país. Um país de cimento, de infra-estruturas mas um país sem justiça, sem saúde e sem educação. Sem poupança, Portugal foi vivendo até ontem aos soluços das lideranças alternadas entre PS e PSD (do fugidio Durão Barroso com o CDS à mistura e Paulo Portas a gastar dinheiro inútil em submarinos, quando sempre criticou o novo aeroporto e o TGV, coisas bem mais necessárias à Nação). Tenho visto um país deitado à sua sorte - quiçá à sua morte -, a um destino incerto que tem passado pela ajuda da famigerada ‘Troika’. Estará Portugal condenado a uma dívida eterna que jamais conseguirá pagar ou estará tudo resolvido no próximo mês de Maio? Tenho dúvidas...

Passos Coelho, apesar de não ser o único, irrita-me quando fala. Enquanto isso consegue trazer à baila Miguel Relvas, o político incompetente que todos nós já pensávamos que estava noutra. Puro engano. É, como se diz, o tacho. Esta coisa dos “jobs for the boys” que, tanto PS quanto PSD, gostam de brincar. Se quiserem eu também posso brincar. Candidato-me desde já! Mas só se houver mesmo dinheiro. Está na hora de haver um tacho também para mim. Será que não tenho esse direito? Mas voltando ao cerne da questão. A

Transformam o meu país, que nem deveria ser o deles, num antro de podridão, cheio de problemas vários, cheio de inúteis à frente de cargos de responsabilidade, cheio de tudo e de quase nada. O país está jogado à sorte

culpa do estado do meu país é de todos. Todos aqueles que passaram pelo poleiro, todos aqueles que lesam o país porque não querem trabalhar e se refugiam anos a fio à sombra de subsídios de desemprego, todos aqueles que vêem na corrupção um modo de subir na vida, a todos esses gestores que ganham balúrdios e se passeiam em belos carros sem nada de valor acrescentarem ao país, todos os que gerem bancos e grandes empresas que mesmo estando em lucros despedem pessoas só porque querem mais e mais. Coitados, só porque estavam habituados a milhões e agora só (continuam) a ganhar milhões. Parte-me o coração. Não! Mete-me nojo, repulsa... Transformam o meu país, que nem deveria ser o deles, num antro de podridão, cheio de problemas vários, cheio de inúteis à frente de cargos de responsabilidade, cheio de tudo e de quase nada. O país está jogado à sorte. Apesar disso, bem longe, num lugar onde ainda se lembraram de comprar Portugal, as saudades são muitas e continuarei atento à luta hipócrita que se vive na política, que em vez de se unirem pelo futuro, criam fissuras pelos seus interesses pessoais. Até já, Portugal... tenta sobreviver!

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@ hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau terça-feira 18.3.2014

Crimeia Avança pedido oficial de anexação à Rússia

Ténis João Sousa em inédito 42.º lugar no “ranking” ATP

João Sousa voltou a fazer história esta semana ao ascender ao 42.º posto do “ranking” ATP, alcançado a melhor posição de sempre na carreira e de um tenista português na hierarquia mundial. O tenista vimaranense ganhou 25 pontos com a presença na segunda ronda do torneio de Indian Wells e colocou a apenas dez pontos do top-40. Gastão Elias é o segundo melhor português no “ranking”, mantendo-se no 169.º posto. No topo da hierarquia continua Rafael Nadal, embora tenha visto Novak Djokovic reduzir a desvantagem no segundo lugar depois do triunfo em Indian Wells. Roger Federer, finalista vencido no torneio norteamericano, subiu do oitavo para o quinto lugar. Já Serena Williams continua sem ameaças à liderança no “ranking” feminino, no qual Michelle de Brito surge como melhor portuguesa no 123.º lugar.

REFERENDO

O antigo primeiro-ministro José Sócrates afirmou anteontem que o Governo se sente incomodado com o aparecimento do manifesto dos 70, que defende a reestruturação da dívida. Em declarações proferidas no comentário de domingo, na RTP, Sócrates disse que o documento constata «uma verdade muito incómoda para o governo, mas que não deixa de ser um facto», pois mostra que, com a austeridade, “em vez de se controlar a dívida pública, a dívida explodiu”. “Teria assinado o manifesto porque estou de acordo”, disse o ex-líder do Executivo.

por Stephff

cartoon

O parlamento da Crimeia aprovou uma resolução na qual se declara independente da Ucrânia e pediu oficialmente a anexação da península à Rússia. “A república da Crimeia dirige-se à Federação Russa, pedindo que seja aceite no seio da Rússia na qualidade de uma nova entidade”, assinala o texto. A resolução foi ratificada esta manhã, em sessão extraordinária depois do referendo, em que também foi decidido que a Crimeia adoptará o fuso horário de Moscovo, e não o de Kiev como até agora, a partir de dia 30. Esta declaração acontece depois de 96,6% dos eleitores terem votado em referendo a favor da reunificação com a Rússia. Segundo as autoridades locais, participaram 1.274.096 crimeanos, uma participação de 83,1% dos eleitores aptos a votar. Entretanto, a União Europeia aprovou limites de viagem - revogação de vistos - e o congelamento de contas de 21 diplomatas russos e ucranianos prórussos na sequência do referendo na Crimeia. De acordo com fontes europeias, é considerado que os visados tiveram um papel central na cisão da Crimeia e a decisão de se anexar à Rússia.

Manifesto dos 70 Sócrates diz que é uma verdade incómoda para o Governo

Zona Euro Inflação homóloga cai para 0,7%

SALÁRIO MÍNIMO GOVERNO AVANÇA COM AS 28 PATACAS POR HORA

Patrões e empregados informados formalmente O

secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, afirmou, ontem que o Governo já informou as partes patronal e laboral sobre a intenção de cifrar o valor do salário mínimo por hora em 28 patacas, cuja proposta deverá entrar brevemente em processo legislativo. Aos, Francis Tam sublinhou que, depois de informadas as partes interessadas sobre a definição de um valor de salário mínimo/ hora de 28 patacas, o mesmo constará do documento de elaboração da lei para apresentação ao Conselho Permanente de

Concertação Social e posterior entrada formal no processo legislativo, incluindo a entrega aos serviços competentes para apresentação à Assembleia Legislativa (AL), estimando que o referido processo possa começar no próximo mês de Abril. O mesmo responsável acrescentou que o valor definido para o salário mínimo, constante da actual proposta de lei, foi calculado com base na auscultação de opiniões de diferentes sectores, bem como tendo em conta as situações reais do território e que, até se entrar no processo legislativo, o Governo ainda

tem tempo para ouvir mais sugestões.

NANSHA E CUIHENG AVANÇAM

Francis Tam também foi instado a comentar a participação da RAEM no desenvolvimento de Nansha e Cuiheng. O secretário para a Economia e Finanças indicou que a atitude do Governo sobre a matéria “é muito clara”. “Fórmula idêntica à utilizada em Hengqin, com a promoção a cargo do Governo e as empresas como os principais intervenientes no processo, bem como aproveitar o desenvolvimento das grandes empresas para impulsionar a participação das mais pequenas no desenvolvimento dos dois territórios.” A cooperação e participação de Macau no desenvolvimento zonas encontra-se em fase de debate na especialidade, sendo fundamental discutir sobre o caminho para concretizar o conceito geral, incluindo a fórmula para as partes interessadas impulsionarem efectivamente as empresas a entrarem em Nansha e Cuiheng (Zhongshan), disse ainda o secretário.

A taxa de inflação homóloga da zona euro caiu em Fevereiro para 0,7%, face aos 0,8% de Janeiro. Segundo dados do Eurostat divulgados esta segunda-feira, Portugal foi um dos países com taxas negativas, com -0,1%, a par da Eslováquia. Os dois países são superados, no entanto, por Bulgária (-2,1%), Chipre (-1,3%), Grécia (-0,9%) e Croácia (-0,2%). Estes valores revelam uma nova queda nos preços em Portugal em Fevereiro, depois de em Janeiro se ter registado uma taxa de inflação de 0,1% e em Fevereiro de 0,2%. Já as taxas mais elevadas registaram-se em Malta e na Finlândia (1,6% cada) e na Áustria (1,5%). Face ao mês anterior, Janeiro, a inflação anual baixou em dezassete Estados-membros, manteve-se estável em três e aumentou noutros sete.

Robôs stripper fizeram furor em Hannover

Os robôs sempre despertaram a atenção dos amantes da tecnologia, mas agora uma nova inovação promete captar o interesse de um público mais alargado. Em causa estão dois robôs stripper, que se destacaram na feira de tecnologia de Hannover, na Alemanha, que chegou ao fim na sexta-feira. Entre as habilidades destas máquinas está a dança no varão.


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Hoje Macau 18 MAR 2014 #3052 by Jornal Hoje Macau - Issuu