AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
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Deficientes Critérios para o subsídio difíceis de cumprir Para terem direito ao subsídio provisório, os deficientes têm que apresentar trabalho. Mas, porque são deficientes muitas vezes não conseguem. REPORTAGEM PÁGINAS 2-3
hojemacau
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Q U I N TA - F E I R A 1 4 D E A G O S T O D E 2 0 1 4 • A N O X I I I • N º 3 1 5 3
Referendo Nomeados passam ao ataque POLÍTICA PÁGINA
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VINCENT CHEANG
OS DIAS E AS MÚSICAS ENTREVISTA
DEPUTADOS REJEITAM DIVULGAÇÃO DE CONVENÇÕES INTERNACIONAIS
MUITO MEDO
Apesar de fazer parte das obrigações da RAEM, a maioria dos deputados entende que as Convenções Internacionais sobre Direitos Humanos ou sobre direitos dos trabalhadores devem estar quietinhas nas gavetas. Uma população informada mete muito medo às elites. O projecto de Coutinho foi, é claro, chumbado. PUB
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CENTRAIS
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DEFICIENTES
FLORA FONG
flora.fong@hojemacau.com.mo
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Governo vai gastar cerca de 78 milhões de patacas num novo subsídio provisório de invalidez, que tem como objectivo ajudar quem não reúne os requisitos necessários para a pensão de invalidez normal. O apoio surge depois de protestos de pais que viram os filhos deficientes serem impedidos de receber um subsídio deste género, mas a verdade é que parece ainda não satisfazer aqueles que mais precisam de ajuda do Executivo. Na Associação dos Familiares Encarregados dos Deficientes Mentais de Macau, por exemplo, tanto o director, a vice-directora, os assistentes sociais, como os pais de deficientes têm a mesma opinião: a medida implementada pelo Governo mostra que há problemas e deveria ser permitido que os deficientes pudessem contribuir apenas uma vez para o Fundo de Segurança Social (FSS), ao invés dos 36 meses obrigatórios. Chang Tak Toi, director da associação, explica porquê. “Em 2011, entrou em vigor o Regime de Contribuição Facultativa, que os deficientes podem escolher querer contribuir ou não. Mas porque é que muitos pais não escolhem contribuir para os filhos? Porque os contribuintes deficientes só podem receber o dinheiro a partir dos 65 anos ou dos 60 anos - caso seja aprovado pelo médico o envelhecimento precoce -, mas o facto é que os deficientes começam a envelhecer aos 35 anos e, de maneira geral, morrem 20 anos mais cedo do que as restantes pessoas”, começa por explicar ao HM. “Então quantos deficientes conseguem viver até aos 65 anos? Os pais pensam nisso e portanto optam por não contribuir pelos filhos, o que faz com que o benefício não chegue a muitos deficientes, especialmente aos que sofrem de deficiência mental.” Chan Tak Toi não é o único a criticar fortemente o sistema, por considerar que há requisitos que muitos deficientes não conseguem atingir. Também o senhor Fong, um assistente social que trabalha com deficientes, assegura que os critérios impostos pelo Governo são quase impossíveis de cumprir. E dá um exemplo: Sio Peng, um jovem de 25 anos deficiente mental, tem trabalhado, mas de forma inconstante e foi despedido pelos patrões que não estavam satisfeitos com o seu trabalho. “Portanto, ele não conseguiu contribuir 36 meses para o FSS e não pode pedir o subsídio provisório.” Sio Peng foi a primeira pessoa com quem falamos. Com muitas dificuldades na fala, o jovem contou-nos que está a trabalhar
hoje macau quinta-feira 14.8.2014
ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO E TUTORES CRITICAM SISTEMA DE ATRIBUIÇÃO DE SUBSÍDIO PROVISÓRIO
LABIRINTO DE CRITÉRIOS
Pais e assistentes sociais queixam-se do facto de o Executivo obrigar deficientes a cumprir determinados requisitos para terem acesso a um novo apoio provisório. O principal problema, dizem, é o facto de alguns deles não conseguirem cumprir esses critérios devido, precisamente, à sua deficiência num supermercado desde Janeiro e também ajuda sempre a associação nos trabalhos simples.
CONTRIBUIÇÕES ESTRANHAS
Também o filho da senhora Sam é outro caso verificado pelo HM. Meng é um jovem de 33 anos, que nasceu com deficiência mental. Está classificado como sendo de nível médio de deficiência e não tem capacidade para trabalhar.
OS MALDITOS REQUISITOS
(A SER CUMPRIDOS) • Viver em Macau mais de 7 anos • Ter efectuado, pelo menos, 36 contribuições para o Fundo de Segurança Social • Ter declarada pela junta médica do FSS a situação de invalidez
“Era vendedora numa banca de mercado e vendia produtos que me podiam dar a ganhar dinheiro. Mas, nos últimos anos, o meu filho ficou muito desobediente, não quer ir para o centro de reabilitação, tenho
de dedicar muito tempo a cuidar dele e já não consigo trabalhar”, começa por dizer ao HM. “A actual pensão de invalidez oferecida pelo FSS para o meu filho é de apenas sete mil patacas no total. Cerca de 500 patacas por mês. Não dá. O pai é o único apoio da família.” A senhora Sam conta-nos que, quando soube que podia contribuir de forma facultativa para o FSS, não considerou que o filho vivesse ainda tantos anos. “Pensei que, a pedir apoio ao Governo, preferia pedir o apoio financeiro ao Instituto de Acção Social (IAS), porque consigo ter este apoio de forma mais imediata. Nunca pensei que o Governo criasse um novo subsídio para aqueles que contribuem 36 meses para o FSS. Se soubesse, desde há três anos que o meu filho estaria a receber o abono.” O IAS atribui, actualmente, apoios financeiros no valor de sete mil patacas a pessoas com deficiência ligeira ou moderada de cerca de 12 mil patacas a portadores de deficiência grave ou profunda. Os beneficiários têm de ser residentes permanentes que possuam o Cartão de Registo de Avaliação de Deficiência.
“Às vezes, não trabalhar não significa que não se tem capacidade de trabalho, é possível apenas que não tenha conseguido arranjar trabalho. Se um deficiente nunca foi recrutado e foi declarado como tendo capacidade de trabalho, então nem consegue ganhar o subsídio. Será isto justo?” SANDRA LIA Directora-executiva da Associação dos Familiares Encarregados dos Deficientes Mentais de Macau
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milhões de patacas é quanto o Governo pretende gastar com a atribuição do novo subsídio provisório de invalidez mas parece difícil, para alguns deficientes, qualificarem-se.
deficientes 3
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receber o subsídio provisório de
CRITÉRIOS DÚBIOS
HOJE MACAU
é o número de pessoas que deverão
Desde o dia 21 do mês passado e até 31 de Dezembro deste ano, os deficientes elegíveis poderão ganhar mais de três mil patacas por mês. Mas, se o novo abono pode ser visto como um “milagre” para algumas pessoas deficientes, os critérios que têm de ser preenchidos foram alvo críticas, porque uma parte dos deficientes continuam a não poder beneficiar por causa de dois dos requisitos. Um deles é a contribuição para o FSS. O outro, como nos conta Sandra Lai, é o facto de o deficiente ter de ser visto por uma junta médica, que prove que o deficiente não tem capacidade de trabalho após a contribuição de 36 meses, para que este continue a ganhar o apoio. Algo que, diz a directora-executiva da associação, cria muita confusão. “Depois da contribuição dos 36 meses, os deficientes têm de perder a sua capacidade de trabalho totalmente para serem elegíveis. Ou seja, isto faz com que, embora alguns deficientes contribuam suficientemente para o FSS, como nasceram com deficiência e não ficaram deficientes ao longo da vida, não são qualificados para receber o apoio. Às vezes não trabalhar não significa que não se tem capacidade de trabalho, é possível apenas que não tenha conseguido arranjar trabalho. Se um deficiente nunca foi recrutado e foi declarado como tendo capacidade de trabalho, então nem consegue ganhar o subsídio. Será isto justo?”, salientou Sandra ao HM. Para Chang Tak Toi, este subsídio temporário faz surgir um fenómeno de “desigualdade económica” entre os diferentes deficientes. “Alguns deficientes que têm capacidade de trabalho, podem fazer contribuição ao FSS e, agora, com a saída deste subsídio provisório poderão ganhar mais dinheiro. Porém, quem tem uma deficiência grave
invalidez porque o seu pedido de pensão foi recusado por não serem trabalhadores quando ficaram incapacitadas.
Chang Tak Toi
HOJE MACAU
Contudo, como foi ainda recentemente publicado pelo HM, por serem departamentos diferentes, o FSS não reconhece o cartão do IAS para atribuir a pensão de invalidez a deficientes mentais. Um grupo de pais já se queixou ao Governo, uma vez que o FSS precisa de fazer provas médicas também. “Em Fevereiro, não tinha provas do médico e tive de esperar. Alguns dias depois, entreguei o atestado, mas ainda tive de marcar outro encontro com a junta médica do FSS”, disse, em Março, uma das
não tem capacidade de trabalho e, consequentemente, não contribuíram para o FSS. Agora não são qualificados a ganhar três mil patacas por mês”, ressalva. “É uma desigualdade entre deficientes mais e menos graves e também causa conflitos psicológicos entre os pais dos deficientes.” A ouvir a conversa, a mãe de Meng concordou. “Como o meu caso. Repreendo-me por não ter contribuído para o FSS.Aminha filha já tem 33 anos e não pode ganhar o subsídio, mas outros que só têm 20 e tal anos, contribuíram para o FSS e podem ter mais dinheiro. Sinto-me pressionada psicologicamente.” Se as críticas ao sistema atingem o Governo pelo que parece ser uma dualidade de critérios, há ainda quem acuse o Executivo de
não ter dado informações correctas. É o caso de Cheong Weng, uma deficiente mental grave de 44 anos. Segundo a mãe, que contou a sua história ao HM, Cheong não tem capacidade de trabalho, nem consegue andar a pé, sendo que precisa de se mover de cadeira de rodas. A mãe recordou que em 2011 perguntou ao FSS como eram os processos de contribuição facultativa e, no entanto, os funcionários asseguraram que, como a filha é uma deficiente grave, não tem capacidade de trabalho e, portanto, não precisa contribuir. “Nem pensei que, três anos depois, o Governo anunciasse um benefício para os deficientes que precisa de 36 meses de contribuição. Estou muito confusa com os trabalhos do Governo.” Pudera.
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encarregadas de educação, que tinha consulta para o filho apenas dois meses depois. Até lá, nada de subsídios.
Albert Cheong É preciso mais do que dinheiro para os deficientes
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LBERT Cheong, presidente para a Associação de Promoção dos Direitos aos Portadores de Deficiência Visual, também teceu duras críticas ao Governo, nomeadamente no que diz respeito aos apoios. Albert refere, por exemplo, que o Governo dá apoios constantes aos deficientes, como alimentos, visitas guiadas, viagens e dinheiro, mas ignora os serviços que estes precisam, especialmente os portadores de deficiência visual. “Em Macau não há nenhum serviço para portadores de deficiência visual, nem o Governo sabe como deve fazer. O serviço
deve incluir ensinar os portadores a viverem independentemente, ensinar-lhes habilidades como sair de casa, cozinhar, estudar e trabalhar. Mas o Governo só realiza actividades que são fáceis de fazer, porque usa apenas dinheiro para distribuir muitas coisas. Todos gostam de receber, então o efeito e a imagem do Executivo é muito bom. Mas, não há mais resultados e estes são apenas apoios temporários. O mais importante é que os deficientes aprendam a integrar-se na sociedade e é melhorar realmente a vida deles através da educação”, conclui Albert Cheong.
Sandra Lai Mais apoio para quem toma conta, acarinha e trata
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Sio Peng
directora da Associação dos Familiares Encarregados dos Deficientes Mentais de Macau, Sandra Lai, sugere que o Governo crie mais apoios e aconselhamentos para quem cuida dos deficientes. “Além dos deficientes, que precisam de cuidado e reabilitação, quem cuida dos deficientes, ou seja, os pais e familiares, deve ser ajudado. Devem receber subsídios para obterem seguros de vida, até porque contribuem toda a vida para cuidarem dos seus filhos e, quando se reformam, não têm rendimentos e ainda continuam a suportar o custo de cuidar de deficientes. É um choque muito grande. Se se adicionar este apoio, o regime torna-se mais completo.”
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POLÍTICA
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REFERENDO DEPUTADOS APELAM A BOICOTE E FRISAM “DESRESPEITO À LEI”
Quem tem medo do lobo mau? O ‘referendo civil’ parece estar a incomodar alguns deputados nomeados. Ontem, quatro fizeram questão de usar o período antes da ordem do dia na AL para criticarem a iniciativa e pedirem directamente à população para a boicotar. Até porque o Governo Central pode ficar “decepcionado” JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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OICOTE, boicote e boicote. É o que pedem os deputados Sio Chi Wai e Tsui Wai Kwan aos residentes: que boicotem o ‘referendo civil’ que está ser feito por três associações democratas, até porque “os cidadãos devem respeitar a lei”.
Numa interpelação antes da ordem do dia no plenário, apresentada ontem em conjunto, os dois deputados nomeados pediram que se “ponderasse racionalmente” sobre o referendo civil e se “boicotasse” a actividade. Os motivos trazidos a público pelos deputados nomeados, que fizeram questão de levar o assunto à Assembleia Legislativa, prendem-se, sobretudo, com a imagem de Macau perante Pequim. “Esse referendo só vai dividir as gentes de Macau, destruir a tranquilidade social, decepcionar o Governo Central, que confia em Macau e sempre nos tem apoiado, e ainda colocar Macau numa situação de oposição extrema ao Governo Central”, começam por referir os dois deputados. “Um resultado destes não vai impulsionar o desenvolvimento democrático do regime político, não concordam?” Há quem, de facto, concorde. É o caso de Gabriel Tong e Vong Hin Fai, outros dois deputados nomeados, que também quiseram fazer uma interpelação oral sobre o assunto. “O promotor do chamado ‘referendo civil’ sabe muito bem que a lei não permite esta actividade, mas insiste em avançar. Claro que este tem por intenção difundir junto dos residentes desconhecedores uma noção errada [de que] o referendo não viola a lei.”
“Esse referendo só vai dividir as gentes de Macau, destruir a tranquilidade social, decepcionar o Governo Central, que confia em Macau e sempre nos tem apoiado, e ainda colocar Macau numa situação de oposição extrema ao Governo Central.” SIO CHIO WAI E TSUI WAI KWAN
Recorde-se que foi dito inclusivamente pelo Tribunal de Última Instância (TUI) que o referendo não viola a lei, porque a lei nem sequer o prevê. Além disso, não sendo um referendo formal – uma vez que está apenas a adoptar esse nome – a actividade não passa de uma sondagem.
“PERIGOSO E INACEITÁVEL”
Para os deputados, contudo, essa questão não se discute. Enquanto Sio e Tsui afirmam que há que ter em conta o respeito pela lei, o suporte legal e o impacto social, também Vong e Tong mostram “a oposição firme” ao ‘referendo’ e dão até como exemplo Hong Kong, onde já aconteceu uma actividade semelhante. “No território vizinho, o recurso ao referendo para decidir sobre a eleição do Chefe do Executivo e também o ‘5 District Referendum Movement’provocaram uma grave instabilidade social. Para a população de Macau, que defende a Lei Básica, os princípios de ‘Um país, dois sistemas’ e ‘Macau administrada pelas suas gentes’, entende-se que um acto que se destina a prejudicar a ordem constitucional e política e a provocar instabilidade social, é muito perigoso e inaceitável.” Gabriel Tong e Vong Hin Fai defendem que recorrer a um referendo só pode ser possível em ocasiões sérias, mas Tsui Wai
Kwan e Sio Chio Wai vão mais longe, falando directamente para a população. “Primeiro, os cidadãos conscientes devem respeitar a lei. A Lei Básica, enquanto fundamento para o seu estabelecimento e funcionamento, assume uma posição inabalável em Macau. A RAEM tem a responsabilidade de concretizar a Lei Eleitoral para o Chefe do
Executivo realizando a respectiva eleição nos termos da lei.”
NÃO TEM VALIDADE, MAS ASSUSTA
O referendo civil está a ser feito pela Sociedade Aberta de Macau, a Juventude Dinâmica de Macau e a Macau Consciência, sendo que pretende, no final de Agosto, perguntar aos residentes se querem sufrágio universal para o Chefe do Executivo em 2019. Apesar de admitirem que o ‘referendo’ não tem, de modo algum, qualquer base jurídica e não produz qualquer efeito jurídico, não sendo reconhecido, os Tsui Wai Kwan e Sio Chio Wai não desistem de se preocupar com a actividade. “Quem tiver intenção de afectar o regime político através do tal ‘referendo civil’ viola o estatuto jurídico de Macau enquanto região administrativa e desrespeita o espírito da Lei Básica e a decisão do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional”, frisam, enquanto acrescentam que “desde a criação da RAEM o desenvolvimento económico tem alcançado resultados brilhantes, a vida dos residentes melhorou bastante, a sociedade é harmoniosa e estável e o regime político democrático está a ser desenvolvido de forma ordenada”. Tudo, defendem ainda, por causa de Pequim. “Tanto a prosperidade como a harmonia conseguidas devem-se ao alto grau de autonomia consagrado pela Pátria, à sua confiança em Macau e ao grande apoio que nos tem dado. (...) Em conclusão, espero que os residentes, na sua generalidade, sejam racionais, que se informem bem sobre a eleição em causa e o desenvolvimento do regime político e que se recusem a aceitar o designado ‘referendo civil’. Vamos contrariá-lo, em prol do desenvolvimento de Macau.”
“O promotor do chamado ‘referendo civil’ sabe muito bem que a lei não permite esta actividade, mas insiste em avançar. Claro que este tem por intenção difundir junto dos residentes desconhecedores uma noção errada [de que] o referendo não viola a lei.” GABRIEL TONG E VONG HIN FAI
política 5
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TRATADOS INTERNACIONAIS DEPUTADOS REJEITAM PROJECTO DE PEREIRA COUTINHO
evitar situações desta natureza. Eles [os deputados], ao exercerem actividades comerciais, estão altamente dependentes das facilidades e das comodidades que o Governo lhes concede”. O diploma proposto era composto por poucos artigos, que frisavam, por exemplo, a obrigatoriedade da RAEM promover e divulgar os tratados e convenções, bem como os direitos atribuídos às pessoas. A promoção deve ser feita através de uso dos média e de novas tecnologias e não só nas línguas oficiais, mas também “outras línguas adequadas”, junto das comunidades de emigrantes.
As convenções que ficam no frio Discutir e divulgar os direitos consagrados nas Convenções Internacionais assinadas pela RAEM, é algo que os deputados nem querem ouvir falar
A
maioria dos deputados do hemiciclo rejeitou o projecto de Lei da Promoção, Sensibilização e Divulgação dos Tratados dos Direitos Humanos e Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), avançado pelo deputado José Pereira Coutinho. Sinal de que, segundo o deputado, a “maioria dos deputados anda a reboque do Governo na formulação das políticas para Macau e para o bem dos seus residentes”. Pereira Coutinho considera “natural” a não aprovação, visto que “os deputados da Assembleia Legislativa (AL) ainda não estão preparados para aceitar a realidade que os deputados têm como função primordial a apresentação de projectos”, diz ao HM. O projecto tinha como objectivo fazer com que as pessoas de Macau soubessem não só quais as convenções que a RAEM assina, mas também os resultados dos
relatórios internacionais sobre Macau.
OI QUÊ?
FALTA DE ATREVIMENTO
“A maioria dos deputados não se atreve a contrariar a forma como é desenvolvida a política cá em Macau”, disse Coutinho ao HM, acrescentando que relativamente à “formulação das políticas sociais e ao alcance de todas as questões sociais, de habitação, segurança social e saúde, eles [os deputados] não se atrevem a apresentar projectos porque não se atrevem a confrontar a forma como é desenvolvida a política”. Esta falta de “atrevimento” é justificada pelo deputado com os “interesses comerciais” que cada deputado tem com o Governo. “Por isso é que, tal como a ex-presidente [da AL] Susana [Chou] diz, e muito bem, a maioria dos deputados devia deixar de exercer funções empresariais para evitar incompatibilidades e para também
Os deputados, ao exercerem actividades comerciais, estão altamente dependentes das facilidades e das comodidades que o Governo lhes concede” PEREIRA COUTINHO Deputado
AGÊNCIAS CINCO ANOS PARA SAIR DE PRÉDIOS HABITACIONAIS
Outro dos artigos no projecto dizia respeito a uma das críticas que tem vindo a ser feita constantemente por Pereira Coutinho: a falta de divulgação da parte do Governo dos relatórios das entidades internacionais sobre Macau e as respostas do território. “A RAEM tem o dever (…) de promover e divulgar os relatórios apresentados e as posteriores análises feitas relativas aos tratados de Direitos Humanos e Convenções da OIT.” Caracterizado como um projecto de lei “simples, mas com amplo significado” pelo deputado, o diploma proposto viria, na opinião de deputado, colmatar alguma insuficiência na formação cívica e política dos alunos de Macau. Entre os poucos que votaram a favor do projecto de lei, está Leong Veng Chai, número dois de Pereira Coutinho. - H.M.
FUNÇÃO PÚBLICA ELLA LEI PEDE REVISÃO DE CARREIRAS
Seja feita a vossa vontade Não às desigualdades S A
EM qualquer comentário ou objecção, a revisão à Lei de Mediação Imobiliária foi aprovada na especialidade ontem em debate no plenário. O diploma vai permitir, então, que as agências imobiliárias que já tenham os seus estabelecimentos comerciais instalados no rés-do-chão de imóveis destinados a fins residenciais, habitacionais ou industriais e pretendam exercer a actividade de mediação imobiliária naquele local, possam receber uma licença provisória válida até 31 de Agosto de 2019. A validade da licença provisória para os mediadores é, segundo a revisão da lei, de três anos e o titular dessa licença “só pode continuar a exercer a actividade (...) se preencher os requisitos para o exercício de actividade (...) e lhe for atribuída a licença”.
Recorde-se que, anteriormente, a lei previa isto como algo ilegal, mas o Governo acabou por ceder, justificando que foram detectados problemas na análise dos pedidos de licença de mediador imobiliário pelo Instituto de Habitação (IH). “Na apreciação e aprovação dos requerimentos das licenças provisórias, o IH constatou que um número reduzido de requerentes não conseguiu obter a licença por não satisfazer os requisitos da lei, no que diz respeito
à disposição de estabelecimento comercial”, escreveu o Executivo na nota justificativa analisada pelo HM. Na nota justificativa, a que o HM teve ontem acesso, pode ler-se que a actividade de mediação imobiliária já vinha sendo exercida antes da publicação da lei no rés-do-chão deste prédios, “pouco afectando os outros utilizadores do edifício”. Depois de 2019, os titulares das licenças provisórias devem preencher os requisitos legais exigidos na lei. - H.M.
FLORA FONG
flora.fong@hojemacau.com.mo
Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Origem Chinesa realizou ontem uma conferência de imprensa onde pediu que se acabe com o que considera serem injustiças salariais dos funcionários públicos. Ella Lei, deputada que também participou no evento, pede mesmo uma revisão ao sistema de carreiras na função pública. O problema principal, diz a associação, prende-se com a diferença salarial entre os funcionários públicos que têm a mesma necessidade de qualificação, mas que recebem diferentes salários. “Os índices iniciais da remuneração mensal entre as carreiras dos funcionários públicos são diferentes ainda que com requisitos iguais de ingresso”, frisa a deputada, que pede a revisão do sistema de carreiras dos funcionários públicos. Como exemplo, a associação aponta os requisitos de ingresso que têm de ser preenchidos pelos topógrafos da Direcção dos Serviços de Cartografia e Cadastro e pelos inspectores da Polícia Judiciária, que
precisam da mesma qualificação na escola secundária e do mesmo tempo de estágio, mas o índice salário inicial de um inspector é 21280 patacas, enquanto o de topógrafo é 19760 patacas. O secretário geral da associação, Lei Kong Weng, assegura que já comunicou o problema ao director dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), José Chu, mas a resposta, diz, é sempre confusa. “Espero que o Governo [possa] explicar aos funcionários públicos qual é a justiça dos índices, se não deve fazer revisão do sistema para chegar à justiça.” A deputada Ella Lei considera que a diferença entre os salários dos funcionários é apenas o “início de uma situação injusta”, pelo que apela o Governo a rever completamente o regime das carreiras dos funcionários públicos.
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CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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UMA altura em que o Executivo está a realizar uma consulta pública para a revisão da Lei de Protecção dos Direitos dos Consumidores, a União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM) apresentou, esta terça-feira, as suas opiniões sobre o assunto. De um total de sete sugestões, foi referido, segundo uma carta enviada às redacções, que o mais importante é garantir o direito à informação por parte dos consumidores. “Aumentar o nível de transparência do mercado é muito importante para melhorar o mecanismo de operação. Por isso, quando for feita a revisão da lei, tem que se proteger o direito à informação, especialmente nos bens essenciais, como os alimentos frescos ou combustíveis”, refere a carta analisada pelo HM. “É preciso melhorar a sua importação, atacando a cartelização dos preços dos produtos e permitir que o público tenha mais informações. Deve criar-se uma regulação às operações do mercado e ter
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LEI DE CONSUMIDORES KAIFONG PEDEM CONTROLO DA INFLAÇÃO COMO EM SINGAPURA
Pela transparência do mercado transparência ao nível dos preços, para que os preços possam atingir níveis razoáveis”, pode ainda ler-se na carta dirigida ao Conselho dos Consumidores (CC).
Defendendo medidas semelhantes ao que é praticado em Hong Kong, a UGAMM pede ainda que seja seguido o exemplo de Singapura, com a implemen-
RESERVA FINANCEIRA INSUFICIÊNCIA LEGISLATIVA, ACUSAM DEPUTADOS
Vazios legais perduram ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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Comissão para os Assuntos das Finanças Públicas reuniu ontem com representantes do Executivo e da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) para analisar o relatório que vê à lupa a forma como a reserva financeira da RAEM tem sido gerida. As conclusões apontam para a existência de “insuficiências” do Estatuto Orgânico da AMCM. “Sabemos que a gestão da reserva financeira é regulamentada através de um decreto-lei, a Lei Orgânica da AMCM. Tendo em conta as insuficiências desse decreto-lei poderão surgir situações em que a reserva financeira não é fiscalizada da forma mais adequada”, explicou o deputado Mak Soi Kun, que preside à Comissão da Assembleia Legislativa (AL). Mak Soi Kun explicou que a lei em vigor, datada dos anos 90, apenas contém normas sobre a reserva cambial, mas não sobre a reserva financeira. “A reserva financeira está a aumentar e o decreto-lei é de uma altura em que nem sequer havia reserva financeira. Parece-nos que há insuficiências em termos de legislação”, garantiu ainda o deputado.
Apesar de confrontado com este problema, o Executivo não apresentou qualquer calendário para a mudança da lei. “Para a revisão da lei há que fazer estudos e para a revisão do diploma falamos com a AMCM e vai demorar tempo”, explicou Mak Soi Kun. O relatório que esteve ontem sob análise vai ainda sofrer alterações. Quais, o deputado não especificou. Posteriormente esse documento elaborado pela Comissão será entregue ao Executivo.
DEPUTADOS VOLTAM A PEDIR FUNDO SOBERANO
À semelhança do que foi debatido no plenário da AL desta terça-feira, os deputados da Comissão voltaram a propor a criação de um fundo
soberano, ainda que confirmem que este precise de ser estudado. “Mesmo com essa proposta, ainda há necessidade de fazer estudos e investigações e há que ver a realidade de Macau, ver se há recursos e pessoal qualificado”, disse Mak Soi Kun, que referiu ainda que o Executivo prometeu pensar “num mecanismo de contratação de gestores de investimentos”. O Executivo já disse que iria ponderar a criação deste fundo. Para além disso, os deputados emitiram algumas opiniões sobre a forma de investimento que tem vindo a ser posta em prática. “Poderá o Governo investir mais em equipamentos sociais e habitação pública, por exemplo?”, questionou o presidente da Comissão.
tação de uma lei de controlo dos preços. Esta legislação deveria incluir obrigações para os operadores, definição de limites máximos dos
preços ou ainda normas sobre situações de recusa de venda. “O Governo de Singapura criou um grupo para regulamentar a situação de inflação. Assim o Governo pode intervir e garantir que os preços sejam estáveis”, aponta a carta dos Kai Fong. A UGAMM mencionou ainda o caso das compras online, explicando que muitos residentes costumam fazer compras através da internet, mas que nos casos em que surjam conflitos comerciais é difícil para os consumidores “prestarem contas”. Por isso, a associação recomenda que seja criada uma cooperação com a China, caso existam queixas fora de Macau. A UGAMM pede ainda que a nova lei determine as responsabilidades do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e do CC na regulação do mercado, por forma a evitar uma “má execução” da lei.
RUÍDO APROVADA LEI COM NOVAS MULTAS
Silêncio incompleto D EPOIS de um difícil consenso na 1ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) a Lei do Ruído foi aprovada ontem na especialidade, em sessão plenária. O diploma – pensado para regulamentar o nível de poluição sonora de obras de construção e da vida quotidiana – define agora que não é permitida a execução de qualquer obra geradora de “ruído perturbador” em edifícios habitacionais aos domingos e feriados, num período compreendido entre as 19 horas e as 9 horas do dia seguinte. Segundo a definição atribuída, ruído perturbador é o “ruído produzido por fontes sonoras existentes na vizinhança do local considerado que perturbe a tranquilidade e o descanso de terceiros, cause incomodidade ou exceda o nível sonoro estipulado na presente lei”. Relativamente aos trabalhos de construção civil, a Lei do Ruído define que não são permitidos no período compreendido entre as 20 e as 08 horas do dia seguinte, estipulando ainda que, durante o tempo permitido, o nível sonoro não poderá exceder os 85 decibéis durante mais de 20 minutos e será proibida a utilização total de bate-estacas. Durante a aprovação, o deputado José Pereira Coutinho defen-
deu que a lei “não é clara”. Para Pereira Coutinho, o diploma não proíbe totalmente que sejam feitas obras de construção civil durante os domingos e feriados e durante o período de horas mencionado. Ou seja, desde que não se ultrapasse o limite de ruído, as obras podem acontecer, desde que não se usem equipamentos mecânicos. O valor das sanções foi também alterado: em vez de 600 patacas, agora os infractores correm o risco de ter que pagar entre 1000 a 2000 patacas, quando se trata de sanções provenientes de actividades da vida quotidiana e ruídos causados por animais de estimação em edifícios habitacionais e em espaços públicos. O valor aumenta entre 5000 a dez mil patacas em caso de sanções resultantes de obras de construção e entre 100 mil a 200 mil patacas em caso de construção civil e barulho de condutas de ar. - H.M.
SOCIEDADE
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Yao Jing Ming sai do IC e volta à UM
O até então vice-presidente do Instituto Cultural (IC), Yao Jing Ming, vai retirar-se da posição que ocupou durante dois anos para voltar a leccionar na Universidade de Macau. O escritor e poeta retoma o seu lugar no Departamento de Português na instituição de ensino superior. Numa entrevista ao jornal Ponto Final, Yao Jing Ming disse colocar a hipótese de ir para Portugal. “Queria, mas ainda não tenho um programa muito detalhado. Passou pela minha cabeça a ideia de fazer um livro [sobre a cultura do povo de Portugal]”, explicou ao diário. Por enquanto, Yao pretende continuar em Macau, a cumprir funções na UM, onde já havia sido professor antes de trabalhar no IC, bem como a escrever obras próprias.
Droga Residente de Hong Kong detido por tráfico
O Ministério Público condenou Tsang, um residente de Hong Kong com 23 anos, a prisão preventiva pelo crime de tráfico de droga. Tsang confessou ter lucrado 40 mil dólares de Hong Kong com a venda de cocaína, depois de ter conhecido dois homens na região vizinha, igualmente suspeitos de estarem envolvidos no esquema de venda. O caso teve início quando a polícia recebeu informações sobre um homem desempregado que estava a vender estupefacientes na zona da Travessa dos Colonos e a detenção aconteceu no passado dia 4, perto de um hotel na Rua de Xangai. No momento da detenção, Tsang tinha em sua posse mais de 90 gramas de cocaína e utensílios de tráfico de droga. O suspeito confessou separar a substância em pacotes de 0,24 gramas, que foram vendidos a 500 dólares de Hong Kong cada. Tsang aguarda agora julgamento no Estabelecimento Prisional de Macau e o caso foi devolvido à polícia para mais investigação.
DST prevê criação de espectáculos 3D como atracção contínua
A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) está a pensar a introdução de espectáculos de vídeo mapping 3D como atracção turística do território. A ideia está já a ser alvo de uma consulta pública iniciada ontem, na zona da Igreja de São Lázaro. O projecto de vídeos 3D insere-se no Plano de Turismo Comunitário da DST, que prevê uma melhor distribuição dos visitantes pelas várias áreas de Macau, ao invés de confluírem em alguns pontos apenas. A auscultação pública vai continuar até 20 de Setembro, engloba inquéritos na rua e pela internet e pretende apurar quais os conhecimentos e considerações da sociedade sobre este tipo de actividade enquanto atracção turística. De acordo com a DST, o espectáculo de vídeo mapping 3D, que se realizou na Doca dos Pescadores, em Abril passado, obteve nota positiva por parte do público.
MGM MACAU ANUNCIA PORMENORES DA “MANSÃO NO COTAI” E NEGOCEIA UM TERRENO
O leão muda a sua pele
Na apresentação dos resultados semestrais da operadora de jogo, Grant Bowie, CEO da MGM Macau, revelou que, antes de abrir a “Mansão no Cotai”, pretende abrir mais lojas, renovar a zona das mesas VIP e os espaços nocturnos no empreendimento de Macau. Em negociações com o Governo, a concessão de mais um terreno ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
A
NTES da abertura da futura Mansão MGM no Cotai, a MGM Macau pretende levar a cabo várias reestruturações no empreendimento de Macau. A garantia foi dada ontem por Grant Bowie, CEO da operadora, num encontro com a imprensa de apresentação dos resultados semestrais. “Vamos fazer um reposicionamento antes da abertura do MGM no Cotai, porque não queremos perder terreno no mercado. Muitos falam do Cotai como o grande destino, mas temos de estar certos quanto à nossa capacidade de reinvenção. A península é a verdadeira Macau, por causa do património, e a experiência no Cotai representa a nova Macau. Queremos manter o sentido de originalidade, mas também o compromisso com a península, que é a alma e coração de Macau”, disse o CEO. Como tal, Grant Bowie pretende expandir a área do retalho com mais lojas de “marcas europeias e únicas que agradem ao cliente chinês”, sendo esta “claramente uma das limitações”
da MGM Macau, assumiu o CEO. Já na área dos espaços nocturnos também poderão surgir novidades. “As pessoas acostumaram-se ao Lion’s Bar, mas não é suficiente. Se compararmos com Las Vegas, lá os espaços nocturnos são muito maiores, mas aqui parece que não são considerados muito importantes. Pretendemos criar espaços mais intimistas”, frisou Grant Bowie. No segmento de mesas VIP, que representaram 30% dos ganhos da MGM nos primeiros seis meses, a operadora também pretende fazer uma alteração das salas com um aspecto “mais intimista”. “O segmento ‘junket’ está a transformar-se e a profissionalizar-se. Queremos estar em
primeiro lugar no segmento VIP e o espaço que temos para os jogadores destas mesas já não é competitivo. Esses operadores tornaram-se mais específicos e os ‘junkets’ com os quais lidamos tornaram-se mais focados na área financeira e mais profissionais”, referiu Grant Bowie.
EM NEGOCIAÇÕES PARA MAIS UM TERRENO
No que diz respeito ao projecto da MGM no Cotai, Grant Bowie confirmou que este mês já foi cedida a licença para a construção da estrutura, sendo que só em meados de 2016 é que será concedida a licença final por parte do Governo para o funcionamento do empreendimento. Entretanto, Grant Bowie garantiu ainda que está a ser negociado um terreno
LUCROS AUMENTAM No que diz respeito aos números, os jogadores do mercado de massas continuaram a contribuir para os números “impressionantes”, representando 70% dos lucros da operadora. “A operadora tem vindo a ter um bom desempenho no mercado de massas. A MGM Macau tem cerca de 600 mesas de jogo, não são muitas, mas temos muito bons jogadores nestas mesas”, explicou o responsável da área de investimentos da operadora. Como já tinha sido anunciado, a MGM Macau registou nos primeiros seis meses do ano lucros de 13,724 mil milhões de dólares de Hong Kong, um aumento de 12% face a 2013.
adjacente com o Governo para a “oferta de hospitalidade e actividades não ligadas ao jogo”. “Não há qualquer diferença de tratamento entre as operadoras [na obtenção das licenças de construção] e os procedimentos estão de acordo com as jurisdições em vigor em todo o mundo”, frisou o CEO da operadora. Aos jornalistas foram reveladas as primeiras imagens da futura Mansão MGM no Cotai, que terá semelhanças ao empreendimento já existente na península, com um “ambiente extremamente atractivo”. Haverá um espaço semelhante à actual praça do MGM e “espaços internos com luz natural”, tal como um jardim de grande dimensão que irá servir para as cerca de 27 ‘villas’ do empreendimento. Apesar da dimensão do terreno no Cotai destinado à MGM ser inferior aos dos terrenos das outras operadoras, Grant Bowie garantiu que a aposta será feita na qualidade e não na quantidade, apostando em espaços que permitam “relaxar e que tragam estilo e novos elementos”. “O mercado está a transformar-se rapidamente e temos de aceitar que temos de ser inovadores e reinventar-nos”, assumiu ainda.
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hoje macau quinta-feira 14.8.2014
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UM VELHO CAMPUS COM HOTEL ECONÓMICO E ESTACIONAMENTO PÚBLICO, SUGERE GRUPO
Ideias do Bill CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
U
M hotel económico. É a sugestão de Kam Sut Leng, uma residente que faz parte do Grupo de Defesa do Uso do Futuro do Velho Campus da Universidade de Macau (UM), que ontem apresentou uma carta ao Governo sobre a utilização a dar à residência do velho campus da universidade. “Esperamos que [o Governo] possa aproveitar bem os recursos do velho campus. Além de transformar a antiga residência [de estudantes] num hotel económico, também se poderia deixar que o estacionamento da universidade seja público, em vez de estar
ao abandono”, disse ao HM, em nome do grupo. O grupo, encabeçado por Rocky Chan e Bill Chou, está a recolher fundos para fazer publicidade em defesa do local. A iniciativa é apresentada como sendo de dois residentes, ainda que estes sejam também conhecidos activistas: Rocky Chan, da Associação Novo Macau (ANM), e Bill Chou, professor da UM que foi suspenso pela instituição. O grupo abriu uma conta no BNU para recolher as doações para fazer publicidade onde se vai pedir ao Governo que faça uma consulta pública sobre a utilização que vai ser dada ao novo campus da UM, que se mudou completamente para a Ilha da Montanha.
Ontem, esta sugestão foi deixada directamente na sede do Governo, a par de outras, como a de deixar a residência dos estudantes, agora vazia, ser arrendada para grupos de criação e cultura, ou um hotel económico, de forma a evitar “que o local se transforme num depósito de resíduos ao abandono”. O grupo quer que o Secretário Cheong U leve a cabo a consulta pública, para evitar que o velho campus caia em mãos privadas. Algo que o Executivo já disse que não vai acontecer. O Secretário para os Assuntos Sociais e Culturais já garantiu que o velho campus da UM será dedicado ao sector da cultura e da educação, mas ainda não deu mais detalhes sobre quem ocupará o local. O estádio da UM poderá vir a abrir ao público e podem vir a ser construídos mais estacionamentos. O grupo tem cerca de dez pessoas, incluindo o professor da UM, Bill Chou, estudantes da universidade e cidadãos.
MAIS DE MIL FILHOS DE RESIDENTES SEM AUTORIZAÇÃO PARA VIR PARA A RAEM OU MUN TIN TOI
• O grupo dos pais dos filhos maiores – residentes de Macau que têm filhos no interior da China e que não podem viver no território - entregaram ontem uma carta ao Governo, onde pedem novamente ajuda para que os filhos se possam reunir em Macau com os pais, residentes permanentes da RAEM. O grupo apontou que ainda há cerca de 1668 filhos com idade superior a 14 anos que não se conseguiram reunir com os pais em Macau. Cerca de 20 pais usam banners em frente à sede do Governo, mas a polícia ordenou que fechassem o sinal, uma vez que não lhes foi dada autorização para isso. Esta situação tem-se arrastado, depois de o Governo ter permitido que alguns deles pudessem ter acesso a residência em Macau, mas tendo fechado essa possibilidade depois.
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DSAMA CONSTRUÇÃO DE TÚNEL FLUVIAL AINDA SEM AUTORIZAÇÃO
FLORA FONG
flora.fong@hojemacau.com.mo
O
director substituto dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), Vong Kam Fai, disse que ainda não há autorização para a construção do túnel fluvial que deverá ligar Macau a Zhuhai. O responsável adiantou ainda que não há data concreta para a construção do túnel fluvial de ligação entre o Porto Interior e Wanzai, em Zhuhai. A resposta de Vong foi dada a uma interpelação escrita de Angela Leong, onde a deputada questionou o Governo sobre quando seria efectuada a referida passagem, prometida há já vários anos. “Visto que a construção da passagem sub-fluvial para peões tem relação com os assuntos de concepção de posto fronteiriço que são da competência do Governo Central, o respectivo projecto está em fase de espera do próximo avanço e do requerimento
À espera do outro lado
de autorização apresentado por Zhuhai e Macau”, explicou Vong na Assembleia Legislativa. O director substituto da DSAMA justificou que a construção do túnel fluvial está relacionada com assuntos de concepção do posto fronteiriço, que são da competência do Governo. Vong acrescentou ainda que a DSAMA está a aguardar a autorização das duas partes envolvidas, Macau e China. O chefe de Departamento de Planeamento Urbanístico da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Lao Iong, acrescentou que já foram reservados terrenos para a construção da infra-estrutura. De
SULU SOU PUBLICA LIVRO SOBRE MOVIMENTO SOCIAL EM MACAU
A noite em que se fez dia O num movimento social”, explica. Neste dia, Sulu Sou foi um dos seis detidos pela PSP durante uma manifestação que pedia a demissão da dirigente. Em causa estava o seu envolvimento no chamado ‘caso das campas’: a secretária foi investigada pela
recém-eleito presidente da Associação Novo Macau, com dois assentos na Assembleia Legislativa, lançou ontem um livro sobre o novo movimento social de Macau. “O dia e a noite de 30/06 - Registo do Movimento Social de Macau” (tradução não oficial) é da autoria de Sulu Sou, um activista de 23 anos, que no início de Julho assumiu a presidência da Associação Novo Macau, cuja principal bandeira é a adopção do sufrágio universal na região administrativa especial da China. O livro foca-se na manifestação de 30 de Junho de 2013 contra a secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, considerando que o momento marcou o início de um movimento social de Macau, liderado por jovens pró-democracia. “Foi a primeira vez que intelectuais e jovens foram detidos pela participação
alegada atribuição ilegal de uma campa perpétua no Cemitério de São Miguel Arcanjo ao irmão da sua assistente. O caso acabou, no entanto, por ser arquivado sem consequências para a dirigente mas os manifestantes insistiram em protestar em frente à casa de Florinda Chan, zona que estava vedada pela polícia. A insistência dos participantes resultou na sua detenção e, para Sulu Sou, este foi um momento determinante que permitiu abrir caminho a uma nova vaga de protestos contra o governo, marcados por uma tónica mais ideológica e não tanto associada às tradicionais questões de subsistência. O ativista acredita ter sido este momento que permitiu que, cerca de um ano depois, mais de 20 mil pessoas saíssem à rua para a maior manifestação de Macau, desde
o massacre de Tiananmen em 1989. Na mira dos manifestantes estava um regime de subsídios para os principais cargos políticos. A esse protesto, a 25 de Maio de 2014, seguiu-se outro, dois dias depois, à porta da Assembleia Legislativa, onde a proposta de lei do governo estava a ser debatida. O diploma acabou por ser retirado. O livro conta com o contributo de outros activistas, como o anterior presidente da Associação Novo Macau Jason Chao, o académico Bill Chou e a professora Kam Sui Leng. A publicação pode ser adquirida a partir de hoje através da Internet - cada exemplar custa 63 patacas (6 euros). A impressão e encadernação é da responsabilidade do autor, que continua à procura de uma editora que aceite levá-lo às bancas. Por agora, há apenas mil exemplares disponíveis. - Lusa
acordo com Lao, é agora necessário apurar a forma de passagem pela fronteira e confirmar se o túnel fica no local inicialmente previsto ou se muda de sítio.
MAIS TEMPO PARA ENTRAR E SAIR
No mesmo documento, Angela Leong pediu ainda que o Executivo ponderasse o prolongamento do horário de funcionamento do terminal marítimo e alfândega do Porto Interior, que possibilita a passagem de bens e pessoas para a China. Em resposta a Angela Leong, o director substituto da DSAMA referiu que os trabalhos para o prolongamento do horário do terminal – na zona da Barra – estão a andar, ainda que precisem de ser coordenados entre as administrações da RAEM e Zhuhai. Vong disse ainda que o assunto foi já entregue ao Grupo de Cooperação da Passagem pela Fronteira entre Zhuhai e Macau para ser analisado.
Casinos Projecto de salas de fumo até Setembro
O
S Serviços de Saúde (SS) anunciaram ontem que apenas um dos 41 casinos desistiu de montar salas de fumo no interior dos seus espaços. Os SS estabeleceram o mês de Setembro como data para a entrega dos projectos definitivos, a serem aprovados pelas autoridades competentes, incluindo a Direcção de Serviços dos Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), o Corpo de Bombeiros e a Direcção de Coordenação e Inspecção de Jogos. De acordo com os três organismos, todos os projectos preliminares tiveram parecer positivo, apenas sendo necessário fazer alguns ajustes. Recorde-se que, de acordo com o Regime de Controlo e Prevenção do Tabagismo – em vigor desde Janeiro do ano passado – os casinos vão ter que ser espaços livres de fumo no prazo máximo de um ano. A permissão dos SS para a criação de áreas, dentro dos casinos, destinadas aos fumadores, surgiu em Março deste ano, depois da entidade ter recebido uma carta assinada por seis concessionárias do
jogo a propor essa mesma possibilidade. O director dos SS, Lei Chin Ion avançou na passada terça-feira, à saída de uma reunião plenária da Assembleia Legislativa, que muitos dos casinos estarão livres de fumo antes do dia 6 de Outubro. “No dia 6 de Outubro, os casinos vão ter a proibição do fumo nas salas de jogo para massas. Acredito que a maioria dos casinos podem terminar as obras nas salas antes do dia 6. Caso contrário, os jogadores também podem sair para fora do casino para fumar, acho que não vai trazer um grande impacto”, disse o director dos SS aos jornalistas. Não há, contudo, novidades sobre as salas VIP. Os SS apenas adiantaram que a gestão da qualidade do ar deverá ser melhor “diligenciada”, uma vez que são espaços mais pequenos. - L.S.M.
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EVENTOS
hoje macau quinta
SKY FERREIRA ACTUA HOJE EM HONG KONG
Beleza através da música A
cantora, compositora, modelo e actriz Sky Tonia Ferreira actua hoje, pelas 20h00, no KITEC de Hong Kong. Esta norte-americana com descendência portuguesa e brasileira, iniciou-se nas lides musicais com 13 anos, quando começou a frequentar aulas de ópera para aperfeiçoar as suas cordas vocais. De seguida, passou anos a promover as suas composições musicais no site MySpace, até que em 2009 consegui atrair a atenção da dupla de produtores suecos “Bloodshy & Avant” – que contactou pessoalmente prometendo ser maior do que Britney Spears, caso estes a ajudassem. Isto levou-os a tomar a decisão de trabalhar com ela. Através de um contrato
com a editora Parlophone, Sky lançou então, uma série de singles com elementos de música electrónica e “electropop”. Porém, o seu primeiro álbum “Night Time, My Time”, lançado em 2013, marca uma mudança do seu estilo original, enveredando por uma sonoridade mais “indie rock” misturada com “synthpop”. Aqui, as suas letras abordam temas pessoais, revelando algumas das suas inseguranças e vulnerabilidades, como o abuso sexual que sofreu na sua adolescência – visível nos temas “I Blame Myself” e “Nobody Asked Me (If I Was Okay)”. À parte do seu trabalho musical, a artista é também conhecida pelo seu trabalho como modelo - tendo
aparecido em anúncios para marcas como a Adidas, Yves Saint Laurent, Calvin Klein e Forever 21 – e actriz, após figurar no filme de Eli Roth, “The Green Inferno”. À revista Time Out de Hong Kong, a cantora confessou “não ser uma pessoa conflituosa”. “Antes pelo contrário, sou muito emocional, por isso achei que a única maneira que podia exprimir os meus sentimentos era através da música, visto ser incapaz de fazer isso na minha vida real. Não tinha a pretensão de mudar o mundo, mas queria fazer um álbum que me representasse, porque ninguém me conhecia e eu tinha muito para dizer”. Os bilhetes para o espectáculo custam 495 dólares de Hong Kong.
VINCENT CHEANG, CRIADOR DA LMA, QUE REABRE ESTE FIM-D
“É preciso apostar m
Vincent Cheang, o rosto por trás da Live Music Associatio da sua nova sede, as razões por trás do projecto e a sua vis RICARDO BORGES info@hojemacau.com.mo
A LMA (Live Music Association) vai reabrir em breve. Quando e onde? A LMA vai reabrir neste sábado, dia 16 de Agosto, às 19h. Permanece na mesma rua, mas num prédio diferente. Continuamos na Av. Coronel Mesquita, mas passamos para o nº 50, encontrando-nos agora no 11º andar do Ed. Industrial San Mei. Para marcar a abertura, temos um programa especial, que começa com performances acústicas por parte dos artistas locais “Grooviebabie”, “Chai Kefu” e “Lobo”, prosseguindo com rock de bandas como os “Lavy” e “Forget the G” de Macau, “The Muff” de Zhuhai e “Match Box” de Hong. Para finalizar, temos música electrónica por “Dadahack” de Inglaterra e “FM3V” de Pequim, que vão em conjunto apresentar uma sessão de dubstep. Na realidade, a banda “FM3” só vai poder mandar um dos seus elementos, por isso alterámos o nome para “FM3V”. O que pode o público esperar desta reabertura? Aqueles que já conhecem a nossa antiga morada sabem que só abrimos para espectáculos especiais. Nós somos uma associação que não está aberta todos os dias, como um bar. No passado, tínhamos capacidade para mais de 200 pessoas, com uma sala para música ao vivo e outra área para convívio. Agora, vamos ter uma só área, com uma lotação máxima de 150
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA LENDAS DO PORTO • Joel Cleto
Uma viagem pela História e Património da região do Porto a pretexto de mais de duas dezenas de lendas. Através destas páginas o leitor é convidado a (re)visitar monumentos como a Sé do Porto, a Torre de Pedro Sem, a Casa de Ramalde, a capela do Senhor da Pedra ou a igreja de Matosinhos. Mas também a contactar com personalidades históricas como o rei Ramiro, Zé do Telhado, Camilo Castelo Branco, D. Pedro IV ou o Infante D. Henrique. Aqui encontrará igualmente as explicações lendárias para a origem dos “tripeiros”, da associação da concha da vieira aos Caminhos de Santiago, ou de topónimos como Miragaia, Matosinhos ou Valongo. Episódios fabulosos, transmitidos durante séculos através da oralidade, as lendas não deixam de encerrar pistas preciosas (por vezes as únicas que chegaram aos nossos dias) para a compreensão de muitos episódios históricos e para a génese de muitas localidades e seus monumentos.
pessoas. Acho que, com este espaço mais pequeno, vamos ter um ambiente melhor, visto as pessoas estarem menos separadas. Porque é que tiveram de encerrar a localização antiga? Porque o dono do estabelecimento vendeu a propriedade e o novo proprietário não estava interessado em continuar a ter-nos como arrendatários. Após cinco anos de operação, em que apresentamos mais de 80 espectáculos essencialmente com artistas estrangeiros, esta mudança obrigou-nos a parar por um ano inteiro. Não se deveu a problemas de licenciamento, resolvemos tudo isso com a criação da associação. Que tipo de artistas pretendem trazer a Macau? Estamos interessados obviamente em música ao vivo, mas o estilo vai desde música
electrónica ao rock, passando por vertentes mais experimentais e artistas independentes. Já temos planeado o “The Subconscious Restaurant Asia Tour” no dia 24 de Agosto, um show da banda norte-americana “Tempers” no dia 28 do mesmo mês, dos canadianos “Blue Hawaii” – que são bastante conceituados - no dia 10 de Setembro e os dinamarqueses “Taragana Pyjarama” e “Bottled in England” no dia 1 de Outubro. Normalmente apostamos nos sábados, mas tal não foi possível no caso dos “Tempers”, visto já estarem em digressão pela região. O que o fez envolver-se neste projecto? Bem, eu próprio actuo numa banda. No princípio, praticávamos no meu escritório, mas com o tempo, mais e mais dos meus amigos apareciam para os ensaios. Então pensei,
PROJECTO Nº 2 LOJA DE ROUPAS Vincent Cheang é um homem de muitos ofícios, sendo conhecido como músico, locutor de rádio, promotor e designer gráfico. Em 2012, decidiu perseguir uma ambição antiga: o design de moda. Para o efeito criou a “Worker Playground”, uma marca local cujo nome presta homenagem ao antigo Campo dos Operários, ao mesmo tempo que dá uma conotação divertida às suas criações utilitárias, como camisas e casacos de cabedal ou de ‘baseball’. A roupa, desenhada por Vincent, consiste maioritariamente em vestuário para homens, mas apresenta também alguma peças para mulheres. Por enquanto a colecção só está à venda em Macau (na loja com o mesmo nome situada na Rua do Campo) e em Pequim. Mas após um desfile na Semana de Moda de Hong Kong deste ano, que foi bem recebido pelo público, o estilista espera agora levar a sua roupa a várias cidades chinesas, uma vez superadas as dificuldades em obter bons fornecedores na província de Guangdong. Para o futuro, Vincent diz sonhar em ter uma loja dentro do hotel Grand Lisboa, que ocupa agora o terreno do antigo Campo dos Operários.
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TESOURO DA COZINHA REGIONAL PORTUGUESA • Maria Odette Cortes Valente
Este livro leva-nos a visitar sabores, aromas e texturas que seriam de supor raros num país de tão pequenas dimensões, mas cuja riqueza Maria Odette Cortes Valente deixa bem patente ao longo destas centenas de páginas. Esperamos que se delicie com os milhares de receitas recolhidas pela autora, cuja missão tem sido sempre não se permitir que se percam os traços da culinária portuguesa, património de todos nós.
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DE-SEMANA
mais em concertos”
on, explicou ao HM o que é que o público pode esperar são da cena musical no território se arranjar um sítio maior, será que podemos passar a dar concertos, em vez de ensaios? Foi assim que surgiu a ideia de estabelecer um espaço próprio. Ao mesmo tempo, achava que Macau não tinha um estabelecimento vocacionado para a música ao vivo, algo que queria corrigir. Quando tive de mudar de escritório, decidi então apostar neste projecto, criando uma associação. A ideia é, por um lado, proporcionar um local para os artistas locais darem espectáculos ao vivo e, ao mesmo tempo, apresentar novos artistas e sonoridades ao público local, de modo a expandirem os seus horizontes musicais. Como caracteriza a cena musical em Macau? Recentemente têm aparecido cada vez mais bandas, mas carecem de um sítio para poderem actuar ao vivo e apresentar a sua música. Isso é uma das lacunas que
queremos preencher. Outro problema que vejo é a falta de diversidade musical nos artistas locais. Ou apostam no canto-pop, ou criam uma banda porque querem ser estrelas de rock. Muitos aprendem até a tocar guitarra
“Um artista pode fazer um álbum mas precisa de experiência e um bom espectáculo para poder dar espectáculos no estrangeiro, visto que hoje em dia os músicos vivem mais das digressões do que da venda da sua música”
sem terem sequer um estilo musical próprio, limitando-se a copiar os seus ídolos. É por isso que apostamos em artistas independentes, de modo a apresentar outros estilos ao território. Considerando toda a variedade de música que é produzida actualmente, acho que faz falta mostrar o que se faz lá fora aos artistas locais. E os artistas locais têm apoios suficientes, da parte do público e do Governo? O Governo tem vindo a apoiar muito nos últimos anos, integrado na sua aposta nas áreas criativas. Recebemos, por exemplo, apoio financeiro para o lançamento do álbum da minha banda, Lavy, e fomos convidados para participar no Festival Internacional de Música do ano passado. Mas os apoios governamentais têm de ser pedidos em avanço, por isso muitas vezes temos de avançar suportando os custos sozinhos, esperando que a venda de bilhetes possa cobrir as despesas de produção, o que muitas vezes não acontece. É por isso que este nosso projecto depende do apoio da população, pois se continuar a perder dinheiro por muito mais tempo posso ser forçado a abandonar esta minha paixão. Quanto ao público, noto que há cada vez mais gente interessada em música ao vivo, mas são precisos mais eventos para promover esta cultura. O ‘Hush’ é uma boa iniciativa, mas como só acontece uma vez por ano, não é suficiente. Ouve-se frequentemente comentários do tipo, a vossa
música é muito boa, mas onde é que vos posso ver ao vivo? É preciso apostar mais em concertos. Um artista pode fazer um álbum mas precisa de experiência e um bom espectáculo para poder dar espectáculos no estrangeiro, visto que hoje em dia os músicos vivem mais das digressões do que da venda da sua música. Relativamente à sua banda, Lavy, como foi o vosso álbum recebido? E para quando mais novidades? O nosso primeiro álbum, “My Lonely Journey”, foi lançado em 2012 e felizmente foi bem recebido pelo público, tendo quase esgotado a primeira edição. Ao mesmo tempo, colocámos a nossa música no iTunes e aí também tivemos uma boa aceitação. Este ano vamos lançar o nosso segundo álbum, e para a promoção estamos a contar dar concertos em Macau e Hong Kong, além de cidades do Sul da China, como Cantão, Shenzhen e Foshan. A maior parte dos nossos membros têm outras ocupações, por isso não é fácil para nós partir em digressão. PUB
“Diário de um Louco” no CCM
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O dia 11 de Outubro, pelas 20h, o Centro Cultural de Macau apresenta “Diário de um Louco” no Pequeno Auditório. Esta é uma mostra teatral representativa da mais recente arte independente concebida na China. A peça é uma adaptação arrojada de um trabalho icónico escrito há quase um século por Lu Xun, o pai da literatura chinesa moderna. Encenada ao som de música rock tocada ao vivo, a história lança um olhar irónico sobre a história, a cultura e a sociedade da China através de um narrador com perturbações mentais.Apresentado pela companhia independente New Youth Group, sediada em Pequim, a peça conta-nos a história de um homem obcecado com o canibalismo que, segundo crê, ter-se-á tornado uma prática de todos os que o rodeiam. Numa encenação plena de tensão dramática, o jovem encenador confronta o público com os valores que regem a sociedade actual. Os bilhetes, que custam 180 patacas, já estão disponíveis para venda.
Liza Wong no Venetian
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O dia 6 de Setembro, pelas 19h45, a cantora Liza Wang vai agraciar o palco do teatro do Venetian, no seu primeiro espectáculo em Macau, intitulado “Forever Love of Liza Wang”. De acordo com o comunicado de imprensa, a cantora, artista e mestre de cerimónias começou a sua carreira em 1965. Ao longo dos anos, tem vindo a ganhar cada vez mais seguidores, interpretando músicas de diferentes estilos, que vão da ópera chinesa ao pop em cantonense e mandarim. Apelidada de “irmã mais velha” pelos seus fãs, esta veterana vai ser acompanhada por Law Ka Ying e por Edmond Leung. Os bilhetes custam entre 300 e 900 patacas.
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CHINA
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Sangue contrabandeado
Agentes da alfândega de Shenzhen detiveram uma mulher que tentava transportar ilegalmente 96 amostras de sangue humano para Hong Kong, avançou o jornal Guangzhou Daily. A polícia acredita que as amostras pertenciam a mulheres grávidas que queriam testar o sangue para saber o sexo dos seus bebés. Este tipo de testes são ilegais no continente, visto a prática de abortar fetos femininos ainda ser comum em algumas comunidades rurais tradicionais, que preferem crianças do sexo masculino. A mulher afirmou ainda cobrar 300 dólares de Hong Kong por cada viagem que fazia ao território vizinho.
Ameaças de agiotas
VISITA DO PAPA À COREIA DO SUL PROCURA REATAR RELAÇÕES COM A CHINA
“Importo-me com o povo chinês” A primeira viagem do papa Francisco à Ásia pode dar ao pontífice a primeira nova oportunidade para penetrar na China, uma das questões mais complexas e problemáticas que o Vaticano enfrenta
O
papa Francisco começa uma viagem de cinco dias à Coreia do Sul hoje, tendo partido ontem rumo à Ásia. As relações tensas entre a Santa Sé e Pequim ofuscam as aspirações da Igreja Católica neste continente. A China é atraente para a Igreja Católica devido à sua grande população e ao vácuo espiritual deixado pela decadente ideologia maoísta. Mas novos problemas sobre a nomeação de bispos católicos esfriaram as relações entre os dois lados. O catolicismo chegou à China em 1294 e ganhou influência particularmente entre as classes mais elevadas. Mas, depois de 1949, o Partido Comunista oficialmente ateu expulsou os católicos e outros missionários e em 1957 o partido estabeleceu a Associação Católica Patriótica Chinesa (CPA, na sigla em inglês), organismo estatal que rejeita a autoridade do Vaticano. A CPA começou a nomear seus próprios bispos, criando uma ruptura com o Vaticano, que considera tais decisões um direito inalienável da Santa Sé. Durante a Revolução
Cultural, entre 1966 e 1976, muitos católicos foram torturados e alguns foram mortos. Hoje, a China terá 12 milhões de católicos, muitos deles frequentadores de igrejas clandestinas, sem controlo directo de Pequim. Mas cerca de 5,3 milhões são representados pelos 70 bispos nomeados pela CPA. A Santa Sé já disse que gostaria de melhorar as suas relações com a China. Numa carta aberta conciliatória para os católicos chineses, de 55 páginas, o papa Bento XVI enfatizou, em 2007, que a Igreja não tem ambições políticas. Sobre a nomeação de bispos, o Papa disse que “é compreensível que as autoridades do Governo [Central] esteja atentas à escolha daqueles que carregarão o papel importante de guiar as comunidades católicas locais”. Por outro lado, frisa, “a Santa Sé realiza a nomeação dos bispos com cuidado especial, já que isso atinge o coração da vida da Igreja.” Em meados de 2000, o cardeal Pietro Parolin, que é agora secretário de Estado do Vaticano, teve um papel importante numa
reaproximação com as autoridades chinesas através de um acordo tácito de que os dois lados participariam da selecção dos bispos. Mas o acordo foi quebrado quando as autoridades chinesas ordenaram um novo bispo em 2010 sem a aprovação de Roma. Em 2012, outro bispo leal ao Vaticano deixou a religião controlada pelo Governo e foi colocado em prisão domiciliar.
NOVO FUTURO?
Os católicos possuem maior liberdade que no passado, embora Pequim ainda desconfie que a Igreja possa incitar a dissidência política. As autoridades realizam ondas de repressão periódicas envolvendo demolições de igrejas, espancamento e aprisionamento de fiéis e padres das igrejas clandestinas. Comentários recentes do cardeal Parolin sugerem que o Vaticano está ansioso por reatar os laços com a China. O Vaticano tem expressado há tempos o desejo de estabelecer relações diplomáticas completas com o continente. “A Igreja Católica está viva e activa na China”, disse o cardeal na se-
mana passada numa entrevista para uma publicação da Igreja Católica italiana. “A Santa Sé é a favor de um diálogo respeitoso e construtivo com as autoridades civis para encontrar uma solução para os problemas que limitam o pleno exercício da fé pelos católicos.” O papa Francisco falou pouco sobre a China durante seu pontificado de 17 meses, embora tenha feito contacto com as lideranças chinesas logo depois de sua eleição. “Estamos perto da China”, disse numa entrevista a um jornal italiano em Março. “Enviei uma carta ao presidente Xi Jinping quando ele foi eleito, apenas três dias depois de eu ter sido eleito. E ele respondeu. Há relações. Os chineses são um grande povo com o qual me importo.” O porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, disse na semana passada que o papa pode fazer referências às relações com a China durante a sua visita à Coreia do Sul. O avião do Papa vai sobrevoar a China, tendo enviado saudações ao país para que esta autorização fosse dada. João Paulo II nunca conseguiu sobrevoar o continente.
De acordo com o Chutian Metropolis Daily, a polícia impediu uma mulher de saltar do terceiro andar de um prédio em Wuhan após a mesma ter sido perseguida por agiotas. De acordo com a mulher, esta contraiu uma dívida de 18 mil yuan para um amigo, junto de um agiota, mas o amigo desapareceu com o dinheiro. No dia anterior à tentativa de suicídio, a mulher havia sido assediada pelos agiotas, que obrigavam a vítima a pagamentos mensais de 2000 yuan como juros. A polícia, porém, considerou esta prática ilegal, afirmando que a mulher tinha apenas que devolver os 18 mil yuan originais para saldar a dívida.
Telefones falsos apreendidos
Mais de 27 mil telefones, óculos e outros produtos falsificados foram apreendidos de vendilhões na zona circundante à principal estação de comboios de Xangai na primeira metade deste ano, divulgou o Shanghai Youth Daily. Entre os telefones, as autoridades encontraram aparelhos falsos da Samsung e da Apple.
O golpe da namorada virtual
Um homem de Xangai foi burlado de 30 mil yuan pelo seu colega de quarto quando este fingiu ser a sua namorada na internet, revelou o Shanghai Morning Post. A vítima, que nunca conheceu a namorada em pessoa, emprestou-lhe o dinheiro para que esta pudesse tratar do seu irmão. Porém, quando o seu colega abandonou a casa que ambos partilhavam, o homem em questão deixou de receber notícias da namorada, vindo posteriormente a descobrir a fraude quando o amigo foi preso por ter defraudado uma outra pessoa da mesma maneira.
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MONOPÓLIOS MAIS DE MIL EMPRESAS A SER INVESTIGADAS
O inesperado peso da lei M
AIS de mil empresas, nacionais e estrangeiras, do sector automóvel da China estão a ser investigadas pelas autoridades chinesas da concorrência por alegadas práticas monopolistas, informou ontem a imprensa estatal. Um responsável da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (CNRD) citado sob anonimato pelo jornal China Daily, disse que os inquéritos visavam tanto empresas internacionais como grupos públicos chineses e que a investigação abrange fabricantes, incluindo de peças, fornecedores e distribuidores. A Shanghai General Motors, uma ‘joint-venture’ do gigante norte-americano na China, anunciou em comunicado divulgado na segunda-feira, que pretendia “cooperar activamente” com a CNDR, e que continuaria a “respeitar as leis” que regulam o sector. A CNDR, que é uma das autoridades chinesas da concorrência, tinha acusado na semana passada a alemã Audi (grupo Volkswagen) e a norte-americana Chrysler (grupo Fiat Chrysler) de “práticas monopolistas”, prometendo sanções. A Audi informou na segunda-feira “aceitar” a sanção dos reguladores, sem dar mais detalhes. A mesma entidade chinesa tinha investigado a alemã Mercedes-Benz (grupo Daimler) assim como 12 empresas japonesas não identificadas, acrescentando que estava a investigar o sector automóvel há mais de dois anos. As autoridades da China já tinham manifestado preocupações quanto ao preço dos veículos e peças automóveis, considerados excessivamente elevados. Muitos fabricantes - Mercedes, Audi, Chrysler, Jaguar Land Rover – anunciaram nas últimas semanas reduções drásticas nos preços de venda na China de peças ou de alguns modelos automóveis. Os reguladores chineses lançaram, no ano passado, extensas investigações sobre as práticas comerciais dos grandes grupos estrangeiros, incluindo empresas farmacêuticas, fabricantes de leite infantil ou, mais recentemente, empresas de informática.
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Prestação dos serviços de manutenção e reparação do sistema mecânico-eléctrico do Edifício Meng Tak do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 23 meses (01/10/2014 – 31/08/2016) CONCURSO PÚBLICO N.º 03/DOA/2014 1. Entidade que põe o serviço a concurso: Instituto Politécnico de Macau. 2. Modalidade de concurso: Concurso Público. 3. Objecto do Concurso: Serviços de manutenção e reparação do sistema mecânico-eléctrico do Edifício Meng Tak do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 23 meses (01/10/2014 – 31/08/2016) 4. Período: 1 de Outubro de 2014 a 31 de Agosto de 2016. 5. Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas. 6. Garantia provisória: $123 400,00 (cento e vinte e três mil e quatrocentas patacas), através de depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau ou mediante garantia bancária a favor do Instituto Politécnico de Macau, em Macau. 7. Garantia definitiva: 4 % do preço global da adjudicação (para garantia do contrato). 8. Condições de admissão: Entidades com sede ou delegação na RAEM cuja actividade total ou parcial se inscreva na área objecto deste concurso. 9. Local, data e hora de explicação: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 20 de Agosto de 2014, pelas 10H00. 10. Local, data e hora do limite da apresentação das propostas: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 28 de Agosto de 2014, antes das 17H45.
O Ministério do Comércio referiu no sábado que a lei chinesa contra os monopólios – adoptada há seis anos – não fazia “nenhuma discriminação” entre empresas chinesas e estrangeiras. Em linha com essas declarações, um caso de práticas monopolistas por uma empresa chinesa de automóveis controlada pelo Estado será “anunciado em breve”, disse um quadro da CNDR citado pelo China Daily.
11. Local, data e hora da abertura do concurso: Local: Pavilhão Polidesportivo do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 29 de Agosto de 2014, pelas 10H00 12. A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes critérios: - Preço Razoável (60%). - Qualidade do Serviço (40%): (a) Harmonizar os diferentes serviços de manutenção e reparação do sistema mecânico-eléctrico no Edifício Meng Tak do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de 23 meses (01/10/2014 – 31/08/2016), referidos no Mapa de caracterização, tais como as condições da nomeação do pessoal, distribuição do trabalho, catálogos elucidativos das características dos equipamentos e produtos (15%); (b) Curriculum Vitae, competências e experiência do concorrente (10%);
Presidente do Postal Savings julgado por corrupção
O
ex-presidente do banco estatal Postal Savings Bank da China (PSBC), Tao Liming, vai ser julgado por corrupção, anunciou ontem a Procuradoria-Geral chinesa, dois anos depois de ter sido colocado em prisão domiciliária. Tao Liming está acusado
de aceitar subornos, desvios de fundos públicos e de peculato, disse ontem a Procuradoria, num comunicado citado pela agência Xinhua. O ex-presidente do PSBC vai ser processado, em data não revelada, juntamente com outras pessoas que serão julgadas na província central de Henan, no distrito de Hebi. O caso de Tao está incluído numa série de escândalos de corrupção da banca chinesa tornados públicos em 2012, pouco antes da mudança de liderança no Governo Central em 2013.
A detenção de Tao ocorreu pouco depois da de Yang Kun, um alto funcionário do Banco de Agricultura de China (ABC), e de outros quadros de outras entidades, o que evidenciou, segundo publicaram então alguns diários, que o sistema bancário chinês está “repleto” de empréstimos sem fundos e de apropriações indevidas. Tao Liming foi presidente do PSBC entre 2007 e 2012, quando foi colocado sob “shuanggui”, um regime de prisão domiciliária especial para os membros do Partido Comunista chinês (PCCh).
(c) Outras e demais propostas favoráveis para a execução dos serviços de manutenção e reparação do sistema mecânico-eléctrico no Edifício Meng Tak do Instituto Politécnico, pelo período de 23 meses (01/10/2014 – 31/08/2016) de Macau, referidas no Mapa de Caracterização (10%); (d) Esclarecimentos na reunião (questões profissionais sobre a prestação dos serviços de manutenção e reparação do sistema mecânico-eléctrico no Edifício Meng Tak do Instituto Politécnico de Macau), pelo período de 23 meses (01/10/2014 – 31/08/2016 levantadas pelo Instituto Politécnico de Macau) (5%). 13. Local, hora e preço para exame do processo e obtenção da cópia do processo: Local de exame: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luis Gonzaga Gomes, em Macau Local de obtenção: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua Luis Gonzaga Gomes, em Macau, mediante o pagamento de MOP100,00 (cem patacas). Hora: de 2ª feira a 5ª feira das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45. 6ª feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30. Telefone: 8559 6140, 8559 6153, 8599 6404 Macau, aos 4 de Agosto de 2014 Presidente do Instituto, Lei Heong Iok
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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HUAI NAN ZI
淮南子
O LIVRO DOS MESTRES DE HUAINAN
Da Sabedoria – 109 Os sábios emulam o céu e aceitam as suas condições. Não mantêm laços com os hábitos convencionais e não são influenciados por outros. * * * A prática dos sábios não é de se juntarem aos outros, nem de deles se separarem. * * * Os sábios não têm pensamentos a abandonar, não havendo, por isso, fealdade nas suas mentes. Não se apegam a qualquer beleza, de modo que não perdem qualquer beleza. Portanto, não pensam em obter bênçãos ou recompensas pelas suas actividades religiosas e sociais; o seu objectivo e desenvolver gratidão e respeito. Só aqueles que nada buscam podem atingir isto. * * * Pode ser impossível planear certos tipos de eventos e pode ser impossível pensar certas coisas de antemão. Sem aviso e de súbito surgem. Assim, os sábios desenvolvem a Via e aguardam o tempo certo. * * * Quando os sábios fazem o bem, não o fazem por honrarias e, todavia, a honra decorre; não esperam ganhos, mas o ganho decorre. * * * Os começos da fortuna e da calamidade são subtis e, por isso, ninguém lhes presta atenção. Apenas os sábios conhecem o princípio e o fim. * * * O sábios escondem as suas boas acções e mantêm anónima a sua benevolência. * * * Os sábios trabalharam em diversas coisas que eram diferentes em termos concretos mas unificadas em termos de princípio e de lógica. Foram por caminhos diferentes em direcção ao mesmo objectivo. Em todas as vicissitudes das suas vidas foram todos de uma só vontade, nunca esquecendo o desejo de beneficiar os outros. * * * Os sábios não usam os outros para os seus próprios fins; não deixam os seus desejos perturbar a harmonia. Assim, quando felizes não regozijam demasiado; quando tristes, não se consomem demasiado.
Tradução de Rui Cascais | Ilustração de Rui Rasquinho
Huai Nan Zi (淮南子), O Livro dos Mestres de Huainan foi composto por um conjunto de sábios taoistas na corte de Huainan (actual Província de Anhui), no século II a.C., no decorrer da Dinastia Han do Oeste (206 a.C. a 9 d.C.). Conhecidos como “Os Oito Imortais”, estes sábios destilaram e refinaram o corpo de ensinamentos taoistas já existente (ou seja, o Tao Te Qing e o Chuang Tzu) num só volume, sob o patrocínio e coordenação do lendário Príncipe Liu An de Huainan. A versão portuguesa que aqui se apresenta segue uma selecção de extractos fundamentais, efectuada a partir do texto canónico completo pelo Professor Thomas Cleary e por si traduzida em Taoist Classics, Volume I, Shambhala: Boston, 2003. Estes extractos encontram-se organizados em quatro grupos: “Da Sociedade e do Estado”; “Da Guerra”; “Da Paz” e “Da Sabedoria”. O texto original chinês pode ser consultado na íntegra em www.ctext.org, na secção intitulada “Miscellaneous Schools”.
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Os começos da fortuna e da calamidade são subtis e, por isso, ninguém lhes presta atenção.
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António Graça de Abreu
PROVÍNCIA DE FUJIAN福建
SURPRESAS NAS CASAS TULOU土楼, PROVÍNCIA DE 福建 FUJIAN
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UANDO das duas minhas primeiras visitas a Macau, ido de Pequim, nos já distantes anos de 1979 e 1980, recebi ordens do Heduíno Gomes (Vilar), ainda secretário-geral do PCP (m-l), partido na altura estrebuchante e quase moribundo para, como membro (?) e militante (?) do PCP (m-l) na capital chinesa, ir apresentar cumprimentos aos representantes do Partido Comunista da China em Macau, os camaradas que estavam à frente da companhia Nam Kwong, a fachada comercial do forte -- mas mal conhecido pelos portugueses --, poder comunista em Macau. Bem recebido, eis-me à conversa com um senhor simpatiquíssimo de que só na segunda visita fixei o nome, o camarada O Cheng Peng, o dirigente máximo da Nam Kwong. O competente intérprete do diálogo era um tal senhor Lou Kói, amigo de peito de uns tantos camaradas chineses que comigo trabalhavam na secção portuguesa das Edições de Pequim em Línguas Estrangeiras. Afinal estávamos todos ligados.
Foram cumprimentos de circunstância mas não esqueço uma pergunta sibilina e inteligente que o camarada O Cheng Peng (Ke Chenping em mandarim) me fez. “ O que é que acha dos portugueses de Macau? “ E eu, tão ignorante, a responder-lhe patrioticamente, mais ou menos o seguinte: “Não sei muito sobre os portugueses daqui, mas parecem-me boa gente, vivem bem em Macau, conhecem mal a grande China, mas vão dando o seu contributo para Macau crescer e a cidade é fascinante.” Anos mais tarde, nas minhas tergiversadas leituras sobre o mundo chinês, encontro referências a O Cheng Peng. Natural de Haifeng, na província de Guangdong, era amigo do marechal Ye Jianying, seu conterrâneo nascido em Meixian, um pouco mais a norte mas no mesmo Guangdong, na fronteira com a província de Fujian. Ye Jianying, um dos braços direitos de Mao Zedong em tudo o que às coisas da guerra dizia respeito (não nos esqueçamos, como afirmou Mao que “o poder está na ponta da espingarda”), como velho militar
que havia feito a Longa Marcha, chegou a comandante supremo do exército e seria o principal responsável, em 1976, pela prisão e aniquilamento do chamado “Bando dos Quatro”. Durante os tempos mais atribulados da catástrofe sínica conhecida como Grande Revolução Cultural, em 1966/1969, O Cheng Peng e Ye Jianying, de Macau para Pequim, de Pequim para Macau, mantiveram permanente contacto. O Cheng Peng garantiu aos altos dirigentes chineses no poder em Pequim o total apoio do Partido, em Macau, no caso de ser necessário ajudar quadros superiores do PCC, se fossem perseguidos pelas hostes radicais maoistas. Macau seria o lugar de saída da China, ou de refúgio clandestino desses quadros, incluindo o próprio marechal. Estes dois homens haviam-se conhecido em Hong Kong no início dos anos quarenta do século passado. Ye Jianying, fugido então às perseguições dos nacionalistas de Chiang Kai-shek, fez várias visitas a Macau, conhecia a cidade desde 1943, e agora, em 1967, os comunistas de Macau garantiam-lhe
protecção e sobrevivência. Para além de opções políticas e entendimentos do mundo aparentemente semelhantes, algo muito forte e poderoso unia O Cheng Peng e o marechal Ye Jiangying. Falavam o mesmo dialecto e eram ambos da etnia hakka. Os hakka são um subgrupo dos han, os chineses propriamente ditos, com costumes e antiquíssimas cumplicidades de todo o tipo. Os hakka têm por ancestral proveniência o centro da China, as regiões do extenso vale do rio Amarelo. Nas dinastias Song (960-1279) e Yuan (12791368) as populações hakka, acossadas pelos permanentes conflitos e guerras que assolavam o império, procuraram regiões mais pacíficas no sul da China. Muitos dos hakka fixaram-se, exactamente nestas montanhas de fronteira entre as províncias de Guangdong e de Fujian. Aí nasceram O Cheng Peng e Ye Jianying. E a vila de Pinghe, no sul de Fujian é a terra natal de Lin Yutang, igualmente hakka e um dos maiores escritores chineses do século XX. Desde Xiamen (Amoy), a segunda maior cidade da província de Fujian,
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foi, em Junho de 2013, altura de eu partir na jornada de cem quilómetros de autocarro até às vilas de Yongding e Nanjing situadas na zona de fronteira com a província de Guangdong. Era tempo de visitar as terras dos hakka e as suas fantásticas casas tulou 土楼 reconhecidas desde 2008 como Património Mundial pela Unesco. Viagem desinteressante (fábricas e mais fábricas em volta de Xiamen, lixo e mais lixo, muita poluição), até entrarmos nas montanhas retalhadas por socalcos -- onde se cultiva chá, arroz, milho, tabaco, mangos, bananas, etc. --, montes verdejantes entrecortados por rios e riachos que separam e também unem as duas províncias de Guangdong e Fujian. Deixam-me, e aos meus companheiros chineses de autocarro, na aldeia de Gaobei, município de Yongding. É tempo de partir à descoberta destes singulares lugares com as casas tulou. Os hakka, gente independente, orgulhosa e culta, ao refugiarem-se nestas paragens há quase dez séculos, começaram a construir casas redondas, tipo baluarte, fortaleza ou castelo cilíndrico, para se defenderem nos conflitos bélicos, tão frequentes na China e também na província de Fujian. Hoje existem ainda 3.000 enormes habitações tulou, únicas no mundo, espalhadas por cerca de 250 quilómetros, com paredes grossas feitas com adobe amarelo, pedras pequenas, areia, pedaços de madeira e tiras de bambu. Ao secar e com o avançar dos anos, as paredes destas casas amuralhadas com telhados negros ganharam uma solidez capaz de resistir a balas de canhão. Não são bem casas mas estruturas redondas (também existem algumas quadradas) aí com 200 a 300 metros de diâmetro e apenas uma porta de entrada. No interior, um grande poço colectivo abastece de água a comunidade hakka, a centena
de pessoas que vive em cada casa tulou. E lá está um altar confuciano onde se reverenciam os antepassados, mais uma ou duas pequenas lojas, tipo mini venda para abastecer os aldeãos. As habitações organizam-se por subdivisões interiores, uma para cada família, que se estendem por quatro andares, muitas vezes cada uma delas com uma escadaria própria. O piso térreo é o lugar onde se têm galinhas e cães, se cozinha, se come e também funciona como área social, lugar de reunião de vizinhos e amigos, diante de umas chávenas de chá, uns baralhos de cartas ou um tabuleiro de mahjong. No segundo sobrado guardam-se as alfaias agrícolas e sobretudo encontramos celeiros e depósitos de cereais. Os dois últimos pisos têm varandas circulares voltadas para o interior da enorme casa e aí encontramos os quartos de dormir. São as únicas divisões com janelas para o exterior. Vistas à distância, as casas tulou são tão estranhas que nos anos setenta do século XX, quando os primeiros satélites de espionagem norte-americanos começaram, desde o espaço, a fotografar todo o globo, os especialistas da NASA e da CIA convenceram-se que estes redutos redondos fortificados, meio escondidos entre montanhas do sul da China, não muito longe de Taiwan, a Formosa, eram bases para o lançamento de foguetes intercontinentais. Depois da concessão do estatuto de Património Mundial pela Unesco, toda esta vasta região polvilhada pelas originais casas tulou passou a ser um dos mais importantes destinos turísticos da província de Fujian e da vizinha Guangdong. São sobretudo os autocarros cheios de chineses que atravancam as estradas sinuosas em busca das aldeias. Não encontrei um único estrangeiro por estas paragens, o que começa a ser frequente nas minhas viagens arrevesadas pela China profunda e me proporciona o gosto tolo de me sentir um português, um europeu importante. Numa rua da vila de Gaobei assisti, no entanto, a algo que jamais contemplara em terras chinesas, o estonar de um cão acabado de abater. Tal e qual como se faz em Portugal quando da matança do porco, chamuscava-se o animal, o melhor amigo do homem, o pobre canídeo antes de o retalhar em pedaços para depois se prepararem deliciosos banquetes, manjares de carne de cão, coisa vulgar nestas províncias de Fujian e Guangdong, sul da China. Os camaradas O Cheng Peng e Ye Jianying falecidos em 2005 e 1986, com 94 e 89 anos respectivamente, em Macau e em Pequim, estariam hoje por certo hoje muito orgulhosos pelas suas casas hakka, Património Mundial pela Unesco. Mas carne de cão é que não.
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( F ) UTILIDADES
TEMPO
TROVOADAS
MIN
25
MAX
30
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HUM
75-98%
•
EURO
10.6
BAHT
Cineteatro
LÍNGUA DE gATO
0.2
YUAN
1.2
CINEMA
INTO THE STORM
BREAK UP 100 [B]
SALA 1
LUCY [C]
Um filme de: Luc Besson Com: Scarlett Johansson, Morgan Freeman 14.15, 18.00, 19.45, 21.30
Pu Yi
BREAK UP 100 [B]
Um filme de: Lawrence Cheng Com: Ekin Cheng, Chrissie Chau 16.00
Como se pode gerir uma Administração com justiça Esta semana não ficou apenas marcada pela morte do estimado actor Robin Williams ou da actriz Lauren Bacall. Saindo dos cinemas e voltando para a estúpida realidade, cá no burgo a semana vai continuar a ser pródiga em acontecimentos políticos. Chui Sai On vai apresentar o seu programa político no sábado. Eu, que tenho andado mais atento a estas coisas de política, apesar de não votar, não espero grandes novidades. Mas vai ser giro ver o DOME a encher para tão grande acontecimento absolutamente previsível. Li também por estes dias que um advogado e um antigo candidato às eleições disseram que a área da Administração não cai bem com a Justiça. É como um blazer que não dá com aquelas calças, porque os tecidos são diferentes. Talvez por isso tenhamos problemas como o que estou a ver hoje no jornal: não há uma lei que consiga regulamentar na sua plenitude a actual reserva financeira. A lei foi feita quando Macau não tinha dinheiro a rebentar pelas costuras e agora o dinheiro que o território está a ser gerido sem uma base legal actualizada. Caro Chui Sai On: quando for ao DOME este sábado, diga lá às pessoas que irá combinar as calças com outro blazer, que é como quem diz, separar a Administração e Justiça. Coloque estas duas áreas a combinar. Talvez assim a produção legislativa e a máquina funcionem em pleno.
SALA 2
INTO THE STORM [B] Um filme de: Steven Quale Com: Richard Armitage, Alycia Debnam-Carey, Matt Walsh 14.15, 16.00, 17.45, 21.30
ACONTECEU HOJE
Um filme de: Lawrence Cheng Com: Ekin Cheng, Chrissie Chau 19.30 SALA 3
DORAEMON THE MOVIE: NOBITA IN THE NEWHAUNTS OF EVIL-PEKO AND THE FIVE EXPLORERS [A]
FALADO EM CANTONÊS E LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Yakuwa Shinnosuke 14.30, 16.30
CAFE • WAITING • LOVE [B] Um filme de: Chiang Chin Lin Com: Vivian Chow, Megan Lai, Pauline Lan, Lee Luo 19.15, 21.30
14 DE AGOSTO
Dá-se a Batalha de Aljubarrota com vitória portuguesa
H O J E H Á F I L M E “O HOMEM BICENTENÁRIO” (CHRIS COLUMBUS, 1999) Desta vez, a sugestão cinematográfica surge em jeito de homenagem a uma das personalidades mais acarinhadas e respeitadas do cinema, Robin Williams. O actor e comediante deixou-nos na passada terça-feira, com 63 anos de idade. ‘O Homem bicentenário’ surgiu em 1999 pelas mãos de Chris Columbus e conta uma das mais bonitas histórias de amor de sempre entre um robô e uma mulher. Andrew (Robin Williams) foi, durante vários anos, o mordomo electrónico da família Martin, até se apaixonar secreta e profundamente por Portia Charney. O amor entre os dois era tão forte que levou o casal a pedir às autoridades que transformassem Andrew num ser humano, permitindo que este se tornasse mortal e morresse ao lado de Portia. É seguramente, e a par com ‘Good morning Vietnam’ ou ‘One hour photo’, um dos melhores filmes de Robin Williams e que mais sorrisos, lágrimas e aplausos juntou. - Leonor Sá Machado
fonte da inveja
Diz-me com quem sais, eu te direi se voltas.
• A 14 de Agosto de 1385, decorre a Batalha de Aljubarrota, que opôs tropas portuguesas às castelhanas. O triunfo português garante a independência e coloca um fim à Crise de 1383-1385. Hoje é dia de recordar os heróis da Batalha de Aljubarrota, conflito que decorreu no campo de São Jorge, perto da vila de Aljubarrota, entre Leiria e Alcobaça, ao final da tarde de 14 de Agosto de 1385. De um lado, as tropas portuguesas comandadas por D. João I de Portugal e o condestável D. Nuno Álvares Pereira, com o apoio dos aliados ingleses. Do outro, o exército castelhano e aliados, sob liderança de D. João I de Castela. O desfecho desta batalha foi uma derrota dos castelhanos, cenário que encerrou a crise de 1383-1385 e a consolidação de D. João I, Mestre de Avis, como rei de Portugal (o primeiro da Dinastia de Avis). Este triunfo de Portugal, com o apoio dos britânicos, veio também reforçar a aliança luso-britânica, que viria a ser selada um ano mais tarde, com dois factos: a assinatura do Tratado de Windsor e o casamento entre D. João I e D. Filipa de Lencastre. Outra consequência deste triunfo histórico dos portugueses é o Mosteiro da Batalha, mandado edificar pelo rei de Portugal, como simbólico agradecimento. Somente em 1411 o reino português viria a estabelecer a paz com Castela. Esse baixar das armas é selado em 1423, com o Tratado de Ayllón. Mas a Batalha de Aljubarrota apresenta outras particularidades – é um dos raros conflitos campais da Idade Média que colocou em confronto dois exércitos régios – e também outras consequências: a ligação diplomática com Inglaterra perdura até aos dias de hoje, mais de seis séculos depois. Trouxe inovação nas tácticas militares, com homens apeados a derrotar imponentes cavalarias, e celebrizou a figura lendária da ‘Padeira de Aljubarrota’, a heroína Brites de Almeida, que, com recurso a uma pá, terá aniquilado sete castelhanos escondidos no seu forno. A Batalha de Aljubarrota colocou um ponto final da disputa que dividia o Reino de Portugal do Reino de Castela e Leão, permitindo a afirmação de Portugal como Reino Independente. E foi início de, sob a Dinastia de Avis, uma das épocas mais marcantes da história de Portugal: a era dos Descobrimentos.
João Corvo
OPINIÃO
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bairro do oriente
ORSON WELLES, O PORCESSO
LEOCARDO
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Com a rigidez de um cadáver
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Asenda do artigo da semana passada sobre a areia que abunda na engrenagem administrativa desta RAEM da China, outra do Santo Nome de Deus e em ambas as faenas conhecida apenas por “Macau”, volto a falar deste estado actual de Calamina em que vivemos no território – em nome do alívio da comichão causada pelas alergias e pelo sarampo, estar acamado e acometido de uma rigidez cutânea que limita os movimentos e expressão parece ser um mal menor. Aproveito também o facto de grande parte da nossa comunidade lusófona ter ido “a banhos” neste mês de Agosto para cometer um ou outro desabafo inconsequente, como se só as paredes confessasse, ou na versão mais coloquial, um sermão as peixes, com a devida vénia ao Pe. António Vieira, a cuja retórica nem ouso fazer comparações. Melhor, adaptemos a situação à realidade local: tal como o deputado Fong Chi Keong, esse pândego, vou por uns momentos ficar a “conversar com o cigarro”. Já tinha feito menção na última quinta-feira ao “dolce far niente” que caracterizava os tempos da administração portuguesa, o pré-RAEM, antes de 1999. É preciso não confundir isto com laxismo ou incompetência, como se Macau fosse o campo e nós os burros que passavam o dia a comer palha enquanto se enxotavam as moscas com a cauda. O que existia – mesmo que em doses acima do recomendável – era uma descontração, um
relaxamento próprio de um local que não sendo bem o campo, servia de santuário para aqueles que procuravam exílio do frenesim das grandes cidades, do “stress” compassado pelos ponteiros do relógio, da hora para almoçar de pé, da corrida para o transporte, que perdido podia significar a diferença entre a vida e a morte. Era um tempo em que olhar para cima em Macau era ver o céu azul, e ao lado uma criança a sorrir, e à frente um caminho a percorrer, sem ninguém a olhar para o “smartphone” e esbarrar connosco, limitando-se a desviar a atenção do ecrã apenas por um segundo, e em vez de nos pedir desculpa verifica apenas se somos alguém de carne e osso que possa constar da lista de “conhecidos” do mundo virtual. Chegaram então os novos senhorios, vai para 15 anos. Programados para agradar, fazer o ar mais inofensivo possível, e cumprir as parangonas do tão apregoado “segundo sistema”. No início foram a Singapura, um território de dimensão pouco maior que a de Macau, uma micro-economia idêntica, e um exemplo na área da prestação de serviços. Foram “aprender”, dizem. Resta saber se foi para aprender como se faz, ou como não se faz. Basta apanhar um táxi em Singapura e não apanhar um táxi em Macau para perceber a diferença. Pegaram nos velhos e inofensivos vícios do passado e adaptaram-nos ao código palaciano, dividiram para poder reinar, e o seu séquito – cambada de patetas sem carácter – cairam na esparrela. Instituiu-se o sistema do clientelismo, do seguidismo, da obediência cega e incondi-
cional, da desconfiança, da retaliação, da bajulação e do mérito duvidoso acicatado por um sistema de avaliação baseado em critérios puramente pessoais, limitados pelo politicamente correcto, e terreno fértil para a injustiça e para a inveja. Fica tudo feito? Sim, fica, quando fica. Senão “vá falar com o meu colega”, ou “não é neste andar, é no outro de cima”, “enganou-se, é no departamento tal...lá disseram-lhe que era aqui? Mas olhe que o engaram: é mesmo lá”, ou “o chefe manda
Instituiu-se o sistema do clientelismo, do seguidismo, da obediência cega e incondicional, da desconfiança, da retaliação, da bajulação e do mérito duvidoso acicatado por um sistema de avaliação baseado em critérios puramente pessoais, limitados pelo politicamente correcto, e terreno fértil para a injustiça e para a inveja
dizer que não está”. Pelo menos cumprem a Lei, não? Às vezes. Outras vezes respondem: “o meu chefe não é Lei (李, um apelido chinês), é Leong (梁,outro apelido)”. A responsabilização não existe, pois ninguém assume nada, e faz apenas o que lhe mandam, sempre em mente que trabalhar em Macau é uma encruzilhada onde existem apenas duas saídas dignas: administração ou casinos. Como se cumprem as directivas? Seguem o código? “O ofício”, respondem. Qual ofício. “Aquele... que circulou por aí no outro dia... não me lembro bem, mas lá dizia para fazer assim”. E lá vão passando estes ensinamentos de minhoca para lesma, de lesma para bicho-da-seda, e por aí fora na escala dos invertebrados. Se o povo diz que “à mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”, aqui tudo o que conta são as aparências, e César não confiava numa mulher destas nem para perguntar as horas. Cumpre-se o longo caminho que mais parece uma via sacra, onde já cansa o prolongado estertor do jovem moribundo que lentamente definha. E não ficamos por aqui em termos de necrologia; a perfeição do sistema será atingida quando se cumprirem as directivas sempre a olhar a frente, sem distrações, com a rigidez de um cadáver, preservado em formol e besuntado com carradas de tinta, conferindo-lhe um sopro de vida, apenas de imitação, a fazer de conta.As auroras de ontem continuam radiosas, quem sabe ainda mais que antes, mas o seu abraço não é o mesmo, doce e fraternal. O melhor mesmo é ver se ficou lá um punhal espetado nas costas.
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hoje macau quinta-feira 14.8.2014
Faleceu jornalista Emídio Rangel
China Kerry faz marcha atrás
O jornalista Emídio Rangel, fundador da TSF e antigo director-geral da SIC e da RTP, morreu nesta quarta-feira. Estava internado há várias semanas, devido a complicações provocadas por um cancro. Rangel começou a sua vida profissional na rádio, em Angola na década de 60. Veio para Portugal já depois do 25 de Abril, formou-se em História. Esteve 12 anos na Radiodifusão e em 1988 fez parte da equipa fundadora da TSF. Com o lançamento da televisão privada, Francisco Pinto Balsemão convida-o para director de Informação da SIC. Ali, acumulou depois também as funções de director de programas e assumiu o cargo de directorgeral. Levou o canal à liderança das audiências num caminho fulgurante, chegando mesmo a mais de 50%. Em 2001, passou para a RTP, para exercer funções também como director-geral. Acabou por sair no ano seguinte, regressando à rádio, como consultor da TSF, para desenhar o relançamento da estação noticiosa. Desde então integrou diversos projectos, boa parte deles para Angola, e em Portugal esteve na preparação de uma das propostas para o quinto canal em sinal aberto que deveria ter sido lançado com a TDT – Televisão Digital Terrestre.
Jornalista italiano morre em Gaza
O jornalista italiano Simone Camilli morreu ontem na explosão de uma bomba na Faixa de Gaza, quando estava num grupo com cinco palestinianos que tentavam desarmar o engenho. Camilli trabalhava como repórter de imagem para várias agências internacionais de notícias, entre as quais a Associated Press. Segundo fontes locais, a explosão ocorreu na região de Beit Lahya, no norte de Gaza. A bomba foi lançada antes da trégua por um F16 israelita e não explodiu na queda, pelo que os homens estavam a tentar desarmá-la.
Panda dá à luz trigémeos
Um jardim zoológico no Sul da China revelou o novo trio de residentes da instituição. Trata-se dos primeiros trigémeos de panda a sobreviverem ao parto. As três crias nasceram no final do mês passado, filhas da mãe Panda chamada «Juaixo». Os trigémeos estão em incubadoras e estão a ser monitorizados permanentemente pela equipa de funcionários do zoo. A imprensa britânica recorda que, só ano passado, nasceram 49 pandas na China, mas apenas 42 sobreviveram.
Quando tudo já foi dito, redito e suspirado sobre a voz rouca, os lábios aveludados, a cintura de marfim, a incomparável graça e o atrevimento dos modos, talvez seja melhor o silêncio, alguma contenção. Dizer o seu nome seria inútil e seria ousar demasiado. Não somos merecedores. Não se faz isso a uma deusa.
John Kerry, que se encontra na Austrália para participar numa reunião anual sobre segurança e política externa, pediu na terça-feira à China para ser mais cooperativa, salientando que Washington não está interessado em confrontações ou conflitos com o gigante asiático. Estes comentários surgem após as acusações por parte de Pequim de que os Estados Unidos estão a alimentar as tensões no Mar do Sul da China. “Nós apoiamos a subida da China no palco global, de preferência como uma economia poderosa e um parceiro activo e construtivo na comunidade Internacional”, adiantou o Secretário de Estado norte-americano. “E queremos que a China participe de uma maneira construtiva, quer em relação ao Mar do Sul da China, ao Japão, às Coreias ou no que concerne a qualquer outro problemas que possamos ter de enfrentar”. A China rejeitou uma proposta dos Estados Unidos para pôr termo a acções provocativas na região, chegando o Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, a comentar que “alguns países que não pertencem à região estão inquietos e continuam a alimentar as tensões”. “Será que o seu verdadeiro objectivo é criar caos na região? A China e os restantes membros da ASEAN são perfeitamente capazes de garantir a paz e estabilidade no Mar do Sul da China”, acrescentou. Por sua vez, Kerry comentou que os Estados Unidos estão interessados em cooperar com a China. “Não estamos à procura de confrontação nem conflito. A nossa esperança é que a China aproveite estas oportunidades para ser um parceiro cooperativo”, adiantou o mesmo a partir de Sydney. Os Estados Unidos têm vindo a tomar uma postura mais crítica para com Pequim após uma série de incidentes marítimos entre a China e os seus vizinhos, incluindo a colocação de uma plataforma petrolífera chinesa em águas disputadas com o Vietname. O secretário de Estado norte-americano disse ainda que, apesar de haver sempre disputas entre países, em certos casos o melhor seria que os intervenientes concordassem em seguir uma política mais diplomática para resolver as suas diferenças. “Toda a gente compreende que o mundo seria um sítio melhor se as grandes nações arranjassem maneiras de cooperar umas com as outras em vez de seguirem a via do confronto”, rematou. Kerry prometeu ainda que os EUA cumpriram as suas promessas, embora não tenha especificado quais.