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Director carlos morais josé • terça-feira 15 de fevereiro de 2011 • ANO X • Nº 2309
tempo períodos de chuva min 8 max 12 humidade 75-95% • câmbios euro 10.92 baht 0.26 yuan 1.23
Mais dez pilotos da Air Macau ameaçam deixar empresa
Nova leva de saídas a caminho
A administração da companhia aérea do território convocou uma reunião de emergência com os seus pilotos para saber porque é que se querem ir embora. Eles falaram, queixaram-se e pediram mais direitos laborais. A Air Macau ouviu-os, mas não deu nenhum ‘feedback’. Enquanto isso, outros dez pilotos já marcaram entrevistas em Hong Kong para mudar definitivamente de ares. > Página 6
Processo laboral
um milhão contra stdm • última
Portal inovador na Internet
Artistas locais à distância de um clique • Página 10
Democratas pressionam Governo sobre Ilha Verde A primeira sessão plenária deste ano - que marca também uma interrupção nas “férias” de dois meses - vai ter os três deputados democratas a apresentarem uma moção sobre a Ilha Verde. Os legisladores querem que o secretário para as Obras Públicas se explique sobre as polémicas demolições e apresente soluções imediatas para as famílias ainda sem tecto. >Página 4
Agora é a vez dos taxistas terem a palavra Mais de 30 queixas contra taxistas chegaram à Direcção para os Assuntos de Tráfego durante os feriados do Ano Novo Chinês. Há de tudo: motoristas que cobram mais do que deviam, que fazem o trajecto mais longo ou simplesmente recusam-se a transportar o cliente. O Hoje Macau ouviu agora os motoristas, que culpam os turistas mal-educados pela má qualidade. >Página 7
Energias renováveis
Ninguém por cá se preocupa com elas • centrais
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actual
Superávit abaixo do esperado As exportações da China cresceram 37,7 por cento em Janeiro em relação ao mesmo mês do ano anterior, e as importações tiveram um aumento de 51 por cento, informou a televisão estatal do país esta segunda-feira. Com isso, a China teve superávit comercial de 51 biliões de patacas no mês, queda em relação aos 103 biliões de patacas registados em Dezembro. A mediana das previsões de analistas ouvidos pela Reuters era de alta de 22,4 por cento das exportações em Janeiro e de 28 por cento das importações, com superávit estimado em 84 biliões de dólares.
China torna-se segunda economia mundial
Desejos de ano novo
Depois das previsões internacionais, foi a vez do Japão assumir publicamente que perdeu o trono de segunda maior economia do mundo. O lugar no pódio pertence agora a China, que faz frente ao número um do globo, os Estados Unidos Joana Freitas*
O
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A torcer pelo Egipto A China espera uma volta à “estabilidade e ordem pública” no Egipto após a queda de Hosni Mubarak, anunciou o ministério chinês das Relações Exteriores. “A China espera que graças aos últimos acontecimentos a estabilidade e a ordem pública sejam restauradas o mais rápido possível no Egipto”, declarou Ma Zhaoxu, porta-voz da diplomacia chinesa. A imprensa oficial chinesa também insistiu neste sábado na necessidade de “restauração da estabilidade” no Egipto, um dia depois da renúncia de Mubarak, forçado a deixar o poder pela pressão das ruas. Aberta “Semana Cultural da China” em Israel A “Semana Cultural da China” foi aberta em Beersheba, cidade no sul de Israel. O primeiro espectáculo da actividade, apresentado pelo grupo de artes marciais do Templo Shao Lin foi elogiado pelo público. O embaixador chinês em Israel, Zhao Jun, proferiu um discurso na abertura. Ele disse que os povos chinês e judaico têm uma longa história e patrimónios culturais valiosos. O embaixador acrescentou que essa actividade é favorável para reforçar o intercâmbio cultural e amizade entre os dois países. A “Semana Cultural da China” é organizada pelo Ministério da Cultura da China e conta com uma exibição de fotografias da exposição de Shanghai, um espectáculo do grupo do Templo Shao Lin e apresentação de dança moderna. Além de Beersheba, a actividade também será realizada em Tel Aviv e Jerusalém. Sistema colateral na Medicina Tradicionalem livro “A Teoria Colateral”, um livro que explica o sistema colateral na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), chegou às prateleiras das livrarias nacionais. Estreando em Pequim, o livro relata os êxitos de um importante projecto de pesquisa nacional financiado pelo governo em Teoria Colateral e sua aplicação no tratamento de doenças vasculares, de acordo com especialistas. Na MTC, o sistema colateral serve como rede funcional de distribuição e circulação de sangue no corpo e está estritamente ligado ao sistema vascular na medicina ocidental.
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ano passado, o PIB da China superou em mais de 400 mil dólares o do Japão e colocou, assim, o gigante asiático no segundo lugar das economias mundiais. Duramente atingida pela recessão económica mundial em 2008 e 2009, a economia do Japão recuperou em 2010, com o seu crescimento a atingir os 3,9%, mas isso não foi suficiente para o arquipélago conservar a sua segunda posição à frente da China, cujo crescimento ultrapassa os 10% há vários anos consecutivos. O PIB do Japão, em termos nominais, ascendeu aos 5.474,2 mil milhões de dólares, segundo as estatísticas publicadas em Tóquio. Na mesma comunicação, o governo nipónico salientou que o PIB da China atingiu o equivalente a 5.878,6 mil milhões de dólares. Com estes resultados, a economia chinesa ultrapassou a do seu vizinho nipónico, ficando atrás dos Estados
Unidos, num lugar anteriormente ocupado pela economia japonesa desde 1968, e pretende agora dar outro salto: a China já estuda como pode tornar o yuan numa moeda global. Ao longo do ano passado, Pequim começou gradualmente a afrouxar os seus controles sobre a moeda, mas o Governo Central mantémse cauteloso em tomar decisões no mercado livre que permitam que o yuan conquiste um lugar ao lado do dólar e do euro. Contudo, pela primeira vez, empresas americanas como a marca Caterpillar e a cadeia de restauração McDonald’s, puderam financiar os seus projectos na China através da venda de títulos denominados em yuan, em Hong Kong, e em Nova Iorque, o governo chinês permitiu que uma filial do Banco da China aceite depósitos na moeda chinesa, o que oferece aos depositantes fora da China a hipótese de apostarem numa moeda que se prevê que valorize em relação ao dólar norte-americano ao longo dos próximos anos. Segundo o portal da China Radio
International, Kelvin Lau, economista do Standard Chartered Bank de Hong Kong, acredita que estas medidas adoptadas pelo governo central “têm encorajado a internacionalização do yuan, o que faz da moeda chinesa uma moeda popular”. Analistas dizem ainda que, se estas posições forem bem sucedidas, a influência da China pode ser reforçada nos mercados financeiros estrangeiros e começar a diminuir a supremacia do dólar. No entanto, apesar de nos últimos meses a moeda chinesa ter atingido valores mais altos face ao dólar americano, os especialistas na área económica advertem que o yuan “não está pronto para representar um sério desafio ao dólar americano como moeda de reserva mundial”, salienta o CRI. “As pessoas vão começar a guardar mais yuans, mas levará pelo menos uma ou duas décadas para que ele se torne uma moeda de reserva mundial”, disse Albert Keidel, um especialista em China do Instituto de Políticas Públicas da Universidade de Georgetown, em Washington. *com Lusa
China terá parque temático baseado em mundo de “StarCraft”
Do ecrã para as montanhas-russas O
s chineses vão ganhar este ano um parque temático dedicado aos amantes do jogo “StarCraft”. Intitulado como “Joyland”, este parque de diversões chinês, localizado no distrito de Wunjin, está dividido em vários ambientes, cada um com o seu cenário e atracções distintas, como “Ilha do Mistério”, “Terreno de WarCraft”, Universo de “StarCraft”, “Mundo das Lendas” e o “Mundo das Toupeiras”. No “Universo de StarCraft”, todo o cenário, ambientação e atracções são completamente inspirados nos mundos do jogo de estratégia espacial da Blizzard, contando com edificações futuristas e rochedos similares ao do
jogo para computadores. Entre as atracções, destaque para as três montanhas-russas, um simulador e uma torre de queda livre, mas há a previsão de lançar no futuro um espaço exclusivo para ciberesportes e um museu de videojogos. “StarCraft II: Wings of Liberty” é a sequência do sucesso de 1998 da Blizzard Entertainment, um dos mais populares jogos de estratégia em tempo real de todos os tempos. Uma das suas principais novidades é o motor gráfico em 3D, que ilustra e modela o centro da batalha entre Protoss, Terranos e Zergs, cada lado com legiões de novas unidades, além de outras já conhecidas ou actualizadas.
Desde as revoltas cada vez mais constantes da Natureza, às revoltas cada vez mais constantes de gerações de oprimidos, até às falcatruas dos poderosos mimados pelos poderes sem pudor, estes primeiros 11 anos do século XXI têm dado para quase tudo. A informação em tempo real e simultânea a partir de vários locais é um ganho enorme que nos ajuda a tentar perceber este nosso mundo. Tentar. Hélder Fernando, P.15
A
China anunciou ontem que irá criar uma nova entidade com o objectivo de avaliar de forma sistemática as aquisições de empresas nacionais por parte de capitais estrangeiros. Uma equipa, formada por membros de diversas áreas do Governo, irá verificar se os potenciais investimentos directos estrangeiros a realizar no país não colocam em risco a "segurança nacional". Os investimentos na indústria militar, agricultura, energia e outros recursos, infra-estruturas chave, sistemas de transporte e tecnologias serão os principais visados pela reforçada avaliação que passará a ser feita. De acordo com o comunicado ontem divulgado pela autoridades, "os diversos departamentos deverão elevar o sentido de responsabilidade para guardar segredos comerciais e de Estado, para salvaguardar efectivamente a segurança nacional". Com esta entidade, a China dá um sinal claro aos países que já bloquearam a entrada de empresas chinesas nos seus mercados alegando questões de segurança de que está disposta a responder na mesma moeda. Há já, noutros países, estruturas semelhantes à agora criada pela China. A Austrália tem uma agência encarregue de analisar as consequências das tentativas de aquisição de firmas por parte de capitais estrangeiros e que, durante os últimos anos, já vetou, em diver-
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Vigilância ainda mais apertada
É a resposta de Pequim aos entraves à penetração de empresas chinesas no Ocidente. Uma nova entidade vai avaliar a entrada de capitais estrangeiros. Aproveitar a expansão da economia chinesa e o crescimento de um dos maiores mercados do mundo deverá passar a ser ainda mais difícil para as empresas internacionais
sas ocasiões, a entrada de empresas chinesas em sectores como o da exploração de minérios. É verdade que, no passado recente, mesmo sem a existência da entidade agora criada, as autoridades chinesas já tinham dado sinais claros de estarem atentas à forma como os investidores estrangeiros entravam no país. Em 2009, Pequim bloqueou a tentativa de entrada da Coca-Cola no pro-
dutor de bebidas chinês Huiyuan Juice Group, naquela que seria a maior aquisição por parte de uma empresa estrangeira na história da economia chinesa. Nessa altura, o ministro do Comércio justificou a decisão, alegando que a operação, que envolvia montantes da ordem dos 1600 milhões de euros, levaria a uma redução da concorrência no mercado de bebidas. Outros negócios bloqueados foram, em 2008,
De regresso ao berço da humanidade equim lançou o primeiro satélite nigeriano, construiu os novos prédios da administração pública na Argélia, terminou a estrada que Osama Bin Laden começou no Sudão antes de fugir para o Afeganistão, construiu mais de 100 escolas pela África e financia até mesmo prisões para que ditadores africanos silenciem a oposição. Nada disso vem por acaso. Vários ex-presidentes africanos, especialistas e os próprios empresários chineses confirmam: a China está a comprar o seu futuro na África. O continente hoje é visto pelos chineses simplesmente como o trampolim para permitir que a China, segunda economia do mundo,
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Luta pelos recursos naturais aumenta receio do capital estrangeiro
China ‘invade’ a África atrás de matérias-primas
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terça-feira 15.2.2011
tenha acesso a recursos naturais, alimentos e energia para manter seu ritmo de crescimento nas próximas décadas e eventualmente superar a economia americana. Assim como o ouro do continente norte-americano promoveu a transformação económica e produtiva dos Estados Unidos e deu acesso a novas fontes de recursos naturais há mais de um século, a África hoje cumpre esse papel para a China, que acredita que, em 20 anos, se abastecerá de 50% de sua energia do continente. Para obter esse acesso, Pequim é obrigada a lidar com governos corruptos, ditadores e Estados falidos. A estratégia é clara: não fazer perguntas sobre assuntos
domésticos nem exigir, como faz o Banco Mundial, compromissos com a democracia ou com transparência nas contas dos Estados. A táctica começa a dar resultados concretos. O ano de 2010 fechou pela primeira vez com um comércio de 786 biliões de patacas entre os dois novos parceiros. O fluxo simplesmente multiplicou-se por dez em apenas dez anos. Num “safari” sem precedentes, a China rompeu monopólios europeus nos países africanos, injectou novo crescimento nas economias da região e abriu uma nova lógica na África, exactamente no momento em que o continente comemora 50 anos de descolonização.
a compra do grupo de construção Xugong pelos norte-americanos da Carlyle ou a entrada dos russo da Evraz na empresa do sector de metais Delong. No entanto, esta nova iniciativa revela a importância cada vez maior que está a ser dada pelos diversos governos à protecção dos recursos nacionais. Com o petróleo, minérios e bens alimentares a verem os seus preços dispararem no mercado devido à expectativa de um aumento da procura muito superior ao da oferta, têm-se repetido as tentativas de realizar mega operações de aquisição e fusão envolvendo empresas de vários pontos do Globo. AChina tem estado, neste capítulo, particularmente activa, uma vez que a mudança muito rápida dos pub
hábitos de consumo da sua população está a exigir um reforço acelerado da utilização de recursos energéticos, alimentares e minerais. Pequim, no entanto, tem encontrado uma forte resistência à entrada de capitais, que são geralmente controlados directa ou indirectamente pelas autoridades chinesas, por parte de diversos Estados onde estão instaladas as empresas que tentam adquirir. Esta resposta de Pequim faz também crescer as expectativas de que o processo de globalização acelerada a que se tem vindo a assistir na economia mundial possa vir a ser travado pela adopção, nas maiores potências mundiais, de medidas de carácter proteccionista. Foi isso que aconteceu na Grande Depressão. Pode repetir-se agora.
política
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4 Vanessa Amaro
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vanessa.amaro@hojemacau.com.mo
cabaram-se as férias prolongadas para os deputados. Os dois meses de descanso daAssembleia legislativa (AL) terminam amanhã, quando o hemiciclo receber a primeira sessão plenária deste ano. Há quatro diplomas de leis na fila de espera para serem aprovados e distribuídos pelas comissões permanentes – documentos que devem passar sem percalços – e uma moção relacionada com as polémicas demolições das barracas da Ilha Verde, que deve ser um dos momentos altos do encontro. Os três deputados da Associação Novo Macau apresentaram, a 12 de Janeiro, uma moção ao presidente da AL, Lau Cheok Va, para realizar uma sessão de esclarecimento sobre a desocupação e limpeza da área de barracas
AL quebra descanso e volta ao trabalho amanhã
Ano Novo, discurso velho Depois de dois meses de portas fechadas – houve feriados, férias e outros compromissos pelo caminho -, a Assembleia Legislativa volta amanhã a receber a primeira sessão plenária deste ano. Há quatro propostas de lei para aprovação, uma moção dos democratas e o mesmo paleio dos últimos meses na agenda da Ilha Verde. Ng Kuok Cheong afirma que o construtor demoliu casas com brutal desrespeito pelos valores pessoais dos ocupantes, o que foi uma violação clara dos direitos humanos básicos. Como o sector privado é susceptível de desempenhar um papel-chave em futuros projectos de renovação urbana, o deputado está apreensivo com a falta de
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Anúncio HM – 1ª VEZ 15-02-2011 Execução Ordinária n.º CV2-10-0084-CEO
2º Juízo Cível
Exequente: MELCO CROWN JOGOS (MACAU), S.A. Executado: CHEANG SENG MAN, solteiro, maior, com última residência conhecida em Macau, na Av. 24 de Junho, nº 158, edf. Kam Yuen, 7º andar F, ora ausente em parte incerta. *** Correm éditos de trinta (30) dias, a contar da segunda e última publicação do anúncio, citando o executado, para no prazo de vinte (20) dias, decorrido que seja o dos éditos, pagar à exequente a quantia de quarenta e quatro milhões, cento e onze mil, novecentas e quarenta e três patacas e doze avos (MOP44.111.943,12) e legais acréscimos, ou no mesmo prazo, deduzir oposição por embargos ou nomear bens à penhora, sob pena de, não o fazendo, ser devolvido à exequente o direito de nomeação de bens à penhora, seguindo o processo os ulteriores termos até final à sua revelia. E ainda que é obrigatória a constituição de advogado caso sejam deduzidos embargos. Tudo conforme melhor consta do duplicado da petição inicial que neste 2º Juízo Cível se encontra à sua disposição e que poderá ser levantado nesta Secretaria Judicial nas horas normais de expediente. Macau, aos 28 de Janeiro de 2011. ***
preocupação em relação ao caso da Ilha Verde e se isso se pode tornar num mau exemplo a seguir. Nesse sentido, os democratas pediram a audiência com esperança de que se avance para uma revisão profunda sobre este tema, tanto para a responsabilização do construtor como do Governo. “É mais desejável para esclarecer os factos e vamos tentar fazer o nosso melhor para que tudo fique resolvido. Pelo menos, esperamos criar pressão política sobre o Governo no sentido de evitar comportamentos contra os direitos humanos na futura requalificação da zona antiga, por exemplo”, aponta Ng. A proposta será apresentada pelos democratas e mais tarde colocada a votos. Os três deputados querem ainda que o secretário para as Obras Públicas e Transportes, Lau Sio Io, esteja presente na sessão para esclarecer os pontos menos abonatórios da questão Ilha Verde.
Reforma política e transparência
Os legisladores da Associação Novo Macau vão voltar à carga com os tópicos de sempre da sua agenda: reforma política, transparência e abusos de poderes. Segundo Jason Chao, responsável pela associação, os deputados já prepararam os seus discursos prévios para os pontos na ordem do dia. Au Kam San vai pedir que o hemiciclo se transforme num local de debate e não numa sessão “fria” de perguntas e respostas. “Vai exigir a presença frequente dos secretários do Executivo e quer fomentar um verdadeiro debate”, aponta Chao, a antecipar as palavras de Au.
Discussões do dia • Lei para a “Alteração ao Regulamento do Imposto do Selo e à composição das comissões de Revisão” • Lei para a “Alteração ao Regulamento da Contribuição Predial Urbana” • Lei do “Regime do subsídio de invalidez e dos cuidados de saúde prestados em regime de gratuitidades aos portadores de deficiência” • Lei da “Actualização dos vencimentos e pensões dos trabalhadores da Administração Pública” • Discussão da moção pela Ilha Verde apresentada pelo três deputados democratas
O democrata revela estar cansado do slogan “um governo transparente”, quando os factos indicam o contrário. O concurso do Metro Ligeiro – que levou a Bombardier a avançar para uma providência cautelar para impedir a assinatura do contrato com a Mitsubishi – é um dos exemplos que Au tem na manga para provar que o Executivo não tem agido de forma tão transparente como prega.
A reforma política vem provar-se um tema mais do que recorrente na lista. Os representantes da Associação Novo Macau acrescentam ainda a supervisão dos concursos públicos e de obras de valores elevados.
Nunca houve nada assim
Recuando um pouco até às sessões legislativas anteriores, em nenhuma se repetiu
Olha quem voltou A proposta de lei de controlo do tabagismo volta a estar em cima da mesa da 2.ª Comissão Permanente também está semana. Após mais de quatro meses de retoques por parte do Governo, o novo diploma volta para a discussão na especialidade a partir de sexta-feira e deverá se prolongar por largos meses. O consenso está longe de ser alcançado devido à discordância quanto à permissão de se fumar nos casinos. Há dois anos o diploma está em banho-maria na AL. No ano passado, o documento voltou às mãos do Executivo, que decidiu abandonar a proibição total nos casinos para 50% dos espaços, com um período de três anos de transição. Ng Kuok Cheong já reagiu, dizendo que considera a nova versão do diploma “um passo atrás”. Ng Kuok Cheong defende que tinha notado alguma preocupação levantada por alguns deputados sobre o problema prático que a proibição de fumar nos bares representava, mas os representantes do Governo nunca aceitaram a isenção nas reuniões até a alínea ter sido incluída na nova proposta. O deputado disse que a isenção do cumprimento da lei para os bares durante três anos constitui “um passo sério atrás que ainda não foi justificado pelo Governo”.
um período tão espaçado entre plenários como esta de agora. Na quarta sessão da terceira legislatura, entre Setembro de 2008 e Outubro de 2009, apenas em Setembro não se realizou qualquer plenário, sendo que nos meses anterior e seguinte houve dois. Em Janeiro e Fevereiro fizeram-se seis. Já na primeira sessão legislativa, referente ao período de 2009/2010, num total de 38 plenários, cinco deles foram nos meses de Janeiro e Fevereiro não se verificando nenhum com zero registos. Actualmente, a AL não realizava um plenário desde o dia 15 de Dezembro. Os deputados eleitos por sufrágio indirecto mostraram-se descontentes com tamanha inactividade e passaram a enviar interpelações orais ao presidente da AL, de forma a “forçar” a realização de um plenário. Desde o dia 1 de Janeiro, chegaram nove interpelações orais para fazer com que o Governo as respondesse o quanto antes no hemiciclo. Em vez de Março, a sessão plenária teve de ser antecipada para acalmar os ânimos.
Centro de línguas difunde o cantonense
O Centro de Difusão de Línguas, da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, vai organizar o Curso de Cantonense, com uma turma no nível de Iniciação e outra turma no nível Intermédio, ambos no módulo I. O Curso de Cantonense é destinado a indivíduos de língua materna não chinesa, com idade igual ou superior a 15 anos, sendo de 25 o número de vagas para cada nível. Este curso, nos níveis de Iniciação e Intermédio, decorrerá, às 3as e 5as feiras, das 18:30 às 20:30, no período de 22/02/2011 a 14/04/2011. O número total de horas, em cada nível, é 30.
Ng Kuok Cheong quer mais de Chui e secretários
Quando três vezes não é demais Vanessa Amaro
vanessa.amaro@hojemacau.com.mo
O
deputado Ng Kuok Cheong enviou ontem uma interpelação ao Governo na sequência da promessa feita pelo Chefe do Executivo Chui Sai On, de pisar três vezes a Assembleia Legislativa até ao fim deste ano. O democrata afirma que já tinha feito esse pedido no ano passado, diz estar satisfeito por ver o seu pedido aceite, mas duvida que a presença do líder do Governo vá servir para dar respostas a tantas perguntas colocadas pelos deputados. O democrata considera três um “número mínimo” e volta a atacar o problema que os legisladores eleitos por voto directo não deixam cair: a demora em se responder a tudo. “Há mais de meio ano que estou à espera de resposta para uma interpelação. Até ao momento, o Chefe do Executivo não teve tempo para me ouvir”, atira. pub
Ng quer saber como é que o esquema vai funcionar a partir de agora. O representante da Associação Novo Macau questiona se os deputados devem enviar as suas perguntas antes, para que Chui Sai On não perca tempo e vá directo ao assunto quando estiver sentado no hemiciclo. “Ele irá responder às perguntas do momento ou ainda vai buscar aquelas a que nunca deu seguimento?”, deixa no ar.
Pandas e afins
Ng volta a bater na mesma tecla: porque é que os pandas tiveram direito a um referendo enquanto a reforma política continua esquecida numa gaveta? O deputado lembra que o Chefe do Executivo prometeu “auscultar a população” de acordo “com a Lei Básica” sobre a democratização do sistema de Macau e está agora a pressionar o líder do Governo a apresentar uma resposta “coerente” na sua primeira aparição, programada para Abril.
O legislador insiste na criação de um conselho eleitoral para todos os lugares da Assembleia, bem como sufrágio universal para Chefe do Executivo. “Quando é que o Governo vai finalmente falar desse tema?” No seu último tópico, Ng Kuok Cheong quer saber que políticas e medidas a Administração pretende implementar para ajudar a população a lutar contra as futuras subidas da inflação. O deputado lembra que já houve quatro subidas no número desde o início deste ano e frisa que a “população está à deriva no mar”. “Que ideias há? Quando vão entrar em acção?”, bombardeia Ng.
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Preço das casas vai subir durante este ano Quer no arrendamento, quer na compra de casa, os preços das casas vão sofrer um aumento durante este ano. Estas são as previsões do presidente da Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau (AGSIM), Chong Siu Kin, à margem das comemorações do Ano Lunar num almoço do sector imobiliário. “Este ano as casas mais baratas e os edifícios mais antigos vão sofrer um aumento na ordem dos 20%. As casas entre um a três milhões de patacas vão subir significativamente e, tal como no ano passado, a falta de restrições governamentais neste sector levam a esse cenário”, afirmou Chong. Mas não se pense que só as casas baratas terão aumentos. O mercado denominado de luxo também vai evoluir nos seus preços. “A tendência é de subida com recordes à vista. Os milionários estrangeiros vão continuar a chegar a Macau para comprar e, não havendo medidas para arrefecer o mercado, como em Hong Kong e na China, investir em Macau é mais rentável e seguro. No mercado de luxo os aumentos podem chegar aos 50%”, disse o presidente da AGSIM. Quem também revelou as suas preocupações acerca do aumento de habitações de luxo foi o director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, Jaime Carion. Para o responsável, a aposta dos construtores tem de passar por apartamentos com 70 metros quadrados de área útil. “Estamos a tentar dialogar com os empresários no sentido de não fazerem habitações de luxo. O caminho é tentar a construção de apartamentos que sirvam a população local, de acordo com as suas capacidades”, revelou Carion. – G.L.P.
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Gonçalo Lobo Pinheiro
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Air Macau convocou todos os co-pilotos da companhia para uma entrevista no passado domingo com o sentido de saber o porquê da debandada geral que tem acontecido nos quadros profissionais da companhia aérea. Comandantes ficaram de fora. Por mais de quatro horas os responsáveis da empresa ouviram um rol extenso de queixas que se prendem, como o Hoje Macau tem adiantado ao longo dos últimos quatro meses, com seguros de saúde, diárias do ‘wet-lease’ mais elevadas, fim da garantia bancária para promoção a comando no valor de 235 mil patacas, insegurança e problemas de manutenção. “Falámos, falámos mas nada nos foi prometido. A nossa maior preocupação é o ‘wet-lease’. Este processo é executado de uma forma que prejudica gravemente os interesses dos pilotos. Trabalhamos 13 ou 14 horas, descansamos dez, voltamos a trabalhar 13 ou 14 horas e descansamos novamente dez. Isto sem parar durante 20 e tal dias durante um mês, apenas gozando uns parcos dias com a família em Macau.
sociedade
Air Macau | Companhia pode perder mais dez pilotos
Co-pilotos auscultados
A companhia aérea do território convocou uma reunião de emergência com os co-pilotos para saber porque querem abandonar a companhia. Comandantes ficam de fora da discussão. Air Macau só ouviu nada prometendo. Entretanto, mais dez pilotos podem sair até Março. Companhias estrangeiras estão a realizar entrevistas em Hong Kong Estamos fartos e completamente exaustos”, revelou um piloto ao nosso jornal. De facto, como o Hoje Macau tem vindo a dar conta, o ‘wet-lease’ é um grande problema para os pilotos. Não tanto pelo processo em si, que também é executado por diversas companhias aéreas pelo mundo, mas sim pela forma como ele é aplica-
do no caso da Air Macau. Na aviação, ‘wet-lease’ é um contrato em que uma companhia aérea disponibiliza o avião, a tripulação completa (pilotos, comissários de bordo e hospedeiras), efectua a manutenção e suporta o seguro do avião (ACMI- Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance), recebendo, em contrapartida, o pagamento pelas
horas operadas por parte da companhia operadora, neste caso a Air China. O problema é que este ‘wet-lease’ só traz um único benefício à companhia de bandeira da RAEM: dinheiro. E com isso conseguiu equilibrar as contas que vinham a negativo desde há alguns anos. Fora isso, nada mais é positivo segundo o
que os pilotos têm relatado ao nosso jornal. “A companhia tem de perceber que nós é que somos o suporte da saúde monetária da Air Macau. Os pilotos querem estar a 100% nas suas faculdades e com o ‘wet-lease’ isso não acontece. Depois todos os acordos são miseráveis para os profissionais. Seguro de saúde não existe.
Regulamento de Navegação Aérea de Macau aprovado O Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, aprovou, nos termos do n.º 3 do artigo 10.º do Regulamento Administrativo nº 10/2004 (diploma que enquadra a actividade de aviação civil de Macau), o Regulamento de Navegação Aérea de Macau (RNAM). Segundo o documento, que entrou em vigor no passado dia 22 de Janeiro, a Autoridade de Aviação Civil de
Macau (AACM) deve proceder às actualizações técnicas do RNAM que, por razões de segurança do transporte aéreo, se revelem necessárias. Estas actualizações deverão ser feitas por circular aeronáutica e são de cumprimento obrigatório, devendo ser incorporadas no RNAM com a periodicidade máxima de dois anos. Para o Executivo da RAEM, a
AACM deve promover as medidas necessárias a uma adequada e permanente divulgação do RNAM e das suas actualizações técnicas pelos destinatários, designadamente pelos potenciais utilizadores do Aeroporto Internacional de Macau. Nesse sentido, o documento, para além das publicações em chinês e português, será também escrito na língua inglesa.
As condições da clínica que a Air China nos disponibiliza são deploráveis. As diárias em Pequim só dão para uma refeição. Enfim...”, desabafou um ex-piloto.
À pesca em Hong Kong
O Hoje Macau soube que há companhias estrangeiras a tentar contratar diversos pilotos da Air Macau. O processo é simples. Organizam-se em grupos de dez e reúnem-se com a concorrência em Hong Kong na esperança de obterem melhores condições para as suas vidas. “Antes éramos nós quem contactávamos as companhias. Agora elas, sabendo dos problemas da Air Macau, já contactam os pilotos directamente para realizarem entrevistas de trabalho na região vizinha”, revelou um ex-piloto. Segundo o Hoje Macau apurou, entre as várias companhias sedentas de mão-deobra “qualificada e experiente” estão a Vietnam Airlines, Air Mauritius ou SriLankan Airlines. “Essas companhias têm falta de pessoal devidamente qualificado e com muita experiência. Sabem que os pilotos estão descontentes com a Air Macau e oferecem condições muito acima do que a companhia da RAEM pratica”, assegurou um expiloto que optou por esse caminho.
Vacina contra a gripe para todos é já sucesso
O processo de vacinação gratuita a todos os cidadãos de Macau está a decorrer a bom ritmo. No primeiro dia de vacinação cerca de 700 cidadãos vacinaram-se contra a gripe e no segundo dia foram já vacinados 1072 cidadãos nos três Centros de Saúde do território. Até ao momento, cerca de 70 mil indivíduos foram submetidos à vacinação contra a gripe sazonal. De acordo com o resultado da vigilância epidemiológica de gripe obtido no Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário e nos Centros de Saúde, o período de pico de gripe incidiu no mês de Janeiro, mas a quantidade de doentes com sintomas gripais que recorreu ao tratamento médico nos dois serviços supracitados não registou um aumento evidente, ou seja, o número de utentes foi similar, quando comparado com o do ano transacto.
Mais queixas contra taxistas. Motoristas descontentes
Querelas a quanto obrigas Vanessa Amaro
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vanessa.amaro@hojemacau.com.mo
ano de 2010 fechou com 3746 queixas contra os taxistas do território. Os passageiros reclamam sobretudo de lhes ter sido recusado o transporte, de um itinerário maior para aumentar a tarifa ou de cobrar mais dinheiro do que é suposto. Durante os últimos feriados do Ano Novo Chinês, a Direcção para os Assuntos de Tráfego (DSAT) voltou a ver chegar aos seus escritórios uma nova enxurrada de queixas: mais de 30 em menos de duas semanas. O Hoje Macau foi ouvir dois motoristas de táxi que também têm as suas queixas a fazer: há passageiros mal-educados, pessoas que não sabem onde querem ir e que tentam “aldrabar” nos pagamentos. Lee, que é de Taiwan e trabalha há mais de dez no território, aponta que “não é nada fácil ser taxista em Macau”. A culpa, segundo ele, é dos milhares de turistas
chineses que todos os dias apanham táxis. “Eles vêm habituados de outra forma. Cospem no táxi, fumam, falam alto ao telemóvel e queixam-se dos preços. Como é que podemos manter o sorriso no rosto com tamanha má educação?”, aponta. Lee reconhece que os colegas preferem fazer esperas em pontos turísticos e em hotéis luxuosos, porque “há mais hipótese de fazer dinheiro rápido”, mas refuta as acusações de que cobram mais do que é suposto. “Ligamos o taxímetro. Quando há bagagem, há um extra como vem determinado nas tabelas afixadas em todos os veículos. Não há como enganar nos preços. É o que aparece no ecrã e ponto final”, sustenta, apontando que, muitas vezes, são os clientes que tentam “aldrabar”. “Durante os feriados aconteceu-me mais de uma vez. Os passageiros dão-me uma nota de 50 para mão e quando lhes dou o troco, começam a discutir que afinal deram uma nota de 100 ou de 500. E como é que se prova
o contrário? Até já os deixo me revistarem à procura das tais notas. É claro que nunca as encontram...” Leong, que é da China Continental e vive há mais de duas décadas em Macau, acredita que estão a “pintar um monstro” e estão a “descredibilizar” a profissão de taxista. “É verdade que há poucos táxis a circular e que os bairros residenciais sofrem mais com isso. Mas como sistema está organizado. O Governo sabe disso, sabe que é preciso um reforço nos picos do turismo, mas
Governo amplia locais de acesso gratuito à rede
Mais Internet à borla por aí O
Governo de Macau amplia a partir de hoje para 60 pontos o número de acessos gratuitos à Internet que podem ser utilizados por residentes e turistas com dispositivos eletrónicos com capacidade “wi-fi”. Actualmente existem em Macau 34 zonas de acesso entre serviços da Administração, locais de interesse público e turístico, mas na terça-feira serão mais 26 os pontos de acesso “wi-fi go”. Desde Setembro de 2010, quando foram lançados os primeiros pontos de acesso, o Executivo registou mais de 160 mil utilizações, que permitem não só a consulta de páginas da Internet como a recepção ou envio de emails ou o acesso a programas de conversação na Internet. Entre os pontos de acesso disponíveis e a disponibilizar contam-se os terminais marítimos, a fronteira das Portas do Cerco,
o Aeroporto de Macau, museus, serviços da Administração, bibliotecas, jardins e praças da cidade. A cargo dos Serviços de Regulação de Telecomunicações, os pontos de acesso “wi-fi go” podem ser utilizados livremente, mas o Governo alerta para a necessidade de cuidados especiais na utilização do serviço, nomeadamente, entre outros, na transmissão de dados importantes através da rede.
a questão parece que passa ao lado de toda a gente”, critica. O taxista narra que há dois dias um passageiro entrou a fumar e quando lhe pediu para apagar o cigarro houve uma “acesa discussão”. Por diversas vezes, narra Leong, os clientes deixam panfletos de “meninas” espalhados pelo banco de trás – o que pode fazer com que tenham de prestar declarações à polícia -, enchem o veículo de lixo, tentam entrar mais pessoas do que as quatro permitidas e dizem mal as moradas em cantonês. “Mais táxis a circular se calhar aliviariam a pressão”, sugere. pub
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Guia turístico sovado no terminal marítimo Três indivíduos pertencentes a um grupo de turistas provenientes da província de Liao Ning, na China Continental, deram uma tareia a um guia turístico, que não sendo o deles, estaria alegadamente no local para mediar a discussão anteriormente criada pelos turistas e pelo seu guia. O grupo de turistas chegou de Hong Kong ao terminal marítimo do Porto Exterior de Macau na manhã de ontem. De acordo com os registos e documentos da agência de viagem receptora local, o grupo deveria desembarcar no terminal por volta das 9h, mas apareceu antes da hora. Alguns turistas queixaram-se que o guia turístico responsável chegou atrasado e não exibiu a placa de recepção. Durante a discussão entre as duas partes, um outro guia turístico pretendeu mediar a disputa mas foi sovado por três membros da excursão o que exigiu a intervenção das autoridades policiais que tomaram conta da ocorrência, levando três turistas envolvidos para averiguações. O Hoje Macau tentou uma reacção, durante todo o dia de ontem, por parte do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) mas não obteve qualquer informação acerca dos três turistas detidos. Entretanto, o guia turístico espancado foi levado para exames médicos e os restantes visitantes mantiveram o itinerário previsto no programa de viagem que inclui uma pernoita em Macau. Após ter tomado conhecimento do incidente, os inspectores da Direcção dos Serviços de Turismo (DST) deslocaram-se ao local para averiguar o que se terá passado e procedeu às diligências quanto ao cumprimento do estipulado no programa por parte da agência local e do guia receptor. - G.L.P.
vida
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António Correia fala da importância das energias alternativas
A entrevista com António Correia desenrola-se hoje “á luz” de Macau. Para o ambientalista, o território tem potencial para ser a única cidade totalmente limpa no mundo. Porque não o é? Falta de pensamento ecológico da parte de quem governa, a não aceitação de que pertencemos à China e a acumulação de dinheiro sem lhe dar uso, são alguns dos motivos. Joana Freitas
P
joana.freitas@hojemacau.com.mo
orque diz que Macau “podia despertar para a eficiência ecológica”? O território podia ser um “brinquinho”. Se não é, é porque ninguém, ou quase ninguém, se deu ao cuidado de pensar nisso. Macau
tem condições únicas para ser um modelo de cidade limpa no mundo, devido à sua tão pequena extensão. Como podíamos mudar Macau? Comecemos por isto: são tantas as motocicletas que andam por aí, que se o Governo, que tem excedentes financeiros para isso, quisesse bastava fazer uma campanha de, por exemplo, quem entregasse uma mota velha levava uma mota nova eléctrica. Os carros ou as motas movidas a electricidades têm baterias auto-suficientes para 300 quilómetros, algo que é perfeitamente suficiente num espaço tão pequeno como Macau. Ou outras medidas, menos “dispendiosas”, de proibir a partir de 2012, por exemplo, a importação de carros que não fossem eléctricos, e atribuir um incentivo a quem abatesse os que não eram, ou o de substituir todas as lâmpadas por outras de baixo consumo. Há ainda a hipótese de implementar materiais e equipamentos que produzam energias alternativas nos próprios edifícios, como cata-ventos e painéis solares.
António Falcão | bloomland.cn
“É um crime que Macau não desperte para
O que originariam essas mudanças? Em cinco anos, o ar tornava-se respirável e menos poluído. E, quando se começasse a perceber que por ser a tão único, até era chique vir a Macau porque se respirava tranquilo, os carros
A energia alternativa e os mitos que a perseguem (parte 2) • Mito 4
A energia solar é demasiado cara para ser útil Na verdade, os grandes e dispendiosos painéis solares de hoje captam apenas cerca de 10 % da energia do sol, mas a inovação rápida da tecnologia significa que a geração seguinte de painéis será muito menos espessa, capturará muito mais energia da luz solar e custará uma fracção do que custa nos dias de hoje. A First Solar, o maior fabricante de painéis finos, afirma que os seus produtos gerarão electricidade em países soalheiros a um custo tão baixo quanto as grandes centrais de energia antes de 2012. Outras companhias estão a investigar formas ainda mais eficientes de capturar a energia solar, usando, por exemplo, longos espelhos parabólicos para enfocar a luz através de um tubo fino contendo um líquido que se torna suficientemente quente para mover uma turbina a vapor e gerar electricidade.
• Mito 5
Os combustíveis biológicos são sempre destrutivos para o meio ambiente Errado. Apesar de inicialmente a criação de combustível motor através de comida ter sido um desastre, devido a ter causado fome e de ter aumentado os valores de perda florestal, este primeiro fracasso da primeira geração de combustíveis biológicos não deverá significar que devemos rejeitar o uso de materiais biológicos para sempre. Dentro de alguns anos seremos capazes de converter resíduos agrícolas em combustíveis líquidos, dividindo celulose, a molécula mais abundante em plantas e árvores, em hidrocarboneto simples. Também o milho, a cana de açúcar e uma planta chamada mamona, criados no Brasil, já são utilizados como biodiesel. As nossas necessidades vorazes de combustível líquido significam apenas que teremos de dedicar uma fracção significante da terra ao crescimento destes materiais. E, apesar deste ser um passo complicado, não afecta o ambiente de forma catastrófica quanto as emissões de dióxido de carbono e gases para a atmosfera aquando da queima do petróleo ao ser transformado em combustível motor.
• Mito 6
Os carros eléctricos são lentos e feios Tendemos a pensar que os carros eléctricos são todos iguais e de variedade limitada, aceleração pobre e aparência pouco elegante. Na verdade, existem já carros eléctricos que se equiparam aos veículos a gasolina. O carro desportivo eléctrico Tesla, vendido na América mas projectado pela Lotus em Norfolk, assombra todos aqueles que experimentam a sua impressionante aceleração e mostrou ao mundo que os carros eléctricos podem ser excitantes e desejáveis. O avanço crucial na tecnologia de carros eléctricos foi nas baterias: as últimas baterias de lítio - semelhante às do seu computador portátil - podem fornecer grandes quantidades de energia para aceleração e uma duração suficientemente longa para quase todas as viagens.
não faziam barulho e porque se passeava numa cidade movida a energia eléctrica não poluente. Há um consumo excessivo de energia no território. Eu, que conheço isto há mais de 20 anos posso comparar. Actualmente a Praia Grande, por exemplo, tem luz a mais. Como é possível produzir tanta luz, essa excessiva de que fala, cá no território, tendo em conta a quantidade de casinos que existem? A luz que é gasta cá em Macau assusta-me. É um crime que Macau não desperte para a eficiência energética, porque aqui há um desperdício imenso de energia. Por exemplo, eu tenho estatísticas cedidas pela CEM que apontam para o seguinte: 928,004 megas watts é a capacidade de produção actual da RAEM. Mas, como isso não chega, são importados mais de 2 milhões de energia da China para iluminar a cidade. E se a distribuidora do território consome petróleo para produzir electricidade, também a China faz uso do carvão, ambos combustíveis fósseis. Seria possível em Macau instalar centrais de energias renováveis? Aqui não há espaço para construir parques eólicos. Mas ali no mar, que é da mesma pátria, podia perfeitamente instalar-se uma central alternativa. Macau faz parte da grande China, não é um mini estado. Temos que nos deixar de ilusões. É bom que se preserve este estatuto, tanto para quem vive em Macau, como para a própria China. Mas estas são coisas que não têm a ver com a integração natural do
território na China, em termos de energia por exemplo. Já dissemos que a CEM importa energia da China, se essa energia pudesse vir de renováveis, óptimo. Aqui não há espaço mas há na China. Macau só produz casinos, não há espaço para mais. Espaço há lá [na China], que tem os maiores desertos do mundo. Então porque é que essa produção alternativa da China não chega ao território? Não faço ideia, a política tem ideias diferentes de nós, que nos preocupamos com o ambiente. Vamos pôr as coisas desta forma: as pessoas de Macau têm de reclamar o direito de serem cidadãos de Macau, mas de igual forma têm de ter consciência que isso significa ser cidadão chinês. Não podemos ter preconceitos, não há diferença nenhuma em que um parque eólico seja posto na China, no mar da China ou aqui, se fosse possível. Macau paga a importação, qual a diferença? O grande problema atravessa-se no facto de o conjunto dos responsáveis que estão à frente da governação provavelmente nuca terem saído daqui. Se estas pessoas passassem um mês na Amazónia ou noutros sítios com qualidade ambiental, tinham uma realidade diferente do ambiente. Nós vivemos numa sociedade de crescimento rápido e espantoso num mundo onde parece tudo fácil e aparece tudo feito porque há dinheiro cá. Não dá para
Sabia que... • Já existe uma central da CEM na ilha da Taipa que queima lixo urbano e produz calor que, por sua vez, produz energia? • A Estrada da Vitória, cá em Macau, já está em fase de experimentação das lâmpadas de baixo consumo nos candeeiros públicos?
• Hong volvido do sol, de ma actualm solares minar,
• 1% d
Torneira eficiente com desenho inovador
Chama-se Sunrise e é uma torneira de ecrã táctil que permite mais eficiência ecológica. Desenvolvida pela Doro Design e colectora dos prémios Reddot Design e IF Design China 2009, esta torneira teve como inspiração a imagem do sol no horizonte, entre céu e mar. Com uma paisagem como esta, é fácil perceber o conceito de ambiente. Assim, a Sunrise possui um “Smart Chip” de alta tecnologia, que controla o nível de temperatura e o fluxo de água, de maneira prática e que ajuda contra o desperdício de água.
g Kong e Taiwan estão enos na indústria da energias , dominando a produção ateriais alternativos aos mente usados nos painéis s, que, por estarem a terencarecem?
de destruição da camada
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• A forma como conduzimos afecta a poluição do ar? Menos velocidade significa menos emissão de dióxido de carbono, o principal poluente do ar • O óleo alimentar usado é altamente poluente: não o atire pelo cano abaixo • O número de espécies declaradas oficialmente extintas chegou a 27 nos últimos 20 anos, prova de que o ritmo actual de perda da biodiversidade é de cem a mil vezes maior do que a própria selecção natural • Na prática, estão ameaçados 12% das espécies das aves; 23% das de mamíferos; 52% das de insectos; 32% das de anfíbios; 51% das de répteis; 25% das de coníferas e 20% das de tubarões e raias. • Numa tonelada de telemóveis velhos encontramos 340 gr de ouro, 3,5 kg de prata, 140 gr de paládio (que vale mais do que ouro) e 130 kg de cobre. Se esses metais forem recuperados podem render cerca de 15 mil euros. Dê a reciclar os seus equipamentos velhos
espalhafato de luz durante toda a noite, sem ser um corte radical, porque Macau tem esse encanto de ser uma cidade de luz artificial, mas teria mais encanto ainda se fosse uma cidade de luz “natural”. Uma mudança radical que podia começar já, à parte das pequenas alterações que já mencionou? Integrar desde o projecto a eficiência energética nas novas construções. E teria que ser algo obrigatório, senão nem toda a gente cumpriria. Casas inteligentes. E mesmo edifícios auto-suficientes. Já viu se algum investidor ou casino tivesse a audácia de copiar a ideia de um edifício que está no Dubai, que produz energia através do vento? (Ver imagem) [Na edição de amanhã do Hoje Macau, ajudamos a perceber como a China já adoptou um caminho alternativo. “A China surpreendeu, na medida em que sendo o maior produtor de carvão, optou por mudar de mão”, António Correia]
de ozono implica mais 100 000 casos de pessoas cegas por ano e mais 50 000 novos casos de cancro da pele?
• O nível do mar irá aumentar cerca de 20 cm até 2020 se os níveis de emissões de dióxido de carbono na atmosfera não diminuírem?
• Durante o próximo século a temperatura da Terra aumentará 2ªC a 5ªC devido ao efeito de estufa?
• A Europa poderia adquirir a maior parte da sua electricidade se tivesse centrais colocadas no deserto do Saara?
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Planeta em números
a a eficiência energética” viver diferente quando a nossa consciência económica não permite perceber como se produzem as coisas que estamos a pagar. Macau podia ser iluminado a 100% por electricidade produzida de renováveis? Ora bem dinheiro não falta em Macau. Eu acredito que isso seria possível. Apesar de ter que ser estudado e de terem que se saber os gastos médios anuais, em termos de engenharia nada é impossível. Teria também que se saber quanto custaria, mas isso felizmente não é o primeiro item a considerar nesta terra. De qualquer forma, não se poderia começar pelo fim. Nenhum casa se constrói a partir do telhado. As “fundações” de Macau seriam a eficiência energética. Logo à partida, 30% de diminuição nos consumos de energia com programas de eficiência, segundo, atacar os automóveis. Macau tem meios financeiros para apoiar uma iniciativa destas e capacidade política para negociar com Pequim. Não tem autonomia nem jurisidção mas com a ajuda do governo central era sem duvida possível. E o problema dos casinos, cuja iluminação é totalmente perceptível à primeira vista? Se lhes pusessem cotas, eles diminuíam os gastos. E há formas de diminuir também esses gastos, por exemplo, com sistemas de sensores que vão diminuindo a intensidade das luzes. É possível evitar este
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Singapura considerada metrópole mais verde da Ásia
Hong Kong acima da média Rodrigo de Matos info@hojemacau.com.mo
A
cidade-estado de Singapura foi considerada a metrópole mais verde do continente, de acordo com o Índice Cidade Verde Asiática, um estudo realizado para a Siemens. Entre as 22 grandes cidades avaliadas em oito categorias (incluindo uso da energia e das terras, transportes, gestão dos resíduos e qualidade da água e do ar), Hong Kong também se destacou, com um resultado acima da média. Por questões de dimensão, Macau não foi incluída no estudo. A pesquisa levada a cabo pela Economist Intelligence Unit (EIU), um grupo de investigação integrado na revista The Economist, analisou os objectivos e conquistas de 22 grandes cidades asiáticas no que diz respeito à protecção do ambiente e do clima. Singapura destacou-se claramente de todas as restantes, muito graças aos seus ambiciosos objectivos ambientais e a uma abordagem eficaz para os alcançar. A estratégia de redução do desperdício de energia
valeu muitos pontos a Singapura, que lhe permitiram instalar-se no topo da tabela, como
a única metrópole a apresentar uma classificação bem acima da média. Políticas firmes
Muito abaixo da média
Carachi (Paquistão)
Abaixo da média
Bangalore (Índia) Hanói (Vietname) Calcutá (Índia) Manila (Filipinas) Bombaim (Índia)
Média
Banguecoque (Tailândia) Pequim (China) Nova Deli (Índia) Guangzhou (China) Jacarta (Indonésia) Kuala Lumpur (Malásia) Nanjing (China) Xangai (China) Wuhan (China)
Acima da média
Hong Kong (China) Osaka (Japão) Seul (Coreia do Sul) Taipé (Taiwan) Tóquio (Japão) Iocoama (Japão)
Muito acima da média
Singapura (Singapura)
para conter a expansão urbana e proteger os espaços verdes dos efeitos negativos do desenvolvimento ajudaram também a cimentar essa posição. Além disso, Singapura conta com uma rede extensiva de transportes públicos – 0,21 quilómetros por quilómetro quadrado, acima da média das 22 cidades de 0,17 quilómetros por quilómetro quadrado – e tem um índice de resíduos gerados por pessoa abaixo da média, com as autoridades a recolherem e eliminarem a totalidade dos lixos. As cidades de Hong Kong, Seul, Taipé e as japonesas Osaka, Tóquio e Iocoama aparecem a seguir no ranking, todas com resultados “acima da média”. Hong Kong é aliás um caso único na China, onde as restantes metrópoles avaliadas ficaram-se por resultados dentro da média – casos de Pequim, Xangai, Guangzhou, Nanjing e Wuhan. Bem abaixo da média ficou a cidade paquistanesa de Carachi, com resultados preocupantes que lhe valem o lugar destacado de cidade menos verde da Ásia.
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cultura
Plataforma online para exposição e venda de obras de artistas locais
Para o infinito e mais além Filipa Queiroz
U
filipaqueiroz@hojemacau.com.mo
m portal na Internet que mostra e disponibiliza para download e venda obras de artistas locais e não só, é o objectivo do novo projecto da Associação dos Criadores de Macau. A cerimónia de apresentação do projecto “Infinity” está marcada para o próximo dia 26, no Village Macau, na Rua da Ribeira do Patane, às 20h. O evento vai contar com a actuação de artistas locais, projecções vídeo e uma passagem de modelos.
É a frase chave do Buzz Lightyear no filme “Toy Story” e podia ser o mote do projecto da Associação dos Criadores de Macau – uma plataforma online para expor arte local, sem limite para a criatividade e os olhos postos no outro lado da fronteira
Escala global
O projecto
Produtos locais e não só, há espaço para tudo no portal http://macau-creatives. org onde artistas expressam ideias, visões e perspectivas em relação ao seu próprio futuro. “Temo-nos preocupado com vários assuntos relativos a Macau nos últimos anos mas desta vez decidimos expandir a abrangência das nossas inquietações para o Futuro”, avançou em comunicado a associação sem fins lucrativos que desde 2005 se debruça sobre
(2007-2008) focado na herança história do território. Na compilação “Inside Out “, lançada em 2008 em CD e DVD, a associação propôs uma reflexão sobre o estilo de vida e os sentimentos do povo de Macau e em 2009 a série de eventos de ‘networking’ “Sing It Out 09” ofereceu “oportunidades aos criativos de Macau para exporem as suas realizações no exterior através de concertos, filmes, palestras e exposições em Hong Kong e Cantão”.
a promoção das indústrias criativas em Macau. Discorrendo pela página na Internet, é possível espreitar a animação da taiwanesa Lewei Wang, o desenho do tailandês Ratinan Thaicharoen, a fotografia de Wataru Yoshida, do Japão, e o vídeo do canadiano Greg Barth. Na
mesma página, Lewis, Sio e DJ MK são alguns dos artistas de Macau a apresentar o “Infinity” através de vídeos falados em cantonês. Desde a sua fundação, a Associação dos Criadores de Macau já produziu uma curta-metragem independente “macau.xmas.2005”,
sobre as dificuldades dos trabalhadores criativos de Macau, exibido em Macau, Taiwan e na China continental. Também apresentou uma peça áudio, “Together”, um drama experimental que narra uma viagem de busca interior e, em 2007, lançou o livro “Untitled Chapter”
Este ano, a Internet é o palco e o infinito o limite. “O mundo virtual já dificilmente se separa do mundo real nos tempos que correm e nós confiamos nele e contamos com ele”, defendem. “A Internet dá-nos uma infinidade de possibilidades e nós acreditamos que podemos fazer bom uso deste meio para divulgar as nossas preocupações para todos os cantos do mundo, usando a criatividade para fazer do mundo um sítio melhor e seguir para o futuro sem limites.” Na plataforma online apresentam-se e vendemse produtos artísticos em formatos variados, como o vídeo, a banda desenhada, a fotografia, o design e a literatura, num projecto cujo objectivo é ajudar “a reunir os talentos criativos de Macau e a promover a criatividade”, permitindo também que pessoas de fora conheçam mais sobre o que se faz no território. Para se ter acesso aos artistas e respectivas obras basta aceder ao site da associação. Os produtos são independentes e únicos, alguns feitos à mão e por isso limitados ao stock existente. Podem ser adquiridos via cartão de crédito ou numa das lojas listadas no portal. “Sintam a nossa arte com os vossos corações e serão inspirados.” Fica dado o recado, o resto está à distância de um clique.
Um pé de laranja na China Nas publicações infantojuvenis de 2010 da China, um romance brasileiro chamou a atenção dos leitores. “Meu Pé de Laranja Lima”, de José Mauro de Vasconcelos, foi apresentado no programa “Leitura Diária” da CCTV, a televisão estatal, e mereceu também destaque no “Mês de Leitura de Shenzhen” e no 4.º Fórum chinês da leitura infanto-juvenil do século XXI, que colocou o romance na lista de livros recomendados. Também o jornal “Educação da China” mencionou que a obra está entre as 100 que mais influenciaram os professores em 2010. O redactor da versão chinesa, Wang Yonghong, considera este um livro cativante, na medida em que “o sucesso de uma obra está na criação de personagens impressionantes. O “Meu Pé de Laranja” criou com sucesso a figura de uma criança, que é inesquecível para os leitores, e apresentou o mundo infantil a partir das perspectivas da criança”,explicou. Para uma professora da China que utilizou “Meu Pé de Laranja Lima” como obra obrigatória nas suas aulas, a leitura da história por leitores de diferentes idades pode chegar a conclusões muito diferentes. A versão chinesa foi ainda incluída na lista de prioridades recomendadas para as bibliotecas rurais para este ano lectivo, pela Administração Geral da Imprensa e Publicação da China. - J.F.
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Prémios Grammy | Eminem foi o grande derrotado
A noite foi das Ladies, Antebellum e Gaga O trio de country Lady Antebellum foi o grande vencedor da noite dos Grammy, arrecadando cinco prémios. A outra Lady, a Gaga - que chegou à cerimónia dentro de um casulo - venceu três prémios e a comunidade indie rejubilou com o Grammy de Álbum do Ano para a banda canadiana Arcade Fire
A
noite foi, porém, de humilhação para duas estrelas cintilantes do actual panorama musical: o adolescente Justin Bieber e o rapper Eminem, que tinha dez nomeações e que acabou apenas com dois prémios. Mas vamos aos vencedores: Lady Antebellum venceu nas categorias de Canção do Ano (“Need You Now”), Disco do Ano (“Need You Now”), Melhor Performance Country por um Duo ou um Grupo Vocal, Melhor Canção Pop e Melhor Álbum Country. Este é o segundo ano consecutivo em que o estilo country domina o evento, depois de a jovem Taylor Swift ter chegado à glória dos Grammy em 2010. Mas a banda indie oriunda de Montreal Arcade Fire negou aos Lady Antebellum a hipótese de ganhar o mais
desejado prémio da noite, o de Álbum do Ano (The Suburbs). Os membros do colectivo ficaram surpreendidos quando Barbra Streisand chamou pelo nome da banda ao anunciar o vencedor do grande prémio da noite. O trabalho “The Suburbs” chegou ao topo das tabelas norte-americana e canadiana sem o apoio de nenhuma das grandes editoras. A excêntrica Lady Gaga - que chegou ao evento enfiada dentro de um ovo, qual casulo, e carregada em ombros - venceu três prémios: Melhor Performance Vocal Pop de Artista Feminina, Melhor Álbum Vocal Pop (“The Fame Monster”) e Melhor Vídeo Musical (“Bad Romance”). Jay-Z também venceu em três categorias, incluindo “Melhor Rap” pelo seu
trabalho com Alicia Keys no tema “Empire State of Mind”. A vencedora do prémio de Melhor Artista Revelação foi para a baixista americana Esperanza Spalding, deixando o adolescente canadiano Justin Bieber de mãos a abanar. Spalding, de 26 anos, foi a primeira artista de jazz nomeada na categoria revelação nos últimos 35 anos. Eminem venceu o Grammy de melhor álbum rap (“Recovery”) e melhor performance a solo em rap (“So Afraid”). Outros vencedores múltiplos foram o produtor David Frost, com quatro prémios; o guitarrista britânico Jeff Beck e o cantor soul John Legend, com três prémios cada. Alicia Keys, o cantor R&B Usher e a banda rock Black Keys venceram dois Grammys casa.
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desporto SAPF | Prova de basquetebol para funcionários
PJ é quem mais encesta Marco Carvalho
A
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Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública e o Conselho Desportivo das Entidades Públicas juntaram esforços para organizar pelo segundo ano consecutivo o Torneio de Basquetebol do Ano Novo Lunar, uma competição que se desenrolou ao longo da última semana e que conheceu no domingo o seu desfecho. Disputada por vários organismos públicos e por vários departamentos governamentais, a competição consagrou a pontaria e o espírito de equipa da Directoria da Polícia Judiciária. Os homens da PJ levaram a melhor sobre o cinco da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude na final do torneio da variante tradicional de basquetebol. Apesar de favorita ao triunfo no evento, a formação da Polícia Judiciária acabou por encontrar no cinco da DSEJ um rival à altura e o encontro decisivo da competição foi discutido cesto a cesto e só nos instantes finais do desafio, os atletas da força de polícia de investigação do território conseguiram chamar a si vitória, mercê de um lançamento inspirado e certeiro a partir da linha de três pontos. No torneio da variante de basquetebol de três, o triunfo sorriu à representação do Laboratório de
O
avançado brasileiro Ronaldo, de 34 anos, anunciou ontem o fim da sua carreira e fez algumas declarações públicas a explicar as razões do abandono. “Não aguento mais. Eu queria continuar, mas não consigo. Penso uma jogada, mas não executo como quero. Está na hora. Mas foi lindo para caramba”, disse o “Fenómeno”. “São as dores do corpo. A cabeça até quer continuar, mas o corpo não aguenta.” Ronaldo coloca fim à carreira, numa altura em que ainda tinha contrato com o Corinthians até ao final da temporada. Mas os problemas físicos e a eliminação da sua equipa da Taça dos Libertadores anteciparam a retirada do avançado.
Ronaldo “Fenónemo” despede-se do futebol
“Não aguento mais” Campeão do mundo em 1994 e 2002, vencedor do prémio Bola de Ouro (melhor jogador do mundo) em 1997 e 2002 e do galardão de melhor futebolista da FIFA em 1996, 1997 e 2002, Ronaldo Nazário de Lima foi um dos melhores avançados da história, apesar das sucessivas lesões que sofreu. O brasileiro é o melhor goleador da história dos Mundiais (15 golos), tendo sido campeão em 2002, com Scolari, quando pouca gente acreditava que fosse capaz de voltar ao melhor nível. A sua carreira, interrompida várias
vezes por graves lesões nos joelhos, começou no Cruzeiro, clube em que marcou 58 golos em 60 jogos. Aos 17 anos, mudou-se para a Holanda, para o PSV Eindhoven, seguindo-se o Barcelona, clube em que fez algumas das exibições (e golos) mais memoráveis da sua carreira. Em 1996/97, marcou 48 golos em 51 jogos e ajudou a conquistar a Taça das Taças. No período em que mostrou o pico das suas capacidades físicas (com uma velocidade e capacidade de controlo da bola acima do
normal), Ronaldo ajudou o Brasil a chegar à final do Mundial de 1998, mas sofreu convulsões antes da final, um jogo em que esteve discreto e a França venceu por 3-0. No Inter de Milão (pelo
Engenharia Civil, que derrotou com facilidade no encontro decisivo do certame uma equipa da Direcção dos Serviços de Identificação. Os representantes do Fundo de Segurança Social também brilharam, terminando a primeira grande competição em que participaram na terceira posição do pódio. Criado em 2010, o Torneio de Basquetebol do Ano Novo Lunar surgiu no encalço do sucesso obtido com a organização do Festival Desportivo das Entidades Públicas. O evento, que resulta de uma parceria entre o Instituto do Desporto e o Serviços de Administração e Função Pública, mobilizou nos dois últimos anos mais de dois milhares de trabalhadores do erário público, representando mais de meia centena de departamentos públicos e de organismos governamentais. A competição, que todos os anos reúne ao longo de quase dois meses, integra no seu cartaz desportivo provas de modalidades tão distintas como o futebol, o basquetebol ou os jogos recreativos. Mais do que reivindicar um sentido competitivo, o certame tem por objectivo procurar fazer com que os funcionários públicos reforcem os laços que mantêm e convivam fora do local de trabalho, estreitem relações com colegas de outros departamentos e se consciencializem dos benefícios que o desporto traz para a saúde e para o bem-estar pessoal.
qual ganhou a Taça UEFA em 1998) e iniciou-se o calvário das lesões. Foi operado em 1999 e 2000 aos joelhos. Ronaldo nunca mais ostentou o poderio mostrado em Barcelona, mas regressou à ribalta no Mundial de 2002, sendo a figura decisiva do Brasil, inclusivamente com dois golos na final. Seguiu-se o Real Madrid, onde se juntou aos
“Galácticos” (Zidane, Figo, Beckham) e foi campeão de Espanha por duas vezes. Já sem a velocidade de outros tempos e criticado por excesso de peso, Ronaldo transferiu-se para o Milan em 2006/07 e despediuse da selecção brasileira (depois do Mundial 2006). Após uma terceira lesão grave no joelho (que o afastou dos relvados durante 14 meses), regressou ao Brasil, para o Corinthians, terminando agora a carreira, após o triunfo na Taça do Brasil e no campeonato paulista em 2009. O “Fenómeno” marcou 414 golos ao longo da sua carreira, 62 dos quais na selecção brasileira, ficando apenas atrás de Pelé, que apontou 95 pela “canarinha”.
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[ ] Cinema
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(Falado em cantonense) Um filme de: Chung Shu Kai, Eric Tsang Com: Tony Leung, Sandra Ng, Eric Tsang 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
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(Falado em putonghua/cantonense, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Benny Chang Com: Andy Lau, Nicholas Tse, Jackie Chan 21.15
Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-RELACIONADO. 2-ELITR. CALIX. 3-GAS. IBERINO. 4-AFOFAR. CAOL. 5-XILO. ONIR. E. 6-AA. REAIS. XO. 7-NHOM. SOCA. 8-LOA. BUSILIS. 9-I. CORNADURA. 10-DIECIA. EBEM. 11-ARRA. URSELO. VERTICAIS: 1-REGAXA. LIDA. 2-ELAFIANO. IR. 3-LISOL. HACER. 4-AT. FORO. OCA. 5-CRIA. EMBRI. 6-I. BROA. UNAU. 7-OCE. NISSA. 8-NARCISOIDES. 9-ALIAR. CLUBE. 10-DINO. XAIREL. 11-OXOLEO. SAMO.
solução do problema do dia anterior
Su doku [ ] Cruzadas
VERTICAIS: 1-Narceja. Acto ou efeito de lidar. 2-Relativo ao veado. Deslocar-se, de um lado para outro. 3-Líquido oleoso, usado como anti-séptico. Oração que os Moiros fazem a Deus, antes do nascer do Sol. 4.Astato. Elemento de origem grega que significa portador, que traz. Nome são-tomense da mafumeira. 5-Animal recém-nascido. Elemento de origem grega que significa embrião. 6-Bolo frito. Um mamífero. 7-Você. Género de plantas. 8-As diferente espécies de narcisos. 9-Fazer ligação de. Género de vendas a prestações. 10-Forma ant. de digno. Cobertura da cavalgadura, sobre que se põe o selim ou a albarda. 11-Preparação farmacêutica. Alburno.
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição
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HORIZONTAIS: 1-Que travou conhecimento com outrem. 2-Pref., vagina. Cálice. 3-Qualquer fluido aeriforme. Ibérico. 4-Preparar-se para gozar. Líquido para limpar metais. 5-A planta do algodão. Pref., sonho. 6-Duas vezes a. Dizia-se das penas mais conhecidas por voadeiras. Que serve para enxotar galinhas. 7-Dialectos português de Macau. Gramínea angolense. 8-Composição poética, em louvor da Virgem ou dos Santos. A principal dificuldade em resolver uma coisa. 9-Pontas dos animais cornígeros. 10-Classe das plantas. Pois bem! 11-Rã. Urso pequno.
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Informação Macau Cable TV
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opinião ca d er n o d i á r i o Pedro Correia
Um democrata convicto acredita que a democracia tem virtualidades próprias, adaptáveis a todas as regiões do mundo, independentemente de religiões ou etnias que vem: Johnson é um admirador confesso de Churchill, com quem se cruzou uma vez, quando tinha apenas 17 anos. Foi em 1946. O então adolescente perguntou-lhe: “Senhor Churchill, a que atribui o sucesso que teve na vida?” Resposta pronta do político que no ano anterior emergira como um dos vencedores da II Guerra Mundial: “À conservação da energia. Nunca se levante se pode estar sentado, nunca se sente se pode estar deitado.” Um liberal de sempre, que nunca se deixou abater pelos desaires e que costumava dizer, cheio de razão: “Não há nada mais esgotante do que o ódio.” Johnson presta justiça, neste livro em forma de homenagem àquele que foi talvez o maior tribuno parlamentar do século XX, dotado de uma eloquência que nunca deixou de ser temperada com uma pitada de humor.
ca rto on por Steff
SEGUNDA, 7 Winston Spencer Churchill, filho de um aristocrata inglês e de uma beldade norte-americana, recebeu notas medíocres como estudante e jamais foi tratado com afecto pelo pai, um indivíduo propenso a depressões. Tinha todos os requisitos para ser considerada uma “criança problemática”, de acordo com um jargão agora muito em voga, mas foi o mais bem sucedido político britânico de todos os tempos. Foi, simultaneamente, um homem de reflexão e um homem de acção. Escreveu excelentes obras, como The World Crisis (1923/27) e Aftermath (1929). Os seis volumes das suas memórias sobre a II Guerra Mundial - na qual foi um dos grandes protagonistas -, concluídos em 1951, tinham vendido mais de seis milhões de exemplares só em língua inglesa dois anos mais tarde, quando recebeu o Prémio Nobel da Literatura. Pintou mais de 500 quadros - “mais do que muitos pintores chegaram a pintar em toda a vida”, como acentua Paul Johnson nesta sucinta biografia do homem que foi deputado durante 55 anos, ministro (do Interior, da Marinha, das Colónias e das Finanças) durante 31 e primeiro-ministro - em dois mandatos - durante quase nove. Morreu em 1965, aos 90 anos, após uma vida intensa: combateu como militar em 15 batalhas em três continentes (Cuba, Índia, Sudão, África do Sul na guerra dos Boers e Flandres durante a I Guerra Mundial), e recebeu 14 condecorações de guerra. Viu a morte várias vezes à sua frente, mas nunca perdeu a alegria de viver. Publicou quase dez milhões de palavras (“mais do que muitos escritores profissionais publicam ao longo de toda a vida”), teve um casamento feliz que durou 56 anos e terá bebido perto de 20 mil garrafas de champanhe, a sua bebida favorita. Expressões hoje de uso corrente foram cunhadas ou popularizadas por ele - Médio Oriente, Cortina de Ferro, “sangue, suor e lágrimas”. Foi o primeiro político a fazer com os dedos o V da vitória - um gesto que quase todos os outros depois dele adoptaram. Era um grande caçador e um viajante infatigável - deu várias vezes a volta ao mundo. Desportista, praticou pólo até aos 53 anos. Não escondia o fascínio pelo cinema. Adorava conduzir e tinha brevet de aviador. Disfrutava de autoridade natural mas nunca se levou excessivamente a sério: no auge do seu poder, todos os britânicos lhe chamavam Winston. Se existem figuras exemplares, Churchill foi uma delas. “Era um homem de coragem, que é a mais importante de todas as virtudes, e um homem de fortaleza, que é a companheira da coragem - recursos que são inatos, mas que também podem ser cultivados, e que Churchill cultivou toda a vida”, escreve Paul Johnson, um dos melhores historiadores britânicos contemporâneos, nesta excelente biografia do homem que se bateu quase isolado contra Hitler agora editada em Portugal e que só peca por algum excesso de concisão. Uma obra que não esconde ao
Mesmo nos momentos mais dramáticos, como sucedeu a 4 de Junho de 1940, ao discursar na Câmara dos Comuns na qualidade de recém-empossado primeiro-ministro, já com Paris ocupada pelas tropas de nazis. “Lutaremos nas praias, lutaremos nas pistas de aterragem, lutaremos nos campos e nas cidades, lutaremos nas montanhas. Lutaremos sem jamais nos rendermos”, afirmou, numa alocução que se tornou célebre. Logo acrescentando, num aparte em sotto voce: “E lutaremos com ancinhos e vassouras porque não teremos mais nada.” Winston era assim. TERÇA, 8 Um democrata convicto acredita que a democracia tem virtualidades próprias, adaptáveis a todas as regiões do mundo, independentemente de religiões ou etnias. Nos últimos dias, tenho ouvido por aí os maiores disparates. Um deles: “A democracia não existe nos países islâmicos”. Como se a Turquia e a Indonésia - países onde vigoram sistemas democráticos - tivessem deixado de ser sociedades islâmicas. Considero um erro profundo apoiar uma ditadura no receio permanente de que venha a ser substituída por uma ditadura pior. O erro do Ocidente no Irão, em 1978/79, foi precisamente esse: apoiar o regime iníquo do Xá até a inevitável revolta contra a dinastia Pahlevi se transformar também numa revolta contra o Ocidente e os EUA em particular. Nestas gigantescas manifestações egípcias em defesa dos direitos fundamentais não vemos palavras de ordem contra o Ocidente nem bandeiras dos EUA a ser queimadas. Pelo contrário, o Ocidente representa um capital de esperança para aquela gente que já não suporta o regime corrupto e ditatorial de Hosni Mubarak.
que futuro?
Repare que estamos a falar de um país onde 55 milhões de pessoas dispõem de telemóvel e 20 milhões - um quarto do total da população - utilizam regularmente a Internet. Nada a ver com o quadro social existente no Irão de há 32 anos. A revolta egípcia deve ser acolhida por nós, democratas, com aplauso e esperança. Inversamente, os teocratas de Teerão olham para ela com inevitável temor. Porque o efeito de contágio pode chegar lá. QUARTA, 9 Os portugueses ficaram impressionados com a história triste - só hoje conhecida - de uma senhora que morreu só, há nove anos, num apartamento que no fundo lhe servia de prisão. Numa das freguesias ‘urbanas’ mais povoadas da Europa, num prédio cheio de inquilinos, ninguém detectou qualquer odor estranho, ninguém quis saber. Morreu-lhe o cão que lhe fazia companhia, numa agonia que podemos imaginar, e continuou toda a gente indiferente - a começar pelos familiares da senhora. Excepto uma vizinha, que podemos apontar como exemplo de cidadania. Mas nenhuma ‘autoridade’ se demoveu. Ninguém quis saber. E só quando o banco revendeu enfim o apartamento, por falta de pagamento da hipoteca, é que a macabra realidade se tornou conhecida de todos. Impossível não ficar com um nó na garganta perante isto. Que sociedade é esta em que vivemos, com o maior número per capita de telemóveis e computadores portáteis, enquanto andamos cada vez mais indiferentes aos seres humanos que vivem a escassos metros de nós? QUINTA, 10 Todas as ditaduras são más. A de Cuba, a da Coreia do Norte, a do Zimbábue, a do Irão - e a do Egipto. Se amanhã a ditadura iraniana caísse, seria um motivo de alegria e de congratulação para todos os democratas. Como o é hoje a queda da ditadura egípci. Não podemos ser democratas até metade da baía do Mediterrâneo e ‘compreender’ a ditadura na outra metade. Certos povos e certas culturas não estão preparados para a democracia? Esse foi o argumento invocado durante quase meio século por Salazar para justificar a ditadura portuguesa. Simetricamente, invocou-se esse argumento para justificar a ditadura soviética. Afinal, mal ou bem, Portugal e a Rússia vivem hoje em democracia, que segundo Churchill é o pior dos sistemas excepto os outros todos. E não me digam, por favor, que é impossível instituir um sistema de governo democrático nos países islâmicos. Que é a Indonésia senão um país islâmico - por sinal o maior país islâmico do mundo? SEXTA, 11 Mubarak caiu enfim, 18 dias após o início da revolta popular. Vira-se uma página decisiva na história do Médio Oriente. O Egipto não voltará a ser o mesmo.
censuram
Aqueles que mais criticam, aqueles que mais , aqueles que gritam mais alto contra os outros são precisamente aqueles que cometem as mesmas faltas que censuram. Padre Manuel Teixeira [1912-2003]
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15 à f l or d a p el e Helder Fernando
Sinais de mudança I Desde as revoltas cada vez mais constantes da Natureza, às revoltas cada vez mais constantes de gerações de oprimidos, até às falcatruas dos poderosos mimados pelos poderes sem pudor, estes primeiros 11 anos do século XXI têm dado para quase tudo. A informação em tempo real e simultânea a partir de vários locais é um ganho enorme que nos ajuda a tentar perceber este nosso mundo. Tentar. As certezas vão-se perdendo, somente sabemos que, por enquanto, respiramos. Adormecemos sem nos ralarmos muito se iremos ou não continuar a respirar enquanto dormimos. É extraordinário este pormenor rotineiro. Mas lá vamos respirando. Respirar felicidade é a ambição maior, suponho. Jamais saberíamos o que é a felicidade se não provássemos o sabor amargo do contrário. II Continua a falar-se do Egipto. Ainda bem que a junta militar ou lá o que é tomou conta do país, vindo a suscitar a atenção dos órgãos de informação internacionais. Depois de fecharem o parlamento, suspenderem a lei fundamental, colocarem uns ministros sob prisão domiciliária e colocarem uma guia de marcha nas mãos de Mubarak, os militares de Fevereiro andam cautelosamente evitando fazer asneiras e sobretudo dar muito nas vistas, pelo menos de momento. Evitam tanto dar nas vistas que não está previsto qualquer julgamento de Hosni Mubarak e as suas contas bancárias parece que, afinal, estão intactas. Ouve-se falar muito que foram 30 anos de opressão do faraó retirado, que fui gastar umas duas horas à procura do tempo egípcio sem opressão. Não descobri lá grande coisa. A bem dizer, os regimes egípcios nunca foram flores que se cheirassem.
desistiu; ao 19.º dia, “a rua egípcia”, como gostam de dizer os enviados especiais, transformava-se em oceanos de alegria; ao 20.º as pessoas começaram a limpar os oceanos, varrer as ruas, pintar as paredes, os gradeamentos e até os tanques, com esses gestos limpando o Egipto. Mas faltam muitas sombras por lavar e muito lixo escondido por varrer. Raramente se vêem imagens tão bonitas, de significado tão directo e tão humano, comovedoras até. A utopia ainda é preciso. Agora sim, com as forças de oposição a dialogarem e a organizarem-se, depois da rebelião imensa, começa a revolução apenas iniciada nas praças e nas ruas, onde às vezes é preciso gritar. IV Considerado um dos grandes escritores egípcios vivos, Alaa El-Asswany deu há poucos dias uma entrevista ao britânicos “Independent” onde diz: “Um homem verdadeiramente apaixonado torna-se uma pessoa melhor”. Um conceito interessante a que o escritor acrescenta: “Uma revolução é algo parecido: todos os que dela participam sabem que tipo de pessoas eram antes de começarem as manifestações, e agora sentem-se diferentes”. Só quem nunca andou por entre a multidão gritando nas ruas por alguma causa co-
Ouve-se falar muito que foram 30 anos de opressão do faraó retirado, que fui gastar umas duas horas à procura do tempo egípcio sem opressão. Não descobri lá grande coisa. A bem dizer, os regimes egípcios nunca foram flores que se cheirassem lectiva, ficará indiferente a uma luta justa e pacífica como foi e está sendo a do Egipto, e provavelmente outras que se avizinham. Vejo citado na imprensa internacional um texto de Assi Al-Atrouiss, publicado num jornal iraquiano. Destaco: “Os povos não aceitam mais morrer em silêncio; aspiram viver com dignidade”. V Uma importante delegação da Conferência Consultiva e Política da República Popular da China iniciou há dois dias uma viagem a três países africanos. Para além do Ghana e do Ruanda, esta comitiva encabeçada pelo vice-presidente Li Zahaozhuo estará também em Moçambique por convite da Assembleia da República deste país. É a inteligência chinesa a
semear e a colher, sabendo bem o que quer e onde e como ir buscar. Benefícios mútuos é o que se deseja. Há um provérbio chinês que diz assim: “Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos”. VI Em verdade, não conheço com pormenor a estrutura oficial do aparelho estatal de Pequim. Sei das instituições mais salientes, tal como qualquer leitor. Em todo o caso, rejubilo com a decisão do primeiro-ministro ter convidado, em Janeiro, um grupo de cidadãos de vários sectores da sociedade para lhe darem informações e opiniões sobre o projecto de desenvolvimento social para os próximos cinco anos. Foram ouvidos cidadãos da agricultura, medicina rural, trabalho migratório e até um trabalhador comunitário. Gente comum que, como é natural, disse-lhes Wen Jiabao, “se encontra na melhor posição para avaliar o trabalho governamental e escutar a opinião do público de modo a permitir saber como se levam a cabo as políticas governamentais ao nível das bases, e quais as dificuldades que enfrenta a população!” Embora não saiba que cidadãos são esses e de que forma foram seleccionados, a medida começa por ser boa e esclarecedora de como as mudanças na China são ousadas e visam dar vários sinais internos e para o exterior.
III E agora, Egipto? Até chegar ao agora que um dia virá , projectam-se imagens magníficas de gente limpando à vassourada a porcaria acumulada em 18 dias pelas ruas do país. Simbolicamente, dizem, estão a limpar 30 anos de desavergonhices. Ao 18º dia de gigantesco clamor contra aqueles senhores, o senhor principal não aguentou o protesto dos seus súbitos e
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
Brrr! está frio... Palestina Governo interino renuncia O primeiro-ministro interino da Palestina, Salam Fayyad, entregou ontem uma carta de renúncia ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para começar a preparação da reforma do governo. Numa reunião de emergência realizada em Ramallah, Abbas aceitou a renúncia do governo interino e autorizou Fayyad a formular um novo governo. A missão principal do novo governo é preparar as eleições locais marcadas para Julho e eleições gerais previstas para Setembro. “Abbas voltou a nomear Fayyad e pediu que forme um novo Governo”, afirmou uma fonte da presidência.
Espaço Russo e italiano pisam “Marte” O russo Alexandre Smilievski e o italiano Diego Urbina pisaram ontem, pela primeira vez, a “superfície marciana” no âmbito da experiência internacional Marte 500, de acordo com o Centro de Controlo de Voos Espaciais da Rússia. O momento foi presenciado em directo a partir do Centro de Controlo, situado nos arredores de Moscovo. Os astronautas pousaram na “superfície marciana” às 17h de Macau, que, neste caso, se encontra a apenas alguns quilómetros da capital russa, num módulo construído para a experiência.
Pois. Ultimamente o que vem do norte...
... arrepia
!!!
STDM tem de pagar um milhão a ex-trabalhadora
“Direitos” a valores altos Joana Freitas
A
joana.freitas@hojemacau.com.mo
Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) está condenada ao pagamento de mais de um milhão de patacas a uma ex-funcionária da empresa. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Segunda Instância de Macau que, atribuiu a sentença mesmo depois de recurso da STDM. As razões pela decisão passam, entre outras, pelo facto da equipa de magistrados encarregues do caso considerar que existem até hoje avenças da STDM à funcionária. O facto da invocação da tese de “remissão de dívida” ter sido feita pela própria empresa e o facto dos “assinantes destes acordos serem ex-trabalhadores da empresa que passaram para a SJM, criada e controlada pela STDM”, foram também pontos evocados pelos juízes que decidiram dar provimento ao recurso da funcionária. O caso remonta a 2007, quando a trabalhadora apresentou queixa contra a empresa devido a alegada falta de pagamento de direitos laborais, como descansos semanais, feriados obrigatórios e eventuais rescisão de contrato ou licença de maternidade, existentes ao abrigo da lei do trabalho de Macau. Depois da ex-trabalhadora da STDM ter interposto a queixa no
tribunal, a STDM terá recorrido da decisão, invocando diversos motivos, entre os quais o argumento de que “todas as obrigações, a existirem, já teriam sido extintas com a assinatura de uma declaração subscrita” pela funcionária nesse sentido “em 2003 e por ela aceite nesse dia”. A funcionária, no entanto, recorreu ao Tribunal de Segunda Instância pedindo a invalidação desse alegado acordo, seguida de novo recurso, desta vez da STDM, que pedia improcedência do mesmo. A declaração estava dactilografada em chinês e traduzida para português e dava conta do recebimento da quantia de 29.821,04 patacas e declarava ainda “que
nenhuma quantia era exigida à STDM por qualquer pagamento de compensação extraordinária de eventuais direitos”. Para o Tribunal esta não é, no entanto aceitável, já que pelo facto de este ser um processo sob a alçada do Direito de Trabalho, o contracto de remissão das eventuais dívidas “não deveria ter sido considerado válido”. O facto do montante alegadamente recebido pela ex-funcionária “ficar muito aquém da soma indemnizatória considerada devida” é um dos motivos porque o Tribunal decidiu atribuir razão à ex-trabalhadora da STDM. Para o juiz encarregue do caso, os direitos da trabalhadora foram postos em causa.
Leven sabia das conversações entre Jacobs e a Caesars Malawi Multa por flatulência O governo malawiano decidiu que a flatulência pública passa a ser um “delito menor”, pelo que quem o fizer será multado. Medida caricata, mas que no entender das autoridades serve para restabelecer a ordem e a saúde pública. Em causa, disse o ministro da justiça do Malawi à AFP, está o “direito de manter a decência pública”. “Temos de impor a ordem”, acrescentou George Chaponda. O governante aproveitou, ainda, para criticar o “multipartidarismo” e a “liberdade” que as pessoa
Sands de justiça F
az parte das novas informações surgidas no âmbito da batalha jurídica que opõe a Las Vegas Sands a Steve Jacobs, director demitido da subsidiária Sands China: o chefe operacional da Las Vegas Sands, Michael Leven, sabia que o então director-executivo Jacobs estava a negociar uma parceria com o grupo Harrah’s Entertainment (actual Caesars Entertainment) em Macau. De acordo com um e-mail alegadamente trocado entre os dois e agora revelado por Jacobs no âmbito do processo que moveu contra a Las Vegas Sands em que diz ter sido demitido sem justa causa, cai por terra uma das razões apresentadas pela Sands para o expulsar: a de “não manter os conselhos de administração da Venetian Macao ou da Sands China
informados de decisões empresariais importantes” e outras acções de Jacobs em nome da empresa. Entre outros exemplos, a carta de rescisão cita negociações com a Caesars, envolvendo as parcelas 3, 7 e 8 do Cotai. Mas num e-mail alegadamente enviado por Leven a Jacobs a 11 de Maio de 2010, fica claro que Leven estava a par do negócio Caesars: “Se queres conseguir [concretizar o negócio], deixa que o Gary Loveman [director-executivo da Caesars] o sugira numa reunião um-a-um com sga [Sheldon G. Adelson]. [...] É assim que os bilionários pensam, nós somos apenas executores. Eles é que são os génios da estratégia, nas suas próprias cabeças”, terá escrito Leven a Jacobs, no e-mail divulgado num artigo do “Wall Street Journal”.
terça-feira 15.2.2011 www.hojemacau.com.mo
Portugal Quebra do PIB O secretário de Estado da Indústria, Fernando Medina, admitiu ontem que a queda do PIB no quarto trimestre resulta das medidas de austeridade. O governante admite no entanto que há a destacar o crescimento global da economia em 2010. Depois de conhecidos os dados do INE, que mostram uma quebra de 0,3 por cento do PIB nos últimos três meses de 2010, Fernando Medina afirmou que este é o resultado das medidas de austeridade. Em declarações à TSF, o secretário do Estado destacou o “bom desempenho da economia em 2010, um ano exigente” e a importância das exportações.
Tecnologia nova versão 2.0 do iPad Mais fino, com um processador gráfico mais eficiente, mais memória e com câmara frontal. Estas são algumas das novidades que vão fazer parte do novo iPad. De acordo com o ‘Wall Street Journal’, que cita fonte próxima do projecto, a nova versão do ‘tablet’ da Apple já está em produção. No início, o novo iPad será vendido apenas pelas operadoras americanas Verizon Wireless e AT&T Inc. Fonte oficial da Apple não quis comentar este rumor. Desde que o iPad foi lançado, em Abril de 2010, já se venderam 14,8 milhões de unidades em todo o mundo. Vício Álcool mata 2,5 milhões Perto de 2,5 milhões de pessoas morrem anualmente devido ao álcool, o que equivale a quatro por cento das mortes globais, mais do que a sida, diz um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), revelado esta sexta-feira. “É preciso fazer muito mais para reduzir a perda de vida e o sofrimento associado aos malefícios do consumo de álcool”, disse em comunicado Alan Alwan, que pertence à divisão das doenças nãotransmissíveis e de saúde mental. O relatório da OMS analisou os dados dos litros de consumo de álcool, da mortalidade e morbilidade entre 2001 e 2005 de todos os países, além de verificar leis relacionadas com o álcool, como as idades mínimas de consumo ou a concentração no sangue enquanto se conduz. O relatório conclui que as principais mortes associadas ao álcool são os acidentes, o cancro, doenças cardiovasculares e a cirrose. Mas hoje relaciona-se este hábito a 60 doenças.