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Director carlos morais josé • quinta-feira 17 de fevereiro de 2011 • ANO X • Nº 2311
tempo chuva fraca min 12 max 16 humidade 80-99% • câmbios euro 10.92 baht 0.26 yuan 1.23
Stanley Ho com novo processo
Pansy e Daisy, devolvam tudo ao papá • Página 7
Autoridade Monetária faz negócio
Até macau já está a comprar Portugal
TDM já tem novo líder que não quer remar sozinho
Muita areia para uma só camioneta
No dia 1 de Março, Leong Kam Chun, auditor e exdeputado, deixa uma cadeira vazia no Conselho Fiscal da empresa para ocupar outra, a deixada por Manuel Gonçalves como administrador-delegado da TDM. Na calha tem a criação de uma Comissão Executiva, para ajudar na gestão diária da empresa, com o foco virado para os quadros e a programação. O Governo garante que a liberdade de imprensa não corre perigo. > Página 6
• Página 7
Onde pára a transparência? Ontem foi o primeiro plenário de 2011 da Assembleia Legislativa. Entre as mais de uma dezena de interpelações, o ponto comum centrou-se sobretudo nas duras críticas ao “princípio de transparência” prometido pelo Executivo. Os deputados acusam a Administração de “decidir à porta fechada” e de deixar de fora a população. >Página 4
Uma maré de reclamações Para japonês ver
Arte contemporânea local invade tóquio • Página 10
Os deputados levantaram uma série de ondas antes de aprovar a isenção do imposto de selo e os subsídios para os deficientes. Até quem costuma passar as sessões calado, levantou a voz para protestar. Discriminação, mesquinhez, especulação e ineficiência foram as palavras que marcaram o dia. >Página 5
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actual
EUA querem ver rede social e Twitter a funcionar na China
Democratizem a Internet já A secretária de Estado norte-americana disse que a liberdade na Internet é uma prioridade do governo
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oucos dias depois de milhares de manifestantes terem usado as redes sociais como catalisadoras de uma revolta no Egipto, a administração Obama prepara-se para apresentar as novas linhas orientadoras relativas à liberdade de acção na Internet. Num discurso feito ontem na Universidade George Washington nos EUA, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, alertou para o facto de as redes sociais estarem a ser usadas não apenas por manifestantes, mas também pelos governos alvo dos protestos. E anunciou
para breve o arranque do Twitter em países como a China e a Rússia. O plano, que se encontra em preparação há quase um ano, é concebido para ajudar os usuários a contornar as barreiras levantadas pelos governos autocráticos, dificultandolhes, em simultâneo, o controlo e a repressão pub
Anúncio 【N.º 6/2011】 Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar os representantes do agregado familiar da lista de candidatos a habitação social abaixo indicados, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro: Nome
TAM KIN HON WONG ROSA CHAN FONG IENG LAO KUOK KEONG HO CHA WEE* LAM VENG SANG CHEANG IOK I SIO KAM LENG CHEONG CHI KUN
N.º do boletim de candidatura
5001111 5011260 5017272 5021798 5001955 5011032 5001777 5010234 5020343
Nome
LIO LAI SEONG HOI WENG WONG IM CHI SENG MOK SIO HONG PUN WAI FAN IEONG TIN IAN HO MEI LENG WAN WENG SI CHAN IOK SI
N.º do boletim de candidatura 5008694 5018748 5021749 5019531 5002680 5001792 5020420 5002776 5019369
De acordo com o n.º 2 do artigo 9.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe Executivo n.º 296/2009, para nova verificação, se os candidatos preenchem os requisitos de candidatura ao arrendamento de habitação social, o Instituto de Habitação (IH) informou-se por meio de ofício, para que sejam entregue os documentos indicados no prazo fixado, mas os interessados acima referidos não entregaram os documentos dentro do prazo fixado, pelo que não reúnem nos termos do n.º 3 do artigo 9.º do mesmo regulamento. De acordo com os artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, devem apresentar, por escrito, as suas contestações e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas, no prazo de 10 (dez) dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Caso não apresentarem a contestação no prazo fixado ou os mesmos não forem aceite pelo IH, as respectivas candidaturas serão excluídas da lista geral de espera por IH, nos termos da alínea 1) do artigo 11.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe Executivo n.º 296/2009. * Simultaneamente, é cessado a concessão de abono de residência, quando o agregado familiar beneficiado foi excluído da lista geral de espera, nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 8.º do Regulamento Administrativo n.º 23/2008 (Plano Provisório de Atribuição de Abono de Residência a Agregados Familiares da Lista de Candidatos a Habitação Social). No caso de dúvidas, poderão dirigir-se ao IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102. Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar o Sr. Chan, através o tel. n.º 2859 4875 (ext. 204), para consulta do processo. A Presidente, Subst.ª Kuoc Vai Han 14 de Fevereiro de 2011
dos dissidentes com recurso a esta tecnologia. No topo das prioridades da administração norte-americana está o financiamento de programas de evasão que permitem aos internautas furar firewalls e proteger os seus dados pessoais, estejam eles online ou armazenados em dispositivos móveis. “Isto é uma das prioridades da nossa política externa, que ganhará importância nos próximos anos”, disse a secretária de Estado, referindo-se a países como China, Síria, Cuba e Vietname. E avisou os respectivos governos de que a restrição de acesso à Internet livre falhará. “As pessoas têm o direito ao discurso contra a intolerância.” Embora esteja a ser planeada há quase um ano, a política norte-americana sobre liberdade na rede enfrenta agora uma nova urgência, graças aos conflitos crescentes no mundo árabe. “Os Estados Unidos apoiam a liberdade de expressão, de união e de associação online”, disse Clinton. “Estamos convencidos que a Internet promove a longo prazo a paz e a prosperidade.” Apesar das palavras da secretária de Estado, não é consensual que a tecnologia tenha o poder de, por si só, deitar por terra regimes repressivos. “As pessoas estão encantadas com a tecnologia, acham que será ela a tornálas livres. E não é assim, quem tem o poder de se libertar são os homens”, contrapôs Michael Posner, secretário de Estado adjunto para a democracia, direitos humanos e trabalho. As vozes mais críticas dizem que a actual administração americana tem atrasado o financiamento de programas, para os quais estava prevista uma verba de 220 milhões de patacas, e que estes se têm revelado insuficientes para milhões de usuários da China, do Irão e outros países onde o acesso à Internet não é livre. No seu discurso de ontem, Clinton anunciou que a administração vai investir uma verba adicional de 18 milhões de dólares com esse intuito. Seja como for, a verdade é que nos últimos meses vários governos têm conseguido censurar o acesso dos seus povos à Internet. O poder político iraniano, por exemplo, foi capaz de silenciar os manifestantes das últimas eleições presidenciais, em 2009.
Mãos pequeninas a fazer iPhones Dez fábricas da Apple na China, auditadas em 2010 pela empresa norte-americana, empregam trabalhadores com menos de 16 anos, a idade mínima de trabalho no país asiático. As auditorias de 2010 revelaram 91 casos de trabalho infantil, incluindo 31 trabalhadores que tinham menos de 16 anos quando foram contratados, embora já tivessem a idade legal para trabalhar no momento das investigações da Apple. De acordo com o relatório “Apple Suplier Responsability”, numa das fábricas a empresa detectou um número de trabalhadores infantis muito elevado, 42, tendo a Apple terminado os negócios com a unidade, por considerar “pouco provável” qualquer melhoria na situação. Esta é uma prática que a Apple tem combatido, reenviando as crianças para a escola. Durante as suas investigações no terreno, a Apple apurou que “as escolas envolvidas na contratação de trabalhadores menores falsificaram as identidades dos estudantes e ameaçaram retaliar os estudantes que revelassem a sua idade real nas audições”. Detectados estes casos, a Apple assegura que as crianças voltam para a escola, garantindo “assistência individual, incluindo o contacto com a família”. Para isso, a empresa “identifica as opções educacionais, inscreve os jovens na escola e acompanha o seu progresso”. No caso dos trabalhadores menores que já tenham abandonado a fábrica, a Apple tenta localizá-los e “oferece o mesmo apoio educacional”.
15 Portugais de pobres A China, que na segunda-feira se tornou oficialmente a segunda economia mundial ao destronar o Japão, informou ontem que esta notícia muito importante não deve permitir que sejam esquecidos os desequilíbrios do desenvolvimento e, em particular, os 150 milhões de pobres do país. “É uma notícia muito importante”, declarou Ma Zhaoxu, portavoz do ministério das Relações Exteriores, que destacou os notáveis progressos realizados nos últimos anos pela economia chinesa. Ao mesmo tempo, reconheceu que em vários aspectos a China regista “atrasos”. “Se nos referimos à norma da ONU de um dólar por dia e por pessoa, há ainda 150 milhões de pessoas que vivem em estado de pobreza na China”, disse o porta-voz, para quem o Produto Interno Bruto (PIB) é um “índice que mede a potência económica de um país, mas não o único”. Apesar de ter superado o PIB do Japão em 2010, a China, país com a maior população do mundo (1,3 bilião de habitantes), tem uma renda per capita dez vezes inferior a do país vizinho.
Angola | Empregados em empresas chinesas ganham menos
A maioria dos angolanos empregados em empresas chinesas trabalha mais e ganha menos que aqueles que trabalham para empresas ocidentais, indica uma pesquisa do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola. O estudo mostra que pelo menos 84% dos angolanos empregados nas empresas chinesas trabalham mais de oito horas por dia e por menores salários do que nas ocidentais. Nas empresas chinesas, 86% dos inquiridos ganha menos de 300 dólares, enquanto a percentagem de trabalhadores com esse nível salarial nas ocidentais é de 33%. As diferenças estendem-se também ao nível da escolaridade, sendo que cerca 80% têm apenas o ensino de base, enquanto nas empresas de países ocidentais essa percentagem é de 50%.
China e Irão levam detenções de jornalistas a máximo de 14 anos
E os recordistas são... A
China e o Irão lideraram na detenção de jornalistas em 2010, a maior dos últimos 14 anos, enquanto o Paquistão foi o país onde morreram mais profissionais de comunicação social, segundo o Comité para a Protecção de Jornalistas. Na apresentação do relatório “Ataques à Imprensa em 2010”, ontem em Nova Iorque, a organização deixou críticas à falta de empenho de instituições regionais e internacionais responsáveis pela defesa da liberdade de imprensa, e em particular a falta de “consistência” das posições do secretário geral das Nações Unidas. “A incapacidade de [Ban Ki-moon] ter uma posição consistente mostra uma disponibilidade para falar sobre a liberdade de imprensa mais relacionada com considerações políticas”, disse Joel Simon, director executivo da CPJ, na apresentação do relatório. Apesar de ter criticado a repressão e agressões dos jornalistas que cobriam os protestos das últimas semanas no Egipto, o pub
secretário geral não congratulou o activista dos direitos humanos chinês Liu Xiaobo, depois de este receber o Prémio Nobel da Paz, apontou Simon, que não tardou a receber resposta do gabinete de Ban Ki-moon. “O secretário-geral tem falado consistentemente de liberdade imprensa, e por muitas vezes, como sabe o CPJ. O seu trabalho de bastidores tem ajudado à libertação de jornalistas”, disse o porta-voz Martin Nesirky. O relatório documenta detenções e mortes de jornalistas por acidente, ho-
micídios motivados pela actividade profissional, confirmados e suspeitos. Com um grande número de ataques suicidas, o Paquistão tornou-se no país mais mortífero para jornalistas em 2010, tendo oito perdido a vida, o maior contributo para as 44 mortes em todo o mundo. É o caso de Ghulam Rasool Birhamani, um repórter de 40 anos que cobria assuntos étnicos na província paquistanesa de Sindh, cujo corpo foi encontrado em Maio de 2010 com sinais de tortura. O total global é inferior aos 72 de 2009, que tinha sido invulgarmente alto devido a um massacre de jornalistas nas Filipinas. A principal causa de morte é o homicídio, cerca de 60% do total, mais do que fogo cruzado em situações de combate ou atentados suicidas. Quanto às detenções, as 145 identificadas no ano passado constituem o valor mais elevado dos últimos 14 anos, relacionando-se em grande parte com agravamentos no Irão e na China, responsáveis por 34 detenções cada.
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3 Seca na China não afectará preços de alimentos no mundo A pior seca que atingiu a China em 60 anos e também elevou de forma alarmante o preço dos alimentos “não irá afectar o mercado mundial”, já que o país tem “reservas suficientes”, assegurou ontem o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Ma Zhaoxu. No entanto, Zhaoxu reconheceu que, em caso da situação alongar-se, “seria preciso tomar medidas para minimizar o impacto, tanto a nível local como internacional”. “É possível que a recente seca tenha um impacto sobre a produção de trigo de Inverno, mas as autoridades estão a tomar medidas concretas para minimizar essas consequências”, afirmou, citado pela AFP. A China, país que é quase autosuficiente no domínio alimentar, poderá recorrer às suas reservas de cereais, constituídas após as colheitas recorde dos anos anteriores para fazer face à procura interna. A Agência da ONU para a Alimentação e Agricultura - FAO, alertou este mês para o impacto da seca nas colheitas de trigo de Inverno na China, o principal produtor e consumidor deste cereal. Em resposta, o primeiro-ministro Wen Jiabao lançou um envelope financeiro de envelope de 13 mil milhões de yuans para combater a seca e aumentar a produção agrícola, principalmente de arroz.
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política
AL assistiu ontem ao primeiro plenário do ano num dia repleto de críticas
Deputados focam-se nos aumentos dos preços de ano novo, nos transportes e táxis, nos cuidados a ter com a população idosa e no ensino superior. Entre as interpelações, muitas críticas ao não cumprimento da “política de um Governo transparente”. Há ainda quem exija a presença de Chui Sai On na AL e relembre Hu Jintao Joana Freitas
F
joana.freitas@hojemacau.com.mo
oi Au Kam San quem, directamente, apelou “para que o poder público funcionasse sob transparência”. O deputado disse que o actual Chefe do Executivo tinha “intencionalmente” elegido o princípio de “governo transparente”, de forma a “separar as águas relativamente ao antecessor” e aproveitou a interpelação antes da agenda do dia para atirar que este “era um lema sem concretização”. Relembrando a “confiança que a população depositou em Chui Sai On”, Au Kam San salientou que esta medida de transparência já era motivo de “escárnio entre os cidadãos”. Atacando duramente a Administração, o deputado deixou no ar alguns desejos: a presença de Chui Sai On e dos cinco secretários do Governo na AL, “pelo menos três vezes por ano”, a deslocação dos comissários do Comissariado contra a Corrupção (CCAC), do Comissariado de Auditoria, do Comandante dos Serviços de Polícia Unitários e do director-geral dos Serviços de Alfândega à AL, de forma a serem respondidas as questões directamente ligadas à suas áreas de actuação e que sejam dados a conhecer resultados ao público. Recorrendo à visita de
Hu Jintao, presidente da República Popular da China, a Macau, Au Kam San citou o apelo do líder chinês, salientando a necessidade de ser cumprida a Lei Básica coadunada com uma revisão do regime orçamental. “Até ao momento nada se verificou e se Chefe do Executivo, que é aquele que tem direito para o fazer não o faz, a AL fica sem poder para exercer a competência de fiscalizar as contas públicas”, apontou o deputado. Ontem foi a “estreia” dos trabalhos do novo ano na AL e, além das referências à necessidade de um planeamento urbanístico em Macau, à inflação, à Lei de Terras, ao problema da habitação e até a uma eventual Lei de Protecção Ambiental, foram outros os pontos de enfoque dos deputados. A subida contínua da população sénior de Macau (mais de 65 anos), que se espera que ultrapasse os 7% este ano, deu o mote para a intervenção de Melinda Chan. A deputada aconselha a Administração a definir políticas para o bem-estar dos idosos, que passam pelo aumento da pensão de velhice para, no mínimo, 2640 patacas, já que as “1700, fixadas em 2008 não são suficientes para que o idoso seja acolhido num lar sem fins lucrativos e dificulta a garantia de três refeições diárias”, rematou Melinda Chan, acrescentando no entanto que “devido à inflação
gonçalo lobo pinheiro
A transparência que virou escárnio
seria razoável o aumento até as 3000 patacas”. A deputada questionou ainda o Executivo acerca do Regime de Segurança Social, pondo em causa se este não será uma forma de “protecção vã, com deficiências próprias”. Retornando à promessa de Chui Sai On para as LAG de 2011, de que iriam haver investimentos na construção de lares e hospitais focalizados na medicina geriátrica, Melinda Chan incitou o Governo a concretizar esses planos o mais rapidamente possível, sem deixar contudo de apontar “faltas de transpa-
Relembrando a “confiança que a população depositou em Chui Sai On”, Au Kam San salientou que esta medida de transparência já era motivo de “escárnio entre os cidadãos”
rência no que toca a saber, por exemplo, a dimensão do hospital e o orçamento previsto”. Lam Heong Sang foi mais um dos deputados que acusou a Administração de “trabalhar à porta fechada”. Fazendo referência à política de trabalhadores importados, implementada há 20 anos em Macau, Lam Heong Sang caracterizou o “estudo de divulgação do número de quotas de mão-de-obra autorizada”, prometido por Francis Tam, secretário para a Economia e Finanças, como “um pretexto” para “iludir” a realização da promessa. Paul Chan Wa Chi não esqueceu o incidente dos alegados porta-canetas Totoro, à venda no Pavilhão dos Pandas, e aproveitou o “estranho caso” para caracterizar Macau como “uma terra onde não há falta de acontecimentos insólitos” e de questionar o Governo acerca de algumas decisões, que põem em causa “a posição de administração transparente”.
Lau Veng Seng e Ho Sio Kam foram os dois deputados que se debruçaram na matéria da educação e do ensino no território. Evocando o “Planeamento para os próximos dez anos para o ensino não superior 2011-2020”, em fase de auscultação, os membros da AL chamaram a atenção para a necessidade de uma oferta mais justa para “as famílias das classes mais baixas”. Implementar 15 anos de escolaridade gratuita, formar pessoal local para o sector e garantir a igualdade no ensino são algumas das medidas aconselhadas pelos deputados.
“Centro de turismo” com mazelas
Kwan Tsui Hang relembrou a violência sentida esta semana, quando um guia turístico foi atacado por três visitantes da China continental, dando-o como um exemplo que “põe em causa a imagem de Macau” na sua “procura de se tornar uma cidade internacional”.
Também Chan Meng Kam e Ung Choi Kun pegaram no tema do turismo, desta vez salientando os aumentos dos preços das lojas, hotéis e restauração no Ano Novo Lunar. Para Cheng Meng Kam, o facto de alguns estabelecimentos terem ainda estado fechados no período dos feriados do ano do coelho é também um motivo preocupante. “A população de Macau tem de aprender o que é hospitalidade”, salientou. Com o apoio de outros deputados, Ung Choi Kun foi mais longe e relembrou ainda as mais de duas dezenas de multas que a Direção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) passou a taxistas por se terem recusado a prestar serviços ou pela cobrança excessiva de tarifas no ano novo. O deputado deixou na AL a ideia de que poderiam haver “regimes de pontuação, cursos de formação obrigatórios e avaliações aos condutores de táxi, de forma a elevar a qualidade destes serviços”.
Serviços públicos ganham fundos permanentes
Desde 1 de Janeiro deste ano, e conforme publicado ontem em Boletim Oficial, quatro serviços da Administração passam a gozar de um fundo permanente, que será gerido internamente por uma comissão administrativa. A Direcção para os Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) recebeu 227 mil patacas a cargo de José Chu; a Direcção dos Serviços de Economia (DSE), 220 mil sob responsabilidade de Sou Tim Peng; a Direcção dos Serviços de Finanças (DSF), 250 mil a serem geridos por Vitória da Conceição, e a Direcção dos Serviços de Assuntos de Tráfego (DSAT), 147.732 patacas nas mãos de Wong Wan.
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Deputados cépticos quanto a estratégia fiscal para conter especulação imobiliária
Só com impostos não vamos lá Kahon Chan
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kahon.chan@hojemacau.com.mo
ma proposta de lei intitulada “Alteração ao Regulamento do Imposto do Selo e à composição das Comissões de Revisão” foi apresentada ontem à AL para votação na generalidade, com o propósito de eliminar as baixas taxas de transferência para intermediários e aplicar os mesmos impostos das transacções mediante um acordo preliminar de transferência. Foi proposto o aumento dos custos de revenda de uma propriedade antes que o
acordo final seja celebrado. De qualquer forma, deputados do sector empresarial expressaram dúvidas sobre a reacção dos especuladores a um aumento de impostos de apenas alguns milhares em negócios que dão lucros em muitos milhares. Mak Soi Kun, dono de uma empresa de construção, disse que parecia uma perda de tempo e esforço fazer uma lei que era ineficaz, uma vez que, acredita, os especuladores estarão dispostos a pagar um pouco mais de impostos para fechar negócios altamente lucrativos com o disparar dos preços do mercado, enquanto
Kou Hoi In acrescentou que um falhanço na contenção dos preços acabaria por prejudicar os compradores genuínos. Ng Kuok Cheong aguarda medidas mais restritivas, enquanto Lam Heong Sang apenas acreditaria no imposto sobre ganhos de capital consoante a sua eficácia. Francis Tam garantiu que a Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) iria renovar esforços para prevenir a evasão fiscal, mas Fong Chi Keong, presidente da Associação de Construtores Civis e Empresas de Fomento Predial de Macau, disse duvidar de que o Governo pudesse ser mais es-
Subsídio não pode ser considerado rendimento
Mudanças a caminho Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
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reunião de ontem da 1.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) com o Governo foi pródiga em discutir alterações na proposta de lei do “Regime do Prémio de Antiguidade e dos Subsídios de Residência e de Família”. Os deputados defenderam que duas situações têm de ser alteradas para que o documento possa vir a ser aprovado. A especialidade quer sobretudo que os subsídios fiquem excluídos da soma dos rendimentos para efeitos fiscais. “É que se assim for, muita gente pode ver o seu índice de rendimentos anuais ultrapassado e não nos parece justo. Os subsídios não podem ser contados como rendimentos, pois são uma ajuda pecuniária. Foi-nos prometido pelo Executivo que a proposta irá ser ajustada”, revelou Kwan Tsui Hang, presidente da comissão. Outra questão que os deputados quiseram ver alterada prende-se com o artigo 22.º. Neste ponto, o documento diz que todas as normas serão feitas por despacho do Chefe do Executivo. Os deputados discordam. “Esse artigo tem de ser simplesmente eli-
minado de todo o diploma. Essa questão deve ser da competência da AL”, referiu a deputada. Em matéria de valores, a comissão já chegou a consenso. De acordo com as reuniões anteriores, a nova proposta de lei apresenta mudanças no prémio de antiguidade, no qual se admite a actualização do montante de 190 para 500 patacas. No que diz respeito ao subsídio de família, propõe-se a actualização dos montantes atribuídos relativos aos ascendentes e cônjuges, assim como aos descendentes, do montante mensal de 170 patacas e de 220 patacas respectivamente, para o montante uniformizado de 400 patacas. Por fim, quanto ao subsídio de residência, em vez do montante de 1000 patacas pagas aos trabalhadores dos serviços públicos, na altura o Conselho Executivo (CE) aconselhou que o valor seja de 1500 patacas e passe a ser pago a todos os trabalhadores da função pública, decisão acatada pelos deputados. Depois de aprovadas e em vigor, as revisões vão representar 0,97% do total orçamentado para este ano – ou 520 milhões de patacas a saírem dos cofres públicos. Com as mexidas, mais 11 mil funcionários públicos podem gozar subsídio de residência – um aumento de 78% dos actuais 14 mil.
kahon chan
Os deputados da Assembleia Legislativa (AL) manifestaram grandes dúvidas em relação à efectividade de alterações fiscais para conter a especulação imobiliária. Também consideraram que o subsídio proposto para os deficientes era demasiado mesquinho, muito pouco em comparação com os milhões de patacas gastos na exposição sobre a transferência
perto que os empresários, que sempre encontrariam lacunas para fugir aos impostos. Outro aceso debate teve lugar antes da votação do “Regime do subsídio de invalidez e dos cuidados de saúde prestados em regime de gratuitidade aos portadores de deficiência”, que acabou por ser aprovado por unanimidade, com a atribuição de subsídios mensais de 600 ou 1200 patacas aos residentes deficientes a ser considerada “melhor que nada” por Melinda Chan, “avarenta” por Fong Chi Keong e “insensível” por Ng Kuok Cheong. Ho Iat Seng, um raro orador em debates de propostas de lei, advertiu que a exclusão dos residentes não permanentes era discriminatória e inconsistente com outras leis locais, e exigiu a definição de mais critérios para classificar os deficientes. O Instituto deAcção Social (IAS) sugeriu que 30 mil residentes eram elegíveis para o subsídio, com base nos censos da China de 2006. Paul Chan mostrou-se decepcionado por ver que o Governo ainda dependia dessa estimativa dois anos depois de o subsídio ter sido proposto, enquanto Fong Chi Keong esperava menos pessoas inválidas em Macau, onde as infra-estruturas de saúde são superiores. Cheong U manteve que a isenção de despesas de saúde era um benefício enorme para
as pessoas com deficiência e sublinhou que os deficientes podiam receber vários milhares mais do IAS a cada mês no âmbito do sistema de assistência social actual. Lembrando que nenhuma proposta de bem-estar social podia satisfazer a todos, o secretário reiterou que o subsídio apenas
pretendia “fazê-los sentir que a sociedade se preocupa”, em vez de ser uma tábua de salvação para os deficientes. Depois de aprovado o diploma, o secretário fugiu às questões sobre a exclusão dos casinos da proibição de fumar em lugares fechados, dizendo que o presidente dos Serviços de Saúde (SS) já tinha dito tudo anteontem. A AL vai continuar a reunião hoje, com o muito aguardado debate sobre o inquérito à demolição de barracas na Ilha Verde e a discussão e votação na generalidade da proposta de lei intitulada “Actualização dos vencimentos e pensões dos trabalhadores da Administração Pública”.
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AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 3/P/2011 Faz-se público que, por despacho de S. Ex.a, o Chefe do Executivo, de 25 de Janeiro de 2011, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Equipamentos Laboratoriais Cedidos Como Contrapartida do Fornecimento de Reagentes ao Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos encontram-se à disposição dos interessados desde o dia 16 de Fevereiro de 2011, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato sita na Cave 1 do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento do custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de S. Januário e o respectivo prazo de entrega das propostas termina às 17,45 horas do dia 7 de Março de 2011. O acto público deste concurso terá lugar em 8 de Março de 2011, pelas 10,00 horas, na sala do «Museu», situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto do CHCSJ. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $ 240 000,00 (duzentas e quarenta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da garantia bancária/seguro-caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 8 de Fevereiro de 2011. O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
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6 Governo elegeu o auditor para liderar a TDM, mas a ideia não é fazê-lo sozinho. Os olhos estão postos na reabilitação do sistema e gestão dos recursos humanos, sem descurar o lado português Filipa Queiroz
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filipa.queiroz@hojemacau.com
eong Kam Chun será o dirigente máximo da TDM – Teledifusão de Macau a partir do dia 1 de Março. O auditor, antigo deputado e membro do Conselho Fiscal da TDM, foi ontem nomeado administrador-delegado pelo Governo, accionista maioritário da companhia que opera seis canais de televisão e dois de rádio em português e chinês, um universo de 450 trabalhadores. Menos de um mês depois de Manuel Gonçalves, administrador-delegado da TDM desde 1996, se ter demitido do cargo, o ex-deputado entra em cena, sob as mesmas condições contratuais, mas com novas ideias na manga. A televisão portuguesa não fica de fora.
A pessoa indicada
“É uma pessoa com muita experiência em auditoria e gestão, que fez parte do Conselho Fiscal da TDM, e por isso considerado uma boa escolha”, disse Alexis Tam em conferência de imprensa sobre a escolha do Governo, ontem à tarde, no final da Assembleia Geral da TDM. O porta-voz do Governo explicou que Leong Kam Chun é membro do Conselho de Fiscalização da TDM desde 2006, e participa nos trabalhos do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento Estratégico da Teledifusão de Macau, S. A, e posteriormente também do Grupo de Trabalho para o Serviço Público de Radiodifusão e Teledifusão. Funções que continuará a desempenhar, de forma a “dar o seu contributo”, disse Alexis Tam. “É tudo para o bem da TDM”, vincou. “É positivo para eu receber mais informações e conseguir melhores resultados na gestão”, disse Leong Kam Chun, que também salientou que admitiu no entanto deixar a actividade como auditor completamente de parte. “Tenho
sociedade Leong Kam Chun substitui Manuel Gonçalves na TDM
O bom gestor mais de 30 anos de experiência no domínio da auditoria, agora é altura para eu contribuir mais para a sociedade de Macau.” O antigo deputado apontou a falta de motivação dos trabalhadores como um dos principais alvos da sua preocupação. Questionado sobre os conhecimentos do novo delegado sobre o audiovisual, o porta-voz do Executivo disse que “para ser responsável pela TDM não é preciso alguém que só conheça cinema, ou televisão”. “O mais importante é que seja um bom gestor e achamos que Leong Kam Chun tem boas condições para sê-lo”, rematou.
Todos por um
Leong Kam Chun quer mais gente a intervir na gestão da TDM, para contrariar a tendência da administração anterior. Mas fez a ressalva: “Houve um longo período em que a TDM sofreu um défice, mas mesmo assim Manuel Gonçalves conseguiu aumentar os canais, o que não foi fácil, e contribuiu muito para a empresa.” Leong Kam Chun disse que vai tentar continuar a consolidar a mesma “base consistente, aplicar novidades e em conjunto com toda a equipa prestar os melhores serviços de teledifusão pública”. O novo delegado frisou a importância do trabalho em equipa e
explicou que considera que a gestão diária da TDM deverá ficar a cargo de uma Comissão Executiva de três a cinco elementos multidisciplinares, que será escolhida após a alteração dos estatutos da empresa que obrigam, actualmente, a que estes membros integrem também o Conselho de Administração. Uma escolha que o antigo auditor não adivinha que vá ser fácil, muito menos se este tiver de ser bilingue. “Em Macau não é tão fácil encontrar uma pessoa bilingue”, disse Leong Kam Chun. Quanto à possibilidade de ir buscar pessoas de fora da empresa, o novo delegado declarou não negar essa hipótese mas salientou que neste momento a prioridade é motivar os quadros actuais. Inclusive com aumentos de salários. “Por causa dos salários baixos, outras empresas conseguiram absorver os quadros da TDM no passado. O apoio financeiro do Governo vai continuar, de forma a manter os recursos humanos. Não vejo razão para o pessoal não ter um futuro brilhante”, disse Alexis Tam. Durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG), Chui Sai On propôs um aumento de 5,08% à função pública, englobando assim toda a equipa do serviço de teledifusão. Ainda no espírito do colectivo,
Reacção • “Leong Kam Chun sempre foi membro do comité de supervisão, está familiarizado com as circunstâncias da TDM, a sua participação no Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento Estratégico permite-lhe estar mais bem informado. Espero que ele possa fazer o melhor esforço para iniciar a reforma da empresa, em consonância com a orientação fixada pela Comissão, e transformá-la numa emissora pública. Há muito espaço para melhorias.” Kwan Tsui Hang, deputada e membro do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento Estratégico da TDM
o porta-voz do Governo afirmou que de acordo com os novos estatutos os cinco membros actuais do Conselho de Administração da TDM podem passar a nove. Conselho que ontem também sofreu mudanças. Manuel Gonçalves Pires Júnior, subdirector dos Serviços de Turismo, é o novo presidente, substituindo Stanley Ho que, no entanto, se mantém como administrador. Vitor Chan, director do Gabinete de Comunicação Social, e Sou Chio Fai, director dos Serviços de Educação, também membros do Conselho, viram os contratos serem renovados. “Antes, [o administrador demissionário] Manuel Gonçalves acumulava responsabilidades além do de administrador-delegado, e por isso havia críticas de muitos
cargos concentrados numa só pessoa. A ideia é que a gestão passe a ser repartida, para não ser uma pessoa a tomar todas as decisões”, sustentou Alexis Tam.
Novidades
Uma grelha com programas chineses legendados em português e programas portugueses legendados em chinês é uma das “ideias prematuras” que Leong Kam Chun revelou na conferência de imprensa de ontem. O novo dirigente máximo da TDM defendeu que é preciso “estimar os canais portugueses (rádio e televisão)”, já que o seu papel é “muito importante”. Aqui, o novo delegado referiu o trunfo de Macau enquanto plataforma de encontro entre a China, Portugal e países lusófonos, e falou também em alargar horizontes no que toca à produção anglófona e alcance da televisão além fronteiras. “Somos uma cidade internacional, onde vivem muitas pessoas de diferentes origens e que estão a ocupar um lugar cada vez maior na nossa demografia. Se tivermos recursos suficientes, também devemos ter em conta esta comunidade.” “Temos consciência de que Macau é cada vez mais internacional, se tivermos possibilidades iremos alargar horizontes”, prosseguiu Leong Kam Chun. O novo delegado reafirmou a importância de “tornar a TDM numa entidade de serviço público” no sentido de melhorar o serviço, incluindo o reforço na fiscalização. Alexis Tam realçou que as prioridades do Governo são “elevar a qualidade da programação e gestão de pessoal” que, segundo o relatório do primeiro grupo de trabalho, que incluía os deputados Kwan Tsui Hang e Ung Choi Kun, está aquém das expectativas da população. Objectivos que a Administração espera ver cumpridos “no prazo de dois anos”, aproveitando para assegurar que a liberdade de expressão não corre qualquer risco de ser posta em causa. Sobre os membros da nova comissão executiva, o véu não foi levantado. Leong Kam Chun disse apenas que a decisão será tomada apenas depois de auscultadas as opiniões dos diversos sectores, incluindo a de especialistas nas áreas de televisão e radiodifusão.
Número de turistas coreanos aumenta, o de taiwaneses cai
quinta-feira 17.2.2011
Segundo dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos, o mês de Dezembro viu crescer em 114,5% o número de turistas sul-coreanos através de agências de viagens, em comparação com o mesmo mês de 2009. Por outro lado, os visitantes provenientes de Taiwan caíram 19,9% e os do Japão, 14,3%. Durante todo o ano passado, mais de 5,7 milhões de visitantes chegaram ao território através de agências de viagens. Em Dezembro do ano passado, houve também mais 9,9% residentes a viajar para fora de Macau em excursões. Dos 27.885 que saíram do território com a viagem arranjada, 78,2% escolheram a China e 4,1 a Coreia do Sul. Outros 45.718 (ou +0,2%) viajaram por conta própria.
Gonçalo Lobo Pinheiro
O
glp@hojemacau.com.mo
multimilionário Stanley Ho apresentou uma nova acção judicial contra alguns membros da sua numerosa família no sentido de recuperar o controlo dos seus bens. O processo deu entrada ontem no Supremo Tribunal de Hong Kong pela empresa de advocacia Oldham, Li & Nie. O magnata acusa as filhas Pansy e Daisy Ho de se apoderarem indevidamente de participações na Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM). Aos 89 anos de idade, Stanley Ho, que construiu o seu negócio dos casinos durante 40 anos, está envolvido numa disputa familiar que valerá pelo menos cerca de 11,2 biliões de patacas com base nos valores enumerados entretanto pela SJM Holdings, pela mão do seu advogado Gordon Oldham no passado dia 31 de Janeiro. Nessa altura, o defensor afirmou que a família se tinha apropriado indevidamente da parte
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Stanley Ho avança com acção contra filhas
Temos caso (outra vez) e de uma das filhas, a dizer que estava tudo bem e que não havia guerra nenhuma na família. Dias mais tarde, o advogado de Ho contraatacou, ao divulgar um vídeo em que o magnata dizia ter sido forçado a prestar tais declarações. Enquanto a guerra familiar não se discute, os negócios podem sair prejudicados. “Esta disputa nos tribunais vai ser má para o preço das acções da empresa e vai afectar, principalmente, as tomadas de decisão”, disse o analista Li Kwok Suen, gerente de fundos da Phillip Capital Management de Hong Kong. na empresa de Macau. O patriarca chegou a prestar declarações a um canal da região vizinha, sentado ao lado da terceira mulher, Ina Chan,
Quedas esperadas
Entretanto com estas notícias, as acções da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) sofreram uma queda de 2,7% para 11,60 patacas no fecho
da Bolsa em Hong Kong de ontem. Os resultados têm sido negativos e desastrosos, tendo atingido os 16% de prejuízo desde 24 de Janeiro, quando despoletou toda esta guerra familiar. “Ambos as partes foram incapazes de chegar a uma resolução”, disse ontem o advogado do magnata em conferência de imprensa na região vizinha. O novo recurso para os tribunais serve para mostrar que a transferência dos interesses de Ho na Lanceford Co., onde detém 31,7% de capital, foi feito sem a sua aprovação. De acordo com o advogado do magnata, as filhas Pansy e Daisy Ho transferiram “de forma abusiva ou ilegal”,
99,98% das acções da Lanceford para uma empresa sob o seu controlo e para outra controlada por Ina Chan Unchan, a terceira mulher. O documento judicial também inclui uma nova alegação de que Pansy e Daisy terão exercido “influência indevida”, quando transferiram 4,84% da participação do seu pai, directamente da STDM para a Lanceford.
Filhas em silêncio
O advogado revelou igualmente que as filhas Pansy e Daisy Ho mostraram ”relutância em encetar negociações”. “Elas não querem falar com o seu pai. Mas nós esperamos ouvi-las”, afirmou o jurista.
Stanley Ho também está a fazer de tudo para impedir que as filhas possam vender qualquer tipo de acções nas empresas em questão, incluindo as transferências para as empresas Shun Tak Shipping Co. e Hanika Realty Co, que são propriedade familiar. A Hanika possui pelo menos 18,4% da empresa de barcos Shun Tak Holdings Ltd. e a Shun Tak Shipping detém outros 10,7%, de acordo com informações da agência Bloomberg. Angela Leong, a senhora que nunca se prenunciou sobre a disputa, esteve ontem na Assembleia Legislativa de Macau (AL). À margem do debate na sessão plenária e instada a comentar os últimos acontecimentos, a quarta mulher de Ho recusou, uma vez mais, tecer qualquer comentário, porque “como podem ver estou em trabalho na Assembleia Legislativa”.
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macau adquiriu títulos de dívida portuguesa
A reviravolta da ex-colónia A
Autoridade Monetária de Macau adquiriu em meados de Janeiro, através de leilão público, títulos de dívida do Governo português, disse o organismo à agência Lusa, sem especificar, porém, o montante envolvido na operação. “A Autoridade Monetária de Macau adquiriu em meados de Janeiro, através de leilão público, títulos de dívida do Governo português num montante de acordo com os padrões de mercado”, refere o organismo num e-mail enviado à Lusa, sem avançar o montante da operação alegando “constrangimentos à divulgação de informação sobre a estratégia de investimento da Reserva Cambial de Macau”. A aquisição daquelas obrigações “teve em conta o empenho demonstrado pelo Governo português na implementação de medidas para a redução do défice orçamental, que contribuiu para a redução do pessimismo instalado e retorno gradual da confiança nos mercados financeiros europeus”, justificou o organismo. O regulamento interno de gestão da Autoridade Monetária de Macau estabelece que os seus investimentos têm que ter a notação mínima de “AA” das agências Standard & Poor’s e Moody’s, não sendo o caso das obrigações portuguesas. Mas o organismo explicou que a aquisição de títulos de dívida soberana portuguesa resultou de “estudos prévios” e teve por base “o valor do investimento, riscos
inerentes e a situação actual e futura da economia portuguesa, podendo-se concluir que as notações atribuídas a Portugal de “A-“ pela Standard & Poor’s e de “A1” pela Moody’s estão abrangidas no lote de notações de padrão de investimento”. Este foi o primeiro e, até ao momento, o único apoio de Macau a Portugal ou a qualquer outro país no contexto da crise económica mundial, que se iniciou em 2008, e surge depois da deslocação ao território, em Setembro de 2010, do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e em Novembro de 2010 do primeiro ministro, José Sócrates. Em Janeiro, o Dow Jones avançou que a China comprou a Portugal 1,1 mil milhões de euros de dívida pública numa operação de venda directa. A Autoridade Monetária de Macau já adquiriu ao longo da sua história títulos do Tesouro dos Estados Unidos e dos mercados periféricos do bloco dólar, designadamente Reino Unido, Austrália, Canadá e Hong Kong, no âmbito da política de diversificação dos investimentos da Reserva Cambial da região. O organismo diz-se “cometido na sua estratégia de investimento, que assenta no princípio máximo de protecção do capital e da provisão de liquidez, e paralelamente tenta obter uma taxa de rendimento com risco ajustado razoável, a longo prazo”.
Aviso Devido a obras em três elevadores e de reparação do pavimento do r/c do Mercado de Iao Hon, uma parte das bancas terão de suspender a sua actividade durante alguns dias, de acordo com o seguinte plano: Data
28 de Fevereiro (2ª feira) ~ 9 de Março (4ª feira)
12 de Março (Sábado) ~ 21 de Março (2ª feira)
Tipo de venda
Andar
Peixe e artigos diversos
Peixe e artigos diversos
No da banca e instalações encerradas
r/c
No.1 ~ No.7, No.27 ~ No.41 & No.45 ~ No.50 Será encerrado o sanitário público para senhoras e o elevador nº 3
r/c
No.8 ~ No.26, No.42 ~ No.46 & No.51 ~ No.56 Será encerrado o sanitário público para homens e o elevador nº 1
22 de Março (3ª feira) ~ 2 de Abril (Sábado)
Será encerrado o elevador nº 2
Pelo incómodo causado, pedimos sinceras desculpas. Aos 2 de Fevereiro de 2011. O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong www. iacm.gov.mo
vida
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Petrolífera c
Um tribunal do Equador conden século passado deixou um legad contra a petrolífera. Agora, a dec não governamental de defesa da
António Correia fala dos acordos ambientais
Antónia Correia termina hoje a entrevista com o Hoje Macau e explicalhe quais as formas de amenizar o ambiente, as razões porque alguns países preferem não aderir a determinados acordos, qual a hierarquia das energias renováveis e deixa ainda um conselho interessante para Macau.
António Falcão | bloomland.cn
“Quando as renováveis forem negócio, tudo m
Joana Freitas
Q
joana.freitas@hojemacau.com.mo
ual é a principal forma que os protocolos têm de protegerem o ambiente? Nos termos dos protocolos, começou a pôr-se um tecto máximo de níveis de poluição que cada país pode mandar para a atmosfera. Assim, se emitirem mais gases poluentes têm de pagar uma multa. Resulta? Sim, porque começa a ser um negócio. Aí resulta, eles começam a perder dinheiro, logo têm mais atenção a isso. Por exemplo, a Amazónia, que é um equilíbrio estável, pode parecer que não tem fim, mas tem. Quando se começam a destruir áreas do tamanho da França, aquele
“inferno verde” termina. Por baixo da tufa verde que existe no chão é terreno arenoso, demorou milhões de anos a criar vegetação que se auto-alimenta, mas o terreno é pobre. Quando começar a ser negócio para países como o Brasil, Indonésia, Malásia, que têm ainda matas virgens, não desmatar as florestas, porque cobram dos
poluidores, aí temos a solução. Porque é que as grandes potências, como por exemplo referiu os EUA, optam por ficar de fora dos acordos pró ambiente? Os grande países cedem aos lobbies dos produtores de petróleo. A questão é que tudo mudará, quando as grandes petrolíferas começarem a entender que, ao
invés de fornecerem petróleo podem fornecer as renováveis. No lugar de uma central de combustão de petróleo podem estar painéis solares, aerogeradores ou ventoinhas hidráulicas. E eles podem fazer dinheiro na mesma. Como é que essa tendência poderia ser alterada? Volto a repetir. Quando as
António Correia fala da sua caminhada no uso da energia do vento
O
Brasil, onde António Correia tem a LusoBrás, uma produtora energética eólica, é líder na formação de alternativas renováveis. O Parque da Formosa, o primeiro a ser construído pela empresa do advogado, é o maior do Nordeste brasileiro, demorou dez anos a ser construído, e tem capacidade de fornecer energia até 350 mil casas, apenas com 50 geradores que funcionam literalmente ao sabor do vento. Em 2012,
a empresa prepara-se para lançar a exploração de duas novas unidades na mesma região, em Faisa e o parque da Embuaca. “Para mim, tudo isto começou há dez anos com viagens ao Brasil para descansar, para ganhar inspiração para escrever e fomos conhecendo pessoas, um grupo de gente que fica amiga, que estudava isto dos ventos e das potencialidades das eólicas no nordeste brasileiro”, disse à Lusa. Com oito
fazendas propriedade da empresa e apenas três dedicadas à produção de energia, a Lusobras quer também “apostar” na produção de biomassa, um processo que “ainda está em estudo, mas que implica a reflorestação” de várias zonas. António Correia, diz que a empresa está ainda a estudar as melhores soluções, mas que pretende avançar para esta solução que “parece ser útil e viável” no conceito das energias alternativas.
renováveis forem negócio, tudo muda. Elas já começam a ser mas não com a intensidade dos combustíveis fósseis. Falamos ao longo destes quatro dias de energias renováveis e já explicamos quais são. A solar, a hidráulica, a eólica, a geotérmica, etc. Qual é a mais avançada? Sem dúvida, os parques eólicos. É a mais avançada e utilizada das renováveis. Elas funcionam ainda muito dependentes dos subsídios dos governos. Por exemplo, o primeiro parque eólico construído no Brasil, foi o a da Praia da Formosa, que foi construído ao abrigo de um programa próambiente do governo Brasileiro, chamado PROINFA. Através da empresa pública distribuidora de electricidade, a ElectroBras, o governo fixou um preço ao produtor superior ao do consumidor, de
condenada a pagar multa histórica por poluição na Amazónia
nou ontem uma companhia petrolífera a pagar mais de oito mil milhões de dólares pela poluição das florestas e rios da Amazónia. A exploração petrolífera nos anos 80 do do de lixo, água misturada com crude, tóxicos e buracos a céu aberto, que afectam o dia-a-dia de 30 mil pessoas. Há 17 anos, estas avançaram com um processo nos tribunais cisão do juiz condena-a ao pagamento de uma multa que ultrapassa o recorde outrora exigido a uma outra petrolífera pela maré negra no Alasca, em 1989. Uma organização a Amazónia, já saudou a sentença “histórica”. Esta é a primeira vez que um povo indígena processa uma multinacional no país onde o delito foi cometido, e ganha.
muda” Estamos a viver a quarta revolução industrial, mas vivemos em estado de choque porque a qualquer momento o petróleo e carvão (utilizados pela maioria das centrais de produção) podem acabar. De qualquer forma, o mundo já começa a despertar para esta problemática forma a justificar o investimento de 300 milhões de dólares. Mas isto foi compensador, porque esse parque alimenta 350 mil casas, o que naquela área é muito. Esses preços vão baixando consoante o avanço na utilização da energia? Sim, nos outros parques o preço da electricidade é inferior porque a tecnologia das torres evoluiu muito em três anos. Isto é o bom destas centrais. Numa velocidade
espantosa, passaram de 2,1 mega watts de potência para 3 mega watts, por exemplo. Desta forma não há-de demorar muito tempo para que a energia eólica fique ao preço das térmicas a carvão ou a gás. Estamos a caminhar para lá. Quais os principais problemas deste tipo de energias? O grande problema não é das energias. É que todos os governos governam com base nas primeiras páginas dos jornais, telejornais e sondagens, tudo na perspectiva eleitoral. E como vivemos sempre nisso, estes nunca são assuntos na ordem do dia. Também é verdade que, para já, os custos de produção de energia com os combustíveis renováveis são elevados e infelizmente a indústria petrolífera é uma das «donas do mundo» e haveria sérias consequências na economia mundial e passássemos para o biodiesel. Mas toda a inovação exige experimentação e tem associado o risco do dinheiro, mas vai resultar eu acredito num futuro limpo. E cá por Macau? Um conselho? Cada um tem que despertar por si. Mas se calhar uma noite de apagão, como aqueles do Brasil podiam ser um forte incentivo. A cidade não aguentava tanta necessidade de energia, foi abaixo, percebeu-se que tinha que se mudar de paradigma e rapidamente o mercado foi inundado por lâmpadas de baixo consumo.
• Há comunidades científicas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5% em emissões de carbono para a atmosfera, relativamente aos níveis de 1990, é insuficiente para o abrandamento do aquecimento global? • O segundo maior emissor de gases causadores do efeito estufa do planeta, os Estados Unidos, não ratificaram o Protocolo?
5%
• Um dos motivos pela escolha dos EUA foi, segundo a alegação do ex-presidente George W. Bush, de que os compromissos acarretados por tal protocolo interfeririam negativamente na economia norte-americana?
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• O valor gasto em custos médicos relacionados com a obesidade, nos Estados Unidos, num só dia, é de 240 milhões de dólares americanos. E para combater o peso, em programas de emagrecimento, foram gastos ontem cerca de 100 milhões de dólares • Este ano, morreram quase tantas pessoas por doenças relativas ao consumo e ao não consumo de água como os milhares de milhão de litros que foram consumidos. Isto é, para cerca de 600 mil • A erosão superior das terras de cultivo este ano cifra-se em 3 biliões de toneladas métricas • A emissão de dióxido de carbono já vai em cerca 2,9 biliões de toneladas métricas este ano • 1,9 milhões de acres é o tamanho dos solos desertificados devido à má gestão do homem, apenas este ano
Conheça os acordos pró-ambiente
Protocolo de Quioto É
consequência de uma série de eventos iniciada numa conferência sobre as alterações climáticas no Canadá, já em 1988, seguida por outra na Suécia, em 1990, e que culminou com a Convenção-Quadro das Nações Unidas, no Brasil, dois anos depois. Este protocolo é um tratado internacional com compromissos mais rígidos do que as habituais convenções, que visam a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa, considerados como a causa do aquecimento global. Discutido e negociado em Quioto, no Japão, foi aberto para assinaturas em Dezembro de 1997. Para que pudesse entrar em vigor,
donos de indústrias do nordeste dos Estados Unidos já começaram a pesquisar maneiras para reduzir a emissão de gases promotores do efeito estufa?
• Alem disto, a Casa Branca também questiona a teoria de que os poluentes emitidos pelo homem causem a elevação da temperatura da Terra?
• Em Portugal a produção de energias renováveis aumentou 20% de 2009 para o ano passado, superando as centrais que utilizam o carvão, poupando 520 milhões de euros em combustíveis e reduzindo as emissões de CO2 em 7,2 milhões?
• Mesmo o governo dos Estados Unidos não assinando o Protocolo de Quioto, alguns estados e
• Segundo relatório da AIE, 40,5% das emissões mundiais do CO² são provenientes da quei-
CO2
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Planeta em números
foi preciso que 55 dos paísesmembros que, juntos, produzem 55% das emissões de carbono, o ratificassem. Assim, entrou em vigor em Fevereiro de 2005. As obrigações do tratado passam por seguir um calendário pelo qual os países-membros (principalmente os desenvolvidos) têm a obrigação de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em, pelo menos, 5,2% em relação aos níveis de 1990 no período entre 2008 e 2012. Estas metas de redução não são homogéneas a todos os países, já que foram colocados níveis diferentes para os 38 países que mais emitem gases poluentes. Países em desenvolvimento,
Sabia que... • Se o Protocolo de Quioto for implementado com sucesso, estima-se que a temperatura global reduza entre 1,4°C e 5,8°C até 2100?
quinta-feira 17.2.2011
ma do carvão, sendo este considerado o maior contribuidor para o aquecimento global? • Imagine o que seria queimar 237 milhões de toneladas de petróleo. Isto equivale aproximadamente ao conteúdo de cerca de 1000 dos maiores navios-tanque do mundo. • A energia libertada ao queimar 237 milhões de toneladas de petróleo, cerca de 1000 dos maiores navios tanques do mundo, é aproximadamente de 100 milhões de mil milhões de joules?
Concentração da camada do ozono ao longo dos anos
como é o caso do Brasil, México, Argentina e Índia não receberam ainda metas de redução. Para além disto, os países que assinaram o acordo têm ainda de reformar os sectores de energia e transportes, promover o uso de fontes energéticas renováveis, proteger florestas, entre outros. Fazem parte do Protocolo de Quioto 179 países, entre os quais União Europeia, o Japão, África do Sul, Brasil, China, Hong Kong e Macau. O protocolo de Quioto expira em 2012, e já há o compromisso da ONU e de alguns governos para o delineamento de um novo acordo ou de uma correcção no acordo. - J.F.
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cultura
Os artistas locais Fortes Pakeong Sequeira e Peng Yun serão os únicos representantes da China na feira de arte contemporânea Tokyo Frontline, na capital japonesa pub
公告ANÚNCIO HM-1ª Vez 17-02-2011 簡易執行栽判案 第 PC1-05-0117-COP-A Execução Sumária de Sentença n.º
號 輕微民事案件法庭 Juízo de Pequenas Causas Cíveis
---EXEQUENTE: CHEUNG WO SIN, residente em Macau, na Avenida Conselheiro Borja, n.º 515, 1º andar.--------------------------------------------------------------------------------------EXECUTADO: TAM VEI LUN, residente em 澳門南灣街3號17樓L座; em 澳門風順堂街 44至46號順盈台2樓C座 e em 南灣大馬路9號恆昌大廈6樓C座.-----------------------------------*** ---Nos autos supra identificados, foi designado, o dia 04 de Março de 2011, pelas 10:00 horas, neste Tribunal, para a venda por meio de propostas em carta fechada, o bem penhorado abaixo identificado.----------------------------------------------------------------------------------* QUOTA DA SOCIEDADE PENHORADA Denominação: $30.000,00 (com o capital de MOP$100.000,00) da Companhia de Investimento Predial Wan Iak, Limitada.-----------------------------N.º de Registo Comercial: 6784SO (fls. 107v, livro C17)------------------------------------------Sede: Rua da Praia Grande, n.os 3-7, Edifício Kam Fai, 17.º andar “L”, Macau.-------------------------------------------------------------------O valor base da venda: MOP$21,000.00 (Vinte e Uma Mil Patacas)-----------------------*** ---O preço das propostas devem ser superior ao valor da base da venda acima indicado.---------Os interessados na compra devem entregar a sua proposta em carta fechada, com indicação nos envelopes das propostas, a seguintes expressão “PROPOSTA EM CARTA FECHADA”, “JUÍZO PEQUENAS CAUSAS CÍVEIS” e o “PROCESSO NÚMERO: PC1-05-0117-COPA”, na Secção Central deste Tribunal, até o dia 03 de Março de 2011, 17H45 horas, podendo os proponentes assistir ao acto da abertura das propostas.---------------------------------------*** ---Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação da Quota supra referido, podem, querendo, exercerem o seu direito no próprio acto da abertura das propostas e se alguma proposta for aceite, nos termos do art. 787º do C.P.C.---------------------------------------------***** R.A.E.M., aos 10 de Fevereiro de 2011.
Filipa Queiroz
A
filipaqueiroz@hojemacau.com.mo
galeria Art for All (AFA), que reúne vários artistas locais, vai participar na feira de arte contemporânea Tokyo Frontline que arranca hoje na capital japonesa. Parte sozinha da China mas, em solo nipónico, a AFA irá juntar-se a 21 galerias do Japão entre outras oriundas de “grandes cidades asiáticas”, de acordo com o comunicado da galeria. José Drummond, dinamizador do colectivo de artistas locais, explicou ao Hoje Macau que a AFA tem recebido vários convites para participar em feiras, inclusive na Europa, mas que dado aos “encargos serem maiores” a galeria fundada em 2007 prefere manter-se “na região”. Ao convite para a Tokyo Frontline, a galeria não conseguiu dizer que não. “Achámos que podia ser uma boa oportunidade, até porque é uma feira mais jovem e em Tóquio”, justificou. Vai ser a primeira vez da galeria em solo japonês, e a expectativa é elevada. “Sobretudo uma enorme curiosidade à partida, porque mesmo conhecendo a feira nunca se sabe bem como é que as coisas vão correr”, confessou o artista plástico. “Vamos ter a oportunidade de perceber como é que as coisas funcionam no Japão, em Tóquio, de que modo é que o mercado se mexe, que tipo de trabalhos
Galeria Art For All estreia-se no Japão
AFA vai a Tóquio são os mais apreciados”, prosseguiu. A feira internacional, que pretende ser uma plataforma de arte contemporânea e fotografia para jovens e emergentes, arranca hoje e dura até segunda-feira, dia 20, no 3331 Arts Chiyoda. Drummond vai acompanhar os dois artistas escolhidos para representar a galeria, Fortes Pakeong Sequeira e
Peng Yun. Da última “vão ser exibidos dois vídeos e uma série de fotografias. Um dos vídeos [“Texture 1”] já esteve inserido na exposição do Festival Internacional de Vídeo [VAFA, realizado em Novembro na Casa Garden] e o resto do material é inédito”, disse o artista plástico. Já Fortes Pakeong Sequeira “irá fazer um ‘live drawing’ durante o tempo da feira numa área de 200 metros de comprimento”. A AFA levou em conta as características da feira e da arte mais comummente apresentada no Japão para seleccionar os artistas. “Escolhemos levar dois jovens artistas, que trabalham em duas áreas específicas e diversas mas que penso que se poderão inserir bem naquilo que se faz no Japão, naquilo que é mais visível”, sustentou. Esta será também a primeira feira de arte internacional da AFA este ano, cumprindo o objectivo a que se compromete de
apresentar as criações contemporâneas produzidas em Macau ao mercado estrangeiro. Na calha, a galeria tem uma exposição prevista para Março, na sua sede na Rua Francisco Xavier Pereira, da artista local Carol Kwok, comissariada por José Drummond, e a abertura do novo espaço da AFA em Pequim. “Conseguimos finalmente concretizar a ambição que tínhamos há algum tempo, mudar o nosso espaço em Pequim para o distrito 798”, avançou o dinamizador da galeria. A nova casa da AFA na capital chinesa vai ser inaugurada com uma exposição do arquitecto Carlos Marreiros, comissariada por James Chu – uma extensão da exposição “Some Smoking Stories”, apresentada na Macau Creations, em Setembro do ano passado. Seguir-se-à um programa que inclui exposições de Konstantin Bessmertny, Tong Chong, James Chu e o próprio José Drummond.
Prémio Goya de melhor filme para chileno
O filme “La Vida de los Peces”, do chileno Matías Bize, venceu o prémio Goya do cinema espanhol para melhor filme hispano-americano de 2010. A longa-metragem, com argumento do próprio Bize e Julio Rojas, conta a história de um homem, Andrés (Santiago Cabrera), que reside há dez anos na Alemanha e regressa ao Chile para selar o seu passado antes de se instalar definitivamente em Berlim. Os membros da Academia espanhola escolheram “La Vida de los Peces” em detrimento dos outros nomeados, que eram o peruano “Contracorriente”, de Javier Fuentes-Léon, “El Hombre de al Lado”, dos argentinos Gastón Duprat e Mariano Cohn, e o mexicano “El Infierno”, de Luis Estrada.
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Três edifícios portugueses entre os melhores do mundo
Museu do Cairo recupera peças roubadas
Caixas campeãs
Tesouro pela metade
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edifício da Vodafone no Porto, a Closet House, em Matosinhos e o bar temporário da Faculdade de Arquitectura do Porto, foram distinguidos pelo site de arquitectura “Arch Daily” com o prémio de “melhor edifício do ano 2010”, em categorias distintas. Após “quatro semanas de votações” e “com mais de 30 mil votos na segunda ronda”, segundo informação revelada no site, eram sete os edifícios portugueses que se encontravam entre os 70 finalistas do “ArchDaily’s Building of The Year”, três dos quais galardoados. Na categoria Arquitectura Institucional o premiado foi o edifício da Vodafone no Porto, na avenida da Boavista, desenhado pela dupla José António Barbosa e Pedro Guimarães, pub
O
que disputava o prémio final com o projecto do reconhecido arquitecto suíço, Herzog. A categoria Interiores foi arrebatada pela Closet House em Matosinhos, projecto que alia design, arquitectura e audiovisuais projectado pelo gabinete de arquitectura da Consexto. Já na categoria Hotéis e Restaurantes, dos cinco finalistas o contemplado foi o bar
temporário da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto para uma Queima das Fitas, projecto que implicou a sobreposição de mais de quatrocentas caixas, delineado pelos arquitectos Diogo Aguiar e Teresa Otto. O concurso para melhor edifício de 2010 foi lançado pelo site de arquitectura “Arch Daily” e as votações online decorreram até ao dia 13 de Fevereiro.
Ministério das Antiguidades do Egipto recuperou alguns dos tesouros nacionais desaparecidos do Museu Nacional do Cairo durante os protestos que levaram à queda do presidente Hosni Mubarak, confirmou o principal egiptólogo do país. A proximidade do museu com a praça Tahrir, epicentro dos protestos anti-regime que se prolongaram por 18 dias, levaram grupos de assaltantes a invadir o edifício destruindo e roubando objectos que se encontravam no seu interior. Estatuetas com representações de Tutankhamon, Nefertiti, Akhenaton e de um escriba de Amarna, bem como amuletos e estatuetas funerárias encontram-se entre os objectos desaparecidos. Zahi Hawass, director do Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto, disse, em comunicado, já terem sido encontrados alguns dos objectos, incluindo um escaravelho-coração, uma pequena estátua Ushabti e uma urna com três mil anos. “Encontrámos dois dos oito
objectos desaparecidos. Continuamos a procurar e encontraremos mais”, revelou Hawass à Reuters. O Ministro das Antiguidades egípcio afirmou, também, que um armazém perto da pirâmide de Dahshour, situado 35 quilómetros a sul do Cairo, foi atacado pela segunda vez no último domingo.
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desporto
Futebol | Macau despede-se da Challenge Cup com triunfo sobre o Camboja
Vitória por 3-2 com sabor a fel na Taipa Camboja para marcar o terceiro e empatar a eliminatória. Com um quarto de hora ainda para jogar, o onze do território acabou por não conseguir manter o nível de desempenho e permitiu que o Camboja subisse no terreno. A formação orientada por Lee Tae Hoon, que havia sido durante a primeira metade a única equipa a procurar o golo, voltou a abeirar-se do último reduto adversário com perigo aos 87 minutos, com Sun Sopanha a fazer cantar o ferro da baliza de Leong Chon Kit, num remate forte de fora da área.
Marco Carvalho
A
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selecção de futebol de Macau derrotou ontem o Camboja por três bolas a duas, em partida a contar para a segunda mão do play-off de apuramento para a primeira fase da Challenge Cup.Apartida, disputada no estádio da Taipa, até correu de feição ao grupo de trabalho orientado por Leung Sui Wing, mas o onze do território acabou por falhar o principal objectivo em disputa: a qualificação para a fase de grupos daquela que é a segunda prova mais cotada do futebol asiático. Depois de na quarta-feira da semana passada ter sofrido em Phnom Penh uma incómoda derrota por 3-1, a selecção do território estava obrigada a vencer para seguir em frente na competição, mas, num estádio da Taipa com pouco mais de uma centena de pessoas nas bancadas, o onze do Lótus tardou a encontrar-se. A primeira metade acabou por evoluir a um ritmo pouco frenético, com a formação visitante a beneficiar das melhores oportunidades. À passagem da meia-hora, o Camboja abeira-se do golo, com Khim Borey a rematar ao lado da baliza de Leong Chon Kit, após um bom trabalho de Khuon Laboravy no lado esquerdo do ataque da formação khmer. O lance serviu de aviso para os jogadores às ordens de Leung Sui Wing, mas
Prolongamento
nem por isso o onze do território conseguiu sacudir o assédio da equipa orientada pelo sul-coreano Lee Tae Hoon. Mais expedito no ataque, o Camboja conseguiu chegar ao golo na recta final da primeira parte, já em período de descontos, num
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lance em que a defesa de Macau ficou literalmente a ver jogar. Sem marcação, Chhun Sothearath subiu pelo corredor esquerdo do ataque da formação visitante e cruzou para o cabeceamento certeiro de Khim Borey. O golo silenciou a parca assistência que acompanhou o encontro a partir das bancadas do principal recinto desportivo do território, mas teve o poder de motivar os jogadores às ordens de Leung Sui Wing para uma segunda parte de luxo. O seleccionador deu o exemplo, ao colocar Leong Ka Hang ao intervalo e ao apostar numa estratégia declaradamente ofensiva. As alterações demoraram, ainda assim, algum tempo a fazer-se notadas e acabou por ser uma vez mais a equipa visitante a abeirar-se do golo, com Khim Borey a rematar forte, mas a falhar o enquadramento com a baliza à guarda de Leong Chon Kit.
A resposta
O resposta do onze do território materializou-se dez minutos depois, aos 61, com Vernon Wong a tirar partido de uma defesa incompleta do guarda-redes Ouk
Mic para repor a igualdade no placard. O golo do avançado do Lam Pak teve o condão de relançar a discussão da partida, ainda que a selecção do Lótus necessitasse ainda de mais dois golos para relançar a discussão da eliminatória. Quatro minutos depois, e como que a confirmar um maior ascendente por parte da selecção do território, Che Chi Man volta a levar perigo ao último reduto do Camboja, rematando forte ao lado da baliza de Ouk Mic. Transfigurada, a selecção às ordens de Leung Sui Wing chega ao segundo golo aos 72 minutos, numa jogada concluída com classe por Leong Ka Hang. O dianteiro, que já tinha marcado no encontro da primeira mão, tirou dois adversários da frente, antes de rematar para o fundo das redes da formação khmer. No banco do conjunto do Lótus começava-se a acreditar que Macau poderia fazer algo de bonito e o que à partida para o encontro se afigurava quase um milagre, acabou por se materializar três minutos depois, à passagem dos 75 minutos, com Vínicio Morais Alves a aproveitar o adiantamento do guardião do
Com o triunfo de Macau por três bolas a uma e a eliminatória empatada, a partida seguiu para prolongamento. Visivelmente desgastadas, as duas formações aguentaram o empate durante os primeiros quinze minutos do tempo extra, mas o triunfo do Camboja estava, de certa forma, escrito nas estrelas. No primeiro minuto da segunda metade do prolongamento, o Camboja conseguiu chegar ao segundo golo, numa jogada em que a defesa do território voltou a mostrar ingenuidade em demasia. Narith conduz a bola pelo lado esquerdo e cruza para o cabeceamento vitorioso de Sam El Nasa, perante a passividade da dupla de centrais do território. Macau falhou o apuramento para a primeira fase da Challenge Cup mas Leung Sui Wing não poupou nos elogios na hora de operar um balanço do encontro. O seleccionador do território louvou a entrega heróica do grupo de trabalho às suas ordens e só lamenta as desatenções que resultaram nos dois golos do adversário. “A forma como o público reagiu à partida, principalmente à segunda parte, diz tudo. Não é muito usual ver as pessoas a puxar pela selecção e foi isso que aconteceu. O desempenho da selecção foi extraordinário, a resistência dos jogadores exemplar e só foi pena termos sofrido os golos como sofremos. Creio que no prolongamento os jogadores, tanto numa como noutra equipa, já estavam a acusar o desgaste e parece-me que a vitória poderia ter sorrido para qualquer lado. Apesar do desfecho, creio que os meus jogadores estão de parabéns”, remata o seleccionador do território.
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opinião
China é uma Argentina maior que o Japão Cláudia Trevisan In O Estado de S. Paulo
A
pesar de ter crescido robustos 3,9% no ano passado, o Japão perdeu oficialmente para a China o posto de segunda maior economia do mundo que ocupou durante quatro décadas. Autoridades de Tóquio informaram que o PIB de 2010 ficou em US$ 5,47 biliões, abaixo dos US$ 5,88 biliões do vizinho emergente. A diferença de US$ 410 biliões entre os dois países supera o tamanho da economia da Argentina, que atingiu US$ 351 biliões em 2010, segundo estimativa do Fundo Monetário Internacional. O resultado era impensável há uma década, quando o PIB chinês representava um
ca r t o o n por Steff
terço do japonês, e reflecte tanto o dinamismo da China quanto a estagnação em que o Japão mergulhou a partir dos anos 90. Mas o 1,3 bilião de habitantes da que agora é a segunda maior economia do mundo continua a ser bem mais pobre que os 128 milhões que passaram para a terceira posição _o PIB per capita chinês equivale a cerca de um décimo dos US$ 43 mil dos japoneses. No ritmo actual, a China deverá superar os Estados Unidos e se tornar a maior economia do mundo até 2030. A ultrapassagem ocorrerá cerca de 15 anos antes se for considerado o valor do PIB pela Paridade de Poder de Compra (PPP, na sigla em inglês), cuja equação contempla o impacto dos preços relativos na economia de cada país. A espectacular história da expansão chi-
No ritmo actual, a China deverá superar os Estados Unidos e se tornar a maior economia do mundo até 2030. A ultrapassagem ocorrerá cerca de 15 anos antes se for considerado o valor do PIB pela Paridade de Poder de Compra, cuja equação contempla o impacto dos preços relativos na economia de cada país nesa começou a ser escrita em 1978, quando Deng Xiaoping (1904-1997) obteve apoio dentro do Partido Comunista para implantar sua política de abertura e integração gradual do país à economia mundial.
Naquela época, a China estava isolada e destroçada pela trágica experiência da Revolução Cultural (1966-1976). O PIB per capita não chegava a US$ 300 ao ano, comparados com quase US$ 9.000 dos japoneses. As reformas iniciadas por Deng levaram a China a um crescimento médio de quase 10% ao ano nas últimas três décadas, algo inédito na história recente da humanidade. Os principais motores dessa expansão foram os investimentos e as exportações. O grande desafio dos dirigentes de Pequim agora é mudar o padrão de crescimento e aumentar o peso do consumo doméstico no PIB. Se conseguir essa transição, a China aumentará sua relevância como uma das principais turbinas da expansão mundial. O país é o principal destino das exportações do Japão e sua demanda foi um dos factores que levaram aos 3,9% de crescimento em 2010. Apesar do resultado positivo, a economia japonesa encolheu 0,3% no quarto trimestre _ou 1,1% anualizados. A contracção decorreu principalmente da queda no consumo interno provocada pelo fim de subsídios adoptados depois da crise financeira global. Ainda assim, a contracção foi menor que a média de -0,5% esperada por analistas.
a revolução árabe
realmente
Quem trabalha, quem está ocupado, não perde o seu tempo em anotar as faltas dos outros. Padre Manuel teixeira [1912-2003]
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Uma questão de estratégia Virgínia Trigo* In Jornal de Negócios
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omo é habitual por alturas do Ano Novo Chinês, o que aconteceu recentemente em 3 de Fevereiro, recebo sempre inúmeras felicitações e desejos de que o novo ano me seja muito próspero. Vem tudo acompanhado por diversas interpretações do que representa aquele animal no zodíaco chinês e em especial do que ele representará para mim, o que nem sempre é coisa boa ou fácil de entender considerando que a maior parte das traduções foi feita pelo Google. Fiquei pois a saber que este - o ano do Coelho (tu zi em chinês) - irá ser um ano de reflexão em que todos poderemos “respirar e acalmar os nervos”. Deveremos também concentrar-nos na família, na segurança e na diplomacia, o que não parecem ser maus conselhos. Segundo me afiançou a minha amiga Yi Lin, ela própria Coelho, estes figuram sempre na lista das pessoas melhor vestidas, são carismáticos, pensativos e calmos. São também pessoas de confiança para relações de negócio e possuem a qualidade mais admirada por todos os chineses: são grandes estrategas. Numa negociação nunca mostram os seus trunfos até que chegue o momento exacto, e sabem instintivamente o que fazer em cada ocasião. Yi Lin está mesmo certa de que o seu herói preferido, Zhuge Liang, cujo feito mais notável está descrito no romance clássico “Os Três Reinos”, seria Coelho. O episódio passou-se há muitos anos, quando a China estava dividida em três reinos e o exército do temível general Cao Cao se aglomerava na margem norte do rio Yangtse preparando-
se para atacar os exércitos dos outros dois reinos, na margem sul, rivais e aliados. Estes eram chefiados por Zhou Yu e Zhuge Liang mas temiam o momento do confronto porque não tinham flechas em número suficiente. Que não se preocupassem, garantiu Zhuge Liang, ele mesmo se encarregaria de arranjar nada menos do que cem mil flechas no prazo de três dias. Tal feito parecia impossível, tanto mais que Zhuge Liang, em vez de se dedicar a qualquer actividade digna, passou o tempo a beber e a compor poemas. A única coisa que fez foi ordenar a construção de um sem número de barcos de palha.
Toda a diplomacia chinesa é Coelho, como ainda recentemente ficou demonstrado nos incidentes de Setembro passado entre a China e o Japão sobre as muito disputadas ilhas de Diaoyu Um dia antes de terminado o prazo, quando um espesso nevoeiro se instalou sobre o rio, Zhuge Liang mandou avançar uma vintena de barcos ao ritmo de tambores colocando os outros bem em evidência sobre o cais. Olhando para as imagens fantasmagóricas que avançavam sobre si, Cao Cao, ordenou ao seu exército que disparasse e fê-lo com uma fúria tal que, recolhidos os barcos de palha, a quantidade de flechas ultrapassou largamente o número pretendido. A figura importante nesta história é o estratega, aquele que sabe aproveitar o “potencial” de uma situação, o que não se fixa
na acção, mas em tudo o que está a montante da acção e nas condições que a propiciam como, neste caso, o nevoeiro habitual no rio naquela época do ano. A eficácia é tanto maior quanto mais discreta for a estratégia. Quanto a mim, creio que não só Zhuge Liang, mas toda a diplomacia chinesa é Coelho, como ainda recentemente ficou demonstrado nos incidentes de Setembro passado entre a China e o Japão sobre as muito disputadas ilhas de Diaoyu (Senkaku para os japoneses), quando um barco de pesca chinês colidiu com um navio da guarda costeira japonesa culminando com a detenção do capitão chinês. Enquanto ambos os lados clamavam quanto à libertação, a diplomacia chinesa fez discretamente saber que aquelas encomendas de terras raras que o Japão fizera poderiam estar atrasadas ou o preço poderia inclusivamente aumentar. Foi quanto bastou para que o capitão fosse libertado e para que o mundo acordasse para a questão das terras raras, o conjunto de 17 minerais que são utilizados em tudo o que integra a electrónica moderna e a tecnologia “verde” - cada Toyota Prius leva quase um quilo - e de que a China é simplesmente o maior fornecedor mundial. Enquanto isso, Yi Lin lembrou-me que o Coelho simboliza a lua, enquanto o pavão simboliza o sol. Em conjunto estes dois animais representam o princípio e o fim do dia, o Yin e o Yang da vida, pelo que, no ano do Coelho, a satisfação dos nossos pedidos e desejos poderá ser multiplicada. Se em cada uma das doze luas que hão-de compor o ano tivermos o cuidado de observar a lua cheia, o nosso “eu” interior (qi) será fortificado e a sabedoria entrará nas nossas vidas. É uma questão de estratégia. * Professora na ISCTE Business School
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Egipto Jornalista americana violada A jornalista Lara Logan, correspondente da CBS e repórter do programa “60 Minutos”, foi sexualmente agredida no Cairo, no dia em que se soube que o presidente egípcio, Hosni Mubarak, tinha renunciado ao poder. A jornalista estava a cobrir os festejos na Praça Tahrir, no Cairo, quando ela e a sua equipa foram rodeados por cerca de 200 pessoas. No meio da confusão, Lara Logan foi separada da sua equipa e terá sido sexualmente agredida, de forma “brutal e ininterrupta”. Desconhece-se mais pormenores sobre o que se terá realmente passado durante esse tempo, até que a jornalista foi resgatada por um grupo de mulheres e membros do Exército. Até ontem, Lara estava internada nos EUA em estado de choque. Portugal Desemprego com novo recorde No final de 2010, mais de metade dos desempregados em Portugal estava sem trabalho há, pelo menos, um ano (ou mais), segundo estatísticas do INE divulgadas esta quarta-feira. O universo de desempregados de longa duração cifrou-se nos 327 mil, em valor absoluto para 2010, representando 54,3% do desemprego total (602,6 mil inactivos). Face a 2009, quando tinham sido contabilizados 245,8 mil pessoas em situação de desemprego há 12 ou mais meses, os dados de 2010 apontam um aumento de 33%. Proporcionalmente, o total da população desempregada aumentou 14% em 2010, situando-se nos 602.600 (média anual). Renato Seabra Ajuda a Oprah Winfrey A família de Renato Seabra já escreveu uma carta dirigida à apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, para que esta reflicta sobre o jovem de 21 anos no seu programa e dê apoio e visibilidade à sua causa. Entretanto, a mãe de Renato Seabra, Odília Pereirinha, já está em Nova Iorque, a morar perto de Newark. A enfermeira pretende viver definitivamente nos EUA para poder, assim, acompanhar de perto o desenvolvimento do processo judicial que envolve o seu filho. A próxima audiência de Renato está marcada para 4 de Março.
Gosto. Sobretudo aquela do...
... dragão
!!!
Cônsul-geral americano não alinha em polémicas
Uma ligação de jogo Gonçalo Lobo Pinheiro
O
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cônsul-geral dos EUA para Hong Kong e Macau esteve ontem no território e frisou que as três empresas norte-americanas do jogo – Sands, MGM e Wynn – estão a ser bem tratadas. Stephen Young usou toda a sua diplomacia para afirmar que não tem havido um “tratamento discriminatório”, depois de a Sands ter perdido as parcelas sete e oito do Cotai. “É importante que haja igual oportunidade para o investimento estrangeiro e depois de ter conversado com Chui Sai On acho que não tem havido qualquer tipo de actividade discriminatória neste caso. A meu ver, esta decisão do Executivo revela regulação no crescimento da economia e na indústria do jogo em particular”, afirmou o cônsul-geral. Há um mês, o presidente e director-executivo da Las Vegas Sands, Sheldon Adelson, indicou claramente a intenção de desistir de lutar pelas parcelas sete e oito do Cotai, simplesmente porque não haveria tempo suficiente para que o operador de casinos obtivesse retorno do investimento antes do fim da concessão de 20 anos. Mas Adelson disse esperar mesmo assim que outros promotores construíssem resorts no lote para trazer massa crítica ao Cotai o mais depressa possível. Por diversas vezes as empresas estrangeiras têm alegado faltar mão-de-obra em Macau. Stephen Young acredita que a política feita
pelo Executivo da RAEM tem sido correcta. “O Governo está atento. Foi-me dito que sempre que não houver disponibilidade local que as companhias estrangeiras estão autorizadas a contratar no estrangeiro. Compreendo este princípio e acho que assim todos podem ficar satisfeitos”, enalteceu Young.
A primeira vez
Stephen Young aproveitou a deslocação à RAEM para reunir-se com o presidente da Assembleia Legislativa, Lau Cheok Va, e descobrir como é que o órgão legislativo funciona. “Visitei Macau seis ou sete vezes durante o ano passado, mas esta é a minha primeira visita à Assembleia. Acho importante entender o que os deputados fazem, nesse sentido a minha conversa com Lau Cheok Va foi muito produtiva. Fiquei com as noções gerais de como trabalha este organismo”, referiu o diplomata. Depois do encontro com Lau, Young realçou as boas relações entre os EUA e a RAEM. “A relação entre Macau e os EUA mudou bastante nos últimos oito anos muito por culpa da indústria do jogo. Os empresários de Las Vegas viram na RAEM uma oportunidade e empresas como a Sands, MGM ou Wynn participaram activamente na expansão do jogo e penso que isso trouxe sucesso para todos”, disse. O diplomata norte-americano referiu ainda é importante compreender as oportunidades que surgem nestas regiões bem como todos os desafios que se apresentam. “São inúmeras as questões
interessantes ligadas a esta próspera economia.”
Delta resolvido
Tempo houve ainda para questionar o diplomata norte-americano sobre a polémica que envolveu o Banco Delta Asia em 2005. Para Stephen Young esse problema “foi resolvido a bem com a cooperação do Governo de Macau”. O Banco Delta Asia foi um dos centros da polémica no processo do material nuclear de Pyongyang, já que era através da instituição que passavam alguns dos fundos do regime da Coreia do Norte. Em Setembro de 2005, o Tesouro norteamericano acusou o DeltaAsia de ser um aliado do regime da Coreia do Norte e de aceitar valores monetários de moeda americana falsos ou com origem duvidosa, acusações contestadas pelo banco já que, segundo divulgou na altura, as notas eram verificadas em Nova Iorque e só depois o dinheiro era creditado na conta dos clientes e cumpria todas as normas de Macau no que se refere ao sistema financeiro. De facto, nunca em todo o processo a Autoridade Monetária de Macau aplicou sanções ao Delta Asia por incumprimento da lei, o que traduz que a instituição terá cumprido sempre todos os preceitos legais locais. Nas auditorias externas efectuadas por empresas de renome, como a Ernest & Young, também não foram detectadas ilegalidades, embora fonte ligada ao processo tenha admitido na altura que poderiam existir falhas administrativas que, contudo, não significavam ilegalidades.
quinta-feira 17.2.2011 www.hojemacau.com.mo
Colômbia Submarino para narcotráfico O Exército colombiano interceptou um “narcosubmarino” com capacidade para transportar oito toneladas de cocaína para o México. Estava escondido na zona rural de Cauca, no sul da Colômbia, e é o mais sofisticado que as autoridades detectaram até agora. O submarino tem 31 metros de comprimento por três de largura, valerá cerca de 156 milhões de patacas e não necessita de tripulação, o que o torna num meio de transporte seguro para os narcotraficantes, que não se arriscam a ser detidos. Estava escondido na selva. Coca-Cola Já não há receita secreta A Coca-Cola negou ontem que a receita que veio a público do refrigerante mais famoso do mundo é a que a marca utiliza para preparar a bebida. “Muitos tentaram ao longo do tempo descobrir a nossa fórmula secreta”, disse à ABC News Kerry Tressler, porta-voz da marca. “Apesar de tentarem, só existe uma receita real. E não é essa.” O This American Life, um programa de rádio transmitido pela Chicago Public Radio, revelou ter encontrado a fotografia da receita original da Coca-Cola na edição de 18 de Fevereiro de 1979 do jornal Atlanta Journal Constitution, em Atlanta, a cidade de John Stith Pemberton, o homem que inventou a fórmula da bebida em 1885. Para fazer a CocaCola, diz a receita, bastava ter ingredientes como extracto de folha de coca, óleo de nozmoscada e néroli. Os coentros também são necessários para fazer o sabor 7X que entra na composição e dá um toque especial à bebida. Inglaterra Patrão indemniza ladrão Revoltado por ter sido roubado pelo próprio funcionário, Simon Cremer pendurou um cartaz no pescoço do empregado a dizer “ladrão” e levou-o pela rua à esquadra da polícia. Foi processado e está obrigado a indemnizar o assaltante, que saiu em liberdade. Simon Cremer apanhou um funcionário a roubar. Levou-o à polícia e quis fazer dele um exemplo. “Ladrão - Roubei 845 libras. Estou a caminho da esquadra de polícia”, lia-se no cartaz que pendurou no pescoço de Mark Gilbert. Enquanto que o funcionário acusado pelo chefe de roubo foi libertado, Cremen enfrentou, durante três meses, um processo por ter humilhado seu antigo funcionário. Para sair sair desta “cilada”, Cremer pagou mais de 1,5 milhões de patacas.