Espírito das coisas jing hao
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Aposta em diagnóstico precoce Página 7
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opinião
Director carlos morais josé
Virgínia de ouro Meritíssimo Juiz antónio conceição júnior
DAVID CHAN
s e g u n d a - f e i r a 1 4 d e d e z e m b r o d e 2 0 1 5 • ANO X V • N º 3 4 7 3
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Benesses para os mais novos Página 9
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Ter para ler
macau vai ter comité contra a dopagem no desporto
Ca´ se fazem, ca´ se pagam Mudanças no IACM levam à criação de uma comissão de controlo anti-doping pelo Instituto do Desporto. gonçalo lobo pinheiro
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christiana ieong presidente do zonta club de macau
Educar contra a violência entrevista
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entrevista
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Christiana Ieong presidente do Zonta Club de Macau
O convite foi lançado por Pansy Ho. Depois de abandonar a posição que tinha no Governo, Christiana Ieong assumiu um papel diferente na vida - a de agente social. A filantropa defende a reeducação da sociedade, os casinos como entidades activas e reforça a necessidade de cooperação entre homens e mulheres
“Cheguei a receber a opinião de alguém, uma mulher, que me tentou dissuadir da ideia de adopção por ser uma mulher solteira, por questões culturais. Eu pensei: Meu Deus, ainda temos este pensamento?”
Foi coordenadora do Gabinete para a Participação de Macau na Expo 2010 Xangai e, após esse papel, decidiu deixar a sua posição no Governo. Por quê esta decisão? Queria ver o mundo como ele realmente é. Sim, é exactamente isso. Estava no topo da carreira, mas o Governo funciona como uma espécie de caixa e a minha cabeça já batia no tecto. Portanto não tinha por onde evoluir, tinha levado a cabo projectos muito interessantes e a Expo foi um absoluto sucesso. Uma surpresa para muitos, confesso, que achavam que eu e a minha equipa não iríamos atingir o objectivo proposto. Tal não aconteceu e é na altura do sucesso que nos devemos afastar, certo? Foi o que aconteceu.
“Não somos contra os homens, de todo. Queremos apenas que eles nos vejam como parte integrante da sociedade, da nossa comunidade e que contem connosco, não atrás deles, mas ao seu lado. Só a trabalhar juntos é que seremos melhores”
Disse que quis ver o mundo como realmente é, não conseguiu até então? Quando estamos em cargos elevados, por vezes, é-nos difícil ter acesso a outras realidades. Não que a minha vida não fosse útil, sempre acreditei nos projectos e no meu trabalho. Mas senti que precisava de ver mais, ver outras coisas, outras áreas. E sim, senti que devia virar-me para a área social, perceber como acontecem as coisas, o que realmente se passa. Ver com os meus olhos, ouvir as histórias na primeira pessoa. Queria ver o mundo real, estava longe da realidade.
pessoa, não sabia se conseguia ser capaz de criar uma criança. Não sabia o que era ser mãe. Nada. Pensei que não era capaz. Um dia voltei àquele orfanato, eles estavam com problemas e o meu cunho com eles fez com que me pedissem ajuda. Fui lá com a minha irmã e com o meu sobrinho, de 14 anos, que ficou sem mãe muito novo. Percebemos os problemas pelos quais as instalações passavam e eu vi aquela bebé de novo. Ela não tinha expressão, pensei que fosse deficiente mental, não sorria, não chorava, nada. Vim embora com o coração nas mãos, mas convicta que não podia levar aquela criança comigo, não me achava capaz. Ao sairmos o meu sobrinho olhou para mim e perguntou-me: “Tia, não vais levar a bebé? Não a vais adoptar?”. Eu disse-lhe que não, ele apontou-me o dedo e disse: “ela precisa de uma mãe, se não fores tu ela morre aqui. É vida ou morte”. Fiquei impressionada com o meu sobrinho, com aquilo que ouvia, e depois pensei que era de facto uma questão de vida ou de morte. Não hesitei e avancei, dei uma quantia de dinheiro - para assegurar que voltava com a menina para tratar de tudo e aí eles devolviam-me o dinheiro - e ela veio nesse dia comigo. Foram três horas de viagem, um percurso que não parecia terminar, sem leite. Tinha nas mãos uma criança, uma toalha enrolada ao seu corpo e uma garrafa de água.
Foi aí que surgiu o convite para presidir e criar a delegação em Macau do Zonta Club? Não, não foi logo ali. Depois de deixar o Governo decidi ir visitar um orfanato no interior da China, para fazer esse reconhecimento da realidade. O que vi assustou-me. Foi um choque emocional e foi aí que conheci aquela que viria ser a minha filha adoptiva. Toda essa história foi muito comentada. Muitas pessoas vinham ter comigo para dar a opinião, umas de incentivo, outras nem por isso. Pessoas do Governo. Cheguei a receber a opinião de alguém, uma mulher, que me tentou dissuadir da ideia de adopção por ser uma mulher solteira, por questões culturais. Eu pensei: Meu Deus, ainda temos este pensamento? Como é que pessoas que supostamente têm formação e conhecem o mundo têm estas ideias? Mas a Christiana seguiu com adopção... Não, cheguei a desistir. Coloquei muitas vezes dúvidas à minha
Quando é que Pansy Ho a convidou? Nos dois primeiros anos da minha filha quis manter tudo muito em família. Alexis Tam [Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura] foi um grande amigo na altura,
gonçalo lobo pinheiro
“Não há violência grave ou menos
continua a ser, e deu-me muito apoio. Muita gente do Governo, que claro eram meus amigos, achou que tinha sido muito im-
“As mulheres precisam desta lei [violência doméstica] como crime público, para terem a certeza, por exemplo, que mesmo que não denunciem o agressor alguém o poderá fazer e nunca partirá delas. Alguém está com elas, elas não estão sozinhas”
pulsiva mas apoiou-me em tudo o que necessitei. Algum tempo depois, Hong Kong, que tem a sua delegação do grupo Zonta Club há muitos anos, falou com a Pansy [Ho] com a sugestão de se fazer um Zonta aqui e ela lembrou-se de mim. Isso é bom. É bom sabermos que as pessoas nos guardam em boa memória. Gostou do trabalho que tinha realizado com a Expo, sabia das minha preocupações e capacidades. Ela falou comigo e ainda hesitei, mas depois pensei que era Deus a dar-me outra prova, outra oportunidade. O Zonta mostrou-se muito activo na igualdade de género. É a base da sua existência? Não, falou-se efectivamente nisso porque houve numa entrevista em que falei [disso], mas não é sobre isso. Estamos activos nos assuntos das mulheres e das crianças, em
entrevista 3
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grave. Há violência”
ções que trabalham diariamente com estas questões? Sim. Neste momento trabalhamos com 22 associações. Ajudamos nos trabalhos de promoção, fazemos chegar as questões a outros patamares e a várias sectores. A nossa lista de membros é muito diversificada em termos de áreas profissionais e até de nacionalidades. Ninguém é melhor do que o outro, temos formações diferentes e canalizamos isso da forma mais eficaz para atingir o objectivo.
Ainda bem que o fez. É que, sem perceber, o deputado conseguiu que toda a sociedade de Macau olhasse para o problema e viesse para a rua. Com essas declarações as pessoas saíram à rua numa marcha e estavam lá muitos homens, eu vi. Isso mostrou-nos que nem todos pensam como ele. O que é preciso entender é que não há violência grave ou menos grave, há violência e uma chapada na cara não é uma brincadeira, é violência. [Perceber] isso terá de partir de nós. Somos nós que devemos assumir isso.
Voltando às mulheres e às suas causas. Há pouco tempo, durante o encontro de associações sociais, falou-se na necessidade de apoio às crianças que assistem a situações de violência doméstica. Algo que falha em Macau? Muito, falha muito. É um problema, lá está outra vez a questão de comissões separadas, não se fala da mesma forma com mulheres e crianças sobre este assunto. É preciso focarmo-nos nuns e noutros. A violência doméstica é um problema muito delicado, que precisa de soluções, várias.
Fong Chi Keong é o reflexo de uma cultura pouco desenvolvida? Não, como disse, havia muitos homens naquela marcha. A violência doméstica não é um problema de Macau ou da China, é um problema mundial. Brasil, Estados Unidos e até Portugal também a têm, também existem muitos casos escondidos, as mulheres também têm vergonha. Esta é uma questão mundial.
“A violência doméstica não é um problema de Macau ou da China, é um problema mundial. Brasil, Estados Unidos e até Portugal também a têm, também existem muitos casos escondidos, as mulheres também têm vergonha” todos os aspectos, seja na violência doméstica, seja na educação. É preciso salientar que o Zonta não é, de forma alguma, um grupo feminista. Não somos contra os homens, de todo. Queremos apenas que eles nos vejam como parte integrante da sociedade, da nossa comunidade e que contem connosco, não atrás deles, mas ao seu lado. Só a trabalhar juntos é que seremos melhores, é isso que queremos. Não nos queremos destacar perante os homens, nada disso. Somos iguais, conseguimos o mesmo, temos os mesmos direitos. Alexis Tam criou uma Comissão para os Assuntos das Mulheres e das Crianças. Acha um bom passo para essa mudança? As intenções de Alexis Tam são boas, ele é de facto boa pessoa e tem avançado com muitos projectos para melhorar Macau e a sua
sociedade, assim como o presidente do Instituto de Acção Social (IAS), Iong Kong Io. Neste caso não concordo porque acho que estes dois grupos deveriam estar separados. Duas comissões. As razões são claras: os assuntos, as problemáticas, são completamente diferentes. Deveriam existir profissionais especializados para o grupo das mulheres e outros para as crianças. Por exemplo, há pouco tempo tivemos o caso de uma criança que era maltratada pela mãe. Fugiu de casa e foi colocada num asilo para jovens. Depois de se acompanhar o caso a criança foi entregue ao pai. Poucos meses depois, voltou a fugir porque estava a ser abusada pelo pai. Como é que se resolve esta situação se não existir uma equipa especializada para só acompanhar este tipo de situações com as crianças? Neste caso, a único coisa
que conseguimos fazer é ajudar a criança a viver com a questão e dar-lhe tecto. E os pais? O que aconteceu aos pais? Estão aí, sem que nada lhes aconteça. Isso leva-nos à Lei da Adopção criticada muitas vezes por proteger os progenitores. Concorda, como agente social e como mãe adoptiva? Pois, é um grande problema aqui. Há muita coisa a melhorar. É preciso reconhecer os problemas reais da sociedade e destas crianças. É isso que o Zonta quer, criar as mudanças, fazer chegar estes casos e estas problemáticas reais a este lado, a um lado de agentes hierarquicamente superiores que muitas vezes, não por sua culpa, não têm acesso. É esse o trabalho do grupo Zonta? Fazer ouvir a voz das associa-
Concorda com a definição de crime público na lei da violência doméstica? Claro que sim, por várias razões. Tenho uma amiga, que ocupa um cargo de responsabilidade, que foi vítima de violência doméstica há uns dez ou 15 anos e nunca o disse, nem nunca o fará para proteger os seus filhos e por vergonha. Sim, por vergonha. Isto acontece. As mulheres precisam desta lei como crime público, para terem a certeza, por exemplo, que mesmo que não denunciem o agressor alguém o poderá fazer e nunca partirá delas. Alguém está com elas, elas não estão sozinhas. O Zonta manifestou-se sobre este tema depois das declarações de Fong Chi Keong, na Assembleia Legislativa, onde o deputado defendeu ser normal este tipo de comportamento.
Mas em Macau a lei parece esquecida numa gaveta... Não importa se existe a lei, se está pronta ou não, a mudança de comportamento passa pela educação. É isso que o Zonta defende, educar as nossas crianças de forma a que assumam que a violência é negativa, a violência é errada. Fazê-las perceber o que é e porque é que é errado. A Christiana é Conselheira da presidência e co-presidência do MGM, que ganhou um prémio de Responsabilidade Social. Há um interesse real nesta responsabilidade? Claro. O MGM, não só em Macau, tem-se destacado por esta sensibilidade social. É necessário um esclarecimento. A nossa terra teve um crescimento económico muito grande, ao contrário da evolução social, que não caminhou em paralelo com este desenvolvimento. Os problemas sociais são evidentes. O Jogo é muita vezes apontado negativamente. É preciso entender que, se os casinos trabalharem em conjunto com a sociedade, todos ganham. O MGM assume esse papel que tem para a sociedade e preocupa-se. Se a cidade ganhar, os casinos vão ganhar, isso é claro. Portanto também os casinos terão de assumir esta responsabilidade. O nosso CEO, Jimmy Murren, tem feito um grande trabalho, é de facto uma pessoa sensível e isso reflecte-se na forma como são organizadas as coisas. E eu tenho toda a liberdade de trabalho, são apresentados os objectivos e a forma como é percorrido o caminho até lá é livre de minha escolha, não podia estar mais satisfeita. Filipa Araújo
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política
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Reestruturação do IACM leva Macau a sancionar casos de doping
Três anos de arrumações As alterações ao Instituto do Desporto prevêem a criação de um Comité contra a Dopagem no Desporto de Macau, o que vai permitir a aplicação de sanções, até então decididas por federações internacionais. Já a organização do Grande Prémio estará a cargo de um departamento
Vasco Rocha Vieira condecorado em Portugal
A
transferência das actividades culturais do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) para o Instituto Cultural (IC) vai implicar a criação de oito departamentos de 16 divisões, entre as quais estão a Divisão da Salvaguarda do Património Cultural e a Divisão de Estudos e Projectos, que irão “propor a classificação de bens móveis e imóveis de interesse cultural”. Vai também ser criada a Divisão de Planeamento e Desenvolvimento das Indústrias Culturais e Criativas. A gestão das bibliotecas ficará entregue ao Departamento de Gestão das Bibliotecas Públicas, sendo criado também o Departamento de Desenvolvimento das Artes do Espectáculo. Com a absorção dos funcionários do IACM, o IC passa a ter um total de 234 trabalhadores no quadro, um aumento de 18 pessoas. Sem estas duas áreas, o IACM ficará com a competência de “coordenar e promover o mecanismo de desenvolvimento de serviços públicos interdepartamentais”, incluindo a “prestação de serviços que sejam objecto de acordos celebrados com outros serviços e entidades públicas”. Todas as alterações entram em vigor já a 1 de Janeiro de 2016, três anos depois da Secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, ter decretado a mudança nas funções do IACM. A.S.S.
Grande Prémio “a bom porto”
Ainda na área do desporto, os trabalhadores da antiga comissão do Grande Prémio de Macau (GPM) serão transferidos para o novo departamento do GPM e dos grandes eventos desportivos.
“Com esta nova legislação vamos poder adoptar novas medidas para o controlo anti-dopagem. Vamos criar uma comissão para regulamentar isto” José Tavares Presidente do ID
presidente do ID, mostrou-se satisfeito, frisando que será criado o Comité contra a Dopagem no Desporto de Macau, apoiado pelo Centro de Medicina Desportiva. “Vamos criar condições para podermos posteriormente criar uma comissão de dopagem. Na antiga legislação não tínhamos este tipo de poder para executar todas as questões relacionadas com o doping e passámos todas
Vasco Rocha Vieira, o último governador de Macau, vai receber a mais alta distinção do Estado Português. O general vai ser agraciado pelo Presidente da República Portuguesa com a Ordem da Torre e Espada, avança a rádio Macau, que acrescenta que Rocha Vieira recebe a condecoração no próximo dia 18, indica o semanário Sol.
essas questões para as federações internacionais. Com esta nova legislação vamos poder adoptar novas medidas para o controlo anti-dopagem. Vamos criar uma comissão para regulamentar isto”, explicou. Até então, os casos registados eram tratados pelas federações internacionais das diversas modalidades envolvidas. “Eram elas que sancionavam os casos. Agora
“Vamos criar um departamento à parte para assegurar o Grande Prémio, mais outros eventos que temos vindo a organizar, como a maratona, os barcos-dragão ou o voleibol. Aproveitando estas 29 pessoas que foram transferidas do Grande Prémio, e com as actuais pessoas que já temos no ID, vai criar-se uma grande sinergia e estou confiante que somos capazes de levar o Grande Prémio a bom porto”, disse José Tavares. O ID vai ainda ter um Centro de Formação e Estágio de Atletas, passando dos actuais 85 para 153 trabalhadores. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Lionel Leong pronto para avançar com visitas aos países de língua portuguesa
O
Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, afirmou que o Governo de Macau está preparado para avançar com a primeira etapa do plano de visitas de trabalho prático aos Países de Língua Portuguesa (PLP), no “sentido de promover de forma pragmática, a cooperação entre a Região do Grande Delta com os países lusófonos”. Numa visita à província de Fujian para a participação na Cimeira de Líderes de Cooperação da Região do Grande-Delta do Rio das Pérolas 2015, o Secretário reforçou uma vez mais o empenho das províncias
e regiões no contributo reforma e desenvolvimento das mesmas. Lionel Leong referiu ainda que o 13º plano quinquenal do Governo Central propõe “claramente o aprofundamento da GCS
É
já em Janeiro que entram em vigor as alterações nas áreas da cultura e do desporto que até então estavam sob alçada do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e que passam para o Instituto Cultural (IC) e Instituto do Desporto (ID). Uma das grandes mudanças ocorrerá na área do desporto, já que o ID passará a ter autoridade, à luz da lei, para aplicar sanções em casos de doping. À margem de uma conferência de imprensa do Conselho Executivo, que serviu de apresentação a estas alterações, José Tavares,
IC passa a ter divisão dedicada ao património
podemos aplicar as nossas penas, porque já temos a legislação”, referiu José Tavares, garantindo que já ocorreram vários casos de doping com atletas de Macau, sobretudo na área da musculação. De frisar que Macau já havia aderido à Convenção Internacional contra a Dopagem no Desporto, uma vez que a China também aderiu.
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cooperação regional do Grande Delta do Rio das Pérolas, sendo este um reconhecimento ao esforço de todos, durante vários anos, e uma exigência clara para servir o desenvolvimento
do país e reforçar a complementaridade e êxito conjunto, no futuro”. O Secretário garantiu que Macau irá desempenhar “indubitavelmente” o seu papel “singular e necessário, promovendo de forma crucial trabalhos em três áreas numa nova fase de colaboração na região do Grande Delta, designadamente: reforçar a cooperação turística entre as províncias e regiões, pois todas possuem recursos turísticos fortes, incentivar o sector a promover o plano ‘Uma viagem, vários destinos’ e participar em acções promocionais em mercados internacionais”.
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O
Lei de Terras Governo descarta revisão. Pearl Horizon “não tem interesse público”
Legislação a ser cumprida GCS
Fong fal a em l acunas. Li Gang descarta conflitos O deputado nomeado Fong Chi Keong disse à publicação All About Macau que já existem 15 deputados que concordam com a revisão da Lei de Terras, considerando, por isso, que o projecto poderá ser apresentado a curto prazo. “Todas as leis devem ter uma porta, a Lei de Terras deve abrir esta porta”, disse, referindo-se ao que considera ser necessidade de abertura do Governo. O deputado diz que há lacunas neste diploma, simplesmente porque não permite – como a lei anterior – que haja renovação dos terrenos caducados. Já Li Gang, director do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, considera que a actual Lei de Terras não tem qualquer conflito com a Lei Básica, como consideram tanto deputados, como os pequenos proprietários. O director frisou que não serve de nada os proprietários do Pearl Horizon pedirem ajuda ao Gabinete de Ligação, como fizeram.
“Caso seja negligenciada a base legal referida e se se considerar este caso de interesse público, no futuro, em processos judiciais, o Governo será colocadonuma posição passiva” Sónia Chan Secretária para a Administração e Justiça
caso na AL, dizendo inclusive que a questão do Pearl Horizon – cujas fracções foram vendidas sem que o prazo de desenvolvimento de terreno fosse cumprido - era uma questão de interesse público. Algo com que o Governo não concorda. “A decisão tomada resulta de um estudo aprofundado com base em muitos pareceres jurídicos e numa análise detalhada. Este caso implica relações jurídicas de contrato de compra e venda, isto é, relações de obrigação civil. O artigo 55º da Lei de Terras regula quais os requisitos que definem o interesse público e até o parecer do Ministério Público não considera o presente caso como de
interesse público”, frisou Sónia Chan. A mesma responsável esclareceu que, “caso seja negligenciada a base legal referida e se se considerar este caso de interesse público, no futuro, em processos judiciais, o Governo será colocado numa posição passiva”. O Chefe do Executivo assegura que o Governo tem dado importância ao caso e aos direitos dos compradores das fracções do edifício, ainda não construído, e assegura que foram criados grupos de trabalho para estudar o caso: uma equipa jurídica, opiniões independentes do Ministério Público e do Comissariado Contra a Corrupção.
O líder do Governo lembrou que a Polytec, empresa concessionária, já anunciou que pretende recorrer a tribunal. Também este fim-de-semana, Gabriel Tong, deputado e advogado dos pequenos proprietários, disse numa conferência de imprensa que o assunto não poderia ser resolvido sem a revisão da lei. Tong chorou em frente às câmaras, frisando que é advogado há 20 anos e que “nunca viu” nada assim. Os deputados pedem uma norma de transição que permita aos concessionários acabar as construções depois da caducidade do terreno. Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
Pelas vítimas do massacre de Nanjing gcs
Governo não tem intenções de rever a Lei de Terras, assegurou no sábado Sónia Chan, Secretária para a Administração e Justiça. Depois de diversos deputados se terem juntado para pedir a revisão do diploma em prol da resolução do caso Pearl Horizon, o Executivo vem a público dizer que não pode abrir excepções e que o caso não é de interesse público. “A Lei de Terras vigente entrou em vigor em Março do ano de 2014 e, sem uma avaliação à legislação, o Governo não pondera tomar a iniciativa de avançar para uma revisão da mesma”, disse Sónia Chan. A Secretária assegura que a declaração de caducidade da concessão do terreno onde estava a ser erguido o edifício, e que será oficializada a 25 de Dezembro, foi feita de acordo com a lei. Algo que também Chui Sai On, Chefe do Executivo, fez questão de salientar, ainda que admita que tenha tentador resolver a questão. “Para a RAEM, o primado da lei é um valor essencial, assim como o cumprimento rigoroso da lei é o princípio básico para a governação. Por isso, no que diz respeito ao caso do Pearl Horizon, o Governo tentou maximizar o espaço de manobra dentro da lei, mas não se pode ultrapassar a lei apenas por um incidente”, disse, à margem da Marcha da Caridade e citado num comunicado. Sónia Chan assegurou, então, que a, curto prazo, não tem planos para proceder à revisão da Lei de Terras e o mesmo fim que teve o lote do Pearl Horizon terão outros casos que surgirem de caducidade de concessão de terrenos. Ainda assim, a Secretária refere que, se os deputados apresentarem projectos de revisão da lei, “o Governo irá colaborar”. Também Chui Sai On diz o mesmo.
Não somos os únicos
Foram muitos os deputados que pediram uma solução rápida do
L au Veng Seng pode apresentar projecto de revisão O deputado Lau Veng Seng admite que pode vir a apresentar um projecto de revisão da Lei de Terras na Assembleia Legislativa. Em declarações à TDM, o deputado – que é também empresário do imobiliário – disse que a lei “está sujeita a mudanças sociais” e que, por isso, poderia eventualmente apresentar um projecto de revisão. “Se houver problemas, vamos continuar a bater com a cabeça na parede?”, ironizou, acrescentando que só a revisão permitiria resolver casos como o do Pearl Horizon.
• Chui Sai On, Chefe do Executivo, participou ontem na homenagem às vítimas do massacre de Nanjing. O líder do Governo, e outros representantes, fez um minuto
de silêncio pelas pessoas que foram mortas e violadas em massa pelas tropas do império do Japão na Segunda Guerra Sino-Japonesa.
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Tal como garantido pelo Governo, a alteração ao regulamento do Imposto sobre Veículos Motorizados entrou agora em processo legislativo. A lei vem permitir que shuttle-bus de casinos e agências de turismo passem a pagar imposto, que não deverá ser inferior a 10%
AL Imposto sobre veículos motorizados em processo legislativo
De mãos no acelerador J á foi admitida na Assembleia Legislativa a lei que vai permitir a revisão do imposto sobre veículos motorizados. A nova lei vem colmatar um problema actual no território: os autocarros para transporte de passageiros de agências de viagens e casinos vão, agora, começar a pagar impostos. Usando o mote do aumento do número de veículos motorizados em circulação, em nota justificativa, o Governo indica que é preciso introduzir medidas de natureza fiscal. “Em virtude do rápido desenvolvimento do sector do turismo, verificado nos últimos anos, este ganhou uma certa dimensão económica, não existindo actualmente os pressupostos de manutenção da isenção do imposto sobre veículos motorizados”, explica, referindo que a ideia é que se possa, através do aumento
do custo de aquisição dos veículos motorizados destes espaços, diminuir a sua existência.
Tudo mais simples
A Administração propõe ainda que, dada a ligação entre a Direcção dos Serviços de Finanças, a Direcção dos Serviços de Economia e a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, deixe de ser necessário
o “procedimento supérfluo de declaração de dados de veículos motorizados”, simplificando, garante, as formalidades administrativas. É proposta ainda a alteração da definição de “acumulação de existências”, prevista no actual regulamento, em que os veículos motorizados novos se encontram para comercialização pelo mesmo sujeito
passivo por período igual ou superior a um ano. “Importa alterar o conceito”, explica o Governo, “eliminando o disposto alusivo aos veículos motorizados novos armazenados pelo mesmo sujeito passivo. Após esta alteração, apenas o período que os veículos motorizados novos se encontram para comercialização indica se fazem parte da ‘acumulação de existências’”, clarifica.
“Em virtude do rápido desenvolvimento do sector do turismo, verificado nos últimos anos, este ganhou uma certa dimensão económica, não existindo actualmente os pressupostos de manutenção da isenção do imposto sobre veículos motorizados” Nota do Governo
Ainda não está definido o valor de subida, mas de acordo com declarações do Governo este ano, a subida não deverá ser menor que 10%. Filipa Araújo (com J.F.)
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
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Violência doméstica Arco-Íris não desiste da luta
Justiça é a última a morrer
Notificação n.° 32/DLA/SAL/2015 Acusação Considerando que não se revela possível notificar os interessados, por ofício ou outras formas, para efeitos de acusação a respeito das respectivas infracções, nos termos dos artigos 10° e 58° do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, nos termos do n.o 2 do artigo 11º do Decreto-Lei no 52/99/M e do n.o 2 do artigo 72° do “Código do Procedimento Administrativo”, os empresários dos estabelecimentos do seguinte: Comprovada a instalação de material publicitário sem licença emitida pelo IACM por parte dos empresários dos estabelecimentos abaixo mencionados, os factos da infracção e os resultados das averiguações realizadas constam dos autos de notícia e relatórios, elaborados pelos respectivos instrutores. Assim, por despacho do Presidente do Conselho de Administração deste Instituto, Vong Iao Lek, de acordo com o n.o 1 do artigo 19°, alínea d) do n.o 1 do artigo 27º e alínea c) do artigo 31° da Lei n.° 7/89/M, foram deduzidas acusações contra os empresários dos abaixo mencionados estabelecimentos. A par disso, de acordo com a mesma Lei, podem ser aplicadas aos infractores multas entre as duas mil (MOP2.000,00) e as doze mil patacas (MOP12.000,00). Nome do empresário
Nº do Bilhete de Identidade/ Registo Comercial
Denominação do Nº do auto de notícia estabelecimento
Data do auto
Data em que foi exarado o despacho
Bilhete de Identidade de LEE HING HON Residente de Hong Kong n.°: E995XXXX
PEI SOI TEI KOI
641/DFAA/SAL/2014 2014-09-01
2015-01-27
LAM SUT WA
“福林電訊煙酒”
593/DFAA/SAL/2014 2014-08-22
2015-02-10
FOMENTO PREDIAL SUN HAU LIMITADA
449/DFAA/SAL/2014 2014-06-19
2015-01-20
“康足樂”
548/DFAA/SAL/2014 2014-07-24
2014-10-15
1426XXXX
FOMENTO PREDIAL SUN 17849(SO) HAU LIMITADA Bilhete de Identidade de Residente da República “張國峰” Popular da China n.°: 4111211974051XXXXX
Os interessados podem, no prazo de 10 dias, contado a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, apresentar defesa escrita ao Centro de Serviços do IACM, sito na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 2º andar, Macau; caso não apresentem defesa escrita dentro do prazo acima referido, de tal facto nada resultará em prejuízo das decisões sancionatórias tomadas por este Instituto nos termos da lei. Para qualquer informação ou consulta dos processos, podem dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, sito na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 3o andar, Macau. Aos 4 de Dezembro de 2015 Presidente do Conselho de Administração Vong Iao Lek www. iacm.gov.mo
A
Associação Arco-Íris garantiu ontem que vai continuar a lutar pela inclusão de casais gays na lei contra a violência doméstica, actualmente em discussão em sede de Comissão da Assembleia Legislativa (AL). Esta é já uma luta antiga, mas o porta-voz do colectivo, Jason Chao, explica ao HM que foi dado mais um passo em frente nesta matéria, com a Comissão Contra a Tortura da ONU a mostrar preocupação com o facto da referida proposta excluir casais do mesmo sexo. Além disso, também os Serviços para os Assuntos
de Justiça (DSAJ) terão admitido à Associação, numa reunião, que estão abertos à possibilidade de alterar o diploma. De acordo com o activista, as observações da Comissão ordenam mesmo ao Governo local que seja feita esta inclusão para uma “protecção sem discriminação”. Tudo isto foi debatido durante uma convenção contra a tortura e outros tipos de crueldade, sendo que as notas da ONU foram publicadas num relatório no passado dia 9. “O que queremos é continuar a fazer força para que a lei abranja todos os cidadãos, incluindo casais do mesmo sexo, e esta preocupação por parte da Comissão só vem apoiar a nossa ideia”, disse Chao ao HM.
À espera de respostas
Também a vogal da Comissão contra a Tortura, Sapana Pradhan-Malla, se mostrou preocupada com o assunto,
mas Jason Chao receia que os deputados e Governo vejam esta como “apenas mais uma opinião”. AAssociação Arco-Íris já se reuniu há duas semanas com o Instituto de Acção Social para discutir esta matéria e mostrar os resultados do relatório, pelo que está ainda a aguardar uma resposta. O colectivo também se reuniu com a DSAJ, que deixou, explica Jason Chao, o caminho aberto para negociações em termos de alterar a actual proposta em discussão. Por fim, o activista explicou ao HM que as considerações da Comissão vêm “invalidar” os argumentos que o Governo empregou para retirar os casais do mesmo sexo da legislação, já que estes estavam contemplados numa primeira fase. O Executivo, recorde-se, retirou os casais homossexuais por estes não estarem contemplados na lei do casamento. Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
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s responsáveis do Instituto de Acção Social (IAS) e dos Serviços de Saúde (SS) vão trabalhar em conjunto para que todos os tipos de deficiência sejam diagnosticados cada vez mais cedo e de forma mais efectiva. Esta é uma das 163 medidas a curto prazo que o Governo quer implementar com o “Planeamento dos Serviços de Reabilitação para o próximo décenio 2016-2026”, sendo que, no total, este plano contém cerca de 300 outras políticas. Segundo confirmou Choi Sio Un, chefe do Departamento de Solidariedade Social do IAS, as mudanças no diagnóstico deverão verificar-se até 2017. A aposta será feita na “avaliação e no diagnóstico precoce da deficiência logo após o nascimento”, disse. “É preciso estabelecer critérios para essa avaliação e fornecer informações suficientes para os deficientes e para os pais”, acrescentou Choi Sio Un. O serviço público de saúde irá receber novos espaços de diagnóstico. “Está nos nossos planos a criação de espaços em centros de saúde e no hospital para o tratamento precoce da deficiência, sendo que vão ser criadas instruções para esse tratamento no âmbito dos SS”, explicou o chefe de Departamento do IAS. Além disso, “vão haver acções de formação para os responsáveis das instituições de reabilitação e creches, para que os responsáveis desses estabelecimentos possam conhecer as instruções”, informou ainda o responsável. “A detecção precoce da deficiência e o seu tratamento será um trabalho prioritário. Também estamos a planear a criação de cursos de formação para os terapeutas”, frisou Choi Sio Un. De um total de 366 políticas incluídas no plano para os próximos dez anos, 44% dizem respeito a medidas que serão concretizadas a curto prazo e 35% a médio prazo, entre 2021 e 2025.
Sem barreiras
O chefe do Departamento explicou ainda que serão criadas instruções
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Reabilitação Governo quer melhorar diagnóstico da criança deficiente
“Um trabalho prioritário” O Executivo quer criar melhor critérios e formar terapeutas para que o diagnóstico de deficiência seja feito cada vez mais cedo. A medida, de curto prazo, faz parte de um plano com mais políticas que deverá ser implementado até 2025
Isso inclui também o acesso à assistência médica”, rematou. As declarações de Choi Sio Un foram proferidas depois da realização da 2ª sessão plenária deste ano da Comissão para os Assuntos de Reabilitação. Durante um ano as mudanças foram discutidas no seio do Executivo, estando agora a ser preparada uma consulta pública para o primeiro trimestre de 2016. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Fundada Federação para deficientes
para a modificação das vias públicas, para que seja mais fácil à pessoa com deficiência fazer a sua vida normal. “Vamos criar um ambiente sem barreiras para os deficientes e para isso é preciso alterar as vias públicas com instalações sem barreiras.
Macau no top 30 das cidades mais caras para quem vem de fora
Macau está em 26º lugar no mundo onde as despesas de vida são as mais altas para a classe de trabalhadores vindos de fora. O território registou até o maior aumento no ranking da região Ásia-Pacífico. A empresa de consultoria ECA Internacional publicou na semana passada o mais recente inquérito sobre as despesas de vida de trabalhadores enviados de fora. Zurique, na Suíça, fica no topo da lista onde as despesas são as mais altas no mundo, enquanto Xangai tem as mais altas na região Ásia-Pacífico. Macau fica na 26ª posição do local onde as despesas são mais altas, quando no ano passado estava em 34º lugar. A ECA Internacional aponta ainda a tendência de que as cidades principais da China vão começar a subir mais neste ranking.
É preciso estabelecer critérios para a construção deste tipo de instalações, é preciso ter padrões”, disse Choi Sio Un. O responsável falou ainda da necessidade de criar uma sociedade inclusiva. “A sociedade e o Governo devem criar
condições para o desenvolvimento dos deficientes, e o mais importante é que é preciso criar uma sociedade sem barreiras. Ao nível dos acessos temos de criar um ambiente que facilite a vida dos deficientes, ao nível da vida quotidiana e na vida profissional.
Chama-se Federação de Portadores de Deficiência de Macau e foi fundada no sábado passado, com o intuito de proteger os direitos dos portadores desta doença, bem como explicar as suas dificuldades à sociedade. Segundo o Jornal de Cidadão, Lo Io Chou, presidente da Federação, também da Associação de Promoção de Saúde Mental da População de Macau, referiu que a Federação vai ter membros portadores de deficiência visual, auditiva e mental. Espera que no futuro se possa promover a educação na comunidade sobre as dificuldades que os portadores encontram na vida, de forma a que a população perceba a necessidade de integração e dê oportunidades semelhantes de inclusão. Albert Cheong, presidente da Associação de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência Visual, é agora director da Federação e quer juntar todos os deficientes para “defender alto os seus direitos de igualdade”. “Os portadores de deficiência são iguais aos outros cidadãos. É necessário a população conhece melhor estas pessoas”, frisou, manifestando o desejo de que o Governo ouça mais opiniões de deficientes quando elaborar políticas.
Sociedade de Pesquisa de Psicologia quer grupo para apoiar doentes
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Sociedade de Pesquisa de Psicologia de Macau pretende criar um grupo de trabalho para apoiar eventuais crises psicológicas no seio da população, mas os Serviços de Saúde (SS) alertam para a hipótese deste ser ilegal caso os profissionais não tenham licenças emitidas pelo organismo. Segundo o Jornal Ou Mun, um dos presidentes da Sociedade, Ng Wa, referiu, numa cerimónia da tomada de posse de membros da associação, que vai assinar um acordo de cooperação com um hospital da China continental, que vai ser uma base de formação e estágio de profissionais da área da Psicologia.
“Em Outubro deste ano, já criámos uma equipa de trabalho para resolver crises psicológicas entre Zhuhai e Macau com o Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Crónicas da cidade vizinha, de forma a podermos lidar com as emergências. Agora decidimos criar uma equipa sucursal em Macau”, indicou. Ainda assim, os SS emitiram um comunicado no mesmo dia apelando à Sociedade de Pesquisa de Psicologia de Macau que dê atenção ao decreto-lei que regulamenta esse serviço. “As pessoas no exercício da actividade privada na área de psicoterapia devem pedir licenciamento aos SS. Se a equipa começar
trabalhos que envolvam tratamento e avaliação psicológica clínica, é preciso pedir [aos SS]. Caso contrário, isto será um acto ilegal que pode ser tratado com sanções administrativas e assunção da responsabilidade criminal”, lê-se no comunicado. O director da mesmo Sociedade, Andy Chan, referiu recentemente ao HM numa entrevista que poucas pessoas formadas em Psicologia trabalham na área por causa da questão da credenciação e muitas são excluídas pelas suas qualificações, algo que, na sua opinião, não permite ajudar quem precisa a ter serviços de apoio. F.F.
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Magistrados Neto Valente apelida regresso de “desastre”
Respostas pendentes
Hoje Macau
hoje macau segunda-feira 14.12.2015
Neto Valente já reagiu à notícia avançada pelo HM sobre o regresso de magistrados portugueses ao país: é um desastre e não se coaduna com a cooperação. Portugal ainda não reagiu
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presidente da Associação dos Advogados de Macau confirmou na sexta-feira que há menos licenças emitidas e renovadas por Portugal para magistrados e funcionários públicos exercerem funções em Macau, conforme avançou o HM na semana passada. Jorge Neto Valente considera a medida “um desastre” para a presença portuguesa na região. O advogado português falou com a Agência Lusa na sequência do artigo pelo nosso jornal que adiantava que Portugal está a exigir aos magistrados portugueses em Macau que regressem ao país, não lhes renovando a licença especial para exercerem no território e ao abrigo da qual mantêm as regalias do vínculo à administração portuguesa. O presidente da Associação dos Advogados de Macau disse à Lusa ter conhecimento de várias situações e colocou a questão em duas vertentes: dos magistrados e dos funcionários públicos. Em relação à primeira, Neto Valente alega que “o número de magistrados em Macau é incrivel-
mente baixo” e que “deveriam vir mais de Portugal”. “Agora, se Macau recruta poucos e se Portugal não deixa vir nenhuns, de facto, é um desastre completo. É um dano muito grande. (…) Mesmo que em Portugal haja falta de magistrados, e admito que haja, não faz sentido nenhum porque não são seis ou sete magistrados que vão colmatar as falhas de dezenas ou centenas”, afirmou. Para Neto Valente, a medida do Conselho Superior do Ministério Público de Portugal causa “uma grande pressão para acabar com o uso da língua portuguesa nos tribunais” do território. “A identidade de Macau passa também pelo sistema jurídico, que é único. Este sistema só pode funcionar se tiver portugueses. Não quer dizer que tenha a maioria, não é uma questão de quantidade, mas tem de ter portugueses. Não há razão nenhuma
para se falar português nos tribunais se não houver magistrados portugueses. Não é só por causa dos advogados, [que] não têm força suficiente”, vincou. “Este prejuízo concreto da magistratura é gravíssimo. Dificilmente arranjariam pior prejuízo”, afirmou Neto Valente, a propósito das consequências para a presença de Portugal em Macau.
À espera
Neto Valente argumentou ainda que as manifestações culturais de matriz portuguesa que perduram no território “são iguais em todo o mundo” e que “isso não é identificativo de Macau”. “O sistema identitário da região é o sistema jurídico, porque é único – não é igual ao da China, de Taiwan, ou de Hong Kong – e é um sistema jurídico muito mais próximo do português do que qualquer um”, acrescentou.
“Este prejuízo concreto da magistratura é gravíssimo. Dificilmente arranjariam pior prejuízo”
Ensino EPM cai 175 lugares na média de exames nacionais
Escola Portuguesa de Macau (EPM) cai mais de uma centena de lugares no ranking que compara as médias dos exames nacionais do 12º ano do ensino português. A direcção da escola descarta que haja um declínio na qualidade do ensino. A lista, elaborada pelo semanário Expresso e pela estação de televisão SIC com base em dados do Ministério da Educação, junta mais de 500 escolas. De acordo com a rádio Macau, que cita a notícia, de um ano para o outro, a EPM caiu 175 posições: do 62º lugar para o 237º. Ainda que no ano lectivo 2014/2015 a média da escola tenha sido positiva, houve uma descida de 11 valores e meio para 10,88 (em 172 exames) na média. Os alunos fizeram exames
Tiago Alcântara
“Alunos estão bem preparados” A
Por outro lado, referiu que também “têm sido levantadas muitas dificuldades para os funcionários [de Portugal] virem [para Macau]”, ao abrigo da licença especial, por períodos de dois anos renováveis, estabelecida pelo decreto de lei 89-G/98. “Eu sei que tem havido menos licenças concedidas e isso faz diferença”, observou, sublinhando que se para Portugal o número de funcionários em causa “é uma gota no oceano”, para Macau, “a ‘meia-dúzia’ de portugueses que aqui há faz muita falta”. Apesar de este ser um assunto da competência do Ministério Público, Neto Valente manifestou “esperança” de que a situação mude com o novo governo português e criticou a alegada incoerência do discurso político: “Andarem a dizer que querem que Macau (…) tenha uma co-
munidade [portuguesa] pujante e que Portugal está preocupado com o evoluir de Macau e que se interessa muito, é mentira. Como se vê todos os dias: vêm aí uns sujeitos fazer uns negócios e mais nada. Se não forem as exportações, não querem saber de Macau para nada”, afirmou. Recorde-se que o HM deu a conhecer a situação do magistrado Vítor Coelho, há 16 anos em funções em Macau que regressa ainda este mês, para Portugal. Segundo o magistrado e o que HM conseguiu apurar não há possibilidade nenhuma de renovar a licença, uma vez que não foi apenas a especial que foi recusada. O HM continua à espera de respostas pela parte do Conselho Superior do MP em Portugal, do Ministério dos Negócios e Estrangeiros e do MP de Macau. LUSA/HM
bem classificada entre as instituições portuguesas de ensino no exterior, já que foi ultrapassada pela Escola Portuguesa de Moçambique que, este ano, registou uma subida para o 184º lugar. A Escola de Ruy Cinatti, em Díli, Timor-Leste, teve uma média negativa de 6,92 valores. A lista compara os resultados de 505 escolas que realizaram pelo menos cem provas. Para os resultados contam apenas as notas obtidas na primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário.
ranking é o facto de, quando os nossos alunos acabam o 12º ano e vão para escolas do mundo inteiro, verificarmos que eles são sempre elogiados. O mais importante é que eles estejam bem preparados para enfrentar a vida e eles estão”, diz Zélia Mieiro. A vice-presidente da EPM lembra ainda que a instituição não tem o espírito de concorrência, a não ser com ela própria no sentido de “desenvolver o máximo de competências para que os alunos consigam ter sucesso na vida”. Nestas declarações à Rádio Macau, Zélia Mieiro destaca ainda o aumento no número de alunos de língua materna não portuguesa que a escola tem recebido desde a introdução do ano preparatório, algo que, apesar de orgulhar a EPM, “pode levar a que algumas pessoas possam considerar que o ensino não seja tão excelente como costuma ser”, embora a responsável acredite que continua a haver uma boa qualidade no ensino.
Despreocupados
nacionais a quarto disciplinas, tendo a média mais alta, de 12,78 valores, sido obtida a Matemática. Já o Português foi a única
disciplina com média negativa: 9,97 valores. Segundo a rádio, Macau perde também o estatuto de escola mais
Em declarações à Rádio Macau, a direcção da EPM recusa que a descida no ranking signifique uma quebra na qualidade do ensino. Zélia Mieiro, vice-presidente, defende a capacidade dos professores da EPM que “são os mesmos que tiveram sempre bons resultados e vão continuar a ter”, como disse aos microfones da rádio. “Para nós, muito mais importante que estar nessa posição do
sociedade 9
Capitol Proprietário garante rendas baixas para negócios de jovens
Dar a mão aos mais novos
A agência imobiliária responsável pelo Centro Comercial Teatro Capitol anunciou que vai dar a possibilidade aos jovens locais para ali estabelecerem novos negócios através de rendas reduzidas depois da renovação do espaço daquele local”, disse o vogal. “Estamos a discutir a renovação com outros proprietários, a nossa empresa tem mais de 50% do direito predial e organizou uma nova comissão de proprietários, pelo que o administrador de cada unidade precisa de angariar cerca de 300 mil patacas para a renovação”, continuou.
Hoje Macau
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ma das empresas proprietárias do Centro Comercial Capitol assinou um memorando com a agência imobiliária Anzac, no passado sábado, onde fica definido que vai ser criado ali um conceito de novas empresas de jovens locais, sendo que a empresa vai fazê-lo através do arrendamento de espaços por preços baixos. Choi Ming Wa é um dos vogais do grupo e disse que “há 102 unidades de lojas no centro”, explicando que a proprietária detém 21 destas. O Capitol é detido por mais de 50 diferentes
Bruscamente no Outono
proprietários e os vendilhões com bancas no exterior do local têm contratos com a empresa antiga.
“Nós não temos qualquer relação com eles e por isso pedimos, através do nosso advogado, que saiam
No entanto, o mesmo responsável reconhece que “a angariação é um pouco repentina” para alguns deles e por isso mesmo o patrão de empresa, Kuan Vai Lam, vai suportar o
Turismo Reembolso de impostos na fronteira pode ser “mais valia”
O secretário da Associação de Retalhistas e Serviços de Turismo de Macau, Yip Wing Fat, considera que “a medida lançada por Guangdong tem o objectivo de estimular o consumo no interior da China”, mas ainda assim esta poderá ser uma boa oportunidade de negócio para Macau.
“Felizmente Macau é um local de interesse para os turistas por causa da suas lojas de duty-free com melhores instalações. Até hoje, Macau tem os melhores hotéis no Sudoeste asiático, tem o seu património e os elementos exteriores ao Jogo estão a ganhar força. Quando comparamos com o outro
Bancos Monitorização em tempo real para UnionPay
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Autoridade Monetária de Macau (AMCM) vai fazer com que os bancos e empresas de Macau tenham de implementar um sistema de monitorização em tempo real para os cartões bancários emitidos na China continental. De acordo com um
comunicado, as empresas comerciais a monitorizar em tempo real serão primeiro as de alto risco: localizadas perto dos casinos, são principalmente as lojas de joalharia e relojoaria, sendo que “o sistema de monitorização será extensivo a outras lojas
de alto risco, onde sejam transaccionadas mercadorias de elevado valor”. Os cartões China UnionPay ficarão sujeitos a esta supervisão de monitorização em primeiro lugar, sendo que a medida será, “eventualmente”, extensiva a outros cartões
Tomás Chio
info@hojemacau.com.mo
lado – na Ilha da Montanha –, quase que não existem elementos turísticos, há pouca diversificação”, argumentou. Assim, diz, Macau deve aproveitar “as vantagens desta medida para atrair mais clientes, aperfeiçoar as suas infra-estruturas e aumentar a qualidade dos seus serviços”.
Com a construção da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e a nova medida de verificação de passagem na fronteira apenas de uma vez, pelos residentes locais e do interior da China, Macau poderá destacar-se, assegura. “Combinando com as actividades e as suas festas, e contando com a participação das associações que promovem o turismo local, Macau poderá tornar-se melhor e mais eficaz quanto ao sector turístico”, argumentou, citado pelo Jornal Ou Mun. T.C.
bancários, como o Visa e o Master. “Este sistema de monitorização em tempo real tem como função verificar a identidade dos portadores de cartões bancários emitidos na China continental, relativamente ao processo de consumo, bem como a confirmar a relação efec-
tiva entre os cartões bancários e os seus titulares, salvaguardando, assim, os direitos e interesses legítimos dos titulares dos cartões, dos comerciantes e dos bancos”, explica a AMCM, indicando que a ideia é evitar ou minimizar os efeitos resultantes de actividades ilegais.
Vender mais, vender melhor O Governo de Província de Guangdong lançou uma medida de reembolso de impostos tornando o posto fronteiriço da Ilha da Montanha um dos primeiros locais abrangidos pela iniciativa – a lista também inclui o aeroporto de Guangzhou e o porto das Ilhas Nansha.
total dos custos para que a obra possa avançar. “O patrão vai avançar com o pagamento de 30 milhões de patacas para o projecto e só depois é feita a angariação dos fundos”, esclareceu. “A renovação vai ser feita sob a orientação do Instituto Cultural e vamos dedicar-nos por inteiro”, prometeu ainda. A ideia é transformar aquele espaço para acolher indústrias criativas e culturais de jovens locais, agora localizadas na Ilha da Montanha, local que o responsável não considera “adequado” nem “ideal”. “Planeamos atribuir as lojas a estes jovens por três mil dólares de Hong Kong mensais”, avançou. O valor já inclui a tarifa de gestão da loja e a decisão foi tomada depois de se pensar na aposta nesta indústria. Ao Jornal de Cidadão, Choi Ming Wa disse esperar que a renovação esteja finalizada daqui a um ano.
Tiago Alcântara
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Tribunal Justiça decide a favor do IH em caso de habitação
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Tribunal de Última Instância (TUI) ficou do lado do Instituto de Habitação (IH) num caso de exclusão de uma residente idosa que se candidatou à atribuição de uma casa social. O argumento dado pelo TUI em acórdão é exactamente contrário àquele fornecido pela residente. É que a requerente imputa a responsabilidade pela não apresentação dos papéis esclarecedores ao IH e o tribunal afirma que a sua entrega devia ser de conhecimento obrigatório desta. A candidata alega que o IH não lhe exigiu qualquer comprovativo de que auferia menos de 129,6 mil patacas mensais – tecto máximo para atribuição de uma habitação T1 – depois desta ter preenchido os papéis, afirmando que ganhava 2500 patacas mensais e detinha uma propriedade na China avaliada no valor de 240 mil patacas. O total de montantes declarados somavam um valor acima do permitido e foi com base nisso mesmo que o IH excluiu o nome da requerente da lista provisória. “A requerente foi excluída pela razão de que o total do seu património líquido ultrapassou o limite para um agregado composto apenas por um elemento”, escreve o TUI. Inconformada, seguiu com o processo para tribunal, mas não foi bem sucedida, porque depois de uma reavaliação do IH com a mesma resposta, o TUI determinou que a responsabilidade de apresentar todos os comprovativos necessários era da candidata, não sendo dever do IH fazer esse mesmo pedido. O processo teve início aquando da apresentação do boletim da requerente ao IH em Outubro de 2009, e durou até ao passado dia 11. L.S.M.
eventos
Nelson Garrido, público
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hoje macau segund
Irish Coffee House celebra 150º aniversário de William Yeats
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“A juventude», de Paolo Sorrentino, domina prémios da Academia Europeia de Cinema
Disparidade na igualdade
O Consulado da Irlanda em Macau reservou a tarde desta quarta-feira para festejar o 150º aniversário do poeta irlandês William Butler Yeats no Irish Coffee House. É a partir das 18h30 às 21h00 que os interessados se poderão deslocar ao número 131 da Rua de Coimbra para participar num certame de poesia e música do artista, em forma de homenagem àquele que foi um dos nomes mais sonantes da literatura do século XX. Yeats nasceu em 1895 em Dublin, tendo seguido as pisadas de Percy Shelley, fonte de inspiração visível no poema Ilha das Estátuas. Presentes na iniciativa vão estar o Cônsul Peter Ryan e o representante em Macau, Glenn McCartney.
António-Pedro Vasconcelos “Estado não pode deixar de intervir no cinema”
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realizador português António-Pedro Vasconcelos defendeu sábado que o Estado não pode deixar de intervir no cinema, já que o mercado nacional é muito pequeno e sofre de grande concorrência por parte do cinema americano. “O Estado não pode deixar de intervir no cinema, porque nós temos um mercado muito pequeno, muito escasso. Temos uma concorrência muito grande dos filmes americanos e, portanto, o Estado tem obviamente de apoiar”, alegou. À entrada para a antestreia do seu novo filme, “Amor Impossível”, António-Pedro Vasconcelos sublinhou que as suas grandes discordâncias
com o Governo “são em relação à forma de apoiar”. Sobre o novo ministro da Cultura, João Soares, referiu que tem com ele uma relação muito antiga. “Acho que é uma pessoa muito pragmática, é um homem de cultura e, portanto, espero que ele com diplomacia, mas também com firmeza, introduza algumas modificações para as políticas do cinema”, acrescentou. Sem querer alongar-se sobre esta matéria, o realizador disse ainda aos jornalistas que espera que essas modificações “permitam que haja mais filmes e, sobretudo, que haja outra relação com o público”.
“O cinema português tem uma quota de mercado muito pequena? Com algumas excepções, há um filme ou outro que faz muito sucesso, mas normalmente há um divórcio entre o cinema português e o público: acho que é isso que é preciso reatar”, concluiu. Com produção de Tino Navarro e apoio financeiro do Instituto do Cinema e do Audiovisual, a décima longa-metragem de António-Pedro Vasconcelos conta no elenco com Victória Guerra, José Mata, Ricardo Pereira e Soraia Chaves. O argumento é de Tiago Santos, colaborador de António-Pedro Vasconcelos nos filmes mais recentes.
O filme «A juventude», do realizador italiano Paolo Sorrentino, foi considerado, este sábado, em Berlim, o melhor filme europeu pela Academia Europeia do Cinema que também distinguiu os actores britânicos Michael Caine e Charlotte Rampling. «A juventude», que se estreou em Portugal na quinta-feira, dominou a 28.ª edição dos prémios, com Sorrentino a ser galardoado como melhor realizador e Michael Caine melhor actor. O prémio de melhor actriz foi para Charlotte Rampling pelo seu desempenho em «45 anos», do britânico Andrew Haigh, a qual recebeu igualmente um prémio pelo conjunto da sua carreira.
À venda na Livraria Portuguesa
Armazém do Boi acolhe, em parceria com a Fundação Macau, uma mostra de arte sem tema previamente escolhido. Em foco estarão trabalhos dos artistas Lei Ieng Wai, SAH, Gigi Lee e Justin Chiang, que “concordaram na incompatibilidade dos conceitos de criatividade com grupo”. Os artistas preferem alicerçar o seu talento a apenas isso mesmo, ao invés de partirem de um tema comum para explorar as suas técnicas e ideias. Para a direcção, a arte genuína “é um acto íntimo e pessoal, pelo que discuti-lo em grupo poderá destruir a sua originalidade”. Também ao contrário de outras, a mostra não tem um curador, sendo o resultado de encontros frequentes entre os quatro artistas. A única característica comum entre o colectivo é, de acordo com a organização, a vontade de exporem os seus trabalhos e as suas notas pessoais. Assim, os trabalhos apresentados não respondem a um tema comum, mas sim somente ao mesmo espaço físico onde estarão colocados. A exposição abre portas esta quinta-feira e fica patente até 31 de Janeiro com entrada gratuita. A galeria estará aberta ao público diariamente, das 12h00 às 19h00.
Justin Chiang nasceu e viveu desde sempre no território, tendo ingressado no curso de Artes da Faculdade de Artes Visuais do Instituto Politécnico de Macau. Chiang é agora docente no Museu de Arte de Macau e tem apresentado as suas peças em vários locais, incluindo na Creative Macau. As suas telas exibem cores escuras e têm feitios geométricos pouco definidos, dando mesmo a sensação de uma certa vertente abstraccionista. Já SAH é o conjunto de letras pela qual é conhecido o pintor macaense João Jorge Magalhães, responsável pelo desenho de garrafas de Coca-cola em exposição na Broadway por ocasião do aniversário da marca. Também SAH produziu uma série de mostras que aludem ao conceito abstracto com uma vertente de crítica social que pretende chamar a atenção do visitante. Gigi Lee tem feito carreira no universo da curadoria em Macau, depois de concluir o seu curso de Arte em Taipei. A artista tem mesmo um estúdio no território onde desenvolve os seus trabalhos pessoais fora de horas. Sylviye Lei é artista já conhecida da praça local, tendo o seu nome em várias galerias e exposições organizadas a título público e privado. Entre elas estão diversas mostras colectivas e três outras em Macau e uma em Taiwan a solo.
P ju a
O Armazé é que não vontade do enfoque n
Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Orações para Todas as Ocasiões • Thereza Ameal, Raquel Pinheiro
A Minha Bíblia em Histórias • Renita Boyle, Melanie Florian
Este livro, totalmente ilustrado, reúne orações muito simples, mas profundas para diversas situações ao longo do ano, como festas populares, Natal, Páscoa, estações do ano, férias. É uma forma dinâmica e divertida de ensinar as crianças a rezar e principalmente para pais e filhos rezarem juntos todos os dias. Complementa as orações do primeiro livro da autora.
AMinha Bíblia em Histórias dá a conhecer aos mais novos os episódios mais importantes da Bíblia. Perfeita para a hora do conto ou para ler antes de deitar em pequenas histórias onde ficamos a conhecer Adão e Eva, David e Golias, Moisés, Isaías, Maria, José, Jesus e seus amigos e muitos outros.
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da-feira 14.12.2015
Para untar a malta Armazém do Boi Exposição sem tema inaugura esta semana
ém do Boi abre, esta quinta-feira, uma exposição peculiar: existe um tema que agregue o estilo, propósito ou os quatro artistas convidados. A ideia é fazer recair o o talento individual e não no conceito de colectividade
hoje na chávena Paula Bicho
Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com
Açafroa Nome botânico: Carthamus tinctorius L. Família: Asteraceae (Compositae). Nomes populares: AÇAFLOR; AÇAFRÃO-BASTARDO; AÇAFROL; ACANTO-BASTARDO; CÁRTAMO; SAFLOR; SEMENTE-DE-PAPAGAIOS. Nativa do Oriente (Irão), a Açafroa é um cardo que pode alcançar um metro de altura. Tem caules erectos, ramificados e glabros, e as folhas, compridas, serradas e espinhosas, apresentam uma nervura visível na página inferior e são sésseis (sem pedúnculo); as flores, muito vistosas, de cor entre o amarelo e o vermelho, encontram-se rodeadas de numerosas brácteas. Encontra-se no Alentejo e Algarve como subespontânea, cresce na América do Norte e é muito cultivada na Índia para a obtenção de óleo. Carthamus deriva do árabe, Kurthum, que provém do hebraico, Kartami, e significa tingir. A Açafroa é uma planta tintória e uma das culturas mais antigas. Têxteis egípcios datados da XII dinastia revelam a presença de corantes provenientes de Açafroa. Os pigmentos das flores são ainda usados por pintores e no fabrico de cosméticos. Das sementes obtém-se um óleo utilizado na iluminação e em pintura como substituto do óleo de Linho. Esta planta integra as milenares medicinas ayurvédica e tradicional chinesa. Em fitoterapia são usadas as flores, sementes e, sobretudo, o óleo. Composição Flores: Diversos pigmentos, entre os quais a cartamina ou vermelho vegetal e a cartamona; flavonóides e seus glucósidos (apigenina, derivados do campferol e da quercetina, rutina), linhanos, um princípio amargo (arctiósido), cumarina, ácido glicirrético, mucilagens, polissacáridos e álcoois triterpénicos. Sementes: Ricas em ácidos gordos insaturados (linoleico, oleico), fitosteróis e vitamina E; um princípio amargo (arctiósido) e uma enzima coagulante do leite. Sabor muito amargo.
Em foco estarão trabalhos dos artistas Lei Ieng Wai, SAH, Gigi Lee e Justin Chiang, que “concordaram na incompatibilidade dos conceitos de criatividade com grupo”
Acção terapêutica Flores: Planta amarga, a Açafroa estimula o apetite e favorece a digestão, tendo ainda actividade laxativa; é tradicionalmente usada na perda de apetite, más digestões, obstipação e nos parasitas intestinais que ajuda a expulsar. Esta erva aumenta a sudação reduzindo a febre e é anti-inflamatória, havendo indícios de que estimula o sistema imunitário (estudos); combate bactérias, vírus e fungos e auxilia a eliminação da expectoração. Tem sido recomendada na constipação e gripe, tosse, bronquite, pneumonia, sarampo, varicela e outras doenças febris
ou infecciosas. Reduz os níveis de colesterol sanguíneo e a agregação das plaquetas, estando indicada no colesterol elevado, tromboses, doença coronária e cardiopatias. Tem acção estimulante sobre o útero, provocando a menstruação quando atrasada, regularizando o período e combatendo as dores associadas. Outras propriedades Óleo das sementes: Tem indicação na redução dos níveis de colesterol e triglicéridos, prevenção da aterosclerose e arteriosclerose, hipertrofia da próstata e doenças reumáticas; como laxante na obstipação. Em uso externo, protege, suaviza e regenera a pele, mantendo a sua elasticidade e evitando a formação de rugas, sendo igualmente usado na pele inflamada. Reaviva a cor dos cabelos sujeitos a colorações ou permanentes. O óleo de Açafroa é fonte de ácido linoleico conjugado, CLA, utilizado como suplemento alimentar na redução da gordura corporal, inclusive com efeitos sobre a gordura abdominal, e no aumento da performance desportiva. O CLA evita o armazenamento da gordura nas células adiposas, reduzindo o seu volume, e promove a oxidação da gordura nas células musculares, aumentando a energia disponível, a força e massa muscular. Uma dieta adequada e a prática regular de exercício físico potenciam os seus resultados. Como tomar • Uso interno Infusão das flores: 1 colher de sobremesa por chávena de água fervente. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. As flores são muito usadas como corante e aromatizante pela indústria alimentar. Já foram empregues como um substituto do Açafrão (Açafrão-bastardo) e também na sua falsificação. Óleo das sementes e CLA: em cápsulas. Tomar de acordo com as indicações. O óleo é utilizado na alimentação como tempero e para cozinhar. É ainda usado pela indústria alimentar, em margarinas e molhos. Óleo: tomar uma colher de sopa em jejum. Como laxante. • Uso externo Óleo das sementes: participa em fórmulas de cremes faciais, óleos corporais e champôs. Precauções As flores estão contra-indicadas durante a gravidez, devido à acção tónica uterina e teratogénica (pode provocar malformações congénitas). O óleo alimentar é seguro. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.
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china
hoje macau segunda-feira 14.12.2015
Alibaba compra South China Morning Post mas garante liberdade
No online é que está o ganho O grupo de comércio online Alibaba é agora proprietário do jornal de Hong Kong South China Morning Post. Garantida pelo vice-presidente do grupo está a liberdade de imprensa e uma maior aposta no formato online
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gigante do e-commerce chinês Alibaba comprou o jornal de Hong Kong South China Morning Post (SCMP). Mas a ideia, avança o vice-presidente da empresa online, Joseph Tsai, é continuar a garantir as liberdades de expressão e de imprensa. “Temos que ganhar a confiança dos leitores e isso vai depender na objectividade, equilíbrio e justiça com que os conteúdos são explorados e reportados”, começou Tsai por dizer numa entrevista à publicação. O vice-presidente vai mais longe, explicando que a China é “uma economia em crescimento” e que por isso mesmo precisa que as pessoas a conheçam melhor. assim, diz que “os factos devem ser apresentados como são, dizendo-se a verdade”. É por isso mesmo que Tsai promete que os novos proprietários vão “deixar que os editores optem pela política editorial e pelos ângulos noticiosos
que mais preferirem. Esse é o nosso princípio básico”, disse. Em cima da mesa está também um maior investimento no formato online da publicação, tornando os conteúdos actualmente pagos em gratuitos. “Por que não tornar o conteúdo mais acessível a todos aqueles que querem atingir uma base global, através de uma aplicação móvel ou do telemóvel?”, questionou o responsável na mesma entrevista. “Esta é a
nossa filosofia, que é muito comum das empresas ligadas à internet, porque acreditamos que os utilizadores não deviam pagar por serviços ou conteúdos – as pessoas que pagam é quem quer pôr publicidade para atingir esses mesmo utilizadores”, acrescentou.
Contratar para enriquecer
Nos planos da nova direcção está ainda a contratação de mais pes-
soas para as redacções, incluindo jornalistas e editores, mas também especialistas na área do digital e das novas tecnologias. “Sentimos que o que faz o sucesso é a excelência editorial e estamos dispostos a investir na contratação de mais jornalistas e mais editores para manter a qualidade da versão impressa e para chegar mais longe em termos de cobertura noticiosa. É este o nosso compromisso”, assumiu o responsável. No entanto, o analista político Willy Lam contactado pela Lusa, considera que é difícil acalmar as preocupações sobre independência editorial. “As pessoas têm boas razões para estarem cépticas, simplesmente por causa do passado de Jack Ma e do grupo Alibaba”, disse o professor universitário de Hong Kong à agência France Presse, recordando que Ma e a empresa são “muito próximos” da liderança de Pequim.
Detido antigo executivo de Banco
Clima Pequim considera acordo de Paris “justo, ambicioso e equitativo”
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enviado especial para as Alterações Climáticas da China, Xie Zhenhua, afirmou sábado que o acordo de luta contra o aquecimento global, aprovado na conferência do clima de Paris (COP21) é “justo, ambicioso e equitativo”. “A China felicita todos os países por este acordo, que não é perfeito, tem partes em que pode ser melhorado,
mas permite-nos avançar para responder ao desafio das alterações climáticas”, disse Xie, numa intervenção no plenário da COP21. O representante chinês agradeceu à França e ao Presidente francês, François Hollande, “a liderança nos trabalhos”, e elogiou as partes da Convenção da ONU sobre Alterações
Climáticas “pela flexibilidade e por serem tão construtivas”. “Acabámos de escolher o caminho certo para o bem das gerações futuras”, concluiu o representante do país que é actualmente o maior emissor de gases com efeito de estufa. AConferência das Nações Unidas sobre Alterações Cli-
“É difícil imaginar que ele irá tolerar artigos críticos que possam ter um reflexo negativo no Partido Comunista ou no sistema político chinês em geral”, disse Lam, que foi editor da secção da China do jornal desde 1989 até 2000, quando foi demitido. O antigo jornalista diz que as suas opiniões críticas sobre a política chinesa levaram ao seu despedimento. Hong Kong tem um estatuto semi-autónomo após ter sido devolvido à China pela Grã-Bretanha em 1997, e mantém uma liberdade que não existe no território continental. No entanto, há receios de que estas liberdades estejam a desaparecer, particularmente após as grandes manifestações do ano passado em Hong Kong e a rejeição da reforma política chinesa em Junho, numa censura sem precedentes a Pequim. “Há indícios de uma nova política do governo chinês, que procura aumentar o controlo sobre Hong Kong através de maior propriedade de meios de comunicação daqui pela China continental – duas das quatro estações de televisão têm importantes accionistas que são negócios chineses e esta tendência vai aumentar”, disse. Ma fundou o Alibaba em 1999 e, sob a sua liderança, tornou-se a maior empresa de comércio ‘online’ da China, gerindo a plataforma de consumidor-para-consumidor Taobao, que domina mais de 90% do mercado da China continental.
máticas (COP21) aprovou um acordo global vinculativo em que 195 países, desenvolvidos e em desenvolvimento, se comprometem a caminhar para uma economia de baixo carbono e tomarem medidas para limitarem o aquecimento global da atmosfera até 2100 a 1,5 graus centígrados, em relação aos valores médios da era pré-industrial.
A polícia deteve um antigo chefe de um dos principais bancos de investimento da China, no mais recente gesto contra empresários de topo na segunda economia mundial na sequência da queda bolsista este ano, informaram os ‘media’ locais.Xue Rongnian, que dirigiu a Ping An Securities entre 2008 e 2011, foi detido pela suspeita de ‘insider trading’ (abuso de informação privilegiada) em relação a duas empresas cimenteiras, segundo revelou na sexta-feira a revista económica Caixin. A polícia da província de Anhui colocou-o sob custódia por volta do dia 20 de Novembro, de acordo com a mesma fonte. A notícia surge numa altura em que a China tem vindo a apertar o cerco ao sector financeiro, na sequência do colapso no mercado bolsista este ano que teve ondas de choque em todo o mundo.
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Lembrete Plano de comparticipação pecuniária no desenvolvimento económico para o ano de 2012 1. O prazo limite para a apresentação do pedido de atribuição do Plano de comparticipação pecuniária no desenvolvimento económico e do Apoio pecuniário para o ano de 2012 é fixado em 31 de Dezembro do corrente ano. 2. Os indivíduos que satisfaçam os requisitos de atribuição, mas não tenham ainda formulado o pedido, devem dirigir-se até ao termo do prazo supracitado ao Centro de Serviços do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, nºs 762-804, Edifício “China Plaza”, 2.º andar, Macau, para efeitos de tratamento das respectivas formalidades. 3. Por último, solicita-se que os cheques ainda não sacados sejam apresentados, com a maior brevidade, junto de qualquer instituição bancária de Macau. Macau, ao 01 de Dezembro de 2015.
china 13
hoje macau segunda-feira 14.12.2015
Fosun Presidente Fosun controla mais de 10 mil milhões de euros em acções
Magnata em parte incerta O presidente do grupo chinês Fosun, detentor de várias empresas em Portugal e que foi sexta-feira dado como incontactável na China, controla indirectamente mais de 10 mil milhões de euros nas praças financeiras chinesas, segundo a imprensa local. De acordo com os media chineses, Guo Guangchang controla indirectamente 77 mil milhões de yuan em acções na China. Proprietário de 58% dos títulos da Fosun International, um dos maiores grupos privados da China, com interesses nos sectores turismo, saúde, farmácia, imobiliário e aço, Guo controla seis empresas na China e é accionista em outras 12. Segundo a revista norte-americana Forbes, é o 11.º homem mais rico da China. Em Portugal, o grupo detém a seguradora Fidelidade e a Espírito Santo Saúde, reconvertida em Luz Saúde, e uma participação de 5,3% na REN. Foi ainda um dos candidatos à compra do Novo Banco, até as pub
negociações terem sido suspensas pelo Banco de Portugal.
Pontos de interrogação
A imprensa chinesa avançou que o multimilionário foi detido pelas
autoridades e que se desconhece se está a ser investigado ou a prestar assistência numa investigação. Guo foi, alegadamente, detido à chegada a Xangai num voo proveniente de Hong Kong,
A imprensa chinesa avançou que o multimilionário foi detido pelas autoridades e que se desconhece se está a ser investigado ou a prestar assistência numa investigação
escreve a agência oficial chinesa Xinhua. Contactada sexta-feira pela agência Lusa, fonte da empresa limitou-se a responder que o grupo vai manter informados os meios de comunicação social à medida que houver novidades. Num comunicado publicado no ‘site’oficial do Fosun e assinado pelo vice-presidente Liang Xinjun, a empresa informa que suspendeu temporariamente as negociações nas bolsas de Xangai, Hong Kong e Shenzhen, devido a “informações susceptíveis de influenciar o mercado”. Fosun, em chinês diz-se Fu Xing, evocando o local onde os quatro fundadores do grupo se formaram, no final da década de 1980 (a Universidade Fudan, em Xangai). O segundo carácter (“Xing”) significa estrela. No último ano, segundo os dados compilados pela agência Bloomberg até Julho, o gigante empresarial, dono do Club Mediterranee, anunciou 10 aquisições num total de 6,4 mil milhões de dólares.
Produção industrial acelera em Novembro
O crescimento da produção industrial da China, um importante indicador na segunda economia mundial, acelerou em Novembro para o mais elevado nível desde Junho, indicam dados oficiais. A produção industrial, que mede a actividade nas fábricas, oficinas e minas, aumentou 6,2% em Novembro, em termos anuais homólogos, o primeiro aumento desde Agosto, que traduz também uma subida significativa face a Outubro (5,6%), segundo os dados divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas. As vendas do comércio a retalho, um indicador chave do consumo, aumentaram 11,2% para o valor mais elevado do ano, enquanto o investimento em activos fixos, que mede os gastos em infraestruturas, avançou 10,2% no período entre Janeiro e Novembro, mantendo o ritmo que tinha sido apurado nos dez meses terminados em Outubro.
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artes, letras e ideias
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J
ing Hao “Bifa Ji”
Notas Sobre o Método do Pincel
O eremita Xiang Rong Shanren pintou árvores e rochas de uma forma grosseira com pontas aguçadas e esquinas angulosas. Embora dominasse com mestria os segredos da tinta preta daoísta, a sua maneira de usar o pincel não tinha ossos (estrutura). Ele pintou de modo livre e fluente sem perder o verdadeiro espírito e a forma das coisas, nem a beleza da sua aparência. O trabalho com o pincel de Wu Daozi1 distingue-se em forma, estrutura e espírito tal como árvores muito altas que são demasiado imponentes em comparação com as das pinturas comuns, mas é pena que ele não tenha tinta2. Zhen Joyu3 e o monge Dao Fen e outros semelhantes mal se distinguem do estilo comum; o seu modo de usar o pincel e a tinta não tinham nada de extraordinário, embora fossem bastante hábeis no desenho das formas e dos contornos.
1 - Activo c.719- c.760 o seu nome está associado às pinturas religiosas murais de templos na dinastia Tang, tradição ligada à província de Shanxi. A sua obra circularia sob a forma de cópias e esfregaços das pinturas feitas na pedra. Sobre o seu método escreveu Zhang Yanyuan: «Tendo pleno controlo do seu espírito, ele concentrava-se no Único trabalhando assim em harmonia com o Criador.» Tal fio de pensamento desembocaria na ideia do Traço Único do Pincel desenvolvida por Shitao (1642-1707). 2 - Guo Ruoxu (autor da mais importante História da Arte dos Song do Norte: o Tuhua Jianwenzhi de 1074), disse o mesmo em síntese: «Nas suas paisagens Wu Daozi tem o pincel mas não tem a tinta; Xiang Rong tem a tinta mas não o pincel; devia-se tomar o ponto forte a cada um deles e
formar o estilo de um único mestre.» A formulação que distingue o pincel, que serve «para alojar as formas e as estruturas; e a tinta para diferenciar as sombras e as luzes» (Han Zhuo in «Hualun Congkan») ou ainda «a função do pincel é a de apreender a forma, o da tinta é de apreender a tonalidade» (Shen Zongqian, idem) está na base da doutrina que dominará a análise crítica posterior. Aos poucos uma certa hierarquia acabará por impor a primazia do pincel, até porque a pintura chinesa se define a si mesma como a arte do pincel, sendo o seu traço o canal privilegiado através do qual se exprime o «ritmo espiritual». Por isso, desde a dinastia Yuan (1279-1368) que os letrados, para designar o trabalho do pintor, preferiam usar a expressão «escrever» em vez de «pintar». 3 - Pintor daoísta de Shu, activo no fim dos Tang.
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artes, letras e ideias 15
Paulo Maia e Carmo tradução e ilustração
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hoje macau segunda-feira 14.12.2015
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 643/AI/2015
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 682/AI/2015
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora LI HUI, portadora do Passaporte da China n.° G32415xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 8/DI-AI/2014 levantado pela DST a 14.01.2014, e por despacho da signatária de 30.11.2015, exarado no Relatório n.° 685/DI/2015, de 09.11.2015, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.os 361-B 361-K, Edf. I On Kok, 13.° andar C onde se prestava alojamento ilegal.------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 30 de Novembro de 2015.
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor 楊波, portador do passaporte da RPC n.° E02703xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 25/DI-AI/2014, levantado pela DST a 17.02.2014, e por despacho da signatária de 27.11.2015, exarado no Relatório n.° 737/DI/2015, de 16.11.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua Cidade de Coimbra n.° 416, Edf. Jardim Brilhantismo, 9.° andar AB onde se prestava alojamento ilegal.----------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. ------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 27 de Novembro de 2015.
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 683/AI/2015 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora 李春梅, portadora do passaporte da R.P.C. n.° E25571xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 25/DI-AI/2014, levantado pela DST a 17.02.2014, e por despacho da signatária de 27.11.2015, exarado no Relatório n.° 738/DI/2015, de 16.11.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua Cidade de Coimbra n.° 416, Edf. Jardim Brilhantismo, 9. ° andar AB.-----------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.-------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 27 de Novembro de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 684/AI/2015 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora 李春梅, portadora do passaporte da R.P.C. n.° E25571xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 25.1/DI-AI/2014, levantado pela DST a 17.02.2014, e por despacho da signatária de 27.11.2015, exarado no Relatório n.° 739/DI/2015, de 16.11.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório, por suspeita de angariar pessoas com vista ao seu alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua Cidade de Coimbra n.° 416, Edf. Jardim Brilhantismo, 9.° andar AB.-----------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.-------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 2 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 27 de Novembro de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 688/AI/2015
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 692/AI/2015
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora FANG YUZHEN, portadora do Salvo-Conduto de dupla viagem da RPC n.° W65553xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 129/DI-AI/2014, levantado pela DST a 13.10.2014, e por despacho da signatária de 25.09.2015, exarado no Relatório n.° 590/DI/2015, de 14.09.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Avenida Doutor Mario Soares n.° 239, Edf. Va Iong, 18.° andar E.--------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.-------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 30 de Novembro de 2015.
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LI BAISEN, portador do passaporte da R.P.C. n.° E15974xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 56/DI-AI/2013 levantado pela DST a 27.05.2013, e por despacho do Director dos Serviços de Turismo, Substituto, de 21.08.2015, exarado no Relatório n.° 537/DI/2015, de 13.08.2015, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada no Beco do Gonçalo n.° 1, Edf. Long Sou Kai, 2.° andar B.-----O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 30 de Novembro de 2015.
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MACAU ANGLICAN COLLEGE
PARENTS ARE WELCOME TO ATTEND A PARENTS’ INFORMATION MEETING FOR ENROLING NEW K1 PUPILS FOR SEPTEMBER 2016 AT MACAU ANGLICAN COLLEGE AV. PADRE TOMÁS PEREIRA, NO. 109-117, TAIPA, MACAU THIRD FLOOR, SCHOOL HALL ON TUESDAY, DECEMBER 15th 2015, 7:30 P.M. *Four new K1 classes commence in September 2016. *100 places will be offered to new K1 pupils aged 3, in 4 classes of 25. *English and Putonghua are the main languages of instruction. *Creative teaching styles; child centred learning. *MAC Registration Documents Submission Days: February 1,2,3 & 4 2016 *Assessment Days: March 2016 (Details to follow).
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 695/AI/2015 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor CHAN, Hin Tung, portador de Hong Kong Permanent Identity Card n.° K0925xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 138/DI-AI/2013, levantado pela DST a 29.11.2013, e por despacho da signatária de 01.09.2015, exarado no Relatório n.° 493/DI/2015, de 18.08.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada em Macau, na Rua Cidade do Porto n.° 415, Edf. Jardim Brilhantismo, 4.° andar AE onde se prestava alojamento ilegal.---------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. ------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício Centro Hotline , 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 01 de Dezembro de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
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Point Break Sala 1
Point break [c]
Exposição Casal Notável artefactos de Sun Wan, segunda filha de Sun Yat Sen Museu de Macau Entrada livre
Filme de: Ericson Core Com: Luke Bracey, Edgar Ramirez, Teresa Palmer 14.30, 16.30, 21.30
Point break [3D][c]
Filme de: Ericson Core Com: Luke Bracey, Edgar Ramirez, Teresa Palmer 19:30 Sala 2
Keeper of Darkness [c] Falado em Cantonense Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Nick Cheung
Com: Nick Cheung, Kuo Tsai Chieh, Louis Chueng, Sisley Choi 14.30, 16.30, 21.30 Sala 3
initiation Love [b]
Falado em japonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Yukihiko Tsutsumi Com: Shota Matsuda, Atsuko 14:30, 16:30, 21:30
The Crow’s Egg [A]
Falado em Tamil Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Manikandam M. Com: Ramesh, Vignesh 19.30
Exposição “A Jornada de Um Mestre” Albergue SCM Entrada livre
Aconteceu Hoje
14 de dezembro
Nasce Beatriz Costa Exposição “Aguadas da Cidade Proibida” (até 07/2016) Museu de Arte de Macau (MAM) Entrada a cinco patacas
Exposição “Salpicos” de Sofia Bobone Fundação Oriente, Casa Garden Entrada livre
U m d i sco ho j e “HITNRUN” (Prince, 2015) E o monstro do funk dos anos 80 ressuscita. É com “This could b us”, “Revelation”, “Black Funk” e “Look at Me Look at You” que Prince fecha mais um ano, com o seu mais recente álbum lançado há dois dias. “HITNRUN” ainda só está disponível online, mas vale a pena um click até http://listen.tidal.com/album/50767183 para dar uma espreitadela no CD. São 30 segundos de amostra de cada música, mas chegam para perceber que a segunda parte é melhor do que a primeira. Mais calma, mais romântico-funk, mais Prince. No entanto, a primeira também não escasseia em qualidade. É a secção do CD que contém “FallinLove2Nite” e “HardRockLover”. Para quem não está familiarizado com a discografia do autor, recordem-se faixas como “When Doves Cry”, “Kiss” ou “Purple Rain”, hit incontornável. O disco pode ser comprado por cerca de 140 patacas no mesmo website acima indicado. Leonor Sá Machado
fonte da inveja
• Foi talvez a figura iconograficamente mais forte da cultura popular do século XX. Sabe-se pouco da sua infância, mas o suficiente para saber que foi humilde e difícil. Tem uma atracção precoce por cinema e por teatro e vem para Lisboa decidida a triunfar. Estreia-se como corista aos 15 anos e sobe a pulso. Em 1924 parte como corista para o Brasil e regressa, um ano depois, como actriz de elenco na revista Ditosa Pátria. Mas é no Sete e Meio (1927) que cria a sua primeira rábula para a história, O Cocas, onde surge pela primeira vez com a célebre franja, inspirada no corte de cabelo de Louise Brooks. Dois anos depois triunfa estrondosamente ao lado de Álvaro Pereira no dueto D. Chica e Sr. Pires. Com O Mexilhão, em 1931, torna-se definitivamente primeira figura, estatuto que não mais a abandonará até partir para o Brasil, em 1939, por aí ficando dez anos, granjeando enorme popularidade. Voltará ainda aos palcos da revista numa breve e triunfal reaparição (Ela aí Está, 1949) e numa série de revistas a partir de 1956, estas já sem o êxito a que se habituara. Mulher de múltiplos e extraordinários talentos, tem uma curta mas cintilante carreira cinematográfica, onde pairam a grande altura os filmes A Canção de Lisboa (com o inesquecível número A Agulha e o Dedal) e A Aldeia da Roupa Branca, onde recria uma definitiva figura de saloia alegre. Se no cinema o brilho de Beatriz Costa é evidente, não deixou de produzir outras memoráveis criações, como os seus livros Sem Papas na Língua (1975) e Quando os Vascos Eram Santanas (1977), onde, com um sentido narrativo delicioso e uma língua afiada, conta múltiplos episódios das suas memórias. Irreverente, alegre, cheia de vida, esta mulher, de apenas 1,53 m de altura tornou-se um gigante da cultura popular portuguesa.
João Corvo
Há um momento em que percebemos se preferimos as pessoas lascadas às pessoas polidas.
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António Conceição Júnior
urbanidades
Virgínia de oiro
C
onheci Virgínia Or há alguns anos e sempre encontrei um genuíno e caloroso sorriso. Estranhamente, ou talvez não, Macau parece ser grande, porque raramente nos encontrávamos, mas a empatia pode juntar as pessoas. Virgínia sempre me suscitou curiosidade. Sou curioso acerca de pessoas que me tocam. Virgínia é natural de Macau, mas muitos dos seus amigos não são. Observei, com atenção, a naturalidade da sua abertura ao outro. Soube que se havia licenciado em filosofia pela Universidade de Seattle e regressado a Macau há 15 anos. Trabalhou no Instituto Cultural. Depois, saiu mais uma vez e escolheu Lisboa para viver, na típica Alfama, onde trabalha como freelancer em eventos e performances. A minha curiosidade sobre pessoas leva-me a inquirir o que as leva a fazer algumas escolhas, o que é que as atrai. ACJ: Virgínia, tendo nascido em Macau, o que a levou a um lugar tão distante como Seattle, e porquê filosofia? Macau não preenchia as suas aspirações? V.O.: Depois de terminar a escola secundária em Macau, e à semelhança dos meus colegas, procurámos continuar a nossa educação universitária noutro lugar. As universidades de Hong Kong, à época, eram de difícil acesso. Tentámos em vários lugares e, no meu caso, um colégio da comunidade em Seattle aceitou o meu
pedido. E assim, após dois trimestres de estudos na melhoria do inglês, fui admitida na Universidade de Seattle. O sistema de ensino era bastante livre nos Estados Unidos e nós temos de mudar de curso várias vezes. Influenciada por alguns professores recém-graduados nessa altura, que verdadeiramente gostavam e eram entusiastas do ensino da filosofia, continuei a ir a mais e mais aulas e no final concluí o curso de filosofia. Nesse tempo e idade, vinda de uma pequena sociedade um tanto fechada como Macau, antes da popularidade da internet, nós tentávamos compreender muitas coisas pelo pensamento e pela ida física aos lugares: o ambiente, as questões sociais, as relações raciais, o nosso tempo, como nós pensávamos sobre as coisas... Nesse sentido, talvez sim, Macau não tinha o espaço psicológico para nos oferecer a oportunidade de ampliar os nossos horizontes de pensamento, antes propício a cristalizar as nossas aspirações. ACJ: Reparei que muitas das suas relações em Macau envolviam amigos não-chineses e agora, suponho, em Portugal, também.
O que a levou a atravessar a ponte para uma cultura e ambiente diferentes? V.O.: A ponte é “atravessada” ou “está a ser atravessada” a partir do momento que saímos fora do nosso ambiente de casa e da nossa zona de conforto e entramos no espaço de tentar compreender os outros. Ao conhecer pessoas de diferentes lugares, elas como que trazem o mundo até nós, para mais perto de nós. Ainda há muito a aprender. ACJ: A curiosidade é minha. Existe alguma diferença entre jovens chineses e não chineses entre os seus amigos? V.O.: Acho que a diferença não é tanto a cultura ou raça, mas a educação social e a consciência cultural. Encontro o mesmo tipo de jovens em todas as sociedades e culturas que conheci, que não são muito abertos a pessoas de diferentes ambientes e culturas, e que estão mais interessados n o mainstream, como a sua própria segurança, status social e bons empregos, o que é uma escolha... mas também encontro outros que estão abertas à diversidade e às mudanças, para si e também para os outros. Por isso, acho que as pessoas, jovens e velhos, sem viajar e conhecer culturas, outras que não
“A nostalgia atraiu muitos, eu incluída, para os bairros antigos de Lisboa, como Alfama, Mouraria ou Graça, entre outros. Sinto-me, simplesmente, mais segura entre as coisas antigas do que entre as mais novas”
a sua própria, têm mais dificuldade em estarem abertos à diferença. ACJ: Na sua perspectiva, o que é que diferencia os filósofos chineses dos seus colegas ocidentais e quais as principais diferenças culturais? V.O.: A minha universidade só oferecia estudos de filosofia ocidental, a única genealogia do pensamento que aprendi. Mas porque, por educação cultural e etnia, sou chinesa, descobri intuitivamente que algumas premissas na forma de análise, pontos de partida para iniciar os trabalhos, não se aplicavam à nossa mente oriental, ou talvez para formas de pensar que se aproximam e inclinam no sentido do pensamento oriental. Nesse sentido, é mais difícil de fundir os dois. ACJ: O que a fez escolher Lisboa, entre tantas cidades na Europa? E depois Alfama... estou verdadeiramente curioso. V.O.:Porque nasci em Macau antes da transferência de soberania, então, naturalmente, sou Portuguesa de nascimento. Lisboa faz-me sentir em casa. A forma como a cidade velha se estende para fora, alguns edifícios, as ruas em calçada, a suave inclusão, o calor e sentido de humor das pessoas, bem como, hoje em dia, a diversidade, são acrescentos ao sabor do lugar. A nostalgia atraiu muitos, eu incluída, para os bairros antigos de Lisboa, como Alfama, Mouraria ou Graça, entre outros. Sinto-me, simplesmente, mais segura entre as coisas antigas do que entre as mais novas.
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David Chan* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog
macau visto de hong kong
N
o passado dia 26, o website “yahoo” de Hong Kong, divulgou uma notícia onde ficámos a saber que um juiz chinês, de seu nome Huang Tao, em serviço na província de Jiang Su, escreveu uma carta à sua amante, Liu Ying. Na carta afirmava que a amava e garantia-lhe que se iria divorciar depois de 1 de Maio deste ano. Wang acrescentava na carta, “As tuas palavras são ordens para mim.” No final selou a carta com o timbre do Tribunal. Wang foi considerado o melhor presidente do Tribunal dos últimos 40 anos da província de Jiang Su. A sua reputação era excelente. Este caso veio a lume porque Liu teve recentemente problemas financeiros. A sigla IOU (em inglês I owe you, ou seja, devo-te dinheiro) indicava que Wang devia a Liu cerca de 200.000 RMB. Actualmente Liu sofre de cancro e a relação com Wang terminou. Em resposta, Wang afirmou que a garantia tinha sido produzida por ele, que nunca tinha sido selada com o timbre do Tribunal, que o IOU era falso e que nunca tinha havido tal transacção. Mencionemos agora um segundo juiz, a Srª. Ng Wai, do Tribunal de Magistrados de Hong Kong. No dia 2 deste mês, a Srª Ng presidia a um julgamento, o réu, o Sr. Hung Kwok Chu, tinha sido acusado de induzir a polícia em erro no decurso de uma investigação. Em meados de Outubro, Hung contratou os serviços de uma prostituta. Quando estava a tomar banho, a prostituta fugiu com o Rolex de ouro de Hung. Quando Hung descobriu o roubo tentou alcançar a prostituta, mas não conseguiu. Mais tarde disse à mulher e à filha que tinha sido assaltado. Durante a investigação a polícia descobriu a verdade e processou Hung. No julgamento, Ng perguntou a Hung: “O que é que andou a fazer? Não percebe que agiu contra a sua mulher? Não se sente envergonhado?” Nessa altura Ng reparou que a filha do casal estava sentada entre Hung e a mulher e disse: “A sua mulher é a companheira da sua vida. Está triste.” Ng ordenou ao réu que pedisse desculpa à mulher em voz alta. A mulher aceitou o pedido. Comoveram-se os dois e choraram. Ng elogiou a mulher do réu, dizendo que tinha sido corajosa ao perdoá-lo. A juíza salientou que os dois deveriam esquecer este assunto e seguir com as suas vidas. Acrescentou que nunca mais deveriam mencionar este caso, mesmo que viessem a ter
Hansal Mehta, Shahid
Meritíssimo Juiz
uma zanga. Para terminar, Ng recomendou a Hung que tomasse conta da esposa, já que esta sofre de uma doença grave. Hung foi multado em 2.000 dólares de Hong Kong. Hoje vamos ainda falar de um terceiro juiz, o Sr. Henry Denis Litton. Foi juiz efectivo no Tribunal de Apelação de Hong Kong. Actualmente está reformado. No passado dia 3, durante um almoço de convívio, Litton fez um discurso, onde afirmava que se estão a viver tempos críticos em Hong Kong. “Este ano celebramos o 32º aniversário da promulgação da declaração Sino-Britânica. Será também daqui a 32 anos que a Lei Básica de Hong Kong deixará de existir.” “Hong Kong não possui quaisquer recursos naturais. Actualmente é um centro
“E como é que identificamos o Estado de Direito? A resposta é simples. Nos nossos corações. Se respeitarmos a lei viveremos num estado de Direito”
financeiro a nível mundial, porque a lei em vigor o permite. A Lei protege a economia, o comércio e a terra. Mas não sabemos o que irá acontecer a seguir. É bom que se comece a preparar o mais rapidamente possível as linhas mestras para 2047. Caso contrário, os organismos internacionais não irão depositar confiança em Hong Kong. As grandes empresas podem abandonar Hong Kong.” Litton também criticou algumas pessoas que tentam processar o governo ao abrigo da Revisão Administrativa. “A Revisão Administrativa é um procedimento legal que se destina apenas a averiguar se as políticas que o governo pretende implementar preenchem, ou não, os requisitos legais. Não é um instrumento para pôr em causa as políticas governamentais. A sala do Tribunal não é um espaço para debater políticas governamentais. Se toda a gente puder processar o governo, deixa de haver necessidade de terroristas para impedir o governo de funcionar” Que condições são necessárias reunir para que tenhamos um bom juiz? É possível que cada um de nós tenha uma resposta diferente. No entanto alguns factores são essenciais, como a competência em matérias legais, uma moral irrepreensível, maturidade, etc. Temos normalmente grandes expectativas em relação à figura de um juiz, não
porque esperemos que seja um ser perfeito, mas porque é alguém com a responsabilidade de distinguir o certo do errado, não só em termos legais, mas também por vezes, em termos morais. Se um juiz for suficientemente maduro, terá experiência de vida. Essa experiência ajuda-o a identificar, num litigio, quem está certo e quem está errado. O juiz deve ver-se a si próprio como representante da Lei. É o responsável pela aplicação da Justiça e da justeza. A figura feminina que representa a Justiça é a deusa grega Témis. Ela empunha a espada e a balança como símbolos. Os juízes da actualidade empunham o martelo e o selo do Tribunal. Se a nossa lei for justa, se os nossos juízes deliberarem adequadamente, se todos tiverem igual acesso à Justiça, então viveremos num Estado de Direito. E como é que identificamos o Estado de Direito? A resposta é simples. Nos nossos corações. Se respeitarmos a lei viveremos num estado de Direito. Dos três juízes que mencionámos, Huang, Ng ou Litton, qual será o melhor? Por favor, sintam-se à vontade para fazer a vossa escolha. Conselheiro Jurídico da Associação de Promoção do Jazz de Macau
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos; Thomas Lim Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Empréstimos para habitação a cair
Trabalho dificuldades em encontrar o emprego adequado
À procura de um ideal
A concessão de novos empréstimos para habitação caiu 46,8% em Outubro, comparando com o mesmo mês de 2014, revelaram os serviços de estatística, cuja economia está em queda há mais de um ano. Segundo os dados oficiais, os bancos concederam empréstimos para compra de casa em Outubro no valor de 2,5 mil milhões de patacas, o que se traduz também numa queda em relação ao mês de Setembro, de 31,8%. A economia de Macau assenta nas receitas dos casinos, que estão em queda desde Junho do ano passado e já levaram a quedas do Produto Interno Bruto (PIB) superiores a 20% nos últimos trimestres.
Entre mais de 1600 trabalhadores questionados, 60% concluíram uma licenciatura. O resultado mostra que mais de 80% sabe aquilo que quer fazer da sua carreira, parâmetro que aumentou mais de 20% comparado com o ano passado. Quase metade dos funcionários básicos não têm estes planos traçados, enquanto mais de 70% dos profissionais em funções de gerentes ou cargos superiores de empresas têm. A associação considera que isto é demonstrativo de que um plano de carreira ajuda ao desenvolvimento da vida profissional.
Porto Interior Pontes-cais desocupadas em nome dos autocarros
U
m inquérito da Associação de Gestão de Macau demonstra que metade de trabalhadores locais tem dificuldade em encontrar um emprego “adequado”. Segundo o Jornal Ou Mun, o inquérito explora temáticas relacionadas com a mobilidade de emprego dos residentes de Macau e foi publicado na semana passada pelo director da associação e deputado, Lau Veng Seng.
Embora 47,6% dos entrevistados tenha afirmado que foi promovido durante a primeira metade de 2014, outros 60% consideram que a “actual situação de empregabilidade não é positiva”. Cerca de metade dos inquiridos alega falta de “empregos adequados”, com a justificação de que a proporção entre procura e oferta aumentou. Além disso, outros 50% mostraram vontade de mudar de trabalho, até mesmo para sectores diferentes daqueles onde actualmente estão. No entanto, apenas 10% destes sabem exactamente aquilo que querem fazer quando mudarem. Também foi registado um aumento no número de indecisos relativamente àquilo que querem fazer no futuro, com 46,3% dos entrevistados a não saber o que seguir. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Marcha da Caridade aconteceu ontem gcs
O Governo fez desocupar as pontes-cais números 23 e 25, no passado fim-desemana. De acordo com um comunicado da Direcção dos Serviços dos Assuntos Marítimos e da Água (DSAMA), a desocupação dos espaços vai permitir implementar o plano das vias exclusivas para transportes públicos entre a Barra e as Portas do Cerco. Os lotes onde se situam as pontes-cais 23 e 25 do Porto Interior pertencem a “recursos de terrenos administrados pela RAEM”, pelo que a DSAMA vedou o acesso ao interior dos cais, sendo interdita a entrada ou permanência não autorizada. Os espaços vão ser entregues aos serviços públicos “para planeamento e aproveitamento”. A desocupação vem na sequência do término de emissão de licenças das pontes, em 2012. Não existe registo de propriedade das pontes-cais e as licenças de ocupação eram renovadas anualmente, mas o Chefe do Executivo decidiu acabar com isso. Os titulares dos lotes ainda recorreram ao Tribunal de Segunda Instância e ao Tribunal de Última Instância, mas sem sucesso.
Mudar de vida
Fernando Santos «Grupo F? Não acredito em facilidades»
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O seleccionador Fernando Santos já analisou os adversários do Grupo F, Islândia, Áustria e Hungria, e assumiu que não acredita em facilidades e que precisa de estudar as três selecções para encontrar o caminho para a vitória. «Disse antes do sorteio que o importante é conhecer os adversários e agora é preciso estudá-los e analisá-los. Não acredito em facilidades, nem em dificuldades, porque acredito que com trabalho conseguimos os resultados que queremos. Respeitamos todos e temos de encontrar soluções para seguir em frente», afirmou Fernando Santos, em declarações à FPF.
• Chui Sai On esteve ontem presente na Marcha da Caridade por um milhão, que acontece anualmente. O Chefe do Executivo fez-se acompanhar de Edmund Ho, ex-líder do Governo.
E-commerce Assinado memorando de cooperação com Guangdong
O
Governo local assinou um memorando de cooperação com o seu homónimo de Guangdong no âmbito do comércio electrónico transfronteiriço. A ideia, revela a Direcção dos Serviços de Economia (DSE), é fortalecer este tipo de relação em termos do e-commerce entre as duas regiões. A assinatura teve lugar durante o fórum Comércio Electrónico Transfronteiriço – Construção de Um Novo Modelo da Cadeia Industrial de Inovação Sem Limites, realizado pelo Departamento Comercial de Guangdong. Este contou com a presença do director da DSE, Sou Tim Peng, e de mais 60 pessoas. “[A assinatura pretende] promover o desenvolvimento do comércio electrónico de Macau, criando condições para implementar a política constantes das LAG de 2016 do Governo da RAEM em termos de promoção do desenvolvimento das novas indústrias como o comércio electrónico, bem como proporcionar a base à cooperação e intercâmbio do comércio electrónico entre Guandong e Macau”, frisa o mesmo gabinete. Entre os conteúdos da cooperação está a realização de actividades relacionadas com comércio electrónico e a facilitação do e-commerce.