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Hoje Macau • 2010.12.13 #2266

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Estejam cá ou lá fora, os macaenses não abrem mão da sua identidade exclusiva, aponta investigação

30% dos residentes têm medo de qualquer contacto com um portador do vírus da sida

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Director carlos morais josé • segunda-feira 13 de dezembro de 2010 • ANO X • Nº 2269

Políticos tiram fato e gravata e juntam-se a 40 mil para caminhada

Marcha das promessas

Tabaco

População não quer proibição total • P.6

Karting

Italiano vence GP de Coloane

De fato de treino e ar informal, toda a nata política de Macau juntou-se num domingo nublado para caminhar em prol da solidariedade. Pelo meio do passeio, houve promessas. Lau Si Io, secretário para as Obras Públicas, disse que informaria quando houver um destino a dar aos lotes sete e oito do Cotai, que tanta dor de cabeça têm dado à Sands China. Outras operadoras de jogo já fizeram chegar ao Executivo os seus interesses e planos para os terrenos. Já Vasco Fong, comissário contra a corrupção, garantiu que a nova lei de declaração de bens vai ser conhecida nos próximos dias. Mais de 40 mil pessoas juntaram-se à caminhada, incluindo o actual e o antigo Chefes do Executivo. O objectivo de arrecadar 10 milhões de patacas para ajudar os carenciados foi cumprido. >páginas 4 e 5

Utilizadores de metadona e um viciado em heroína revelam o seu mundo

• P.10

Turismo

O que ninguém imaginou, aconteceu • P.7

Entre seringas e perdições Páginas 2 e 3

Prenda de Hu Jintao

Tudo a postos para os pandas Última

Futebol

David Cardoso quer ser grande no Benfica • P.11

os nossos contactos mudaram

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actual

António Falcão

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Chegam diariamente ao centro de apoio da Associação de Recuperação dos Toxicodpendentes de Macau (ARTM) na sua delegação perto da Areia Preta para aí tentarem mudar de vida. São por volta de 50 os utilizadores desta instituição encontrado aí alguma atenção, que não têm na rua, que não têm em mais lado nenhum, onde sentem a profunda mágoa da discriminação. Chan tem 57 anos, mas o corpo pesa-lhe mais do que a idade que tem, como se não o conseguisse aguentar e quisesse a todo o minuto desprender-se da sua alma. Olhar sofrido, uma face perdida no tempo, como se tivesse já passado por todas as idades. Começou aos 18 anos a usar heroína. “Saímos, bebemos uns copos, queremos impressionar as raparigas e depois experimentamos.” Foi assim que aconteceu. Ao princípio a exuberância da vida ainda lhe dava forças para agrupar os seus dias em paralelo com o que se começou a construir como um vício. Um vício que não pôde mais largar. Passados 39 anos, fala sobre isso ainda com esperança de um dia se ver recuperado. Ter uma vida, ver como está a família, com quem tem más relações há muito, ir para o jardim passear com os filhos. No fundo, ter uma existência como outra pessoa qualquer: uma vida normal. Há uma ano a usar metadona, sente-se um pouco mais protegido nas suas intenções. Chan é um dos muitos que diariamente chega ao centro para apanhar a carrinha da ARTM e levar a sua dose de metadona como terapia substituta da heroína, perto do Hospital Conde São Januário, onde o Governo de Macau estabeleceu o seu único ponto de apoio aos toxicodependentes, o Centro de Desintoxicação, antes da abertura do próximo espaço, o polémico centro de metadona situado na Areia Preta. É uma vida difícil de altos e baixos. De entradas e saídas. Chan, por exemplo, tentou várias vezes saltar

utilizadores de metadona dizem como é viver num mundo à parte

A solução menos má

fora, mas não conseguiu. Só quando esteve preso pelo inevitável pisar da linha - com alguns crimes de pequeno porte para suportar o vício - e se encontrou paredes meias com outros presidiários sem acesso à fonte da sua perdição. Mas cá fora tudo acabou por voltar ao mesmo. “É uma armadilha”, confessa. Pelo menos agora, com o uso da metadona, a entrada para esse caminho tem estado um pouco mais arredada. Mas tem pena de não ter encontrado esta solução há mais tempo, porque mesmo que “recupere”, já nunca conseguirá encontrar um emprego. A malta do metal pesado

No bairro social da Areia Preta é frequente a falta de água nas habitações. A principal razão é o roubo das canalizações exteriores por parte dos toxicodependentes, que levam torneiras, tubos e outros materiais para poderem vender e trocar por umas horas de prazer. Casas de banho pública são outro dos alvos dos cidadãos de Macau sem outras alterna-

tivas para continuar a sua escurecida impertinência. Lam, 42 anos, também se deixou perder. “Não sabia o que era. Via as pessoas divertidas, fiquei curioso e quis experimentar. Mas depois é muito difícil voltar para trás. Ficamos encurralados.” Tem um olhar de um negro brilhante. Uma certa calma, um não sei quê de placidez. Libertar-se do uso da droga é a carta mais difícil de encontrar para todos. Lam esteve “on” e “off” por mais de dez anos, não é excepção. Sabe muito bem onde está metido. Sabe que subir o muro e saltar para o lado de lá, libertando-se da dependência, não é pêra doce. Pelo sim e pelo não começou a usar metadona há pouco mais de um ano e foi uma boa decisão. Pelo menos não tem metido heroína no seu sangue. Apesar de se sentir bem acolhido pela ARTM, Lam sofre na pele o afastamento das pessoas. É essa a sua principal angústia. Fala de discriminação, sim, e de não passar despercebido. “As pessoas podem ver que sou drogado pelo meu aspecto.

Podiam ver que não somos nenhuns animais, que temos muitas dificuldades, e que não deviam olhar para nós deste modo. Também somos pessoas”, manifesta. Lam sabe que ainda há algo que espreita à sua frente e é por aí que quer apesar de se sentir confuso. “Com muita coisa na minha cabeça”, diz, sem desviar o olhar do soalho. “A vida é mais estável com a metadona, mas há ainda um logo caminho a percorrer”. Olhar pelas mulheres

Lei é uma das poucas mulheres que recorre ao centro, também ela embargou no programa da metadona e di-lo com satisfação, num inglês irrepreensível. Mais uma história como tantas outras, diferentes mas sempre a mesma. “Foi o namorado” ou “estávamos numa festa”, “eu não queria mas na altura...”, “a minha vida não fazia sentido”. Lei, de 37 anos, tem também uma para contar. Tentou muitas vezes sair, mas nenhuma delas surtiu efeito, acabando sempre por descobrir que o seu piano

só tinha uma tecla. Não distingue a fraqueza que a tem levado a tocar sempre o mesmo instrumento, a necessidade é “tanto é uma questão física como mental”. Sente-se aborrecida com a sua vida e diz “precisar de alguma excitação”. Agora tem continuado com a metadona. “Sinto-me melhor, não preciso de roubar ou de arranjar qualquer coisa para trocar por droga.” E assim consegue trabalhar. “Tenho um emprego”, afirma com orgulho. Das suas palavras sai também um conselho. Aconselha as pessoas a tomar metadona e “tratarem-se como uma doença normal”, para que a partir daí possam ser integradas na sociedade. “É só uma vez por dia, são só cinco minutos”, explica. “Quero ser livre”, diz. “Ser uma pessoa como as outras.” Já do lado de cá da cerca está Tan, 40 e tais. “Nunca mais vou tomar”, declara a pés juntos. São nove meses de sucesso, sem heroína e sem metadona. Agora vem ao centro da ARTM como voluntário, para assim ajudar os outros. Depois de

muitos anos, os problemas de saúde começaram a afectá-lo, como os nódulos nos braços, e disse que já era tempo de parar. Assim foi. “Limpo!”, afirma, ainda com a maioria dos dentes na boca. Um dos principais efeitos secundários da tomada de metadona reflecte-se na dentição. “Vai-se num instante”, afirmou outro conhecedor da matéria. Inchaço do corpo, retenção de líquidos, obstipação, prurido, anorexia, impotência e dependência, devido à “sensação de tranquilidade e diminuição do sentimento de desconfiança”, são outros dos factores a ter em conta. A metadona é um fármaco narcótico do grupo dos opióides que tem sido cada vez mais utilizado como terapia para a toxicodependência, mas só de heroína. Tem um efeito mais prolongado do que a morfina, mas é em todo semelhante. O seu uso oral evita os grandes surtos de prazer imediato relacionados com a heroína, o que ajuda gradualmente a aniquilar a dependência. É, no entanto, uma droga que vicia e torna-se perigosa se for administrada a pessoas, especialmente crianças, que não sejam dependentes de narcóticos. O centro da discórdia

“Não causa problemas”, afirmam os nossos interlocutores usuários da metadona sobre o polémico centro de metadona que o Governo pretende instalar dentro do Centro de Saúde da Areia Preta. Os moradores do bairro estão contra e utilizam a escola de frente para o centro como principal argumento para manter os toxicodependentes afastados da zona. “Os drogados não causam problemas, além disso a polícia está sempre por perto e não deixa que nada de mais aconteça”, dizem os nossos entrevistados. “Acho que as pessoas deviam ser mais informadas sobre o que se passa e saberem que a metadona não é uma coisa assim tão má.” Esta é a conclusão também dos responsáveis pela ARTM, que afirmam que não há razão para tanto protesto.


Os próximos três anos vão ser fundamentais para a afirmação do Fórum Macau como o principal instrumento na ligação entre a China e os países de língua portuguesa. A concretização das medidas que Wen Jiabao anunciou em Novembro na RAEM é um desafio que os vários países intervenientes e Macau devem saber vencer. À cabeça de todos os projectos temos o fundo de mil milhões de dólares norte-americanos. Gilberto Lopes, P.15

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Toxicodependente fala ao Hoje Macau e mostra-nos como é o seu mundo há 20 anos

“A vontade nunca te larga” António Falcão

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Esta é uma entrevista sem nomes mas que conta a história real de um jovem que viveu na pele, e continua a viver, os malefícios da toxicodependência. Não se procura averiguar culpados ou tentar virar o rumo dos acontecimentos. Fala-se apenas e observa-se a verdade. Um flagelo que vive connosco e que habita na nossa sociedade, a que Macau não foge à regra. Não é tão simples como levar o automóvel ao mecânico e mudar uma peça ou, para ser mais concreto, encontrar um medicamento ao um curativo para a “doença”. O entrevistado é agora um homem, já não tão jovem como isso, que, como muitos outros, se esconderam na droga. Não importa o seu nome ou a proveniência. Este é o testemunho da desorientação de um mundo. De uma pessoa que não se coibiu de falar. Como começou tudo, quando e como foi o seu primeiro contacto com a droga? Comecei com drogas leves, pouco depois dos 13 anos. Depois vim para Macau, vindo da Austrália onde vivia, e comecei a tomar xarope para a tosse com codeína. Tinha curiosidade e experimentei. Era habitual na escola para onde fui, todos tomávamos, havia gente que dava. Íamos à Farmácia Popular e comprávamos às caixas, uma vez comprámos 24 embalagens de uma só vez. Eu até não gostava do efeito, mas estava-me a adaptar à cidade, era tudo novo, e não gostava muito de cá estar. Depois um dia cheirei heroína. Era muito miúdo e dava-me com os grandes e não percebi o efeito ao cheirar. Por isso pedi para injectar. O que o levou a fazer isso? Não sei, eram tempos diferentes para mim. Na Austrália era outra coisa, não me deixavam fazer

muita coisa, era tudo mais controlado. Foi disso que senti a falta. Chego aqui, os meus pais também a adaptar-se, e tive logo uma grande liberdade e acho que, na verdade, detestei Macau. Como aconteceu a sua primeira experiência a “sério” com heroína? Foi nesse mesmo ano, fui eu que me injectei. Ajudaramme a fazê-lo. Nem toda a gente se atrevia. Embora muitos se injectassem. Não achou que estava a ir longe demais? Nunca pensei que fossem verdade as histórias da ressaca. Achava que era um exagero. E achei que se fizesse isso, toda a gente entenderia o meu sofrimento. E que deixariam de pensar que era coisa de adolescente, que era o que eu ouvia sempre. Queria ser crescido? Não, queria ser ouvido. Queria apenas que se preocupassem e por outro lado tinha curiosidade. Ouvido, como? Não bastava falar? Não, não bastava falar. Aquilo que sentimos é só porque temos 13 anos e nada mais. A grande maioria das pessoas, que se torna toxicodependente, com eu me tornei, teve alguma má experiência na infância. Pode parecer uma cantiga mas todos os que conheço, a grande maioria foi abusada sexualmente. Não sei se isso torna as pessoas mais vulneráveis. A questão básica é a dor e a heroína adormece isso tudo. Foi abusado? Sim, durante muito tempo, muito novo. Ficou em silêncio comigo. Eu pensava que devia ter alguma culpa porque ninguém podia ter tanto azar. E se me portasse mal, como fiz com a heroína, já ninguém quereria incomodar-me. Mas depois nunca mais te livras do vício, porque é sempre mais fácil arranjar. E o que sentiu da primeira vez que injectou heroína?

Um quente que se sente sempre que vai pela espinha acima e abaixo. Um conforto muito forte, uma paz muito grande. Como que um alívio. É isso, é sempre um alívio. O único que encontro. Sentiu que tinha descoberto um sítio para estar? Sim, sem dúvida. E percebi que nunca pararia. E nunca parei. Nunca. Até estar tão agarrado que me meteram em tratamento. Com que idade? Ainda era muito novo. Aos 15 anos. Nessa altura voltei para a Austrália, onde ainda tinha família. Estive uns anos internado. Quando saí, passados seis meses estava outra vez a injectar cocaína e heroína, e a ir ter com os ‘dealers’ todos os dias. Isso foi bater mesmo lá no fundo...

roubava e tinha a mania que era engraçado na altura. E a vida do dia-a-dia, a escola? Nessa altura foi sempre prego a fundo. Mas continuei a ir à escola, era um colégio especial e ninguém imaginava. Tinha boas notas e isso era o meu disfarce. Era o melhor aluno. Mas aos 18 anos já não dava mais porque já estava a ficar doente. Como conseguiu ser bom aluno com isso tudo a passar? Eu sempre fui bom aluno, foi essa a minha sorte, nasci assim, tinha cérebro para isso... Mas não suficientemente forte para tentar mudar de vida.... Eu não sabia que era possível. Eu não acreditava

acabei por ser expulso e acabei nas ruas de Tóquio. Foi um ver se te havias para sair da rua. Aí tomava “meth” [metanfetamina], quando parei. Parou como? Podem rir-se, mas tive um sonho. Uma coisa muito religiosa, com um profeta, e decidi ir para um templo ajudar as pessoas. Até quis ser monge num mosteiro no Tibete. Mas acabei por ficar na China, longe, na província de Yunan, a ajudar os outros. Acreditava, tinha fé e isso ajudou-me, sentia-me apoiado na minha fraqueza, não sei bem explicar. A fé move nações e faz guerras, mas também cura um dependente. Depois foi tudo muito simples, regressei a Macau, acabei por casar e tive filhos.

Não há outro sítio que não seja o fundo. Todos nós lá batemos. Isto é o fundo. E na minha opinião, tudo porque as pessoas são umas hipócritas. Tudo porque é ilegal. Tudo porque se pode consumir metadona, que é tão puro, mas a “verdadeira” é pecado. Mas com essa idade, como arranjava a subsistência para comprar droga todos os dias? Tinha sempre dinheiro, a minha família davame, era pouco mas depois juntávamo-nos e comprávamos, outras vezes ficava desaparecido em casa de adultos durante dias. Vendi ouro, às vezes

quando me diziam: “Estou ‘limpo’ há dez anos!” Ria-me, não acreditava, mas depois soube que era possível e também tive os meus anos ‘limpo’, nessa época acho que pus a minha inteligência ao bom serviço. Mas nunca te larga, a vontade. Nunca. É o alívio por estar vivo. E eu nunca gostei muito de estar vivo. Não gosto muito disto. Quanto tempo esteve ‘limpo’? Desde essa altura, ainda não tinha 21 anos, consegui aguentar-me até aos 28. Ainda tive algumas recaídas, mas consegui estar sete anos livre. Andei em centros de tratamento. Aos 20 anos fui para um no Japão, mas

E nesses anos não queria ser um pai em más condições, também é uma espécie de absorção. Nesses anos arranjei um trabalho e tive uma vida normal. Mas não acabou por aí... Não, porque fiquei preso nessa vida familiar de gente normal. E tudo começou a desfazer-se pouco e pouco. Quando voltei, de qualquer modo, os ‘dealers’, andavam sempre a rondar-me. Depois de andar a tomar ecstasy há meses, aceitei uma oferta e voltei a fumar heroína. E fiquei desiludido. Depois de tantos anos pensei que aquilo ia ser excepcional, mas não. Nessa altura pensei porque é que tinha andado tantos nessa vida,

para quê, se nem tinha assim muita graça. É tudo uma desilusão? Sim, e é só dor. Mas e a família, as pessoas à sua volta, os filhos, não conseguem retirar um pouco desse sofrimento? Não, é penoso viver. As endorfinas deixam de funcionar, não se tem gosto em nada e tudo está direccionado para “aquilo”. Depois a parte física é muito má. Agora estou mais velho e é pior. Começo a ter problemas a sério. Quanto é que custa? Por um grama de heroína paga-se 500 patacas. Se for bem medida, essa quantidade dá para três ‘caldos’. Eu consumo entre 600 e 1000 patacas e dou dez ‘caldos’ num dia. Sente sempre pressão em seu redor para continuar a comprar? Aqui em Macau sim, muita, não te largam. Principalmente quando se compra muito todos os dias, andam atrás de ti, fazem-te esperas. Abutres? Sim, tentam dar-te de graça, para continuar a alimentar o vício. E a população tem muita razão em não querer aquele centro de metadona à frente de uma escola. Muita razão. Se eu tivesse lá os meus filhos também ia para a rua. Porquê? Porque... não somos todos maus, mas há muito mal entre nós. Todos nós sabemos que há vendas à porta dos centros de tratamento. E a verdade é que há seringas no chão sempre que se junta um grupinho nosso em qualquer lado. É fácil arranjar droga em Macau? Não, é muito difícil. Só mesmo com “cartão de sócio”. Mas é tão difícil arranjar como é de sair, é um cartão para a eternidade. Mesmo quando ando a tentar limpar-me, como agora, é aí que eles aliciam mais e não te deixam. É um ciclo. Está tudo estragado. Mas nunca se desiste de tentar, não é? Não! O mal desta doença é que uma pessoa nunca desiste. Nunca. Porque é possível viver limpo.


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A nova lei que vai exigir dos altos funcionários que declarem as suas posses vai a auscultação pública este mês, com o texto completo da lei, reafirmou Vasco Fong. O comissário contra a Corrupção disse que era impossível saltar de uma situação em que não há declaração de todo para uma em que há a declaração de tudo, da noite para o dia. E que, apesar de Hong Kong ser uma boa referência, Macau tem de descobrir o seu próprio caminho. Abordado pelos jornalistas durante a marcha da caridade de ontem, Fong esclareceu que a proposta de lei de declaração de activos para funcionários de alta categoria irá a consulta pública por um período estimado em 60 dias, com um enunciado completo da lei, a começar antes do fim do mês. O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) está ainda a acrescentar os toques finais ao texto. A auscultação deverá coincidir com a consulta sobre revisão da política de transportes. Fong recusou-se a revelar a natureza ou extensão exactas da declaração de bens que seria proposta, uma vez que o Governo não tem posição quanto ao projecto de lei. O responsável admitiu que o sistema de Hong Kong, que foi baseado em compa-

Nova lei de declaração de bens vai a consulta pública durante 60 dias

Pegar Fong à corrupção kahon chan

Kahon Chan

política

rações com os sistemas de diferentes países e publicado no mês passado, seria uma referência valiosa, devido às semelhanças culturais e de “background”, mas sublinhou a necessidade de ter

em conta as circunstâncias únicas de Macau antes da adopção de qualquer sistema de outro lugar. “Claro que não podemos saltar de uma não-declaração para uma declaração

total”, afirmou. “Deve haver um processo de transição e é exactamente sobre isso que se irá consultar o público para obter reacções e consenso”, disse Fong, acrescentando que outra das

preocupações é de que uma declaração passiva de bens pode não ser adequada a um Governo que toma decisões de forma dinâmica. “Haverá um conflito de interesses no momento da decisão? Esse é

o factor mais decisivo a considerar” na legislação. O comissário manteve firme a ideia de que a declaração de activos não significava a cura perfeita para o mal da corrupção, e citou a Transparência Internacional quando disse que a configuração sistemática e estrutural da administração continuava a ser a pedra basilar para uma governação limpa. “É um elo chave e o problema não se irá resolver com um ou dois novos serviços. Esse é um ponto sobre o qual o Governo da RAEM deveria pensar bem”, afirmou. “A mudança é definitiva, mas precisamos da opinião pública sobre a questão de quão longe e quão profundamente devemos ir.” Fong reiterou que a alteração da lei orgânica do CCAC não iria aumentar o poder da autoridade e que ainda respeitava os limites e poderes existentes do comissariado para investigar erros administrativos dos outros órgãos governamentais, que separam o poder de fiscalização e a autonomia de execução de forma a estar conforme a prevalência da lei.

Deputado Au Kam San critica criação de novo grupo de trabalho

TDM de se reformar e rápido A formação do “Grupo de Trabalho para o Serviço Público de Radiodifusão e Teledifusão” não terá bastado para pôr em prática as medidas recomendadas pelo chamado “grupo dos sete membros”, criticou o deputado da Assembleia Legislativa (AL) Au Kam San, que defende a rápida introdução de reformas na TDM. O “Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento Estratégico da TDM – Teledifusão de Macau, S. A.”, mais conhecido como “grupo dos sete membros”, com a deputada da AL Kwan Tsui Hang como líder de comunicação, apresentou um relatório pormenorizado ao Chefe do Executivo em Outubro, tendo sido posteriormente dissolvido. O relatório definiu um plano de execução no seu último capítulo, dividido em três etapas

de implementação, incluindo um reposicionamento, alterações posteriores ao contrato e estrutura de administração, bem como a apreciação dos serviços e equipamentos da emissora pública. O deputado Au Kam San afirmou-se, no entanto, ciente de que o relatório não recomenda o estabelecimento de outro grupo de trabalho para cumprir as recomendações e o despacho para formar o “Grupo de Trabalho para o Serviço Público de Radiodifusão e Teledifusão” volta a pedir que o grupo apresente “uma proposta de definição concreta do conteúdo e obrigações do serviço público de radiodifusão e de teledifusão e de revisão do contrato de concessão do serviço de radiodifusão televisiva e sonora” dentro

de um ano. Au mostrou-se decepcionado com o novo grupo, sublinhando a urgência em introduzir reformas na TDM e a falta de necessidade de um estudo mais aprofundado da proposta do grupo dos sete membros, a menos que o Chefe do Executivo não concordasse com a proposta, acrescentando que “um outro grupo pode ser formado para analisar a proposta feita pelo novo passado um ano”. Numa interpelação escrita apresentada na sexta-feira, Au questionou se o novo grupo não teria sido criado apenas para arrastar a situação ano após ano. “É essa a tomada de decisão científica defendida pelo Governo quando ele se limita apenas ao estudo dos problemas sem acção?” - K.C.


DSAL medeia incidente de trabalhadores contra Venetian No seguimento da manifestação realizada por um grupo de trabalhadores de limpeza do hotel e casino da Venetian Macau, devido a questões salariais, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) destacou pessoal para participar, ontem, na reunião entre as partes laboral e patronal. Foi prometido aos trabalhadores de limpeza que a empresa irá, no primeiro semestre do próximo ano, elevar os benefícios e salários de todo o pessoal da e fará uma revisão geral da gestão interna, do mecanismo de promoção do pessoal e da distribuição de trabalho.

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Governo diz que ainda não há decisão sobre parcelas 7 e 8

Ainda está por tomar a decisão quanto à direcção ou agenda a aplicar na atribuição do lote a ser desocupado pela Sands China no Cotai, designado como parcelas 7 e 8 pelo concessionário de jogo, afirmou o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io, que se recusou a responder a várias questões levantadas pelos jornalistas durante a caminhada da solidariedade na manhã de ontem. Mais rivais se juntaram à “claque” de apoio ao Governo na semana passada, com a SJM Holdings a dizer que estava prestes a garantir uma concessão nas terras do Cotai e que não iria reservar mais espaço para instalações não relacionadas directamente com o jogo do que os seus concorrentes. O golpe desferido sobre a Sands China ainda era um tema quente quando o director-executivo da SJM Holdings, Ambrose So, revelou à imprensa, no sábado, que um lote de 70 mil metros quadrados de área bruta no Cotai deveria re-

ceber “luz verde” do Governo. De acordo com o “Jornal do Cidadão”, a SJM Holdings terá apresentado um projecto preliminar e outros documentos à Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), pelo que o director-executivo estava confiante numa aprovação da concessão de terras a ser publicada em breve em Boletim Oficial – mas ele não referiu se a minuta do contrato teria sido entregue ao operador de casinos. Apesar de o Chefe do Executivo, Chui Sai On, se ter comprometido a apenas privilegiar decisões favoráveis a projectos de turismo não relacionados com jogo, como o parque temático de Angela Leong, a candidatura a terrenos apresentada em 2007 pela SJM terá aparentemente reservado um casino de bom porte. Ambrose So disse que o novo projecto iria conter novos

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Sands passadas no Cotai kahon chan

Kahon Chan

factores, incluindo instalações sem casino, mas que as áreas reservadas para outras actividades extra-jogo não deveriam “ultrapassar as dos outros concessionários”.

Tanto Ambrose So como Francis Lui, vice-presidente da Galaxy Entertainment, apoiaram a rejeição por parte do Governo da candidatura da Sands China,

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5 mas Ambrose So disse que ainda era cedo para dizer se a SJM iria concorrer ao lote em causa. Lui disse ontem de manhã à imprensa que apoiava o Governo na intenção de direccionar o lote para melhores propósitos, mas acrescentou que a Galaxy ainda não estaria interessada nos terrenos uma vez que o resort Galaxy ainda tinha uma ampla área para outros empreendimentos. O secretário para os Transportes e Obras Públicas não foi poupado pelos jornalistas na marcha de beneficência de ontem que tentavam obter esclarecimentos sobre os planos do Governo para o Cotai. Lau estabeleceu um limite de duas perguntas e tentou desviar o assunto para a habitação pública. “Vamos seguir a política geral de turismo de jogo para determinar os critérios de concessão das parcelas 7 e 8 no futuro. Vamos continuar num momento posterior e não temos direcções para já. Tão pouco há um calendário para a concessão do lote”, afirmou, afastando-se subitamente do círculo de repórteres.


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sociedade

Estudo da associação para os cuidados da sida mostra desinformação e preconceito em Macau

“Compaixão não é aceitação” Estudo da Associação para os Cuidados da SIDA de Macau sonda percepção e grau de aceitação dos cidadãos para com os doentes de SIDA no território Filipa Queiroz

filipa.queiroz@hojemacau.com.mo

Foram 374 os cidadãos questionados sobre o seus conhecimentos acerca do vírus do HIV e da SIDA e qual o seu comportamento perante as pessoas que sofrem da doença, num levantamento anónimo feito durante o mês de Novembro. Segundo um comunicado da Associação para os Cuidados da SIDA de Macau, 90% dos inquiridos afirmaram ter uma postura solidária em relação aos doentes, referindo que necessitam de cui-

dados e atenção. No entanto, 30% dos inquiridos assume ter medo do contacto social com os doentes. “Os cidadãos de Macau têm um conhecimento muito geral do HIV/SIDA e das formas de transmissão da doença”, adianta o documento. Desde 1986 até Setembro deste ano foram contabilizados 449 casos de HIV na RAEM. Segundo dados dos Serviços de Saúde (SS), entre Julho e Setembro deste ano foram identificados 11 novos casos no território, a maioria do sexo masculino. A transmissão aconteceu por via sexual (três hetero e um

homossexual), uso de drogas injectáveis enquanto que com cinco casos, não foi possível apurar a origem desconhecida. A única organização dedicada a esta causa em Macau fez saber que, segundo a mesma pesquisa, o estereótipo de que os portadores do vírus de HIV são homossexuais, ou de que a doença está ligada à prática de sexo casual e toxicodependência, persiste. “Isto está a aprofundar a discriminação e bloqueia o trabalho de anti-discriminação”, refere a associação. Um trabalho que tem tido resul-

tados positivos, aponta a médica Dulce Trindade. A coordenadora de Planeamento de Saúde do Centro de Prevenção e Controlo da Doença (CPCD) disse ao Hoje Macau que a RAEM “traduz uma posição que é comum a muitos outros países do mundo”, mas que o território “está a caminhar a passo largos para que o preconceito e os medos deixem de existir”. A médica especialista em Saúde Pública afirmou também que as novas gerações têm um papel muito importante nessa mudança. “Mais uma geração e o problema resolve-se”, disse Dulce Trindade que acredita que as camadas mais jovens são hoje “mais humanas” e que a “vacina vai ser descoberta”. SOLUÇÕES

O próximo passo da Associação para os Cuidados da SIDA de Macau é aprofundar a interpretação dos resultados da pesquisa e criar um plano de trabalho a

Inquérito revela que a fatia de fumadores em Macau é pequena e coisa de homens

Povo não quer restrição total do tabaco Cerca de 18% dos adultos em Macau são fumadores e 88% deles são homens, na meia idade e com baixo nível de instrução - 64% já considerou desistir do vício. Estes são alguns dos resultados do mais recente estudo do e-Research Lab apresentado este fim-de-semana. Agnus Cheong, director do e-Research Lab, admite que o tamanho da amostra é pequeno e com uma margem de erro alta mas garante que “a selecção aleatória por computador tem compensado a restrição de tamanho”. A investigação sobre os fumadores e recolha de opiniões sobre a Lei do Controlo do Tabagismo foi feita por via telefónica a 363 residentes de Macau com mais de 18 anos. As mulheres estão em minoria no que toca a fumar ou mesmo experimentar, 62% disseram que nunca tinham tocado num cigarro num total de 77%. Proibir ou não proibir

Quanto à lei de prevenção e controlo do tabagismo, 70% dos cidadãos inquiridos no estudo do e-Research

Lab tinham conhecimento do diploma e 62% disseram concordar com a proibição do fumo em áreas públicas. Aliás, 42% frisaram que devia ser proibido fumar nos restaurantes. No entanto, apenas 18% concordam com a restrição total do fumo. Angus Cheong anunciou em comunicado que é da opinião de que “a lei do controlo tabágico já ganhou terreno em Macau” e que devia haver uma maior aposta nas campanhas anti-tabágicas, visando sobretudo a população de meia idade e a classe operária. A entrada em vigor do Regime de Prevenção e Controlo do Tabagismo, apresentado à Assembleia Legislativa em 2008, ainda não tem data marcada. Enquanto isso multiplicam-se as opiniões sobre os contornos da matéria que tem gerado tudo menos consenso entre entidades de diversas esferas, a começar pela política, passando pela saúde e acabando nas operadoras de jogo, que vêem na proibição do fumo nos casinos um entrave ao negócio. - F.Q.

desenvolver. Esse plano passa por sugerir ao Governo da RAEM a “implementação de políticas pertinentes relacionadas com o flagelo da doença” de forma a “conceber estratégias adequadas de prevenção e educação pública”, disseram em comunicado. Acontece que, segundo a associação, apesar da maioria dos cidadãos já ter um conhecimento básico sobre o assunto, os portadores da doença continuam a ser tratados como isso mesmo, doentes, e não como “membros da comunidade que merecem um tratamento justo e igualitário”. Aliás, 70% dos inquiridos admite que não admitiria publicamente se tivesse algum membros da sua família fosse portador do vírus. “Há contradição, porque a compaixão não equivale à aceitação”, refere o comunicado. Dulce Trindade diz que é preciso “insistir na desmistificação e divulgação” e realça que os media podem ter um papel fundamental neste sentido. “Por exemplo, a recente história do centro de metadona, a população reagiu. É preciso acabar com os mitos errados e começar pelos mais novos. Se eles aprenderem essas coisas na escola, eles vão levar a informação para dentro de casa depois”, explicou. AAssociação para os Cuidados da SIDA de Macau sugere que sejam melhoradas as estratégias de publicidade e desenvolvido o aconselhamento via Internet, tendo em conta os diferentes grupos sociais e respectivas características. Além da propaganda educativa, outra necessidade revelada pelo mesmo estudo foi a de que falta legislação. “De acordo com a experiência de países estrangeiros, a criação de uma lei pode ajudar a aumentar a aceitação dos pacientes”, indica a associação que mantém o serviço “Rainbow Hotline”, de consultoria e prestação de assistência emocional e aconselhamento profissional às pessoas infectadas com o vírus da SIDA. Tudo com o objectivo de, não só ajudar os doentes, como “criar um ambiente social mais justo”. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde há 33,4 milhões de pessoas a viver com o vírus do HIV em todo o mundo. Só em 2009 foram contabilizados cerca de 2,6 milhões novos infectados.


Escuteiros lusófonos angariam quatro toneladas de alimentos O grupo de escuteiros lusófonos de Macau angariou durante o fim-de-semana cerca de quatro toneladas de alimentos que serão distribuídas por quatro instituições de solidariedade social do território, disse à agência Lusa Nelson António um dos promotores da iniciativa. “Estão todos de parabéns. Conseguimos cerca do dobro do angariado em 2009 na mesma altura”, explicou. Durante o dia de sábado, cerca de uma centena de voluntários foram recolhendo alimentos em quatro supermercados de Macau, principalmente na ilha da Taipa. Os alimentos agora angariados serão, depois de separados, entregues à Associação de Recuperação de Toxicodependentes, às Irmãs da Caridade, ao Berço da Esperança e ao Lar de Nossa Senhora da Penha.

O antigo director dos Serviços de Turismo de Macau Carlos Beja considerou que na década de 1980/1990 era “inimaginável” que o turismo local tivesse a dimensão actual. Com mais de 22 milhões de turistas por ano, Macau já é a capital mundial do jogo em casino e quer transformar-se num destino de convenções e exposições, objectivos impossíveis nas décadas de 1980 e 1990. “Inimaginável. Recordo que, quando cheguei a Macau em 1986, faziam-se as primeiras experiências para articular a política de turismo com Hong Kong permitindo que os residentes de Hong Kong tivessem maior facilidade de acesso a Macau”, explicou Carlos Beja, actualmente director da NVA - Navegação Aérea, que dirigiu os Serviços de Turismo entre 1986 e 1987. Mais de 20 anos depois, Carlos Beja disse assistir a uma “verdadeira explosão do turismo no sul da China e em Macau em particular”, facto que considerou “muito gratificante”. Com uma presença em pub

Turismo de Macau cresceu de forma “inimaginável”, diz Carlos Beja

O patinho feio que desabrochou

Macau na mesma época em que foi assinada a Declaração Conjunta que ditou a transferência do exercício da soberania de Macau para

a China em Dezembro de 1999, Carlos Beja, que depois da transição ainda ocupou o cargo de delegado do ICEP no território por alguns

meses, defendeu que a transição de poderes foi “exemplar”. “Esta transição pode ser considerada uma transição exemplar, porquanto não só aquilo que Macau significa para o mundo em termos do seu marco histórico como também o desenvolvimento económico que foi possível implementar nesta zona leva-nos de facto a concluir que aquilo que Portugal e a China negociaram no já distante ano de 1986 e 1987 e toda a fase subsequente até à passagem em 1999 foram bem conseguidos”, afirmou. Por outro lado, acrescentou, a “população de Macau respondeu de uma forma, de facto, clara e inequívoca a este desafio que as autoridades chinesas, portuguesas e da Região Administrativa Especial de Macau lhes colocaram”, dado que Macau é hoje “uma terra de progresso indiscutível e um bom

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7 exemplo daquilo que pode ser a concertação que foi feita entre dois países através dos acordos assinados”. Apesar da análise positiva, Carlos Beja não deixou de constatar que Portugal ainda vive muito afastado de Macau e considerou que, para os portugueses, a actual região administrativa especial da China é ainda um local “desconhecido”. “Só se fala de Macau a pretexto de factos, se calhar, menores e eu acho que esta placa giratória que é Macau devia ser muito mais bem entendida pelos portugueses, nomeadamente pelos empresários portugueses”, sustentou. Carlos Beja defendeu a realização de seminários com a participação das sociedades civil e empresarial portuguesas porque Macau e a China são mercados “imensos numa evolução rapidíssima”. “Neste mercado global, se as autoridades portuguesas, nomeadamente a sociedade civil e a classe empresarial, não estiverem atentas, certamente outros ocuparão o nosso lugar”, concluiu.


Comparações:

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8 Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

“Os macaenses ou gentes de Macau têm uma característica muito comum: são extremamente protectores da sua identidade exclusiva, sejam eles de Macau ou emigrantes na diáspora”. Descobrir quais as verdadeiras identidades de Macau foi o tema escolhido por Cheong Kin Man para o seu projecto final na licenciatura de Estudos Portugueses. O recém-licenciado da Universidade de Macau foca-se na mistura cultural e na “construção política e cultural de uma identidade das pessoas de Macau” para tentar perceber as interpretações contraditórias do que é ser macaense. Utilizando a etimologia da palavra, Cheong analisa “os indivíduos que se consideram parte destes filhos de Macau”, tentando formalizar uma conclusão do que significa realmente ter esta identidade. Segundo o investigador, a identidade dos “Ou Mun Ian” - palavra chinesa semanticamente equivalente da portuguesa “macaense” e inglesa “macanese”, evoluiu a partir de um conceito dos naturais chineses que “radicam na terra há gerações, para, após a transferência

cultura Jovem investigador desvenda conceitos sobre o que é ser macaense

A Macau de muitas gentes Por entre os mais de 542 mil residentes de Macau, continua a existir um reconhecido grupo étnico. São os “tou-sang”, os filhos da terra, e carregam uma identidade ambígua que suscita o interesse para aqueles que estudam português vanessa amaro

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Cheong Kin Man

Filme baseado na novela de Vargas Llosa no Politécnico

Um Nobel no cinema

“Pantaleão e as visitantes” é o nome em português para o filme de Francisco Lombardi que estreia esta quinta-feira no Auditório do Instituto Politécnico de Macau. Baseado numa novela do recente Nobel da Literatura Mario Vargas Llosa, o filme retrata a vida de um capitão do exército peruano, Pantaleon Pantoja, que se vê envolvido em problemas familiares devido ao secretismo do seu trabalho e à atracção por uma das muitas “visitantes” escolhidas para prestar serviços de satisfação sexual aos soldados peruanos dispostos no terreno. Mario Vargas Llosa, que foi condecorado este ano com o Nobel da Literatura, é um escritor, político e jornalista peruano, que já viu muitas das suas obras adaptadas ao grande ecrã. O filme conta com o apoio do Instituto Politécnico de Macau e da Associação para a Promoção das Trocas entre os Países da Ásia-Pacífico e América Latina. - J.F.

de soberania, uma outra identidade política ou cultural dos residentes ou das gentes ligadas a Macau”. “O desenvolvimento sustentável de Macau necessita no interior de uma identidade bem definida das suas gentes, assim como no exterior uma outra identidade consequentemente existente, a ser mais bem conhecida pelo mundo”, aponta Cheong na introdução da sua tese. No final, o estudante realça o facto dessa atribuição, em paralelismo ao termo “macaense”, valer apenas como “a manutenção de um status quo e de um respeito entre diversas comunidades”, salientando o facto de, um modo mais crítico, a diferenciação entre os dois termos demonstrar “falta de conhecimento em termos linguísticos”. Cheong explica dizendo que “os

Macau participa em debate sobre ensino superior

Académicos discutem qualidade

A Universidade do Algarve rece entre hoje e amanhã o seminário int nacional da Comunidade de Países Língua Oficial Portuguesa (CPLP) cu tema deste ano se centra na “Qualida do Ensino Superior”. Representantes de Macau vão es presentes para debaterem a diversid de do ensino superior e estudarem hipótese de construção de um espa comum entre os CPLP. O território esta representado através da Universida de Macau, com o professor Augusto T xeira Garcia, e do Instituto Politécni com a presença do académico Lucia de Almeida. Ambos irão proferir disc sos durante a tarde de hoje. A Univer dade de Macau irá centrar-se no tem “Educação universitária e qualidad enquanto que o Politécnico irá fa sobre “O sistema de ensino superior e Macau, garantia de qualidade”. Facilitar o intercâmbio dos es dantes, o mútuo reconhecimento d estudos e desenvolver centros de p quisas nas comunidades lusófonas s algumas das transformações discutid neste seminário. - J.F.


Reitor da Universidade de Coimbra relança-se na carreira musical

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Deixou a música em 1988 para integrar a vida académica. Vinte e dois anos depois, Fernando Seabra Santos, reitor da Universidade de Coimbra decidiu lançar um disco com um conjunto de temas que foi produzindo ao longo dos anos. “Hoje” é composto por 13 temas e 14 interpretações que realça nas suas canções o tema do amor. O ex-membro da “Brigada Victor Jara” conta com as vozes de Camané, Martinho da Vila, Sérgio Godinho, Luís Represas, entre outros, no seu disco, que estará à venda na próxima semana. As receitas reverterão para a Liga Portuguesa contra o Cancro.

tou-sang, que no seu sentido literal significa nativos em cantonês, e os filhos da terra, em português, identificaram-se a si mesmo durante séculos como macaenses, mas a equivalência semântica das duas expressões com esta palavra não foi bem aplicada”. Cheong Kin Man passou os resultados da sua investigação do papel para um documentário, que apresentou no Instituto Politécnico de Leiria e no Museu do Oriente, em Lisboa, no passado mês de Outubro. O jovem investigador relembra os debates nos quais a professora e antropologista Ana Maria Amaro, que estuda a história de Macau há mais de 45 anos, defende que as primeiras gerações de macaenses não foram “produto” da mistura entre homens portugueses e mulheres chinesas, mas sim com mulheres de outras etnias asiáticas. “Tudo se podia simplificar a uma questão de toponímia (estudo de gentes e lugares) e tradução”, refere. O projecto, intitulado “Uma Identidade de Muitos – Diferentes Interpretações da Identidade dos ‘Ou Mun Ian’ após a Primeira Década da RAEM”, valeu-lhe a “Distinção do Prémio Jovem Investigador”, uma menção honrosa atribuída pelo Instituto Internacional de Macau.

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Novas regras no português sem qualquer “objeção” em 2011

Acordo ortográfico nas escolas

Chega às escolas a partir de Setembro de 2011 e aos órgãos de administração pública quatro meses depois. O novo acordo ortográfico, aprovado pelo parlamento em 2008, entra agora em vigor, de acordo com decisão aprovada na semana

passada em Conselho de Ministros. “Está a decorrer um período de transição de seis anos para a plena aplicação do acordo ortográfico”, salientou à Lusa Pedro Pereira, ministro português da presidência. A adopção será faseada,

uma vez que terão de ser feitas modificações também nos manuais escolares, o que está “organizado por graus de ensino e disciplinas”, explica à imprensa Miguel Freitas da Costa, secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores Livreiros. No próximo mês, o governo conta lançar uma campanha de sensibilização e de informação para que todas as dúvidas e implicações relacionadas com esta nova medida sejam esclarecidas. No Portal de Língua Portuguesa (www.portaldalinguaportuguesa.org), de acesso gratuito, estão já disponíveis instrumentos úteis para a adaptação. O acordo ortográfico será adoptado pelos oito Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, onde se inclui Macau, mas as novas e velhas regras do Português terão ainda que conviver lado a lado entre 2011 e 2014. - J.F.

Mais estórias para Macau A Associação de Histórias de Macau (AHM) lança no próximo sábado 13 novos livros que abordam temas de ficção, histórias de vida e poesia tradicional e contemporânea. O Centro Cultural de Macau vai ser o palco para mais um evento da AHM, que, desde 2005 se foca na promoção da escrita como expressão artística, especialmente naquela que é feita em Macau ou sobre Macau. Leung Ping Kwan, poeta e professor académico em Hong Kong, é o convidado de honra que lidera a sessão deste ano, no qual, além do lançamento de livros como “Macao Stories – A book of life writing”, será também anunciado o vencedor de Escrita Criativa da AHM para 2010. - J.F.

História do fado revista em colecção única

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São cinco discos e um livro que se juntam para celebrar a história do fado. “Biografias do Fado” reúne colectâneas lançadas desde 1994 a 2005 e percorre o percurso das diversas vertentes do fado, desde os nomes que começaram a gravar discos nos anos 30 até às vozes mais recentes, passando pelo denominado “Fado de Coimbra” e os tocadores de guitarra portuguesa que acompanham os fadistas. Frei Hermano da Câmara, Carlos do Carmo, Alfredo Marceneiro, Amália Rodrigues, Camané, Kátia Guerreiro e Mariza são alguns das vozes que marcam esta colecção que não deixa de parte as incursões instrumentais. Com a candidatura do fado a património imaterial da UNESCO já entregue, surge agora mais uma forma de preservação da música mais tradicional da língua lusitana. - J.F.

Espectáculo circense no grande ecrã pelas mãos de James Cameron

Cirque du Soleil nos cinemas O conceito mais moderno de circo que junta em palco performances, magia e arte circense vai agora ser transformado em filme. De acordo com o site DeadLine, o filme ainda não tem título mas já está um terço filmado.

O realizador de Avatar, James Cameron, e de Shrek, Andrew Adamson em conjunto com a produtora Reel FX Entertainment são os responsáveis pelo projecto que mostra os protagonistas do Cirque du Soleil canadiano em 3D.

O filme está a ser financiado maioritariamente pelo próprio circo. Em Portugal, o Cirque du Soleil apresentou recentemente “Saltimbanco” e em Macau “Zaia” faz as delícias dos espectadores. - J.F.


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desporto

Marco Ardigo volta aos títulos no kartódromo de Coloane

O regresso do italiano voador Marco Carvalho

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Um ano e dois meses depois de ter perdido nas curvas e contra-curvas de Coloane o título mundial para o francês Arnaud Kozlinski, Marco Ardigo ajustou contas antigas com o kartódromo do território, somando o terceiro triunfo no asfalto de Macau em quatro deslocações ao Oriente. O piloto italiano, que se sagrou campeão europeu durante quatro anos consecutivos e somou aos títulos continentais dois campeonatos do mundo de karting, foi o mais rápido nos 1200 metros do circuito internacional da RAEM, terminando a prova-

rainha da edição de 2010 do Grande Prémio de Karting de Macau na primeira posição, com quase quatro segundos de vantagem sobre o britânico Benjamin Cooper. Depois de ter ganho em 2007 e 2008 a então denominada Taça Intercontinental da Confederação Internacional de Karting-Federação Internacional do Automóvel (CIK-FIA), Marco Ardigo voltou a somar novo triunfo no território, ao levar a melhor sobre a restante concorrência no âmbito da Taça Macau, a prova de maior cartaz da edição deste ano do Grande Prémio de Karting. O certame trouxe até à Região Administrativa Especial alguns pesos pe-

Tony Kart Racing Team. A insistência de Cooper acabou por ser premiado, com o britânico a cruzar a meta na segunda posição, três segundos e oitocentos e dez milésimos depois de Ardigo o ter feito. O italiano completou as 25 voltas regulamentares ao circuito do território com um tempo de 20:00:808.

sados da modalidade, entre os quais Arnaud Kozlinski (o piloto que se sagrou campeão do mundo em Coloane em Outubro de 2009), Benjamin Cooper ou Davide Fore, mas o elevado nível de competitividade que permeou o evento do território em nada prejudicou a determinação de pub

Ardigo. O piloto transalpino, que em tempos chegou a ser considerado o mais completo praticante de karting do planeta, resguardou-se para a corrida decisiva do fim-desemana desportivo que teve como palco o kartódromo de Coloane, depois de ter primado pela discrição nas corridas de qualificação. O piloto, da Tony Kart Racing Team, partiu para a mais importante das provas do calendário competitivo do Grande Prémio de Karting de Macau na segunda posição da segunda linha de uma grelha de partida dominada por Kozlinski. O piloto gaulês foi o mais rápido tanto na derradeira corrida de qualificação, quanto na chamada pré-final da Macau Cup, partindo para a final propriamente dita na pole-position. A posição de pouco ou nada valeu ao antigo campeão do mundo. Numa movimentação concertada com os restantes pilotos da Tony Kart que disputaram o Grande Prémio de Macau, Marco Ardigo investiu com sucesso logo ao fim da terceira volta, agarrando a liderança da corrida para não mais a perder. Confrontado com várias investidas por parte de pilotos da Tony Kart Racing Team, Arnaud Kozlinski acabou por não conseguir aguentar a pressão, tendo desistido desde logo da luta pelo triunfo num circuito onde conquistou o principal título da sua carreira até ao momento. Benjamin Cooper, piloto britânico da Kosmic Racing Team, chamou a si a tarefa de procurar dar réplica a Ardigo e aos restantes elementos da

Britânico vencedor da KF3

Se nas lides da categoria KF1, o triunfo folgado de Marco Ardigo acabou por constituir uma surpresa, nas lides da categoria KF3 os principais candidatos ao triunfo em Coloane não deixaram créditos por mãos alheias, repartindo entre si a primeira e a segunda posição do pódio. O britânico Mathew Graham e o italiano Luca Corbieiri chegaram a Macau como principais referências nas

O piloto italiano, que se sagrou campeão europeu durante quatro anos consecutivos, foi o mais rápido nos 1200 metros do circuito, terminando a prova-rainha da edição de 2010 do Grande Prémio de Karting de Macau na primeira posição lides da categoria e as prestações obtidas no território não podiam ser mais esclarecedoras. Graham, que chamou a si a pole-position para a principal corrida da categoria KF3, firmou referências ao vencer a prova com um tempo de 17:28:480, tendo cruzado a meta com mais de cinco segundos de vantagem para o segundo posicionado, o italiano Luca Corbieri. A

principal surpresa da prova acabou por dizer respeito à luta pelo terceiro lugar, num duelo ganho pela tailandês Suwankham Supanut. Poucas surpresas também na prova de Mini Rok, com a vitória a sorrir ao italiano Alessio Lorandi, numa prova em que também competiu o seu irmão Leonardo. O jovem craque do volante completou as quinze voltas ao circuito de Coloane com um tempo de 13:57:269, levando a melhor sobre o singaporiano Maximilian Fewtrell. Na terceira posição, e após um duelo interessante com o compatriota Andi Tangguh Farid Faqih, quedou-se o indonésio Daim Bin Hishammudin. Na mais solicitada das provas da edição de 2010 do Grande Prémio de Karting de Macau (a prova que combinava as corridas de Rok Senior e Rotax Max Senior com a categoria open de Fórmula 125 e a prova de Fórmula 125 para veteranos), o triunfo sorriu a Stefano Cucco. O piloto filipino, que partiu da sétima posição da grelha de partida à procura de um lugar no pódio, acabou por conseguir bem melhor, ao triunfar na prova, depois de levar a melhor sobre o malaio Wei Ron Tan à entrada para a penúltima volta da competição. Richard Bradley, de Singapura, era tido como um dos principais candidatos ao triundo na categoria, mas acabou por não conseguir melhor do que a terceira posição do pódio. Na primeira das finais disputadas ao início da tarde de ontem – a final das categorias Rotax Max Junior/Rok Junior – foram os representantes da Indonésia que mais mandaram, com Denzel Sofyan e Yasuo Senna Iriawan a dividirem entre si os lugares cimeiros do pódio, numa prova em que a terceira posição da tabela pertenceu a Akash Neil Nandy e em que o representante de Macau, Andy Chang Wing Chung não conseguiu melhor que a quinta posição final.


Jovem do Louletano vai treinar no Inter de Milão Chama-se João Reis, tem 18 anos, é avançado e vai treinar-se à experiência no colosso italiano Inter de Milão em Janeiro. O jogador formado no Louletano também tem o Benfica atento à sua progressão. Apesar de ainda ser júnior, cumpre a segunda época no plantel sénior e tem pautado as suas exibições pela regularidade. Um dos pontos altos da sua curta carreira aconteceu na pré-época, frente ao Olhanense. O canhoto apontou os dois golos com que o Louletano derrotou a equipa de Olhão, em jogo a contar para a Taça Algarve. O extremo que joga com mais frequência pela ala esquerda é possuidor de uma técnica bastante apurada, qualidades que levaram o Inter de Milão a chamar o jovem a prestar provas.

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David Cardoso, jogador português de Macau, sonha alto no Benfica

“Quero chegar aos seniores” Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

David Rui de Kong Cardoso, ou simplesmente David Cardoso, é um jovem futebolista e tem um sonho: jogar com a camisola principal do Benfica, o seu clube de coração. Com uma compleição física de invejar atendendo à sua idade (15 anos), o centro-campista, que já jogou a defesa-central e a lateral, apenas evoluiu nos juvenis B do clube da Luz e diz estar a adorar a oportunidade que lhe foi concedida no início desta época, quando se mudou para Lisboa para dedicar-se ao desporto. O atleta foi lançado nas escolas do Sport Macau e Benfica pela mão do pai e treinador de futebol, Rui Cardoso, e foi o mais novo de sempre a jogar pelos seniores das águias de Macau. Como aconteceu a oportunidade de ir, com 15 anos, sozinho, para Portugal e para o Benfica? Já havia uma possibilidade de ir para Portugal treinar numa equipa, mas com a visita do presidente do Benfica a Macau, para a inauguração da Casa do Benfica, surgiu a oportunidade de fazer uns treinos ao Seixal. Não houve muitos problemas com os meus pais de mudarme sozinho para Portugal, pois sabíamos que o Benfica tinha óptimas condições. Como corre a sua vida no Benfica? Tem sido um sonho ir jogar para Portugal e, especialmente, para o Benfica, que é o clube do meu coração. As coisas estão a correr bem. Tenho sido muito bem tratado e não tenho razões de queixa. Que avaliação tem sido feita da sua prestação?

Ainda não tive ninguém a dizerme que está descontente comigo, por isso deduzo que estejam a gostar do meu trabalho. As condições na Caixa Campus do Seixal são muito boas. Aqui não temos falta de nada e sentimonos em casa. Ainda não tive a oportunidade de pisar a relva do Estádio da Luz, mas já me sentei na bancada para ver os jogos. Já treinou contra os seniores orientados por Jorge Jesus? Ainda não tive essa oportunidade. Quando jogava no South China, de Hong Kong, estava a um passo de casa. Não lhe passou pela cabeça continuar no território ao lado? A experiência no South China começou bem, mas depois como tive alguns problemas com a minha inscrição por ser considerado estrangeiro. Pediram-me para mudar de nacionalidade portuguesa para chinesa e eu não queria fazer isso. Apesar de estar junto da família tornou-se muito cansativo ir todos os fins-desemana de barco para Hong Kong para poder treinar. Como tem sido a sua adaptação a Portugal? Sempre quis vir para Portugal e nunca escondi isso dos meus pais. Estou a ter uma adaptação fácil e também fiz muitos amigos o que me ajudou muito desde o início. Portugal é muito maior que Macau, logo existem várias coisas para fazer. Apesar de não ter muito tempo para passear, há sempre algo para ocupar o pouco tempo livre que tenho. O que mais me faz falta é a presença dos meus pais e dos muitos amigos que deixei no território. No entanto, tento estar

Um pai que acompanha à distância Rui Cardoso é um pai babado. Está muito satisfeito com a oportunidade que deram a David. “Estou muito feliz apesar das imensas saudades que sinto. É a primeira vez que está fora de Macau. Esta é uma oportunidade grande que teve e eu quero que tenha muita sorte”, disse. “Ele é muito jovem e apesar de se estar a ambientar bem, a distância é sempre difícil. De qualquer forma a minha ausência vai ser bom para ele crescer”. Para o pai, David Cardoso é um trabalhador, um verdadeiro pulmão no meio-campo. “É um lutador. Um jogador que vai a todas e que joga directo”. Sem nunca descartar os estudos – aliás foi uma das premissas para ir para o Benfica –, David tem o apoio total do pai como sempre teve. “Já tinha o meu apoio quando teve na União de Leiria a fazer testes, assim como no South China.”

sempre a par de tudo que se passa em Macau. Falo muitas vezes com os meus pais e com os colegas. Sinto sempre falta deles. Quais são os seus pontos fracos e fortes como jogador? Não gosto muito de me descrever como jogador, prefiro que sejam os outros a dizerem-me. Por aquilo que me dizem, o meu ponto forte é a entrega que tenho no meio do campo, que nunca dou por perdida uma única bola e tenho uma boa visão de jogo. A minha polivalência também me beneficia muito, pois aqui em Portugal já joguei a defesa-central e a lateral, sendo que a minha posição original é médio centro. O meu ponto fraco é, se calhar, a minha técnica. Não tenho má técnica mas não sou jogador de andar a fintar. Prefiro sempre jogar directo, simples e seguro, o que não faz a técnica sobressair. Que perspectivas tem para o futuro enquanto jogador de futebol? Trabalho todos os dias para conseguir chegar aos seniores do Benfica, mas ainda me falta muito e vamos ver o que o futuro guarda para mim.

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o Hoje [r]ecomenda

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«Long Play», DJ Link

[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1 – Mal acabado. Cada um dos limites de uma figura geométrica.2 – Gargalha. Formar eco.3 – Da Ásia Ocidental. Crianças.4 – Condição daquele ou daquilo que está no seguro. Tipo emotivo segundo a classificação de Heymans-Le Senne.5 – Hierarca. Símbolo químico do astato.6 – Antigo posto militar civil, entre os Moiros. Curvatura.7 – Fluido transparente e invisível, que forma a atmosfera. Empinar-se.8 – Sétima letra e quinta consoante do alfabeto português. Passarinho.9 – Com forma de cauda. Artifício pirotécnico que se usava a bordo.10 – Na antiga Índia portuguesa doce preparado com jagra.11 – Nome de uma lei romana contra o luxo e excenssivas despesas das mulheres. Uma das designações do ovário. VERTICAIS: 1 – Elemento de formação grega que significa ouro. Instrumento para extrair das juntas da embarcaçào a estopa velha.2 – Diz-se do fruto que se torna peco ou que não chega a amadurecer. Tipo de música.3 – Antigamente trazer. Arbusto africano.4 – Em numeração romana,significa um. Oiriceira.5 – Designativa de suspensão, interrupção. Música e dança populares.6 – Calcular. Qualquer planta hortense, de que faz esparregado.7 – Em que nào há disfarce ou dissimulação. Contracção de preposição a e do artigo o.8 – Mostrar-se loução. Símbolo de farad, de força, de frequência.9 – Metade de colheita que o cultivador paga ao senhorio, em Ceilão.Cão pequeno.10 - Rio de Portugal. Erremessar.11 – Espécie de tecido ordinário, fabricado na Holanda. Larroz.

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1 – COTITO. LADO.2 – RIR. ASSONAR.3 – IRAO. MIUDOS.4 – SEGURANÇA.5 – JERARCA.6 – MARIM. ENGRA.7 – AR. CABREAR.8 – G. MELROAZUL. 9 – UROIDE. ROMA.10 – JAGRADA. PAR.11 – OPIA. OOFORO. VERTICAIS: 1 – CRIS. MAGUJO.2 – OIREJAR. RAP.3 – TRAGER. MOGI.4 – I. OURICEIRA.5 – TA. RAMALDA.6 – OSMAR. BREDO.7 – SINCERO. AO.8 – LOUÇANEAR. F.9 – ANDA. GAZOPO.10 – DAO. ARRUMAR.11 – ORSETA. LARO.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

No primeiro álbum a solo de DJ Link, a alma está nos sons e nas vozes. Uma estreia que só não é mais atraente devido à sucessão de clichés líricos como a obsessão pelo underground. DJ Link está longe de ser um novato. «Long Play» tem sensibilidade e conhecimento. Quem toca no disco tem mãos para esta massa tão especial que é a soul (clássica ou contemporânea). Falta, é verdade, a definição de uma personalidade mais forte mas para um primeiro acto «solitário», não está nada mal.

[ Te l e ] v i s ã o TDM Rtp-I (Directo) 13:00 Tdm News (Rep.) 13:20 Jornal Das 24 H Rtpi (Gravado) Rtp-I (Directo) 17:30 Liga Zon Sagres: ( Rep ) Porto Vs Braga 19:00 Tdm Entrevista ( Rep ) 19:30 Telenovela: Olhos De Água 20:25 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal Das 24 H Rtpi ( Diferido) 22:00 Telenovela: O Clone 22:55 Acontecimentos Históricos 23:00 Tdm News 23:30 Tdm Desporto 0:00 Chegámos Bem 0:30 Telejornal ( Rep ) Rtp-I (Directo)

STAR SPORTS 31 12:00 V8 Supercars Championship Series 2010 - Highlights 14:00 Full Throttle 2010/2011 14:30 Ijf Grand Prix Rotterdam 2010 17:00 V8 Supercars Championship Series 2010 - Highlights 19:00 AFF Suzuki Cup 2010 Malaysia vs. Laos 21:00 Simply The Best 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 Planet Speed 2010/11 22:30 F1 Classics - 1985 Portugese Grand Prix 23:30 FIA Asia Pacific Rally Championship 2010

INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Encontros Imediatos 15:00 Magazine EUA Contacto – N. Inglaterra 15:30 Couto & Coutadas 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Preço Certo 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 Linha Da Frente 19:00 Voo Directo 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Magazine EUA Contacto – N. Inglaterra 22:30 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 For The Record 07:30 NBC Nightly News 08:00 CCTV News – LIVE 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Babar And The Adventures Of Badou 16:30 Dennis And Gnasher 17:00 League Of Super Evil 17:30 Kids Of The World 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 America’s Funniest Home Videos 18:50 Climate Change Solutions 19:00 The Wall Street Journal Report 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 The Pearl Report 20:30 Lost 21:30 Fat Man In A White Hat 22:30 Market Place 22:35 True Blood 23:45 World Market Update 23:50 News Roundup 00:05 Earth Live 00:10 Nip/Tuck 01:05 The Wall Street Journal Report 01:30 FIFA Football World 02:00 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 Big 12 Conference Basketball Colorado State vs. Kansas 15:00 Wei Hei Triathlon 15:30 Barcelona Triathlon 16:00 Big Ten Men’s Basketball North Colorado vs. Illinois 18:00 Simply The Best 18:30 Players Lives 19:00 Football Asia 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 The Monday Night Verdict Npl 20:30 Planet Speed 2010/11 21:00 Mundialito 2010 Portimao - Beach Soccer USA vs. Argentina 22:00 Sportscenter Asia 22:30 The Monday Night Verdict Npl 23:00 Simply The Best 23:30 Sportscenter Asia

STAR MOVIES 40 11:25 Taken 13:05 My Life In Ruins 14:50 Vip Access 15:20 Instinct 17:30 Behind Enemy Lines: Colombia 19:10 Adventureland 21:00 101 Dalmatians 22:50 Behemoth 00:30 Beer For My Horses HBO 41 13:00 Cloudy With A Chance Of Meatballs 14:30 At First Sight 16:35 Living Proof 18:00 For Love Or Money 19:35 Undercover Brother 21:00 Eastbound & Down 22:00 Hung 23:00 Fireproof CINEMAX 42 12:00 The Strangers 13:30 Wanted 15:30 Sinbad And The Eye Of The Tiger 17:30 The Towering Inferno 20:15 Delta Force 2 22:00 American Ninja 23:30 Epad On Max 89 23:45 Junkyard Dog MGM 43 11:45 That Championship Season 14:00 Death Wish II

15:30 17:15 19:15 21:00 22:45 00:30

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Hotel Oklahoma Inherit the Wind Arena Kiss the Sky Impromptu Eight Men Out

DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - Snow Special 14:00 Deadliest Sea 16:00 Man Vs Wild - Extreme Desert 17:00 Dirty Jobs - Hot Tar Roofer 18:00 How It’s Made 19:00 Culinary Asia - Thailand 20:00 Ice Logging - The Final Push 21:00 Dual Survival - Swamped 22:00 Man Vs Wild - Fan Vs Wild With Bear Grylls 23:00 Deadliest Catch 00:00 Dual Survival - Swamped NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 13:00 Kaohsiung 14:00 Cooking The World - Madagascar 15:00 Nat Geo Amazing! 16:00 US Border Wars 17:00 Tiger Queen 18:00 I Didn’t Know That 19:00 Kings Cross Fire 20:00 Kaohsiung 21:00 Space Month - To The Extremes 22:00 Breakout - Pittsburgh Six 23:00 Salvage Code Red - Typhoon Alley 00:00 Kings Cross Fire ANIMAL PLANET 52 13:00 Mad Mike And Mark - Predator’s Ball 14:00 Animal Planet Reveals Asia - Orangutan King 15:00 Dogs 101 16:00 Meerkat Manor 17:00 The Haunted - Lady In White / Thump In The Night 18:00 Animal Cops Philadelphia - Urban Puppy Mill 19:00 The Most Extreme - Diggers 20:00 Mad Mike And Mark - Big Five Big Trouble 21:00 Cats 101 22:00 Meerkat Manor 23:00 The Haunted - Leave House 00:00 Mad Mike And Mark - Big Five Big Trouble HISTORY CHANNEL 54 13:00 A Journey into Piracy 14:00 Top Ten 15:00 Living In Space 16:00 The Empire Of Reason 17:00 Pawn Stars 18:00 Christmas Cargo 19:00 Machines Of The East 20:00 Life After People - Wrath Of God 21:00 Extinction: 2012 22:00 Samurai 00:00 Coin Operated STAR WORLD 63 13:00 America’s Next Top Model 13:50 Hollyscoop 14:20 Gary Unmarried 14:45 How I Met Your Mother 15:10 Rules Of Engagement 15:35 Castle 16:25 Private Practice 17:15 America’s Next Top Model 18:10 Bachelorette 19:05 Accidentally On Purpose 19:30 How I Met Your Mother 20:00 America’s Next Top Model 20:55 How I Met Your Mother 21:50 Gary Unmarried 22:45 Bachelorette 23:40 Private Practice 00:35 America’s Next Top Model

(MCTV 40) Star World 17:30 behind the enemy lines: colombia Informação Macau Cable TV


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[O]bjectiva Gonçalo Lobo Pinheiro

13 Raio [X] Perturbações e envolvências António MR Martins Me perturbam Os desleixos De um sentir descontrolado Como simples desaforo E algo inusitado Me perturbam As raízes Das ervas assaz daninhas Que ágeis se enroscam Na mais pura das andorinhas Me perturbam Todos os seres Deveras conflituosos Que tendem a aniquilar A fim de ficar famosos Me perturbam Os múltiplos lixos De sentido desviado Que se juntam a todo o coro Mesmo sem ser ensaiado

Santuário de Nossa Senhora de Fátima (Cova de Iria, 2009)

Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo

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the chronicles of narnia - the voyage of the dawn treader Cineteatro | PUB

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[ ] Cinema

Sala 1 the chronicles of narnia - the voyage of the dawn treader [b] Um filme de: Michael Apted Com: Ben Barnes, Skandar Keynes, Georgie Henley 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

SALA 2 the social network [C] Um filme de: David Fincher Com: Jesse Eisenberg, Justin Timberlake 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

Sala 3 Red [C] Um filme de: Robert Schwentke Com: BruceWillis, Morgan Freeman, Helen Mirren 14.30, 16.30, 21.30

Skyline [C] Um filme de: Colin Strause, Greg Strause Com: Eric Balfour, David Zayas, Scottie Thompson 19.30

Me perturbam As meretrizes Culto de muitas rainhas Que omitindo não evocam O Perturbações e envolvências Me perturbam Os desleixos De um sentir descontrolado Como simples desaforo E algo inusitado Me perturbam As raízes Das ervas assaz daninhas Que ágeis se enroscam Na mais pura das andorinhas Me perturbam Todos os seres Deveras conflituosos Que tendem a aniquilar A fim de ficar famosos Me perturbam Os múltiplos lixos De sentido desviado Que se juntam a todo o coro Mesmo sem ser ensaiado Me perturbam As meretrizes Culto de muitas rainhas Que omitindo não evocam O fulgor de suas vinhas Me perturbam Os maus quereres Mesmo que subtis e airosos Que fazem inflamar Vários factos e pressupostos Resta então compensar A luz dum grande valor Na estrada que iluminar E pelo sentido do amor Num gesto o vou registar Te entrego uma única flor

[António sente-se perturbado por uma sociedade injusta e desleal]


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opinião n a m a r g em José I. Duarte

L

Adeus, LAG, até para o ano!

á se concluiu mais um debate das Linhas de Acção Governativa. Várias vezes aqui tenho manifestado alguma insatisfação: seja quanto à estrutura e teor global dos documentos que têm vindo a ser sucessivamente apresentados à Assembleia Legislativa, seja quanto substância (?) dos programas ou compromissos sectoriais neles contidos e ali debatidos. Repetidamente, acções (demasiado) gerais são prometidas “para breve”; “para o ano que vem”; para “altura “oportuna”, mas indefinida; para um qualquer momento futuro. O seu conteúdo concreto estará a ser ou irá ser objecto de estudo, de análise, de reflexão, de ponderação. Posteriores detalhes ficarão pendentes da conclusão de um qualquer documento ou relatório, a elaborar por um qualquer organismo público, ou por (mais) um qualquer grupo de estudo criado ou a criar. Não só as promessas de resolução dos problemas se repetem de uns anos para os outros, como as promessas de estudar as formas dessa resolução se repetem também – e assim sucessivamente. Não surpreende, pois, que a população pareça (cada vez mais?) descrente ou desinteressada das LAG, a fazer fé nas expressões da opinião pública que, de forma mais ou menos formal, nos chegam através do órgãos de comunicação social. É que, ademais, as acções, quando ocorrem, muitas das vezes chegam sem discussão prévia, como se tivessem sido deliberadamente tomadas longe do escrutínio público, quando não mesmo aparentemente fora do alcance e à margem de outras entidades públicas putativamente (co-)responsáveis ou possuidoras de deveres de fiscalização. E quando as decisões assim chegam, de mansinho e sem pré-aviso, logo temos manifestações de apoio ou contestação, mais ou menos exuberantes, elas mesmas não raro igualmente vagas e insubstanciais. Inevitavelmente, dos muitos temas relacionados com a governação e, em geral, com a sociedade, as questões da habitação continuam a ocupar um espaço de destaque. E ilustram bem muito do que antes aqui se disse. Anunciou-se que as concessões de terrenos se fariam por hasta pública – fez-se uma, que me recorde. Quantas concessões foram entretanto feitas sem preocupação sequer de explicação pública, começando por esse pequeno espaço que eufemísticamente se (auto)designa por “Cotai South”? Tiraram-se da cartola 19000 habitações sociais para 2012: sem que se fundamentem claramente as opções anunciadas. Ao mesmo tempo diz-se que há 12.000 pedidos de habitação social em lista de espera. Mesmo

Promove-se uma cultura política assente num populismo fácil. Alimentado, em primeiro lugar, por sectores da administração cuja legitimidade e autoridade se vejam enfraquecidas por falta de amadurecimento e deficiente formulação das suas políticas e actos. Mais fácil lhe será, em tais condições, dizer a cada um o que lhe convém ou aquele quer ouvir ou distribuir benesses e privilégios. Alimentado, em segundo lugar, por sectores sociais que, igualmente, esperarão obter benefícios fundados menos no mérito das suas causas do que no acesso que tenham ao poder ou no incómodo que possam causar

c arto o n por Steff

nobel da paz enfurece china

admitindo que todos são elegíveis para (com que critérios?), tal número apenas acentua a perplexidade. Prometem-se mais fogos para o futuro, e anuncia-se, num futuro indefinido, mais 100.000 fogos, num saco em que se parece meter tudo, sem critério nem propósito: o social e o comercial, o público e o privado, o plausível e o implausível, etc. E tudo isto sem referencia à sua adequação a uma cidade com esta dimensão e dinâmica demográficas particulares e com este perfil de rendimento. Não parece ocorrer a muitos que a primeira coisa a exigir à administração é que explicite os princípios e critérios que orientam as suas decisões, identifique especificamente os objectivos que pretende atingir e fundamente concretamente as suas opções. Sem o que o acto de governar se tenderá a (auto)limitar numa navegação à vista, ao sabor dos interesses e das circunstâncias. Cria-se, assim, um contexto que convida ao arbítrio, favorece a ineficiência, diminui a transparência. Pior, promove-se uma cultura política assente num populismo fácil. Alimentado, em primeiro lugar, por sectores da administração cuja legitimidade e autoridade se vejam enfraquecidas por falta de amadurecimento e deficiente formulação das suas políticas e actos. Mais fácil lhe será, em tais condições, dizer a cada um o que lhe convém ou aquele quer ouvir ou distribuir benesses e privilégios. Alimentado, em segundo lugar, por sectores sociais que, igualmente, esperarão obter benefícios fundados menos no mérito das suas causas do que no acesso que tenham ao poder ou no incómodo que possam causar. Num tal “caldo” político e social se poderão dispensar dinheiros e favores, casuisticamente; se poderá ceder à tentação de protelar questões e problemas cuja resolução ficará sucessivamente adiada; e se debilitará a resistência ao arbítrio e ao favoritismo. É possível que funcione por algum tempo, sobretudo se as condições económicas forem favoráveis. É duvidoso que funcione para sempre. Primeiro, porque as condições económicas podem mudar; segundo, porque tarde ou cedo as múltiplas promessas feitas, os favores distribuídos e as expectativas criadas constituirão uma teia em que a própria administração correrá o risco de se enredar sem remissão. Haja dinheiro do jogo e, parece esperar-se, todos os erros se repararão e todos os custos - das desatenções, das contradições, das indecisões - se suportarão. A política confinada ao seu patamar mínimo, dir-se-ia. Ora, os privilégios de que gozamos nesta região, políticos e económicos, não nos permitiriam ambicionar mais?


Em vez de ver o teu rosto no espelho, melhor será ver o Padre Manuel teixeira [1912-2003]

Dito da Semana

estado da tua alma.

A utilização do fundo

para responder ao aumento do número de visitantes de Macau e de toda região envolvente. A redução do tráfego nos últimos anos pode ter adiado a expansão, mas é bom não perder mais tempo. Há três-quatro anos ouvi falar num plano de investimentos de 10 mil milhões de patacas e Edmund Ho chegou a anunciar que o Governo queria ter uma maior participação na Companhia do Aeroporto. Ideias que foram depois abandonadas ou metidas no frigorífico. Com o fundo do Fórum de

Macau ou com dinheiros do Governo, o Aeroporto Internacional tem que acompanhar o desenvolvimento do território e das zonas vizinhas. A ilha da Montanha, por exemplo, vai atrair milhões de visitantes, que podem muito bem chegar ao que ali vai ser implementado através do Aeroporto de Macau. Quando as zonas turísticas, de lazer, de investigação e investimento da ilha da Montanha começarem a funcionar, Macau deve ter o metro ligeiro a chegar à ilha da Montanha e o Aeroporto preparado para receber mais

de seis milhões de passageiros, a sua actual capacidade. Duas notas para terminar: as obras do outro lado da fronteira costumam andar mais rápido dos que os projectos de Macau; deve investir-se no Aeroporto Internacional antes que uma sugestão peregrina que chegou a andar por aí volte a apregoar a sua transferência – como vai suceder com a Universidade de Macau – para a ilha da Montanha. Os terrenos libertados pela eventual mudança davam jeito à indústria do jogo e à especulação imobiliária, não há dúvida!...

Acontecimento da Semana

Governo tem razão • O braço-de-ferro entre os residentes da zona norte e o Governo a propósito do centro de metadona revela que há muito a fazer em Macau no tratamento da própria sociedade. Os residentes podem ter as suas preocupações, mas devem compreender que os toxicodependentes têm que ser ajudados. Os países ou regiões que recorreram aos centros de substituição, como Macau

agora quer fazer, têm tido resultados muito positivos, como notou esta semana a chefe substituta da divisão de tratamento e reinserção social do Instituto de Acção Social. Lei Lan Peng recordou que “se registou uma diminuição considerável da criminalidade praticada pelos toxicodependentes depois de começarem os tratamentos com metadona”. Apesar da pressão da população, o Go-

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“Tentativa de assassinato cívico”

“Merecedor era Vasco Rocha Vieira da distinção da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito com que a Nação assinala, ao Povo, os seus melhores filhos, para a todos servirem, pelo menos, de exemplo e de reflexão. (...) Mais surpreendente e mais incompreensível foi assistir à tentativa de assassinato cívico de um homem que tanto serviu o País, perpetrada através da manipulação comunicativa da chamada questão Fundação Jorge Álvares”. RAMALHO EANES NO PREFÁCIO DE “ROCHA VIEIRA – TODOS OS PORTOS A QUE CHEGUEI”.

• Os próximos três anos vão ser fundamentais para a afirmação do Fórum Macau como o principal instrumento na ligação entre a China e os países de língua portuguesa. A concretização das medidas que Wen Jiabao anunciou em Novembro na RAEM é um desafio que os vários países intervenientes e Macau devem saber vencer. À cabeça de todos os projectos temos o fundo de mil milhões de dólares norte-americanos. Esta semana, na conferência dos aeroportos entre a China e os países de língua portuguesa, falou-se na possibilidade de utilizar as verbas do fundo. Depois de vários anos de grande indefinição, o Governo parece que está a começar o olhar para o Aeroporto Internacional, que está longe de corresponder ao que se pretendeu com a sua construção. Numa fase em que já é claro que o metro ligeiro terá no futuro ligação ao comboio que vai ligar Cantão a Zhuhai e à ilha da Montanha, o Aeroporto Internacional deve ser um verdadeiro hub. As ligações com e para Taiwan são importantes, mas é preciso encontrar alternativas. E preparar a infra-estrutura

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verno vai para a frente com a decisão e prevê instalar mais unidades noutros centros de saúde. Uma deliberação acertada, que deve ser concretizada o mais breve possível, pois o combate ao consumo de droga deve ser uma das tarefas das autoridades, que têm também uma palavra a dizer na recuperação e, posterior, reintegração na sociedade dos que caíram no mundo da toxicodependência.

Gilberto Lopes

A Figura da Semana A verdade de Rocha Vieira • Pouco dado a entrevistas – o contraditório não entra muito no seu vocabulário -, Rocha Vieira decidiu explicar o que se passou num livro, que a partir de amanhã vai estar à venda em Macau. Garante-me quem já passou os olhos por “Rocha Vieira Todos Os Portos A Que Cheguei”, que Jorge Sampaio e Carlos Monjardino são os principais alvos do general, que também não deixa de lançar farpas a Mário Soares. O contra-ataque, sobretudo de Sampaio, cuja biografia está a ser preparada pelo jornalista José Pedro Castanheira, e do presidente da Fundação Oriente, não deve demorar. Mais de 10 anos depois da transferência de administração, é positivo que Rocha Vieira quebre o silêncio e explique o que se passou com a criação da Fundação Jorge Álvares, as relações quentes com Sampaio e o seu conselheiro Magalhães e Silva, etc. Se as recentes declarações de Jorge Rangel a propósito da FJA provocaram algum nervoso miudinho, é muito provável que a semana que hoje começa volte a agitar alguns sectores de Macau. Goste-se ou não de Rocha Vieira, valorize-se ou não o que fez em Macau, o antigo governador tem direito à sua verdade.

MAIS e menos

+ Num sector que necessita há muitos

anos de uma profunda revolução, saúda-se a decisão da Associação de Futebol de Macau (AFM) de deixar de considerar estrangeiros os jogadores que têm estatuto de residente não permanente. Espero também que o conflito que opõe a associação a alguns clubes termine e que ambas as partes encontrem uma saída para o caso, depois da decisão do Tribunal de Última Instância que, ao contrário do Tribunal de Segunda Instância, deu razão à AFM. - O concurso do metro ligeiro está como o próprio projecto. Nunca mais avança. Na Assembleia Legislativa, no mesmo dia, o secretário Lau Sio Io disse que a apreciação das propostas estava concluída e ia ser enviada para o Chefe do Executivo para aprovação; o coordenador do Gabinete das Infra-Estruturas dos Transportes, Lei Chan Tong, afirmou que as propostas continuavam a ser apreciadas. Mais tarde, um comunicado distribuído pelo GCS confirmava que o processo ainda não chegou ao fim. Para a próxima vez, é melhor haver melhor coordenação...

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; João Carlos Barradas; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges; Catarina Lau Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


a fechar

Julião, andam aí problemas com drogas...

Há quem não queira a metadona heroína...

!!!

Nobel Uma farsa política, diz China

A imprensa oficial chinesa considerou “uma farsa política” a cerimónia em honra do Nobel da Paz 2010 e acusou o Comité norueguês de tentar “embaraçar a China” ao distinguir este ano o dissidente chinês Liu Xiaobo, que está preso. “Muitas nações afastaram-se da cerimónia. Mais de cem nações e organizações internacionais apoiam a posição de Pequim sobre o Prémio da Paz”, afirma o China Daily em manchete. Num editorial intitulado “Ignorância ignóbil”, o único diário oficial chinês de língua inglesa publicado ao sábado em Pequim afirma que “para a maioria dos chineses, já não interessa quem e de que modo o Comité Nobel Norueguês distingue este ano”.

Portugal Teixeira dos Santos vai a Pequim

Três meses após uma visita-relâmpago a Macau, o ministro português das Finanças, Teixeira dos Santos, volta a China para encontrar-se hoje em Pequim com o homólogo chinês, Xie Xuren, e com o governador do Banco Central da China, Zhou Xiaochuan. Os encontros estão relacionados com a disponibilidade da China para comprar parte da dívida portuguesa, manifestada durante a visita a Portugal do presidente chinês, Hu Jintao, há cerca de um mês.

Wikileaks Protestos em defesa de Assange

A revolta que corre nas redes sociais contra a detenção do fundador da WikiLeaks saltou as fronteiras da Internet durante o fim-de-semana, saindo para a rua em dezenas de concentrações na Europa e América do Sul. Mas mesmo com Julian Assange fora de jogo, os jornais continuam a divulgar os telegramas da diplomacia americana – o último alvo foi o Vaticano, uma estrutura descrita como arcaica e avessa a ingerências.

Política João Jardim recandidata-se

O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, anunciou que quer ser novamente candidato à presidência do governo regional da Madeira. Jardim discursava no jantar de Natal do PSD-M, que reúne mais de 1500 militantes no Madeira Tecnopolo. “É aqui, hoje, esta noite perante vós que eu digo: sou novamente candidato”, declarou o líder madeirense que preside ao executivo da Região Autónoma desde 1978.

Coreias Japão reforça sistema anti-mísseis

O governo japonês prevê aumentar a partir de 2011 o número de baterias anti-míssil Patriot nas suas bases aéreas espalhadas por todo o país de forma a contrariar a ameaça de um eventual ataque da Coreia do Norte, revelou a agência Kyodo. A medida é parte de um programa quinquenal de Defesa que será aprovado este mês e entrará em vigor em Abril de 2011. Actualmente, apenas três das seis bases aéreas japonesas estão equipadas com as baterias anti-míssil terra-ar Patriot de capacidade avançada 3 (PAC-3).

Suécia Polícia investiga actos terroristas

As autoridades suecas anunciaram ter “boas pistas” na investigação aos “crimes terroristas” de sábado, em que duas bombas explodiram em Estocolmo matando uma pessoa e deixando outras duas feridas. O director de operações da Polícia de Segurança, Anders Thornberg, avançou que foi aumentado o número de agentes na capital, mas que não havia razões para subir o nível de alerta no país. Recusou-se a confirmar se o morto registado na segunda explosão – que ocorreu com minutos de diferença da primeira, pelas 17h horas locais, e a apenas 200 metros de distância – é ou não um bombista suicida responsável pelo ataque.

... e use a maldita cocaína segunda-feira 13.12.2010 www.hojemacau.com.mo

Governo anuncia chegada dos novos residentes

Pandas a caminho Últimos preparativos no Parque Natural Seac Pai Van para receber “Kai Kai” e “Xin Xin” no dia 18 de Dezembro Filipa Queiroz

filipa.queiroz@hojemacau.com.mo

Fará um ano no dia 19 de Dezembro desde que o presidente chinês, Hu Jintao, anunciou a oferta de um casal de pandas gigantes à RAEM, por altura das comemorações do 10.º aniversário do estabelecimento da Região Especial. É também daqui a uma semana que chegarão os novos inquilinos do Parque Natural Seac Pai Van. Contactado pelo Hoje Macau, o Gabinete da Secretária para a Administração e Justiça fez saber que “já está praticamente

tudo pronto” para receber “Kai Kai” e “Xin Xin” no dia 18 de Dezembro. Durante a “Marcha da Caridade para Um Milhão” de ontem, Florinda Chan disse aos jornalistas que os animais

vão ficar de quarentena durante pelo menos um mês antes de serem exibidos ao público. A secretária para a Administração e Justiça adiantou também que só então é que o Governo vai

Democratas sem actividades em Macau e Hong Kong

Pouco Xiaobo para muito Nobel Parece que Xiaobo passou um pouco ao lado de Macau. Os deputados democratas não realizaram nenhuma iniciativa acerca da cerimónia de atribuição do Prémio Nobel a Liu Xiaobo, na passada sexta-feira, na Noruega. As famílias não tiveram nenhum problema em assistir a transmissão ao vivo através de estações de Hong Kong. No entanto, os deputados fizeram-se ouvir através das suas páginas de Facebook.

Au Kam San escreveu que a reacção da China “excedeu” o que se passou na ex-URSS e na Alemanha sob o regime de Hitler. Ng Kuok Cheong compartilhou uma foto da cadeira vazia com o prémio, enquanto Paul Chan Wai Chi falou do poeta Liu - “Liu não tem nenhum inimigo no seu coração, mas o inimigo tem Liu em mente, a história vai fazer justiça a Liu, enquanto a justiça fará com que o inimigo passe à história”. Em Hong Kong, as autoridades

MP concluiu investigações preliminares

Fogo e rapto dão preventiva O Ministério Público concluiu as investigações preliminares em dois casos de crime – fogo posto e rapto – em Macau e viu ser aceite pelo juiz a aplicação da prisão preventiva aos dois suspeitos. No caso de fogo posto, o suspeito de apelido Ho e residente local, esteve envolvido

com a vítima em conflitos relacionados com dívidas de jogo que lhe pediu o reembolso de 100 mil patacas. Julgando ser propriedade da vítima, o agressor, incendiou uma camioneta, que estava estacionada perto da rua de Sacadura Cabral, e o fogo atingiu ainda o carro esta-

decidir se será cobrada a entrada no pavilhão e como será operado o fundo de conservação. Durante a próxima semana a comunicação social vai poder visitar o interior do novo lar dos pandas. Florinda Chan disse que esperava poder “contar com a ajuda dos media para promover a nova atracção de Macau” a par com o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). Quando questionada acerca do eventual impacto visual negativo que os edifícios de habitação pública a serem contruídos perto do pavilhão poderão vir a ter, Chan disse que a questão tinha sido posto à consideração durante a construção do complexo e que “esse problema não existe”. Entretanto, os trabalhos no Parque Seac Pai Van estarão a ser finalizados. Recorde-se que na semana passada o presidente do conselho de administração do IACM, Tam Vai Man, disse aos jornalistas que estavam a ser estabelecidas as ligações eléctricas e o abastecimento de água. O investimento inicial previsto para o novo lar de “Kai Kai” e “Xin Xib” foi de 80 milhões de patacas.

continuaram silenciosas acerca deste tema. O Chefe do Executivo, Donald Tsang, nunca fez um único comentário desde que o anúncio foi feito. Só a Pró-Pequim DAB disse à imprensa na sexta-feira passada que realmente não concorda com a decisão do Comité Nobel para a atribuição a Liu e, por isso, não havia motivo para comemorar. Regina Ip, uma independente e pró-legisladora em Pequim, disse que o prémio em nada irá ajudar a melhorar os direitos humanos na China e que o mesmo só foi concedido a Liu por forma a atingir a super-potência económica. - G.L.P.

cionado ao lado e as paredes de um prédio provocando rasto de destruição. O segundo caso, relacionado com o rapto e roubo com recurso a arma branca, o suspeito de apelido Choi e residente na China, escondeu-se atrás de uma porta contra incêndio no parque de estacionamento da Taipa onde intimidou a vítima, tirando-lhe os bens e ordenando que esta ligasse aos seus amigos para angariar 150 mil dólares de Hong Kong. No entanto, a vítima conseguiu emitir uma mensagem de socorro para a polícia e o suspeito foi capturado.


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Hoje Macau • 2010.12.13 #2266 by Jornal Hoje Macau - Issuu