Orquestra de Macau viaja até Nova Iorque para dar música à ONU
vinte anos depois da estreia em jogos asiáticos, jia rui oferece ouro a macau
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Director carlos morais josé • segunda-feira 15 de novembro de 2010 • ANO IX • Nº 2250
Avisos à navegação
Fórum Macau fecha com recorde de figuras de topo, milhões no cofre e metas arrojadas
• Wen Jiabao promete milhões e deixa uma rajada de conselhos a Chui Sai On
• Primeiro-ministro chinês é assediado como estrela da música pop • José Sócrates fica cheio de “inveja” do superávit do território • Manifestantes de Hong Kong barrados na fronteira • Brasil contradiz-se nas explicações pela ausência de Lula da Silva • As imagens dos dois dias que agitaram o território
China
Desporto
Nobel da Paz
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Ano de Portugal minado pela crise
Cinco pilotos locais disputam WTCC
os nossos contactos mudaram
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Presidente de Timor-Leste não sabe quem é Liu
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Fórum Macau
Wen Jiabao dá dicas de governação, educação, saúde e outros temas
Estes conselhos que vos deixo
suas empresas com uma visão que incluísse uma instituição terciária de nível mundial com um “carácter regional” para fornecer trabalho diversificado, qualificado e fiável a Macau. E disse que a força de uma terra estava intimamente ligada à qualidade da educação, pelo que o futuro e a força de Macau residiam numa educação de topo a todos os níveis. O visitante da China também partilhou com os estudantes uma lição – pediu aos estudantes que nomeassem uma “personalidade famosa” em Macau e à cabeça de praticamente todos veio o nome de Stanley Ho em primeiro lugar. Wen assinalou, no entanto, que a personalidade de quem eles se deveriam lembrar primeiro era Ma Man Kei, que deu uma ajuda generosa aos refugiados chineses durante a II Guerra Mundial. Saúde
Kahon Chan
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A apenas dois dias do anúncio das Linhas de Acção Governativa (LAG), o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, não se intimidou com a premissa de não intromissão do “Um País, Dois Sistemas” e atirou com uma rajada de conselhos em várias áreas específicas para a classe governante em Macau. Da necessidade de melhorar a governação em geral ao aumento da oferta de habitação pública e diversificação da economia. Governação
Entre as declarações que Wen fez anteontem, a mais notável terá sido a proferida quando se dirigia ao chefe do Executivo, Chui Sai On: “Continua a haver muitos problemas em Macau e muitos conflitos têm de ser resolvidos passo a passo. O Governo de Macau devia tentar insistentemente ultrapassar os desafios com perseverança”. Apesar da preocupação, o primeiroministro chinês considera que o primeiro ano da administração Chui mostrou bons sinais. No discurso de ontem, Wen concordou que a tomada de de-
cisão científica e a governação de transparência eram adequadas às circunstâncias reais de Macau e satisfaziam a expectativa das pessoas. Mas incitou o Governo a reforçar a comunicação e negociações com todas as partes, de forma a ouvir todas as classes extensivamente. Por outro lado, não deixou de aconselhar maior supervisão vinda de fora. “Para governar segundo a lei, a primeira coisa a fazer é promover o estabelecimento de sistemas, melhorar os sistemas de regulação administrativa e elevar o padrão de governação. A supervisão interna devia ser reforçada de forma auto-motivada e a supervisão da sociedade deveria ser introduzida, o direito do povo a saber deveria ser salvaguardado com uma maior transparência no trabalho do Governo, para a autoridade poder ser praticada em plena luz do dia.”
atenção especial deveria ser dada aos meios de sustento do povo, na construção de uma sociedade justa e harmoniosa”. “A proeza do desenvolvimento de Macau deveria ser compartilhada com a população em geral. Apoiada numa capacidade financeira relativamente forte, a despesa pública deveria inclinar-se no sentido de servir as questões de subsistência; a construção de habitação pública deveria ser acelerada, enquanto o trabalho nos transportes públicos deveria ser feito com empenho. Os problemas de subsistência mais preocupantes deviam ser resolvidos com um bom esforço. Cuidados especiais deveriam ser dados aos desfavorecidos, resolvendo os seus problemas e melhorando o seu padrão de vida, e promovendo a justiça e equidade na sociedade de Macau “.
Subsistência
Sem surpresas, Wen manteve distância da indústria do jogo ao longo da sua visita e pouco ou nada comentou sobre a locomotiva do crescimento económico de Macau, embora tenha avisado: “Macau deveria fazer um esforço considerável no fomento de indústrias terciárias
Quando se dirigiu aos membros do Governo no sábado, Wen destacou os altos preços da habitação e a inflação nos preços dos bens essenciais como os dois problemas de maior impacte na vida da população e sublinhou que “uma
Diversificação económica
modernas como o turismo, o sector das convenções e exposições, as actividades financeiras, as indústrias culturais e criativas, regular a indústria do jogo para um desenvolvimento ordenado e adequado e transformar Macau num centro global para o turismo de lazer.” O governante chinês sublinhou “em particular” que Macau devia tirar maior partido das políticas que Pequim que favorecem Macau em detrimento dos investidores estrangeiros, assim como de oportunidades como a Ilha da Montanha e o projecto para o Delta do Rio das Pérolas, reforçando a cooperação com a China e com a província de Guangdong em particular. E disse acreditar que as indústrias alternativas dariam a Macau um novo ponto de crescimento para a economia, “aumentanto a imunidade de Macau aos riscos económicos”. Educação
Wen reafirmou a preocupação de Pequim com a qualificação da mão de obra local, sublinhando que as expectativas colocadas sobre o sector da educação local eram altas. O primeiro-ministro instou Macau a desenvolver as
A visita de Wen a um hospital visou expressar a preocupação de Pequim com o sector da saúde em Macau. O primeiro-ministro elogiou o sistema de saúde em Macau, considerando-o “muito bom”, sobretudo na gestão de medicamentos, que tinha uma lição a ensinar ao resto da China. Macau, na opinião de Wen, deveria apostar mais em indústrias relacionadas com a qualidade de vida e interesses básicos das pessoas, incluindo a medicina, a saúde e as tecnologias. E o que ficou por dizer
O primeiro-ministro quase não foi confrontado com perguntas difíceis, nas poucas oportunidades que os jornalistas tiveram de lhe colocar questões em Macau. O “Apple Daily”, de Hong Kong, cita um jornalista que se mostrou desiludido com a exclusão pelo Gabinete para a Comunicação Social (GCS) dos média de Hong Kong numa sessão de perguntae-resposta, dizendo acreditar que o Governo de Macau não queria que o primeiro-ministro fosse desafiado com perguntas sobre os julgamentos políticos como os de Zhao Lianhai ou Liu Xiaobo. Não houve também menção à reforma política, um assunto sobre o qual Wen chegou a pronunciar-se com opinião positiva num encontro do Partido Comunista em Outubro.
É visível investimento chinês através do Fórum, ex-ministro da Indústria
segunda-feira 15.11.2010
O Fórum Macau está a potenciar o desenvolvimento das relações comerciais entre a China e Moçambique e hoje é visível o investimento chinês que chegou ao país através daquele organismo, considerou o ex-ministro moçambicano da Industria e Comércio. “Estamos satisfeitos porque de facto já há vários investidores que vieram para Moçambique a partir de Macau, e é um esforço que saudamos e queremos que permaneça”, disse António Fernando, até há menos de um mês ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, cargo que ocupou seis anos. Também o balanço do Fórum em termos de relações de Moçambique com os restantes países lusófonos é, segundo António Fernando, “positivíssimo”, porque nas reuniões de negócios já realizadas, a penúltima em Moçambique, “criam-se condições para contactos e início de mais negócios”.
Vanessa Amaro
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Wen Jiabao mostrou-se um verdadeiro homem do povo nas menos de 48 horas que passou no território. Saudou multidões na Areia Preta (ver texto abaixo), praticou tai chi entre senhoras, cantou com crianças e passeou-se por atracções turísticas sem que os recintos tivessem de ser vedados ao público. Assim foi a primeira visita do número três da hierarquia chinesa a Macau. O primeiro-ministro fugiu a
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Pm chinês quebra protocolo e convive com multidões
Wen é do povo encontros e reuniões durante o dia de ontem – depois de ter dedicado todo o sábado a formalidades – e foi à rua sentir o pulso à cidade. O relógio marcava ainda 7h quando Wen chegou à Fortaleza do Monte e juntou-se a um grupo de senhoras
que praticava tai-chi com leques. Wen pediu dicas e arriscou-se a copiar os idosos. A experiência não lhe correu bem – não conseguia acompanhar os movimentos lentos circulares - , mas o líder do Governo chinês mantinha sempre um largo sorriso no rosto.
Multidão cumprimenta primeiro-ministro por trás da cerca
Jiabao ao alcance da mão rodrigo de matos
Rodrigo de Matos info@hojemacau.com.mo
Wen Jiabao ouve “lições de urbanismo” por Lau Si Io
Cá de cima vê-se melhor Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo
O primeiro-ministro chinês chegou, ouviu e aconselhou. Wen Jiabao sugeriu um sistema de gestão ecológico para o ambiente e um planeamento científico. Tudo aconteceu durante uma visita à Torre de Macau, onde o Chefe do Governo chinês, fazendo-se acompanhar de Chui Sai On, ouviu atentamente os projectos urbanísticos de Macau pela boca de Lau Si Io, secretário para os Transportes e Obras Públicas da RAEM. Lau Si Io apresentou um pouco do Plano Conceptual para o Desenvolvimento Urbano de Macau com base nas Linhas Gerais da Reforma e o Plano de Desenvolvimento para a Região do Delta do Rio das Pérolas (2008/2020). Wen Jiabao ouviu atentamente e no final da intervenção retorquiu ao secretário que, gonçalo lobo pinheiro
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, foi aclamado por uma massa de simpatizantes quando visitou ontem a Areia Preta. Centenas de pessoas amontoaram-se nos passeios ao longo de ruas cortadas ao trânsito e viram o governante chegar com a sua comitiva ao edifício da Delegação da Zona Norte da Associação Geral dos Operários de Macau. Quando saiu, só não levou um “banho de multidão” devido às cercas de metal à muralha de guarda-costas que o protegiam. Mas acercou-se às pessoas e como que “molhou as mãozinhas” na multidão. Um grande aparato de carros e motos da polícia, ambulâncias e carros oficiais, que estavam estacionados ao fim da manhã de ontem na rua 1.º de Maio, na Areia Preta, não deixava
dúvidas: as várias centenas de pessoas que se amontoavam nos passeios do outro lado da rua encerrada ao trânsito esperavam pacientemente para poder ver e, com sorte, levar para casa uma fotografia do visitante de Pequim. Wen Jiabao foi recebido como um autêntico astro da música pop. O momento alto aconteceu quando saiu das instalações da associação. A satisfação do seu sorriso reflectia a simpatia com que as pessoas de Macau o brindavam. Assim que foi avistado a descer as escadas que davam para a rua, o visitante recebeu uma grande ovação a que respondeu com acenos. E não resistiu: dirigiu-se imediatamente para a cerca para um contacto mais directo. Do outro lado, uma onda de curiosos precipitou-se acotoveladamente em direcção ao líder. Só a cerca de metal impediu que fosse engolido. Mas pôde ainda assim apertar várias mãos, levar com os flashes de dezenas de câmaras digitais e telemóveis, e até segurar bebés vestidos com trajes tradicionais chineses. Robustos guardacostas iam rebatendo o atrevimento dos mais entusiasmados. Depois de uma pequena volta ao longo cerca, acompanhado de uma comitiva de que faziam parte o chefe do Executivo, Chui Sai On, e outras personalidades, Wen dirigiu-se, sempre a acenar, para a viatura em que se fez transportar, também ela digna de nota: em vez de um carrão executivo, o primeiro-ministro chinês preferiu um mini-autocarro branco. Um último adeus quando subiu as escadas do Jiabaomóvel. O povo respondeu com uma última ovação. E até à próxima.
Apróxima paragem foi o Museu de Macau, onde Wen encontrou-se com um grupo de crianças que brincavam com tintas e carimbos e lhes cantou uma música que marca a transferência de Macau para a China. Antes de partir, deixou uma
recordação ao museu, ao pintar alguns carácteres com tinta da China. Apesar do grande fluxo de turistas nas Ruínas de São Paulo, Wen Jiabao seguiu destemido para o património da UNESCO, subiu as escadas rodeado de pessoas que o queriam tocar e esteve sempre a sorrir e a acenar aos curiosos. O roteiro englobou ainda a Torre de Macau (ver texto nesta página), o hospital público e uma casa onde vivem 12 pessoas, onde deixou de souvernir um computador portátil.
para o processo de desenvolvimento de Macau, é essencial que o território siga um “estabelecimento de um sistema ecológico para o ambiente” e crie uma “cidade com planeamento científico”. De acordo com o pensamento do primeiro-ministro da China, o desenvolvimento urbano tem de ter como objectivo elevar a qualidade de vida da população . Em relação às questões ambientais, o primeiro-ministro referiu que “uma parte dos terrenos de Macau é conquistada ao mar, o que traz vantagens e desvantagens. Para diminuir os aspectos negativos, deve ser reforçada a fiscalização sobre o mar e o ambiente bem como a sua protecção e reabilitação”, afirmou. Para o planeamento científico, Wen Jiabao sublinhou que “tendo em conta a reduzida dimensão de Macau, os terrenos são recursos preciosos, por isso deve aproveitar-se de forma científica os espaços à superfície mas também sob os terrenos”. “Uma cidade moderna, além de ter uma bela vista das construções, deve ter em consideração o subsolo, principalmente as águas residuais, as redes de esgotos, de abastecimento de água e de telecomunicações”, concluiu. Wen Jiabao teve ainda tempo para apreciar a vista panorâmica sobre a Ilha da Montanha e ver a localização dos novos aterros de Macau.
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Autoridade Monetária e Banco Central dos Estados da África Ocidental assinam acordo A Autoridade Monetária de Macau (AMM) assinou com o Banco Central dos Estados da África Ocidental um acordo de cooperação que prevê a prestação de assistência técnica e consultadoria recíproca entre as duas entidades. O acordo leva em consideração quatro pontos de cooperação recíproca: o intercâmbio de informações e a troca de experiências; formação profissional, assistência técnica e consultadoria. O acordo de cooperação assinado por Anselmo Teng e Félix Pontes, em representação da AMM, e por João Alage Fadia, director nacional da agência do Banco Central dos Estados da África Ocidental para a Guiné-Bissau, foi estabelecido para dois anos renováveis por iguais períodos.
Reacções
criado o Fórum Macau, somava 10 mil milhões de dólares. Contra a crise
• “O Governo da RAEM tem servido de plataforma para cumprir objectivos de ambas as partes. Vamos prestar apoio constante ao fórum permanente, para estimulara partilha dos empresários de Macau na ligação dos países de língua portuguesa.” Francis Tam, secretário para a Economia e Finanças de Macau • “Mais estudantes estão a aprender português e isso é algo para o qual o Fórum tem contribuído de forma importante e empresários, que no terreno podem dar conteúdo à actividade económica, podem aqui trocar experiências.” Fernando Serrasqueiro, secretário de Estado português do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor • “Os resultados superaram as expectativas. O Brasil pode vangloriar-se de uma longa cooperação com os países de língua portuguesa, com quem a China tem vindo a intensificar a cooperação. Só posso fazer votos para que a cooperação se intensifique em benefício dos nossos povos.” Pedro Luiz Carneiro de Mendonça, vice-ministro de Assuntos Económicos do Brasil • “Os resultados da conferência ultrapassaram as expectativas e o plano de acção reflecte isso mesmo. O comércio entre a China e os países lusófonos ultrapassou, no último triénio, a meta dos 50 mil milhões de dólares, o que significa que foi atingido um dos objectivos principais da cooperação, podendo esta agora ser diversificada” Abraaão Gourgel, ministro angolano da Economia • “O papel do Fórum está a ser aprofundado e elevado na materialização de grandes projectos. Há condições para se fazer mais do que no último triénio em prol das economias e povos”. Humberto Brito, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro de Cabo Verde • “A criação do fundo conseguido neste fórum irá nos dar possibilidade de introduzir projectos mais realistas. O resultado deste encontro é muito positivo.” Adelino Queta, ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades da Guiné-Bissau • “O Fórum foi êxito por nos unir mais aos países de língua portuguesa. A cooperação vai permitir aos nossos povos progredirem.” Armando Inroga, ministro moçambicano da Indústria e Comércio • “As medidas anunciadas muito irão contribuir para o desenvolvimento dos países. O Fórum também estreita a relação de amizade que nos une a todos” João Gonçalves, ministro da Economia e Desenvolvimento de Timor-Leste
Governo central chegou com mãos largas e exigências
Aceno dos milhões Vanessa Amaro
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Wen Jiabao chegou, falou, encantou e deu. Deu muitos milhões de yuans – mais precisamente 10,4 mil milhões - para ajudar todos os países lusófonos – a incluir Portugal – a saltar da crise. “É a nossa responsabilidade comum”, justificou. No seu primeiro discurso em Macau, o Chefe do Governo chinês anunciou boas-novas aos sete participantes do Fórum que até fizeram chorar Rita Santos, secretária-geral adjunta do Fórum Macau. “Estive a lacrimejar de tanta alegria por ser atribuída tal importância ao Fórum”, disse ao Hoje Macau. A principal novidade do certame, que começou no sábado e acabou na manhã de ontem com um recorde histórico – um presidente e quatro primeiros-ministros juntos de uma só vez – foi a criação de um fundo para impulsionar a cooperação sino-lusófona (ver texto na página 5). Para o triénio 2010/2013, a China também mostrou mãos largas e vai conceder 1,6 mil milhão de yuans em créditos para aumentar as trocas comerciais, com a meta de atingir os 100 mil milhões de dólares
norte-americanos daqui a dois anos. Cada participante também levou para casa, um brinde de 10 milhões de yuans em equipamentos médicos. Wen Jiabao comprometeu-se ainda com o fornecimento de materiais e técnicos agrícolas, a formação de 1500 oficiais provenientes do recém-inaugurado Centro de Formação (ver texto ao lado) e o apoio à educação com mil bolsas para estudantes lusófonos passarem pela China. “Uma frase filosófica em português diz o seguinte: a cooperação é o porto da vida. O desenvolvimento da cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa corresponde aos interesses fundamentais de ambos os lados”, afirmou o primeiro-ministro. Apesar das mãos largas, Wen
Jiabao também deixou claras as suas exigências. Aumentar o comércio entre a China e os países de língua portuguesa para 100 mil milhões de dólares até 2013 - dez vezes mais do que o valor registado há uma década – é a meta principal. “Café, caju, vinho e outros produtos famosos dos países de língua portuguesa são cada vez mais frequentes à mesa das famílias chinesas”, disse Wen Jiabao, a que as economias da China e dos países lusófonos são “altamente complementares”, existindo “grandes potencialidades para aumentar as trocas comerciais”. De acordo com os números indicados por Wen Jiabao, nos primeiros nove meses deste ano, o comércio entre a China e os países lusófonos aumentou 57%, para 68,2 mil milhões de dólares, enquanto em 2003, quando foi
As ordens do chefe Wen
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O ministro chinês do Comércio, Chen Deming, também tomou as rédeas da conferência e defendeu que o reforço da cooperação com os países lusófonos é a resposta certa aos desafios da crise internacional. “Estamos numa época de pós-crise em que ainda existem muitas incertezas na economia mundial e, neste contexto, os países só podem estreitar as relações económicas”, disse ontem, durante a cerimónia de assinatura do novo plano de acção para a cooperação entre a China e os países lusófonos até 2013. Chen Deming defendeu que os resultados da 3.ª Conferência Ministerial do Fórum Macau pretendem “enfrentar os desafios da crise internacional, vão imprimir novos dinamismos na relação entre a China e os países de língua portuguesa e aprofundar o relacionamento”. Ao salientar a “ampla complementaridade” entre a China e os países lusófonos, o ministro chinês do Comércio observou que essa ligação “é, antes de mais, histórica, cultural e linguística, além de económica”. “Portugal é membro da União Europeia e o Brasil é a principal economia da América do Sul e a cooperação com estes países é, para a China, a porta de entrada para esses mercados”, acrescentou, realçando que a “ligação da língua e comercial será aproveitada para aprofundar essa complementaridade”. O responsável referiu ainda que, “na área do comércio, o plano de acção abre novas áreas de cooperação, designadamente no que se refere à educação, finanças, transportes, saúde e propõe que, até 2013, o valor do comércio atinja 100 mil milhões de dólares”. Macau mantém-se como plataforma, com um papel ainda mais forte. “Estou certo que o Fórum Macau vai reforçar o seu papel e que Macau vai desempenhar um papel ainda mais importante até 2013”, sustentou.
Aumentar o comércio bilateral, com a redução de barreiras comerciais e acções contra o proteccionismo. Aumentar o fluxo comercial para 100 mil milhões de dólares norte-americanos até 2013 deve ser a meta Promover investimento entre as duas partes, a facilitar transacções e a assinar tratados que acabem com a dupla tributação. O investimento de expandir-se para todos os lados e as pequenas e médias empresas também devem ser encorajadas a cooperar - Explorar novas áreas de cooperação, que vão além das tradicionais economia, comercial, recursos humanos e infra -estruturas. Turismo, transporte, finanças, educação, cultura, saúde e desporto são novos sectores a abraçar - Usar e abusar de Macau como plataforma de cooperação
BES ficará “muito satisfeito” se houver bancos chineses que queiram comprar acções O CEO do BES Brasil, Ricardo Espírito Santo, defendeu que o banco ficará “muito satisfeito” se houver bancos chineses que queiram comprar acções do grupo, ao salientar que isso mostraria a confiança na gestão do banco. “O Banco Espírito Santo (BES) sempre teve sócios estrangeiros e todos eles são bem-vindos a investir no BES”, sublinhou o CEO do BES Brasil e presidente do conselho de administração do BES Angola, Ricardo Espírito Santo. “Se houver bancos chineses que queiram comprar acções do BES ficaremos muito satisfeitos com esse investimento, que mostraria uma aposta e confiança na gestão do banco”, acrescentou o responsável à margem da Conferência dos Empresários e dos Quadros da Área Financeira no âmbito da 3.ª Conferência Ministerial do Fórum Macau.
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fórum macau
Fundo de 7,8 mil milhões de patacas vai ser gerido por muitos olhos
Mão de Pequim e outra de Macau Vanessa Amaro
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Wen Jiabao lançou a bomba, mas ainda não há muitos detalhes dos moldes em que o fundo de mil milhões de dólares (7,8 mil milhões de patacas) atribuído pela China aos países de língua portuguesa do Fórum Macau irá funcionar. Ontem, o ministro chinês do Comércio, Chen Deming, avançou que a verba será gerida por “um órgão em Pequim com a participação de organismos de Macau”. “O fundo irá funcionar de acordo com as regras de mercado, apoiando investimentos mútuos, especialmente das pequenas e médias empresas”, acrescentou Chen Deming. O ministro reconhece que há “muitos bons produtos” lusófonos, mas, por vezes, ainda é preciso uma maior estabilidade das companhias menores para lançarem-se ao mundo das exportações. A criação do Fundo da Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa será uma oportunidade para o “estabelecimento de cooperações multilaterais”, observou Chen Deming ao defender que “será intensificada a função de Macau como plataforma”. Em conversa com os jornalis-
Nos próximos três anos, 1500 pessoas deverão sair com novos conhecimentos do Centro de Formação do Fórum Macau, organismo ontem criado no encerramento da 3.ª Conferência Ministerial. O espaço já está designado – funcionará dentro da Universidade de Macau –, as metas delineadas e só está a faltar o projecto que será desenvolvido pelo Secretariado Permanente do Fórum Macau. O anúncio da criação do centro foi feito sábado pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e ontem o secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, frisou que “através do Centro e aproveitando plenamente os privilégios de que Macau
tas, Francis Tam, secretário para a Economia e Finanças, avançou que a verba será gerida pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização – o mesmo que
cedeu 200 milhões de patacas entre 2008 e 2009 à falida companhia aérea Viva Macau -, mas não quis confirmar se o Executivo local iria injectar cerca de 400 milhões de
patacas no cofre, como havia ponderado na semana passada. “Ainda não é certo”, apontou. A decisão do montante está ainda a ser analisada pela Direc-
ção dos Serviços de Economia e pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM). Só numa fase mais avançada é que se vai saber quais projectos em concreto o fundo vai apoiar, informou Francis Tam. O embaixador brasileiro em Pequim, Clodoaldo Hugueney, disse ao Hoje Macau que o Brasil terá eventualmente interesse em investir no fundo, “após conhecer mais detalhes”. “Ainda não se sabe como é que funcionará e para que exactamente servirá. Não se pode meter dinheiro em algo assim. Mas é claro que quando a ideia estiver mais amadurecida, o Brasil irá ponderar acerca da sua contribuição”, referiu. O secretário de Estado português do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, realçou, por sua vez, que aquele fundo “vem possibilitar o incremento das relações comerciais e imprimir a alavancagem de um conjunto de investimentos numa altura em que o financiamento é uma preocupação, dando dinamismo à actividade económica”. Também o ministro angolano da Economia, Abraaão Gourgel, considerou o “valor do fundo suficiente para o seu arranque”, mas disse estar “convencido de que haverá outros países a contribuir para aumentar o seu valor”.
Universidade de Macau recebe centro de formação do Fórum
1500 cérebros a sair do forno
possui, poder-se-á promover o aumento da formação de recursos humanos dos países participantes do Fórum de forma a criar cada vez mais profissionais”. “O estabelecimento deste Centro representa a materialização da importância e do apoio atribuídos pelo governo central e pelos países de língua portuguesa participantes, no âmbito do desenvolvimento dos recursos humanos das partes intervenientes”, referiu Francis Tam. Em conversa com o Hoje Macau, a secretária-geral
adjunta do Fórum Macau, Rita Santos, afirmou que o nascimento do centro no território é “o reconhecimento por parte dos países de língua portuguesa de que Macau tem capacidades de formação”. A responsável apontou que os cursos, ainda com duração a definir, irão focar-se principalmente nas áreas do turismo, do comércio exterior e da gestão financeira, mas ainda é necessário recolher mais opiniões. “Ainda estamos à espera da aprovação de um dos pontos do plano de acção
para avançarmos para o projecto. Teremos de ouvir as opiniões da China e dos países lusófonos para desenvolvermos as directrizes do centro”, afirmou. Segundo Rita Santos, da parte do território o interesse é promover um maior intercâmbio, que consequentemente irá trazer mais visitantes e tornar Macau no tão esperado “centro de turismo e de lazer internacional”. “Nos últimos sete anos, qualquer pessoa de um dos países de língua portuguesa já sabe onde fica Macau no mapa. Acredito que temos feito uma boa promoção e que o centro de formação irá elevar ainda mais o nosso papel de plataforma.” - V.A.
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Macau assina memorandos de cooperação com Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau O Governo assinou memorandos de entendimento de cooperação no sector do turismo com os homólogos de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique para o intercâmbio de informação e formação de quadros. Os acordos também prevêem actividades como planeamento, gestão, certificação da actividade turística, assistência técnica, assessoria e formação de quadros técnicos, bem como a promoção de parcerias entre pequenas e médias empresas e apoio à criação de um sistema de incentivos para a promoção da indústria do turismo. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, que presidiu à cerimónia de assinatura dos memorandos, salientou que os “contactos directos e a colaboração estreita com os países de língua portuguesa são benéficos para solidificar o papel de plataforma desempenhado por Macau”.
Manifestantes de Hong Kong impedidos de entrar em Macau
O filtro anti-contestação
Kahon Chan
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Durante dois dias seguidos, o controlo fronteiriço de Macau confirmou a sua reputação e manteve-se impermeável a assistentes sociais, legisladores e investidores de Hong Kong suspeitos de planear estragar a paisagem a Wen Jiabao. Várias pessoas ficaram encalhadas na imigração e foram deportadas durante o fim-de-semana para garantir a paz do primeiro-ministro chinês, de visita a Macau. Ainda assim, um dos deputados pensa que a proibição de entrada só ajudou a que o seu objectivo principal fosse alcançado: fazer ouvir a sua voz. De acordo com duas rádios de Hong Kong – a RTHK e a Commercial – mais cinco pessoas foram retidas na fronteira e enviadas de volta para casa ontem de manhã, incluindo assistentes sociais da organizações não-governamentais (ONG) Community Development Alliance e Concerning CSSA Review Alliance, um estudante de ser-
viço social e outros dois residentes de Hong Kong não identificados. Em declarações à RTHK contaram terem sido impedidos de entrar em Macau às 10h30 de ontem pela mesma razão – ameaçar a segurança interna – e que irão agora inquirir o Governo de Hong Kong sobre se os seus nomes haviam sido comunicados a Macau numa “lista negra”.
resultado foi exactamente o que esperavam, quando chegaram a Macau depois das 13h. Luk Wai Ping, representante do grupo formado há quatro anos, disse ao Hoje Macau que os três novos membros acabaram por se juntar aos membros retidos no terminal de “ferries”. Passaram fome enquanto esperavam na sala e os agentes da
duas centenas de empresários de Hong Kong que se depararam com problemas de direito à propriedade e decisões judiciais desfavoráveis na China Continental nas últimas décadas e cerca de duas dezenas dos casos foram resolvidos após múltiplos protestos e reclamações apresentados a Pequim. Mas os casos bem sucedidos são poucos
Mais cinco pessoas foram retidas na fronteira e enviadas de volta para casa ontem de manhã, incluindo assistentes sociais da organizações não-governamentais (ONG) Community Development Alliance e Concerning CSSA Review Alliance, um estudante de serviço social e outros dois residentes de Hong Kong não identificados Entretanto, Grupo de Reflexão sobre Direitos de Investimento de Hong Kong (China) também tentou apresentar uma carta ao primeiroministro Wen no sábado de manhã e deliberadamente enviou seis membros que se manifestaram abertamente na China juntamente com três novas caras para testar a existência de uma lista negra – o
PSP ofereceram-se para comprarlhes comida, mas rejeitaram e insistiram em encontrar comida por conta própria – alguns deles, em meio à frustração, tentaram escapar da sala e um dos mais velhos perdeu mesmo a consciência por instantes. Regressaram a Hong Kong no “ferry” das 16h. O grupo é formado por cerca de
e alguns dos outros até já prescreveram. Luk sublinhou não haver qualquer plano para lançar protestos em massa na China, e disse que apenas queriam dizer a Wen que a corrupção na China estava a sacrificar os direitos básicos dos investidores. O grupo planeava voltar a visitar Macau hoje para testar se a lista negra para o território
se mantinha válida sem a presença do primeiro-ministro. Passou-se tudo ao lado
As tentativas goraram uma por uma e Wen acabou por não ser minimamente confrontado com as perguntas colocadas pelos jornalistas locais, mas a proibição de entrada acabou por dar a visibilidade mediática que as ONG queriam. Lee Cheuk Yan, membro nuclear da Aliança de Hong Kong em Apoio aos Movimentos Democratas Patrióticos na China e activista dos direitos humanos em Hong Kong, disse ao jornal “Ming Pao” que o objectivo de expressar uma opinião tinha sido alcançado com a retenção injustificada na fronteira. “Estamos só a querer entregar uma carta e porque razão nos acusam de ameaçar a segurança interna em Macau?” Lee e quatro outros membros da Aliança foram expulsos de Macau no sábado de manhã após uma viagem programada. A Aliança queria que o primeiro-ministro aceitasse o manifesto “Carta 08”, que propõe uma progressiva reforma democrática para o Governo comunista, assim como a libertação de todos os prisioneiros políticos como Liu Xiaobo e Zhao Lianhai. Um dos compromissos fundadores da aliança é também que o Governo Central reavalie o movimento 4 de Junho (massacre da praça de Tiananmen). Entretanto, activistas do grupo mais radical Acção 4 de Maio, incluindo Leung Kwok Hung (também conhecido como “Long Hair” - cabelo comprido), também tentaram atravessar a fronteira através do Terminal do Porto Exterior depois das 13h do mesmo dia, mas foram levados pelos agentes da PSP e receberam o mesmo tratamento. Os activistas, no entanto, conseguiram ensaiar uma breve fotografia em frente aos jornalistas por detrás dos quiosques da imigração antes de serem levados pelos agentes. Os jornais de Hong Kong “Ming Pao” e no “Apple Daily” dedicaram cerca de metade dos espaços reservados para a cobertura do evento em Macau, aos manifestantes barrados. O controlo excessivamente sensível na fronteira de Macau tem feito várias manchetes desde 2008. Até ao momento, as listas de vítimas incluem alvos fáceis como “Long Hair”, intelectuais como o decano da única escola de Direito de Hong Kong, um jovem jornalista do respeitado “Ming Pao”, até uma assistente social sem qualquer histórico de actividade política, tendo geralmente recebido a notícia de que eram uma “ameaça à segurança local” quando se preparavam para fazer visitas de lazer a Macau.
Geocapital prevê abrir bancos de investimentos em Macau
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fórum macau
kahon chan
A sociedade financeira portuguesa Geocapital prevê abrir bancos de investimentos em Macau, através de uma parceria com o Banco Privado Atlântico no início de 2011, disse o presidente executivo, Jorge Ferro Ribeiro. “Estamos em negociações com a Autoridade Monetária e com outros parceiros. Pensamos que nos próximos meses o assunto fique resolvido”, afirmou. O parceiro da Geocapital - com um capital social de 10,2 milhões de euros e o português Ferro Ribeiro e o magnata do jogo de Macau, Stanley Ho, como accionistas - será o Banco Privado Atlântico, de Angola, acrescentou o responsável ao garantir que a presença da sociedade na região “não vai competir nem interferir com o funcionamento interno do mercado”.
Detenção de dois manifestantes pela PJ dá ainda mais visibilidade a protestos
Matar o inconformismo à nascença Kahon Chan
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Dois dos principais organizadores de manifestações sindicais, incluindo Lee Sio Kuan, da Força de Subsistência dos Trabalhadores, foram detidos alegadamente por conspirar um atentado à segurança de Macau, antes que o protesto em causa tivesse início, no sábado. Lee Kin Yun, um activista que costuma manter as distâncias em relação a Lee Sio Kuan, foi até à esquadra da Polícia Judiciária (PJ) pedir a libertação dos dois colegas e acabou por ser também levado, sob o olhar de jornalistas que testemunharam o episódio. Tanto Lee Kin Yun como Lee Sio Kuan foram libertados pela PJ já depois da meia-noite de ontem, aparentemente sem acusações
pendentes. Sio Kuan terá sido advertido para não sair de casa até ao dia seguinte. Seis associações ou grupos de residentes organizaram os protestos e foram separados em dois grupos, tendo partido de diferentes parques na zona Norte: cerca de 20 pessoas marcharam com a Associação Unida Força de Subsistência dos Trabalhadores de Macau a partir das 15h e mais de uma centena juntaram-se às outras cinco associações, 15 minutos depois. Tal como aconteceu nas manifestações do Dia Nacional, os manifestantes mostraram-se, em geral, conformados com a ordem imposta pelos agentes da PSP, sem aparente resistência e mantiveram-se ordeiros e sem fazer grande barulho durante quase toda a caminhada até à sede do Governo. Mas o grupo apresentou-se em
campo desfalcado de duas importantes figuras de proa: Wong Vai Man, director da associação dos fixadores de aço, e Lee Sio Kuan, presidente da Força de Subsistência dos Trabalhadores, haviam sido levados pela polícia duas horas antes do início da manifestação. A confirmação da PJ foi enviada aos jornalistas às 16h e Lee Kin Yun, activista independente, soube da notícia da detenção ainda antes do fim da marcha. Enquanto o pelotão dos outros manifestantes encenavam a entrega da carta a Wen Jiabao, Lee Kin Yun liderou um pequeno grupo de duas dezenas de manifestantes que se destacaram em direcção à esquadra da PJ na Rua da Central, para pedir a libertação dos dois sindicalistas detidos. A multidão, incluindo dezenas de jornalistas de Macau,
Hong Kong e da agência internacional Reuters, encheram a rua e uma mão cheia de manifestantes chegou mesmo a sentar-se na via pública durante alguns instantes. Lee Kin Yun foi então abordado por um agente da PJ em uniforme azul, por volta das 17h, e instado a colaborar na investigação das autoridades sobre “o assunto” não ofereceu resistência física ao acompanhar os agentes para dentro da esquadra da PJ, não sem manifestar a sua opinião sobre o episódio, que qualificou de “terrorismo branco sem justificação”. O activista contou ontem aos jornalistas que apenas tinha sido libertado ontem, após a meia-noite, e teve de regressar à esquadra da PJ às 11h, onde permaneceu até às 18h. Mas não chegou a explicar ao pormenor a situação da acusação
antes de desligar o telemóvel. Lee Sio Kuan disse numa conferência de imprensa que cerca de uma dúzia de agentes da PJ estavam à espera que saísse de dentro de uma casa de banho pública, após as 13h, no Jardim Triangular, para o levarem para a esquadra da Judiciária. Lee negou todas as acusações de conspiração para atentar contra a segurança em Macau, e acabou por ter de assinar alguns documentos antes de ser mandado para casa já depois da meia-noite de domingo. O sindicalista não foi notificado a voltar a comparecer na esquadra da polícia, mas foi ainda assim instado a permanecer em casa durante todo o dia de ontem, sendo que cerca de uma dezena de agentes esteve “a observar” o edifício onde vive. Lee disse que o Governo estava a agir de má fé no caso.
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Guiné-Bissau abre consulado honorário em Macau A Guiné-Bissau inaugura hoje o seu consulado honorário, numa cerimónia que será presidida pelo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, disse o cônsul nomeado João Ló. “Será uma pequena cerimónia e o primeiro-ministro já confirmou a sua presença, aproveitando a sua passagem por Macau para a 3.ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, disse. João Ló foi nomeado cônsul da Guiné-Bissau em 2008, mas só agora ficaram criadas as condições para a abertura de um consulado honorário, acrescentou. Além da Guiné-Bissau, também Cabo Verde tem nomeado um cônsul honorário em Macau e Portugal e Angola possuem postos consulares gerais.
Brasil não se entende quanto a justificações por ausência de Lula da Silva
Explicações a verde e amarelo Vanessa Amaro
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Compromissos profissionais, motivos pessoais ou simplesmente um malabarismo para minimizar a importância do Fórum Macau? As possíveis razões para a ausência do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, da 3.ª Conferência Ministerial estão envoltas em contradições. Na manhã de sábado, o representante do Brasil no certame, Pedro Luiz Carneiro de Mendonça, vice-ministro para Assuntos Económicos e Tecnológicos, referiu, no seu discurso inaugural, que o presidente brasileiro “não pôde comparecer, como era o seu desejo” devido a “compromissos no Brasil”. Mas, como demonstra a agenda do presidente a que o Hoje Macau teve acesso, Lula da Silva não tinha nenhuma marcação desde que terminou a sua participação na cimeira do G20, em Seul, na sexta-feira. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a São Paulo esta manhã”, indicava a agenda de sábado, sem nenhum outro compromisso para o resto do dia. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa o domingo em São Bernardo do Campo, sem compromissos oficiais”, dizia a agenda para ontem. O embaixador do Brasil em Pequim, Clodoaldo Hugueney, afirmou ontem ao Hoje Macau que a decisão de não se deslocar de Seul a Macau não se prende
nem a compromissos profissionais, nem a malabarismos para não bater de frente contra a China devido a atritos de interesses nos países africanos de língua portuguesa. “É perfeitamente explicável: estamos a passar por uma transição política no Brasil. Acabamos de renovar o presidente, todos os governadores de Estados, toda a Câmara
de Deputados e parte do Senado. Apesar de ser uma transição mais fácil por se tratarem de pessoas do mesmo partido, é preciso compor o gabinete antes do dia 1 de Janeiro, que é quando a Dilma Rouseff toma posse”, explicou o embaixador à margem do encerramento do Fórum Macau. Clodoaldo Hugueney rejeitou
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São Tomé não veio observar o Fórum
O discurso de Wen Jiabao, como é natural e por diversas vezes, empregou as frases “países lusófonos” e “países de língua portuguesa”, reiterando o seu apoio e o préstimo de Macau como plataforma de relacionamento bilateral entre os dois lados. Nesta alusão, a um título generalizado, está implícito o nome de São Tomé e Príncipe como parte integrante do universo lusófono. É do domínio público que, dado o seu relacionamento diplomático com
Taiwan, São Tomé e Príncipe não é membro do Fórum Macau, assumindo o restrito estatuto de observador, mas mesmo assim nenhuma delegação do mais pequeno país de expressão portuguesa esteve presente em Macau para tomar conta de toda a desenvoltura de um acontecimento que visa, sobretudo, o aprofundar das relações económicas e o comércio bipartido, com
António Falcão
Um amigo à parte
investimentos ampliados a cada edição que passa. “Os oito irmãos deste Fórum estão em fases diferentes de desenvolvimento”, referiu Wen Jiabao na sua comunicação oficial. Não deixa de ser uma frase de interpretação ambígua, ao mencionar os oito países lusófonos em desenvolvimento, onde se inclui São Tomé e Príncipe, ou simplesmente à irmandade de membros
que houvesse qualquer tentativa do Brasil de rejeitar decisões decorrentes do evento em Macau, como afirmou o analista político António Flávio Testa. "Não só o Brasil não tem interesse n este Fórum, como também, se tiver condições, vai tentar atrapalhar esse jogo, tirando a legitimidade desse mecanismo. Já existe uma guerra pela disputa
onde a China, como organizador, se integra. Para Manuel Amante da Rosa, secretário-geral adjunto do Fórum, a ausência de uma delegação são-tomense era esperada. O responsável apontou ainda que a presença de São Tomé e Príncipe como membro do Fórum nunca foi uma questão referida ou discutida nas reuniões em que esteve presente. Na opinião do presidente da Associação dos SãoTomenses e Amigos de São Tomé e Príncipe (ASMC), António Costa, esta foi uma oportunidade perdida. “São
de mercado, nomeadamente na África, e o Brasil já entendeu o que pretende a China", referiu o professor da Universidade de Brasília (UnB) antes do início da conferência. "Geoeconomicamente, a conquista do continente africano é muito importante. Angola, por exemplo, está a tornar-se um 'país chinês'. Os africanos têm alertado que o Brasil precisa acordar para a África", afirmou o sociólogo e analista de Relações Internacionais da UnB. O embaixador brasileiro em Pequim reconhece que há “uma certa competição” entre o Brasil e a China na disputa de países como Angola e Moçambique, mas considera tudo “natural”. “Não há porque haver conflitos entre os dois países. Cada um tem o seu espaço. O Brasil está muito mais avançado que a China em algumas áreas como a agricultura tropical, biocombustíveis e medicamentos e tem levado esses seus conhecimentos para África”, frisou Hugueney. O diplomata deu ainda mais uma justificação pela ausência de Lula da Silva do Fórum Macau: o estado de saúde do vice-presidente, José Alencar. “O presidente esteve para voltar atrás da Coreia do Sul, para acompanhar a recuperação de Alencar. Eles são muito apegados”, apontou, referindo-se ao facto do vice-presidente, que sofre de um cancro nos intestinos, estar internado desde quinta-feira por um enfarte.
Tomé e Príncipe devia aproveitar o Fórum para estreitar as suas relações com a China”, referindo que o seu país natal é uma nação “pobre e que precisa de apoio”. António Costa sublinha, no entanto, que a organização a que preside não tem relações oficiais com o governo de São Tomé e Príncipe, representando apenas os sãotomenses de Macau, e como tal não pode falar em seu nome, sobre assunto para o qual não tem explicação lógica. Convidado a participar no Fórum na sua dupla função de dirigente associativo e funcionário público, referiu que as pendências políticas deviam
ficar à porta deste evento, não se sobrepondo às questões económicas e comerciais. Contudo acredita que o problema entre São Tomé e Príncipe e a China será gradualmente diluído, justificado na posição de maior evidência da nação chinesa no mundo, como segunda economia mundial e nas suas cada vez mais estreitas relações com os países lusófonos. António Costa não deixa de realçar, num à parte, as boas relações e o apoio recebido pelo Governo de Macau à sua associação, desde o seu início, e o diálogo mútuo entre São Tomé e Príncipe e a RAEM.
Cabo Verde espera que fundo de apoio dê "nova dinâmica" O embaixador de Cabo Verde na China, Júlio Morais, manifestou-se convicto que o Fórum Macau irá dar “nova dinâmica” à organização, destacando em particular a criação do “fundo de desenvolvimento e investimento”. “Pensamos que esse fundo poderá dar uma nova dinâmica ao Fórum, criando pontes entre os sectores empresariais e é precisamente esse o desafio maior do fórum (…) Estamos no caminho certo, com uma boa dinâmica e em passos largos”, disse o diplomata em Pequim. Segundo Júlio Morais, desde a sua criação, em 2003, o Fórum de Macau “tem-se mantido praticamente em cooperação institucional, sobretudo em acções curtas de formação”. “É preciso fazer mais (…) O fundo vai ser o instrumento catapultador dessas novas relações (ambicionadas pelo Fórum) ”, acrescentou.
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José Sócrates sente uma certa “inveja” da bonança financeira de Macau
O sonho do primeiro-ministro Alguns representantes da comunidade portuguesa local foram convidados ontem a brindar a visita de Sócrates ao território, antes do primeiro-ministro regressar, no fim da tarde, a Portugal. O Chefe do Governo português expressou que sente orgulho pela representatividade da sociedade local e pelo contributo que esta dá em prol da defesa da cultura portuguesa. “Estamos atentos ao que é feito por aqui. Não pensem que não reparamos”, garantiu, acrescentando ao chegar a Macau sente “um calor diferente que realça o ponto de encontro entre o Ocidente e o Oriente”. Depois de um sábado preenchido – com encontros bilaterais com autoridades de China, Timor-Leste, Moçambique e Guiné-Bissau no seu quarto de hotel, no Cotai -, José Só-
Vanessa Amaro
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O primeiro-ministro português, José Sócrates, arrancou gargalhadas na tarde de ontem, durante um encontro informal com a comunidade portuguesa, na casa do cônsul-geral de Portugal em Macau, ao expressar a sua “inveja” pelo crescimento estrondoso da economia do território. “Pelo que ouvi dizer, as discussões do Orçamento por cá limitamse a apresentar o superávit e quanto cada residente irá receber. Não ter de pensar no défice é o sonho de qualquer primeiro-ministro”, disse no seu discurso, referindo-se aos momentos difíceis para a aprovação do Orçamento de Estado português para 2011.
Chegou ao fim mais um Fórum Macau. Aguarde-se pelo próximo. Por agora, para o primeiro-ministro português, José Sócrates, o balanço é muito positivo e o caminho é o da melhoria das relações políticas com a China. “Nas economias desenvolvidas há um indicador importante, que é o número de empresas que exportam para a China e estão presentes na China. Temos que aumentar rapidamente essa presença”, afirmou Sócrates. O governante português considera que essa aproximação “abre novas oportunidades às empresas portuguesas” e isso “solidifica as relações politicas.” “Esta relação histórica tem que ser potenciada e melhorada. O encontro com o presidente e agora com o primeiro ministro solidifica uma relação politica e abre novas oportunidades para as empresas portuguesas”, disse fazendo alusão à visita de Hu Jintao a Portugal dias antes. Durante a sua intervenção na 3.ª Conferência Ministerial, José Sócrates realçou que nos últimos cinco anos o comércio entre Portugal e a China “quase duplicou”.
crates teve uma agenda desafogada durante o dia de ontem. Começou o domingo com um jogging de 3,5 quilómetros a volta do hotel Four Seasons, rodeado de seguranças e alguns membros da comitiva. Numa corrida de cerca de 20 minutos, era maior o aparato de segurança – pelo menos quatro viaturas acompanharam de perto o Chefe do Governo português – do que os membros que acompanharam José Sócrates. O primeiro-ministro seguiu para a casa do cônsul Manuel Cansado Carvalho, na Penha, para um almoço privado, ao qual seguiu o encontro de pouco mais de uma hora com a comunidade portuguesa. Por volta das 20h30, José Sócrates voltou a dizer adeus mais uma vez ao território.
Fim-de-semana dedicado à lusofonia e “às novas oportunidades”
Portugal vê futuro ‘made in China’ Para o primeiro-ministro português, a China é o parceiro ideal de Portugal e dos restantes países lusófonos. “A China é hoje a segunda potência económica mundial e por isso a nossa relação
com a China e com os países de expressão portuguesa é absolutamente crítica e decisiva para dar mais oportunidades às nossas empresas na sua internacionalização e para favorecer as nossas
exportações”, afirmou José Sócrates. O chefe do Governo português destacou que o “Fórum Macau e a relação com a China é uma das prioridades da diplomacia
económica” portuguesa, que considerou “absolutamente indispensável” no sentido do país aumentar as exportações. “É uma prioridade para nós a relação com a China e é uma prioridade fazê-lo de
forma a que essa cooperação se estenda, naturalmente, na relação da China com a União Europeia”, afirmou. Para Sócrates, as relações não se ficam exclusivamente no campo político. O objectivo passa, igualmente, pelo aumento do comércio lusochinês nos próximos cinco anos. “Nós precisamos de exportar mais para a China e por isso é que aqui venho, para essa diplomacia económica”, assegurou. O primeiro ministro não quis deixar passar a oportunidade de definir Portugal como “um país plenamente integrado na União Europeia”, mas considerou a lusofonia uma prioridade absoluta da política externa portuguesa. “O espaço da lusofonia é sem dúvida uma prioridade absoluta da política externa portuguesa e um espaço privilegiado do nosso esforço de internacionalização”, disse Sócrates salientando ainda que o comércio de Portugal com os outros países de língua portuguesa aumentou 75%. José Sócrates caracterizou a RAEM como uma “ponte especial” e uma “plataforma única” entre a China e a lusofonia, o oriente e o ocidente, a Europa e a Ásia.
Comparações:
Herança portuguesa faz de Macau “lugar único” na China, diz Chui Sai On
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A herança portuguesa em Macau faz da actual região administrativa especial um “lugar único” na China, até como plataforma privilegiada de acesso das empresas chinesas aos mercados lusófonos. “A consagração do português, a par do chinês, como língua oficial, a presença fortemente enraizada de comunidades de língua portuguesa com importantes contributos para o desenvolvimento harmonioso da sociedade local e a tradição jurídica de matriz portuguesa fazem de Macau um lugar único na China, também enquanto plataforma privilegiada de acesso das empresas do Interior da China aos mercados lusófonos”, disse Chui Sai On numa declaração escrita à agência Lusa.
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ricardo oliveira/GPM
olhares em macau
gonçalo lobo pinheiro
José Sócrates encontrou-se com o presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta. No final do encontro, houve troca de lembranças com o português a receber um manto tradi gonçalo lobo pinheiro
China, um “parceiro estratégico” para Angola, diz ministra do Comércio A ministra angolana do Comércio, Maria Idalina Valente, considerou a China “um parceiro estratégico” para Angola poder “diversificar” a sua economia e “sobretudo as exportações”. “Angola foi um grande país exportador antes da independência e, portanto, a China constitui para nós, efectivamente, um grande parceiro estratégico, porque por muito que se possa exportar, é sempre pouco para o mercado chinês”, disse Idalina Valente. Segundo também realçou, “a emergência do desenvolvimento deslocou-se para a Ásia” e Angola é “um país saído dos escombros da guerra, que está, neste momento, a projectar a reabilitação da sua produção”. Devido ao seu petróleo, Angola já é “o maior parceiro comercial da China em África”, sendo “responsável por uma parte significativo dos recursos energéticos da China”, salientou Idalina Valente.
icional e café timorense
Wen Jiabao foi recebido no centro histórico de Macau por um banho de multidão em transe. Todos queriam fotografar e tocar no primeiro-ministro chinês que, em plenas ruínas de São Paulo, espalhou simpatia e acenos, parando inúmeras vezes a sua caminhada para falar com a população
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cultura
Maratona de Rock corada de êxito no pátio do CCM
Música encantou as massas
António Falcão
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No total, No total, 5000 pessoas passaram pela Praceta da Arte no Centro Cultural de Macau (CCM) para vibrar com mais uma edição do festival “Hush!! Maratona de Rock”, que decorreu no sábado passado. Contando já com seis edições, este foi o ano de maior movimento, levando a organização a pub
ponderar uma mudança de espaço em edições futuras. “Este ano mudámos o conceito do festival, apostando logo no início numa banda local e desde o princípio as escadarias do CCM estavam cheias de gente”, referiu um dos responsáveis pela organização do evento. Assim a banda consagrada de Hong Kong, Qiu Hong, juntou-se aos Blademark, representantes de Macau, para um começo fogoso deste espectáculo que traz a música rock na sua face. Pakeong Sequeira, líder carismático dos Blademark, famosos pela sua energia gritante, estava visivelmente satisfeito com a ligação entre os dois grupos. “Foi muito bom”, afirmou, “é
óptimo podermos estar presentes neste concerto, com tantas bandas e tanto público a apoiar.” Por sua vez o CCM justificou o êxito pelo sentido de pertença por parte da assistência em relação às bandas locais. O “Hush!!” é um dos maiores investimentos feito pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) na programação do CCM e este foi o festival de maior dimensão até à data. Cheio de luz, som e a mais alta tecnologia, com uma grande panóplia multimédia, pelo palco passaram 10 bandas locais e cinco projectos musicais vindos do exterior incluindo o convidado especial Chang Chen Yue, de Taipé, a com-
plementar as hostilidades daquele que se transformou num fantástico dia de música rock numa atmosfera singular no território. Ponto alto no cardápio foram os pequineses Brain Failure, com o seu psychobilly chinês, que levaram a audiência ao rubro. Com o cancelamento anunciado dos Midival Punditz, com a súbito adoecimento de Karsh Kale, o vocalista da banda indiana, do exterior chegaram ainda os Bunk Face de Kuala Lumpur e os Slapshok de Manila. Na produção local, com uma actuação de 20 minutos cada, o público pôde aplaudir diversos projectos, com vários níveis de desenvolvimento, como os City Cor-
ner, Crossline, Experience, Forget the G, L.A.V.Y, Music:Boxx, O.T.O., Scamper e os Shinshins, banda portuguesa, desfalcada de um dos seus elementos, em digressão na Europa, mesmo assim arriscou pela primeira vez a sua presença num palco de grandes dimensões, agarrando a oportunidade com uma actuação cheia de emoção e garra. Os dois elemen-
tos, João Kebas e António Conceição, justificaram por completo a aposta do CCM para este ano. “Quisemos este ano trazer uma banda de portugueses, que ainda não tinha acontecido anteriormente e foi um sucesso”, referiu o porta-voz do CCM. Embora não existam muitos portugueses com projectos musicais sólidos esta é uma opção que irá continuar.
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Orquestra de Macau toca na Sede das Nações Unidas
Mostrar o que vale A convite das Nações Unidas, a Orquestra de Macau irá colaborar com orquestras sinfónicas asiáticas de renome num concerto intitulado “Sons da Natureza”, a realizar na Sala da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, nos EUA, no próximo dia 19 de Novembro. Na qualidade de embaixadora cultural de Macau, a OM irá aproveitar esta oportunidade para apresentar a primazia da cultura musical do território num grande palco internacional. Tal oportunidade surge na sequência de um convite do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon e da Fundação para o Desenvolvimento Sinfónico da China. No concerto, a Orquestra de Macau irá colaborar com vários agrupamentos da Ásia Pacífico, compostos por músicos de elite chineses e ocidentais, que incluem a Sydney Symphony, Singapore Symphony Orchestra, Orquestra Sinfónica NHK (anteriormente designada por Orquestra Sinfónica do Japão) e Hong Kong Philharmonic Orchestra, entre outras. O concerto é apresentado pela Aliança das Orquestras da Região Ásia-Pacífico, que compre-
ende cerca de 60 músicos de países e regiões da Ásia. Em comunicado de imprensa, com orgulho legitimado, a Orquestra de Macau agradece “reconhecidamente aos países e profissionais dos círculos musicais da Ásia-Pacífico a recomendação de que foi alvo.” Assumindo com grande honra a sua participação neste evento internacional de grande escala, encarando-o como “uma oportunidade preciosa de apresentação”. O concerto, intitulado “Sons da Natureza”, constitui uma mensagem de amor, encorajamento e criatividade, revestindo-se de grande importância. A Orquestra, com sete anos de existência, irá enviar uma delegação de 12 dos seus principais membros para participar no concerto, número que ultrapassa o de todos os restantes agrupamentos. As despesas de transporte e estadia são da responsabilidade da Organização. A delegação será composta pelo Maestro Principal da Orquestra, Lü Jia, pelo Administrador, Wong Ka, por chefes de naipe e por músicos da Orquestra. Os mesmos encontram-se já a realizar uma preparação intensiva a fim de obterem uma prestação ideal nos EUA. Como uma
Horário de encerramento das barreiras do Grande Prémio
das orquestras profissionais na região Ásia-Pacífico, a Orquestra de Macau irá “empenhar-se em participar activamente neste evento internacional.” Neste concerto, o Maestro Principal da Orquestra, Lü Jia, irá colaborar com o compositor chinês Tan Dun, na direcção de várias peças populares chinesas incluindo Mei Hua San Nong (Três Variações sobre Ameixeiras em Flor) e Mo Li Hua (Flores de Jasmim). Com a duração de 70 minutos, o programa inclui uma série de clássicos da música popular chinesa e um público constituído por cerca de 1800 pessoas de todo o mundo, incluindo embaixadores, cônsules e directores de instituições de ensino superior e universidades. A delegação irá partir hoje para Nova Iorque e durante a sua estadia, para além do concerto, irá ainda visitar várias instituições musicais de ensino superior de renome em Nova Iorque, com o objectivo de seleccionar potenciais candidatos à Orquestra.
O 57º Grande Prémio de Macau realiza-se entre os dias 18 e 21 do corrente mês. Este evento dedicado ao desporto motorizado atrai anualmente milhares de visitantes, sendo particularmente importante para promover e desenvolver a indústria do turismo local, bem como para elevar a imagem de Macau como cidade internacional. Em grande parte, o sucesso do Grande Prémio deve-se ao apoio e colaboração da população de Macau. Para minimizar os inconvenientes ao trânsito devido ao encerramento de algumas vias, a organização aumentou este ano o número de portões ao longo do circuito, para um total de 98. Contudo, devido a certos constrangimentos, algumas vias vão manter-se encerradas durante todo o evento. A Comissão do Grande Prémio solicita a melhor compreensão dos condutores e apela à atenção ao horário de encerramento das barreiras, bem como ao respeito pela sinalização provisória e às instruções da Brigada de Trânsito. 16 de Novembro de 2010 (Terça-feira)
17 de Novembro de 2010 (Quarta-feira)
A Comissão do Grande Prémio solicita a todos os condutores a melhor compreensão por eventuais transtornos causados, bem como o respeito pela sinalização provisória instalada e pelas instruções da Brigada de Trânsito. Para informações, é favor de ligar para o número de telefone: 28-728482.
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14 Marco Carvalho
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Vinte anos depois de se ter estreado nos Jogos Asiáticos, o desporto de Macau reclamou a sua primeira medalha de ouro na segunda maior competição multi-desportiva do planeta. A proeza materializou-se pela mão de um atleta que tinha apenas três anos quando as cores do então território sob administração portuguesa primeiro pontificaram no certame e em 1990 poucos seriam capazes de acreditar que a história tinha um lugar reservado – e que lugar! – para o franzino Jia Rui. Nascido na província de Henan, Jia rumou a Cantão consciente de que transportava consigo a esperança de todo um território e não deixou ficar créditos por mãos alheias, conquistando o ouro nos exercícios combinados de daoshu/gunshu, uma categoria que faz em Guangzhou a sua estreia no cartaz competitivo dos Jogos Asiáticos. O atleta, que se sagrou há um ano, no Canadá, campeão do mundo de wushu na disciplina de daoshu, firmou a meio da tarde de ontem um lugar na história do desporto do território, com duas performances irrepreensíveis. Jia actuou primeiro na categoria em que é especialista, tendo conduzido os exercícios obrigatórios quase de forma imaculada. A prestação valeu-lhe uma pontuação de 9,81, a mais elevada conferida a um atleta durante os dois de competição
desporto Jia Rui oferece a Macau o primeiro ouro em Asiáticos
Domingo Gordo
que já leva a 16ª edição dos Jogos Asiáticos. Na disciplinha de gunshu, a prestação de Jia Rui não foi tão bem conseguida, mas os 9,8 pontos que lhe foram atribuídos pela performance bastaram para que o atleta atingisse o apogeu da carreira e conquistasse, com relativa tranquilidade e com um total combinado de 19,61 pontos, a primeira medalha de ouro de Macau no âmbito da maior competição desportiva do continente asiático. Jia relegou para a segunda posição da tabela o sul-coreano Lee Jongchan, que conquistou a prata com uma pontuação agregada de 19, 42 pontos. O vietnamita Nguyen Mahn Quyen encerrou as contas do
pódio com um total combinado de 19,38 pontos, conquistando também a primeira medalha do seu país na edição de 2010 dos Jogos Asiáticos. Depois de ter conquistado em Agosto a primeira medalha de ouro da edição inaugural do Campeonato do Mundo de Desportos de Combate, Jia Rui acrescentou uma nova façanha a um palmarés já invejável. Na hora da consagração, o atleta não esqueceu a RAEM e fez votos de que o seu trinfo em Cantão possa servir de trampolim a um maior desenvolvimento do wushu em Macau: “Fui eu que conquistei esta vitória, mas o ouro não me pertence apenas a mim. Pertence também e sobretudo a Macau. Não é fácil conquistar uma
Cinco pilotos de Macau disputam WTCC
O milagre da multiplicação Sérgio Fonseca
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O Campeonato do Mundo FIA de Carros de Turismo da FIA (WTCC) de 2010 será concluído este fim-de-semana nas estradas de Macau e, aquela que é cada vez mais a corrida rainha do programa, vai ter cinco pilotos da casa, em vez dos três inicialmente inscritos. Ao vencedor de 2000 do Grande Prémio de Fórmula 3, o português André Couto, ao entusiasta Jo Rosa Merszei e ao campeão do Campeonato de Carros de Turismo de Macau (MTCC 2010), Henry Ho Wai Kun, juntam-se os “desconhecidos” Kuok le Long e Chan Kin Man. Os dois pilotos da RAEM, a par com o veterano José Mariano da Rosa, foram os únicos pilotos que disputaram as duas provas de apuramento do MTCC na categoria AAMC Challenge na Malásia e não conseguiram qualificar-se para a “Corrida de Carros de Turismo CTM Macau”. Sem vaga na prova que aglomera os pilotos mais experimentados de carros de turismo da Ásia, o que lhes impede automaticamente de estarem habilitados de receber apoios da Fundação Macau no próximo ano, pressuposto válido para todos os pilotos
da casa que não participem no Grande Prémio deste ano, Kuok le Long e Chan Kin Man encontraram na prova do mundial uma alternativa. Na lista oficial de inscritos enviada à imprensa pela FIA npo passado Sábado, Kuok irá participar na prova com um Honda Accord Euro-R da Andy Racing e Chan Kin com um Honda Civic Type-R preparado pela RPM Racing Team. Ambos os pilotos chineses do território alinharam com estes mesmos modelos da casa nipónica no MTCC deste ano, sendo ainda uma incógnita se vão alinhar na prova do WTCC com os mesmos carros, sabendo à partida que os regulamentos técnicos do WTCC e do MTCC, apesar das similaridades, não são iguais. Todos os Honda inscritos na Corrida da Guia, incluindo o Accord Euro-R do abastado piloto de Hong Kong Philip Ma, terão ainda que receber aprovação por parte dos Comissários Técnicos da FIA. Recorde-se que em 2008, também na Corrida da Guia, assistiu-se ao episódio caricato da FIA ter negado a participação dos pilotos locais Jo Merszei e Lei Kit Meng porque os carros destes, um Honda Accord e um Lexus IS200, “não estarem dentro do espírito do campeonato”.
medalha de ouro e em Macau o wushu é um hobby muito enraízado, com bastante tradição. Espero que esta medalha possa ajudar a desenvolver a modalidade na RAEM”, afirmou Jia Rui em declarações à France Press. Jia Rui alcançou o Olimpo dos Jogos Asiáticos naquela que é a sua segunda participação no evento. Em 2006, em Doha, Jia Rui brilhou no evento de chanquan, regressando ao território com a medalha de bronze na bagagem, num altura em que podia ainda competir nas competições de júniores: “Lembro-me de acompanhar os Jogos Asiáticos pela
Medalhas
China Coreia do Sul Japão Hong Kong Índia Taiwan Macau
Ouro 37 13 8 2 1 1 1
Prata 14 10 20 2 3 0 0
televisão quando era pequeno e sempre encarei a possibilidade de poder competir no evento como um sonho, algo de distante que dificilemente estava ao meu alcance. Em 2006 tive a oportunidade de estar presente em Doha e agora dou por mim de novo a viver de novo numa aldeia olímpica. É um sonho”, assume o atleta. O ouro conseguido ontem em Guangzhou por Jia Rui acabou por empurrar para segundo plano os resultados conseguidos pelos restantes atletas que representam Macau na 16ª edição dos Jogos Asiáticos. Ainda que não tenham sido suficientes para levar a RAEM ao pódio, os resultados obtidos por atletas como Hoi Long, Van Ka Lok, Chu Chi Wai ou Wu Nok In surpreenderam pela positiva. No sábado, tanto Hoi Long como Chu Chi Wai quedaram-se a uma unha negra do pódio, ao concluírem os certames em que participaram na quarta posição. No evento masculino de changquan, Chu Chi Wai falhou o bronze pela margem mínima, ao completar os exercícios obrigatórios da disciplina com 9,69 pontos, atrás do chinês Yuan Xiaochao (9,78 pontos), do japonês Daisuke Ichikizaki (9,72) e do iraniano Ehsan Peyghambari (9,70), num evento em que Wu Nok In arrecadou a sexta-posição. No caso de Hoi Long, a distância do degrau menos elevado do pódio era mais vincada, mas nem isso rouba
mérito à “rapariga de aço” do triatlo de Macau. A antiga líder do ranking asiático da modalidade completou a prova de triatlo da 16ª edição dos JogosAsiáticos à frente das chinesas Fan Dan e Liu Ting, mas o brilharete não bastou para que chegasse às medalhas Hoi terminou a prova combinada de natação, de ciclismo e de atletismo com um tempo de 02:08:21, a mais de dois minutos e meio da vencedora, a japonesa Mariko Adachi (02:05:44) e a escassos 29 segundos da terceira classificada, a sul-coreana Jang Yun Jung (02:07.52). No triatlo masculino, a vitória também pertenceu ao Japão, com Yuichi Hosoda a levar a melhor sobre o compatriota Ryosuke Yamamoto, numa prova em que os dois representantes de Macau não se conseguiram posicionar na primeira metade da tabela. António Lau Kin Chong terminou a prova na 12ª posição, a mais de nove minutos e meio do vencedor. Kuok Chi Wai foi décimo sexto, a
Bronze 12 13 15 2 2 1 0
Total 63 36 43 6 6 2 1
mais de 17 minutos de Hosoda. Mais promissor foi o desempenho de Van Ka Lok no evento que deu a primeira medalha de ouro ao desporto de Macau no âmbito dos Jogos Asiáticos. Sem o mesmo poder de concentração que o colega de equipa Jia Rui, Van não comprimeteu ainda assim no evento combinado de daoshu/gunshu, concluíndo a participação na prova na quinta posição da tabela. As cores da RAEM estiveram também representadas no Centro Aoti de Desportos Aquáticos, com a selecção de natação do território a terminar a final da estafeta feminina dos 4 x 100 metros na oitava e última posição, a quase meio minuto da selecção vencedora, a selecção da República Popular da China. Ao fim de dois dias de competição, a China é, de resto, quem domina a tabela de medalhas. A delegação anfitriã já arrecadou um total de 63 medalhas, 37 das quais de ouro. A distinção máxima obtida a meio da tarde de ontem por Jia Rui – e que valeu ao atleta uma menção de louvor por parte do Chefe do Executivo da RAEM, Fernando Chui Sai On – é a 16ª medalha conquistada por Macau nas andanças dos Jogos Asiáticos. Desde que se estreou na competição, em Pequim 1990, Macau conquistou uma medalha de ouro, cinco de prata e dez de bronze.
Mourinho contratava Guardiola por 50 anos O treinador português do Real Madrid, José Mourinho, afirmou recentemente que se fosse presidente do FC Barcelona proporia ao técnico de futebol Pep Guardiola um contrato por 50 anos. “Pep sabe o que quer, cresceu na filosofia do clube, Pep é o treinador ideal para o Barcelona, é inteligente, é catalão, é ‘culé’. Tem tudo”, afirmou Mourinho, em declarações à Cadena Ser. Sobre a ausência de comentários de Guardiola sobre si, Mourinho afirmou: “Pep deve fazer o que a intuição lhe diz. Não precisa de falar de Mourinho, porque os seus jogadores o fazem. Em Madrid, os meus falam dele”. José Mourinho garantiu que a sua relação com Pep Guardiola “é boa” e até lembrou que esteve no FC Barcelona, primeiro como adjunto de Bobby Robson e depois de Louis Van Gaal, enquanto o actual técnico do clube catalão era jogador.
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Benfica | Jogadores argentinos na calha e processo instaurado pela CMVM
Mori e Fernandéz são os alvos O Benfica está a tentar contratar dois jogadores no mercado argentino: Funes Mori, avançado de 19 anos do River Plate, e José Luis Fernández, médio esquerdo de 23 anos do Racing Avellaneda. Ambas as operações estão a ser intermediadas pelo empresário anglo-iraniano Kia Joorabchian, mas conduzidas in loco pelo seu sócio na Argentina, o agente Miguel Pires, que representa Fernández mas não Funes Mori, cujo empresário é Lucas Barlasconi. “Confirmo que são esses os dois alvos do Benfica e que estamos a trabalhar para os conseguir, embora
a missão não seja fácil em ambos os casos. O River recusou a primeira proposta pelo Funes Mori, de 5,5 milhões de euros, e pediu 15 milhões. Vamos ver até onde podemos ir. Trata-se de um jogador que faz lembrar Hernán Crespo, ao passo que Fernández é parecido com Di Maria”, disse ao jornal A Bola Miguel Pires, responsável pelas negociações, acrescentando que o avançado é objectivo “já para Janeiro” e que o médio seria aposta “apenas para Junho”. Entretanto, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) instaurou um processo contraordenacional à SAD do
Benfica, por esta ter desrespeitado a data limite para a apresentação do Relatório e Contas relativo ao exercício de 2009/10. A sociedade que gere
os destinos do futebol dos encarnados deveria ter entregue o documento até 30 de junho, mas acabou por apenas o fazer a 11 de Novembro. O procedimento pub
Leões vencem estudantes por 2-1 em jogo morno
Sporting mais brioso
O Sporting continua a não mostrar um futebol consistente, mas este sábado conseguiu segurar a vantagem alcançada e vencer a Académica por 2-1. Logo aos 9 minutos o leão mostrou a sua raça. O golo surgiu por Valdês na marcação de uma grande penalidade. Vinte e um minutos depois carimbava uma primeira parte interessante com um golo de Vukcevic. Depois da vantagem os leões voltaram aquele marasmo que os tem caracterizado. O intervalo parece não fazer bem aos jogadores leoninos. A segunda parte foi sufocante para o Sporting. Golo da Académica logo a começar, marcado por Miguel Fidalgo, e um punhado de boas intervenções de Rui Patrício. O guardaredes manteve as suas redes bem guardadas e permitiu ao Sporting sair de Coimbra com os três pontos.
Destaque para estreia de Pedro Mendes em jogos de campeonato pelo Sporting. O jogador regressou à competição após prolongada ausência. No final do encontro, o treinador do Sporting Paulo Sérgio, lembrou-se da derrota com o V. Guimarães por 2-3, depois de estar a vencer por 2-0. “O que aconteceu aqui não fica isolado no que já vivemos, vem na sequência do outro jogo. O que dá confiança são as vitória e o que aconteceu na última semana não dá confiança nenhuma, enerva e tira discernimento à equipa. A entrada do Pedro [Mendes] deu maturidade, fomos cautelosos, a Académica não criou situações de golo. Se tivéssemos tido esta atitude na semana passada estaríamos em situação mais confortável”, disse. Já Jorge Costa, treinador da Académica, não quis falar sobre a arbitragem do jogo frente ao Sporting (1-2), mas deixou no ar que a partir de certa altura “não foi possível jogar mais.” “Estou há muitos anos no futebol e não falo sobre o árbitro. Quero enaltecer a segunda parte da Académica, merecia mais qualquer coisa, mas a partir de certa altura deixou de se jogar, era sempre a quebrar o ritmo. Merecíamos pontos. Na primeira parte não estivemos bem, rectificámos, fizemos o golo. Estivemos por cima, mas por muitos avançados que pusesse, o jogo acabou e não nos deixaram jogar mais”, afirmou à SportTV.
da CMVM poderá redundar na aplicação de uma multa à SAD do Benfica, cujo valor máximo é de 5 milhões de euros e o mínimo de 25 mil euros.
O atraso na apresentação do Relatório e Contas prende-se, única e exclusivamente, com o plano de reestruturação financeira levado a cabo pela SAD das águias, o qual envolveu a integração da Benfica Estádio na sociedade. Esta operação obrigou à execução de uma auditoria independente – sempre bastante morosa –, por forma a avaliar a gigantesca infra-estrutura. Indispensável, esta auditoria acabou, assim, por originar o atraso na entrega do importante documento. A situação não deverá deixar de ser levada em consideração pelos responsáveis da CMVM.
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o Hoje [r]ecomenda
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«Koonyum Sun», Xavier Rudd
[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1 – Estação do ano depois do Verão; órgão de reprodução das plantas fanerogâmicas, geralmente odorífero e de cores vivas. 2 – Juro de um capital; albumina que envolve a gema do ovo. 3 – A ti; amaras em em extremo. 4 – Esteiro de rio ou braço de mar, em geral navegávell e que se ramifica pela terra; aquele que nega a existência de Deus; batráquio anfíbio aquático, anuro, da família dos ranídeos. 5 – Conjunto de preceitos ou regras para bem dizer ou fazer qualquer coisa; espécie de antílope originário da América do Sul. 6 – Mamífero catáceo muito voraz; planta herbácea da família das umbelíferas. 7 – O m.q. ulmeiro; tudo o que promove um movimento. 8 – Extraterrestre (abrev.); metal precioso de cor amarela, dúctil e maleável; soberano de uma nação monárquica. 9 – Nome de dois cabos que se fixam na meia-lua do leme e que servem para governar a embarcação; fluido gasoso, transparente e invisível que constitui a atmosfera. 10 – Mulher que não crê em Deus; ermida fora do povoado. 11 – Purificar; sabor adstringente de comida ou bebida. VERTICAIS: 1 – Que não é a mesma; conforme ou relativo à lei. 2 – Que tem por costume ou hábito fazer alguma coisa; nome comum a várias espécies de mamíferos desdentados da América do Sul. 3 – A tua pessoa; negro, tenebroso; conjunto das regras jurídicas estabelecidas pelo legislador. 4 – Além disso; desabrochar, nascer. 5 – Coisa nenhuma; cabo fixo no punho da escota onde se prendem os papa-figos e as veias para as segurar do lado de onde sopra o vento. 6 – Base aérea portuguesa; discurso em público. 7 – Cada um dos espaços entre os dentes de uma roda ou peça dentada; ser contrário. 8 – Flauta pequena; época marcada por um acontecimento que serve de base ao cômputo dos anos. 9 – Face inferior do pão; justapor; avenida (abrev.). 10 – Suplicar a Deus ou aos santos; que tem óleo. 11 – Rasa grande; detestar.
Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-OUTONO; FLOR. 2-USURA. CLARA. 3-TE. ADORARAS. 4-RIA. ATEU. 5-ARTE. ANTA. 6-ORCA. AIPO. 7-OLMO. MOLA. 8-ET. OURO. REI. 9-GALDROPE. AR. 10-ATEIA. ORADA. 11-LUIR. TRAVOR. VERTICAIS: 1-OUTRA. LEGAL. 2-USEIRO. TATU. 3-TU. ATRO. LEI. 4-ORA. ECLODIR. 5-NADA. AMURA. 6-OTA. ORO. 7-CRENA. OPOR. 8-FLAUTIM. ERA. 9-LAR. APOR. AV. 10-ORAR. OLEADO. 11-RASÃO. AIRAR.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
Xavier é rude de nome mas a música não podia ser mais suave. Ele que assina pela mesma cartilha de um Jack Johnson ou de um John Butler não podia ser mais harmonioso com o mar. Mas não é de ondas que «Koonyum Sun» vive, tal a paz de espírito a que se entrega. Esse oceano tranquilo em que as canções navegam torna-se entediante ao fim de poucas milhas. E é pena porque o ponto de partida - o encontro entre a música de surfistas ricos e as raízes da Austrália indígena - tinha mais pontas do que aquelas em que Xavier Rudd pegou.
[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:30 RTPi Directo 17:30 Liga Sagres - Académica vs Sporting (Repetição) 19:00 TDM Entrevista 19:30 Olhos de Água 20:28 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde RTPi 22:10 O Clone 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 TDM Desporto 00:00 A de Autor 00:50 Telejornal - Repetição 01:20 RTPi Directo
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(MCTV 63) Star World 12:30 True beauty
15:30 FIA F1 World Championship Raceday 2010 Abu Dhabi Grand Prix 16:15 FIA F1 World Championship 2010 - Main Race Abu Dhabi Grand Prix 18:15 FIA F1 World Championship Chequered Flag 2010 Abu Dhabi Grand Prix 19:00 AFC Champions League 2010 Final Seongnam Ilhwa vs. Zobahan 21:00 Simply The Best 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 Motorsports @ Petronas 22:30 Engine Block 2010 23:00 FIA F1 World Championship Highlights 2010 Abu Dhabi Grand Prix STAR MOVIES 40 11:35 Dead Again 13:25 Old Dogs 15:05 Vip Access: Unstoppable 15:35 Kill Switch 17:15 Nobel Son 19:10 Nine Months 21:00 Miss March 22:30 In Dreams 00:15 Stir Of Echoes: The Homecoming HBO 41 13:00 G.I. Joe: The Rise Of Cobra 15:00 E.T. 17:00 My Stepmother Is An Alien 19:00 Wuthering Heights 21:00 Entourage 22:00 United States Of Tara 23:00 Sneakers CINEMAX 42 12:00 Cry Freedom 14:45 Covert Action 16:30 Blade Squad 18:00 Get Smart 19:45 Epad On Max 85 20:00 Shane 22:00 Last Train From Gun Hill 23:30 Hellboy Ii: The Golden Army
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Informação Macau Cable TV
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[O]bjectiva Gonçalo Lobo Pinheiro
17 Raio [X] Quer dizer, um poeta Antonio Skármeta
Lantau (Hong Kong, 2010)
Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo
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Tacos – Cozinha internacional & Café Bar (Macau) – Rua Cidade de Braga 51 A r/c. Tel.28750151
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• Sawasdee Thai Av Sid Pais 43AE 2857 1963 • Aquamarine Thai Café (Tp) Jardm Nova Taipa bl 21 2883 0010 • Bangkok Pochana Ferrª Amaral 31 2856 1419 • Kruatheque Henrique Macedo 11-13 2835 3555 • Restaurante Thai Abreu Nunes 27E 2855 2255
• Afonso III Central 11A 2858 6272
• LA COMEDIE CHEZ VOUS Ed Zhu Kuan S/N G (Oppsite Cultural Centre) 2875 2021
• Bar Oporto Tv Praia 17 2859 4643 • Maria’s Comida Portuguesa Patane 8A 2823 3221
• LE BISTROT (Tp) Nova Taipa Garden Block 27, G/F 2884 37392884 3994
• Restaurante Pinocchio (Tp) Regedor 181-185 2882 7128 • Canal dos Patos Parque Municipal Sun Yat Seng 2822 8166
• CHURRASCÃO Nova Taipa Garden, Block 27 G/F, Taipa 2884 37392884 3994 • Yin Alª Dr Carlos d’Assumpção 33 2872 2735
unstoppable Cineteatro | PUB
Sala 1 unstoppable [B] Um filme de: Tony Scott Com: Denzel Washington, Chris Pine 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 2 eat pray love [B] Um filme de: Ryan Murphy Com: Julia Roberts 14.30, 17.00, 21.30
• Fogo Samba VENETIAN-Grand Canal Shoppes Apt 2412 2882 8499
[ ] Cinema Sala 2 Perfect Wedding [B] (legendado em chinês e inglês) Um filme de: Barbara Wong Com: Miriam Yeung, Raymond Lam 19.30
Sala 3 merry-go-round [a] (legendado em chinês e inglês) Um filme de: Yan Yan Mak, C. Cheng Com: Ella Koon, Teddy Robin Kwan 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Imagina que nasceste num país infinitamente longo e estreito, por entre uma recortada cordilheira e um mar violento que fustiga os seus milhares de quilómetros. Imagina agora que este país tem um poeta. Quer dizer, UM POETA. Não é que neste país não existem outros poetas. Tradicionais e vanguardistas, inteligentes e vulgares, calvos e hirsutos, celebrados ou ressentidos, saudáveis ou doentes, admirados na província ou no mundo. Talvez sejam mesmo melhores poetas. Não. Este país tem muitos poetas como o mar tem as suas vagas e a cordilheira os seus cumes. Mas existe um poeta que é o mar, que é a cordilheira. Tal como a natureza não precisa de bilhete de identidade nem de passaporte, este poeta não precisa de explicações. Foi um homem que se definiu como mais uma folha da grande árvore da vida. Quando olhou o pão, perguntou pelo padeiro. Não sei se foi um grande amante, mas a sua poesia fez com que as pessoas se amassem. Não sei se foi um grande político, mas espalhou a sua palavra em tempos de conflito e com ela alimentou a esperança em luminosas cidades de justiça. Percorreu o mundo e foi amigo dos maiores poetas do século XX. E, antes de receber em 1971 o Prémio Nobel da Literatura, tinha obtido o consenso de milhões em torno das suas imagens. Em vida, era um mito. Depois da sua morte, é um homem. Eu tive a sorte de nascer nesse país que agora tu imaginas. É o Chile. A terra de Pablo Neruda.
[Antonio nasceu em Antofagasta em 1940 e os seus pais eram croatas]
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opinião Aberrações
José Leite Pereira In Jornal de Notícias
uís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros, dizia, anteontem, ao “Expresso” que “temos uma situação política aberrante”. Referia-se ele ao facto de, em Portugal, ao contrário do que sucede em países europeus, o Governo estar entregue a uma minoria, apesar de a crise aconselhar um governo que tivesse garantida a estabilidade parlamentar. Por cá, não só isso não sucede como sobre a votação do Orçamento se criou um suspense surreal, do mesmo modo que ninguém garante que, amanhã, não se volte a formar no Parlamento uma coligação pontual da Oposição para aprovar uma medida com que o Governo não concorde. Já sucedeu. Certamente poucos são os que duvidam que, mesmo depois de aprovado o Orçamento, a situação política acalme e garanta a estabilidade de que o país necessita para viver nas apertadas condições que a crise impõe. E isto é, realmente, uma aberração.
ca r t o o n por Steff
A estabilidade é porém um objectivo com que, de vez em quando se vai acenando. Há dias, Pacheco Pereira aludia à substituição do primeiro-ministro como factor que poderia conduzir a uma solução
de maior estabilidade. No CDS, sucedemse apelos à saída de Sócrates. No próprio PS há sinais, ainda que débeis, de que a saída de Sócrates poderia contribuir para caminhos de maior unidade. São sinais pre-
Aung San Suu Kyi libertada
O país precisa de um programa para os próximos anos que seja o máximo unificador comum entre partidos, sindicatos e patrões. Um programa sobre o qual seja estabelecido um compromisso para, pelo menos, uns dez anos, independentemente de quem vencesse eleições, independentemente de termos um Governo de maioria, de coligação ou minoritário ocupantes, pois mostram como, apesar da crise, há quem continue agarrado à pequena política e pretenda, apenas, achincalhar a figura do primeiro-ministro. O país precisa de um programa para os próximos anos que seja o máximo unificador comum entre partidos, sindicatos e patrões. Um programa sobre o qual seja estabelecido um compromisso para, pelo menos, uns dez anos, independentemente de quem vencesse eleições, independentemente de termos um Governo de maioria, de coligação ou minoritário. Esse, sim, seria um sinal inequívoco para acalmar os mercados. Mas teria, sem dúvida, de sentar à mesa partidos, centrais sindicais e patrões. Não é, infelizmente, uma solução para breve. Mas é bom que haja cada vez mais gente a pensar nisto. PS - O “Correio da Manhã” dava anteontem conta de uma escuta a Edite Estrela em que a deputada europeia dizia o que pensava de muitos dos seus parceiros de partido. Edite Estrela não está acusada de nenhum crime, mas foi escutada numa conversa com Armando Vara, no âmbito da Face Oculta. A utilização de uma escuta num jornal é um procedimento que deve estar rodeado de uma série de cuidados e fundado em princípios de rigorosa excepção, que nunca poderão abranger a vida ou as afirmações de um simples cidadão, desempenhe ele o cargo que desempenhar, casualmente apanhado numa escuta de um arguido. Este jornalismo de sarjeta que o CM vem praticando mancha a profissão. Não me querendo arvorar, nem ao jornal que dirijo, em exemplo, há que dizer que comportamentos destes constituem um crime e vão denegrindo a imagem da profissão, porque se tende a generalizar a crítica. Não há, não pode haver, contemplações com casos destes. Há com certeza um grande interesse de uma significativa parte do público por este desnudar constante da vida privada de quem desempenha cargos públicos. E isso poderá ser bom para a venda de jornais. Mas importa sublinhar que o interesse público é outra coisa.
Quem quiser tornar o mundo melhor, deve Padre Manuel teixeira [1912-2003]
começar por se tornar melhor a si mesmo.
segunda-feira 15.11.2010 www.hojemacau.com.mo
19 n a m a r g em José I. Duarte
O
A maratona das LAG vem aí
executivo vai em breve submeter à Assembleia Legislativa as Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano. Em certo sentido, serão as primeiras cuja exclusiva responsabilidade não poderá deixar de ser atribuída ao presente Chefe do Executivo. No ano transacto, recorde-se, verificou-se a algo estranha situação de as LAG e o Orçamento não coincidirem temporalmente. Por razões nunca totalmente aclaradas, aqueles documentos aparecerem, pode dizer-se, algo desarticulados – o orçamento foi apresentado pelo CE cessante; as LAG, posteriormente, pelo entretanto empossado. Mas não deixa, por isso, de ser apropriado revisitar aquele documento. E será interessante ver o que o executivo tem para dizer sobre o grau de realização dos objectivos então enunciados. Diversos aspectos merecem especial atenção e poderiam ser abordados aqui. De entre eles quero todavia cingir-me hoje à questão da habitação social. Grande destaque lhe foi dado nas últimas LAG. De facto, a política de habitação social aparece à cabeça dos grandes objectivos do governo, em termos tais que se sugere que ela é um elemento essencial da estabilidade social: “O aceleramento da construção de habitações públicas reveste particular importância na (…) promoção da harmonia e tranquilidade sociais”). E, todavia, no documento em causa, o texto apresentado sugere uma colagem de parágrafos obtidos ou originados em diversas fontes, sem excessivas preocupações de consistência. Começa por dizer-se ser necessário proceder à “avaliação científica das reais necessidades da população em termos de habitação”; para logo se adiantar que, ponderadas a “situação de disponibilidade de terrenos e (…) [a] evolução demográfica de Macau, será determinado o número real de habitações públicas necessárias e estimado o número da população de Macau no futuro”; e daí partir para o compromisso de construir os 19000 fogos de que se vem falando há tempos. Ignore-se que estes são temas sobre os quais se julgaria que o Governo possui
A política de habitação social aparece à cabeça dos grandes objectivos do governo, em termos tais que se sugere que ela é um elemento essencial da estabilidade social: “O aceleramento da construção de habitações públicas reveste particular importância na (…) promoção da harmonia e tranquilidade sociais”) informação abundante e suficiente. E cuja evolução, por acréscimo, depende em larga medida das suas próprias políticas e decisões. Cinjamo-nos, por economia de argumento, aos temas principais aqui postos em relevo - as reais necessidades de habitação pública e a população futura de Macau – e à promessa específica feita. O documento assume simultaneamente dois compromissos: o de construir os tais 19000 fogos e o de proceder à avaliação
das “reais necessidades”. Ora, o primeiro compromisso compagina-se mal com o segundo. Esta situação leva-me a reiterar um pedido já anteriormente formulado: quer alguém explicar de onde “saiu” aquele número? E tendo sido anunciado um plano de construção em Coloane - plano aliás, já revisto na sua volumetria - quer isso dizer que se vai avançar antes de proceder à análise rigorosa da situação? E, já que aqui estamos, pode ainda alguém explicar a ne-
cessidade, para não dizer a razoabilidade, da localização na área proposta? Quanto à segunda questão, ela suscita interrogações quanto ao entendimento que o governo tem sobre qual é a relação entre o crescimento da população de Macau e a evolução das necessidades de habitação social. É que, por um lado, o crescimento natural da população de Macau nos próximos anos será bastante reduzido; e, por outro, os residentes que estão a chegar à idade adulta são substancialmente mais qualificados que os das gerações anteriores: logo, improváveis candidatos a beneficiários de habitação social. Assim, o crescimento da população dependerá, essencialmente, dos fluxos de imigração - e ninguém estará à espera de que a habitação social se destine aos novos (não-)residentes...! Lembre-se, ademais, de passagem, que o Governo tem em sua posse, publicado pelos seus próprios serviços competentes, há cerca de dois anos, uma projecção da população de Macau para um horizonte de 25 anos. Neste momento, verifica-se um desvio significativo entre a previsão efectuada e a realidade da evolução demográfica. Mas tal será atribuível sobretudo, ao que julgo, às oscilações e incongruências da política de importação de mão de obra, que deverão ser de natureza conjuntural. As tendências de longo prazo (salvo revisão profunda dos pressupostos na base dos quais a projecção demográfica da DSEC foi elaborada – é esse o caso?) deverão ainda, no essencial, permanecer válidos. Em suma, de novo se sublinha, poder-seia pensar que a administração tem todos os elementos de que necessita para a definição de uma política que continua a adiar para um futuro nunca especificado. O que não deixa de ter consequências. Quando ela é, para todos os efeitos práticos, a monopolista dos terrenos da região, as suas decisões neste domínio – tanto quanto a ausência delas - são críticas. Não só pelas suas consequências sociais mais imediatas, como também pelos efeitos que pode produzir sobre o sector imobiliário, em geral. Neste, como noutros temas, aguarda-se com expectativa o balanço que se espera seja feito na apresentação das LAG para o próximo ano.
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a fechar segunda-feira 15.11.2010
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Saúde Tuberculose elevada em Portugal
Portugal é o quinto país da União Europeia com mais casos novos de tuberculose, de acordo com o relatório “Controlo Global da Tuberculose 2010”, da Organização Mundial de Saúde (OMS). O documento refere que, em 2009, a taxa de incidência por 100 mil habitantes era de 30 em Portugal, o que significa que apenas Estónia, Lituânia, Letónia e Bulgária tiveram mais casos da doença na União Europeia. O relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, divulgado recentemente, dava conta de 2756 casos em Portugal, dos quais 2565 eram novos. Por isso, apontava uma taxa de incidência de 24,1 casos, muito abaixo da referida pela OMS.
Automobilismo Armindo Araújo bicampeão
Festa portuguesa na Grã-Bretanha. Armindo Araújo e Miguel Ramalho (Mitsubishi Lancer) sagraram-se, este domingo, bicampeões do Mundo da categoria de Produção. A dupla lusa subiu ao segundo lugar do pódio na prova britânica - atrás do estónio Ott Tanak -, mas com mais de cinco minutos de avanço sobre o sueco Patrik Flodin, o único piloto que podia impedir a revalidação do título. Armindo Araújo e Miguel Ramalho, que ganharam ainda duas posições na classificação geral (18.º), venceram metade dos ralis em que participaram esta temporada. O piloto de Santo Tirso passou a ser o único português com dois títulos mundiais de Produção, depois de no ano passado se ter tornado o segundo luso a sagrar-se campeão do agrupamento, repetindo a proeza Rui Madeira em 1995.
Tecnologia Ameaça para a Google
Segundo avança o site TecCrunch, a maior rede social do planeta, o Facebook, preparase para revelar hoje ao mundo um novo serviço de webmail, num evento especial para o qual apenas terão acesso um número restrito de convidados. A apresentação estará a cargo do próprio Mark Zuckerberg, criador do FB. A notícia caiu como uma “bomba” e é enorme a expectativa. Caso se confirme a novidade, tal poderá significar uma autêntica revolução na utilização de correio electrónico. E uma preocupação acrescida para toda a concorrência, designadamente o Hotmail (com mais de 360 milhões de contas registadas, segundo dados de Setembro), a Yahoo (273 milhões de contas) e o Gmail (193 milhões).
F1 Vettel campeão
O alemão Sebastian Vettel, da Red Bull-Renault, venceu o Grande Prémio de Abu Dhabi e é novo campeão do Mundo de Fórmula 1. Em idade, é o mais novo campeão mundial de sempre. Vettel terminou o GP à frente dos McLaren de Lewis Hamilton e Jenson Button, anteriores campeões, respectivamente, em 2008 e 2009. Fernando Alonso, que liderava o Mundial, terminou em sétimo.
Em declarações à margem do Fórum Macau, José Ramos-Horta confessou a sua “ignorância” por nunca ter ouvido falar do chinês Liu Xiaobo – Prémio Nobel da Paz 2010. “Não conhecendo, não teço comentários sobre um laureado”, disse durante um encontro com a imprensa. No entanto, Ramos-Horta garantiu conhecer a China, um pais que toma decisões por si e não condicionado por outros. “Quando Deng Xiaoping fez as mudanças que quis fazer foi porque a liderança chinesa quis fazer as mudanças, não foi porque o Comité Nobel em Oslo ou os Estados Unidos ou a Europa ditaram para mudar o curso das reformas na China”, afirmou. O presidente timorense re-
Ramos-horta desconhece Nobel da Paz
Liu quem? cordou que a China tem 1,3 mil milhões de pessoas e que dentro das suas fronteiras “cabem 100 outros países”, pelo que o seu conselho aos Estados Unidos
e à Europa é evitar afrontar o país. “No que toca à China é preciso muita prudência porque é um país vastíssimo, com 5 mil
anos de história, com muita turbulência no passado e para os chineses a memória é ainda bem fresca da miséria do passado, dos perigos que vêm da instabilidade e por isso digo que não há prémio Nobel nenhum, não há força nenhuma que possa influenciar o curso dos acontecimentos na China”, concluiu o presidente timorense. Em contraponto, o presidente timorense congratulouse com a libertação de Aung San Suu Kyi. “Felicito o Governo da Birmânia pela libertação da senhora mas eu vejo sobretudo a necessidade dos países ocidentais, sobretudo a Europa e os Estado Unidos, que ao longo de anos mantêm uma politica de aplicação de sanções em vez de diálogo”, disse Ramos-Horta.
Timor-Leste disponível para comprar dívida portuguesa
Metrópole distribui-se pelas colónias Timor–Leste poderá vir a comprar, em breve, títulos de dívida pública portuguesa, disse durante o Fórum Macau o presidente timorense, José Ramos-Horta. “Não vejo dificuldades em Timor-Leste comprar também dívida pública portuguesa, na medida em que o próprio Governo timorense já tomou a decisão de diversificar a aplicação do Fundo do Petróleo, comprando outras dívidas públicas, incluindo a australiana e de outros países”, disse Ramos-Horta à agência Lusa, escusando-se a comentar se o tema tinha
sido abordado num encontro que hoje manteve com o primeiro ministro de Portugal, José Sócrates, à margem da conferência ministerial do Fórum Macau. A compra de dívida pública portuguesa é avaliada à luz da diversificação de investimentos do Fundo do Petróleo timorense, que terá mais de 6 000 milhões de dólares (4,38 mil milhões de euros). Instado a comentar quanto poderia TimorLeste investir, Ramos-Horta disse que é um tema que não lhe compete, mas assegurou
que o investimento poderá ser “discutido quando o senhor primeiro ministro Sócrates visitar Timor-Leste”. “Espero que o possa fazer muito brevemente tendo já manifestado interesse em visitar-nos”, disse. Ramos Horta apontou outros caminhos, que considerou rentáveis, para investimentos em Portugal, nomeadamente em empresas públicas ou semi-públicas como é o caso das energias renováveis ou as telecomunicações.
Ano de Portugal adiado devido às dificuldades do país
Para o ano é que há mais A realização do Ano de Portugal na China, anunciada para 2011, foi adiada devido às dificuldades financeiras do país, justificou durante o Fórum Macau Basílio Horta, presidente da AICEP, Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. “O país está a viver momentos de grande contracção financeira e mais vale não fazer nada do que fazer uma coisa mal feita, e neste momento nós estamos numa contracção muito grande”, afirmou Basílio Horta ao salientar que a “ideia não foi abandonada, foi apenas adiada”. O mesmo responsável salientou, à agência Lusa, que fazer o ano de Portugal na China, “para ser bem feito, implicava um conjunto de meios” que crê que o país “neste momento não pode dispor, e se não pode mais vale não fazer e assumir que o não pode fazer”, do que fazer algo sem destaque, disse. Para Basílio Horta, fazer mal “diminui” Portugal e, por isso, sempre defendeu que vale mais não estar representado em “alguma feira” do que “estar mal representado”.
“Quando a AICEP está mal representada numa feira ou quando uma associação está mal apresentada numa feira, porque representa Portugal, é todo um país que está mal representado”, afirmou. Para Basílio Horta, “quando há uma feira em que, por exemplo aparecem apenas os produtos alimentares e nem sempre os melhores, e pouco mais do que isso, ignorando o que é a economia portuguesa de hoje, o que é biotecnologia, o que é a tecnologia de informação e comunicação, tudo aquilo que Portugal está a fazer, é uma imagem errada que se está a dar, é uma imagem profundamente errada que se está a dar”, salientou. Basílio Horta integra a delegação oficial portuguesa à 3ª Conferência ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, e salientou ainda que Portugal é hoje, a par da Espanha, França e Alemanha, um dos “quatro parceiros estratégicos da China” “Nós temos hoje uma relação com a China de grande intimidade”, garantiu
Exéquias fúnebres de Afonso Couto decorrem amanhã
O funeral de Afonso Couto realizase amanhã, dia 16, pelas 18h30 na Igreja de São Lázaro em Macau. A missa de corpo presente precede o cortejo fúnebre que se deslocará para o cemitério de São Miguel, ocasionalmente aberto até mais tarde para a cerimónia. Recorde-se que Afonso, filho do piloto português André Couto, morreu no Hospital de São João, no Porto (Portugal), no passado dia 3 vítima de doença prolongada. É a primeira vez que ocorre a transladação do corpo de um português falecido em Portugal para o território.