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Hoje Macau • 2010.09.17 #2212

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EXPO XANGAI | Pavilhão da Nova Zelândia construído com a memória, desejo e poesia centrais

“The House of Dancing Water” | 14 milhões de litros de água no “melhor espectáculo” da Ásia. não se constipe... centrais

tempo bruma seca min 26 max 33 humidade 50-90% câmbios euro 10.4 baht 0.25 yuan 1.19 pub

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hojemacau Mop$10

Director carlos morais josé • sexta-feira 17 de setembro de 2010 • ANO X • Nº 2212

Debates na AL | Au Kam San pessimista, Lau Cheok Va entusiasta

Discutir antes do tempo

A proposta do presidente da Assembleia Legista para que os deputados debatam “questões de interesse público”, em sessões especialmente destinadas a isso, suscita reacções quase opostas de diferentes sectores políticos. Cheang Chi Keong, deputado eleito indirectamente, encara apoia totalmente a ideia. Au Kam San, do Novo Macau Democrático, acha que esses debates não terão qualquer efeito na política do Executivo. >página 6

Edifício de oito andares vai ser construído perto do Largo do Lilau paulo reis

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Até mete Penha

Página 4

Viva Macau

Francis Tam defende empréstimo • P.8

Saúde

Coutinho acusa serviços de abuso • P.5

Justiça

Corrupção em HK envolve Macau • P.9

Imigração

Filipinos protestam contra limites • P.7

Pedofilia

Papa lamenta abusos sexuais • Última

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sexta-feira 17.9.2010 www.hojemacau.com

2 Explosão em fábrica mata cinco

Uma explosão numa fábrica de materiais plásticos da empresa estatal chinesa de petróleo Sinopec causou pelo menos cinco mortes e deixou um ferido na província de Shandong, leste do país, informou nesta quintafeira a agência oficial “Xinhua”. O acidente aconteceu às 20h38 locais nesta quarta-feira, quando trabalhadores da fábrica manipulavam nitrogénio numa operação de manutenção, segundo um responsável da companhia. Durante a operação, um cano soltou-se, permitindo um vazamento de gás, o que causou uma explosão que matou dois operários no local, enquanto outros três morreram num hospital quando recebiam tratamento pelos ferimentos sofridos. As forças de segurança locais iniciaram uma investigação do facto, que determinou negligência como possível causa do incidente.

Fundação de Jet Li pode fechar

A One Foundation, criada pelo actor chinês Jet Li, está com graves problemas financeiros, e pode fechar as portas em breve, reconheceu o próprio actor e mestre de artes marciais em declarações publicadas nesta quinta-feira pelo jornal “China Daily”. “É uma criança sem identidade”, disse Li, ao falar sobre a sua organização, que no fim do ano verá o fim do acordo com a Cruz Vermelha nacional e, portanto, deixará de ter o direito de arrecadar fundos, já que a lei chinesa impede que organizações privadas se dediquem a esse tipo de actividade. Jet Li protagonizou filmes de ação como “O Mestre”, “Romeu Tem que Morrer” e, recentemente, “Os Mercenários”, sendo um dos actores chineses com mais sucesso em Hollywood.

actual Diaoyu | China pede “acções concretas” para desanuviar relações bilaterais

Manifestação em Pequim

A China exortou o Japão a “libertar imediatamente” o capitão do pesqueiro chinês apresado há 10 dias em águas disputadas pelos dois países, afirmando que o caso se tornou “um obstáculo” nas relações bilaterais. “No momento presente, (a situação) é um obstáculo nas relações entre os dois países e esperamos que o Japão promova acções concretas para eliminar esse obstáculo”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Jiang Yu. “O Japão deve entregar o capitão imediatamente para evitar uma maior deterioração das relações bilaterais”, acrescentou. O pesqueiro foi apresado no dia 7 de Setembro, depois de ter colidido com navios japoneses perto das

Ilhas Diaoyu, cuja soberania é reivindicada pelos dois países. Catorze tripulantes do pesqueiro já foram libertados, mas o capitão continua detido. Na quarta-feira passada, pela quinta vez desde o incidente, a China convocou o embaixador japonês em Pequim exigindo a libertação do capitão do navio. O Ministério Público japonês irá ainda decidir se acusa ou não o capitão chinês, a quem as autoridades nipónicas acusam de ter deliberadamente provocado a colisão, que degenerou em incidente diplomático. Manifestação anti-japonesa em Pequim

Uma manifestação antijaponesa está prevista para

O jornal adianta que “as autoridades chinesas estão em alerta máximo, à espera de uma grande manifestação em 18 de Setembro, quando se celebra o 79.º aniversário do incidente de Mukden”, também designado como o incidente da Manchúria,

China-Taiwan | Exercícios de resgate conjuntos pela primeira vez

Cada vez mais estreito As autoridades chinesas e taiwanesas iniciaram nesta quintafeira, pela primeira vez na sua história, testes de resgate conjuntos por terra, mar e ar no estreito de Taiwan, informou o jornal Xin Beijing. As manobras, na cidade de Xiamen, na província chinesa de

Duas acções contra a China na OMC

Os Estados Unidos abriram duas novas acções contra a China na Organização Mundial do Comércio (OMC), argumentando que o país asiático está a discriminar as siderúrgicas e as companhias de cartão de crédito americanas. A medida ocorre no âmbito de um aumento na tensão entre os dois países no âmbito comercial e numa semana em que o Congresso dos EUA realiza audiências para debater a política cambial chinesa. “Estamos preocupados com a possibilidade da China romper seus compromissos comerciais com os EUA e outros parceiros da OMC, tanto através do favorecimento das suas companhias estatais de serviços financeiros e da exclusão das empresas de cartões de crédito e de débito americanas quanto pela manipulação de investigações para medidas comerciais, a fim de restringir injustamente as exportações americanas de aço”, afirmou o representante de Comércio Exterior dos EUA, Ron Kirk, em um comunicado.

sábado em Pequim, para protestar contra a detenção do capitão. O diário japonês Asahi Shimbun, que divulgou ontem a convocação da manifestação, referiu a existência de apelos, na Internet, à população chinesa para uma concentração junto à embaixada do Japão.

que marcou o início da guerra sino-japonesa. “A embaixada do Japão esforça-se para reunir informações [sobre a concentração], perante o agravamento do sentimento anti-japonês que cresce na China”, acrescenta o periódico. O diário Nikkei adianta, por seu lado, que uma escola japonesa em Pequim decidiu adiar uma competição desportiva prevista para sábado, a pedido da polícia chinesa. Esta publicação acrescenta ainda que o consulado japonês em Guangzhu, no sul da China, aconselhou os nipónicos expatriados na China a “evitar comportamentos que revelem que são japoneses”.

Fujian, e Jinmen, na ilha de Taiwan, abrangerão uma superfície total de 6,2 quilómetros quadrados. Segundo o jornal, os trabalhos, que terão a participação de 400 pessoas, serão realizados com 14 navios de resgate e três helicópteros.

China condena primeiras pessoas por tráfico de órgãos

Actividades “comerciais” ilegais Sete pessoas acusadas de tráfico de órgãos foram presas na China, naquelas que são as primeiras penas por este tipo de crime no país. Além das penas, que oscilam entre dois e oito anos de prisão, o Tribunal Popular do Distrito de Haidian também multou os traficantes, condenados por participação em três casos diferentes, com multas de valores entre 50 mil yuans e 200 mil yuans. De acordo com os documentos judiciais, os condenados foram declarados culpados por traficar cada um

cinco órgãos e pagar às respectivas famílias entre 100 mil e 580 mil yuans por paciente. Nenhum deles expressou a intenção de recorrer. Segundo Qiu Zhiying, delegado do Ministério Público do distrito, “os traficantes foram acusados de ‘’actividades comerciais ilegais’’, porque as leis da nação não têm legislação referente ao tráfico de órgãos”. O fiscal afirmou que “a falta de legislação provocou algumas dificuldades na identificação das provas e na determinação da natureza do

delito”, além disso, disse que “não pôde ser seguido um modelo, porque eram os primeiros casos deste tipo no país”. O jornal acrescenta que o pai de um dos pacientes que recebeu um transplante de rim escreveu uma carta ao tribunal afirmando que os traficantes salvaram a vida do seu filho, já que a China não tem um sistema de doação de órgãos adequado e há dezenas de milhares de pessoas que precisam de transplantes para sobreviver.

O director do Centro de Resgate Marinho da China, Zhai Jingang, assinalou que “o objectivo das manobras é fortalecer a comunicação entre os diferentes departamentos de resgate das duas partes e elevar a capacidade de reacção nos casos de emergência”.

Pequim lançou em 2007 uma nova lei que proibia o tráfico de órgãos, embora a actual legislação também limite as doações legais entre pessoas vivas a familiares consanguíneos. O jornal “China Daily” informou em 2009 que 65% dos órgãos para transplantes no país provêm de prisioneiros executados. Os transplantes de órgãos, praticamente inexistentes na China até 2001, aumentaram muito a partir dessa data, superando os 40 mil em 2005. Apesar destes números, um estudo governamental em 2009 indicou que 80% dos 1,5 milhão de chineses que precisam de transplantes morrem sem receber os órgãos, por falta de doadores.


Estamos agora preparados para o próximo folhetim, avisados da denúncia de grandes nomes das elites nacionais registados também no processo, gentes do espectáculo (do outro),do futebol (pontas de lança), dos partidos (cada vez mais), dos governos (cada vez menos) e, até, da Presidência da República (?!). Luís Sá Cunha P.21

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Camboja acusa formalmente ex-dirigentes dos Khmer Vermelhos

Os torturadores também recorrem O tribunal internacional do Camboja acusou formalmente de genocídio, crimes contra a humanidade e de guerra, os quatro exdirigentes do regime dos Khmer Vermelhos que estão presos à espera de ser julgados. Os acusados são o ex-chefe de Estado durante o regime, Khieu Samphan; o principal ideólogo da organização radical, Nuon Chea; o ex-ministro de Assuntos Exteriores Ieng Sary e a sua mulher Ieng Thirit, que tinha a pasta dos Assuntos Sociais. A formalização das acusações abre a possibilidade dos quatro serem julgados pelo tribunal internacional das Nações Unidas, que em Julho condenou a 30 anos de prisão o quinto dos detidos, Kaing Guek Eav, conhecido como “Duch”. Duch, o oficial dos Khmer Vermelhos de menor categoria entre os cinco que estão presos, desempenhou o cargo de chefe do centro de torturas de Tol Sleng, pelo qual passaram cerca de 14 mil vítimas. O juiz do tribunal, You Bunleng, disse que o julgamento de Nuon Chea, Khieu Samphan, Ieng Sary e Ieng Thirit começará no início de 2011. Os quatro foram detidos em meados de 2007 e, desde então,

morreu em Abril de 1998 na base da guerrilha situada em Amlong Veng, no noroeste do Camboja. Duch apresenta recurso

fizeram todos os apelos possíveis contra a ordem de detenção, mas perderam sempre. Bunleng explicou que os juízes a cargo da investigação ouviram em 46 sessões as declarações de cada um dos quatro ex-dirigentes da organização extremista, cujas idades estão entre 78 e 84 anos.

O juiz acrescentou que o julgamento estabelecerá a suposta responsabilidade dos acusados “no contexto do ataque à totalidade da população do Camboja”. “Estimamos que houve entre 1,7 milhão e 2,2 milhões de mortes, das quais aproximadamente 800 mil foram violentas”, disse o juiz.

O Centro de Documentação para o Genocídio do Camboja estima que cerca de 1,7 milhão de pessoas morreram por causa da crise de fome, doenças e purgas realizados pelo regime, entre Abril de 1975 e Janeiro de 1979. O líder do regime, Pol Pot,

O ex-chefe da prisão S-21, onde cerca de 16 mil pessoas foram torturadas e mortas, Kaing Guek Eav, recorreu nesta quarta-feira da sentença de 30 anos de prisão por crimes contra a humanidade. A pena foi decretada em 26 de Julho pelo tribunal internacional, a primeira contra os líderes do regime de terror no Camboja. O tribunal, com sede em Phnom Penh, anunciou inicialmente que Eav, conhecido como Duch, seria condenado a 35 anos de prisão, antes de reduzir a pena para 30 anos - dez anos a menos do que o pedido da acusação. Caso a sentença seja mantida, Eav, de 67 anos, deve passar 19 anos preso - já que a pena foi reduzida por tempo já cumprido e outros factores, como cooperação com a Justiça. A defesa alega que Duch foi forçado a cometer as atrocidades por ameaças dos lídes dos Khmer Vermelhos. Mais de três décadas depois do regime matar um quarto da população cambojana, cerca de 1,7 milhão de pessoas, Duch é o único a ter sido condenado.

Milionário convence cem a doarem as suas fortunas

Coreias | Pyongyang propõe a Seul negociações militares

Um multimilionário chinês convenceu mais de cem empresários a doar toda a sua fortuna pessoal, anunciaram os media chineses, antes da visita ao país de dois dos homens mais ricos do mundo, para promover a filantropia. Dono de uma fortuna estimada em US$ 440 milhões, segundo a lista Hurun de pessoas mais ricas do ano passado, Chen Guangbiao, que já é um dos maiores doadores chineses a causas justas, disse que quando morrer deixará a sua fortuna inteira à caridade. Chen foi também um

A Coreia do Norte propôs a realização de negociações militares com a Coreia do Sul para debater diversos pontos de discórdia, informou fonte do Ministério da Defesa sul-coreano. O Norte propôs negociações na quarta feira, através de uma linha de comunicação militar, adiantou à AFP um porta-voz do ministério. “As agências governamentais envolvidas reflectem sobre a resposta a dar”, adiantou. A concretizarem-se, estas negociações militares serão as primeiras desde outubro de 2008. O Norte

Dá cá o deles

dos primeiros empresários chineses que anunciou que participará num jantar na China este mês promovido pelos filantropos bilionários Warren Buffett e Bill Gates, que vão ao país divulgar a sua campanha, “Promessa de Doar”. Até agora, segundo os media, muitos chineses ricos estão a evitar participar do evento. Mas, de acordo com a agência Xinhua, Chen disse ter persuadido mais de cem empresários que “acederam ao seu apelo para doarem toda sua riqueza pessoal à sociedade”.

Bill Gates, fundador da Microsoft, e o investidor Warren Buffett disseram numa carta esta semana que “não vão pressionar famílias mega-ricas a aderir à campanha”, porque a China “precisa desenvolver uma cultura própria de filantropia”.

Agora não, obrigado quer abordar a instalação da fronteira marítima no Mar Amarelo, que contesta, e os envios de panfletos de propaganda por ativistas sul-coreanos, esclareceu o porta-voz. De acordo com

a agência noticiosa sulcoreana Yonhap, que cita fontes governamentais, o Sul não deverá aceitar esta proposta, tendo em conta as questões que Pyongyang pretende abordar.


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Vanessa Amaro

hojemacau@yahoo.com

As Obras Públicas afirmam que o Instituto Cultural (IC) deu um parecer favorável para que a construção de um edifício de oito andares mesmo junto ao Largo do Lilau avance. O IC, por sua vez, afirma que a sua opinião não é vinculativa e empurra a responsabilidade para as Obras Públicas, caso a construção venha a prejudicar a traça da zona classificada de protecção do património. No meio disto tudo, as empresas responsáveis pelo condomínio garantem que já têm a aprovação do projecto de arquitectura e estão a contactar com possíveis compradores das 42 fracções. O “The Fountainside” custará 158 milhões de patacas, terá um prédio de oito andares no cruzamento das ruas da Penha e do Padre António e disponibilizará 42 apartamentos e moradias de alta qualidade, segundo informações divulgadas pelas empresas de construção, Headland Development e Sniper Capital. Ficará paredes-meias com a casa onde o Coronel Mesquita viveu e terá uma construção com uma volumetria muito superior aos prédios vizinhos. A Direcção de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) disse ao Hoje Macau que “teve conhecimento da intenção do dono em reaproveitar o terreno para a reconstrução de um novo edifício”, mas até ao momento não pôs os olhos no projecto de construção. Com base no anteprojecto de arquitectura, numa fase embrionária do processo, a DSSOPT aprovou a demolição do edifício com mais de 100 anos de idade, salvaguardando, contudo, que as fachadas originais seriam mantidas. A área total do terreno ronda os 80 mil metros quadrados e custou à Sniper 70 milhões de patacas, em Outubro de 2006.

política

pingue-pongue entre Obras Públicas e Instituto Cultural

Obra em bolandas

Por o local do condomínio estar inserido numa zona classificada de protecção do património urbanístico, a DSSOPT pediu uma opinião ao IC. “O parecer do Instituto Cultural é determinante, pelo que, durante a apreciação do anteprojecto de arquitectura e nos termos da legislação em vigor, a DSSOPT solicitou ao IC para pronunciar-se sobre a nova construção projectada, tendo este instituto emitido parecer favorável no âmbito da protecção ambiental”, explicam as Obras Públicas, numa nota enviada ao Hoje Macau Questionado sobre a interferência que um edifício de mais de 20 metros teria no conjunto histórico da zona, o IC limitou-se a responder que a sua função é apenas de consultoria em trabalhos de construção. “Se há a intenção de se construir algo numa zona próxima a locais protegidos, a DSSOPT pede

Paulo Reis

sexta-feira 17.9.2010

aconselhamento ao IC. Mais tarde, as opiniões são reunidas e uma vez que a decisão final é da DSSOPT, é a este organismo que devem ser pedidos mais detalhes”, disse o porta-voz ao Hoje Macau. O serviço de vendas da Sniper Capital está já a entrar em contacto com possíveis compradores e prevê que até ao fim deste ano as vendas comecem a ser concretizadas. O preço de cada apartamento ainda não foi divulgado, mas especialista do sector imobiliário de Macau admitem que possam ultrapassar os o seis milhões de patacas. As empresas responsáveis pela obra apontam a conclusão para 2011, mas as Obras Públicas garantem que não foi ainda emitida nenhuma licença para se avançar com o edifício de oito andares. “Sendo o anteprojecto de arquitectura apenas uma fase de um processo de construção, para poder

ser licenciada a obra é necessário que o dono do empreendimento submeta para apreciação e aprovação da DSSOPT a fase seguinte do processo. Ou seja, o correspondente processo de execução, que é constituído pelos restantes projectos de especialidades, tais como projecto de estruturas, da rede de abastecimento de água potável, drenagem de águas residuais, electricidade e prevenção contra incêndios”, esclarecem as Obras Públicas. As construtoras confirmam que ainda estão a enviar documentação do projecto ao Governo, mas afiançam que tiveram aprovação para construir um prédio de oito andares. “Estamos a fazer tudo dentro da legalidade”, disse ao Hoje Macau a porta-voz da Sniper Capital Ia tudo abaixo

Em Outubro de 2006, a Sniper e a Headland lançaram o projecto

Questionado sobre a interferência que um edifício de mais de 20 metros teria no conjunto histórico da zona, o Instituto Cultural limitou-se a responder que a sua função é apenas de consultoria em trabalhos de construção.

para a colina da Penha, mas o pontapé de saída não correu bem. Em Setembro do ano passado, as construtoras apresentaram à DSSOPT o anteprojecto de arquitectura do empreendimento, que foi chumbado por “não cumprir as exigências patrimoniais e urbanísticos”, como salientaram as Obras Públicas. Em Janeiro deste ano, as empresas voltaram à carga com uma nova versão do projecto, seguindo as recomendações técnicas da DSSOPT. Seis meses mais tarde, a DSSOPT deferiu o processo, depois de pareceres favoráveis do IC e do Departamento de Planeamento Urbanístico. Contudo, trata-se apenas de um diferimento quanto às características arquitectónicas. A Headland Development e a Sniper Capital só conseguiram licença para proceder à demolição do edifício, à consolidação do terreno e nada mais. As Obras Públicas garantem que “foi submetida, aprovada e licenciada apenas a obra de demolição da construção antiga com a manutenção da fachada exterior, sendo esta suportada por perfis metálicos”. Antes da fundação de Hong Kong, em 1841, a zona do Largo do Lilau era ocupada por grandes empresários estrangeiros da região vizinha e a circulação de chineses era proibida. O bairro desenvolveu-se sempre com um toque de requinte, abrigando um hospital e uma igreja inglesa apenas para a aristocracia da época. Os edifícios ali construídos há cerca de 100 anos marcaram uma fase em que as casas passaram a abrigar a cozinha e a casa de banho em anexos e, segundo especialistas ouvidos pelo Hoje Macau, são um marco da história local que deveria ser preservado integralmente, não apenas em fachadas.


Macau no top 10 da sensualidade

sexta-feira 17.9.2010 www.hojemacau.com

Uma pesquisa efectuada pela empresa Horizon-China incluiu Macau no ranking das dez cidades chinesas mais sexy. Depois de terem sido analisadas 30 cidades de norte a sul do país, Macau ganhou a décima posição graças ao encanto dos seus casinos e da sua noite. Xangai está no cume pela sua prosperidade, enquanto Hong Kong e Chongqing ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugar pelo desenvolvimento do mundo do entretenimento e belezas naturais.

O deputado José Pereira Coutinho acusa a direcção dos Serviços de Saúde de ter atitudes “abusadoras em relação à classe dos enfermeiros. Numa interpelação escrita enviada ontem ao Governo, o representante da Assembleia Legislativa fala em incrumprimento de horários, desrespeito pela legislação e falta de vistoria no que toca o trabalho dos enfermeiros. “Os Serviços de Saúde igoram as leis em vigor e de uma forma abusiva impõem regras arbitrárias, violando os princípios mais basilares sem que ninguém ponha cobro aos referidos abusos de poder”, denuncia o deputado, a relatar casos concretos em que as irregularidades verificam-se. Segundo Pereira Coutinho, as enfermeiras sob o horário normal de trabalho são mensalmente escalonadas de tal forma que, no final pub

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deputado Pereira Coutinho aponta o dedo à direcção dos Serviços de Saúde

Enfermeiras são vítimas de abusos

do mês, “mesmo antes de começarem a trabalhar ficam em dívida nesse mesmo mês, com muitas horas”. “Como é possível que durante um mês de trabalho as enfermei-

ras sob o regime normal de trabalho fiquem a dever aos SS dezenas de horas de trabalho? Porque se permitem estes tipos de abuso?”, atira o deputado.

Interrupções no horário de trabalho por força das chefias também são apontadas por Pereira Coutinho. O deputado descreve que há enfermeiras obrigadas

a ir para casa a meio ao expediente, ficando depois a dever horas de trabalho. “Por que razão estes abusos são sistemáticos e o Governo dá cobertura a estas ilegalidades?” O não pagamento de horas extraordinárias também constam na interpelação do político, que questiona se não deveriam ser os próprios trabalhadores a decidir como gostavam de receber a compensação – se em folgas ou dinheiro. A deslocação de enfermeiras para outras especialidades não é vista com bons olhos por Pereira Coutinho. “De uma forma sistemática são destacadas enfermeiras doutros locais de trabalho para executa-

rem horas extraordinárias, substituindo as profissionais das diversas enfermarias, por terem ‘relações privilegiadas’ com quem tem o poder de autorizar, prejudicando o grupo de trabalho das diversas enfermarias”, constata. O deputado pede que os Seviços de Saúde emitam uma resposta clara, precisa e coesa sobre os pontos em falha e pergunta que justificações são usadas para cada uma das irregularidades sobre as quais tem conhecimento. “Quando é que os SS vão acabar com a exploração geral dos trabalhadores pagando devidamente as horas extraordinárias? Será que as horas extraordinárias que não são pagas aos trabalhadores são depois utilizadas para o pagamento de enormes verbas para o pessoal que faz ronda?”, lança a dúvida.


Dinheiro de Macau não sai daqui

sexta-feira 17.9.2010

O presidente da Sands Las Vegas, Sheldon Adelson, garantiu ontem que a empresa não está a transferir receitas geradas na indústria do jogo de Macau. “Temos directores independentes em Hong Kong e afianço que são mesmo independentes. Eles tomam as suas próprias decisões e estou satisfeito por isso”, apontou o executivo, durante uma conferência de investidores na região vizinha. Adelson, que é presidente das comissões executivas da Sands Las Vegas e da Sands China, referiu que deseja o mesmo sucesso aos seus casinos de Macau e aos seus casinos nos Estados Unidos.

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política

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Deputados divergem quanto às sessões de discussão e os seus efeitos na governação

Debate leve, levemente... Kahon Chan

hojemacau@yahoo.com

Os debates políticos na Assembleia Legislativa (AL) estão a suscitar diferentes doses de entusiasmo entre os deputados. Au Kam San é dos menos optimistas em relação à iniciativa promovida pelo presidente Lau Cheuk Va e acha que essas discussões não terão qualquer efeito na governação, acabando por vir a funcionar como um evento restrito à esfera dos deputados. Cheang Chi Keong, pelo contrário, apoia as sessões de debate por considerar que a troca de opiniões irá favorecer o trabalho tanto da legislatura como do Executivo. O presidente da AL, Lau Cheuk Va, convocou os deputados para “debater questões de interesse público”, e sugeriu alterações às regras para tornar as ses-

Governo como os deputados estão autorizados a propor um conjunto completo de debates, com uma moção a definir se a opinião do Executivo é incluída na dis-

sões de debate decorrerem de forma mais proveitosa. Actualmente, os debates são regulados pelo Regimento da Assembleia Legislativa, nos artigos 137 a 141. Tanto o

cussão. A moção requer uma maioria simples de votos a favor na assembleia para que o debate tenha lugar. As sessões de debate são supostamente divididas em

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AVISO CONVOCATÓRIO Comunica-se por este meio que a Sociedade de Cimentos de Macau, S.A.R.L. (doravante a “Sociedade”), registada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis sob o n.º 1270 SO, convoca a assembleia geral, para se reunir, em sessão extraordinária, no dia 27 de Setembro de 2010, Segunda-Feira, pelas 10H00, na sede social sita na Estrada de Nossa Senhora de Ka-Ho, s/n., Ka Ho, a fim de discutir e deliberar o seguinte: 1) Aumento de capital por recurso a novas entradas e fixação da respectiva quantia, das acções a emitir bem como do número de acções a subscrever pelos sócios; 2) Alteração parcial dos estatutos sociais; 3) Designação de representante indicado pelo Conselho de Administração na assinatura de todo e qualquer acordo ou documento necessário e conveniente à plena eficácia e validade das deliberações referidas nas alíneas 1) e 2); 4) Demais assuntos inerentes. Conforme o previsto nos estatutos sociais, os sócios que não possam comparecer à assembleia geral extraordinária ora convocada podem fazer-se representar por outro sócio, bastando para o efeito dirigir uma simples carta assinada pelo mandante donde deve constar a identidade do representante.

Macau, aos 13 de Setembro de 2010

Sociedade de Cimentos de Macau, S.A.R.L. Pel´O Conselho de Administração Cheng Xiang (Secretário)

AVISO

(Nº969/2010) Avisam-se os arrendatários e seus herdeiros abaixo mencionados que os objectos existentes nas fracções abaixo mencionadas foram, temporáriamente, guardados pelo Instituto de Habitação: Leong Sei – 3ºandar sala C, do Edifício Lok Fu Garden, sito na Rua da Tribuna, em Macau; Cheang Sok Heng – 2ºandar sala nº208, do Edifício D. Julieta Nobre de Carvalho A, sito na Avenida Conselheiro Borja, em Macau; Si Wai Chi – 23ºandar sala E, do Torre A, do Bairro Social Tamagnini Barbosa, sito na Istmo Ferreira do Amaral, em Macau; Chau Peng Kuan – 10ºandar sala E, do Bloco 14, do Edifício Kuong Wa, sito na Rua Nova da Areia Preta, em Macau. Caso queiram reclamar os referidos objectos, deverão dirigir-se à Divisão de Fiscalização Habitacional do IH, sita no nº102 da Travessa Norte do Patane, no prazo de 30 dias, a contar da publicação do presente aviso. Se não reclamarem os objectos acima mencionados dentro do prazo estabelecido, o IH tratará, como melhor entender, os mesmos. Macau, aos 10 de Setembro 2010 A Presidente substituta Kuoc Vai Han

duas partes. Na primeira, os representantes do Governo, quando estejam presentes, respondem às perguntas dos deputados. Na segunda, os deputados debatem as questões entre si, sem prejuízo do uso da palavra pelos representantes do Governo. As regras estão claramente definidas, mas nunca foram postas em prática uma vez que nenhum “problema de interesse público” terá sido tão importante que justificasse um debate na AL desde a transição. A reacção dos deputados dividiu-se de forma inesperada. Cheang Chi Keong, deputado eleito indirectamente, mostrou-se um forte apoiante da iniciativa de Lau, acreditando que o processo de um debate – desde a pesquisa à troca de ideias – irá levar a que todos os lados num debate aprendam mais sobre a opinião pública, de forma que as políticas adoptadas sejam as melhores. “É certamente uma coisa boa e depende de como é usada. Irá levar o Governo a dar passos em frente em matéria legislativa. O Governo pode também expressar claramente a sua posição e considerações com ideias iniciais sobre legislação”, explicou Cheang ao

Hoje Macau. “Os debates não têm de ser necessariamente divididos em dois lados opostos. Não se trata de discussão sem sentido e o Governo pode ouvir opiniões racionais.” Os assuntos a serem discutidos, enumera Cheang, vão da “política populacional” à “política laboral”, passando pelo planeamento urbano e outros temas gerais, sendo que o ideal é não basear a discussão em casos específicos ou pequenos problemas. Mas referiu também que o problema actual da aplicação de força excessiva na lei contra as pensões ilegais ou as regras para o sistema de reserva financeira, temas não tão gerais, poderiam mesmo assim ser bons tópicos para propor debates. Já Au Kam San, deputados da Associação Novo Macau, eleito directamente, é menos entusiasta dos debates, mesmo sendo capaz de pensar em vários bons temas para propor. “Fizemos um punhado de propostas, mas nunca tivemos muito interesse porque parece tratar-se de um espectáculo. O Governo é capaz de não desempenhar qualquer papel nesses debates, deixando os deputados a discutir entre si. Dificilmente terão qualquer influência na governação. Há muitos obstáculos e regras impostos nas sessões de inquirição verbal, mas pelo menos os funcionários do Governo são obrigados a responder às nossas questões”. Reconhecendo o significado dos debates numa legislatura para que os interesses sejam representados de forma mais igualitária, o deputado espera, porém, uma interacção fraca entre os deputados num debate em Macau. “Se o conselho da Associação Novo Macau nos impelir a mais debates, então temos de seguir essa ordem”, disse. Dominic Sio, deputado nomeado, continuava meio confuso quanto ao sistema, afirmando ao Hoje Macau que precisava de mais informações sobre a ideia de Lau antes de poder dar uma opinião mais pessoal sobre o apoio a mais debates na AL.


Casos de conjuntivite infecciosa em Cantão lançam alerta em Macau Depois das autoridades chinesas terem registado um número anormal de casos conjuntivite aguda infecciosa em várias localidades incluindo Cantão, os Serviços de Saúde lançaram um alerta em Macau. De acordo com as informações oficiais de doenças transmissíveis, da 35ª. à 37ª. semana deste ano, a taxa de indivíduos que recorreram aos serviços de urgência devido à conjuntivite aguda infecciosa aumentou em relação ao ano passado. A doença é causada por bactéria ou vírus, é altamente contagiosa e causa impedimento temporário de cerca de duas semanas.

Restrições à entrada de familiares de filipinos geram polémica

Até ao tutano Vanessa Amaro

hojemacau@yahoo.com

A comunidade filipina de Macau não sabe a quem há de se queixar por estarem sendo impostas mais restrições e pagamentos à entrada dos seus familiares. Em Março, vários grupos migrantes das Filipinas pediram ao seu governo que ponderasse a abolição da exigência do “atestado de apoio”, documento que familiares dos filipinos residentes em Macau devem apresentar à saídado país e que prova que terão meios de subsistência suficientes durante a visita. As autoridades filipinas procederam a uma alteração no tema na semana passada e passaram agora a exigir um atestado por pessoa, em vez de um para três em vigor até então. Os filipinos pub

dizem que a decisão é altamente prejudicial e visa apenas “tirar o máximo de proveito desta comunidade”, aponta ao Hoje Macau Catalina Yamat, presidente da Associação Migrante Internacional. “O atestado de apoio é apenas exigido aos filipinos. Nenhuma outra comunidade migrante está sujeita a esta regra. Isso implica termos de pagar pelo docmento ao governo das Filipinas para que possamos receber a visita de um parente ou um amigo próximo”, explica a activista. Cada certificado custa 220 patacas – e mais 200 para o documento chegar às mãos do familiar nas Filipinas - mas o problema, garante Catalina Yamat, não tem apenas a ver com o facto de se desembolsar mais a partir de agora. “O consulado

vai de certeza piorar os seus serviços com este fluxo maior de trabalho e tem-se mostrado completamente inútil na negociação dessa questão. O atestado nem sequer é exigido pelo governo de Macau para entrar no território. Por essas razões, percebe-se o tamanho da nossa fúria.” Há seis meses, a comunidade filipina em Macau conseguiu recolher mais de 2000 assinaturas individuais e outras 25 de organizações a pedir o fim do atestado de apoio. A petição, que contava com o apoio de altos representantes em Hong Kong, foi entregue ao Departamento de Imigração das Filipinas, mas caiu em saco roto.

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política

Francis Tam prevê arrefecimento das receitas do jogo Nos primeiros oito meses deste ano as receitas do jogo cresceram 60% em relação ao mesmo período de 2009, mas não há ainda razão para soltar os foguetes. O secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, brinda ao crescimento, mas alerta que haverá uma redução nos próximos meses em comparação aos números do último ano. O secretário lembra que no último trimestre de 2009 a economia de Macau mostrou uma forte retomada pós-crise, o que impulsionou para altos níveis as receitas da indústria do jogo. Os especialistas apontam para um crescimento de receitas na ordem dos 40% em comparação aos números do ano passado. Francis Tam, por sua vez, prefere uma previsão mais conservadora, sem ultrapassar os 30%. Em Agosto, as receitas brutas de jogo alcançaram as 15,7 mil milhões de patacas, uma quebra de 3,3% face aos resultados registados em Julho deste ano – mês de forte expansão na actividade das operadoras. De acordo com os dados divulgados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), o

ritmo de crescimento das receitas dos casinos e outras casas de apostas registou no último mês alguma desaceleração, num movimento de estabilização já esperado por alguns analistas. Em Agosto, os números do jogo aumentaram 40% face ao mesmo mês do ano passado, bastante abaixo do crescimento de 70,4% verificado em Julho por comparação com os dados do mesmo mês de 2009. Este foi o ritmo de crescimento mais lento ocorrido desde o início do ano. Já Maio foi o mês de maior expansão, com a quase duplicação dos resultados das operadoras (mais 94,1%, em termos homólogos). Em termos acumulados, as receitas de jogo de Macau totalizavam no final de Agosto 117,9 mil milhões de patacas, num aumento de 63,2% face ao total encaixado nos primeiros oito meses de 2009 (72,2 mil milhões de patacas). A Sociedade de Jogos de Macau, de Stanley Ho, fechou Agosto com 29% de quota de mercado, seguido pela rival Sands China, que conquistou 20% das receitas brutas dos casinos.


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Kahon Chan

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O empréstimo concedido à malfadada companhia aérea Viva Macau terá sido um erro de avaliação? O secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, acha que não. O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Paul Chan Wai Chi acha que sim e quer que se encontre o responsável. E também afirmou que a demissão do director do Gabinete para os Assuntos do Direito Internacional (GADI) ainda não afectou significativamente a assessoria jurídica às leis de jogo. Paul Chan Wai Chi apresentou ontem uma interpelação escrita, como reacção à declaração do tribunal da liquidação da Viva Macau, exigindo a apuração de responsabilidades na atribuição do empréstimo de 212 milhões de patacas à condenada transportadora desde 2008. O Governo de Macau, perante pedidos feitos pela Viva

sociedade

Francis Tam defende empréstimo do Governo à Viva Macau

Apoio “bem sucedido” Macau por intermédio da Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM), forneceu o empréstimo através do Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização para a companhia aérea privada entre Outubro de 2008 e Dezembro de 2009, em cinco tranches e sob condições como a hipoteca de activos e os principais accionistas como fiadores. Mas a Direcção dos Serviços de Economia (DSE) recusou-se a revelar pormenores sobre os fiadores até uma decisão judicial estar tomada. Coincidentemente, o secretário já tinha sido questionado ontem sobre o mesmo assunto. Francis Tam

disse à rádio que a sobrevivência da Viva Macau na sequência da crise financeira global tinha sido crucial para restaurar a confiança dos investidores e do público na situação de Macau, uma vez que a Viva Macau era responsável por 10 por cento do movimento de passageiros no aeroporto de Macau quando enfrentou o desafio de voos directos através do estreito. Tam chegou mesmo a congratular-se com o facto de a empresa apenas ter sucumbido durante a recuperação. “Apoiámos também a Air Macau que sobreviveu à crise com o nosso apoio [financeiro], mesmo com as receitas a crescerem este ano, que provam que o apoio foi

bem sucedido. Se alguém deve ser responsabilizado pelo empréstimo à Viva Macau, deveria alguém ser recompensado pelo apoio à Air Macau também?”, disse em declarações à rádio. Argumentos que atenuam a decisão: a Viva Macau requereu o empréstimo antes da derrocada do Lehman Brothers em Outubro de 2008, o evento que desencadeou a crise de confiança global. As companhias aéreas em geral atravessaram um período negro em 2008 devido também aos altos preços dos combustíveis. Paul Chan não ficou satisfeito com a resposta, uma vez que os benefícios decorrentes do salvamento da

companhia aérea terão sido aparentemente exagerados. “O público irá decidir se esta é a resposta à questão. Mas se houvesse um sistema de recompensa e castigo para os altos funcionários, seria bom para Macau”, afirmou, admitindo que o Governo deveria ser autorizado a prestar apoio essencial a entidades privadas em tempos difíceis, mas defendendo por outro lado que a capacidade destas em pagar de volta deveria ser correctamente avaliada. “Os bancos estão a fazer isso e o dinheiro não pertence ao Governo. Este apenas toma conta do dinheiro para o povo.” Com a acção legal a decorrer, Paul Chan questio-

nou a necessidade de manter confidenciais as identidades dos fiadores. “Os fiadores vão fugir depois de os seus nomes serem revelados? É inadmissível para um governo que se compromete a adoptar uma governação de transparência revelar esses factos apenas em tribunal”. O deputado exigiu ainda que mais informação sobre o empréstimo fosse publicitada, à luz do direito do povo a saber. Entretanto, Francis Tam confirmou a demissão do director do Gabinete para os Assuntos do Direito Internacional, que também é coordenador da Comissão Especializada sobre o Sector dos Jogos de Fortuna ou Azar. Tam disse à rádio TDM que o afastamento do responsável teve, no entanto, um impacte insignificante na assessoria jurídica às leis de jogo, uma vez que há outros assessores da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) e do gabinete.


Mármores e pirites para chinês ver O potencial geológico português, sobretudo mármores e pirites, vai ser promovido, amanhã, em Xangai, o centro económico de um país que já se tornou num dos maiores consumidores mundiais de matérias-primas. “Está confirmada a presença de cinquenta pessoas, empresários e representantes de instituições públicas, o que excedeu as nossas expectativas”, disse o director-geral da Energia e Geologia, Carlos Caxaria, acerca da Semana dos Recursos Geológicos que decorre até terça-feira no pavilhão português na Expo 2010. O objectivo é atrair parceiros chineses para a prospecção mineira e a exploração de termas em Portugal, e encontrar novos clientes para as suas rochas ornamentais, área em que a China é também o maior consumidor mundial.

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Hong kong | Director da TVB acusado de corrupção e fraude

Um “Macaugate” aqui ao lado Kahon Chan

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Macau foi palco de alguns dos eventos que estiveram da acusações de corrupção contra Stephen Chan Chi-wan, o conceituado director-geral da maior estação de televisão de Hong Kong. Oficialmente acusado de corrupção e conspiração fraudulenta, o responsável da TVB terá de explicar quatro eventos e espectáculos, dos quais dois terão tido lugar em Macau. O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) recusa-se para já a prestar quaisquer comentários. Os réus são Stephen Chan Chi-wan, de 51 anos, directorgeral da TVB; Tseng Pei-kun, de 28, director da Idea Empire Advertising & Production (IEAP) e da Idea Empire Publisher (IEPCL); e Wilson Chan Wing-shuen, de 63, chefe de desenvolvimento comercial da divisão de marketing e vendas da TVB. As duas acusações de corrupção alegam que entre Julho de 2009 e Janeiro de 2010, Stephen Chan e Tseng terão combinado que o director do canal aceitaria um total de 127 mil dólares de Hong Kong da IEAP (128 mil patacas). Em troca, Chan terá participado ou actuado num evento e num espectáculo. O evento mencionado, de

Stephen Chan Chi-wan

acordo com o jornal “Ming Pao”, foi organizado por um retalhista no Venetian. A outra acusação sugere que Tseng e Wilson Chan terão conspirado para defraudar a TVB, tendo alegadamente criado em conjunto e de forma irregular um acordo falso de serviços entre a TVB e a IEAP pelo qual a emissora teria de pagar HK$ 550 mil (555 mil patacas) à IEAP. De acordo

com o “Ming Pao” e outras notícias publicadas anteriormente na imprensa, o acordo envolvia a produção de um espectáculo de variedades organizado no salão de baile do Grand Hyatt Macau, no City of Dreams, para celebrar o aniversário da TVB. O espectáculo anual deveria ter sido supostamente cancelado em 2009, mas foi “ressuscitado” mediante o patrocínio integral do City

of Dreams, de acordo com artigo publicado pelo “Sing Pao” em Outubro passado. O City of Dreams não foi acusado de quaisquer crimes. Uma outra acusação ainda alega que Chan e Tseng terão conspirado para defraudar a TVB e artistas do canal entre Janeiro e Fevereiro de 2010. Os artistas terão sido ludibriados para participarem num evento mostrando apoio a um livro lançado por Stephen Chan,

mas que acabou por ser um evento de promoção de um joalheiro. Tseng Pei-kun terá posto a funcionar uma forte ligação a uma personalidade notável (não identificada) de Macau para favorecer a presença de Tsang, noticiou o “Apple Daily”, em Março. A Idea Empire estabeleceu então uma subsidiária em Macau, que começou a produzir activamente eventos no território

Fogos de artifício no aniversário da invasão japonesa

Coincidência explosiva O internautas em Macau consideram pouco adequado que o campeonato internacional de fogo de artifício seja realizado a 18 de Setembro, por coincidir com o aniversário da invasão perpetrada pelo Japão no Nordeste da China em 1931, tendo em conta a crescente fricção sino-nipónica após o recente confronto ao largo das Ilhas Diaoyu.

Equipas das Filipinas e da Austrália irão largar os seus fogos coloridos nos céus de Macau a 18 de Setembro, no âmbito da competição anual, e um número considerável de utilizadores do fórum da CyberCTM.com manifestaram descontentamento com a infeliz coincidência da data, tendo alguns deles lembrado o anúncio de Chui Sai On de que iria concorrer para chefe

do Executivo no primeiro aniversário do terramoto de Sichuan. O utilizador “forbeau” acrescentou que Chui Sai On nem sequer sabia falar mandarim correctamente e que demorava tempo para aprender história da China, mas “Ginger Flower” contraargumentou que se o aniversário coincidia com o Festival da Lua, azar, porque a maioria

As duas acusações de corrupção alegam que Stephen Chan e Tseng terão combinado que o director do canal aceitaria um total de 127 mil dólares de HK da IEAP (128 mil patacas). Em troca, Chan terá participado ou actuado num evento e num espectáculo, de acordo com o jornal “Ming Pao”, organizado por um retalhista no Venetian.

em 2008, incluindo concertos, actuações de comediantes e espectáculos de caridade. Em Março, o CCAC comprometeu-se a revelar posteriormente se haveria investigações locais relacionadas com as descobertas em Hong Kong. Ontem, o porta-voz do comissariado afirmou não haver novos comentários a acrescentar. das pessoas iria comemorar à mesma, como sempre. A 18 de Setembro de 1931, perto de Mukden (actual Shenyang) no Sul da Manchúria, uma secção da ferrovia propriedade da japonesa Caminhos de Ferro do Sul da Manchúria foi dinamitada e o Exército Imperial Japonês acusou dissidentes chineses pelo acto. O Japão respondeu com a invasão da Manchúria, levando ao estabelecimento do estado fantoche de Manchukuo, no ano seguinte. O episódio ficaria conhecido como o Incidente de Mukden.


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Aquisição de Equipamentos didácticos e escritórios Concurso público n.o 06/DOA/2009

Objecto: Aquisição de equipamentos didácticos e escritórios, para as Novas Instalações e Residência de Estudantes da responsabilidade do Instituto Politécnico de Macau. Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas.

Prazo da Apresentação das propostas do concurso: Hora e Data: 4 de Outubro de 2010, pelas 17H45. Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes. Abertura das Propostas do Concurso: Data e Horas: 5 de Outubro de 2010, pelas 10H00. Local: 1º andar, Anfiteatro II do Novo Edifício do Instituto Politécnico de Macau, sita na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues

Caução Provisória: Devem os concorrentes prestar uma caução provisória, no valor de $132 400,00 (cento e trinta e duas mil e quatrocentas patacas), mediante depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau, ou mediante garantia bancária. A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes critérios: -Preço (30%) -Conformidade de qualidade dos artigos com as exigências do utente (40%) - Características de segurança, protecção do ambiente e poupança de energia (10%) -Garantia/Serviços-pós-venda (5%) -Prazo de entrega de bens (10%) -Curriculum Vitae, competências e experiência do concorrente (5%)

Esclarecimento: Data e Hora: 20 de Setembro de 2010, pelas 10H00. Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes.

Consulta e Aquisição do Programa do Concurso e do Caderno de Encargos: O Programa do Concurso e o Caderno de Encargos podem ser consultados e adquiridos na Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, mediante o pagamento de MOP100,00 (cem patacas). Horário: de 2a feira a 5a feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45. 6a feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30. Informações: 8599 6153 e 8599 6140

Macau, aos 15 de Setembro de 2010. O Presidente, Lei Heong Iok

Considerando que não se revela possível notificar directamente os interessados, por ofício, telefone ou outros meios, para efeitos de prosseguimento das respectivas decisões administrativas, nos termos dos artigos 68° e 72° do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro; No uso dos poderes conferidos pela Proposta da Deliberação nº 01/PDCA/2009, de 23 de Dezembro, publicada no “Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau” nº 06, II série, de 10 de Fevereiro de 2010, o signatário determina, nos termos da alínea (10) do artigo 10º do Regulamento Administrativo nº 32/2001, atento o seu despacho de 31 de Agosto de 2010, avisar os interessados que ocupam ilegalmente o terreno, sito no cruzamento da Avenida Marginal do Patane e Rua Marginal do Lam Mau, que devem proceder à remoção do material nele existente, no prazo de 30 (trinta) dias a contar da data da publicação deste aviso, nos termos da disposição do artigo 6º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, aprovado pelo Regulamento Administrativo nº 28/2004 e do nº 1 do artigo 144º do Código do Procedimento Administrativo, pois, caso contrário, o IACM procederá à sua execução. Caso os interessados não cumpram esta ordem no prazo determinado, o IACM procederá, nos termos e para os efeitos do nº 2 do artigo 144º do Código do Procedimento Administrativo, à execução de tal tarefa, devendo os mesmos suportar os respectivos encargos. Segundo as disposições do artigo 149º e nº 2 do artigo 155º do Código do Procedimento Administrativo, os interessados poderão apresentar, a partir da data da publicação deste aviso, reclamação junto do signatário dentro do prazo de 15 (quinze) dias e/ou, recurso hierárquico facultativo junto do Conselho de Administração, no prazo de 30 (trinta) dias. Poderão ainda os interessados apresentar recurso contencioso junto do Tribunal Administrativo, dentro do prazo definido pelo artigo 25º do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei nº 110/99/M, de 13 de Dezembro.

Aos 17 de Setembro de 2010.

O Presidente do Conselho de Administração Tam Vai Man www. iacm.gov.mo


desporto F3 | Piloto português procura equipa para Macau

Vontade não lhe falta Sérgio Fonseca

hojemacau@yahoo.com

O piloto português António Félix da Costa está há procura de uma equipa para participar na prova de Fórmula 3 do Grande Prémio de Macau. O irmão do piloto, o também piloto Duarte Félix da Costa, disse ao site português Sportmotores. com que neste momento a equipa que gere a carreira do piloto ainda está a negociar um lugar para as provas de Macau e da Coreia do Sul, esta última que se disputa no novo circuito de Fórmula 1 na semana seguinte à prova da RAEM. O protegido de Tiago Monteiro, que é considerado a maior esperança do automobilismo lusitano, estreou-se este ano na Fórmula 3 Euroseries com a equipa alemã Motopark, tendo conseguido vencer à geral por três vezes esta temporada. “Macau e Coreia fazem parte dos nossos planos mas nada está confirmado.

O contrato do António com a Motopark termina no final do campeonato F3 Euroseries e não contempla nem Macau, nem a Coreia”, disse Duarte Félix da Costa que desde a primeira hora gere os destinos desportivos do irmão mais novo. As performances de António Félix da Costa não têm passado despercebidas no paddock e, como tal, há já várias equipas interes-

sadas em contar com os préstimos do piloto luso nos dois eventos do Sudeste Asiático. “Temos sido abordados e é com agrado que recebemos já várias propostas para estas duas importantes corridas, o que na realidade mostra que o António está bem cotado no seio das equipas da frente dos vários campeonatos internacionais de F3.” Apesar do interesse de algumas equipas de topo,

enquanto não houver um contrato assinado, está tudo em aberto. “Há movimentações nos bastidores e na Sowhat, em conjunto com o Tiago Monteiro, estamos a trabalhar para que o António disponha de um carro competitivo e possa lutar pelos lugares da frente. Caso não cheguemos a acordo com uma equipa competitiva, ai, e um pouco ao encontro daquilo

que já nos apercebemos este ano, preferimos concentrar esforços na preparação da época de 2011”, conclui Duarte. Uma das equipas que não se importava de contar com o piloto luso de 19 anos era a Carlin, que no passado recente inscreveu no Circuito da Guia os pilotos da RAEM Rodolfo Ávila e André Couto. Félix da Costa, que no meio automobilístico português tem a alcunha de “Formiga”, correu este ano pelos campeões ingleses em duas corridas do campeonato GP3 Series. A corrida de 2010 de Fórmula 3 de Macau deverá contar com os melhores praticantes da modalidade, sendo praticamente certa a presença dos campeões dos três principais campeonatos: Euroseries, Inglaterra (Jean-Eric Vergne) e Japão (Yuji Kunimoto). No entanto, a lista de inscritos da prova só será revelada ao público na conferência de imprensa habitualmente realizada em Outubro.

Gilberto Madaíl tenta convencer Mourinho

Carlos Queiroz ATACA Laurentino Dias

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Gilberto Madaíl, deslocou-se a Madrid para tentar convencer José Mourinho a dirigir a Selecção Nacional nos dois próximos jogos do apuramento para o Euro 2012, frente à Dinamarca e Islândia, a 8 e 12 de Outubro, respectivamente. Acompanhado pelo ex-presidente da FPF, João Rodrigues, Madaíl terá uma reunião com o empresário de Mourinho, Jorge Mendes – não sendo certa a presença do treinador –, para obter sucesso numa operação de salvação do apuramento, seriamente comprometido com

A polémica em torno da Selecção Nacional de futebol e do seu ex-seleccionador, Carlos Queiroz, continua e não se vislumbra, por enquanto, qualquer tipo de entendimento entre as partes. O ex-seleccionador disse estes dias que “foi uma morte anunciada. Pouco a pouco as coisas desenrolaram-se de uma forma em que já se sabia o que ia acontecer. É como comprar um bilhete para o cinema e a pessoa que o vende diz o final do filme. Cedo se entendeu que a intervenção do Governo determinaria este desfecho”, explicou Queiroz. Foi mais longe ao apontar

Vai uma perninha?

o empate frente a Chipre e a derrota com a Noruega. Madaíl sabe que as negociações serão muito difíceis e, nesse sentido, decidiu pedir o auxílio de João Rodrigues, uma vez que este tem boas relações com o presidente da federação espanhola, Angel Villar, importante a desbloquear os problemas que o Real Madrid possa levantar. O argumento é que a Selecção de um país candidato à organização do Mundial 2018 não pode correr o risco de ficar fora do Europeu. E Madaíl entende que só a competência e capacidade mobilizadora de José Mourinho poderão inverter o ciclo negativo.

“Como Kim Jong-il” o dedo a Laurentino Dias: “Em Portugal havia um técnico português a quem se exigia o título mundial. Como não venceu, um membro do Governo, encarregado do Desporto, empenhou-se em afastar esse treinador”, disse, comparando, ainda, o secretário de Estado ao ditador nortecoreano Kim Jong-il: “Os meus advogados consideram a possibilidade de apresentar queixa na FIFA por ter perdido o trabalho devido a uma intervenção exterior, saída de um departamento governamental que, como digo, pode comparar-se a Kim Jong-il, que também mandou embora o treinador da Coreia do Norte.”

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11 Futebol | Belenenses discute orçamento

Os sócios do Belenenses reuniram-se ontem, à noite, em assembleia geral, no pavilhão Acácio Rosa. A reunião magna serviu para a apresentação, discussão e votação do relatório e contas de 2009, mas também para apresentação do orçamento para 2010. A Direcção tem em vista a redução de custos em praticamente todos os sectores do clube. A par disso, um grupo de sócios do clube, continua em desagrado com o encerramento da piscina olímpica – houve no fim de Agosto uma manifestação nesse sentido. A Direcção continua a justificar que o prejuízo com o espaço é de cerca de 500 mil euros por ano, o que na nova lógica de gestão é um valor muito avultado. O presidente João Pinho de Almeida lamentou o encerramento do espaço mas esclareceu que “o Belenenses não pode suportar os custos das piscinas, e isto depois de ter sido feito um estudo energético e uma auditoria”.

Ténis | Portugal na Taça Davis

Na última eliminatória deste ano da Taça Davis, a realizar de hoje a domingo, na terra batida do Complexo Desportivo do Jamor, Frederico Gil, Rui Machado, Leonardo Tavares e João Sousa, serão os escolhidos para tentar vencer a BósniaHerzegovina no grupo II e elevar Portugal ao grupo I da zona euro-africana. “Os bósnios vão ser perigosos e teremos muita tensão nos encontros. Depois do US Open tive umas mini-férias para descansar e, agora, sinto-me em forma, com vontade de ganhar e de dar o meu contributo para que Portugal suba de divisão”, referiu Frederico Gil, actualmente o melhor tenista português no ranking ATP.

Basquetebol | Moncho Lopez sai

A Federação de basquetebol informou esta semana que apresentou a Moncho Lopez a denúncia de contrato, válido até Abril de 2011. Em comunicado, a direcção presidida por Mário Saldanha reconhece que não via como positivo o acumular de funções do técnico enquanto seleccionador e treinador do FC Porto, mas diz que não tentou levar Lopez a abandonar os dragões para poder continuar.

Futebol | Queiroz apontado à Ucrânia

A imprensa ucraniana dá conta da forte possibilidade de Carlos Queiroz assumir o comando da selecção do país, que vai ser co-anfitrião da fase final do Euro 2012. “O português Carlos Queiroz tornou-se mais um candidato a dirigir a selecção da Ucrânia», lê-se no diário Sport Ekspress. O site FootballTransfer vai mais longe e adianta que “Queiroz já enviou a sua proposta à Federação de Futebol da Ucrânia”, referindo ainda que o técnico português “está pronto a substituir Iúri Kalitvintsev à frente da equipa ucraniana”. A Ucrânia tem entrada directa na fase final do próximo Campeonato da Europa, na qualidade de país organizador juntamente com a Polónia.


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cultura Pavilhão da nova zelândia

Tiago Quadros

hojemacau@yahoo.com

Feita de memória e de desejo, a arquitectura do pavilhão da Nova Zelândia, da autoria do consórcio liderado pelo grupo Coffey Projects, resulta marcadamente abstracta mas de um abstraccionimo lírico. De certo modo, o conceito do pavilhão da Nova Zelândia nasceu com a empresa de conteúdos Story Inc. Foi a equipa liderada pelo arquitecto Blair Johnson que propôs a ideia de um edifício em forma de “cunha”. O desenho da cobertura surge em consequência da ideia inicial, proporcionando, ao mesmo tempo, uma protecção contra as chuvas de Junho e o extremo calor que se faz sentir nos meses de Julho e Agosto. O pressuposto de que este edifício nasceu dividido entre a “cunha” – no chão – e a cobertura – no céu –, transporta para a arquitectura uma ideia de nostalgias, uma (ideia de) arquitectura de referências, de memórias, de desejos de histórias e de Homens. De algum modo, esta é a arquitectura de um retorno ou regresso, uma arquitectura que focaliza simultaneamente os princípios de regresso, de recuperação e de repetição. No pavilhão da Nova Zelândia o novo consiste, justamente, no modo como a memória é invocada: conquista e abandono de lugares e de objectos, conquista e abandono de seres e de estares, conquista e abandono de espaços e de tempos. De facto, estamos perante uma arquitectura que existe como que suspensa no tempo da memória, como que conquistada na memória do tempo. No contexto geral do recinto da Exposição Universal de Xangai, o pavilhão da Nova Zelândia corresponde a uma abordagem distinta. Mais pequeno e de orçamento reduzido, este edifício procura uma relação emocional com os visitantes. Nesse sentido, o pavilhão não é concebido com base nas novas tecnologias. Não se trata de proporcionar experiências mais ou menos virtuais mas antes de se convidar os visitantes a descobrir a Nova Zelândia pelos seus próprios pés: passear no jardim, tocar na pedra Pounamou de 1,8 toneladas que representa a cultura jade partilhada pelos chineses e povos indígenas Maori. O pavilhão da Nova Zelândia

Ensaio de proximidade apresenta-se com a denominação “Cidades da Natureza, entre o Céu e a Terra” e apresenta um país em que a beleza natural, a inspiração que ela transmite e os estilos de vida que proporciona, podem coexistir e

contribuir decisivamente para uma economia que se pretende moderna e inovadora. Na sua forma e conteúdo, o pavilhão é inspirado na história da criação Maori, na qual se conta que

o Deus Tane separou os seus pais, o Céu e a Terra, com vista à criação de espaço para o mundo natural e para os seres humanos. Assim, a experiência do visitante incide fundamentalmente sobre a presença constante da natureza na vida urbana da Nova Zelândia e nos benefícios que ela traz – em termos de inspiração e incentivo à inovação nos negócios, arte e cultura, na economia e na vida quotidiana. O pavilhão da Nova Zelândia está localizado no centro do recinto da Exposição Universal, próximo do pavilhão do país de acolhimento. Com a característica forma em “cunha” tem capacidade para receber diariamente

40.000 pessoas. Com 2.000 m2 de área, o pavilhão compreende quatro zonas distintas. A porta de entrada para o pavilhão assume-se como uma varanda acolhedora, suportada por uma floresta de pilares, muitos deles interactivos, que proporcionam abrigo aos visitantes em fila de espera. Já no interior da “cunha”, os visitantes podem caminhar ao longo de uma rampa sinuosa que gradualmente vai subindo, levando-os através de “um dia na vida” de uma família da Nova Zelândia. O cenário natural parte das montanhas para o mar, passando por zonas de cultivo e bosques, voltando às montanhas através de uma casa de praia, uma sala de aula e um prédio


LeYa inicia hoje venda de e-books na sua livraria online O grupo editorial LeYa anunciou hoje o início da comercialização de e-books na sua livraria on-line, MediaBooks, que terá uma loja na Apple e venderá em suporte digital os livros do catálogo das suas 17 chancelas. A LeYa - o maior grupo português na área das edições gerais, com cerca de 25 por cento da quota de mercado –disponibilizará, a partir de hoje, e numa fase inicial, 200 títulos, todos de autores de língua portuguesa, incluindo nomes como José Saramago, António Lobo Antunes, José Eduardo Agualusa e Alice Vieira.

de escritórios. A viagem inicia-se com a pergunta: “o que é uma vida melhor?” Cada sequência, composta por projecções audio-visuais, gráficos, iluminação e elementos relacionados com as “cidades da natureza”, vai avançando respostas possíveis. Concluída esta fase, os visitantes chegam ao acto final, o topo da “cunha”, iniciando, de seguida, uma caminhada de regresso à área da varanda. Este percurso, entre flora proveniente da Nova Zelândia, lagos termais e géiseres, procura reconstituir um fragmento de natureza com denominação de origem. A Story Inc., empresa responsável pelos conteúdos do pavilhão da Nova Zelândia, é especializada na criação de experiências tendo sido distinguida com um prémio pelo trabalho realizado na Expo Aichi 2005 no Japão. Mas ao contrário do pavilhão de Aichi que deu amplo destaque ao turismo na Nova Zelândia, em Xangai o objectivo é promover uma economia com novas ideias. “Nós não temos cidades como Xangai, Nova Iorque ou Londres. Somos antes como pequenos subúrbios dessas grandes metrópoles. Porém adoráveis e muito acolhedores.” Steve La Hood, co-director da Story Inc. acrescenta: “Com a proximidade e acessos à natureza, as nossas cidades são das mais invejáveis no mundo”. O pavilhão da Nova Zelândia revela-se como um objecto de espaço e de presente que omite uma ideia de começo e de fim. Memória e desejo de uma viagem, de uma latência, de um deserto, de um indizível, de uma estrada, de uma antecipação. Capturar, um espaço, sempre anterior. Anterior a tudo, nomeadamente a um tempo não nomeado. Por isso, a ideia de futuro é quase sempre a de um presente que rapidamente se projecta como presente-passado-presente. A ideia de recomeço é a ideia de uma religação, também do tempo. No pavilhão da Nova Zelândia o desenho acentua e reinscreve, a construção procura possibilitar o acerto com a terra. Estamos perante uma arquitectura que se revela enquanto ensaio de proximidade. *Arquitecto. Mestre em Cor na Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa

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ícone da City of Dreams abre hoje

Dançando na água Há muito tempo esperado, abre hoje finalmente ao público a coqueluche para Macau do italiano Frank Dragone, “The House of Dancing Water”, no complexo City of Dreams. Concebido há cinco anos e em fase de treino durante dois o espectáculo catalogado como “o melhor dos melhores” é um investimento de mais de dois mil milhões de patacas da dupla Lawrence Ho e James Parker. “The House of Dancing Water” personifica os nossos sonhos e imaginação e coloca o City of Dreams e Macau nos focos do mundo“, proferiu Lawrence Ho no seu discurso de apresentação. Com uma produção que tem custos diários de 800 mil patacas, a empresa recupera a ideia apresentada do outro lado da avenida, que une as ilhas da Taipa e Coloane, iniciada com o Cirque du Soleil no Venetian em Julho de 2008, que traz o deslum-

bramento do puro entretenimento. Misturando actores, acrobatas, cenários estrondosos, efeitos visuais e sonoros, suportados pelo último grito tecnológico. “Esta é a nossa primeira produção na Ásia”, disse Franco Dragone durante a apresentação ao público. “É um espectáculo como nenhum outro na Terra”, referiu. Com um espaço para 2000 espectadores, o teatro, criado pela equipa de arquitectos que desenhou anteriormente o Centro de Ciência de Macau, a Pei Partnership, inclui uma piscina com 14 milhões de litros de água, única num planeta com um défice de recursos hídricos, que suporta toda a base do drama ocorrido em palco, que exibe o esforço diário de 77 artistas de 18 países. A aposta do City of Dreams é atrair mais turistas a Macau como um destino que complemente e dilua a oferta habitual de casinos do território, trazendo uma promessa de sofisticação, “altamente contemporânea”, que pretende bater a concorrência asiática no ramo do entretenimento. Referindo-se a Franco Dragone como um dos “melhores génios criativos”, Lawrence Ho está confiante de que a abertura deste espectáculo marque um ponto fulcral na história do City of Dreams, confiando que a maioria dos turistas chegados ao território visite o seu espectáculo. Ho referiu ainda que o investimento concentrado neste projecto será recuperado “em poucos anos.” Os ingressos de entrada para “The House of Dancing Water” situam-se entre as 380 e as 1280 patacas.


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ideias l u z de i n ver n o Boi Luxo

Hatsukoi: jigoku-hen (Nanami: Inferno of First Love), 1968

Susumu Hani

É um filme erótico, não tecnicamente um filme pinku mas um filme com muita exposição de pele, aparentado pelo modo de filmar e pelo modo de mostrar a alguns dos filmes de Wakamatsu Koji. Não é um filme de sexo, violência e política, mesmo que esses elementos estejam presentes. Nanami e Shun dirigem-se para um hotel para a primeira noite de amor daquele. Ao longo de um túnel ouvem-se as vozes dos dois jovens e outras vozes desgarradas. Este vai ser um filme de vozes, especialmente da voz de Shun, o jovem rapaz sem pai e cuja mãe casou com um pugilista e desapareceu. Não interessa. O realizador é um nome de alguma importância de entre os realizadores que foram identificados com a Nova Vaga japonesa dos anos 60. Interessar-me-á fazer história para que a força poética do filme me obrigue a abandoná-la. A penetração da televisão desde os finais dos anos 50 alterara muito os hábitos de frequência das salas de cinema, que decaíra de modo acentuado. Nos anos 60 o panorama monolítico em que o Japão vivia, no que respeita à produção de filmes, dominada por 6 grandes grupos, começa também a alterar-se. Sectores mais independentes começam a conseguir produzir cada vez mais filmes e este é um produto dessa tendência. Uma atmosfera libertária, de matriz europeia, atinge o Japão. O cinema de alguns dos jovens cineastas desta altura é cada vez mais político (como o de Oshima), cada vez mais dinâmico, cada vez com mais sexo e cada vez mais interessante. Este ano é particularmente rico. Estreiam O Profundo Desejo dos Deuses, de Imamura, Death by Hanging, de Oshima ou The Man Without a Map, de Teshigahara, e mais não cito.

No entanto, este filme foge um pouco a tudo isso. É um dos efeitos que ele causa, o de nos obrigar a um afastamento e a uma clausura. Mais do que os filmes de Wakamatsu Koji, por exemplo, este não é um filme de filiação clara. Tem câmara à mão, os actores são amadores e a preocupação social é parte integrante do seu corpo mas este filme move-se de um modo diferente, por vezes incómodo e quase sempre muito pessoal, sem a arrogância das certezas estéticas e políticas da altura. É um filme erótico, não tecnicamente um filme pinku mas um filme com muita exposição de pele, aparentado pelo modo de filmar e pelo modo de mostrar a alguns dos filmes de Wakamatsu Koji. Não é um filme de sexo, violência e política, mesmo que esses elementos estejam presentes. Talvez seja muito mais um filme que obriga a esconder, pela força da sua intimidade, pelo desejo de recusar a ver. Por trás dos dois personagens principais pairam estórias de exploração, a exploração sexual a que Shun se vê sujeito pelo padrasto desde a infância e a exploração sexual/ professional a que Nanami se vê sujeita enquanto modelo fotográfico. No entanto, não há, nesta estória inexplicavelmente suave, violações ou tortura ou uma intenção de choque. Como tantas vezes acontece no cinema japonês, e muito especialmente desde os anos 50, é no corpo das crianças ou dos

adolescentes que se inscreve a história do Japão, a história do seu crescimento rápido e das suas deformidades sociais (ainda hoje assim acontece). É nos seus corpos que se inscrevem igualmente os silêncios verticais e os ângulos rectos da grande cidade e inclusivamente os bocados do filme que dele se desgarram naturalmente para virem pousar delicadamente na nossa memória pessoal ou no nosso conhecimento, instruído e culto. No caso de Susumu Hani esta propensão para encontrar a deformidade através da inocência é evidente desde a primeira fase da sua carreira, inteiramente dedicada ao documentário, e nos filmes de ficção anteriores a este, que com aquele género mantêm uma afinidade óbvia e que serão em breve aqui objecto de apreciação. Este é um abandono urbano mas se este filme nos obriga a olhar para as ruas e os prédios e os lugares por onde passamos obriga-nos também a fazê-lo de um modo íntimo e pessoal. Não confesso a impressão que me causam estas esquinas, a recordação do odor do interior dos edifícios ou a timidez dos olhares. Tóquio é a cidade perfeita para o primeiro amor porque é numa cidade como esta que o amor é mais necessário e mais improvável. Este filme é sobre um primeiro amor mas é menos brutal que Yuke Yuke Nidome no Shojo (Go Go Second Time Virgin), de Wakamatsu Koji, realizado no ano seguinte, e que segue um quadro idêntico de

um fugaz relacionamento entre dois adolescentes perdidos na grande cidade. Hatsukoi: jigoku-hen é mais silencioso e mais pessoal, a tal ponto que me parece uma rude invasão falar sequer dele. De súbito Susumu Hani deixou de filmar, este é o seu último filme antes de se dedicar por inteiro a outro tipo de silêncio - ao documentário de animais. À medida que penetro de novo nele e o exponho abandona-me a vontade de o ver como o produto de uma época, como um exemplo de um programa, como acontece com outros filmes japoneses desta época. Este será porventura o exemplo em que essa deslocação se me parece mais evidente, este é o filme que eu queria ter visto num estado impoluto, este é o filme que eu queria ter visto sem saber nada, sem nunca ter ido ao Japão e sem nunca ter ouvido falar em Nevers. Este é o filme que eu queria ter encontrado por acaso e não ter deliberadamente procurado. Um dos problemas do cinema é que os filmes não são objectos que possamos encontrar por acaso mas, ao invés, objectos que obrigam a uma intenção. O cinema não pode ser totalmente inocente porque nos obriga a procurá-lo, por isso é que eu queria que este filme não fosse um filme mas algo de diferente. Eu vi-o e ouvi-o muitas vezes antes de o ver e vim redescobri-lo aqui mas numa altura em que a inocência já não é possível.


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15 A palavra “universo” refere-se ao tempo e ao espaço.

Capítulo 117 Loao Tzu disse: O mais simples é o informe, a mais alta Via é imensurável. Assim, o céu é redondo sem depender de um compasso, a terra é quadrada sem depender de uma régua. A palavra “universo” refere-se ao tempo e ao espaço; é aí que a Via se encontra, mas ninguém conhece a sua localização. Se a visão de alguém é de curto alcance será impossível falar-lhe acerca de algo cujo escopo seja imenso; se o conhecimento de alguém não for vasto será impossível falar-lhe daquilo que é derradeiro e definitivo. Aqueles que estão imbuídos da Via e comungam com todos os seres não dispõem de meio de se negarem uns aos outros. Como tal, as leis dos líderes iluminados de outrora eram diferentes nas

suas medidas, embora fossem unas no que respeita à conquista do coração do povo. Quando falamos acerca do compasso, da régua, do esquadro e do fio de prumo consideramo-los instrumentos de uma capacidade, mas não a razão de ser de tal capacidade. É por isso que um grande harpista não consegue tocar uma composição completa se faltarem cordas e uma só corda é incapaz de induzir melancolia por si só. Assim, os instrumentos de cordas são ferramentas para a produção de um sentimento de tristeza e não a razão de que a tristeza seja aquilo que é [NT: curiosamente, o carácter para música - 樂 – é um dos escassos caracteres chineses que podem ler-se de dois modos: “yuè”, significando “música”, ou “lè”, significando “alegria/ felicidade/aprazível/desfrute”. A dupla

e algo insistente associação entre música e melancolia e tristeza é, por isso, muito pouco usual e mesmo peculiar. Terá aqui cabimento uma sugestão de leitura comparativa deste fragmento com a tradição da filosofia grega antiga no que respeita à música e sua relação com as emoções, em particular em Pitágoras, Sócrates e Platão, especialmente no “Fedo” e na “República”]. No que respeita ao espírito, pacificamente vagueando entre o coração e as mãos, libertando a mente de modo a que esta o possa retratar, dando voz às suas modulações nas notas das cordas, tal é algo que um pai não pode ensinar a uma criança ou uma criança aprender de seu pai. Tal é um princípio não transmitido. Assim, a tranquilidade é o que rege a forma e o silêncio é o mestre do som.

Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho

O texto conhecido por Wen Tzu, ou Wen Zi, tem por subtítulo a expressão “A Compreensão dos Mistérios”. Este subtítulo honorífico teve origem na renascença taoista da Dinastia Tang, embora o texto fosse conhecido e estudado desde pelo menos quatro a três séculos antes da era comum. O Wen Tzu terá sido compilado por um discípulo de Lao Tzu, sendo muito do seu conteúdo atribuído ao próprio Lao Tzu. O historiador Su Ma Qian (145-90 a.C.) dá nota destes factos nos seus “Registos do Grande Historiador” compostos durante a predominantemente confucionista Dinastia Han. A obra parece consistir de um destilar do corpus central da sabedoria Taoista constituído pelo Tao Te Qing, pelo Chuang Tzu e pelo Huainanzi. Para esta versão portuguesa foi utilizada a primeira e, até à data, única tradução inglesa do texto, da autoria do Professor Thomas Cleary, publicada em Taoist Classics, Volume I, Shambala, Boston 2003. Foi ainda utilizada uma versão do texto chinês editada por Shiung Duen Sheng e publicada online em www.gutenberg.org.


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Ideias

16 per s pecti va s Jorge Rodrigues Simão

Pós-Copenhaga “The earth’s climate is determined by complex interactions that involve the sun, oceans, atmosphere, cryosphere (which includes sea ice, freshwater ice, snow, glaciers, frozen ground, and permafrost), land surface, and biosphere. These interactions are based on physical laws: conservation of mass, conservation of energy, and Newton’s second law of motion. The principal driving force for weather and climate is the uneven warming of the earth’s surface because of the tilt in the axis of rotation.” Climate Change and Children Kristie L. Ebi and Jerome A. Paulson

A

Cimeira de Copenhaga, como décima quinta “Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (CQNUAC)”, em inglês, “United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC)”, ou “(COP15)”, encerrou a 18 de Dezembro de 2009, mergulhada em controvérsia e insucesso. Para bem do planeta e do ser humano, que o habita e destrói, as negociações sobre as alterações climáticas prosseguem, até ao termo da vigência do Protocolo de Quioto, a 31 de Dezembro de 2012. As primeiras reuniões sobre alterações climáticas, após a malograda Cimeira de Copenhaga, realizaram-se em Bona, de 9 a 11 de Abril, e teve como agenda a aprovação de um compromisso, acerca da estrutura e métodos de trabalho, designadamente, o número e a duração de sessões de negociação complementares, no período que decorrerá a décima sexta “Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, em Cancún (COP 16)”, entre 29 de Novembro e 10 de Dezembro. A segunda reunião realizou-se, entre 31 de Maio e 11 de Junho, e incluiu a 32.ª sessão dos órgãos subsidiários da CQNUAC, e foi essencialmente, uma reunião técnica anual de negociação, sobre o possível concerto das matérias inconclusivas da COP 15, tendo em vista, a apresentação de um documento final à COP 16. Teve uma presença superior a 5000 participantes, entre os quais estiveram representantes de 186 países, bem como de empresas do sector comercial/ industrial, organizações ambientais e instituições de investigação científica. O terceiro ciclo de negociações sobre alterações climáticas, realizou-se igualmente, em Bona, entre 2 e 6 de Agosto, onde estiveram presentes representantes de 178 países, e teve como objectivo concluir os documentos finais da COP 16. A última reunião de negociações, antes da realização da COP 16, terá lugar de 4 a 9 de Outubro, em Tianjin. As reuniões de Bona, conseguiram importantes desenvolvimentos, sendo possível acontecer um grande progresso, através da apresentação de um conjunto acabado, de

medidas operacionais, capazes de permitir que os países tomem decisões mais rápidas, e enérgicas, em todas as áreas das alterações climáticas. O “Grupo de Trabalho ad hoc sobre Novos Compromissos”, a assumir pelas partes, e referente ao “Anexo I do Protocolo de Quioto”, em inglês, “Ad Hoc Working Group on Further Commitments for Annex I Parties under the Kyoto Protocol (AWG-KP)”, esteve reunido em Bona, no mesmo período, em que se reuniu o “Grupo de Trabalho ad hoc sobre Cooperação a Longo Prazo”, em inglês, “Ad Hoc Working Group on Long-term Cooperative Action under the Convention (AWG-LCA)”. O trabalho deste grupo incidiu sobre os acordos em matéria de redução de emissões, que os 37 países industrializados, que ratificaram o “Protocolo de Quioto” deverão adoptar a partir de 2012. Neste grupo, os países iniciaram os trabalhos, no sentido de converter as promessas de redução das emissões feitas pelos países desenvolvidos, desde a Cimeira de Copenhaga, em metas que possam ser formalmente verificadas, no contexto das negociações da ONU, realizando negociações minuciosas sobre a redução de gases com efeito de estufa, a aplicação aos efeitos inevitáveis das alterações climáticas, transferência de tecnologias limpas, redução das emissões originadas pela desflorestação e o reforço de capacidades, bem como disposições financeiras e institucionais. É essencial ainda, que até à realização da COP 16, todos os negociadores façam uma análise, em profundidade, da natureza jurídica de qualquer novo acordo, ou conjunto de acordos. É essencial que sejam revistas, imparcialmente, as cerca de oitenta promessas de redução ou limitação das emissões, decididas pelos países desenvolvidos e em desenvolvimento, desde a COP 15. Todos os países industrializados garantiram estabelecer limites de redução das emissões, e 39 países em desenvolvimento, comprometeram-se a adoptar medidas voluntárias, para limitar as suas emissões de gases com efeito de estufa. Os compromisso dos países industrializados, estão muito aquém, das autênticas reduções de 25 por cento a 45 por cento, e o “Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas”, criado em 1988, pela ONU, em inglês “ Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC)”, afirmou, serem necessários o cumprimento efectivo, para que existam 50 por cento das possibilidades, de se manter o aumento da temperatura mundial abaixo de 2ºC. Os compromissos e programas actuais de todos os países, continuam a não ser suficien-

tes para impedir as emissões de aumentarem nos próximos dez anos. As promessas feitas até ao presente, pelos países ricos, contemplam aproximadamente, uma redução de 12 por cento a 18,5 por cento, das emissões, em relação aos níveis de 1990 até 2020. Os países industrializados, estão decididos a estabelecer um limite temporal de redução das emissões de 80 por cento até 2050. O futuro conduzirá à conquista deste alvo. Não é possível protelar a aceitação de medidas mais rígidas, por muito mais tempo, caso contrário, o mundo dos 2ºC, estará em risco e a porta que conduz a um mundo de 1,5ºC, encerrar-se-á. O IPCC considera que os líderes mundiais devem comprometer-se a reduzir as emissões de gases de efeito estufa na Cimeira de Cancún, se existe na realidade, a pretensão de limitar o aumento da temperatura global a 2ºC., estimando que as emissões deveriam reduzir-se para 2015. Essa, a razão da extrema importância da Cimeira de Cancún. A temperatura continua a subir, e mesmo que se possa chegar a um acordo global mais tarde, seria mais complexo e custoso. O presidente do IPCC, que em 2007, recebeu o Prémio Nobel da Paz, defende a importância, de que seja aprovado um mecanismo, designado por “Programa de Investimento da Redução de Emissões Decorrentes do Desmatamento e da Degradação (REDD-PLUS)”, e que as indústrias adoptem modelos e tecnologias, pelas quais reduzam o seu consumo de combustíveis fósseis.

Os compromissos e programas actuais de todos os países, continuam a não ser suficientes para impedir as emissões de aumentarem nos próximos dez anos. As promessas feitas até ao presente, pelos países ricos, contemplam aproximadamente, uma redução de 12 por cento a 18,5 por cento, das emissões, em relação aos níveis de 1990 até 2020. O Prémio Nobel da Química de 1995, que se destacou pelos seus trabalhos sobre a protecção da camada de ozono, defende idênticas ideias, a serem concluídas pela Cimeira de Cancún. Actualmente, o IPCC prepara o quinto relatório sobre alterações climáticas e dois relatórios especiais, dedicados às energias renováveis e fenómenos climáticos de grande magnitude. Está-se no limite temporal, de se conseguir um acordo internacional global, que limite as emissões de gases de efeito estufa. As gerações futuras e o planeta ficarão agradecidos se tal acontecer, como acreditamos.

PB


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Gonçalo Lobo pinheiro

perfil

sexta-feira 17.9.2010

Miguel Falé | Técnico de imagens geradas por computador

Quase a sentir-se macaense Gonçalo Lobo Pinheiro hojemacau@yahoo.com

Miguel Falé é um artista. Seja na música ou no desenho por computador. Nascido em Lisboa, após a Revolução dos Cravos rumou ao Algarve e fixou-se em Sines. “Saí de uma grande cidade para um lugar onde não se passava nada”, conta Falé, dizendo que foi então que aprendeu a gostar do campo. “Isso moldou a minha maneira de viver. Em Lisboa os meus amigos estavam ao perto de mim, em Silves estavam a cinco quilómetros”. Com 18 anos, imbuído de um espírito como o próprio afirmou de “Dom Quixote”, casou, teve um filho e voltou a Lisboa. Como os seus estudos estavam incompletos, acabou por arranjar trabalho a servir num restaurante chinês – quase a adivinhar que viria um dia parar ao Oriente – e tirou um curso de Próteses Dentárias durante três anos. Ser filho de Edmundo Falé, cantor português que Miguel considera “ter passado ao lado de uma grande carreira”, ajudou que se tornasse músico e intérprete, onde o seu ponto alto de carreira aconteceu na banda GOG, que chegou a fazer as primeiras partes de bandas como os Xutos & Pontapés ou o projecto Heróis do Silêncio. Depois foi o abandonar de um sonho que apenas durou seis meses. A vida, entretanto, pregou-lhe uma surpresa. Divorciou-se e sozinho em Lisboa

prometeu a si mesmo voltar a estudar e via Prova Geral de Acesso (PGA) - num momento polémico do sistema de educação portuguesa - consegue entrar em Direito, na Universidade de Coimbra. “Ir a Lisboa para cantar em bares fazer dinheiro e estoirar tudo de seguida em Coimbra”, foi a explicação adiantada para a desistência do curso muito cedo. “Sou um inútil”, pensou na altura. Volta à capital e tira um curso de desenho de imagem por computador. “Acabei o curso com a melhor nota e fiquei logo a leccionar na escola durante sete anos. Fazia Autocad mas o 3D era a minha paixão”, afirma. Por essa altura conheceu Sandra, a sua actual namorada e, em 1998, recebeu um convite para ser “project manager” do website da Expo 98. Parecia que a vida lhe sorria de feição. E assim foi... Começa, também, a trabalhar com o conceituado arquitecto perspectivista Ângelo de Castro e, nesse sentido, experimenta à séria o 3D. A sua ligação a Macau começa, precisamente, no ano seguinte. Veio cá visitar um amigo por três semanas, “curtir um pouco e viajar para os países aqui à volta”. “Foi um espectáculo. Vim ainda sob a administração portuguesa e as coisas eram um pouco diferentes do que são hoje”, lembra, dizendo que não morreu de amores

pela cidade. A primeira impressão negativa que teve ao pisar o solo macaense foi o calor abrasador, mas “os cheiros, a comida e, essencialmente, a parte histórica” trataram de o fazer esquecer “as extremas condições meteorológicas”. Entre 2004 e 2010, ano em que volta para viver em Macau, a sua relação com o território foi de “andar cá e lá”. Nesse espaço temporal conseguiu, através da sua ligação com o arquitecto Miguel Dória – de quem foi sócio na empresa N Ideias -, vir a Macau todos os anos para acabar e entregar projectos para as obras públicas. Ajudou a erguer a Ponte Sai Van, o parque da Areia Preta, o novo edifício das Portas do Cerco, o Macau Dome, o Jardim do Reservatório, o terminal Jetfoil de Taipa e ainda ajudou a executar o modelo do 3D Macau. “Com os trabalhos de Macau dei cabo da saúde. Fiz muitas directas. Para quem trabalha a este nível não há desculpas”, conta. Estava em alta na sua carreira não fosse o caso Ao Man Long, que despoletou em 2007. A partir daí passou apenas a ter um trabalho por ano para o Governo de Macau, no entanto, ainda iniciou a sua participação no projecto do Metro Ligeiro de Macau (previsto para início de construção no próximo ano). Há um mês mudou-se de armas e baga-

gens para Macau. “A situação em Portugal tornou-se insustentável”, justifica para explicar a sua vinda, por agora definitiva. “Tanto posso ficar aqui três meses como 90 anos. Não tenho data de regresso. Também já conheço em demasia Portugal e neste momento o meu país não se recomenda”, desabafa, resignado, apesar de sonhar em acabar os seus dias numa quinta em Santiago do Cacém, no Alentejo, onde quer “ficar até à morte”. “Sou um passageiro da vida, mas quando morrer quero que coloquem na minha lápide aqui jaz um gajo porreiro”, confessa a rir-se. Actualmente com 42 anos, Miguel deixou o seu filho Iuri, de 22, mais a namorada Sandra em Portugal. “Ele é independente, sabe o que quer, mas a Sandra quer muito vir para cá. Está ansiosa.” Vive na zona do lago Sai Van numa casa emprestada e ainda tem a sensação que é um turista. “Delicio-me com as ruas antigas como se fosse a primeira vez que estivesse cá. O Jardim Camões é um local de eleição para mim.” Como metas primordiais, além do contínuo trabalho, quer aprender cantonense e depois mandarim. “Gosto bastante de Macau porque me liberto daquilo que estou habituado em Portugal. Ao fim de um ano acho que já serei macaense. Não tenho quaisquer problemas de adaptação.”


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o Hoje [r]ecomenda

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[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1 – Aquelas; sulfato de cal hidratado; mulo. 2 – Um cento; carne da parte inferior do lombo do porco; maior. 3 – Três dezenas; sufrágio. 4 – Caminhar; aspecto; mastigo e engulo. 5 – Mesquinho; que não é transparente. 6 – Amerício (s.q.).; letra grega que corresponde ao P latino; nome da letra B; interj. designativa de espanto, alegria, etc. 7 – Castigar; equivale a o qual e suas flexões. 8 – Exteriormente; nome da letra l (pl.); contemplei. 9 – Suco; reprimir. 10 – Discurso; doença; caminhado. 11 – Contr. da prep. a. com o art. def. o; trambolhão; designa alternativa.

VERTICAIS: 1 – Impulsionar; ecoa. 2 – Serradura; orifício. 3 – Terceira nota musical; fruto carnudo, mais ou menos esférico ou ovóide. 4 – Sódio (s.q.); sem impurezas. 5 – Pessoa extravagante; molibdénio (s.q.). 6 – Dela; óxido de cálcio. 7 – Perfeita; carruagem leve, de duas rodas, puxada por um só cavalo. 8 – Designa a pessooa a quem se fala e é usada entre pessoas que se tratam com alguma familiaridade mas não o suficiente para utilizar o pronome tu; sétima nota musical. 9 – Momice; bismuto (s.q.). 10 – Red. de motocicleta; aparelho auditivo. 11 – Espécie de boi selvagem; exalou cheiro.

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-AS. GESSO. MU. 2-CEM. SUA. MORA. 3-TRINTA. VOTO. 4-IR. AR. COMO. 5-VIL. OPACO. 6-AM. PI. BE. OH. 7-PUNIR. QUE. 8-FORA. IS. VI. 9-SUMO. COIBIR. 10-ORO. MAL. IDO. 11-AO. BOLEU. OU. VERTICAIS: 1-ACTIVAR. SOA. 2-SERRIM. FURO 3-MI. POMO. 4-NA. PURO. 5-ESTROINA. MO. 6-SUA. CAL. 7-SA. CABRIOLE. 8-VOCE. SI. 9-MOMO. BI. 10-MOTO. OUVIDO. 11-URO. CHEIROU.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

The ShinShins

Os The ShinShins surgiram da natureza de três músicos, Beto, John e Kiko, que deram asas à sua espuma sonora sem qualquer tipo de barreiras. A sua música sai lá de dentro, do fundo da gruta das suas almas, embebido nas experiências musicais de cada um ao longo dos anos que desaguam numa virtude sagrada que explode por todos os lados. E tudo é possível. Os The ShinShins tocam hoje à noite no Bar Road House no NAPE. É ume oportunidade que não se deve perder!

[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 13:30 14:30 18:00 19:30 20:28 20:35 21:00 22:00 22:58 23:00 23:30 01:50 02:20

MGM CHANNEL 43 12:30 Exposed 14:15 The Curse 15:45 Sketches 17:30 Memories of Me 19:15 Absolute Strangers 21:00 In the Heat of the Night 23:00 Hang ‘Em High

TDM News - Repetição Jornal das 24h RTPi DIRECTO Liga Europa: FC Porto vs Rapid Viena (Repetição) Olhos de Água Acontecimentos Históricos Telejornal Jornal da Tarde da RTPi Novela: O Clone Acontecimentos Históricos TDM News The Insider (O Informador) Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM

DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - Plywood Builder 14:00 Fight Quest- Thailand 15:00 Howe & Howe Tech - Ripsaw Revolution 16:00 Unknown Taiwan- Tai-Nan 17:00 Dirty Jobs - Reef Ball Maker 18:00 How It’s Made 19:00 Everything You Need To Know - Serial Killers 20:00 Mythbusters 21:00 Inside 22:00 I Almost Got Away With it - Got No Fingerprints 23:00 Crimes That Shook The World 00:00 Inside

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Eurotwitt 15:00 Magazine Timor Contacto 15:30 Concelhos de Portugal 16:00 Notícias 17:00 O Preço Certo 17:45 Documentário – Memorias Autores Portugueses 18:15 O Fatalista 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 Nobre Povo 21:45 Magazine Timor Contacto 22:15 Festa das Vindimas TVB PEARL 83 06:00 Bloomberg Rewind 07:30 NBC Nightly News 08:00 CCTV News – LIVE 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 The Backyardigans 16:30 Dennis and Gnasher 17:00 Escape From Scorpion Island 17:30 Ben 10 Alien Force 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 Transworld Sport 19:00 Football Asia 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 Money Magazine 20:30 Famous, Rich & Homeless 21:30 Weekend Blockbuster: Borat Cultural Learnings of America for Make benefit Glorious Nation of Kazakhs 22:30 Marketplace 22:40 Weekend Blockbuster: Borat Cultural Learnings of America for Make benefit Glorious Nation of Kazakhs 23:25 World Market Update 23:30 News Roundup 23:45 Earth Live 23:50 Dolce Vita 00:15 Top Gear 01:15 A House Of Consumers 01:40 European Art At The MET 02:00 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 PGA Europro Tour 15:00 Finnair Masters 16:00 WNBA Finals 2010 Seattle Storm vs. Atlanta Dream 18:00 WNBA Action 2010 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 19:00 The Immortals 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 Football Asia 20:30 16 Nations - Road To Qatar 21:00 Planet Speed 2010/11 21:30 The Immortals 22:00 Sportscenter Asia 22:30 Football Asia 23:00 16 Nations - Road To Qatar 23:30 Sportscenter Asia STAR SPORTS 31 13:00 Ace 2010 13:30 Game

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NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 13:00 Taipei Tower 14:00 Conned In Quito 15:00 Monster Fish - Raging Amazon 16:00 Hooked: Monsters of The Deep 17:00 Hooked: Asian Carp Invasion 18:00 Super Factories - Caterpillar 19:00 Seconds From Disaster: Tunnel Inferno 2 20:00 Engineering Connections: Taipei Tower 21:00 Nat Geo Amazing! 22:00 Ghosts Behind Bars 23:00 Hooked: Asian Carp Invasion 00:00 Tunnel Inferno 2

(MCTV 40) Star Movies 00:10 My best friend’s girl

14:00 GP 3 Series 2010 15:00 Le Mans Series Magazine Show 15:30 Hot Water 2010/11 16:30 FIA F1 World Championship Highlights 2010 Santander Italian Grand Prix 18:00 Ace 2010 18:30 World Sport 2010 19:00 AFC Champions League 2010 Zobahan vs. Pohang Steelers 21:00 Football Asia 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 FIA Asia Pacific Rally Championship 2010 23:00 V8 Supercars Championship Series 2010 - Highlights STAR MOVIES 40 11:55 X-Men Origins: Wolverine 13:50 Franklyn 15:35 Battle In Seattle 17:20 Soul Men 19:05 The Spirit 21:00 Pearl Harbor 00:10 My Best Friend’S Girl HBO 41 13:00 Rescue Dawn 15:00 Double Team 17:20 Scrooged 19:00 Flight Of The Intruder 21:00 Paul Blart: Mall Cop 22:30 Austin Powers In Goldmember 00:05 No.1 Ladies’ Detective Agency CINEMAX 42 12:00 Operation: Daybreak 14:00 Fled 15:45 The Day Of The Jackal 18:15 The Valley Of Gwangi 20:00 The Mummy: Tomb Of The Dragon Emperor 21:45 Epad On Max 77 22:00 The Hitcher Ii: I’Ve Been Waiting 23:30 Tmz 324 23:50 Piranha Ii: The Spawning

ANIMAL PLANET 52 13:00 The Lion’s Pounce 14:00 The Man Who Lives With Bears 15:00 Borneo’s Pygmy Elephants 16:00 Equator - Rivers Of The Sun 17:00 Animal Battlegrounds 18:00 Escape to Chimp Eden 19:00 The Most Extreme - Transformers 20:00 The Puma’s Prowess 21:00 Earthquake: Panda Rescue 22:00 Equator - Reefs Of Riches 23:00 Animal Battlegrounds 00:00 The Puma’s Prowess HISTORY CHANNEL 54 13:00 Real Mafia Underground 14:00 The Egg 15:00 Lake Demons 16:00 Underground Alien Bases 17:00 Pawn Stars 18:00 T-Rex Hunter 19:00 Architect Of Desert Storm 20:00 Heavy Metal 21:00 The Malayan Emergency 23:00 Rise And Fall Of An Empire - Spartacus 00:00 WWII Lost Films STAR WORLD 63 13:00 Everybody Loves Raymond 13:30 Scrubs 14:00 Britain’s Next Top Model 15:00 90210 16:00 Ugly Betty 17:00 Britain’s Next Top Model 18:00 How I Met Your Mother 18:30 America’s Next Top Model 19:30 Rules Of Engagement 20:00 Cougar Town 20:30 Accidentally On Purpose 21:00 Stylista 22:00 How I Met Your Mother 22:30 America’s Next Top Model 23:30 Cougar Town 00:00 America’s Next Top Model

Informação Macau Cable TV


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[O]bjectiva Lefteris Pitarakis

19 Raio [X] O último dia das Torres Gémeas José Manuel Simões

carro que explodiu no centro histórico de Bagdade em 2007. agora no Museu em Londres.

Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo

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• Galo (Tp) Clérigos 45 2882 7318 http://www.yp.com.mo/domgalo • Riquexó Av Sid Pais 69 2856 5655

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• Restaurante Thai Abreu Nunes 27E 2855 2255

• Afonso III Central 11A 2858 6272

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• Bar Oporto Tv Praia 17 2859 4643 • Maria’s Comida Portuguesa Patane 8A 2823 3221

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The stool pigeon [C] Um filme de: Dante Lam Com: Nick Cheun, Nicholas Tse, Lun-mei Guey 16.30, 21.30

SALA 3 going the distance [c] Um filme de: Nanette Burstein Com: Justin Long, Drew Barrymore 19.30

Step Up 3 [b] Um filme de: Jon Chu, Com: Rick Malambri, Adam G. Sevani, Sharni Vinson 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Fez no último sábado 9 anos que estava em Nova Iorque, hospedado no Roosevelt Hotel, a metros de onde horas depois de ter saído dali as Torres Gémeas foram pelos ares. O estranho é que no dia anterior à tragédia eu, o Luís, do Correio da Manhã, e o Alexandre, do Expresso, íamos para entrar no elevador de uma das torres para vermos a metrópole lá de cima e, já com o bilhete nas mãos, afirmei: “Desculpem lá mas eu não vou. Estou a sentir uma má vibração qualquer pelo que espero-vos aqui em baixo”. “Então kmrada Zé, o que é que se passa?”, questiona-me o Figueiredo Silva. Perante a intensidade do “feeling”, que me chegou a arrepiar, os colegas decidiram: “Se tu não vais nós também não vamos”. Sugeri então que fossemos até ao outro lado do rio Hudson tirar uma fotografia que o Luís ainda hoje guarda religiosamente. Por baixo de nós três e das torres está inscrito: 10 de Setembro de 2001. Confesso-vos que não vislumbrei o tamanho da tragédia que se iria seguir, mas a verdade é que passei o dia inteiro com um intenso temor de que algo de muito grave estava para acontecer. Nessa manhã de 10 do 9, antes de entrevistar os Incubus - razão pela qual estávamos em Nova Iorque - passeei pela China Town e, por entre gente apressadíssima, sirenes de ambulâncias, mendigos a dormir no chão e chineses em terra de ninguém, parei um minuto e disse para comigo mesmo: esta cidade está à beira de um colapso. Mais à frente entrei numa loja de roupa em segunda mão e, pasmem, comprei um casaco dos bombeiros locais, azul e com uma fita amarela florescente, que nunca usei e acabei por dar ao Igor Gandra, director do Teatro Ferro do Porto. Igualmente estranho foi o facto de nessa mesma noite, no nosso hotel, o sistema informático ter pifado, deixando os recepcionistas à beira de um ataque de nervos por não conseguirem fazer o check-out dos hóspedes. Mais: a caminho do aeroporto John F Kennedy, já de noite, rebentou uma trovoada impressionante, horas seguidas de relâmpagos, chuvas torrenciais. Ainda entrámos no avião mas demorámos umas cinco horas a descolar. Li os jornais todos de ponta a ponta e às tantas, nos resultados e classificações da Regional de Coimbra, lia-se: Ala Arriba 0 Febres 3. Repeti alto e o avião irrompeu numa gargalhada geral. Ao anúncio de partida, comecei a bater palmas no que sou seguido por todos os passageiros. Quando chegámos a Portugal a tragédia já tinha acontecido. Liga-me o Luís: “Kmrada Zé. É incrível. Até parecia que sabias que ia acontecer uma desgraça. O Olavo Bilac tem toda a razão quando te chama guru”.

[Não pensem que o José é um cão guru, porque ele não é, não tem nenhum cão]


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opinião

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Esta casa à beira da pia

Luís Sá Cunha

hojemacau@yahoo.com

sta “ notícia de torto” da pedofilia, de tanto se arrastar como longo e pútrido réptil, só não fede mais porque outras pestilências destilam daquele “reino da dinamarca”. Mais ou menos desatenta e desgostosamente o fomos seguindo. Todos lhe fomos suspeitando meandros obscuros nas reptilíneas involuções. De longe fomos saturando a paciência com o mistifório despudorado dos mil figurantes daquela tragicomédia, entrando e saindo de cena, dizendo e desdizendo, desmentindo os próprios desmentidos, sibilinos nas ameaças, arcangélicos nas reclamações de inocência. Fomos todos adivinhando, por detrás do cenário, a mão baixa da corrupção para calar testemunhos e denúncias, instigar a delações, desterrar olhos incómodos. Às descaradas assistimos a verdadeiros “golpes de mão “ para resgatar da ribalta implicados e suspeitos de proa, vimos súbitas alterações de regimes jurídicos. Dentro da noite, o relampejar de punhais. E fomo-nos interrogando com cepticismo como é que, de tantos nomes de princípio implicados, apenas escasso ramalhete tivesse sido colhido pelas instâncias judiciais. Subentendemos e entendemos o manto protector dos grandes” lobbies” do poder real a vir acobertar “os seus”,impondo o império do seu nepotismo e despotismo sobre o estado e a justiça. Fomos vendo tudo isto. Vislumbrámos as cumplicidades, pressentimos o terror: porque fomos assistindo às mudanças de discurso de tantos dos principais protagonistas do processo, às

suas declarações de mordaça, como se logo ali,por detrás de um véu, estivesse a temível máscara da Medusa. Porque vimos, por exemplo, Tereza Costa Macedo e Catalina Pestana inflectir, vaguear, arredarem-se do núcleo do tufão? O que terá levado à “deserção” de tantos advogados do processo, dos que assumiam a defesa das vítimas aos dos arguidos como Daniel Proença de Carvalho e José António Barreiros? De longe, íamos detectando ali, sob as evidentes aparências, uma rede tenebrosa de galerias subterrâneas. Mas quem recentemente ouviu o coral dos arguidos em reacção

Pia, a saciar lautamente as orgias romanas com fornadas de crianças abusadas miseravelmente, porque menores e órfãs e pobres, assim indefesas e vulneráveis. Perpassam os odores do Baixo Império. Preparemo-nos pois para o segundo acto. No palco e em grande entraram já os media: vendo que o filão estava em vias de esgoto, ei-los a saltar logo para outro cavalo em andamento, dando-lhe à espora para manter a chama acesa. Vimos o sr. Carlos Cruz, condenado já, ser ressuscitado como Senhor Comunicação, e vir abusiva e privi-

A nós agora, perante os tumores que vemos corroer o país apetece-nos clamar : metam isso tudo num frasco de formol e doem-no à ciência ou encaminhem-no a um museu de casos teratológicos. Terá ao menos a utilidade de um sacrifício pedagógico: como “study case “ mostrar às gerações futuras as veredas que devem evitar para Portugal. . . Se, até lá, existir. às sentenças condenatórias poderia concluir, com pasmo arrependido, que ali estava a voz da inocência e que, mentirosos, abusadores e vítimas eram os garotos da Casa Pia. Estamos agora preparados para o próximo folhetim, avisados da denúncia de grandes nomes das elites nacionais registados também no processo, gentes do espectáculo (do outro), do futebol (pontas de lança), dos partidos (cada vez mais), dos governos (cada vez menos) e, até, da Presidência da República (?!). . . Mina e inesgotável, terá sido durante anos a Casa

legiadamente insultar justiça e juízes, com intoleráveis atentados aos mais elementares princípios e ética da informação pelo “canal público”. A clamar inocência e o terror de viver “neste país”. E se uma filha ou filho seus tivessem sido abusados e vítimas ? Eis que em reforço da tragicomédia, saltou galhardamente para a cena uma senhora de Braga, na senda das grandes heroínas da nossa História, intentando arregimentar apoios para o sr. Carlos Cruz. Esta nova Maria da Fonte /a cavalo sem cair/com a corneta na boca/a tocar a reunir/ prepara-

se para protagonizar uma espécie de 28 de Maio dos pedófilos injustiçados porque, disse, sem saber nada do processo mas confiada no testemunho de uma amiga “ tem a intuição de que CC está inocente” e que a sua intuição “ nunca a enganou”(será divorciada?). A nossa sensibilidade comove-se. . . Eis, como sempre, a vibração funesta daquele pequeno-sentimentalismo português, degeneração pífia da nossa tão cultuada “brandura de costumes”, expediente para nos deixar sempre impunes nos passos da vida e da história, que nos amolece e retracta, causa profunda, com a inveja endémica, do nosso entorpecimento e retraimento colectivos, da nossa falta de carácter na acção, da nossa permanente crise, em suma. Momentos há em que mais nos assemelhamos a uma colónia de moluscos. De longe, o que nos desconforta é ver neste assomo corajoso da justiça um gesto de compensação de tantos outros casos que se foram arrastando e prescrevendo, digeridos na moleza dos nossos costumes e nas impunidades e cumplicidades que imperam sobre o colectivo nacional. Junqueiro, aquele cujo verbo vulcânico conclamara as sensibilidades à revolta republicana, dizia poucos anos depois, ante desconcertos deste e doutro jaez, que o espectáculo lhe parecia “um bacanal de percevejos numa enxerga podre”. A nós agora, perante os tumores que vemos corroer o país apetece-nos clamar : metam isso tudo num frasco de formol e doem-no à ciência ou encaminhem-no a um museu de casos teratológicos. Terá ao menos a utilidade de um sacrifício pedagógico: como “study case“ mostrar às gerações futuras as veredas que devem evitar para Portugal. . . Se, até lá, existir.


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22 m em ór i a i n du l gen te Antønio Falcão

empre que digo que me quero ir embora olham para mim com um olhar incrédulo, abanando a cabeça de seguida dizendo: “Para onde?” Macau, como centro do mundo, é uma coisa tremenda. Como no antigamente que tudo vivia centrado na terra, sem sóis, sem luas, sem universos. Apenas a palhota e uma pouca de vinho. Aqui é tudo. Fora disto não há hipótese. E é verdade. Isto é o centro do mundo. Aqui é que é bom. Aqui é que as coisas acontecem. Esta é também uma terra de segredos. Atrás de uma vida há sempre alguém que tem uma história escondida e que não quer contar a ninguém. Percebi isso nos primeiros dias. Os segredos na carteira de cada um, como uma moeda de troca. Cheguei em Agosto no pico do Verão. Ao sexto dia alguém me abordou na rua e me disse: “Sei uma coisa sobre ti que mais ninguém sabe.” Não era adivinho nem nada do género. O seu olhar penetrante denotava algum sentido vinolento, hirto, a lembrar alguém que tinha passado o dia numa casa de pasto. Mas não, era de manhã e íamos todos para o emprego. Cheguei-me a ele, estava um calor que nunca tinha sentido, e encostámo-nos às arcadas do edifício da Santa Casa, ali no Leal Senado, por onde passava uma ligeira brisa. Depois de alguma espera acabou por dizer: “Nunca vais sair daqui. Ficarás em Macau para sempre.” Não tinha pedido nada, não nos conhecíamos, nunca nos tínhamos visto. Não percebi como é que alguém podia fazer uma previsão assim e não acreditei. À noite, a partir daí, comecei a reconhecê-lo. E começámos a encontrar-nos com regularidade, frequentando os mesmos lugares. Ele explicava-me, na discoteca Mondial, como é que era, como é que se fazia. Como é que em cinco minutos podíamos levar uma rapariga lá para cima. Para o meio das escadas. Soube depois que se chamava Rios. Tinha família, filhos, uma casa no Sun Yik. Um emprego no estado e, como toda a gente, segredos que nem por nada havia de contar. Mas não era de cá. Dos perdidos que chegam aqui para a sua última estação. Não era verdadeiramente daqueles que veio para ficar. Porque na leva de 99, como muitos outros, que não queriam abalar, foi para Portugal com uma mão à frente outra atrás. Contrariando a sua previsão, fui tentando sair daqui, fiz malas, deixei empregos, comprei bilhetes de avião de um só sentido. Fiz despedidas com longos abraços nas casas de pasto. Na altura, no preciso momento de

António Falcão | bloomland.cn

S

Nunca vi um Verão assim

partir, alguma coisa acontecia. Um abraço mais apertado, uma noite mais longa, um pedido de auxílio. E continuava. Acabava sempre por continuar. Eternizando-me. Depois havia aquela história do Lilau. A água do Lilau que se bebe e que continua a mesma história: “Nunca vais sair daqui.” A minha esperança é que há disso em todo o mundo. Para tirar as dúvidas levaram-me a um adivinho. O Mondial já tinha fechado.

c arto o n por Steff

Agora ia-se ao UFO. Um sítio cheio de extraterrestres. Mal me sentei reparei de novo no mesmo olhar ébrio, o que já conhecia. E a frase na boca de uma amiga tradutora: “Ficarás em Macau para sempre.” Ao princípio trabalhava-se ao Sábado, os dias eram diferentes. O tempo e o espaço domesticava-nos a pouco e pouco. Não era preciso andar, era tudo fácil. Fazia-se o que se queria, não era bem um emprego que se tinha, mas um meio para fazer

a nova face da frança

dinheiro, sem lá meter os pés. A Árvore das Patacas, para uns mais viçosa do que os outros. Quase que não importava o que se dizia ou o que se fazia porque dali a pouco tempo íamos todos embora. No fim do Império. Nesse dia estavam todos cá. Almoçaram com o Governador, governo de cá, governo de lá e todas as figuras ilustres do património social. Guterres e o Cavaco a falarem sobre as flores do jardim de São Bento. Tenho isso tudo filmado e outros segredos de que não posso falar. Depois foi a história da bandeira embrulhada ao peito que todos conhecem. Um jantar em frente ao rio, onde o presidente apanhou uma pneumonia, e o acto final, com a trupe toda dos dois lados da fronteira. Uns a sair, outros a entrar. Cá fora um frio de rachar. Levei-os ao aeroporto. Desta vez já sabia que não tinha bilhete, mas como era um voo fretado, fingi que não era nada comigo e sentei-me já com a mala escondida no porão. E não me deixaram ir. O meu lugar já estava ocupado e o avião lotado até à pinha com as compras de última hora das esposas dos senhores governantes. Toalhas, prateleiras e serviços de chá. Durante uns anos desisti da ideia. Era um tempo novo. Tempo de mudança e de novas regras. Era preciso estar presente quando chamavam por nós. Chamavam por mim e eu repetia o meu nome. E dizia: “Sim, senhor!” Porque nessa altura passámos a ser gente. A gente da nossa terra. Mas depois amainou. E eu pensei que tinha chegado a altura. “Fazer o quê?” Diziam-me nos jantares de despedida. “Já tens emprego? Tens alguma coisa à tua espera?” Não tinha nada à minha espera, mas isso é que era o importante. Poder partir de uma folha em branco, escrevendo tudo de novo. Sair daqui e nunca mais voltar. Mas um abraço mais longo. Uma vontade perdida. E a música voltava a tocar de novo. Agora já ninguém se lembra do Mondial, mas o UFO foi-se e deixou os seus extra-terrestres. Este Verão foi diferente. As coisas deixaram-se desmoronar, num propósito complacente. O céu nunca esteve tão azul. Sem tufões, sem o famoso capacete, de que ninguém já precisa. As gentes da terra, depois de dez anos, já estão protegidas. Nunca mais soube do Rios. Mas continuo a acreditar que não tinha razão. Há outros que sabem perfeitamente o que ele queria dizer. Por isso olham-me com um olhar incrédulo, abanando a cabeça de seguida dizendo: “Para onde?”


bem

Começa por mudar o teu coração e faz todo o que puderes a toda a gente que puderes e em todos os lugares onde estiveres. Padre Manuel teixeira [1912-2003]

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u m gr i to n o des er to Paul Chan Wai Chi*

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Outra vez a secretária Chan!

credito que a secretária Chan seja uma das pessoas com maior exposição mediática nos últimos dias. Desde que o incidente com a concessão de 10 espaços de terra no cemitério foi revelado publicamente, desencadeou uma série de discussões na comunidade, além de ter rendido manchetes aos jornais. O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) deu início a investigações sobre a concessão e por isso leva tempo até descobrir a história que está por trás. Entretanto, deram à estampa notícias na semana passada dando conta de que o deputado José Pereira Coutinho terá enviado um SMS às pessoas, alegando que “a secretária Chan queixou-se ao bispo, pedindolhe que proibisse o jornal ‘O Clarim’ de escrever o que quer que fosse sobre política de Macau no futuro” - ver artigo publicado em www.oclarim. com.mo a 13 de Agosto. Quando os média souberam dessa suposta mensagem, todos os jornalistas voaram para a casa do bispo para perguntar a Dom José Lai Hung-seng sobre a credibilidade desse SMS. Dom José Lai Hung-seng é honesto e bondoso. Não disse que sim nem que não à pergunta colocada pelos jornalistas sobre se a secretária Chan, que também é católica, lhe tinha apresentado alguma queixa a respeito das notícias publicadas n’“O Clarim” sobre a concessão de 10 sepulturas. Seja como for, o bispo afirmou que tinha dito ao editor d’“O Clarim” que, sendo um jornal da Igreja, aquele semanário não tinha a necessidade de cobrir tantas matérias políticas. Enquanto bispo da diocese de Macau, Dom José Lai Hung-seng tem todo o direito de dar instruções aos seguidores de Cristo em matérias específicas. Neste caso, ele apenas expressou a ideia de que não havia necessidade de o jornal da Igreja cobrir demasiado questões políticas. Reportando ao “Decretum De Instrumentis Communicationis

O bispo afirmou que tinha dito ao editor d’“O Clarim” que, sendo um jornal da Igreja, aquele semanário não tinha a necessidade de cobrir tantas matérias políticas. Enquanto bispo da diocese de Macau, Dom José Lai Hung-seng tem todo o direito de dar instruções aos seguidores de Cristo em matérias específicas. Socialis Inter Mirifica” do Segundo Conselho Geral do Vaticano, o decreto estabelece claramente que essas publicações “promovidas e dirigidas por autoridades eclesiásticas ou por leigos católicos devem ser editadas com o claro propósito de formar, apoiar e promover a opinião pública de acordo com a lei natural e os ensinamentos e preceitos católicos. Devem divulgar e explicar adequadamente as notícias respeitantes à vida da Igreja. Além disso, os fiéis devem ser aconselhados sobre a necessidade de disseminar e ler a imprensa católica para formular decisões cristãs para si próprios em todos os eventos.” Dom José Lai Hung-seng limitouse a expressar as suas opiniões sobre

a proporção de conteúdo noticioso e sobre a direcção da cobertura noticiosa do jornal “O Clarim”. Não deveria haver problemas originados nessas opiniões. Ainda assim, a preocupação principal era se a secretária Chan se tinha queixado ao bispo, conforme mencionado no SMS alegadamente enviado por Coutinho. A esse respeito, o bispo não se pronunciou. Mesmo assim, na conferência de imprensa relizada a 10 de Setembro, a secretária Chan negou ter-se queixado ao bispo sobre as notícias publicadas pelo jornal “O Clarim”. Admitiu apenas conhecer o bispo há muito tempo e que tem conversado com ele. E declarou que não iria revelar as suas conversas privadas aos jornalistas.

A secretária Chan está em cargos públicos há anos e ganhou sabedoria política. Claramente, sabe o que dizer, o que não dizer, e como dizer de forma adequada. Mas o que é um facto permanece sendo um facto. Tal como com o jornal “O Clarim”, algo semelhante aconteceu a outro semanário publicado por uma organização cristã, o “Observatório de Macau”. Na segunda página da edição de 15 de Agosto, apareceu um artigo que mencionava que o deputado Au Kam San tinha falado abertamente sobre a questão da concessão das 10 parcelas do cemitério. Depois de um intervalo de uma edição, o “Observatório de Macau” voltou a publicar a 29 de Agosto o mesmo artigo sobre a confissão de Au. A

razão por trás da reiterada publicação foi que durante o processo de impressão, um equívoco lamentável foi cometido. Aempresa responsável pela “ozalid” trocou por engano o filme da peça para a edição de 15 de Agosto, mantendo-o no layout da edição de 29 de Agosto. Apesar de o “Observatório de Macau” ter publicado um pedido de desculpas pela repetição, é ineitável que algumas pessoas possam pensar ter havido outras razões para que ela ocorresse. Alguns leitores preocupados com a repetição enviaram as suas opiniões ao jornal. Como responsável do “Observatório de Macau” e sendo um deputado, um membro da Associação de Novo Macau e um católico, percebo perfeitamente que enquanto encarregado de fazer uma publicação da Igreja, tenho de ser imparcial e objectivo além de obedecer aos ensinamentos da Igreja em questões sociais. Só dessa forma evitarei criar mal-entendidos entre o povo ou ser criticado por pessoas dizendo que o jornal foi usado como ferramenta de publicidade para propaganda política ou para atacar o Governo. Quando as coisas não saem correctamente, a pessoa responsável deve admitir os erros abertamente e tentar o seu melhor para corrigir em vez de dar desculpas ou tentar encobrir. AIgreja é uma grande família e cada membro dessa família deve ter os seus próprios pontos de vista e maneira de tratar diferentes assuntos. Ainda assim, as suas opiniões e métodos de funcionamento devem certamente obedecer aos ensinamentos contidos na Bíblia e seguir as directrizes dadas pela Igreja. Na sua pregação ao povo da Terra, Jesus disse: “Seja o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mateus 5:37). Esse princípio é um que sempre sigo escrupulosamente no lidar com assuntos sociais. E espero que cada cristão siga também esse princípio. *Deputado e presidente da Associação Novo Macau Democrático

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editor Paulo Reis Redacção António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; Kahon Chan; Rodrigo de Matos; Vanessa Amaro Colaboradores Carlos Picassinos; João Carlos Barradas; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges; Catarina Lau Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (hojemacau@gmail.com) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail hojemacau@yahoo.com Sítio www.hojemacau.com


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Papa reconhece falhas durante visita polémica ao Reino Unido

Madail quer Mourinho na selecção

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, viajou para Madrid para tentar convencer José Mourinho a orientar a selecção nacional nos próximos dois jogos de apuramento para o Euro 2012. No entanto, o director de relações institucionais do Real Madrid afirmou que o clube não tem qualquer informação acerca do assunto. O Real Madrid veio a público, na voz do director de relações institucionais, Emílio Butragueo, assumir o seu total desconhecimento da proposta. “Não vamos reagir a todos os rumores. Se à direcção desportiva não chegou qualquer informação, não há mais nada a dizer sobre o assunto. Se se converte em algo oficial, veremos o que decide o clube”, reforça Emílio Brutagueo.

Sarkozy e Barroso quase à estalada

O primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borissov, disse ontem a um grupo de jornalistas que os presidentes francês, Nicolas Sarkozy, e da Comissão Europeia, Durão Barroso, tiveram uma discussão “muito violenta” a propósito da expulsão de ciganos. “Houve uma discussão muito violenta entre o presidente da Comissão e o Presidente francês” sobre a questão dos ciganos, disse Borissov, citado pela agência AFP. A primeira abordagem do assunto terá acontecido durante a reunião da manhã, com Sarkozy a afirmar que “a Comissão feriu a França”. Mas a discussão, segundo o relato da AFP, terá acontecido ao almoço, com o chefe de Estado francês a retomar a questão das duras críticas feitas esta semana pela comissária para a Justiça, Viviane Reding, à política francesa de expulsão de ciganos. José Manuel Durão Barroso terá respondido vigorosamente a defender o executivo europeuPortugal endivida-se 2,5 milhões de euros por hora.

Lentidão nos abusos sexuais Bento XVI chegou na manhã de ontem a Edimburgo, na Escócia, na primeira etapa de uma visita de quatro dias ao Reino Unido. Uma viagem controversa e histórica, pois é a primeira vez que um Papa visita as ilhas britânicas enquanto Chefe de Estado e não apenas como chefe da Igreja Católica. A deslocação papal ao reino anglicano ocorre à sombra dos escândalos de pedofilia, que nos últimos anos abalaram a confiança na Igreja Católica. Ainda durante o voo a caminho da Escócia, o Papa referiu-se à espinhosa questão, que na Grã-Bretanha têm vindo a dominar a cobertura mediática em torno da visita. Falando aos jornalistas, Bento XVI reconheceu que a Igreja não agiu de forma suficientemente rápida nem suficientemente decisiva para lidar com os sacerdotes culpados de violar e molestar crianças. O Papa declarou também que as “revelações” sobre os escândalos pedófilos que envolvem padres foram para ele “um choque e uma tristeza”. Segundo Bento XVI, a prioridade da Igreja é agora a de ajudar as vítimas a sarar, e a retomarem a confiança na Igreja. Os comentários estão a ser encarados como os mais directos, até à data, sobre os escândalos de pedofilia, que esta semana ganharam nova força, na Bélgica, com a revelação da existência de mais algumas centenas de vítimas de abuso clerical,

das quais pelo menos 13 cometeram suicídio. Ao contrário do que sucedeu em 1982 , com a visita de João Paulo II, Bento XVI foi oficialmente convidado pela rainha Isabel II, o que torna a estadia papal numa visita de Estado. A primeira a ter lugar desde a cisão histórica entre a Igreja Católica e a nação que virou as costas a Roma no Reinado de Henrique Oitavo, no século XVI. Quando eram 10h (horário local) Isabel II recebeu oficialmente o Papa no castelo de Holyrood, a residência real nos arredores de Edimburgo. Horas antes Bento XVI fora recebido no aeroporto pelo marido da rainha, o príncipe Filipe, e por uma guarda de honra de 20 elementos do Regimento Real da Escócia. Em Edimburgo, presbiterianos, secularistas e outros grupos estão a manifestarse contra as políticas do Vaticano no que respeita ao controle de natalidade, os direitos dos homossexuais e o aborto. Depois dos protestos de personalidades ateístas e dos defensores da ordenação de mulheres no sacerdócio, um dos assessores de Bento XVI, o cardeal Walter Casper, foi forçado a retirar-se da comitiva, à última hora, depois de declarações a uma revista alemã, em que dizia que a Grã Bretanha está dominada “por um novo e agressivo ateísmo” e que aterrar no aeroporto de Heathrow, em Londres, era “como aterrar num país do terceiro mundo”.

Lisboa nomeada em várias categorias dos World Travel Awards

Lisboa concorre contra Xangai Arsenal atropelou Sporting de Braga

Depois dos grandes jogos perante o Celtic e o Sevilha, o Sp. Braga teve a sua estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões em Londres, no terreno do Arsenal, com uma pesada derrota por 0-6. Muito diferentes do que nos tem habituado, os jogadores do Sp. Braga roçaram a inoperância desde o primeiro minuto, conseguindo apenas fazer quatro remates ao longo de todo o jogo. O grande ambiente que se viveu em Londres acabou por revelar-se asfixiante perante a entrada de rompante do Arsenal. A hecatombe começou logo com um pénalti aos 9 minutos, numa altura que a equipa minhota tentava libertar-se da pressão inicial. Nesse instante todas as resistências caíram por terra, que tiveram pela frente um Arshavin eficaz e sobretudo um Fábregas inspirado, que fabricou ainda dois golos e marcou um.

A cidade de Lisboa é candidata aos prémios da 17ª edição dos World Travel Awards 2010 nas categorias de “Melhor Destino do Mundo”, “Melhor Destino de Cruzeiro do Mundo” e “Melhor Porto de Cruzeiros do Mundo”. Na categoria de “Melhor Destino do Mundo”, Lisboa concorre com 17 destinos, entre os quais Istambul, que este ano é capital europeia da cultura, Londres, Maldivas, Miami, Nova Iorque, Rio de Janeiro e Sidney. A capital portuguesa concorre com 11 destinos para Melhor Destino de Cruzeiro do Mundo, como as Bahamas, Copenhaga, Xangai e o Dubai. Para Melhor Porto de Cruzeiros do Mundo também

concorrem com Lisboa outros doze Portos, como o da Cidade do Cabo, Montego Bay, Rio de Janeiro, Port Victoria e Sharm el Sheikh. Esta iniciativa, fundada em

1993, selecciona os “melhores equipamentos e destinos turísticos do mundo, sujeitos a uma votação online pelos profissionais do sector”, segundo o Turismo de Lisboa.

Em 2009, Lisboa venceu em três categorias, arrecadando os prémios de Melhor Destino Europeu, Melhor Destino para City Breaks Europeu e Melhor Destino de Cruzeiros Europeu. Os vencedores dos “Óscares do Turismo”, como classifica o The Wall Street Journal, serão anunciados numa gala em Londres, a 7 de Novembro.


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Hoje Macau • 2010.09.17 #2212 by Jornal Hoje Macau - Issuu