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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEGUNDA-FEIRA 16 DE SETEMBRO DE 2013 • ANO XIII • Nº 2937
Ter para ler
PÁGINAS 2 A 5
• NOVA ESPERANÇA
ACUM consegue três deputados na AL em eleição histórica para Chan Meng Kam e companheiros
Fez-se história Nunca antes uma associação do território tinha conseguido eleger três deputados em sufrágio directo para a Assembleia Legislativa. A Associação dos Cidadãos Unidos de Macau, com cerca de 18% dos votos, conseguiu-o e fez história. Chan Meng Kam, Si Ka
Lon e Song Pek Kei, com mais de 26 mil votos ganharam ontem o bilhete para, nos próximos quatros anos, defenderem os seus ideais. Nota positiva ainda para Pereira Coutinho, Mak Soi Kun e Melinda Chan. Na mó de baixo ficaram Kwan Tsui Hang, os democratas, Agnes Lam, William Kuan e Paul Pun. A afluência às urnas cifrou-se nos 55,02%.
Leong Veng Chai consegue ser eleito • OBSERVATÓRIO CÍVICO
Agnes Lam pior quem em 2009 • NOVO MACAU
Democratas perdem Paul Chan Wai Chi • DETIDOS E INVESTIGADOS
Ilegalidades mancham votação
• REPORTAGEM HOJE MACAU
Eleitores demonstram preocupações
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ELEIÇÕES
O QUE DIZEM OS ALTOS CARGOS • A população ficou a conhecer todo o processo eleitoral, através da comunicação social, e a Comissão para os Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa tem executado os trabalhos sempre de acordo com os diplomas legais, o que permite que estas eleições decorram em um ambiente justo e equitativo. O Governo da RAEM não tolera a existência de actos ilegais, pelo que irá executar a Lei com firmeza - CHUI SAI ON, CHEFE DO EXECUTIVO • Apreciem o direito político das eleições para deputados da Assembleia Legislativa que decorre a cada quatro anos, votando activamente nas eleições para a V Assembleia Legislativa, no sentido de elegerem os deputados que os podem representar nos trabalhos da Assembleia Legislativa - SAM HOU FAI, PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE ÚLTIMA INSTÂNCIA • As eleições para a Assembleia Legislativa são um acto democrático e político com um significado muito importante - HO CHIO MENG, PROCURADOR DA RAEM • A eleição para a Assembleia Legislativa é um acontecimento muito importante que poderá contribuir para o progresso gradual do sistema político. Espero que a população possa expressar a sua vontade através do voto - FLORINDA CHAN, SECRETÁRIA PARA A ADMINISTRAÇÃO E JUSTIÇA
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APOIO DE FUJIAN FOI PREPONDERANTE PARA ELEGER TRÊS DEPUTADOS
Chan Meng Kam, o grande CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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HAN Meng Kam já está habituado a vencer, mas nunca tinha chegado ao primeiro lugar. A sua lista, Associação dos Cidadãos Unidos de Macau (ACUM), conseguiu, pela primeira vez, ser a mais votada em eleições para a Assembleia Legislativa, com 26320 votos – resultado não oficial -, em contraponto com 20701 (em 2005) e 17775 (em 2009). Mais, no fecho da edição e com resultados oficiosos, a ACUM elegia mesmo três deputados. O número dois, Si Ka Lon, conseguiu com facilidade ser eleito e, no fecho desta edição, ocupava o cargo lugar do top 14. A número três, Song Pek Kei, também estava dentro do top 14, quando faltava apurar apenas uma mesa de voto. Aliás, Si Ka Lon, que sucede a Ung Choi Kun, afirmou que está muito satisfeito e
que sempre manteve a calma durante o apuramento dos resultados. A ACUM teve mais de oito mil votos que a União Guangdong-Macau de Mak Soi Kun, a segunda classificada do sufrágio directo, e Chan Meng Kam deixou uma palavra de agradecimento em quem nele votou e uma promessa: “Agradeço a todos os que votaram em nós. Agradeço aos meus companheiros os esforços destas últimas duas semanas. Vou lutar, essencialmente, por todos os assuntos de cariz social do meu programa politico.” Quem também não cabia em si de contente era Ung Choi Kun. O mandatário da lista, que renunciou a nova candidatura como deputado, afirmou que a ACUM “merece” estar na AL pelo trabalho desenvolvido nos últimos anos. Uma nota ainda para a presença da ex-presidente da AL, Susana Chou, que apareceu na sede de campanha da ACUM para dar um cumprimento especial ao “amigo” Chan Meng Kam.
• Para o bem do futuro de Macau, os eleitores devem cumprir o seu dever cívico e votar sagradamente para eleger os seus representantes da Assembleia Legislativa - LAU SI IO, SECRETÁRIO PARA AS OBRAS PÚBLICAS E TRANSPORTES
NOVO MACAU CONSEGUE ELEGER APENAS DOIS DEPUTADOS. CHAN WAI CHI DESPEDE-SE DA AL
• Espero que os jovens participem activamente nestas eleições e, assim, estejam atentos à construção do futuro de Macau. Os deputados dos diferentes sectores podem contribuir com o Governo para o desenvolvimento de Macau a nível social, económico e político, entre outros, construindo um futuro melhor - CHEONG U, SECRETÁRIO PARA OS ASSUNTOS SOCIAIS E CULTURA
JOANA FREITAS
• Os eleitores devem aproveitar bem o voto que têm em mãos para eleger a Assembleia Legislativa com representação ampla. Faço votos de que a nova Assembleia Legislativa possa reforçar a interacção com o Governo para discutir conjuntamente os temas que os cidadãos têm em consideração - HO VENG ON, COMISSÁRIO DE AUDITORIA
Desilusão para Jason Chao joana.freitas@hojemacau.com.mo
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OMIDA, bebidas e muito nervosismo, ontem, na sede das três listas da Associação Novo Macau. O início da noite de eleições foi acompanhado pelo HM e outras mais de 40 pessoas no pequeno espaço que albergava conjuntamente o maior número de candidatos nestas eleições para a Assembleia Legislativa (AL). Num ecrã gigante, a Associação Novo Macau mostrava resultados não oficiais e preliminares dos lugares conseguidos no hemiciclo, calculados por membros do próprio grupo, que se encontravam nos postos de votação espalhados por Macau e pelas ilhas. De Ng Kuok Cheong, cabeça de lista da Associação de Próspero Macau Democrático, nem sinal durante as cerca de três horas em que o HM esteve presente. Aos poucos, e juntando-se a um
Os indirectos
A vitória garantida ficou ontem tornada oficial. Pelo colégio eleitoral dos sectores industrial, comercial e financeiro, continuam na Assembleia Legislativa (AL) as mesmas caras, ou seja, Ho Iat Seng, Kou Hoi In, Cheang Chi Keong e Chui Sai Peng. Lam Heong Sang apadrinha a entrada de Lei Cheng I, eleitos pelo sector do trabalho. Chan Iek Lap, outra estreia na AL, junta-se a Chui Sai Cheong e Leonel Alves, todos pelo sector profissional. Cheung Lup Kwan e Chan Chak Mo reentram pela via dos sectores cultural e desportivo e, pelo sector dos serviços sociais e educacional outra estreia, Chan Hong.
Au Kam San muito descontraído entre conversas e petiscos, foram chegando Jason Chao e Paul Chan Wai Chi. Mas, se à chegada, Chao ainda se mostrava sorridente, o número um da Liberais da Novo Macau (lista 2) foi esmorecendo à medida que se dava conta dos resultados. Ao contrário do que era esperado, Jason Chao não conseguiu votos sequer para entrar no top 20 dos possíveis candidatos a um lugar no hemiciclo. Mas assegura que não desiste. “Vou continuar no mesmo caminho. O nosso trabalho continuará a ser igual”, referiu por volta das uma e meia da manhã. Por essa hora, motivos de festejo podiam vir apenas da parte de Ng Kuok Cheong – que se mantinha em sexto lugar dos escolhidos para entrar na AL – e de Au Kam San, número um da Associação Novo Macau Democrático, no número dez. Até à hora do fecho desta edição, eram duas
as listas da Novo Macau que ainda conseguiram garantir a presença entre os deputados escolhidos para o hemiciclo, mas apenas dois números um – Ng Kuok Cheong e Au Kam San – se mantinham na corrida. Surpresa, ou não, para o democrata Paul Chan Wai Chi que, quase certamente, deixa o seu assento na AL vazio nesta próxima legislatura. O deputado conseguiu apenas 5491 votos – de acordo com dados não oficiais -, o equivalente a um 17.º lugar na lista que apenas dá oportunidade a 14 candidatos. Melhor posição foi a de Ng Kuok Cheong, que arrecadou 10.982 votos (ficando em 8.º lugar), seguida de Au Kam San, que conseguiu 8819 votos, situando-se imediatamente a seguir a Ng na tabela. Entre os mais de 18 candidatos das três listas dos democratas, apenas dois conseguirão sentar-se nas cadeiras da AL por mais quatro anos.
Paul Pun nem com “Esforço” chegou lá
A
derrota soube mesmo muito amarga para Paul Pun nesta quarta corrida do candidato pela Associação Esforço Juntos para Melhorar a Comunidade às elei-
ções legislativas. O optimismo reinava na escola São João de Brito - estabelecimento que dirige - entre os poucos familiares, apoiantes e voluntários, apesar da luta nesta campanha eleitoral ter sido muito pouco renhida e com pouca margem para ilusões. Ao HM, o candidato fez o sabor da derrota. “Desejaria servir mais profundamente a população através da Assembleia Legislativa. As pessoas querem que continue
a servir no mesmo campo de trabalho até aqui. Eu respeito as suas escolhas já que isto representa as suas necessidades de momento”. Ainda assim, sustenta, não é naquele órgão político que as minorias e as pessoas mais desprotegidas vão estar representadas. Porém, considera, os eleitos não fazem mal o seu trabalho mas apenas não olham para esta franja da população. Paul Pun disse ainda ser “cedo” para pensar “no
futuro político”, por isso, não é certo se voltará a recandidatar-se em 2017. No fecho das urnas, porém, o secretário-geral da Caritas dizia-se “confiante de que desta vez os resultado seria diferente, com um aumento substancial de votos”, em declarações ao HM. Até ao fecho da edição, não foi possível apurar se conseguiu de facto mais do que os 2334 votos de 2009 mas não foi apurado na tabela dos 20 mais votados. - R.M.R.
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PEREIRA COUTINHO RENOVA LUGAR NO HEMICICLO E GANHA UM COMPANHEIRO
AGNES LAM FICOU AQUÉM DO POSTO DA AL E DE UM RESULTADO SEMELHANTE AO DE HÁ QUATRO ANOS
Leong Veng Chai venceu na negra JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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IAde festa para José Pereira Coutinho e para a lista Nova Esperança, que ontem conseguiu garantir dois lugares na Assembleia Legislativa (AL). Entre os resultados parciais – já que, até cerca das 4:30 da manhã ainda não tinham sido anunciadas todas as informações da Comissão dos Assuntos Eleitorais da AL -, o número um da lista 9 conseguiu alcançar o quinto lugar na lista que apontava quem poderão ser os 14 deputados eleitos pela via directa e o número dois, Leong Veng Chai, ficou no derradeiro lugar Na madrugada de ontem, a sede da Nova Esperança encheu para assistir às contagens de votos. O deputado ainda conseguiu algum tempo na primeira posição, começando a liderar as contagens não oficiais, mas depressa passou para a terceira posição, onde se manteve por cerca de uma hora. Madrugada dentro, no entanto, o cabeça de lista foi descendo para a quarta posição – lugar que ocupava até às 2h45, quando desceu para o quinto lugar. Entregue à sorte está o número dois da Nova Esperança. Leong Veng Chai ainda começou no décimo lugar, mas a subida repentina de Chan Meng Kam levou a que descesse para o último lugar, conseguindo recuperar uma posição em menos de uma hora, mas regressando à 14.ª posição por voltas das 4:30 horas da manhã.
Uma mulher vencida
negativa, acredita, foi o que afastou mais os eleitores do seu exercício cívico porque as pessoas não gostam de “discussões acesas” e sentem que não está a ser levado a sério este papel da democracia em Macau devido aos “jogos sujos” pelo que perdem a vontade de lutar por esse direito.
Nesta altura, Pereira Coutinho contava com 13.118 votos de acordo com os dados oficiais, uma diferença de mais de 13 mil votos do líder Chan Meng Kam. Já Leong Veng Chai aguentou-se no top dos que podem ter um assento na AL, com 6559 votos – marcando uma diferença renhida de apenas 32 votos do penúltimo da lista, Song Pek Kei da mesma lista de Chan Meng Kam, Associação dos Cidadãos Unidos de Macau e apenas uma vantagem de oito votos para o número dois da lista de Angela Leong, Wong Seng Hong, de acordo com dados oficiais. Na sede da Nova Esperança, onde esteve o HM, o ambiente começou por ser de festa, tendo-se tornado mais sério e de mais concentração noite dentro. Era visível uma grande quantidade de pessoas concentradas em fazer contas e à espera de mais informações, tudo porque, até hoje, há o risco de Leong Veng Chai não conseguir entrar na lista dos 14 seleccionados. “Não sei bem se vai ser, de facto, este o resultado”, começou por dizer Pereira Coutinho. “A luta está renhida e estamos a fazer os máximos esforços para que isto aconteça, mas a lista 13 [de Chan Meng Kam] é fortíssima e os outros também são. O que podemos fazer agora é rezar para que o desfecho seja positivo para nós.” Apesar de a CAEAL apresentar resultados parciais – até à hora do fecho desta edição – o número dois da lista conseguiu mesmo a ser eleito.
CONCORRER NOVAMENTE AINDA É DÚVIDA NO AR
RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com
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GNES Lam não se mostrava optimista ao início da noite de ontem. Talvez consumida pela cansaço das últimas duas semanas, onde colocou todos as forças numa “campanha justa”, mas também devido à quebra da afluência às urnas, onde acreditava que a abstenção (apenas 55,02% deixou o seu boletim de voto nas urnas) poderia prejudicá-la porque “só com muita expressão na ida as urnas as listas que não contam com votos organizados podem almejar um lugar”. Apesar de tudo, os apoiantes mantinham-se expectantes ao longo da noite até, pelo menos, às cerca das três da manhã já depois do Observatório Cívico vacilar entre o 14.º lugar (que lhe daria o assento na Assembleia Legislativa) e o 15.º posto e quando o 17º se mantinha como o resultado certo, pelas duas da manhã. “Estávamos preparados para qualquer tipo de resultado, para vencer ou perder. Estou em paz com isso mas, claro, desapontada pelo facto de haver menos pessoas a votar”, observou Lam, um pouco antes das três da manhã dando já a derrota como certa. A campanha
RESULTADOS PROVISÓRIOS
Sobre a continuidade da sua carreira política, Agnes Lam disse manter-se activa nas suas intervenções, sobretudo, porque continuará presidente da associação Civil Power mas admite passar o posto cimeiro do Observatório Cívico para as mãos de outras pessoas. “O Observatório Cívico vai continuar a concorrer mas eu terei de reconsiderar se o irei fazer mas manterei a organização Civil Power. Não posso prometer por mim porque da última vez prometi e houve demasiados ataques que afectaram o meu trabalho. Por isso, preciso de reconsiderar. Ma vou continuar atenta ao que se passa em Macau e vou continuar a escrever nos média”, declarou a também docente da UMAC e jornalista, que espera ainda assim que haja algumas mudanças na lei eleitoral bem como nas instruções sobre a campanha. Sobre as primeiras propostas que gostava de ver atendidas na Assembleia Legislativa, espera que com os debates da TDM que alguns actuais deputados, agora eleitos, possam lutar por uma lei de orçamento, por exemplo, porque a AL tem de monitorizar os cálculos orçamentais do Governo. Os resultados apurados no fecho da edição, parciais mas oficiais, davam conta de que Agnes Lam conseguiu 5224 votos (às 4:30), calculando-se no 19.º posto, com todos os votos apurados, um pouco menos dos 5396 de há quatro anos, o que lhe valeu a 14.ª posição na lista geral.
NULOS: 4345
BRANCOS: 1083
75%
18,02% 8,94%
01
6,03%
2,20%
0,63%
0,58%
02
03
04
• LISTA 1 - NOVA UNIÃO PARA DESENVOLVIMENTO DE MACAU • LISTA 2 - LIBERAIS DA NOVA MACAU • LISTA 3 - ASSOCIAÇÃO DE ACTIVISMO PARA A DEMOCRACIA • LISTA 4 - ASSOCIAÇÃO DE PROMOÇÃO DE DIREITOS DOS CIDADÃOS
05
8.17%
06
11,09% 3,57%
07
08
8,96%
09
0,69%
1,57%
10
11
• LISTA 5 - ASSOCIAÇÃO DE NOVO MACAU DEMOCRÁTICA • LISTA 6 - UNIÃO PARA O DESENVOLVIMENTO • LISTA 7 - OBSERVATÓRIO CÍVICO • LISTA 8 - UNIÃO DE MACAU-GUANGDONG • LISTA 9 - NOVA ESPERANÇA • LISTA 10 - ASSOCIAÇÃO PARA PROMOÇÃO DA DEMOCRACIA, LIBERDADE, DIREITOS HUMANOS E ESTADO DE
10,80%
5,98%
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14
DIREITO DE MACAU (IDEAIS DE MACAU) • LISTA 11 - ASSOCIAÇÃO ESFORÇO JUNTOS PARA MELHORAR A COMUNIDADE • LISTA 12 - ALIANÇA PR’A MUDANÇA • LISTA 13 - ASSOCIAÇÃO DOS CIDADÃOS UNIDOS DE MACAU • LISTA 14 - UNIÃO PROMOTORA PARA O PROGRESSO
7,50% 0,15%
0,25%
0,12%
1,12%
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• LISTA 15 - FRENTE DO MOVIMENTO OPERÁRIO • LISTA 16 - SUPERVISÃO PELA CLASSE BAIXA • LISTA 17 - ALIANÇA DA DEMOCRACIA DE SOCIEDADE • LISTA 18 - AÇÕES INOVADORAS • LISTA 19 - ASSOCIAÇÃO DE PRÓSPERO MACAU DEMOCRÁTICO • LISTA 20 - CUIDADOS PARA MACAU
3,63%
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4 eleições
CECÍLIA LIN
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JOANA FREITAS
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RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo
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EM os 30º. C que ainda se faziam sentir às 17 horas de ontem impediram mais de uma centena de pessoas de se deslocarem ao Estádio de Macau, na Taipa. Mas, ao contrário do que é habitual, o desporto foi outro: as votações para escolher os 14 deputados directos que terão lugar na Assembleia Legislativa (AL). Durante uma hora e meia, o HM presenciou a chegada de cerca de 130 pessoas, na sua maioria acompanhadas. Em família ou grupos de amigos, muitos foram os que decidiram aproveitar o final da tarde de domingo, não só para exercer o seu direito e dever cívico, mas também para ensinar os mais novos a fazê-lo no futuro. “Acho importante o meu filho vir comigo, primeiro porque nunca viu como é e, depois, porque tento ensinar-lhe coisas do meio político”, explicou a senhora Lei ao HM. De mão dada com o muito entusiasmado Ho – um futuro eleitor de sete anos -, Lei assume que “não é fácil escolher em quem votar”. A decisão pendeu para um dos candidatos que tem defendido assuntos relacionados com os problemas sociais que ainda estão por resolver: a violência doméstica, a protecção animal e o cuidado ambiental.
QUEREMOS MAIS
E foram, precisamente, estes os temas que mais chamaram a atenção de alguns cidadãos portugueses que também votaram na Taipa. Além de se regerem pelo habitual interesse mostrado pelos candidatos à AL na comunidade portuguesa, há algo mais que os residentes permanentes de origem lusa querem ver representado no hemiciclo. “[O que procuro num candidato é] que represente a comunidade portuguesa, mas sobretudo que dê voz também a preocupações que não têm sido representadas na AL, designadamente um maior cuidado na evolução e no desenvolvimento de Macau, no cuidado ao ambiente e num crescimento mais sustentável”, explicou Rita Martins ao HM.
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O QUE PROCURAM OS ELEITORES NUM CANDIDATO? O HM FOI PARA A RUA DESCOBRIR
No local do dever cumprido
O HM esteve em três pontos para aferir o que os eleitores pensam destas eleições legislativas. Macau, Taipa e Estabelecimento Prisional de Macau, em Coloane, foram os locais escolhidos. Violência doméstica, corrupção, protecção animal, ambiente ou sufrágio universal são as maiores preocupações de quem votou ontem Em Macau há mais de dez anos, esta não foi a primeira vez que Rita votou, mas à saída do posto de votação do Estádio de Macau encontrámos alguns estreantes nestas andanças. Foi o caso de um cidadão português – que preferiu manter-se no anonimato –, e que partilha das expectativas relacionadas com a comunidade portuguesa, mas também de Miguel Claro. O residente assegura que não teve qualquer dificuldade na escolha do voto, contrariando as recentes críticas não só ao boletim de voto, mas também ao facto de este ter de ser preenchido com um carimbo, ao invés da habitual caneta. “Não vejo grande problema nisso, acho que torna [o voto] relativamente simples, o papel de voto é bastante grande, os números estão bem indicados, portanto, é só carimbar no local certo.” No território desde 1985, Miguel Claro sabe bem o que procurar num candidato. “O mais importante é diversificar o foco de Macau. Normalmente tem sido o do desenvolvimento económico, que é sempre importante e tem de continuar. É preciso pensar noutras coisas também. Direitos dos animais, por exemplo, que é uma coisa não muito falada (...), os direitos das mulheres, etc. Há muitas outras coisas que têm de ser debatidas e não só a questão do crescimento económico e da posição do jogo na economia e na sociedade.”
CIDADÃO AO DOMINGO
À semelhança da residente com quem o HM falou em primeiro, a família Lau também foi em peso votar: Alberto, Sandie e Nicole – a menina de oito anos a quem a família trata por Nikas – não faltaram à chamada. Os pais sabem o que querem quando chega a hora de escolher um deputado. “Procuramos quem defenda os interesses
de toda a população em geral, nos vários âmbitos: social, económico e do bem-estar”, concordam os dois. Quanto a Nikas, é para se preparar para o futuro. “Tem de ter uma noção já, do que é votar”, dizem a rir. Apesar da seriedade do dia, o ambiente em redor do Estádio assemelhava-se ao de um domingo normal, de descontracção, ainda que com muito mais afluência: uma extensa equipa de funcionários do Governo – mais de cinquenta, depois de o HM se perder nas contas – desde a entrada, ao longo de todo o caminho que indicava as duas salas de votação e dentro desse mesmo local, transeuntes, eleitores e até estudantes da Universidade de Macau, que faziam pesquisas sobre as eleições, lado a lado com jornalistas. Candidatos como Paul Chan Wai Chi também visitaram o posto de votação, onde cada vez mais pessoas chegavam. A maioria dos
que chegaram ao Estádio de Macau fizeram-no de carro, mas nem isso preocupou os agentes da PSP a coordenar o local. “Não tivemos problemas. As pessoas chegam com o carro, deixam sair a pessoa que vem votar e depois seguem.”
DEVER CÍVICO COM MUITOS SENÃOS
Da Taipa para Macau. A 100 metros da Escola Portuguesa de Macau (EP), Jessie e Andy não têm medo de afirmar que este ano não foi excepção no que toca a actos de corrupção cometidos por diversas listas. “Muitas pessoas foram influenciadas por jantares e outros presentes que foram oferecidos”, explica o casal chinês, na casa dos 40. À saída do local de votação, os dois eleitores dizem ter votado em consciência mas lamentam que não haja tempo suficiente para perceber quais as suas propostas de cada lista. Apesar de assumirem não saber
bem quantos os deputados escolhidos pela via directa, Jessie e Andy acreditam que “é necessário haver oportunidade para a população escolhê-los a todos”. Não sendo possível em breve, esperam que “pelo menos metade [dos deputados] seja eleito directamente num futuro próximo”. A mesma opinião é partilhada por André, 22 anos, que exerceu o seu dever cívico pela segunda vez. “Só 14 deputados não chega. Tem de haver sufrágio directo para todos os deputados. A democracia não tem voz suficiente”, sublinha. O jovem de traços chineses, que se expressa num português fluente, mostra que a questão do sufrágio universal tem merecido a sua ponderação. “Para o Chefe do Executivo ainda é muito cedo. Gostaria que fosse em 2017 para a Assembleia Legislativa mas só acredito que seja possível em 2021 porque primeiro deve fazer-se
de Hong Kong uma referência.” André acredita ainda que deve haver, tal como na região administrativa especial vizinha, uma “maior consciencialização sobre a democracia” com “uma força maior a apoiar o sistema”. No que toca à corrupção e violações nestas eleições diz ter recebido “mensagens sobre o facto da quarta mulher de Stanley Ho estar sob investigação”. Uma mensagem anónima e difamatória sobre a candidata da lista 1, Angela Leong, em que crê que “estejam a querer desviar os votos e interesses” das pessoas. O mesmo aconteceu com a jovem Pang, 24 anos, que apesar de não ter votado nestas eleições diz ter recebido “pelo menos três mensagens nas últimas duas semanas” para não votar em determinada lista. Outro jovem, Mike, de 21 anos, disse não ter tido tempo para se recensear para exercer pela primeira vez o seu dever cívico, uma
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vez que se encontrava fora de Macau, mas diz-se desapontado com a “actuação do Governo” por não arranjar “mais meios para acabar com o suborno em Macau em época de eleições”. “As pessoas devem votar sem interferências porque é importante manter um mínimo de democracia política”, analisa.
LISTA MACAENSE EM BAIXA
É com pesar que Gustavo Batalha, antigo funcionário da Administração Pública, agora reformado, não vê nenhuma lista macaense nesta corrida eleitoral. Ao contrário do que aconteceu há quatro anos, onde a Voz Plural dava eco aos interesses e necessidades da comunidade, este ano a única tentativa com a Macau Século 21 não vingou. “Foi pena porque não souberam encaminhar bem as coisas pelo que a lista começou e caiu de seguida. Não tiveram técnica”, observa, sobre aquela que é uma matéria importante para defender o pluralismo e diversidade de Macau. “É importante ter alguma a lista representar a comunidade macaense sem ser de associações. Esta era nova e diferente mas não conseguiu manter-se. E o Coutinho só defende os trabalhadores da função pública.” Sobre a campanha eleitoral, o senhor Batalha explica que houve uma falha mais notória da Administração ao nível de informação dos eleitores sobre as zonas de votação. ”Não me mandaram a mim, bem como a muitas outras pessoas, uma circular a informar sobre o meu local de votação. Macau não tem muitos eleitores, acho que se podiam organizar melhor. Da outra vez, quase todos os eleitores receberam a carta dos Serviços de Administração e Função Pública. Em contrapartida, este ano deram um número para ligar em caso de não termos recebido a notificação mas, claro, não é tão prático”, indica. Sobre os actos de corrupção, diz que “é difícil dizer se houve mais ou menos” mas, não lhe surpreende que, como sempre, “as listas tentem conseguir mais votos” por essas vias. Diana tem 75 anos e é à Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau que tece mais elogios. Mais do que as listas que, diz francamente, desconhecer. Com 75 anos diz que votar é “uma
obrigação cívica” e por isso exerce esse seu dever. Mas, confessa, está muito alheada da política. É também na APOMAC que vê o incentivo para não falhar com este compromisso enquanto residente de Macau. “Sou sócia da APOMAC, que é uma associação que ajuda muito as pessoas. Quanto aos deputados, não sei quem eles são. A APOMAC diz-nos que é bom votar. É importante. Mas não nos dizem em quem devemos votar. Cada um escolhe a sua lista”, ressalva.
INTERESSE ATRÁS DAS GRADES
No Estabelecimento Prisional de Macau (EPM), às nove da noite, cerca de 294 detidos votaram nestas eleições legislativas. Uma curiosidade: desses 26 são mulheres. De acordo com regras internas da prisão, as prisioneiras foram as primeiras a votar, logo às nove da manhã. O processo na prisão é, naturalmente, diferente. Os seus bilhetes de identificação de residente são posse do EPM. Por isso, quem quiser votar terá de ir levantar o seu BIR. Muitos preferiram não votar e, para isso, tiveram de assinar um termo de responsabilidade a indicar a sua preferência. “Entre 294 eleitores qualificados, mais de 80% votaram. A taxa de votação é sempre alta no EPM. No passado, chegou mesmo a atingir os 90%”, referiu ao HM, o chefe de departamento de assuntos prisionais, Stephen Ng, que também é o presidente da mesa de voto. Segundo Stephen Ng, na prisão não há casos ilegais. “Como nenhum prisioneiro pode ficar com telemóvel e outros meios de comunicação, não ocorreu qualquer caso ilegal. Aconteceu apenas duas ou três situações mais caricatas de casos de detidos que se esqueceram, no acto de votação, em quem iriam votar.” O presidente da mesa de voto escusou-se a dizer se Ao Man Long exerceu o seu direito de voto. Segundo os dados das últimas eleições, em 2009, haviam 371 eleitores qualificados, 350 votaram, o que deu uma taxa de votação de 94,34%. Foram validados 320 votos, tendo sido 11 em branco e 19 nulos. Há quatro anos, foi Chan Meng Kam que venceu no EPM, com 103 votos, seguido por Lai Cho Wai com 84 votos.
DOIS CANDIDATOS NO MP, DOIS RETIRADOS DE LOCAL DE VOTO PELA PSP E 14 PESSOAS DETIDAS POR TIRAREM FOTOS A BOLETIM DE VOTO
Desgraças de uma eleição D OIS candidatos tiveram ontem de ser arrastados pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de dois locais de votação, por estarem a interferir com a contagem dos votos. Um deles foi Lam Meng, número dois de Lee Kim Iun, da lista Associação Activismo para a Democracia, mas a CAEAL não revelou qual o nome do outro candidato. “Em duas assembleias de voto, dois candidatos interferiram com o trabalho da mesa [de voto] e teve que se pedir apoio à PSP. Isso vai atrasar a contagem dos votos em cerca de uma hora e meia, o que é de lamentar”, explicou numa conferência ontem à noite Ip Son Sang, presidente da CAEAL. “Não podemos permitir. Estes comportamentos não podem continuar a existir em Macau e os candidatos têm de respeitar as regras”, acrescenta a CAEAL. Pelas últimas contas anunciadas até à hora do fecho desta edição, houve ainda 14 pessoas detidas só no dia de ontem por tirarem fotografias ao boletim de voto. Em dia de votação para a Assembleia Legislativa (AL), a CAEAL admitiu que um caso de possível corrupção eleitoral foi descoberto pelo Comissariado contra a Corrupção (CCAC), sendo que foi mesmo encaminhado para o Ministério Público, apesar de continuar a ser
investigado. A CAEAL não fornece qualquer informação sobre os candidatos ou a lista envolvida, mas refere que há já dois constituídos arguidos. De acordo com a CAEAL, o caso poderá estar relacionado com telefonemas feitos no sentido de influenciar o sentido de voto, em troca de oferta de transportes até aos locais de votação e refeições em troca de refeições num restaurante. No total, de acordo com a TDM, os dois suspeitos
tentaram influenciar o voto de mais de cem pessoas. Mas, durante o dia de ontem, diversas fotografias foram colocadas a circular que mostravam pessoas a fazer contagem de dinheiro à porta de locais de votação e idosos a receber prendas, em associações. O CCAC, contudo, descarta que tenham havido problemas deste género e assegura que, após a investigação, a maior parte das informações não eram verdadeiras. “Em algumas delas, de facto, não aconteceu
POSSÍVEL REVISÃO DA LEI ELEITORAL NÃO É DESCARTADA A secretária para a Administração e Justiça não afasta o cenário de revisão da Lei Eleitoral. De acordo com a Rádio Macau, Florinda Chan quer, contudo, analisar primeiro o relatório da Comissão dos Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) sobre as eleições e, só depois irá tomar uma decisão. “Eu julgo que sim, que há sempre lugar para melhorias. De todas as vezes, depois de cada eleição, a CAEAL apresenta um relatório, que inclui não só a questão da legislação mas também a forma como decorreram as eleições. Depois de uma avaliação, depois de recebermos as propostas de melhoria, poderemos então pensar sobre a próxima eleição”, afirmou, à saída do Colégio Dom Bosco, onde foi votar, citada pela Rádio. Também Vasco Fong, comissário contra a Corrupção, admite esta possibilidade de revisão, dizendo mesmo que regras mais claras poderiam beneficiar todas as partes envolvidas. “Posso dizer que ‘puxámos as orelhas’ a algumas listas e candidatos para chamar-lhes a atenção. Mas, esperamos que, antes das próximas eleições, se proceda, de facto, a uma revisão da Lei Eleitoral”, disse à Rádio Macau. “Em anos anteriores, havia queixas de que existiam poucos espaços para propaganda, este ano foram criados mais, só que agora já temos perto de 300 mil eleitores. Há muitos trabalhos que têm de ser feitos, outros melhorados, e ainda muitos que têm de ser ponderados tanto pela comissão eleitoral como pelo Comissariado contra a Corrupção (CCAC). Se houvesse uma legislação com definições mais claras, de facto, ajudaria e seria uma vantagem também.”
PORQUE SIM... • Sou funcionário público, por isso quis votar em alguém que defende o direito dos funcionários públicos. Não posso responder pelas outras pessoas que votam. Em quem votam e porquê, mas para mim, votar é garantir o futuro de um deputado que defende os nossos direitos na Assembleia Legislativa - FUNCIONÁRIO DO CORPO DE BOMBEIROS • Acho que votar é uma obrigação de cada cidadão. Contudo, acho que o Governo, para além dos deputados, também têm trabalho a fazer. Contudo, respeito quem não quer votar, pois alguns foram enganados há quatro anos com programas políticos que não foram cumpridos. Seja como for, eu votei - ELEITOR ANGUS WONG • Penso que vale a pena a voltar. Se os eleitores pensam que não vale a pena votar, então perderam uma oportunidade de lutar pelos seus direitos. Embora alguns candidatos falem mais do que fazem, ainda há alguns que merecem o meu voto - ELEITOR DE APELIDO CHAN
o que se descreveu. O CCAC contactou os indivíduos que divulgaram as respectivas informações ou fotos na Internet, e ouviu igualmente as declarações prestadas pelos mesmos, para continuar a investigar os factos.” Até à hora do fecho desta edição, o CCAC recebeu 434 queixas e denúncias. Destas, 10,5% foram recebidas apenas no dia de ontem, da votação. “Estas queixas incluem transporte para os eleitores, oferta de refeições em estabelecimentos de comida reservados e angariação de votos através de mensagens de telemóvel”, referiu o CCAC. Mas, mais ainda: 49 pessoas foram interrogadas por, alegadamente, terem realizado reuniões ilegais e propaganda ilícita ou por terem tentado impedir os eleitores de exercerem o seu voto. “Verificou-se ainda organizações a aproveitarem indivíduos não residentes para a captação de votos em zonas próximas das assembleias de voto o que levou à intervenção imediata do CCAC, reprimindo, de forma atempada, a prática de irregularidades.” O organismo continua a investigar todos os casos. O crime de corrupção eleitoral é punível com pena de prisão até oito anos e impede que os condenados possam votar no futuro. A pena não pode ser suspensa. - J.F.
PORQUE NÃO... • Não voto e nunca voltei. Penso que os candidatos falam, falam, falam e nada dizem ou fazem. A maior parte das vezes esquecem o programa político que os levou a ganhar um lugar na Assembléia Legislativa. Existe pouco compromisso e eu estou farto de palavras bonitas - PROFESSOR DE APELIDO LI • Isto é tudo uma burocracia. Mudei a casa e por isso não recebi o aviso de votação. A CAEAL parece que nada faz e tem prazer em faltar ao respeito aos eleitores. Sei, igualmente, que oito mil cartas de aviso foram devolvidas pelos correios. Este ano, em forma de protesto, decidi não votar - PROFESSORA DE APELIDO LOK • Sou imigrante. Na verdade não conheço a fundo a sociedade de Macau. Estava na China e resolvi vir a Macau para gozar do meu direito. Contudo, descobri que a existem muitos deputados pela via indirecta e nomeados pólo Governo. É uma votação que não tem valor e, com estas coisas, só andam a enganar o povo que quer liberdade e sufrágio universal - ELEITOR DE APELIDO LAM
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hoje macau segunda-feira 16.9.2013
ANÚNCIO [N.º171/2013]
ANÚNCIO [N.º172/2013]
Para os devidos efeitos, vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares seleccionados da lista de espera de habitação económica abaixos mencionados:
Para os devidos efeitos, vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares seleccionados da lista de espera de habitação económica abaixos mencionados:
N.º do boletim de candidatura
Nome
15910
TAM TENG KEONG
16506
LEONG CHAN KEONG
29617
TANG NGAN CHENG
15938 26682 31684
CHEONG CHI HOU
IEONG CHENG CHAO
29539 29856
HO SIO NAM
LEI KIN TENG
LEONG KUAI LON
3568
CHIO CHOI KUAI
16360
LEI FONG KUN
CHOI IAT CHO ALIAS XU RICHU
27930
NG SIO LENG
28280
CHEONG CHI CHIT
NG FAT IAN ALIAS NGO HUAC YUNG
29263
HO LAI FOK
29807
IAU SOK VAI
LEONG SAM CHAI ALIAS LEONG KONG NAM
28546
24412
UN KUN CHEONG
33904
LEI SAO CHU
8638
28219
16289
N.º do boletim de candidatura
WONG CHOK CHIO
LEONG KIM WA
27207
15926
Nome
29227
61623 2838
N.º do boletim de candidatura
HO SIO CHU
LOU MAN WA
CHAN KUAI KIO
31031 2238
LAM SOU KAM LIO HOK WAN
CHAN IOK CHONG
De acordo com os termos do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 26/95/M, de 26 de Junho, o Instituto de Habitação (IH) informa os representantes dos agregados familiares acima referidos, através de ofícios, para se dirigirem pessoalmente ao IH, sita na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau (perto da Escola Primária Luso-Chinesa do Bairro Norte), no dia 4 de Outubro de 2013, às horas fixadas nos respectivos ofícios, para escolha das fracções de habitação económica disponíveis de T2 na zona de Macau. Nessa altura, os agregados familiares da lista de espera acima referidos devem apresentar os documentos comprovativos (originais e cópias) abaixo mencionados, para efectuar a nova verificação dos requisitos da candidatura da aquisição de habitação económica. Caso as respectivas informações afectem os actuais requisitos da aquisição de fracção ou existirem mudança da composição dos agregados familiares acima referidos, este Instituto irá suspender, imediatamente, o procedimento da escolha de habitação económica: 1.
2. 3.
Documentos de identificação de todos os elementos do agregado familiar e os seus cônjuges (caso houver) registados no boletim de candidatura de habitação económica. Prova de casamento (aplicável aos indivíduos casados. Caso tenha entregue ao IH, nos últimos três meses, não é necessário a entregar de novo). Boletim de candidatura dos dados dos agregados familiares de habitação económica devidamente preenchidos e assinados.
De acordo com os termos das alínea a) do artigo 14.º do decreto-lei acima referido, com as alterações introduzidas pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002 e alínea 2 do n.º 5 do artigo 60.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), caso os agregados familiares da lista de espera acima referidos não tenham comparecido no IH, no dia e horas fixados, e apresentado os documentos acima referidos, para escolha de habitação ou não pretendam adquirir nenhuma das fracções de habitação económica disponíveis no momento podem optar entre, por motivo não justificado, após segunda convocação; ou após a apreciação dos dados apresentados, verifique que não reunirem com os requisitos da candidatura, os agregados familiares seleccionados serão excluídos na lista geral. No intuito de proporcionar os agregados familiares seleccionados para terem mais conhecimentos sobre as informações das fracções de habitação económica disponíveis, o IH juntamente os ofícios enviará em anexo o catálogo com descrições das fracções para venda, tabela dos preços, rácio bonificado, pontos de observação, informações sobre a fracção de modelo. Caso os agregados familiares seleccionados não tenham recebidos os ofícios remetidos pelo IH, até sete dias antes da data fixada, poderão dirigir-se ao IH sito na Travessa Norte do Patane n.º 102, Ilha Verde, Macau) ou consultar através do telefone n.º 2859 4875, durante o horário de expediente.
Nome
N.º do boletim de candidatura
Nome
30667
IEONG WAN IAM
31848
LEONG KAN LOI
32446 33115 33739 35998 593 1495 3400 8080 8613 9250 22450 28615 65908 31177 27429 22203 29788 31159 48063 95197 32 29847 31349 31944 34503 34950 51998 61406 70805 81507 89148
CHAN KAM SENG LEONG MANG SU CHAN MAN CHOI AO IEONG SIO KENG CHIO POU CHAO LEONG KIN CHONG LAO SIO I IEONG SON CHU CHEONG HON KIT LOU WAI LAN TANG WAI LENG HO WA KAI NG TIM AO IM CHENG FONG SON CHEONG LAM MAN CHENG CHAN IO PANG SIN KAM HONG AO IEONG KAM SEONG LAO PUI IO LEI LAI IENG CHEONG CHAO LENG CHEANG WUN SEONG LEI KA POU LEI KUAI HENG TAM MOU HENG LAM TEI CHENG FONG U NGONG LEI FAT KUONG CHEONG WENG I LAI CHI MAN
32892 33530 33883 53079 706 2517 8007 8422 9000 15985 27455 29767 31207 92342 3257 24526 30040 31809 70794 99781 27457 31322 31670 33950 34641 48284 52384 64546 74712 84069 89451
NG HONG KAN LO WENG TAT CHAN KUOK PENG UN KUOK PO CHAN PENG HEONG LEI FOK TONG CHEONG WENG CHUN O LAI SONG WONG OI CHAN LEI TIN PENG CHAN CHI LAN AO IEONG OI SAM LEONG SIO FONG LO LAO LAN MAK CHI WA LEI KA NANG HO SOK KAO TANG HIO IONG CHAN KUOK WENG CHEANG CHOU WAI YUEN WENG IN LEI IOK CHE FONG LENG WONG KAM MUI LEI SOI SANG LEI UN CHAI HO LEK LIU OI HA WONG LOI IENG CHONG SON FAI LEONG WAI LENG
De acordo com os termos do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 26/95/M, de 26 de Junho, o Instituto de Habitação (IH) informa os representantes dos agregados familiares acima referidos, através de ofícios, para se dirigirem pessoalmente ao IH, sita na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau (perto da Escola Primária Luso-Chinesa do Bairro Norte), no dia 7 de Outubro de 2013, às horas fixadas nos respectivos ofícios, para escolha das fracções de habitação económica disponíveis de T2 na zona de Macau. Nessa altura, os agregados familiares da lista de espera acima referidos devem apresentar os documentos comprovativos (originais e cópias) abaixo mencionados, para efectuar a nova verificação dos requisitos da candidatura da aquisição de habitação económica. Caso as respectivas informações afectem os actuais requisitos da aquisição de fracção ou existirem mudança da composição dos agregados familiares acima referidos, este Instituto irá suspender, imediatamente, o procedimento da escolha de habitação económica: 1. 2. 3.
Documentos de identificação de todos os elementos do agregado familiar e os seus cônjuges (caso houver) registados no boletim de candidatura de habitação económica. Prova de casamento (aplicável aos indivíduos casados. Caso tenha entregue ao IH, nos últimos três meses, não é necessário a entregar de novo). Boletim de candidatura dos dados dos agregados familiares de habitação económica devidamente preenchidos e assinados.
De acordo com os termos das alínea a) do artigo 14.º do decreto-lei acima referido, com as alterações introduzidas pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002 e alínea 2 do n.º 5 do artigo 60.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), caso os agregados familiares da lista de espera acima referidos não tenham comparecido no IH, no dia e horas fixados, e apresentado os documentos acima referidos, para escolha de habitação ou não pretendam adquirir nenhuma das fracções de habitação económica disponíveis no momento podem optar entre, por motivo não justificado, após segunda convocação; ou após a apreciação dos dados apresentados, verifique que não reunirem com os requisitos da candidatura, os agregados familiares seleccionados serão excluídos na lista geral. No intuito de proporcionar os agregados familiares seleccionados para terem mais conhecimentos sobre as informações das fracções de habitação económica disponíveis, o IH juntamente os ofícios enviará em anexo o catálogo com descrições das fracções para venda, tabela dos preços, rácio bonificado, pontos de observação, informações sobre a fracção de modelo. Caso os agregados familiares seleccionados não tenham recebidos os ofícios remetidos pelo IH, até sete dias antes da data fixada, poderão dirigir-se ao IH sito na Travessa Norte do Patane n.º 102, Ilha Verde, Macau) ou consultar através do telefone n.º 2859 4875, durante o horário de expediente.
O Presidente,
O Presidente,
Tam Kuong Man
Tam Kuong Man
11 de Setembro de 2013
12 de Setembro de 2013
SOCIEDADE
hoje macau segunda-feira 16.9.2013
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ASSOCIAÇÃO CRIADA PARA AJUDAR JOVENS EMIGRANTES FAZ PRIMEIRA PARAGEM EM MACAU
A preocupação de estar longe A Associação Juvenil Lusofonia Global, criada em Viseu há cerca de um ano para apoiar jovens emigrantes, organizou a sua primeira iniciativa além-fronteiras, em Macau, para analisar o passado e perspectivar o futuro da amizade Portugal-China. Subordinado ao tema “Portugal e a China na Lusofonia Global”, a associação organizou uma conferência e uma exposição fotográfica no Consulado-Geral de Portugal em Macau para promover “uma reflexão sobre os 500 anos de amizade entre Portugal e a China que estão a ser comemorados este ano”, disse à agência Lusa o presidente da assembleia-geral da organização, Pedro Freitas. “Este é o primeiro local no estrangeiro onde viemos. Havia a necessidade de cumprir este papel para comemorar os 500 anos de amizade entre Portugal e a China e considerámos que este era o momento ideal para nos fazermos aqui representar e mostrar que estamos cá para o que a comunidade precisar”, salientou. Com uma maioria de membros com menos de 30 anos, a Associação Juvenil Lusofonia Global foi criada em Outubro de 2012 para dar resposta ao “fluxo migratório muito grande” que Portugal regista derivado da sua situação económica. “As preocupações
onde os jovens planeiam ir viver, de modo a “abrir uma linha de comunicação”. “O objectivo é inserir [os jovens] no meio e na comunidade onde residem no estrangeiro”, apontou Pedro Freitas.
SERENO QUER MOBILIZAÇÃO DE JOVENS
de amigos, familiares, de pessoas que vamos conhecendo começaram a criar em nós algum desconforto e decidimos fazer alguma coisa em relação a isso, até porque somos jovens, vivemos num país que enfrenta um período difícil e preocupamo-nos com esta situação”, explicou Pedro Freitas. Ao realçar que os membros da associação se foram apercebendo, através de familiares e conhecidos emigrados, que a adaptação a outros países “é muito complicada e exigente”, o dirigente associativo cons-
As preocupações de amigos, familiares, de pessoas que vamos conhecendo começaram a criar em nós algum desconforto e decidimos fazer alguma coisa em relação a isso, até porque somos jovens, vivemos num país que enfrenta um período difícil e preocupamo-nos com esta situação PEDRO FREITAS presidente da assembleia-geral da Associação Juvenil Lusofonia Global
tatou que ela é hoje ainda “ainda mais incisiva”, pois “há mais gente a emigrar dada a situação do país”, e que existe, portanto, “uma necessidade de ajudar a essa adaptação”. “Não temos qualquer fim lucrativo, a preocupação é com
as pessoas e o objectivo é tentar ajudá-las. Julgamos que é muito importante para quem vai sair do país, tendo essa necessidade, de se sentir apoiado e perceber que há pessoas que já estão nesses locais para onde vão que poderão confortá-las
nas primeiras semanas”, sustentou. A associação está aberta a ouvir as preocupações de quem pensa em emigrar, disponibilizando-se a “entrar em contacto com as comunidades portuguesas e entidades dos países” para
Na conferência organizada em Macau, o cônsul-geral de Portugal, Vítor Sereno, manifestou o desejo de que esta organização possa “mobilizar jovens” de Portugal e da China para “reflexões e propostas que enriqueçam esse diálogo que vem do passado e que [se quer] projectar para o futuro”. “Portugal e a China detêm um passado de conhecimento mútuo e têm vindo a trabalhar na criação de novas oportunidades de relacionamento e de cooperação. O futuro desse relacionamento também passa pela língua portuguesa, activo de que ambos podem beneficiar e potenciar”, defendeu. Ao indicar que a China conta hoje com 24 universidades a ensinar o português, face a oito no ano 2000, Vítor Sereno salientou que a segunda economia mundial, ao “eleger como parceiros importantes na sua estratégia económica e comercial os países de língua portuguesa, fornece um forte impulso à globalização da língua presente nos cinco continentes”. Em 2014, a Associação Juvenil Lusofonia Global planeia deslocações ao Brasil e a Timor-Leste.
MAIS DE SEIS MILHÕES DE HÓSPEDES NOS ESTABELECIMENTOS HOTELEIROS
Poucas sobras em Macau M
AIS de seis milhões de pessoas estiveram hospedadas nos estabelecimentos hoteleiros de Macau entre Janeiro e Julho fixando a taxa de ocupação daquelas unidades em 80,5 %, indicam dados oficiais. De acordo com os dados revelados pelos Serviços de Estatística e Censos do governo de Macau, entre Janeiro e Julho deste ano o número de hóspedes dos estabelecimentos hoteleiros atingiu 6,14 milhões de pessoas, mais 14,7 % do que em igual período do ano passado.
A taxa de ocupação fixou-se em 80,5 %, menos 2,1 pontos percentuais dado que no final de Julho estavam em actividade 97 hotéis e pensões que disponibilizavam 27.759 quartos, mais 14,5 % do que no final do mesmo mês de 2012. Entre os quartos disponíveis, acrescenta a informação estatística, 66,2 % estavam localizados em hotéis de cinco estrelas. De Janeiro a Julho, o número de hóspedes dos hotéis representou 71,2
% do total de turistas, ou seja, dos visitantes que permaneceram, pelo menos, uma noite em Macau. Comparativamente ao período de Janeiro a Julho de 2012, o número de hóspedes dos hotéis que representavam os turistas aumentou 6,3 pontos percentuais. Dados estatísticos já revelados anteriormente indicavam que entre Janeiro e Julho Macau acolheu um total de 16,7 milhões de visitantes. - Lusa
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CHINA
hoje macau segunda-feira 16.9.2013
ENERGIA MOREIRA DA SILVA CHAMA AINDA ESTE MÊS RESPONSÁVEIS DA CHINA THREE GORGES
Em que ponto está a situação? O
ministro responsável pela Energia, Jorge Moreira da Silva, vai chamar ainda este mês os responsáveis da China Three Gorges, accionista maioritário da EDP, para pedir informações sobre investimentos, como a instalação de uma fábrica de eólicas em Portugal. “O ministro solicitou à China Three Gorges um ponto da situação sobre esses investimentos a apresentar numa reunião a realizar ainda em Setembro”, disse à agência Lusa fonte oficial do gabinete do ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva. Isto porque, acrescentou, “por ocasião da privatização da EDP, foram criadas expectativas de investimento, nomeadamente, na instalação de uma unidade industrial de aero-geradores [fábrica de turbinas eólicas]” em Portugal. O compromisso de instalação da fábrica de turbinas eólicas no país foi anunciado a 30 de Novembro de 2011, pelos chineses, através da Goldwind, empresa participada pela China Three Gorges (CTG) que concorria na altura à privatização da EDP [aquisição de 21,35% da EDP], e segundo a qual a unidade contribuiria
em cerca de 5 mil milhões de patacas para as exportações portuguesas. Em comunicado, a Goldwind - um dos maiores produtores mundiais de turbinas eólicas e a segunda maior empresa do sector da China - especificou na altura que a fábrica avançaria “até ao verão de 2013” e que previa começar os trabalhos de instalação da nova unidade já no início de 2012, “com a contratação de uma equipa local”. Segundo a empresa chinesa, a nova unidade produziria “800 turbinas eólicas por ano ocupando uma área de cerca de oito hectares e terá um forte impacto na criação de postos de trabalho especializados em Portugal”, sendo que a nova fábrica teria “ainda um impacto positivo no sector da construção civil, estando prevista a entrega da empreitada da nova fábrica a empresas locais”. Contudo, na passada quarta-feira o Jornal de Negócios avançou que a fábrica de turbinas eólicas em causa “não vai sair do papel” e “fica na gaveta” e que os chineses “desistiram de investir na unidade de turbinas eólicas que foi incluída nas propostas com que a CTG ganhou a privatização da EDP”.
SÍRIA PEQUIM SAÚDA ACORDO ALCANÇADO ENTRE RÚSSIA E EUA SOBRE ARMAS QUÍMICAS
ONU no terreno até Novembro O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, saudou este domingo, o acordo alcançado entre a Rússia e os Estados Unidos para eliminar as armas químicas sírias. “O lado chinês saúda o acordo-quadro
entre os Estados Unidos e a Rússia. Este acordo vai permitir aliviar as tensões na Síria”, declarou o chefe da diplomacia chinesa, durante um encontro, em Pequim, com o seu homólogo francês, Laurent Fabius. Os EUA e a Rússia
chegaram, no sábado, a acordo sobre um plano de eliminação das armas químicas sírias que dá a Damasco uma semana para apresentar a lista destas armas e prevê a adopção de uma resolução das Nações Unidas.
Segundo o acordo, inspectores deverão estar no terreno, na Síria, até Novembro, com o objectivo de eliminar as armas químicas do país até meados de 2014. De acordo com as Nações Unidas, o conflito na
Síria - em que a contestação popular ao regime degenerou em guerra civil - fez mais de 100 mil mortos desde 2011 e perto de dois milhões de refugiados, que têm sido acolhidos sobretudo na Jordânia, Turquia e Líbano.
Este sábado, o Expresso divulga ainda que a construção da fábrica “não fez parte das clausulas vinculativas que constaram no processo de privatização da EDP”. “O que o novo accionista maioritário da EDP tinha dito em Novembro de 2011, numa adenda ao contrato (antes de saber quem seria o ganhador dos 21,35% da EDP então em venda pelo Estado português) era que se comprometia a estudar a hipótese de construção de uma fábrica de eólicas em território nacional”, frisa o Expresso, citando uma fonte próxima do processo, que reforça ainda tratar-se “apenas de um processo de intenções, nada de vinculativo”. O semanário adianta ainda que as cláusulas do processo de privatização da EDP eram o acesso a financiamento no valor de cerca de 20 milhões de patacas, já efectuado a 50%, a compra de várias participações minoritárias em parques eólicos da EDP, o que está em curso, a criação de um centro de investigação na área das renováveis (ainda por cumprir) e a abertura de sucursais de dois bancos (no caso, chineses) em Portugal, sendo que o Banco da China já abriu uma representação em Lisboa.
MNE angolano iniciou visita de quatro dias
O ministro angolano dos Negócios Estrangeiros, Georges Chikoti, chegou este domingo a Pequim para uma visita de quatro dias à China destinada a reforçar a cooperação bilateral. É a primeira visita de Georges Chikoti à China e “enquadra-se no domínio do reforço dos laços de amizade e das relações de cooperação existentes entre os dois países e povos”, disse o ministério angolano dos Negócios Estrangeiros. Além do homólogo chinês, Wang Yi, Georges Chikoti vai encontrarse com um dos quatro viceprimeiros-ministros do país, Wang Yang, e com o corpo diplomático africano acreditado em Pequim. Numa entrevista concedida a semana passada à Rádio Nacional de Angola, George Chicoti descreveu a China como “um parceiro importante” do seu país. “Vamos olhar para toda a nossa cooperação e, também, definirmos como é que será o nosso futuro”, afirmou o MNE angolano.
china 9
hoje macau segunda-feira 16.9.2013
U
M ex-funcionário da província chinesa de Cantão, investigado depois de se ter descoberto através das redes sociais que tinha 22 casas, foi condenado quinta-feira a 11 anos e meio de prisão por corrupção. A sentença de Cai Bin, ex-funcionário de gestão urbana em Cantão, foi lida pelo Tribunal Popular de Haizhu, na cidade de Guanzghou, capital dessa província, indicou a agência oficial chinesa Xinhua. Cai Bin foi condenado por aceitar cerca de três milhões de patacas em subornos entre 1993 e 2012, enquanto exercia o cargo público na província. Todo o seu património, incluindo as casas, foram confiscadas. Além da pena de prisão, o tribunal condenou Cai Bin ao pagamento de uma multa de cerca de 730 mil patacas, de acordo com a informação publicada pela China National Radio no seu portal. O funcionário foi destituído em Outubro, depois de cibernautas terem publicado nas redes sociais imagens dos seus bens luxuosos, incluindo pelo menos 20 propriedades, impressionados sobre como poderia ter adquirido as habitações perante o posto relativamente baixo que Cai Bin ocupava. Este caso engrossa a lista de
CONDENADO A 11 ANOS E MEIO DE CADEIA EX-FUNCIONÁRIO QUE TINHA 22 CASAS
O poder das redes sociais funcionários chineses, de maior ou menor importância, que se sentaram no banco dos réus acusados de corrupção - em que se inclui o ex-ministro dos Caminhos de Ferro Liu Zhijun ou o ex-secretário geral do Partido Comunista em Chongqing Bo Xilai - nos últimos meses.
Cai Bin é, além disso, o exemplo de uma tendência habitual de se iniciar investigações oficiais a partir de publicações, em princípio espontâneas, nas cada vez mais poderosas redes sociais, sobretudo no Weibo, uma espécie de “twitter” chinês. Outro caso recente foi o de
TRÊS “EXTREMISTAS RELIGIOSOS” CONDENADOS À MORTE
Yang Dacai, ex-responsável da segurança na província de Shaanxi, também chamado de “Irmão Relógios” - Cai Bin era “o Irmão ou o Tio Casas”, segundo diferentes versões - condenado, na semana passada, a 14 anos de prisão por corrupção.
Yang Dacai foi criticado por aparecer sorridente no cenário de um acidente de autocarro, em que morreram 36 pessoas, usando um luxuoso relógio de pulso, o que viria a suscitar denúncias nas redes sociais e uma posterior investigação por parte das autoridades.
COMENTÁRIOS NA INTERNET PODEM DAR PRISÃO
Ataques causaram 24 mortos Novas medidas T A RÊS pessoas descritas como “extremistas religiosos” foram condenadas à morte por um tribunal do Xinjiang, nordeste da China, pelo seu envolvimento num recente ataque terrorista na região, que causou 24 mortos, disse na sexta-feira a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. Um quarto réu foi condenado a 25 anos de prisão por “participação em organização terrorista, homicídio e fogo posto”, noticia a Xinhua, citando o tribunal de 1.ª primeira instância da prefeitura de Turpan, onde ocorreu o referido ataque, em Junho passado. Pelos nomes - Ahmatniyaz Sidiq, apontado como o líder do grupo, Urayim Eli, Abdulla Esrapil e Akram Usman (condenado a 25 anos de prisão) - os quatro condenados parecem uigures, a maior etnia do Xinjiang, de religião muçulmana e cultura turca. “Eles advogavam e
propagavam extremismo religioso, viam vídeos de organizações terroristas estrangeiros incitando à violência e liam livros sobre extremismo religioso para promover actividades terroristas”, disse o tribunal. Os incidentes de Junho passado foram os mais violentos registados no Xinjiang desde os tumultos do verão de 2009 em Urumqi, a capital da região, que causaram 197 mortos. Rico em petróleo e recursos minerais, a Região Autónoma do Xinjiang confina com o Paquistão, Afeganistão e três ex-repúblicas soviéticas muçulmanas da Ásia Central. Os uigures já constituíram mais de dois terços da população do Xinjiang mas, nas últimas décadas, com a crescente migração de han, a maior etnia da China, eles representarão apenas 45% dos 15 milhões de habitantes da região.
rede social mais importante da China, a Weibo, registou uma quebra na sua actividade na sequência da aprovação de uma medida que visa controlar os comentários dos utilizadores, que podem ser condenados a penas de prisão. A nova medida foi aprovada há duas semanas depois do Supremo Tribunal da China ter ditado que as pessoas que publiquem comentários “difamatórios” na Internet podem ser condenadas a uma pena que pode ir até três anos de prisão se forem “amplamente divulgados”. A autoridade judicial considerou como “ampla difusão” um comentário que tenha 5.000 seguidores ou que seja reenviado por outros utilizadores mais de 500 vezes através da Weibo. A medida terá como alvo as
personalidades mais influentes das redes sociais, conhecidos como “grandes V”, ou seja, os utilizadores cuja identidade foi confirmada pelos administradores da rede social e que são da esfera pública, que têm um número grande de seguidores e, portanto, com enorme e rápida capacidade de divulgação de informação. “Os grandes V podem provocar uma tempestade”, refere a revista semanal chinesa Southern Weekly, que dedica três páginas a este grupo de cibernautas, entre os quais se destacam personalidades como o magnata imobiliário Pan Shiyi (fundador e presidente da empresa Soho), com mais de 16 milhões de seguidores e o ex-presidente da Google na China, Li Kaifu, com mais de 50 milhões de seguidores.
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CRISTIANO RONALDO
hoje macau segund
CR7 RENOVA CONTRA
33 anos O
futebolista internacional português Cristiano Ronaldo renovou ontem o contrato com o Real Madrid, por três anos, até 2018, num acto transmitido em directo a partir do estádio Santiago Bernabéu. Cristiano Ronaldo, de 28 anos,
ATACANTE DO REAL MADR
Comparaçã E
USÉBIO ou Cristiano Ronaldo? Quem é o maior jogador de futebol português de todos os tempos? A questão tornou-se polémica no país, mobilizou a imprensa e envolveu outros ídolos do desporto, como Figo, Nani ou Pauleta. A pergunta surgiu após Cristiano Ronaldo ter apontado três golos na vitória do seu país por 4 a 2 sobre a Irlanda do Norte no passado 6, na qualificação europeia para o Mundial de 2014. Com os tentos, atingiu os 43 golos pela Selecção e superou Eusébio, que tem 41 - o líder ainda é Pauleta, que tem 47.
COMPARAÇÃO “É UM ERRO”, DIZ EUSÉBIO
Embora Cristiano tenha feito mais golos que Eusébio, a sua média por partida é menor, já que fez 106 jogos pela Selecção, enquanto que o moçambicano Eusébio actuou em 64. “Cristiano Ronaldo? É um
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da-feira 16.9.2013
ATO COM O REAL MADRID ATÉ 2018
os, a idade da decisão Cristiano Ronaldo, de 28 anos, contratado no verão de 2009, fica vinculado ao Real Madrid até aos 33 anos, pelo que pode terminar a carreira no clube espanhol, como vaticinou em Junho o presidente dos “merengues”, Florentino Lopez
contratado no verão de 2009, fica vinculado ao Real Madrid até aos 33 anos, pelo que pode terminar a carreira no clube espanhol, como vaticinou em Junho o presidente dos “merengues”, Florentino Lopez. Além do presidente do clube e do director Fernando Fernández Tapias,
“QUERO SER O MELHOR MAR CADOR DA HISTÓRIA DO REAL” Cristiano Ronaldo tem um objectivo: “ser o melhor marcador da história do clube merengue”. O avançado português revelou o objectivo em Fevereiro de 2013. Santillana (288 golos), Di Stéfano (304) e Raúl González (323) estabeleceram as três melhores marcas. Nesta altura, Ronaldo (203 golos) está na sexta posição mas a pouca distância de Hugo Sanchéz (208). Segue-se Puskas, com 238 tentos.
Ronaldo esteve acompanhado na cerimónia de assinatura do novo contrato pelo seu agente, Jorge Mendes, antes de uma conferência de imprensa conjunta. O Real Madrid não avançou pormenores sobre o novo contrato, mas o diário desportivo espanhol Marca diz que Ronaldo ganhará 170 milhões de patacas por época, ou seja, mais dez milhões do que o seu grande rival, o argentino Lionel Messi, do FC Barcelona, tornando-se o futebolista mais bem pago do mundo. Formado nas escolas do Sporting, onde iniciou a sua carreira profissional em 2002, Cristiano Ronaldo rumou ao Manchester United, de Inglaterra, na época de 2003/04, numa transferência que valeu 175 milhões de patacas aos “leões”. Ao longo de seis anos nos “red devils”, Ronaldo conquistou três títulos de campeão inglês (2007, 2008 e 2009), uma Taça de Inglaterra (2004), uma Supertaça inglesa (2007), a Liga dos Campeões (2008) e o campeonato do Mundo de clubes (2008), além de duas edições da Taça da Liga (2006 e 2009). Após o período “dourado” no United, o extremo madeirense transferiu-se para o Real Madrid
por 940 milhões de patacas, então um valor recorde. No clube “merengue”, onde cumpre a sua quinta época, o madeirense sagrou-se campeão espanhol (2012), ganhou a Taça de Espanha (2012) e a Supertaça (2012).
O Real Madrid não avançou pormenores sobre o novo contrato, mas o diário desportivo espanhol Marca diz que Ronaldo ganhará 170 milhões de patacas por época Individualmente, Ronaldo conquistou a Bola de Ouro e foi eleito melhor jogador do Mundo pela FIFA em 2008, após uma época (2007/08) em que foi o melhor marcador da Europa, com 31 golos, conquistando a Bota de Ouro, um troféu que viria a ganhar também em 2010/11, com 40 golos.
RID ULTRAPASSOU ÍDOLO DA DÉCADA DE 60 EM NÚMERO DE GOLOS PELA SELECÇÃO
ão entre Eusébio e Cristiano Ronaldo agita portugueses erro, não há comparação. Joguei 64 jogos”, disse Eusébio, a Pantera Negra que defendeu as cores lusas de 1961 a 1973 e que a levou Portugal ao terceiro lugar no Mundial de 1966, em Inglaterra, após eliminar o Brasil de Pelé, então bicampeão do mundo. Eusébio foi artilheiro desse Mundial, com seis golos. Em toda a sua carreira, foram 638 golos em 614 jogos, a grande maioria pelo Benfica, clube que defendeu de 1960 a 1975. Cristiano também tem o que contar: integrou a Selecção dirigida por Luiz Felipe Scolari, que foi quarto lugar no Mundial de 2006 e vice-campeã da Europa em 2004. Pelos clubes, tanto Eusébio como Cristiano ganharam uma Liga dos Campeões da Europa, mas o moçambicano levou o Benfica a outras três finais na década de 1960. Os dois ganharam duas vezes a Bola de Ouro para melhor jogador europeu. Cristiano ganhou também o título de melhor do mundo pela FIFA
em 2008, prémio que é concedido pela entidade desde 1991. Para Eusébio, além de ter feito menos jogos do que Cristiano, o nível dos adversários também era diferente. “Agora é mais fácil. Nunca joguei contra o Liechtenstein ou contra o Azerbaijão. É triste. Fico triste, porque não se pode fazer essa comparação”, afirmou à RTP.
O QUE OS OUTROS DIZEM
Luís Figo, outro português que ganhou o prémio de melhor do mundo da FIFA, em 2001, disse que não queria polémica, mas apontou que, para ele, Eusébio é melhor. “Ninguém se pode comparar a Eusébio. O Eusébio é o rei”, disse, criticando comparações entre gerações distintas. “Não quero ser comparado ao Cristiano Ronaldo ou ao Eusébio. Cada um fez o seu trabalho e tentou fazer o melhor possível no seu tempo.” Pauleta fez vários elogios a Ronaldo, que deve superá-lo em breve.
“Cristiano Ronaldo é um dos melhores jogadores de todos os tempos.” Ele diz que não se sente magoado em perder o topo dos artilheiros da Selecção. “Fico muito satisfeito, porque ele [Cristiano] merece, porque é o melhor do mundo. É uma conjugação de tudo: qualidade técnica, o físico, que é impressionante, a sua força de vontade, a humildade. Mas também o espírito de sacrifício. É um dos melhores de todos os tempos. E temos de ter a humildade de reconhecer isso”, disse. O atacante Nani, companheiro de Cristiano na Selecção portuguesa e também quando ambos jogavam no Manchester United, não quis apontar o melhor. “Não quero comparar Cristiano e Eusébio, não dá para fazer uma coisa dessas”, disse, antes do amigável com o Brasil em Boston, na terça-feira. Cristiano preferiu não alimentar a polémica. “É um orgulho ultrapassar Eusébio, um dos grandes de Portugal.”
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VIDA
hoje macau segunda-feira 16.9.2013
HOJE NA CHÁVENA Paula Bicho
Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com
Rosa-canina Nome botânico: Rosa canina L. Família: Rosaceae. Nomes populares: Rosa-de-cão, Roseira-brava, Silva-macha, Silvão. De belas e delicadas flores cor-de-rosa ou esbranquiçadas suavemente aromáticas, a Rosa-canina é utilizada medicinalmente desde a Antiguidade. Os seus frutos – mais corretamente pseudofrutos designados por cinórrodos – são semelhantes a azeitonas mas vermelhos quando maduros; a sua superfície interna está coberta por uns pelinhos rígidos muito irritantes, razão pela qual já se usaram contra a ténia e outros parasitas intestinais. Na Idade Média, eram um remédio comum para tratar os problemas respiratórios e, curiosamente, eram também uma guloseima popular! Além dos frutos, o mais utilizado em fitoterapia, são ainda medicinais as flores, as folhas, as raízes e as galhas (bugalhos). Este arbusto espinhoso que pode atingir mais de 3 metros de altura é originário da Europa e regiões temperadas da Ásia e Norte de África, onde ainda o podemos apreciar em estado silvestre em sebes, bosques e nas bermas dos caminhos. COMPOSIÇÃO Os frutos são ricos em vitaminas, sendo um dos vegetais mais ricos em vitamina C; sais minerais, carotenoides, taninos, ácidos orgânicos, flavonoides, procianidóis, óleo essencial, óleo fixo, pectina e diversos açúcares. O teor em vitamina C é superior nos frutos frescos diminuindo com a secagem. ACÇÃO TERAPÊUTICA Pelo concentrado vitamínico de fácil absorção a Rosa-canina tem propriedades antiescorbúticas e tonificantes, sendo um autêntico reconstituinte natural em caso de cansaço e esgotamento, astenia, debilidade física, convalescença e em situações de carência de vitamina C (inclusive no escorbuto, doença rara nos países desenvolvidos). Estimula o sistema imunológico, sendo muito recomendada na prevenção e tratamento de constipações, gripes e doenças infecciosas em geral, especialmente nas infantis. Diurética e depurativa, promove a eliminação de líquidos e resíduos tóxicos do metabolismo, sendo indicada nos edemas, na litíase renal e quando exista uma alimentação rica em carnes
e produtos de origem animal, como na gota e artritismo. Estudos científicos sobre a administração de Rosa-canina no tratamento da osteoartrite indicam uma diminuição da dor e da rigidez articular, o que permitiu reduzir o uso de analgésicos e anti-inflamatórios de síntese, efeitos que permaneceram para além da duração do tratamento. Benéfica sobre os vasos sanguíneos, a Rosa-canina tonifica as veias e os capilares sendo útil na fragilidade capilar. Tradicionalmente usada nas diarreias, alivia ainda a inflamação das mucosas gastrintestinais. Quando frescos, os frutos são refrescantes reduzindo a sede. OUTRAS PROPRIEDADES As pétalas das flores, como todas as pétalas de Rosa, servem para preparar a Água de Rosas que se aplica em lavagens oculares nas conjuntivites e blefarites (terçolho). As folhas e as flores empregam-se em bochechos e gargarejos nas estomatites e amigdalites, e em lavagens ou compressas como cicatrizante de feridas e em queimaduras. COMO TOMAR USO INTERNO • Infusão dos frutos: 20 a 40 gramas por litro de água fervente. Tomar várias chávenas por dia. • Cozimento dos frutos: 30 gramas por litro de água, 2 minutos de fervura. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. • É frequente em fórmulas para aumentar as defesas, como tónico ou drenante (emagrecimento), em xaropes, ampolas, cápsulas ou comprimidos. • Com os frutos frescos, libertos dos pelos internos e sementes, fazem-se compotas. USO EXTERNO • Infusão das folhas e flores: 30 gramas por litro de água. RECEITA – ÁGUA DE ROSAS Colocar as pétalas das flores de Rosa-canina num copo ou taça de vidro e cobrir com água. Deixar em maceração durante 24 horas. Retirar as pétalas espremendo-as bem. Aplicar em lavagens ou compressas. Além dos usos medicinais, em cosmética a Água de Rosas tonifica e desinflama a pele. PRECAUÇÕES Não são conhecidas. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.
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SIDA METADE DOS PRIMATAS CONSEGUIU DEBELÁ-LA EM MESES
Vacina confere protecção a macacos-rhesus U MA equipa de cientistas criou uma vacina contra o vírus da imunodeficiência símia (VIS), equivalente ao vírus que provoca a sida em humanos, o vírus da imunodeficiência humana (VIH). Esta vacina provou funcionar em cerca de metade dos macacos-rhesus testados. Entre um ano e meio e três anos depois, todos os testes feitos a estes macacos não conseguiram encontrar sinais do vírus da imunodeficiência símia (VIS), que se esconde muitas vezes no ADN de certas células. Os resultados, publicados num artigo da edição desta quinta-feira da revista Nature, mostram que a estratégia desta potencial cura em macacos é, escrevem os autores, “promissora” para o desenvolvimento de uma vacina contra o VIH. A vacina foi feita a partir de um
vírus da família dos citomegalovírus que infecta os macacos-rhesus. O vírus que causa a herpes é também um citomegalovírus, que vai reaparecendo ao longo do tempo. Mas estas partículas utilizadas para vacina foram alteradas pelos cientistas da Universidade de Ciência e Saúde de Oregon, nos Estados Unidos, para estarem atenuadas e para apresentarem proteínas do SIV. Deste modo, o sistema imunitário dos símios está constantemente a ser “espicaçado” com estas proteínas do VIS e acaba por criar uma classe de glóbulos brancos, os linfócitos T, dedicada a atacar e a matar tudo o que apresente as proteínas do VIS. Depois de vacinarem os macacos-rhesus, os cientistas infectaram estes símios com uma estirpe altamente patogénica do VIS. Tal como o HIV, o VIS infecta e reproduz-se
em algumas classes de células do sistema imunitário. Neste processo, acaba por matar estas células, tornando o corpo do hospedeiro vulnerável a infecções que, antes, eram facilmente controladas. Normalmente, os macacos-rhesus não sobrevivem mais do que dois anos quando contraem esta estirpe virulenta do VIS. Mas, desta vez, depois dos primeiros meses, onde mostravam sofrer da infecção, cerca de metade dos símios conseguiu controlar o vírus. Passados mais de dois anos e meio, os cientistas correram uma série de testes à procura do vírus VIS, que, sendo semelhante ao HIV, pode esconder-se durante anos no ADN de certas células, os chamados “reservatórios” do vírus. Mas não encontraram nenhum fragmento ou sinal do agente patogénico nos símios.
UMA DAS FOTOGRAFIAS TIRADAS DURANTE O LANÇAMENTO DA LADEE TEM UMA INESPERADA PERSONAGEM
De uma só vez, a NASA lançou uma sonda lunar e um sapo A
NASA tem em curso mais uma missão de estudo da atmosfera e do ambiente da Lua, através da sonda Lunar Atmosphere and Dust Environment Explorer (LADEE). O lançamento aconteceu na madrugada de sábado, no campo de Wallops, no estado norte-americano da Virgínia. Quase uma semana mais tarde, o momento é um dos mais partilhados nas redes sociais. O interesse por sondas não-tripuladas com missões de 100 dias para observar a poeira lunar
não aumentou de repente. Nem os cibernautas descobriram em poucos dias a importância de estudar o movimento específico das partículas do solo lunar – que a agência espacial norte-americana desconfia ser a causa do aspecto po-
eirento do satélite. A razão é inusitada: um sapo. Uma das centenas de imagens captadas pelas câmaras fotográficas da NASA mostra um sapo, muito provavelmente projectado no ar pela força dos propulsores usados no
lançamento, em pleno voo. Acoordenadora de imagem da NASA e especialista em redes sociais, Rebecca Roth, confirmou ao Mashable a autenticidade da fotografia. Não se trata de uma manipulação ou de uma composição, mas de um único frame. Rebecca Roth disse ao site norte-americano que a fotografia foi tirada por uma máquina fixa accionada por som. Quanto à LADEE, está ainda na órbita da Terra, onde deve permanecer durante cerca de um mês. Só então entrará na órbita lunar.
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CULTURA
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PORTUGAL FASHION CHEGOU A LONDRES COM PROPOSTAS DE LUÍS BUCHINHO
E a seguir vem Paris D EPOIS dos desfiles de sexta-feira em Viena, o roteiro promocional da moda portuguesa do Portugal Fashion prosseguiu ontem em Londres, estando as propostas para a próxima estação a cargo do consagrado Luís Buchinho e do jovem João Melo Costa. A moda portuguesa teve a sua primeira montra europeia desta iniciativa na Viena Fashion Week, onde Meam, por Ricardo Preto, Estelita
Woody Allen vai receber prémio nos Globos de Ouro
O realizador norte-americano Woody Allen vai receber o Prémio Cecil B. DeMille na próxima cerimónia dos Globos de Ouro, que se realiza a 12 de Janeiro, anunciou a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. O prémio distingue todos os anos uma figura que tenha tido um “impacto incrível” no mundo do espectáculo, e, disse Theo Kingma, presidente da associação, “não há ninguém que o mereça mais do que Woody Allen”. Ao longo da sua carreira, Woody Allen, de 77 anos, fez 45 filmes, entre os quais Annie Hall, Manhattan e Ana e as suas Irmãs. Teve 13 nomeações para os Globos de Ouro e venceu duas vezes o prémio de argumento, em 1985 com A Rosa Púrpura do Cairo, e em 2012 com MeiaNoite em Paris. O realizador é conhecido por nunca aparecer nas cerimónias, nomeadamente na dos Óscares, para receber pessoalmente os prémios. Em 2002, fez uma aparição surpresa nos Óscares mas apenas para apelar aos outros realizadores que não deixassem de filmar em Nova Iorque depois dos ataques do 11 de Setembro. Foi recebido com uma enorme ovação. Anteriormente, o prémio Cecil B. DeMille foi atribuído a realizadores como Martin Scorsese e Steven Spielberg, e a actores como Jodie Foster, Morgan Freeman e Robert De Niro.
“AS LINHAS DE WELLINGTON” É O CANDIDATO PORTUGUÊS AOS ÓSCARES
Último projecto de Raoul Ruiz A
S Linhas de Wellington, de Valeria Sarmiento, é o filme seleccionado para concorrer aos Óscares na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, anunciou esta sexta-feira a Academia Portuguesa de Cinema. Estreado no Festival de Veneza do ano passado, As Linhas de Wellington, o último projecto de Raoul Ruiz (1941-2011), foi assim o escolhido para representar Portugal nos prémios mais cobiçados do mundo do cinema, os Óscares, que acontecem em Março de 2014. No entanto, o filme português é ainda um candidato à nomeação aos Óscares. O filme recebeu a maioria dos votos da Comissão de Selecção que foi este ano composta pela actriz Anabela Teixeira, a produ-
tora Pandora da Cunha Telles, o argumentista Possidónio Cachapa, o realizador Vicente Alves do Ó e os directores de fotografia Luís Branquinho e Tony Costa. Produzido por Paulo Branco e com argumento de Carlos Saboga,As Linhas de Wellington conta no elenco com Nuno Lopes, Soraia Chaves, Marisa Paredes, John Malkovich, Carloto Cotta, Mathieu Amalric e Adriano Luz. Este começou por ser um projecto pessoal do realizador Raoul Ruiz. Porém, depois da sua morte a 19 de Agosto de 2011, já em fase de pré-produção, foi Valeria Sarmiento, a sua viúva, quem completou o trabalho. O filme chegou aos cinemas portugueses no primeiro fim-de-semana de Outubro de 2012 e foi visto por 50.750 pessoas.
Mendonça e Daniela Barros apresentaram os seus coordenados, chegando ontem à Embaixada de Portugal na capital britânica, num desfile que integra o programa complementar à London Fashion Week. Luís Buchinho, nome consagrado da moda nacional, lança em Londres a colecção “Resort 2014”, que o criador apelida de “versátil e pragmática”, considerando que é “ideal para a vida na cidade”.
Premiado com o galardão de melhor criador pelos Fashion Awards Portugal 2012, o designer originário do Porto apresenta uma colecção para a próxima estação onde “as formas orgânicas e silhuetas esculturais são desenvolvidas através de linhas assimétricas”. O criador aposta nas cores vegetais, predominantemente no verde e nos seus vários tons, coordenando com preto, branco e cinzento, num conjunto de
propostas com muitos detalhes inspirados no vestuário masculino. O jovem João Melo Costa mostra na Embaixada de Portugal em Londres a colecção “Welcome Back”, com as peças para o próximo verão, afirmando o criador que “aquilo que se julgava perdido, afinal não está” e, por isso, “recuperam-se os danos causados e abrilhantam-se para a festa que aí vem”. Depois de Viena e de Londres, a promoção dos criadores nacionais promovida pelo Portugal Fashion segue para Paris, na última paragem europeia antes da edição nacional do evento, que passará por Lisboa, fixando-se depois no quartel-general com sede no Porto.
NOME GRANDE DA POESIA ÁRABE VISITA PORTUGAL
Poeta sírio Adonis em Lisboa O escritor sírio Adonis, considerado um dos maiores nomes da poesia árabe contemporânea, vai estar em Lisboa no dia 21, para um encontro literário com o escritor brasileiro Milton Hatoum, intitulado “Grandes lições”, na Fundação Calouste Gulbenkian. No âmbito da programação “Próximo Futuro”, Adonis falará da sua obra, que o tem anualmente colocado entre os favoritos para o Nobel da Literatura, em conversa com o escritor e professor brasileiro de literatura Milton Hatoum. Na sessão será ainda apresen-
tado o segundo volume do livro “Grandes Lições (2010-2011)”, que dá título a estes encontros da Gulbenkian, em parceria com a editora Tinta-da-China. Adonis é o pseudónimo literário do escritor sírio Ali Ahmad
Said Esber, de 83 anos, que se define como um “profeta pagão” que escreve poesia desde a infância. Deixou a Síria nos anos 1950, viveu no Líbano, mas fixou-se em França na década de 1980, onde deu aulas de árabe na Sorbonne, em Paris. Defensor de uma poesia livre “das ‘amarras’ das instituições políticas e das obrigações religiosas”, como escreve a Gulbenkian na biografia do autor, Adonis aplaudiu as revoluções sociais no mundo árabe e, no ano passado, apelou a um consenso pela paz na Síria, sem a intervenção militar.
“CONCERTOS PARA BEBÉS” GANHAM PRÉMIO EUROPEU DE INOVAÇÃO
Reconhecimento internacional O projecto “Concertos para Bebés” da companhia de Leiria “Musicalmente” conquistou este sábado numa cerimónia em Osnabrück, Alemanha, o primeiro prémio na categoria inovação no “YEAH! Young EARopean Award”, disse à Lusa o director artístico daquela entidade. “O mais importante para nós é o reconhecimento internacional do nosso projecto, colocando-o num primeiro plano da música clássica na Europa, para além de nos abrir a porta para uma série de oportunidades futuras”, sublinhou Paulo Lameiro. O projecto “Concertos para Bebés” encontrava-se entre os 15 nomeados -- a partir de 140
candidatos - que concorriam a quatro categorias de uma competição europeia que procura premiar programas inovadores que sejam capazes de atrair crianças e jovens de uma forma criativa na música. O “YEAH! Young EARopean Award” é dirigido a orquestras, compositores, pedagogos, músicos, conservatórios e coros de toda a Europa. “É um prémio importantíssimo, até porque existem milhares de projectos que exploram este mercado de música para crianças e que não são reconhecidos pela sua qualidade especializada”, salientou o director artístico da companhia “Musicalmente”.
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ESPANHA E ÁFRICA DO SUL ABRIRAM CONCURSO INTERNACIONAL DE FOGO-DE-ARTIFÍCIO
Foguetes dos cinco continentes O 25.º Concurso Internacional de fogo-de-artifício arrancou este sábado em Macau com as apresentações das equipas de Espanha e África do Sul, uma estreante no certame que este ano juntou às apresentações raios laser. Com espectáculos agendados para a baía em frente à Torre de Macau nos dias 19, 21 e 28 de Setembro, e 1 de Outubro, Dia Nacional da China, o concurso deste ano conta com a participação de empresas pirotécnicas de cinco continentes com a Ásia representada pela China e pela Coreia do Sul. Portugal, Espanha, Itália e Suíça representam a Europa, a América está representada pelo Canadá, a Oceânia pela Austrália e o continente africano pela África do Sul.
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O encerramento do concurso é feito com as apresentações da China e da França. A par do concurso, decorrerá entre 28 de Setembro e 1 de Outubro o Fórum da Indústria Pirotécnica que será o palco para debater o desenvolvimento da actividade de fogo-de-artifício e o seu contributo para o turismo e que terá oradores oriundos de Portugal e do Canadá além de industriais e académicos da China. Ao longo dos três dias de trabalhos será discutida a importância do “espectáculo de fogo-de-artifício no sector de turismo, o desenvolvimento, a influência, a cultura, a legislação, a protecção ambiental e a aplicação das tecnologias no fogo-de-artifício”, refere uma nota oficial.
Brasil Escavações revelam objectos da família real
Um local arqueológico com mais de 200 mil objectos, quase todos do século XIX e muitos deles pertencentes à família imperial, foi encontrado no Rio de Janeiro, durante as escavações para a construção de uma linha de metro, revela, sexta-feira, o site O Globo. Entre as peças há uma escova de dente em marfim e osso com a inscrição em francês “S M L’Empereur Du Bresil” (Sua majestade, o imperador do Brasil). Responsáveis da empresa que está a proceder às escavações acreditam que o objecto pertenceu a Dom Pedro II. A equipa de 26 profissionais que explora o local encontrou também recipientes de pasta de dentes, em louça, de vários sabores, como lírio florentino e uma mistura de cereja, hortelã e pimenta. Mas já foram identificados centenas de outros objectos, como uma garrafa de vidro produzida para a família imperial, caixas de fósforo escocesas, canecas com brasão do Império e um anel e um alfinete de gravata de ouro.
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DESPORTO
MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo
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Futebol Clube do Porto de Macau ascendeu ao início da noite de sexta-feira à terceira posição do Grupo A do Campeonato de Futebol de Sete da Primeira Divisão. Os dragões do território levaram a melhor sobre a formação A da Selecção de Sub-23 da Associação de Futebol de Macau por duas bolas a zero, vingando a derrota sofrida quase há um ano na final da edição de 2012 da “Bolinha”. O encontro decisivo da última edição da prova colocou frente-a-frente as duas formações, mas a equipa do organismo responsável pela tutela do desporto-rei em Macau acabou por ser mais feliz. Porto e Sub-23 empataram sem golos durante os cinquenta minutos regulamentares e o nome do vencedor do principal Campeonato de Futebol de Sete de Macau acabou por se decidir a partir da marca de onze metros, pelo expediente das grandes penalidades. PUB
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BOLINHA DRAGÕES DERROTARAM SUB-23 POR 2–0
FC Porto ainda na corrida
O então técnico azul e branco, Daniel Pinto, incumbiu duas das principais referências da equipa – o nigeriano Christopher Nwarou, agora no Ka I e o cabo-verdiano Alison Brito – de apontar as duas primeiras instâncias do castigo máximo, mas nenhum dos dois conseguiu levar a missão a bom porto.
Se há um ano Brito se despediu da competição flagelado pelo estigma do incumprimento, na sexta-feira passada muito do bom futebol apresentado pelos dragões do território passou pelos pés do cabo-verdiano. O dianteiro azul e branco marcou um golo e revelou-se um dos elementos mais
preponderantes da estrutura montada pelo Futebol Clube do Porto. Os finalistas vencidos da última edição da “Bolinha” viram ainda assim os jovens craques da Associação de Futebol de Macau entrar melhor na partida. Aos seis minutos, Lam Ka Seng respondeu da melhor forma à
solicitação de Kuong Ka Weng e quase surpreendeu João Guedes na baliza da formação de matriz portuguesa. Os dragões do território responderam com um futebol esclarecido e aos treze minutos adiantaram-se no placard, marcou o incontornável Alison Brito com um remate forte, desferido
de fora do último reduto dos Sub-23. O Futebol Clube do Porto tinha obrigatoriamente de vencer para continuar a alimentar a esperança de repetir a presença no encontro decisivo da competição e no relvado do Dom Bosco fez o que lhe competia. Com uma linha de jogo mais acutilante, os dragões continuaram a mandar na partida na segunda parte e reforçaram a vantagem de que dispunham aos 34 minutos, na resposta a uma tentativa de ataque por parte da Selecção de Sub23. Simbo Diakité afasta o esférico para o meio-campo adversário, Leandro Fernandes tenta o contra-ataque rápido e induz em erro os inexperientes jovens da defesa rival. Pressionado pelo avançado brasileiro, Lo Kuan Io tenta o corte, engana o guarda-redes Ho Man Fai e marca na própria baliza. Com o triunfo alcançado frente à Selecção de Sub-23, o Futebol Clube de Porto ascendeu ao terceiro lugar do Grupo A com sete pontos, contra dez do Ka I e doze pontos do líder isolado da “poule”, o Monte Carlo.
FUTILIDADES
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] C I N E M A
[ SALA 1
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RIDDICK [C]
Um filme de: David Twohy Com: Vin Diesel, Kerl Urban, Katee Sackoff, Jordi Mollà 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Com: Bruce Willis, John Malkovich, Mary-Louise Parker, Helen Mirren 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 3
SALA 2
RED 2 [B]
Um filme de: Dean Parisot
2 GUNS [C]
Um filme de: Baltasar Kormakur Com: Denzel Washington, Mark Wahlberg,
Cineteatro Paula Patoon 14.00, 15.50, 19.30, 21.30
A FIG [B]
FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Vincent Chui Com: Jenny Li, Eliz Lao, Lo Chun Yip, Carson Chung 17.45
M A C A U [ S Ã ] A S S A D O TCM NÃO TOLERA DIETAS
Foto: Facebook
POR MIM FALO
Pu Yi
A mim A mim, Não me assiste a loucura dos predestinados Nem, tão pouco, a astúcia Daqueles que conquistam Em meros equívocos, a terra inteira. A mim, Pouco importa, se serás tu • Quem usufruir dos serviços de autocarros da TCM, para além de não poder cuspir ou jogar lixo no chão dos autocarros, também não pode estar a fazer dieta. Se está com peso a mais e está a pensar em fazer algum tipo de regime, escolha outra companhia de autocarros. A TCM agradece.
Quem me desmembra o pensamento Em pedaços toscos Que quedam em esquecimento. A mim, Apenas sobra
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A biografia do Papa, por quem melhor o conhece. Este livro resulta de uma conversa profunda e demorada, realizada em Ratisbona, durante a Primavera de 2011. Nela, Georg, irmão de Joseph Ratzinger, conta a infância do seu irmão na Baviera, as relações familiares, a sua vida quotidiana. Revela os detalhes da guerra e o seu alistamento no exército alemão. O livro contém um testemunho decisivo sobre a recusa de Joseph Ratzinger de participar na Juventude Hitleriana e conta como ele desertou do exército alemão. Declara, o que é raro, que os alemães sabiam o destino reservado aos judeus. Conta que os dois irmãos decidiram em conjunto tornarem-se padres e que foram ordenados a 29 de Junho de 1951. Dá elementos preciosos e inéditos sobre a vocação do futuro Papa. A conversa evoca os momentos decisivos da vida e percurso de Bento XVI. Aborda as paixões de Joseph Ratzinger, como por exemplo a música, paixão partilhada com o seu irmão.
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Os leitores de língua portuguesa poderão finalmente apreciar um dos livros mais antigos e mais famosos da China e mesmo de todas as civilizações: o Livro dos Cantares. Cobrem as poesias do Cancioneiro chinês mais de um milénio (1700 - 600 a.C.). Não são produções artisticas dum só autor; inspiraram-se no variado convívio humano dos séculos e dos povos que cedo formaram a gigantesca e sólida Pátria da China. É um retrato mais que familiar, religioso, social e político dos Chineses, apanhados ao natural, formando, no conjunto, uma imagem impressionante de humanismo e civilização, capaz de inspirar e animar qualquer povo irmão e qualquer pessoa responsável.
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Da consistência que me compõe. A mim, Dei a conhecer, afinal, a razão pela qual Transpira o sol e respira a lua E onde, por divertimento, A terra vermelha se tornou o chão que piso.
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OPINIÃO
hoje macau segunda-feira 16.9.2013
Uma Constituição madrasta e madraça
A
Ricardo Araújo Pereira in Visão
CONTECEU esta semana, na praia, mesmo à minha frente. Um desempregado estava a nadar e foi apanhado por uma onda. Começou a gritar por auxílio mas nenhum dos outros banhistas o acudiu, fosse por medo ou por desejo de contribuir para a diminuição dos números do desemprego (era o meu caso, pois sou ao mesmo tempo corajoso e patriota). Foi então que o artigo 227 da Constituição da República Portuguesa se lançou ao mar. Parecia um polvo, a nadar vigorosamente com as 22 alíneas do seu ponto número 1.
cartoon por Stephff
Puxou o homem para a margem e reanimou-o - para surpresa de todos, não só porque nunca tínhamos visto a Constituição fazer fosse o que fosse pelos desempregados, mas também porque não esperávamos que a iniciativa partisse do artigo consagrado aos poderes das regiões autónomas. O leitor mais perspicaz já estará desconfiado de que o que acabo de relatar talvez seja ligeiramente fantasioso. Tem razão. Havia um desempregado a afogar-se, de facto, mas não foi a Constituição que o salvou, como é evidente. Foi o programa do Governo, o que, aliás, não surpreende. O programa do Governo fez mais pelos desempregados em dois anos do que a Constituição em 37. Ou talvez seja abusivo dizer que o programa de Governo fez muito pelos desempregados. É mais correcto
Talvez seja abusivo dizer que o programa de Governo fez muito pelos desempregados. É mais correcto dizer que fez muitos desempregados dizer que fez muitos desempregados. Mas é quase a mesma coisa. O fundamental é reconhecer que Passos Coelho tem razão: a Constituição nunca fez nada pelos desempregados. São 296 artigos e mais um preâmbulo de pura preguiça. É uma Constituição que não cria, não inova, não pratica o empreendedorismo. Não faz
sequer pequenos biscates, nem tarefas domésticas. A Constituição nunca me lavou a loiça, nem me fez a cama. Embora, diga-se, pareça muito empenhada em fazer a cama ao primeiro-ministro. Eu não sou constitucionalista, mas admito que Passos Coelho saiba do que fala. A Constituição foi aprovada com os votos favoráveis do PSD. Jorge Miranda, considerado o pai da Constituição (e, sem desprimor para Bacelar Gouveia, também o único constitucionalista português que parece ter sido desenhado pelo autor dos Simpsons), era deputado à constituinte pelo PSD. E todas as revisões constitucionais foram aprovadas com os votos favoráveis do PSD. Na qualidade de presidente do PSD, é natural que Passos Coelho conheça bem o tipo de texto que o seu partido concebe e aprova para melhorar a vida dos desempregados.
CONFLITO NO SUL DAS FILIPINAS
opinião 19
hoje macau segunda-feira 16.9.2013
Ricardo Pinho
disse-me um passarinho...
twitter.com/ricardo
Todas as vantagens de se ser alto são descompensadas com narinas visíveis durante uma constipação. DAVID CHAN* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.yahoo.com/legalpublications
macau visto de hong kong
Difamação na Internet
a. b. c.
recebera dois mil milhões em subornos; e tinha cerca de 60 propriedades; e 100 amantes.
No website afirmava-se ainda que o director, Ma, era também director da Procuradoria do Distrito de Jin Shan, em Xangai. Esta informação provinha da amante de Ma. Estas acusações eram graves e a polícia investigou o caso imediatamente. O réu acabou por ser preso no dia 25 de Agosto de 2013.
SANDRO BOTTICELLI, A CALÚNIA DE APELES
N
O dia 9 de Setembro de 2013, o Tribunal Supremo e o Procuradoria-Geral da República Popular da China, apresentaram em conjunto uma “explicação judicial” sobre a “difamação na Internet”. “Explicação judicial” é um tipo de lei do sistema judicial chinês. As suas principais funções são explicar as leis, as suas aplicações, etc. Esta explicação tem antecedentes. Podemos encontrar muitos exemplos na imprensa. Atentemos em dois casos. O réu do primeiro caso chamava-se Qin Zhi Hii. No website tinha o nome de Qin Huo Huo. O governo chinês chamou a este o “Qin Huo Huo case”. Neste caso, o governo chinês gastou 30 milhões para compensar uma vitima de nacionalidade italiana, de um acidente de comboio ocorrido no dia 23 de Julho de 2013. O réu alterou a mensagem original no website, dizendo que o governo chinês gastou dois mil milhões na compensação. O réu inventou outras histórias. Escreveu no website que a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho obrigou o seu pessoal a efectuar doações. Se um empregado tivesse um ano de trabalho teria de doar cem dólares. Com dois anos de trabalho, 200 dólares e por aí em diante. Se recusassem, a quantia ser-lhes-ia descontada no salário. O réu foi finalmente preso no dia 19 de Agosto de 2013. O segundo caso reporta-se ao dia 5 de Agosto de 2013. Num website afirmava-se que o Sr. Ma, vice-director do Distrito de Jin Shan:
como a escrita, filmes, rádio, televisão, ou gravações. “Slander” é a comunicação, não permanente, através de um discurso. Independentemente de ser “libel” ou “slander”, a matéria em causa deve ser comunicada pelo réu a uma terceira parte. Nos casos de difamação temos pelo menos três pessoas envolvidas. O queixoso, o acusado e uma terceira parte. De certa forma, a terceira parte é como uma testemunha. Deve dizer ao tribunal que leu ou ouviu comentários difamatórios feitos pelo acusado contra o queixoso. Voltemos agora à “explicação judicial” em relação à ‘difamação na Internet”, feita pelo Tribunal Supremo e pela Procuradoria-Geral da República Popular da China. O artigo 1.º da “explicação judicial” informa que “difamação na Internet” quer dizer: 1. 2.
A “explicação judicial” apenas lida com a “difamação na Internet”. Junta a difamação com o crime informático. Temos de ter muito cuidado porque há muitos crimes informáticos. Os exemplos mais típicos são alterar ou apagar um programa ou as informações contidas num computador, sem autorização. A “explicação judicial” sobre “difamação na Internet” significa que o governo chinês leva este assunto muito a sério e que de futuro quem publicar conteúdos na Internet deve ter mais cuidado A natureza destes dois casos é clara. São casos de mentiras e falsificações. Se os factos não correspondem à verdade e não afectam a reputação dos visados, passam a ser casos de “mensagens falsas num website”. Podem ser crimes, ou crimes informáticos, consoante a natureza dos casos. No entanto, se as mensagens falsas afectarem a reputação da vítima, esta pode instaurar uma acção judicial por difamação contra o autor das mensagens, que pode ser responsabilizado criminalmente. A difamação é um processo que visa denegrir alguém perante a sociedade. A instauração de um processo por difamação é uma acção legal que o visado usa para se proteger. As matérias que para um processo desta natureza são:
- - -
Diminuição do respeito da pessoa em causa perante a opinião pública; ou Exposição ao ridículo público; ou Afectar negativamente o carácter do visado, causando-lhe problemas nos negócios ou na sua profissão.
No segundo caso acima mencionado, o vice director do Distrito de Jin Shan não recebeu de facto dois mil milhões em subornos, não tem 60 propriedades nem 100 amantes. O seu estatuto foi, no entanto, afectado por esta notícia e por isso pode processar o autor da história por difamação. Em inglês existem duas palavras para indicar difamação. “Libel” (libelo) e “slander” (calúnia, difamação). “Libel” é uma comunicação numa forma permanente,
Produzir ou espalhar factos falsos para atingir a reputação de alguém; ou Alterar o conteúdo de uma mensagem original para atingir a reputação de alguém.
Se a mensagem difamatória for vista mais de 5000 vezes, ou tiver sido reencaminhada mais de 500 vezes, pode ser considerado um caso grave. A sentença pode ser maior. Segundo o artigo 246.º do Código de Processo Penal da China, se o réu for considerado culpado desta ofensa, pode apanhar uma pena de três anos de prisão e ser privado dos seus direitos políticos para o resto da vida. Em Macau, difamação é tanto um acto civil inquinado de falsidade (artigo 73.º do Código de Processo Penal) como uma ofensa criminal (artigo 174.º do Código de Processo Penal). Contrariamente à explicação judicial acima mencionada, a nossa Lei de combate à criminalidade informática não descreve as ofensas que pressupõem difamação. A situação de Hong Kong é similar à de Macau. Difamação é um acto civil inquinado de falsidade e uma ofensa criminal. A “explicação judicial” apenas lida com a “difamação na Internet”. Junta a difamação com o crime informático. Temos de ter muito cuidado porque há muitos crimes informáticos. Os exemplos mais típicos são alterar ou apagar um programa ou as informações contidas num computador, sem autorização. A “explicação judicial” sobre “difamação na Internet” significa que o governo chinês leva este assunto muito a sério e que de futuro quem publicar conteúdos na Internet deve ter mais cuidado. *Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei [estagiária] Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Tiago Alcântara; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau segunda-feira 16.9.2013
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COMITÉS REÚNEM-SE PARA “ADIAR OU CANCELAR” JOGOS DA LUSOFONIA
Goa incapacitada A Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa reúne-se a 22 de Setembro em Macau para decidir “adiar ou cancelar” a terceira edição dos Jogos da Lusofonia, disse à agência Lusa fonte ligada ao processo. De acordo com a mesma fonte, a Associação Olímpica de Goa reconheceu incapacidade de ter as infra-estruturas necessárias aos jogos prontas a tempo para a realização do evento no início de Novembro e os membros da Associação, que além dos países de língua portuguesa, integra ainda a Guiné Equatorial, Índia, Sri Lanka e Macau “vão agora
decidir o que fazer”. “É uma reunião de carácter extraordinário porque os jogos estavam previstos para Novembro, mas não se vão realizar naquelas datas e há agora que encontrar um consenso entre os associados para seguir um caminho”, explicou a fonte contactada pela Lusa. A primeira edição dos jogos decorreu em Macau em 2006, seguindo-se Lisboa em 2009. Entretanto, o diário indiano Business Standard revelou a possibilidade de os Jogos serem adiados para Fevereiro de 2014, uma data que a fonte contactada pela Lusa disse apenas “ter de ser aprovada por todos os associados”.
Susana Chou desiste de queixa contra jornalistas portugueses
A
antiga presidente da Assembleia Legislativa de Macau, Susana Chou, desistiu da queixa apresentada contra dois jornalistas portugueses do diário Ponto Final, confirmou à agência Lusa fonte ligada ao processo. De acordo com a mesma fonte, Susana Chou desistiu da queixa um dia antes da audiência de julgamento, agendada pelo tribunal depois de as partes não terem chegado a acordo como sugeriu no início do ano o colectivo de juízes. A queixa-crime de Susana Chou contra os jornalistas Sónia Nunes e Ricardo Pinto tinha por base artigos publicados em 2007, sobre o escândalo de corrupção que envolveu o antigo Secretário das Obras Públicas Ao Man Long, preso e condenado a quase 30 anos de cadeia. Em Janeiro deste ano, o tribunal deu 15 dias a ambas as partes para chegarem a um
acordo sobre o caso, resultado de uma acusação particular de Susana Chou. Findo o prazo e sem acordo, o tribunal tinha agendado para quinta-feira, 12 de Setembro, uma nova audiência, mas a antiga presidente da Assembleia legislativa de Macau desistiu da queixa antes do julgamento. A agência Lusa tentou, sem êxito, contactar os advogados de ambas as partes.