HOJE MACAU Nº 5029
MOP$10
SEM CRIME À VISTA PÁGINA 6
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
Casa com histórias
DESEMPREGO
À PROCURA DE SOLUÇÕES PÁGINA 4
O panorama cultural de Macau vai ganhar um novo espaço. Até final de Setembro, a Casa da Literatura vai passar a fazer parte do roteiro artístico da cidade. O anúncio do novo local de promoção da leitura em chinês e português, surgiu ontem pela voz da presidente do IC, Deland Leong, que apresentou também um plano de revitalização das vivendas de Mong Há. PÁGINA 7 CHINA | EUA
MARIA DUBOVA | ALAMY STOCK PHOTO
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QUARTA-FEIRA 15-6-2022
MURALHA
ÁGUA NAS FERVURAS PÁGINA 10
ECONOMIA
LUME BRANDO PÁGINA 5
CINEMATECA
PANDEMIA
A SAGA DE UM REGRESSO GRANDE PLANO
FANTASIAS DE VERÃO EVENTOS
2 grande plano
15.6.2022 quarta-feira
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PANDEMIA
PORTUGUESES LAMENTAM BUROCRACIA, VIAGENS CARAS E RESTRIÇÕES DESUMANAS
As saudades que A
chegada do Verão motivou muitas famílias portuguesas a residir em Macau a marcarem as primeiras viagens a Portugal desde que a pandemia começou. Num misto de receio e saudade dos familiares com quem não estão há mais de dois anos, devido às restrições fronteiriças ainda em vigor, não faltam peripécias para fazer uma viagem que antes da pandemia era longa, mas bem mais simples. A começar pelos preços das viagens. Existem poucas opções de voos durante a semana e têm de ser marcadas através de uma agência de viagens para que nada falhe entre escalas, nomeadamente a imensa papelada que é preciso apresentar. Se antes da pandemia, uma viagem normal a Portugal podia variar entre sete e dez mil patacas, hoje os preços quase duplicaram. Vanessa Amaro, professora universitária, viaja no Verão com o marido e três filhos pequenos porque um deles precisa de se submeter a uma cirurgia que não pode ser feita no território. Ao HM, desabafa sobre uma situação que lhe traz expectativa, mas também muito receio. De frisar que, aquando da realização desta entrevista, ainda a quarentena obrigatória para entrar em Macau era de 14 e não dez dias mais sete de autogestão, como já foi anunciado. “Sair daqui, neste momento, é extremamente complicado porque as opções são poucas, pois só há duas viagens por semanas, na quarta-feira e no sábado. Estamos habituados a comprar viagens online e não me recordo a última vez que fui a uma agência, mas agora é o único caminho possível.” Vanessa Amaro relata a saga de ter visto o preço de um voo aumentar imenso num só dia. “Perdemos horas e horas à espera de novas opções na agência. Fui ver um voo numa quarta-feira, com o valor de 17 mil patacas, que já é caríssimo. No mesmo dia, à noite, escolhi um voo, e o preço tinha passado para 20 mil patacas. Os valores oscilam muito. Conheço pessoas que pagaram viagens a 15 mil patacas, e outras que pagaram 28 mil patacas, depois de mim. Os bilhetes têm imensas observações
que temos de cumprir para sair daqui, como documentos, declarações e testes obrigatórios, o que leva uma pessoa a desesperar.” Actualmente, uma das opções é viajar por Hong Kong e regressar por Singapura, evitando, assim, a realização de uma dupla quarentena, em Hong Kong e Macau. Mas tal implica comprar viagens por companhias diferentes, excluindo a hipótese de pagar preço mais económico de ida e volta. “Ir por Hong Kong é sempre um risco porque só há um autocarro por dia para nos levar ao aeroporto. Chegamos lá, precisamos de uma declaração de saúde, e no aeroporto esperamos muitas horas porque os
JUANMONINO / GETTY IMAGES
Muitos portugueses a residir em Macau estão a preparar a primeira viagem a Portugal desde que começou a pandemia, à boleia da lenta redução das restrições. As opções de viagem são poucas e as que existem são muito mais caras do que o habitual. A burocracia dificulta ainda mais a vida de muitas famílias, algumas a viajar com crianças
“Estou cá há três anos, apaixonei-me pelas pessoas, pelos cheiros, gosto muito de viver em Macau. Mas também gosto do meu país e da minha família, e ao fim de três anos não conhecerem o meu filho é algo que começa a pesar um pouco.”
ANA LARA CLEMENTE PROFESSORA
voos saem tarde. Se o voo é cancelado, não podemos sair do aeroporto”, afirmou Vanessa Amaro. A professora universitária confessa “sentir muito medo” de voltar a Macau e testar um fraco positivo, tendo em conta a possibilidade de isolamento longe da família. “Nem tenho medo de apanhar covid-19, mas sim de chegar com um fraco positivo e ficar separada dos meus filhos, em isolamento, sem necessidade nenhuma.Acho que a situação é desumana.” Além da “burocracia e do dinheiro que se gasta”, VanessaAmaro destaca o facto de os testes de despistagem à covid-19 realizados no hotel durante a quarentena, no valor aproximado de duas mil patacas, terem de ser pagos
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eu já tenho com antecedência. “É tanta coisa que eu, para já, só me foquei no que tenho de fazer para sair daqui. Fazer um teste, ir buscar o certificado, e seja o que deus quiser. Fiz a reserva no Hotel Tesouro a contar que o Governo abra novas opções. Somos dois adultos com três crianças, e nesse hotel teremos de ficar separados. Todos estamos vacinados e vamos ter de passar os dias da quarentena sem nos vermos, como se fossemos criminosos”, frisou.
Os que não conseguem pagar
Ana Lara Clemente, professora, nem estava a pensar fazer uma viagem tão atribulada, tendo em conta que o marido e os dois filhos mais velhos
já estão em Portugal. Mas a família ainda não conhece o seu filho mais novo, com apenas dois anos. “Não era para ir porque estou restringida aos dias de férias que tenho, e com a quarentena e o período de auto-gestão fazia com que fosse impossível ir a Portugal. Eles foram mais cedo, contando eu e os outros dois filhos não fossemos. Mas, entretanto, as regras mudaram e os sete dias já não são de autogestão de saúde, o que nos permite fazer a vida normal. Surgiu assim a ideia de ir a Portugal. Foi uma grande alegria para todos nós”, contou. No entanto, a saga da viagem complica-se com o regresso, uma vez que o menino de dois anos não
pode ser vacinado devido à idade, o que obriga a estar 14 dias num quarto de hotel, quando a família cumpre apenas dez. “O meu marido fica com ele, porque eu não tenho tantos dias de férias. Eu e os meus outros filhos vamos tentar sair ao fim de dez dias de quarentena. É um pouco complicado, mas vamos ver o que é possível.” Para ir a Portugal, Ana Lara Clemente pagou 25 mil patacas, sendo que a sua família é composta por cinco pessoas. Muitos na sua situação simplesmente não têm como pagar uma viagem tão cara. “Tenho colegas que me dizem que não podem ir, por terem uma família grande. Acrescentam-se as
“Nem tenho medo de apanhar covid-19, mas de regressar com um fraco positivo e ficar separada dos meus filhos, em isolamento, sem necessidade nenhuma. Acho que a situação é desumana.” VANESSA AMARO PROFESSORA
despesas da quarentena, dos testes e o que se gasta em Portugal. Não é um encargo que todas as famílias consigam suportar.” Apesar de todas as regras, Ana Lara Clemente mostra uma atitude compreensiva e assume adorar viver em Macau. “Estou cá há três anos, apaixonei-me pelas pessoas, pelos cheiros. Não me importo, porque gosto muito de viver em Macau e não equaciono sair de cá tão cedo. Mas também gosto do meu país e da minha família, e ao fim de três anos não conhecerem o meu filho é algo que começa a pesar um pouco”, confessou.
Falta de informações
Uma outra professora, que não quis ser identificada, viaja sozinha e não vê a hora de sair do território por umas semanas para ver a família.Aideia de viajar surgiu quando as autoridades decidiram baixar a quarentena de 21 para 14 dias, factor decisivo apesar de já ter cumprido 21 dias de quarentena no passado. “A viagem mais barata que consegui foi 16 mil patacas. Como
“Uma abertura de ida e volta com Hong Kong é urgente e necessária, pois não vemos a nossa família há mais de dois anos e andamos a juntar dinheiro para fazer esta viagem.” FONTE QUE PREFERIU MANTER O ANONIMATO
tenho a condicionante de dar aulas e ter de estar em Macau numa data específica, não tenho qualquer flexibilidade de datas, e isso reduziu ainda mais as minhas possibilidades. Tendo em conta que temos as despesas da quarentena e dos testes, os custos logísticos de ir a Portugal custam uma pequena fortuna.” A partir do momento em que se coloca um pé no avião, o dia de chegada a Portugal é sempre incerto. “Uma abertura de ida e volta com Hong Kong é urgente e necessária, pois não vemos a nossa família há mais de dois anos e andamos a juntar dinheiro para fazer esta viagem. As coisas estão de tal maneira que temos de marcar as viagens através de uma agência para termos algumas garantias, sem as ter, mas é a única forma. Houve pessoas que marcaram sem agência e tiveram problemas no regresso, com a perda de voos devido a atrasos e mudanças de última hora.” A professora não tem dúvidas: mais de dois anos com condicionantes para viajar para fora de Macau, mesmo com todas as vacinas contra a covid-19, “é desumano”. “Uma sociedade que assume a família como um valor, colocar entraves à reunião familiar é desumano, quer sejamos estrangeiros ou não, pois damos o nosso contributo individual e social para este território”, desabafou. Com quarentena marcada no Hotel Tesouro, a professora lamenta, por um lado, o elevado preço dos testes, além de não ter ainda a informação de quanto vai pagar por uma noite na unidade hoteleira, questionando a legalidade de fazer este tipo de marcação sem saber valores previamente. As dificuldades de viajar e os muitos dias de quarentena têm originado uma vaga de saídas de pessoas da comunidade portuguesa, muitas delas que residiam em Macau há muitos anos. O cansaço parece acumular-se. Ainda assim, o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Paulo Cunha Alves, desvalorizou esta situação, nas celebrações do último 10 de Junho. “Durante estes séculos da nossa presença em Macau houve sempre momentos em que a comunidade saiu mais e outros em que saiu menos. Apenas encaro isso como uma questão temporal, que é fruto da conjuntura da pandemia e que tem obrigado as pessoas a tomar decisões sérias e que devem ser (…) assumidas por si.” Uma posição muito criticada pela professora que preferiu não revelar a identidade, que assume que “Portugal não nos tem ligado nenhuma”. “Quanto muito, dão-nos os parabéns pelo esforço que estamos a fazer. Mas isso não nos serve de nada. Precisamos de esforços é para ter normalidade, porque esta situação é prejudicial para todos”, rematou. Andreia Sofia Silva
4 política
Os quatro deputados da FAOM visitaram onde a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais para pedir maior dedicação na promoção do emprego. Os Operários revelaram ter recebido pedidos de ajuda de 4.000 desempregados e apontaram algumas falhas às iniciativas, como feiras de emprego
O
DESEMPREGO FAOM REUNIU COM DSAL PARA DISCUTIR SOLUÇÕES
Malga meio vazia
quarteto de deputados ligados à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) visitou ontem a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais para tentar encontrar soluções para a crise de desemprego que assola o território. Num comunicado assinado pela presidente da FAOM, Ho Sut Seng, a comitiva dos Operários mostrou preocupação com a manutenção da taxa de desemprego em 4,5 por cento, na baixa confiança que atravessa o mercado de trabalho e o acesso de jovens ao emprego. A responsável mencionou mesmo a transformação da estrutura económica de Macau como um factor negativo, além
do impacto das restrições pandémicas. Dando eco às previsões que apontam para a continuação da crise económica e laboral, a FAOM afirmou que a situação do desemprego será agravada no futuro, com a entrada no mercado de jovens recém-licenciados e o encerramento de casinos-satélite. Neste último ponto, Ho Sut Seng pediu ao director da DSAL, Wong Chi Hong, que se iniciem negociações para que as concessionárias de jogo absorvam nos seus quadros residentes despedidos, mencionando postos como administrativos, empregados de mesa e de limpezas.
Feiras e mercados
A presidente da FAOM fez notar que, até ao momento,
a associação que lidera organizou em conjunto com a DSAL dez feiras de emprego e eventos de emparelhamento entre empregador e candidato, iniciativas que vão para continuar, com o objectivo de encontrar trabalho para jovens e aumentar a confiança nas suas potencialidades profissionais. Segundo os números avançados por Ho Sut Seng, mais de 3000 pes-
à Federação das Associações dos Operários de Macau questiona o Governo quanto à existência de estatísticas sobre casos de agressão, tendo em conta o aumento de consultas e internamentos nos centros de saúde e hospital público e
soas encontraram emprego através destas iniciativas. Porém, a responsável frisou que apesar de numa primeira fase os candidatos serem encaminhados para vagas, é frequente a instabilidade destes empregos. “Para que a empregabilidade esteja mais em linha com a sociedade e com o actual panorama económico, assim como com as necessidades de ambos os lados, deve ser feito um
Em relação ao encerramento de casinos-satélite, a FAOM pediu à DSAL que concessionárias de jogo absorvam nos seus quadros residentes despedidos, mencionando postos como administrativos, empregados de mesa e de limpezas
Violência no trabalho Ella Lei questiona meios de prevenção A deputada Ella Lei pretende saber, através de uma interpelação escrita, quais os meios de prevenção de violência no local de trabalho, sobretudo no que diz respeito aos profissionais de saúde na linha da frente. A deputada ligada
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a existência de 3400 profissionais de saúde no sector público. Ella Lei quer saber que tipos de apoio são prestados pelo Governo para que os profissionais da linha da frente possam reagir a situações de emergência, como agressões
ou casos de assédio sexual. A deputada questiona também as orientações seguidas pelos Serviços de Saúde de Macau sobre violência no local de trabalho e se houve acompanhamento dos profissionais agredidos.
LEI SINDICAL DEFENDIDA SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DO DIREITO À GREVE
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acompanhamento específico destes empregos, assim como proporcionar formação profissional específica”. Além disso, a presidente da FAOM teceu a já tradicional consideração de que as grandes empresas que operam em Macau ainda contratam muitos trabalhadores não-residentes, cenário que os Operários querem ver alterado, com a intervenção do Governo. Os Operários pediram também ao Executivo que “não esqueça as pequenas e médias empresas, apoiando a sua subsistência, ao mesmo tempo que promove a diversificação adequada da economia, protegendo as características únicas de Macau”. João Luz
ENDO em conta a situação “frágil” da economia de Macau, Lei Chong In, membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, defendeu que alguns artigos da Lei Sindical, como o direito à greve, devem ser temporariamente suspensos ou legislados posteriormente, para garantir a estabilidade social. Segundo o jornal do Cidadão, o também vice-presidente dos Kaifong, apontou que, pela sua natureza e dada a actual instabilidade do ambiente económico de Macau, alguns tópicos do diploma “podem resultar em conflitos sociais”. Por isso, acreditando que a primeira versão da lei nunca irá ser “perfeita”, Lei Chong In, espera que o Governo possa deixar a regulamentação de alguns tópicos para mais tarde. Além disso, argumenta, tal como o diploma prevê, as associações profissionais e de trabalhadores têm competência, por si só, para satisfazer as necessidades dos trabalhadores, não havendo necessidade de criar sindicatos empresariais. Por último, o responsável aponta que os sindicatos organizados por trabalhadores não residentes devem ser excluídos, dado que os funcionários estrangeiros “não conhecem os costumes e características de Macau”, havendo o perigo de impor tradições laborais da sua terra natal.
Xinjiang Associação dos Jovens Macaenses organiza visita A Associação dos Jovens Macaenses está a promover uma viagem a Xinjiang, na China, que deverá acontecer entre os dias 3 e 10 de Agosto. Segundo uma nota divulgada pela associação nas redes sociais, o objectivo desta viagem
é “melhorar os conhecimentos sobre a cultura e o desenvolvimento sócio-económico da China”, contando com o apoio da Fundação Macau e do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM. Com esta viagem, a associação visa que
os sócios estabeleçam “um intercâmbio cultural” e possam aprofundar “a amizade entre organizações juvenis de Macau e associações da China”. O custo da viagem será de cinco mil patacas e as vagas são limitadas.
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ECONOMIA ASSOCIAÇÃO PREVÊ CRESCIMENTO “LENTO” NO PRÓXIMO TRIMESTRE
Depressão profunda A
corretora Sanford C. Bernstein Ltd estima que as receitas brutas de Junho atinjam apenas 15 por cento dos resultados apurados no mesmo mês em 2019, quando os casinos amealharam 23,81 mil milhões de patacas. A avaliação dos analistas é pessimista, apesar do relaxamento de restrições de entrada em Macau a partir de Guangdong (incluindo o aumento da validade dos testes de ácido nucleico para sete dias). “Se o número de entradas de turistas não aumentar ao longo do mês, as receitas podem ser ainda mais baixas”, apontam os analistas Vitaly Umansky, Louis Li e Shirley Yang, citados pelo portal GGR Asia. A Bernstein acrescenta que os impedimentos de viagem devido à covid-19 e o apertado controlo de vistos a jogadores frequentes que desejam entrar em Macau podem continuar a impactar tanto o volume de turistas como as receitas brutas dos casinos. Apesar das perspectivas pessimistas, a corretora prevê que os resultados de Junho tragam uma subida de 11 por cento em relação a Maio. Fontes da indústria do jogo levaram a Sanford Bernstein a estimar que as receitas brutas diárias no período entre 6 a 12 de Junho caíram 23 por cento em termos semanais, de 120 milhões de patacas diárias durante o período entre 1 e 5 de Junho para 93 milhões de patacas por dia. Importa referir que os primeiros dias do mês incluem os feriados do Festival do Barco do Dragão. Abrindo o ângulo para os dias entre 1 e 12 de Junho, a estimativa de receitas brutas diárias cai 87 por cento em relação ao período homólogo de 2019, e uma quebra de 3 por cento face a Maio. J.L.
Casinos Prolongamento de licenças em Junho
A prorrogação por seis meses das licenças de jogo será assinada no dia 23 de Junho, de acordo com a TDM – Rádio Macau, três dias antes do término das concessões, como havia anunciado o Governo. As seis concessionárias de jogo têm assim cobertura legal para continuar a operar até ao final do ano. A prorrogação das licenças vai custar 47 milhões de patacas às operadoras, que têm também de apresentar garantia bancária para assegurar compensações a trabalhadores na eventualidade de existirem despedimentos caso a licença de jogo não seja renovada no concurso público.
À luz dos últimos indicadores e da complexidade do contexto internacional, a Associação Económica de Macau prevê que o crescimento do território seja “lento” nos próximos três meses. Apesar da diminuição das quarentenas e do alargamento do prazo dos testes, a elevada inflação e a confiança reduzida dos consumidores chineses colocam grande “incerteza e risco” ao ambiente económico de Macau
A
Associação Económica de Macau prevê que o crescimento económico do território nos próximos seis meses seja “lento”. Isto, perante os mais recentes indicadores económicos “pouco animadores”, o contexto internacional complexo, marcado pela subida galopante da inflação, e apesar dos recentes sinais de relaxamento fronteiriço do Governo, onde se inclui a diminuição das quarentenas para 10 dias e o alargamento do prazo dos testes de ácido nucleico para quem entra em Macau a partir de Guangdong. Além disso, de acordo com as perspectivas económicas da associação divulgadas na segunda-feira e citadas pelo jornal Ou Mun, o índice de confiança dos consumidores do Interior da China atingiu em Abril de 2022 o nível mais baixo desde o início da pandemia, tendo registado uma queda de 28,6 por cento em termos anuais. Facto com implicações directas na disponibilidade e na vontade que os turistas do Continente têm de vir e consumir em Macau. A Associação Económica de Macau aponta ainda para a queda anual de 24,2 mil milhões de patacas (3,5 por cento) do índice de liquidez (M2), que inclui o nível de poupanças e depósitos bancários dos residentes, entrando assim, pela primeira vez, no patamar de crescimento “lento”. Embora o número de visitantes a entrar em Macau tenha começado a aumentar a partir de Março, a subida representa apenas uma melhoria de cerca de 20 por cento em relação ao período antes da pandemia, onde outros indicadores como as receitas brutas de jogo, o valor das acções das concessionárias cotadas em bolsa e as taxas de ocupação hoteleira permanecem classificados com um nível “muito baixo”. Segundo o organismo, os únicos indicadores que permanecem num nível considerado “estável” são o Índice de Preços do Consu-
TIAGO ALCÂNTARA
JOGO RECEITAS DE JUNHO PODEM FICAR A 15% DE 2019
midor e o nível das importações de bens de consumo. Apesar disso, o indicador de sentimento económico de Macau entre Abril e Maio fixou-se, respectivamente, em 2,0 e 2,1 pontos, classificado como “deprimido”.
Ao ritmo de Zhuhai
Outra das ressalvas apontadas pela Associação Económica de Macau prende-se com a alteração
O índice de confiança dos consumidores do Interior da China atingiu em Abril de 2022 o nível mais baixo desde o início da pandemia
verificada nos últimos meses relativamente à proveniência dos visitantes que chegam ao território. Segundo a associação, num universo de turistas já de si reduzido, 40 por cento dos que entraram em Macau nos últimos tempos residem habitualmente em Zhuhai. Além disso, se anteriormente cerca de metade dos turistas costumava pernoitar em Macau, no actual contexto, o número de visitantes que fica alojado em hotéis caiu para cerca de 30 por cento. Como sinais positivos para os próximos tempos, a associação vinca o alargamento do prazo dos testes de ácido nucleico para quem entra em Macau a partir de Guangdong de 48 horas para sete dias, a redução das quarentenas de 14 para 10 dias para quem vem
de fora e o lançamento da terceira ronda do cartão de consumo. Apesar da previsível tendência de relaxamento nas fronteiras e aumento de turistas, o organismo aponta que o ambiente económico de Macau continuará marcado, a breve trecho, por muita “incerteza e risco”. “O elevado nível de inflação das economias desenvolvidas, o aperto das políticas monetárias e as tensões geopolíticas, têm levado à desaceleração da economia mundial e a quebras nas cadeias de fornecimento e de fluxos de capitais. Tudo isto se traduz em Macau, num ambiente económico repleto de incerteza e risco”, pode ler-se no relatório.
Pedro Arede com N.W.
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Terrenos Recuperados dois lotes no Pac On
O Governo anunciou ontem a recuperação de dois terrenos situados na zona do Pac On, com área total de onze mil metros quadrados, que dizem respeito a antigas concessões que caducaram. Segundo uma nota de imprensa, os dois terrenos estavam vedados com tapumes e portões metálicos e tinham materiais de construção, máquinas, contentores e viaturas. A Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU) emitiu uma notificação de despejo aos ocupantes, mas após inspecção no local verificou que ainda permaneciam objectos por remover. A acção de despejo realizou-se após ter terminado o prazo fixado para a desocupação voluntária dos terrenos.
Deland Leong, presidente do IC “Só depois [da investigação das Obras Públicas] podemos saber a quem cabe a responsabilidade e o motivo que levou ao desabamento da muralha.”
PATRIMÓNIO IC NÃO APRESENTOU QUEIXA-CRIME POR DESTRUIÇÃO DE MURALHA
As outras prioridades
A destruição de património classificado, como a muralha antiga da cidade, pode constituir crime de dano qualificado, mas tanto o Ministério Público como o Instituto Cultural não procederam ao apuramento de responsabilidades criminais. Por sua vez, a Polícia Judiciária afirmou que não podia responder sobre o assunto
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Instituto Cultural (IC) admitiu não ter contactado o Ministério Público (MP) para o apuramento de responsabilidades criminais face à destruição da muralha antiga da cidade, um elemento classificado como património cultural. Ontem, no final do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural, Deland Leong, presidente do IC, considerou que a prioridade é garantir a segurança dos residentes da zona afectada e aguardar por um relatório da Direcção de Serviços das Obras Públicas. “Sobre a protecção da muralha, o IC tem um papel tutelar. Em relação às obras, exigimos que a muralha fosse protegida, além da protecção da paisagem e de outros aspectos. Emitimos um parecer que tem de ser respeitado durante as obras”, começou por esclarecer a responsável do IC. “Temos de
aguardar o resultado da investigação das Obras Públicas [sobre o incidente]. Só depois podemos saber a quem cabe a responsabilidade e o motivo que levou ao desabamento da muralha”, acrescentou. Segundo Deland Leong, o eventual apuramento de responsabilidades criminais “é um trabalho de segunda fase”, que só será ponderado depois da investigação das Obras Públicas. “Não estamos a negligenciar o problema, mas o importante é garantir a segurança dos residentes da zona. E agora a investigação está a ser feita pelos Serviços de Obras Públicas”, garantiu. Segundo o Código Penal da RAEM, “quem destruir, no todo ou em parte, danificar, desfigurar ou tornar não utilizável coisa pertinente ao património cultural e legalmente classificada” comete o crime de dano qualificado e pode ser punido com pena de prisão até
5 anos ou com pena de multa até 600 dias. A pena pode ser gravada para entre 2 a 10 anos de prisão.
Sem investigação
Face à destruição do património classificado, o HM contactou o MP para saber se tinha sido aberta uma investigação sobre o caso. Na resposta, através de correio electrónico, o cenário foi negado: “Até este momento, o Ministério Público não autuou uma investigação em relação ao assunto”. Por sua vez, a PJ afirmou que não poderia fornecer uma resposta ontem sobre a abertura de uma investigação, depois das questões terem sido colocadas na segunda-feira. Responsabilidades criminais à parte, Deland Leong afirmou que as obras de recuperação da muralha só deverão começar depois de serem concluídos os trabalhos actuais de consolidação das terras
no local. Leong mostrou-se ainda muito confiante com a recuperação e afirmou que anteriormente houve um levantamento profundo da muralha, que permite um restauro fiel ao original.
Solo em fuga
O deslizamento de terras que destruiu um troço das Antigas Muralhas da cidade aconteceu na quinta-feira, num estaleiro de construção privado situado na Estrada de São Francisco. Nessa altura decorriam, pelo menos, duas obras nas imediações das muralhas. O deslizamento de terras afectou ainda os moradores do Edifício Ka On Kok, com detritos a entrar em algumas fracções. De acordo com as declarações da presidente do IC, após o deslizamento, o troço afectado tem um comprimento de 18 metros e abrange zonas de granito e muros de chunambo. João Santos Filipe
Necessidades especiais Pedido aumento de postos de trabalho
Leong Sun Iok está preocupado com a situação de emprego dos portadores de deficiência e sugere que o Governo obrigue as empresas públicas a disponibilizar mais postos de trabalho para o efeito. Numa interpelação escrita divulgada ontem, o deputado defendeu que o subsídio destinado às empresas que contratem pessoas portadoras de deficiência deve ser aumentado, dado que os respectivos montantes não são alterados há 18 anos. Por fim, Leong Sun Iok sugeriu também que o Governo deveria elaborar estatísticas específicas sobre a situação de emprego de portadores de deficiência.
Covid-19 Teste só para actividades com mais de 400 pessoas
O limite de pessoas em jantares, almoços ou outras actividades com comida e bebida, para os quais é exigido teste de ácido nucleico, passou de 200 para 400 participantes, anunciou ontem o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus. Para reuniões e actividades com serviços de catering e/ ou bar com menos de 400 participantes, os prestadores de estabelecimentos ou serviços devem relembrar os participantes (sobretudo os organizadores) e trabalhadores da necessidade de realizar o teste rápido antígeno para covid-19 antes do início do evento. Avaliando o risco, os prestadores do serviço, estabelecimentos ou serviços podem ainda decidir pela obrigatoriedade dos participantes e trabalhadores mostrarem um certificado negativo do teste de ácido nucleico.
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IC CASA DA LITERATURA ABRE ATÉ FINAIS DE SETEMBRO PARA PROMOVER LEITURA
Um novo salão de festas RÓMULO SANTOS
TURISTAS ESPERADO AUMENTO NO VERÃO
Além do projecto para incentivar a leitura, o Instituto Cultural apresentou ao Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural um plano de revitalização e ocupação das 10 vivendas de Mong Há, onde se esperam mais actividades culturais e de restauração
A
Directora dos Serviços de Turismo (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, considera que se a situação epidémica estabilizar na província de Guangdong, o número de turistas a chegar a Macau pode aumentar de forma significativa durante o Verão. Segundo o canal chinês da TDM-Rádio Macau, a responsável disse ainda que o aumento de turistas provenientes de outras províncias está essencialmente dependente do aumento do número de voos provenientes de outras regiões. Questionada sobre o impacto da redução das quarentenas para 10 dias, Maria Helena de Senna Fernandes admitiu não esperar que a medida contribua para aumentar o número de visitantes, mas disse que a DST irá acompanhar a situação e aumentar o número de quartos em hotéis de quarentena, caso seja necessário. Sobre a perda de competitividade do turismo de Macau perante a reabertura gradual das fronteiras noutras regiões e países, Helena de Senna Fernandes apontou, segundo o All About Macau, que, apesar de a abertura total ao turismo ser “urgente”, o Governo apenas irá relaxar as medidas de entrada em Macau se estas não apresentarem riscos de eventuais surtos epidémicos.
DSEDJ Workshops semanais para pais e filhos
O Centro de Experimentação para Jovens da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), localizado no Tap Seac, irá acolher workshops para pais e filhos dedicados à leitura de histórias e contos, todos os sábados, entre as 16h30 e as 17h30. À semelhança do que aconteceu entre Fevereiro e Abril, até ao final do ano, os interessados poderão inscrever-se gratuitamente nas sessões disponíveis em mandarim, português e inglês, com as vagas limitadas a 12 pares de pais e filhos. As inscrições podem ser feitas no website da DSEDJ ou, pessoalmente, de segunda-feira a sábado, das 12h00 às 22h00 e aos domingos, das 10h00 às 22h00, no Centro de Experimentação para Jovens. As actividades destinam-se a crianças entre 3 e 12 anos, com duas doses da vacina contra a covid-19 ou teste de ácido nucleico negativo.
A presidente do IC avisou que as indústrias culturais vão ter de se tornar independentes e crescer de forma sustentável, sem apoios do Governo
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M novo espaço para promover a literatura de Macau em língua portuguesa e chinesa, fazer exposições, organizar eventos de intercâmbio e incentivar a população a ler mais. Foi desta forma que a presidente do Instituto Cultural, Deland Leong, apresentou ontem a Casa da Literatura, edifício que vai abrir até ao final de Setembro, na Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida. “Vai ser um espaço sobre a história do desenvolvimento das obras literárias de Macau, quer em língua chinesa, quer em língua portuguesa, que terá apresentações sobre escritores famosos. Vamos ter livros, revistas sobre a literatura local e colectâneas de obras literárias”, revelou ontem Deland Leong. O projecto foi apresentado durante a reunião plenária do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural. “No segundo andar do edifício haverá uma sala diferente,
para actividades relacionadas com a literatura de Macau, como o lançamento de livros novos, realização de palestras literárias, entre outras. Queremos que seja um espaço para a promoção da literatura”, vincou a responsável.
As dez vivendas
Ainda no plano de actividades do Instituto Cultural para este ano foi apresentado um projecto experimental para a ocupação de 10 vivendas de Mong Há, onde vão ser desenvolvidas actividades culturais, mas também de restauração, como forma de revitalização da zona. “Em três destas vivendas esperamos ter elementos artísticos e culturais, como exposições e outras actividades e ainda espaços para as famílias. Nas restantes sete vivendas, cabe aos requerentes apresentar propostas, podem ter elementos comerciais, por exemplo restaurantes, cafés, e ainda venda de produtos”, justificou a presidente do IC.
Sobre o desenvolvimento das indústrias culturais no local, Leong admitiu que podem surgir dificuldades e que serão atribuídos subsídios aos projectos escolhidos. “Esperamos através da atribuição de apoios atrair o sector cultural para participar na exploração das vivendas. Ainda estamos a finalizar este projecto, mas na fase inicial vamos conceder apoio financeiro para o sector preparar a exploração das vivendas”, admitiu. A atribuição das vivendas será feita através de concurso público. A presidente do IC garantiu que os pormenores vão ser revelados mais tarde.
Mais independência
Apesar da promessa de apoios ao sector cultural, Deland Leong deixou uma mensagem para o futuro e avisou que a indústria vai ter de se tornar independente e crescer de forma sustentável.
“Na sessão de hoje, os membros sugeriram que, neste momento relativamente mais difícil para o sector cultural, as empresas têm de ser mais criativas, mais inovadoras e pensar em planos para sobreviver”, adiantou Leong. “Achamos que se dependerem das suas ideias e negócios essa será uma forma sustentável de desenvolvimento, não podem estar sempre a depender do apoio financeiro do Governo”, alertou. “Esperamos que nos próximos 5 ou 10 anos consigamos constituir uma empresa cultural real”, vincou. A mesma posição foi vincada por Ieong Weng Fat, membro do concelho. “Nesta altura mais difícil em que não há turistas, as empresas culturais têm mais tempo para reflectir sobre o futuro. Têm de pensar porque esta indústria não pode depender sempre dos apoios do Governo. No futuro vai ter de depender das suas ideias”, argumentou. João Santos Filipe
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15.6.2022 quarta-feira
Lugar ao surr CINEMATECA PAIXÃO CICLO DE FANTASIA INVADE A TELA DURANTE OS MESES DE JUNHO E JULHO
O
mundo da fantasia, em que seres estranhos descem à terra e outras coisas fora da realidade comum acontecem, preenche o novo cartaz da Cinemateca Paixão, disponível até Julho. O ciclo “Um Verão de Coisas Estranhas”, traz a possibilidade de os amantes de cinema “fugirem para um mundo de fantasia através de fantásticos filmes que nos levam a mundos e eventos estranhos e a seres totalmente loucos”. Trata-se de uma viagem “alucinante e fantástica pelo trabalho de alguns dos cineastas mais criativos da nossa geração”. Um dos filmes em exibição, dia 1 de Julho, é “A Lua de Júpiter” [Jupiter’s Moon], de Kornél Mundruczó, uma produção húngara e alemã de 2017 que conta a história de Aryan, um jovem imigrante que, depois de ser baleado ao cruzar a fronteira da Hungria de forma ilegal, percebe que adquiriu o poder sobrenatural de levitar. Colocado num campo de refugiados, Aryan cruza-se com o Dr. Stern, um médico que pretende explorar ao máximo esta nova capacidade de Aryan. “Antes Que Tudo Desapareça” [Before we vanish], o filme que o japonês Kiyoshi Kurosawa realizou em 2017, é outra das apostas da Cinemateca Paixão. Esta é a história da
viagem que três alienígenas realizam ao planeta Terra para analisarem o terreno e prepararem uma invasão em massa. Os três seres do outro mundo tomam posse de seres humanos e roubam-lhes sentimentos e ideias como o senso de bondade, maldade, propriedade e família, deixando um rasto de destruição psicológica e espiritual. “Antes Que Tudo Desapareça” será exibido já no dia 30 deste mês e também no dia 9 de Julho. “Fronteira” [Border], de Ali Abbasi, é uma produção sueca e dinamarquesa de 2018 que conta a história de Tina, personagem interpretada pela actriz Eva Melander, que é uma guarda na fronteira com a capacidade para cheirar as emoções humanas e, desta forma, apanhar contrabandistas. Um dia, Tina depara-se com um homem misterioso que apresenta um cheiro que a confunde, levando-a a confrontar-se com pensamentos e emoções sobre ela própria e a humanidade. Este filme poderá ser visto no próximo dia 26 e também a 5 de Julho. Do rol de produções asiáticas presentes neste ciclo de cinema, destaque ainda para “O Lamento” [The Wailing], do sul-coreano Hong-jin Na. Neste filme de 2016, conta-se a história de uma aldeia pacata que, subitamente, começa a registar uma
THE WAILING HONG-JIN NA
A Cinemateca Paixão apresenta um cartaz de filmes recheados de fantasia até Julho. O ciclo “Um Verão de Coisas Estranhas” apresenta películas como “A Lua de Júpiter”, de Kornél Mundruczó, ou “Antes Que Tudo Desapareça”, do japonês Kiyoshi Kurosawa. Destaque ainda para o ciclo “Selecções de Junho e Julho”, com a exibição de três filmes recentes
O ciclo “Um Verão de Coisas Estranhas”, traz a possibilidade de os amantes de cinema “fugirem para um mundo de fantasia através de fan
quarta-feira 15.6.2022
realismo SICILIAN GHOST STORY
série de assassinatos após a chegada de um homem misterioso. Pode ser visto nos dias 2 e 10 de Julho. Destaque também para as produções “O Fantasma da Sicília” [Sicilian Ghost Story], de Fabio Grassadonia e Antonio Piazza, exibido nos dias 25 de Junho e 6 de Julho, e ainda “Robot&Frank”, de Jake Schreier, que será exibido nos dias 24 e 28 deste mês.
As selecções
JUPITER’S MOON
ntásticos filmes que nos levam a mundos e eventos estranhos e a seres totalmente loucos”
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Além do ciclo de cinema dedicado ao mundo da fantasia e do sobrenatural, a Cinemateca Paixão apresenta ainda outras três películas inseridas nas “Selecções de Junho e Julho”. Um dos filmes escolhidos é “Just Remembering”, do japonês Daigo Matsui, uma produção do ano passado que conquistou um prémio especial no Festival Internacional de Cinema de Tóquio. As exibições estão agendadas, em Junho, para os dias 19, 21, 23, 26 e 29, enquanto que em Julho a película pode ser vista nos dias 1, 3 e 8. De Espanha chega também uma película recente, com a assinatura de Fernando León de Aranoa, intitulada “The Good Boss” [O Bom Patrão], uma comédia protagonizada pelo conhecido actor Javier Bardem. Esta é uma história de um patrão, Básculas Blanco, dono de uma fábrica, que passa a vida a intrometer-se na vida de todos os funcionários. A comédia espanhola será exibida nos dias 18, 22, 23, 25, 28 e 30 de Junho, bem como nos dias 3 e 6 de Julho. “A Hero” [Um Herói], uma produção iraniana de Asghar Farhadi, também lançada no ano passado, revela o percurso de Rahim, que, saído da cadeia em liberdade condicional por um curto período, tenta fazer com que o seu credor retire a queixa que o levou à prisão, propondo-lhe pagar a dívida. No entanto, as coisas não correm conforme o plano de Rahim. Este filme poderá ser visto, este mês, nos dias 24, 26 e 29 de Junho, enquanto que em Julho as projecções estão agendadas para os dias 2, 5 e 7 de Julho. A.S.S.
INSPIRARTE WORKSHOPS, FILMES E ESPECTÁCULOS NO CENTRO CULTURAL
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Centro Cultural de Macau (CCM) recebe, este Verão, uma série de workshops, espectáculos e exibições de filmes dedicados aos mais novos, inseridos na iniciativa “InspirARTE”. A ideia é “entreter e inspirar um público mais vasto ao longo das férias”, sendo que a edição deste ano apresenta actividades para bebés, crianças e adolescentes. Os workshops para bebés decorrem entre os dias 28 de Junho e 2 de Julho, com a ideia de “transformar pequeninas mentes curiosas em futuros amantes das artes, despertando os sentidos através de estímulos sonoros e movimento”. Estes workshops, desenvolvidos em conjunto com os pais, pretendem também “estreitar laços entre crescidos e pequeninos”. Entre os dias 23 de Julho e 3 de Agosto acontece o espectáculo
“O Bosque dos Sonhos”, protagonizado pelas coreógrafas Wendy Choi e Annette Ng e produzido por Chan Si Kei. Segundo uma nota de imprensa, este espectáculo “vai deixar os rebentos até aos 15 meses deambular à vontade enquanto apuram os sentidos”. Haverá músicas tocadas ao vivo numa floresta encenada, sendo esta uma peça que apresenta “sons de instrumentos exóticos e tradicionais, do hang e ocarina à tabla indiana”. O cinema para os mais pequenos será exibido entre os dias 25 e 28 de Agosto, sendo exibidos filmes “projectados em festivais à volta do mundo”, como “animações criativas e histórias emocionantes”, ou ainda documentários. O dia 28 de Agosto destina-se à realização de jogos e de várias actividades na iniciativa “InspirARTE à Solta”, onde “os miúdos vão poder escolher de entre uma paleta de actividades e jogos ao longo de uma tarde especialmente planeada para elevar o espírito artístico de todos”. Serão realizados workshops, demonstrações de bricolagem e jogos, além de se realizarem pequenos espectáculos. Os bilhetes para estas actividades começam a ser vendidos este domingo, sendo que as pré-inscrições para os workshops começam hoje.
LISBOA NIKIAS SKAPINAKIS VAI SER HOMENAGEADO EM CONGRESSO
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M congresso centrado na obra do pintor português Nikias Skapinakis (1931-2020), autor de uma obra “extensa e notável”, vai decorrer a 26 e 27 de Outubro, em Lisboa, revelou ontem à agência lusa fonte da organização. A iniciativa é do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) em parceira com a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), depois do primeiro, dedicado a Julião Sarmento (1948-2021), realizado no ano passado. As duas entidades vão receber agora novo encontro, com a presença de historiadores de arte, curadores e investigadores, desta vez para homenagear outro artista português “autor de uma obra extensa e notável que se desdobrou pela pintura, desenho e gravura”, segundo uma informação do MNAC. Nikias Skapinakis teve “um percurso muito particular, cuja riqueza não se esgota no retrato, antes vive de uma profunda análise da história, da literatura e do quotidiano”, salienta. Estão confirmados três dos quatro oradores convidados: Raquel Henriques da Silva, Bernardo Pinto
de Almeida e Cristina Azevedo Tavares. Serão abordados temas como a revisitação da paisagem, a importância do desenho e da cor na obra do autor, a memória, o retrato e a melancolia, e, de acordo com a organização, os investigadores que quiserem apresentar propostas têm até 31 de Agosto para o fazer. As línguas de trabalho do congresso serão o português, o castelhano e o inglês. Envolvendo de novo vários centros de investigação, o Centro de Estudos e de Investigação em Belas Artes, o Instituto de História de Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o Centro Interdisciplinar de Estudos de Género, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, são os organizadores deste congresso, através da comissão organizadora composta por Bruno Marques, Emília Ferreira, Hilda Frias e Joana d’Oliva Monteiro. A par do congresso, o MNAC organiza uma exposição do artista, com trabalhos que Skapinakis manteve deliberadamente na sua posse, criando um museu pessoal da sua obra.
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DIPLOMACIA CHINA E EUA QUEREM MANTER COMUNICAÇÃO ABERTA
O
S principais conselheiros diplomáticos da China e dos Estados Unidos comprometeram-se, na segunda-feira, a manter abertas as linhas de comunicação, após a disputa verbal entre os responsáveis da Defesa sobre a questão de Taiwan. Jake Sullivan, principal assessor diplomático do Presidente dos EUA, Joe Biden, e o homólogo chinês, Yang Jiechi, não anunciaram, no entanto, qualquer compromisso sobre os seus principais pontos de tensão. O diálogo ocorreu no Luxemburgo, dias após uma troca de advertências entre o ministro da Defesa da China, Wei Fenghe, e o seu homólogo norte-americano, Lloyd
Austin, durante o Diálogo Shangri-La, um fórum anual de segurança realizado em Singapura. Wei advertiu que a China vai “lutar até ao fim” para impedir a independência de Taiwan. O secretário de Defesa dos EUA denunciou a activi-
Yang Jiechi reiterou que a “questão de Taiwan toca na base política das relações China - EUA e, se não for tratada adequadamente, vai ter um impacto prejudicial”
dade militar “provocativa e desestabilizadora” de Pequim perto da ilha. Citado pela agência noticiosa oficial Xinhua, Yang Jiechi reiterou que a “questão de Taiwan toca na base política das relações China - EUA e, se não for tratada adequadamente, vai ter um impacto prejudicial”. O conselheiro pediu aos Estados Unidos que evitem “maus julgamentos” e “ilusões” sobre este assunto. Jake Sullivan “reiterou o compromisso de longa data dos Estados Unidos com o princípio ‘Uma só China’”, que pressupõe que a ilha de Taiwan faz parte do território chinês, mas transmitiu as “preocupações em relação às acções coercivas e agressivas de Pequim” no Estreito
AVIAÇÃO PAÍS PLANEIA REGISTAR 3.500 AVIÕES
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China está a desenvolver esforços para para ter 3.500 aviões registados de aviação geral até o final do período do 14.º Plano Quinquenal (2021-2025), de acordo com o regulador de aviação civil do país. Um novo plano sobre a aviação geral revelado pela Administração de Aviação Civil da China afirma que o número de aeroportos registados para a aviação geral será superior a 500, e não menos que 25 regiões de nível provincial fornecerão serviços gerais de resgate de emergência da aviação até ao final de 2025, informa a agência estatal Xinhua.
O plano prevê a melhoria dos serviços gerais de resgate de emergências da aviação, apoiando a inovação no uso de drones e melhorando ainda mais os serviços gerais de aviação nos sectores agrícola e industrial, entre outras medidas. A aviação geral refere-se a operações aeronáuticas na aviação civil além do transporte aéreo público, como serviços de aviação para agricultura, socorro a desastres e resgate e recreação. Dados oficiais mostram que 2.892 aviões, 339 aeroportos e cerca de 517 mil drones haviam sido registados para a aviação geral na China até ao final de 2020.
DPA/GETTY IMAGES
Duas das figuras mais próximas dos presidentes norte-americano e chinês encontraram-se no Luxemburgo onde se comprometeram em manter um diálogo aberto entre as duas partes
XINHUA
Para aliviar a tensão
de Taiwan, segundo um comunicado da Casa Branca.
Das ambiguidades
Washington reconhece diplomaticamente Pequim e não Taipé, mas o Congresso dos EUA comprometeu-se a vender armamento a Taiwan para a defesa do território. Sullivan reafirmou a chamada política de “ambiguidade estratégica”, segundo a qual os Estados Unidos reco-
Jake Sullivan “reiterou o compromisso de longa data dos Estados Unidos com o princípio ‘Uma só China’”
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nhecem diplomaticamente a China comunista, mas ao mesmo tempo apoiam Taiwan militarmente. Joe Biden está sob pressão bipartidária para aprofundar as relações com Taiwan, quando Washington disputa, com a China, a influência na região da Ásia–Pacífico. Em visita ao Japão, no mês passado, Biden garantiu que seu país defenderia Taiwan militarmente se a ilha fosse atacada pela China. A Casa Branca, no entanto, insistiu mais tarde que a tradicional “ambiguidade estratégica” norte-americana sobre essa questão não foi abandonada. O encontro no Luxemburgo segue-se a uma conversa por telefone, realizada em 18 de Maio. A relação entre Pequim e Washington deteriorou-se nos últimos anos, com diferendos nos âmbitos do comércio, Direitos Humanos, o estatuto de Hong Kong e Taiwan, a soberania no Mar do Sul da China e, mais recentemente, a guerra na Ucrânia. Em comunicado, a Casa Branca falou de uma troca “franca” e “produtiva”, durante a qual Jake Sullivan “ressaltou a importância de manter linhas abertas de comunicação”. A agência noticiosa oficial Xinhua também descreveu a entrevista como “franca, profunda e construtiva”. Yang concordou em manter o diálogo, mas deixou claro que Pequim não abdicará dos seus “interesses fundamentais”. “Os EUA têm insistido em conter e repelir a China de forma abrangente”, apontou Yang, reafirmando que questões relativas a Xinjiang, Hong Kong, Tibete ou Mar do Sul da China são assuntos internos do país.
Vice-primeira-ministra pede esforços para conter covid-19
A vice-primeira-ministra chinesa, Sun Chunlan, pediu na segunda-feira um trabalho sólido e meticuloso de prevenção e controlo da covid-19 em Pequim, a fim de conter a propagação da epidemia o mais rápido possível. Sun fez estas observações durante uma visita de inspecção do trabalho de prevenção e controlo da covid-19 na capital, onde visitou locais atingidos pela última onda de infecções - dois bares no distrito de Chaoyang, informa a Xinhua. A vice-primeira-ministra visitou também a sede da cidade de resposta à covid-19, ouviu um relatório sobre os esforços coordenados de investigação epidemiológica e realizou uma reunião para acelerar a implementação das medidas de controlo da doença. Observando a complexidade do último surto, Sun pediu uma maior coordenação em toda a cidade para garantir que as medidas de controlo sejam executadas sem demora.
Educação Mais de 6,5 milhões de mestrados na última década
Mais de 6,5 milhões de títulos de mestrado e mais de 600 mil de doutoramento foram concedidos na China na última década, segundo o Ministério da Educação. O país fez esforços contínuos para melhorar a composição de disciplinas e cursos de pós-graduação, destacou a pasta em conferência de imprensa esta terça-feira, informa a Xinhua. Esta conquista forneceu um forte conjunto de talentos para o desenvolvimento do Partido e da nação, observou o ministério. O número de tutores aumentou de 298 mil em 2012 para 557 mil em 2021 e a proporção de professores em tempo integral com doutoramento aumentou de 60 por cento em 2015 para 72 por cento em 2020.
quarta-feira 15.6.2022
A
responsável da australiana Timor Resources disse ontem que espera iniciar a produção em dois poços em Timor-Leste no final de 2023, após a confirmação de amplas reservas de petróleo e gás natural. Suellen Osborne explicou ter sido confirmada a existência de reservas de 24,2 milhões de barris de petróleo e de 1,3 mil milhões de pés cúbicos de gás natural em dois poços perfurados na zona de Suai, no sul do país. Numa nota enviada à Lusa, Osborne explica que o objectivo é “iniciar a produção no quarto trimestre de 2023”, sublinhando que aAutoridade Nacional de Petróleo e Minerais e o Governo timorense “apoiaram nos esforços para alcançar esta meta”. “As reservas foram confirmadas por um certificador independente nos poços Humbili-1 e Karau-1”, explicou, referindo-se a dois dos poços que serão explorados pelo consórcio da Timor Resources e da petrolífera timorense Timor Gap. Osborne disse que a empresa vai continuar as
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Reservas confirmadas Timor Resources valida potencial petrolífero em Timor-Leste
Suellen Osborne explicou ter sido confirmada a existência de reservas de 24,2 milhões de barris de petróleo e de 1,3 mil milhões de pés cúbicos de gás natural em dois poços perfurados na zona de Suai, no sul do país
explorações em pelo menos mais três poços, continuando a desenvolver o projecto que prevê a construção de uma zona de armazenagem e de uma conduta de 3,8 quilómetros até à costa sul do país.
As análises às reservas indicam que o petróleo do Karau tem “baixo teor de sulfureto” enquanto o petróleo do Kumbili-1 é “quase condensado com (...) elevada qualidade”. A nota refere que há “12 refinarias na região” que
mostraram “indicadores iniciais de uma elevada procura de petróleo” com baixo teor de sulfureto.
Testes em terra
No que se refere aos três novos poços a perfurar
entre 2022 e 2023, as estimativas apontam a reservas recuperáveis de mais de 378 milhões de barris, explica. O Karau-1 é o primeiro poço de petróleo a ser perfurado em terra em Timor-Leste em mais de 50 anos. As explorações previstas arrancam com um teste de perfuração, que visa “isolar e testar a pressão, permeabilidade e capacidade produtiva de uma formação geológica durante a perfuração de um poço”. O teste é uma importante forma de determinar se um poço tem ou não reservas comerciais de hidrocarbonetos. Estão em curso os estudos de engenharia “para o desenvolvimento destes campos. Vamos esforçar-nos por acelerar as aprovações de desenvolvimento no terreno, para estabelecer a produção de petróleo no prazo de dois anos”, nos três novos poços, detalhou a empresa.
Havai EUA, Coreia do Sul e Japão planeiam exercício militar conjunto
Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos planeiam realizar em Agosto um exercício conjunto de detecção de mísseis perto do Havai, face à crescente sofisticação do arsenal norte-coreano, informou a agência de notícias Yonhap. Segundo uma fonte não identificada, citada pela agência sul-coreana, o exercício, que os três países realizam de dois em dois anos, está programado para as primeiras duas semanas de Agosto. A mesma fonte indicou que o Canadá e a Austrália também vão participar no exercício este ano. O acordo para a realização do exercício aconteceu num momento em que Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos procuram intensificar a cooperação em matéria de segurança face ao número recorde de testes de mísseis realizados pela Coreia do Norte este ano (19) e à possibilidade de Pyongyang realizar em breve um novo teste nuclear.
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HM • 1ª vez • 15-6-22
ANÚNCIO Execução Ordinária
CV3-19-0163-CEO
3º Juízo Cível
Exequente: OLX II INVESTMENT LTD, com sede nas Ilhas Caimão, em Cayman Corporate Centre, 27 Hospital Road, George Town, Grand Cayman KY1- 9008. Executado: NGAN IEK, CHENG WING SHAN, e SOCIEDADE DE INVESTIMENTO PREDIAL E ADMINISTRAÇÃO DE PROPRIEDADES HANG WO LIMITADA, respectivamente, com domicílio profissional e sede em Macau, na Rua de Foshan, nº 51, Edifício Centro Comercial San Kin Ip, 17º andar. *** FAZ-SE SABER QUE nos autos acima indicados, vão ser vendidos conter no envelope da proposta a indicação de “PROPOSTA EM CARTA por meio de propostas em carta fechada, os seguintes bens penhorados aos FECHADA”, “NÚMERO DO PROCESSO CV3-19-0163-CEO”, bem executados: como o número do “LOTE”. Apenas uma única proposta é aceita pelos proponentes para cada um desses lotes. No dia 11 de Junho de 2022, pelas 9,45 horas, no Tribunal Judicial IMÓVEIS PENHORADOS de Base da RAEM, proceder-se-á à abertura das propostas de preço superior LOTE 1 ao do valor base da venda apresentadas, a cujo o acto podem os proponentes Denominação: Fracção autónoma “A17”, “B17”, “C17”, “D17”, “E17”, assistir. “F17”, “G17”, “H17”, “I17”, “J17”, “K17”, “L17”, É fiel depositário dos imóveis penhorados o Sr. Luís Jesus Xavier, com domicílio profissional em Macau, na Alameda Dr. Carlos D´Assumpção, nºs “M17”, “N17”, “O17” e “P17”, do 17º andar. Situação: sito em Macau, na Avenida da Amizade nºs 197 a 223; Praça de 411-417, Edifício Dynasty Plaza, 15º andar D-H, que está obrigado a mostrar D. Afonso Henriques nºs 10 a 36; Avenida Lopo Sarmento de os imóveis a quem pretenda examiná-los (art.º 786º, nº.6 do C.P.C.M.). Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação dos imóveis Carvalho nºs 8 a 64 e Rua de Foshan nºs 17 a 75. Fim: Para escritório. supra referidos, podem, querendo, exercerem o seu direito no próprio acto da Número de matriz: 073122. abertura das propostas, se alguma proposta for aceite, nos termos do art.º 787º Número de descrição na C.R.P.: 19857 a fls.63 verso do Livro B42. do C.P.C.M. O valor base da venda é de MOP$85.490.000,00. RAEM, 7 de Junho de 2022 LOTE 2 Denominação: Fracção autónoma “A42”, do 42º andar. Situação: sito em Macau, na Rua de Nam Keng nºs 50 a 82. Fim: Para habitação. Número de matriz: 040918. Número de descrição na C.R.P.: 22652 a fls.177 do Livro B75K. O valor base da venda é de MOP$19.055.000,00. *** São convidadas todas as pessoas com interesse na compra dos imóveis penhorados, a entregarem as suas propostas na Secção Central deste Tribunal, até ao dia 8 de Julho de 2022, antes das 17:30 horas, devendo as propostas
Assine-o TELEFONE 28752401 | FAX 28752405 E-MAIL info@hojemacau.com.mo
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Balanço Até 31 de Dezembro de 2021
Anúncio Concurso Público n.º 1/2022 Aquisição de equipamentos informáticos software e hardware PATACAS
ACTIVO
Activo não corrente Propriedades, maquinaria e equipamento
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$35 767 803
Activo corrente Contas a receber Contas antecipadas, depósitos e outras contas a receber Caixa e depósitos bancários Total do activo corrente Total do activo
................. ................. ................. ................. .................
$2 553 126 $861 642 $24 879 126 $28 293 894 $62 927 479
Capital próprio e passivo Capital próprio Capital social Reservas de reavaliação Resultados acumulados
................ ................. .................
$40,000,000 $50,466,254
Passivo corrente Contas a pagar Custos a pagar e outras contas a pagar Imposto Complementar de Rendimentos Total do passivo corrente Total do capital próprio e do passivo
.................
($27 538 775) $62 927 479
................. ................. ................. ................. .................
$449 550 $611 956 $72,712 $1 134 218 $64 061 697
Ano de 2021 Relatório do Órgão de Administração
Ano de 2021 Parecer do Conselho Fiscal
Em 2021, o Matadouro de Macau, S. A. R. L., registou receitas de vinte e um milhões, setecentas e cinquenta mil e cinquenta e três patacas (MOP21 750 053,00). Em relação às despesas, registaram-se vinte e quatro milhões, oitocentas e oitenta e quatro mil e vinte e cinco patacas (MOP24 884 025,00). Durante o ano, registou-se um défice, após a dedução de impostos, de três milhões, cento e trinta e três mil, novecentas e setenta e duas patacas (MOP 3 133 972,00).
O Conselho de Administração do Matadouro de Macau, S.A.R.L. (Sociedade) entregou o Relatório Financeiro de 2021, o Relatório de Examinação do auditor de contas externo, Keng Ou CPAs, e o Relatório Anual do Conselho de Administração ao Conselho Fiscal, para apreciação. Este Conselho Fiscal, nos termos dos Estatutos desta Sociedade, analisou e examinou o Relatório Financeiro e as contas da Sociedade e compreendeu a situação do funcionamento e os respectivos regimes. Este Conselho Fiscal considera que este Relatório mostra adequadamente todas as informações de contas e o estado financeiro da Sociedade. Além disso, o Relatório de Examinação do auditor externo já exprimiu que, em todos os pontos importantes do Relatório Financeiro da Sociedade, se demonstra o estado financeiro no dia 31 de Dezembro de 2021 desta Sociedade.
Futuramente, o Conselho de Administração irá esforçar-se por fazer o melhor possível na fiscalização da situação do Matadouro de Macau, S.A.R.L., irá oportunamente alocar recursos para continuar a optimizar os equipamentos da empresa, garantir a qualidade do abate e continuar a servir os cidadãos de Macau.
Nestes termos, o presente Conselho Fiscal vai propor aos sócios a aprovação dos seguintes documentos: Relatório Financeiro de 2021 da Sociedade; Relatório Anual do Conselho de Administração, e Relatório de Examinação do auditor externo. Representante do Conselho de Administração Macau, aos 24 de Março de 2022
Conselho Fiscal Macau, aos 28 de Março de 2022
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De acordo com o disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho e, ainda, de acordo com o Despacho do Ex.mo Senhor Chefe do Executivo, de 2 de Junho de 2022, a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública vem, em representação do adjudicante, proceder a concurso público para a “Aquisição de equipamentos informáticos software e hardware”. 1. Adjudicante: Chefe do Executivo. 2. Entidade que promove a realização do concurso: Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP). 3. Modalidade do concurso: Concurso público. 4. Objecto do concurso: Fornecimento ao SAFP de equipamentos informáticos software e hardware designados. 5. Prazo de validade das propostas: Não inferior a noventa dias, a contar da data do acto público do concurso. 6. Caução provisória: A caução provisória deve ser prestada por meio de depósito bancário ou por garantia bancária legal a favor da Região Administrativa Especial de Macau — Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública. 6.1 Se o concorrente participar apenas no concurso relativo ao 1.º conjunto de itens, a caução provisória é de MOP 900,000.00 (Novecentos mil patacas). 6.2 Se o concorrente participar apenas no concurso relativo ao 2.º conjunto de itens, a caução provisória é de MOP 1,740,000.00 (Um milhão e setecentos e quarenta mil patacas). 6.3 Se o concorrente participar no concurso que abrange os 1.º e 2.º conjuntos de itens, a caução provisória é de MOP 2,640,000.00 (Dois milhões e seiscentos e quarenta mil patacas). 7. Caução definitiva: Valor correspondente a 4% (quatro por cento) do preço global da adjudicação. 8. Condições de admissão: Podem candidatar-se ao presente concurso as empresas que tenham sede ou escritórios na RAEM, que abranjam, no âmbito das suas actividades, total ou parcialmente, a área da tecnologia informática, que tenham efectuado o registo comercial na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis da RAEM e, comprovem ter cumprido as obrigações fiscais, bem como os empresários individuais da RAEM que ainda não estejam registados na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis. 9. Todas as dúvidas sobre o Programa do Concurso e o Caderno de Encargos deste concurso público podem ser apresentadas de acordo com as formas determinadas no Programa do Concurso. 10. Local, data e hora limite para entrega das propostas: Local: Balcão de atendimento – “expediente” do SAFP, sito na Rua do Campo, n.º 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau. Data e hora limite: Até às 17:30 horas do dia 6 de Julho de 2022 (não serão aceites propostas fora do prazo). 11. Local, data e hora do acto público: Local: Auditório (Cave 1) do Edifício Administração Pública, sito na Rua do Campo, n.º 162, Macau. Data e hora: 10:00 horas do dia 7 de Julho de 2022. 12. Forma de consulta do processo: A partir da data da publicação do anúncio, os interessados poderão obter a cópia do Programa do Concurso e do Caderno de Encargos através da página electrónica do SAFP, em www.safp.gov.mo, ou, durante o horário de expediente, dirigir-se ao balcão de atendimento – “expediente” do SAFP, sito na Rua do Campo, n.º 162, Edifício Administração Pública, r/c, para a consulta do Programa do Concurso e do Caderno de Encargos ou para a obtenção da cópia dos mesmos, mediante o pagamento da importância de MOP100.00 (cem patacas). 13. Critérios de apreciação das propostas: O presente concurso está dividido em dois “conjuntos de itens” a serem adjudicados independentemente a um ou mais concorrentes. Para cada “conjunto de itens”, as propostas serão avaliadas pela Comissão de análise das propostas de acordo com os seguintes critérios de apreciação: a) Caso os produtos ou serviços apresentados na proposta não preencham integralmente qualquer um dos requisitos que constam nas “Normas técnicas (Especificação das Exigências)” da Parte II do “Caderno de Encargos”, a respectiva cotação do “conjunto de itens” em causa poderá não ser considerada. b) As propostas que preenchem todos os requisitos dos produtos e serviços de cada “conjunto de itens” são ordenadas por ordem crescente do preço mais baixo para o mais alto apresentados na proposta (o preço mais baixo é o primeiro classificado, o segundo mais baixo é o segundo e por aí adiante). c) Caso os preços sejam iguais, o concorrente que apresente um prazo de entrega mais curto será classificado preferencialmente. d) A adjudicação de “conjunto de itens” será feita ao classificado em primeiro lugar da lista de concorrentes em cada um dos “conjuntos de itens”. 14. Esclarecimentos adicionais: A partir da data da publicação do presente anúncio até à data limite para a entrega das propostas, os concorrentes podem, durante o horário de expediente, dirigir-se ao balcão de atendimento – “expediente” do SAFP, sito na Rua do Campo, n.º 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau, ou visitar a página electrónica do SAFP (www.safp.gov.mo) para obter quaisquer eventuais esclarecimentos adicionais. Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública, 9 de Junho de 2022. O Director, Kou Peng Kuan
quarta-feira 15.6.2022
AMÉLIA VIEIRA
Quevedo Camoniano
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JOHN VANDERHAM
Nasceu Francisco Quevedo em 1580 no Ano Da Graça da morte de Camões, ele que seria um dos maiores escritores do Barroco espanhol ocupando assim na literatura ibérica um lugar imenso de acordo com a complexidade do estilo a que preside, multifacetado, vamos encontrá-lo no entanto carregado de influência maneirista ou camoniana nos poemas que deixou, que muita da sua escrita se reparte por outros ramos estilísticos que sua vida exigiu no cumprimento das funções sociais. Intricadas funções a partir do lendário Duque de Olivares de que nos falará mais tarde Ramón- del Valle - Inclán, esse Duque truculento que simboliza a nobreza corrupta, pois que Quevedo sempre gravitara ao redor de certas influências reais. A guerra com Gôngora adensa ainda mais o seu estado de comprometimento que completa uma vida bastante acidentada. Para além das analogias dos desterros, viagens e prisões, é com imensa alegria que o sabemos um herdeiro de Camões, tendo à época testado o então desconhecido hipertexto que está marcado no registo dos seus poemas, se não vejamos: « É gelo abrasador, fogo gelado, é ferida que dói e não se sente.... ( Soneto Amoroso Definindo o Amor) : Quando me volto para trás a ver os anos que minha idade cobriu de neve fria; ( Salmo IX de « Heráclito Cristiano)» há no entanto que atender a uma maior complexidade léxica e sintática que nos levaria a todos os campos deste novo estilo, só que, na sua perfusão, Quevedo arranca com o mote e frases literais extraídas ainda da compenetração clássica do nosso poeta. Que dizer também do Adamastor camoniano, esse ser triste e cativo, rugindo entre penhascos e vítima amaldiçoada do Amor? Um emblema da compaixão pelo medo e a pena que temos dele, mas onde os bravos não recuam, também Quevedo o ressuscita no conhecimento que tirara dos Lusíadas: «Vês tu este gigante corpulento que solene e soberbo se inclina? ....mas quem seu modo rígido examina despreza tal figura e ornamento...» Tudo estava tão perto, as correntes tão unidas, que mitologia
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havia nestas matérias que se estreitavam até serem quase únicas, mas, ninguém mais era tão digno de influenciar em cântico de perfeição que este poeta que o destino fez nascer em terras lusas. Quevedo era outro homem, tendo tido poemas que poderemos remetê-los para o escárnio, o maldizer, escatológico, portanto, o que em Camões não vamos encontrar, mas também esse pulsar da fonte “ bárbara” não deverá para a nossa
identidade ser surpresa. Temos do melhor que há nessa matéria. Se nos poemas Heráclito cristiano assistimos ao arrependimento deste poeta por erros passados, em Camões tudo se torna mais lírico, precioso e livre. Uma situação que não resulta de uma emboscada do tempo, mas numa lucidez muito gentil e magoada por todas as fontes do processo de evolução que seu ser ardente queimou sem ver. O problema da visão deve-lhe
UM CORPO DE OBRA TÃO VASTO NÃO SERÁ NUNCA CIRCUNSCRITO, MAS, MUITO DO MUITO BOM QUE AQUI SE ENCONTRA TEM A MARCA DO QUE DE MELHOR NOS ACONTECEU.- ESTE QUEVEDO PORTUGUÊS!
ter dado capacidades improváveis que outros não têm e composto uma versão mais completa. É o trabalho de uma vida averiguar todos estes dons, fontes, desdobramentos e influências, que se pode estar sempre trabalhando em busca de correlacionar o que de bom a Humanidade faz. Ela, a que se repete, não é no entanto a que expomos aqui, que neste local as coisas não são de modo grácil a produzir satisfações, nem os poetas desta dimensão têm de entreter os espaços vazios do já quase insustentável desdobramento de cada um. Um corpo de obra tão vasto não será nunca circunscrito, mas, muito do muito bom que aqui se encontra tem a marca do que de melhor nos aconteceu.- Este Quevedo português!
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Sita Valles nasceu no seio de uma família com raízes goesas que se estabeleceu em Angola no período colonial português. Estudante de medicina em Lisboa e depois em Luanda, Sita Valles era uma mulher forte e revolucionária que foi do Partido Comunista Português e que, depois da independência de Angola, em 1975, aderiu à ala de Nito Alves, questionando a linha ideológica do MPLA. Acabaria por ser fuzilada, juntamente com dezenas de pessoas, no movimento de 27 de Maio de 1977. Este documentário conta a história da sua curta vida. Andreia Sofia Silva
Um filme de: Colin Trevorrow Com: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Laura Dern, Jeff Goldblum 14.15, 19.00, 21.45
JUJUTSU KAISEN: ZERO [B]
FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Seong-Hu Park 17.00 SALA 2
TOP GUN: MAVERICK [B] Um filme de: Joseph Kosinski Com: Tom Cruise, Jennifer Connely, Val Kilmer, Miles Teller 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
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JURASSIC WORLD: DOMINION [B]
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EVERYTHING EVERYWHERE ALL AT ONCE [C]
Um filme de: Daniel Kwan, Daniel Scheinert Com: Michelle Yeoh, Stephanie Hsu, Ke Huy Quan, James Wong 14.15, 21.45
JURASSIC WORLD: DOMINION [B] Um filme de: Colin Trevorrow Com: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Laura Dern, Jeff Goldblum 16.45 SALA 3
UNPLANNED [C]
Um filme de: Cary Solomon, Chuck Konzelman Com: Ashley Bratcher, Emma Rose Roberts, Michael J. Lindell, Jared Lotz 19.30
0 1 8 3 6 1 0 8 JURASSIC WORLD DOMINION 9 3 3 0 Propriedade Fábrica de 7 1Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Gonçalo Waddington; José Simões Morais; 8 Julie 4 Oyang; 6 7Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo Rasquinho; www. 4 3 Paul 0 Chan 5 Wai 1 Chi; 9 Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua hojemacau. Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare 3 0 1 4 6 2 com.mo Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo 9 2 3 0 54
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in Sapo24
opinião 15
José Couto Nogueira
PAULA REGO A EXPOSIÇÃO DA ALMA PORTUGUESA O FALECIMENTO de Paula Rego desencadeou uma justificada blitz dos meios de comunicação nacionais e estrangeiros; os especialistas em arte, os críticos e os intelectuais em geral, em Portugal, no Reino Unido e em muitos outros países, para quem deu incontáveis entrevistas, contaram a sua vida, descreveram a obra e julgaram-na com louvores. O Sr. Amândio, proprietário da tasca da esquina, ao ver a notícia na TV, resumiu assim: “Olha, olha, pirou-se com 16 anos, nunca mais quis saber da gente, e agora vamos ter um dia de luto nacional!” Nem mesmo o Correio da Manhã, que lhe dedicou, extraordinariamente, uma fotogaleria com 28 quadros, conseguiu mostrar ao vulgo como Paula Rego se tornou internacional mostrando os ‘amândios’ e ‘amândias’ da sua terra. A Arte é assim: quanto mais específica, mais universal. A razão é simples; ao retratar a realidade que melhor conhece, o artista provoca sentimentos que são compreensíveis em todas as realidades. Nenhum inglês, chinês ou venezuelano conhece na pele a situação portuguesa de sofrimento e esperança, revolta e submissão, complacência e crítica. Mas, ao ver uma imagem de Paula Rego, percebe perfeitamente que essa atitude existe, é um destino a que nem os desenraizados conseguem escapar. Paula, que se tornou conhecida na década de 1980, quando abandonou o pop surrealista e se dedicou ao realismo surreal, andou sempre entre o Reino Unido e Portugal, o país onde aprendeu a expressar-se e o país que expressou. Numa enciclopédia britânica é etiquetada como “artista inglesa nascida em Portugal”. Poder-se-ia dizer o contrário: “artista portuguesa a viver no Reino Unido”. Porque foi em Londres que se formou, sendo a sua arte perfeitamente enquadrada na escola britânica de modernidade, mas o seu modelo é o nosso país profundo, as nossas angústias e aquela violência surda que sempre nos tem acompanhado ao longo da História. Há o documentário feito pelo filho, Nick Willing, e entrevistas muito conhecidas, como as que deu a Anabela Mota Ribeiro, reproduzidas em livro, a da Ana Sousa Dias, para a RTP3, e as menos conhecidas, como as de Fernando Alvim e Alexandra Carita. Tomás Albino Gomes resumiu tudo aqui no SAPO24. O The Guardian deu-lhe um obituário notável. No Público, Pedro Lapa chama-lhe “máquina de guerra da pintura europeia”. Quer dizer, além de se mostrar, Paula também não parou de falar de nós, da sua vida e obra. E, ao contrário do que julga o Sr. Amândio, nunca nos abandonou; instalada em Londres, o centro de Arte internacional que melhor a podia acarinhar e compreender, vinha frequentemente a Portugal e até encomendou a Souto Moura um museu em Cascais para expor o seu espólio.
Morreu aos 87 anos, coberta de glória internacional e quase desconhecida por aqueles que retratou
As entrevistas mostram, persistentemente, uma pessoa meio despistada, meio distraída, com uma verbalidade difícil; nada de contraditório, uma vez que ela se exprime excepcionalmente bem na pintura. Paula Rego vem de uma família de “gente bem” e que, fora do padrão, era anti-salazarista. O outro nome com esta contradição que logo vem à cabeça é Sophia de Mello Breyner Andresen. Mas o Estado Novo não a perseguiu, talvez por não a compreender. Teve mais sorte do que a outra grande artista do nosso século XX, Maria Helena Vieira da Silva, a quem Salazar retirou a nacionalidade. Dos três portugueses desse século que têm reconhecimento internacional, só falta citar Amadeo de Souza Cardoso, que, quando expôs no Porto, em 1916, levou uma bofetada de um Amândio ofendido.
Diz-se que Paula era anti-salazarista, e isso aparece de vez em quando, como em “Salazar Vomita a Pátria”, de 1960, mas era sobretudo uma crítica do pathos nacional, que antecede e sucede Salazar, e que ele “apenas” tornou a filosofia oficial do seu regime. Nas entrevistas – e a de Ana Sousa Dias mostra-o bem – parece alheada dos grandes problemas políticos internacionais. O que movia Paula era um sentido de justiça, ou melhor, das injustiças do sistema machista e classista do país da sua juventude. Mas não interessa o que a movia; o que interessa é o que ela nos faz ver. E o que nos mostra é aquilo que nós somos e não gostaríamos de admitir. É esse o grande valor da Arte: retratar a condição humana. Artistas como Paula Rego rasgam-se na praça pública para nos dar essa possibilidade.
“Ao homem livre não faz falta um deus.” PALAVRA DO DIA
Duas pessoas morreram ontem e uma ficou ferida numa explosão num edifício residencial na cidade de Wuxi, no leste da China, informou a imprensa local. A origem da explosão, que provocou o desabamento do prédio de dois andares, é desconhecida. O desabamento do edifício, uma casa particular, ocorreu de madrugada, quando o telhado e algumas paredes da casa colapsaram, danificando gravemente a estrutura principal. “O prédio inteiro desabou após a explosão”, disse uma testemunha, citada pela imprensa local. O incidente ocorreu semanas após o desabamento de um edifício de construção clandestina, na cidade de Changsha, centro da China, que provocou a morte de 53 pessoas e deu início a uma campanha nacional para reduzir os riscos inerentes a este tipo de construções. Nos últimos anos, houve vários colapsos de edifícios na China. Em Março de 2020, o colapso de um hotel na província de Fujian resultou na morte de 29 pessoas. Em Julho do ano passado, a queda de um edifício deixou 17 mortos em Jiangsu.
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PUB PUB.
Papa Francisco “Quantos pobres são gerados pela insensatez da guerra! Para onde quer que se olhe, pode-se ver como a violência afecta os indefesos e os mais fracos.”
“Insensatez da guerra” Papa alertou para o grande número de pobres gerados pelo conflito na Ucrânia
O
Papa alertou ontem para o grande número de pobres gerado pela “insensatez da guerra”, que provoca “o deslocamento de milhares de pessoas, especialmente crianças, com o objectivo de as desenraizar e de lhes impor outra identidade”. Francisco referiu que quando se acreditava estar perto do fim da pandemia da covid-19, nomeadamente “com sinais de recuperação económica que traria alívio para milhões de pessoas empobrecidas pela perda do emprego (…), uma nova catástrofe surgiu no horizonte, destinada a impor um cenário diferente ao mundo”. O Papa fez estas observações na sua mensagem para a VI Jornada Mundial dos Pobres, que a Igreja Católica celebrará em 13 de Novembro, mas que foi ontem publicada. “A guerra na Ucrânia veio somar-se às guerras regionais que nos últimos anos têm provocado morte e destruição. Mas, aqui, o
quadro é mais complexo devido à intervenção directa de uma superpotência, que pretende impor a sua vontade contra o princípio de autodeterminação dos povos”, denunciou. Francisco sublinhou que “se repetem cenas de trágica memória e mais uma vez a chantagem recíproca de alguns poderosos silencia a voz da humanidade que invoca a paz”. “Quantos pobres são gerados pela insensatez da guerra! Para onde quer que se olhe, pode-se ver como a violência afecta os indefesos e os mais fracos, (com a) deportação de milhares de pessoas, especialmente crianças, para as desenraizar e impor-lhes outra identidade”, afirmou. O Papa lembrou a ajuda que muitos países deram ao acolher milhões de refugiados das guerras no Médio Oriente, na África Central e agora na Ucrânia, mas observou que “quanto mais o conflito dura, piores são as suas consequências” e é mais difícil
para os povos que os acolhem “dar continuidade à ajuda”. Por isso, encorajou “a não ceder” e a “renovar a motivação inicial” porque “a solidariedade, de facto, é precisamente isto: partilhar o pouco que temos com quem não tem nada, para que ninguém sofra”.
Cristãos materialistas
Francisco criticou alguns cristãos por “um apego excessivo ao dinheiro” e alertou que quando o valor do dinheiro se torna absoluto impede de “ver as necessidades dos outros”. O Papa rejeitou os “comportamentos assistencialistas com os pobres, como costuma acontecer” e defendeu, em vez disso, a realização de “um esforço para que não falte a ninguém o que é necessário”. “Não é o activismo que salva, mas a atenção sincera e generosa que nos permite abordar um pobre como um irmão que estende a mão para que eu acorde da letargia em que caí”, adiantou.
Ténis Serena Williams regressa à competição em Wimbledon
A tenista norte-americana Serena Williams, antiga número um mundial, anunciou ontem que vai regressar à competição em Inglaterra no torneio de Wimbledon, terceira prova do Grand Slam, depois de um ano ausente devido a lesão. “SW (iniciais de Serena Williams) e SW19 (código postal do local de Wimbledon). É um encontro. 2022. Vemo-nos lá. Vamos a isso”, escreveu Serena Williams na sua página oficial na rede social Instagram, juntamente com uma fotografia dos seus pés num relvado, piso em que é disputado o torneio inglês. A tenista de 40 anos fez precisamente o seu último encontro no All England Club, em 2021, quando foi eliminada na primeira ronda pela bielorrussa Aliaksandra Sasnovich (3-3), após ter sido obrigada a desistir do encontro por causa de uma lesão na perna direita. Actualmente no 1208.º lugar do ranking mundial, esta será a 21.ª presença de Serena Williams em Wimbledon, prova que já conquistou por sete vezes. O torneio de Wimbledon vai decorrer de 27 de Junho a 10 de Julho. CORINNE DUBREUIL / FFT
CHRISTINNE MUSCHI/REUTERS
Comissão Europeia comprou quase 110 mil doses de vacinas em resposta ao surto de varíola dos macacos (monkeypox) na Europa e que começam a ser proporcionalmente distribuídas no final de Junho nos países que já as autorizaram. O contrato para a aquisição de 109.090 doses da vacina de terceira geração da farmacêutica Bavarian Nordic foi ontem concluído pela autoridade europeia de preparação e resposta a emergências de saúde pública saúde (HERA, no acrónimo inglês). Dado o aumento do número de casos, o contrato permitirá que as vacinas estejam rapidamente acessíveis a todos os Estados-membros, Noruega e Islândia. Uma vez disponíveis as vacinas de terceira geração, a HERA irá colocá-las à disposição dos países envolvidos, começando pelos mais necessitados. Considerando o grande número de casos, as entregas das doses começam no final do mês nos Estados-membros que já autorizaram o uso desta vacina, com uma base ‘pro rata’, ou seja medida proporcionalmente. A vacina de terceira geração só é actualmente autorizada na UE para proteger os adultos contra a varíola, mas protege também contra a varíola dos macacos. A Hera é a agência da Comissão Europeia responsável pelo fortalecimento da segurança da saúde no espaço da União Europeia e pela preparação e resposta dos seus Estados-membros a crises de saúde pública.
15.6.2022
China Dois mortos em explosão de edifício residencial em Wuxi
REUTERS/YARA NARDI
MONKEYPOX COMISSÃO EUROPEIA ADQUIRE QUASE 110 MIL DOSES DE VACINAS DE 3.ª GERAÇÃO
Nabokov
quarta-feira