PORTUGUESES E CHINESES EXPÕEM JUNTOS EM PEQUIM LUSA
EVENTOS CENTRAIS
DIREITO
Neto Valente teme que diplomados na China entrem na Administração sem qualificações e por cunhas SOCIEDADE PÁGINA
hojemacau Comenda de Pereira Coutinho poderá afastar Governo da torre
Fado do Enganado Parece impossível mas Cavaco Silva enganou-se ou foi enganado: ao impor uma condecoração a Pereira Coutinho na recepção oficial terá afastado da cerimónia as altas individualidades do Governo de Macau. Chui Sai On não recusou a comenda mas vai recebê-la em privado.
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VISITA
hoje macau quarta-feira 14.5.2014
CAVACO SILVA TRAZ POSSIBILIDADES DE INVESTIMENTO E VOOS DIRECTOS ENTRE PORTUGAL E CHINA
visita de Cavaco Silva à China vai “promover ainda mais a cooperação bilateral entre os dois países”, disse o embaixador da China em Portugal, Huang Songfu, a propósito do périplo do Presidente da República à China. Após um pequeno-almoço entre empresários da China e de Portugal, em Xangai, o embaixador salientou o encontro como uma “boa oportunidade de intercâmbio entre os empresários” dos dois países e mostrou-se convicto no reforço das relações. “O Presidente apresentou boas oportunidades de cooperação bilateral entre a China e Portugal e
os empresários chineses também manifestaram todo o interesse e forte vontade de promover a cooperação”, disse Huang Songfu, ao salientar como uma das preocupações portuguesas a ligação directa entre os dois países. No entanto, explicou, estavam três empresas na reunião que “manifestaram toda a vontade para estudar a possibilidade de voos directos entre a China e Portugal”. Huang Songfu está, por isso, convicto de que a visita de Cavaco Silva “vai promover ainda mais a cooperação bilateral” e garantiu que Portugal “ofereceu uma boa oportunidade de cooperação no sentido de privatização futura
PIRES DE LIMA E OS DETALHES O ministro da Economia, António Pires de Lima, qualificou ontem “a confiança” entre Pequim e Lisboa como “uma base determinante” para o crescimento do investimento chinês em Portugal. “O primeiro ponto que gostaria de realçar tem a ver com a confiança que se tem vindo a estabelecer entre as autoridades portuguesas e chinesas”, sublinhou Pires Lima após um encontro de cerca de uma hora do Presidente português com um grupo de empresários chineses. Essa “confiança”, acrescentou o ministro português, “é uma base determinante para se poder concretizar negócios numa perspectiva de médio e
longo prazo”. Pires de Lima destacou a recente “participação chinesa em projectos de investimentos muito relevantes” nas áreas da energia e dos seguros. No encontro com empresários chineses, entre os quais o presidente do Fosun, Guo Changchang, Portugal “apresentou com detalhe as futuras oportunidades de investimento” no país, indicou Pires de Lima. Segundo adiantou, sem mais pormenores, as oportunidades estão relacionadas com o programa de privatizações, “mas também com um plano muito interessante de infraestruturas” concebido pelo governo português até 2020.
de empresas portuguesas” que as chinesas já conhecem bem e estão, pelo menos, disponíveis para “avaliar” as possibilidades de investimento.
LUSA
“Promover mais cooperação bilateral” A MACAU, A PLATAFORMA DE SEMPRE
Instado a comentar o papel de Macau na relação bilateral entre a China e Portugal, Huang Songfu realçou a importância da RAEM, nomeadamente pela aproximação cultural que fomenta entre os dois povos. “É plataforma muito importante. Macau promoveu um conhecimento mútuo no sentido cultural durante todos esses anos. Acho que o conhecimento mútuo cultural é uma base fundamental para toda a outra cooperação. Sem [esse] conhecimento entre dois povos não haveria cooperação nas várias áreas”, considerou. Além da possibilidade de investimento em privatizações, como a dos transportes públicos de Lisboa e Porto, Huang Songfu lembrou ainda outras oportunidades nomeadamente na indústria, mas vincou que o mais importante é estudar as diversas oportunidades nos mais variados campos, dado que Portugal “abriu a porta” e há que avaliar interesses. Cavaco Silva permanecerá em Xangai até hoje à tarde (hora local), seguindo depois para Pequim, onde vai encontrar-se com o seu homólogo chinês, Xi Jinping. A visita termina cá por Macau no fim-de-semana.
Huang Songfu, embaixador da China em Portugal
VISITA À CHINA PARA AJUDAR A COMBATER “FLAGELO DO DESEMPREGO”
O potencial de um país à beira-mar C à China depois de a ter visitado como primeiro-ministro em 1987 e 1994 para resolver a questão de Macau que a história tinha deixado aos dois países”, lembra o chefe de Estado. Destacando os encontros institucionais que terá com o Presidente e o primeiro-ministro chineses, o presidente do Con-
gresso do Povo e o presidente da câmara de Xangai, Cavaco Silva assinala igualmente a “importante delegação empresarial” que o acompanha. “A China apresenta-se como um mercado com um grande potencial de expansão para os produtos portugueses”, frisa o chefe de Estado, que irá participar em dois
LUSA
AVACO Silva disse esperar que a sua visita à China contribua para reforçar a recuperação da economia portuguesa e combater o desemprego. “Todos sabem que as exportações, o turismo e o investimento são os pilares do crescimento económico português e a da criação de emprego. Penso com esta visita dar um contributo para que se reforce a recuperação da economia portuguesa e se combata o flagelo do desemprego”, referiu o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva aos jornalistas que acompanham a deslocação do Presidente à China. Na mensagem, Cavaco Silva, destaca a importância da deslocação, lembrando que Portugal e a China celebram o 35.º aniversário das relações diplomáticas entre os dois países. “Regresso
Cavaco Silva com o presidente da Fosun, Guo Guangchang
seminários económicos durante a visita à China e terá encontros com empresários chineses. “Quero que eles fiquem a saber que Portugal é uma localização competitiva para o investimento estrangeiro.” Segundo Cavaco Silva, a cooperação na área da ciência e do ensino da língua portuguesa irão também ocupar um “lugar de relevo” na sua visita à China, que o levará a Xangai, Pequim e Macau. “Quero com esta minha visita que a China fique a conhecer melhor Portugal, as potencialidades económicas e científicas do nosso país, que os chineses fiquem a conhecer melhor a qualidade dos produtos portugueses e a riqueza da nossa cultura, que mais chineses possam visitar Portugal, queremos receber mais turistas vindos da China”, concluiu.
Presidente português elogia Xangai
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AVACO Silva elogiou ontem a “visão estratégica” das autoridades de Xangai, qualificando a metrópole chinesa como “uma cidade fantástica”, que “desempenha um papel crucial no objectivo comum de intensificação das relações entre Portugal e a China”. Cavaco Silva encontrou-se com o presidente do governo municipal de Xangai depois de uma reunião de cerca de uma hora com empresários chineses. O presidente português evocou “o crescimento das trocas comerciais e dos fluxos de investimento” entre os dois países desde a abertura do consulado-geral de Portugal em Xangai, em 2006. “Uma melhor divulgação do Portugal do século XXI conduziu, sem dúvida, a uma cooperação a diversos níveis”, disse. Cavaco Silva referiu igualmente o “interesse acrescido pela língua e cultura portuguesas” e o acordo de geminação entre Xangai e o Porto, assinado em 1995. Há cerca de 15 anos, em toda a China continental, havia apenas duas universidades com licenciaturas em português: uma em Pequim, outra em Xangai. Hoje, há 18.
visita 3
hoje macau quarta-feira 14.5.2014
A intenção é boa. Mas, neste inferno de Macau, a Presidência da República mostrou falta de tacto diplomático e conhecimento do terreno HOJE MACAU*
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imposição de condecorações a personalidades locais por parte do Presidente da República portuguesa, que deverá decorrer domingo na recepção a ter lugar na Torre de Macau, está a ter repercussões diplomáticas inesperadas e desagradáveis. Isto porque Cavaco Silva resolveu condecorar o deputado e conselheiro das comunidades portuguesas José Pereira Coutinho, cujas intervenções públicas o definem como “inimigo” do Governo local, especialmente da Secretária Florinda Chan e do Secretário Lau Si Io, de quem diz regularmente “o que Maomé não disse do toucinho”, revelou ao HM uma fonte bem informada. Segundo a mesma fonte, “caiu muito mal ao Governo da RAEM esta imposição da condecoração a Pereira Coutinho neste contexto. Provavelmente, poucos ou nenhuns altos membros do Governo estarão presentes na cerimónia”. De facto, Fernando Chui Sai On, Chefe do Executivo, receberá a Grã-Cruz da Ordem do Mérito noutro espaço, à parte dos outros seis medalhados, revelou à agência Lusa fonte oficial chinesa, que já autorizou a condecoração. “O Presidente português devia entregar a comenda a Coutinho no
CAVACO SILVA CONDECORA SEIS PERSONALIDADES DE MACAU
Comendas e dores dia 10 de Junho e não misturar as coisas”, disse ao HM uma fonte próxima do Governo. “É desagradável para os governantes de Macau esta situação. Na verdade, a Presidência da República portuguesa mostrou uma enorme falta de sensibilidade e tacto diplomático”, acrescentou. A distinção concedida a Fernando Chui Sai On é a mesma que foi atribuída em 2011 a Edmund Ho, o primeiro líder chinês de Macau.
“AINDA NÃO SEI DE NADA”
UNG, SOU, FÃO, ANTÓNIO E CUNHA
No quadro da administração de Macau, Cavaco Silva vai ainda condecorar, em cerimónia a realizar no domingo, Guilherme Ung Vai Meng, presidente do Instituto Cultural de Macau e artista plástico que sempre defendeu a herança cultural da cidade. O presidente do Instituto Cultural de Macau tem apostado em edifícios históricos para a promoção da cultura ou na renovação de espaços abandonados, como as antigas oficinas navais que ostentam na fachada um escudo português (também renovado) para albergar novos espaços de exposição. O ramo cultural, educacional e social das condecorações prossegue com Amélia António, presidente da Casa de Portugal, que procura preservar o legado português e promover as tradições nacionais na cidade, e com Rui Cunha, advogado, e presidente da Fundação Rui Cunha que aposta na promoção da cultura produzida pelos residentes e, através do Centro de Reflexão e Estudo do Direito de Macau, na preservação do Direito de matriz portuguesa em Macau. No campo político, o chefe de Estado impõe condecorações ao macaense Jorge Fão, antigo
Professor honorário da Universidade de Hong Kong desde 2005, honoris causa em Ciências Sociais pela Universidade de Macau, Ambrose So tem promovido vários eventos culturais e é defensor de uma cada vez maior cooperação entre Macau e Hong Kong e entre a China e Portugal, país onde ocupa diversos cargos nas sociedades onde Stanley Ho ou a sua família possuem elevados interesses económicos.
“É desagradável para os governantes de Macau esta situação. Na verdade, a Presidência da República portuguesa mostrou uma enorme falta de sensibilidade e tacto diplomático” FONTE PRÓXIMA DO GOVERNO DA RAEM
deputado à Assembleia Legislativa e fundador da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau depois de vários anos como dirigente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau e que ao longo dos últimos anos tem trabalhado em prol da melhoria das condições desta classe de re-
sidentes locais, bem como presta diversos apoios sociais. Ainda em Macau, Cavaco Silva condecora Ambrose Sou Shu Fai, o cônsul-honorário de Portugal em Hong Kong, presidente do conselho de administração da Sociedade de Jogos de Macau, a empresa de jogo fundada por Stanley Ho e que lidera o mercado de jogo local.
CONVIDA, NÃO CONVIDA Apesar de dizer que não sabia da condecoração que lhe vai ser imposta por Cavaco Silva, Pereira Coutinho esteve ontem muito activo, enviando mensagens por telemóvel a centenas de residentes de Macau em que se disponibilizava para arranjar convites para a cerimónia. Ao que o HM soube, tal terá caído mal junto do cônsul-geral de Portugal Vítor Sereno, a quem compete distribuir os convites. Certo é que Pereira Coutinho emendou a mão numa segunda mensagem em que aparecia referido que era o cônsul-geral que convidava as pessoas e não ele próprio, como constava no primeiro SMS.
Ontem até à hora de fecho desta edição, pelo menos Pereira Coutinho e Amélia António ainda não tinham sido oficialmente informados da condecoração. “Tenho vindo a receber telefonemas e mais telefonemas mas eu não sei de nada. É uma surpresa, não tenho nenhuma confirmação oficial e não posso fazer nenhum comentário sobre essa questão. Não sei como é que as pessoas sabem. Não recebi nenhum telefonema de Portugal, nem do cônsul. Nunca me contactaram entidades oficiais de Macau ou Portugal”, disse ao HM Pereira Coutinho. Amélia António também nada sabia sobre o assunto, revelando surpresa com o telefonema do HM. “Não sei de nada, mas será com muito gosto, enquanto presidente da Casa de Portugal, que receberei a comenda”, referiu ao nosso jornal. O Presidente da República é, por inerência da sua função, o Grão-Mestre de todas as Ordens Honoríficas Portuguesas e nessa qualidade concede todos os graus e superintende na sua organização, orientação e disciplina das Ordens. Cavaco Silva é coadjuvado, no exercício das suas funções de Grão-Mestre das Ordens, pelos Chanceleres e pelos Conselhos das Ordens. Existe um Chanceler e um Conselho, para cada um dos três grupos de Ordens, estando todos na directa dependência do Presidente da República. O chanceler das ordens militares é o general Rocha Vieira, último Governador de Macau. - *com Lusa
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COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES E DOS CONTABILISTAS AVISO Torna-se público, de acordo com o n.º 1 do ponto 6.º dos Regulamentos para a prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas, elaborados nos termos do artigo 18.º do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 71/99/M, de 1 de Novembro, do artigo 13.º do Estatuto dos Contabilistas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/99/M, de 1 de Novembro, e da alínea 3) do artigo 1.º do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 2/2005, de 17 de Janeiro, que se encontra afixada, na sobreloja da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande nºs 575, 579 e 585, e colocado no respectivo “Web-site”, no local relativo à CRAC e para efeitos de consulta, a lista definitiva dos candidatos à prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como Auditor de Contas, Contabilista Registado e Técnico de Contas no ano de 2014, elaborada e homologada por deliberação do Júri designado para o efeito. Em caso de dúvidas, agradecemos que contacte a CRAC, durante as horas de expediente, através dos números de telefone 85995343 ou 85995344. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 2 de Maio de 2014 O Presidente da CRAC Iong Kong Leong
AVISO
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 2 de Maio de 2014, se acham abertos os concursos comuns, de ingresso externo, de prestação de provas, para o preenchimento das seguintes vagas: 1. Quatro lugares de técnico de 2.ª classe, 1.º escalão, área de administração desportiva, em regime de contrato além do quadro; 2. Três lugares de técnico de 2.ª classe, 1.º escalão, área de gestão de instalações desportivas, em regime de contrato além do quadro; 3. Dois lugares de técnico de 2.ª classe, 1.º escalão, área de informática, em regime de contrato além do quadro; 4. Um lugar de técnico de 2.ª classe, 1.º escalão, área de engenharia electromecânica, em regime de contrato além do quadro; 5. Um lugar de técnico de 2.ª classe, 1.º escalão, área de engenharia civil, em regime de contrato além do quadro; 6. Dois lugares do quadro e sete lugares em regime de contrato além do quadro, de assistente técnico administrativo de 2.ª classe, 1.º escalão, área de oficial administrativo. Os respectivos avisos de abertura de concurso encontram-se publicados no “Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau”, n.º 20, II Série, de 14 de Maio de 2014. As condições de candidatura e as demais informações encontram-se nos avisos acima referidos e disponibilizadas no website do Instituto do Desporto (http://www.sport.gov.mo) e da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (http://www.safp.gov.mo). Instituto do Desporto, aos 14 de Maio de 2014.
O Presidente, José Tavares
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POLÍTICA
hoje macau quarta-feira 14.5.2014
4 DE JUNHO OPEN MACAU SOCIETY FAZ QUEIXA DO IACM E DE FLORINDA CHAN AO CCAC
Governo “em silêncio”
A recusa do IACM em deixar uma associação presidida por Jason Chao realizar uma cerimónia pelo 4 de Junho no Leal Senado levou o responsável a intentar uma queixa no Comissariado contra a Corrupção. Chao fala em decisões políticas e sem fundamentos e acusa Florinda Chan – a quem fez um apelo – de se ter mantido em silêncio JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
sobre a responsabilidade – criminal ou disciplinar – dos membros administrativos do IACM e de Florinda Chan.”
REUNIR PACIFICAMENTE
Foi em Abril que a OMS pediu ao IACM a utilização do espaço para levar a cabo uma vigília pelas vítimas do 4 de Junho. A data representa o protesto estudantil na Praça Celestial, em Pequim, onde centenas de pessoas – a maioria estudantes – foram mortos. Jason Chao acusa o instituto de estar a tentar – pela
“Ou seja, o evento que queremos fazer não deveria ter restrições, a menos que as autoridades tenham outras razões que nos queiram apresentar” JASON CHAO
segunda vez – uma “estabilização política”, negando o pedido de celebrar a memória das vítimas. Recorde-se que um dos motivos para o IACM negar a utilização do espaço pela OMS foi fundamenta-
da com o facto de este estar a ser guardado para a organização que, anualmente, usa o Leal Senado. Jason Chao não pode fazer a cerimónia que pretendia, mas promete, pelo menos, uma reunião no local.
ZHENG ANTING QUER REGRESSO DA LEI DOS BAIRROS ANTIGOS À AL
O seguro morreu de velho O deputado Zheng Anting, número dois de Mak Soi Kun à Assembleia Legislativa (AL), pede que o Governo volte a colocar no hemiciclo o Regime Jurídico dos Bairros Antigos, retirado em 2013, numa altura em que já estava a ser analisado pelos deputados. Em interpelação escrita, o deputado chama a atenção para a existência de problemas de segurança nestas zonas. “Está em causa a segurança de vários prédios
velhos, e o Governo deve estar a par disso. Até agora nada se sabe sobre o ponto de situação dos trabalhos de ajustamento do conteúdo da proposta de lei. Será que o Governo está a enfrentar dificuldades?”, questiona o deputado. Zheng Anting questiona ainda o Executivo sobre “as medidas de que dispõe para promover a reconstrução dos prédios velhos em ruína?”. O deputado considera que é importante colocar a proposta de lei de
novo sujeita à aprovação do hemiciclo, uma vez que existe escassez de solos em Macau. “Há que acelerar a remodelação e reconstrução dos bairros antigos e aumentar a oferta de terrenos, e, através do aumento da volumetria, melhorar as instalações nas zonas comunitárias. Estes poderão ser os métodos mais rápidos para resolver as necessidades habitacionais da população, sendo também uma das solicitações, de há longa data, dos moradores dos
bairros antigos”, escreveu o deputado. Segundo o diário Ponto Final, a Associação Geral dos Operários de Macau (AGOM) vai lançar uma consulta pública sobre a garantia de bens imóveis destinados à habitação, cujo objectivo é levar a população a decidir o prazo de garantia dos edifícios. A AGOM considera que um prazo máximo de cinco anos para um prédio “é inaceitável”, sendo que dez anos também é “insuficiente”. - A.S.S.
HOJE MACAU
Open Macau Society (OMS) vai fazer queixa do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e de Florinda Chan ao Comissariado contra a Corrupção (CCAC). Tudo porque, no final do mês passado, o instituto não permitiu à OMS a utilização do Leal Senado para a realização de uma celebração em homenagem ao 4 de Junho sem, diz Chao, uma justificação plausível. A Secretária para a Administração e Justiça está envolvida, porque não respondeu a um apelo do activista. “Vamos queixar-nos, porque o IACM é quem trata dos pedidos e Florinda Chan falhou ao lidar com a situação”, explica Chao ao HM. “Há uma semana, fiz queixa à Secretária, porque é ela quem tem a tutela do IACM, e ela manteve-se em silêncio.” Jason Chao diz que o facto de o IACM ter recusado dar mais detalhes sobre o facto de ter negado a utilização do espaço e o silêncio de Florinda Chan sugerem claramente que a decisão do Governo “é de natureza política”. Por isso, adianta, “a OMS vai entregar todos os documentos necessários ao CCAC e pedir uma investigação
O presidente da associação disse ontem ao HM que o evento vai ser organizado na mesma, ainda que de outra forma. “Estamos determinados a fazer isso, para assinalar no Leal Senado o massacre de Tiananmen. Por isso é que hoje [ontem] já avisámos o IACM que vai ser feita uma reunião no local, exactamente 15 dias antes do acontecimento.” A OMS evoca a lei para relembrar que é permitido aos cidadãos de Macau reunirem-se pacificamente e sem armas, em lugares públicos, sem necessidade de qualquer autorização. Mas, Jason Chao acrescenta ainda mais. “A lei não estabelece a falta de espaço suficiente para várias manifestações simultâneas como razão de restrição espacial ao exercício dos respectivos direitos”, diz ao HM, citando uma decisão do Tribunal de Última Instância. “Ou seja, o evento que queremos fazer não deveria ter restrições, a menos que as autoridades tenham outras razões que nos queiram apresentar.” Segundo Chao, que ontem reuniu com o IACM, as respostas à OMS foram “muito contraditórias”. O presidente da OMS diz que, por um lado, o IACM insistiu que era “imparcial”, mas por outro lado, alegou que o ocupante do local havia sido decidido sem sorteio e sem sequer ter sido o primeiro a fazer o pedido. Alex Vong, presidente do IACM, terá dito a Chao que “um complexo de factores” foi tido em consideração, mas não elaborou. Ontem, a associação deixou ainda um aviso à polícia: a lei permite a reunião, portanto, se as autoridades impedirem esse direito, isso irá constituir abuso de poder, diz Chao. “Os agentes da linha da frente devem prestar especial atenção à legalidade das ordens dos seus comandantes.”
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Leong Veng Chai questiona políticas sobre águas residuais
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deputado e número dois de José Pereira Coutinho na Assembleia Legislativa (AL) entregou uma interpelação escrita ao Governo onde questiona as “medidas eficazes das autoridades para evitar a acumulação e estagnação de águas residuais”, uma vez que há muitas zonas junto à marginal da Areia Preta e Baía Norte do Fai Chi Kei onde “o mau cheiro afecta a vida dos residentes”. Leong Veng Chai prevê ainda que “após a conclusão das obras do aterro A, muito provavelmente mais águas residenciais irão acumular-se na marginal da Areia Preta”. “Terá o Governo avaliado esta situação e elaborado o respectivo plano de contingência? Terá adquirido o Governo as experiências e práticas das regiões circunvizinhas e com a realização do MIECF? E irá celebrar protocolos de cooperação com estas?”, questiona ainda o deputado. - A.S.S.
ELEIÇÕES CE COMISSÃO ACUSADA DE LIMITAR A INFORMAÇÃO. QUASE 4000 VOTANTES
Transparentes como a água J
ORNALISTAS da imprensa chinesa acusam a Comissão de Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo (CAECE) de limitar o acesso à informação. De acordo com a rádio Macau, ontem, à margem de mais uma reunião da CAECE, ouviram-se queixas de que nem todos os órgãos de comunicação social foram convocados para o encontro. “Anteontem, vi a ordem de trabalhos desta reunião de hoje e penso não ser interessante publicar [detalhes sobre o encontro]”, começou por explicar a presi-
Administração Saldo positivo em mais 16,6% Administração fechou Abril com um saldo orçamental positivo de 46,16 mil milhões de patacas, mais 16,6% do que nos primeiros quatro meses de 2013, indicam dados oficiais divulgados na segunda-feira. De acordo com dados provisórios publicados no portal da Direcção dos Serviços de Finanças (DSF), o valor correspondia a 72,6% do previsto para todo o ano. As receitas totais atingiram 57,07 mil milhões de patacas, mais 17% em termos anuais, estando executadas, até Abril, em 40,4% relativamente ao orçamentado para os 12 meses do ano, enquanto as despesas se cifraram em 10,91 mil milhões de patacas mais 18,7% -, cumpridas em apenas 14,1%. Os impostos directos sobre o jogo - no valor de 35% sobre as receitas brutas do sector - perfaziam 97,5% dos impostos directos, 85% das receitas correntes e 84,8% das receitas totais arrecadadas pela Administração, ascendendo a 48,39 mil milhões de patacas, mais 19,2% face ao apurado nos primeiros quatro meses do ano passado. Os orçamentos em Macau são habitualmente elaborados de forma conservadora, com as despesas potenciadas e as receitas calculadas abaixo do que acaba por se verificar no final do exercício. Até ao final de Abril, o Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração (PIDDA), por exemplo, estava executado em apenas 1,3% face ao orçamentado, equivalia a uma despesa de 194,4 milhões de patacas, menos 54,1% face ao período homólogo de 2013. - Lusa
TIAGO ALCÂNTARA
A
dente da comissão, Song Man Lei, citada pela Rádio Macau. “Isto não quer dizer que vamos fechar a porta à comunicação”, acrescentou. Song Man Lei disse ainda que, todas as terças-feiras, a imprensa pode acompanhar os trabalhos da Comissão de Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo. A agenda dos encontros é pública, indicou a responsável. Na segunda-feira, o HM recebeu o alerta sobre a reunião da comissão, mas a este jornal também foi indicado que a reunião
iria tratar apenas de assuntos já anteriormente discutidos. Em comunicado, a Comissão explica que a reunião sempre se realizou à terça-feira até às eleições e que só em casos excepcionais, a comunicação social será avisada com mais antecedência. Song Man Lei assegura uma posição de total transparência e abertura nos contactos com a comunicação social, sob o princípio de salvaguarda do bom andamento das reuniões e maior facilidade de trabalho de cobertura noticiosa.
A Comissão planeia avançar com os trabalhos de publicidade e promoção das eleições em finais de Maio. Até esta segunda-feira, foram levantados 633 boletins de candidatura para a Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo, tendo sido entregues 120. No total, de acordo com dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos da Função Pública, foram entregues mais de 400 boletins de pessoas colectivas. “No total, o número de votantes é de 3892 votantes, contando com os votantes singulares e colectivos.”
PEREIRA COUTINHO QUER HOSPITAIS PRIVADOS A TRATAR FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS GRATUITAMENTE
Já que recebem tanto... A
LÉM de querer saber mais pormenores sobre a possibilidade dos atestados médicos de hospitais privados poderem ser aceites na função pública, o deputado Pereira Coutinho também questionou, ontem, o Governo sobre a assistência médica de funcionários públicos em hospitais privados. O deputado quer saber se os trabalhadores vão ou não poder ser tratados em hospitais e clínicas privadas, sem que tenham que pagar mais por isso, uma vez que estas instituições “recebem anualmente centenas de milhões de subsídios do erário público”, como escreve o também presidente da Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM). Pereira Coutinho quer, ainda, saber se esta eventual assistência médica vai englobar a realização de análises clínicas em entidades privadas gratui-
tamente, visto que a função pública desconta parte do seu ordenado para cuidados de saúde. Esta interpelação surge depois do Chefe do Executivo ter confirmado a possibilidade dos funcionários públicos voltarem a poder entregar atestados médicos de entidades privadas. Esta medida que já havia estado em vigor entre 1983 e 1986, durante a administração portuguesa, permitindo que os trabalhadores da função pública pudessem entregar um atestado médico de uma instituição médica privada. Esta prática acabou por ser cancelada devido a “abusos” de poder, segundo afirmou o Chefe do Executivo, no hemiciclo de dia 22 de Abril. Segundo Pereira Coutinho e outros deputados, a proibição desta medida tem dificultado o processo de assistência médica, bem como o de obtenção de atestados médicos. - L.S.M.
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SOCIEDADE
hoje macau quarta-feira 14.5.2014
NETO VALENTE CHAMA A ATENÇÃO PARA PERIGOS DOS DIPLOMAS EM DIREITO DA CHINA Neto Valente fala da existência de candidatos ao recrutamento central para juristas da Neto Valente chama a atenção Direito que não são de Macau e que para o facto da qualidade dos nada sabem do Direito de Macau. Função Pública cursos não ser verificada na FunEstas entradas, feitas através de com cursos tirados ção Pública. “Não há um serviço diplomas fáceis de conseguir em público encarregado de fazer universidades fora de Macau, não na China que não equivalências a diplomas tirados prestam para as pessoas nem para fora. São os próprios serviços Macau. Depois tenta-se branquear versam sobre o que admitem os interessados e a situação frequentando cursos de avaliam os diplomas. Isto não mestrado e doutoramento em DiDireito de Macau. dá garantia nenhuma de que os reito de Macau, que não ensinam o Os mesmos serão diplomas sejam verídicos. Há o Direito local”, disse o presidente da perigo de alguém que tem amigos AAM, à margem da apresentação avaliados pelos no serviço conseguir entrar por dos eventos de comemoração do essa via. O Governo podia fazer Dia do Advogado. próprios serviços, uma prospecção nos serviços onde Neto Valente fala do recrutahá essas pessoas, para saber o que existindo o “perigo” mento para juristas, com mais vagas eles andam lá a fazer”, disse o do que candidatos qualificados. “Sei de favorecimento na que há 600 candidatos, e não há presidente da AAM. A AAM considera ainda que 600 candidatos de Macau para esse contratação, ou seja, recrutamento. Preocupa-nos saber a procura por este tipo de cursos por parte de residentes faz com que, se houver 40 ou 50 de Macau, cunhas que diminua o número de alunos os outros ficam na lista. Essa gente
Um factor chamado cunha
ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
“O
S que não estudam Direito de Macau não devem entrar nas estruturas da Administração Pública e na prática da advocacia.” Quem o diz é Jorge Neto Valente, presidente da Associação dos Advogados de Macau (AAM), que chama a atenção para a existência de candidatos ao recrutamento central para juristas na Função Pública com licenciaturas tiradas no continente. “Estamos muito preocupados porque vemos que há serviços públicos em que é permitida a entrada de diplomados em cursos de
vai-se encaixar em serviços onde vão dar pareceres supostamente jurídicos baseados em conceitos que não têm a ver com Direito de Macau, asneiras, com coisas de uma outra cultura jurídica.” AAAM considera que a contratação destas pessoas “não contribui para manter o sistema jurídico de Macau e, pelo contrário, contribui para destruir o sistema.”
POSSÍVEIS CUNHAS NO SECTOR PÚBLICO
Os cursos de que fala a AAM funcionam em universidades da China, têm entre dois a três anos de duração e não é exigida a presença dos alunos nas aulas, sendo possível utilizar a internet para fazer trabalhos e exames.
PROTOCOLO COM OA AINDA NÃO ESTÁ CONCLUÍDO Depois da aprovação das alterações ao protocolo entre a AAM e a Ordem dos Advogados (OA), em Portugal, Jorge Neto Valente garantiu que o processo ainda não está concluído. “Não foi ainda apresentada nenhuma proposta de Macau. As condições foram definidas em assembleia-geral e vão agora ser formatadas e depois é que se tratará do assunto com as entidades portuguesas.” Neto Valente lembrou ainda que “ao contrário do que muitos pensam, há muitos advogados de Macau que se querem inscrever na OA. Essas condições são postas por Macau e não foi objecto de negociação com a OA. Se a OA quiser admitir alguma esquema de reciprocidade, far-se-á um protocolo que facilitará a vinda de advogados portugueses”.
LA SCALA MOON OCEAN DEVOLVE DINHEIRO DAS PRÉ-VENDAS AOS COMPRADORES
Luta em tribunal continua JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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ÃO admite desistir de lutar em tribunal, mas a Moon Ocean anunciou que vai devolver o dinheiro das pré-vendas do La Scala aos compradores. A notícia é feita em comunicado à Bolsa de Valores de Hong Kong na segunda-feira à noite, e publicada ontem na imprensa local, pela Chinese Estates Holdings, empresa mãe da Moon Ocean. A Moon Ocean é a empresa responsável pelo empreendimento de luxo La Scala, a ser construído nos
lotes de terrenos em frente ao aeroporto. Recentemente, recorde-se, foi dado como provado que Joseph Lau e Steven Lo, dois empresários de Hong Kong, pagaram 20 milhões de dólares de Hong Kong a Ao Man Long para ficar com as terras. O ex-secretário para as Obras Públicas e Transportes foi condenado por corrupção a 29 anos e meio. Lau e Lo, envolvidos apenas neste caso, apanharam cinco anos e três meses de prisão cada um. Apesar de ainda correrem nos tribunais dois recursos – um contra a decisão de condenação dos empresários
e outro devido aos terrenos -, a Moon Ocean diz que o caso já se arrasta há muito tempo. “O projecto de construção do La Scala está suspenso desde 2012 e ainda é incerto quando haverá decisão sobre isto, a Moon Ocean decidiu decidiu revogar e cancelar os contratos de promessa de compra e venda de apartamentos do La Scala”, indica o documento a que o HM teve acesso. A empresa admite que o fez por ser da preferência dos promitentes-compradores, mas nega estar a desistir de lutar em tribunal. “Sem estarmos a admitir qualquer responsabilidade, vamos
devolver todo o dinheiro das pré-vendas e os juros à taxa de 7,25%.” De acordo com as últimas informações conhecidas, a Moon Ocean tinha mais de 300 fracções vendidas. A empresa anunciou em Março de 2012 que já tinha mais de três mil milhões de dólares de Hong Kong daí derivados de pré-vendas. Actualmente, ainda decorre no Tribunal de Segunda Instância (TSI) uma acção contra o Governo, para que a empresa fique com os terrenos. A Moon Ocean aconselha os accionistas da empresa a ter cuidado neste período.
na faculdade de Direito da Universidade de Macau (UM). “Criam uma concorrência indesejável nos cursos de Direito da UM que deveria ser a escola do Direito por excelência. Naturalmente não haverá tanta procura pelo curso de direito da UM, e isso nota-se pela falta de crescimento de interessados na frequência do curso”, disse Neto Valente. Contudo, nem o nível de qualidade do curso de Direito em chinês é o mais desejável. “A AAM tem acompanhado o nível de qualidade dos cursos que são ministrados na UM. Temos meios e contactos com a faculdade de Direito e estamos preocupados com o nível desse curso”, disse Paulino Comandante.
Pedido e endividamento de cartões de crédito aumentam
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E acordo com a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), a emissão de cartões de crédito em Macau aumentou 1,8% em relação a Dezembro de ano passado, o mesmo acontecendo ao número de endividamentos e pagamentos atrasados, que registou uma subida de 0,74%. Até ao final de Março deste ano, não só houve mais pedidos para a emissão de cartões, como também aumentaram as transacções com este mecanismo. No total, foram emitidos 547 mil cartões em patacas, 144 mil em renminbis e 80 mil em dólares de Hong Kong. Quando comparada com o ano anterior, a emissão de cartões em patacas aumentou 12,4% e cerca de 10,8% em dólares de Hong Kong. A pesquisa da AMCM registou, ainda, um acréscimo de 27,9% no requerimento de cartões em duas moedas, maioritariamente em patacas e renminbis. Por sua vez, o limite destes cartões fixou-se nos 14,6 mil milhões de patacas, o que se traduz num aumento de 4,8% face a 2013. Entre Janeiro e Março deste ano, foram utilizados 3,8 mil milhões do crédito deste tipo de cartões, tendo diminuído 4,9% face aos três meses do ano anterior.
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TDM CELEBRA 30 ANOS DE EXISTÊNCIA COM MUITOS PLANOS NA MANGA
Macau não é só jogo A autorizar a receção do sinal de uma estação de televisão de Macau e as condições” da mesma. “Com um optimismo moderado, diria que o objectivo é alcançar essa meta ainda em 2014 porque é um ano especial, com um significado muito importante: além dos 30 anos da TDM, assinalam-se os 15 anos da RAEM, pelo que seria uma forma muito
bonita de comemorar”, assinalou Manuel Pires, dando conta de que o processo está “bem encaminhado”. A TDM conta actualmente com seis canais de televisão e nasceu a 13 de Maio de 1984, com um canal bilingue (chinês/português) – funcionando apenas algumas horas por dia –, o qual viria, anos mais tarde, a ser desdobrado. Ações concretas no qua-
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dro dos acordos de cooperação firmados com os países de língua portuguesa e diversificar conteúdos são também ambições da TDM. “Um dos objetivos, já efectivamente em curso, é fortalecer e aprofundar os projectos de cooperação com as televisões dos países de língua portuguesa”, disse o presidente da Comissão Executiva da TDM.
TIAGO ALCÂNTARA
Teledifusão de Macau (TDM) celebra 30 anos de existência, com o desejo de fazer chegar o seu sinal ao interior da China, para mostrar as “diferentes realidades” de um território com uma economia assente no turismo. “É muito importante que percebam a realidade efectiva de Macau porque, muitas vezes, é apresentada apenas como grande centro do jogo e não se cinge a isso. Se conseguirmos abrem-se naturalmente janelas de oportunidade para podermos apresentar, nas suas diferentes perspetivas, a realidade de Macau que, no plano cultural e histórico, é uma cidade única na China, algo que, muitas vezes, não é realçado”, disse o presidente da Comissão Executiva da TDM, à agência Lusa. Tecnicamente, o sinal da TDM poderia ‘galgar’ a fronteira amanhã, mas é preciso que cheguem as autorizações, indicou Manuel Pires, recordando que “há uma série de procedimentos que têm de ser desencadeados pelas entidades competentes da China no sentido de
demolição da gaiola de uma varanda de um edifício na Taipa, perto da Estrada do Governador Albano de Oliveira, provocou “ferimentos graves” a um trabalhador não residente, encontrando-se neste momento em coma no hospital, refere um comunicado da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), que diz “apresentar o seu apoio à vítima e aos seus familiares”. Segundo uma investigação preliminar, a gaiola ter-se-á inclinado “repentinamente”, o que levou o trabalhador a perder o equilíbrio e a cair do quarto andar para uma plataforma dois andares mais abaixo. Segundo o mesmo comunicado, o pessoal da investigação “não encontrou no local nenhum cinto de segurança ou qualquer outro equipamento anti-queda”. A DSAL promete “continuar a apurar as causas deste acidente”, tendo já emitido uma ordem de suspensão ao empreiteiro. “Foi exigido ao empreiteiro a revisão e reorganização do equipamento e das medidas de segurança, e o reforço da sensibilização dos trabalhadores sobre a segurança”, aponta o mesmo comunicado.
Filipinos garantem comemorações católicas
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REACÇÃO À NOTÍCIA SOBRE UTILIZAÇÃO ILEGAL DE CARTÕES UNIONPAY
AMCM faz “supervisão contínua” A Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) afirma estar atenta à aquisição de cartões “China UnionPay”, depois da imprensa ter noticiado casos de utilização ilegal dos mesmos. Segundo um comunicado emitido ontem, a AMCM afirma que “tem estado atenta às reportagens recentes da imprensa”, estando “informada das disposições que têm vindo a ser impostas no sector dos jogos, em relação ao impedimento dos cartões China UnionPay no âmbito da UnionPay”. A AMCM garante ainda realizar
Demolição de gaiola causou ferimentos a não residente
“uma supervisão contínua em relação às actividades de aquisição de cartões comerciais e ajusta ou reforça, constantemente, a gestão do risco e os requisitos da diligência devida, em função da evolução e mudanças do mercado, com o objectivo de incentivar o desenvolvimento saudável das respectivas actividades”. A entidade refere ainda tomar “todas as providências eficazes e necessárias e cumprirá, com rigor, a lei, salvaguardando, assim, a saúde e a segurança do sistema financeiro de Macau”. Recorde-se que a notícia avançada
pelo jornal de língua inglesa de Hong Kong dava conta das medidas tomadas por Pequim com vista a combater o uso ilegal de cartões UnionPay por cidadãos do continente nos casinos de Macau. Especialistas que falaram ao South China Morning Post estimaram que, só em 2013, o valor do uso ilegal destes cartões terá ultrapassado as 50 mil milhões de patacas. Segundo escreveu o jornal, os objectivos do Governo Central passam por “conter a movimentação massiva de capital” através da utilização do sistema de UnionPay.
consumismo associado aos casinos em Macau está a prejudicar o culto religioso no território e são os católicos filipinos que “não deixam morrer” as celebrações religiosas herdadas de Portugal, alertou ontem um teólogo da Universidade de São José. “Macau está a transformar-se num casino gigante, os casinos crescem como cogumelos e isso traz coisas boas e más, um dos pontos maus é o pouco espaço que existe para outras coisas, tais como a religião”, considerou o professor lusodescendente Roberto Ceolin, comentando a peregrinação de 13 de Maio, em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, que reúne centenas de católicos nas ruas da cidade. Devido a este crescimento altamente projectado para o consumismo, torna-se tarefa difícil “conseguir que a religião se mantenha e cresça um pouco”, disse Roberto Ceolin, sublinhando que grande parte das manifestações religiosas públicas “são vistas como um acto turístico”. “Apesar disso, acho importante que se mantenha este tipo de actividades porque de certo modo é algo que os portugueses conseguiram deixar ficar em Macau”, disse, referindo que “são os filipinos que fazem a massa religiosa”, e que é “graças a eles que a comunidade católica não desaparece”. Para o professor, num local “dominado pelo dinheiro, jogo e aumento da prostituição”, é notável a capacidade de “manter estas comemorações”, mas lamentou que a comunidade portuguesa católica seja “cada vez menor”, resultado de um “catolicismo de rastos” sentido em Portugal. As comemorações do dia de Nossa Senhora de Fátima em Macau, acontecem a 13 de Maio e são ponto de atracção para fiéis e curiosos que podem assistir a uma missa celebrada na igreja de São Domingos em três línguas, português, chinês e inglês, seguida de uma procissão.
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CHINA
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CHEFE MILITAR NOS EUA COM MAR DO SUL DA CHINA EM FUNDO
Disputas marítimas na bagagem O chefe do Estado-Maior-General da China começou ontem uma visita de quatro dias aos EUA, no momento em que vários diferendos territoriais põem sob tensão as relações entre Pequim e os vizinhos no Mar do Sul da China. Responsáveis norte-americanos precisaram que o general Fang Fenghui deve abordar em particular a tensão entre a China e o Vietname com o seu homólogo norte-americano, Martin Dempsey. Os dois vizinhos asiáticos têm desde há longa data diferendos territoriais sobre os arquipélagos das Paracel e das Spratleys, em cujos fundos se admite a existências de recursos petrolíferos, que se situam em importantes vias marítimas internacionais. As tensões bilaterais au-
mentaram fortemente desde o anúncio, em Maio, do envio pela China de uma plataforma de exploração petrolífera em águas profundas para
uma zona disputada, ato que os EUA classificaram como “provocador”. O Vietname denunciou uma situação “ilegal” e exigiu
HANGZHOU SESSENTA DETIDOS EM CONFRONTOS COM POLÍCIA
Em defesa do ambiente S
ESSENTA pessoas foram detidas por terem participado nos confrontos entre polícia e manifestantes durante um protesto contra a construção de uma incineradora na cidade chi-
nesa de Hangzhou, informou ontem a imprensa local. Dos detidos, 53 foram acusados de causarem distúrbios, enquanto outros sete de “difundirem rumores” sobre o protesto, que teve
lugar no sábado, e resultou em dezenas de feridos, de acordo com o Gabinete de Segurança Pública de Hangzhou, citado pela agência oficial Xinhua. Pelo menos 39 pessoas (29 polícias e dez manifestantes) ficaram feridas na sequência dos protestos durante os quais se reivindicava a suspensão dos planos de construção de uma incineradora. A administração local de Hangzhou, uma das cidades com melhor qualidade de vida e de ambiente do país, assegurou no dia seguinte que os violentos incidentes que as obras não irão arrancar se o projecto não granjear o apoio da opinião pública. Este tipo de manifestação – em defesa do meio ambiente e que em muitos casos cumpriu o seu objectivo de travar a construção de fábricas ou centrais poluentes – é cada vez mais frequente na China, algo que é interpretado como fruto de uma maior consciencialização por parte dos cidadãos relativamente à poluição.
que a plataforma fosse retirada. Hanoi enviou também navios para o local, alguns dos quais, garantiram dirigentes vietnamitas, foram atacados
ou assediados por navios chineses. As Filipinas também têm conflitos territoriais marítimos com os chineses.
Por seu lado, a China reivindica uma soberania inalienável sobre a quase totalidade do Mar do Sul da China. Estas pretensões territoriais suscitam inquietações tanto na Ásia, como nos EUA. Segundo o Pentágono, a visita do general Fang destina-se a aprofundar as relações entre as duas forças armadas. O general Dempsey, que se deslocou à China em 2013, “congratula-se com a perspectiva de se reunir com o general Fang e continuar o debate sobre a forma de melhorar as relações bilaterais”, realçou o porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby. Fang vai começar a sua visita na base naval de San Diego, no Estado da Califórnia, onde vai ter a oportunidade de subir a bordo do porta-aviões Ronald Reagan, segundo o Pentágono. A China tem mostrado um interesse particular nos porta-aviões e já dispõe de um, o Liaoning, que o secretário da Defesa, Chuck Hagel, visitou quando esteve na China em abril.
JORNALISTA PRESO POR PUBLICAR “INFORMAÇÕES FALSAS”
Quem arrisca não petisca
U
M jornalista chinês que trabalhava no portal de internet Boxun, um meio de comunicação censurado na China, foi detido por publicar “informações falsas”, segundo noticiou ontem a agência oficial Xinhua. Xiang Nanfu, 62 anos, escrevia desde 2009 com o pseudónimo de “Feixiang” no portal Boxun, uma página de informação com temas sensíveis da actualidade chinesa e cuja sede está alojada nos Estados Unidos. “O residente de Pequim (em referência ao jornalista) foi detido por publicar
informação falsa a troco de dinheiro, prejudicando seriamente a imagem do país”, informou a polícia. Segundo a versão oficial, as falsas notícias escritas pelo jornalista continham informações sobre expropriações de terras de forma violenta, agressões por parte da polícia e uma suposta rede de tráfico de órgãos organizada pelo Governo chinês. O jornalista, que em 2013 publicou mais de 1.300 artigos no portal, começou a colaborar para portais informativos em 2004, quando escreveu sobre a demolição da sua casa e a baixa compensação que recebeu das autoridades. Em comunicado no seu portal, a administração do Boxun rejeitou as acusações contra o Xiang Nanfu e assegurou que o jornalista sempre se preocupou em “denunciar os factos” apesar da sua “baixa compensação” monetária, pois o portal não tem capacidade que lhe “permita pagar enormes quantidades de dinheiro aos repórteres voluntários na China”. “Isto é outro sinal claro da rápida deterioração dos direitos humanos na China”, refere o comunicado. As autoridades chinesas detiveram, na semana passada, uma jornalista por alegadamente revelar segredos de Estado à imprensa estrangeira, uma detenção que se somou a outras seis, incluindo de advogados, académicos e de outros profissionais de informação.
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decisão de um casal chinês de deixar seu filho urinar na rua em Abril em Hong Kong foi o motivo de uma luta, gravada em vídeo. O acontecimento teve grande repercussão nas redes sociais que se transformou numa batalha relativa a uma questão mais ampla: a ex-colónia britânica teria sido agora colonizada pela China? A pergunta é justificada porque Pequim tenta impor o seu controlo político sobre o território, que recebe cada vez mais chineses com dinheiro e com hábitos de comportamento diferentes. A partir do vídeo, foi desencadeado um debate sobre o domínio do território por Pequim e a lealdade de Hong Kong, justamente quando a China analisa se dá mais autonomia para que o território escolha os seus líderes. Os manifestantes preparam-se para actuar caso a China não alivie o punho de ferro. Nas imagens, pode-se ver os pais da criança em confronto com um homem
INSATISFAÇÃO COM A CHINA CRESCE EM HONG KONG DEPOIS DE VÍDEO DE CRIANÇA A URINAR NA RUA
Uma questão de identidade O que mais parecia um fait diver sem grande importância transformou-se num intenso debate sobre a identidade do território. Num estudo recente 80% dos entrevistados com idades entre 21 e 29 anos disseram estar insatisfeitos identificando-se mais com Hong Kong do que com a China que filmou com o telefone a criança a urinar. Depois da mãe ser acusada de tentar roubar o telefone, os chineses do continente acusaram inicialmente o homem de perversão por filmar a criança. Depois, alegaram que os moradores de Hong Kong não têm patriotismo e tratam mal os chineses cujo dinheiro impulsiona a economia do território. “Eu aposto que estas pessoas orgulhosas de Hong Kong, que se indignam com o domínio da China, adorariam lamber as botas do Reino Unido, e também beijar a mão da rainha”, escreveu
um comentarista em resposta a um texto sobre as tensões postado no blog Sinosphere, do “New York Times”. Mas a insatisfação com
EUROPA ELOGIADA BOA TENDÊNCIA NA QUESTÃO DE DÍVIDAS
Optimismo global A
China está contente por ver uma boa tendência na questão das dívidas da Europa, afirmou esta terça-feira a porta-voz da Chancelaria chinesa, Hua Chunying. Recentemente, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, relembrou no site oficial do governo alemão que a China deu um grande apoio à Europa durante a crise de dívidas, e que o país asiático acredita na existência do euro por muito tempo. Sobre a afirmação de Merkel, Hua Chunying apontou que a União Europeia é o maior parceiro comercial da China e que a questão das dívidas exerce uma importante influência sobre outros países.
Segundo Hua, os países europeus, especialmente a Alemanha, adoptaram uma série de medidas para resolver a questão e a China tem vindo também a apoiar a Europa com acções concretas. A porta-voz chinesa indicou que, recentemente, se tem revelado uma boas tendência na questão das dívidas, e que a economia europeia está em recuperação, o que ajuda a melhorar a economia mundial. Porém, segundo Hua Chunying, existem ainda factores incertos na economia mundial e a China quer manter a comunicação e a coordenação com a comunidade internacional para promover a recuperação e o crescimento sustentável da economia global.
a administração do território por Pequim está a aumentar, sobretudo entre os jovens adultos. Um estudo recente mos-
trou que 80% dos entrevistados com idades entre 21 e 29 anos disseram estar insatisfeitos, e a maioria identifica-se mais com Hong Kong do que com a China. Os chineses ricos do continente -estimulados pela ausência de impostos sobre vendas em Hong Kong e pela valorização da moeda a longo prazo são acusados de aumentar demais os valores dos imóveis. São também apontados como culpados pela inflação disseminada em Hong Kong, onde o salário mínimo é de cerca de 30 patacas por hora, mas os preços dos pro-
dutos básicos são parecidos com os praticados em Nova Iorque. Com as tensões já altas, os ânimos continuam exaltados. Vídeos e fotos mostram comportamentos questionáveis, enquanto páginas como “Flagre o Chinês” despertam comentários jocosos e agressivos. Por sua vez, o governo chinês divulgou directrizes sobre como se comportar no exterior. No mês passado, um protesto contra o comportamento dos chineses atraiu 30 pessoas que imitaram o acto da criança e foi convocada uma contra-manifestação de pessoas que pretendiam urinar na rua. “A lei proíbe urinar em público”, disse Ko Wing-man, secretário de Alimentos e Saúde. “Não estou a criticar qualquer nacionalidade. A lei será implementada equitativamente.”
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Notificação n° 013/DLA/SAL/2014 Considerando que não se revela possível notificar o interessado, GOLDJOINTSOCIEDADE DE GESTÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, LIMITADA por ofício, via telefone nem por outro meio de acordo com os artigos 10° e 58º do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, nos termos do n° 2 do artigo 72° e dos artigos 93º e 94º do mesmo Código, o referido interessado do estabelecimento de comidas denominado por “Est. de Comidas Hei” (licença administrativa nº. 54/2005), sito na Rua Francisco H. Fernandes, nº. 4, e Av. Sir Anders Ljungstedt, nºs. 272, 276 e 284, Edf. Pak Tak, r/c, lojas F, G, Macau, o seguinte: 1. O artigo 4º do Decreto-Lei nº.16/96/M, de 01 de Abril estipula que “Para efeitos do presente diploma consideram-se estabelecimentos similares os que se destinam a proporcionar ao público, mediante pagamento, alimentos ou bebidas para serem consumidos no próprio local”; 2. Tendo sido confirmado com prova bastante através da fotografia testemunhal apresentada pelos fiscais deste Instituto que o referido titular cessou a actividade do estabelecimento de comidas supramencionado, pelo que se torna indispensável proceder por iniciativa deste órgão competente, o início do procedimento de cancelamento da respectiva licença administrativa; 3. Nestes termos, o interessado deverá entregar dentro de 10 dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, audiência escrita a este Instituto, a fim de se poder pronunciar sobre o referido assunto. Poderá o interessado dirigir-se dentro das horas normais de expediente, à Divisão de Licenciamento Administrativo, sita na Avenida da Praia Grande, nºs. 762-804, Edf. “China Plaza”, 3º andar, Macau para entrega da audiência escrita, bem como, para consulta do processo; 4. A falta de entrega de audiência escrita dentro do prazo acima estipulado, poderá possibilitar ao cancelamento da respectiva licença por razão de não exercer a actividade pretendida, bem como, não constituirá motivo impeditivo do prosseguimento do procedimento de cancelamento da respectiva licença. Macau, aos 28 de Abril de 2014. O Presidente do Conselho de Administração, Substº., Vong Iao Lek WWW. IACM.GOV.MO
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EVENTOS
O projecto, pensado inicialmente apenas para Lisboa, será afinal estreado em Pequim esta semana, com um empurrãozinho da Presidência da República Portuguesa. As duas mostras “gémeas” apresentam cerca de 40 obras de arte contemporânea de artistas portugueses e chineses. Macau, para já, não faz parte do itinerário LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
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já na próxima sexta-feira que a exposição de arte contemporânea, “Onde é a China?” se apresenta em Pequim, seguindo-se-lhe Lisboa, no dia 29. Esta mostra, que serve para celebrar o 35º aniversário das relações luso-chinesas, vai ser composta por duas exposições separadas, razão pela qual José Drummond, um dos três comissários responsáveis, as apelida de “gémeas”. A mostra do Museu do Oriente, em Lisboa, vai englobar quase todas
hoje macau quarta
EXPOSIÇÃO “ONDE É A CHINA?” UNE PEQUIM E LISBOA
“A arte contemporânea não é um bicho de sete cabeças” as obras que vão figurar na capital chinesa, como forma de mostrar um mesmo ambiente e tipo artístico a dois tipos de público distintos. As exposições serão compostas por quase 40 obras de arte contemporânea, realizadas por 28 artistas portugueses e chineses. Em conversa com o HM, Drummond disse que “este é um projecto que já está a ser organizado há três anos”, em conjunto com Luís Alegre e Nuno Aníbal Figueiredo. De acordo com o comissário, apenas a exposição de Lisboa – no Museu do Oriente – estava pensada, tendo a oportunidade de expor em Pequim surgido apenas “há cerca de três meses”. Drummond confessa que a exposição na China “foi mais uma consequência do interesse por parte da presidência [da República Portuguesa]” que, para o curador e membro da associação de Macau, All For Artists (AFA), carrega a “simbologia de ser um projecto que nunca foi feito antes”. Diz, ainda, que “levou tempo a conseguir o espaço” na capital chinesa, pois é complicado “garantir um espaço museológico” que vá ao encontro das especificidades de “Onde é a China?”, que conta com várias obras de arte de grandes dimensões, como
Terence Chi Iong Chui canta no Dia do Advogado
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instalações de vídeo. Finalmente, os três comissários conseguiram reservar uma sala no Millenium Museum. Para além das exposições contarem com quase 40 obras, “muitas delas são grandes”, ambas as mostras contando com instalações de vídeo e outras peças de grande envergadura. “O projecto foi pensado para incluir “artistas que tivessem alguma relação” com este país. Simultaneamente, vai ser complementada com obras de artistas chineses, de forma a criar um “diálogo entre os dois lados”. Na perspectiva de Drummond, “nunca tantos artistas portugueses viram as suas obras expostas em
“Nunca tantos artistas portugueses viram as suas obras expostas em Pequim ao mesmo tempo e esse é um factor interessante” JOSÉ DRUMMOND
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA
Pequim ao mesmo tempo e esse é um factor interessante”. Espera que o evento corra bem e que os artistas, especialmente aqueles que conseguirem ir até Pequim, “fiquem contentes”. Sobre a mostra na capital portuguesa, Drummond pretende que “siga o mesmo caminho”, acrescentando que este projecto deverá servir para “demonstrar que a arte contemporânea não é um mundo fechado” nem “um bicho nem sete cabeças”, uma vez que usa mecanismos e materiais do presente, “muitas vezes retratando situações e momentos do quotidiano”, remata. Se não fosse o facto de dois dos artistas portugueses não estarem representados em Pequim e outros dois chineses apresentarem obras diferentes em Lisboa, as duas exposições seriam totalmente idênticas. A grande maioria das obras será exposta de forma igual nas duas capitais, algo que só é possível devido à natureza das peças. É que
muitas delas são em formato de instalação, possibilitando a sua reprodução noutros espaços em simultâneo. Para já, este género de projecto fica-se pelas capitais da China e de Portugal, ainda que Drummond não descarte possibilidade de um evento deste género em Macau, assegurando ao HM que “é uma ideia que está no ar”. “Onde é a China?” fica no Millenium Museum de Pequim até dia 29 do próximo mês e até 6 de Julho, no Museu do Oriente, em Lisboa.
O HM ERROU Na notícia publicada na edição da passada segunda-feira (12 de Maio), que reportou a abertura da Metro Pizza, o nome do proprietário é Marco Policarpo e não Marco Apolinário, como foi publicado. Ao visado e aos leitores, pedimos desculpa pelo sucedido.
Á é conhecido o programa oficial da celebração do Dia do Advogado, que será comemorado entre os dias 16 e 18 de Maio. Por entre espectáculos de dança e música, destaca-se o concerto do cantor Terence Chi Iong Chui no largo do Senado, logo no dia 16 de Maio. Haverá ainda um jantar de confraternização entre advogados e actividades desportivas entre colegas de profissão, magistrados e funcionários do Ministério Público. Todas os espectáculos musicais e de dança, bem como a cerimónia de abertura e discurso de Jorge Neto Valente, presidente da Associação dos Advogados de Macau (AAM), vão decorrer no Largo do Senado. A apresentação oficial do programa foi feita ontem na sede da AAM, tendo Jorge Neto Valente chamado a atenção para as habituais consultas jurídicas gratuitas à população. Mas este ano muitas consultas vão ser feitas por advogados do continente. “Cada vez é maior o intercâmbio entre a RAEM e o interior da China continental, e há muitos residentes que querem receber informações sobre como fazer transacções e transferência de bens para o interior. E como sabemos cada vez mais se desenvolvem essas relações, num futuro próximo, na Ilha da Montanha.” - A.S.S.
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UMA MENTIRA MIL VEZES REPETIDA • Manuel Jorge Marmelo
A TERCEIRA MISÉRIA • Hélia Correia
Para escapar ao anonimato de uma vida comum, à solidão da escrita e ao esquecimento dos futuros leitores, o narrador de “Uma Mentira Mil Vezes Repetida” inventou uma obra monumental, um autor - um judeu húngaro com uma vida aventurosa - e uma miríade de personagens e de histórias que narra entusiasticamente a quem ao pé dele se senta nos transportes públicos. Assim vai desfiando as andanças literárias de Marcos Sacatepequez e o seu singular destino, a desgraça do Homem-Zebra de Polvorosa, o caos postal de Granada, a maldição do marinheiro Albrecht e as memórias do velho Afonso Cão, amigo de Cassiano Consciência, advogado e proprietário do único exemplar conhecido de Cidade Conquistada, a obra-prima de Oscar Schidinski. Enquanto o autocarro se aproxima de Cedofeita, ou pára na rua do Bolhão, quem o escuta viaja do Belize a Budapeste, passando pelas Honduras, por estâncias alpinas, por Toulon ou por Lisboa. Mas se o nosso narrador não encontrou a glória - senão por breves momentos e na mente alheada de quem cumpre uma rotina - talvez tenha encontrado o amor. Ou será ele também inventado?
Poetisa e dramaturga, foi enquanto ficcionista que Hélia Correia se revelou como um dos nomes mais importantes e originais surgidos durante a década de oitenta, ao publicar, em 1981, “O Separar das Águas”. É também autora de obras infanto-juvenis, com a colecção “Mopsos, O Pequeno Grego” e o recente volume “A Chegada de Twainy”, além das suas versões de Shakespeare. A sua escrita para teatro tem privilegiado os clássicos gregos. Na poesia, tem uma vasta colaboração em antologias e jornais e publicou obras como “A Pequena Morte/Esse Eterno Canto” (em díptico com Jaime Rocha) e “Apodera-te de Mim”, e na Relógio D’Água edita ainda “A Terceira Miséria”.
PRÉMIO CORRENTES D’ESCRITAS 2014
PRÉMIO LITERÁRIO CORRENTES D’ESCRITAS/CASINO DA PÓVOA
PUBLIREPORTAGEM
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Tudo começa com o Sands Macao 10 anos de crescimento e sucesso
Entretenimento de nível internacional apoiado pela diversificação de retalho numa cidade em constante mudança
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ACAU já não é a mesma cidade que era há 10 anos atrás. Desde a abertura do Sands Macao, a 18 de Maio de 2004, Macau mudou-se notoriamente, conhecendo um crescimento recorde. Quando Sheldon Adelson teve a visão de trazer o conceito de resort integrado para a Ásia - cujo sucesso pode ser claramente percepcionado através do crescimento sem precedentes do Cotai – ele começou com o Sands Macao. Este complexo de hotel e entretenimento estabeleceu, rapidamente, um padrão para os futuros desenvolvimentos de Macau, uma vez que este luxuoso destino foi o primeiro complexo de jogo de propriedade e exploração de um operador internacional. Tal como aconteceu em Las Vegas, a chegada do modelo de resort integrado de Adelson ajudou a reformar a percepção que a sociedade tinha da cidade, primeiramente conhecida como um destino do jogo, e mais tarde reconhecida como um dos centros mundiais para o turismo e lazer, que oferece um grande escolha de alojamento, compras, gastronomia, entretenimento e eventos MICE, aos visitantes que estejam em negócios ou em lazer. Depois do Sands Macao ter sido pioneiro na tomada destes primeiros importantes passos dentro de um novo mercado, os resultados podem verificar-se com o Cotai Strip Resorts Macao – uma cidade de resorts integrados que ajuda a promover a reputação de Macau enquanto uma das regiões preferidas como destino de negócios, lazer ou entretenimento.
Tudo começa com o Sands Macao
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EPOIS da liberalização da indústria do jogo, em 2002, o Sands Macao tornou-se no primeiro complexo norte-americano de jogo a abrir portas a uma enorme multidão de milhares de milhões de pessoas três anos depois, dando assim início a uma extraordinária nova era na história da indústria do jogo. Após a abertura do Sands Macao, em 2004, Sheldon G. Adelson, Presidente do Sands China Ltd e CEO da sua empresa-mãe, Las Vegas Sands Corp., vislumbrou a ideia da construção de uma versão asiática da Las Vegas Strip no Cotai. O público obteve a noção deste projecto com a abertura do Venetian Macao, em Agosto de 2007, seguindo-se, um ano depois, a inauguração do Plaza Macao, que incorporava o hotel Four Seasons. Em 2012, surgiu o Sands Cotai Central, que incorpora os hotéis Conrad, Sheraton e Holiday Inn. Contudo, o crescimento acelerado da indústria do jogo dos últimos anos tem criado reservas quanto à capacidade de Macau se poder apoiar apenas no jogo. Tal fez com que o Governo sublinhasse a importância da diversificação e do desenvolvimento de actividades não relacionadas com o jogo, incluindo entretenimento, retalho e a indústria MICE, como forma de apoiar o objectivo de longo prazo de criar da cidade um centro mundial de turismo de lazer. Para apoiar esta estratégia governamental, o Sands China, enquanto uma das operadoras de jogo líder, continua a diversificar a sua oferta de entretenimento, acolhendo uma selecção variada de performances para toda a família, concertos e exposições, acabando por se tornar líder de receitas de actividades não relacionadas com o jogo. O modelo de propriedades inter-ligadas do Venetian Macao, Plaza Macao e Sands Cotai Central – conjuntamente conhecido como Cotai Strip Resorts Macao – ajudou, por sua vez, a transformar o mercado centrado no jogo, numa cidade de resorts integrados que providenciam entretenimento de renome internacional e lazer. O Sands China tem acolhido vários eventos de alta qualidade em 2013, incluindo concertos de estrelas musicais e celebridades, espectáculos de entrega de prémios, estreias de cinema, eventos culturais e campeonatos internacionais de boxe. A Cotai Arena, que tem 15 mil lugares, já trouxe os The Rolling Stones, Justin Bieber, Rihanna, Beyoncé e a Lady Gaga, bem como outros artistas de Hong Kong e da Ásia, como Eason Chan, S.H.E, Super Junior eThe Voice of China.
Já o luxuoso Venetian Theatre, com capacidade para 1800 pessoas, serviu para acolher, pela primeira vez em 2013, a cerimónia da China Huading Awards. Ao palco desta sala de espectáculos subiram personalidades como Quentin Tarantino, Nicolas Cage, Nicole Kidman e outras celebridades asiáticas, como Jackie Chan, Hu Jun, Liu Xiaoqing e Joey Yung. Em 2013, com as estreias dos filmes “My Lucky Star” de Zhang Ziyi and “From Vegas to Macau” do Chow Yun’Fat mais uma vez se provou que o Cotai Strip Resorts Macao é o local de encontro com as estrelas. No ano passado, a oferta de actividades para toda a família atingiu um marco histórico com o lançamento da DreamWorks Experience nos Cotai Strip Resorts, que incluiu desfiles temáticos, ofertas únicas de restauração, tais como “Shrekfast”, encontro com as personagens do filme em pessoa e um espectáculo Ice World temático, que fez parte do festival de inverno do Cotai Strip. O Sands China tem vindo, ainda, a enfatizar a importância do desporto de calibre mundial, apresentando espectáculos de boxe ao estilo de Las Vegas. O Venetian Arena foi o local do combate “Pacquiao vs Rios: The Clash in Cotai” em Novembro de 2013. Este evento foi organizado conjuntamente pela Top Rank e pelo Sands China, incluindo, também, lutadores como Zou Shiming, Rex Tso, Ik Yang e Ng Kuok Kun, “The Macau Kid”. Estima-se que a transmissão televisiva e online de todos estes eventos, que tiveram lugar no Cotai Strip Resorts Macao, atingiu as 900 milhões de visualizações no interior da China – só em 2013 –, enquanto a transmissão global destes atingiu mais de mil milhões, assim potenciando o conhecimento sobre Macau e elevando o mérito de Macau como um destino imperdível. Desde a inauguração do Sands Macao, o sector de retalho em Macau também cresceu significativamente na última década, sendo que o Sands China foi o primeiro operador de jogo a providenciar algumas das essências da diversificação, através de despesas em compras e expansão da ofertas de retalho. Com mais de 600 lojas nas zonas Shoppes at Four Seasons, Shoppes at Venetian e Shoppes at Cotai Central – que incluem grandes marcas e boutiques do mundo inteiro –, a empresa visa em oferecer a experiência de um dia inteiro de compras para todas as idades. Uma das atracções turísticas com muito sucesso é o conjunto de canais aquáticos de 150 metros, que atravessam o interior do centro comercial do Venetian, onde flutuam gondolas de Itália dirigidas por “gondoliers”-cantores. Entretenimentos pelos artistas “Streetmosphere” tais como malabaristas, estátuas vivas, mágicos e músicos divertem os turistas enquanto eles visitem as mais de 300 lojas da zona Shoppes deste Venetian. Uma vasta gama de selecção dos três centros comerciais inter-ligadas inclui lojas de roupa, de tecnologia, de joalharia e acessórios, e mais de 100 opções de gastronomia internacional, que vão desde restaurantes com estrelas Michelin a praças de restauração. Posto isto, pode dizer-se que o sector de retalho em Macau está, actualmente, a propocionar uma diversidade inigualável, oferecendo não só um paraíso de lojas duty-free, como também um conjunto de espaços de entretenimento para toda a família e para o dia inteiro.
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DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO A Região Administrativa Especial de Macau, através da Direcção dos Serviços de Turismo, faz público que, de acordo com o Despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 24 de Abril de 2014, se encontra aberto concurso público para adjudicação do “Serviço de aluguer de barcaças e barcos de apoio destinados ao 26.o Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau”. 1. Entidade que põe a prestação de serviços a concurso: Direcção dos Serviços de Turismo. 2. Modalidade do concurso: Concurso público. 3. Objecto dos serviços: aluguer de barcaças e barcos de apoio destinados ao 26.o Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau. 4. Prazo de execução: Obedecer às datas constantes no Caderno de Encargos. 5. Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do encerramento do acto público do concurso. 6. Caução provisória: MOP64.000,00 (sessenta e quatro patacas), a prestar mediante garantia bancária ou depósito em numerário, em ordem de caixa ou cheque visado, emitidos à ordem da Direcção de Serviços de Turismo, efectuado directamente na Divisão Financeira da Direcção dos Serviços de Turismo ou no Banco Nacional Ultramarino de Macau, através de depósito à ordem do Fundo de Turismo, na conta número:「8003911119」devendo ser especificado o fim a que se destina. 7. Caução definitiva: 4% do preço total da adjudicação. 8. Preço base: Não há. 9. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.º andar até às 17:45 horas do dia 3 de Junho de 2014. 10. Local, dia e hora do acto de abertura das propostas: pelas 10:00 horas do dia 4 de Junho de 2014 no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito no 14.º andar da sua sede. Os concorrentes ou os seus representantes legais deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para os efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados a concurso, nos termos do artigo 27.° do Decreto-Lei n.° 63/85/M, de 6 de Julho. Os concorrentes ou os seus representantes legais poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto de abertura das propostas. 11. Adiamento: Em caso de encerramento dos serviços públicos por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura de propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. 12. Critérios de apreciação das propostas:
Critérios de adjudicação Factores de ponderação Preço 50% Experiência do concorrente 20% Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço 20% Maior flexibilidade dos prazos na prestação do serviço 10% 13. Local, dias, horário para a obtenção da cópia e exame do processo do concurso: Local: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.º andar, além disso ainda se encontra igualmente patente no website da Direcção dos Serviços de Turismo (http://industry.macautourism.gov.mo), podendo os concorrentes fazer “download” do mesmo. Dias e horário: Dias úteis, desde a data da publicação do respectivo anúncio até ao dia e hora limite para entrega das proposta e durante o horário normal de expediente. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 5 de Maio de 2014. A Directora dos Serviços Maria Helena de Senna Fernandes
ANNOUNCEMENT 1. Objective:
Open invitation to one tender.
3. Address of procuring entity:
Macao Science Center Limited. Avenida Dr. Sun Yat Sen
2. Procuring entity:
4. Services to be procured:
5. Location of service provision:
6. Conditions of entry:
7. Method for obtaining tender documentation:
8. Tender submission location and deadline:
Macao Science Center Limited.
Operation Contract for Local Featured Snack at Macao Science Center MSC_TEN_2014_001_YS Macao Science Center.
Please email copy of Commercial Registration Certification and contact person to tender@ msc.org.mo
Bidders can register and download the full set of tender documents from the Macao Science Center website (http://www.msc.org.mo/) after registration. Location: Deadline:
Avenida Dr. Sun Yat Sen, Macao Science Center. 13 June, 2014 (Friday) at 5:00pm (Macao time).
9. Validity period of the tender:
90 days starting from the date of tender submission deadline (the validity period may be extended according to the Tender Procedures).
10. Provisional guarantee:
Exempted.
12. Selection Criteria:
After fulfilling the requirement in Chapter IV (technical Requirement) of the tender document, the awarded tender will be selected based on the following criteria: a) Proposed rental return & mode of payment b) Quality ( Please refer to Chapter II Tendering Procedure “article 10” for details)
11. Definitive guarantee:
13. Additional information:
14. Base price:
A guarantee of 3 months of rental as proposed in tender.
All related information will be uploaded to the Macao Science Center website (http:// www.msc.org.mo/) from the day following the publication of this announcement until the tender closing date. Bidders are responsible to visit the website for additional information.
No base price.
Macao Science Center Limited 14 May, 2014
Anselm Jappe
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OCIEDADE do espectáculo”: esta expressão muito utilizada, especialmente ao se falar de televisão. Poucos, porém, sabem que na origem era o título de um livro de Guy Debord (1931-1994). Lançado na França em 1967, A sociedade do espectáculo tornou-se, inicialmente, um dos livros de culto da ala mais extremista do Maio de 68, em Paris; hoje é um clássico em diversos países. No prefácio de 1982, o autor sustentaria com orgulho que seu livro não necessitava de nenhuma correcção. Pois o “espectáculo” de que fala Debord vai muito além da omnipresença dos meios de comunicação de massa, que representam somente seu aspecto mais visível e mais superficial. Em 221 brilhantes teses de concisão aforística e múltiplas alusões ocultas a autores conhecidos, Debord explica que o espectáculo é uma forma de sociedade, em que a vida real é pobre e fragmentária, e os indivíduos são obrigados a contemplar e a consumir passivamente as imagens de tudo que lhes falta em sua existência real. Eles têm de olhar para outros (celebridades, políticos etc.) que vivem em seu lugar. A realidade torna-se uma imagem, e as imagens tornam-se realidade; a unidade que falta à vida se recupera no plano da imagem. Enquanto a primeira fase do domínio da economia sobre a vida se caracterizava pela notória degradação do ser em ter, no espectáculo chega-se ao reinado soberano do aparecer. As relações entre os homens já não são mediadas apenas pelas coisas, como no fetichismo da mercadoria de que Marx falava, mas directamente pelas imagens. Para Debord, no entanto, a imagem não obedece a uma lógica própria, como pensam, ao contrário, os “pós-modernos” à la Baudrillard, que saquearam amplamente Debord. A imagem é uma abstração do real, e seu predomínio, isto é, o espectáculo, significa um “tornar-se abstracto” do mundo. A abstracção generalizada, porém, é uma consequência da sociedade capitalista da mercadoria, da qual o espectáculo é a forma mais desenvolvida. A mercadoria baseia-se no valor de troca, em que todas as qualidades concretas do objecto são anuladas em favor da quantidade abstracta de dinheiro que este representa. No espectáculo, a economia, de meio que era, transforma-se em fim, a que os homens se submetem totalmente, e a alienação social alcança seu ápice: o espectáculo é uma verdadeira religião terrena e material, em que o homem se crê governado
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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GUY DEBORD
A ARTE DE DESMASCARAR
por algo que, na realidade, ele próprio criou. Nesse sentido, Debord condena toda a sociedade existente, não somente fraquezas e imperfeições individuais. Em 1967, Debord distinguia dois tipos de espectáculo. O “difundido” (o tipo ocidental, “democrático”) caracterizava-se pela abundância de mercadorias e por uma aparente liberdade de escolha. No espectáculo “concentrado”, ou seja, nos regimes totalitários de todo tipo, a identificação mágica com a ideologia no poder era imposta a todos para suprir a falta de um real desenvolvimento económico. Cada forma de poder espectacular se justificava denunciando a outra; e nenhum sistema, além desses dois, devia ser imaginável. Debord, portanto, reconheceu na URSS, nada menos do que 25 anos antes de seu fim, uma forma subalterna − e destinada, enfim, a sucumbir − da sociedade da mercadoria. Mas, por um longo período, enquanto existia um proletariado inquieto, o comunismo de Estado desempenhou uma função essencial para o espectáculo ocidental: a de assegurar que os rebeldes potenciais se identificassem com a mera imagem da revolução, delegando a acção real aos Estados e aos partidos comunistas − totalmente cúmplices do espectáculo ocidental; ou, então, a pressupostos revolucionários muito distantes, no Terceiro Mundo. Debord anunciou, no entanto, o aparecimento de um movimento de contestação de um tipo novo: reto-
mando o conteúdo libertário da arte moderna, teria como programa a revolução da vida quotidiana, a realização dos desejos oprimidos, a recusa dos partidos, dos sindicatos e de todas as outras formas de luta alienadas e hierárquicas, a abolição do dinheiro, do Estado, do trabalho e da mercadoria. Por isso, Debord sempre considerou o conteúdo profundo de 1968 como uma confirmação de suas ideias. Teve, porém, de admitir, em Comentários sobre a sociedade do espectáculo (1988), que o domínio espectacular conseguiu se aperfeiçoar e vencer todos seus adversários; de modo que agora é sua própria dinâmica, sua desenfreada loucura económica que o arrasta em direcção à irracionalidade total e à ruína. Os dois tipos anteriores de espectáculo deram lugar, no mundo todo, a um único tipo: o “integrado”. Sob a máscara da democracia, ele remodelou totalmente a sociedade segundo a própria imagem, pretendendo que nenhuma outra alternativa seja sequer concebível. Nunca o poder foi mais perfeito, pois consegue falsificar tudo, desde a cerveja e o pensamento até os próprios revolucionários. Ninguém pode verificar nada pessoalmente, ao contrário, temos de confiar em imagens, e, como se não bastasse, imagens que outros escolheram. Para os donos da sociedade, o espectáculo integrado é muito mais conveniente do que os velhos totalitarismos. A América Latina sabe algo a respeito. Mas Debord não é apenas um dos
poucos autores de inspiração marxista que hoje podem dar uma contribuição válida para a análise do capitalismo globalizado e “pós-moderno”. Ele também fascina por sua vida singular, sem compromissos, conforme suas teorias. A busca da aventura e da vida “verdadeira” esteve na base de sua vida pessoal − da qual a sua autobiografia Panegírico e os seus filmes falam, assim como sua teoria. Levou uma existência intencionalmente “maldita”, às margens da sociedade, sem um trabalho reconhecido, sem nenhum contacto com as instituições, sem nunca ter frequentado uma universidade, concedido uma entrevista ou participado de um congresso − e, no entanto, conseguiu ser escutado. Levou adiante sua batalha contra a sociedade espectacular exclusivamente com os meios que ele próprio criou para si: em primeiro lugar, com a Internacional Situacionista, pequena organização que existiu entre 1957 e 1972 e que se originou da decomposição do surrealismo parisiense e outras experiências artísticas. Com a revista homónima e os novos meios de agitação (quadrinhos, organização de escândalos), os “situacionistas” souberam prefigurar, muito melhor do que a esquerda “política”, as novas linhas de conflito na sociedade “da abundância”. Entre outras coisas, criticavam impiedosamente a nova arquitectura e o vazio e o tédio do pós-guerra. Com poucas intervenções pontuais, os “situacionistas” fizeram com que ideias subversivas, que, por volta de 1960, eram compartilhadas por um punhado de pessoas, se tornassem, em 1968 e depois, um factor histórico de primeira ordem. Os “situacionistas” e, particularmente, Debord, distinguem-se pelo estilo inconfundível, e não somente no plano literário. São o resultado da mistura entre um conteúdo radical − que remetia, entre outros, aos dadaístas, aos anarquistas e à vida popular parisiense − e um tom sofisticado e aristocrático, com muitas referências à cultura clássica francesa. Esse estilo − assim como sua verve polémica, incluindo todos os demais supostos contestadores (esquerda oficial, artistas “engajados” etc.), a sua inacessibilidade e a sua transgressividade nas formas − logo os cercou de um ódio significativo, mas, sobretudo, de uma aura de mistério, que trinta anos depois ainda vive: de fato, ainda se publicam textos dos “situacionistas” e sobre eles, embora se busque fazê-los passar exclusivamente pela “última vanguarda cultural”. Na França, só querem ver em Debord o escritor. Ainda hoje não querem perdoá-lo por ter escrito A sociedade do espectáculo.
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Sandra Monteiro IN LE MONDE DIPLOMATIQUE
TRAGÉDIA LIMPA
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STAMOS perante uma farsa limpa, uma realidade suja e uma saída que, nestes moldes, simplesmente não existe. A farsa, eficazmente montada por responsáveis políticos preocupados com as eleições de 25 de Maio para o Parlamento Europeu e reproduzida sem qualquer exigência crítica pela generalidade dos meios de comunicação, está a tornar-se intoxicação. E isso fará dela uma tragédia. O Memorando de Entendimento assinado em 2011 com a Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional), tanto na versão inicial como nas ultrapassagens pela direita depois introduzidas, serviu para disfarçar de «ajuda financeira externa a um país em dificuldades» um empréstimo bancário muito condicionado a políticas orçamentais de reconfiguração do Estado (amputando as suas dimensões sociais e os serviços públicos) e do trabalho (cortando empregos, direi-
tos e salários, precarizando e forçando tantos desempregados à emigração). Este programa tipicamente neoliberal, que nem deixou de fora as privatizações de empresas e sectores lucrativos, permitiu ao sistema financeiro internacional transformar uma crise bancária e financeira numa crise de dívidas dos Estados. Mesmo países como Portugal, que antes da crise iniciada em 2008 não tinham grandes problemas de dívida pública, caíram na armadilha. O que contou foi a particular debilidade de uma dívida externa há décadas associada a um padrão de especialização produtiva muito frágil face aos embates que a economia tem sofrido – desde logo com a integração numa arquitectura europeia e monetária disfuncional, em que os défices que martirizam os povos do Sul fazem os excedentes dos credores que enriquecem a Norte. O programa de ajustamento neoliberal do Memorando cujo período de
cumprimento agora termina não foi uma intervenção limitada no tempo, num país agora entregue à sua sorte. Os constrangimentos inscritos nos tratados europeus, em particular no Tratado Orçamental, e as intocadas regras institucionais e monetárias, dão a qualquer governo argumentos para manter e agravar durante anos as políticas de austeridade, de ataque ao Estado social e ao trabalho. Se a isto juntarmos o garrote da dívida pública, formatada para ser insustentável e garantir a asfixia permanente, temos todas as condições para que Portugal, crescentemente inserido nos mecanismos financeiros da Europa e da globalização, ambas neoliberais, tenha sido atirado, com ou sem visitas regulares da Troika, para uma trajectória duradoura de endividamento e empobrecimento. A celebração da «saída limpa» não é, portanto, nem «saída» nem «limpa» A
MESMO PAÍSES COMO PORTUGAL, QUE ANTES DA CRISE INICIADA EM 2008 NÃO TINHAM GRANDES PROBLEMAS DE DÍVIDA PÚBLICA, CAÍRAM NA ARMADILHA
única «limpeza» é a da farsa, que aproveita de forma obscena as fragilidades de uma população sequiosa de boas notícias e alguma esperança. Há poucas mentiras tão detestáveis quanto as que são ditas nestas condições de sofrimento colectivo. Pelas ausência de limites na prossecução dos seus fins, mas também por serem um concentrado de anti-democracia. Governar pela impostura é expulsar do conflito político-social as regras do jogo democrático (e a confiança nelas depositada para resolver problemas colectivos); é alimentar soluções que prescindem da democracia. As farsas não se transformam em tragédias de um dia para o outro. Durante algum tempo convivem traços de uma e de outra no tecido social. Os cidadãos das classes populares e médias que se sentem gozados quando ouvem falar de «saídas limpas» e as comparam com a sua realidade, cada vez mais encardida pelas políticas que lhes são impostas, têm razões para não terem esperança no «pós-Troika». Esta espécie de «ir para fora cá dentro» já não promete uma perspectiva de férias, como na publicidade de outrora, mas as mil e uma formas de a Troika anunciar que sai, não saindo. Uma saída a sério exige, seja qual for o governo em funções, que ele esteja disposto a armar-se de um consenso com o seu povo, com os povos austerizados, para afrontar as metas monetaristas do Tratado Orçamental e impor aos credores financeiros uma reestruturação profunda da dívida. Fora deste cenário, e das alianças virtuosas e fortes que ele tem condições para criar, a realidade de quem vive do seu trabalho será trabalhar mais e receber menos; a de quem cai na precariedade será a constante perda de direitos; a de quem está desempregado será a emigração ou a eternização dessa condição (com subsídios reduzidos ou sem qualquer protecção social, como já acontece a 445 mil dos 812 mil desempregados); a de quem se reforma será a de pensões que deterioram muito o seu nível de vida. Ao lado da pobreza e da desigualdade, a riqueza continuará a acumular-se entre os beneficiários da austeridade. Se não for agora que a esquerda, que todas as esquerdas, se empenham em deter este empreendimento criminoso e substituí-lo por políticas que promovam a justiça social, quando será? Quando as regras de saída das crises já nada quiserem com o jogo democrático? Por muito que se tente manipular a realidade, a tragédia, quando se instala, é sempre suja.
artes, letras e ideias 15
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PORTRAIT, FRANCIS BACON
Carlos Morais José
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HM-2ª vez 14-5-14
ANÚNCIO
Acção de Interdição nº
CV2-14-0013-CPE
2º Juízo Cível
Requerente: O MINISTÉRIO PÚBLICO. Requerido: LEI SUN. *** A MERETÍSSIMA JUIZ DO 2º JUÍZO CÍVEL DO TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE DA R.A.E.M.: FAZ SABER que foi distribuída ao 2º Juízo Cível do Tribunal de Base de R.A.E.M., a Acção acima mencionada, contra LEI SUN, casado, nascido em 04/08/1954 na China, filho de Lei Chong Heng e de Ao Im Sin, titular do BIRM nº. 7421751(4), residente em Macau, na Rua Coelho do Amaral, 50, Edifício Mei Lin, 8º andar “C”, para o efeito de ser declarada a sua interdição por anomalia psíquica. Macau, aos 23 de Abril de 2014.
DOS ENGANOS, DAS MENTIRAS E DE OUTRAS NECESSÁRIAS COISAS
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NGANÁ-LA seria cansativo. Não sei do que ela gosta, de que pessoas, de que géneros, não sei que parte de mim lhe consigo mostrar e que parte lhe consigo esconder. Não sei se gosta dessas margens, que entrevê nos silêncios das minhas frases, no que denuncio nos meus gestos, no mastigar da comida, na solicitude exagerada das minhas intenções. Sempre o soube e nunca me interessou, porque a queria para além de si própria e das suas vontades. Não mentia, representava o papel que nos mantinha juntos. Amava-a e para a ter seria qualquer um. * A hipocrisia não se limita ao espanejar, mais ou menos conseguido, de uma máscara ou ao titubear de um papel. Não é uma arte, embora exija artistas. A hipocrisia partilha com a mentira um papel fulcral na coesão das sociedades. Existem momentos em que uma sociedade inteira resolve partilhar uma mentira e todos, hipocritamente, se dizem convencidos, sabendo que estão a mentir. O grande trunfo da hi-
pocrisia consiste em ignorarmos sobre que verdade edificar. * Olha. Tem um lugar assim. Assim. Estás a ver? Usa por momentos os olhos como se fosse possível nunca teres visto nada. Como se não houvesse ler, apenas tactear o espaço que se abandona. E serás feliz como quando estás com uma mulher. Essa, a quem chamas espaço e se oferece por existires. Uma e outra vez. Há um portão. Não o notara antes. Está aberto e o mundo continua lá fora. E tu entras. Era um hotel numa cidade qualquer: desesperadamente estranha. Vai, gentil passarito, debicar o meu destino, ali ditado num tubinho de papel. Poisa devagar na mesa, vai sem pressas, o tempo abrandará o passo para te ver, cego e vacilante pela mesa, a empolgar todo o circo. Vai passarito — escolhe. Dizem que o destino é à primeira vista. Ou não é. * É-me rude passear. Sentir que tudo existe somente fora. E dóime como venho ���������������������� à janela e, pou-
sados os olhos na rua, o corpo me ardesse em carne viva. Onde começa e acaba o muro de gaze que me divide e protege? Invoco baixo a noite cínica dos farsantes, das figuras distantes nas montras baças. Dos senhores de nomes abotoados em lápides e de automóveis que deslizam sem sentir a gravidade, oblíquos, imparáveis, plenos de si. A palavra a refazer-se na minha boca crente. Dentes que roem sílabas; lábios a anunciar a noite faminta, afagos até à proximidade da morte. Reconheço-a: os dois insuportáveis minutos reais a meio, frios, súbitos, suspensos da noite, a estrelada. Até ao redondo horizonte, imaginando a estéril continuação do círculo, plana a vertigem, o sabor tímido do oásis, drapeja na tenda um odor de âmbar e incesto. Sob o esplêndido sol dos mártires, no ónix da insónia ou da vigília regular, a terra passa o dedo calmo pelo corpo ruivo, reconhece as cicatrizes e sorri antiga de tão antigas veleidades. — Não quero luz — sibila. Nada feito. E tudo vem do ar.
HM-2ª vez 14-5-14
ANÚNCIO
Declaração de Herança CV2-14-0014-CPE Vaga n.º
Requerente: Requerido:
2.º Juízo Cível
MINISTÉRIO PÚBLICO MUI KAM FONG, masculino, nascido em 9 de Outubro de 1923, filha de Mui Wa Chan e de Ng Hou, titular que foi do BIR nº 1255120(6), falecida em 2 de Setembro de 2011.
FAZ-SE SABER, que nos autos de Declaração de Herança Vaga, deixado pela requerida, são citados por éditos de 30 (trinta) dias, os interessados incertos para deduzirem a sua habilitação como sucessores daquele falecida, para no prazo de 30 (trinta) dias, depois de findar o prazo dos éditos, bem como a citação dos credores desconhecidos, para reclamarem os seus créditos no prazo de 15 (quinze) dias, após findar o prazo dos éditos, que começa a contar-se da data da segunda e última publicação do anúncio, nos termos do disposto no art.º 197.º n.º 1 e n.º 2 com referência aos art.ºs 194.º a 196.º do C.P.C.M. e bem ainda do art.º 1031.º, n.º 1 e 1033.º n.º1, ambos do C.P.C.M.. Macau, em 29 de Abril de 2014. ***
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hoje macau quarta-feira 14.5.2014
ODOLFO Ávila esteve em pleno destaque na passagem da Taça Porsche Carrera Ásia pelo Circuito Internacional de Zhuhai no passado fim-de-semana, obtendo a “pole-position” para as duas corridas e terminando em terceiro lugar na segunda. Infelizmente, para o piloto português de Macau, a segunda corrida do fim-de-semana foi cancelada devido ao mau tempo. Decidido a deixar os infortúnios de Sepang e Xangai para trás, na única sessão de qualificação para as duas corridas, Ávila fez o melhor tempo, tanto para a primeira corrida, realiza-
Mau tempo cancela segunda corrida da no sábado, como para a segunda corrida, agendada para a tarde de domingo. Com o circuito molhado, por motivos de segurança, a partida para a corrida de sábado deu-se com o “Safety-Car” em pista. Desde início que foi visível que, no piso molhado, o 911 GT3 Cup de Ávila não estava tão confortável como os carros iguais dos mais directos adversários. Apesar dos esforços do piloto do Team Jebsen, Ávila haveria de perder duas posições ao
“Obviamente que fiquei desapontado com a decisão, mas respeito-a. Zhuhai é sempre uma pista onde obtenho bons resultados e ia largar de primeiro lugar” RODOLFO ÁVILA Piloto da RAEM
longo da corrida, terminando no terceiro lugar. “Estou satisfeito por ter regressado ao pódio, mas um pouco desapontado comigo, pois a equipa deu-me um bom carro e tínhamos todas as condições
BENFICA JOGA HOJE A SUA 10ª FINAL EUROPEIA. JESUS LEVA PLANTEL COMPLETO
Todos juntos em Turim para a história O treinador do Benfica, Jorge Jesus, chamou todos os 25 jogadores do plantel “encarnado” para o jogo frente aos espanhóis do Sevilha, da final da Liga Europa de futebol, marcado para esta quarta-feira, na cidade italiana de Turim. “O treinador Jorge Jesus chamou todos os 25 jogadores que compõem o plantel da equipa de futebol do Benfica para a final da Liga Europa”, lê-se no sítio oficial do Benfica na Internet. Os castigados Markovic, que o Benfica ainda conta poder utilizar, Enzo Pérez e Salvio, assim como os lesionados Fejsa e Sílvio integraram a comitiva “encarnada”. Também o treinador do Sevilha, Unai Emery, decidiu incluir na convocatória todos os jogadores. Benfica e Sevilha disputam a final da Liga Europa na quarta-feira,
a partir das 19:45, num encontro que vai ser arbitrado pelo alemão Felix Brych.
UEFA SÓ DECIDE MARKOVIC EM CIMA DA HORA
O recurso encarnado a pedir a despenalização do extremo só terá decisão esta quarta-feira, horas antes da final contra o Sevilha, segundo adiantou o departamento de comunicação da UEFA ao site Maisfutebol Jorge Jesus vai ter de preparar a final contra o Sevilha sem saber se conta com o jogador sérvio até ao dia do próprio jogo, pois só hoje é que o Comité de Apelo da UEFA irá anunciar se despenaliza ou não o extremo. A informação foi avançada pelo site Maisfutebol, citando fonte do departamento de comunicação da UEFA. Recorde-se que Markovic foi
expulso no jogo da segunda mão da meia-final entre Juventus e Benfica, em Turim, quando já tinha sido substituído, devido a uma alegada altercação com o jogador da Juventus Vucinic. Depois de ter visto um pedido de despenalização negado pelo Comité
Disciplinar, o Benfica recorreu na última sexta-feira para o Comité de Apelo, com carácter de urgência, juntando imagens vídeo e apontando como testemunha o próprio Vucinic, que já disse ter tido um desentendimento com o guarda-redes Artur e não com Markovic.
para vencer. Acho que fui demasiado conservador, com o carro na chuva, para obter preciosos pontos, pois o objectivo era atacar forte na segunda corrida”, explicou Ávila. No domingo, a hipótese de Ávila repetir um bom resultado na cidade continental adjacente a Macau diluiu-se devido as condições atmosféricas extremas que afectaram o sul da China. Sem existirem condições mínimas de segurança, a direcção de corrida decidiu cancelar a corrida da Taça Porsche Carrera Ásia. “Obviamente que fiquei desapontado com a decisão, mas respeito-a. Este é um desporto de risco e a segurança de todos vem em primeiro lugar. Contudo, não deixa de ser bastante frustrante em termos competitivos, pois Zhuhai é sempre uma pista onde obtenho bons resultados e ia largar de primeiro lugar para esta corrida”, explicou Ávila que subiu até à 5ª posição do campeonato. A Taça Porsche Carrera Ásia continua de 6 a 8 de Junho, em Fuji, no Japão, uma pista que é nova no calendário do mais competitivo campeonato de automobilismo da Ásia.
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 8/P/2014 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 10 de Abril de 2014, se encontra aberto o Concurso Público para a “Prestação de Serviços de Limpeza das Unidades de Saúde da Área de Cuidados de Saúde Generalizados e do Centro de Prevenção e Controlo da Doença”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 14 de Maio de 2014, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $71.00 (setenta e uma patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os concorrentes deverão comparecer na sala “Auditório” situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto do C.H.C.S.J. no dia 19 de Maio de 2014 às 9,30 horas para uma reunião de esclarecimentos
ou dúvidas referentes ao presente concurso público seguida duma visita aos locais a que se destinam a respectiva prestação de serviços. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 12 de Junho de 2014. O acto público deste concurso terá lugar no dia 13 de Junho de 2014, pelas 10,00 horas, na sala do “Auditório” situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J.. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $236.000,00 (duzentas e trinta e seis mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 2 de Maio de 2014. O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 11/P/2014
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 10 de Abril de 2014, se encontra aberto o Concurso Público para a “Prestação de Serviços de Aluguer de Equipamentos para Oxigenoterapia Domiciliária aos Serviços de Saúde”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 14 de Maio de 2014, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $33.00 (trinta e três patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral
destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 9 de Junho de 2014. O acto público deste concurso terá lugar no dia 10 de Junho de 2014, pelas 10,00 horas, na sala do “Auditório” situada junto ao C.H.C.S.J.. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $75.280,00 (setenta e cinco mil e duzentas e oitenta patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 2 de Maio de 2014. O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
( F ) UTILIDADES
hoje macau quarta-feira 14.5.2014
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TEMPO AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 26 MAX 30 HUM 75-95% • EURO 10.9 BAHT 0.2 YUAN 1.2
Cineteatro
CINEMA
LÍNGUA DE gATO
TRANSCENDENCE SALA 1
SALA 2
THE AMAZING SPIDER-MAN 2 [B]
TRANSCENDENCE [C]
Pu Yi
Um filme de: Wally Pfister Com: Johnny Depp, Morgan Freeman, Rebecca Hall, Paul Bettany 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Um filme de: Marc Webb Com: Andrew Garfield, Emma Stone, Jamie Foxx, Dante DeHaan 14.15, 16.45, 21.45
Com a vida na botija
SALA 3
ABERDEEN [C]
THE AMAZING SPIDER-MAN 2 [3D][B]
(FALADO EM CANTONÊS E LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Pang Ho-cheung Com: Louis Koo, Gigi Leung, Eric Tsang, Miriam Yeung 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Um filme de: Marc Webb Com: Andrew Garfield, Emma Stone, Jamie Foxx, Dante DeHaan 19.15
ACONTECEU HOJE
14 DE MAIO
Morre Frank Sinatra, a voz do século XX • Catorze de Maio traz à memória o norte-americano Francis Albert Sinatra, que nasceu em Hoboken, a 12 de Dezembro de 1915, notabilizando-se como cantor e actor (sobretudo como cantor). Foi dono de uma das maiores vozes do século XX, imortalizada em temas como ‘Strangers in the Night’, ‘New York, New York’ ou ‘My Way’, entre muitos outros êxitos. Frank Sinatra criou um estilo único, numa sofisticação do canto, sem pausas para respiração, característica denotada em centenas de cantões que lançou, ao longo de mais de 50 anos de carreira. Morreu em Los Angeles, a 14 de Maio de 1998. Outros factos se assinalam no dia. Em 1610, o rei de França Henrique IV é assassinado, em Paris. Já em Edward Jenner faz o primeiro teste da vacina contra a varíola (1796). E em 1897, o físico e inventor italiano Guglielmo Marconi faz a primeira transmissão de Rádio da história. Também neste dia, em 1940, durante a II Guerra Mundial, dá-se um bombardeamento em Roterdão, da Luftwaffe, que provoca 814 mortos e leva a Holanda a render-se à Alemanha nazi. E em 1955, é assinado o Pacto de Varsóvia, aliança militar entre países socialistas do leste Europeu e a União Soviética. Nasceram a 14 de Maio Adolfo Frederico, Rei da Suécia (1710), Thomas Gainsborough, pintor inglês (1727), Alexander Kaufmann, poeta alemão (1817), Pierre Victor Auger, físico francês (1889), Billie Dove, actriz norte-americana (1903), David Byrne, cantor norte-americano, líder dos Talking Heads (1952), e Robert Zemeckis, cineasta norte-americano (1952).
U M L I V R O H O J E VIVA MÉXICO – ALEXANDRA LUCAS COELHO, EDITORA TINTA DA CHINA Grande repórter que já vivenciou muitos cenários de guerra, jornalista que participou na 2ª edição do Festival Rota das Letras, Alexandra Lucas Coelho pega na mochila e decide contar histórias de um México pobre, que tem tanto de vida e de alegria como tem de morte e de desespero. Com Viva México temos a oportunidade de imaginar o lado caótico da Cidade do México e de ler as palavras de Diego Lopez Rivera, o neto de Diego Rivera, pintor que foi o grande amor de Frida Kahlo. Destaque para o capítulo destinado à Cidade Juarez, onde dezenas de pessoas são assassinadas diariamente à frente de todos, vítimas do narcotráfico, quer sejam culpadas ou não. Alexandra Lucas Coelho andou por lá, conheceu as morgues que nunca param de receber corpos e, incrivelmente, saiu da cidade sem nunca ter visto uma execução. Mas conseguiu deixar-nos relatos de vidas despedaçadas e alteradas pelo medo constante de nunca se saber se amanhã se continua vivo. - Andreia Sofia Silva
João Corvo
fonte da inveja
Se a árvore do Paraíso fosse uma macieira, uma folha não taparia nada.
Quem vive em Macau sabe que raramente os prédios têm gás canalizado, a menos que sejam novos, daqueles luxuosos ou a menos, claro, que o dono da casa se decida a substituir a botijinha de gás da cozinha e da varanda por gás del cano. Esta última semana, houve pelo menos dois acidentes com botijas de gás, algo que não é anormal em Macau: as explosões e os incêndios dão-se uns a seguir aos outros. Mas, na última semana a situação gerou vítimas graves. E ontem, nova situação voltou a surgir na Taipa. Ora, eu cá não me preocupo muito porque vivendo aqui na redacção, não há botijas de gás para me preocupar. Mas, é uma situação preocupante e acho que Macau deveria repensar a utilização destas botijas de gás, principalmente em restaurantes, onde há mais do que uma acumuladas. É que, além do perigo de explosões, há sempre o de inalações de gás. Não se deveria repensar a instalação de gás natural nas casas? ********** Nada de preconceitos, só dúvidas Hoje gostaria também de colocar uma questão, que me tem vindo a confundir. Não sou nada de preconceitos. Aliás, até sou um gato bastante aberto e liberal. Mas a Conchita Wurst conseguiu levantar polémica até aqui na redacção e até por mim. Eu explico: não tenho nada contra homens que querem ser mulheres e mulheres que querem ser homens. Só não gosto de deixar as coisas a meio e a senhor/a que ganhou a Eurovisão deixou isso bem a meio. Conchita, se queres ser uma mulher, porque é que deixas crescer a barba? Não sou contra a mudança de sexo, nem os travestis, mas não entendo se há o desejo de um homem se tornar uma mulher, porque é que deixa as barbas? Não é esse um dos principais pontos que diferencia um homem e uma mulher – pelo menos a nível de características visíveis à primeira? Elucidem-me, que eu sou pequenino.
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OPINIÃO
hoje macau quarta-feira 14.5.2014
FERNANDO VINHAIS GUEDES
desporto e não só
25 de Abril 40 anos depois
Q
UARENTA anos depois voltei ao largo do Carmo, desta vez sem o meu citroen 2CV, que ficou em Chaves, uma vez que a idade já não lhe permite longas viagens. Cheguei ao cais do sodré utilizando um cacilheiro, que me transportou desde o outro lado do Tejo, numa manhã cheia de sol. A primeira coisa que fiz foi comprar o DN, uma edição especial, que incluía no preço a oferta de um cravo vermelho! Subi a rua do Alecrim ainda com tempo de sobra para conviver com o Chiado. Sentei-me numa mesa da pastelaria Benard, pedi um café e uma nata e depois veio a conta: 3 euros e cinquenta cêntimos! Carote, mas como dizia o meu pai, quem não quer, não se mete nelas. Estava pronto para percorrer os 100m, que me separavam do Largo do Carmo convencido, que não faltaria espaço para me posicionar em local que proporcionasse boa visão de tudo que ali viesse a acontecer. Ao chegar e, para surpresa minha, já o mítico espaço estava preenchida por quem chegou mais cedo! Com alguma sorte, acabei por beneficiar da desistência duma Sr.ª que abandonou um local privilegiado, permitindo-me subir para um banco do jardim e dali poder ver
tudo quer em relação ao povo que esgotado o espaço do largo, se estendeu pelas ruas adjacentes, quer o improvisado palco ali montado para a cerimónia. Enquanto aguardava o discurso do coronel Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, chamei a minha memória para me transportar num regresso ao passado. Quarenta anos depois naquele lugar, não havia soldados com cravos vermelhos nas espingardas, nem a alegria que transbordava na face de milhares de pessoas que ali se mantiveram até à renúncia do primeiro-ministro e de outros membros do governo. Também não vi braços levantados fazendo os Vs de vitória! Nem tão pouco o dr. Francisco Sousa Tavares de megafone em punho dando vivas aos capitães/heróis. Nem Fernando Salgueiro Maia, o discreto mas eficiente capitão, que comandou as tropas vindas de Santarém, a quem o poder refugiado no quartel do Carmo, só capitulou, depois de disparada uma rajada de G3, que estilhaçou os vidros da fachada principal, fazendo com que se abrissem os grandes portões, por onde entrou a chaimite, que uma hora depois, sairia levando dentro o deposto ex- primeiro-ministro Marcelo Caetano. Quarenta anos depois, o ambiente era mais de tristeza, de indignação, de lamentos, de queixas, de incertezas no futuro, de críticas ao governo e ao presidente da República!
Críticas ao estado a que o Estado chegou, com o desemprego, cortes nos vencimentos nas reformas e pensões, aumento de impostos etc., etc. Ao meu lado uma senhora, que confessava ter estado ali, naquele local, quarenta anos mais nova, lamentava-se com lágrimas na face, ter uma reforma que não dava para pagar as contas da água, da luz e do gás, não podendo ajudar um filho desempregado e dois netos, a quem tinham retirado o subsídio de desemprego! Entretanto Vasco Lourenço leu o seu discurso, lembrando como capitão de Abril, que se sentia envergonhado com a situação de progressiva pobreza, onde a sopa dos pobres regressou para matar a fome a muitos cidadãos, com as cantinas das escolas a alimentarem cada vez mais alunos e até já pais, mesmo no período de férias! “Se pertencemos à Europa para isto, então teremos de encontrar outras alternativas, que nos tirem da miséria e da humilhação”, acrescentou o presidente da associação 25 de Abril. “Não foi para chegarmos a esta situação de pobreza, que fizemos o 25 de Abril em 1974”, repetia o capitão de Abril. Quando se referia, no seu discurso, à incapacidade do Governo e à passividade do Presidente da República, a multidão reunida no largo do Carmo e nas ruas adjacentes, respondia com assobios gritando: ruuuua….ruuuua.
O meu pensamento não estava ali. Sem dar por isso, passei minutos a recordar, como foi tão rápida e simples a queda de um regime todo-poderoso, que durante quatro décadas governara a sue belo prazer um País pequeno e atrasado, mas cujos governantes não se cansavam de apregoar ser imenso, começando no Algarve e acabando em Timor! O tipo de regime era de partido único (Acção Nacional Popular), com uma polícia política (PIDE) temível porque arbitrária, que encarcerava pessoas por delito de opinião, num País onde a censura dos jornais, revistas, rádios e televisão filtravam todas as notícias, onde o analfabetismo rondava os 50/% da população, as mulheres não tinham direitos e a mortalidade infantil era a mais elevada da Europa Ocidental e onde nunca se sabia se o vizinho do lado era ou não um informador da PIDE. Terminadas as cerimónias no largo do Carmo, depois de ser cantada a Grândola Vila Morena e a fechar o hino Nacional foi preciso esperar mais de quinze minutos até que os milhares de pessoas esvaziassem o recinto e as ruas que ali desaguavam. Dali a multidão passou-se para a rua António Maria Cardoso, onde 40 anos atrás ficava a sede da polícia política. Afinal os tiros disparados pela polícia política, encurralados no seu covil, causaram quatro mortes, cujos nomes estão numa placa colocada junto à porta principal, por onde passaram milhares de presos para serem interrogados com recurso à violência física e psicológica. Naturalmente, que após o 25 de Abril houve desvios, tendo-se corrido mesmo o risco de cair-mos numa nova ditadura por quem defendia as “amplas liberdades” e considerava a antiga U.R.S.S. como o sol da terra! Durante o ( PREC),Processo Revolucionário em Curso, estivemos à beira de uma guerra civil! Felizmente tivemos um Mário Soares, um Melo Antunes, um Vasco Lourenço, um Victor Alves, um Sousa e Castro, um Marques Júnior e muitos outros homens e mulheres de grande coragem que souberam opor-se à tentação de um Álvaro Cunhal, que durante alguns meses, manobrou, por interpostas personalidades militares e civis, os cordelinhos de um poder anárquico, que tomava a direcção de Moscovo! Percebo a tentação, que muitos actualmente têm em questionar se valeu ou não a pena o 25 de Abril de 1974, isto atendendo ao que se está a passar em Portugal, mas como escreveu o Miguel Sousa Tavares no semanário Expresso do passado dia 25 de Abril: “ o 25 de Abril valeu a pena”? É como se me perguntassem se prefiro ser saudável ou doente! Não me parece justo, que se responsabilize o 25 de Abril de 1974, pelo estado a que se chegou em Portugal volvidos 40 anos. Os responsáveis estão com certeza nos governantes que nos têm desgovernado, ao longo de quatro décadas!
opinião 19
hoje macau quarta-feira 14.5.2014
ARNALDO GONÇALVES
crepúsculo dos ídolos
Cavaco Silva na China: o fecho do ciclo do Poder
A
visita oficial de Cavaco Silva à China agendada a semana de 12 a 18 de Maio tem algum sentido simbólico que está associado ao restabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países em 1979 e aos eventos que conduziram ao estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau, em Dezembro de 1999. Simbólico, desde logo, por anunciar o fecho de um ciclo político: o da influência preponderante de Cavaco Silva no processo político português. Primeiro como Primeiro-Ministro entre 1985 e 1995 e depois como Presidente da República entre 2006 e 2011 e de 2011 a 2016. Nenhum outro político português desempenhou, nesta história curta da Segunda República, por período tão extenso (20 anos), funções de primeira grandeza na chefia do governo e depois do país. Simbólico, depois, porque foi Cavaco Silva quem assinou, precisamente há 27 anos, a Declaração Conjunta entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da República Popular da China sobre a Questão de Macau. Teria na ocasião como co-signatário um político, entretanto caído em desgraça, Zhao Zyang, Primeiro-Ministro da China. Com este acto, Cavaco Silva ficou associado a um dos casos de sucesso do processo de descolonização ou melhor de encerramento de responsabilidades administrativas de Portugal quanto a vários territórios que faziam parte do seu império colonial. Simbólico, finalmente, porque a sua permanência em lugares de preeminência política, ao longo do período de abertura ao exterior da RPC, legitimou a visão política do timoneiro da China Moderna quanto a uma reassunção pacífica da soberania sobre os territórios que estavam sob administração europeia (Hong Kong e depois Macau) e a uma reunificação faseada de Taiwan com o Continente chinês. Normalmente considerado um político conservador e pouco proactivo, Cavaco Silva tem sido na visão, igualmente conservadora da política externa chinesa, um interlocutor com que a China sempre se entendeu bem, pois privilegiou a manutenção do status quo em detrimento de mudanças políticas significativas no que ao sistema político de Macau, diz respeito. É provável que Cavaco Silva vá encontrar uma China bem diferente daquela que conheceu em 1987 e depois em 1994. Uma China governada por uma elite política que
pouco tem a ver com a que conheceu naquelas datas, ainda marcadas pelo carisma de Deng Xiao Ping e pelo moto “Um país, dois sistemas”. Uma China mais moderna e cosmopolita coberta por uma rede impressiva de comunicações, dotada de mega metrópoles que replicam modelos urbanos do Ocidente. Uma China que contraditoriamente se confronta com os efeitos de uma industrialização e urbanização cegas nos problemas da poluição, na excessiva densidade populacional urbana e no despovoamento dos campos, no agravamento do fosso entre ricos e pobres. Irá fazer, no que tem sido tradicional aos Presidentes da República, o primeiro contacto com as novas autoridades políticas da República Popular da China,
designadamente o Presidente Xi Jinping e o Primeiro-Ministro Le Keqiang. Contacto seguramente protocolar mas que permitirá tomar nota do novo estilo de liderança implementado por Xi e a sua aposta pessoa na retoma do papel de primeira grandeza que a China teve no concerto mundial até à Primeira Guerra Mundial. Deixada para trás a latinária da ‘ascensão pacífica’ (zhongguó hépíng juéqǐ), a China assume-se hoje como uma nação que pela sua geografia, população, pujança económica e excelência cultural tem lugar, por direito próprio, ao lado dos Estados Unidos, como as Grandes Potências do século XXI. Uma nação que tem por isso incontidas ambições de influência externa na região e no mundo, assumindo-se como uma potência global e já não só regional,
Normalmente considerado um político conservador e pouco proactivo, Cavaco Silva tem sido na visão, igualmente conservadora da política externa chinesa, um interlocutor com que a China sempre se entendeu bem
nos campos económico, político, cultural, tecnológico mas também militar. Encontrará uma liderança política melhor estruturada e qualificada do que todas as outras anteriores. Formada por quadros políticos com grande preparação, multilingues e bom conhecimento da cultura ocidental e dos mecanismos da vida internacional. Como visita cerimonial falar-se-á muito do passado. Renovar-se-ão promessas de maior entrosamento e colaboração futura. Os dados estatísticos revelam, contudo, um recuo da importância da China no quadro do relacionamento comercial de Portugal com o exterior, tendo este país saído do Top 10 dos maiores clientes de Portugal conforme dados oficiais1. Importância mais diminuída já que a China aparece em 11.º lugar entre os destinos das exportações portuguesas e ainda mais baixo quanto aos países de origem das nossas importações. O facto da União Europeia ter sido em 2013 o destino de 93% das exportações portuguesas denota quanto as nossas prioridades de relacionamento económico se fecharam outra vez nos nossos parceiros tradicionais e vizinhos próximos. Macau, neste circunstancialismo, deixou de ter o papel que alguns observadores lhe destinavam enquanto plataforma para a atracção de projectos de investimento e facilitador de negócios com o continente. A experiência dos últimos quinze anos revela que esse papel nunca existiu e que as cerca de 900 empresas portuguesas que aparecem nos registos do AICEP como tendo negócios com a China preferiram um relacionamento directo com o continente chinês. Esta é, muito provavelmente, a última visita de Estado de Cavaco Silva à China e a Macau. No regresso a Macau será surpreendido pelo manifesto desenvolvimento urbano da pequena cidade que conheceu nos anos 1980. De Macau guardará memórias do espírito de colaboração de individualidades como Edmundo Ho e Chui Sai On, deputados da Assembleia Legislativa e peças importantes em passos decisivos do processo de transição. Olhando para esta visita em si é de certa forma um tempo que se encerra. Onde antigos protagonistas abandonam a ribalta política para darem lugar a outros. Uns que já se conhecem (Xi Jinping e a Quinta Geração) e outros ainda não. Repetem-se as circunstâncias de 1987, com uma geração a sair do palco e outra a tomar o lugar que lhe é devido. 1 AICEP, “Portugal-Ficha País”, Março 2014, in www.portugal.pt
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hoje macau quarta-feira 14.5.2014
Eu também não vou ou sei o que fizeste no Verão passado
CARLOS MORAIS JOSÉ info@hojemacau.com.mo
T
AL como o economista Albano Martins e ao contrário do meu colega director do Tribuna de Macau José Rocha Dinis, eu não vou à recepção de Cavaco Silva, na Torre de Macau. Bem me podem desfiar o argumento de que foi legitimamente eleito pelo povo português: pois Hitler também foi eleito legitimamente pelo povo alemão e nada me faria apertar a mão ao bigodudo como não o faria a este homem que tem destruído o meu país desde os anos 80. Claro que não estou a comparar Cavaco ao ditador alemão mas sim a legitimidade com que chegou ao poder. Logo, tal não é argumento. Que, em termos estéticos, o actual presidente representa o pior de Portugal, com a sua pose salazarenta, o discurso horripilante, o ar de manequim da Rua dos Fanqueiros e o seu passado das Finanças, isso influi muito pouco na minha decisão. O que me impede de estar na sala com o personagem é de ordem moral e política. Na minha opinião, Cavaco Silva é um dos principais responsáveis pela degradação do país e pelo fenecimento das conquistas de Abril. Ele e, sobretudo, os seus amigos e clique, criminosos encartados, em cujo rol nem sequer falta um homicida. Como posso apertar a mão a semelhante homem? Maestro da maioria laranja, vendedor do país aos pedaços para gáudio dos que recebem percentagens e benesses, amigo dos bancos que são os principais responsáveis pela crise, este presidente tem sido um cancro na política portuguesa. Não o único, mas um dos mais perigosos, sobretudo porque, ainda por cima, assume uma pose de dama ofendida quando alguém chama a atenção, por exemplo, para os ganhos que usufruiu na compra e venda apressada das acções da famigerada Sociedade Lusa de Negócios, a conselho do
seu amigo e secretário de Estado no seu governo Oliveira e Costa, hoje preso. Não terá existido neste caso o crime de acesso a informação privilegiada? E não me venham com o discurso de que não foi o único culpado e que os tipos do PS também têm culpas no cartório. Claro que têm e por isso é que, entre PSD e PS, uma mão lava a outra. Será que o facto de terem existido outros culpados de algum modo o desculpa? É óbvio que não. Cavaco Silva era primeiro-ministro quando a União Europeia despejava em Portugal milhões e milhões de euros por ano. Para onde foi o dinheiro? Nesse tempo, a dimensão do Estado cresceu desmesuradamente para albergar e pagar favores ao boys que formaram o Cavaquistão. Foi também nesse tempo que se consolidou a elite de gente que forma um grupo de ociosos, ciosos de fortuna rápida, normalmente à conta do erário público ou dos favores que prestaram às empresas e aos bancos enquanto membros do governo. Por último: muito mais haveria para dizer mas deixo apenas mais uma - o seu governo nos anos 90, tal como o actual governo de Passos Coelho, demonstrou um enorme desinteresse e mesmo desrespeito pela cultura. Acabou com o respectivo ministério e nomeou Santana Lopes como secretário de Estado. Foi sob as suas ordens que o lamentável sub-secretário Sousa Lara impediu a candidatura de José Saramago ao Prémio Literário Europeu 1992, uma atitude a lembrar a censura fascista e a demonstrar uma total insensibilidade e desconhecimento do que é a cultura. Que respeito posso ter eu por este homem? Não dá. É que eu sei o que fizeste no Verão passado. Nota: Este texto não é um editorial do director do Hoje Macau mas um artigo de opinião de um cidadão português, residente em Macau há 24 anos
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