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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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Ter para ler
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • QUARTA-FEIRA 14 DE SETEMBRO DE 2011 • ANO XI • Nº 2453
TEMPO AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 26 MAX 32 HUMIDADE 55-90% • CÂMBIOS EURO 11.0 BAHT 0.3 YUAN 1.3
Revisão da Lei de Imprensa
NINGUÉM SABE ONDE O BARCO VAI ANCORAR • PÁGINA 4
Plano de Protecção Ambiental
COMEÇA A CORRIDA PARA FORNECER EQUIPAMENTOS VERDES
Caso das sepulturas
• CENTRAIS
DEPUTADOS EXIGEM DEMISSÃO DE FLORINDA CHAN • PÁGINA 5
Governo desmente que tenha concedido terreno à Wynn
Terra da discórdia
A operadora Wynn anunciou aos seus investidores que tinha aceite as condições do Executivo de Macau para a concessão de um lote no Cotai, onde pretende construir um complexo turístico. No entanto, as Obras Públicas reagiram imediatamente à notícia a dizer que nem sequer tomaram uma decisão sobre o terreno de 20,6 hectares > PÁGINA 6
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PUB.
ACTUAL O
S bancos centrais dos mercados emergentes asiáticos têm um drama incontornável: os elevados níveis de inflação provocada pelos bens agrícolas. A China é uma economia emergente que caminha a passos largos para se tornar na maior economia mundial, mas enfrenta um drama: o consumo crescente de alimentos pela sua população está a provocar uma espiral inflacionista nos preços mundiais. A consequência natural a nível da política económica mundial será uma alteração das estratégias dos bancos centrais, cujo objectivo nuclear será alterar as políticas monetárias para contrariar a espiral da inflação, que cria pobreza a prazo. O Banco Central chinês será uma das entidades com maiores preocupações a esse nível, já que a subida das matérias-primas agrícolas está a criar uma “bolha” inflacionista sem precedentes. Durante este ano, o banco central daquele país já subiu a taxa de juro directora por cinco vezes e subiu por 12 vezes o nível de reservas obrigatórias por parte dos bancos, no sentido de contrariar o aumento da massa monetária, criando obstáculos à concessão de empréstimos. Estas operações vêm sendo feitas desde o início de 2010 e o objectivo nuclear tem sido o de controlar a inflação. Na base desta procura suplementar, está o aparecimento de uma classe média em países em desenvolvimento, com destaque
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Procura de alimentos pela China coloca bancos centrais em aviso
Um drama incontornável para a China, cuja classe média emergente procura uma nova dieta mais enriquecida. Esta população suporta o aumento da procura e a subida dos preços, afirmou, citado pela Bloomberg, Abby Joseph Cohen, partner e gestor sénior da área de investimentos estratégicos da Goldman Sachs Group. Ainda na conferência da Bloomberg sobre “Inflação Global”, realizada recentemente em Nova Iorque, Roberto Rigobon,
um professor do Massachusetts Institute, afirmou que os bancos centrais “devem estar preocupados” com a subida dos bens alimentares. James Rickards, director da Tangent Capital Partners, disse, no mesmo evento, que a China está muito preocupada com a inflação, já que, se subir as taxas de juro de forma excessiva, pode afectar as exportações e os empregos associados, e estes são relevantes na economia. “Inflação
e desemprego são factores altamente desestabilizadores” para a China, adiantou. Por outro lado, é conhecido que a inflação continua a ser o problema nuclear para os bancos centrais dos países emergentes. No entanto, os dados globais da inflação revelam crescimentos moderados, e isto porque se assiste a uma melhoria moderada da economia global, o que condiciona a subida dos custos da energia e das matérias-primas.
A inflação mundial deverá situar-se nos 3% este ano, contra 3,7% anualizados em Junho, avançaram economistas do JP Morgan Chase. O índice mundial das Nações Unidas sobre Alimentos e Agricultura caiu para os 2,8% no último mês, depois de, em Fevereiro, ter batido o recorde anual. Mesmo assim, o indicador está 21% acima do nível de há um ano. Por exemplo, a soja está ser negociada no mercado de derivados a um nível próximo do recorde de sempre, atingido em 2008. Esta matéria-prima agrícola é a segunda mais transaccionada nos EUA depois do milho. Abby Cohen afirmou, na mesma ocasião, que se assiste a uma descida moderada do preço dos bens energéticos, mas não da soja, o que o leva a acreditar que “de facto pode ter ter-se atingido uma situação de permanência de preços elevados nos bens alimentares com implicações estruturais”. Em meados deste ano, um relatório da ONG, “Growing a Better Future”, avançava com a possibilidade de os preços dos alimentos virem a duplicar em 2030, a não ser que fosse reformado o modelo do sistema alimentar mundial. As alterações climáticas serão um dos “drives” dessa subida.
CHINA RECONHECE OFICIALMENTE CNT DA LÍBIA
ITÁLIA PROCURA VENDER DÍVIDA À CHINA
Rebeldes com novo amigo
Mais um europeu à venda
República Popular da China reconheceu ontem o Conselho Nacional de Transição da Líbia como a autoridade governante do povo líbio, revela um comunicado do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros publicado na sua página oficial. “A China respeita a escolha do povo líbio e atribui uma grande importância a esta situação e à actuação do Conselho Nacional de Transição com quem mantém um estreito contacto”, salienta o comunicado. De acordo com o mesmo texto, a China irá trabalhar com o Conselho para atingir uma “transição progressiva e estável que desenvolva as relações bilaterais entre ambos os países”, e espera que o país africano “cumpra os acordos estabelecidos anteriormente”. O Conselho Nacional de Transição, refere também a nota oficial, mostrou-se “satisfeito” com a decisão de Pequim dado que “valoriza a importância da China e o seu papel inter-
nacional” e assegurou a vigência dos acordos assinados entre os dois países. A declaração tem lugar uma semana depois da China, um país tradicionalmente aliado de Muammar Kadhafi, ter assegurado que reconheceria os novos dirigentes líbios “no devido tempo” apesar de salientarem manter relações abertas com a instituição que representa os rebeldes líbios. Antes do conflito ter despertado na Líbia, a China comprava 11 por cento da produção de petróleo do país, equivalente a cerca de 1,5 milhões de barris diários de crude ou a três por cento das necessidades da China, o segundo maior consumidor mundial de petróleo. Pequim mantinha ainda na Líbia meia centena de projectos de energia, telecomunicações e infra-estruturas avaliados em 13.000 milhões de euros e nos quais estavam a trabalhar 35 mil cidadãos chineses, evacuados em Fevereiro, após o início da rebelião.
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Itália está a tentar obter investimento chinês para contornar a crise da dívida. O Governo italiano pretende que os investidores chineses comprem quantidades “significativas” de obrigações de Itália, numa altura em que o país continua a caminhar para o centro da crise da dívida. O Executivo de Sílvio Berlusconi pretende ainda que os chineses façam investimentos em empresas italianas consideradas estratégicas. A notícia é avançada pelo “Financial Times”, que indica que
o “chairman” da China Investment Corporation esteve em Roma na semana passada, onde falou com o ministro das Finanças de Itália, Guilio Tremonti. Por sua vez, de acordo com a mesma fonte, as autoridades italianas estiveram em conversações com a gestora responsável pelas reservas da China em moeda estrangeira. Da mesma forma, o director do Tesouro de Itália terá estado em Pequim no mês passado, onde procurou investidores chineses. Neste momento, os investidores estão a
penalizar as obrigações de Itália no mercado da dívida. No final do ano passado, antes de Portugal pedir o resgate financeiro, Teixeira dos Santos esteve em Pequim e indicou que a China apoiava e iria continuar a apoiar Portugal. Segundo o anterior ministro português das Finanças, foi dado um “grande salto em frente no reforço” das relações sino-portuguesas. A especulação na época é que Portugal estaria a tentar obter financiamento através da compra de obrigações.
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POLÍTICA
Lei de Imprensa | Executivo já escolheu a empresa responsável pela auscultação
“Nós queremos é ouvir os cidadãos” A posição do Executivo não muda. A população vai ser mesmo auscultada no que diz respeito à revisão das Leis de Imprensa e de Radiodifusão e já há empresa para analisar as opiniões. O processo vai ser levado a cabo pela ERS – Soluções Macau, e vai custar 3,5 milhões de patacas Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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HAMA-SE “Sondagem Deliberativa” e vai ser o método que a ERS – Soluções Macau vai aplicar na primeira fase de revisão das Leis de Imprensa e de Radiodifusão. A empresa liderada por Angus Cheong, académico da Universidade de Macau (UMAC), ganhou o concurso de adjudicação de análise da opinião pública sobre o projecto de revisão das duas leis, em vigor desde os anos 80. Ainda sem se saberem as perguntas concretas a colocar, sem agenda e sem se saberem quais as revisões necessárias das leis, o Executivo tem apenas uma certeza: quer ouvir a população. “A liberdade de imprensa envolve toda a população, é o pilar de uma sociedade democrática. Nós queremos é ouvir o que os cidadãos têm a dizer sobre isso”, frisou Victor Chan, director do Gabinete de Comunicação Social (GCS). Já Angus Cheong e James Fishkin, este último director do Centro para a Democracia Deliberativa e criador deste tipo de sondagem deliberativa, afirmam que é valioso ouvir os cidadãos, ainda que haja desafios em tornar o assunto da revisão de duas leis profissionais em algo do conhecimento do público. “Temos que dar oportunidade ao público para se manifestar”, ressalvou Angus Cheong. A “Sondagem Deliberativa” utiliza um mecanismo moroso mas que permite, segundo o seu criador James Fishkin, “resultados mais representativos da sociedade”. A primeira fase é ouvir a opinião pública de uma forma abrangente sobre a matéria. De seguida, são seleccionados de forma aleatória 2000 cidadãos para responder ao inquérito e, desses, são escolhidos
200 a 300 pessoas para participarem em pequenos grupos de discussão sobre a matéria, a chamada sondagem deliberativa geral, onde os participantes têm uma maior informação sobre o assunto e trocam pontos de vista. Os profissionais dos órgãos de comunicação
social são, posteriormente, ouvidos através de uma outra sondagem. Cabe à equipa de especialistas compilar os resultados e elaborar um relatório. Até Agosto de 2012, os membros da empresa têm de dar a conhecer as conclusões de ambos os inquéritos – mais genérico e mais profissional. Aí, pode então conhecer-se as necessidades de revisão ou não das leis. “Este sistema é plausível desde que o caso em estudo seja uma política pública e as leis [de Imprensa e de Radiodifusão] afectam o público”, defendeu James Fishkin. Para Zhao Xinshu, director da Faculdade de Comunicação da Universidade Baptista de Hong Kong e integrante da equipa da ERS
Macau, a revisão das leis não passa por um assunto técnico, mas social. Se para o Governo este é o método que vai trazer mais transparência e dar mais oportunidade para ouvir a população, para os jornalistas e profissionais da comunicação social há outras necessidades que se levantam e que passam, por exemplo, por saber à priori quais as revisões necessárias nas Leis. O Executivo afirma não ter nem qualquer posição sobre a revisão, admitindo mesmo a possibilidade de as leis não serem revistas caso as conclusões dos inquéritos assim o sugiram, nem pressa. O processo pode durar até três anos. “o Governo vai respeitar a opinião da sociedade, se esta de-
fender a necessidade de um debate mais a fundo e prolongado sobre a matéria”, frisa a Administração em comunicado.
PROFISSIONAIS COM DÚVIDAS
Em Março, numa sessão de trabalhos apresentada por Victor Chan, à imprensa, os jornalistas presentes fizeram uso de citações da Lei de Imprensa em vigor para evidenciar que é escusado ouvir a população em geral. Para os profissionais da área, existem apenas dois pontos de interesse comum: a liberdade de imprensa e o direito de resposta do cidadão. Estes destacam-se entre os muitos outros que se debruçam na especificidade da profissão, como por exemplo, “os estatutos do jornalista”, código deontológico profissional e os “exercícios e funções do jornalista”. A questão mais debatida está à volta da necessidade de ter que se fazer uma auscultação pública, quando estas são revisões legislativas de uma determinada classe profissional, à qual tais artigos dizem respeito. A ideia não agrada aos profissionais do sector, que consideram que a participação tão alargada numa discussão de teor profissional não pode ajudar em muito a necessidade de revisão das leis. Ainda assim, o Governo vai avançar. Entre Março e Maio, foram duas as empresas candidatas à análise das opiniões – a ERS Macau e a Universidade de Macau -, acabando por ser a primeira a vencer a adjudicação, tendo em conta “os graus académicos dos membros da equipa, experiência internacional e profissional, o modelo de análise e os custos”. Victor Chan assegura que este é um “modelo de vanguarda, que vai permitir ainda mais a participação do público”. A ERS – Soluções Macau é composta por um norte-americano, um português, um cidadão de Macau e outro da RAEHK. No total, os serviços da empresa vão custar ao Executivo 3,5 milhões de patacas e têm prazo de um ano. O debate público vai avançar, ainda que os profissionais possam também ser ouvidos. Resta saber quais serão os temas do questionário, uma vez que são desconhecidos a posição do Governo em relação à necessidade de revisão e o tipo de perguntas que se deverão colocar, e se as opiniões dos profissionais terão um peso superior às opiniões dos cidadãos.
INTERIOR DA CHINA E RAEM ESTREITAM RELAÇÕES ATRAVÉS DE SEMINÁRIO
Os governos da RAEM e do Interior da China organizam na próxima semana no território um seminário sobre a “Promoção da Cidade-Modelo no âmbito do Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre o Interior da China e Macau” (mais conhecido como CEPA). O evento tem como objectivo proporcionar uma plataforma de ligação que permita a comunicação directa entre as empresas das duas partes. A ideia é também aprofundar as trocas comerciais entre as cidades-modelo e Macau e a viabilização da cooperação no âmbito do CEPA, em geral.
Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
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S sepulturas continuam na agenda de Macau. Os deputados da Assembleia Legislativa (AL) José Pereira Coutinho e Ng Kuok Cheong pedem responsabilização e uma investigação mais profunda. Tudo em prol da credibilidade do Governo. O Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, já nomeou funcionários de campo para acompanhar a situação e o Instituto para o Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) também já criou grupos de análise de modo a promover a melhoria da legislação “Regulamento de Administração, Funcionamento e Fiscalização dos Cemitérios”. Com esta iniciativa o IACM, em declarações do seu presidente Tam Vai Man, pretende, a longo prazo, analisar “informações e rever todos os processos” por forma a saber se os candidatos às sepulturas cumprem a legislação. O IACM estabelecerá, por sugestão, propostas que serão submetidas à aprovação do Chefe do Executivo, a quem caberá a aprovação do uso temporário das sepulturas.
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Uma questão de credibilidade campas, uma das quais de uma secretária de Florinda Chan, contudo a secretária já o negou”, atirou. Pereira Coutinho fala de responsabilização, “ou da falta dela”, neste caso em particular em que, a determinada altura, até ficou proibido de falar na AL. “Fiquei proibido mas agora não vou perder a oportunidade de falar. Florinda Chan não pode fugir à sua responsabilidade política e tem de pedir a sua demissão por ser a única responsável. Só em Macau é que não se responsabiliza as pessoas. Na China ocorreu um naufrágio onde morreram pessoas e os responsáveis já se demitiram. Aqui nada
acontece. E há uma situação. O Governo tem de devolver o dinheiro às pessoas”, afirmou o deputado.
UM MAR DE IRREGULARIDADES
Ng Kuok Cheong, numa sua interpelação escrita enviada ao Governo ontem, afirmou que existem “muitas irregularidades” em todo o processo de concessão das sepulturas e lembrou que Florinda Chan tinha a faca e o queijo na mão para decidir responsavelmente sobre as decisões certas. Contudo, também o Chefe do Executivo é visado no documento do democrata. “Chui Sai On ainda não
estabeleceu uma comissão que faça um inquérito para prestação das contas à população bem como não exigiu a Florinda Chan que assuma as suas responsabilidades, o que prejudica seriamente a credibilidade e transparência do Executivo”, afirmou Ng. O deputado vai mais longe e questionou a “plena compreensão” de Chui Sai On em relação ao que saiu publicado no relatório do CCAC. “Florinda Chan está conotada com abuso de poder e está ligada á questão das sepulturas, por isso não compreendo como é que possa ter sido nomeada sendo parte envolvida”, atacou.
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO PARA EMPREITADA DE “CONSTRUÇÃO DO SEGMENTO DO CENTRO DA TAIPA DA 1.ª FASE DO SISTEMA DE METRO LIGEIRO-C350” 1. 2. 3. 4. 5.
ministração e Justiça. “As actas camarárias são todas homologadas pela tutela e o [José Luís] Sales Marques
já declarou ao Comissariado contra a Corrupção (CCAC) que deu conhecimento à tutela da venda das dez
LAU CHEOK VA | JOVENS TÊM DE TER MAIS SENTIDO COMUNITÁRIO
O futuro da política O
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Polémica das sepulturas arrasta-se sem fim à vista
RESPONSABILIZAÇÃO OU “FALTA DELA”
Para o deputado José Pereira Coutinho, a questão terá de ser bem investigada uma vez que o assessor jurídico de Florinda Chan parece não se entender com a secretária para a Ad-
QUARTA-FEIRA 14.9.2011
S jovens devem procurar o seu espaço na comunidade com uma real preocupação pelos sentimentos do público e vontade de servir o colectivo, defendeu Lau Cheok Va, presidente da Assembleia Legislativa (AL), num discurso sobre relações entre administração e legislação, proferido no âmbito do IV Programa de Formação de Capacidades Políticas para a Juventude. Lau Cheok Va contou a sua própria experiência no campo político e incentivou os jovens participantes a se imbuírem de sentido comunitário de forma
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a tomarem o “pulso do tempo” e tornarem-se pessoas bem preparadas para agir no cenário político do futuro. O presidente da AL fez uma introdução sobre a evolução das instituições políticas e as mudanças na legislação ao longo dos últimos 400 anos em Macau, com a implementação do “Um País, Dois Sistemas” e da Lei Básica, de forma a encorajar os jovens a alcançarem um conhecimento abrangente do processo de estabelecimento da actual legislatura, e dos sistemas eleitoral e legislativo. - V.L.
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Entidade que põe a obra a concurso: Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes. Modalidade de concurso: concurso público. Local de execução da obra: Desde a saída na Taipa da Ponte de Sai Van até à Rua do Pai Kok (incluindo faixa separadora central e vias adjacentes na zona que engloba a Avenida dos Jogos da Ásia Oriental, a Rua dos Jogos da Ásia Oriental, a Estrada do Governador Albano de Oliveira, a Avenida do Estádio e a Estrada da Baía de Nossa Senhora da Esperança). Objecto da Empreitada: construção de viadutos e estações para o metro ligeiro. Prazo de construção: o prazo máximo de construção é de 1158 (mil, cento e cinquenta e oito) dias de calendário, respeitando as datas chaves (parcelares vinculativas), permitindo acesso ao Estaleiro por parte de outros Empreiteiros, nas condições estabelecidas no artigo 14 das Cláusulas Complementares do Caderno de Encargos. Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no programa do concurso. Tipo de empreitada: a empreitada é por série de preços. Caução provisória: é de $7.500.000,00 (sete milhões, quinhentas mil patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária ou segurocaução aprovado nos termos legais. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). Preço base: não há. Condições de admissão: • Serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na DSSOPT para execução de obras, bem como as que à data do concurso tenham requerido a sua inscrição ou renovação, neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição ou renovação. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: sede do Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes, sita na Rua Dr. Pedro José Lobo nº 1-3, Ed. Banco Luso Internacional, 26º andar. Dia e hora limite: dia 14de Novembro de 2011, (segunda - feira), até às 17:00 horas. Local, dia e hora do acto público: Local: Sala de reunião do Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes, sita na Rua Dr. Pedro José Lobo nº 1-3, Ed. Banco Luso Internacional, 11º andar. Dia e hora: dia 15 de Novembro de 2011, (terça - feira), pelas 9:30 horas. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 80.º do DecretoLei n.º 74/99/M e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. Local, hora e preço para obtenção da cópia e exame do processo: Local: sede do Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes, sita na Rua Dr. Pedro José Lobo nº 1-3, Ed. Banco Luso Internacional, 26º andar. Hora: horário de expediente; Preço: $ 12, 000.00 (doze mil patacas). Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: -
Preço razoável
55%
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Integridade e honestidade
4%
- -
Plano de trabalhos Experiência e qualidade em obras
15% 26%
16. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer na sede do GIT, situada na Rua Dr. Pedro José Lobo nº 1-3, Ed. Banco Luso Internacional, 26º andar, GIT, Macau, a partir de 14 de Setembro de 2011, inclusive, e até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes, aos 8 de Setembro de 2011. O Coordenador Lei Chan Tong
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SOCIEDADE
Concessão de terreno no Cotai com duas versões diferentes
Wynn diz que sim, Governo não Lia Coelho
lia.coelho@hojemacau.com.mo
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Wynn Resorts anunciou publicamente esta semana que tinha aceite os termos e as condições do Governo de Macau para a concessão de um terreno de 20,6 hectares nos aterros entre as ilhas da Taipa e Coloane. Mas o Governo afirma que o processo está ainda a ser apreciado e que não tem nenhuma resposta sobre o pedido de concessão para o Cotai. Em comunicação ao mercado de capitais, o operador de jogo norte-americano afirma que vai pagar cerca de 1.550 milhões de patacas pela concessão do terreno inicialmente por 25 anos, podendo ser renovado por períodos de tempo adicionais de cinco anos. A operadora afirma que após a publicação em Boletim Oficial, que deve acontecer dentro de 15 dias, a Wynn Resots tem também cinco anos para desenvolver os projectos para o lote, situado nas
de jogo, com 500 mesas, e zonas de comércio, entretenimento, convenções e exposições. Aceite pela Wynn Resorts, mas em fase de apreciação no Governo, as informações diferem. Segundo comunicado da Direcção dos Ser-
viços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), o pedido de concessão do terreno que foi feito pelo operador “está no momento a ser apreciado e a Administração ainda não tomou uma decisão final”. O Hoje Macau contactou a
CAÇA A MOTORISTAS AFECTA AGÊNCIAS DE VIAGENS
SIDA | MAIS DE UMA DEZENA DE CASOS EM SEIS MESES
Fuga em massa
Seringas partilhadas fatais
Virginia Leung
virginia.leung@hojemacau.com.mo
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imediações do Aeroporto Internacional da cidade. A empresa de Steve Wynn pretende gastar cerca de 2,5 milhões de dólares americanos na construção de espaços hoteleiros de cinco estrelas com 1500 quatros, áreas
Wynn Resorts para saber mais sobre a questão, mas não foram revelados pormenores, tendo sido remetido para o site da empresa. A justificação diz que houve um erro de tradução da versão chinesa. Contudo, refere-se apenas à dimensão do lote (20,6 hectares) e que os restantes dados da versão inglesa não merecem modificações. Na edição de ontem do “South China Morning Post”, a notícia segue a afirmação do operador de jogo, que espera pela aprovação desde 2005. Segundo os especialistas, caso a licença de concessão tenha sido dada, pode vir a beneficiar os concorrentes, tais como a SJM e o MGM, que também esperam por uma autorização por parte do Executivo de Macau. O último casino a receber aprovação formal foi o Sands China no mês de Maio. Mas é desde 2007 que tem em construção o hotel Sheraton. Em Dezembro do ano passado a mesma operadora viu um pedido de edificação de um casino no Cotai ser rejeitado pelo Governo. De referir que a empresa já gastou 102,4 milhões de dólares americanos em trabalhos de pré-construção. Os analistas esperam que a concessão de terras, signifique que a empresa abra os espaços projectados em 2015, seguido pela SJM e pelo MGM.
ARA conseguirem fazer face à falta de motoristas de veículos pesados de passageiros que há em Macau, as empresas com capacidade financeira para tal estão a apostar na caça a esses profissionais, disparando com uma munição que se tem mostrado eficaz: a oferta de salários melhores. Algumas agências de turismo queixam-se de estarem a perder os seus condutores de autocarros turísticos. Agências turísticas queixam-se de estarem a sofrer com aquilo a que chamam de “caça de cabeças com altos salários” e falam mesmo numa debandada dos motoristas de autocarros turísticos nos últimos meses. Os responsáveis das
agências esperam que o Governo possa dar uma ajuda, reforçando a formação de novos condutores. A situação é mais sentida pelas pequenas e médias agências de turismo, sem capacidade para competir pela mão-de-obra com as grandes companhias de autocarros. Embora o trabalho de conduzir um autocarro turístico seja relativamente mais fácil e descontraído do que o serviço dos autocarros públicos, o salário é comparativamente mais reduzido. Por isso, muitos têm optado por ir ganhar mais a trabalhar para os transportes públicos com a consequência natural: actualmente, estima-se, existe uma carência de 100 motoristas na indústria do turismo. Uma agência de turismo
revelou ter ao seu serviço 30 motoristas mas, só no último mês, terá perdido oito. Para minimizar ao máximo a situação de ter viaturas paradas, a agência tem-se visto obrigada, alegadamente, a fazer com que os seus condutores trabalhem horas extraordinárias, com prejuízo do seu tempo de descanso e os consequentes riscos que o cansaço acumulado por provocar para a segurança pública. Nas férias de Verão, referiu o responsável da agência, normalmente os motoristas de autocarros turísticos que “trabalham mais ganham mais”, o que até terá refreado um pouco aquela que seria a debandada noutro contexto. No entanto, com o aproximar da época baixa, teme-se que a situação possa agravar-se.
Joana Freitas
Joana.freitas@hojemacau.com.mo
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Á 11 novos casos de Sida em Macau, contabilizados nos primeiros seis meses do ano. A maioria dos casos de infecção resulta por via de injecção de drogas intravenosas, seguida da transmissão via heterossexual. Passam assim para 465 os residentes portadores do vírus, desde 1986, com as mulheres a liderar a lista dos infectados – 250 são portadoras do sexo feminino, enquanto 215 são homens. Já nos novos infectados, a taxa de incidência afecta mais o sexo masculino – sete casos, contra quatro do sexo feminino. Destes, cinco não são locais. De acordo com os dados dos Serviços de Saúde (SS),
37% das novas infecções devem-se a transmissões via drogas injectáveis, com quatro casos. Três são devido a sexo sem protecção entre heterossexuais, uma transmissão via homossexual e, noutros três casos, não foi possível apurar a origem da transmissão. Chan Wai Sin, subdirector dos SS, disse à rádio que Macau continua a ser uma região com “baixa taxa de prevalência de casos de SIDA”, mas disse querer promover tanto o sexo seguro, como os programas de metadona, para acabar com a partilha de seringas. “Estamos a trabalhar junto dos toxicodependentes para que estes abandonem as drogas, mas também queremos investir na prevenção e aumentar a informação sobre a ma-
téria”, frisou ao canal de televisão TDM. Os primeiros casos de SIDA apareceram em Macau em 1986 e, desde aí, não chegam ainda aos 500 os casos de infectados. A principal via de transmissão, no geral, é o sexo heterossexual, seguido de 67 casos devido ao consumo de drogas intravenosas. Por transmissão materna houve, até agora, um caso, registado em 1999. Os números têm demonstrado uma descida, com 1993 sendo o ano com mais casos – 37 – e 2010 a registar 27. O contacto com as organizações não governamentais que contactem com mais proximidade com os trabalhadores do sexo é outra das apostas dos SS. Na China, o número de infectados ronda os 740 mil.
BARRACA ILEGAL EM COLOANE DEMOLIDA
Depois de vários avisos sem resposta do Instituto de Habitação (IH) para demolir a parte ilegal de ampliação de uma barraca situada na Estrada de Lai Chi Van, em Coloane, as Equipas e Controlo das Barracas procederam à demolição e desocupação da construção. Depois de uma primeira inspecção, em Maio passado, o IH verificou que a edificação não cumpria os termos legais em termos de construção. Os utilizadores teriam efectuado obras ilegais de ampliação. O instituto apelou então que fosse cumprida a lei e que as partes não autorizadas fossem demolidas e desocupadas, no prazo indicado. Numa segunda averiguação em Agosto, nada tinha sido feito. Assim, as entidades responsáveis deram início à demolição do prédio e à cobrança das despesas relativas às operações.
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Macau abre curso sobre saúde pública para os países de língua portuguesa
Aprender com as experiências dos outros Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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ORTUGAL, Timor-Leste, Angola, Moçambique, Brasil, Guiné-Bissau e Cabo-Verde estão na RAEM para participar no 1.º Curso de Gestão de Saneamento e Saúde Pública dos Países de Língua Portuguesa. Durante seis dias, que terminam no sábado, mais de duas dezenas de profissionais da área da saúde dos países participantes vão ter a oportunidade de trocar experiências e conhecer os hospitais da região do Delta do Rio das Pérolas, naquela que foi uma actividade organizada pelo Centro de Formação do Fórum Macau e pela Universidade de Macau. “Na RAEM, podem verificar que as exigências de controlo do saneamento e da saúde pública correspondem aos critérios e normas internacionais”, disse Rita Santos, secretária-geral adjunta do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O curso tem como objectivo partilhar algumas das experiências do território, essencialmente no que toca às doenças infecciosas. “Nós viemos do Brasil a acreditar na evolução do saneamento e da saúde pública de Macau. É uma experiência vitoriosa que podemos juntar às experiências do Brasil para chegar a essa evolução”, frisou Eric
Vacarezza, representante dos participantes do curso. Eric Vacarezza acredita que o saneamento básico de Macau é o ponto onde os participantes do Brasil se podem focar, já que mesmo com o crescimento da RAEM, o território consegue controlar as epidemias típicas destas regiões. “Hoje, nós [Brasil] temos um problema com a dengue, uma doença típica dos países tropicais. A doença alastrou-se no país e estamos a ter uma dificuldade muito grande [em combatê-la] por conta de um saneamento que se está a reestruturar”, explicou o representante dos participantes do curso. Em Macau e em Zhuhai, os formandos vão poder assistir a palestras temáticas e fazer visitas in loco às instituições de saúde. Na lista dos hospitais a visitar estão o Kiang Wu, na RAEM, e o quinto hospital filiado à Universidade de Sun Yat Sem, em Zhuhai. Encarregues das palestras estão peritos da Universidade de Pequim, entre outras, e do Ministério de Saúde da China. Chang Hexi, secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum acredita que esta pode ser uma cooperação produtiva na área da saúde pública e no combate a doenças como a malária, SIDA e tubercolose. Para o responsável, a China tem, em muito, como ajudar os países de língua portuguesa. “Wen
Jiabao [primeiro-ministro chinês] declarou (…) que iria fornecer equipamento médico e aparelhos no valor de 10 milhões de yuan a cada país participante da Ásia e África no Fórum de Macau. A China tem enviado repetidamente equipas médicas [a esses países], de forma a ajudar a que eles melhorem o nível de saneamento local, apoiando Angola, Moçambique e Guiné-Bissau a estabelecerem centros de prevenção e tratamento da malária”, ressalvou Chang Hexi. Macau estabeleceu com Hong Kong e com o interior da China um protocolo de contigência da saúde pública, que obriga às regiões a comunicar atempadamente situações de doenças contagiosas ou intoxicações alimentares. O objectivo do curso é que os sete países participantes possam aprender estas técnicas de gestão na área da saúde. “Os desafios que Macau passou ajudam a compreender os desafios [destes países]”, salientou Eric Vacarezza. Para Rita Santos, Macau é o lugar certo para este tipo de actividade, não só pela capacidade de juntar os países de língua portuguesa e os manter em contacto com a China, mas também para que o próprio território possa aprender. “Este curso foi a pedido dos países de língua portuguesa, porque eles verificaram que Macau, embora seja uma cidade pequena e com tão elevado
número de turistas, consegue manter-se o controlo de algumas doenças infecciosas, como a dengue, que conseguimos controlar também na altura mais crítica. Mas a troca de experiências PUB
é muito importante, por exemplo a África tem a sua especificdade do ambiente e pode ser que existam outros tipos de doenças que nós aqui desconhecemos”, frisou Rita Santos.
Portugal está representado por duas responsáveis da área do ambiente e marca a presença sendo um dos países com técnicas mais avançadas no controlo das doenças infecciosas.
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vida
PORTUGAL C
O Tribunal de Justiça da e industriais em vários po da ilha de Porto Santo”. provenientes de aglomer
Plano de Protecção Ambiental com três candidaturas no primeiro dia
500 mil patacas para ser amigo do ambien Joana Freitas
Joana.freitas@hojemacau.com.mo
N
ÃO se pode prever quantas serão, mas há já três empresas candidatas ao Plano de Apoio à Aquisição de Produtos e Equipamentos para a Protecção Ambiental do Fundo para a Protecção Ambiental e Conservação Energética. A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) tem, para já, um orçamento de 200 milhões de patacas para incentivar as empresas na compra de equipamentos que evitem ou diminuam a poluição. As empresas que reúnam
FRANÇA QUER UMA ORGANIZAÇÃO
CIENTISTAS DESCOBREM CRISTAIS GIGANTES QUE CRESCEM VAGAROSAMENTE
Hora da un
Um fio de cabelo por século O
crescimento dos gigantescos cristais da gruta de Naica, no México, era tão lento que era quase impossível medir. Agora, uma equipa internacional de cientistas usou um microscópio especial e concluiu que estes cristais crescem à razão de um fio de cabelo por século. A investigação, publicada na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, concluiu que os cristais da gruta no estado mexicano de Chihuahua, hoje com cerca de onze metros de comprimento, estão a crescer há um milhão de anos. O seu crescimento equivale à grossura de um fio de cabelo por cada cem anos. Os cientistas coordenados pelo CSIC (Conselho Superior de Investigações Científicas) acreditam ter detectado o cristal com o ritmo de crescimento mais lento até agora conhecido, escrevem em comunicado. “O crescimento destas formações é tão lento que até agora era quase impossível de medir”, comentou Juan Manuel García Ruiz, do Instituto andaluz de Ciências da Terra e investigador do CSIC. “Neste estudo conseguimos fazê-lo, graças a um microscópio especial que concebemos em colaboração com um grupo de investigadores da Universidade de Sendai, no Japão”, acrescentou. Durante este trabalho, os investigadores analisaram a reacção dos cristais às águas subterrâneas das minas de Naica,
que inundaram a Gruta dos Cristais durante todo o processo de crescimento e permitiram a formação de enormes selenites, nome que se dá a estas estruturas de cristais. “As minas de Naica são ricas em prata, chumbo e zinco e por isso estão a ser exploradas. Por isso já não havia água na gruta e os cristais pararam de crescer. Mas se algum dia, quando deixarem de
bombear a água para o exterior, a água regressar àquela gruta, os cristais, que já são dos maiores do mundo, continuarão a crescer”, acrescentou o investigador. A Gruta dos Cristais de Naica, com 35 metros de largura por 20 de comprimento e uma altura média de oito metros, foi descoberta em 2000 durante os trabalhos de perfuração da mina.
as condições – que passam pela aquisição de aparelhos certificados – podem candidatar-se para que lhes seja pago 80% das despesas, sendo o total de atribuição por requerente de 500 mil patacas. Incentivar as empresas a proteger o ambiente, “sejam elas grandes ou pequenas”, é o objectivo. Segundo Cheong Sio Kei, director da DSPA, “cada empresa tem de assumir a sua responsabilidade e obrigação na execução da política de protecção ambiental”. Numa sessão de esclarecimento sobre o plano de apoio, que contou com representantes de associa-
A
Conferência das Nações Unidas Rio+20, que marcará em Junho de 2012 os 20 anos da Cimeira da Terra de 1992, é a ocasião ideal para criar uma Organização Mundial para o Ambiente, defende a ministra francesa da Ecologia. “Já é altura de tirar ilações sobre as insuficiências do sistema actual, criando uma voz mundial forte para o Ambiente”, disse Nathalie Kosciusko-Morizet, na passada sexta-feira. Em
Planeta em números
62,2%
dos quase 720 área desflores pela pecuária Nacional de P grandes empr na criação do
CONDENADO POR FALHAS NO TRATAMENTO DE ÁGUAS
União Europeia condenou Portugal ao “pagamento nas despesas” de um processo pelo não cumprimento de obrigações no tratamento e descargas de águas residuais urbanas ontos do país. O processo diz respeito a várias situações de incumprimento, como a de “identificar como zonas menos sensíveis todas as águas costeiras da ilha da Madeira e Ainda na região autónoma, Portugal não cumpriu a legislação europeia “ao sujeitar a um tratamento menos rigoroso que o tratamento secundário as águas residuais urbanas rações com um equivalente de população superior a 10 mil, como as aglomerações do Funchal e de Câmara de Lobos, e descarregadas nas águas costeiras da ilha da Madeira”.
nte ções e sectores comerciais, o responsável disse que a entidade “não vai ser muito rígida nos critérios que dizem respeito aos equipamentos” a adquirir, justificando a decisão devido a existirem actualmente normas internacionais. “A maioria que é vendida no mercado já tem certificação internacional”, frisou o director. Além dos três candidatos, a DSPA recebeu “centenas de pedidos de esclarecimento sobre as formalidades a seguir para a obtenção do apoio”, disse Cheong Sio Kei. Em Agosto foi aprovado o Fundo e este é o primeiro plano de apoio financeiro.
O financiamento, que começou na segunda-feira e vai até Dezembro de 2012, pode ser reforçado se, após reavaliação da situação, o secretário para as Obras Públicas e Transportes, Lau Si Io, considerar necessário mais investimento. “Vamos analisar as circunstâncias. Se até 2012 tivermos atribuído mais de 100 milhões de patacas, podemos acrescentar mais 100 milhões para o orçamento do ano de 2013, como forma de prolongarmos este plano”, explicou o director da DSPA. A maiores queixas relacionadas com o ambiente chegam devido aos fumos oleosos provenientes dos restaurantes e são esses que se espera serem os mais interessados na compra de equipamentos. Cada requerente só pode pedir o apoio financeiro uma vez por ano e cabe à DSPA a fiscalização na utilização dos aparelhos.
MUNDIAL PARA O AMBIENTE EM 2012
união global
0 mil quilómetros quadrados de stada na Amazónia foi ocupada a. Segundo um estudo do Instituto Pesquisas Espaciais do Brasil, resários do sector do gado vêem os pastos riqueza garantida.
comunicado, a ministra reafirmou o apoio da França à criação de uma tal organização. Actualmente, a pasta do Ambiente nas Nações Unidas está a cargo do PNUA (Programa das Nações Unidas para o Ambiente). A conferência que vai celebrar os 20 anos da Cimeira do Rio, prevista decorrer de 4 a 6 de Junho de 2012 naquela cidade brasileira, “é uma ocasião única para conseguirmos uma reforma simples, eficaz, pragmática e, ao mesmo tempo, ambiciosa, da governância internacional para o Ambiente”, acrescentou. A conferência de Junho de 2012 vai fazer o balanço das medidas implementadas há 20 anos, nas áreas da segurança alimentar, acesso à água potável, energia, biodiversidade, clima, entre outras. Além disso, deverão ser traçadas novas directrizes.
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GOOGLE REVELA QUE EMITE 1,5 MILHÕES DE TONELADAS DE CO2 POR ANO
Surfar na Internet também polui P
ELAprimeira vez, o Google revelou a sua pegada carbónica. O gigante da Internet emite, por ano, o equivalente a 1,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). Com estes 1,5 milhões de toneladas de CO2, o Google emite anualmente mais do que o Laos, por exemplo. Portugal emitiu o equivalente a 75 milhões de CO2 em 2009, o ano com dados mais recentes. De acordo com as contas do Google, no total, um utilizador padrão gera anualmente o equivalente a 1,46 quilos de CO2 ao consumir os seus vários serviços. Segundo o gigante tecnológico, com sede na Califórnia e que emprega em todo o
mundo 29 mil funcionários, os escritórios da empresa aderiram aos painéis solares nos telhados ou a programas de utilização da bicicleta para ajudar a retirar automóveis das estradas. Além disso, o Google tem apostado na eficiência energética e nas energias renováveis, especialmente eólica e solar. Em 2010, o consumo de energia da empresa foi suprido em 19% por renováveis. Este ano, o Google espera atingir os 25%. Ainda assim, o total da sua pegada carbónica tem continuado a aumentar, um sinal, diz a empresa, do aumento do número de utilizadores. Na verdade, o aumento
da actividade online nos últimos anos tem feito com que a Internet se tenha tornado um significativo consumidor de energia. No ano passado, um
relatório da Gartner – uma empresa de consultoria na área da tecnologia – estimou essa pegada em cerca de 300 milhões de toneladas de CO2 por ano. “Temos visto muita liderança do Google em termos de sustentabilidade, mas não em termos de transparência”, comentou ao “The Guardian” Gary Cook, analista da organização Greenpeace Internacional. “É bom vê-los, finalmente, a apresentar a sua pegada carbónica, para que se possa começar um debate a sério sobre o consumo de energia pelos serviços online”, acrescentou. Mas agora “precisamos de ver outros a fazer o mesmo”, disse Cook.
Click ecológico
ARTISTA REPRODUZ OBRA DE DA VINCI NO GELO DO ÁRCTICO • O artista Johan Quigley reproduziu no gelo árctico o desenho do “Homem Vitruviano”, um estudo do corpo humano feito por Leonardo da Vinci. A iniciativa partiu do Greenpeace como forma de chamar a atenção pública para o degelo na região, provocado pelo aquecimento global. O volume do gelo já é o mais baixo registado na história. Segundo dados da Universidade de Washington (EUA), em Julho de 2011, ficou 51% menor do que a média e 62% menor do que a máxima, estimada para 1979.
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CULTURA Lisboa recebe semana dedicada ao território na próxima semana
Atrium Macau Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
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ASTRONOMIA, património, música e feng shui. Estas e outras coisas podem ser vistas, ouvidas e faladas de 19 a 23 de Setembro no centro comercialAtrium Saldanha, em Lisboa, durante a Semana de Macau. “Esta iniciativa vem na sequência daquelas que fizemos no Centro Comercial Colombo no ano passado, e no Seixal há dois meses. Contudo, a mostra não é para ficar itinerante”, referiu o assessor do Turismo de Macau em Portugal, Fernando Borges. A iniciativa “Venha Sentir Macau no Atrium Saldanha” partiu da empresa que gere o Atrium Saldanha, a Fibeira, que contactou a Direcção dos Serviços de Turis-
mo (DST) em 2010 no sentido de mostrar o que é Macau em Lisboa. “Tudo partiu da nossa agência de comunicação, que há largos meses tem vindo a conversar com a DST no sentido de trazer Macau até Lisboa”, referiu a assessoria de imprensa da Fibeira ao Hoje Macau. Os cinco dias de apresentação do território no Atrium Saldanha serão uma oportunidade para conhecer o património cultural e artístico do território, bem como a sua gastronomia. A abertura oficial do evento terá lugar no dia 19 pelas 12h30 com a tradicional Dança do Leão pela Associação Portuguesa de Kung Fu Xuan Wu e contará com a presença do coordenador do Turismo de Macau em Portugal e Espanha, Rodolfo Faustino, e do chefe da delegação económica e
comercial de Macau em Portugal, Raimundo Rosário. Depois, ao longo dos diversos dias, ocorrerão diversas palestras temáticas do ciclo “Saberes Milenares”. As palestras, realizadas em parceria com o Instituto Macrobiótico de Portugal e a Escola Nacional de Feng Shui, terão sempre lugar às 18h30 dos dias 19, 21 e 23. O primeiro debate, moderado por Maria José Baião, apresentará o “Feng Shui para uma nova Era” PUB
REALIZADORA MOÇAMBICANA DOCUMENTA IMIGRAÇÃO CHINESA
Conflitos, discriminações e interesses A
China ainda não é um parceiro de desenvolvimento dos países africanos, afirmou à Lusa a realizadora moçambicana Yara Costa, autora de um documentário “sem preconceitos” sobre imigração chinesa em África. “A China poderia ser um óptimo parceiro económico, ajudando a resolver muitos dos problemas sérios e graves de África, mas, infelizmente, não é isso que se vê por enquanto”, defendeu a realizadora moçambicana Yara Costa. Numa entrevista à agência Lusa, Yara Costa, autora do filme “Porquê aqui? Histórias de chineses em África”, explicou os motivos que a levaram a retratar este tema em documentário, incluído no festival moçambicano Dockanema. “A ideia de África ser um destino para tantos imigrantes vindos da China era intrigante. O que se dizia sobre a nova onda
de imigração chinesa para tantos países africanos era muitas vezes baseado em preconceitos e desconhecimento total sobre estas pessoas”, declarou Yara Costa. O documentário, que relata a vivência de três imigrantes chineses em África, foi filmado em Moçambique, Lesoto e Gana. “Queria mostrar que essa imigração está a acontecer em todo o continente, seja numa pequena ilha no litoral, em uma aldeia remota de um país do interior ou em grandes capitais. Assim, a Ilha de Moçambique, Semonkong e Acra encaixaram perfeitamente”, disse. Na opinião de Yara, a mediatização do fenómeno da imigração chinesa no continente africano está relacionada com motivos de ordem política e financeira. “A presença chinesa em África veio acabar com a exclusividade e dependên-
cia das relações económicas dos governos africanos com algumas organizações financeiras internacionais, criando-se a possibilidade de escolha e mais instrumentos de negociação”, disse. Referindo-se a alguns conflitos de ordem sociocultural que tem pautado as relações dos empresários chineses com a população moçambicana, Yara Costa defendeu que na base destas problemáticas estão questões de “negligência das autoridades locais”. “Esta situação só acontece porque eles (empresários) sentem que podem ter este tipo de comportamento sem sofrerem nenhuma consequência legal”, disse. O documentário “Porquê aqui? Histórias de chineses em África” estará esta semana em exibição no festival moçambicano Dockanema, que decorre até ao dia 18 em Maputo.
com Alexandre Gama, professor e consultor da Escola Nacional de Feng Shui Além de diversas provas de degustação da gastronomia local, com destaque para um cardápio de comida macaense promovido pelo restaurante Serra da Estrela, os visitantes podem também assistir, todos os dias, a espectáculos de música tradicional chinesa que acontecerão duas vezes por dia, às 13h30 e 19h00.
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11 ESTREIA DE “DR. SUN YAT-SEN” ASSINALA 100 ANOS DA REPÚBLICA O Grande Teatro Nacional da China vai acolher no dia 30 a primeira audição mundial da ópera “Dr Sun Yat-sen”, assinalando o centenário da República chinesa. Trata-se de um co-produção com a Ópera de Hong Kong, composta por Huang Ruo, músico de 44 anos radicado nos Estados Unidos, e depois de Pequim será representada naquela antiga colónia britânica, em Cantão e outras cidades. Sun Yat-sen, que nacionalistas e comunistas consideram “o pai da China moderna”, foi o primeiro presidente da República chinesa, proclamada a 10 de Outubro de 1911. Filho de uma família camponesa nascido no sul da China, em 1867, Sun Yat-sen exerceu medicina em Macau e era um admirador da República portuguesa, proclamada em Outubro de 1910. A admiração é explicitamente manifestada numa carta que Sun Yat-sen escreveu em 1916 ao então governador de Macau, José Carlos da Maia, agradecendo a “ajuda” da administração portuguesa aos seus partidários. “Formulo ardentes votos, meu caro Governador, para que a ordem e a paz sejam rapidamente restabelecidas na China, a fim de que nós possamos, com a ajuda e o exemplo da República Portuguesa, instaurar na China os princípios e as bases de uma administração que traduza as aspirações do povo”, diz a carta.
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DESPORTO Karlberg presente no Open de Macau em golfe
Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
Rookies de olhos nos buracos
O
golfista sueco Rikard Karlberg espera engrandecer a sua temporada desportiva com um título no Open de Macau. Karlberg, rookie Asian Tour 2010, conquistou dois títulos asiáticos na sua temporada de estreia no ano passado e está determinado a tirar o máximo proveito para levar os seis milhões de patacas da competição a ter lugar no Macau Golf e Country Club, a partir de amanhã. “O meu objectivo é terminar acima da Ordem do Mérito no asiático para me dar a possibilidade de subir no ranking mundial também. No final do ano espero terminar no top-100. E, no futuro, quiçá entrar no top-50”, disse Karlberg. Karlberg ainda não garantiu o top-10 do Asian Tour deste ano, mas continua optimista de que Macau será o lugar certo para atingir as suas pretensões. “Comecei bem na Ásia e na Europa, mas agora vou concentrar-me mais
mais difíceis”, disse o golfista de 24 anos.
CONCORRENTE AO LADO
no asiático. Não joguei muito no Verão e preciso de voltar a competir. Levo tempo para aquecer”, referiu, acrescentando de seguida: “O meu jogo está a melhorar, mas
às vezes não consigo obter os resultados imediatamente. Sinto que estou a bater mais consistente, então sei que vou fazer melhor quando chegarmos aos momentos
Quem também está atento ao Open de Macau é o rookie Asian Tour deste ano, o chinês de Hong Kong Timothy Tang, que espera um golpe de sorte em Macau. “Coloquei muita pressão sobre mim e preciso de aprender a controlar o meu jogo. Ainda há muitas competições até ao final do ano e por isso preciso ter pensamento positivo. Jogar em Macau é como estar em casa”, referiu Tang. Depois de ter conseguido o seu Asian Tour Qualifying School no início deste ano com um 21.º lugar, Tang quer ver reforçada a sua boa forma. “Quero encarar esta semana como qualquer outra semana e fazer o melhor que pos-
so. Treino muito por forma a ter uma mais consistente colocação”, revelou Tang.
HOMEM DO MOMENTO
Himmat Rai é o homem do momento. Garantiu o título de turismo no Handa ISPS de Singapura na semana passada, após seis buracos no play-off. “Foi uma grande vitória. Todo o trabalho que feito nas quatro semanas antes do evento valeu a pena. Joguei muito bem e estou satisfeito”, disse Rai Macau não é novidade para o indiano, já que jogou no território em 2008 e 2009. Contudo, garante ser um melhor jogador agora e pretende lutar pelo primeiro lugar. “Não estava preparado quando joguei pela última vez em Macau. Acho que agora já estou melhor para saber onde bater a bola”, acrescentou.
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RODOLFO ÁVILA PARTICIPA NAS 12 HORAS DE SEPANG
Meio dia a todo o gás
NOTIFICAÇÃO EDITAL (Trabalho ilegal – pagamento das multas)
N.º 244/11
Considerando em revelar ser impossível notificar, nos termos do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, do artigo 68.º e do n.º 1 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, KWOK ALLEN PO CHUEN (titular do bilhete de identidade de residente permanente de Hong Kong), LI ZHUYING (titular de Salvo Conduto para Hong Kong e Macau da República Popular da China), YUAN XIUHAI (titular do passaporte de República Popular da China), TRIEU KHAC DAT (titular do passaporte da República Socialista do Vietname), ZENG ZHIQIANG (titular de Salvo Conduto para Hong Kong e Macau da República Popular da China) e CHEN WENKAI (titular do passaporte da República Popular da China), pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra forma, sobre a matéria acusada pela eventual infracção da Lei n.º 21/2009 – Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes, e para o efeito do regime de procedimento da aplicação da respectiva multa, Raimundo Vizeu Bento, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho (DIT), da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), notifica, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do CPA, os aludidos infractores, o teor da decisão sancionatória em causa, no seguinte: 1. Dado exposto por ter comprovado a acção da KWOK ALLEN PO CHUEN, LI ZHUYING , YUAN XIUHAI, TRIEU KHAC DAT, ZENG ZHIQIANG e CHEN WENKAI, bem como a culpa dos infractores, ao abrigo da alínea 1) do n.º 5 do artigo 32.º do Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes, nos mesmos termos legais da mesma lei, foram aplicadas a cada infractor, a pena de multa de MOP$ 5.000,00; 2. Informa-se ainda que, nos termos do n.º 2 do artigo 17.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 Normas de Funcionamento das Acções Inspectivas do Trabalho, conjugado com as alíneas a) e b) do n.º 2 do artigo 145.º e os artigos 149.º e 155.º do CPA, os actos administrativos em causa podem ser impugnados, no seguinte: a) Mediante reclamação para o autor do acto (Chefe do DIT), no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do dia seguinte ao da presente notificação; ou b) Mediante recurso hierárquico necessário para o superior hierárquico do autor do acto (Subdirector da DSAL), no prazo de 30 (trinta) dias, a contar do dia seguinte ao da presente notificação. Por outro lado, nos termos do n.º 4 do artigo 150.º, conjugado com o n.º 1 do artigo 156.º do CPA, o direito acima referido é exercido por meio de requerimento, no qual devem ser expostos os fundamentos (de facto e de direito), juntando os documentos considerados convenientes, não sendo o acto acima mencionado susceptível de recurso contencioso. 3. Mais ficam notificados que, nos termos do artigo 12.º do Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, e da alínea e) do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, conjugado com os n.os 1 e 2 do artigo 15.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 - Normas de Funcionamento das Acções Inspectivas do Trabalho, os aludidos infractores devem, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da publicação da presente notificação edital, comparecer na DSAL para o levantamento da guia de depósito a favor do Fundo de Segurança Social de pagamento da multa e proceder ao seu pagamento. Ficam ainda notificados que, nos 5 (cinco) dias subsequentes aos do prazo acima referido deverão entregar nestes serviços, o documento comprovativo desse pagamento, sob pena das cópias de todos os documentos acompanhadas do comprovativo de cobrança coerciva serem remetidos à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças para, ser efectuada a cobrança coerciva nos termos legais. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 8 de Setembro de 2011.
O Chefe do DIT Raimundo Vizeu Bento
O
piloto português de Macau Rodolfo Ávila vai participar este fim-de-semana na “Malaysian Merdeka Endurance Race”, prova de automobilismo com a duração de 12 horas e que se disputa anualmente no Circuito Internacional de Sepang para comemorar o aniversário da independência da Malásia. O piloto de Macau, que participa regularmente na Taça Porsche Carrera Ásia, irá nesta corrida conduzir um Volkswagen Scirocco R-Cup naquela que será a sua estreia absoluta em corridas de resistência. Ávila fará equipa com o francês Patrick Boulaud e com o italiano Davide Rizzo. “Quero agradecer ao Patrick por me ter endereçado este convite e ao Team Jebsen por me autorizar a participar na prova. Esta será a minha estreia em corridas de resistência, com um carro que guiarei pela primeira vez apenas na sexta-feira. O mais impor-
tante desta minha participação não será o resultado final, mas sim a experiência que poderei adquirir para provas futuras”, explicou o piloto da RAEM. A prova que terá mais de cinquenta viaturas à
partida e a participação de alguns ex-pilotos de Fórmula 1, terá a sua qualificação na sexta-feira. O arranque está marcado para às 12h (hora local) de sábado, terminando a corrida doze horas depois.
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Su doku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-COMA. PADRAL. 2-ACOCAR. RIBA. 3-RIL. TEM. SUB. 4-LOIREJAR. TI. 5-A. COMUNEIRO. 6-OIL. D. NNE. 7-IDEALISTA. P. 8-NI. MACAENSE. 9-DAR. III. ION. 10-EREO. ARRACA. 11-XAIMEL. USAR. VERTICAIS: 1-CARLA. INDEX. 2-OCIO. ODIARA. 3-MOLICIE. REI. 4-AC. ROLAM. OM. 5-ATEM. LAI. E. 6-PREJUDICIAL. 7-A. MAN. SAIR. 8-DR. RENTE. RU. 9-RIS. INANIAS. 10-ABUTRE. SOCA. 11-LABIO. PENAR.
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HORIZONTAIS: 1-Tome como alimento. Casta de uva preta, do Minho. 2-Amimar muito a criança (Bras.). Margem elevada do rio. 3-Rim (Ant.). Conta de existência. Inferioridade (Pref.). 4-Tornarse loiro. Que diz respeito à tua pessoa. 5-Gente do povo, comunal. 6-Dialecto que outrora se falou no norte da França. Nor-nordeste (abrev.). 7-Pessoa sectária do idealismo. 8-Níquel (s.q.). Natural de Macau. 9-Outorgar. Terceiro. O m. q. ionte. 10-De cobre. O m. q. araca. 11-O m. q. enxaimel. Trajar. VERTICAIS: 1-Nome de mulher. Catálogo dos livros condenados pela Igreja. 2-Preguiça, inacção. Desprezara. 3-Vício, moleza. Principal peça do xadrez. 4-Do corrente ano (abrev. lat.). Fazem avançar girando. Onda Média (abrev.). 5-Apertem com atilho. Pequeno poema medieval. 6-Nocivo, danoso. 7-Ilha de Inglaterra. Ir de dentro para fora. 8-Doutor (abrev.). Encostado, cerce. Ruténio (s.q.). 9-Sorris. Bagatelas. 10-Comilão (Fig.). Chinela com plantas de pau (Prov.). 11-Cada um dos bordos da boca. Causar pena ou dor.
REGRAS |
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Informação Macau Cable TV
QUARTA-FEIRA 14.9.2011 www.hojemacau.com.mo
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OPINIÃO escr i t os d e p a ssa g em Ana Paula Dias
Singapore Sling e Cuba Libre os admiráveis mundos novos A ilha da Utopia tem cinquenta e quatro cidades espaçosas e magníficas. A linguagem, os hábitos, as instituições, as leis são perfeitamente idênticas. As cinquenta e quatro cidades são edificadas sobre o mesmo plano e possuem os mesmos estabelecimentos e edifícios públicos, modificados segundo as exigências locais. A menor distância entre essas cidades é de vinte e quatro milhas, a maior é de uma jornada a pé. Todos os anos, três velhos experientes e capazes são nomeados deputados por cada cidade e se congregam em Amaurota, a fim de tratar dos negócios do país. Amaurota é a capital da ilha; a sua posição central transformou-a em ponto de reunião mais conveniente para todos os deputados. Um mínimo de vinte mil passos de terra é destinado em cada cidade à produção dos artigos de consumo e à lavoura. Em geral, a extensão do território é proporcional ao afastamento das cidades. Estas felizes cidades não procuram aumentar os limites fixados pela lei. Os habitantes vem-se mais como rendeiros do que como proprietários do solo. Thomas More, Utopia
A
viagem começou com um diálogo entre dois chineses de meia-idade ainda no aeroporto de Macau: - Do you follow me a? Encantou-me de imediato esta mistura a um tempo ingénua e harmoniosa das linguas e das suas peculiaridades, o inglês com a partícula interrogativa final do cantonês. Mais tarde, já em Singapura, um jovem chinês simpático havia de me responder a pergunta sobre a localização do Merlion: -Ah, you mean the lion a? - Yes, I meant the lion a. Em tempos Singapura parecera-me um destino exótico e inacessível e nem estou bem certa se sabia que era uma ilha, que é simultaneamente um país, melhor dito, uma cidade-estado insular. Muito menos conhecia a sua história, a sua identidade reconstruída a partir de um forte investimento na indústria, na educação e num planeamento urbano rigoroso após a independência. Nem a figura polémica de Lee Kuan Yew. Comecei a perceber que em breve visitaria a “ilha com ar condicionado”, como lhe chama Tiziano Terzani em Disse-me um adivinho, quando vim viver para o Oriente e as opiniões que ouvia sobre ela eram sempre divergentes – desde exemplo para os países asiáticos a lugar absolutamente desinteressante, havia opiniões para tudo. E gostos. Confesso que a visão desencantada de Terzani me fazia recear um pouco aquilo que me esperava. O meu companheiro de viagem, ao invés, era um admirador convicto e um visitante repetente de Singapura. Por mim, gosto de conhecer lugares novos sem
juízos preestabelecidos e deixar que o espírito (ou os espíritos) do lugar me conduzam na descoberta dos meus afectos, identidades ou desencantos. Aconteceu-me, por exemplo, com Havana. A cidade que podia ser lindíssima, os oito largos quilómetros do El Malecon e aquela tristeza escorrida, parda, húmida, constantemente acompanhada pelo som da música cubana, uma música sem sentido nem sentimento. Como um som de fundo, uma imagem de marca gasta. Aquelas pessoas tristes e feias, orgulhosas e pouco simpáticas. O certo é que quando penso em Havana, tenho esta impressão forte que não se desvanece e consigo recordar cada pormenor vividamente, saber o que senti a cada instante. Não sei bem que imagem tenho de Singapura. Ou antes, tenho várias, fragmentos de locais, ambientes, cenários. Mas não tenho uma imagem de conjunto, de um todo de que seja possível fazer uma leitura empírica ou emocional. Parece-me que se presta, sim, e aí o meu amigo tinha razão, a uma leitura racionalista, intelectual. E claro que a cidade sai a ganhar deste prisma. Afinal, é o quinto país mais rico do mundo em termos de rendimento per capita e o menos corrupto da Ásia. E todos gostamos de histórias de sucesso e de pessoas capazes de levar avante o sonho de construir aquele que consideram o país perfeito, sem que adiante agora aqui discutir a validade dessa perfeição. Aliás, não adianta nunca. Há quem lhe chame ditadura, há quem lhe chame utopia. Qualquer uma delas tem sempre um preço e dificilmente é fruto de uma vontade coletiva. Dos fragmentos ficou-me esse inglês adocicado, melodioso, essa maravilha que é miscigenar uma língua germânica e torná-la equatorial e quente. Ficou-me o sabor da refeição vegetariana comida em Little India em cima de uma folha de bananeira, num restaurante familiar onde as pessoas comiam elegantemente com as mãos, dedo médio, indicador e polegar eficazmente coordenados na recolha do arroz basmati, do dahl, da pakora, das lentilhas. As belas casas coloniais recuperadas, com as suas cores garridas, o exotismo calculado dos templos hindus semeados pelo bairro, nem por isso menos interessantes. A imagem de uma pequena Chinatown, uma espécie de centro comercial ao ar livre e a sensação que a de Nova Iorque, com os seus velhinhos a jogar mah-jong nos parques e os seus polícias chineses a fazer patrulha, é bem mais China e mais town do
que aquela rua cheia de lojas, por sua vez cheias de objectos, também eles cheios de cor. Vermelha. Uma Arab Street bonita, diria até que por vezes sofisticada nos seus cafés-esplanada e pequenas lojas trendy. Também podia ser uma rua de um quartier de Paris ou do Soho de Londres. Mas, mais uma vez, não menos atraente por isso.
O espírito do lugar que finalmente me tocou foi o da vitalidade, da possibilidade de sonhar um sonho e fazê-lo de pedra e gente, com todas as imperfeições e potencialidades que tais matérias sempre implicam E a Orchard Road, claro. Belos edifícios modernos de arquitectura arrojada e de bom gosto, esplanadas agradabilíssimas de cinquenta em cinquenta metros (o que, para quem vive em Macau, é uma bênção divina!), shoppings, shoppings, shoppings, ruas largas, cheias de árvores viçosas ou frondosas ou simplesmente enormes. O mítico hotel Raffles por onde passaram escritores como Maugham, Kipling, Conrad, Neruda ou Malraux e o incontornável cocktail no terraço ao fim da tarde, a ilusão quase perfeita
de um romantismo elegante, em que todos os homens são cavalheiros e as mulheres bonitas e desejadas. E as pessoas. Talvez seja esse o aspeto mais fascinante, aquele que me fez entrever o tal espírito do lugar, esse tal que arrebata ou desencanta. Parece que há cinco milhões de pessoas na ilha, mas não são visíveis grandes enchentes nas ruas (o planeamento urbano a funcionar?). Há gente nas ruas na proporção ideal. Ruas cheias de gente sem que as ruas estejam cheias. Os moradores de Singapura: segundos os dados fornecidos no guia turístico, vários grupos linguísticos chineses formam 74,2% dos moradores de Singapura, malaios são 13,4%, 9,2% são indianos, enquanto euroasiáticos, árabes e outros grupos formam 3,2% da população. E uma vez que Singapura é uma pequena e relativamente moderna amálgama de povoamentos chineses, malaios e indianos, existe pouco daquilo a que se possa chamar uma cultura especificamente singapuriana. Assim, de uma forma que proclamam ser inteiramente única, os vários grupos étnicos continuam a celebrar as suas próprias culturas. Singapura é provavelmente o único lugar do mundo onde se pode encontrar um casamento malaio a ter lugar lado a lado com um casamento chinês, por exemplo. Os feriados principais reflectem o modo como a cultura local celebra esta diversidade: ao contrário de muitas outras sociedades multiculturais, os feriados públicos principais incluem o Ano Novo do calendário gregoriano, o ano novo chinês, o Hari Raya Haji e o Deepavali. Os casais são frequentemente mistos. E mais: vi chineses a falarem malaio entre si no metro, assim como malaios a falar chinês com os amigos. Indianos com o seu inglês doce e o seu insólito abanar de cabeça para dizer sim, hábito que desconhecia e me causou algumas perplexidades iniciais de comunicação. Aliás, o Inglês, o malaio, o tamil e o chinês são as línguas oficiais do país. Uma cidade sem vida e um povo banal, diz Terzani. Uma democracia aparente liderada por um homem de convicções fortes, que inventou um futuro para uma ilha que fora sucessivamente uma colónia britânica, ocupada pelos japoneses e membro da federação malaia antes de se tornar independente. O espírito do lugar que finalmente me tocou foi o da vitalidade, da possibilidade de sonhar um sonho e fazê-lo de pedra e gente, com todas as imperfeições e potencialidades que tais matérias sempre implicam.
Ciclone
O contrato de casamento ou de treinador de futebol em Portugal têm muita coisa em comum Por Fernando
QUARTA-FEIRA 14.9.2011 www.hojemacau.com.mo
15 à f l or d a p el e Helder Fernando
Um outro 11/9, o do Chile I A tempestade lá fora empurra-me para este teclado enquanto à minha volta as televisões abordam os ataques terroristas da Al-Qaeda sobre os Estados Unidos da América. Escrevo esta crónica a 11 de Setembro, exactamente 10 anos depois dos embates de aviões nas torres norte e sul do WTC, no Pentágono e no solo de Shanksville, Pensilvânia – este último, sabe-se lá, a caminho do Capitólio ou da Casa Branca. Uma aparente indiferença nas pessoas aqui por perto; é o que parece uni-las na sua diversidade cultural e geográfica, a aparente indiferença. Daqui a pouco iniciam-se as cerimónias de evocação da tragédia. Não me ocorre teclar sobre este assunto, diferente do que outros tenham feito ou o estejam fazendo com outra proximidade, com muito mais e melhores argumentos e reflexões. II Aprendemos que a violência é coisa própria dos animais, de todos incluindo os humanos. Pena não podermos corrigir melhor esta nossa fatalidade antropológica. Talvez fosse muito mais útil, mais estimulante também, usarmos melhor a agressividade humana através da ironia, do humor, da contextualização crítica, da palavra intencional; também através da música, das artes plásticas ou contemplativas; ainda através de exposições, num livro, numa sala de aulas, na imprensa, num programa de
rádio ou de televisão, numa tertúlia de amigos ou familiares, num culto religioso, numa reunião de trabalhadores, num movimento associativo, no guião de um filme, na preparação de uma foto, no estaleiro de um futuro monumento, no esboço de uma arquitectura. A violência sobre os mais frágeis é cobardia; violência institucional ou brutalidade física, aquela que tanto se vai praticando quando, de alguma forma, se tem um poder qualquer para actuar com manifestações primárias de agressividade, tanto com armas como com decisões políticas atentatórias da dignidade de alguém. As estruturas da sociedade com as suas leis, os seus códigos, as suas instituições, continuam, demasiadas vezes, sendo incapazes de actuar para o autêntico bem colectivo, não apenas o circunstancial, mas o bem duradouro. Maldita essa parte do homem que não corta de vez as raízes da violência, influenciando e mobilizando também os mais poderosos para o acabar da miséria, das guerras, dos tráficos. Ao contrário, a grande parte do mundo verga-se, e desgraçadamente ajoelha reverente, perante os senhores do mercado. III Anos a fio tenho recordado, por onde escrevo e onde falo, um outro 11 de Setembro: o de 1973 no Chile. Democraticamente eleito, o governo de Salvador Allende, restituidor das liberdades, pretendia tornar realidade completa o sonho
Maldita essa parte do homem que não corta de vez as raízes da violência, influenciando e mobilizando também os mais poderosos para o acabar da miséria, das guerras, dos tráficos. Ao contrário, a grande parte do mundo verga-se, e desgraçadamente ajoelha reverente, perante os senhores do mercado da revolução pacifica. Morreu nessa luta que sacrificou horrorosamente muitos milhares de cidadãos. IV Um barco afasta-se da costa em direcção ao horizonte, mar adentro. Quase pôr do sol. Já não oiço o motor, quem sabe a força dos ventos o leve, escorregadio, aos meus ouvidos silencioso. Agora, é apenas um ponto escuro, cintilante, lá ao longe, naquela linha, imaginária ou não, que serve de encontro entre o mar e o céu. Não mais consigo ver aquele barco, mas ele deve lá estar. Nisto, um pouco mais para a direita, um outro vem ao encontro da borda onde estou. É um outro corpo físico que se torna cada vez mais nítido. Observar o partir, assistindo a diferente chegada. O vai e vem de idas e vindas quase a tocar o perpétuo.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Lia Coelho; Rodrigo de Matos; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos M. Cordeiro; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
ca r t oon por Steff
MISS UNIVERSO ANGOLANA VENCE CONCURSO Pela primeira vez na história do Miss Universo, uma angolana venceu o concurso de beleza mais importante do mundo. Leila Lopes, 25 anos, ficou à frente da Miss Ucrânia e da Miss Brasil, segunda e terceira colocadas. Leila creditou a conquista ao carisma e ao sorriso. “O meu sorriso contagia as pessoas, as fazem querer estar por perto. Tento ser uma pessoa alegre e sair bem de qualquer situação”, disse a miss. Questionada sobre racismo, a modelo disse que não sofreu com o preconceito e deixou um recado: “Os racistas sim devem procurar ajuda, porque não é normal uma pessoa pensar assim no século 21. Qualquer tipo de preconceito não tem fundamento”. INGLATERRA ENCONTRADOS 24 ESCRAVOS No Condado de Bedfordshire, no Reino Unido, foram descobertas 24 pessoas a viver em condições de escravatura. A polícia britânica suspeita que este caso de escravidão possa ser um mais graves da época moderna. Os 200 polícias que invadiram a quinta Greenacres encontraram as pessoas a viver em condições degradantes: fechadas contra a sua vontade, eram mantidas em canis e boxes de cavalos enquanto não estavam a trabalhar. As autoridades acreditam que alguns dos indivíduos, na sua maioria ingleses e de Leste, estavam a ser mantidos naquelas condições há cerca de 15 anos sem nunca terem sido pagos pelo trabalho desempenhado. TURQUIA CASAMENTO COM TIROTEIO Supostos militantes curdos atacaram ontem um posto de segurança no sudeste da Turquia, matando um soldado, um polícia e três civis. O ataque ocorreu em Semdinli, na província de Hakkari, próximo da fronteira com o Iraque e a Síria. Os convidados de uma festa de casamento foram apanhados de surpresa no meio do fogo cruzado. Imagens da CNN mostram pessoas a correr para se proteger. Até os noivos tiveram de procurar abrigo dentro da tenda em que ocorria a celebração. PORTUGAL CASINOS DEIXAM ENTRAR VICIADOS Os casinos portugueses têm dificuldade em controlar a entrada de jogadores compulsivos interditados pelo serviço de Inspecção de Jogos do Turismo de Portugal. Uma “lista negra” com 797 pessoas, sendo que em 659 casos são os próprios clientes que pedem para ser proibidos de entrar. Concessionárias de jogo dizem que não têm meios para uma efectiva fiscalização.
PALESTINA QUER SER MEMBRO DA ONU
Centro na Areia Preta passa fase experimental
Metadona a todo o gás Virginia Leung
virginia.leung@hojemacau.com.mo
O
centro de metadona para tratamento à toxicodependência estabelecido no Centro de Saúde da Areia Preta passou com sucesso a fase de testes e vai passar a operar normalmente de forma definitiva, revelou Hon Wai, chefe de Departamento de Prevenção e Tratamento da Toxicodependência (DPTT) do Instituto de Acção Social (IAS). Hon Wai confirmou que o centro
de metadona, a operar de forma experimental desde Maio, tem funcionado de modo próximo ao considerado ideal. Nos primeiros três meses, foram admitidos no centro oito a dez pacientes e os tratamentos decorreram mediante uma perfeita sintonia com a polícia. Com a passagem ao funcionamento definitivo e a todo o vapor do centro, o IAS, explicou o responsável, irá dar o seu melhor para reduzir os receios dos moradores, ao mesmo tempo que garante a satisfação das necessidades do serviço.
Quanto à aceitação do centro por parte dos moradores da vizinhança, Hon Wai mostrou-se também satisfeito. As visitas às regiões vizinhas e conferências de esclarecimento sobre centros de metadona têm sido convincentes para a maior parte dos moradores, considera o responsável, pelo que o IAS irá avançar para a criação de espaços para prestar o mesmo tipo de serviços nos novos centros de saúde, incluindo os do bairro de habitação pública em Seac Pai Van e da Ilha Verde.
QUEIXA CONTRA O VATICANO POR CAUSA DE PADRES PEDÓFILOS
Papa no banco dos réus U
MA associação de vítimas de padres pedófilos anunciou ter apresentado queixa ao Tribunal Penal Internacional contra o Papa e três outras altas figuras da hierarquia do Vacticano “por crimes contra a humanidade”. Com o apoio da organização não governamental norte-americana Centro para os Direitos Constitucionais, a SNAP (sigla em inglês de Rede de Sobreviventes dos que Sofreram Abusos por Padres), a queixa foi já apresentada em Haia, onde fica a sede do tribunal. Esta é complementada por um dossier de “mais de 20 mil páginas de material de apoio, que consiste em relatórios, provas de crimes de clérigos católicos cometidos contra crianças e adultos vulneráveis”, explica um comunicado. Os membros da SNAP são dos Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Bélgica, quatro países tocados pelo escândalo da pedofilia na Igreja. Existe há 23 anos e diz ter mais de 10 mil membros – nem todos foram molestados por membros da igreja católica, há também se assuma como vítima de rabis ou padres protestantes.
“Está a ser dada coberta aos autores de crimes praticados contra dezenas de milhares de vítimas, a maioria delas crianças, pela mais alta hierarquia do Vaticano. Neste caso, todos os caminhos vão mesmo dar a Roma”, disse Pam Spees, a principal advogada do Centro para os Direitos Constitucionais, citada no comunicado de imprensa. “Estes homens agem em impunidade e sem terem de prestar contas a ninguém. As figuras do Vaticano acusadas neste caso são responsáveis pela tortura física e psicológica de vítimas por todo o mundo, tanto pela responsabilidade na linha de comando, como por encobrirem directamente crimes. Devem ser levados a julgamento como quaisquer outros detentores de poder que praticaram crimes contra a humanidade”, completou Spees. Juntamente com a queixa, foi apresentado um “requerimento de declaração de competência jurisdicional” para o Tribunal Penal Internacional poder ter jurisdição sobre o Vaticano, por crimes cometidos pelos seus agentes em todo o mundo.
QUARTA-FEIRA 14.9.2011 www.hojemacau.com.mo
AL-QAEDA VÍDEO PARA CELEBRAR 11-9 Um serviço privado de informações refere que a Al-Qaeda está a assinalar o décimo aniversário dos ataques de 11 de Setembro com um vídeo de uma hora que lançou em sites ligados à Jihad islâmica. O mesmo serviço refere que o vídeo divulga uma mensagem áudio do novo líder da Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahri e imagens inéditas de Osama Bin Laden. Intitulado “O amanhecer uma vitória iminente”, o vídeo foi revelado segunda-feira nos fóruns da Jihad. Os EUA assinalaram este fim-desemana o décimo aniversário dos ataques mantendo o país em alerta máximo e receios de um ataque a Washington ou Nova Iorque, seguindo informações credíveis, mas não confirmadas, de uma possibilidade de ataques serem perpetrados. JAPÃO CENTRAIS NUCLEARES REACTIVADAS O novo primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, prometeu ontem reactivar as centrais nucleares no país, assim que forem concluídas as inspecções de segurança iniciadas após o desastre na central de Fukushima. Noda afirmou também que o Japão deve explorar novas tecnologias para reduzir a sua dependência da energia nuclear a longo prazo, tomando uma posição menos radical que a do seu antecessor no cargo, que defendia o abandono completo das centrais nucleares. Comunidades próximas às instalações nucleares já demonstraram insatisfação com a decisão do primeiroministro. CUBA EUA DIZEM QUE É TEMPO DE MUDANÇA O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou “ter chegado o momento do governo cubano encetar mudanças”, denunciando também que “até agora, não se vislumbram das mudanças” que os Estados Unidos gostariam de ver. Num encontro com a imprensa hispânica acredita na Casa Branca, Barack Obama comparou a situação de Cuba com a actualidade do mundo árabe onde a pressão dos cidadãos para uma maior democracia provocou a queda de regime autoritários. “Quando pensamos ... nas enormes mudanças a que assistimos nos últimos seis meses no Médio Oriente, praticamente não restam países autoritários comunistas no mundo e aqui está esta pequena ilha que é o regresso aos anos sessenta”, disse.