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Hoje Macau 12 AGO 2011 #2431

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hojemacau MOP$10

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEXTA-FEIRA 12 DE AGOSTO DE 2011 • ANO X • Nº 2431

TEMPO AGUACEIROS MIN 26 MAX 32 HUMIDADE 65-95% • CÂMBIOS EURO 11.5 BAHT 0.3 YUAN 1.2

Chui Sai On em aparição relâmpago

Sem tempo de antena

Na segunda passagem do ano do Chefe do Executivo pela Assembleia Legislativa, os deputados tiveram apenas dois minutos para pôr as suas questões a Chui Sai On. Pouco tempo, consideram eles. Outros, como José Pereira Coutinho, ainda tiveram o azar de nem sequer obter uma resposta. > PÁGINAS 4 A 7

‘Dealers’ dos casinos

Autocarros

• PÁGINA 9

• PÁGINA 8

CAMPANHA CONTRA DISCRIMINAÇÃO

Ter para ler

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MAIS UM MAU DIA PARA A REOLIAN


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ACTUAL

NOVOS PROJECTOS DE CAMINHOS-DE-FERRO SUSPENSOS A China decidiu suspender todos os projectos de construção de caminhos-de-ferro enquanto não forem completamente dissipadas as dúvidas sobre a segurança da rede ferroviária. O anúncio foi feito três semanas depois da ocorrência do segundo pior acidente ferroviário na China – o acidente mais grave ocorreu em 2008 –, em que a colisão de dois comboios de alta velocidade na região de Wenzhou (este da China), provocou 40 mortos, no dia 23 Julho. ANDRÉ LIMA VAI TREINAR NA CHINA André Lima prepara-se para abraçar a segunda experiência como treinador, depois da passagem pelo Benfica, mais concretamente no Ko Wong Meng, clube da 1.ª Divisão da China. Não tem pressa, mas a verdade é que também não quer perder tempo, por isso, e apesar do campeonato só se iniciar em Outubro, André Lima decidiu viajar para o continente asiático com um mês e meio de antecedência, nomeadamente para a cidade de Cantão. Porquê? “Parto no dia 17, porque necessito de tempo para perceber a realidade e organização do clube, as condições de trabalho e, obviamente, para começar a adaptar-me a uma cultura completamente diferente”, conta o campeão europeu ao jornal “A Bola”, na pele de técnico, pelas águias. TRIBUNAL IMPEDE DONO DO BIRMINHAM CITY DE VIAJAR PARA INGLATERRA Um Tribunal de Hong Kong rejeitou o pedido de Carson Yeung, proprietário do clube inglês Birmingham City, para assistir ao primeiro jogo da época da equipa. Carson Yeung, acusado de lavagem de dinheiro numa soma de cerca de 720 milhões de dólares de Hong Kong, deslocou-se ontem ao Tribunal para se disponibilizar a aumentar a caução para três milhões de dólares de Hong Kong para garantir autorização para se deslocar a Inglaterra onde o Birmingham vai jogar com o Coventry. No entanto, o juiz encarregue do caso decidiu que Carson Yeung terá de permanecer em Hong Kong pelo menos até 30 de Agosto. Carson Yeung comprou o clube inglês em 2009 e está agora na segunda divisão.

Economista de Pequim prevê forte recessão económica

Insustentável, crescimento da China vai desacelerar

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NQUANTO a China faz de tudo para reequilibrar a economia, um número pequeno mas crescente de economistas chineses começa a projectar um crescimento muito menor — de 6% a 7% ao ano — para os próximos anos. Mas a matemática do ajuste sugere que o crescimento deve cair ainda mais, talvez para metade desse nível, segundo a opinião de Michael Pettis, professor de finanças da Universidade Pequim e pesquisador sénior do Carnegie Endowment. O crescimento chinês nas duas últimas décadas foi sustentado com grandes saltos no investimento directo do Estado. A consequência foram grandes superavits na balança comercial para absorver o excesso de capacidade resultante na indústria. Tal situação é insustentável. O investimento, sobretudo em infra-estrutura e imóveis, é cada vez mais desnecessário. Com a Europa em crise e Japão e Estados Unidos endividados até o pescoço, a demanda de exportações da China vai estagnar. É possível, para a China, fazer do consumo interno — e não do investimento — o principal motor do crescimento? Sim, mas vai ser muito difícil. Na China, o consumo

das famílias responde por cerca de 35% do PIB, muitíssimo menos do que em qualquer outro país. Tamanho desequilíbrio interno não tem precedente histórico. Em Pequim, há quem reconheça como o desenvolvimento do país foi desequilibrado. Daí o governo estar dizendo que a meta, nos próximos dez anos, é elevar o consumo para 50% do PIB. Até mesmo essa parcela é baixa — deixaria a China na lanterninha do grupo de países do Leste Asiático onde o consumo é baixo. Mas bater essa meta é complicado, pois exige que o consumo das famílias aumente a um ritmo quatro pontos percentuais mais acelerado do que o do PIB. Na última década, o consumo das famílias chinesas subiu entre 7% e 8% ao ano; já o PIB cresceu de 10% a 11%. Se a expectativa for a de que o PIB chinês vai crescer de 6% a 7%, o consumo das famílias teria de subir de 10% a 11%.

PREÇO ALTO

É difícil um crescimento do consumo dessa ordem, pois há tremendos factores estruturais a trabalhar contra. O modelo de crescimento chinês transfere renda das famílias para empresas, sobretudo na forma de juros artificialmente baixos. Isso derruba drasticamente o custo do crédito para estatais que injectam

esse dinheiro barato em mega-investimentos. O crédito fácil também engorda margens de lucro de bancos e permite que absorvam facilmente dívidas complicadas. Esse capital barato tem um preço para o cidadão comum. O baixo rendimento de depósitos obriga o chinês a sacrificar o consumo para poupar mais. O resultado é uma queda acentuada da fatia do consumo no PIB. Se a China quiser que o consumo substitua o investimento como motor do crescimento, esse processo de repressão financeira terá de ser revertido. As famílias terão de ter uma parcela cada vez maior do crescimento geral. Tal inversão é inevitável, mas não será fácil. Investimentos desnecessários e excesso de capacidade significam uma dívida cada vez maior com bancos, o que exige mais transferência de riqueza para manter viável o sistema bancário. Mas se nos próximos anos as famílias seguirem pagando como fizeram até aqui, a China não conseguirá escapar desse modelo.

MILAGRES

Precedentes históricos desse acúmulo de dívida são preocupantes. Na história moderna, todo país que viveu muitos anos de “milagre económico” passou pelo problema

do investimento e do endividamento excessivos. Basta olhar para o Japão. A necessidade de derrubar endividamento dificulta o reequilíbrio interno — e o processo sempre demora muito mais do que as projecções mais pessimistas. Mas é preciso considerar o preço de adiar essa inversão. Ainda que o consumo continue a crescer à taxa registada na última década (quando o cenário económico na China e no mundo era efervescente e o peso da dívida muito menor), o crescimento da economia teria de cair para 3% ou 4% para um reequilíbrio. Esse é, em outras palavras, o impacto do corte necessário no investimento, que terá de ser rápido e acentuado. No pior cenário, o crescimento do consumo cai para menos do que o registado na última década — talvez devido à expansão mais lenta do PIB —, dificultando ainda mais o reequilíbrio. A única maneira de acelerar o processo seria o governo recapitalizar os bancos com dinheiro público. A China tem um punhado de decisões difíceis a tomar se quiser dar à economia outro rumo que não o do investimento. Todos os cenários exigem que a economia deixe de crescer tão rápido como até aqui. Tanto Pequim como o mundo terão de se acostumar à nova realidade.


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O melhor é estar quieto, parado, imóvel e de contida respiração. Alterar sob pena de errar não será nunca opção. E como esta oligarquia foi herdada, a vantagem está em manter tudo como está, pois a culpa (a existir) recairá sobre os antepassados, os das barbas avinhadas e dos olhos bovinos. Carlos Morais José, P. 19

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China investiga suposto uso de cadáveres na fabricação de comprimidos

Energia à custa de bebés mortos

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Ministério da Saúde chinês anunciou uma investigação sobre o suposto uso de corpos de bebés mortos e fetos para a fabricação de “pílulas energéticas”, após informações sobre esta prática aparecerem nos média chineses e sul-coreanos. A investigação está concentrada na província chinesa de Jilin, fronteiriça com a Coreia do Norte, já que existem suspeitas de que membros da minoria

étnica coreana que vive na região façam o contrabando destas pastilhas à Coreia do Sul, destacou o jornal estatal “China Daily”. Uma reportagem transmitida na semana passada pelo canal sul-coreano SBS mostrou vídeos da suposta fabricação deste produto, assim como declarações de especialistas médicos afirmando que após analisar o ADN nos comprimidos tinha-se detectado mais de 99% de semelhança genética com o organismo humano.

Segundo estas informações, as pastilhas são vendidas no mercado clandestino da Coreia do Sul por cerca de 6,5 dólares a cápsula. Embora alguns médicos chineses citados pelo “China Daily” assinalem que estas notícias podem ser meros rumores, o Ministério da Saúde chinês assegurou que está a dar “grande importância” à investigação. O “China Daily” também levanta a possibilidade de os comprimidos serem elaborados com placentas de grávidas, dada a longa tradição de utilizar estas na medicina tradicional chinesa, que considera o seu consumo benéfico para a circulação do sangue, entre outros usos.

EUA QUEREM QUE PEQUIM EXPLIQUE PORTA-AVIÕES

Digam lá para que serve isto O

S Estados Unidos anunciaram ontem pretenderem que a China explique porque motivo tem necessidade de porta-aviões. “Saudaríamos todo o género de explicação proveniente da China sobre a necessidade desse equipamento”, considerou a porta-voz do departamento de Estado, Victoria Nuland, quando foi questionada pelos jornalistas sobre o facto de o primeiro porta-aviões chinês, que on-

tem efectuou o seu baptismo de mar, poder aumentar as tensões na região do mar da China. “Está ainda relacionado com uma inquietação mais geral, pelo facto de a China não ser tão transparente como outros países. Não é tão transparente como os Estados Unidos em relação às suas aquisições militares e ao orçamento da Defesa”, sublinhou Nuland. “Aspiramos a uma relação

aberta e transparente nas questões militares”, acrescentou. O primeiro porta-aviões chinês efectuou ontem o seu primeiro baptismo de mar, oficialmente para “ensaios”. O navio “Varyag” com 300 metros, que pertencia à ex-marinha soviética, comprado em 1998 à Ucrânia e totalmente remodelado e equipado na China, zarpou do porto de Dalian (nordeste) onde estava nos estaleiros locais há vários anos.

CHINÊS VESTE AMIGOS DE CENOURA PARA PEDIDO DE CASAMENTO

Um amor muito laranja U

CAMUFLADO PELA ARTE

O artista chinês Liu Bolin pinta a si próprio, com a ajuda de alguns colegas, colado a uma prateleira de refrigerantes. O pintor, conhecido por se mestre em camuflar-se entre objectos e casas, usa a sua arte silenciosa para protestar contra o uso de plastificantes nos alimentos processados. Liu tem um estúdio de arte no famoso distrito de arte 798, em Pequim.

M chinês apaixonado convenceu 48 amigos a vestirem-se como cenouras gigantes e dançarem num centro comercial para tentar convencer a namorada a aceitar o seu pedido de casamento. Os amigos de Pals Pang Kun surgiram mascarados num shopping em Qingdao, na província de Shandong, para atrair a atenção de Xhao Xinyu. Enquanto as cenouras dançavam, Pang iniciou o seu discurso num microfone. “Seis meses atrás eu conheci-te. Ainda lembro-me da tua timidez no nosso primeiro encontro, o meu desejo para o encontro seguinte e a minha emoção quando segurei a tua mão no cinema”, declarou. Surpresa, Xhao ligou para o telemóvel do

namorado quando uma das cenouras caminhou até ela e tirou a roupa, revelando ser Pang. Romântico, o jovem ajoelhou-se e fez o pedido, enquanto várias pessoas que passavam pelo centro comercial gritavam “Case com ele!”. Mesmo tímida, Xhao aceitou a proposta e comemorou o noivado com um beijo. Yuan Mei, amigo de Pang, disse que os preparativos para o inusitado pedido duraram três semanas. E como laranja é a cor favorita de Xhao, o apaixonado chinês escolheu as cenouras como a fantasia perfeita para fazer com que a amada aceitasse o pedido. “Ele gastou cerca de 10 mil yuans, incluindo figurinos, actores e equipamentos”, disse ele. “Eles ensaiaram a dança durante dois dias inteiros”.


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POLÍTICA

Prazo para 19 mil habitações públicas vai ser cumprido e Chui promete mais

Missão habitação: cumprida O Chefe do Executivo apresentou-se na penúltima sessão da AL antes das férias para responder às perguntas dos deputados. Ontem, Chui Sai On prometeu cumprir o prazo para terminar a construção das 19 mil habitações públicas e avançou ainda que há já terrenos reservados para serem construídas mais 6000 casas deste tipo Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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S 19 mil habitações públicas vão ser concretizadas? Pode repensar-se tirar o subsídio de velhice dos cálculos para candidaturas a habitação económica? Quais as medidas a longo prazo relativamente às habitações sociais? Foram estas as perguntas que dominaram ontem o plenário da Assembleia Legislativa (AL), no qual esteve presente Chui Sai On, naquela que foi a sua segunda visita ao plenário. “A nossa equipa está confiante que se possa atingir o objectivo das 19 mil habitações”, esclareceu Chui Sai On. Em resposta às dúvidas de Au Kam San, Ng Kuok Cheong e outros membros da AL sobre se seria possível cumprir a calendarização no que diz respeito à construção das mais de mil fracções económicas – faltam pouco mais de 500 dias para o fim do prazo -, o Chefe do Executivo quis deixar claro que esse “era um compromisso que iria ser cumprido”. Mas Chui Sai On não se ficou por aí e avançou ainda que já existem mais terrenos reservados para a construção de fracções deste

tipo. “Posso prometer que vamos ter, além das 19 mil habitações concluídas no prazo, mais 2500 fracções” a curto prazo. Mas os terrenos reservados podem ver crescer mais seis mil habitações económicas no futuro, conforme mencionou o Chefe do Executivo . Chui Sai On frisou ainda que após a aprovação da Lei de Habitação Económica – que está neste momento a ser analisada na especialidade em seio de comissão – as casas podem começar a ser distribuídas aos candidatos que se encontram em lista de espera há, pelo menos, três anos. “A prioridade são as habitações sociais que são, depois, complementadas pelas económicas”, ressalvou Chui Sai On. Ng Kuok Cheong relembrou, no entanto, que restam apenas 519 dias para finalizar as 19 mil habitações que só estão concluídas 3900. “Muitas nem foram ocupadas e nem se sabe quando vão ser. Além de que muitos candidatos esperam três anos para conseguir habitação”, disse o deputado. Chui Sai On respondeu, contudo, que “em breve a distribuição iria ser feita” e justificou o atraso com o facto de as “candidaturas se terem acumulado ao longo dos anos”. Para Ng Kuok Cheong, que falou aos jornalistas depois de ter ouvido a resposta do Chefe

DÚVIDAS NA TAIPA PEQUENA

Au Kam San não quis deixar passar em branco o problema de alteração de finalidade de um terreno na Taipa Pequena. O deputado democrata questionou directamente Chui Sai On sobre o que teria acontecido às mais de mil opiniões recolhidas durante o período de consulta pública. Recordese que depois de apresentadas à Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) as opiniões foram contabilizadas apenas como uma, juntando-se a outras 779 que a entidade reuniu. A maioria das declarações manifestava-se contra a construção do projecto ou pedia uma redução da área da obra. Chui Sai On disse apenas que “o respectivo serviço público está a proceder aos estudos” sobre o projecto e que o Governo está ainda à espera do relatório. “As entidades competentes estão a trabalhar, assim que for produzido o relatório do impacto ambiental, podem ser melhor esclarecidas as vossas dúvidas”, frisou, acrescentando que “houve sempre transparência no processo e que vai ser disponibilizada informação”. Rumores apontam para que o projecto da Taipa Pequena esteja a ser apoiado por algumas “pessoas poderosas da China Continental”.

do Executivo, “esta seria a altura certa para que fosse feito planeamento de mais habitações para, por exemplo, os próximos cinco anos”. O deputado criticou Chui Sai On, dizendo que o Chefe do Executivo “não está interessado em planear o futuro e que espera resolver os problemas apenas à última da hora”. Também a recente exclusão de alguns cidadãos da lista de candidatura às casas sociais foi tema de debate no plenário. O Instituto de Habitação (IH) aumentou o máximo elegível de rendimentos para a candidatura às fracções mais baratas, mas a pensão de velhice conta

também para efeitos de cálculo. Algumas pessoas, na sua maioria idosos, estavam na lista de espera há mais de uma década. Au Kam San juntou a sua voz à dos contestatários e considerou escandaloso que pessoas deixadas tanto tempo à espera, sujeitas ao aumento do custo de vida e a terem de buscar mais fontes de rendimentos, sejam desqualificadas por ultrapassarem o limite, algumas delas por meras 60 patacas. “A remoção dos nomes por estarem a ganhar mais não é humana e [o Chefe do Executivo] Chui Sai On podia dar alguma resposta positiva quando for à AL”, desa-

fiou o pró-democrata na passada quarta-feira. Ontem, Paul Chan Wai Chi juntou-se a ele e a Ng Kuok Cheong para questionar o Chefe do Executivo precisamente sobre esse assunto. A bancada dos democratas considera “injusta” a decisão do Governo e pede que “seja repensada” a lei e incluídos novamente os candidatos retirados da lista. “Como podemos permitir que estes cidadãos possam ter direito a habitação?”, interrogou Paul Chan Wai Chi. Chui Sai On não aparenta querer voltar atrás na decisão e frisa que “tem de se agir em conformidade com a lei estabelecida”. O Chefe do Executivo diz existe “preocupação com quem tem rendimentos baixos” mas que “excepções nos requisitos para a candidatura têm de ser analisados caso a caso”. Em resposta a Sio Chi Wai, que interpelou o Governo sobre quais as medidas a longo prazo para apoiar a população carenciada a obter casa, o Chefe do Executivo salientou que a Administração vai continuar a implementar medidas, como já tem feito. “O regime de selo especial e as ajudas de crédito já tiveram efeitos na descida no número de transacções e o apoio na aquisição de habitação própria e o subsídio de residência também”.


‘PART-TIME’ DE VERÃO COMO TRAFICANTE À PORTA DE CASINOS

Um estudante local de 15 anos, de apelido Chan está a aguardar a instauração de um processo depois de ter confessado traficar drogas às portas dos casinos. Segundo informações do Ministério Público, o adolescente foi detido no início deste mês perto da sua casa, na zona norte da cidade, com seis sacos de ketamina (3,16 gramas). No quarto de Chan foram ainda encontrados dois sacos de drogas com 23,21 gramas e utensílios para embrulhá-las. O adolescente admitiu que durante as férias de Verão tinha comprado as drogas em Zhuhai e estava a revendê-las em Macau.

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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NTEM, no plenário da Assembleia Legislativa (AL), o Chefe do Executivo deixou claro que “Macau tem um base económica capaz de resistir aos impactos externos” do mercado. Tsui Wai Kwan pediu esclarecimentos a Chui Sai On acerca da situação do território perante a crescente inflação. O deputado frisou que “mesmo com as medidas de acção social, os grupos fragilizados continuam com dificuldades” e questionou ainda como será a previsão financeira da RAEM no futuro. Chui Sai On disse entender que a recente rebaixa da nota da dívida dos EUA – de AAA para AA+ - causa preocupação e que os mercados financeiros e os investidores procuram evitar correr riscos, mas assegura que “neste momento não há variações na moeda e o mercado de Macau dispõe de uma base económica capaz de resistir ao impacto externo”. Chui Sai On diz ainda que as reservas cambiais contêm vários activos em dólares de Hong Kong, bem como os depósitos e os empréstimos: “A indexação da pataca ao dólar de Hong Kong é a melhor opção nesta fase”, explicou o Chefe do Executivo. A avaliação da economia de Macau foi estável no primeiro semestre deste ano e a situação “vai manter-se” desta forma nos próximos meses do ano, garante Chui Sai On. Macau recebeu no primeiro trimestre mais de 13 milhões de visitantes e o PIB atingiu 21,5% na mesma altura. “Os saldos financeiros de Macau têm uma certa dimensão e base financeira estável, no segundo semestre vai continuar o desenvolvimento sustentável”, frisa Chui Sai On, ainda mais com a implementação do 12.º Plano Quinquenal e do Acordo-Quadro de Macau-Guangdong, que trará “novas oportunidades” para a RAEM. Ainda assim, o Governo diz-se prudente e fiscalizador, mesmo tendo

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Governo admite estabilidade financeira e promete mais apoios

Finanças optimistas em Macau A estabilidade económica de Macau vai manter-se mesmo com a crise financeira internacional. Quem garante é Chui Sai On, que diz ainda que a inflação no território não vai ultrapassar os 5% no segundo semestre e promete investir 10 milhões de patacas em apoios à população nos próximos meses em conta a “situação optimista” do território.

APOIOS À POPULAÇÃO

Apesar de admitir que Macau corre o risco constante de subir a taxa de inflação, Chui Sai On assegura que “segundo avaliação” do secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, a inflação “não vai ser superior a 5%” no segundo semestre. Em Maio, a taxa de inflação atingiu os 4,09%. O Chefe do Executivo

salienta, no entanto, que o território tem de estar atento e anunciou, por isso, que o Governo vai canalizar 10 mil milhões de patacas para apoios à população no segundo semestre, além do apoio pecuniário já anunciado em Maio. Chui Sai On fala ainda em possível aumento da subvenção de velhice – de 2000 para as 3000 patacas -, a acumular-se com a isenção de rendas, o reforço do banco alimentar, aumento

dos subsídios de transporte e electricidade. “Vamos também pedir cooperação com Taiwan e Tailândia na importação de alimentos, de forma a reduzir s custos adicionais que possam advir daí”, frisou ainda o Chefe do Executivo. Chui Sai On afirma ainda que, caso as necessidades das pessoas se continuem a agravar, mais medidas serão tomadas. Para já o reforço do sistema de segurança social é outra das prioridades.

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ANTÓNIO FALCÃO | BLOOMLAND.CN

Joana Freitas

SEXTA-FEIRA 12.8.2011

NOTIFICAÇÃO EDITAL (Exercício do direito de defesa)

N.º 227/2011

Considerando que não se revela possível notificar, nos termos dos artigos 10.º e 58.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, o senhor WAN SIU WAI, proprietário do “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS SAPPORO”, sita na Avenida 1 de Maio, n.os 387, 391, Edifício Pou Lei Tat Fa Un, R/C, Lojas Y, Z, AA, em Macau, pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra forma, sobre a matéria acusada pela eventual infracção ao disposto a Lei n.º 7/2008 --- Lei das relações de trabalho, Raimundo Vizeu Bento, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, manda que se proceda, nos termos do n.º 2 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, conjugado com o artigo 94.º do mesmo código, à notificação do senhor WAN SIU WAI, proprietário do “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS SAPPORO” por não ter observado o n.º 4 do artigo 26.º da Lei 21/2009 – Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes, de 27 de Outubro, não pagamento do custo de transporte do trabalhador para o local da sua residência habitual, com os trabalhadores não residentes LIAN HUOSHENG e CHEN DASHENG. Nos termos da alínea 3) do n.º 2 do artigo 32.º do mesmo diploma, a aludida infracção é punida com multa de MOP5.000,00 (cinco mil patacas) a MOP10.000,00 (dez mil patacas) por cada trabalhador em relação ao qual a infracção se verificar, perfazendo assim o cumulo material da pena de multa em MOP 10.000,00 (dez mil patacas) a MOP 20.000,00 (vinte mil patacas). Pela infracção prevista no n.º 1 do artigo 33.º, podem ser aplicadas as seguintes sanções acessórias: Ao empregador, revogação de todas ou parte das autorizações de contratação de trabalhadores não residentes concedidas, acompanhada da privação, pelo período de seis meses a dois anos, do direito de pedir novas autorizações. Nestes termos, é concedido ao notificado o exercício do seu direito de defesa por escrito no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte ao da publicação dos presentes éditos. A notificação da acusação em causa pode ser levantada no D.I.T., sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, dentro das horas de expediente, sendo também permitida a consulta do respectivo processo n.º 8175/2010. Após a falta de apresentação da defesa escrita pelo notificado, dentro do prazo acima referido, é lhe aplicada a multa.

Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, aos 8 de Agosto de 2011.

O Chefe do Departamento,

Raimundo Vizeu Bento


AUMENTA NÚMERO DE SUICÍDIOS NO PRIMEIRO SEMESTRE

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POLÍTICA

O director do Instituto de Acção Social (IAS), Iong Kong Io, confirmou que o número de suicídios em Macau aumentou no primeiro semestre, sem saber, contudo não soube adiantar números. Segundo a Caritas, que tem um serviço telefónico de auxílio a suicidas, no primeiro trimestre deste ano registaram-se 2239 chamadas, a maioria dela de mulheres. O responsável do IAS assegurou que a tendência suicida está a merecer mais atenção por parte do Governo.

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Governo quer aumento das contribuições para o FSS, Coutinho fica sem resposta

Os problemas de sempre com o dinheiro O Governo quer mais contribuições para o Fundo de Segurança Social, de forma a manter o sistema no futuro. Este ano houve espaço para reestruturar a Administração Pública, mas os funcionários aposentados continuam sem subsídios, depois de uma década a recebê-los. A acusação é feita por José Pereira Coutinho, o único deputado que ficou sem resposta no plenário de ontem Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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Regime de Segurança Social ocupou parte das três horas de reunião entre deputados e Chefe do Executivo, ontem na Assembleia Legislativa (AL). Kwan Tsui Hang elogiou a entrada em vigor do novo Regime de Segurança Social, mas alertou para o facto do Fundo de Segurança Social (FSS) “poder entrar em falência daqui a 20 anos” e questionou o que pretende fazer o Governo para

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STÁ confirmada para ingressar em sede de comissão após férias da Assembleia Legislativa (AL), em Outubro, a Lei de Declaração de Rendimentos – “algo que vai contribuir para o desenvolvimento sustentável da RAEM”, diz Chui Sai On. Ho Ion Sang levou ontem a plenário o tema da Lei do Planeamento de Desenvolvimento Urbano e da Lei de Defesa do Património. Chui Sai On avançou que ambas, que se interligam, estão em processo de revisão e serão apresentadas em breve”. A Lei de Salvaguarda do Património foi remetida a consulta pública já em 2008, mas a sua aprovação pelos deputados tem sido constantemente adiada. Ainda assim, Chui Sai On afirma que nunca houve casos de violação do património histórico de Macau,

cumprir a promessa de que o FSS se mantém no futuro. Chui Sai On considera ser importante manter a sobrevivência do sistema, mas afirma ser “difícil suportar os encargos financeiros futuros” se for mantida a contribuição de apenas 45 patacas. “É necessária a contribuição das duas partes [cidadãos e Governo]. O Executivo vai assumir esta responsabilidade mas não é suficiente, já é a altura de se elevar o montante das contribuições para manter a estabilidade”, afirmou Chui Sai On. O Chefe do Executivo deu o

TEMPO CONTADO

O facto de os deputados terem apenas dois minutos para fazerem as perguntas ao Chefe do Executivo foi ontem criticado pelos deputados. José Pereira Coutinho frisou que o tempo “não é suficiente” e que não permite “à população obter esclarecimentos” sobre os assuntos que estão a ser tratados na AL, transmitida em directo na televisão e rádio. O deputado caracteriza este como “um sistema ultrapassado”. Para quem esteve no plenário era visível a pressa dos deputados que tinham mais do que uma questão a colocar, muitas vezes imperceptíveis pela rapidez com que eram colocadas.

exemplo da Alemanha, onde os cidadãos contribuem com 9% do ordenado para suportar o sistema. Chui Sai On diz agora que vão ser elaborados estudos que permitam ao FSS funcionar normalmente no futuro.

APOSENTADOS SEM SORTE, COUTINHO SEM RESPOSTA

Também as recentes alterações nos serviços públicos e os problemas

com os funcionários aposentados não escaparam ao escrutínio dos deputados. José Pereira Coutinho voltou a frisar a exclusão dos subsídios na administração pública dos trabalhadores aposentados e pensionistas das forças de segurança pública e de pessoal civil. Estes não recebem mais as mil patacas de subsídio de residência que, muitos deles, recebiam há já dez ou 20 anos. A justificação do Governo foi que

LEI DE DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS CHEGA EM OUTUBRO À AL

Em breve, os diplomas considerado património mundial da UNESCO em 2005, mesmo que o “desenvolvimento de uma cidade possa afectar isso”. Sem rodeios, o Chefe do Executivo afirma, contudo, que “as variações numa cidade são constantes” e

que o desenvolvimento não pode parar por causa da protecção ao património. “De acordo com o compromisso assumido temos de o salvaguardar e não vamos violar o nosso compromisso com o centro histórico mundial,

mas há grande trabalho a desenvolver. Desde que haja espaços e harmonia [não faz mal], temos de corresponder às necessidades”, afirmou Chui Sai On. Os pedidos de importação de empregadas domésticas da China Continental foram ouvidos pela Administração. Chui Sai On afirmou ter entrado em contacto com os serviços competentes do interior do continente para tornar possível esta situação. Segundo o Chefe do Executivo, as famílias de Macau, sobretudo as que albergam idosos, preferem mulheres chinesas às filipinas ou indonésias como empregadas domésticas,

devido a ser mais fácil a comunicação e melhor compreendida a cultura. “Assim que aprovada [a situação], muitos pedidos vão ser feitos ao Governo”, salientou Chui Sai On. Em resposta a Chan Meng Kam, que frisou a necessidade de mais medidas de segurança após a explosão no Centro Internacional de Macau, Chui Sai On disse que foram já accionados mecanismos de emergência. “Estão a ser adoptadas uma série de medidas para fazer face ao perigo. Vão ser aperfeiçoados os diplomas vigentes para gerir os grandes incidentes”, afirmou o Chefe do Executivo. - J.F.

esses funcionários “habitam em casas sociais do Instituto de Habitação ou da PSP”, pelo que deixam de ter direito ao apoio financeiro. Algo que não satisfaz Pereira Coutinho que salienta que outros recebem, mesmo com casa própria. O deputado quis saber o motivo desta decisão, que caracteriza como “violação à Lei Básica”. Contudo, e apesar de todos os esforços e explicações e do facto de esta ser, pelo menos, a terceira vez que o presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública fala no assunto, Pereira Coutinho não viu a sua dúvida ser esclarecida. É que Chui Sai On pediu ao deputado para lhe passar as respostas “por escrito, de forma a que pudessem ser aprofundadas”. Mesmo com as perguntas de Pereira Coutinho entregues uma semana antes, o Chefe do Executivo mostrou desconhecer o assunto, dizendo apenas que estaria disposto a analisar as questões. Para o deputado, o Chefe do Executivo “não veio com a lição bem estudada”. Ung Choi Kun questionou a recente reestruturação da Administração Pública – que subiu de 349 funcionários para 628 – um aumento de 33,9% face ao número de funcionários públicos desde 1999. Para o deputado, o aumento de empregados, sobe as despesas da Administração. Mas Chui Sai On afirma que “já era altura de reforçar a máquina administrativa”. Para o Chefe do Executivo, a nova organização vai impedir sobreposição de competências, além de servir “as necessidades futuras”.


SEXTA-FEIRA 12.8.2011

CONSÓRCIO DA ANA SAI DO AEROPORTO DE MACAU POR 45 MILHÕES

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O consórcio formado pela portuguesa ANA e pela China National Aviation Corporation (CNAC) concluiu ontem a venda da ADA - Administração de Aeroportos à Companhia do Aeroporto de Macau, 45 milhões de patacas, tendo as partes chegado a acordo depois de meses de negociação após a Companhia do Aeroporto de Macau (CAM) ter recusado a renovação do contrato de gestão do aeroporto à empresa luso-chinesa. A ANA, que tem 49% da empresa, vai dividir com o seu parceiro chinês algum capital que tinha em caixa num valor da ordem das 10 milhões de patacas.

LEI DO CCAC PODE VER PARECER ASSINADO JÁ EM OUTUBRO

Reunião sem sobressaltos Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

A

proposta de alteração à Lei n.º 10/2000 do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) suscitou apenas algumas dúvidas relativamente “aos prazos de inquérito”, ontem naquela que foi a primeira reunião em sede de especialidade entre a 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa e o Governo. Segundo Kwan Tsui Hang, presidente da comissão, os deputados temem que o prazo máximo de seis meses para as investigações nos casos de corrupção ou de oito meses nos casos “mais complexos” que o CCAC tem possam “interferir nas

investigações”. Ainda assim, frisa a presidente “as outras entidades policiais têm o mesmo tempo para cumprir prazos, por isso, uma vez aprovada a proposta de lei o CCAC tem cumprir o previsto no Código Penal”. Também os 15 dias úteis para os órgãos da administração que receberem recomendações do CCAC responderem à entidade, um encurtamento do prazo em 75 dias da lei anterior, faz com que os deputados questionam a Administração sobre o que pode acontecer em caso de não cumprimento. Ainda assim, diz Kwan Tsui Hang, o próprio CCAC acha suficiente esse período. “As entidades que recebem recomendações não

tomam apenas conhecimento delas quando o relatório sai. As recomendações do comissariado são apenas um aviso formal”, explicou a presidente. Outros apontamentos da comissão prendem-se com questões técnicas. Por exemplo, o artigo 15.º da proposta de lei obriga a que o relatório

anual tenha de ser publicado em Boletim Oficial, mas o ponto dois do mesmo artigo contradiz esta implicação, deixando a cargo do Chefe do Executivo a decisão da publicação do relatório na internet e anulando a edição do BO. Sem, de resto, grandes debates, muito pelo facto de o CCAC ter “demonstrado a intenção de não alargar competências”, que “não levantou grandes problemas” na primeira reunião, já em Outubro vai ser elaborado o parecer da proposta. A presidente da comissão não acredita ser necessário reunir durante as férias, ficando apenas a cargo da assessoria introduzir as melhorias no articulado.

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POLÍTICA

REORDENAMENTO DOS BAIRROS ANTIGOS VOLTA À BAILA Chan Chak Mo, presidente da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa reuniu a primeira vez com o Executivo em Maio, para debater aquele que consideram ser um regime importante para o território: o reordenamento dos bairros antigos. Sem fazer tema durante muito tempo, a proposta voltou ontem a debate em seio da comissão, mas as dúvidas dos deputados mantêm-se as mesmas. Em Macau, a expropriação forçada dos terrenos é possível desde que 70% dos titulares de direito de propriedade concordem com tal, o que torna possível que um único proprietário consiga demolir um prédio e expropriar os inquilinos. A proposta de lei permite ainda que um edifício de 25 anos possa ser vendido – algo considerado “redutor” para os deputados. Além de quererem saber como chegou o Governo a essa percentagem, os deputados comparam com a lei de Hong Kong relativamente à determinação de “bairro antigo”. É que se no território um destes edifícios basta ter 25 anos, na região vizinha são precisos 50 anos para ser um edifício velho. O debate mantém-se há mais de seis anos e aparenta continuar difícil e pedir mais esclarecimentos. A discussão sobre a ausência de reordenamento urbanístico é sempre trazida acima da mesa, bem como as definições concreta de “bairro antigo e interesse público”. “O interesse público tem um leque muito abrangente. Pode dar azo a litígios”, alertou na altura da primeira reunião Chan Chak Mo, presidente da comissão. Na mesma data, o presidente disse ainda aos jornalistas que iria ser pedido um parecer sobre o regime à Associação dos Advogados de Macau (AAM), com vista a esclarecer os “diversos desvios” que determinadas normas da proposta de lei registam perante diplomas legislativos actuais. Até agora não é conhecido qualquer resultado. – J.F.

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NOTIFICAÇÃO EDITAL (Reparação coerciva)

N.º 228/2011

Raimundo Vizeu Bento, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, manda que se proceda, nos termos do n.º 3 do artigo 9.º e do artigo 11.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008 – Normas de funcionamento das acções inspectivas do trabalho conjugados com os artigos 58.º, 72.º n.º 2 e 136.º n.º 2 do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, à notificação do transgressor do Auto n.º 201/0708/2011, de 6 de Julho de 2011, senhor WAN SIU WAI, proprietário do “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS SAPPORO”, sita na Avenida 1 de Maio, n.os 387, 391, Edifício Pou Lei Tat Fa Un, R/C, Lojas Y, Z, AA, em Macau, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte ao da publicação dos presentes éditos, proceder ao pagamento da multa aplicada n o aludido auto, no valor de Mop$30.000,00 (trinta mil patacas), por prática das transgressões laborais previstas no artigo 20.º da Lei 21/2009 – Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes, de 27 de Outubro, conjugado com o n.º 2 do artigo 37º, n.º 2 do artigo 43º e artigo 77.º da Lei n.º 7/2008 – Lei das relações de trabalho, de 18 de Agosto, e punida nas alíneas 2 e 5 do n.º 3 do artigo 85.º da Lei n.º 7/2008 – Lei das relações de trabalho, de 18 de Agosto, bem como, no mesmo prazo, proceder ao pagamento da quantia em dívida aos trabalhadores não residentes LIAN HUOSHENG e CHEN DASHENG no valor de MOP$33.780,00 (trinta e três mil, setecentas e oitenta patacas), devendo ainda, nos 5 (cinco) dias subsequentes ao do termo do atrás citado prazo, fazer prova dos pagamentos efectuados. A cópia do auto, a notificação, o mapa de apuramento da quantia em dívida aos referidos trabalhadores e as guias de depósito deverão ser levantados, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.os 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, sendo facultada a consulta do processo em causa, instruído por estes Serviços. Decorridos os prazos, sem que tenha sido dado cumprimento à presente notificação, seguir-se-á a tramitação judicial, com remessa do auto ao Juízo. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 8 de Agosto de 2011. O Chefe do Departamento Raimundo Vizeu Bento


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Novo operador de autocarros criticado por fraca qualidade de serviço

Virginia Leung

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Reolian é mais do mesmo, dizem

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novo modelo de funcionamento do serviço público de autocarros foi implementado há 12 dias e, embora tenha havido um aumento na frequência de alguns itinerários, a verdade é que o serviço tem ficado aquém das expectativas, sem melhorias na qualidade, e com muitas queixas dos passageiros à mistura. No centro das críticas do deputado Lee Chong Cheng está o novo operador – a Reolian – de quem muito se esperava, mas que se tem confirmado como uma companhia igual às outras. Muita gente está a optar por se deslocar em carro particular em vez de usar os transportes públicos, o que levanta dúvidas quanto à viabilidade do novo modelo de serviço de autocarros. Os problemas mais evidentes, talvez exponenciados pelo efeito “novidade”, têm sido os apontados ao novo concessionário Reolian. Pouco familiarizada com o mercado de Macau, a empresa falhou redondamente a estratégia de “roubar” motoristas às outras duas concorrentes – a TCM e a Transmac – e não tem sido capaz de preparar os novos e mais inexperientes condutores para lidar com as complicações do trânsito em Macau, observou o deputado da Assembleia

A

SOCIEDADE Autocarro Verde

(letra traduzida livremente de vídeo do YouTube) O público está à espera do autocarro a frequência é menor do que era antes as pessoas queixam-se ‘Que raios!’ e reclamam dos horários confusos Os responsáveis do Governo são uns idiotas Autocarro verdes super-potentes motores que se partem nas subidas com a desculpa de que era só um teste Autocarro verde é um lixo e uma merda

Legislativa (AL) Lee Chong Cheng.

ESTRUNFADA REOLIANA

Entretanto, o Hoje Macau deparou-se com a ironia difundida pela Internet sob a forma de um vídeo no YouTube (http://www.youtube.com/ watch?v=uTpx6B0RoWU). O alvo: a Reolian. A música cantada em cantonês é o inconfundível tema dos Estrunfes – célebres homenzinhos azuis dos desenhos animados que agora têm uma nova longa-metragem no cinema – mas com a letra alterada (ver caixa). Até ao fecho desta edição, o vídeo já tinha sido visto mais de 2500 vezes. Para piorar a situação, um autocarro da linha 21A

Polícia Judiciária (PJ) deu uma conferência de imprensa ontem para anunciar a resolução de dois casos de tráfico de estupefacientes em Macau, tendo apreendido no total a impressionante soma de... 50 gramas de droga. O material apreendido é, no entanto, avaliado em 90 mil patacas. Das acções resultaram sete detenções, incluindo três jovens com idades entre os 16 e os 18 anos. Tendo recebido anteontem a denúncia de que uma empregada de hotel tinha encontrado aparentes utensílios para manuseamento de drogas, a PJ procedeu à detenção de quatro suspeitos (dois homens e duas mulheres) oriundos da China Continental, num quarto de um hotel perto de San Hau Ngon, onde

da Reolian sofreu ontem um acidente em Coloane, sem que houvesse feridos. A polícia revelou ter recebido a chamada de emergência às 12h25 e avançou que não havia passageiros na viatura no momento do acidente e que o motorista não tinha sofrido qualquer ferimento. A Reolian apressou-se a enviar um comunicado aos média, explicando o sucedido: o autocarro em causa deslocava-se da Praia de Hac Sá rumo à Barra às 12h20 quando se despistou numa das curvas da estrada de Cheoc Van. De acordo com as explicações do condutor, um carro em alta velocidade que se deslocava em sentido contrário terá cortado o cami-

nho do autocarro na curva, obrigando o motorista a uma guinada drástica para evitar a colisão. O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) disse ao Hoje Macau que as autoridades foram chamadas ao local para ajudar a retirar o autocarro, que ficou inclinado na berma, quase a rolar ribanceira abaixo. No entanto, como não houve o envolvimento de terceiros nem feridos, o caso “não deverá ser investigado” pelo CPSP, referiu o porta-voz. Do gozo público, no entanto, a Reolian já não se livra. Ontem vários residentes puseram as fotos do autocarro tombado nas suas páginas do Facebook, com comentários pouco abonatórios à nova operadora.

A empresa está a perder a sua reputação sem resposta mesmo quando lhe exigem acções adequadas faltam motoristas o povo zangado com a situação Autocarro verde muito potente famoso por aumentar a frequência sem o fazer a pedir aos passageiros que tenham paciência muitos passageiros são como sardinhas no autocarro o director da DSAT* é como uma batata doce tolera a situação e não pede responsabilidades Wong Wan ainda se ri Autocarro verde é muito perverso as escadas altas são acima do esperado as velhotas tropeçam Autocarro verde é lixo avaria outra vez e chama a polícia vamos todos juntos empurrar o autocarro

(*) - Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego

APREENDIDAS 50 GRAMAS DE DROGA QUE VALEM 90 MIL PATACAS

Estrondoso mini-narcotráfico foram encontradas 74 mil patacas em drogas (correspondentes a 10,82 g de cocaína e 21,07 gramas de “ice”) e alguns instrumentos para o seu manuseamento. A PJ acredita que os suspeitos envolvidos no caso estavam a usar o quarto do hotel para praticar o tráfico e o consumo de drogas. Os detidos serão acusados de tráfico e abuso de drogas e enviados ao Ministério Público para julgamento. De acordo com a PJ, os suspeitos recusam-se a revelar a origem do material apreendido, pelo que não

foi ainda possível determinar a sua procedência. Uma denúncia de venda de drogas levou a PJ até à Areia Preta, onde os agentes encontraram num parque do bairro um adolescente suspeito, imediatamente interceptado, por volta da meia-noite de ontem. Mesmo sem ter consigo quaisquer indícios da prática da actividade ilegal, o suspeito terá confessado que tinha comprado mil patacas em drogas perto das Portas do Cerco, levando-as depois para a casa de um amigo. Seguindo indicações do jovem, a Judiciária foi descobrir outros dois rapazes num apartamento perto das Portas do Cerco, onde encontrou 24,96 gramas de drogas, suficientes para render 13 mil patacas. Os três jovens envolvidos foram detidos. – V.L.


GASÓLEO DE MACAU COM NÍVEIS ACEITÁVEIS DE ENXOFRE A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) continua a proceder fiscalizações do teor de enxofre no gasóleo para veículos comercializado em Macau. Foram recolhidas 20 amostras de gasóleo para veículos das bombas de combustíveis do território e do depósito de combustíveis de Ká-Hó. Os valores estão de acordo com o estipulado pela legislação em vigor. A DSPA afirma que vai continuar com os testes a fim de para assegurar uma melhor qualidade do ar .

Virginia Leung

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ORNAR-SE funcionário público em Macau pode granjear os orgulho dos papás. Já acabar a dar cartas numa mesa de casino, nem tanto assim. A profissão de “dealer” ou “croupier” ainda é vista por muitos como um ofício menor, para falhados, e nem os relativamente atractivos salários têm servido para alterar essa imagem. Cansado de “ouvir bocas”, um internauta gravou um vídeo em que disserta num monólogo o seu apelo: basta de discriminação social aos trabalhadores dos casinos. Colocado recentemente no YouTube, o famoso site de divulgação de vídeos caseiros (no endereço: www.youtube.com/ watch?v=0HgE-WF8pVA), o vídeo intitulado “Dealers, donas de casa e trabalhadores do Governo”, submetido no domingo passado pelo utilizador KelvinU214, de Macau, alastrou rapidamente e já tinha recolhido mais de cinco mil visitas até

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Internauta apela ao fim da discriminação social sofrida pelos “dealers”

O grito do Croupieranga ao fecho desta edição. O autor do desabafo aparece em grande plano a comentar as diferenças de se trabalhar como “dealer” num casino ou como funcionário do Governo, notando como os pais e mães em geral costumam ficar “todos babados” com os filhos que conseguem um tachinho num organismo público, e tratar com desdém os que trabalham como “croupiers” em casinos. De acordo com KelvinU214, a concepção generalizada entre os pais é a de que, quanto mais jovem se é, menos se deve desejar trabalhar como “dealer”, por ser uma profissão que, na ideia dos progenitores, não traz quaisquer perspectivas. O jovem queixa-se de que os pais acham que trabalhar como “croupier” é o mesmo

que ser uma “máquina de distribuir cartas”, não mais do que isso, e consideram que se trata apenas de um trabalho pouco qualificado que só serve para ganhar dinheiro depressa. O autor do monólogo lança um apelo pela igualdade - “todas as profissões devem ter o mesmo reco-

ASSOCIAÇÃO DIZ QUE NÃO VAI SER FÁCIL A IMPLANTAÇÃO DA NOVA LEGISLAÇÃO ANTI-TABACO

Onde há FAOM há fogo O

SEXTA-FEIRA 12.8.2011

novo “Regime de prevenção e controlo do tabagismo” é uma legislação necessária, cujo trabalho de promoção mereceu todo o apoio da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), mas não a deixa tranquila: a luta anti-tabaco em Macau está ainda em fase inicial e há ainda muitos

problemas a resolver e aos quais deve ser dada a maior atenção. Alguns restaurantes, por exemplo, mostram-se dispostos a cooperar com a aplicação da legislação, mas estão apreensivos quanto às dificuldades práticas inerentes à sua implementação. Responsáveis de estabelecimentos de restauração mostraram-se preocupados, ao afirmarem que após a data da entrada em vigor da lei, não poderão fazer muito mais do que recomendar aos clientes que não fumem, e que não poderão fazer muito mais caso estes não queiram cooperar. Tudo para não perturbar esses clientes, o que poderia afectar o negócio. A FAOM espera que o Governo seja mais activo a ouvir as opiniões das pessoas, sobretudo das associações e trabalhadores, quando tratar dos trabalhos de auscultação da opinião pública, de forma a recolher as ideias gerais e aplicar a legislação da forma que mais bem responda a cada expectativa. A federação alerta para o facto de que, presentemente, ainda não estão bem definidos os poderes e responsabilidades da aplicação da lei, o que pode comprometer a efectividade da sua implementação. - V.L.

nhecimento” - e critica com ironia que todas as donas de casa em Macau querem que os seus filhos (e noras ou genros) não acabem PUB

a dar cartas em casinos, mas ficam todas inchadas quando os seus miúdos chegam a ser funcionários públicos. E aproveita para lançar uma provocação: ser funcionário público é um autêntico “tacho” já que o Governo não despede trabalhadores. Estes, por isso, trabalham sem pressão nem a preocupação de serem dispensados. KelvinU214 vai mais longe e critica que os responsáveis do Governo em Macau, mesmo cometendo erros graves, podem ser à mesma promovidos e não têm de arcar com as responsabilidades, nem quando utilizam mal os

fundos públicos. Esses são os “exemplos” em Macau, protesta, acrescentando que, enquanto as pessoas estão preocupadas a criticar os “dealers” por ganharem “dinheiro rápido”, esquecem-se dos funcionários do Governo, que também têm altos salários que permitem “enriquecer depressa”. Muitos funcionários públicos, reclama, não têm qualquer desejo de servir o público e apenas querem receber o seu salário. “Todas as profissões devem ser igualmente reconhecidas”, defende o internauta, e as pessoas não deveriam criticar gratuitamente ocupações honestas.


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ENTREVISTA

Carlos Santos e Ana Rita Carvalho, farmacêuticos

O

farmacêutico Carlos Santos, na origem de um novo conceito de farmácia desconhecido até há dois anos em Macau, prefere estar um pouco no bastidor, aceitando a entrevista em jeito de balanço – mas não só – na companhia da sua colega farmacêutica Ana Rita Carvalho. Ganharam os leitores. No início, há dois anos, falando dos objectivos, exemplificou como uma farmácia de tipo europeu e que as comunidades de língua portuguesa e expatriados vários iriam sentirse mais amparados no que toca ao trabalho desta farmácia. Já alargou suficientemente a outras comunidades, nomeadamente às locais, o modo de operar da Farmácia Lótus? Carlos Santos – Temos vindo a conquistar outras comunidades, objectivamente a comunidade chinesa, precisamente pela via profissional, pela nossa forma de atendimento. Podemos dar assistência farmacêutica distinta daquilo que se faz em Macau neste sector, na forma de atendimento ao público, no aconselhamento, no acompanhamento da pessoa durante o tratamento. Claro que isto passa pela fidelização do utente à farmácia, para que mesmo depois do tratamento venha ter connosco para verificarmos se resultou. Para esse acompanhamento do utente, está salvaguardada a completa privacidade? CS – Absolutamente! Primeiro, pela razão de essa ser a cultura da Farmácia Lótus, depois porque há uma lei em vigor, à qual nos obrigamos. São questões de ética profissional preservar toda a informação relacionada com o utente. Nós temos um sistema a que chamamos “pharmacare”, integrado na nossa gestão, onde registamos a informação do utente com o consentimento deste, sobre o que ele necessita. Informação, como disse, completamente intransmissível, pois apenas o farmacêutico, regido pelos princípios da ética, tem acesso a essa informação. Que vantagens existem com a aplicação desse sistema? Ana Rita Carvalho – Há vantagens para ambas as partes. Permitenos seguir o tratamento do

HOJE MACAU

“Há que actualizar o sistema farmacêutico lo

utente com maior facilidade, dando-lhe melhor segurança. Podemos registar, por exemplo, alergias e a medicação habitual. A pessoa pode esquecer-se do nome do medicamento, acontece com frequência; muitas vezes as pessoas saem do hospital, aqui em Macau, e nem sequer sabem muito bem qual a alergia que têm. Ora, tendo nós essa informação salvaguardada, podemos resolver imediatamente essas situações. Imaginemos que uma pessoa é alérgica ao “Voltarene”, esse aspecto está registado na ficha do cliente, para o caso de o utente não utilizar outro medicamento que também contenha “voltarene”; na informação que dispomos, temos uma observação, precisamente alertando para esse aspecto. Por outro lado, guardamos o contacto da pessoa; isto porquê? Porque por algum motivo, os Serviços de Saúde retiram um medicamento do mercado por falha de qualidade. Nesses casos, contactamos o doente imediatamente, para o alertar. Ou para o informar sobre os motivos da retirada de determinado

medicamento. O utente é sempre prioritário. Dois anos depois, o que melhorou na prestação do vosso serviço? CS – Desde o primeiro dia que sabemos os nossos objectivos profissionais. No primeiro ano, caminhámos na implementação dos nossos processos, na formação de profissionais, na organização do nosso conceito de farmácia comunitária. Criámos o nosso espaço na internet, que é www.lotuspharmacy.com. mo. Interagimos com os nossos clientes, utilizando a internet como elemento de informação, sem grandes pretensões de natureza comercial. A nossa página é mais um fórum de interactividade. ARC – Onde as pessoas podem conhecer as características de alguns dos nossos produtos novos, subscrever a “newsletter” onde também vamos dando informações pertinentes; temos ainda um espaço onde as pessoas nos podem escrever um email colocando as suas dúvidas sobre a medicação, se ela existe ou está registada em Macau, etc.. Todos os dias verificamos os emails e

respondemos prontamente. Podem contactar-nos em língua chinesa, portuguesa, francesa ou inglesa. CS – Até já fomos contactados por pessoas fora de Macau, por exemplo da China, mas também de Portugal, algumas delas com situações bastante delicadas e que contaram e contam com a nossa ajuda profissional. Não havendo em Macau faculdade de farmácia, os vossos conhecimentos são aproveitados, de alguma maneira, no interesse do público? CS – Reconhecendo a nossa qualidade profissional, já fomos convidados pelo Instituto Politécnico para fazer estágio a alunos do curso de técnicos de farmácia. Ao todo foram oito, quatro já terminaram, os restantes ainda estão connosco nesse estágio de Verão que oferecemos. Fizemos um programa específico para esses alunos, com a aprovação do próprio Instituto Politécnico, um trabalho organizado pela colega Ana Rita, naturalmente com intervenção dos outros elementos da Farmácia, cada um com tarefas atribuídas. Podemos

dizer que os resultados foram muito interessantes, alguns dos alunos fizeram vários trabalhos de investigação, ainda no âmbito académico, o que nos deixa orgulhosos por participarmos na vida académica da RAEM, dentro da nossa área profissional. ARC – No que diz respeito à aquisição de medicamentos, quero acrescentar o seguinte. Nem sempre conseguimos ter acesso aos medicamentos como temos na Europa, em Portugal por exemplo, onde contactamos um distribuidor e em poucas horas, de manhã para a tarde, temos o que necessitamos. Aqui, o geral é demorar bastante tempo. Ou porque tem de vir de Hong Kong ou o fornecedor é o único distribuidor daquele produto, enfim, temos de esperar muito tempo e sempre dependentes de outros. Por isso, para melhor servirmos, há situações em que o mais eficaz é o cliente enviar-nos um email dizendo que medicação toma periodicamente e quando necessita de renovar. Nós guardamos a medicação, porque em muitas ocasiões a pessoa repara que só tem o medicamento para o dia seguinte. Para nós é uma mais valia podermos seguir a pessoa desta forma, tentando contornar qualquer contrariedade, a rotura de stock, por exemplo. CS – O que mais nos desgosta é ter de dizer ao utente que não existe em Macau determinado medicamento e que tem, ele próprio, de solicitar o envio de fora. Isso que dizer que o sistema farmacêutico local continua com lacunas? CS – O que pergunta é um assunto muito sério. O sistema farmacêutico local funciona algo centralizado em dois ou três factos: o hospital, a clínica e depois a farmácia. Os fornecedores concentram-se nos grandes concursos do Hospital. Primeira prioridade, o hospital público, os funcionários públicos. Prioridade número dois: o hospital privado com quem existe uma grande proximidade. A terceira prioridade, as clínicas. Por acréscimo, vêm as farmácias, ou seja, aquilo que os hospitais consomem estará disponível para as farmácias na generalidade.


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com Helder Fernando

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ocal, desmitificando algumas situações” O hospital do governo chamou a si uma família grande de medicamentos que dispensa aos funcionários públicos. Mas no sector privado existem pessoas que também sofrem das mesmas doenças; um exemplo muito simples e muito frequente, a asma. Debatemo-nos com grandes dificuldades na obtenção de medicação para a asma porque os fornecedores concentram o seu trabalho nos hospitais; quando nós tentamos abastecer-nos com esses produtos, para além de se tornarem substancialmente mais caros, pois há dois critérios de preços, há dificuldade em obtêlos. Os cidadãos que não sejam PUB

“Reconhecendo a nossa qualidade profissional, já fomos convidados pelo Instituto Politécnico para fazer estágio a alunos do curso de técnicos de farmácia. Ao todo foram oito, quatro já terminaram, os restantes ainda estão connosco nesse estágio de Verão que oferecemos” CARLOS SANTOS funcionários públicos e padeçam da mesma doença, sentem sérias e graves dificuldades em obter medicamentos. Há muitos casos desses, a farmácia é secundarizada. Há determinados medicamentos que apenas são procurados por pessoas que conhecem esses produtos. Se esse medicamento não está disponível na farmácia, a

pessoa tem de ir à consulta médica. Se não for residente na RAEM paga mais 200% pela consulta do que o funcionário público. São muitos os desequilíbrios. Como é possível manter e levar por diante uma farmácia tipo europeu, como é desejo da Lótus, perante um cenário que, pelo vistos, tem acentuadas diferenças

do sistema farmacêutico europeu? CS – É muito difícil. Mas devo lembrar que esta farmácia tem sido muito acarinhada pelas comunidades que aqui vivem, designadamente as ocidentais, mas não somente. Talvez seja importante lembrar que em Macau não existem apenas funcionários públicos, há muitos cidadãos aqui

residentes, não asiáticos, vindos das mais diferentes origens. E também muitas pessoas asiáticas já viajadas ou cultivadas numa perspectiva de exigência de qualidade de serviços. Também conheço cidadãos que têm de pedir a familiares e amigos para enviarem os seus medicamentos da Austrália, por exemplo, em virtude das tremendas dificuldades em Macau. Todos sabemos a rotina de muitos de nós quando viajamos, que é comprarmos os medicamentos que necessitamos nos locais de viagem. Penso que não há nenhuma necessidade CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE


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ENTREVISTA

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CONTINUAÇÃO DA PÁGINA ANTERIOR

disto continuar a acontecer, deste sistema centralizado. Tem de mudar-se a concepção. ARC – Neste sector farmacêutico, o enquadramento legal está obsoleto em Macau, pois não corresponde às presentes necessidades da região e das suas realidades nos dias de hoje. Cada vez há mais expatriados, mais pessoas vindas de outros países, e também mais trabalhadores temporários. Assim sendo, o mercado de medicamentos tem de ser abastecido de forma diferente. Há que actualizar as leis e os processos de actuação, de modo a tudo estar adaptado à realidade dos dias de hoje em Macau. E não tentar obedecer a processos desactualizados, em paralelismo com a China continental, com Hong Kong ou seja lá com que o que for. Macau tem uma realidade viva que deve ser observada com toda a atenção, neste caso no sector farmacêutico. A farmácia não apenas como lugar de venda de medicamentos? ARC – Também como lugar de produtos de bem estar e de saúde, como já acontece em Inglaterra. É nesse sentido que estamos a tentar caminhar, por exemplo em termos de boa cosmética, de produtos contra as alergias, problemas de pele, produtos orgânicos, homeopáticos, etc. Macau ainda não tem grande oferta a este nível. As pessoas têm de ir a Hong Kong ou outros destinos, o que torna mais incómodo e mais caro. Daí, estarmos a tentar trazer para cá novos produtos, sobretudo centrados em problemas específicos de populações com necessidades especiais, como as crianças, as pessoas com intolerância a glútens, a glactoses, doentes celíacos, que têm de encontrar alternativas em termos de alimentação, aqui na farmácia. Pensamos que ainda este mês teremos disponíveis esses produtos. CS – Realmente há que desmistificar determinadas situações. Sem pôr em causa a regulamentação oficial, sem dúvida, mas há que ser objectivo e pragmático na resolução de problemas de forma a permitir que a farmácia seja um elemento preponderante no sistema de saúde. Foi deste modo que nós pretendemos criar esta farmácia, organizando-a em moldes inéditos localmente, no sentido da satisfação plena do utente.

Qualidade de vida H

Á cerca de dois anos, quando a Farmácia Lótus iniciou a actividade, na Taipa, Rua Seng Tou, junto de uma das mais conhecidas urbanizações, Carlos Santos prometeu algo completamente diferente das habituais farmácias em Macau. Basicamente, no que respeita aos produtos à venda e à forma como se vendem, a maneira pessoal como o cliente é atendido, por verdadeiros farmacêuticos e técnicos de farmácia, como o cliente é elucidado e encaminhado para o melhor procedimento em cada caso. Uma farmácia, no dizer do farmacêutico Carlos Santos, “de tipo europeu”, com a constante evolução dentro do ramo, a actualização de informação no universo dos medicamento e respectivos métodos de medicação. Também com a vantagem de os utentes poderem ser atendidos imediatamente em várias línguas, tanto locais como europeias. Em traço largo, este era o quadro base dos objectivos no arranque do empreendimento. Como Carlos Santos nos diz: “O primeiro ano foi de montagem do projecto, da criação efectiva desta nossa máquina. O segundo ano foi de afinação da nossa filosofia. O nosso grande objectivo para os próximos dois anos é passarmos aos nossos clientes a mensagem da qualidade de vida”. A Farmácia Lótus foi ganhando fama pelo facto de ter processos muito diferentes de actuar dentro do ramo. São flagrantes as

Como farmácia, que lugar devem ocupar no sistema de saúde? CS – Sermos reconhecidos, na nossa área de actuação, como principal referência na prestação de serviços de qualidade, adequada às necessidades dos clientes. A nossa missão é exceder as expectativas de quem requer os nossos serviços, proporcionando uma experiência única na prestação do serviço farmacêutico. Quais são os objectivos ainda não totalmente conseguidos? CS – Quando não conseguimos os medicamentos que nos solicitam, a satisfação

diferenças em relação às outras farmácias de Macau e o seu modo tradicional e pouco ou nada envolvente, de actuarem. Como todos sabemos, qualquer “farmácia” local também vende medicamentos, mas um ponto forte são detergentes para o chão ou para a loiça, lixívias várias, vassouras e esfregonas, e mais uma imensidade de artigos pouco relacionados com a terapia. Um estilo mercantil do tempo em que as drogarias também vendiam alguma medicação, inclusive para matar ratos. É extremamente difícil perceber, a algum pessoal muitas vezes amontoado aos balcões das farmácias de Macau, o que o cliente pretende. Não percebem muitos deles nem entende o utente. Mesmo usando bata. Há gente que está aos balcões de farmácias como podia - e devia - estar a vender pentes ou costeletas de porco. A lei não deve permitir. Mas não dizem que também e lei é cega? Embora devesse ter os olhos bem abertos. Indo ao que mais interessa. O iniciador de todo este projecto da farmácia Lótus, com vasta experiência internacional, é o farmacêutico Carlos Santos. Ele prefere ficar nos bastidores, quando lhe solicito os nomes e funções da sua equipa. Assim sendo e para que melhor conste: Morita Wong (directora técnica, licenciada em Jinan), Ana Rita Carvalho (farmacêutica na área clínica, licenciada em Lisboa, tal como Carlos Santos,

naturalmente que não é plena. Continuaremos a lutar apaixonadamente para que os nossos utentes melhorem a saúde e tenham melhor qualidade de vida. Muita insistência no princípio da qualidade de vida. CS – Precisamente. A qualidade de vida está inerente à nossa missão básica que é participar no tratamento e na cura, no restabelecimento da saúde, na conquista do bem estar e... da tal qualidade de vida. Qualidade que passa pelo controlo do peso, da pressão arterial, pelo aconselhamento sobre medicação ou sobre a opção por produtos

formadora de toda a equipa e responsável por uma plataforma na internet para avaliação profissional nas mais variadas áreas da prestação de cuidados de saúde), Natália Sofia Coelho do Rosário (farmacêutica) e mais três jovens técnicos de farmácia que são Stanley Lam, Caspar Chan e Connie Io. Após nova viagem ao interior da Farmácia Lótus, cerca de dois anos depois da sua inauguração, a opinião do jornalista, registada neste espaço independente da entrevista, e a isso destinado, é a de que estamos realmente perante um exercício profissional correcto e completo, bem como um entendimento humano do que é fazer chegar medicamentos às mãos de quem deles precisa. Fique registado que, por felicidade pessoal, não me lembro de até hoje ter adquirido qualquer medicamento nesta farmácia a não ser, por uma vez, uns comprimidos, eficazes diga-se, para a constipação. É útil que esta circunstância fique aqui explícita. Mas acontece que sou vizinho da Lótus, todos os dias lhe passo à porta, conheço imensa gente que utiliza os seus préstimos - e, obviamente, sei a opinião dessa gente. O que observo e oiço no quotidiano, juntamente com a nova visita que me foi permitido fazer para este trabalho em jeito de balanço, fornecem consistência à minha opinião muito positiva. Diria sempre, como o Prezado leitor sabe, o que entendesse como justo dizer. Tal como nunca deixarei de o fazer desde que, por inerência da profissão, me sinta na obrigação de relatar o que vejo, sinto e interpreto. É para isso que existe a imprensa livre - de que Macau dá fervilhante exemplo. - H.F.

naturais e quais. E acompanhar o utente no seu estilo de vida, ajudar a mudar a sua atitude perante a vida, inclusivamente por forma a, se possível, reduzir aqueles medicamentos que se tomam, em algumas idades, para as doenças crónicas. Em síntese, as diferenças entre esta farmácia e as outras? ARC – Estamos inteiramente de acordo com os princípios da Organização Mundial de Saúde quando define o que deve ser o objectivo do farmacêutico e, consequentemente, da farmácia. Promover o uso racional do medicamento, contribuir para a melhoria da qualidade de

vida da população. Enquanto profissionais, é essa a nossa missão, e é isso que pensamos conseguir transmitir a quem recorre aos nossos serviços. O utente quando sai desta farmácia sabe utilizar melhor o medicamento, sabe mais pormenores sobre o que lhe foi medicado e para que realmente serve. Pormenores que outras farmácias locais não se preocupam, vendo a farmácia como mera loja de venda a retalho. CS – Sermos, com paixão já mencionada, os melhores profissionais em processo de avaliação contínua.


CULTURA Delegação de Macau nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Madrid

Católicos ‘pop superstar’ Carlos Picassinos info@hojemacau.com.mo

U

MA coincidência entre o ritualismo católico e a cultura popular? As Jornadas Mundiais da Juventude. Um grande festival juvenil que, em cada três anos, e durante cinco dias, reúne a juventude católica de todo o mundo numa ambiciosa manifestação multitudiária. Este ano calha Madrid, ao logo de toda a próximas semana, em véspera de eleições espanholas, e com uma participação que se espera toque o milhão de pessoas. A diocese de Macau envia uma delegação “para mostrar que aqui não há só casinos” e “para abrir a mentalidade dos mais jovens”. São 44 peregrinos - quarenta jovens mais uma religiosa e um sacerdote sul-coreanos, e outro brasileiro – que vão estar não apenas em Madrid, mas também em San Sebastian, em Loyola (terra natal de Santo Inácio, fundador dos Jesuítas) e depois, a título de lazer, em Barcelona. A par da destes, na capital espanhola, para assistir aos eventos da JMJ vão estar presentes mais de uma centena de membros de congregações ordens religiosas radicadas na RAEM. A delegação partiu, anteontem, de Macau e deverá participar nestes dias no Festival das Nações, em San Sebastian, no País Basco, onde catorze famílias se preparam para acolher os jovens católicos de Macau. É uma experiência de casa aberta que se repete há já várias edições das jornadas e que pretende garantir que este acontecimento se traduza também num mergulho cultural no quotidiano do país de acolhimento. Ao Hoje Macau, Tammy Chio, do Centro Pastoral Diocesano da Juventude, elogia esta opção pelo que se traduz em autêntico encontro de culturas. Será uma oportunidade “para nos juntarmos e depois estarmos todos no Festival das Nações, em San Sebastian, e aí acho que vamos ter uma oportunidades para nos encontramos com gente de diferentes países e transmitir uma ideia diferente de Macau”. O portal das Jornadas na internet responde, com eloquência, às perguntas habitualmente colocadas. O que é uma JMJ?

“Pode ser uma experiência única de aprofundamento da tua fé e de aproximação a Jesus Cristo, com a oração e os sacramentos, juntamente com milhares de jovens que partilham as mesmas inquietações e aspirações que tu”. Se as aspirações de Tammy são estas, ela não diz. Prefere vincular a sua presença e a participação da delegação a uma ideia promocional da RAEM: “Mostrar que Macau não se resume, apenas, a casinos ou ao jogo mas que é uma cidade interessante pela sua cultura, uma cidade que é um encontro de culturas ocidental e oriental, apesar de ser hoje uma cidade chinesa”. No bolso, nem de propósito, os 44 levam panfletos dos Serviços de Turismo para distribuírem durante o seu périplo por Espanha. “Acho que pouca gente sabe isto. Pensam que estamos na China e somos todos iguais. Eu acho que a Madrid também vai uma delegação chinesa mas o facto de Macau estar presente mostra que nós temos uma cultura diferente, com outras influências. Acho que aqui a nossa liberdade religiosa é diferente da que se vive na China”. Do ponto vista pessoal, a responsável do Centro Diocesano

exalta a figura do pontífice. Tal como antes acontecia já com João Paulo II, também Bento XVI acaba por se transformar na atracção cabeça de cartaz das jornadas. Pela gravitas de ser a figura que é, mais do que pelo carisma que transformava o seu antecessor num mobilizador global de massas. Apesar disso, o papa é “o vigário de Jesus Cristo, na Terra,”, recorda a Tammy, “e apesar de já ser um homem idoso acho que as pessoas mais jovens ficam muito animadas, muito excitadas por estar na sua presença”. A jovem não é excepção. Sente-se abençoada: “Nós aqui em Macau tivemos muita sorte por sermos os escolhidos para ir nesta viagem”.

ABRIR MENTALIDADES

Mais realista está o sacerdote brasileiro que integra esta delegação. Pedro Rejhelin, da paróquia de São Francisco Xavier, em Mong-Há, explica que existe uma expectativa muito concreta sobre os efeitos desta viagem - de que os jovens de Macau “possam conhecer a realidade de Espanha e as de outros jovens do mundo de maneira a abrir-lhes a mentalidade”. “Macau é um sítio

Em 2008, a Jornada Mundial da Juventude atraiu mais de um milhão de pessoas a Sidney

“Macau é um sítio muito pequeno e a mentalidade também o é. Por isso, é importante que os jovens participem nestas manifestações para verem como os outros vivem a dimensão da fé em sociedade e conheçam outros jovens que vivem em situações de pobreza”, diz Pedro Rejhelin, da paróquia de São Francisco Xavier, em Mong-Há muito pequeno e a mentalidade também o é”, nota o padre comboniano, “por isso, é importante que os jovens participem nestas manifestações para verem como os outros vivem a dimensão da fé em sociedade”. Há uma expectativa que “possam voltar com uma mentalidade mais aberta sobre os que são os valores cristãos”. E essa expectativa é tão maior quanto difusa é a espiritualidade

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13 da juventude de Macau, observa Rejhelin. “Esta é uma sociedade muito materialista, muito consumista. Em Madrid, espero que estes jovens possam conhecer outros vindos de África por exemplo, e conhecer o que é viver em pobreza para que também possam entender que o mundo não é apenas como o que vivem em Macau. Que existe uma dimensão espiritual para além do consumismo e do materialismo”. O ponto alto da JMJ vai acontecer no próximo dia 20, sábado, com a vigília do papa no aeródromo de Quatro Vientos, nos arredores de Madrid em que Bento XVI profere missa rodeado de jovens dos cinco continentes, entre eles três oriundos de Macau. Em Espanha, a organização destas jornadas tem merecido forte controvérsia pelas acusações de oportunismo político dos sectores mais conservadores tendo em conta o calendário eleitoral e pelo orçamento de cerca de cinquenta milhões de euros, metade dos quais suportado pelo governo, em altura de crise social e contenção económica, dirigido pelo sectores laicos e por grupos católicos de base. A organização argumenta que as Jornadas se financiam a si próprias em 70%. Entre os patrocinadores da JMJ contam-se, entre outros, empresas multinacionais como a Coca-Cola e a Ford, o banco Santander ou a transportadora aérea Iberia.


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IDEIAS

Sem a Via, serás controlado por outros.

文子 Wen Zi

A COMPREENSÃO DOS MISTÉRIOS

CAPÍTULO 158 Lao Tzu disse: Em geral, a prática da Via envolve um estancar dos erros, detendo-os antes que ocorram. Não se trata de valorizar o juízo pessoal, mas de valorizar a incapacidade de fazer errado. Por isso se diz, “Não causes que nada seja desejado, pois tal dará lugar a um incessante buscar; não deixes que nada fique ao abandono, pois tal dará lugar a um incessante disputar”. É deste modo que se desvanecem os desejos das gentes e se realiza a Via imparcial. Quando os que têm mais do que o suficiente se detêm na justa medida, e aqueles que têm menos conseguem aceder ao que necessitam, o mundo pode, assim, ser uno. Se escutares a crítica e o elogio em vez de prestares atenção ao trabalho das pessoas, se confiares em facções e grupos em vez de considerares o mérito e o esforço, então, artes estranhas proliferarão, enquanto que o trabalho comum não progredirá; os costumes do povo tornar-se-ão confusos por toda a parte, enquanto que os ministros de sucesso se digladiarão nos tribunais. Assim, se tiveres a Via, por ela guiarás as gentes. Sem a Via, serás controlado por outros. Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho

O texto conhecido por Wen Tzu, ou Wen Zi, tem por subtítulo a expressão “A Compreensão dos Mistérios”. Este subtítulo honorífico teve origem na renascença taoista da Dinastia Tang, embora o texto fosse conhecido e estudado desde pelo menos quatro a três séculos antes da era comum. O Wen Tzu terá sido compilado por um discípulo de Lao Tzu, sendo muito do seu conteúdo atribuído ao próprio Lao Tzu. O historiador Su Ma Qian (145-90 a.C.) dá nota destes factos nos seus “Registos do Grande Historiador” compostos durante a predominantemente confucionista Dinastia Han. A obra parece consistir de um destilar do corpus central da sabedoria Taoista constituído pelo Tao Te Qing, pelo Chuang Tzu e pelo Huainan-zi. Para esta versão portuguesa foi utilizada a primeira e, até à data, única tradução inglesa do texto, da autoria do Professor Thomas Cleary, publicada em Taoist Classics, Volume I, Shambala, Boston 2003. Foi ainda utilizada uma versão do texto chinês editada por Shiung Duen Sheng e publicada online.


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15 p er sp ect i va s

Ensinar a aprender “When students speak, and they eventually do, I ask then to explain a little more and jot down notes on the board based on what they say. Students talk about their fears and anger. They also express misconceptions and factual errors that we can later examine. This part of the activity can take half of my allotted time, but I do it because students must know they are respected before they can hear me.” Social Studies for Secondary Schools: Teaching to Learn, Learning to Teach Alan J. Singer and the Hofstra New Teachers Network

N

A ciência dos estabelecimentos de ensino, procuram-se sempre fazer investigações que permitem ao autor das experiências fazer perguntas e obter respostas relativamente rápidas. No domínio da ecologia, é difícil porque tudo funciona muito lentamente. Por conseguinte, é necessário trabalhar em pequena escala, o que também é mais económico. Pode-se perguntar aos microrganismos se gostam de viver num prato de “Petri”. Pode-se perguntar a uma “Lentilha-de-Água”, cujo nome científico é “Lemna”, qual a luz e o regime nutriente que prefere, e quais os poluentes que tolera, usando uma série de

pequenos vasos como invólucros de filmes vazios. Pode-se permitir que os estudantes brinquem com modelos diminutos de ecossistemas, como lagos de “Artemia Salina” (camarão de água salgada) em frascos, nos quais os parâmetros ambientais podem ser manipulados para testar hipóteses acerca dos efeitos ambientais. Num cenário como este, a comunidade presente no frasco de um estudante terá um comportamento diferente do de outra, mesmo que todos os frascos estivessem juntos, e um máximo possível de variáveis fosse controlado. Num ecossistema tão pequeno podem observar-se muitas relações. As mudanças de temperatura, de oxigénio e de pH podem ser acompanhadas mediante a inserção de dados num computador. Há aqui um desafio educacional, que consiste em construir ecossistemas de pequena dimensão, os chamados frascos de “Geia”, que são um modelo do que acontece num mundo maior, o da natureza. Alguns desenvolveram ao longo dos últimos anos a ideia do frasco de “Geia”, e foram apresentar em vários festivais internacionais no domínio da educação científica, o que representa uma das melhores formas de demonstrar que os seres humanos, tal como os camarões, têm de viver com recursos limitados, e que, sem outros seres que reciclem os nossos resíduos, e que produzam os nossos alimentos, não podemos existir. Na sua forma ideal, a educação científica devia iniciar os estudantes numa tradição que consistisse em pôr determinados conceitos à sua disposição, e ensiná-los a usá-los correctamente. Uma boa parte do ensino científico, processou-se em moldes muito antigos, ou seja, era dada ênfase ao conteúdo e à aquisição de um conjunto de informações correctas. Este tipo de ensino provinha de um currículo relativamente rígido. Os padrões educativos mais recentes são mais consentâneos com uma ciência de melhor qualidade. O objectivo do ensino, numa época de mudança, consiste em ensinar a aprender, uma vez que a nossa mente precisa de ser flexível e adaptável. É preciso abandonar teorias que não explicam os factos de uma forma adequada e criar e procurar novas explicações e novos métodos. Os professores têm uma responsabilidade enorme, visto que lhes compete ajudar os jovens a descobrir esses novos horizontes. Ao vermos como os jovens entendem o mundo, é fundamental que as suas experiências sejam enormes, quer ao nível sensorial, quer ao da observação. Nos estabelecimentos de ensino básico e secundário, o ensino científico consiste essencialmente, e correctamente, em tocar, sentir, ver, degustar e cheirar. A vida das cidades destruiu a frescura da

descoberta individual e criou uma alienação das plantas e dos animais que nos alimentam e nos vestem. Talvez o início de um bom ensino da ciência, esteja na descoberta daquele jovem caçador-recolector que existe em cada um de nós. A extraordinária colecção “Naturalists’ Handbook” foi pioneira neste tipo de método, permitindo que os jovens, por si, fizessem descobertas reais e preciosas do mundo natural. Assim que a imaginação dispara e a capacidade de raciocínio aumenta, quase todos os jovens dedicam-se à exploração e à descoberta do ambiente. Existem dois padrões de ensino. Um antigo que põe ênfase no conteúdo; é uma aquisição de um conjunto de informações correctas, de uma vez para sempre; encara o ensino como produto; é uma estrutura hierárquica e autoritária; premeia

Jorge Rodrigues Simão

se conseguirmos visualizar uma longa fila de seres humanos que descendem uns dos outros, todos de mãos dadas, poderemos transformá-la numa imagem do tempo evolutivo. Se todos os indivíduos estiverem de mãos dadas formando uma fila ao longo do tempo, cada um com os filhos de um lado e os pais do outro, obtêm-se uma fila que começa connosco, no presente, e recua no tempo até chegar ao nosso antepassado semiesco. O que pode intrigar para quem credita nesta possibilidade, é o facto de essa fila ter apenas algumas centenas de quilómetros de comprimento. Uma fila de indivíduos de mãos dadas entre Londres e Nova Iorque corresponde a cinco milhões de anos. É intrigante poder contemplar esta fila, que representa simultaneamente a transmissão

Os padrões educativos mais recentes são mais consentâneos com uma ciência de melhor qualidade. O objectivo do ensino, numa época de mudança, consiste em ensinar a aprender, uma vez que a nossa mente precisa de ser flexível e adaptável. É preciso abandonar teorias que não explicam os factos de uma forma adequada e criar e procurar novas explicações e novos métodos o conformismo e desencoraja a diferença de opiniões; é uma construção relativamente rígida e currículo fixo e dá prioridade ao desempenho. O novo padrão põe ênfase na aprendizagem do modo de ensino, fazer boas perguntas, estar atento às coisas certas, aberto a novos conceitos e à sua avaliação, conseguir acesso à informação; o que agora é conhecido pode mudar; encara o ensino como processo; é igualitário; a sinceridade e a diferença de opiniões são permitidas; os estudantes e os professores encaram-se mutuamente como pessoas, independentemente dos cargos que ocupam; fomenta a autonomia; vê como estrutura relativamente flexível; a convicção de que existem várias formas de dar uma determinada disciplina; dá prioridade à imagem que cada um tem de si como criadora do desempenho. Perante estes dois padrões e por comparação, podemos ver que tipo de ensino é ministrado nas diversas escolas independente do país. Existem problemas reais de espaço e tempo que, a princípio, as mentes jovens não conseguem vencer com facilidade. Vale a pena pensar-se bem no que se está a pedir aos jovens que enfrentem a natureza em toda a sua dimensão e escala. Ter uma perspectiva da evolução humana, que é difícil para a maioria das pessoas, é mais fácil através de processos figurativos no tempo do que no espaço. O geneticista Steve Jones assinalou que,

do ADN e as diferenças culturais. A mutação recente e a inovação cultural assinalam o curso da história. Para quem é seguidor de tal corrente de pensamento, pode dar-se conta que a recente origem animal do ser humano encontra-se ilustrada na analogia do relógio - dia. Se for inserida toda a escala temporal da Terra num único dia, a nossa fila temporal de antropóides só aparece no último minuto antes da meia-noite. Estas analogias ajudam os jovens. Numa aula de “Ciência”, tem de existir uma certa fluidez tanto nos papéis que cada um assume como nos modos de actuação. Algumas actividades centram-se no professor, outras nos alunos, umas são necessariamente didácticas (narrativas), outras são mais heurísticas (envolvem perguntas), umas são mais teóricas, outras são mais práticas. O ensino da “Ciência” na sala de aula, deve ser um ensaio da própria vida. A “Ciência” nos estabelecimentos de ensino tem estado arregimentada às disciplinas clássicas de “Físico-Químicas” e “Geologia/ Biologia”. Elementos do que presentemente é considerado a ciência dos sistemas da Terra e que há muito fazem parte da “Geografia”. Muitas das barreiras formais estão agora a desaparecer, graças a cursos mais integrados e modulares. Temos de compreender que as divisões passadas entre as disciplinas clássicas de ciências pouco mais reflectem do que as anteriores especializações dos professores.


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PERFIL CAROLINE DANIELE | DANÇARINA E INSTRUTORA DE MERGULHO

O amor pela dança Patrícia Ferreira

patricia.ferreira@hojemacau.com.mo

Tudo começou , no Brasil, na capital do Rio Grande do Sul quando a dança começou a fazer parte da vida de Caroline Daniele, aos seis anos de idade. Actualmente, é instrutora de mergulho, e reside em Macau há quase cinco anos. Experimentou o ballet clássico dos seis anos aos 11 e o jazz mais contemporâneo até aos 15. Até aos vinte, ainda dançou hip hop. “Sempre me lembro de gostar da dança, nada me dava mais satisfação do que dançar, por isso em tudo o que fazia, a dança estava sempre comigo” confessou. Paralelamente, licenciou-se em Direito, caminho que quer retomar depois de largar a dança e o mergulho; isto se houver uma proposta tentadora. “A minha vida inteira foi dedicada à dança”, disse. Caroline sempre gostou de experimentar todo o tipo de ritmo da dança. Prova disso foi de quando decidiu parar de dançar o hip hop e começou a tocar maracatu, um ritmo afro brasileiro. “Sempre gostei do ritmo afro brasileiro, porque me sentia mais solta e livre”. Com 20 anos terminou os estudos secundários e decidiu entrar para a faculdade de Direito mas nunca deixou a percussão Depois de quatro anos estudando, recebeu uma proposta para fazer uma audição para dançar nos casinos em Macau. “Quando recebi a proposta, através de uma amiga minha, não hesitei porque dançar é uma fascinação”. Caroline foi contratada para dançar em Macau, mas, a princípio, não poderia viajar porque tinha exames na universidade e caso viajasse teria que desistir dos estudos. “Todos os meus amigos desistiram da proposta e se eu tivesse decidido ir teria perdido as provas na faculdade. Mas foi um momento triste para mim”, confessa, “porque estava muito ansiosa com a viagem”. Mas a persistência de querer dançar no estrangeiro falou mais alto. Lá recebeu uma segunda proposta de trabalho e não hesitou, aceitou mesmo sem terminar os estudos. “Quando recebi a proposta pela segunda vez, sabia que esse era o meu momento. E já não podia recusar, mesmo tendo que viajar sem terminar os meus estudos”. Chegou a Macau em Dezembro de 2006 e integrou-se rapidamente Logo à primeira vista, surgiu o gosto pela

cidade. Prova disso foi de ter ficado no território mais do que esperava. Apesar de ter vindo com um contrato de seis meses, acabou por ficar em Macau quase cinco anos. Era o começar de uma carreira na Ásia. Depois de dois anos a trabalhar no New Century, viajou para Taiwan, em 2008, onde trabalhou por três meses, num parque aquático. No mesmo ano, regressou a Macau para trabalhar como dançarina. Integrou, depois, a equipa do Ark, em 2009, onde ao mesmo tempo fazia free style dançando samba nas festas brasileiras do Venetian. “ Durante um bom período realizei performances de samba, e tocava percussões. Conheci países como a Tailândia, Taiwan, China, e Hong Kong. Foi muito excitante.” Depois de terminar o contrato na Ark, decidiu fazer o curso de mergulho em Janeiro de 2011. “ Comecei a pensar o que iria fazer para o meu futuro além da dança, embora eu ame dançar não o posso fazer eternamente. Foi aí que comecei a pensar tirar o curso de mergulho.” Passou seis meses na Tailândia a fazer o curso, e garante que além de ter sido uma das melhores escolhas que já fez, o curso também lhe mudou o rumo da sua vida. “ Nunca pensei que iria gostar tanto de alguma coisa para além da dança, mas mergulhar e estar tão perto da natureza, é como sentir o poder do mundo nas suas mãos, é simplesmente lindo”. Terminado o curso e sendo agora uma instrutora, Carolina regressou a Macau e começou a trabalhar no Club Cubic com um contrato que diz não saber ao certo quando termina. Por uns instantes, viaja no tempo e relembra os melhores momentos passados em Macau “ Os amigos que eu conquistei no território e o facto de levar a cultura brasileira através da dança é algo que serei sempre recordarei”,disse. Considera que Macau foi a melhor escolha que já fez na vida mas que o desejo de seguir a nova paixão não está em Macau, por isso os planos são de deixar o território e ir viver na Tailândia. “ Embora considere Macau como sendo a minha segunda casa, a minha alma está no oceano”, disse. Caroline garante que lá por ter descoberto a sua nova paixão, a dança sempre fará parte da sua vida, porque tudo começou com o amor à dança.


[f]utilidades Cineteatro | PUB SALA 1

THE FORTUNE BUDDIES [B] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Chung Shu Kai Com: Eric Tsang, Cho-Iam Wong, Siu Cheung Yuen 14.15, 18.00, 19.45, 21.45

[ ] Cinema

Um filme de: Rupert Wyatt Com: James Franco, Freida Pinto, John Lithgow 16.00

Um filme de: Raja Gosnell Com: Hank Azaria, Neil Patrick Harris 14.15, 16.00, 19.45, 21.45

SALA 2

CARS 2 [A]

RISE OF THE PLANET OF THE APES [B]

FALADO EM CANTONENSE Um filme de: John Lasseter 14.15, 16.00, 18.00, 19.45

Um filme de: Rupert Wyatt Com: James Franco, Freida Pinto, John Lithgow 18.00

THE SMURFS [A]

VERTICAIS: 1-Long-Play (abrev.). Agreguem. O m. q. tris (Pref.). 2-Da Arábia. Agarrei. 3-Acção de talar os campos Extensão de água salgada que cobre a maior parte da terra. 4-Pau-ferro. Apertas com atilho. Uso (Suf.). 5-Avaliei. Escavam. 6-Contunde, fere. Adorai. 7-Tumor que se forma no peito do cavalo. Margem. 8-Admiração (Interj.). Ilharga, direcção. Departamento de França. 9-Sujo de baba. Protecçaõ. 10-Lavar, sulca. Lápide, chapa. 11Ente. Mestre da lei entre os Judeus. Osmio (s.q.).

SOLUÇÕES DO PROBLEMA

Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-A língua dos antigos Romanos. Malucas. 2-Prato (Ant.). Existe. 3-Série de vasos que encaixam uns nos outros formando tubo. Taberna. 4-Proximidade. Tornar solitário ou incomunicável. 5-Outorgue. Nomear abade para. 6-Ouvido (Pref.). Acrescento. 7-Má sorte, infelicidade (Pop.). Chumbo (s.q.). 8-Gergelim. Aquele lugar. 9-Irmã de mãe. Mestiço de índio e branco (Bras.). 10-Saliência. Osso par que ocupa as partes laterais da bacia. 11-Objecto de grande paixão (Fig.). Asas.

HORIZONTAIS: 1-LATIM. BOBAS. 2-PRATEL. HA. E. 3-ALUDEL. BAR. 4-ABA. ISOLAR. 5-DE. A. ABADAR. 6-A. OTO. ADO. A. 7-MACACA. O. PB. 8-SESAMO. ALI. 9-TIA. MARABA. 10-R.NO. ILIACO. 11-IDOLO. ANSAS. VERTICAIS: 1-LP. ADAM. TRI. 2-ARABE. ASI. D. 3-TALA. OCEANO. 4-ITU. ATAS. OL. 5-MEDI. OCAM. O. 6-LESA. AMAI. 7-B. LOBA. ORLA. 8-OH. LADO. AIN. 9-BABADO. ABAS. 10-A. ARA. PLACA. 11-SER. RABI. OS.

SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR

17

Um filme de: Rupert Wyatt Com: James Franco, Freida Pinto, John Lithgow 21.45 SALA 3

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição

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RISE OF THE PLANET OF THE APES [B]

RISE OF THE PLANET OF THE APES [B]

REGRAS |

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[Tele]visão www.macaucabletv.com TDM 13:00 13:30 14:30 19:00 19:30 20:25 20:35 21:00 22:00 22:58 23:00 23:30 01:00 01:30

TDM News - Repetição Jornal das 24h RTPi DIRECTO Ásia Global (Repetição) Ganância Acontecimentos Históricos Telejornal Jornal da Tarde da RTPi JK Acontecimentos Históricos TDM News Ordinary Decent Criminal (Criminoso mas Decente) Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Especial Saúde 15:15 Um Lugar para Viver 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Grande Reportagem – SIC 17:45 O Fado na Cidade 19:00 Retrospectivas 19:15 Sagrada Família 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Há Volta – Guarda 23:00 Ciclismo: 73.ª Volta a Portugal em Bicicleta – 7ª Etapa TVB PEARL 83 06:00 07:00 07:30 08:00 09:00 10:00 10:30 11:00 11:30 11:32 12:00 13:30 14:00 14:03 15:58 16:00 17:00 17:30 18:00 18:10 18:15 18:20 18:30 19:00 19:30 19:50 19:55 20:00 20:30 21:30 22:30 22:35 23:30 23:35 23:40 23:55 00:00 01:00 01:30 02:00 05:00 05:30

Bloomberg West First Up NBC Nightly News Putonghua E-News CCTV News - Live Market Update Inside the Stock Exchange Market Update Inside the Stock Exchange Market Update CCTV News – Live Market Update Inside the Stock Exchange Market Update Inside the Stock Exchange Sesame Street Scooby-Doo! Mystery Incorporated Ben 10 Ultimate Alien Putonghua News Putonghua Financial Bulletin Putonghua Weather Report Financial Report Green Challenge: Golfing World Global Football News At Seven-Thirty Weather Report Earth Live Money Magazine The Amazing Race and Leading Brands of the World Summer Fun: Ice Age 2 Marketplace Summer Fun: Ice Age 2 The CEO Connection World Market Update News Roundup Earth Live and Leading Brands of the World Universiade 2011 – Daily Bulletin Dolce Vita State of Style Bloomberg Television TVBS News CCTV News

ESPN 30 13:00 13:30 14:00 19:00 19:30 20:00 20:30 21:00 22:00 22:30 23:00 23:30

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Nowhere To Hide Fled Money Train 2012 Where The Wild Things Are Ghosts Of Girlfriends Past A Nightmare On Elm Street

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Operation: Daybreak Pride And Glory From Here To Eternity Ace High Snatch Epad On Max 123 Suspect Zero Innocent Blood

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SEXTA-FEIRA 12.8.2011 www.hojemacau.com.mo

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OPINIÃO

SEXTA-FEIRA 12.8.2011 www.hojemacau.com.mo

19 ed i t or i a l Carlos Morais José

Democracia? Mas que democracia? Quando Aristóteles elaborou a sua lista de regimes políticos, conhecidos ou por conhecer, lá incluiu a democracia, ou seja, quando o fundamento do poder reside na vontade do povo. Mas a coisa não correu de forma tão linear como alguns poderam pensar. Ademocracia pouco prosperou durante séculos e mesmo nos nossos dias, pós-revoluções iluministas e regimes ditos marxistas, essa coisa do poder ser entregue à populaça ainda não convenceu toda a gente. O tempo passou, Aristóteles não foi professor de mais nenhum Alexandre — Grande ou Pequeno — e os conceitos mudaram. Na verdade, talvez não tenham mudado muito e, hoje como então, a democracia tenha ainda muito que provar. Veja-se o caso de Macau. Neste santa cidade muito boa e honrada gente considera que não existe “preparação” para que a democracia possa desabrochar em todo o seu esplendor. O povo não sabe, não sabe o que quer e seria infeliz se tivesse de tomar uma decisão política. A sua vida é o trabalho e há aqui muito boa gente com “capacidade, experiência” e real interesse (digo eu) nos destinos do dinheiro desta terra. Eles é que têm de decidir. Está-se mesmo a ver que os nossos concidadãos defensores desta teoria defendem o que Aristóteles chamava de oligarquia (excluímos o regime aristocrático, por motivos óbvios, quando consideramos as linhagens em presença), ou seja, o governo de alguns, eventualmente os mais fortes, os mais capazes, geralmente, os mais ricos. Assim, os nossos oligarcas proclamam a alto e bom som a sua oposição à democracia talvez por temerem a “confusão” que seria agora todos terem direito ao voto e não se poder dar a volta aos resultados eleitorais. Vai na volta o poder caía na rua, não se levantava e era uma chatice das antigas. E depois há Pequim. Pois é: Pequim. E sabe-se lá realmente o que Pequim quer para Macau. Mais ou menos democracia? E será que o Norte pensa todo da mesma maneira? Ou será que o Norte sequer pensa muito em Macau? Mistérios e maravilhas desta civilização milenar. Portanto, o melhor é estar quieto, parado, imóvel e de contida respiração. Alterar sob pena de errar não será nunca opção. E como esta oligarquia foi herdada, a vantagem está em manter tudo como está, pois a culpa (a existir) recairá sobre os antepassados, os das barbas avinhadas e dos olhos bovinos.

Se terão ou não razão os detractores da democracia para Macau só o tempo o dirá, com a sua impiedade costumeira. O que ninguém parece ter vontade de considerar, de sequer equacionar, é a possibilidade de se ser criativo e experimentar na RAEM formas alternativas, quiçá mais avançadas, de democracia. A democracia eleitoral, tal qual existe nos países ocidentais, está prenhe de defeitos cujas consequências agora se começam a vislumbrar, nomeadamente na sua relação, agora incestuosa, com o mercado. Existirão, contudo, outras formas de participação popular e mesmo de transferir as decisões para o povo que poderão superar a democracia “tradicional”. É pensá-las e experimentá-las. Porque razão se há-de Macau limitar a pretender copiar um sistema que não foi pensado para uma sociedade deste tipo? E porque não há-de criar um modelo democrático que convenha a esta estranha forma societária? Se pensarmos com algum cuidado, até poderemos entender porque algumas das razões dos oligarcas. Mas tal acontece porque estamos conformados a um único modelo

ca rtoon

O que ninguém parece ter vontade de considerar, de sequer equacionar, é a possibilidade de se ser criativo e experimentar na RAEM formas alternativas, quiçá mais avançadas de democracia. democrático. Aqui e mesmo no Ocidente, parece ser o momento de inventar outros. Que não cerceiem as liberdades e os direitos fundamentais, mas que responsabilizem directamente os cidadãos. Que não concentrem o poder e as decisões nas mãos dos ricos, mas que o bem estar geral da população seja a primeira preocupação da política. Uma história exemplar e registada nos anais. Quando Maomé morreu tinha sido estabelecida a prática de “um homem, um voto” para determinar quem seria o próximo califa. A todos os homens pertencentes à umma

(comunidade dos crentes) era atribuído o mesmo direito de escolher o que seria o seu líder. Na morte do Profeta a escolha óbvia recaía sobre Ali, seu sobrinho e genro, casado com a sua filha Fátima. Ali, ao que dizem um homem de génio, fora quem toda a vida acompanhara Maomé e quem escrevera o Corão, a ditado de seu sogro que não sabia ler nem escrever. Ao que dizem os entendidos em árabe, basta a beleza esparramada pelas páginas do Livro Sagrado para provar o extraordinário talento de Ali. As eleições acontecem e quem ganha? Abu Bakr, sogro de Maomé e senhor da maior fortuna. Ali não se conformou mas só mais tarde conseguiu o seu intento: depois de Abu Bakr e de um outro sucessor, tornou-se, finalmente, no quarto califa. Contudo, a semente do mal estava lançada e o seu reinado foi efémero: uma caravana onde seguia com toda a família foi atacada e todas as 72 pessoas assassinadas. Nestes factos teve origem o xiismo, que ainda hoje divide o mundo islâmico. Sem mais comentários.

IMPASSE COREANO

por Steff

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Hoje Macau 12 AGO 2011 #2431 by Jornal Hoje Macau - Issuu