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Hoje Macau 17 NOVEMBRO 2021 #4893

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AFP

BOOK HOP

HORIZONTES DA ARTE EVENTOS

CIMEIRA CHINA | EUA

VIAS DO ENTENDIMENTO

Nº 4894 QUARTA-FEIRA 17-11-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

O MESMO NÃO CHEGA CARLOS MORAIS JOSÉ

hoje macau

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GCS

MOP$10

PÁGINAS-8-9

OPINIÃO

Tranquilidade Na apresentação das Linhas de Acção Governativa para 2022, Ho Iat Seng centrou o discurso em dois vectores: a manutenção da política de zero casos e consequente encerramento ao exterior, e a segurança nacional, cuja lei vai ser revista em 2022, com novos enquadramentos em matérias como as escutas e o terrorismo. Tudo em nome da estabilidade. PÁGINAS 2 A 5


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Sossegados no

A política de combate à pandemia será mantida no próximo ano, mas o Governo admite trabalhar para normalizar a circulação com o Interior da China e Hong Kong no segundo semestre de 2022. No pólo oposto, a reabertura ao estrangeiro é vista como cenário distante e arriscado em termos de perigo de contágio

A

continuidade da política de zero casos de covid-19 e falta de metas para aliviar a circulação com o estrangeiro, ou redução das exigências de quarentena, marcou ontem o discurso do Chefe do Executivo, na apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG). Na Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng afirmou esperar uma melhoria da situação internacional, mas todas as atenções estão focadas “nas regiões vizinhas”, ou seja, o Interior da China e Hong Kong. “Iremos persistir na estratégia de ‘prevenir casos importados e evitar o ressurgimento interno’ e promover efectivamente a norma-

lização da prevenção epidémica, disse Ho Iat Seng. Este aspecto foi reforçado na conferência de imprensa com perguntas da comunicação social, face à abertura com Hong Kong. “Depende do consenso entre as três partes [Macau, Hong Kong e Interior], não podemos abrir e fechar fronteiras só por nós. Seguimos as exigências [do Interior]”, explicou. O próximo ano pode trazer a facilitação da circulação com o Interior e a reabertura com Hong Kong sem a exigência de quarentena. Estes dois destinos vão ser a prioridade: “Espera-se que a circulação de pessoas entre Macau e as áreas vizinhas, especialmente o Interior da China e Hong Kong,

PRINCIPAIS APOIOS SOCIAIS • Comparticipação pecuniária: 10.000 patacas (residentes permanentes) e 6.000 patacas (residentes não permanentes) • Vales de saúde: 600 patacas (residentes permanentes) • Subsídio de nascimento: 5.318 patacas por progenitor

seja retomada com a brevidade possível e que mais turistas visitem Macau”, traçou. Segundo o Chefe do Executivo, para a normalização com o Interior e Hong Kong, a população tem cumprir as suas “responsabilidades: “Apelamos, aqui, à população em geral para que cada um assuma as suas responsabilidades sociais, aderindo activamente à vacina, no sentido de aumentar a taxa de vacinação e criar condições necessárias para o reinício da circulação normal de pessoas entre Macau, Interior da China, Hong Kong e outras regiões”, indicou, na Assembleia Legislativa. Mais tarde, na conferência de imprensa, Ho Iat Seng admitiu que as negociações para normalizar as passagens fronteiriças com a China exigem taxa de vacinação de 80 por cento na RAEM, o que definiu como “um longo caminho”. Ainda sobre a normalização com o Interior e Hong Kong não foi afastado o cenário de as restrições vigorarem até ao final do próximo ano: “Estamos há dois anos com restrições de circulação. Será que vamos chegar aos três anos? Não posso garantir que não vamos chegar, mas gostava que as coisas melhorassem num futuro próximo. Espero que possamos normalizar a circulação [com Hong Kong e o Interior] no segundo semestre”, respondeu.

O perigo lá fora

A abertura com o estrangeiro não está no horizonte. Na perspectiva de Ho, a situação internacional da pandemia até pode melhorar, ser

IDOSOS

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DISCURSO NA AL POLÍTICA DE ‘ZERO CASOS’ E ENCERRAMENTO AO ESTRANGEIRO VÃO CONTINUAR

controlada, o que poderia criar condições para a reabertura, mas o estrangeiro é fonte de contágio: “Devemos continuar em alerta

“Como vai ser se abrirmos as fronteiras ao estrangeiro e houver um surto súbito?” para um eventual ressurgimento da epidemia em alguns países e regiões, situação em que as medidas de controlo de entrada e saída e as restrições à circulação poderão ser

ajustadas”, avisou. “Na abertura com o exterior, Macau tem certas considerações. Como vai ser se abrirmos as fronteiras ao estrangeiro e houver um surto súbito? Temos de considerar muita coisa. Se os residentes de Macau não puderem ir ao Interior [devido a um surto], como é que respondemos a essa situação”, justificou. No caso de o Governo sentir que pode abrir exterior, Ho diz que o levantamento das restrições deve começar pelos países do sudeste asiático. Fechados com ‘trancas na porta’, a aposta para a recuperação económica vai assim passar exclu-

FAMÍLIAS CARENCIADAS

• Pagamento da conta da electricidade: 200 patacas por mês

• Subsídio para idosos: 9.000 patacas por mês

• Índice mínimo de subsistência: 4.350 por agregado familiar com uma pessoa

• Regime de previdência central: 10.000 patacas para activar cada conta

• Pensão para idosos: 3.740 patacas por mês (13 meses)

• Apoio para actividades de aprendizagem: entre 300 e 750 patacas por mês

• Contribuição predial urbana: isenção de 3.500 patacas

• Apoio aos cuidados médicos: entre 1.000 e 1.200 patacas por mês • Apoio de invalidez: 750 a 1.000 patacas por mês


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conforto do lar próximo Verão e que o tempo para avançar com novo concurso é escasso. Além da promessa de fazer “trabalhos”, Ho Iat Seng destacou a necessidade de apostar nos elementos de diversificação da economia e das concessionárias “assumirem devidamente as suas responsabilidades sociais”.

Apoios sociais sem alterações

sivamente pelo Interior, o principal parceiro comercial da RAEM e a maior fonte de turistas. “A pátria é o sustentáculo do desenvolvimento de Macau. Prevemos que em 2022, com o reforço das medidas de prevenção e controlo epidémicos adoptadas pelo país e os resultados alcançados em termos de desenvolvimento económico e social, a economia continue a recuperar de forma estável e com uma tendência constante de consolidação e de melhoria”, anteviu.

O tabu do jogo

Ao longo de um discurso com perto de 50 páginas, na versão portugue-

PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS

O cartão de consumo não está prometido, mas, como aconteceu este ano, poderá ser lançado conforme as condições económicas sa, o Chefe do Executivo apenas mencionou o sector do jogo num parágrafo. “Iremos aperfeiçoar os diplomas legais relacionados com o sector do jogo e os procedimentos e processos de fiscalização de jogos. Iremos promover adequa-

damente os trabalhos no âmbito do direito de exploração de jogos, tendo em conta o enriquecimento do Centro Mundial de Turismo e Lazer de Macau, o desenvolvimento estável da indústria do jogo, a garantia do emprego dos residentes e a respectiva ascensão profissional”, afirmou. O Chefe do Executivo não revelou a meta temporal para o concurso de atribuição das novas licenças dos casinos, nem esclareceu se as actuais licenças vão ser renovadas. O assunto só foi abordado mais tarde, depois das questões dos jornalistas. Recorde-se que as licenças terminam no

ESTUDANTES

• Subsídio de invalidez: 9.000 patacas ou 18.000 patacas por ano

• Subsídios de aquisição de manuais: 3.550 patacas (ensino secundário), 3.000 patacas (ensino primário), 2.400 (ensino infantil)

• Subsídio para cuidadores: 2.175 patacas por mês

• Subsídios de propinas para estudantes carenciados: 9.000 patacas (ensino secundário), 6.000 patacas (ensino primário), 4.000 (ensino infantil) • Subsídio para aquisição de material escolar: 3.300 patacas (residentes)

Ho Iat Seng reconheceu que os últimos anos sujeitaram “os residentes a pressões sem precedentes” e que se vive num ambiente pandémico que “agrava a difícil situação dos diversos sectores sociais”. Por isso, o líder da RAEM prometeu um Executivo “firme no princípio de não redução das despesas com os benefícios em prol do bem-estar da população”. Neste sentido, o Governo volta a distribuir o plano de comparticipação pecuniária de 10 mil patacas para residentes permanentes e 6 mil para não permanentes. Quanto ao cartão de consumo, a medida não está prometida, mas, como aconteceu durante este ano, poderá ser lançada conforme as condições económicas. “O Governo [...] continuará as medidas de benefícios fiscais implementadas no ano anterior e prolongará a aplicação das demais medidas relativas, designadamente, à educação, aos cuidados de saúde, à segurança social e à comparticipação pecuniária”, sublinhou. “Tendo em consideração a nova conjuntura, serão ainda lançadas outras novas medidas em prol do bem-estar da população”, acrescentou. A nível dos apoios sociais e apoios para as empresas, o Chefe do Executivo não apresentou novidades, além da criação de centros de serviços para pessoas com deficiências e idosos. O Governo referiu novos benefícios fiscais, isenções de rendas e taxas de licenciamento para as Pequenas e Médias Empresas, ou seja, as medidas que já tinham sido anunciadas em Outubro, através de um comunicado da secretaria para a Economia e Finanças. João

Santos Filipe

Trabalho Redução de não residentes

Ho Iat Seng considerou positiva a diminuição de 25 mil trabalhadores não residentes da mão-de-obra local, durante o período de crise pandémica. “Numa situação de recessão económica é particularmente importante garantir o emprego aos residentes locais [...] Foi, ainda, efectuado o ajustamento do número de trabalhadores não residentes; em Setembro de 2021, eram menos 25.120 os trabalhadores não residentes com autorização de permanência, em comparação com finais de Dezembro de 2019”, destacou.

Balanço Reconhecidos erros de comunicação

Durante a apresentação das LAG para 2022 o Chefe do Executivo fez um balanço da governação deste ano. Ho Iat Seng reconheceu que houve erros, mas só de comunicação, e prometeu melhorar. “Estamos cientes das insuficiências na nossa acção governativa. Reconhecemos que algumas medidas adoptadas neste tempo atípico causaram impacto negativo na efectiva implementação de políticas públicas devido à insuficiente comunicação de antemão com os diversos sectores sociais, havendo, portanto, espaço para o reforço e melhoramento dos nossos trabalhos de prevenção e controlo de epidemia”, reconheceu. “A este respeito, o Governo irá humildemente ouvir a sociedade, fazer um balanço das experiências e retirar ensinamentos e, no futuro, aperfeiçoar o modelo e o estilo da sua governação. Irá também realizar estudos, auscultar amplamente as opiniões dos residentes e apresentar planos optimizados em prol da concretização do objectivo fundamental de ‘governar com diligência para o povo’”, adicionou.

IPM Novo nome e ambição regional

Ho Iat Seng anunciou que “o Instituto Politécnico de Macau passará a denominar-se Universidade Politécnica de Macau, e envidará esforços para se tornar na principal universidade de ensino prático na Região Ásia-Pacífico”.


“O Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, esclareceu que o Governo não tem, por enquanto, planos de construir novas instalações de grande dimensão para isolamento de observação médica no âmbito do combate à pandemia. Afirmou que, actualmente, são aproveitados, principalmente, os hotéis que têm colaborado com o governo nessa função”, pode ler-se na nota de imprensa. “A prática, nos últimos dois anos, decorreu de forma tranquila e mostrou-se efectiva”, foi acrescentado.

“São linhas [de acção governativa] bastante reservadas, tendo em conta a pandemia. É preciso prestar uma maior atenção ao assunto que as linhas não estão a mencionar, como a situação dos desempregados”, considerou José Pereira Coutinho, deputado. “Embora dissessem que a taxa de desemprego global é de 2,9 por cento, a realidade é outra. Os patrões não querem dar o atestado de desemprego aos residentes, para não perderem as quotas para os trabalhadores não-residentes”, alertou. “Há dois anos, o Governo também deixou de injectar 7 mil patacas por conta dos residentes no Fundo de Segurança Social. Esta questão de apoio aos idosos também não

RÓMULO SANTOS

Coutinho São linhas “bastante reservadas”

foi mencionada. A apresentação não reflectiu igualmente as preocupações sobre as carreiras de enfermeiros e médicos na Função Pública”, acrescentou.

RÓMULO SANTOS

Apoios Wong Kit Cheng espera adequação à realidade da economia

Wong Kit Cheng espera que o Governo avalie constantemente a eficácia dos apoios à economia e aos residentes, conforme a

evolução do panorama económico e da pandemia, tendo como prioridade as famílias e os idosos. Em reacção à apresentação das Linhas de Acção Governativa, a deputada destacou que o subsídio de cuidadores e o montante de devolução de impostos devem subir. Além disso, espera que o Executivo responda aos problemas que afligem os residentes, como a conclusão do Plano Director, habitação para a classe sanduíche, assim como as datas em que serão disponibilizadas fracções das cinco classes da habitação em Macau. A deputada pede também detalhes sobre os planos para a diversificação económica e para a cooperação aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

Leong Sun Iok Preocupação com os empregos locais R.S.

O deputado Leong Sun Iok considerou que apresentação do Chefe do Executivo pecou por se ter focado pouco na questão do emprego e por não fazer menção ao trabalho da legislação sindical no próximo ano. O deputado dos Operários afirmou que só a aposta nas obras públicas não é suficiente para garantir que a taxa de desemprego entre os locais não aumenta para níveis elevados, e que o Executivo devia estar a ponderar mais factores para

garantir que os locais conseguem chegar a posições de topo em outras indústrias. Em relações aos aspectos positivos, Leong Sun Iok apontou estar contente com o facto de a revisão planeada para as leis ir penalizar os titulares de altos cargos públicos.

SEGURANÇA NACIONAL HO IAT SENG PROMETE REVER LEI E CONSULTA PÚBLICA EM 2022

GCS

Quarentenas Desmentida construção de centro de isolamento No discurso na Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng anunciou que o Governo ia estudar “a viabilidade de construção de instalações de grande dimensão para quarentena”. Horas depois, e no seguimento da conferência de imprensa em que foi questionado sobre o assunto, Ho recusou a ideia de haver um plano para essa obra, porque a RAEM aposta num modelo com base nos hotéis de quarentena. A ideia foi reforçada horas depois, através de um comunicado do Gabinete de Comunicação Social.

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LEI SINDICAL GREVE DE FORA DEVIDO À LEI BÁSICA

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UESTIONADO sobre a ausência de referências ao direito à greve e à negociação colectiva no documento de consulta relativo à lei sindical, o Chefe do Executivo Ho Iat Seng, justificou a omissão com o facto de a Lei Básica já regular expressamente sobre esses aspectos. “Qual é a necessidade de repetir [estes direitos] na lei sindical se na Lei Básica eles já estão expressamente regulados? O que pretendemos com a lei sindical é determinar a forma de constituir as associações sindicais, bem como a sua forma de funcionamento. Já há mais de 10 anos que estamos a trabalhar com essas matérias (…) e no caso dos trabalhadores do jogo temos efectivado sempre o direito à negociação em questões de salário e regalias”, começou por dizer Ho Iat Seng. Contudo, o Chefe do Executivo referiu que nada está decidido, dado que a consulta pública sobre o diploma está ainda a decorrer e a Assembleia Legislativa terá ainda de discutir a nova lei. “Quando assumi o cargo de Chefe do Executivo prometi que íamos avançar com a lei sindical. A consulta pública serve justamente para recolher opiniões (…) e só depois é que podemos avançar com os nossos trabalhos, antes ainda da elaboração da lei”, explicou. P.A.

Estreitos caminhos

A revisão da Lei de Segurança nacional vai avançar em 2022, estando previstas alterações aos regimes que enquadram as escutas telefónicas, o terrorismo e o segredo. Depois de prometer a realização de uma consulta pública sobre a matéria, Ho Iat Seng fez questão de dizer que os cidadãos não têm razões para se inquietar e que a segurança nacional é “uma preocupação de todos”

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O fim de 12 anos, a Lei de Segurança Nacional vai ser alterada. No discurso dirigido aos deputados por ocasião da apresentação do relatório das linhas de Acção Governativa (LAG) para 2022, Ho Iat Seng sublinhou, por diversas ocasiões, a importância da segurança nacional como “premissa e garantia do bem-estar da população e do desenvolvimento e prosperidade de Macau a longo prazo”. Mas o Chefe do Executivo espera que, não só o Governo assuma as suas funções, mas também que “cada um de nós” contribua para o esforço nacional, estando previsto o aperfeiçoamento de vários diplomas complementares referentes à lei de segurança do Estado e a realização de uma consulta pública. Durante a conferência de imprensa que se seguiu à apresentação do documento, questionado sobre as possí-

veis implicações da revisão da lei para o exercício de direitos civis e liberdades, como no caso da desqualificação de candidatos às últimas eleições, Ho Iat Seng foi taxativo ao afirmar que os residentes não têm razões para se preocupar e que o que está em causa é a “lei de segurança do país”. Por isso, acrescentou, basta cumprir a lei.

“Devido à conjuntura de desenvolvimento do país e a lei de segurança nacional de Hong Kong, temos de estar articulados com a evolução do tempo e fazer as devidas adaptações.” HO IAT SENG CHEFE DO EXECUTIVO

“A revisão da lei de segurança nacional vai servir para clarificar algumas definições. Uma pessoa que cumpre a lei não precisa de ter qualquer receio ou estar preocupada quanto à lei de segurança nacional. Devido à conjuntura de desenvolvimento do país e a lei de segurança nacional de Hong Kong, temos de estar articulados com a evolução do tempo e fazer as devidas adaptações”, começou por explicar. “É preciso perceber que esta é a lei de segurança do país. É a lei de segurança nacional, não se trata de uma questão local. É uma responsabilidade de cada cidadão e, se cumprirem a lei, não precisam de estar preocupados com qualquer questão derivada daí. Vamos esclarecer as matérias que constam na lei, tomando como referência as regiões vizinhas e também outros países. Por exemplo, em Portugal também existe uma definição muito clara

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sobre a segurança nacional”, rematou.

Mais vale prevenir

Neste âmbito o Executivo espera concluir vários diplomas, como uma nova lei para regular a intercepção das comunicações e criar uma lei para proteger o segredo de Estado.

“Será concluída a proposta de lei que visa Aperfeiçoamento dos diplomas complementares relativos à defesa da segurança do Estado. Será promovida a conclusão da revisão da ‘Lei relativa à defesa da segurança do Estado’ e da produção legislativa do ‘Regime Jurídico

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da Intercepção e Protecção de Comunicações’”, prometeu. “Será concluída a proposta de lei que visa o aperfeiçoamento do regime jurídico de anti-terrorismo, e promovida a produção legislativa do regime do segredo”, anunciou ainda Ho Iat Seng no seu discurso.

“É preciso perceber que esta é a lei de segurança do país (…) não se trata de uma questão local.” HO IAT SENG CHEFE DO EXECUTIVO

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A luta contra o terrorismo e contra as infiltrações e interferências externas vai ser feita em conjunto as autoridades do Governo Central, no âmbito da Grande Baía. “Iremos intensificar a comunicação e a cooperação com o Interior da China, em particular com as cidades da

Grande Baía, na prevenção e repressão dos actos contra a segurança do Estado, no reforço da prevenção de intervenção e infiltração das forças externas, no combate eficaz aos crimes de terrorismo, e na prevenção e mitigação dos diferentes tipos de riscos de segurança”, foi destacado. Pedro Arede


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TIAGO ALCÂNTARA

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EMPREGADAS DOMÉSTICAS ASSOCIAÇÃO DEFENDE VINDA DE VACINADAS

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SAÚDE INVESTIGADOR ALERTA PARA PERIGO DO PESO DE MOCHILAS ESCOLARES

Costas feitas num oito

Cerca de três por cento dos alunos locais com idades entre 8 e 15 anos sofre de escoliose, uma deformação lateral da coluna. O académico Kou Seng Man pede às autoridades que sejam mais activas na prevenção de problemas decorrentes do peso das mochilas

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académico Kou Seng Man, do Instituto de Pesquisa Académica Internacional (Macau), alerta para os perigos do peso excessivo das mochilas escolares. O aviso surge após a divulgação dos resultados de uma investigação que concluiu que três por cento dos alunos de Macau, com idades entre 8 e 15 anos, sofrem de escoliose, ou seja, de deformação lateral da coluna vertebral. Ao Jornal do Cidadão, Kou Seng Man explicou que a escoliose nos mais novos é originada pelo peso excessivo das mochilas. Além disso, os problemas

de coluna também podem surgir pela forma desequilibrada como é distribuída a carga, ou seja, com o peso a recair mais num ombro. O académico acrescenta também que o problema é agravado pelo facto de as crianças estarem em fase de crescimento, com músculos pouco consolidados e ossos mais susceptíveis de serem

alterados por interferências externas, como o peso excessivo. Kou Seng Man revelou igualmente ter participado em exercícios para ensinar as crianças de escolas locais a distribuírem melhor os materiais quando arrumam as mochilas e preparam o dia seguinte. No entanto, reconheceu que os resulta-

Kou Seng Man considera necessário “criar nos alunos o hábito de arrumar a mochila diariamente e evitar materiais desnecessários”, “escolher mochilas mais leves para reduzir o impacto na coluna” e “fazer alongamentos aos músculos”

Banca Aplicações no exterior caíram no terceiro trimestre A actividade internacional do sector bancário de Macau caiu no terceiro trimestre deste ano. Segundo informação divulgada ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM), “a quota das aplicações financeiras nos mercados internacionais, no activo total do sistema bancário, decresceu de 86,2 por cento no final de Junho para 85,9 por cento no fim de Setembro.” Quanto às responsabili-

dades internacionais no passivo total do sistema bancário, a AMCM dá conta da queda de 0,1 pontos para 83,8 por cento. No final de Setembro, os activos internacionais do sector bancário de Macau desceu 0,9 por cento em relação ao trimestre anterior. Porém, em relação ao mesmo período do ano passado, registou-se um crescimento de 13,7 por cento para um total de 2.157,9 mil milhões de patacas.

dos foram limitados, porque mesmo que a mochila esteja bem arrumada o peso continua a ser demasiado.

Medidas de fundo

O investigador defende assim que as autoridades devem ser mais activas e intervir nesta matéria. Apesar de reconhecer que no passado foram formuladas orientações que limitam o peso das mochilas a 15 por cento do peso das crianças, não há uma prática generalizada de cumprimento e fiscalização, entre encarregados de educação e directores das escolas. O académico considera necessário “criar nos alunos o hábito de arrumar a mochila

diariamente e evitar materiais desnecessários”, “escolher mochilas mais leves e feitas a pensar na redução do impacto para a coluna”, “realizar alongamentos aos músculos” e ainda “racionalização pelas escolas dos recursos necessários para as aulas”, para evitar que se carreguem pesos desnecessários. Em relação às editoras dos manuais escolar, Kou considera que devem fazer uma divisão dos temas por diferentes livros, para que não seja necessário carregar muito peso de uma só vez.

vice-presidente da Aliança do Povo de Instituição de Macau, Chan Peng Peng sugeriu que o Governo siga as passadas de Hong Kong e crie um mecanismo de entrada de empregadas domésticas do exterior, mediante a apresentação de certificado de vacinação e da realização de quarentena. De acordo com o jornal Ou Mun, além da vinda de trabalhadoras de países como Filipinas ou Vietname, a responsável quer que o Governo explore a possibilidade de atrair empregadas domésticas de outras províncias do Interior da China e que pondere conceder autorizações de trabalho provisórias a empregadas retidas em Macau e que estão sem trabalho. Para resolver a falta de empregadas domésticas e o aumento da procura, Chan Peng Peng propõe ainda a criação de um mecanismo de formação de empregadas domésticas locais. Segundo a responsável, a sugestão surge também com o objectivo de evitar que as empregadas domésticas abandonem o posto de trabalho em busca de salários mais altos. Chan Peng Peng lembrou ainda que o salário base das empregadas domésticas das nove cidades da Grande Baía é sensivelmente o dobro do auferido pelas trabalhadoras estrangeiras. N.W.

João Santos Filipe

Burla Falsa prostituta desfalca dois residentes em 100 mil patacas Dois residentes de Macau perderam mais de 100 mil patacas após terem concordado pagar por serviços de uma prostituta falsa que conheceram nas redes sociais. De acordo com o jo rnal Ou Mun, durante a troca de mensagens com as vítimas, a mulher terá alegado ser massagista de profissão e sugeriu um serviço de “massagem especial”. Interessados na aquisição do serviço, os dois homens foram instruídos

a comprar cartões de jogo numa loja de conveniência no valor de 83.664 e 20.600 patacas e a revelar as senhas neles inscritos. Após divulgarem os códigos de acesso aos montantes, as duas vítimas deixaram de conseguir contactar a mulher e continuaram a receber solicitações para transferir mais dinheiro. Até ao momento, a Polícia Judiciária não fez qualquer detenção relacionada com o caso.


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RÓMULO SANTOS

COMÉRCIO RUI CARREIRO BARBEIRO “RENASCE” NO PÁTIO DA CABAIA

PORTO INTERIOR SABEDORIA COLECTIVA QUER TRATAMENTO DE ÁGUA RESIDUAL

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Executivo deve construir instalações provisórias para tratamento de águas residuais no Porto Interior para responder aos problemas de poluição costeira. É a opinião de Cheong Sok Leng, vice-presidente do Centro da Política da Sabedoria Colectiva e ex-candidata às eleições legislativas. A dirigente lembrou que o 14.º Plano Quinquenal nacional traçou como meta a neutralidade de carbono em 2060, apesar de a emissão de dióxido de carbono continuar a aumentar até 2035, para quando está projectado o pico das emissões. Em declarações citadas pelo jornal Ou Mun, Cheong Sok Leng defendeu que o Governo deve apostar na prevenção da poluição, actualizar a rede de drenagem e adequar a proibição de plásticos às normas nacionais e internacionais. A dirigente recordou também a proposta do Governo provincial de Guangdong para o uso massificado de veículos movidos a hidrogénio, enquanto política a aplicar na área da Grande Baía, e que o Executivo apenas se foca nos veículos eléctricos, apesar destes representarem uma percentagem ínfima da frota automóvel local. No capítulo da preservação, Cheong defendeu a criação de um mecanismo conjunto entre Guangdong, Hong Kong e Macau para salvaguardar a vida marinha, incluindo espécies em perigo de extinção, como os raros golfinhos cor-de-rosa. N.W.

A completar sete anos de portas abertas em Macau, o espaço Rui Carreiro Barbeiro vai abrir num novo local no Pátio da Cabaia, bem no centro da cidade. Em tempos económicos difíceis, o segredo do negócio continua a ser a essência que não cede às marés das tendências e aposta no capricho no atendimento

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AZ amanhã sete anos que o espaço Rui Carreiro Barbeiro abriu na Calçada da Rocha, no centro da península de Macau, indo muito além da convencional oferta de corte barba e cabelo. Quis o destino e um rol de circunstâncias bem mundanas, que a festa de aniversário fosse também celebração de abertura do novo espaço, com a mudança para o n.º 25 do Pátio da Cabaia, a 2 minutos do Leal Senado, bem no coração de Macau. A festa está marcada para o próximo sábado, no espaço da nova loja, a partir das 17h.

O local muda, mas o espírito mantém-se. “Não há que reinventar muito. Não sigo tendências, sigo a essência”, afirma convicto Rui Carreiro. No fundo, o novo barbeiro apresenta “uma roupagem nova, mas continua a aposta numa imagem retro, ligada às raízes, aos Açores, com muitos pormenores”, conta.

CORTESIA RUI CARREIRO

Casa nova, a mesma alma

Ao entrar no espaço, um enorme mural transporta o cliente para um universo kitch tropical, num espaço mais amplo, adequado às regras exigidas pelas novas licenças para cabeleireiros.

Mimos aos molhos

Navegando nas águas agitadas da crise económica gerada para pandemia e

“Nunca quis embarcar no mesmo conceito dos grandes cabeleireiros, como quando trabalhava em Lisboa na L’Oréal e na Wella, onde o negócio se a assemelha a um matadouro, uma linha de produção.” RUI CARREIRO CABELEIREIRO

subsequentes restrições fronteiriças e encerramentos compulsivos, Rui Carreiro viu-se forçado a encerrar o projecto de comida vegetariana Urban Tribe. “A minha clientela era maioritariamente estrangeira, pessoas que trabalhavam nos casinos, principalmente no The House of Dancing Water, este era o tipo de pessoas que suportava a Urban Tribe”, conta. O próximo passo foi o foco no novo espaço do Rui Carreiro Barbeiro, que, como o próprio conta, vai muito além do tratamento de barba e cabelo. “Nunca quis em-

barcar no mesmo conceito dos grandes cabeleireiros, como quando trabalhava em Lisboa na L'Oréal e na Wella, onde o negócio se a assemelha a um matadouro, uma linha de produção”, explica. Assim sendo, no novo espaço há lugar para artesanato português, peças de design de artistas que apelam ao gosto de Rui Carreiro e mil e um pormenores que prendem o olhar. Entre as marcas representadas no espaço, destaque para Katty Xiomara e Pé de Chumbo, assim como para uma marca muito pessoal, “Saravá, meu pai”, que conjuga sabonetes de sal grosso e alecrim e outros produtos, como velas, com um bem-humorado ascendente espiritual. Além da múltipla panóplia de produtos à venda, e dos serviços de barba e cabelo, o espaço Rui Carreiro Barbeiro oferece paz de espírito, um local onde o burburinho da cidade esmorece, em troca de dois dedos de conversa, um café e um cigarro. João Luz

CICE MACAU NA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL CATÓLICA DO ESCUTISMO

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Conferência Internacional Católica do Escutismo (CICE) conta, desde o fim-de-semana, com novos membros, face à entrada de Macau, Guiné-Bissau, El Salvador, Egipto, Maláui, Venezuela e Níger, informou fonte do Corpo Nacional de Escutas (CNE). O CNE foi o anfitrião de uma reunião da CICE, que aprovou o plano de acção da organização para os próximos anos, tendo decorrido no formato misto, presencial e ‘online’. Em Fátima

estiveram 69 representantes de 24 países, enquanto digitalmente participaram 70 pessoas de outros 24 países. A reunião, subordinada ao tema “A nossa tenda está aberta a todas as religiões”, contou com a presença de Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, que sublinhou que a Conferência Episcopal Portuguesa olha para o escutismo como um “caminho de

esperança” e deixou o convite à participação na próxima Jornada Mundial da Juventude, que se realiza em Lisboa, em 2023. O enquadramento do documento “Visão Católica da Religião no Escutismo”, por Juan Ambrósio, da equipa da Assistência Nacional do CNE, esteve em análise no encontro, tendo em vista a clarificação da dimensão religiosa no movimento escutista mundial. Da reunião do passado fim-de-semana, saiu também o novo

comité mundial da CICE, que tem Jacques Gagey como assistente mundial e é integrada por Matteo Spano, Geogres El Ghorayeb, Marco Aurelio De Mello Castianni e Marcel Ledjou. A CICE, da qual o CNE é membro, “é um espaço de encontro, reflexão, partilha e comunhão dos Escuteiros Católicos de todo o mundo, tendo um estatuto consultivo junto da Organização Mundial do Movimento Escutista”, informa uma nota sobre o encontro.


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CIMEIRA CHINA-EUA XI E BIDEN BAIXAM O TOM AGRESSIVO DOS ÚLTIMOS TEMPOS

O regresso da conversa reprimir as empresas chinesas”, concluiu.

Taiwan: sem descarrilar

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Presidente chinês Xi Jinping apelou na terça-feira ao desenvolvimento de uma relação sólida e estável entre a China e os EUA durante uma reunião virtual com o Presidente dos EUA Joe Biden. “A China e os Estados Unidos deveriam respeitar-se mutuamente, coexistir em paz, prosseguir uma cooperação vantajosa para ambas as partes, e gerir bem os assuntos internos, assumindo simultaneamente responsabilidades internacionais”, disse Xi, que tratou o presidente americano por “velho amigo”, dando o tom a uma conversa mais afável que o esperado. O presidente chinês salientou que tanto a China como os EUA se encontram em fases críticas de desenvolvimento, e que a "aldeia global" da humanidade enfrenta múltiplos desafios.

Responsabilidade de ser grande

Xi Jinping afirmou que ambos devem assumir as responsabilidades de grandes países e liderar a resposta global aos desafios pendentes. Para o presidente chinês, a China e os Estados

Unidos precisam de apelar ao estabelecimento de um mecanismo de cooperação para a saúde pública global e a prevenção e controlo das doenças transmissíveis, e promover mais intercâmbios e cooperação internacional. “A COVID-19 não será a última crise de saúde pública que a humanidade enfrenta”, salientou Xi. “A resposta a qualquer doença importante deve basear-se na ciência”, disse, acrescentando que politizar doenças não faz bem mas apenas mal.

“A covid-19 não será a última crise de saúde pública que a humanidade enfrenta”, salientou Xi. “A resposta a qualquer doença importante deve basear-se na ciência”, disse, acrescentando que politizar doenças não faz bem mas apenas mal Xi disse também que a prioridade premente na resposta global da COVID é abordar os défices de vacinas e colmatar as lacunas. A China está entre os primeiros a oferecer vacinas aos países em desenvolvimento carenciados, fornecendo mais de 1,7 mil milhões de doses de vacinas acabadas e a granel ao mundo e irá considerar fazer

doações adicionais à luz das necessidades dos países em desenvolvimento, referiu Xi.

Igualdade e benefício mútuo

“A China e os EUA devem respeitar-se mutuamente, coexistir em paz, e prosseguir uma cooperação vantajosa para ambas as partes”, disse Xi, expressando a sua disponibilidade para trabalhar com o Presidente Biden para construir um consenso e tomar medidas activas para fazer avançar as relações entre a China e os EUA numa direcção positiva. “Se o fizermos, tal será no interesse dos dois povos e irá ao encontro das expectativas da comunidade internacional”, acrescentou Xi. Xi Jinping descreveu as relações económicas e comerciais entre a China e os EUA como sendo de natureza mutuamente benéfica, e disse que as questões económicas e comerciais entre os dois países não devem ser politizadas. “Os dois lados precisam de tornar o bolo maior para a cooperação”, disse Xi. O presidente chinês acrescentou que “a China leva a sério os desejos da comunidade empresarial dos EUA de viajar mais facilmente para a China”, e concordou em actualizar o acordo acelerado, o que irá melhorar ainda mais as trocas económicas e comerciais entre a China e os Estados Unidos e impulsionar a recuperação das duas economias. “Os Estados Unidos deveriam deixar de abusar ou de esticar demasiado o conceito de segurança nacional para

AFP

A cimeira China-EUA conseguiu trazer alguma “normalidade” à conversa entre os dois países

“A China será obrigada a tomar medidas resolutas, caso as forças separatistas para a ‘independência de Taiwan’ nos provoquem, forcem a nossa mão ou mesmo atravessem a linha vermelha". Xi atribuiu as actuais tensões às repetidas tentativas das autoridades de Taiwan de procurar o apoio dos EUA para a sua agenda para a independência, bem como à intenção de alguns americanos de utilizar Taiwan para conter a China. "Tais movimentos são extremamente perigosos, tal como brincar com o fogo", disse Xi. "Quem brincar com o fogo, será queimado". “O princípio de uma só China e as três declarações conjuntas China-EUA são a base política das relações China-EUA”, disse Xi, observando que as anteriores administrações dos EUA assumiram todas compromissos claros sobre este assunto. “O verdadeiro status quo da questão de Taiwan e o

que está no coração de uma China”, salientou Xi, “são os seguintes: existe apenas uma China no mundo e Taiwan faz parte da China, e o Governo da República Popular da China é o único governo legal que representa a China”. Chamando à realização da reunificação completa da China uma aspiração partilhada por todos os filhos e filhas da nação chinesa, Xi disse:

Joe Biden, reafirmou a política de longa data do governo dos EUA de uma só China, e declarou que os EUA não apoiam a “independência de Taiwan” e expressou que a paz e a estabilidade devem ser mantidas no Estreito de Taiwan

"Temos paciência e lutaremos pela perspectiva de uma reunificação pacífica com a máxima sinceridade e esforço". "Dito isto, se as forças separatistas para a 'independência de Taiwan' nos provocarem, forçarem as nossas mãos ou mesmo atravessarem a linha vermelha, seremos obrigados a tomar medidas resolutas", disse Xi. Por seu lado, o presidente dos EUA, Joe Biden, reafirmou a política de longa data do governo dos EUA de uma só China, e declarou que os EUA não apoiam a "independência de Taiwan" e expressou que a paz e a estabilidade devem ser mantidas no Estreito de Taiwan. Xi Jinping acrescentou ainda que “a China não aprova a utilização dos direitos humanos para se imiscuir nos assuntos internos de outros países”, referindo-se a Hong Kong e Xinjiang. “A China não tem intenção de vender o seu próprio caminho de desenvolvimento em todo o mundo. Pelo contrário, a China encoraja todos os países a encontrar caminhos de desenvolvimento


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adaptados às suas respectivas condições nacionais", disse Xi.

Cooperação em grandes questões

“Sendo as duas maiores economias mundiais e membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a China e os EUA precisam de aumentar a comunicação e a cooperação, cada uma delas gerir bem os seus assuntos internos e, ao mesmo tempo, assume a sua quota-parte de responsabilidades internacionais, e trabalha em conjunto para fazer avançar a nobre causa da paz e desenvolvi-

“A China e os EUA devem respeitar-se mutuamente, coexistir em paz, e prosseguir uma cooperação vantajosa para ambas as partes.” XI JINPING PRESIDENTE DA CHINA

mento mundiais”, disse Xi. “Este é o desejo partilhado pelos povos dos dois países e de todo o mundo, e a missão conjunta dos líderes chineses e americanos”, concluiu. Xi salientou que uma relação sólida e estável entre a China e os EUA é necessária para fazer avançar o respectivo desenvolvimento dos dois países e para salvaguardar um ambiente internacional pacífico e estável, incluindo encontrar respostas eficazes aos desafios globais como as alterações climáticas e a pandemia da COVID-19. Para Xi, “é imperativo que a China e os Estados Unidos mantenham a comunicação sobre políticas macroeconómicas, apoiem a recuperação económica mundial e se protejam contra riscos económicos e financeiros”. “Os Estados Unidos deveriam estar atentos aos efeitos colaterais das suas políticas macroeconómicas internas, e adoptar políticas macroeconómicas responsáveis”, acrescentou Xi.

COVID-19 PRIMEIRO MEDICAMENTO DEVE CHEGAR EM DEZEMBRO STR | AFP

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China deve aprovar, no próximo mês, o primeiro medicamento contra a covid-19 desenvolvido por uma farmacêutica chinesa e baseado no uso de anticorpos monoclonais, capazes de neutralizar o vírus, noticiou ontem a imprensa estatal. O tratamento é o resultado de uma investigação conjunta entre a Universidade Tsinghua, o Hospital Popular

Número Três, da cidade de Shenzhen, e a empresa Brii Biosciences, com sede na China e nos Estados Unidos, afirmou o Global Times, jornal oficial do Partido Comunista Chinês. “O corpo humano produz grande quantidade de anticorpos, mas nem todos têm eficácia antiviral. A nossa pesquisa visa seleccionar os mais fortes, para que possam ser usados

como medicamentos no tratamento de pacientes infetados”, explicou o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Tsinghua, Zhang Linqi, citado pelo jornal. Dados divulgados até à data indicaram que este tipo de medicamento seria utilizado no tratamento de casos leves ou moderados de covid-19. No final de Agosto, a Brii Biosciences tinha anunciado que o tratamento demonstrou uma redução de até 78 por cento nas hospitalizações e mortes por covid-19, durante a terceira fase de ensaios clínicos realizados nos Estados Unidos, no Brasil, na África do Sul, no México, na Argentina e nas Filipinas. Na China, a terceira fase de testes é liderada pelo cientista Zhong Nanshan e ocorre nas cidades de Cantão e Shenzhen, ambas na província de Guangdong (sudeste), e em Nanjing e Yangzhou, na província de Jiangsu (leste). Até à data, a droga experimental foi administrada a mais de 700 pacientes que contraíram a doença, durante a recente e ainda activa onda de surtos no país asiático, atribuídos à variante delta. Empresas e instituições chinesas também estão a desenvolver outros dois medicamentos contra o novo coronavírus.

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Aviso

Aviso

Faz-se público que, por despacho do Secretário para a Administração e Justiça, de 9 de Novembro de 2021, e nos termos do Regulamento Administrativo n.º 14/2016 (Recrutamento, selecção e formação para efeitos de acesso dos trabalhadores dos serviços públicos), republicado e renumerado pelo Regulamento Administrativo n.º 21/2021, da Lei n.º 14/2009 (Regime das carreiras dos trabalhadores dos serviços públicos) e da Lei n.º 12/2015 (Regime do Contrato de Trabalho nos Serviços Públicos), com as alterações introduzidas pela Lei n.º 2/2021, se encontra aberto o concurso de avaliação de competências profissionais ou funcionais, especial, externo, do regime de gestão uniformizada a realizar pela Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça, para efeitos de constituição de reservas de recrutamento de pessoal, com vista ao preenchimento de seis lugares vagos previsíveis de técnico superior de 2.ª classe, 1.º escalão, da carreira de técnico superior, área de informática (desenvolvimento de software), da Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça, Direcção dos Serviços de Identificação e Imprensa Oficial, e dos que vierem a verificar-se nos serviços públicos até ao termo da validade do concurso.

Faz-se público que, por despacho do Secretário para a Administração e Justiça, de 9 de Novembro de 2021, e nos termos do Regulamento Administrativo n.º 14/2016 «Recrutamento, selecção e formação para efeitos de acesso dos trabalhadores dos serviços públicos», republicado e renumerado pelo Regulamento Administrativo n.º 21/2021, da Lei n.º 14/2009 «Regime das carreiras dos trabalhadores dos serviços públicos» e da Lei n.º 12/2015 «Regime do Contrato de Trabalho nos Serviços Públicos», com as alterações introduzidas pela Lei n.º 2/2021, se encontra aberto o concurso de avaliação de competências profissionais ou funcionais, especial, externo, do regime de gestão uniformizada a realizar pela a Direcção dos Serviços de Identificação, para efeitos de constituição de reservas de recrutamento, com vista ao preenchimento de seis lugares vagos de técnico superior de 2.ª classe, 1.º escalão, da carreira de técnico superior, área de informática (infraestruturas de redes), da Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça, Direcção dos Serviços de Identificação, Fundo de Pensões e Imprensa Oficial, e dos que vierem a verificar-se nos serviços públicos, até ao termo da validade do concurso.

O respectivo aviso publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.º 46, II Série, de 17 de Novembro de 2021, será afixado para consulta, no rés-do-chão do Edifício Administração Pública, sito na Rua do Campo n.º 162, Macau e disponibilizado na página electrónica dos concursos da função pública, em http://concurso-uni.safp.gov.mo/, bem como na página electrónica da Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça, em http://www.dsaj. gov.mo/. O prazo para apresentação de candidatura decorre entre 18 de Novembro e 29 de Novembro de 2021.

O respectivo aviso publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.º 46, II Série, de 17 de Novembro de 2021, será afixado para consulta, na Divisão Administrativa e Financeira da Direcção dos Serviços de Identificação, sita no Edif. China Plaza, Avenida da Praia Grande, n.o 804, 5.º andar, Macau, e disponibilizado na página electrónica destes Serviços — http://www. dsi.gov.mo/ — e dos concursos da função pública — http://concursouni.safp.gov.mo/. O prazo para apresentação de candidatura decorre entre 18 de Novembro e 29 de Novembro de 2021.

Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça, aos 10 de Novembro de 2021. O Director, Subst.o Lou Soi Cheong

Direcção dos Serviços de Identificação, aos 11 de Novembro de 2021. A directora Wong Pou Ieng


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BOOK HOP LIVRARIA PORTUGUESA ACOLHE EXPOSIÇÃO DE LIVROS DE ARTISTA

No princípio era o esboço

Da pintura à banda desenhada, passando pela escultura, fotografia e arquitectura, a Livraria Portuguesa alberga a partir de sexta-feira uma exposição de livros de artista com trabalhos de mais de 50 autores portugueses e locais. Do conjunto de obras que, muitas vezes, não eram para ser ou serviram de base para criações artísticas, destaque para produções de Julião Sarmento, Blaufuks, Rusty Fox e Chong Hoi

partir de sexta-feira, a Livraria Portuguesa acolhe uma exposição dedicada a livros de artista, que junta cerca de 68 obras de mais de 50 autores portugueses e locais. Organizada pela Associação Cultural 10 Marias, a segunda edição da “Book Hop” em Macau vai exibir publicações independentes, de pequena escala, únicas ou que tenham servido de esboço para criações artísticas ou profissionais, nas mais diversas áreas, como a escultura, a pintura, a banda desenhada ou a arquitectura. Depois de em 2018, a 1.ª edição do evento no território ter servido, sobretudo, para mostrar o que era feito em Portugal na área, a exposição que pode ser apreciada na galeria da Livraria Portuguesa até 5 de Dezembro pretendeu integrar mais artistas locais, especialmente de matriz chinesa. “A exposição que fizemos em 2018 foi essencialmente para mostrar o ‘estado de arte’ daquilo que se fazia em Portugal ao nível dos livros de artista. Trouxemos para Macau a maior parte dos livros e entrámos em contacto com alguns artistas locais como o Carlos Marreiros, o Alexandre Marreiros, o Konstantin Bessmertny, entre outros. No fundo, arranjámos um núcleo aqui de Macau, mas mais ligado à lusofonia digamos assim”, começou por explicar ao HM o curador da Book Hop, Paulo Côrte-Real. “Da edição passada para esta (…) temos agora muito mais artistas locais connosco, especialmente chineses. Isto para nós é importante porque há uma diferença em termos de pensamento e de abordagem aos assuntos, entre as pessoas de Macau de matriz portuguesa e de matriz chinesa. Integrá-los neste evento é uma boa maneira de juntarmos toda a gente”, acrescentou. A exposição conta com a participação de artistas portugueses como Julião Sarmento, Daniel Blaufuks, João Louro, Leonor Antunes, Pedro Valdez Cardoso, Pedro Pousada, Alexandre Baptista, João Miguel Barros e artistas locais como Chong Hoi, Alan Ieon, Rusty Fox, Jack Wong, Tang Kuok Hou, Yolanda Kog ou Yang Sio Maan. Sublinhando que um dos objectivos da curadoria passa por “ir buscar o maior número possível de disciplinas”,


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Paulo Côrte-Real destaca a presença do recém-falecido artista multidisciplinar e “internacionalmente reconhecido”, Julião Sarmento, os trabalhos fotográficos de Rusty Fox e Daniel Blaufuks e as criações de João Louro e Pedro Valdez Cardoso nas áreas do desenho e da escultura. De referir ainda, a obra de “corte e colagem” feita a partir de revistas dos anos 20 da autoria do Anonymous Art Project.

Faz-se caminhando

“Com a inclusão de mais artistas locais queremos virar o conceito ao contrário, ou seja, em vez de trazermos os artistas portugueses até Macau, queremos dar a conhecer os artistas de Macau a Portugal.” PAULO CÔRTE-REAL CURADOR

“Há pessoas que não fazem ideia que este tipo de objectos pode ser exposto.” PAULO CÔRTE-REAL CURADOR

Para Paulo Côrte-Real, o facto de existir uma exposição em Macau dedicada aos livros de artista pode contribuir para “abrir os horizontes” e fazer com que “mais pessoas percebam que um livro pode ser uma obra de arte”. “Há pessoas que não fazem ideia que este tipo de objectos pode ser exposto. Tendo cuidado e construindo o conceito como uma ‘obra de arte’, um livro ou um caderno pode até acabar exposto na parede como uma pintura. Pode ser que mais tarde se aventurem a fazer também as suas criações”, acrescentou. Sobre a exposição propriamente dita, o curador aponta que tanto a disposição como a sequência em que vão ser apreciadas as obras está ainda ser definida, mas a organização poderá respeitar motivações temáticas, cronológicas ou cromáticas. Entre os exemplares expostos, haverá ainda obras originais e outras reproduções de edições inferiores a 300 exemplares. Perante o apoio demonstrado pelos artistas locais à iniciativa, agora em maior número, no futuro a ideia será levar mais autores locais, sobretudo de matriz chinesa, para Portugal, numa evolução de sentido inverso relativamente às origens do Book Hop, cuja primeira edição portuguesa aconteceu em Coimbra, no Centro de Artes Visuais. “Com a inclusão de mais artistas locais queremos virar o conceito ao contrário, ou seja, em vez de trazermos os artistas portugueses até Macau, queremos dar a conhecer os artistas de Macau a Portugal. Estamos a começar a pensar nisso e na forma de concretizar esta ideia”, rematou o curador, apontando para a possibilidade de isso acontecer já no próximo ano. Pedro Arede

TAP SIAC FEIRA DE ARTESANATO DE OUTONO ABRE SEXTA-FEIRA

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OS dois próximos fins-de-semana a Praça do Tap Siac será tomada pela edição de Outono da já tradicional Feira de Artesanato, inaugurada na próxima sexta-feira. Os 110 stands vão estar abertos ao público entre 19 e 21 de Novembro (sexta-feira a domingo) e entre 26 e 28 de Novembro. A abertura será celebrada com a actuação, na sexta-feira às 17h30, do artista Plusone Wang. Os stands são da responsabilidade de comerciantes das chamadas indústrias criativas e culturais provenientes da China e de Macau, com a exposição

de “artigos de uso diário, vestuário, acessórios, artesanato, produtos artesanais naturais, produtos para animais de estimação, peluches criativos e maquetes especiais”. Como não se come só com os olhos, haverá uma área dedicada a comes e bebes. Ao longo dos dois próximos fins-de-semana, a feira será abrilhantada com a actuação de 37 artistas musicais. Além disso, serão ainda organizados 36 workshops de artesanato criativo, nos quais formadores com experiência de criação artística darão formação sobre técnicas artesanais.

Maratona Internacional | Fotografia Organização vai sortear veículo

O Instituto do Desporto anunciou ontem que está aberto um evento de partilha de fotografias que irá sortear um veículo, estadias em hotel, cupões de refeições, bilhetes de cinema, entre outros prémios. O evento “Fantasia 40 anos de Maratona por Toda a Cidade” já começou e termina a 5 de Dezembro. Até lá, os participantes são convidados a “tirar fotografias de qualquer tema da Galaxy Entertainment Maratona Internacional de Macau”, carregar as fotografias nas suas contas em redes sociais e enviar uma captura de ecrã para o website da maratona ou para a aplicação móvel do evento desportivo. Além do carregamento das fotografias, os participantes têm de preencher os dados pessoais para se habilitarem aos prémios.

SOTHEBY’S OBRA DE POLLOCK BATE RECORDE DO ARTISTA

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quadro “Número 17” do artista norte-americano Jackson Pollock foi vendido por cerca de 54 milhões de euros num leilão da Sotheby’s, que afirmou tratar-se do preço mais alto numa licitação por uma obra do pintor. O “Número 17”, de 1951, é uma das chamadas “Pinturas Negras” do expressionismo abstracto do artista. A venda desta obra de Pollock, por 61 milhões de dólares depois de impostos, desencadeou os aplausos dos participantes no leilão, no qual foram postas à venda 35 obras da colecção do multimilionário Harry Macklow.

A Sotheby’s tinha estimado a venda num valor entre 25 e 35 milhões de dólares. No mesmo leilão, um quadro de Mark Rothko obteve o segundo preço mais elevado alguma vez pago em leilão por uma obra deste artista. A obra, intitulada “N.º7” de 1951, ano em que o pintor norte-americano atingiu a maturidade artística, foi vendida por 82,5 milhões de dólares (, depois de impostos, também motivou aplausos da audiência. O leilão incluiu obras de Alberto Giacometti, Andy Warhol e Pablo Picasso, entre outros.


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Almas gémeas divina comédia

NUNO MIGUEL GUEDES O sol de Inverno lisboeta parece ter a particularidade de trazer à superfície conversas improváveis em lugares improváveis. Ou então é a força deste azul, não sei. No meu caso, esses diálogos parecem vir ter comigo, alheios, fresquinhos e prontos a usar nestas funções. O cronista que vive dos dias, amigos, é um bisbilhoteiro credenciado, um agente discreto com licença para escutar. E então uma vez mais aconteceu: ao passar por uma paragem de autocarro retive migalhas preciosas de uma troca de palavras entre duas raparigas que aparentavam pouco mais de vinte anos. Disse uma delas (e cito de memória, não exijam demasiado, leitores): “X. está tão contente com o Y, não está?”, ao que a outra moça respondeu: “Pois está. São duas almas gémeas!”. Foi aqui que parei. Em primeiro lugar algo surpreendido pela expressão “almas gémeas” ainda ser utilizada no quotidiano e logo por duas jovens; e depois também ainda como sinónimo de perfeição espiritual e entendimento amoroso. Sim, adivinharam: o suave rabugento de serviço a estas teclas considera que a expressão “almas gémeas”, tal como é correntemente utilizada – na verdade não conheço outras utilizações… - é sobrevalorizada. Caminhem comigo, leitores: quem diabo quer uma alma em tudo igual à nossa? Eu não, garanto. O que faz um interlocutor ser interessante em todas as áreas – intelectuais, de amizade ou amorosas – não é o reflexo mas o complemento. A possibilidade de nós que nos escapou, possibilidade essa que é infinita mas que é rara de encontrar. Dito assim isto pode parecer a velha teoria de Lacan, personagem que não me é grato, que afirma que o que nós pensamos que somos existe

apenas em função do outro. Não: somos antes de que haja outro olhar. Somos formados, concedo, por milhares de olhares, actos e palavras que com sorte nos vão atravessando a vida. Mas existe algo – e aqui chamemos-lhe alma com alguma propriedade e mistério – que faz com que rejeitemos ou aceitemos o que nos vai sendo proposto.

A IDEIA DE SER IGUAL AO OUTRO PARA O ENTENDER É PARA MIM TÃO RIDÍCULA COMO PERIGOSA. PRECISO DE REFERÊNCIAS, GOSTOS E VALORES BÁSICOS COMUNS, CERTAMENTE; MAS É NA DIFERENÇA QUE SE MEDRA, SOB PENA DE VIVERMOS NUM PERPÉTUO ESPELHO DEFORMADO A ideia de ser igual ao outro para o entender é para mim tão ridícula como perigosa. Preciso de referências, gostos e valores básicos comuns, certamente; mas é na diferença que se medra, sob pena de vivermos num perpétuo espelho deformado. No amor e ainda mais na amizade, o que nos conforta e refastela não é apenas o que nos é familiar mas sim o que nos provoca e por vezes faz doer. Quando alguém me diz que encontrou a sua “alma gémea” lamento-o. Remete-me logo para o mito do doppelganger e mais exactamente para o conto de Borges O Outro, em que o velho Borges encontra o jovem Borges. E isso, garanto, não é pacífico. A ter algum parentesco, que a alma do outro não seja gémea. Um primo afastado, uma amante perdida, um filho que não conhecíamos. Só assim vale a pena abrir a porta do que somos e deixar entrar com medos mas gratidão.

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THE SMITHS | THE SMITHS | 1984 Que mistura de gases na atmosfera fez de Manchester no final dos anos 70 e ao longo dos 80s num terreno fértil para tanta revolução musical? O primeiro disco dos The Smiths, lançado em 1984, é um brilhante exemplo dessa fertilidade. De uma assentada, a história da pop rock mudava outra vez, conduzida pela melodia da guitarra de Johnny Marr e o lirismo de Morrissey. Das trincheiras do post-punk nascia uma banda com letras reminiscentes dos imaginários de Oscar Wilde e Byron, a destilar “britanismo” e romantismo decadente. Era desta complexidade que era feita a pop que subia nas tabelas de vendas. Entretanto, a mediocridade tornou-se soberana. João Luz

C I N E M A

SALA 1

ETERNALS [B]

Um filme de: Chloe Zhao Com: Angelina Jolie, Gemma Chan, Richard Madden, Salma Hayek 14.30, 18.15, 21.15 SALA 2

THE BATTLE AT LAKE CHANGJIN [C]

(FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Chen Kaige, Tsui Hark, Dante Lam Com: Wu Jing, Jackson Yee, Duan Yihong, Zhang Hanyu, Zu Yawen 14.30, 21.00

MY HERO ACADEMIA: WORLD HEROES MISSION [B]

(FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Kenji Nagasaki 19.00 SALA 3

ANITA [C]

(FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Longman Leung Com: Louise Wong, Lau Chun Him, Fish Liew, Louis Koo, Lam Ka Tung 14.15, 19.15

VENOM: LET THERE BE CARNAGE [C]

Um filme de: Andy Serkis Com: Tom Hardy, Michelle Williams, Naomie Harris, Woody Harrelson 16.45, 21.45

9 3 2 6 0 8 5 9 1 4 6 7 4 8 7 5 1 3 1 5 0 9 4 2 THE BATTLE AT LAKE CHANGJIN 0 2 3 8 7 6 6 4 5 1 3 9 Propriedade 8 0 9Fábrica 2 de5Notícias, 4 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais, Julie Oyang; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; 7 6M.Tavares; 4 0Gonçalo 2 Waddington; 1 Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo 3 1 Paul 8 Chan 7 Wai 9 Chi; 0 Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Rasquinho; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 2 7Morada 6 Pátio 3 da8Sé, 5n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo Welfare 0 9 1 4 2 6 3 5 8 7

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Aviso sobre pedido de junção de restos mortais em sepultura perpétua Eu, Cheong Kin Weng (張建榮), nos termos da alínea 3) do n.º 1 e dos n.ºs 2 a 4 do artigo 26.º -A do Regulamento Administrativo n.º 37/2003, alterado pelo Regulamento Administrativo n.º 22/2019, apresento um pedido da junção das cinzas de Cheong Chin Cheong (張 千祥) na sepultura n.º CT-1-A2-28 do Cemitério Sá Kong da Taipa. O defunto cujos restos mortais se pretende juntar era filho do falecido já ali depositado, o primeiro inumado, Cheong Mon Wong Si aliás Cheong Mun Vong Si (張 門黃氏). Venho por este meio informar as pessoas indicadas no n.º 1 do artigo 26.º -A do regulamento Administrativo acima referido de que podem apresentar objecção por escrito no prazo de 30 dias, contados a partir da data da publicação do aviso, ao IAM. A objecção escrita deve ser entregue no escritório dos assuntos de cemitérios da Divisão de Higiene Ambiental do IAM, sito no 3.º andar do Edifício Comercial Nam Tung, na Avenida da Praia Grande n.º 517. Se o IAM não tiver recebido objecção por escrito dentro do prazo determinado, o pedido de junção pode ser autorizado. Aos 17 de Novembro de 2021 Cheong Kin Weng

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a outra face

opinião 19

Carlos Morais José

LAG O MESMO NÃO CHEGA O CHEFE do Executivo começou ontem a apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) sem que este primeiro discurso tenha trazido novidades importantes no âmbito político, económico ou social. Teremos talvez de esperar pelos Secretários para compreender em profundidade se este Governo produz novas ideias que aliviem a situação que a RAEM enfrenta ou se, pelo contrário, a exemplo de Governos anteriores, teremos “mais do mesmo”, o que seria efectivamente muito pouco. Por aqui todos sabemos que, para a economia de Macau, é fundamental a abertura a Hong Kong. E tal não parece ser ainda uma prioridade para Ho Iat Seng que coloca nas mãos de Pequim essa medida. O problema é que a economia real de Macau (leia-se, além do Jogo) tem muitas dificuldades em sobreviver sem o turismo da ex-colónia britânica. A razão é simples de perceber, dir-se-ia, numa linguagem que agrada a este Governo, uma razão “científica”. O nível de vida dos turistas do interior que nos visitam é inferior ao de Macau e os preços locais muito superiores aos praticados no interior. Por outro lado, a maior parte dos turistas do interior trazem já quase tudo pago e marcado. Logo, não são eles quem vai gastar dinheiro suficiente para manter vivos os pequenos negócios desta cidade. Por outro lado, o nível de vida de Hong Kong é superior ao de Macau. As coisas aqui são mais baratas e por isso é fácil ao residente de Hong Kong aqui gastar dinheiro. Que o digam os donos dos restaurantes e das pequenas lojas, entre outros. Por este motivo, parece-nos muito difícil recuperar a nossa economia enquanto os cidadãos de Hong Kong não puderem vir à RAEM sem passar por uma quarentena. Dantes, quando havia muito poucos turistas da China, Macau era sustentado basicamente por gente de Hong Kong e chegava. A economia explica porquê. E cientificamente, não é? Sendo certo que “a pátria é o sustentáculo do desenvolvimento de Macau” (Ho Iat Seng), não podemos esquecer que Hong Kong faz parte da pátria e que a sua capacidade económica e financeira é fundamental para a RAEM. Por isso, parece-nos que o Governo devia ter como prioridade a abertura desta fronteira aos compatriotas de Hong Kong. Neste ponto surge o grande falhanço deste Governo: a vacinação. É realmente incompreensível que Macau apresente uma taxa tão baixa e o próprio Chefe do Executivo reconheça que tenha havido um “problema de comunicação”. Um proble-

Neste ponto surge o grande falhanço deste Governo: a vacinação. É realmente incompreensível que Macau apresente uma taxa tão baixa e o próprio Chefe do Executivo reconheça que tenha havido um “problema de comunicação”. Um problema não. Um grande problema para uma cidade que vive do turismo

ma não. Um grande problema para uma cidade que vive do turismo. Sinceramente, não compreendemos a razão pela qual o Governo não toma medidas que levem as pessoas a vacinar-se como, por exemplo, não permitir a não-vacinados certos usufrutos como frequentar restaurantes e supermercados, entrar em edifícios públicos, passar a fronteira com Zhuhai, etc.. A postura passiva do Governo nesta matéria é, no mínimo, estranha. E faz pensar. Haverá algo por detrás deste “desinteresse? A vacinação não faz a fortuna de ninguém? E com os testes em massa, será que existem alguns beneficiados? Muito se insiste nos testes e muito pouco nas vacinas. Por quê? De facto, pode ter existido um problema de comunicação, mas o maior problema é que o problema continua. E o que pretende fazer o Governo? Contudo, nem só de turismo vive esta cidade. E é neste ponto que será interessante analisar que medidas se propõe o Governo criar para aliviar a situação em que

se encontram actualmente os residentes, que vão para além do cheque e do cartão de consumo. Estas medidas, sendo importantes para as famílias, de modo nenhum resolvem os problemas, como todos reconhecem. Na verdade, não passam de, como se diz em português, “paninhos quentes”, que não tratam da “ferida”, simplesmente aliviam um pouco as “dores”. Então, o que fazer? Na nossa opinião, o Governo deveria lançar vários programas que permitissem, com mútuas vantagens, uma melhor distribuição de dinheiro pela população. Não falamos aqui, com certeza, de grandes obras, que essas levam o dinheiro para as empresas de construção que não são locais. Falamos, isso sim, de projectos de bairro, de melhoramentos na qualidade de vida das pessoas, mas que contem com a sua participação. Por exemplo, já que a densidade dos turistas é consideravelmente menor, por que não lançar um programa de recuperação dos bairros antigos, que inclua a criação de mais e melhores pontos de interesse? Nomeadamente, uma maior e melhor musealização da cidade, sempre com a colaboração das pessoas locais, que permita a criação de novos empregos e a efectivação de uma cidade histórica, voltada para o turismo, mas conservando a sua identidade e autenticidade. Por outro lado, Macau tem como dever face à Pátria estimular as relações entre a China e os Países Lusófonos, algo que nem sempre tem sido feito da maneira mais eficaz. Querem ideias que vão além do Fórum Macau e seus diplomatas? Ou seja, pretendem também que esta ponte seja construída pelos residentes de Macau ou vamos deixar a coisa só na mão de diplomatas e políticos? Ele há tanto por fazer nesta área... Esperamos então para ouvir os Secretários e as suas medidas, na jubilosa esperança que as LAG não sejam “mais do mesmo”. É que, em tempos de pandemia e colapso económico de muitas famílias, o “mesmo” claramente não chega.


quarta-feira

“Se nos lembrarmos melhor dos bons momentos, para que servem os maus?” PALAVRA DO DIA

17.11.2021

Boris Vian

POLÓNIA MILITARES USAM GÁS LACRIMOGÉNEO PARA REPELIR MIGRANTES

CHINA / EUA MACAU APOIA MEDIDAS DE ENTENDIMENTO APÓS CIMEIRA VIRTUAL

Fronteiras da indignidade “O problema, como disse Merkel, é que se não salvarmos estas pessoas, todos perderemos: a Bielorrússia, mas também e ainda mais a UE, que não permitiu a entrada destes refugiados. É por isso que a situação dos refugiados deve ser resolvida imediatamente”, referiu.

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A sequência da primeira cimeira virtual entre o Presidente Xi Jinping e o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ontem realizada, (ver páginas 8-9), o Governo de Macau manifestou, em comunicado, a sua total solidariedade com as iniciativas do líder chinês, salientando a importância deste encontro que visou aliviar tensões e promover o diálogo construtivo entre as duas nações. O Governo da RAEM aproveitou ainda a ocasião para salientar as vantagens específicas do território enquanto “cidade internacional, ponto de encontro das culturas ocidental e oriental. “Ao longo dos 22 anos, desde o regresso de Macau à Pátria, as relações externas de Macau tornam-se cada vez maiores, as influências internacionais de Macau têm sido reforçadas ainda mais, com as competências delegadas pelo Governo Central e os seus apoios. O Governo da RAEM irá estudar com seriedade e concretizar de forma plena as directrizes do importante discurso proferido pelo Presidente Xi Jinping no encontro virtual dos Chefes de Estado entre a China e os Estados Unidos, salvaguardar com determinação a soberania, segurança e interesse do desenvolvimento do País, aproveitar ainda mais as vantagens específicas de Macau como uma cidade internacional, como ponto de encontro das culturas ocidental e oriental, desempenhar da melhor maneira as funções relevantes de Macau como um lugar de abertura do País de «dupla via» ao exterior, dar os devidos contributos de Macau na promoção do desenvolvimento saudável e estável das relações entre a China e os Estados Unidos, e na construção da comunidade de destino comum da humanidade”, pode ler-se.

Troca de acusações

“Kuznica: Os migrantes estão a atacar os nossos soldados e oficiais com pedras e a tentar destruir a cerca para entrar na Polónia”, escreveu o ministério, acrescentando que “as forças [polacas] usaram gás lacrimogéneo e granadas atordoantes para repelir o ataque”

A

S forças de segurança polacas usaram ontem gás lacrimogéneo e granadas atordoantes contra um grupo de migrantes concentrados na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia, segundo imagens divulgadas pela televisão bielorrussa e pela agência estatal Belta. De acordo com as mesmas fontes, os migrantes romperam as cercas na zona de passagem da fronteira de Bruzgui-Kuznica para tentar entrar na Polónia, ou seja, no espaço da União Europeia (UE), e atiraram pedras contra os militares polacos. A situação também foi divulgada pelo Ministério da Defesa polaco, que, numa declaração divulgada através da rede social Twitter, descreveu os acontecimentos em Kuznica.

“Kuznica: Os migrantes estão a atacar os nossos soldados e oficiais com pedras e a tentar destruir a cerca para entrar na Polónia”, escreveu o ministério, acrescentando que “as forças [polacas] usaram gás lacrimogéneo e granadas atordoantes para repelir o ataque dos migrantes”. Depois do confronto, a situação acabou por acalmar e os migrantes regressaram ao seu acampamento improvisado, em território bielorrusso. A generalização dos confrontos com os seus vizinhos europeus foi precisamente o que o Presidente bielorrusso afirmou ontem que quer evitar. Alexander Lukashenko garantiu que quer evitar a escalada da crise migratória na fronteira com a Polónia, da qual é acusado de ser responsável, e adiantou ter conversado com a chanceler alemã sobre uma possível solução.

Segundo o regime de Minsk, o Presidente bielorrusso propôs, durante uma conversa telefónica realizada na segunda-feira com a chanceler alemã, Angela Merkel, uma forma de resolver a crise migratória na fronteira, mas escusou-se a referir pormenores. “Decidimos com Merkel que, para já, não vamos falar especificamente sobre isso. Ela pediu tempo, uma pausa, para discutir essa proposta com os membros da UE”, justificou. Lukashenko adiantou que aguarda um novo telefonema de Merkel para continuar a discutir uma possível solução e sublinhou que o maior problema é a situação dos mais de 2.100 migrantes que se reuniram perto da passagem da fronteira em Bruzgui-Kuznica, no lado bielorrusso da fronteira com a Polónia.

Varsóvia tem acusado a Bielorrússia de usar migrantes, maioritariamente oriundos do Médio Oriente, para desestabilizar a UE, atraindo-os com vistos e facilitando-lhes a chegada à fronteira com países do bloco comunitário. Na semana passada, Merkel conversou telefonicamente com o Presidente russo, Vladimir Putin, tendo afirmado considerar “inaceitável e desumana a instrumentalização de migrantes” na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia, onde milhares de pessoas estão concentradas em acampamentos precários, sem alimentos e expostas a baixas temperaturas, à espera de uma oportunidade para entrar no espaço da UE. Na segunda-feira, Bruxelas e Washington anunciaram querer ampliar, nos próximos dias, as sanções ao regime de Minsk, já sancionado devido à repressão contra a oposição desde as eleições de 2020. “O principal hoje é defender o nosso país, o nosso povo e evitar confrontos”, disse Lukashenko, citado esta terça-feira pela agência Belta. “Este problema não deve transformar-se num confronto feroz”, concluiu.

F1 GUANYU ZHOU SERÁ O PRIMEIRO CHINÊS A CORRER NA PROVA RAINHA

O

piloto Guanyu Zhou será o primeiro chinês na Fórmula 1, após assinar pelaAlfa Romeo para a época de 2022, em que terá como colega de equipa o finlandês Valtteri Bottas, foi ontem anunciado pela escuderia. “Ser o primeiro piloto chinês [na F1] é um avanço para a história do automobilismo na China. Sei que muitas esperanças estarão

depositadas em mim e, como sempre, vou tomar isso como motivação para me tornar melhor”, disse Guanyu Zhou.

Guanyu Zhou, de 22 anos, segundo classificado na Fórmula 2 e ex-piloto de testes da equipaAlpine, substituiAntonio Giovinazzi, que perdeu o seu lugar na F1 após três anos na Alfa Romeo. O italiano marcou apenas um ponto esta época. A chegada de Zhou ocorre no momento em que a F1 tenta impulsionar o seu crescimento na China,

que recebe a prova rainha do automobilismo mundial desde 2004, mas que não foi capaz de organizar em 2020 e 2021 devido às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. “Anotícia de que Guanyu Zhou estará na F1 na próxima temporada é fantástica para o desporto e para os milhões de apaixonados adeptos chineses, que agora têm um

herói para torcer durante todo o ano”, disse o director executivo da F1, Stefano Domenicali. O responsável da F1 disse que “a pirâmide da F2 está a funcionar bem, promovendo talentos para a primeira divisão”, e considerou Zhou um piloto com um potencial incrível, que será uma mais-valia fantástica para a grelha de 2022.


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Hoje Macau 17 NOVEMBRO 2021 #4893 by Jornal Hoje Macau - Issuu