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Hoje Macau 13 SET 2013 #2936

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MOP$10

AUSTERIDADE

Ter para ler

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEX TA-FEIRA 13 DE SETEMBRO DE 2013 • ANO XIII • Nº 2936

FUTURO DE PORTUGAL DEPENDENTE DO FUTURO DA EUROPA

CENTRAIS

TIAGO ALCÂNTARA

• MORADIAS DO GOVERNO

Tribunal obriga idosa a entregar casa PÁGINA 6

•

OPINIÃO

COITADINHO DO COUTINHO por Carlos Morais José

PÁGINA 19

Sufrágio universal nas legislativas é a escolha da população em inquérito de rua promovido pelo HM

• 1.ª DIVISÃO DA BOLINHA

Sporting perde com Monte Carlo

O povo dixit BRUCE KWONG DIZ QUE BLUFFS FAZEM PARTE DA CAMPANHA PUB

rito, o HM pretendeu igualmente saber do interesse da população pela política, bem como se faz falta o ensino da cidadania e da participação política nas escolas. A maioria mostra desinteresse pela ciência do governo das nações, contudo revela abertura para que a política seja falada nas salas de aula.

NG KUOK CHEONG ADMITE QUE IR A VOTOS COM TRÊS LISTAS É UM RISCO

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PÁGINAS 2 A 5

E está dito. 86% dos inquiridos pelo HM apoia o sufrágio universal nas eleições legislativas. Desses, 63% considera que a escolha do Chefe do Executivo também se deve processar nos mesmos moldes. Cerca de 30% diz que o novo método terá de ser uma realidade já em 2017. No mesmo inqué-

PÁGINA 16


2

ELEIÇÕES

RITA MARQUES RAMOS

hoje macau sexta-feira 13.9.2013

QUADRO 1

rita.ramos@hojemacau.com.mo

U

QUADRO 2

• SUFRÁGIO UNIVERSAL PARA AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

• CALENDÁRIO DO SUFRÁGIO UNIVERSAL PARA AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

Idades

Sim

Não

Sem resposta

Anos

Inquiridos

18-24

82%(85)

17%(17)

2%(2)

2017

48%(25)

25-35

89%(24)

11%(3)

-

2021

4%(2)

+36

96%(44)

4%(2)

-

Outras datas (para reforma política)

40%(21)

Total

86%(154)

13%(23)

1%(2)

“Tão breve quanto possível”

6%(3)

“Já devia ter sido implementado”

2%(1)

Sem resposta

66%(102)

* Dois dos inquiridos não apresentaram a sua idade

TIAGO ALCÂNTARA

MA das promessas constantes dos programas eleitorais de, pelo menos, metade das 20 listas candidatas à Assembleia Legislativa é o sufrágio universal, tanto aplicado à eleição de deputados como do Chefe do Executivo. O HM apurou, através de um inquérito com enunciado nas duas línguas oficiais e respondido por 179 eleitores na primeira semana de campanha eleitoral – de um universo total de 270 mil pessoas recenseadas –, que os votantes mostram-se favoráveis a esta proposta. Nesta questão, que pode pesar na altura de pôr a cruz numa das listas identificadas no boletim de voto, cerca de 86% da amostra dá o “sim” à pergunta “apoia o sufrágio universal na eleição de todos os deputados?”. Dos inquiridos, mais de 58% dos jovens entre os 18 e os 24 anos, que representam 0,4% da totalidade do eleitorado, acreditam na escolha pela população não apenas dos actuais 14 lugares (para os 33 assentos na Assembleia Legislativa) mas de todos os tribunos. A taxa de aprovação desta política eleitoral é em todas as faixas etárias acima dos 81%, mas, em proporção, o número de inquiridos com idades acima dos 36 anos (46 pessoas) é quem está mais a favor (96%) [ver quadro 1]. Porém, é na faixa entre os 18 e os 24 anos, na qual 5,6% dos inquiridos vota pela primeira vez, que há mais eleitores desfavoráveis sobre a ideia (16%) de implementação do sufrágio universal. Dos 154 inquiridos que responderam afirmativamente a esta proposta, apenas 52 se manifestaram quanto à data de efectivação desta política [ver quadro 2]. A escolha é clara para 48% deste universo: o sufrágio universal para a eleição dos deputados deve ser aplicado em 2017. 4% preferem deixar esta alteração para daqui a duas eleições (2021). No entanto, 40% destes inquiridos que preferem que seja algo a implementar ao longo dos próximos anos e propõem diferentes metas - 2014, 2015, 2016, 2018, 2019 e 2020 para ser implementada uma nova reforma política. Outras quatro pessoas deixam ainda outras sugestões: “tão breve quanto possível” ou “já devia ter sido há 10 anos”, numa resposta aberta, onde se pede que indiquem uma data. Mas

2013

INQUÉRITO HOJE MACAU MAIORIA DOS INQUIRIDOS APOIA O SUFRÁGIO UNIVERSAL NAS LEGISLATIVAS. CERCA DE 30% QUER ESCOLHER TODOS OS DEPUTADOS A PARTIR DE 2017

Sufrágio universal sim, obrigado

É uma das bandeiras de diversas listas nesta campanha eleitoral: o sufrágio universal. O HM questionou uma amostra do universo eleitoral, que se poderá dirigir às urnas no próximo domingo, e apurou que 86% dos 179 eleitores inquiridos diz “sim” à eleição de todos os deputados pela população. Para a escolha do Chefe do Executivo, menos pessoas se manifestaram, mas ainda assim mais de 63% aprova o sufrágio universal

QUADRO 5

QUADRO 6

• INTERESSE POR POLÍTICA

• DISCIPLINA DE CIDADANIA E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA NAS ESCOLAS

Idade

Sim

Não

Sem resposta

Idade

Sim

Não

Sem opinião

Não resposta

18-24

21%(22)

78%(81)

1%(1)

18-24

47%(49)

42%(44)

10%(10)

1%(1)

25-35

62%(17)

30%(8)

7%(2)

0%(0)

+36

38%(18)

45%(21)

13%(6)

2%(1)

Sem idade*

50%(1)

50%(1)

-

-

10%(18)

2%(2)

25-35 anos

52%(14)

48%(13)

-

+ 36 anos

39%(18)

61%(28)

-

Sem idade*

0%(0)

100%(2)

-

* Dois inquiridos não colocaram idade no inquérito

Total 48%(85) 41%(74) * Dois inquiridos não colocaram idade no inquérito


eleições 3

hoje macau sexta-feira 13.9.2013

QUADRO 3

QUADRO 4

• SUFRÁGIO UNIVERSAL PARA O CHEFE DO EXECUTIVO

• AMOSTRA POR IDADE

Idade

Directo

Indirecto

Não Apoio

Sem Opinião

Sem resposta

Total

18-24

52%(54)

7%(7)

7%(7)

34%(35)

1%(1)

104

25-35

56%(15)

4%(1)

15%(4)

26%(7)

0

27

Jovens com ≤ 24 anos recenseados que votaram em 2009: 6% (10)

+36

94%(43)

0%(0)

2%(1)

4%(2)

0

46

Jovens entre os 25 e 35 anos:

15% (27)

Sem idade*

-

50%(1)

-

50%(1)

0

2

7%(12)

25%(45)

1%(1)

179

Inquiridos ≥ 36 anos:

26% (46)

Sem idade:

1% (2)

Total 63%(112) 5%(9) * Dois dos inquiridos não apresentaram a sua idade

dos inquiridos apoia o sufrágio universal nas eleições legislativas

a maioria, dos que defendem o sufrágio universal, preferiu abster-se sobre um possível calendário (66%).

DEMOCRACIA APLICADA AO CHEFE DO EXECUTIVO

Embora as eleições para o líder do Governo só tenham lugar no próximo ano, o HM também inquiriu a amostra sobre a sua posição face a este tema, até porque nesta campanha o sufrágio directo aplicado à escolha do Chefe do Executivo é também uma bandeira de muitas listas. Neste caso, a questão colocou-se mais a fundo. Será que cabe ao povo escolher o colégio eleitoral? Ou o voto deve ser directo para os candidatos a Chefe do Executivo? Aposição é clara: 112 eleitores (63%) apoiam a eleição directa deste governante, sendo que 45 inquiridos (25%) não teve qualquer opinião [ver quadro 3].

63%

dos inquiridos quer sufrágio universal para a escolha do Chefe do Executivo

O grupo mais velho desta amostra é quem se mostra mais defensor desta ideia. Mas é no grupo dos 25 aos 35 anos que se expressa maior resistência, de uma oposição que corresponde a 25% do total de inquiridos. No entanto, embora seja expressiva percentualmente (15%), não se faz representar por um grande número dos inquiridos. Por sua vez, a escolha pela via indirecta, ou seja, através de um colégio eleitoral, é apenas aprovada por 5% desta amostra.

POUCA CONVICÇÃO SOBRE O ENSINO DE CIDADANIA E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA NAS ESCOLAS

Vamos falar de eleições mesmo assim O eleitorado jovem divide-se quanto à implementação de uma disciplina de cidadania e participação política no ensino. Embora a medida seja aprovada pelos inquiridos, a margem entre o “sim” e o “não”, face à possibilidade desta cadeira como parte do currículo da escola, é muito pequena, com 48% dos 179 votantes a favor da ideia contra os 41% que a reprovam. A faixa inquirida mais jovem, com idades compreendidas entre os 18 e 24 anos, é quem mais dúvidas tem sobre a implementação desta medida quando é assumidamente o grupo que não tem “interesse na política”. Dos 104 eleitores pertencentes a este grupo que responderam ao inquérito do HM, 78% “não tem interesse” no que toca a esta temática e, por outro lado, 47% assume que seria interessante ouvir falar de política na sala de aula. Ao contrário, 42% não vê sentido nisso [ver quadros 5 e 6]. Outra faixa etária que não mostra interesse por assuntos políticos é a de pessoas com mais de 36 anos. Mas, neste caso, à fal-

Apesar dos resultados deste inquérito, este ano existem muitos candidatos jovens a concorrer pelas listas ao sufrágio directo, o que prova o seu interesse na política. A idade média dos 147 pretendentes ao cargo de deputados é de 44,5 anos, sendo que há três candidatos com 22 anos que garantem o lugar de mais novos nestas eleições

TIAGO ALCÂNTARA

86%

Jovens com ≤ 24 anos recenseados que votam pela 1ª vez: 53% (94)

ta de disponibilidade para a temática acresce a não necessidade de aprendê-la. Este é, aliás, o único grupo de inquiridos que se opõe à ideia. Quando questionados sobre as razões para implementar a disciplina de política nas escolas, quem respondeu positivamente a esta medida, fez saber que “poderia envolver mais os jovens na política”. Do universo de inquiridos, 37% apresentaram esta como a melhor justificação e foi nas faixas entre os 18 e os 24 anos e acima dos 36 anos que esta razão ganhou maior expressividade [ver quadro 7]. Mas entre o eleitorado mais jovem este ponto está equi-

QUADRO 7 • RAZÕES PARA SER IMPLEMENTADA Razões

18-24

25-35

+36

Sem idade

Total

1ª Porque os jovens não se interessam

22%(11)

23%(4)

22%(4)

-

22%(19)

2ª Porque há falta de conhecimento

16%(8)

30%(5)

22%(4)

6%(1)

22%(18)

3ª Poderia envolver mais os jovens na política

39%(19)

30%(5)

39%(7)

-

37%(31)

Sem resposta

14%(7)

18%(3)

17%(3)

-

15%(13)

Total

58%(49)

20%(17)

21%(18)

-

100(85)

parado a outro igualmente importante, o facto de que “os jovens não se interessam por política” (38%). Dois inquiridos chegaram mesmo a optar pelas duas justificações para a implementação desta disciplina. Já no caso do grupo entre os 25 e os 35 anos, a razão de envolver mais os jovens na política ganhou tanto eco (29%) como “a falta de conhecimento” que há na matéria. Apesar dos resultados deste inquérito, este ano existem muitos candidatos jovens a concorrer pelas listas ao sufrágio directo, o que prova o seu interesse na política. A idade média dos 147 pretendentes ao cargo de deputados é de 44,5 anos, sendo que há três candidatos com 22 anos que garantem o lugar de mais novos nestas eleições. Nesta campanha eleitoral, a ideia de educação política tem ganho também grande projecção na medida em que os candidatos têm apelado a que o papel da Comissão para os Assuntos Eleitorais da Assembleia da Legislativa (CAEAL) seja permanente e actue também junto dos estabelecimentos de ensino. - R.M.R.


4 eleições

hoje macau sexta-feira 13.9.2013

BRUCE KWONG, ESPECIALISTA EM POLÍTICA DA UMAC, ANALISA AS ELEIÇÕES

“Dizer que não vai ser eleito é uma forma de campanha” CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

T

EM sido normal ouvir, durante esta semana, diversas listas a dizerem que não acreditam que vão conseguir ter votos suficientes para serem eleitas. Algumas apelam mesmo aos eleitores que votem em si, de forma a garantir dois cargos na AL. Em declarações ao HM, Bruce Kwong, especialista em política da Universidade de Macau (UMAC), analisa o fenómeno. “Desde segunda-feira que já há listas a começar a dizer que não vão ter votos suficientes. Porém, como é que eles sabem? Se não há ainda resultados de inquéritos, as listas também não podem dizer que não vão ter votos suficientes. Os candidatos estão preocupados que não haja votos suficientes, não sabem que não os têm. São conceitos diferentes. Dizer que não vai ser eleito também é uma forma de campanha.” Quantos votos podem garantir a uma lista um assento na AL? Seis mil, é a resposta de Bruce Kwong. “7857 foi o número de votos que Melinda Chan, a lista que obteve menos votos em 2009, conseguiu e conseguiu um lugar na AL. Desta

BRUCE KWONG Académico da Universidade de Macau

Bruce Kwong

vez, com mais listas, o número pode ser diferente, mas seis mil é o mínimo para se ter oportunidade para entrar na AL.” Para Bruce Kwong, as listas dos operários podem “roubar” quase três mil votos à Federação das Associações de Operários de Macau (FAOM). “Desta vez, apesar da FAOM, há mais quatro

listas que defendem os direitos dos operários e, se cada lista tiver mais ou menos 800 votos, já cerca de três mil não vão votar na FAOM.” Para ganhar dois cargos na AL, uma lista deverá obter mais de 15 mil votos. Segundo os dados das eleições em 2009, os grupos que ganharam dois assentos, tiveram, pelo menos,

CANDIDATO DA IDEAIS DE MACAU SURPREENDIDO EM ZHUHAI

Cheong Weng Fa agredido O número um da lista 10, Associação para a Promoção da Democracia, Liberdade, Direitos Humanos e Estado de Direito de Macau – Ideais de Macau, Cheong Weng Fa, disse ontem ao HM que foi atropelado em Zhuhai e, segundo ele, por causa das eleições. “Marcaram comigo um almoço em Zhuhai, porque me disseram que tinha naquela cidade um apoiante. Ao chegar ao local combinado fui agredido com paus por dois indivíduos com tatuagens espalhadas pelo corpo.” Cheong Weng Fa afirmou ainda que durante a sova, os homens proferiram, em

mandarim, “tens o sonho de ser deputado”. O candidato não hesitou em referir que a agressão de que foi alvo deve-se às suas posições contra

Desde segunda-feira que já há listas a começar a dizer que não vão ter votos suficientes. Porém, como é que eles sabem? Se não há ainda resultados de inquéritos, as listas também não podem dizer que não vão ter votos suficientes. Os candidatos estão preocupados que não haja votos suficientes, não sabem que não os têm. São conceitos diferentes. Dizer que não vai ser eleito também é uma forma de campanha

Mak Soi Kun e Kwan Tsui Hang. “Estou sempre a acusar os Kai Fong. Não sei quem encomendou isto mas tenho a certeza que tem ligações com as eleições.”. Cheong Weng Fa, que já procedeu a queixa na polícia e realizou exames num hospital de Zhuhai, lembrou que a Associação de Mútuo Auxílio dos Operários de Macau tem mais de 21 mil membros e cerca de 2.800 são ex-membros da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). “Alguns dos votos que a FAOM esperaria estão agora do meu lado. Espero, no mínimo, atingir cinco mil votos.” - C.L.

16.424 votos. Foi a lista de Ng Kuok Cheong.

CORRUPÇÃO E SOLUÇÕES

Segundo Bruce Kwong, nas eleições de 2009, táxis foram alugados por listas para transportar os eleitores aos pontos de votação, a um preço diário de 1700 patacas. “Isto é muito mau e a Comissão dos Assuntos

Eleitorais daAssembleia Legislativa (CAEAL) precisa de melhorar isso. Mas primeiro de tudo, tem que se resolver os fenómenos da compra dos votos. Depois, tem de se aumentar os pontos de votação.” O especialista também recomenda que se obrigue todos os eleitores a votar, como na Austrália ou Singapura. “É difícil, mas é uma boa tendência.”

MOBÍLIA COM POSTER E TUDO

Quem for à loja de móveis deste senhor, tem uma oferta se comprar o armário da imagem. Compra a mobília, leva um cartaz da lista 13 como decoração.


eleições 5

hoje macau sexta-feira 13.9.2013

CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

A

Associação Novo Macau (ANM) admite ter arriscado quando se dividiu em três listas candidatas às eleições para a Assembleia Legislativa (AL). Ontem, aquando da apresentação do seu programa político, Ng Kuok Cheong – que concorre pela lista Associação de Próspero Macau Democrático – e Paul Chan Wai Chi, número dois da mesma lista, admitiram que há o risco de Chan Wai Chi não conseguir ser eleito. O problema, dizem os democratas, é que ambos os deputados são católicos e podem contar com esses votos. Contudo, explicam, apesar de haver 20 mil católicos em Macau nem todos são eleitores e, além disso, nem todos votam na sua lista. Mas há mais. “A ANM, desta vez, tem três listas, por isso é provável que percamos um cargo.” Ainda assim, Ng Kuok Cheong diz que espera que os eleitores possam ter como referência o trabalho dos deputados, nos últimos anos. Sobre as recentes alegações de que há conflitos entre a lista encabeçada por Jason Chao, o mais novo da ANM, e as outras duas listas – a de Ng Kuok Cheong e a de Au Kam San -, os democratas desmentem. “Nós, as três listas, não temos conflitos, nem gostamos que as outras listas se acusem e difamem umas às outras. Esperamos eleições saudáveis, especialmente nas eleições directas. O sistema político democrata não pode significar o caos nas eleições. Se toda a gente difamar os outros, que parte boa a democracia tem? Difamar outras listas é também difamar o sistema das eleições directas.” Ng Kuok Cheong explica que, enquanto Au Kam San, cabeça da lista Novo Macau Democrático, não tem medo de denunciar e criticar a injustiça, a lista liderada

NG KUOK CHEONG ADMITE RISCO DE TER TRÊS LISTAS A CONCORRER À AL E ASSEGURA QUE NADA ESTÁ MAL NA NOVO MACAU

“Difamar listas é difamar sistema de eleições directas” por Jason Chao tem muitas novas ideias para os jovens.

PROBLEMAS POR RESOLVER

Nós, as três listas, não temos conflitos, nem gostamos que as outras listas se acusem e difamem umas às outras. Esperamos eleições saudáveis, especialmente nas eleições directas. O sistema político democrata não pode significar o caos nas eleições. Se toda a gente difamar os outros, que parte boa a democracia tem? Difamar outras listas é também difamar o sistema das eleições directas NG KUOK CHEONG Candidato a deputado da Assembleia Legislativa pela Associação de Próspero Macau Democrático

PROMOÇÃO DE ELEIÇÕES TAMBÉM PASSA PELO JOGO

Em terra de casinos M ACAU é conhecida pelos seus casinos e as apostas estão tão enraizadas na população que até para divulgar a forma de votação nas eleições para a Assembleia Legislativa é utilizado um jogo com direito a prémios. Nas eleições, marcadas para o próximo dia 15, há 20 listas concorrentes a 14 lugares pelo sufrágio directo e um universo de 277.153 eleitores inscritos numa votação reservada apenas a portadores do Bilhete

de Identidade de Residente Permanente, ou seja, naturais de Macau ou com mais de sete anos de residência. Como forma de promoção do conhecimento do método, local e formas de tirar dúvidas sobre o acto eleitoral, a Comissão dos Assuntos Eleitorais promove um jogo ‘online’ em que os cidadãos, primeiro, recebem todas as informações e, depois, são convidados a responder a um conjunto de questões directamente relacionadas aos mesmos assuntos.

No final são, caso o eleitor queira, recolhidos os dados pessoais para um sorteio a realizar posteriormente com direito a lembranças do acto eleitoral. Anúncios na televisão, palestras, espectáculos, distribuição de lembranças e jogos são algumas das iniciativas levadas a cabo para sensibilizar a população de Macau a ir às urnas nas próximas eleições para a Assembleia Legislativa e também para apelar para umas “eleições limpas”. - Lusa

Depois de assegurar que o objectivo da associação é manter três cargos e lutar para ainda mais um na AL, Ng Kuok Cheong explicou que o programa político da Associação de Próspero Macau Democrático baseia-se no que pedem os residentes. “O nosso programa político pede sempre a saída dos dirigentes sem capacidade do Governo, o aumento da velocidade de construção da habitação económica, a utilização dos aterros como local a longo prazo para os residentes de Macau, o aumento do salário mínimo para 30 patacas por hora, a resolução dos problemas do emprego e reaver os canais de televisão perdidos.” Ng Kuok Cheong admitiu que isso não tem nada de novo, mas assegura que são as questões que ainda não foram resolvidas. “Além disso, reparei que entre as 20 listas, 16 são a favor do sistema político democrata, pelo menos 11 listas escreveram no seu programa político que apoiam o sufrágio universal e também 11 listas são a favor de que se deixe as eleições indirectas. Significa que o sufrágio universal é uma consciência geral dos cidadãos.” Nas eleições de 2009, a lista de Ng Kuok Cheong ganhou 16424 votos, sendo a terceira lista com mais votos.


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SOCIEDADE

hoje macau sexta-feira 13.9.2013

IMPEDIDA TRANSFERÊNCIA DE CASA DO GOVERNO A FILHA DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO FALECIDO

“Não existe suporte legal”, diz TSI Vivia com o pai desde 1951 numa moradia da RAEM e, após a morte deste em 2011, tentou transferir o arrendamento da casa para si. Mas, a residente de Macau de 63 anos foi impossibilitada pelo tribunal de o fazer, porque não há na lei – neste caso - algo que o permita

Além disso, a defesa da mulher evoca ainda a questão humanista do problema. “O despacho [que indeferiu a transmissão] não teve em conta o aspecto humanista e social da questão, limitando-se a considerar o [Regime de Atribuição de Alojamento aos Trabalhadores Locais da Administração Pública] que, na nossa opinião, está desajustado da realidade da RAEM e é contrário ao artigo 38.º, 40.º e 41.º da Lei Básica”, pode ler-se no acórdão. Estes artigos referem-se à protecção

– que o tribunal consideram não serem válidas -, a mulher evoca ainda outros argumentos. “Acontece que, com o falecimento do pai, [ela] se encontra desamparada vivendo à custa de ajudas periódicas dos seus familiares que vivem no estrangeiro, mas nunca deixou de pagar a renda até à presente data”, diz. “Se tivermos em conta que se trata de uma pessoa que vai completar, brevemente, 63 anos, solteira, que vive só depois de perder recentemente o pai com quem sempre viveu e com

dos legítimos direitos e interesses das mulheres e a Pactos e Convenções Internacionais sobre a protecção dos direitos dos cidadãos.

JOANA FREITAS

TSI SEM BASE LEGAL

problemas de saúde , o apego a esta casa talvez seja algo que a faz agarrar a vida.” O TSI, contudo, não se prende a estes argumentos, considerando apenas que não tem como permitir a transmissão da moradia,

joana.freitas@hojemacau.com.mo

Além da chamada de atenção para as leis do território

U

MA mulher, filha de um aposentado da Polícia de Segurança Pública (PSP), perdeu pela terceira vez a oportunidade de conseguir ficar numa moradia da RAEM. Segundo um acordo do Tribunal de Segunda Instância (TSI), ontem analisado pelo HM, a idosa – com 63 anos – tentou interpor recurso a Francis Tam de uma decisão da directora das Finanças, que lhe impediu que continuasse a viver na casa arrendada onde vive desde 1951. O secretário para a Economia e Finanças, contudo, também rejeitou o pedido. A ideia da mulher era transferir o arrendamento da moradia – pertencente ao Governo – para si, após o falecimento do pai em 2011. A residente alega que mora na casa “há mais de 60 anos” e que “sempre teve problemas de saúde”, bem como “sempre precisou do apoio dos pais e dos irmãos”. Os argumentos da residente baseiam-se, essencialmente, nas leis de Macau.

A ideia da mulher era transferir o arrendamento da moradia – pertencente ao Governo – para si, após o falecimento do pai em 2011. A residente alega que mora na casa “há mais de 60 anos” e que “sempre teve problemas de saúde”, bem como “sempre precisou do apoio dos pais e dos irmãos”

uma vez que não existe qualquer base legal para isso. “[Na Lei Básica] são os direitos legítimos e interesses das mulheres e da condição de mulher [que estão previstos], como os relacionados com a maternidade, o aleitamento e filhos. O direito a ser arrendatário de uma moradia não se compagina com um direito específico das mulheres. (...) Nesse caso, tudo que era relacionado com a mulher teria de ser tratado de forma mais favorável na lei.” O TSI diz não ser possível uma decisão diferente da parte da Administração. “Não existe suporte legal que permita a transferência da titularidade do arrendamento para a recorrente. Nenhuma norma de Pacto ou Convenção Internacional reconhece à mulher, que se saiba, direito de se manter na casa de habitação só porque o pai é arrendatário.” A lei refere que estes casos só podem acontecer se a pessoa for cônjuge não separada judicialmente, se a mulher vivesse com base no subsídio de família ou que, por exemplo, provasse que vivia há mais de um ano com o falecido. O problema é que, segundo o tribunal, a residente não preenche nenhum dos requisitos. “O homem era aposentado da PSP e ela doméstica. O pagamento de pensão deixou de ser feito por falta de prova de vida em Abril de 2012 e, em Março de 2012 foi solicitado à mulher - que vivia desde 1951 com o pai – uma declaração de agregado familiar. Tal não aconteceu.”

MONG HÁ PRÉDIO DE 16 ANDARES NO SOPÉ DA COLINA AUTORIZADO PELO GOVERNO

Kong Sing terá de pagar 23 milhões A

empresa Companhia de Fomento Predial e Desenvolvimento Kong Sing recebeu, esta semana, aprovação do Executivo para avançar com obras no sopé da colina de Mong Há. De acordo com um despacho publicado, na quarta-feira, no Boletim Oficial, o Governo autorizou

a celebração do contrato, que vai fazer nascer um empreendimento de habitação, estacionamento e comércio. O terreno, na Avenida Coronel Mesquita, tem uma área de 1011 metros quadrados, foi adjudicado à empresa – pertencente a Chan Chor Tung e a Chum Pak Tak – já anteriormente e

foi, agora, revisto “por força dos novos alinhamentos definidos para o local”. Ainda é preciso demolir edifícios que existem no local, mas já em 2011 a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) deu aval positivo ao projecto de arquitectura entregue pela empresa. “Em

Janeiro de 2012, a concessionária solicitou autorização para a modificação do aproveitamento do terreno e o procedimento seguiu a sua tramitação normal, tendo o processo sido enviado à Comissão de Terras que, reunida em 7 de Março de 2013, emitiu parecer favorável ao deferimento do pedido, o qual foi

homologado por despacho do Chefe do Executivo, de 31 de Maio de 2013”, lê-se no BO. O prédio terá 16 andares e a Kong Sing vai ter de pagar cerca de 23 milhões de patacas pelo prémio de concessão. Chum Pak Tak é membro da Macao Association of Building Contractors & Developers. - J.F.


sociedade 7

hoje macau sexta-feira 13.9.2013

BLOCO III DO EDIFÍCIO KOI FU COMEÇOU A SER DEMOLIDO

Proprietários sem ajudas do Governo

O

bloco III do edifício Koi Fu, que fica perto do Cinema Alegria, já começou a ser demolido. O caso não se reveste dos mesmos moldes do Sin Fong Garden uma vez que os proprietários não obtiveram qualquer ajuda monetário do Governo. Contudo, concordaram em iniciar as obras de demolição para depois procederem à reconstrução da parte que coloca o prédio em risco de ruir. As obras de demolição devem terminar até ao final do ano e, para a reconstrução, ainda não existe um calendário. Os moradores alegam que precisam de angariar mais de oito milhões de patacas, o que num total de doze apartamentos significa que cada um tenha de dar mais de 700 mil patacas.

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A Companhia de Fomento Predial Kuan Seng é a empresa responsável pela reconstrução do Koi Fu. Ao Hoje Macau, o porta-voz da companhia senhor Lei admitiu que está a ter grandes dificuldades em realizar o projecto, uma vez que necessita de colocar mais de 30 pontos de monitorização no edifício vizinho, o Fok Neng, por forma a encontrar

aquilo que denominou de “circunstâncias incomuns”. Foi pensada, para a nova empreitada, a construção de mais andares mas o Executivo não permitiu, alegando que a política para os bairros antigos determina edifícios baixos. Recorde-se que a situação dura quase há um ano e, quando há dois meses, os moradores queixaram-se ao Hoje Macau por se sentirem injustiçados porque não foram tratados da mesma forma que os proprietários do edifício Sin Fong Garden. A explicação da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) foi que os dois casos eram totalmente diferentes e recusaram-se a dar subsídios aos moradores do Koi Fu para estes arranjarem uma casa noutro lugar. - C.L.

DSAT REVELOU LOCAIS ONDE ESTACIONAMENTO SE ENCONTRA PROIBIDO A PARTIR DE HOJE

A culpa é das eleições

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S eleições para a Assembleia Legislativa terão lugar a 15 de Setembro e como forma de racionalizar o trânsito das zonas envolventes das assembleias de voto, a Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego (DSAT) divulgou ontem os locais de estacionamento proibido até ao próximo domingo. Contudo, a DSAT informou que serão criadas nas zonas envolventes nas várias assembleias de voto, com zonas de embarque e desembarque de passageiros, para facilitar a paragem de veículos para tomar ou largar passageiros. O trabalho, feito em coordenação com a Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) e com o Corpo de Polícia de Segurança Pública (PSP), foi realizado

em Coloane, onde na Avenida de Cinco de Outubro entre o Largo do Estaleiro e o Largo Tam Kong Miu passará a ser usada apenas uma via de sentido único no próprio dia das eleições, das 8 às 22h, devendo os veículos circular do sentido do Largo do Estaleiro para o Largo Tam Kong Miu. Já na península de Macau,

é proibida a circulação do trânsito, durante o mesmo horário, na Travessa de Artur Tamagnini Barbosa (junto da Escola Técnico-Profissional da Associação Geral dos Operários) entre a Rua de Lei Pou Ch’on e a Rua Central de T’oi Sán. Ao mesmo tempo, o terminal de autocarros da Praça de Luís de Camões, assim como as paragens “Rua 1 de Maio/ Escola Luso-Chinesa Técnico-Profissional” e “Avenida de D. João IV/ Rua do Comandante Mata e Oliveira” serão temporariamente transferidas. A DSAT apela aos passageiros que queiram utilizar as referidas paragens para se dirigirem, respectivamente, às paragens provisórias na Rua de Coelho do Amaral junto do Edifício Lai Hou, Rua 1 de Maio junto da Rua Nova da Areia Preta e Avenida de D. João IV junto da Rua do Comandante Mata e Oliveira.


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CHINA

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SÍRIA PEQUIM REAGE COM FRIEZA À PROPOSTA FRANCESA SOBRE ARMAS QUÍMICAS

Uma oportunidade para solução política A China reagiu esta quarta-feira com frieza a uma proposta francesa de resolução do Conselho de Segurança da ONU para o controle das armas químicas da Síria, dizendo que eventuais decisões se devem basear num consenso e levar a uma solução pacífica. A proposta redigida pela França dá 15 dias para que a Síria apresente um inventário completo do seu programa de armas químicas, e que abra imediatamente todos os locais relacionados aos inspectores da ONU. O texto, ao qual a agência inglesa de notícias Reuters teve acesso, acrescenta que, em caso de não cumprimento, o Conselho de Segurança se reserva ao direito de “adoptar novas medidas necessárias de acordo com o Artigo 7º.” da Carta da ONU. O artigo 7º. trata do poder conferido ao Conselho para impor sanções ou intervenções militares. Esta referência, segundo os diplomatas, deixou a Rússia relutante em apoiar a proposta francesa. O porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, não manifestou explicitamente apoio ou reprovação à proposta francesa, mas fez algumas ressalvas. “A China apoia o Conselho de Segurança da ONU desempenhando um papel importante nas questões da paz mundial e da segurança, e está disposta a permanecer em contacto com

todas as partes para definir os próximos passos do Conselho de Segurança”, disse. - Também acreditamos que uma acção do Conselho de Segurança se deve basear no consenso alcançado após as discussões entre todos os lados, que devem ajudar a melhorar a actual tensão na Síria, e serem úteis para manter a paz e a estabilidade na região, com vista a alcançar uma solução política – acrescentou Hong. A Rússia e a China já vetaram várias tentativas anteriores de impor punições ao governo sírio por intermédio do Conselho de Segurança. Hong reafirmou a oposição chinesa a qualquer acção militar unilateral na Síria, e disse que a proposta original da Rússia, que prevê a entrega do arsenal químico sírio ao controlo internacional, criou uma “oportunidade importante” para uma solução política da crise. - Esperamos que todas as partes possam aproveitar esta oportunidade e esforçar-se de forma activa para resolver a questão síria por meios políticos e diplomáticos – afirmou. A proposta feita pela Rússia levou o governo dos EUA a reverem, pelo menos temporariamente, a sua intenção de bombardear a Síria para punir o governo de Bashar al Assad pelo suposto uso de armas químicas contra civis. Assad nega ter cometido o ataque com gás sarin em 21 de Agosto.

ARGENTINA QUER APRENDER COM A CHINA A MELHORAR ESTATÍSTICAS

DAVOS CHINA É O 29.º PAÍS MAIS COMPETITIVO DO MUNDO

FMI aperta o cerco C

ENSURADA pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), em Fevereiro, devido à falta de credibilidade das suas estatísticas, a Argentina foi à procura de pistas na China, país que é frequentemente questionado pela qualidade dos seus dados. O Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censo, o IBGE local) deu início a uma série de parcerias para trocar conhecimentos na matéria, nomeadamente com o seu homólogo chinês. Os técnicos da insti-

tuição chinesa estiveram em Buenos Aires, já esta semana Na ocasião, Norberto Itzcovich, director do Indec, divulgou um comunicado em que afirmou ser muito positivo “conhecer as experiências do desenvolvimento do Índice de Preços ao Consumidor da China”. A Argentina prometeu lançar até o fim do ano um novo índice de inflação, uma vez que tem vindo a ser pressionada pelo FMI para tornar a qualidade dos seus dados mais confiável. Em Fevereiro, o Fundo emitiu uma moção

de censura contra o país, a primeira advertência do tipo feita pelo organismo. O Indec está desde 2007 sob intervenção do governo. O facto de estar a unir forças com o instituto chinês não passa despercebido porque o órgão de Pequim é frequentemente acusado por economistas e instituições financeiras, como o Goldman Sachs, de manipular os dados oficiais. Procurado para comentar os motivos da parceria com o instituto chinês, o Indec não respondeu à solicitação.

O primeiro dos Brics N A lista da competitividade global, a China está em 29.º, à frente do Brasil, Rússia, Índia e África do Sul, países dos Brics. Os dados fazem parte de um relatório, divulgado

durante a Cimeira de Davos de Verão 2013 que começou esta quarta-feira em Dalian. Entre os países dos Brics, a África do Sul está em 53.º lugar do ranking, três posições à frente do Brasil. A Índia e a

Rússia ocupam o 60.º e 64.º lugar, respectivamente. De acordo com a economista do Fórum Económico Mundial, Jennifer Blanke, apesar desta liderança, a China deve procurar soluções para uma série de problemas, como a corrupção, a segurança e os mecanismos de gestão empresarial. Blanke disse que a macroeconomia da China está a viver um ambiente estável e superior em diversos sectores. O país vai continuar o desenvolvimento acelerado, se o governo chinês investir mais na promoção e na inovação tecnológica, melhorar a qualidade do ensino superior e reduzir a intervenção no mercado.


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S chineses ainda acham “caro demais” o novo iPhone apresentado pela Apple, mas os japoneses já fazem fila em Tóquio para comprar o novo objecto do desejo que é oferecido por três operadoras a preços muito competitivos. O novo iPhone 5C, que aparece nas cores azul, branca, rosa, amarela e verde, será comercializado nos Estados Unidos por cerca de 750 patacas na versão 16 megabytes com uma assinatura mais acessível do que o das versões anteriores. Mas na China, onde há smartphones vendidos a cerca de 750 patacas e onde a Apple só controla 5% do mercado, o iPhone 5C custará cerca de 5500 patacas, apenas um pouco mais barato do que o iPhone 5. O iPhone topo de gama, O 5S, está à venda a partir de cerca de 6500 patacas. “Achava que a versão barata, o 5C, seria

NOVO IPHONE 5C AINDA É CARO DEMAIS PARA OS CHINESES

Desejo difícil de alcançar vendida a cerca de 1.200 ou 2.200 patacas”, lamentava um cibernauta na rede Weibo. “Esta é que é a versão supostamente mais barata? Devem pensar que somos imbecis”, queixava-se outro. Acontece ainda que na China as operadoras não oferecem aos seus assinantes os descontos sobre os aparelhos no acto da compra. No Japão acontece o contrário: com frequência o cliente pode sair de uma loja com seu novo iPhone no bolso sem pagar um único iene, e o preço cobrado para pagar o aparelho é devolvido quase integralmente através de um desconto na mensalidade. A maior operadora de serviços de rede móvel

REFORMAS CONTINUAM E EMPRESAS ESTRANGEIRAS SERÃO TRATADAS COM IGUALDADE

Agora ou nunca O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, reiterou esta quarta-feira a disposição de efectuar profundas reformas económicas, e prometeu às empresas estrangeiras que serão tratadas com igualdade. “A China continuará a estimular as empresas estrangeiras para realizarem investimentos e negócios no país, onde estão criadas as condições para que todos os protagonistas tenham acesso equitativo à produção, ao mercado e às protecções legais”, declarou Li. Estas declarações, realizadas numa sessão da Cimeira Económica Mundial, foram feitas numa altura em que a China - que enfrenta várias

divergências comerciais com a Europa e os Estados Unidos – investiga várias empresas multinacionais por corrupção ou cartel, que foram consideradas “desproporcionais” pelos países ocidentais. Li Keqiang reafirmou a vontade reformista da administração do novo presidente Xi Jinping, que assumiu o poder em Março e que deseja “reequilibrar” a economia chinesa em benefício da procura interna. “A China passa agora por um momento crucial (...) e, se não estimularmos suficientemente as reformas estruturais, será difícil chegar a um crescimento duradouro”, disse o primeiro-ministro.

japonesa NTT Docomo oferecerá estes novos iPhones aos seus 62 milhões de assinantes. A NTT Docomo era até agora a única das três grandes operadoras japonesas a não propor esta popular gama de aparelhos. Esta “lacuna” teria feito a NTT Docomo perder 3,5 milhões de clientes, que teriam indo para as grandes concorrentes, a SoftBank e a KDDI. A partir de agora, a concorrência vai ser reforçada a favor dos clientes, que poderão obter assim preços mais atraentes. A distribuição do iPhone pela NTT Docomo também é uma boa notícia para a Ap-

ple, que perde terreno para a sul-coreana Samsung, cuja fatia no mercado mundial (mais de 30%) é o dobro da gigante americana. Mas o facto de o iPhone se somar ao catálogo da NTT Docomo representa também um duro golpe para os fabricantes japoneses de ‘smartphones’, praticamente ausentes nos mercados internacionais - excepto a Sony -, e que inclusive têm uma vida difícil no mercado nacional. Recentemente, a NEC anunciou que atirava a toalha ao chão e a Panasonic estaria disposta a fazer o mesmo. Estas empresas já tinham sido afectadas pela recente estratégia da NTT Docomo, denominada “Two top”, que privilegia a venda de telemóveis Samsung e Sony. Esta táctica contra a força do iPhone não foi suficiente e o produto da Apple acabou por se impor como uma necessidade.

EX-CHANCELER ESCREVE SOBRE POLÍTICA EXTERNA CHINESA EM REVISTA NORTE-AMERICANA

Teoria do “sonho chinês” A

política externa chinesa foi tema de um artigo de opinião do ex-chanceler chinês, Yang Jiechi, publicado esta terça-feira na versão online da revista norte-americana National Interest. No artigo “Pôr em prática o sonho chinês”, Yang explica que, desde o 18.º Congresso Nacional do PCCh, a sessão de 2013 da Assembleia Popular Nacional (APN) e a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, a nova liderança chinesa tem apresentado uma sequência de pensamentos estratégicos virados para o exterior, bem como tem levado a cabo políticas e directrizes diplomáticas.

No texto, Yang explica que a teoria do “sonho chinês” tem sido bem recebida pela comunidade internacional devido à “sua rica conotação e incentivo ao intercâmbio e cooperação com todos os países do mundo”. Yang escreveu que o sonho

Celebrado sétimo dia sem carro

O Ministério da Habitação e Desenvolvimento Rural e Urbano da China declarou esta quartafeira que vai aproveitar o “Dia sem Carro na Cidade”, no dia 22 de Setembro, para impulsionar a construção de um sistema de transporte limpo, a fim de satisfazer a exigência da população por uma melhor qualidade do ar. A China aderiu à iniciativa “Dia sem Carro” em 2007, tendo promovido a mesma em seis edições. Até ao momento, 153 cidades do país prometeram participar da actividade. O tema desta edição é “Transporte Verde, Ar Fresco”. Serão delimitadas algumas zonas sem automóveis nas zonas urbanas, a fim sensibilizar a população para as vantagens dos transportes verdes.

chinês não se pode dissociar dos sonhos de todas as nações. À medida que a China se for desenvolvendo, também vai ajudar outros países, em particular países vizinhos e nações em desenvolvimento, na concretização de seus respectivos sonhos.


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CRISE

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presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, António Barreto, afirmou hoje que não é possível discutir o futuro do país sem discutir a Europa, a menos que ocorra uma crise europeia “muito grave”. “Para Portugal já não é possível discutir o futuro do país sem discutir o futuro da Europa. Pensar Portugal sem pensar Europa também já não é possível, a não ser em caso de ruptura e de crise muito grave, crise económica europeia muito grave, ou crise política europeia”, disse o sociólogo. Acerca da actual situação da União Europeia, António Barreto defendeu que, “ou a Europa encontra em si própria instrumentos de renovação do seu pacto europeu e resolve as ameaças de ruptura, ou teremos eventualmente uma espécie de pequena fragmentação da Europa e [podem] aparecer duas ou três Europas diferentes”, e se a fragmentação “for excessiva, em que dois ou três países vão para um lado e outros para outro, a Europa dissolve-se”. António Barreto falava à agência Lusa a propósito do 2.º Encontro Presente no Futuro, organizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, sexta-feira e sábado, em Lisboa, sobre “Portugal Europeu. E agora?”, para pensar a experiência europeia actual e as perspectivas para os próximos anos. O Encontro pretende ser um momento de reflexão acerca da forma como os portugueses, as associações, as empresas e o próprio Estado vivem a experiência da cidadania na Europa, como são vistos pelos europeus e como evolui a União Europeia, como conjunto de países e ocupando um lugar no mundo. No próximo ano, o 3.º Encontro vai dedicar-se às condições, factores e valor da liberdade, que é “o valor mais importante” para a Fundação. Para o presidente do conselho de administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos, “a integração europeia [de Portugal] começou nos anos 60 com a coisa mais importante que são os homens e mulheres, as pessoas começaram a integrar a Europa sem tratados, sem decretos-lei”, com os emigrantes. O segundo grande momento de integração é a partir da democracia em Portugal, quando pede a adesão. As relações entre as pessoas mantiveram-se e desenvolveram-se, mas o processo “vai abrir

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FUTURO DE PORTUGAL TEM DE SER DISCUTIDO COM O FUTURO DA EUROPA, DIZ ANTÓNI

Um abraço contínuo

mais portas à consolidação entre empresas, instituições e universidades”, recordou. António Barreto referiu-se à actual situação política na Europa. “Depois de um longo período sonâmbulo,

percebemos há quatro cinco anos que um país estava a assegurar uma nova liderança na Europa, a Alemanha”. E está a faze-lo “com uma força política enorme que resulta do poderio económico e

financeiro, da capacidade de organização política e económica, da dimensão do país e da dimensão populacional e é tudo isto mais do que uma afirmação política clara”, explicou o sociólogo. “Não é

a projecção política, cultural e social da Alemanha que faz dela a líder europeia, até porque a Alemanha tem uma concepção muito instrumental da Europa, a Europa serve-lhe”, defendeu.

MISERICÓRDIAS TAMBÉM CONCORDA QUE PORTUGAL NÃO DEPENDE APENAS DE SI

O responsável realçou que “isto abriu uma brecha, é uma ameaça à continuidade europeia e é um assunto que os europeus têm de tratar seriamente nos próximos cinco ou 10 anos”.

Chave para combate à austeridade nas mãos d O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, considerou ontem que o possível aumento da pobreza até 2025 “não é surpresa” e salientou que a chave para o combate à austeridade está “nas mãos” da União Europeia. Em declarações à agência Lusa, a propósito da divulgação do relatório da organização não-governamental (ONG) Oxfam que alerta para um aumento da pobreza até 2025 se se mantiverem as políticas de austeridade, Manuel Lemos disse que “infelizmente” estes dados “nos dias que correm são trágicos, mas não são surpresa”. No relatório ‘Acautionary tale: The true cost of austerity and inequality in Europe’ (‘Um conto moral: o verdadeiro custo da austeridade e da desigualdade na Europa’), a organização de luta contra a pobreza defende que o caminho da austeridade já foi usado no passado noutros países e “falhou”, pelo que “não pode acontecer novamente”.

A Oxfam refere que à escala da Europa, se a política de austeridade for mantida pelos dirigentes políticos, há o risco de 25 milhões de europeus caírem numa situação de pobreza até 2025. Portugal arrisca-se a ser um dos países mais desiguais do mundo se a política de austeridade prosseguir, preveniu a Oxfam na véspera de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE). No relatório, a Oxfam deixa quatro recomendações aos governos europeus: investir nas pessoas e no crescimento económico, investir nos serviços públicos, reforçar a democracia institucional e construir sistemas fiscais justos. Em declarações à Lusa, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) disse que as políticas de austeridade sempre fizeram aumentar o número de pobres. “Na minha opinião, as políticas de austeridade transcendem Portugal. Isto é uma questão de política europeia”, salientou.

De acordo com Manuel Lemos, a União Europeia tem de mudar de paradigma ou então é a própria União que vai estar em causa. “Acredito que a União Europeia foi, é e pode ser um instrumento da paz na Europa muito importante, mas estamos a caminhar para o fim da União. Portugal é demasiado pequenino para resistir às políticas de austeridade que vêm de outros países”, disse, salientando que a crise e a pobreza não se resolvem com mudanças de Governo e de políticas em Portugal. No que diz respeito às recomendações feitas pela Oxfam, Manuel Lemos considera que são mais constatações do que recomendações, sublinhando que também não são novidade. “Não é a primeira vez que se abordam estas ‘recomendações’. Deve falar-se nestes assuntos, mas eu continuo a achar que a chave está em Durão Barroso, mudando o sentido da Europa”, concluiu.


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IO BARRETO

Para Portugal já não é possível discutir o futuro do país sem discutir o futuro da Europa. Pensar Portugal sem pensar Europa também já não é possível, a não ser em caso de ruptura e de crise muito grave, crise económica europeia muito grave, ou crise política europeia ANTÓNIO BARRETO sociólogo

da UE

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Portugal, um país desigual

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ORTUGAL arrisca-se a ser um dos países mais desiguais do mundo se a política de austeridade prosseguir, preveniu a organização não-governamental (ONG) Oxfam. A ONG fez este aviso ao divulgar um relatório sobre a luta contra a pobreza, na véspera de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE). À escala da Europa, se a política de austeridade for mantida pelos dirigentes políticos, há o risco de 25 milhões de europeus caírem numa situação de pobreza até 2025, quantificou a Oxfam. No seu documento, a organização entende que o modelo europeu “está directamente colocado em questão por políticas de austeridade mal concebidas”. A directora do ramo europeu da Oxfam, Natalia Alonso, em declarações à agência noticiosa AFP criticou o recuo dos direitos sociais, “os cortes radicais nos orçamentos da segurança social, da saúde e da educação, a redução dos direitos dos trabalhadores e uma fiscalidade injusta”, ingredientes desde há três anos das purgas económicas destinadas alegadamente a recuperar as finanças públicas na Europa. “Em 2011, na União Europeia, 120 milhões de pessoas viviam na pobreza [definida como correspondendo a menos de 60% do rendimento mediano], número que poderá aumentar de 15

a 25 milhões se a austeridade continuar”, estimou. Este possível resultado elevaria para o equivalente a mais de um quarto da população a quantidade de pessoas ameaçada pela pobreza, incluindo empregadas. Por junto, a Oxfam nega qualquer eficácia às medidas de “redução cega da dívida”, que prejudicaram o crescimento e dispararam o desemprego para níveis recorde, cuja pertinência está a motivar um debate inclusive entre os seus promotores. Intitulado “A Armadilha da Austeridade”, o relatório destaca o agravamento das desigualdades, em benefício dos “10% mais ricos da população europeia”. Os países sujeitos ao regime de austeridade, com a ONG a particularizar os casos de Portugal e Grécia, em troca de uma assistência financeira da UE e do Fundo Monetário Internacional, mas também a Espanha e o Reino Unido, “situar-se-ão em breve entre os países mais desiguais do mundo”, se prosseguirem as suas políticas, disse Alonso. Invocando as lições das experiências similares de quebra social vividas pela América latina e Ásia do sudeste nas décadas de 1980 e 1990, a ONG apela “aos Estados membros da UE para que defendam um novo modelo económico e social”, assente numa fiscalidade justa e em investimentos públicos nos serviços e na inovação.


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Prestação de serviços de jardinagem e manutenção e aluguer de plantas/flores, prestados na sede do IPM Concurso Público n.º 01/DOA/2013 Objecto: Prestação de serviços de jardinagem e manutenção e aluguer de plantas/flores, prestados na sede do Instituto Politécnico de Macau, pelo período de vinte e quatro meses, contados desde 01 de Janeiro de 2014 a 31 de Dezembro de 2015, nos seguintes locais: (1) Edifício Administrativo, Edifício Chi Un, Edifício Meng Tak do Instituto Politécnico de Macau (sitos na Rua Luís de Gonzaga Gomes). (2) Edifício Wui Chi e Pavilhão Polidesportivo do Instituto Politécnico de Macau (sitos na Avenidado Dr. Rodrigo Rodrigues). Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas. Explicação do Programa do Concurso Hora e Data: 16 de Setembro de 2013, pelas 10H00 Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua Luís de Gonzaga Gomes. Limite da Apresentação das propostas do concurso: Hora e Data: 27 de Setembro de 2013, antes das 17H30. Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua Luís de Gonzaga Gomes. Abertura das Propostas do Concurso: Local: Anfiteatro III do Edifício Wui Chi do Instituto Politécnico de Macau, sito na Rua Luís de Gonzaga Gomes. Data: 30 de Setembro de 2013. Hora: 10H00 Caução Provisória: Devem os concorrentes prestar uma caução provisória, no valor de $68 240,00 ( sessenta e oito mil, duzentas e quarenta patacas), mediante depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau, ou mediante garantia bancária.

A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes critérios: - Preço Razoável (55%). - Qualidade do Serviço (45%): a) Experiência professional do dirigente e curriculum vitae dos trabalhadores que prestam serviços objecto do presente concurso (10%); b) Tempo de experiência e envergadura do concorrente (10%); c) Desempenho anterior de semelhantes serviços ou em outras instituições (incluindo locais e fotografias), principalmente na complexidade e desempenho satisfatório dos serviços (com dados do ano 2011 até ao presente) (5%); d) Lista dos equipamentos e bens consumíveis para a prestação dos serviços objecto do presente concurso (5%); e) Sugestões favoráveis aos serviços de jardinagem e manutenção e aluguer de plantas/flores, prestados no Instituto Politécnico de Macau (10%); f) Esclarecimentos na reunião (questões profissionais sobre a prestação de serviços levantadas pelo IPM) (5%). Consulta e Aquisição do Programa do Concurso e do Caderno de Encargos: O Programa do Concurso e o Caderno de Encargos podem ser consultados e adquiridos na Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, mediante o pagamento de $100,00 (cem patacas). Horário: de 2ª feira a 5ª feira das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45. 6ª feira das 9H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30. Informações: 85996140, 85996153 ou 85996404 Macau, aos 3 de Setembro de 2013 Presidente do Instituto Politécnico, Lei Heong Iok


VIDA

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ESTUDO DESCREVE CRIAÇÃO DE MATERIAIS INSPIRADOS EM ORGANISMOS MARINHOS

Singapura cria “biomateriais” I

NVESTIGADORES de Singapura criaram “biomateriais” a partir dos tecidos de organismos marinhos como lulas e mexilhões, com características superiores às dos plásticos tradicionais produzidos a partir de derivados de petróleo, noticiou esta quarta-feira a imprensa local. A equipa de cientistas, da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) e da Agência para a Ciência, tecnologia e Investigação (AxSTAR) do Governo da cidade-Estado, anunciou que estes novos biomateriais constituem uma alternativa ecológica a materiais com base em hidrocarbonetos. A investigação foi publicada esta semana na edição online da revista Nature Biotechnology. Os dados da investigação dão conta da criação de um material flexível semelhante a plástico a partir do “bico” das lulas, de um material adesivo derivado das fibras com que os mexilhões se fixam às rochas e de um material elástico

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produzido a partir das massas de ovos de caracóis marinhos. De acordo com os investigadores, os novos materiais terão aplicações na produção de embalagens, colas e adesivos e até na área da medicina, nomeadamente na produção de implantes orgânicos. Os novos biomateriais foram obtidos através da combinação de técnicas como a sequenciação do ácido ribonucleico (ARN) com a proteómica (disciplina que estuda as funções das proteínas) e as ciências dos materiais. O professor da NTU Ali Miserez, que co-dirigiu a investigação com os investigadores Paul Guerette e Shawn Hoo, disse, citado pela imprensa de Singapura, que a combinação das diferentes disciplinas permite que projectos de investigação produzam resultados concretos em meses, em vez de anos. Isto porque a abordagem multidisciplinar permite caracterizar mais rapidamente os materiais presentes na natureza para, depois, conduzir à criação de novos materiais inspirados no “desenho” biológico original. “A natureza tem ainda muitos segredos por descobrir. O potencial de descoberta de novos biomateriais num tempo tão curto é imenso”, afirmou Miserez.

EXCESSO DE CONSUMO DE AÇÚCARES E GORDURAS, ALÉM DA FALTA DE EXERCÍCIO, É RESPONSÁVEL PELA OBESIDADE

Frutose no centro do turbilhão químico E NTRE os alimentos que ingerimos e as substâncias absorvidas na corrente sanguínea dão-se várias reacções químicas que transformam moléculas gigantes em pequenas substâncias que atravessam o intestino. Mas dentro do corpo, no sangue, os açúcares, e outras moléculas que absorvemos, entram de novo em muitos ciclos bioquímicos que resultam na construção de células, na produção de energia ou, por vezes, na acumulação de gordura (que, em excesso, pode constituir um problema de saúde). No fígado dos ratinhos, esta acumulação negativa de gordura - quando há açúcar em excesso - passa pela produção de frutose, mostra agora um estudo publicado ontem na revista Nature Communications. Quando esta frutose é bloqueada, evita-se nos ratinhos doenças associadas ao excesso de açúcar no fígado. “Descobrimos que parte da glicose [no sangue do ratinho] está a ser convertida em frutose no fígado, e esta frutose é responsável por parte da obesidade dos ratinhos, assim como pelo fígado gordo e pela resistência à insulina”, diz ao jornal Público Richard Johnson, líder do estudo e investigador da Universidade do Colorado nos Estados Unidos.

A frutose está presente na fruta e no mel, mas também existe no xarope de milho que adoça os refrigerantes e é um constituinte da sacarose - a molécula que compõe o açúcar da cozinha é feita por uma unidade de frutose ligada a outra de glucose. “A frutose pode ser vista como um açúcar mais amigo porque exige menos insulina, para o seu tratamento no sangue, do que a glicose. Por isso, o seu índice glicémico é mais baixo”, explica Pedro Moreira, nutricionista e vice-presidente da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. O especialista, que não está ligado ao trabalho, chama a esta frutose encontrada no fígado de “endógena” porque, ao contrário daquela que é absorvida durante a digestão, esta é produzida pelo corpo do mamífero. Por isso, é difícil encontrar paralelos entre as consequências desta frutose endógena e daquela que é ingerida, refere Pedro Moreira. Mas o que acontece à frutose no fígado? A equipa de Richard Johnson estudou ratinhos que tinham uma dieta alimentar rica em açúcar, mas utilizou dois grupos diferentes. Um deles era normal, e um outro grupo que tinha uma

mutação genética que impedia a produção de uma proteína normal responsável pela reacção enzimática que acrescenta uma molécula de fosfato à frutose. No fígado cheio de glicose dos dois grupos de ratinhos, davam-se as reacções normais responsáveis

pela passagem da glicose para a frutose. A diferença é que nos ratinhos normais a série de reacções bioquímicas continuava normalmente a partir da frutose, ao passo que no grupo com a mutação genética as reacções terminavam na frutose. Os investigadores observaram

que, no grupo controlo, os ratinhos desenvolviam um fígado com células cheias de gordura, ficavam com síndrome metabólica - que nos humanos é um conjunto de factores que passa pela obesidade abdominal, valores altos de triglicéridos, valores baixos do “bom” colesterol, glicose e pressão arterial altas -, além de desenvolverem diabetes. Estes sinais não surgiam no outro grupo. “Se bloquearmos o metabolismo da frutose, podemos prevenir estas mudanças”, conclui Richard Johnson. O estudo mostra uma “nova estrada da glicose” que leva à “produção endógena da frutose”, interpreta Pedro Moreira, que defende que o próximo passo é perceber se “isto que encontram nos ratinhos também acontece nos homens”. Para Johnson, estes resultados “desafiam o dogma de que a frutose é segura e que só os hidratos de carbono que causam glicémias altas é que devem ser restringidos”.


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CULTURA

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MINISTRA BRASILEIRA DA CULTURA PROMOVE UM “PAÍS ECLÉTICO”

Brasil é “miscigenação de raças e etnias” A ministra brasileira da Cultura, Marta Suplicy, apresentou ontem o Brasil na China como “um país eclético”, nascido da “miscigenação de várias raças e etnias”. “A nossa música é muito africana, a nossa gastronomia também. Ao mesmo tempo, temos bastante influência dos europeus e dos povos indígenas. Muitas palavras de português, que é a nossa língua, são de origem indígena”, disse Mara Suplicy numa conferência de imprensa em Pequim. “O que torna o Brasil muito especial é miscigenação de várias raças e etnias. Isso produziu qualquer coisa de muito peculiar”, acrescentou. Em relação às manifestações que abalaram o Brasil em Junho passado, a ministra considerou-os “uma surpresa” classificando-os de “muito diferentes” do aconteceu nos países árabes ou na Europa. “Foi uma grande surpresa para os políticos e para todos os brasileiros. Nunca tivemos manifestações como estas”, afirmou Marta Suplicy na conferência de imprensa em Pequim. Iniciadas em São Paulo contra o aumento do preço dos transportes e convocadas através das redes sociais, as manifestações estenderam-se a dezenas de cidades brasileiras, envolvendo no conjunto cerca de

um milhão de pessoas. “É uma coisa nova no mundo, não apenas no Brasil, mas as manifestações brasileiras no Brasil foram muito diferentes das árabes, das ingleses ou das francesas, há alguns anos”, disse Marta Suplicy. “Ainda não temos uma explicação para o que aconteceu, mas teve um grande

impacto nos políticos”, acrescentou. A governante brasileira associou aquele inédito movimento social às exigências das “pessoas que nos últimos dez anos ascenderam à classe e que esperam mais dos políticos e dos serviços sociais”, sobretudo no domínio da educação e da saúde. “É significativo

que os pobres não tenham participado”, disse. Marta Suplicy elogiou a atitude do Governo, afirmando que “deu uma resposta rápida” e que a Presidente do país, Dilma Rousseff, pediu logo para “falar e ouvir os manifestantes”. Quanto aos protestos convocados para o passado dia 7, também através das re-

des sociais, e que registaram uma adesão muito inferior à de Junho, a governante disse que “não tiveram nada a ver com as pessoas das primeiras manifestações”. “O que vimos foi uma espécie de restos de vândalos”, afirmou. Marta Suplicy iniciou na segunda-feira uma visita de uma semana à China desti-

nada a reforçar a cooperação bilateral e que coincide com a realização do primeiro Mês da Cultura do Brasil naquele país. “A cultura é o que faz a identidade de uma nação. O nosso país é muito bem conhecido pela sua alegria, criatividade, futebol e carnaval, mas gostaríamos também de ser conhecidos por outros aspectos da nossa cultura”, afirmou a ministra brasileira. Este inédito Mês da Cultura Brasileira, que decorre de 3 a 29 de Setembro com exibição de filmes, música, dança, exposições e debates com artistas, será retribuído pela China com um Mês da Cultura Chinesa no Brasil, de 15 de Outubro a 11 de Novembro. “Brasil e China são hoje importantes parceiros no âmbito político, económico, comercial, científico e tecnológico. No plano cultural, contudo, muito precisa ainda ser feito para que aprofundemos nosso conhecimento recíproco”, disse o embaixador do Brasil na China, Valdemar Carneiro Leão, na abertura do certame. A China tornou-se em 2009 o maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos. Os dois países têm também um crescente relacionamento político ao nível do G-20 e do bloco de economias emergentes denominado BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

DESCOBERTO TÚMULO DE UMA DAS QUATRO MULHERES MAIS TALENTOSAS DA CHINA

Secretária da imperatriz Wu Zetian O túmulo de Shangguan Wan’er (664-710), reconhecida como uma das quatro mulheres mais talentosas da antiga China e famosa secretária da imperatriz Wu Zetian (690-705), foi descoberto na cidade de Xianyang, na província de Shaanxi (noroeste), informaram esta quinta-feira as autoridades locais através da imprensa chinesa. A sepultura foi encontrada em mau estado juntamente com outros acessórios funerários,

detalharam as autoridades do Departamento de Relíquias Culturais da província. Os arqueólogos concluíram que o túmulo foi construído para Shangguan Wan’er, conhecida como a secretária da imperatriz Wu, segundo as inscrições gravadas na lápide localizada dentro do sepulcro. O túmulo foi descoberto perto do aeroporto internacional Xianyang, em Xian, capital de Shaanxi. A jazida do sepulcro foi

fechada, enquanto os trabalhos de limpeza continuam em andamento. O pai de Shangguan e o seu avô foram importantes funcionários na China, mas devido à sua oposição à ascensão de Wu, acabaram por ser assassinados. Mais tarde, Shangguan e a mãe foram vendidas como escravas até que a imperatriz a transformou na sua secretária devido aos seus talentos, tanto na poesia como na administração dos assuntos do Estado.

No ano 710, Shangguan foi condenada à pena de morte depois de se envolver numa conspiração com o objectivo de levar a cabo um golpe de Estado. A descoberta do túmulo e de seu epitáfio representa uma grande ajuda para a pesquisa da história na Dinastia Tangs, destacou o investigador da Universidade Normal de Shaanxi, Du Wenyu, citado hoje pelo jornal oficial “Global Times”.


cultura 15

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A grande ilusão no Centro Cultural a partir de dia 17

O Centro Cultural de Macau apresenta de 17 a 19 de Setembro o espectáculo de ilusionismo de grande escala “ O Mundo Mágico de Joel Ward”. O ilusionista norteamericano, a viver actualmente em Los Angeles, vem até Macau apresentar um espectáculo interactivo de ilusionismo contemporâneo com muito humor à mistura. Joel Ward é um ilusionista várias vezes premiado internacionalmente e apresenta regularmente um programa de magia na televisão norte-americana. O espectáculo com início às 20h e com a duração de 75 minutos tem preços que vão desde as 180 patacas até às 250 patacas e conta com a organização da Associação de Ilusionismo de Macau.

RAO KYAO APRESENTA “CASAS DE MACAU” NO CENTRO CULTURAL DA CIDADE

Português viajante da flauta O

músico português Rao Kyao apresenta, esta sexta-feira, o projecto “Casas de Macau”, no Centro Cultural, um conjunto de 17 temas do compositor que serão tocados com a Orquestra Chinesa de Macau. “Este projecto é um olhar do ‘português viajante’, de quem está de visita e reflecte

as impressões e experiências de vida”, começou por explicar Rao Kyao, poucos minutos antes de iniciar mais um ensaio com a Orquestra Chinesa de Macau. O músico vincou também que “Casas de Macau”, que olha para a Casa do Mandarim, Casa da Família Ho e para o Largo de São Lázaro, locais recuperados pela administra-

ção de Macau e que integram hoje o património da cidade ou o que está classificado pela UNESCO, é também um olhar de “quem está familiarizado com a cidade, mas que traz as suas vivências através da música”. “É o tal ‘português viajante’, somos nós, é Macau de certa maneira porque a cidade é um encontro de

culturas, um encontro entre portugueses e chineses e o património também reflecte essa vertente”, disse. O espectáculo de 2013 é para Rao Kyao uma continuidade de “Junção”, o disco gravado com a mesma orquestra em 1999 e que marcou em termos culturais a transição de Macau para a China.

WOODY ALLEN REGRESSA À AMÉRICA

Fim do “exílio” D EPOIS do seu “exílio” europeu, Woody Allen regressa à “sua” Nova Iorque, fazendo uma breve passagem por São Francisco. Este “Blue Jasmine” poderá mesmo valer a Cate Blanchett uma nomeação para o Óscar de Melhor Atriz. Quase nos tínhamos habituado à ideia de que Woody Allen se tornara um artista adoptivo da Europa. Desde 2005 a 2012, a começar com Match Point e a acabar em “Para Roma, com Amor”, Woody Allen rodou oito filmes em cenários europeus, transformando-se numa espécie de trunfo simbólico: para alguns políticos, atrair Woody Allen à

sua cidade passou a ser quase uma cartada eleitoral... O certo é que o cineasta de Manhattan (1979) está de volta às origens com um filme visceralmente americano: “Blue Jasmine” regressa aos cenários de Nova Iorque, com uma derivação por São Francisco. Isto porque a personagem central, Jasmine, interpretada por Cate Blanchett, vive as agruras da crise económico-financeira, devido aos negócios ilegais do marido (Alec Baldwin), procurando na Califórnia, junto da irmã (Sally Hawkins), o ambiente e os recursos para refazer a sua vida.

João Tordo faz residência literária em Xangai

O escritor João Tordo viajou, na semana passada, para Xangai, na China, a convite da Residência de Escritores da Shangai Writer’s Association. O autor foi o primeiro português a ser convidado para aquela instituição, onde permanecerá durante dois meses. A associação chinesa já abriu as portas a escritores oriundos de Inglaterra, Canadá, Japão, Irlanda, entre outros, mas esta é a primeira vez que um escritor português entra nas suas instalações. Durante os próximos dois meses, João Tordo vai participar em várias sessões de leitura e debates literários, marcando igualmente presença em diferentes eventos culturais. No Facebook do autor, o mesmo garante ainda que vai aproveitar a ocasião para terminar o seu próximo romance, a ser publicado no primeiro semestre de 2014 pelas edições Dom Quixote.

Três universidades lusas entre as melhores do mundo

Três universidades portuguesas figuram entre as 400 melhores instituições de ensino superior da edição de 2013 do prestigiado QS World University Rankings. Numa avaliação a mais de 800 instituições, a Universidade do Porto foi a que mais se destacou, ocupando o 343.º lugar da tabela. Naquele que é um dos mais conceituados ‘rankings’ internacionais de instituições de ensino universitário, a Universidade do Porto, a Universidade Nova de Lisboa e a Universidade de Coimbra ocupam, respectivamente, as 343.ª, 353.ª e 358.ª posições. Tratam-se das universidades portuguesas mais bem classificadas, à frente da Universidade Católica de Lisboa e a Universidade de Lisboa, que ocupam lugares entre as 550 e 600 melhores instituições de ensino superior do ‘ranking’. No caso da Universidade do Porto - a mais bem classificada de Portugal -, a mesma protagonizou uma subida considerável no ‘ranking’, depois de ter figurado entre as 401-500 melhores universidades do mundo em 2012.


DESPORTO

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MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo

O

Clube Desportivo Monte Carlo alcançou ao início da noite de ontem a liderança isolada do Grupo A do Campeonato de Futebol de Sete da Primeira Divisão, ao derrotar o Sporting Clube de Macau por três bolas a uma, num desafio pautado pela boa réplica dos leões do território. Goleado na semana passada por cinco bolas a zero pelo Windsor Arch Ka I, o conjunto verde e branco entrou em campo apostado em deixar melhor imagem dentro das quatro linhas. Durante os dez primei-

hoje macau sexta-feira 13.9.2013

BOLINHA SPORTING MARCOU PRIMEIRO MAS PERDEU POR 3-1

Monte Carlo é líder isolado ros minutos da partida, foi um leão com garra aqueles que se mostrou no relvado sintético do Colégio Dom Bosco. Aos seis minutos, o moçambicano Pascoal Júnior levou pela primeira vez perigo até ao último reduto do Monte Carlo, mas a iniciativa falhou o enquadramento com a baliza à guarda de Domingos Chan. O antigo titular das redes da selecção do território nada pode fazer para travar, dois

minutos depois, nova investida de Pascoal Júnior. No frente-a-frente com Chan o dianteiro mostrou ter o sangue frio necessário para impulsionar o Sporting para a frente do placard. Em desvantagem, e com a liderança da prova em risco, o Monte Carlo fez o que lhe competia e procurou por todos os meios repor o equilíbrio no marcador. O primeiro aviso da insatisfação do sete “canarinho” saiu

dos pés do capitão Geofredo de Souza, mas falhou por muito a amplitude dos ferros à guarda de Cheang Hok Man. O Sporting aguentou o assédio dos líderes da classificação até aos 19 minutos, quando uma desatenção defensiva permitiu o golo adversário. Marcou Ho Chi Fong apenas com o guardião dos leões pela frente. Cheang Hok Man brilhou quatro minutos depois, aos impedir com uma defesa

elástica que o Monte Carlo saltasse para a frente do marcador antes ainda do intervalo. O segundo golo do emblema presidido por Firmino Mendonça surgiu aos oito minutos do segundo tempo e teve a assinatura do incontornável Geofredo de Souza, que marcou com um remate forte desferido de fora da área leonina. A vencer por duas bolas a zero, o Monte Carlo acrescentou a vantagem a quatro minutos do

AUTOMOBILISMO DTM VOLTA À CHINA E GOSTARIA DE CORRER NO TERRITÓRIO VIZINHO

Alemães querem pista em Hong Kong SÉRGIO FONSECA info@hojemacau.com.mo

U

M Circuito da Guia em pleno coração de Hong Kong continua a fazer parte do imaginário de vários. De acordo com o jornal de Hong Kong “am730”, responsáveis da ITR, os actuais promotores do Campeonato Alemão de Turismos (DTM, na sigla alemã), deslocaram-se recentemente ao território vizinho para reunir com os serviços de Turismo de Hong Kong com o intuito de averiguar a possibilidade de realizar uma corrida citadina no próximo ano. No final de Julho a ITR anunciou que em 2014 o DTM regressaria à China, sendo que estava por decidir se a prova decorreria em Xangai, tal como aconteceu no passado recente, ou na Província

de Guangdong, o maior mercado para os três maiores construtores automóveis germânicos: Audi, BMW e Mercedes-Benz. “Estamos muito satisfeitos por ter recebido o convite da China, pela terceira vez. O mercado automóvel chinês

está entre os que regista maior crescimento no mundo e, por isso, é muito importante para os nossos construtores Audi, BMW e Mercedes-Benz”, disse Hans Werner Aufrecht, presidente da ITR. O DTM visitou por duas vezes a

China Continental na última década, a primeira em 2004, num evento de exibição, e a segunda em 2010 que contou para o campeonato. Ambos os eventos foram realizados em circuitos improvisados nos arredores de Pudong, o centro financeiro de Xangai. Desde da exibição, em 2011, do Fórmula 1 de Red Bull no centro da cidade que as autoridades ligados aos desportos motorizados tentam persuadir o céptico governo da ex-colónia inglesa a autorizar a organização de uma corrida em Hong Kong. Houve contactos formais com a organização dos V8 Supercars, noticiados pela imprensa australiana, e os responsáveis da Fórmula E, a nova competição de monolugares “amiga do ambiente” a nascer em 2014, estiveram em Hong Kong no início do ano, onde reuniram e tiveram o apoio

fim, depois de um período de breve revivalismo por parte do futebol delineado pelos leões. Aos 42 minutos, Pascoal Júnior teve nos pés o golo do empate após uma boa jogada individual, mas acabou por permitir a defesa do veterano Domingos Chan. Regra geral, quem não marca, arrisca-se a sofrer e a quatro minutos dos cinquenta Wong Chak Kan encerrou a contagem a favor do Monte Carlo. O triunfo do sete “canarinho” é o quarto em outros tantos jogos disputados.Aformação presidida por Firmino Mendonça aproveitou o deslize do Ka I frente ao Lam Pak e isolou-se na liderança do Grupo A do Campeonato da Primeira Divisão da “Bolinha”.

da Associação Automóvel de Hong Kong (HKAA). Em ambas as ocasiões os projectos não passaram a fase do papel.

LONGA TRADIÇÃO EM MACAU

Apesar de ter sido sempre, ao longo dos seus trinta anos de história, um campeonato centrado na Europa central, os carros do DTM chegaram a ser presença habitual em Macau, dando outra cor e vivacidade à Corrida da Guia. No início dos anos noventa, as equipas oficiais BMW e Mercedes-Benz, esta última então liderada pelo português Domingos Piedade, deslocavam-se ao Circuito da Guia para se digladiar, visto que o circuito do então território português ser o palco privilegiado para expor os produtos no já então muito representativo mercado do sul da China. Como memória dessas “guerras”, repousa hoje no Museu do Grande Prémio de Macau o Mercedes-Benz 190E AMG conduzido em 1991 pelo piloto luso Ni Amorim.

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Aviso Comunica-se que, devido à construção de uma tribuna para espectadores numa parte do Jardim de Artes entre a Praça de Ferreira do Armaral e a Rua de Cantão a realizar pela Comissão do Grande Prémio de Macau e tendo em consideração a segurança dos cidadãos, aquela área do jardim manterse-á encerrada ao público entre os dias de 15 de Setembro e 20 de Dezembro do corrente ano.

Com os melhores cumprimentos.

Macau, aos 05 de Setembro de 2013. O Presidente do Conselho de Administração, substituto Vong Iao Lek WWW. IACM.GOV.MO

Vela Macau marcou presença em duas categorias

Payton Cheang e Hanlong Bordais, na classe Lazer Standard, e Leanda Care, na classe Lazer Standard para senhoras, foram os representantes da RAEM na modalidade de vela, durante os 12.º Jogos Nacionais da China. As provas decorreram em Dalian e trouxeram resultados acima do esperado para o desempenho dos homens que terminaram as dez provas dentro do tempo limite. Na classificação final, Hanlong Bordais ficou em 18.º e Payton Cheang em 19.º. Na competição feminina, Leanda Care terminou com 15 minutos acima do tempo limite, numa prova em que venceu a atleta olímpica Xu Lijia.


FUTILIDADES

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TEMPO AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 26 MAX 30 HUM 75-95% • EURO 10.6 BAHT 0.2 YUAN 1.3

[TELE]VISÃO TDM 13:00 13:30 13:40 14:45 18:05 19:00 19:35 20:30 21:00 21:20 22:00 23:00 23:30

TDM News - Repetição Campanha Eleitoral para a Assembleia Legislativa Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Caminho das Índias (Repetição) TDM Talk Show (Repetição) Vingança Telejornal Campanha Eleitoral para a Assembleia Legislativa Cenas do Casamento Caminho das Índias TDM News Portugueses Pelo Mundo

RTPi 82 14:00 14:35 15:30 16:00 17:00 17:15 17:40 20:00 21:15 22:05 22:30

Telejornal Madeira A História dos Açores Madeira Rural Bom Dia Portugal Tec@Net CENÁRIO NATURAL 25ª. Gala Internacional dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz Jornal da Tarde O Preço Certo Ingrediente Secreto Verão Total

30 - FOX Sport 12:30 Tiger Street Football 2013 14:30 Euro Beach Soccer League Terracina 2013 Russia vs. Portugal 15:30 Euro Beach Soccer League Terracina 2013 Ukraine vs. Italy 16:30 KIA World Extreme Games 2013 - Highlights 17:30 The Football Review 2012-2013 18:00 Football Asia 2013/14 18:30 (Delay) 34th America’s Cup - Race 7 & 8 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Liga Bbva 2013/14 Weekly Preview 20:30 The Football Review 2012-2013 21:00 The Ultimate Fighter 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Liga Bbva 2013/14 Weekly Preview 23:00 Classic Boxing: Ali Vs Liston II 23:30 Classic Boxing: Tyson Vs Michael Spinks 31 - STAR Sports 13:00 Total Rugby 13:30 2 Wheels 14:00 GP3 Series 2013 16:00 Hot Water 2013/14 17:00 2 Wheels 17:30 Tiger Street Football 2013 19:30 The Football Review 2012-2013 20:00 2 Wheels 20:30 Laureus Spirit Of Sports 21:00 (LIVE) Score Tonight 2013 21:30 (LIVE) One Fighting Championship 40 - FOX Movies 11:55 Diary Of A Wimpy Kid 13:30 Perfect Stranger 15:20 Once Upon A Time 16:10 Moby Dick 17:45 Chernobyl Diaries 19:15 Fantastic Four 21:00 Mummy: The Tomb Of The Dragon Emperor 23:00 Lockout 00:35 Dirty Work 41 - HBO 12:50 Gossip 14:20 The Big Bounce 15:45 The Wedding Singer 17:25 One Day 19:15 The Three Musketeers 21:00 Alice In Wonderland 22:50 Savages 42 - Cinemax 12:15 Sucker Punch 14:15 John Carpenter’S Ghosts Of Mars 16:00 The Cool Ones 17:45 The Glass House 20:00 Mad Max Beyond Thunderdome 21:45 Epad On Max 22:00 Spartacus: War Of The Damned 23:00 Cowboys & Aliens

] C I N E M A

[

SALA 1

SALA 2

SALA 3

Um filme de: David Twohy Com: Vin Diesel, Kerl Urban, Katee Sackoff, Jordi Mollà 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

Um filme de: Dean Parisot Com: Bruce Willis, John Malkovich, Mary-Louise Parker, Helen Mirren 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Um filme de: Baltazar Kormakur Com: Denzel Washington, Mark Wahlberg, Paula Patoon 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

RIDDICK [C]

RIDDICK

Cineteatro

RED 2 [B]

2 GUNS [C]

M A C A U [ S Ã ] A S S A D O ONDE ARRANJAR O CARRO?

Foto: Joana Freitas

POR MIM FALO

Pu Yi

Terra amanhada O último resquício de sono vamos dormi-lo aqui. Nesta terra amanhada farei a nossa cama. Se te lembrares trás contigo uma garrafa de vinho. Com ela beberemos o néctar de uma noite lunar. Repara que escolhi • Quando tem problemas de mecânica ou quer, simplesmente, arranjar peças para o seu carro, não vá a uma loja qualquer. Vá a uma “off cial”. Pode parecer que está “off” de qualquer coisa, mas com certeza não será de peças de carros.

este pedaço de terra rural para te provar. Disseram-me, em tempos, que já aqui dormiram pastores. Mas hoje, a terra é nossa. Nela vamos saborear o repasto do prazer.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA HISTÓRIA DE GOA • Pedro Avelar Se Lisboa era a capital do Império no Ocidente, Goa seria a capital do Império no Oriente. A história de Goa funde-se indubitavelmente com a do próprio império português. De 1510 a 1961, esta cidade era o principal entreposto comercial mas era também um importante bastião da cultura ocidental na Ásia. Se é verdade que Goa sentiu as mudanças politicas que modelaram a Europa durante a época moderna, também não é menos verdade que influenciou ambientes e promoveu estilos e mudanças comportamentais. A História de Goa é um livro essencial para qualquer estudioso ou interessado da história indiana. DANÇAR A VIDA • Jorge Salavisa Jorge Salavisa é a maior figura da dança contemporânea em Portugal. Homem de perfil reservado, tímido até, soube sempre fazer a sua brilhante carreira longe dos holofotes da fama fácil. Todavia, faltava uma obra biográfica que trouxesse luz sobre esta personagem impar da cultura portuguesa. Dançar a Vida é o livro imprevisto que transporta o leitor ao topo do mundo da dança, que o leva ao palco e o faz girar sobre si mesmo. Repleto de histórias assombrosas, das mais surpreendentes às mais trágicas, este livro espelha como poucos o quão humano e sensível pode ser um génio da arte e da dança. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

Nesta terra amanhada; vinho, sossego, Acordaremos, lado a lado, cheios de novas esperanças.


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OPINIÃO carta ao director

Ainda sobre o controverso subsídio de residência… Exmo. Senhor Director do Jornal Hoje Macau Não me parece ser uma questão tão linear, esta a de pretender que o Sr. Chefe do Executivo da RAEM, conceda os subsídios de residência aos aposentados e reformados do território, que “perderam” esse direito só “porque haviam beneficiado de passagem, nos termos do decreto-lei no. 96-99-M, que regulava a fixação da sua residência em Portugal”!! Porém, não tem legitimidade para chamar a Si a competência do Sr. Secretário para Economia e Finanças, quem manteve o indeferimento dos recursos hierárquicos, indeferimento esse proferido pela entidade recorrida, que era a Chefe dos Serviços de Finanças, nem tão pouco Lhe cabe competência para modificar o acto da referida entidade tutelar, uma vez que desse acto os interessados já recorreram, contenciosamente, para o Tribunal de Segunda Instância. Mas, bem podia, na devida altura, a entidade a quo ou seja a entidade tutelar ter deferido as impugnações hierárquicas do indeferimento, proferido pelos Serviços de Finanças, que defenderam a cessação desse direito, alegando encontrarem-se as referidas pretensões em contradição com certos decretos-lei – que caíram em desuso há uns bons anos para cá – e com o que estabelece (!) o ETAPM (Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau), mais precisamente com o seu artigo 203.º – nº. 1), que tem a seguinte redacção: “Os funcionários e agentes em efectividade de funções, desligados do serviço para efeitos de aposentação ou aposentados, que residam em Macau e recebam total ou parcialmente, vencimento, salário ou pensão por conta do Território, têm direito a um subsídio de residência...”. Nessa medida, ao serem indeferidas as ditas pretensões, os serviços informantes e responsáveis mostraram-se absolutamente desconhecedores de toda a legislação vigente; e ao socorrer-se, o que é pior, das disposições de leis não vigentes, que caíram em desuso, entraram em contradição com esse transcrito dispositivo legal, que havia sido alegado para o indeferimento das pretensões. Ora, através de uma leitura atenta dessa disposição legal, precisamente, do art. 203.º - nº.1 do ETAPM, damos conta de que os predicados das duas orações, a subordinada relativa e a coordenada copulativa, embora estejam colocados no conjuntivo presente, os verbos respectivos têm um sentido futuro. Daí que deverá esse subsídio de residência ser também extensivo àqueles funcionários, que continuam a receber os seus vencimentos pelo dinheiro do Território; e regressados à RAEM venham a requerer (requeiram) o mencionado subsídio ao abrigo desse dispositivo legal, atrás citado. Até porque a Lei nº. 2/2011, ora vigente, e nos termos da qual requereram os interessados os subsídios de residência, não estabelece motivos impeditivos dos citados interessados virem a ser beneficiados do direito aos subsídios de residência. Donde, o que a lei não prevê, não é lícito regular! Nestes termos, o Tribunal ad quem não deixará,

segundo cremos, de, antes de proferir o seu acórdão, dar a devida atenção para uma melhor leitura do que está de acordo com as ditas disposições legais em vigor, evitando-se só assim que o acórdão incorra no vício de nulidade, recorrível a todo o tempo por qualquer interessado, cujo recurso havia sido indeferido pela referida entidade tutelar. Para uma uniformidade da questão, deverão os recursos ser atendidos, tanto assim é que existem muitos outros pedidos, anteriormente, formulados aos Serviços de Finanças, e mesmo antes da vigência da sobredita lei, foram atendidos. Para casos idênticos, não deve haver critérios diferentes de resolução!! Para o efeito, gostaria de respigar o que havia escrito na minha missiva “Aos seus o que é de direito”, publicada no Hoje Macau de 20/11/2011 e que tem o teor seguinte: “Porque jamais podia a Directora dos Serviços de Finanças utilizar leis que apenas se destinavam a conceder passagens para transporte pessoal e de bagagem para fixação de residência em Portugal, tal como visavam os decretos-lei nº.s 14-94-M e nº. 96-99-M, para recusar a concessão de subsídios de residência ora prevista pela Lei nº. 2-2011”; “Porque nunca podia diminuir a extensão do direito aos subsídios de residência, quando foi o legislador quem deu ao artigo 10.º, no.1) dessa citada lei um sentido abrangente, indo só assim ao encontro do que vem previsto e regulado pelo número l) do artigo 203.º do ETAPM”; donde, se o legislador pretendesse introduzir excepção à situação dos aposentados e reformados da anterior administração portuguesa, que hoje regressam a Macau e requeiram o subsídio de renda de casa, (tal como acontece), já teria previsto a situação, dando diferente redacção ao citado dispositivo legal, constante da Lei no. 2/2011, sem, deixar de justificar os motivos dessa excepção. Se tal não se verifica, há-de entender-se que as condições do no. 1 do artigo 10.º deste último diploma, actuam, simultaneamente, com a previsão do número 1 do artigo 203.º do ETAPM. Se, porventura, se estabelecessem divergências, as respectivas condições da lei posterior revogariam as da lei anterior. Por conseguinte, no caso em apreço, as citadas disposições legais não são incompatíveis, antes completam-se no seu sentido e têm finalidades idênticas. Aliás, como dizia, o que a lei não prevê, não é lícito regular! Mas, se, por infelicidade, o Tribunal de Segunda Instância vier a proferir um acórdão que não dê provimento às ditas impugnações contenciosas, pelas razões acima expendidas, o dito acórdão considerar-se-á nulo e de nenhum efeito legal, recorrível a todo o tempo à Instância Superior. Para uma melhor compreensão do assunto, deverá o interessado ler a minha missiva “Reclamação sobre a retirada do subsídio mensal de residência aos aposentados da extinta Administração Portuguesa de Macau”, publicada neste jornal de 08/09/2011. Com os respeitosos cumprimentos, de Manuel de Senna Fernandes

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ARNALDO GONÇALVES

crepúsculo dos ídolos

Da real-politik às eleições para a AL I Executivo. A solução proposta foi conservadora A passagem de mais um aniversário do 11 de Setem- em termos de equilíbrios do sistema mas terá bro salienta a debilidade do sistema internacional captado a concordância prévia dos lobbies de focado no papel central das Nações Unidas, enquanto interesses locais e do Governo de Pequim. guardiã da paz e da segurança internacional, com É questionável que o alargamento do número o Conselho de Segurança a ser mais o palco do de deputados, sem uma clara reorganização do desacordo entre os Cinco membros permanentes sistema de representação em torno de partidos do que o local onde se concertam soluções. políticos dotados de programas e opções claras, A corrente crise da Síria revela as limitações se traduza em algo coincidente com as expecdo exercício do poder estratégico pela potência tativas dos que defendem uma transformação hegemónica do sistema – os Estados Unidos – e o democrática do sistema, com a criação de partidos impasse criado pelas campanhas militares do Iraque políticos que veiculem as várias opções dos eleie do Afeganistão na projecção do “soft power” dos tores e a majoração dos deputados por via directa. Estados Unidos. Algo que havia sido assumido A representação corporativa na base da qual a como uma das prioridades da administração Oba- Assembleia Legislativa toma as suas decisões é ma: reconciliar os Estados Unidos com o mundo. estreita nas suas finalidades e curta na sua visão. Conhecida a particular sensibilidade do pre- Traduz um acomodamento de interesses pessoais sidente norte-americano à questão dos direitos e de grupos e não propriamente o delinear de humanos, não deixa de ser irónico que ela ceda opções quanto ao modelo de desenvolvimento perante as imposições da de Macau, que continua “real-politik” na região O carácter incipiente da nas mãos do Executivo. do Médio Oriente, cativa Ainda assim não deide um jogo de gato e rato campanha eleitoral, a natureza xa de ser interessante que favorece as pretensões o número de listas que das potências disruptivas corporativa de várias das decidiram candidatar-se da estabilidade regional, candidaturas e a pouca aos 14 lugares em disputa como a Síria e o Irão, em para o sufrágio directo. detrimento de tradicionais experiência da Comissão Isso revela, ainda que aliados dos Estados Uni- Eleitoral parecem favorecer a com carácter sazonal, o dos. O que não deixará de empenhamento de eleiter consequências gravo- mobilização dos eleitores para tores em criar alternativas sas na balança de poderes o acto eleitoral por quem dispõe ao status quo e dar eco a do Médio Oriente. anseios da sociedade civil. Enredado no emara- de meios financeiros para isso Não existindo sondagens nhado do jogo diplomáde opinião às opções de tico, Obama vê-se forçado a fazer um compasso voto dos eleitores é difícil antecipar se teremos de espera na sua anunciada intenção de punir a um panorama muito diferente do que aconteceu Síria pelo ataque com armas químicas do mês nas eleições de 2009 com uma matriz 2-2-2-3-1passado, dando à Rússia o poder de iniciativa 1-1, distribuída pela Associação de Operários, as de propor uma solução de desmantelamento do representantes do sector do jogo, os mandatários arsenal destas armas e sua entrega à guarda da da comunidade de Fujian, os “democratas”, a comunidade internacional. ATFPM e outros dois grupos locais. Ao tempo em que escrevo este artigo não se O carácter incipiente da campanha eleitoral, conhecem os resultados da investigação feita por a natureza corporativa de várias das candidatuperitos das Nações Unidas aos locais do ataque, nem ras e a pouca experiência da Comissão Eleitoral quais os exactos contornos do plano russo. O que parecem favorecer a mobilização dos eleitores parece evidente do presumido assentimento sírio à para o acto eleitoral por quem dispõe de meios proposta da Rússia é que existe um arsenal de armas financeiros para isso. É evidente, no entanto, a químicas, facto até aqui negado pelo presidente sírio. maior competição eleitoral, comparada a procesVamos assim aguardar o que decorre destas sos anteriores. Estimo que assistiremos à divisão iniciativas diplomáticas, sendo certo que a opção da maioria dos 14 lugares em disputa (no directo) militar de ataques selectivos a objectivos militares pela Associação de Operários (3 deputados), pelo na Síria continua em cima da mesa, bem como grupo de Fujian (três deputados), pelo sector de a situação de prevenção de vários navios da es- casinos (dois deputadas) e pelas candidaturas de quadra americana do Mediterrâneo. oposição a Pequim (três deputados). Os restantes três lugares serão disputados pela II ATFPM e por pequenos grupos locais que têm Têm lugar este fim-de-semana as eleições para protagonizado uma maior abertura aos interesses a Assembleia Legislativa que irão determinar a das novas gerações e a questões da qualidade de composição do órgão legislativo da região, cujo vida das comunidades de Macau. elenco foi aumentado para 33 membros de acordo A nova Assembleia Legislativa aguardará as com proposta do Chefe do Executivo ao Governo eventuais mudanças no sistema político de Hong Central. A nova legislatura contará assim com 14 Kong antes que procure entre os seus pares o esdeputados eleitos por sufrágio universal, 12 por paço para uma significativa abertura do sistema sufrágio indirecto e sete nomeados pelo Chefe do de representação.


opinião 19

hoje macau sexta-feira 13.9.2013

Ricardo Pinho

disse-me um passarinho...

twitter.com/ricardo

Quando uma frase começa por «o Governo havia de», acaba com uma medida para servir o interesse de quem a diz.

CARLOS MORAIS JOSÉ

a outra face

Coitadinho do Coutinho...

N

ÃO foi com alegria que li as palavras que Pereira Coutinho dedicou a este jornal: foi com surpresa e alívio. Afinal, também nos medimos pelos que não gostam de nós e, no caso do ainda deputado, os seus insultos deixam-nos orgulhosos. De facto, ficaria muito preocupado se nos tecesse alguns elogios. O que interessa perguntar, nesta fase do campeonato, é o seguinte: • O que ganharam os funcionários públicos desde que Coutinho os representa? • E o que perderam? • Foi o deputado capaz de defender os seus interesses? • Ou será que viram o seu poder de compra diminuir todos os anos e as suas regalias exaurirem-se ao longo dos seus mandatos? Cremos que os funcionários, melhor que ninguém, poderão responder a estas perguntas. A verdade é que os seus aumentos (?) nunca acompanharam sequer a inflação e que a campanha orquestrada por Coutinho contra Florinda Chan limitou, obviamente, qualquer hipótese de diálogo. E isso preocupou Coutinho? Não. E não porque manteve bem firme o seu poder e nele se estriba para, de forma populista, apresentar na Assembleia Legislativa as leis que sabe à partida destinadas ao chumbo. Resumindo: os funcionários públicos de Macau não têm, desde a transferência de soberania, lucrado absolutamente nada com a presidência de Pereira Coutinho, que se revelou um líder impotente para defender interesses que não sejam os seus próprios. Realmente Coutinho preocupa-se com o casamento gay, o que nos comove, mas nada diz ou faz em relação ao que realmente aflige a população local. Já o ouviram falar da habitação, de educação, dos escândalos sucessivos na Saúde, nos transportes ou na poluição? É claro que não, porque tal iria contra os interesses de alguns dos seus pares, os quais o ainda deputado bem conhece e não toca. Mas o que parece preocupar mesmo Coutinho é a troca de influências. E ele

Votar em Pereira Coutinho é votar num projecto pessoal de poder. E mais nada. Bem podem alguns ser enganados pelo tom inflamado, mas quando toca aos verdadeiros temas, aí já outra ave canora avança. E pia bem baixinho há gente a bom preço: é o caso de quem, depois de ter espalhado cobras e lagartos a seu respeito, quando das primeiras eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, lhe beija a mão (talvez a famosa terceira mão) por um lugarzito na referida entidade. Depois, o seu reverso: uma acção na AL que, por vezes, se pauta pela inusitada defesa de interesses de certas empresas, de determinados projectos. Por que será? Votar em Pereira Coutinho é votar num projecto pessoal de poder. E mais nada. Bem podem alguns ser enganados pelo tom inflamado, mas quando toca aos verdadeiros temas, aí já outra ave canora avança. E pia bem baixinho. Para ele, foi fácil insultar, para além dos limites da razoabilidade e da boa educação, a Secretária para a Administração e Justiça, mas já lhe é difícil fazer o mesmo com as agências imobiliárias (que ele publicamente defendeu), essa gente que diariamente nos assalta e retira dignidade à vida, como nunca se ouviu uma crítica aos especuladores imobiliários ou conhecidos

testas-de-ferro, com quem alegremente convive. Acusa-nos o ainda deputado de fazermos “jornalismo do diabo” e de sermos “mercenários”. Quanto ao demo, não o conhecemos, mas admitimos que nalgumas delirantes noites o deputado imagine que com ele entabula reconfortantes conversas, nas quais o diabo lhe dá os nomes dos seus mais próximos colaboradores aqui na Cidade do Santo Nome de Deus. Sinceramente, aconselhamos o deputado a mudar de drogas. Quanto a sermos “mercenários”, a coisa já pia mais fino porque está a pôr em causa o nosso profissionalismo e, embora Coutinho pense que a vida é uma brincadeira em que se pode insultar a dignidade alheia a seu bel prazer e conveniência, garantimos-lhe que aqui não trabalha o tipo de gente com quem talvez conviverá e que está a trocar a nossa pela sua imagem no espelho. Quem nos conhece, a nós e a ele, sabe com certeza o que a casa gasta. A política é, muitas vezes, uma coisa

suja. Usam-se truques e mais truques para obter um poleiro. Veja-se o que aconteceu nas eleições para o Conselho das Comunidades Portugueses em que Pereira Coutinho arrebanhou cidadãos de etnia chinesa, a quem a diáspora portuguesa não interessa absolutamente nada, para os despejar à porta do consulado, sem a mínima ideia do que ali estavam a fazer e assim desvirtuar completamente o sentido das eleições. E é um político assim, disposto a tudo usar pela vitória, que agora nos vem insultar. Obrigado: há insultos que usamos como medalhas. Coutinho é useiro e vezeiro nestas coisas. Está no seu direito: é isso a democracia e a sua perversão. Mas não nos acuse de termos uma “agenda” nem de favorecermos este ou aquele grupo ou indivíduo. A não ser que apresente provas. Caso contrário, estamos no campo da pura difamação de um grupo de profissionais que não têm outro objectivo que não seja servir a população da RAEM, proporcionando, em Língua Portuguesa, uma corrente contínua de informação, cujo valor é reconhecido de Lisboa a Pequim. Quando nada temos a dizer para nos defendermos, é costume matar o mensageiro. Estamos habituados a estas práticas soezes. E isso, na verdade, pouco nos incomoda. Desafiamos é os nossos leitores a pensar bem em tudo isto e tirar as devidas conclusões. A democracia em Macau merece representantes dignos, honestos, verticais e não a cana frágil que oscila aos ventos dos interesses, sobretudo dos seus interesses pessoais e se arma em flauta, sempre pronta e disponível, para executar a partitura mais à mão. Houve uma senhora que o acusa de abusos sexuais. Não sabemos se justa ou injustamente, mas o timing não podia ser pior. Compreende-se que tais acusações o tenham perturbado. Mas a vida é assim: as figuras públicas encontram-se por vezes neste tipo de situação. Nós é que não temos nada a ver com isso. Não violámos, não prometemos, não acusámos ninguém. Demos a notícia porque um deputado foi publicamente acusado. Falámos com ele para saber a sua versão. Será que agora, apesar de insultados, ainda deveríamos ter pena deste personagem que tão à toa parece? O mundo é grande, o nosso coração é largo e a nossa resposta afirmativa: coitadinho do Coutinho...

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei [estagiária] Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Tiago Alcântara; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau sexta-feira 13.9.2013

ETA admite iniciar entrega de armas antes do Natal

A organização basca ETA pretende começar a entrega de armas antes do Natal, de acordo com fontes ligadas ao processo citadas pela agência Efe. Segundo as mesmas fontes, a ETA deverá difundir um comunicado antes do final de 2013 em que anunciará o arranque de um processo de desarmamento, que será «lento» e verificado por um organismo internacional. A organização terrorista deverá divulgar um «inventário do armamento, explosivos e esconderijos, não devendo, contudo, informar como será feita a entrega das armas. Caso se confirme, é um grande avanço dado pela ETA desde que há dois anos anunciou o cessar definitivo das suas actividades armadas.

Mãe de Maddie deverá assistir ao julgamento de Gonçalo Amaral

A mãe de Maddie, a criança inglesa que desapareceu no Algarve em 2007, estará em Lisboa para assistir ao início do julgamento do ex-inspector da Polícia Judiciária Gonçalo Amaral, alvo de um processo por difamação, avança a imprensa britânica e a «AFP». Kate McCann e o marido exigem 12 milhões de patacas a Gonçalo Amaral, responsável pela investigação sobre o desaparecimento da menina e autor de um livro sobre o caso «A Verdade da Mentira» - onde defendeu a morte acidental da menina e o envolvimento dos pais. «Kate e Gerry McCann estão muito confiantes quanto ao processo», afirmou o porta-voz do casal, Clarence Mitchell. Na sequência da investigação ao desaparecimento da menina, ocorrido a 3 de Maio de 2007 na Praia da Luz, Kate e Gerry McCann foram constituídos arguidos, depois de Gonçalo Amaral suspeitar que o casal tinha dissimulado o cadáver da filha após a morte acidental da criança. O casal foi ilibado e o caso arquivado, tendo Kate e Gerry McCann posteriormente pedido a impugnação do livro de Gonçalo Amaral.

Explosão de viaturas armadilhadas matou nove militares

Pelo menos nove militares egípcios foram mortos, na sequência da explosão de dois veículos armadilhados, no Egipto. Catorze soldados ficaram feridos. O primeiro atentado ocorreu no quartel-general dos serviços de informação do Exército egípcio em Rafah, junto à fronteira com a Faixa de Gaza, enquanto o segundo ataque foi registado momentos depois, num posto militar de controlo rodoviário nas imediações.

cartoon

Eurogrupo não recebeu pedido para rever défice

por Stephff

O TRAVÃO

PRAIA DE HAC SA ACOLHE TORNEIO DE RÂGUEBI DE PRAIA

O Lótus rejuvenescido MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo

O

Clube de Râguebi de Macau (CRM) organiza, já amanhã, a 13.ª edição do Torneio de Râguebi de Praia do território, uma prova que antecipa a nova temporada competitiva e que reúne na Praia de Hac Sa os entusiastas das lides da bola oval de cidades como Macau, Hong Kong, Cantão ou Shekou. O pontapé de saída no certame está agendado para o meio-dia e no mais extenso areal da Região Administrativa Especial de Macau irão evoluir um total de doze equipas, divididas por uma série masculina e uma série feminina. Organizado pela primeira vem em 2001, na altura com seis equipas, o torneio tem vindo a crescer exponencialmente ao longo dos anos e este ano a principal no-

vidade prende-se com o reforço do contingente feminino que vai disputar a competição: “Pela primeira vez na história do torneio, teremos seis equipas masculinas e seis equipas femininas em prova, o que diz bem do poder de persuasão do râguebi.”, sustenta Luis Herédia. “É uma modalidade cada vez mais procurada por atletas do sexo feminino. No Clube de Râguebi temos já raparigas a treinar connosco e algumas delas vão disputar a prova integradas nas equipas que sábado nos visitam”, remara o dirigente do organismo que chama a si a tutela da modalidade no território. O equílibrio de forças entre as competições feminina e masculina não é a única nota de destaque da edição de 2013 do Torneio de Râguebi de Praia de Macau. Este ano, o Clube de Râguebi vai voltar a competir em nome próprio, com uma equipa

parcialmente renovada. O último ano foi favorável aos desígnios do organismo, que atraiu para a modalidades uma série de novos executantes e olha agora para o futuro com esperança renovada: “Como sabe, nos últimos anos fizemos da formação uma prioridade e procurámos atrair e formar novos valores. Começámos agora a colher alguns frutos e no sábado vamos disputar o torneio com uma equipa formada maioritariamente por jogadores locais de etnia chinesa”, explica Luis Herédia. Depois de marcar presença no torneio de que é anfitriã, a formação do Clube de Râguebi de Macau deverá preparar o regresso aos palcos internacionais. A selecção do território deverá rumar em Dezembro a Taiwan, para defrontar em Taipé uma das mais cotadas formações da capital formosina.

Um alto responsável do Eurogrupo afirmou esta quinta-feira que ainda não foi formalmente informado sobre a intenção do Governo português em rever as metas do défice. «Já mudámos as metas e as circunstâncias que levaram à mudança das metas [em Portugal] não mudaram entretanto, pelo menos para pior», referiu a mesma fonte, a propósito da flexibilização aceite pela Comissão Europeia em Março de adiar a meta de 3% para 2015. Segundo o Eurogrupo, os argumentos de Portugal para que esta alteração fosse aceite (alterar a meta do défice fosse 4,5% e não 4% em 2014) teriam de ser «extremamente convincentes». Qualquer nova alteração no calendário de cumprimento do défice, teria «um impacto em relação à conclusão do programa» de assistência financeira, refere a mesma fonte.

Viatura com clandestinos forçou entrada em Ceuta

Uma viatura todo-o-terreno com vários imigrantes clandestinos a bordo forçou hoje a entrada em Ceuta, cidade espanhola. Um polícia ficou ferido ao ser abalroado pelo veículo. O incidente foi registado pelas três horas locais, tendo o veículo transposto as barreiras da fronteira marroquina e da fronteira espanhola, numa altura em que o local estava praticamente sem ninguém. Um agente da Guarda Civil que estava na fronteira foi atingido pelo veículo e teve de ser transferido para o Hospital Universitário. Após o incidente, o condutor e ocupantes do carro fugiram, estando a ser procurados pelas autoridades.

Pastor que preparava queima de exemplares do Corão foi detido

As autoridades norte-americanas detiveram o polémico pastor Terry Jones, ontem, na Florida, quando se preparava para queimar cerca de 3.000 exemplares do Corão, por ocasião do 11 de Setembro. O pastor, de 61 anos, foi detido quando conduzia uma viatura na cidade de Mulberry, na Florida, e acusado de transporte ilegal de combustível e de posse de uma arma de fogo, revelou o jornal «Orlando Sentinel». Atrelada na carrinha ‘pick-up’ de Terry Jones estava uma grande churrasqueira com cópias do Corão, livro sagrado dos muçulmanos, embebidas em querosene.


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Hoje Macau 13 SET 2013 #2936 by Jornal Hoje Macau - Issuu