Manuel Silvério disse que estava aliviado por ser absolvido. Mas terá de se sentar de novo no banco dos réus página 6
Videojogos viram arte de museu pelas mãos do chinês Feng Mengbo centrais
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Director carlos morais josé • terça-feira 14 de Dezembro de 2010 • ANO X • Nº 2270
Pilotos da Air Macau começam a demitir-se em série e lançam acusações
Todos a saltar do avião
Além de estarem a decorrer vários processos de trabalhadores contra a companhia aérea na Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e nos tribunais, dez pilotos da Air Macau arrumaram as suas trouxas e decidiram partir devido a uma série de conflitos com a administração. Vários pilotos denunciam ao Hoje Macau que mais colegas planeiam avançar para demissões a pensar na sua própria segurança, já que, segundo eles, os aviões da operadora não têm condições de estar nos céus. Falam em negligência na manutenção, em aviões arranjados com fita-cola e péssimas condições de trabalho. A Air Macau mantém-se silenciosa. >páginas 2 e 3
Jorge Oliveira explica o que aconteceu e promete regresso a macau
Jogo aberto
Páginas 4 e 5
Sistema jurídico
MP quer estudo exaustivo das leis • Última
Esquentadores
Macau copia Hong Kong com dez anos de atraso • P.7
Decisão
Adeus ao Centro de Estudos para o Desenvolvimento • P.5
Metadona
Mais protestos na Areia Preta • P.6
Galaxy
Contratação só de locais • P.7
os nossos contactos mudaram
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Grupo de dez pilotos da Air Macau pede demissão devido a atritos com a companhia
Do oitenta para o oito em 13 anos Aviões sem condições, contratos duvidosos, demissões em bloco, atrasos recorrentes e muita falta da competência nas chefias. Assim vai a Air Macau dizem os pilotos da companhia, sob anonimato. A companhia aérea de Macau perdeu recentemente dez dos seus pilotos por não se identificarem com a política seguida pela administração. As demissões podem não ficar por aqui. Os que ficam continuam desiludidos e prometem não baixar os braços Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
É a debandada geral. Cinco comandantes e cinco co-pilotos. Foram dez os pilotos que nestas últimas semanas pediram demissão da Air Macau devido a uma série de conflitos com a administração da companhia aérea. Desde já garantem que as saídas não vão ficar por aqui. “Saíram estes mas se as coisas não mudam vão sair muitos mais. Há até pilotos que saíram, e porque gostam desta região, trabalham agora em companhias aéreas de Hong Kong”, revelou um piloto ao nosso jornal.
“Os aviões estão podres. Há centenas de queixas de passageiros. Ninguém faz ideia. A cabine tem condições deploráveis e até há casas de banho coladas com fita-cola”, revelou um dos pilotos Do rol de comandantes demissionários constam dois portugueses, um chinês - completamente incompatibilizado, segundo nos contaram os pilotos -, um brasileiro e um croata. Pelos co-pilotos demitiram-se um canadiano – que deu um dia à casa e deixou uma previdência cautelar em tribunal devido a pagamentos devidos não pagos e à quebra de contrato por parte da companhia -, um espanhol, um nepalês, um maldívio e um australiano, que segundo o Hoje Macau apurou junto de fonte conhecedora do processo, esteve três meses em treino e a uns dias antes de fazer o voo base demitiu-se porque lhe terem apresentado três
contratos diferentes, cada um pior do que outro. “Este australiano é um caso crasso da incompetência dos recursos humanos da Air Macau. Deram-lhe três contratos diferentes em três meses e quando confrontou a empresa sobre essa questão foi-lhe dito ‘Take or leave it’. Claro que o piloto largou a proposta
e passadas cinco horas já tinha sido contratado para voar para a Tiger”, revelou um dos pilotos ao Hoje Macau. Os pilotos continuam a alertar que qualquer dia a companhia não tem recursos qualificados para pilotarem os aviões e voltam a lembrar a política de recursos humanos levada a cabo pela empresa. “A
RAEM tem um grave problema que é a falta de profissionais qualificados. E nós, pilotos, somos pessoas qualificadas e com muitos anos de experiência. Tanto o Governo como a Air Macau não estão a ver bem a situação. Adivinha-se uma factura muito cara para a Air Macau”, reafirmou um dos pilotos. E neste momento urge outro problema. O da mão-de-obra pouco qualificada que passa rapidamente para o comando dos aviões. “A média normal é de cinco anos como co-pilotos mas a Air Macau está a promover a todo o custo gente com 500 horas de voo, muitos sem experiência de Airbus, e vão logo para o comando. Para ajudar à festa, o último comandante promo-
vido na Air Macau chumbou duas vezes no simulador”, confidenciou fonte próxima do processo. Aviões presos por fita-cola
Como se não bastassem as recorrentes queixas dos pilotos, a Air Macau depara-se com variados problemas ao nível da manutenção dos aviões. Segundo os pilotos, os equipamentos estão obsoletos e a manutenção tem sido quase nenhuma. “Os aviões estão podres. Há centenas de queixas de passageiros. Ninguém faz ideia. A cabine tem condições deploráveis e até há casas de banho coladas com fitacola”, revelou um dos pilotos.
Cada concessionária tem uma frota de camionetas para transportar turistas e jogadores. São dezenas de novos veículos que, incessantemente, por aí andam. Será que alguém se preocupou em impor-lhes restrições às emissões de gases poluentes? Parece que não. Deve ser porque os senhores do jogo teriam de gastar dinheiro, que tanta falta lhes faz, e isso nem pensar, coitadinhos. Carlos Morais José, P.14
Os aviões, além de ultrapassados, têm graves problemas de ferrugem nas suas fuselagens, o que contraria gravemente um das missões da companhia macaense que diz que a Air Macau deve “alcançar os mais elevados padrões de segurança e fiabilidade” – denunciam várias fontes da empresa. “Ninguém quer saber. Esquecemse que o aeroporto fica perto do mar e que os aparelhos ficam com salitre. Não pintam e não lavam os aviões. Tivemos três cancelamentos numa semana por problemas técnicos e até um detector de fogo de porão estava avariado não havendo um novo para substituir. Enfim, uma panóplia de problemas”, disse um dos pilotos. Mas não é só. A companhia só possui um único avião – um A321, comprado no tempo dos portugueses, por isso tem mais de dez anos -, os restantes foram todos adquiridos em leasing o “que é normal porque várias companhias o fazem”. Os dois últimos aviões adquiridos em leasing, segundo nos foi revelado, foram um A320 que pertencia à Qatar Airways e serviu anos a fio e um A321 que
pertencia à Vietnam Airlines. Este último tem uma particularidade. A sua matrícula MAR (mike, alpha, romeo, em alfabeto-padrão da Organização de Aviação Civil Internacional), é dita, a título de
um painel de uma asa. Uma fonte ligada a todo este processo revelou que o anterior vice-presidente da manutenção - actualmente assessor do CEO e responsável pelo departamento de segurança
“Esta coisa do ‘wet-lease’ de Pequim está directamente ligada aos atrasos pois são usados cinco aviões em Pequim. Os restantes têm os voos encadeados uns com os outros e são poucos”, adiantou um dos pilotos gozo pelos comissários de cabine, segundo nos revelaram os pilotos, como “mike, alpha, rubbish”, devido aos “constantes problemas que dá”. “Sabe para que é que a Air Macau serve? Para fazer voos charter para transportar operários da construção civil do Myanmar para Macau e vice-versa, enquanto estes vêem os seus vistos renovados”, acusa um dos profissionais. Alumínio por tungsténio
A história mais rocambolesca prendeu-se com a manutenção de
Um descontentamento descontente O Hoje Macau tem vindo a acompanhar a situação da Air Macau desde o passado dia 26 de Novembro, quando deu conta das inúmeras queixas dos pilotos no seu artigo “Asas do descontentamento”. Nessa altura, os pilotos e outras fontes ligadas ao processo revelaram ao nosso jornal os diversos processos laborais contra a companhia aérea a decorrer na Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e nos tribunais. As queixas prendem-se com actos de negligência por parte da companhia no que aos Regulamentos de Navegação Aérea diz respeito, aos feriados não pagos, ao pagamento da taxa profissional, ao excesso de horas de voo e pouco descanso devido, em grande parte, ao ‘wet-lease’ contratualizado com a Air China, entre muitas outras reclamações. Para os pilotos, “o problema da Air Macau é o problema de muitas empresas de Macau que pensam estar acima da lei em relação aos seus trabalhadores. Em Macau, não se cultiva o valor da pessoa humana e a Air Macau é pródiga em fazer asneira”.
da Air Macau - colocou cerca de 20 rebites de alumínio de um painel de uma asa cujos, segundo o manual de instruções da Airbus, deviam ser em tungsténio. Resultado: o avião voou um dia, mas a Airbus veio de emergência a Macau e quiseram colocar todos os aviões no chão para inspecção, o que acabou por não suceder, apenas ficando em terra o avião em questão. “Como é possível depois deste sucedido o responsável ter levado um pontapé pela escada acima em vez de levar pela escada abaixo?”, questionam os pilotos da operadora. Na altura, o então responsável pelo departamento de segurança de voo - um comandante português - ameaçou demitir-se. Reconsiderou, mas mais tarde veio a fazê-lo pois entrou em rota de colisão com a companhia. “AAir Macau tem tudo para ter um ‘crash’”, assegurou um dos pilotos. Estes atrasos que vos deixo
Uma vez mais o ‘wet-lease’ veio à baila. Para os pilotos esta é a principal razão dos contínuos
atrasos nos voos da Air Macau, que segundo os pilotos, chegam às cinco horas. Na aviação, ‘wet-lease’ é um contrato em que uma companhia aérea disponibiliza o avião, a tripulação completa (pilotos, comissários de bordo e hospedeiras), efectua a manutenção e suporta o seguro do avião (ACMI- Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance), recebendo, em contrapartida, o pagamento pelas horas operadas por parte da companhia operadora. Dados oficiais gerais demonstram que só nos primeiros sete meses deste ano 504 voos a sair do Aeroporto Internacional de Macau foram cancelados, o que representa 4,9% dos 10.293 voos programados. Nos últimos dois anos, 3600 aviões ficaram em terra devido a cancelamentos. O Hoje Macau questionou a Air Macau sobre os seus voos atrasados e cancelados, mas a companhia referiu que não poderia revelar os seus números. “Esta coisa do ‘wet-lease’ de
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Pequim está directamente ligada aos atrasos pois são usados cinco aviões em Pequim. Os restantes têm os voos encadeados uns com os outros e são poucos”, adiantou um dos pilotos. A par disso, além “do péssimo serviço de chão prestado pela companhia”, que tem tido repercussão em recorrentes agressões dos passageiros aos tripulantes, e “como os aviões estão carregados de problemas”, os pilotos perdem muito tempo antes de levantar voo. “Perdemos mais tempo a verificar o avião do que a voar. Antes da descolagem usamos o MEL [minimum equipment list – feito pela Airbus como o essencial para que o voo opere] todos os dias e isso só deveria acontecer muito raramente”, acusou um piloto. Os pilotos estão desesperados e, acima de tudo, desiludidos com o rumo que a companhia está a traçar. “No início, a Air Macau era uma grande empresa à imagem da TAP Portugal. O primeiro piloto chefe da companhia, o comandante Luís Teixeira, é o ‘head-training’ da Airbus, logo isso revela a qualidade que existia em Macau. Aliás os portugueses até queriam fazer da Air Macau algo ainda melhor, mas isso já foi. Agora é passado. Após 13 anos ao que isto chegou...”, lamenta-se uma das fontes ouvidas. Os pilotos têm sido voz activa nas queixas e começam a ficar sem paciência para a incapacidade dos corpos gerentes da empresa. “Estamos pelo cabelos. Isto é tudo uma incompetência”, acusa um dos pilotos. Uma vez mais a companhia foi contactada mas não se mostrou disponível para tecer quaisquer tipos de comentários.
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política Jorge Oliveira quebra silêncio e pede mais leis para regular casinos
O regresso e as explicações O antigo director do GADI anuncia que está a planear um regresso. Nesta entrevista exclusiva à revista Macau Business, o antigo coordenador da área técnico-jurídica da Comissão de Jogo diz que são precisas mais leis para regular os casinos e pede que a regulamentação dos ‘junkets’ seja revista Paulo A. Azevedo In Macau Business
Depois de 21 anos como alto funcionário do Governo, Jorge Oliveira demitiu-se em Setembro no meio de uma tempestade mediática levantada depois de o Executivo ter celebrado um contrato exclusivo de serviços de assistência técnica e projectos de índole jurídica com a firma de consultadoria Soconsult - Sociedade de Consultadoria Limitada. Quebrando um silêncio de três meses, Oliveira disse à revista Macau Business, em entrevista exclusiva, que não foi o caso Soconsult que o fez partir. Em termos mais gerais, o jurista defendeu que Macau precisa de melhorar a regulamentação do sector do jogo. Jorge Oliveira disse que já queria deixar o Governo desde 2008. “Eu [já] tinha expressado a minha intenção de me dedicar à prática privada ao Governo da RAEM. Não foi possível então, uma vez que havia tarefas desafiantes que exigiam a minha presença no funcionalismo público, e foi-me pedido que ficasse”, disse. “Fui abordado várias vezes no sentido de passar a consultor ou director, em alguns casos por operadoras de jogo, noutras instâncias por parte de entidades financeiras”, adiantou. “Sempre desencorajei essas abordagens por parte das operadoras de jogo já que sentia que seria inapropriado aceitá-las tendo ao mesmo tempo um papel activo na Comissão de Jogo”, justificou. Jorge Oliveira foi coordenador da área técnico-jurídica da Comissão de Jogo até Fevereiro passado, altura em que o Governo renovou o organismo. No entanto, o jurista permaneceu no Governo e continuou responsável pelo Gabinete para os Assuntos de Direito Internacional (GADI), até se demitir do cargo. Desanuviar o ambiente
A Soconsult é uma empresa de consultoria privada criada em 2008, durante o segundo mandato de Edmund Ho como Chefe do
Executivo, para dar ao Governo aconselhamento jurídico exclusivo sobre assuntos relacionados com o sector do jogo, função pela qual recebeu entre 9 e 10 milhões de patacas em remunerações anuais. O Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, cessou o contrato com a Soconsult no final de Junho, depois dos termos da consultadoria terem sido discutidos em debate público. O cancelamento contratual custou ao Governo cerca de 20 milhões de patacas. Em Setembro, o Executivo contratou a recémcriada Newpage Consultadoria, chefiada pelo ex-director da firma PricewaterhouseCoopers, David Green. O contrato a curto prazo de 1,8 milhões de patacas não é exclusivo. “Em 2008, o Governo de Macau decidiu terciarizar os serviços na área jurídica” disse Jorge Oliveira. “O processo, realizado em estrita conformidade com a lei, levou a uma decisão em favor da Soconsult”, continuou. No ano passado, o Governo da RAEM e a empresa assinaram um contrato renovável a cada seis meses, que continha uma cláusula de exclusividade, explicou o jurista. “Tudo isso faz parte das decisões de gestão normais que ocorrem em todas as áreas do Governo. Apenas era mais visível devido à importância do sector do jogo em Macau”, justificou. O facto de duas figuras da Soconsult terem trabalhado sob a alçada de Oliveira na Comissão de Jogo e no GADI não é algo que o advogado considere fora do comum. “Nos últimos 20 anos, mais de 300 assessores jurídicos e outros funcionários licenciados que serviram o Governo de Macau... trabalharam sob a minha alçada, comigo ou recrutados por mim “, contou. “No meu trabalho na Comissão do Jogo eu tinha de lidar com várias firmas de advogados importantes de Macau e Hong Kong. Se eu tivesse de me sentir inibido cada vez que tivesse de lidar com alguém que conhecesse, e em cujos serviços o Governo de Macau estivesse
interessado, o ritmo de mudança teria sido muito diferente do que o que foi na última década.” Além disso, Jorge Oliveira acrescentou que a cláusula de exclusividade do contrato de serviços jurídicos relacionados com o sector do jogo “excluía muitos potenciais candidatos, como as principais firmas de advocacia de Macau”. Orgulho sem preconceito
Jorge Oliveira não considera que
a sua demissão fosse inevitável no momento em que Chui Sai On assumiu a chefia do Executivo, só porque era visto como um assessor próximo ao antecessor de Chui. “Durante os 21 anos em que servi o Governo de Macau trabalhei com diversos secretários e, apesar de algumas divergências em algumas assuntos, sempre achei que havia trabalho interessante a ser feito para servir o interesse público de Macau”, referiu.
Oliveira acrescentou que os conflitos relatados nos meios de comunicação entre ele, a secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, e o secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam Pak Yuen, eram “apenas mitos urbanos”. Enquanto cuida do pai doente em Portugal, Oliveira está a ponderar alternativas para reiniciar a sua carreira em Macau. O advogado português guarda uma
Oligopólio de dinheiro Jorge Oliveira continua a resistir à ideia de que Macau devia abrir completamente a sua indústria do jogo, embora saliente que isso é sobretudo uma decisão “política”. Existem actualmente três concessionárias e três subconcessionárias do jogo. “No final de 2002 ou início de 2003, parecia claro que a subconcessões eram úteis permitindo um maior número de operadores dentro da estrutura oligopolilística”, disse ele. “Aconteceu mais concorrência, agora entre seis operadores, mas a RAEM ainda lutou para manter os benefícios,” disse Oliveira, acrescentando que a receita fiscal tem beneficiado significativamente. “Naquele momento específico no tempo, a abertura de três subconcessões coincidiu com fusões de grande relevância na indústria do jogo. Assim, Macau trouxe até si vários dos maiores operadores de jogo.” Se a política tivesse sido diferente, disse, “estes grupos teriam continuado a tentar encontrar uma base operacional no
Extremo Oriente, com grande risco para Macau, pelo menos até que várias dos grandes resorts tivessem sido construídos e Macau tivesse sido transformado num verdadeiro centro de entretenimento”. O jurista acredita que o presente oligopólio, que limita o mercado dos casinos a apenas algumas operadoras, funciona bem e permite ao Governo manter um nível de tributação do sector do jogo elevado. E foram feitos investimentos significativos no pressuposto de que este acordo irá continuar, defendeu. “Se houver a mais pequena suspeita ou indício de que a abertura do mercado de Macau a mais operadores de jogo está a ser posta à consideração, Macau e as suas empresas mais importantes vão sofrer bastante em termos de financiamento disponível”, previu Jorge Oliveira. Teria também “consequências desastrosas em termos da tão necessária segurança jurídica que os mercados financeiros esperam e exigem”, rematou.
Candidaturas ao prémio do “Projecto Pedagógico de Educação Ambiental”
terça-feira 14.12.2010
A partir de hoje e até dia 14 de Janeiro de 2011 estão abertas as candidaturas para a participação no “Projecto Pedagógico de Educação Ambiental”. Os interessados devem apresentar trabalhos que relacionem matérias do ensino regular com a protecção ambiental. Subordinado ao tema “Ideias para aprender a viver com baixo carbono”, os projectos devem ser feitos por professores de forma a que a mensagem da protecção do ambiente seja captada pelos alunos mais novos. O primeiro prémio é de oito mil patacas. O projecto está integrado no Plano de Parceria “Eco-escolas” e é organizado pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental.
bagagem de muita experiência no território. “Até Dezembro de 1999 fui o responsável pelas principais tarefas no campo jurídico no que toca à transição. Em menos de dez anos tivemos de literalmente criar dezenas de projectos e fazer leis e afins para modernizar o sistema jurídico de Macau, torná-lo mais ‘amigo das empresas’ e adaptado às realidades e necessidades locais”, explicou. “Também foi necessário localizar centenas de leis adoptadas de Portugal e garantir que o essencial de 200 tratados multilaterais internacionais aplicáveis nos países desenvolvidos seriam aplicados ao território.” O seu veredicto: “Garantir a continuidade do sistema jurídico não foi uma tarefa fácil, mas acho que todos concordam que foi uma história de sucesso”. Queixas sobre o jogo
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áreas foram submetidos à aprovação do Governo muito antes que ele deixar a Comissão de Jogo. “Mas devido ao momento político, a administração era demasiado cautelosa o que levou a atrasos consecutivos”, justificou. Oliveira disse que lamenta particularmente que “uma gestão infeliz do ‘timing’ político não tenha permitido a alteração mais do que necessária” da regulamentação do Regime Jurídico da Exploração de Jogos de Fortuna ou Azar em Casinos (Lei 16/2001). Jogando pelo debate
Jorge Oliveira defende que a revisão das leis que regulam a indústria do jogo gerariam um debate muito mais necessário sobre a política de jogo se fosse retirado o foco do médio e do longo prazo. “Eu continuo a considerar que a regulamentação dos ‘junkets’ devem ser revistos a fim de tratar realidades diferentes com necessidades diferentes”, justificou. “Os ‘junkets’ pequenos não devem ser sujeitos às mesmas exigências impostas aos ‘junkets’ grandes. E tal revisão deve criar as condições para que os grandes ‘junkets’ sejam devidamente listados em bolsa de valores em vez do até agora mais comum ‘backdoor listing’”. Reflectindo sobre o quadro global, Oliveira disse que a grande questão é se as políticas públicas devem promover a concentração de mais actividades económicas nas mãos dos operadores dos casinos. Foi este o caso com a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) de Stanley Ho, antes da transição, com as suas operações a estenderem-se desde a propriedade aos meios de comunicação, da aviação ao jogo, entre outros. É uma área que requer uma boa política, disse o jurista. “Estou certamente entre aqueles que têm medo das consequências da permissão dada aos operadores de casino para liderar a concentração económica”, confessou Oliveira. “A liberalização do jogo em Macau não foi feita de forma a que a médio prazo não tenhamos não uma mas seis STDM.” Tal concentração criaria “distorções que são injustas para outras empresas” e também afectaria a política, disse Jorge Oliveira, citando como exemplo o caso do Nevada. Mas o advogado faria uma excepção para os transportes, como os ferrys e os serviços aéreos de baixo custo. “A integração de empreendimentos desse tipo com os resorts seria crucial para o seu sucesso”, disse ele.
Extinto o Centro de Estudos para o desenvolvimento da RAEM
Adeus análises da qualidade Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
Depois de, em 2006, o Centro de Estudos Estratégicos para o Desenvolvimento Sustentável (CEEDS) ter vindo substituir o Centro de Estudos para a Qualidade de Vida, chegou também a vez da sua extinção. Em despacho no Boletim Oficial, o Chefe do Executivo, Chui Sai On, anunciou que a medida entra em vigor no próximo dia 19 e fez saber que os funcionários do Centro, agora despedidos, “podem desempenhar funções na Fundação Macau, tendo em consideração as funções anteriormente exercidas, o vencimento auferido, a antiguidade e o tempo de serviço”.
Em Maio de 2006, altura da sua criação, o CEEDS foi estabelecido para “apoiar o Governo na formulação de estratégias e políticas que contribuíssem para assegurar uma progressiva melhoria da qualidade de vida da população”, segundo o despacho da altura. As análises consistiam em estudos de diagnóstico sobre problemáticas relacionadas com o desenvolvimento sustentável e as suas repercussões nos sistemas da educação, saúde e segurança social, à estrutura económica e em inquéritos sobre a apreciação dos residentes relativamente à qualidade de vida para providenciar ao Executivo informações fidedignas para Gonçalo lobo pinheiro
Jorge Oliveira lamenta que as circunstâncias políticas e a ausência de uma directriz clara até 1995 tenha impedido a aprovação de leis e regulamentações importantes em matéria de direitos humanos, nomeadamente direitos sociais. “Apesar disso, foi possível estender [a Macau] o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, o Pacto Internacional sobre Direitos Económicos, Sociais e Culturais e todos os principais tratados internacionais sobre direitos humanos, para localizar e adaptar dezenas de leis e regulamentos e aprovar os principais códigos.” O jurista está particularmente satisfeito com suas realizações no sector do jogo na fase pós-transição, embora saliente que há ainda muito a ser feito. “Sinto-me orgulhoso por ter conseguido cumprir várias tarefas - legislativas, regulamentares, políticas, financeiras - no âmbito da liberalização do sector do jogo”, disse. “Aqueles que seguirem este campo de perto sabem que não foi fácil gerir as expectativas criadas e equilibrar os vários interesses envolvidos naqueles emocionantes e excitantes tempos.” No entanto, Oliveira também sente alguma pena. “Nós não fomos capazes de criar um quadro mais abrangente de regulamentação sobre os casinos”, defendeu. “O quadro jurídico de Macau ainda não dispõe de leis e regulamentação sobre o imposto especial de jogo, as fichas de jogo, as zonas de jogo, os crimes relacionados com a exploração do sector do jogo, as faltas disciplinares, os empregados chave dos casinos, etc.” O advogado disse que vários projectos a abranger todas essas
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eventuais melhorias na sociedade de Macau. A equipa do CEEDS tinha como principal trabalho a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Sustentável a médio e longos prazos que “formulassem um conjunto de objectivos estratégicos susceptíveis de servir de referência à preparação anual das Linhas de Acção Governativa”, refere ainda o despacho de 2006. No prazo de uma semana todos estes arquivos vão ser transferidos para a Fundação Macau antes desta se mudar para os novos gabinetes na avenida Almeida Ribeiro. Os funcionários do CEEDS que optarem ficar sob a alçada da Fundação têm dez dias para efectuar a decisão e podem “aderir ao regime de compensação para a aposentação da Fundação Macau”. Caso pretendam tornar relevante o tempo de trabalho no Centro, deverão efectuar os pagamentos dos respectivos descontos e transferir o saldo da Conta de Contribuições da RAEM para a Fundação. Tse Chi Wai, agora ex-coordenador do CEEDS já revelou que não pretende pedir a transferência para qualquer cargo na Fundação Macau. O orçamento privado da Fundação, que já apoiava o CEEDS a nível técnico-financeiro, vai encarregar-se dos encargos desta transferência.
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sociedade
Manuel Silvério vai ser julgado no Tribunal de Segunda Instância pelo caso da massagista
Apitar para a segunda parte Vanessa Amaro
vanessa.amaro@hojemacau.com.mo
O Ministério Público (MP) não ficou convencido com a sentença do Tribunal Judicial de Base (TJB) de absolver Manuel Silvério, antigo presidente do Instituto do Desporto (ID), da acusação de abuso de poder no caso da contratação de uma massagista. Ontem, o MP anunciou que o Tribunal de Segunda Instância (TSI) aceitou o seu recurso para reavaliar a acusação. “O Ministério Público não concorda com a decisão do Tribunal Judicial de Base e, de acordo com o estipulado no Código de Procedimento Criminal, submeteu um recurso ao Tribunal de Segunda Instância”, informa o organismo,
acrescentando que o recurso foi já aceite e está agora “à espera de julgamento”. Isso significa que, por agora, a sentença que absolveu Manuel Silvério no caso da massagista, a 25 de Outubro deste ano, “fica sem efeito”, como frisa o MP. Depois de um imbróglio de oito anos, o TJB absolveu o antigo
presidente do ID da acusação de ter utilizado o seu poder para contratar uma massagista sem qualificações para trabalhar no Centro de Medicina Desportiva. O processo só começou a ser julgado em Setembro e referia-a ao que aconteceu em 2002, quando Silvério autorizou a contratação
População realiza marcha de protesto no dia 20
Metadona da discórdia Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
Numa altura em que o Governo vai mesmo avançar – mesmo que a título de experiência piloto – com os serviços de terapia por metadona no Centro de Saúde da Areia Preta, os residentes daquele bairro estão a planear organizar uma marcha de protesto no próximo dia 20 – dia comemorativo da transferência de Macau para a China – contra o estabelecimento da clínica. Para Wong Sio Leng, representante dos moradores, estas notícias não trazem nada de novo. “O protesto é para ser feito porque o Governo falhou na condução da auscultação aos moradores do bairro”, disse. O Executivo não muda a sua política, no entanto acedeu a “fazer dissipar as preocupações” dos residentes e pais dos alunos da escola em frente ao local. O caminho será o de atribuir horários de funcionamento reduzidos e que não coincidam com os momentos em que os
estudantes se desloquem para as escolas e o reforço do patrulhamento policial. A par disso, os responsáveis já fizeram saber que os utentes da terapia com metadona não vão ultrapassar, por dia, os 20 indivíduos. Estas medidas surgem na sequência da contestação
da semana passada, quando centenas de pessoas se concentraram nas ruas da Areia Preta a protestar contra a localização do posto de tratamento. Segundo nota publicada pelo Gabinete de Comunicação Social a terapia começará a ser feita no segundo trimestre de 2011.
da profissional – que o responsável conheceu numa sauna na Taipa -, sem que a massagista tivesse provas de que tinha formação suficiente para ocupar o cargo. A investigação por parte do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) foi desencadeada por uma denúncia apresentada por
um cidadão cuja identidade tem sido mantida em anonimato. O MP agarrou no caso e levou-o às barras do tribunal. No dia 25 de Outubro, depois de ouvir a sua absolvição no TJB, Manuel Silvério declarou estar “aliviado” por ver posto um ponto final na história. “Foi um processo muito longo, que veio confirmar a minha confiança na Justiça de Macau. Não guardo nenhum rancor da pessoa que apresentou a queixa, nem das entidades que investigaram o caso. São simplesmente maneiras diferentes de interpretar a lei”, afirmou o ex-presidente do ID naquela altura. Manuel Silvério volta agora a estar no banco dos réus, numa novela que terá mais um capítulo.
Aumentos incontestáveis no sector de turismo
Macau de destino e partida Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
Foram 396.310 os visitantes que chegaram a Macau em Outubro deste ano através de excursões turísticas, revelando um aumento de 4,2% relativamente ao mesmo mês do ano passado. Os naturais da República da Coreia foram os que mais contribuíram para este aumento com mais 194,9% de visitantes. Hong Kong apresentou um acréscimo de 21.283 turistas (mais 8,2%), os japoneses frisaram a presença com mais 17 mil visitantes (alargando-se aos 5,0%) e o Continente trouxe a Macau 274.805 turistas, simbolizando uma expansão de 3,8%. Malásia e Índia foram também pontos de partida de excursões para a RAEM, totalizando mais de 16 mil turistas no território. Apenas Taiwan baixou 12% no total dos visitantes que se contavam no mês de Outubro de 2009. Os dez primeiros meses de 2010 contabilizaram mais de 4 milhões e meio de turistas, o que representa um acréscimo de 30,2% comparativamente aos meses entre Janeiro e Outubro do ano passado. Em Outubro deste ano, viajaram em excursão para fora do território mais de 19 mil residentes, o que traduz uma expansão de 21,2% em relação ao período homólogo do ano passado. O destino preferido foi a China Continental, que arrecadou 78,1% do total, a República da Coreia (3,7%) e a
Tailândia (3,2%). Contrariamente aos números apontados acima, Taiwan fez parte do crescimento do número de visitantes da RAEM, a receber mais 5,4% de excursões de residentes de Macau. Nos dez primeiros meses de 2010 observou-se um crescimento de 28,3%, isto é, mais 206.214 turistas que saíram do território para o exterior em viagens organizadas pelas empresas turísticas. Os hotéis do território registaram 628.773 hóspedes no passado mês de Outubro (mais 8,2% relativamente a 2009), mas apesar do número de visitantes ter crescido o número de hospedados nas infraestruturas hoteleiras de Macau diminuiu quase 1%. Nos dez primeiros meses do ano, relativamente ao mesmo período de 2009, houve um decréscimo do total de 61% dos turistas que ficaram em hotéis em 2009 para 60,6% (6.368.709 de visitantes).
Fórum sobre o Parque da Medicina Tradicional Chinesa tem lugar hoje Após a criação do Centro de Cooperação Científica e Tecnológica de Medicina Tradicional Chinesa entre a China, Macau, Hong Kong e Taiwan, realiza-se hoje, no Auditório do Centro de Apoio Empresarial, o “Fórum sobre o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa de Guangdong – Macau 2010” que visa a contínua promoção da cooperação entre o território e aquela região tanto na própria indústria da medicina tradicional como na exploração conjunta da Ilha da Montanha. Com o apoio dos Serviços de Saúde de Macau, o Fórum tem lugar depois da assinatura do “Memorando sobre o projecto de criação conjunta do Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa” em Junho passado.
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Importação de esquentadores a gás finalmente proibida em Macau
Água quente em cabeça dura... Kahon Chan
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Após vários casos de intoxicação por monóxido de carbono no início do ano, o Governo de Macau acabou por impor a proibição de importação de esquentadores a gás sem chaminé – uma década depois de Hong Kong ter determinado a proibição total do uso desses aparelhos. Os comerciantes não estavam preparados para a proibição e admitiram que os preços vão cair, mas o deputado da Assembleia Legislativa (AL) Ho Ion Sang apelou a uma proibição total do uso, a bem da segurança pública. Os últimos relatos de casos de intoxicação com monóxido de carbono envolveram três turistas da China Continental em Janeiro de 2010. Um casal de meia idade foi intoxicado com o gás a 16 de Janeiro numa pensão licenciada. O incidente terá sido causado pela utilização de um aquecedor de água a gás sem ligação a chaminé, apesar de um projecto de ventilação adequado. Uma mulher viria a ser também vítima da mesma situação dois dias depois numa alegada pensão ilegal, seguida de um outro caso no início de Fevereiro. Todos acabaram por se recuperar após tratamento, mas os críticos apressaram-se a lançar um apelo pela proibição dos aparelhos após os incidentes. Os esquentadores de água a gás sem ligação a chaminé apenas queimam e trocam o ar no interior das casas. O monóxido
Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
O Galaxy Entertainment Group (GEG) emitiu ontem um comunicado a responder às recentes notícias que davam conta de a empresa estar a preparar-se para contratar trabalhadores do Vietname. “O GEG não contratou ninguém ao Vietname e pretende deixar claro que é política da empresa dar sempre prioridade, na oferta de emprego, aos residentes de Macau, fornecendo-lhes salários e benefícios competitivos”, disse a empresa no seu comunicado. A operadora frisa que recorre ao exterior, “apenas e só”, se houver necessidade de complementar o insuficiente número de trabalhadores em Macau, coisa que não tem aconteci-
de carbono tende a acumular num espaço fechado, a menos que o espaço esteja bem ventilado, uma condição difícil de cumprir num Inverno frio, quando as pessoas querem tomar duche numa casa de banho quentinha. A proibição da importação de esquentadores a gás sem chaminé já estava a ser estudada pelo Governo, como revelou a secretária Florinda Chan em Maio de 2009, mas não houve qualquer comunicação a respeito entretanto. Com as temperaturas previsivelmente a caírem abaixo dos 10 graus esta semana, o Governo de Macau publicou um despacho do Chefe do Executivo ontem, a proibir a importação de esquentadores sem chaminé a partir de 12 de Janeiro. Um porta-voz da Direcção dos Serviços de Economia (DSE) disse acreditar que os vendedores não iriam importar os esquentadores em grande número antes de a proibição ser efectivada e que haveriam neste momento em estoque apenas 250 aparelhos. Em declarações à rádio TDM, o responsável disse que a DSE acreditava que a procura desses esquentadores estava a cair e que a proibição chegava em boa altura. Os vendedores de electrodomésticos que também vendem esquentadores a gás, no entanto, disseram à mesma rádio que muitas pessoas continuavam a comprar os esquentadores sem chaminé apesar de estarem a par dos riscos, uma vez que custam um terço do
Os vendedores de electrodomésticos que também vendem esquentadores a gás dizem que muitas pessoas continuavam a comprar os esquentadores sem chaminé apesar de estarem a par dos riscos, uma vez que custam um terço do preços das restantes alternativas no mercado. De acordo com um distribuidor de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), deverá demorar três anos até que o estoque tenha escoado para o mercado
Galaxy nega contratação de mão-de-obra estrangeira
O que é local é bom do. “Lamentamos que tenha havido comentários feitos por alguns indivíduos que poderiam ter causado equívoco de conduta de negócios da empresa profissional”, reagiu.
A empresa recordou ainda que criou um sistema de recrutamento no território em Junho deste ano, com o intuito de proporcionar a máxima comodidade para os moradores de Macau que pretendam concorrer a cargos na Galaxy e tem sido activa na promoção de oportunidades de emprego através de anúncios em vários jornais de Macau. Além disso, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) disponibilizou os seus profissionais para ajudar em algumas das principais actividades de recrutamento. “Até à data, mais de 2700 locais aceitaram as
nossas ofertas de emprego e mais de 500 já começaram a trabalhar no Galaxy Macau, previsto para o início de 2011”, afirmaram os responsáveis do GEG. Com a abertura do casino-resort no Cotai, a empresa continuará a recrutar “mais trabalhadores locais” e promete concentrar-se na promoção dos quadros da StarWorld e dos quatro City Clubs. Anúncio na Internet
No início deste mês, o deputado da Assembleia Legislativa (AL) Paul Chan questionou porque é que os casinos Venetian e Galaxy estavam à procura de pes-
preços das restantes alternativas no mercado. De acordo com um distribuidor de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), deverá demorar três anos até que o estoque tenha escoado para o mercado. O deputado da AL Ho Ion Sang, que apelou a uma proibição total do uso dos esquentadores sem chaminé, mantém-se firme na sua posição e alertou para a lentidão que se tem verificado na acção por parte do Governo. “Agora há um dilema. As pessoas vão sentir que o problema [de armazenamento] dos retalhistas foi ignorado caso seja imposta uma proibição das vendas neste exacto momento, pelo que o Governo só pode optar por eliminar o estoque lentamente. A situação podia ser evitada se os importadores fossem informados de uma proibição com mais antecedência”, afirmou Ho, apelando mesmo assim a uma proibição da utilização no futuro, enquanto acções de sensibilização devem ser reforçadas entretanto para informar o público de que os aquecedores sem chaminé não são seguros. Hong Kong aprovou a lei para proibir completamente o uso de aquecedores de água a gás sem chaminé em 1999, com a proibição a tornar-se efectiva a partir de Abril de 2000. Além da interrupção das importações e vendas, a lei também exigiu que em todas as casas de banho fossem substituídos aqueles aparelhos por outros modelos mais seguros num prazo de três meses.
soal no Vietname quando os locais não têm hipótese de aceder a esses empregos com salários razoáveis. Paul Chan apresentou uma interpelação escrita em que referia que a Venetian Macau e a Galaxy Macau estavam a realizar acções de recrutamento no Vietname com ofertas de salários entre os 650 e os 1200 dólares (5100 e 9400 patacas) para recepcionistas, empregados de mesa de restaurante e empregadas de limpeza de hotel. O deputado observou que, ao mesmo tempo, muitos residentes locais viam as suas candidaturas às vagas rejeitadas ou, quando aceites, os salários oferecidos não eram razoáveis. O democrata pôs em causa a seriedade que os dois operadores de casinos estavam a ter no recrutamento de trabalhadores locais e
exigiu ao Governo que se mantivesse atento a essa situação. Alegadamente, Paul Chan terá tido acesso a dois anúncios impressos de recrutamento que foram publicados no Vietname, mas traduzidos para chinês, já que os anúncios foram divulgados no fórum da CyberCTM em finais de Novembro. Ao que parece, os dois anúncios foram colocados por uma agência de Ho Chi Minh chamada First Alliance, que enumerou como requisitos idade entre os 18 e os 30 anos; altura mínima de 1,65 metros para homens e 1,55m para mulheres; e conhecimentos de línguas (fluência em cantonês, mandarim ou inglês). Os anúncios também referem que não é necessária experiência para qualquer das vagas.
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cultura
Taiwan | Bordel reaberto como museu
Um bordel da era da Guerra Fria, num dos pontos mais quentes de Taiwan, reabre para rec museu. Baptizado com o nome eufemístico de “Museu Especial Casa de Chá” foi originalme oficiais e soldados estacionados em Jinmen, uma ilha fortificada fora da China continental. uma ideia aproximada sobre o fundo dos chamados ‘Paraísos Militares’”, referiu a organizaçã da época áurea e exemplos dos ingressos que os soldados tinham de comprar antes de en
Artista chinês defende videojogos como forma primária de arte
António Falcão*
antonio@hojemacau.com.mo
Abriu no passado fim-de-semana em Nova Iorque um importante trabalho de Feng Mengbo, artista chinês baseado em Pequim, na galeria PS1 do Museu de Arte Moderna da capital norte-americana, o MoMA PS 1. A obra com o título “Long March: Restart (2008)” é uma instalação interactiva em grande escala baseada num videojogo, e que foi recentemente adquirida pelo MoMA e apresentado agora primeira vez desde a sua entrada no acervo do Museu. A “Long Marcha” é um jogo totalmente funcional, criado pelo artista conhecido pelo seu dedicado emprego a longo prazo da tecnologia digital. Dias antes, Feng apresentou-se no Instituto China, situado na cosmopolita zona de Chelsea, para apresentar e falar desta sua obra, depreendida do seu fascínio pela tecnologia e o mundo as máquina. Com ele podemos acompanhar uma carreira que se moldou na China moderna e que nos traz o percurso de um dos artistas que conseguiu romper as fronteiras do seu país e revelar-se lá fora, com um estilo próprio, deslocado da ribalta dos seus contemporâneos, revelados nos chorudos leilões de arte internacional.
No primeiro andar do Mo
A principal razão para o seu deslumbramento com as máquinas deve-se à profissão do seu pai, engenheiro mecânico. Feng brincava na infância com as máquinas do pai que o ajudaram a moldar como artista e que serviram de inspiração para o seu interesse posterior pela tecnologia. Dessa altura, Feng mostrou à sua audiência um desenho feito quando tinha quatro anos, no auge da Revolução Cultural, que mostra um soldado com uma espingarda.”Podese ver que há uma certa consistência desde essa altura até agora”, afirmou, “Sempre me interessei pela acção e pela guerra.” Feng fez assentar que mesmo nessa idade denotou um interesse em formas e traços recortados do dia-a-dia e da sua vida, delineando as manchas de óleo em guardanapos que usava para desenhar. Como parte da sua educação, explicou o artista, foi informado de que todos têm uma missão na vida e que não basta olhar apenas para si mesmo mas, de um modo mais global, dar importância aos outros, tentando “libertar toda a raça humana”, referiu. “Para fazer isso é preciso ter coragem.” Durante oito anos Feng estudou arte tradicional, continuando os seus estudos no colégio sob a orientação do artista contemporâneo Xu Bing,
Operação Macau-Shenzen bate na mesma tecla Desenvolver esforços para alargar e intensificar ainda mais os resultados de vários anos de cooperação, foi o assunto mais referido da visita da delegação de Macau Shenzen, com Francis Tam a designar mais uma vez as indústrias culturais como veículo de intensificação dos protocolos já estabelecidos. Francis Tam relembrou o passado de colaboração e referiu o futuro, imprimido no desenvolvimento das indústrias culturais e criativas, com o intercâmbio de quadros qualificados, partilha de recursos em matéria de informação, implementação de um sistema de mercado, construção de uma plataforma de prestação de serviços públicos e organização de eventos de grande envergadura. O secretário anunciou também que será acelerado o estudo sobre a possibilidade de a Feira Internacional de Indústrias Culturais da China (Shenzhen) ser extensiva a Macau. Francis Tam referiu ainda que Macau vai continuar a desempenhar o papel de plataforma para os países de língua portuguesa, fortalecendo o intercâmbio e cooperação entre as províncias e zonas irmãs e o mundo lusófono.
famoso pelo uso da caligrafia nas instalações de larga escala. Posteriormente, Feng envolveu-se com a gravura, atraído pelas suas máquinas de produção. Em 1980, deparou-se com a primeira geração de jogos da Nintendo, que tinha sido concebida para crianças. Embora nessa altura já na casa dos 20 anos, Feng ficou obcecado com os primeiros jogos
como “Duck Hunt”, porque, como explicou, estava interessado na ideia de ficar sentado, mas ser capaz de mover as imagens, revelando-lhe a ideia de interactividade. A partir daí começou a usar as imagens dos videojogos na sua arte e as primeiras amostras deste seu estilo foram profusamente exibidos. Mas já sonhava em criar o seu próprio
videojogo, indo ao ponto de tentar estabelecer contacto com a indústria do sector, com a Sega e a Nintendo, não obtendo resposta. Em 1993, depois de adquirir o seu primeiro computador e usando o software gráfico Aldus, cria uma projecção de imagens, ao estilo narrativo do jogo “Longa Marcha”, que acaba por ser a primeira versão da obra agora apresentada no MoMA. Com um computador mais avançado, Feng foi finalmente capaz de criar obras interactivas, sendo o primeiro projecto “My Private” uma mostra para a preservação da sua própria história familiar. Trabalhos posteriores incluem “Taking Mount Doom by Strategy”, um cruzamento entre a ópera chinesa revolucionária “Taking Tiger Mountain by Strategy”, que também inspirou o músico Brian Eno, e o videojogo “Doom”, depois “Q3” , um filme digital feito em 1999, na qual Fengse insere em imagens do popular jogo Quake III. Seguiu-se o “Q4U”, um personalizado Quake III, que apresentou na mostra de videojogos na Documenta 11, o famoso encontro internacional de arte em Kassel, na Alemanha, exibindo-se novamente como personagem, com três estações do jogo, onde o público podia brincar com Feng Mengbo, juntando
XL Creations volta a bombar
Conspiração de animais de estimação O cartaz refere-o como uma experiência, mais do que um simples concerto ou um simples momento de entretenimento. São os Pet Conspiracy e chegam da China com a sua enérgica pujança ligada a estilos como o punk e o rock, com laivos de “new wave” e música electrónica, tornando os seus espectáculos ao vivo uma verdadeira prova de sensações ímpares que se elevam muito para além da música. Cotados como a Banda do Mês em 2009 pela cadeia televisiva MTV e a “Best Electro Band” na China em 2010, os Pet Conspiracy tornaram-se
em menos de dois anos um dos projectos mais relevantes no panorama musical do continente chinês. Desde de 2008 a rock‘n’rolar nos palcos europeus, onde ganharam um grande número de espectadores e boas críticas na imprensa, chegam agora a Macau para um espectáculo único no
primeiro dia do próximo ano, no palco da Associação de Música ao Vivo de Macau (LMA, na sigla em inglês) situado na Coronel Mesquita. O grupo será co-adjuvado pelas bandas locais Forget the G e The Shin Shins, que terão a seu cargo o aquecimento do público antes da apoteose. – A.F.
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ceber outro tipo de turismo, agora como um ente criada para entreter os cercad e 100 mil . “O objectivo do museu é dar aos visitantes ão. O museu apresenta fotografias e cartazes ntrar na fila para esperar a sua vez.
oMA
outros jogadores online chineses que tinham instalado o jogo nas suas casas. “Ah_Q”, um trabalho de 2004, utilizava um tapete de dança em vez de um controlador manual. Depois de passar anos a desenvolver trabalhos de computador baseados em jogos, Feng voltou-se para as formas mais tradicionais. “Pensei na relação entre o artista e o público”, explicou. “Acho que o papel do artista é muito exagerado no cenário da arte contemporânea. Os artistas são às vezes quase adorados como deuses e acho que isso é um exagero total. Não sei de onde chegou essa ideia egoísta e acho que não pode existir em qualquer outra indústria. Por exemplo, sempre achei que os videojogos são obras de arte em si, mas porque circulam num contexto comercial ou não são projectados por um indivíduo, nunca são reconhecidos como arte.” No hiato dos videojogos, Feng Mengbo trabalhou em dois projectos de pintura. Primeiro criando “Built to Order”, um modelo de computador em 3D representando Mao, que o artista poderia manipular, personalizar, seleccionando a pose, o fundo e as cores num processo que misturava tecnologia e pintura. O projecto seguinte foi um esforço para levar a pintura para outro estado como
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9 uma forma de arte. Influenciado pelas pinturas de paisagens da arte tradicional chinesa, usou software moderno, projectado originalmente para construir cenários 3D para o cinema, criando uma nova forma de paisagens chinesas nas pinturas tradicionais. Feng Mengbo regressou depois aos videojogos com “Long March: Restart” , um projecto no qual vem a trabalhar há 14 anos, em parte devido às limitações da tecnologia. Feng viu este projecto como o objecto perfeito para apresentar o seu amplo palco, dando espaço ao seu tema predilecto: a acção. Adquirido pelo MoMA no ano passado, a “Longa Marcha” recorda as imagens dos favoritos das casas de máquinas como “Street Fighter II” e “Super Mario Bros”, em conjunto com motivos de propaganda comunista da China. Feng convida os visitantes a direccionar o herói do jogo - um soldado do Exército Vermelho através de um controlador sem fios, combatendo os seus inimigos num longo caminho nas profundezas da infinidade digital. Composto por oito projecções em grande escala, o trabalho cria um ambiente envolvente em que os visitantes se vêem diminuídos pelos gráficos dos videojogos. A “Longa Marcha”, como muitos outros jogos electrónicos, é um “scroller” horizontal, aqui o jogador é obrigado a andar em paralelo com a personagem de forma a manter o seu ritmo dentro da acção do jogo. Como o MoMA refere, “o jogador e o público terão de saltar para acompanhar a personagem do jogo.” *com MoMA
uem quer dançar como Nacho Duato?
é um alerta para os amantes e praticantes de a, que têm a oportunidade única de receber mas luzes de um dos nomes em foco da a europeia. Trata-se de Hervé Palito, direcrtístico da Companhia Nacional de Dança panha, que irá leccionar uma marterclass, asião da apresentação no Grande Auditório entro Cultural, de três peças do coreógrafo nhol Nacho Duato, aproveitando para a zação de vários eventos educacionais que am a digressão a Macau. Palito dirige instituição artística caracterizada pelo seu de virtuosismo, consagrado na disciplina, za e homogeneidade, com um grande técnico, com que os seus espectáculos epresentados, reportado por um elenco to de figuras clamadas como força maior reografia mundial. A Companhia Nacional ança de Espanha vai interpretar “Arenal”, e Darkness”, e “Por Vos Muero”, três peças adas por Nacho Duato, no próximo dia 25. ia antes a aula com o director da companhia levada à sala de ensaios das orquestras. nteressados deverão contactar o CCM e mbolsar 80 patacas para, durante hora e , desfrutarem da experiência de um dos reportados professores de dança. Uma tunidade dada só a quem já tiver alguma
experiência. Em paralelo, como em circunstâncias anteriores, o CCM convidou Shirley Loong, directora do Departamento de Educação do Ballet de Hong Kong, para moderar uma tertúlia sobre a obra do coreógrafo Nacho Duato. Esta sessão é de entrada livre e terá lugar na Sala de Conferências do CCM, uma hora antes do início do espectáculo, no entanto será só no idioma cantonense. Os boletins de inscrição podem ser descarregados no website do CCM www.ccm.gov.mo ou obtidos no CCM ou aos balcões da rede Kong Seng.
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desporto
Saviola e Aimar mantêm Benfica na corrida pela conquista da Taça
O sabor da vitória Ainda não terá limpado a má imagem que a equipa deixou na Liga dos Campeões, mas o Benfica voltou neste domingo às vitórias perante o seu público e manteve intactas as esperanças de conquistar a Taça de Portugal, que lhe foge desde 2003-04, quando Camacho surpreendeu o super-FC Porto de José Mourinho. Para eliminar o Sporting de Braga (2-0) e aceder aos oitavos-de-final (onde defrontará o Olhanense) valeram os golos de Saviola e Aimar, mas o resultado poderia ter sido bem mais desequilibrado face ao produzido pelos lisboetas no segundo tempo. O interesse da primeira
metade do encontro na Luz reduziu-se ao seu último terço, onde se concentraram as incidências relevantes. E tudo começou com um golo inesperado do Benfica, apontado por Saviola, aos 38’, numa altura em que o Sporting de Braga começava finalmente a desbravar os caminhos da baliza “encarnada”. Até então, a equipa minhota, obrigada a uma transformação profunda face à ausência de sete habituais titulares, pouco mais fez do que tentar manter a todo o custo o nulo no marcador. Sem grandes espaços nas duas áreas, a partida ia correndo morna no centro do terreno. A espaços (raros), a equipa da casa acelerava e
conseguia criar perigo, mas só através dos seus homens mais recuados. Maxi Pereira falhou o alvo, aos 11’, e Luisão deixou brilhar Artur, aos 22’ (num lance em que o defesa central do Benfica se lesionou, obrigando à entrada de Sidnei). A partir daqui, os minhotos foram-se desinibindo, equilibrando mesmo a contabilidade nos lances de perigo. Já se faziam sentir os primeiros assobios na Luz, quando Saviola provocou o primeiro festejo unânime dos adeptos da casa. Na sequência de um lançamento longo de linha lateral para a área, Javi García preparou o remate do argentino. Tudo perante a passividade da defesa “arsenalista”, que levou a que Domingos Paciência perdesse exuberantemente o seu apelido no banco. O intervalo não chegou sem que os dois conjuntos recordassem incidentes pouco dignificantes ocorridos
em Braga no ano transacto. Após um lance muito protestado pelos visitantes, que esteve perto de originar o segundo golo benfiquista, os elementos das duas equipas envolveram-se em picardias, só minimizadas pela intervenção decidida do director desportivo Rui Costa. O Benfica voltou para o reatamento bem mais confiante. E mais teria ficado se Saviola tivesse acertado no remate que parecia fácil e bisasse aos 51’, depois de um grande trabalho de Carlos Martins. A equipa da casa controlou a partida até final, pincelando o seu domínio com alguns lances de grande perigo na área adversária. O golo do descanso surgiu já nos últimos instantes dos descontos, num cabeceamento de Aimar, pouco depois de um valente susto para o Benfica, que acabou salvo in extremis pelo guarda-redes Júlio César.
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Liga espanhola | Real Madrid vence Saragoça por 3-1
Ronaldo socorre Mourinho Quem não tem cão, “caça” com... Cristiano Ronaldo. Na antevisão da partida frente ao Saragoça, José Mourinho utilizou a analogia para se queixar da escassez de soluções para a frente de ataque. No onze inicial, o técnico do Real Madrid confiou no instinto felino de Benzema, único ponta-de-lança disponível para ameaçar a baliza de Leo Franco. Longe de repetir, em La Romareda, o hat trick que assinou a meio da semana, na goleada
diante do Auxerre, o francês acabou por ficar em branco. Ronaldo, por sua vez, afiou as garras e voltou a ser decisivo no triunfo de ontem, por 3-1. O calcanhar do português foi o tiro de partida para a jogada que culminou no primeiro golo do Real, apontado por Özil, aos 14 minutos. Ronaldo voltou a brilhar pouco antes do intervalo, executando na perfeição um livre directo à entrada da área. A lesão do avançado Higuaín veio intensificar os lamentos de Mourinho, ávido por reforços para o ataque madrileno. Em Cristiano Ronaldo, porém, o técnico português encontrou o maior goleador do plantel. O madeirense marcou pela 23.ª vez esta temporada, um registo que ultrapassa a soma dos golos apontados por Benzema (6) e Higuaín (10) juntos. Ricardo Carvalho, titular, ao lado de Pepe, no eixo da defesa, cometeu a falta para a grande penalidade que originou o golo do Saragoça. Gabi bateu Casillas, já depois de Di María ter inscrito o seu nome na lista dos marcadores. Ronaldo lidera a lista dos melhores marcadores, com mais um tento que Messi. Com 18 golos em 15 jornadas, o português vai bem lançado para ganhar o Pichichi. Com duas partidas por disputar até ao final do ano. Ronaldo pode atingir a marca dos 50 golos em 2010. Para já, leva 46. Uma média de quase um golo por semana.
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11 Privacidade Consigo
(Texto disponibilizado pelo Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais) Respeito aos clientes. Promoção legítima. A fim de incrementar as vendas dos produtos, muitas empresas concebem uns métodos engenhosos, como a promoção de vendas por telefone e por mensagem electrónica. Isso são as práticas de promoção prevalentes nos últimos anos. Esta tarde, quando a Joana e os seus colegas estiveram a verificar nervosamente as contas, o telemóvel tocou de repente: “Eu sou da Empresa ABC, lançamos um novo produto. Se você comprar agora, pode usufruir de benefícios duplos.” A Joana perguntou com surpresa: “Eu não o conheço, como sabe o meu número de telemóvel?” ”Sra. Joana, você comprou o produto da nossa empresa no ano passado, e escolheu na altura o telemóvel como o meio de contacto. Se você estiver interessada no novo produto da nossa empresa, posso fazer uma apresentação em detalhes. “ Ainda que a Joana estivesse um pouco impaciente, ainda dizia com cortesia: “Estou a ver. Mas já não tenho interesse nos produtos da vossa empresa, você não me telefone mais para a promoção de vendas.” ”Sim, está bem, Sra. Joana. Muito obrigado por ter usado os nossos produtos no passado. Vamos retirar os seus dados da lista de promoção.” A Joana sentiu-se um pouco estranha por ter ouvido pela primeira vez que uma empresa iria eliminar os dados de promoção. “Não há nada de estranho.” O seu colega explicou: “Macau dispõe da Lei da Protecção dos Dados Pessoais para regular o tratamento de dados pessoais. Enquanto você perguntou a empresa ABC sobre a fonte do seu número de telemóvel, já esteve a exercer o direito de acesso do titular dos dados atribuído por lei, a empresa ABC deve responder a sua pergunta. Além disso, mesmo que tinha concordado que a empresa ABC podia fazer promoção de produtos por telemóvel, uma vez que estes dados são para fins de marketing directo, pode exercer o direito de oposição nos termos da lei, e opôr-se sem invocar nenhuma razão à empresa ABC que utiliza os seus dados para fins de marketing directo. Depois de receber a oposição, a empresa ABC não pode fazer promoção por telemóvel, caso contrário, dará lugar as infracções administrativas, e será sujeita a multa de quatro mil a quarenta mil patacas. A empresa ABC é considerada como uma empresa bem gerida e estabelece a lista de clientes para a promoção directa. No caso da recepção da sua oposição, os seus dados são retirados da lista. Então não se preocupe com o acto da promoção por telemóvel feito por outros empregados que poderá constituir uma violação à lei.” “Parece que a empresa ABC é uma empresa cumpridora da lei, e também é uma empresa que respeita os direitos dos clientes. Posso comprar os produtos desta empresa sem preocupação com o abuso de dados pessoais. “ (Caso fictício criado a partir da realidade social e/ou baseado em casos reais anteriormente ocorridos. Para informações adicionais sobre a protecção de dados pessoais, por favor, contacte o Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais - telefone 28716006).
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o Hoje [r]ecomenda
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‘Stone’, de John Curran
[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1 – O que paga. Casa, antigamente. 2 – Variedade de trigo, procedente da Itália. Género de plantas escrofulariáceas. 3 – Símbolo de érbio. Anancandaia. 4 – Torcedura. Abrev. de reprovado, usando nos registos da frequência escolar ou dos exames. 5 – Uma das cinco partes do mundo. Cavalo que tem tem duas cores, preta e branca. 6 – Tornar onduloso. Parte de um porto. 7 – Letra que ocupa o segundo lugar no alfabeto português. Antiga medida romana de capacidade . Elemento de origem latina que significa ovo. 8 – Elemento de origem grega que significa gengiva. Cavalo pequeno mas robusto. 9 – Vendedor ambulante de tecidos de lã. Depois. 10 – Animal que vive como parasita de animais ou plantas. Sinais com que na Idade Média se escrevia o cantochão. Diferente, fem. Aquele que censura. VERTICAIS: 1 – Uma das duas espécies de marcas que designam os tentos no jogo do bilhar. Selar com bula. 2 – Elegante. Verniz da China, negro ou vermelho. 3 – Símbolo de germânio. Meter em rincão. 4 – Cheio. Início de uma nova ordem de coisas. 5 – Unidade de força. Elemento de origem grega que significa vaso. 6 – Interjeição, para chamar. Defender com adarga. O algarismo 100 na numeração romana. 7 – Elemento de origem latina que significa recente, recentemente. Princínpio odorífero das violetas e da íris. 8 – Peça do maquinismo da tracção eléctrica. Indicativa de causa. 9 – Cinamomo. Ave-do-paraíso. 10 – Em inglês, e. Que administra ou dirige uma casa. 11 – Constar, divulgar-se, propagar-se. Dar o tratamento de vós a alguém.
Soluções do problema HORIZONTAIS: 1 – PAGADOR, CAS.2 – RIETI, ERINO.3 – ER, ANACONDA.4 – TORCEDELA, R.5 – ASIA, AMAME.6 – ONDAR, DOCA.7 – CONGIO, OV.8 – ULO, GARRANO.9 – LANEIRO, POS.10 – ACARO, NEUMA.11 – RARA, CENSOR. VERTICAL: 1 – PRETA, BULAR.2 – AIROSO, LACA.3 – GE, RINCONAR.4 – ATACADO, ERA.5 – DINE, ANGIO.6 – O, ANDARGAR, C.7 – RECEM, IRONE.8 – ROLADOR, EN.9 – CINAMO, APUS.10 – AND. ECONOMO.11 – SOAR, AVOSAR.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
É no elenco que ‘Stone’ consegue a atenção do espectador. A história nem é das mais fortes, e o ritmo (ou falta dele) impresso por John Curran deixa a desejar. Mas, nas expressões e diálogos poderosos de Robert De Niro e Edward Norton, o cineasta redime-se e o filme encontra o seu rumo. Também a bela Milla Jovovich, desequilibrada e de uma inocência perversa, contribui para dar alguma elegância a toda a trama, cinzenta e pouco explorada.
[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:20 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 19:00 TDM Desporto (Repetição) 19:30 Olhos de Água 20:25 1 Minuto de Astronomia 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde da RTPi 22:15 Novela: O Clone 22:58 1 Minuto de Astronomia 23:00 TDM News 23:30 Montra do Lilau 00:00 1º Programa DocTv CPLP - Portugal: Li Ké Terra (Repetição) 01:00 Telejornal (Repetição) 01:30 RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Encontros Imediatos 15:00 Magazine Macau Contacto 15:30 Janela Indiscreta Com Mário Augusto 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Preço Certo 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 A Alma E A Gente 19:00 Documentário 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 21:30 Magazine Macau Contacto 22:15 Portugal No Coração
14:30 17:00 18:00 19:00 20:00
Ijf Grand Prix Rotterdam 2010 International Motorsport News 2010 Audi Equestrian Masters 2010 Australian PGA Championships Day 4 H/ls (LIVE) Asean Basketball League 2010/11 Singapore Slingers vs. Satria Muda BritAma 22:00 Players Lives 22:30 Golf Focus 2010 23:00 (Delay) Score Tonight 23:30 Golf Up Close 2010 STAR MOVIES 40 12:25 Ruslan 14:10 101 Dalmatians 16:00 Weather Girl 17:35 Who Framed Roger Rabbit 19:25 Ninja 21:00 Leap Of Faith 22:55 The Reader 00:55 The Deal HBO 41 13:00 Knockaround Guys 14:30 Napoleon Dynamite 16:05 Cloudy With A Chance Of Meatballs 17:35 Angus, Thongs And Perfect Snogging 19:15 17 Again 21:00 The Damned United 22:35 The Boondock Saints 2 00:30 My House In Umbria CINEMAX 42 12:55 The Wire 14:00 Invasion U.S.A. 16:00 Speed Racer 18:30 Badge 373 20:30 American Ninja 22:00 American Ninja 2 23:30 Tmz 386 23:50 Delta Force 2
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[O]bjectiva Gonçalo Lobo Pinheiro
13 Raio [X] Ouvidos de penico maria diná
Um dos grandes monumentos portugueses, o Mosteiro da Batalha (2009)
Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo
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the chronicles of narnia - the voyage of the dawn treader Cineteatro | PUB
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[ ] Cinema
Sala 1 the chronicles of narnia - the voyage of the dawn treader [b] Um filme de: Michael Apted Com: Ben Barnes, Skandar Keynes, Georgie Henley 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
SALA 2 the social network [C] Um filme de: David Fincher Com: Jesse Eisenberg, Justin Timberlake 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Sala 3 Red [C] Um filme de: Robert Schwentke Com: BruceWillis, Morgan Freeman, Helen Mirren 14.30, 16.30, 21.30
Skyline [C] Um filme de: Colin Strause, Greg Strause Com: Eric Balfour, David Zayas, Scottie Thompson 19.30
Ser solteira e disponível parece ser a definição que os amigos encontram no dicionário para “ouvidos de penico”. Ora esta bela expressão demonstra nem mais nem menos o facto de despejarem para dentro dos meus belos ouvidos as maiores lamentações da humanidade, envoltas numa grande dose de porcaria. “Ela nem tem o que fazer... Ela está em casa sozinha... Ela está sem companhia... Por que não ligar-lhe e descarregar em cima dela todos os dramas que me atormentam?”, devem ser estes os pensamentos que lhes passam pela mente antes de marcarem o meu número no telemóvel. Juro que quando olho para o visor do telefone e vejo que a chamada já excedeu uma hora me apetece simplesmente desligar o aparelho e fingir que caiu. Bom, até já tentei, mas não resulta! Invariavelmente ligam de volta e o azedume continua. Ora é o namorado que a deixou pendurada e foi de fim-de-semana com os amigos, ora é a ex-mulher ou a ex-namorada que veio atormentar o belo casal, ora é o ex da ex que andou com outro ex, que às tantas perco a conta e limito-me a responder “pois”...”claro”... “compreendo”... E, na verdade já nem sei do que estão a falar. Depois, e como se não bastasse a dejecção para os meus ouvidos sobre os seus dramas, começa o leque de sugestões do que eu devo fazer para abandonar esse rótulo que eles mesmo me colocaram de solteirona. “Não te esforças o suficiente para arranjar namorado!” Como se eu tivesse de me transformar numa espécie de atleta olímpica em competição para arrecadar esse grande prémio que é um exemplar masculino disponível. “Usas pouca maquilhagem.” Eu? Pouca maquilhagem? Mas é suposto parecer um palhaço para os homens olharem para mim? “És muito esquisita.” Prefiro dizer que sou selectiva! Marrecos, coxos, desdentados, pouco inteligentes, sem pingo de humor, e sem noção do que é ser cavalheiro não estão na minha lista de requisitos, é um facto. “Tens de sair e descontrair.” Acho que o problema é precisamente o contrário, saio muito, conheço muita gente pouco interessante, exagero no álcool, descontraio demais e digo o que devo e o que não devo! Por favor, poupem os meus ouvidos. Caros comprometidos desta vida, lanço aqui um repto: não atormentem quem está livre. Eu estou sem namorado mas não quer com isto dizer que não tenha vida. Pode simplesmente apetecer-me estar a mofar em frente a uma televisão, embrulhada numa manta ridícula, em vez de vestir a pele de psicóloga, e agradecia um bocadinho de compreensão nesse sentido. Por via das dúvidas vou desligar o telemóvel por umas horas...
[Maria Diná já perdeu a paciência de ouvir as lamúrias dos outros enquanto tem ela própria muitas para contar]
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opinião
carta ao d i re c t or Senhor director, Primeiro, queria dar os parabéns ao jornalista António Falcão pelos dois artigos que ontem saíram no vosso jornal, abordando a questão da metadona e da heroína na sociedade de Macau. Trata-se de um tema difícil de abordar, por várias razões, mas que não vale a pena “esconder debaixo do tapete”, como tantas vezes acontece devido à hipocrisia e ao cinismo de gentes e leis. Mas, em segundo lugar, muito estranho que o “viciado” que dá a entrevista afirme que também é contra a localização do centro de metadona e que viria para a rua se tivesse os seus filhos numa escola próxima. É caso para perguntar com que consciência lida com os seus próprios filhos, sabendo que é para eles um mau exemplo. E também como é que alguém lhe dá trabalho ou tem coragem de o aceitar. Parece dar razão a quem diz que os piores racistas são os que sofreram o racismo na pele. E é pena que esta gente tenha tão pouca consciência de si e não se iniba de emitir opiniões que levam a mais segregação da comunidade a que pertencem. Se o vício da heroína provoca o que ele diz, se os viciados são, em geral, pessoas más e que fazem mal aos outros, então deviam estar todos presos ou internados, para proteger os restantes cidadãos. Como pai, estou mais preocupado com outras proximidades como, por exemplo, de gente perversa, disfarçada de cordeiros, do que com doentes e desgraçados que não são modelo para ninguém, a não ser de repúdio e nojo, como o bêbado da aldeia ou o vagabundo do lixo. Leitor identificado
c a r t o on por Steff
edi tor i a l Carlos Morais José
P
Macau que te quero verde
or toda a China existe uma campanha que procura remediar os males que o capitalismo selvagem fez ao ambiente do país. Há quem diga ser tarde de mais e que vai ocorrer escassez de água e alimentos, devido ao envenenamento dos lençóis friáticos. Assim, o governo chinês lançou numerosas campanhas para proteger o ambiente, de monstrando ser esta uma prioridade em que se deve empenhar toda a China. E assim acontece um pouco por todo o lado. Todo? Todo não. Existe um pequeno enclave no Rio das Pérolas, de seu nome Macau, onde tudo isto passa completamente ao lado. Por aqui, os transportes públicos (táxis e autocarros) não são obrigados a utilizar combustíveis “verdes”, nem as motoretas a funcionar a electricidade. Por aqui, os desmandos ecológicos continuam e a um ritmo cada vez mais acelerado. Veja-se o que aconteceu com a expansão da indústria casineira. Cada concessionária tem uma frota de camionetas para transportar turistas e jogadores. São dezenas de novos veículos que, incessantemente, por aí andam. Será que alguém
Temos um ar cada vez mais poluído, isto numa cidade onde a exiguidade do espaço torna facílimo exercer uma política ecológica e onde é suposto existir dinheiro suficiente para remediar este e outros problemas se preocupou em impor-lhes restrições às emissões de gases poluentes? Parece que não. Deve ser porque os senhores do jogo teriam de gastar dinheiro, que tanta falta lhes faz, e isso nem pensar, coitadinhos. Por outro lado, é claro que os privados também não podem ser estimulados a comprar automóveis não poluentes, provavelmente para não aborrecer o cidadão que gosta de poluir à vontade e em liberdade. Entretanto, temos um ar cada vez mais poluído, isto numa cidade onde a exiguidade do espaço torna facílimo exercer uma política ecológica e onde é suposto existir dinheiro suficiente para remediar
este e outros problemas. Só que tal nem deve passar pelos poluídos neurónios de quem se senta nas cadeiras do poder. Talvez quando os pandas começarem a amarelecer alguém de se lembre de tomar algumas medidas, desde que não aborreçam os outros “pandas”, os eternos protegidos desta sociedade. Já o metro ligeiro, esse, pode esperar. Que maçada construir transportes ecológicos para o povo. Que fique para as calendas e que depois se volte a adiar, adiar eternamente. É verdade: valores mais altos se levantam e o desleixo não é pecado.
até na prisão
Quem quiser tornar o mundo melhor, deve Padre Manuel teixeira [1912-2003]
começar por se tornar melhor a si mesmo.
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15 à fl or da pel e Helder Fernando
“Macau, este espírito único no mundo” I Por entre caminhos andados e imaginados vamos perdendo bastante do que acreditámos. E exaltando valores, sublimando o que julguemos como melhor e que ficou para trás. Quem fica exactamente na mesma? Conservemos, pois, a essência. Resistamos, não deixemos ninguém, em qualquer circunstância - tantas vezes efémera - sugar-nos o tutano, despersonalizar-nos, deixar-nos mudos e murchos, insipidamente impávidos e calados. Sem sentimentos nem sensações, se nos acobardamos e escondemos atrás da auto-mordaça, o que restaria de nós, dos nossos defeitos e virtudes? Pouca coisa, para lá da marca do rastejo disfarçado com sapatos engraxados. Os que não aceitam - ou fingem hipocritamente aceitar - espíritos e vozes livres, têm as unhas sujas, desconhecem o que é rir e chorar, abocanham se podem, ou são abocanhados da cabeça aos pés. II Nos grandes relatos noticiosos à volta do mundo, rara é a hora em que se não fale dos esquecidos. Por este ou por aquele motivo, por esta ou aquela tragédia, por esta ou aquela política, muita matéria desagua no imenso mar dos esquecidos. Deve ser por causa do Natal. Só que os esquecidos são tragados a cru pelos donos do mundo. Oiçamos os seus sussurros, são muitos. O Sol deles é o mesmo. E os rios, e os mares, e o ar. Por vezes parece que não, mas os esquecidos nunca estão ausentes, ficam apenas ali ao lado. Bem presentes, mesmo no esquecimento dos parvos. III O prezado leitor de jornais costuma ler-nos na realidade que contamos, na notícia que damos a conhecer, nas histórias que escrevemos, contínuas e descontínuas. Cada um dos que estamos neste lado da escrita teclamos sobre talentos e vilões, sobre sinceros e mentirosos, de simples e de vaidosos, de luminosos e de cinzentos. Teclamos sobre secas e inundações, honestidades e falcatruas, cantos de rouxinóis e cantos do cisne. O leitor sabe, como ninguém, discernir sobre os finitos e infinitos, os verdadeiros e os hipócritas. A leitura talvez seja dos mais genuínos sentidos do homem.
Calculo que seja útil lembrar que qualquer órgão privado de comunicação social pode realizar serviço público. Assim como qualquer serviço público de comunicação pode, por inépcia, perverter a sua função principal, precisamente por ser público. O que não devem é os serviços públicos terem estranha vocação para favorecerem os reis e senhores dos serviços privados IV Um homem que conheceu bem Macau, Carlos Beja, regressou por breves dias a esta região. Foi aqui director dos Serviços de Turismo e presidiu ao então ICEP. Pela viva entrevista que deu ao jornalista Gilberto Lopes (Rádio Macau), continua uma pessoa de olhar atento, resposta pronta e articulada em pedagogia, e com visão global das coisas do mundo. Gostaria muito de o ter revisto e de lhe dar um abraço, pois no passado tivemos uma relação respeitosa, fraterna e amiga, sem necessidade de estarmos sempre de acordo. Infelizmente, não foi possível conjugarmos agendas, o que não é impeditivo de aqui referir a feliz chamada de atenção de Carlos Beja, durante a mencionada entrevista, ao lembrar a triangulação Pequim-Macau-Lisboa no fortalecimento da lusofonia, face aos apoios estratégicos da República Popular da China. “Macau, uma construção mental em cada um de nós”, ouvi a este administrador da NAV Portugal. Questionado sobre o que de
mais importante os portugueses deixaram em Macau, Beja respondeu lapidarmente: “Este espírito único no mundo”. V Em ondas, fala-se de serviço público dos meios audiovisuais de comunicação social. Falam muito mais os que, de alguma forma, estão ligados à política, do que aqueles e aquelas que são realmente do meio, que alimentam as antenas. Talvez quem tanto fale saiba do que fala. E talvez quem, por enquanto, pouco diga, saiba ainda um pouco mais do que aqueles que mais falam. Calculo que seja útil lembrar que qualquer órgão privado de comunicação social pode realizar serviço público. Assim como qualquer serviço público de comunicação pode, por inépcia, perverter a sua função principal, precisamente por ser público. O que não devem é os serviços públicos terem estranha vocação para favorecerem os reis e senhores dos serviços privados. A discus-
são sobre o que deve conter a concessão de serviço público nas rádios e televisões, já a oiço, e nela participei em várias ocasiões, há décadas. Não faltam ideias de normas e procedimentos, como se sabe. Desde a questão da outorga ou concessão até à fiscalização. O papel chave destes dois meios justifica uma definição muito e bem reflectida sobre os princípios que devem orientar a produção, a programação e a informação das emissoras. Tal como reflectir acerca de quais as prioridades e de quais, efectivamente, as finalidades da empresa. Dos pontos de vista informativo regional e nacionalmente -, educativo, cultural e artístico, com respeito pelos valores éticos, sociais e da liberdade de expressão. Naturalmente que incumbe ao governo, aos legisladores, a forma da lei e da regulamentação, sem esquecerem que vivemos um importantíssimo momento, imparável, de transição para extraordinárias inovações tecnológicas - que devem ser encaradas com seriedade e competência.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges; Catarina Lau Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
a fechar
há aviões a cair de podre na air macau?
é possível, é possível. nesta terra nem há...
!!!
Dívida Negociações com China correm bem
“Se Portugal tiver algumas necessidades, a China está disposta a prestar o apoio que estiver ao seu alcance”, disse Wen Jiabao aquando da sua visita a Macau. O apoio pode traduzir-se na compra de parte da dívida portuguesa pela China e as negociações “têm estado a correr muito bem” segundo adiantou à Lusa fonte portuguesa após as reuniões de Fernando Teixeira dos Santos, ministro português das finanças, com o homólogo chinês Xie Xuren e com o Governador do Banco Central da China, Zhou Xiaochuan. O encontro é o segundo no espaço de três meses, depois da ronda de contactos empresariais e financeiros em Macau e Hong Kong em Setembro passado. Na semana passada, no Brasil, o ministro das Finanças disse que Portugal tenta procurar interessados nos títulos da sua dívida pública fora da Europa. A China tem as maiores reservas do mundo, estimadas em 2,65 biliões de dólares.
Hong Kong O paraíso fiscal dos portugueses
O ambiente económico moderno e aberto de Hong Kong e o apetecível regime fiscal fazem a região ser o local perfeito para receber as poupanças dos portugueses. A notícia, lançada pelo Jornal de Negócios, aponta que a antiga colónia britânica ocupa o primeiro lugar na lista das escolhas de “offshores” e territórios com tributação privilegiada. Segundo dados do Ministério das Finanças, em 2009 foram feitas mais de cinco mil transacções, de empresas e pessoas singulares, para “paraísos fiscais”, o que totalizou 783,5 milhões de euros. Hong Kong recebeu obteve 30% dessas transferências, 216,5 milhões de euros, seguido do Luxemburgo, com 148,5 milhões de euros, e pelas Ilhas Caimão, que receberam 76 milhões de euros.
... dinheiro terça-feira 14.12.2010 www.hojemacau.com.mo
MP quer investigação exaustiva do sistema jurídico local
Quem tem um olho é lei Kahon Chan
kahon.chan@hojemacau.com.mo
O procurador do Ministério Público, Ho Chio Meng, reiterou a sua chamada para iniciar uma investigação do sistema jurídico local de forma consistente e sistemática, e apelou a que fosse dada atenção à formação dos profissionais locais do direito. Entretanto, o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) estabeleceu uma cooperação com a instituição homóloga de Hong Kong de forma a prestar assistência jurídica mútua. Ho Chio Meng foi orador num seminário realizado ontem com foco sobre assuntos criminais na região, quando voltou a lançar o apelo. O responsável afirmou que, apesar de muitos seminários e simpósios terem sido organizados ao longo do ano para discutir assuntos jurídicos, o intercâmbio de ideias tem
sido considerado “disperso”, “desorganizado” e “fragmentário”, deixando intocada muita da profundidade muita da profundidade dos assuntos. Como resultado, muitas das críticas apontadas ao sistema jurídico continuam a cair em saco roto. Ho apelou à criação de uma plataforma ou instituto para dar início a estudos sustentados e exaustivos sobre as leis locais para se olhar para todo o sistema de forma global e consistente, o que ajudaria a resolver as questões levantadas pelos críticos. De forma a criar essa abordagem ao sistema jurídico, Ho Chio Meng disse que Macau tinha de dar mais atenção aos peritos e académicos da profissão do direito, além dos juristas que praticam ou desenham as leis. Uma dependência dos profissionais do direito que vêm de fora, alerta Ho, nunca permitirá a Macau criar um banco de profissionais na indústria. O apelo não é novidade, mas vai ao encontro
da recente defesa pela criação de uma nova universidade de direito, que tem sido proposta tendo em conta a contribuição insuficiente da Universidade de Macau. Entretanto, o chefe da Comissão Independente Contra a Corrupção (ICAC) de Hong Kong, Timothy Tong, confirmou no mesmo evento que os dois serviços anti-corrupção de Hong Kong e Macau tinham estabelecido um regime regular de assistência judiciária, como busca de provas e investigação criminal. Tong afirmou também que, de acordo com decisão do Tribunal de Última Instância no início do ano, a lei contra a corrupção em Hong Kong seria aplicada a quaisquer empresas registadas em Hong Kong independentemente do local de ocorrência do crime. Dois funcionários do Grupo Swire, de Hong Kong, foram julgados por corrupção no caso Ao Man Long.
Arqueologia Uma sopa com 2400 anos
Uma equipa chinesa de arqueólogos descobriu uma sopa com 2400 anos de existência no interior de um recipiente de bronze encontrado no túmulo da primeira capital da civilização chinesa, Xian, no noroeste do país. O diário oficial China Daily revelou ontem que uma equipa do Instituto Arqueológico da província de Shaanxi encontrou a terrina no interior de um túmulo do período dos Estados Combatentes (475-221 a.C.), no lugar onde está em construção a segunda fase do aeroporto central de Xianyang. Foram encontrados três recipientes, enviados para o laboratório do instituto para estudo das futuras condições de preservação e dos conteúdos. Na terrina que continha a sopa de ossos de animal havia três patas, e noutro recipiente estava um líquido inodoro que poderá ser um tipo de vinho da antiguidade.
WikiLeaks Confusão envolve Portugal
Diplomatas norte-americanos em Portugal referem que José Sócrates permitiu aos Estados Unidos utilizar a base aérea das Lajes, Açores, para repatriar presos de Guantánamo, revela a edição de ontem do El País. O diário espanhol cita os telegramas da embaixada dos EUA em Lisboa enviados ao Departamento de Estado, que constam da documentação da WikiLeaks. Num telegrama de Setembro de 2007, a embaixada norte-americana congratula-se pelo primeiroministro “ter permitido aos Estados Unidos utilizar a Base das Lajes nos Açores para repatriar presos de Guantánamo”. Quatro meses depois, a 30 de Janeiro de 2008, Sócrates asseverou no Parlamento que o Governo “nunca” tinha recebido qualquer pedido dos EUA “para sobrevoo do nosso espaço aéreo ou para aterragem na Base das Lajes de aviões que se destinassem ao transporte ou à transferência de prisioneiros”. E acrescentou: “Nenhum membro do Governo faltou à verdade sobre este caso.”
Governo e MUST negoceiam urgências
Testes em curso para determinar impacte
O acordo para criar um serviço de urgências médicas na Taipa deverá ser assinado ainda este mês entre a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) e os Serviços de Saúde de Macau (SSM). As instalações provisórias serão equipadas pelo Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ), que irá fornecer também os médicos que ali irão trabalhar. Chan Wai Sin, subdirector dos SSM e director do CHCSJ, confirmou ontem que as negociações com o Hospital da MUST para estabelecer um serviço provisório de urgências tinham terminado e que um contrato de cinco anos seria assinado antes do fim deste mês, enquanto a disponibilização de médicos estava também em curso de forma suave. O CHCSJ irá arrendar o
Após quatro anos de operações sem qualquer controlo, o aterro onde eram depositadas cinzas volantes resultantes da incineração de resíduos será submetido à recolha de amostras de solo e ar pela Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações (DSRT). As últimas informações dão conta de que as cinzas, uma ameaça à saúde pública, estavam solidificadas, mas o aterro ainda estava por cobrir com uma camada de cimento. Os serviços do Governo forneceram actualizações num comunicado, acrescentando que todas as cinzas volantes produzidas por todas as incineradoras estavam agora a passar por um processo de solidificação nas novas instalações, enquanto o aterro estava para já coberto
Médicos aqui e acolá espaço e comprar serviços ao Hospital da MUST na Taipa. Após a assinatura do contrato, o Governo irá dar início à conversão no Hospital da MUST e as urgências podem estar operacionais na segunda metade do próximo ano. A unidade de urgências será desactivada assim que estiver pronto o novo hospital do Cotai. Chan havia dito à imprensa que o acordo traria custos, mas não revelou os montantes ontem à TDM, que o entrevistou à margem de um seminário.
Cinzas ao volante
com lona, e que uma camada de cimento seria acrescentada sobre as cinzas ali depositadas. O organismo comprometeu-se a vigiar de perto o problema, ouvir o público com atenção e providenciar soluções de longo prazo. A DSRT visitou também vizinhos do aterro em Coloane, incluindo o lar de idosos de Ká Hó, operado pela Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), a escola D. Luis Versiglia, a escola de São José de Ká Hó, o centro de Santa Lúcia e a Macau Flying Eagle com vista a lançar as novas medidas de regulação. A direcção pretende também obter o consentimento dessas propriedades para recolher amostras ambientais nas proximidades do aterro. – K.C.