ROSA COUTINHO CABRAL
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FOLIO
OS OLHOS DOS PÉS TIAGO ALCÂNTARA
EVENTOS
COVID-19
ATRIBULAÇÕES DE UM RESIDENTE GRANDE PLANO
Nº 4872 SEXTA-FEIRA 15-10-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
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RÓMULO SANTOS
MOP$10
FUNÇÃO PÚBLICA
O SEU A SEU DONO PÁGINA 4
hoje macau
Bate leve, levemente Será chuva, será gente? Chuva foi pouca certamente e gente assim-assim. O Kompasu passou por Macau deixando apenas algumas ameaças de ventania e uns pingos ocasionalmente mais fortes. Para a posteridade, fica o registo de nove incidentes no sítio do costume: o Porto Interior. PÁGINA 5
2 grande plano
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Muro das lamentações QUARENTENA
RESIDENTE DO SAN MEI ON QUEIXA-SE DE APOIO INSUFICIENTE
Uma residente do Edifício San Mei On está em quarentena forçada e queixou-se da falta de apoio do Governo para responder às necessidades de um bebé. A publicação tornou-se viral, o Instituto de Acção Social reconheceu deficiências, prometeu prestar atenção ao caso e pediu compreensão
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MA residente em quarentena forçada, por habitar no Edifício San Mei On, onde foram diagnosticados vários casos de covid-19, utilizou as redes sociais para se queixar. Num relato anónimo, mas validado pelo Instituto de Acção Social (IAS), é possível ficar a saber de falhas nos procedimentos de quarentena, falta de mantimentos como carne ou vegetais, acumulação de lixo
Carta a pedir mudancas
do prédio em frente às portas dos habitantes, e pedidos não atendidos na transferência para os hotéis. Segundo a residente, na sua casa vive um agregado familiar de quatro pessoas. Além da queixosa, habitam na fracção do San Mei On os seus pais, já idosos, e um bebé de três meses. O idoso sofre de limitações físicas, devido à idade e doença. Apesar do isolamento forçado ter começado às 10h do dia 5 de
Papel afixado a pedir comida
A entrega [de mantimentos] pelo Governo só aconteceu depois de a família ter afixado um papel na porta de casa a dizer que não tinha comida
Outubro, a residente revelou que teve de esperar até depois das 19h00 do dia seguinte para que lhe fossem entregues, por parte dos trabalhadores da Função Pública, mantimentos para refeições quentes, como carne ou vegetais. Até essa altura, viveu dos mantimentos que tinha em casa e das compras de amigos. O abastecimento de fora era feito através dos trabalhadores responsáveis pelo isolamento. Contudo,
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Equilibrar os pratos
estes trabalhadores pediram aos amigos da queixosa para não entregarem mais mantimentos, uma vez que o abastecimento de comida estava garantido. Mesmo assim, a entrega pelo Governo só aconteceu depois de a família ter afixado um papel na porta de casa a dizer que não tinha comida.
Associação dos Jornalistas questiona critérios adoptados para a cobertura eventos
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Problemas com lixo
Além da falta de comida, no dia 7 de Outubro, a moradora relatou que começou a surgir um monte de sacos de lixo de outras habitações em frente da sua porta. Segundo a residente, tal deveu-se ao facto de os trabalhadores terem deixado de recolher todo o lixo gerado e ainda por os outros moradores terem dado achado que aquele local servia para deixarem os resíduos do dia-a-dia. A situação motivou uma queixa aos Instituto dos Assuntos Municipais, mas só terá sido resolvida quando o pai da mulher se fartou e removeu os sacos para um outro local, limpando e desinfectando a entrada. A moradora ainda terá questionado os funcionários sobre os procedimentos de recolha do lixo, mas terá apenas recebido respostas vagas. O outro grande problema relatado pela queixosa, tem a ver com o processo de transferência dos habitantes de edifício para um hotel de quarentena.
Ouvidos de mercador
Foi através da conferência de imprensa de 9 de Outubro que os moradores ficaram a saber que o edifício não tinha as condições para as quarentenas e que os isolados iam ser transferidos para hotéis. A mudança começou no dia seguinte, a 10 de Outubro. No entanto, o processo foi marcado por incertezas. Segundo a residente, apesar de as mudanças terem começado por volta das 7h, a transferência da sua casa só aconteceu cerca das 22h. Durante este período, a residente terá perguntado cinco vezes qual o horário da sua mudança, sem nunca ter obtido uma resposta concreta. De acordo com o relato, também não houve muita ajuda na altura de carregar as bagagens e as refeições do dia aconteceram todas tarde e a más horas. A certa altura, durante as mudanças, a mãe da queixosa, também ela idosa, terá carregado sozinha duas malas, até um polícia se ter disponibilizado para a ajudar. À chegada ao hotel surgiram mais problemas. Na informação prestada aos serviços públicos, a residente tinha pedido que a família ficasse toda no mesmo quarto, com duas camas e um berço, com grade de protecção, para o bebé. Contudo, o pedido não foi satisfeito e quando chegaram ao quarto,
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Lixo à porta
“O aumento contínuo da carga de trabalhos de apoio tem mostrado que existem, de facto, deficiências e insuficiências inerentes ao longo do processo.” INSTITUTO DE ACÇÃO SOCIAL
havia apenas duas camas de casal, ou seja, a mãe teria que ficar com o bebé, não havendo berço com grades de protecção. Face à situação descrita, a residente terminou a publicação a questionar de que vale efectuar pedidos se estes não têm resposta dos serviços públicos.
Do outro lado
A publicação levou o Governo a tomar uma posição, através do Instituto de Acção Social (IAS), responsável por tratar das pessoas nas áreas de código de saúde amarelo e vermelho, em conjunto com o Instituto para os Assuntos Municipais. Este mecanismo conjunto é denominado grupo de prestação de apoio. Segundo a resposta do IAS, tem havido uma comunicação constante e as necessidades do bebé têm sido atendidas. “A situação [da falta do berço] foi devido à colocação, originalmente, desta família nos dois quartos de hotel. Após o seu pedido, os três adultos e um bebé desta família já foram colocados num quarto, e tendo sido fornecida, o mais rápido possível, cama adicional”,
“A situação [da falta do berço] foi devido à colocação, originalmente, desta família nos dois quartos de hotel.” IAS
informou o IAS. “Actualmente, o grupo tomou a iniciativa de comunicar com a família novamente, conhecendo as necessidades do bebé e providenciando os materiais necessários após a passagem do tufão, envidando todos os esforços para responder às necessidades do bebé”, foi acrescentado. Sobre o longo período de mudanças, o IAS não negou o acontecimento e indicou que se deveu ao facto de as informações obtidas através dos contactos telefónicos sobre os agregados serem “muito diferentes” da realidade, o que exigiu uma adaptação.
Outras explicações
Sobre a situação do lixo, o IAS indicou que a acumulação foi devida aos moradores, que não respeitaram as indicações dadas no primeiro dia. Segundo as explicações, era pedido às pessoas que o lixo fosse embalado e colocado à frente da porta das respectivas casas, o que não aconteceu e atrasou os trabalhos. “O IAM leva cinco a seis horas por dia para eliminar os resíduos, sendo necessário dez grandes caixotes de lixos de 1 100 litros para depositá-los”, foi explicado. “Devido ao grande volume de lixo a ser tratado, este período irá causar um certo impacto e o IAM espera obter a compreensão dos residentes” consta no comunicado como apelo. Além das explicações, o IAS reconheceu que o processo de resposta às necessidades e de isolamento das pessoas em casa teve falhas. “O aumento constante do número de residentes afectados e o aumento contínuo da carga de trabalhos de apoio têm mostrado que existem, de facto, deficiências e insuficiências inerentes ao longo do processo”, foi confirmado. João Santos Filipe
Associação dos Jornalistas de Macau questiona a nova política que só permite a cobertura dos eventos a repórteres com uma dose da vacina e um resultado negativo do teste de ácido nucleico feito há menos de 48 horas. A associação considera que a mudança da política foi feita sem dar tempo ao sector para se preparar, durante uma semana marcada por um tufão número 8, que levou ao encerramento dos postos de vacinação. Ao mesmo tempo, a associação levanta igualmente dúvidas sobre a adopção de um critério diferente face ao utilizado para admitir a entrada na cobertura da cerimónia oficial da Implementação da República Popular da China. “No meio do mais surto recente de covid-19, a realização de um teste com resultado negativo com a validade de 48 horas foi única exigência para garantir a admissão na recepção oficial das celebrações nacionais de Outubro”, é indicado. “Qual foi a razão que levou que poucos dias depois essa medida deixasse de ser considerada adequada para garantir a cobertura do evento?”, é perguntado.
Fase crítica reconhecida
nhece que o território atravessa “uma fase crítica” na luta contra a pandemia e que esse motivo pode levar alguns eventos oficiais a adoptarem medidas mais cautelosas para a mitigação dos riscos na realização de eventos. Contudo, é pedido um atraso na aplicação da política, contestada pela falta de comunicação com os profissionais do sector. Sobre os jornalistas, a associação diz que têm feito o seu trabalho no último ano, e seguido sempre as instruções pandémicas das autoridades, apesar dos vários desafios colocados. Segundo o comunicado, esta medida é vista como “dura” para muitos jornalistas que andam no terreno, porque vai impedir o acesso às fontes e contraria “o princípio de vacinação voluntária” que o Governo diz seguir. A Associação dos Jornalistas de Macau lamenta igualmente que apesar das novas exigências não tenha havido qualquer responsável do Gabinete de Comunicação Social disponível para responder às perguntas dos profissionais durante as habituais conferências de imprensa sobre a pandemia.
No comunicado divulgado na quarta-feira, a associação reco-
Testes Postos com longas filas
O içar do sinal número 8 de tufão levou ao encerramento dos centros de testagem durante a última quarta-feira. Apesar de, horas antes da reabertura, o director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo, ter apelado à calma e garantido que as pessoas que não tivessem sido testadas não iriam ficar com o código de saúde amarelo, as longas filas não foram evitadas. Actualmente, está a decorrer uma fase de testes de alta frequência, que obriga que seguranças, pedreiros de decoração, trabalhadores de lavandaria, nepaleses e vietnamitas façam quatro testes num período aproximado de oito dias.
Fronteiras China pode abrir a estrangeiros no início de 2022
Caso a taxa de vacinação da população atinja os 85 por cento no início do próximo ano, as autoridades da China vão ponderar abrir a fronteira aos estrangeiros. O cenário foi traçado por Gao Fu, líder do Centro de Prevenção e Controlo da Doença do Interior, de acordo com o China Daily. Segundo Gao, uma elevada taxa de vacinação pode fazer com que os casos deixem de ser graves e de haver mortes, o que, em conjunto com um enfraquecimento do vírus, pode levar a que deixe de haver motivos para continuar com as fronteiras fechadas.
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SURTO SULU SOU QUER MUDANÇAS NA LEI PARA RESPONSABILIZAR SECRETÁRIOS
A quem de direito Cantão Ho Iat Seng assiste a Feira Internacional O Chefe do Executivo deslocou-se ontem à noite a Cantão para assistir hoje à cerimónia de abertura da 130.ª Feira de Importação e Exportação da China e do fórum de comércio internacional do Rio das Pérolas. Na cerimónia,
vai discursar o primeiro-ministro Li Keqiang. Durante a ausência do Chefe do Executivo, o secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, assume interinamente as funções de líder do Governo.
Comissão de Talentos Chao Chong Hang nomeado secretário-geral Chao Chong Hang foi nomeado secretário-geral da Comissão de Desenvolvimento de Talentos, a tempo parcial. A informação foi publicada na quarta-feira no Boletim Oficial e Chao vai receber 27.300 patacas por mês pelo desempenho das
funções. O responsável assume o cargo depois de Chang Kun Hong pedido para, não só deixar o cargo de secretário-geral, como deixar de todo a comissão. A decisão de abandonar as funções, segundo o despacho, partiu de pedido do próprio Chang. PUB.
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 903/AI/2021 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor CHAN HENG CHEONG, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.° 12733xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 324/DI-AI/2019, levantado pela DST a 14.11.2019, e por despacho do Director dos Serviços de Turismo, Substituto, de 02.08.2021, exarado no Relatório n.° 716/DI/2021, de 02.07.2021, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Kunming n.° 92, Phoenix Garden, 9.° andar C onde se prestava alojamento ilegal.--------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito, não sendo admitida a apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -------------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-----------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau. --------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 11 de Outubro de 2021. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
Após as falhas detectadas num hotel destinado a quarentenas terem estado na base dos novos surto de covid-19 em Macau, Sulu Sou diz ser urgente rever o regime de responsabilização de cargos públicos para que, no futuro, todos os funcionários, incluindo secretários e directores assumam as culpas por “erros políticos importantes”
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AQUELA que terá sido a sua última interpelação escrita enquanto deputado, Sulu Sou quer saber, no seguimento das falhas que estiveram na base dos últimos surtos de covid-19 em Macau, que medidas estão a ser tomadas pelo Governo para rever o regime de responsabilização de cargos públicos. Isto, considerando que, à semelhança do que aconteceu no rescaldo do tufão Hato ou no caso da Viva Macau, secretários e titulares dos principais cargos das respectivas tutelas, não assumiram as culpas nem foram responsabilizados por situações que “afectaram negativamente a credibilidade do Governo”. Recordando que após as falhas ocorridas num hotel destinado a quarentenas, o director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo afirmou que antes de encontrar culpados era preciso tratar da pandemia e, mais tarde, ter dito afinal que não haveria ninguém para fazer o trabalho necessário, “caso haja responsáveis sempre que algo corre mal”, Sulu Sou aponta “ser evidente” que o Governo mantém a tendência
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PÓS o anúncio de novas medidas do Executivo para apoiar a população e o sector empresarial, que continua a sofrer com os efeitos da pandemia, várias deputadas defendem que os apoios devem ser mais abrangentes. Song Pek Kei defende, segundo o jornal Ou Mun, que o Governo deveria ter como referência o limite máximo de rendimentos familiares para a candidatura à habitação económica, para que os grupos mais vulneráveis possam receber apoios directos.
de “fugir à responsabilização”. Mesmo quando existe legislação para esse fim. “É evidente que a atitude dos altos cargos do Governo
“É evidente que a atitude dos altos cargos do Governo da RAEM passa por fugir e resistir à responsabilização.” SULU SOU DEPUTADO
da RAEM passa por fugir e resistir à responsabilização, continuando a causar má impressão à população e a afectar a credibilidade do trabalho do Executivo sobre a luta contra a pandemia. O sistema de responsabilização há muito que é criticado por ser ineficaz, embora existam leis e regulamentos em vigor”, pode ler-se no texto da interpelação escrita.
Toca a todos
Contudo, segundo o deputado, tanto o “Estatuto dos titulares dos principais cargos da
Não toca a todos Deputadas pedem apoios económicos mais abrangentes
A deputada pede que o Governo implemente de novo as medidas da primeira ronda de apoios, incluindo a isenção de tarifas de água e luz por um período de três meses. Já a deputada Lo Choi In, espera que seja lançada uma nova ronda do cartão de consumo com um valor de oito mil patacas para grupos mais vulneráveis, de-
sempregados e recém-licenciados. Para a deputada de Jiangmen, o Executivo de Ho Iat Seng deveria criar um subsídio com um montante máximo de cinco mil patacas para as pequenas e médias empresas (PME) poderem contratar desempregados.
Lista de queixas
A deputada Ella Lei considera que o Gover-
RAEM” como as “Disposições Fundamentais do Estatuto do Pessoal de Direcção e Chefia” falham em ignorar que os erros cometidos pelo Governo podem ser prejudiciais para o interesse público e em prever um ajuste de contas directo com directores e secretários. “É lamentável que o Governo (…) ignore que os erros por si cometidos podem prejudicar irreversivelmente o interesse público. Simultaneamente, ao longo do tempo, o Governo tem vindo a confundir repetidamente ‘oficiais’ com ‘altos cargos’, responsabilizando disciplinarmente funcionários ao nível de gabinete, departamento e divisão, sem nunca mencionar a responsabilidade ao nível da secretaria”, apontou. Tomando como exemplo os casos da Viva Macau, do tufão Hato e, mais recentemente, das falhas que originaram os últimos surtos de covid-19 em Macau, Sulu Sou pergunta como é que o Governo irá consciencializar os funcionários “para serem responsáveis” e “eliminarem o sentimento de resistência à responsabilização”. Pedro Arede com N.W.
no deveria considerar implementar uma nova ronda do cartão de consumo, tendo referido o encontro de terça-feira com o Chefe do Executivo. Ho Iat Seng disse que as três rondas do programa de cartão de consumo acabaram por ajudar financeiramente as PME em 68 por cento. Em declarações ao Jornal do Cidadão, Ella Lei disse ter recebido muitas queixas de proprietários de salões de beleza, centros de explicações e espaços culturais, uma vez que
desejam ter mais detalhes sobre os critérios adoptados pelo Governo para encerrar este tipo de estabelecimentos comerciais no contexto da pandemia. Estes comerciantes fizeram notar à deputada que não foram ainda informados sobre o prazo de reabertura dos seus espaços e exigem do Governo um mecanismo de apoio para os sectores que foram obrigados a fechar portas devido à pandemia.
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TUFÃO DEZANOVE HORAS EM ALERTA SEM ESTRAGOS DE MAIOR A LAMENTAR
Um Kompasu discreto Táxis Poucos casos de cobrança excessiva
O presidente da Associação dos Comerciantes e Operários de Automóveis de Macau, Leng Sai Vai, apontou que durante a passagem do tufão Kompasu, o número de ocorrências de cobrança excessiva por parte dos taxistas foi “reduzida”. De acordo com o responsável, citado pelo jornal do Cidadão, a contribuir para o baixo número de infracções está a obrigatoriedade de instalar um sistema de gravação de áudio e vídeo nos veículos. Para o futuro, Leng Sai Vai espera que Macau, como centro mundial de turismo e lazer, permita a circulação de táxis enquanto estiver içado o sinal n. º8 de tempestade tropical.
Cáritas Centro de acolhimento recebeu 452 pessoas
Sob a gestão da Cáritas Macau, durante a passagem do tufão “Kompasu” o centro de acolhimento temporário da Ilha Verde acolheu, no total, 452 pessoas nas suas instalações, das quais 395 homens e 57 mulheres. Segundo o jornal Ou Mun, o secretário-geral da Cáritas Paul Pun apontou que a principal preocupação dos trabalhadores não residentes que compareceram no espaço, continua a ser a impossibilidade de voltar a Zhuhai sem realizar quarentena, esperando que as fronteiras possam abrir em breve para regressar a casa.
O Tufão Kompasu levou os serviços de meteorologia a manter o sinal n.º8 de tempestade tropical durante 19 horas. Apesar da chuva intensa e ventos fortes, registaram-se apenas nove incidentes e inundações no Porto Interior. Wong Sio Chak frisou a complexidade de lidar com dois tufões no espaço de dias e de assegurar os mecanismos de combate à pandemia
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SSIM que o tufão “Lionrock” se despediu de Macau, já o “Kompasu” começava a apertar o cerco ao território. Em menos de uma semana, a Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) emitiu por duas vezes o sinal n.º 8 de tempestade tropical em Macau. No entanto, se a primeira ocorrência apanhou a população de surpresa no sábado e provocou 35 ocorrências, fortes inundações em várias zonas do território e seis feridos ligeiros, o “Kompasu” passou por Macau de forma discreta, originando apenas inundações expectáveis no Porto Interior sem estragos de maior e nove incidentes. Entre períodos de chuva intensa, a espaços, e momentos em que o vento se fez sentir com maior intensidade, registaram-se danos e inudações pontuais em alguns locais, e
um ferido ligeiro, segundo o Centro de Operações de Protecção Civil (COPC). “O COPC registou um total de nove incidentes, nomeadamente 5 casos de tratamento de objectos com risco de queda (incluindo janelas, suportes de ar-condicionado, cabos eléctricos), 1 caso de queda de árvore, 1 caso de poste de iluminação que soltou faísca, 1 caso de inundação no terraço e 1 caso de um homem ter colocado o seu veículo à beira da praia de Hac-Sá. Além disso, foi registado 1 caso de um homem com ferimento ligeiro causado pela tempestade tropical”, relatou o organismo no balanço da resposta dada pelas autoridades ao tufão “Kompasu”. Além disso, 20 pessoas utilizaram as instalações dos quatro centros de acolhimento preparados pelo Instituto de Acção Social (IAS).
vivenciado na zona do Porto Interior foi registado pelas 3h00 de quarta-feira, quando as cheias atingiram uma altura de 40 centímetros no local. No entanto, tanto moradores como comerciantes revelaram não haver danos a lamentar, acrescentando que nem parecia que estava içado o sinal nº 8 de tempestade tropical.
Velocidade de cruzeiro
“Passei a noite [madrugada de quarta-feira] toda na loja. Fiquei aqui de prevenção para o caso de acontecer alguma coisa urgente. O sinal n. º8 mantém-se, mas esta zona está calma. Não me parece um sinal n.º 8”, disse um comerciante da zona do Porto Interior à mesma fonte Pelas 16h00 o “Kompasu” tocou terra na Ilha de Hainão e foi anunciado que o sinal n.º 8 ia baixar para n.º 3 às 17h30, levando consequentemente à reabertura das pontes e à retoma dos serviços de autocarros e de táxis. Ainda antes de o sinal n. º8 ser substituído pelo n.º3, já muitos residentes estavam fora de casa. Um
Entre as 22h30 de terça-feira e as 17h30 de quarta-feira, contabilizaram-se 19 horas, durante as quais o sinal n.º8 esteve içado em Macau pela segunda vez este ano e em que o tufão “Kompasu” efectuou genericamente a trajectória prevista a uma velocidade média de 25 quilómetros por hora. A meio do caminho, a partir das 8h00 de quarta-feira, quando os ventos no centro do sistema alcançaram os 105 quilómetros por hora, o “Kompasu” foi promovido de ciclone tropical severo a tufão. De acordo com a TDM – Canal Macau, o momento mais crítico
farmacêutico contou à TDM – Canal Macau que decidiu abrir o estabelecimento mais cedo para “facilitar a vida aos residentes que reservaram produtos antes do tufão” e porque o tufão não era assim tão severo. “Acho que o tufão não é tão forte para que as lojas tenham de fechar”, rematou. Também antes das 17h30, um residente já tinha saído de casa para ir ao supermercado. “O tufão não está muito forte e como não acumulei comida em casa, vim comprar alguma coisa”, justificou. Pelas 7h00 de ontem, os SMG cancelaram todos os alertas de tempestade tropical, relativos à passagem do tufão “Kompasu”.
O “Kompasu” passou por Macau de forma discreta, originando apenas inundações expectáveis no Porto Interior sem estragos de maior Sem dar tréguas e nove incidentes Ao fazer o balanço das acções de
resposta ao tufão, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak destacou a complexidade das operações, que surgiram dias depois do tufão “Lionrock” e em simultâneo com a situação excepcional de combate à epidemia de covid-19 em Macau. “Macau enfrentou dois tufões esta semana. Durante este intervalo curto, enfrentámos em simultâneo dois tufões de sinal 8 e os assuntos de saúde pública [da covid-19] e por isso a situação tornou-se mais complicada. Os trabalhos foram difíceis mas todo o pessoal e agentes das forças e serviços (…) mobilizaram o máximo esforço no cumprimento das suas funções”, resumiu o secretário, segundo a TDM-Canal Macau. Pedro Arede
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FOLIO EXPOSIÇÃO DE ROSA COUTINHO CABRAL E CARLOS MORAIS JOSÉ EM ÓBIDOS
PORTAS ABERTAS O FOLIO começou ontem e promete dar ao público 11 dias de literatura, música e arte com a presença de 175 autores e escritores. Esta edição marca o regresso do FOLIO aos eventos presenciais depois da pandemia, com um programa que inclui 160 actividades e 16 mesas de autor e debates, além de outras iniciativas. A título de exemplo, a conversa de ontem juntou autores como Leïla Slimani e Juan Gabriel Vasquez e foi o ponto de partida para as mesas por onde passarão Isabel Lucas, Itamar Vieira Júnior, Jeferson Tenório, Paulo Scott, Fernando Rosas, Lilia Schwarcz e Richard Zimler. A escritora chinesa Jung Chang também estará presente, juntamente com autores como Mário Lúcio, Mário de Carvalho, Alberto Manguel, Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira, Dulce Maria Cardoso, João Paulo Borges Coelho, Ana Margarida de Carvalho, Ana Luísa Amaral, Amália Bautista e Tatiana Levy, entre outros. O tema da edição deste ano é “O Outro”, com a inclusão de uma novidade: a banda desenhada. O programa celebra também a obra do escultor José Aurélio e os 50 anos da galeria Ogiva, em Óbidos, da qual foi fundador.
O que os olhos “Visto com os pés, escrito com os olhos” é o nome da exposição de rua que integra a edição deste ano do FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos, e que conta com fotografias de Rosa Coutinho Cabral e textos de Carlos Morais José. As imagens foram capturadas na Rua Direita, em Óbidos, e remetem para outras perspectivas da realidade
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ERÃO poucas as vezes que olhamos para baixo e encaramos as coisas sob a perspectiva dos nossos pés, ignorando o que os nossos olhos vêem. Foi com este pensamento que a realizadora e encenadora Rosa Coutinho Cabral fotografou pedaços da Rua Direita, em Óbidos, imagens que podem agora ser vistas na rua principal da histórica vila portuguesa, numa exposição que integra a edição deste ano do Festival Literário Internacional de Óbidos (FOLIO) ontem inaugurada.
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FOTO SOFIA MARGARIDA MOTA
Esta exposição acaba por também estabelecer uma ligação com a relação que o poeta português Camilo Pessanha tem com a vila de Óbidos, onde viveu e trabalhou antes de ir para Macau, nos primórdios do século XX
“A ideia que ficou desta experiência de escrita e de fotografia é que, de alguma maneira, cada uma das imagens é um outro a partir do outro, são experiências de produção artística e literária.” ROSA COUTINHO CABRAL REALIZADORA E ENCENADORA
s esquecem Carlos Morais José, director do HM e escritor, é o autor dos textos que acompanham as imagens. “Os textos não são explicativos mas sim alusivos às imagens que a Rosa captou, acrescentam coisas que não estão nas imagens mas que se podem imaginar a partir delas ou que se podem ver num outro plano. Quer seja um plano do realmente visível, ou um plano simbólico e imaginário”, referiu ao HM. As imagens foram captadas na última edição do FOLIO, conforme
contou Rosa Coutinho Cabral ao HM. “Fiquei atraída pelas texturas quase pictóricas das paredes, os restos e as marcas dos equipamentos, como caixas de electricidade e bueiros, as faixas de azul anil e amarelo. São marcas que conferem à Rua Direita de Óbidos uma fisionomia particular mas que é praticamente invisível aos olhos, porque está ao nível dos pés.” A cineasta e encenadora descreve que, nesta exposição, “como em tudo na arte, não há uma mensagem em particular”, mas sim “uma forma
de abordar o real ou aquilo que nos rodeia”. “Eu tive essa vontade de, de certa maneira, tornar visível uma matéria que é bastante invisível”, apontou. Esta mostra nasceu também graças ao apoio da editora portuguesa Ler Devagar. Foi a própria Rosa Coutinho Cabral que convidou Carlos Morais José para a elaboração dos textos, dando continuidade a uma colaboração antiga. “Pareceu-me, quando estava a fotografar, que seria muito interessante ter temas que não coincidissem com o que se via, mas
com o que não se vê ao nível dos olhos”, afirmou.
O lugar do outro
A edição deste ano do FOLIO tem como tema “O Outro” e esta mostra pretende, aliás, ser o reflexo de isso mesmo, criando outras perspectivas. Até porque, como escreve Carlos Morais José a propósito da mostra, “em cada lugar há uma outra imagem”. “A ideia que ficou desta experiência de escrita e de fotografia é que, de alguma maneira, cada uma das imagens é um outro a partir do outro, são experiências de produção artística e literária. Não só aquilo que se vê a partir dos pés é uma outra forma de ver, é um outro olhar, e depois há uma parte invisível que vem das próprias palavras”, disse a autora das imagens. Acima de tudo, Rosa Coutinho Cabral diz ter ficado “muito feliz” pela aceitação do projecto e pela oportunidade de colaborar novamente com Carlos Morais José. O autor do texto acaba por ser “a outra pessoa, neste caso o meu outro,
nesta proposta de alteridade entre as imagens e as palavras”. Para Carlos Morais José, é sobretudo “muito gratificante” o facto de esta mostra estar patente na rua e não num espaço expositivo fechado.
Óbidos e Pessanha
Muito mais do que abordar os inúmeros outros, esta exposição acaba por também estabelecer uma ligação com a relação que o poeta português Camilo Pessanha tem com a vila de Óbidos, onde viveu e trabalhou antes de ir para Macau, nos primórdios do século XX. “A memória da sua passagem pela cidade ficou registada, entre outros documentos, no poema ‘Castelo d’Óbidos’, incluído [na obra] Clepsydra. Mais recentemente, o FOLIO convidou-me, enquanto escritor de Macau, para estar presente. Este ano a nossa relação continuou. Seria interessante manter esta ligação entre as duas cidades, os seus escritores e talvez entre os seus festivais literários”, adiantou Carlos Morais José. A mostra “Visto com os pés, escrito com os olhos” está patente até 24 de Outubro. Andreia Sofia Silva
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DIPLOMACIA XI ESPERA QUE UE ASSEGURE “INDEPENDÊNCIA” NA RELAÇÃO COM PEQUIM
Manter o rumo O Presidente da China, Xi Jinping, disse ontem à chanceler cessante da Alemanha, Angela Merkel, desejar que a União Europeia (UE) “mantenha a sua independência”, nas relações com o país asiático, durante uma conversa por telefone. “Espero que a UE mantenha a sua independência, proteja os seus próprios interesses e a unidade da comunidade internacional, e trabalhe com a China e outros países para resolver conjuntamente os problemas da paz e desenvolvimento”, frisou Xi, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. A mensagem é transmitida numa altura em que os Estados Unidos tentam reaproximar-se
dos aliados tradicionais, como a UE, depois de as relações entre Washington e grande parte do mundo terem sido abaladas pela política isolacionista do anterior líder norte-americano Donald Trump (2017 -2021). Xi disse ainda que a “aspiração comum da China e da UE é a procura pela paz e o desenvolvimento” e que ambas as partes “estão comprometidas em manter o multilateralismo”, enquanto “apoiam a liberalização do comércio e do investimento”.
Amiga Merkel
No entanto, fontes diplomáticas e empresariais da Europa a operar na China têm denunciado repetidamente a desigualdade que as suas empresas enfrentam ao entrar e competir no mercado chinês.
Sobre as relações com a Alemanha, o Presidente chinês elogiou a forma como Merkel se relacionou com a China, durante os 16 anos que liderou a Alemanha. “China e Alemanha colocaram em jogo a complementaridade económica dos dois países”, lê-se no comunicado, que aponta que ambos beneficiaram da relação. “Isto mostra como uma relação de tudo ou nada pode ser completamente evitada”, concluiu. A Alemanha é um dos membros da UE que mais aposta nas relações com a China, país no qual algumas das suas grandes empresas especialmente do sector automóvel, como a Volkswagen ou a Mercedes - têm importantes interesses económicos.
Xi Jinping, Presidente da China “Espero que a UE mantenha a sua independência, proteja os seus próprios interesses e a unidade da comunidade internacional, e trabalhe com a China e outros países para resolver conjuntamente os problemas da paz e desenvolvimento.”
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INFLAÇÃO PREÇOS DE FÁBRICA COM MAIOR AUMENTO NOS ÚLTIMOS 26 ANOS
O N.° 46 /2021 Notificação Edital (Solicitação de comparência de empregador)
Nos termos das alíneas b) e c) do n.° 1 do artigo 6.° do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugadas com o artigo 58.° e o n.° 2 do artigo 72.° do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, fica Leung Sai Ki Thomas, o proprietário de Aki Consult & Engineering, notificado para no prazo de 15 (quinze) dias a contar do dia seguinte ao da publicação da presente notificação edital, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho (DIT) da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, sito na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221 a 279, Edifício Advance Plaza, 1.° andar, a fim de prestar declarações relativa ao processo n.ºs 324/2021, que foi instaurado devido à queixa apresentada nestes Serviços, pelos trabalhadores Chen Jinrong e Huang Yutao, em 10 de Fevereiro de 2021, relativa à matéria de salário. A Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, Lei Sio Peng 30 de Setembro de 2021
S preços de fábrica na China aumentaram ao ritmo mais rápido dos últimos 26 anos, segundo dados oficiais publicados ontem, à medida que a subida dos custos com matérias-primas intensificaram a pressão inflacionista sobre empresas e fabricantes. O Índice de Preços ao Produtor, um indicador da inflação nas vendas grossistas, su-
biu 10,7 por cento, em Setembro, em termos homólogos, segundo dados do Gabinete Nacional de Estatísticas. Foi a maior subida desde 1995. EmAgosto, o mesmo índice registou um crescimento homólogo de 9,5 por cento. O aumento dos preços globais das matérias-primas elevaram drasticamente os preços de fábrica na China, este ano, com
a escassez de carvão a agravar também uma crise de energia no país. O aumento ocorre numa altura de altas taxas de inflação registadas a nível global. “Achamos que o risco de estagnação e inflação está a aumentar na China e também no resto do mundo”, apontou Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, num
Taiwan Incêndio faz 46 mortos e 41 feridos O incêndio que atingiu ontem um edifício em Kaohsiung, no sul de Taiwan, provocou pelo menos 46 mortos e 41 feridos, segundo um novo balanço das autoridades locais. Inicialmente, as autoridades tinham registado 25 mortos e 55 feridos. O edifício de 13 andares incendiou-se cerca das 03:00 locais, disseram os bombeiros de Kaohsiung, citados pela agência de notícias Associated Press (AP). O incêndio foi “extremamente feroz” e destruiu muitos andares, segundo os bombeiros. O edifício tem cerca de 40 anos,
com lojas nos níveis inferiores e apartamentos mais acima, de acordo com um comunicado oficial citado pela AP. As autoridades desconhecem a causa do incêndio, mas os bombeiros disseram que as chamas eram mais intensas numa zona com acumulação de detritos. Residentes na zona disseram à imprensa de Taiwan que ouviram uma explosão cerca das 03:00, quando começou o incêndio. Com mais de 2,7 milhões de habitantes, Kaohsiung é a segunda maior cidade de Taiwan, situada na costa sudoeste da ilha.
relatório. “Aambiciosa meta de neutralidade de carbono coloca pressão persistente sobre os preços das matérias-primas, que são depois passados às empresas”, apontou a mesma fonte. Dados comerciais divulgados ontem revelaram que as importações de carvão da China aumentaram 76 por cento, em Setembro, em termos homólogos.
sexta-feira 15.10.2021
ANTÓNIO CABRITA
11/10/2021 Não é o melhor da Uma Thurman, os pés. Num deles ameaça o joanete e as unhas, “piquininas”, mate, velejam a custo num mar de carne, despontam ridículas como os narizes redondos dos anões da Branca de Neve recortados contra aqueles gorros inomináveis. A elegância do corpo, do rosto, daquele olhar malicioso como o gume de um sabre, tropeçamlhe naqueles trambolhos - que custava ao Tarantino ter-lhe arranjado um duplo para aquele plano de “Kill Bill”, penso. Contudo, aquilo que vejo na tela não é o Tarantino, mas “Nhanguitimo”, de Licínio de Azevedo, o último filme do cineasta moçambicano, onde ele adapta um conto de Luís Bernardo Howana e eu faço mais do que uma perninha, dado ser um dos dois protagonistas. É isso, faço de mau da fita. É a vigésima vez que vejo o filme, nesta apresentação pública para algumas entidades oficiais (como a ministra da cultura e o presidente da república, os patrocinadores, e algumas figuras), em que em solidariedade com o realizador tive de cumprir agenda pública. Eu é que já não suporto ver-me e já só vejo os defeitos. E zás, introduz-se-me num insert, os joanetes de Uma Thurman, com que adormecera de véspera. De qualquer maneira, os ecos do filme na imprensa moçambicana extirpam qualquer hipótese de cultivar um grama de narcisismo: procurando na net fotos do filme para ilustrar estar crónica, constato que os jornalistas só deram realce à presença do presidente Nyusi na sessão, nem uma só imagem do filme. Critérios. E afinal como é a cereja? É uma curta de vinte e cinco minutos destinada a fazer uma bela carreira nos festivais de cinema; um daqueles exemplos felizes de um magote de boa gente que se junta para remar tudo para o mesmo lado. Costumo dizer a brincar que só não ganho o Óscar de melhor actor porque o meu antagonista me papa as cenas todas, e é verdade, o Antonio Sitoe veste de uma forma superlativa a pele do “indígena” a quem o cantineiro Rodrigues (moi) tem de lixar (para lhe ficar com as terras de cultivo). No filme ganho
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9
Desabafos do cantineiro
ensaios de homenagem ao Virgílio Ferreira, por dois euros… e continuarei atento às novidades que se forem depositando naquela mesa de refugo. Eis-me muito egoisticamente grato a que só eu saiba quem é aquela gente e a mais que sobre aquele tampo pingar. Quarenta anos depois da independência a literatura portuguesa em Moçambique é um fantasma sem tripas nem leitores.
WASSILY WASSILYEVICH KANDINSKY
diário de próspero
www.hojemacau.com.mo
eu mas na vida real faz-se justiça. Eu não vou mal como colonialista façanhudo (aliás, aproveitei as autoridades presentes na sessão para pedir uma “escolta vitalícia” assim que o filme passar nas televisões moçambicanas), e sou um convincente salazarista de uma ambição sem escrúpulos, mas o puto, que protagoniza já a revolta que incendiará a colónia poucos anos depois, come-me as papas na barriga. E surpreenderá a câmara exímia (tanto nos enquadramentos como na luminotecnia, num preto e branco “agarrado”) do “Pipas” Forjaz e a música do João Carlos Schwalbach. Assim como o bom ritmo da edição. O resultado final é gratificante. Aprendi bastante, sobretudo que o “overacting” só fica bem ao Gene Hackman. Pessoalmente, acabrunha ver o cabelo que perdi com a covid
(a rodagem do filme teve lugar duas semanas antes de ter sido contagiado). Face a isso até os joanetes da Uma Thurman são desculpáveis. 12/10/2021 Uma livraria perto de casa anda a fazer saldos com o que definitivamente não vendeu ao cabo de vinte anos e que já só atravancava o armazém. Numa semana comprei o volume onde se reuniu toda a obra édita do Raul de Carvalho por três euros, igual preço que paguei pela obra compilada do M.S. Lourenço, o livro do Viriato Teles sobre o José Afonso, por um euro e vinte, todas “As Tisanas”, da Ana Harteley, e o “Do Extermínio”, do Jaime Rocha, por idêntico dispêndio, o “Terra Nostra”, do João Miguel Fernandes Jorge, por oitenta centavos, dois volumes da Irene Lisboa por um euro e vinte, um volume de
COSTUMO DIZER A BRINCAR QUE SÓ NÃO GANHO O ÓSCAR DE MELHOR ACTOR PORQUE O MEU ANTAGONISTA ME PAPA AS CENAS TODAS, E É VERDADE, O ANTONIO SITOE VESTE DE UMA FORMA SUPERLATIVA A PELE DO “INDÍGENA” A QUEM O CANTINEIRO RODRIGUES (MOI) TEM DE LIXAR (PARA LHE FICAR COM AS TERRAS DE CULTIVO)
13/10/2021 Esperam que os clientes chamem. Mas vão afeiçoando o corpo, os quadris, os joelhos, o balanço dos pés, ao jeito da música. Não é ensaiado nem instruído, são apenas incapazes de não o fazerem. Os colegas homens, procuram ser mais sóbrios, mas o movimento do queixo sob a máscara denuncia-os: acompanham o ritmo da batida. Vê-los em perspectiva, nesta ampla cervejaria de Maputo, é engraçado e contrasta com a pose hirta dos empregados de mesa das cervejarias da minha memória, a norte, que tinham a postura de pinguins petrificados e saudosos de que o frio os obrigasse a mexer. Eu degusto lentamente a cerveja e folheio, pela décima vez na semana, um livro de João Pedro Grabato Dias; incubo para o prefácio da antologia dele que terei de escrever e que sairá em Lisboa até ao fim do ano, numa iniciativa do Pedro Mexia e da “Tinta da China”. Um cheirinho: «Chegámos. / O meu morto é o primeiro do dia/ e é bonito isto de ser o primeiro em qualquer coisa/ algo que tanta gente pode verificar num balancear aprovador/ de perfis quási dignos, quási belos. / Passa mais fresca uma aragem de estádio/ um não sei quê de desportivo de goal de meta/ sem o cronómetro da metafísica, de pódio olímpico/ de alegres cem metros planos, de veloz velocipédico estrelato/ o da frente, o primeiro, o ás, o melhor o maior/ o maior morto do dia, o maior morto da semana/ o maior do mês, do ano, do biénio, do triénio/ do lustro, da década, da centúria/ do milénio, da era, da história, do universo…/ Em toda a simplicidade, o morto da minha vida/ o meu morto.» Excerto de “O Morto/ Ode Didáctica”, 1971.
8 3 9 2 5 4 1 7 0 10 4 1 7 0 6 8 2 3 9 0 2 5 1 7 3 7 9 0 6 4 8 5 10 6 8[f]4utilidades 9 2 5 3 1 7 2 0 8 7 6 5 0 2 1 9 8 4 1 8 3 2 4 5 8 1 2 7 9 0 5 6 7 8 2 0 8 4 0 1 9 3 5 1 4 9 3 6 7 0 5 9 9 3 8 8 2 6 1 1 7 T E M P O 1A G7U A C E I R O S 3 0 6 9 2 5 4 3 7 8 6 4 6 7 1 4 8 7 5 5 0 6 3 3 9 2 3 0 4 2 9 5 6
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6 3 1 5 0 5 2 6 2 0 9 8 3 5 9 9 1 4 5 7 7 6 4 8 3 OCASIONAIS 1 2 0 8 4 7 8
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 11
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UM10DISCO 6 4 5 0 7 2 9 1 3 8
PROBLEMA 12
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JOHN COLTRANE | MY FAVORITE THINGS
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C I N E M A
SALA 1
NO TIME TO DIE [B]
“My Favorite Things” é o disco em que Coltrane se aventura pela primeira vez no saxofone soprano, instrumento oferecido por Miles Davis e que ocupa grande parte deste magnífico disco de versões. Editado em 1961, este disco abranda a velocidade do post-bop do quinteto de John Coltrane, a milhas da vertigem de “Giant Steps”. Por vezes, quando a imaginação permite, quase conseguimos reconhecer no saxofone as entoações de Julie Andrews no tema que dá nome ao disco. Deixo uma sugestão dentro da sugestão: acordar, abrir a janela e meter a versão, ou conversão, de “Summertime” bem alto. João Luz
YUAN
Um filme de: Cary Jojo Fukunaga Com: Daniel Craig, Rami Malek, Léa Seydoux, Lashana Lynch 14.30, 18.15, 21.15 SALA 2
THE ADDAMS FAMILY 2 [B] FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Greg Tiernan, Laura Brousseau, Kevin Polvovic 14.30, 16.30, 19.30
DUNE [B]
Um filme de: Denis Villeneuve
Com: Timotheé Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac 21.15 SALA 3
THE COMEBACK TRAIL [C]
Um filme de: George Gallo Com: Robert De Niro, Morgan Freeman, Tommy Lee Jones 14.30, 19.30
SHANG-CHI AND THE LEGEND OF THE TEN RINGS [B]
Um filme de: Destin Daniel Creton Com: Simu Liu, Tony Leung, Awkwafina, Fala Chen, Meng’er Zhang 16.30, 21.30
2 8 1 9 3 0 6 4 2 7 9 5 7 6 5 8 2 4 3 0 4 6 1 8 THE ADDAMS FAMILY 2 1 7 3 5 0 9 4 1 7 2 6 3 Propriedade 0 9 6Fábrica 1 de7Notícias, 2 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo 8 3M.Tavares; 0 4 Gonçalo 5 6Waddington; Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo 9 5 Paul 8 Chan 3 Wai 4 Chi; 7 Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Rasquinho; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 5 2Morada 9 Pátio 0 da8Sé, 1n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo Welfare
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DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO
Aviso
N. 2/CON/DTNE/2021 – Concurso Público – Proposta para a prestação dos serviços de produção e coordenação da Parada de Celebração do Ano Novo Chinês do ano 2022 Faz público que, de acordo com o Despacho de 30 de Setembro de 2021 do Ex.mo Senhor Secretário para a Economia e Finanças, encontra-se aberto, pelo Fundo de Turismo, o concurso público dos “Serviços de produção e coordenação da Parada de Celebração do Ano Novo Chinês do ano 2022”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos, os anexos e demais documentos suplementares, mediante o pagamento de duzentas patacas (MOP200,00); ou ainda consultar o website da Direcção dos Serviços de Turismo: http://industry.macaotourism.gov.mo, na área de Informação relativa às aquisições, e fazer “download” do mesmo. A Sessão de esclarecimento será realizada na sala de reunião na Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 5.o andar pelas 10:00 horas do dia 18 de Outubro de 2021. Os pedidos de esclarecimento devem ser feitos por escrita e apresentados até ao dia 25 de Outubro de 2021 pelas 17:45 horas, na área dos Avisos Públicos do website da Indústria Turística de Macau (http://industry.macaotourism.gov.mo), as respectivas respostas também serão publicadas no mesmo website. O limite máximo do valor global da prestação de serviços é de: MOP18.000.000,00 (dezoito milhões de patacas). Critérios de adjudicação e factores de ponderação: o
Avisam-se todos os interessados que estão abertos os concursos de prestação de provas, para o preenchimento dos seguintes lugares, em regime de contrato administrativo de provimento da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), de acordo com as condições referidas no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.° 41, II Série, de 13 de Outubro de 2021, e cujo prazo de apresentação das candidaturas termina no dia 26 de Outubro de 2021: Docente do ensino secundário de nível 1, 1.º escalão: - Área do ensino especial – um lugar (Número de referência: DS01/2021) Docente dos ensinos infantil e primário de nível 1 (primário), 1.º escalão: - Área de língua inglês – um lugar (Número de referência: DP01/2021) - Área de língua chinesa – um lugar (Número de referência: DP02/2021) - Área do ensino especial – um lugar (Número de referência: DP03/2021) - Área de tecnologias de informação – um lugar (Número de referência: DP04/2021) - Área de matemática – um lugar (Número de referência: DP05/2021) - Área de educação física – um lugar (Número de referência: DP06/2021) - Área de artes – um lugar (Número de referência: DP07/2021) - Área de língua chinesa – um lugar (Número de referência: DP08/2021) * Docente dos ensinos infantil e primário de nível 1 (infantil), 1.º escalão – um lugar (Número de referência: DI01/2021) * Exercer funções na subunidade administrativa. A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, aos 5 de Outubro de 2021. O Director, Lou Pak Sang
Factores de Critérios de adjudicação ponderação Preço 20% Coordenação do serviço: 35% - Concepção e design do programa da Parada - Plano de coordenação - Plano e desenho de efeitos de organização das actividades - Equipa de trabalho para execução dos serviços a prestar Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço - Informações sobre os equipamentos a serem utilizados 25% - Plantas e desenhos da colocação dos equipamentos e dos materiais de decoração (desenhos e plantas das localizações) - Plano de produção dos materiais de decoração - Plano de montagem e desmontagem Experiência do concorrente: 20% - Prestação de Serviço de realização de actividades semelhantes de grande escala para os serviços públicos de Macau - Prestação de Serviço de realização de actividades semelhantes de grande escala para o sector privado em Macau Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, durante o horário normal de expediente e até às 13:00 horas do dia 11 de Novembro de 2021, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM, prestar a caução provisória de MOP360.000,00 (trezentas e sessenta mil patacas), mediante: 1) depósito em numerário à ordem do Fundo de Turismo no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque visado, emitidos à ordem do Fundo de Turismo 4) por transferência bancária na conta do Fundo do Turismo do Banco Nacional Ultramarino de Macau. O acto público do concurso será realizado na sala de reunião na Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 5.o andar pelas 10:00 horas do dia 12 de Novembro de 2021. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados a concurso, nos termos do artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de sessão de esclarecimento e de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 8 de Outubro de 2021. A Directora, Maria Helena de Senna Fernandes
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confeitaria
opinião 11
João Romão
FÍSICA POLÍTICA NO PRINCÍPIO ERA política, a economia: ainda antes de Adam Smith e David Ricardo, fundadores da ciência económica que haviam de oferecer ao mundo bases teóricas para as políticas liberais dos séculos vindouros, já os estudos exploratórios de fisiocratas franceses, como Quesnay, exploravam as ligações íntimas e óbvias entre a análise dos processos económicos, das suas condicionantes e consequências sociais, da importância e necessidade da sua regulação e legislação - enfim, do caráter inseparável da economia e da política no contexto do capitalismo na altura emergente. O pensamento posterior de Karl Marx viria a trazer à economia política uma dimensão crítica e revolucionária até então desconhecida e só possível pela integração sistemática das abordagens económica, social e política - um processo que mais tarde se viria a definir como “multidisciplinar”. Nem sempre havia de ser assim, no entanto. Na verdade, a dimensão política da análise económica não havia de se perder e ainda hoje os critérios de regulação ou desregulação das economias e de afectação e mobilização de recursos continuam a ocupar lugar central nos programas de intervenção política nos mais diversos níveis territoriais de decisão sobre o futuro das comunidades - seja o das autarquias locais, o das regiões, o dos países, ou mesmo o dos blocos internacionais, que normalmente combinam uma certa conjugação de interesses económicos e políticos comuns. O que se perdeu foi esse esforço original de integração “multidisciplinar” e de se analisarem os aspectos económicos, sociais e políticos de uma forma sistematicamente integrada. Ainda que os critérios económicos ganhassem cada vez mais peso na formulação de políticas, a intensificação da formalização matemática associada aos estudos económicos foi transformando este campo do conhecimento, tornando-o cada vez um terreno de sofisticação de cálculo e formalização de modelos quantitativos, e desligando-o progressivamente de outras abordagens da sociedade. Gradualmente, deixou de se falar em “economia política” e passou a falar-se apenas de “economia”, ainda que os aspectos económicos continuassem a ser centrais na formulação de políticas. Esse carácter “multidisciplinar” da economia política levou também a que outras disciplinas assumissem designação semelhante. Na realidade, enquanto a designação “economia” substituía a “economia política”, emergia entretanto a “sociologia política”, durante o século 20, procurando integrar na análise sociológica a dimensão política e as questões de poder. Também no campo da economia emergiam novas correntes, como a “regulacionista” ou a “institucionalista”, que procuravam combinar os desenvolvimentos de elevada precisão matemática da economia com aspectos de decisão política. Em todo o caso, no século 20 são correntes relativamente minoritárias (ainda que ocasionalmente influentes) as que procuram integrar os conflitos políticos na análise da economia e da sociedade, enquanto
Talvez fosse tempo de começar a pensar no desenvolvimento de uma certa “física política”, tendo em conta o estado lastimoso em que o nosso modelo de desenvolvimento económico, altamente predatório, injusto e destrutivo vai deixando o planeta
no século 19 a economia política constituía o eixo fundamental (e único, até certa altura) deste campo do conhecimento científico. Nunca esta dimensão política que se foi aplicando a diversas “ciências sociais” se aplicou às chamadas “ciências naturais”. “Biologia
política” ou “química política” nunca foram designações utilizadas. Em todo o caso, talvez fosse tempo de começar a pensar no desenvolvimento de uma certa “física política”, tendo em conta o estado lastimoso em que o nosso modelo de desenvolvimento económico, altamente predatório, injusto e destrutivo vai deixando o planeta: nada se perde, tudo se transforma, mas as transformações em curso ameaçam claramente as possibilidades de vida humana na Terra. É um tempo histórico em que talvez a física possa ajudar mais do que a economia na formulação de políticas de governo. Na realidade, os Prémios Nobel da Física recentemente atribuídos apontam para a urgência dessa dimensão política. Giorgio Parisi foi galardoado com metade do prémio pelos seus trabalhos, iniciados ainda nos anos 1980, no estudo dos processes de regulação de sistemas complexos aparentemente desorganizados, ou caóticos, como possam parecer as sociedades humanas ou a diversidade de ecossistemas do planeta. A outra metade do prémio teve destinatários envolvidos no estudo de problemas directamente associados a um sistema complexo específico, o clima: Syukuro Manabe desenvolve, desde os já remotos anos 1960, modelos explicativos do impacto das emissões de dióxido de carbono na subida de temperaturas na superfície terrestre, assunto que está hoje no centro das preocupações políticas da juventude do planeta, ainda que parte significativa da humanidade continue a negligenciar o problema; e Klaus Hasselmann
tem vindo a desenvolver e aperfeiçoar modelos estatísticos que permitem identificar os padrões de longo prazo na evolução do clima na Terra, independentemente da evolução mais ou menos irregular, errática ou caótica do estado do tempo em cada momento - contributo que poderá ajudar parte significativa da população do planeta a dar ao problema climático a importância e a urgência que ele na realidade tem. Se essa importância tem sido mais ou menos reconhecida pelos poderes instituídos, já o mesmo não se poderá dizer da urgência.Apesar da assinatura em 1994 de um tratado internacional promovido pela ONU para enfrentar as alterações climáticas, pouco significativas têm sido as medidas entretanto assumidas. Apesar do famoso “Acordo de Paris”, assinado em 2015 por 195 países durante a Conferência das Alterações Climáticas (“GOP 2015”), desde então não têm deixado de se acumular os avisos da comunidade científica sobre a contínua degradação dos ecossistemas e das condições de vida na terra decorrentes, não só da acção humana, como da incapacidade de a transformar. Dentro de poucas semanas haverá nova Conferência (“GOP 2021”), desta vez em Glasgow. A atribuição deste Prémio Nobel da Física vem evidenciar a urgência do problema mas ainda não é certo que estejamos perante a emergência de uma qualquer “Física política”. Na realidade, vamos ter líderes habitualmente motivados por critérios económicos para a definição de políticas que há muito dispensaram até o suporte da economia política.
“É melhor merecer honras sem recebê-las do que recebê-las sem merecê-las.” PALAVRA DO DIA
Mark Twain
TIAGO ALCÂNTARA
Lam Sio Un, administrador do Instituto para os Assuntos Municipais, e Ao Ieong Seong, adjunta do Comissário contra a Corrupção, viram os respectivos contratos renovados. A informação foi publicada na quarta-feira no Boletim Oficial, e no caso de Lam a renovação no IAM é pelo período de um ano, a partir de Novembro. Por sua vez, Ao Ieong Seong tem o contrato renovado por dois anos, a contar a partir de Dezembro.
Devido a uma monção do nordeste, a partir de hoje, o tempo em Macau será marcado por uma diminuição significativa da temperatura e aguaceiros ocasionais. De acordo com a Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), nos próximos dias as temperaturas médias diárias irão descer gradualmente entre 4 e 7 graus, vindo a atingir uma mínima de 19ºC na próxima segunda-feira. Entre hoje e amanhã, pelo meio de períodos de chuva, as temperaturas irão fixar-se entre os 22 e os 28 graus e no domingo entre os 20 e os 24 graus.
Óbito Pugilista que estava em coma morreu
Eleições Longas filas à porta do Consulado das Filipinas
Igreja Diocese de Macau perde terreno
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DSSOPT
O Governo declarou a caducidade de um terreno que tinha sido concessionado à Diocese de Macau, na Rua do Padre Eugénio Taverna, junto à Escola de São Paulo que seria utilizado para o recreio. Segundo o despacho assinado por Raimundo do Rosário, como a Diocese de Macau não pediu a renovação da concessão, o terreno é revertido para a RAEM. “Verificado o decurso do prazo fixado no respectivo contrato sem que a Diocese de Macau tenha requerido oportunamente a renovação da concessão, operou-se a respectiva caducidade com os efeitos extintivos que lhe estão associados”, foi explicado. A Diocese pode recorrer da decisão.
15.10.2021
CCAC/IAM Chefias reconduzidas
SMG Temperaturas vão descer aos 19ºC
O dia de ontem ficou marcado por longas filas à porta do Consulado das Filipinas, no Edifício AIA, devido ao enorme número de pessoas que queriam registar-se para votar nas presidenciais do próximo ano. A escolha do sucessor de Rodrigo Duterte está agendada para 9 de Maio, e ontem era o último dia para efectuar o registo, que muitos deixaram para a última hora, devido à passagem do Tufão Kompasu. A polícia foi chamada ao local para manter a ordem, mas não houve registo de distúrbios.
sexta-feira
Com os pés na terra FMI reduz previsões sobre o crescimento da RAEM para 20 por cento
O
Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa as previsões para o crescimento económico de Macau em 2021, passando para 20,4 por cento, quando em Abril antecipava um crescimento de 61,2 por cento. A revisão da previsão de crescimento foi feita na quarta-feira. Em Abril, quando o FMI fez a primeira previsão para 2021, a maioria dos dados oficiais e as expectativas governamentais apontavam para um aumento gradual do turismo no território e subsequentemente para o crescimento das receitas dos casinos na capital mundial do jogo, praticamente o único motor da economia de Macau. Contudo, o turismo e os gastos em jogo parecem demorar a subir. Em Setembro, por exemplo, a indústria do jogo registou o segundo pior resultado do ano, devido ao impacto das medidas epidémicas impostas pelo Governo que se fizeram sentir de imediato, após
terem sido registados cerca de uma dezena de casos no território. Macau é um dos únicos territórios no mundo que continua a apostar numa política de casos zero. Desde o início da pandemia, foram registados apenas 77 casos, sem que tivesse havido vítimas mortais. Segundo o FMI, em 2020 a economia do território caiu 56,3 por cento, depois de uma quebra do número de visitantes devido às restrições fronteiriças, que se traduziu na redução significativa das receitas do jogo: os casinos em Macau terminaram 2020 com
O FMI estima um aumento de 0,4 pontos percentuais de desemprego este ano, quando comparado com as previsões em Abril
receitas de 60,4 mil milhões de patacas, menos 79,3 por cento em relação a 2019.
Redução também em 2022
Segundo o documento, as previsões para 2022 são também revistas em baixa. O FMI, de acordo com o documento divulgado na terça-feira, prevê agora que em 2022 o crescimento seja de 37,6 por cento, quando em Abril previa um crescimento substancial de 43 por cento. Ainda de acordo com o documento das Perspectivas Económicas Mundiais, em termos de desemprego, a taxa da capital mundial do jogo permanecerá baixa: 2,9 por cento este ano e no ano seguinte de 2,5 por cento. Ainda assim, o FMI estima um aumento de 0,4 pontos percentuais de desemprego este ano, quando comparado com as suas previsões em Abril. Finalmente, o organismo internacional espera uma deflação de 0,3 por cento e uma inflação de 2 por cento no ano seguinte.
Morreu o pugilista de 34 anos que estava a lutar pela vida desde 4 de Outubro, após ter ficado gravemente lesionado na cabeça, na sequência de um combate amigável, num ginásio local. A informação foi avançada pela Polícia Judiciária, ontem, num comunicado. O homem estava desde 4 de Outubro no Hospital Conde São Januário, onde tinha sido operado para se estancar uma hemorragia cerebral. Contudo, ontem foi confirmada a morte. A tragédia aconteceu depois de dois pugilistas terem concordado em fazer um combate amigável de Muay Thai, sem o equipamento de protecção. A luta terá durado cerca de sete minutos, altura em que a vítima levou um soco no lado esquerdo da cara e ficou sem condições para continuar. Posteriormente, o homem, de 34 anos, foi transportado para o hospital, já depois de ter desmaiado. O autor do murro fatal tem 28 anos, é atleta de boxe na vertente de Muay Thai e anteriormente estava indiciado pela prática do crime de ofensa à integridade física.
Autocarros Novas paragens a partir de amanhã
As novas paragens de autocarros “Terminal de Mong-Há”, junto ao Edifício Mong Tak e “Rua de Francisco Xavier Pereira/Edf. Mong Tak”, na Rua de Francisco Xavier Pereira entram em funcionamento no sábado. A paragem “Terminal de Mong-Há” passará a ser o ponto de partida das carreiras n.ºs 27 e MT3, enquanto que a paragem “Rua de Francisco Xavier Pereira/Edf. Mong Há” vai desviar as quatro carreiras que fazem escala actualmente na “Rua Cinco/Areia Preta”, ou seja, as carreiras n.ºs 7, 12, 19 e 22. O objectivo desta alteração é, segundo a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), melhorar a escala dos autocarros, o ambiente de espera e a situação de trânsito, a fim de garantir um melhor serviço dos autocarros públicos.