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Hoje Macau 14 JANEIRO 2022 #4929

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Explicações mais flexíveis

CHINA

Tango para dois

hoje macau Nº 4930

SEXTA-FEIRA 14-1-2022 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

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PÁGINA 10

Onda de choque

Entre um Lar da Terceira Idade e uma Creche, a onda de alerta total, face à hipótese de um novo surto de covid-19, levou mais de 200 para quarentena. A situação foi desencadeada após a descoberta de que dois residentes estiveram num banquete em Zhongshan onde foi confirmado um caso positivo. PÁGINAS 2-3-4

CCAC

CARION VOLTA AO RADAR PÁGINA 7

VAMOS AO NIMAS II ANTÓNIO CABRITA (1948-2021)

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KEVIN CHIO

ÚLTIMA

FRINGE

HISTÓRIAS DE COLOANE

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2 grande plano

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CASO EM ZHONGSHAN LEVA PARA QUARENTENA DE MAIS DE 200 PESSOAS

Choques em ALL ABOUT MACAU

ALL ABOUT MACAU

COVID-19

14.1.2022 sexta-feira

MACAU DAILY NEWS

MACAU DAILY NEWS

O caso da trabalhadora da creche resultou na imposição de quarentena obrigatória a 38 crianças, por serem consideradas contactos secundários

O

S casos de contacto próximo não vão levar, para já, à suspensão das escolas, mesmo face à possibilidade de antecipar as férias referentes ao Ano Novo Lunar. Contudo, a Direcção de Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) deu indicações para que a utilização da aplicação que regista o percurso dos residentes seja obrigatória à entrada das instituições educativas.

Sei onde estás

Aulas continuam, mas app que regista percurso é obrigatória para entrar na escola

“As aulas não vão ser suspensas, mas comunicámos com as escolas para que instalem os códigos para gravar o percurso das pessoas”, afirmou Wong Ka Ki, Chefe de Departamento do Ensino Não Superior da DSEDJ. “Não temos uma decisão tomada

para a suspensão das aulas, mas vamos manter-nos em comunicação com o sector da saúde. Se for necessário suspender as aulas e passar para o ensino online, avisamos”, acrescentou. Wong Ka Ki revelou também que 200 alunos do

ensino superior e 300 alunos do não-superior que estudam em Macau são residentes da zona de Tanzhou e, como tal, serão testados. Para os alunos que não conseguirem regressar às respectivas casas, devido às restrições de circulação,

a DSEJD tem um plano de alojamento em casa de familiares ou instituições locais.

Mais de 200 mil com a app

Ainda em relação à aplicação para gravar entradas em locais, Alvis Lo informou que até quarta-feira tinham sido feitos 224 mil downloads. “Só no dia 12 de Janeiro, 40 mil cidadãos fizeram o download, o que faz com que agora 224 mil cidadãos utilizem a aplicação”, indicou. “Apelamos

a toda a população que faça o download, para que nos ajude a registar o seu percurso”, pediu. “Queremos que nesta fase inicial comecem a ganhar o hábito de registar o seu percurso, para sabermos com facilidade onde estiveram”, frisou. Até segunda-feira, o número era pouco superior a 100 mil, o que a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura definiu como “aquém” das expectativas do Governo.


sexta-feira 14.1.2022

cadeia O território está em alerta máximo depois da descoberta de que duas pessoas que residem em Macau jantaram com um infectado no passado domingo em Zhongshan. As autoridades estimam que perto de 3 mil habitantes de Macau tenham passado pela vila de Tanzhou, onde foi registado o caso positivo local de covid-19

A

confirmação de uma infecção por covid-19 na vila de Tanzhou, em Zhongshan, cidade adjacente a Zhuhai, motivou uma onda de novas quarentenas em Macau. Em causa está o facto de duas pessoas que circularam nos últimos dias na comunidade terem participado num banquete com um indivíduo infectado, no domingo em Zhongshan, antes de regressarem à RAEM. A contaminação tornou-se pública na manhã de ontem. Nas redes sociais surgiram vários vídeos a testemunhar o pânico vivido na vila de Tanzhou, antes de serem impostos confinamentos obrigatórios, com muitas pessoas a tentarem fugir da zona.

grande plano 3

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A onda de choque em Macau não se fez esperar. Por volta das 13h, as autoridades confirmavam a imposição de quarentenas, enquanto eram partilhadas nas redes sociais fotografias de equipas médicas a chegarem ao Lar da Terceira Idade Sol Nascente e à Creche Fong Chong, na Taipa. Ao mesmo tempo, surgiam os primeiros relatos de pais e familiares de frequentadores das instituições de que seriam levados para quarentena. Também os alunos que diariamente atravessam a fronteira entre Zhuhai e Macau começavam a ser encaminhados para o centro de testes. Horas depois, às 17h, o director dos Serviços de Saúde (SSM), Alvis Lo, confirmou a existência de dois

APELOS CONTRA AGLOMERAÇÕES Alvis Lo apelou ontem aos residentes para não se juntarem nem fazerem eventos de grandes dimensões e concentrações. “Se as pessoas continuarem a festas grandes e eventos, a situação vai ser muito mais difícil de controlar”, afirmou o director dos Serviços de Saúde. Sobre o Ano Novo Lunar, que se realiza a 1 de Fevereiro, Lo insistiu que por enquanto as indicações são para evitar ajuntamentos. Contudo, os eventos agendados para esta fase do ano, como o fogo-de-artifício não foram cancelados. Segundo Lau Fong Chi, representante dos Serviços de Turismo, qualquer decisão vai ter em conta a “evolução epidémica”.

funções de ama na Creche Fong Chong da Taipa. Os dois contactos próximos estiveram no dia 9 de Janeiro com o indivíduo infectado, no edifício International Flower City de Tanzhou, durante um banquete, cuja natureza não foi revelada. Devido ao contacto com o trabalhador do lar na Areia Preta estão obrigados a cumprir quarentena 145 pessoas, entre trabalhadores e idosos. O isolamento vai ser cumprido na instituição. Na primeira análise ao percurso do homem considerado contacto próximo, as autoridades revelaram que nos dias 10, 11 e 12 de Janeiro, as suas deslocações incluíram o local de trabalho e o mercado do Iao Hon. O caso da trabalhadora da creche resultou na imposição de quarentena obrigatória a 38 crianças, por serem consideradas contactos secundários. Fazem parte das turmas C, D e E e tinham aulas no 5.º Andar da creche. Cerca de 40 funcionários também vão ter de fazer quarentena, pelos mesmo motivos, o que faz com que as pessoas enviadas para isolamento sejam 47. Após o regresso a Macau, a residente frequentou duas aulas de dança na Taipa, na segunda-feira e na terça-feira, e um jantar com colegas de trabalho na quarta-feira. Outras nove pessoas também vão ter de cumprir quarentena, por habitarem com os dois casos de contacto próximo. No total, ontem foram enviados para quarentena 241 pessoas por estarem ligados ao caso de Tanzhou.

Quase 3 mil em Tanzhou casos de contacto próximo com o infectado na cidade vizinha, na habitual conferência de imprensa sobre a pandemia. “Os primeiros testes às pessoas foram negativos, mas como são contactos próximos temos de ter muito cuidado”, afirmou Alvis Lo. “Estamos preocupados porque há casos numa região vizinha e um caso com contactos próximos em Macau com origem desconhecida”, reconheceu.

Trabalhadores de Lar e Creche

Segundo a informação oficial, o primeiro contacto próximo é um trabalhador não residente chinês, com 45 anos, que é assistente no Lar Sol Nascente, na Areia Preta. O segundo contacto é a uma residente com 59 anos, que desempenha as

Além dos contactos próximos e por segunda via, as autoridades locais revelaram existirem quase 3 mil pessoas de Macau, que estiveram na vila de Tanzhou nos últimos 14 dias. Segundo a informação revelada ontem por Alvis Lo, 2.898 pessoas estiveram naquela vila de Zhongshan e 18 pessoas frequentaram o edifício “Cidade Internacional das Flores de Jinxiu”, onde aconteceu o banquete com o caso confirmado. Estes últimos vão ser colocados de quarentena. Os restantes vão fazer autogestão em casa. “As pessoas que estiveram na zona de Tanzhou têm apenas de fazer uma autogestão e vão ser chamadas para fazer teste de ácido nucleico cinco vezes nos próximos 14 dias. Os testes foram iniciados hoje [ontem]”, explicou Lo. O director dos SSM elogiou ainda o comportamento dos envolvidos: “Têm cooperado com os nossos esforços e surgiram voluntariamente para ser testados”, acrescentou. Até às 17h de ontem, entre os 2.898 que estavam em Macau, 1.098 já tinham sido testados. No caso dos 18 indivíduos que estiveram no edifício Cidade Internacional das Flores de Jinxiu, seis também tinham sido igualmente testados. João Santos Filipe

Guangzhou Adiado exame para agentes de patentes

O exame de qualificação de agentes de patentes em Guangzhou, Pequim, Tianjin, Xian e Zhengzhou, que estava previsto para amanhã e domingo, foi adiado, provisoriamente, para o próximo mês de Março, segundo aviso da Direcção Nacional da Propriedade Intelectual. A data concreta do exame não foi ainda divulgada e será definida consoante o desenvolvimento da pandemia. Os residentes que se candidataram e pagaram taxa de inscrição não precisam pagar outra vez.

Associação Comercial Apoio a mais medidas apertadas de circulação

A Associação Comercial de Macau promete fazer todos os esforços para cooperar com o Governo na implementação dr medidas contra a pandemia, principalmente nos próximos tempos. A posição foi tomada por Frederico Ma Chi Ngai, presidente da Associação Comercial de Macau, em declarações à imprensa em língua chinesa, e diz respeito às medidas para guardar o percurso de residentes, quando entram em instalações públicas ou restaurantes. Apesar de reconhecer o impacto financeiro das medidas, Frederico Ma indicou que apenas desta forma, e com alguns ajustes adequados à situação real, é possível trabalhar para a recuperação. No entanto, Ma não deixou de advertir para a necessidade de pensar nas pequenas e médias empresas, que considerou serem as mais afectadas com toda a incerteza.

Táxis Registo de percurso de passageiros

A Associação dos Comerciantes e Operários de Automóveis de Macau acredita que o Governo vai obrigar o sector a implementar a obrigatoriedade de registo da identidade de todos os clientes. Segundo Leng Veng Sai, presidente da associação, a Direcção dos Serviços dos Assuntos de Tráfego iniciou um processo para recolher informações de todos os táxis em circulação, como matrículas, e deverá atribuir um código único para cada viatura. A medida está actualmente em vigor nas instalações públicas, e deverá tornar-se obrigatório também em restaurantes. Ao Macau Daily, Leng Veng Sai destacou ainda que o sector apoia de forma unânime a necessidade de registo dos veículos, para tomar as medidas necessárias em caso de um novo surto.


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ANO NOVO LUNAR POSSIBILIDADE DE NOVO SURTO AFLIGE COMERCIANTES

As vozes da rua HOJE MACAU

Com um novo surto no horizonte, o HM tomou o pulso a comerciantes, turistas e residentes. Um turista não pode regressar a casa, em Zhongshan, onde foi ontem confirmado um caso positivo. Os comerciantes protestam contra a “pontaria” dos surtos, que acontecem sempre em alturas de feriados, e os residentes temem o fecho de fronteiras e serviços

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RÊS meses depois do último surto de covid-19 que paralisou Macau, a apreensão voltou a sentir-se nas ruas depois de a possibilidade de novos casos locais ter voltado ao subconsciente de residentes, turistas e comerciantes. Enquanto se anunciavam quarentenas obrigatórias devido a casos de proximidade e redução da validade dos testes de ácido nucleico, o HM foi ouvir transeuntes e trabalhadores de uma das zonas mais turísticas da cidade, à volta das Ruínas de São Paulo, até à Rua dos Mercadores. Num sítio digno de postal, a escadaria que sobe até às ruínas, encontrámos Wen, um jovem de 23 anos, que veio a Macau com a namorada captar momentos fotográficos para publicar nas redes sociais. O regresso a casa era uma incógnita, que parecia não o afligir, porque mora em Zhongshan, a cidade que

foi ontem isolada e esteve no epicentro do aperto de medidas que alastrou pela região. “A minha casa fica numa zona que foi fechada, em Zhongshan. Por isso, amanhã [hoje] vamos para Zhuhai e ficamos lá uns dias. Ainda não fizemos muitos planos, mas, para já, não estamos a contar com o encerramento das fronteiras”, contou ao HM, em frente às Ruínas de São Paulo. Perto da Rua dos Mercadores, Chen, uma turista de 38 anos, continuava o dia de férias sem grandes preocupações. “Não tenho receio da possibilidade de surtos ou medidas que sejam impostas. Vim de Dongguan e não passei por Zhongshan.

Portanto, o caso positivo que foi noticiado não afecta o itinerário que tenho planeado. Regresso hoje [ontem] a casa e duvido muito que as autoridades fechem as fronteiras”, contou ao HM.

Lojistas e funcionários

A disposição dos comerciantes e trabalhadores de lojas com que o HM falou é bem

diferente da descontração verificada nos turistas. Lei encarou as notícias de ontem com outros olhos. O responsável pela Macau Speciaty Store, uma loja que vende uma ampla variedade de biscoitos e carnes secas, destaca a “pontaria” do surgimento de casos positivos de covid-19 antes dos feriados e das épocas altas.

“A minha casa fica numa zona que foi fechada, em Zhongshan. Por isso, amanhã [hoje] vamos para Zhuhai e ficamos lá uns dias. Ainda não fizemos muitos planos, mas, para já, não estamos a contar com o encerramento das fronteiras.” WEN TURISTA

“Quando a situação parece estar a melhorar, lá vem mais um surto, as fronteiras fecham outra vez e ficamos sem visitantes, como aconteceu na semana dourada”, afirmou nitidamente agastado face à possibilidade de a covid-19 estragar os negócios do Ano Novo Chinês. Algo resignado, o gestor da loja espera apenas que o Governo consiga controlar a pandemia e que esta não afecte muito Macau. Do ponto de vista prático, Lei está mais descansado porque os não residentes que trabalham na Macau Speciaty Store moram no território, ou seja, o eventual fecho das fronteiras não afectaria as operações da loja.

O negócio, esse, já será afectado com a redução da validade dos testes de ácido nucleico para passar a fronteira. “Desde que começou a pandemia, dependemos muito da época alta e dos feriados. Fora dessas alturas, o negócio é fraco. Mas hoje, já notei apreensão dos turistas. Se o prazo de 48 horas de validade do teste se mantiver durante o Ano Novo Chinês o negócio vai sofrer”, revelou, deixando ainda a esperança de que as autoridades consigam evitar o surgimento de casos. Li está numa situação diferente. Apesar de dar conta de um relativo retorno dos negócios desde o início de 2022, a trabalhadora não-residente do restaurante Tam Kah Shark's Fin Trading, está em licença sem vencimento alguns dias do mês. A falta de clientela na casa perto da Travessa da Paixão será agravada pela redução da validade dos testes exigidos para atravessar fronteiras, prevê. A TNR ontem não teve a trabalhar a seu lado um colega, que mora em Tanzhou na cidade de Zhongshan, por estar confinado na zona de alto risco onde foi descoberta uma infecção. A quebra de visitantes nesta altura é particularmente penalizadora para o comércio, por ser uma época tradicional de compra de iguarias gastronómicas para oferecer aos familiares nas festas de Ano Novo Lunar. A época festiva que se avizinha aflige de maneira diferente Sou, um funcionário público de 33 anos. “Tenho receio que haja muitos casos positivos. Nesta altura, as pessoas viajam, muitos atravessam a fronteira e isso pode resultar em surtos. Acho que o fecho das fronteiras é inevitável.” O funcionário público não tem de se preocupar com as consequências laborais da pandemia. Porém, a possível suspensão das aulas e cenário hipotético de não ter quem tome conta da filha de 4 anos, enquanto Sou e a mulher trabalham, deixam o residente ansioso. Os próximos dias serão determinantes para os diferentes cenários do futuro das pessoas ouvidas ontem pelo HM. Com ou sem surto de covid-19. Nunu Wu e João Luz


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CENTROS DE EXPLICAÇÕES LICENÇAS PROVISÓRIAS DE FUNCIONAMENTO A CAMINHO

Luz verde à flexibilidade As autoridades vão emitir licenças provisórias de 180 dias para que os centros de explicações possam ter receitas para suportar os custos das rendas. Os centros passam a ter de fechar às 22h e a avisar o Governo com 30 dias de antecedência da alteração dos valores cobrados aos pais

O

S centros de explicações vão poder operar, com a nova lei, com uma licença provisória de funcionamento. Com esta medida, o Governo pretende flexibilizar o sistema e garantir que as empresas que gerem estes espaços educativos possam operar e receber receitas assim que começam a pagar renda. A informação foi divulgada ontem pela deputada Ella Lei, no âmbito de uma reunião da primeira comissão da Assembleia Legislativa, e que discutiu, na especialidade, a proposta de lei da actividade dos centros particulares de apoio pedagógico complementar do ensino não superior. “Se o centro reunir todos os requisitos de segurança poderá ter uma licença provisória de 180 dias, renovável. Depois, será destacado o pessoal para fiscalizar as condições do local. Poderá existir a emissão da licença definitiva, mas, caso [não haja condições], o centro não poderá funcionar”, explicou a deputada. Com esta alteração, as autoridades pretendem “facilitar a vida dos interessados”. “Vai ainda ser disponibilizada ao sector uma consulta gratuita sobre as informações para a abertura de um novo centro de explicações”, acrescentou a deputada.

(DSEDJ) da alteração dos valores cobrados aos pais das crianças. “No passado houve queixas apresentadas pelos pais sobre a falta de clareza das taxas. Há que existir um equilíbrio entre os interesses de ambas as partes. Se as taxas forem alteradas rapidamente, os pais podem não ter a opção de escolher outras soluções”, adiantou Ella Lei. As autoridades disseram também que as taxas dos centros de explicações “devem ser informadas de forma transparente, com uma

comunicação antecipada à DSEDJ, para que haja um equilíbrio”. Relativamente às restantes regras de funcionamento dos centros de explicações, o Governo não quer uniformizar algumas matérias tendo em conta as alterações súbitas em contexto de pandemia. “Não há normas claras sobre o número de alunos admitidos. Há questões sobre o facto de não haver normas para a definição das áreas úteis e a altura do estabelecimento. O Governo disse que não é adequa-

Novo horário

Com a nova lei fica também determinado que os centros de explicações passam a funcionar entre as 8h e 22h, passando as empresas gestoras a estar obrigadas a informar a Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude

“Se o centro reunir todos os requisitos de segurança poderá ter uma licença provisória de 180 dias, renovável. Depois será destacado o pessoal para fiscalizar as condições do local.” ELLA LEI PRESIDENTE DA PRIMEIRA COMISSÃO DA AL

Zona A Governo confirma construção de nove escolas Lou Pak Sang, director da Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), adiantou que serão construídas nove escolas na zona A dos novos aterros. O responsável falou aos jornalistas à margem da reunião de comissão do hemiciclo sobre a proposta

de lei que regula os centros de explicações. O responsável disse ainda que a manutenção do plano de construção de escolas no terreno do antigo Canídromo ia levar mais tempo. “A zona A dos novos aterros já está na fase de concepção, isso significa que vai demorar mais tempo”, explicou. Lou

Pak Sang avançou ainda com alguns detalhes sobre as novas construções, referindo que nem todas as escolas localizadas em pódios de edifícios, integrantes do projecto “Obra de Céu Azul” vão para a zona A. Algumas serão transferidas para a zona norte da península de Macau.

do prever esses pormenores numa lei, pois, por causa da pandemia, por exemplo, as regras podem ser alteradas de acordo com as circunstâncias”, frisou a deputada. O número de alunos a integrar num centro de explicações não será, assim, definido apenas pela DSEDJ, mas por quatro serviços públicos. Ainda assim, o Governo prometeu uniformizar alguns padrões e critérios. Segundo a presidente da primeira comissão, no passado “o sector [queixou-se] de que houve problemas na execução da lei, de não haver normas padronizadas”. “Pedimos ao Governo para definir essas regras de forma mais clara. Os serviços competentes destacam os fiscais para se deslocarem a estes locais, mas às vezes os padrões são diferentes”, concluiu Ella Lei. Andreia Sofia Silva e Nunu Wu

Vizinhos unidos

Zhuhai avança com centro científico e tecnológico sino-lusófono

O

presidente do município de Zhuhai, Huang Zhihao, promete trabalhar com a região vizinha de Macau para criar, ainda este ano, um centro científico e tecnológico sino-lusófono. Segundo o jornal Ou Mun Iat Pou, o responsável confirmou que o futuro Centro de Intercâmbio em Ciência e Tecnologia e Transformação de Resultados entre a China e os Países de Língua Portuguesa ficará na Ilha da Montanha. O centro fará parte da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, adjacente a Macau, uma das prioridades para o desenvolvimento de Zhuhai este ano, sublinhou Huang Zhihao. O presidente falou na quarta-feira, durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa para este ano no Congresso do Povo Chinês em Zhuhai, o parlamento local da cidade da província de Guangdong. Huang Zhihao disse ainda que irá promover a criação de uma aliança para a inovação e investigação entre universidades e empresas privadas de Macau e de Zhuhai.

Pé no acelerador

O vice-ministro da Ciência e Tecnologia da China, Huang Wei, tinha em Junho apelado a Macau para acelerar o estabelecimento do centro científico e tecnológico sino-lusófono. O responsável chinês veio ao território para uma reunião do Conselho de Cooperação de Ciência e Tecnologia entre o Interior da China e Macau. Durante a reunião, o director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico de Macau, Tai Kin Ip, apresentou um projecto de concepção preliminar para a construção do centro, que terá sede em Macau. A exploração da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin pretende reforçar a integração de Macau na China e aliviar a falta de espaço e de recursos humanos disponíveis para a diversificação da economia para áreas como a saúde, finanças, tecnologia de ponta, turismo, cultura e desporto. O parque industrial de cooperação Guangdong-Macau, em Hengqin, já disponibilizou terrenos para 25 projectos com um investimento acordado de 79,3 mil milhões de yuan. Mais de 4.500 empresas de Macau já se registaram, sendo que mais de 300 estão a operar em Hengqin.


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O legislador da FAOM está preocupado com o consumo de canábis com recurso aos cigarros electrónicos e defende a ilegalização total deste produto. Actualmente, a venda no território é proibida, mas os residentes podem entrar com estes cigarros se vierem do exterior

CIGARROS ELECTRÓNICOS LAM LON WAI DEFENDE ILEGALIZAÇÃO TOTAL

Guerra sem tréguas

Porta aberta

Em defesa da proibição total dos cigarros electrónicos, Lam Lon Wai argumenta que esta é cada vez mais a “porta de entrada” para o mundo das drogas, entre os jovens. “Está a crescer a utilização de diferentes tipos de drogas através de cigarros electrónicos. Depois do processo de refinação e processamento, os cigarros electrónicos conseguem eliminar o cheiro tradicional do tabaco, e também da marijuana”, alerta. “Actualmente é legal consumir cigarros electrónicos em Macau, por isso torna-se difícil perceber se os jovens estão a consumir apenas tabaco ou drogas através deste meio”, acrescenta.

“Os cigarros electrónicos conseguem eliminar o cheiro tradicional do tabaco, e também da marijuana.”

O

deputado Lam Lon Wai, deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau, quer que o Governo proíba a entrada de cigarros electrónicos no território. Actualmente, a venda destes cigarros está proibida em Macau, mas nada impede que residentes e turistas entrem na RAEM com este tipo de produtos. Através de uma interpelação oral, Lam não dá tréguas e diz que é necessária uma proibição total. A posição do deputado é tomada na sequência do caso

tem “um impacto profundo” junto dos mais jovens, ao contrário do desejado pela sociedade.

LAM LON WAI DEPUTADO

de Outubro do ano passado, quando um jovem com cerca de 20 anos foi denunciado pelo Hospital Conde São Januário à polícia. Nessa altura, o consumidor sentiu-se mal, após fumar canábis através de um cigarro elec-

Canídromo Demolição necessária para erguer centro desportivo

Pun Weng Kung, presidente do Instituto do Desporto, afirmou que a construção de um novo centro desportivo no Canídromo vai levar à demolição das infra-estrutura desportivas existentes. As declarações foram prestadas na quarta-feira e citadas pelo Jornal Cheng Pou. Sobre este projecto, que ainda não tem um plano concluído, Pun revelou ainda que os detalhes estão a ser discutidos com o Instituto para os Assuntos Municipais, liderado por José Tavares. Anteriormente, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultural, Elsie Ao Ieong U, avançou a hipótese de o futuro centro desportivo no Canídromo ser muito semelhante ao existente em Mong Há.

trónico, e recorreu ao hospital público para ser tratado. O tratamento do paciente foi assegurado, mas assim que foi possível, as autoridades procederem à sua detenção, por suspeita do crime de consumo de drogas.

“O incidente mostra que os cigarros electrónicos podem ser facilmente comprados em Macau. Apesar das leis proibirem a venda de cigarros electrónicos, assim como a sua publicidade, a legislação não proíbe que os

indivíduos tragam este tipo de cigarros para o território, onde depois os podem vender”, afirma Lam. Segundo este legislador, a utilização de cigarros electrónicos “está cada vez mais presente na comunidade” e

Face a este cenário, Lam Lon Wai pergunta ao Governo se está preparado para iniciar uma campanha contra este tipo de cigarros e classificar os fabricantes como empresas de contrabando. No mesmo sentido, o legislador da FAOM pergunta como é que as autoridades se podem equipar de novos meios para combater o fenómeno e conseguirem fazer a distinção entre o consumo de tabaco e droga. João Santos Filipe

TURISMO ÍNDICE DE PREÇOS CAIU QUASE 5 POR CENTO NO ANO PASSADO

O

Índice de Preços Turísticos (IPT) diminuiu no ano passado 4,71 por cento face a 2020, devido principalmente à queda de preços de quartos de hotel e bilhetes de avião, segundo dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) divulgados ontem. Estas desvalorizações foram equilibradas pela subida dos preços da restauração. No que diz respeito a bens e serviços, o índice correspondente aos preços do alojamento desceu 29,28 por cento em termos anuais entre o

ano passado e 2020. Os preços de transportes e comunicação diminuiu 7 por cento em 2021, enquanto os índices referentes à restauração e divertimento/actividades culturais cresceram 4,62 por cento e 1,18 por cento, respectivamente. Em termos trimestrais, o índice de preços do turismo subiu 2,14 por cento no quarto trimestre de 2021, face ao trimestre anterior. Neste período, o alojamento foi o sector que registou o maior aumento, 15,4 por cento, em termos trimestrais, graças ao acréscimo de preços dos quartos de hotéis

durante o Grande Prémio de Macau e feriados do Natal. Outro dos sectores com maior subida de preços entre Outubro e Dezembro, foi vestuário e calçado, com uma inflação de 7,43 por cento em termos trimestrais, fenómeno explicado pela DSEC com o “lançamento do novo vestuário de Inverno”. O índice de preços relativos aos produtos alimentares, bebidas alcoólicas e tabaco desceu 2,41 por cento no quarto trimestre de 2021, enquanto a restauração caiu 1,34 por cento em termos trimestrais. J. L.


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DSSOPT CCAC VOLTA A LIGAR JAIME CARION A SUSPEITAS DE CORRUPÇÃO

A dança continua

O ex-director das Obras Públicas, Jaime Carion, volta a ser protagonista de uma investigação do Comissariado contra a Corrupção com o anúncio de mais um caso suspeito de corrupção passiva e branqueamento de capitais. O caso foi reencaminhado para o Ministério Público

ção apresentados pelos empresários envolvidos”. O CCAC alega que os projectos em questão eram, por vezes, aprovados mesmo sabendo que violavam “instruções administrativas ou procedimentos da DSSOPT”. O abuso de poder inclui a introdução de grandes alterações às plantas de alinhamento originais, emissão de novas plantas de alinhamento, emissão a título excepcional de licenças de obras e autorizações para alterar o conteúdo de obras com encargos especiais para que os “promotores obtivessem o máximo proveito no âmbito dos respectivos projectos de construção”.

As contrapartidas

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AIME Carion volta ao radar do Comissariado contra a Corrupção, dois anos e meio depois de lhe terem sido apreendidas cerca de 40 propriedades, entre apartamentos, lugares de estacionamento e lojas. O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) anunciou ontem que mais um ex-dirigente da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) é suspeito de corrupção e bran-

queamento de capitais e que o caso foi reencaminhado para o Ministério Público. O comunicado do CCAC não indica o apelido do dirigente em questão, mas foi confirmado aos média tratar-se de Jaime Ca-

rion, que saiu da direcção da DSSOPT em 2014. No final de 2017, um anúncio do Tribunal Administrativo afirmava que o ex-dirigente estava em parte incerta. Segundo o organismo liderado pelo comissário

Depois de anos de silêncio, o CCAC alegou que Jaime Carion terá recebido “através de familiares e amigos seus, por meios sinuosos, quantias avultadas e bens imóveis, dos empresários”

Chan Tsz King, o caso em que Carion é suspeito surgiu na sequência da investigação que levou à detenção de Li Canfeng. O CCAC refere que Jaime Carion terá recebido vantagens, nomeadamente quantias avultadas e bens imóveis, e abusado do poder durante o exercício das suas funções. As suspeitas de que é alvo incluem também a “prática de actos ilícitos no processo de apreciação e aprovação dos projectos de constru-

Depois de anos de silêncio, o CCAC adiantou ontem que Jaime Carion terá recebido “através de familiares e amigos seus, por meios sinuosos, vantagens, nomeadamente avultadas quantias e bens imóveis, dos empresários”. Como tal, é suspeito da prática dos crimes de corrupção passiva para acto ilícito e de branqueamento de capitais. Os empresários e os indivíduos envolvidos terão praticado os crimes de corrupção activa e de branqueamento de capitais, respectivamente. Além disso, o comissariado refere que “para fugir à investigação, o ex-dirigente e os seus familiares ter-se-ão refugiado no exterior há já muito tempo, não tendo ainda regressado a Macau até à presente data”, acrescentando que foram apreendidos no passado vários bens imóveis do ex-dirigente e familiares. João Luz

Ilegais Detectados 35 casos em Dezembro

O Corpo de Polícia de Segurança Pública detectou 35 casos suspeitos de trabalhadores ilegais, durante as fiscalizações realizadas em Dezembro. Os números foram revelados ontem, através de uma nota imprensa do Executivo. Ainda de acordo com o mesmo comunicado, no ultimo mês do ano passado o CPSP, em cooperação com a Direcção de Serviços dos Assuntos Laborais, realizou um total de 306 operações de fiscalização.

Eleições | Portugal Portal acompanha boletim de voto

O Ministério da Administração Interna de Portugal lançou o portal www. eueleitor.mai.gov.pt que permite aos eleitores no estrangeiro que votam por correio acompanhar o percurso da carta com o boletim. Através da introdução dos dados com o número de Cartão de Cidadão e data de nascimento, os interessados podem saber se o boletim já foi enviado de Portugal e se chegou ao destino. Para que os votos sejam considerados válidos têm de ser enviados para Portugal até 29 de Janeiro e chegar ao destino até 9 de Fevereiro. Os eleitores portugueses em Macau votam para o círculo fora da Europa, que elege dois dos 230 deputados da Assembleia da República.

BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS SUSPEITAS SUBIRAM 10 POR CENTO DURANTE O ANO PASSADO

O

número de participações de transações suspeitas de branqueamento de capitais e/ou de financiamento do terrorismo aumentou no ano passado 9,5 por cento, em relação a 2020.

No total, em 2021 foram feitas 2.435 participações às autoridades por suspeitas de branqueamento de capitais, mais 211 em relação a 2020. Dados divulgados pelo Gabinete de Informação

Financeira revelam que, em 2021, as participações feitas por operadoras de jogo totalizaram 1.330, a larga maioria ligadas ao jogo, número que contrasta com as 1.215 participações

reportadas em 2020. O crescimento de contactos às autoridades por suspeitas de branqueamento em 2021 foi motivado pelo aumento de queixas reportados pelo sector financeiro

e por operadoras de jogo, que totalizaram 87,2 por cento das participações, sendo que a larga maioria foi da responsabilidade das operadoras de jogo, com 54,6 por cento, a mesma

proporção verificado em 2020. Qualquer transacção nos casinos de Macau de valor superior a 500.000 patacas tem de ser reportada às autoridades para supervisão.


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FRINGE COMPANHIA TEATRAL “ROLLING PUPPET” OLHA PARA PASSADO E PRESENTE DE COL

Conta-me históri

“A Space of New and Old” é o nome do espectáculo que a companhia “Rolling Puppet Alternative Theatre” apresenta es grado no festival Fringe. Este é o resultado de uma residência artística realizada no ano passado e que descreve Coloane relatos dos seus moradores mais velhos, num exercício permanente de imaginação

É

KEVIN CHIO

já amanhã e domingo, às 15h e 17h, que acontece, no âmbito do festival Fringe, o espectáculo “A Space of New and Old” [Um Espaço do Novo e do Velho], protagonizado pela companhia teatral “Rolling Puppet Alternative Theatre”. Este evento acontece no espaço da companhia, “House of Puppets Macau”, em Coloane. E é precisamente sobre Coloane, o seu passado e o seu presente, que versa este espectáculo. A partir de testemunhos de moradores mais antigos é contada a história muito peculiar da ilha, onde permanece um ambiente ecológico único no território. Com este espectáculo dá-se uma “colisão entre a magia e a arte”, num caminho percorrido “entre o velho e o novo”, com o destaque para as histórias orais visualizadas através do storytelling e da magia. Na performance, um mágico leva o público a revistar histórias antigas e do presente, coisas reais e imaginárias, ambientes e pessoas. Kevin Chio, produtor, e co-fundador da companhia teatral, em parceria com Teresa Teng Teng Lam, fala ao HM de um espectáculo que nasceu de uma residência artística realizada no ano passado. De frisar que Teresa Teng Teng Lam é

FESTIVAL AS OFERTAS DISPONÍVEIS PARA ESTE FIM-DE-SEMANA

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LÉM da iniciativa da “Rolling Puppet Alternative Theatre” em Coloane, o festival Fringe apresenta, nos próximos dias, outros espectáculos que revelam diversas performances artísticas. Uma delas, é o teatro de som “Regresso a Casa”, um trabalho original do grupo Edinburgh Fringe Showcase, e que acontece até domingo, na antiga residência do General Ye Ting. Também este sábado e domingo, nos jardins do departamento de património cultural do Instituto Cultural, decorre o espectáculo “Flortitude”, do grupo Zero Distance Cooperative, que revela as pinturas florais da artista visual Jenny Lei, misturadas com uma performance teatral interactiva. As sessões acontecem às 12h, 14h e 17h.

No domingo, estreia a peça teatral “Tenant”, da companhia Ku Ieng Un, que relata o panorama do mercado de arrendamento para habitação no bairro do Iao Hon. Os espectadores irão participar neste espectáculo como se fossme arrendatários de casas, onde deixam as suas memórias. Os próprios moradores deste ano integram a performance. O ponto de encontro é no Centro Cultural e Educacional Yizhen, estando programadas várias sessões até ao dia 22. Até domingo, decorrem as sessões do espectáculo de teatro e dança “Illegal Immigrant”, do grupo Un Iat Hou. Também aqui, o bairro do Iao Hon assume o protagonismo, com as

suas histórias de emigrantes ilegais que vieram da China para Macau em busca de uma vida melhor. Ainda até domingo, pode ser vista a performance interdisciplinar “Lift Left Life Live”, do POArt Studio. Durante 45 minutos é explorada a possibilidade imaginária de viajar, agora que a pandemia nos impossibilitou de o fazer livremente. O público é, assim, convidado a fazer as suas malas e a embarcar numa viagem não planeada. Com várias sessões, o ponto de encontro tem lugar na zona dos táxis em frente à Torre de Macau. Outro dos eventos que decorre no domingo, às 11h, no largo de São Domingos, é o espectáculo de dança “Kids Battle Dance”, da companhia The Dancer Studio Macau.

a responsável pela dramaturgia do espectáculo e Jason Fong o mágico em palco e criador do projecto. “Como mágico, Jason [Fong] sempre olhou para a oportunidade de combinar [o formato] de storytelling com a magia. Durante este período criativo, mostramos a zona de Coloane a Jason, que conheceu os moradores mais velhos e recolheu testemunhos orais de histórias e contos. Na sua performance, o Jason combinou todos estes materiais para nos lembrar as pessoas, os eventos e as histórias que caíram no esquecimento”, apontou. Para Kevin Chio, é importante esta presença no Fringe, pois per-

“Durante este período criativo, mostramos a zona de Coloane a Jason, que conheceu os moradores mais velhos e recolheu testemunhos orais de histórias e contos.” KEVIN CHIO, CO-FUNDADOR DA “ROLLING PUPPET ALTERNATIVE THEATRE”


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LOANE

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ste fim-de-semana, intecomo ela é através dos mite que “A Space of New and Old” cresça “da nossa residência artística para uma plataforma maior”, chegando “a um maior público”. “Espero que isso nos ajude a desenvolver o espectáculo”, acrescentou o produtor.

Um desafio

O espectáculo pode ser visto por pessoas com mais de 13 anos e é apenas em cantonês, tendo a duração de 1h15. Um dos maiores desafios, PUB.

confessa Kevin Chio, é levar os espectadores até Coloane, “um lugar que fica muito longe do centro da cidade”. “Por outro lado, é um lugar onde podemos desfrutar do sossego, paz, e da natureza, o que nos permite relaxar.” Mais do que procurar captar mais público, Kevin Chio destaca também o desafio de produzir este espectáculo no meio de tantos outros, o que se traduz num enorme cansaço das equipas. “Temos tido muitos eventos culturais desde Novembro. Uma das razões, foi a pausa que fizemos nos meses de Agosto e Setembro, e todas as organizações culturais têm de terminar os seus projectos antes do mês de Março. O facto de essas actividades organizadas pelo Governo terem de corresponder ao ano financeiro faz com que tenhamos, algumas vezes, seis a sete eventos diferentes num só dia. Todos nós, desde artistas, à organização e ao público, estamos exaustos.” Para Kevin Chio, tal pode “diminuir a intenção do público, de ver o espectáculo”. Andreia Sofia Silva

Rica programação

Obras da colecção Mário Teixeira da Silva e Edgar Martins no Museu do Chiado

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MA exposição com obras da Colecção Mário Teixeira da Silva, a revisitação da paisagem na colecção do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, e uma individual de Edgar Martins fazem parte da temporada de 2022, anunciou a instituição. A programação expositiva do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) para o primeiro semestre do ano começa com “No sonho do homem que sonhava, o sonhado acordou”, com curadoria dos alunos do segundo ano do Mestrado em Estudos Curatoriais, do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, na Galeria Millennium bcp, de 28 de Janeiro a 27 de Março. Continuando uma linha de programação de partilha pública de colecções privadas, haverá a grande exposição “Não sei se posso desejar-lhe um Feliz Ano. Obras da colecção Mário Teixeira da Silva”, com curadoria de Adelaide Duarte, patente de 25 de março a 28 de agos-

acordo com a programação enviada à agência Lusa. No quadro das exposições do seu projecto colaborativo "Portugal entre Patrimónios", poderá ser vista, de 18 de Fevereiro a 19 de Maio, a colectiva "Zoom In | Zoom Out", de fotografia e pintura, com obras de Duarte Belo, Mimi Tavares, António Faria, David Fossard e Inês Moura, sob curadoria de Isabel Calado.

Mais para ver

Edgar Martins

to, ocupando quase todo o edifício do museu, com fotografia, vídeo, escultura, instalação e pintura. O MNAC irá ainda apresentar uma nova revisitação da colecção do museu, na Ala Capelo Sul, através do tema da paisagem - "Paisagens povoadas. Narrativas da coleção do MNAC (1850-1930)" - com curadoria de Maria de Aires Silveira, exposição que estará patente de 16 de Fevereiro a 28 de Agosto, de

No âmbito dos 50 anos da Conferência de Estocolmo, haverá ainda a exposição “A outra vida secreta dos animais”, de 7 de Abril a meados de Agosto, com curadoria de Emília Ferreira, dedicada ao público mais jovem. Esta exposição contará com um programa educativo que envolverá oficinas de desenho, e um encontro de um dia subordinado ao tema “Do Livro Infantil como Arte”, organizado por Emília Ferreira e Rogério Miguel Puga. Na Ala Capelo Norte, o MNAC apresentará ainda a individual de Edgar Martins, “There’s a shite stunk in the air – Dad’s oot oan bail”, que ficará patente de 19 de Maio a 28 de Agosto.


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Toma lá, dá NUCLEAR ARGENTINA E CHINA ESTABELECEM ACORDO DE COOPERAÇÃO

COVID 19 CHINA SOUTHERN AIRLINES FECHA PORTAS A PASSAGEIROS DE 38 PAÍSES

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transportadora aérea estatal chinesa China Southern Airlines anunciou a suspensão, em vigor desde terça-feira, do transporte de passageiros vindos de 38 países, incluindo Moçambique, com destino à China. Num comunicado, a companhia justificou a decisão, que afecta passageiros vindos de países como a Nigéria, África do Sul, Índia, Filipinas, Irão, Rússia e México, com “as necessidades de prevenção e controlo da pandemia” da covid-19. Em Abril de 2020, a China Southern Airlines tinha já deixado de transportar passageiros vindos do Brasil com destino à China, devido à pandemia. A China Southern Airlines referiu que a suspensão “temporária” abrange todos os passageiros, incluindo cidadãos chineses, que pretendessem regressar à China através de um outro país. A cidade de Xangai, no leste da China, registou a 17 de Dezembro um caso importado de covid-19, um cidadão chinês que, após ter estado a trabalhar em Moçambique, regressou à China. Após a Ómicron se tornar dominante em pelo menos 110 países, a maioria das restrições foram levantadas. A 10 de Janeiro, Taiwan retirou Moçambique e mais nove países da África Austral da lista de alto risco. A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou ontem a detecção de 190 casos de covid-19, nas últimas 24 horas, 124 dos quais por contágio local. A doença respiratória provocou 5.503.347 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A Argentina fornecerá à China soluções tecnológicas na área da medicina nuclear, a que se somarão acordos existentes com a indústria do país sul-americano dedicada à construção

VISTOS GOLD INVESTIMENTO CHINÊS CAI 13 POR CENTO EM 2021

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investimento oriundo da China captado pelo programa vistos 'gold' no ano passado caiu 13 por cento, face a 2020, para 136,8 milhões de euros, segundo dados do SEF pedidos pela Lusa. Entre Janeiro e Dezembro de 2021, o investimento proveniente da China atingiu os 136,8 milhões de euros, o que corresponde à concessão de 270 vistos (ou Autorização de Residência para Investimento - ARI). Aquele valor compara com 158,1 milhões de euros captados em 2020, num total de 296 ARI atribuídas.

Também o investimento vindo do Brasil registou igual tendência, tendo diminuído 41 por cento entre 2020 e 2021. No ano passado, o investimento brasileiro totalizou 49,5 milhões de euros, num total de 70 vistos 'dourados' atribuídos, o que com-

para com 83,9 milhões de euros um ano antes (126 ARI). Em sentido inverso, o investimento de origem norte-americana aumentou no ano passado face a 2020. De acordo com os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), o investimento oriundo dos Estados Unidos totalizou 51,6 milhões de euros em 2021, um aumento de 4,6 por cento face ao ano anterior, com 101 vistos 'gold' concedidos. Em 2020, o investimento norte-americano somou 49,3 milhões de euros, com 75 ARI concedidos. No 'top 5' de investimento por nacio-

nalidades no ano passado constam ainda a Rússia e a Índia. O investimento captado via vistos 'gold' caiu 28,7 por cento no ano passado, face a 2020, para 460,8 milhões de euros. No ano passado foram atribuídos 865 vistos 'dourados', dos quais 55 em Janeiro, 100 em Fevereiro, 73 em Março, 98 em Abril, 52 em Maio, 67 em Junho, 41 em Julho, 64 em Agosto, 61 em Setembro, 87 em Outubro, 83 em Novembro e 84 em Dezembro. Em mais de nove anos deste instrumento, os vistos 'gold' somam mais de seis mil milhões de euros.


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A viagem do Presidente argentino à China, agendada para o próximo mês de Fevereiro, deverá carimbar o acordo entre as duas nações para promover o intercâmbio de tecnologia associada à energia nuclear

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RGENTINA e China vão assinar um memorando de cooperação em energia nuclear, através do qual os dois países vão promover o intercâmbio de soluções tecnológicas, revelaram na quarta-feira fontes oficiais. Este acordo será oficializado durante uma visita que o Presidente argentino Alberto Fernández pretende fazer à China em Fevereiro, noticia a agência EFE. O memorando de entendimento prevê uma cooperação estratégia entre a empresa estatal de investimento em energia chinesa (SPIC), um dos cinco grupos energéticos do gigante asiático e maior produtor de energia solar do mundo, e a empresa argentina de alta tecnologia Invap. O acordo foi divulgado na terça-feira, durante a inauguração do espaço chinês na Expo Dubai, onde o embaixador argentino em Pequim, Sabino Vaca Narvaja, teve um encontro com o director-geral da SPIC. "O projecto político que represento foi muito claro, desde o

início, de que o seu parceiro nuclear deveria considerar a possibilidade de garantir o financiamento e estar disposto a maximizar a participação da indústria local e uma transferência adequada de tecnologia", referiu Narvaja, citado num comunicado da diplomacia argentina. A Argentina fornecerá à China soluções tecnológicas na área da medicina nuclear, a que se somarão acordos existentes com a indústria do país sul-americano dedicada à construção de componentes nucleares (Nuclearis), acrescenta ainda.

Parceiros e activos

As duas nações estão também em negociações para que duas empresas argentinas de manutenção nuclear fiquem encarregues de centrais nucleares em território Chinês do tipo Candu (Canadá), que utilizam urânio natural não enriquecido e são resfriadas água pesada. “A estratégia da embaixada da Argentina na China é de continuar a fortalecer o ecossistema de tecnologia nuclear na China para que o nosso país possa continuar a diversificar as suas oportunidades no gigante asiático, além da exportação de produtos primários", referiu o embaixador. A energia nuclear representa 7,5 por cento da matriz energética argentina e o chefe de Estado da Argentina Alberto Fernández pretende aumentar essa percentagem tendo como base a cooperação com a China. Com o objectivo de implementar uma transição energética com fontes de energia não poluentes, a energia nuclear é vista pelos responsáveis argentinos como um activo estratégico e a China como um parceiro fundamental. Está também em vigor o projecto de construção da central nuclear Atucha III, com tecnologia HuaLong, que está contemplado no Plano Quinquenal entre os dois países.

Tudo como dantes

Comandantes militares da Índia e da China discutem impasse fronteiriço que dura há 20 meses

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ESPONSÁVEIS militares da Índia e da China voltaram a abordar esta quarta-feira a retirada de tropas de uma região decisiva da sua disputada fronteira com o objectivo de ultrapassar um impasse que se prolonga há 20 meses. A 14.ª ronda de conversações, que decorreram no lado chinês do ponto de passagem de Moldo, deverão ficar concluídas até este fim-de-semana, indicou o exército indiano. Os dois países estacionaram dezenas de milhares de soldados, apoiados por artilharia, tanques e aviões de combate ao longo desta zona fronteiriça, designada Linha de Controlo Atual (LAC, na sigla em inglês).

Em 2020, 20 soldados indianos foram mortos no decurso de confrontos com tropas chinesas e que envolveram lutas corpo a corpo e lançamento de pedras. A China disse que sofreu quatro baixas. As conversações entre os comandos militares ocorrem após um hiato de três meses.

Troca de acusações

A anterior ronda de contactos em Outubro terminou num impasse, com a China a acusar a Índia de insistir em “pedidos excessivos e irrealistas, que dificultaram as negociações”. O chefe do exército indiano, Manoj Mukund Naravane, descreveu a actual situação no leste de

Ladakh como “estável e sob controlo”. No entanto, o representante indicou a jornalistas em Nova Deli que a Índia não permitirá que a China altere pela força a actual situação. Em Pequim, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Wang Wenbin, responsabilizou os indianos pelo actual impasse, ao referir aguardar “que a Índia possa colaborar com a China no sentido de promover o mais depressa possível a normalização e o controlo das áreas fronteiriças”. Wang também descreveu como geralmente estável a actual situação na fronteira comum.

“UMA FAIXA, UMA ROTA” ECOLOGIA E SUSTENTABILIDADE PROMOVIDAS COM NOVOS ESTÍMULOS

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UM estímulo para avançar a sustentabilidade da Iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, a China actualizou uma directriz sobre a proteção ambiental em operações no exterior, com as empresas chinesas a aderir a abordagens ecologicamente correctas durante todo o ciclo de vida de seus projectos. A directriz, divulgada na terça-feira, foi emitida em conjunto pelo Ministério da Ecologia e Meio Ambiente e pelo Ministério do Comércio da China como um guia para

as empresas "implementarem a filosofia da civilização ecológica", bem como "promoverem o desenvolvimento verde e de alta qualidade". A civilização ecológica é um conceito promovido pelo Presidente chinês Xi Jinping para o desenvolvimento equilibrado e sustentável, a qual caracteriza a coexistência harmoniosa do homem e da natureza. O documento, que actualiza uma diretriz de 2013 dos dois órgãos do governo, traz algumas das novas visões

e instruções do presidente sobre investimentos e cooperação no exterior, segundo o Ministério de Ecologia e Meio Ambiente. Com as mudanças climáticas em destaque, a direvtriz incluiu requisitos relacionados com o meio ambiente para procedimentos abrangentes nas operações das empresas no exterior. Antes de fusões e aquisições no exterior, por exemplo, devem ser avaliados os riscos ambientais causados pelas empresas-alvo, incluindo

poluição ambiental, acções judiciais e penalizações, disse Xi, num simpósio em Pequim. Aeliminação de resíduos perigosos e as emissões de gases com efeito de estufa devem também ter prioridade. A directriz diz explicitamente que a protecção ambiental não se centra apenas sobre o controlo da poluição, mas também sobre a mitigação do clima e conservação da biodiversidade, de acordo com um comunicado do Ministério de Ecologia e Meio Ambiente.


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Aviso De acordo com o Despacho do Chefe do Executivo n.° 109/2005, os requerimentos visando a renovação de licenças anuais, a emitir pelo Instituto para os Assuntos Municipais, devem ser tratados, anualmente, entre Janeiro e Fevereiro, salvo se outro prazo estiver fixado em disposição legal. Na falta de regime especial, a não renovação da licença anual no supramencionado prazo implica a cessação da actividade licenciada, salvo se o interessado proceder à respectiva regularização no prazo de 90 dias. Caso efectue o pedido de renovação da licença anual no período de regularização de 90 dias, fica sujeito a uma taxa adicional calculada nos seguintes termos: • Dentro de 30 dias, a contar do termo do prazo para a apresentação do pedido de renovação da licença: 30% da taxa da licença em causa; • Dentro de 60 dias, a contar do termo do prazo para a apresentação do pedido de renovação da licença: 60% da taxa da licença em causa; • Dentro de 90 dias, a contar do termo do prazo para a apresentação do pedido de renovação da licença: 100% da taxa da licença em causa. Para um melhor conhecimento dos titulares de licença, é apresentada a seguinte tabela descritiva com o tipo de licenças a renovar entre 1 de Janeiro e 28 de Fevereiro de 2022 Tipos de Licença Licença para estabelecimento de venda a retalho (de carnes frescas/ refrigeradas/congeladas) Licença para estabelecimento de venda a retalho de vegetais Licença para estabelecimento de venda a retalho de pescado Licenciamento para animais de competição Licenciamento de outros animais – cavalos Emissão de licença de vendilhão Licença de reclamos e tabuletas de carácter permanente Licença de reclamos em veículos Licença especial de pejamento de carácter permanente Licença de esplanada Os locais e as horas de expediente, para o tratamento de requerimentos de renovação de licenças, são os seguintes: Centro de Serviços do IAM Avenida da Praia Grande, n.° 762- 804, Edf .China Plaza, 2.°andar, Macau. Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Norte Rua Nova da Areia Preta, n.º 52, Centro de Serviços da RAEM, Macau. Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Norte - Posto de Toi San Avenida de Artur Tamagnini Barbosa n.º 127, Edf. D.ª Julieta Nobre de Carvalho, Bloco B, R/C , Macau. Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Norte - Posto de Fai Chi Kei Rua Nova do Patane, Habitação Social de Fai Chi Kei, Edf. Fai Tat, Bloco II, R/C, Lojas G e H, Macau. Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Central Rotunda de Carlos da Maia, n.os 5 e 7 , Complexo da Rotunda de Carlos da Maia, 3.º andar, Macau. Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Central - Posto de S. Lourenço Rua de João Lecaros, Complexo Municipal do Mercado de S. Lourenço, 4.°andar, Macau. Centro de Prestação de Serviços ao Público das Ilhas Rua de Coimbra, n.º 225, 3.˚ andar, Centro de Serviços da RAEM das Ilhas , Taipa. Centro de Prestação de Serviços ao Público das Ilhas - Posto de Seac Pai Van Avenida de Vale das Borboletas, Complexo Comunitário de Seac Pai Van, 6.˚ andar, Coloane. Horário de funcionamento: 2ª a 6ª Feira, das 09h00 às 18h00 (aberto à hora de almoço, encerrado aos sábados, domingos e feriados) Os formulários de pedido de renovação das supramencionadas licenças (excepto para a Licença de Vendilhões) poderão ser obtidos no website do IAM (www.iam.gov.mo). Para mais informações, queira ligar para a Linha do Cidadão, através do telefone no 2833 7676. Macau, 30 de Novembro de 2021

Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais José Maria da Fonseca Tavares www. iam.gov.mo

Assine-o TELEFONE 28752401 | FAX 28752405 E-MAIL info@hojemacau.com.mo

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ANTÓNIO CABRITA

“Don’t look up!”: um produto genuíno e bem calibrado da indústria de que emana, sem merecer nem as paixões que move nem o descaso de tantos. Aliás, talvez mais interessante de analisar seja o debate que provocou e ter-se descoberto que, afinal, sob as pedras da calçada não há a praia mas uma legião de críticos de cinema. A fita é uma paródia aos filmes-catástrofe a que juntou uma oportuna sátira política à mentalidade e à pauta de comportamento dos neoliberais. A narrativa expõe logo as suas premissas, por um lado o seu espartilho e por outro a garantia de que o esquema se cumprirá. Daí a estereotipia das personagens, só existem para ilustrar o tema e não para evoluírem para algum tipo de autonomia orgânica e existencial – simetricamente, as suas diferenças complementam-se e justificam o estado das coisas. Não podemos deslindar no filme os traços do seu género – a paródia – e a meio do jogo esperarmos que se mudem as regras. Também os géneros são condutivistas. Esperar que este filme nos reservasse surpresas é como supor que um lavagante escorregará à vontade nos intestinos de Bolsonaro, se afinal um simples camarão o obstrui. Há regras aristotélicas que não se compadecem com as mudanças. A alguma eficácia satírica de “Don’t look up!” depende de tudo ser previsível na sua estrutura, é o que torna aqueles políticos ou aqueles pivots televisivos abjectos - i. é, incapazes de grandeza, de reconhecer que há coisas sérias e fora da dimensão do espectáculo ou de serem susceptíveis à mudança (, já que ser dignos está-lhes vedado: o show off devorou-os, como ao cientista a pivot televisiva). O molde que os conformou é rijo como as carapaças dos caranguejos, que anda para o lado quando quer avançar. Aquilo que, ainda assim, “Don’t look up!” nos apresenta em modo crítico é-nos servido em “Homem-Aranha – sem volta a casa”, de modo jubilatório. Os filmes da Marvel estão para o cinema como os placebos para os remédios. Uma semana depois de ter abandonado a fita aos 40 min, ainda continuo atordoado. Por que há-de ser o prazer néscio? Escrevi por descarga, no Facebook: «Se visse esta fita com o meu neto mergulharia na culpa infinita de o ter estupidificado, se o visse na cama de hospital desejaria morrer por não haver redenção para este grau -zero em matéria de gosto… Que Deus (que é ateu, como eu) perdoe aos milhões de carrapatos que tornaram este "filme" um mega-sucesso de bilheteira. O que só indica que a frivolidade e a menstruação das múmias congelaram os cérebros. Trump vai voltar, melhor sintoma do que este não há!» - mas a coisa é mais triste. Bom exemplo de cinema, para traçarmos um contraste, é “O Poder do Cão”, de Jane Campion (o melhor da realizadora em muitos anos). Este western, para além de nos arrebatar pelo modo como nunca se esquece do espaço como dimensão

Vamos ao Nimas II

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O PODER DO CÃO

diário de próspero

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cénica (em vários planos as montanhas ganham a maciez de uma pele de animal), sufoca-nos com a teia psicológica que o carismático vaqueiro arma em redor daquele adolescente irresoluto e de dúbia sexualidade. Como as aparências nos enganam. Durante uma hora vivemos a angústia do cordeiro que sente a águia a pairar. O espectador é penetrado pela atracção e o conflito entre as personagens, bem enfatizado no choque entre a escala das paisagens e a intimidade do drama. Não há um plano neutro, uma cena neutra, tudo é indício numa escalada natural da emoção e, neste filme, a inteligência finta-nos, surpreende-nos, sidera. Nos filmes da Marvel já é indiferente a posição da câmara (intenta-se o olhar ubíquo de Deus, no afã de tudo mostrar e de tomar o espectador por idiota) e os seus enredos não oferecem um verdadeiro conflito, um prévio determinismo associado aos poderes dos super-heróis reduz o Mal a papel-bolha. Não há limites físicos para os heróis, a dor, neles, é uma mera questão turística – os obstáculos

AQUILO QUE, AINDA ASSIM, “DON’T LOOK UP!” NOS APRESENTA EM MODO CRÍTICO É-NOS SERVIDO EM “HOMEMARANHA – SEM VOLTA A CASA”, DE MODO JUBILATÓRIO. OS FILMES DA MARVEL ESTÃO PARA O CINEMA COMO OS PLACEBOS PARA OS REMÉDIOS. UMA SEMANA DEPOIS DE TER ABANDONADO A FITA AOS 40 MIN, AINDA CONTINUO ATORDOADO. POR QUE HÁ-DE SER O PRAZER NÉSCIO?

atrasam apenas a rendição do Destino à eficácia dos seus poderes. Ora, justamente, como na tragédia grega, o cinema vive do conflito entre a irrevogabilidade do Fado e a vontade das personagens, sendo aquele um obstáculo a que nem os deuses escapam. Hollywood inventou os finais felizes, mas não raro as mais magníficas personagens derrapavam num sentimento da perda, só lhes sobrando a dignidade, uma redenção nada isenta de sacrifício. Há pouco assisti com deleite e susto a um vídeo onde o Tarantino enumerava os 20 melhores filmes deste século, na sua perspectiva. Vi depois o filme japonês que ele elege inequivocamente como a obra-prima do século, “Battle Royale”, e conclui, o Tarantino percebeu que na América ganha mais se der sinais de não ter crescido e exalta filmes muito imbecis para que se realce que ele é melhor cineasta que os seus modelos. É uma boa estratégia. Já nem se procura que a técnica sirva adequadamente o ethos da história e a tessitura emocional das personagens. O marketing e a pirotecnia tecnológica abafam tudo. São grandes espectáculos mas são derivados do cinema, tal como o néon tem a forma da salsicha sem lhe atingir o sabor. Se senti um desequilíbrio em quase todos os últimos filmes de Scorsese, tão virtuosos tecnicamente como vazios na espessura e no interesse humano dos personagens (e estou a falar de um dos melhores), como encarar esta vaga de fitas da Marvel? É um equívoco procurar aqui uma correspondência da “arte pela arte” que, noutras disciplinas artísticas, desencadeou algum amaneiramento estilístico. O Tarantino, com a eleição de “Battle Royale” pôs as cartas na mesa. As indústrias culturais já não servem a arte – a memória desta é um escolho e por isso apostam agora todos os seus trunfos na fraude. Entretanto, já pensaram, o mesmo argumentista que deu aos primeiros filmes de Scorsese um carácter especial, uma profunda densidade humana, é o cineasta da “moda” nos últimos anos – Paul Schrader?


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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 9

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PROBLEMA 10

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14.1.2022 sexta-feira

www.hojemacau.com.mo

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THE SOFT MACHINE | WILLIAM S. BURROUGHS

Burroughs é um dos escritores basilares do movimento Beatnik que teve o seu auge com os romances “Naked Lunch” e “Junkie”. Este livro, o primeiro da trilogia “Nova” foi escrito usando a técnica cut-up, em que o autor divide a obra e baralha a sua ordem aleatoriamente. “The Soft Machine” desenrola-se num mundo de pesadelo, em que um agente secreto tem a habilidade para se metamorfosear noutras pessoas. O protagonista constrói uma máquina do tempo para ir ao passado derrotar um gang de padres maias que usam o calendário da civilização antiga para controlar mentes. Um dos livros mais estranhos e experimentais da obra de um vulto incontornável da literatura do século XX. João Luz

C I N E M A

SALA 1

SALA 3

Um filme de: Jon Watts Com: Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch 14.30, 18.30, 21.15

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Yashuiko Shimizu Com: Masaki Suda, Masaki Okada, Hikaru Tashiro, Takumi Saito 14.30, 19.30

SPIDER-MAN: NO WAY HOME [B]

SALA 2

THE KING’S MAN [C]

Um filme de: Matthew Vaughn Com: Ralph Fiennes, Harris Dickinson, Stanley Tucci 14.30, 19.00, 21.30

G STORM [C]

Um filme de: David Lam Tak Luk Com: Louis Koo, Cheung Chi-lam, Cheng Ka Wing, Jessica Hester Hsuan 17.00

CUBE [C]

TILL WE MEET AGAIN [C]

FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Giddens Ko Com: Kai Ko, Sung Yu-Hua, Gingle Wang 16.30, 21.30

0 8 6 9 1 5 5 6 8 4 3 2 3 2 4 1 7 0 7 9 2 3 6 8 SPIDER-MAN: NO WAY HOME 1 4 7 0 5 9 9 1 0 5 4 7 Propriedade 4 0 1Fábrica 6 de8Notícias, 3 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais, Julie Oyang; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; 8 7M.Tavares; 3 2Gonçalo 0 Waddington; 6 Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo 6 5 Paul 9 Chan 8 Wai 2 Chi; 1 Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Rasquinho; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 2 3Morada 5 Pátio 7 da9Sé, 4 Welfare n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo 7 9 0 3 5 8 2 6 1 4

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sexta-feira 14.1.2022

opinião 15

www.hojemacau.com.mo

confeitaria

João Romão

TURISMO EM COMUM E DEMOCRACIAS PARTICIPATIVAS NO TURISMO, o que é especial é comum: os motivos e recursos que atraem turistas a um determinado destino ultrapassam em larga medida a esfera dos serviços turísticos e até a das transações de procura e oferta inerentes às actividades económicas de agentes privados – ou mesmo públicos. Ainda que certamente existam, muito raros serão os casos de viajantes que se deslocam a determinando sítio motivados pela excelência dos serviços de transporte (por muito magníficas condições que se ofereçam em comboios, autocarros ou aviões, também se pode desfrutar dessas comodidades para viajar até outros destinos). Também é raro que se escolha um destino de viagem porque se pode usufruir de determinada unidade hoteleira, até porque hoje há uma oferta altamente diversificada e relativamente sofisticada de serviços de alojamento onde quer que nos desloquemos. São outras as razões que normalmente nos motivam a ir aos sítios. Excluindo razões pessoais ou profissionais de viagem - em que não há exactamente a livre escolha de um destino mas a necessidade de visitar um sítio predefinido – são razões e motivos profundamente enraizados e partilhados por comunidades locais que nos atraem enquanto turistas. Podem ser características ecológicas e paisagísticas (as praias, as montanhas, os lagos, os parques naturais, a geologia, a fauna, etc.) e as diferentes actividades possíveis nesses lugares (educativas, desportivas, entretenimento, relaxamento). Podem ser aspectos culturais, mais relacionados com elementos materiais (monumentos, museus, arquitectura de edifícios e espaços públicos, artesanatos locais) ou imateriais (modos de vida, eventos, tradições, música ou outras artes performativas, culinária, formas de vestir). Pode ser mais simplesmente o prazer ou à vontade com que se circula em ruas limpas, ambientes despoluídos ou comunidades acolhedoras e seguras. Quaisquer que sejam estas razões, estamos invariavelmente no domínio do comum, dos recursos comunitários, cuja utilização – ou até produção – resulta de acção colectiva, sem proprietários. Frequentemente são flexíveis as estruturas hierárquicas que regulam a sua utilização – quando as existem: são recursos de todos e não são de ninguém e qualquer pessoa pode deles usufruir. E no entanto, a apropriação dos benefícios resultantes da sua utilização turística está longe de ser comunitária: não só traduz um processo profundamente injusto de privatização, como acaba por beneficiar um número muito limitado de entidades, que em última análise vive da extração de

A massificação turística que se foi construindo sobretudo a partir dos Jogos Olímpicos de 1992 foi criando sucessivos problemas de ocupação do espaço, homogeneização cultural e gentrificação, que foram transformando o centro da cidade em lugar de entretenimento para turistas

recursos que são de todos – e que lá permanecem, para continuarem a ser extraídos. No caso do turismo, são as empresas de transporte e alojamento quem mais beneficia destes recursos comunitários, frequentemente absorvendo mais de 70 ou 80 por cento dos gastos de quem viaja, e oferecendo um contributo mínimo (ou nulo) para a sua produção, preservação ou valorização. Estes motivos mais do que justificam o envolvimento das comunidades em

processos de planeamento do desenvolvimento turístico. E justificam também que o seu poder de influência seja equiparado (pelo menos) ao do poder das empresas que operam no local – e que normalmente rejeitam essa condição de igualdade reivindicando o mérito da criação de empregos – e negligenciando, quer o facto de viverem da exploração de mercados criados a partir dos recursos comuns a quem vive naquele local, quer o reconhecimento de que a actividade turística também gera problemas económicos, sociais, culturais e ambientais a quem vive em zonas de destino massificado. Barcelona é um desses casos, cidade de bom clima e boa comida, com uma notável dinâmica cultural, incluindo patrimónios antigos e artes contemporâneas, praia e boa vida nocturna, futebol de alto gabarito e notável arquitectura urbana, tudo ligado por muito razoável e acessível rede de transportes públicos. A massificação turística que se foi construindo sobretudo a partir dos Jogos Olímpicos de 1992 foi criando sucessivos problemas de ocupação do espaço, homogeneização cultural e gentrificação, que foram transformando o centro da cidade em lugar de entretenimento para turistas, em vez de local de encontro de residentes. Os problemas tornaram-se mais evidentes e os conflitos mais acesos quando a crise financeira de 2007-2009 começou a gerar outras vítimas, as do desemprego conjugado com a usura dos mercados de habitação, os novos desalojados nas suas próprias cidades de residência, que foram perdendo as suas

casas, cada mais integradas na dinâmica do turismo através de alugueres de curta duração suportados por plataformas digitais alegadamente “colaborativas” – mas que na realidade constituem poderosos instrumentos para maximizar novas formas de exploração de recursos, territórios e pessoas. Estes conflitos abririam caminho a uma recomposição política sem precedentes na cidade, conduzindo ao poder autárquico novas forças que viriam a atribuir novas centralidades aos conceitos de “comum”, comunidade ou participação nas instituições. Isto também se aplicaria ao turismo, com a criação de um órgão consultivo da câmara municipal – o Conselho de Turismo – onde têm assento, com um delicado equilíbrio numérico, associações empresariais directa e indirectamente ligadas ao turismo, associações de residentes de cada bairro, peritos diversos e organizações não-governamentais com conhecida relevância local, enfim, os protagonistas do turismo, quer enquanto prestadores dos serviços necessários, co-habitantes de um espaço super-ocupado, ou vítimas de uma massificação predatória do território. Tive oportunidade recente de estudar o assunto, com um colega catalão e outro holandês, com base num conjunto de entrevistas feitas em Barcelona quando a pandemia ainda o permitia. Ficámos a saber do potencial deste tipo de organismo para promover e reforçar laços colaborativos entre agentes com agentes e motivações diferentes e até contraditórios. Mas também constatámos as dificuldades para se gerar alguma forma de consenso sobre as matérias mais complexas, sobre as quais a divergência de posicionamentos – e de potenciais benefícios, já agora – são mais profundas e expostas. O tempo não resolve essas divergências, antes pelo contrário: participar exige tempo, discussões longas e acesas, paciência para frequentemente se chegar a becos sem saídas colectivas. Sobra apenas a expressão dos diferentes interesses que marcam as tensões e conflitos sociais da cidade e já não é pouco, dizem-nos: aprender com lentidão novas formas de colaborar e fazer em conjunto, ao mesmo tempo que se oferece uma fotografia instantânea de quem apoia ou rejeita cada proposta, quem beneficia ou fica prejudicado com cada iniciativa, já são contributos preciosos para haver melhores e mais informadas políticas locais. Para os interessados, o trabalho está publicado na revista académica “Urban Research & Practice”.


“O mundo está cheio de livros fantásticos que ninguém lê.” PALAVRA DO DIA

China Ex-vice-ministro acusado de corrupção e posse de armas

O ex-vice-ministro chinês da Segurança Pública, Sun Lijun, foi formalmente acusado de aceitar subornos, manipular o mercado de acções e possuir armas ilegalmente, informou ontem a agência noticiosa oficial Xinhua. A procuradoria da cidade de Changchun, no nordeste do país, acusou Sun de se ter aproveitado dos seus cargos em Xangai e no Ministério da Segurança Pública para “aceitar grandes subornos” e “beneficiar terceiros”, segundo a Xinhua. Em Outubro passado, Sun foi expulso do Partido Comunista da China (PCC) após uma investigação levada a cabo pela Comissão de Inspecção e Disciplina, órgão encarregado de combater a corrupção dentro do partido no poder. Esta investigação concluiu ainda que Sun tinha “ambições políticas exageradas” e que lhe “faltou integridade”. A mesma agência apontou o “estilo de vida luxuoso” do ex-funcionário, que as investigações também acusaram de “participar em actividades supersticiosas”.

Umberto Eco

sexta-feira

14.1.2022

No fio da navalha Kremlin diz que sanções dos EUA contra Putin “ultrapassa os limites”

A

adopção de sanções pelos Estados Unidos contra o Presidente russo, Vladimir Putin, em caso de agressão russa à Ucrânia "ultrapassaria os limites", alertou ontem o Kremlin, após a apresentação de um projecto nesse sentido. "As sanções contra um chefe de Estado são uma medida que ultrapassaria os limites, seria equivalente a uma ruptura das relações", declarou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov. Os senadores democratas norte-americanos divulgaram na quarta-feira um novo plano de sanções para punir Vladimir Putin e fornecer assistência financeira a Kiev no caso de uma invasão da Ucrânia pela Rússia ou de um aumento das hostilidades. O projecto intitulado "Defender a soberania da Ucrânia" prevê sanções contra o Presidente russo, o primeiro-ministro, Mikhail Michoustine, altos funcionários

Dmitri Peskov, porta-voz da presidência russa “As sanções contra um chefe de Estado são uma medida que ultrapassaria os limites, seria equivalente a uma ruptura das relações.”

militares e várias entidades do sector bancário russo. O anúncio desse plano de sanções "extremamente negativo", segundo o Kremlin, ocorreu na véspera de uma reunião do Conselho Permanente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Viena, mais uma de uma série de reuniões esta

semana sobre o risco de conflito na Ucrânia.

Outros tabuleiros

Na segunda-feira, reuniram-se em Genebra a vice-secretária de Estado norte-americana, Wendy Sherman e o vice-ministros dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Riabkov. Na quarta-feira,

a NATO e Moscovo mantiveram conversações em Bruxelas e após o final da reunião as partes constataram as suas profundas "diferenças" sobre a segurança na Europa. "Nós gostaríamos, no entanto, que o bom senso prevalecesse", acrescentou Peskov, enfatizando que a Rússia "nunca deixou de ter" e "não deixará de ter vontade política para continuar o diálogo". Acusada pelos norte-americanos e europeus de planear um ataque à vizinha Ucrânia, aliado do Ocidente, a Rússia respondeu que o envio de dezenas de milhares de tropas russas para a fronteira foi uma reacção à presença crescente e hostil da NATO, numa zona que Moscovo considera ser a da sua área de influência. A Rússia garantiu que não "pretende" atacar a Ucrânia, mas está a exigir a assinatura de um tratado que proíba qualquer expansão futura da NATO na zona, um pedido considerado inaceitável pelo Ocidente.

PUB. Locais de recolha de lixo de grande dimensão antes do Ano Novo Chinês【18/01/2022 - 31/01/2022, 20H00 - 23H00】 M01 M02 M03 M04 M05 M06 M07 M08 M09 M10 M11 M12 M13 M14 M15 M16 M17 M18 M19 M20 M21 M22 M23 M24 M25 M26 M27 M28 M29 M30 M31 M32 M33 M34 M35 M36 M37 M38 M39 M40 M41 M42 M43 M44 M45 M46

Depósito de lixo na Rua do Canal das Hortas n° 47 Depósito de lixo na Rua Norte do Canal das Hortas n° 235 Depósito de lixo na Alameda da Tranquilidade n° 103 Contentor de compressão de lixo, Rua Seis do Bairro Iao Hon nº 18 Depósito de lixo na Av. de Artur Tamagnini Barbosa (perto do auto-silo do edf. Tamagnini Barbosa) Contentor de compressão de lixo, sito na Rua Seis do Bairro Iao Hon (ao lado das zonas de vendilhões) Contentor de compressão de lixo, na Rua Central de T’oi Sán nº 200 Depósito de lixo fechado da Zona de Lazer da Rua Quatro do Bairro Iao Hon Depósito de lixo na Rua Nova de Toi San n° 12 Depósito de lixo na Estrada Marginal do Hipódromo Depósito de lixo na Travessa Norte do Patane n° 16 Depósito de lixo na Estrada Marginal da Ilha Verde (lado oposto do Matadouro) Depósito de lixo na Rua da Ilha Verde n° 51 Depósito de lixo na Rua do General Castelo Branco n° 67 Depósito de lixo na Rua do Templo Lin-Fong n° 89 Depósito de lixo na Rua Sul do Patane (ao lado do Edf. Fai Tat) Contentor de compressão de lixo, na Rua Sul do Patane n° 181 Depósito de lixo na Rua dos Estaleiros Contentor de compressão de lixo, na Avenida de Horta e Costa Depósito de lixo na Rua de Kun Iam Tong n° 63 Contentor de compressão de lixo, no Beco do Pagode do Patane nº 11 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira nº 131 Depósito de lixo na Rua do Coronel Mesquita, nº 5 Depósito de lixo na Rua de Entre-Campos Depósito de lixo da Rua de Silva Mendes nº 1 (Próximo da Casa Memorial do Dr. Sun Yat-Sen) Depósito de lixo na Rua de Tomás Vieira n° 80 Contentor de compressão de lixo, na Rua da Alegria n° 11B Contentor de compressão de lixo, na Rua da Doca do Lam Mau n° 47 Depósito de lixo na Rua da Esperança Contentor de compressão de lixo, no lado oposto do Largo da Companhia nº 12 Depósito de lixo na Travessa do Armazém Velho n° 1 Depósito de lixo no Largo do Pagode do Bazar Depósito de Lixo na Av. do Coronel Mesquita n° 85 Depósito de lixo na Rua de Luís João Baptista n° 13 Depósito de lixo na Rua de Henrique de Macedo n° 2 Depósito de lixo na Rua do Pato n° 12 Depósito de lixo no Pátio de S. Domingos nº 2 Depósito de lixo no Pátio de Hó Chin Sin Tong n° 1 Contentor de compressão de lixo, Rua do Almirante Sérgio nº 13B Contentor de compressão de lixo, ao lado da Travessa de Má Káu Séak n° 15 Contentor de compressão de lixo, na Rua Nova à Guia nº 276 Contentor de compressão de lixo, Rua do Dr. Lourenço Pereira Marques nº 49 Depósito de lixo no Miradouro de Henry Dunant Contentor de compressão de lixo, Rua das Alabardas, em frente ao nº 10 D Depósito de lixo fechado na Avenida da Praia Grande nº 291 (Cruzamento com o Pátio do Pagode) Depósito de lixo fechado na Praceta de 1 de Outubro

M47 M48 M49 M50 M51 M52 M53 M54 M55 M56 M57 M58 M59 M60 M61 M62 M63 M64 M65 M66 M67 M68 M69 M70 M71 M72 M73 M74 M75 M76 M77 M78 M79 M80 M81 M82 M83 M84 M85 M86 M87 M88 M89 M90 M91

Posto de recolha de flores e tangerineiras do Ano Novo Chinês【1/02/2022 - 18/02/2022, 20H00 - 23H00】

Depósito de lixo fechado na Rua do Almirante Sérgio nº 209 Depósito de lixo na Calçada da Paz n° 4 Contentor de compressão de lixo, Estrada Marginal da Ilha Verde(DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE ASSUNTOS MARÍTIMOS E DE ÁGUA - DOCA DA ILHA VERDE) Depósito de lixo na Travessa da Prosperidade n° 26 Depósito de lixo na Av. da República n° 2A Depósito de lixo na Rua de S. Tiago da Barra n° 15 Depósito de lixo na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, nº 745 (ao lado do Jardim Comendador Ho Yin) Contentor de compressão de lixo, na Travessa da Guelra nº 7 Depósito de lixo na Rua Seis do Bairro da Areia Preta n° 152 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira nº 61 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira n.º 149 Contentor de compressão de lixo, no exterior do Templo Chok Lam Contentor de compressão de lixo, na Saída do Auto-Silo de Automóveis Pesados da Avenida 1º de Maio Contentor de compressão de lixo, na Estrada Marginal da Areia Preta nº 87 Contentor de compressão de lixo, na Rua Cidade de Braga Alameda Dr. Carlos d’Assumpção 403 - 439 (Centro Unesco de Macau) Depósito de lixo na Travessa de S. Domingos, nº 16B Contentor de compressão de lixo, Rua das Estalagens nº 110A Depósito de lixo na Avenida do General Castelo Branco (ao lado da União Geral das Associações dos Moradores de Macau ) Contentor de compressão de lixo, Estrada de Adolfo Loureiro nº 12J Contentor de compressão de lixo, na Rua de Martinho Montenegro nº 13 Contentor de compressão de lixo, na Rua da Harmonia n° 129 Contentor de compressão de lixo, na Travessa do Bazar Novo nº 10 Depósito de lixo na Rua das Lorchas n° 357 Depósito de lixo na Travessa das Hortas n° 3 Contentor de compressão de lixo, no local de encontro da Avenida do Ouvidor Arriaga nº 4 com a Rua de Silva Mendes Contentor de compressão de lixo, no local de encontro da Avenida do Ouvidor Arriaga nº 41 com a Rua do Almirante Costa Cabral Contentor de compressão de lixo, no local de encontro da Avenida do Ouvidor Arriaga nº 99 com a Rua da Madre Terezina Contentor de compressão de lixo, na Avenida da Longevidade nº 49 Contentor de compressão de lixo, na Rua Nova à Guia nº 119 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira, em frente ao nº 19 C Depósito de lixo na Largo do Aquino Contentor de compressão de lixo, na Rua do Lu Cao, nº 68 Contentor de compressão de lixo, Rua do Bispo Medeiros nº 24 Contentor de compressão de lixo, Estrada Marginal da Ilha Verde nº 1162 Depósito de lixo na Praça de Luís de Camões Depósito de lixo na Rua de Luís Gonzaga Gomes (Jardim da Rua de Malaca) Contentor de compressão de lixo, Avenida do Almirante Lacerda nº 72 No local de encontro da Rua Central da Areia Preta com a Rua da Pérola Oriental No local de encontro da Rua Rua Central da Areia Preta com a Rua 1º de Maio Contentor de compressão de lixo, Rua do Padre João Clímaco nº 23 Contentor de compressão de lixo, na Estrada da Vitória, em frente ao nº18 Contentor de compressão de lixo, na Rua de S. Lourenço nº 8 Contentor de compressão de lixo, na Rua do Almirante Sérgio nº 165 Contentor de compressão de lixo, na Travessa dos Bombeiros nº 3ª

M92 M93 M94 M95 M96 M97 M98 M99 M100 M101 M102 M103 M104 M105 M106 M107 M108 M109

Contentor de compressão de lixo, na Rua da Ribeira do Patane nº 159 Contentor de compressão de lixo, na Rua do Infante, em frente ao nº 11 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Coelho do Amaral nº 3 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Tomás Vieira nº 68B Contentor de compressão de lixo, na Rua de João de Araújo nº 68 (Travessa dos Cules) Contentor de compressão de lixo, em frente da Avenida do Nordeste nº 386 (Edf. KUONG WA SAN CHUN, bloco X) Contentor de compressão de lixo, em frente da Rua do Canal Novo nº 254 (Edf. KAM HOI SAN, bloco XII) Depósito de lixo na, Rua do General Ivens Ferraz Contentor de compressão de lixo, na Avenida do General Castelo Branco(à frente do Edf. Cheng) Contentor de compressão de lixo, na Avenida do Governador Jaime Silvério Marques nº 203 Contentor de compressão de lixo, no lado oposto do Estrada de Coelho do Amaral nº 40 Contentor de compressão de lixo, Travessa dos Calafates Contentor de compressão de lixo, na Rua do Almirante Costa Cabral nº 88 Contentor de compressão de lixo, na Avenida Marginal do Lam Mau (Avenida Marginal do Patane) Contentor de compressão de lixo, na Rua dos Currais Contentor de compressão de lixo, no lado oposto do Rua do Volong nº 36A Contentor de compressão de lixo, rua da Harmonia nº 65 Contentor de compressão de lixo, em frente da Rua de Má Káu Séak nº 70 (Edf. NAM WA SAN CHUN, bloco IV)

T01 T02 T03 T04 T05 T06 T07 T08 T09 T10 T11 T12 T13 T14 T15 T16

Contentor de compressão de lixo, no Largo dos Bombeiros, Taipa Depósito de lixo fechado na Rua de Évora, Taipa (Jardim da Cidade das Flores) Contentor de compressão de lixo, na Avenida de Kwong Tung, Taipa Depósito de lixo fechado na Rua de Lagos nº 90, Taipa Depósito de lixo fechado na Avenida dos Jardins do Oceano nº 147, Taipa (Ao lado do Centro de Saúde) Avenida Dr. Sun Yat Sen, Taipa (Próximo da estação de autocarros do Edifício Chun Leong) Depósito de lixo na Travessa da Rebeca, Taipa Depósito de lixo fechado na Rotunda do Estádio, Taipa Depósito de lixo fechado no Caminho das Hortas, Taipa Depósito de lixo na Estrada Lou Lim Ieok, Taipa Contentor de compressão de lixo, na Rua de Pequim, Taipa (Edf. Do Lago bloco IV) Depósito de lixo, no Largo da Ponte, Taipa Depósito de lixo na Rua de Viseu, Taipa (ao lado do Edf. De Servicos Socials de Pou Tai) Contentor de compressão de lixo, rua de Choi Long, Taipa Contentor de compressão de lixo, no lado oposto do Avenida Olímpica, nº 592, Taipa Contentor de compressão de lixo, no lado oposto do Rua da Baía, nº 105, Taipa

C01 C02 C03 C04 C05 C06 C07 C08 C09

Depósito de lixo na Rua dos Navegantes, Coloane Depósito de lixo fechado no Largo da Cordoaria, Coloane Depósito de lixo na Avenida da República, Coloane Depósito de lixo na Estrada do Campo, Coloane Depósito de lixo na Estrada de Hac Sá, Coloane Depósito de lixo no Caminho da Povoação de Ká Hó, Coloane Contentor de compressão de lixo, na Alameda da Harmonia, Coloane (Edf. Ip Heng bloco IX) Contentor de compressão de lixo, na Alameda da Harmonia, Coloane (Edf. Lok Kuan bloco III) Contentor de compressão de lixo, na Rua Um de Koi Nga, Coloane (Edf. Koi Nga, entre os blocos III e V)


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Hoje Macau 14 JANEIRO 2022 #4929 by Jornal Hoje Macau - Issuu