RÓMULO SANTOS
10 DE JUNHO
LEGADO E RESILIÊNCIA GRANDE PLANO
EDIFÍCIO KA ON KOK
À BEIRA DA TRAGÉDIA PÁGINA 7
GRANDE BAÍA
ACERTAR AGULHAS ANDRÉ CARRILHO
PÁGINA 5
“SENHOR MAR” AJUDA A PENSAR EVENTOS
FUNDAÇÃO MACAU
NOVAS EXIGÊNCIAS PÁGINA 4
SINDICATOS
REJEIÇÕES PÚBLICAS ÚLTIMA
SEGUNDA-FEIRA 13-6-2022 MOP$10
Nº 5027
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
Contagem decrescente O Governo decretou a redução do período de quarentena, para quem entra em Macau, de 14 para 10 dias, a partir da próxima quarta-feira. Ao período de isolamento, seguem-se sete dias de auto-monitorização de saúde e a obrigatoriedade de realização de testes de ácido nucleico nos dias indicados pelas autoridades de saúde. A hipótese de uma futura redução para sete dias continua em análise. PÁGINA 6
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ANDRÉ CARRILHO
HOJE MACAU
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13.6.2022 segunda-feira
Marés e marinheiros 10 DE JUNHO
Naquela que terá sido a última celebração do 10 de Junho enquanto cônsul, Paulo Cunha Alves vincou que “Macau é o que é” devido à presença portuguesa e lembrou que “houve sempre momentos” em que a saída da comunidade se fez notar mais. Além disso, considera a permissão de entrada de portugueses um “sinal de carinho” e diz que a comunidade tem mostrado “resiliência e determinação”
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OR ocasião do dia de Portugal, o Cônsul-geral de Portugal em Macau, Paulo Cunha Alves, reiterou a importância de celebrar o legado português, quer seja “em ambiente de pandemia ou de guerra” e que “Macau é o que é” devido à presença portuguesa. Quanto ao crescente número de portugueses que decidiram abandonar Macau nos últimos anos, o cônsul diz tratar-se de uma
“questão temporal”, que começou gradualmente a ser amenizada com a permissão de entrada nacionais no território. “Durante estes séculos da nossa presença em Macau houve sempre momentos em que a comunidade saiu mais e outros em que saiu menos. Apenas encaro isso como uma questão temporal, que é fruto da conjuntura da pandemia e que tem obrigado as pessoas a tomar decisões sérias e que devem ser
HOJE MACAU
CÔNSUL ENALTECE LEGADO PORTUGUÊS E RELATIVIZA SAÍDAS
(…) assumidas por si”, apontou na sexta-feira, à margem da cerimónia do hastear da bandeira nacional, integrada nas comemorações do 10 de Junho. “Temos de celebrar Portugal porque, em qualquer circunstância, quer seja em ambiente de pandemia ou de guerra, há sempre que relevar os valores nacionais, a nossa cultura e tradições e lembrar que existimos, estamos presentes em todo o mundo e que somos um
SALES MARQUES “É FUNDAMENTAL CONTINUAR A CELEBRAR” O presidente do Conselho das Comunidades em todo o mundo onde existem comunidades Macaenses, José Luís Sales Marques considera ser “fundamental” continuar a celebrar “sempre” o dia de Portugal em Macau, independentemente das restrições inerentes à pandemia de covid-19. “É um acto solene e muito simbólico. Acho que é fundamental continuar sempre [a celebrar], não obstante das circunstâncias que possam existir nomeadamente ao nível das restrições”, começou por dizer, lembrando que o dia de Portugal “existe
portuguesas” e que continuou a ser assinalado mesmo depois da transferência de soberania. Sales Marques sublinhou ainda que a saída de “muitos portugueses” do território, prende-se não só com as restrições pandémicas, mas também com as “dificuldades económicas” potenciadas pela “situação frágil da economia de Macau”. Ainda assim, o responsável acredita que “a comunidade que está cá está viva e continua bem”.
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grande plano 3
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RÓMULO SANTOS
RÓMULO SANTOS
Contudo, Paulo Cunha Alves não deixou de saudar o programa de entrada de não-residentes portugueses, que considerou ser “um sinal de carinho”. “É difícil dizer o que são sinais de carinho. Penso que tem havido medidas bastante positivas nas últimas semanas, como, por exemplo, a criação do projecto-piloto que permite aos portugueses não-residentes na RAEM virem até cá visitar familiares e amigos. Consideraria isso um sinal de carinho”, sublinhou. Mais tarde, no discurso que dirigiu à comunidade antes do concerto de tributo a Rui Veloso, Paulo Cunha Alves fez questão de sublinhar a “resiliência e determinação” da comunidade portuguesa, perante as restrições impostas desde Fevereiro de 2020. “A Comunidade portuguesa de Macau tem mostrado a sua resiliência e determinação no combate à pandemia, aceitando sacrifícios e as limitações impostas pelas regras em vigor desde Fevereiro de 2020. Estou certo de que as medidas recentemente anunciadas que
“Quer seja em ambiente de pandemia ou de guerra, há sempre que relevar os valores nacionais, a nossa cultura e tradições e lembrar que existimos.”
RÓMULO SANTOS
Resiliência e determinação
O cônsul apontou ainda que “as relações de Portugal com a China são seculares e isso a Macau o devemos”, esperando que as relações entre Portugal e Macau contribuam para o bem-estar de toda a população, o desenvolvimento do território e a diversificação da economia. Além disso, Paulo Cunha Alves deixou ainda votos para que tanto o turismo como o intercâmbio de estudantes entre Macau e Portugal alcancem novos patamares, à medida que a pandemia de covid-19 abrandar. “É fundamental que se desenvolva o turismo entre Portugal e Macau e que se desenvolva ainda mais o intercâmbio estudantil. Façamos votos para que o evoluir da pandemia nos permita alcançar estes objectivos e reconquistar a tão desejada normalidade na circulação de pessoas no mais curto prazo possível”, apontou.
Em nome da comunidade
“Macau é o que é hoje, e todos o reconhecem, portugueses e chineses, devido à presença portuguesa aqui.”
Paulo Cunha Alves admitiu também que o passado dia 10 de Junho, celebrado na sexta-feira, terá sido o “último dia de Portugal” enquanto cônsul em Macau. “Completo quatro anos aqui em Macau no dia 30 de Setembro e, portanto, julgo que até 31 de Dezembro deverei ser colocado noutro posto. Durante o Verão deverei ter novidades”, explicou. Quanto às prioridades para o seu sucessor, Paulo Cunha Alves
lembra que em seis meses “muita coisa pode acontecer”, mas defende que a aposta terá que continuar a estar virada para a melhoria dos serviços consulares e dá com exemplo a implementação do voto electrónico. “Penso que a prioridade das prioridades será continuar a zelar pelo bem-estar da comunidade portu-
guesa aqui em Macau e proporcionar uma melhoria contínua dos serviços consulares, através de novos instrumentos e técnicas. Estou a pensar, por exemplo, na questão do voto electrónico e outras que merecem discussão pelos órgãos competente em Lisboa, nomeadamente a Assembleia da República”, partilhou. Pedro Arede
RÓMULO SANTOS
povo bastante considerado onde quer que estejamos”, acrescentou. Confrontado com os cortes financeiros que as associações de matriz portuguesa têm sofrido e a necessidade, vincada há dias pela Presidente da Casa de Portugal, Amélia António, de serem dados “sinais” de apoio à comunidade, Paulo Cunha Alves frisou a importância da presença portuguesa em Macau. “Os sinais dependem sempre de quem os dá e julgo que essa questão deve ser colocada às autoridades locais, pois saberão certamente julgar o que é importante para manter este ambiente de boa convivência que temos tido ao longo dos últimos quase 500 anos. Macau é o que é hoje, e todos o reconhecem, portugueses e chineses, devido à presença portuguesa aqui. O facto de o centro de Macau ser património da Humanidade, resulta do facto de termos deixado aqui muitas marcas culturais, arquitectónicas, gastronómicas e outras”, apontou. Para o cônsul, “se toda a gente quiser que Macau continue a ser um local especial e até único na Ásia”, é preciso preservar esse legado no futuro. “Não conheço outra cidade como Macau”, rematou. Sobre a falta de apoios, o responsável referiu que, apesar de ser um “sinal menos positivo” a limitação é compreensível e as próprias associações devem agora “adaptar-se às circunstâncias e encontrar novas formas de financiamento”. “É preciso que todos nós façamos esse esforço para continuar com a nossa actividade aqui em Macau”.
“É preciso que todos nós façamos esse esforço para continuar com a nossa actividade aqui em Macau.”
AMÉLIA ANTÓNIO COMUNIDADE DEVE SER ESTIMADA A presidente da Casa de Portugal em Macau, Amélia António considera que, numa altura em que muitos portugueses deixaram o território, a comunidade portuguesa tem de estar unida e “mostrar a sua cara”, para que seja estimada pelo seu valor. “A comunidade tem de estar presente, unida e mostra a sua cara, mostrar que está cá, para que ninguém esqueça que esta comunidade tem muito valor para a RAEM e que deve ser estimada”, disse à margem da cerimónia do hastear da bandeira.
PAULO CUNHA ALVES CÔNSUL
permitem a entrada de portugueses não-residentes na RAEM irão ajudar na suavização da distância que sentimos dos nossos familiares e amigos”, disse.
COMUNIDADES PORTUGUESAS RITA SANTOS VAI A PORTUGAL DIA 19 DE JUNHO
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presidente do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia das Comunidades Portuguesas, Rita Santos, vai estar em Portugal para participar numa reunião do Conselho Permanente do organismo, onde promete transmitir as preocupações das associações de matriz portuguesa e cidadãos portugueses que estão em Macau.
“No dia 19 de Junho vou a Portugal para uma reunião do Conselho Permanente, com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, parlamentares e o Presidente da República”, revelou à margem da cerimónia do hastear da bandeira. “Vou ouvir as opiniões dos portugueses e contactar individualmente as associações de matriz por-
tuguesa e enviar mails para todos, para saber o que gostariam de transmitir”, acrescentou. Sobre as comemorações do dia de Portugal, Rita Santos vincou tratar-se de uma data “muito importante para assinalar a presença portuguesa” e mostrar que ainda há “muitos portugueses a residir em Macau”.
A presidente do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia das Comunidades Portuguesas apontou ainda o desejo de ver o período de quarentena para quem chega a Macau reduzido para sete dias. Isto, depois de admitir que já foi dado “o primeiro passo” com a redução das quarentenas e a permissão de entrada de cidadãos portugueses.
“Gostaríamos que pudessem reduzir ainda mais a quarentena para sete dias. Isso seria muito importante para que os portugueses possam viajar de e para Macau, porque muitos têm saudades dos pais e alguns decidiram mesmo voltar definitivamente para Portugal por não poderem ficar tanto tempo aqui em Macau”, partilhou. P.A.
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Casa de Portugal Atribuição de subsídios desbloqueada
gradualmente todas as associações para assinar uma declaração de consentimento para a recepção de apoio financeiro. Após a assinatura dessa declaração, entre, mais ou menos, três e quatro semanas já podemos transferir essa verba. Compreendemos que algumas associações estão a sentir dificuldades com os respectivos orçamentos e podem sofrer problemas até meados do ano, mas a maioria (…) já aceitou as cláusulas e vai receber as verbas”.
Medalhas Governo vai alargar âmbito das distinções O Conselho Executivo anunciou na sexta-feira uma proposta de alteração legislativa para alargar a atribuição de medalhas a indivíduos ou entidades que contribuíram para responder a incidentes públicos. Como tal, anunciou o porta-voz do Conselho Executivo, André Cheong, serão atribuídas a “medalha de valor” e “medalha de dedicação” a “indivíduos ou entidades que se distingam pelo exercício de funções, pela participação em
resposta a incidentes de natureza pública com o objectivo de expressar o reconhecimento pelo seu contributo e serviços distintos”. Além disso, será ainda alargado o âmbito da atribuição da medalha de mérito desportivo a “indivíduos ou entidades que obtenham classificações notáveis em eventos desportivos internacionais, regionais ou nacionais, ou que sejam dignos de louvor no domínio desportivo”.
TIAGO ALCÂNTARA
A Fundação Macau garantiu que a Casa de Portugal irá receber em breve o apoio financeiro que está em atraso. Na passada sexta-feira, o presidente do organismo, Wu Zhiliang, reconheceu que o impasse na distribuição de verbas tem causado dificuldades às associações e que, no máximo, dentro de um mês a situação da Casa de Portugal estará resolvida. “A questão da Casa de Portugal já está resolvida. Desde a aprovação pelo Conselho de Curadores em Abril, estamos a contactar
Wu Zhiliang, Fundação Macau “Este novo modelo consegue padronizar melhor as regras para conceder apoios financeiros.”
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OM o objectivo de assegurar o bom uso do erário público, o Conselho Executivo apresentou na sexta-feira um regulamento administrativo que visa alterar os critérios de apreciação e aprovação dos apoios financeiros concedidos pela Fundação Macau. Entre as principais alterações para “apreciar, autorizar e fiscalizar” os apoios de forma mais “aberta transparente e institucionalizada”, conta-se a obrigatoriedade de a Fundação Macau, à semelhança de outros organismos públicos, ter o seu regulamento de apoio financeiro aprovado por despacho do Chefe do Executivo. “O modelo anterior já foi experimentado durante 20 anos e, por isso, (…) achamos que este novo modelo consegue padronizar melhor as regras para conceder apoios financeiros e assim vamos tentar ter um ambiente mais aberto e transparente”, detalhou na sexta-feira o presidente da Fundação Macau, Wu Zhiliang. O novo regime prevê ainda que o prazo dos mandatos dos membros do Conselho de Curadores,
FUNDAÇÃO MACAU APOIOS COM CRITÉRIOS MAIS APERTADOS
Limpeza padrão
As novas regras apresentadas pelo Conselho Executivo prevêem que o regulamento de apoio financeiro da Fundação Macau seja aprovado pelo Chefe do Executivo. Os mandatos dos cargos superiores terão duração máxima de dois anos Conselho Fiscal e Conselho de Administração da Fundação Macau passem a ser, no máximo, de dois anos. Ao nível das competências, o Conselho de Administração estará a cargo de apreciar e aprovar apoios financeiros de valor não superior a um milhão de patacas, ao passo que pelo Conselho de Curadores passará a aprovação de apoios superiores a um milhão de patacas. Por último, a alteração dos estatutos da Fundação Macau
passa a prever “a transferência dos capitais acumulados da Fundação Macau para os resultados acumulados”, em resposta à “exigência de uma boa gestão administrativa e orçamental”. “Esperamos aproveitar melhor e de forma racional o erário público. Temos agora programas específicos com regulamentação detalhada (…) sobre as condições dos requerentes, o âmbito da concessão de apoios, documentos ne-
cessários, deveres e obrigações dos requerentes. Estamos a implementar este modelo de funcionamento e com este aperfeiçoamento vamos melhorar ainda mais no próximo ano”, disse Wu Zhiliang.
Grão a grão
Durante a conferência de imprensa de sexta-feira, Wu Zhiliang revelou ainda que já foram distribuídos mais de 50 mil vales de 250 patacas a idosos vacinados e que a
iniciativa da Fundação Macau tem contribuído para aumentar a taxa de vacinação contra a covid-19 da população idosa. “Antes desta sensibilização, havia apenas cerca de 64 mil pessoas [com mais de 65 anos] vacinadas e actualmente já foram vacinadas cerca de 68 mil pessoas. Achamos [que a iniciativa] conseguiu produzir o efeito desejado”, referiu em relação ao aumento de 6,25 por cento. Sobre o facto de algumas associações responsáveis pela distribuição dos vales terem decidido atribuir descontos em cadeias de fast food, Wu Zhiliang admitiu haver críticas na comunicação social e adiantou ter transmitido a preocupação às associações. “As associações conhecem melhor as necessidades dos idosos e, por isso, não estabelecemos um critério muito rigoroso para a escolha dos estabelecimentos. Até ao momento, não recebemos qualquer queixa, mas há jornais a criticar que dar fast food a idosos não é bom e, por isso, alertámos as associações. Se calhar esses idosos compram esse tipo de comida para dar aos netos”, acrescentou. Pedro Arede
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A
PÓS os incêndios no Porto Interior, o Governo quer limitar a quantidade de combustível que os barcos podem armazenar. Contudo, os pescadores estão contra a ideia, avisam que impede o funcionamento do sector e esperam que o Governo volte atrás. De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, o presidente da Associação de Auxílio Mútuo de Pescadores de Macau, Chan Meng Kam, justificou que normalmente pelo ano novo chinês, os pescadores carregam todo o combustível necessário para as suas viagens. Só depois partem para a época de pesca. Contudo, devido aos surtos de Hong Kong, mais de 100 barcos ficaram impedidos de partir, o que fez com que tivessem de aguardar carregados de combustível no Porto Interior, o que
fez do incêndio recente uma situação excepcional. O vice-presidente da associação, Kwan Kam Tong, avisou que a limitação das reservas de combustível no interior das embarcações vai levar à subida dos preços do peixe. Por sua vez, o vice-presidente da Associação para o Desenvolvimento de Pesca no Oceano e de Proprietários de Barcos de Macau, Leung Kam Kit, alertou que se houver um limite do combustível que as embarcações correm o risco de violar a lei a qualquer momento, caso decidam voltar a Macau por motivos de emergência. Leung vincou assim que o Governo tem de negociar bem com os pescadores antes de tomar medidas, e que em caso de preocupação com segurança, deve estender os empréstimos sem juros para a renovação das frotas locais.
DSPA GOVERNO NÃO DIZ QUANDO LEGISLA OFICINAS EM ZONAS RESIDENCIAIS
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ASSADOS quase cinco anos da consulta pública relativa à revisão do regime de condicionamento administrativo, que iria regular a actividade das oficinas de reparações de veículos, Ron Lam perguntou ao Governo quando voltaria a “ressuscitar” a iniciativa legislativa. “Não temos informações a facultar”, foi a resposta dada por Ip Kuong Lam, director dos Serviços de Protecção Ambiental. O deputado recordou em interpelação que “as autoridades afirmaram que iam definir mais condições para a prevenção e controlo de poluição das oficinas de reparação de veículos nas zonas comunitárias”. Das três questões colocadas por Ron Lam, o Governo apenas respondeu a uma, referindo que a DSPA tem feito “acções de inspecção”, dado pareceres técnicos e “proposto, várias vezes, que a reparação de veículos motorizados nas oficinas (que envolvem a prestação de serviços de pintura, forja e soldadura) seja obriga-
toriamente realizada em estabelecimentos industriais, devendo manter-se afastada de locais susceptíveis de serem afectados, dispondo-se ainda de equipamentos eficazes para eliminar os materiais das tintas para a pintura por injecção e o seu cheiro”. Apesar das sugestões para as oficinas que fazem pintura, forja e soldadura se mudarem para zonas industriais, quando confrontado com questões específicas, como qual a zona mais apropriada, Ip Kuong Lam voltou a afirmar que “não tem informações a facultar”. Ron Lam lembrou que o “Plano Director Urbanístico de Macau (2020-2040)” já entrou em vigor e define o Parque Industrial Transfronteiriço da Ilha Verde, o Parque Industrial da Concórdia e o Parque Industrial de Ká-Hó, em Coloane, como zonas industriais. O Executivo também não respondeu se iria “definir critérios de emissão de poluentes atmosféricos e normas mais rigorosas para oficinas”. J. L.
GCS
PESCA SECTOR CONTRA LIMITAÇÃO DE COMBUSTÍVEL
política 5
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O Chefe do Executivo mostrou-se confiante na “retoma gradual da economia local com o abrandamento da situação epidémica no Interior”
GRANDE BAÍA PEDIDOS ESFORÇOS CONJUNTOS PARA A RETOMA ECONÓMICA
Uma acção de charme
O Chefe do Executivo reuniu com altos responsáveis de Guangdong para discutir políticas referentes à zona de cooperação de Hengqin, para promover o sucesso do território na prevenção da pandemia e pedir medidas de cooperação financeira
H
O Iat Seng deslocou-se a Guangzhou para discutir as medidas de prevenção da pandemia e a necessidade de colaboração para responder à crise económica. A informação foi divulgada no sábado, através de um comunicado do Gabinete de Comunicação Social (GCS), antes de ser conhecida a redução do período de quarentena para 10 dias. Segundo o Governo local, nos encontros com o secretário do comité provincial de Guangdong do Partido Comunista Chinês, Li Xi, e o governador da província, Wang Weizhong, “Macau e Guangdong concordaram em consolidar os resulta-
dos do trabalho conjunto de prevenção e controlo da pandemia, colaborar para a recuperação económica e para normalizar a circulação de pessoas entre os dois territórios”. Por outro lado, ficou também a promessa de “aprofundar e alargar a cooperação bilateral, em todas as vertentes” e “promover, em conjunto, a Grande Baía entre Guangdong, Hong Kong e Macau”. Neste caminho, a prioridade de Macau e Guangdong passa pela zona de cooperação na Ilha da Montanha, em que as duas partes esperam “alcançar um novo patamar e mais resultados”. No primeiro encontro, com Li Xi, Ho Iat Seng
reiterou que “o trabalho realizado pelo Governo de Macau é feito de acordo com as instruções do Governo Central”, que a “actual conjuntura geral da RAEM é estável, e que se alcançou eficiência na prevenção e controlo da pandemia”.
Pedir circulação
Sobre a crise económica que tem sufocado a RAEM, Ho Iat Seng atirou as responsabilidades para “a situação internacional” e “a evolução pandémica”, que considerou ter aumentado a pressão sobre Macau, devido à redução do número de turistas. Apesar da crise, o Chefe do Executivo mostrou-se confiante na “retoma gradual da economia local com o
abrandamento da situação epidémica no Interior”, durante a segunda metade do ano. No segundo encontro, com Wang Weizhong, Ho pediu que com “base nos resultados notáveis alcançados na prevenção e controlo da pandemia desenvolvido conjuntamente por Macau e Guangdong”, que as duas regiões normalizem “a circulação de visitantes” e impulsionem “as actividades económicas”. Ho Iat Seng admitiu ainda a Wang que o Governo de Macau está a estudar a possibilidade de seguir uma política de 7 dias de isolamento, com 7 dias de autogestão domiciliária. João Santos Filipe
Tabaco Sulu Sou quer zonas para fumar na rua O vice-presidente da Associação Novo Macau, Sulu Sou, defende que o Governo deve proibir o acto de fumar enquanto se anda na rua e encontrar áreas específicas para quem fuma. Em comunicado, o ex-deputado frisou que um dos objectivos de controlo do tabagismo deve ser a
proibição do fumo passivo, prejudicial para a saúde de quem não fuma. Sulu Sou recordou ainda que as queixas contra o fumo passivo ao andar na rua são uma das principais menções no relatório de acompanhamento e avaliação do regime de prevenção e controlo do tabagismo.
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Sabores da planície
CESL Asia lança em Hong Kong carne sustentável do Alentejo
A
empresa de Macau CESL Asia vai começar a comercializar em Hong Kong carne de vaca sustentável produzida no Alentejo, disse à Lusa o presidente António Trindade. “Neste momento, está a chegar [a Hong Kong] o primeiro contentor, foi estabelecida uma parceria com os distribuidores locais e vai ser lançada agora” a marca de carne ‘True Born’, produzida pelo Monte do Pasto, sublinhou o empresário. António Trindade salientou que, além dos desafios logísticos causados pela pandemia de covid-19, a ‘True Born’ “não é só uma marca nova, é uma área nova, que pouco existe no mercado” da região administrativa especial chinesa. O Ministério da Agricultura anunciou em 2020 que seis empresas portuguesas, incluindo uma doAlentejo, estavam habilitadas a exportar carne de bovino para Hong Kong. A carne é produzida no Monte do Pasto, uma área de montado alentejano, em Cuba, no distrito de Beja, onde a empresa tem contribuído para aumentar o investimento e a produção económica da zona rural. Cerca de 98 por cento da produção do Monte do Pasto é exportada, disse o presidente da CESL Asia, nomeadamente para Israel e outros mercados do Médio Oriente e do Norte de África. A marca ‘True Born’ já é comercializada em Macau. António Trindade lamentou, no entanto, não ser ainda possível exportar para a China, algo que considera “incompreensível”.
Esta medida foi adoptada “tendo em conta o curto período de incubação da infecção da estirpe variante Ómicron”
COVID-19 PERÍODO DE QUARENTENA BAIXA DE 14 PARA DEZ DIAS
As contas de diminuir
A partir da meia noite desta quarta-feira o período de quarentena passa de 14 para dez dias, incluindo sete dias de auto-monitorização de saúde. Tal implica ter o código de saúde verde e a realização de testes de despistagem à covid-19 “10+7”, assim descrito pelas autoridades, só pode ser aplicado a pessoas totalmente vacinadas contra a covid-19 e que tenham todos os testes negativos aquando da entrada no território. O período de auto-monitorização de saúde inicia-se no primeiro dia após a realização da quarentena, sendo que “o dia da entrada em Macau, e até às 6h do dia seguinte, é considerado como dia zero”. Caso não
PARA XANGAI E MONGÓLIA Desde a 1h de hoje que é obrigatório o cumprimento da quarentena de 14 dias para quem tenha estado em diversos locais das cidades de Erenhot e Chifeng, na Região Autónoma da Mongólia Interior. A medida aplica-se também a quem tenha viajado de vários locais da cidade de Xangai, nomeadamente de diversos complexos residenciais. Quem tenha estado no distrito Fengxian, em Xangai, deverá “estar atento ao seu estado de saúde e ser sujeito a testes de ácido nucleico por iniciativa própria”, no primeiro, quarto e sétimo dia, sendo que o código de saúde ficará verde neste período.
sejam realizados os testes neste período de sete dias, o código de saúde passa então de verde a amarelo. Quem não realizar o teste obrigatório dentro das 24 horas após a data agendada, passa a ter um código vermelho. Além disso, “as pessoas provenientes de Hong Kong, região de Taiwan ou de países estrangeiros não estão autorizadas a deslocar-se ao Interior da China através da RAEM até que o teste de ácido nucleico no 14.º dia, após a entrada, tenha um resultado negativo”, aponta ainda a mesma nota.
Sete dias em análise
Esta medida foi anunciada dois dias depois da conferência de imprensa semanal do Centro de Coordenação e de Contingência do novo coronavírus, onde as autoridades admitiram estar ainda a estudar a possibilidade de reduzir os dias de quarentena. “Vamos primeiro reduzir de 14 para dez dias a título experimental e veremos se há a possibilidade de reduzir para sete dias. Estamos a analisar a situação no Interior da China, pois a medida de quarentena de sete dias difere
de cidade para cidade”, disse Leong Iek Hou. Nesse dia, foi também anunciada a entrada a todos os trabalhadores não residentes (TNR) estrangeiros, sendo que a partir de hoje podem entrar os TNR com blue card válido, oriundos do Interior da China. Trabalhadores estrangeiros especializados devem candidatar-se ao processo de entrada a partir de 24 de Junho. Recorde-se que na última semana, o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, avançou com a possibilidade de reduzir a quarentena de 14 dias no período do Verão, sem adiantar uma data concreta. “Há quatro cidades piloto do Interior da China que, durante cerca de um mês, experimentaram implementar um período de quarentena de 10 dias mais sete [de auto-gestão]. Estamos a continuar o nosso trabalho, pois esta parece ser a tendência. Depois de avaliarmos as nossas medidas (…) iremos tentar que sejam 10 dias mais sete. Esperamos atingir essa meta durante o Verão”, adiantou Ho Iat Seng à TDM-Rádio Macau. Andreia Sofia Silva
Em 2019, Portugal assinou um acordo de cooperação para facilitar, através da simplificação de procedimentos, a exportação de produtos alimentares para a China, incluindo a carne de ovino e de bovino. O Monte de Pasto anunciou na quarta-feira a aquisição da Herdade das Gregas de Cima, com 455 hectares, elevando para 4.200 hectares a área que a empresa vai dedicar a agricultura de regadio e pecuária sustentável. António Trindade disse que a compra representa um aumento de quase 15 por cento na área disponível, o que irá permitir à empresa começar a apostar também na produção de carne de ovino. As vendas do Monte do Pasto têm vindo a aumentar, tanto no que toca ao volume de carne como às receitas, “o que hoje em dia não é difícil, porque os preços estão a subir”, lembrou o presidente da CESL Asia. Em 2021, “foram quase 50 por cento acima do que tínhamos planeado e este ano vai continuar a aumentar, menos porque nem sequer temos ainda capacidade para produzir mais”, admitiu o empresário. RÓMULO SANTOS
O
Governo anunciou este sábado que os dias de quarentena obrigatória para quem entra em Macau vindo de Hong Kong, Taiwan e países estrangeiros vão passar dos actuais 14 para dez dias, incluindo o cumprimento de um período de auto-monitorização de saúde, o que significa que a pessoa fica com o código verde, podendo, portanto, entrar em todos os locais do território, mas terá de realizar testes de ácido nucleico no 11.º, 12.º, 14.º, 16.º e 17.º dias após a entrada. Segundo uma nota de imprensa divulgada pelo Centro de Coordenação e de Contingência do novo coronavírus, esta medida foi adoptada “tendo em conta o curto período de incubação da infecção da estirpe variante Ómicron”, uma vez que “as pessoas infectadas podem ser detectadas através de um teste de ácido nucleico no prazo de sete dias após o contacto com este vírus”. As autoridades dizem ter tomado esta decisão “após [ser realizada] a análise à experiência recente do interior da China e os dados da RAEM”. O modelo
Casas de pasto
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EDIFÍCIO KA ON KOK DESALOJADOS DEVIDO A DESMORONAMENTO
Pedras rolantes
Um deslizamento de terras provocado por uma obra, na quinta-feira, levou à destruição parcial de apartamentos do edifício Ka On Kok, junto ao Centro Hospitalar Conde de São Januário. Não houve mortos nem feridos, mas há vários desalojados. Moradores de prédios adjacentes temem pela segurança
V
INCENT Cheang não ganhou para o susto. Poucos minutos depois de o filho ter saído do quarto para ir ter consigo a uma outra divisão da casa, um deslizamento de terras destruiu o quarto por completo. Tal como ele, outras famílias do edifício Ka On Kok, na Estrada de São Francisco, perto do Centro Hospitalar Conde de São Januário, ficaram com as casas parcialmente destruídas. Segundo o Governo, uma obra privada terá causado o deslizamento de terras ocorrido junto ao tardoz do prédio. O local do acidente fica ao lado do troço da antiga muralha da cidade, que também ficou parcialmente destruída. Os apartamentos sofrem agora com diversas infiltrações. A Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU) efectuou, na quinta e sexta-feira, inspecções no local, incluindo ao estaleiro da obra, tendo concluído que a estrutura do prédio “não apresenta perigo iminente de desmoronamento”. No entanto, tendo em conta a ocorrência de chuvas intensas nos próximos dias, tanto a DSSCU como a Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) iniciaram “obras urgentes de protecção” e de limpeza do local com a remoção dos pedregulhos. Em relação à obra em curso, actualmente suspensa, as autoridades apontam que “o projecto de arquitectura foi aprovado dentro da validade da planta de condições urbanísticas e presentemente é ainda válida a licença de obra deste empreendimento”. Vincent Cheang está neste momento a residir num hotel. Até sábado não havia água e luz nas casas. “Pelo menos agora já posso ir lá lavar a minha roupa. O Governo já nos contactou para discutirmos
o que vai acontecer no futuro. Sei que neste momento é difícil remover todas as pedras do local. Espero que possam resolver a situação rapidamente”, contou ao HM.
A culpa é do centro?
Ontem, os moradores de edifícios adjacentes ao local do acidente realizaram uma conferência de imprensa onde revelaram temer pela sua segurança. É o caso de um morador do rés-do-chão do edifício Kam Lai Kuok, de apelido Ng. “Caso chova muito vou ter infiltrações de água no prédio e em minha casa, pois moro num rés-do-chão. Isto aconteceu também em Outubro quando houve o tufão. Queixei-me aos bombeiros, à Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes e ao Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas. Vieram cá pessoas para fiscalizar, disseram que não havia riscos imediatos, mas depois não houve mais avanços”, adiantou. Ng vai precisar de renovar a casa por completo, uma vez que o soalho é de madeira e apodreceu com a água. Muitos moradores descrevem que as infiltrações nunca ocorreram antes do arranque das obras de construção do edifício de doenças
“O Governo já nos contactou para discutirmos o que vai acontecer no futuro. Sei que neste momento é difícil remover todas as pedras do local. Espero que possam resolver a situação rapidamente.” VINCENT CHEANG MORADOR DO EDIFÍCIO KA ON KOK
infecto-contagiosas junto ao hospital público, mesmo com os tufões Hato e Mangkhut. “As infiltrações já nos perturbam há cerca de meio ano e não temos meios para nos queixarmos. Com os danos causados no edifício Ka On Kok, estamos preocupados e queremos que haja medidas preventivas. Chegámos a recrutar um técnico para analisar a origem das infiltrações, que não nos deu certezas, mas que falou da possibilidade de virem da zona montanhosa ao lado. Não podemos fazer nada, porque se a obra é do Governo este é que tem de verificar”, explicou Ng. Os deputados Song Pek Kei, Nick Lei e José Pereira Coutinho estiveram ontem presentes na conferência de moradores. Ao HM, Coutinho disse já ter recebido pedidos de ajuda de residentes de dois blocos habitacionais adjacentes às obras do centro de doenças infecto-contagiosas. “Esta questão é bastante urgente e exige cuidados redobrados por parte das autoridades para evitar que as situações se repitam, nomeadamente a fixação de materiais que impeçam o deslizamento de terras e a queda de grandes pedras.” Coutinho descreve que, neste momento, há sete pedregulhos caídos junto ao edifício Ka On Kok. “Se as águas fizerem deslizar essas pedras, então vamos ter acidentes graves porque a maior parte das fracções voltadas para o local da construção são quartos de crianças. Vejo esta situação com alguma apreensão. Estamos a analisar a que nível iremos interceder”, concluiu. Segundo a imprensa chinesa, a presidente do Instituto Cultural, Leong Wai Man, prometeu recuperar da parte danificada da antiga muralha, de cerca de 18 metros. Para já, assegurou, a prioridade é garantir a segurança dos moradores. Andreia Sofia Silva e Nunu Wu
Doca dos Pescadores Licença para funcionar Melinda Chan revelou ontem, em declarações ao jornal Ou Mun, que os casinos da empresa Macau Legend vão continuar a funcionar até ao final do ano, e que o pedido de prolongamento da autorização já foi feito,
e aprovado, junto da SJM. A responsável revelou também que o número de empregados foi reduzido em 16 por cento, mas que o volume de negócios sofreu uma redução muito maior, só neste ano, de 20
por cento. Por esse motivo, Chan reconheceu que foram feitos ajustamentos no número de pessoal e que algumas das pessoas que saíram que poderão ser contratadas novamente, quando a situação melhorar.
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LITERATURA INFANTIL ANDRÉ CARRILHO LANÇA “SENHOR MAR”
Reflexão ilustra “É a oportunidade que tenho de fazer um livro de artista, em que consiga ser mais autor. Pego [desta vez] na mesma personagem que tinha pegado no primeiro livro, mas o pressuposto é um bocado diferente.”
PAULA REGO CONDECORADA A TÍTULO PÓSTUMO COM O GRANDE COLAR DA ORDEM DE CAMÕES
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Presidente da República anunciou sexta-feira, em Londres, que vai condecorar a título póstumo a pintora Paula Rego com o Grande Colar da Ordem de Camões, distinção que será formalmente entregue em Lisboa.
A pintora Paula Rego, uma das mais aclamadas e premiadas artistas portuguesas a nível internacional, morreu na manhã de quarta-feira, em Londres, aos 87 anos, e o Governo decidiu nesse mesmo dia decretar um Dia de Luto Nacional.
No início do discurso que proferiu perante a comunidade portuguesa do Reino Unido, no âmbito das comemorações do 10 de Junho, em Londres, Marcelo Rebelo de Sousa pediu um minuto de silêncio em memória da pintora.
“Uma senhora que projectou o país no mundo e que repartiu a sua vida entre Portugal e o Reino Unido”, disse. Cumprido o minuto de silêncio, o Presidente da República anunciou então que decidiu condecorar Paula Rego, a
título póstumo, com o Grande Colar da Ordem de Camões, distinção destinada a personalidades do meio cultural e que será formalmente entregue em Lisboa. Depois, Marcelo Rebelo de Sousa chamou ao palco os dois filhos
de Paula Rego presentes na recepção à comunidade portuguesa do Reino Unido. Os dois filhos de Paula Rego receberam uma prolongada salva de palmas por parte das muitas centenas de pessoas presentes nesta recepção.
segunda-feira 13.6.2022
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Chama-se “Senhor Mar” e é a segunda obra de literatura infantil do ilustrador e cartoonista André Carrilho que acaba de ser lançada. O livro baseia-se novamente numa história pessoal vivida com os filhos e foca-se na ideia de compreensão do mundo que nos rodeia, sobretudo em relação às questões ambientais
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EPOIS de “A menina com os olhos ocupados”, André Carrilho, cartoonista e ilustrador português, acaba de lançar um segundo livro infantil com ilustrações, intitulado “Senhor Mar”. Ao HM, o autor, que viveu alguns anos em Macau, conta detalhes de uma história que, mais uma vez, tem como ponto de partida vivências pessoais com os filhos. “Um dia estava na praia com eles a explicar-lhes porque não podiam ir para o mar porque as ondas são perigosas, e porque o mar tem de ser respeitado. A minha filha virou-se e disse ‘Tenha cuidado senhor mar’. Achei que era um bom título e que tinha a ver com o olhar dela face aquela imensidão desconhecida. Havia ali um processo de conhecimento, de tentar compreender, e quis passar isso para o livro”, frisou. Acima de tudo, “Senhor Mar” é “a história lúdica de um dia passado na praia e sobre a menina que vai aprendendo e reflectindo acerca do mar”. Depois do sucesso de “A menina com os olhos ocupados”, tendo em conta os milhares de exemplares vendidos, os prémios ganhos e as traduções já existentes para língua estrangeira, André Carrilho pretende continuar a embrenhar-se no mundo do livro infantil e da ilustração. “É a oportunidade que tenho de fazer um livro de artista, em que consiga ser mais autor. Pego [desta vez] na mesma personagem que tinha pegado no primeiro livro, mas o pressuposto é um bocado diferente. Enquanto que no primeiro livro pegava na maneira como nos alheamos através da tecnologia que existe à nossa volta, com este a ideia foi de, não tendo esse alheamento, ver como tentamos compreender o
mundo, sobretudo no que diz respeito às questões ecológicas e ao mar.”
Contar histórias
André Carrilho confessa que, desde que foi pai, as possibilidades para a escrita de novas histórias não mais pararam de surgir. “Já tenho várias histórias [na gaveta]. Quando me tornei pai fiquei de imediato com várias histórias [com base no] que ia observando. Talvez por ser cartoonista tenho sempre muito inspiração em relação ao que vou vendo e aos problemas que vou encontrando. Normalmente as questões que encontro ao lidar com as crianças, sobretudo com as minhas, espoletam-me sempre soluções ao nível do desenho. Acontece o mesmo com as questões sociais, políticas e económicas. As questões parentais levo sempre para livros infantis.”
Acima de tudo, “Senhor Mar” é “a história lúdica de um dia passado na praia e sobre a menina que vai aprendendo e reflectindo acerca do mar” Em relação a “Senhor Mar”, lançado na semana passada, as expectativas são de que a história possa chegar a um maior número de pessoas possível. “O primeiro livro correu muito bem. Veremos o que vai acontecer com este. Quando faço as obras não penso nelas para venderem muito. Tenho confiança de que as pessoas achem os livros interessantes tal como eu acho. Desde que consiga chegar a um número considerável de casas e pessoas, e que estas leiam os livros e os partilhem com os filhos, já fico contente”, rematou. Andreia Sofia Silva
O mestre e os aprendizes
Caligrafia e pintura de “Lee Chau Ping e Alunos” na FRC
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Fundação Rui Cunha inaugura na quarta-feira, às 18h30, a Exposição de Caligrafia e Pintura de “Lee Chau Ping e Alunos”, uma mostra conjunta do Mestre Lee e 43 aprendizes que colaboram nas suas aulas, oficinas e actividades artísticas. As actividades são organizadas pela Associação de Amizade das Artes, Pintura e Caligrafia de Macau, presidida por Lee Chau Ping. A mostra dá a conhecer cerca de 44 peças de pintura e caligrafia, uma por cada participante, e reflectem a preocupação de Lee Chau Ping em ‘promover a cultura da caligrafia e pintura chinesa, bem como a arte, com o objectivo de reunir entusiastas para estudar a sua essência, para que os membros possam pesquisar, aprender e observar os outros durante estas actividades’, pode ler-se no manifesto da iniciativa. O propósito da exposição, é ainda ‘fornecer uma plataforma para exibir as obras de pintura e caligrafia dos alunos. E é uma boa oportunidade para criar e praticar esta arte, permitindo que os alunos comuniquem com outros, cultivando a alfabetização
LISBOA MARCHAS POPULARES VOLTAM À AVENIDA DA LIBERDADE
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S marchas voltaram ontem a descer a Avenida da Liberdade, após o cancelamento das festas de Lisboa devido à pandemia nos últimos dois anos, e os casamentos de Santo António voltaram a unir casais na véspera do feriado municipal.
Com centenas de participantes, as marchas populares contam este ano com 20 grupos: Mouraria, Castelo, Carnide, Bela Flor – Campolide, Bairro Alto, Bairro da Boavista, Penha de França, Lumiar, Belém, Baixa, Madragoa, Campo
de Ourique, Alcântara, Alfama, Ajuda, Marvila, Bica, São Vicente, Olivais e Alto do Pina – vencedora do último concurso em 2019. Este ano pela primeira vez, a marcha infantil das Escolas de Lisboa desceu também a Avenida, além
da marcha infantil “A Voz do Operário” e as marchas dos Mercados e da Santa Casa que também desfilaram extraconcurso. Uma tradição com várias décadas, o concurso da Grande Marcha de Lisboa escolhe uma composição – música e letra – para ser
apresentada por todos os participantes das marchas. ‘Amália é Lisboa’ venceu o concurso de 2020, ano do centenário do nascimento de Amália Rodrigues, mas a pandemia de covid-19 impediu que fosse interpretada, voltando este ano a ser cantada por todos.
cultural, incentivando sentimentos, enriquecendo a sua vida espiritual e levando adiante a cultura e as tradições chinesas para serem transmitidas de geração em geração’, considera o mestre.
Escola de Lingnan
Lee Chau Ping calígrafo e pintor local, é conhecido como discípulo do estilo artístico da Escola de Pintura de Lingnan. Nascido em 1959, o artista começou a sua carreira como designer de interiores, formado pelo Instituto de Design e Indústria de Hong Kong. A paixão pelas artes vem da infância, tendo aprendido pintura e caligrafia chinesas por influência do pai, quando tinha uns seis anos de idade. O percurso académico levou-o depois para o mundo do design e da gestão de negócios. Seguiu para a Canadian Public Royal University, onde fez um Master of Business Administration, passou pela Princeton University, onde obteve um PhD em Gestão, e ainda pela Renmin University of China, para uma graduação em Administração de Empresas. A exposição vai estar patente até ao dia 25 de Junho.
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13.6.2022 segunda-feira
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SINGAPURA MINISTROS DA DEFESA AUSTRALIANO E CHINÊS REÚNEM-SE
Linhas de conversação TAIWAN CHINA ADVERTE EUA QUE “ESMAGARÁ” QUALQUER TENTATIVA DE INDEPENDÊNCIA
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SU YANG/FOR CHINA DAILY
ministro da Defesa chinês, Wei Fenghe, alertou sexta-feira durante uma reunião em Singapura com o homólogo norte-americano, Lloyd Austin, que Taiwan é território da China, que “esmagará de forma determinada” qualquer tentativa de independência da ilha. A China “não hesitará em iniciar uma guerra” se Taiwan declarar a independência, garantiu um porta-voz do Ministério da Defesa chinês. “Se alguém se atrever a separar Taiwan da China, os militares chineses não hesitarão por um momento em iniciar uma guerra, não importa o custo”, disse Wu Qian ao relatar os comentários do ministro da Defesa, Wei Fenghe durante a reunião com Lloyd Austin.
Wei proferiu as declarações durante o encontro com Austin à margem do Diálogo Shangri-La, um fórum anual de segurança realizado em Singapura, tendo este sido o primeiro encontro presencial entre os dois desde que o governante norte-americano assumiu o cargo, em Janeiro de 2021. Os dois governantes tinham tido um primeiro contacto via telefónica em Abril. A reunião, que durou 30 minutos mais do que o previsto, de acordo com o jornal South China Morning Post (SCMP), ocorre depois de o Presidente dos EUA, Joe Biden, ter alertado em Maio que uma anexação “à força” de Taiwan pela China implicaria uma intervenção militar dos EUA.
ECONOMIA INFLAÇÃO ESTABILIZA E SOBE 2,1 POR CENTO EM MAIO
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índice de preços ao consumidor, o principal indicador da inflação na China, registou um crescimento homólogo de 2,1 por cento, em Maio, enquanto o índice de preços ao produtor, que mede a inflação no sector grossista, avançou 6,4 por cento. O Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) chinês, que divulgou sexta-feira os dados, apontou para a melhoria da situação epidemiológica no país em Maio, face aAbril, quando a China registou os surtos mais graves de covid-19 desde o início da pandemia, e a “oferta abundante” no mercado, como factores que contribuíram para a “estabilização” do índice de preços ao consumidor. Os analistas previam um avanço de 2,2 por
cento naquele índice. O índice de preços ao produtor avançou 8 por cento, em Abril, em relação ao mesmo mês do ano anterior, pelo que o valor de Maio representa uma contração de 1,6 por cento, em relação ao mês anterior. Em 2021, os preços ao consumidor no país asiático aumentaram 0,9 por cento e no setor de vendas por grosso 8,1 por cento. Na comparação entre Abril e Maio, os preços ao consumidor caíram 0,2 por cento, sobretudo devido à queda dos preços dos alimentos, que caíram 1,3 por cento, em relação ao mês anterior. O estatístico do GNE Dong Lijuan explicou que a queda nos preços dos alimentos se deveu a uma “grande quantidade
de vegetais frescos que entrou no mercado” e “logística mais fluida”, em Maio, quando as restrições impostas sobre a circulação de pessoas foram relaxadas em algumas áreas do país. O preço dos combustíveis cresceu significativamente: a gasolina e o gasóleo aumentaram 27,6 por cento e 30,1 por cento, em termos homólogos, respectivamente. Dong explicou que “o trabalho de prevenção e coordenação anti - pandemia da China” garantiu a “estabilização das cadeias de fornecimento” em alguns sectores-chave, o que contribuiu para a desaceleração do crescimento homólogo dos preços no sector grossista em Maio.
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Os dois responsáveis mantiveram uma conversa de mais de uma hora, à margem do fórum de segurança “Shangri-la Dialogue”, que decorreu este fim-de-semana em Singapura
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S ministros da Defesa da Austrália e da China reuniram-se ontem pela primeira vez em três anos, um “primeiro passo importante” após um longo período de tensão. A reunião entre Richard Marles e o seu homólogo chinês Wei Fenghe, que durou mais de uma
hora, ocorreu à margem do fórum de segurança “Shangri-la Dialogue” em Singapura. “Foi uma oportunidade de ter uma conversa muito franca e completa durante a qual levantei uma série de questões que preocupam a Austrália”, disse o ministro da Defesa australiano, Richard Marles, confirmando a reunião aos jornalistas em Singapura. De acordo com Richard Marles, também vice-primeiro-ministro da Austrália, “é realmente importante neste momento ter linhas abertas de diálogo”. “As relações entre a Austrália e a China são complexas. E é justamente por essa complexidade que é realmente importante dialogarmos neste momento. Foi um primeiro passo importante”, continuou. A China não fez ainda comentários sobre a reunião. O representante de Camberra especificou que, entre outros assuntos que preocupam a Austrália, levantou a recente interceptação pela China de um avião da força aérea
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“As relações entre a Austrália e a China são complexas. E é justamente por essa complexidade que é realmente importante dialogarmos neste momento. Foi um primeiro passo importante.” RICHARD MARLES MINISTRO DA DEFESA AUSTRALIANO
australiana sobre o Mar da China Meridional, uma área estratégica onde colidem as reivindicações territoriais de Pequim e de meia dúzia de países: Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia, Taiwan e Vietname.
No congelador
Tratou-se da primeira reunião de alto nível desde Janeiro de 2020, destacou a ABC, quando as relações diplomáticas começaram a congelar entre os dois países
como resultado de várias divergências, incluindo a exclusão por motivos de segurança das empresas chinesas Huawei e ZTE da participação na rede 5G da Austrália. Desde então, as relações deterioraram-se devido a questões como a militarização do gigante asiático ou a aprovação na Austrália de leis contra interferência estrangeira e espionagem. A China, que ficou particularmente incomodada com o pedido da Austrália de uma investigação independente sobre a origem da covid-19, respondeu impondo tarifas de importação a vários produtos australianos. As tensões entre vários países, como Estados Unidos, Canadá e Austrália, com a China desempenharam um papel importante durante o fórum de segurança, que começou na sexta-feira e terminou ontem, que também contou com a presença de chefes de defesa de dezenas de países, incluindo o dos EUA, Lloyd Austin.
Sichuan Terramotos afectam mais de 26 mil
Os terramotos de 5,8 e 6 graus na escala de Ritcher que sacudiram sexta-feira a província de Sichuan, no sudoeste da China fizeram, pelo menos, quatro feridos e afectaram cerca de 26.000 pessoas, segundo a imprensa oficial. O primeiro ter-
ramoto, de 5,8 graus, ocorreu às 00:03 na hora local e foi seguido apenas uma hora depois por outro de 6 graus, ambos na prefeitura autónoma de Aba, segundo o Centro de Rede Sismológico da China. Nesse local foram realojadas fora das suas habitações 24.808 pessoas das 25.790 que ficaram afectadas pelos tremores de terra, segundo as autoridades locais citadas pela agência oficial Xinhua. Para a zona foram deslocados 2.800 efectivos de emergência entre bombeiros, polícia e outras equipas de resgate, enquanto na província segue a avaliação de possíveis danos em infraestruturas, ainda por divulgar.
Hangzhou Incêndio causa seis mortos
Um incêndio que deflagrou na quinta-feira num mercado de materiais de construção na cidade de Hangzhou, no leste da China, causou pelo menos seis mortos, informou sexta-feira a imprensa local. O acidente começou cerca das 10:00, hora local, num parque
temático de gelo e neve, localizado dentro do mercado. As instalações do parque estavam fechadas ao público para manutenção. Bombeiros e equipas de resgate foram ao local do acidente e conseguiram extinguir as chamas, antes do meio-dia. Quatro dos 18 feridos que foram resgatados e levados para o hospital morreram no mesmo dia, devido aos ferimentos. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Hangzhou, dois bombeiros que ficaram feridos no combate às chamas e na operação de resgate morreram sexta-feira. As causas do incêndio, que afectou uma área com 600 metros quadrados, ainda estão a ser investigadas.
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Anúncio O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 2ª vez do ano 2022 (1) Fins O FDCT visa a concessão de apoio financeiro aos diferentes projectos que contribuam para o reforço da capacidade de investigação científica, inovação e competitividade da RAEM, no quadro dos objectivos da política de desenvolvimento das ciências e da tecnologia da RAEM. (2) Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM. (3) Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que contribuam para a investigação e desenvolvimento, promoção e inovação do desenvolvimento industrial; (iv) Que sejam de investigação científica que contribuam para promover a transformação dos resultados da investigação e desenvolvimento; (v) Que contribuam para promover a cooperação com o exterior em ciência e tecnologia; (vi) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vii) Pedidos de patentes. (4) Tipo de projecto candidato De acordo com a classificação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os candidatos devem seleccionar o tipo de. projecto candidato a que pertence entre os seguintes: (i) Tipo de investigação fundamental: projectos desenvolvidos para obter novos conhecimentos sobre os princípios subjacentes aos fenómenos e factos observáveis. (ii) Tipo de investigação aplicada: projectos com objectivos de investigação claros e inovação, desenvolvidos para promover as descobertas da investigação básica à aplicação. (iii) Tipo de desenvolvimento experimental: projectos desenvolvidos para aplicações práticas, destinados a gerar novos produtos, materiais, dispositivos, processos, sistemas e serviços, incluindo especificamente a cooperação da indústriauniversidade-investigação, investigação e desenvolvimento empresarial e investigação clínica. (5) Valor de Apoio Financeiro (i) Projectos de montante igual ou inferior a MOP 1,000.000,00(um milhão patacas) (aprovados pelo Conselho de Administração) (ii) Projectos de montante superior a MOP 1,000.000,00 (um milhão patacas) (aprovados pelo Conselho de Curadores) (6) Data do Pedido De 13 de Junho a 14 de Julho de 2022 (7) Forma do Pedido Preenchido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 64 /2021, 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》, publicado no B. O. N° 18 de 4 de Maio 2021, através do sistema informático - “online” do FDCT (website: www.fdct.gov.mo). Endereço: Avenida do Infante D. Henrique N.º 43-53A, Edf. “The Macau Square ”, 11.º andar K, Macau. Para informações: tel. 28788777. (8) Condições de Autorizações Por despacho do Chefe do Executivo nº 64 /2021, processa o 《Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro》. O Presidente do C. A. do FDCT, Chan Wan Hei 2022 / 06 / 10
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XUNZI
Para o cargo de Filho do Céu serve apenas a pessoa certa. A responsabilidade pelo mundo é supremamente pesada. Ninguém, excepto quem possua uma força absoluta, a poderá aceitar. A sua dimensão é supremamente vasta. Ninguém, excepto quem tenha uma capacidade absoluta de fazer distinções, a conseguirá dividir apropriadamente. O seu povo é supremamente numeroso. Ninguém, excepto quem possua fulgor absoluto o conseguirá harmonizar. No que respeita a estes três “absolutos”, ninguém, excepto um sábio os possui completamente. E, por isso, ninguém excepto um sábio é capaz de reinar como um verdadeiro rei. O sábio é auele que se equipa completamente com o Caminho e em si próprio torna completo aquilo que é bom – essa é a balança para pesar e equilibrar o mundo. Quanto a Jie e Zhòu, o seu entendimento e deliberações sobre as coisas eram frágeis em extremo, as coisas às quais aplicavam o seu pensamento eram obscuras em extremo e a prática que disto resultava era caótica em extremo. Aqueles que lhes eram próximos, gradualmente se afastaram, aqueles que eram merecedores desprezavam-nos e todo o povo da altura os detestava. Mesmo sendo os sucessores de Yu e Tang, nem uma só pessoa os seguiu. Actos como o esventramento de Bi Gan e o aprisionamento de Jizi trouxeram-lhes a morte e o fim dos seus estados. Tornaram-se a desgraça do mundo e sempre que as gerações seguintes falam de homens maus eles são mencionados. O seu modo de fazer as coisas não garantirá nem a presença de uma esposa ou filho a seu lado. Assim, aqueles que são merecedores em absoluto tomarão para si a terra rodeada pelos quatro mares, tal como Tang e Wu. Aqueles que são imprestáveis em extremo nem uma mulher ou filho manterão a seu lado, tal como Jie e Zhòu. Mas os vulgares provedores da doutrina consideram Jie e Zhòu os detentores do mundo e vêem Tang e Wu como seus ministros – que terrível erro. Uma analogia para isto seria um xamã corcunda ou um inválido coxo pensarem em si próprios como possuidores de verdadeiro entendimento. É possível que alguém lance mão de um estado eu pertence a outro, mas é impossível eu alguém lance mão ao mundo quando este pertence a outro. É possível que alguém roube um estado, mas não é possível que alguém roube o mundo. Para quem sabe lançar mão de coisas, é possível possuir um estado, mas não é possível possuir o mundo. Roubar pode assegurar-nos um estado, mas não nos
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ELEMENTOS DE ÉTICA, VISÕES DO CAMINHO
Dos Juízos Correctos
pode assegurar o mundo. E porquê? Porque o estado é o instrumento menor. Pode ser tomado por um homem mesquinho. Pode ser tomado com guerras mesquinhas. Pode ser mantido por força mesquinha. O mundo é o instrumento maior. Não pode ser possuído por um homem mesquinho. Não pode ser tomado
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de forma mesquinha. Não pode ser mantido por força mesquinha. Quanto ao estado, uma pessoa mesquinha pode possui-lo, mas não conseguirá necessariamente evitar perecer. Quanto ao mundo, o seu tamanho é supremamente vasto. Ninguém, excepto um sábio é capaz de o possuir.
Xunzi (荀子, Mestre Xun; de seu nome Xun Kuang, 荀況) viveu no século III Antes da Era Comum (circa 310 ACE - 238 ACE). Filósofo confucionista, é considerado, a par do próprio Confúcio e Mencius, como o terceiro expoente mais importante daquela corrente fundadora do pensamento e ética chineses. Todavia, como vários autores assinalam, Xunzi só muito recentemente obteve o devido reconhecimento no contexto do pensamento chinês, o que talvez se deva à sua rejeição da perspectiva de Mencius relativamente aos ensinamentos e doutrina de Mestre Kong. A versão agora apresentada baseia-se na tradução de Eric L. Hutton publicada pela Princeton University Press em 2016.
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 46
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PROBLEMA 47
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V. | THOMAS PYNCHON
C I N E M A
SALA 1
JURASSIC WORLD: DOMINION [B]
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Thomas Pynchon é um dos mais bem guardados segredos literários da segunda parte do século passado. “V.”, o primeiro romance de Pynchon, é uma viagem geracional, com narrativa fragmentada, densa e complexa, que coloca um ponto final na jovialidade espiritual dos beatniks. Livre de enredo, a escrita do misterioso Pynchon está recheada de atmosferas surreais, onde predomina a mestria suprema da linguagem, matemática, jogos de espionagem e retratos alucinados de cultura pop. Longe de ser o melhor livro do mestre do pós-modernismo literário, foi a minha porta de entrada na obra de um dos meus escritores favoritos. João Luz
Um filme de: Colin Trevorrow Com: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Laura Dern, Jeff Goldblum 14.15, 19.00, 21.45
JUJUTSU KAISEN: ZERO [B]
FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Seong-Hu Park 17.00 SALA 2
TOP GUN: MAVERICK [B] Um filme de: Joseph Kosinski Com: Tom Cruise, Jennifer Connely, Val Kilmer, Miles Teller 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
EVERYTHING EVERYWHERE ALL AT ONCE [C]
Um filme de: Daniel Kwan, Daniel Scheinert Com: Michelle Yeoh, Stephanie Hsu, Ke Huy Quan, James Wong 14.15, 21.45
JURASSIC WORLD: DOMINION [B] Um filme de: Colin Trevorrow Com: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Laura Dern, Jeff Goldblum 16.45 SALA 3
UNPLANNED [C]
Um filme de: Cary Solomon, Chuck Konzelman Com: Ashley Bratcher, Emma Rose Roberts, Michael J. Lindell, Jared Lotz 19.30
JURASSIC WORLD DOMINION
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ai, portugal, portugal
13.6.2022 segunda-feira
André Namora
A MAIORIA DE funcionários públicos e de algumas empresas está a comemorar o Dia de Portugal com 10 dias de férias. Dia 10 foi feriado, seguiu-se o fim de semana, hoje, dia 13, é feriado de Santo António em Lisboa e em outras cidades do país, amanhã e quarta requereram dois dias de férias e na quinta volta a ser feriado, dia do Corpo de Deus, na sexta voltaram a usar um dia das férias e gozaram mais um fim de semana. No total, 10 dias no Algarve ou em outra praia qualquer. No dia 10 de Portugal, Camões e das Comunidades portuguesas foi escandaloso. Todo o mundo debandou para as praias de mar ou fluviais. Mesmo em Braga, onde o Presidente Marcelo presidiu às comemorações, centenas de habitantes saíram da cidade para aproveitar o feriado e o fim de semana nas suas terreolas com os seus velhotes ou outros familiares e onde nem o primeiro-ministro, António Costa, se quis deslocar para não apanhar o calor abrasador que se faz sentir por todo o país. O chamado Dia 10 de Junho, de Portugal, Camões e das Comunidades portuguesas não tem qualquer razão para continuar a existir. Devia ser comemorado apenas como o Dia de Camões, o nosso maior poeta e maior representante do nosso areópago cultural. Dia de Portugal devia ser comemorado com toda a pompa e circunstância, com uma mobilização nacional e festejos em todo o país no dia Primeiro de Dezembro. Nessa data é que conseguimos restaurar a independência e sermos hoje portugueses a gritar Viva Portugal! Quanto às comunidades portuguesas, os emigrantes em todo o mundo sabem bem o que a oficialidade portuguesa faz por eles ao longo do ano. Até lhes oferece um canal RTP que mais parece ter uma programação para atrasados mentais. Fui emigrante em três países e nunca vi os responsáveis de Portugal preocuparem-se com as comunidades portuguesas. Um dia, até um ministro prometeu que iria enviar para a pequenada uma centena de bolas de futebol. Foi uma festa naquele salão com as crianças a abraçar o ministro... nem uma bola foi enviada. Esse ex-ministro ainda está vivo e pode morrer de vergonha se por acaso ler estas linhas. O dia chamado de Portugal, Camões e Comunidades Portuguesas envergonha o próprio Camões. O épico pensará como é possível dedicarem-me um dia onde a poesia é lida na praia, num barco de recreio. Num piquenique, numa viagem até Espanha ou em Braga onde meia dúzia de patriotas apenas pretenderam tirar uma selfie com o Presidente Marcelo. Luís de Camões foi um génio. Foi o nosso melhor e os Lusíadas nunca deviam ter sido retirados dos cursos académicos, antes pelo contrário, pelo menos três vezes por ano devia realizar-se congressos culturais onde se declamassem partes da maior obra camoniana e se discutisse a grandiosidade de Camões. Um dos locais no mundo onde ainda se de-
FILIPE AMORIM
DIA DE PORTUGAL NÃO EXISTE
monstra que não existe rancor pelo desprezo concedido aos emigrantes, é Macau, onde se realiza sempre uma comemoração alusiva à data e uma romagem à estátua do maior poeta o nosso querido Camões. Estes feriados e estas datas em Portugal inserem o absurdo, o incompreensível e o risível em alguns casos. Por exemplo, o Dia da Mãe, já ninguém sabe quando é nem ninguém o comemora. Era no dia oito de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição. Todos os portugueses preparavam flores para as suas mães nessa data. O dia 1 de Novembro é feriado por todos os santos, quando o feriado devia ser a 2 de Novembro para que toda a gente pudesse deslocar-se aos cemitérios a fim de homenagear os seus santos queridos que já estão em paz. Mas, será tão difícil assim que um Governo, ou uma comissão parlamentar não
O chamado Dia 10 de Junho, de Portugal, Camões e das Comunidades portuguesas não tem qualquer razão para continuar a existir. Devia ser comemorado apenas como o Dia de Camões, o nosso maior poeta e maior representante do nosso areópago cultural
possa estudar com afinco esta realidade absurda das datas de alguns feriados e os seus fundamentos? Será que não vêem que o dia 10 de Junho não significa nada, mesmo nada, não há portugueses mobilizados para uma comemoração patriótica. Repetimos que o Dia de Portugal devia ser o dia da sua independência e quem achar o contrário, que receba as minhas desculpas. Por que razão não se comemora um feriado como Dia da Cultura? E que nesse dia se realizassem exposições de pintura, feiras de livros, concertos musicais, debates sobre escritores que nos deixaram obra digna, manifestações culturais de rua, como as circenses, e onde nesse dia os canais de televisão mostrassem aos jovens e a todo o país que a cultura e a história é uma das maiores razões de se viver.
segunda-feira 13.6.2022
opinião 15
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Liu Xianfa*
O PRINCÍPIO DE UMA SÓ CHINA: NÃO HÁ ESPAÇO PARA CONCESSÕES
A QUESTÃO DE TAIWAN é a questão mais importante e sensível nas relações China-EUA. O núcleo da questão de Taiwan é “Uma Só China”. Só existe uma China no mundo e Taiwan faz parte da China. O governo da República Popular da China é o único governo legal que representa todo o país, que é o conceito central do princípio de Uma Só China e tem-se tornado um consenso da comunidade internacional e uma norma básica que rege as relações internacionais. Um total de 181 países, incluindo os EUA, estabeleceram relações diplomáticas com a China com base no reconhecimento do princípio de Uma Só China. Mas o governo dos EUA, embora afirme que a sua política de Uma Só China não mudou e que não apoia a “independência de Taiwan”, tornou-se cada vez mais imprudente e malicioso ao jogar “a carta de Taiwan” no sentido de conter a China. São os EUA que têm constantemente renegado suas próprias concessões, consenso bilateral e sua posição original. Tais movimentos visam um retrocesso histórico, obstruindo a reunificação pacífica da China com a questão de Taiwan, minando a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan, e transformando Taiwan “num porta-aviões inafundável” para conter a China com a questão de Taiwan. Nos últimos anos, os EUA redobraram os seus esforços para enganar o público, a fim de esvaziar o princípio de Uma Só China. Por exemplo, os EUA têm estado a utilizar mais descrições, incluindo a “Lei de Relações com Taiwan” e “Seis Garantias”, ambas unilateralmente inventadas que nunca foram reconhecidas e são firmemente rejeitadas pela China desde o início, para modificar sua política de Uma Só China. No seu último movimento, os EUA lançaram uma chamada “Iniciativa de Comércio do Século 21” com Taiwan, que sem dúvida, carrega conotações soberanas e de natureza oficial, contrariando o princípio de Uma Só China. Certamente, isso irá encorajar os separatistas na ilha e perturbar a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan. As relações China-EUA, como aquelas entre dois Estados, podem ser guiadas somente por consenso político mútuo, em vez de serem estabelecidas numa política formulada unilateralmente pelo lado americano. Ao longo da história, a questão de Taiwan já foi o maior obstáculo na normalização das relações China-EUA. A China tomou a decisão de estabelecer laços diplomáticos com os EUA apenas quando três pré-condições tinham sido cumpridas, nomeadamente, os EUA cortaram “relações diplomáticas”, revogaram o “Tratado de Defesa Mútua” com as autoridades de Taiwan e retiraram as forças militares dos EUA de Taiwan. O lado dos EUA declarou explicitamente no Comunicado de Shanghai, divulgado em 1972, que “os Estados Unidos reconhecem que todos os chineses em ambos os lados
A questão de Taiwan é um assunto puramente doméstico da China e realizar a reunificação completa da China é a aspiração compartilhada de todo o povo chinês *Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China na RAEM
do Estreito de Taiwan sustentam que existe apenas uma China e que Taiwan faz parte da China. O governo dos Estados Unidos não contesta essa posição”. No Comunicado Conjunto sobre o Estabelecimento das Relações Diplomáticas entre os EUA e a República Popular da China divulgado em 1978, os EUA “reconhecem o Governo da República Popular da China como o único Governo legal da China”, e “reconhecem a posição chinesa de que existe apenas uma China e que Taiwan faz parte da China”. No Comunicado de 17 de agosto de 1982, os EUA declararam explicitamente, “No Comunicado Conjunto sobre o Estabelecimento das Relações Diplomáticas no dia 1 de janeiro de 1979, emitido pelo Governo da República Popular da China e pelo Governo dos EUA, os EUA reconheceram o governo da República Popular da China como o único Governo legal da China e reconheceram a posição chinesa de que existe apenas uma China e que Taiwan faz parte da China”. Também “reiteram que não têm intenção de infringir a soberania e integridade territorial chinesa, ou interferir nos assuntos domésticos da China, ou perseguir uma política de ‘duas Chinas’ ou ‘uma China, uma Taiwan’.” Esses compromissos são factos históricos que não podem ser apagados ou negados. Os factos não podem ser negados, a história não deve ser falsificada, e a verdade não deve ser distorcida. Seja o princípio de Uma Só China ou a política de Uma Só China, a sua essência é tanto sobre “Uma Só China”, que é um consenso político alcançado entre a China e os EUA. Sem esse consenso, a China e os EUA não poderiam ter-se engajado e estabelecido laços diplomáticos, e o relacionamento bilateral não poderia ter sido desenvolvido. Os EUA precisam de cumprir o princípio de Uma Só China, as disposições dos três comunicados conjuntos China-EUA e o seu compromisso político com a China sobre a questão de Taiwan, e agir de acordo com a declaração do presidente Biden de que os EUA não apoiam a “independência de Taiwan”. Entretanto, precisam de parar de usar questões relacionadas a Taiwan para se envolver em manipulação política ou para conter a China, e evitar causar danos ainda mais graves às relações China-EUA e à paz e estabilidade no Estreito de Taiwan. Aquestão de Taiwan é um assunto puramente doméstico da China e realizar a reunificação completa da China é a aspiração compartilhada de todo o povo chinês.AChina está firmemente decidida a defender sua soberania e segurança. Não há espaço para concessões e nem um centímetro para ceder na questão de Taiwan. Espero que todos os amigos estrangeiros na RAEM possam ver a questão de Taiwan de forma objectiva e correcta, e respeitar a aspiração do povo chinês à paz e à reunificação nacional.
“Deixar a literatura nas mãos dos imbecis é como deixar a ciência nas mãos dos militares.” PALAVRA DO DIA
segunda-feira
13.6.2022
Boris Vian
O elo mais fraco Mekong Club diz que restrições deixam não residentes mais vulneráveis
A
Questões que geraram grande consenso, com base no relatório, foram as que envolveram a segurança nacional
SINDICATOS PROPOSTAS DO GOVERNO RECUSADAS PELA POPULAÇÃO
Baralha e volta a dar A
PUB PUB.
S propostas do Governo para controlar o número de sindicatos dentro de uma empresa, impedir a criação de sindicatos em companhias com menos de um determinado número de trabalhadores e de criação de legislação específica para os sindicatos dentro das Pequenas e Médias Empresas foram chumbadas na consulta pública realizada no ano passado. A revelação foi feita ontem, pelo Executivo, através da publicação do documento com as conclusões da consulta pública que decorreu entre 31 de Outubro e 14 e Dezembro com a recolha da opinião de 2.653 indivíduos. Sobre a proposta de apenas ser criado um único sindicato por empresa, que o Governo defendia evitar dispersar as opiniões dos trabalhadores, 97 por cento dos 1.478 inquiridos recusou a possibilidade, o que contrasta com as 39 pessoas a favor. Registaram-se ainda quatro pessoas sem opinião e duas que apresentaram outras sugestões.
Também a exigência de as empresas terem um número mínimo de trabalhadores para poderem constituir um sindicato foi chumbada, com 96,3 por cento das opiniões contra, e 2,9 por cento a favor. A estas, junta-se 0,5 por cento sem opinião e 0,4 por cento com outras opiniões e sugestões. Outra das recomendações chumbadas, prendeu-se com a criação de legislação específica para a criação de mecanismos de negociação colectiva dentro das Pequenas e Médias Empresas. Entre as 327 opiniões sobre este aspecto, 80,4 por cento foram contra e 14,7 a favor. Registou-se ainda 4,6 opiniões sobre o assunto sem uma posição e 0,3 por cento com uma visão alternativa, não especificada.
Classificação recusada
Um outro aspecto igualmente recusado pela população, foi a divisão por “sindicatos de sectores”, “sindicatos das profissões” e “sindicatos das empresas”, por se considerar desnecessária.
Esta divisão, teve um chumbo de 97,5 por cento dos 2.556 ouvidos. Apenas 38, ou seja, 1,5 por cento se mostrou a favor da divisão, 0,5 por cento não teve qualquer opinião, e uma igual proporção mostrou outras opiniões. Questões que geraram grande consenso, com base no relatório, foram as que envolveram a segurança nacional. No que diz respeito aos poderes do Governo para impedir que os sindicatos se juntem a certas associações internacionais vistas como “interferências externas”, houve um apoio de 98,7 por cento entre os 1.429 inquiridos. Apenas 0,8 por cento se mostrou contra, 0,1 disse não ter opinião. Houve ainda 0,3 por cento com outro ponto de vista. Sobre os poderes de fiscalização de obtenção e utilização do financiamento, entre as 1.427 opiniões, 97,8 por cento foi a favor de fiscalizar os fundos dos sindicatos para impedir financiamento “por forças externas”, e apenas 1,5 por cento considerou não haver necessidade de haver fiscalização. João Santos Filipe
S restrições impostas por Macau à entrada e saída de não residentes fazem com que estes trabalhadores estejam ainda mais vulneráveis à exploração, nomeadamente por parte dos empregadores, disse o líder de uma organização não-governamental (ONG). Desde Março de 2020 que a região proíbe a entrada a não residentes oriundos do estrangeiro. Isso significa que estes trabalhadores que permanecem em Macau correm o risco de perder o emprego se abandonarem a cidade. “O que isto significa na prática é que estas pessoas estão à mercê dos empregadores no que toca a serem pagos ou não, como são pagos ou quanto recebem”, disse à Lusa Matt Friedman. “Se não tens uma alternativa, que é abandonar um emprego e regressar sob outras condições, estás ‘preso’. Os empregadores percebem isso e sabem que têm a faca e o queijo na mão”, lamentou o director-executivo do Mekong Club, uma ONG com sede em Hong Kong. O antigo coordenador da resposta a pandemias para a Ásia da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos da América admitiu que, em alguns casos, a exploração dos trabalhadores não residentes é justificada por simples ganância.
Problemas do empregador
Mas, em outros casos, “acaba por ter a ver com
o facto de o próprio empregador estar a enfrentar problemas”, acrescentou o norte-americano. “Temos empresas, por exemplo restaurantes, que dizem aos funcionários: ‘Estamos a ter prejuízos. Ou aceitas um corte no salário ou teremos de encontrar alguém que faça este trabalho por menos dinheiro’”, revelou Matt Friedman. Na quinta-feira, as autoridades de Macau revelaram que irão relaxar as restrições à entrada de trabalhadores oriundos do estrangeiro, com os detalhes a serem anunciados em 17 de Junho e as candidaturas abertas a partir de 24 de Junho. Estes não residentes terão de cumprirem a quarentena obrigatória, actualmente fixada em 14 dias, num dos hotéis reservados para o efeito. Caso os trabalhadores não possam pagar a estadia, a despesa cabe aos empregadores. Mas Matt Friedman diz que estas restrições “aumentaram o potencial para as agências de recrutamento poderem explorar ainda mais as pessoas”, exigindo mais dinheiro aos que procuram emprego. Muitos destes candidatos, oriundos sobretudo do sudeste asiático, contraem dívidas para pagar os serviços de agências de recrutamento e poderem ir trabalhar para as duas regiões administrativas especiais chinesas de Macau e Hong Kong, lembrou o activista.
ID Duas piscinas encerradas
Desde sexta-feira que duas piscinas geridas pelo Instituto do Desporto foram encerradas, de acordo com diferentes comunicados. A primeira a ser afectada, foi a Piscina de Cheoc Van com o encerramento a ser justificado com a subida das águas do mar, que terá afectado os esgotos e a infra-estrutura da piscina. “O Instituto do Desporto necessita de proceder aos trabalhos de inspecção e de reparação de emergência”, foi explicado. Também a Piscina do Centro Desportivo Olímpico foi encerrada, devido a uma avaria eléctrica. Neste caso, a avaria, além da piscina, afectou o campo de basquetebol de três e o estacionamento do Centro Desportivo Olímpico. Quem comprou bilhetes para as instalações, vai ser compensado de forma automática através do meio de pagamento utilizado. As reaberturas serão comunicadas posteriormente, também por comunicado.