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q u a r ta - f e i r a 1 8 d e n o v e m b r o d e 2 0 1 5 • ANO X V • N º 3 4 5 6
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Director carlos morais josé
violência doméstica
Sete chamadas numa semana página 7
Histórias do Circuito da Guia josé simões morais | Pags. 20-21
idosos
Hipotecas levantam questões página 9
opinião
Da incapacidade fernando eloy
O que fomos aurelio porfiri
Páginas 26-27
África China investe menos pub
última
Lag 2016 chui sem novidades
Tédio O discurso morno. A conferência cinzenta. As reacções do costume.
páginas 2-5
LAG
população pode ficar descansada. No próximo ano, os cheques pecuniários vão continuar a ser distribuídos, ainda que sem aumentos (9 mil patacas para residentes permanentes, 5400 para residentes não permanentes). O subsídio para idosos passa de 7500 para 8 mil patacas, enquanto que os vales de saúde sobem das 500 para 600 patacas. O relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2016, apresentado ontem, mostra ainda um aumento do subsídio de invalidez de 7500 para 8 mil patacas, enquanto que o índice mínimo de subsistência será ajustado já em Janeiro das actuais 3920 para 4050 patacas. No total, o Governo deverá gastar 11.707 milhões de patacas para apoios sociais. Em relação à falta de vagas nas creches, Chui Sai On promete criar mais de dez mil vagas no próximo ano, as quais podem “servir cerca de 90% das crianças com dois anos”. 18 instalações sociais deverão entrar em funcionamento a partir de 2016, com um orçamento de 280 milhões de patacas. O relatório das LAG é ainda benéfico para os trabalhadores da Função Pública, ao garantir aumentos salariais de 2,53% já em Janeiro, ainda que esta seja a actualização salarial mais baixa desde 2007. Tal como tinha prometido, Chui Sai On manteve os benefícios sociais apesar do abrandamento do sector do Jogo. Mas o relatório das LAG não apresenta calendários concretos ou novidade sobre a inauguração de projectos de grande envergadura, há muito atrasados, como o novo hospital. Em relação ao Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, o relatório apenas diz que “as obras das diversas instalações estão a ser sucessivamente executadas”. “Sei que o planeamento básico já está feito, e que alguns edifícios já têm o concurso público de adjudicação em curso. Em relação ao plano geral ainda há muita coisa a fazer. Como Chefe do Executivo, o meu objectivo final é ter um hospital edificado para as ilhas, e tanto eu como os cidadãos têm o desejo de ver o hospital concluído. Quanto tiver um calendário, irei anunciar”, disse em conferência de imprensa. O único projecto para o qual o Chefe do Executivo apresenta uma data mais detalhada é o novo Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa. “As obras de construção
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Chui Sai On mantém apoios sociais, mas falha calendários
Dei-te quase tudo
Aumentos na Função Pública de 2,53%, manutenção dos cheques pecuniários, subsídios mais elevados para idosos. Nas LAG para 2016 a quebra das receitas não afecta as políticas sociais, mas Chui Sai On não apresenta datas de conclusão de grandes obras públicas serão concluídas em breve, prevendo-se o seu pleno funcionamento no segundo semestre do próximo ano”, aponta o relatório.
Zona A atrasada
Quanto à zona A dos novos aterros, o Chefe do Executivo admitiu um atraso no desenvolvimento. “Devido à questão do fornecimento de areia, e em articulação com as obras da ponte Hong Kong – Zhuhai – Macau, as obras do aterro na zona A dos novos aterros poderão eventualmente vir a ser adiadas. O Governo irá adoptar soluções para os desafios”, pode ler-se. Outra das questões para as quais era esperada uma novidade
era a renovação dos contratos com as operadoras de Jogo, mas Chui Sai On também manteve o secretismo. “O Governo iniciou no corrente ano o estudo sobre a revisão intercalar da indústria do Jogo, avaliando o cumprimento dos contratos de concessão para
Quarta travessia O Chefe do Executivo confirmou que a quarta travessia entre Macau e a Taipa será uma ponte, sendo que “na fase seguinte, serão elaborados vários relatórios de avaliação necessários para o início das obras”.
a exploração de jogos de fortuna ou azar em casino”, lê-se apenas. Quanto às medidas para resolver o problema do trânsito, o relatório das LAG apenas contempla “o cancelamento da isenção de imposto de veículos para uso exclusivo na actividade de turismo”. Prevêem-se medidas, já anunciadas, para lidar com a emissão de gases e para alargar a rede de autocarros públicos. Chui Sai On garantiu ainda querer combater as infracções cometidas pelos taxistas, lembrando que em 2016 o território terá 1600 táxis em circulação.
Portugueses e macaenses com “papel vital” O Chefe do Executivo, Chui Sai On, destacou ontem o “papel vital” de portugueses e macaenses no desenvolvimento da RAEM. “Macau, uma das importantes escalas na antiga rota marítima da seda, tem sido desde há vários séculos um local de encontro das culturas chinesa e ocidental, onde sempre coexistiram em harmonia várias etnias, religiões e culturas, e onde os macaenses e os portugueses aqui residentes têm desempenhado um papel vital”, afirmou, na apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 20156. “Continuaremos a promover a excelente tradição de harmonia entre diferentes comunidades e da coexistência multicultural, trabalhando junto da população para a prosperidade e o progresso da sociedade.”
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Governo rescinde contrato com empresa do Metro Terminou o impasse. O Governo vai mesmo rescindir o contrato com a empresa responsável pela construção do parque de materiais e oficinas do Metro Ligeiro, cuja obra está parada. “O Governo pretende rescindir com a
maior brevidade o contrato celebrado com o empreiteiro em relação à obra do Parque de Materiais e Oficinas do Metro Ligeiro e reiniciar, com a maior brevidade possível, as respectivas obras de construção. No
próximo ano serão concluídas as obras de construção da estrutura das 11 estações na Taipa. Já estão em curso estudos sobre a viabilidade da linha de Seac Pai Van. No que respeita à linha da península de
Macau, o segmento sul será alterado, prevendo-se a sua conclusão no próximo ano. Serão iniciados estudos técnicos relativos ao traçado marginal do segmento norte”, revela o relatório das LAG sobre este projecto.
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Orçamento desce 14%. Mas Chui Sai On confia na economia
O óptimo é inimigo do bom A proposta de Lei do Orçamento revela ainda que o Executivo deverá arrecadar 70 mil milhões de patacas em impostos directos sobre as receitas de Jogo, menos 16,6% do que está previsto no orçamento rectificativo deste ano.
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Em 2016, a Administração vai contar com um orçamento mais baixo em 14%, mas o Chefe do Executivo está confiante em relação ao desempenho económico. Apesar das receitas dos casinos em 2016 continuarem a diminuir, tal parece enquadrar-se nos planos para a RAEM
Cotai em alta
Em relação ao sector do Jogo, Chui Sai On mostrou-se optimista face aos novos empreendimentos no Cotai. “Daremos apoio a esta combinação da indústria de jogo e não jogo. Podemos ver muitos projectos no Cotai que estão a mostrar um bom efeito desta combinação, já que cerca de dois terços são da área não jogo e um terço de jogo. Os sectores hoteleiro e de retalho também estão num bom progresso. O Jogo está numa situação de ajustamento, o que é natural, porque na Ásia também podemos registar diferentes situações. Temos de ter uma atitude mais pragmática e ponderada”, explicou. Em relação ao segmento VIP, Chui Sai On apenas prometeu maior fiscalização. “As salas VIP sofreram mais estes meses com o ajustamento [da economia]. Quanto aos incidentes (caso Dore), o Governo vai ter de tratar de tudo e de acordo com a lei e apresentar mais orientações para a fiscalização desta indústria. No relatório das LAG, o Chefe do Executivo deixou ainda bem clara a intenção de “aplicar, de forma rigorosa, o princípio de manutenção de uma taxa média anual não superior aos 3% em relação ao crescimento do número total de mesas de Jogo”. Isto apesar das críticas do sector.
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uito se tem falado de austeridade no primeiro ano de mais um mandato de Chui Sai On, mas foram ténues os sinais de crise na apresentação do relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG). O orçamento da Administração vai baixar 14% para 103,251 mil milhões de patacas, mas a despesa global pública deverá situar-se nas 85,038 mil milhões de patacas, um aumento de 3,27%. Chui Sai On não aumentou os valores dos cheques pecuniários – mantêm-se no valor deste ano - mas decidiu aumentar a maioria dos subsídios e apoios sociais a deficientes, jovens e idosos, tendo até aumentado os salários da Função Pública em 2,53% já em Janeiro (ver caixa). Aos jornalistas, o líder do Governo mostrou uma postura de confiança em relação ao desempenho económico. “Temos um saldo acima das 30 mil milhões de patacas, é uma boa notícia. Houve descidas no Jogo e com base nisso fizemos uma previsão para o futuro. Estaremos mais cautelosos. O ajustamento [da economia] ainda se vai prolongar por algum tempo, mas nada vai afectar a vida da população”, apontou. No relatório das LAG, o Chefe do Executivo citou os desafios da economia externa para apontar que “as estruturas das nossas indústrias irá sofrer uma pressão de ajustamento ainda maior”. “No entanto, as indústrias não associadas ao Jogo podem constituir um factor dinâmico para a manutenção da estabilidade da economia”, referiu ainda. O Chefe do Executivo apresentou também uma previsão das receitas dos casinos para o próximo ano, as quais deverão ser de 200 mil milhões de patacas, numa média mensal de 16 mil milhões, valores abaixo dos registados este ano.
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Habitação Chui Sai On promete mais 4 mil casas públicas
No mercado... nem com uma flor A
habitação acabou por ser o tema quente da conferência de imprensa de ontem após a apresentação do relatório das LAG. O Chefe do Executivo prometeu criar mais quatro mil fracções de habitação pública nos próximos anos, as quais “já estão em planeamento” e que deverão ser construídas em cinco terrenos. Em relação aos lotes do La Scala, o Chefe do Executivo fez uma garantia de algo que os deputados pró-democratas há muito pedem. “O processo está em recurso na Última Instância e estamos a aguardar pela decisão judicial. Mas são lotes sobre
os quais vamos ponderar que sejam integrados no sistema de habitação pública”, frisou. O Chefe do Executivo foi ainda questionado sobre o caso do Pearl Horizon. “Esta é uma notícia que chama muito a atenção da sociedade. Temos sempre de executar de acordo com a lei e estamos atentos aos acontecimentos que têm a ver com a vida quotidiana da população, mas isso não quer dizer que eu possa ultrapassar os meus poderes. Se olharmos para a Lei de Terras, na área das concessões, sabemos como funciona. Mas agimos sempre de boa-fé”, apontou.
No sector privado, Chui Sai On prometeu apenas acelerar os projectos de aprovação de edifícios habitacionais, afirmando que os preços dos imóveis ainda estão elevados, apesar da quebra registada no mercado. “Até hoje considero que o preço dos imóveis é ainda muito elevado face à capacidade de aquisição de habitação pela população. O preço dos imóveis desceu em cerca de 30%, mas o Governo não está a eliminar ou suspender as medidas contra a subida dos preços”, frisou. Confrontado com a nova proposta de lei do hemiciclo que
prevê limites às rendas aprovados pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On não garantiu se estas poderão baixar em tempos de crise. “No termo de contrato há muitas vezes um aumento da renda que influencia as pessoas e os comerciantes. Creio que essa proposta de lei é para que Macau se desenvolva de forma sustentável. Se me pergunta como vamos definir as rendas, respondo que temos de seguir os padrões científicos. Temos especialistas que fazem estudos sobre esses preços, que são voláteis”, rematou. A.S.S.
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Deputados questionam ausência de políticas concretas
O hábito de não haver surpresas
Atrasos e mais atrasos
“Como se antevia, foi feita a continuidade da distribuição dos subsídios e nada mais” Tiago Alcântara
Pereira Coutinho Deputado
Ao nível da habitação e trânsito, “não são medidas inovadoras, nem é mencionado como podem ser concretizadas” Chan Meng Kam Deputado Tiago Alcântara
“N
ão houve grandes novidades, [Chui Sai On] fez uma cobertura de vários aspectos e apresentou as Linhas de Acção Governativa (LAG) de forma ponderada para o desenvolvimento futuro. Não houve surpresas no discurso.” A frase pertence ao deputado nomeado Gabriel Tong e espelha algumas das reacções da Assembleia Legislativa (AL) à apresentação do relatório das LAG para 2016. Apesar da crise do sector do Jogo, Chui Sai On, Chefe do Executivo, manteve os apoios sociais e até aumentou os funcionários públicos, mas os deputados defendem que quase tudo ficou por explicar, graças à ausência de políticas concretas. Numa resposta escrita enviada ao HM, o deputado Chan Meng Kam disse que ao nível da habitação e trânsito “viu o que o relatório menciona”, mas defende que “não são medidas inovadoras, nem é mencionado como podem ser concretizadas”. Chan Meng Kam destacou a continuação dos apoios sociais, mas pretende saber como vai ser feita a gestão e utilização da reserva financeira, como se vai diversificar a economia ou desenvolver os factores não ligados ao Jogo. José Pereira Coutinho, que considerou baixos os aumentos salariais anunciados na Função Pública, disse que Chui Sai On se limitou, novamente a distribuir dinheiro pela população. “Como se antevia, foi feita a continuidade da distribuição dos subsídios e nada mais, porque não se levou em consideração como elevar a capacidade governativa”, disse aos jornalistas. Pereira Coutinho alertou ainda para o facto do relatório não conter medidas para controlar as derrapagens orçamentais. “Nada foi dito em como se pode resolver o problema do despesismo, sobretudo quando temos grandes obras. Essa questão não foi resolvida, nem como podemos melhorar a qualidade de vida das pessoas. Não é com ideias e calhamaços de LAG que vamos atingir os objectivos”, criticou. Au Kam San disse ao HM que o maior problema do relatório das LAG para 2016 é continuar
Tiago Alcântara
Chui Sai On manteve os apoios sociais, os cheques pecuniários e aumentou os funcionários públicos, mas, para os membros do hemiciclo, falhou na apresentação de políticas concretas para áreas como trânsito ou habitação, num discurso que não surpreendeu
a não dar respostas a questões como a habitação e os terrenos. “Apenas uma pequena parte do relatório fala sobre habitação, o conteúdo é repetido e não é novo. Sobre os seis terrenos e as quatro mil fracções que podem ser construídas, ou como vai acelerar os processos, não há novidades”, acusou. “No início do ano deixamos passar o facto de não ter apresentado medidas concretas, porque era o início do segundo mandato. Mas já passou um ano e ainda não as tem, o que não é aceitável. É ridículo”, frisou o deputado do campo pró-democrata.
“O projecto de transportes mais importante de Macau já ultrapassou os prazos definidos e não há um novo calendário.” Ng Kuok Cheong Deputado
Melinda Chan não só pretende saber como é que o Executivo vai tornar Macau num centro mundial de turismo e lazer, como diz estar preocupada com a falta de respostas para o atraso na zona A dos novos aterros. “A zona está atrasada, então significa que toda a política de habitação também está atrasada. E isso por causa do fornecimento de areia. Eu não acredito nisso, se esse fornecedor não tem areia, então encontrem outro. China apoiou tanto Macau, então podemos pedir mais apoio. Isso vai afectar a ponte Macau-Hong Kong-Zhuhai e isso vai prejudicar a imagem de Macau”, referiu ao HM. À Rádio Macau, o deputado Leonel Alves considerou que o relatório das LAG para o próximo ano mostra a “continuidade e o aprofundamento” das medidas do Executivo. Contudo, Leonel Alves lembrou que “é óbvio que não podemos esperar do Chefe do Executivo uma revolução das suas políticas”. Também à Rádio Macau, Ng Kuok Cheong criticou a ausência de calendários para os principais projectos de infra-estruturas. “O projecto de transportes mais importante de Macau já ultrapassou os prazos definidos e não há um novo calendário. Não há responsabilização. Claro que muitas das chefias vão deixar os cargos e ser substituídas, mas não há responsabilização”, disse. Também Pereira Coutinho pediu novidades ao nível da responsabilização dos principais cargos. “Estamos desapontados com o despedimento de dois trabalhadores dos Serviços de Saúde, quando recentemente o Comissariado de Auditoria disse que houve uma falha grave na atribuição de subsídios às escolas. Ninguém assumiu responsabilidades. Continua a desmoralização na Função Pública e mais pessoas estão interessadas em se aposentar”, rematou. Andreia Sofia Silva (com Flora Fong e Filipa Araújo)
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epois da apresentação do relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG), pela voz do Chefe do Executivo, Chui Sai On, três académicos analisaram as novidades que o discurso continha e a conclusão é unânime: não há novidades. Loi Man Keong, vice-presidente do Centro de Política da Sabedoria Colectiva, considera que as ideias apresentadas “são antigas”. O vice-presidente não se mostrou surpreendido com a manutenção dos valores dos cheques pecuniários, por, mesmo com quebras nas receitas do Jogo, a economia de Macau estar ainda estável. O vice-presidente desvalorizou estas regalias sociais defendendo que existem assuntos mais importantes a pensar. O também representante da União Geral das Associações dos Moradores de Macau está mais preocupado com a imagem da Administração Pública do que com os cheques pecuniários. “Sobre a criação dos órgãos municipais sem poder político, no relatório das LAG para 2015, foi mencionada a realização de um estudo e consulta pública. No entanto nada aconteceu e agora o Chefe do Executivo volta a mencionar a mesma ideia, tendo apenas alterado a palavra-chave para ‘promoção do estudo’”, argumentou. Para o responsável, a resposta à possibilidade de criar este órgão já no próximo ano só poderá ser dada pela Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan. No que toca ao aumento do montante do índice dos salários dos funcionários público, de 79 para 81 patacas, Loi Man Keong considera ser um aumento necessário devido à inflação, mas ainda assim insuficiente. “É melhor implementar o ajustamento do salário da Função Pública pela classificação de carreiras, que corresponde mais à realidade. No entanto, nas LAG do ano passado não foi referido um estudo sobre isso”, apontou. Relativamente à ideia de tornar Macau numa cidade internacional, apontado para depois de 2030, Loi Man Keong considera que é possível que o Governo consiga levar este trabalho para a frente, embora, neste momento a cidade “não reúna” as condições necessárias. Ainda assim, o analista assume que é uma meta de grande dimensão. “Só faltam 15 a 20 anos para criar uma cidade assim, é pouco tempo. Depende dos processos da criação dos sistemas de trânsito, como o metro ligeiro e da ponte Hong Kong, Macau, Zhuhai, que ainda está longe de estar operacional. A definição desta meta é demasiado ambiciosa”, apontou.
Explicar mais
Para o sociólogo Larry So, o novo relatório não traz nada de novo,
Analistas não vêem novidades nas políticas do Chefe do Executivo
Ideias antigas, saudades loucas Analistas que estiveram atentos ao discurso de Chui Sai On defendem que o líder da RAEM pouco ou nada de novo trouxe. Há muitas coisas a resolver e o caminho é muito longo, afirmam termos ainda licenças de paternidade? Esta ideia não é nova, já a devíamos ter”, reforçou. Semelhante ao que o deputado Au Kam San apontou – criticando a falta de novidades na habitação – também Larry So considera que o relatório sobre a habitação “é totalmente antigo”. “Como ainda não cumpriu a promessa de construir 19 mil casas públicas, devido à prorrogação das obras, o Chefe do Executivo não tem coragem de apresentar novas ideias sobre habitação”, frisou. Como aspecto positivo, Larry So elogiou a menção do trânsito no relatório, incluindo a decisão de ser em ponte a quarta passagem entre Macau e Taipa e o novo concurso público para a construção do Parque de Materiais e Oficina do metro ligeiro. Apesar de não se saber se podem estar concluídas em 2016, estas parecem medidas mais concretas e isso, diz, é positivo.
Socialmente bem
logo as novidades não surpreenderam o habitual comentador político. “Como no início da implementação das medidas de austeridade o Governo já frisou que as regalias sociais não vão ser afectadas, não é novidade que os valores dos cheques se mantenham. Apesar da queda da economia, o Governo não está a perder dinheiro, logo não pode cortar os benefícios aos cidadãos, é necessário estabilizar a vida da população”, defendeu. Larry So também não ficou surpreendido com o aumento do salário da Função Pública e disse mesmo que, dentro da sua
previsão, acha um aumento de nível médio. Quanto à revisão das leis, incluindo a Lei das Relações Laborais e à autorização de licenças de paternidade, o académico con-
corda, mas acha que isto já deveria ter sido feito há mais tempo. “Macau tem falado de ser uma cidade internacional, bem como um centro mundial de turismo e lazer. Como é que possível não
“Como ainda não cumpriu a promessa de construir 19 mil casas públicas, devido à prorrogação das obras, o Chefe do Executivo não tem coragem de apresentar novas ideias sobre habitação” Larry So Analista político
Li Lue, presidente da Associação Nova Visão de Macau, deu uma avaliação positiva ao relatório, por este manter os benefícios sociais e promover a diversificação económica. “Macau não é como o interior da China, tem uma economia independente, não depende do exterior. Acho que a sociedade não pode esperar demais do Governo, como por exemplo no apoio financeiro, porque a verdade é que estamos sob medidas de austeridade”, começou por apontar. No âmbito da habitação, Li acha que o Governo “não pode fazer muito” quanto à problemática dos terrenos. Para o presidente, uma parte dos lotes desocupados terá de ser resolvida nos tribunais e isso atrasará toda a construção da habitação que é necessária para Macau. Li apontou ainda a área de promoção de carros eléctricos como muito positiva, defendendo que deve ser algo a acontecer no imediato. No entanto, fez notar que no relatório de 2015, o Governo já tinha mencionado o começo do estudo sobre o uso dos veículos eléctricos e lamentou a ausência de medidas concretas sobre isso, esperando ouvir mais esclarecimentos do Secretário para Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, durante a sua apresentação, que acontece a 9 e 10 de Dezembro. Flora Fong
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Governo lança consulta pública sobre projectos já apresentados O Governo lançou ontem uma consulta pública sobre um plano de projectos há muito ambiental”, ponto em que a assessora Na área do ambiente, o plano apresentados. Um do Gabinete do Chefe do Executivo define como prioritária a ampliadefendeu serem necessários “mais ção e optimização da Central de plano que prevê espaços verdes” no território. Incineração de Resíduos Sólidos, Como último, está o reforço da ideia também já defendida pelo pontos prioritários eficiência de governação e o aprofunpróprio Governo. damento da construção de um Estado A construção do complexo de nos próximos cinco de Direito, onde o Governo pretende Cuidados de Saúde das Ilhas é anos, como o metro também um dos projectos “priogarantir um aperfeiçoamento contínuo do mecanismo de consulta, “ou ritários a cinco anos” – até 2020 ligeiro ou o Hospital - apresentado pela Comissão. Este aprofundar a construção de um Governo e de uma sociedade baseados deverá ver as suas obras termidas Ilhas, e que, no Estado de Direito”. narem faseadamente em 2017 e ainda assim, não 2019, conforme foi anunciado pelo Governo, que disse também estar Indicadores de avaliação garante que estes a ter de resolver alguns projectos O documento lista ainda os indicadoque estão “a ser desenvolvidos”. res de avaliação para que saber se os estejam concluídos O planeamento dos Novos Aterobjectivos foram ou não cumpridos em 2020 ros urbanos é outra das prioridades. É no prazo de cinco anos, portanto
Empata aqui, empata ali
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arece estranho e, de facto, é. O Governo apresentou ontem, pela voz da Comissão para a Construção do Centro Mundial de Turismo e Lazer de Macau, o Plano de Desenvolvimento Quinquenal da RAEM, terminado no início deste mês e que não acrescenta qualquer novidade ao que tem vindo a ser já apresentado pelo Governo. O plano apresenta, por exemplo, cinco “projectos prioritários para os próximos cinco anos”, entre os quais se destaca a construção do metro ligeiro. Dividido em temas como o trânsito, a protecção ambiental, a saúde, o desenvolvimento urbano e a segurança urbana, o plano apresenta, no primeiro ponto, a construção do metro ligeiro, uma obra sem calendarização até ao momento, a construção do novo acesso entre Macau e Guangdong e o planeamento de construção da quarta ligação Macau – Taipa, que vai ser, soube-se ontem, uma ponte.
de notar que apesar destes serem os projectos prioritários até 2020 nada garante que estejam construídos até então, tal como assegurou a assessora do Gabinete do Chefe do Executivo, Lei Ngan Leng.
Medidas aleatórias
O plano prevê sete outros objectivos principais. O primeiro corresponde à manutenção do desenvolvimento estável da economia que abrange áreas como o “reforço da construção de [Macau como] plataforma”, a intensificação da cooperação regional e alargamento do intercâmbio internacional. O segundo é relativo aos novos avanços na optimização da estrutura industrial, isto é, por exemplo, um maior apoio ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas. “Aprofundamento da construção da cidade internacional de turismo” e “elevação constante da qualidade de vida dos cidadãos” são os terceiro e quarto pontos, seguindo-se a “elevação da educação”. O sexto lugar é ocupado pelo “resultado manifesto na protecção
“Ainda que apresente projectos e medidas que o Governo já anunciou e que se debruce sobre construções que já estão a acontecer, como a do metro ligeiro, o plano está a partir de hoje disponível para consulta pública”
até 2020. O produto interno bruto previsto para 2020, assim como a taxa de desemprego e de inflação servirão para perceber o estado da desenvolvimento da economia. Para avaliar a qualidade de vida dos cidadãos, o Governo propõe ter como pontos de avaliação a “taxa de acesso a telecomunicações internacionais”, a “esperança média de vida”, a “taxa de cobertura de wifi” e as taxas de crescimento dos vários projectos lançados pelo Governo tais como as políticas de Mecanismo de Protecção dos Idosos de Macau, entre outros. Ainda que apresente projectos e medidas que o Governo já anunciou e que se debruce sobre construções que já estão a acontecer, como a do metro ligeiro, o plano está a partir de hoje disponível para consulta pública. O Governo irá recolher opiniões até Fevereiro de 2016 e apresentará os resultados mais tarde. Os interessados poderão apresentar opiniões pessoalmente, por e-mail, telefone, correspondência e fax. Filipa Araújo
Filipa.araujo@hojemacau.com.mo
• O grupo de proprietários do edifício Pearl Horizon, os representantes da Associação da União Familiar e um casal individualmente entregaram ontem cartas à Assembleia Legislativa (AL), depois de se terem reunido em frente ao plenário onde Chui Sai On, Chefe do Executivo, apresentou as Linhas de Acção Goernativa. A intenção, dizem, é pedirem ajuda ao líder do Governo para que resolva problemas com eles relacionados, como é a falta de entrega das fracções do Pearl Horizon e a proibição dos filhos maiores da China continental em virem para Macau. O casal cuja mulher é portadora de deficiência não conseguiu candidatar-se à habitação social, pelo que pediu ajuda ao Executivo.
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Manifestações em dia de apresentação das LAG
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Violência Doméstica Linha directa recebeu sete chamadas numa semana
“É preciso mais promoção” Animal apanhado em armadilha foi resgatado
O cão que tinha sido apanhado numa armadilha num local de construção na Taipa foi finalmente resgatado, com a ajuda da ANIMA – Sociedade Protectora dos Animais e do veterinário português António Galvão. Veni, a cadela assim baptizada, sofreu danos irreversíveis numa das patas devido à armadilha de ursos utilizada comummente na China continental para apanhar cães e gatos para consumo. O animal, à solta desde o dia 9 de Novembro, teve de sofrer amputação de alguns dedos e está, agora, sob protecção especial da ANIMA. Veni fazia parte de um local de construção de um casino, onde existem outros cães a cuidado de um residente. “O senhor Yum diz que esta é a segunda vez que um caso destes acontece e ele não sabe quem faz isso”, explica a ANIMA, que exige ainda a entrada em vigor da Lei de Protecção de Animais o mais breve possível “de forma a que se possa acabar com estas situações cruéis”.
HIV Testes de despiste gratuitos no final do mês
Dentro da actividade “Ame-se, faça o teste”, os Serviços de Saúde (SS) dão a oportunidade a todos os interessados a fazerem o teste, voluntário e grátis, de despistagem da SIDA. A actividade acontece a 28 de Novembro, das 13h às 18h, no Centro de Saúde do Tap Seac. Os interessados não precisam de fazer marcação, sendo aberto a todos. “O processo do teste rápido do anticorpo do VIH é simples. Basta uma gota do sangue da ponta do dedo para efectuar o teste, o resultado será conhecido após dez minutos e os dados individuais não serão registados. Caso o resultado do teste rápido seja positivo, o enfermeiro irá de imediato programar a análise laboratorial mais detalhada bem como fornecer serviços de aconselhamento”, indica um comunicado dos SS.
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Instituto de Acção Social (IAS) já recebeu sete chamadas na linha directa de pedido de ajuda por violência doméstica, apenas na primeira semana desde a sua criação. Leung Kai Yin, professor de Assistência Social do Instituto Politécnico de Macau (IPM), considera que o que está em falta é a promoção desta linha na sociedade. O número 2823 3030 está operacional 24 horas por dia desde o dia 8 deste mês e, segundo dados fornecidos pelo IAS ao HM, o organismo recebeu já sete chamadas até domingo passado, dia 15, sendo que quatro delas foram confirmadas como sendo pedidos de ajuda. “Estes quatro casos já foram transferidos para o acompanhamento do Centro de Acção Social”, afirmou o IAS na resposta dada ao HM. O presidente do IAS, Iong Kuong Io, já afirmou que o objectivo da hotline é fazer com que haja zero violência entre as famílias e, entretanto, a Lei de Combate e Repressão da Violência Doméstica continua – há mais de três anos – a ser analisada na Assembleia Legislativa. Para Leung Kai Yin, esse serviço consegue, de certa forma, ajudar as vítimas de violência doméstica,
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s Serviços de Saúde (SS) lançam desde ontem e até dia 22 de Novembro a Semana Mundial de Consciência sobre os Antibióticos, que tem como objectivo alertar as pessoas para a resistência aos antibióticos e apelar a que os cidadãos façam boa utilização deles. De acordo com os SS, como em todo o mundo, “a situação da resistência aos antibióticos em Macau é gradualmente mais grave, constituindo cada vez mais uma ameaça à saúde pública”. “O tema da campanha ‘Antibióticos: manusear com cuidado’ visa sensibilizar o público para a problemática da resistência aos antibióticos a nível global, sendo encorajadas as melhores práticas junto do público e dos trabalhadores de saúde e para o uso correcto dos antibióticos, de modo a evitar a ocorrência e propagação contínua
Tiago Alcântara
Em apenas uma semana, o IAS recebeu sete chamadas - e quatro pedidos de ajuda através da linha directa da violência doméstica recentemente criada. Mas um académico da área social aponta que é preciso mais promoção da hotline
mas mantém-se um problema constante: as vítimas continuam sem ter coragem e vontade de expressar a sua situação a outros. “Pela análise que faço, as vítimas das classes mais baixas ou os novos imigrantes em Macau continuam com medo de denunciar a violência doméstica, aguentam o sofrimento e tentam aguentar-se porque se preocupam com o que uma eventual denúncia às autoridades policiais possa fazer à sua família, como retirá-los de perto dos seus familiares mais próximos”, explica o académico ao HM.
Leung Kai Yin considera que o Governo não promoveu suficientemente a linha directa, bem como o conceito de prevenção da violência doméstica, para que mais pessoas saibam sobre o assunto. O académico avança ainda que é necessário realizar mais actividades para promover o convívio “harmonioso das famílias”. No que toca à Lei de Prevenção e Correcção da Violência Doméstica, este académico espera que a proposta não se foque apenas em punir os agressores. “A legislação contra a violência doméstica deve ser uma medida
final para tratar da violência doméstica, o mais importante é a promoção, educação e prevenção. Acho que a lei não deve apenas penalizar os agressores mas também educar a população sobre os conceitos correctos. Pode não só [levar os perpetradores] à prisão, mas obrigar a um aconselhamento psicológico”, indicou. Dados das autoridades indicam que, em 2014, 419 pessoas foram alvo de violência doméstica, o que representa um aumento de 47% em relação a 2013. Flora Fong
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Saúde SS alertam para resistência aos antibióticos
“Gradualmente” mais grave
da resistência aos antibióticos”, pode ler-se num comunicado dos SS. O Relatório Global de Vigilância em Resistência Antimicro-
biana 2014 da OMS indica uma resistência aos antibióticos a nível mundial, o que ameaça a capacidade de tratamento das infecções gerais. “Caso não sejam definidas
acções urgentes de coordenação, o mundo caminhará para uma “era pós-antibiótico” – em que infecções comuns e ferimentos simples tratáveis há décadas se tornam fatais”, aponta o comunicado dos SS. De acordo com os dados do organismo, as bactérias mais frequentes detectadas em 2014 no território eram principalmente e.coli, estafilococos (existem na pele das pessoas, embora frequentemente também estejam presentes nos intestinos e no trato urinário) e a klebsiella pneumoniae, causadora da pneumonia. As taxas de resistência às duas últimas chegam a 40% e 30%. J.F.
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Assédio Sexual Pais acusam DSEJ de passividade. Direcção contesta
“Como pode proteger os alunos?” A pergunta é do pai de um aluno de uma escola secundária que viu seis dos seus colegas serem assediados sexualmente: como é que pode a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) proteger os alunos? Numa carta aberta, o encarregado de educação relembra o caso de seis colegas do filho que foram assediados por um instrutor de campo de treino em Coloane para criticar o que diz ser passividade da DSEJ, da escola e da associação organizadoras da actividade. O pai, que enviou uma carta aberta que foi, mais tarde, publicada no Facebook da publicação Macau Concelears, apontou que, embora o seu filho não tenha sido assediado, a comunicação com os encarregados de educação não foi imediata, tal como o problema sugeria. “A escola e a DSEJ só avisaram os pais no dia seguinte, apesar do caso ter acontecido a meio da noite. Os pais têm o direito de saber das coisas oportunamente, até para
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poderem ir buscar os filhos, se quiserem”, escreveu. No início de Novembro, foi dado a conhecer que seis alunos do Colégio Yuet Wah foram assediados por um instrutor da China continental do campo de treino militar organizado pela Associação Macau Flying Eagle. O Governo considera que ofereceu protecção suficiente aos alunos que foram vítimas, mas o autor da carta refere que, numa conferência com os pais, o colégio mostrou uma atitude de “ficar fora do assunto”. Atitude que veio do director e do subdirector da escola e que os pais dizem ser rude. “Quando os pais questionaram se o colégio vai suspender as actividades semelhantes no futuro, o colégio não quis responder”. Este pai criticou ainda a Associação organizadora da actividade, que acusa de ter dado uma explicação do caso aos pais demasiado rápida e sem sequer ter presentes os representantes da Associação. Quanto à DSEJ, a carta aponta que o organismo não emitiu instru-
Numa carta aberta, o encarregado de educação critica o que diz ser passividade da DSEJ, da escola e da associação organizadoras da actividade. ções para a Associação pedir desculpa, nem outras consequências e diz que a forma de tratamento foi “folgada demais”. No entanto, o subdirector da DSEJ, Lou Pak Sang, respondeu na segunda-feira ao canal chinês da Rádio Macau que não ajudou os alunos a voltar de imediato para casa devido à sua “segurança”, algo que foi decidido depois de uma “consideração conjunta do organismo”. Lou Pak Sang acrescentou que já suspendeu a actividade e que a DSEJ tem dado aconselhamento e apoio a alunos e pais, bem como já recrutou um psicólogo clínico de Hong Kong para prestar acompanhamento. Flora Fong
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“S
ou contra esta medida”, reiterou de imediato o deputado José Pereira Coutinho, quando questionado sobre a medida que o Governo pretende avançar relativamente à implementação de um regime de hipoteca sobre as casas dos idosos, como medida de ajuda. A ideia apresentada, na última sexta-feira, pelo chefe de departamento do Instituto de Acção Social (IAS), Choi Siu Un, pretende ajudar os idosos que tenham uma casa em sua posse, mas que não detenham fundos suficientes para acabar de a pagar ou para se sustentar. Assim, com o apoio do Governo, poderão hipotecar os seus imóveis enquanto recebem as ajudas. Ao Governo é-lhe atribuído de forma directa o imóvel em causa, que poderá usufruir depois da morte do idoso. “Como é que se utiliza um bem essencial de sobrevivência, que é a casa, para obter dinheiro para sobreviver? Isto é errado”, argumentou Pereira Coutinho.
Gastar bem
Sem muito se saber sobre esta medida, o deputado levanta ainda hipótese do próprios idosos não filtrarem e canalizarem de forma correcta o dinheiro recebido pela hipoteca.
Idosos Medida de hipoteca levanta questões
Caridade com bicho? A medida não é uma certeza, mas já está a levantar questões. O Governo poderá lançar um regime de hipoteca para ajudar os idosos, medida esta que, segundo Pereira Coutinho, não passa de uma maçã podre “Muitos idosos têm as suas pensões de aposentação - ou as suas migalhas constituídas ao longo dos tempos - muitas vezes colocadas em causa por causa dos casinos. Perderam-se e perdem-se fortunas nas salas de jogo. Não posso ser a favor de um medida que poderá levar os idosos a terem a tentação de hipotecar a casa, pegar no dinheiro e ir gastá-lo no jogo. Este é um perigo real”, argumentou ao HM. Devem ser implementadas medidas, sim, diz Pereira Coutinho, mas medidas que “diminuam o sofrimento dos idosos”, como por exemplo, o controlo da inflação, para que os preços dos bens essenciais não subam de forma drástica. “Temos o claro exemplo
dos vegetais e da carne de porco, por exemplo. Aqui em Macau são muito mais caros do que ali ao lado em Zhuhai, que é duas vezes mais barato”, exemplifica.
Politicamente pensando
Para aqueles ouvidos pelo HM, é preciso pensar bem e definir outras “vias para ajudar”. “Esta medida não é boa, corre-se o perigo de se gastar tudo e depois os idosos fazem o quê? Voltam a pedir ajuda às instituições sociais?”, questiona Pereira Coutinho. Miguel de Senna Fernandes, advogado, alerta para a necessidade de se clarificar de forma simples e directa o que o Governo pretende
grupo financeiro Delta Asia quer ajudar as pequenas e médias empresas (PME) de Macau, através de formação, serviços de consultoria e até de capital. O responsável do banco assegura que a ideia é contornar os problemas trazidos pela queda da economia, que já afectou “o mercado e o crédito bancário”. Segundo o Jornal do Cidadão, Stanley Au, director geral do grupo financeiro Delta Asia, disse, na cerimónia de 80º aniversário do Banco, que o grupo vai assumir a “missão social” de ajudar à inovação, revitalização e fortalecimento das PME, a fim de impulsionar o desenvolvimento da diversificação das indústrias para as próximas gerações de Macau. Stanley Au foi questionado sobre as Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano na sua área de interesse, a economia, e o responsável aponta que
considera a economia de Macau como estando dividida entre duas: uma fictícia e uma real. As duas, aponta, não se podem gerir por um igual modelo. “A economia fictícia são as empresas comerciais relacionadas com o sector do Jogo e a economia real são as PME, de retalho e produção, que contribuem verdadeiramente para o PIB. Quando a economia fictícia estiver a cair e a despedir funcionários, pode pedir para que se repatriem os
Filipa Araújo
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Imóveis Compra diminui no terceiro trimestre de 2015
Economia Delta Asia quer apoiar PME de Macau
Uma “missão social” O
efectivamente e como é que o vai fazer. “Isto é um bocado uma figura híbrida, não estamos habituados a uma ideia destas. Mas no fundo existe uma orientação política nesta medidas, ou seja, há de facto um intenção política. Como é que isto
vai ser concretizado? Aqui é que o Governo tem de explicar no que é que se traduz isto”, argumentou. Estando uma hipoteca em causa, diz, há interesses de várias partes. No entanto, não é a primeira vez que o Governo acorda com instituições bancárias para facilitar o crédito. “Já houve no passado uma comparticipação do Executivo para minimizar os custos dos juros”, explicou Senna Fernandes ao HM. A medida, indicou o Governo, é um dos resultados do Mecanismo de Protecção de Idosos, que, segundo responsáveis do IAS, terá Março como data limite para a entrega da publicação dos resultados da consulta pública a que foi sujeito. “O Governo não deveria de maneira nenhuma tocar nos bens essenciais dos idosos. O Governo tem que arranjar medidas sociais, subsidiárias e, como tem vindo a fazer e muito bem, atribuir os subsídios aos idosos que contribuíram para o desenvolvimento, tanto da sociedade, como do Jogo. Se eles contribuíram, agora que estamos economicamente bem devem ser beneficiados, não prejudicados com a hipoteca dos seus bens”, rematou Pereira Coutinho.
trabalhadores não residentes (TNR). Mas a economia real precisará de TNR para se desenvolver”, afirmou. Stanley Au diz mesmo que, caso o mercado imobiliário não recupere das quedas de 20% a 25% nos preços dos imóveis em breve, “muitos residentes de Macau podem ir à falência”. O sector dos empréstimos bancários sofreu um “grande ataque”, remata. Flora Fong
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o terceiro trimestre de 2015 o número e o valor das transacções de imóveis desceram 24,7% e 30,7%, respectivamente, face ao segundo trimestre. A queda do número e do valor das fracções autónomas habitacionais de edifícios em construção transaccionadas foi superior a 40%. Comercializaram-se 2323 fracções autónomas e lugares de estacionamento pelo valor de 12,49 mil milhões de patacas, sendo que 1537 eram fracções autónomas habitacionais (-17,5%, em termos trimestrais) que foram transaccionadas por 8,62 mil milhões de patacas (-26,6%). Destas fracções autónomas habitacionais 246 eram de edifícios em construção. Também no terceiro trimester o preço médio por metro quadrado das fracções autónomas habitacionais transaccionadas foi de 84.342 patacas, desceu 11,5% em termos trimestrais. Na Taipa, em Coloane e na
península de Macau os preços médios por metro quadrado das fracções autónomas habitacionais de edifícios em construção diminuíram 9,2%, 4,5% e 1,7%, respectivamente. Efectuaram-se mais transacções de fracções autónomas habitacionais de edifícios em construção em Coloane, nos Novos Aterros da Areia Preta e na Guia. Transaccionaram-se 812 fracções autónomas habitacionais pertencentes a edifícios construídos há mais de 20 anos e 105 fracções autónomas habitacionais pertencentes a edifícios construídos num período inferior ou igual a cinco anos. No que concerne à construção privada, foram iniciados 465.456 metros quadrados de área bruta de construção, equivalentes a 2815 fracções autónomas (2757 destinadas à habitação), 1572 lugares de estacionamento para automóveis e 896 para motociclos.
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eventos
hamam-se Zungeiras, ou Quintadeiras, e são mulheres que percorrem as ruas de Angola de cabazes à cabeça. Vendem fruta, produtos de cozinha, alimentos, roupa, sapatos. Foram proibidas de o fazer. Mas continuam. E, consigo, continuam os encantos que transmitem a quem passa ou a quem as vê através de uns novos olhos. Foi o caso de João Rodrigues, fotógrafo português a trabalhar em Angola, que retratou as mulheres zungueiras através da sua lente, simplesmente porque a sua forma de vida o cativou. “Acho que, por aqui, a mulher zungueira é vista como algo perfeitamente normal, acho que é tão normal que só um olhar de fora é que repara [nelas] e as observa. Mas é impossível não notar a presença delas. Estão em todo o lado”, relata João Rodrigues ao HM. “Decidi fotografar porque acredito que dentro desta mulher está muita coisa. Sim, este é um projecto com relevância antropológica, mas decidi fotografá-las essencialmente pelo que representam esteticamente: vejo-as muito femininas. E filosoficamente: quantas delas não dariam boas advogadas, gestoras, ministras?” Formado em Psicologia, João apaixonou-se por fotografia há cerca de 13 anos, tendo tido já oportunidade para expor os seus trabalhos. A ida para Angola valeu-lhe uma colaboração com um colégio local, onde dá formação na área da Educação. Mas valeu-lhe também mais do que isso: uma viagem a um mundo que poderia perfeitamente ter passado despercebido por ser tão comum no quotidiano africano. “Estive relutante em avançar com este projecto, porque me pareceu à primeira vista um cliché. Mas por essa mesma razão, por ser algo característico desta terra e por não ter havido ainda um grande enfoque artístico nelas, é que decidi avançar e fazer a sua apoteose”, explica ao HM, acrescentando que “ao fim e ao cabo, a ‘mamã zungueira’ acaba por ser um pedaço histórico da vida em Angola, bem como uma figura icónica da sociedade”. João Rodrigues decidiu, então, falar com estas mulheres. Perceber
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Angola Fotógrafo português retrata as mulheres Zungueiras
Pelo pão nosso de
os seus modos de vida. E tirar os seus retratos, numa espécie de “resenha poética da sua figura e da sua apologia política e social”. Algo que, confessa, nem sempre foi fácil. E que continua a ser um desafio. “Continuarei a percorrer as ruas, perseguindo estas mulheres, pedindo a sua autorização para as
Roadhouse The Bleu Rascals actuam a partir de quinta-feira
O Roadhouse, que tem o novo espaço no Broadway Macau, recebe, a partir de quinta-feira e até sábado, a banda The Bleu Rascals. O grupo foi vencedor do Cotai Jazz & Blues Festival do Venetian e regressa agora a Macau para brindar o público com música ao vivo. Os três dias de actuação da banda, que começa a tocar às 22h00, coincidem com o Grande Prémio de Macau, também patrocinado pelo estabelecimento através do motoqueiro John McGuiness. McGuiness e outros corredores de motas marcam ainda presença no Roadhouse, sendo que sábado apresentam motas de corrida reais, que vão estar expostas no espaço. Também nessa noite haverá ainda tempo para leiloar t-shirts do Grande Prémio, cujas receitas irão reverter para ajudar Stephen Thompson, piloto que perdeu um braço em Maio deste ano. A entrada é livre.
retratar, coisa que nem sempre é fácil, uma vez que, por motivos vários, é-me negada essa intromissão, ora por não se quererem mostrar para fora dessa forma, ora por não se acharem bonitas na sua indumentária de trabalho.”
A busca pelo pão
Quando se procuram notícias sobre as zungueiras não é difícil dar de caras com os problemas que estas mulheres enfrentam, agora e desde sempre. Queixam-se de serem maltratadas pelos agentes federais – que, segundo a imprensa, lhes tiram o dinheiro e a mercadoria -, trabalham no meio do trânsito caótico de Angola, carregam pesos significantes na cabeça ao mesmo tempo que, muitas delas, carregam filhos nas costas ou na barriga. “Aqui, na província de Benguela, até é tranquilo para elas. Os problemas com as leis estão em Luanda, onde há relatos de
agressões e despejos”, explica João ao HM. O governo angolano quis acabar com a actividade das zungueiras e passá-las para as bancas dos mercados oficiais. O braço de ferro ainda continua, especialmente nas ruas da capital, onde a proibição de venda nas ruas foi implemen-
tada com mais força. Mas João Rodrigues quer mostrar mais do que a questão política que ronda estas ‘mamãs’. “Outra coisa que me espantou foi o espírito empreendedor delas”, diz-nos, enquanto nos encaminha para um vídeo que mostra as zungueiras a adaptarem-se aos
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cada dia
tórias e da alma de cada casa – e de um projecto sobre as mulheres obreiras da Índia, o caminho na fotografia é para continuar. “[A fotografia] surge da necessidade de interiorizar o mundo e de expor o meu mundo cá para fora. Não posso ainda falar dos meus próximos projectos. Para já pretendo ficar [em Angola] um ano, mas um dos meus sonhos é conhecer os países de Língua Portuguesa.” África primeiro, diz, porque algo na cultura o puxa e lhe dá vontade de lá ficar. “Se uma porta se abrir”, Macau pode ser o próximo passo, até porque há, provavelmente, muito por fotografar aqui.
“Por motivos vários, é-me negada essa intromissão [da fotografia], ora por não se quererem mostrar para fora dessa forma, ora por não se acharem bonitas na sua indumentária de trabalho”
tempos modernos e a permitirem o pagamento dos seus produtos através de terminais automáticos multibanco. “Estas mulheres lutam por algo nobre e eu fiquei enternecido ao vê-las. A mulher zungueira é para mim uma empreendedora, uma lutadora, o sustento da casa e um binómio de amor. É uma mulher com inteligência e a perseverança de andar quilómetros com uma verticalidade única, fazendo o que
acredita ser um trabalho digno. Uma mulher que simplesmente ganha o seu pão e o dos seus filhos mas com força para se manifestar, discordar das leis e fazer frente a essa repressão”, continua.
Macau? Talvez
Depois de um projecto em Cabo-Verde - onde João expôs, no Centro Cultural Português, na cidade da Praia, fotografias de portas da cidade, que davam conta das his-
“Se fosse para Macau com certeza algo me iria saltar à vista. Não sei o que seria, mas antes de vir para Angola não sabia o que iria ser o meu alvo e ele apareceu. Em Macau à primeira vista o Jogo parece-me ser interessante, mas só um olhar profundo me faria decidir em investir num projecto”, diz-nos João Rodrigues, com a certeza de que, por agora, a ideia é continuar a dar relevo ao projecto da “Mamã Zungueira”, não só nos média, mas com exposições fotográficas e tertúlias. Tudo para que as pessoas não esqueçam as mulheres que “trocam, num escambo ordinário, a força dos músculos, a força lenta e cuidadosa da passada, pelo dinheiro”, como no diz. “Um dia as mulheres serão mais felizes. Um dia. Um dia ‘mamã’. Mas esse dia vai ter de esperar e o melhor é aguentar e aguardar verticalmente por ele.”
À venda na Livraria Portuguesa Marina • Carlos Ruiz Zafón
“Em Maio de 1980 desapareci do mundo durante uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro. Não sabia então que oceano do tempo mais tarde ou mais cedo nos devolve as recordações que nele enterramos. Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear por entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca. Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas da alma. Este é o meu.”
Armazém do Boi recebe Festival de Artes Performativas
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ezembro começa com o Festival Internacional de Artes Performativas no Armazém do Boi, um dos eventos com maior envergadura organizado pelo colectivo. Para participar estão convidados artistas internacionais do sector que, segundo a própria organização, permitem trocar experiências e dar o seu contributo ao cenário artístico actual. Este ano, o grupo de artistas é oriundo maioritariamente da China continental, sendo eles He Lin, Changsha e Watan Wuma, de Taiwan, Hu Yifei e Chen Jin e de Pequim, Cui Taomeng, Chongqing, Dong Jie, Chengdu, Liu Qing, Xi’an. Por fim vem ainda Arai Shin-ichi do Japão.
Subordinados aos temas “Acção”, “Corpo” e “Acontecer” os momentos artísticos irão corresponder a registos desde o Dadaísmo até à arte conceptual. A teatralidade da liberdade de expressão será ainda destacada. Com entrada gratuita, o momento acontece no dia 1 de Dezembro, entre as 19 e as 22h00. Os oito artistas irão apresentar os seus últimos trabalhos, “conotados desde a fantasia à mais profunda preocupação com a humanidade”. Para quem quiser, o Armazém do Boi organiza ainda, no dia 29 de Novembro, uma sessão de artes espontânea, em Coloane, ao meio dia, em que curiosos e os artistas convidados poderão trocar impressões sobre arte. F.A.
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
O Confidente de Hitler • Peter Conradi
A incrível história de Ernst Hanfstaengl, o homem que foi confidente de Hitler e que, mais tarde, viria a colaborar com as forças norte-americanas. Com acesso a documentação até então privada, Peter Conradi consegue levar-nos ao convívio íntimo com Adolf Hitler e com os seus colaboradores mais próximos.
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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 589/AI/2015
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 602/AI/2015
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora OUYANG QIUHUI, portadora do Salvo-Conduto de Dupla Viagem da RPC n.° W62187xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 28/DI-AI/2014, levantado pela DST a 19.02.2014, e por despacho da signatária de 23.10.2015, exarado no Relatório n.° 640/DI/2015, de 14.09.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.° 1142-V, Edf. Centro Internacional de Macau, Bloco 13, 7.° andar C, Macau onde se prestava alojamento ilegal.--------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora LI JING, portadora do passaporte da RPC n.° E05125xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 51/DI-AI/2013 levantado pela DST a 17.05.2013, e por despacho da signatária de 23.10.2015, exarado no Relatório n.° 647/DI/2015, de 17.09.2015, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua Cidade de Sintra n.° 422, Praça Wong Chio, 4.° andar S, Macau onde se prestava alojamento ilegal.--------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.--------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 23 de Outubro de 2015.
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 23 de Outubro de 2015.
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 604/AI/2015 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora PANG YANYAN, portadora do Passaporte da RPC n.° E06764xxx e Salvo-Conduto de dupla viagem da RPC n.° W76228xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 117/DI-AI/2014, levantado pela DST a 16.09.2014, e por despacho da signatária de 23.10.2015, exarado no Relatório n.° 649/DI/2015, de 05.10.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Avenida do Infante D. Henrique n.° 29, Edf. Va Iong, 9.° andar B onde se prestava alojamento ilegal.-------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 23 de Outubro de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL 1. Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 53.º da Lei n.º 10/2013 <<Lei de Terras>>, de 2 de Setembro, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: - Rua do Comandante João Belo, n.ºs 331 a 401, Rua Sul do Patane, n.ºs 311 a 343 e Rua do General Ivens Ferraz, n.ºs 362 a 406C, em Macau, (Edifício Lok Yeung Fa Yuen – Lei Hong Kok, Lei Tai Kok); - Rua do Comandante João Belo, n.ºs 427 a 497, Rua da Doca Seca, n.ºs 230 a 260 e Rua do General Ivens Ferraz, n.ºs 422 a 498, em Macau, (Edifício Lok Yeung Fa Yuen – Lei Cheong Kok, Lei Vo Kok); - Rua do General Ivens Ferraz, n.ºs 329 a 407F, Rua da Bacia
Sul, n.ºs 109 a 179 e Rua Sul do Patane, n.ºs 261 a 269, em Macau, (Edifício Precious Jade Garden – Lei Seng Kok, Lei Fai Kok); - Rua da Bacia Sul, n.ºs 9 a 73, Rua do General Ivens Ferraz, n.ºs 425 a 503 e Rua da Doca Seca, n.ºs 162 a 196, em Macau, (Edifício Precious Jade Garden – Lei Meng Kok, Lei Iu Kok). 2. Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam à Recebedoria destes serviços, situada no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento Taipa, para os efeitos do respectivo pagamento. 3. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada..
Aos, 19 de Outubro de 2015. O Director dos Serviços de Finanças, Iong Kong Leong
china
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Atento a fuga de capitais, Japão pede à China que reforme devagar
Grande demais para cair O Japão expressou preocupação com o ritmo das saídas de capital da China e sugeriu que Pequim actue lentamente na reforma do seu sistema cambial para evitar repetir os erros do Japão no passado. Após turbulências no mercado, a China parece agora estar numa conjuntura crítica com as saídas de capital chegando a centenas de milhares de milhões de dólares e com Pequim a recorrer às suas reservas cambiais para compensar o impacto do dinheiro que sai do país. A desvalorização de mais de 40 por cento nas acções em poucos meses e a inesperada desvalorização do yuan agiram como um lembrete da rapidez com que Pequim pode perder o controlo se agir muito rapidamente para se abrir às forças do mercado, disseram autoridades japonesas.
Publicamente, autoridades japonesas pediram à China que prossiga com a reforma e expressaram confiança de que Pequim tem as ferramentas e os conhecimentos para isso. Mas, em privado, adoptaram um tom diferente, alertando Pequim contra agir muito rápido para liberalizar o yuan quando grandes saídas de capital podem tornar a moeda alvo de especuladores. O Japão transmitiu suas preocupações às autoridades chinesas em várias reuniões este ano, incluindo a reunião dos líderes financeiros do G20 na Turquia. A China deu um grande passo na direcção da internacionalização da sua moeda na sexta-feira, quando a equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a sua diretora, Christine Lagarde, endossaram a inclusão do yuan na sua cesta de divisas.
Efeito “enorme”
Entretanto, o crédito em circulação oferecido pelos quatro principais bancos estatais da China recuou em Outubro, no momento em que a segunda maior economia do mundo desacelerou e mais empréstimos com problemas foram registados no sistema financeiro nacional.
“O ritmo das saídas de capital é alarmante”, disse uma autoridade sénior com conhecimento sobre a diplomacia cambial do Japão. “Se o sistema financeiro da China está desestabilizado, o efeito sobre o Japão e o resto da Ásia será enorme.”
Crédito nos principais bancos diminuiu
Os quatro maiores bancos do país - Industrial & Commercial Bank of China, China Construction Bank, Agricultural Bank of China e Bank of China - tinham um total de 35,7 biliões de yuans de empréstimos em circulação no fim de Outubro, 65,6 mil milhões de yuans a menos que no mês anterior, segundo dados do Banco Popular da China (BPC). É a primeira queda no crédito em circulação dos
China eleva nível de alerta anti-terrorista
Um problema interno A China elevou o nível de alerta terrorista depois dos atentados em Paris e apelou a que os “separatistas uigures” - minoria muçulmana que habita em Xinjiang - sejam incluídos na luta mundial contra o terrorismo. Várias cidades e províncias chinesas estão a executar exercícios antiterroristas e a emitir instruções aos seus cidadãos sobre como agir em caso de atentado, segundo avançou na segunda-feira a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. Em Xangai, a capital económica e a maior cidade do país, com cerca de 24 milhões de habitantes, foram
realizadas simulações de resposta a um possível ataque. O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC), publicou também uma série de recomendações na sua conta no Weibo, o Twitter chinês, sobre o que fazer em caso de atentado. O Governo chinês considerou ainda que a luta global contra o terrorismo deve incluir os “separatistas uigures” do Movimento Islâmico do Turquestão Oriental (ETIM, na sigla em inglês), que Pequim responsabiliza por ataques em Xinjiang, no noroeste do país. AChina considera que alguns membros desta minoria
integram o ETIM, que está vinculado a organizações ‘jihadistas’ como o Estado Islâmico, ainda que grupos uigures no exílio refutem as acusações. Em 2014, um total de 712 pessoas foram condenadas na China por terrorismo e actividades separatistas, segundo dados oficiais apresentados durante a Assembleia Nacional Popular chinesa, que se realiza todos os anos em março. A maioria dos casos ocorreu no Xinjiang, mas houve também um atentado na Praça Tiananmen, em Pequim, e outro na estação ferroviária de Kunming, no sudoeste da China.
quatro grandes bancos do país desde pelo menos 2009, quando o banco central começou a divulgar estes dados. Os empréstimos dos quatro maiores bancos em geral representam um terço dos empréstimos totais dos bancos na China. Em Outubro, os empréstimos de todos os bancos chineses recuaram fortemente, para 513,6 mil milhões de yuans, após atingirem um máximo em Setembro,
numa mostra dos limites dos esforços de Pequim para usar o crédito para impulsionar o crescimento económico. O declínio mostra que Pequim procura um equilíbrio entre o crescimento e a alta nos empréstimos com problemas.
Bancos compram yuans
Para além disto, o Banco Popular da China (BPC) e instituições financeiras fizeram compras líquidas de 12,94 mil milhões de yuans em Outubro, segundo cálculo do Wall Street Journal baseado em dados oficiais, sugerindo que o país asiático voltou a registar entradas de capital. Trata-se do primeiro resultado positivo após quatro meses consecutivos de vendas líquidas, período em que a China registou saídas de capital. No fim de Outubro, a posição cambial total do sistema bancário chinês era de 27,44 biliões de yuans, ante 27,42 biliões de yuans no mês anterior, informou o BPC. Embora incluam vendas e compras de bancos comerciais e outras instituições financeiras, os números basicamente reflectem a actividade do BPC. O dado de compras e vendas de câmbio é visto como uma espécie de termómetro das mudanças nas condições de liquidez da China, mas não especifica o montante de entradas líquidas que o BPC realizou por meio da emissão de títulos ou outros instrumentos.
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APEC EUA e China protagonizam debates em Manila
O Fórum de Cooperação Económica ÁsiaPacífico (APEC) abriu nesta segunda-feira em Manila dois dias de reuniões ministeriais, antes da cimeira de hoje e amanhã, em que China e Estados Unidos deverão debater questões comerciais e disputas territoriais. Para esses quatro dias de negociações, primeiro entre os ministros de Comércio e das Relações Exteriores e depois ao nível de chefes de Estado e de governo, o governo filipino colocou cerca de 18 mil polícias na capital. As disputas entre as duas maiores economias do mundo ocuparão boa parte da cimeira anual do fórum, que conta com um total de 21 membros, entre eles México, Peru e Chile, e representa 57% do PIB mundial e quase a metade do comércio mundial. Pequim manifestou a sua vontade de que a cimeira se limite a discutir comércio, mas os atentados de sexta-feira em Paris e as contínuas disputas territoriais com os seus vizinhos no mar da China Meridional tornam necessárias as discussões de outros temas.
Chefe das Forças Armadas de Portugal em Pequim
Cooperação a Oriente O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Portugal, Artur Neves Pina Monteiro, reuniu-se ontem em Pequim com o ministro da Defesa chinês, Chang Wanquan, visando “fortalecer a cooperação militar entre os dois países”. Segundo um despacho publicado pela agência oficial chinesa Xinhua, Chang afirmou que a China “está disposta a cooperar com Portugal no aprofundamento da cooperação militar e outros intercâmbios, baseado no consenso alcançado pelos líderes dos dois países”. O acordo de cooperação assinado pelos ministros da
Defesa de Portugal e da China, em 2006, “estabeleceu as bases legais para o intercâmbio militar e a colaboração” entre os dois países, afirmou Chang, citado pela Xinhua. Segundo a mesma nota, Pina Monteiro realçou que
Portugal está disposto a “reforçar o intercâmbio militar com a China em áreas como o treino de jovens soldados e manutenção da paz internacional, particularmente nos países de língua portuguesa em África”. Pina Monteiro exerce o cargo de chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas desde 7 de fevereiro de 2014. Na semana passada, o director-geral de Política Externa de Portugal, Francisco Duarte Lopes, deslocou-se também a Pequim, onde se reuniu com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Chaohui.
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Histórias em volta do É com a visão de quem conduz no Circuito da Guia que escrevemos sobre as estradas, ruas e avenidas, os actuais e antigos edifícios encontrados polvilhados ao longo do trajecto Avenida da Amizade
Os carros já lançados passam pelo local do antigo Terminal do Porto Exterior, em cuja zona do cais esteve ancorado até há pouco tempo o Casino Palácio Flutuante. A inicial embarcação foi substituída por uma nova em 1996 e por isso, ficou com o nome de New Palace Casino. Devido a sua mudança, do Porto Interior para o Porto Exterior, perdeu todo o fascínio que transmitia e quase sem jogadores, encerrou em 2007
A festa é enorme, com uma grande quantidade de pessoas no paddock a passear por entre os carros tirando fotografias às beldades. Já nas bancadas, em frente à linha de meta, vai-se assistindo à preparação dos carros de fórmula 3 no pit-lane enquanto, as outras diferentes corridas se vão desenrolando na pista e visualizadas no écran gigante, colocado junto às boxes das motas. O entusiasmo ferve ao assistir às largadas das corridas e no cortar a linha de chegada, assim como se aplaudem os vencedores no pódio. Os bólides saem para a pista e após darem uma volta de aquecimento pela pista, colocam-se nas suas posições marcadas no asfalto, junto à nova torre de controlo construída em 2013 e que dá início às remodelações previstas para o complexo do Grande Prémio. Olhando pela fileira dos carros, ao fundo vêem-se cruzar os barcos vindos de Hong Kong e alguns juncos que partem para a faina. Os helicópteros, que desde 26 de Novembro de 1990 fazem a ligação entre Macau e Hong Kong, não param de pousar e levantar do heliporto no topo do Terminal Marítimo. Espera-se que os sinais luminosos acendam. Com os motores a rugir, as máquinas preparam-se para o arranque quando as luzes vermelhas se apagarem. Num galope desenfreado, em gincana, os veículos tentam ganhar posições e logo após uma ligeira curva para a esquerda, entram na Recta do Mandarim que,
tal como a zona da partida, se encontra na Avenida da Amizade. No lado direita, um edifício quadrado azulado em estilo de enorme aquário, era onde desde 1992 esteve instalado o Centro Comercial Yaohan, de capital japonês e reconhecido pela população por Papapun. Comprado em 1997 pelo magnata do jogo Stanley Ho, mudou de nome para New Yaohan, albergando agora, após transformações, o Casino Oceanus. Atrás deste edifício, o Casino Jai Alai, cuja tradução é “volta de novo”, em 2015 encontra-se em grandes obras de remodelação. Nesse terreno situava-se o Centro de Aviação Naval de Macau (C.A.N.M.), que tinha um hangar em cimento, inaugurado em 22 de Setembro de 1940, com capacidade para quinze aviões. Em Outubro de 1942 ficou como armazém de combustível do C.A.N.M. e da Pan Am.
O Casino Jai Alai, na altura o maior estádio de Pelota Basca do mundo, foi feito por uma sociedade cujo objectivo era explorar em regime exclusivo a concessão da Pelota Basca sob o sistema de lotarias e apostas mútuas, como está referido no B.O. de 7 de Agosto de 1971. Constituída a sociedade por onze sócios, alguns ligados à exploração dos jogos de fortuna e azar e às corridas de galgos, tinha um capital de dezoito milhões de patacas, nesse tempo, uma verdadeira fortuna. Os carros já lançados passam pelo local do antigo Terminal do Porto Exterior, em cuja zona do cais esteve ancorado até há pouco tempo o Casino Palácio Flutuante. Esta plataforma flutuante, sobre a qual fora construído um edifício de dois andares em madeira, viera do Porto Interior onde, com o nome de Macau Palace servira de casino desde 1962. A inicial embarcação foi substituída por uma nova em 1996 e por isso, ficou com o nome de New Palace Casino. Devido a sua mudança, do Porto Interior para o Porto Exterior, perdeu todo o fascínio que transmitia e quase sem jogadores, encerrou em 2007. Ao lado, num aterro e sobre estacas, instalou-se a Doca dos Pescadores, aberta em Dezembro de 2005, mas só inaugurada no ano seguinte. Aproveitando a parte plana e rápida, onde se encontra a largura máxima do circuito, com catorze metros, os bólides vão acelerando. A Curva do Mandarim Oriental, cujo nome está relacionado com o antigo
hotel, é muito suave e não traz grandes problemas para a maioria dos carros. Era onde até 1992 se encontrava a linha de partida do Circuito da Guia. A antiga torre de controlo do Grande Prémio encontra-se junto ao Hotel Casino Waldo, apesar das boxes terem já desaparecido. A velocidade aumenta a cada quilómetro e só a cem metros da Curva Lisboa é que os pilotos reduzem, pé a fundo no travão, para atacar a difícil curva de ângulo recto, modificada nos anos noventa do século passado. O Hotel Casino Lisboa, com um projecto feito por Liang Tat Man em 1964, foi inaugurado a 3 de Fevereiro de 1970 e era o mais emblemático edifício moderno de Macau. Se em Novembro de 1969 já recebia clientes para os seus cento e seis quartos, cujos preços das suites variavam entre os dez e os vinte e cinco dólares americanos, o seu casino só foi inaugurado em Junho de 1970, conjuntamente com uma variedade de restaurantes, bares, lojas e outras facilidades. As travagens nos limites, para atacar a Curva do Lisboa, deixam as marcas dos pneus no asfalto. A mais apreciada bancada do circuito permite aos espectadores delirarem com a visão do espectáculo e não há prova alguma onde aí não aconteçam acidentes. Impressionante é o rápido trabalho com que a pista é desimpedida e limpa, muitas vezes permitindo não interromper a corrida. Com as bandeiras amarelas agitadas, deixa-se de poder ultrapassar. A pista afunila, pois só usa um dos lados da curta avenida. Esta é a Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho, cujo nome lembra um dos bravos militares que levou à vitória sobre as tropas holandesas em 24 de Junho de 1622. Construída após 1940, a Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho situa-se na freguesia da Sé e tem o seu início no antigo Fortim de S. Francisco, atravessa a Avenida Dom Afonso Henriques, que em parte foi depois ocupada pelo Hotel Lisboa e agora termina na Avenida da Amizade. Encostada ao Forte de S. Francisco, a Bateria 1.º de Dezembro existia desde 1872 e daí para o lado da Praia Grande, em 6 de Julho de 1876 foi arranjada a Baía da Praia Grande. Já para Norte, para a construção do Porto Exterior, começou em 1921 a fazer-se o aterro, que terminou em 1926. A Bateria 1.º de Dezembro foi demolida em 1934,
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Circuito da Guia (II) devido aos novos trabalhos de recuperação de terras, cujas obras planeadas em 1931 tiveram o início um ano depois e onde só nos anos 40 do século XX se abriram as avenidas D. João IV e Infante D. Henrique. Já em 8 de Julho de 1992, foi iniciado o fecho da Baía da Praia Grande, sendo criados dois lagos num projecto do Arquitecto Manuel Vicente.
A zona alta Na confluência entre as avenidas de Lopo Sarmento de Carvalho, de Lisboa e do Dr. Rodrigo Rodrigues e a Rua da Praia Grande, é a Curva de S. Francisco, menos apertada que a anterior e onde o circuito sai do nível do mar prosseguindo pela Estrada de S. Francisco. A curva e estrada de S. Francisco tomaram o nome dado ao monte nos primeiros tempos da chegada dos portugueses, onde se situava o convento e a fortaleza, da qual hoje só resta a muralha. Após a curva, pela Estrada de S. Francisco entra o circuito na zona lenta e montanhosa, início da actual Colina de S. Januário, outrora chamada de S. Jerónimo e anteriormente de S. Francisco. Aí em 1580 foi fundado o convento franciscano, que se situava fora da cidade, com as ondas a bater por três lados e onde começava a baía da Praia Grande. Seguindo os relevos do terreno e unida ao Convento, a Fortaleza de S. Francisco deve ter sido edificada no ano de 1624, afirmando outras fontes a data de 1629, tendo sofrido alterações em 1775. Em 1807, parte das forças britânicas que desembarcaram em Macau aí ficou alojada. O Governador Coelho do Amaral mandou destruir a fortaleza e edificar em 1864 o Forte de S. Francisco. “Com uma forma mais regular que o anterior, tinha dois bastiões circulares nas muralhas Leste e Oeste, com um revestimento triangular de largos ângulos entre eles”, como nos diz Jorge Graça. Já anteriormente, a 30 de Março de 1861, o mesmo governador ordenara a demolição do convento, pois as ordens religiosas tinham sido expulsas, tendo mandado construir o quartel nesse lugar. Assim, no local do Convento passou a estar desde 30 de Dezembro de 1866 o Quartel de S. Francisco, onde o batalhão de primeira linha de Macau se instalou. O quartel foi reconstruído em 1937, sendo aí colocado
o Quartel-General Militar a 30 de Abril de 1950 e agora, é das Forças de Segurança de Macau, onde também se encontrava o Museu Militar, que desde 16 de Novembro de 2004 passou a ter a designação de Museu das Forças de Segurança de Macau. Situado no átrio da Direcção dos Serviços das Forças de Segurança de Macau e no jardim interior do Forte de S. Francisco, este museu recebeu o espólio do Museu Militar, que em 1984 era apenas um recinto onde se expunham alguns
objectos alusivos ao período do Governo de Macau sob administração portuguesa. Com a mudança para a administração chinesa foi recebendo novas peças, mas em 2013 entrou em obras de remodelação, reabrindo este ano de 2015 com o seu espólio ampliado e novas temáticas. A entrada para o museu, aberto todos os dias, faz-se pela Calçada dos Quartéis. Subindo a encosta da Colina de S. Januário pela Estrada de S. Francisco aparece à esquerda o edifício do Hospital Conde de S. Januário,
no sítio onde existiu a Ermida de Nossa Senhora do Rosário e o Baluarte de S. Jerónimo, este inserido na antiga muralha da cidade cristã, que servia para defesa da costa Leste da península. O hospital foi mandado construir pelo então Governador Januário Correia de Almeida, sendo o projecto do macaense António Alexandrino de Mello (Barão do Cercal). Foi inaugurado em 6 de Janeiro de 1874 para assistência médica aos militares que prestavam serviço em Macau. Esse vistoso edifício, em 1882 tinha já as madeiras inteiramente podres pela exposição ao tempo e comidas pela formiga branca, tendo-se gasto a quantia de 1.152,691 patacas para o reparar. Em 25 de Outubro de 1919 passou a servir a população em geral e a designar-se Hospital Geral do Governo. Em 1952, começou a ser demolido e numa faseada reconstrução, um novo hospital surgiu. As obras ficaram concluídas a 10 de Março de 1959, passando a ter o nome de Hospital Central Conde de S. Januário. De então para cá, teve novas obras de renovação, com a primeira fase concluída em Novembro de 1989 e o projecto total em 1993, mudando o nome para Centro Hospitalar Conde S. Januário. Em 2013 terminou uma nova ampliação. É conhecido em chinês por San Teang Yi Yun (山顶医院), que significa Hospital no Cume da Colina. Segue-se uma ligeira curva para a esquerda, conhecida nas comunicações internas do Grande Prémio por Matsuya pois, sobranceiro à curva, desde 1965 existiu
com esse nome o luxuoso hotel de capitais japoneses, cuja esplêndida esplanada na varanda estava virada para as águas do Porto Exterior. Hoje aí estão instalados o Gabinete para a Prevenção e Controlo do Tabagismo e a Comissão de Acompanhamento da Rede de Infra-Estruturas do Sistema de Saúde dos Serviços de Saúde do Governo da RAEM. Ligeiramente mais à frente, a Estrada de S. Francisco muda de nome e torna-se na curtíssima Estrada dos Parses. Após o edifício do Laboratório de Saúde Pública, encontra-se o Cemitério dos Parses fundado em 1829 e que contém catorze túmulos, sendo a última sepultura de 1870. O cemitério para além de fechado está ao abandono. No outro lado, a Escola Leng Nam, cujo edifício foi mandado construir pelo advogado macaense Francisco Xavier Anacleto da Silva, após ter visto em Xangai uma casa que muito lhe agradou. Mandou construir à imagem a Vila Alegre, sendo de 1917 o projecto do arquitecto José Tomás Silva, mas o palacete só ficou pronto em 1921. Já em 1936 o edifício pertencia à Caixa Económica Postal quando, devido à chegada dos invasores japoneses a Cantão, a Escola Leng Nam, até então a funcionar nessa cidade, para aqui se mudou. A seguir, aparece o Convento do Precioso Sangue, um projecto do arquitecto John Lemn, construído entre 1916 e 1917 para ser residência do advogado macaense Luís Gonzaga Nolasco da Silva. Adquirido entre os anos trinta e quarenta do século vinte pela Congregação das Irmãs do Precioso Sangue, aí foi instalado o seu convento. Por fim, após o edifício ter sido recuperado, no ano 1999 tornou-se a Sede da Autoridade Monetária de Macau, que veio do antigo edifício do Hospital de S. Rafael, ocupado depois pelo Consulado de Portugal na RAEM. A Estrada dos Parses termina em frente da Estrada do Engenheiro Trigo mas, ao encontrar-se com a Calçada da Vitória, o circuito vira para a direita e entra na Estrada de Cacilhas. É a Curva da Maternidade, onde no lado direito há um pavilhão esplanada tipo chinês, o Miradouro de Nossa Senhora da Saúde e no terreno adjacente, desde 2015 umas escadas e elevadores que colocam os transeuntes a uma cota inferior, dando acesso ao ZAPE. Em torno desse cruzamento de estradas, ocorrem ainda grandes obras para a construção de um túnel. José Simões Morais Texto e Fotos
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NOTIFICAÇÃO EDITAL (Reparação coerciva)
N.º 68/2015
NOTIFICAÇÃO EDITAL N.º 69/2015 (Trabalho ilegal – pagamento das multas)
Lurdes Maria Sales, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, manda que se proceda, nos termos do n.º 3 do artigo 9.º e do artigo 11.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 – Normas de funcionamento das acções inspectivas do trabalho conjugadas com o artigo 58.º, n.º 2 do artigo 72.º e n.º 2 do artigo 136.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, à notificação da transgressora dos Autos n.ºs 152/0708/2015 e 154/0708/2015, de 14 de Outubro de 2015 e 167/0708/2015 de 23 de Outubro de 2015, sociedade “XIN SHAN PROMOTOR DE JOGO LIMITADA”, sita na Alameda Dr. Carlos D`Assumpção, n.º 336 a 342, Edifício “Centro Comercial Seng Fung”, 15.º andar, “P”, “Q” e “R”, em Macau, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do dia seguinte à da publicação do presente edital, proceder ao pagamento das multas aplicadas nos aludidos autos, nos valores de Mop$5.000,00 (cinco mil patacas), de Mop$10.000,00 (dez mil patacas) e de Mop$35.000,00 (trinta e cinco mil patacas), respectivamente, por prática das transgressões laborais previsto no n.º 1 do artigo 55.º e no artigo 77.º e punidas nas alínea 3) do n.º 2 e alínea 5) do n.º 3, ambas do artigo 85.º da Lei n.º 7/2008 – Lei das relações de trabalho, de 18 de Agosto, a notificada deve no mesmo prazo, proceder ao pagamento da quantia em dívida ao trabalhador CHAN KA KEI, no valor de 22.510,40 (vinte e duas mil e quinhentas e dez patacas e quarenta avos), às trabalhadoras HOI SIN IENG e SOU PUI IAN, no valor de Mop$26.559,40 (vinte e seis mil e quinhentas e cinquenta e nove patacas e quarenta avos), e às trabalhadoras ZENG TINGTING, TANG KA I, NG CHAO PENG, LEONG LAN IENG e WONG KAM CHAN no valor de Mop$174.839.90 (cento e setenta e quatro mil e oitocentas e trinta e nove patacas e noventa avos), respectivamente, e devendo ainda, nos 5 (cinco) dias subsequentes ao do termo do atrás citado prazo, fazer prova dos pagamentos efectuados.
Considerando que se revela ser impossível notificar, nos termos do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, do artigo 68.º e do n.º 1 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, WANG HUIHUANG (titular de Título de Identificação de Trabalhador Não-Residente), LING JIN (titular de Título de Identificação de Trabalhador Não-Residente) e XING DEXIN (titular de Salvo Conduto para Hong Kong e Macau da República Popular da China), por ofício, telefone, pessoalmente, ou outra forma, sobre a matéria de que vai acusada pela infracção do Regulamento Administrativo n.º 17/2004, de 14 de Junho – Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, e para efeitos de procedimento de aplicação da respectiva multa, Lurdes Maria Sales, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho (DIT), da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), notifica, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do CPA, os aludidos infractores, do teor da decisão sancionatória em causa, no seguinte: 1. Por ter comprovado a acção de WANG HUIHUANG, LING JIN e XING DEXIN, bem como a culpa dos infractores, ao abrigo na alínea 4) do artigo 2.º, conjugado com o n.º 1 do artigo 3.º do Regulamento Administrativo n.º 17/2004, de 14 de Junho – Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º do mesmo regulamento administrativo foi aplicada a cada infractor, a pena de multa de MOP$ 20.000,00 (vinte mil patacas); 2. Informa-se ainda que, nos termos do n.º 2 do artigo 17.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008, de 29 de Dezembro – Normas de Funcionamento das Acções Inpectivas do Trabalho, conjugado com as alíneas a) e b) do n.º 2 do artigo 145.º e os artigos 149.º e 155.º do CPA, os actos administrativos em causa podem ser impugnados, no seguinte: a) Mediante reclamação para a autora do acto (Chefe do DIT), no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do dia seguinte ao da presente notificação; ou b) Mediante recurso hierárquico necessário para o superior hierárquico da autora do acto (Director da DSAL), no prazo de 30 (trinta) dias, a contar do dia seguinte ao da presente notificação edital. Por outro lado, nos termos do n.º 4 do artigo 150.º, conjugado com o n.º 1 do artigo 156.º do CPA, o direito acima referido é exercido por meio de requerimento, no qual devem ser expostos os fundamentos (de facto e de direito), juntando os documentos considerados convenientes, não sendo o acto acima mencionado susceptível de recurso contencioso. 3. Mais ficam notificados que, nos termos do artigo 12.º do Regulamento Administrativo n.º 17/2004, de 14 de Junho – Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, e da alínea e) do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, conjugado com n.ºs 1 e 2 do artigo 15.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008, de 29 de Dezembro – Normas de Funcionamento das Acções Inspectivas do Trabalho, os aludidos infractores devem, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da publicação da presente notificação edital, comparecer na DSAL para o levantamento da guia de pagamento da multa e proceder ao seu pagamento da multa e proceder ao seu pagamento na Repartição de Finanças de Macau da Direcção dos Serviços de Finanças: Ficam ainda notificados que, nos 5 (cinco) dias subsequentes aos do prazo acima referido deverão entregar nestes serviços, o documento comprovativo desse pagamento, sob pena das cópias de todos os documentos acompanhados do comprovativo de cobrança coerciva serem remetidos à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças para cobrança coerciva nos termos legais. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 9 de Novembro de 2015.
A cópia dos autos, as notificações, os mapas de apuramento da quantia em dívida às referidas trabalhadoras e as guias de depósito deverão ser levantados, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, sendo facultada a consulta do processo em causa, instruído por estes Serviços. Decorridos os prazos, sem que tenha sido dado cumprimento à presente notificação, seguir-se-á a tramitação judicial, com a remessa do auto ao Juízo. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 5 de Novembro de 2015. A Chefe do Departamento
A Chefe do Departamento,
Lurdes Maria Sales
Lurdes Maria Sales
Desporto
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Jiménez magoado num joelho
O avançado Raúl Jiménez, do Benfica, magoou-se no joelho direito ao serviço da selecção mexicana de futebol, a quatro dias do dérbi com o Sporting. “Raúl Jiménez, infelizmente, ficou um pouco magoado no joelho. A evolução às vezes surpreende, mas com o bom departamento médico que temos, amanhã [ontem] sabemos com certeza se podemos ou não contar com ele”, afirmou o seleccionador do México, o colombiano Juan Carlos Osório, nas Honduras, na segunda-feira. O dérbi Sporting-Benfica, da quarta eliminatória da Taça de Portugal, realiza-se no sábado, às 20:00.
Ministro do Desporto francês garante realização do Euro2016
adeptos no estádio possam cantá-lo. Até instantes antes do desafio, previsto para as 20:00, o célebre arco de Wembley exibe as cores branca, vermelha e azul da bandeira da França, enquanto na fachada e laterais do estádio está exibida a expressão “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, o lema oficial da República Francesa.
Terrorismo não passará
Cancelado encontro Bélgica-Espanha
Irão Queiroz goleia
A seleção iraniana de futebol, comandada pelo português Carlos Queiroz, goleou em Guam, por 6-0, e isolou-se provisoriamente na liderança do Grupo D da zona asiática de qualificação para o Mundial2018. Taremi, aos 12 e 63 minutos, Kamyabinia, aos 30, Rezaei, aos 49, Shojaei, aos 51, na conversão de uma grande penalidade, e Ansarifard, aos 53, marcaram os golos da selecção do Irão, que ficou em superioridade numérica aos 51, com o cartão vermelho mostrado a Matkin, mas também teve expulso o seu guardaredes, Alireza Beiranvand, aos 72, quando o resultado já estava feito. Com este triunfo, os comandados de Carlos Queiroz lideram o agrupamento com 14 pontos, em seis jogos, podendo ser igualados por Omã, segundo colocado, com 11, e que hoje visita o Turquemenistão, terceiro classificado com os mesmos sete pontos de Guam. A Índia ocupa o quinto e último lugar, com três pontos em seis jogos.
Atleta olímpica achada em floresta
O corpo da atleta olímpica bielorrussa Yulia Balykina, que estava desaparecida desde 28 de Outubro, foi encontrado numa floresta perto de Minsk, embrulhado em plástico, anunciaram ontem as autoridades. Balkina, de 31 anos, integrou a estafeta dos 4x100 metros e participou na prova dos 100 metros nos Jogos Olímpicos Londres2012. Em 2013, a atleta foi suspensa por dois anos, por doping. Um investigador explicou que “o corpo foi encontrado embrulhado num plástico e cuidadosamente coberto com musgo”.
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O
ministro francês do Desporto, Patrick Kanner, garantiu ontem que o seu país vai organizar o Campeonato da Europa de futebol, previsto para os meses de Junho e Julho do próximo ano. “O Euro2016 será realizado com as condições de segurança máxima, reforçadas depois dos acontecimentos recentes”, disse o ministro, acrescentando: “Está fora de questão não realizar este grandioso acontecimento”. Patrick Kanner falava após uma visita ao Stade de France, junto ao qual foi levado a cabo um dos sete atentados perpetrados pelo grupo extremista Estado Islâmico em Paris, que causaram, pelo menos 129 mortos, entre os quais dois portugueses. Na segunda-feira, a UEFA garantiu que a competição irá realizar-se conforme previsto e a manifestou total confiança na organização. “Há mais
de três anos, o Comité Organizador do Euro2016 tem trabalhado em proximidade com as autoridades relevantes para desenvolver os mais apropriados mecanismos de forma a garantir a segurança da prova. Estamos confiantes de que vão ser tomadas as medidas necessárias para garantir que haverá segurança para todos os envolvidos”, referiu a UEFA. O Euro2016, que reúne 24 seleções, entre as quais a portuguesa, deverá disputar-se entre 10 de junho e 10 de julho de 2016, em 10 cidades francesas. Entretanto, já hoje, o secretário de Estado francês do Desporto, Thierry Braillard, assegurou que os jogos das duas principais ligas francesas de futebol, agendados para o próximo fim de semana, vão disputar-se de acordo com o previsto. No último fim de semana os eventos desportivos previstos para Paris e arredores
foram cancelados devido aos atentados de sexta-feira à noite na capital francesa.
Inglaterra-França em Wembley
Entretanto, o seleccionador inglês de futebol, Roy Hodgson, disse ontem que o jogo particular com a França, em Wembley, “não será um jogo normal”, na sequência de os atentados de sexta-feira em Paris. Em declarações aos jornalistas, Hodgson admitiu que o particular “é mais do que um jogo de futebol”, reconhecendo que nunca viu “tanta expetativa” em torno de um encontro. Depois de asseguradas fortes medidas de segurança, as duas federações concordaram com a realização do jogo, quatro dias depois dos atentados de Paris. As 80.000 pessoas que vão lotar o Estádio de Wembley, em Londres, vão entoar “A Marselhesa”, o hino gaulês, em memória das vítimas dos atentados de Paris.
Atleta olímpico mais velho do mundo morre aos 103 anos
O
atleta olímpico mais velho do mundo, o chinês Guo Jie, morreu no domingo aos 103 anos, anunciaram hoje a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) e os órgãos de comunicação chineses. “A IAAF está triste ao saber que Guo Jie, que representou a China no [lançamento do] disco nos Jogos Olímpicos de 1936, morreu no domingo aos 103 anos. Ele era o mais antigo atleta olímpico vivo”, pode ler-se no comunicado emitido pela IAAF.
Nativo do nordeste da China, Guo Jie estabeleceu um recorde nacional no lançamento do disco em 1935, qualificando-se para os Jogos em Berlim no ano seguinte, mas não se qualificou para a final da competição. Depois da sua carreira enquanto atleta, tornou-se um investigador e treinador de atletismo, antes de se retirar em 1987. Guo Jie carregou a tocha olímpica pela cidade de Xian na preparação para os Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim.
A Federação inglesa de futebol revelou que os ecrãs gingantes vão projectar a letra do hino nacional francês, para que todos os
Pelo contrario, o encontro particular de futebol entre a Bélgica e a Espanha, a disputar ontem no estádio Rei Balduíno, em Bruxelas, foi suspenso a conselho de um centro de crise belga, que alertou para um “risco de atentado”. Segundo informação da Real Federação Espanhola de Futebol, citada pela agência EFE, depois de ter sido analisado um relatório do centro de crise de uma agência de segurança belga, representantes das federações espanhola e belga e da polícia decidiram que a partida não se realize por “risco real de atentado”.
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Anúncio HM-1ª vez 18-11-15 Acção de Interdição n.º CV2-15-0040-CPE 2º Juízo Cível Requerente: O MINISTÉRIO PÚBLICO. Requerido: MIAO JIANHENG (繆健恆), solteiro, residente na Estrada de Seac Pai Van, Edf. Lok Kuan Bloco II, 24º andar F, Macau. *** FAZ SABER que foi distribuída ao 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base de R.A.E.M., a Acção acima mencionada, contra MIAO JIANHENG (繆健恆), para o efeito de ser declarada a sua interdição por anomalia psíquica. Macau, aos 06 de Novembro de 2015. *****
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O que fazer esta semana Sexta-feira
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Cinema
Sala 1
Return of the cuckoo [B]
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Patrick Kong Com: Chi Lam Cheung, Charmaine Sheh, Joe Chen, Nancy Sit 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 Sala 2
Spectre [b]
Filme de: Sam Mendes Com: Daniel Craig, Cristoph Waltz, Lea Seydoux 14.00, 16.45, 21.30
She remembers, he forgets [b]
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês
Filme de: Wong Say Ping Com: Miriam Yeung, Jan Lamb 19.30 Sala 3
Our times [b]
Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Ding Sheng Com: Andy Lau, Liu Ye, Wu Roufu, Wang Qianyuan 14.15, 19.00
Go away mr.tumor [B]
Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Han Yan Com: Fay Bai, Daniel Wu 16.45, 21.30
Abertura Macau Food Festival (até 24/11) Lagos Nam Van Entrada livre
Diariamente
Aconteceu Hoje
18 de novembro
Morre Marcel Proust Exposição Casal Notável – artefactos de Sun Wan, segunda filha de Sun Yat Sen Museu de Macau Entrada livre Exposição de Zhou Chunya MAM Entrada livre Exposição “Refugiados de Xangai” Arquivo Histórico de Macau Entrada livre Exposição “A Jornada de Um Mestre” Albergue SCM Entrada livre
h o j e h á f i l m e “Sea of Love” (Harold Becker, 1989) Exposição “Salão de Outono”, obras de 29 artistas locais (até 28/11) Fundação Macau Entrada livre Exposição “Aguadas da Cidade Proibida” (até 07/2016) Museu de Arte de Macau (MAM) Entrada a cinco patacas
É sempre bom recordar os velhinhos filmes dos anos 80, porque aí o cinema era diferente e, talvez, mais genuíno. Mas é também importante rever estas películas se tiverem bons actores, como é o caso desta, que tem Al Pacino na pele de um polícia que, no encalço de um homicida, acaba por se apaixonar por uma estonteante loira. Mas esse romance quase que o leva a cair numa perigosa armadilha. Um policial que mistura na perfeição o suspense com a comédia. Andreia Sofia Silva
fonte da inveja
• A 18 de Novembro de 1922 morre Marcel Proust. De nome Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust, foi um escritor francês, mais conhecido pela sua obra “À la recherche du temps perdu” (Em Busca do Tempo Perdido), que foi publicada em sete partes entre 1913 e 1927. Marcel Proust nasceu numa família rica que lhe assegurou uma vida tranquila e lhe permitiu frequentar os salões da alta sociedade da época. Após estudos no Liceu Condorcet, prestou serviço militar em 1889. Em 1900, efectuou uma viagem a Veneza e começa a dedicar-se às questões de estética. Paralelamente a artigos que relatam a vida mundana publicados nos grandes jornais (entre os quais Le Figaro), escreveu “Jean Santeuil”, uma grande novela deixada incompleta, e publicou “Os Prazeres e os Dias” (Les Plaisirs et les Jours), uma reunião de contos e poemas. Proust, que era homossexual, foi um dos romancistas da Europa a tratar a homossexualidade de forma aberta e detalhada, sendo a homossexualidade tema recorrente na sua obra, principalmente em Sodoma e Gomorra e nos volumes subsequentes. O pai de Proust, Achille Adrien Proust, foi um proeminente patologista e epidemiologista, responsável por estudar e tentar remediar as causas e os movimentos da cólera através da Europa e da Ásia. Foi o autor de muitos artigos e livros sobre medicina e higiene. A mãe de Proust, Jeanne Clémence Weil, era filha de uma rica e culta família judia da Alsácia. Por volta dos nove anos de idade, Proust teve seu primeiro ataque grave de asma e, a partir daí, foi considerado uma criança doente. Apesar de sua saúde debilitada, Proust serviu durante um ano (1889-1890) no exército francês, estabelecido em Coligny Caserne em Orleans, uma experiência que providenciou um longo episódio em “O Caminho de Guermantes”, parte três de seu romance. Após a morte dos seus pais, a sua saúde já frágil deteriorou-se ainda mais. Passa a viver recluso e a esgotar-se no trabalho. Faleceu esgotado, acometido por uma bronquite mal cuidada. Neste dia, em 1497, o navegante português Bartolomeu Dias descobre o Cabo da Boa Esperança. Em 1993, líderes da África do Sul aprovam uma nova constituição democrática, que dá o direito ao voto aos negros do país.
João Corvo
Deves procurar um mestre, mas livra-te de o seguir.
ócios / negócios
hoje macau quarta-feira 18.11.2015
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“Love Nest”, loja online de decoração Larissa Orenga e Rita Andorinho, sócias gerentes
Nasceu da necessidade e veio para ficar. “Love Nest” é um projecto recente que já se mostra com asas para voar. Artigos de decoração para a sala, cozinha e quarto, ou apenas ideias profissionais são algumas das possibilidades que poderá encontrar nesta loja online, para tornar a sua casa num verdadeiro “ninho do amor”
hoje macau
“Fazemos isto com muito amor”
E
ncontrar artigos de decoração – e outros – em Macau deixou de ser um problema. Nasceu o “Love Nest”, uma loja online que promete facilitar a vida a todos. “Este é um projecto que nasceu há um ano”, indica Rita Andorinho, uma das duas sócias da empresa, sublinhando que inicialmente tudo começou por uma ideia e um gosto em comum com a sua amiga, e agora sócia, Larissa Orenga. Tudo começa, explica, com a grande problemática que existe no território. “Aárea da decoração é muito limitada em Macau.As ofertas que temos são poucas e são caras”, partilhou com o HM, exemplificando que sempre que uma das sócias viaja até ao seu país natal, Portugal ou Brasil, traz as malas cheias “de material para a própria casa, como toalhas ou roupa de cama”. Uma amizade que já vem de alguns anos e o gosto pela decoração juntaram o útil ao agradável. “Comprámos as duas casa em Lisboa e começámos a decorar à distância. (...) Percebemos que partilhávamos este amor pela decoração, por reinventar, por comprar material para as nossas casas. Adorámos o processo, entrámos em contacto com fornecedores e partilhámos muitas ideias. Funcionou tão bem, que avançámos com uma análise ao mercado tanto lá [em Portugal] como cá [Macau], que nos levou até aqui”, relata.
Para facilitar
A partilha, com as amigas, das alterações que Rita Andorinho fez aos seus móveis e
artigos de decoração, depois de ser obrigada a mudar para uma casa mais pequena este ano, mostrou-lhe que o público de Macau está interessado e, mais que isso, necessitado de alguém que lhes facilite a árdua tarefa de tornar uma casa longe do país natal num lar. Depois de todos os sinais recebidos desta necessidade da sociedade, as duas amigas avançaram com o lançamento de um site e página no Facebook dedicado ao “Love Nest”. Ao dispor da sociedade está agora uma plataforma com uma montra de produtos disponíveis e de fácil acesso. O site, que funciona de forma muito simples, permite que os clientes criem os seus cestos de compras e recebam os dados para o pagamento através de e-mail. “O prazo que damos é sempre de oito dias até o cliente receber a sua encomenda em casa, que somos nós que vamos
“A área da decoração é muito limitada em Macau. As ofertas que temos são poucas e são caras”
entregar. (...) Asseguramo-nos que tudo está em ordem, que o produto está nas condições exigidas e depois entregamos à porta”, explica Rita Andorinho, não escondendo que há produtos que podem demorar um pouco mais, mas isso dependerá sempre do fornecedor e da distância a que está.
Qualidade e confiança
“Transformar a casa num lar, num sítio confortável e aconchegante, como um ninho do amor é o que pretendemos”, explica Larrisa Orenga, justificando por isso o logótipo escolhido para a empresa. O negócio está muito direccionado para a comunidade expatriada, porque “é óbvio que a comunidade chinesa consegue encontrar aquilo que procura de forma mais fácil”, e porque a cultura - e por isso aquilo que procuram - é também ela diferente. Ainda assim, explica Rita Andorinho, a “Love Nest” não se limita apenas à cultura ocidental. Em menos de uma semana a reacção não poderia ser melhor. “As pessoas estão a reagir muito bem, temos muitas ideias e projectos. O projecto foi lançado oficialmente a 9 de Novembro e já tivemos várias encomendas”, indica Rita Andorinho, exaltando também o método mais antigo de promoção de negócios, o boca-a-boca entre amigos.
Mimar os seus clientes, ajudá-los a encontrar aquilo que eles efectivamente querem nas suas casas ou até criar projectos de decoração na íntegra são os objectivos claros destas duas amigas e sócias. A qualidade dos produtos é, asseguram, uma exigência muito vincada. “Queremos que os clientes percebam que podem confiar em nós (...) queremos os clientes satisfeitos, caso algum produto não esteja em condições, por alguma razão que de nós não dependa, arranjaremos solução, seja devolução ou um produto alternativo. (...) A verdade é que temos gosto em ajudar, fazemos isto com muito amor”, garantem.
Linha de Natal
A primeira linha lançada pela equipa está subordinada ao tema natalício. Para já, os interessados em fugir às tradicionais prendas e às filas nas lojas, podem facilmente ir ao site ou ao grupo do Facebook, entrar em contacto directo com a gerência e tratar do seu natal, “ou prenda de aniversário, tudo depende da necessidade”, de forma mais simples. Com preços competitivos, a “Love Nest” veio facilitar a vida de cada um de nós, trazendo-nos o tão desejado cheirinho a casa. Filipa Araújo
Filipa.araujo@hojemacau.com.mo
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opinião
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Fernando Eloy | 义來
chá (muito) verde
Gus Van Sant, Good Will Hunting
Da incapacidade
C
omo todos sabemos, mais de 100 pessoas morreram em Paris esta semana. Como menos sabemos, cerca de 40 morreram no mesmo dia em Beirute. Como menos ainda sabemos, desde 2006 até 2014, de acordo com o sítio “statista”, morreram perto de 162.000 pessoas devidos a actos terroristas, notando-se um aumento radical do número de vitimas de ataques terroristas em 2014 (32,827 vitimas) contra as 18,066 de 2013, num sinal claro que o combate contra o terrorismo está longe de ser ganho. E, claro, a maioria das mortes não ocorreu na Europa. Os números são impressionantes mas podem ser relativizados quando sabemos pela OMS que 7.4 milhões morrem todos os anos vítimas de doenças cardíacas ou o espantoso número de 4.3 milhões pessoas que morrem por ano vítimas de... poluição atmosférica no domicilio! Naturalmente, apesar destas disparidades não há relativização que chegue para compensar o horror do assassínio deliberado de inocentes, pelo medievalismo tácito e pelas as implicações indirectas desde os impactos económicos ao incremento de ódios, segregação e racismo, ao surgimento de cada vez mais movimentos políticos extremistas e, naturalmente, o reforço das medidas de segurança e vigilância que gradualmente nos tolhem cada vez mais os
Felizmente começam a surgir novas formas de pensar como Jeremy Corbyn no Reino Unido e até o novo Papa tem demonstrado que é possível pensar e agir de formas inovadoras, mas ainda é pouco, muito pouco porque o resto são tomadas inócuas de posição, discursos de intenções e políticas medievais como as da Polónia e da Hungria movimentos e perturbam o dia a dia. Todavia, nada parece estar a ser feito para combater de facto o flagelo, ao ponto de quase me surgir a inclinado a acreditar numa qualquer teoria da conspiração que explique a imbecilidade dos governos como propositada para assim poderem aumentar os meios de repressão e vigilância sobre as populações, legitimados pelo medo que o terrorismo causa. Porque, na realidade, existem n coisas que não se entendem como, por exemplo, o financiamento de grupos como o Ísis que, segundo dados saídos na imprensa internacional, facturam cerca de 3 milhões de dólares por dia (!) só em petróleo dos poços que controlam nas zonas ocupadas, fora o que obtêm através de tráfico humano e da venda de antiguidades roubadas no Iraque. Quem compra tudo isto? Alguém seguramente. Que se tem feito para evitar o tráfico? Praticamente nada. Muitos discursos e tomadas de posições mas resultados zero. Mas há mais coisas que não fazem sentido: no caso francês, tal como
nos atentados de Janeiro, pelo menos um dos atacantes identificados já estava fichado pela polícia como extremista. Porque ainda assim conseguiu participar num ataque terrorista? Mistério. Ou talvez não... Talvez o problema resida no facto da Europa não ter encarado, até agora pelo menos, a ameaça terrorista como aquilo que de facto é: um estado de guerra, como o primeiro ministro francês finalmente reconheceu falando já de extirpação de nacionalidade e expulsão de radicais. De facto, casos excepcionais requerem medidas excepcionais, mas Manuel Valls não explica é para onde os vai expulsar. Para Santa Helena? Mais: segundo consta, alguns dos atacantes terão entrado, como se previa, junto com a vaga de refugiados. Porque é que Europa não conseguiu, nem consegue, lidar com os refugiados? Mistério. A sensação que fica portanto, é a de sermos governados por um punhado de idiotas pomposos sempre rápidos no discurso, teatrais e dramáticos para o
povo ver, mas com uma incapacidade enorme de agir, de criar soluções práticas para os problemas. Será também possível perceber o gáudio com que foi anunciada a morte de Jihadi John? Ou a de Bin Laden? Onde vai levar esta sede de sangue? Em que medida é que isto nos distancia dos terroristas? Não teria sido preferível capturar tanto um como outro e julgá-los? Não seria melhor para todos? Não seria isso um afirmação de superioridade civilizacional? Sabendo ainda que grande parte dos terroristas que atacam na Europa são criados em casa, cidadãos desses próprios países, que tipo de programas têm vindo a ser implementados para os perceber, para os enquadrar, para evitar que a atracção pelas organizações terroristas surja?... No fundo tratam-se na sua grande maioria de jovens, influenciáveis como a maioria dos jovens que vêem na jihad, muito provavelmente, uma forma de inclusão que não sentem nas sociedades que os viram nascer. A realidade é que o Ocidente não tem um plano para acabar com o terrorismo nem para eliminar grupos odiosos como a Ísis limitando-se a reagir a quente e a trancar portas depois da casa roubada. Mas se alguma coisa de positivo surge nesta história é a revelação de quão urgente precisamos de novas formas de pensar, de novas formas de governar. No caso da crise de refugiados, quão difícil teria sido/ será arregimentar uns quantos paquetes de turismo e uns porta-aviões para recolher os refugiados do Mediterrâneo? Qual a dificuldade? Quantas vidas se poupariam? Quantas dificuldades para todos se evitavam? Davam-se condições de vida às pessoas, fazia-se um recenseamento detalhado dos refugiados e depois distribuíam-se as pessoas de forma organizada pelos países de acolhimento. Estou a ser ingénuo? Existe aqui alguma dificuldade de que eu não me consigo aperceber? Felizmente começam a surgir novas formas de pensar como Jeremy Corbyn no Reino Unido e até o novo papa tem demonstrado que é possível pensar e agir de formas inovadoras, mas ainda é pouco, muito pouco porque o resto são tomadas inócuas de posição, discursos de intenções e políticas medievais como as da Polónia e da Hungria e uma incapacidade gritante para resolver problemas. Nem terrorismo, nem refugiados, nem desenvolvimento social, nem aquecimento global, nem fome, nem gente a morrer em casa por ter de fazer fogos para sobreviver. Nada se resolve. Somos uns incapazes.
MÚSICA DA SEMANA John Legend - “If You’re Out There” If you hear this message Wherever you stand I’m calling every woman Calling ever man We’re the generation We can’t afford to wait The future started yesterday And we’re already late (...) No more broken promises No more call to war Unless it’s Love and Peace that We’re really fighting for
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hoje macau quarta-feira 18.11.2015
o observador
Liam Lynch, tenacious D
Aurelio Porfiri
O que fomos
N
este momento, aqui em Roma, onde vivo, não me é possível deixar de pensar no que aconteceu em Paris. Estamos todos em perigo e a nossa civilização também está. Tudo aquilo por que os nossos antepassados lutaram, está a ser atacado em muitas frentes. É evidente que o choque civilizacional é cada vez mais violento e, como o Papa Francisco afirmou ontem, estamos perante a Terceira Guerra Mundial, mas em tranches. Estou seriamente convencido que um dos principais problemas terá sido confundir a nossa identidade greco-romana e, judaico-cristã, com o poder de sermos detentores da verdade. Já não vivemos orientados pelos valores que antes partilhávamos, não podemos disfrutar dos nossos símbolos, com a plena consciência de que eles são e, permanecerão, símbolos. Perdemos a capacidade de sentir o poder renovador do
perdão, porque, onde tudo é permitido, não é necessário pedir desculpa, faça-se o que se fizer. Deixámos de ser o que éramos. Um dos muitos alicerces da nossa civilização é a arte, a música, que contribuíram para a nossa grandeza. Durante o período que vivi em Macau, tentei partilhar este tesouro, que herdei dos meus ilustres antepassados. Nunca me tentei impor aos meus alunos, fui movido apenas pelo desejo de partilhar e, pela amizade que sentia por eles. Com
Existe um conceito errado de base em Macau e que nunca é combatido: que os “locais” são culturalmente auto-suficientes e capazes de organizar programas culturais
isto tentei enriquecer os seus horizontes culturais, sem, no entanto, afirmar “este património é vosso”. Tratava-se do “meu património” e dos meus antepassados. Pelo meu lado, sempre desejei que alguém me desse igual oportunidade de conhecimento da cultura chinesa e da sua sabedoria ancestral. Não que esse conhecimento me tornasse igual a eles, mas iria, certamente, enriquecer a minha visão do mundo. No entanto isto nunca se verificou, ou, apenas, muito raramente. Como já referi noutras ocasiões, lidamos constantemente com pessoas que só desejam o que não lhes pertence, e não desenvolvem nem aprofundam o que é verdadeiramente seu, a sua cultura. Costumo alertar as pessoas para os benefícios do desenvolvimento, mas, também, alertá-las sobre os perigos de nos sobrepormos à nossa herança cultural. Certo dia, em conversa com um músico macaense, pelo qual nutro respeito, falámos sobre o baixo nível da vivência musical na cidade. O meu interlocutor queixava-se da
falta de bons professores. É evidente que é aqui que reside o problema e toda a gente sabe disso. Quem está no poder, acredita que basta desperdiçar uns dinheiros em eventos culturais, que acabam por se revelar inúteis, para fazer subir a fasquia. Mas estão enganados, porque existe um conceito errado de base em Macau, e que nunca é combatido: que os “locais” são culturalmente auto-suficientes e capazes de organizar programas culturais capazes de elevar o nível de, por exemplo, coros e ensembles musicais. Quando compreenderem que não faz sentido investir nos “locais”, só porque são locais, e for implementada uma política pedagógica séria, capaz de atrair professores estrangeiros, que sabem o que estão a fazer, penso que Macau também poderá vir a ser um dia competitivo nesta área. Mas depois de sete anos em Macau e de contacto próximo com o meio musical local, duvido muito que isto algum dia venha a acontecer. Devemos estar preparados para ouvir vezes sem conta: você sabe, estamos em Macau....
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos; Thomas Lim Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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ASEAN China quer tensões fora da agenda
A China declarou ontem que não quer que as tensões no Mar do Sul se tornem no foco da cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que começa na quarta-feira em Kuala Lumpur. “Como temos razão, não há nada a debater”, assinalou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Liu Zhenmin, acrescentando: “Não sabemos se este assunto estará em cima da mesa, se assim for, estamos preparados”, durante uma conferência de imprensa hoje em Pequim. O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, irá participar das reuniões ministeriais na Malásia, que terminam no próximo fim de semana, com uma cimeira entre os líderes da região, e que contará com a presença do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Liu Zhemin sublinhou que o fórum “não é o melhor lugar para discutir” as tensões naquela área do Pacifico, mas reconheceu que “não poderá evitar” que outros países coloquem o tema na agenda. O vice-ministro referiu-se em concreto às disputas em torno das Spratly, um arquipélago rico em recursos marinhos e energéticos, reclamado total ou parcialmente, pela China, Filipinas, Brunei, Malásia, Vietname e Taiwan.
Chineses na Madeira para conhecer estrutura autonómica
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Uma delegação da Assembleia Popular Nacional da China reuniu ontem, a seu pedido, com o presidente do parlamento madeirense para saber como estão estruturadas as autonomias em Portugal, informou o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira. “Hoje ficou claro que cada vez mais vivemos numa aldeia global, em que é necessário pensar e agir globalmente, e o facto de uma delegação da Assembleia Popular Nacional da China vir à Região [da Madeira] quase expressamente para ouvir da parte do presidente da Assembleia Legislativa da Madeira a sua opinião sobre um conjunto de questões ligadas à autonomia, é positivo para a Madeira e também para Portugal”, disse Tranquada Gomes aos jornalistas, após o encontro. O responsável pelo parlamento madeirense referiu que recebeu “uma delegação da Assembleia Popular Nacional da China, chefiada pelo presidente da Comissão da Lei Básica das Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau, e composta por outros membros desta comissão”.
ONU Sessão com representantes de Macau começou ontem
Perguntas incómodas
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omeçou ontem em Genebra, na Suíça, a reunião do Comité contra a Tortura da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre China, Macau e Hong Kong. Foi tempo de membros da ONU colocarem questões directas aos representes do continente e das duas regiões, tendo havido – conforme o HM pôde observar através da transmissão directa da sessão na internet – poucas perguntas colocadas à RAEM.
Se a EPM utiliza a cela solitária até um mês para castigar determinados condenados e se o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) tem algum relatório sobre a EPM foram algumas das questões, a par de outras perguntas como se a RAEM levou a cabo a recolha de dados sobre casos de violência contra empregadas domésticas e trabalhadores. O caso da comunidade LBGT (lésbicas, bissexuais, gays e transexuais) voltou à baila pela voz
de mais do que um membro da ONU. Os representantes de Macau foram questionados sobre se esta comunidade sofre discriminação e se a Lei de Combate e Repressão à Violência Doméstica incluiu casais do mesmo sexo. A resposta para esta questão é não, sendo esta, aliás, um dos cavalos de batalha da Associação Arco-Íris, que enviou a Genebra Jason Chao e um documento que explica isso mesmo. “A vossa lei protege da violência os casais do mesmo sexo? Se não, como tencionam fazer isso?”, atirou uma das presentes na sessão. A China continental motivou à maioria das questões, seguida de Hong Kong, que teve de enfrentar questões sobre o ‘Umbrella Movement’, as manifestações que levaram milhares à rua pela eleição universal do Chefe do Executivo da região vizinha. A representar Macau estão Liu Dexue, director dos Serviços para os Assuntos de Justiça, Chu Lam Lam, directora dos Serviços de Reforma Política e do Direito Internacional, Lee Kam Cheong, director do Estabelecimento Prisional de Macau, e Vong Yim Mui, vice-directora do Instituto de Acção Social. A sessão, que vai agora dar voz aos representantes da RAEM, continua hoje. Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
África Investimento chinês caiu mais de 40%
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investimento chinês em África caiu mais de 40% no primeiro semestre de 2015, em termos homólogos, anunciou ontem o Ministério do Comércio da China, justificando a queda na procura por recursos naturais pelo país. O porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Shen Danyang, apontou o abrandamento da economia mundial e a volatilidade nos preços das “commodities” como as causas do declínio acentuado. Entre Janeiro e junho deste ano, o investimento directo estrangeiro em África, proveniente de Pequim, desceu 43%, para 1,2 mil milhões de dólares, revelou a mesma fonte. A China tornou-se em 2009 o principal parceiro comercial do continente africano, evidenciando o enorme “apetite” chinês por matérias-primas. O “gigante” asiático é, por exemplo, o maior cliente do petróleo angolano. No último trimestre, a economia chinesa registou o mais baixo crescimento desde o pico da crise
Justiça Miguel Macedo acusado
Um ano depois das detenções de 11 pessoas suspeitas de envolvimento numa rede de corrupção montada em torno da atribuição de vistos dourados, Miguel Macedo - que só foi ouvido em Setembro e permaneceu em liberdade a aguardar o desfecho do inquérito - foi acusado de um crime de tráfico de influência e de três crimes de prevaricação [de titular de cargo político]. Em causa estão ordens que terá dado para beneficiar pelo menos quatro pessoas: Jaime Gomes, seu antigo sócio e também arguido no processo, Nélson Pereira e Paulo Lalanda Castro, gerentes da ILS, que precisavam de agilizar o processo de emissão de vistos a cidadãos líbios que queriam efectuar tratamento médico em Portugal, e António Figueiredo, ex-presidente do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), seu amigo e alegado cabecilha da rede. Macedo é ainda acusado de ter exercido influências junto de Paulo Núncio, então secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, para que a empresa de Paulo de Lalanda e Castro beneficiasse de um perdão fiscal de cerca de 1 milhão de euros.
Alemães prendem cinco A polícia alemã deteve cinco pessoas suspeitas de estarem relacionadas com a operação que culminou com os atentados de Paris. As detenções aconteceram em Alsdorf, uma pequena alemã cidade perto de Aachen, numa zona que faz fronteira com a Bélgica e Holanda. “Depois dos ataques terroristas em Paris e das buscas para tentar localizar os responsáveis, a polícia de Aachen recebeu uma pista que os remeteu para elementos em Alsdorf”, lê-se no comunicado oficial.
Portugal perde com HK
financeira internacional - 6,9%. Trata-se de uma queda de 0,1%, face à taxa registada no trimestre anterior, e um decréscimo de 0,5 pontos percentuais, em termos homólogos. Nos primeiros nove meses do ano, as importações chinesas caíram 15,1%, para 7,63 mil milhões de yuan, enquanto as exportações baixaram 1,8%, para 10,24 mil milhões de yuan. Desde o início do século XXI, e até 2011, a economia chinesa cresceu sempre acima dos 8% ao ano e em 2007 atingiu os 13%.
Portugal perdeu ontem com Hong Kong, por 13-6, na segunda jornada da Taça das Nações de Hong Kong de râguebi. Na sexta-feira, Portugal foi derrotado pela Rússia, por 23-12, em jogo da primeira jornada da competição, que termina sábado. Na terceira e última ronda, marcada para sábado, a selecção lusa defronta o Zimbabué, às 14:00. Portugal, que se estreou neste torneio sob comando do novo seleccionador, o francês Olivier Baragnon, aproveita este torneio para se preparar para a Taça das Nações Europeias.