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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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MOP$10
Ter para ler
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEXTA-FEIRA 17 DE FEVEREIRO DE 2012 • ANO XI • Nº 2552
TEMPO MUITO NUBLADO MIN 12 MAX 16 HUMIDADE 65-85% • CÂMBIOS EURO 10.3 BAHT 0.2 YUAN 1.2
Cirque du Soleil acusado de destruir equipamentos
Palhaços ricos Técnicos de circo dizem que a empresa artística, agora que vai sair da RAEM, podia doar o que não quer a escolas circenses ou instituições de solidariedade na China. “São milhares e milhares de dólares de equipamento destruído só porque sim”, acusam. O Cirque du Soleil ainda não respondeu. PÁGINA 16
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• Os contos mais estranhos do mundo
COUTINHO PEDE JUSTIÇA
E o aumento dos magistrados? PÁGINA 2
BOA RELAÇÃO COM A CHINA
Fernando Gomes diz que Portugal não tira proveito suficiente PÁGINA 10
FUNDO DE SEGURANÇA SOCIAL
Contribuições ou... falência PÁGINA 4
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política
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sexta-feira 17.2.2012
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ANÚNCIO [N.º42/2012] Para os devidos efeitos, vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares seleccionados da lista de espera de habitação económica abaixos mencionados: N.º do boletim de candidatura 67610 *53209 63208 68663 68860 72312 58166 71193 53975 *53643
HO KAM CHEONG *SOU KUOK VAI CHONG KAM FAI CHONG WAI KIT LEONG KA WAI NG SOK I CHAO WENG SENG LAU KWOK CHUN PEDRO LAO KONG KIT *LAU WAN FONG
N.º do boletim de candidatura 66795 55893 66288 54527 67932 63510 *67458 *67493 59839 *68015
66242
CHEOK KUN CHI
71206
71180 *60551 63454 59851
LAM KAM HIN *WONG WAI FUN SEK SUT KAM TAM LAI MEI
71307 69733 60868 53725
58414
NG KIN KUN
69413
69182 71033 69276 62493 71065 68007 57856 67774 71172 68880 57844 62904 60847 60282
NG WAI IN IP CHIU FAI WONG U TONG LOUIS SHING HOU WONG LAM HOK MAN SAM LAI LEI CHAO I KUAN SUEN KA FONG CHEONG POU SAN IEONG SI NGA LEI PANG CHENG SAM WENG WA LOK CHI HANG WONG CHAN HEI
68896 72050 57229 72061 56622 *63253 53604 59908 69649 59423 62801 57845 66397 55390
Nome
Nome VU KUOK KEONG LEI KUAN WAI CHAU HO KEI HO SIO HAN CHENG KA I KOK CHI WAI *TONG SIO HA *HOI MAN HON LAM SENG WA *VONG MEI KIU KUONG CHI CHONG ALIAS FERNANDO KUONG LAO FONG KUAN WAN SZE YUEN CHOU I NEI WU HUNG KEI WONG CHI UN ALIAS DANIEL WONG CHAN UN MAN TAM PENG FONG WONG WAI PAN NG WAI HENG KOK MAN VAI *LEI IAT PONG WONG MAN SON SIU SHAN CHOI LOI SOK FAN CHAN PAK CHUN CHEANG KA WENG LEI KA WAI SIO MEI FUN FUNG WAI SAN
De acordo com os termos do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 26/95/M, de 26 de Junho, o Instituto de Habitação (IH) informa os representantes dos agregados familiares acima referidos, através de ofícios, para se dirigirem pessoalmente ao IH, sita na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau (perto da Escola Primária Luso-Chinesa do Bairro Norte), no dia 6 de Março de 2012, às horas fixadas nos respectivos ofícios, para escolha das fracções de habitação económica disponíveis de T2 na zona de Taipa. Nessa altura, os agregados familiares da lista de espera acima referidos devem apresentar os documentos comprovativos (originais e cópias) abaixo mencionados, para efectuar a nova verificação dos requisitos da candidatura da aquisição de habitação económica. Caso as respectivas informações afectem os actuais requisitos da aquisição de fracção ou existirem mudança da composição dos agregados familiares acima referidos, este Instituto irá suspender, imediatamente, o procedimento da escolha de habitação económica: 1. Documentos de identificação de todos os elementos do agregado familiar e os seus cônjuges (caso houver) registados no boletim de candidatura de habitação económica. 2. Prova de casamento (aplicável aos indivíduos casados. Caso tenha entregue ao IH, nos últimos três meses, não é necessário a entregar de novo.) 3. Boletim de candidatura dos dados dos agregados familiares de habitação económica devidamente preenchidos e assinados. De acordo com os termos do n.º 2 do artigo 13.º do decreto-lei acima referido, com as alterações introduzidas pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002, caso os agregados familiares da lista de espera acima referidos não tenham comparecido no IH, no dia e horas fixados, e apresentado os documentos acima referidos, para escolha de habitação ou não pretendam adquirir nenhuma das fracções de habitação económica disponíveis no momento podem optar entre, por motivo não justificado, implica a perda do direito de escolha e passagem automática para o último lugar da lista geral; ou após a apreciação dos dados apresentados, verifique que não reunirem com os requisitos da candidatura, os agregados familiares seleccionados serão excluídos na lista geral. * Em caso da 2.ª convocação, os agregados familiares seleccionados que não tenham comparecido no IH, no dia e horas fixados, e apresentado os documentos acima referidos, para escolha de habitação ou não pretendam adquirir nenhuma das fracções de habitação económica disponíveis no momento podem optar entre, serão excluídos na lista geral, de acordo com os termos das alínea a) do artigo 14.º do decreto-lei acima referido, com as alterações introduzidas pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002 e alínea 2 do n.º 5 do artigo 60.º da Lei n.º 10/2011. No intuito de proporcionar os agregados familiares seleccionados para terem mais conhecimentos sobre as informações das fracções de habitação económica disponíveis, o IH juntamente os ofícios enviará em anexo o catálogo com descrições das fracções para venda, tabela dos preços, rácio bonificado, pontos de observação, informações sobre a fracção de modelo. Caso os agregados familiares seleccionados não tenham recebidos os ofícios remetidos pelo IH, até sete dias antes da data fixada, poderão dirigir-se ao IH sito na Travessa Norte do Patane n.º 102, Ilha Verde, Macau) ou consultar através do telefone n.º 2859 4875, durante o horário de expediente.
A Presidente Subst.a,
Kuoc Vai Han 15 de Fevereiro de 2012
Coutinho pede percentagem salarial revista para magistrados
Pela dignidade da profissão Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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EPOIS de ter sido avançado o aumento dos salários da função pública, José Pereira Coutinho denuncia que nem todos os trabalhadores vão ver subir os ordenados como merecido. Segundo o deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM), a actualização salarial dos magistrados ficou excluída nos assuntos que obtiveram a atenção da Comissão de Deliberação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública. A comissão, criada pelo
Executivo, ficou encarregue de estudar a melhor forma para o ajustamento salarial dos trabalhadores da Administração. Ontem, numa interpelação escrita ao Governo, Pereira Coutinho afirma que deveria ter existido uma revisão na percentagem salarial de alguns dos magistrados judiciais, a qual não é feita desde 1999. Actualmente, os magistrados com menos de três anos de serviço, por exemplo, recebem 35% do salário do Chefe do Executivo. Para os que têm mais de três anos a percentagem vai de 42% a 60%. “De referir que muitos dos magistrados recebem salários inferiores aos dos assessores do Go-
verno, o que contribui para ferir a dignidade do cargo que ocupam.” O deputado questiona, por isso, o Governo, sobre quando poderá ser feita essa actualização. Os magistrados não têm o ordenado afixado de acordo com a tabela indiciária do funcionalismo público, ao invés de outros trabalhadores. O seu ordenado é calculado consoante uma percentagem do do Chefe do Executivo. É essa percentagem que Coutinho quer ver revista. O presidente da ATFPM questiona ainda o Executivo sobre quando poderão ser revistos os subsídios de casamento, nascimento e óbito, que “não são actualizados há quase 20 anos”.
Chui Sai On admite melhorar sistema de porta-voz
O Chefe do Executivo, Chui Sai On, afirmou ontem que vai aperfeiçoar o mecanismo do porta-voz para os jornalistas e tomar medidas mais eficazes para apoiar os trabalhos e a formação dos profissionais do sector. O Governo tem vindo a ser criticado pelos órgãos de comunicação social pela morosidade na apresentação de respostas ou mesmo esclarecimentos simples. Agora, Chui Sai On disse “pretender dar continuidade ao aperfeiçoamento do mecanismo de porta-voz e ao reforço do carácter científico e temporal na divulgação de diversas informações públicas”. Sobre a liberdade de imprensa, que tem sido motivo também de discussão na sociedade numa altura em que se decidiu rever as leis de Imprensa e de Radiodifusão, Chui Sai On diz que este é um valor integral dos valores centrais da RAEM e assegura que o Executivo um enorme respeito pela comunicação social.
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presidente da CESL-Asia, António Trindade, não se mostra preocupado com a decisão do Tribunal de Última Instância (TUI), que ontem dava razão à Waterleou Group. “Esta decisão não tem directa relevância com a nossa situação”, referiu. “Estamos seguros e a trabalhar, como nos foi pedido.” A Waterleou Group era uma das concorrentes para a modernização, operação e manutenção da ETAR de Macau, em conjunto com a CESL-Asia, e terá sido afastada do concurso erradamente. O concurso para a ETAR da península foi aberto em Março de 2010 e, em Outubro do mesmo ano, a adjudicação foi feita ao consórcio Cesl-ASIA, Indaqua e Tsing Hua Tong Fang. O contrato, porém, como confirmou ao Hoje Macau António Trindade, não foi ainda assinado. Ainda assim, o presidente da empresa afirma que têm sido feito investimentos a grande escala na estação de tratamento das águas, mesmo sem saber quando lhes serão feitos os pagamentos. “Somos uma empresa que vive do que os clientes nos pagam. Penso que estamos a fazer um bom trabalho, mas são uns investimentos largos todos os meses, estamos a aumentar a carga financeira.” Ainda que assegure que esta situação de não existir contrato entre concessionária e Executivo não é única – há semelhantes casos na Administração -, António Trindade não considera que isso esteja a ser feito de forma propositada. “Não me parece que não haja vontade e é do conhecimento público que não somos os únicos nesta situação. Não há justificação mas não é anormal.” Para assegurar o funcionamento da estação da península, a empresa tem estado a melhorar os sistemas. Mas as obras de carácter mais urgente que a ETAR precisa
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versão final do Código do Registo Comercial já vai começar a ser elaborada, apesar de ainda existirem algumas dúvidas na proposta de lei. Segundo representantes da Associação dos Advogados de Macau (AAM), que estiveram na reunião de ontem com a 2ª. Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), é necessário que o diploma defina concretamente quem pode pedir os registos aos empresários. Na apresentação da alteração ao Código, no Conselho Executivo, Leong Heng
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ETAR Empresa assegura funcionamento, mas não sabe quando vai ser paga
Joana Freitas
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política
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CESL-Asia continua a investir mesmo sem contrato assinado
não vão avançar sem que antes se saiba a altura em que a CESL-Asia poderá ser paga. “As obras urgentes de recuperação da central não podemos financiar, sem saber quando vamos ser pagos.”
GDI SEM MUITAS EXPLICAÇÕES
Depois de ontem ter sido anunciado que o TUI decidiu a favor da
Waterleou Group e contra a opção do Chefe do Executivo em excluir a empresa do concurso internacional, o Hoje Macau quis saber se a empresa poderá ser compensada pelos danos causados. Apesar das várias questões, o Gabinete para o Desenvolvimento das Infra-Estruturas (GDI) não se estendeu nas respostas. Sabe-se apenas que
a ETAR da península vai continuar as suas operações normalmente, no tratamento das águas residuais, e que o Governo respeita a decisão final do tribunal. “Os funcionários da área relevante estão a analisar o julgamento do TUI”, assegurou o gabinete a este jornal. Se a Waterleou Group vai ter qualquer tipo de compensação ou
se a decisão final do TUI poderá implicar nova abertura de concurso ou afectar a actual operadora da ETAR da península, o GDI escusou-se a comentar. Recorde-se que esta é já a segunda decisão do tribunal que não é favorável ao Chefe do Executivo, que perdeu um outro recurso – com a Va Tech – pelas mesmas razões.
Alteração ao Código de Registo Comercial ainda tem de ser aperfeiçoada
Versão final a ser elaborada
Teng, porta-voz, afirmou que assim que a proposta fosse aprovada, o sistema de identificação no registo comercial iria ser melhorado, com os titulares a serem obrigados a entregar cópias dos documentos. “Também só os próprios empresários podem pedir os livros dos registos comerciais”, disse Leong Heng Teng, na altura. Os advogados sugerem
que é necessário proteger os direitos dos interessados e, nesse sentido, definir com mais clareza quem tem essa legitimidade. “Quem é que tem legitimidade para pedir os registos, por exemplo, do estado civil ou do regime de bens? O banco, enquanto interessado por ser credor desse empresário, pode, mediante a apresentação de um documento idóneo pedir
o registo”, dizem os advogados, citados por Chan Chak Mo, presidente da comissão, na Rádio Macau. AL e assessoria do Governo já entraram em consenso sobre as sugestões que vão ser acolhidas e aquelas que ficam de fora. Só depois da apresentação da versão final é que a Comissão vai reunir com o Executivo para discutir questões pendentes.
Outra dessas questões pendentes é uma sugestão do deputado Vong Hin Fai, que quer ver aperfeiçoada a norma referente ao registo das acções judiciais. Alterado pela última vez em 2000, o Código de Registo Comercial precisa de ser alterado, diz o Governo, dado “o desenvolvimento económico acelerado de Macau nos últimos anos”.
A proposta de alteração tem como principais objectivos criar uma base jurídica para a electronização dos serviços do registo comercial, de forma a que a Conservatória do Registo Comercial e de Bens Imóveis e a Direcção dos Serviços de Finanças possam trocar informações reciprocamente, e reforçar a segurança dos registos. - J.F.
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sociedade
O estudo para decidir os aumentos das contribuições para o Fundo de Segurança Social vai ser feito a partir de Abril, disse ao Hoje Macau o seu presidente, Ip Peng Kin. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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EPOIS de ter sido anunciada a necessidade de aumento das contribuições para o Fundo de Segurança Social (FSS), a entidade está agora prepara-
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Fundo de Segurança Social estuda aumento das contribuições
Aumentar para não falir da para analisar quanto é que os cidadãos terão de pagar a mais para evitar a falência do sistema. À margem da comemoração dos 28 anos da Associação dos Moradores de Macau, Ip Peng Kin, presidente do FSS, confirmou ao Hoje Macau que vai ser elaborado um estudo a partir do segundo trimestre deste ano, com os resultados a serem entregues depois ao Conselho Permanente de Concertação Social. “Como este é o segundo ano em que desenvolvemos o novo regime de Segurança Social, já podemos obter mais
informações. Mas só depois do estudo teremos mais dados para elevar o valor da contribuição e também das pensões.” Ip Peng Kin voltou a frisar a intenção de aumentar as pensões de velhice, para além das actuais MOP duas mil. “Neste momento, as contribuições mensais de cada cidadão são de MOP 45. O total de contribuições é muito baixo e não consegue suportar as despesas de pensão da velhice. Também não é saudável para o desenvolvimento da acção social.” A proposta de análise dos
aumentos das contribuições já tinha sido feita em Dezembro do ano passado pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, no âmbito das Linhas de Acção Governativa (LAG). Na Assembleia Legislativa, Cheong U falou da importância dos aumentos. “O FSS tem de contar com o apoio das três partes, porque se o Governo injectar mais no fundo isso implica grandes alterações no orçamento.”
EM RISCO
Recorde-se que o Governo divulgou o ano passado um
relatório que dá conta da situação financeira do FSS. Se não alterar as contribuições pagas pelos cidadãos, e mantendo o valor do Fundo de Pensões, o FSS irá registar um défice de MOP 170 mil em 2014, com tendência para entrar em falência em 2020. Perante este cenário, o Executivo teria de injectar MOP 2,25 mil milhões, para além da contribuição adicional de MOP 3,11 mil milhões, todos os anos. Actualmente está em discussão na especialidade o Quadro-Geral do Fundo de Previdência Central, onde
se pretende criar um regime obrigatório de contribuições para todos os residentes permanentes que tenham no mínimo 22 anos. Aprovado na generalidade em Dezembro último, a proposta de lei levantou dúvidas entre os deputados. “A obrigatoriedade de participar no fundo e as contribuições a serem feitas por três partes – Governo, empregados e empregadores – não se vê na lei”, disse Kou Hoi In. Este ano o Quadro-Geral do Fundo de Previdência entrou em funcionamento de forma facultativa, sendo que o Governo fica responsável pela injecção de uma verba de activação. Tal situação deverá manter-se nos próximos três anos, sendo posteriormente estudada a passagem para o regime obrigatório.
Cartões são quase tantos como a população
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Crédito a rodos
número de cartões de crédito emitidos pelas instituições autorizadas a operar em Macau totalizava no final de 2011 as 527.359 unidades, mais 23,5% do que no ano anterior e quase tantos como a população do território. Com uma população estimada de 560.100 pessoas - dados oficiais do final do terceiro trimestre de 2011 - o número de cartões de crédito traduz o equivalente a 94,14% da população de Macau, um valor explicado com a emissão de cartões em várias moedas - patacas, dólares de Hong Kong e yuan. Em patacas, as instituições financeiras de Macau tinham emi-
tidos 398.659 cartões, mais 18,1% do que no final de 2010, 66.774 em dólares de Hong Kong, mais 11,4%, e 61.926 em yuan, mais 109,9% do que no final de 2010. O crédito concedido aos titulares dos cartões totalizava 8,92 mil milhões de patacas, mais 19,1% do que no final de 2010, tendo no último trimestre de 2011 sido utilizado um crédito de 2,79 mil milhões de patacas dos quais 139,78 milhões de patacas, mais 10,9%, correspondiam a adiantamento de numerário. No último trimestre de 2011, o débito pago às instituições emissoras de cartões foi de 2,69 mil milhões de patacas, mais 13,1%
do que o valor pago no mesmo período de 2010.
PESO DA TRADIÇÃO
Os elevados montantes utilizados pelos titulares de cartões de crédito em Macau não podem ser dissociados do facto de não estar disseminado na Região Administrativa Especial chinesa um sistema multibanco generalizado semelhante a outros países, que permite o débito directo quando se efectua um pagamento num estabelecimento comercial, além do facto de culturalmente estar enraízado, mesmo para quantias muito avultadas, o pagamento em numerário. - Lusa
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Casos ocorreram em três escolas
Gripe leva mais 20 crianças ao hospital
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S casos de gripe colectiva não param de aumentar nas escolas do território. Os Serviços de Saúde registaram ontem mais 20 casos ocorridos em três estabelecimentos de ensino. Estes episódios vêm juntar-se aos 63 casos de gripe registados esta quarta-feira, para além dos restantes internamentos ocorridos nos dias anteriores. As 20 crianças afectadas pela gripe estudam na escola Choi Nong Chi Tai e no Colégio Perpétuo Socorro Chan Sui Ki. Depois do caso de infecção de 16 alunos, registado na passada sexta-feira, a Escola Portuguesa de Macau (EPM)
teve mais cinco alunos do 5º ano afectados. De acordo com um comunicado enviado pelos Serviços de Saúde (SS), todos os alunos apresentavam sintomas ao nível do tracto respiratório, tais como febre, tosse, corrimento nasal. Depois da ida ao hospital, o seu estado encontra-se “satisfatório”. Apenas um aluno foi sujeito a tratamento, devido a febre alta. No Colégio Perpétuo Socorro Chan Sui Ki, a turma do segundo ano do ensino primário, onde ocorreram os casos, vai estar fora da escola “por dois dias”.
NORMAS DE PREVENÇÃO
Em conferência de imprensa organizada esta quarta-
-feira, os SS afirmaram que ainda não são conhecidas as causas para este surto de gripe, tendo considerado a situação “normal”. Até ao momento, os SS já recolheram amostras do tracto respiratório de alguns doentes para analisar em laboratório. Às escolas foi também pedido que respeitem as normas para controlar a infecção colectiva. Deve-se reforçar a desinfecção e a limpeza da ventilação do ar, para além do facto dos alunos afectados pela gripe não poderem ir à escola. Ainda na quarta-feira, os SS afirmaram que têm em stock 33 mil vacinas, número que, para já, afirmam, é suficiente para dar cobro à infecção colectiva de gripe.
Obras resultam do centro de pesquisa da instituição
TvCabo processa Governo de Macau
Igualdade para todos IPM mostra “Um país, dois sistemas” em seis livros A O
Instituto Politécnico de Macau (IPM) lançou mais seis obras que mostram o trabalho desenvolvido pelo Centro de Estudos “Um país, dois sistemas”. Entre a série 22 e 27 podem ser encontradas temáticas como a protecção dos direitos
fundamentais dos residentes de Macau, questões legais ligadas à unificação regional do território com Zhuhai ou ainda um trabalho comparativo da aplicação do conceito “Um país, dois sistemas” em Hong Kong e Macau. No seu discurso, Ieong Wan
Chong, responsável pelo centro do IPM, falou do papel informativo que representa o lançamento de novos livros. “Providenciam informação e outras novidades com vista à implementação da teoria de ‘Um país, dois sistemas’. Pretende-se garantir um nível elevado de aplicação de acordo com a lei vigente, por forma a construir uma sociedade estável.” O director do Centro falou ainda da implementação do conceito político no território. “Passaram 12 anos desde a criação da RAEM. Devido ao apoio do Governo Central e de toda a nação, Macau tem vindo a conhecer grandes progressos nos domínios da politica, economia, sociedade e cultura.” Contudo, pode haver margem de progressão. “Apesar do progresso da RAEM nos últimos anos, ainda há muitos desafios e tarefas pela frente. Temos de estar preparados para as adversidades e maximizar o potencial de cada um, de forma a promover a compreensão do conceito.”
TvCabo não se mostrou satisfeita com o anúncio dos anteneiros em terminarem com a transmissão de alguns canais e decidiu interpor uma acção judicial contra o Governo. Luís Almeida Pinto, advogado do Clube C&C, disse ontem à TDM que a acção vai ser entregue em tribunal em breve, porque a empresa não considera suficiente a decisão dos anteneiros em acabar com oito canais. “Continuamos a ter anteneiros que continuam a transmitir os canais. Se vão acabar com oito que são do continente e de Taiwan, há ainda muitos que continuam a pôr em causa direitos de autor e a
transmissão em exclusivo que foi concedida à TvCabo.” A alteração ao regime, diz ainda o advogado, não vem resolver o conflito. A questão de os anteneiros poderem alegadamente utilizar o sinal aberto da TDM para retransmitirem programas, como é o caso da Liga Inglesa, também não convence a operadora de cabo. “É a mesma questão. A actividade de retransmissão carece de autorização.” A TvCabo assegura que não quer que os residentes fiquem sem canais televisivos em casa, mas pede que existam taxas, fiscalização e licenças para os anteneiros da mesma forma que existe para a operadora.
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Enviado de Pequim na Síria para mediar o conflito
Calma chinesa em Damasco
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governo chinês anunciou nesta quinta-feira que o seu vice-ministro das Relações Exteriores, Zhai Jun, viajará hoje para a Síria com responsáveis do Governo desse país e “outras partes implicadas” a fim de mediar o conflito vivido no país do Médio Oriente. Zhai, que permanecerá dois dias na Síria, viaja “para impulsionar uma resolução pacífica e adequada à crise”, assinalou o porta-voz ministerial, Liu Weimin. Liu não quis confirmar se Zhai se reunirá com representantes da oposição ao regime de Bashar al-Assad, de modo semelhante quando, no ano passado, representantes do Governo chinês mantiveram encontros na Líbia com os opositores a Muammar Kadafi antes da queda do ditador. O porta-voz acrescentou que Pequim enviará na viagem oficial a mensagem que “a China desempenhará um papel construtivo na mediação”. A viagem acontece depois de Estados Unidos e União Europeia, entre outros, terem acusado a
das contra o regime de Bashar al-Assad, pelo que foram “histericamente” criticadas pelos governos ocidentais, “sedentos de petróleo e outras riquezas sírias, à imagem do que urdiram na Líbia”.
Entendimento vai tardando
China de não estar a fazer o suficiente para evitar o banho de sangue na Síria, onde as agressões terroristas contra o governo de Assad já provocaram mais de seis mil mortos. Sobre isso, o primeiro-ministro da China, Wen Jia-
bao, assegurou esta semana, na cimeira bilateral com a UE, que o seu executivo “não protegerá parte alguma, incluindo o governo da Síria”. China e Rússia vetaram recentemente uma proposta de resolução das Nações Uni-
Opositores sírios rejeitaram ontem em bloco o projecto de Constituição sobre o qual o regime conta organizar um referendo este mês, considerando que o texto contém o mesmo “espírito” da lei fundamental actual e confere “prerrogativas absolutas” ao presidente. “O regime zomba da vontade dos sírios (...) porque as condições para a realização do referendo não estão reunidas e o projecto elaborado não é legítimo”, disseram em comunicado os Comités Locais de Coordenação (LCC). O presidente Bashar al-Assad decidiu na quarta-feira organizar um referendo a 26 de Fevereiro sobre uma nova Constituição fundada sobre o pluralismo e suprimindo todas as referências ao partido Baas.
Xi Xinping EUA precisam respeitar interesse chinês na Ásia
Galhos para todos
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vice-presidente da China, Xi Jinping, garantiu a empresários norte-americanos nesta quarta-feira que a China vê com bons olhos os esforços dos Estados Unidos para afirmarem a sua influência na região da Ásia-Pacífico, mas também afirmou que Washington deve respeitar os interesses e preocupações de Pequim na sua vizinhança. Xi disse que as duas maiores economias do mundo “devem respeitar os seus interesses principais e suas preocupações”. O vice-presidente também afirmou que os dois países precisam construir a confiança e a compreensão conjunta, reduzindo a desconfiança e as suspeitas.
“NOVO COMEÇO HISTÓRICO”
Noutro tom, Xi Jinping afirmou que chegou o
momento de “um novo começo histórico” nas relações entre a China e os Estados Unidos. Os laços entre as duas potências são como “um rio que segue o seu curso” apesar dos meandros, disse. “O curso não pode ser travado nem invertido”, referiu, dando a entender que as relações entre os dois países são particularmente estreitas e garantindo que as relações sino-americanas estão de momento num “novo ponto de partida histórico”. A visita de Xi Jinping é vista por Washington como uma ocasião de lançar as bases de uma relação mais serena entre os dois países com economias intimamente ligadas, mas cujas esferas de influência são concorrentes.
Lançamento do “Shenzhou 9” para acoplar ao módulo espacial
China ganha espaço
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China lançará em Junho a nave não tripulada “Shenzhou 9” para acoplar ao módulo espacial “Tiangong 1”, com o objectivo de dar continuidade ao programa de desenvolvimento de uma base permanente no espaço, informaram os responsáveis do projecto numa entrevista dada esta quinta-feira ao portal de informação “China.org”. O objectivo da missão é criar uma estrutura canelada entre ambos os veículos, que permitirá a passagem de ar entre os dois, antes de ser usado pelos astronautas, o que não foi feito no primeiro acoplamento espacial chinês, no ano passado, “Atemperatura, humidade e a pressão serão controladas depois do ar passar entre ambas as estruturas para garantir a segurança dos astronautas que irão até o módulo na próxima missão”, detalhou Zhu Yilin, cientista do Instituto de Tecnologia Espacial da China. A “Shenzhou 9” levará para o espaço animais e sementes para fazer
experiências em condições de gravidade zero e de exposição a radiação. O próximo passo, em 2013, será o lançamento da “Shenzhou 10”, que será tripulada por dois ou três cosmonautas e acoplada ao módulo, destacou Zhu Yilin. A nave tripulada fará acoplamentos automáticos e manuais e outras experiências, para além das tarefas de manutenção do módulo.
DESENVOLVIMENTO ACELERADO
A China lançou seu último equipamento, o “Shenzhou 8”, em Novembro de 2011 e depois de duas semanas em órbita, a mesma foi acoplada à “Tiangong 1”, tornando-se a primeira nave chinesa a realizar este feito. Especialistas em prospecção espacial estimam que actualmente o nível tecnológico da China é equivalente àquele que existia nos Estados Unidos e na extinta União Soviética na década de 60, mas que está a desenvolver-se
mais rapidamente do que em Washington e em Moscovo, onde os problemas económicos e as dúvidas sobre a viabilidade do projecto travaram os seus avanços durante anos.
Cibernautas tentam salvar condenada à morte
Esquema fatal M
ILHARES de cibernautas chineses apelaram ao Supremo Tribunal do país para poupar uma mulher de 31 anos, que já foi uma das mais ricas da China, da condenação à morte. Um controverso caso de fraude despertou a simpatia de muitas pessoas por esta mulher, filha de um camponês e que enriqueceu sozinha. O caso tornou-se um assunto fundamental para os defensores da Internet na China e para aqueles que enriquecerem devido ao seu empreendimento e que vêm a sentença como muito dura. Wu Ying, presidente do Bense Holding Group de Zhejiang, foi presa em 2007 e
condenada à morte dois anos depois por um Tribunal Civil de Jinhua, onde foi acusada de ganhar ilegalmente cerca de 950 milhões de patacas entre 2005 e 2007 através de 11 pessoas que por sua vez procuravam dinheiro junto de outros investidores. Wu foi condenada por enganar os investidores em cerca de MOP 470 milhões, ao prometer lucros exorbitantes sobre dinheiro que tinha usado para comprar imóveis que se valorizavam rapidamente e itens de luxo que alegava querer vender para obter lucro. Um porta-voz do tribunal não revelou quando será entregue o veredicto final.
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Governo reavalia peso das moedas de outros países
Maria João Belchior info@hojemacau.com.mo
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ADOS publicados esta semana sobre 2011 mostram que a China está a comprar menos reservas estrangeiras. Apesar dos números continuarem a ser muito altos, a tendência que se verifica é de uma diminuição do crescimento das reservas em dólares e euros. A informação publicada pelo Banco Central mostra que 2011 foi o ano com menos aquisição de moeda estrangeira desde 2007. No ano passado o valor total chegou aos 384 mil milhões de dólares. Embora muito elevado, é um número que fica abaixo da média de 400 mil milhões que têm caracterizado os últimos anos. Actualmente a China dispõe de 3.1 biliões de dólares em reservas. Sendo o mais alto valor do mundo, começa a colocar riscos que o governo chinês está a ponderar. As informações sobre uma apreciação da moeda chinesa continuam a ser incertas. Embora enfrentando as críticas internacionais, o governo não se mostra preparado para deixar subir o valor do Renminbi.
Menos reservas estrangeiras Do lado ocidental, um euro e um dólar mais fracos deixam a China com o risco de enfrentar sacos cheios de notas com pouco valor. A instabilidade na zona Euro preocupa os analistas chineses, apesar do compromisso assumido pelo governo chinês de ajuda chinesa à Europa. Na análise do Banco Central, o abrandamento do crescimento da economia chinesa, com uma descida nas exportações e nos investimentos, deve contribuir para que em 2012 o valor do aumento das reservas estrangeiras continue a ser mais baixo que em anos anteriores. Num artigo do ano passado, a revista “The Economist” dizia que a China tinha reservas em dólares suficientes para comprar Manhattan. O valor era então de 2.85 biliões de dólares e seria, segundo a revista britânica, suficiente também para resolver a dívida externa de Espanha, Portugal, Irlanda e Grécia. E ainda
Economista defende mais investimento no fundo europeu
Semear agora para colher depois
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China devia investir entre Mop 400 a 500 mil milhões no Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), para conquistar uma “melhor posição” e “maior influência” na zona euro, defende um economista chinês citado ontem pelo China Daily. “Pode haver ainda discussões dentro do FEEF, como entre a Alemanha e a Franca, sobre a aceitação da oferta chinesa, mas a China está agora numa melhor posição”, disse Yuan Ganming, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, argumentando que a recente avaliação feita por uma agência de notação, que baixou o ‘rating’ de seis países europeus, “diminuiu a capacidade financeira da Europa”. Segundo o China Daily, Yuan Ganming defende que a China devia começar por investir 400 a 500 milhões de patacas no FEEF. “É um montante apropriado para a China e mais capital afluirá (ao EFSF) depois da iniciativa chinesa ter estabilizado a confiança do mercado”, disse aquele académico.
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Os problemas na zona euro - argumenta ainda Yuan Ganming - são “uma oportunidade para a China participar na reconstrução das instituições financeiras globais”. Na passada terça-feira, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, afirmou que a China “está pronta a aumentar a participação” nos esforços para resolver a crise da dívida soberana na zona euro, mas não precisou em que consis-
tiria a referida participação, “China e União Europeia estão cada vez mais interdependentes”, disse Wen Jiabao, numa conferência de imprensa em Pequim, com os presidentes da Comissão e do Conselho Europeu, José Manuel Durão Barroso e Herman Van Rompuy, respectivamente. A Cimeira China-UE decorreu um dia depois de a agência Moody’s ter baixado o ‘rating’ de seis países europeus, entre os quais Portugal, e ameaçado cortar o triplo A de França, Reino Unido e Áustria, por considerar que estão expostos aos “riscos financeiros e macroeconómicos crescentes que emanam da zona euro”. Os ‘ratings’ de Portugal e de Itália foram cortados em um nível, para A3 e para Ba3, respectivamente, e o de Espanha em dois níveis, para A3. No caso da Eslováquia, da Eslovénia e de Malta, a agência baixou as notas atribuídas em um nível: para A2 nos dois primeiros casos e para A3 no caso de Malta.
sobrava dinheiro. De momento, o valor ultrapassa os 3 biliões. O problema que se coloca ao governo chinês sobre tanta moeda estrangeira é sobre onde investir. O anúncio na quarta-feira feito pelo presidente do banco central, Zhou Xiaochuan sobre a aquisição de mais reservas em euros, animou os mercados. A possibilidade da China investir na dívida pública europeia e no Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) voltou a estar na agenda do diálogo da Cimeira que aconteceu em Pequim. No actual cenário de incerteza económica, as reservas estrangeiras da China vão continuar a subir este ano. No entanto, tal deverá processar-se a um ritmo mais baixo, seguindo a tendência do declínio do crescimento que entre o último trimestre de 2010 e 2011 teve uma descida de 0.6 por cento.
China deve assinar contratos recordes com EUA
Doze milhões de toneladas de soja
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MA delegação comercial chinesa assinou esta quarta-feira uma série de contractos com companhias norte-americanas para comprar cerca de oito milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos. Com outros acordos em preparação a compra de soja
aos EUA poderá atingir o valor recorde de doze milhões de toneladas. Grandes empresas chinesas como a COFCO, a maior empresa estatal de comércio de grãos do país, e a Sinograin, que administra as reservas de grãos estatais, assinaram contractos em Des Moi-
nes, Iowa, com a Archer Daniels Midland, a Bunge e Cargill, entre outras. A delegação chinesa deve assinar mais acordos de compra em LosAngeles, o que poderá elevar o montante total de aquisições para o recorde de mais de doze milhões de toneladas, afirmou Kirk Leeds, director da Associação de Soja do Iowa. A soja virá da safra colhida no segundo semestre do ano passado e da que será plantada neste semestre. O valor total de compras será de aproximadamente 47 mil milhões de patacas.
Investimento estrangeiro directo na China cai 0,3% O investimento estrangeiro directo (IED) caiu em Janeiro, 0,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou ontem o Ministério do Comércio. O IED nos sectores da agricultura e pecuária cresceu significativamente em Janeiro, enquanto que nos sectores de manufactura e serviços caiu na comparação anual, disse Shen Danyang, porta-voz do ministério. Os investimentos
provenientes dos Estados Unidos e dos países e regiões da Ásia aumentaram, enquanto que os da União Europeia diminuíram. As regiões central e oeste registaram um crescimento mais rápido do IED em comparação com a região leste. Em Janeiro, o país autorizou o estabelecimento de 1.402 empresas com investimentos estrangeiros, uma queda de 37% na comparação anual, disse Shen.
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ministra da Solidariedade Social de Timor-Leste, Maria Domingas Alves, concordou ontem com as observações da ONU sobre o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, mas disse que há questões que precisam de tempo para serem ultrapassadas. Especialistas da ONU declararam esta quarta-feira que há áreas que continuam a representar desafios para Timor-Leste, no âmbito do cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, nomeadamente no combate à pobreza, subnutrição infantil e mortalidade materna. “Não se resolvem essas questões em pouco tempo”, disse a ministra, sublinhando que são áreas em que o seu ministério tem estado a trabalhar em conjunto com o Ministério da Saúde. “Na questão da má nutrição, além da alimentação que se deve ter, o importante é também haver formação para que as pessoas possam fazer um menu mais adequado para assegurar uma boa nutrição”, disse. No combate à pobreza Maria Domingas Alves deu como exemplo o Programa Bolsa Mãe, que pretende dar às “crianças mais vulneráveis uma formação de qualidade para garantir que possam sair do ciclo de pobreza”. A ministra da Solidariedade Social de Timor-Leste, Maria Domingas Alves acrescentou que a sustentabilidade de um Estado social precisa da contribuição de todos e que os cidadãos devem ser responsáveis. “O Estado timorense é um Estado social, mas o importante é todos participarem, porque o sucesso não está na acessibilidade, o sucesso está nas pessoas sentirem que são responsáveis pelos seus actos”, afirmou. Segundo a ministra, é preciso haver cidadãos responsáveis, “não haver oportunismo e manipulações”. Maria Domingas Alves falava à agência Lusa no âmbito da conferência que começou ontem em Díli para analisar o que foi feito nos últimos dez anos no sector da protecção social. Dedicada ao tema “10 anos de desenvolvimento de programas sociais rumo à edificação de um Estado Social em Timor-Leste”, a conferência tem como principal objectivo “realizar um balanço do percurso seguido e dos progressos alcançados”, ao mesmo tempo que faz uma avaliação dos programas para a protecção social implementados pelas autoridades desde a independência. Entre 2001 e 2007, o número de pessoas que em Timor-Leste vivia com menos de um dólar por dia aumentou de 36 para 50 por cento, segundo a ONU. Em 2009, essa percentagem caiu para os 41 por cento, mas manteve-se longe do objectivo de 14 por cento estabelecido em 2004. O ODM prevê a redução da pobreza para metade até 2015.
região
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Governo de Timor diz que precisa de tempo
41% da população vive com menos de um dólar
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Coreia do Sul e EUA em manobras militares conjuntas Seul e Washington vão realizar na próxima semana um exercício militar conjunto frente à costa oeste sul-coreana no quadro de uma preparação para enfrentar eventuais ataques submarinos da Coreia do Norte, informou ontem a agência Yonhap. As forças navais da Coreia do Sul e dos Estados Unidos levarão a cabo um treino de cinco dias a partir de segunda-feira, “num conjunto de exercícios antisubmarinos no Mar Amarelo”, indicou uma fonte militar citada pela agência. Seul e Washington acordaram em Dezembro passado realizar anualmente duas manobras conjuntas para prevenir ataques submarinos norte-coreanos. As manobras da próxima semana coincidirão com um encontro, a 23 de Fevereiro, em Pequim, entre as autoridades dos Estados Unidos e da Coreia do Norte.
Ex-Presidente da Olympus preso O ex-presidente da Olympus, Tsuyoshi Kikukawa, suspeito de ter desempenhado um papel chave na ocultação das contas do fabricante japonês de equipamentos fotográficos, foi ontem preso juntamente com dois outros antigos responsáveis, revelou a imprensa nipónica. Kikukawa, de 70 anos, o seu braço direito, Hisashi Mori, de 54 anos, e o antigo gestor Hideo Yamada, de 67 anos, foram colocados sob custódia para serem ouvidos no âmbito de um inquérito sobre a ocultação de um passivo de cerca de Mop 13 mil milhões segundo as televisões NTV e TBS. Em Janeiro, a Olympus apresentou uma acção contra 19 altos quadros executivos da empresa, incluindo Kikukawa e o actual presidente Takayama Shuichi por alegada responsabilidade na fraude, a quem solicitam uma indemnização de cerca de 370 milhões de MOP.
Tailândia atenta a manobras de terrorismo
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Reforço da segurança
Tailândia reforçou as medidas de segurança nas embaixadas e nos principais locais turísticos após a detenção dos suspeitos iranianos que alegadamente terão estado na origem das bombas em Banguecoque e que preparavam um atentado contra diplomatas israelitas, indicaram ontem as autoridades. “As medidas de segurança fo-
ram reforçadas em todo o país após os incidentes”, indicou o porta-voz da polícia o general Piya Uthayo, tendo sido dada uma “atenção particular às embaixadas, locais frequentados por estrangeiros e sítios turísticos”. Dois iranianos foram presos na terça-feira e acusados na quarta-feira por uma série de explosões num bairro residencial de Bangue-
coque. Um terceiro iraniano foi detido na Malásia na quarta-feira. Segundo as autoridades, o modus operandi era similar ao dos atentados contra diplomatas israelitas na Geórgia e Índia na segunda-feira. O chefe da polícia tailandesa Phrewphan Damapong confirmou que o grupo de Banguecoque visava “diplomatas israelitas”.
Parada militar em Pyongyang Uma “gigantesca” parada militar foi realizada ontem na capital norte-coreana, Pyongyang, para assinalar o 70.º aniversário do nascimento do antigo líder Kim Jong-il, segundo imagens transmitidas pela televisão estatal e citadas pela AFP. A cerimónia serviu para demonstrar a lealdade das forças armadas da Coreia do Norte ao filho do antigo líder, Kim Jong-Un, que lhe sucedeu no poder, disse o apresentador. Kim Jong-il morreu em Dezembro, vítima de ataque cardíaco.
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entrevista
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GONÇALO LOBO PINHEIRO
Fernando Gomes, presidente do Conselho Permanente do CCP
“Encerrar consulados por causa da troika parece o anúncio do restaurador Olex”
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Comunidades Portuguesas. Dentro em breve, no final do mandato, irei lá transferir a minha posse, por cortesia.Aminha actividade profissional ressentiu-se, e a minha vida familiar foi bastante prejudicada. Tudo tem o seu “timing”, penso ser o tempo de retirar-me.
Está a terminar mais um ciclo do Conselho das Comunidades Portuguesas, vai concorrer a outro mandato? Para pertencer ao Conselho Permanente do CCP, a que presido por eleição, teria de aceitar ser candidato a conselheiro que é eleito pela sua área e só depois, e por eleição interna, pode pertencer ao Conselho Permanente do CCP. No meu caso, em princípio não pretendo continuar como membro do Conselho das
Cansaço, alguma desilusão, que balanço faz? Tive a infelicidade de apanhar uma má época, a partir de 2008. Alguma coisa foi feita e muito ficou por fazer. Na época, o propósito era um certo rejuvenescimento e até um melhor relacionamento entre o Conselho e os órgãos do poder, designadamente com a tutela que é o secretário de estado. Nesse aspecto conseguiu-se alguma coisa, pelo menos não andámos em algum conflito, o que me parece ter acontecido anteriormente. Pela minha maneira de ser, observo que as questões devem ser tratadas através do diálogo. Sem esquecer que o CCP e obviamente o seu Conselho Permanente, um género de executivo da instituição, é um órgão de consulta, não tem poderes executivos ou deli-
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SPECIALISTA em medicina física, o médico Fernando Gomes preside em fim de mandato ao Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas. Defende a criação de um consulado em Cantão, insiste no forte apoio ao deputado Pereira Coutinho, aprova a vinda de médicos portugueses para Macau e diz que a revisão justa das carreiras médicas locais ainda está por chegar.
beratórios. Damos opiniões quando solicitados e também em matérias que entendermos dever intervir e que interessem à comunidade. Em 2008 esperava que o Conselho fosse outra coisa? De maneira nenhuma, quando me candidatei sabia muito bem as competências e o raio de acção do CCP. Cada um deve trabalhar com aquilo que tem. Claro que muito poderia ter sido feito, é natural que qualquer conselheiro deseje o melhor trabalho para o órgão. Na actual composição do Conselho das Comunidades, 40% foram eleitos pela primeira vez, o que ajudou a imprimir algum novo estilo de trabalho, principalmente o não continuar em ambiente de conflito com o poder institucional da República. Tive a felicidade de poder congregar um grupo de pessoas achando que o modelo do conflito continuado não seria útil ao País nem ao nosso trabalho. Essa foi a maior dificuldade sentida como presidente do Conselho Permanente do CCP?
Provavelmente, sim. O órgão só funciona quando é tido em consideração pela tutela. Em 2008, apanhámos a crise económica, a instabilidade política, o próprio governo era assim como um governo um bocadinho a dias. Nada disso ajudou. Tivemos um primeiro orçamento bom, na casa dos 500 mil euros, para estarmos agora com um pouco acima dos 100 mil. O Conselho das Comunidades não funciona apenas nas reuniões em Lisboa, cada conselheiro trabalha individualmente na sua área geográfica, depois dentro das comissões a que pertence, até as matérias serem levadas ao Conselho Permanente. O orçamento, apesar de o CCP possuir autonomia formal, não está nas nossas mãos. As contas são apresentadas e justificadas junto a um gabinete de apoio. Também há as cativações do orçamento. Por exemplo, em 2009 a retenção foi cerca de 20%, aumentando futuramente para 30%. Muitas vezes, não é o caso de Macau, os conselheiros têm de fazer viagens de centenas de quilómetros para lhes ser possível
debruçarem-se sobre algum problema. O subsídio de deslocação, muitas vezes ínfimo, não chega para pagar um palito. O conselheiro não é remunerado, não tem salário. Neste aspecto acho isso bom. Não parece ser fácil a vida de um conselheiro do CCP... Acima de tudo, o conselheiro tem um papel altruísta. E deve manter esse papel. Agora já não se trata de ser conselheiro dos emigrantes. Eu sou um luso-descendente, português natural de Macau, de etnia macaense, não sou emigrante. Claro que tenho, como tantos outros, grande influência cultural do país onde nasci. Como há luso-descendentes com sangue tailandês, ou filipino, etc. A grandeza da luso-descendência é isso mesmo. Continua a haver escassa participação do eleitorado português residente no estrangeiro, no que diz respeito às eleições. É verdade. Ainda não se optou por uma lei que contribua para maior participação. A opção por voto presencial dificulta muitas pessoas que
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moram longe dos locais de votação. Voto por correspondência também dizem que é susceptível de haver alguma farsa. O preferível era ser encontrado um modelo que abrangesse várias hipóteses, incluindo o voto electrónico. Até pode ser um misto de várias opções. Muitos países fazem isso, por exemplo a França, a Itália, o Brasil, até as Filipinas! Porque Portugal não avança com esse melhoramento que por certo convocaria os portugueses no exterior a participarem mais activamente? Porque se continua a pensar que uma opção só serve para substituir a outra, e não uma solução abrangente, moderna e responsável, como internacionalmente se faz? Como conselheiros, já apresentámos alternativas. Aguardemos o que o secretário de estado das comunidades tem a dizer, ele anda a tentar apagar fogos por causa do encerramento de consulados. Qual a sua opinião sobre esses encerramentos de consulados? Sobre essa matéria, o CCP não foi consultado. Este é o primeiro ponto, e já peca no que toca ao chamado relacionamento institucional. Embora o secretário de estado afirme que a medida de encerramento de uma série de consulados, era um estudo que já vinha de anteriormente e que era também uma imposição da troika. Parece que a troika já vale para tudo. Até faz lembrar aquele antigo anúncio do restaurador Olex: “um preto de cabeleira loira ou um branco de carapinha”.Atroika restaura tudo! Como se a troika fosse o verniz que cobre e justifica tudo. Há suficientes consulados portugueses na China, designadamente em regiões potencialmente estratégicas? Apresentei a dois secretários de estado das comunidades, o meu ponto de vista. O actual até disse que ia pensar. Repito que há uma falta de visão, para não dizer que existe uma visão ridícula e patética. É ridículo não termos um consulado em Cantão, onde faz muito mais sentido do que em Xangai. Justifico a ideia, tal como justifiquei ao secretário de estado: O consulado português em Xangai é muito bom, muito bonito, está numa praça financeira, essas coisas todas muito agradáveis. Claro que Xangai é uma praça financeira, mas na qual o País não tem capacidade de actuar, por variadíssimos aspectos altamente concorrenciais e outros. Até pode existir esse consulado, mas isso não devia anular a existência de um outro em Cantão. Nos últimos tempos o governo português fala muito na diplomacia comercial ou diplomacia económica. É, parece um ‘guidebook’de cabeceira para os embaixadores. Macau tem sido como uma direcção de Turismo de Portugal na China, ainda por cima de forma gratuita. A tradição histó-
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rica da presença de Portugal aqui é uma atracção turística também, sem investimento português. Sobre o benefício que seria um consulado em Cantão? Cerca de 5% da população chinesa actual deve ter bens, em média, na casa dos 100 milhões de patacas. A mesma que está habituada a viajar, tem grande curiosidade por novos hábitos. O português é um viajante, mas o chinês também o é. Esta comunidade com posses, conhece bem Paris, Londres, Roma e agora estão indo para Madrid. Então os responsáveis em Portugal continuam a desconhecer este extraordinário potencial turístico e de investimento? Ou, sabendo, não são capazes de ser sensíveis a essa realidade? Não se sabe do que estão à espera, a não ser de serem mais uma vez ultrapassados. Sendo assim, parece que ainda estão sob a mentalidade antiga de que basta abanar a árvore das patacas... Esse tipo de mentalidade deita tudo a perder. Deixem para lá aquelas máximas antigas dos tais “negócios da China”. Aproveitem com bom senso esta boa relação entre os dois países. Espero que aproveitem as mais valias e consubstanciem com estes acordos estratégicos entre países. O próprio Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e Países de Língua Portuguesa tem um sustento, não somente diplomático, mas também financeiro, forte, por parte da China. Penso que Portugal não está a tirar suficiente proveito de mais esta realidade importantíssima. Por isso digo que o turismo justifica, por parte de Portugal, um investimento mínimo, basta ter um escritório e também fornecer os chamados vistos de acesso ao espaço Schengen onde Portugal está integrado. Os cidadãos chineses de Guangdong que desejem deslocar-se a Portugal, têm de viajar até Xangai, são centenas de quilómetros, o que não tem nexo e acaba por desmotivar. Depois é sempre útil o apoio diplomático que, naturalmente, leva a componente de divulgação turística, etc. O funcionamento de um consulado em Cantão, pode ter despesas reduzidíssimas que não põem em causa coisa alguma nem pagamentos de dívidas nenhumas. E as eleições locais, para a Assembleia Legislativa, interessam-lhe directamente, pensa concorrer? Apoio indiscutivelmente o Pereira Coutinho! Apoio 100%, acho que o deputado e presidente daATFPM tem realizado um trabalho excelente. Ele tem defendido Macau e os seus cidadãos. Nos últimos 4 anos trabalhei de perto com Pereira Coutinho nos assuntos relacionados com a comunidade, uma vez que ele também é
conselheiro do CCP, e posso testemunhar a sua grande competência e entusiasmo genuíno na defesa das causas justas. Já me perguntaram o que é que os conselheiros têm feito pela comunidade portuguesa. Respondo que ainda bem que não se tem notado! Pois tem sido o governo da RAEM a resolver alguns problemas sem necessidade de outras intervenções do Estado português, do consulado ou de outros. Sem esquecer que os 3 conselheiros de Macau, o Pereira Coutinho, o Armando Jesus e eu, têm feito bastante. No nosso gabinete, sediado nas instalações da ATFPM, ouvimos frequentemente um grande número de pessoas que nos apresentam vários problemas, seja sobre identificação e outras questões consulares. Lembro que não devemos ser xenófobos. Estamos aqui permitidos, a nossa grandeza também é a permissão da diferença. Custa-me ouvir que em Macau somos 3, 4 ou 5 mil portugueses o resto são pessoas com passaporte português que não sabem a nossa língua. Para nós, isso não interessa. Obtiveram a nacionalidade portuguesa são portugueses inteiramente. O que podemos é dizer que etnicamente não somos todos o mesmo, mas isso também é natural e é uma riqueza. Quem não quer ser discriminado não discrimine. Temos dado muito apoio a esses cidadãos que não dominam a nossa língua, mas que têm nacionalidade portuguesa e que por vezes sentem muitas dificuldades de acesso ao consulado, por exemplo, e outros aspectos que necessitam da nossa intervenção. Os conselheiros do CCP, ao nível das estruturas oficiais, governativas, têm sido os maiores defensores da língua portuguesa em Macau, mesmo ao
nível das nossas intervenções junto do IACM, Serviços de Saúde, Educação, sobre a falta de utilização da língua portuguesa ou, muitas vezes, o mau português utilizado. Vai integrar a lista encabeçada por Pereira Coutinho? Não, não penso nisso. Os meus 10 anos de intervenção cívica e contribuição para com a sociedade, penso que terminaram. A lista “Nova Esperança” contará sempre com o meu apoio enquanto cidadão de Macau, sem dúvida alguma. Ouve-se por vezes esta frase: “a comunidade portuguesa devia ter um representante na Assembleia Legislativa”. O que pensa deste desejo? Penso no Pereira Coutinho. Ele é português, como é sabido, e tem honrado e dignificado a comunidade portuguesa de Macau. Com a vantagem de também conhecer profundamente a comunidade chinesa, a sua língua, os seus hábitos, a sua cultura. É um cidadão altamente conhecedor das realidades e necessidades portuguesas, macaenses e chinesas. Também se ouve que a comunidade macaense deve ter um deputado a representá-la directamente. Penso que a união faz a força. As tentativas que têm sido feitas estão desgastadas. Evidentemente, não sou contra a constituição dessas listas, é um exercício democraticamente livre. Por outro lado, julgo que as comunidades lusófonas, todas elas, com poder de voto em Macau, para a Assembleia Legislativa local, devem conjugar esforços e reforçar a lista de Pereira Coutinho. Não se ganha rigorosamente nada tentar dividir. Se, porventura, alguém imagina que vai roubar alguns votos ao Pereira Coutinho, está completa e já provadamente enganado. As suas actividades como
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deputado, como conselheiro ou como dirigente associativo, provam todos os dias as suas excepcionais capacidades quanto a conhecimentos, reivindicação justa, e de esclarecida e fundamentada intervenção. Como conselheiro português, interveio a propósito de um cidadão português, residente em Macau, condenado à morte em Cantão? Comuniquei à tutela. Continuo a achar, e os outros dois conselheiros também, que a nossa intervenção enquanto conselheiros, não tem de ser de forma pública, devendo ser fora de Macau e não em Macau. Fizemos um apelo à tutela governamental portuguesa, ou junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, para que acompanhem este caso. Sabemos que existe uma lei clara, no continente chinês, para os aspectos que terão motivado a condenação. Pessoalmente, sou contra a pena de morte, mas se alguém extravasou a lei de um país, isso é um problema muito complicado. No aspecto humanitário, penso dever ser assunto entre dois estados e não de uma estrutura como o Conselho Português para as Comunidades. Como observa a alegada, há algum tempo, chegada de médicos de Portugal? Apenas ouvi dizer e já oiço isso há bastante tempo, talvez mais de meio ano. Fazem falta, a medicina em Macau precisa de médicos portugueses, são muito bem formados, marcam a diferença. Portugal também parece ter falta de médicos, e, financeiramente, o que Macau oferece não traz grandes vantagens aos profissionais vindos de muitos países estrangeiros. Este foi um dos temas que, na altura da revisão, considerei como falta de visão e coragem por parte de quem decide. Aquilo que está exigido na medicina moderna, nos dias de hoje, é o que o médico deve ganhar, nem mais nem menos. Macau é apresentada como uma região muito moderna e de futuro, portanto deve acompanhar em todas as frentes essa modernidade, incluindo, neste caso, uma competente revisão das carreiras médicas. Multiplicam-se os exemplos em Macau de médicos estarem a sair da função pública. Até a vinda de médicos da China está a retrair-se. Em termos remuneratórios não justifica. A China já não é terceiro-mundista, a medicina na China é cara quando boa. Há uma graça que por vezes se ouve: O que se pede em Macau é uma medicina com a qualidade, por exemplo, dos Estados Unidos, mas depois com cobertura quase universal em que se paga tudo, até vitaminas do tipo Brunei, com salários do Bangladesh. E o médico Fernando Gomes, também optará pela actividade privada? Não sei, não posso pedir a demissão da carreira através dos jornais. Seria indelicado. O futuro, Deus dirá.
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Fotógrafo americano mostra cães mergulhadores
Preciosidades caninas
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UNTE cães de várias raças diferentes, consiga uma câmara para fotografar debaixo de água, encontre uma piscina e atire brinquedos e outros adereços para dentro da água. Pronto, diversão e boas fotos garantidas! Isso resume o processo criativo do fotógrafo Seth Casteel, que trabalha voluntariamente ajudando cachorros desabriga-
dos a encontrar novos lares, para conseguir uma série de imagens de tirar o fôlego. Com sede em Los Angeles e Chicago, a “Photo Little Friends”, é especializada na fotografia do “estilo de vida” dos animais domésticos. O resultado do seu trabalho costumam ser inusitadas e divertidas fotografias dos animais no seu habitat natural.
Casteel, aproveita a fama que ganhou com as suas fotografias publicadas em diversas e importantes revistas, para alavancar o seu projecto social “Second Chance Photos”, onde ajuda aos animais abandonados nas ruas das cidades a encontrarem um novo lar. O ensaio completo do trabalho de Castell está publicado na página na Internet do projecto.
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Concurso de Poupança de Energia da CEM atinge novo recorde
Altira poupa o nível mais alto
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“Concurso de Poupança de Energia em Macau 2011”, organizado pela CEM e pelo Gabinete Para o Desenvolvimento do Sector Energético (GDSE), contou com diversas participações da sociedade. A União Geral das Associações dos Moradores de Macau, a Associação de Gestão Imobiliária de Macau, a Associação dos
Ave com apenas 25 gramas consegue voar centenas de quilómetros
Pequenina, mas veloz É
minúscula, canta e pesa o correspondente a duas colheres de sopa de açúcar. Mas esta ave canora é uma verdadeira maratonista dos ares. Ela cobre uma rota migratória que vai do Árctico a África, em ida e volta - uma distância de até 29 mil quilómetros. O pequeno pardal, conhecido como chasco-cinzento ou chasco-do-monte (Oenanthe oenanthe) pesa apenas 25 gramas, mas os biólogos que catalogaram o pássaro insectívoro ficaram impressionados com seu desempenho no voo. Os investigadores prenderam minúsculos localizadores em 46 aves no
Alasca e na Ilha de Baffin, no nordeste do Canadá. As aves do Alasca passaram o inverno em África antes de voltar para casa, uma viagem correspondente a cerca de 14.500 km só de ida, voando em média 290 km por dia. Os pássaros sobrevoaram a Sibéria e o deserto arábico, rumo ao Sudão, ao Uganda e ao Quénia, uma jornada que levou cerca de 91 dias na ida a e 55 dias na volta. «Estas são rotas migratórias incríveis, particularmente para aves deste tamanho», disse Ryan Norris, da Universidade de Guelph, no Canadá, à Reuters.
Aves com maiores envergaduras, tais como o cuco e o albatroz, são conhecidas pelas migrações transcontinentais que fazem, mas este estudo dá evidências de que uma ave cantora é capaz de fazer o mesmo, afirmaram os cientistas. «Considerando o seu tamanho, esta é uma das maiores migrações, ida e volta, de qualquer ave no mundo e traz à tona questões sobre como uma ave deste tamanho consegue dar conta de jornadas tão exigentes fisicamente duas vezes por ano, particularmente para os indivíduos jovens que migram sozinhos», acrescentaram.
Comerciantes de Restauração de Macau, a Associação dos Hoteleiros de Macau, a Associação dos Construtores Civis e Empresas de Fomento Predial de Macau e a Associação de Pequenas e Médias Empresas de Catering de Macau entraram na actividade, que contou com mais 15% de clientes do que no ano passado. O Concurso baseia-se na comparação da energia
eléctrica consumida pelos participantes de Junho a Novembro de 2011, com o período semelhante de 2010. O intuito da CEM é fazer desta competição uma oportunidade para chamar a atenção do público para a poupança de energia, especialmente dos participantes dos sectores de gestão imobiliária, hospitalidade e catering. A competição
tem um efeito notável na poupança de energia, diz a CEM. Este ano o valor economizado foi de 3,72GWh de energia eléctrica, o equivalente a plantar 66.961 árvores por ano. O ‘Altira Macau’ foi galardoado com o Grande Prémio ‘Conceito de Poupança de Energia’, por ter poupado a mais elevada quantidade de energia (768.120kWh).
Quatro espécies novas de camaleões descobertos
Os anões de Madagáscar U
MA equipa de investigadores alemães encontrou, nas florestas de Madagáscar, quatro espécies de camaleões anões, que poderão estar entre as espécies de répteis mais pequenas do mundo. A equipa descobriu populações de camaleões do género Brookesia. Este, encontrado apenas na pequena ilha de Nosy Hara, tem um comprimento máximo de 29 milímetros. Além da Brookesia micra, as outras espécies agora descobertas para a Ciência são a Brookesia tristis cujo habitat está ameaçado de “desflorestação severa”, apesar de recentemente ter sido declarado reserva natural –, Brookesia confidens e a Brookesia desperata.
As espécies são todas muito semelhantes e por isso os investigadores realizaram análises genéticas para confirmar que são mesmo de espécies diferentes. Todas as espécies, limitadas a territórios de pequena dimensão – num dos casos
apenas um quilómetro quadrado –, estão ameaçadas pela desflorestação. Os reptéis vivem no solo, entre as folhas. Mas à noite sobem para dormir nos ramos das árvores, onde foram encontrados pelos cientistas.
Morrem cinco crianças por minuto devido a má nutrição crónica, diz estudo
Coreia do Norte na lista E
M cada minuto que passa, morrem cinco crianças no mundo devido a má nutrição crónica, indica um relatório divulgado pela organização “Salvem as Crianças”. Segundo a AP, o documento alerta ainda que cerca de 500 milhões de crianças correm riscos de sequelas permanentes nos corpos e cérebros nos próximos 15 anos. No seu texto, a organização afirma que a morte de dois milhões de crianças em cada ano poderiam ser prevenidas se a má nutrição fosse melhor resolvida. A dimensão do fenómeno leva a “Salvem as Crianças” a argumentar que a má nutrição
crónica é uma crise escondida que afecta uma em cada quatro crianças no mundo. A fome tem caído, em termos gerais, nas últimas duas décadas, de forma acentuada, mas o “2011 Global Hunger Índex” identifica seis países com situações piores do que há vinte anos. Cinco estão em África e o outro é a Coreia do Norte. O índice revela que o Congo, o Burundi, as Comores, a Suazilândia e a Costa do Marfim têm hoje maiores níveis de fome do que em 1990. Ao contrário, o Koweit, a Turquia, a Malásia e o México foram os que conseguiram maiores ganhos contra a fome.
sexta-feira 17.2.2012
vida
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Aldeia na Índia é deslocada para dar habitat a tigres
Click ecológico
Fora da reserva E
FIM DE TARDE EM PEQUIM • Um fim de tarde com os automóveis de Pequim a entupirem uma das mais congestionadas estradas da capital chinesa. Os carros e veículos a motor são dos que mais contribuírem para a emissão de gases que provocam o aumento do nevoeiro que cai sobre Pequim.
M Umri viviam mais de 350 pessoas, mas a aldeia indiana ficava situada numa reserva de tigres. Por isso mesmo, as autoridades da Índia decidiram deslocar aldeia e população para uma nova localização, com o objectivo de melhorar o habitat dos tigres. Esta é já a segunda aldeia a ser desviada devido aos tigres. O processo terá tido a colaboração das 82 famílias da aldeia, que foram compensadas pelas autoridades com cerca de 200 mil patacas ou com uma área de terreno para construírem casas. Mas a aldeia de Umri não é a única no centro do parque. Existem mais 11, com cerca de 2500 pessoas, que se prevêem ser também desviadas. Há dez anos, eram 16 os tigres que existiam no parque. Posteriormente, o número che-
gou a reduzir-se a zero, hoje são cinco apenas. O tigre é um animal protegido na Índia. A população aumentou de 1411 para 1706 animais, entre 2007 e 2011, graças a uma política de conservação do país. Mas o número é mínimo, quando comparando com os cem mil tigres que existiam há um século. A Interpol está a realizar seminários para combater o contrabando de tigres. “Os nossos esforços para lutar contra o crime [feito aos] tigres não pode só resultar em apreensões – tem que resultar em acusações e condenações, e em penalidades fortes de modo a parar a corrente de contrabando”, disse John Scanlonm, secretário-geral da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies em Perigo, citado pela BBC News.
Foto: UPI/Stephen Shaver
Grupo de emergentes reafirmam luta contra aquecimento
Protocolo renovado
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HINA, Brasil, Índia e África do Sul reafirmaram nesta terça-feira em Nova Déli o seu compromisso de lutar contra a mudança climática e reiteraram sua “firme
oposição” à taxa imposta pela União Europeia a emissões de aviões civis. No fim da 10ª Reunião Ministerial sobre mudança climática realizada esta semana na capital
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indiana, os membros do denominado BRICS renovaram, além disso, o seu apoio ao Protocolo de Quioto. A ministra do Meio Ambiente da Índia, Jayanthi Natarajan, insistiu que este acordo é “o único modo de regular” a emissão de gases de efeito estufa à atmosfera, sendo, por isso, importante “mantê-lo vivo”. O colega chinês, Xie Zhenhua, colocou ênfase na “oposição comum” de todos os países à taxa europeia, que tributa cada tonelada de CO2 emitido pelos aviões que operam na União Europeia, e que considera que viola o multilateralismo. Além disso, os participantes mostraram o seu pesar pela decisão de retirada do Protocolo de Quioto adoptada pelo Canadá durante a última cúpula de Durban, que justificou que não poderia cumprir com os seus compromissos e manter, ao mesmo tempo, o desenvolvimento das suas petrolíferas.
Sabia que... ... as borboletas sentem o gosto com os pés?
cultura
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prensa do ZAiA não responderam às questões lançadas pelo Hoje Macau desde o dia em que foi tornado público o fim do espectáculo.
Gonçalo Lobo Pinheiro
glp@hojemacau.com.mo
O
Cirque du Soleil está a destruir todos os equipamentos circenses do “ZAiA” na sequência da sua decisão de terminar com o espectáculo do Venetian no próximo dia 19. Quem o afirma é o site Circus Technicians na sua página na Internet. Os profissionais dos bastidores vão mais longe e revelam que tipo de material se está, alegadamente, a destruir em Macau. “A lista é interminável”, dizem. “Inclui esteiras e trampolins, equipamentos de malabarismo, fatos alegóricos, entre muitas outras coisas.” O grupo de técnicos disse ao Hoje Macau que tem a garantia por uma fonte no ZAiA que foi dada ordem de “destruição de tudo”. “Temos de destruir e deitar fora o maior número de equipamento. Temos ordens para manter uma equipa com poucas pessoas e executar um cenário móvel.” Em vez do desmantelamento do material o circo com sede no Canadá “pode
ARTISTAS OU MARGINAIS?
Cirque du Soleil acusado por técnicos
Destruição de equipamentos oferecê-lo a escolas circenses e à caridade por toda a China”. “São milhares e milhares de dólares de equipamento destruído só porque sim”, acusam.
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O Circus Technicians apela ainda à ajuda das pessoas, também através do Facebook, para que se pare com a destruição. “O Cirque du Soleil é uma empresa que prega uma vida sustentável através do seu site One Drop. Façam queixas directamente no circo.”
GOVERNO A PAR DO SUCEDIDO
Jardim de Infância D. José da Costa Nunes
DIA ABERTO 18 Fev. Sábado 10:30 – 14:00
INSCRIÇÕES 2012/2013 1 a 9 de Março
Mais informações http://www.apim.org.mo/djcn/ Tel: 28533544
Ao Hoje Macau, o Circus Technicians referiu ainda que já foi enviado ao Governo liderado por Fernando Chui Sai On, via Instituto Cultural, uma missiva a relatar os factos que têm vindo a acontecer nos bastidores do
ZAiA. Para já, sem qualquer resposta. O anúncio do encerramento trouxe o “choque” para os funcionários do Cirque du Soleil que estão destacados para o ZAiA e para toda a comunidade circense em geral. “Se você estiver familiarizado com os procedimentos operacionais padrão dos circos você vai entender“, deixou no ar um responsável do site Circus Technicians. “Os circos itinerantes já reservaram todos os seus eventos para o ano, e todos devem começar as turnês a partir do final de Fevereiro,
início de Março. Isso significa que todos os artistas e funcionários do circo não tem potencialmente trabalho disponível durante este ano, ou na melhor das hipóteses cerca de 10% deles terão o que é manifestamente redutor”, explicou mais a fundo ao Hoje Macau. Para o Circus Technicians “a decisão de fechar portas devia ter sido comunicada com a devida antecedência por forma a garantir que os funcionários pudessem encontrar alternativas de trabalho depois do fim do espectáculo”. Até ao momento, o Cirque du Soleil e a assessoria de im-
Os técnicos circenses acusam também o Cirque du Soleil e o Venetian de “revistar” todo o pessoal antes de abandonarem o casino, depois dos ensaios e espectáculos. “Todos os sacos de artistas e restantes funcionários são revistados à saída do casino e se os funcionários quiserem andar à vontade no Venetian não podem, têm de ser escoltados por um segurança.” A cadeia anunciou a despedida do maior circo mundial da RAEM, depois de apresentarem uma produção incomparável na cena de teatro em Macau. Este espectáculo foi considerado inovador uma vez que abriu portas a uma nova era de entretenimento em Macau. O espectáculo “ZAiA” foi o primeiro espectáculo permanente do Cirque du Soleil na Ásia. Chega ao fim depois de três anos – desde Agosto de 2008 - com uma ocupação média nas apresentações de 40%, de acordo com o que um representante da companhia canadiana noticiou recentemente ao “Wall Street Journal”. O Cirque de Soleil começou com um grupo de 20 artistas de rua, em 1984. Hoje é uma grande organização, sediada em Montreal, no Canadá, que promove o entretenimento artístico de alta qualidade.
Ilustrador espanhol ganha prémio internacional de manga no Japão
A menina que matava gigantes O
ilustrador espanhol J.M.Ken Niimura, de origem nipónica, venceu a edição deste ano do prémio internacional de manga (banda desenhada japonesa), um galardão atribuído anualmente pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês, foi ontem divulgado. O trabalho distinguido chama-se “I Kill giants” e conta a história de uma rapariga que é perseguida na escola, assumindo um comportamento isolado em relação aos restantes alunos. No entanto, no seu mundo imaginário, a rapariga mata gigantes. Nascido em Espanha em 1981, J.M. Ken Niimura, de origem nipónica, autor de banda
desenhadas e ilustrações, tem sido nos últimos anos reconhecido com diversos prémios internacionais. Publicada em 2008 nos Estados Unidos, a obra “I Kill giants” foi seleccionada entre os 145 trabalhos a concurso. A edição deste ano contou com a participação de artistas de cerca de 30 países. O Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês criou este galardão em 2007 com o objectivo de reforçar a popularidade da banda desenhada nipónica, enfatizar a influência desta forma de narrativa na banda desenhada internacional e de aumentar a atractividade do Japão para os estrangeiro.
sexta-feira 17.2.2012
cultura
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Drummond culpa Governo por fraca promoção cultural
“Larga milhões sem qualquer plano”
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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OSÉ Drummond não esconde a insatisfação face ao papel do Governo na promoção da arte contemporânea de Macau. Defende que não há uma aposta certa na educação de arte, tanto dos interessados em seguir esta via, como do público em geral. “Falta mercado da arte contemporânea, porque o Governo ainda não teve a sensibilidade de perceber que tem de ser ele a criar esse mercado.” Sustenta também que um artista residente no território tem falta de oportunidades, para além de fraco reconhecimento, já que as pessoas não conhecem os artistas e o seu trabalho. A este nível, realça mais uma vez que o Governo é responsável por criar este interesse, além de plataformas de divulgação do trabalho dos artistas.
OPÇÃO ERRADA
José Drummond, residente há 20 anos em Macau, não acredita nas estratégias do Governo e diz que as Indústrias Criativas, projectadas há cerca de um ano, são mais uma falha de visão do poder local. “É um trabalho que não vingou nos anos 70 nos EUA, e que começa agora a ser cogitado pelos países terceiro-mundistas ou segundo-
-mundistas, como Portugal, mas não terá retorno de dividendos.” Além do mais, não acredita nesta estratégia já que a arte vai dar lugar ao design. “Passa-se a fazer produtos - como canecas e t-shirts - e um artista de arte não tem de o fazer nem vai sobreviver a fazê-lo. É tudo uma falácia.” Mais do que se opor à criação das Indústrias Criativas, acredita que não vai haver turistas que se interessem em lojas com este teor, já que “preferem gastar no ‘New Yaohon’ ou nos casinos e trazer de lá uma chapa ou um souvenir a comprar a arte de Macau.” Acusa ainda o Governo de banalizar a arte ao transformá-la em produtos massificados que distorcem o conceito cultural. “Se querem vender 5 mil canecas a uma população de 500 mil, vão estar a arranjar um ‘Museu de Indústrias Culturais’ do que não foi vendido. Quem vai querer comprar 5 mil canecas do José Drummond?” Mesmo que a arte fosse disso feita - dependente do consumismo Drummond reforça que Macau não tem mercado que permita que os objectos produzidos nesta indústria possam ser escoados.
assim indiscriminadamente para as associações mas não há qualquer plano.” Sugere que o Governo canalize algum desse dinheiro para atribuição de bolsas de estudo em artes lá fora, já que Macau não tem escola superior de artes. “Isso até pode não ser problemático, mas [Governo e instituições associadas] têm de ter a capacidade de entender que precisam de promover um serviço de bolsas coerente e justo, para as pessoas saírem para ir estudar em Hong Kong ou na China.”
HOJE MACAU
O artista acusa o Executivo de esquecer a arte contemporânea de Macau, afirmando que as indústrias criativas não são a solução.
ONDE ESTÁ A COLECÇÃO?
COLECCIONADORES DÃO RESPOSTA
A solução para o problema da fraca divulgação da arte contemporânea, aponta Drummond, está na criação de mercado e só os coleccionadores podem sensibilizar o público para coleccionar. E, com alguma esperança, acrescenta que “há pessoas que coleccionam arte em Macau porque gostam verdadeiramente, por isso ainda não estamos longe disso, do coleccionismo tal como é praticado lá fora”. Na sua perspectiva, quem se interessa por arte é porque tem esse gosto e pensa na arte, a nível
comercial, como um investimento. Por outro lado, a arte de Macau talvez não ganhe esse estatuto porque, acrescenta, não há artistas novos que se dediquem em exclusivo à sua arte. “O artista precisa de gastar dinheiro, precisa de tempo, na teoria devia dedicar-se exclusivamente à sua arte, o que não acontece em Macau.”
INVESTIR EM BOLSAS
No que toca à promoção de arte contemporânea, Drummond quer
que o Governo incentive os privados a abrir galerias, para cativar coleccionadores e público. “A divulgação tem de ser privada e não governativa, o que demora, mas o Governo não está para esperar, pois não tem uma perspectiva a longo prazo.” De outro modo, também acusa o Executivo de não ter um plano definido e de mudar constantemente de opinião. “O Governo vai largando uns milhões de patacas
“A noção que tenho é que o Museu de Arte de Macau (MAM) pouco comprou e o que comprou foi arte do mais clássico.” Drummond questiona-se sobre o trabalho feito no MAM, a vários níveis. “Devia ter uma boa colecção de arte contemporânea chinesa porque isso também faz parte da educação do público.” Vai mais longe e refere que Macau se tornou num pólo turístico de arte clássica, dando o exemplo do Grand Emperor, que ostenta um coche e barras de ouro à entrada. “Isto é o kitsch mais aberrante que se faz em Macau, do mais foleiro e piroso que há. Uma ostentação do Falso, nada disto é real. Isto é um parque temático.” O artista, que tem privilegiado as vertentes de vídeo e fotografia, nos últimos 10 anos, vem negar que isto seja defender a tal evocada herança cultural que Macau pretende alcançar. “Não podemos ter bons artistas quando os artistas estão a ser contaminados por coisas falsas. É da competência do governo impedir que estas coisas se façam. Tudo isto é culpa do governo.”
Novas exposições a caminho José Drummond apresenta na exposição conjunta dos Artistas do Delta do Rio das Pérolas uma das suas obras fotográficas da série “The Ghost”, no Antigo Tribunal de Macau até ao fim do mês. No mesmo local, vai inaugurar no dia 15 de Março uma exposição que irá incluir artistas contemporâneos chineses e outros dois artistas de Macau. Vai repor os trabalhos da série “The Storyteller” e a instalação videográfica “The Performer”. O artista destaca a importância desta exposição no território face à possibilidade de “contacto com artistas de Pequim, proporcionando ainda que um comissário importante
de Pequim olhe para os artistas de Macau”. Mas é em Abril que vai inaugurar a sua primeira exposição a solo em Pequim. “Vai coincidir com a Feira de Arte de Pequim e terá lugar na sede da Art for All em Pequim.” Um projecto que foi falado há dois anos e que agora se mostra como uma oportunidade aliciante e bastante motivadora, na opinião do artista. “É uma oportunidade bastante interessante expor num dos maiores centros artísticos mundiais e num dos mais fortes a nível comercial.” Nesta exposição vai apresentar trabalhos ainda desconhecidos do público, já que além do “The Performer”,
fotográfico, vai mostrar as novas fotografias da série “The Ghost” e “The Winker” que se pretendem integrar na nova “Spellbound”. Estes trabalhos mostram uma clara alusão à indústria cinematográfica, mas o autor esclarece que apenas pretende pegar nas identidades por detrás dos títulos. Vai privilegiar acima de tudo a vertente misteriosa, que potencia diferentes significados. Drummond não esconde a curiosidade sobre as reacções em Pequim à sua exposição “porque é um ocidental que, apesar de ter criado a sua arte na China, mostra sempre a visão de quem já viveu noutro contexto cultural”.
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desporto
Leverkusen vai leiloar camisola de Messi O director desportivo do Bayern Leverkusen, Rudi Voeller, pretende confiscar a camisola de Messi, obtida após a derrota (1-3) na primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Michal Kadlec (marcou o único golo da sua equipa) terá trocado a sua camisa com o jogador do Barcelona no final do encontro. “Posso garantir que Kadlec vai vender a camisola de Messi em leilão e o dinheiro irá para uma instituição de caridade”, garantiu Rudi Voeller. Uma acesa troca de palavras entre os jogadores a caminho do balneário terá provocado este mal-estar. A segunda mão joga-se em em Barcelona, a 7 de Março.
Berlusconi anuncia que voltará a presidir ao Milan a pedido da filha Silvio Berlusconi anunciou que vai recandidatar-se à presidência do Milan graças à insistência da filha, Barbara. “Quem sabe já na próxima assembleia”, afirmou Il Cavaliere, proprietário do clube milanês e antigo primeiro-ministro italiano, após o jogo com o Arsenal. “A minha filha está a pressionar-me nesse sentido e não creio que possamos dizer que não a uma filha. Esperemos que os adeptos ainda me queiram. E também os jogadores, pois antes era um pai para eles. Agora serei um avô”, notou Berlusconi.
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sexta-feira 17.2.2012
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China Quatro árbitros condenados a penas de prisão
Futebol chinês viciado
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UATRO árbitros de futebol chineses, entre os quais Lu Jun, o mais conceituado do país, foram ontem condenados a penas de prisão entre os três e os sete anos por viciação de resultados. Lus Jun, que esteve presente no Mundial de 2002 e nos Jogos Olímpicos Sydney de 2000, e era conhecido pelos adeptos como “apito de ouro”, foi condenado a cinco anos e meio de prisão e ao pagamento de uma multa de 980 mil patacas, por manipulação de resultados em oito partidas. Huang Junjie, Zhou Weixin e Wan Daxue, os outros três árbitros condenados num mediático julgamento que decorreu em Dandong, foram punidos com sete, três e seis anos de prisão, respectivamente, por manipulação em vários jogos, alguns dos quais internacionais.
Em tribunal, Huang Jungie confessou ter sido subornado para viciar, em 2007, o resultado do encontro amigável entre o Manchester United e o Shenzhen FC, garantindo que o clube chinês não teve conhecimento dessa tentativa.
Zhou é conhecido por em 2004 ter sido responsável pelo facto de o Beijing Guo’an – actualmente treinador por Jaime Pacheco - ter abandonado um jogo por suspeitas de viciação de resultados. Os tribunais condenaram
também a penas de prisão vários responsáveis da Superliga de futebol, entre os quais o director Lu Feng, por dar e receber subornos. Os julgamentos contra altos quadros da federação chinesa de futebol e árbitros, acusados de viciação de resultados e apostas ilegais começaram a 19 de Dezembro do último ano. Em 2009, as autoridades chinesas lançaram uma campanha contra a corrupção que durante anos imperou na liga chinesa de futebol, que segundo muitos adeptos contribuiu para a diminuição de qualidade da competição. Os escândalos no futebol – o desporto com mais adeptos no país – levaram a televisão estatal a deixar de emitir jogos da Liga devido ao desinteresse dos telespectadores e à falta de patrocinadores.
sexta-feira 17.2.2012
desporto
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Jovens de Hong Kong jogam râguebi em Macau
Há quase dois anos no comando do Sun Hei, Ricardo Rambo é finalista de torneio em Hong Kong que qualifica campeão para a Liga dos Campeões da Ásia
50 jovens jogadores do Clube de Râguebi de Sandy Bay de Hong Kong deslocam-se a Macau para vários jogos amigáveis com os “Bats” de Macau, que decorrem amanhã. Cerca de 80 membros do clube vêem ao território, enquanto 100 crianças deverão participar nos jogos. “A secção de mini-rugby tem crescido bastante nos últimos anos e o nível de râguebi praticado é competitivo”, disse Luís Herédia, presidente do Clube de Râguebi de Macau.
Igor Castello Branco Globo Esporte
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EM nome de herói e uma missão: classificar o Sunray Cave JC Sun Hei, equipa da primeira divisão de Hong Kong, para a Liga dos Campeões asiática. Essa é a meta do técnico brasileiro Ricardo Rambo (“nome de baptismo, e não alcunha”, explica), que há mais 13 anos vive na Ásia e actualmente comanda o Sun Hei, equipa patrocinada pelo actor chinês Jackie Chan e quinto colocado do campeonato local com 17 pontos. Em Hong Kong - uma pequena região administrativa especial da China -, o gaúcho Rambo é referência. O ex-defesa-central do Santos, Internacional e Náutico encerrou a sua carreira como jogador no futebol em 2006, defendendo o Happy Valley de Hong Kong. E foi exactamente nessa equipa que iniciou a sua trajectória como técnico. Depois de passagens por Rangers, South China e TSW Pegasus, assumiu o comando do Sun Hei há quase dois anos. “O Casemiro Mior, meu extécnico no Colorado, estava a trabalhar no South China em 1998 e convidou-me para actuar na equipa. Lá fiquei um ano e depois defendi outras equipas chinesas, além de ter uma passagem também no Líbano. Ao retornar para a China fui convidado pelo presidente do Happy Valley para ser jogador e assistente técnico do clube. A idade já estava a chegar, tinha o interesse de me tornar treinador e dei inicio à minha preparação para o cargo com cursos no Brasil e na Inglaterra. Hoje estou muito feliz no Sun Hei”, lembrou Rambo, em entrevista ao Globo Esporte. Agora, seguindo um novo caminho, o técnico está a despontar no futebol asiático e já acumula títulos. Mas um em especial pode ser conquistado pelo brasileiro no próximo dia 18 de fevereiro, quando o Sun Hei enfrenta o South China, na final da Shield Cup, torneio que qualifica o campeão à Liga dos Campeões da Ásia. “No futebol de Hong Kong, temos o campeonato, que se equivale ao Brasileirão. No decorrer do ano, também existem três copas a serem disputadas: Shield Cup, FA Cup e League Cup. Entre campeonatos e copas, fui campeão da Primeira
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Um pedido de casamento que podia ter corrido mal
Com nome de herói, brasileiro treina equipa de Jackie Chan e brilha na Ásia
Rambo de Hong Kong Divisão e da League Cup com o South China na temporada 2007/2008; ganhei as três copas na temporada seguinte com o TSW Pegasus e, em 2009/2010, venci de novo a FA Cup. Agora pelo Sun Hei, sonho com uma vaga na Liga dos Campeões da Ásia, mas para isso precisamos ser campeões da Shield Cup.”
STALLONE VS JACKIE CHAN
Esbanjando bom humor, o treinador revelou algumas situações engraçadas que ocorreram em função da semelhança do seu nome com o do herói do cinema protagonizado por Sylvester Stallone (e que não foi homenagem ao personagem do cinema inspirado em um livro publicado em 1972, um ano depois do nascimento do Rambo brasileiro). “O meu nome de baptismo é José Ricardo Rambo. As pessoas sempre acham que Rambo é alcunha. No curso que fiz em Inglaterra para técnico, ficaram surpresos em saber que é meu sobrenome. E sempre existem as brincadeiras: Rambo, onde está a faixa? Achei que você era mais forte! Quando será seu novo filme?” Apesar de não ter conhecido Stallone, o brasileiro teve através do futebol a oportunidade de ter um encontro com um dos actores orientais de maior sucesso na história de Hollywood: o chinês Jackie Chan. Nesta temporada, a equipa comandada por Rambo, antes so-
mente chamada de Sun Hei, mudou o seu nome para Sunray Cave JC Sun Hei, devido ao patrocínio da empresa Sunray Cave e do Grupo JC, cujo dono é Jackie Chan.
ECONOMIA CATAPULTA FUTEBOL
O poderio económico da China, uma das cinco nações consideradas emergentes ao lado de Brasil, Rússia, Índia e África do Sul, chama a atenção do mundo. Mas esse crescimento não se limita apenas ao sector financeiro e abre novas perspectivas para o futebol no país. Esse novo capítulo da história do desporto parece agradar ao brasileiro, que analisa o futebol de Hong Kong. “Inicialmente, preciso deixar claro que o campeonato chinês e o campeonato de Hong Kong são distintos. A China atravessa um bom momento económico e ainda vai crescer muito no cenário desportivo. No entanto, no futebol de Hong Kong, a possibilidade de crescimento pode ocorrer num futuro não muito próximo, pois os
investidores concentram-se apenas em uma ou duas equipas e não num todo.” Com propriedade no assunto, Rambo também criticou as condições de trabalho no futebol local. Segundo ele, os problemas de estrutura dos clubes são recorrentes. “Por exemplo, alguns clubes daqui ainda não possuem sede própria. Por possuirmos apenas dez equipas no campeonato local, a organização deixa muito a desejar e isso dificulta o trabalho do treinador. Mas agora a Federação de Hong Kong está a dar um passo importante: criou o projecto Phoenix para promover bons investimentos com o objectivo de elevar o nível profissionalismo.”
APROVEITAR A POPULARIDADE DO FUTEBOL
Outra situação evidenciada pelo treinador gaúcho é o índice de popularidade que o futebol tem na região. “Posso dizer que corrida de cavalos é o desporto mais popular aqui, pois gostam muito de apostas. Diria que o futebol vem em segundo lugar e depois o ténis. O futebol daqui sofre muita influência do Campeonato Inglês até pelo facto de Kong Hong ter sido colónia inglesa. Há pouco tempo, dois astros do futebol britânico jogaram aqui: o Nicky Butt, ex-Newcastle, e o Kezman, ex-Chelsea. Ambos atuaram pelo South China.”
Correu bem mas podia ter corrido muito mal. Matt Grevers, nadador olímpico, resolveu pedir a sua namorada em casamento no cenário perfeito. É que Annie Chandler, tal como o atleta norteamericano, também é nadadora. Matt Grevers aproveitou então o Grande Prémio do Missouri para a surpresa. Para isso, pediu à organização do evento para que fosse a sua namorada, Annie Chandler a entregar as medalhas no final da prova. Ora, para que tudo corresse bem, Grevers teria de chegar ao pódio. Perfeito, perfeito era mesmo vencer a prova. Assim aconteceu. Motivação a dobrar, a sorte que protege os audazes e, no final, tudo correu bem.
Duatlo Sérgio Silva suspenso seis meses devido a doping
O atleta português Sérgio Silva, campeão do mundo de duatlo em 2011, foi suspenso por seis meses pela União Internacional de Triatlo devido a ter acusado doping nos mundiais de Gijón. O duatleta acusou o consumo de demethypentilamina, substância proibida pela Agência Mundial Antidoping e que também é conhecida por methylhexaneamina. Sérgio Silva já recorreu e viu o painel antidoping da União Internacional de Triatlo concordar que o português “tomou a substância inadvertidamente, sem intenção de melhorar o desempenho” mas que ainda assim deve julgar o atleta “pelos mesmos padrões de todos os outros”.
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futilidades
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[ ] Cinema
Cineteatro | PUB I LOVE HONG KONG 2012 [B] FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Gai Chung Com: Eric Tsang, Teresa Mo 19.30
SALA 1
SALA 3
CONTRABAND [C]
WAR HORSE [B]
Um filme de: Baltasar Kormákur Com: Mark Wahlberg, Kate Beckinsale, Ben Foster, Giovanni Ribisi 1430, 16.30, 19.30, 21.30
Um filme de: Brad Peyton Com: Vanessa Hudgens, Dwayne Johnson 19.15
Um filme de: Josh Trank Com: Dane Dehaan, Michael kelly 14.130 16.00, 17.45, 21.30
[Tele]visão TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 16:00 Cerimónia de Imposição de Medalhas e Títulos Honoríficos do Ano de 2011 18:30 That 70\’s Show (Que Loucura de Família) 19:00 TDM Talk Show (Repetição) 19:30 Amanhecer 20:35 Telejornal 21:00 Ásia Global 21:30 Desperate Housewives (Donas de Casa Desesperadas) 22:15 Passione 23:00 TDM News 23:30 The Horse Wisperer (O Encantador de Cavalos) 02:15 Telejornal (Repetição) 02:45 RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Couto & Coutadas 15:15 Poplusa 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Portugal de Negócios 17:30 Vida Animal em Portugal e no Mundo 17:45 Grandes Histórias – Toda a Gente Conta 19:00 Estado de Graça 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Ler +, Ler Melhor 22:15 Prova dos 3 22:45 Portugal no Coração ESPN 30 13:00 2011 14:00 14:30 15:00 17:00 17:30
Samsung Beach Soccer Intercontinental Cup Winter Heroes Special Moments Of Sydney 2000 Power Snooker 2011 Highlights ABL 2012 Weekly H/L Global Football 2011
18:00 19:30 20:00 20:30 21:00 21:30 22:00 22:30 23:00 23:30
PBA Tour - PBA Chameleon Open (LIVE) Sportscenter Asia 2012 Football Asia 2011/12 Spirit Of London Winter Heroes Special Moments Of Sydney 2000 Sportscenter Asia 2012 Football Asia 2011/12 Spirit Of London Los Angeles 1984
STAR SPORTS 31 13:00 Rolex FEI World Cup Jumping 2011/12 14:00 Asean Basketball League 2012 Bangkok Cobras vs. Indonesia Warriors 16:00 2012 FIM X-Trial World Championship 17:00 2012 FIM Ice Racing World Championship 18:00 Ocean Thunder - Pro Surf Boat Series 2011 19:00 HSBC Sevens World Series 2011/12 21:30 (LIVE) Score Tonight 2012 22:00 Spirit Of London 22:30 FA Cup 2011/12 Preview Show 23:00 World Tennis Charity Invitation 2012 Caroline Wozniacki vs. Victoria Azarenka HBO 41 12:00 14:05 15:30 17:30 20:00 22:00 23:35
Batman & Robin Orange County Blue Crush 2 The Firm Valentine’S Day Resident Evil: Afterlife Going The Distance
CINEMAX 42 12:45 14:15 16:00 17:40 19:40 21:45 22:00 23:30
Best Of The Best 4 Robocop The Bedford Incident Harper Wolf Epad On Max Xiii Sniper: Reloaded
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA
HORIZONTAIS: 1-Guardam bem na memória. Cada um dos caracteres do abecedário. 2-Nome do homem. Nome de mulher.O. m. q. vale. 3-Relativo à taxidermia. 4-Semelhança. Apelido. Hélio (s.q.). 5-Trabalho. Registos, escrituras. 6-Deus dos Maometanos. Pequeno poema cantado pelos jograis na idade Média. 7-Sem mistura, pura. Cada um dos frutos que formam o cacho. 8-Aprovado (abrev.). Orar. Existes. 9-Servem de modelo. Feiticeiras. 10-Cheiro desagradável (Bras.). Preceptora. Visitado. 11-Vestuário de meulher. (pl.). Argumentos, temas. VERTICAIS: 1-Desastroso. Cartas celestes. 2-Causara ira a. Espaço de tempo. 3-19 (rom.). Balção onde se servem bebidas. Desocupa, afasta-se. 4-Tornara incomunicável ou solitário. 5-Avaliara a medida. Espécie de avestruz (pl.). 6-Substância preparada pelas abelhas. Esquadrão. 7-Relativo a fantasma (Poét.). Condutor de palanquim na India. 8-Fúnebre. 9-Televisão Indepedente (sigla). Mulher solteira já de certa idade. Bebida alcoólica. 10-Abre fendas.Orvalho congelado. 11-Planta liliácea de suco amargo. As partes difíceis de um empreendimento (Fig.).
SOLUÇÕES DO PROBLEMA HORIZONTAIS: 1-FIXAM. LETRA. 2-ARI. EMA. VAL. 3-TAXIDERMICO. 4-AR. SILVA. HE. 5-LABOR. ACTAS. 6-ALA. LAI. 7-MERA. A. BAGO. 8-AP. REZAR. ES. 9-POSAM. MAGAS. 10-ACA. AIA. IDO. 11-SAIAS. LEMAS. VERTICAIS: 1-FATAL. MAPAS. 2-IRARA. EPOCA. 3-XIX. BAR. SAI. 4-A. ISOLARA. A. 5-MEDIRA. EMAS. 6-MEL. AZ. I 7-LARVAL. AMAL. 8-E. MACABRA. E. 9-TVI. TIA. GIM. 10-RACHA. GEADA. 11-ALOES. OSSOS.
Pu Yi
CHRONICLE [C]
Su doku [ ] Cruzadas
Ao contrário dos empresários, que mesmo quando são maus mexem-se para pôr dinheiro no bolso, o mundo das artes está cheio de espécimes cuja tendência para a preguiça parece aumentar na directa proporção do seu ego. Como se estarem numa área que se pressupõe criativa fosse um livre-trânsito para merecerem a adulação e todos os apoios financeiros imagináveis. Um mundo de infinitos direitos, onde os deveres ficam a cargo da inspiração. E esta, em muitos casos crónicos, não só está por aparecer como nem se vislumbra a sua chegada. Em Macau, o cenário é perfeito para os artistas triunfarem. Por um lado há dinheiro com fartura, por outro existe um Governo ansioso por mostrar que investe em mais do que o jogo. E apoiar as artes, mesmo que o governante faça de boi e o artista de palácio, causa sempre excitação adolescente a qualquer político. Infelizmente, este quadro idílico tem um senão: o êxito artístico só é garantido se houver vontade de trabalhar. Sim, essa coisa aborrecida de descer do trono, onde a plebe deveria rodear o artista em êxtase, e tratar de papéis, contactos, elaboração de projectos, apresentação de ideias... enfim, suor. Também há quem sue e não vá a lado algum, é certo, mas já se sabe que talento dá jeito nesta história. E atitude, porque essa coisa de esperar que venha o Governo e resolva tudo é muita Europa do Sul. Com os resultados que, por exemplo, Portugal está agora a conhecer. Contudo, não me confundam com este discurso, estou 100 por cento ao lado dos artolas. Por mim, a preguiça é um direito inalienável. Miau para vocês, que tenho de ir para a minha quinta sesta do dia.
JOURNEY 2: THE MYSTERIOUS ISLAND [3D] [B]
SALA 2
Aqui há gato ARTISTAS E ARTOLAS
Um filme de: Steven Spielberg Com: Jeremy Irvine, Emily Watson, David Thewlis 14.15, 16.45, 21.00
LIFE • Keith Richards
Já apelidada de Santo Graal das biografias de estrelas de rock, Life foi celebrado como um fenómeno incrível: mais de um milhão de cópias vendidas em menos de um ano. Em Life, Keith revela-nos os seus excessos e fragilidades, mas também todo o seu sentido de humor e coragem. Desde música, sexo, drogas, a lutas de facas, pouco fica por contar neste seu relato entusiástico e vibrante que nos revela os bastidores da maior banda de rock do mundo, os Rolling Stones: o seu nascimento, a passagem de Brian Jones pela banda, as rusgas policiais, os problemas com a lei, a conturbada relação de Keith com Mick Jagger, e a verdade acerca de todos os boatos e mitos que rodeiam uma das mais carismáticas figuras musicais de todos os tempos.
DUBLINESCA • Enrique Vila-Matas
Samuel Riba considera-se o último editor literário e sentese perdido desde que se retirou. Um dia tem um sonho premonitório que lhe indica claramente que o sentido da sua vida passa por Dublin. Convence então uns amigos para irem ao Bloomsday e percorrerem juntos o próprio coração do Ulisses de James Joyce. Neblina e mistério. Fantasmas e um humor surpreendente. Enrique Vila-Matas regressa com um romance que parodia o apocalíptico ao mesmo tempo que reflecte sobre o fim de uma época da literatura. Um romance deslumbrante, aberto às mais diversas leituras, uma verdadeira prenda povoada de surpresas. Simplesmente genial. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
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Uma tragédia chamada BCP José António Saraiva in Sol
A
história recente do BCP ilustra bem a desgraça que tem sido ultimamente o nosso fado. O BCP foi o primeiro banco privado a surgir em Portugal, depois das nacionalizações de 1975, e inaugurou uma nova era. Entrávamos no tempo em que os capitalistas e os banqueiros deixavam de ser perseguidos para serem bem-vindos. Portugal tornava-se um ‘país normal’ (depois de uma longa ditadura e de uma transição difícil para a democracia) e parecia ir entrar numa trajectória irreversível de progresso. O poder político acompanhava esse movimento: Aníbal Cavaco Silva, na chefia do Governo, impulsionava a economia pública e lançava um plano de privatizações. Aproximava-se o tempo do oásis. O BCP teve um sucesso imediato: mostrando um dinamismo até aí desconhecido, atraiu poupanças, conseguiu bons clientes e tornou-se um fenómeno de moda, não tardando a comprar outros bancos (como o poderoso Banco Português do Atlântico) e criando novas marcas (como a Nova Rede). As suas acções não paravam de se valorizar. E o seu dinamismo contrastava com a lentidão e inércia da banca pública: o número de balcões crescia todos os meses e a sua influência também. Era a sociedade civil a funcionar em pleno. Tudo pareceu caminhar sobre rodas até 2005 – altura em que Jorge Jardim Gonçalves cedeu a presidência a Paulo Teixeira Pinto. Embora este fosse uma escolha pessoal do fundador, cedo se iniciaram os rumores de que haveria uma guerra entre os dois. E com o tempo começaram a formar-se dois campos: de um lado os apoiantes de Jardim, do outro os partidários de Teixeira Pinto. E entre estes emergiu um homem que se revelaria um autêntico troublemaker: Joe Berardo.
Dando sucessivos tiros no estômago, começou a fazer acusações de fraude à administração, foi para as televisões denunciar a existência de escândalos e clamou pela intervenção das autoridades – mergulhando o BCP num clima terrível. A Justiça interveio – e, segundo a imprensa, teria detectado irregularidades na gestão. Conheço pessoalmente Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto, e ambos me parecem pessoas sérias e rigorosas. Também conheço Filipe Pinhal, que pertenceu à administração de Jardim e depois sucedeu a Teixeira Pinto – e que também é um homem sério e rigoroso.
Esta história coloca-nos perante uma questão angustiante: como iremos nós relançar a economia, que depende essencialmente da iniciativa dos privados, com uma classe empresarial tão débil? Para já, a nossa esperança reside no capital estrangeiro. Se algum deles cometeu alguma irregularidade – o que para mim não é claro –, resta saber em que condições o fez e com que objectivos. Mas isso não é o mais importante. O importante é que, da guerra sangrenta que se instalou no maior banco privado português, resultaria uma catástrofe para as finanças e para a economia do país. Após assembleias-gerais fratricidas onde se fizeram acusações terríveis, os accionistas acabaram por convidar para gerir o BCP a equipa que geria a Caixa Geral de Depósitos, a qual integrava os socialistas Carlos Santos Ferreira e Armando Vara. Não sei se foi José Sócrates quem deu esta ordem – ou se foram os accionistas que, assustados, decidiram pôr amigos de Sócrates à frente do banco para agradar ao
todo-poderoso primeiro-ministro e obter facilidades do Governo. O certo é que, como escrevi na altura, isto correspondia à nacionalização do BCP – e ao fim do sonho que tinha dado vida ao projecto. Alguns acusaram-me na altura de ser catastrofista – mas, como se veio a provar, limitei-me a fazer uma previsão certeira. Actuando como um banco nacionalizado, o BCP perdeu dinâmica, envolveu-se nalguns negócios duvidosos e entrou em queda livre. As acções que em 2005 valiam 2,5 euros caíram para os 0,10 (ou seja, 25 vezes menos). Foi o descalabro. A história triste do BCP ilustra o principal problema do país: a impotência da sociedade civil. Por um momento, ela pareceu capaz de triunfar – mas a mediocridade, a intriga, a mesquinhez e a irresponsabilidade impuseram-se ao dinamismo dos fundadores. Com a queda do BCP recuámos 20 anos – até ao ano em que alguns sonharam fazer um grande banco privado a partir do zero. E vimos como a mistura da política com os negócios acaba normalmente muito mal: os accionistas do BCP, ao aceitarem pôr à frente da instituição uma equipa de gestores próxima do poder político, deram um péssimo exemplo de como deve actuar a iniciativa privada. E a inépcia da iniciativa privada é o principal motivo do nosso atraso. Com gente assim, que às primeiras dificuldades se deixa abater, é muito difícil um país andar para a frente. Esta história coloca-nos perante uma questão angustiante: como iremos nós relançar a economia, que depende essencialmente da iniciativa dos privados, com uma classe empresarial tão débil? Para já, a nossa esperança reside no capital estrangeiro. Mas, até para isso, temos de ter muito juizinho: porque se a imagem de Portugal lá fora se deteriorar, ninguém apostará aqui. Temos de cumprir os compromissos e mostrar que os portugueses não são tão maus como se diz. A alternativa seria a bancarrota.
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Jorge Rodrigues Simão
perspectivas
Globalização ao revés “The middleman, a separate and before long a very frequent figure, was the man of the future.” The Wheels of Commerce (Civilization and Capitalism: 15Th-18th Century -Volume 2) Fernand Braudel
C
OMPRAR num mercado para vender em outro, com lucro, quando existe maior concorrência em ambos; observar não apenas as alterações ocasionais da procura, mas as mudanças muito maiores e mais frequentes na concorrência e na oferta são condições necessárias na arte de comerciar. A procura tem a capacidade de adquirir de outros provedores, e para a satisfazer é necessário agilidade e decisão rápida, tanto na quantidade como na qualidade de cada espécie de produtos, dadas as circunstâncias próprias dos mercados. É uma espécie de guerra em que os actos comerciais mudam continuamente, e com dificuldade podem ser conduzidos com sucesso, como explica Adam Smith, em “A Riqueza das Nações”. Numa longa espera na fila da emigração chinesa de entrada em Macau, um simpático e bem apresentado africano, revelou o segredo do seu sucesso como homem de negócios. Possuindo apenas um telemóvel e uma promessa de dinheiro do tio, um nigeriano fez algo que o governo do seu país, que é o mais populoso de África, tem tentado fazer há décadas, que é o de levar electricidade a toda a população. Não era uma questão de tecnologia, pois não é inventor ou engenheiro, e os seus conhecimentos sobre problemas eléctricos onde vivia, nada tinham a ver com fantasias de energia fotovoltaica ou turbinas para aproveitar o “harmatão”, que é um vento quente e seco que sofra na África Ocidental, de Dezembro a Fevereiro, ou quaisquer outras fontes alternativas de energia. Ao invés a mais de sete mil quilómetros de distância, num país em que não entendia praticamente uma palavra, fez o que é usual nos comerciantes; celebrar um acordo, pelo qual, contratou uma empresa chinesa para fabricar pequenos geradores com a marca do nome do tio, e posteriormente enviou para a Nigéria. Nunca quis ser um comerciante no sector da energia. Foi para Guangzhou, em 2005, com um visto de turista que lhe conferia o direito a permanecer trinta dias. Mas, como a maioria não foi como turista. Foi com mil dólares em notas, e o sonho de ser comerciante. Teve um começo difícil, pois não conhecia ninguém, nem falava o cantonense. Alugou um quarto num hotel barato, no bairro de Sanyuanli, a três quilómetros da Estação Central dos Caminhos-de-ferro, e mal saía de casa, excepto para comprar
comida num restaurante próximo. Quatro meses após essa aventura comercial, com saídas ao exterior para renovação dos vistos, em que ia iludindo os serviços de migração dos países ao redor, transformada numa prática delinquente normal, surgiu a sua primeira grande oportunidade de praticar um acto de comércio global. Investiu o pouco que tinha num negócio mal aconselhado de comércio de computadores portáteis, perdendo tudo, pelo que teve de fazer algo em atitude de desespero. Tinha reparado que muitos comerciantes africanos iam regularmente a dois centros comerciais, que se tinham especializado em vender roupas com desconto. Foi a esses centros comerciais, mercados de exportação de Cannan e Tianen, no outro lado da rua, podendo mover-se facilmente e ofereceu os seus serviços a vários comerciantes africanos que se encontravam no local. Se lhe pagasse cada um, uma parte da alimentação e alojamento, e alguns “Kwai”, que na gíria chinesa significa alguns dólares, ajudaria a organizar as suas negociações de comércio. Iniciou a sua actividade então, no mercado de auto peças em Nnewi, uma cidade no Leste da Nigéria. Nada entendia sobre o comércio de roupa, mas sabia por experiência, que vender e comprar são actividades distintas, e sabia que o lucro viria do aumento entre as duas. Aprendeu com o tempo, um pouco de contabilidade criativa, e que podia trabalhar com um pequeno lucro extra em cada transacção. Atraiu suficientes compradores africanos, alguns dos grandes vendedores de vestuário chinês, que lhe propuseram um novo tipo de remuneração; sempre que os seus clientes da Nigéria comprassem numa das suas lojas, o comerciante pagar-lhe-ia uma comissão. Passou a ganhar dinheiro de cada uma das partes na transacção. Paulatinamente, a situação foi-se estabilizando e voltou ao negócio que melhor conhecia, a compra e venda de auto-peças e máquinas. Os negócios foram-se tornando mais volumosos, por vezes cada um no montante equivalente a 150 mil dólares. Regularmente, envia navios cheios de contentores para a Nigéria, e em vez de um centavo, recebe 2 por cento do total da transacção dos fabricantes chineses (num negócio no montante total equivalente a 150 mil dólares, são 3 mil dólares) e uma quantia igual do seu cliente nigeriano. O seu sucesso, permitiu que saísse do hotel em Sanyuanli, que habitualmente ocupava, e actualmente vive num bairro em ascensão não muito longe do Hotel Garden, principal destino na cidade dos comerciantes estrangeiros, e pelos padrões de Guangzhou, pode-se considerar para pessoas da classe média. Em comparação com muitos comerciantes nigerianos, as
“Os críticos afirmam que se trata de um colonialismo económico, permitindo que interesses externos lancem resíduos para as nações agrilhoadas, enquanto as contas bancárias das empresas do Ocidente recebem dinheiro directamente nas suas contas bancárias” suas transacções são extremamente pequenas. Está surpreendido por considerarem o negócio que fez em geradores de notável. No seu entender tratou-se apenas de uma oportunidade. O seu negócio é ir às fábricas buscar os produtos e enviá-los à Nigéria. Apesar da sua modéstia, existe algo de importante acerca dos negócios que efectua, que é um sentido quase nato para o negócio. Poder-se-ia dizer que “cheira” o negócio à distância. Temos a tendência de pensar a globalização como um processo liderado pelo Ocidente, em que as grandes multinacionais terciarizam empregos para países de baixos salários, e criam novos mercados para os seus produtos num mundo em desenvolvimento, refreado pela recessão. As empresas e os seus defensores insistem que a globalização melhora as condições de vida, construindo uma nova classe média e introduz melhores padrões e condições de trabalho, produtos segu-
ros para as regiões que nunca os tiveram anteriormente. Os críticos afirmam que se trata de um colonialismo económico, permitindo que interesses externos lancem resíduos para as nações agrilhoadas, enquanto as contas bancárias das empresas do Ocidente recebem dinheiro directamente nas suas contas bancárias. Tal como milhares de outros cidadãos de um mundo em crise e desigual, representam uma forma diferente de comerciar. Sem documentação, autorização ou assistência dos seus países, criaram um circuito impulsionador do comércio mundial, não reconhecido pelos Estados e não abençoado pelos economistas. Vendedores ambulantes não licenciados, revendedores de produtos proibidos, são os primeiros actores da globalização de um sistema que sempre existiu e cujas regras têm séculos. Seguiam, no passado longínquo, os esfarrapados exércitos das “Cruzadas”, constituídos por pelotões amontoados e compactos, mal equipados, que um historiador designou como “percorredores de cidades”, em que nelas se alimentavam, renovavam o vestuário e se rearmavam, porque os reinos e principados donde provinham, não tinham capacidade para combater com semelhante logística. O particular sistema económico que andava associado, não tinha preferências políticas nem religiosas, e os mercadores negociavam com todos sem pudor. Mais tarde, as redes de traficantes passaram a explorar as montanhas que atravessam os Pirenéus e os Alpes para transportar mercadorias do Norte de África e do Médio Oriente para a Europa e Escandinávia e vice-versa, e muitas das vezes encontravam rotas ao redor dos postos fronteiriços, onde se encontravam os funcionários aduaneiros. Mesmo, quando as cidades pareciam inexpugnáveis, protegidas por anéis de muralhas e paredes como na Itália Renascentista, a área ao redor da porta de entrada na cidade, servia como uma espécie de livre comércio, fora do alcance da jurisdição das autoridades locais. O historiador do desenvolvimento do moderno capitalismo, Fernand Braudel em “The Wheels of Commerce”, afirma que “ricos ou pobres e mercadores deambulantes, estimulavam e mantinham o comércio numa determinada região”. O fascínio do lucro não declarado, resultante do comércio não licenciado sempre atraiu ao longo dos tempos, grupos duvidosos e de proveniência diversa. Este tipo de comércio obscuro e ilegal tem uma história longa, que enamorou grandes nomes, como o poeta francês Arthur Rimbaud, que desistiu de literatura na década de 1890, e dedicou o resto da sua vida a esta forma de comerciar.
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Ciclone
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Multar por multar é quem anda a conduzir sem ao mesmo tempo estar a telefonar. POR FERNANDO
Arnaldo Gonçalves
crepúsculo dos ídolos
Reinventando a Estrela de David
O
mundo tal como o conhecemos tem sido marcado por um conjunto de paradigmas, que enquanto arquétipos definidores da realidade se encontram em profunda crise. Esses paradigmas configuram uma figura geométrica, um hexagrama formado por dois triângulos que se assemelha à Estrela de David. O primeiro triângulo é formado pelos conceitos de Economia de Mercado, Nações Unidas e Mare Librum e têm a mais remota fundação na Carta do Atlântico documento assinado pelo Primeiro-Ministro Wiston Churchill e o Presidente Franklin Delano Roosevelt a 14 de Agosto de 1941, a bordo do cruzeiro USS Augusta. Os princípios seriam mais tarde vertidos na Carta das Nações Unidas e têm como traço comum as ideias da cooperação, do respeito e da liberdade na fruição do que designamos por Património Comum da Humanidade. O segundo triângulo é definido pelas ideias: EUA , polícia do mundo e escudo internacional; sistema financeiro confiável e estável e concepção universalizada de Direitos Humanos. Estes paradigmas emergiram como teoremas explicadores da ordem internacional, na era pós-Guerra-Fria e tornaram-se vulgata com os “best-sellers” de Francis Fukuyama e Samuel Huntington, publicados durante a década de 1990. Estes paradigmas têm, por sua vez, como traço comum, as ideias da convergência e da generalização. Estes seis paradigmas ruíram enquanto esteio de uma certa estabilização e pacificação das relações internacionais apesar do esforço de vários países e líderes mundiais para assegurar a sua sobrevivência, com receio que nada mais reste que mantenha o mundo numa “paz periclitante, guerra improvável”. Essa ruína ocorreu (e ocorre) ou porque esses paradigmas perderam muito da sua credibilidade, ou porque o próprio curso da vida internacional veio mostrar que servem para pouco. Melhor dizendo, servem apenas para perpetuar as nossas ilusões. Começando pelo primeiro triângulo nunca como hoje o conceito recorrente de “economia de mercado” como grude de interligação da economia internacional mostra maiores incoerências. Sendo certo que nenhum país se reclama do sistema de planificação central, com excepção da Coreia do Norte ou do Vietname, é evidente aos olhos de muitos que em várias longitudes temos um regresso em força do Estado à economia naquilo que o
“Também a ideia do sistema financeiro estável e fiável implodiu na sua própria definição. A crise financeira tailandesa e asiática de fins da década de 1980, o ataque às dívidas soberanas de países europeus na década de 2010, a crise do dólar e do euro, as dificuldades de financiamento do próprio FMI, vieram pôr a nu a falência do sistema de Bretton Woods” historiador britânico Niall Fergusson chama, no seu último livro “Civilization: the West and the Rest”, o “state capitalism”, i.e. um capitalismo gerido pelo Estado, municiado pelas diplomacias onde os empresários são uma espécie de burocratas ao serviço da razão do Estado. Esse recuo da economia de mercado começou nas décadas de 70 e 80 com a criação dos grupos regionais de Estados, com as Comunidades Europeias, o Mercosul e mais tarde a ASEAN. Como o assinalou o economista político Robert Gilpin. Transformou entretanto os princípios da não-discriminação e da concorrência em promessas inglórias de esponsais. O segundo paradigma a cair foi o das Nações Unidas enquanto garante da paz e da segurança internacional. Depois das belíssimas promessas de paz eterna do Inverno de 1989 e da Primavera de 1990, as Nações Unidas vieram a tornar-se na primeira e segunda guerras do Golfo, na limpeza étnica do Ruanda, na guerra da Bósnia-Herzegovina, na ocupação do Iraque o “idiota da aldeia” que se desmultiplica em acenos e palhaçadas mas a quem ninguém liga nenhuma. Não há hoje um conflito regional em ponto perdido do mundo em que as forças de manutenção da paz despachadas pelo Conselho de Segurança não sejam assobiadas, apupadas e mais grave do que isso visadas a tiro. Ninguém tem respeito às Nações Unidas. O paradigma que se segue é o Mare Librum, o ideal que o mar alto é de acesso livre a todos os barcos e nações que por ele transportam as suas mercadorias e ninguém tem a legitimidade de o sequestrar. Hitler tentou-o, Estaline imitou-o e foi essa a razão porque tal princípio foi consagrado e regula-
do por inúmeros tratados internacionais. É, em si, uma ideia atractiva mas porventura pouco realista, à medida que as esquadras dos novos poderes navais singram os mares acautelando as suas zonas de influência. Veja-se a Índia no Oceano Indico, a China no Pacífico Ocidental. O problema assumiu tal gravidade que foi ponto de discussão entre Barack Obama e Ji Xinping na visita oficial deste aos Estados Unidos. Passando para o segundo triângulo, ruiu a visão dos Estados Unidos como uma espécie de gendarme internacional, encarregado da manutenção da paz e da imposição da ordem. Isso ocorreu porque os Estados Unidos foram levados a essa função não porque o quisessem mas porque a implosão da União Soviética e o neutralismo da Europa o tornaram aconselhável. Bastaria o envolvimento de Washington em três aventuras internacionais (Iraque, Afeganistão e Líbia) para mostrar que essa energia actuante era insustentável, no médio e longo prazo. A capacitação operativa e de combate esgotava-se a olhos vistos colocando o poder de “projecção de força militar” no limite e a imagem dos Estados Unidos denegrida sob uma saraiva de críticas dos aliados na Europa, no Médio Oriente e na Ásia. Basta uma olhadela rápida ao novo conceito de segurança estratégico norte-americano1 para se perceber que os Estados Unidos, por muito que se agravem as condições de repressão (e guerra civil) na Síria e noutros locais não erguerão um dedo para embarcarem numa nova aventura militar. Também a ideia do sistema financeiro estável e fiável implodiu na sua própria definição. A crise financeira tailandesa e asiática de fins da década de 1980, o ataque às dívidas sobe-
ranas de países europeus na década de 2010, a crise do dólar e do euro, as dificuldades de financiamento do próprio FMI, vieram pôr a nu a falência do sistema de Bretton Woods. Os predadores estão à solta ajudados pelo despesismo crónico de muitas economias do Ocidente e da incompetência de vários governos. Ao contrário do que gostam de dizer as economias dos BRICs (China, Rússia, Índia, Brasil) não estão fora da linha de fogo, pelo facto das suas economias terem crescido ao cavalgarem a onda da globalização e hoje sob recessão internacional os seus mercados de destino estarem a encontrar dificuldades fechando portas às suas exportações. Não se trata tanto de “não querer comprar a Europa” com o Primeiro-Ministro Wen Jiabao declarou mas porque em economia “não há almoços grátis”. Finalmente passa por momentos de grande aflição o arquétipo da universalidade dos direitos humanos e da benignidade da democracia, uma espécie de bóia de salvação de todas as crises de governabilidade. Desde logo, porque o conceito filosófico de “liberdades individuais” revela dificuldades de articulação com os de “responsabilidade colectiva”, “valores comunitários” ou “harmonia social”. Por outro lado, porque em sociedades onde não há uma classe média forte e articulada, uma transposição apressada desse quadro de valores para a textura nacional pode ter efeitos mais nefastos do que positivos. O exemplo da Revolução Iraniana vem desde logo à mente mas uma análise mais fina dos processos de democratização em curso no Mundo Árabe e na Ásia revela que não basta “soprar” esses valores e acenar com as cartas de direitos humanos - em género de “livro vermelho” - para que as mudanças de mentalidade ocorram por milagre. Está por fazer o balanço do colapso dos paradigmas que marcaram o nosso horizonte de perspectiva e o antecipar dos seus efeitos. Como é habitual, em história, os pontos de amarração da Velha Ordem Internacional resistem algum tempo ao tumulto dos abanões e dos solavancos, tal como uma pequena embarcação em mar escarpado. Tal como no oceano o segredo da sobrevivência está no engenho do timoneiro e no segurar do leme. 1 - The President of the United States, “National Security Strategy”, Maio de 2010, Casa Branca, Washington, in http://www.whitehouse. gov/sites/default/files/rss_viewer/national_security_ strategy.pdfw
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Nuno G. Pereira; Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Joana Freitas; José C. Mendes; Virginia Leung; Rita Marques Ramos (estagiária) Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Carlos Picassinos; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros; Vanessa Amaro Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; Helder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia; Peng Zhonglian Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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c a r t o on por Steff
MUAY THAI
Honduras Número de mortos na prisão sobe
Mais de 350 pessoas, quase todos reclusos, morreram no incêndio que destruiu uma prisão das Honduras, em Comayagua, cidade do centro do país. Centenas de prisioneiros lutaram para salvar a vida depois de, ao que tudo indica, um deles ter iniciado um incêndio naquela prisão sobrelotada, a 75 quilómetros a norte da capital das Honduras, Tegucigalpa, na terçafeira à noite. Estima-se, porém, que pelo menos 359 pessoas tenham morrido no incêndio, indicou nesta quinta-feira o procurador-geral do país. Este é já considerado um dos piores incêndios de sempre ocorridos em prisões, um novo recorde num país que as Nações Unidas consideram como dos mais perigosos do planeta, com a maior taxa de assassinatos do mundo. Alguns corpos ficaram tão carbonizados que será necessário usar os registos dentários ou de ADN para os identificar. Às portas da prisão centenas de familiares acorreram ao local para saberem novidades. Algumas pessoas acusaram os guardas de terem planeado o incêndio.
Droga Portugueses detidos em rede ibérica
Hong Kong Casa de candidato inspeccionada
Uma cave especial
H
ENRY Tang, candidato a Chefe do Executivo de Hong Kong, foi ontem alvo de uma visita inesperada de inspectores de edifícios. As autoridades de Hong Kong foram à moradia do candidato, em Kowloon, para investigar supostas ilegalidades na construção de parte da casa. Segundo a imprensa local, a cave de Henry Tang terá sido
transformada em adega, sala de degustação de vinhos, ginásio, cinema e outros compartimentos. Estruturas que o candidato diz não ter, afirmando que tem a cave apenas para arrumação. Já há apelos para que Henry Tang desista da corrida a Chefe do Executivo, principalmente se as suspeitas forem confirmadas. A entrada dos inspectores foi dificultada pela presença de jornalistas, transeuntes
Foi desmantelada ontem uma rede de introdução de cocaína na Europa através de Portugal. Os traficantes usavam contentores de pêssegos para esconder a droga. Pelo menos 20 pessoas foram detidas, incluindo portugueses. A rede de tráfico foi desarticulada numa acção conjunta da Unidad de Drogas y Crimen Organizado, da Polícia Nacional espanhola, da Guardia Civil e da Polícia portuguesa, de acordo com uma notícia avançada pelo jornal El Mundo. A organização desta rede de narcotráfico pretendia introduzir na Península Ibérica 250 quilos de cocaína de máxima pureza através de Portugal. Para transportar a droga sem levantarem suspeitas, os traficantes utilizavam contentores de fruta provenientes da Colômbia. Neste caso em concreto a droga vinha escondida entre carregamentos de pêssegos.
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Faixa de Gaza Ataque de raids aéreos
A aviação israelita lançou esta madrugada dois raids aéreos sobre o norte e centro da faixa de Gaza, anunciou o porta-voz do exército. Os ataques visaram os “centros de actividades terroristas”, disse o porta-voz sem avançar mais pormenores. Os raids aéreos foram lançados algumas horas depois de terem sido disparados três rockets a partir da Faixa de Gaza em direcção ao sul de Israel, os quais não causaram vítimas ou danos materiais, segundo o porta-voz da polícia israelita. Desde o início do ano foram lançados cerca de 20 rockets contra o sul de Israel a partir do enclave palestiniano controlado pelo movimento islâmico Hamas, segundo o exército israelita. O Hamas mantém uma trégua tácita com Israel, mas outros grupos armados da Faixa de Gaza lançam pontualmente rockets contra o território israelita. Os tiros são geralmente seguidos de raids em retaliação por parte de Israel.
França Campa vandalizada por coleira de diamantes
e manifestantes nas portas da moradia. A inspecção estaria ainda a ser feita até ao fecho desta edição, sem a suspeita estar confirmada. A secretária para o Desenvolvimento de Hong Kong já veio a público afirmar que o caso será tratado de forma justa. As eleições serão no próximo mês.
Uma campa de um cão foi vandalizada em França, para que os assaltantes pudessem levar a coleira do animal. A dona enterrou-o com a sua coleira de diamantes no cemitério dos cães de Asniers-sur-Seine, perto de Paris, mas os ladrões estavam atentos: a campa do caniche Tipsy foi vandalizada e a jóia foi roubada. Tipsy morreu em 2003. A sua dona, uma americana milionária, fez questão de lhe dar um funeral digno de um rei: enterrou-o no melhor cemitério do mundo para animais, onde estão enterrados muitos dos animais que conhecemos de cinema e da televisão ou animais de companhia de famosos, como o escritor Alexandre Dumas ou do actor e realizador Sacha Guitry. Além disso, Tipsy foi enterrado com uma coleira de diamantes, avaliada em 90 mil patacas.