DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
FRINGE
TEATRO DO MOMENTO EVENTOS
INFILTRAÇÕES
Com água pela barba PÁGINA 5
Manga JOÃO ROMÃO
UNIVERSIDADE DE COIMBRA
ANTÓNIO DE CASTRO CAEIRO
RECOMEÇAR VALÉRIO ROMÃO
FILMES LONGOS JOSÉ NAVARRO DE ANDRADE
hojemacau
Realidade e friccão ´
A lei do hino volta a provocar atritos entre o Governo e a imprensa. Sónia Chan argumenta que a promoção da “Marcha dos Voluntários” faz parte da “responsabilidade social” dos média e recusa fazer alterações
à proposta de lei em análise na AL. Já a Associação de Jornalistas, fala de ameaças à liberdade de imprensa no artigo que permite ao Executivo fazer “solicitações” aos órgãos de comunicação social.
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SOFIA MARGARIDA MOTA
Na hora da despedida
CINESTESIAS 2
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EVA KORALNIK MEMÓRIAS DO HORROR GRANDE PLANO
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OPINIÃO
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MOP$10
SEXTA-FEIRA 18 DE JANEIRO DE 2019 • ANO XVIII • Nº 4214
2 grande plano
18.1.2019 sexta-feira
MEMÓRIA
A MAIS LONGA O fim do Holocausto assinala-se no próximo dia 27 de Janeiro. Eva Koralnik esteve ontem na Universidade de Macau para partilhar a sua história que, ao contrário de muitas, teve um final feliz. Aos sete anos, altura em que teve início o extermínio dos judeus que viviam na Hungria, conseguiu, com a mãe e a irmã recém-nascida, fugir para a Suíça. Com a memória ainda fresca, a sobrevivente conta como, de um dia para o outro, uma vida normal se transformou num pesadelo
EVA KORALNIK CONTA COMO SOBREVIVEU AO HOLOCAUSTO
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ORPOS enchiam as ruas da bela Budapeste”. É assim que Eva Koralnik recorda uma parte da sua infância no momento em que decorria o extermínio de judeus na Hungria, em 1944. Na altura tinha sete anos, mas a memória não lhe falha, até porque “foi um período muito intenso”. Filha de pai húngaro, Willi Rottenberg, e mãe suíça, Berta Passweg, Eva Koralnik nasceu na capital húngara em 1936. Durante esse período a lei suíça estava repleta de discriminações, uma delas viria a ser determinante para a história da família: uma mulher suíça que casasse com um estrangeiro perdia a nacionalidade. Um detalhe legal que se tornou fundamental quando a mãe de Eva se mudou para Budapeste, para seguir o negócio de família no sector dos têxteis, onde viria a conhecer e casar com um húngaro. Eva Koralnik foi a primeira filha, nascida num hospital que se tornou uma recordação maldita. “Quando os russos já estavam a libertar Budapeste, os nazis foram ao hospital e mataram toda a gente: enfermeiras, médicos, doentes, bebés”, apontou perante um auditório cheio de estudantes, na Universidade de Macau. No dia 19 de Março de 1944, o seu pai regressou do trabalho “com uma cara muito triste e disse só três palavras: eles estão aqui!”. Apesar de ter apenas sete anos, Eva Koralnik percebeu que algo terrível estaria a acontecer. O objectivo das tropas era “matar o maior número de judeus, o mais depressa possível”. “A guerra estava quase no fim. Portanto, estavam com pressa”. Um imperativo fatal, a tempos agigantado pelo facto que “os nazis húngaros, por vezes, eram ainda mais cruéis que os alemães”, referiu. A Hungria, que tinha uma comunidade de cerca de 800 mil judeus, foi o último território a ser ocupado pelas tropas de Hitler. Entre Maio e Julho de 1944, foram executados mais de 450 mil judeus.
ESTRELAS AMARELAS
Assim que começou a ocupação foram aprovadas várias leis, “umas
atrás das outras”, que limitaram severamente a vida dos judeus. “Primeiro, todos os judeus passaram a usar uma estrela amarela. A minha mãe coseu-me uma no casaco”, recorda. Além disso, “os judeus só podiam sair à rua duas horas por dia, durante a hora de almoço, quando as lojas estavam fechadas, não se podiam sentar em parques de jardim, não podiam usar eléctricos, à excepção da última carruagem”. A par das restrições reinava o medo. “Sabíamos que todos os camiões que ouvíamos passar levavam pessoas para uma estação ferroviária onde eram enfiadas em vagões com destino a Auschwitz e às câmaras de gás”, recorda. Apalavra “seleccção” ainda ecoa na memória de Eva Koralnik nos dias de hoje pelas razões mais funestas. “Quando as pessoas chegavam a Auschwitz, eram seleccionadas para dois destinos: uns iam directamente para as câmaras de gás, em especial mulheres, crianças e idosos e outros, enquanto os homens eram escolhidos para trabalhar”, explicou.
“Os judeus só podiam sair à rua duas horas por dia, durante a hora de almoço, quando as lojas estavam fechadas.” À medida que os aliados se aproximavam de Budapeste, perto do final da guerra, os bombardeamentos tornaram-se um acontecimento diário. “Dormíamos vestidos porque a qualquer momento podiam soar as sirenes para irmos para a cave”, recorda. Nessa altura, já não havia carruagens para levar as pessoas para os campos de concentração e quem fosse encontrado pelos nazis, era atado, baleado e atirado para o Danúbio. “A minha tia, assim como centenas de outras pessoas, fizeram a chamada marcha da morte. Como já não havia forma de os transportar, estas pessoas andaram durante dias em direcção à Áustria. Quem colapsava era logo baleado”, recordou.
Entretanto, a sua família foi separada quando o pai de Eva foi levado para um campo de trabalhos forçados. “Levaram todos os homens jovens, vestidos com uniforme e braçadeira que os identificava como judeus, para recuperar os caminhos de ferro dos comboios que levavam as pessoas para Auschwitz”, descreveu. Eva recorda ainda as palavras que ouviu mais tarde do pai sobre as mulheres que tentavam dar-lhes os seus bebés na esperança de que fossem salvos.
RUMO À SUÍÇA
Ao mesmo tempo que o genocídio acontecia, centenas de pessoas juntavam-se em frente do consulado suíço, em Budapeste, para tentar arranjar um visto. O perigo da viagem não assustava quem preferia arriscar a travessia da Áustria, liderada pelos alemães, em busca de uma oportunidade de sobrevivência. Era neste consulado que trabalhava Harald Feller, um diplomata mais tarde reconheci-
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VIAGEM do como um dos “justos entre as nações”, distinção dada àqueles, não judeus, que ajudavam as pessoas a fugir ao genocídio. Oskar Schindler e o português Aristides de Sousa Mendes são nomes que também figuram nessa lista. “O homem do consulado que nos salvou prometeu fazer o seu melhor para negociar com os alemães a passagem segura até à Suíça para a minha mãe e mais três senhoras. Como não sabia se as conseguiria encontrar no dia em que conseguisse o visto, arranjou um esconderijo para as três”. Foi nesse local, situado no centro de Budapeste que esperaram seis semanas e onde a irmã mais nova de Eva acabou por nascer. “A minha mãe tirou a minha estrela amarela e fingimos não ser judeus porque isso poderia custar-nos a vida. O certificado de nascimento da minha irmã até hoje diz Vera Rothenberg, religião protestante. Isso salvou-nos”, recordou. Os vistos chegaram no dia 2 de Outubro de 1944. Até à Suíça,
mãe e filha tinham pela frente 800 quilómetros de terror. “As carruagens vinham cheias de soldados e a minha mãe tinha medo que eu falasse com eles e lhes dissesse que éramos judias. Estava num medo constante, com uma recém-nascida nos braços e sem comida”, apontou.
PERCALÇOS PELO CAMINHO
Chegadas a Viena começaram os percalços. “Surgiram quatro agentes da Gestapo, perguntaram se vínhamos de Budapeste e disseram para irmos com eles”. O destino era o Hotel Metropole (sede da
“As carruagens estavam cheias de soldados e a minha mãe tinha medo que eu falasse com eles e lhes dissesse que éramos judias.”
BEAT MUMENTHALER, SCHWEIZ
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Gestapo), que tinha na cave uma autêntica câmara de horrores onde os presos eram torturados e mortos. No entanto, nessa noite esperava-as um autêntico milagre: 44 mulheres judias passaram a noite nesse hotel e saíram vivas. “Os documentos falsos valeram-nos um tratamento simpático. Lembro-me bem dos agentes da Gestapo, com as suas botas brilhantes e os pastores alemães na trela. Era muito assustador. Deram-nos quartos lindíssimos e alimentação. A minha mãe estava angustiada porque não sabia se a comida estava envenenada. Eu dormi muito bem, adorei o sítio, mas as mulheres não pararam de andar de um lado para o outro cheias de medo”, descreveu Eva. Na manhã seguinte, seguiram viagem. “Esperávamos chegar à Suíça nessa noite, mas isso não aconteceu. O comboio parou a 10 quilómetros da fronteira”. Mais uma vez, o receio de serem apanhadas e mandadas de volta instalou-se. “Muitas pessoas já ali tinham chegado antes para tentar
passar a fronteira, mas acabaram por ser levadas para os campos de concentração”, disse. A noite acabou por ser passada na localidade de Feldkirach, onde contaram com a ajuda do chefe da estação. “O mestre da estação teve tanta pena de nós - devíamos ter uma aparência miserável, cansadas e esfomeadas – que nos trouxe chá e deixou-nos dormir em cima das mesas”. Na manhã seguinte conseguiram, finalmente, passar a fronteira. O início da vida na Suíça não foi fácil. A família juntou-se à avó. O pai de Eva acabou por sobreviver ao campo de trabalho, e dois anos depois conseguiu regressar à Suíça. “Não nos queriam dar o passaporte. Éramos identificados como apátridas, mas em 1960 conseguimos obter passaporte suíço”, recorda com alegria. Eva estudou e licenciou-se em tradução, curso que lhe abriria a porta para trabalhar num processo judicial histórico que encerrou um dos capítulos mais dramáticos da sua vida.
PALAVRAS COM SENTIDO
A palavra holocausto não existia nessa altura, acrescentou Eva Koralnik. “Estávamos apenas a vive-lo, mas não existia um nome”. As palavras conhecidas, além de selecção, eram “câmaras de gás, extermínio e deportação”. O que existia, sublinha, era o medo. “Apenas vivíamos no medo diário e as nossas ocupações era encontrar comida e esconderijo”. Agora há um nome. Chama-se Holocausto e o seu fim é assinalado no próximo dia 27 de Janeiro. Mas as preocupações com o ressurgimento de movimentos de segregação racial não são exclusivo do passado. Esta Europa que agora se mostra cada vez mais virada para a extrema-direita é uma preocupação para quem passou por um dos lados mais escuros da história do velho continente. “Enche-me de medo que tenhamos esta tendência de viragem à extrema-direita por toda a Europa”, confessou a sobrevivente. Para Eva, o que se está a passar neste momento “não é uma acção contra os judeus, mas é dirigira a todos os estrangeiros”.
O PROCESSO EICHMANN
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m 1961, durante o julgamento histórico, em Jerusalém, de Adolf Eichmann, conhecido como um dos “arquitectos” do Holocausto, Eva Koralnik trabalhou como tradutora na sala de imprensa do tribunal. “Foi um trabalho muito duro”, apontou enquanto recordava o momento em que traduzia as palavras do responsável pela deportação de milhões de judeus para campos de concentração. “Eichmann estava numa cela de vidro para que as pessoas não o matassem a tiro, ou tentassem agredi-lo, mas o pior era quando chamavam as testemunhas que tinham escapado dos campos, mas que tinham de ir a tribunal contar o que lhes tinha acontecido”, apontou. Tratavam-se de depoimentos de pessoas que viram os filhos serem assassinados. A determinada altura, o arguido tentou defender-se referindo que nunca havia visto sangue e que, como tal, estava inocente. “Não viu o sangue porque fez tudo a partir da secretária”, apontou Eva Koralnik. Adolf Eichmann foi condenado à morte por enforcamento.
“Isto é uma situação assustadora”, rematou referindo-se às conquistas de poder e de popularidade de Le Pen na França, Órban na Hungria, aos movimentos que ganham protagonismo na Polónia e em Itália. A única forma de fazer frente a esta situação, considera, é estudar história e saber o que a Europa passou de maneira a que não se repita. “Temos que estar muito atentos para que não se volte a repetir o que aconteceu no Holocausto”, sublinhou. Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
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PENSÕES ILEGAIS PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO
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secretária para a Administração e Justiça considera que um dos principais problemas no combate às pensões ilegais se prende com o facto do Governo não conseguir encontrar os proprietários das fracções. Esta foi uma das discussões em cima da mesa no primeiro encontro do grupo de trabalho para discutir a criminalização do fenómeno, que aconteceu na terça-feira. “Um dos problemas passa pelo facto de não conseguirmos contactar os donos de casas. Não conseguimos entrar em contacto com eles”, explicou. Sónia Chan prometeu ainda ouvir as opiniões das associações locais sobre a criminalização.
Chan frisou que a base dos direitos das regiões é diferente e argumentou que a lei de Hong Kong também tem outros artigos sem correspondência com o ordenamento jurídico local.
A
secretária para a Administração e Justiça considera que a promoção da “Marcha dos Voluntários” faz parte da “responsabilidade social” dos órgãos de comunicação e recusa alterar a proposta de lei sobre o hino nacional. Ontem, a Associação dos Jornalistas de Macau (AJM) manifestou à Assembleia Legislativa, onde o diploma está em discussão, a vontade de ver eliminado o artigo que permite ao Executivo “solicitar” a cooperação dos média para a promoção do hino. Contudo, Sónia Chan colocou de parte a introdução de mais alterações à proposta do Governo e diz que “a discussão [sobre o assunto] está feita”. “Esperamos que os órgãos de comunicação cooperem connosco [neste assunto]. Também tem a ver com a vossa responsabilidade social”, respondeu a secretária. “Este artigo não vai afectar a liberdade de imprensa, e esperamos poder promover bem o hino nacional com os jornalistas, para os residentes terem mais amor pela Pátria”, acrescentou.
HINO JORNALISTAS FALAM DE LIBERDADE AMEAÇADA E PEDEM MUDANÇAS
Amigos, amigos...
Sónia Chan recusa alterar parte da lei do hino que permite ao Executivo “solicitar” que os média promovam a “Marcha dos Voluntários”. A secretária recusa restrições à liberdade de imprensa e justifica que há sanções para os “amigos da comunicação social” que não cumprirem Asecretária argumentou que não devem haver preocupações, uma vez que não há penalizações na lei para os órgãos de comunicação social
que não acedem às solicitações do Executivo. Na primeira versão da alteração à lei, o Governo tinha sanções, que foram eliminadas na
“O mais preocupante é que o Executivo pode utilizar esta lei para intervir ainda mais na liberdade de imprensa e autonomia editorial.” ASSOCIAÇÃO DOS JORNALISTAS DE MACAU
proposta mais recente. Sónia Chan especificou que este aspecto da lei serve para enfatizar os deveres do Executivo. “É só para reforçar a obrigação do Governo, que tem a responsabilidade de fazer bem a promoção do hino nacional”, apontou. A secretária para a Administração e Justiça foi igualmente confrontada com o facto da proposta de lei em Hong Kong não ter um artigo semelhante. Contudo, Sónia
MÁQUINA DE PROPAGANDA
Na carta enviada a Ho Iat Seng, presidente daAL, a direcção daAJM sublinhou que os órgãos de comunicação social não são uma “máquina de propaganda” do regime e que não têm a obrigação de cooperar com as “solicitações” do Executivo. Por outro lado, existe a preocupação de que este artigo da lei abra o precedente para futuras intervenções do género. “Mesmo sem haver penalizações, a lei dá ao Governo o direito de fazer ‘solicitações’ aos média. Uma vez implementada, a legislação vai causar disputas desnecessárias”, é defendido. “E o mais preocupante é que o Executivo pode utilizar esta lei para intervir ainda mais na liberdade de imprensa e autonomia editorial”, é sublinhado na missiva. Ainda no que diz respeito à promoção do hino em cooperação com os órgãos de comunicação social, a AJM não se opõe ao princípio, mas destaca que é fundamental garantir que a promoção seja feita fora dos blocos noticiosos, por uma questão de independência editorial. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
FUNÇÃO PÚBLICA GOVERNO PROMETE REDUZIR TEMPO DOS CONCURSOS EM DUAS SEMANAS
A
Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) garantiu, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Zheng Anting, que vai reduzir o tempo necessário para a realização de um concurso de recrutamento em duas semanas. “Com base na apresentação de candidaturas por
meios electrónicos utilizados, irá proceder à redução do actual prazo para a apresentação de candidaturas de 20 para 10 dias, seguindo-se uma redução do actual prazo para o suprimento de documentos de 10 dias úteis para cinco dias úteis. Prevê-se que as referidas medidas possam resultar numa redução aproximada
de duas semanas do tempo necessário no processo de um concurso”, lê-se na resposta. Este tempo é contado “desde o início da apresentação de candidaturas até à publicação da lista definitiva dos candidatos admitidos”. Os SAFP estão também a analisar “a utilização de um sistema em que os candida-
tos são seleccionados para a entrevista em proporção com o número de vagas a serem preenchidas na fase de entrevista de selecção”. Para o Governo, “isso vai restringir com razoabilidade o número de candidatos às entrevistas, reduzindo o volume de trabalho que envolve as entrevistas e o tempo despendido pelo júri
no tratamento do cálculo dos resultados para elevar a eficiência do recrutamento”. Está também a ser elaborado um estudo sobre a possibilidade dos vários serviços públicos virem a colaborar com os SAFP no processo de recrutamento de funcionários públicos. Esse estudo visa “verificar se a necessidade de
pessoal é comum a vários serviços públicos, podendo o respectivo concurso de avaliação de competências profissionais ou funcionais ser efectuado pelos SAFP em colaboração com os serviços públicos interessados, reduzindo os recursos necessários para o processo do método de selecção de cada serviço público”. A.S.S.
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INFILTRAÇÕES EXECUTIVO RESOLVEU MAIS DE 13 MIL CASOS DESDE 2009
Está alguém em casa? Em 137 situações, os proprietários de fracções recusaram abrir as portas de casa para ajudar os vizinhos a resolver o problema. O Executivo vai estudar forma de obrigar proprietários a cooperarem
O
E
NTRE Fevereiro de 2009 e o final do ano passado, o Governo resolveu 13.859 casos de infiltrações, ou seja 75,98 por cento das queixas apresentadas, pelas pessoas que recorreram ao Centro de Interserviços para Tratamento de Infiltrações de Água nos Edifícios. Os números foram apresentados ontem pelo Governo à Comissão da Assembleia Legislativa de Acompanhamento dos Trabalhos de Coordenação do Governo para a Resolução do Problema das Infiltrações de Água. De acordo com as informações comunicadas aos deputados e reveladas pelo presidente da comissão, Si Ka Lon, ao longo dos quase dez anos em que o centro está em funcionamento houve um total de 18.240 queixas. Entre estas, 13.859 foram resolvidas com sucesso devido à intervenção do Executivo. Por outro lado, uma percentagem de 3 por cento, equivalente a 687 casos, acabaram resolvidas pelos proprietários, apesar de ter sido pedido auxílio ao Governo. Ainda no que diz respeito às infiltrações, em 2.574 casos os proprietários de fracções envolvidas nos problemas optaram por não cooperar com os pedidos do centro. Em 137 casos, os donos das fracções recusaram mesmo a entrada nas respectivas casas das pessoas que
ENFERMEIROS GOVERNO DIZ QUE KIANG WU NÃO PODE INTERFERIR NA MUDANÇA DE EMPREGO
pretendiam resolver os problemas de infiltrações. Por outro lado, há ainda 1.120 casos pendentes. No final da reunião com o Governo, Si Ka Lon mostrou-se preocupado com a forma como a informação foi apresentada: “Há muitas dúvidas, a estatística não
“O número [de proprietários que não abrem a porta] não é significativo [...] Mas os prédios estão a envelhecer e o fenómeno pode tornar-se mais frequente.” SI KA LON DEPUTADO
permite saber se a percentagem de situações resolvidas é maior nos edifícios públicos ou nos edifícios privados. Não sabemos a idade das residências em que acontecem as infiltrações nem a fonte do problema”, afirmou Si Ka Lon. “Dissemos ao Governo que a informação pode ser apresentada e organizada de melhor forma e que os dados devem constar no portal do centro”, frisou.
ENTRADA FORÇADA
Os deputados alertaram ainda para as dificuldades causadas pelos proprietários que não permitem a entrada nas residências. “O número não é significativo. Mas os prédios estão a envelhecer e o fenómeno pode tornar-se mais frequente. Há uma tendência de subida que tem de ser ponderada”, alertou.
Actualmente o único mecanismo para forçar uma pessoa a abrir a porta de casa e resolver um problema de infiltrações que cause danos aos prédios dos vizinhos é o recurso aos tribunais. Esta é uma solução que Si Ka Lon considerou com “custos muito elevados”. Por isso, o Governo está à procura de uma solução que se inspire na situação das pensões ilegais. Quando há suspeitas de ilegalidades e os proprietários não abrem as portas, o director da DST pode pedir um mandado judicial que permite forçar a entrada, se necessário. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
S Serviços de Saúde de Macau (SSM) responderam a uma interpelação escrita do deputado Sulu Sou sobre o caso dos enfermeiros do hospital Kiang Wu que receberam um aviso da direcção do hospital para se demitirem, depois de terem mostrado intenção de se candidatar ao concurso de recrutamento para o Centro Hospitalar Conde de São Januário. O caso foi denunciado pelo próprio deputado, que recebeu queixas dos profissionais de saúde. Na resposta, que inclui uma explicação da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), é dito que o Kiang Wu não tem o direito de interferir no processo de mudança de emprego dos seus trabalhadores. “A DSAL responde que os residentes de Macau gozam da liberdade de escolha de profissão e de emprego. Ao mesmo tempo, quer para o empregador, quer para o trabalhador, a subsistência da relação de trabalho depende completamente da sua própria vontade, não devendo estar sujeita a interferência ou coerção de outrem.” O Governo adianta também que o concurso comum da carreira de enfermagem dos SSM está aberto a todos os residentes permanentes, “que têm liberdade de escolha profissional”. Os SSM explicaram ainda como funciona o processo de fiscalização dos subsídios atribuídos às instituições privadas de saúde, onde se inclui o hospital Kiang Wu. Existe uma “comissão responsável pela análise do relatório anual das actividades realizadas em conjunto com os documentos comprovativos apresentados pelas instituições financiadas, bem como pela aprovação do plano de actividades a realizar no próximo ano”. Este processo visa “assegurar que os apoios financeiros possam ser utilizados de acordo com os regulamentos previstos e o nível exigido dos serviços adquiridos de assistência médica possa ser alcançado”, concluem os SSM. A.S.S.
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Casinos Pedidos de exclusão com aumento significativo
A Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) registou, no ano passado, um total de 490 pedidos de exclusão de acesso aos casinos, ou seja, mais 114 do que em 2017. Do total, 417 foram de auto-exclusão (85,1 por cento) enquanto os restantes 73 foram submetidos por terceiros, de acordo com dados publicados no ‘site’ da entidade reguladora. Ao abrigo da lei, que condiciona a entrada, trabalho e jogo nos casinos, o director da DICJ pode interditar o acesso a todos os casinos, ou a apenas alguns, pelo prazo máximo de dois anos, às pessoas que o requeiram ou confirmem requerimento apresentado para este efeito por cônjuge, ascendente, descendente ou parente em 2.º grau. O número de pedidos de exclusão de acesso aos casinos tem seguido uma tendência de aumento desde a entrada em vigor da lei, em 1 de Novembro de 2012. A título de exemplo, em 2013 foram registados 276 pedidos, contra 351 em 2016 e 376 em 2017.
Studio City Fichas mortas nas salas VIP acabam em 2020
A Melco International Development anunciou na passada terça-feira que o casino do Studio City em Macau vai terminar com o funcionamento das fichas mortas nas salas VIP do seu casino, de acordo com o Jornal Ou Mun. Estas fichas não podem ser trocadas por dinheiro vivo. A medida entra em vigor a 15 de Janeiro de 2020.
Segurança Baixou o número de menores recusados à entrada dos casinos
Mais de 400 mil menores de 21 anos foram impedidos de entrarem em casinos durante o ano passado. Dados facultados ao HM pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) indicam que 401.851 foram bloqueados à entrada, enquanto 173 foram apanhados no interior dos casinos. O número global (402.204) traduz uma diminuição face a 2017, ano em que aproximadamente 430 mil menores de 21 anos tentaram infringir a lei de condicionamento da entrada, do trabalho e do jogo nos casinos, ao abrigo da qual as concessionárias estão impedidas de contratar ou de permitir o acesso aos espaços de jogo por parte de menores de 21 anos. A lei prevê sanções administrativas para quem violar as regras, cujas multas oscilam entre as mil e dez mil patacas. É ainda imposto um “dever de fiscalização” às concessionárias de jogo, cujo incumprimento é penalizado com coimas que vão de dez mil patacas até 500 mil patacas. Além do Corpo de Polícia de Segurança Pública e da Polícia Judiciária, são autoridades competentes para solicitar a identificação dos frequentadores dos casinos e para ordenar a sua expulsão, quando em exercício de funções, inspectores da DICJ e respectivas chefias, e os directores dos casinos. A lei determina que “os trabalhadores das concessionárias no exercício das funções de fiscalização da entrada nos casinos podem solicitar prova da idade às pessoas que pretendam frequentar os casinos e vedar a entrada a quem a recuse”.
JOGO SEGMENTO VIP CRESCEU NO ANO PASSADO, MAS PROPORÇÃO NAS RECEITAS DIMINUIU
Uma fatia mais pequena
As receitas geradas pelo jogo VIP voltaram a crescer no ano passado, mas o peso que ocupou no total arrecadado pelos casinos encolheu
O
jogo VIP continuou a deter a fatia de leão no bolo das receitas arrecadadas pelos casinos, mas o peso que ocupa diminuiu no ano passado, revelam dados divulgados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). As receitas angariadas nas salas de grandes apostas atingiram 166.097 milhões de patacas no ano passado – mais 10,6 por cento face a 2017 –, contribuindo com 54,8 por cento para o total arrecadado pelos casinos. Uma proporção que encolheu 1,8 pontos percentuais comparativamente a 2017. O segmento VIP tem visto o peso que representa nas receitas totais da indústria do jogo sofrer altos e baixos nos últimos anos: em 2017 foi de 56,6 por cento; em 2016 correspondeu a 53,2 por cento e em 2015 a 55,3 por cento – isto
quando em tempos idos chegou a ser superior a 70 por cento. Os casinos fecharam 2018 com receitas de 302.846 milhões de patacas, traduzindo uma subida de 14 por cento. Tratou-se do segundo ano consecutivo de subida das receitas de jogo, depois de 2017 (+19,1 por cento) ter invertido a tendência de queda nos três anos anteriores (-3,3 por cento, em 2016, -34,3 por cento em 2015 e -2,6 por cento em 2014).
FATIAS MENORES
No ‘ranking’ de todo o sector, depois dos casinos (que representam 99,6 por cento dos proventos) – mas a colossal distância – figuraram as apostas nos jogos de futebol que, ao longo do ano passado, renderam 674 milhões de patacas (mais 155 milhões). Seguiram-se as apostas nos jogos de basquetebol, com 222 milhões (mais 37 milhões).
Já as das corridas de cavalos mantiveram a tendência de descida pelo quinto ano consecutivo, com as receitas a sofrerem uma quebra na ordem dos 3 milhões face a 2017 para 104 milhões de patacas, no ano em que o contrato de concessão da Companhia de Corridas de Cavalos, que opera o Macau Jockey Club, foi prorrogado por 24 anos e meio até 31 de Agosto de 2042. No balanço da indústria de jogo de 2018 entram ainda as corridas de galgos, com apenas 23 milhões de patacas. As contas feitas reflectem apenas os primeiros
Proporção do jogo VIP nas receitas arrecadadas pelos casinos em 2018 passou de 56,6 para 54,8 por cento
dois trimestres, devido ao termo do prazo do contrato de concessão para a exploração, em regime exclusivo, das corridas de galgos, da Yat Yuen, em finais de Julho. Já as lotarias chinesas geraram receitas de 13 milhões (mais 3 milhões), registando o segundo pior desempenho da indústria do jogo, a seguir às lotarias instantâneas. O contrato de concessão com a Sociedade de Lotarias Wing Hing foi recentemente prorrogado por um ano, expirando no próximo dia 31 de Dezembro. Macau contava, no final do ano passado, com 6.588 mesas de jogo e 16.059 ‘slot machines’ distribuídas por um universo de 41 casinos, dos quais dois com actividade suspensa, de acordo com dados da DICJ. Diana do Mar
dianadomar@hojemacau.com.mo
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Anúncio
O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 1ª vez do ano 2019
(1)
Fins O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM.
(2)
Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM.
(3)
Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do
conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes.
(4)
Valor de Apoio Financeiro (1) Igual ou inferior quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (2) Superior a quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00)
(5)
Data do Pedido Alínea (1) do número anterior Todo o ano Alínea (2) do número anterior A partir do dia 2 de Janeiro até 1 de Fevereiro de 2019
(O próximo pedido será realizado no dia 2 de Maio ao 3 de Junho de 2019)
(6)
Forma do Pedido Preenchido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 235 /2018, «Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro», publicado no B. O. N° 40 de 3 de Outubro 2018, através do sistema informático - “online” do FDCT (website: www.fdct.gov.mo). Endereço do escritória: Avenida do Infante D. Henrique N.º 43-53A, Edf. “The Macau Square ”, 11.º andar K, Macau. Para informações: tel. 28788777.
(7)
Condições de Autorizações Por despacho do Chefe do Executivo nº 235 /2018, processa o «Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro». O Presidente do C. A. do FDCT,
Ma Chi Ngai 2018 / 12 / 31
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TSI Pedro Chiang perde recurso
SOFIA MARGARIDA MOTA
sexta-feira 18.1.2019
O Tribunal de Segunda Instância (TSI) negou ontem provimento a um recurso interposto por Pedro Chiang contra um despacho proferido por uma juíza do Tribunal Judicial de Base. Em causa estará uma questão jurídica relacionada com a prescrição de um dos processos em que esteve envolvido. O empresário foi condenado à revelia nomeadamente por subornar o ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas Ao Man Long.
Estacionamento ilegal Três jovens presos
Três jovens foram detidos e acusados pelas autoridades da prática do crime de furto pelo facto de terem retirado um bloqueador de um veículo que estava estacionado no parque de estacionamento de um hotel do Cotai há dois meses. De acordo com o jornal Ou Mun, um dos jovens, que é proprietário do automóvel, está também acusado do crime de burla, tendo recusado pagar o montante de 40 mil patacas relativo aos dois meses de estacionamento. O dono do carro, que já foi presente ao Ministério Público, disse que estacionou o veículo no local porque um amigo lhe disse que o serviço era gratuito. Dois meses depois descobriu que tinha uma dívida de 40 mil patacas, tendo ido com os outros dois detidos, na quinta-feira da semana passada, retirar o bloqueador do carro.
Património Duzentas opiniões para classificar nove imóveis
O Instituto Cultural (IC) recebeu aproximadamente 200 opiniões sobre a classificação do segundo grupo de bens imóveis desde a entrada em vigor da Lei da Salvaguarda do Património Cultural, durante a consulta pública, que terminou no passado dia 5, ao fim de dois meses. Em comunicado, divulgado ontem, o Instituto Cultural (IC) indicou que a maioria dos que participaram nas três sessões de consulta pública manifestou apoio à classificação do conjunto, sem especificar quantos. Em causa, figuram nove bens imóveis. A saber: o Posto do Guarda-Nocturno (Patane), o Templo de Sin Fong, as Ruínas do Colégio de S. Paulo (Antigo Muro, troço na Rua de D. Belchior Carneiro, n.º 35), o Edifício na Calçada do Gaio, n.º 6, o Edifício na Estrada da Vitória, n.º 30, as Casas Moosa, o Cemitério de S. Miguel Arcanjo, o Antigo Mercado do Tarrafeiro e a Feira do Carmo (Antigo Mercado Municipal da Taipa). O IC tem agora um máximo de 180 dias para apresentar o relatório final relativamente às opiniões recolhidas.
ENSINO PROFESSOR DA UM FORA DA CORRIDA A REITOR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
Uma retirada linguística
Yang Chen, professor da Universidade de Macau, desistiu de concorrer à reitoria da Universidade de Coimbra por a audição pública dos candidatos ao cargo ter que ser feita em português, uma língua que não domina
Y
ANG Chen, um dos cinco aspirantes a reitor da Universidade de Coimbra, retirou a sua candidatura ao cargo. A informação foi avançada pela própria instituição de ensino superior num comunicado, divulgado na noite de quarta-feira, que não adiantava, porém, os motivos. “Disseram-me que tenho de fazer a apresentação em português, língua que eu não falo”, explicou ontem o professor de Matemática da Universidade de Macau ao HM, referindo-se à audiência pública dos candidatos, marcada para o próximo dia 4 de Fevereiro. Na entrevista concedida ao HM, publicada na edição de quarta-feira, o académico,
natural de Singapura, tinha antecipado a possibilidade de não chegar à fase da audição pública dos candidatos, dado que estava a aguardar por uma resposta ao e-mail que enviara sobre a possibilidade de fazer a apresentação em inglês, por não falar a língua de Camões.
ACTOS E OMISSÕES
O regulamento eleitoral deixa claro que o programa de acção a submeter aquando da apresentação das candidaturas tinha de ser redigido em português – algo que Yang Chen cumpriu e por isso foi aceite como candidato. No entanto, as regras nada referem sobre a língua a ser usada na audição pública.
Com a saída de Yang Chen, o número de candidatos à liderança da Universidade de Coimbra fica reduzido a quatro. Além do actual vice-reitor Amílcar Falcão, do docente e investigador na área da inteligência artificial Ernesto Costa e do director da Faculdade de Letras, José Pedro Paiva, participa na corrida a astrónoma brasileira
“Disseram-me que tenho de fazer a apresentação em português, língua que eu não falo.”
Duília Fernandes de Mello, que passou a ser agora a única estrangeira aspirante ao cargo. A eleição do reitor da Universidade de Coimbra para o mandato 2019-2023 vai ser feita numa reunião plenária do Conselho Geral, marcada para o próximo dia 11 de Fevereiro. O Conselho Geral da Universidade de Coimbra é constituído por 18 representantes dos professores e investigadores, cinco estudantes, dois trabalhadores não docentes e não investigadores e dez elementos externos à instituição. Diana do Mar
dianadomar@hojemacau.com.mo
YANG CHEN PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE MACAU
ARTE OITO PROJECTOS CULTURAIS VÃO RECEBER FINANCIAMENTO DO IC
O
ITO de 16 projectos foram escolhidos no âmbito do programa de subsídios à arte da comunidade 2019, anunciou ontem o Instituto Cultural. “Minha História na Jornada” (Comuna de Pedra), “Borboleta Colorida Espalhando Asa
– Projecto de Coesão Comunitária de Teatro Uma Pessoa Uma História” (Zero Distance Cooperative), “Luzes Cintilantes e Flores Resplandecentes – Projecto de Arte Comunitária” (Dream Theater Association) figuram entre os se-
leccionados. O projecto “Mapa da Comunidade de Coloane e Visita guiada dos Moradores” (Rolling Puppet Alternative Theatre), “Diário da Comunidade do Porto Interior 2019” (Arts Empowering Lab), “O Que Eu Posso Fazer?” (Godot Art As-
sociation), “Sobre Nós” (Four Dimension Spatial) e “Exposição Temporária – Plano de Consolidação Comunitária da Rua dos Ervanários” (Own Theatre) completam a lista de projectos seleccionados para receber financiamento do IC.
O programa, lançado pela primeira vez em 2013, tem como finalidade encorajar os grupos artísticos locais a entrarem nos bairros comunitários ou numa comunidade social particular instando os residentes a desenvolverem criações artísticas.
10 eventos
O festival Fringe recebe nos dias 25 e 26 deste mês um espectáculo fora dos palcos habituais. “Pequeno Escape” acontece no supermercado Tai Fung do edifício Vai Chun Garden, na Taipa, e é nele que Lei Sam I vai reflectir sobre a sua vida e como devemos aproveitar o momento presente
18.1.2019 sexta-feira
O eu numa prateleira FRINGE LEI SAM I À PROCURA DO SENTIDO DA VIDA NUM SUPERMERCADO
De onde surgiu a ideia para este projecto? Sempre que fico frustrada com a vida, o meu passeio preferido é, muitas vezes, deambular entre as prateleiras e corredores dos supermercados. Olhar para os produtos organizados nas prateleiras sempre me deu algum conforto. Uma vez estava a olhar para os produtos, e na parte de fora lia-se: preço, ingredientes, data do produto e a data de validade. E eu pensei: “Até que ponto nos parecemos com isto, a nossa vida enquanto seres humanos e produtos?”. Temos data de nascimento, qualificações pessoais e valores de vida. A única coisa que nos falta saber é qual será o último dia das nossas vidas. Fiquei intrigada e isso levou-me a reflectir sobre o que, de facto, me interessa, neste preciso momento. Foi aí que quis começar a escrever um guião sobre a vida de uma rapariga, desde a sua juventude até à velhice, e de como ela vai enfrentando as diferentes dificuldades ao longo da vida. Além
disso, procura também a coisa mais importante da sua vida. Espero que, com este espectáculo, e em conjunto com o público, possamos encontrar uma resposta para ela e para mim. Como vai ser o espectáculo, exactamente? O palco será num supermercado e o espectáculo decorre durante as horas de abertura do estabelecimento. Durante a performance o público vai ter auscultadores com descrições áudio da história do espectáculo. Vai ser
“Espero quebrar o status quo teatral ao mudar o auditório, mudando, assim, a perspectiva do público, para que o possa levar a ter a uma experiência ainda mais única.”
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TAIWAN FEIRA DE ARTE INTERNACIONAL DE TAIPÉ MOSTRA OBRAS DE TODO O MUNDO
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HAMA-SE Taipei Dangdai e é a primeira edição da nova feira de arte internacional que acontece no centro de exposições Taipei Nangang. O evento foi inaugurado ontem e prolonga-se até domingo, sendo que o público poderá não só visitar obras de arte oriundas de galerias de todo o mundo como participar em palestras sobre a indústria. Citado por um comunicado, o director da feira de arte, Magnus Renfrew, garantiu que a inspiração da sua equipa passa por “trazer
novos coleccionadores para o mercado com a nossa estrutura única de sectores, oferecendo qualidade em todos os preços”. “A arte tem tudo a ver com ideias que são comuns para todos nós, e a Taipei Dangdai aspira a ser um ponto de encontro para a troca dessas ideias, providenciando um contexto em que a arte é desembrulhada para uma audiência mais vasta e em que se reduz o factor intimidatório”, acrescentou. O programa desta sexta-feira é marcado pela exploração do tema “Passado”,
sendo feita uma retrospectiva do trabalho de artistas como Richard Lin e Li Yuan-Chia, considerada “uma das mais importantes artistas chinesas do século XX”. Sábado será dia de olhar para o “Presente”, onde o foco será as práticas de curadoria contemporâneas e os artistas emergentes. Domingo, último dia da feira, será dedicado aos principais museus e instituições de arte da Ásia do século XX.
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sexta-feira 18.1.2019
“Tem tudo a ver com a investigação de um propósito meu, que é a forma como vivo o momento presente. Talvez seja uma auto-reflexão filosófica no teatro sobre a minha própria vida.” uma viagem sobre a mudança entre a realidade (o supermercado que funciona nas horas de expediente) e a ficção (o espaço teatral) e a protagonista (que serei eu). Todos estes elementos vão guiar o público para diferentes fases da vida da protagonista, e vão levar as pessoas a perceber como é que ela cresceu e se transformou entre uma idade e outra. Vão também decorrer sessões de jogos e outras actividades interactivas ao longo do espectáculo, que está cheio de gargalhadas e emoção. Que mensagem pretende transmitir com este espectáculo? Aproveitem o momento. Com esta actuação especial gostaria de recordar às pessoas que, indepenPUB
dentemente do quão stressante a vida pode ser, e de como algumas memórias podem ser dolorosas, ou até de como nos arrependemos de algumas decisões que tomamos, nunca nos podemos esquecer que não há nada melhor do que aproveitar o “momento”. Qual é a importância de fazer espectáculos em lugares onde as pessoas vão diariamente, como é o caso dos supermercados? Tem tudo a ver com a investigação de um propósito meu, que é a forma como vivo o momento presente. Talvez seja uma auto-reflexão filosófica no teatro sobre a minha própria vida. Shakespeare disse uma vez: “O mundo inteiro é um palco, e todos os homens e mulheres são meros actores”. Pergunto-me como é que as pessoas encaram estas palavras. O teatro pertence à vida mas está além dela, então como é que encaramos a vida? Como é que todo o “momento” que acontece em palco é diferente daquele que acontece na vida real? Para encontrar a resposta, a ideia de “pôr no palco a vida real” não me saía da cabeça, numa tentativa de “construir a ficção sobre a realidade”, e chegar a ideias mais profundas que variam entre os dois “momentos”. Espero quebrar o status quo teatral ao
mudar o auditório, mudando, assim, a perspectiva do público, para que o possa levar a ter a uma experiência ainda mais única. Acha que este tipo de projectos deveriam acontecer mais em Macau? Porquê?
Em termos de dimensões e estilos, há variadíssimos supermercados em Macau, mas a viabilidade desta performance não está limitada à nossa comunidade. Cada região e país têm os seus próprios supermercados com características diferentes, além da história que é gravada previamente, e
depois difundida no palco, podemos perfeitamente imaginar em colocar este espectáculo em qualquer supermercado do mundo. Tudo o que precisamos é de uma mudança na linguagem e da tradução. Isso seria fascinante. Andreia Sofia Silva e Sofia Margarida Mota info@hojemacau.com.mo
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18.1.2019 sexta-feira
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Governo chinês vai conceder um apoio de 100 milhões de yuans a fundo perdido para o desenvolvimento de projetos agrícolas em Angola, segundo um decreto presidencial consultado hoje pela Lusa. De acordo com o documento, de 14 de Janeiro e que torna efectivo o acordo de cooperação, de final de 2018, entre os dois países, este valor é parte de um montante global destinado à implementação de vários projectos, entre os quais o projeto de Assistência Técnica do Centro de Demonstração da Tecnologia Agrícola. O acordo de cooperação, que atende às “excelentes relações de cooperação” entre Angola e China, foi assinado em Pequim, em 9 de Outubro, durante a visita do chefe de Estado angolano ao país asiático, refere o diploma. O documento indica ainda que o Banco de Desenvolvimento da China e o Banco Nacional de Angola “devem abrir um livro em nome das respectivas partes” em renminbi - a moeda oficial chinesa - sem juros, para registar “todos os pagamentos referentes às despesas resultantes da doação”. Ao longo da última década, a China alcançou uma posição proeminente na economia de Angola, com as relações sino-angolanas a caracterizarem-se, por um lado, pela crescente procura chinesa
ANGOLA CEM MILHÕES DE YUANS PARA PROJECTO AGRÍCOLA
Toma lá, dá cá
por petróleo e, por outro, pela necessidade de reconstrução do país.
LINHAS DOURADAS
Actualmente, a dívida de Angola à China ronda os 23.000 milhões de dólares tendo o Governo chinês aprovado no final de 2018 uma nova linha de financiamento de 2.000 milhões de dólares
A cooperação oficial da China com Angola, e com África em geral, é dominada por empréstimos financeiros disponibilizados pelos seus principais bancos para a construção ou reabilitação de infraestruturas. O Governo chinês estendeu oficialmente linhas de crédito a Angola através de vários dos seus bancos estatais de investimento. A primeira linha de crédito oficial chinesa para Angola data de 2002. O primeiro empréstimo suportado pelo petróleo foi assinado com o Exim Bank em 2004. Este tipo de assistência financeira, assegurada pelo acesso chinês aos recursos naturais angolanos, levou à compra de bens e a participação de empreiteiros chineses no país. Outras importantes linhas de crédito chinesas para Angola foram canalizadas através do Fundo Internacional da China (CIF). Entre outros projectos, o CIF tem estado envolvido na reabilitação das três linhas ferroviárias nacionais e do novo aeroporto de Luanda. No sector petrolífero, a participação tem sido conduzida pelo investimento directo das companhias petrolíferas nacionais chinesas. Actualmente, a dívida de Angola à China ronda os 23.000 milhões de dólares, tendo o Governo chinês aprovado no final de 2018 uma nova linha de financiamento de 2.000 milhões de dólares.
LI KEQIANG CRESCIMENTO ECONÓMICO CONTINUA DENTRO DE LIMITES RAZOÁVEIS
O
primeiro-ministro chinês Li Keqiang disse esta terça-feira que a China continuará a inovar e aprimorar as suas políticas macroeconómicas para lidar com as incertezas externas num esforço para manter o crescimento económico dentro de limites razoáveis. O primeiro-ministro
prestou estas declarações durante um simpósio no qual se uniram as opiniões e recomendações de académicos e empresários sobre um esboço do relatório de trabalho do governo, indica o Diário do Povo. Li, membro do Comité Permanente do Bureau Político do Comité Central
do Partido Comunista da China (PCCh), salientou que o país acelerará a transformação do seu modelo de desenvolvimento, aprofundará a reforma e abertura, além de que irá promover um desenvolvimento de alta qualidade. O líder chinês destacou ainda a importância de um
ambiente de negócios livre e justo e de apoio às empresas, especialmente as pequenas e privadas, pedindo o reforço do combate às pressões negativas através de uma maior maior vitalidade do mercado. Tributos inclusivos e estruturais e cortes de taxas serão melhor implementa-
dos e mais esforços serão feitos para resolver as dificuldades de financiamento das entidades do mercado, apontou. Li também pediu também mais estimulos a um maior impulso interno ao crescimento, incentivando a inovação e o desenvolvimento saudável de novas
indústrias e empresas, para gerar mais emprego. Os investimentos em serviços públicos e infraestrutura serão aumentados de forma direccionada, oportuna e razoável, e haverá maior apoio à expansão do consumo interno para libertar o grande potencial do mercado doméstico, acrescentou.
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Economia Viagem a Washington para discutir guerra comercial DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE FINANÇAS EDITAL Contribuição Predial Urbana São, por este meio, avisados os contribuintes que pretendam beneficiar, relativamente ao exercício de 2018, da dedução das despesas de conservação e manutenção, prevista nos artigos 13º e 16º do Regulamento da Contribuição Predial Urbana, em vigor, de que deverão apresentar, durante o mês de Janeiro, uma declaração de modelo M/7, em separado para cada prédio ou parte dele. Ficam dispensados da apresentação da referida declaração, relativamente aos prédios não arrendados no exercício de 2018. O impresso da declaração será fornecido por estes Serviços, no Edifício “Finanças”, no Centro de Serviços da RAEM e no Centro de Atendimento Taipa, ou pode ser descarregado através do endereço electrónico www.dsf.gov.mo, podendo ainda a declaração acima referida ser apresentada através do serviço electrónico desta Direcção de Serviços. Aos, 4 de Dezembro de 2018.
O Director dos Serviços Iong Kong Leong
O vice-primeiro-ministro chinês, principal negociador de Pequim nas disputas comerciais com os Estados Unidos, vai estar em Washington nos dias 30 e 31 deste mês para discussões bilaterais, anunciou ontem o Ministério do Comércio chinês. Liu He vai reunir-se com autoridades norte-americanas para tentar conter a fricção comercial e “implementar o consenso” alcançado pelos Presidentes Xi Jinping e Donald Trump, no passado dia 1 de Dezembro, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, aos repórteres. Os dois países selaram uma trégua de 90 dias, entre 1 de Dezembro e 1 de Março, que suspende as taxas alfandegárias dos Estados Unidos sobre os produtos chineses e as sobretaxas impostas pela China a viaturas e peças automobilísticas fabricadas nos Estados Unidos.
região 13
sexta-feira 18.1.2019
Juízos vindos do Norte
A
imprensa norte-coreana pediu ontem a assinatura do tratado de paz inter-coreano, numa altura em que é esperado nos Estados Unidos um alto dirigente norte-coreano, no âmbito da preparação de uma segunda cimeira bilateral. “Transformar a península coreana numa zona de paz consistente é o caminho básico para iniciar uma era dourada de paz, prosperidade e reunificação”, afirmou, no editorial, o jornal oficial norte-coreano Rodong Sinmun, de acordo com a agência noticiosa espanhola EFE. A Guerra da Coreia (1950-53), que teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, terminou com a assinatura de um armistício e não de um tratado de paz, pelo que os dois países continuam tecnicamente em guerra. “Só quando transformarmos a península numa zona de paz duradoura e consistente é que o nosso povo poderá desfrutar de uma vida pacífica e estável”, referiu. O artigo é publicado pouco
antes da chegada à Washington de Kim Yong-chol, que já se devia ter reunido com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em Novembro, em Nova Iorque.
AFP
Pyongyang pede assinatura de tratado de paz antes de segunda cimeira com Trump
LUME BRANDO
Desde a primeira cimeira entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Singapura, em Junho de 2018, na qual os líderes concordaram em trabalhar para a “desnuclearização completa da península coreana”, poucos progressos têm sido feitos. O tratado de paz, exigido pelo líder norte-coreano para dar início à desnuclearização, continua a depender do ‘sinal verde’ dos Estados Unidos, país do qual Pyongyang espera também “medidas proporcionais” para avançar com o processo. Sobre a Coreia do Norte continua a pesar um forte regime de sanções económicas, aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, que tem estrangulado a economia do regime. Editorial do jornal oficial norte-coreano Rodong Sinmu “Só quando transformarmos a península numa zona de paz duradoura e consistente é que o nosso povo poderá desfrutar de uma vida pacífica e estável.”
Coreia Gigantesco projecto balnear quase concluído
O gigantesco projecto desenvolvido à beira-mar na costa leste da Coreia do Norte, que inclui a construção de vários hotéis, cinemas e um parque aquático, está quase concluído, anunciou ontem um ‘site’ americano de referência 38 North. A Zona de Turismo de Wonsan-Kalma está localizada entre um aeroporto e a costa leste do país numa área onde Pyongyang disparou mísseis balísticos e realizou exercícios de artilharia. No ano passado, a Coreia do Norte acolheu 100 mil turistas estrangeiros, principalmente chineses, segundo estimativas de profissionais do turismo. Pyongyang não publica números. O trabalho está a ser monitorizado de perto pelo líder norte-coreano, tendo sido anunciada para Outubro a inauguração do espaço, mês em que o país vai celebrar o 74.º aniversário do Partido dos Trabalhadores. O ‘site’ 38 North divulgou imagens de satélite recolhidas em Dezembro que mostravam que o exterior da maioria dos edifícios em construção “estavam em fase de conclusão”.
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tonalidades António de Castro Caeiro
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BJECTOS parados parece que estão em movimento. Objectos em movimento parece que estão parados. A nossa perspectiva influencia o aspecto das coisas. Ganho perspectiva que me permite ver uma coisa que antes não via, antes de a perspectiva ter sido constituída. Levanto-me da secretária e vejo o livro que caiu. Sento-me. De novo, perco o livro do horizonte da visão, mas sei que está junto à parede, onde caiu. Perco a perspectiva, perco o alvo em mira. Abaixo-me e estico-me para apanhar o livro. O livro parece aumentar de tamanho. Só no tacto é do mesmo tamanho. Pequenas são as coisas ao longe. Não: parecem pequenas. Não: parecem menores. À medida que nos aproximamos delas ou elas de nós parecem ser maiores. As coisas parecem aumentar e diminuir de tamanho: tão perto que não percebemos as suas formas geométricas e tão longe que deixamos de as ver. Há um cânone: entre o longe e o perto, entre a quantidade máxima com que nos surgem e a quantidade mínima com que nos podem surgir. Mas as coisas têm sempre o mesmo tamanho, a mesma forma, a mesma configuração. É com essa identidade em vista que achamos que as coisas não se deformam, nem mudam de configuração, não se transformam. Também sucede que julgamos bem quando dizemos que as coisas estão paradas ou estão em movimento, quando aparentam estar em movimento ou paradas. Na estrada, vejo lá ao fundo as bermas intersectarem-se mas sei que a largura da estrada é a mesma, aqui onde me encontro e lá ao fundo onde estarei daqui a breves instantes. Tenho a percepção tácita de que para trás a base do triângulo também não se alarga, mas mantem exactamente o mesmo paralelismo. Se olho para trás, tenho a sensação de que lá ao fundo de onde venho também as linhas paralelas das bermas se encontram. Não há o acompanhamento do juízo lógico: a base do triângulo alarga. Antes estreita. Mas as linhas paralelas definidas pelas bermas da estrada não se encontram apenas aparentemente. Tenho a sensação de que a estrada lá ao fundo está mais elevada, que é como se estivesse a subir uma alameda. Eu encontro-me num plano inferior relativamente ao plano superior da estrada lá ao fundo. Olho para trás e não tenho a sensação de que a estrada no ponto de partida esteja num ponto ainda mais inferior. Antes pelo contrário, verifico que o ponto de partida como o ponto de chegada estão em planos superiores. O que sucede é então provocado pela perspectiva criada pela distância. Tudo o que está ao longe está à frente ou atrás num plano mais elevado, superior. O longe tende a conglomerar as coisas. Os pontos onde as coisas se encontram não são tão dispersos pelos diversos planos que definem entre o ponto em que nos encontramos e o plano
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Fui sabendo de mim por aquilo que perdia
Cinestesia 2 LAURENT ROSSI, “ELYOSÉE EN MOUVEMENT” (DETALHE)
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de fundo criado pela linha do horizonte. Os pontos são atraídos, sugados e puxados pela linha do horizonte, pela abóbada celeste, tendem a estar no plano definido pela abóbada, lá ao fundo: pontos concentrados e colados todos eles pelo longe. Todas as coisas que se encontram em pontos que definem planos entre o nosso ponto de vista e o plano de fundo estão espalhados. Cada coisa em cada ponto, no seu ponto, define um plano. Mas há muitos mais planos do que os que são definidos pelas coisas que realmente aparecem. Eu estou no meio de uma esfera, de uma atmosfera, de um horizonte hemisférico que define potencialmente planos em todos os pontos em que eu possa focar a visão. Há tantos hemisférios quantas as perspectivas que se abrem no horizonte. Posso
olhar absorto para o horizonte, como quando estou no lugar do morto e alguém conduz o carro ou como quando estou a olhar para a frente sentado no banco do autocarro. Mas quando fixo o olhar na estrada, é no carro da frente ou no outro a seguir. Ou então olho para a frente para o ponto em que de modo aparente as linhas definidas pelas bermas da estrada se encontram. Mas posso olhar também para o céu ao crepúsculo e ver as estrelas do céu ou as nuvens que passam. Deixo de olhar para a frente que noto que o faço através do vidro do carro. Olho para o porta luvas para apanhar um CD ou então um lenço de papel. Entrego-o à J. que conduz. Olho de novo em frente. Constitui sempre alvos diferentes. Consoante os sítios em que se encontram percebo que estão definidos
Estamos continuamente a poder deixar de ver tudo o que estamos a ver ou poderíamos ver, ao olhar de frente, quando mudamos de enfoque. Se da esquerda passamos para a direita, se de cima para baixo, se do longe para o perto, se do interior para o exterior: e tudo continuamente ou nunca
hemisférios diferentes. O plano de fundo pode ser o interior do carro, sem que perda a noção do seu exterior. Quando olho de novo para o horizonte, o exterior do carro é o campo extremo da minha percepção que engole não apenas o interior do carro mas a estrada com todas as viaturas que aí transitam. É também interior o céu e as nuvens que passam ou as estrelas espalhadas e distribuídas pela sua vasta extensão. Para onde quer que olho, frente, trás, cima, baixo, direita e esquerda, dentro e fora, percebo sempre um plano de fundo Relativamente a esse plano de fundo defino potencialmente diversos planos onde as coisas estão distribuídas. Fixo os meus óculos, e os olhos e o nariz e parte do bigode. Entre o aqui muito próximo em que me encontro e o ali há todo um conjunto de planos definidos entre o mais próximo coincidente comigo e o mais longínquo longe. Tudo é sempre frente. Eu tenho a noção da nuca e da parte de trás invisível do meu corpo, das nádegas, das costas assentes na cadeira, tenho noção do interior, mas eu vejo apenas de frente. Tenho noção dos objectos que vejo de frente, mas percebo que só vejo deles o lado deles que está virado para mim: não vejo nunca o interior dos objectos e não vejo o lado deles tapado por outros objectos. Entre nós e as coisas só há o plano definido pelo espaço intermédio entre o aquém e o além de nós e dos objectos. Tenho noção de coisas atrás de mim. Elas não desaparecem apenas por deixar de vê-las, elas não desaparecem quando passo por elas. O lado dos quartos que não vemos não desaparece e está a fazer sistema com o lado dos quartos para que estamos a olhar. Eu não vejo o quadro na sala atrás de mim e posso ver a porta lá ao fundo. Não vejo a porta porque estou a olhar para o ecrã do computador. Ainda assim, penso na porta lá ao fundo como uma ausência tão completa para a visão como o quadro que sei que está pendurado atrás de mim. Olho para a porta e deixo de ver o computador. Olho para trás e vejo o quadro. Deixo de ver tudo o que estava a ver. Estamos continuamente a poder deixar de ver tudo o que estamos a ver ou poderíamos ver, ao olhar de frente, quando mudamos de enfoque. Se da esquerda passamos para a direita, se de cima para baixo, se do longe para o perto, se do interior para o exterior: e tudo continuamente ou nunca. Mesmo que nunca virasse a cabeça ou fixasse pontos diferentes do espaço, nunca faria a ideia de que as coisas desapareceriam se eu deixasse de me focar nelas e passasse a focar outras noutros planos. Do mesmo modo se estivesse continuamente e mudar de enfoque, a alterar a perspectiva, a constituir aspectos diferentes às coisas, não me perderia na velocidade estonteante com que tudo se altera convulsivamente. E o que se passa com a atenção prestada e não dada às coisas?
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sexta-feira 18.1.2019
OFÍCIO DOS OSSOS Valério Romão
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ODOS os dias a vida recomeça. Dormir marca o reinício do nosso sistema operativo. No sono e no sonho, embora sentados na cadeira de comando, não somos nós que pilotamos. Melhor: é outra instância da identidade, uma à qual só temos acesso abdicando da lucidez e do controlo. O sonho tem a consistência da vida. Tudo quanto nos acontece no sonho nos parece tão real como aquilo que, de facto, tomamos como o sendo. Na verdade, não podemos afirmar com certeza não estar a viver um sonho. Não há nenhuma prova de que estamos acordados que não possa ser produzida num sonho. Esta é a premissa de muitos filmes de ficção científica, nomeadamente do Matrix. Outro dos problemas filosóficos equacionados no filme é o da relação entre a lucidez e a felicidade. Tendo em conta que passamos mais de um terço da nossa vida a dormir, se pudéssemos controlar os nossos sonhos, e tendo em conta o absoluto valor de verdade que lhes emprestamos quando os vivemos, que seria preferível? Estar acordado e sofrer ou
Recomeçar, sempre sermos felizes a sonhar? Os sonhos não são normalmente sequenciais, como a vida o é. O adormecer e o acordar estão ligados por uma continuidade de sentido a que damos o nome de vida. Cada sonho, por sua vez, é um acontecimento fechado. E se não o fosse? Ao contrário do que acontece agora, os sonhos podiam ter o formato narrativo da vida. Poderia dar-se o caso de nos vermos confrontados com a escolha de Cypher, do filme supracitado? “Sabe, eu sei que este bife não existe. Eu sei que quando o ponho na boca, a Matrix está a dizer ao meu cérebro que ele é suculento e delicioso. Após nove anos, sabe o que é que percebi? A ignorância é uma bênção.” A maior parte de nós passa por tormentas na vida cuja resolução é improvável ou difícil. “Quem me dera dormir e acordar com tudo bem”. Já dissemos e/ou já
ouvimos isso mais que uma vez. Alguns de nós não descartariam inclusive passar uma boa parte da vida numa simulação na qual pudéssemos ser tudo o que não fomos ou, pelo menos, felizes. Entre um estado de lucidez e um sonho, a diferença é unicamente o estatuto. No entanto, temos dificuldade em aceitar a possibilidade de estarmos equivocados quanto ao estatuto da nossa experiência. Até podemos escolher viver na mentira, desde que tal corresponda a uma decisão nossa e saibamos onde começa um estado e acaba outro. O que não conseguimos aparentemente tolerar é a possibilidade de estarmos na ilusão sem saber a que corresponde a realidade. O nosso ponto de vista está calibrado, nas palavras de um professor de ontologia que tive, na “precisão indespedível da
Deveríamos saber como dormir mais e melhor. Como encadear os sonhos ao jeito de contas num fio. Ou como tornar cada recomeço “o dia inicial e limpo” da Sophia
verdade”. O estatuto da experiência vital não nos é acessório. Pelo contrário, este apego transcendental à verdade ocupa uma posição mais central e decisiva do que felicidade. Sucede é que na maior parte do tempo pensamos estar na posse de uma compreensão adequada do que se está a passar. Por isso nos parece que a felicidade é o ponto arquimédico sobre o qual assenta o edifício da existência. Querem uma prova? Experimentem acordar num quarto fechado, sem se lembrarem de como lá foram parar. Qual é a primeira pergunta que se imaginam fazer? A realidade é demasiado perseverante, demasiado ubíqua. Está por todo o lado. Há dias em que gostaríamos de lhe fechar a porta e a ela voltar remendados, refeitos, curados. Mas quando fechamos a porta, seja ela qual for, o que fica do lado de dentro não difere em nada daquilo que fica lá fora. Mesmo que diminuta, a realidade restante ainda nos consegue esmagar. Deveríamos saber como dormir mais e melhor. Como encadear os sonhos ao jeito de contas num fio. Ou como tornar cada recomeço “o dia inicial e limpo” da Sophia.
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sexta-feira 18.1.2019
PLANO DE CORTE José Navarro de Andrade
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Elogio dos filmes longos
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Á um famigerado, sacramental e tácito postulado entre os “dealers” e leiloeiros de arte nova iorquinos segundo o qual qualquer quadro terá de caber nos elevadores dos edifícios de apartamentos de Park Avenue. Também no cinema é princípio consuetudinário que a duração dos filmes se inscreva entre os 80 e os 120 minutos. Em ambos os casos o propósito é o mesmo: não afastar consumidores por motivos meramente logísticos. Tanto um filme demasiado curto como um desmedido desorganizam os horários das salas de cinema impedindo-as de realizar a habitual quantidade de sessões às horas do costume. A extensão dos filmes foi o combustível de uma “cause celebre” que definiu de vez a relação de poderes da indústria cinematográfica. Em 1925 o realizador Erich von Stroheim das 85 horas que havia filmado insistiu numa versão final de “Greed” com cerca de 8 horas e o jovem Irving Thalberg, há pouco tempo posto à cabeça dos estúdios da MGM, tirou-lho das mãos, mandou-o remontar sob a sua supervisão e deu à luz uma cópia com 140 minutos. A queda em desgraça do primeiro e o prestígio do segundo consubstanciaram-se com tal desfecho, mas além desta consequência imediata o que definitivamente ficou estabelecido foi assegurar que o produtor é quem na verdade imprime a sua marca no resultado final de um filme. De modo que os filmes longos, muito longos, passaram a ser uma raridade circunscrita a um cinema de distribuição marginal. Até porque, é uma evidência, ninguém tem vida para se enfiar numa sala durante mais de 5 horas – ou bastante mais… Há porém outra e menos referida causa para tal raridade, que não se detém na paciência do espectador, sequer nas dificuldades de produção. Um filme de longa duração exige uma segurança e uma maestria invulgares na manipulação do elemento mais volátil, impertinente, indómito, implacável, unívoco e, no fundo, essencial do cinema – o tempo. Na verdade o rabo é o grande sensor da capacidade de envolvência de um filme, ao qual produtores e realizadores costumam – ou deviam – dar atenção. Quando as sinapses trazem ao cérebro sinais de incómodo do rabo no contacto com a cadeira é porque o enfado está a tomar conta dos nossos sentidos. E o enfado, como se sabe, é irreversível. Quer isto dizer que duração não é demora. Sobram por aí curtas-metragens ditas
de autor que abrem num plano estático e por lá ficam. Vasculhamos com o olhar os quatro cantos do enquadramento, tornamos a dar a volta e aquilo ainda ali está sem nada mais para dizer mesmo quando tem árvores batidas ao vento. Ao cabo de um punhado de prolongadíssimos minutos percebe-se que tanta e tão pretensiosa solenidade comparece unicamente para remediar o vácuo, que a coisa tem bazófia de sinfónica, mas é composição de uma nota só. A sensação de morosidade de um filme depende, portanto, da sua redundância, não do comprimento.
Fomos acostumados a que os filmes nos exijam concentração e esperteza para seguir as subtilezas do enredo, palpitação emocional para viver as alegrias e tristezas das personagens, contemplação ou deslumbramento perante as vistas e panoramas que ele nos dá a ver. Em troca é suposto devolverem um troço de vida condensada; em 90 minutos podem passar lá dentro décadas de história ou uns intensos momentos de drama. Um filme verdadeiramente longo obriga à disponibilidade de uma viagem de avião intercontinental, sem mais nada que fazer
Um filme verdadeiramente longo obriga à disponibilidade de uma viagem de avião intercontinental, sem mais nada que fazer senão estar ali. Ora isto tem potencial para originar um enorme prazer, equivalente ao de uma imersão total num universo paralelo
senão estar ali. Ora isto tem potencial para originar um enorme prazer, equivalente ao de uma imersão total num universo paralelo. Estou em condições de afirmar que me custou sair de “Satantango” (1992) de Bela Tarr com 7h30m ou do documentário “Near Death” (1989) de Federick Wiseman com 6h, porque em ambos já me havia integrado neles e acomodado a permanecer ali dentro. Noutros casos são filmes oceânicos, nos quais mergulhamos e vamos nadando durante um tempo, sabendo que não poderemos ir até ao seu fundo nem atravessá-los com as nossas pequenas braçadas – são muito maiores do que nós. A experiência de assistir a “Hitler” (1977) de Syberberg com 7h22m ou de “Le Soulier de Satin” (1985) de Manoel de Oliveira com 6h50m é a de começar a sentir que “aquilo” subsistirá para sempre independentemente de mim. Ver um filme longo, tal como a difícil arte de ficar um ínterim sem fazer nada, oferece-nos um benefício precioso e cabal, que é o de ganharmos uma percepção do tempo doutro modo inalcançável.
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NUBLADO
O QUE FAZER ESTA SEMANA Hoje
UMA NOITE COM PIANO NA GALERIA Fundação Rui Cunha | Das 18h00 às 20h00
MIN
14
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60-90%
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WORKSHOP COM PUN-LEUNG KWAN Cinemateca Paixão | 22h00
Praça 5 Jorge 4 Álvares 8 6| Até127/019
7 2 0 2 7 | “A3STATE 9 OF0BLISS”5DE 6 EXPOSIÇÃO ZHAO4 QIAN 8 Fundação Rui Cunha | Até 21/01 4 3 9 2 5 6 8 7 1 1 0 | PAISAGEM 6 7 MUTANTE 8 3 5 9 2 EXPOSIÇÃO Museu de Arte de Macau | Até 10/02 7 2 4 0 9 8 3 1 5 3 1 | JARDIM 5 8BRILHANTE 6 2 4 0 7 EXPOSIÇÃO Museu 0 de8Arte1de Macau 3 4| Até 24/02 7 2 6 9 9 6 | “REENCARNAÇÃO” 7 5 2 1DE ALLEN 0 3 EXPOSIÇÃO WONG4 Creative Macau 6 5 0 1 7 4 9 8 3 8 9 2 4 3 0 1 5 6 5 7 9 8 6 2 1 0 4 3
3 1 0 4 6 9 5 8 2 7
C I N E M A
1 0 5 2 4 8 3 7 9 6
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8 1 7 4 9 6 3 5 4 9 1 0 7 [C] 5 2 3 GLASS Um filme de: M.Night Shyamalan Com: 1 Bruce Willis, 7James5McAvoy, 8 Samuel L.Jackson 14.30,2 16.45, 19.15, 3 21.300 6 3 FAMILY 8 6 INSTANT [B] 9 Um filme de: Sean Anders Com: 0 Mark Wahlberg, 2 Rose4Bryne,1 Isabela Moner, Julianna Gamiz 6 0 9 7 14.30, 16.45, 21.30 5 WAY 4 HOME 8 [A]2 A DOG’S SALA 1
SALA 2
Um filme de: Charles Martin Smith Com: Bryce Dallas Howard, Ashley Judd,
9 2 1 3 5 0 6 4 7 8 0 2 6 8 9 4 5 7 3 1
2 3 0 9 7 6 5 1 8 4
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O CARTOON STEPH 44
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Diariamente 43 | MÚSICA URBANA INTERACTIVA FRINGE
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CONCERTO COM OS ALUNOS DO MOON CHUN MEMORIAL COLLEGE Fundação Rui Cunha | Das 16h00 às 17h00
3 4 6 0 1 7 9 8 5 2
9.20
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2 3 9 6 5 8 0 4 1 7 7 8 3 5 2GLASS 1 14.30,Alexandra 6 Shipp 0 9 4 16.30, 21.30 0 2 6 4 3 MORE THAN BLUE [B] EM PUTONGHUA 9FALADO 7 5 LEGENDADO 8 1 EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Gavin Lin 4Com: Jasper 1 Liu, Ivy2Chen 7 0 14.30, 21.30 6 5 8 3 9 THE POOL [C] 5FALADO 4EM TAILANDÊS 1 LEGENDADO 2 8 EM CHINÊS/INGLÊS Um filme de: Ping Lumpraploeng 3Com: Theeradej 9 Wongpuapan, 7 0 6 SALA 3
Ratnamon Ratchiratham 16.30, 19.30
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YUAN
1.19
MEMÓRIA QUE ESCOA
Amanhã
CONCERTO NOISE ON SITE 8 LLLSD LIVE (SWEDEN) + SPECIAL GUESTS Live Music Association | Das 21h00 às 00h00
EURO
VIDA DE CÃO
WORKSHOP COM PUN-LEUNG KWAN Cinemateca Paixão | 10h00
Cineteatro 45
•
6 4 2 7 8 3 1 5 0 9
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 44
7 5 6 8 1 9 3 2 4 0
8 3 5 4 6 2 9 0 1 7
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3 5 DISCO 7 1 9 2HOJE 8 4 UM 0 4 6 2 8 3 7 9 4 6 7 1 5 9 8 2
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6 2 1 0 4 3 5 9
1 3 8 5 0 6 2 7
2 9 3 0 5 7 4 1 8 6 0 1 7 9 4 2 8 5 6 3
0 6 1 9 3 4 8 7 2 5 6 5 8 4 3 9 2 7 0 1
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As nossas duas primeiras páginas de hoje contam a história de Eva Koralnik, sobrevivente do Holocausto. O poder das 44 palavras desta senhora, que fala com uma 3 1 7com8os relatos2 doçura9 quase incompatível que faz, suplanta em muito a palavra es-9 8 crita. Eva tinha sete anos quando a cidade onde foi invadida 7 pelos 2 vivia, Budapeste, 8 nazis. Hoje, com 82 anos, é a personifica6 viva que 4desapare2 ção de uma3 memória cerá com a morte da sua geração. Temo 8 4 9 1 0 que o revisionismo histórico agigante a 3 teoria 0 do mito 6 do9Holocausto 8 e nojenta que a morte e devastação que arrasou a 2 0 9 5 Europa tenha sido em vão. Receio que se5repitam 9 mais holocaustos, comos 6 os de Bósnia, Darfur, Ruanda, Camboja e todas as7outras atrocidades que continuam8 a manchar 4 esta coisa, 8 2que 0prometia, 7 cha-6 mada “experiência humana”. Tenho pavor de morte dos nativismos que crescem na sombra da nossa natureza, dos monstros 46 que aguçam de novo as facas sedentas de sangue 3 5morno. Humanismo, 2 abnegação, altruísmo e amor fraternal são intrinse4 mais 6 fracos8que a barbárie, 7 são1 camente menos primários, básicos, que o ódio 0 7 cego. Não é o desalento que impele esta crónica, mas o recuo moral que vivemos 7 8 1 5 2 actualmente. Apesar do recrudescimento 7 nossos 9piores 5 instintos, a1evolução4 dos da moral social 6 4é imparável, 0sempre 5 a caminho do progresso. Mas para subir7 6de cair 9 para 4 ganhar8 mos, por vezes temos balanço. Os avanços não se fazem numa 8 constante4 e sem percalços. linha recta, Enquanto 8 9 humanos, 3 temos 4 de arranjar 2 6 uma forma de nos levantarmos antes de 2 outra vez, em5nome de todas as3 cairmos Evas da nossa história. João Luz
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9 | 0HOUSE IN2THE6TALL GRASS 4 1 KIKAGAKU MOYO 2
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5 9 0 3 2 6 7 4 1 8 pausados labirintos rítmicos impeli2 dos5 por sólidas linhas de baixo e de suaves. “House in the 6 vocalizações 9 Tall Grass” é um registo maduro, que 4 reflecte 7 e evolução de composição na direcção de bandas como Psychic Ills 9 ou0Moon Duo. João Luz 7 0 6 8 9 5 1 2 3 4 3 1 5 6 0 9 4 7 8 2 Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia 8 7 9 2 4 Margarida 0 6Mota;1Vitor5Ng Colaboradores 3 Amélia Vieira; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Navarro de Andrade; José Simões Morais; Luis Carmelo; Michel Reis; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio 6 5 4 9 7 Fonseca; 8 2Valério3Romão0Colunistas 1 António Conceição Júnior; David Chan; João Romão; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph 0 8www. 2 1 3 de4redacção 5 e9 7 6Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de
“House in the Tall Grass” é o terceiro 6 8álbuns 7 que 1 constituem 3 9 0a de4quatro discografia dos japoneses 2 4 7 0 8 1 Kikagaku 3 5 Moyo, a banda de rock psicadélico nascida 9 3 em1Tóquio. 5 6Repleto 2 0de ele8 mentos e detalhes sonoros que pintam 1 2 3 4 este 5 disco 7 8vive6de ambientes serenos,
hojemacau. com.mo
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18.1.2019 sexta-feira
Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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sexta-feira 18.1.2019
confeitaria
JOÃO ROMÃO
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EGRESSO ao tema da manga japonesa, que tratei em crónica anterior para dar conta da minha decepção enquanto aficcionado ao constatar que no Japão há ainda uma profunda segregação de género relacionada com este tipo de literatura, que se traduz em recorrentes estereotipadas representações do corpo feminino de acordo com supostos padrões de beleza masculinos, na reprodução sistemática de tradicionais papéis sociais supostamente inerentes ao género sexual e até na existência de publicações diferentes para os públicos masculino e feminino. Há excepções, no entanto, e uma delas tornou-se recentemente um sucesso comercial nacional e internacional. Traduzido à letra, o título em português seria “Sou teu” ou “Sou tua” (“Kimi no na wa”), ainda que o título da edição internacional em inglês tenha sido adaptado para “O teu nome” (Your name). Começou por ser um filme de animação (anime) dirigido por Makoto Shinkai, tendo depois sido publicado como
Manga ocidental?
novela pelo mesmo autor e finalmente como banda desenhada (manga) em três preciosos volumes com a colaboração do ilustrador Ranmaru Kotone. O enredo contradiz ao máximo as ideias da representação tradicional dos papéis de género: um rapaz com uma vida cosmopolita numa grande cidade e uma rapariga de uma pequena vila em ambiente rural trocam sistematicamente de identidade e vivem temporariamente no papel do outro, sem saberem quando isso vai acontecer e em que momento vai acabar. Explorando as limitações das representações tradicionais de género, o enredo aborda também os limites entre o sonho e a realidade ou as contradições entre a vida quotidiana e as possibilidades de um futuro diferente. O sucesso da obra acabou por atrair uma produtora cinematográfica de Hollywood, disposta a produzir uma nova versão, com actores, actrizes e cenários “reais”, o que foi
Reconheço a minha dificuldade: não percebo o que é “ocidental”, nem o que é “oriental”, e muito menos onde está a fronteira entre esses dois supostos universos
anunciado em finais de 2017. No entanto, mais de um ano passou sem que se conhecessem desenvolvimentos do projecto, tendo o previsível argumentista desta nova versão (Eric Heisserer) adiantado alguma explicação em entrevista recente: segunda afirma, os detentores (japoneses) dos direitos de utilização da obra exigem que o filme tenha um ponto de vista “ocidental”. A razão que adiantam é aparentemente simples (para ter uma perspectiva “oriental” podiam fazer o filme no Japão), mas acaba por remeter para uma questão maior e mais complexa: o que é uma perspectiva “ocidental” e em que se traduz essa dicotomia “oriental” vs “ocidental”, sobretudo quando se trata de uma história de dois adolescentes que tem características bastante universais (no sentido em que nada do que na história é essencial é particularmente específico do Japão)? Vivo com essa questão de forma recorrente desde que me instalei quase em permanência no Japão. É frequente usar-se essa dicotomia “oriental” vs “ocidental” em conversas informais, em notícias da imprensa ou em discussões científicas em ambientes académicos. Reconheço a minha dificuldade: não percebo o que é “ocidental”, nem o que é “oriental”, e muito menos onde está a fronteira entre esses dois supostos universos. Ficando pelo caso do cinema, que é o assunto da crónica e serve como exem-
plo suficiente: terá a mesma “perspectiva ocidental” um filme produzido em Portugal, em França, na Alemanha, no Brasil, na Argentina, no México ou nos Estados Unidos? Ou de outra forma, ficando pelo mesmo país: será a mesma “perspectiva ocidental” a que é transmitida num filme realizado por, digamos, Quentin Tarantino, Steven Spielberg, Martin Scorsese, David Fincher Fincher ou Spike Lee? Talvez sejam muito maiores as diferenças que as semelhanças entre as abordagens destes realizadores, ainda que todos sejam, não só “ocidentais”, como da mesma nacionalidade. O mesmo se passa, naturalmente, em relação à suposta “perspectiva oriental”. Serão assim tão semelhantes as abordagens cinematográficas no Japão, na China, no Vietname ou nas Filipinas? Haverá uma linguagem ou um fundamento comum que as distinga de uma qualquer “perspectiva ocidental”? Não há diferenças significativas de abordagens dentro de cada um destes países? Pela parte que me toca, confesso o meu limitado (ou nulo) entendimento do que me querem dizer quando no Japão me falam em “perspectiva ocidental”, o que acontece com frequência e em contextos muito diferentes. Espero, em todo o caso, que com estas singelas crónicas não esteja a representar toda uma perspectiva civilizacional “ocidental” e me responsabilize apenas a mim próprio.
Se o homem tivesse criado o homem, teria vergonha da sua obra. Mark Twain
A
semente de algodão que esta semana brotou no lado oculto da Lua, num feito inédito alcançado por uma missão espacial chinesa, morreu durante o início da noite lunar, quando a temperatura atinge 170 graus negativos. A televisão estatal chinesa CGTN informou ontem que as fotos difundidas na terça-feira, da semente a brotar, foram tiradas no domingo, antes de a nave entrar em modo de poupança de energia, durante a noite lunar, que equivale a 14 dias terrestres. A sonda Chang’e 4, que é o nome da deusa chinesa da Lua, pousou na superfície lunar em 3 de Janeiro e levou sementes de algodão, colza (uma planta usada no fabrico de óleos), batata, uma planta com flor muito usada em estudos genéticos (chamada Arabidopsis), ovos de mosca da fruta e algumas leveduras, visando criar uma “mini biosfera simples”, segundo a agência oficial Xinhua. A Agência Nacional Espacial da China explicou que os organismos se decompõem gradualmente no recipiente em que foi realizada a experiência, e que não causarão nenhum dano ao ambiente lunar. As experiências estão a ser realizadas numa espécie de “estufa” espacial, um recipiente capaz de manter a temperatura entre um e 30 graus, permitindo a entrada de luz natural, água e nutrientes.
Maldito empréstimo Chan Meng Kam diz-se enganado em caso ligado a bairro de indústrias criativas
O
antigo deputado à Assembleia Legislativa (AL) e empresário Chan Meng Kam afirma ter sido enganado num caso ligado a um empréstimo concedido a uma imobiliária ligado ao bairro criativo localizado perto da Rua dos Ervanários, perto das Ruínas de São Paulo. O local tem sido palco do Festival da Travessa do Armazém Velho, organizado por uma associação liderada pelas mesmas pessoas que são proprietárias da agência imobiliária que recebeu os empréstimos, apurou o All About Macau. Chan Meng Kam emprestou dinheiro à imobiliária Fomento Predial Kou Fu, propriedade de Isabel Chiang, que é também a accionista principal da empresa Number 81, dona de 12 lojas que compõem o bairro criativo e que se situam entre o Pátio de Chon Sal e Rua de Nossa Senhora do Amparo. Em 2015, a Number 81 adquiriu essas lojas por 100 milhões de patacas. Isabel Chiang surge também na documentação consultada como gerente-geral do Grupo Ana Chiang. Cheang Ka Hang (tradução fonética) é também presidente da direcção da Associação de Promoção ao Desenvolvimento de Distritos Históricos de Macau, que tem vindo a organizar o festival. Uma fonte ligada ao sector comercial, ouvida pela publicação chinesa, garante que a imobiliária desenvolveu os seus negócios até que o mercado abrandou, o que levou a dificuldades no pagamento dos
HOJE MACAU
ESPAÇO MORREU A PRIMEIRA SEMENTE A BROTAR NO LADO OCULTO DA LUA
PALAVRA DO DIA
sexta-feira 18.1.2019
SULU SOU PROIBIÇÃO DE ENTRADA DE ACTIVISTA COM MOTIVAÇÕES POLÍTICAS
O
empréstimos pedidos a várias figuras e entidades. Chan Meng Kam admitiu ao jornal que emprestou dinheiro à imobiliária, tendo esta prometido ceder o direito de propriedade de dois imóveis. Chan Meng Kam veio mais tarde a perceber que essas fracções estavam hipotecadas no banco. O ex-deputado considera-se vítima, uma vez que nunca mais conseguiu chegar à fala com o proprietário da imobiliária.
PARA CONTINUAR
Choi Chi Seng, secretário-geral substituto da associação, não negou, em entrevista ao All About Macau, que existem problemas financeiras, tendo explicado que existe uma “ligação estreita” com o
Grupo Ana Chiang. A relação com a imobiliária existe apenas porque esta é proprietária de muitas lojas na zona. Nesse sentido, Choi Chi Seng não espera grandes consequências da falta de pagamento dos empréstimos. “Falei com um advogado para pedir uma opinião sobre o caso e ele disse-me que a situação não vai ter grandes consequências”, disse. Choi Chi Seng garantiu que a associação não tem problemas financeiros, tendo pedido apoios ao Governo que, porém, ainda não foram recebidos. Para já, o responsável deixa a garantia de que outras actividades culturais, que não o festival, deverão continuar a acontecer. A.S.S./V.N.
deputado Sulu Sou considera que teve motivações políticas a proibição de entrada em Macau, na quarta-feira, de Yvonne Leung, uma antiga líder estudantil do chamado movimento dos ‘guarda-chuvas amarelos’ de Hong Kong. “Não vejo nenhum motivo pelo qual Yvonne Leung põe em risco a segurança. Como em muitos casos no passado, isto tem motivações políticas”, afirmou o mais jovem deputado de Macau à agência Lusa. Em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP), a ex-presidente da União dos Estudantes da Universidade de Hong Kong Yvonne Leung afirmou que as autoridades a informaram de que suspeitavam que quisesse entrar no território “para participar em certas actividades que poderiam comprometer a segurança pública ou a ordem pública”. Um argumento, de resto, utilizado anteriormente pelas autoridades de Macau. “A polícia muitas vezes abusa das razões de segurança e confidencialidade”, apontou Sulu Sou. Yvonne Leung, de 25 anos, participou no movimento dos ‘guarda-chuvas amarelos’, em 2014, que paralisou o território durante mais de dois meses, e foi a única mulher da delegação estudantil presente nas negociações com as autoridades de Hong Kong durante os protestos. Nos últimos anos, porém, Yvonne Leung retirou-se de qualquer actividade política ou activista.
OPEN DA AUSTRÁLIA SERENA E DJOKOVIC ACOMPANHAM JOÃO SOUSA NA TERCEIRA RONDA
A
PUB
norte-americana Serena Williams, o sérvio Novak Djokovic e o português João Sousa garantiram ontem o apuramento para a terceira ronda do Open da Austrália em ténis. O vimaranense, 44.º colocado no ranking ATP, protagonizou uma longa e
dura batalha para eliminar o alemão Philipp Kohlschreiber, 32.º, em cinco sets, pelos parciais de 7-5, 4-6, 7-6 (7-4), 5-7 e 6-4, em cerca de quatro horas e 30 minutos de um encontro que chegou a ser interrompido no terceiro ‘set’, por uma hora meia, e no último, devido à chuva.
“Acho que consegui fazer um grandíssimo encontro frente a um bom jogador. O nível de ambos foi elevado e notório. Consegui manter a intensidade e o nível elevado durante os cinco ‘sets’, que foram muito exigentes a nível físico, tático e mental”, afirmou o número um português,
após assegurar o regresso à terceira ronda do ‘major’ da Ásia-Pacífico pela terceira vez, depois de 2015 e 2016. João Sousa, que fez ontem 28 ases, estabelecendo assim um novo recorde na sua carreira, vai agora defrontar o japonês Kei Nishikori, oitavo pré-designado.
Já Novak Djokovic bateu o gaulês Jo Wilfried-Tsonga, seu adversário na final do Open da Austrália em 2008, quando ganhou o primeiro dos seus 14 títulos do ‘Grand Slam’. Na competição feminina, e à procura de igualar o recorde de 24 títulos do ‘Grand
Slam’, Serena Williams não teve qualquer dificuldade para eliminar a canadiana Eugenie Bouchard (79.ª WTA), por duplo 6-2, em apenas uma hora e 10 minutos.