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Hoje Macau 17 NOV 2015 #3455

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Director carlos morais josé

Mop$10

www.hojemacau.com.mo

t e r ç a - f e i r a 1 7 d e n o v e m b r o d e 2 0 1 5 • ANO X V • N º 3 4 5 5

hojemacau

lag

Habitação vai ser o tema quente do debate

O calcanhar de Chui Página 4

Unidos venceremos Obama e Putin, perante a ameaça global do Estado Islâmico, traçaram uma estratégia comum para a Síria. Apesar de persistirem algumas diferenças.

grande plano Páginas

2-3

Air Macau não satisfaz última

h A lista definitiva Bares da RAEM Pedro lystmann

pub

governo crítico com companhia aérea

agnes lam

A favor do recenseamento automático Página 5

Agência Comercial Pico • 28721006

terrorismo


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grande plano

hoje macau terça-feira 17.11.2015

Atentados de Paris levam Putin e Obama a acertar posições sobre a Síria

Só nós dois é que sabemos Os presidentes da Rússia e dos EUA parecem ter chegado a um acordo sobre os meios de combater o Estado Islâmico na Síria

O

s presidentes americano, Barack Obama, e russo, Vladimir Putin, acertaram neste domingo as suas posições sobre a guerra na Síria e, com outros países na cimeira do G20 na Turquia, prometeram actuar contra os “terroristas estrangeiros”. Dois dias depois dos atentados de Paris, reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI), terem tornado mais urgente avançar para uma solução do conflito sírio, Obama e Putin mantiveram uma inesperada reunião bilateral informal, a primeira desde o início, há um mês, da intervenção russa para apoiar o regime do presidente sírio, Bashar Al Assad. Os dois líderes pediram na cimeira de Antalya (sudoeste da Turquia) uma “transição política dirigida por sírios, precedida de negociações sob mediação das Nações Unidas”, assim como a negociação de um cessar-fogo. A reunião internacional realizada no sábado, em Viena, permitiu que os chefes da diplomacia de

17 países, liderados pelos Estados Unidos e Rússia, fixassem um calendário concreto para a transição política na Síria, mas sem chegar a um acordo sobre a saída de Assad do poder, como exigem os países ocidentais e árabes. Obama e Putin conversaram por cerca de 35 minutos sentados

frente a frente, segundo imagens da televisão. O assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, no entanto, afirmou que algumas divergências sobre a táctica para combater o EI na Síria persistem entre a Rússia e os Estados Unidos. “Moscovo e Washington têm objectivos estratégicos muito

próximos na luta contra o EI, mas persistem divergências sobre a táctica”, declarou Ushakov, sem dar maiores detalhes. Por seu lado, um representante da Casa Branca disse que “o presidente Obama e o presidente Putin concordaram com a necessidade de uma transição política

na Síria, que será realizada por meio de negociações mediadas pela ONU entre a oposição e o regime do país, assim como de um cessar-fogo”. Obama elogiou os esforços de todos os países para combater o EI, notando a importância dos esforços militares russos na Síria

Os números

150

• rusgas foram levadas a cabo em locais islamitas em França desde os atentados perpetrados na sexta-feira, disse o primeiro-ministro francês, Manuel Valls. Em Lyon, no centro-leste do país, foram apreendidas armas, um lança-foguetes, coletes à prova de bala, várias pistolas e uma arma automática de tipo ‘kalachnikov’

23

• pessoas foram detidas para interrogatório e foi decidida a prisão domiciliária para 104 pessoas. O primeiro-ministro francês disse que as autoridades acreditam que novos ataques terroristas estão a ser planeados em França e noutros países europeus após os atentados realizados na noite de sextafeira em Paris. Anteriormente, Valls tinha estimado que os ataques poderiam ocorrer nos “próximos dias, próximas semanas”

31

• armas foram apreendidas

3

• meses poderá durar o estado de emergência em França. Hollande terá comunicado esta intenção ao parlamento. “Ele disse-nos que quer o estado de emergência durante três meses, no mínimo”, disse uma das fontes. Em França, o prolongamento do estado de emergência para mais de 12 dias exige uma lei que tem de ser votada no parlamento, fixando a duração definitiva da medida.

2

• luso-descendentes ainda não apareceram. A associação de jovens luso-descendentes Cap Magellan e o vereador da Câmara de Paris Hermano Sanches Ruivo procuram dois jovens alegadamente de origem portuguesa que aparecem

como desaparecidos na conta do Twitter criada na sequência dos atentados de Paris. Hermano Sanches Ruivo, fundador da associação Cap Magellan, disse que estão à procura dos jovens Julien Ribeiro e Cédric Santos. “Pela fotografia eu diria que eles têm menos de 30 anos, provavelmente menos de 25 também. Eles não constam da lista dos feridos, daqueles que ainda estão a ser vistos nos hospitais, o que não deixa de ser uma má notícia, a menos que estejam completamente fora do esquema e nesse caso podemos estar numa falsa pesquisa. É um risco também, não podemos descartar que seja uma piada de mau gosto”, descreveu

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• dos terroristas abatidos era filho de uma portuguesa. Ismael Omar Mostefai, um dos terroristas identificados como autor do ataque à sala de especáculos Le Bataclan, que fez 89 dos 129 mortos dos atentados de Paris desta

sexta-feira, era filho de uma portuguesa e de um argelino, escreve o “New York Times”. Ismael Omar Mostefai tem 29 anos e nasceu em Courcouronnes (arredores de Paris). Era o terceiro de cinco irmãos, contou ao jornal um vizinho da família que o jornal norte-americano ouviu em Chartres, onde vivia a família, a cerca de 100 quilómetros da capital francesa. Mostefai, adiantou ainda a mesma fonte, chegou a trabalhar numa padaria nos subúrbios de Chartres. “Era uma família normal, como todas. [Mostefai] brincava com os meus filhos. Nunca falou de religião. Era normal. Tinha alegria de viver. Ria-se muito”, contou o vizinho. Isto até há cinco anos, depois algo mudou: “Foi em 2010, foi aí que ele começou a radicalizar-se. Não percebemos o que aconteceu.” O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse que não consegue confirmar a informação avançada pelo “New York Times”. Afirmou apenas que Mostafa “não é português”


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focados no combate desse grupo, acrescentou.

Tudo muito bonito mas...

Mas, além das declarações de boas intenções, a França, representada pelo ministro das Relações Exteriores Laurent Fabius e das Finanças Michel Sapin, espera acções concretas na luta contra o terrorismo. “Além da solidariedade e da comoção, a França quer decisões concretas em matéria de luta contra o financiamento do terrorismo”, declarou à AFP Sapin. As declarações de intenção escondem, de facto, as divergências sobre a guerra na Síria, onde mais de 250 mil pessoas já morreram. Numa cimeira marcada pelos atentados de Paris, que deixaram 129 mortos, os líderes fizeram um minuto de silêncio em memória das vítimas e mostraram-se determinados a fazer uma frente comum perante o jihadismo. O anfitrião do encontro, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, prometeu que a cimeira enviará uma mensagem dura contra o terrorismo. Neste contexto, e duas semanas após a vitória nas eleições legislativas, o homem forte da Turquia quer aproveitar a oportu-

“Quem cometeu os atentados são exactamente as pessoas de quem fogem os migrantes e, por isso, não é preciso rever o conjunto da política europeia em termos de refugiados” Jean-Claude Junker

nidade para reafirmar o seu papel na crise. Para lembrar a urgência da ameaça terrorista, um membro do EI cometeu um ataque suicida sábado à noite durante uma acção da polícia na cidade turca de Gaziantep, localizada a 500 km a leste de Antalaya.

França retalia com bombardeamentos

C’est la guerre!

Rascunho e refugiados

Os líderes do G20 devem tomar medidas contra a crescente circulação de terroristas estrangeiros, segundo um rascunho da declaração final da cimeira obtida pela AFP. As principais economias do planeta concordaram em “compartilhar informações operacionais, fazer uma gestão de fronteiras para detectar deslocamentos, tomar medidas preventivas, dar uma resposta judicial adequada e fazer um reforço da segurança aérea internacional”, segundo o texto. O projecto de declaração também condena os “odiosos ataques de Paris e de Ancara” em 10 de Outubro, mas não cita qualquer grupo ou organização terrorista. A cimeira dos países mais ricos do planeta deveria tratar de assuntos económicos, mas a guerra na Síria, a crise migratória na Europa e os atentados de Paris modificaram a agenda deste ano. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, advertiu contra qualquer tentativa de transformar a política europeia de refugiados em função dos atentados em Paris. “Quem cometeu os atentados são exactamente as pessoas de quem fogem os migrantes e, por isso, não é preciso rever o conjunto da política europeia em termos de refugiados”, declarou. A questão veio à tona quando as autoridades gregas indicaram que um passaporte sírio achado pela polícia francesa num dos locais dos ataques em Paris pertencia a um solicitante de asilo que se registou em Outubro passado numa ilha grega, onde chegam milhares de migrantes.

D

ez caças franceses lançaram domingo à noite 20 bombas sobre Raqqa, no Norte da Síria, que o Estado Islâmico tornou a sua capital, anunciou o Ministério da Defesa de Paris. O acto está a ser visto como uma resposta aos atentados de sexta-feira na capital francesa, que o Presidente François Hollande tinha classificado como “um acto de guerra, cometido por um exército terrorista.” Durante o dia, o Presidente recebeu os líderes dos partidos políticos representados no Parlamento, em busca de uma união nacional, tentando reproduzir o clima em França após os atentados de Janeiro contra o semanário satírico Charlie Hebdo e um supermercado judaico, que fizeram 17 mortos. Desde sexta-feira à noite que o Presidente apela à “unidade indispensável” para defender “a pátria e os valores da humanidade”. Este domingo, o primeiro-ministro, Manuel Valls, exortou os partidos a formarem “a união sagrada”, antes da sessão conjunta das duas câmaras que se realizará em Versalhes na segunda-feira. É muito raro que o Senado e a Assembleia Nacional se reúnam ao mesmo tempo – a convocatória

excepcional justifica-se, afirmou Hollande, devido à necessidade de “unidade” da nação face ao desafio do terrorismo. Mas Nicolas Sarkozy, o líder do partido de centro-direita, em vez de consensos, exigiu “alterações drásticas” na política de segurança – indiciando que Hollande não conseguiria a desejada união. “Disse ao Presidente que me parecia que devíamos construir respostas adequadas, o que quer dizer fazer uma inflexão da nossa política externa, das decisões no plano europeu e efectuar modificações drásticas na nossa política de segurança”, declarou o ex-Presidente, batido nas eleições de 2012 por Hollande. Apesar de bombardeamentos continuados, inicialmente no Iraque e depois de Setembro na Síria, a coligação internacional não está a conseguir enfraquecer o grupo jihadista Estado Islâmico. Por isso a oposição francesa está a reclamar uma acção mais ampla. Alguns, como Sarkozy, dizem que o Ocidente se devia coordenar com a Rússia e até com o Presidente sírio, Bashar al-Assad – contra o qual os sírios se levantaram inicialmente, dando origem à guerra civil.

Falsa ameaça de bomba em avião

Um avião da Ryanair que este domingo de manhã partiu de Ponta Delgada com destino a Lisboa foi alvo de uma ameaça de bomba que se veio a revelar falsa, confirmou ao i fonte oficial do comando metropolitano de Lisboa da PSP. Segundo a mesma fonte, o avião já tinha descolado de Ponta Delgada, nos Açores, quando um membro da tripulação encontrou na casa de banho um bilhete com a palavra “bomba”. Quando, às 9h25, aterrou em Lisboa, o destino final da viagem, os passageiros foram retirados do interior do aparelho, que foi revistado pela brigada de minas e armadilhas, que não encontrou nenhum objecto suspeito.

“Temos de tirar as consequências da situação na Síria. Precisamos de toda a gente para acabar com o Daesh [a sigla em árabe do Estado Islâmico], incluindo os russos. Não pode haver duas coligações internacionais na guerra da Síria”, declarou Sarkozy. O que é o Estado Islâmico? A tentação agora será a de seguir uma política mais dura – os bombardeamentos serão prova disso. O caminho de França inicia agora poderá levá-la para o mesmo percurso que os Estados Unidos começaram a percorrer após os atentados do 11 de Setembro de 2001, com um difícil equilíbrio entre as liberdades cívicas, uma sociedade aberta e a segurança, sublinha o New York Times. “Hollande está a ser empurrado para endurecer a sua retórica”, sublinha a editorialista Françoise Fressoz no Le Monde. O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, solicitou a realização de conselho dos ministros do Interior da União Europeia extraordinário na próxima sexta-feira, 20 de Novembro. Por outro lado, é a primeira vez que uma alta figura do Estado europeu é ameaçada directamente num atentado jihadista – Hollande estava no Estádio de França a assistir ao jogo amigável entre as selecções francesa e alemã, no qual os terroristas tentaram entrar. Houve uma linha vermelha que foi atravessada, que obrigará as autoridades de Paris a agir de forma diferente. Além disso, neste momento está a decorrer uma campanha eleitoral em França – as regionais disputam-se em duas voltas, a 6 e 13 de Dezembro, com uma derrota quase certa para os socialistas no poder. E as presidenciais de 2017, cujo contra-relógio começou a contar logo em 2012, após a eleição de François Hollande, estão a aproximar-se. Pode haver “um efeito de repetição talvez muito doloroso”, diz SainteMarie. “A repetição dos acontecimentos pode provocar uma reflexão sobre as escolhas do Governo e do Presidente. De uma parte sobre a eficácia das medidas de prevenção, sobre o aspecto securitário, mas também sobre o aspecto diplomático.” Tudo isso pode significar que a França entrou de facto em guerra com o Estado Islâmico.


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política

A

A habitação é a “prioridade do Chefe do Executivo” e, por isso, este deve ser o assunto com mais direito de antena e esclarecimentos Melinda Chan avança também com uma questão subordinada ao mesmo tema. A deputada quer saber “qual é a meta e o planeamento do Governo, nos próximos cinco anos, sobre a habitação”, pedindo ainda esclarecimentos sobre a ideologia defendida pelo Governo de “Habitação para Todos”. Melinda Chan aproveita ainda para questionar quando será realizada uma revisão da Lei de Habitação Económica, algo que considera muito necessário.Ao HM, a deputada explicou que, para além da habitação, existem outros assuntos “muito importantes”, tais como a economia do território e as responsabilidades sociais das operadoras de Jogo. Ho Iong Sang defende que a habitação é a “prioridade do Chefe do Executivo” e, por isso, este deve ser o assunto com mais direito de antena e esclarecimentos. “Não existem ofertas suficiente para a procura. Vou questionar sobre quais as medidas a curto prazo para resolver os problemas que existem neste momento”, garantiu.

Saúde e derivados

Wong Kit Cheng não tem dúvidas. O seu momento de antena será aproveitado para falar da Saúde. Chui Sai On terá de explicar, cinco anos passados desde a implementação do Plano de Saúde a dez anos, quais os progressos até ao momento neste sector. Wong quer ainda saber se o Governo prevê mais colaborações com associações

Chui Sai On Habitação será tema principal do debate

Pôr as casas em ordem Habitação, Saúde e direitos dos trabalhadores são os temas para os quais os deputados querem que Chui Sai On apresente respostas amanhã, quarta-feira, altura em que o Chefe do Executivo marcará presença na AL tiago alcântara

habitação é o assunto que reinará durante a sessão de perguntas e respostas entre deputados e Chui Sai On, já na próxima quarta-feira, dia em que o líder do Governo marcará presença na Assembleia Legislativa (AL). “Vou aproveitar o momento de interpelações ao Chefe do Executivo para perguntar sobre a promessa que ele fez durante a campanha eleitoral. O Chefe do Executivo prometeu 28 mil fracções na zona A dos novos aterros, mas parece que a promessa está longe do seu comando e não será cumprida até 2019. Quero saber se há um calendário para o trabalho e como é que ele vai resolver a promessa que fez”, esclareceu o deputado Au Kam San, da Novo Macau, sublinhando que a habitação é, de facto, “o assunto prioritário de momento”. Na lista está também Angela Leong, que defende a habitação pública como principal tema. A deputada irá questionar o Governo sobre os problemas dos jovens em conseguir uma habitação.

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ou instituições privadas para facilitar o sistema de saúde pública. “Macau foi considerada uma cidade saudável. É preciso que o Chefe do Executivo nos explique o que pretende fazer para manter essa posição”, aponta. Dentro da mesma pasta, Chan Iek Lap perguntará ao líder da RAEM quando é que está operacional o tão prometido Centro para Doenças Infecciosas. “A falta deste edifício é muito grave, porque aqui [em Macau] há um risco de transmissão de doenças muito alto”, remata. A melhoria dos próprios serviços administrativos foi o tema que Si Ka Lon escolheu para indagar Chui Sai On. “Actualmente os trabalhos realizados pelo Governo não correspondem à esperança e expectativas depositadas pelos residentes, vou pedir ao Chefe do Executivo que faça um comentário à eficácia dos trabalhos e à qualidade dos mesmos”, indicou ao HM.

Direitos, terrenos e afins

Ella Lei aproveitará o seu momento para falar sobre aquele que diz ser o assunto que desperta mais atenção e preocupação dos residentes: os direitos dos trabalhadores. “Os residentes estão preocupados com isto. É um assunto importante, por isso vou questionar o Chefe do Executivo”, indicou. A temática do imobiliário foi o assunto escolhido por Song Pek Kei, como a própria confirmou ao HM, e os terrenos (em foco os da zonas C e D dos Lagos Nam Vam) irão marcar a sessão pela voz de Ng Kuok Cheong. O deputado quer saber quais os planos existentes para os terrenos que irão atingir a caducidade já no próximo ano. “Quantas habitações públicas se conseguem construir?”, vai perguntar o deputado.

“Não existem ofertas suficientes para a procura. Vou questionar sobre quais as medidas a curto prazo para resolver os problemas” Ho Iong Sang Deputado

José Pereira Coutinho quer que o Governo explique por que é que decidiu criar um novo cargo – o de vice-presidente do Conselho de Ciência e Tecnologia –, numa altura em que o próprio Executivo se assume em época de poupanças, levando-o até a fundir vários serviços públicos. Como remate final, é preciso que o Governo, pela voz de Chui Sai On, fundamente a necessidade deste cargo de forma transparente. Chui Sai On marca presença hoje em sessão plenária na AL para apresentação das Linhas de Acção Governativa, seguindo-se uma conferência de imprensa. Filipa Araújo (com Flora Fong) Filipa.araujo@hojemacau.com.mo


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Eleições Agnes Lam defende recenseamento eleitoral automático

A ex-candidata a um lugar na Assembleia Legislativa pelo sufrágio directo defende o fim do período de recenseamento préeleições, alertando que pode potenciar actos de corrupção

hoje macau

Secar a fonte da corrupção

Agnes Lam Activista e académica

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académica da Universidade de Macau (UM) e ex-candidata às eleições legislativas Agnes Lam defende a implementação do recenseamento eleitoral automático com base no Bilhete de Identidade de Residente (BIR) permanente, sem necessidade de inscrições nos períodos pré-eleitorais. “O sistema de recenseamento eleitoral em Macau é um pouco problemático e uma das coisas é que não temos distritos, então não temos de votar de acordo com o nosso distrito. É apenas um grande distrito, então todos

deveriam estar elegíveis para votar em qualquer lado”, explicou a docente ao HM. Para a académica, trata-se de uma questão que só acarreta gasto de recursos humanos. “Não precisamos disso e nunca votámos de acordo com um distrito. Talvez

antes, nas eleições para o Leal Senado, houvesse necessidade desse registo, porque havia os distritos de Macau e das ilhas. Também não precisaríamos dos requisitos de verificação dos registos das pessoas, porque a tecnologia permitiria fazer isso através do BIR

Smart City Si Ka Lon desapontado com performance de Macau

Cidade inteligente mas pouco O

tiago alcântara

deputado Si Ka Lon diz que o Governo não está a aproveitar bem as novas tecnologias e a transformação de Macau numa “smart city”. Numa interpelação escrita, o deputado escreve que a sugestão de Alexis Tam em criar um sistema de “smart trips” é uma boa ideia mas não está popularizado o suficiente. Si Ka Lon aponta que, numa era como esta, onde a internet é super valorizada, deve ser dada mais importância à integração de indústrias tradicionais com a internet

“O que depreendi, com base nas queixas de várias pessoas, é que o recenseamento contribui para parte do problema da corrupção eleitoral em Macau”

móvel. O deputado pede que sejam apresentadas mais estratégias sobre como utilizar Macau como cidade inteligente, tendo mesmo dado como o exemplo a decisão do Governo Central em aprovar um planeamento de utilizar as aplicações móveis para comunicar com a população. O deputado lembra que no relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para este ano, o Secretário para os Assuntos Socais e Cultura, Alexis Tam, apresentou a ideia do sistema “viagens inteligentes”, que incluía a utilização

das redes sociais e de aplicações móveis como plataformas de reserva de serviços, como hotéis, restaurantes ou até como forma de perceber o estado do trânsito. Apesar de admitir que o Governo já reconheceu a necessidade de integração das novas tecnologias – o Executivo já criou, por exemplo, páginas em aplicações móveis –, Si Ka Lon diz que a utilização de Macau como “uma smart city” não está ainda popularizada o suficiente. O deputado, número três de Chan Meng Kam, quer por isso saber se o Governo fará uma revisão periódica do plano de “smart trip” e se pensa em elaborar um plano para desenvolver Macau como uma “cidade inteligente”. Si Ka Lon pede um plano para os futuros cinco anos, com base na cada vez maior tendência da popularização da internet entre as pessoas. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

em poucos minutos. Isso iria evitar manipulações ou potenciais casos de corrupção”, disse Agnes Lam. “O que depreendi, com base nas queixas de várias pessoas, é que o recenseamento contribui para parte do problema da corrupção eleitoral em Macau, porque as

pessoas podem fazer um acordo e são dadas mais ferramentas para que se faça corrupção. Não tenho provas, mas sei que o recenseamento que tivemos antes contribuiu para alguns problemas, já que algumas companhias puderam controlar o número de eleitores, porque sabiam como iam ser os registos e poderiam localizar [os locais de votação]. Os problemas existentes contribuem para uma manipulação ilegal”, acrescentou a ex-candidata à Assembleia Legislativa (AL). Actualmente o Governo está a rever a Lei Eleitoral, sendo que, de acordo com a Secretária para a Administração e Justiça, o novo documento deverá estar pronto antes das eleições legislativas de 2017. “Não sei se o Governo está preparado para implementar isso, já que nunca deu esclarecimentos quanto a isso”, rematou. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Consulta pública sobre revisão do Código Penal ainda este ano

A

Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, admitiu que a consulta pública para a revisão do Código Penal deverá avançar ainda este ano. A garantia foi dada no âmbito da

19ª sessão plenária do Conselho Consultivo da Reforma Jurídica, o qual se realizou na semana passada. O encontro teve como objectivo analisar o “Documento de Consulta relativo à Revisão do Código Penal - Crimes contra a liberdade e autodeterminação sexuais”, sendo que os membros do Conselho “reconheceram em geral a necessidade de revisão das disposições referidas no Código Penal, com vista a uma adaptação ao desenvolvimento social e a responder adequadamente às exigências da população”. O documento em questão visa alterações como “a reformulação do crime de violação, do crime de coacção sexual e do crime de lenocínio” e pretende ainda a “introdução de novos crimes, entre os quais o crime de importunação sexual, crime de recurso à prostituição de menor e o crime de pornografia de menor”. Há ainda a ideia de realizar uma “revisão da natureza dos crimes sexuais (pública ou semi-pública)”.


6 política

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A ex-presidente da Assembleia Legislativa escreveu no seu blogue que está chocada com a morte da antiga directora dos Serviços de Alfândega e que estranha o suicídio, dado que Lai Man Wa desempenhava um cargo de destaque no âmbito da sua carreira

Susana Chou pede transparência sobre morte de Lai Man Wa

“Estava no topo da carreira”

É

mais uma voz a questionar uma morte que tem gerado polémica e muitas questões. Susana Chou, ex-presidente da Assembleia Legislativa (AL), escreveu no seu blogue que acha “estranho” o suicídio de Lai Man Wa, directora dos Serviços de Alfândega, dada a fase em que esta se encontrava no topo da carreira. Susana Chou defendeu ainda que o Governo deve tratar o caso de forma pública e transparente, pelo facto de Lai Man Wa ter desempenhado um cargo público e possuir uma “identidade especial”. Afirmando não conhecer muito bem Lai Man Wa, Susana Chou referiu ter ficado chocada quando viu as notícias sobre a sua morte. “Com

M

base na sua formação académica e a sua experiência profissional, e tendo apenas 56 anos, deveria estar no topo da carreira. Por que é que

acau encerrou Outubro com receitas públicas totais de 90.993,9 milhões de patacas, uma queda de 31,2% face ao mesmo período de 2014 e a traduzir uma execução de 85,3%. A grande fonte das receitas públicas de Macau são os impostos sobre as receitas dos casinos, que estão em queda desde Junho de 2014 e em Setembro desceram até níveis de há cinco anos.

tomou a decisão de se matar? Será que encontrou uma dificuldade que não conseguia ultrapassar?”, questionou.

A morte da responsável pelos Serviços de Alfândega não apenas gerou dúvidas e ansiedade a Susana Chou, como a fez “reflectir

Finanças Receitas do Governo caem 31,2% De acordo com os dados provisórios da execução orçamental até Outubro disponibilizadas ontem na página electrónica dos Serviços de Finanças, as receitas correntes da administração totalizaram 90.050,7 milhões de patacas, uma queda de 31,6% face aos primeiros dez meses de 2014 e a representarem

uma execução de 84,8%. Os impostos directos continuam a ter um forte peso na composição da receita de Macau traduzindo numa receita de 77.624,5 milhões de patacas, menos 32,6% face aos primeiros dez meses do ano passado, com 83,7% da previsão anual já cumprida. Dos impostos directos, as receitas oriundas dos impostos sobre o sector do jogo, no valor de 35% sobre as receitas brutas dos casinos, representaram 71.378,3 milhões de patacas, mas estavam em queda de 35,3% em relação ao ano passado. Já no capítulo da despesa, entre Janeiro e Outubro foram gastos 56.410,8 milhões de patacas, mais 21,5% do que no mesmo período do ano passado. Mesmo assim, a despesa no final de Outubro cumpria apenas 64,2% do previsto para os 12 meses do ano. Entre receitas e despesas, a Administração acumulou um saldo positivo de 34.583,1 milhões de patacas, menos 59,7% quando comparado com os primeiros dez meses do ano passado.

o sentido, objectivos e dignidade da vida”. A ex-presidente da AL apontou ainda que as explicações do Governo em relação ao processo e localização do corpo de Lai Man Wa após a autópsia chocaram a sociedade uma segunda vez. Para Susana Chou, o facto das autoridades policiais não terem avisado os meios de comunicação social sobre o local da morte fez com que tenham surgido rumores e questões sobre o caso. Ainda assim, a antiga responsável máxima pelo hemiciclo diz “respeitar a defunta e a sua família”, além de que “confia no Governo de Macau”. Susana Chou diz que os cidadãos devem acreditar no tratamento do caso que está a ser feito pelo Executivo. O corpo de Lai Man Wa foi encontrado numa casa de banho pública no edifício Ocean Gardens, na Taipa, sendo que as autoridades afastaram quase de imediato a hipótese de homicídio. O caso já espoletou várias reacções públicas junto da sociedade, tendo a Associação Novo Macau e outras exigido uma “investigação exaustiva” à morte da ex-directora. No hemiciclo, o deputado José Pereira Coutinho foi o único a questionar todo o caso, numa interpelação oral apresentada ao Governo. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

Proprietários de casas do Pearl Horizon hoje na AL

Os proprietários de apartamentos do edifício Pearl Horizon estarão hoje na Assembleia Legislativa (AL) a entregar uma carta de protesto, antes da apresentação do relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2016 pelo Chefe do Executivo. Os proprietários esperam que as LAG para o próximo ano contemplem medidas que protejam os seus investimentos, numa altura em que a concessão do terreno do Pearl Horizon está quase a chegar ao fim e o prédio continua por construir.


sociedade

hoje macau terça-feira 17.11.2015

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crise que afecta os promotores de jogo em Macau pode ser uma oportunidade para reformas, maior transparência e maior regulação, mas fontes do sector ouvidas pela Lusa recomendam “pinças” na hora de abordar “tão importante” dossiê. “Os junkets atingiram um patamar em que precisam de algum tipo de reforma, mas são demasiado importantes para que a maneira de o fazer seja decidida num período muito curto de tempo”, afirmou Carlos Siu, professor do Centro Pedagógico e Científico na Área do Jogo do Instituto Politécnico de Macau, autor de vários artigos sobre os promotores de jogo. Apesar da diminuição do peso do segmento VIP nas receitas dos casinos de Macau, os junkets, que angariam grandes apostadores, ainda contribuem para cerca de 60% daquelas receitas. Estes têm-se visto afectados por golpes de confiança infligidos por desfalques em salas VIP dos casinos, crescentes restrições aos movimentos de capital da China e a campanha anti-corrupção lançada por Pequim, que afastou grandes apostadores do território. “Não devemos tomar acções drásticas para regular os junkets. Existem há décadas [e o sistema] não pode ser mudado do dia para a noite. Não é bom. As regulamentações não foram efectivamente implementadas há anos e se, de repente, são muito restritas, imaginem quantos podem transitar de um estádio para outro”, questionou o académico, recomendando prudência. Chan Chak Mo, deputado à Assembleia Legislativa de Macau e antigo promotor de jogo, também constata que a reputação das salas VIP tem sido beliscada, apontando que os recentes casos de desfalques deixaram “mais alerta” Governo e particulares que investiam sem estarem familiarizados com os riscos. O Executivo, em especial, “precisa de se sentar e olhar para tudo para ver o que deve fazer em termos de regulação”, sublinhou. “Há diferentes formas de melhorar a situação e a mais importante prende-se com a transparência e a informação prestada pelo junket”, defendeu Hoffman Ma, vice-presidente do grupo Success Universe, com interesse no sector VIP e para quem o novo paradigma “é algo a que [os promotores de jogo] se têm de adaptar”. “A ideia dos junkets é a de que ser mais transparente implica fazer menos dinheiro (…), mas fazer menos negócio não significa não fazer um negócio lucrativo. Pode haver outras políticas do Governo para reforçar o controlo da supervisão, mas também para subsidiar o potencial risco”, argumentou.

Vida difícil

Após o caso de desvio de fundos da Dore, em Setembro, a Direcção

Jogo aconselhada prudência na fiscalização aos junkets

Demasiado importantes

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o cobrar, na China. Ao seu serviço têm uma vasta rede de colaboradores que vão directamente à fonte, do outro lado da fronteira, em busca de endinheirados predispostos a tentar a sorte em Macau. Como o promotor de jogo precisa de enormes volumes de liquidez, e obter um empréstimo do banco não é fácil, oferece diferentes modalidades de investimento a terceiros, até sem qualquer interesse relacionado com o jogo, como uma participação no capital da empresa ou simplesmente um elevado retorno sobre o “depósito”, podendo a taxa de juro chegar aos 30% ao ano, segundo fontes ouvidas pela Lusa. A origem dos junkets em Macau remonta à década de 1980, quando a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau tinha o monopólio do sector no território e Stanley Ho decidiu entregar salas VIP a terceiros, que tentavam identificar potenciais clientes através de vastas redes de contactos.

Os junkets têm três principais funções: arranjar clientes, facilitar-lhes crédito e, por fim, cumprir a tarefa de o cobrar, na China

de Inspecção e Coordenação de Jogos de Macau revelou que vai rever a legislação e as condições de acesso e de exercício de actividade de promoção de jogo. No mês seguinte, emitiu uma instrução que visa apertar a fiscalização das contas dos promotores de jogo a partir de 2016. O promotor de jogo não foi inventado em Macau. No Nevada

(EUA), o primeiro junket data do início da década de 1960, quando um accionista do Flamingo Casino Hotel tratou de fazer chegar a Las Vegas um ‘charter’ carregado de amigos abastados. Hoje, a ideia do promotor de jogo existe noutras jurisdições, dos EUA à Ásia, mas não nos contornos de Macau, onde a imagem que existe é a de que se não operam

à margem da lei, operam na zona cinzenta. O terreno em que se movimentam é, aliás, frequentemente apontado como potencialmente fértil à lavagem de dinheiro, nomeadamente pelo Departamento de Estado norte-americano. Têm três principais funções: arranjar clientes, facilitar-lhes crédito e, por fim, cumprir a tarefa de

Dore dois meses de investigações As autoridades continuam a investigar há dois meses o caso Dore, de desvio de fundos num operador de salas VIP, com o montante envolvido nas queixas a ascender, até 3 de Novembro, a

540 milhões de dólares de Hong Kong, segundo dados facultados à Lusa pela Polícia Judiciária (PJ), que indicou que o valor global inclui ainda o reportado pela própria Dore, mas sem o

especificar. A maioria das queixas foi apresentada por residentes de Macau, estando a PJ a “tomar diligências no âmbito dos crimes de burla, abuso de confiança e de cheque sem provisão”.

Esta terá sido a forma encontrada pelo magnata para lidar com “determinados interesses ligados ao submundo, que tentam associar-se ao jogo”, pois “ao atribuir a diferentes grupos um papel na angariação de clientes e ao remunerá-los manteve todos satisfeitos”, de acordo com fontes da indústria. Os angariadores de grandes apostadores elevaram Macau a capital mundial do jogo, ao fazer rolar milhões nas salas VIP dos casinos. Continuam a ser “ases”, mas – em face da actual conjuntura – arriscam deixar de ser de trunfo. Carlos Siu não tem dúvidas: “Apenas os mais fortes podem sobreviver”. E alguns estão já a desaparecer: da lista de “promotores de jogo” em Macau, publicada pelo regulador, constam este ano 183 (empresas ou particulares), que servem salas VIP de 35 casinos. Em 2014, eram 235 e em 2013 totalizavam 216. Tony Tong, consultor na Pacific Financial Services que, no passado, participou na actividade como investidor, nota que o actual cenário também se agudizou porque “houve agressivas aprovações” de crédito aos jogadores VIP, “muitas empresas cresceram rapidamente e agora têm vindo a sofrer”. “O negócio tinha de encolher”, realçou Hoffman Ma. LUSA/HM


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hoje macau terça-feira 17.11.2015

Académicos sugerem demolição de antigos casinos e querem novas instalações

cadémicos da área do Jogo consideram viável demolir “antigos casinos” de Macau e construir novas instalações de entretenimento nesses espaços. Sem mencionarem exactamente quais os locais que consideram como “antigos casinos”, os especialistas apontam que esta seria a melhor forma de apresentar novos elementos ao público. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a sugestão foi deixada durante um fórum que teve lugar no Instituto Politécnico de Macau (IPM), denominado “Inspiração na decadência da indústria do Jogo de Atlantic City para Macau”. Zhen Zhong Lu, professor do Centro Pedagógico e Científico da Área do Jogo do IPM, apontou que Atlantic City é considerada a cidade dos casinos depois de Las Vegas, mas que tem perdido a sua força enquanto cidade do Jogo devido a funcionar em sistema de monopólio e por não se adequar pub

lusa

O fantasma de Atlantic City A

a eventuais mudanças na classe e tipo de jogadores que a visitam. Zhen considera que Macau deveria ter a experiência de Atlantic City como referência. “Até ao momento, Macau não tem um

sistema de análise aos seus jogadores, o que acho estranho, porque isso faz com que não saibamos as mudanças [nestes jogadores]. O Governo deve alterar esta situação”, apontou.

Zhen Zhong Lu prevê que, em 2017 – e devido ao que diz ser falta de planeamento nos projectos de grande dimensão – o território não tenha novos elementos que atraiam turistas. É, então, aqui que entra a

necessidade de novas infra-estruturas diferentes dos casinos tradicionais. “Como o território de Macau é pequeno, sugerimos que se tome como referência a experiência dos EUAe se destruam os antigos casinos e construam novas instalações de entretenimento, para se criarem novos factores [de atracção] em Macau”, indicou, sem dar mais pormenores. Outro professor do mesmo Centro de Jogo do IPM, Wang Changbin, acrescenta que esta não é a única referência que Macau deve ter. A supervisão do jogo em Atlantic City é “especialmente rigorosa”, diz, com o governo a tomar determinadas decisões pelas próprias operadoras - incluindo a disposição das slot-machines e a qualificação dos funcionários. Algo que faz, na perspectiva de Changbin, com que as operadoras de Jogo vejam as suas decisões limitadas. Comparando com a situação de Macau, Wang Changbin diz que a RAEM deveria ter em conta estas situações, especialmente no que aos promotores de jogo diz respeito. A sua licença, aponta, não atribuída de forma rigorosa e os candidatos a uma autorização para serem ‘junkets’ deveriam ver analisada a sua capacidade profissional, remata. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo


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hoje macau terça-feira 17.11.2015

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ason Chao está em Genebra, Suíça, não só na qualidade de membro da direcção da Associação Novo Macau mas também como porta-voz da Associação Arco-Íris, tendo aproveitado para alertar o Comité da Tortura da Organização das Nações Unidas (ONU) para a ausência dos casais do mesmo sexo na Lei de Prevenção e Correcção da Violência Doméstica. No relatório, aAssociação considera que “a decisão do Governo de privar os casais do mesmo sexo da mesma protecção legal dos casais heterossexuais no âmbito da Lei de Violência Doméstica constitui, de facto, uma discriminação”. Para além disso, a Associação diz estar preocupada que essa retirada “vá inevitavelmente enviar a mensagem errada à comunidade de que a exclusão das pessoas LGBT é justificável”. No documento, a Arco-Íris faz um resumo daquilo que têm sido os encontros entre os dirigentes e o Executivo. “É lamentável que o Governo tenha mantido a sua posição de estar ‘em conformidade com o sistema legal’, apesar do ano de diálogo que teve com os activistas da Associação Arco-Íris de Macau. O Instituto de Acção Social (IAS) afirmou que incluir os casais do mesmo sexo na definição de ‘membros de família’ poderia ser ‘inconsistente face ao sistema legal de Macau’ porque não há reconhecimento legal dos casamentos do mesmo sexo em Macau”, pode ler-se. Contudo, aAssociação diz “recusar” esses argumentos, já que “há leis de violência doméstica na mira em Hong Kong e Taiwan que incluem casais do mesmo sexo. São regiões onde as culturas são próximas de Macau e onde o casamento homossexual ainda não foi legalizado”.

Ameaças mais fáceis

A Associação alerta ainda para uma maior facilidade de estigmatização deste tipo de vítimas. “As pessoas que estão nestas relações estão mais vulneráveis a formas de violência doméstica, onde uma das partes pode facilmente coagir a outra, ameaçando revelar a orientação sexual à sua família ou empregador. As vítimas poderão não poder relatar o caso às autoridades com medo da exposição pública da sua orientação sexual. Sem medidas como a confidencialidade e intervenção mandatória dos assistentes sociais, os casais do mesmo sexo ficarão mais vulneráveis a esta forma de coacção”, explicou o relatório. Tanto Jason Chao como Anthony Lam, presidente da Asso-

Governo garante melhorias de sistemas pedonais

Violência Doméstica ONU alertada para inclusão de casais gay

Contra o buraco na lei O Comité de Tortura das Nações Unidas recebeu um relatório da Associação Arco-Íris a alertar para a ausência dos casais do mesmo sexo na Lei de Prevenção e Correcção da Violência Doméstica ciação, lembram a ausência da entidade no conjunto de reuniões que os deputados da 1.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) mantiveram com várias associações locais. “Na altura em que entregamos este relatório, a Lei de Violência

Doméstica continua em discussão na especialidade na 1.ª Comissão Permanente da AL. A Associação Arco-Íris de Macau pediu uma reunião com o presidente dessa Comissão com o intuito de explicar pessoalmente aos membros as razões para a inclusão dos casais

homossexuais na lei. AAssociação Arco-Íris ficou profundamente desapontada ao ver que o pedido foi recusado pela presidente da Comissão, que disse que a Associação poderia entregar uma comunicação por escrito com a opinião”, frisaram os responsáveis. A Arco-Íris não deixa de incluir no relatório uma frase de um discurso proferido pelo secretário-geral da ONU, Ban Kin-moon, a 29 de Setembro deste ano. “Acabar com a marginalização e a exclusão das pessoas LGBT é uma prioridade em termos dos direitos humanos e um desenvolvimento imperativo.”

O Governo assegurou que vai melhorar os sistemas pedonais em Macau, sendo que os do Cotai vão ser terminados “em breve”. Segundo o Jornal Ou Man, vai ainda ser lançado um projecto de alargamento da Estrada de Nossa Senhora de Ká Hó em breve, já que o Governo considera que as passadeiras provisórias no local não conseguem responder às necessidades do trânsito automóvel e de peões. Para o ano, está planeado o término – no segundo semestre - da construção de uma passagem pedonal superior, com elevadores. O Governo garante ainda estar a acelerar o projecto do sistema pedonal entre o Jardim do Lago e as Casas-Museu da Taipa e do mesmo jardim ao observatório do Parque da Taipa, de forma a impulsionar os cidadãos a andar mais a pé. Fica ainda uma promessa de mais uma paragem na Rotunda Leonel de Sousa.

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Quatro intoxicados por monóxido de carbono

Q

uatro pessoas foram assistidas na manhã de domingo no Hospital Conde de São Januário devido a uma intoxicação por monóxido de carbono depois da proprietária de um restaurante de take away, situado na Travessa dos Mercadores, ter passado uma hora a cozinhar com um fogão de gás. Depois de uma hora de confecção, a senhora, as duas filhas e uma empregada doméstica começaram a apresentar sintomas de indisposição, tais como tonturas, palpitações, vómitos, dificuldades

respiratórias, etc. As quatro utentes deram entrada, pelas 10h00, no hospital público e depois de uma análise ao sangue foi confirmada a intoxicação por monóxido de carbono. As vítimas permaneciam em observação até ao final do dia de ontem. Um comunicado dos Serviços de Saúde indica que no estabelecimento não existem janelas, nem qualquer equipamento de ventilação, tendo a única porta existente estado sempre fechada durante a confecção. “Suspeita-se que este caso de intoxica-

ção tenha ocorrido após a acumulação de monóxido de carbono devido ao uso de um fogão de gás de petróleo liquefeito em ambiente mal ventilado”, pode ler-se. Após a inalação do monóxido de carbono, o mesmo combina-se com a hemoglobina no corpo humano e causa a perda da sua capacidade de transportar oxigénio, o que resulta na intoxicação por monóxido de carbono. Os sintomas mais comuns são tonturas, náuseas, vómitos, podendo chegar-se ao coma e à morte. F.A.


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hoje macau terรงa-


EVENTOS

-feira 17.11.2015

USJ Conferência sobre justiça social e paz no fim do mês

Encontro desportivo entre advogados de Macau, Guangdong e Hong kong • A Associação de Advogados de Macau (AAM) participou esta semana no 6º Encontro Desportivo dos Advogados de Macau, Guangdong e Hong Kong. O evento ocorre de dois em dois anos e é organizado, em regime de rotação, por cada uma das entidades participantes. Este ano, a organização coube à “The Law Society of Hong Kong”, que iniciou o evento com uma maratona de estafetas denominada “Maratona do Estado de Direito”. A corrida, para fins de caridade começou na Praça Flor de Lótus, em Macau, tendo seguido pelas Portas do Cerco e terminado em Hong Kong. O evento contou com a presença do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, entre outros responsáveis do Governo. Nele participaram 108 membros da AAM, associação que conseguiu ainda o primeiro lugar na competição feminina de natação da curta distância.

A Universidade de São José (USJ) organiza, a 28 de Novembro, uma conferência intitulada “Justiça Social e Paz”. Com início marcado para as 9h00, a actividade debruça-se sobre a temática dos meios de comunicação da Igreja e da forma como estes contribuem para a sociedade actual. Entre os oradores estão Francisco Vizeu Pinheiro, de Macau, Yat Ming Fung, de Hong Kong, e Stephana Wei, de Taiwan. Chegam ainda convidados do Japão e da Coreia. O evento é conduzido em Inglês e tem entrada livre. Termina às 18h00, tendo lugar nas instalações da universidade.

afa

Luaty Beirão “Da Ditadura à Democracia” com leitura na Ásia

Ler em Macau pela liberdade “É um caso que apareceu em todos os média internacionais, inclusivamente na Amnistia Internacional, e a partir daí o caso em si é um caso para o qual o mundo, de uma maneira ou de outra, já

está sensibilizado. A minha participação surge porque obviamente me oponho a qualquer forma de opressão, seja ela física ou psicológica, e acho que debater a liberdade é importante e regimes como o

de Angola não me parece que sejam o modelo certo para um mundo mais civilizado como nós o desejamos. Quando me falaram na possibilidade de se criar uma leitura, imediatamente me integrei no grupo. pub

sérgio afonso

J

osé Drummond, artista plástico radicado em Macau, levou a cabo ontem a leitura do livro “Da Ditadura à Democracia”, livro que levou à prisão do activista Luaty Beirão e dos seus companheiros em Luanda, Angola. A leitura foi feita em Hong Kong, com a região vizinha a fazer parte do mapa das cerca de 15 cidades onde decorreu ou vai decorrer esta leitura pública de apoio ao activista que esteve 36 dias em greve de fome, um acto que alertou para a questão dos direitos humanos no país africano. “Trata-se de uma acção de leitura pública que pode decorrer em qualquer sítio, desde que haja público. No meu caso dediquei-me à zona de Central, em Admiralty, nas zonas onde se concentraram as pessoas no Umbrella Movement. A minha ida a Hong Kong teve a ver com isso, já que há cerca de um ano houve duas gerações e dois modos diferentes de ver a política local, com confrontos de ideias”, contou José Drummond ao HM, referindo-se aos protestos a favor do sufrágio universal para a eleição do Chefe do Executivo. José Drummond quis ser o leitor da obra em Hong Kong porque se opõe à forma como os activistas foram presos.

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Luaty Beirão

A mensagem mais importante é que há direitos humanos e esses não podem continuar a ser ultrapassados a favor de um regime”, apontou. Em Macau, a leitura do livro estava a cargo de Marta

Ferreira, mas até à hora do fecho da edição o HM não conseguiu confirmar com a arquitecta se a iniciativa iria mesmo decorrer. Em Lisboa, capital portuguesa, figuras do meio artístico e musical como Júlio Pomar, Ricardo Araújo Pereira ou a fadista Gisela João participaram na leitura, a qual decorreu junto ao Teatro São Luiz ao cair da tarde. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


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china

hoje macau terça-feira 17.11.2015

Luta antiterrorista deve evitar “choque de civilizações”

O terror do nosso descontentamento Jornal do PCC sedimenta posição chinesa sobre terrorismo e atitudes a tomar

A

luta antiterrorista deve ser travada com “determinação e racionalidade”, de forma a evitar um “choque de civilizações”, defendeu ontem um jornal do Partido Comunista chinês (PCC), evocando as reacções aos atentados terroristas em Paris. “O combate ao terrorismo deve focar nos terroristas e não pode ser norteado por motivos ideológicos”, disse o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo do Diário do Povo, o órgão central do PCC. Em editorial, o jornal refere que a França qualificou os ataques como “acto de guerra” e enviou no sábado um porta-aviões para o Médio Oriente, com vista a combater a organização extremista Estado Islâmico (EI). “A campanha antiterrorista do Ocidente deve ser apoiada. Mas é preciso ter em conta que opiniões radicais são perigosas”, sustenta, alertando que o “tumulto e o caos não po-

A

General Motors, que assinou recentemente um novo contrato com o sindicato da indústria automobilística dos Estados Unidos que deve elevar seus custos de produção, planeia tornar-se na primeira grande montadora a vender carros produzidos na China para o mercado americano. A maior montadora dos EUA em vendas quer iniciar a comercialização do Buick Envision, um utilitário desportivo de médio porte produzido na província de Shandong, no início de 2016, segundo fontes bem informadas. A medida deve acrescentar um terceiro utilitário desportivo à sua linha de Buicks nos EUA num momento em que estes modelos estão entre os mais vendidos no mercado.

dem ser sobrestimados”, caso se fomente o rancor contra o islão. Em 2014, um total de 712 pessoas foram condenadas na China por terrorismo e atividades separatistas,

segundo dados oficiais apresentados durante a Assembleia Nacional Popular chinesa, que se realiza todos os anos em Março. A maioria dos casos ocorreu no Xinjiang, região

de maioria muçulmana, no noroeste do país, mas houve também um atentado na Praça Tiananmen, em Pequim, e outro na estação ferroviária de Kunming, no sudoeste da China. As autoridades

GM vai vender nos EUA veículos feitos na China

Mercados mais receptivos Inicialmente, a empresa espera importar um número modesto — entre 30 mil e 40 mil — por ano. Mas isso marca o início de uma mudança estratégica na produção para a gigante de Detroit e um teste ousado que pode ser copiado por outras montadoras, que já têm dito que podem adoptar a mesma mudança. As montadoras globais têm sido lentas na exportação de veículos chineses para os EUA e a Europa, por temerem que os compradores ocidentais os rejeitem devido a preocupações com a quali-

chinesas atribuem os atentados terroristas na China a “extremistas religiosos” ligados à Al-Qaeda, ao EI e organizações separatistas estabelecidas fora do país. “A China tem uma larga

população muçulmana, mas não está próxima de um choque de civilizações”, defendeu o Global Times. “Somos amigos de todas as civilizações”, concluiu o editorial.

dade. AVolvo Car Corp., uma pequena montadora de propriedade da chinesa Zhejiang Geely Holding Group Co., foi a primeira a desafiar esta ideia e começar a exportar automóveis de uma fábrica na China para os EUA no início do ano. A chegada dos Buicks fabricados na China em solo americano deve irritar o poderoso sindicato que representa os trabalhadores da indústria nos EUA, o United Auto Workers, que recentemente teve dificuldade em conseguir apoio dos seus membros para acordos sindicais de quatro anos, em parte devido à expectativa de garantias de produção nos EUA. Enquanto as vendas da Buick caíam nos EUA há alguns anos, elas cresciam

rapidamente na China, agora o maior mercado para carros novos do mundo. Hoje a Buick é uma das duas marcas principais da GM na China e é responsável por cerca de 35% das vendas — bem acima da Chevrolet, Baojun ou Cadillac. Nos EUA, as vendas da Buick representam cerca de 7% do volume total da montadora. Em Outubro, a China vendeu mais de 100 mil Buicks, e menos de 19 mil nos EUA. O principal sócio chinês da GM no sector de carros de passageiros, a SAIC Motor Corp., terá um papel significativo numa iniciativa de US$ 5 mil milhões para desenvolver carros mais competitivos para os mercados emergentes, incluindo a Índia.


china 13

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Turquia anula contrato de mísseis com a China

A Turquia anulou um contrato de 3 mil milhões de euros assinado com a China há dois anos para equipar seu exército com mísseis terra-ar, informou neste domingo à AFP uma fonte próxima ao governo turco. “A decisão foi tomada recentemente pelo governo”, disse essa fonte. Este contrato, concluído em 2013 com a empresa China Precision Machinery Import-Export Corporation (CPMIEC), havia despertado a ira dos Estados Unidos, e críticas de aliados da Turquia na NATO. Os aliados da NATO criticaram a falta de compatibilidade de material chinês com os seus próprios sistemas, e lembraram que a CPMIEC era alvo de sanções americanas por ter fornecido armas à Síria e ao Iraque sob embargo. A Turquia decidiu cancelar o projecto por causa da relutância dos chineses em compartilhar sua tecnologia, de acordo com a cadeia CNN-Turk.

25 mortos em deslizamento de terras

O número de mortos num deslizamento de terras no leste da China, na sextafeira à noite, aumentou para 25 e outras 12 pessoas continuam desaparecidas, informou ontem a agência oficial chinesa Xinhua. O deslizamento de terras ocorreu em Lidong, na província de Zhejiang, e soterrou 27 casas, após vários dias de chuvas intensas. Na operação de resgate das vítimas participam cerca de 2.300 pessoas, mas os trabalhos estão a ser dificultados por continuar a chover. Mais de 300 habitantes da zona afectada foram retirados das suas casas, segundo dados avançados pelas autoridades locais.

região ONU Secretário-geral vai visitar Coreia do Norte

Visita do irmão pródigo

O

secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vai visitar a Coreia do Norte, naquela que será a primeira viagem àquele país de um titular deste cargo em 22 anos, informou ontem a agência de notícias sul-coreana Yonhap. Citando uma fonte da Nações Unidas que pediu anonimato, a agência sul-coreana indicou que o secretário-geral da ONU poderá realizar a visita durante esta semana, ainda que não tenha avançado uma data precisa. O gabinete do porta-voz da ONU em Nova Iorque recusou comentar a informação. A fonte da agência Yonhap deu como quase certo um en-

contro de Ban Ki-Moon com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un. “É inconcebível que o secretário-geral da ONU visite a Coreia do Norte e não se encontre com o líder máximo do estado membro da ONU”, considerou a fonte. Ban Ki-Moon, que é sul-coreano, já teve uma deslocação prevista à Coreia do Norte em maio passado, mas Pyongyang retirou o convite pouco antes da data da viagem. Nenhuma explicação oficial foi dada na altura, mas a decisão da Coreia do Norte foi interpretada como uma resposta às declarações que Ban Ki-moon havia feito em Seul

Tecnologia Investimento de muitos milhões

com advertências a Pyongyang pelo aumento das tensões na península coreana. Até hoje, dois secretários-gerais das Nações Unidas visitaram a Coreia do Norte – Kurt Waldheim em 1979 e Butros Butros-Ghali em 1993. Este último encontrou-se com o então líder norte-coreano, Kim Il-Sung, com o objetivo de abordar as tensões em torno das ambições nucleares da Coreia do Norte. Em 2006, quando era ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Ban Ki-moon atravessou a fronteira para visitar a zona industrial intercoreana com uma delegação de diplomatas estrangeiros.

Economia japonesa entra em recessão

A

economia japonesa voltou a entrar em recessão, ao registar dois trimestres consecutivos em queda. Entre Julho e Setembro, o PIB do país encolheu 0,8% a uma taxa anualizada, depois de um recuo de 0,7% nos três meses anteriores. É mais um contratempo na estratégia de combate à deflação conhecida como “Abenomics”, conduzida pelo primeiro-ministro, Shinzo Abe. A diminuição do investimento das empresas foi uma das razões que levaram à contracção da economia nipónica, um sinal de prudência dos empresários em relação ao abrandamento da Ásia e, em particular na China, o principal parceiro comercial do Japão, escreve a AFP. O desempenho do consumo travou uma queda maior da economia. A diminuição dos stocks das empresas acabou por ter um contributo negativo de 0,5 pontos percentuais na evolução do PIB. Levar as empresas a aumentar os salários e o investimento, um objectivo que, lembra o Financial Times, o Banco do Japão considera essencial para colocar a inflação dentro do objectivo de 2%, é agora um desafio mais difícil de concretizar. Em 2014, a economia japonesa já tinha estado em recessão no segundo e no terceiro trimestres, situação a que agora regressa. É a segunda vez que o país entra em recessão técnica desde que Abe está à frente do Governo (Dezembro de 2012). O lançamento do ambicioso plano de estímulo à economia e de batalha contra a deflação não evitou a entrada do país em recessão técnica (quando a economia encolhe dois trimestres consecutivos). Com os mercados à espera de uma subida dos juros de referência nos Estados Unidos, a confirmação de que a economia japonesa está de novo em recessão vem colocar mais pressão sobre o Banco do Japão e o Governo de Shinzo Abe em relação à trajectória do plano de estímulos económicos. Os mercados asiáticos encerraram nesta segunda-feira com perdas superiores a 1% (Tóquio desvalorizou-se 1,04%).

pub

O

chinês Tsinghua Unigroup pretende investir 300 mil milhões de yuans nos próximos cinco anos para formar a terceira maior fabricante de chips do mundo, disse o presidente do Conselho de Administração do conglomerado de tecnologia apoiado pelo Estado nesta segunda-feira. O presidente do Conselho, Zhao Weiguo, também disse à Reuters que o Tsinghua Unigroup, controlado pela selectiva Universidade de Tsinghua, que tem o presidente chinês, Xi Jingping, entre seus ex-alunos, está em negociações com uma empresa baseada nos Estados Unidos envolvida na indústria de chips. Zhao disse que um acordo pode ser finalizado já no fim deste mês. Recusando dar mais detalhes, disse que comprar uma fatia

Aviso

maioritária seria improvável, pois é muito “sensível” para o governo norte-americano. A empresa chinesa também está a suspender planos de investir em empresas de tecnologia taiwanesas devido a obstáculos regulatórios, após acertar a tomada de uma posição na Powertech Technology e expressar interesse em acordos entre a China continental e Taiwan.

Faz-se público que, tendo em conta a segurança da população, o “Jardim de Artes” e o “Parque da Estrada de D. Maria II”, sob a gestão do IACM e situados junto ao circuito do Grande Prémio, se encontrarão fechados ao público dos dias 19 a 22 do corrente mês, devido à realização do 62° Grande Prémio de Macau. Pelo inconveniente causado ao público, pedimos desculpas. Macau, aos 3 de Novembro de 2015. O Presidente do Conselho de Administração Vong Iao Lek www. iacm.gov.mo


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hoje macau terça-feira 17.11.2015

a revolta do emir

artes, letras e ideias

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Heart bar e lista Heart Bar, Ascott Hotel

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o segundo andar do Ascott, estalagem de abertura recente e causadora de fracos entusiasmos, abre-se um amplo bar de zonas diversas com balcão e espaço para multidões. Chama-se Heart. Umas grandes portas anunciam um terraço de dimensões consideráveis, com várias zonas de sofás próprios à bebida e ao convívio em ambiente de luzes mornas, lânguidas, predisponentes a indecências. A sua administração parece deficiente. Não houve uma abertura pública a sério. Ninguém conhece o sítio e os corredores e elevadores que nos levam ao bar parecem ter sido abandonados. O menu tem pequenos erros e nas suas prateleiras exibem-se muitas bebidas que não constam da ementa que é, no mínimo, para um sítio desta dimensão, ridícula. Apenas contém 2 ou 3 entradas para cada categoria: cervejas (uma checa), vinho tinto ou branco, champagnes, espíritos, cocktails (muito poucos e escolhidos sem imaginação, acho que 3), e um tíbio etc. Não há melhor sítio ao ar livre que o Heart, nem nenhum outro bar de hotel em Macau consegue receber grupos grandes como este pode vir fazê-lo. Tendo testemunhado a ineficiência do serviço estremeço, divertido, ao pensar no que aconteceria se os serviçais aqui empregados se vissem confrontados com uma invasão de massas sedentas. Aqueles não parecem perceber muito bem o que se passa à sua volta. Há cerca de três semanas, a propósito da competição da Drinks International que elege o melhor bar do mundo, notou-se que esta eleição toma como critérios principais a qualidade dos cocktails, a sua constante re-invenção, a hospitalidade ou a oferta generosa de algum tipo particular de bebida, como acontece com o uísque no Macallan. Nenhum destes requisitos se atinge no Heart. Não há neste desaproveitado bar bebida nenhuma que se não alcance facilmente em casa, mas não existem, em Macau, sítios que possam receber ao ar livre como este poderia fazê-lo. Sendo assim, a antiga lista de bares de hotel, conseguida nesta página em inícios de 2015, sofre ligeira alteração. Perde duas entradas e ganha outras tantas: 1. Whisky bar, Hotel Star World - balcão longo, bebidas generosas, excelen-

Pedro Lystmann

te varanda, uma geografia variada, staff simpático, competente e com vários anos de serviço, dos únicos bares de Macau em que há uma clientela habitual e ruidosa – marca que o traz a primeiro lugar. Tem uns snacks muito decentes e boa localização. Há noite enche-se de clientela local. Contras: decoração de uma banalidade exemplar. 2. Ritz-Carlton bar and Lounge, Hotel Ritz-Carlton – Bom nível de bebidas mesmo que não em quantidade. Pequena especialização numa bebida, o gin, dá um rosto próprio. Os mimos que o pessoal de serviço presta demonstram dedicação séria. Design conservador mas com personalidade. Abre às 10 da manhã. Contras: é longe.

3. Macallan, Complexo Galaxy - excelente serviço e hospitalidade, boas bebidas feitas por barmen muito competentes e hospitaleiros, talvez os melhores de Macau. Balcão único, curvo e confortável. Invejável lista de mais de 400 uísques de diversas origens. Pode encomendar-se comida do restaurante italiano contíguo. Contras: temática deslocada em Macau, com lareira. 4. Lan, Hotel Crown Towers - uns janelões muito bem lançados, bom serviço, desenho cuidado, pé direito altíssimo. Por vezes tem pianistas japonesas. Generosa carta de vinhos. Contras: não tem balcão. Para algumas pessoas ou desígnios poderá ser demasiadamente aberto ao lobby do hotel. Encontra-se presentemente junto de intermináveis

Não há neste desaproveitado bar bebida nenhuma que se não alcance facilmente em casa, mas não existem, em Macau, sítios que possam receber ao ar livre como este poderia fazê-lo

obras, o que lhe diminuiu consideravelmente o apelo. 5. Convívio Agradável, Hotel Sofitel, Ponte 16 – Excelente serviço e sentido de hospitalidade, bebidas de qualidade. Não é longe do centro e tem 2 mesas com vista triste para a Avenida Almeida Ribeiro. Tem comidas. Contras: coitadinho, é tão feioso que é quase cómico. 6. Bar Azul, Hotel Four Seasons – expressa desejo por um desenho próprio, boas bebidas, próprio para um encontro íntimo, injustamente desconhecido. Contras: muito vazio, ambiente triste, excepto em dias de prova de vinhos que se cumpre, habitualmente, às sextas-feiras. 7. Windsor, Hotel New Emperor - tem um longo balcão e localização imbatível, no centro da cidade. Há noite acolhe uma fauna muito local. Contras: tem 3 anos e parece que tem 13, decoração inspirada no Centro Comercial Imaviz, em Lisboa. 8. Heart, Hotel Ascott – Só figura nesta posição porque tem um terraço de sedução imbatível. Contras: ementa muito fraquinha e serviço deficiente. Não parece ter clientes. 9. Cinnebar, Hotel Wynn - tem espaço exterior, staff competentíssimo e amável, boas bebidas, excelente ginger margarita. Contras: o tipo de freguesia, demasiado aberto ao corredor do hotel que o acolhe. 10. Cristal, Hotel Wynn Encore - desenho próprio, sofás confortáveis, excelente ginger margarita (partilha lista com o Cinnebar). Tem um candelabro do século XIX. Contras: tipo de freguesia, demasiado aberto ao exterior. 11. Vida Rica, Hotel Mandarin - boa qualidade de serviço, fica num dos 2 hotéis de Macau que não é piroso, tem vista e sofás muito confortáveis. Contras: construído em profundidade torna-se desconfortável navegá-lo. É irritante, ninguém sabe porquê. 12. 38 Lounge, Hotel Altira - tem vista e varanda, exibe vontade de mostrar desenho, fica num dos 2 hotéis de Macau que não é piroso. Contras: não tem balcão, tem problemas de iluminação e uma atitude indecisa. 13. Lyon’s, Hotel MGM - pouco que se recomende para lá de ter um balcão enorme e ser relativamente central. Bom para um copo solitário de fim de tarde ao balcão. Contras: quase tudo. Nota: O Crystal Piano bar, Galaxy - tinha balcão convidativo, vista junto dos seus janelões, staff muito acolhedor e Saketinis amorosos. Já não existe. Penso que o Jaya, no Hotel Sheraton, também já não recebe.


artes, letras e ideias 15

Gonçalo lobo Pinheiro

hoje macau terça-feira 17.11.2015

Yao Feng Meia-dúzia de poemas Fim Talvez no inverno me tenhas oferecido uma pedra, acesa, tão acesa que a guardava ora na mão esquerda, ora na outra. Viraram-se os dias como páginas, e a pedra, pouco a pouco, congelando. O que as minhas mãos juntaram acabou por ser apenas sombra.

O lobo e as ovelhas As ovelhas ficaram quietas quando o lobo chegou perfiladas em parelhas pararam de comer a relva como algodão semeado Canícula! “Que diabo de tempo!” – uivou o lobo, E as ovelhas despiram seus casacos de pele

Noite branca Tudo estava escuro no meu coração, nada se via, nada se ouvia, como se uma venda preta me vendasse os olhos. Quis a luz, luz para sempre. Contei o que sentia a uma poetisa da Europa. e ela me disse: no meu país, quase sempre frio, muitas pessoas ou ficam loucas, ou se suicidam, devido à luz demasiado prolongada.

tradução de Régis Bonvicino

in.siliba.com.br

Março Eis mais uma primavera, outra vez mais despi as roupas do inverno outra vez mais abri a janela cerrada Os raios da primavera rebentam no meu corpo e as flores florescem nos campos úmidos. Todas as primaveras repetem o mesmo destino: florir e murchar… florir e murchar… no entanto ainda ignoro o nome de muitas flores, tal como não sei como se chamam aquelas meninas que por mim passam como nuvens.

Uma pedra coberta de musgo Aquela tartaruga, com a cabeça recolhida em sua casca sólida e dura, não se moveu, moveu-se o tempo. Três chefes do zôo morreram, sucessivamente, e a tartaruga está ainda estática: inativa e plena de longevidade, como se fosse uma pedra coberta de ervas crescendo num charco, o mais baixo da terra.

Chuva ao fim da tarde As gotas da chuva batem no telhado, porta e janela, com tanta pressa, como crianças nuas rogando abrigo. Como não sou rio, nem sou terra, nem o meu corpo cheio de buracos é um pedaço de esponja, em suma, não passo de um animal que apodrece depressa caso vivesse na água. Com o vento agora intenso, os dedos da chuva tornam-se mais grossos, avessos ao tempo estiado, insistindo em agarrar-se às goteiras do telhado.


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grande prémio

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Histórias em volta do É com a visão de quem conduz no Circuito da Guia que escrevemos sobre as estradas, ruas e avenidas, os actuais e antigos edifícios encontrados polvilhados ao longo do trajecto

A ermida, erguida por volta de 1560, foi substituída por uma capela e o badalar do seu sino dava as horas à cidade e o avisar da aproximação de quaisquer navios. Já dos canhões da fortaleza saía o sinal da aproximação de tufão

Circuito da Guia O Grande Prémio de Macau corre-se num circuito citadino com cerca de 6200 metros de comprimento, onde já se conseguiu atingir a velocidade de 270 km/h, sem contar com a experiência realizada em 2013 por um carro de fórmula 1. Conhecido por Circuito da Guia, nome que provém do Monte da Guia, talvez porque aí se encontra a parte da pista mais emocionante, ou daí se podia observar grande parte do percurso pois, com aproximadamente noventa e três metros de altitude, dele se dominava toda a península de Macau. Mas o circuito também percorre as colinas de S. Januário e de D. Maria II, sendo a sua maior extensão nos terrenos dos aterros do Porto Exterior. O Monte da Guia começa no sopé da Colina de D. Maria II, na antiga praia de Cacilhas e vai para Sul, subindo lentamente até terminar abruptamente numa escarpa, de frente para a Colina de S. Januário. Se até há cento e trinta anos o Monte da Guia se apresentava nu, sem vegetação, foi arborizado sobretudo com uma espécie de pinheiro, sob orientação do agrónomo Tancredo Caldeira do Casal Ribeiro, durante o governo de Tomás de Sousa Rosa (1883-1886). Por isso é conhecido pelos chineses por Chong San, “Monte dos Pinheiros”. A praia da Guia, ainda assinalada na cartografia de 1912, situava-se por baixo da Estrada de Cacilhas, logo após a Curva da Maternidade. Nessa curva começa a Estrada de Cacilhas, que percorre toda a parte Leste do Monte da Guia e encontra-se a um nível ligeiramente inferior à Estrada do Engenheiro Trigo. Esta, mais conhecida por ‘Estrada das 33 curvas’, a circundar toda a colina, foi projectada em 1924 pelo então Director das Obras Públicas de Macau, Engenheiro António Augusto Trigo e por isso ficou com o seu nome. Desde 1962 está inserida num parque público criado após a saída da guarnição militar do Monte da Guia e conta com dezassete hectares de vegetação luxuriante e uma grande variedade botânica, sendo o grande pulmão da cidade. Relaxante pequeno bosque usado para respirar ar puro e fresco e passear nas horas de maior calor entre as sombras de frondosas árvores. Escondido na vegetação, por volta dos anos trinta do século XX foi nesta co-


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Circuito da Guia (I)

lina construído um complexo sistema de túneis, paióis e abrigos subterrâneos, concebidos pelo alferes Cunha e que sem ligações entre si, davam acesso às baterias e fortaleza, formando uma rede de defesa militar. Actualmente fechados, apenas pode ser visitado o túnel com cinquenta e dois metros situado por baixo da fortaleza, cuja entrada pela parte Norte apresenta uma tabuleta onde se lê, “Salão de Exposições do Abrigo Aéreo da Colina da Guia” e tem a data de 1931. Na Estrada do Engenheiro Trigo foi criado em 1988 o circuito de manutenção, tornando-se o local preferido dos residentes para os diários exercícios físicos ou, fugir ao fim-de-semana do urbano rebuliço de Macau. Daí se chega por uma rampa ao cume do monte ocupado pela fortaleza onde, no seu interior está uma capela dedicada à Nossa Senhora da Guia e um farol, o primeiro do género a ser construído na costa do Mar da China. Instalado em 1865, durante o governo de José Rodrigues Coelho do Amaral, o farol foi um projecto do macaense Carlos Vicente da Rocha. O tufão de 22 de Setembro de 1874, um dos mais fortes que passou por Macau, causou avarias no sistema de luz e grandes estragos na torre e por isso, teve o farol de ser reconstruído, sendo o que hoje existe de 1910. A sua localização dá as coordenadas de Ma-

cau estabelecidas com a latitude de 22º 11’ Norte e 113º 33’ Leste de longitude. Fora da antiga muralha, que guardava a cidade cristã, a actual Fortaleza da Guia foi edificada entre Setembro de 1637 e Março de 1638 pelo capitão de Artilharia António Ribeiro e ocupa o lugar onde havia já uma bateria de canhões, demolida por Manuel da Câmara de Noronha, Capitão Geral de Macau entre 1631 e 1636. Também a ermida, erguida por volta de 1560, foi substituída por uma capela e o badalar do seu sino dava as horas à cidade e o avisar da aproximação de quaisquer navios. Já dos canhões da fortaleza saía o sinal da aproximação de tufão, que mais tarde foi mudado para uma sinalização visual colocada num mastro e acompanhada pelo som de sirena.

Aterros do Porto Exterior A zona conhecida por Porto Exterior, inaugurada a 26 de Agosto de 1926 após quarenta e um anos de estudos e vários projectos, assenta numa vasta área conquistada às águas que banhavam a margem Leste da Colina da Guia e cuja obra só foi iniciada em 1921. Área de aterro limitada por três das sete colinas da península de Macau, de S. Januário, da Guia e de Maria II e pelas actuais avenidas Lopo Sarmento de Carvalho e da Amizade, ficou

conhecida por Zona dos Aterros do Porto Exterior. Em toda a sua extensão junto às águas, já no ano de 1934 existia a Avenida Oliveira Salazar, que após o 25 de Abril de 1974, com a Revolução dos Cravos em Portugal, mudou de nome para Avenida da Amizade, em cantonense Iau I Tai Ma Lou. Começa esta avenida na Rua dos Pescadores e acaba na Praça de Ferreira do Amaral, mas anteriormente terminava na Rua da Praia Grande, em frente ao Palácio das Repartições. Foi devido ao rápido assoreamento do Porto Interior que se pretendeu construir o porto artificial da Rada, entre a Praia Grande e Macau Siac na parte Leste da península de Macau, para navios de grande calado. Por isso, se fizeram dois grandes molhes quebra mares em frente a esse aterro numa extensão total de cerca de três quilómetros. Após terminadas as dragagens, com uma profundidade de seis metros abaixo do zero hidrográfico, podia-se receber uma dúzia de barcos com vinte e dois pés de calado. Mas tal projecto falhou pois, numa zona de grande sedimentação, não se conseguia manter um porto de águas profundas e os navios eram cada vez maiores. Com uma área de quarenta hectares, a Zona dos Aterros do Porto Exterior (ZAPE) começou por ser concessionada à Sociedade Predial Limitada, mas

verdadeiramente só se iniciou a sua urbanização em 1983, após a STDM (Sociedade de Turismo e Diversões de Macau) assinar, em Dezembro do ano anterior, a escritura de revisão do contrato para a concessão do exclusivo da exploração de jogos de fortuna e azar em Macau. Obrigava-se esta a urbanizar e sanear a zona dos aterros do Porto Exterior, compreendida entre o lado sul do reservatório, a encosta do Monte da Guia, até à Rotunda Ferreira do Amaral. Comprometia-se a remover todas as construções provisórias existentes nos aterros, assim como realojar as famílias que aí viviam. A STDM arcava ainda com as despesas dos arruamentos e esgotos, apesar de serem feitas pelas Obras Públicas, que apenas custeava a instalação de água. Por essa altura, começava-se já a planear fazer novos aterros, que viriam a ser o NAPE. A Avenida da Amizade situada na borda da água, após a construção dos novos aterros do Porto Exterior (NAPE) feitos nos finais dos anos oitenta do século XX, passou a estar no meio da parte nova da cidade. Resta junto à água apenas o troço que vai do Reservatório, pela zona do Terminal Marítimo, até ao começo do recinto da Doca dos Pescadores. As boxes e a meta encontram-se na Avenida da Amizade. De 1954, no Primeiro Grande Pré-

mio, a 1992, a localização das boxes era onde hoje se situa o Hotel Casino Waldo, estando então a linha de partida entre este e o actual Hotel Grand Lapa. A corrida iniciava-se logo antes da curva, que mais tarde ficou conhecida pela curva do Mandarim Oriental. O Hotel Grand Lapa está ainda em terrenos do ZAPE e aí existiram o restaurante Riviera, propriedade do italiano Oseo Acconci e o Centro de Actividades Náuticas Desportivas. Nos anos cinquenta, o Clube Náutico, pertença da Mocidade Portuguesa, foi demolido para dar lugar, no início dos anos oitenta, ao Hotel Excelsior. Como unidade de cinco estrelas ficou concluído em 1984, estando a administração a cargo do Mandarim Internacional Hotels Ltd. Mais tarde tomou o nome de Hotel Mandarim Oriental, sendo a inauguração a 22 de Novembro de 1988 e como Hotel Grand Lapa desde 2009, tendo junto o Casino Jimei. Em 1993, as boxes e a linha de partida do Circuito da Guia passaram a situar-se entre o reservatório de água e o novo Terminal Marítimo, altura em que para aí foi transferido este porto dos barcos voadores, que fazem a travessia entre Hong Kong e Macau cruzando a foz do Rio das Pérolas (Zhujiang). José Simões Morais Texto e Fotos


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O que fazer esta semana Sexta-feira

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Cinema

Sala 1

Return of the cuckoo [B]

Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Patrick Kong Com: Chi Lam Cheung, Charmaine Sheh, Joe Chen, Nancy Sit 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 Sala 2

Spectre [b]

Filme de: Sam Mendes Com: Daniel Craig, Cristoph Waltz, Lea Seydoux 14.00, 16.45, 21.30

She remembers, he forgets [b]

Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês

Filme de: Wong Say Ping Com: Miriam Yeung, Jan Lamb 19.30 Sala 3

Our times [b]

Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Ding Sheng Com: Andy Lau, Liu Ye, Wu Roufu, Wang Qianyuan 14.15, 19.00

Go away mr.tumor [B]

Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Han Yan Com: Fay Bai, Daniel Wu 16.45, 21.30

Abertura Macau Food Festival (até 24/11) Lagos Nam Van Entrada livre

Diariamente

Exposição Casal Notável – artefactos de Sun Wan, segunda filha de Sun Yat Sen Museu de Macau Entrada livre

Aconteceu Hoje

Exposição de Zhou Chunya MAM Entrada livre

Morre Mário Dionísio

Exposição “Refugiados de Xangai” Arquivo Histórico de Macau Entrada livre Exposição “A Jornada de Um Mestre” Albergue SCM Entrada livre

U m l i v r o h o j e “The Psycopath Test” (Jon Ronson, 2012)

Exposição “Salão de Outono”, obras de 29 artistas locais (até 28/11) Fundação Macau Entrada livre Exposição “Aguadas da Cidade Proibida” (até 07/2016) Museu de Arte de Macau (MAM) Entrada a cinco patacas

17 de novembro

Dizem que uma em cada cem pessoas são psicopatas. No livro de Jon Ronson, a investigação do autor leva-nos a um ponto onde nos apercebemos como podemos descobrir se aquela pessoa que passa por nós na rua, ou que diariamente trabalha connosco pode, de facto, ser psicopata. Mas Ronson tropeça em diversas pessoas, que à primeira vista se assemelham a um psicopata e, no fundo, podem nem sequer o ser: um paciente num asilo, que jura a pés juntos ser mentalmente são, um director de uma multinacional que se diverte a despedir pessoas e a fechar fábricas... uma viagem ao “mundo da loucura”. Joana Freitas

•A 17 de Novembro de 1993 morre, em Lisboa, Mário Dionísio, ensaísta, romancista, poeta, pintor, professor, crítico literário e de arte, autor de “Monólogo a Duas Vozes”, “Não Há Morte nem Princípio”, “O Dia Cinzento”. Personalidade multifacetada, Mário Dionísio teve uma acção cívica e cultural marcante no século XX português, com particular incidência nos domínios literário e artístico. Licenciou-se em Filologia Românica em 1940 na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi professor e autor de uma obra literária autónoma (poesia, conto, romance). Teve uma forte ligação às artes plásticas. Além da actividade como pintor (desde 1941), foi um dos principais impulsionadores das Exposições Gerais de Artes Plásticas, integrou o júri da II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, foi autor de inúmeros textos, de diversa ordem, das simples críticas até à publicação de referência que é A Paleta e o Mundo. Mário Dionísio desempenhou um papel de relevo na teorização do Neo-realismo português, “movimento literário que, nos anos de 1940 e 1950, à luz do materialismo histórico, valorizou a dimensão ideológica e social do texto literário, enquanto instrumento de intervenção e de consciencialização”. Nesta data, mas em 1989 morre João de Freitas Branco musicólogo e matemático português. Em 1997, terroristas islâmicos matam 58 turistas estrangeiros que visitam o templo de Hatshepsut, no Vale dos Reis, no Egipto. Em 1944 nasce Danny De Vito, actor norte-americano, e dois anos antes nasce Martin Scorsese, realizador e produtor de cinema norte-americano. Em 1910, neste dia, o Governo provisório português determina que “A Portuguesa”, composta por Alfredo Keil, passe a ser o Hino Nacional.

fonte da inveja

O terrorista não é cobarde. Para isso, precisava de ser humano...

João Corvo


opinião

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Tânia dos Santos

sexanálise

Jamie Uys, The Gods Must Be Crazy

taniarsdossantos@gmail.com

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Sexo, perspectivas e Coca-Cola

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sexo gera vida, cria pessoas, adiciona números à contagem populacional. Não há ninguém neste planeta que tenha aparecido sem uma prévia noite de paixão pelos seus progenitores. Nós existimos porque há sexo e porque é praticado. Sim, tudo o que escrevo não consegue ultrapassar as franjas do óbvio, mas tento enaltecer o facto do sexo ser a raiz de tudo. Se sexo é a raiz de tudo, é por isso a raiz de todo o bem e de todo o mal que existe no planeta. Sexo permite o surgimento de pessoas que se desenvolvem das mais variadas formas. Não sei se nós humanos somos inerentemente bons ou maus e parece-me que tem sido extremamente difícil esclarecer essa dúvida, apesar de muitos filósofos, sociólogos, antropólogos e psicólogos se terem debruçado sobre o caso. Nascemos com alguma predisposição genética para certas tendências cognitivas e comportamentais, informação genética essa oferecida pelos gâmetas do pai e da mãe. E depois... a vida molda-nos da forma que nos é oferecida. Recebemos, reproduzimos e reconstruimos visões do mundo que dada a diversidade que existe neste planeta, a diversidade é felizmente mantida. Na diversidade cabe

tudo, as diferenças físicas e culturais que por vezes são partilhadas por grupos, e as diferenças individuais, porque ninguém é igual a ninguém (e olhem que a maioria dos estudos para entender o desenvolvimento humano usa gémeos verdadeiros como objecto de estudo, ou seja, duas pessoas com exactamente a mesma carga genética, e facilmente se percebe que a diferença continua a existir). Há tantas pessoas diferentes que as práticas sexuais, que na sua essência partilham alguma universalidade (excitação, orgão sexual, orgasmo), podem ser diferentes. As diferentes ideologias e consequentemente as diferentes práticas podem-se complementar ou entrar em conflito. Primeiro começa com a conversa que os nossos pais têm connosco sobre como se fazem bebés. E aí somos introduzidos ao sexo. Depois é a puberdade que traz um mar de inseguranças acompanhada de alterações drásticas no corpo (alterações que nos preparam fisicamente para procriar) e o bombardeamento de informação vinda de todos os lados sobre o sexo, quando ainda é desconhecido, e depois da primeira vez, que apesar de mais familiar ainda permanecerá envolto em muito mistério e tabu. As redes de informação que contribuem para a ideologia sexual colectiva e individual são de uma complexidade assustadora. São namorados, namoradas, amigos, pais, mé-

dicos, religião, pornografia, internet, livros, televisão, jornais, opiniões, discórdias, e tantas outras coisas mais que nos ajudam a perceber o que é que achamos do sexo e de que forma o queremos vivê-lo. Ora dada a complexidade, a primeira dificuldade que reconheço é saber separar o trigo do joio. Porque se há pessoas que conseguem sair desta confusão com uma sexualidade saudável e prazerosa para todos, há outras que se metem em concepções menos amigáveis ao nosso bem-estar. Os mitos e os rumores são uma coisa gira de se observar: ‘A coca-cola é um poderoso espermicida’. Houve quem de facto acreditasse que um banho pós-coito com a famosa bebida americana constituísse um eficaz contraceptivo. Por isso cientistas fizeram questão de falsificar a teoria através de estudos. Resultado é que

Se há pessoas que conseguem sair desta confusão com uma sexualidade saudável e prazerosa para todos, há outras que se metem em concepções menos amigáveis ao nosso bem-estar

Coca-cola Light (em comparação com as outras Coca-colas) tem alguma influência na mobilidade dos pequenos espermatozóides, tornando-os menos energéticos e mais lentos a chegar ao destino. Se isso constitui um método contraceptivo, muito dificilmente. Parece-me a mim que só se tornaria mais numa barreira que o esperma teria que enfrentar (isso e a selvajaria que o interior vaginal é) mas não incapacitador de trazer vida ao mundo. O que quero dizer é que a nossa sexualidade encontra-se num constante processo de manutenção e desenvolvimento pelo o que somos neste momento e pelo que nos é sugerido e apresentado no mundo. Se nos dizem que a Coca-cola é um espermicida, porque não confirmar com outras fontes ou outras opiniões? Senão teremos todo o mundo a tomar banho em Coca-cola enquanto lhes saltam bebés incessantemente. Porque de bem verdade que a Coca-cola é muito mais barata do que qualquer outro método contraceptivo. Por isso haja bom senso. Bom senso para perceber que há histórias e estórias, zonas cinzentas e outras explicações. A vida faz-se destas complexas narrativas individuais e colectivas onde cada um de nós se vê na complicada situação de dar sentido às coisas, mesmo que as coisas não façam sentido nenhum.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos; Thomas Lim Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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Novo contrato para tratamento de águas

A WABAG, Serviços de Tratamento de Águas (Macau) Lda., viu renovado o contrato para a prestação de serviços de Operação e Manutenção do Sistema de Recepção de Águas Residuais com Óleos e Gorduras da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Coloane, que vai valer à empresa cerca de três milhões de patacas, atribuídos em duas parcelas iguais, neste e no próximo ano. Recorde-se que esta empresa esteve envolvida no caso de corrupção de Ao Man Long, exSecretário para as Obras Públicas, condenado a 29 anos e meio de prisão por corrupção passiva e branqueamento de capitais. Ao Man Long tinha acções na empresa que concorria a concursos públicos e que continua a ter contratos com o Executivo. Ontem, também o Consórcio CCSC — Incineração de Resíduos de Macau teve renovação do contrato para a Operação e Manutenção das Instalações de Tratamento de Resíduos Orgânicos na Central de Incineração de Resíduos Sólidos de Macau, serviço que corresponde a mais de 1,9 milhões de patacas, sendo que este ano serão atribuídos cerca de 500 mil patacas e o restante em 2016. Os despachos em causa, assinados por Chui Sai On, entraram em vigor no início do presente mês.

Saúde Erro em mensagem causa confusão

O director dos Serviços de Saúde (SS), Lei Chin Ion, pediu ontem desculpas por um erro que originou uma grande fila de espera e alguma confusão, ontem, no Centro de Saúde do Fai Chi Kei. Um erro de escrita numa mensagem dos SS dava conta que os doentes apenas podiam “marcar consultas” no dia de ontem, quando, de facto, seria “a partir de ontem”. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, Lei Chin Ion já pediu desculpas pelo mal entendido e afirmou que vai melhorar as formas de notificação.

MP António Queirós por mais dois anos

pub

O contrato de António Queirós, magistrado do Ministério Público, foi renovado por mais dois anos. A renovação surge em publicação em Boletim Oficial e entra em vigor a partir do dia 20 de Dezembro do presente ano. O despacho é assinado pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On.

cartoon

Primeira empresa lusa no mercado de capitais chinês

por Stephff

cobras

Aviação 70% das linhas aéreas não utilizadas

Governo critica Air Macau

A

Autoridade de Aviação Civil (AACM) afirmou que cerca de 70% das linhas aéreas do Aeroporto Internacional de Macau não são ocupadas de forma total pela companhia local, a Air Macau. É, por isso, do interesse da AACM aumentar a competitividade, abrindo portas a uma maior ocupação por parte de outras operadoras, defende. Isto poderá permitir, defende o Governo, melhorar a qualidade dos próprios serviços da operadora local, por ter mais concorrentes. Numa interpelação escrita, em Agosto, pelo deputado Si

Ka Lon, era questionada a forma como a Companhia de Transportes Aéreos Air Macau iria promover a melhoria da qualidade dos seus serviços e qual seria o mecanismo de fiscalização. Chan Weng Hong, director da AACM, responde agora, afirmando que, apesar de Macau ter uma economia livre, o Governo espera abrir portas a mais operadoras, para que possam fornecer serviços aéreos. Abrir mais o mercado, defende, não irá afectar o funcionamento comercial, pelo que será possível à Air Macau continuar a melhorar a qualidade dos serviços.

O director revelou ainda que as 42 linhas aéreas disponíveis no aeroporto do território são operadas por companhias aéreas locais, estrangeiras e do interior da China. No caso da Air Macau, a AACM afirma que esta tem o dever de assegurar a segurança e a eficácia dos seus serviços, incluindo a questão dos atrasos e do cancelamentos dos voos. É preciso tomar medidas para melhorar o serviços, defendeu ainda Chan Weng Hong, que avança que o organismo vai continuar a apelar à melhoria do trabalho da Air Macau. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

Residente perde habitação pública por não ter morado na casa

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m contrato de arrendamento de uma habitação social em Seac Pai Van, elaborado com o Instituto de Habitação (IH), foi temporariamente rescindido por se ter descoberto que a arrendatária desabitou de forma prolongada a fracção em causa. A arrendatária “confessou que depois de celebrar o contrato de arrendamento de habitação social, ainda vivia na residência do seu primo situada na Praia Grande e não comunicou tal situação ao Instituto de Habitação”, indica um comunicado do Tribunal Administrativo (TA). Posto isto, o presidente substituto do IH decidiu “rescindir o contrato de arrendamento de habitação social” do

inquilino “por este não pernoitar na habitação por si arrendada, pelo menos, durante dois terços de cada ano”. O inquilino intentou ao TA um procedimento cautelar de suspensão de eficácia, pedindo a suspensão da eficácia do acto de rescisão do contrato de arrendamento, com o fundamento de que a decisão lhe causará prejuízo de “difícil reparação”. Em causa, diz, está um inquilino sem capacidade financeira para suportar a renda de um imóvel. Ainda assim, a juíza do TA não deu razão à mulher e rejeitou o pedido de suspensão de eficácia.

A seguradora Fidelidade vai ser a primeira empresa portuguesa a ter exposição directa ao mercado de capitais chinês através do investimento em ‘A-Shares’ na bolsa de valores de Xangai e Shenzhen. Segundo a informação publicada no ‘site’ do regulador chinês Chinese Securities Regulatory Comission (CSRC), a Fidelidade passou a fazer parte de uma restrita lista de empresas estrangeiras autorizadas a investir nas praças financeiras do país. A Fidelidade, que foi adquirida no ano passado pelo grupo chinês Fosun, aguarda agora que lhe seja atribuída uma quota pela State Admnistration of Foreign Exchange (SAFE), um processo que demora cerca de três meses. A Fidelidade, comprada à Caixa Geral de Depósitos, em 2014, por aquele que é considerado um dos mais lucrativos consórcios privados da China, detém cerca de 30% do mercado segurador português. O Fosun conta na sua rede de subsidiárias com uma empresa de corretagem, um dos requerimentos para investir no mercado financeiro chinês.

Ladrões pedem resgate por urnas de cinzas

A imprensa estatal chinesa noticiou hoje o roubo de urnas com cinzas, de um cemitério em Xinyang, na província de Henan (centro), usadas para extorquir resgates aos familiares. O esquema foi denunciado por Liu, depois de o túmulo do marido ter sido saqueado e de as cinzas terem desaparecido, afirmou a agência oficial chinesa Xinhua. Liu ligou para um número de telefone deixado na pedra tumular e quem atendeu pediu 20 mil yuan para devolver a urna. A viúva pagou, mas os ladrões exigiram mais dinheiro, acrescentou a Xinhua. Pelo menos mais um túmulo no cemitério de Xinyang foi saqueado e os funcionários disseram que o ataque “tinha sido organizado e bem planeado”. O respeito pelos antepassados é fundamental na cultura chinesa e muitas pessoas guardam as cinzas dos familiares depois dos funerais. A polícia está a investigar e suspeita de um grupo que pode estar activo “em todo o país”, indicou a Xinhua.


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Hoje Macau 17 NOV 2015 #3455 by Jornal Hoje Macau - Issuu