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QUINTA-FEIRA 13 DE DEZEMBRO DE 2018 • ANO XVIII • Nº4193
TERRORISMO
NATAL NEGRO GRANDE PLANO
CROUPIERS
EXCLUSIVO LOCAL
ANDRÉ DELVAUX
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
LISBOA-PORTO h ANTÓNIO CABRITA
PÁGINA 4
Não se sabe se o Orçamento da RAEM para 2019 é elevado ou baixo. A falta de previsões macroeconómicas é uma das lacunas evidenciadas pelo parecer da comissão da AL que analisou a proposta de lei do orçamento. As contas apresentadas não permitem calcular a percentagem que a despesa pública representa para o PIB de Macau. PÁGINA 5
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2 grande plano
13.12.2018 quinta-feira
TERRORISMO
NOITE NEGRA EM A França está em estado de alerta. O tiroteio ocorrido na noite de terça-feira, em Estrasburgo, provocou a morte de duas pessoas e as autoridades detiveram quatro pessoas “próximas do suspeito”. Vasco Batista, assessor no Parlamento Europeu, recorda momentos de tensão dentro do edifício, de onde ninguém podia sair
O
trabalho decorria de acordo com a agenda estabelecida, até que a notícia de que estava a acontecer um tiroteio no mercado de natal de Estrasburgo, bem no centro da cidade francesa, obrigou a parar a sessão plenária do Parlamento Europeu (PE) desta terça-feira. “Estava numa reunião de trabalho, perto das 21h (hora de Estrasburgo) na qual se estava a debater precisamente o relatório com as conclusões e recomendações da Comissão Especial sobre o Terrorismo do PE. Fomos avisados de que um ataque teria decorrido no centro da cidade e que haveriam vítimas. Uma coincidência infeliz”, contou ao Vasco Batista, assessor da eurodeputada Ana Gomes. Seguiu-se uma longa espera dentro do edifício do PE, de
onde as pessoas só puderam sair na madrugada de ontem. “Fomos acompanhando as notícias do exterior através da comunicação social, em particular da televisão francesa, e do Twitter, e fizemo-lo unidos na companhia de colegas, aliviados por estarmos em segurança mas apreensivos com o que se estava a passar. Todos nós conhecíamos alguém que estaria no centro da cidade onde o ataque decorrera.” O assessor recorda momentos de tensão, enquanto esperavam pela ordem de saída, mas também de apoio. “Durante este período em que as pessoas ficaram confinadas no interior do PE, foi fulcral o apoio dos serviços e funcionários. Todos eles, trabalhando horas extras, asseguraram a protecção de todos.” Para Vasco Batista, é importante que as comunidades muçulmanas a residir
ASSESSOR DE ANA GOMES RECORDA TENSÃO NO PARLAMENTO EUROPEU
na Europa deixem de ser vítimas de discriminação. “Há agora que pensar nas verdadeiras vítimas e os que ficaram feridos em resultado deste acto repugnante e os seus familiares. E não estigmatizar migrantes e minorias, evitando fazer o jogo dos terroristas.” O suspeito do atentado, de nome Chérif C., está actualmente a monte e já poderá ter saído de França, apontaram ontem as autoridades. Morreram duas pessoas e ficaram feridas outras 14 num ataque levado a cabo pelo homem de 29 anos, nascido em Estrasburgo, e que já tinha cadastro. Uma das vítimas é um homem tailandês, de nome Anupong Suebsamarn, com 45 anos, que morreu vítima de um disparo na cabeça quando caminhava com a sua esposa pelo mercado de natal. O incidente obrigou à visita do embaixador tailandês à cidade francesa.
QUATRO DETIDOS
Ontem ficou a saber-se que as autoridades francesas já detiveram quatro pessoas consideradas próximas do suspeito. “As detenções continuam em curso", precisou o chefe do departamento antiterrorista do Ministério Público francês. Segundo o procurador, várias testemunhas terão ouvido o suspeito gritar "Allah Akbar" (Deus é grande) antes de começar a disparar. "Tendo em conta o local, o modo de operar, o perfil e testemunhos recolhidos junto de pessoas que o ouviram gritar 'Allah Akbar', o departamento antiterrorista do MP de Paris tomou conta da investigação", disse.
O Ministério Público francês abriu uma investigação por homicídio e tentativa de homicídio relacionada com uma organização terrorista, assim como por associação terrorista. Entretanto, a polícia alemã intensificou o controlo nos postos fronteiriços com a França após o atentado.
UMA REGIÃO DIFERENTE
Miguel Martins é jornalista português e reside em Paris.
“Foi um atentado que chocou, que deixou baixas, que está a provocar um estado de sítio na cidade. O pânico é real, de facto.” MIGUEL MARTINS JORNALISTA
Ao HM, o repórter falou-nos das especificidades de uma região que nunca seguiu as mesmas regras respeitantes ao laicismo que vigora em França. “Estrasburgo tem um papel completamente distinto em relação à França, e quando o país recuperou a zona da Alsácia-Lorena, permitiu que se mantivesse um estatuto próprio”, começou por dizer. Nesse sentido, “a religião tem um papel preponderante e não obedece a todos os parâmetros da lei de laicidade que vigora no resto da França, e que data de 1905.” “Em Estrasburgo há feriados religiosos e os clérigos podem até receber
ajudas públicas, uma coisa que não existe no resto da França. É uma região muito específica”, aponta Miguel Martins, que relata até casos de queixas levadas a cabo pela comunidade islâmica em relação a eventuais desigualdades na forma de expressão religiosa. “Há reclamações sempre que uma autarquia decide instalar uma árvore de natal e há críticas da parte de associações muçulmanas que gostariam que isso não acontecesse.” Num país onde as pessoas se habituaram a viver o seu dia-a-dia com segurança reforçada, o tiroteio em Estrasburgo acabou por deixar mais uma marca. “Foi um
grande plano 3
quinta-feira 13.12.2018
M ESTRASBURGO
ATENTADOS COM MORTOS EM FRANÇA DESDE 2012
2018 • Em 12 DE MAIO, um cidadão francês, nascido na
Chechénia, atacou à facada transeuntes na zona da Ópera de Paris, no centro da capital francesa, gritando “Allah Akbar”. Antes de ser abatido pela polícia, o homem matou uma pessoa e feriu outras quatro. O ataque foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI). • Um francês de origem marroquina roubou, em 23 MARÇO, um automóvel em Carcassonne, no sul do país, baleou o passageiro e o condutor do veículo, matando o primeiro e ferindo gravemente o segundo, um cidadão português. Depois disso, atirou contra quatro polícias, ferindo um deles. • Na cidade de Trebés, o mesmo homem entra num supermercado gritando “Allah Akbar” e afirmando ser um “soldado” do EI. Ali, matou um dos funcionários do supermercado e um cliente. O homem matou ainda um tenente-coronel e feriu dois elementos da força especial de intervenção francesa, ligada à polícia nacional. O ataque foi reivindicado pelo EI.
2017 • No dia 1 DE OUTUBRO, um tunisino de 29 anos
esfaqueou mortalmente duas jovens junto à principal estação ferroviária de Marselha, no sul do país, antes de ser abatido. O atentado foi reivindicado pelo EI.
• Em 20 DE ABRIL, em Paris, um polícia morreu e dois ficaram feridos num tiroteio ocorrido ao início da noite nos Campos Elísios. O atacante foi abatido e o ataque foi reivindicado pelo EI.
atentado que chocou, que está a provocar um estado de sítio na cidade, uma grande capital europeia, com dispositivos de segurança fora do comum, escolas encerradas. O pânico é real, de facto.” O presidente do PE, Antonio Tajani, disse ontem na abertura dos trabalhos no hemiciclo que a força da
democracia ganha à violência do terrorismo. “Foi um ataque criminoso contra a paz, contra a democracia, contra o nosso modelo de vida. Mas é preciso reagir fazendo exactamente o oposto daqueles que querem ferir a democracia”, referiu. Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, tam-
“Fomos acompanhando as notícias do exterior através da comunicação social e do Twitter. Todos nós conhecíamos alguém que estaria no centro da cidade onde o ataque decorrera.” VASCO BATISTA ASSESSOR NO PARLAMENTO EUROPEU
bém reagiu ao tiroteio. “Todos os meus pensamentos vão para as vítimas do ataque de ontem à noite em Estrasburgo, assim como para as suas famílias. Continuamos todos unidos ao lado da França em mais esta provação”, escreveu no Twitter. Jean-Claude Jucker, presidente da Comissão Europeia, condenou “com grande firmeza” o acto, lembrando que “Estrasburgo é, por excelência, uma cidade símbolo da paz e da democracia europeias, que defenderemos sempre”.
2016 • Dois homens atacaram no dia 26 DE JULHO a
Andreia Sofia Silva (com Lusa)
• Um homem matou à facada, em 13 DE JUNHO, um agente à paisana, antes de se entrincheirar na residência da vítima em Magnanville (oeste de Paris) e de ser abatido pelas autoridades.
andreia.silva@hojemacau.com.mo
igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia. Um padre, que estava entre os reféns, foi degolado pelos sequestradores, que foram posteriormente abatidos por uma unidade de intervenção policial. O ataque foi reivindicado pelo EI.
• No dia 14 DE JULHO, um tunisino de 31 anos, ao volante de um camião, atingiu uma multidão em Nice, no sul de França, na Promenade des Anglais, quando decorria um espectáculo de fogo de artifício para celebrar o dia de França. Nesse ataque, reivindicado pelo EI, morreram 86 pessoas e mais de 400 ficaram feridas. O atacante foi morto pela polícia.
Na casa, foi descoberto o corpo da mulher do agente, de 36 anos, degolada. A polícia encontrou também o filho do casal, de três anos e meio, "em estado de choque", mas ileso.
2015 • No dia 13 DE NOVEMBRO, a França foi atingida
pelos piores atentados da sua história. Nove ‘jihadistas’ mataram 130 pessoas e feriram mais de 350, em Paris, na sala de concertos Bataclan (90 mortos), nas esplanadas de vários bares e restaurantes (39 mortos) e perto do Estádio de França (um morto). O EI reivindicou os ataques. • Um homem decapitou em 25 DE JUNHO o seu patrão na fábrica de embalagens onde trabalhava há vários meses e, posteriormente, tentou fazer explodir uma fábrica de material químico na localidade de Saint-Quentin-Fallavier, a poucos quilómetros de Lyon, terceira cidade de França. • No dia 19 DE ABRIL, um estudante argelino foi detido em Paris, suspeito de ter assassinado uma mulher e de planear atacar uma igreja em Villejuif, nos subúrbios de Paris. Na posse de armas de guerra, o suspeito estava identificado pelas autoridades como radical. • Dois irmãos mataram a tiro 12 pessoas no dia 7 DE JANEIRO na redacção do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris. Depois de dois dias em fuga, os atacantes foram abatidos pelas autoridades. • No dia 8 DE JANEIRO, um homem matou um polícia em Montrouge, a sul de Paris. No dia seguinte, o mesmo homem faz reféns funcionários e clientes de um supermercado, todos judeus, sendo depois abatido pela polícia.
2012 • No mês de MARÇO, em dias diferentes, um
homem matou a tiro três soldados em Toulouse e Montauban (no sul de França) e três crianças e um professor num colégio judeu em Toulouse. Dias depois dos ataques foi abatido pela polícia, após se ter barricado 32 horas no apartamento onde vivia.
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13.12.2018 quinta-feira
OFFSHORE EMPRESAS PODEM MANTER O NOME DEPOIS DE 2021
O
JOGO GOVERNO DESCARTA HIPÓTESE DE NÃO RESIDENTES EXERCEREM FUNÇÃO DE ‘CROUPIER’
Cartas fora do baralho
A função de ‘croupier’ vai continuar a ser desempenhada exclusivamente por residentes. A garantia foi dada ontem pelo secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, que deixou claro que a possibilidade de contratação de trabalhadores não residentes é uma carta fora do baralho
A
regra não escrita relativamente aos ‘croupiers’ vai manter-se inalterada, ou seja, dar cartas nos casinos vai continuar a ser uma profissão exercida em exclusivo por residentes de Macau. Isto porque o Governo descartou ontem a possibilidade de serem contratados trabalhadores não residentes para exercerem esse cargo – como proposto na véspera no seio do Conselho para o Desenvolvimento Económico. “O Governo da RAEM está firme na posição de manter a política de não importação de trabalhadores não residentes para as funções de ‘croupier’”, afirmou o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, aos jornalistas, à margem de um evento. O Governo “continuará a promover o desenvolvimento saudável do sector de jogo e reforçará a capacidade de promoção profissional e a mobilidade horizontal dos trabalhadores residentes”, sublinhou, citado num comunicado oficial. A hipótese de serem contratados trabalhadores não residentes
para o cargo de ‘croupier’ foi sugerida na terça-feira durante a reunião do Conselho para o Desenvolvimento Económico, presidido pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On. A informação foi adiantada pelo chefe da secção para o estudo das políticas de recursos humanos do Conselho para o Desenvolvimento Económico, Vong Kok Seng, que deu conta de que durante o encontro, à porta fechada, foi referida a existência de uma grande procura por ‘croupiers’, bem como um potencial aumento no quadro da expansão da indústria do jogo. Um cenário que levou alguns membros do órgão consultivo a alertar para a dificuldade de o mercado de trabalho local satisfazer essa procura e, por conseguinte, a propor a possibilidade de ser fixada uma quota para trabalhadores não resi-
dentes para suprir a eventual falta de recursos humanos disponíveis para ocupar o cargo de ‘croupier’. O secretário para a Economia e Finanças, que também esteve presente no encontro do órgão consultivo do Governo, afirmou que, como habitual, os membros dos diferentes sectores expressaram as suas opiniões e sugestões sobre o desenvolvimento económico de Macau nas diversas vertentes. No entanto, como ressalvou, os representantes do Governo não deram qualquer resposta a essas opiniões e sugestões, indicando que estas serão posteriormente analisadas integralmente.
POLÍTICA PERMANENTE
Contudo, no caso concreto das propostas relativamente aos ‘croupiers’, Lionel Leong foi buscar palavras do Chefe do Executivo,
“O Governo da RAEM está firme na posição de manter a política de não importação de trabalhadores não residentes para as funções de ‘croupier’.” LIONEL LEONG
recordando que Chui Sai On afirmou, por diversas vezes, a posição do Executivo de manter o cargo vedado a trabalhadores não residentes, uma política que descreveu como “permanente” da RAEM, que “não está sujeita a alteração”. Os casinos de Macau contavam, no final do ano transacto, com 24.453 ‘croupiers’, cuja remuneração média correspondia a 19.850 patacas, segundo dados oficiais. A ideia de serem contratados trabalhadores não residentes para o cargo foi avançada no passado e, em 2013, por exemplo, levou mesmo milhares de trabalhadores do sector a saírem à rua em protesto. Os funcionários dos casinos reagiram aos rumores que corriam no seio da indústria do jogo de que não haveria mão-de-obra local para preencher as posições de ‘croupier’ face aos casinos que estavam projectados para a ‘strip’ do Cotai. Diana do Mar
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regime offshore vai acabar em Macau em 2021, mas as empresas poderão manter o mesmo nome. A garantia foi dada por Vong Hin Fai, deputado e presidente da 3ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), que está actualmente a analisar a proposta de lei que vai revogar o regime jurídico do exercício da actividade offshore. “As empresas podem manter o nome da empresa que já está registado”, apontou. “Pode manter-se a expressão ‘empresa offshore’, porque a lei não vai obrigar à retirada dessa expressão já registada na conservatória do registo comercial”, acrescentou. Com a manutenção do nome, a única diferença é que as empresas terão de pagar taxas e impostos relativos ao registo. “Não vai induzir as pessoas em erro [a manutenção do nome da empresa]. Cabe ao Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau e à Autoridade Monetária e Cambial de Macau dar conhecimento à conservatória do registo comercial da caducidade da autorização da actividade offshore, mas isso não implica a alteração do nome da firma”, explicou Vong Hin Fai. Até ao primeiro trimestre do próximo ano, o Governo deverá concluir todos os contactos que estão a ser feitos junto das 355 empresas offshore existentes no território. Os representantes de 36 empresas adiantaram que pretendem manter a sua actividade até 2021, pelo que os trabalhadores não precisam de apoio da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) para a busca de um novo emprego. A.S.S.
política 5
quinta-feira 13.12.2018
E
MBORA não haja normas que exijam que o Governo faculte os pressupostos económicos que foram adoptados na elaboração da proposta de lei do Orçamento para 2019, os deputados da 2ª. Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) lamentam a sua ausência. A taxa do aumento económico ou a taxa de inflação figuram como dois dos indicadores macroeconómicos oficiais que estiveram em falta, sublinha o parecer, publicado ontem no portal da AL. O documento refere que cada serviço, após a sua avaliação do ano anterior, apresentou às Finanças o montante do seu orçamento para o próximo ano, “estando em falta uma base uniforme para a respectiva previsão, ou seja, qual foi a taxa do aumento económico em que se baseou a previsão”, quando, “para efeitos de uma avaliação racional, a elaboração do orçamento de cada serviço deve basear-se no mesmo pressuposto macroeconómico”. “A previsão intercalar é um instrumento para o planeamento financeiro. Apesar de o orçamento ser de natureza anual, é necessária, ao nível macroeconómico, a apreciação da previsão das receitas e despesas do Governo, no sentido de avaliar adequadamente a racionalidade do orçamento para o ano seguinte”, aponta o parecer, realçando que o Fundo Monetá-
ORÇAMENTO CRITICADA FALTA DE PREVISÕES MACROECONÓMICAS
Vistas curtas rio Internacional (FMI) propõe a inclusão de previsões intercalares de três anos. “A previsão intercalar deve basear-se nos diversos pressupostos relacionados com as receitas e despesas do Governo, sendo alguns com a economia (isto é, os pressupostos económicos gerais), por exemplo, as perspectivas sobre as variações reais do Produto Interno Bruto (PIB) ou a taxa tendencial do Índice de Preços no Consumidor, projectadas para os anos seguintes”, diz o documento. Em causa estão ainda “algumas actividades relacionadas com determinadas áreas do Governo”, refere a 2.ª Comissão Permanente da AL, dando como exemplo as GCS
A falta de previsões macroeconómicas figura como uma das lacunas da proposta de lei do Orçamento para 2019. O parecer da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, que analisou o diploma em sede de especialidade, aponta ainda a ausência de indicadores que permitiram compreender se o orçamento é demasiado elevado ou baixo
receitas de jogo, o número de visitantes ou o progresso das obras. No parecer, os deputados assinalam ainda que, apesar de se disponibilizarem encargos pluria-
Não existe em Macau a estimativa oficial da percentagem que a despesa pública representa no PIB, indicador esse que permite apurar se o orçamento do Governo é demasiado elevado ou baixo
nuais do Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração (PIDDA), agrupados por programas, os quais ultrapassam o ano de 2019 e se referem às despesas a cabimentar nos futuros orçamentos, ficam a faltar outros. “Com a excepção deste futuro encargo, os dados suplementares sobre a proposta de Orçamento, submetidos pelo Governo, não referem nada sobre os contingentes e os principais passivos sem dotação”, aponta o parecer. O documento menciona o caso do Plano de Garantia de Créditos a Pequenas e Médias Empresas, mas também os compromissos financeiros para o Fundo de Cooperação e Desenvolvimento
China-Países de Língua Portuguesa e as pensões atribuídas aos funcionários aposentados. “Esses passivos eventuais podem ter impacto significativo na previsão de futuras despesas e, neste momento, o Governo não elabora as respectivas informações”, indica o documento.
MUITO OU POUCO
Outro problema sinalizado pela 2.ª Comissão Permanente da AL durante a apreciação da proposta de lei do Orçamento para 2019 prende-se com a ausência de informações que permitam compreender se o montante a que corresponde é grande ou pequeno: “Não existe em Macau a estimativa oficial da percentagem que a despesa pública representa no PIB, indicador esse que permite fazer reflectir a dimensão da despesa pública em relação à economia social no seu todo, facilitando a fiscalização pública no sentido de apurar se o orçamento do Governo é demasiado elevado ou baixo”. Embora a Lei do Enquadramento Orçamental não disponha de normas para o efeito, os deputados entendem que “a disponibilização dos dados em causa poderia contribuir melhor para a racionalidade na apreciação do orçamento pela Assembleia Legislativa”. A falta de uma previsão relativa à taxa de aumento do PIB e o facto de não estar estimado um valor único para despesa pública figuram como os factores que deixam a 2.ª Comissão Permanente da AL “impossibilitada” de calcular a percentagem que a despesa pública representa no PIB, pelo que “não é possível reflectir a relação entre o orçamento do Governo e o PIB”. Diana do Mar
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Comércio Macau e Pequim aprofundam integração
A RAEM e o Governo Central assinaram ontem um protocolo com o objectivo de favorecer uma maior integração económico e facilitar a entrada de “produtos fabricados em Macau” no Interior da China. O acordo entra em vigor a partir do próximo ano. No âmbito dos acordos assinados ontem, foi aditado um capítulo destinado às medidas de facilitação comercial a serem aplicadas na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, no qual se apresenta uma série de medidas de cooperação em matéria de promoção da facilitação do comércio de mercadorias. Sónia Chan esteve presente na assinatura do acordo, na posição de Chefe do Executivo interina, uma vez que Chui Sai On se encontra em Pequim.
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TRÂNSITO NOVAS TECNOLOGIAS PARA SANCIONAR IRREGULARIDADES
Multa inteligente há acesso às imagens captadas pelas câmaras CCTV no local. Contudo, um dos técnicos frisou que as imagens têm “uma baixa resolução”, devido à protecção da privacidade das pessoas. Porém, quando questionado se toda a nova informação estaria
acessível à polícia, limitou-se a dizer que era uma escolha política que teria de ser feita.
TRÂNSITO MAIS FLUIDO
Segundo a apresentação da DSAT de ontem, até ao momento foram desenvolvidas quatro aplicações
com base nos dados recolhidos através de GPS colocados em mais de 1600 veículos, entre autocarros, táxis especiais e 500 autocarros shuttle. Uma das aplicações implicou a colocação de sete sensores em cruzamentos, na Avenida da Praia
GCS
Dados recolhidos em cooperação com a Alibaba vão permitir às autoridades aplicar multas. A gestão inteligente dos semáforos na Avenida da Praia Grande visa a redução do tempo de espera no trânsito naquela zona em 20 minutos
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A
caça à multa em Macau vai contar com o reforço dos dados recolhidos com a ajuda da Alibaba. A garantia foi deixada, ontem, pelo director da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), numa conferência de imprensa em que foram anunciados os lançamentos de quatro aplicações. “A polícia vai poder aceder às informações em tempo real e actuar imediatamente. Por exemplo, se na Avenida Almeida Ribeiro houver um congestionamento e um carro para evitar o trânsito vira para a Rua Central, quando não o pode fazer, o condutor vai ser multado”, afirmou Lam Hin San, numa conferência de imprensa que serviu para apresentar os resultados da aplicação das medidas de trânsito inteligente. Mais tarde, os jornalistas foram levados a um centro de controlo, onde os responsáveis da DSAT vão ter acesso a todas as informações recolhidas por sensores, sistemas de GPS instalados em veículos como autocarros, táxis, entre outros, para saberem como está o estado de trânsito. Neste campo também
Ponte HKZM Concurso para gestão de áreas comerciais fronteiriças
Está aberto o concurso público para a gestão e exploração das áreas comerciais do Edifício do Posto Fronteiriço na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. Segundo o anúncio, publicado ontem pela Direcção dos Serviços das Forças de Segurança de Macau (DSFSM) em Boletim Oficial, a concessão vai funcionar em regime exclusivo. As propostas têm de ser entregues até 19 de Fevereiro, estando o acto público de abertura marcado para o dia seguinte. Podem apresentar candidaturas as sociedades com sede principal em Macau, desde que satisfaçam um conjunto de requisitos, como terem a inscrição de início de actividade na Direcção dos Serviços de Finanças há três anos. O prazo de execução figura no caderno de encargos.
Grande, que permite ajustar o tempo de espera dos semáforos. Segundo Lam Hin San, em dois meses que o sistema entrou em funcionamento houve um ganho de 20 por cento no tempo de espera para os condutores. Se anteriormente as pessoas estavam dez minutos à espera no trânsito nessa zona da cidade, agora apenas aguardam oito minutos. Este é um projecto piloto que o Governo espera que seja levado para outras zonas da cidade de forma a conseguir poupanças de tempo superiores a 20 por cento. Em relação às outras aplicações, uma serve para analisar em tempo real a situação do trânsito e prever como vai estar na hora seguinte, a pensar na conveniência dos condutores. Uma outra permite aos responsáveis da DSAT terem informações em tempo real do serviço de autocarros e a última permite avisar a as autoridades para a existência de incidentes rodoviários.
“A polícia vai poder aceder às informações em tempo real e actuar imediatamente.” LAM HIN SAN DIRECTOR DA DSAT
As previsões apontam para que ao longo do próximo ano todas estas informações sejam disponibilizadas às pessoas de Macau, através do download das aplicações. Finalmente, foi prometido o pagamento dos bilhetes de autocarro através de códigos QR no telemóvel, havendo assim dispensa do Cartão Macau Pass, em formato físico. “É muito chato ter que utilizar o cartão, ir busca-lo à carteira. Com o telemóvel e a utilização do código QR é muito mais conveniente”, concluiu Lam Hin Sang. Este tipo de pagamento já está a ser actualmente utilizado por duas mil pessoas em Macau, de forma experimental. João Santos Filipe
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HOSPITAL DAS ILHAS ESTRUTURAS PRINCIPAIS PRONTAS EM TRÊS ANOS
E
STÁ aberto o concurso público para a construção das estruturas principais do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas. Segundo o anúncio, publicado ontem pelo Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) em Boletim Oficial, o prazo máximo de execução é de 1150 dias de trabalho, ou seja, de aproximadamente três anos. O Hospital Geral, o Edifício de Apoio Logístico, o Edifício de Administração e Multi-serviços figuram como as estruturas principais do futuro segundo hospital
público de Macau. A empreitada inclui ainda arruamentos e infra-estruturas, sistema automático de recolha de lixo, roupa de cama e vestuário, bem como a instalação de sistemas de baixa tensão no Edifício Residencial para Trabalhadores e no Edifício do Laboratório Central. As propostas têm de ser entregues até 19 de Março, estando o acto público de abertura previsto para o dia seguinte. São admitidas como concorrentes as entidades inscritas na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes
(DSSOPT), bem como as, com sede no exterior, desde que participem através de consórcios com entidades com sede em Macau. A dar-se esse caso, deve ser constituído no máximo por três membros, sendo que a participação mínima de cada um não deve ser inferior a 15 por cento, enquanto a do líder deve ultrapassar a fasquia dos 50 por cento. O Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas envolve um total de sete edifícios, sendo a parte mais importante o edifício do Hospital. D.M.
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quinta-feira 13.12.2018
POLÍCIA REGISTADOS 21 CRIMES DE EXPLORAÇÃO DE PROSTITUIÇÃO ATÉ OUTUBRO
A mais velha profissão
Terrenos TUI valida reversão de mais dois terrenos
UNESCO Casa do Mandarim distinguida com título educativo
O Instituto do Património Mundial para a Formação e Pesquisa na Região da Ásia-Pacífico da UNESCO conferiu o título de “Base de Educação para Jovens sobre o Património Mundial” à Casa do Mandarim, numa cerimónia que teve lugar em Suzhou (China), a 28 de Novembro. Em comunicado, divulgado ontem, o Instituto Cultural (IC) diz esperar que a distinção possa reforçar o sentido de pertença e identidade dos jovens em relação à história e à cultura de Macau e promover o seu apoio e participação nos trabalhos de protecção do Património Mundial. A Casa do Mandarim, que faz parte do Centro Histórico de Macau, inscrito como Património Mundial, reabriu ao público após ter sido alvo de restauro em 2010. Nos últimos dois anos, de acordo com o IC, foram realizadas mais de 75 visitas guiadas, as quais contaram com a participação de mais de 4000 estudantes do ensino primário e secundário.
Pela primeira vez desde 2013 o número de casos de lenocínio está em vias de subir face ao ano anterior. Desde que Wong Sio Chak assumiu a posição de secretário para a Segurança que o número de crimes de exploração de prostituição foi sempre inferior ao ano anterior ano passado é mesmo o mais baixo desde 2008, de acordo com os dados fornecidos ao HM. Entre 2008 e 2012 houve uma maior volatilidade, logo em 2008 foram identificados 30 crimes desta natureza, no ano seguinte subiu para 36, até que em 2010 atingiu a marca dos 40 crimes. Este valor manteve-se como o mais elevado até 2013, quando houve um salto para 62. Nos dois anos entre 2010 e 2013, ou número registado foi de 36 crimes, em 2011, e 39, em 2012.
TIAGO ALCÂNTARA
O Tribunal de Última Instância (TUI) deu razão ao Chefe do Executivo em mais dois casos de reversão de terrenos por falta de aproveitamento. O primeiro caso diz respeito a uma parcela, com área de 2.170 metros quadrados, na zona de aterros do Pac On, enquanto o outro refere-se a um terreno localizado na área industrial de Seac Pai Van, com 3.375 metros quadrados. A decisão do Chefe do Executivo, que declarou a caducidade da concessão de ambos, foi seguida por recursos contenciosos para o Tribunal de Segunda Instância (TSI), que negou provimento a ambos, em duas decisões que foram confirmadas agora pelo TUI.
ACTIVIDADE NO COTAI Aos jornalistas do jornal Exmoo foram pedidos 1.500 HK dólares pelo serviço, mas depois de alguma negociação o montante foi reduzido para os 1.000 dólares.
E
NTRE Janeiro e Outubro deste ano a polícia registou um total de 21 casos de exploração de prostituição no decurso de operações realizadas. Os números foram revelados ao HM pelo gabinete do secretário para a Segurança. Se a tendência de uma média de cerca de dois crimes por mês se mantiver até ao final do ano, então o número registado rondará os 25 crimes. Este número pode ser o primeiro aumento face ao período homólogo desde 2013. De acordo com os dados obtidos pelo HM, a detecção de crimes de exploração de prostituição, também conhecido como lenocínio, vinha em quebra desde 2013, quando Cheong
Kuoc Va ocupava o cargo de secretário para a Segurança. Nesse ano, foi registado o valor mais elevado desde 2008, com um total de 62 ocorrências. O crime de exploração de prostituição é punido com uma pena de um a três anos de prisão e aplica-se a quem atrair clientes para um terceiro, mesmo que a pessoa que se prostitui esteja de acordo. Mesmo nos casos em que não há pagamento de uma comissão pela angariação de clientes a pena também é aplicável, sendo que neste caso pode ser inferior a 1 ano. A tentativa também é punível.
SEMPRE A CAIR
O início do mandato de Wong Sio Chak como secretário para a Segu-
rança ficou marcado pela operação no Hotel Lisboa, em Janeiro de 2015, que resultou na detenção de Alan Ho, sobrinho de Stanley Ho e director executivo do espaço. Mais tarde, apesar de estar acusado de 90 crimes, Alan foi condenado a 13 meses de prisão, pela prática de um único crime de exploração de prostituição. A operação terminou com a tradição no Hotel Lisboa, onde as prostitutas se passeavam nos corredores na busca de clientes. Mas desde 2013 até final do ano passado que a tendência do registo deste tipo de crimes tem vindo sempre a cair. Em 2015 foram detectados 36 crimes, o número desceu para 34 em 2016 e no ano passado caiu para 22. O registo do
Os números da polícia foram fornecidos ao HM depois de em Novembro o jornal Exmoo ter feito uma reportagem onde é relatado que a tradição do Hotel Lisboa se mudou para o exterior dos hotéis Venetian e Parisian. Todavia, segunda a publicação, há uma grande diferença que passa pela maior internacionalização das prostitutas, que não são apenas chinesas, assim como um grande número de transsexuais. Os preços praticados por uma hora de serviço são na casa dos quatro dígitos. Aos jornalistas do jornal Exmoo foram pedidos 1.500 dólares de Hong Kong, mas depois de alguma negociação o montante foi reduzido para os 1.000 dólares. João Santos Filipe
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PSP DEMITIDO AGENTE QUE ENTROU EM CASINO E FURTOU FICHAS
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secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, aplicou a pena de demissão a um agente da PSP que entrou num casino – violando a interdição a que se encontram sujeitos os trabalhadores da Administração Pública –, onde alegadamente furtou fichas de jogo. O despacho
de demissão foi emitido a 21 de Novembro, após o termo do processo disciplinar de que foi alvo. O caso remonta a meados de Março. Segundo as informações, constantes do portal do gabinete do secretário para a Segurança, durante a investigação, depois de o
agente ter sido detectado a entrar num casino do centro da cidade, descobriu-se que ter-se-á apropriado de fichas abandonadas numa mesa de jogo. No entanto, na altura, o proprietário das mesmas declarou não desejar apresentar queixa à polícia. Independentemente
do desinteresse da vítima no procedimento criminal, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) instaurou, a 20 de Março, um processo disciplinar dando “especial atenção” à violação das normas de interdição nos casinos por parte do seu pessoal.
Durante o debate sectorial das Linhas de Acção Governativa (LAG), o secretário para a Segurança deu conta de que, no ano passado, foram tratados 278 casos relacionados com disciplina, que resultaram na aplicação de sanções a um total de 295 pessoas. D.M.
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13.12.2018 quinta-feira
Aviso Avisam-se todos os interessados que estão abertos os concursos de avaliação de competências profissionais ou funcionais, externo, do regime de gestão uniformizada, para o preenchimento dos seguintes lugares vagos, como em regime de contrato administrativo de provimento da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, de acordo com as condições referidas no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.° 50, II Série, de 12 de Dezembro de 2018, e cujo prazo de apresentação das candidaturas termina no dia 2 de Janeiro de 2019: - - - - -
Um lugar vago, de técnico superior de 2.ª classe, 1.º escalão (área de arquitectura). Cinco lugares vagos, de técnico superior de 2.ª classe, 1.º escalão (área de engenharia civil). Um lugar vago, de técnico superior de 2.ª classe, 1.º escalão (área de serviço social). Dois lugares vagos, de técnico superior de 2.ª classe, 1.º escalão (área de aconselhamento psicológico**). Dezanove lugares vagos, de adjunto-técnico de 2.ª classe, 1.º escalão (área de apoio técnico-administrativo geral).
** Os destinatários são alunos de língua materna portuguesa e/ou de língua materna inglesa. A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, aos 6 de Dezembro de 2018. O Director, Lou Pak Sang
BRAGA COMPANHIA LIMITADA Avenida da Amizade, n.º 918, World Trade Center, 14.º andar A e B REGISTADA NA CRCBM SOB O Nº 37338, CAPITAL SOCIAL: MOP$25.000,00 Para os devidos efeitos legais, anuncia-se que, por deliberação da Assembleia Geral extraordinária realizada em 26 de Outubro de 2018, foi decidido, por unanimidade, dissolver e encerrar a liquidação, a partir da referida data, da sociedade comercial por quotas denominada Braga Companhia Limitada, com sede em Macau, na Avenida da Amizade, n.º 918, World Trade Center, 14.º andar A e B, registada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis de Macau sob o n.º 37338, com o capital social de MOP$25.000,00, tendo o respectivo registo sido requerido em 20 de Novembro de 2018. Macau, 12 de Dezembro de 2018
MPOF MACAU (SITE 6) LIMITADA Avenida da Amizade, n.º 918, World Trade Center, 14.º andar A e B REGISTADA NA CRCBM SOB O Nº 26231, CAPITAL SOCIAL: MOP$25.000,00 Para os devidos efeitos legais, anuncia-se que, por deliberação da Assembleia Geral extraordinária realizada em 29 de Outubro de 2018, foi decidido, por unanimidade, dissolver e encerrar a liquidação, a partir da referida data, da sociedade comercial por quotas denominada MPOF Macau (Site 6) Limitada, com sede em Macau, na Avenida da Amizade, n.º 918, World Trade Center, 14.º andar A e B, registada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis de Macau sob o n.º 26231, com o capital social de MOP$25.000,00, tendo o respectivo registo sido requerido em 22 de Novembro de 2018. Macau, 12 de Dezembro de 2018
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quinta-feira 13.12.2018
Olha o Robot Mordomo Singou vai dar informações a turistas em centro de informação
presa local também quer ter a oportunidade de experimentar o robot em ambientes mais movimentados. Até aqui foi utilizado em ambientes domiciliários”, disse Maria Helena de Senna Fernandes, director da DST. “Na primeira fase, vão falar cantonense, mandarim e inglês. Depois poderão ser utilizadas outras línguas, dependendo do sucesso do projecto”, clarificou.
19 MILHÕES
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partir do próximo ano o Governo vai colocar 12 robots com o nome provisório Mordomo Singou 1 (Singou Butler 1, em inglês) nos centros de informação de turismo com o objectivo de responder às dúvidas dos visitantes colocadas de forma oral sobre itinerários e actividades. O equipamento ainda está numa fase de testes e mesmo quando for instalado apePUB
nas vai comunicar em mandarim e cantonense. A novidade foi avançada ontem pela Direcção Serviços de Turismo (DST) numa conferência que serviu para apresentar os resultados de implementação da política Cidade Inteligente, no âmbito da cooperação com a Alibaba. Apesar disso, o Mordomo Singou 1 é uma iniciativa da empresa local Singou Techno-
logy (Macau). Inicialmente, o robot foi desenvolvido para fazer companhia a idosos que vivem sozinhos, para o efeito está equipado com tecnologia que lhe permite conversar com as pessoas e lembrar-lhes da altura de tomarem medicamentos. Agora vai ser aplicado ao turismo local. “A parceria prevê a colocação de 12 unidades em centro de informação. Vai ser um parceria gratuita nesta fase porque a em-
No âmbito das iniciativas com a Alibaba foram desenvolvidos três projectos com o objectivo de permitir troca de dados de turismo entre visitantes e a indústria, uma aplicação para identificar os padrões de consumo dos turistas e ainda um aplicação para gerir o fluxo dos visitantes. Além destas novidades, vai ser lançada uma aplicação para o planeamento dos itinerários para os turistas, em que lhes é indicado em tempo real se os locais de visita, como museus ou outros, ainda estão abertos. Outra novidade passa pelo lançamento de um novo portal do turismo com diferentes tipos de informação. Só na vertente do turismo, o protocolo com o Alibaba custou aos cofres da DST cerca de 19 milhões de patacas. J.S.F.
Transportes Ligação directa entre a Ponte HKZM e Aeroporto de Hong Kong
A Ilha Artificial da Ponte HKZM de Hong Kong vai ter uma ligação directa ao aeroporto da RAEHK, de acordo com a informação do Autoridade do Aeroporto de Hong Kong, citada pelo jornal Apple Daily. O projecto só deverá estar concluído em 2022, mas vai permitir que quem atravesse a ponte para ir directamente para o aeroporto de HK faça check-in no controlo alfandegário de Macau e Zhuhai, onde também podem deixar logo a bagagem. Depois, a viagem é feita sem mais nenhum controlo, com os passageiros a saírem da ponte e a apanharem outro shuttle para o aeroporto. O modelo é semelhante ao que já existe nos barcos que fazem a ligação directa entre Macau e o aeroporto de Hong Kong. Segundo a notícia do jornal Apple Daily, as obras de construção da ponte e centro de transbordo ligado ao aeroporto, necessários para esta ligação, arrancam em 2020.
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13.12.2018 quinta-feira
Ópera Livro de Shee Va lançado este sábado A Fundação Rui Cunha (FRC) promove este sábado o lançamento da nova edição do livro de Shee Va, intitulado “Ópera no FIMM 18- Tomo III“. O autor é médico gastrenterologista e, segundo um comunicado da FRC, “alia ciência e arte no seu modo de vida”. Shee Va é descrito como um “auto-didacta no mundo da música e sensível à sequência das notas, o seu ritmo e dinâmica” e como alguém que “tempera as agruras da vida com a ópera”. “Servindo-se das óperas que Macau viu durante as edições dos trinta anos do Festival Internacional de Música de Macau, e acompanhando os passos de amadurecimento
do personagem que levado pela primeira vez, por seu pai, a ver um espectáculo lírico, aos doze anos de idade, este Tomo III conclui a trajectória de aprendizagem desta criança, agora transformado em adulto jovem”, aponta a FRC. O livro, que se estende por três volumes, é “apenas um guia iniciático para todos aqueles que queiram conhecer o mundo da ópera”. O autor da obra abordou também “os motivos que conduziram os compositores à escolha dos enredos e as interpretações emotivas dos artistas sob visão dos directores de cena”. A apresentação do livro tem entrada livre e acontece às 17h.
REVISTA SONGLINES ÁLBUM “MARIZA” ESTÁ ENTRE OS DEZ MELHORES DE 2018
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álbum homónimo de Mariza, produzido por Javier Limón, editado em Maio último, foi considerado pela revista britânica Songlines um dos dez melhores de 2018, divulgou a publicação. Sobre o álbum, escreve a revista que com o tema “Trigueirinha”, que fala de “um amor alegre”, e com o qual abre o CD, Mariza “coloca de lado quaisquer preconceitos de que o fado é sempre melancólico”. A revista destaca o “maravilhoso” tema “Quem, me Dera”, de autoria do angolano Matias Damásio, “Oração”, a estreia de Mariza como autora, e a interpretação, com Maria da Fé, de “Fado Errado”, que “dá um toque pessoal muito especial ao álbum”. Mariza começou a cantar fado, regularmente, na casa de fados de Maria da Fé e do poeta José Luís Gordo, Senhor Vinho, no bairro lisboeta de Madragoa. O single “Quem Me Dera” contabiliza mais de 12 milhões de visualizações na plataforma ‘youtube’, segundo dados da sua promotora. A Songlines refere ainda “a transparência e
delicadeza da produção [do espanhol] Javier Limón”, que tinha produzido já o álbum “Terra” (2008). Não é a primeira vez que um álbum de Mariza recebe esta distinção. Já em 2015, “Mundo” foi também incluído na lista dos dez melhores álbuns, da qual fez igualmente parte “Herança”, de Lura. Com “Mariza” constituem a lista dos dez melhores álbuns de 2018, “Maghreb United”, de AMMAR 808, “Joys Abound”, de Anandi Bhattacharya, “Remain in Light”, de Angélique Kidjo, “Soar”, de Catrin Finch & Seckou Keita, “Wolastoqiyik Lintuwakonawa “, de Jeremy Dutcher, “Melodic Circles: Urban Classical Music from Iran”, de Mehdi Rostami & Adib Rostami, “El Mito de la Pérgola”, de Pascuala Ilabaca y su Fauna, o álbum homónimo do projeto Small Island Big Song, e “Yiddish Glory: Lost Songs of World War II”, colectânea que inclui vários artistas. Mariza foi distinguida este ano com o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, atribuído pelos Governos de Lisboa e Madrid.
Curtas do CINEMA CASA GARDEN VOLTA A ACOLHER O NY PORTUGUESE SHORT FILM FESTIVAL
Arranca este domingo mais uma edição do festival de Short Film, que visa a promoção do cinema portuguê
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quinta-feira 13.12.2018
o presente
e curtas-metragens NY Portuguese ês que se faz nos dias de hoje
“O NY Portuguese Short Film Festival tem sido uma grande montra para o cinema contemporâneo português.” Comunicado da FO
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Fundação Oriente e o Arte Institute anunciaram a realização em Macau, no próximo domingo, de um festival de curtas-metragens dedicado à divulgação do cinema português contemporâneo e de jovens realizadores lusos. A VIII Edição do NY Portuguese Short Film Festival terá lugar na Casa Garden entre as 17h e as 19h30. Organizado pela primeira vez em Junho de 2011, o evento foi o primeiro festival de curtas-metragens portuguesas nos Estados Unidos, sendo que, ao promover o evento anualmente em vários países, o Arte Institute pretende ampliar e conquistar novos públicos para o cinema português em todo o mundo. “O NY Portuguese Short Film Festival tem sido uma grande montra para o cinema contemporâneo português e tem aberto portas aos novos realizadores nacionais em termos de promoção e divulgação das suas curtas-metragens, até mesmo para participarem noutros festivais internacionais”, de acordo com a directora do Arte Institute, citada no comunicado. Do programa fazem parte os filmes “Ivan”, de Bernardo Lopes, “Iris”, de Paulo Renato Arroyo, “GRIND”, de Yuri Alves, “Tempo Vertical”, de Patrícia Andrade, “Sobre o filme que se segue” de José Lobo Antunes, “Vhils – Debris”, de José Pando Lucas, “Outono”, de Nádia Santos, “Tartus”, de Leonor Abreu e Francisco Mineiro, “Inspirações Portuguesas”, de António Freitas e Fábio Silva, “O Autor”, de Rui Neto, “Laura” de Tânia Dinis, “O Chapéu”, de Alexandra Alves e “First breath after coma”, de Casota Collective. O NY Portuguese Short Film Festival já esteve em todos os continentes, 23 países e 53 cidades. Fundado a 11 de Abril de 2011, o Arte Institute é uma organização pioneira, independente e sem fins lucrativos, sediada em Nova Iorque, que dinamiza a produção e difusão de artistas e projetos de arte e cultura contemporânea portuguesa. O Arte Institute organiza eventos em todos os continentes, nas principais capitais do mundo, e em áreas como cinema, artes plásticas, música, literatura, teatro e performance.
Palco laboratório Estudante de Macau participa em festival de teatro na Polónia
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EE Kam Ying, natural de Macau e actualmente a frequentar um mestrado no California Institute of Arts, integra um projecto de teatro experimental feito em parceria com companhias oriundas da Polónia e Estados Unidos, que estreia em Fevereiro no Festival Divina Comédia, a acontecer em Varsóvia. A peça, intitulada “Two-headed Calf” baseia-se numa compilação de textos do escritor polaco Stanisław I. Witkiewicz, abordando “o percurso feito pela personagem principal, Patricianello, em torno das palavras reais e metafísicas”, contou a designer ao HM. Lee Kam Ying integra a equipa como designer de vídeo. A possibilidade de participar neste projecto partiu de uma colaboração entre o centro de artes da universidade californiana e o Teatro Estúdio de Varsóvia. Para Lee Kam Ying, esta é uma oportunidade de conhecer dois mundos teatrais distintos. “Para mim, tem sido uma experiência única porque é a primeira vez que participo num espectáculo em tournée e também é bom ver como funciona o teatro em países diferentes. Estou habituada ao ambiente teatral nos Estados Unidos e o teatro polaco funciona de maneira diferente”, contou. Lee Kam Ying confessou que este projecto lhe deu a oportunidade de mergulhar
no mundo do teatro experimental. “Também estou feliz por fazer parte deste processo porque é muito experimental, e as peças teatrais polacas baseadas no experimentalismo são muito famosas e únicas.” A estudante, que já trabalhou no território como designer gráfica, tenciona ficar mais uma temporada nos Estados Unidos, a fim de desenvolver novos contactos para a sua carreira. “Vou terminar o meu mestrado em Maio e depois estou a planear ficar nos Estados Unidos, pelo menos um ano, para que possa fazer mais projectos e expandir a minha rede de contactos. Trabalho com teatro e também com instalação de vídeo. Nos Estados Unidos há mais oportunidades, recursos e fundos para fazer aquilo que gosto.” Ainda assim, não descura o regresso ao território e um trabalho com as companhias de teatro. “Não me oponho a voltar para Macau e adoraria trabalhar com artistas locais no futuro, mas veremos como tudo corre”, rematou. Lee Kam Ying trabalha também como programadora criativa, estando interessada no uso experimental e contemporâneo dos media digitais. Em Macau, a designer fundou o Atelier Cocorico, que desenvolve projectos nesta área. A.S.S.
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13.12.2018 quinta-feira
DIREITOS HUMANOS RELATÓRIO APONTA “NOVOS PROGRESSOS”
Passos tímidos
A China divulgou ontem conclusões de um relatório sobre a protecção dos direitos humanos no qual se sublinha “novos progressos” desde a abertura e reforma do país em 1978, após a subida ao poder de Deng Xiaoping
son, disse à Lusa que a aplicação generalizada da pena de morte, as restrições à liberdade de expressão e de religião, e a repressão aos advogados e activistas dos direitos humanos são muito preocupantes naquele país. O relatório global anual 2018 da HRW mostrou uma grande ofensiva, de forma continuada, contra os direitos humanos na China desde o início do Governo do Presidente Xi Jinping, em 2013. Segundo o documento, as autoridades chinesas levaram mais defensores dos direitos humanos a julgamentos em 2017, promovendo confissões forçadas – com recurso a tortura - e transmissões de julgamentos pelos ‘media’ e pelas redes sociais, negando ainda os direitos de escolha de advogados aos detidos.
AS NÓDOAS
Já um relatório da HRW, divulgado em Setembro deste ano, referiu que o Governo chinês está a administrar uma campanha sistemática de violações dos direitos humanos contra os muçulmanos na região autónoma de Xinjiang, no noroeste do país.Ainvestigação revelou que há detenções arbitrárias, tortura e maus-tratos, e um controlo crescente na vida diária das pessoas.
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O relatório global anual 2018 da HRW mostrou uma grande ofensiva, de forma continuada, contra os direitos humanos na China desde o início do Governo do Presidente Xi Jinping, em 2013
UM ‘livro branco’ intitulado “Progresso nos direitos humanos nos 40 anos de reforma e abertura na China”, divulgado pelo Departamento de Informações do Conselho de Estado, pode ler-se que a China “estabeleceu uma estrutura legal para proteger os direitos humanos” e que as normas legais que garantem os direitos civis e
políticos, bem como os direitos económicos, sociais e culturais, foram melhorados. O país reforçou efectivamente a protecção judicial dos direitos humanos, segundo o relatório, no qual se observa que o progresso foi impulsionado pela profunda reforma judicial do país, verificando-se, salienta-se, os esforços para garantir que todas as partes desfrutem do direito a um julgamento justo
e garantam os direitos e interesses legítimos de suspeitos, réus, prisioneiros e pessoas libertadas após o cumprimento da pena. Por outro lado, no documento destaca-se o facto de a China ter estabelecido um rígido sistema de leis contra a corrupção. A 2 de Dezembro, a directora para a China da organização não-governamental Human Rights Watch (HRW), Sophie Richard-
DIPLOMACIA PEQUIM DIZ NADA SABER SOBRE DETENÇÃO DE CIDADÃO CANADIANO
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EQUIM afirmou ontem não ter informações sobre a alegada detenção na China do ex-diplomata canadiano Michael Kovrig, mas o Governo chinês avançou que a organização não-governamental para a qual trabalha não está registada no país. “Não tenho aqui informações para fornecer”, respondeu aos jornalistas o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lu Kang, questionado sobre a suposta detenção do ex-diplomata no país, já dada como certa pelo Canadá. A confirmar-se, “os departamentos relevantes da China vão lidar com o caso de acordo com a lei”, acrescentou. Apesar de não ter confirmado a detenção, Lu Kang disse que a organização não-governamental (ONG) para a qual o canadiano trabalha no país não está registada como ONG, pelo que o ex-diplomata “já violou a lei”. O porta-voz referia-se ao The International Crisis Group (ICG), de acordo com as autoridades canadianas. Entretanto, o ministro de Segurança Pública do Canadá, Ralph Goodale, afirmou que o Governo canadiano está profundamente preocupado com a alegada detenção do ex-diplomata, uma possível retaliação de Pequim à detenção, no Canadá, da directora financeira do grupo chinês de telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou.
Ao longo da região, com uma população de 13 milhões de pessoas maioritariamente muçulmanas, muitos são sujeitos a doutrinamento político forçado (em campos de reeducação), castigos colectivos, restrições nas movimentações e comunicações, restrições na liberdade religiosa e uma vigilância maciça que viola a lei internacional dos direitos humanos.
JUSTIÇA DIRECTORA FINANCEIRA DA HUAWEI LIBERTADA SOB FIANÇA
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M juiz canadiano ordenou, na terça-feira, a libertação, sob fiança, da directora financeira do grupo chinês de telecomunicações Huawei, horas depois da confirmação da prisão de um ex-diplomata canadiano na China, onde as autoridades ameaçam o Canadá de represálias. De acordo
com a agência France-Presse, depois de três dias de audiências judiciais no tribunal de Vancouver, e em plena crise diplomática entre Pequim, Otava e Washington, o juiz canadiano aceitou o pedido de libertação de Meng Wanzhou, detida no Canadá no início de Dezembro, a pedido dos
Estados Unidos daAmérica.A empresária saiu algumas horas depois, sob fortes medidas de segurança. Esta mãe de quatro filhos, de 46 anos, terá de cumprir várias condições: pagar um depósito de 10 milhões de dólares, entregar os dois passaportes, residir numa
das duas propriedades que possui em Vancouver e usar uma pulseira electrónica no tornozelo. A empresária será monitorizada 24 horas por dia, a suas expensas, e não poderá sair de casa entre as 23h e as 06h. “O risco de que não se apresente em tribunal
[durante o processo de extradição] pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de vigilância propostas pelos seus advogados”, disse o juiz, provocando aplausos dos apoiantes de Meng Wanzhou. A primeira audiência de extradição ficou
marcada para 6 de Fevereiro. Entretanto, os Estados Unidos da América deverão enviar à justiça canadiana a documentação completa relativa ao pedido de extradição. O grupo Huawei já se congratulou com a libertação da sua directora financeira.
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quinta-feira 13.12.2018
FILIPINAS RODRIGO DUTERTE PROLONGA POR MAIS UM ANO LEI MARCIAL EM MINDANAO
A normalidade filipina A região de Mindanao, no sul das Filipinas, irá continuar sob lei marcial durante mais um ano, depois da aprovação ontem, pelo Congresso, do prolongamento da medida a pedido do Presidente Rodrigo Duterte, alegando “risco de rebelião”
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UM A sessão conjunta, os legisladores do Senado e da Câmara dos Representantes aceitaram, por larga maioria, prolongar, pela terceira vez, a medida, vigente naquela região desde Maio de 2017, devido à presença de grupos jihadistas. A extensão do estatuto de excepção, que outorga poderes especiais às forças de segurança e suspende os pedidos de ‘habeas corpos’, foi apoiada por 235 legisladores, teve 28 votos contra e uma abstenção. Cerca de uma centena de pessoas protestaram em frente à sede do Congresso, em Manila, contra a Lei Marcial, que consideram injustificada e um pretexto para cometer abusos e violações de direitos fundamentais por parte das forças de segurança. De acordo com a rede nacional de grupos de direitos humanos Karapatan, registaram-se, em Mindanao, durante a Lei Marcial, 88 assassínios e 128 tentativas de homicídio por motivos políticos, 1.450 detenções
ilegais e 148 casos de ameaças de detenção com acusações forjadas. Quase 350 mil pessoas foram afectadas pelos bombardeamentos do Exército e muitos tiveram que abandonar as suas casas na região, entre revistas militares e recolheres obrigatórios. O secretário-executivo do gabinete de Duterte, Salvador Medialdea, defendeu durante a sessão parlamentar que, ainda que a Lei Marcial tenha permitido deter uma centena de rebeldes em 2018, é necessário “tempo adicional para sufocar os esforços de grupos terroristas para derrubar o Governo”.
POR OUTRO LADO
Na oposição, o líder da minoria no Senado, Franklin Drilon, negou que em Mindanao exista um “levantamento armado real” que justifique a Lei Marcial, “medida de excepção que não pode converter-se em norma” nem num “instrumento para tornar a governação mais eficiente”. A medida conta com o aval da Polícia Nacional e das Forças Armadas, que
confirmaram “um progresso significativo na luta contra os grupos rebeldes”, segundo um comunicado conjunto duas organizações. Duterte impôs pela primeira vez a Lei Marcial em Mindanao a 23 de Maio de 2017, horas depois de os rebeldes do Grupo Maute, organização congénere do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico, terem iniciado uma revolta armada na cidade de Marawi, a oeste de Mindanao. A ofensiva de Marawi foi dominada em Outubro de 2017, mas o
TIMOR-LESTE DEFESA DOS CONSUMIDORES QUER COMPANHIA DE ELECTRICIDADE PÚBLICA
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Associação de Defesa dos Consumidores de Timor-Leste (ATC) defendeu ontem a rápida transformação da companhia de electricidade do país numa empresa pública para ajudar a resolver os problemas de gestão da rede eléctrica. O presidente da ATC, António Ramos, explicou que a questão da gestão foi identificada como um dos maiores problemas a afectar a actividade, numa reunião com o director-geral da Electricidade de Timor-Leste (EDTL), Virgílio de Fátima Guterres, de acordo com um comunicado enviado à agência Lusa. “AEDTL funciona apenas como um departamento do Governo, com a gestão centralizada no Ministério das Finanças. Do ponto de vista prático, isso prejudica a gestão interna”, indicou. Ramos disse que a reunião com a EDTL foi convocada na sequência de repetidas queixas de consumidores em vários pontos da capital,
Díli, depois de cortes regulares e em alguns casos, de longas horas. Alterações na potência continuam a causar problemas em equipamentos de várias empresas, bem como de particulares. Nas últimas semanas, a situação agravou-se com o mau tempo, que levou à queda de algumas árvores, baixadas ilegais e problemas em ligações em algumas zonas. “Solucionar o problema passa por transformar a EDTL em empresa pública (EP). Assim, pode resolver o problema de gestão interna”, disse Ramos. “Por outro lado, pode satisfazer melhor os consumidores e rentabilizar a empresa através de aumentos das receitas para o Estado”, sublinhou. Ramos defendeu ainda a assinatura de um protocolo de cooperação com a EDP de Portugal para fortalecer o conhecimento técnico e de gestão empresarial.
Governo prolongou a medida, primeiro até finais desse ano e depois durante todo o ano de 2018 para “eliminar até ao último terrorista”. Com 20 milhões de habitantes, cerca de 20 por cento de muçulmanos, Mindanao tem sido cenário, há décadas, de conflitos entre o Governo e grupos extremistas islâmicos, bem como a guerrilha comunista do Novo Exército do Povo. A aplicação da Lei Marcial é vista pelos grupos opositores como uma forma de Rodrigo Duterte procurar imitar o Presidente Ferdinand Marcos (1965-86), que recorreu à medida, entre 1972 e 1981, para suprimir a oposição.
COREIAS SEUL ACHA IMPROVÁVEL VISITA DE KIM JONG-UN AINDA ESTE ANO
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Governo sul-coreano considerou ontem ser improvável que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, visite o país antes do final do ano, referindo-se às especulações sobre uma possível viagem a Seul ainda este mês. “Consideramos que vai ser difícil que o líder Kim visite Seul este ano”, disse um porta-voz do gabinete presidencial à agência de notícias Yonhap. Ainda assim, o Governo reiterou estar “aberto à possibilidade [de uma visita de Kim] no início do próximo ano”. Dezembro é um mês agitado no seio do regime norte-coreano, já que no próximo dia 17 celebra-se o aniversário da morte do antigo líder Kim Jong-il, pai de Kim Jong-un. Em Setembro, o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, convidou o líder norte-coreano a visitar Seul antes do final do ano, algo que Kim aceitou. No entanto, a falta de progressos no diálogo entre Pyon-
gyang e Washington parecem ser um entrave à realização de uma nova cimeira inter-coreana, que seria a quarta desde Abril. A realizar-se, seria a primeira viagem de um líder da Coreia do Norte a Seul. Por sua vez, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esperar reunir-se com o líder da Coreia do Norte “em Janeiro ou Fevereiro” e garantiu estarem em discussão “três locais” para esta segunda cimeira. Em Setembro, Trump disse que queria programar uma segunda cimeira com Kim, mas o impasse nas negociações adiou a reunião, que daria continuidade ao histórico encontro de Singapura, em Junho passado. Em Singapura, os dois líderes concordaram em “trabalhar para a completa desnuclearização da península” coreana, mas até agora os progressos têm sido apenas simbólicos, devido à ausência de um roteiro para o desarmamento.
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 45/P/18 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 23 de Novembro de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Refeições Confeccionadas aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 12 de Dezembro de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1. º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP43,00 (quarenta e três patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São
Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 17 de Janeiro de 2019. O acto público deste concurso terá lugar no dia 18 de Janeiro de 2019 pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP520.000,00 (quinhentas e vinte mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 5 de Dezembro de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
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Cidade ecrã Rui Filipe Torres*
13.12.2018 quinta-feira
Silêncio divinal, eu te respeito!
Parque Mayer
É
O mais notável no filme é o desempenho dos actores, e como se reconhece, sem isso nenhum filme funciona na sua relação com o público
o título do mais recente filme do António Pedro Vasconcelos, um drama de costumes, em que através das peripécias do arranque de uma nova “revista” na “Broadway” lisboeta quis retratar a opressão do Estado Novo. Estamos em 1935, o filme, com um casting com excelentes desempenhos dos actores, não caminha no sentido da construção do grande filme musical e do “glamour”, decide-se por outra abordagem em que o fantasma da policia política é personagem tutelar da narrativa. É um Parque Mayer com pouco brilho e uma cidade sem chama que o filme nos dá a ver, com poucos e tímidos exteriores, centrado no foco da repressão da criatividade e da vida pela presença da censura e da polícia. O filme é assim descrito na sinopse: “Lisboa, 1933. Deolinda, uma jovem da província que tem o sonho de ser artista no Parque Mayer, apresenta-se num casting para coristas para a nova revista no teatro Maria Vitória. Durante os ensaios, apaixona-se por Mário, o encenador, mas este está fascinado por Eduardo, a estrela da revista que, por sua vez, tenta seduzir Deolinda... Ao mesmo tempo o Estado Novo começa a apertar o cerco e a liberdade está cada vez mais limitada... Uma homenagem divertida e emocionante ao teatro de revista e a todos os que no Parque Mayer lutaram pela Liberdade” António Pedro Vasconcelos é um nome de referência no cinema narrativo em Portugal, conhecido do grande público pelos debates sobre futebol onde veste a camisola vermelha do Benfica, e lidera a ARCA – Associação Portuguesa de Realizadores de Cinema e Audiovisual. “Parque Mayer” teve forte comunicação na televisão, imprensa e rádio e, neste primeiro fim de semana e após com 4 dias de exibição, 698 sessões em 58 salas fez 12 078 espectadores, e receita bruta de € 60.628,48. São raros os filmes de produção nacional que tem acesso ao mesmo número de ecrãs e sessões, como exemplo, neste mesmo fim de semana o filme português mais próximo, Raiva, do Sérgio Tréfaut, apenas pode ser visto num único ecrã numa das 15 sessões. Rodado nos Estúdios da Plural na Quinta dos Melos em Bucelas onde com a direcção da Clara Vinhais e a equipa da EPC - empresa especialista na construção de cenários para o audiovisual, e em coordenação com Rafael Galdó, responsável pelos efeitos visuais, foram construídos os cenários que permitem o filme viver o Parque Mayer edificado em 1922 com o teatro Maria Vitória, seguido do Teatro Variedades em 1926 e em 1931 o Teatro Capitólio, no espaço até jardins do Palácio Mayer ( prémio Valmor 1902).
As cenas da sala do teatro foram gravadas em Cascais no Teatro Gil Vicente, e de Lisboa exteriores temos a escadaria que leva ao bar Procópio perto Rato e uma rua no cimo do elevador do Lavra. O mais notável no filme é o desempenho dos actores, e como se reconhece, sem isso nenhum filme funciona na sua relação com o público. Actores seguros na forma e na lógica motivacional das suas acções, dão corpo e vida ao argumento construído com o rigor da construção narrativa clássica dos 3 atos, cenas plantadas, e arco narrativo de personagem, vilões e heróis por força das circunstâncias e as sombras do acaso. O filme arranca com a detenção de um contestatário ao novo regime que é um dos dois dramaturgos da nova revista em ensaios. A actriz protagonista acaba de chegar de Fátima e vive na sua estreia na revista o primeiro grande milagre da sua vida, o da afirmação da sua individualidade e afirmação do seu talento artístico, vítima de violência por parte do namorado/amante/proxeneta, é salva desse ciclo de inferno por um alto quadro da polícia Política. É este personagem, representado pelo actual director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, o Tiago Rodrigues, um fascista bissexual, que coloca o filme acima uma construção panfletária. Notável a todos os títulos é a interpretação do Miguel Guilherme, no papel de produtor, patrão do teatro, pela contenção, sobriedade, tensão e comicidade e humanidade como que vive os acontecimentos com maior ou menor gravidade que surgem ao longo da narrativa. Como já referido, todo casting, está de parabéns serve com grau de excelência o filme, ainda assim é necessário um particular aplauso para a composição histriónica e cliché do protagonista fadista, boémio, marialva, construído pelo talentoso Diogo Morgado. Importa referir a direção segura e focada no desenrolar da narrativa por parte mestre diretor António Pedro Vasconcelos, sem a qual o filme dificilmente sobreviveria. O Parque Mayer era um lugar excêntrico na cidade de Lisboa, cinema, teatro, boxe, casas de fado, carrosséis, esplanadas, restaurantes. Um lugar de liberdade por natureza, liberdade de costumes e território de artistas. Este filme é no dizer do próprio realizador e do produtor, um gesto de agradecimento a esse espaço de liberdade. * - Cineasta. Licenciado em Ciências da Comunicação pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Mestrando em Desenvolvimento de Projecto Cinematográfico na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa. O texto não segue o novo acordo ortográfico.
ARTES, LETRAS E IDEIAS 15
quinta-feira 13.12.2018
António Cabrita
N
A plataforma dos comboios da estação do Pragal, a vassourinha da mulher da limpeza empurra heroicamente a beata para a pá de plástico. O pé direito segue o ritmo da canção popular que um aparelhómetro enganchado no bolso da bata emite a plenos pulmões, ainda que roufenhos: Milho verde milho verde, ai à sombra do milho verde namorei uma cachopa. A senhora tem o ar empanado de não lhe sobrarem ilusões numa única das células e as rugas, só no queixo – cinquenta anos incrustados em setenta e oito de aparência -, desenham-lhe o mapa do metro de Londres. Porém, o pé não se alheia do ritmo, enquanto a pá, focada, atrai as beatas, os recibos, bilhetes, os invólucros dos sugos, e os lábios mimam a música, dando um semblante de vida à sua irrelevância. Muda a cantiga (brega, piorou muito), que ela continua a partilhar com os passageiros: é o seu ponto de equilíbrio. No átrio da estação, ao balcão do Café Delta, aquele jovem mulato continua a servir bicas. Com o cabelo rapado até à linha da trepanação, de onde desponta um tufo com pretensões a ser onda, num stile japónico mas em carapinha. Ressalta o seu olhar vivo na face macilenta, acostumada a ver repetidos os gestos de uma existência tartamuda. Sem dúvida que o penteado é o que lhe dá ainda um arremedo de identidade, a ilusão de que tem uma ponte para a vida, apesar da merda que ganha, das varizes que lhe ameaçam as pernas. O nosso ponto de equilíbrio é tão frágil e imaterial. Não vos digo o meu. Escrevo: «Que dia penumbroso/ e perlado de verde, compreendo/ porque hibernam as abelhas/ enquanto os pés se me enregelam e aqui e ali// reluz o dourado dos olmos. / Belíssima a paisagem,/ paira como um solo de John Surman,/ ou o porfiar da cegonha que perfura/ o mais espesso da melancolia. //Começa a ser tarde/ na minha vida/ e pela primeira vez intuo quem sou:/ o macio intervalo/ entre os pinheiros.» Seriam olmos, interrogo-me? A impropriedade com que designo a natureza desgosta-me, mas que fazer se sou um rapaz da cidade? O Camus, nos seus Cahiers refere a nossa inabilidade para designarmos os viventes e os processos na natureza e define-a como um dos cancros do século (XX). Piorou, entretanto. E recordo um verso do poeta e cineasta António Reis que nunca mais esqueci: “Soletrar olmo como quem ouve um trovão distante”. Que invejável exactidão. As sílabas do cansaço são mais extensas e friáveis. É o que se sente quando a insónia nos visita, no comboio.
Lisboa-Porto ANDRÉ DELVAUX
diários de próspero
As palavras, que também necessitam de dormir, desprendem-se do corpo, autonomizam-se e impedem que nos acostemos em quietação. Quem viu os olhos de um insone percebe-os fugitivos e luminescentes como os comboios que cruzam a noite. Por muito que isso torture a vítima, os seus olhos nessa altura não são enjoadamente neutros. Fui demasiadas vezes atravessado por períodos de insónia e tempos houve em que andava muito de comboio, de Lisboa para o Porto, ou para Coimbra, em viagens semanais a que obrigavam o trabalho. Pelo menos metade das viagens fazia-as de noite e gastava-as lendo e escrevendo. Escrevia para evitar ser cavalgado pela insónia, imprimindo eu as pausas, os ritmos e os temas às palavras para não ter de enfrentar o nó corredio das frases ininterruptas. E enchia os cadernos de anotações variadas, de ideias volantes e anotações à leitura, de esboços de contos, poemas ou artigos, de crónicas e registos de coisas que ouvia no comboio,
etc. Durou três anos esse meu período de viagens consecutivas de comboio. A esses cadernos julgava-os ter perdido quando me mudei para Moçambique. Afinal deixara-os em casa de um familiar que mos devolveu dez anos depois de me ter tornado emigrante. Guardados numa caixa, dezassete cadernos cartonados de capa preta de linho, que acabaram por se revelar um viveiro. Os argumentos da maior parte dos meus contos, desde então, nasceram dessas anotações apressadas e até muitos diálogos neles limitei-me a deslocá-los e transcrevê-los, correspondendo a registos de conversas avulsas ouvidas na viagem. Como agora vivo noutro território desloquei o lugar da acção nalguns deles, como em Cabriolices das catatuas ou em O Triunfo do Amor, cujos enredos no essencial foram-me dados nesses trajectos. A Arca (publicado na revista Caliban) nasceu de uma converseta anotada entre um pai e um filho, e ocorrida no troço entre o Entroncamento e Santarém, segundo a anotação apensa ao texto. A criança, de
Quem viu os olhos de um insone percebe-os fugitivos e luminescentes como os comboios que cruzam a noite. Por muito que isso torture a vítima, os seus olhos nessa altura não são enjoadamente neutros
uns seis anos, começou por perguntar ao pai o significado da palavra «lotado», para depois passar à dúvida excruciante: Pai, o Céu nunca fica lotado? Esse breve diálogo anotado em dez linhas, impeliu-me ao conto quinze anos depois e escrito de jacto. Este vaivém dos comboios leva-me a um dos títulos que vou apresentar agora ao editor a quem proporei reeditar todos os contos em dois volumes: Comboios Astrologicamente Vigiados. Rio-me a bom rir quando ouço a avó perguntar às duas garotas gémeas que foram aos lavabos: Então, as meninas fizeram xixi? Sim, responderam as miúdas. E puxaram as “iáguas”, pergunta ansiosa a avó. Rio-me por dentro, a pensar na Francisca do Oliveira, onde se ouve aquela bela frase, “a ialma é um vício!”, e a lembrar-me que depois um “chato” numa crítica quis explicar que “a fórmula” não passava de um efeito inane de estilo, tendo invertido a frase, para demonstrar a sua insubstancia: “um vício é uma ialma!”. E não é que todos tinham razão, até esta avó que nunca confundiria iáguas com águias!? E como explicar esta diferença às duas belas ucranianas que viajam no banco ao lado? Devia sair com elas agora, em Aveiro, para, pelo menos, me banquetear com um dos meus pratos: ensopado de enguias. Despeço-me de tudo.
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13.12.2018 quinta-feira
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 769/AI/2018
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 773/AI/2018
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora ZHOU YOUPING, portadora do Salvo-conduto de Residente da China Continental para Deslocação a Taiwan n.° T22815xxx e portadora do Passaporte da RPC n.° E62969xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 135/DI-AI/2017, levantado pela DST a 01.06.2017, e por despacho da signatária de 07.06.2018, exarado no Relatório n.° 368/DI/2018, de 16.05.2018, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Praceta de Um de Outubro n.os 119 -131-B, I Keng Kok, 11.° andar B onde se prestava alojamento ilegal.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -----------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor BAI REN, portador do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° W90075xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 32/DIAI/2017 levantado pela DST a 14.02.2017, e por despacho da signatária de 03.12.2018, exarado no Relatório n.° 699/DI/2018, de 23.11.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.os 361-B 361-K, Edf. I On Kok, 12.° andar H, Macau onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 03 de Dezembro de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 03 de Dezembro de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 778/AI/2018
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 780/AI/2018
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LAM, SOI KAI, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.° 50456xx(x), que na sequência do Auto de Notícia n.° 128/DIAI/2016 levantado pela DST a 26.10.2016, e por despacho da signatária de 03.12.2018, exarado no Relatório n.° 702/DI/2018, de 23.11.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $490.000,00 (quatrocentas e noventa mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.° 1321, Hung On Center, Bloco 3, 17.° andar T, Macau onde se prestava alojamento ilegal.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 30 dias, conforme o disposto na alínea a) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor YAO RENHUI, portador do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.º C22060xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 167/DI-AI/2017 levantado pela DST a 26.06.2017, e por despacho da signatária de 03.12.2018, exarado no Relatório n.° 705/DI/2018, de 26.11.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua Cidade de Santarém n.° 423, Praça Wong Chio, 9.° andar Y.--------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outu bro.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 03 de Dezembro de 2018.
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 03 de Dezembro de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 781/AI/2018
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 788/AI/2018
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora LIN XIANGYUN, portadora do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.º C21776xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 213/DI-AI/2017 levantado pela DST a 07.09.2017, e por despacho da signatária de 03.12.2018, exarado no Relatório n.° 706/DI/2018, de 26.11.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Xangai n.° 21-E, I Keng Fa Un, I Tou Kok, 19.° andar C onde se prestava alojamento ilegal.------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------------------
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor XIE JIAYI, portador do Passaporte da RPC n.° G57769xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 73/DI-AI/2017 levantado pela DST a 27.03.2017, e por despacho da signatária de 03.12.2018, exarado no Relatório n.° 712/DI/2018, de 26.11.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Pequim n.° 36, Edf. I Chan Kok, 23.º andar A onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-------------------------------------
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 03 de Dezembro de 2018.
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 03 de Dezembro de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 805/AI/2018 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora ZHOU CHUNPING, portadora do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.º C30834xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 99.1/DI-AI/2017 levantado pela DST a 21.04.2017, e por despacho do Director dos Serviços de Turismo, Substituto, de 21.09.2018, exarado no Relatório n.° 586/DI/2018, de 07.09.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Praceta de Um de Outubro n.os 119-131-B, I Keng Kok, 13.° andar E, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outu bro.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-----------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 03 de Dezembro de 2018. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MONTEPIO GERAL DE MACAU ASSEMBLEIA GERAL CONVOCATÓRIA Nos termos do Artº 34º, nº 1, al. b) dos Estatutos em vigor, convoco a Assembleia Geral Ordinária para reunir na sua Sede, sita na Avenida Doutor Mário Soares, nº 25, 3º andar (4º piso) do Edifício “Montepio”, no próximo dia 27 de Dezembro de 2018, pelas 17H15, com a seguinte ordem de trabalhos: 1º - Discussão e aprovação do Orçamento do Montepio Geral de Macau para 2019; 2º - Eleição dos Órgãos Associativos do Montepio para o triénio 2019-2021; e 3º - Outros assuntos de interesse da Associação. No caso de não comparecer nesse dia e hora indicados, o número de associados mencionado no nº 1 do Artº 36º, considera-se desde já convocada nova reunião, que se realizará nos termos do seu nº 2 no mesmo local decorrida uma hora, com qualquer número de associados. Montepio Geral de Macau, aos 30 de Novembro de 2018. A Presidente da Assembleia Geral, Rita Botelhos dos Santos
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MARTA SIMÕES
quinta-feira 13.12.2018
estendais Gisela Casimiro
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Um espectáculo, digo eu!
O caminho para a paragem, onde se cruzam eléctricos e autocarros, distraída e com sono, quase piso a passadeira ainda a ser pintada de fresco. Há operários, cones de sinalização, luzes amarelas e coletes reflectores. Alguns metros à frente, os homens do lixo fazem a recolha. Levo a mão à cabeça para ter a certeza de que não trouxe um capacete em vez do gorro. Fico confusa por momentos; poderia julgar que o ensaio acabara e que já não estava em directo do grande auditório do CCB, onde o público aguarda o início de mais uma criação da mala voadora e sim na rua, em Lisboa. O autocarro chega e a viagem é feita aos solavancos. O cheiro a frango assado que o passageiro sentado atrás de mim devora torna tudo mais real. É o descanso do trabalhador, a marmita tradicional, o piquenique em movimento para quem ainda tiver forças para comer a esta hora da noite. As últimas semanas foram intensas e exigentes, e nesta viagem que nunca começa para todos ao mesmo tempo, apenas termina, encontramo-nos cada vez mais lado a lado para ensaiar, jantar quando conseguimos, fumar um cigarro, tocar piano a quatro mãos, apertar um botão da camisa ou acertar colari-
nhos no último segundo, mandar calar, matar os colegas cem vezes na nossa cabeça, apenas para depois com eles dançar em conjunto entre cada cena, fazer rir e trocar histórias, para desesperar e zangar. Temos pouco tempo e no entanto há sempre tempo para atrasos, faltas, momentos de diva, para ficar doente, mudar de ideias, perder e reaver objectos, habituar-se a que tudo mude todos os dias e mais do que uma vez por dia, cortar e acrescentar cenas, cimentar e criar amizades, e ainda cobiçar todo o guarda-roupa do director artístico. Não importa como se chegou aqui, agora estamos juntos nisto. Sábado de tarde: turistas e locais passeiam, fotografam, lancham e apanham sol, como sempre ou talvez com maior fervor, pois afinal é um feriado religioso. Técnicos fazem greve, como é de seu direito. O espectáculo é cancelado. Sucedem-se as mensagens, telefonemas, suspiros e brados de revolta, tristeza, desilusão e frustração. Como manda
o figurino, há uma reunião de última hora com quem de direito e com direito a explicação, que sabe naturalmente a pouco, sabe talvez a algum do material usado na construção do cenário. Existe solidariedade de parte a parte, só tenho pena que o “crítico” não tenha escolhido o dia de hoje para vir ao teatro. Provavelmente teria apreciado mais esta versão. Fausto não é para todos, não agrada a todos (de qualquer um dos lados do palco, pois acreditem que é possível fazer um espectáculo de que não se gosta) mas é, inegavelmente, sobre todos e dá um lugar e visibilidade a todos. Sou suspeita mas, pessoalmente, é isso o que me interessa na arte. E o respeito por quem trabalha, claro. Em Fausto, trabalhou-se e aprendeu-se muito. Um coro, um rancho e um stripper entram num palco... Ganhamos mais do que perdemos. Para trás ficam lantejoulas, folhos, escudos, luvas e cacetetes, azulejos e leques, camas de hospital e os vinte cinco anos do Centro Cultural de
Talvez a arte não imite a vida, apenas a amplifique, pois em Fausto houve manifestações, revoluções, feridos e queimados, migrantes e desempregados
Belém. Fica a festa possível, sem esquecer que são as pessoas que fazem as instituições. As recentes greves demonstram isso, sejamos estivadores ou actores na tv ou no teatro. Ou todas as profissões que estes últimos representam, por vezes até fora do blueroom. Alguém disse que a ambição é necessária para a realização. Eu penso nos Apanhados TVI e RTP e em maquilhagem que serve para nos fazer parecer que estamos sem maquilhagem e, de algum modo, tudo isto parece fazer sentido. Conto, para que vocês acreditem. Talvez este seja o final, o único final possível. Mais irónico e genial do que qualquer um de nós poderia ter criado intencionalmente. Nós, a equipa, saímos de malas e bagagens como tantas vezes estivémos em cena. Talvez a arte não imite a vida, apenas a amplifique, pois em Fausto houve manifestações, revoluções, feridos e queimados, migrantes e desempregados. Talvez esta greve tenha o seu quê de justiça poética, não houvesse também um grupo de juízes em cena. Mas agora é hora de arrumar tudo, apagar as luzes, apanhar novo eléctrico, novo autocarro, e voltarmos a ser as pessoas de todos os dias, sem fronteiras e quase sem limites. Caótica e elegantemente, como um povo e uma família de artistas que se preze.
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diário de um editor João Paulo Cotrim
HORTA SECA, LISBOA, 3 DEZEMBRO «Experiência é a palavra dum viajante em zona estranha, hostil.» Ainda há poucos dias, Fernando Belo (Lisboa, 1933-2018) publicava em uma das pontas da sua intrincada meada de blogues (http://filosofiamaisciencias2.blogspot.com/2018/10/experiencia-espiritual-o-que-e.html) intenso depoimento acerca da entrada enquanto pensador irrequieto no jogo de gato e rato entre espiritual e intelectual. Engenheiro por causa dos números, padre por via de um transe, filósofo em resposta a uma enorme paixão… intelectual. «Comecemos por distinguir intelectual e inteligente: este é quem compreende as coisas do mundo, além dos seus interesses próprios, aquele é quem sabe jogar com conceitos e literaturas. Há quem sem ter estudos superiores e sem ser intelectual seja fortemente inteligente e há intelectuais académicos que são burros de fazer dó (acontece-me em certos aspectos da vida). […] Também o motivo de ‘espiritual’ tem que ser distinguido de ‘religioso’, que se constituiu como uma forma social englobante de toda a sociedade, desde o nascimento, enquanto que o ‘espiritual’ parte da conversão da vida e rompe com o aparato ritual e doutrinal da religião. Mas também o ‘espiritual’ não é a pôr apenas do lado da ética, que esta também tem incidências intelectuais, ainda que filósofos, cientistas e artistas possam por vezes rebaixarem-se eticamente. Seria tentado a pensar o que chamei ‘respiritual’ do lado do sopro na vida, mais do que da ética de que, melhor ou pior, muita gente dá provas em vidas que não são fáceis: ‘respiritual’ seria o sopro duma paixão que se põe acima do culto dos feitiços habituais, o dinheiro, o poder, as ortodoxias mediáticas, uma paixão que não transige, não se dobra em face do que impera.» Os seus textos não perdem densidade quando se deixam tomar pela poesia. E, contudo, deu, como poucos, atenção à materialidade e ciência. Lamento muito não o ter chegado a editar. Há que percorrer estas suas paisagens em busca de vestígios de funda linguagem, do ser e do tempo, do corpo e da alma. Como de oxigénio, dedo no ar, tenho que perceber de onde se pode reacender o sopro. POVO, LISBOA, 3 DEZEMBRO A cada segunda, a noite estremece: por vezes arrepio, outras relâmpago. Outras nada, mas ainda assim há 274 sessões que Poetas são ditos e celebrados pelo Povo, no Cais Sodré de ancestrais traficâncias. Desta, tratava-se de alguém que ajudou, luas atrás, a definir o perfil
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Sopros de paixão do lugar. O mano José [Anjos] não teve como seguir as suas instruções e desaparecer. Dando cor aos seus versos, fez-se presente de guitarra na mão e pedais ao pé, de par com Filipe Homem Fonseca no teremim, que encheu o ar de futuros e distintas coreografias de mãos tocando o nada. O resto deu-se no ziguezague costumeiro das vozes cavas do Vitor [Alves da Silva] e do Pedro [Lamares] e as mais agudas do mano António [Caeiro] e do gordo que se assina. Nem toda esta poesia nasceu para ser dita, mas em muita a voz fá-la ganhar corpo e respiração. Sou testemunha próxima do amadurecimento do poeta também na sua encarnação de diseur, encenando leituras com rigor extremo e testando sem descanso parcerias variáveis, em busca da companhia e do instrumento exacto para aquela palavra. Estas exibições não dispensarão leituras em modo íntimo, olho na página, mas toca lugares nem sempre visíveis apesar de palpáveis. No que me diz respeito, o mistério acontece na partilha plana da pessoal interpretação, como se a estivesse a ouvir na minha cabeça, sem efeitos de maior. A voz que se segue logo revela mais possibilidade. E nisto se descobre pelo verso corrido, respirado, suado do Anjos a oculta arquitectura das paisagens. NOVA, LISBOA, 5 DEZEMBRO Aristóteles teve de ir a casa. O António [de Castro Caeiro] anunciou-o e o Luís [Gouveia Monteiro] explicou-o estabelecendo paralelo entre as personagens do clássico liceu e as tribos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. O Paulo [José Miranda] detectou a estranheza com que o outro, qualquer que seja, nos surge (texto publicado há dias nestas páginas). «As Constituições Perdidas de Aristóteles» continuam a suscitar desafiantes leituras. «No mundo de Aristóteles os elementos têm vontades: a terra deseja cair em direcção ao centro do universo, o fogo anseia pelo céu, a natureza tem horror ao vazio. No nosso também, e ainda nem sequer nos livrámos da ideia de que os deuses nos olham lá de cima sentados numa nuvem, às vezes visitam-nos e podem até, em querendo, pescar-nos como peixes. E as Constituições, produto daquelas
escolas, como a academia e o liceu, são um documento essencial para um momento único na história da espécie, uma verdadeira indústria de conceitos, de espírito, que procurou organizar e sistematizar o conhecimento disponível numa espécie de primeira grande modernidade intelectual da espécie.» Mas o Luís foi mais longe e traçou uma genealogia do jogo entre alma e corpo, espírito e matéria para concluir: «E é claro que as coisas têm desejos, como disse Aristóteles, como precisa a metafísica e como a poesia sempre suspeitou. A física contemporânea continua à volta dos problemas daquilo que não é nem espírito nem matéria, ou então é as duas coisas ao mesmo tempo, como a luz. […] O mistério continua intacto e esta tradução enriquece esse mistério, dá alimento ao pensamento e à imaginação.» PALÁCIO, QUELUZ, 7 DEZEMBRO A Divino Sospiro, assombroso projecto animado pelo Massimo [Mazzeo], instalou-se em boa hora no renovado Palácio Nacional de Queluz, lugar de prolongados namoros entre paisagem e arquitectura. E estendeu-se com um Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal, que lançou, entre muitas outras iniciativas, um primeiro volume dos «Cadernos de Queluz» (ed. Hollitzer) dedicado à «Serenata and
Sou testemunha próxima do amadurecimento do poeta também na sua encarnação de diseur, encenando leituras com rigor extremo e testando sem descanso parcerias variáveis, em busca da companhia e do instrumento exacto para aquela palavra.
Festa Teatrale in 18th Century Europe», e coordenado por Iskrena Yordanova e Paologiovanni Maione. De grafismo irrepreensível, os dezasseis estudos levam-nos a lugares e celebrações do fausto, mas sobretudo a uma complexa maquinaria teatral que criava mundos nas capitais da Europa. Artifício e verdade, poder e arte dançavam apaixonadamente juntos. Dançavam? S. LUIZ, LISBOA, 10 DEZEMBRO «Sócrates tem de morrer», certo e sabido. Uma certa ordem das coisas, por exemplo a que diz serem distintas a alma e o corpo, precisa da morte para se afirmar. Mickaël de Oliveira investigou Platão e produziu um díptico, ao qual se soma «A Vida de John Smith», erguendo cenário para questões que nos atravessam, rindo, rasgando e perturbando. Na primeira parte, a lógica do pensamento que garante a sobrevivência da alma depois da morte leva à criação de grupo quase terrorista. E quase apenas por ser o assassinato o seu horizonte, não tanto o terror. A segunda parte revela-se distopia: «a matéria (a linguagem, as texturas, a luz) não é obstáculo ao conhecimento, no qual já não existem segredos, particular ou universais.» É um mundo triste, de onde a poesia está ausente, a custo, diz a personagem, mas ausente. Não radica aí a tristeza, antes na inescapável cedência à lógica de qualquer poder: jamais se questionar nunca. E o fim da linguagem não resolveu os imponderáveis. A ficção científica nacional, subitamente rica, tomou os palcos e neles questiona futuros de maneira aguda. John Smith, em poderosa interpretação de Albano Jerónimo (foto de Bruno Simão algures na página), pega na arma do mais chão bom senso e corta cerce.
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Hoje INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO “ESTILOS DISTINTOS” 21 18H30 | Casa Garden
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Amanhã 3NOITE 9 COM 1 PIANO 7 NA4GALERIA 2 5 0 6 8 UMA 3 1 5 7 7 WINE 1 & SPIRITS 3 9FESTIVAL 5 8 6 4 2 LATIN 18H9| Macau 6 Tower 2 0 8 1 7 3 5 4 7 5 1 3 6 9 8 0 Sábado LANÇAMENTO 18 4 6 2 9DO LIVRO 3 “ÓPERA 0 5NO FIMM 8 1 – TOMO III”, DE SHEE VA 5 7 Rui4Cunha1 0 2 6 9 17H8| Fundação 2 3 6 8 9 4 0 7 1 ESPECTÁCULO DE CABARET “A SUNDAY OF LOVE” 4Music 0 Association 5 7 9 3 2 8 22H1| Live
Diariamente 23 | KEITH HARING MAZE MACAO EXPOSIÇÃO Venitian 9 7Expo6Hall F1| Até431/125
0 8 3 3 5 | PAISAGEM 8 2 MUTANTE 0 1 6 7 9 EXPOSIÇÃO Museu de Arte de Macau 2 3 9 0 5| Até 710/02/2019 1 4 6 8 4INTERNACIONAL 7 6 1DE CINEMA 9 2DE MACAU 3 5 FESTIVAL Até1Sexta-feira 2 4 3 8 0 9 5 7 5 9 0 7 6 8 4 1 2 0 8 3 5 9 2 7 6 4 Cineteatro 6 1 2 4 7 3 8 9 0 4 0 1 9 3 6 5 2 8 7 6 5 8 2 4 3 0 1
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5 8 4 7 9 6 3 1 9 8 5 7 M I2N 0 110 6 7 8 9 3 0 4 6 2 0 4 3 1 2 5
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O CARTOON STEPH 24
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 24
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UM FILME HOJE Há filmes que marcam pela imagem, pelo argumento, pela realização, pela edição ou simplesmente pelo gosto que dão. Depois há aqueles que são uma lufada de ar fresco e “Diamantino” é um desses filmes. Uma viagem surreal, em que através de uma estrela de futebol com a carreira em declínio, aborda problemáticas actuais como a invasão dos media, o culto da imagem, o neofascismo emergente, a emigração e a manipulação genética e que. Um filme cheio de boa disposição que transporta o espectador para uma espécie de fantasia, toda ela muito bem feita. A ver. Sofia Margarida Mota PÓKEMON THE MOVIE: THE POWER OF US SALA 1
SALA 2
FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Tetsuo Yajima 14.15, 16.00, 19.45
FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rothman 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
MORE THAN BLUE[B] FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Gavin Lin Com: Jasper Liu, Ivy Chen 17.45, 21.30
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(f)utilidades 19 60-85%
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SPIDER-MAN: INTO THE SPIDER-VERSE [B]
SALA 3
MORTAL ENGINES [B] Um filme de: Christian Rivers Com: Hugo Weaving, Hera Hilmar, Robert Sheehan 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
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PÓKEMON THE MOVIE: THE POWER OF US [A]
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S U D O K U
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Um estudo que ontem mereceu honra de capa revela que a larga maioria da população está contente com o desempenho do Executivo de Chui Sai On e correlaciona essa incrível prestação com confiança no Governo Central. Esta notícia trouxe-me interrogações sobre o conceito de confiança. Há estudos científicos que dizem que a administração da hormona ocitocina pode alterar os sentimentos de confiança. A ocitocina, produzida no hipotálamo, tem como funções facilitar as contracções musculares do útero, reduzir o sangramento durante o parto, estimular a libertação de leite materno, desenvolver apego e empatia entre pessoas. A santa hormona é também responsável pelo prazer do orgasmo e a regulação da sensação de medo. Creio que este condicionamento não foi tido em consideração no estudo sobre 26 a confiança no Executivo local e no Governo Central. Mas seguindo a ferocidade 0 canina1 desta 5 coluna, 7 permitam-me o paralelismo entre a 5 desmerecida na actual casta 4 confiança de políticos e um possível estado pós-parto 8 de grande parte da população 9 de9 Macau. Num 5 útero onde a liquidez 6 amniótica é condimentada a patacas, a gestação de frustrações 3 8 6 políticas é longa e pachorrenta. A verdade é que 2confiança. Fazem-se 1 7 por cá, 0 esbanja-se transferências bancárias na sequência 8 3 7 6 5 de telefonemas que perguntam “quem sou2eu?”, milhares e milhares 4 contam-se 6 9 8 de patacas às claras no meio da rua, 8 Governos que raptam 4 confia-se em fotógrafos e directores de polícias 4 7 Santa 0 3Ocitocina, 8 9 rogai 5 internacionais. por nós. João Luz
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6 0 DIAMANTINO 7 8 ABRANTES 1 2 E DANIEL SCHMIDT 7 0 | GABRIEL 2 1 0 2 7 2 1 6 8 3 7 4 1 0 9 6 9 2 6 0 6 9 4 5 1 5 9 2 4 7 3 9 3 2 0 8 5 7 9 5 1 3 0 9 7 2 2 3 6 5 6 8 6 7 9 1 2 4 0 1 6 7 30
1 8 2 5 6 0 6 0 8 7 2 5 0 1 2 9 5 2 6 0 8 6 7 4 4 7 5 4 3 8 9 0 8 7 0 6 3 0 1 8 2 5 9 1 2 8 6 3 4 2 0 9 0 5 6 2 7 5 4 2 Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia 7 Vieira; António 3 Cabrita; António0Castro Caeiro; António 9 Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro;0João Paulo Cotrim; José Drummond; 8 Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia José Navarro de Andrade; José Simões Morais; Luis Carmelo; Michel Reis; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio 4 3 0 9 4 1 3 9 2 Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; João Romão; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua 7 9 1 8 3 4 2 5 6 4Secretária 7 de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Se nos vendemos tão baratos, porque nos avaliamos tão caros? Padre António Vieira
PALAVRA DO DIA
Crime China condena à morte autor de ataque que causou 15 mortos
Um tribunal da província central chinesa de Hunan condenou ontem à morte o autor de um ataque que, em Setembro passado, causou 15 mortos, noticiou ontem a agência oficial chinesa Xinhua. Yang Zanyun conduziu deliberadamente o seu veículo contra uma multidão numa praça da cidade de Hengyang, do condado de Hengdong, em 12 de Setembro passado. Yang saiu do carro e continuou a atacar, com uma pá e uma faca, pessoas que se encontravam na praça, onde se juntavam para dançar em grupo ou conviver. O ataque causou 15 mortos e 43 feridos. Yang, de 54 anos, foi condenado à morte por colocar em perigo a segurança pública através de métodos perigosos, de acordo com o tribunal popular intermédio de Hengyang. O tribunal decidiu ainda privar o réu de quaisquer direitos políticos. Na altura do ataque, o governo de Hengyang indicou que o suspeito tinha antecedentes criminais, incluindo tráfico de droga, roubo e agressões físicas e que, “agindo sozinho”, procurou “vingarse da sociedade”.
IPM Abertas inscrições para Concurso Mundial de Tradução Chinês-Português
PUB
Estão abertas, até 31 de Janeiro, as inscrições para a terceira edição do Concurso Mundial de Tradução Chinês-Português, organizado pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) e pelo Instituto Politécnico de Macau (IPM). O anúncio dos vencedores acontece no final de Julho. O primeiro lugar é premiado com 140 mil patacas, enquanto o segundo com 105 mil e terceiro com 70 mil. Outras cinco equipas vão receber, a título de menção honrosa, 25 mil patacas. As equipas provenientes das instituições locais ficam automaticamente habilitadas a concorrer aos prémios especiais para as equipas das instituições de ensino superior de Macau, com a primeira classificada a receber 68 mil patacas e a segunda 35 mil. Nas duas edições anteriores do Concurso Mundial de Tradução Chinês-Português, inscreveramse cerca de duzentas equipas provenientes de Macau, da China e de países de língua portuguesa.
quinta-feira 13.12.2018
UM Lançada plataforma de tradução online chinês-português-inglês
Diz-me com quem andas Futuro ministro de Bolsonaro acusado de abuso de poder económico pelo MP
O
futuro ministro do Meio Ambiente do Governo brasileiro, Ricardo Salles, foi acusado na terça-feira de abuso de poder económico e uso indevido de meios de comunicação pelo Ministério Público eleitoral, que pede a sua inelegibilidade por oito anos. A informação foi avançada pelo Ministério Público, através da sua página oficial na internet. O futuro ministro concorreu este ano para o cargo de deputado federal pelo Partido Novo (Novo), em São Paulo, não tendo conseguido ser eleito. Ricardo Salles, sob a presidência do “Movimento Endireita Brasil”, contratou anúncios publicitários no jornal Estado de S. Paulo, entre 30 de Maio e 22 de Julho deste ano. O Ministério Público aponta que o objectivo das propagandas foi promover
ilegalmente a sua candidatura. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral era permitida a partir de 16 de Agosto. Dessa forma, as publicações de Salles infringiriam a lei eleitoral, por se tratar de propaganda antecipada. Nos anúncios são exibidas fotografias com destaque para a figura de Ricardo Salles, acompanhadas da identificação ou assinatura “Ricardo Salles – Presidente do Movimento Endireita Brasil”. O valor desembolsado para a veiculação do material impresso foi de cerca de 59 mil euros. Durante a campanha eleitoral, parte do material propagandístico de Ricardo Salles causou polémica ao incitar ao uso de armas de fogo “contra a esquerda”, conforme é visível nos cartazes eleitorais. Estas acusações vêm agora juntar-se a uma outra, datada de
Fevereiro de 2017, em que Salles é investigado por improbidade administrativa, por suspeitas de ocultação de alterações num mapeamento ambiental do rio Tietê, na Grande São Paulo, durante o período em que foi secretário de Meio Ambiente do Governo de São Paulo, na gestão de Geraldo Alckmin. O Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, que sempre assumiu uma retórica de combate ao crime, tem agora parte do futuro Executivo investigado por suspeitas de vários crimes: Luiz Henrique Mandetta, Tereza Cristina, Onyx Lorenzoni, Paulo Guedes, Marcos Pontes, e agora Ricardo Salles, já foram alvo de denúncias. Bolsonaro e o seu Executivo tomam posse no dia 1 de Janeiro.
A Universidade de Macau (UM) anunciou ontem o lançamento de uma plataforma de tradução online chinês-português-inglês, de forma a ajudar os tradutores profissionais em vocabulários mais técnicos. “A plataforma permite que tradutores profissionais estabeleçam conjuntos de vocabulário especializados relacionados com um determinado sector”, indicou a UM em comunicado. O sistema, UM-CAT, pode também identificar automaticamente textos usados anteriormente, pelo que a UM refere ser “adequado para gabinetes governamentais e empresas que precisam de lidar com uma grande quantidade de tarefas de tradução multilíngue no seu trabalho diário”. “O UM-CAT pode, não só traduzir textos genéricos, como também textos técnicos em diferentes campos profissionais”, referiu a instituição de ensino. Esta plataforma também integra outras funções, incluindo memória de tradução, gestão de terminologia, tradução colaborativa e inteligente e sugestão de segmentos de tradução. O UM-CAT foi desenvolvido pelo Laboratório de Linguagem Natural da UM e pelo Laboratório de Tradução Automática Português-Chinês.
Enterovírus Costa Nunes com caso de infecção colectiva
Os Serviços de Saúde informaram ontem a detecção de três casos de infecção colectiva por enterovírus em instituições de ensino, incluindo no Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, onde quatro crianças, de 4 anos, todas do sexo feminino, foram afectadas. Já na Creche Alegria, em Coloane, foram infectadas cinco crianças, todas com 2 anos, enquanto na Escola Kao Ip (Primária e Pré-Primária), no NAPE, foram oito, com 5 anos.