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Hoje Macau 14 JULHO 2021 #4809

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RÓMULO SANTOS

PAUL VAN DYKE

PENHORES E OUTRAS HISTÓRIAS ENTREVISTA

Nº 4809 QUARTA-FEIRA 14-7-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

CONFIRMAÇÕES E APLAUSOS PÁGINAS 4-5

CPLP | FÓRUM

FALHAS DE LIGAÇÃO PÁGINA 7

ARTE MACAU

CHARME CRIATIVO EVENTOS

hoje macau

Públicas virtudes

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HOJE MACAU

MOP$10

ELEIÇÕES

As candidaturas às mais de cinco mil fracções de habitação económica estão abertas. De todo o lado chovem elogios à oferta promovida pelo Executivo, inclusive do sector privado, que aplaude a política destinada à promoção do bem-estar da população. ÚLTIMA


RÓMULO SANTOS

2 entrevista

PAUL VAN DYKE

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HISTORIADOR

“As casas de penhores serviam toda a gente”

14.7.2021 quarta-feira

Paul Van Dyke, historiador, ex-docente da Universidade de Macau e da Universidade Sun Yat-sen, investiga a história das casas de penhores há mais de dez anos e fala de espaços que serviam ricos e pobres, como se de um banco se tratassem. Actualmente reformado, o historiador lançou, o ano passado, “Whampoa and the Canton Trade: Life and Death in a Chinese Port”, que conta a história dos marinheiros europeus em Cantão Há muitos anos que faz investigação sobre casas de penhores, e abordou recentemente esse tema num colóquio internacional. A investigação sobre as casas de penhores tem vindo a ser negligenciada, mas sempre foram muito importantes para a comunidade chinesa. Operavam essencialmente como um banco, dando empréstimos às pessoas que precisavam. Também se poderiam obter empréstimos temporários depositando bens nas casas de penhores. O problema residia no facto de os comerciantes terem dificuldades em obter empréstimos, o que criou um problema no comércio. Muitas vezes os comerciantes necessitavam de grandes quantias de dinheiro e as casas de penhores não


quarta-feira 14.7.2021

mais aprofundada, mas leva muito tempo. Fiquei muito surpreendido quando comecei a trabalhar neste assunto, porque havia muita informação que não tinha sido usada. São dados que têm vários anos, os académicos passaram por eles mas ignoraram-nos por completo. Lentamente há mais pessoas envolvidas neste trabalho. Quando comecei este trabalho, nos anos 90, ninguém fazia esta investigação e sentia-me sozinho nesta tarefa. Mas em 2010 mais académicos apareceram a estudar esta matéria. Mas há ainda muito a fazer e espero que mais académicos possam investigar este tema.

o emprestavam. Mas conseguiam esses fundos junto de locais ou de pequenos empresários. Mas havia sempre alguns constrangimentos. No caso dos grandes negócios as coisas não corriam bem. Isso fez com que os grandes comerciantes tivessem de pedir dinheiro emprestado aos estrangeiros, ao invés de obterem o dinheiro localmente, em Cantão ou Macau. Mas as casas de penhores serviam toda a gente. No caso dos pobres, tanto chineses como europeus, só tinham duas mudas de roupa, para o Verão e Inverno. Quando a estação mudava colocavam a roupa na casa de penhores para terem um empréstimo, e depois trocavam-na seis meses depois. As roupas eram um dos bens principais nas casas de penhores. Mas estas tinham uma característica especial. Em Macau ou em Cantão? Na província de Guangdong. Funcionavam em edifícios muito altos. Eram muito diferentes das casas de penhores que operavam em outras zonas da China. No caso de Hong Kong, as casas de penhores eram construídas de forma bastante diferente face a Macau e à província de Guangdong. Porquê? Não tenho uma resposta para isso, mas Macau copiou fielmente a forma como eram construídas em Guangdong. Em Guangzhou há imagens de edifícios que arderam e as casas de penhores mantiveram-se intactas. Havia uma capacidade de construção colocando pequenas janelas, e se rebentasse um incêndio, cobriam as janelas e as portas e ficava tudo protegido. No topo das casas de penhores havia grandes baldes de água para proteger o edifício do fogo. Também tinham todo o tipo de equipamentos para proteger o edifício de qualquer pessoa que o tentasse atacar. Era mesmo o melhor lugar a ir se quiséssemos proteger alguma coisa. No século XVIII não eram apenas os chineses mas também os estrangeiros que viviam em Guangzhou que deixavam os seus bens nas casas de penhores para os proteger, tal como peles, joias, talvez dinheiro. Era mesmo um banco, não havia outro lugar como esse na altura. Hoje em dia as casas de penhores têm outra conotação, relacionada com o crime, ou com a ocultação de dinheiro. Sim, claro, em todos os lugares onde existem casas de penhores isso constitui um problema e é por isso que devem ser reguladas. Eram reguladas na China também, não poderiam ser aceites determinados bens. Mas falando de Macau, as pessoas perdem dinheiro no jogo

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“Tanto chineses como europeus, só tinham duas mudas de roupa, para o Verão e Inverno. Quando a estação mudava colocavam a roupa na casa de penhores para terem um empréstimo, e depois trocavam-na seis meses depois.”

e vão a uma casa de penhores para depositar as suas joias a troco de dinheiro. Claro que essa parte do negócio ainda persiste até hoje. Hoje em dia as casas de penhores têm um papel diferente em Macau em relação ao que tinham ao século XVIII, porque estão ligadas aos casinos.

‘Havia muitos navios espanhóis a chegarem a Macau, algo que me surpreendeu, porque em certos anos estes eram em muito maior número do que os navios portugueses.” Como foi a evolução das casas de penhores do século XVIII até ao século XX, e qual foi o seu papel durante os dois conflitos armados mundiais? Há uma coisa curiosa sobre as casas de penhores, que é o facto de, em meados de 1850, começarem a ter uma grande dimensão. Antes desse período funcionavam em edifícios de dois ou três andares, e depois começaram a existir em edifícios de oito, nove andares. Em 1870 já funcionavam nos maiores edifícios de Cantão e Macau. As casas de penhores em Macau apareceram um pouco mais tarde, no início do século XX, mas quando chegaram operavam também nos edifícios mais altos de Macau. Não estudei essa parte ainda, de como essa característica está ligada com a economia. Tenho referências que dizem: “olhemos para as casas de penhores! Quanto mais altas, melhor a economia”. Mas não sei se isso é verdade, e até pode ter sido

o oposto disso, porque ao terem mais bens, as pessoas vão precisar de mais dinheiro. Mas não estou certo disso. Disse que estas casas de penhores precisam de uma maior regulação. Mas olhando para todos estes anos, qual a sua posição sobre o papel das autoridades em relação a essa regulação? As casas de penhores funcionaram sempre numa espécie de zona cinzenta, ou não? No caso de Macau só conheço algumas casas de penhores de grande dimensão que operam, e prestei alguma atenção à forma como eram reguladas no tempo da Administração portuguesa. Sei como as autoridades de Cantão as regularam, na sua relação com as diferentes comunidades. É um pouco confuso, porque esperava-se que as grandes casas de penhores operassem nas grandes cidades, certo? Mas em toda a província de Guangdong, em finais do século XIX, havia enormes casas de penhores nas zonas rurais, longe das populações. Não tenho explicação para isso. No início da nossa conversa disse que a investigação sobre as casas de penhores tem vindo a ser negligenciada. E porquê? Há várias razões para isso. Nos anos 70 e 80 havia muita investigação em Macau e Cantão, e especialmente relacionada com a Guerra do Ópio. Muitos livros foram publicados, e Charles Boxer é um dos mais conhecidos académicos que publicou literatura sobre a matéria. Foram feitos muitos estudos sobre o comércio estrangeiro na China e em Macau também. Mas tem sido difícil ir além disso. Hoje em dia temos mais detalhes e registos e podemos fazer uma investigação

Quais as áreas relacionadas com as casas de penhores que precisam de mais estudo? A história económica não é muito popular nos dias de hoje, ou a história dos negócios. As pessoas estão mais orientadas para estudos sociais ou antropológicos. Há muitos novos trabalhos novos a surgir mais baseados em teorias do que em investigação empírica. Há estudos a serem feitos sobre as relações entre chineses e europeus, onde os americanos estão também envolvidos, mas mais do ponto de vista social do que empresarial. São estudos que se focam mais em como as pessoas interagiam em Macau. Também estou a analisar a presença dos espanhóis em Macau. Pode avançar algumas conclusões? Há novas teses que surgiram nos últimos anos que mostram como os espanhóis agiam no comércio com a China, e claro que Macau também está incluído. Isso é relativamente novo, antes disso não sabíamos quase nada sobre a presença dos espanhóis em Macau. Havia muitos navios espanhóis a chegarem a Macau, algo que me surpreendeu, porque em certos anos estes eram em muito maior número do que os navios portugueses. Por alguma razão não há qualquer registo disso em Macau, não tenho explicação para isso. Os registos que usei, e que estão bem documentados, são da British Indian Company, que tinham pessoas em Macau a registar todos os dados. Mas os melhores dados são da Suécia, muito detalhados. E os registos portugueses? Não são tão detalhados como os suecos. Não encontramos dados

“Em toda a província de Guangdong, em finais do século XIX, havia enormes casas de penhores nas zonas rurais, longe das populações. Não tenho explicação para isso.”

sobre as diferentes pessoas que estavam em Macau nessa época. Os arquivos estão em Macau, são uma óptima fonte e recorro a eles muitas vezes, mas não chegam ao detalhe que encontramos em outros registos europeus. O ano passado publicou um novo livro sobre o porto de Whampoa e o comércio em Cantão. Pode falar um pouco sobre esta obra? Tinha muita informação, com fontes europeias, sobre a vida dos marinheiros europeus na China. O que faziam, quando chegaram à China, os problemas com que se depararam, como foram sepultados. Havia diferentes protocolos, para muçulmanos e católicos, arménios, as cerimónias fúnebres eram diferentes. Reuni tudo isso. Também falo de como os marinheiros eram mantidos saudáveis a bordo dos navios, e fiquei muito surpreendido porque usavam os barcos para escapar a doenças. Como assim? Usavam muito vinagre. Quando ancoravam em Whampoa, atiravam fora o vinagre e limpavam as áreas do navio, dia após dia. Havia várias práticas para melhorar a saúde dos marinheiros. Eles trouxeram práticas europeias para a China, essencialmente. Sim. Mas o livro também inclui Macau, porque muitos dos marinheiros desembarcavam em Macau e muitos deles eram também recrutados no território. Macau está sempre envolvido nas minhas investigações, de uma forma ou de outra. Era um porto importante para a China. Nessa altura sim. Macau era também importante para os portugueses que vinham de Portugal e não viviam em Macau, e não estavam autorizados a fazer comércio aqui. Tinham de ir a Cantão. No livro documentei todos os barcos que entraram em Whampoa, os nomes deles, as datas em que chegaram. Também falo dos serviços religiosos que existiam, por exemplo. Faço comparações entre dados recolhidos por outros académicos em anos anteriores com os novos dados que encontrei. Houve muitas diferenças ao longo dos anos. Em que sentido? Em 1757, por exemplo, havia apenas sete barcos em Whampoa. Depois passou para 14. E ao longo dos anos foram aparecendo mais barcos. Mas nos anos 60 [quando as primeiras informações foram recolhidas], não havia acesso a fontes digitais como temos hoje, e hoje podemos ter mais detalhes sobre este assunto. Andreia Sofia Silva


4 política

HK Jornal sugere que Sulu Sou e Scott Chiang foram treinados pela CIA O jornal estatal Hong Kong Commercial Daily publicou ontem um artigo a sugerir que Sulu Sou e Scott Chiang participaram em acções de formação da Agência Central de Inteligência, norte-americana, (CIA na sigla em inglês) numa base em Taiwan. A publicação aponta rumores amplamente difundidos na Internet como fonte, sem sustentar as alegações. No entanto, a publicação refere que os dois candi-

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datos desqualificados às eleições de Setembro participaram nestas acções em Abril de 2014, que Sulu Sou terá regressado à RAEM para presidir à Associação Novo Macau, e que Scott Chiang assumiu a liderança da associação quando Sulu Sou regressou a Taiwan para mais formação ministrada pela CIA. Além disso, a publicação estatal afirma que Sulu Sou passou a informar às autoridades da Formosa

sobre políticas chinesas para Macau e Hong Kong quando entrou para a Assembleia Legislativa.

Eleições Ng Kuok Cheong ironiza decisão da CAEAL Ng Kuok Cheong fez várias publicações, em tom irónico, no Facebook referindo que a comissão eleitoral tem “elevada eficácia” e que só pediu informações à polícia sobre candidatos a 2 de Julho. Entre as informações cedidas pela CAEAL a 4 de Julho, Ng Kuok Cheong disse que há mais de 200 páginas de eventuais provas. O deputado mostrou uma fotografia em que surge com o ex-presidente do Partido Democrático de Hong Kong, Wu Chi-wai. “A 3 de Agosto de 2019, Ng Kuok Cheong encontrou-se com um membro

importante do partido, Wu Chi-wai, que defende a independência de Hong Kong”, pode ler-se na nota elaborada pela polícia. O deputado referiu que os próprios residentes de Hong Kong não acreditam que o partido defenda a independência do território em relação à China. Na mesma publicação, um internauta partilhou uma fotografia da deputada Agnes Lam ao lado de Tanya Chan, deputada do campo pró-democracia de Hong Kong, membro fundador do Partido Cívico, e que deixou a política no ano passado.

A Feitas contas do dia CAEAL REJEITADAS 5 LISTAS. GOVERNO DIZ QUE NÃO AFECTA DIREITOS

A CAEAL confirmou ontem a rejeição de cinco listas que têm até amanhã para reclamar. A lista Ou Mun Kong I foi admitida com dois novos membros. O Governo diz apoiar “firmemente a CAEAL” na salvaguarda do interesse geral de Macau, reiterando que a decisão “não afecta os direitos fundamentais dos residentes de Macau”

O Governo disse que a decisão de excluir os candidatos não afecta os direitos fundamentais dos residentes de Macau “nem a liberdade de expressão dos mesmos, nem o seu direito de informação e fiscalização sobre a governação do Governo”

Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) confirmou ontem a rejeição de 20 candidatos, pertencentes a cinco listas, às eleições legislativas de Setembro. No edital publicado ontem é também revelado que, a lista Ou Mun Kong I foi admitida, após a apresentação de um novo elemento para substituir os candidatos considerados inelegíveis pela CAEAL, Lee Sio Kuan e Kuong Kai Nang, permitindo assim a readmissão. Contas feitas, há agora 14 candidaturas admitidas pela CAEAL e cinco rejeitadas que abarcam os 20 candidatos considerados inelegíveis por não serem fiéis a Macau e não defenderem a Lei Básica. Do grupo de listas rejeitadas fazem parte a Associação do Novo Progresso de Macau (cinco membros), encabeçada por Sulu Sou, a Associação de Próspero Macau Democrático (cinco membros), liderada por Scott Chiang, Associação do Progresso de Novo Macau (cinco membros), encabeçada pelo ex-deputado Paul Chan Wai Chi, a Novos Jogos de Macau, com Cloee Chao ao leme (dois membros) e a Macau Vitória (um membro), encabeçada por Lo Chun Seng. Os dois membros que faltam para se que contabilizem os 20 candidatos inelegíveis pela CAEAL faziam parte da lista da Ou Mun Kong I que acabou readmitida com quatro elementos. De acordo com a Lei Eleitoral, os mandatários das

candidaturas com candidatos inelegíveis podem apresentar reclamação à CAEAL até amanhã. As reclamações são decididas no prazo de dois dias. Caso a decisão confirme a exclusão, os candidatos podem levar o caso ao Tribunal de Última Instância (TUI), até ao dia 27 de Julho.

Apoio firme

Horas depois da publicação do edital, o Governo reagiu através do Gabinete de Comunicação Social, expressando que “apoia firmemente a CAEAL” no exercício das suas funções e no apuramento dos “factos que comprovam que 20 participantes às eleições para VII Assembleia Legislativa não defendem a RAEM e não são fiéis ao Governo da RAEM da República Popular da China”. A função da CAEAL “é a salvaguarda do interesse geral da RAEM, a defesa da ordem constitucional estabelecida pela Constituição e pela Lei Básica e ainda a implementação do princípio fundamental de Macau governado por patriotas”, pode ler-se na nota divulgada ontem. O Governo sublinhou ainda que a decisão de excluir os candidatos não irá afectar os direitos fundamentais dos residentes de Macau “nem a liberdade de expressão dos mesmos, nem o seu direito de informação e fiscalização sobre a governação do Governo”. “O Governo da RAEM continuará a cumprir rigorosamente a Lei Básica e as leis de Macau”, acrescenta o Governo. Pedro Arede

REACÇÕES OPINIÕES DISTINTAS SOBRE DECISÕES. AU KAM SAN FALA EM PURGA, JOYE LAO APLAUDE

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OMENTANDO a exclusão inédita de candidatos às eleições legislativas, o actual deputado Au Kam San classificou a decisão da CAEAL como uma “purga” desnecessária. Isto, tendo em conta que “o campo pró-democracia em Macau não

tem uma forte expressão popular”, disse à HKFP. Para Au Kam San a decisão de colocar de fora “todas as vozes contrárias” é uma medida que vai ainda mais longe do que as mudanças políticas impostas por Pequim em Hong Kong, onde “há mais obstáculos” e o

número de assentos para o sufrágio directo foi reduzido, mas onde “ainda há lugar para alguns democratas”. “A situação [de Macau] pode ser ainda mais terrível do que a de Hong Kong... Carrie Lam pode desejar que pessoas como Frederick Fung se juntem às eleições (…) como

prova de que ‘são permitidos democratas na legislatura”, disse o deputado. “A purga é mais completa aqui do que em Hong Kong”, rematou. Por seu turno, o também deputado Joye Lao mostrou apoio à decisão da CAEAL, apontando como “óbvia” a desqualificação dos candi-

datos, dado existirem actos comprovados de infidelidade à RAEM e da não defesa da Lei Básica. Segundo o jornal Ou Mun, Joye Lao aponta que os candidatos excluídos têm minado a relação entre Macau e o Governo Central e não podem ser “subes-

timados”. “Apesar de não terem levantado muitas ondas, estas forças e os seus representantes não podem ser subestimados, pois se exercerem cargos públicos ou funções em equipas de direcção, o resultado pode ser catastrófico”, apontou. P.A. e N.W.


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EQUIM reagiu ontem à decisão da Comissão dosAssuntos Eleitorais para a Assembleia Legislativa (CAEAL) em desqualificar 20 candidatos para as eleições legislativas. Em comunicado, o porta-voz do gabinete do Conselho de Estado para os Assuntos de Hong Kong e Macau aponta que estes “não foram sinceros no seu apoio à Lei Básica e na sua fidelidade à Região”. Quanto à decisão da CAEAL, revela “a imparcialidade e majestade do Estado de Direito”, além de “defender a seriedade e equidade das eleições”. Para o gabinete do Conselho de Estado, esta é uma decisão que “mantém a ordem constitucional da RAEM, que é inteiramente legal, necessária e legítima”. Para este organismo, a decisão da CAEAL “é uma medida correcta” e está de acordo com o princípio “um país, dois sistemas”, e que garante a aplicação do princípio “dos patriotas que governam Macau”. Em relação a este princípio, o Conselho de Estado afirma que “é o significado próprio de ‘um país, dois sistemas’”. Desta forma, os deputados, “como importantes constituintes do regime da RAEM, devem ser patriotas convictos”.

Voz do Gabinete

Também o Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau mostrou apoio à decisão da CAEAL, tendo referido, numa nota de imprensa, que esta “está de acordo com os interesses gerais e de longo prazo da RAEM”, e também “com os interesses dos residentes de Macau”. A desqualificação dos candidatos “tem um grande

política 5

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CONSELHO DE ESTADO CANDIDATOS EXCLUÍDOS “NÃO FORAM SINCEROS” À LEI BÁSICA

Pequim aplaude CAEAL

O Conselho de Estado para os Assuntos de Hong Kong e Macau considera que os candidatos às eleições desqualificados pela CAEAL “não foram sinceros no seu apoio à Lei Básica”, e que vigorou “a imparcialidade e majestade do Estado de Direito”. O Gabinete de Ligação defende que a decisão “está de acordo com os interesses gerais da RAEM” e vasto significado na manutenção da prosperidade e estabilidade a longo prazo de Macau”, bem como “na salvaguarda da subsistência e bem-estar dos compatriotas de Macau”. Segundo o Gabinete de Ligação, “todos os sectores da comunidade de Macau respeitarão e apoiarão a CAEAL no desempenho das suas funções de acordo com a lei”, além de consolidarem “ainda mais a base social e política do patriotismo e do amor por Macau”. A ideia é que estes sectores “mantenham de forma consciente a estabilidade geral da sociedade de Macau”. Esta decisão da CAEAL “implementa o princípio fundamental dos patrio-

O porta-voz do gabinete do Conselho de Estado para os Assuntos de Hong Kong e Macau aponta que estes “não foram sinceros no seu apoio à Lei Básica e na sua fidelidade à Região”

tas que governam Macau, defende a autoridade e dignidade da Constituição e da Lei Básica e cumpre as disposições relevantes da Lei Eleitoral o que é plenamente justificado, legal e razoável”, lê-se ainda na mesma nota. O Gabinete de Ligação aponta também que a Assembleia Legislativa “tem importantes responsabilidades constitucionais”, e que se deve garantir que os deputados “são eleitos por aqueles que defendem a Lei Básica e lhe são leais, de modo a salvaguardar a segurança do regime da RAEM”. Este constitui “um requisito inevitável para a implementação do princípio ‘um país, dois sistemas’, bem como para a salvaguarda dos interesses fundamentais do Estado e de Macau”. A CAEAL fixou ontem o edital que dá conta que o número de candidaturas por sufrágio directo passou de 19 para 14, e o número de candidatos às eleições diminuiu de 159 para 128. Os 20 candidatos foram desqualificados “por factos comprovados”, uma vez que “não defendem a Lei Básica ou não são fiéis à RAEM”. Andreia Sofia Silva

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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 661/AI/2021

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 662/AI/2021

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor TONG KUN NAM, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.º 50919xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 248/DI-AI/2019, levantado pela DST a 10.09.2019, e por despacho da signatária de 05.05.2021, exarado no Relatório n.° 393/DI/2021, de 30.03.2021, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Xangai n.º 75-D, I Keng Fa Un, I Pou Kok, 13.º andar E onde se prestava alojamento ilegal.----------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. ----------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Hot Line”(Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 08 de Julho de 2021.

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor ZHAN HANFEN, portador do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° CB2014xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 214.1/DI-AI/2019, levantado pela DST a 06.08.2019, e por despacho da signatária de 05.05.2021, exarado no Relatório n.° 387/DI/2021, de 29.03.2021, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua Cidade do Porto n.° 415, Jardim Brilhantismo, 10.° andar AD.--------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito, não sendo admitida a apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.--------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício Hot Line” Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau. --------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 08 de Julho de 2021.

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes


6 sociedade

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ARTM PREOCUPADA COM CONSUMO E TRÁFICO DE DROGA DE IMIGRANTES

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UGUSTO Nogueira, presidente daAssociação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM), disse ao HM que existe a preocupação relativamente ao aumento de casos de consumo e tráfico de droga junto das comunidades de trabalhadores migrantes. “A nossa preocupação é relativamente ao facto de as etnias minoritárias se encontrarem, neste momento, vulneráveis por diversas razões. Muitas dessas pessoas acabam por estar sujeitas a pessoas menos íntegras que podem tentar usá-las para coisas menos positivas, tal como o tráfico ou consumo de drogas.” Segundo o responsável, muitas pessoas oriundas de países como as Filipinas, Vietname ou Indonésia “podem estar a ser usadas ou recorrem ao tráfico para terem alguma fonte de rendimento, e acabam por incorrer na prática de crimes”. Dessa forma, aARTM “tem vindo a aumentar os trabalhos de prevenção e divulgação junto destas comunidades”. “Muito em breve iremos ter uma linha aberta em cada idioma, para que as pessoas se sintam mais à vontade para nos contactar.” Até à data a ARTM não recebeu qualquer pedido de ajuda por parte de trabalhadores migrantes, mas tal pode dever-se ao receio da exposição. “Através de associações que representam estas comunidades tentamos ajudá-los e dar a conhecer o nosso trabalho, para que possam recorrer a nós”, rematou Augusto Nogueira.

DROGA APREENDIDOS CERCA DE CINCO GRAMAS DE ICE

Há gelo na praça A Polícia Judiciária deteve três pessoas suspeitas de consumir e traficar estupefacientes. Contas feitas, foram apreendidos 5.07 gramas de ice com no valor de 15.000 patacas. Na casa dos traficantes foram ainda confiscadas garrafas de plástico reutilizáveis, decoradas com motivos diversos e que eram usadas para o consumo de droga

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Foram apreendidos cinco sacos com 5.07 gramas de ice, avaliados em 15.000 patacas

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Polícia Judiciária (PJ) deteve na passada segunda-feira três cidadãos suspeitos da prática dos crimes de consumo e tráfico ilícito de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas e ainda por detenção indevida de utensílio ou equipamento destinado ao consumo de droga. No total, foram apreendidos 5.07 gramas de ice com no valor de mercado de 15.000 patacas.

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De acordo com as informações reveladas ontem em conferência de imprensa, o caso foi espoletado após a PJ ter recebido uma denúncia que recaía no facto de haver indícios de ser costume um homem consumir estupefacientes nas proximidades da Praça Ponte e Horta, na zona da Barra. Seguindo a pista, a PJ deu início a uma operação que acabou na detenção do homem, de nacionalidade estrangeira. Na sua posse estava um pequeno saco

de plástico que continha 0.21 gramas de ice, sendo que na sua residência não foi encontrado qualquer tipo de estupefaciente. Durante o interrogatório, o suspeito confessou consumir droga com regularidade, admitindo ter adquirido a dose de ice apreendida por 2.000 patacas a conterrâneos seus, cujo paradeiro terá revelado. Assim, no seguimento das informações obtidas, a PJ interceptou um homem nas proximidades da Rua da Barca

que tinha na sua posse quatro doses de ice com o peso total de 4.86 gramas. Durante as buscas realizadas na residência do homem, a PJ deparou-se com uma terceira suspeita. No apartamento, foram apreendidas balanças electrónicas, sacos para acondicionar as doses dos estupefacientes e ainda cinco garrafas de plástico reutilizáveis, personalizadas com diferentes motivos e cores destinadas ao consumo de droga. Contas feitas, foram apreendidos cinco sacos com 5.07 gramas de ice, avaliados em 15.000 patacas.

Crimes admitidos

No rescaldo das detenções, o suspeito interceptado na zona da Praça Ponte e Horta admitiu ser consumidor regular de estupefacientes e de ter comprado ice, por diversas ocasiões, ao arguido detido na zona da rua da Barca que, por sua vez, confessou ter vendido os estupefacientes ao preço de 2.000 patacas por dose. Já a mulher que vivia no mesmo apartamento com o segundo suspeito, confessou consumir droga, reiterando, no entanto, não estar envolvida no tráfico dos estupefacientes. O caso foi entregue ontem ao Ministério Público (MP), onde os suspeitos irão responder pelos crimes de consumo e tráfico ilícito de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas e detenção indevida de utensílio ou equipamento. Destes, o suspeito detido na zona da Barra é apenas acusado do crime de consumo e tráfico ilícito de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas, sendo os restantes acusados de todos os crimes. A confirmar-se, os envolvidos podem ser punidos com pena de prisão de 6 a 16 anos, pelo tráfico, e com pena de prisão de 3 meses a 1 ano ou pena de multa de 60 a 240 dias, pelo consumo. Pela detenção indevida de utensílio ou equipamento destinado ao consumo de estupefacientes, os suspeitos podem ser punidos com pena de prisão de 3 meses a 1 ano ou com pena de multa de 60 a 240 dias. Pedro Arede

TAIPA TRÊS HOMENS DETIDOS POR ASSALTAR APARTAMENTOS

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O passado domingo, um apartamento na Taipa foi assaltado, lesando as vítimas num valor aproximado de 408 mil patacas (equivalentes aos bens subtraídos). Após investigação, a Polícia Judiciária (PJ) concluiu que três suspeitos subiram

por um andaime colocado no exterior do edifício e entraram no apartamento. De seguida apanharam um táxi para Coloane e saíram do território ilegalmente. Na mesma noite, os Serviços de Alfândega de Macau interceptaram

um grupo de emigrantes ilegais, de onde foram identificados os três suspeitos do assalto, dois deles alegadamente envolvidos em dois outros casos de roubo (no valor de 39 mil patacas). As autoridades descobriram ainda que os

suspeitos estiveram envolvidos em outros assaltos ao mesmo prédio na Taipa No total, as autoridades detiveram seis suspeitos, oriundos do Interior da China, que foram transferidos para o Ministério Público suspeitos da prática dos

crimes de roubo agravado e crimes cometidos por indivíduos em situação de imigração ilegal. A PJ vai continuar a investigação para aferir se os detidos estiveram envolvidos noutros casos e se existem cúmplices a monte.


quarta-feira 14.7.2021

Toca a limpar e escoar

CPLP EX-MNE PORTUGUÊS LAMENTA FALTA DE LIGAÇÃO AO FÓRUM MACAU

Uma troca de alianças

IAM quer substituir esgotos no Porto Interior e Praia do Manduco

O diplomata António Monteiro faz um balanço positivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, mas defendeu avanços na mobilidade, na área económica, de novas formas de financiamento e de aproximação às comunidades luso falantes. Uma das falhas é a falta de ligação ao Fórum Macau

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LUSA

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OS É Tavares, presidente do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), garantiu, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Lei Chan U, que estão a ser programadas obras de substituição dos esgotos velhos em algumas zonas do território, nomeadamente em bairros antigos como o Porto Interior e San Kio, conhecido também como Praia do Manduco. “Os esgotos encontram-se envelhecidos, pelo que não têm capacidade de drenagem, sendo que muitos deles são esgotos unitários. O IAM foca-se nos esgotos essenciais e elaborou o projecto de alargamento e ordenamento de alguns, estando neste momento a negociar e a coordenar com a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego a organização do tráfego, com o intuito de iniciar a obra o mais rápido possível”, lê-se na resposta. Ainda relativamente ao sistema de esgotos, o presidente do IAM frisou que “com a introdução do registo de imagens CCTV nos esgotos municipais, e nos serviços de posicionamento e desentupimento de esgotos, são feitas acções de inspecção por fases de toda a rede de esgotos. O foco é feito no acompanhamento dos esgotos que entopem com frequência”, lê-se.

Águas controladas

José Tavares adiantou também que “já entrou em funcionamento a estação elevatória pluvial do norte do Porto Interior, aguardando-se o termo da obra de drenagem de águas pluviais no sul do Porto Interior”. Com este projecto “espera-se poder aliviar o problema das inundações na zona do Porto Interior”. O IAM está também a conceber o projecto da obra de construção da nova estação elevatória de águas pluviais da baía norte do bairro de Fai Chi Kei, e que visa drenar a água para o mar. Segundo o seu presidente, “sempre que as águas pluviais sofrem a retenção da maré alta, a nova estação elevatória construída irá escoar, de forma forçada, para o mar, para aliviar o problema das inundações em redor da Horta e Costa, San Rio (Praia do Manduco) e Fai Chi Kei”. Nesta fase o IAM aguarda ainda pareceres técnicos, procurando “iniciar a elaboração do projecto ainda no corrente ano”. A.S.S.

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António Monteiro, embaixador “O principal ganho da comunidade foi a entreajuda, que imediatamente se estabeleceu. Ajuda a resolver problemas de cada um e que se traduziu muito numa cooperação política e diplomática activa.”

diplomata António Monteiro, que foi um dos impulsionadores da criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), há 25 anos, entende que a organização continua a fazer “sentido”, porque “é válida e importante para os seus membros fundadores, só pelo facto de existir”. “Se houvesse dúvidas sobre essa validade, tantos países quereriam ser observadores associados” da CPLP? – questionou, referindo-se, assim, às 13 candidaturas, entre as quais estão as dos EUA, Canadá, Índia e Espanha. Candidaturas que irão à aprovação na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da organização, a realizar na sexta-feira e no sábado. Porém, o diplomata considera que ainda falta à organização uma ligação maior ao Fórum Macau, entidade que tem como missão reforçar o intercâmbio económico e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, e às comunidades de língua portuguesa espalhadas pelo mundo. Caso sejam aprovadas, e tendo em conta que a CPLP tem actualmente 19 observadores associados, a comunidade passará a contar com um total de 32 países e organizações com aquele estatuto. No entanto, na opinião do actual presidente da Fundação Millennium BCP, “os tempos e as circunstâncias em que vivemos impõem agora à comunidade avançar em áreas, que até aqui mereceram

menos atenção”, como “a parte económica e a parte da mobilidade”.

Dois são companhia

Além disso, o também antigo ministro português dos Negócios Estrangeiros considerou que a CPLP precisa de procurar novas formas de financiamento, para uma cooperação multilateral mais eficaz. Em entrevista à Lusa, a propósito dos 25 anos da CPLP, que se celebram no próximo dia 17, o diplomata, que ao longo da carreira, assumiu vários cargos nas Nações Unidas disse que a cooperação naquela organização “continua a desenrolar-se mais ao nível bilateral do que multilateral”. E na sua opinião só há uma explicação para isso: “a CPLP tem desde o início um problema, que é a questão financeira”. Porque a sua “sustentabilidade vem apenas das dotações dos Estados-membros”, realçou. Neste cenário, António Monteiro defendeu a criação de “parcerias efectivas no trio da CPLP, que favoreçam todos os países”. Num balanço sobre os 25 anos da CPLP, considerou que o principal ganho foi a “entreajuda” entre os seus Estados-membros. “Nós temos de dizer que o principal ganho da comunidade foi a entreajuda, que imediatamente se estabeleceu. Ajuda a resolver problemas de cada um de nós”, o que “se traduziu muito numa cooperação política e diplomática activa”, lembrou.


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BIENAL PAVILHÃO MOSTRA ARTE DE CIDADES CRIATIVAS DA UNESCO

Um “charme vanguardista” Inaugurada amanhã, a primeira edição da “Arte Macau - Bienal Internacional de Arte de Macau 2021” traz, pela primeira vez, o Pavilhão da Cidade Criativa, que mostra o que de melhor se faz no panorama das artes nas cidades de Macau, Nanjing, Wuhan e Linz, na Áustria. Todas elas são cidades criativas da UNESCO

ACAU recebe amanhã mais um evento cultural de grande dimensão com a primeira edição da “Arte Macau - Bienal Internacional de Arte de Macau”, virada para a temática da globalização. Mas além das exposições, que podem ser visitadas até Outubro, um outro destaque do cartaz vai para a criação inédita do Pavilhão da Cidade Criativa. Segundo uma nota de imprensa do Instituto Cultural (IC), o objectivo é que o pavilhão possa “materializar o charme vanguardista da arte contemporânea”. Este pavilhão reúne diversas cidades criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), nomeadamente Macau, Nanjing, Wuhan e Linz, e pretende destacar “as essências culturais únicas” destas cidades ou territórios. No caso da RAEM, a mostra intitula-se “Macau: Cidade de Gastronomia – Bom Apetite!”, onde serão mostradas obras de 13 artistas ou grupos, onde se incluem nomes como o arquitecto Carlos Marreiros ou Wong Ka Long, entre outros. Estes trabalhos “exploram em conjunto da sua forma única o impacto mútuo de ‘comida’ na sociedade e na história”. A exposição sobre a cidade de Nanjing, “de literatura e criação”, tem como tema “Abrindo o Reino”. O público poderá ver trabalhos representativos de dezenas de poetas, novelistas, críticas e artistas mais conhecidos de Nanjing, tais como Su Tong e Zhao Benfu. Incluem-se manuscritos, caligrafias, documentários, assim como uma exposição de pinturas de minhocas por Zhu Yingchun. Estas iniciativas permitem “aos visitantes terem um olhar refrescante sobre o domínio da vida, através dos olhos literários dos escritores de Nanjing”, descreve o IC. Relativamente a Wuhan, a mostra intitula-se “Wuhan: Cidade de Design – Empatia”, focando-se em indivíduos em grandes eventos históricos a partir de micro perspectiva, além de assentar “na mais deslumbrante aura da natureza humana-empatia”. No caso de Linz, cidade na Áustria, a mostra chama-se “Linz: Cidade da Arte de Mídia - A Arte da Interface” e “mostrará o encanto da vanguarda da arte interactiva contemporânea através das obras de arte de me-

dia de vários artistas famosos na área da arte digital, oriundos desta cidade”. Todas estas exposições podem ser vistas a partir do dia 23 de Julho no Centro de Arte Contemporânea de Macau – Oficinas Navais N.º 1, na Galeria Tap Seac e nas Vivendas de Mong-Há.

Nas ruas e faculdades

A Bienal de Macau será inaugurada oficialmente amanhã no primeiro andar do Museu de Arte de Macau (MAM), mas a ideia da organização é apresentar “uma festa móvel da cidade”. A exposição principal da Bienal estará patente no MAM, estando dividida em três partes: “O Sonho de Mazu”, “Labirinto da Memória de Matteo Ricci” e “Avanços e Recuos da Globalização”. Esta mostra “proporciona um espaço de reflexão e dis-


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HOJE TERAPIA Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

Inflamação dos olhos

Este pavilhão reúne diversas cidades criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), nomeadamente Macau, Nanjing, Wuhan e Linz, e pretende destacar “as essências culturais únicas” destas cidades ou territórios cussão sobre [as ideias] de globalização e individualidade, vida e sonho, longinquidade e proximidade, segurança e felicidade, entre outras”. Esta mostra revela o trabalho de 40 artistas oriundos de 20 países. Mas a Bienal sai também fora de portas e apresenta seis obras de arte pública em vá-

rios bairros, com o objectivo de mostrar “as criações dos artistas do Interior da China, Tailândia, Argentina, Egipto, Itália e outros locais”, a fim de ligar “o mundo com criatividade”. Na iniciativa “Trabalhos Seleccionados de Artistas Locais” serão apresentadas 12 obras de artistas de Macau,

o que permite “proporcionar aos artistas de Macau uma plataforma de intercâmbio internacional, alargando as suas perspectivas internacionais”. No caso da “Exposição Colateral”, várias instituições de ensino superior, incluindo a Universidade de Macau, Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, Instituto Politécnico de Macau e Universidade de São José, realizam exposições repletas de trabalhos desenvolvidos por estudantes. No total, podem ser vistas 30 exposições em 25 locais espalhados pelo território. A ideia da organização é “trazer uma atmosfera cultural imersiva a toda a cidade como uma galeria e jardim de arte”, além de “apresentar uma festa móvel da cidade”. A curadoria da Bienal de Macau está a cargo de Qiu Zhijie.

Diversas plantas medicinais podem ser benéficas para o tratamento das afecções dos olhos. Além das plantas com actividade anti-inflamatória, entre outras, são de destacar as plantas adstringentes e anticatarrais. As adstringentes contraem as mucosas dos olhos, tonificando-as e aliviando a inflamação; as anticatarrais secam as mucosas, controlando a lacrimação excessiva. Geralmente, a preparação de base é a infusão, que deve ser feita com água previamente fervida e posteriormente filtrada, deixando-se amornar. A infusão é depois aplicada topicamente, sobretudo em lavagens oculares ou em compressas nela embebidas; ou então, despreza-se o líquido da infusão e coloca-se no local a planta em cataplasmas (a planta envolvida num pano de algodão ou linho) ou as próprias saquetas, caso disponíveis. Vamos conhecer Hoje algumas destas plantas: Camomila, Chamomilla recutita (sin. Matricaria recutita), flores: Herbácea que pode alcançar cerca de meio metro de altura, com caules muito ramificados, folhas finamente recortadas e flores brancas e amarelas agrupadas em capítulos terminais, a Camomila encontra-se no estado selvagem na Europa e Ásia temperada. Conhecida como remédio desde a Antiguidade, é uma das plantas medicinais europeias mais usadas. Anti-inflamatório de eleição, está indicada para o tratamento de olhos cansados, doridos ou irritados pelo seu efeito calmante. Pode ser usada a infusão, aplicada topicamente em compressas, ou as próprias saquetas após a infusão. Para melhores resultados, deve ser usada planta de boa qualidade. Eufrásia, Euphrasia officinalis, planta inteira: Nativa dos prados e planícies da Europa, a Eufrásia é uma pequena planta cujas flores brancas, com pintas amarelas e centro violáceo, se assemelham aos olhos humanos.

(PARTE I)

Remédio tradicional e específico para as afecções dos olhos, exerce actividade adstringente, anti-inflamatória e anticatarral. Indicada para o tratamento da conjuntivite e blefarite, tonifica as membranas mucosas dos olhos, alivia a inflamação e controla a lacrimação excessiva; pode igualmente ser útil quando se pretenda melhorar a visão. Pode ser usada a infusão, em compressas ou lavagens; em uso interno, pode ser tomada em infusão, tintura, comprimidos ou cápsulas. Hamamélia, Hamamelis virginiana, cascas e folhas: Muito cultivada como ornamental pelas suas belas flores de Inverno, a Hamamélia é um remédio tradicional dos índios norte-americanos para a inflamação, especialmente dos olhos. Trata-se de uma pequena árvore de folha caduca, que pode atingir 5 metros de altura, com folhas ovais de bordo irregular e flores amarelas, liguladas, agrupadas em fascículos. Tem propriedades anti-inflamatórias e adstringentes, sendo útil para o tratamento dos olhos inflamados, doridos ou com alguma poeira ou insecto que neles tenha entrado. Pode ser usada água de Hamamélia, obtida através da destilação das cascas e das folhas, ou a infusão, aplicada em compressas ou lavagens. Rosa, Rosa spp., pétalas: Arbusto de folha caduca, com caules erectos providos de espinhos aguçados, folhas dentadas e flores solitárias, grandes e aveludadas, a Rosa é considerada a “rainha das flores” devido à sua beleza e fragância. Com origem na Ásia, entre o Oeste da China e os Himalaias, é cultivada desde a Antiguidade, encontrando-se actualmente disseminada por todo o mundo. A água de Rosas, obtida através da destilação das pétalas, é usada topicamente, pelos efeitos tónicos, adstringentes e anti-inflamatórios, exercendo uma acção calmante em caso de olhos inflamados ou doridos.

ADVERTÊNCIAS: Este artigo tem como objectivo apenas a divulgação e não deve substituir a consulta de um profissional de saúde, nem promover a auto-prescrição. Além disso, algumas plantas têm contra-indicações, efeitos adversos ou interacções com medicamentos.


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Anúncio Abertura de concurso de habitação económica

Anúncio Concurso Público n.º 6/2021 Aquisição de equipamentos informáticos software e hardware De acordo com o disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho e, ainda, de acordo com o Despacho do Ex.mo Senhor Chefe do Executivo, de 6 de Julho de 2021, a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública vem, em representação do adjudicante, proceder a concurso público para a “Aquisição de equipamentos informáticos software e hardware”. 1. Adjudicante: Chefe do Executivo. 2. Entidade que promove a realização do concurso: Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP). 3. Modalidade do concurso: Concurso público. 4. Objecto do concurso: Fornecimento ao SAFP de equipamentos informáticos software e hardware designados. 5. Prazo de validade das propostas: Não inferior a noventa dias, a contar da data do acto público do concurso. 6. Caução provisória: A caução provisória deve ser prestada por meio de depósito bancário ou por garantia bancária legal a favor da Região Administrativa Especial de Macau — Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública. 6.1 Se o concorrente participar apenas no concurso relativo ao 1.º conjunto de itens, a caução provisória é de MOP 240.000,00 (duzentas e quarenta mil patacas). 6.2 Se o concorrente participar apenas no concurso relativo ao 2.º conjunto de itens, a caução provisória é de MOP 640.000,00 (seiscentas e quarenta mil patacas). 6.3 Se o concorrente participar no concurso que abrange os 1.º e 2.º conjuntos de itens, a caução provisória é de MOP$880.000,00 (oitocentas e oitenta mil patacas) 7. Caução definitiva: Valor correspondente a 4% (quatro por cento) do preço global da adjudicação. 8. Condições de admissão: Podem candidatar-se ao presente concurso as empresas que tenham sede ou escritórios na RAEM, que abranjam, no âmbito das suas actividades, total ou parcialmente, a área da tecnologia informática, que tenham efectuado o registo comercial na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis da RAEM e, comprovem ter cumprido as obrigações fiscais, bem como os empresários individuais da RAEM que ainda não estejam registados na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis. 9. Todas as dúvidas sobre o Programa do Concurso e o Caderno de Encargos deste concurso público podem ser apresentadas de acordo com as formas determinadas no Programa do Concurso. 10. Local, data e hora limite para entrega das propostas: Local: Balcão de atendimento – “expediente” do SAFP, sito na Rua do Campo, n.º 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau. Data e hora limite: Até às 17:30 horas do dia 4 de Agosto de 2021 (não serão aceites propostas fora do prazo). 11. Local, data e hora do acto público: Local: Auditório (Cave 1) do Edifício Administração Pública, sito na Rua do Campo, n.º 162, Macau. Data e hora: 10 horas do dia 5 de Agosto de 2021. 12. Forma de consulta do processo: A partir da data da publicação do anúncio, os interessados poderão obter a cópia do Programa do Concurso e do Caderno de Encargos através da página electrónica do SAFP, em www.safp.gov.mo, ou, durante o horário de expediente, dirigir-se ao balcão de atendimento – “expediente” do SAFP, sito na Rua do Campo, n.º 162, Edifício Administração Pública, r/c, para a consulta do Programa do Concurso e do Caderno de Encargos ou para a obtenção da cópia dos mesmos, mediante o pagamento da importância de MOP100.00 (cem patacas). 13. Critérios de apreciação das propostas: O presente concurso está dividido em dois “conjuntos de itens” a serem adjudicados independentemente a um ou mais concorrentes. Para cada “conjunto de itens”, as propostas serão avaliadas pela Comissão de análise das propostas de acordo com os seguintes critérios de apreciação: a) Caso os produtos ou serviços apresentados na proposta não preencham integralmente qualquer um dos requisitos que constam nas “Normas técnicas (Especificação das Exigências)” da Parte II do “Caderno de Encargos”, a respectiva cotação do “conjunto de itens” em causa poderá não ser considerada. b) As propostas que preenchem todos os requisitos dos produtos e serviços de cada “conjunto de itens” são ordenadas por ordem crescente do preço mais baixo para o mais alto apresentados na proposta (o preço mais baixo é o primeiro classificado, o segundo mais baixo é o segundo e por aí adiante). c) Caso os preços sejam iguais, o concorrente que apresente um prazo de entrega mais curto será classificado preferencialmente. d) A adjudicação de “conjunto de itens” será feita ao classificado em primeiro lugar da lista de concorrentes em cada um dos “conjuntos de itens”. 14. Esclarecimentos adicionais: A partir da data da publicação do presente anúncio até à data limite para a entrega das propostas, os concorrentes podem, durante o horário de expediente, dirigir-se ao balcão de atendimento – “expediente” do SAFP, sito na Rua do Campo, n.º 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau, ou visitar a página electrónica do SAFP (www.safp.gov.mo) para obter quaisquer eventuais esclarecimentos adicionais. Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública, 8 de Julho de 2021. O Director, Kou Peng Kuan

Nos termos do artigo 20.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), republicada pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 200/2020, faz-se saber que se encontra aberto um concurso de habitação económica, avisando-se os interessados do seguinte: 1. Data de abertura e encerramento do concurso e prazo para entrega dos documentos em falta 1.1 O prazo de apresentação das candidaturas é de 14 de Julho de 2021 a 12 de Novembro de 2021; 1.2 Caso faltem documentos exigidos ou o boletim de candidatura não esteja devidamente preenchido, o candidato deve dirigir-se à delegação do Instituto de Habitação (IH), situada na Rua Sul do Canal dos Patos, Edifício do Bairro da Ilha Verde, r/c K, Macau, acompanhado da notificação de entrega de documentos em falta, com os respectivos documentos, após o termo do prazo de apresentação de candidaturas e até ao dia 13 de Dezembro de 2021. Caso não apresente os documentos exigidos ou não supra a deficiência documental no prazo fixado, a candidatura será excluída do concurso. 2. Localização, tipologia e quantidade de fracções postas a concurso Localização

Tipologia T1

40

Lote A1 da Zona A dos Novos Aterros

T2

744

T3

96

Lote A2 da Zona A dos Novos Aterros

Lote A3 da Zona A dos Novos Aterros

Lote A4 da Zona A dos Novos Aterros

Lote A12 da Zona A dos Novos Aterros

Quantidade de fracções para venda Nota 1

T1

44

T2

968

T3

88

T1

50

T2

628

T3

76

T1

58

T2

1 334

T3

174

T1

50

T2

804

T3

100

Número total

5 254

Nota 1 : A quantidade confirmada e concreta de fracções depende da aprovação final dos projectos pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes.

3. Locais onde podem ser obtidos os boletins de candidatura O candidato pode descarregar o boletim de candidatura do presente concurso de habitação económica na respectiva página electrónica temática (www.ihm.gov.mo/pt/he2021), ou obtê-lo nos locais a seguir indicados: Delegação do IH, situada no Edifício do Bairro da Ilha Verde, Delegação das Ilhas do IH, Delegação de Seac Pai Van do IH, Centro de Serviços da RAEM e Centro de Serviços da RAEM das Ilhas. 4. Locais ou forma de entrega dos boletins de candidatura 4.1 Deslocação para apresentação presencial 4.1.1 O candidato que pretenda candidatar-se à compra de uma fracção, deve efectuar uma marcação prévia para entrega do boletim de candidatura, devendo, na data e hora marcadas, apresentar-se na delegação do IH, situada na Rua Sul do Canal dos Patos, Edifício do Bairro da Ilha Verde, r/c K, Macau, acompanhado do boletim de candidatura devidamente preenchido e assinado e dos documentos necessários, pessoalmente ou por quem esteja devidamente mandatado para o efeito, com procuração com assinatura reconhecida, para tratar das formalidades da candidatura; 4.1.2 O candidato pode marcar previamente a data e hora de apresentação do boletim de candidatura, através do sistema electrónico de marcação prévia do IH (https://booking.ihm.gov.mo). 4.2 Apresentação por meio electrónico O preenchimento das informações da candidatura e o carregamento dos documentos necessários são efectuados mediante o acesso à plataforma de candidatura electrónica na página electrónica temática relativa ao concurso de habitação económica (www.ihm.gov.mo/pt/he2021), através da “Conta única de acesso comum aos serviços públicos da RAEM” para os indivíduos. 4.3 Não é aceite qualquer outra forma de apresentação do boletim de candidatura, para além da apresentação presencial e do meio electrónico. 5. Locais e horas em que os interessados podem obter informações sobre o concurso Os interessados podem visitar a página electrónica temática relativa ao concurso de habitação económica (www.ihm.gov.mo/pt/ he2021) ou a página electrónica do IH (www.ihm.gov.mo), ou dirigir-se ao IH (situado na Estrada do Canal dos Patos, n.º 220, Edifício Cheng Chong, r/c L, Macau), ou telefonar para o número 2859 4875, durante o horário de funcionamento para obter informações sobre o concurso. 6. Documentos exigidos para a candidatura 6.1 Requisitos de candidatura 6.1.1 O candidato e os elementos do seu agregado familiar devem reunir os requisitos previstos no artigo 14.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica). 6.1.2 Limites de rendimento mensal e de património líquido O rendimento mensal e o património líquido do candidato e dos elementos do seu agregado familiar (se houver) devem cumprir os limites fixados no Despacho do Chefe do Executivo n.º 97/2021, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (doravante designado por Boletim Oficial) (ver a tabela seguinte): Limites, mínimo e máximo, Candidato e os elementos do seu Limite máximo de património líquido do rendimento mensal agregado familiar (n.º de pessoas) (patacas) (patacas) 1 12 750,00 - 38 350,00 1 254 900,00 2 19 270,00 - 76 690,00 2 509 800,00 3 26 020,00 - 76 690,00 2 509 800,00 4 28 490,00 - 76 690,00 2 509 800,00 5 30 290,00 - 76 690,00 2 509 800,00 6 35 500,00 - 76 690,00 2 509 800,00 7 ou mais pessoas 37 300,00 - 76 690,00 2 509 800,00 6.1.3 Período e normas da declaração do rendimento mensal e do património líquido do candidato e dos elementos do seu agregado familiar (se houver): 6.1.3.1 O rendimento mensal corresponde à média dos rendimentos obtidos nos 12 meses que antecedem a data da publicação do anúncio de abertura do concurso no Boletim Oficial, ou seja, no período de Julho de 2020 a Junho de 2021; 6.1.3.2 O património líquido corresponde ao valor obtido até ao último dia do último mês anterior à data da publicação do anúncio de abertura do concurso no Boletim Oficial, ou seja, até ao 30 de Junho de 2021; 6.1.3.3 Se o rendimento ou o património for declarado em moeda estrangeira, será convertido em patacas, de acordo com o câmbio médio interbancário da Autoridade Monetária de Macau, do último dia do último mês anterior à data da publicação do anúncio de abertura do concurso no Boletim Oficial, ou seja, dia 30 de Junho de 2021. 6.2 O candidato deve apresentar os seguintes documentos ao IH: 6.2.1 Boletim de candidatura devidamente preenchido e assinado por todos os indivíduos registados no boletim de candidatura; 6.2.2 Cópias dos documentos de identificação do candidato e dos elementos do seu agregado familiar, devendo ser apresentado o original para verificação; 6.2.3 Documentos comprovativos do rendimento mensal do candidato e dos elementos do seu agregado familiar; 6.2.4 Documento comprovativo da residência (aplicável aos candidatos que não possam provar de forma suficiente por documento de identificação o tempo de residência); 6.2.5 Documentos anexos devem satisfazer o disposto no Anexo II ao Despacho do Chefe do Executivo n.º 96/2021, publicado no Boletim Oficial. 7. Locais de afixação das listas A lista provisória de ordenação, a lista de exclusão, a lista definitiva de ordenação serão afixadas nos locais a indicar pelo IH. Os locais e as datas da afixação das referidas listas serão publicitados, através de anúncios a publicar no Boletim Oficial e na imprensa de língua chinesa e de língua portuguesa. Instituto de Habitação, aos 7 de Julho de 2021 O Presidente, Arnaldo Santos


quarta-feira 14.7.2021

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ECONOMIA EXPORTAÇÕES SOBEM E CRESCIMENTO DAS IMPORTAÇÕES ABRANDA

TikTok Suspensa entrada na bolsa

A empresa chinesa proprietária da aplicação TikTok, a ByteDance, suspendeu este ano o processo de entrada na bolsa, após uma advertência das autoridades do país sobre questões de segurança de dados, noticiou ontem o The Wall Street Journal (WSJ). A revelação é feita depois de outra das grandes empresas emergentes na China, a Didi, ter visto Pequim impor-lhe restrições significativas pelo mesmo motivo, poucos dias depois de começar a ser cotada em Wall Street. A ByteDance, avaliada em 180 mil milhões de dólares em Dezembro, tinha vindo a ponderar uma oferta pública inicial de acções de todas ou parte das suas empresas nos Estados Unidos ou de Hong Kong, segundo fontes citadas pelo WSJ. O fundador da gigante tecnológica chinesa decidiu suspender esses planos, após reuniões com os reguladores chineses, nas quais foi pedida à empresa para focar-se nos riscos de segurança de dados e outras questões, de acordo com as mesmas fontes.

Desabamento Sobe para oito o número de mortos

O balanço de vítimas mortais do desabamento de um hotel na cidade chinesa de Suzhou, leste do país, subiu ontem para oito, continuando desaparecidas ainda nove pessoas, segundo revelaram as autoridades. O colapso ocorreu às 15:30, de segunda-feira, informou a televisão estatal CCTV. Seis pessoas foram resgatadas com vida dos escombros do Siji Kaiyuan Hotel, mas três estão em estado grave, de acordo com a mesma fonte. A propriedade foi inaugurada em 2018 e era composta por 54 quartos, além de um salão de banquetes, de acordo com a sua descrição na plataforma de reservas de hotéis e viagens Ctrip. A maioria dentro do hotel na altura do incidente eram hóspedes. Imagens transmitidas pela CCTV mostram dezenas de membros das equipas de resgate, em uniformes cor de laranja, a escavar os escombros.

Mais sinais de estabilidade A S exportações da China aumentaram, em Junho, enquanto o crescimento das importações abrandou, mas manteve-se robusto, sinalizando a estabilização do comércio externo chinês após a pandemia do novo coronavírus. As exportações aumentaram 32,2 por cento, em relação ao mesmo mês do ano anterior, para 281,4 mil milhões de dólares, acelerando em relação ao crescimento de 28 por cento registado em Maio, segundo os dados das alfandegas chinesas revelados ontem. As importações cresceram 36,7 por cento, para 229,9 mil milhões de dólares, abaixo do aumento de 51 por cento registado no mês anterior. A China liderou a recuperação global, após superar prematuramente a pandemia, mas o consumo doméstico e outros indicadores económicos permanecem mais fracos do que o esperado. Os exportadores enfrentam interrupções no fluxo global de componentes industriais, incluindo ‘chips’ de processador, e as limitações nas viagens internacionais e negócios, para combater a variante delta mais contagiosa do vírus. O comércio “ainda enfrenta muitos factores incertos e instabilidade”, disse um porta-voz das alfandegas, Li Kuiwen. O crescimento do comércio “pode abrandar” no segundo semestre, mas “deve permanecer relativamente rápido”, apontou Li, em conferência de imprensa. A previsão é de que o crescimento abrande à medida que as indústrias de entretenimento e outros serviços globais reabrem e os hábitos de consumo voltam ao normal. No entanto, os números de Junho sugerem que “essa tendência de amortecimento pode ocorrer mais tarde do que o esperado”, disse David Chao, da empresa de serviços financeiros Invesco, num relatório. As exportações de Junho para os 27 países da União Europeia aumentaram 27 por cento, para 43,1 mil mi-

lhões de dólares, enquanto as importações de produtos europeus aumentaram 34,1 por cento, para 27,7 mil milhões de dólares.

Mais crescimento

O ‘superavit’ (excedente) comercial da China com a UE

O crescimento da economia chinesa disparou para 18,3 por cento, em relação ao ano anterior, nos primeiros três meses de 2021, com a retoma da actividade de consumo e negócios aumentou 16,7 por cento, em relação ao ano anterior, para 15,4 mil milhões de dólares. As exportações para os Estados Unidos aumentaram 17,8 por cento, em relação ao ano anterior, para 46,9 mil milhões de dólares, enquanto as importações de produtos norte-americanos cresceram 37,6 por cento, para 14,3 mil milhões, apesar da prolongada guerra comercial e tecnológica entre os dois países. O ‘superavit’ comercial global da China aumentou 11 por cento, em relação ao ano anterior, para 51,5 mil milhões de dólares, enquanto o ‘superavit’ politicamente sensível

com os Estados Unidos cresceu 10,9 por cento, para 32,6 mil milhões de dólares. O crescimento da economia chinesa disparou para 18,3 por cento, em relação ao ano anterior, nos primeiros três

meses de 2021, com a retoma da atividade de consumo e negócios. No entanto, o crescimento em comparação com o último trimestre de 2020 foi de apenas 0,6 por cento, mostrando que

a recuperação estabilizou. O consumo doméstico tem atrasado a recuperação do sector manufactureiro. As vendas a retalho aumentaram 12,4 por cento, em Maio, em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas ficaram aquém das previsões. Para reforçar a actividade económica, o banco central da China cortou, na semana passada, a quantidade de reservas que os bancos comerciais são obrigados a manter, libertando um bilião de yuans adicionais de liquidez. A recuperação da economia ainda não é certa porque a procura global continua fraca, já que alguns governos voltaram a impor medidas de prevenção contra o vírus, que estão a afectar o comércio.

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AVISO N.° 98/AI/2021

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 677/AI/2021

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se as infractoras abaixo discriminados:----------------------------- 1. Mandado de Notificação n.° 564/AI/2021: YIN YINGWU, portadora do Passaporte da RPC n.° EB1305xxx e portadora do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C67228xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 222.2/ DI-AI/2019 levantado pela DST a 13.08.2019, e por despacho da signatária de 28.06.2021, exarado no Relatório n.° 619/DI/2021, de 03.06.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua Cidade do Porto n.° 341, Kam Yuen, 10.° andar F.------------------------------------------ 2. Mandado de Notificação n.° 590/AI/2021: ZHOU HUAFANG, portadora do Passaporte da RPC n.° EH1366xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 69/DI-AI/2020 levantado pela DST a 09.03.2020, e por despacho da signatária de 05.07.2021, exarado no Relatório n.° 649/DI/2021, de 15.06.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Malaca n.° 140, Edifício Centro Internacional de Macau, Bloco 10 , 4.° andar B onde se prestava alojamento ilegal.--------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-----------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.--------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode as infractoras, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.----------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.---------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LI LIUEN, portador do passaporte da RPC n.° EB0797xxx e do Salvo Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C67652xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 188/DI-AI/2019, levantado pela DST a 15.07.2019, e por despacho do Director dos Serviços de Turismo, Substituto, de 14.05.2021, exarado no Relatório n.° 515/DI/2021, de 27.04.2021, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Praceta de Miramar n.° 11, Jardim San On, Bloco 1, 8.° andar C, Macau onde se prestava alojamento ilegal.-----------------------------------No mesmo despacho foi determinado que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito, não sendo admitida a apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -------------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-----------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau. ----------------

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 08 de Julho de 2021. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 08 de Julho de 2021. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes


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XUNZI

Todos os estados têm modelos de governação nos quais se funda a boa ordem. Todos estados também têm modelos de governação em que se funda o caos. Todos os estados têm homens de valor. Todos os estados também têm homens sem valor. Todos os estados têm gente honesta. Todos os estados também têm gente violenta. Todos os estados têm excelentes hábitos. Todos os estados também têm maus hábitos. Quando os dois tipos estão presentes em igual medida, o estado continuará a existir. Quando o estado se inclina para os tipos superiores, não só existirá como estará seguro. Quando se inclina para os tipos inferiores, então estará em perigo. Se os tipos superiores [de comportamento] se tornarem os únicos no estado, então governarás como um verdadeiro rei. Se os tipos inferiores se tornarem os únicos no estado, então perecerás. Assim, quando os modelos de governação fundam a boa ordem, os assistentes do líder são homens de valor, as pessoas são honestas, os hábitos são excelentes e todas estas quatro coisas estão uniformemente presentes, chama-se a isto fazer dos tipos superiores os únicos e exclusivos. Se as coisas assim forem, conquistarás sem precisares de batalhar e ganharás sem atacar. As tuas armas e armadura não serão postas a uso, mas todo o mundo se submeterá. Tang usou Bo e o Rei Wang usou Hao – estes eram territórios de apenas cem li [léguas] de tamanho, mas debaixo deles o mundo se uniu, os senhores feudais foram seus servos e, entre os que dispunham de inteligência penetrante, nenhum deixou de se submeter e obedecer. A

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14.7.2021 quarta-feira

ELEMENTOS DE ÉTICA, VISÕES DO CAMINHO

O Verdadeiro Rei e o Tirano

única razão para tal é o facto daqueles quatro tipos superiores estarem presentes. Os tiranos Jie e Zhòu tinham o estatudo de mais poderosos do mundo, mas quando procuraram viver como gente comum, nem isso conseguiram. A única razão para tal é o facto daqueles quatro tipos superiores estarem todos ausentes. Assim, mesmo que os modelos de governação entre os cem reis não tenham sido idênticos, o seu fundamento foi sempre um e o mesmo: os superiores tinham o máximo cuidado com seus subordinados e os regulavam através do ritual [禮, lǐ]. Os superiores cuidavam dos seus subordinados como se de recémnascidos se tratassem. A articulação de ordens governamentais e padrões e medidas eram os meios pelos quais interagiam com o povo comum e toda a gente debaixo do Céu. Porém, se nisso algo estivesse errado, mesmo que fosse algo de diminuto, não o aplicavam ao povo, tão pouco a órfãos, viúvas e viúvos. Por isso, quando ao modo dos subordinados amarem os seus superiores, neles se deleitavam como fossem seus progenitores e, mesmo podendo morrer, não eram desobedientes. Senhores e ministros, superiores e subordinados, nobres e plebeus, velhos e novos e até aos mais baixos dos mais baixos – todos tomavam isto como o mais exaltado padrão de comportamento correcto. Depois, cada um se examinava interiormente de modo a cumprir com diligência o lugar que lhe era atribuído. Nisto, os cem reis foram o mesmo e este é o modelo crucial nos rituais e modelos apropriados. Depois disto, quando os camponeses recebiam os seus campos e os lavram, quando

PARTE VII

os mercadores recebiam a sua mercadoria e a vendiam, quando os cem artífices recebiam as suas tarefas e as executavam, quando os grandes ministros e oficiais recebiam os seus afazeres e ouviam os casos, quando os lideres que presidem aos estados a seu cargo como senhores feudais os guardavam, quando os três duques reuniam diversas propostas de formas de governo e as discutiam – então, o Filho do Céu tinha apenas de se manter num estado de reverência [imperturbabilidade] e nada mais. Como dentro e fora do palácio as coisas eram assim, tudo debaixo do Céu era pacífico e equilibrado, e todos eram bem ordenados e viviam de acordo com as distinções apropriadas. Nisto, os cem reis foram o mesmo e esta é a grande divisão social trazida pelos rituais e modelos apropriados. Quanto à gestão dos afazeres quotidianos, ao avaliar das coisas para que estivessem de acordo com o seu uso, assegurando que o vestir era regulado apropriadamente, que os palácios e edifícios tivessem a medida apropriada, que o número de pessoal era correcto, que os apetrechos funerários e sacrificiais fosse escolhido correctamente por estatuto e preparados adequadamente, reunindo o que fosse necessário de entre a miríade de coisas com base nestes usos, procedendo somente segundo a adequação das unidades de medida à regulação dos números e medidas de quantidade – estas eram coisas da responsabilidade dos oficiais e funcionários. São coisas que não merecem ser enumeradas frente à pessoa exemplar de grande estatura.

Xunzi (荀子, Mestre Xun; de seu nome Xun Kuang, 荀況) viveu no século III Antes da Era Comum (circa 310 ACE - 238 ACE). Filósofo confucionista, é considerado, a par do próprio Confúcio e Mencius, como o terceiro expoente mais importante daquela corrente fundadora do pensamento e ética chineses. Todavia, como vários autores assinalam, Xunzi só muito recentemente obteve o devido reconhecimento no contexto do pensamento chinês, o que talvez se deva à sua rejeição da perspectiva de Mencius relativamente aos ensinamentos e doutrina de Mestre Kong. A versão agora apresentada baseia-se na tradução de Eric L. Hutton publicada pela Princeton University Press em 2016.


quarta-feira 14.7.2021

AMÉLIA VIEIRA

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Torga e o jardim

No meu jardim aberto ao sol da vida Faltavas tu, humana flor da infância Que não tive... E o que revive Agora À volta da candura Do teu rosto! O recuado Agosto Em que nasci Parece o recomeço Doutro destino; Este, de ser menino Ao pé de ti... Esquecemos a ternura, esse saber de gostar de tantas coisas, de horas graves cravejadas nos sentidos, e dos caminhos andados em nossos sonhos, também eles de meninos. Miguel Torga continua a falar-nos com profunda comoção, e a razão de ser assim reside na sua raiz telúrica que semeia lembranças limpas, inteiras, tão claras como os vastos sonhos que tivéramos, mas nada disto é fácil de alcançar na sua poesia que subtraída a este tempo de estagnação imaginária requer outra humana condição, perdendo no entanto o som das fontes de menino. Explanação de bem-dizer no tempo comum da singularidade, o que daqui sai é quase uma prece, e esse sentido remete-nos outra vez para as claras esferas: estamos sitiados de palavras, descritivas, abundantes, simiescas, andamos a responder a coisas e a designar outras tantas verbo solto com o velo da beleza trespassado- e a importância dos poetas mais que nunca deveria ser imensa. Tal truculência reinante não nos deve inquietar, servida de espasmos ortográficos e vozes sem verdade, renunciar ao dom maravilhoso da retórica seria agora um benefício em defesa do que restou de humano, e assim, calados mas com ritmo (que as palavras nos acendem por dentro) deve-se estar longe do martírio das vozes. Não valerá um segundo da eternidade uma conversa escrava na malvadez das palavras, e, no entanto, quantas vezes o nosso dom ardente que reverbera escatológicas vontades se desata neste estreito do barulho insano! Talvez replicar o estorvo vadio dos palavreadores, que ora arranjam convulsões quânticas para se manterem em grau no topo das barbaridades onde escrevinham entrincheirados volumes de ineficácia verbal, ora desmerecem o apreço pela conversação - se escutados amiúde, perdemos o jardim de Torga - e há jardins de onde não devemos ser retirados. Todo o poema que contém esta ternura deveria ser evocado nos tempos mortos das mortas gentes, desfeitas em soldadura de coisas sem sentido, e, depois, começar por trilhar o ritmo do equilíbrio que é preciso para ser-se gente. Pessoa. Que tudo o que nos distrai acusa em nós a queda livre para um abismo inumano de desassossego sem causa. Que dirão as máquinas vindouras da entropia maligna dos nossos diálogos? Que somos submecanismos impróprios para se fazerem compreender - que mesmo onde nada compreendemos, se nos fizer acrescentar estranheza, será digno de atenção, o mesmo é dizer, de vasta interpretação poética. Muito mais que o desnorte da vida de cada um, nós sempre poderemos soltar a fonte do que nos

TODOS OS HOMENS, PORÉM, FORAM MENINOS, E DELES NÃO CONSEGUIMOS ERGUER ESTA DELICADEZA DA ENTREGA DE UM TORGA QUE RENUNCIOU A SER CRIANÇA é comum. A teia prateada das manobras da aranha que sedenta de fabricar nos transmite o cordão mais fino e resistente- seres de quebranto e pasmo- E só tu no teu jardim, permaneces o jogral de outrora, querido Torga, sem a caserna do amor de si em frangalhos indistintos - Um menino é uma maravilha! Já uma criança pode ser um transtorno com a qual a natureza não contava. Pode parecer soberbo, mas a evidência de ser menino não atinge as contingências magoadas de se ser criança entre adultos criancistas. Até para chamar a saudade preciso do teu tempo. Que a saudade deixou de crescer neste orfanato de desvalidos e abundantes detentores dos sonhos dos meninos. [que me lembrei de ter saudades dessa infância que já tive, mais normal, mas não banal, e quisera ser menina ao pé de ti] Quando o fui, porém, lembrava ainda um outro Torga que me fascinou: «Senhor, deito-me

na cama, coberto de sofrimento, e a todo o comprimento sou sete palmos de lama: sete palmos de excremento da terra mãe que me chama». Fui certamente uma menina muita velha. O que trazemos na lembrança! Jardins de fogo. Todos os homens, porém, foram meninos, e deles não conseguimos erguer esta delicadeza da entrega de um Torga que renunciou a ser criança. É um momento sem igual na rota dos dizeres. Ou talvez não ... a coroação do menino, tema sem fim... Pessoa, menino quase sempre, e renunciar ao tema seria mais grosseiro que todos os atentados à memória da infância. Talvez o amor mude. Talvez! Mas este, não devia ter saído do local onde estava situado. Criou homens fruto de um jardim difícil de ser alcançado. Nasceu em Agosto no ano de 1907, tão longe de nós! - Como o Avô! Diálogos de seres que conheço e mereço pela substância activa do tempo.


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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 8

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PROBLEMA 9

S9 U D O K U UM10FILME HOJE 5

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CINETEATRO A LISTA DE SCHINDLER | STEVEN SPIELBERG

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YUAN

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C I N E M A

SALA 1

BLACK WIDOW [B]

Um filme de: Cate Shortland Com: Scarlett Johansson, Florence Pugh, Rachel Weisz, David Harbour 14.00, 16.30, 19.00

8 pontos altos na 5carreira de É difícil destacar um cineasta tão 1 proeminente 8 3 5 na 7 cultura 2 popular cinematográfica como Spielberg, mas “A 7 9 6 dos 8 Lista 5 de Schindler” devia figurar 4 na lista filmes mais 5 marcantes. 0 As interpretações 4 2 de Liam Neeson, Ben Kingsley e Ralph Fiennes 9 7 8 4 conduzem-nos numa viagem às entranhas 3 nazi e8à sua 7 máquina0de exdo holocausto termínio, 8 mostram-nos as consequências 3 0 5 da ascensão política do ressentimento violento 8 1 5 6 7 4 acumulado por sucessivas humilhações 6 5 9 intimamente 1 0 internacionais3e frustrações enterradas. Após6perseguições a grupos sociais 3 decretados indesejáveis, sem objecções firmes da sociedade civil, esmagando qualquer 12 de oposição, Hitler solidificou o pocentelha der e partiu 1 para 8 o5expansionismo 0 2 4 6assassino. 7 Grande filme. João Luz 7

BAHT

Com: Emily Blunt, Noah Jupe, Millicent Simmonds 16.30, 21.30 SALA 3

LUCA [A]

FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Enrico Casarosa 14.30, 16.30, 19.30

SALA 2

PETER RABBIT 2: THE RUNAWAY [B]

FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Will Gluck Com: Rose Byrne, Domhnal Gleeson 14.30, 19.30

THE ICE ROAD [B]

Um filme de: Johnathan Hensleigh Com: Liam Neeson Holt McCallany, Laurence Fishburne 21.30

A QUIT PLACE PART II [C] Um filme de: John Krasinski

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7 3 THE ICE ROAD 8 6 1 7 7 5 3 9 8 6 0 2 Propriedade Fábrica7de Notícias, 4 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 8 1 2 9 3 5 Gonçalo M.Tavares; Gonçalo Waddington; Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; 2 Xinhua 0 Secretária 1 de redacção 4 e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia GCS; Welfare Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo 1 3 6

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0 2 8 9 1 4 6 5 3 7 4 6 1 8 3 5 7 2 9 0 5 7 9 1 2 0 3 4 6 8 DE INFRA-ESTRUTURAS 3 5 7 0 9 6 GABINETE 4 8 PARA 2 O DESENVOLVIMENTO 1 ANÚNCIO Concurso público de empreitada de obra pública designada por «Empreitada de construção do Teatro Caixa Preta do Centro Cultural de Macau» 6 9 0 5 7 8 2 1 4 3 1. Entidade que põe a obra a concurso: Região Administrativa Especial de Macau. 2. 1 Serviço 3 por 2 onde4corre8o procedimento 7 5do concurso: 9 0Gabinete 6 para o Desenvolvimento de Infra-estruturas. 3. Modalidade de concurso: concurso público. 4. Objecto da empreitada: construção do Teatro Caixa Preta do Centro Cultural de Macau. 2 8 de4execução: 3 área6adjacente 1 do Centro 0 Cultural 7 5de Macau. 9 5. Local 6. Obra dividida por partes: não. 7. Admissibilidade 8 1 5 2de apresentação 0 3 de anteprojecto: 9 6 não. 7 4 8. Tipo de empreitada: por série de preços. 9. Prazo de execução da obra: o prazo máximo global de construção é de 440 (quatrocentos e quarenta) dias de trabalho, contados a partir da data de consignação, 7 4 2 (duas) 3 metas 6 obrigatórias 5 9de execução, 1 sendo 0 a:8 2 com - Primeira (1.ª) meta obrigatória: conclusão das fundações por estacas e escavação, com o prazo máximo de execução de 130 (cento e trinta) dias de trabalho, 0 contado 9 6 a7partir da4data de2consignação; 8 3 1 5 - Segunda (2.ª) meta obrigatória: conclusão de execução da cobertura da superestrutura do edifício, com o prazo máximo de execução de 130 (cento e trinta)

dias de trabalho, contado a partir do dia seguinte à conclusão da 1.ª meta obrigatória de execução. (Indicado pelo concorrente; deve consultar os pontos 8 e 9 do Preâmbulo do Programa de Concurso). 10. Preço base: não há. 11. Condições de admissão: pessoas, singulares ou colectivas, inscritas na DSSOPT na modalidade de execução de obras, bem como aquelas que à data limite de apresentação de propostas tenham requerido ou renovado a referida inscrição, sendo que neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição ou renovação. As pessoas, singulares ou colectivas, por si ou em agrupamento, só podem submeter uma única proposta. 12. Modalidade jurídica da associação a adoptar pelo concorrente em agrupamento a quem venha eventualmente a ser adjudicada a empreitada: consórcio externo nos termos previstos no Código Comercial, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 40/99/M, de 3 de Agosto. 13. Local e hora para consulta do processo do concurso e obtenção de cópias: Local: sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 9.º andar. Hora: todos os dias úteis, das 9,00 às 12,45 e das 14,30 às 17,00 horas. Cópias do processo do concurso: Versão digital, mediante o pagamento de $1 000,00 (mil patacas). 14. Local, data e hora limite para a entrega das propostas: Local: sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 9.º andar. Data e hora limite: dia 4 de Agosto de 2021 (quarta-feira), até às 17,00 horas. Em caso de encerramento do Serviço (GDI) na hora limite para a entrega de propostas por motivo de força maior, o prazo para a entrega das propostas é adiado para o primeiro dia útil seguinte à mesma hora. 15. Língua a utilizar na redacção da proposta: A proposta e os documentos que a acompanham devem estar redigidos numa das línguas oficiais da RAEM. A língua inglesa poderá ser utilizada nos casos expressamente indicados no Programa do presente Concurso. 16. Prazo de validade das propostas: 90 (noventa) dias, a contar a partir da data de encerramento do acto público do concurso, prorrogável nos termos do artigo 93.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, de 8 de Novembro. 17. Caução provisória: $1 720 000,00 (um milhão, setecentas e vinte mil patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária ou seguro-caução aprovado nos termos legais. 18. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o adjudicatário tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, em reforço da caução definitiva prestada). 19. Data de realização do acto público do concurso: Local: sala de reunião do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar. Dia e hora: 5 de Agosto de 2021(quinta-feira), pelas 09,30 horas. Em caso de encerramento do Serviço (GDI) para o referido acto público, por motivo de força maior ou qualquer outro motivo impeditivo, a data de realização do acto público do concurso é adiada para o primeiro dia útil seguinte à mesma hora. Os concorrentes ou os seus representantes devidamente mandatados devem estar presentes no acto público para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, de 8 de Novembro, e para esclarecer eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. 20. Critérios de apreciação das propostas: – Preço da empreitada: 50% – Prazo de execução: 30% – Experiência e qualidade em obras: 20% 21. Critério de adjudicação: A adjudicação é efectuada ao concorrente com pontuação total mais elevada e, no caso de haver empate na pontuação total mais elevada, a adjudicação é efectuada ao concorrente com a proposta de preço mais baixo.

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4 6 5 7 2 1 9 0 8 3

6 4 9 2 8 7 3 5 1 0

7 2 8 0 1 4 5 3 9 6

3 0 1 5 6 9 7 8 4 2

Região Administrativa Especial de Macau, aos 8 de Julho de 2021. O Coordenador, Lam Wai Hou

NOTIFICAÇÃO N.º 03/DCTNR/2021

ANÚNCIO N.º 04/DCTNR/2021

Considerando que não se revelou possível contactar os interessados pessoalmente, por ofício, telefone ou outras formas, nos termos dos n.ºs 2 do artigo 72.º e 93.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, notifica-se os indivíduos abaixo mencionados, para no prazo de 15 dias, a contar do dia seguinte da data da emissão do presente anúncio, comparecer no Departamento de Contratação de Trabalhadores Não Residentes, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.ºs 614A-640, Edifício Long Cheng, 9.º andar, em Macau, para tratar de assuntos do seu interesse e relacionados com autorização da contratação de trabalhadores não residentes, caso contrário a autorização será cancelada: 1. LI, ZHENYING, proprietário do estabelecimento “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS 668 (SOPA DE FITAS E CAFÉ)”; 2. ANTIGUIDADE GALLERY, SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA; 3. 宏溢裝飾工程有限公司; 4. CHI HANG LIMITADA; 5. NG SIO IAN.

Considerando que não se revelou possível notificar os interessados, pessoalmente, por ofício, ou telefone, nos termos dos artigos 68.º e do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, notifica-se dos actos administrativos os interessados abaixo mencionados, no n.º 3 do artigo 11.º da Lei n.º 21/2009 (Lei da contratação de trabalhadores não residentes), revogada a cláusula de renovação automática de autorização de contratação de trabalhadores domésticos não residentes autorizados dos seguintes indivíduos, ou seja, a referida autorização deixará de ser renovada automaticamente:

Os indivíduos acima mencionados devem deslocarse, durante as horas de expediente, ao endereço acima mencionado, para levantamento do ofício da audiência prévia, podendo ainda requerer, por escrito, a consulta do processo. Decorrido o prazo acima referido, sem que seja apresentada a defesa por escrito, é considerada como efetivamente feita a audiência acima referida. 9 de Julho de 2021. O Director da DSAL, Wong Chi Hong

1. LEI WENG FAI, n.º do despacho de autorização de contratação: 08665/IMO/DSAL/2019; 2. KO JONG MIN, n.º do despacho de autorização de contratação: 14734/IMO/DSAL/2017; 3. CHENG UT CHENG, nº do despacho de autori zação de contratação: 16632/IMO/DSAL/2018. Os interessados acima mencionados podem, nas horas de expediente, deslocar-se ao Departamento de Contratação de Trabalhadores Não Residentes da DSAL, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.ºs 614A-640, Edifício Long Cheng, 9.º andar, Macau, para levantamento da cópia do despacho, podendo ainda requerer, por escrito, a consulta do processo. Nos termos dos artigos 145.º, 149.º e 155.º do Código do Procedimento Administrativo, os interessados podem, sobre a decisão acima referida, interpor: (a) Reclamação para o autor do acto, devendo ser apresentada no prazo de 15 (quinze) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio; (b) Recurso hierárquico necessário para o Secretário para a Economia e Finanças, devendo ser apresentado no prazo de 30 (trinta) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio. Mais se informa que as decisões administrativas acima referidas não são susceptíveis de recurso contencioso. 9 de Julho de 2021. O Director da DSAL, Wong Chi Hong


quarta-feira 14.7.2021

www.hojemacau.com.mo

in Esquerda.net

opinião 15

João Camargo

CRISE CLIMÁTICA: ESTA HISTÓRIA É SOBRE TI

‘DE TE FABULA narratur’: é de ti que esta história fala, como escreveu Horácio há mais de dois mil anos atrás. Apesar da realidade da crise climática já não ser um fenómeno distante, podendo nós relembrar directamente os incêndios florestais de 2017, e apesar da sucessão inabalável de recordes de temperatura batidos e de fenómenos climáticos aberrantes, como a onda de calor no Canadá há escassos dias atrás ou a devastação de Moçambique pelo ciclone Idai em 2019, estes continuam a ser retratados como se não fossem expectáveis. E a sociedade continua a aceitar esta alienação produzida para proteger o status quo da mudança que precisamos. Este fim-de-semana [de 9 de Julho] as previsões apontam para temperaturas acima dos 40ºC em quase toda a zona Sul do país, podendo chegar aos 45ºC em alguns lugares e aproximando-se dos 50ºC no Sul de Espanha. Não se prevê, no entanto, que se torne uma onda de calor, com reduções acentuadas da temperatura nos dias seguintes. Ainda assim, o risco de termos um país em chamas nos próximos sábado e domingo é elevado. No entanto, a esperança serve-nos de pouco quando a concentração de dióxido de carbono na atmosfera continua a aumentar. A nossa esperança não terá qualquer efeito sobre a absorção de radiação solar feita por essas moléculas de dióxido de carbono e outros gases de efeito de estufa na atmosfera. A esperança também nos serve de pouco se, mesmo depois deste fim-de-semana, a vegetação que secar um pouco mais sem arder, vai continuar em lume brando, com risco cada vez maior para outros picos de temperatura nos próximos meses.

Vivemos na maior crise da história da humanidade e numa das maiores crises da história do próprio planeta. Essa história é sobre nós – Canadá, Moçambique, Austrália, Índia, Brasil e Filipinas são aqui, somos nós. A decisão final sobre o que vai acontecer pertence, pelo menos parcialmente, a nós Feitas por alto algumas contas acerca do que se passou no Canadá há pouco mais de uma semana, há pelo menos 500 mortes de calor, além de que a cidade de Lytton, onde o recorde foi batido, foi devorada pelas chamas. Nunca tantos recordes de temperatura tinham sido batidos por margens tão elevadas como na onda de calor no Oeste daAmérica do Norte. Há cientistas que classificam aquela como a mais extrema onda de calor na história moderna. Isto é dizer alguma coisa, já que esta onda de calor ocorreu apenas duas semanas após outra onda de calor ter varrido recordes de temperaturas no Sudoeste dos Estados Unidos. A 22 de Junho, no Kuwait, atingiram-se os 53.2ºC e no vizinho Iraque os 51.6ºC a 1 de Julho, com vários

recordes acima dos 50ºC no Irão, Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita. A 23 de Junho estavam 34.8ºC em Moscovo e uma onda de calor varria a Sibéria (em Verkhoyansk registaram-se 38ºC). Na semana passada uma onda de calor manteve a temperatura em vários locais da Índia acima dos 40ºC mais do que quatro dias de seguida (com 43.1ºC em Nova Delhi). É apontar para um lugar no mapa e a probabilidade de ter sido batido um recorde de temperatura máxima nos últimos cinco anos é quase certa. Esta semana, 33.6ºC na Lapónia do Pai Natal e o Junho mais quente alguma registado na Nova Zelândia. O risco de ondas de calor graves em Portugal não é bem um risco: vão acontecer e vão acontecer muito mais vezes, às vezes todos os anos, outras vezes com tempo para “respirar entre anos”. Todos os outros riscos já os conhecemos: incêndios florestais, cheias, secas, tempestades marítimas. E os miseráveis governos da gestão do capitalismo extractivista português nada fazem para evitá-lo. Quando ocorrerem, dirão que com as alterações climáticas é assim agora, não há nada a fazer. Não prepararam o território, as populações e, ainda mais grave, não cortaram o suficiente das emissões nem exigiram aos outros países que fizessem o mesmo. Quando acontecerem estes fenómenos, finalmente, lamentá-los-ão como os acidentes, e rejeitarão tomar qualquer medida sistémica contra os mesmos. A imprensa alinhará na conversa dos acidentes. Não há aqui nenhum acidente. O que já está e continuará a acontecer não são aberrações climáticas. Este é o novo clima. Houve uma decisão deliberada de deixar o planeta avançar para o colapso para poder manter os lucros das empresas fósseis e garantir os privilégios das

elites capitalistas. E esta história é sobre nós. Nós estamos a viver essa decisão. No entanto, por mais grave que a situação seja, outra decisão também já foi tomada: continuar a aumentar esta crise e ultrapassar todos os limites da viabilidade dos territórios onde hoje habitamos milhares de milhões de seres humanos. Este é o futuro clima que está contido nas emissões que eles querem continuar a aumentar para continuar a acumular lucros e garantir os privilégios da elite. Esta história é sobre nós. Vivemos na maior crise da história da humanidade e numa das maiores crises da história do próprio planeta. Essa história é sobre nós – Canadá, Moçambique, Austrália, Índia, Brasil e Filipinas são aqui, somos nós. A decisão final sobre o que vai acontecer pertence, pelo menos parcialmente, a nós. Quem manda no mundo já só quer convencer-nos da nossa impotência. Já só querem aguentar mais uns aninhos na mó de cima. Esta história é sobre nós. O papel passivo que nos atribuíram, cumprindo-se o guião, leva ao nosso colapso colectivo. Esta história foi escrita pelo sistema capitalista que domina os meios de produção e as relações sociais, foi impressa e é repetida por todos os mecanismos do sistema – governos, empresas, imprensa, redes sociais. Mas nós também cá estamos, vivos e vivas, neste tempo. O guião que eles escreveram não é um destino. O guião deles tem de ser rasgado e mandado para o lixo. Mais do que ser sobre nós, temos de transformar o nosso tempo no tempo em que escrevemos a história. Temos de transformar uma história sobre nós na nossa história.


“Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.” PALAVRA DO DIA

Sócrates

quarta-feira

14.7.2021 episódio 36

O Jogo das Escondidas

PCC 100 anos Fórum Macau visita exposição

O secretário-geral adjunto do secretariado permanente do Fórum de Macau, Paulo Espírito Santo, juntamente com os delegados que representam os países de língua portuguesa que fazem parte desta entidade, realizaram ontem uma visita à exposição de fotografia que celebra os 100 anos de existência do Partido Comunista Chinês (PCC). Os visitantes “congratularam calorosamente o centésimo aniversário do PCC e evidenciaram o seu alto apreço pelos resultados extraordinários obtidos pelo povo chinês, sob a liderança do Partido”. Além disso, Paulo Espírito Santo “manifestou a disponibilidade de cooperar, em conjunto com os delegados, no reforço da plataforma de intercâmbio entre a China e os países de língua portuguesa, contribuindo para a promoção do intercâmbio económico, comercial e cultural entre a China” e este país, frisa a mesma nota.

Turismo Índice de preços caiu 4% no segundo trimestre

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Índice de Preços Turísticos desceu 3,91 por cento no segundo trimestre de 2021, de acordo com dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Os resultados ficam-se a dever principalmente à descida de preços dos quartos de hotéis e dos bilhetes de avião, ainda assim equilibrados pelo aumento na restauração e vestuário. Porém, comparado com os primeiros três meses do ano, o Índice de Preços Turísticos cresceu 0,99 por cento no segundo trimestre de 2021. Olhando com mais detalhe, a DSEC indica que no segundo trimestre os preços de alojamento lideraram a tendência descendente, registando quebras de 30,23 por cento, em comparação com igual período de 2020. Nos transportes e comunicações as quebras foram de 9,96 por cento. No sentido inverso, o comércio de vestuário e calçado registaram aumento de preços de 5,61 por cento no período em análise, enquanto no sector da restauração os preços subiram 4,44 por cento. Em termos trimestrais, os preços das secções vestuário e calçado, bem como produtos alimentares, bebidas alcoólicas e tabaco cresceram 8,25 e 5,64 por cento, respectivamente, graças ao lançamento do vestuário de Verão e ao acréscimo de preços dos pastéis e doces. Por seu turno, o preço do alojamento baixou 9,09 por cento, em termos trimestrais, em virtude da queda de preços dos quartos de hotéis.

um folhetim por Fernando

Sobral

B

O representante do sector imobiliário elogiou a oferta de habitação económica como política destinada a satisfazer o bem-estar da população, mas ressalvou que o Executivo deve proteger proprietários e mercado de arrendamento

Classes separadas Sector acha que privados não serão afectados com habitação económica

O

NTEM abriram as candidaturas para 5.254 apartamentos de habitação económica que serão construídas nos cinco lotes da zona A dos Novos Aterros.Além das repercussões no volume da procura de casa, tanto o sector imobiliário, como as associações tradicionais, fizeram contas à vida. Chong Sio Kin, presidente da Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau, disse ao jornal Ou Mun que as casas que o Governo irá disponibilizar não vão influenciar o mercado privado, pelo menos a médio/ longo prazo. No entanto, considera que os privados podem sentir algum impacto a curto prazo, algo que não será imediato porque estes edifícios só devem ser inaugurados a partir de 2024 e as fracções podem demorar cerca de três anos a ser distribuídas. Assim sendo, Chong Sio Kin acha que a oferta destes 5.254 apartamentos será gradualmente absorvida por um sector específico da sociedade, que terá de cumprir os requisitos mais apertados da

nova legislação, mas que pode ter um ligeiro impacto a curto prazo no sector privado. O dirigente acabou mesmo por elogiar a oferta de habitação económica como uma política destinada a satisfazer o bem-estar da população, mas ressalvou que o Executivo deve acautelar o desenvolvimento saudável do mercado imobiliário e proteger os proprietários e o mercado de arrendamento. O representante do sector imobiliário aproveitou a ocasião para sugerir ao executivo de Ho Iat Seng que flexibilize, ou elimine, algumas restrições na compra de imóveis, como os limites às hipotecas na primeira habitação, permitindo aos bancos regressar à liderança do mercado. Chong Sio Kin gostaria de ver o estabelecimento de rácios hipotecários com base nas capacidades dos clientes e avaliações de risco, assim como a abolição do limite de idade para compra da primeira habitação.

Fadas do lar

O método de candidatura foi um dos destaques de Ma Io Fong, vice-presidente da Associação

da Construção Conjunta de Um Bom Lar, que elogiou o pragmatismo e operacionalidade do sistema de candidaturas, que permite entrega de documentos online, e congratulou o Executivo por ter cumprido a promessa de abrir o concurso ainda este ano. Além disso, o colega de Wong Kit Cheng concorda as alterações ao método de pontuação, em particular com a prioridade dada aos residentes que vivem há mais tempo em Macau. O dirigente está também de acordo com a tipologia dos apartamentos colocados à venda, factor que pode funcionar como incentivo à natalidade, afirmando que parece que o Governo atendeu às sugestões da Associação do Bom Lar e teve em conta as necessidades de habitação das famílias. A proporção de fracções multi-familiares aumentou para 95 por cento (as unidades de dois quartos e três quartos representaram 85 por cento e 10 por cento respectivamente), um aumento de 21 por cento em comparação com os projectos imobiliários 2019. João Luz

China Encontrados mais de 2.500 menores desaparecidos As autoridades chinesas encontraram 2.609 menores, incluindo Guo Xinzhen, que foi sequestrado em 1997, após uma campanha a nível nacional, disse ontem o Ministério de Segurança Pública da China. A campanha, designada “Reunião”, foi lançada no final de 2020 e conta com uma base de ADN para reunir com as respectivas famílias pessoas desaparecidas ou sequestradas quando eram crianças. De acordo com o Ministério, a descoberta destas pessoas, muitas já adultas porque o seu caso se arrastou durante vários anos, levou à prisão de 372 suspeitos de sequestro e tráfico humano. O caso mais

mediático de Guo Xinzhen inspirou um filme, que estreou em 2015, e que retrata os esforços do pai, que percorreu todo o país à sua procura. O ADN foi fundamental para encontrar Guo, na província central de Henan e identificá-lo como filho de Guo Gangtang. Depois de encontrar Guo Xinzhen, a polícia chinesa prendeu duas pessoas suspeitas do seu sequestro, há 24 anos. O rapto de crianças é um problema social persistente há décadas. Tecnologias como análise de ADN ou reconhecimento facial ajudaram nos últimos anos a resolver vários casos que se arrastavam há décadas.

ARROMEO Lou, no início do espectáculo, dissera: “Se estiverem doentes, venham e ficarão curados. Se estiverem quase a morrer, venham e dêem uma boa gargalhadas antes disso acontecer. Se estiverem bons, venham e ajudem a transportar as vítimas da fobia do Jazz”. Ninguém deixara de rir. A boa disposição reinava. E depois dançara-se. Lá estava a nata da sociedade macaense, incluindo Joaquim José Palha e a mulher, Sofia. Palha aproximara-se de Amoroso e inquirira-o sobre o acordo que lhe propusera. O tenente respondera-lhe que falaria em breve com o Governador. Não se tinha esquecido. Palha afagara-lhe o braço e sussurara: - Tem tudo a ganhar, tenente. Sabe que sim. Deixara-o e voltara para conviver mais um pouco com os seus amigos. E dera espectáculo, quando dançara com Miss Toytoy. Era um excelente dançarino, como Amoroso podia testemunhar. O Governador colocou um cigarro entre os lábios e acendeu-o. Após a primeira baforada, olhou para o tenente e disse: - Uma das primeiras coisas que aprendi na vida é que é uma má ideia conheceres os teus heróis porque, geralmente, eles decepcionam-te. - Aconteceu-lhe isso, Governador? - Acontece a todos nós. Na política é fácil isso suceder. Amoroso sentiu que o Governador perdera algumas ilusões que tvera no passado. Talvez com outros republicanos e membros da Maçonaria como ele. - Ainda assim as pessoas precisam de memórias. Tal como as nações. Sem elas, o que resta? Nada. O que seria de Portugal sem as suas memórias? Sem um passado de que nos possamos orgulhar, como podemos ter alguma fé no futuro? Não é por acaso que nos agarramos a ele. Talvez porque não haja mais nada a que nos podemos segurar para não cairmos de vez. Foi esse o trunfo dos republicanos. Quando a Monarquia não soube o que fazer face ao Ultimato inglês, os republicanos recuperaram Luís de Camões, o patriotismo e o passado. Isso conquista os corações e as almas quando sentimos que o mundo está a ruir à nossa volta. Só que isso não chega. Eram palavras de um homem cansado. Talvez desiludido. Ou então, isso era fruto daquele entardecer e daquela música que fazia ecoar imagens que o tempo tentara, sem o conseguir, apagar. (continua)


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Hoje Macau 14 JULHO 2021 #4809 by Jornal Hoje Macau - Issuu