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Hoje Macau 14 MAR 2011 #2328

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Agência Comercial Pico • 28721006

hojemacau Mop$10

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Director carlos morais josé • segunda-feira 14 de março de 2011 • ANO X • Nº 2328

tempo com abertas min 18 max 26 humidade 60-99% • câmbios euro 11.13 baht 0.26 yuan 1.23

Proteçção de dados

POLÍTICA muito OPRESSIVA

Sismo no Japão eleva alerta em Macau

• página 9

Perigo ao lado

SIDA em declínio

METADONA AJUDA REDUÇÃO • página 8

• IACM corta na importação de alimentos • Autoridades avaliam risco de partículas radioactivas • Casas do território não têm dispositivos anti-sísmicos • Confirmada a morte de metade da população de uma cidade > Páginas 2 e 3

Mudança na educação

DEIXAR DE CHUTAR ALUNOS • página 6

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segunda-feira 14.3.2011 www.hojemacau.com.mo

2 Os maiores de sempre 1 de Novembro de 1755 • O terramoto de Lisboa, também conhecido por terramoto de 1755, ocorreu no dia 1 de Novembro desse ano, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um tsunami - que se crê tenha atingido a altura de 20 metros - e de múltiplos incêndios, tendo feito certamente mais de 10 mil mortos (há quem aponte muitos mais). Foi um dos sismos mais mortíferos da História, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala de Richter. 16 de Dezembro de 1920 • É considerado pelos especialistas o pior sismo que já assolou a China. Ocorreu na província de Gansu, uma das mais fustigadas por sismos ao longo dos anos, e atingiu 8,6 na escala de Richter. Morreram cerca de 200 mil pessoas. 22 Maio de 1960 • O sismo com a maior magnitude de sempre foi sentido em Valdivia, no Chile, atingindo 9,5 na escala de Richter. Provocou 5000 mortos e um tsunami que chegou às costas do Havai e das Filipinas, onde morreram 61 e 32 pessoas respectivamente.

sismo no japão Teme-se uma segunda explosão em Fukushima I

Mais de 10 mil mortos

O

número de mortos no Japão ultrapassa já os dez mil devido ao sismo e tsunami que abalaram o país na sexta-feira. O Governo japonês teme que a qualquer momento ocorra uma nova explosão junto de um dos reactores da central de Fukushima I, que fica a 240 quilómetros a nordeste de Tóquio. Depois do sismo de 8,9 na escala de Richter que abalou o Nordeste da ilha de Honshu e lançou uma onda gigante de dez metros sobre a costa, o perigo nuclear continua à espreita. No sábado, a parte exterior do reactor 1 da central Fukushima I explodiu, obrigando 180 mil pessoas que vivem a menos de 20 quilómetros da estação a abandonarem as suas casas. Ontem a possível acumulação de hidrogénio aumentava o risco

de acontecer o mesmo no reactor 3 da central. “Não podemos excluir que se possa produzir uma explosão ao nível do reactor 3 devido a uma possível acumulação de hidrogénio”, disse o porta-voz do Governo Yukio Edano, adiantando que o núcleo central onde está o combustível radioactivo continua seguro. A explosão de sábado, que deitou pelos ares o tecto da parte exterior de cimento do reactor 1, também não comprometeu o núcleo. Mesmo assim, o desastre já foi classificado pela Agência de Segurança Nuclear e Industrial japonesa como nível 4 na escala na Escala Internacional de Acontecimentos Nucleares. A gravidade do acidente ficou logo abaixo da explosão de Three Mile Island em 1979, nos Estados Unidos, de nível 5, e longe do acidente de

Chernobil, em 1986, na ex-URSS, que foi classificado com o nível 7, o máximo da escala. Mesmo assim, segundo as agências, 22 pessoas já foram contaminadas pela radiação. As autoridades dizem que 190 pessoas estavam dentro dos 10 quilómetros de raio de distância, quando a radiação subiu acima dos limites desejáveis. A Fukushima II, a outra central que apresenta os mesmos perigos que a Fukushima I, com aumento de pressão nos reactores nucleares devido à falha na refrigeração dos reactores, já obrigou a que 30 mil pessoas que viviam a dez ou menos quilómetros da estação abandonassem as suas casas. A empresa japonesa Tokyo Electrical Power Co (Tepco), dona das instalações, continua a tentar diminuir a temperatura e a pressão dos reactores

das centrais utilizando água do mar e ácido bórico.

Milhões sem electricidade

O resto do país vive ainda no caos. Segundo a agência noticiosa Kyodo, 5,5 milhões de japoneses não têm electricidade. Só os desalojados são cerca de 300 mil. O tsunami deixou cidades destruídas, estima-se que 20.820 edifícios tenham ficado destruídos ou muito danificados. Por exemplo, a cidade de Minamisanriku, na província de Myagi, no Nordeste do Japão, tenha ficado completamente destruída devido às ondas gigantes. Ainda não se conhece o paradeiro de mais de metade das 17.500 pessoas que viviam aqui. Em Tóquio, que foi bem menos fustigado, as pessoas olham para o sucedido e recordam-se do sismo de 1923, um abalo de 7,9 na escala de Richter que ceifou a vida a 140 mil. “Mesmo nos cafés, continuamos a olhar para as notícias”, disse à Reuters Kasumi, uma mulher de 26 anos, no distrito de Akasaka na capital. “Olhei para o tsunami a engolir as casas e parecia um filme.”

27 Março de 1964 Um sismo que chegou a uma magnitude de quase 9 na escala de Richter atinge o Alasca e a costa nordeste da Califórnia, deixando 121 mortos e um tsunami com ondas de seis metros, que mataram mais 11 pessoas em Crescent City, na Califórnia. 28 de Julho de 1976 • Mais de 255 mil pessoas morreram na cidade de Tangshan, na província chinesa de Hebei, quando um sismo de 8,9 apareceu durante a madrugada. 26 Dezembro de 2004 • Um maremoto de 8,9 na escala de Richter, com epicentro em Aceh, na Indonésia, seguido de tsunami causou 229.866 mortos em 12 países banhados pelo Índico. 12 de Maio de 2008 • Mais de 85 mil pessoas morreram na província de Sichuan, quando o sismo de 8,0 foi sentido. 11 Março de 2011 • O sismo foi sentido ao largo da costa nordeste do Japão. O último balanço aponta para mais de 10 mil mortos.

Três dias depois do violento sismo, o Japão une-se

Tóquio quer gastar menos energia Maria João Belchior info@hojemacau.com.mo

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ita Topa, portuguesa a viver há três anos no Japão, diz que percebeu rapidamente que aquele tremor de terra não era igual aos outros. “Estava sempre a crescer”, disse a arquitecta portuguesa ao Hoje Macau. Na capital nipónica, na última sexta-feira rapidamente as pessoas se dirigiram todas para uma zona aberta e longe do alcance das torres daquela área. Ordeiramente, os japoneses em Tóquio estavam muito longe de imaginar o maremoto que varria cidades da costa leste a norte da capital. Tóquio tem vários sítios designados para acolher pessoas em caso de catástrofe como

escolas, jardins e parques. Rita Topa disse que são nestes pontos de encontro que as equipas de socorro distribuem cobertores, biscoitos vitaminados e água. Apesar de no domingo a cidade estar “estranhamente calma” como descreveu a arquitecta portuguesa de 28 anos, a capital japonesa continua em alerta e a informação é que durante as próximas semanas a probabilidade de uma réplica forte de 6 ou 7 na escala de Richter acontecer, é de 70%. A noção exacta do tamanho da catástrofe tem vindo a aparecer aos poucos e para os que seguem as notícias em Tóquio, há um receio de que muitas más notícias ainda estejam por chegar. Perante a dúvida do que está a suceder

nas centrais nucleares, os habitantes em Tóquio uniram-se num movimento de gastar o menos energia possível para poder ser usada no norte do país onde houve cortes de energia desde sexta-feira. A organização de resposta à emergência tem conseguido fazer face à catástrofe de uma forma organizada e várias empresa privadas já se disponibilizaram para ajudar. Em Kashima, a cerca de cento e cinquenta quilómetros de Fukushima onde estão as centrais nucleares, as réplicas do terramoto continuam a suceder-se. Mas se o alerta de novos maremotos foi levantado este domingo, a população japonesa vive agora no grande medo de possíveis fugas de radiação nuclear.


A revisão das leis de imprensa e de radiofusão, como está a ser conduzida, não faz qualquer sentido. O Chefe do Executivo deve suspender imediatamente o processo. O Gabinete de Comunicação Social devia estar preocupado em regulamentar a actual legislação, em criar os respectivos conselhos e elaborar o estatuto do jornalista. Gilberto Lopes, P.19

Gonçalo Lobo Pinheiro

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glp@hojemacau.com.mo

China continental já viveu as maiores ocorrências sísmicas da história. O Japão é um território sistematicamente assolado por abalos sísmicos. E 2004 no Índico? Macau está rodeado de actividade sísmica e vulcânica por todos os lados. Estaremos seguros? De acordo com informação histórica e geofísica que pode ser consultada na Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), o território não é uma zona de actividade frequente de sismos. No entanto está situado na zona da China Meridional na qual já ocorreram abalos sísmicos, localizados na província de Guangdong, e no Mar do Sul da China, cujos registos indicam que foi atingido o grau 6 na escala de Richter. Geograficamente, Macau também pode sofrer ligeiras influências sísmicas das zonas do Pacífico Ocidental localizadas a Leste e, das zonas de Yunnan e do Sul dos Himalaias localizadas a Oeste. Em meados dos anos 80, os SMG iniciaram o trabalho de vigilância sísmica e instalaram uma estação sismográfica no Alto de Coloane. Inicialmente foi um sistema analógico e, mais tarde instalou-se mais um sistema digital. Em caso de sismo, os geofones podem detectar a propagação das ondas sísmicas, que através de processamento dos amplificadores, transmitem os sinais para o Centro de Vigilância Sísmica (CVS). No início da década de 90, estabeleceu-se um acordo com o Gabinete Sismológico de Guangdong e instalou-se um sistema de comunicação permanente de informação sísmica entre ambas as partes.

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Macau não está preparado com construções anti-sísmicas

Tufões, sim. Sismos, não volveram fortemente esforços no melhoramento da resistência dos edifícios às vibrações da crosta provocadas pela brusca libertação de energia, que ocorre quando há um sismo de elevada magnitude. Macau e Hong Kong parecem agora voltados para essa realidade.

Residentes e resistentes

Registos sísmicos em Guangdong Data Magnitude Localização 12 de Agosto de 1905 15 de Maio de 1911 13 de Fevereiro de 1918 19 de Março de 1952 26 de Julho de 1969 25 de Fevereiro de 1987

com a autoridade na província de Guangdong, na sequência de um estudo que concluiu que “o mundo entrou numa fase de frequentes terramotos”. Os imóveis em Macau são projectados para resistir aos fortes ventos e chuvas trazidas pelos tufões e monções, em conformidade com as normas impostas

5,5 6,0 7,3 5,1 6,4 5,0

Modaomen, Zhuhai Honghaiwan, Shanwei Nanao, Shantou Heyuan Yangjiang Yangjiang

e em vigor na região vizinha de Hong Kong. Os países mais avançados tecnologicamente têm vindo a desenvolver técnicas de construção anti-sísmica, isto é, novas regras e métodos de construção dos edifícios que os tornam mais resistentes aos abalos sísmicos. Países como o Japão e os Estados Unidos desen-

Uma preocupação de engenharia

Ultimamente, com o grande desenvolvimento na área da construção civil, existem edifícios de grande porte, os quais no caso de ocorrência de abalo sísmico, contribuem para aumentar substancialmente o risco. Um especialista em engenharia de Macau espera também introduzir um protocolo de construção anti-sísmica com Hong Kong para evitar a devastação causada pelos sismos. O director-geral do Laboratório de Engenharia Civil de Macau, Ao Peng Kong, disse ontem à rádio chinesa que tem vindo a fazer recomendações no sentido de que sejam seguidas as normas de construção anti-sísmica na RAEM, depois de um estudo realizado

segunda-feira 14.3.2011

Segundo o jornal Ou Mon, os residentes de Macau que vivem ou foram em turismo até ao Japão disseram ontem que têm experimentando a coisa mais terrível na vida. Após o terramoto, as redes de comunicação não podem ser usadas, mas alguns deles já conseguiram contactar as famílias através da Internet. Muitos deles têm escrito que “embora haja algumas réplicas, estamos seguros”. O turismo de Macau indicou, até ao fecho desta edição, que podem existir cerca de 40 cidadãos de Macau no Japão. Os números têm tomado forma após contactos com os hotéis locais e guias turísticos. Alguns desses viajantes já estão a voltar para o território. Entretanto, e após o terramoto, vários moradores já se deslocaram às agências de turismo para tentar perceber o que vai acontecer nos próximos tempos no Japão. Um casal que procurou informações reconheceu sentir medo, mas quer ir a Osaka já no próximo mês. Em contacto com as autoridades de Macau que acompanham a situação está também o Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai

On, que lamentou a catástrofe que afectou aquele país. Em nota oficial, o líder do Executivo da RAEM disse estar a “acompanhar a situação relativamente à segurança dos estudantes e residentes de Macau que se encontram a viajar no Japão”.

O que é isso da “tectónica de placas”?

Segundo a teoria da “tectónica de placas”, a litosfera (crosta terrestre) é constituída por placas que se movimentam interagindo entre si, o que ocasiona uma intensa actividade geológica, resultando em terramotos e vulcões nos limites das placas. Actualmente considera-se a existência de 12 placas principais que podem se subdividir em placas menores. Elas são: Placa Eurasiática, Placa Indo-Australiana, Placa Filipina, Placa dos Cocos, Placa do Pacífico, Placa Norte-Americana, Placa Arábica, Placa de Nazca, Placa Sul-Americana, Placa Africana, Placa Antárctica e Placa do Caribe.

IACM avalia impacto em Macau

Radioactividade em alerta Kahon Chan

kahon.chan@hojemacau.com.mo

U

ma avaliação do efeito de radiações nucleares sobre os produtos alimentares vindos do Japão está a decorrer em Hong Kong e Macau. As autoridades de ambos dos territórios apontaram que o Japão está já a cortar nas exportações de alimentos por forma a dar condições à sua população para não passar necessidades. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) confirmou que está a decorrer uma avaliação mais profunda ao marisco, carne e outros alimentos vindos do Japão, com

controlos reforçados em matéria de radiações nucleares. A mesma entidade referiu que as importações nipónicas reduziram-se drasticamente a montante logo após o terramoto.

Perigo no ar

E as partículas radioactivas, chegam a Macau? Se o vento estiver de feição é uma possibilidade muito forte. No entanto, os Serviços de Meteorologia e Geofísica de Macau (SMG) deixaram claro, durante o dia de ontem, que a probabilidade de partículas radioactivas chegarem às duas RAEs nos próximos três dias é baixa, dado que a monção sopra, nesta altura, de oeste para leste, no Japão.

Os SMG afirmou ontem, à rádio chinesa, que os níveis de radiação gama têm sido normais desde que os problemas surgiram no Japão. O organismo acredita que a maior parte do material radioactivo deverá deslocar-se para o oceano Pacífico a leste do Japão. Tal como aconteceu com outras áreas costeiras da Ásia, Hong Kong e Macau apenas sentiram os mínimos da fúria trazida pelo tsunami. De acordo com o Observatório de Hong Kong, o aumento do nível do mar cifrouse em máximos de 20 centímetros. Taiwan e as Filipinas acabaram por proteger o mar da China Meridional.


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4 Joana Freitas

O

joana.freitas@hojemacau.com.mo

uvir a opinião pública é a etapa principal, mesmo quando o assunto se debruça na revisão da lei de imprensa e radiodifusão. Victor Chan, presidente do Gabinete de Comunicação Social (GCS), anunciou na sexta-feira a abertura de um concurso público para “adjudicar a prestação de serviços de inquérito e análise da opinião pública sobre a revisão da Lei de Imprensa e da Lei de Radiodifusão a uma entidade adequada”. Deixar as revisões a cargo dos cidadãos não agradou, no entanto, aos profissionais da área, que reivindicam o direito a serem ouvidos antes da população. Na quarta sessão de apresentação dos trabalhos relativos às alterações, os jornalistas questionaram o responsável do GCS sobre a importância destas leis para a população, mais do que para o sector profissional. Citando artigos da Lei de Imprensa, os profissionais da área salientaram a existência de apenas dois pontos de interesse comum: a liberdade de imprensa e o direito de resposta do cidadão. Estes destacam-se entre os muitos outros que se debruçam na especificidade da profissão, como por exemplo, “os estatutos do jornalista”, código deontológico profissional e os “exercícios e funções do jornalista”. A questão mais debatida está à volta da necessidade de ter que se fazer uma auscultação pública, quando estas são revisões legislativas de uma determinada classe profissional, à qual tais artigos dizem respeito. Victor Chan disse perceber a preocupação e salientou que “as opiniões [dos jornalistas] eram bem-vindas”, acrescentando que será implementado um “método científico para avaliar de forma diferente essas opiniões”.

Em fase de estudo

Para a empresa adjudicatária já existe um caderno de encargos, que contempla “ter como destinatários, além do sector da comunicação social, uma amostra representativa das diferentes áreas da sociedade” e ter como referência inquéritos prévios, como os muitos feitos em Hong Kong, e o estudo primário da revisão das leis, elaborado pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST). “Só a entidade tem que ser local, mas opiniões e parcerias com o exterior são bem-vindas e são uma vantagem”, afirma o responsável do GCS. Apesar de considerar neces-

política GCS | Concurso público para a revisão da lei de imprensa não agrada

A definir prioridades?

É o enfoque numa “sociedade justa” que justifica a decisão do GCS em abrir o concurso público para um inquérito e análise da opinião da população acerca da revisão da Lei de Imprensa e da Lei de Radiodifusão. A ideia não agrada aos jornalistas e órgãos de comunicação social, que não terão direito a ser ouvidos à parte numa matéria que diz respeito quase em exclusivo à sua área profissional. A hipótese das leis nem virem a ser alvo de revisão foi também colocada joana freitas

segunda-feira 14.3.2011

As quatro fases da revisão 1

Inquérito e análise da opinião pública

2 Elaboração da proposta de lei

de acordo com os resultados da primeira fase

3

Consulta pública sobre essa proposta de lei

4

Produção legislativa de acordo com os resultados conclusivos

período que se traduz “em dois ou três anos”.

O seu a seu dono

sário que a equipa autora do inquérito tenha “de saber de diplomas” e de “ter conhecimento da realidade de Macau”, no que diz respeito à formação académica e linguística da equipa da auscultação, isto é, se os profissionais percebem de comunicação social e se entendem as características das línguas portuguesa e ingle-

Longa história A revisão das Lei de Imprensa e Lei de Radiodifusão já tinha sido avançada em Março do ano passado pelo Chefe do Executivo nas LAG para 2011. O facto de estas estarem em vigor há mais de 20 anos pode tornálas “desajustadas”, incluindo para os novos meios de comunicação social, como os jornais on-line.

sa, duas das mais utilizadas na comunicação social a seguir à chinesa, Victor Chan diz “confiar em que sejam abrangidas todas as opiniões”, mas salienta que “o caderno de encargos não fala em exigências”. Assegurada está “a qualidade de serviços, acima da importância do montante a pagar, que se encaixa nuns irrelevantes 20%”, considera o responsável. Victor Chan alerta, contudo, que “ainda nem se sabe se as leis vão sofrer alteração ou não”, algo a ser indicado pela análise e inquérito prévios, neste momento a procurarem uma empresa responsável, apesar de o Governo considerar oportuna a revisão das duas leis, uma vez que passaram 20 anos desde que estas entraram em

vigor. Ambas não contemplam, por exemplo, os novos média, que poderão vir a ser legislados por um novo diploma ou encaixados numa das actuais. O presidente afirmou que “apesar da adjudicação a terceiros”, o GCS “não se está tentar safar de uma tarefa que sabe ser sua”. A falta de recursos do gabinete é apontada como o motivo da adjudicação. “É por isso que o GCS pede apoio à entidade de consultadoria”, acrescenta Chan. É a essa entidade que cabe ainda definir o prazo de prestação do serviço, não exigida pelo Governo, que já disse também “não ter pressa em rever as duas leis”. Em comunicado, o GCS afirma que o processo legislativo “só terá início depois de um debate alargado”,

Aos jornalistas, como profissionais do sector, restaram as dúvidas sobre se haverá um inquérito às associações de jornalistas e aos órgãos de comunicação social do território, Victor Chan afirma que esta é uma exigência no caderno de encargos do concurso público, mas “que não serão feitas divisões entre jornalistas e população”, não sendo estas entidades ouvidas à parte numa matéria que diz respeito exactamente a estes profissionais. O responsável do GCS afirmou não aceitar diferenciação, numa altura em que se vive “numa sociedade justa”. “Não aceito, nem a sociedade vai aceitar, que hajam patamares de opinião”, diz Victor Chan, acrescentando no entanto, que “apesar de ainda não estar definida, vai ser atribuída uma proporção diferente às auscultações”, sem deixar de reafirmar que “nunca dará mais ou menos importância a um ou outro sector da sociedade.” No entanto, se para Victor Chan a ideia é “juntar a sabedoria das massas e absorver todas as ideias úteis”, para os jornalistas torna-se confuso perceber se a opinião pública é prática e se os cidadãos não teriam de conhecer a legislação por inteiro para poder opinar.


Obras da Horta e Costa entram na terceira fase

segunda-feira 14.3.2011

Com a conclusão dos trabalhos referentes ao 2.º troço da Obra de Reordenamento da Rede de Drenagem da Avenida de Horta e Costa, terá início nos próximos dias a terceira fase do projecto, entre as ruas de Francisco Xavier Pereira e do Almirante Costa Cabral, com o prazo de execução de aproximadamente 50 dias. As Obras Públicas dizem que tudo fará para concluir as obras dentro do prazo definido, “esperando assim minimizar ao máximo o impacto devido a realização da obra”.

Joana Freitas

Desenvolvimento é a meta Joana Freitas

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Novos responsáveis da DSEJ tomaram posse na sexta-feira

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eong Lai é a nova directora dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), lugar que ocupa à frente de Lou Pak Sang, nomeado como o novo subdirector. Por altura da tomada de posse, presidida por Cheong U, secretário para os Assuntos Sociais e da Cultura, na sexta-feira, Leong Lai caracterizou o seu recente cargo como “uma inúmera tarefa de enorme pressão”, mas deixou expresso o desejo de querer contribuir para o “desenvolvimento do ensino não superior”, área da educação sob a tutela da DSEJ. A directora salientou a necessidade de existirem “excelentes professores, um sector educativo bom e investimentos financeiros eficazes” para que o ensino e o desenvolvimento da juventude de Macau tenha sucesso.

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No discurso, além dos habituais agradecimentos não faltou também salientar que a aposta na educação não superior no território só poderá beneficiar de vantagens se for diversificada, mesmo com a “probabilidade de terem que se enfrentar dificuldades”. Leong Lai assegurou que a falta de vagas e ausência de qualidade neste sector educacional, assuntos que foram motivo de discussão recentemente, são problemas “resolvidos”, havendo neste momento “suficientes vagas” e “bons resultados”. A directora afirmou que já estava a ser elaborado o plano para os próximos anos, durante os quais será dado “ênfase ao regulamento da qualidade educativa, impul-

sionar a promoção do pessoal docente do ensino privado e reforçar o desenvolvimento dos alunos”, que apesar de serem trabalhos difíceis, como considera, são aspectos principais para o futuro. Após o discurso da cerimónia, Leong Lai disse aos jornalistas encarar o novo cargo como uma missão e uma oportunidade para servir os cidadãos e desenvolver a curto prazo os trabalhos para a concretização do quadro geral do pessoal docente dos estabelecimentos particulares e da organização curricular “tendo em conta as necessidades dos alunos”. Leong Lai deixou ainda a promessa de que “os trabalhos vão ser lançados e terminados, passo a passo.” O cargo agora ocupado por Leong Lai foi deixado por Sou Chio Fai, transferido a semana passada para o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior.


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sociedade Especialistas defendem reforma na educação

Kahon Chan

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kahon.chan@hojemacau.com.mo

Uma lição dramática

drama do caso de Gary Cheung Ngai, o aluno de 19 anos que foi expulso da escola Choi Kou após cantar uma música do rapper Eminem, ganhou novos contornos durante o fim-de-semana. Um grupo de jovens na Internet fez saber publicamente que Gary trabalhava como “acompanhante de luxo” e conseguiu encontrar um anúncio de Dezembro de 2009 em que o estudante oferecia-se para estar com adultos. Mais tarde, numa entrevista ao canal MASTV, Gary admitiu as suas antigas funções, mas ressaltou que naquela altura nem sequer era aluno da escola Choi Koi e que nunca houve sexo envolvido nos encontros. Em tom de desabafo, o jovem disse que não percebe qual seria a ligação de uma actividade profissional à expulsão. “A escola é um lugar para se aprender e quando um aluno comete um erro, deveria ser educado para concertá-lo, mas não ser expulso como se de uma sentença de morte se tratasse”, apontou. A instituição de ensino recusase a pronunciar-se sobre a polémica que se tem desenrolado nas redes sociais e o estudante está a ganhar cada vez mais terreno na sua batalha. Pelo menos, Gary já ganhou o apoio de Vong Sou Kuan, professora da Universidade de Macau e director do Centro de Pesquisa Educacional, que diz estar boquiaberta com as proporções que o caso tem ganho nos últimos dias.

A académica refere que o que a preocupa é o conservadorismo consensual no sector da educação, característica que permite às escolas do território fugir à batalha de lidar com problemas emergentes e de entender que o estudantes vêem de diferentes estratos sociais. Segundo Vong, as regras da educação são feitas a seguir a premissa de

Virginia Leung

Pequim manifesta preocupação com guerras na família do magnata

virginia.leung@hojemacau.com.mo

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ma declaração conjunta emitida em nome de toda a família do magnata dos casinos Stanley Ho assegura que foi alcançado um consenso entre todos os filhos das várias mulheres de Ho, que terão assinado um acordo de resolução. O chefe do Gabinete de Ligação, Bai Zhijian, disse que recebeu a notícia através dos jornais e que o Governo Central não pediu a Elsie Leung Oi-sie (directora interina do Comité da Lei Básica de Hong Kong) para que mediasse a disputa. Talvez a família Ho convide Elsie para ajudar na mediação, referiu Bai, que ainda indicou que o Governo de Pequim – tal como acontecia com o povo de Macau – es-

Kahon Chan

Um académico considera preocupante que as escolas do território possam livrar-se tão facilmente dos alunos considerados problemáticos. Au Kam San, que além de deputado é professor, acredita que as escolas devam ser supervisionadas de fora, com maior acesso por parte dos pais à gestão das instituições

que todos nasceram para ser maus e os estudantes têm de obedecer e conformar-se com as regras. Essa combinação explosiva faz com que as escolas deixem de lutar. “As instituições não deveriam adoptar medidas violentas para evitar a quebra das regras. Estamos aqui para resolver problemas, em vez de penas eliminar os alunos

problemáticos”, defende a professora. Vong aponta que as escolas deveriam aspirar civilizar e que é “patético” apenas expulsar alunos que não se encaixam nos padrões da instituição só porque sim. “As escolas com maior poder são capazes de aceitar alunos e educá-los a seguir a regra ‘se eu não conseguir mudar este, desisto’. Mas o que acontecerá se todas as instituições seguirem por esse caminho? A resposta é o total desespero para os estudantes”, refere a académica. Outra académica, Ho Wing Yin, professora do Instituto Politécnico e especialista em assuntos sociais, também sente que as escolas pintam um monstro dos jovens e estão dispostas a desistir da sua educação ao primeiro disparate. O deputado Au Kam San também entrou na discussão. Além de político, Au é professor a tempo inteiro e acusou as escolas, através do Facebook, de estarem a pedir

Trégua no clã de Stanley Ho tava altamente preocupado com o desentendimento na família Ho. Os negócios da família Ho são imensos e a instabilidade familiar só pode prejudicar a família, os seus interesses e a sociedade em geral. A resolução satisfatória da contenda, por outro lado, tem implicações na prosperidade e estabilidade de Macau. Mas Bai também sublinhou, por outro lado, que o incidente dizia respeito a questões familiares, e que, apresar da grande preocupação da sociedade, podia acabar por não ter grande impacte social em Macau.

Presença regular nas primeiras páginas dos jornais há mais de um ano, o conflito familiar começou quando Stanley Ho sofreu uma queda em casa da sua quarta mulher Angela Leong, batendo com a cabeça. Depois de o magnata ter transferido sete por cento das suas acções na SJM para Angela Leong, a família ficou imersa numa acesa disputa ente as suas mulheres. O anterior Chefe do Executivo, Edmund Ho, e a directora interina do Comité da Lei Básica de Hong Kong, Elsie Leung juntaram-se recentemente à mediação. No dia 7 de

demasiado à sociedade sem nada dar-lhe em troca. “Como professor, oponho-me à intervenção excessiva das escolas, porque nunca acreditei na burocracia, que não deveria ter lugar no sistema educacional. A educação é um dos aspectos mais cruciais da sociedade. Por isso, quando se trabalha nesta área, a sociedade deveria supervisionála”, ressalta o democrata. Au reafirmou que é essencial que todo o sistema seja revisto com grande urgência, a fim de que os pais possam estar mais envolvidos naquilo que se passa nas instituições de ensino do território. “Cooperação deveria fazer parte do dicionário das escolas.”

DSEJ à espera

Interrogada sobre o recente caso de expulsão de um aluno da escola Choi Kou “por alegado comportamento ofensivo”, a semana passada, Leong Lai afirmou que o jovem já se encontra a frequentar outra escola, depois de ter tido “apoio” da DSEJ. Cheong Ngai, o estudante, disse a semana passada que a instituição onde estudava estava a ser “desonesta” e que referiu não terem existido quaisquer infracções aos regulamentos escolares. Apesar de o aluno ter mostrado boletins de notas e certificados de mérito, a nova directora apoia a decisão da escola e diz terem existido “sempre contactos entre a instituição, a DSEJ e os encarregados de educação”, tendo sido inclusive pedido um relatório dos acontecimentos à escola Choi Kou.

Março, as quatro mulheres reuniram-se no centro Shun Tak para discutir. Entretanto, apareceram sugestões de resolução para as quatro facções. No dia seguinte a Stanley Ho ter recebido alta, a família juntou-se toda no hospital, num raro encontro, e consta que terá aproveitado a oportunidade para assinar um acordo de resolução. “Isto também representa o nosso ponto de vista”, observou Angela Leong. “Como vêem, esta é a situação que Stanley Ho mais deseja, que todos cheguemos a um consenso. Acreditamos que o desenvolvimento da SJM será mais estável, melhor. Vamos tentar aumentar a transparência e certamente esperamos que a empresa seja mais próspera.”


Salinidade da água chega ao fim

Com a chegada do fim da estação seca do rio, o impacto da salinidade da água vai ser resolvido em breve, garante o Grupo de Trabalho para a Construção de uma Sociedade Economizadora de Água, que deixa, a partir de hoje, de emitir os níveis diários do nível de sal na água canalizada. Em comparação com o período entre 2009-2010, as marés salgadas no passado Inverno e nesta Primavera encontram-se em situação estável. Todavia, a segurança da água potável de Macau foi ameaçada pelo impacto das marés salgadas. Durante a ocorrência da salinidade, a parte de Zhuhai procedeu à regulação de água do Delta durante a época seca, o que assegurou o abastecimento seguro dos territórios de Zhuhai e de Macau.

Joana Freitas

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oi a necessidade de cumprir o previamente combinado com as autoridades de Portugal que levou ao gasto excessivo de dinheiro em quartos de hotel, em Lisboa, pelo Instituto de Desporto de Macau (ID), afirmou o presidente da instituição. Numa conferência com vista a esclarecer o polémico caso dos recentes relatórios das deslocações dos funcionários públicos ao exterior, revelados pelo Comissariado de Auditoria (CA), Vong Iao Lek, presidente do ID, alegou cumprimento de programas já estabelecidos como forma de justificar a não desistência de quartos de hotel cujo valor individual rondava as 13 mil patacas. O caso remonta a Fevereiro, aquando da deslocação do Comité Olímpico e Desportivo de Macau (CODM) a Portugal, por ocasião da preparação dos Jogos da Lusofonia. Os dirigentes do CODM terão ficado em quartos de hotel diferentes dos previamente reservados, pela quantidade de “actividades” que se realizavam na mesma altura em Lisboa.

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ID organiza conferência para esclarecer gastos dos funcionários

O prometido é devido Alegadamente, a mesma comitiva teria procedido à reserva de quartos “standard”, mas devido “ao tempo que se gastou na definição da lista de quem iria ficar alojado no hotel”, explica o responsável do ID, “foi impossível [da parte do hotel] disponibilizar esses quartos”. A opção foi pernoitar nas suites e quartos deluxe, que apesar de “serem elevados e de o ID entender isso”, como salienta Vong Iao Lek, “foi a decisão necessária e adequada”. O presidente do ID afirmou que a presença do CODM em Portugal era de extrema importância, uma vez que propiciava a contínua “cooperação” com as entidades desportivas do país, que vêem Macau como “plataforma de intercâmbio entre a China e os Países de Língua Portuguesa, assim posicionado pela China”. Também a necessidade de “preparar com brevidade a par-

ticipação da equipa de Macau nos Jogos da Lusofonia”, o apoio dado por Macau a Portugal e o facto de ter que ser cumprido o “programa definido com ambos os territórios”, foram as motivações do CODM para prosseguir com a visita, adiantou o presidente. Numa breve referência a outros gastos, desta vez realcionados com o continente, Vong Iao Lek reafirmou o posicionamento do CODM como apoiante dos “assuntos no âmbito do desporto”. A viagem de intercâmbio à China “constítuia o apoio prestado às associações desportivas locais, tendo como vista a sua participação em assuntos do desporto internacional”, explica Vong Iao Lek. Alcançar o reconhecimento de Macau por parte do sector desportivo da China e facilitar a integração do CODM no Comité Olímpico Internacio-

nal, foram outras das justificações do presidente.

Depois do mal feito

Um cumprimento rigoroso das regras a partir de agora, é o que promete Vong Iao Lek, que diz ter aprendido uma “lição” com as “orientações da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública e da Direcção dos Serviços das Finanças.” “Estes [apontamentos do CA] levaram o ID a conhecer a existência de espaços para o aperfeiçoamento dos trabalhos de gestão”, afirmou o responsável. Vong Iao Lek fala em “remodelações internas” para assegurar “o cumprimento rigoroso [das regras] por parte dos funcionários, de modo a que seja aproveitado escrupulosamente o erário público”. Alterações essas que, apesar de não terem sido apresentadas na conferência, passam por um “enquadramento legal”.

De forma visivelmente evasiva, não foram muitos os esclarecimentos detalhados aos jornalistas, mas o presidente assumiu a tardia divulgação pública dos relatórios e salientou que iriam ser tomadas medidas para “reforçar a comunicação com a imprensa, de forma a que possam ser divulgadas atempadamente as informações ao público”. Interrogado sobre o posicionamento do ID em adoptar o regime alternativo, que visa apresentar os recibos das despesas para reembolso, Vong Iao Lek disse que esse “era um regime legal, cujo enquadramento vai ser revisto pelo Governo”. Este regime foi o escolhido pela maioria das instituições públicas e motivo principal de terem sido tão elevadas as despesas de deslocações ao exterior, que incluem, entre outros, o preço do quarto de hotel e das refeições.


China exibe avanços científicos em feira

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Uma réplica do primeiro avião de grande porte construído pela China, e da cápsula de aterragem do Shenzhou 7 - a terceira missão tripulada do gigante asiático -, são as grandes estrelas da Exposição de Conquistas Científicas de Pequim, que repassa os grandes avanços do país nos últimos cinco anos. A mostra apresenta invenções que voltam a colocar a China no primeiro plano da inovação mundial. A exposição exibe maquetas dos comboios de alta velocidade Hexie, os mais rápidos do mundo com velocidades de 500 km/h, e uma réplica do Tianhe, o supercomputador mais rápido do planeta, que no final de 2010 superou os concorrentes dos EUA.

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sociedade

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Centros permitem sucesso na prevenção da SIDA

Afinal faz bem apoiar metadona Joana Freitas

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esde que foi criada a Comissão de Luta contra a Sida, em 2005, que o número de casos de infectados no território diminuiu de forma acentuada. Quem o afirma é Iong Kong Io, presidente substituto do Instituto de Acção Social (IAS). O responsável salienta a redução de 18 casos de infectados pelo HIV, registados em 2004, ano em que surgiu “um surto do vírus”, para três, o ano passado. “O Governo mantém-se informado [com a ajuda da comissão] da situação de Macau e esta redução é relevante”, afirma o responsável. À margem do “Fórum sobre a Minimização dos Danos e Prevenção e Controlo da Infecção”, realizado na sexta-feira, Iong Kong Io falou acerca da implementação e do sucesso do tratamento com metadona, que permitiu promover a desintoxicação e acabar com a partilha indevida de seringas. Guy Taylor, do programa preventivo da Sida da Organização Mundial das Nações Unidas (UNAIDS), afirma que este é o método “cientificamente

Virginia Leung

virginia.leung@hojemacau.com.mo

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Governo planeia gastar 1,3 mil milhões de patacas na construção do novo Centro Modal de Transportes da Barra, que incluirá a articulação do trânsito entre a Península e as Ilhas, mas também entre a RAEM e Zhuhai, e os bairros antigos com os novos aterros. As autoridades estimam que a afluência diária do centro, que inclui a coordenação entres os diversos meios de transporte público como o metro, os autocarros, os táxis e o sistema pedonal, atinja as dez mil pessoas. O concurso público para a construção do projecto está previsto para o primeiro semestre do próximo ano e os responsáveis esperam que os trabalhos possam

provado” mais eficaz para o tratamento e prevenção da doença, mas reconhece a polémica da população de Macau em relação à implementação destes centros. “Acho compreensível [esta contraposição], mas as pessoas precisam de se aperceber que se os toxicodependentes não são tratados as consequências são piores.” Como explicou Taylor, a monitorização e a utilização da metadona num ambiente controlado permite uma diminuição não só de toxicodependentes, como de propagação do vírus da SIDA e de crime relacionado com a compra e tráfico de droga. Sobre como é encarada a construção dos centros de metadona no território, o responsável da UNAIDS, orador convidado do Fórum, assegura que “as autoridades [da RAEM] parecem querer avançar cautelosamente” na implementação destas instalações, por exemplo “limitando o tempo e o número de toxicodependentes que possam frequentar o centro.” No entanto, e como confirma Iong Kong Io, este “resultado positivo” dos centros de metadona vai continuar a fazer com que se prossiga com a política da sua ins-

Caso chinês

Analisando a China, Guy Taylor diz que o continente “está a fazer um grande trabalho, depois de finalmente se ter apercebido da gravidade do problema da toxicodependência”. A China está a prever uma redução de 30% em mortes relacionadas com sida e de 25% de novas infecções, de 2011 a 2015.

talação nos bairros comunitários. “Há claro opiniões diferentes, mas isso é algo inevitável”, salienta Iong Kong Io, “mas nós fazemos acções de sensibilização e vamos continuar a fazer, apesar das diferenças de opinião continuarem.” O responsável pede a compreensão da população, e o IAS distribuiu panfletos de esclarecimentos onde destaca o facto de a “metadona não ser droga, mas sim um medicamento”, distinção sobre a qual se torna difícil convencer a população. Guy Taylor, cujo local de trabalho se baseia em Pequim, diz não saber comentar a situação dos cidadãos de Macau sobre a informação acerca do vírus da SIDA, mas afirma que ainda existe um grande número de pessoas “que não percebe o que é o vírus do HIV e a SIDA, que acham que esta é uma doença extremamente infecciosa e que se transmite ao falar, apertar a mão ou abraçar [alguém infectado].” Guy Taylor salienta mesmo que a transmissão não se dá de forma “fácil, desde que não nos sujeitemos a comportamentos de risco”. O presidente substituto do IAS assegurou que vão continuar as acções de sensibilização e a distribuição de preservativos pelos bairros comunitários. Os números dos casos de SIDA no território não sido alvo de aumentos, o que revela um saldo positivo num território dominado pela indústria do entretenimento.

Centro Modal de Transportes da Barra pronto em três anos

Governo gasta 1,3 mil milhões ser sincronizados com a primeira fase do sistema de Metro Ligeiro. O projecto do centro

modal inclui uma estrutura subterrânea de três níveis, incluindo uma zona de acesso para os utilizadores

de autocarros, e uma zona de passageiros com ligação à estação de metro. Os passageiros vão poder esperar

pelos transportes numa sala com ar condicionado ou usar as escadas rolantes para aceder ao rés-do-chão que terá uma praça pedonal e uma zona ajardinada, com equipamentos comerciais e uma zona de estacionamento para bicicletas. O terceiro nível subterrâneo disponibilizará ainda 39 lugares de estacionamento para autocarros, cerca de 180 para automóveis privados e mais de 300 lugares para motocicletas. Definir o sistema de carregamento para transportes eléctricos também faz parte dos planos das autoridades que estimam que os trabalhos

de construção levem cerca de três anos a serem concluídos. Um residente na Barra há mais de três anos disse ao jornal Ou Mun que acreditava que o centro modal ia ser uma grande ajuda no sentido de aliviar o tráfego daquela área. “Mas não tenho ideia de quanto tempo teremos de aguardar para que o projecto esteja completo”, atirou. O residente sustentou que nem todas as obras implementadas pelo Governo corresponderam às necessidades reais da população. Até 10 de Abril, o Grupo de Coordenação para o Planeamento do Centro Modal de Transportes da Barra vai levar a cabo uma série de sessões públicas de esclarecimento sobre o projecto junto à população.


China sofre maior défice comercial em sete anos

A China registou em Fevereiro o primeiro défice da sua balança comercial em quase um ano, devido à diminuição do crescimento das exportações. As importações chinesas cresceram 19,4%, enquanto as exportações subiram 2,4%, no último mês, o menos aumento desde 2009, o que resultou num saldo negativo de 73 milhões de yuans. É o pior resultado em sete anos e o primeiro défice desde Março de 2010. Estes números surpreenderam pela negativa os economistas sondados pela Bloomberg, que esperavam crescimentos bastante mais acentuados das importações (32,2%) e das exportações (26,2%) e um excedente comercial de 4,65 mil milhões de dólares.

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sociedade

Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais acusado de política opressiva

Terror branco contra denunciadores

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Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais foi acusado de exercer “terror branco” contra os “gargantas fundas” da Internet com a recente publicação de “Assuntos a observar aquando da divulgação de dados pessoais na Internet”. O gabinete que a política estava em linha com padrões da União Europeia que “tendem” a proteger os dados pessoais, mas também desincentiva o público a publicar provas de crimes na Internet, ao punir o acto por lei. O documento foi publicado pelo gabinete no final de Janeiro e lançado à imprensa no final do mês passado. Ip Iam-chong, fundador da Inmedia, em Hong Kong, e professor de estudos culturais na Universidade Lingnan, mostrou-se preocupado com o facto de a definição de “informação pessoal” ser

muito vaga, uma vez que publicar na Internet a “visão do mundo”, “convicção política” e “ligação a organização política ou sindical” ou ainda “crença religiosa” de uma pessoa, sem o seu consentimento explícito, seria considerado ilegal. Nascido e criado em Macau, Ip considera que algumas dessas categorias não são normalmente consideradas sujeitas a “privacidade” e que o documento impede que civis revelem más condutas e delitos de polícias na Internet. Enquanto Hong Kong põe a tónica na protecção de dados pessoais na posse de instituições e empresas privadas, Ip sente que este documento deslocou essa ênfase para os indivíduos com “ameaças”. E observa que, enquanto noutras paragens as leis tendem a proteger os denunciadores, em Macau está-se a fazer justamente o contrário.

Entrevistado pelo jornal Ming Pao, de Hong Kong, o professor disse considerar que em Macau não há preocupação suficiente com esse documento potencialmente opressivo e espera que uma alteração à lei possa rectificar as ameaças iminentes. Yang Chongwei, coordenador-adjunto do gabinete, respondeu ao “Ming Pao” que a definição era semelhante à da UE, com uma tendência para a protecção dos dados pessoais. O responsável considera que, conforme é declarado no documento, as infracções devem ser tratadas pelas autoridades e, se os materiais em causa forem publicados sem processo judicial, a pessoa envolvida pode ser “mal interpretada” como sendo criminosa. Yang declarou ao jornal que qualquer um que divulgue online esse tipo de informação irá sofrer as consequências. pub

Alan Baxter de saída da Universidade de Macau

Alô Bahia, aí vou eu D

epois de quatro anos, o australiano Alan Baxter está de partida de Macau. O antigo director do departamento de português da Universidade de Macau (UMAC) assumiu a vontade de sair há alguns dias e já terá abandonado a direcção. Baxter irá para o Brasil. Neste retorno a terras brasileiras vai dar aulas e fazer investigação na área da linguística e de línguas crioulas, tudo relacionado com o português, na Universidade Federal da Bahia, onde aliás já tinha trabalhado. O co-autor de “Maquista chapado – vocabulário e expressões do crioulo portu-

guês de Macau” deixa assim uma vaga em aberto na direcção do departamento que, entretanto, será preenchida interinamente por Maria Antónia Espadinha. Aliás a professora foi precisamente substituída por Baxter há quatro anos, devido ao limite de idade. A UMAC já fez saber, de acordo com a TDM, que vai abrir um concurso público para escolher o próximo director. O professor catedrático, também especialista em patuá, sempre fez questão de destacar as “fortes ligações” que tem com Portugal - onde estudou “na época do mestrado” - e a importância do

português no mundo actual. A sua visão do mundo lusófono estende-se também ao continente africano, que visitou no âmbito das suas pesquisas, e que passam, por exemplo, pelos estudos crioulos. Licenciado em Filosofia e Letras, pela La Trobe University, Baxter conta ainda no seu longo currículo com um mestrado em Linguística, pela mesma instituição, e um doutoramento na mesma área, tirado na Australian National University. Actualmente, é professor de língua e cultura portuguesa e linguística, além de orientar teses de doutoramento. - G.L.P.

Voos baratos para Xangai A primeira companhia aérea low-cost da China, a Spring Airlines, está a desenvolver uma rota que ligará Macau a Xangai. E a baixo preços. A título de exemplo, uma viagem de ida e volta para a maior cidade chinesa a partir de Zhuhai não chega às 1000 patacas. As expectativas são, por isso, que os preços baixos se mantenham também no território, com a operadora a avançar que as suas tarifas serão mais baratas em cerca de 50%. A Spring Airlines foi a primeira companhia privada a receber autrização para operar na China por parte do Ministério da Aviação Civil, em Maio de 2004. O primeiro voo ligou Xangai a Shandong. Nos últimos meses, a companhia expandiu as suas rotas para o Japão e Hong Kong. No futuro, o plano é voar de Macau também para a Coreia do Sul. – V.L.

MONTEPIO GERAL DE MACAU ASSEMBLEIA GERAL CONVOCATÓRIA Nos termos do Artº 34º, nº 1, al. a) dos Estatutos em vigor, convoco a Assembleia Geral Ordinária para reunir na sua Sede, sita na Avenida Doutor Mário Soares, nº 25, 3º andar (4º piso) do Edifício “Montepio”, no próximo dia 30 de Março de 2011, pelas 17H15, com a seguinte ordem de trabalhos: 1ª - Discussão e votação do relatório e Conta de Gerência do ano de 2010 e do parecer do Conselho Fiscal; e

2ª - Outros assuntos de interesse da Associação.

No caso de não comparecer nesse dia e hora indicados, o número de associados mencionado no nº 1 do Artº 36º, considera-se desde já convocada nova reunião, que se realizará no mesmo local decorrida uma hora, com qualquer número de associados.

Montepio Geral de Macau, aos 21 de Fevereiro de 2011.

A Presidente da Assembleia Geral, Rita Botelho dos Santos


vida

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10 Parece contrasenso mas é um dos “Conceitos Ecológicos” à disposição no site português que vende produtos não só originais como “verdes” e a baixo custo, com origem neste lado do globo Filipa Queiroz

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ão contém alcatrão, não deita fumo e parece um cigarro comum - mas não é. O “E-cigarro” é uma das mais recentes sensações do mercado global, e já anda a causar celeuma um pouco por todo o lado. Para quem ainda não conhece o produto, que recentemente apareceu nas mãos de Johnny Depp no filme “O Turista”, basicamente ele proporciona ao fumador a mesma sensação provocada por um cigarro verdadeiro apesar de, alegadamente, a pessoa apenas estar a inalar nicotina e a expirar um inofensivo vapor de água. Composto por um invólucro de aço inoxidável, uma bateria de lítio, um circuito micro-electrónico e uma câmara atomizadora, o cigarro eléctrico não contém alcatrão e é apresen-

Site português vende produtos originais e ecológicos made in China

Cigarros amigos da saúde e do amb tado como uma solução para os fumadores inveterados quando se encontram em locais onde é proibido fumar. Há quem diga que possa vir a ser regulamentado como medicamento para quem quiser deixar o vício, apesar de a Organização Mundial de Saúde ainda não ter reconhecido o valor do produto. Certo é que o cigarro eléctrico tem

à corrente custa 30 euros (cerca de 300 patacas).

Há de tudo

Johnny Depp fuma cigarro electrónico no filme “O Turista”

vindo a conquistar adeptos, prova disso é o facto de se encontrar esgotado em inúmeras plataformas de venda. É o caso do “Conceitos

Ecológicos” (www.conceitosecologicos.com), onde um pacote com um cigarro electrónico, dez recargas e um carregador para ligar

Apesar de ser portuguesa, a “Conceitos Ecológicos” vende maioritariamente artigos fabricados deste lado do globo, na China. Inclusive o cigarro eléctrico. “A origem dos artigos é 80% chinesa e 20% europeia”, explicou o criador do portal, Hugo Pimenta, que disse ao Hoje Macau que “a ideia [de criar o site] surgiu da necessidade de colocar

uma variedade de produtos diferentes no mercado a preços mais apetecíveis”. Visitado por uma média de 2000 pessoas por dia, o portal disponibiliza produtos “originais e fora do comum”, como caracterizou Hugo Pimenta, e a preços competitivos que podem ir desde as dez às 50 mil patacas. A gama de mais de 100 produtos no catálogo do “Conceitos Ecológicos” divide-se em nove categorias como “Divertimento”, “Fitness”, “Gadjets”, “Produtos de Massagem”, “Produtos

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Click ecológico Chineses criam carro eléctrico que é um sapato gigante • Uma empresa de calçado chinês criou um carro eléctrico com a forma de um sapato gigante. O estranho veículo pode transportar duas pessoas durante cerca de 350 quilómetros a uma velocidade de até 33 km/h com apenas um carregamento da bateria. A carroçaria em couro foi construída da mesma forma que um sapato, apenas a uma escala maior, usando a pele de cinco bovinos. Um porta-voz da Kang Shoe indicou que o veículo demorou seis meses a desenhar e construir e que o custo rondou os cinco mil euros. A empresa planeia fabricar mais 40 veículos para as suas lojas espalhadas pela China numa acção promocional.

s abelhas estão a desaparecer, “bombardeadas” por ameaças que vão da poluição às doenças, alerta um relatório da ONU. É destes insectos que depende mais de metade das culturas agrícolas que alimentam o mundo e, agora, o declínio tornou-se global. “Os seres humanos fabricaram a ilusão de que, no século XXI, têm o progresso tecnológico necessário para serem independentes da natureza. Mas as abelhas mostram que estamos mais, não menos, dependentes dos serviços prestados pela natureza, num mundo perto dos sete mil milhões de habitantes”, comentou Achim Steiner, director-executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnua), em comunicado. Os apicultores chineses começaram recentemente a re-

gista cáve reve Colo Thre Um Japã te c súb E n long cont nas A cies forn do poli Euro des


Madeira constrói 25 quilómetros de caminhos florestais

O secretário regional dos Recursos Naturais e do Ambiente, Manuel António Correia, disse que o Governo Regional da Madeira criará um parque florestal entre as serras do Funchal até Câmara de Lobos ligado por 25 quilómetros de caminhos florestais. “Já estão em curso vários trabalhos de reflorestação no sentido de ser criado um parque florestal que se estende desde as serras sobranceiras ao Funchal até ao concelho de Câmara de Lobos, o qual vai desempenhar um papel decisivo na qualidade de vida e na segurança das populações assim como na qualidade ambiental e paisagística deste território”, considerou.

biente?

para Animais”, “Produtos Sénior” e “Saúde e Bem-Estar”. Na secção “Casa” podem encontrar-se produtos como aquecedores de chávenas, fontes de chocolate e até uma máquina de algodão doce. Para os mais boémios, há um produto que pode ser bastante útil, um porta-chaves que permite verificar a taxa de alcoolemia. De acordo com Hugo Pimenta, entre os produtos “verdes” mais procurados está o chuveiro ecológico, que permite poupar até 40% da água e energia. Segundo a des-

ar “vários sintomas inexplieis e complexos de perdas”, ela o relatório “Global Bee ony Disorders and other eats to Insect Pollinators”. m quarto dos apicultores no ão “viram-se recentemenconfrontados com perdas bitas das suas colmeias”. no Egipto, apicultores ao go do rio Nilo têm dado ta de sinais de “colapso” colmeias. Actualmente, das cem espés de culturas agrícolas que necem 90% dos alimentos mundo, mais de 70 são inizadas por abelhas. Na opa, há quatro mil variedade vegetais que só existem

crição no site, o aparelho também permite massajar o couro cabeludo, limpar, tonificar e desinfectar a pele ao mesmo tempo. O truque é um sistema que liberta iões negativos e elimina o cloro da água. “Previne a caspa, borbulhas, acne e queda de cabelo”, lê-se no site. O “Ziggy car” é outro dos mais célebres. O veículo não poluente não usa bateria, nem pilhas, nem motor ou sequer pedais. É movido a energia cinética e através da gravidade gerada pela movimentação do volante, atingindo a velocidade de oito quilómetros por hora. Custa 49,90 euros, cerca de 560 patacas. “Praticamos preços significativamente inferiores aos do mercado”, sustentou Hugo Pimenta. Assumindo-se como “uma ponte entre o fabricante e o consumidor final”, o portal permite igualmente a possibilidade de revenda aos interessados. “Se quiser, o cliente pode contactar-nos de forma a saber quais as nossas condições para revenda”, explicou o autor do site, adiantando que os artigos podem ser comprados através do sistema Paypal ou à cobrança no momento de entrega. Hugo Pimenta garantiu que “o tempo de entrega é de 24 a 48 horas”, excepto nos casos em que o pedido chega do estrangeiro. “Na maioria das vezes vendemos para Portugal mas também para Espanha e Angola”, rematou o homem por trás do “Conceitos Ecológicos” que, além de plataforma online, também tem locais de venda directa de norte a sul de Portugal. A saber, no Gaia Shopping, no Dolce Vita Tejo e em Cantanhede.

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Ave selvagem mais velha dos EUA voltou a procriar

Avó albatroz dá à luz aos 60 anos A

ave selvagem “mais velha” nos registos ornitológicos dos Estados Unidos, uma albatroz-delaysan chamada Wisdom, voltou a ser mãe e foi avistada com uma cria. As autoridades estimam que a ave tenha mais de 60 anos. Wisdom, da espécie Phoebastria immutabilis, foi avistada há poucas semanas com uma cria no Refúgio Selvagem nacional do Atol Midway, no Pacífico, por John Klavitter, biólogo do Serviço norte-americano de Pesca e Vida Selvagem e responsável por aquela área protegida. A história conhecida desta ave começou em 1956 quando o investigador Chandler Robbins, do U.S. Geological Survey, lhe pôs uma anilha. O animal deveria ter então cinco anos. Chandler voltou a encontrar este albatroz em 2001. “Ela parece estar fantástica”, comentou Bruce Peterjohn, responsável pelo programa de anilhagem das aves da América do Norte. “Agora, é a ave selvagem mais velha de que temos registos”, acrescentou. “Saber que, aos 60 anos de idade, ela ainda pode dar à luz e criar as suas crias é algo que me deixa sem palavras”, salientou, em comunicado. Os albatrozes, que se mantêm fiéis aos seus companheiros durante toda a vida, apenas põem um ovo por ano.

Outro dado impressionante são os quilómetros que Wisdom já terá voado desde que foi anilhada, uma distância que Peterjohn estima cor-

responder a quatro ou seis viagens de ida e volta da Terra à Lua. A Phoebastria immutabilis espécie classificada como Quase Ameaçada - nidifica em 16 locais, a maioria na cadeia de ilhas do Havai, com pequenas colónias no Japão e México, segundo dados da Birdlife International. A maior colónia situase no Atol Midway. Nove das 21 espécies de albatrozes estão ameaçadas de extinção, segundo a lista vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza). As maiores ameaças a estas aves incluem artes de pesca intensiva, espécies invasoras (como ratos e gatos selvagens que são predadores das crias de albatroz) e a poluição que flutua no mar. “As aves ingerem grandes quantidades de lixo no mar. Estima-se que, sem o saberem, os progenitores dêem às suas crias cinco toneladas de plásticos”, segundo o US Geological Survey, em comunicado.

Planeta em números

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Tigres foram mortos ao longo da última década para comércio ilegal de peles ou ossos, revela um relatório da rede de monitorização desta actividade TRAFFIC.

abelhas em perigo, China regista alterações de comportamento

Zumbidos em risco de silêncio total graças à polinização, salienta o relatório. O declínio das abelhas é um problema latente há, pelo menos, 40 anos. As explicações para o fenómeno variam. De acordo com o relatório, existem hoje novos tipos de fungos patogénicos, potencialmente mortais para os insectos, e que viajam pelo planeta graças à globalização. A varroa, parasita que ataca as colmeias, é especialmente preocupante. Além disso, as abelhas enfrentam a ameaça do uso mais intensivo dos químicos na agricultura e das alterações climáticas que podem alterar

os períodos de floração e das chuvas. O relatório fala ainda dos campos electromagnéticos, de fontes como as linhas de electricidade, que podem alterar o comportamento das abelhas. Para agravar o cenário, a poluição do ar pode estar a interferir com a capacidade destes insectos encontrarem as plantas onde vão buscar alimento. Os aromas que, no século XIX, se propagavam por mais de 800 metros, hoje não vão além dos 200 metros a partir da planta. Entretanto, cerca de 20 mil plantas com flor – das quais se alimentam as abelhas – poderão desaparecer nas próximas décadas. O valor económico global da polinização, serviço prestado pelas abelhas, estará entre os 228 e os 570 mil milhões de patacas, segundo o Pnua.


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12 O guitarrista português Paulo Valentim aterra dentro de dias em Macau e, além do fado, traz outro ofício para partilhar na bagagem

cultural Paulo Valentim dá workshop de fado e cerâmica no território

Mão cheia de arte lusitana

de Macau, como ‘Havemos de ir a Viana’ e ‘Segredos’, que é uma composição minha”, disse Paulo Valentim à agência Lusa, ao confessar que tem “grandes expectativas” para o concerto do dia 19. Para o guitarrista, a “sonoridade da orquestra é peculiar e a ligação das duas sonoridades totalmente distintas, mas não adversas, tem resultado bastante bem”. “Desta vez parece-me que também vai continuar a resultar, até porque os ensaios são prova disso”, observou. Paulo Valentim disse ainda que está a “ultimar a composição de uma peça para guitarra e orquestra de cerca de dez minutos” que conta “concretizar ainda este ano com a Orquestra Chinesa de Macau”. Em Macau, o músico também vai participar numa oficina de fado com Bruno Costa (viola) na Casa de Portugal, entre os dias 15 e

31 de Março. Uma iniciativa “para quem quer aprender a tocar guitarra ou para quem já toque e queira ter mais noções, para quem toca viola e queira aprender técnicas de acompanhamento de fado e para quem goste de cantar fado e queira aprender técnicas de canto”, explicou. O também artista plástico vai ainda promover um outro workshop , desta feita de pintura de azulejos tradicionais portugueses - uma iniciativa conjunta da Casa de Portugal e do Albergue da Santa Casa da Misericórdia. O fotógrafo Bruno Saavedra vai registar a passagem de Paulo Valentim por Macau, com vista à realização de uma exposição na cidade pela qual o guitarrista dia que é fácil uma pessoa apaixonar-se “com muita facilidade”. “Estar aqui é estar em casa.”

já no sábado que Paulo Valentim junta a sua guitarra portuguesa ao violino de Natália Juskiewicz, à viola de Bruno Costa e ao baixo de Rodrigo Serrão, no palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Macau. O guitarrista português vai tocar com a Orquestra Chinesa sob a batuta de Pang Ka Pang, para o concerto “Encanto de Portugal”. No espectáculo, integrado no ciclo de música luso-chinesa da orquestra, serão interpretados vários arranjos de peças populares portuguesas da autoria de Kuan Nai Chung, Li Wen-

ping e Wong Kin Wai , bem como obras tradicionais chinesas de Li Binyang e Tang Jianping. Do repertório fazem parte clássicos como “Ai, Mouraria”, de Frederico Valério, “Havemos de ir a Viana”, de Alain Oulman, “Lágrima”, de Carlos Gonçalves, ou “Segredos”, de Paulo Valentim, para os quais o músico fez arranjos no âmbito do projeto “Violino no Fado”. “Lisboa não sejas Francesa”, de José Galhardo e Raul Ferrão, “Sempre que Lisboa Canta”, de Carlos Rocha, “Lisboa Ausente”, de João Gil, “Tudo isto é Fado”, de F. Carvalho, e “Canção do Mar”, de Frederico de Brito e Ferrer Trindade são outras canções que a Orquestra Chinesa de Macau vai tocar. “São melodias portuguesas conhecidas, umas tocamos a solo, outras são tocadas também pela Orquestra Chinesa

“Africa: See You, See Me!” em Abril na capital chinesa

Quadro de Goya à venda na Feira de Arte de Maastricht

Reflexos de África na China

45 milhões pelo apóstolo

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N

uma estrada nigeriana, há muitos anos, um camião ultrapassa um carro, liberta uma nuvem de fumo negra e mal cheirosa de gasóleo e deixa uma imagem gravada a lembrar o mapa de África e uma inscrição: “See You, See Me!” [em português “Vejo-te, Vê-me”]. O trabalho artístico, que pretendia que todos os que o vissem reflectissem sobre as perigosas estradas nigerianas, inspirou o nome da exposição que leva a história da fotografia africana a Pequim no próximo mês. Mais precisamente “a sua influência em imaginários não-africanos de África e nos imaginários da diáspora africana em toda a sua diversidade”, explicou em comunicado Awam Amkpa, curador da exposição e professor na Escola de Artes da Universidade de Nova Iorque. O desafio de levar “Africa: See You, See Me!“ à China foi proposto pelo centro de artes contemporâneas de Lisboa, AFRICA.CONT, que através da Associação Macau-Angola, convidou Amkpa para apresentar a mostra no festival Caochangdi PhotoSpring, na capital chinesa. “Africa: See You, See Me!” já passou por Nova Iorque, Lisboa, Accra, Lagos e Florença e aterra neste lado do globo em

Abril, por pretexto das “relações políticas e económicas” entre a China e a África, de acordo com o presidente da associação, Alexandre Correia da Silva. Organizada em três partes, terá uma secção com retratos de africanos que procuram inscrever-se nas paisagens urbanas para as quais migraram, outra focada nos primeiros retratos etnográficos “que imaginavam África como terra bravia povoada pelos primeiros ‘outros”’ dos europeus” e ainda uma terceira parte com fotografias contemporâneas feitas por fotógrafos nãoafricanos. A ideia é chamar a atenção para o modo como os fotógrafos africanos se representam e a influência dessas autorepresentações na configuração dos modos contemporâneos de fotografar África. O PhotoSpring acontece anualmente em colaboração com o internacionalmente reconhecido Les Rencontres d’Arles, festival de fotografia francês com quatro décadas de história. Organizada e produzida pelo Lines Lab, a exposição “Africa: See You, See Me!” vai estar de 23 de Abril a 22 de Maio 2011 no Li Space, em Pequim.

“E

l apóstol Santiago y sus discípulos adorando a la Virgen del Pilar”, uma obra da juventude do pintor espanhol Francisco José de Goya y Lucientes (n.17461820), que até agora tem permanecido nos salões privados da Fundação Rosillo, em Espanha, será exposta na feira de Maastricht. O seu preço está estimado em 45 milhões de patacas. A obra pintada entre 1775 e 1789 será exibida a partir da próximo quarta-feira no “stand” do antiquário Caylus, representante madrileno na feira holandesa, adiantou o jornal espanhol “El País”. José Antonio Urbina, proprietário do antiquário Caylus, explicou que a obra de Goya está em perfeitas condições e assegura que apenas foi necessário proceder a uma limpeza da tela. Sobre as expectativas de vendas, reconhece o facto de o quadro carecer de licença de exportação. A exposição da tela que tem como objectivo apresentá-la aos peritos internacionais de arte que habitualmente visitam o evento e a possíveis compradores, contudo o seu comprador terá que ter nacionalidade espanhola, devido à impossibilidade de exportação da obra.

A Feira TEFAF é a mais conceituada feira de arte, com peças que vão desde a Antiguidade até à Arte Contemporânea e realiza-se de 18 a 27 de Março, em Maastricht.


Governo chinês autorizou concerto de Bob Dylan

segunda-feira 14.3.2011

O Governo chinês autorizou Bob Dylan a tocar em Pequim em Abril, pela primeira vez, indicou o ministério chinês da cultura. Um comunicado difundido no site do ministério diz que o músico está autorizado a efectuar um concerto em Pequim entre 30 de Março e 12 de Abril, e actuará “de acordo com o programa aprovado”. O comunicado não menciona o concerto de Bob Dylan anunciado para Xangai, em 8 de Abril, dois dias depois da sua estreia em Pequim. Um profissional da Rádio Pequim considerou o concerto de Bob Dylan “um grande acontecimento e um sinal de abertura da China”.

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EUA devolvem à China objectos arqueológicos apreendidos

Terracota volta à terra

A

s autoridades norteamericanas devolveram à China uma série de objectos de arte roubados do seu território, apreendidos pelos serviços alfandegários e de imigração. Segundo a agência AFP, alguns objectos têm mais de dois mil anos, como os cavalos e cavaleiros em terracota datados das dinastias Sui (581-618) e Tang

(618-907), que foram entregues numa cerimónia realizada na embaixada da República Popular da China na capital federal norte-americana. Entre os objectos encontravam-se ainda um vaso em baixo relevo da dinastia Ming (1368-1644), bem como uma cabeça de Buda da dinastia Song (960-1279). “Estes objectos que entregamos à China são obras

de arte delicadas que fazem parte da herança chinesa. A apreensão e repatriamento destes tesouros é uma razão de contentamento”, disse o director-adjunto dos serviços de Alfândega e Imigração, Kumar Kibble. Kibble referiu que é “um princípio há muito tempo [dos Estados Unidos] de dissuadir a destruição dos túmulos e

templos de onde a maior parte destes objectos foi desenterrada ou retirada”. Estes objectos de valor “inestimável” foram apreendidos em três operações em Anchorage (Alasca), Albuquerque (Novo México) e em Nova Iorque. Pequim e Washington assinaram há dois anos um acordo bilateral de luta contra o tráfico de objectos arqueológicos.

Fadista é cabeça de cartaz no Jazz de Montreal

Animação lusa seleccionada para festival de Annecy

Ana Moura no topo

Afonso Henriques em França

A

fadista Ana Moura é uma das cabeças de cartaz da próxima edição de verão do Festival Internacional de Jazz de Montreal, que decorrerá de 25 de Junho a 4 de Julho. Naquele que é conhecido como o maior festival de jazz do mundo, a actuação de Ana Moura está programada para o último dia, 4 de Julho, no teatro Maisonneuve, segundo anuncia a organização na sua página de Internet. Ana Moura figura en-

O

tre os nomes principais para os espectáculos que começaram já a ter venda de bilhetes, a par de artistas conceituados como a canadiana Diana Krall, o brasileiro Milton Nascimento, o espanhol Paco de Lúcia, o senegalês Youssou N’Dour e a nigeriana Sade Adu. Questionado pela agência Lusa sobre a possível inclusão de outros artistas portugueses no programa deste ano do certame, Gregory Kitzler,

premiado realizador norteamericano Steven Soderbergh anunciou que planeia abandonar o mundo do cinema, revelando numa entrevista à rádio “Studio 360” que os dois filmes que está a realizar com Matt Damon e George Clooney serão os seus últimos trabalhos. O vencedor de um Óscar para melhor realizador pelo filme “Traffic - Ninguém Sai Ileso” (2000) e cujo currículo inclui filmes como “Erin Brockovich” (2000), “Ocean’s Eleven - Façam as Vossas Apostas” (2001) e “Che - O Argentino” (2008), disse estar na altura de abandonar o mundo do cinema. “Quando sentes que entrar no carro para ires rodar um filme é um calvário, é altura de cederes o lugar a alguém novo e com imensa vontade de entrar nesse carro”, disse o realizador, acrescentando que nos últimos três anos deu a volta

porta-voz da organização indicou “não ser ainda possível revelar o resto do programa, o que só será feito a 26 de Abril”. “Anualmente programamos uma grande variedade de estilos musicais: Jazz, Pop, Blues, Folk, Eletro, World Music, etc. Incluirmos o Fado na programação só enriquecerá o festival”, adiantou aquele responsável. O fado volta assim a estar em destaque neste festival, após o concerto de Mariza em 2002.

“A

fonso Henriques, o Primeiro Rei”, realizado por Pedro Lino, está nomeado na categoria de filmes educativos para o Festival Internacional de Animação de Annecy, em França. Entre as quatro obras seleccionadas na categoria de filmes educativos encontra-se “Afonso Henriques, o Primeiro Rei” (com a duração de 5,30 minutos), uma encomenda do Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães, no âmbito dos 900 anos do nascimento do primeiro rei de Portugal.

“Foi feito em tempo recorde para uma animação, três semanas”, nota o realizador, Pedro Lino. É a primeira vez que o autor, a viver em Londres, vê uma obra sua ser seleccionada para o Festival Internacional de Animação de Annecy. “Embora considere que as selecções dos festivais são sempre um pouco subjectivas, sempre foi um objectivo estar presente neste certame. Mas não imaginava que fosse com esta curta!”, adianta Pedro Lino. À semelhança de outros

Steven Soderbergh abandona carreira de realizador

Bye bye, Hollywood

realizadores nomeados para o festival, que se realiza entre os dias 6 e 11 de Junho, considera que o filme terá mais visibilidade. “O que é perfeito, pois existe o projecto de fazer uma série de televisão a partir desta ideia”, acrescenta. Pedro Lino vive em Londres, para onde foi no âmbito do Inov-Art, há cerca de dois anos e trabalha em cinema de animação. Irá pela primeira vez este ano ao Festival de Annecy. “Prometi que esperava para ir quando tivesse uma filme meu em exibição”.

a tudo o que pôs no seu caminho e por isso agora está na altura de se retirar. “Já não vão ter mais o Steven Soderbergh no caminho”, brincou. Com alguma tristeza à mistura, o realizador confessou o que realmente o levou a considerar esta opção. “A criação da arte consiste em resolver problemas mas quando as soluções se tornam sempre as mesmas, é preciso pensar. Quando comecei a sentir que já fiz esta cena, já fiz este plano, foi quando comecei a pensar seriamente em deixar o cinema”, reconheceu Steven Soderbergh. Até ao adeus final, Steven Soderbergh tem dois filmes para filmar, “Liberace”, com Matt Damon e Michael Douglas, e “The Man From U.N.C.L.E”, que terá George Clooney como protagonista. “É uma bela forma de dizer adeus”, concluiu Soderbergh.


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ícones português do desporto

Entrevista | Rita Borralho, 56 anos, antiga maratonista

“Tenho imensas saudades de Macau” Gonçalo Lobo Pinheiro

É

glp@hojemacau.com.mo

a vez do Hoje Macau dar espaço a Rita Borralho, nome ligado ao atletismo desde os anos 80, altura em que representou as cores lusas ao mais alto nível. Esteve no Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984, em diversos Mundiais e Europeus e nas mais reputadas maratonas do Mundo. Passou por Macau onde venceu a Corrida de São Silvestre de 1981. Rita é lembrada pela sua dedicação e profissionalismo ímpar. Essa forma de estar no desporto permitiu-lhe personificar um caso de sucesso na luta contra o cancro e hoje é ‘team leader’ da RB Running. A sua missão é ajudar todos os que adoram correr e querem usufruir de conhecimentos profissionais. Foi uma atleta olímpica que representou o Sport Lisboa e Benfica durante 20 anos, tendo igualmente competido pelo Maratona Clube de Portugal e pelo Clube Xitarca. Como foi estar no meio de uma geração de ouro do atletismo durante os anos 80? Foi muito bom e bonito. Pertencer a essa época significava ter que trabalhar muito, treinar todos os dias no máximo porque tínhamos os melhores atletas mundiais e se queríamos estar em grandes competições tínhamos que nos aplicar sempre ao máximo. Concorríamos com os melhores do mundo no nosso próprio país. Como é que uma alentejana de Serpa chega ao estrelato do desporto português? Fui aos sete anos para Lisboa com toda a minha família. Mas apenas dez anos depois, quando tinha 17, é que despertei para o atletismo. Sempre gostei muito de desporto e ele surgiu na minha vida com um anúncio do jornal do Benfica onde dizia que no dia tal ia ter um treino de captação para jovens. Fui lá e fiquei durante 20 anos de águia ao peito. Que memórias tem da infância no Alentejo? Muita liberdade, muita felicidade, muito espaço. Chegou a estar presente nos Jogos Olímpico de Los

Angeles em 1984. Como foi essa experiência? Os Jogos Olímpicos são o sonho de todos os atletas das modalidades amadoras. Concretizei esse sonho com muito trabalho, mas também com uma satisfação imensa e muita paixão. Foram jogos de grande amizade, toda a nossa equipa era muito unida e lutava pelo mesmo. Lembrome de ajudar os nossos colegas Carlos Lopes, Rosa Mota ou o António Leitão, a conseguirem trazer as medalhas em que eles eram favoritos, o que acabou por acontecer, pena que não foi possível a do Fernando Mamede [melhor do Mundo na época em 10 mil metros]. Todos o ajudámos a tentar ultrapassar aquele pesadelo por que passou. Recordo ainda que tive que coser o logótipo da ASICS na camisola do [Carlos] Lopes, pois a que ele queria usar era da NIKE, então tive que recortar um símbolo da outra marca e colocar na

dele. Também me lembro de todos os dias colocar a roupa do António Leitão para lavar, pois eu não queria que ele tivesse qualquer trabalho e apenas se preparasse para a final dos 5000 metros, na qual acabou por ser medalha de bronze. Assim como nas olimpíadas, também estive presente em quatro campeonatos mundiais e num campeonato da Europa.

grande maratonista portuguesa de nível internacional? Agora neste momento sinto um orgulho imenso, talvez mais do que na época. Porque o que eu mais queria naqueles momentos era superar-me cada dia, vencer todas as etapas que iam surgindo sem me preocupar muito com as classificações. O meu caminho era o de querer melhorar a cada prova e assim

“Lembro-me que quando estive em Macau, via da janela do meu quarto de hotel todos os dias de manhã, por volta das 6h, pessoas já de alguma idade a fazer os seus exercícios. Isso deixou-me fascinada porque naquela época eu não via nada disso em Portugal” Venceu a maratona de Barcelona em 1982, a maratona de Nova Jérsia em 1986 e a maratona de Lisboa em 1991. Sobressaiu nas distâncias de 10 mil metros e maratona. O que significa ser recordada como a primeira

fui conseguindo vencer. Hoje quando vou a competições de estrada é que vejo como fui importante para tantas pessoas que fazem desporto apenas por lazer e muitas delas agradecem pelo incentivo que lhes

transmiti. Isso deixa-me muito feliz. Mas também venceu a São Silvestre de Macau nos anos 80. Ainda se lembra de como foi? Sim, lembro-me como se fosse hoje. Tenho imensas saudades de Macau. Foi a Corrida de São Silvestre de 1981, em que fiquei em 1.º lugar no Feminino e 6.ª na geral, portanto, só cinco homens ficaram à minha frente. Com muita pena, nunca mais voltei a Macau, mas gostaria de voltar um dia, quem sabe por altura da maratona. Se estiverem interessados na minha presença, voltarei com o maior prazer e carinho, porque eu amo Macau. O que recorda da sua passagem por Macau? Adorei a cidade, tudo que é oriental me fascina. Tive oportunidade de conhecer toda a cidade com um amigo português que vivia aí, fiz imensas compras, fiz amigos… Adorei. Mudando de conversa. Sempre esteve habituada a vencer grande


Observador diz que Javi García foi mal expulso

Mal expulso. É a conclusão assinalada no Relatório de Observação ao árbitro Carlos Xistra durante o jogo Sp. Braga - Benfica do último fim-de-semana e a que tanta celeuma deu origem. O observador de arbitragem Joaquim Dantas deu nota negativa ao juiz de Castelo Branco (2,7 numa escala de zero a cinco) e deixou bem expresso, na apreciação global ao trabalho do árbitro, que o médio espanhol foi “injustificadamente” expulso. “No plano disciplinar o jogo tornou-se bastante mais exigente, como se constata pela acção disciplinar exercida, mas aqui o árbitro contribuiu também, em parte para isso com os seus erros, sobretudo com a expulsão, injustificada, do n.º 6 da equipa B [Javi García] aos 40 minutos do primeiro tempo, caso que acabaria por marcar negativamente a sua actuação e o próprio desenrolar do jogo”, pode ler-se na apreciação.

maratonas, venceu mais uma nos últimos anos na luta contra o cancro. Como está a sua saúde? Felizmente está tudo a correr bem. Faço exames a cada seis meses e tem corrido tudo bem até ao momento. Mais uma vez o desporto foi importante nesta minha luta, porque se eu não tivesse o meu passado desportivo, não teria sobrevivido, por isso deixo uma mensagem a todas as pessoas: façam desporto, caminhem, mexam-se. Ah, lembro-me que quando estive em Macau, da janela do meu quarto de hotel via todos os dias de manhã, por volta das 6h, pessoas já de alguma idade a fazer os seus exercícios. Isso deixoume fascinada porque naquela época eu não via nada disso em Portugal. Viveu 15 anos no Brasil. O que fazia por lá? Vivi no Rio de Janeiro, cidade que está predestinada ao desporto. Todas as pessoas praticam desporto, novos ou velhos, uns correm e outros caminham, no famoso Calçadão. O Rio é muito bonito, principalmente a zona sul [Ipanema, Capacabana, Leblon] e eu sempre senti que as pessoas são mais felizes do que os portugueses. No Brasil estão sempre com um sorriso. Criei, em parceria com a atleta olímpica por mim treinada, Janete Mayal, a empresa de assessoria desportiva Mayal Athletics e também fundei o Maratona Clube do Brasil. Tenho muita pena de me ter acontecido aquele problema de saúde. Sinceramente, acho que não teria regressado mas como nem tudo pode ser bom, se eu tivesse lá ficado talvez hoje não estaria aqui a conversar com vocês. Agora só de férias é que volto ao Brasil mas mantenho a minha residência permanente e isso eu não quero perder. Actualmente dedica o seu tempo ao projecto RB Running, do qual é fundadora. Fale-nos um pouco disso. Trata-se de uma assessoria desportiva que presta serviços a pessoas que procuram uma melhor qualidade de vida. A todos aqueles que querem iniciar na actividade física ou que já praticam desporto, mas, por algum motivo, pretendem melhorar as performances. Numa acção multidisciplinar, envolvendo profissionais de educação física, a RB Running disponibiliza para empresas

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“Pertencer a essa época significava ter que trabalhar muito, treinar todos os dias no máximo porque tínhamos os melhores atletas mundiais e se queríamos estar em grandes competições tínhamos que nos aplicar sempre ao máximo. Concorríamos com os melhores do mundo no nosso próprio país” e pessoas o seu “know–how” nos mais diversos segmentos do mercado. Os serviços dentro das suas propostas buscam o equilíbrio entre a tensão produtiva do indivíduo no seu trabalho e a melhoria da qualidade de vida, por meio de actividade física orientada, gerando uma melhor relação custo/beneficio dentro de uma realidade empresarial. Considera-se um ícone do desporto português? Acho que há pessoas que foram muito mais importantes do que eu. O meu trabalho foi feito. Abri caminho para que outras pudessem agora correr maratonas, não só em Portugal mas também pelo mundo. Fiz parte de um movimento de mulheres que fez campanha para que houvesse maratonas nos Jogos Olímpicos e tive a felicidade de participar nas primeiras Olimpíadas em que as mulheres entraram pela primeira vez numa maratona Olímpica, Los Angeles 84. E o atletismo português, em que estado está a sua saúde? Posso falar só do meio-fundo e fundo. Acho que o sector feminino está bem, tem jovens de grande talento, mas o masculino está há anos do que era nos anos dourados de meio-fundo português. Os atletas existentes neste momento não entrariam nos 20 primeiros do rankings de Portugal na época em que eu corria. Claro que isso me deixa triste porque não consigo encontrar uma explicação. Vai permanecer ligada ao atletismo? Claro que sim, numa ou noutra função, espero estar sempre ligada ao movimento da corrida. Uma palavra para a comunidade portuguesa de Macau... Que sejam felizes. Amem a vida a cada dia.

Quem é Rita Borralho? • Nome completo Rita Maria Varela Borralho • Modalidade de Atletismo Fundista • Data de Nascimento 21 de Março de 1954 (56 anos) • Naturalidade Vila Nova de São Bento, Serpa • Nacionalidade Portugal • Peso: 55 kg • Altura: 1,63 m

Rita Borralho corre com Rosa Mota (na frente da corrida)

Medalhas 1981 – 1.º lugar da Corrida de São Silvestre de Macau 1982 – 1.º lugar na Maratona de Barcelona 1986 – 1.º lugar na Maratona de Nova Jérsia 1991 – 1.º lugar na Maratona de Lisboa Recordes pessoais 10 mil metros: 34.13,45 (Corunha - 1985) Maratona: 2.34.11 (Berlim - 1989) Campeã portuguesa de maratona em 1983, 1991 e 1992


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[f]utilidades Cineteatro | PUB

[ ] Cinema

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Sala 2

Black Swan [c]

Preço: Mop50.00 Um filme de: Darren Aronofsky Com: Natalie Portman, Vincent Cassel, Winona Ryder 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 3

Sala 1

World Invasion [b]

Preço: Mop50.00 Um filme de: Jonathan Liebesman Com: aaron Eckhart, Michelle Rodriguez, Ramon Rodriguez 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

i am number four [b] Preço: Mop50.00 Um filme de: D.J. Caruso Com: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

VERTICAIS: 1-Moscardo. Parte ou face inferior do pão. 2-Série, fiada. Relativo aos Estados do Norte da Europa. 3-Teoria desse desenvolvimento. 4-Cavidade ou buraco, em madeira. Calcular, computar. 5-Assoc. de Estudantes. Raia, lista, estria. Seis estigas de linho. 6-Pulga do pé, pulga penetrante. Túlio. 7-Conquém, pintada, galinha-da-índia. Aparelho arábico. 8-Bútua. Pequeno tumor maligno. 9-Matricula de Israel. Peixe acantopterígio. Governador de algumas províncias muçulmanas. 10-Elemento de origem grega que significa terra. Convite à vítima para beber. 11-Argola com que, em alguns povos, se enfeitam pernas ou braços. Pequenos planeta, descoberto em 1856.

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-ZINCAR. JIGA. 2-ADORE. SILEX. 3- NASO. TAL. OO. 4- Z. OCRATOCEO. R. 5INGAAÇU. DUC. 6-NOE. JUERANA. 7- ORNEAR. UXA. 8- DIS. UNI. CI. 9- LIAME. AMBOS. 10- AC. ALTI. EPI. 11- RONROM. MIOS. VERTICAIS: 1- ZANZINO. LAR. 2- IDA. NORDICO. 3- NOSOGENIA. 4- COROCA. ESMAR. 5- EA. RAJA. ELO. 6- TAÇURU. TM. 7- SACUE. NAI. 8-JILE. RUIM. M. 9- IL. ODAX. BEI. 11-AXORCA. ISIS.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Revestir de zinco. Antiga dança popular, muito viva. 2-Ame. Pederneira. 3-Elemento de origem latina que significa nariz. Tão bom, tão grande, tão elevada, etc. Berço. 4-Que tem a cor do ocre. 5-Árvore leguminosa do Brasil, de maior porte que o ingá. Duque. 6-Patriarca bíblico. Jagoirana. 7-Orneja. Árvore angolense. 8-Elemento de origem grega que exprime as ideias de: negação e dimunuição. Elemento de origem latina que significa um, único. 101, em romano. 9-Cordame de navio de vela. Os dois. 10- Símbolo químico de actínio. Designativo de alto. Que significa sobre, depois. 11-Som do gato. Gritos dos gatos.

[Tele]visão www.macaucabletv.com

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MGM 43 11:45 Death Wish V: The Face of Death 13:30 A Doll’s House 15:15 In the Custody of Strangers 17:00 Just Between Friends 19:00 Scenes from The Goldmine 21:00 Miles from Home 23:00 Ruby Jean and Joe 00:45 Real Men DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters- Myth Evolution 14:00 Storm Chasers 2010: Greatest Storms 16:00 Storm Chasers 2010: Behind The Storm 17:00 Dirty Jobs- Sheep Castrator 18:00 How It’s Made 18:30 How Do They Do It? 19:00 Man Vs Wild- Compilation 2 20:00 Dirty Jobs 21:00 Swamp Loggers 22:00 Surviving The Cut: Navy Eod 23:00 Whale Wars - As Bad As Our Bark 00:00 Swamp Loggers NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 13:00 ABOUT ASIA - Crime Scene Bangkok 14:00 Salvage Code Red - Blown Away 15:00 Air Force One 16:00 Hillary’s State Department 17:00 Shark Men - First Bite 18:00 The Bombing of Germany 19:00 True Stories - Skywalk Collapse 20:00 About Taiwan - Kaohsiung 21:00 Shark Men - First Bite 22:00 Military Monday 23:00 Alaska State Troopers 00:00 Inside: Narco Wars ANIMAL PLANET 52 13:00 Wild Recon - Ocean Killers 14:00 Mekong: Soul Of A River - Vietnam 15:00 Dogs 101 16:00 Echo And The Elephants Of Amboseli 17:00 Animal Witness - Heroin Puppies 18:00 Animal Precinct 19:00 The Most Extreme - Inventors 20:00 Austin Stevens Adventures 21:00 Dogs 101 22:00 Echo And The Elephants Of Amboseli 23:00 Animal Witness - The Michael Vick Case 00:00 Austin Stevens Adventures HISTORY CHANNEL 54 12:00 Pawn Stars 13:00 My Lai 14:30 History’s Greatest Blunders 15:00 The Universe 16:00 Brad Meltzer’s Decoded 17:00 Pawn Stars 18:00 Beyond Bars: KL’s Pudu Prison 19:00 Ancient Discoveries 20:00 Shockwave 21:00 Cities Of The Underworld 22:00 Pawn Stars 23:00 American Pickers 00:00 Modern Marvels STAR WORLD 63 12:10 American Idol 15:10 How I Met Your Mother 15:35 Royal Pains 16:25 Castle 17:10 Got To Dance UK 18:05 Britain’s Next Top Model 19:05 How I Met Your Mother 19:30 Gary Unmarried 20:00 How I Met Your Mother 20:55 Cougar Town 21:50 Castle 22:45 Australia’s Next Top Model 23:40 Got To Dance UK 00:35 How I Met Your Mother

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opinião n a m a r g em José I. Duarte

Sobe, sobe inflação D

iversos sectores da economia e sociedade de Macau têm vindo a manifestar crescente preocupação com a evolução da taxa de inflação. E, nalguns casos, a solicitar a intervenção do governo. Ora, é importante clarificar alguns aspectos deste debate. Em part icular, é necessário contextualizar o problema para que se possa então determinar o que o governo pode ou deve fazer. É nessa linha de raciocínio que se desenvolvem o comentários seguintes. Desde logo, importa dizer que a taxa actual de inflação, em si mesma, não é excepcional por padrões históricos ou comparativos. O tema só ganha importância porque desde o início de 2010 a taxa tem vindo a subir de forma continuada. E porque, a manter-se essa tendência, poderemos dentro de alguns meses estar a atingir taxas mais preocupantes e imprevisíveis. É, por isso, adequado que se reflicta sobre o assunto com alguma antecipação. Note-se, desde logo, que os principais componentes do índice de preços são a “alimentação e bebidas” e “habitação e combustíveis”. Em conjunto são responsáveis por mais de metade da variação média dos preços. É bom que tenhamos noção do que, nestes domínios, o governo pode e não pode fazer. E veremos que, nalgumas coisas, isso é menos

ca r t o o n por Steff

do que por vezes dele se reclama; e noutras, frequentemente esquecidas no debate público, mais do que em regra se lhe exige. Comecemos pelos bens alimentares. A tendência de fundo à sua subida é inevitável - e não está nas mãos do governo influenciar qualquer dos factores fundamentais que estão na sua origem. O grosso dos bens alimentares que aqui consumimos vem do interior da China, onde os preços estão a aumentar - e espera-se que continuem a aumentar. O que, combinado com a tendência para a apreciação do renminbi, só pode ter uma consequência: a pressão continuada para a subida dos preços da alimentação no território. Não pode o governo da RAEM influenciar ou controlar qualquer destes factores. E não se espera ou vê como viável qualquer intervenção no sentido da fixação administrativa de preços ou da alteração ao regime cambial da pataca. É certo que uma inflação crescente levanta questões imediatas - politica e eticamente relevantes, por certo - relacionadas com as condições de vida dos sectores sociais de menores recursos. Mas o ataque a problemas desta natureza cabe mais no âmbito da políticas sociais e de redistribuição do rendimento do que nas do foro monetário

A tendência de fundo à sua subida é inevitável - e não está nas mãos do governo influenciar qualquer dos factores fundamentais que estão na sua origem. O grosso dos bens alimentares que aqui consumimos vem do interior da China, onde os preços estão a aumentar - e espera-se que continuem a aumentar. O que, combinado com a tendência para a apreciação do renminbi, só pode ter uma consequência: a pressão continuada para a subida dos preços da alimentação no território e de controlo da inflação. E é claro que iniciativas desse cariz devem ser dirigidas aos segmento sociais que efectivamente delas podem carecer. E não traduzir-se em medidas indiscriminadas das quais resulte, por aumento da procura monetária global, a possibilidade de agravarem o problema

terramoto no japão

que supostamente visam combater. Assim, o único domínio onde podia esperar-se alguma iniciativa significativa do governo seria no da revisão e liberalização dos mecanismos de importação. O que, a acontecer, poderia favorecer o amortecimento da pressão dos preços por via de uma concorrência acrescida entre importadores e do acesso a novas fontes e canais de abastecimento. Quanto aos combustíveis e, por extensão, custos da energia, o mesmo tipo de raciocínio se pode fazer. Pouco está ao alcance do governo para influenciar ou controlar as causas originais da subida dos seus preços. Poderá, possivelmente e com alguma precaução, consideradas as distorções que pode introduzir no sistema, minorar alguns dos seus efeitos por via de instrumentos de política fiscal, ou de políticas de promoção da utilização eficiente e da diversificação de fontes de energia. Mas nada que altere, na essência, os dados do problema. Já no campo da habitação se pode dizer que depende essencialmente do governo o que se vier a passar. Sendo o governo o dono efectivo da quase totalidade dos terrenos da região, é das sua acções e omissões, mais do que qualquer outro factor individual, que dependerá a evolução do preços no sector. Iniciativas atempadas de identificação das necessidades habitacionais futuras; clareza de regras no ordenamento urbano; e abertura tempestiva de concursos de concessão de terrenos para construção de edifícios habitacionais - desde que, note-se, com tipologias adequadas às necessidades da população e força de trabalho efectivamente residentes - significarão menor pressão nos preços do imobiliário. Inversamente, a continuação e situações de indecisão ou omissão; a tolerância ou estímulo à aquisições por não residentes para fins eminentemente especulativos; e a ausência de clarificação quanto às expectativas, objectivos ou orientações económicas da administração, acentuarão a pressão sobre os preços. E certamente contribuirão para o agravamento das dificuldades sentidas por vários sectores da população. Em suma: há coisas que têm sido pedidas ao governo que ele manifestamente não pode ou não deve fazer. Ou porque estão para além das suas possibilidades, ou porque os seus efeitos são contraproducentes. Há coisas que pode e, julgo, deve fazer. Mas que implicam a capacidade de formular políticas e tomar decisões em tempo útil – o que nem sempre é fácil. E que, sobretudo, podem implicar a necessidade de aos interesses eventualmente instalados sobrepor um mais lato entendimento do interesse colectivo – o que, mesmo querendo-se, nunca é fácil.


Não vou correr atrás da felicidade, pois que ela não está no apanhar mas no Padre Manuel teixeira [1912-2003]

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”

Dito da semana: Governo precisa de ir a Pequim “O Governo de Macau precisa de ir mais a Pequim. Cada vez que volta, volta com novo dinamismo”.

dar.

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ter pela frente um enorme desafio. É necessário que saibam olhar para o acordo-quadro como uma excelente oportunidade, mas não devem ignorar que a autonomia de Macau e, essencialmente, a defesa das características da RAEM são tarefas prioritárias. Pequim deu o aval, mas o novo parceiro de Macau é, pela

ACONTECIMENTO DA SEMANA • • Fernando Chui Sai On tem procurado ter uma boa relação com os jornalistas. A criação do sistema de porta-voz tem produzido resultados e hoje é indiscutível que os profissionais dos órgãos de comunicação social têm melhores condições para trabalhar, sobretudo chegam com maior facilidade às fontes de informação. Apesar desta evolução, estamos longe de ter uma ligação perfeita, pois alguns secretários e dirigentes da Administração Pública ainda não perceberam a mensagem. Há muito a fazer, mas os colaboradores do Chefe do Executivo, que asseguram a ligação com os jornalistas, têm mostrado empenhamento em que o relacionamento entre o poder e a comunicação social seja fluído e transparente. Ao mesmo tempo, acontece que o Gabinete

sua dimensão e força política, muito forte. É, pois, fundamental que se equilibrem as coisas, que se perceba o que realmente está em jogo. A integração de Macau na província vizinha é inevitável, mas a RAEM deverá fazer um grande esforço para continuar a ser diferente de qualquer muni-

A FIGURA DA SEMANA Nova oportunidade

cípio chinês. Espero que não se comece a falar da ilha da Montanha como a saída para todos os problemas. Além disso, é preciso não esquecer que há um longo caminho a percorrer. É preciso ultrapassar, por exemplo, a falta de quadros e de empresários para concretizar a tão propalada diversificação económica.

Acabar com o processo de revisão

de Comunicação Social está a liderar um processo, que poderá trazer muitos problemas a Fernando Chui Sai On. A revisão das leis de imprensa e de radiofusão, como está a ser conduzida, não faz qualquer sentido. O Chefe do Executivo deve suspender imediatamente o processo. A única razão apresentada até agora é o facto de a legislação ter muitos anos. Acontece, que Macau tem uma excelente lei de imprensa e lei de radiofusão. É verdade que é necessário fazer algumas alterações, nomeadamente legislar sobre o jornalismo on-line. Mas encomendar estudos, atrás de estudos, sem ter uma ideia do que se deve fazer, é estar a esbanjar dinheiro. O primeiro trabalho da Universidade de Ciência e Tecnologia nada de novo acrescentou - qualquer jovem licenciado

Gilberto Lopes

FERNANDO GOMES EM ENTREVISTA À RÁDIO MACAU

Nem panaceia, nem papão • A integração regional está para Fernando Chui Sai On, como a liberalização do jogo esteve para Edmund Ho.Aprincipal indústria de Macau sofreu uma profunda transformação com o fim do monopólio e o processo só vai a meio - no prazo de três a cinco anos, a strip de COTAI vai ser muito diferente do que é hoje. Em Maio crescerá muito com o resort da Galaxy, mas no final do mandato do actual Chefe do Executivo deverá ter uma outra dimensão - até 2014 a Las Vegas Sands abrirá as portas dos investimentos projectados para os lotes cinco e seis, a MGM, a Wynn e a Sociedade de Jogos de Macau deverão ter também uma presença em COTAI. Os próximos anos vão ser, igualmente, marcados pelo reforço da integração regional, via ilha da Montanha, e agora consubstanciado no acordo-quadro com a província de Guangdong. Do outro lado da fronteira não vai nascer a panaceia e talvez não haja por lá o papão de que alguns falam. Os dirigentes de Macau vão

ol h a d el a

é capaz de compilar o que dizem as legislações de vários países – e agora vai lançar-se um inquérito à população, mas ninguém sabe o que se vai perguntar. O Gabinete de Comunicação Social devia estar preocupado em regulamentar a actual legislação, em criar os respectivos conselhos e elaborar o estatuto do jornalista, já que não deve ser profissional quem quer ou os que não encontram outras ocupações, como muitas vezes sucede em Macau, mas os que estão habilitados para exercer a função. O resto é perder tempo e dinheiro. Se Fernando Chui Sai On quer prestar um bom serviço aos profissionais do sector e à população em geral deve colocar um ponto final num processo que, desde o seu início, está inquinado. A revisão justifica-se, mas não desta forma.

• Alan Baxter decidiu regressar ao Brasil para prosseguir a carreira universitária. A competência profissional e intelectual do até agora responsável pelo Departamento de Português da Universidade de Macau é reconhecida e merece elogios de todos os sectores. Dos anos em que esteve em Macau destaca-se também a investigação desenvolvida em torno do patuá. Em 2001, o Instituto Internacional de Macau lançou um glossário de patuá-português, um trabalho de Alan Baxter e de Miguel de Senna Fernandes. Com a saída de Alan Baxter, a Universidade de Macau tem a oportunidade de entregar o Departamento de Português a um académico luso. Já sei que vamos ter concurso internacional, mas chegou o momento da reitoria da UM, cada vez mais liderada pelo eixo Hong Kong-Estados Unidos, perceber o que está em jogo e respeitar a direcção dos ventos que sopram de Pequim. Naquele departamento, como na Faculdade de Direito, é necessário entregar o poder a quem conheça a realidade do território, a quem tenha sensibilidade para entender a RAEM, de modo a projectar ainda mais o ensino do português na principal instituição de ensino superior de Macau. P.S. A Figura da Semana da “Olhadela” de 7 de Março foi, como facilmente se deprendia da leitura do texto, Francis Tam e não Edmund Ho, cuja foto, por lapso, foi publicada.

Mais e menos + A Orquestra Chinesa de Macau está,

novamente, de parabéns. O concerto do passado sábado confirma que só é pena que a colaboração entre músicos chineses e portugueses não seja mais frequente. Vamos aguardar por novas cooperações, pois este diálogo ajuda a solidificar o intercâmbio lusochinês, a justificar o que faz de Macau uma cidade diferente.

-

A lei anti-tabaco não avança, já que os interesses em jogo são muitos e poderosos. O último a reclamar a aprovação da legislação foi o director do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, Bai Zhijian. Uma declaração que não deixa de surpreender, já que não é hábito os dirigentes de Pequim intrometeremse nos assuntos de Macau.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Kahon Chan; Rodrigo de Matos; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


inexistência de casas anti-sísmicas?

Ai rato, queres ver que só nos safa...

... a Santa

!!!

Açores Sismo de 3,2 na Terceira Um sismo de magnitude 3,2 da escala de Richter foi registado sábado, ao final do dia, pela Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores, a 30 quilómetros a Este de Santa Cruz, na Praia da Vitória, Ilha Terceira. Uma nota do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) adianta que, de acordo com a informação disponível, o sismo não causou danos pessoais ou materiais. O sismo foi também sentido com intensidade máxima II (escala de Mercalli modificada) na freguesia da Ribeirinha, localizada no concelho vizinho, Angra do Heroísmo. Benfica Dirigente agredido no Porto Rui Gomes da Silva, vicepresidente do Benfica, vai apresentar uma queixa na PSP de Lisboa por ter sido alvo de uma agressão quando saía de um restaurante da cidade do Porto, na zona da Foz, após o almoço de sexta-feira, alegadamente da autoria de adeptos portistas. Fonte próxima do processo revelou que Gomes da Silva já identificou um dos dois homens encapuzados que o terão agredido com um soco.

Assembleia chega ao fim Maria João Belchior

A

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encerrar a Assembleia Popular Nacional (APN), o primeiro-ministro Wen Jiabao dá hoje uma conferência de imprensa no Palácio do Povo em Pequim. Uma das únicas oportunidades em que Wen Jiabao fala em directo com jornalistas estrangeiros na China, a conferência deve abordar os principais temas discutidos durante os dez dias em que durou a Assembleia. Além do orçamento para 2011, a ANP deste ano definiu o próximo plano quinquenal e estabeleceu as novas prioridades para o governo. De centenas de propostas feitas a todos os níveis do local ao central, por tradição apenas uma pequena parte dos temas vai além da mera discussão entre os deputados ou mesmo na sociedade. Várias propostas não chegam a ter um consenso que justifique um novo regulamento a nível nacional. No entanto, tratando-se de um ano chave pelo início do 12.º Plano Quinquenal, a Assembleia deste

ano deixou algumas das linhas de guia importantes para o manter da estabilidade chinesa, a nível económico e político A luta contra a corrupção interna do poder voltou às primeiras páginas dos jornais. Para conquistar a confiança da população, o governo voltou a garantir que não haverá desculpa para abusos. O desinteresse de grande parte da população pela política nacional é reconhecido pelo governo que este ano prometeu mais igualdade.

Controlo

Altamente policiada, a Assembleia deste ano coincidiu com as semanas de apelo anónimo para manifestações nas principais cidades chinesas. Proibidos de entrevistar ou fotografar em muitas das principais ruas de Pequim e de Xangai, vários jornalistas estrangeiros foram alvo de pressão exercida pela polícia. Três dias antes da conferência de imprensa, a polícia de Pequim telefonou a alguns dos maiores meios de comunicação estrangeiros registados na capital, para que informassem se pretendem colocar per-

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Sancha

Wen Jiabao fala à imprensa sobre a longa reunião Protesto 280 mil à rasca saem à rua Milhares de pessoas saíram no sábado às ruas em várias cidade do país e transformaram o Protesto Geração à Rasca numa manifestação de todas as idades, todos os grupos, todas as palavras de ordem. A organização fala em 200 mil pessoas em Lisboa e 80 mil no Porto. A PSP admite 100 mil e 60 mil. O Protesto Geração à Rasca foi inicialmente convocado por quatro jovens, através da Internet, para Lisboa e Porto, com um manifesto apelando à participação de “desempregados, ‘quinhentoseuristas’ e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal”. Mas o que se viu nas ruas foi algo muito além da geração mais jovem, a reclamar pelo seu futuro.

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guntas na conferência de imprensa com o primeiro-ministro. Com a obrigação de enviar as perguntas por fax, os jornalistas só são chamados a colocar uma questão, se tiver sido dada aprovação às perguntas enviadas por fax. O primeiro-ministro fala durante quase uma hora com a imprensa. Mas Wen Jiabao leva as respostas escritas porque antes de serem colocadas, já sabe quais vão ser as perguntas.

Futebol | Casa de Portugal derrota Ponto 48 por 5-2

Israel Novos colonatos na Cisjordânia O governo israelita deu ontem luz verde para a construção de “centenas de habitações” em colonatos na Cisjordânia, depois do assassínio de cinco pessoas da mesma família nesta região. “A comissão ministerial encarregada das construções decidiu ontem (sábado) construir algumas centenas de habitações em Gush Etzion, Maale Adoumim, Ariel e Kyriat Sefer”, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Os quatro colonatos são os mais populosos da Cisjordânia. Uma família de cinco pessoas incluindo pai, mãe e três filhos, um dos quais ainda bebé - foi assassinada à facada na noite de sexta-feira para sábado no colonato de Itamar. Tailândia Governo dissolvido em Maio O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, anunciou ontem que vai dissolver o Parlamento na primeira semana de Maio e convocar eleições antecipadas. O anúncio ocorreu no mesmo dia em que terminou a manifestação da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, conhecidos como Camisas Vermelhas, cuja principal exigência é a convocação de eleições porque alega que o actual governo não é legítimo.

Estreia recheada Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo

N

icolas Friedman. Os que tiverem olho que lhe decorem o nome, os que tiverem ambição que lhe copiem o jeito. No regresso da Casa de Portugal em Macau aos relvados, o avançado francês foi a grande figura do onze orientado por Pelé, ao apontar quatro dos cinco golos com que a formação de cariz lusófono derrotou o Ponto 48 em partida a contar para o Campeonato de Futebol da 3.ª Divisão. A estreia da Casa de Portugal no terceiro escalão dificilmente poderia ter sido mais auspiciosa. O grupo de trabalho dirigido pelo são-tomense Pelé esmagou o primeiro adversário da nova temporada por cinco bolas a duas, numa partida em que o onze do Organismo Autónomo Desportivo dominou do princípio ao fim. Com um plantel completamente renovado, a Casa de Portugal colocou-se em vantagem logo aos oito minutos por intermédio de um atleta até agora desconhecido nos relvado do território, mas que promete dar muito que falar. Nicolas Friedman pegou na bola no meio campo do Ponto 48 e arrastou atrás de si a defesa adversária, antes de inaugurar o marcador com um remate seco.

Endiabrado, o dianteiro gaulês voltou a fazer um nó cego ao último reduto adversário pouco depois e cruzou para o coração da área da formação de matriz chinesa, num lance que acabou por se revelar afortunado para as cores da Casa de Portugal. Pressionado, um defesa do Ponto 48 tentou o corte, mas acabou por empurrar para o fundo da própria baliza. Friedman voltou à carga a nove minutos do intervalo, apontando o terceiro golo da tarde com um remate forte à entrada da área adversária. A vencer por três bolas a zero, a formação orientada por Pelé acabou por permitir a reacção do Ponto 48 na recta inicial da segunda parte. No primeiro lance de verdadeiro perigo de que dispôs, a formação verde esmeralda reduziu para as duas bolas a desvantagem que apresentava no placard. A reacção da Casa de Portugal não se fez rogada e chegou uma vez mais pelo pé certeiro de Nicolas Friedman. O avançado francês, que alinha no onze às ordens de Pelé ao lado do irmão Jean, completou o primeiro poker da edição de 2011 do Campeonato da Terceira Divisão. O Ponto 48 voltaria a reduzir à passagem do minuto 60, na sequência de um livre directo, mas a Casa de Portugal não baixou os braços, acabando por encerrar a marcha do marcador a um quarto de hora do fim do encontro com um golo de Rui Lemos.

Sexo Gordura acaba com desejo A obsessão com a perfeição do corpo está a matar o desejo em mais de metade das britânicas. Os dados resultam de um estudo que conclui que 52% das mulheres do Reino Unido pensam ser demasiado gordas, sentindo vergonha da nudez e da intimidade. A segunda razão mais referida para recusarem sexo é o cansaço, que afecta 72% das inquiridas. Os peritos consideram que as mulheres sofrem de uma combinação de expectativas demasiado elevadas sobre a aparência e de vidas cada vez mais ocupadas. Resultados desanimadores, sobretudo para quantos imaginavam as britânicas como verdadeiras predadoras sexuais.


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Hoje Macau 14 MAR 2011 #2328 by Jornal Hoje Macau - Issuu