DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
MOP$10
hojemacau ANOS
GONÇALO LOBO PINHEIRO
SUNYU
QUINTA-FEIRA 14 DE JANEIRO DE 2021 • ANO XX • Nº 4689
SHELDON ADELSON
O VISIONÁRIO OLGA SANTOS
GRANDE PLANO
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POLÍCIAS
LEI POLÉMICA PEDRO PINA/RTP
PÁGINA 4
Imóvel da paz PÁGINA 5
h
LIBERDADE PROBLEMÁTICA LUÍS CARMELO
GÓGOU, A INSUBMISSA ANTÓNIO CABRITA
O ELO MAIS FRACO PÁGINA 7
OPINIÃO
LUZ AO FUNDO PAUL CHAN WAI CHI
PUB.
Para acabar com os inúmeros conflitos entre vendedores e compradores de imóveis no Interior da China, Macau, Hengqin e Zhuhai chegaram a acordo para a criação de um mecanismo conjunto de combate à fraude.
ELEIÇÕES | EMIGRANTES
2 grande plano
ÓBITO
O PAI DO COTAI SHELDON ADELSON, O HOMEM QUE REVOLUCIONOU O JOGO DE MACAU NA LIBERALIZAÇÃO
Viu o que mais ninguém conseguia ver, e exportou para Macau o modelo de negócio de Las Vegas, com o conceito de casino-resort e novas formas de financiamento e de gestão do jogo. Sheldon Adelson morreu esta terça-feira aos 87 anos, vítima de doença prolongada, e é tido como um visionário que mudou para sempre a forma de jogar no território
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TÉ o Sands ser inaugurado na península de Macau, em 2004, um casino era apenas isso: um espaço de jogo fechado, onde o único intuito era tentar fazer milhões. Com a entrada da Sands China no mercado e com a inauguração do empreendimento Sands, tudo mudou. Pela primeira vez, um turista não ia ao casino apenas jogar, ia também ver o que por lá se passava fora das salas de jogo. O fundador do império de casinos Las Vegas Sands e principal financiador do Partido Republicano, nos Estados Unidos, Sheldon Adelson, era filho de imigrantes judeus, criado com dois irmãos numa quinta de Boston. Com o jogo tornar-se-ia num dos homens mais ricos do mundo, uma vez que, em 2018, a revista Forbes classificou-o como o 15.º homem mais rico dos Estados Unidos, com uma fortuna estimada em 28,8 mil milhões de euros. “Se fizermos as coisas de forma diferente, o sucesso segue-nos como uma sombra”, afirmou em 2014, durante uma conferência para a indústria de jogos, em Las Vegas. A Sands China reagiu, em comunicado, ao falecimento do seu grande mentor. “Adelson representava a verdadeira definição de pioneiro, empresário e filantropo. Nunca esqueceremos
as suas contribuições para o desenvolvimento de Macau, que remontam à sua corajosa visão de criar a faixa do Cotai”, pode ler-se. Em Macau Sheldon Adelson foi uma figura
O LADO POLÍTICO
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ervoroso apoiante do Partido Republicano e grande financiador da campanha de Donald Trump para as presidenciais norte-americanas, Sheldon Adelson deixa também um legado na política, além do seu lado empresarial. Contundente, mas reservado, Adelson era descrito como um chefe político antiquado e destacava-se da maioria dos judeus norte-americanos, que são, há décadas, apoiantes tradicionais do Partido Democrata. Financiou várias campanhas políticas dos republicanos, chegando a ser considerado como o “pilar financeiro do Partido Republicano” e, nos últimos anos de vida, estabeleceu vários recordes de contribuições individuais. Adelson era um defensor ferrenho do Presidente Donald Trump e do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reagiu à morte de Sheldon Adelson, garantindo que “será para sempre lembrado” pelo seu trabalho de fortalecimento das relações entre os EUA e Israel.
central na liberalização do jogo. Foi ele que introduziu o conceito de casino-resort e que olhou para o Cotai com outros olhos. Com a inauguração do Venetian, em 2007, Macau passava a ter uma Veneza em ponto pequeno e um factor diferenciador para o turismo chinês. A importância de Adelson em Macau é tanta que é comparado, por vários analistas, a Stanley Ho, desaparecido em Maio do ano passado. “Pouco menos de um ano depois de Stanley Ho, morreu outro visionário”, afirmou à Lusa o advogado Pedro Cortés. “Macau deve muito daquilo em que se transformou ao senhor Sheldon Adelson, que recebeu em dobro aquilo que deu à região. Morreu um dos grandes nomes da indústria que, a par de Steve Wynn, ajudou a mudar a face de Macau depois de 2002”, reforçou. Também o advogado Óscar Madureira, ouvido pelo HM, traça um perfil semelhante. “[Sheldon Adelson] teve a importância, depois da liberalização do jogo, que o Stanley Ho teve numa outra fase. Apostou numa zona que não era importante [o Cotai]. Reconheceu ali o local onde iria nascer o jogo e criou o primeiro resort integrado de Macau. Foi lá criada a primeira arena, trouxe os espectáculos de boxe, o Cirque du Soleil.” Para Fernando Vitória, ex-assessor da Direcção de
Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), o magnata “modificou o panorama do jogo em duas áreas”. “Importou a visão que tinha dos casinos para Macau de uma forma quase literal, introduziu duas ideias interessantes e que fizeram com que Macau tenha dado um salto qualitativo e quantitativo em relação à qualidade do jogo e à forma como ele era apresentado ao público. Teve a noção do casino-resort. A segunda grande ideia que ele trouxe foi uma gestão aberta e moderna dos casinos, que incluía uma certa inovação no financiamento dos casinos. Isso provocou um choque em Macau.” Fernando Vitória recorda “que os funcionários da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) ficaram extremamente curiosos sobre a forma como ele conseguia obter tanto financiamento e tão rápido, e como entrou imediatamente na bolsa de valores de Hong Kong. Foi um factor de arrasto para os outros casinos, até para a própria SJM”.
OUSADIA E INOVAÇÃO
Óscar Madureira considera que a Sands China “é, de longe, a melhor operadora de Macau”, por ter “as propriedades mais diferentes, que oferecem um produto mais diversificado, o que tem uma oferta no ramo do entretenimento, das convenções, da própria experiência de compras”.
Tal deve-se à ousadia e inovação de Sheldon Adelson, que soube “arrastar uma nova classe de empresários de jogo para o Cotai”, destaca Fernando Vitória.Aquando da liberalização, “ficámos surpreendidos pela forma como ele se apresentou, era o homem capaz de transformar o Cotai”, recorda o ex-assessor da DICJ.
GOVERNO MANIFESTA PESAR
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Governo manifestou esta terça-feira pesar pela morte do magnata norte-americano dos casinos, Sheldon Adelson, lembrando que ajudou a tornar o território na capital mundial do jogo. “O Sr. Sheldon Adelson promoveu o desenvolvimento da companhia em Macau. O Governo da RAEM manifesta o seu pesar pelo falecimento do Sr. Sheldon Adelson e apresenta à família as sentidas condolências”, acrescentou a nota.
“O Cotai não estava planeado para casinos, e pensava-se que Macau já tinha muitos casinos e que aquela seria mais uma zona de diversificação da economia. Como aquilo não andava, ele propôs avançar com um casino ali, e todos diziam que seria um investimento suicida. E depois apareceu a Venetian e todas as outras concessionárias correram para o Cotai.”
Outra inovação de Sheldon Adelson foi a aposta na Cotai Water Jet, que trouxe novas carreiras de barcos entre Macau e Hong Kong. “Na altura era uma coisa impensável porque havia o monopólio do Stanley Ho, e, no entanto, Sheldon Adelson atirou-se para a frente e conseguiu. A meu ver foi a grande personagem que se atreveu, teve uma ousadia extraordinária, de ver como Macau, apesar de pequeno, conseguiu ser uma outra Las Vegas”, destaca Fernando Vitória.
“FÁCIL DE LIDAR”
Manuel das Neves, ex-director da DICJ, privou de perto com Sheldon Adelson quando este chegou ao mercado de Macau. Recorda-se de “uma das figuras mais importantes na era da pós-liberalização”, alguém que “expunha as suas ideias de forma vigorosa, uma pessoa fácil de lidar, tal como os outros magnatas de jogo”. A inovação de Adelson contrastou com as ideias das autoridades de Macau, mas depressa o impasse se resolveu. “Adaptámo-nos e sabíamos que as coisas iam ser diferentes. Nos primeiros tempos houve alguns pequenos desentendimentos, mas foram facilmente ultrapassados. Eles [Governo de Macau] não estavam habituados à forma de Las Vegas, onde há uma diferente fiscalização, com auditorias periódicas,
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O legado de Sheldon Adelson vai continuar em Macau até porque está para breve a inauguração de mais um resort integrado do grupo, o Londoner, que representou um investimento total de 2,2 mil milhões de dólares.
enquanto aqui em Macau temos inspectores nos casinos. Mas eles adaptaram-se e nós também.” Depois da inauguração do Sands e do Venetian, a operadora construiu ainda o hotel Four Seasons e o The Plaza Macau, seguindo-se, também no Cotai, o Sands Cotai Central e o The Parisian Macao. Apesar de Sheldon Adelson ter iniciado a construir a sua riqueza nos
Estado Unidos, foi através dos investimentos em Macau que a sua fortuna explodiu. Os casinos em Macau geraram 63 por cento da receita
da empresa, de 13,7 mil milhões de dólares, seguidos de Singapura, que representaram 22 por cento da receita do ano passado, e só depois
“A meu ver foi a grande personagem que se atreveu, teve uma ousadia extraordinária, de ver como Macau, apesar de pequeno, conseguiu ser uma outra Las Vegas.” FERNANDO VITÓRIA EX-ASSESSOR DA DICJ
os dos Estados Unidos. “A verdade é que ganhou mais em Macau do que em Las Vegas desde 1988 quando adquiriu o Sands por 184 milhões de dólares”, defendeu Pedro Cortés. Apesar da sua morte, Glenn McCartney, professor na área do turismo da Universidade de Macau, defendeu que o legado de Sheldon Adelson vai continuar em Macau até porque está para
breve a inauguração de mais um resort integrado do grupo, o Londoner, que representou um investimento total de 2,2 mil milhões de dólares. “Mesmo após a conclusão das propriedades, Adelson permaneceu inabalável no seu desejo de continuar a investir em Macau. Os nossos corações pesam perante a oportunidade perdida de desfrutar do seu carisma, encanto e orgulho na abertura do
The Londoner, mas consola-nos saber que o seu espírito estará certamente presente na revelação da última manifestação da sua visão arrojada, uma visão reforçada pela sua confiança resoluta em Macau e na sua população”, frisou a Sands China. Andreia Sofia Silva com Lusa andreia.silva@hojemacau.com.mo
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O director da DSEJ referiu ainda o contributo científico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, que analisou a eficácia da “Política de Juventude de Macau (2012-2020), para servir de referência à elaboração da nova ronda de planeamento. Os académicos sugeriram ao Governo o alargamento da cobertura da população, reforço da divulgação das políticas e aumento de comunicação com os jovens, assim como o reforço da educação do amor pela pátria e por Macau e a preparação dos jovens quadros em termos políticos.
SOFIA MARGARIDA MOTA
inquérito do Sistema de Indicadores da Juventude irá alargar o leque de destinatários até aos 35 anos, acompanhando a ampliação estabelecida pela Política de Juventude de Macau (2021-2030), cuja consulta pública terminou no mês passado. De acordo com Lou Pak Sang, que dirige a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), o resultado do inquérito realizado em 2020 será publicado no primeiro semestre deste ano. O responsável, em resposta a interpelação do deputado Lam Lon Wai, destaca a importância destas ferramentas estatísticas para a eficácia da execução das políticas de juventude.
Segurança Advogado Leonel Alves continua à frente da Comissão de Fiscalização
O advogado e ex-deputado Leonel Alves vai continuar a presidir à Comissão de Fiscalização da Disciplina das Forças e Serviços de Segurança de Macau por mais dois anos. A informação foi ontem tornada pública através de um despacho publicado em Boletim Oficial, tendo sido também renovados os mandatos de Vong Hin Fai, deputado à Assembleia Legislativa e Tsui Wai Kwan, que substituem Leonel Alves durante a sua ausência. Ng Siu Lai e Lau Kam Ling foram nomeados para integrar a comissão. Estas nomeações entram em vigor a partir do próximo dia 3 de Fevereiro.
POLÍCIAS GOVERNO QUER DISSOLVER CONSELHO DE JUSTIÇA E DISCIPLINA
É sempre a abrir
A proposta está a levantar dúvidas entre “alguns deputados” que receiam a perda de parte das transparências nos processos disciplinares. Porém, o Executivo insiste que se podem ganhar, pelo menos, 10 dias no tempo de duração dos processos
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OM a proposta para o novo Estatuto dos Agentes das Forças e Serviços de Segurança, o Governo vai acabar com o Conselho de Justiça e Disciplina, um órgão consultivo para matérias disciplinares. A proposta está a causar polémica na 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, porque há deputados que consideram que a dissolução pode diminuir transparência. O ponto da situação foi feito por Vong Hin Fai, deputado e presidente da comissão, após mais um encontro com o Governo para discutir o diploma. “Alguns membros acham que o conselho deve ser mantido porque oferece uma maior transparência [para as decisões]. Mas, o Governo disse-nos que o conselho é composto pelos cinco dirigentes das corporações de Macau e que na prática, com base nos casos anteriores, tem revelado pouca utilidade”, explicou Vong Hin Fai. O Conselho de Justiça e Disciplina junta os comandantes do Corpo de Bombeiros, Corpo de Polícia de Segurança Pública, e ainda os directores
MISSA DE 30º DIA ~ VIRGINIA MORAIS ~ “As pessoas que muito amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.” A família de Virgínia Morais convida familiares e amigos para a missa do 30º dia, em sufrágio da sua alma, que será realizada no dia 17 de Janeiro de 2021, pelas 11:00 horas, na Igreja de S. Domingos. Muito reconhecida, a família agradece as flores, doações, condolências, palavras de solidariedade e carinho expressados por ocasião do funeral, bem como, a todos que queiram participar neste acto de fé e solidariedade cristã.
OLGA SANTOS
DSEJ INDICADORES DE JUVENTUDE ALARGADOS A RESIDENTES COM 35 ANOS
da Escola Superior das Forças de Segurança de Macau e dos Serviços das Forças de Segurança de Macau. Actualmente, os envolvidos têm várias competências, entre as quais avaliar a adequabilidade das penalizações aplicadas no âmbito de processos disciplinares. Para o Governo, o conselho atrasa os procedimentos, porque permite que cada comandante tenha um período de dois dias para se inteirar dos processos, antes de dar a sua opinião. O prazo total de 10 dias é encarado pelo Executivo como excessivo e visto como um contributo para atrasos. “É um factor de atraso processual porque o procedimento de consulta é demorado e prejudica a celeridade”, afirmou o presidente da comissão sobre a posição do Governo. “Cada dirigente tem dois dias para analisar o processo, o que resulta num prazo de 10 dias”, acrescentou. Apesar de sugerir a eliminação, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak,
não terá avançado dados sobre as ocasiões em que o conselho foi ouvido e os dias de atrasos causado pela consulta.
SECRETÁRIO DEFINIU “ASSOCIAÇÕES SINDICAIS”
Na reunião de ontem, os deputados voltaram a debater a definição de associações sindicais. No passado, apesar de a proposta de lei não ser inovadora na proibição dos agentes das forças de seguran-
Wong Sio Chak propôs uma alteração, em que define as associações sindicais como “associações permanentes para a defesa e promoção dos interesses socioprofissionais”
ça participarem em associações políticas e sindicais, há receios de que a interpretação de Wong Sio Chak seja diferente da anterior. Esta questão pode obrigar, por exemplo, polícias a deixar associações onde estiveram nos últimos 30 anos. Um dos deputados que se mostrou preocupado com a questão foi José Pereira Coutinho, ligado à Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau. Ontem, Wong Sio Chak propôs uma alteração, em que define as associações sindicais como “associações permanentes para a defesa e promoção dos interesses socioprofissionais”. A sugestão não terá agradado aos deputados, que consideram não fazer sentido definir as associações nesta parte do diploma, mas o secretário garantiu abertura para negociar. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
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Abana, mas cai pouco
IMÓVEIS MACAU E ZHUHAI COM ACORDO PARA COMBATER BURLAS
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Após uma reunião entre o CC, a DSE e as autoridades de Zhuhai e Hengqin, foram traçadas medidas para combater as muitas fraudes registadas na venda de imóveis do Interior da China, a residentes de Macau. Além de mecanismos para reprimir publicidade ilegal e a verificação da autenticidade de licenças, haverá ainda uma página online sobre o tema
Negócio fechado
PESAR da crise económica, a imobiliária JLL diz que os preços das rendas não sofreram grandes alterações e que os acordos de renegociação entre senhorios e inquilinos tiveram efeitos limitados. O cenário foi traçado por Gregory Ku, director administrativo da empresa, numa conferência de imprensa realizada ontem. “[Devido há pandemia] houve reduções de rendas, tanto em residências como no sector do retalho. Mas, essas reduções resultaram em acordo de curto prazo, e que nem todos os senhorios estiveram disponíveis para assumir. Por isso, quando esses acordos aconteceram foi só durante dois ou três meses, por volta de Março e Abril”, afirmou Gregory Ku, sobre 2020. Segundo os dados da JLL, na segunda metade do ano passado, as rendas nas residências de luxo caíram 4 por cento, enquanto no segmento de massas e intermédio a quebra foi de 4,5 por cento. Este ano, a saída dos trabalhadores não-residentes, poderá haver quebras mais significativas, mas que se deverão ficar pelo segmento das casas com mais assoalhadas.
GCS
Rendas caíram entre 4 e 4,5 por cento no segundo semestre de 2020
REALIDADES DIFERENTES
“No sector residencial vemos que há muitos estrangeiros a sair de Macau, devido às quotas de emprego. Estas saídas afectam directamente o mercado do arrendamento e por isso há senhorios a baixar as rendas ligeiramente. Ainda não é uma tendência forte”, justificou. “Nas casas com mais quartos os senhorios têm mais dificuldades em encontrar inquilinos. Por isso, estão disponíveis para baixar mais os preços, com uma oferta que fica 10 por cento abaixo do praticado anteriormente. Mas as casas mais pequenas têm sempre mais procura, por isso as rendas devem manter-se”, acrescentou. Segundo os dados mencionados pela JLL, com base nas estatísticas oficiais, o desemprego e o subdesemprego, ou seja, pessoas a cumprirem horários reduzidos, estão em valores históricos para a realidade da RAEM. Apesar disso, os representantes das empresas que tratam de transacções imobiliárias não antecipam cenários em que as pessoas percam a capacidade de pagar as hipotecas. “Se olharmos para as poupanças dos residentes ainda estão num nível muito elevado. Mesmo no sector da banca não houve qualquer indicação de as pessoas não terem capacidade de pagar os empréstimos”, relatou Gregory Wu. J.S.F.
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prevenção de irregularidades na venda de imóveis do Interior da China a residentes de Macau entrou numa nova fase. De acordo com um comunicado divulgado na manhã de ontem, o Governo, representado pelo Conselho dos Consumidores (CC) e pela Direcção dos Serviços de Economia (DSE), e as autoridades de Zhuhai e Hengqin chegaram a acordo para criar um mecanismo conjunto de combate às fraudes na compra de habitação. O consenso foi alcançado após uma reunião que decorreu na passada segunda segunda-feira em Zhuhai, definindo que o mecanismo de prevenção assenta em três linhas principais.
Segundo a mesma nota, o primeiro ponto passa por criar “um mecanismo conjunto de prevenção sobre a publicidade de imóveis entre Macau, Zhuhai e Hengqin”, com o objectivo de “reprimir acções promocionais ilegais a partir da origem”. Para
“Caso sejam descobertas informações falsas, o caso será tratado de forma severa e denunciado às autoridades judiciais.” REPRESENTANTES DA DSE E CC
materializar a ideia, será intensificada a troca de informações e realizados encontros com os promotores dos empreendimentos, agências imobiliárias e agentes de publicidade do Interior da China. A outra medida passará por estabelecer um mecanismo de verificação das chamadas “5 licenças”, ou seja, da documentação obrigatória para a transacção de imóveis. A finalidade, passa por “fortalecer a protecção dos direitos e interesses em matéria de consumo”. “Caso sejam descobertas informações falsas, o caso será tratado de forma severa e denunciado às autoridades judiciais, recaindo sobre o infractor as responsabilidades penais relacionadas”, pode ler-se no comunicado.
Por fim, o mecanismo conjunto entre as autoridades de Macau e Zhuhai prevê ainda a criação de uma área específica no website do CC dedicada a dar “Informações sobre a aquisição de imóveis sitos no Interior da China”. A secção permitirá aceder à “plataforma de transacção de imóveis da cidade de Zhuhai”, para que os utilizadores possam verificar, não só “o destino do imóvel”, mas também a autenticidade do número da “Licença de pré-venda de habitações comercializáveis”, uma das cinco obrigatórias.
TOLERÂNCIA ZERO
Durante a reunião, o subdirector da DSE, Chan Hon Sang reforçou em que moldes se baseia a Lei de Publicidade em Macau, sobre imóveis, salientando que, em caso de violação da lei, “a DSE irá sancionar o infractor nos termos legais e confiscar o respectivo suporte publicitário ilícito”. Por seu turno, o presidente do CC, Wong Hon Neng, fez uma apresentação sobre as reclamações que o organismo recebeu sobre imóveis do Interior da China, admitindo ter encontrado “dificuldades” no acompanhamento dos casos. “Como diferentes locais têm o seu próprio regime jurídico, pode existir diferença em matéria de defesa do consumidor”, referiu o presidente do CC, acrescentado ter vontade de explorar uma “proposta viável em prossecução do objectivo comum de salvaguardar os direitos e interesses legítimos do consumido”. O subdirector do Conselho de Gestão do Novo Distrito de Hengqin em Zhuhai, Li Zhiping deixou ainda nota para o facto de as actividades imobiliárias entre Macau e Hengqin se terem tornado cada vez mais “dinâmicas”, importando, por isso, “fomentar o desenvolvimento saudável do sector” e o intercâmbio de residentes. Recorde-se que ainda no passado mês de Dezembro, uma série de residentes lesados na compra de fracções no Interior da China entregou uma petição ao Governo, em busca de soluções por parte do Executivo. Uma das lesadas contou na altura ter desembolsado 2,86 milhões de renminbi em Setembro de 2018 pela compra de uma fracção no Interior da China que afinal não pode ser usada para fins habitacionais. Pedro Arede
pedro.arede.hojemacau@gmail.com
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Ocean Gardens Morador suspeito de atirar gatos pela janela
A gestão do condomínio do complexo Ocean Garden publicou uma nota na segunda-feira, a dar conta de uma queixa apresentada por um morador sobre um outro residente suspeito de ter morto cinco gatos, depois de, alegadamente, ter atirado os animais pela janela. No comunicado, a gestão do complexo revela ainda ter contactado o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) e a polícia, tendo em conta que a acção infringe, não só a lei de protecção dos animais, por maus tratos, mas pode constituir também um crime de ofensa à integridade física por negligência. Em comunicado divulgado ao final do dia, o IAM acusou ter sido notificado a 5 de Janeiro, referindo, no entanto, ser impossível prosseguir a investigação porque as carcaças dos animais, que terão sido encontradas a 19 de Dezembro de 2020, já não se encontram no local. O IAM apelou ainda para a população contactar o organismo sempre que houver suspeitas sobre casos de maus tratos animais.
BURLA DESFALCADOS EM 1,47 MILHÕES COM ESQUEMA DE FICHAS FALSAS
O barato sai caro
CASAMENTO FALSO CASOU TRÊS VEZES PARA OBTER BIR PRÓPRIO E DO EX-MARIDO
Dois residentes de Macau foram burlados em 1,47 milhões de dólares de Hong Kong depois de se terem apercebido que as 15 fichas de jogo no valor de 1,5 milhões que tinham adquirido eram falsas. Quatro pessoas foram detidas. Um dos suspeitos continua a monte
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Polícia Judiciária (PJ) deteve ontem quatro homens suspeitos de burlar dois residentes de Macau em 1,47 milhões de dólares de Hong Kong (HKD), através de um esquema de fichas de jogo falsas. Segundo revelou ontem a PJ em conferência de imprensa, tudo começou quando no passado domingo, uma das duas vítima foi contactada por um dos suspeitos, com o objectivo de lhe propor um negócio vantajoso envolvendo fichas de jogo. A transacção em causa implicaria o pagamento de 1,47 milhões de HKD pela aquisição de 15 fichas de jogo de 100 mil HKD, no valor total de 1,5 milhões de HKD. Como a vítima e um amigo estavam interessados em adquirir as fichas de jogo, na madrugada do dia seguinte decidiram ir a uma sala VIP
de um casino para efectivar a transacção. Na sala VIP, além da pessoa que entrou inicialmente em contacto com a vítima, estavam ainda os outros suspeitos que viriam mais tarde a ser detidos. Já na posse das fichas de jogo, a vítima dirigiu-se de imediato a um casino localizado no NAPE. Depois de apresentar as 15 fichas de jogo no valor de de 1,5 milhões de HKD na tesouraria do casino para as trocar por fichas de valor mais baixo, foi informado por um funcionário que eram falsas. Depois do sucedido, a vítima ligou à polícia para apresentar queixa.
Iniciada a investigação, a PJ recolheu as informações necessárias para avançar com a detenção do suspeito e de três outros cúmplices, na zona norte de Macau. Interrogado, o suspeito, apesar de confessar ter contactado a vítima, recusou assumir a prática de qualquer tipo de burla. Os restantes três cúmplices recusaram-se a cooperar com as autoridades.
A MONTE
De acordo com a PJ, depois de concretizada a transacção com a vítima, os quatro detidos, todos eles residentes de Macau, terão ido para Coloane para se encontrar
Depois de apresentar as 15 fichas de jogo no valor de de 1,5 milhões de HKD na tesouraria do casino (…) foi informado por um funcionário que eram falsas
com um quinto suspeito, que se encontra a monte e que as autoridades acreditam estar na posse dos 1,47 milhões resultantes do negócio. Durante a conferência de imprensa, o porta-voz da PJ revelou ainda que uma das vítimas perdeu 1,07 milhões de HKD, ao passo que a outra ficou desfalcada em 392,5 mil HKD. Além disso, a vítima que foi contactada afirmou ter conhecido o suspeito em Novembro e que, já nessa altura, tinha ficado prometida a possibilidade de, no futuro, vir a trocar fichas por um valor inferior ao seu real valor. Os quatro detidos foram presentes ao Ministério Público por suspeitas da prática do crime de burla de valor elevado, podendo ser punidos com pena de prisão até cinco anos ou com pena de multa até 600 dias. Pedro Arede
pedro.arede.hojemacau@gmail.com
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Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) deteve três pessoas por suspeitas de envolvimento numa sequência de casamentos falsos com o objectivo de obter autorizações de fixação em Macau de forma ilícita. Segundo foi revelado ontem em conferência de imprensa, o caso, que remonta a 2006, terá tido início quando uma mulher, de apelido Dong, que se encontrava grávida, se divorciou do marido, de apelido Lin, para se casar, ainda no mesmo ano, com um residente de Macau, de apelido Lam. Passados sete meses, o filho do ex-marido nasceu, sendo que Lam se dirigiu
aos serviços administrativos para registar o bébe como sendo seu filho. Dong e Lam viveram juntos durante sete anos, até que, em 2013, altura em que mãe e filho já tinham adquirido o estatuto de residentes de Macau, resolveram divorciar-se. Em 2016, três anos volvidos, Dong voltaria a casar-se novamente com Lin, o ex-marido. Após investigar um pedido de fixação de residência submetido em 2020 em nome de Lin, o CPSP confirmou que os dois já se tinham casado em 2000 e avançou para a detenção dos três suspeitos, que irão responder agora pelos crimes de falsificação de documentos. P.A.
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Aeroporto Volume de passageiros caiu 88% em 2020 passageiros oriundos do continente, sendo que em Dezembro foram operados uma média diária de 32 voos comerciais, um ligeiro aumento de sete por cento em relação a Novembro. No último mês do ano passado, o aeroporto registou um total de 82,175 passageiros, segundo dados divulgados pela CAM. Além
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GOVERNO REAGIU
Paulo Cunha Alves, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, confirmou à Lusa que os portugueses que residem na região vizinha não vão conseguir votar por não conseguirem deslocar-se a Macau.
Covid-19 Desmentida infecção de TNR que trabalha no Cotai O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus desmentiu ontem que um trabalhador não residente, oriundo do Interior da China, empregado num hotel do Cotai foi diagnosticado com covid-19 em Zhuhai. A informação foi partilhada numa rede social, referindo que o indivíduo
duos submetidos ao teste não tiveram resultados suspeitos ou diagnosticados como positivos. O Governo de Macau apelou ainda aos residentes para se absterem de divulgar ou criar notícias falsas que possam causar alarme social, e avisou que tais actos podem ser alvo de responsabilização criminal.
efectou na passada segunda-feira, em Zhuhai, o teste de ácido nucleico, que terá dado “resultado positivo suspeito”. Porém, o centro de coordenação esclarece que “após a revisão do teste e verificação esse resultado foi excluído”. Além disso, a entidade informa que na terça-feira, todos os indiví-
PRESIDENCIAIS DIFICULDADES DE VOTO DOS EMIGRANTES EM DEBATE
Longe da vista
No debate televisivo de terça-feira, os candidatos às eleições presidenciais de Portugal, Ana Gomes, Tiago Mayan Gonçalves e Vitorino Silva destacaram as dificuldades que os emigrantes enfrentam para votar e lamentaram que o Governo português não tenha ainda instituído o voto por correspondência “O resultado desse trabalho conjunto culminou no alargamento do voto em mobilidade, na uniformização das normas sobre a realização de actos eleitorais e referendáveis, alterando as leis eleitorais para o
PEDRO PINA/RTP
S emigrantes que querem votar nas eleições para a Presidência da República de Portugal podem vir a enfrentar dificuldades acrescidas devido à pandemia da covid-19. Este cenário foi lembrado no debate televisivo que juntou todos os candidatos às presidenciais e que foi transmitido na terça-feira na RTP. Ana Gomes destacou o facto de nada ter sido feito para instituir o voto por correspondência. “Já estão de tal maneira a ser afectadas [as eleições] que, neste momento, muitos emigrantes portugueses não podem votar porque a Assembleia da República [AR] não legislou, a tempo e horas, para garantir o que era possível e desejável, que era o voto por correspondência.” Tiago Mayan Gonçalves, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, também lamentou que nada tenha sido feito até agora. “Poder-se-ia ter ponderado um conjunto de outras circunstâncias, de revisão constitucional para que o voto no continente não tenha de ser presencial e possa ser por correspondência. Não obrigar quem está lá fora, as nossas comunidades, a ter de se deslocar centenas de quilómetros para um consulado. Pensar em quem está inscrito nesses consulados, mas está aqui [em Portugal] há meses porque veio fazer teletrabalho no seu país ou veio dar apoio à família e neste momento não vai poder votar.” Vitorino Silva, mais conhecido como Tino de Rans, também lembrou as dificuldades de voto relacionadas com o mau funcionamento dos consulados. “Lembro-me, há cinco anos, no voto dos emigrantes, que havia gente que queria votar, ligava para os consulados e não havia telefonistas. Fico triste quando há muita gente que, ainda hoje, está a tentar três e quatro vezes ligar para votar, cinco anos depois ainda não há ninguém para atender o telefone.”
das ligações aéreas à China, que representaram a grande fatia dos voos, houve também ligações para Taipei, Taiwan, operados pela Air Macau, Eva Air e Starlux Airlines. Relativamente a este mês, a CAM espera um desempenho semelhante em termos de voos comerciais e de passageiros registados em Dezembro.
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O Aeroporto Internacional de Macau registou uma queda de 88 por cento no número de passageiros em 2020, num total de 1.17 milhões de pessoas, noticiou ontem o portal GGRAsia. Metade dos passageiros viajaram da China para Macau e vice-versa. Em 2020, o aeroporto recebeu um total de 579,875
“Já estão de tal maneira a ser afectadas [as eleições] que, neste momento, muitos emigrantes portugueses não podem votar porque a Assembleia da República [AR] não legislou, a tempo e horas, para garantir o que era possível e desejável, que era o voto por correspondência.” ANA GOMES CANDIDATA
Esta semana, a deputada Joacine Katar Moreira divulgou uma resposta do Executivo português sobre esta matéria. No documento lê-se que “o Governo criou um grupo de trabalho conjunto com o Ministério da Ad-
ministração Interna e o Ministério dos Negócios Estrangeiros com a incumbência de estudar, avaliar e propor medidas de aperfeiçoamento do processo de votação dos portugueses residentes no estrangeiro”.
Presidente da República, a AR e dos órgãos das autarquias locais […] tendo impacto na votação e recenseamento dos eleitores nacionais residentes no estrangeiro. Ao contrário do que é referido, o Governo tem garantido e promovido o direito constitucional de sufrágio dos cidadãos portugueses residentes no estrangeiro”, lê-se na resposta. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Quarentena Observação médica para quem chega de Hebei e Pequim
O
Centro de Coordenação de Contingência informou que a partir das 00h de hoje, ficaram obrigados a cumprir quarentena, para entrar em Macau, todos os indivíduos que tenham estado nos 14 dias anteriores em determinadas zonas da província de Heilongjiang, Hebei, Liaoning e em Pequim. Ficam também sujeitos a quarentena obrigatória quem chegar a Macau, após ter passado nos últimos 14 dias nas cidades de Dalian e Shenyang na província de Liaoning. A Comissão de Saúde da China anunciou ontem que identificou 115 casos de covid-19 entre terça e quarta-feira, incluindo 107 por contágio local. A maior parte dos casos locais registou-se na província de Hebei (90), que circunda Pequim, onde foi detectado um novo surto, que levou as autoridades chinesas a impor quarentena em três cidades, incluindo na capital, Shijiazhuang, com 11 milhões de habitantes. Os restantes casos de contágio local foram detectados nas províncias de Heilongjiang (16), nomeadamente em Angangxi, na cidade de Qiqihaer, e de Shanxi. Quanto aos casos importados que a Comissão de Saúde da China reportou foram diagnosticados em Xangai e nas províncias de Guangdong e Fujian.
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14.1.2021 quinta-feira
Da maldição à esp E se uma imagem tivesse cheiro? Esta foi a base do conceito para “MY. THOLOGY – Pandora’s Box”, um par de ilustrações de Annie Long Jor que inspiraram a criação dos perfumes “Curse” e “Hope”, da autoria de Suki Man. A exposição pode ser visitada no Pace Coffe, na Rua dos Ervanários, até 7 de Fevereiro
Q TIAGO ALCÂNTARA
UEM percorrer a Rua dos Ervanários, nos dias que correm, tem uma pequena feira de rua com banquinhas para passear os olhos e tentar o paladar. Um dos tesouros escondidos, entre cafés, lojas antiguidades e tendas de mahjong é uma banca ao lado do Pace Coffee onde está patente “MY.THOLOGY – Pandora’s Box”, uma experiência sensorial que junta a
ilustração e perfumaria num conceito único. A partir do tema recorrente da pandemia, presente na vida de todos, a ilustradora Annie Long Jor decidiu juntar a imagem à perfumaria, com a ajuda de Suki Man. Apesar de Macau se manter como um porto de abrigo, sem casos positivos de covid-19, as famílias separadas e a “impossibilidade de viajar e sair para ver exposições” obrigaram à clausura o que acabou por inspirar a criação artística.
ANNIE LONG JOR
EXPOSIÇÃO ILUSTRAÇÃO E PERFUMARIA RECONTAM LENDA DA CAIXA DE PANDORA
“O tema desta exposição é baseado numa história que todos conhecemos, a lenda da Caixa de Pandora. Na mitologia, quando Pandora abre a caixa liberta todas as maldições e assustada, fecha-a de imediato, deixando lá
dentro a esperança”, conta ao HM Annie Long Jor. A ilustradora viu na lenda um reflexo de tudo o que se passou. “Na sequência do que a pandemia nos obriga a passar, com todo o mal e separação de famílias, parece que as
“Gostaríamos que o público misturasse o que vê ao que cheira e que, a partir daí, construísse um novo espaço no seu imaginário.” ANNIE LONG JOR ILUSTRADORA
pragas e maldições saíram da caixa.” Porém, na versão de Annie Long Jor, a ilustração conta outra história, com a caixa a permanecer aberta e a esperança libertada. “Acho que é uma história boa para começar 2021, é o que precisamos para o nosso futuro e para lidar com este ano”, vaticina a artista. Este foi o mote para os dois desenhos, que representam “Curse” (maldição) e “Hope” (esperança), aos quais cor-
IC Consulta para classificação de bens imóveis até dia 23 A consulta pública sobre o “3.º Grupo Proposto para Classificação de Bens Imóveis de Macau” prossegue até ao dia 23 deste mês, informou ontem o Instituto Cultural (IC). Neste contexto já foram realizadas três sessões destinadas a esclarecer os respectivos conteúdos ao público e a auscultar as opiniões da comunidade sobre os 12 bens imóveis incluídos no 3.º Grupo Proposto para Classificação de Bens Imóveis. Os 12 bens imóveis incluem vestígios históricos encontrados em fosso aberto no substracto rochoso na Rua
respondem dois perfumes da autoria de Suki Man. “Como sou muito fascinada por esta história e por mitologia, pensei numa forma de a melhorar, com toda a energia positiva que conseguir colocar no projecto”, conta a ilustradora.
PRÓXIMOS CAPÍTULOS
O plano original da dupla de criadoras era servir esta mostra como um aperitivo para algo mais alargado. Nesse sentido, Annie Long Jor
de D. Belchior Carneiro, as Ruínas do Colégio de S. Paulo (Vestígios do Colégio e Antigo Muro: dois troços no Pátio do Espinho; troço no Beco do Craveiro), o Pagode de Seak Kam Tong Hang Toi, o Pagode de Sam Seng (Ká-Hó), a Ponte-cais n.º 1, a Antiga ponte-cais da Taipa, a Ponte-cais de Coloane, o Edifício na Calçada da Vitória, n.º 55, o Edifício na Estrada Nova, n.º 2, o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia e a Vila de Nossa Senhora (Antiga Leprosaria de Ká-Hó, Igreja de Nossa Senhora das Dores).
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quinta-feira 14.1.2021
perança
HOJE TERAPIA Paula Bicho
Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com
Menopausa
• DESCRIÇÃO Diversas plantas podem ser úteis para o tratamento das infecções urinárias (cistites quando na bexiga e uretrites na uretra). Algumas estimulam a produção de urina, outras desinfectam ou desinflamam, outras ainda acalmam e protegem os tecidos ou adstringem e detêm hemorragias, permitindo a lavagem do aparelho urinário, favorecendo a expulsão dos agentes patogénicos e aliviando os sintomas associados. Muitas vezes usadas em fórmulas, as plantas medicinais devem ser tomadas em tisana (infusão ou decocção) sempre que possível – a ingestão abundante de líquidos é fundamental. Vamos conhecer Hoje algumas delas:
Angélica-chinesa (Dong quai), Angelica sinensis, raízes: Com um sabor agradável e levemente apimentado, a Angélica-chinesa é uma das ervas chinesas mais populares. Considerada o principal tónico para as mulheres, equilibra os níveis de estrogénios, normalizando os ciclos menstruais irregulares e reduzindo as dores menstruais e a tensão mamária. Neste sentido, está indicada nos meses anteriores à menopausa, para normalizar o ciclo menstrual e combater os desconfortos associados. Posteriormente, pode ser útil para o tratamento de sintomas como os afrontamentos. Pode ser tomada em decocção, tintura, cápsulas e comprimidos.
revela-se esperançada de que ainda durante este ano possa mostrar a Macau o segundo capítulo de mitos ilustrados e perfumados. Quanto às narrativas, a ilustradora levanta a ponta do véu e adianta que está a “pensar em histórias e personagens, como Cupido, e outras figuras mitológicas”. A exposição pode ser vista até 7 de Fevereiro, de segunda-feira a domingo, na Rua dos Ervanários entre as 12h e as 19h.
“Esperamos que as pessoas apreciem em simultâneo as ilustrações e os perfumes. Essa é a parte que achamos mais interessante. Cada um tem as suas próprias memórias e personalidade. Gostaríamos
que o público misturasse o que vê ao que cheira e que, a partir daí, construísse um novo espaço no seu imaginário”, aponta a ilustradora. João Luz
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Doca dos Pescadores Fim-de-semana preenchido com Expo de casamentos
O empreendimento Doca dos Pescadores, ligado à empresa Macau Legend Development, volta a acolher mais uma Expo de casamentos. A 43.ª edição da Wedding, Banquet, Beauty and Jewellery Expo acontece entre os dias 15 e 17 de Janeiro e oferece descontos de 25 por cento para os casais que estejam a planear contrair matrimónio e que queiram organizar o seu jantar de casamento. Além disso, os participantes que fizerem as suas marcações na Expo podem ter direito a descontos de 30 por cento para jantares com mais de 20 mesas, bem como vouchers no valor de três mil patacas para as primeiras dez marcações.
(PARTE III)
Árvore-da-castidade (Anho-casto), Vitex agnus-castus, frutos: Usada pelos monges medievais com o intuito de reprimir os desejos sexuais, a Árvore-da-castidade, sabe-se hoje, tem uma actividade reguladora hormonal sobre o corpo da mulher. Ao actuar sobre a hipófise, regula a libertação de estrogénio e de progesterona ao longo do ciclo menstrual, normalizando o ciclo e o fluxo menstrual. Assim, tomada nos meses que antecedem a menopausa, esta erva pode ser benéfica para atenuar as irregularidades menstruais que ocorrem nesta fase da sua vida, bem como para prevenir ou tratar outros sintomas associados. Pode ser tomada em tintura, comprimidos e cápsulas, de preferência ao levantar, quando a hipófise está mais activa. Feno-grego (Fenacho), Trigonella foenum-graecum, sementes e rebentos: Planta medicinal utilizada desde há milhares de anos, tanto no Ocidente como no Oriente, o Feno-grego apresenta propriedades estrogénicas que o tornam útil para amenizar os sintomas associados à menopausa. Além disso, possui acção anti-inflamatória e reduz
os níveis sanguíneos de colesterol (LDL e VLDL) e triglicéridos, proporcionando benefícios sobre a saúde cardiovascular. Esta erva estimula ainda a libertação de insulina e atrasa a absorção dos açúcares, reduzindo os níveis elevados de glicemia nas mulheres diabéticas. Pode ser ingerida na forma de sementes moídas ou germinadas, ou tomada em decocção e cápsulas. Salva, Salvia officinalis, S. lavandulifolia, folhas: Com flores entre o lilás e o violeta e características folhas de cor verde-acinzentada, a Salva é um tónico versátil e eficaz. Exerce actividade estrogénica e anti-sudorífica, sendo um remédio tradicional para os sintomas associados à menopausa. A infusão, tomada fria e em pequenas doses ao longo do dia, é recomendada para os suores, afrontamentos e dores de cabeça. Pode também ser tomada em tintura e cápsulas. Soja, Glycine max, grãos e rebentos: Usada na China há mais de 5000 anos, a Soja é um dos principais alimentos em vários países asiáticos e a sua cultura é das mais importantes do mundo. Nutritiva, fornece um teor generoso de proteínas, lecitina e ácidos gordos essenciais. Contém igualmente isoflavonas com acção estrogénica e antioxidante. Os grãos, os rebentos e os produtos fermentados de Soja – como por exemplo, o molho de Soja, o Miso, o Tofu e o Tempeh – constituem uma boa fonte de nutrientes e de fitoestrogénios, e podem ser integrados na dieta, apresentando benefícios quando consumidos regularmente. Existem ainda os extractos concentrados em isoflavonas, que podem ser uma opção numa abordagem natural do tratamento dos sintomas da menopausa, especialmente os afrontamentos. A Soja contribui também para a saúde cardiovascular.
ADVERTÊNCIAS: Este artigo tem como finalidade apenas a divulgação e não deve substituir a consulta de um profissional de saúde, nem promover a auto-prescrição. O uso indiscriminado de plantas pode resultar na ocultação de sintomas protelando o correcto diagnóstico e tratamento. Além disso, algumas delas apresentam contra-indicações, efeitos adversos ou interacções com medicamentos. Consulte o seu profissional de saúde.
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14.1.2021 quinta-feira
Director da Faculdade de Letras (Ref. N.º FAH/DEAN/01/2021) A Universidade de Macau (UM) é a única universidade pública em Macau, posição esta que lhe confere uma vantagem singular no desenvolvimento de uma universidade de prestígio mundial, com características regionais. Nos últimos anos, a UM tem vindo a conhecer enormes progressos, assim como um prestígio internacional crescente pelo seu ensino, investigação e serviço à comunidade. A instituição conta com o maior sistema de colégios residenciais na Ásia e um modelo pedagógico singular, composto por quatro componentes (educação especializada, educação holística, educação através da investigação e de estágio e educação comunitária). Todos estes elementos proporcionam uma educação conducente ao desenvolvimento integral dos estudantes. Além disso, a UM recruta, internacionalmente, académicos de excelência, a fim de criar um ambiente de aprendizagem multilíngue e multicultural para os estudantes. Com o desenvolvimento da área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e as iniciativas recentes da UM, destinadas à promoção da investigação de ponta e dos cursos interdisciplinares, a instituição enfrenta oportunidades sem precedentes e oferece excelentes perspectivas de desenvolvimento profissional em diversas áreas. A Universidade de Macau convida candidaturas para o cargo de Director da Faculdade de Letras. Faculdade de Letras A Faculdade de Letras da Universidade de Macau dedica-se ao desenvolvimento de disciplinas académicas em Letras e Humanidades. Com cerca de 1.300 estudantes, a Faculdade ministra cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento de alta qualidade, nas áreas da Língua e Literatura (chinesas, inglesas, portuguesas e japonesas), como também da História, da Filosofia e da Religião. Além disso, a Faculdade ministra igualmente disciplinas de Educação Holística para toda a Universidade. Mais de 110 docentes com perfis internacionais leccionam nesta Faculdade e trazem para as salas de aula não só os seus conhecimentos académicos, como também a sua experiência prática e de estudos nas áreas das Letras e Humanidades, realizando, simultaneamente, actividades de investigação de referência nas respectivas áreas. As informações mais detalhadas sobre a Faculdade de Letras estão disponíveis em https://fah.um.edu.mo/. Director da Faculdade de Letras O Director deve possuir experiência considerável na gestão duma faculdade, no planeamento académico estratégico, no design curricular, na organização de laboratórios e no desenvolvimento de investigação, devendo ainda estar dedicado à prossecução da excelência de ensino, investigação e serviço. O candidato deve possuir, em particular, as seguintes qualificações: 1. Detentor de doutoramento numa área relevante; 2. Professor catedrático ou superior, com distinta e internacionalmente reconhecida experiência de investigação e académica; 3. Excelente capacidade de liderança académica, dedicação ao desenvolvimento de investigação e experiência de ensino superior de boa qualidade; 4. Notável capacidade da gestão e comunicação; 5. Domínio da língua inglesa que é a língua de trabalho; o conhecimento do chinês/português será uma vantagem.
AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL
1. Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 53.º da Lei n.º 10/2013 <<Lei de Terras>>, de 2 de Setembro, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: - Avenida do Almirante Lacerda, n.ºs 29 a 33, em Macau, (Edifício Industrial Man Lei); - Avenida do Almirante Lacerda, n.ºs 163 a 165 e Avenida Marginal do Patane, n.ºs 888 a 904, em Macau, (Edifício Industrial Hopewell); - Avenida do Almirante Lacerda, n.ºs 171 e 173, e Avenida do General Castelo Branco, n.º 11, em Macau; - Avenida do Almirante Lacerda, n.ºs 179 a 183A e Avenida do General Castelo Branco, n.ºs 1 a 9, em Macau, (Edifício Iat Keng Lau Bloco I e II). 2. Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam à Recebedoria destes serviços, situado no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Serviços da RAEM das Ilhas, para os efeitos do respectivo pagamento. 3. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 4 de Dezembro de 2020. O Director dos Serviços de Finanças, Iong Kong Leong
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Remuneração O candidato seleccionado auferirá uma remuneração anual de MOP1.374.100 (aproximadamente USD169.640) ou superior, tributável, de acordo com as respectivas qualificações académicas e experiência profissional. Em Macau, actualmente a taxa máxima do imposto sobre o rendimento é de 12%, mas a taxa efectiva situa-se entre os 5% e 7% após várias isenções discricionárias. Além de uma remuneração competitiva, a UM oferece ainda uma série de benefícios, incluindo seguro de saúde, Fundo de Previdência, alojamento/subsídio de residência e outros subsídios. Para mais detalhes sobre as regalias para os funcionários, é favor visitar https://www.um.edu.mo/admo/vacancy_faq/. Procedimentos de candidatura As informações mais detalhadas sobre este lugar estão disponíveis em https://career.admo.um.edu. mo/. Nomeada pela UM, a empresa Perrett Laver prestará serviços de consultoria para o recrutamento deste cargo. É favor enviar uma carta de candidatura, um currículo vitae detalhado em inglês e outros materiais relacionados com a candidatura para o seguinte endereço, com a indicação do número de referência FAH/DEAN/01/2021. 1901 Wilson House, 19-27 Wyndham Street, Central, Hong Kong Email: jesse.sloane@perrettlaver.com Tel: +852 36198214 Este lugar permanecerá aberto até que seja preenchido. A análise das candidaturas e a nomeação começarão de imediato. É favor entregar os materiais de candidatura até 22 de Fevereiro de 2021 para garantir uma apreciação atempada. Após a submissão da candidatura, os candidatos que não sejam convidados para entrevista dentro de 3 meses, podem considerar a respectiva candidatura não seleccionada. Para mais informações, é favor contactar o Dr. Jesse Sloane (Tel: +852 36198214). *** Será observada a confidencialidade relativamente aos dados pessoais fornecidos pelos candidatos. Estes dados serão apenas usados para os processos de candidatura ***
TELEFONE 28752401 | FAX 28752405 E-MAIL info@hojemacau.com.mo
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** Em caso da igualdade de qualificações académicas e experiência profissional, será dada prioridade aos detentores de Bilhete de Identidade de Residente Permanente de Macau **
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quinta-feira 14.1.2021
DIREITOS HUMANOS PEQUIM DEFENDE-SE DE EXIGÊNCIAS DE REINO UNIDO
Prontos para a luta
A
China declarou ontem que vai defender-se da exigência do Reino Unido de que as empresas britânicas assegurem importações e exportações não ligadas a trabalho forçado, vinculado à região chinesa de Xinjiang, sob pena de multas. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, disse que a China “tomará todas as medidas necessárias para defender os interesses nacionais, a dignidade e salvaguardar com firmeza os seus interesses soberanos, de segurança e de desenvolvimento”. “Países, como o Reino Unido, têm apoiado, inventado e deliberadamente espalhado mentiras e rumores para difamar e desacreditar a China sob pretexto das chamadas questões de direitos humanos”, disse Zhao aos jornalistas na sua conferência diária. “Isso expõe totalmente a sua hipocrisia e intenções sinistras de conter o desenvolvimento e o progresso de Xinjiang e interferir nos assuntos interno da China” referiu ainda o porta-voz chinês.
denunciou na terça-feira a “barbárie” das autoridades chinesas em relação aos uigures, anunciando medidas para proteger esta minoria muçulmana na região de Xinjiang.
Raab disse que a atitude de Pequim face aos uigures é uma “barbárie que se esperava relegada ao passado, mas que se pratica hoje”, numa declaração perante os deputados britânicos,
“Países, como o Reino Unido, têm apoiado, inventado e deliberadamente espalhado mentiras e rumores para difamar e desacreditar a China sob pretexto das chamadas questões de direitos humanos.” ZHAO LIJIAN PORTA-VOZ DO MNE CHINÊS
ACUSAÇÕES BRITÂNICAS
O chefe da diplomacia britânica, Dominic Raab,
evocando “a detenção arbitrária, a reeducação política, o trabalho forçado, a tortura e a esterilização forçada”. Perante estas “violações inaceitáveis dos direitos humanos”, o Reino Unido tem o “dever moral” de reagir, acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, anunciando medidas para proibir as importações e exportações vinculadas ao trabalho forçado dos uigures. “Temos de agir para garantir que as empresas britânicas não participam das cadeias de abastecimento que chegam desde os campos de internamento em Xinjiang", explicou Raab, destacando a necessidade de “garantir que os produtos resultantes de violações dos direitos humanos não acabam nas prateleiras dos supermercados” onde os britânicos fazem compras. No início deste mês, a rede de armazéns britânica Marks & Spencer comprometeu-se a não usar algodão de Xinjiang nas roupas que vende. Os uigures são o principal grupo étnico em Xinjiang, uma enorme região no noroeste da China que tem fronteiras comuns com o Afeganistão e com o Paquistão.
Região JAPÃO ALARGADO ESTADO DE EMERGÊNCIA A MAIS SETE REGIÕES
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governo do Japão declarou ontem o estado de emergência em mais sete regiões, alargando assim a medida extraordinária em vigor na região de Tóquio desde a semana passada, devido ao aumento de casos de covid-19 no país. O primeiro-ministro, Yoshihide Suga, anunciou a decisão depois de se reunir com o grupo de trabalho do governo para a pandemia e no mesmo dia em que o número total de infecções no Japão ultrapassou as 300.000. As mortes ligadas ao novo coronavírus praticamente duplicaram no último mês para cerca de 4.100. A medida, que entra em vigor na quinta-feira e se prolonga até 7 de
Fevereiro, diz respeito às prefeituras de Osaka, Quioto, Aichi, Hyogo, Fukuoka, Gifu e Tochigi, que se juntam assim a Tóquio e às zonas circundantes de Chiba, Kanagawa e Saitama, onde o estado de emergência está em vigor desde dia 8. Com o alargamento, 55 por cento da população do Japão e as regiões que reúnem a maior parte da sua actividade económica ficam sob estado de emergência. O estado de emergência implica restrições no horário de bares e restaurantes, determina que 70 por cento dos funcionários devem ficar em tele-trabalho e recomenda aos cidadãos que fiquem em casa sempre que possível.
O Executivo decidiu voltar a recorrer à medida, que foi utilizada na Primavera durante a primeira onda de contágios com o novo coronavírus, devido ao aumento de casos nos últimos dias. Os hospitais de Osaka, Aichi, Quioto e Hyogo estão sob pressão face à acumulação de doentes com sintomas graves de covid-19. O ministro da Saúde, Yasutoshi Nishimura, assinalou na terça-feira no parlamento a necessidade de “reverter a tendência” de crescimento e afastou para já o alargamento do estado de emergência a todo o território.
Covid-19 115 casos entre terça e quarta-feira A Comissão de Saúde da China anunciou ontem que identificou 115 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, incluindo 107 por contágio local. A maior parte dos casos locais registou-se na província de Hebei (90), que circunda Pequim, onde foi detectado um novo surto, que levou as autoridades chinesas a impôr quarentena em três cidades, incluindo na capital, Shijiazhuang, com 11 milhões de habitantes. Os restantes casos de contágio local foram detectados nas províncias de Heilongjiang (16) e de Shanxi. Já os oito casos
importados foram diagnosticados na cidade de Xangai e nas províncias de Guangdong e Fujian. As autoridades chinesas indicaram ainda que foram detectados 38 doentes assintomáticos, três dos quais oriundos do exterior, apesar de estes casos só serem considerados confirmados se manifestarem sintomas. A Comissão de Saúde da China disse que, nas últimas 24 horas, 28 pacientes receberam alta, pelo que o número de pessoas infectadas ativas no país se fixou em 784, incluindo 21 em estado grave.
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HM • 2ª VEZ • 14-1-21
ANÚNCIO ACÇÃO ORDINÁRIA
CV3-20-0033-CAO
3º Juízo Cível
- AUTORA: 誠光投資有限公司, com sede em Macau no Pátio do Comandante Mata e Oliveira, nº169, Edifício Kam Loi, 2º andar. - RÉUS: 1. Tsang Chuck Hung, feminino, residente em Macau na Rua dos Cules, nº3, 1º andar; 2. Lai Koi Lap, masculino, com última residência conhecida em Macau na Rua dos Cules, nº3, 1º andar, ora ausente em parte incerta; 3. Bunsaen Phannee, feminino, com última residência conhecida em Macau na Rua dos Cules, nº3, 1º andar, ora ausente em parte incerta. *** FAZ-SE SABER que, por este Juízo e Tribunal, correm éditos de TRINTA (30) DIAS, contados da segunda e última publicação dos respectivos anúncios, CITANDO os 2º e 3ª Réus acima identificados, para no prazo de TRINTA (30) DIAS, contestarem, querendo, a Acção Ordinária, acima identificada, conforme tudo melhor consta da petição inicial, cujos duplicados se encontram neste 3º Juízo Cível à sua disposição e que poderão ser levantados nesta secretaria, sob pena de não o fazendo no dito prazo, seguir o processo os ulteriores termos até final à sua revelia. Se não contestarem, não se consideram reconhecidos os factos articulados pela Autora. Consigna-se que é obrigatória a constituição de advogado, no caso de quererem contestar. Em síntese, A Autora, pede que a acção seja julgada procedente, devendo ser declarada a inexistência de qualquer direito dos Réus sobre o prédios nº3-1 e nº32, da Rua dos Cules, correspondente à moradia aí implantada e em consequência: A) Ser declarada nula a inscrição nº257167G, de 07/08/2013, do domínio útil do prédio nº3-2, na quota 455/1000 e 545/1000, respectivamente, a favor da 1ª Ré Tsang Chuck Hung, e do 2º Réu Lai Koi Lap, casado com Bunsaen Phannee, por erro registral, resultante do inventário facultivo que correu termos sob o nºCV1-11-0067-CIV, por morte de Lai Leng, a 21 de Dezembro de 1998; B) Ser ordenada a anexação das descrições sob os nºs 1450 e 19312, por os prédios nº3-1 e nº3-2, terem sido demolidos, dando lugar a um único prédio urbano, apenas, com o nº3-1, constituído por uma moradia, composta de rés-do-chão e dois andares, com a área de 207.96m2. Tudo como melhor consta da petição inicial que se encontra nesta Secretaria à disposição dos citandos.
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retrovisor Luís Carmelo
14.1.2021 quinta-feira
Tudo é loucura já
A liberdade problemática
L
EMBRO-ME sempre de Sebald, quando se fala da necessidade de esquecer a história de um modo intencional e compulsivo. Foi o que a Alemanha fez após a segunda grande guerra mundial. No fundo, é o que todas as narrativas fazem ao deixarem de lado o que não interessa a cada presente que as lê. Os nacionalismos e os colonialismos de todo o tipo - e de todos os tempos - sempre trabalharam desse modo. Se o esquecimento compulsivo pode atrair a ordem e uma coerência artificial dos factos, não deixa de ser verdade que o oposto - o esquecimento não compulsivo - atrai muitas vezes o acaso. A razão é simples: se o esquecimento não compulsivo está relacionado com uma quebra de continuidade e de controlo, o acaso, por seu lado, dá-se bem com saltos improváveis a que a realidade por vezes se reduz assim que a bússola e a mão de comando se dissipam. O par ‘esquecimento não compulsivo’ vs. ‘acaso’ é um tema maior do nosso tempo e pode ser verificado todos os dias na actualidade política, na expressão da guerra (não necessariamente clássica), nos media, nas crises financeiras, na prolixidade dos comentadores, na redundância das campanhas eleitorais e até na estética publicitária. As obras de Paul Auster reflectem estas realidades de um modo particularmente incisivo. Em quase todos os seus livros se prenuncia uma catástrofe. É assim no desfecho suicidário de Música do Acaso (1990), quando Nashe leva ao extremo a intriga em que se deixa envolver; e é assim quando o mestre Yehudi de Mr. Vertigo (1994), o caderno vermelho de Quinn (da Trilogia de Nova Iorque) e o livrinho preto dos telefones (achado por Maria Turner, em Leviathan – 1992) desencadeiam, cada um a seu modo, sucessivos movimentos de dominó nos destinos das personagens. O desconcerto assenta sempre em lapsos de memória, ou melhor, em descontinuidades entre o presente imediato e aquilo que o antecede, e apresenta-se ao leitor, por vezes explicitamente, sob a forma do acaso. Para além disso, Paul Auster sempre explorou as semelhanças entre os acontecimentos mais diferenciados entre si. Este ponto de partida, baseado na equivalência do improvável, parece por vezes sobrepor-se a qualquer tipo de lógica. É o caso, no romance Música do Acaso, dos paralelismos entre as infâncias de Pozzi e de Nashe e entre os destinos de Flower e de Willie. É também o caso do paralelismo formal que se desenha entre os desaparecimentos de Sachs e de Dimaggio,
em Leviathan, e, por outro lado, do tipo de simulação praticado por Quinn/Auster na Trilogia de Nova Iorque e por Maria/ Lilian em Leviathan. É ainda o caso das semelhanças que são propostas entre o ponto de partida da própria vida de Nashe (em Música do Acaso) e o que acontece na vida de Walter, no final da segunda parte de Mr. Vertigo. Vale a pena seguir estas pistas exemplares. As semelhanças – que atravessam a superfície lisa ou enrugada dos acontecimentos – narradas por Paul Auster não andam muito longe da interpretação que os media e os governos contemporâneos levam a cabo em situações limite. A tentação de relacionar o ‘não relacionável’ faz parte de um modo de entender o mundo, no qual o desejo adoraria transformar-se em profecia. De alguma maneira, encontramos materializado em Paul Auster aquilo que Gianni Vattimo designou por “liberdade pro-
blemática”. Quer isto dizer que a liberdade, tal como é tratada pelo escritor, se transforma quase sempre em algo insuportável, parte da curva de um labirinto maior onde a interpretação acaba por se esgotar, enclausurada que se sente por obsessões tão profundas que não cabem na cartografia das explicações. A questão do terrorismo coloca-se igualmente neste tipo de parábolas actuais que disputam toda uma possível história do sentido. O mundo metaforizado por Paul Auster é, afinal, um mundo muito real, dominado por disjunções inexplicáveis e por ameaças maiores que, no entanto, nunca se tornam inteligíveis. O que acontece supera quase sempre a sua significação. É um facto que sempre existiu uma relação particularmente difícil entre a ética (o ‘dever ser’ interior) e as práticas do terror ou do mal. Susan Neiman afirmou que, desde o Iluminismo até ao presente, sempre existiram dois
É a “liberdade problemática” que age com as suas obsessões perigosas e irracionais, de que Trump será por estes dias a imagem mais evidente, mas também a figura que eu irei para sempre tratar ao nível do esquecimento compulsivo. Outra coisa não merece esse diabo
pontos de vista antagónicos a este respeito. O primeiro, que vai de Rousseau a Hannah Arendt, insiste que a moral nos obriga a tornar o mal inteligível. O outro, que vai de Voltaire a Jean Améry, insiste que a moralidade nos obriga a não o fazer. Esta ambiguidade traduz um campo fértil para a entrada em cena da personagem mais espessa do nosso espectáculo actual: a crise. É difícil ter visto os arruaceiros que invadiram o Capitólio em Washington DC (e a complacência da polícia que os recebeu) e esquecer as incongruências anunciadas, anos antes, pelo mundo literário de Paul Auster. O incompreensível atrai sempre o sabor de uma impossibilidade que, de repente, já está a acontecer diante dos nossos olhos. É no movimento dessa atracção que reside justamente o que se entende por crise. Só que na realidade o acaso parece sempre premeditado como se fizesse parte de uma conjura maior, enquanto na ficção literária ele consegue ter um brilho próprio que se assemelha a uma promessa ou a uma velada predição. Em ambos os casos é a “liberdade problemática” que age com as suas obsessões perigosas e irracionais, de que Trump será por estes dias a imagem mais evidente, mas também a figura que eu irei para sempre tratar ao nível do esquecimento compulsivo. Outra coisa não merece esse diabo.
ARTES, LETRAS E IDEIAS 13
quinta-feira 14.1.2021
quanto em redor alvejo!...
Diário de próspero António Cabrita
Gógou, a insubmissa
10/01/21
Falam em árabe, na mesa do lado, em voz muito alta, e parece-me que cada um deles só comunica ao outro o que lhe falta. Instala-se uma aspereza gutural que cospe caroços e recorta em modo rouco aquilo que é. Falam e pressinto o ar desmembrado à navalhada ou palpita-me que estou prestes a surpreender esse insólito momento em que um coração se funde num cacto. Lá fora, as folhas da acácia vermelha, finas como dedos, tocam ao vento um piano invisível.
11/01/21
«A tragédia do homem isolado interessa-nos naturalmente muito menos que aquela da coisa pública, causada pelo homem isolado», anotou Brecht, a propósito da peça de Shakespeare, Coroliano, em 20/05/51, nos seus Diários de Berlim. Fala do homem que se acoita no poder. Mas também Brecht, como Coroliano, pensava o seu papel insubstituível na esfera de acção cultural na RDA e a sua tragédia pessoal foi a merencória tristeza com que se foi apercebendo que a sua “liberdade” era cada vez mais um adorno do regime. Daí que, como defende Hannah Arendt, foi, paradoxalmente, quando reuniu as melhores condições de trabalho que a sua criatividade como dramaturgo diminuiu. Nos últimos anos, Brecht era claramente um homem esgotado. Embora sejam notáveis os poemas “mínimos” que foi escrevendo com uma limpeza e uma sabedoria “muito chinesas” e que constituiriam as Elegias de Buckow. Eis algumas: DIA QUENTE Dia quente. Com a pasta de escrita nos meus joelhos/ sento-me no caramanchão. Um barco verde/ cruza os prados à vista de todos. Na popa,/ uma freira gorda com vestes grossas. À frente dela,/ um homem idoso de roupa de banho, provavelmente um padre./ No banco de remo, remando com afinco,/ um rapazote. Como nos velhos tempos! Penso,/ como nos velhos tempos! FUMAÇA/ A casita sob as árvores à beira do lago./ A fumaça sobe do telhado./ Em faltando,/ como ficariam desconsolados/ casa, árvores e lago. ABETOS/ Pela manhã/ são acobreados os abetos./ Era já assim que os via/ há meio século atrás,/ duas guerras mundiais atrás,/ com olhos jovens.
12/01/21
Lembremo-nos de Nunca ao Domingo (1960), de Jules Dassin, uma variação, em farsa, do mito de Pigmalião.
No porto de Pireu, mora Ilya (Melina Mercouri), uma prostituta independente e popular, de espírito livre e generosa, que aos domingos convida os seus clientes para sua casa, apenas para entretê-los com comida, bebida e música, grátis. Chega à cidade um intelectual americano, Homer Thrace (Jules Dassin), procurando as causas do declínio da Grécia de Platão e Aristóteles. Ao conhecer Ilya e seu modo de vida, conclui que ela é o símbolo vivo das causas do declínio, e propõe-se a uma campanha para “salvá-la” por meio de sua educação, o que permitirá que ela abandone a prostituição e encontre uma vida melhor. Na luta entre o normativo e a “joie de vivre” é o educador quem acabará por ceder. É um filme maravilhoso e desopilante e absolutamente anarca, e a força de Ilya, que mete de pantanas a propriedade privada e qualquer moral burguesa,
arrasa tudo, como quem não quer a coisa. Neste filme, o desespero é o cancro social e a alegria ontológica. Este filme devia ser vendido como complemento do livro de Katerina Gógou, Três Cliques à Esquerda... (Barco Bêbado), outra grega anarca, actriz e poeta, devastadora, inclemente e suicida, e onde tudo funciona absolutamente ao contrário: o cancro devém ontológico, posto que não se enxerga escapatória ao mandamento social. Katerina (1940-93) propõe então o combate: «Sei que há areais infindáveis/ e árvores junto ao mar/ e que o amor é uma coisa maravilhosa./ Mas antes era preciso acabarmos com os porcos.», e avisa o rebelde que não espere descanso ou recompensas, de que só lhe restarão alguns pequenos prazeres sornas arrancados à voragem da rebelião: «A nossa vida é/ bofes de fora em vão/ em greves combinadas/ bufos e carros-patrulha./ Por isso é que te
Esta edição da Barco Bêbado é, mais uma vez, belíssima, com desenhos fortes de Gonçalo Pena e um grafismo à altura, cheio de punch, de Paulo da Costa Domingos, a demonstrar que alguns mais velhos estão para durar
digo./ Da próxima vez que dispararem contra nós/ nada de dar à sola. É medir forças contra eles./ Nada de vender a nossa pele ao desbarato pá./ Não. Chove. Dá-me um cigarro.» É um livro exasperador, sem um poro que não esteja betumado pelo desespero: «Enlouqueço dentro de um sonho/ meu e dos meus amigos, em sucessivos ataques de nervos/ choros histéricos, vómitos de bebedeira e nojo/ tentativas de suicídio e inúteis/ resoluções/ de mudar de vida.» Quando este seu livro apareceu em 1978, propagou-se como uma labareda e vendeu mais de 40 000 exemplares. Neste momento, está a ser redescoberto e traduzida por toda a Europa. Talvez Katerina Gógou esteja para estes tempos de biopolítica como Maiakovski esteve para a revolução russa: puro arame-farpado, é um grito necessário porque nos coloca a nu. E, como a do russo (ou a de Brecht), esta não é uma arte blindada; truculenta, anti-retórica, não se imaginem aqui sentidos figurados, costuras, dependências ou auto-complacências que se acalentem ou fiquem por expôr: « Bom dia doutor./ Não./ Não se levante. De resto, não tenho nada de grave./ O do costume./ Passe-me valium metaqualona triptizol — já sabe de cor —/ Torne-me socializável/ arrume-me, vá,/ junto dos seus semelhantes/ junto aos seus bufos/ foda-me se quiser/ bonitas as gravuras na parede./ Aqui tem uma nota de mil/ e dê-me lá a receita/ porque já perdi a paciência meu paneleiro de merda/ e dê por onde der vou rebentar./ Não. Não se levante doutor. Não é grave./ Obrigada./ Muito bom dia.» Leia-se este livro como uma espécie de A Arte de Rebelião Para as Novas Gerações, na esteira do justamente famoso livro de Raoul Vaneigem. Sobreavisando: não se espere consolo, o livro detona, como um convite à decisão. Esta edição da Barco Bêbado é, mais uma vez, belíssima, com desenhos fortes de Gonçalo Pena e um grafismo à altura, cheio de punch, de Paulo da Costa Domingos, a demonstrar que alguns mais velhos estão para durar.
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 9
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2 5 9 6 8 3 8 4 3 1 50 1 7 3 8 1 9 1 0 7 0 2 8 1 7 6 8 3 6 2 8 4 7 5 5 3 9 7 4 5 0 6 2 9 3 4 6 0 5 5 9 8 6
PROBLEMA 10
9
12
1 8 0 7 9 5 4 9 3 8 6 1 7 2
HUM
Os rebeldes que lideram uma ofensiva contra o regime do Presidente da República Centro-Africana, Faustin Archange Touaderá, recentemente
2 5 - 7 0 %´ •
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eleito, realizaram ontem dois ataques simultâneos na entrada de Bangui, que foram repelidos, disse o Ministro do Interior centro-africano.
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BAHT
Os dois ataques, confirmados pelo ministro centro-africano Henri Wanzet Linguissara à agência de notícias AFP, também foram cor-
0.27
YUAN
1.23
roborados por dois funcionários da missão da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA), sob condição de anonimato.
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MAX
Cineteatro 8
C I N E M A
SALA 1
0 7 1 8 5 6 9 1 3 2 8 0 4 8 3 7 WILD MOUNTAIN THYME [B] Um filme de: John Patrick Shanley 0 3 Com: Emily6 Blunt, 4 Jamie Blant, Christopher 2 Walken 9 7 4 14.30, 21.30 8 1 5 9 7 3 4 6 9 5 6 2 1 0 2 5 LOVE YOU FOREVER [B]
FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Yoyo Yao Com: Lee Hongchi, Li Yitong 16.45, 19.15
10
0 2 8 9 4 6 1 8 5 7 9 1 3 5 7 0 6 9 0 5 1 3 2 4 2 8 4 3 8 1 5 2 7 www. 4 3 6 hojemacau. 9com.mo 0 6 7
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4 7 5 9 8 1 2 0 3 6
SALA 2
3 6 2 9 0 EM2JAPONÊS8 4 FALADO LEGENDADO EM CHINÊS Um 9filme de:4Sotozaki6Haruo 1 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 6 5 1 2 OK! MADAM [B] 2 EM1JAPONÊS5 7 FALADO LEGENDADO EM CHINÊS Um 5filme de:0Solozaki3Haruo 6 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 7 3 4 0 1 8 9 5 4 7 0 8 8 9 7 3
5 3 7 0 9 8 6 2 1 4
THE MOVIE DEMON SLAYER: KIMETSU NO YAIBA MUGEN TRAIN [C]
SALA 3
UM DOCUMENTÁRIO HOJE O ano de 2020 será certamente recordado ao longo de outros tantos, muito provavelmente, pela confluência de uma série acontecimentos com larga repercussão mundial, à imagem das eleições norte-americanas ou da morte de George Floyd, que tiveram sempre como pano de fundo a pandemia de covid-19. Realizado pelos criadores de Black Mirror, “Death to 2020” é um documentário satírico, que usa o humor como vacina para purgar um ano traumático. Hugh Grant, Samuel L. Jackson, Lisa Kudrow, Kumail Nanjiani, Kristin Milioti, entre outros, fazem parte do elenco que dá vida ao painel composto por historiadores, comentadores, cientistas, jornalistas, psicólogos, que inclui ainda os inputs de uma “soccer mom”, da Rainha de Inglaterra e do “cidadão comum”. Pedro Arede
DEATH TO 2020 | CHARLIE BROOKER E ANNABEL JONES (2020)
1 4 6 5 3 7 3 5 7 2 9 0 2 0 3 4 6 8 9 6 4 8LOVE2YOU FOREVER 1 7 8 2 1 4 3 8 7 5 9 0 6 6 Propriedade 1 0 Fábrica 7 5de Notícias, 9 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 0 Gonçalo 3 9M.Tavares; 6 7Inês Oliveira; 4 João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; Olavo Rasquinho; Paul 5 Chan 9 Wai1Chi;0Paula8Bicho; 2 Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de 4 Santo 2 Agostinho, 8 3 n.º119, Centro 5 Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
opinião 15
quinta-feira 14.1.2021
um grito no deserto PAUL CHAN WAI CHI
P
Luz ao fundo do túnel
ODEMOS olhar para 2020 como um dos mais negros da nossa História, ou como o ano em que despertam as primeiras luzes da alvorada. Não sei se algum dos meus leitores viu o filme “Doze Macacos”? A trama é a seguinte, um vírus mortal escapa inadvertidamente do laboratório causando a morte da maioria da população mundial. Aos sobreviventes não resta outra opção senão ocupar o subsolo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) provou, na forma como lidou com a pandemia, não passar de uma organização incapaz de lidar com a defesa da população a nível global perante a ameaça que representa o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Se assim não fosse, a nova variante da Covid-19, identificada no Reino Unido e na África do Sul, já há muito teria sido detectada e eliminada. Se os cientistas da OMS não conseguem encontrar a origem do SARS-CoV-2, mais valia afirmarem que o vírus surgiu de um “buraco negro” no espaço. Estou convencido que muitas pessoas iam acolher esta versão com entusiasmo. Os “buracos negros” politicos e económicos podem ser encontrados a cada esquina deste planeta. 2020 foi um ano difícil para Macau. Quanto a Hong Kong, se conseguir sobreviver, já terá alcançado uma vitória. A economia de Hong Kong continua letárgica e a esperança de vir a ser a região que mais rapidamente iniciará a retoma económica na Ásia, já se desvaneceu. Se não fosse o apoio do turismo da China continental, a situação de Macau teria sido ainda pior. No entanto, até quando é que o Governo conseguer aguentar uma política de preços promocionais para promover o turismo local e quando é que poderemos vir a ter um vislumbre do fim do buraco negro? O Governo da RAE suspendeu o depósito de verbas nas contas individuais do regime de poupança central devido à queda abrupta das receitas fiscais, o que provocou o descontentamento de muitos cidadãos. Para mais, o Chefe do Executivo não convocou novos elementos com vontade de integrarem o Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais, tendo simplesmente renovado os mandatos de 25 dos actuais membros deste Conselho, atitude que foi criticada por pessoas fora do sistema. Não podemos deixar de nos interrogar se as próximas eleições para a Assembleia Legislativa, agendadas para este ano, não virão a ser um jogo político com um resultado sabido de antemão. Para alcançarmos o fim da escuridão, precisamos de gente determinada e inovadora. Em 2020, para além de submersa
na “fadiga anti-epidemia”, a sociedade de Macau não conseguiu vislumbrar quaisquer saídas noutros aspectos. Tudo gira à volta da “Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”, não parece existir outro caminho para além deste. Se assim continuarmos, mesmo que a primeira luz da manhã surja no horizonte, Macau não vai encontrar o caminho para sair da escuridão. Não é assim tão difícil sair da escuridão, o que é difícil é perceber a importância de lá sair. Durante muito tempo, Macau viveu nos casinos onde a luz do Sol não entra nem pode
Quando uma pessoa consegue produzir uma centena de sons diferentes, é um prodígio; quando centenas de pessoas só conseguem produzir um único som, é um triste facto social. Se virmos a luz mas não a tentarmos alcançar com determinação suficiente, ficamos encerrados na escuridão
ser vista. As indústrias tradicionais da cidade desapareceram, e o sector da manufactura acabou por morrer. A cidade foi entregue ao circuito do consumo. Torna-se muito difícil voltar a enveredar pelo caminho da inovação e do empreendedorismo. E mesmo que surja uma luz no fundo do túnel, haverá sempre alguém que a vai querer obstruir para que não perturbe a paz da escuridão. Podemos comparar esta situação a um edifício com elevadores. Morar nos andares superiores é gratificante, mas quando todos os elevadores se avariam, ter de subir as escadas até ao topo é sem dúvida um grande desafio. E quantas pessoas em Macau estão à altura deste desafio? Com o arranque da vacinação contra a SARS-CoV-2 a nível global, estima-se que em meados 2021, quando o número de pessoas infectadas rondar os 100 milhões, a pandemia comece a decrescer. Em Setembro, altura em que as eleições legislativas de Macau e de Hong Kong terão lugar, os resultados de ambas vão indicar se estas cidades irão ou não sair do buraco negro em que se encontram mergulhadas. Quando uma pessoa consegue produzir uma centena de sons diferentes, é um prodígio; quando centenas de pessoas só conseguem produzir um único som, é um triste facto social. Se virmos a luz mas não a tentarmos alcançar com determinação suficiente, ficamos encerrados na escuridão.
Ex-deputado e antigo membro da Associação Novo Macau Democrático
“Não é na novidade mas no hábito que descobrimos os maiores prazeres.” PALAVRA DO DIA
Raymond Radiguet
quinta-feira 14.1.2021
HWR RELATÓRIO SOBRE DIREITOS HUMANOS ARRASA PRESIDÊNCIA DE DONALD TRUMP
Carne de porco Prevista manutenção de preços até Ano Novo Chinês
Au Kam Lon, representante da Nam Kwong, disse que o preço da venda de porcos vivos não deverá aumentar até ao Ano Novo Chinês, noticiou ontem o canal chinês da Rádio Macau. Também não está prevista uma descida dos preços uma vez que as duas grandes empresas importadoras de produtos alimentares, a Nam Kwong e Nam Yuen, já adquiriram um número suficiente de animais vivos, a fim de assegurar a estabilidade do fornecimento da carne de porco. Au Kam Lon disse que actualmente chegam ao território, diariamente, entre 230 a 250 animais, e que caso haja necessidade, no período das festividades, podem chegar até 300 porcos vivos por dia. O representante da Nam Yuen, Wong Kai Chok, adiantou que 80 por cento dos porcos vivos chega da província de Guangdong, esperando que possa haver mais um ou dois locais adicionais de fornecimento, a fim de aliviar a pressão das fontes habituais de importação.
Ano Novo Lunar Cancelada Feira das Vésperas
Tendo em conta a “evolução epidemiológica das regiões vizinhas” e as “necessidades reais de prevenção”, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) divulgou ontem um comunicado a anunciar o cancelamento da Feira da Vésperas do Ano Novo Lunar de 2021 e a venda de pivetes e ventoinhas nas tendas temporárias. “O IAM espera que os habitantes compreendam esta suspensão e que todos continuem os esforços de prevenção da epidemia, contribuindo para reduzir o risco de propagação da doença”, pode ler-se na mesma nota. O valor do concurso será integralmente devolvido aos titulares das licenças das tendas.
Quatro anos desastrosos
O
S quatro anos de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos foram “um desastre” para os Direitos Humanos, considerou ontem a organização Human Rights Watch (HRW), manifestando esperança numa mudança de paradigma com o Presidente eleito Joe Biden. No seu relatório anual, no capítulo intitulado “O Desafio de Biden: Resgatar o Papel dos Estados Unidos para os Direitos Humanos” e quase sempre em torno do papel norte-americano, a HRW sublinha que Trump foi um Presidente “frequentemente hostil e indiferente” em relação aos Direitos Humanos, quer interna quer externamente. Razão mais do que suficiente para que a organização de defesa e promoção dos Direitos Humanos, com sede em Nova Iorque, veja no vencedor das eleições presidenciais norte-americanas de 3 de Novembro, Joe Biden, que será empossado a 20 deste mês, como “uma oportunidade para uma mudança fundamental de rumo”, tal como escreve o director executivo da HRW, Kenneth Roth. “Donald Trump foi um desastre para os Direitos Humanos. Internamente, desrespeitou as obrigações legais que permitem que as pessoas que temem pelas suas vidas procurem um refúgio, retirou crianças migrantes aos seus pais, deu um poder aos supremacistas brancos e fomentou o ódio contra as minorias raciais e religiosas”, lê-se no preâmbulo do documento. Para Roth, o Presidente cessante norte-americano “fechou os olhos” ao racismo no policiamento, “removeu as protecções legais” para lésbicas, gays, bissexuais e
condenações à Venezuela, Cuba ou Irão soaram como ocas quando efectuou, paralelamente, elogios à Rússia, Egipto, Arábia Saudita ou Israel.
SEM EUFORIAS
Relatório da Human Rights Watch “Donald Trump foi um desastre para os Direitos Humanos. Internamente, desrespeitou as obrigações legais que permitem que as pessoas que temem pelas suas vidas procurem um refúgio, retirou crianças migrantes aos seus pais, deu um poder aos supremacistas brancos e fomentou o ódio contra as minorias raciais e religiosas.”
transgénero (LGBT), “revogou as protecções ambientais” para o ar puro e água , e “procurou minar” o direito à saúde, “especialmente na saúde sexual e reprodutiva e para os mais idosos”. Internacionalmente, Trump “aproximou-se de um autocrata amigável”, à custa de “populações abusadas”, promoveu a venda de armas para governos implicados
em crimes de guerra e atacou ou retirou os Estados Unidos de iniciativas internacionais importantes para defender os direitos humanos, promover a justiça internacional, divulgar saúde e prevenir as alterações climáticas. “Esta combinação destrutiva fez erodir a credibilidade do Governo dos Estados Unidos, mesmo quando não reagiu a abusos. As
Por outro lado, o apoio a liberdade religiosa no estrangeiro acabou por ser minado devido à política islamófoba nos Estados Unidos. “A administração Trump impôs sanções específicas e outras punições ao governo chinês e a entidades corporativas pelo envolvimento em violações de direitos humanos, mas o seu próprio fraco histórico em humanos direitos, os seus motivos evidentes em criticar Pequim e o bode expiatório da China pelos seus próprios fracassos pandémicos deixaram essas intervenções com tudo menos com princípios, tornando difícil trabalhar com aliados”, escreve o diretor executivo da Human Rights Watch. No entanto, Roth considera que seria “ingenuidade” ver a futura presidência de Biden como uma “panaceia” para todos os males. “Nas últimas décadas, a chegada de um novo residente da Casa Branca tem trazido oscilações selvagens na política de direitos humanos dos Estados Unidos. George W. Bush com a ‘Guerra Global ao Terrorismo’, com as sistemáticas torturas em Guantánamo, Barack Obama, apesar de ter rejeitado parte dessa política, manteve e expandiu os ataques com ‘drones’ [aparelhos aéreos não-tripulados], vigilância intrusiva e venda de armas a autocratas desagradáveis”, acrescenta-se Roth na introdução do relatório.
TURISMO APELOS PARA PREVENIR PANDEMIA DA COVID-19 PRESSIONAM SECTOR HOTELEIRO
N
PUB PUB.
O seguimento dos apelos lançados pelas autoridades de saúde da China e de Macau para evitar viagens desnecessárias, o presidente da direcção da Associação de Indústria Turística de Macau, Wong
Fai, espera que o sector hoteleiro do território enfrente alguma pressão durante as festividades do ano novo chinês. Segundo o jornal Cidadão, o responsável não espera que a taxa de ocupa-
ção hoteleira traga registos animadores, já que o número de reservas para o período do ano novo chinês é baixo e tem havido cada vez mais cancelamentos, tanto para o final de Janeiro, como para o início de Fevereiro. De
acordo com a mesma fonte, Wong Fai diz mesmo que o sector está “pouco optimista” para o período do ano novo chinês. Já de acordo com o canal chinês da TDM – Rádio Macau, o subdirector da
Direcção dos Serviços de Turismo (DST), Hoi Io Meng, prevê que o número de visitantes esperados para o ano novo chinês deverá ser menor do que as previsões anteriormente avançadas. Hoi Io Meng lembrou ain-
da que, devido à evolução da pandemia nas regiões vizinhas, a DST decidiu entretanto cancelar o espetáculo de fogo de artifício, as danças do leão e do dragão e a parada de celebração do ano novo chinês. N.W.