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S E X TA - F E I R A 1 7 D E O U T U B R O D E 2 0 1 4 • A N O X I V • N º 3 1 9 5
LUSOFONIA INAUGURAÇÃO DE ÚLTIMA HORA
CALDO ENTORNADO O arranque oficial do Festival da Lusofonia estava agendado para hoje, mas devido à ausência da Secretária para Administração e Justiça, Florinda Chan, deu-se uma súbita mudança de planos. A inédita inauguração ocorreu ontem sem a presença das associações e enquanto ainda estavam a ser montadas os expositores. Para a presidente da Casa de Portugal, Amélia António, o acontecimento revela uma imensa falta de respeito por quem trabalha.
AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
hojemacau
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
OCCUPY
Temores de contágio na AL POLÍTICA PÁGINA
ANIMAIS
NA MAO DOS DEPUTADOS ˜
O impasse jurídico foi finalmente ultrapassado e a proposta de Lei de Protecção aos Animais foi entregue na AL pelo Governo.
POLÍTICA PÁGINA ÚLTIMA
FRONTEIRAS
Crianças à solta
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REPORTAGEM PÁGINAS
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REPORTAGEM
De acordo com a lei, os menores precisariam de se fazer acompanhar por uma autorização de pais ou responsáveis legais, caso quisessem passar as fronteiras. Mas, na hora de entrar e sair do território, as coisas não funcionam como a lei manda. São os próprios pais que o confirmam: os miúdos nunca precisam de autorização para sair e entrar do território, seja quem for que os acompanhe FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
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EM qualquer timidez, Catarina Silva, de 17 anos, conta-nos que “está farta de viajar” e nunca lhe foi pedida qualquer autorização dos encarregados de educação para passar nas fronteiras. “Todos os anos vou a Portugal, de tempos em tempos vou a Zhuhai e a Hong Kong e nunca me pediram a autorização”, conta a jovem nascida em Macau. “Nem nos países que visitei na Ásia. Costumo ir com os meus pais à Tailândia e levamos sempre a autorização, mas nunca nos pediram. É estranho não é?”, diz. Podíamos responder que é estranho, até porque a lei defende que os cidadãos de Macau são menores até atingirem 18 anos. Se a Catarina lhe falta apenas um ano para que isso aconteça, o mesmo não acontece com outras crianças, que passam nas fronteiras de Macau sem que nada lhes seja pedido - basta terem consigo o passaporte. Catarina Silva retornou ao território que a viu nascer há três anos e inscreveu-se na Escola Portuguesa de Macau, onde conheceu Sara. A amiga vive em Zhuhai com o pai e os irmãos e passa “todos os dias na posto fronteiriço de Zhuhai com os irmãos”, conta Catarina, “e não lhe pedem, nem a ela nem aos miúdos”.
hoje macau sexta-feira 17.10.2014
CRIANÇAS E JOVENS PASSAM FRONTEIRA SEM
VOU ALI E Os mais pequenos andam numa escola diferente da irmã: têm três e cinco anos e já aconteceu terem que vir para Macau com a empregada doméstica, porque Sara não estava em Macau. “Nem assim lhes foi pedida a autorização”. O mesmo acontece com Inês, de 12 anos, que vive apenas com a mãe no território. “A Inês, todos os anos, visita o pai que está no Dubai”, começa por explicar a mãe, indicando que muitas vezes nem sequer é a própria quem leva a filha a Hong Kong, onde esta costuma apanhar o voo. “Se não é sempre, é quase sempre a nossa empregada que leva a Inês a Hong Kong e, apesar da minha filha andar sempre com a autorização assinada, nunca lhe pedem isso. É a nossa empregada que faz o despacho no aeroporto por ela ser menor e ela nem sequer é a responsável legal da miúda”, conta.
AFINAL É PRECISO?
Em Macau, não são poucos os casos de crianças que desaparecem – nem que seja por pouco tempo –, sendo que algumas aparecem, por exemplo, na China continental. Mas, afinal, precisam as crianças de uma autorização assinada pelos seus encarregados de educação para saírem do território? Dos Serviços de Migração poucos esclarecimentos conseguimos obter. Uma das fontes do HM
“Costumo ir com os meus pais à Tailândia e levamos sempre a autorização, mas nunca nos pediram. É estranho não é?” CATARINA SILVA, 17 ANOS
entrou mesmo em contacto directo com os serviços e questionou a entidade sobre a questão, mas a resposta foi clara: “antigamente, era preciso preencher um papel para as crianças circularem, mas agora não”, contam à nossa fonte, adiantando que “não existe uma lei que regule esse assunto”. Contudo, as coisas não parecem ser bem assim. Isto é, aliás, algo “completamente absurdo” para o advogado Miguel de Senna Fernandes, que explicou os contornos da lei ao HM. “Não é preciso um regulamento ou uma lei específica que diga que qualquer criança que queira viajar tenha que ser portadora de uma autorização dos seus tutores”, começa por explicar, indicando que “basta pensar nos princípios gerais do [Código Civil], que indica que só a partir dos 18 anos é que o indivíduo, se estiver nas suas inteiras faculdades, se torna
portador de personalidade jurídica. Logo, até então, está dependente do seu tutor, que por norma são os progenitores”. Posto isto, é de fácil entendimento que, até à maioridade, o menor tem uma “relação de dependência” e, por isso, necessita de autorização “caso passe as fronteiras”. O advogado vai mais longe ainda e lança a questão: “imagine o que era uma criança viajar por esse mundo todo sem necessitar da autorização dos pais”.
ESTÁ NA LEI
Não é mentira que a Lei Básica, no artigo 33º, indica que “aos residentes de Macau são reconhecidas a liberdade de se deslocarem e se fixarem em qualquer parte da RAEM e a liberdade de emigrarem para outros países ou regiões”. Também não é mentira, que a mesma lei permite que “os residentes de Macau tenham liberdade de viajar e deixar livremente a RAEM sem autorização especial, salvo em caso de impedimento legal”. Contudo, quando se trata de crianças, este impedimento está directamente ligado à maioridade. “Não consigo perceber como é que as pessoas possam pensar
que não é preciso autorização. Claro que é preciso autorização”, defende Miguel de Senna Fernandes, adiantando que até considera bastante estranho o facto de as “crianças que vivem em Zhuhai e estudam em Macau nunca terem que mostrar a autorização”. Para o profissional, só um entendimento “entre as autoridades” é que justificaria a ausência de fiscalização. Miguel de Senna Fernandes não esconde que sempre soube que as
reportagem 3
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PRECISAR DE AUTORIZAÇÃO
DESTINO DE TRÁFICO HUMANO
JA VENHO ´
“Apesar de eu nunca ter feito um estudo sobre este assunto, isto causa-me bastante incredulidade, quer dizer, como é que é possível que isto aconteça?” MIGUEL DE SENNA FERNANDES Advogado
autoridades não pedem o documento em causa. Mas o advogado também não esconde a surpresa. “Apesar de eu nunca ter feito um estudo sobre este assunto, isto causa-me bastante incredulidade, quer dizer, como é que é possível que isto aconteça?”, conclui.
SEGURANÇA MÁXIMA?
Se uma mãe ou um pai quiser sair do território com o filho não precisa de autorização do outro progenitor. O mesmo acontece com emprega-
“Se não é sempre, é quase sempre a nossa empregada que leva a Inês a Hong Kong e, apesar da minha filha andar sempre com a autorização assinada, nunca lhe pedem isso” MÃE DE INÊS, DE 12 ANOS
das domésticas que trazem crianças consigo. E o mesmo acontece com miúdos sozinhos. Porquê? Talvez seja da segurança que se sente em Macau. Segundo Rita Serafim, mãe da Marta, de oito anos, é isso mesmo que pode estar a acontecer. “Aqui [em Macau], sempre nos foi transmitida segurança. Não sei se escondem os casos menos felizes ou não, mas o que nos passam é que, efectivamente, este é um espaço seguro e de confiança. E é”, começa por dizer Rita ao HM, explicando que, apesar de tomar todas as medidas de segurança quando se fala da filha, sente muita confiança em Macau. No caso de Rita, são os avós os responsáveis legais pela criança, caso a mãe esteja ausente. E, apesar de Marta andar com um documento que prova isso, nunca foi preciso utilizá-lo. “Assinei uma declaração em como são os meus pais que assumem o papel de tutores, caso eu não esteja presente”, explica, afirmando ainda que “essa autorização anda sempre com a miúda, sempre que ela vai viajar”.
Facto é que sempre que a menor vai com a mãe ou com os avós à região vizinha, nunca lhe foi pedido qualquer documento. “[A Marta] vai imensas, mesmo muitas, vezes com os meus pais a Zhuhai e nunca lhe foi pedida a autorização. Só nas Filipinas é que aconteceu”, conta. Segundo Rita, sempre que o avô da criança vai para as Filipinas fazendo-se acompanhar pela neta é-lhe sempre pedido a autorização. “Sempre pediram, mas é o único país em que pedem”, remata.
HÁ RISCOS?
Se Rita não esconde que “talvez por Macau ser um meio tão pequeno e todos se conhecerem” não sinta que haja motivo de alarme, o mesmo não pensa Sílvia Lam. A tia de Ângela Hoi, de nove anos, defende que a falta de vigilância é bastante preocupante. Também no caso da sobrinha, natural do interior da China, também nunca lhe foi pedido qualquer documento, sendo que a menina circula pelas fronteiras livremente. “A minha sobrinha anda sempre com os meus sogros e eles vão quase todos os dias ao mercado a Zhuhai. E a miúda vai sempre com eles”, começa por contar. “As autoridades não sabem se ela é neta deles ou não, mas mesmo assim deixam que a levem. Imagine que é um malfeitor e rapta uma criança?”, argumenta Sílvia, anotando que “o Governo deve estar atento a esta questão e garantir que haja segurança”. Sílvia diz ainda que não esquece que é preciso também que haja necessidade de educar e prevenir as crianças, incutindo-lhes a ideia do “não ir com estranhos”. Apesar disso, a tia diz que, nos dias que correm, as crianças estão muito
CENTENAS DE DESAPARECIMENTOS TODOS OS ANOS
Fugir sem barreiras M
UITOS são os casos noticiados de crianças e adolescentes que conhecem pessoas através das aplicações de telemóvel e da internet. Há duas semanas, um novo caso aconteceu em Macau: uma adolescente deslumbrada por um homem que conheceu através da internet fugiu de casa para ir ao encontro do seu novo namorado. Durante quase sete dias ninguém soube da menina, que facilmente saiu do território e esteve sempre
em Zhuhai. Era uma adolescente, menor, sem personalidade jurídica e ninguém lhe pediu a autorização. Em 2011, devido ao aumento de desaparecimentos, a Polícia Judiciária criou o perfil do potencial jovem que
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crianças e adolescentes desaparecidas no primeiro semestre de 2014
Se é verdade que nem sempre o cenário é negro, verdade é também que Macau, conforme noticiou o HM em Junho deste ano, continua a ser um dos principais destinos da China para as vítimas de tráfico humano e, ainda que menos, uma fonte para encontrar vítimas entre “mulheres e crianças”. Segundo o Departamento de Estado norteamericano, no último relatório anual sobre tráfico humano, “Macau não cumpre totalmente os padrões mínimos para a eliminação do tráfico humano, ainda que esteja a fazer grandes esforços para tal”. Durante o ano passado, as autoridades investigaram 34 casos de tráfico para exploração sexual, o maior motivo apresentado pelo documento para o tráfico humano. Em 2012, foram apenas 15. O ano passado, de 38 vítimas de exploração, 24 tinham idades entre os 14 anos e os 17 anos.
mais preparadas para este tipo de situações. Ou seja, com a “internet e outros meios de comunicação – assim como o aumento da violência – as crianças têm uma maior consciência de que não podem falar ou aceitar nada de pessoas que não conhecem”, diz. A verdade, contudo, é que o HM sabe de inúmeros casos em que já aconteceu crianças passarem nas fronteiras – tanto nas Portas do Cerco, como nos ferries que ligam Macau a Hong Kong e no aeroporto – sem que lhes seja pedido qualquer documento, além do passaporte. Situações que são, até, correntes, porque são muitos os que vivem em Zhuhai.
foge de casa. O registo de desaparecimentos só começou a ser feito em 2003 e reúne dados da Polícia Judiciária e da Polícia de Segurança Pública. Nesse ano, foram registados 666 casos de pessoas desaparecidas em Macau - 340 delas com idade igual ou inferior a 15 anos. Até então, o número tem vindo a decrescer, mas não muito. Foram registados 182 casos de jovens que tinham desaparecido de casa em 2009, sendo que esse número desceu para 157 em 2010. Em 2012, até aos 17 anos, desapareceram 131 crianças - mais 24 do que no ano passado. Este ano, só nos primeiros seis meses do ano, desapareceram 30 crianças e adolescentes.
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POLÍTICA
hoje macau sexta-feira 17.10.2014
‘OCCUPY CENTRAL’ DEPUTADOS PEDEM REFORÇO DO ENSINO DA LEI BÁSICA Zheng Anting, Sio Chio Wai e Mak Soi Kun foram os deputados que mais preocupação Sio Chio Wai, deputado noSESSÕES DE ESCL ARECIMENTO demonstraram com o meado, escolheu fazer, numa interpelação oral, referência à A presidente da Associação da Educação Chinesa, Ho Sio Kam, referiu ontem movimento ‘Occupy necessidade do Governo local se que já foram emitidas instruções aos professores sobre como abordar e discutir a questão do ‘Occupy Central’. A presidente acrescenta ainda que esforçar para satisfazer as vontades Central’ de Hong não considera a criação desta medida tendenciosa. Antes, espera que possa da sociedade, receando a replicaajudar a desenvolver um pensamento racional sobre o assunto. “Uma parte ção das manifestações do território Kong. Temem, das escolas cujos professores já discutiram o movimento com os estudantes vizinho que têm já eco a nível inreferiu que não sabiam como abordar o assunto ‘Occupy Central’ e foi ternacional. O deputado deu ainda acima de tudo, que por isso mesmo que foram criadas instruções, já aprovadas pelos reitores a entender que o ‘Occupy Central’ e professores”. Além disso, a também ex-deputada acrescentou ainda que a iniciativa contagie está a “prejudicar gravemente” respeita diferentes opiniões e que tudo tem aspectos negativos e positivos, salientando que as instruções referidas não são uma “lavagem cerebral”. - F.F. aspectos do quotidiano da cidade, os jovens de Macau. como o trânsito, a harmonia social, ou a imagem internacional face ao Por isso mesmo, continuasse a ser empregue. Mas território. “Consequentemente, a mais ainda: o deputado pediu que defendem o reforço sociedade de Hong Kong terá que o Governo garanta que o artigo 23º pagar caro por tudo isto”, frisou. dos ensinamentos da Lei Básica seja rigorosamente Assim, Sio pediu ao Executivo cumprido. Este, recorde-se, é o arque fossem tomadas medidas de patrióticos nas tigo que regula as traições à pátria. precaução para que o mesmo não “Solicito ao Governo da RAEM em Macau, justifiescolas e o respeito acontecesse que cumpra rigorosamente a Lei cando isto com a necessidade de “O amor pela de Defesa e Segurança do Estado, se amar o território. “O amor pela pela Lei Básica Pátria e por Macau TIAGO ALCÂNTARA
Patriotismo a todo o gás
LEONOR SÁ MACHADO
Leonor.machado@hojemacau.com.mo
O
S deputados estão preocupados com o facto de o movimento ‘Occupy Central’, que continua a ter lugar em Hong Kong desde o mês passado, poder afectar os jovens de Macau. Por isso mesmo, pedem mais reforço no ensino da Lei Básica e mais patriotismo.
Pátria e por Macau foram desde sempre a base social do sistema jurídico da RAEM. É preciso ponderar, portanto, a consolidação e o desenvolvimento dessa base social”, avançou.
foram desde sempre a base social do sistema jurídico da RAEM. É preciso ponderar, portanto, a consolidação e o desenvolvimento dessa base social”
ARTIGO 23º A CONSIDERAR
No entanto, Sio Chio Wai não foi o único deputado a mencionar a necessidade de reafirmar que é preciso respeitar as leis do território. Também Zheng Anting pediu que o Governo continuasse a fazer os possíveis para que a Lei Básica
SIO CHIO WAI Deputado nomeado
GABRIEL TONG PEDE REGRESSO DA FIGURA DE AUDITOR JUDICIAL
Reformar para singrar G
REFORMA TOTAL
O deputado nomeado ressalvou ainda a necessidade de se proceder
a uma alteração de todo o sistema judicial. “Espero que os serviços competentes assumam uma atitude séria em relação a estas questões, com vista à implementação duma verdadeira reforma do sistema judicial de Macau, envidando-se assim esforços para a construção dum sistema judicial imparcial e eficaz”, rematou. TIAGO ALCÂNTARA
ABRIEL Tong sugeriu ontem que fosse ponderado o regresso da figura de “auditor judicial”, que deixou de existir depois da transferência de soberania. “Perante esta nova conjuntura, considero que deve ser repensada a figura do ‘auditor judicial’, sem estar em causa qualquer intenção de recuar até ao passado”, explicou Tong. Antes da aprovação do orçamento da Assembleia Legislativa para o próximo ano, o deputado sugeriu ainda que fosse permitido, a estes auditores, concorrer para o posto de magistrados. No entanto, disse, o grupo de profissionais deverá, antes de fazer o exame, passar por um período de experiência ou estágio na Função Pública, por exemplo.
Tong pediu ainda que ontem que fosse criado um exame igual para todo o universo de técnicos da área judicial. “Para garantir a justiça é necessário que o poder público crie um exame igual para todos os técnicos da área jurídica dos serviços públicos, advogados e magistrados”, disse, em interpelação oral. - L.S.M.
que promova melhor o Patriotismo nas escolas e previna a infiltração de forças do exterior, com vista a evitar que alguém por detrás da aparência financie actividades para provocar a desordem em Macau, interferindo com o Estado”, fez questão de frisar Zheng Anting, deputado escolhido directamente pela população. Em referência ao movimento em moção na região vizinha, Zheng justificou que, de acordo com académicos, o ‘Occupy Central’ pode ter já criado prejuízos
à economia local na ordem dos 380 mil milhões de dólares de Hong Kong. “Quando alguém pretende atingir, ‘à força’, algum objectivo ‘pré-delineado’, só vai levar a sociedade à anarquia, onde os residentes nem no comer têm sossego, para além dos problemas nos negócios”, disse. “Nessa altura, terá a ‘democracia via ‘Occupy Central’ algum significado?”, questionou o deputado.
RECONHECER OS FEITOS
Houve ainda outros deputados que fizeram semelhante referência à necessidade de implementar o ensino do patriotismo nas escolas locais. “O patriotismo é uma excelente tradição do povo chinês”, começou por interpelar Mak Soi Kun, ontem. O deputado directo acredita que “depois de quinze anos de retorno à Pátria, em primeiro lugar devemos reconhecer os resultados atingidos, sobretudo ao nível da economia, que representam bem o sucesso do princípio ‘Um País, dois sistemas’”, frisou o deputado. Também o jovem deputado Ma Chi Seng – também nomeado - afirmou que o actual “desenvolvimento que aqui se vive” deve ser valorizado pela população, uma vez que não foi fácil atingir. “Espero que [o Governo] recorra a mecanismos para a formação de quadros e à cooperação regional para reforçar valores e difundir o patriotismo e amor a Macau junto de jovens e estudantes, para que estes aprendam a ser racionais e tolerantes”, constatou Ma. Mais uma vez, foi frisada a necessidade de implementar ensinamentos patriotas nas escolas.
COMISSÕES COM OS MESMOS PRESIDENTES Os deputados da Assembleia Legislativa foram a votos, mas tudo permanece inalterado. Assim, é Kwan Tsui Hang quem continua a dirigir os assuntos da 1ª Comissão Permanente da AL, com Melinda Chan como Secretária. Já no caso das 2ª e 3ª Comissões Permanentes, são Chan Chak Mo e Cheang Chi Keong quem preside. Também Mak Soi Kun foi novamente o escolhido para estar à frente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas. A Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas continua a ser presidida pelo deputado Ho Ion Sang, enquanto as matérias discutidas pela Comissão de Regimento e Mandatos permanecem sob alçada de Vong Hin Fai. Finalmente, é Chan Meng Kam que, durante mais uma sessão, fica à frente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos da Administração Pública.
AL APROVADO ORÇAMENTO DE 166 MILHÕES DE PATACAS A Assembleia Legislativa aprovou o valor de 166, 7 milhões de patacas para o orçamento do próximo ano 2015, excedendo em quase 18 milhões o valor estabelecido para o ano vigente. O anúncio relativo aos custos do próximo ano legislativo havia já sido avançado há dias, voltando a referir-se que o aumento da despesa se deve, principalmente, a um maior custo com o vencimento de pessoal dos quadros e “gratificações certas e permanentes dos deputados”. Assim, as despesas com pessoal deverão chegar aos 15,6 milhões de patacas. O aumento das despesas na rubrica “aquisição de bens e serviços” é justificado pelo reforço monetário na aquisição de “serviços diversos”, em mais de 500 mil de patacas e também com o aumento das despesas com “condomínio e segurança” e do investimento na “locação de bem imóveis”.
política 5
hoje macau sexta-feira 17.10.2014
Gestão da Reolian custou 93 mil patacas
O Executivo teve de pagar uma caução no valor de 93, 263 milhares de patacas pela continuação da gestão da Reolian, após a operadora de autocarros ter declarado falência. A informação consta nos relatórios de execução orçamental do ano de 2013 e do Comissariado de Auditoria. Segundo o relatório da execução orçamental, o pagamento dessa caução foi feito depois da assinatura do contrato entre o Governo e a Massa Falida da Sociedade, intitulado “Escritura da Prorrogação do Contrato de Locação de Empresa Comercial”. Tudo para “garantir o continuado funcionamento do serviço público de transportes colectivos”. Recordese que o Governo assumiu a gestão dos bens da Reolian durante seis meses, até que a Nova Era, com accionistas da Nam Kwong e TCM, assumiu a empresa, assinando novo contrato com o Governo.
Casas económicas renderam quase cinco milhões
ANIMAIS GOVERNO ENTREGA PROPOSTA DE LEI DE PROTECÇÃO À AL
À espera de aprovação
Após um impasse por questões jurídicas, eis que a proposta de Lei de Protecção aos Animais chega finalmente à AL. Resta saber se os deputados vão aprovar a lei - que prevê que o abandono pode ser feito no canil ou em associações de animais JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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HEGOU finalmente à Assembleia Legislativa (AL) a proposta de Lei de Protecção dos Animais. De acordo com informações prestadas no site do hemiciclo, a proposta do Governo foi ontem admitida, mas não há ainda data para ser analisada pelos deputados. A proposta, recorde-se, foi apresentada em Junho deste ano, depois de anos de auscultações e promessas de que iria ser implementada. O diploma chegou inclusive a estar suspenso, depois de apresentado, após o presidente da AL ter pedido uma análise jurídica para saber se a proposta poderia dar entrada oficial no hemiciclo. Isto, porque houve,
anteriormente, um chumbo de um projecto com o mesmo tema apresentado pelo deputado José Pereira Coutinho. O Regimento da AL, recorde-se, determina que dois projectos de lei semelhantes não podem ser apresentados na mesma sessão legislativa. O impasse parece ter terminado agora, com a AL a indicar que admitiu a proposta de lei.
ABANDONO COM CONDIÇÕES
O diploma prevê uma pena máxima de três anos de prisão para maus tratos, ainda que não classifique o abandono de animais como crime. Mais do que isso, na proposta de lei analisada pelo HM, diz-se mesmo que é “proibido abandonar animais”, a menos que isso seja feito no canil ou nas associações de animais. “É proibido abandonar o animal que
cria, salvo para entrega e tratamento no canil municipal (...) ou em centro de recolha de animais autorizado pelo IACM”, lê-se na lei. O artigo defende que isto pode ser feito se o dono “não tiver condições para criar o animal”, sendo que este “perde” todos os direitos sob o animal assim que o deixar no canil.
O diploma prevê uma pena máxima de três anos de prisão para maus tratos, ainda que não classifique o abandono de animais como crime
A proposta prevê ainda que quem maltrate animais seja imputado criminalmente, sendo que os valores das multas podem oscilar entre as duas mil e as cem mil patacas. Quem abandonar animais pode ser mesmo multado com uma sanção de até 40 mil patacas. Ao abrigo do diploma, são também proibidos actos como o incitamento à luta, a exposição ou venda de animais recém-nascidos.
GALGOS PROTEGIDOS?
Face aos problemas que têm sido discutidos quanto aos galgos do canídromo – animais que são abatidos se não conseguirem correr mais, independentemente do ferimento ou idade – a proposta não prevê regras específicas para eles, excepto no que diz respeito ao facto de estes terem de estar licenciados para poderem competir. O IACM recorde-se, assegurou que os galgos iam estar incluídos nesta Lei de Protecção. A proposta de lei permite ainda a utilização de animais para fins científicos, ainda que defina critérios a ser seguidos, como o infligir de dor mínima e uma limitação no número de animais a ser utilizados – não diz, contudo, o limite. Uma outra regra prevista pela lei é que os animais em estaleiros de obras, como é comum existirem, têm de estar licenciados e castrados.
O Governo arrecadou 4,6 milhões de patacas com a venda das casas económicas de habitação pública em 2013, sendo que em 2012 esse valor cifrou-se em 702 milhões de patacas. Os valores constam no relatório de execução orçamental da RAEM de 2013, bem como no relatório do Comissariado de Auditoria sobre o orçamento.
Governo gastou quase 300 milhões em medicamentos
Os Serviços de Saúde gastaram um total de 245 milhões de patacas em medicamentos prescritos a doentes no hospital Conde de São Januário, valores esses que foram pagos a farmácias privadas. Em 2012, esse valor tinha sido de 296 milhões de patacas. Os dados constam no relatório de execução do orçamento da RAEM de 2013 e do Comissariado de Auditoria.
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hoje macau sexta-feira 17.10.2014
REFORMA ADMINISTRATIVA ACADÉMICOS PREVÊEM “LUTAS” E “TENSÕES”
Interesses e mentalidades
flora.fong@hojemacau.com
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STANDO para breve a alteração dos Secretários do Governo, alguns académicos manifestaram ontem que vários problemas poderão acontecer no futuro trabalho do Executivo, sendo que não deixam de parte a hipótese de surgirem “lutas” e “tensões”. Na 6ª Conferência Internacional sobre a “Gestão Pública no Século XXI : Oportunidades e Desafios”, que decorreu no dia de ontem, José Chu, director dos Ser-
viços de Administração e Função Pública (SAFP), referiu que espera que através desta actividade haja uma troca de experiências entre especialistas e académicos dos vários países, tais como, Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, até porque, defende, há que melhorar os trabalhos da Função Pública. Presente esteve também o professor do Departamento de Governo e Administração Pública da Universidade de Macau, Liu Bolong, que considerou que o novo mandato de Chui Sai On deve melhorar os trabalhos fundamentais do Governo. Como exemplo, o professor referiu a gestão de avaliação de desempenho, que deverá ser desenvolvida gradualmente porque “pode trazer benefício ao desenvolvimento estável da sociedade”. “A reforma da estrutura administrativa, a simplificação de procedimentos administrativos, a melhoria da cultura da governação do território e a criação do espírito de equipa de trabalho entre cada departamento são também importantes, mas não são fáceis e devem ser feitos passo a passo.”
CONFLITOS NO HORIZONTE
“Nos processos da reforma, devem existir diferentes abordagens aos funcionários públicos, devido às suas formas diferentes de pensar, assim como dar-lhes algum tempo de adaptação” EILO YU Professor do Departamento de Governo e Administração Pública da UM
O também chefe do Centro de Investigação de Ciências Sociais Sobre a China Contemporânea acrescentou que acredita que Macau irá ter uma reforma “profunda”, prevendo que existirão provavelmente “lutas” de interesses na Função Pública. Por outro lado, o professor associado ao mesmo departamento da UM, Eilo Yu, afirmou que não deverá ser um problema de “lutas”, mas sim de “tensão” e de hábitos. “No que toca à reforma da Administração Pública, o Governo deve enfrentar duas tensões, uma interior, outra exterior. A primeira está relacionada com hábitos e maneiras de trabalho dos funcionários públicos, os quais podem não se habituar às novas maneiras e cultura de trabalho”, afirmou, acrescentando que pode acontecer uma divisão entre funcionários “inovadores” e “conservadores”, dentro do próprio Governo.
Dar vazão à procura CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
Liu Bolong e Eilo Yu falam em possíveis lutas por interesses na Função Pública ou até em tensões entre funcionários com pensamento mais moderno e mais conservador, assim que for feita a reforma na Administração FLORA FONG
IMOBILIÁRIO RAPIDEZ NA APROVAÇÃO
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“A reforma da estrutura administrativa, a simplificação de procedimentos administrativos, a melhoria da cultura da governação do território e a criação do espírito de equipa de trabalho entre cada departamento são também importantes, mas não são fáceis e devem ser feitos passo a passo”
deputado Lau Veng Seng, também presidente da Associação dos Construtores Civis e de Empresas de Fomento Predial de Macau, disse ontem ao jornal Ou Mun que o Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) deveria reunir projectos imobiliários semelhantes para que a sua aprovação possa acelerar. “De facto o CPU podia resumir projectos similares para acelerar a aprovação, mas claro que estou a falar de projectos mais simples”, apontou. De acordo com o deputado à Assembleia Legislativa (AL), antes da execução das novas Lei de Terras, Lei de Salvaguarda do Património Cultural e Lei do Planeamento Urbanístico, o sector já estava preparado para os ajustamentos que iriam surgir da implementação dos diplomas. “A entrada em vigor dos três diplomas ao mesmo tempo foi feita para existir uma maior coor-
denação a nível prático. Contudo, mesmo que o CPU tenha reuniões frequentes, a procura no mercado imobiliário é grande, existindo muitos pedidos na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes”, defendeu Lau Veng Seng.
MAIOR CLAREZA
O deputado defendeu ainda uma maior transparência face às informações que podem ser transmitidas ao público. “Poderiam ser publicadas as informações no website, seriam mais claras e os meios de comunicação social poderia monitorizar melhor as situações. Lau Veng Seng defende ainda que é necessário melhorar o processo de aprovação e emissão da Planta de Condições Urbanísticas (CPU), por forma a criar um mecanismo permanente que faça com que as fracções possam entrar no mercado mais rapidamente. O deputado considerou que essa é a medida mais importante para regular a oferta no sector.
NOVO MACAU VOLTA A PEDIR SUFRÁGIO UNIVERSAL
LIU BOLONG Professor do Departamento de Governo e Administração Pública da UM
“Nos processos da reforma, devem existir diferentes abordagens aos funcionários públicos, devido às suas formas diferentes de pensar, assim como dar-lhes algum tempo de adaptação. Deve ser feita uma discussão simplificada, para que durante o período sejam amortizados os diversos conceitos e assim a reforma seja implementada de forma mais suave”, afirmou. Eilo Yu explicou que a segunda tensão está directamente relacionada com os processos de concessão que instituições ou associações recebem ou oferecem ao Governo. “Os modelos de trabalho devem também mudar, esta sim, é a tensão exterior a que me referia”, concluiu.
• No dia em que o hemiciclo regressou ao trabalho, fez-se notar a presença de vários membros da Associação Novo Macau (ANM) à porta da Assembleia Legislativa (AL). A iniciativa serviu para a entrega de uma carta que chamou a atenção para a exigência da implementação da reforma política o mais depressa possível, pedindo ao Governo um calendário para o sufrágio universal. Sou Ka Hou, presidente da ANM, disse esperar que a reforma política avance já em 2015 e que o Chefe do Executivo possa ser eleito por sufrágio universal em 2019. Foi ainda pedido o aumento da proporção dos deputados eleitos pela via directa, eliminando progressivamente o sistema de deputados indirectos.
SOCIEDADE
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ANDREIA SOFIA SILVA* andreia.silva@hojemacau.com.mo
U
MA carreira nas Forças de Segurança de Macau, quer seja na Polícia de Segurança Pública (PSP) ou no Corpo de Bombeiros (CB), não é muito atractiva para o universo feminino. Prova disso são as poucas alunas que todos os anos entram para a Escola das Forças de Segurança de Macau (EFSM). Dados revelados ao HM pela própria escola mostram que nenhuma mulher entrou no ano lectivo de 2014/2015, sendo que no ano anterior apenas entraram nove novas alunas no curso de formação de instruendos. Desde 2011 que os números de novas es-
FORÇAS DE SEGURANÇA PROFISSÃO NÃO ATRAI MULHERES
Só para homens?
Nenhuma mulher entrou este ano na Escola Superior das Forças de Segurança de Macau, sendo que no ano lectivo de 2012/2013 eram apenas 15 contra 58 homens. Leong Veng Chai e António Katchi falam dos poucos atractivos da profissão tudantes variam entre uma e duas. No ano lectivo de 2012/2013, a EFSM tinha 15 alunas, um universo de 20,55%, contra 58 homens, 79,45%. Contactado pelo HM, o deputado directo Leong
KATCHI DEFENDE FIM DO ESTATUTO DOS MILITARIZADOS O jurista António Katchi apontou ainda que o Estatuto dos Militarizados das Forças de Segurança de Macau “impõe de facto algumas limitações às pessoas”, o que pode desmotivar novos interessados numa carreira na área. “O Estatuto dos Militarizados, no geral, parece-me desfavorável e, para mim, por exemplo, seria desmotivador e talvez o seja para muitas pessoas. Uma pessoa sujeita ao Estatuto sofre restrições em relação à liberdade de associação, política, na liberdade sindical e está sujeita a normas que interferem na sua vida privada, porque não podem ter amizade com pessoas que sejam suspeitas de ter actividade criminosa”, lembrou Katchi, que pede o fim desse Estatuto, em vigor desde 1994. “Não acho minimamente justificável aplicar-se um estatuto militar a polícias de segurança pública ou a bombeiros. Não se justificava existir em Macau qualquer Estatuto dos Militarizados, devia ser adoptado um estatuto o mais igual possível ao da Função Pública, com as devidas adaptações”, disse ainda o jurista.
Veng Chai, que fez carreira como funcionário no Estabelecimento Prisional de Macau (EPM), considera que não são os perigos da profissão que afastam as mulheres da área da Segurança, mas sim o facto de terem acesso a uma educação superior, podendo optar por um emprego nos casinos, num “ambiente mais confortável”. “Na escola têm de ter treino e depois têm de trabalhar na rua por turnos. Isso faz com que muitas mulheres
pensem nesse problema e desistam, preferem ter um trabalho mais confortável”, admitiu o deputado. Leong Veng Chai chama ainda a atenção para a existência de menos regalias na profissão, motivo que pode até levar ao afastamento dos homens de uma carreira nas Forças de Segurança. “Embora o nível de segurança em Macau seja bastante bom, o trabalho das Forças de Segurança implica, de certa forma, perigo e cansaço. Mas a
Portas do Cerco Acidente com escadas rolantes
remuneração e o regime de reforma não são iguais às empresas privadas. Isso não atrai os jovens, que se calhar preferem trabalhar noutros sectores”, apontou ainda. Leong Veng Chai lembra ainda que as mulheres têm “mais sentimento de pertença à família”, defendendo que, caso existam mudanças no regime de aposentação dos trabalhadores das Forças de Segurança, “mais mulheres podem aceitar este trabalho”.
CONTRARIEDADES
António Katchi, jurista e docente no Instituto Politécnico de Macau (IPM), na área da Administração Pública, falou de alguns entraves que advêm da natureza da profissão. “Não têm um horário fixo e têm de trabalhar por turnos. Há ainda uma série de exigências legais, de aptidão física, não sei se acontecerá o caso de haver muitas candidatas e depois serem excluídas, ou se à partida há poucas candidatas. É possível que a carreira nas
Um acidente com as escadas rolantes do Posto Fronteiriço das Portas do Cerco fez, ontem à tarde, nove feridos ligeiros que, ainda assim, receberam tratamento no Centro Hospitalar Conde de São Januário, cita a rádio. Tratase do segundo acidente em menos de seis meses, depois de, em Maio, uma avaria nas escadas rolantes das Portas do Cerco ter, também, provocado ferimentos em nove pessoas. De acordo com fonte do Corpo de Bombeiros, os feridos têm entre os 5 e os 72 anos de idade, são todos detentores de passaportes chineses e regressavam a casa na altura do acidente, que aconteceu por volta das 17h40.A rádio avança ainda que as causas do acidente ainda estão a ser investigadas.
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“Não têm um horário fixo e têm de trabalhar por turnos. Há ainda uma série de exigências legais, de aptidão física” ANTÓNIO KATCHI Jurista e docente do IPM
Forças de Segurança não seja suficientemente atractiva em relação a outras possibilidades de carreira e nomeadamente para as mulheres que, se forem trabalhar para as Forças de Segurança de Macau, ficam sujeitas a horários que não são fixos”, frisou o jurista. O HM tentou obter mais esclarecimentos junto da PSP ou da Direcção dos Serviços das Forças de Segurança de Macau, mas até ao fecho da edição não foi obtido qualquer comentário a estes dados. - *com Flora Fong
Semana Dourada Venda de produtos de luxo caiu 20% Segundo o jornal Ou Mun, o negócio dos produtos de luxo caiu 20% durante a Semana Dourada, comparando com o mesmo período do ano passado. A presidente da Macao Internacional Brand Enterprise Commercial Association, Terry Sio, disse que o caso ‘Occupy Central’ não influenciou muito as lojas de Macau, porque Hong Kong é que é conhecida como o ‘paraíso’ de fazer compras.
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FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
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UM estudo encabeçado pela professora do Instituto Politécnico de Macau, Maria de Lurdes Escaleira, é defendido que “é urgente e necessário mudar e adequar a formação” do ensino da tradução no território. Num artigo da académica publicado no último número da Revista da Administração, Maria de Lurdes Escaleira propõe a implementação de estágios profissionais. Segundo a académica, “as exigências de tradução são hoje bem diferentes”, pois o “leque de candidatos é muito maior e engloba alunos que irão exercer a sua actividade fora de Macau e não apenas na Administração Pública, como acontecia anteriormente, na República Popular da China e no mundo lusófono”. Posto isto a docente considera que é obrigatória a mudança e adequação da formação “às exigências actuais”, para ultrapassar os constrangimentos existentes e para preparar “os alunos para enfrentarem os desafios do presente e o futuro”. No artigo, a académica admite que existe um fosso entre o que a escola ensina e as competências requeridas na prática e, por isso, o ensino e a aprendizagem da tradução “devem harmonizar a vertente profissionalizante”, para satisfazer
TRADUÇÃO ESTUDO DEFENDE ALTERAÇÕES NO MÉTODO DE ENSINO
Teoria pouco prática
O ensino de tradução necessita de uma reforma, segundo um estudo de uma docente do Instituto Politécnico de Macau. Alterações no currículo, implementação de estágios profissionais e maior cooperação entre entidades e alunos é o que a pesquisa defende tamos perante uma nova visão da tradução e do tradutor”, defende.
ESTÁGIOS PARA MELHORAR
o “critério de empregabilidade dos alunos e a vertente académica”. Algo que, segundo a autora, só acontecerá com a participação de todos os intervenientes do processo ensino e aprendizagem. “As entidades educativas responsáveis pela formação de tradutores não podem ignorar que se registam profundas alterações no universo da tradução e que es-
A solução apresentada no artigo é a implementação de estágios profissionais. “Esta cooperação deve alargar-se a definição de planos de estágio profissional e levar os agentes do mercado a se comprometerem a criar condições para aceitar e orientar estagiários e proporcionar-lhes uma verdadeira
“As entidades educativas responsáveis pela formação de tradutores não podem ignorar que se registam profundas alterações no universo da tradução e que estamos perante uma nova visão da tradução e do tradutor” MARIA DE LURDES ESCALEIRA Docente do IPM
SANDS SUSPEITAS DE FUMADORES EM ZONA DE APOSTAS ELEVADAS
Sem manifestações até Janeiro A
secretária-geral da Forefront of Macau Gaming, Cloee Chao, publicou uma fotografia no Facebook, alegadamente mostrando um jogador a fumar na zona de apostas elevadas do casino Sands. A imagem foi publicada na passada quarta-feira. No entanto, este é um dos locais onde deixou de ser permitido fumar, uma vez que se trata de uma zona situada na sala comum. Ontem, Chao explicou ao HM como tudo aconteceu: as mesas que permitem fumadores encontram-se na área designada, mas as fichas aí empregues pertencem à sala comum. “As fichas das salas VIP e salas comuns são diferentes, mas a empresa permite que as fichas da sala VIP sejam jogadas nestas mesas, assim
aproveitando a zona cinzenta que a lei permite. No entanto, não são apenas as fichas que vêm das salas comuns. Também os clientes são de lá”, explicou a activista. Ao HM, Chao disse ainda ter explicado a situação à Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), mas não obteve resposta. Também o HM tentou contactar a DICJ, os Serviços de Saúde e a Sands China, mas não foi possível obter resposta até ao fecho desta edição.
MANIPULAÇÕES
No mesmo dia em que Chao publicou a fotografia na rede social Facebook, surgiu uma outra publicação, que será falsa, alegadamente feita pelo director da Sociedade de Jogos de Macau,
experiência da realidade profissional”, defende Maria de Lurdes Escaleira. A lentidão na mudança das instituições e das mentalidades é também análise de estudo da docente, que defende que este é um dos maiores problemas enfrentados pelas entidades de ensino. O currículo de ensino é um ponto negativo apresentado no artigo, pois, segundo Maria de Lurdes Escaleira, “já não corresponde às necessidades
Ambrose So. Alguém que se terá feito passar por So escreveu que o despedimento seria a consequência para os funcionários da operadora que participassem em futuras manifestações. Contudo e após uma investigação sobre este assunto, foi confirmado que a publicação seria falsa, não tendo sequer havido qualquer notificação deste género ao nível interno. “Não queremos imaginar porque motivo surgiu esta mensagem, mas antes de Janeiro não será realizada nenhuma manifestação”, garantiu a representante do colectivo de activistas. “O CEO do MGM já respondeu às nossas exigências e acho que as outras operadoras vão fazer o mesmo. Vamos esperar para ver”, frisou.
actuais e exige mudanças estruturais e estruturantes”. Esse é, então, o maior desafio que enfrenta Macau, “visto ter de desenhar um novo currículo de ensino e implementar estratégias que terão de ir ao encontro das necessidades e expectativas dos futuros profissionais que irão desenvolver a sua actividade em contextos diversificados e diferenciados”, tais como, Macau, China,Angola, Moçambique e Brasil.
NOVOS ORGANISMOS
A docente argumenta ainda que, em Macau, é necessário criar organismos e instrumentos de fiscalização e certificação da qualidade das traduções, nomeadamente, através da constituição de “uma associação de tradutores que tenham um papel activo, tanto na formação básica e contínua, como na certificação da qualidade das traduções”. Ao longo do estudo, é possível perceber que a autora defende o papel da escola, pois, segundo a mesma, esta tem de facilitar o desenvolvimento da autonomia dos alunos. Ou seja, a escola deve permitir aos seus alunos uma aprendizagem constante. “Para reduzir as situações de insucesso, a formação deverá ter por base o aluno e as suas motivações, sendo a disposição para aprender uma condição vital, sobretudo hoje em que precisamos de aprender e reaprender constantemente, assumindo o professor, o papel de facilitador”, conclui a docente.
Instituto Camões Estado português recebe 5,5 milhões de euros
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relatório do Orçamento de Estado português para 2015, ontem entregue à Assembleia da República, determina uma fatia de 5,5 milhões de euros a ser atribuída ao Instituto Camões, accionista maioritário do Instituto Português do Oriente (IPOR). Contactado pelo HM, João Laurentino Neves, presidente do IPOR, escusou-se a fazer comentários sobre os projectos que poderão advir dessa verba por ainda não ter sido realizada a assembleia-geral com os sócios do IPOR, encontro que deverá acontecer até ao final deste ano, mas para o qual ainda não existe data marcada. Segundo a agência Lusa, espera-se para o Instituto Camões um aumento “dos valores inerentes a acções de cooperação delegada pela União Europeia, atingindo os 5,5 milhões de euros, destinadas, entre outras, ao desenvolvimento dos
PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), Timor-Leste e outros países, à rede dos centros culturais portugueses e ao ensino da língua e cultura portuguesas no estrangeiro”. Em relação aos subsídios de natal pagos aos pensionistas e funcionários públicos, continuarão a ser pagos em duodécimos todos os meses. Os pensionistas da Caixa Geral de Aposentações (CGA) terão ainda “direito a receber mensalmente, no ano de 2015, a titulo do subsídio de Natal, um valor correspondente a 1/12 da pensão que lhe couber nesse mês”. Mantém-se ainda o pagamento da Contribuição Extraordinária de Solidariedade para pensões de mais de 4.611,42 euros mensais. Recorde-se que residem em Macau entre dois a três mil reformados que recebem as suas pensões da CGA. - A.S.S.
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CHINA
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AIS de 60 pessoas foram detidas na China até ontem por apoiarem os protestos pró-democracia em Hong Kong, em curso há três semanas, confirmou a Chinese Human Rights Defenders (CHRD) à agência noticiosa Efe. A maioria das detenções ocorreu em Pequim, mas também foram reportados casos nas províncias de Cantão (sul), Gansu (noroeste) ou Hunan (centro), de acordo com a lista actualizada da CHRD, que constata uma nova campanha de repressão na China. Em concreto, a organização não-governamental chinesa confirma 23 detenções, por crimes, que duram há até 37 dias e podem terminar em julgamento, três de cariz administrativo, de um máximo de dez dias, e 35 de “outro tipo”. Estes últimos casos incluem qualquer forma de privação de liberdade, como manter a pessoa num centro de detenção sem notificar a sua família, ou “provocar o seu desaparecimento”, explicou a coordenadora da CHRD, Wendy Lin, à agência noticiosa espanhola. Além disso, a organização também confirmou um caso de tortura, citando o
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HONG KONG MAIS DE 60 PESSOAS DETIDAS NA CHINA POR APOIAR PROTESTOS
Controlar propagação
A Chinese Human Rights Defenders denuncia a detenção de 61 apoiantes dos protestos em Hong Kong, numa altura em que se aproxima a passos largos a reunião anual do Partido Comunista chinês advogado da vítima. Em causa, Xie Wenfei, detido no passado dia 03 num jardim em Cantão quando transportava cartazes de apoio aos protestos em Hong Kong.
CONTER DANOS
“Têm medo, não querem que o espírito de Hong Kong se alastre. Não querem que se volte a repetir Tiananmen”,
“Têm medo, não querem que o espírito de Hong Kong se alastre. Não querem que se volte a repetir Tiananmen” HU JIA Activista
PEQUIM RESPONDE A WASHINGTON SOBRE AGRESSÃO POLICIAL
Aqui manda quem pode O Governo chinês afirmou ontem que “nenhum país estrangeiro tem direito a interferir” nos assuntos internos da China, em resposta aos Estados Unidos que pediram uma investigação à agressão policial a um manifestante durante os protestos em Hong Kong. “Como Região Administrativa Especial chinesa, os assuntos de Hong Kong são internos e nenhum indivíduo ou país estrangeiro tem direito a interferir”, disse ontem o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hong Lei, em conferência de imprensa. O mesmo responsável frisou também que Hong Kong está a investigar um vídeo que mostra vários polícias a agredirem um manifestante durante os
intensos confrontos que tiveram lugar na madrugada de quarta-feira, que terminaram com 45 detidos. Na mesma linha de há três semanas, quando se iniciaram os protestos, Hong Lei enfatizou que o movimento ‘Occupy’ “bloqueou as principais estradas e desafiou a polícia, perturbando gravemente a ordem social”.
“Estas actividades ilegais seriam condenadas por qualquer país”, acrescentou.
PEDIDO AMERICANO
O Governo dos Estados Unidos exigiu quarta-feira às autoridades de Hong Kong uma “investigação rápida, transparente e completa” sobre a alegada agressão de polícias a um manifestante durante os
protestos pró-democracia na Região Administrativa Especial da China. “Estamos profundamente preocupados pelas informações de que a polícia agrediu um manifestante em Hong Kong e apelamos às autoridades de Hong Kong para que faça uma investigação rápida, transparente e completa sobre o incidente”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, numa conferência de imprensa citada pelas agências internacionais. A mesma responsável referiu que a tradição de Hong Kong no “respeito pela legalidade e liberdades fundamentais reconhecidas internacionalmente, incluindo a liberdade de reunião, é crucial para a reputação e para o êxito de Hong Kong como centro de comércio global”.
observou à Efe, Hu Jia, conhecido activista na China que se encontra em prisão domiciliária. Para Hu Jia, a repressão que se vive por estes dias é mais grave do que a ocorrida durante a época da “Revolução Jasmim”, em 2011, uma tentativa de imitação da “Primavera Árabe”, cortada pela raiz por Pequim. Para a CHRD e outras organizações de defesa dos direitos humanos como a Human Rights Watch, a repressão vai continuar “enquanto as pessoas de Hong Kong continuarem com os protestos” e pode até intensificar-se por estes dias, uma vez que se aproxima a reunião anual do Partido Comunista chinês, que arranca na próxima semana. “Estão ansiosos por pôr-lhe um fim”, disse a mesma responsável da CHRD. Maya Wang, da Human Rights Watch, considera, porém, que acabar com manifestações em Hong Kong “será um longo processo”. “Não vai ser fácil acabar com os protestos, e mesmo que o consigam, o principal problema – as fortes aspirações pela democracia – não vão desaparecer rapidamente”, concluiu Maya Wang.
Chefe do Executivo disponível a dialogar na próxima semana
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chefe do Executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, mostrou-se ontem disponível para iniciar conversações com a Federação de Estudantes, uma das três organizações que lideram os protestos, na próxima semana. “Ao longo dos últimos dias, incluindo esta manhã por via de terceiros, manifestamos aos estudantes o nosso desejo de iniciar um diálogo para discutir o sufrágio universal o mais rápido possível, esperando [que tal possa suceder] na próxima semana”, disse o chefe do Executivo aos jornalistas. A oferta de diálogo surge depois de um pico de dois dias de violência entre a polícia e os manifestantes durante o qual foi divulgado um vídeo com imagens da agressão de um grupo de polícias a um manifestante nas ruas da antiga colónia britânica. As imagens, gravadas pela estação TVB, que mostram
um membro do Partido Cívico Ken Tsang a ser agredido, geraram uma onda generalizada de revolta sobretudo entre os manifestantes que tinha acusado anteriormente a polícia de excessivo uso de violência e de falhar em protegê-los dos repetidos ataques de grupos pró-Pequim. “Não devemos politizar este incidente”, disse CY Leung, recusando tecer mais comentários sobre o caso.
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HONG KONG CAMPANHA DE ALIMENTAÇÃO PARA DIGNIDADE DE REFUGIADOS
Sobreviventes da ‘escravatura moderna’ A organização Centro de Justiça pretende alterar o sistema de apoio aos refugiados para dar melhor uso aos recursos e promover mais dignidade para quem luta diariamente pela sua subsistência
O
Centro de Justiça de Hong Kong, uma organização sem fins lucrativos, lançou uma campanha para pedir ao Governo que dê uma alimentação “digna” aos refugiados. Segundo uma petição publicada no portal da organização de PUB
defesa dos direitos humanos que se foca em especial nos imigrantes forçados, refugiados ou sobreviventes da ‘escravatura moderna’, o Executivo da antiga colónia britânica faculta-lhes sacos pré-embalados de alimentos, que têm de levantar a cada cinco ou dez dias numa loja, muitas vezes longe do local onde vivem. “Diz-se que a comida avaliada em 40 dólares de Hong Kong por dia, supostamente deve cobrir três refeições diárias e durar até ao próximo levantamento. Mas, quando comparamos o preço da comida que eles recebem com o da venda nos supermercados, vemos que a que lhes é dada vale muito menos. Frequentemente, acaba muito antes da próxima data de levantamento, às vezes a validade expira; é sempre limitada em termos de variedade e de quantidade”, lê-se no documento. Neste sentido, a organização, o antigo Centro de Aconselhamento para Refugiados que, ao longo de sete anos, ajudou mais de 2.000 pessoas, apela ao apoio à petição.
“Ao dar aos refugiados pequenas quantidades de dinheiro para que possam adquirir a sua própria comida, quando e onde precisem, far-se-ia melhor uso dos recursos gastos no actual programa e devolver-se-ia aos refugiados a sua dignidade” COMUNICADO DO CENTRO DE JUSTIÇA
Isto para que “o Governo de Hong Kong permita aos refugiados alimentarem-se com dignidade dando-lhes pequenas quantidades de dinheiro para que possam comprar sua própria comida”.
SISTEMA CADUCO
Ao abrigo do actual programa alimentar, o Executivo da antiga colónia britânica contrata uma organização para providenciar a comida, a qual, por sua vez, adjudica a uma terceira parte o abas-
tecimento em meia dúzia de lojas na cidade, as quais fornecem sacos com alimentos aos refugiados. Este sistema, defende a organização, “é complicado, dispendioso e ineficaz”. “Ao dar aos refugiados pequenas quantidades de dinheiro para que possam adquirir a sua própria comida, quando e onde precisem, far-se-ia melhor uso dos recursos gastos no actual programa e devolver-se-ia aos refugiados a sua dignidade”, refere o Centro de Justiça. “Infelizmente, também há muitos residentes de Hong Kong que não têm o suficiente para comer. Esta campanha não visa desviar a
atenção dessa realidade”, frisa a organização, cuja petição intitulada “Fome de Mudança”. “É a capacidade de escolher que nos torna humanos”, escreve hoje Victoria Otero Wisniewski, do Centro de Justiça de Hong Kong, num artigo de opinião no jornal South China Morning Post, em que relata a forma como um universo de cerca de 8.000 refugiados se tem de alimentar na antiga colónia britânica. Hoje celebra-se o Dia Mundial da Alimentação, instituído pela ONU em 1979, para elevar a consciencialização para os problemas alimentares do planeta e promover a solidariedade na luta contra a fome.
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EVENTOS
Dança, teatro, artes performativas. A edição deste ano do Festival Fringe acontece no território já no próximo mês e traz grupos de Portugal, Hong Kong, Taiwan, Israel, Espanha e Brasil, sem esquecer os grupos locais
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FRINGE FESTIVAL REGRESSA ENTRE 1 E 16 DE NOVEMBRO
Artes chegam à cidade
ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
A
praça Jorge Álvares, situada no coração da península, será o palco para a cerimónia de abertura de mais uma edição do Festival Fringe. São esperados um total de 37 eventos espalhados pelos vários cantos de Macau e Taipa, onde o público poderá ver um leque variado de espectáculos e exposições, dedicados à dança, teatro e artes plásticas. Os
O
Instituto Cultural (IC) irá instalar um ‘Pavilhão de Criatividade de Macau’ na 19.ª Feira Internacional de Macau (MIF), onde será organizada a participação de artistas da indústria musical local. Em articulação com o Programa de Subsídios à Produção de Álbuns de Canções Originais 2014, que se encontra presentemente a aceitar candidaturas, o pavilhão irá centrar-se na mostra de música original de Macau e vários serviços de áudio. O Pavilhão de Criatividade de Macau - subordinado ao tema “Música Original de Macau”- ocupa uma área total de 270m2. Com um design inspirado no conceito de “ondas sonoras”, o pavilhão
preços prometem ser convidativos, variando entre a entrada gratuita e as 50 patacas. Os dois primeiros dias do festival ficam preenchidos com o grupo composto por Lau Ming Hang, Man Lee, U Wing Chi e Mok Kuan
Chong. De Macau e Hong Kong, o grupo apresenta a actividade “Mercado de histórias – Um dia na vida, Ok la, E depois?”, cujo ponto de encontro se fará no Café Veng Hou. Por apenas 50 patacas, o públi-
MIF IC COM PAVILHÃO PARA ARTISTAS LOCAIS
co poderá assistir a “três histórias diferentes de Macau e Hong Kong apresentadas em três diferentes espaços”, como espaços de arte, os chamados “coffee-shops” e “espaços antigos da cidade”, sendo que “encontrando o seu caminho
A criatividade que é nossa
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA AMERICANA • Don DeLillo
Aos 28 anos, David Bell é o sonho americano tornado realidade. Lutou para chegar ao topo, sobreviveu às purgas do escritório e aos escândalos para se tornar num executivo televisivo. O mundo de David é feito de imagens que surgem nos ecrãs americanos, das fantasias que encantam a imaginação da América. E depois o sonho - e a fabricação do sonho - tornam-se pesadelo. No ponto mais alto do seu sucesso, David propõe-se a redescobrir a realidade. Com uma câmara nas mãos, viajar por todo o país numa tentativa louca e comovente de capturar, impor, um ideal para si e para o passado, presente e futuro da América.
nas ruas e becos, o público terá a possibilidade de interpretar individualmente as histórias contadas”, explica o programa. Entre os dias 6 e 8, o grupo de teatro de Long Fong apresenta, no espaço de lazer da Rua dos Mercadores, a peça “Puxe”, com entrada gratuita. Segundo o programa, a peça baseia-se no nosso dia-a-dia e nas pressões sentidas pela sociedade actual. “Nascemos para sermos controlados, pelos pais, professores e pela sociedade. Somos socializados e sistematizados. Os nossos dias são rotinas. Mas, e se lutarmos pela nossa liberdade?”, pode ler-se na apresentação. O artista local Sérgio Rolo, em parceria com a Casa de Portugal em Macau (CPM), irá apresentar o espectáculo “O Astronauta” no dia 8, a ter lugar no pequeno auditório da CPM. Trata-se de um “espectáculo de marionetas para crianças”, virado para escolas, onde “uma nave espacial viaja no universo da imaginação”.
PORTUGAL PRESENTE
De Portugal chegam vários artistas que irão participar no festival a solo ou em parceria com artistas de Macau. Francisco Camacho, do grupo EIRA, vai apresentar o espectáculo “Danças Privadas” nas Casas-Museu da Taipa entre os
integra aspectos modernos metropolitanos de Macau com ondas sonoras e apresenta uma estética irregular da música através do espaço físico e de efeitos visuais. O espaço físico do pavilhão apresenta movimentos rítmicos da música com secções de diferentes graus. O IC espera que através do design a música de Macau possa espalhar-se e que a mensagem “a música inspira a alma” possa ser transmitida.
MÚSICA PARA TODOS
Através do Pavilhão de Criatividade de Macau na MIF, o IC pretende proporcionar uma plataforma de exposição para a indústria musical local, promover o seu desenvolvimento comercial e facilitar bolsas de
contacto entre as indústrias culturais e criativas locais e estrangeiras. Para além de fortalecer a interacção com os visitantes, o IC e as entidades participantes organizarão conjuntamente um total de 19 seminários e espectáculos ao vivo sobre música, a fim de aprofundar os conhecimentos dos visitantes sobre os vários aspectos da música original de Macau. Todos os cidadãos interessados são convidados a participar nestas actividades. A feira realiza-se de 23 a 26 de Outubro de 2014 no Centro de Convenções e Exposições do Venetian Macau. Partindo da Base de Dados das Indústrias Culturais e Criativas de Macau, o IC convidou 14 entidades culturais e criativas a participar.
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
O MAPA E O TERRITÓRIO • Michel Houellebecq
Se a história deste romance nos fosse contada por Jed Martin, talvez ele começasse por falar da avaria da caldeira do seu apartamento, num dia 15 de Dezembro. Ou dos solitários Natais passados com o pai, um arquitecto famoso que sonha construir cidades fantásticas mas ganha a vida a projectar resorts de férias. Talvez não falasse do suicídio da mãe quando tinha apenas sete anos, porque são muito ténues as recordações que dela guarda. Mas mencionaria certamente Olga, uma lindíssima russa, que conheceu por ocasião da primeira exposição do seu trabalho fotográfico baseado nos mapas de estradas Michelin.
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dias 5 e 7 de Novembro. Segundo o programa oficial do festival, “cada espectador é convidado a escolher o figurino e a própria musica, criando assim a base a partir do qual o artista, Francisco Camacho, criará um momento original de dança exclusivamente para esse espectador”.
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eventos espalhados por Macau e Taipa
Também de Portugal chega o espectáculo “UWAGA!”, que acontece dia 8 na zona de lazer da Rua dos Mercadores, protagonizado pelo grupo DEMO. Trata-se de um evento de artes performativas “que pretende, através da cénica em espaços públicos, envolver a comunidade. Os artistas abordam as pessoas na rua e convidam-nas a partilhar palavras ou aspirações com a cidade”. No dia 16 de Novembro, haverá ainda a tradicional parada por Macau, por forma a marcar o encerramento do festival. O programa completo pode ser consultado em www.macaufringe. gov.mo. PUB
EXPOSIÇÃO “ESCREVER MACAU EM PORTUGUÊS” NO ANTIGO TRIBUNAL
Caras que representam a língua “E SCREVER Macau em Português – Exposição de Retratos” é a mais recente exposição do Instituto Cultural (IC) e da Casa de Portugal em Macau, com inauguração marcada para o dia 21 deste mês. A actividade pretende mostrar a preservação da cultura oriental e ocidental.
Depois de, no ano passado, e com o objectivo de salvaguardar obras literárias e documentos históricos de Macau e promover e desenvolver a literatura sino-portuguesa, o IC ter realizado a Exposição de Retratos Fotográficos “Caras da Literatura de Macau em
Língua Chinesa 2013”, este ano, “Escrever Macau em Português – Exposição de Retratos” retrata 34 escritores de língua portuguesa “vivos, com obra publicada, que escrevam textos sobre Macau ou que tomem a cidade como
cenário”. O fotógrafo António Mil-Homens foi o convidado para retratar os escritores. “Cada escritor possui as suas próprias características, contribuindo para a literatura sino-portuguesa. Através desta exposição, o IC espera dar a conhecer ao público a cara e obras dos escritores de língua portuguesa de Macau e, ao mesmo tempo, lançar bases para a criação da Casa da Literatura de Macau e promover a recolha de obras e documentos literários em língua portuguesa”, salienta o IC através de comunicado. A exposição estará patente de 22 de Outubro a 23 de Novembro no Edifício do Antigo Tribunal, diariamente das 10h00 às 19h00 horas, sendo a entrada livre.
Venetian Alex To pela primeira vez em Macau
O artista pop de Hong Kong, Alex To, pisa o palco da arena do Cotai, no Venetian, pela primeira vez, às 20h00 do próximo dia 15 de Novembro. Os bilhetes começaram a ser vendidos ontem. O concerto do conhecido artista da região vizinha acontece na mesma semana do Grande Prémio e promete ser um complemento a um dos eventos mais conhecidos do território. Nesta estreia, o artista confirma a presença de um colectivo de dançarinos em palco, para ajudar a materializar conhecidas melodias de To como “A dance of Shadow”, “Save Our Earth”, ou “Believe in Yourself”. Os bilhetes custam entre 280 e 880 patacas, dependendo do lugar.
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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José Simões Morais
TEXTO E FOTOS
CEMITÉRIO E MESQUITA MUÇULMANA
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ITUADO no Ramal dos Mouros, o cemitério e mesquita dos maometanos, local conhecido em chinês por Mou Lo un e em português por Horta dos Mouros, encontra-se na freguesia de Nossa Senhora de Fátima. O cemitério muçulmano foi fundado no início do século XIX, tendo a parte principal do terreno sido adquirida a Filipe António Osório no dia 23 de Março de 1855 por Jeraz Manjee, manejador da Casa dos Moiros Cojak na China. O terreno vendido por mil patacas era uma horta pertencente a Filipe Osório que o aforara e antes de efectuar o contrato de venda, primeiro questionou o Governo de Macau para saber se este estava interessado no dito lugar. Por despacho de 16 de Dezembro de 1854, o Governador Isidoro Guimarães diz que pode vender-se. Assim Filipe António Osório obteve o consentimento do senhorio directo do terreno da dita horta, o Estado, como se pode comprovar pelo teor do seu requerimento e despacho nele proferido, que no acto da venda apresentou. O contrato de venda vem nos seguintes termos: “Em consequência do que me disse o dito Osório, que cedia todo o domínio, direito e acção que ele antes tinha na dita horta para os compradores a poderem possuir e lograr como sua legítima propriedade, dando-lhes a posse civil, corporal e natural e ainda sem ela pela clausula constitutiva lhe há por dada, obrigando-se ele vendedor por si e seus herdeiros a fazer boa dita venda, salva, livre e valiosa em juízo ou fora dele ficando os compradores obrigados aos foros e mais que ele vendedor antes pagava ao senhorio directo do dito terreno desde vinte do mês próximo findo. E sendo presente a sua mulher Dona Ana Maria Lopes Osório disse que dava a sua outorga e expresso consentimento para a dita venda que foi aceite por Mamot Goover autorizado do dito Jeraz Mangee como consta da autorização que neste acto me apresentou. Neste mesmo acto me declarou o dito Osório que já tinha recebido a quantia pela qual ele vendeu a dita horta das mãos do morador Ma-
ximiano António dos Remédios, agente da mencionada firma em boa moeda e peso em vinte do mês próximo findo. E de como assim disseram e outorgaram dou fé e fiz este por me ser distribuído em que as partes contraentes se assinaram com as testemunhas presentes: Francisco de Paula e Zeferino António Vieira aqui moradores, empregados de Cartório, depois deste lhes ter lido e comigo dito escrivão que subscrevi. Em testemunho da verdade. Thomaz d’Aquino Migueis.” Vem a seguir as assinaturas. E à margem, uma nota afirmando que Filipe Osório pagou ao Tesoureiro da Fazen-
da, Carlos Vicente da Rocha, “de sisa e laudémio pela venda da sua horta em Cacilhas a Jeraz Magnee, manejador da Companhia dos Mouros Cojak na China, a quantia de setenta e cinco patacas.
A COMUNIDADE MAOMETANA COJAR Nos primeiros anos do século XIX, já a comunidade dos mouros Cojar de Macau tinha um lugar para sepultar os seus mortos, situado no lado Norte da horta de Filipe Osório, mas não existe documento algum conhecido que dê provas disso. Esse terreno com 721,5 m² dava
NOS PRIMEIROS ANOS DO SÉCULO XIX, JÁ A COMUNIDADE DOS MOUROS COJAR DE MACAU TINHA UM LUGAR PARA SEPULTAR OS SEUS MORTOS, SITUADO NO LADO NORTE DA HORTA DE FILIPE OSÓRIO, MAS NÃO EXISTE DOCUMENTO ALGUM CONHECIDO QUE DÊ PROVAS DISSO
para a Baía de Cacilhas e foi alcançado gratuitamente em 22 de Janeiro de 1832. Como vimos acima, a esse terreno do cemitério muçulmano juntou-se um outro a 23 de Março de 1855 adquirido a Filipe António Osório por Jeraz Manjee, manejador da Casa dos Moiros Cojak na China. Em 1859, a comunidade muçulmana Cojak doou à Santa Casa da Misericórdia duzentas patacas sob a condição desta instituição pagar todos os anos ao Estado o foro do terreno do cemitério e mesquita dos mouros. Tal deveu-se ao receio de na pequena comunidade muçulmana de Macau poder não haver quem pagasse o foro e assim, nas execuções fiscais o terreno fosse sequestrado pelo Estado. Em 1888 ancorou na Baía de Cacilhas o navio Índia, trazendo a bordo muitos soldados doentes com cólera, contaminados em Hong Kong. Logo aí foi estabelecido um cordão sanitário,
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isolando a Praia de Cacilhas. Devido ao número de mortes provocado pelo surto, o governo usou a Horta dos Mouros para aí os enterrar e por isso, esse espaço ficou interdito. Para remediar a falta de local para o culto, o Governo concedeu aos muçulmanos um outro terreno junto à Capitania dos Portos e ofereceu quatrocentas patacas para a construção de uma nova mesquita. Só passados cinco anos foram os cadáveres desenterrados e inumados na ponta Nordeste da Colina da Guia, sendo então de novo entregue o local à Comunidade Muçulmana Cojak. Esta vedou o terreno e aí construiu casas para albergar alguns crentes inválidos e pobres.
ASSOCIAÇÃO DE BENEFICÊNCIA MAOMETANA Como em Macau já não residia nenhum elemento da Comunidade Muçulmana de Cojar, houve necessidade de criar uma nova Associação para legalmente poder ser herdeira do cemitério e mesquita existente na cidade. Assim, a 23 de Março de 1923, os senhores Rahintula Hagi Elias e S. M. Bachoo fizeram um requerimento ao Governador Rodrigo José Rodrigues pedindo que fossem aprovados os Estatutos da Associação de Beneficência Maometana, o que foi concedido a 12 de Junho do mesmo ano. Logo estes dois senhores convidaram todos os muçulmanos de Macau a se tornarem membros da Associação. A este apelo responderam quarenta e cinco muçulmanos que, juntamente com os dois signatários acima referenciados, se reuniram a 20 de Dezembro de 1923 e escolheram para Presidente, Rahintula Hagi Elias, para Secretário Sheik Yusuf, como Tesoureiro, S. M. Bachoo e vogais, Hakim Shermohomede e Alladad Kam. Entre os quarenta e nove muçulmanos, catorze eram comerciantes, dez eram soldados, dezoito eram polícias e sete eram guardas de barcos. Houve quem pusesse o problema do terreno ter sido aforado à Comunidade Muçulmano Cojar e não existindo agora nenhum elemento que residisse em Macau não deveria ser possível fazer a transferência para a nova Associação. Mas após várias diligências, concluiu-se ser a Associação de Beneficência Maometana legítima herdeira da Comunidade Cojar, já que seguiam todos a mesma religião, a do Islão. Tinha assim direito a Associação de Beneficência Maometana de poder dispensar a Santa Casa da Misericórdia de Macau da obrigação de pagar o foro do cemitério e mesquita dos mouros, que lhe fora imposta aquando da doação
AINDA NO SÉCULO XX FOI REQUERIDO AO GOVERNO DE MACAU A LICENÇA PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA MESQUITA, UM EDIFÍCIO E OUTROS ARRANJOS NO TERRENO DA ASSOCIAÇÃO ISLÂMICA. EM 2014, VOLTA-SE A FALAR NA CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA MESQUITA E PRETENDE-SE CONSTRUIR UM PRÉDIO COM 127 METROS DE ALTURA NOS REFERIDOS TERRENOS
de duzentas patacas no ano de 1859. Comprometia-se a Associação a partir daí a pagar ela mesmo o aludido foro. O Boletim Oficial de 12 de Setembro de 1925 refere que o Governo da Província autorizou a ceder, para fins de beneficência, à Associação de Beneficência Maometana de Macau, por arrendamento e mediante o pagamento adiantado da renda anual de 21 patacas, o terreno na Estrada de Cacilhas com a área de 4903 m². A 29 de Maio de 1926, no cartório do Dr. Luís Nolasco, perante o provedor da Santa Casa, o general na reforma Fernando José Rodrigues e o presidente da Associação de Beneficência Maometana, Ramtula Hajee Elias, fez-se a escritura da exoneração da obrigação do pagamento do foro do terreno referido e do trespasse do mesmo para a nova associação, sucessora da Comunidade dos Mouros Cojak. A 25 de Novembro de 1929 entrou nas Obras Públicas um requerimento rogando o levantamento da planta do terreno com a área de 9962 m² e no dia seguinte, é pedido um novo aforamento do terreno. A 25 de Maio de 1931, o Sr. R. H. Elias pagou três anos de foro, que desde o ano anterior era de 10 patacas. Na parte Norte do terreno existiu desde 1925 um campo de ténis, alugado pela Sociedade União Recreativa à Associação de Beneficência Maometana. Desde 1949, essa parte do terreno esteve ocupado pelo Exército português, que em 1958 passou para a Polícia de Segurança Pública e onde foram instaladas as suas oficinas. O actual terreno, onde se encontra o cemitério e mesquita dos maometanos, vai desde o Ramal dos Mouros até ao Reservatório e da Estrada de D. Maria II até à Estrada de Cacilhas, onde estão as oficinas da Polícia. A Associação de Beneficência Maometana de Macau passou a Associação Islâmica de Macau e por escritura de 29 de Setembro de 1992 foram publicados os estatutos da nova Associação, que actualmente tem como presidente Ahmed Din Khan. Ainda no século XX foi requerido ao Governo de Macau a licença para a construção de uma nova mesquita, um edifício e outros arranjos no terreno da Associação Islâmica. Em 2014, volta-se a falar na construção de uma nova mesquita e pretende-se construir um prédio com 127 metros de altura nos referidos terrenos. Espera-se agora o parecer do Conselho de Planeamento Urbanístico que sairá da reunião ainda por agendar.
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Thomas Lim*
Um actor que consiga perseguir os seus sonhos já se pode considerar muito privilegiado, por isso deve dar sempre o máximo e gozar a experiência. Aquele que conseguir eventualmente atingir o sucesso certamente que nunca desistiu nem deixou de acreditar em si próprio
PERSISTÊNCIA
A
carreira de um actor está repleta de rejeições, e é normal que estes se sintam mal quando confrontados com este tipo de obstáculos. Como são os corpos dos actores que estão a ser avaliados nas audições, estes interpretam a rejeição como uma falha pessoal. Mas, conforme analisamos nos capítulos anteriores, há inúmeros outros factores a ser considerados que nada têm a ver com a sua capacidade de interpretação ou o seu carácter pessoal. Por isso, persista e nunca desista, nem perca a confiança e a esperança. Estas são as três coisas mais importantes para atingir o sucesso. Um actor que consiga perseguir os seus sonhos já se pode considerar muito privilegiado, por isso deve dar sempre o máximo e gozar a experiência. Aquele que conseguir eventualmente atingir o sucesso certamente que nunca desistiu nem deixou de acreditar em si próprio. É óbvio que todos os actores têm objectivos diferentes. Mas aqueles que decidirem obter o seu sustento apenas através das suas representações vão provavelmente ter de trabalhar em produções mais populares. Nestas situações, os que forem conhecidos, especialmente pelos profissionais da indústria, vão ter mais facilidade em arranjar emprego do que os outros. E os poucos que conseguirem atingir o estrelato vão ter acesso a níveis de fama, fortuna e poder a que poucos podem aceder. Todavia, é importante ser realista. Existem muitas coisas que não podem ser controladas, por isso o simples facto de se trabalhar muito não garante o sucesso. Assim, a sorte acaba por ser muito importante para um actor. Conheço muitos artistas que se esforçam por menosprezar este factor, talvez por isto os fazer sentir vulneráveis. Com isto não quero dizer que o trabalho árduo não seja importante. A verdade é que há milhões de actores que têm excelentes qualidades sociais, boa aparência e ética profissional mas que nunca chegam a ter sucesso por não terem sorte. Na minha opinião pessoal, aqueles que quiserem vingar como actores têm de acreditar que vão ter boa sorte. Esta pode não surgir logo de início, mas há de aparecer mais tarde ou mais cedo. É por isso que considero que a persistência é mais importante do que o próprio
carácter do actor. Também sou da opinião que, para encontrar a sorte, basta sermos consistente nas nossas acções. O importante é participar no máximo número de audições e produções possível enquanto nos esforçamos por fazer novos contactos (o que acaba por ser o factor mais determinante). Quando um actor enfrenta um mau período, é importante usar estas alturas para recarregar baterias, nunca se esquecendo que a sorte há-de mudar. Rodear-nos de pessoas positivas ajuda a alimentar a nossa mente, enquanto que o corpo deve ser rejuvenescido através do exercício e da prática daqueles talentos que nos definem como actores, como uma dança ou arte marcial específicas. O corpo acaba por ser a nossa ferramenta, por isso temos sempre de
AQUELES QUE QUISEREM VINGAR COMO ACTORES TÊM DE ACREDITAR QUE VÃO TER BOA SORTE. ESTA PODE NÃO SURGIR LOGO DE INÍCIO, MAS HÁ DE APARECER MAIS TARDE OU MAIS CEDO. É POR ISSO QUE CONSIDERO QUE A PERSISTÊNCIA É MAIS IMPORTANTE DO QUE O PRÓPRIO CARÁCTER DO ACTOR
o manter num bom estado de conservação. A mente, por sua vez, é necessária para nos ajudar a ultrapassar os momentos difíceis das nossas carreiras, por isso há que mantê-la sempre saudável e positiva, para que nunca se torne azeda. O mais natural é um actor obter o sucesso por outra pessoa acreditar nele. Por isso, há alturas em que é mais importante ir à procura de oportunidades para mostrar o nosso talento do que continuar a praticar as nossas técnicas de representação. Isto pode parecer difícil, mas é essencial para quem quiser ter sucesso. Se porventura reparar que as coisas se estão a tornar mais difíceis, não desista, pois isso é sinal de que se está a aproximar dos seus objectivos. Se isto não se verificar, significa que os seus pés ainda não estão dentro do círculo. Mas acredite que a sorte lhe vai trazer as oportunidades que deseja, nunca se esquecendo de ser persistente e de apostar em ser activo. O director Ang Lee, que agora trabalha a partir de Holywood, é um bom exemplo disto mesmo. Quando completou os seus estudos, passou seis anos sem trabalho. Durante esta altura, que os profissionais da indústria chamam de “inferno do desenvolvimento”, Ang Lee não conseguiu encontrar investidores para nenhum dos seus filmes. Mas através da sua persistência acabou por fazer o seu primeiro filme quanto tinha 36 anos de idade. Quando lhe perguntaram o que havia feito de diferente para conseguir esta oportunidade após
seis anos de tentativas falhadas, este confessou que nada havia mudado mas que o seu destino se havia finalmente manifestado, pois nunca havia deixado de acreditar que tal se iria verificar. Já o actor de Hong Kong Aaron Kwok começou a sua carreira ao mais alto nível, tornando-se numa estrela em apenas poucos anos, estatuto que gozou por mais de uma década. Porém, a sua popularidade sofreu um declínio durante a década de 2000, chegando o público a acreditar que este nunca mais voltaria aos ecrãs. Mas quando Aaron regressou ao cinema parecia melhor do que nunca, nem aparentava os 40 anos que já tinha. Quando reflicto sobre estes artistas, nunca deixo de imaginar as dificuldades que tiveram de ultrapassar durante estes períodos tortuosos. No caso particular de Aaron, a sua queda deve ter sido particularmente difícil, mas este manteve-se sempre positivo. Como consequência da sua persistência, continua a ser um dos actores mais populares da indústria, mesmo após décadas de experiência. Ang Lee também deve estar contente de nunca ter desistido, pois chegou mesmo a conquistar um Óscar, apesar de só ter começado a sua carreira quando já tinha mais de 30 anos de idade. Imagino que ambos devem ter necessitado de uma enorme força de vontade para conseguir o sucesso de que gozam correntemente. Agora num tom mais ligeiro, gostava de vos agradecer a atenção dada à minha coluna semanal. Como uma prenda de despedida, gostava de vos oferecer uns últimos conselhos para aumentar a vossa confiança durante as audições. Sabem quando acordamos com os olhos e a cara inchados e com mau aspecto (especialmente diante de uma câmara)? Eu tenho uma simples solução para este problema. Primeiro, parem de beber água uma hora antes de irem dormir na noite anterior. Se repararem neste problema quando acordarem na manhã seguinte, bebam um copo de café preto, sem açúcar nem leite. Quando o consumirem, vão reparar que a pele da vossa cara vai esticar em apenas 30 minutos. Para o pequeno-almoço de um dia de audições, nunca comam demasiado senão vão sentir-se pesados e sem energia. Pessoalmente, como apenas uma fatia de pão para enganar a fome. Se adicionarem esta chávena de café preto a tudo o que foi discutido nos capítulos anteriores, acredito que estão preparados para impressionar o realizador e as audiências nos vossos próximos projectos. Boa sorte e nunca desistam dos vossos sonhos como actores! *actor e realizador
( F ) UTILIDADES
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TEMPO
POUCO
NUBLADO
Cineteatro
CINEMA
MIN
23
MAX
29
HUM
55-85%
•
EURO
10.1
BAHT
0.2
FESTIVAL DA LUSOFONIA (ATÉ DOMINGO) Casas-museu da Taipa Entrada livre
JUON - THE BEGINNING OF THE END [C]
Um filme de: Phillip Noyce Com: Brenton Thwaites, Odeya Rush, Jeff Bridges 14.15, 16.00, 17.45, 21.30
• Amanhã
FALADO EM JAPONÊS E LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Masayuki Ochiai Com: Nozomi Sasaki, Sho Aoyagi, Reina Triendi 19.45
ANNABELLE [C]
Um filme de: James Wan Com: Annabelle Wallis, Ward Horton 19.30
1.3
O QUE FAZER ESTA SEMANA
THE GIVER THE GIVER [B]
?
YUAN
• Hoje
SALA 1
17
LAURIE ANDERSON APRESENTA “A LINGUAGEM DO FUTURO” (FIMM) Fortaleza do Monte, 20h00 80 patacas
SALA 3
WHIPLASH [C]
SALA 2
LET’S BE COPS [C]
ORQUESTRA DE MACAU APRESENTA “MEDITADOR” Centro Cultural de Macau, 20h00 80 a 200 patacas
Um filme de: Damien Chazelle Com: Miles Teller, J. K. Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Um filme de: Luke Greenfield Com: Jake Johnson, Damon Wayans Jr. 14.15, 16.05, 17.55, 21.30
ACONTECEU HOJE
SECRET ISLAND PARTY 2014 Hong Kong, sítio a designar após a compra de bilhete Todo o dia
17 DE OUTUBRO
• Domingo ORQUESTRA CHINESA DE TAIPÉ APRESENTA “BRILHO DESLUMBRANTE” Centro Cultural de Macau, 20h00 80 a 200 patacas SECRET ISLAND PARTY 2014 Hong Kong, sítio a designar após a compra de bilhete Todo o dia
Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza • Assinala-se hoje o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) a 22 de Dezembro de 1992. O objectivo é alertar consciências para defender um direito básico do ser humano. Apesar de só ter sido instituída naquele ano, uma efeméride, em 1987, reforça a necessidade de combater a fome: a colocação de uma placa em homenagem às vitimas da miséria na Praça da Liberdade e dos Direitos Humanos, em Paris. O objectivo do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza é mobilizar esforços no combate à pobreza, que continua a provocar vítimas, não obstante a humanidade conseguir produzir a quantidade de alimento necessário para responder às necessidades de todas as pessoas do mundo. A pobreza e a fome assolam diversas regiões do mundo, com povos que vivem abaixo do limiar da pobreza e até países do primeiro mundo com a população a ser vítima deste problema. O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza permite-nos tomar consciência de que há um longo caminho a percorrer, na superação deste problema humanitário, que se transformou numa causa. Neste dia, em 1979, Madre Teresa de Calcutá é nomeada para o Prémio Nobel da Paz. Já em 1997, os restos mortais de Che Guevara são enterrados em Cuba. E no dia 17 de Outubro de 2006, os EUA atingem a marca histórica de 300 milhões de habitantes.
João Corvo
• Diariamente OKTOBERFEST (ATÉ DIA 25/10) MGM, 18h00 às 24h00 120 patacas
H O J E H Á F I L M E “OS MISERÁVEIS” (DE TOM HOOPER, 2012) Um filme baseado no romance francês de 1862 escrito por Victor Hugo, “Les Misérables”, que conta a história de Jean Valjean (Hugh Jackman), um prisioneiro que chega a França nos tempos da Revolução de Julho, do século XIX. Valjean cuida de Cosette (Amanda Seyfried) depois da morte da sua mãe, Fantine (Anne Hathaway). Enquanto isso, contudo, é perseguido pelo inspector Javert (Russell Crowe). - Cecília Lin
FESTIVAL DE GASTRONOMIA MACAENSE (ATÉ 5 DE NOVEMBRO) Hotel Four Seasons, Cotai 18h00 às 22h00 498 patacas por adulto, 249 para crianças até aos 12 anos EXPOSIÇÃO “BEYOND PIXELS” DE VICTOR MARREIROS (ATÉ DIA 31/12) Signum Living Store, Rua Almirante Sérgio Entrada livre “VIAGEM À TERRA DOS SONHOS” DE SU JIAN LIANG (ATÉ DIA 23/10) Galeria da Fundação Rui Cunha Entrada livre EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA DE CONCEIÇÃO JÚNIOR “TERRITÓRIOS” Clube Militar Entrada livre
fonte da inveja
Não insistas com um teimoso, a não ser que ele esteja no teu caminho.
WORLD PRESS PHOTO (ATÉ 2 DE NOVEMBRO) Casa Garden Entrada Livre
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EDITAL Edital no Processo no Assunto Local
: 34/E-BC/2014 : 327/BC/2014/F :Início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) : Rua da Ilha Verde S/N, Edf. Green Island – Tower 1, fracções 5.º andar C (CRP: C5), 5.º andar D (CRP: D5), 5.º andar E (CRP: E5), 6.º andar B (CRP: B6), 9.º andar A (CRP: A9), 9.º andar D (CRP: D9), 9.º andar E (CRP: E9), 9.º andar F (CRP: F9), 10.º andar E (CRP: E10), 12.º andar A (CRP: A12), 12.º andar B (CRP: B12), 13.º andar A (CRP: A13), 17.º andar A (CRP: A17), 17.º andar E (CRP: E17), 18.º andar B (CRP: B18), 18.º andar D (CRP: D18), 20.º andar F (CRP: F20), 21.º andar A (CRP: A21), 24.º andar A (CRP: A24), 24.º andar E (CRP: E24), 24.º andar F (CRP: F24), 25.º andar B (CRP: B25), 27.º andar B (CRP: B27), 27.º andar E (CRP: E27), 27.º andar F (CRP: F27), 28.º andar B (CRP: B28), 28.º andar D (CRP: D28), 29.º andar A (CRP: A29), 29.º andar F (CRP: F29), 30.º andar C (CRP: C30), Macau.
Chan Pou Ha, subdirectora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pela alínea 7) do no 1 do Despacho no 003/SOTDIR/2013, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 46, II Série, de 13 de Novembro de 2013, faz saber por este meio aos donos da obra e aos proprietários, cujas identidades se desconhecem, da obra existente no local acima indicado, o seguinte: 1.
1.6
D
9
1.7
E
9
Fracção
1.1
1.2
1.3
1.4
1.5
C
D
E
B
A
Andar
Obra
5
Construção de um compartimento não autorizado com cobertura metálica no terraço de recuo em frente da varanda e da janela da fracção.
5
Construção de um compartimento não autorizado com janela de vidro e cobertura metálica no terraço de recuo em frente da varanda e da janela da fracção.
5
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
6
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção.
9
Instalação de gaiola metálica na parede exterior do edifício em frente da varanda e da janela da fracção.
Situação da obra
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Fechamento da varanda com gradeamento metálico e janela de vidro na parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
1.8
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da janela da fracção.
1.9
9
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção.
10
Fechamento da varanda com janela de vidro na parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
12
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda e da janela da fracção.
12
Fechamento da varanda com janela de vidro na parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
13
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção.
17
Instalação de fios de aço de prevenção de furtos na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção.
O agente de fiscalização desta DSSOPT constatou no local acima identificado a realização de obra sem licença, cuja descrição e situação é a seguinte: Infracção ao RSCI e motivo da demolição
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção.
1.10
1.11
1.12
1.13
1.14
F
E
A
B
A
A
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
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1.15
1.16
1.17
1.18
1.19
1.20
1.21
1.22
1.23
1.24
E
B
D
F
A
A
E
F
B
B
17
18
18
20
21
24
24
24
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Fechamento da varanda com gradeamento metálico e janela de vidro na parede exterior do edifício junto à varanda da fracção. Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção. Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção. Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção.
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da vargnda da fracção.
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção. Fechamento da varanda com gradeamento metálico e janela de vidro na parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção.
Instalação de fios de aço de prevenção de furtos na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção. Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção.
Concluída
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Concluída
Concluída
Concluída
Concluída
1.26
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício. Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
1.25
1.27
1.28
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
1.29
1.30
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício. Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício. Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício. Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
1.31
E
F
B
D
A
F
C
27
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
27
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção.
28
Fechamento da varanda com janela de vidro na parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
28
Fechamento da varanda com janela de vidro na parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
29
Instalação de gaiola metálica na parede exterior do edifício em frente da varanda da fracção.
29
Instalação de gaiola metálica na parede exterior do edifício em frente da varanda e da janela da fracção.
30
Instalação de gradeamento metálico na parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
Concluída
Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
3.
Sendo as varandas e janelas acima referidas são consideradas como ponto de penetração para realização de operações de salvamento de pessoas e de combate a incêndios, não podendo ser obstruídas com elementos fixos (gaiolas, gradeamentos, etc.) de acordo com o disposto no nº 12 do artigo 8º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei nº 24/95/M, de 9 de Junho. As alterações introduzidas pelo infractor nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto ponto(s) de penetração no edifício e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, a obra executada não é susceptível de legalização pelo que terá necessariamente de ser determinada pela DSSOPT a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada.
4.
Nos termos do no 7 do artigo 87o do RSCI, , a infracção ao disposto no no 12 do artigo 8o é sancionável com multa de $2 000,00 a $20 000,00 patacas.
5.
Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data de publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no nº 1 do artigo 95o do RSCI.
6.
O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, no 33, 15o andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227).
Aos 30 de Setembro de 2014 Pelo Director dos Serviços A Subdirectora Enga Chan Pou Ha
DESPORTO
20
hoje macau sexta-feira 17.10.2014
FC PORTO E BENFICA DISCUTEM FUTURO NA “BOLINHA”
Águias tentam final, dragões manutenção MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo
O
S setes da Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau e do Futebol Clube do Porto jogam ao final da tarde de hoje no relvado sintético do Colégio D. Bosco o futuro no principal Campeonato de “Bolinha” do território. A formação orientada por Bruno Álvares entra em campo às dezanove horas para discutir frente ao campeão Windsor Arch Ka I o acesso ao encontro decisivo da prova. O grupo de trabalho encarnado terminou a fase regular da competição na liderança das contas do grupo A, à frente do sete do Taxi Chi Iao e quer dar continuidade à série de bons resultados alcançados nas últimas semanas, com um triunfo frente aos titulares do troféu. Os responsáveis pela formação encarnada não esperam, no entanto, facilidades. Duarte Alves, responsável pela direcção administrativa das águias do território, espera ver o Benfica
de Macau no encontro decisivo da prova, mas reconhece ainda assim que o Ka I não será osso fácil de roer: “A meu ver tanto o Ka I como o Monte Carlo são adversários de peso. São equipas com muita experiência e ter que defrontar qualquer uma delas nas meias-finais é um desafio de monta. Estamos conscientes de que a “Bolinha” é um campeonato muito competitivo, mas vamos lutar para garantir os nossos objectivos e eles passam por jogar a final e tentar juntar ao título de campeões no futebol de onze o
título no futebol de sete”, remata o dirigente encarnado. Nas outra meia-final da “Bolinha”, Clube Desportivo Monte Carlo e Taxi Chi Iao discutem entre si a presença no mais decisivo dos encontros da competição, com a formação “canarinha” apostada em manter incólume a invencibilidade na prova.
QUEM FICA?
Depois de decididos os finalistas da competição, Futebol Clube do Porto e Ngan Ieng entram em campo para
decidir qual das duas formações se mantém entre os grandes do futebol de sete de Macau. Os dragões do território foram surpreendidos no início da semana com a incumbência de terem de disputar a liguilha de manutenção no Campeonato da 1ª Divisão da “Bolinha”. Uma interpretação errónea dos regulamentos da competição levou os responsáveis pelo clube a julgar que o critério de desempate com o Grupo Desportivo Lam Pak teria por base a diferença entre golos marcados e golos sofridos e não o número de triunfos obtidos por cada uma das formações. Lam Pak e Porto terminaram a fase de grupos da competição com sete pontos e o confronto directo entre ambas as equipas resultou num empate a zero, mas como os dragões somaram apenas uma vitória (contra duas do Lam Pak), acabaram por se quedar abaixo do adversário na tabela classificativa. Apesar de surpreendidos, os responsáveis pelo Futebol Clube do Porto decidiram não colocar a interpretação da Associação
de Futebol de Macau em causa, mas querem rectificar dentro das quatro linhas uma situação que consideram injusta: “É um tanto ou quanto difícil aceitar a ideia de que estivemos quase até ao fim a lutar pelas meias-finais e agora teremos de jogar mais um desafio para mostrar que merecemos continuar na primeira divisão. Queremos, ainda assim, resolver esta questão dentro de campo, que é onde temos de mostrar o nosso valor”,sustenta Pelé, o responsável pela preparação técnica da equipa. O treinador de origem são-tomense está confiante num triunfo frente ao Ngan Ieng, mas garante que um desaire não coloca em risco a continuidade do projecto azul e branco: “A subsistência do FC Porto não está dependente de um triunfo na liguilha. O clube vai continuar a existir, independentemente do que possa suceder frente ao Ngan Ieng, mas é óbvio que a vitória é o resultado que mais nos interessa”, remata o também treinador do Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal em Macau.
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EDITAL Edital nº Processo nº Assunto Local
: 3/E-OI/2014 : 358/OI/2014/F :Início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento Geral da Construção Urbana (RGCU) :Rua da Ilha Verde S/N, Edf. Green Island – Tower 1, fracções 6.º andar B (CRP: B6), 9.º andar D (CRP: D9), 13.º andar F (CRP: F13), 17.º andar D (CRP: D17), 18.º andar B (CRP: B18), 25.º andar B (CRP: B25), 29.º andar B (CRP: B29), Macau.
Chan Pou Ha, Subdirectora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pela alínea 7) do no 1 do Despacho no 003/SOTDIR/2013, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 46, II Série, de 13 de Novembro de 2013, faz saber por este meio ao dono da obra ou seu mandatário, ao encarregado da obra, aos técnico responsável pela obra e executores da obra existente no local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, o seguinte: 1. O agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização das obras abaixa indicadas que infringiram o disposto no nº 1 do artigo 3º do Decreto-Lei nº 79/85/M (RGCU) de 21 de Agosto, alterado pela Lei nº 6/99/M de 17 de Dezembro e pelo Regulamento Administrativo nº 24/2009 de 3 de Agosto, pelo que as obras são consideradas ilegais:
2. 3.
4.
5.
Fracção
Andar
Obra
Situação da obra
1.1
B
6
Demolição da parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
Concluída
1.2
D
9
Demolição da parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
Concluída
1.3
F
13
Demolição da parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
Concluída
1.4
D
17
Demolição da parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
Concluída
1.5
B
18
Demolição da parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
Concluída
1.6
B
25
Demolição da parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
Concluída
1.7
B
29
Demolição da parede exterior do edifício junto à varanda da fracção.
Concluída
Nestas circunstâncias e nos termos dos artigos 52º e 65º do RGCU, pode ser ordenado que os infractores procedam à demolição da obra ilegal referida no ponto 1, e à reposição da parte comum afectada do edifício (parede exterior do edifício) de acordo com o projecto aprovado por esta Direcção de Serviços, pelo que, são sancionáveis com multa de $1 000,00 a $20 000,00 patacas. Nos termos dos artigos 93º e 94º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, os interessados podem apresentar a sua defesa por escrito e as demais provas para se pronunciar sobre as questões que constituem objecto do procedimento, bem como requerer diligências complementares no ponto 4 abaixo indicado, no prazo de 10 (dez) dias contados a partir da data de publicação do presente edital. No entanto, os interessados podem proceder à demolição das obras acima indicadas por iniciativa própria, devendo entregar previamente nestes Serviços a declaração de responsabilidade do construtor incumbido da obra de demolição e a apólice de seguro contra acidentes de trabalho e doenças profissionais, no prazo de 10 (dez) dias contados a partir da data de publicação do presente edital. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, nº 33, 15º andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227)
Aos 30 de Setembro de 2014 Pelo Director dos Serviços A Subdirectora Enga Chan Pou Ha
Antonio Fuoco
Esteban Ocon
Nicholas Latifi
Esteban Ocon vai correr no Grande Prémio de Macau
E
STEBAN Ocon, piloto de fórmula 3, vai correr na edição deste ano do Campeonato Mundial de Carros de Turismo (FIA), na corrida Theodore, da Sociedade de Jogos de Macau (SJM). A confirmação foi avançada ontem pela operadora de jogo, que patrocina a corrida. Esteban Ocon vai assim participar na 61ª edição do Grande Prémio de Macau, depois de ter vencido a corrida do ano passado, com uma equipa composta por três carros, conduzidos também por Antonio Fuoco, de Itália, e Nicholas Latifi, do Canadá.
Esteban Ocon ganhou recentemente o campeonato europeu da FIA. Segundo um comunicado, o piloto considera que a “equipa Theodore já tem uma grande tradição nesta corrida e espero que possa continuar este ano. Vou fazer o meu melhor para ganhar”. Antonio Fuoco, membro da Academia de Condutores da Ferrari que está em quinto lugar no ranking europeu de fórmula 3, frisou ainda que “este grupo ganhou a última edição desta excepcional corrida na Ásia, então acredito
que temos de fazer um bom trabalho. Para mim será a primeira vez em que participo num dos circuitos mais fascinantes e difíceis do mundo, mas estou confiante de que vamos obter resultados positivos, à semelhança do que temos vindo a obter”, disse, segundo o comunicado. Já Nicholas Latifi referiu que “o Grande Prémio de Macau é muito importante e estou confiante de que, tendo em conta o sucesso da equipa, o fim-de-semana será muito especial”.
OPINIÃO
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ARNALDO GONÇALVES
21
crepúsculo dos ídolos
C
OM a previsível aprovação do Orçamento de Estado para 2015 vamos iniciar o processo que nos vai levar às eleições legislativas do próximo ano. Os estados-maiores dos grandes partidos estão em grande azáfama. Pelo lado do PS após a retumbante vitória de António Costa prepara-se o próximo congresso socialista que pode lançar a onda que leve o edil lisboeta a S. Bento. A demissão de Maria de Belém, há algum tempo previsível dada a resistência que opôs ao golpe estatutário que permitiu a eleição de Costa como candidato do partido a Primeiro-Ministro, aponta para uma mexida significativa nos cargos internos e na equipa. Entre socratistas e ferristas deve surgir o substituto que apesar de uma função meramente protocolar tem um sentido de ligação à história do partido. Pelo lado do PSD afina-se a aliança com o PP depois do ensaio geral da negociação do OE, uma aliança que dizem os jornais visiona as legislativas de 2015 mas também as presidenciais de 2016. Um tempo de balanço e de pretendida correcção dos erros cometidos. Se a aliança é desejada pelo lado do PP que percebe o esvaimento se voltar a concorrer sozinho, pelo lado do PSD ela é aceite como forma de precaver uma severa punição eleitoral depois de 3 anos de ‘apertar do cinto’. Pelo lado dos pequenos partidos a questão que se coloca é saber se o Bloco de Esquerda vai resistir à emergência de grupos concorrentes formados por demissionários do Bloco ou se se pulverizará. Segundo a maioria dos observadores a fragmentação à esquerda acentuará o reforço da importância do PCP como partido histórico dos comunistas portuguesas. Ainda que uma corrente opinião se entregue ao exercício ‘blasé’ de vergastar as limitações e a rotatividade da democracia representativa, ela é a solução possível para acomodar as expectativas dos eleitores, dos grupos económicos e dos parceiros sociais numa sociedade aberta como a portuguesa em que a satisfação dos interesses de uns se traduz no prejuízo dos interesses de outros. São conhecidas as disfuncionalidades do nosso sistema constitucional em matéria de balanceamento dos interesses políticos. Questiono-me, ao invés de entrevista recente de António Barreto ao Diário de Notícias, se os parlamentares estarão disponíveis para uma revisão de fundo que impeça governos minoritários, inscreva limites máximos ao défice orçamental e reveja a relação entre o Presidente da República e o Parlamento. O quórum qualificado exigido para este tipo de revisão e o tempo de crise que o país vive levam-me a suspeitar que a vontade de inovação será escassa e os parlamentares, reflectindo o espírito do país, acolherão soluções muito conservadoras.
FRED NIBLO, BEN-HUR
A caminho das eleições
O país vai assim entrar num período de euforia e de confronto eleitoral que o fará esquecer as dificuldades do dia-a-dia. Os políticos afincar-se-ão em apontar soluções milagrosas que nos ponham em rota divergente do caminho de recessão na Europa, com a fuga de investimentos reprodutivos para outras zonas do globo. Fica para provar se os portugueses irão embarcar nessas viagens miríficas ou se preferirão uma política de contenção e de realismo como a que tem sido impulsionada pelo PSD e por Passos Coelho. Sinto que o tempo é de rupturas, que as mazelas da acção draconiana da Troika estão expostas a olho nu. Os portugueses estão absolutamente fartos dos erros de cálculo e de governabilidade sectorial cometidos pelo executivo. Fica-me a dúvida se os mesmos se deveram à incompetência dos ministros ou à falta de coordenação do Primeiro-Ministro, pouco dado a reprimendas em público e a
Quando a massa mais significativa dos votantes é formada pelos estratos da população mais punidos pelas opções controversas da política financeira do governo PSD-PP não é preciso ser bruxo para prognosticar que estamos na antecâmara de um governo de orientação política à esquerda
reestruturações governativas cirúrgicas. É um estado acumulado de saturação que coloca o sentido de voto no plano emocional e não no plano racional e do cálculo estrito. Olhando para o tempo eleitoral que se aproxima recordo o fim do cavaquismo e do guterrismo quando sentimentos idênticos provocaram mudanças políticas significativas ainda que os imponderáveis fossem enormes. Quando a massa mais significativa dos votantes é formada pelos estratos da população mais punidos pelas opções controversas da política financeira do governo PSD-PP não é preciso ser bruxo para prognosticar que estamos na antecâmara de um governo de orientação política à esquerda. Mesmo que o PS não obtenha a maioria absoluta o tempo é de viragem. Pouco importa se os eleitores dentro de dois a três anos se vierem a dar conta que se equivocaram. Agora eles querem um vento novo e novos protagonistas.
PERFIL
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HOJE MACAU
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KUONG PAK HOU, IMIGRANTE E DENTISTA EM MACAU E ZHUHAI
“TEMOS DE MANTER UM PROCESSO DE APERFEIÇOAMENTO CONTÍNUO” CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
I
MIGROU para Macau quando era criança. Kuong Pak Hou começou a sua carreira como dentista nos seus 20 anos. Agora com 57 anos, e dezenas de anos de experiência é um dos melhores na implantação de dentes. “Não sou único dentista na minha família, por isso foi mais natural vir a trabalhar nesta área. Não me tornei dentista por brincadeira, mas sim para vir a ter uma carreira na vida. Contudo, nos anos 90 considerava que a minha educação não era suficiente, por isso fui aperfeiçoar-me na Universidade Jinan (na província Guangdong). Depois em 2004, fui para a Alemanha fazer mais formação, e aprender como realizar a melhor implantação de dentes.” Contou ao HM. Apesar de agora ter uma carreira de sucesso em Macau, a sua história nos primeiros anos de vida não foi fácil. Kuong Pak Hou relembrou que há dezenas anos ainda havia muito preconceito para com os imigrantes do continente, a vida era dura. “Hoje em dia,
os jovens já não são tão trabalhadores como antes, os jovens às vezes não conseguem aguentar a pressão da clínica, a situação está a piorar devido à falta de mão de obra nesta área.” Depois de ter participado em inúmeras actividades e associações profissionais de dentistas, Kuong Pak Hou é actualmente o presidente da Associação Comercial para Criação de Fortuna de Profissionais de Macau. A sua referência já não é apenas a de um imigrante recém-chegado. “Usamos uma marca alemã para fazer a implantação de dentes. Estive na Alemanha várias vezes a ter formação e, além disso, também fui a Inglaterra e Espanha, para aprender a tecnologia de ortopedia. Depois de dez anos de experiência, e a lidar também com a realidade da clínica de Macau, consegui baixar a dor dos pacientes, e assim obter a confiança dos clientes.” Por isso está orgulhoso do seu trabalho. Embora a taxa de sucesso de implantação ainda não seja 100%, como é normal, uma taxa de mais de 90% é já um grande incen-
tivo para o dentista. Desde 2004, o dentista já conseguiu ajudar mais de mil pacientes com esta tecnologia, a fim de melhorar a qualidade de vida. Segundo o Kuong, em Macau ainda faltam muitos dentistas, apesar de o número registado dos profissionais já tenha ultrapassado as 300 pessoas. O processo de consulta num hospital público leva várias semanas, por causa da falta de mão-de-obra. “Até agora ainda não há um sistema de reconhecimento dos dentistas, por isso concordo com o Governo quando diz que poderá criar um mecanismo de selecção dos graduados para servir melhor a sociedade. A qualidade dos dentistas também mostra a imagem de Macau como
Penso que vou trabalhar até à reforma, mas ainda não há uma data definida para isso
uma cidade internacional.” Kuong revelou ainda que já existem seis associações de dentistas com várias funções e com ambientes diferentes. “Enfim, para sermos dentistas temos sempre melhorar os nossos conhecimentos e manter um processo de aperfeiçoamento contínuo. Não é uma questão de obrigação,” frisou. O dentista Kuong não tem apenas tem uma clínica em Macau, no Plaza Macau. Ao passar os exames nacionais em 1995, ficou qualificado para ter uma clínica em seu nome em Doumen, Zhuhai, onde o seu irmão mais novo opera. Aos domingos, é a vez do irmão mais velho a receber os pacientes. “A minha vida é sempre entre as duas cidades, nas noites de sábado conduzimos de Macau para Zhuhai, há sempre clientes marcados no domingo e não podemos descansar nesse dia.” Porém, trabalhar não é um assunto problemático para Kuong Pak Hou. Não trabalhar é que pode ser um problema. “Penso que vou trabalhar até à reforma, mas ainda não há uma data definida para isso,” concluiu com um sorriso.
DIÁRIO DE BORDO
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POR CARLOS MORAIS JOSÉ
ontem macau
NETO VALENTE • PRESIDENTE DA AAM, SOBRE A FALTA DE RECURSOS HUMANOS NA JUSTIÇA
A banalidade do mal não nasceu em Auschwitz. Perguntem às vítimas de Gengis Khan, de Alexandre, Qin Huandi ou do augusto César. Só para começar. Que o mal tem sido uma constante banal ao longo da história da humanidade é, se quisermos sentir o Outro, um dado mais que adquirido. O século XX emprestou-lhe um carácter industrial, porque tal era possível. E pouco mais. Hoje o que sobretudo me aflige é a banalidade do amor, ou seja, o modo como os casais se resumem no banal, na atitude de grupo, ao invés de celebrarem, de seu modo próprio, a sua única história. Estão por todo lado, iguais uns aos outros: a colocarem cadeados em pontes, a postarem selfies nas redes sociais, a fazerem o que é suposto fazerem em manada. O amor nunca foi tão banalizado, socializado, comercializado. O amor acabou, sobra uma multidão de marionetas.
O ÉBOLA é “a mais grave urgência sanitária dos últimos anos”, dizem Obama e Merkel. Os líderes mundiais reconhecem a gravidade da febre hemorrágica que já matou mais de 4500 pessoas. Falta tomar as medidas que “acelerem de maneira espectacular” a ajuda aos países afectados. DOMINIQUE FAGET/AFP
“Não são só os magistrados do Ministério Público que estão cansados. Toda a gente está no limite de esforço para tratar dos processos. Os magistrados estão todos a rebentar pelas costuras, porque não chegam”
mauspensamentos
horah
“Os agentes da polícia de Hong Kong envolvidos na agressão de um manifestante pró-democracia já detido têm de enfrentar a Justiça” AMNISTIA INTERNACIONAL SOBRE A AGRESSÃO A UM MANIFESTANTE EM HONG KONG
“Além da protecção do imóvel [da Rua da Barca], esta deve ser considerada integrada na malha urbana da zona em geral” CARLOS MARREIROS • PORTA-VOZ DO CONSELHO DO PATRIMÓNIO CULTURAL
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“Apesar de eu nunca ter feito um estudo sobre este assunto, (passagem de menores na fronteira), isto causa-me bastante incredulidade, quer dizer, como é que é possível que isto aconteça?” Miguel de Senna Fernandes, advogado | P.2-3
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Cecília Lin; Flora Fong (estagiária); Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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édito
Nunca é tarde É DE louvar a intervenção do Instituto Cultural (IC) no caso da Rua da Barca. E entende-se o quão difícil será parar os interesses dos homens do imobiliário que controlam a cidade. Por isso mesmo, está de parabéns o instituto dirigido por Ung Vai Meng quando consegue estas pequenas vitórias sobre os interesses instalados. Macau ainda é, do ponto de vista urbanístico, uma das cidades mais interessantes da Ásia. Pontilhada por bairros antigos, merecia uma intervenção lógica, se quiserem, científica, mas não do ponto de vista de saber quanto poderia render para o bolso de alguns substituir os bairros antigos por mamarrachos modernos, mas de como o desenvolvimento cultural destes espaços poderia trazer de valor acrescentado para a qualidade de vida dos cidadãos. Quantos empregos poderiam ser criados? Quantas famílias passariam ou continuariam a ter espaços para manter os seus negócios? Que outro tipo de turismo se poderia atrair? Etc., etc.... A economia, caros leitores, não pode basear-se unicamente no número alcançado. Esse número implica a felicidade muito poucos. A economia implica o modo como se gere a casa (oikos), não unicamente com o objectivo de criar lucro mas, sobretudo, com o desiderato de harmonizar as relações e permitir um crescimento conjunto, que não deixe ninguém para trás. A RAEM tem uma oportunidade de luxo chamada património cultural. Este não passa só pelos prédios, abrange muito mais áreas, algumas delas directamente relacionadas com aquilo que as pessoas são, o modo como levam a vida e aspiram pelo futuro. Mas tudo isto tem de ser percebido, analisado e sintetizado, de modo a serem tomadas decisões válidas. Já que o poder instalado gosta tanto de “decisões científicas”, atrever-me-ia a lembrar que existem ciências humanas chamadas História, Sociologia e Antropologia que poderiam dar um sério contributo. Tudo já deveria ter começado há muito tempo. É tarde, é certo, mas nunca é demasiado tarde.
hoje macau sexta-feira 17.10.2014
Clube Militar Festival de Gastronomia e Vinhos
O Clube Militar irá organizar mais uma edição do Festival de Gastronomia e Vinhos de Portugal, momento já bem conhecido da entidade desde 1999. O evento decorrerá entre 18 a 27 de Outubro e no seu menu estão iguarias alentejanas. A lista de vinhos conta com a presença de mais de 50 diferentes bebidas espirituosas, sendo tintos, roses, moscatel, Portos e espumantes. Este ano o Festival contará com a presença dos Chefes portugueses José Júlio Vintém e Francisco Pires, e muitos já foram os nomes que por cá passaram, tais como, Vítor Sobral, Joaquim Figueiredo, Henrique Sá Pessoa, entre outros.
INVESTIMENTO DA CHINA NO ESTRANGEIRO A DUPLICAR
Necessidade quase vital
mercado e experiência internacional.
SEMPRE A SUBIR
O
investimento chinês no estrangeiro quase duplicou em Setembro, ao subir 90,5% em termos anuais, atingindo 9,79 mil milhões de dólares, indicam dados oficiais ontem divulgados. Já o investimento directo estrangeiro na China – que exclui os sectores financeiros – ascendeu a 9,01 mil milhões de dólares, traduzindo um aumento de apenas 1,9% face ao período homólogo do ano passado, mas um avanço significativo face aos 7,20 mil milhões de dólares de Agosto, o valor mais baixo desde Julho de 2010, informou o Ministério do Comércio. A China tem vindo a adquirir activamente activos estrangeiros, particularmente nos sectores de energia e recursos, a fim de reforçar a sua economia, com as firmas a serem encorajadas a “irem” e a fazerem aquisições no estrangeiro para conquistarem acesso ao
Nos primeiros nove meses do ano, o investimento directo da China no estrangeiro atingiu os 74,96 mil milhões de dólares – mais 21,6% –, enquanto o investimento no sentido contrário se fixou em 87,36 mil milhões de dólares, menos 1,4%. Entre Janeiro e Setembro, o investimento chinês na União Europeia disparou – crescendo 218% para 9 mil milhões de dólares, de acordo com o ministério chinês. Já no Japão subiu 150%, na Rússia 69,7% e em Hong Kong 19,5%, acrescentou o ministério chinês sem facultar os totais.Já nos Estados Unidos cresceu 28,2% para 3,95 mil milhões de dólares. O porta-voz do ministério Shen Danyang atribuiu o rápido crescimento do investimento directo da China “às fortes forças dos mercados” – à necessidade de a China investir no estrangeiro e à procura por países de destino – e à política de apoio de Pequim aos governos estrangeiros. “Acreditamos que o investimento da China no estrangeiro e a cooperação vão manter este momento de rápido desenvolvimento no futuro”, afirmou.
LUSOFONIA GOVERNO ALTERA INAUGURAÇÃO À ÚLTIMA DA HORA
“Foi uma fantochada”
A ausência de Florinda Chan de Macau determinou a inauguração do Festival da Lusofonia um dia mais cedo, quando as barracas nas Casas Museu da Taipa ainda estavam por montar. Amélia António, presidente da Casa de Portugal, preferia que a Secretária para a Administração e Justiça tivesse sido substituída hoje ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
P
ELA primeira vez na história do Festival da Lusofonia a inauguração do evento aconteceu um dia mais cedo e isso terá gerado descontentamento junto das associações que nele participam. O arranque oficial estava marcado para hoje, mas a ausência do território de Florinda Chan, Secretária para a Administração e Justiça, terá determinado que a inauguração fosse feita ontem ao final da tarde, quando o espaço junto às Casas-Museu da Taipa estava por montar e decorar. Amélia António, presidente da Casa de Portugal em Macau (CPM), garante que nenhuma associação estava presente quando os membros do Governo passaram pelas Casas-Museu. “Foi uma fantochada, porque as tendas estão a ser montadas, portanto não se inaugurou uma coisa que não está feita. Isto só demonstra uma total falta de
cartoon por Stephff
respeito por quem trabalha. As pessoas estão a trabalhar e vão mostrar o quê? Um espaço vazio. Não tem explicação”, disse ao HM. A presidente da CPM defende mesmo que Florinda
“Isto tem sido sempre a piorar. Este ano atingiu o descalabro” AMÉLIA ANTÓNIO Presidente da Casa de Portugal
Chan deveria ter sido substituída de forma oficial na inauguração. “Os Secretários, quando não podem estar presentes, fazem-se substituir. A Secretária vir aqui e fingir que está a inaugurar uma coisa, não tem explicação. É bem mais grave do que delegar”, considerou. Segundo Amélia António, foi feito um aviso não oficial às associações de que a inauguração seria esta quinta-feira, mas a confirmação só chegou poucas horas antes do final da tarde de ontem.
POLÍTICA ERRADA
Jane Martins, presidente da Casa do Brasil em Macau, também não esteve presente porque estava a trabalhar. “Era impossível ter tudo pronto para uma inauguração de última hora”, disse ao HM. Segundo a TDM, Florinda Chan disse que “tem coração português” e que dá “todo o apoio a esta festa. Como tutela tenho de vir cá dar o apoio”, tendo referido que a iluminação já estava instalada no espaço, para além de negar as acusações da CPM. Alex Vong, presidente do IACM, disse que é importante a festa ser divulgada e ter mais público.
PARA TE VER MELHOR
A presidente da CPM disse mesmo que os funcionários do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) não tiveram dispensa do serviço para estarem nos preparativos do festival, ao contrário do que fizeram outros departamentos públicos. Poucos jornalistas se deslocaram ontem ao local, até porque, ao que o HM apurou, nem todos foram os que receberam o anúncio da inauguração mais cedo. O HM, por exemplo, não foi informado pelo Governo que havia mudança de planos. Amélia António garante que o Governo não quer acabar com o Festival da Lusofonia, mas não deixa de apontar diversos problemas que têm ocorrido. “Não tenho razão para duvidar da sinceridade dos desígnios que ouvimos do Governo e até do Governo Central. Mas que há muita gente a querer boicotar tudo isto, não tenho dúvidas. Isto tem sido sempre a piorar. Este ano atingiu o descalabro. Atingiu o descalabro quando eles não queriam fazer a festa como deve ser, quando não queriam os grupos aqui a actuar. É uma sequência, começou mal e continua mal”, defendeu ao HM.