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Hoje Macau 13 NOV 2015 #3453

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Director carlos morais josé

Primeiro patamar

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José simões morais

lau veng seng

Contra o relaxamento

Depois de muita discussão e acesas críticas, o projecto da Lei do Arrendamento foi ontem aprovado naAssembleia Legislativa com 29 votos a favor e uma abstenção. Assinado por nove deputados,

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com Chan Meng Kam à cabeça, o diploma reúne a aprovação do Chefe do Executivo, prevê um limite para o aumento das rendas e segue agora para análise na especialidade.

opinião

O genuíno made in Macau andré ritchie

al | uber

Deputados não fogem às aplicações gcs

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Associação à procura de respostas Página 6

tiago alcântara

caso lai man wa

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s e x ta - f e i r a 1 3 d e n o v e m b r o d e 2 0 1 5 • ANO X v • N º 3 4 5 3

hojemacau

Agência Comercial Pico • 28721006

Rendas projecto de lei aprovado apesar da polémica

A génese do Grande Prémio

entrevista Pgs.

Mop$10

www.hojemacau.com.mo


entrevista

A Lei de Terras “deve permitir” um período transitório às concessionárias. Aos olhos de Lau Veng Seng, a revisão do regime poderá ser uma das soluções para os casos de prescrição de terrenos. O deputado defende uma maior aposta no conhecimento e um espírito menos “relaxado” por parte dos jovens As Linhas de Acção Governativa estão aí à porta. O que espera ouvir de Chui Sai On? Penso que a Administração terá que pensar em apertar o cinto um bocado. No entanto, e tanto quanto sei, teremos que continuar a aliviar a pressão sentida pelas famílias mais pobres e por isso espero que esta política social continue. Talvez até que aumente. O Chefe do Executivo vai continuar a fornecer subsídios e pensões. Mas acredita que haverá cortes? Sim, até porque o Governo já anunciou cortes no sector público. Penso que seria sensato cortar nos gastos, principalmente de viagens ao estrangeiro. Não as considero necessárias para governar. E quanto aos Secretários, o que acredita que vai ser apresentado? Bem, todos eles só foram empossados há menos de um ano. Tenho observado a performance de todos e concluo que têm sido muito activos. Num sentido geral, têm feito um bom trabalho. Quanto ao Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do

“Penso que seria sensato cortar nos gastos, principalmente de viagens ao estrangeiro. Não as considero necessárias para governar”

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Lau Veng Seng deputado, diz que Lei de Terras tirou poder de decisão ao Executivo

“O Governo está de Rosário, acredito que está a fazer um óptimo trabalho tendo em conta os vários anos que esteve no estrangeiro. Os problemas que hoje está a tentar resolver existem há anos e anos. A construção do metro, por exemplo, está a andar para a frente e poderá estar pronta rapidamente na Taipa. Se resolverem rapidamente os conflitos com as empresas construtoras, tudo vai acontecer em breve.

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Mas será apenas a secção da Taipa... Sim, mas só aquela parte já é boa o suficiente porque os turistas poderem passar directamente das fronteiras da Taipa para as zonas comerciais do Cotai. Isto vai aliviar bastante o trânsito na península, principalmente no centro. Espero é que também outras infra-estruturas estejam prontas rapidamente, como é o caso da quarta ligação entre Macau e a Taipa. Espero que seja ainda este ano anunciada alguma novidade, nas LAG. Se for anunciada agora, quer dizer que o design e a calendarização da construção será feita já para o ano. Que outros assuntos irá Raimundo do Rosário expor? A habitação será um deles. A cidade é realmente muito pequena e não há quase terrenos. A construção de habitação na Zona A [dos novos aterros] é muito importante para suavizar o problema e a conclusão da reclamação nos próximos dois anos permite um planeamento adiantado dos projectos. Quando prevê que esteja finalizado? Neste momento há um problema com estes planos: a construção da ponte entre Macau, Hong e Zhuhai não permite que se tirem areias daquela zona para colocar no aterro. Teremos que esperar até que a construção daquela secção da ponte esteja pronta, porque não se pode perturbar a construção da ponte. Tirando isto, acredito que o resto vai correr rapidamente. Recentemente, Au Kam San criticou a reversão dos terrenos, feita por Raimundo do Rosário, com alegações de ilegalidade. Qual é a sua opinião sobre isto? As coisas têm sido todas publicadas em Boletim Oficial. Uma vez expirada a concessão, não há volta a dar e é essa a posição do Governo quando aplica a Lei de Terras. Se as concessionárias dos terrenos

ficarem insatisfeitas com a decisão tomada, seguirão pela via judicial. Vão processar a Administração. Há culpas a atribuir a alguém? A Lei de Terras é clara: o Governo deixa de ter qualquer poder de decisão sobre a renovação das concessões ou reversão. Os terrenos serão sempre revertidos depois de prescreverem. O Governo está de

“Os jovens de Macau vivem demasiado relaxados. O lema é “é tudo para amanhã”. No entanto, a cidade está a mudar...”

mãos atadas, mas ainda temos os tribunais, órgão independente do Estado, para decidir sobre a matéria, caso sejam abertos processos. Tem sugerido a revisão da Lei de Terras para que nela fosse criada uma cláusula que permitisse um período transitório pós-prescrição. O que viria isto mudar?


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mãos atadas”

“Acho que não vale a pena proteger o que resta do hotel [Estoril], porque é um edifício de estilo moderno. Se a obra me fosse adjudicada, seria perfeitamente capaz de fazer uma réplica, não é uma arquitectura assim tão valiosa em termos históricos”

serem muito baratas e em vez de pouparem para comprar um casa no mercado privado, preferem esperar e pressionar o Governo para que lhes seja dada uma. No entanto, penso que este pensamento não devia ser a regra. As pessoas têm que começar a pensar mais no seu futuro. Principalmente os jovens, que têm que perceber como podem ganhar capacidades e qualidades profissionais. Trata-se de um ciclo: mais qualidades adquiridas ao nível universitário e mais experiência dão aptidões para concorrer a profissões melhores. Se conseguirem um trabalho de escalão mais alto, ganham mais e isso dá-lhes vantagem e a possibilidade de comprarem uma casa no privado. Como podem eles fazer isso? Comprar uma casa não deve ser a prioridade, mas sim a carreira. Têm que estudar para se destacar dos outros na escola e correr atrás do reconhecimento. Devem garantir as suas oportunidades de emprego pelo mundo.

Trata-se de uma outra solução para resolver o problema e é a opinião geral do sector da construção. É uma ideia que vem tentar evitar o engarrafamento de processos. Vão continuar a surgir casos de terrenos prescritos. Estou expectante sobre a solução que o Governo vai arranjar. Como representante da população, tenho o dever de apre-

sentar soluções. O período de transição só pode ser introduzido se o Governo quiser rever a lei. A habitação é um dos principais problemas para a sociedade. E para si? Bem, na verdade acredito que é óptimo que o Governo forneça casas à população. Aquilo que atrai os residentes é o facto das casas

E o sistema de educação local permite isto? Penso que sim, porque temos pelo menos 15 anos de educação gratuita, ao contrário de muitos outros países. Pensemos desta forma: um jovem que se queixe de não ter dinheiro para ir para a faculdade não está a fazer o suficiente. Há vários apoios da Administração que podem ajudá-los, incluindo empréstimos e subsídios. E em termos de qualidade? Há sempre lugar para melhorar, mas penso que o problema está na

mentalidade que se vem criando. Os jovens de Macau vivem demasiado relaxados. O lema é “é tudo para amanhã”. No entanto, a cidade está a mudar... Éramos uma cidade piscatória e com um ambiente de vida calmo, mas transformámo-nos num grande centro internacional. Temos que competir com outros cidades do género no mundo, que estar mais alerta e dedicarmo-nos mais ao conhecimento. A grande maioria vê o trabalho nos casinos como uma escapatória confortável... Sim e defendo que até possa ser, mas apenas durante uns cinco anos. É um trabalho que garante um bom ordenado para suportar a família e poupar dinheiro. No entanto, os jovens que comecem nesta indústria ficam presos. Ganhar dinheiro pode ser viciante, mas se se quiser ajudar a família, procurar um trabalho mais emocionante, não é esse o caminho. Em relação ao Hotel Estoril. Além de deputado, é engenheiro. O que pensa do projecto proposto? Acho que não vale a pena proteger o que resta do hotel, porque é um edifício de estilo moderno. Se a obra me fosse adjudicada, seria perfeitamente capaz de fazer uma réplica, não é uma arquitectura assim tão valiosa em termos históricos. O prédio está a cair, não está em boas condições. Falámos de falta de terrenos para construção e acredito que temos que aproveitar tudo o que podemos. Penso que faria sentido demolir o edifício e a zona da piscina do hotel para dar mais espaço ao novo projecto. Insisto na demolição. Há várias leis que estão ainda a ser analisadas, algumas há muito tempo. Quais considera serem as mais importantes e que devem entrar em vigor com mais brevidade? Sem dúvida as duas relativas aos

“O ajustamento da economia vai aliviar o problema da força laboral para as PME. Não resolve inteiramente, mas vamos poder respirar. Esta é também uma oportunidade para as PME poderem crescer dentro da indústria não-Jogo, de entretenimento”

condomínios e que estão a ser discutidas na especialidade. Por uma razão muito simples: a imposição do salário mínimo para os trabalhadores de limpeza e segurança na administração de edifícios entra em vigor já para o ano e tanto patronato como empregados precisam de se inteirar do quadro geral da situação. E não podem fazer isso se não estiverem estabelecidas as normas que regulam essa mesma actividade. O sector social tem feito pressão para a celeridade na aprovação da Lei de Prevenção e Correcção da Violência Doméstica. Qual é a sua posição sobre isto? É um assunto que terá sempre dois prós e contras. Macau bebe muito da cultura chinesa e nesta questão isso é bastante visível. Trata-se de um assunto que acontece dentro da família. Sublinho que não concordo com nenhum tipo de violência. No entanto, são coisas que muitos alegam ser causadas pelo stress e problemas familiares. Há questões a ponderar... Se acontecer uma vez e não for grave, poderá o agressor ser perdoado? Ou implica que terá que levar com as consequências para o resto da vida? É preciso ponderar o grau de gravidade da agressão. Terá sido impulsivo e uma vez ou é recorrente? Temos que estudar melhor. A queda das receitas do Jogo tem estado também na ordem do dia... É um factor preocupante para si? Penso que o será para a indústria em si. Talvez tenham que efectuar alguns despedimentos e baixar os salários. Mas também acredito que as PME vão conseguir lucrar com isto. O ajustamento da economia vai aliviar o problema da força laboral para as PME. Não resolve inteiramente, mas vamos poder respirar. Esta é também uma oportunidade para as PME poderem crescer dentro da indústria não-Jogo, de entretenimento. Como podem estas PME expandir-se internacionalmente? As pessoas precisam de estender os seus conhecimentos. Sem saberem línguas estrangeiras e ferramentas de negócio não vão conseguir. Acredita que a campanha anti-corrupção do Governo Central é uma das causas para a diminuição das receitas? Toda a economia global está em queda e não podemos continuar a querer voltar aos “tempos dourados”. É seguir em frente e resolver os problemas. É inegável que tem que ver com a campanha, mas isto foi feito para prevenir o crime. O importante é crescermos de forma saudável. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo


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Política

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lla Lei e José Chui Sai Peng defenderam ontem que o modelo da Uber é indicado para Macau, apesar de defenderem que este tem de ser legalizado. O Regulamento do Transporte de Passageiros emAutomóveis Ligeiros de Aluger ou Táxis e o serviço privado de transporte foram temas destacados pelos deputados em sessão plenária da Assembleia Legislativa (AL), ontem à tarde. Admitindo a possibilidade de melhorar o serviço de táxis, Chui Sai Peng admite que o interesse mostrado pela população pela Uber é sinal claro de uma “procura real do mercado”. Perante o cenário, o deputado defende que, ainda que seja necessário aplicar a lei, é “inevitável que se fala de um ajustamento adequado à realidade local”. “Temos de admitir que o actual serviço de táxis tem margem para melhorar e o surgimento das aplicações para chamar táxis resulta da procura real no mercado. No entanto, uma vez que vivemos numa sociedade de direito, racional e civilizada, temos de ser sensatos e evitar meter todos no mesmo saco. Não podemos atacar todos os proprietários de veículos e motoristas porque alguns destes têm consciência profissional. O sector também não pode fechar-se sobre si, fugindo às aplicações tecnológicas e à modernização”, notou. Para o deputado, é necessário avançar com um “estudo meticuloso sobre as razões da necessidade da sociedade em relação à nova modalidade de pedidos de táxi”, sendo ainda necessário adoptar “uma atitude receptiva na auscultação das reivindicações dos cidadãos”. Durante a sua intervenção o deputado propôs ainda ao Governo criar uma aplicação móvel de pedido de táxi, facilitando o serviço.

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Uber Deputados falam de necessidade real do mercado

Uma boleia doce

Os táxis e a Uber foram um dos pontos mais discutidos em plenário, com os deputados a defenderem que apesar do Governo ter que assumir uma posição de cumprimento de lei, tem também de melhorar o sistema de transportes e isso pode passar por legalizar a Uber

“Temos de admitir que o actual serviço de táxis tem margem para melhorar e o surgimento das aplicações para chamar táxis resulta da procura real no mercado” Chui Sai Peng Deputado

Um problema urgente

Também a deputada Ella Lei aproveitou o período antes da ordem do dia para se focar naquele que diz ser um dos maiores problemas de Macau: os táxis. Para a deputada a falta de um serviço de táxis de ponto para ponto é um dos factores que conduz ao aumento constante

dos veículos privados, não sendo “possível resolver o problema do trânsito”. “A dificuldade de apanhar táxi e o mau serviço prestado são problemas que também acontecem

em muitas províncias e cidades da China, o que resultou no rápido desenvolvimento de plataformas de chamada de transporte através de aplicação de telemóvel, com a adesão de muitos utentes, mas que

não foram legalizadas”, argumentou a deputada. Assim, defende, tendo em conta a inovação e a mudança relativamente ao modelo de desenvolvimento do próprio sector, “o

Auto-silos Deputada classifica erros como “crise da administração”

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epois de tornadas públicas as ilegalidades levadas a cabo por uma empresa de gestão de auto-silos, que há mais de três anos emitia mais de 300 passes mensais sem autorização para tal, Melinda Chan afirma estar na hora de resolver a questão definitivamente. “Macau passou a ser administrada pelas suas gentes há 15 anos, um prazo que não é curto. A referida irregularidade existia há algum tempo, mas o serviço competente não conseguiu detectá-la, o que nos chocou e de-

Governo deve ajustar os requisitos de exploração da licença especial de táxi, com a forma de procura em que haja o ‘privilégio da chamada por aplicação de telemóvel sobre a chamada por telefone’”. Ella Lei considera que o próprio Governo deve manter uma postura de intolerância para com as ilegalidades no que aos táxis diz respeito, como “atribuir à polícia a competência da punição, reforçando os meios de execução da lei através do regime de ‘agentes disfarçados’, em prol da racionalização do desenvolvimento do sector dos táxis e facilitando o acesso a este serviço”, mas pede também que se dê atenção ao facto da Uber ser necessária, ainda que seja necessário passá-la a legal. “Recentemente, a aplicação Uber para a chamada de transporte gerou conflitos na interpretação da lei, mas a maioria da população apoia este modelo.Acomunidade até quer que o Governo legalize este tipo de serviço e o inclua na regulação das licenças especiais de táxis, introduzindo maior competitividade no mercado e opções de deslocação, a fim de promover a reforma do serviço de táxis”, rematou.

sapontou”, argumentou a deputada durante sessão plenária na Assembleia Legislativa, ontem. Para Melinda Chan não há dúvidas: um acontecimento destes é como uma “crise administrativa pública” e, por isso, o Governo deve “proceder, quanto antes, ao respectivo tratamento”, tendo por base o tratamento das irregularidades da empresa em questão, efectuar uma pesquisa para verificar quem não cumpriu, o que não foi cumprido e se existiu favorecimento aos infractores.

“O Chefe do Executivo e as autoridades devem tirar ensinamentos do presente caso e rever, quanto antes, os trabalhos dos diversos serviços administrativos, nomeadamente, há que garantir o cumprimento da lei e uma fiscalização rigoroso nas matérias que envolvem o uso do erário e de recursos públicos e a concessão de serviços de utilidade pública. Na verdade, está na altura de optimizar o sistema de gestão da administração pública e da qualidade do seu pessoal”, rematou a deputada. F.A.

Também os deputados Kou Hoi In e Cheang Chi Keong defenderam que o Governo deve “reforçar a aplicação de lei quanto ao serviço de táxis, para combater as irregularidades e melhorar a qualidade dos serviços, em prol do elevar da imagem turística”. Filipa Araújo (com J.F.)

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

Menores Abuso sexual a crime público, defendem deputados

Chan Hong voltou ontem a pedir o abuso sexual de menores passe a ser crime público, depois de ter sido dado a conhecer o caso dos jovens que terão sido alegadamente abusados por um instrutor do campo de treino onde se encontravam. Durante a sessão plenária de ontem, também os deputados Ma Chi Seng e Gabriel Tong mostraram, durante as suas intervenções, a sua preocupação relativamente ao problema. Chan Hong considera que o caso mostra a falta de orientação e supervisão suficientes por parte do Governo quanto às actividades co-organizadas pelas escolas e associações populares e fala em falta de medidas de segurança para os estudantes. A deputada termina a intervenção pedindo que, depois de tanta gente pedir que o abuso de menores seja crime público, o Governo avance com a “revisão da legislação relacionada, de modo a aumentar os efeitos dissuasores”.


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Um projecto que foi Rendas Projecto polémico aprovado com uma abstenção criado em prol dos mais desfavorecidos, como dizem os autores, e que até já que este limite de rendas terá para teve o aval do Chefe a economia do território. O limite de rendas é uma medida, diz, que do Executivo. O poderá não trazer “coisas boas”. “Vai ser, depois, difícil auprojecto de Lei de mentar as rendas e também tirar arrendatários do apartamento. Arrendamento reuniu os Um país que tem um sistema de arrendamento tem dificuldades de alguma críticas, desenvolvimento, por exemplo, mas ainda assim foi nas zonas antigas, as casas têm baixas como é que os arrenfinalmente aprovado rendas datários vão sair? Não vão. E isto é mau para o desenvolvimento das na generalidade, zonas mais antigas”, argumentou tendo apenas contado o deputado. O deputado Chan Chak Mo com a abstenção afirmou ainda que um controlo de “cria mais prejuízos que de Fong Chi Keong rendas benefícios”. Na sua argumentação,

Para gregos e troianos

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projecto de Lei do Arrendamento – assinado por nove deputados, entre eles Chan Meng Kam, José Pereira Coutinho, Song Pek Kei, Leonel Alves e Ng Kuok Cheong – criou muita discussão durante a sessão plenária que aconteceu ontem, na Assembleia Legislativa. O diploma foi, após várias tentativas, aprovado na generalidade e segue agora para avaliação em sede de especialidade, mas não sem antes ser merecedor de críticas. O projecto de lei pretende implementar um mecanismo legal de actualização de rendas e uma maior fiscalização e foi algo que reuniu já a aprovação do próprio Chefe do Executivo, por ser uma matéria que incide directamente nas políticas do próprio Governo. Os dois pontos de maior discussão foram, de forma clara, o controlo do valor das rendas e as acções perante os chamados arrendatários incumpridores. Arrendatários que não querem abandonar as casas, que não pagam ou não cumprem qualquer outra cláusula do contrato foram alguns exemplos de grande parte dos deputados presentes. “Considero que esta proposta deve ser melhorada. Olho para o Código Civil e parece-me que há regras que estão em sentido contrário. Estamos a alterar o sentido de liberdade da economia. Estaremos a agir de boa fé? Temos de ter cuidado”, afirmou o deputado Tsui Wai Kwan.

o deputado indicou que “não há provas que o [controlo de rendas] possa fazer baixar o preço das rendas”. Fong Chi Keong afirmou que “é difícil aplicar o coeficiente”. “Em Macau é difícil, as fracções são diferentes, pelo local, altura, comodidades. Como é que se consegue fixar o coeficiente? Como é que o Chefe do Executivo vai definir um coeficiente? Eu não sei”, relatou. Song Pek Kei, uma das deputadas envolvidas na criação do projecto, referiu que a diploma em causa apenas limita um tecto máximo e nunca um limite mínimo, podendo os senhorios e arrendatários acordarem o seu valor.

Os que se portam mal

A questão dos arrendatários “trapaceiros” – que não cumprem os contratos – foi também um dos pontos mais referidos pelos deputados presentes. Mak Soi Kun quis saber como é que os deputados pretendem resolver uma questão que não parece ter solução. “O fenómeno dos arrendatários trapaceiros é muito grave. Eu acho que as rendas estão mais altas por

a morosidade dos tribunais, o projecto avança com um regime de arbitragem que “poderá ser complementado com outras medidas na especialidade”. A deputada indicou que será sempre possível pedir a intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP) ou de outros órgãos para ajudar no conflito da decisão

Subsídios Song Pek Kei questiona utilidade

Limites ilimitados

O coeficiente para o cálculo do limite das rendas proposto foi um dos pontos mais criticados pela plateia legislativa. O deputado Chan Chak Mo, apesar de elogiar o trabalho realizado, considera que é necessário perceber qual o impacto

causa disto, porque os senhorios não querem arrendar as suas fracções. Muitas são as habitações que ficam estragadas, ou não pagam. Como é que vamos resolver esta questão?”, questionou. Em resposta, Song Pek Kei indicou que, na questão dos arrendatários trapaceiros, admitindo

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epois do Comissariado de Auditoria publicar o Relatório de Fiscalização aos Subsídios Financeiros Atribuídos às Escolas Particulares e ter denunciado uma

“série de problemas” na Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) e no Fundo de Desenvolvimento Educativo, a deputada Song Pek Kei afirmou ser necessária maior fiscalização por parte do Governo. Tendo em conta não ser a primeira vez que surgem problemas quanto à utilização do erário público na atribuição destes subsídios, a deputada questionou o Governo, ontem em sessão plenária da Assembleia Legislativa, por que é que estes problemas

continuam a existe. “Será que ainda existem problemas noutras áreas, encobertos pelo departamento educativo em causa? O Governo tem capacidade para prevenir a sua repetição?”, questionou Song Pek Kei. Apesar do Governo ter anunciado que, mesmo com a queda consecutiva das receitas do Jogo, não iria diminuir a atribuição dos subsídios, a deputada indaga a utilidade dos mesmos. “Se estes recursos não são utilizados adequadamente, o injectar de mais

arbitral. “Em sede de especialidade vamos discutir e apresentar mais opiniões construtivas, a nossa posição é aberta”, rematou.

Uma solução

Numa viagem cronológica, Leonel Alves, também assinante do projecto, indicou que esta é um solução para a realidade que se vive no território. Depois da década de 80 em que a lei vigente beneficiava de forma clara e parcial o inquilino, a lei foi alterada, nos finais dos anos 90, para uma lei de “total liberalismo”. “Eu pergunto: em 2015 com este passado de desenvolvimento acelerado da economia, a realidade existente da nossa vida económica e social, esta nova realidade compadece-se ou não com a regras que aprovámos em 99? Há uma grande diferença entre aquela época para a realidade actual. A imprensa relatou casos incríveis. Aumentos de 100% ou até 200%. Eu recebi aumentos de 60%. Isto é normal? Isto é saudável?”, argumentou, reforçando a necessidade de existir um interesse na “tornar as coisas mais sustentáveis”. “Haver aumentos assim é mau, porque perturba o dia a dia no caso de habitações ou o negócio. Que soluções podemos preconizar? Este projecto não é a melhor solução, mas também não é uma solução fechada. É o início de um debate entre os deputados e também do debate entre a Assembleia e o Governo”, frisou. Leonel Alves indica que o grupo de trabalho tem abertura e esta não é uma “solução cristalizada, não é uma solução definitiva”. Quanto à questão de arbitragem, o deputado diz que “a arbitragem não é o meio de resolução de todos os problemas mas é um caminho. O diploma tem condições para ser aprovado porque tem directivas para resoluções de problemas”, rematou. O diploma foi aprovado com 29 votos a favor e uma abstenção do deputado Fong Chi Keong e segue agora para avaliação na especialidade. Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

recursos não passará de um mero slogan”, argumentou. Para a deputada é necessária a implementação de um regime de fiscalização assinalado pela apresentação de documentos comprovativos e visitas em in loco, evitando que os regimes estabelecidos sejam “só para inglês ver”. “Não cumprir os regulamentos já definidos é pior do que não os ter”, afirmou, adiantando que para evitar falhas é preciso formar o pessoal da área, reforçando a sua “responsabilização e comunicação interna”. F.A.


6 política

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Pereira Coutinho leva morte de Lai Man Wa à AL

“Irracionalidades” várias

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Associação de Iniciativa para o Desenvolvimento Comunitário apela ao Governo para que este investigue de forma mais profunda a morte da directora dos Serviços de Alfândega, Lai Man Wa, incluindo se o alegado suicídio terá tido origem em pressões ou ameaças. Ontem, também José Pereira Coutinho levou o tema à Assembleia Legislativa, acusando até o Governo de “assumir uma posição de ocultação e atraso na divulgação atempada da notícia” da morte, tanto na conferência de imprensa, como nas subsequentes explicações oficiais. Numa interpelação oral em plenário, Pereira Coutinho acusou os “líderes responsáveis pelas comunicações oficiais” de demonstrarem “nervosismo, falta de preparação e de planeamento nas comunicações oficiais” das mortes dos funcionários públicos. Classificando a ocorrência como “presumível suicídio”, o deputado diz que “foi claro o erro na percepção da forma como a notícia foi divulgada, gerando desconfiança e subsequente descrédito por parte da maioria dos meios de comuni-

tiago alcântara

Continua a motivar suspeitas a morte da directora dos Serviços de Alfândega, tendo o comportamento do Governo levado a críticas de Pereira Coutinho e a um pedido de investigação aprofundada de uma Associação política

cação social locais e estrangeiros e do público em geral”. O deputado referia-se ao anúncio da morte da Directora-Geral dos Serviços de Alfandega, Lai Man Wa, mas também à do trabalhador do Comissariado contra a Corrupção, que se suicidou há cerca de dois meses. O deputado diz que os líderes responsáveis devem estar melhor preparados. “São vários os erros que foram detectados nas comunicações oficiais relativas à notícia”, destacando-se a “falta de consciência na previsão das reacções dos meios de comunicação”, na “divulgação tardia do suicídio (...) transpirando a sensação de querer tentar atrasar o máximo possível” e a “atitude arrogante e pouco convincente de cariz paternalista com imposição de justificações dando o suicídio como facto consumado”. Ainda com explicações por apresentar, o deputado espera que o Governo cumpra melhor as suas funções, respeitando sempre a dor da família e a lembrança de quem perdeu a vida.

Estranho caso

Também num comunicado enviado aos meios de comunicação, o vice-presidente da Associação de Iniciativa para o Desenvolvimento Comunitário, Lei Man Chao, disse questionar a forma de tratamento de uma “morte estranha”, num caso que já provocou “desconfiança e inquietação junto da sociedade”. Apesar de já terem sido divulgadas informações mais detalhadas sobre a morte, Lei Man Chao defende que existem “irracionalidades” em relação ao tempo e localização do ocorrido, apontando que o Governo escolheu terminar o caso rapidamente, negando a

Execução do orçamento de 2014 apresentado no hemiciclo

N

uma ida à Assembleia Legislativa, ontem, o Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, avançou com a apresentação do relatório sobre a execução do orçamento do ano passado. “O valor total das despesas ordinária integrada do Governo

para 2014 cifrou-se em 67 milhões de patacas, com uma taxa de execução de 80,3%, reflectindo uma subida de 30,5%, ou seja, de 15,690 milhões de patacas, em comparação com o ano de 2013. A parte relacionada com as despesas correntes perfez 57,949 milhões de

patacas, com uma taxa de execução de 87,8%, enquanto as despesas de capital relacionadas com o Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração (PIDDA) ascenderam a nove milhões e 129 mil patacas, com uma taxa de execução de 52%”, indicou o Secretário. Na apresentação, Lionel Leong indicou que a educação ocupou 13,1% da despesa ordinária integrada, 13% os Serviços Gerais de Administração Pública, a Saúde com 7,6% e a segurança pública com 6,3%. Lionel Leong alegou ainda que há contas para pagar este ano e por isso os valores podem indicar gastos inferiores aos previstos. O relatório não levantou grandes questões, sendo que Ng Kuok Cheong apelou ao Governo para perceber a “conjuntura para se saber se o Governo está a gastar muito ou não”. F.A.

existência de suspeitos de um possível homicídio. “Numa primeira explicação do caso, o Governo referiu que a directora foi encontrada na casa-de-banho do edifício Ocean Gardens sem nenhum documento de identificação e que só foi identificada no hospital. No entanto, em explicações aos jornalistas, o Governo disse que o facto de se tratar de uma identidade especial não avisou os média de imediato. As explicações do Executivo foram inconsistentes, parece que está a esconder algo”, apontou. O vice-presidente da Associação considera que devem existir mais informações detalhadas para uma maior investigação, dando como exemplos a faca, o saco de plástico e os soporíferos encontrados no local do crime. “Será que esses materiais foram levados da sua casa? Quem é que a ex-directora contactou antes de morrer, incluindo redes sociais? Devem existir pistas nessas comunicações. No entanto, o Governo afirmou tratar-se de suicídio ao fim de poucas horas e obviamente não verificou todas as informações. As explicações que deram são sinal de uma investigação demasiado descuidada ou uma intenção de esconder algo”, apontou. Lei Man Chao pretende ainda saber se as autoridades já apuraram os motivos do suicídio de um titular de um principal cargo, já que parecia não haver sinais de que Lai Man Wa iria cometer suicídio. “Será que ela sofria pressões no trabalho ou problemas de saúde? Qual foi a origem? Será que outros membros do Governo vão sofrer as mesmas pressões ou ameaças?”, questionou. Flora Fong (com Filipa Araújo) flora.fong@hojemacau.com.mo

Taiwan quer cooperação judiciária

O chefe do Gabinete de Delegação Económica e Cultural de Taipei em Macau, Lu Chang Shui, espera que o Governo de Macau possa assinar um acordo de cooperação judiciária com Taiwan, com o objectivo de combater o crime. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, numa exposição de pintura de comemoração de nascimento de Sun Yat Sen, Lu disse considerar que os dois governos têm a responsabilidade de proteger a segurança da população. Por isso mesmo espera que o Governo de Macau possa assinar um acordo de cooperação judiciária com a Ilha Formosa. No entanto, lamenta que até ao momento não tenha havia qualquer progressão nesta matéria. Recorde-se que o Governo ainda não assinou acordos de cooperação judiciária com o interior da China ou Hong Kong, estando em fase negociações.


sociedade

hoje macau sexta-feira 13.11.2015

Há cada vez menos pessoas a irem parar à prisão em troca de um tratamento obrigatório em pena suspensa. A revisão da Lei de Combate à Droga, assegura o IAS, estará pronta até Dezembro

Droga Tribunais optam por desintoxicações com pena suspensa

O tratamento merecido

ou não, da lista na proposta de revisão. É que, por um lado, “as novas drogas também vão estar dentro da lei”, mas esperar pela conclusão da proposta ou da lista poderá “implicar atrasos” na entrega dos documentos.

Um esclarecimento

Uma das soluções pode ser tirar a lista actual da proposta de lei e tratá-lo como um elemento separado, que será posteriormente publicado através de despacho em Boletim Oficial. Assim tudo poderia seguir dentro do prazo.

700

O

s tribunais estão a optar por condenar os consumidores de droga com mais desintoxicações em pena suspensa do que com penas de prisão. De acordo com o chefe do departamento de Prevenção e Tratamento da Toxicodependência do Instituto de Acção Social (IAS), Hon Wai, desde 2009 que cerca de 700 casos tiveram este fim. A informação foi dada ontem, na mesma altura em que o IAS assegurou que a conclusão da proposta de revisão da Lei de Combate à Droga está prevista para final deste ano. Esta é contudo a primeira fase, não de todo o processo até à entrada em vigor. Sobre o aumento das penas para casos de droga, como tem vindo a defender o Governo, o chefe defende a posição oficial: “a ideia do Governo é aumentar essas penas”, no que aos casos de tráfico diz respeito. É que, explica, se Macau “adoptar uma moldura legal mais leve” torna-se numa “terra baixa”. Tal implica que a RAEM se torna num destino apetecido para os traficantes de droga de regiões adjacentes que vêem no território um local onde as penas não são tão graves como no seu país de origem. No que diz respeito ao consumo, o

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casos de condenação com desintoxicação e pena suspensa desde 2009

responsável ilustrou com o aumento do número de casos em que se favoreceu o tratamento em prisão suspensa, mas não indicou se esta vai ser a via a optar, como têm defendido especialistas que trabalham de perto com toxicodependentes. O Governo, recorde-se, queria aumentar também as penas para quem consome.

Questionado pelo HM sobre uma calendarização até à entrada em vigor, Hon Wai referiu apenas que “é difícil de saber, mas da parte do Governo está quase”. Naquela que foi a segunda reunião da Comissão de Luta contra a Droga, em cima da mesa esteve ainda a inserção, na lista actualizada de drogas da Comissão de

Narcóticos (CND) da Organização das Nações Unidas (ONU), dos estupefacientes novos em Macau. Esta é publicada anualmente em Março e o IAS prepara-se agora para actualizar os seus números e enviá-los para a CND. Está, contudo, uma questão em causa: a Comissão de Luta Contra a Droga está indecisa quanto à fusão,

De acordo com Hon Wai, são dez as novas drogas no mercado. Todas elas de natureza química, têm “efeitos a longo prazo e incuráveis”, de acordo com mesmo responsável. “Esse é o grande problema. É preciso agir de imediato, porque os efeitos só são visíveis a longo prazo e não têm cura”, lamentou. Para já, são necessárias reuniões do IAS com a Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional e com os Serviços para os Assuntos de Justiça. Além disso, terão que ser coordenados os trabalhos entre a Polícia Judiciária (PJ) e os Serviços de Saúde (SS). “Na reunião, os vogais chegaram ao consenso de que a PJ e os SS podem trabalhar ao mesmo tempo, com a polícia a recolher informações sobre as drogas novas consumidas em Macau e os Serviços de Saúde a estudarem as consequências e efeitos desta droga”, disse. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

IACM vai seguir com limpeza e remodelação de prédio abandonado

Um albergue de corajosos e viciados E ntre a Avenida do Ouvidor Arriaga e a Rua da Madre Terezina situa-se um conjunto de prédios abandonados. Este tem servido, nos últimos 40 anos, como refúgio de TNR pouco endinheirados, consumidores de drogas e jovens que se aventuram em “busca de fantasmas” num local que se diz abandonado. Finalmente, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais conseguiu entrar em acordo com o proprietário dos edifícios, que vai agora ver-se livre do entulho que lá se junta. A Asso-

ciação Mútua dos Moradores do Bairro O Tâi enviou uma carta, em Agosto, ao IACM, pedindo que o prédio fosse remodelado devido à falta de segurança que implicava para os moradores da zona.

A morte do comentador

Nos anos 60, teve ali lugar um assassinato de um comentador de corridas que foi esfaqueado 40 vezes por um amigo. O caso tem contornos ainda mais sinistros: o homicida violou a mulher da vítima mais de três vezes. O edifício está vazio desde

então e ninguém quer sequer aproximar-se do local. O mesmo jornal avançou que o IACM respondeu à associação, afirmando que já conseguiu contactar o proprietário do edifício de três andares, que concorda em limpar o entulho. O vice presidente da associação, Chan Peng Hong, considera que essa decisão pode resolver os riscos de segurança na zona. “O cimento das paredes do edifício já caiu, os vidros estão destruídos, cresceu muito mato e insectos e ratos reproduzem-se lá dentro.

Muitas pessoas foram consumir droga para o edifício e os TNR mais corajosos compraram camas e foram para ali viver porque sabem que está abandonado”, disse Chan. Um morador daquela zona, Wong, apontou que existem várias escolas perto do edifício, acrescentou que até já viu jovens a lá entrar para ter aventuras. Embora não saiba quando vai ser reconstruído, o problema da sujidade e entulho ficou resolvido. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

Dengue Serviços de Saúde confirmam novo caso importado

Há mais um caso de dengue importado, de acordo com os Serviços de Saúde (SS). Num comunicado, avançam que se trata de uma mulher de 29 anos, TNR de Taiwan que reside na zona do Pérola Oriental e viajou até à sua terra-natal entre os dias 23 e 29 do mês passado. Suspeita-se que a doença tenha sido contraída primeiramente pelo seu namorado, cuja infecção foi confirmada ainda na Ilha Formosa. Foi no dia 1 de Novembro que a jovem começou a revelar sintomas como erupções cutâneas, dores de olhos, febre e dores musculares. Depois de uma consulta numa clínica privada do território, chegaram os resultados de análises laboratoriais que confirmaram a presença do anticorpo. Este é o terceiro caso importado de febre de dengue.


8 sociedade

hoje macau sexta-feira 13.11.2015

F

oi uma semana difícil para o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, em matérias de orçamentos na sua tutela. Depois de um relatório do Comissariado de Auditoria (CA) ter chumbado a forma como os Serviços de Educação e Juventude fiscalizam os subsídios a escolas particulares (ver caixa), eis que Lei Chin Ion, director dos Serviços de Saúde (SS) admitiu que não há conhecimento sobre os gastos anuais do hospital público. “Nós esforçámo-nos muito para fazer essa estatística, mas

Governo desconhece gastos anuais do São Januário

Todos às escuras

estão interligados, e os centros de saúde recebem os doentes que saem do hospital. Os SS são responsáveis pela fiscalização e despesas de todos os serviços e não separamos as contas, fiscalizamos tudo em conjunto. Uma separação completa de contas é muito difícil”, disse ontem o director dos SS no âmbito de uma conferência de imprensa sobre a saída do chefe de gabinete de Alexis Tam (ver última).

tiago alcântara

Os Serviços de Saúde desconhecem quanto gastam com o Centro Hospitalar Conde de São Januário por ano, por existirem muitos serviços interligados e não haver uma contabilidade conjunta. Secretário diz que também gostava de saber e promete novos dados dentro de uma semana

Luz para a semana

alguns serviços são sobre posicionados com os centros de saúde, é difícil esclarecer (as contas) de toda a cadeia financeira. Tentámos separar as contas, mas o número

não é confiável e vamos tentar fazer a separação. Existindo esta questão cria mal-estar junto da população. Podemos fazer uma estatística muito básica, mas muitos serviços

“Concordo com as perguntas e também gostava de saber. Neste momento o director dos SS não tem a informação, mas para a semana os nossos colegas devem fazer uma conferência de imprensa para explicar o assunto” Alexis Tam Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura

Saúde Mental SS prometem mais consultas

Cuidar de mente O director dos Serviços de Saúde (SS), Lei Chin Ion, confirma um aumento no número de pedidos de consultas e outros serviços dedicados à saúde mental. No entanto, considera que o número de pessoal da área de Psicologia é já suficiente para a procura dos residentes. A afirmação foi feita numa resposta a uma interpelação escrita de Chan Meng Kam, que questionou os SS sobre a criação de um mecanismo de apoio psicológico ao nível comunitário. A resposta foi positiva, já que Lei confirmou

a existência de tal modelo. O deputado quis ainda saber se os critérios cumprem as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Sob vigilância

Na resposta, Lei Chin Ion afirmou que os SS têm dado atenção à saúde mental dos cidadãos e que já tomou medidas que correspondem aos critérios da OMS, incluindo o modelo de aproximar os serviços de psicologia à comunidade. O director afirmou que nos primeiros nove meses deste ano, no Departamento de Psicologia

do Hospital São Januário, registaram-se mais de 18 mil consultas, mostrando um aumento de 3,2% comparando com o período homólogo do ano passado. Nos centros de saúde, foram registadas mais duas mil consultas relativamente ao ano passado, tendo o valor subido 26,6%. Lei confirma que a procura por serviços de saúde mental dos cidadãos de Macau aumentou, mas garante que os SS têm investido na contratação de profissionais. “Temos 13 médicos de psicologia, 14 terapeutas mentais,

Confrontado com a questão, o Secretário da tutela admitiu também não conhecer os gastos e prometeu novas informações dentro de uma semana. “Concordo com as perguntas e também gostava de saber. Neste momento o director dos SS não tem a informação, mas para a semana os nossos colegas devem fazer uma conferência de imprensa para explicar o assunto.” De frisar que há vários meses que o HM tentava saber estes dados junto dos SS, sem nunca ter conseguido uma resposta neste sentido. Os SS apresentaram ainda os dados mais recentes em relação ao recrutamento de pessoal médico, técnicos e enfermeiros. No total, foram contratados 591 profissionais, sendo que 62 só viram o seu processo de recrutamento

29 terapeutas mentais clínicos e 20 assistentes sociais, ou seja, cada cem mil residentes de Macau tem 8,8 profissionais de saúde à sua disposição. Acrescentando isto aos subsídios de consultas psicológicas para as instituições sem fins lucrativos, cuidamos da saúde mental de toda a população”, indicou Lei Chin Ion, que afirmou ainda que depois dos pacientes mentais saírem de hospital têm direito a um serviço de acompanhamento via telefone, compreendendo o processo de recuperação e dando apoio. Nos primeiros nove meses deste ano, já mais de mil pacientes usufruíram deste serviço. Flora Fong (com Tomás Chio)

flora.fong@hojemacau.com.mo

Directora da DSEJ promete rever leis A directora dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), Leong Lai, também esteve presente na conferência, tendo considerado que o “estatuto das escolas merece uma revisão, bem como o diploma referente à contabilidade”. Confrontada com o relatório de auditoria, Leong Lai garantiu que as escolas já entregaram todos os documentos necessários sobre os subsídios atribuídos, tendo referido que o organismo “tem de aumentar a transparência” sobre o processo. Já Alexis Tam garantiu que a composição do Fundo de Desenvolvimento Educativo (com membros da DSEJ) não vai ser alterada, por ser a que melhor responde às políticas do Executivo. “Em relação à educação, preciso de reforçar a equipa da DSEJ, cujos trabalhos estão com diversas tarefas”, concluiu ainda o Secretário.

concluído este ano. Para 2016, Lei Chin Ion explicou que vão ser recrutadas mais 278 pessoas, sendo que 59 lugares vão ficar por preencher devido à aposentação de profissionais de saúde. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Economia Negócio das ourivesarias sofreu queda de quase 90%

O jornal Ou Mun avança na sua edição de ontem que o volume de negócios das ourivesarias caiu cerca de 80% a 90% este ano. A Associação das Ourivesarias começou a fazer uma inspecção de qualidade do ouro vendido em 121 lojas desde o passado dia 11 de Novembro, uma iniciativa na qual participaram representantes da Direcção dos Serviços de Economia (DSE) e que durou três dias. “Os negócios pioraram muito e registaram uma grande quebra, especialmente no sector das ourivesarias. Espero que o volume de negócios no nosso sector possa manter o mesmo nível do ano passado. Os residentes têm capacidade de consumo, mas a confiança dos consumidores foi afectada pelo facto da economia estar em declínio”, referiu Li Chi Fong, presidente da Associação.


china

hoje macau sexta-feira 13.11.2015

Governo Tortura é proibida e punida por lei

A

China garantiu ontem que as confissões forçadas são proibidas e punidas por lei, em resposta a um relatório da Amnistia Internacional (AI) que denuncia a persistência da prática de tortura em detidos e advogados. “A China é um país regido pela lei que proíbe a tortura e que pune claramente a prática de coerções forçadas nos interrogatórios”, declarou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Hong Lei, horas depois de a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos AI ter divulgado o relatório “No End in Sight” (Sem fim à vista). Hong acrescentou que “quando se encontram casos de confissões obtidas sob coerção, os responsáveis são tratados em conformidade com a lei”. O regime comunista vai continuar a tentar melhorar a situação dos direitos humanos, afirmou.

“Vamos continuar a melhor o nosso sistema de protecção oficial para que todos sejam tratados com justiça”, destacou. O relatório da AI defende que a tortura e as confissões forçadas continuam no sistema judicial chinês, acrescentando que os advogados são as mais recentes vítimas das autoridades. A ONG constatou que, apesar de a obtenção de confissões forçadas ser proibida, o Governo “fracassou na aplicação” da lei e os órgãos competentes não investigam as denúncias de tortura, ao mesmo tempo que os tribunais continuam a aceitar estas confissões como provas para permitir uma condenação.

Taiwan Facebook da líder da oposição inundado

A união contra ataca D ezenas de milhares de internautas chineses inundaram ontem a página do Facebook da líder da oposição e candidata presidencial em Taiwan, Tsai Ing-wen, criticando-a por se opor a um encontro entre os líderes dos dois lados. Em Taiwan “existe democracia, a liberdade de expressão é uma garantia e todos se podem expressar”, reagiu Tsai, face aos mais de 50.000 comentários feitos por internautas da China continental, onde aquela rede social está censurada. “Prefiro ver este incidente pelo lado positivo e espero que os internautas chineses possam ver perfis de diferentes pessoas no Facebook. Convido todos a visitar a minha página”, disse ontem Tsai à imprensa local.

Os presidentes da China e de Taiwan, Xi Jinping e Ma Ying-Jeou, respectivamente, reuniram-se no sábado passado, em Singapura, num encontro inédito e histórico. A líder do Partido Democrático Progressista, mais céptico em relação a Pequim, atacou Ma Ying-Jeou por não ter defendido a democracia e liberdade em Taiwan, durante o encontro, e por não se ter referido à ilha como República da China.

Hong Kong Magnata compra diamante para a filha por 45 ME

O meu papá é um querido U m milionário de Hong Kong gastou o valor recorde de 48,4 milhões de dólares para oferecer à filha um diamante de 12,3 quilates, leiloado na noite de quarta-feira pela Sotheby’s, em Genebra. O misterioso comprador do “Blue Moon” foi o magnata do imobiliário de Hong Kong Joseph Lau – condenado em 2014 por corrupção em Macau – que o rebaptizou, de imediato, de “Blue Moon of Josephine”, em homenagem à sua filha de sete anos. Na véspera, o milionário da antiga colónia britânica havia desembolsado 28,5 milhões de dólares por um raro diamante cor-de-rosa, de 16,08 quilates – o maior do seu tipo a ir a leilão – da casa rival Christie’s, que nomeou de “Sweet Josephine”. Uma porta-voz de Joseph Lau, em Hong Kong, confirmou ambas as aquisições à agência AFP. A jóia, apresentada em anel, em formato rectangular, foi vendida por 48,6 milhões de francos suíços, incluindo taxas, depois de uma licitação inicial de 43,2 milhões de francos suíços, foi arrematada ao fim de uma “guerra” ao telefone de oito minutos.

Recordista absoluto

Segundo o director da divisão internacional de joalharia da Sotheby’s,

David Bennett, a venda do “Blue Moon” bateu vários recordes, tornando a pedra preciosa no “mais caro diamante independentemente da cor, e a jóia mais cara alguma vez vendida em leilão”. De acordo com David Bennett, trata-se também do preço mais elevado por quilate. O anterior recorde mundial para uma jóia vendida em leilão pertencia ao diamante de 24,78 quilates denominado de “Graff Pink” que, em Novembro de 2010, foi arrematado por 46,2 milhões de dólares num leilão na Sotheby’s, também realizado em Genebra. Esta não é a primeira vez que

Joseph Lau, de 64 anos, adquire pedras preciosas raras para a sua filha. Alegadamente, em 2009, terá gasto 9,5 milhões de dólares num outro diamante azul, ao qual chamou de “Star of Josephine”. Joseph Lau foi condenado, em Março de 2014, por corrupção e branqueamento de capitais a um cúmulo jurídico de cinco anos e três meses de prisão por um tribunal de Macau, num processo conexo ao do ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas Ao Man Long. Contudo, é improvável que cumpra a pena, dado que as duas Regiões Administrativas Especiais chinesas não têm um acordo de extradição.

Esta semana, um jornal estatal da China acusou Tsai de ser “tacanha e egoísta”.

Cuidado com a raiva

Em editorial, o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo do Diário do Povo, o órgão central do Partido Comunista Chinês (PCC), disse que a líder da oposição emTaiwan “cometeu um erro”, descrevendo-a como “raivosa”. Ela “expôs o seu apoio à independência”, criticou

o jornal, aludindo a uma postura que Pequim ameaça retaliar “usando a força”, caso se concretize. Depois da guerra civil chinesa ter acabado, com a vitória do PCC, o antigo governo nacionalista (Kuomintang) refugiou-se na ilha de Taiwan, onde continua a identificar-se como governante de toda a China. Pequim considera Taiwan uma província chinesa e defende a “reunificação pacífica”, segundo a mesma fórmula adoptada para Hong Kong e Macau (“Um país, dois sistemas”). Do ponto de vista da diplomacia internacional, existe a República Popular da China, governada pelo PCC, e a República da China, na ilha de Taiwan, mas ambos os lados rejeitam uma divisão definitiva. Taiwan tem previsto para Janeiro a realização de eleições legislativas, e Tsai é a favorita a ganhar o exercício, numa altura em que a opinião pública taiwanesa olha com desconfiança para as relações cada vez mais estreitas com a China comunista.

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HM-2ª vez 13-11-15

訴訟費用執行案 Execução por Custas

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Anúncio n.º CV3-11-0045-CAO-A

第三民事法庭 3.º Juízo Cível

EXEQUENTE: MINISTÉRIO PÚBLICO;---------------------------------------------------------------EXECUTADO: HU QI KANG aliás WU KAI HONG, ausente em parte incerta, com última residência conhecida em Macau, na Rua Luís Gonzaga Gomes, s/n, Edif. “Kam Fung”, 8º andar H.-*** FAZ-SE SABER que, no próximo dia 11 de Janeiro de 2016, pelas 10:00 horas, neste Juízo, nos autos acima identificados, vai ser vendido, por meio de propostas em carta fechada, o seguinte bem:----------------------------------------------------------------------------------------------------DIREITO PENHORADO Denominação: Do direito de 1/3 indivisa da fracção autónoma designada por “AR/C”.------Situação: Nºs 79 a 79-B da Rua Carlos Eugenio e nºs 15 a 19 do Beco do Penacho, Taipa, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------Fim: Para comércio.---------------------------------------------------------------------------------------Número de matriz: 040645.-----------------------------------------------------------------------------Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 11728, a fls. 136, do livro B31.--Direito inscrito na Conservatória do Registo Predial a favor de executado Hu Qi Kang aliás Wu Kai Hong.----------------------------------------------------------------------------------------------O Valor base da venda: MOP10,780,700.00 (Dez Milhões, Setecentas e Oitenta Mil, Setecentas Patacas).---------------------------------------------------------------------------------------*** São convidados todos os interessados na compra daquele bem a entregar na Secretaria deste Tribunal, as suas propostas, até ao dia 08 de Janeiro de 2016, pelas 17:30 horas, sendo que, o preço das propostas deve ser superior ao valor acima indicado devendo, o envelope da proposta conter a indicação de “PROPOSTAEM CARTAFECHADA”, bem como o “NÚMERO DO PROCESSO CV3-11-0045-CAO-A”.----------------------------------------------------------------------------No dia 11 de Janeiro de 2016, pelas 10:00 horas, no Tribunal Judicial de Base da RAEM, proceder-se-á à abertura das propostas de preço superiores ao valor base de venda, a cujo acto podem os proponentes assistir.----------------------------------------------------------------------------------Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação do imóvel supra referido, podem, querendo, exercer o seu direito no próprio acto da abertura das propostas, se alguma proposta for aceite.----------------------------------------------------------------------------------------------------------Macau, 29 de Outubro de 2015


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eventos

hoje macau sexta-

Fringe Dança, circo, histórias e teatro ao fim-de-semana

Para crianças e adultos

O

Festival Fringe continua este fim-de-semana com diversas peças de dança, teatro e circo locais e de fora. Na sexta-feira, as actividades abrem com o espectáculo “Brinquedo, Arroz e Chuva”, uma peça de teatro falada em Cantonês que retrata a história de um jovem de Sarajevo que dispara a sua arma e muda o curso da história, ao mesmo tempo que um outro rapaz começa o seu dia de trabalho, numa cozinha, apenas desejando saber como cozinhar uma boa refeição. Do outro lado, um grupo de pessoas, que esperam ansiosas pela época das chuvas - como irão suportar a longa espera? “Três histórias, três adolescentes de três diferentes lugares, diferentes origens e diferente tempos, mas…será que no fim… todos possuem os mesmos impulsos, os

mesmos ideais?”, aponta a organização. O espectáculo – da responsabilidade da Long Fung Drama Club – custa 50 patacas e está em exibição de sexta-feira a domingo, nos Lagos Nam Van, a partir das 20h00. Sábado e domingo é a vez de “(Des) Contextualizado”, apresentado pelo grupo Unitygate e Stella e Artists. O espectáculo de dança acontece nas Ruínas de São Paulo, às 16h00 e 17h00, e na Rua da Palha às 14h00, tendo entrada livre.

Conta-me histórias

Se o seu interesse for ouvir histórias, então é para si a actividade trazida por Uncle Arvin, de Hong Kong, um contador de histórias que se tem dedicado ao desenvolvimento das artes junto da comunidade, promovendo o conto e apostando na criati-

vidade dos livros ilustrados. Em Cantonês, as histórias vão poder ser ouvidas sábado às 18h30 no Café falala e às 20h30 no Buddy Caffe. No domingo, hora marcada para as 15h15 no Dream Corner, às 18h30 no Café Philo e às 20h30 no Mind Café. A entrada custa 50 patacas com uma bebida incluída. Domingo, o dia está dedicado ao teatro. “SemAbrigo” é a peça apresentada pelo Teatro Areia Preta - MAS Productions, às 17h00 no teatro Hiu Kok, na Av. do Dr. Francisco Vieira Machado. A entrada é livre para ficar a conhecer a história de quatro sem abrigo. “O grupo Teatro Areia Preta faz-nos ver que cada um de nos poderia acabar numa situação parecida, sem casa, sem trabalho, consequência da falta de amor do ser humano e de uma sociedade imperfeita”, explica a organização. Às 16h00 nas Ruínas de São Paulo acontece o espectáculo de circo “A Vida numa Bolha”, de Alfredo Silva. “Um balão viaja impulsionado pelo vento consoante a sua direcção e intensidade e porque não também pela criatividade e imaginação? Um simples Balão irá compor um ambiente singular e criar um mundo fantástico e divertido! Como será a vida dentro de um Balão?”, atira a organização. A entrada é livre. Finalmente, de Taiwan, chega “Beleza 2015”. Trazido pela Oz Theatre Company mostra duas personagens sem nenhuma característica peculiar que debatem entre si as relações de poder entre duas pessoas, questionando o verdadeiro valor da beleza. Marcados para as 15h00 e para as 20h00, no edifício do antigo tribunal, o espectáculo custa 50 patacas. J.F.

À venda na Livraria Portuguesa A Europa à Beira do Abismo , A Crise das Dívidas Soberanas • Vários Autores A Europa à Beira do Abismo é uma investigação fundamental sobre a raiz da crise das dívidas públicas europeias e as escolhas políticas tomadas para «resolver» a crise. Aqui, os autores examinam as falhas estruturais e institucionais ao longo de cinco capítulos sobre a corrupção, o contágio, o fim dos mitos e os custos sociais e políticos do pensamento económico ortodoxo e dogmático para os cidadãos europeus, oferecendo ainda uma crítica construtiva sobre a UE e a política económica nacional que falhou na Europa.Simultaneamente global e local, este livro fornece uma análise profunda sobre os casos de Portugal, Irlanda, Grécia e Argentina, assim como as perspetivas globais do Prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz e da sua equipa, em conjunto com a experiência, resultado de muitos anos de árduas negociações com o FMI, do ex-ministro da Economia argentino Roberto Lavagna.

O This Is My City deste ano acontece de 24 de Novembro a 12 do próximo mês e promete uma programação internacional. No território estarão artistas angolanos, chineses, portugueses e britânicos. Em foco estão as Economias Criativas

O

This is My City (TIMC) está aí à porta e promete uma série de actividades para todos os gostos. Até meados de Dezembro, a população vai poder assistir a sessões de cinema ao ar livre, a palestras inovadoras e participar numa conferência sobre Economias Criativas ou numa concentração de fotógrafos. Entre as actividades está, de acordo com o organizador do evento, Manuel Correia da Silva, a conferência com enfoque nas Economias Criativas. Esta é, para o designer, “a que mais vale a pena destacar”. Questionado sobre o conteúdo da iniciativa, Manuel Silva explica que “vai bastante além do design e da arquitectura de uma cidade”, abrangendo áreas como a Política ou a Economia que gerem o território. O TIMC apresenta assim Charles Landry ao público, um renomado escritor e especialista desta área, que em 1978 abriu a sua empresa de consultoria, Comedia.

Curtas e

This is My City Conferências, cinem

Esta foca-se na relação entre cultura, criatividade e a transformação das cidades. Landry corre o mundo dando conselhos e sugestões aos seus governos sobre como dinamizar o espaço urbano. Vão ainda estar presentes outros especialistas de Hong Kong, Macau e Shenzhen. A palestra, organizada em conjunto com o Centro de Estudos Europeus, também vai dar atenção ao caso de Macau. “Para situar a conversa no local onde estamos, também

teremos oradores de Macau, Hong Kong e Shenzhen, pelo que achámos que seria interessante também juntar um grupo de pessoas do Porto”, explica. É que a cidade portuguesa é, como esclarece Manuel Silva, “cidade-irmã” da RAEM, pelo que se quer “explorar mais esta parceria”. Desenvolver, pensar, fazer e investir são os quatro painéis desta sessão, que tem lugar às 10h00 de 8 de Dezembro, no Centro de Design de Macau.

Concentrações várias

Tudo começa no Albergue SCM, a 24 de Novembro. Os horários ainda vão ser anunciados, mas o TIMC conseguiu trazer o projecto Pechakucha a Macau, que permite a apresentação de um sem número de temas com uma regra: cada orador terá 20 segundos para apresentar

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

A Culpa Não é Sempre da Mãe • Sónia Morais Santos «É tão certo como dois e dois serem quatro, como a noite vir a seguir ao dia, como o Natal ser a 25 de dezembro. Mãe que é mãe sente culpa. Culpa do que fez e do que não fez e podia ter feito. Culpa com fundamento e sem fundamento. Com base em relatos de diversas mães, recorrendo à análise de psicólogos, pediatras, e com a experiência de 12 culposos anos de maternidade, a jornalista Sónia Morais Santos, mãe de três crianças, traz-nos um livro bem-humorado, onde as leitoras se vão comover com algumas histórias, identificar-se com outras tantas situações, gozar consigo próprias, pensar sobre a maternidade e rir-se à gargalhada com situações por que todas já passaram.


eventos 11

-feira 13.11.2015

e coxas

ma e cabaret no fim do mês

cada imagem de uma série de 20, ficando cada apresentação nos cinco minutos de duração. O projecto abrange todos os temas possíveis, desde música, design, urbanismo, fotografia, experiências pessoais e sociais, entre outras. O Pechakucha acontece em alternância com uma mostra de cinema ao ar livre, cuja selecção de curtas-metragens foi feita por António Conceição – conhecido por Kiko –, vocalista da banda local Turtle Giant. Ambas terão lugar das 18h00 às 21h30. O dia 28 reserva-se à “Hackathon”, uma maratona de programadores informáticos cujo objectivo é criar novas formas de facilitar a vida na cidade, de soluções “inteligentes” como aplicações móveis. O mesmo dia acolhe uma concentração de “instagramers”, a Instameet. pub

Pessoas com contas na rede social Instagram vão andar pela cidade com um olho na lente e outro no que se passa à volta. A ideia é captar, através da fotografia, a essência da cidade. O Centro de Design é o ponto de partida e as fotografias serão depois publicadas sobre o hashtag de #TIMCity2015.

Da conversa ao cabaret

A 3 de Dezembro estreia a mostra Luso Design Show,

para a qual a organização convidou uma série de artistas lusófonos, incluindo do Brasil, Angola e Portugal. “Vamos ter marcas muito interessantes”, acrescentou Manuel Correia da Silva ao HM. Dois dias depois, estreia na cidade um espectáculo que conta com a mestria de Inês Trickovic e se passeia pelas margens de Macau. Trata-se de um cabaret flutuante – já que acontece num barco - com muita dança e música à mistura. Esta é a única iniciativa paga de todo o programa, mas os preços ainda serão anunciados. Finalmente, o TIMC deste ano encerra com a vinda do música e designer angolano Vítor Gama, que vai apresentar um instrumento totalmente original por si criado na Universidade de São José. Chama-se Toha e será apresentado juntamente com a história e experiência de Gama neste mundo. O TIMC tem trazido várias iniciativas internacionais ao longo dos últimos anos. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

Sunny Side Up disco sobre Pessoa

No teu poema C hama-se “Pessoa” e é o novo trabalho da banda Sunny Side Up, composta pelos músicos Tomás Ramos de Deus, Filipe Fontenelle e Miguel Andrade. Ao HM, Filipe Fontenelle fala de um disco composto por dez canções, todas elas feitas a partir de poemas do poeta português Fernando Pessoa. “Na sequência do primeiro disco que fizemos, ‘Tributo a Macau’, esta foi uma proposta que a gente quis fazer aproveitando a data que ia ser assinalada este ano, dos 80 anos da morte de Fernando Pessoa. Aproveitamos para fazer uma escolha de poemas que gostássemos e fizemos um disco com dez poemas, todos compostos pela banda”, disse o músico. O público poderá ouvir canções em Português e também Chinês. A versão traduzida foi feita com base em livros cedidos pelo Instituto Cultural (IC) e com o

trabalho do departamento de Português da Universidade de Macau.

Da selecção

“Fomos procurar em toda a obra do Fernando Pessoa e

fomos escolhendo os poemas que gostássemos, ou que pudessem ficar melhor musicados. Às vezes havia poemas muito curtos, com um verso apenas, que iria ter mais parte instrumental, e quisemos dar ênfase à poesia e à palavra. Temos alguns temas que ficaram fora do disco, que vão ser apresentados ao vivo, mas o espectáculo vai ter cerca de uma hora e meia e o disco tem apenas dez músicas. Foi um processo natural e levou alguns meses a preparar”, explicou Felipe Fontenelle. O concerto de que fala o músico servirá para apresentar oficialmente o novo trabalho dos Sunny Side Up e irá decorrer no Teatro D.Pedro V a 27 de Novembro. Os bilhetes já se encontram à venda e custam cem patacas. Quanto ao álbum “Pessoa”, estará disponível em formato digital no iTunes e em formato físico na Casa de Portugal em Macau, entidade que apoia o projecto. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


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hoje macau sexta-feira 13.11.2015

artes, letras e ideias

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O PRIMEIRO GRANDE PRÉMIO DE MACAU

P

or iniciativa de três residentes de Macau, Fernando de Macedo Pinto, Carlos Humberto da Silva e Pires Antas, na Primavera de 1954 ficou resolvido realizar-se uma corrida entre amigos. Mas à ideia inicial de uma prova de regularidade-velocidade veio-se juntar, pelo entusiasmo de Paul du Toit ao ver a qualidade do traçado do circuito e a parecença com o do Mónaco, a realização de uma corrida de velocidade. Colocada como primeira hipótese, uma prova de resistência de 24 horas, tipo Le Mans, mas por não haver carros suficientes, pensou-se depois numa corrida de duas horas, o que não despertava grande interesse devido às grandes despesas na vinda dos carros de Hong Kong. Paul du Toit conseguiu convencer a organização a pensar na realização de um Grande Prémio de carros e garantiu que, caso viesse a materializar-se esse projecto, só de Hong Kong viriam pelo menos vinte concorrentes com os seus respectivos carros. O programa foi apresentado por Carlos H. da Silva em 17 de Julho de 1954, na conferência de imprensa no café do Hotel Riviera. Além de falar na prova de regularidade-velocidade para comemorar a criação da Delegação de Macau do Automóvel Clube de Portugal, foi ainda referida a realização do Grande Prémio de Macau. Na reunião encontravam-se ainda outros quatro entusiastas do automobilismo, Srs. Capitão Júlio Augusto da Cruz, Capitão-Tenente Pires Antas, Agente Técnico Macedo Pinto e Dr. António Nolasco da Silva, os fundadores da Delegação de Macau do A.C.P. Uma semana depois, já se explicitava ser uma corrida de velocidade, tipo Le Mans reduzido e o vencedor absoluto era quem fizesse o maior número de voltas ao circuito, durante quatro horas consecutivas. A corrida, denominada Grande Prémio de Macau, realizar-se-ia a 31 de Outubro, sendo o circuito, então descrito com 3,9 milhas, denominado Circuito da Guia. Como estes cinco organizadores não poderiam, só por si, dar conta do recado, solicitava-se aos desportistas e entusiastas por automobilismo, que viessem colaborar para as funções de juízes, fiscais, directores, adjuntos, etc..

Regulamentos para a corrida De tal maneira foi grande a receptividade a nível regional que, todos os quartos dos hotéis da cidade nos finais

de Setembro estavam já reservados para o fim-de-semana das corridas. Por isso, no início de Outubro, apareceram nos jornais de Macau anúncios solicitando a quem tivesse quartos de casal e singulares para alugar nos dias 29, 20 e 31, que contactasse com o Dr. António Nolasco. Os regulamentos da prova, divulgados no princípio de Outono, referiam que para a prova do Grande Prémio poderia participar qualquer Carro de Turismo, de fabrico corrente, ou qualquer carro de desporto ou especial, entendendo-se por carro de desporto, o que é vendido pela fábrica sob tal rubrica, com ou sem modificações introduzidas pela mesma fábrica e por carro especial, um carro de fabrico corrente modificado pelo concorrente da forma que melhor entender para melhorar o seu rendimento. As viaturas seriam divididas pela sua cilindrada. As inscrições gratuitas para o Grande Prémio deveriam dar entrada até ao dia 11 de Setembro, mas de 12 a 22 de Setembro seria de $50,00. Só era permitido usar gasolina 85/90 octanas. Os condutores eram prevenidos de que lhes estava vedado qualquer auxílio prestado por estranhos, sob pena de desclassificação. As viaturas seriam devidamente inspeccionadas pelo Clube, podendo exigir aos concorrentes que obedecessem aos requisitos julgados indispensáveis, sendo excluído das provas quem não obedecesse. Seriam permitidos dois corredores por cada viatura. O percurso com partida do Porto Exterior, frente à Ponde N.º 2 da Capitania dos Portos, seguia pela Estrada de S. Francisco, Estrada dos Parses, Cacilhas, Ramal dos Mouros, D.ª Maria, Rua dos Pescadores, Macau-Seac, vindo a acabar na Avenida Oliveira Salazar, no ponto da partida.

Locais para assistir às provas Ao longo do mês de Novembro, nos jornais apareceram avisos a proibir as pessoas de atravessarem a pista do circuito durante as horas de treino e das corridas, a não ser pelas pontes. Pedia-se a quem tivesse cães, porcos, cabritos, para evitarem a todo o transe que os mesmos atravessassem a pista, porque poderiam ser igualmente a causa de desastres de funestas consequências. A entrada dos espectadores

far-se-ia por uma única via, situada junto da Calçada de S. Francisco onde funcionariam as bilheteiras, devendo os espectadores atravessar uma ponte dupla construída para esse fim. Havia duas outras pontes mais pequenas, uma junto do Ramal dos Mouros, para uso da unidade militar ali aquartelada e outra, junto do posto central, para uso dos comissários e director de corrida. Na Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues, já dentro da pista e sem perturbar o movimento no circuito, circulariam cem triciclos para uso exclusivo dos espectadores. Em frente ao posto náutico (antigo pavilhão da Pan-Americana, hoje ao lado do Hotel Casino Waldo) foram construídas quatro bancadas, cada uma para quinhentas pessoas, sendo duas delas pagas pelo Sr. Ho Yin. Os bilhetes começaram a ser vendidos no dia 25 de Outubro na Firma H. Nolasco & Cia., Hotel Riviera e Pousada Macau. Na bancada central, o preço era de $7,50 e nas laterais de $5,00. Havia ainda, no recinto do Clube Náutico, por acordo com a Comissão do G.P., cadeiras a $2,50 cada uma, com mesa e $1,50 sem mesa, tendo os sócios entrada livre no Clube. Em toda a extensão dos terrenos conquistados ao mar no Porto Exterior, desde S. Francisco até as bancadas, havia lugares para peões, ao preço de $0,50 por pessoa. Junto das bancadas vendia-se farnéis com sanduíches, bolos, fruta e bebidas, a preço acessível. Entre a bancada central e a primeira bancada lateral funcionavam os poços dos automóveis, para os mecânicos ali fazerem os consertos, colocar combustível e outras beneficiações nos carros das provas durante as corridas. Para os representantes da Imprensa estavam reservados lugares junto ao Posto Central, podendo eles e os fotógrafos, quando munidos dos emblemas, servir-se da ponte levantada junto do posto e destinada aos juízes das provas. O posto central, instalado junto do local da partida, era onde os locutores davam ao público todos os pormenores segundo o andamento das corridas, existindo aí o quadro com a classificação dos corredores. À volta de todo o circuito havia ainda quatro postos de ambulância, nove de remoções, quatro de socorros (incêndio), dez postos sinaleiros e treze de telecomunicações, ligando estes directamente ao posto central, onde se

encontravam os comissários, o director de corrida e outros juízes de provas. No dia 28 de Outubro, chegaram de Hong Kong os primeiros cinco carros participantes nas corridas e os restantes vieram no dia seguinte.

O Primeiro Grande Prémio de Macau Chegava o tão desejado 31 de Outubro de 1954. Os treinos tinham-se efectuado no dia anterior, pela manhã entre as 8 horas e as 9:30, pois foram adiados uma hora, e na parte da tarde, quinze minutos após terminada a prova de regularidade-velocidade, realizaram-se durante mais uma hora e meia. Dos vinte e cinco concorrentes que se tinham inscrito, três tinham desistido, um outro encontrava-se em Inglaterra e o quinto, de Hong Kong, sofrera um grave desastre. Assim, no primeiro dia de treinos, no sábado 30 de Outubro, estiveram vinte pilotos mas, devido a três deles sofrerem acidentes, ficaram dezassete para realizar os treinos do dia seguinte. Eram eles, conforme a ordem que observariam na partida, na categoria de carros de desporto ou especiais: Pennels, número 9, num Austin Healy 100; com o n.° 7, Bell num Morgan; seguiam-se os concorrentes a pilotar um Triumph TR2: Reginaldo Rocha n.° 14, Lauder n.° 10, Paul du Toit n.° 8 e Eduardo de Carvalho n.° 5; a correr num M.G. Special, Macedo


artes, letras e ideias 13

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José Simões Morais texto e fotos

Pinto n.° 11. Já na categoria de carros de turismo: White n.° 25 e Wilson n.° 2 pilotavam um Riley 2 ½; a conduzir um Ford Zephyr estavam Ferry n.° 18, Roseveare n.° 12 e Fong n.° 3; Reynolds n.° 17 guiava um Citroën e Rediern Steane n.° 26 um Hilman; Astwood n.° 20, Robert Ritchie n.° 19 e Wen Lenard n.° 4, conduziam um Fiat 1100. Todos os corredores tinham que completar pelo menos uma volta em treino oficial, conduzindo o carro da prova em que se inscreveram. Já nos treinos dessa manhã, realizados das 8 às 9 horas, mais dois carros ficavam pelo caminho. A prova, anunciada para começar ao meio-dia, era aguardada com enorme interesse por milhares de espectadores. Meia hora antes de começar, estavam pilotos e viaturas no parque automóvel e por ordem do juiz de partida, foram colocados os quinze carros nas suas posições. Primeiro os carros de desporto e depois os carros de turismo, seguindo a ordem da cilindrada, mas todos paralelos uns aos outros e com a frente voltada para o mar. Com os concorrentes de pé em frente aos carros respectivos, pois a largada era tipo Le Mans onde todos partiriam em simultâneo, após os intervalados três sinais, de minuto a minuto, dados pela sereia para iniciar a prova de quatro horas o Governador baixou a Bandeira Nacional, dando a partida. O vibrante relato foi narrado no Clarim de 4 de Novembro por S.F.: “Ao sinal de largar, correram todos para os carros, uns saltando para dentro destes, outros, abrindo rapidamente a portinhola ao mesmo tempo que punham o motor a funcionar. Esta emocionante partida valeu por todo o resto da prova.”

Com uma rapidez de relâmpago, o corredor G. J. Bell, num Morgan de 2088 c.c., em menos de 30s já se encontrava no circuito. A seguir, largaram dois carros de turismo, depois o Triumph de Carvalho, seguido de mais dois outros da mesma marca. O Austin conduzido por R. Pennels, o carro mais potente da prova, com 2660 c.c., perdeu imenso tempo na largada, assim como o M. G. Special do único corredor de Macau, Macedo Pinto, que, segundo contou depois, no meio da excitação se esquecera de destravar o carro. O Morgan, rapidíssimo, tomou logo a dianteira, fechando a primeira volta com quase um terço do percurso de avanço sobre o segundo. Porém, antes de fechar a 5.ª volta, ao passar junto da guarita que fica na curva do reservatório de água, saiu-lhe uma roda ao carro, vindo a ficar inutilizado para o resto da prova. Bell, contudo, nada sofreu pois, a viatura, apesar da velocidade que trazia, vinha encostada ao muro do Porto Exterior, tendo o condutor a presença de espírito de não largar o volante e conduzir o carro travado até parar completamente, mas já na rampa que desce para a água. Numa excelente prova de desportivismo e cavalheirismo, Paul du Toit, ao passar junto da bancada central, antes da sua 5.ª volta, abrandou a marcha para dizer à esposa de Bell que estava tudo bem e nada acontecera ao marido. Com isto, Toit perdeu uns quarenta segundos e para a sua frente passaram alguns concorrentes. A prova continuou com o Austin de Pennels na dianteira, seguido dos Triumph. Atrás vinham os carros de turismo comandados por Ritchie e entre eles, o MG de Macedo Pinto. Contudo, à 8.ª volta Pinto achava-se à frente de todos os carros de turismo. À 11.ª volta, Pennels parou o Austin junto dos poços, para substi-

tuir uma roda. Passou então a comandar o Triumph n.° 5 de Carvalho, seguido por Toit n.° 8 e Rocha n.° 14. Atrás, vinha Pinto n.° 11 e Ritchie n.° 19, estando os restantes mais atrasados, com Lenard n.° 4 na cauda. Tendo completado a 14.ª volta, o Austin de Pennels sofreu um acidente perto da ponte em frente ao Quartel de S. Francisco e ficou inutilizado para o resto da prova. Valeu a perícia do condutor que, com presença de espírito conseguiu, após manobras dificílimas, tirar o carro da direcção da área onde se encontravam dezenas de espectadores, acabando por embater contra um poste. No circuito havia agora treze carros. Entre o n.° 5 de Carvalho e o n.° 8 de Toit travava-se luta tremenda para conquistar o comando. O n.° 5, não largava a dianteira, nem o n.° 8 o seu intento de o ultrapassar. Luta que manteve a assistência emocionada. Entretanto, Pinto, n.° 11, prosseguia na prova com uma grande regularidade e perdendo sempre terreno seguia o Triumph de Rocha n.° 14. Atrás, vinha Ritchie sempre fugindo dos restantes. Entre estes, salientam-se o Fiat 1100 de Astwood e o Hillman de Steane n.° 26. A cerca de duas horas da prova, o efectivo dos carros em competição baixou para doze, em virtude da desistência do n.° 25, um Riley conduzido por A. White, o qual teve uma avaria mecânica, depois de completadas vinte voltas. Até ao fim da prova não se registou mais nenhuma desistência nem acidente. Digna de menção foi a perícia do Capitão J. Ferry, n.° 18, num Ford Zephyr, que fez as últimas trinta voltas sem travões no carro, continuando a prova sempre na mesma cadência. De todos os carros, os únicos que não pararam nenhuma vez

junto dos poços foram os três conduzidos pelos portugueses, Eduardo de Carvalho, Reginaldo da Rocha e Macedo Pinto. Esta descrição foi baseada, com ligeiras diferenças, do que o repórter S.F. fez da prova e seria uma falta ficar esquecida, de tão viva é a sua narração. Ao fim de 4 horas 3 minutos e 19,1 segundos de prova, a bandeira de xadrez foi mostrada à passagem do Triumph TR 2, n.° 5, conduzido pelo português Eduardo de Carvalho. Estava encontrado o vencedor absoluto do 1.° Grande Prémio de Macau, que, após a volta de consagração, recebeu a taça das mãos de Sua Exa. o Governador, que a mandara fazer em Lisboa e custara cerca de $1200. Já a casa “Omega”, ofereceu-lhe um relógio de mesa. Tinha sido esta marca a emprestar os cronómetros usados nas provas.

Classificação por categorias Assim, nos carros de desporto ou especiais, o primeiro lugar foi do português Eduardo de Carvalho que deu 51 voltas, cobrindo a distância de 319,77 km em 4 horas 3 minutos e 19,1 segundos, à velocidade média horária de 49 milhas. A velocidade máxima foi de 95 milhas atingida entre o reservatório e as bancadas e a mínima, 10 milhas, na curva entre Dona Maria e a Rua dos Pescadores. Em segundo ficou Paul du Toit, num “Triumph TR 2”, com 51 voltas em 4 h., 4m., 46 s., à velocidade média horária de 48,8 milhas, gastando mais 1 minuto e 27 segundos que o vencedor. Em terceiro, Reginaldo da Rocha, em “Triumph TR 2”, com 50 voltas em 4 h. 1m. 55,5s., à velocidade média horária de 48,4 milhas. Em quarto lugar, o único macaense que correu no 1.º Grande Prémio de Macau, Fernando Macedo Pinto, no seu MG Special de 1100 c.c., com 48 voltas feitas em 4h. 3,4 s., à velocidade média horária de 46,8 milhas, apesar de ter um carro com muito menos potente, 47 cavalos; teve como mecânico Joaquim Vale. Já nos Carros de Turismo, o primeiro na Classe B, para carros com cilindrada entre 750 a 1100 cc., foi Robert Ritchie em Fiat 1100, com 48 voltas, em 4h. 1m., 57,6 s., à velocidade média horária de 46,4 milhas. Na Classe D (de 1501 a 2000 cc), o primeiro foi D. N. Steane, em Hillman, com 46 voltas, em 4h. 1m. 29s. à velocidade média horária de 44,6 milhas. Na Classe E (de 2001 a 3000 cc), ficou em primeiro K.O. Mak num Ford Zodiac, com 45 voltas em 4h. 01m. 56s., à velocidade média horária de 43,5 milhas. Foi tal o entusiasmo com estas corridas, que nunca mais se deixou de realizar o Grande Prémio de Macau.


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Desporto

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Grande prémio Francisco Mora vem à descoberta

Piloto luso não quer cometer erros D urante vários anos consecutivos Portugal esteve representado na Corrida da Guia do Grande Prémio de Macau pelo portuense Tiago Monteiro. Contudo, o Campeonato do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCC) rumou a outras paragens e com ele levou Monteiro. Mas, a bandeira da República Portuguesa continuará a estar presente na prova, dado que o jovem Francisco Mora fará a sua estreia no Circuito da Guia na prova rainha de carros de turismo do Sudeste Asiático. O jovem português falou ao portal de automobilismo SportMotores.com pela primeira vez publicamente sobre esta sua participação na prova. O piloto de 19 anos disse que o objectivo principal passa por fazer duas boas corridas, sem erros. “Sei que Macau é uma das pistas mais difíceis e exigentes do mundo onde cometer um erro é fácil. Tenho que estar muito concentrado pois não há escapatórias

e o mais pequeno erro significa um acidente”, explicou. Sabendo que a concorrência é forte e tem nomes sonantes como Gianni Morbidelli, Rob Huff, Alain Menu ou o compatriota Rodolfo Ávila, Mora é cauteloso quando se trata de falar de resultados. “Vamos ver como corre e onde terminamos, visto que esta será a

primeira vez que vou correr [em Macau] e muitos dos meus adversários já lá andaram”, realçou. O jovem da Maia participou este ano em algumas corridas do Campeonato de Itália de GT com um dos Mercedes da Sports & You, mas na segunda metade da temporada virou-se para o Campeonato Nacional de Velocidade,

sendo o único inscrito na categoria de Turismos, aos comandos de um SEAT Léon TCR da Veloso Motorsport, sagrando-se sem grandes dificuldades campeão nacional da especialidade. Antes disso, Mora também tinha alinhado nas duas corridas da TCR International Series no Autódromo Internacional do Algarve, com resultados expectativa dada a sua curta experiência ao volante deste tipo de viaturas. Mora está inscrito com um SEAT Léon TCR da Target Competition, fazendo equipa com Rafaël Galiana, Andrea Belicchi, Keith Chan, Jordi Oriola e Stefano Comini, o líder do Campeonato de Pilotos e que vai para a prova de Macau discutir o título da TCR International Series com Pepe Oriola e Jordi Gené. O piloto luso revelou também à mesma fonte que não irá ter qualquer oportunidade de testar pela equipa italiana antes da prova do Circuito da Guia. Sérgio Fonseca

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Audi com baixa pesada Entretanto a Audi sofreu uma baixa pesada. Lucas Vanthoor não marcará presença na Taça do Mundo FIA GT, devido às lesões que sofreu no acidente na prova de Misano do Blancpain Sprint Series. O piloto da Audi e quarto classificado na Taça GT Macau o ano transacto protagonizou um violento acidente na corrida italiana há um mês, tendo na altura lhe sido diagnosticado uma fractura numa perna e duas fracturas na anca. O belga esperava poder estar recuperado a tempo de participar na prova do território. Vanthoor foi submetido a exames pelos médicos da Audi na quarta-feira passada, tendo estes lhe negado a participação na corrida. “Os médicos da Audi disseram que se eu tivesse mais um acidente poderia magoar ainda mais a minha anca. Eu estava preparado para arriscar mas não fui autorizado e respeito a decisão”, escreveu Vanthoor na rede social Twitter. A marca de Ingolstadt, que estreia nas ruas de Macau o novo R8 LMS GT3, deverá nomeou o alemão René Rast, ex-vencedor das 24 horas de Spa-Francorchamps e 24 horas de Nurburgring, fazer parelha com Edoardo Mortara e Marchy Lee.

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AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL 1. Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 53.º da Lei n.º 10/2013 <<Lei de Terras>>, de 2 de Setembro, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes.

Localização dos terrenos: - Rua da Tribuna, n.ºs 303 a 315, Rua Direta do Hipódromo, n.ºs 77 a 115, Avenida do Hipódromo, n.ºs 332 a 338 e Alameda da Tranquilidade n.ºs 8 a 42, em Macau, (Edifício Jade Plaza); - Rua de Cantão, n.ºs 38 a 72J e Avenida de Amizade, n.ºs 361B a 361K, em Macau, (Edifício Yee On Court); - Estrada Governador Albano de Oliveira, n.ºs 178 a 220, Rua

de Fat San, n.ºs 7 a 61, Rua de Chiu Chau, n.ºs 117 a 201 e Rua de Chaves, n.ºs 62 e 80, na Ilha da Taipa (Edifício Happy Valley Mansion). 2. Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam à Recebedoria destes serviços, situado no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM ou, ao Centro de Atendimento Taipa, para os efeitos do respectivo pagamento. 3. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 24 de Setembro de 2015. A Directora dos Serviços de Finanças, Iong Kong Leong

ANÚNCIO Faz-se saber que no concurso público n.o 26/P/15 para o «Fornecimento e Instalação do Sistema Informático de Gestão de Sangue ao Centro de Transfusões de Sangue dos Serviços de Saúde», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 31, II Série, de 5 de Agosto de 2015, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 3.º do programa do concurso público pela entidade que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo. Os referidos esclarecimentos encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente, na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar, e também estão disponíveis no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). A reunião de esclarecimentos terá lugar no dia 3 de Novembro de 2015, pelas dez horas (10,00) até doze horas

(12,00), no “Centro de Transfusões de Sangue de Macau” sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.º 335-341, Edifício “Hot Line”, 2.° Andar, Macau. O prazo para entrega das propostas no âmbito deste concurso público, foi alterado das 17,45 horas do dia 5 de Outubro de 2015 para as 17,45 horas do dia 17 de Novembro de 2015. A data de abertura das propostas foi alterada para o dia 18 de Novembro de 2015, pelas 10,00 horas, na sala do «Auditório» situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J. Serviços de Saúde, aos 22 de Outubro de 2015 O Director dos Serviços Lei Chin Ion


( F ) utilidades

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tempo

c h u va

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fraca

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21

max

24

hum

80-95%

•

euro

Comédia com Jorge Serafim Consulado de Portugal, 20h00 Entrada livre

yuan

1.25

Cinema Are you here [c]

Spectre [b]

Filme de: Sam Mendes Com: Daniel Craig, Cristoph Waltz, Lea Seydoux 14.00, 16.45, 21.30

She remembers, he forgets [b]

Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Wong Say Ping Com: Miriam Yeung, Jan Lamb 19.30 Sala 2

Return of the cuckoo

Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Patrick Kong Com: Chi Lam Cheung, Charmaine Sheh, Joe Chen, Nancy Sit 14.30, 16.30, 21.30

Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Jill wong Com: Nina Paw, Helena Law, Susan Shaw, Jacquelin Chong 19.30 Sala 3

Our times [b]

Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Ding Sheng Com: Andy Lau, Liu Ye, Wu Roufu, Wang Qianyuan 14.15, 19.00

Go away mr.tumor

Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Han Yan Com: Fay Bai, Daniel Wu 16.45, 21.30

Aconteceu Hoje

Masterclass com soprano Jo Pei Weng Fundação Rui Cunha, 18h30 Entrada livre

13 de novembro

Libertada Auung San Suu Kyi

Amanhã

Competição Internacional de Dança do Leão MGM, 15h00 Entrada livre

Diariamente

h oj e h á f i l m e “The intern” (Nancy Meyers) Ben Whittaker, um viúvo com 70 anos, aborreceu-se da sua vida de reformado e decidiu procurar alguma coisa para encher o seu coração. Por isso mesmo, decide fazer um estágio numa empresa de site de moda on-line. Aqui, conhece Jules Ostin, que é a fundadora da empresa. O filme expressa a amizade entre Jules e Ben e expõe algumas coisas interessantes na empresa, demonstrando ao mesmo tempo que a experiência nunca envelhece. O filme conta com Robert De Niro (Ben) e Anne Hathaway (Jules), ambos vencedores de um Óscar. Um filme que vale a pena ver. Tomás Chio

Exposição “Aguadas da Cidade Proibida”, de Charles Chauderlot (até 07/2016) Museu de Arte de Macau Entrada a cinco patacas

0.22

Sala 1

Workshop de dança, música e poesia (Unitygate) Fundação Rui Cunha, 19h00 Entrada livre

Exposição “Salão de Outono”, obras de 29 artistas locais (até 28/11) Fundação Macau Entrada livre

baht

Cineteatro

O que fazer esta semana Hoje

8.56

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• A 13 de Novembro de 2010, a opositora birmanesa Auung San Suu Kyi é libertada pela junta militar. Aung San Suu Kyi é uma política de oposição do Myanmar (antiga Birmânia), vencedora do Prémio Nobel da Paz em 1991 e secretária-geral da Liga Nacional pela Democracia (LND), que recentemente foi eleita para ficar à frente do futuro do país. Suu Kyi é a terceira dos filhos de Aung San, considerado o pai da Birmânia moderna. Durante a eleição geral de 1990, a LND obteve 59% dos votos em todo o país, conquistando 81% dos assentos no parlamento. No entanto, pouco antes das eleições, Suu Kyi foi detida e colocada em prisão domiciliar, condição em que viveu por quase 15 dos 21 anos que decorreram desde o seu regresso à Birmânia, em 20 de Julho de 1989, até sua libertação, depois de forte pressão internacional, neste dia há cinco anos. Suu Kyi é filha de Aung San, o herói nacional da independência da Birmânia, ex-colónia britânica, que foi assassinado pouco antes da independência do país (proclamada em 4 de Janeiro de 1948), quando ela tinha dois anos de idade. Suu Kyi foi educada nas melhores escolas de Rangum - antiga capital e maior cidade do país. Também estudou na Índia, onde a sua mãe, Khin Kyi, foi embaixadora, e na Universidade Oxford, onde conheceu Michael Aris, um especialista em civilização tibetana, com quem viria a casar-se. Após a graduação, entre 1969 e 1971, trabalhou na ONU, em Nova Iorque. Em Janeiro de 1972, casa-se com Michael. O casal teve dois filhos, Alexander e Kim. Regressa ao país, a princípio para cuidar da mãe, que se encontrava doente. Porém, envolve-se com o movimento pró-democracia. Em 1989, Suu Kyi é presa pela primeira vez, ficando impedida de apresentar a sua candidatura às eleições gerais do ano seguinte - as primeiras no país desde 1962. Mesmo assim, o seu partido obtém uma vitória esmagadora nas eleições de 1990, mas a junta militar recusa-se a reconhecer o resultado das eleições. Ainda em 1990, o Parlamento Europeu concede a Suu Kyi o prémio Sakharov de liberdade de pensamento. Em 1991 foi galardoada com o Nobel da Paz. Devido a estar casada com um estrangeiro Suu Kyi não pode ocupar o cargo para que foi eleita, podendo apenas nomear alguém.

fonte da inveja

Há um cadáver que o povo arrasta: qualquer tipo de crença

João Corvo


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Notificação n.° 26/DLA/SAL/2015 Notificação sobre a instauração de processos para remoção de publicidade ou de suportes publicitários ilegais

Horário de encerramento das barreiras do Grande Prémio

Considerando que não se revela possível notificar os interessados, por ofício ou outras formas, para efeitos dos artigos 10° e 58° do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, nos termos do n.° 2 do artigo 72º e do artigo 93° do “Código do Procedimento Administrativo”, os proprietários, possuidores ou detentores, pessoas ou entidades responsáveis pela distribuição de mensagens publicitárias e anunciantes em suportes publicitários dos estabelecimentos, abaixo mencionados, do seguinte: Verificando-se a existência da instalação de publicidade e de suportes publicitários sem as licenças válidas emitidas pelo IACM, este Instituto tem o direito de, nos termos da alínea 1) do n.° 2 do artigo 33º do “Regulamento Geral dos Espaços Públicos” do Regulamento Administrativo n.º 28/2004, notificar os proprietários, possuidores ou detentores, pessoas ou entidades responsáveis pela distribuição de mensagens publicitárias e anunciantes em suportes publicitários, para que cada qual remova o material e suporte publicitário ilegal, dentro do prazo fixado. Nos termos do n.° 2 do artigo 144º do “Código do Procedimento Administrativo” e do n.° 3 do artigo 33º do “Regulamento Geral dos Espaços Públicos”, se os materiais ou suportes publicitários não forem removidos no prazo fixado, este Instituto pode executar a remoção directamente ou por intermédio de terceiros, cabendo a esses responsáveis as respectivas despesas de remoção. De acordo com o n.° 2 do artigo 33º, n.° 1 do artigo 37º do “Regulamento Geral dos Espaços Públicos”, conjugados com o n.° 6 do artigo 3º do “Catálogo das Infracções” do Despacho do Chefe do Executivo n.º 106/2005, os interessados que não procedam à remoção dos materiais ou suportes publicitários no prazo fixado, este Instituto pode sancioná-los com uma multa que varia entre as $700,00 (setecentas) patacas e as $5000,00 (cinco mil) patacas. Proprietário, possuidor ou detentor, pessoa ou No do entidade responsável Bilhete de pela distribuição de Identidade/ Conteúdo de publicidade mensagens publicitárias registo e anunciante em comercial suportes publicitários

CAFÉ CUBOS

JOALHARIA E RELOJOARIA KAM IENG LDA.

38622(SO)

34064(SO)

Local de instalação Quantidade ou colocação de de publicidade publicidade

RUA DE CINCO SUPORTE JÁ SEM DE OUTUBRO, CONTEÚDO, DO NOS.119B-119C, QUAL CONSTAVA A E RUA DAS PUBLICIDADE “CAFÉ ESTALAGENS, NO.1, CUBOS” FACHADA JOALHARIA E RELOJOARIA KAM IENG

RUA DE MALACA, NO.56, FASE 1, LJ.A02, EDIF CENTRO INTERNACIONAL, RC, MACAU

O 62º Grande Prémio de Macau realiza-se entre os dias 19 a 22 do corrente mês. Este evento dedicado ao desporto motorizado atrai anualmente milhares de visitantes, sendo particularmente importante para promover e desenvolver a indústria do turismo local, bem como para elevar a imagem de Macau como cidade internacional. Em grande parte, o sucesso do Grande Prémio deve-se ao apoio e colaboração da população de Macau. Para minimizar os inconvenientes ao trânsito devido ao encerramento de algumas vias, a organização aumentou este ano o número de portões ao longo do circuito, para um total de 123. Contudo, devido a certos constrangimentos, algumas vias vão manter-se encerradas durante todo o evento. A Comissão do Grande Prémio solicita a melhor compreensão dos condutores e apela à atenção ao horário de encerramento das barreiras, bem como ao respeito pela sinalização provisória e às instruções da Brigada de Trânsito. 16 de Novembro (Segunda -feira) a

Arruamentos Av. da Amizade

15:00

COMPANHIA DE RUA FRANCISCO H. TELECOMUNICAÇÕES FERNANDES, NO. 82, EDF. PAK TAK, E JOALHARIA SAN R/C, LOJA AG TONG FAT

Entrada e Saída do Edf. World Trade Center Depósito de Pólvora

Est. D. Maria II

Saída da garagem dos Correios de Macau

Rua dos Pescadores

Saída da Macau Water

Av. da Amizade

Esquina junto ao Casino Oceanus (Av. da Amizade - Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues) Saída do Casino Macau Palace (Antigo)

2 Est. de Cacilhas

4

Acesso

Saída da garagem do Hotel Grand Lapa

Est. de Cacilhas

Saída da garagem do Edf. Chong Tou San Chong

Acesso fechado

Acesso condicionado

Viaduto da Est. do Reservatório até ao Edf. Hoi Fu Garden

17 de Novembro (Terça -feira) Hora

Arruamentos

Local

Est. de Cacilhas

Saída das garagens do Cheng Pek Kok (Approx.60m)

Av. da Amizade

Saída das garagens dos Edifício Seng Vo e do Edifício Jubilee Court (Approx.110m)

Est. dos Parses

Saída da garagem da Autoridade Monetária de Macau

10:00 COMPANHIA DE TELECOMUNICAÇÕES 44707(SO) E JOALHARIA SAN TONG FAT, LIMITADA

Local

7

Acesso

Acesso condicionado

Acesso fechado

Rua de Nagasaki (PJ)

LEI NGAI

CASA DE GASTRONOMIA MEDICINAL CHI UN TONG, LIMITADA

LAO KIN MENG

7428XXXX

足君好

RUA DE BRUXELAS, NO.104, SL, EDIF. KIN HENG LONG PLAZA, RCAB, MACAU

47839(SO)

CASA DE GASTRONOMIA MEDICINAL CHI UN TONG

AVENIDA DO GENERAL CASTELO BRANCO, NO.111,EDIF. UT TAK RC-F, MACAU

瀛男瀛女

RUA DE INÁCIO BAPTISTA NO.10A-10-B,EDIF. CHUN TAK RCB,C,MACAU

5142XXXX

15:00 3

3

2

Presidente do Conselho de Administração Vong Iao Lek

www. iacm.gov.mo

Esquina junto ao Hotel Landmark Plaza (Av. da Amizade- Alameda Dr. Carlos d’Assumpção) Estabelecimento de automóveis (no topo da calçada atrás da Escola Hou Kong)

Acesso condicionado

Saída da “Work shop”

Acesso fechado

Arruamentos

Local

Acesso

Av. da Amizade

Ponte da Amizade – saída para a Av. de Amizade (100m)

18 de Novembro (Quarta -feira) Hora

Para qualquer informação ou consulta dos processos, podem dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, sito na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 3o andar.

Av. Ramal dos Mouros Av. Ramal dos Mouros

Os interessados poderão apresentar a sua defesa por escrito, no prazo de 10 dias, contado a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, no “Centro de Serviços do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”, sito na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 2o andar.

Aos 5 de Novembro de 2015

Av. da Amizade

10:00

15:00

Est. de S. Francisco Saída da garagem da Direcção dos Serviços das Forças de Segurança de Macau Av. Ramal dos Mouros

Saída do viaduto na Estrada do Reservatório junto ao Baguio Court

Est. de Cacilhas

Cruzamento para acesso à Seaview Garden

Est. D. Maria II

Porta principal do Edf. CEM

Acesso fechado

Acesso condicionado

Acesso fechado 19:00

Horário e Locais de fecho dos portões de barreiras metálicas entre os dias 19 a 22 de Novembro:  Os portões de barreiras metálicas serão encerrados a partir das 00h00, permanecendo fechados até ao final das corridas de cada dia. A Comissão do Grande Prémio solicita a todos os condutores a melhor compreensão por eventuais transtornos causados, bem como o respeito pela sinalização provisória instalada e as instruções da Brigada de Trânsito. Para informações, é favor de ligar para o número de telefone: 2872 8482.


opinião

hoje macau sexta-feira 13.11.2015

André Ritchie

N

ovembro é o meu mês preferido aqui em Macau. Não, qual bom tempo, temperatura amena, ausência de humidade ou gloriosos dias de céu limpo. Sim, também. Mas, caríssimo leitor, Novembro é o meu mês preferido porque é o mês do Grande Prémio de Macau. Calma. Não deixe de ler o artigo pelo facto de não ser fã do desporto motorizado, por detestar os engarrafamentos que o Grande Prémio provoca ou simplesmente porque concorda com aquele ilustre deputado que acha que esse evento viola a Lei da Prevenção e Controlo do Ruído Ambiental. Se é de Macau e/ou gosta de Macau, então tem de gostar do Grande Prémio de Macau. Passo a explicar. Tente falar com qualquer maquista sobre o Grande Prémio e, aposto consigo, será presenteado com um brilho nos olhos, entusiasmo e episódios interessantíssimos do passado. Sobretudo quando em conversa com maquistas mais antigos, pois não nos podemos esquecer do passado humilde desta cidade, dos tempos em que eventos locais com a mesma projecção do Grande Prémio eram praticamente inexistentes. Era pois o principal cartaz turístico de Macau, atingindo uma dimensão global, e isto muito antes de Macau ser re-inventada e invadida por combates do Manny Pacquiao e concertos da Britney Spears. O Grande Prémio é, por isso, a verdadeira festa local, celebrada e vivida com animação e intensidade no seio da comunidade Macaense. Sou grande entusiasta do desporto automóvel. No entanto, hoje vou-me debruçar sobre as histórias antigas do Grande Prémio que me foram contadas pelos meus familiares. Ainda hoje quando falo com a minha avó Ester sobre o Grande Prémio, ela há-de repetir com a mesma excitação de sempre o episódio do acidente que vivenciou mesmo à sua frente, junto da actual curva do Hotel Mandarim, quando um carro de competição se despistou e veio em direcção dela e dos seus irmãos que, felizes da vida, faziam um piquenique na berma do circuito enquanto viam passar os bólides. Não havia rails de protecção e o que lhes salvou a vida foi uma árvore! Da mesma forma, também se lembra do dia em que Arsenio Laurel perdeu a vida no Circuito da Guia, do fumo que se via à distância quando o carro se incendiou após o acidente e da exaltação geral quando a má notícia circulou do circuito para o resto da cidade. Já o meu falecido Tio-avô Pepe, era eu ainda miúdo quando me mostrou fotos a preto e branco por ele tiradas da queda da ponte pedonal entre o Hotel Lisboa e a Av. Rodrigo Rodrigues. Estavam tantas pessoas naquela

norman Taurog, Speedway

O genuíno Made in Macau

sorrindo sempre valor histórico que, tal como qualquer peça de património, foi protegido e se manteve intacto ao longo desses anos todos e é gerido por uma organização local muito experiente e com alto grau de profissionalismo. Acima de tudo, o Grande Prémio é um produto genuinamente nosso, de elevadíssima qualidade e prestígio que projecta mundialmente de forma muito positiva o nome de Macau. Portanto, não se trata simplesmente de se gostar ou não de corridas de automóveis. Estamos a falar do património da nossa cidade. Dito isto, que venham as corridas! Brum, brum, bruuum!

Sorrindo Sempre

estrutura provisória a assistir às corridas que a coisa toda cedeu e caiu. Houve mortes. Avançando uma geração, o meu Tio Nano ainda hoje fala do Alpine Renault que nos anos 60 foi o primeiro carro a completar uma volta ao circuito em menos de 3 minutos. Foi, na altura, um grande feito. Ora, para efeitos de comparação, nas celebrações do 50º aniversário do Grande Prémio em 2003, testemunhei com os meus próprios olhos a incrível velocidade de um Formula 1 que arrasou a barreira dos 2 minutos! Da parte dos meus pais também não são poucas as histórias que contam: a minha mãe teve a agradável experiência de gerir até agora a única edição do Grande Prémio que foi assolada por um tufão. No meio de chuvadas, ventos fortes e placards publicitários que voavam pela pista fora, decidiu-se adiar em um dia o Grande Prémio: as corridas principais realizaram-se numa 2ª feira! Contado assim até parece simples, mas imagine-se os impactos em toda a logística do evento. Quanto ao meu pai, foi médico destacado na pista quando eu era miúdo e, entre outros, tive o privilégio de andar num belíssimo Porsche 911, um Rescue Car da organização. Parece não ser nada de especial, mas, caríssimo leitor, queira perceber que nos anos 80 os Porsches em Macau contavam-se pelos dedos de uma mão. Que histórias tenho eu, então, para contar aos meus filhos e netos quando for velhinho? Aqui vão duas das minhas preferidas, que de alguma forma mostram como as coisas eram diferentes também no meu tempo: (1) Quando era miúdo, era permitido aos participantes locais do Grande Prémio circularem pela cidade com os seus bólides, pois não existiam as instalações actuais onde os carros de competição ficam estacionados. Era comum encontrar-se carros a serem preparados para o Grande Prémio nas garagens locais. Andava eu na escola primária e sempre que passava um carro de

corrida – o ronco dos carros daqueles tempos era infernal – a miudagem ia a correr para ver. Eis então que o condutor dum desses bólides foi simpático e resolveu animar a malta: encostou o carro à nossa frente, parou e começou a fazer brum, bruum, bruuum, BRUUUM! Até que parou porque partiu o motor, fez uma fumaceira tremenda e os bombeiros tiveram de intervir. Tive muita pena do homem. (2) Sou do tempo em que a bancada da Curva do Hotel Lisboa era em bambú. A casa de banho resumia-se a um pequeno cubículo com paredes de lona onde as necessidades eram feitas directamente para o mar (o aterro do NAPE não existia). Das janelas do Hotel Lisboa de vez em quando apareciam umas meninas e ouvia-se da bancada um colectivo “waaaah!”. Bom ambiente. Mas um dia a bancada cedeu e teve de ser evacuada. Foi um pequeno grande susto – o bambú estalava por todos os lados! Fomos reembolsados: 20 patacas era quanto custava o bilhete. Essas são apenas algumas das minhas histórias do Grande Prémio. Como disse, qualquer maquista terá as suas, bem como as dos seus pais, tios e avós. Caríssimo leitor, provavelmente até aqui ainda não entendeu qual o sentido deste artigo. Não leve a mal, pois na verdade todo esse build-up foi enchimento de chouriços e serviu apenas para poder rematar a peça da seguinte forma: Numa altura em que em Macau tanto se vende o peixe da diversificação económica, tanto se fala no conceito “Made in Macau”, nas indústrias criativas e no apoio que se deve dar aos projectos locais e inovadores, aos incubadores de ideias e essa treta toda. Eis que temos aqui um verdadeiro produto “Made in Macau”: o Grande Prémio tem mais de meio século de existência, faz parte da nossa memória colectiva, é financeiramente auto-sustentável, atrai turistas, está intrinsecamente ligado à evolução física da cidade, tem um circuito com um enorme

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O iluminadíssimo académico Dr. Roy Eric Xavier (*), figura respeitadíssima pela comunidade macaense local, deu uma entrevista interessantíssima com afirmações acertadíssimas sobre tudíssimo. Todavia, coitadíssimo, como é internacional e não domina a língua portuguesa, ficará eternamente sem perceber se o autor desta coluna adopta uma atitude séria ou sarcástica, pois Sorrindo Sempre é intraduzível para língua internacional, you know, Smiling Always, right? I put you in the eye of the street, get it? No? Aliás, desgraçadíssimo, pela mesma razão nem à sua própria entrevista poderá aceder e talvez por isso mereça um pequeníssimo desconto pois muito do que disse poderá resultar de um lost in translation. Tal como o middle name do seu próprio nome, de origem anglo-saxónica, que veio mal escrito na totalidade da peça, do início ao fim. How ironic. Caso o caríssimo leitor desconheça essa distinta personagem, faço aqui uma pequena introdução: Dr. Roy Eric Xavier é uma figura incontornável do campo dos estudos sócio-económico-culturo-luso-sino-maquisto-internacionais, versado na especialidade do chupâ-sapeca. A sua credibilidade é indisputável. O expoente máximo das suas investigações foi atingido quando afirmou existirem pelo mundo fora 1 milhão de Macaenses. Sim, 1 milhão. One effing million. Teremos de contar com os que estão no São Miguel Arcanjo? Não: segundo esse distinto expert, existem os “Macanese from Macau” e os “International Macanese” – uma definição lata e abrangente que só ele sabe explicar. How refreshing. Finalmente, Dr. Roy Eric Xavier é também o célebre estudioso que há um ano atrás adoptou uma atitude de lai mau cheng quando instituições locais lhe recusaram apoio para um projecto pessoal que envolvia avultadas quantias porque, alegou, o mesmo seria executado por highly qualified professionals. E acabou disparando e disparatando para todos os cantos, dando tiros nos pés – nos seus próprios bem como nos dos representantes das instituições a quem inicialmente pedira apoio. How smart. Importante entrevista, de facto. Dr. Roy Eric Xavier é para ser levado a sério. Sorrindo sempre. (*) Leia-se “Dóctor Ruói Eruíque Zêivier”


18 opinião

hoje macau sexta-feira 13.11.2015

thomas lim*

em exibição

O guião de Hollywood vs. o guião de Macau

E

m Setembro de 2015 tive a honra de ser convidado pelo Instituto de Estudos Europeus (IEEM) e pela Creative Macau a regressar à RAEM pelo segundo ano consecutivo, para conduzir um curso de guionismo durante duas semanas. O que me deixou, contudo, ainda mais entusiasmado foi o facto das inscrições terem chegado ao limite máximo de 15 alunos dias antes do prazo final. De acordo com o IEEM, entre cinco a sete pessoas viram a sua entrada negada, infelizmente, porque não havia mais espaço. Sem dúvida que estes números – além de me fazerem sentir apreciado e feliz - provam que as pessoas de Macau percebem a importância do treino e da prática no que toca a escrever guiões de cinema. Isto é um importante e encorajador passo em frente na construção em Macau de uma indústria cinematográfica mais vibrante.

Hollywood versus Macau

Passou quase um ano desde que me mudei para Los Angeles. Naturalmente, tenho muito a dizer sobre a produção de filmes em Hollywood, especialmente quando comparado com aquela que se faz no continente de onde sou, a Ásia. Primeiro que tudo, é preciso ver que, na Ásia, vemos muitos filmes de Hollywood, idolatramos a magnitude dos orçamentos destas películas e o poder de distribuição. Produtores e realizadores de filmes sonham em trabalhar em Hollywood, onde um orçamento de cem milhões de dólares americanos é considerado normal actualmente. Na Ásia, contudo, a maior parte dos nossos filmes são feitos com menos de cinco milhões de dólares. De facto, muitos deles são feitos com orçamentos abaixo dos dois milhões. Uma das razões para os filmes de Hollywood precisarem de tanto dinheiro é o

custo das estrelas que aparecem nos filmes – metade do orçamento vai, normalmente, para os dois principais actores, se forem, claro, considerados grandes estrelas de cinema. Como realizador, a maior recompensa para todo o tempo e energia dispensado em fazer um filme é vê-lo ser lançado comercialmente, em grandes salas de cinema. Os realizadores deveriam, aliás, fazer os filmes tendo sempre em consideração que o ecrã de cinema é enorme comparado ao tamanho da audiência e não esperar apenas que os seus filmes sejam vistos em DVDs ou ecrãs de computador. Esta deve ser uma parte importante na arte de fazer cinema. E é aqui que Macau pode ser um luxo tremendo. Todos os países ou territórios no mundo têm uma certa percentagem dos seus cinemas reservados para filmes de Hollywood e outra percentagem para filmes feitos localmente. Por exemplo, no Japão, 50% dos filmes apresentados nos principais cinemas são filmes de Hollywood, enquanto a outra metade são filmes japoneses. Nos EUA, contudo, os filmes feitos localmente são os ‘blockbusters’ de Hollywood! Isso significa que um realizador americano que

“O guionismo está vivo. É possível manter longas discussões acerca da escrita, o que é muito diferente da matemática, onde as fórmulas e os conceitos podem ser ensinados num determinado tempo”

fez o seu filme com um milhão de dólares compete com os filmes orçados em cem milhões por um lugar no cinema. Mas, se um realizador produz um filme em Macau com esse mesmo dinheiro – um milhão de dólares – atrevo-me a dizer que conseguiria mostrar o seu filme em todos os principais cinemas de Macau e talvez até nas regiões vizinhas, como Hong Kong, Taiwan, Singapura, Malásia e até na China continental! Entretanto, o seu colega americano, que faz o seu filme com o mesmo orçamento nos EUA, tem provavelmente zero hipóteses de ver a sua obra ser apresentada nos cinemas mais ‘mainstream’. Esta é precisamente uma das razões para que os realizadores de Macau tenham mais apoio, mais recursos para fazer os filmes e, mais importante que tudo, confiança na distribuição do filme, enquanto o realizador americano é deixado ao desespero e à depressão, questionando-se onde é que o seu filme de um milhão de dólares o vai levar. Uma comparação como esta mostra-nos claramente as vantagens de fazer filmes na Ásia e é esta a razão por que eu continuo a focar-me em fazer filmes no Oriente, de forma a conseguir mais oportunidades para a distribuição comercial dos meus filmes. Seja como for, não interessa se estamos em Hollywood ou em Macau, qualquer filme – ou projecto – que valha a pena começa com um bom guião...

“Escrever um guião de Hollywood” 2015

O curso que leccionei em Macau foi considerado um curso de guionismo intermédio: a continuação do curso básico do ano passado “Da história ao guião”. Desta vez, tivemos 15 participantes (o máximo permitido), sendo que metade deles eram alunos que já estiveram presentes no último curso e a outra metade eram pessoas que estavam lá pela primeira vez. O curso

durou dez dias, teve lugar todas as segundas e sexta-feiras, das 19h00 e às 21h00. Nos primeiros dois dias usei o tempo para revermos algumas das ideias mais básicas e mais importantes do que é escrever um guião de cinema, algo que foi essencial não só para os novos estudantes, como para os que já tinham feito o curso anterior. O guionismo está vivo. É possível manter longas discussões acerca da escrita, o que é muito diferente da matemática, onde as fórmulas e os conceitos podem ser ensinados num determinado tempo. Durante o curso, examinámos as estruturas dos guiões, a forma como as personagens são desenhadas, a criação de conflitos para efeitos dramáticos e até a formatação dos guiões, entre outras coisas. Como no curso de 2014, os participantes deste ano têm diferentes ‘backgrounds’ e idades variadíssimas: desde os vinte e tal aos cinquenta. A maioria eram trabalhadores e alguns até tinham experiência em filmagens e cinema. Todos eram bastante proactivos e tive duas semanas fantásticas enquanto partilhava as minhas experiências, não só respondendo às suas perguntas, como ouvindo as suas opiniões sobre a produção de filmes e de guiões. Foi fantástico. Alguns dos participantes estão já a formar grupos de guionismo, para se encontrarem uma vez por mês para criticar e motivar-se uns aos outros e aos seus roteiros. É uma iniciativa fantástica.

“Re-escrever para Hollywood” 2016

Uma semana depois de ter deixado Macau, no final de Outubro, recebi um email da Creative Macau a convidar-me para regressar a Macau em 2016 para conduzir a terceira parte do curso de guionismo. Em princípio, isso acontecerá entre 25 de Janeiro e 5 de Fevereiro, sendo o título do curso “Re-escrever para Hollywood”. Esta será mais uma continuação do curso anterior, mas utilizarei a primeiro semana para rever conhecimentos mais importantes para eventuais novos estudantes. Ainda que o ponto de maior enfoque vá ser escrever uma longa-metragem, haverá alguns dias em que vamos também ter um cheirinho do que é escrever para curtas-metragens. Vamos ainda analisar as nossas oportunidades de sucesso nas indústrias cinematográficas dos EUA, Hong Kong e Macau. As inscrições deverão abrir em meados ou finais de Novembro e, pela nossa experiência, as vagas deverão esgotar rapidamente. Por isso, se está ou conhece alguém que esteja interessado em escrever um guião, inscreva-se o mais cedo possível, para que não fique de fora. Estou ansioso por regressar a Macau para leccionar este curso e passar momentos agradáveis com toda a gente, partilhando as alegrias e tristezas do que é escrever para Hollywood. *Realizador


Perfil

hoje macau sexta-feira 13.11.2015

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Dinizio Silva, jogador de futebol

Uma estrela para o futuro T

em apenas 17 anos, mas a vida deste jovem já está cheia de aventuras e esperanças para o futuro, bem como missões para cumprir. “Actualmente sou jogador de uma equipa de futebol local, a MFA Development, e jogo como avançado e médio. Fui também seleccionado para a selecção de Macau”, começa por dizer ao HM Dinizio Silva. Dinizio começou a ter contacto com este desporto quando tinha apenas quatro anos. A tenra idade para começar a dar pontapés na bola deve-se à influência da família, já que o pai também era jogador de futebol. “O meu pai ensinou-me a jogar futebol nos campos desde que eu era muito pequenino, porque o meu pai era futebolista a tempo inteiro.” Dinizio já teve a sorte de jogar em competições no interior da China, na Mongólia Interior, e na Tailândia. Experiências diferentes para quem joga futebol no território. “Nas competições, tivemos concorrentes muitos fortes, sobretudo das equipas nacionais. Normalmente a equipa de Macau perde nos jogos, mas esforçamo-nos ao máximo e ganhámos experiência, usufruindo também do jogo.” Em breve, Dinizio vai participar numa actividade maior, o Campeonato do Pacífi-

co, na Austrália, e não consegue esconder a excitação. “Estou muito contente por ter sido escolhido entre muitos jovens locais para a selecção que representa a minha terra natal. É sinal de que o treinador reparou no meu progresso.” Mas, como todas as histórias, também a deste jovem jogador não se pode focar apenas no actual sucesso. Dinizio também passou tempos difíceis no que à bola diz respeito. “Pensei em desistir deste desporto. Em anos anteriores, não jogava bem e fui muitas vezes chamado à atenção pelo treinador. Foi muito frustrante.” Dinizio não parece ter muito tempos livre para a diversão como os outros jovens da sua idade, já que os treinos de futebol, como admite, são muitos e muito duros. “Tenho treinos todos os dias, três horas por dia.”

Dar o salto

Dinizio nasceu e cresceu em Macau, mas considera a sua cidade “um bocado seca”, como nos diz. “Vou sempre aos mesmos sítios nos tempos livres. Normalmente assisto a filmes, faço natação durante o Verão, passeio e faço compras com amigos, mas jogo mais futebol e fico em casa.”

Se calhar é por causa disso mesmo que o jovem quer sair do território. 
 “Estou a pensar frequentar uma universidade onde possa beneficiar também de treinos de futebol, para que possa jogar no estrangeiro. Se conseguir, queria ser jogador fora de Macau. Já acho bom ser jogador em Hong Kong ou em Portugal”, disse, acrescentando que, além de pensar em ser futebolista, ainda não escolheu qualquer outra profissão. Dinizio vive entre as comunidades e as culturas chinesa e macaense. Ele próprio considera-se “meio macaense”, porque a mãe é macaense e o pai é chinês. “Tenho muitos contactos com jogadores macaenses e gosto de conversar com eles. Acho que, por estar dentro destes grupos, posso fazer mais amigos.” O jovem estudou na Escola Secundária Luso-Chinesa da Flora, depois passou a estudar na Escola Portuguesa de Macau a partir do oitavo ano, por decisão da mãe. Depois, pôde seguir a sua “vontade” e mudar para a Escola Secundária Pui Va, onde está no décimo ano. “Foi divertido estar na Escola Portuguesa, tinha colegas chineses, portugueses e mistos. No entanto, achei muito duro para mim. Por exemplo, estudar a História em Língua Portuguesa é muito difícil

para mim, o horário das aulas também era muito longo, mais de uma hora por aula, e às vezes tínhamos duas aulas seguidas.” Para o jovem, os estudos são mais relaxados nesta escola chinesa e não se arrependeu da decisão. Como joga bem futebol, é considerado a “estrela do futuro” na sua escola. Mas o jovem diz-nos, sem qualquer arrogância, que há sempre forma de melhor e ainda não é um futebolista “muito, muito bom”. Muitos estudantes, com 17 anos, conseguem apenas focar-se nos estudos. Mas Dinizio, assegura-nos que consegue manter o equilíbrio entre as duas coisas mais importantes na sua vida actual: a escola e o futebol. “Consigo gerir bem o uso do tempo, tanto as tarefas e exames na escola, como o futebol. Pelo menos nunca reprovei”, conta. Dinizio gosta que a família lhe dê um certo grau de liberdade, tanto nos estudos, como nas coisas que gosta de fazer. O futebol, claro, é uma dessas. E o jovem diz achar muito engraçado ter o mesmo gosto por este desporto desde que se lembra de existir. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos; Thomas Lim Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau sexta-feira 13.11.2015

cartoon por Stephff

Venda de bilhetes para o Grande Prémio aumenta 30%

A venda de bilhetes para a 62ª edição do Grande Prémio de Macau (GPM) aumentou 30% face ao ano passado, confirmou esta segunda-feira João Costa Antunes, coordenador da Comissão do GP. O aumento das vendas traduz-se em receitas de sete milhões de patacas, sendo que em relação aos patrocínios houve um aumento de 8%. Em relação à passagem da Comissão do GP para a alçada do Instituto do Desporto (ID), Costa Antunes disse que “a fase preliminar do Grande Prémio teve a participação de vários serviços e todas as tarefas incluem uma colaboração inter-departamental”, sendo que tanto a Comissão, como o ID “já realizaram várias reuniões nas quais se registou um progresso satisfatório”, aponta um comunicado ontem divulgado.

Resultados da Macau Legend em queda no 3º trimestre

As receitas da Macau Legend Development registaram uma queda anual de 18% no terceiro trimestre do ano, para 370,5 milhões de dólares Hong Kong. Num comunicado, enviado à bolsa de Hong Kong, a empresa de David Chow anuncia, no entanto, receitas 10% mais altas no sector extra-jogo, que totalizaram 140,9 milhões.

Emprego Sands cria programa de estágios

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A Sands China criou um novo programa que incentiva a mobilidade de funções dos seus funcionários. Através da abertura de estágios nas áreas das convenções e exposições, entretenimento e hotelaria, os trabalhadores podem escolher um sector da sua preferência para lá trabalhar a curto e a longo prazo. Os membros que ingressarem em programas mais longos vão trabalhar no grupo da equipa de resort integrado. As pessoas com diferentes especializações terão oportunidade para participar em projectos de diferentes cargos e áreas. “A formação e capacidade deixa-os estes membros preparados para serem futuros líderes na área de gestão deste departamento”, refere o comunicado da empresa. Inicialmente foram apenas abertas 300 vagas, mas houve mais de 2000 candidaturas. O primeiro grupo deverá começar os estágios a 30 deste mês.

Macau População fala em degradação da qualidade de vida

Os males do dinheiro A indústria do turismo corre o risco de perder o apoio da população se a insatisfação com a qualidade de vida continuar a aumentar, aponta um estudo da Universidade de Macau (UM) publicado este mês. O trabalho “Resident’s Perceptions of the Role of Leisure Satisfaction and Quality of Life in Overall Tourism Development: Case of a Fast-Growing Tourism Destination – Macao”, da autoria dos professores Amy So, Desmond Lam e Xue Yan Liao, argumenta

que o desenvolvimento do sector do turismo contribuiu para maior oferta de lazer em Macau, o que é valorizado pela população. No entanto, ainda assim, quem vive na cidade acusa uma degradação da qualidade de vida, criando insatisfação com a indústria. “Quanto mais satisfeitos os residentes de Macau estão com a sua qualidade de vida, mais provável é que pensem que o turismo lhes traz mais benefícios do que prejuízos”, explica o estudo, sublinhando que, no entanto, “os residentes de Macau não estão muito satisfeitos com a sua qualidade de vida”, especialmente no que diz respeito ao controlo do trânsito, ao intenso crescimento e ao fraco planeamento urbano.

Colateral

Em termos gerais, a população “tende a acreditar que o turismo traz mais benefícios que custos”, mas, apesar de beneficiar de uma economia forte, “sente-se perturbada por problemas como o custo ambiental, aumento do preço das casas e problemas de trânsito”.

“Se a situação piorar, isso vai afectar o seu apoio à indústria do turismo (…) Os governantes devem perceber que é muito importante equilibrar a qualidade de vida dos residentes com o desenvolvimento turístico, o que iria eventualmente resultar numa estabilidade a longo prazo na indústria do turismo”, concluem os investigadores. Em declarações à Lusa, Desmond Lam sublinhou que a equipa concluiu que “a percepção dos residentes em relação à qualidade de vida é mais baixa do que o esperado em muitas áreas”. Nesse sentido, “há muito espaço para melhorias”, disse citando os problemas de trânsito, pressão urbana e limpeza da cidade. “Sentem também que os turistas nem sempre respeitam o seu modo de vida”, indica. Por outro lado, “sentem que Macau é seguro, tem um ambiente político estável e água limpa”, diz. As entrevistas para este estudo foram conduzidas entre Junho e Julho de 2013 e envolveram 265 residentes. LUSA/HM

Ip Peng Kin vai ser Chefe de Gabinete de Alexis Tam

H

á mudanças na equipa de Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, avança a Rádio Macau. O actual chefe de gabinete do secretário está de saída e Lai Ieng Kit vai ser substituído por Ip Peng Kin que, desde 2010, é presidente do Fundo de Segurança Social (FSS). A Rádio avança ainda que Ip Keng In, que foi presidente do Instituto de Acção Social durante 12 anos, é licenciado em Gestão de Empresas e tem um mestrado em Administração Pública. Em conferência de imprensa, Alexis Tam garantiu ainda que o actual presidente do Instituto de Acção Social (IAS), Iong Kong Io, será o novo presidente do FSS, enquanto que o IAS passa a ser dirigido pela actual vice-presidente do IAS, Vong Kuok Seng. A saída de Lai Ieng Kit deve-se ao pedido de aposentação. Alexis Tam garantiu que o seu chefe de gabinete “fez um excelente trabalho e organizamos melhor os nosso trabalhos”. “No ano passado já queria reformar-me mas o Secretário queria que trabalhássemos em conjunto para melhor servir a população.”

A.S.S.\J.F.


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Hoje Macau 13 NOV 2015 #3453 by Jornal Hoje Macau - Issuu