hoje macau
Nº 4852 SEGUNDA-FEIRA 13-9-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
MOP$10
GCS
A MAIORIA SILENCIOSA Desde 1992 que não se via em Macau uma abstenção desta ordem. A histórica falta de participação nas eleições de ontem foi justificada pela CAEAL com a pandemia. As listas de Fujian, Pereira Coutinho e Ron Lam foram as grandes vencedoras, enquanto Agnes Lam teve a noite eleitoral mais amarga. PÁGINAS 6 A 9 ÓBITO
DESPEDIDA DE SAMPAIO GRANDE PLANO
HENGQIN
NUNCA VISTO PÁGINAS 4-5
FILIPINAS
ILHAS DE VENDAVAIS PÁGINA 11
CRIME
MORTE NA PRISÃO ÚLTIMA
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Adeus, senhor Presidente ÓBITO
MORREU JORGE SAMPAIO, O PRESIDENTE QUE TESTEMUNHOU A TRANSFERÊNCIA DE MACAU
Faleceu na sexta-feira Jorge Sampaio, Presidente da República portuguesa no momento da transferência de soberania de Macau. Várias personalidades ouvidas pelo HM destacaram a perda de “um bom amigo” de Macau, que quis assegurar “uma transição suave e tranquila”
J
ORGE Sampaio faleceu na sexta-feira, aos 81 anos, no Hospital de Santa Cruz em Carnaxide na sequência de problemas respiratórios e cardíacos. O antigo Presidente da República portuguesa e Chefe de Estado no momento da transferência da administração de Macau para a República Popular da China, a 20 de Dezembro de 1999, é recordado como alguém que fez de tudo para que a transição decorresse sem sobressaltos e de acordo com a Declaração Conjunta, assinada em 1987.
“Nessa altura, já quase tudo o que era importante estava decidido”, lembrou ao HM Vitalino Canas, membro do Partido Socialista (PS), partido de Sampaio, e à data secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. Foi nessa qualidade que Vitalino Canas acompanhou de perto o dossier Macau. “Ele teve a vontade de assegurar uma transição suave, tranquila, cumprindo o que estava internacionalmente acordado entre o Estado português e a China. Jorge Sampaio era uma pessoa muito rigorosa e tinha muito o sentido de responsabilidade.”
eu guardo de uma pessoa que deixa memórias muito especiais”, afirmou.
Visão longíqua
Fernando Lima, ex-assessor de Cavaco Silva, recorda que Jorge Sampaio “foi sempre uma pessoa muito interessada e empenhada para que tudo corresse bem, porque [Macau] era a última referência do tempo do Império português”. Nesse sentido, Jorge Sampaio “fez tudo para que Portugal saísse com a maior dignidade de Macau e para
que os portugueses sentissem orgulho por tudo o que tinham feito em Macau”. Em declarações à TDM Rádio Macau, Anabela Ritchie, ex-presidente da Assembleia Legislativa, falou da perda de “um bom amigo” de Macau. “Recordo-me de ter falado muito com ele, sobretudo nos últimos anos antes da transição. Tivemos muitas ocasiões para conversar, trocar
impressões sobre assuntos de Macau e sempre vi no Doutor Jorge Sampaio o mesmo empenho, o mesmo interesse, a mesma atenção aos assuntos de Macau.” Anabela Ritchie destacou também a preocupação de Sampaio com o projecto da Escola Portuguesa de Macau. “A maneira como ele lidava com as pessoas, o carinho, a amizade, é uma coisa que
Arnaldo Gonçalves, que fez parte da Administração de Rocha Vieira, lamenta a falta de visão de Jorge Sampaio relativamente à manutenção de alguns quadros portugueses após 1999. Havia “a imposição de Lisboa de se fazer um levantamento dos quadros portugueses que estavam na Administração de Macau e pôr fim a contratos. O Presidente era contra a continuação de uma comunidade portuguesa significativa em Macau. A mim pareceu-me mau e uma falta de estratégia. Porque é que os portugueses tinham de sair de Macau, se havia o conceito de autonomia associado à continuação da presença portuguesa?”, questionou. Apesar desta “pedro no sapato, Arnaldo Gonçalves recorda Jorge Sampaio como “uma pessoa afável, que tinha uma relação franca e simpática com a comunidade portuguesa”. A ligação de Sampaio ao processo de transição ficaria ainda marcada por tensões políticas com o Governador Rocha Vieira.Arnaldo Gonçalves disse ter sentido “alguma preocupação [do Presidente] para tentar saber tudo o que se passava e dar orientações muito concretas em aspectos
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relativos à transição”. Mesmo com as tensões, Rocha Vieira manteve-se, em 1996, à frente do último Governo português em Macau, decisão elogiada por Jorge Neto Valente, que preside à Associação dos Advogados de Macau. Dessa forma foi possível que “a transição fosse tranquila, efectivamente, como se fez”, disse à TDM Rádio Macau. “Teria sido muito mau para Macau e para os portugueses ter havido uma alteração” dessa natureza, destacou. Numa nota de pesar publicada nas redes sociais, a secção do PS em Macau lembrou um político que “institucionalmente sempre respeitou Macau” e “tratou sempre com alto nível de consideração todas as autoridades”. “No momento da transição de Macau para China conseguiu estabelecer uma transição harmoniosa, pacifica e respeitadora da história de Portugal, evitando uma via de afrontamento e usando uma estratégia de cooperação. Sempre atento aos problemas da comunidade, Sampaio colocou-se na linha da frente daqueles que protegiam os valores de Macau e censurou os que do território se aproveitavam”, acrescenta a mesma nota.
De Lisboa para a presidência
Jorge Rangel, presidente do InstitutoInternacionaldeMacau eex-secretárioadjuntodeRocha Vieira, destacou que “o papel de Jorge Sampaio não foi determinante, nem especialmente relevante”, pois tudo já estava decidido. “Creio mesmo que ele, por tudo quanto pude ver e
“No momento da transição de Macau para China conseguiu estabelecer uma transição harmoniosa, pacifica e respeitadora da História de Portugal.” SECÇÃO PS EM MACAU
sentir, nem terá alguma vez compreendido Macau, nem terá acreditado no papel que o território poderia desempenhar, após a transição, como plataforma de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa”, criticou. Formado em Direito, Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS entre 1989 e 1992, presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 1990 e 1995 e depois Presidente da República, tendo cumprido dois mandatos entre 1996 e 2006. Após a passagem pela Presidência da República, Sampaio foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações. Actualmente, presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, que fundou em 2013 com o objectivo de dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação. Andreia Sofia Silva
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preservação da vida das gentes locais, garantia do Estado de Direito e continuidade do bilinguismo nas instituições públicas. Estas foram algumas das ideias deixadas por Jorge Sampaio nos discursos que proferiu em várias ocasiões públicas nas duas visitas oficiais que realizou a Macau antes de 1999. A documentação dos arquivos da Presidência da República traça uma rota de memórias dos momentos antes do retorno de Macau para a China. Em Fevereiro de 1997, na cerimónia de inauguração do edifício dos tribunais de primeira instância, Sampaio destacou a importância da Declaração Conjunta, que estabeleceu “a preservação da maneira de viver [do território], servida por um largo grau de autonomia das suas instituições, nas quais se compreende o poder judicial independente”. Sampaio referia que é nos tribunais que “sempre residirá a última garantia de que Macau é um território submetido ao Estado de Direito e aos inalienáveis princípios que o integram”. Era importante “dotar os tribunais dos meios adequados para o bilinguismo ser uma realidade integral”. O Presidente da República alertava, na mesma ocasião, para a importância do respeito dos princípios consagrados “para que os tribunais de Macau possam ser, agora e no futuro, os garantes da aplicação da justiça e o lugar seguro em que sempre encontrarão protecção os direitos, liberdades e garantias dos residentes neste território”.
Uma AL multicultural
A ÚLTIMA HOMENAGEM O funeral de Jorge Sampaio realizou-se ontem com honras de Estado. Um longo aplauso marcou a paragem do cortejo fúnebre de Jorge Sampaio junto ao Palácio de Belém, Lisboa, residência oficial do Presidente da República, cargo que ocupou entre 1996 e 2006. Também à chegada aos Jerónimos foi aplaudido por centenas de pessoas, que permanecem no exterior para assistir ao funeral através de um ecrã gigante. A urna foi retirada do antigo picadeiro real, local onde decorreu o velório do antigo Presidente da República, pelas 10h04, de Lisboa, por cadetes das Forças Armadas, e
seguiu em cortejo com escolta de honra, parando minutos depois à porta do Palácio de Belém, como estava previsto no programa das cerimónias. Rosas brancas adornaram a charrete da GNR que transporta a urna, coberta pela Bandeira Nacional, e puxada por quatro cavalos brancos, num cortejo escoltado pela Guarda de Honra da GNR a cavalo. O cortejo fúnebre do antigo Presidente da República Jorge Sampaio chegou ao Mosteiro dos Jerónimos às 10h35 e foi aplaudido por centenas de pessoas, que permanecem no exterior para assistir ao funeral através de um ecrã gigante.
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Também em Fevereiro de 1997, Jorge Sampaio falou numa sessão solene na Assembleia Legislativa (AL), onde lembrou que a Declaração Conjunta acarretava “a prudência de quem sabe não poder comandar todo o destino de toda a História”, mas que tinha um “inequívoco apreço pelos valores essenciais desta comunidade”. O limite temporal de 50 anos estabelecido pelo documento, assinado dez anos antes por Portugal e China, deixava “caminho aberto, transcorrido tal período, para a vontade dos homens e para as oportunidades do tempo”. A declaração, lembrou Sampaio, estabelecia um “paradigma essencial”, que
Nas suas palavras As mensagens de Sampaio durante as visitas a Macau como a necessidade de “ultrapassagem de bloqueios do comércio imobiliário” e “da atribuição a todos de habitação condigna”, sem esquecer a “redefinição da política industrial”, a “hierarquização das prioridades sectoriais de desenvolvimento e de iniciativa cultural” e “o aperfeiçoamento da escolaridade e dos seus sistemas”. era a “preservação da maneira de viver de Macau”. Dirigindo-se aos deputados, Jorge Sampaio destacou a importância de estes “trazerem ao debate político o que melhor se poderá adequar ao aperfeiçoamento das condições de exercício da actividade económica” e "à mais proficiente definição de uma política de trabalho e de segurança social”. O discurso dava conta de alguns dos problemas de que já então o território sofria, tal PUB.
O lugar dos macaenses
No contexto global do final de milénio, Jorge Sampaio dava conta do lugar que Macau poderia ocupar, tal como Hong Kong, num seminário internacional em 1997. O pequeno território representava “um singular elo de união entre os dois extremos do grande continente”, passando “a ocupar uma posição central na política internacional, onde se revelará o futuro das relações entre as duas principais entidades regionais do pós-Guerra Fria”.
Já em Março de 1999, a meses da transição, Jorge Sampaio marcava presença na abertura do terceiro Encontro das Comunidades Macaenses, onde começava por alertar que a transferência do exercício da soberania que se avizinhava não podia ser vista, em caso nenhum, “como o fim de Macau e das comunidades que aqui, ou pelo mundo além, têm esta terra como sua”. “Portugal deixará em breve de administrar Macau. Mas os laços que o ligam às suas gentes e ao seu destino, vivam elas no território, ou algures no mundo, vão manter-se”, assegurava o então Presidente, destacando o lugar importante da comunidade macaense. “A plena viabilidade da autonomia convencionada para Macau depende, em larga medida, da participação, em todos os domínios, dos ‘filhos da terra’, intérpretes fiéis daquela identidade”, concluiu. A.S.S.
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Saúde Novos regulamentos profissionais
O Conselho Executivo terminou a discussão de dois regulamentos administrativos sobre estágios e os processos disciplinares dos profissionais da saúde. De acordo com as alterações, que surgem na sequência da nova lei do sector aprovada no ano passado, vai ser o Conselho dos Profissionais de Saúde (CPS) a elaborar a lista de colocação dos estagiários nas instituições ou estabelecimentos. A Comissão de Disciplina do CPS fica com poderes para instaurar processos a qualquer profissional quando considerar que existem “factos susceptíveis de constituírem infracção disciplinar profissional”. Os dois regulamentos entram em vigor a partir do próximo mês.
Serviços Correccionais Governo promove alterações
TIAGO ALCÂNTARA
O Conselho Executivo anunciou a criação da Divisão de Apoio aos Assuntos Prisionais na estrutura do Estabelecimento Prisional de Coloane, que vai ter como objectivo a “prestação de apoio administrativo, técnico e logístico aos trabalhos de segurança e vigilância da prisão e de reinserção social”. As alterações foram reveladas na sexta-feira, numa conferência de imprensa do Conselho Executivo. Em relação ao quadro de pessoal, a actual estrutura da carreira de guardas prisionais passa de 7 para 10 categorias, com um aumento de 17 lugares e um lugar de chefe de divisão. As autoridades afirmaram que as mudanças vão melhorar a organização e funcionamento da Direcção dos Serviços Correccionais, bem como ser conjugadas com a entrada em funcionamento da futura nova prisão.
HENGQIN CHEFE DO EXECUTIVO AFIRMA QUE PROJECTO DE COOPERAÇÃO É INÉDITO
Sem precedentes Ho Iat Seng afirmou que o modelo de gestão partilhada entre a RAEM e o Governo de Cantão é inovador e inspira confiança. Por outro lado, tudo indica que os residentes com nacionalidade portuguesa vão precisar de visto para irem à Ilha da Montanha
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M A experiência nova que nunca foi tentada em nenhum país ou território. Foi desta forma que o Chefe do Executivo se referiu à experiência de gestão da Ilha da Montanha, em parceria com o Governo de Cantão. “Sabemos que não é uma zona de cooperação normal. É uma medida sem precedentes, não há um exemplo que se possa seguir”, começou por explicar Ho Iat Seng,
questionado sobre o modelo de gestão. Será criada a Comissão de Gestão da Zona de Cooperação com elementos de Macau e de Cantão, que tem como principais responsáveis Ho Iat Seng e Ma Xingrui, Governador de Guangdong. A Comissão de Gestão vai depois escolher os membros da Comissão de Executiva, responsáveis por executar os objectivo do plano. “Partimos de um modelo com um chefe, para a
cooperação entre o Chefe da Província de Cantão e o Chefe do Executivo de Macau [...] É um novo capítulo e não há casos semelhantes no mundo”, reconheceu. “É uma nova tentativa e peço a
compreensão”, apelou o governante. Sobre os elementos que vão constituir a equipa da comissão executiva e representar a RAEM no órgão de cooperação, Ho disse que são “jovens, capazes e fami-
“Não queremos que seja uma zona para onde as empresas do Interior se vão instalar. Não é uma transição das empresas de Guangzhou para a Ilha da Montanha.” HO IAT SENG
liarizados com os assuntos das duas regiões”. Contudo, os nomes não foram revelados, porque, por um lado, é necessária autorização do Governo Central e, por outro, ainda não foi tomada uma decisão final.
Pouco muda para os portugueses
Durante a conferência de imprensa, Ho Iat Seng foi questionado sobre a hipótese de os residentes com passaporte português irem a Hengqin
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O Chefe do Executivo referiu que o acesso à internet vai ser praticamente livre, “desde que os conteúdos não sejam vincadamente anti-China” não apenas um destino para empresas do Interior, que procuram tirar vantagem da menor taxa de impostos, que será de 15 por cento. “Não queremos que seja uma zona para onde as empresas do Interior se vão instalar. Não é uma transição das empresas de Guangzhou para a Ilha da Montanha. Queremos que sejam negócios novos, por isso não vamos aprovar que as fábricas se instalem sem critério”, disse Ho. “Este aspecto é uma indicação muito clara do plano e até já recebemos muitos pedidos para instalações. Podemos dizer que há uma base sólida”, acrescentou.
Erros do passado
não será aplicado directamente na zona de cooperação, mas uma selecção de leis em “matéria civil e comercial”. Em jeito de exemplo, Ho Iat Seng referiu que o acesso à internet vai ser praticamente livre, “desde que os conteúdos não sejam vincadamente anti-China”. Este aspecto foi justificado com as vantagens da circulação da informação para a indústria de alta tecnologia.
Importância da diversificação
De acordo com o líder do Governo, a importância da diversificação económica, um dos objectivos do projecto de cooperação, ficou mais clara com a pandemia da covid-19. “Após vários anos de desenvolvimento, Macau tem sofrido, desde o ano passado, o impacto da pandemia do novo coronavírus, e toda a nossa GCS
sem necessidade de visto. Sem responder à questão, o Chefe do Executivo deu a entender que não há alterações à situação actual. “Na realidade, a China faz parte da Organização Mundial do Comércio e estamos abertos ao mundo. É a nova conjuntura do Estado”, limitou-se a declarar. “Qualquer pessoa vai poder investir e ter os seus interesses garantidos. Para participar nos investimentos não é necessário ter Bilhete de Identidade de Residente”, acrescentou. A gestão do território será regida por uma mistura de sistemas jurídicos. Segundo o Chefe do Executivo, o modelo de Macau vai ter primazia em todas as áreas à excepção da segurança, que é um exclusivo da província de Cantão. “Não vamos fazer um regime de copy e paste em Hengqin. Vamos fazer uma harmonização do sistema e trabalhar para aproveitar o melhor de cada região, numa lógica reformista. O melhor do nosso lado e do deles”, sustentou. No entanto, todo o ordenamento jurídico da RAEM
sociedade tomou consciência da fragilidade de uma estrutura económica única”, considerou. O projecto é assim visto como essencial para “manter a estabilidade, a longo prazo”. Apesar de não te aliviado restrições fronteiriças com Hong Kong, um dos mercados mais importantes para a RAEM onde a pandemia está controlada, Ho lamentou a situação vivida pela indústria do jogo. “[A diversificação] é uma política para que a economia não seja afectada por pandemias. Os trabalhadores do jogo estão a perder o trabalho e a ter cortes salariais. Não gostávamos de ver essa situação continuar”, afirmou.
financeiros, a medicina tradicional chinesa e indústrias de tecnologias de ponta. No entanto, e embora não tenha sido propriamente confirmado, a possibilidade de criar uma bolsa de valores em Macau ou na Ilha da Montanha parece estar mais longe. “Vamos seguir as exigências do Estado e implementar as medidas definidas. Esta Zona Conjunta é inovadora também para o sector financeiro e vamos focar-nos na gestão e criação de riqueza, assim como no mercado de obrigação. Se houver outros desenvolvimentos, vamos estudar as possibilidades”, contou.
Bolsa mais longe
Outro assunto abordado prende-se oportunidades para empresas e jovens locais. No que diz respeito ao comércio, Ho Iat Seng
O do Chefe do Executivo não deixou dúvidas que a diversificação vai passar por áreas como os serviços
Valor acrescentado
“Sabemos que não é uma zona de cooperação normal. É uma medida sem precedentes e não há um exemplo que se possa seguir.” HO IAT SENG
sublinhou que não quer que as empresas locais fechem em Macau para se mudarem para Hengqin. O objectivo é uma lógica de expansão. “Até os supermercados podem ir para Hengqin vender os seus produtos e praticar os mesmos preços de Macau. Mas, não queremos que os negócios se mudem e que deixem Macau”, vincou. “Queremos que haja uma expansão e acreditamos que vai ser facilitada com a circulação total e livre”, destacou. A expansão em vez da realocação foi um dos pontos frisados várias vezes pelo Chefe do Executivo, em mais do que uma ocasião. Ao mesmo tempo, o líder do Governo vincou também que ninguém vai ser obrigado a ir viver ou trabalhar no Interior. “Há pessoas que não gostam do Interior, que não visitam as cidades e nós não podemos forçá-las a ir”, reconheceu. Ho sublinhou igualmente a necessidade de a Ilha da Montanha ser uma zona com empresas internacionais e
A utilização da Ilha da Montanha para a diversificação da economia não é uma ideia nova. Ao longo da história da RAEM tem sido um tema debatido, e Ho reconheceu que os resultados ficaram muito aquém do esperado. “Passaram mais de 20 anos após o retorno e com todos os esforços obtivemos resultados positivos. Mas, francamente, sabemos que não alcançamos a diversificação económica”, admitiu. Sobre o passado, o Chefe do Executivo não teve problemas em reconhecer os erros e indicou que houve demasiado investimento focado apenas no sector do imobiliário. “Os 400 mil milhões de patacas investidos foram para o imobiliário, porque muito queriam investir nesse sector e proporção ficou assim bem maior”, reconheceu. Porém, a aposta falhada não foi inconsequente. Ho Iat Seng explicou que o investimento resultou na construção de muitas infra-estruturas como bairros habitacionais e edifícios para escritórios que vão finalmente ser aproveitados. João Santos Filipe
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RESIDENTES DESTACAM BOA ORGANIZAÇÃO
OBSERVATÓRIO CÍVICO AGNES LAM NÃO CONSEGUE REELEIÇÃO
Balde de água fria
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Eleita pela primeira vez em 2017, Agnes Lam, líder da lista Observatório Cívico, não conseguiu um segundo mandato no hemiciclo. Quando ainda faltavam apurar os votos das últimas assembleias de voto, o ambiente na sede de campanha de Agnes Lam era de tristeza generalizada
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OS mais de nove mil votos obtidos há quatros anos, nas últimas eleições legislativas, Agnes Lam, líder da lista 2, Observatório Cívico, obteve 3.729, resultado que a afastou do segundo mandato na Assembleia Legislativa (AL). Ontem à noite, quando a contagem dos votos já ia bem avançada, a equipa do Observatório Cívico percebia que seria muito difícil obter sequer metade dos votos conseguidos em 2017. “Não esperávamos estes resultados, mas percebemos que seria muito difícil sermos eleitos novamente. Algumas pessoas foram afectadas pela desqualificação dos candidatos e, de forma emotiva, decidiram não votar. Tentámos puxar pelos residentes, mas talvez não tenhamos sido bem-sucedidos”, frisou a candidata e docente da Universidade de Macau. Para já, a candidata derrotada não sabe qual será o futuro da Observatório Cívico. “Vamos analisar tudo o que aconteceu. Penso que estas eleições e o número de votos obtidos vão ditar a nossa direcção no futuro. Vou ainda reunir com a minha equipa”, disse na sede de campanha.
“Acho que há menos pessoas a votar por causa da desqualificação dos candidatos. Acho que trouxe algum impacto às novas gerações.” Este eleitor disse ainda que muitos candidatos podem não conseguir cumprir as promessas feitas na campanha eleitoral. “Penso que a lista em que votei vai cumprir. Vi o que os deputados fizeram na Assembleia Legislativa, como votaram e isso influenciou a minha decisão.” Para o senhor Cheang, de 40 anos, votar é o cumprimento de um dever cívico. “Penso que a organização é melhor que há quatro anos, pois é mais rápido votar. Não tenho medo da pandemia. Penso que votaram menos pessoas desta vez”, rematou. N. W.
CAEAL Detectadas 44 suspeitas de irregularidades durante o voto
Ontem foram detectados 44 casos suspeitos de infracções durante o voto, segundo a CAEAL. Entre as 44 alegadas infracções, 26 deverem-se à utilização do telemóvel nas assembleias de votos, 11 por filmagens dos boletins de votos, seis por propaganda ilícita e uma porque um eleitor revelou o sentido de voto a menos de 100 metros da assembleia. “Segundo as nossas instruções é proibido tirar fotografias nas assembleias de voto e também recomendámos que evitassem filmagens”, afirmou Tong Hio Fong, presidente da CAEAL, sobre as ocorrências.
Dificuldades esperadas
Numa entrevista concedida ao HM, o arquitecto Rui Leão, número sete da lista, confessou que seria difícil obter um mandato, num contexto de desqualificação de alguns candidatos e uma maior dispersão de votos. “Não temos certezas, porque o campo [político] está muito difícil de perceber. A prioridade é assegurar um lugar. Fazemos o apelo ao voto na lista porque preocupa-nos assegurar o lugar”, admitiu. Andreia Sofia Silva e Nunu Wu
HM entrevistou alguns residentes que votaram ontem, alguns pela primeira vez. Foi o caso da senhora Wong, com 50 anos, acorreu às urnas movida pela vontade de apoiar “jovens que ousam falar”. “Por isso votei numa cara nova. Foi a primeira vez que votei. No passado vi muitas situações más e não tinha confiança”, confessou. Sobre estas legislativas, Wong disse achar que os residentes “não têm vontade de votar por causa de histórias passadas, porque acham que votar é um acto em vão ou que os deputados não fazem nada”. Lei, residente com 24 anos, votou nas eleições de 2017 e, desta vez, destacou a organização das assembleias de voto tendo em conta a pandemia.
IPM Trabalhadores terão danificado urna de voto
Agnes Lam “Vamos analisar tudo o que aconteceu. Penso que estas eleições e o número de votos obtidos vão ditar a nossa direcção no futuro. Vou ainda reunir com a minha equipa.”
Segundo o canal chinês da Rádio Macau, os trabalhadores das equipas de contagem de votos terão detectado uma urna danificada no Pavilhão Polidesportivo do Instituto Politécnico de Macau. Apesar do incidente, na altura de contar os boletins, o responsável pela assembleia de voto garantiu que nenhum voto ia ser tido como nulo e que o incidente teria ocorrido quando a equipa virou a urna para baixo, de forma a que os votos saíssem para ser contados. Além disso, terão sido detectados votos do sufrágio indirecto nas urnas do sufrágio directo. Esses votos não foram considerados nulos, e foram contados com os outros indirectos.
SUFRÁGIO INDIRECTO ESCOLHIDO ELENCO DA VII LEGISLATURA
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HAN Chak Mo, deputado e candidato pelo sector cultural e desportivo às eleições legislativas, foi o que mais votos recebeu no sufrágio indirecto, num total de 2.317. Angela Leong, que deixou o sufrágio directo para concorrer, pela primeira vez, no mesmo sector, recebeu 1158.5 votos. Ambos con-
corriam com a lista União Cultural e Desportiva do Sol Nascente. Angela Leong ocupou o lugar vago deixado por Victor Cheung Lap Kwan. Importa esclarecer que este é o sector que tem mais eleitores credenciados para o sufrágio indirecto. Ho Ion Sang, deputado ligado à União Geral das
Associações de Moradores de Macau (Kaifong), recebeu um total de 1775 votos no sector dos serviços sociais e educacional, através da lista Associação de Promoção do Serviço Social e Educação. Recorde-se que também Ho Ion Sang deixou o sufrágio directo para se estrear neste sistema de eleição.
Pelo sector profissional, com a lista União dos Interesses Profissionais de Macau, foram eleitos os deputados Chui Sai Cheong, com 624 votos; Vong Hin Fai, advogado, com 312 votos e Chan Iek Lap, médico, com 156 votos. Pelo sector industrial, comercial e financeiro foi
eleito o actual presidente da Assembleia Legislativa, Kou Hoi In, com 969 votos; Chui Sai Peng, engenheiro civil, com 484.5 votos, Ip Sio Kai, com 242.25 votos e ainda Wang Sai Man, com 121.125. Estes candidatos integram a lista União dos Interesses Empresariais de Macau.
Pelo sector do trabalho, com a lista Comissão Conjunta da Candidatura das Associações de Empregados, voltaram a ser eleitos os deputados e candidatos ligados à Federação das Associações dos Operários de Macau, Lei Chan U, com 537 votos, e Lam Lon Wai, com 1074 votos. A. S. S.
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NOVA ESPERANÇA LISTA DE COUTINHO VOLTA A ELEGER DOIS DEPUTADOS
ON Lam U Tou, candidato pela lista Poder da Sinergia, conseguiu ser eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa (AL), com um total de 8.763 votos obtidos. O líder da lista agradeceu aos eleitores e apoiantes e comprometeu-se a “trabalhar muito na AL”, passando para acção as palavras proferidas durante a campanha. “Não me vou tornar mais agressivo ou conservador tendo em conta os diversos assuntos”, acrescentou. Sobre a elevada abstenção nestas eleições, Ron Lam U Tou frisou que a desqualificação de alguns candidatos e a pandemia poderão ter sido factores principais. “Apesar de a taxa de participação ter caído, ganhámos mais votos, o que foi um reconhecimento” do trabalho, afirmou o futuro deputado que destacou o facto de não ter ligações a associações mais tradicionais. “Queríamos criar um novo fenómeno e um novo conceito na AL, que resultasse em mudanças concretas e visíveis para Macau”, referiu. A primeira vez que a lista Poder da Sinergia se candidatou às eleições foi há quatro anos, mas não obteve qualquer assento no sufrágio directo. Actual presidente da Associação Sinergia Macau, Ron Lam U Tou esteve ligado, durante vários anos, à tradicional Federação das Associações dos Operários de Macau, tendo saído para fundar o novo movimento político. N. W.
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c a d a confirmação de resultados, uma explosão de alegria. Foi assim do princípio ao fim da noite eleitoral na sede de campanha da lista Nova Esperança, que acabou na eleição de José Pereira Coutinho e Che Sai Wang para a próxima legislatura. No total, a lista contou com os votos de 18.232 eleitores, sendo a terceira mais votada e representando 13,81 por cento do total de votos. Além disso, o registo representa o melhor resultado de sempre desde que a Nova Esperança se apresenta às eleições legislativas. Reagindo à confirmação da eleição de dois deputados, Pereira Coutinho confessou estar “extremamente feliz” com a repetição do feito alcançado nas eleições de 2013 e pela confiança depositada pelos cidadãos num contexto tão peculiar, a mando da pandemia e da exclusão de candidatos pela Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL), que terá contribuído para que a afluência às urnas tenha sido de 42,38 por cento no sufrágio directo. “Sentimo-nos extremamente felizes. Queria agradecer a todos os que votaram, acreditaram e depositaram a sua confiança em nós. Prometemos concretizar tudo o que temos no programa eleitoral, (…)
garantir a confiança que nos depositaram e trabalhar, não só para quem votou em nós, mas para todos os outros cidadãos de Macau”, começou por dizer. “A abstenção era uma das nossas principais preocupações porque não sa-
bíamos para onde os votos poderiam ir. Comprovou-se que a abstenção foi um dos elementos fulcrais para que a taxa de votação fosse inferior ao registo de há 4 anos atrás. Em todo o caso, estamos contentes porque tivemos mais votos e isso
é extremamente importante para garantir o futuro da lista Nova Esperança. Em 2001 só tínhamos 4.500 votos e hoje temos mais de 15.000, o que é muito bom e uma grande responsabilidade”, acrescentou no rescaldo da confirmação da
RÓMULO SANTOS
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Com mais de 18 mil votos, a lista Nova Esperança foi a terceira mais votada e assegurou os lugares de José Pereira Coutinho e Che Sai Wang na Assembleia Legislativa. Num escrutínio marcado pela fraca participação popular, Pereira Coutinho diz-se “honrado” e defende que o Governo deve apostar na educação política para que o cenário não se repita
Em bom português
Coutinho deu nota ainda do esforço que será feito na promoção da língua portuguesa, “não só no aspecto da educação”, mas também na sua “difusão”. “Há muito trabalho a fazer e acredito que cada vez mais cidadãos falem português. Vamos trabalhar para que a língua tenha maior implementação em Macau e que as pessoas que aprendam português tenham futuro”, apontou. Por seu turno, o segundo candidato eleito, Che Sai Wang revelou estar “muito exaltado e feliz” com aquilo que considerou ser um “resultado inesperado”. Quando chegar à Assembleia Legislativa, Wang promete apontar baterias às lutas do funcionalismo público. Já Rita Santos, ligada à lista Nova Esperança, vincou a “surpresa positiva e agradável” da eleição de dois deputados, que “demonstra que os cidadãos de Macau querem mudança”. Rita Santos frisou ainda que a comunidade portuguesa e macaense votou “em peso” na candidatura encabeçada por Pereira Coutinho.
Uma questão de contexto
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PODER DA SINERGIA RON LAM ELEITO PELA PRIMEIRA VEZ
Dois lugares ao sol
eleição, ainda sem saber que conseguiria 18.232 votos.
José Pereira Coutinho “Sentimo-nos extremamente felizes. Queria agradecer a todos os que votaram, acreditaram e depositaram a sua confiança em nós. Prometemos concretizar tudo o que temos no programa eleitoral.”
Evitando ligar a desqualificação de deputados à elevada taxa de abstenção, Pereira Coutinho apontou que o quadro geral e o nível de fiscalização da AL vai ser “diferente” na próxima legislatura e que importa agora investir na educação política “para que daqui a quatro anos a taxa de abstenção seja inferior”. “O Governo de Macau tem de investir mais na educação política. Os jovens de Macau estão mal preparados na área política e não compreendem a situação política que vivemos em Macau. Não podemos estar alheados das mudanças a nível regional e local, acredito que há mais jovens interessados na política”, rematou. Pedro Arede
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ELEIÇÕES ABSTENÇÃO ATINGIU VALOR RECORDE EM NOITE DE VITÓRIA DE FUJIAN
Temos de recuar a 1992 para encontrar uma taxa de participação nas legislativas abaixo dos 50 por cento. O registo foi batido ontem, nas primeiras eleições com listas excluídas da RAEM. A CAEAL justificou o recorde histórico com a covid-19. Os vencedores da noite foram as listas de Fujian, de Pereira Coutinho e a surpresa de Ron Lam
P
ELA primeira vez desde 1992, as eleições para a Assembleia Legislativa (AL) registaram uma taxa de participação inferior a 50 por cento. Segundo os dados oficiais, entre os 323.907 eleitores inscritos, apenas 137.281 foram às urnas, o que representou uma taxa de participação de 42,38 por cento e de abstenção de 57,62 por cento. Mesmo entre participantes, contaram-se 3.141 votos em branco e 2.082 nulos, que somados representaram 3,8 por cento de todos os votos. O somatório dos nulos e brancos foi superior aos resultados de sete das 14 listas. A menor participação no sufrágio foi registada depois de a Comissão de Assuntos Eleitorais da
Assembleia Legislativa (CAEAL) ter proibido, pela primeira vez, a participação de candidatos por motivos políticos. No entanto, Tong Hio Fong, presidente da CAEAL, defendeu que o principal motivo da abstenção foi a pandemia. “Segundo as informações da CAEAL, a epidemia foi o principal factor que afectou a taxa de participação nas eleições. Com as medidas epidémicas muitas pessoas que estão em Taiwan e Hong Kong não puderem voltar a Macau para votar”, afirmou Tong. “Também as tempestades que aconteceram à tarde podem ter afectado a vontade dos eleitores”, acrescentou. Apesar da participação, ao longo do dia o Chefe do Excutivo, Ho Iat Seng, e todos os secretários, assim
como outros titulares de altos cargos, apelaram à população exercessem o dever cívico. Mesmo assim, Tong desvalorizou o impacto das exclusões de várias listas e candidatos. “Não foram o principal factor para a baixa afluência”, considerou. “Pode ter havido cidadãos que não votaram devido às exclusões, mas o que contribuiu para a menor taxa de participação foram as medidas epidémicas”, sublinhou. Com um total de 130.156 votantes, o número absoluto é o mais baixo desde 2009. Nesse ano, votaram 149.006 eleitores, numa taxa de participação de 59,91 por cento. Porém, em 2009 estavam registados 231.491 eleitores, menos 92.416 do que ontem.
RÓMULO SANTOS
Por falta de compa Os vencedores
A baixa participação beneficiou as listas tradicionais, principalmente a Associação dos Cidadãos Unidos de Macau, que elegeu três deputados. O líder da comunidade de Fujian, Chan Meng Kam, envolveu-se na campanha e a aqui colheu os frutos com a eleição de um trio para a próxima legislatura. Com 26.583 votos, Si Ka Lon, Song Pek Kei e Lei Leong Wong vão ocupar três dos 14 lugares eleitos pela via directa, igualando a vitória de 2013. No discurso de vitória, Si Ka Lon afirmou que os temas que mais
Associação dos Cidadãos Unidos de Macau
Aliança de Bom Lar
DEPUTADOS
DEPUTADOS
DEPUTADOS
• SI KA LON
• LEI CHENG I
• SONG PEK KEI
• LEONG SUN IOK
• JOSÉ MARIA PEREIRA COUTINHO
%
DEPUTADOS • ZHENG ANTING • LO CHOI IN
DEPUTADOS • LEONG HONG SAI • NGAN IEK HANG
DEPUTADOS • WONG KIT CHENG • MA IO FONG
12,73
11,43
10,78
DEPUTADO • RON LAM U TOU
• CHE SAI WANG
• LEI LEONG WONG
20,14
Lista ligada à comunidade de Fujian celebra eleição de três candidatos
17,99
%
13,81
%
%
%
%
6,64
%
2,82
%
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eleições 9
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Os derrotados
Se houve várias listas com motivos para festejar, com a eleição de dois deputados, a noite também se fez de derrotas. Agnes Lam, deputada e cabeça-de-lista da Observatório Cívico, foi a grande derrotada.
Na sexta-feira foi anunciado que o orçamento para as eleições cresceu 4 milhões de patacas, para um total de 54,8 milhões de patacas. A informação foi divulgada na passada sexta-feira, através de despacho do Chefe do Executivo publicado no Boletim Oficial. A 15 de Março de 2021, o orçamento máximo autorizado para a Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) tinha sido de 50,8 milhões de patacas.
“Com as medidas epidémicas, muitas pessoas que estão em Taiwan e Hong Kong não puderem voltar a Macau para votar. Também as tempestades que aconteceram à tarde podem ter afectado a vontade dos eleitores.” TONG HIO FONG PRESIDENTE DA CAEAL
Em 2017, a legisladora tinha feito a estreia no hemiciclo, depois de duas tentativas falhadas, com 9.590 votos. Porém, o resultado de ontem foi de grande contraste. Agnes não foi além dos 3.729 votos, menos 5.861 do que quando foi eleita e está fora da AL. Os votos da deputada foram inferiores ao registo somado dos nulos e inválidos. Com alguns motivos de preocupação terá ficado a União-Macau Guangdong. Com Mak Soi Kun fora da lista, Zheng Anting obteve menos 406 votos. Se a quantidade de eleitores não mostra uma grande diferença para o último sufrágio, a força de Jiangmen foi relegada de primeiro para o quarto lugar, inclusive atrás de José Pereira Coutinho. João Santos Filipe
AL HO IAT SENG NÃO DISTINGUE ENTRE DEMOCRATAS E PRÓ-PEQUIM
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Chefe do Executivo afirmou ontem não fazer distinção entre deputados democratas e pró-Pequim. Segundo a TDM- Rádio Macau, Ho Iat Seng sublinhou que cada residente tem direito de avaliar e votar livremente nos candidatos à Assembleia Legislativa e que Macau é governado por patriotas. “Já disse muitas vezes que Macau é administrado por pessoas com amor à pátria. Cada pessoa tem o direito de avaliar e pensar em qual das listas quer votar. Cada qual, de acordo com a sua vontade, deve tomar essa decisão”, disse aos jornalistas no Instituto Salesiano, em São Lourenço, onde exerceu o direito de voto durante a manhã. Depois de apelar à participação nas eleições, Ho Iat Seng acrescentou ainda que depois da Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa anunciar a lista definitiva de deputados eleitos, irá verificar os sectores que não estão representados na referida lista, para nomear deputados dessas áreas, com o objectivo de todos os sectores terem uma voz no plenário. O Chefe do Executivo disse esperar ainda que os deputados da nova legislatura “dediquem mais tempo aos trabalhos da AL” e “compreendam melhor as verdadeiras necessidades da sociedade”.
GCS
chamaram a atenção da população, e que vão ser acompanhados, são a recuperação económica, habitação, trânsito e assistência médica. Por sua vez, Song afirmou estar “emocionada e inspirada para se dedicar a servir os residentes”. Outro dos grandes destaques da noite eleitoral foi Ron Lam. O ex-membro da Federação das Associações dos Operários (FAOM) lançou-se de forma independente pela primeira vez em 2017 e falhou a eleição. A noite de ontem serviu de redenção, com o futuro deputado a obter 8.763 votos, a sétima posição, que lhe garantiu um lugar no plenário. Em segundo lugar ficou a lista União Para o Desenvolvimento, apoiada pela FAOM. Ella Lei e Leong Sun Iok renovaram os respectivos marcados. No terceiro lugar ficou a lista Nova Esperança, de José Pereira Coutinho, seguido da União Macau-Guangdong, União Promotora do Progresso e Aliança de Bom Lar, que elegeram todos dois deputados.
GCS
arência
Orçamento Eleições custaram mais 4 milhões
Questionado sobre as medidas de controlo da pandemia em Macau, Ho Iat Seng assegurou que “Macau não vai ficar fechado ao estrangeiro para sempre” e que, quanto mais vacinada estiver a população, mais rápida será a abertura do território ao exterior. “O Governo da RAEM não vai ficar fechado nem parar os seus contactos com o estrangeiro a longo prazo. Estamos a abrir gradualmente, mas não temos nenhuma medida para controlar a situação da pandemia. Lamento que apenas 50 por cento da população esteja vacinada. Se as pessoas não participarem ou contribuírem é difícil acelerar a abertura de Macau”, vincou. P. A.
NÚMERO TOTAL DE ELEITORES
323.907
NÚMERO DE VOTANTES
Energia Colectiva de Macau
137.279
VOTOS EM BRANCO
3.141
VOTOS NULOS
2.082
1,09
%
0,70
%
0,63
%
0,59
%
0,41
%
0,25
%
ABSTENÇÃO
57,62%
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EUA XI ADVERTE QUE MUNDO SOFRERÁ EM CASO DE CONFRONTO
Danos colaterais
O Presidente chinês, Xi Jinping, disse ao homólogo norte-americano, Joe Biden, numa conversa telefónica, que os dois países e o mundo “sofrerão” em caso de confronto entre a China e os Estados Unidos
“
Q
UANDO a China e os Estados Unidos trabalham juntos, os países e o mundo beneficiam, mas ambos os países e o mundo sofrerão se os dois países se confrontarem”, sublinhou Xi, de acordo com um comunicado difundido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. “A política dos EUA em relação à China tem causado sérias dificuldades ao relacionamento” entre as duas potências, acrescentou o secretário-geral do Partido Comunista Chinês. Foi a segunda conversa por telefone entre os líderes das duas maiores economias do mundo, desde que Joe Biden assumiu a
presidência dos Estados Unidos, no início do ano. Em comunicado, a Casa Branca disse que os “dois líderes tiveram uma discussão ampla e estratégica, na qual abordaram áreas em que os interesses convergem e áreas em que os interesses, valores e perspectivas divergem”. Os Estados Unidos manifestaram vontade que os dois lados possam trabalhar juntos em questões de interesse mútuo, incluindo as alterações climáticas e a prevenção de uma crise nuclear na península coreana, apesar das crescentes diferenças. Antes da conversa por telefone, um responsável do executivo norte-americano, citado pela agência
de notícias Associated Press (AP), disse que a Casa Branca não estava satisfeita com os contactos iniciais com Pequim. O responsável, que pediu o anonimato, disse que a Casa Branca esperava que uma conversa entre os dois líderes fosse benéfica.
Acertar agulhas
O comunicado emitido pela diplomacia chinesa destacou que “ambos os líderes mantiveram uma comunicação estratégica sincera, ampla e profunda, e abordaram as relações bilaterais e questões pendentes de interesse comum”. “A comunidade internacional enfrenta muitos problemas comuns. A China e os EUA devem
assumir maiores responsabilidades e continuar a olhar em frente e demonstrar valor estratégico e político”, acrescentou Xi Jinping, de acordo com a mesma nota. Xi citou em particular as iniciativas chinesas para combater as alterações climáticas, dias após a visita à China do enviado especial dos Estados Unidos para o clima, John Kerry. Xi e Biden “concordaram em manter uma comunicação regular por meio de vários canais”, no âmbito das questões do clima, enquanto orientam responsáveis
dos respectivos governos, em diferentes níveis e áreas, para fazerem o mesmo, destacou o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, alertou John Kerry que a deterioração das relações entre os dois países pode prejudicar a cooperação na questão do clima. Wang disse a Kerry que a cooperação não pode ser separada do relacionamento mais amplo e pediu aos EUA que tomem medidas para melhorarem os laços.
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Covid-19 Somados 46 novos casos, 20 por contágio local A China anunciou ontem ter registado 46 casos de covid-19 nas 24 horas de ontem, 20 dos quais por contágio local. Os 20 casos de contágio local foram diagnosticados na província de Fujian, num surto que está a afectar sobretudo as cidades de Putian, com 19 casos, e de Quanzhou, com um caso. Os restantes 26 casos diagnosticados em pessoas oriundas do estrangeiro e
AVISO COBRANÇA DO IMPOSTO COMPLEMENTAR DE RENDIMENTOS 1. 2. 3.
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Avisam-se os Srs. contribuintes que o referido Imposto é pago em 2 prestações, se for superior a MOP$3.000,00, em Setembro e Novembro de cada ano. Se for não superior a MOP$3.000,00, é pago numa única prestação, em Setembro de cada ano. O não pagamento da 1.ª prestação no mês de vencimento (Setembro) importa, para além da cobrança de juros de mora e 3% de dívidas, o imediato vencimento da prestação vincenda. No mês de pagamento, se os Srs. contribuintes não tiverem recebido o conhecimento de cobrança, agradece-se que se dirijam ao NÚCLEO DE INFORMAÇÕES FISCAIS, situado no r/c do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM ou ao Centro de Serviços da RAEM das Ilhas – Atendimento Fiscal, trazendo consigo o conhecimento de cobrança ou fotocópia do ano anterior, para efeitos de emissão de 2.ª via do entretanto extraviado. Por outro lado, os contribuintes que sejam titulares do Bilhete de Identidade de Residente da RAEM, podem recorrer aos quiosques desta Direcção de Serviços para efectuarem a impressão da 2.ª via do conhecimento de cobrança pessoal. O pagamento da 1.ª ou única prestação pode ser efectuado, até ao último dia do mês de Setembro, nos seguintes locais: – Nas Recebedorias do Edifício “Finanças”, do Edifício Long Cheng, do Centro de Serviços da RAEM, ou do Centro de Serviços da RAEM das Ilhas; Os impostos/contribuições podem ser pagos por intermédio de cartão de crédito ou de débito emitidos pelo Banco da China ou pelo Banco Nacional Ultramarino; pelos cartões de crédito e débito da UnionPay emitidos pelos estabelecimentos bancários de Macau, para cada pagamento só é permitida a utilização de um único cartão e o valor de pagamento depende do limite determinado pelo banco emissor. Pode-se, também, optar pelo pagamento através dos cartões “Quick Pass” “MACAUpass”, “MPay” ou “UnionPay APP” sendo que o valor total de pagamento não pode ser superior a MOP$1.000,00; também se podem utilizar o BOCPay e o Tai Fung Pay, sendo o valor do pagamento conforme os termos e condições dos estabelecimentos bancários. – Nos balcões dos estabelecimentos bancários a seguir discriminados: Banco da China Banco Nacional Ultramarino Banco Comercial de Macau Banco Delta Ásia Banco de Guangfa da China Banco Industrial e Comercial da China Banco Luso Internacional Banco Tai Fung Banco OCBC Weng Hang Banco Well Link – Nas máquinas ATM da rede Jetco de Macau, assinaladas com a indicação «Jet payment»; – Nos seguintes estabelecimentos bancários, através de transacção electrónica : Banco da China* Banco Nacional Ultramarino* Banco Comercial de Macau Banco de Guangfa da China Banco Industrial e Comercial da China Banco Luso Internacional Banco Tai Fung Banco OCBC Weng Hang *Utilize a aplicação móvel (MACAU TAX) da DSF para digitalizar o QRcode do conhecimento de cobrança, para ligar-se à plataforma de pagamento móvel do estabelecimento bancário em causa ou Mpay e efectuar o pagamento do imposto. - Por pagamento telefónico “banca por telefone” : Banco da China Banco Tai Fung Se o pagamento for efectuado por meio de cheque, a data de emissão não pode ser anterior, em mais de três dias, à da sua entrega nas Recebedorias da DSF, devendo ser emitido a favor da «Direcção dos Serviços de Finanças», nos termos das alíneas 2) e 3) do n.º 1 do Artigo 4.º do Regulamento Administrativo n.º 22/2008. Se o valor do cheque for igual ou superior a MOP$ 50.000,00, deve o mesmo ser visado, nos termos da alínea 4) do Artigo 5.º do Regulamento Administrativo acima mencionado. Os contribuintes podem, também, efectuar o pagamento através do envio de ordem de caixa, cheque bancário ou cheque, por correio registado dirigido à Caixa Postal 3030. Deve ser incluido um envelope devidamente selado e endereçado ao próprio contribuinte, a fim de se poder enviar, posteriormente, o respectivo conhecimento comprovativo do pagamento. Não é aconselhável o envio de valores em numerário (notas e moedas metálicas). Note-se que devem ser respeitadas as regras descritas no ponto 5, relativamente aos cheques: - O envio para a caixa postal deve ser feito 5 dias úteis antes do termo do prazo de pagamento indicado no conhecimento de cobrança. Nenhum dos métodos acima mencionados acarreta quaisquer encargos adicionais aos contribuintes pela prestação do serviço de cobrança. Para a sua comodidade, evite pagar os impostos nos últimos dias do prazo. Aos, 24 de Agosto de 2021.
O Director dos Serviços Iong Kong Leong
classificados como “importados” foram detectados nos municípios de Xangai e de Tianjin e nas províncias de Yunnan, Guangdong, Mongólia Interior, Liaoning, Fujian e Henan, indicaram as autoridades chinesas. A mesma fonte indicou que, até às 00h de ontem, o número total de infectados activos no país era de 740, entre os quais sete em estado grave.
ECONOMIA PEQUIM VAI VENDER PETRÓLEO DE RESERVAS ESTATAIS
A
China anunciou que vai vender petróleo das suas reservas estatais, numa altura em que Pequim intensifica os esforços para conter pressões inflacionárias decorrentes do mercado das matérias-primas. Em comunicado, o Gabinete Estatal de Reservas de Grãos e Matérias disse na quinta-feira que vai libertar petróleo na reserva para venda a refinarias domésticas, visando “aliviar a pressão [inflacionária] causada pelo aumento dos preços das matérias-primas”. “Colocar petróleo bruto das reservas nacionais no mercado através de vendas em leilão aberto vai estabilizar melhor a oferta e a procura no
mercado doméstico e garantir efectivamente a segurança energética nacional”, afirmou. Outros grandes importadores de petróleo, como os Estados Unidos, recorrem periodicamente às suas reservas nacionais durante interrupções no fornecimento, mas esta é a primeira vez que a China anuncia publicamente a sua intenção de recorrer às suas reservas. O país asiático ultrapassou os EUA como maior importador mundial de petróleo bruto, na década passada. A administração das reservas não especificou quanto do petróleo vai ser libertado para o mercado. A Organização dos Países Exportadores de
Petróleo (OPEP) e os seus aliados optaram, na semana passada, por seguir o seu cronograma atual de aumento da produção, que foi cortada no início da pandemia, resistindo aos apelos de Washington para que a produção seja restaurada mais rapidamente. Os preços do petróleo de referência global Brent subiram mais de 40 por cento, em 2021, para cerca de 72 dólares por barril. Nos últimos dois meses, a Administração Nacional de Alimentos e Reservas Estratégicas realizou pelo menos três leilões semelhantes para reservas estatais de vários metais, incluindo cobre, zinco e alumínio.
segunda-feira 13.9.2021
região 11
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Fúria dos elementos
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Filipinas elevam para 17 o número de mortos causados pelo tufão Conson
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S autoridades filipinas elevaram ontem para 17 o número de mortos causados pela passagem do tufão Conson, que se dirigiu para a região central do Vietname, depois de ter passado a tempestade tropical. O conselho de gestão e redução do risco de desastres das Filipinas indicou, na última actualização que sete pessoas continuam desaparecidas e que pelo menos 24 ficaram feridas. O balanço das autoridades, na sexta-feira, dava conta de 14 mortos, 20 feridos e sete desaparecidos. Quase nove mil edifícios e 168 estradas ficaram danificados com a acção do Conson, nas províncias centrais do arquipélago filipino, entre terça e quinta-feira, e perdas avaliadas em 630 milhões de pesos (10,6 milhões de euros), disse. As autoridades filipinas acrescentaram que mais de 29.800 pessoas continuam refugiadas nos centros de acolhimento ou em casas de familiares e próximos. Por seu lado, o Vietname emitiu alertas devido ao possível risco de ventos fortes e chuvas torrenciais desencadeados pelo Conson.
Regime de qualificações nos domínios da construção urbana e do urbanismo
Curso de formação Destinatários: Os profissionais não inscritos ou inscritos há menos de um ano na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), e outros profissionais inscritos, nos termos do disposto no artigo 20.º e no n.º 3 do artigo 67.º da Lei n.º 1/2015 de 5 de Janeiro que aprova o Regime de qualificações nos domínios da construção urbana e do urbanismo e no artigo 36.º do Regulamento Administrativo n.º 12/2015 de 10 de Agosto de 2015 que aprova a Regulamentação do regime de qualificações nos domínios da construção urbana e do urbanismo.
II.
Local de realização da formação: Estrada de D. Maria II, n.º 33, 5.º andar, Macau
III.
Prazo de inscrição: 6 a 17 de Setembro de 2021
IV.
Local de inscrição: Os interessados devem entregar durante o horário de expediente na Secção de Atendimento e Expediente Geral da DSSOPT, situada no rés-do-chão da Estrada de D. Maria II, n.º 33, em Macau, o boletim de inscrição devidamente preenchido, juntamente com a fotocópia do bilhete de identidade de residente da RAEM.
V.
Levantamento do boletim: O boletim de inscrição está disponível na página electrónica da DSSOPT (http://www. dssopt.gov.mo) ou pode ser levantado pessoalmente no endereço da DSSOPT acima referido.
VI.
Horário do curso: Datas 9 e 16 de Outubro de 2021 (Sábado)
Horário
Língua veicular
9:15-12:15, 14:30-17:00
Cantonês
Observações: No curso serão disponibilizados os materiais didácticos em língua chinesa e portuguesa
Afinal havia outro
No sábado, um outro tufão, o Chanthu, passou pelo extremo sul do arquipélago filipino sem causar grandes danos ou vítimas mortais, indicou o conselho. O Chanthu encontrava-se ontem perto da costa leste de Taiwan, onde o vento e a chuva forte causaram perturbações nos transportes e no fornecimento de electricidade. As bandas externas do Chanthu atingiram a costa leste, mas o centro da tempestade permaneceu no mar enquanto se move para norte, de acordo com o Gabinete Central de Meteorologia de Taiwan.
I.
Quase nove mil edifícios e 168 estradas ficaram danificados com a acção do Conson, nas províncias centrais do arquipélago filipino, entre terça e quintafeira, e perdas avaliadas em 10,6 milhões de euros
O centro de operações de emergência indicou que 159 voos domésticos e internacionais foram cancelados devido ao tufão, bem como serviços de ‘ferry’ e algumas linhas ferroviárias. Cerca de 26 mil casas ficaram sem energia, sobretudo nas regiões de Hualien e Taitung, na costa leste, disseram as autoridades. Ondas de sete metros foram registadas na ilha das Orquídeas, ao largo da costa oriental de Taiwan.
Myanmar Pelo menos 20 soldados mortos após declaração de guerra Pelo menos 20 soldados birmaneses foram abatidos em ataques organizados pelo braço armado do autodenominado Governo de Unidade Nacional (GUN), pró-democracia e oposto ao regime militar, que declarou esta semana uma “guerra defensiva”, indicou no sábado a imprensa local. Segundo o diário birmanês The Irrawaddy, as baixas nas fileiras do Exército aconteceram entre quinta e sexta-feira em emboscadas perpetradas pela milícia Força para a
Defesa do Povo (FDP), criada em Maio passado pelo GUN, sobretudo em Rangum e na região central de Magway. Na terça-feira, o GUN, integrado por políticos e activistas que se opõem ao golpe de Estado militar de 1 de Fevereiro deste ano, declarou uma “fase mais beligerante” na estratégia de oposição, com ataques contra os militares, tendo, para tal, também pedido o apoio aos vários grupos étnicos do país para consumar uma rebelião popular.
VII.
Propina: Gratuita
VIII.
Admissão: Devido ao número limitado de vagas, os candidatos inscritos serão admitidos de acordo com a seguinte prioridade: - Profissionais inscritos há menos de um ano, à data da entrada em vigor da Lei n.º 1/2015, de 5 de Janeiro; - Profissionais não inscritos anteriormente à data de entrada em vigor da referida lei mas que exerciam funções na RAEM; - Profissionais inscritos há menos de 10 anos na DSSOPT; - Outros profissionais, segundo a ordem de recepção dos pedidos de inscrição no curso.
IX.
Certificado de frequência: Aos formandos que tenham assistido a 100% das aulas do curso, serão atribuídos um certificado de frequência emitido pela DSSOPT.
X.
Observações: (1) Os boletins de inscrição entregues fora do prazo de admissão serão considerados prioritariamente no próximo curso de formação a organizar pela DSSOPT; (2) Não serão aceites os candidatos que frequentaram cursos de formação organizados pela DSSOPT relativos ao “Regime de qualificações nos domínios da construção urbana e do urbanismo”; (3) Tendo em conta que não se aplica aos trabalhadores da Administração Pública o disposto no n.º 1 do artigo 18.º da Lei n.º 1/2015 de 5 de Janeiro relativo ao pedido de inscrição na DSSOPT para exercer funções de elaboração de projectos, direcção ou fiscalização de obras, as suas candidaturas não serão aceites; (4) Em articulação com os trabalhos de prevenção e controlo da epidemia realizados pelo Governo da RAEM e tendo em conta a sua evolução, proceder-se-á, caso necessário, aos devidos ajustamentos. (5) A DSSOPT reserva-se o direito de decisão final em caso de litígio ou em caso de cancelamento de turmas devido à insuficiência de inscrições; (6) Para mais informações sobre o curso ou sobre o andamento dos pedidos, queiram contactar o Centro de Informações da DSSOPT através do telefone n.º 8590 3800 ou consultar a nossa página electrónica (http://www.dssopt.gov.mo).
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h
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As Outras Obras de Zhu Derun PAULO MAIA E CARMO
texto e ilustração
«Se fosse possível cortar as águas do rio Wusong em duas metades,/ O espírito das montanhas surgiria, de súbito, firme, eu correria para a janela aberta./ Para o som abundante como o de uma flauta de cana que é vasto e comprido como a língua do Buda,/ Não é essa porventura a refinada essência que a bandeirola do imperador exibe?»
Shitao (1642-1707) colocou a questão sobre o que é a pintura de modo sintéico, numa pergunta: «A união do pincel e da tinta é a mesma do Yin e Yun. A fusão indistinta de Yin e Yun constituem o caos original. Não fora por meio do Traço Único do Pincel como se poderia decifrar o caos original?» (Kugua HeshangYulu, cap.VII) O que esclarece de modo definitivo que o fenómeno da pintura não é uma descrição da Criação mas paricipa das mesmas leis e é ela mesma, pelos meios do pincel e da tinta, a Criação. Mas a preocupação pela origem da pintura esteve sempre presente. Na dinastia Yuan, um pintor de Suiyang (actual Shangqiu, Henan) que viveu sobretudo em Suzhou, chamado Zhu Derun (12941365) respondeu ao tema de modo surpreendente e por isso seria sempre recordado. Na pintura Hundun Tu (rolo horizontal, 86,4 x 29,6 cm, tinta sobre papel) que está no Museu de Xangai, cujo nome deriva dos primeiros dois caracteres do texto por onde começa o objecto que se vai desenrolando: um ensaio sobre hundun, o «caos primordial», conceito daoísta que exprime o «estado nebuloso do universo antes da separação entre o céu e a terra» que utiliza uma linguagem familiar: «O hundun não é quadrado mas redondo, não é redondo mas quadrado. Antes da aparição do céu e da terra não havia formas e no entanto as formas existiam; depois da aparição do céu e da terra as formas existiam mas as suas dilatações e contrações constantes ou o seu
fechamento e desdobramento, colocavam-nas para lá de qualquer limitação». Depois, continuando a estender o rolo, um inédito círculo, feito com algo semelhante a um compasso e que funciona como uma síntese visual, e finalmente uma representação sensível de uma pedra e uma árvore retorcida de onde saem linhas livres mas tão exactas como as do círculo cósmico. Zhu Derun seria autor de outras obras e poemas e de uma colectânea com um título intrigante: Cunfu zhaiji, «Obras do estúdio da segunda existência». Essa outra vida, para lá da especulação filosófica, pode ser a que se vê nalgumas pinturas em que ele, como era habitual nos pintores de Suzhou, mostrou o lugar de retiro de certos individuos. Como o Estúdio Xiuye, palavra que pode ser traduzida como «selvagem cultivado», que está no Museu do Palácio, em Pequim e de que existe uma cópia no Smithonian em Washington, D.C. (rolo horizontal, tinta e cor sobre papel, 28,5 x 211 cm). Numa paisagem vê-se um pavilhão, nele vêem-se dois cavalheiros absortos no que parece ser uma conversa comprida. Numa inscrição, o pintor anota que a natureza em estado selvagem pode ser refinada através da presença de homens de elevado carácter moral e sabedoria. E a verdade é que a posteridade iria recordar a sua frase «O povo não nasce com mau carácter; o governo opressivo é que o força a cometer crimes.» O que se adequa a um homem cujo nome do meio é «De», a virtude.
segunda-feira 13.9.2021
JOSÉ SIMÕES MORAIS
Em 2010 procedemos a uma recolha de informações sobre antigas lojas de produtos pertencentes a um quotidiano que então começava a desaparecer substituídas por um novo estar cuja mudança de gostos as deixavam sem clientes. Passados dez anos voltamos a fazer a ronda por Macau para registar as que tinham resistido e quais as mudanças apresentadas. Daí voltarmos à loja de sopa de fitas Ving Kei na Rua da Tercena 47, onde já não encontramos a senhora Lei, que nos seus 85 anos se mostrara nessa primeira visita com uma vigorosa energia e nos relatara os primórdios da loja. “Naturais de Panyu, Lei Kwong Meng emigrara para Hong Kong e em 1950 veio para Macau quando ela aqui chegou. O marido, sem conseguir arranjar emprego, adquiria diariamente um pouco de taufu, andando pela rua a vendêlo e depois, ainda ia ajudar a quem lhe deva a mão. Limpava e seleccionava os feijões de soja, lavava a cozinha e tudo o que havia para fazer na loja onde se fazia o taufu sem nada pedir por tal trabalho. Após um ano, o dono da loja tomou-o como aprendiz, ensinando-o a fazer queijo de soja. Foi em 1958 que começou a vender pela rua o seu próprio produto. Se no início carregava os dois baldes de madeira com dois tipos de taufu ao ombro, equilibrados na vara de bambu em cada um dos lados, em 1966 adquiriu um carrinho. Tal veio facilitar o negócio no inverno, altura em que as pessoas não consomem muito tofu e por isso, com a cozinha ambulante podia dedicar-se às sopas de fitas. A loja foi comprada em 1973 por 78 mil patacas, tendo a residência no andar superior. Ao tirar a licença para se estabelecer por conta própria, o carácter明 (Meng) do nome do marido foi por engano escrito 榮 (Ving), ficando assim a ser Lei Kwong Ving. Como o significado de Ving - próspero, florescente, glorioso, agradou, não viram necessidade de o mudar, tomando assim com agrado o novo nome.” 豆腐, TÂUFU A soja é originária da China e está agora espalhada por todo o mundo. Taufu tem uma história que vem desde 164 a.n.E., quando o neto do primeiro imperador Han estando a trabalhar ansiosamente
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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O taufu da loja Ving Kei no encontrar um medicamento para a imortalidade, acidentalmente juntou um palito de gesso no leite de soja que bebia. Ao meter o copo à boca, o leite encontrava-se já em pasta e provando-o gostou, tendo sido essa a origem. Serviu durante a Grande Guerra como um dos alimentos mais consumidos para colmatar a falta de víveres que nesse tempo se fazia sentir e devido a ser rico em gorduras e proteínas substituiu muito bem a escassez tanto de cereais como de carne e peixe. A soja apresenta-se em diferentes variedades, aspectos e cores e apesar de necessitar de um clima com alguma humidade dáse em quase todo o lado. Tâufu (豆腐, em mandarim dòufu), cujo significado para tâu é grão/feijão e para fu (腐) decomposto, chegou ao Japão no tempo da dinastia Tang ficando aí conhecido por tofu, sendo em português denominado queijo de soja. Como alimento muito yin não deve ser diariamente consumido. Os chineses adoram taufu e sendo bom para a saúde encontrase constantemente entre os vários pratos apresentados nas suas mesas. Alimento versátil pode ser cozinhado de várias maneiras, frito ou assado, sendo numa sopa com vegetais que muitas vezes aparece. Com ele também se confeccionam molhos. O taufu é feito com feijões de soja amarelos que, após demolhados durante horas para ficarem com mais sumo, são depois moídos e exprimidos para deles sair o leite de soja. Esse leite muito espesso, após se adicionar um pouco de água, leva-se ao lume brando durante dez a vinte minutos onde tem que ser constantemente mexido para não pegar ao fundo do recipiente. Fervendo vai libertando uma espuma que após a cozedura é retirada. Passado através de um pano, o leite é vazado para um recipiente alto de
alumínio. Assim se obtém um leite fino, ficando no pano as borras, que não são aqui aproveitadas. PRODUÇÃO Após a morte da idosa senhora há sete anos, o negócio de família está actualmente sob a gestão de três dos quatro filhos, pois um emigrou para o Canadá e conta com cinco lojas, três na península de Macau e duas na Taipa. A da Rua da Tercena continua a ser a principal e é onde se produz o taufu distribuído depois pelas outras duas lojas de Macau e na Taipa, também se faz taufu na situada no prédio jardins Nansan, Estrada do Governador Albano Oliveira. Iat Wa trabalha há mais de 40 anos na loja de Macau e diariamente com a ajuda do irmão Iat Cheong às 8 da manhã iniciam a confecção dos produtos de taufu para as três lojas de Macau, processo que os ocupa até às 11 horas. Durante a manhã é por duas vezes realizado este processo, sendo usados feijões amarelos de soja provenientes do Canadá. Feito
“NATURAIS DE PANYU, LEI KWONG MENG EMIGRARA PARA HONG KONG E EM 1950 VEIO PARA MACAU QUANDO ELA AQUI CHEGOU. O MARIDO, SEM CONSEGUIR ARRANJAR EMPREGO, ADQUIRIA DIARIAMENTE UM POUCO DE TAUFU, ANDANDO PELA RUA A VENDÊ-LO E DEPOIS, AINDA IA AJUDAR A QUEM LHE DEVA A MÃO.”
o leite é depois vazado para várias caixas rectangulares de alumínio de pequena capacidade e após refrigeradas em água corrente, são guardadas no frigorífico. Está assim confeccionado o leite de soja (tau cheong), que substitui o leite animal, sendo grande parte também guardado em enormes bilhas de alumínio para ser enviado às outras lojas. Na segunda vez e após o processo acima descrito, é retirado um pouco de leite onde se adiciona gipso (gesso), uma substância solidificadora conhecida em cantonense por sêk kou, que depois é misturado ao leite quente contido no grande recipiente de alumínio. O leite de soja rapidamente coalha e retirada a espuma que se forma por cima, é espalhado por caixas quadradas de madeira com baixas paredes e cobertas previamente com um pano fino. Preenchido o espaço pelo queijo de soja, envolve-se por um pano e por cima, a tapar a caixa coloca-se uma placa de madeira a pressionar para agregar toda aquela massa. Sobre essa tampa ainda se põe baldes cheios de água para prensar, ficando a repousar durante uma hora. Estão feitos os grandes tabuleiros de taufu, que são cortados em pequenos quadrados para serem depois servidos. Já para sobremesa, o taufu fa ( 豆腐 花, doufu hua=flôr) é feito com uma menor percentagem de gipso, dando-lhe um sabor mais macio. A seguir é transferido para pequenas malgas que vão para o frigorífico e antes de ser servido é-lhe adicionado um adoçante. A loja está aberta das 8 da manhã até às 20 horas e ao provar um copo de leite de soja somos tentados a experimentar o delicioso taufu e para sobremesa o taufu fa. Na parede deste pequeno estabelecimento, além de fotografias antigas a registar o casal no tempo inicial do negócio, está um retrato da visita do ex-presidente da República portuguesa Jorge Sampaio. O delicioso sabor do taufu da loja Ving Kei foi conquistado pela alquimia de quem soube retirar das dificuldades iniciais o segredo para a prosperidade com que hoje se apresenta a loja de sopa de fitas, mas tal como acontece com outros negócios, a nova geração parece já não estar predisposta a nele continuar a trabalhar.
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55THE SINNER | DEREK SIMONDS
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6 8 3 1 7 4 0 2 9 da 2 série 4 consegue 3 5 8sobressair 6 1 Apremissa num tema 0 que 1 é5recorrente: 4 9 crime. 2 7 Em 8 cada temporada, o detective HarryAm7 5 0 um 2 crime 6 3diferente 1 9 brose acompanha 1 8são0identificados 5 9 6 em que3os 4 culpados desde cedo. O drama arranca 2 6 7 0 8 9com3uma 5 jovem mãe a esfaquear um homem na 5 motivo 9 8 aparente. 7 4 Na 1 segunda 2 3 praia, sem temporada, investiga-se um duplo 8 7 2 6 3 0 5 as4 sassinato cometido por um adolescente. 4 as3vezes, 6 9 1 7 procura 8 0 Em ambas o detective a motivação fechar 1 0dos9crimes 5 em 2 vez6de4 7
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CINETEATRO
os casos sem essa resposta. É a linha ténue entre o bom e o mau, bem como 57 a complexidade de personagens que à superfície parecem 3 6 9 1iguais 5 a8qualquer 4 0 pessoa normal, que despertam o inte2 8 Hoje 9 Macau 3 6 7 4 resse na0série.
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AND THE LEGEND 5SHANG-CHI OF THE TEN RINGS [B]6 4 Um filme de: Destin Daniel Creton Simu Liu, 0Com: 8 2 Tony Leung, 3 Awkwafina, 9 0 Fala Chen, Meng’er Zhang 414.15, 16.45, 19.15, 21.30 5 9 7THE CURSED: 1 7 DEAD MAN’S PREY [C] 1FALADO EM COREANO 0 8 LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS filme de: Kim Yong-wan2 6Um 3 Com: Uhm Ji-won, Jung Ji-so, 9 Jung Moon-sung, 7 1 Oh Yoon-ah 214.30, 16.30, 21.30 3 5 8 4 6
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I N E M A FREE GUY [B]
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filme de:1 Shawn0 Levy 8 7 Um 2 9 Com: Ryan Reynolds 19.15 1 7 9 5 3 0 [B] 5 7 3 ZERO 1TO HERO 4 6 FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS 2 Um 4 6 filme de:8 Jimmy3 Wan 7 Com: Sandra Ng, Louis Cheung, 5 9Leung0Chung2Hang, 6 3 Ho Yeung 6 14.30,3Fung 5 1 2 19.30, 21.304 CRAYON SHINCHAN: SCHOOL 4 MYSTERY! 8 7THE 9 0 5 SPLENDID TENKASU ACADEMY [B] 0 FALADO 6 EM3CANTONÊS 8 2 4 Um filme de: Wataru Takahashi 9 16.300 6 1 4 8 8 5 2 7 9 1 SALA 3
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ai, portugal, portugal
André Namora
OS AEROPORTOS NÃO SE ENTENDEM TODOS NÓS SABEMOS os milhões de euros que envolvem a construção de um aeroporto e as centenas de interesses económicos que estão por trás da decisão final para a edificação de um empreendimento desta envergadura. Portugal é um país tão pequeno e nunca se ouviu falar num número tão exagerado de possíveis aeroportos, já não referindo os aeródromos que poderiam ser transformados em aeroportos. Temos o aeroporto Sá Carneiro, no Porto, cujos gestores queixam-se a toda a hora da discriminação da TAP relativamente aquela unidade aeronáutica. Em Lisboa, está o busílis da questão, se atendermos que aeroporto de Faro é destinado a uns aviõezinhos destinados aos turistas que vêm mergulhar nas águas do Algarve. Em Lisboa, o aeroporto da Portela, agora denominado Humberto Delgado, é um verdadeiro milagre, possivelmente com origem em Fátima. Custa a acreditar como é que em tantos anos ainda não aconteceu uma tragédia enorme com a queda de uma aeronave no centro da capital, o que seria uma desgraça. O aeroporto de Lisboa está esgotado, não comporta mais o registo de aumento no seu movimento. Como dizia um comandante da TAP “Isto está a rebentar pelas costuras”. Ainda me recordo da primeira vez que aterrei no aeroporto de Banguecoque, na Tailândia, e demorei de autocarro uma hora a chegar ao hotel. O aeroporto tailandês estava situado a muitos quilómetros de distância da capital. Não se concebe que tenham passado décadas e os nossos governantes nunca tenham pensado numa solução viável e alternativa à pista existente na Portela. De há uns poucos anos a esta parte é que se iniciou o reboliço sobre a construção de um novo aeroporto que servisse Lisboa. Lembram-se da Ota? Ui, o que foi aquilo. Um descalabro vergonhoso. Sem estudos realizados por grandes especialistas na matéria, começou-se a anunciar que a Ota iria ser a alternativas para Lisboa. Os amigos dos políticos governantes começaram a comprar terrenos ao redor da Ota que foi um fartar vilanagem. Compraram por 10 a pensar vender por 100. Acabaram por vender por 10 o que tinham comprado por 100. Um aeroporto na Ota veio-se a provar que não tinha viabilidade. Depois apareceu o nome de Alverca. Ah este sim, já tem uma boa pista da Força Aérea, está perto de Lisboa, já tem ligação rodoviária e ferroviária, Alverca é que será o ideal. Nem fazem ideia a especulação que se gerou de imediato no preço das vendas das casas e dos terrenos. Bem, afinal, vieram os estudos profissionais e as conclusões eram infrutíferas para que Alverca servisse de aeroporto de apoio ao de Lisboa. Mas aqui é que o gato vai às filhoses. Fala-se sempre na construção de um pequeno aeroporto de apoio ao da capital, quando Lisboa devia deixar de possuir um aeroporto no centro da urbe e com os aviões a passarem ao lado de prédios com 13 andares, como é o caso da
avenida dos Estados Unidos da América e do Campo Grande. De seguida, viu-se uma luz ao fundo do túnel: o ideal será no Montijo. Já é uma base aérea e com umas modificações estruturais será ouro sobre azul. Os abutres na caça dos terrenos apareceram logo e à volta do Montijo
“De seguida, viu-se uma luz ao fundo do túnel: o ideal será no Montijo. Já é uma base aérea e com umas modificações estruturais será ouro sobre azul. Os abutres na caça dos terrenos apareceram logo e à volta do Montijo foi tudo vendido a um preço exorbitante.”
foi tudo vendido a um preço exorbitante. Os interesses económicos de certos políticos e seus amigos empresários já esfregavam as mãos de contentes porque o Montijo seria a solução. No entanto, esqueceram-se, como sempre, da defesa do ambiente e da dimensão da pista. A fauna ao redor da base do Montijo é única e os flamingos vermelhos nunca resolveriam deixar o Montijo. Quanto à pista de aterragem termina mesmo junto às águas do rio Tejo e não tinha possibilidade de um acrescento, cujos custos situar-se-iam no absurdo. O tribunal superior já decidiu, e bem, que no Montijo nem pensar. Bem, então temos Alcochete. Já começaram a ser vendidos terrenos à volta de Alcochete que os consultores de imobiliário nem querem acreditar. Mas, o problema é que a construção de um aeroporto em Alcochete também tem muito que se lhe diga e levará pelo menos uns dez anos a edificar. O problema do aeroporto de Lisboa devia ter sido resolvido ontem e não pensar agora numa estrutura que pode levar a construir em uma década. Alcochete, dizem os entendidos, está sobre aquíferos, águas subterrâneas que podem com o seu movimento dar início ao abatimento de terras. Ora, se existe um só aquífero que seja na área onde pretendem projectar o aeroporto de Alcochete será melhor desistir já da ideia. Então, já que não existe entendimento para a construção de um aeroporto alter-
nativo que sirva a capital lisboeta, ainda teremos algo de viável? Naturalmente que temos. Temos algo que ninguém dos corredores ministeriais quer ver, possivelmente porque não interessa aos abutres. Há muitos anos, não foi por acaso que os militares alemães construíram uma base aérea em Beja. E Beja, hoje em dia, tem um belíssimo aeroporto, onde acabou de aterrar o maior avião do mundo. Beja será o local ideal para com algumas modificações estruturais e a construção de hangares para a manutenção técnica, passar a ser o aeroporto ideal para transportar os passageiros para Lisboa. Se é para se gastar algum dinheiro, então, que se construa uma ligação ferroviária de alta velocidade directamente a Lisboa e uma ligação à autoestrada que liga Lisboa e Algarve. Ainda por cima, os governantes só andam a pensar numa terceira ponte entre Lisboa e a margem sul. Pois bem, que essa ponte seja apenas para os comboios que façam a ligação directa a Beja. Beja é um achado que existe e que tem todo o potencial de ser um grande aeroporto internacional a cerca de menos de uma hora de Lisboa. Quem discordar da alternativa Beja será porque pretende ganhar muitos milhões por baixo da mesa... *Texto escrito com a antiga grafia
Destaque:
‘‘Quem não entende o silêncio, provavelmente não vai entender as palavras.’’ PALAVRA DO DIA
Elbert Hubbard
A empresa AGTech Holdings, uma filial da gigante Alibaba, chegou a acordo para comprar a Macau Pass, por 778 milhões de dólares de Hong Kong. O negócio está dependente da aprovação das entidades locais, que no caso de Macau deve passar pela Autoridades Monetária de Macau (AMCM). Caso seja aprovado, o empresário Alfred Liu vai ficar 762 milhões de dólares de Hong Kong (HKD) mais rico, uma vez que é o principal accionista da Macau Pass. A participação do empresário, irmão de Liu Chak Wan, é de 99 por cento. Não é só Alfred Liu que vai sair beneficiado, também o filho, Joe Liu, tem uma participação de 0,5 por cento e vai receber 3,85 milhões HKD. Valor semelhante vão receber Lao Kin Keong, Vong Chak Kin e Vong Chak Kin, os restantes accionistas.
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PUB PUB.
13.9.2021
Economia Alibaba compra Macau Pass por 778 milhões
CRIME DETIDO POR SUSPEITAS DE HOMICÍDIO E VIOLAÇÃO M homem de 36 anos foi detido no sábado por suspeitas de ter morto, violado e enterrado na Praia de Hác Sá uma mulher, de 29 anos, ambos do Interior da China. Antes dos alegados crimes, as partes encontraram-se num quarto de hotel para troca ilegal de dinheiro, segundo as autoridades. O encontro foi combinado através de uma rede social, após o indivíduo se ter mostrado interessado em receber 200 mil dólares de Hong Kong. No entanto, as autoridades acreditam que o suspeito nunca teve intenção no negócio e, por isso, assim que a mulher entrou no quarto foi atacada com um cinzeiro na cabeça, golpe que levou à perda dos sentidos e mais tarde se revelaria fatal. Após a morte, o homem retirou da mala da vítima um telemóvel e 200 mil dólares de Hong Kong e fugiu para o Interior da China. No outro lado da fronteira, desfez-se do telemóvel, antes de regressar a Macau. Novamente na RAEM, o suspeito colocou o corpo da vítima numa mala de viagem, apanhou um táxi para Hác Sá e enterrou a mala na areia da praia. As autoridades foram alertadas para o desaparecimento da vítima pelo seu namorado. Na sequência da investigação o corpo viria a ser encontrado no areal da Praia Hác Sá a 1,5 metros de profundidade. O caso foi reencaminhado para o Ministério Público e o indivíduo está indiciado por roubo, violação e homicídio.
segunda-feira
Covid-19 Residente de 32 anos viajou do Camboja e teve recaída
Mistérios de Coloane Polícia condenado a 16 anos de prisão por passar informações aparece morto na cela
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M ex-polícia condenado por passar informações sobre operações das autoridades e alterar registos de entrada e saída na fronteira a troco de subornos, apareceu morto na Prisão de Coloane. O caso foi tratado como suspeita de suicídio, mas, de acordo com um comunicado da Direcção dos Serviços Correccionais (DSC), foi reencaminhado para a Polícia Judiciária (PJ) para investigação. Segundo a DSC, o corpo foi encontrado pendurado com as próprias roupas, às 15h50, quando “os guardas efectuavam a patrulha das celas”. No mesmo local foi encontrada uma carta, alegadamente escrita pelo recluso. Face ao alegado enforcamento foi chamado o pessoal médico da prisão e o ex-polícia de 48 anos foi levado para o Hospital Conde São Januário, onde foi declarado o óbito às 17h. O enforcamento terá acontecido, apesar das autoridades saberem que o recluso estava deprimido, devido à condenação, e ter deixado de tomar a
medicação. “Recentemente, a parte da prisão descobriu que o recluso havia parado de usar medicamentos receitados por iniciativa própria, com a intenção de suicidar-se”, foi admitido. As autoridades dizem ter reforçado a inspecção ao ex-polícia, mas a medida não terá sido suficiente para evitar o desfecho.
Morte aos 48 anos
A decisão judicial que condenou o indivíduo de 48 anos a pena de prisão de 16 anos transitou em julgado no passado mês de Junho. O polícia foi
O homem foi encontrado enforcado com as próprias roupas quando “os guardas efectuavam a patrulha das celas”. Na cela foi encontrada uma carta, alegadamente escrita pelo recluso
considerado culpado pelos crimes de falsificação informática, violação de segredo, corrupção passiva para acto ilícito e acolhimento. No julgamento da primeira instância, segundo um artigo do jornal Ou Mun, o indivíduo optou por ficar em silêncio face às acusações de que havido revelado operações de fiscalização das autoridades e “espiar” as entradas e saídas de certos indivíduos, a troco de subornos ligados a salas VIP. Em tribunal, foi dado como provado que o homem terá por mais de 50 vezes passado informação confidencial. Quanto aos subornos recebidos, envolviam não só dinheiro, mas também o pagamento de serviços de saunas. Na leitura da sentença, o juiz destacou que o condenado não demonstrou arrependimento, que devia sentir vergonha dos crimes de que foi acusado e “aprender a lição”. J.S.F.
As autoridades confirmaram na sexta-feira o diagnóstico de uma nova infecção por covid-19, um caso de recaída vinda do exterior verificada num residente de 32 anos que entrou no território e testou positivo. O homem recebeu a 4 de Março uma dose da vacina Sinopharm e a 20 de Agosto testou positivo à covid-19 no Camboja. Na última quinta-feira o homem fez um teste com resultado negativo e viajou, de jacto privado, para Macau. À chegada, o teste deu positivo. O residente está em quarentena. Até ao momento, não apresenta sintomas e não foi classificado como caso importado.
Jogo Receitas caíram quase 80% em 2020
Em 2020, as receitas globais do sector do jogo foram de 63,94 mil milhões de patacas, menos 78,4 por cento em termos anuais, de acordo com os Serviços de Estatística e Censos. Na publicação dos Resultados do Inquérito ao Sector do Jogo 2020, a redução foi justificada com a “queda significativa do número de visitantes entrados em Macau, gerada pelo impacto da pandemia da pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus”. No ano passado, as receitas provenientes do jogo (60,32 mil milhões de patacas) e do arrendamento (38,00 milhões de patacas) diminuíram 79,4 por cento e 29,1 por cento, respectivamente. Além destas, os juros recebidos foram de 2,65 mil milhões de patacas, menos 1,9 por cento.