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Hoje Macau 12 JULHO 2021 #4807

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Nº 4807 SEGUNDA-FEIRA 12-7-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

RESPOSTAS, PRECISAM-SE PÁGINA 11

A notícia caiu com estrondo. Vinte e um candidatos, de seis listas, foram riscados da corrida às eleições. Falta de fidelidade à RAEM e a não defesa da Lei Básica foram os argumentos apresentados pela CAEAL para considerar “inelegíveis” estes candidatos a legisladores, na sua grande maioria ligadas ao campo pró-democrata. GRANDE PLANO

HOSPITAL DAS ILHAS

QUESTÕES COMPLEXAS PÁGINA 4

PÁGINA 7

OPINIÃO

O BENFICA É ENORME ANDRÉ NAMORA

ESCUTA NA BRUMA PAULO MAIA E CARMO

ÁGUA PARA INCÊNDIOS JOSÉ SIMÕES MORAIS

GCS

ANIMAIS | VIAGENS

EXPO TURISMO

UMA FEIRA ATÍPICA PÁGINA 5

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Exclusão de partes

TAÇA DO MUNDO

PREÇOS DANADOS

hoje macau


2 grande plano

12.7.2021 segunda-feira

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ELEIÇÕES CAEAL EXCLUI 21 CANDIDATOS POR NÃO SEREM FIÉIS A MACAU

Condenados à Ao todo, 21 candidatos de seis listas foram considerados “inelegíveis” por não serem fiéis a Macau e não defenderem a Lei Básica. Destes, 15 estão associados a candidaturas do campo pró-democracia, que têm até hoje de “suprir as irregularidades”, apesar de os fundamentos da exclusão serem ainda desconhecidos. Wong Sio Chak garante que as informações foram obtidas dentro da legalidade

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Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) anunciou na passada sexta-feira que, no seguimento do processo de apreciação das candidaturas apresentadas, existem 21 elementos “inelegíveis” pertencentes a seis listas que estão na corrida às eleições de Setembro por sufrágio directo. Em causa, revelou o presidente da CAEAL Tong Hio Fong, em conferência de imprensa, está o facto de os candidatos terem violado “conforme factos comprovados”, o artigo da lei eleitoral que prevê a exclusão de candidatos que não defendem a Lei Básica ou não são fiéis à Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) da República Popular da China. “Os candidatos que não defendem a Lei Básica da RAEM ou não são fiéis à RAEM (…) perante lei não têm elegibilidade”, sendo que “antes desta conferência de imprensa [a comissão] já procedeu à notificação das candidaturas

quanto à sua elegibilidade para substituir os candidatos”, afirmou Tong Hio Fong, segundo a agência Lusa. Outros dois candidatos de uma sétima lista foram também excluídos por não serem eleitores, adiantou também. Tong Hio Fong referiu ainda que os mandatários das candidaturas com membros inelegíveis têm até ao final do dia de hoje para “suprir quaisquer irregularidades e requerer a substituição de candidatos”, recusando-se a revelar quais os fundamentos concretos que estiveram na base da decisão. No entanto, admitiu que a CAEAL recebeu informações do Gabinete do Secretário para a Segurança. “Aquando da apreciação da sua qualificação, a polícia forneceu

“A polícia forneceu alguns dados, através dos quais fizemos a nossa avaliação.” TONG HIO FONG CAEAL

alguns dados, através dos quais fizemos a nossa avaliação”, começou por explicar Tong Hio Fong. “Vamos revelar [os fundamentos] em momento oportuno porque ainda está em curso o procedimento administrativo”, acrescentou de acordo com a TDM – Canal Macau. Wong Sio Chak confirmou a versão, mas diz não poder fornecer detalhes acerca das informações que levaram à desqualificação dos candidatos. À saída de uma reunião da Assembleia Legislativa, o secretário para a Segurança afirmou que os dados em questão são confidenciais e foram transmitidos à CAEAL a pedido do organismo. Além disso, assegurou, a obtenção de provas foi feita dentro da legalidade. “A informação é toda confidencial. Não temos o poder nem a obrigação de anunciar esta informação. Quanto ao tipo de informação que foi dada, quando foi dada e como foi dada [são dados] que o Secretariado para a Segurança não pode divulgar”, afirmou Wong Sio Chak de acordo com a mesma

“Se [a CAEAL] não tivesse pedido [as informações], nós não as teríamos dado.” WONG SIO CHAK SECRETÁRIO PARA A SEGURANÇA

fonte. “Se [a CAEAL] não tivesse pedido [as informações], nós não as teríamos dado porque nós não temos a tarefa [de organizar] as eleições. [As informações] foram obtidas legalmente. É tudo legal”, rematou.

Dos excluídos

Apesar de a CAEAL não ter adiantado os nomes dos candidatos excluídos, logo após o anúncio e ao longo do fim-de-semana, as próprias listas visadas vieram a público reagir à decisão. Contas feitas, pelo menos 15 dos 21 candidatos excluídos pertencem ao campo pró-democrata, envolvendo cinco elementos da lista da Associação do Novo Progresso de Macau,

encabeçada pelo actual deputado Sulu Sou, cinco elementos da lista da Próspero Macau Democrático, liderada por Scott Chiang e os cinco membros da Associação do Progresso de Novo Macau, encabeçada por outro ex-deputado Paul Chan Wai Chi. Além destes, os restantes candidatos excluídos pertencem às listas encabeçadas por Cloee Chao (Novos Jogos de Macau), Lee Sio Kuan (Ou Mun Kong I) e Lo Chun Seng (Macau Vitória). Em resposta, Scott Chiang, Sulu Sou e Paul Chan Wai Chi, os candidatos que encabeçam as listas democratas excluídas, organizaram no sábado uma conferência de imprensa conjunta que contou com outros membros das listas como Rocky Chan (Associação do Novo Progresso de Macau) e o actual deputado Ng Kuok Cheong (Próspero Macau Democrático). Além de expressarem a sua oposição relativamente à situação, os líderes das três candidaturas prometeram impugnar da decisão e, se necessário, levar o caso até


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partida ao Tribunal de Última Instância (TUI), no máximo, até ao dia 27 de Julho. “Faremos o nosso melhor para defender os nossos direitos políticos e a nossa reputação e lutaremos pelos nossos direitos com base no raciocínio. Não permitiremos que o Governo negue os nossos esforços na promoção do progresso, responsabilidade e transparência do sistema político de Macau ao longo dos anos, para que ainda possam existir vozes diferentes em Macau”, afirmou Scott Chiang, segundo a Lusa. O cabeça de lista da Próspero Macau Democrático reiterou ainda que "é um direito elementar” de qualquer acusado saber qual a acusação de que é alvo para se defender e que os prazos impostos para regularizar a situação não são inocentes. “Na carta que recebemos ontem [sexta-feira], a CAEAL não citou qualquer facto ou alegados factos que fundamentem a decisão. Escolheram realizar a conferência de imprensa muito tarde, mesmo antes do fim-

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“A CAEAL não citou qualquer facto ou alegados factos que fundamentem a decisão.” SCOTT CHIANG CANDIDATO

-de-semana, por isso, temos muito pouco tempo para preparar a nossa resposta (…) isto é uma desvantagem para todos”, acrescentou de acordo com a TDM-Canal Macau. Na mesma ocasião, Sulu Sou lembrou que “a Assembleia Legis-

“Se a decisão política já tiver sido tomada, não vamos conseguir resolver qualquer problema através do recurso.” NG KUOK CHEONG CANDIDATO

lativa de Macau tem uma história de 45 anos, com eleições directas desde 1976 e a abertura do voto a todos os eleitores chineses em Macau nos anos 80”. “Creio que este é um incidente que não pode ser encarado de ânimo leve no mundo”, frisou. “A acusação da CAEAL está totalmente errada e pode privar-nos de um direito tão importante de nos candidatarmos a eleições e de votar”, afirmou, acrescentando ainda que direitos como a liberdade de imprensa, liberdade de procissão e reunião, liberdade de expressão “podem ser todos tirados por aqueles que estão no poder”, referiu Sulu Sou. Por seu turno Ng Kuok Cheong frisou que, caso se trate de “uma decisão política já tomada”, não há nada que possa vir a ser feito para inverter o curso dos acontecimentos. “Se a decisão política já tiver sido tomada, não vamos conseguir resolver qualquer problema através do recurso. Podemos ver que é uma profunda alteração política para o futuro de Macau. Veremos como é que os cidadãos vão lidar com esta importante alteração. Se

Ondas de choque Neto Valente preocupado com liberdade de expressão. Académicos divididos

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presidente da Associação de Advogados de Macau, Jorge Neto Valente confessou estar chocado com a desqualificação dos 21 candidatos às eleições legislativas, que a CAEAL considerou não serem fiéis a Macau e não defenderem a Lei Básica. Para Neto Valente, esta é uma forma de derrotar os candidatos da corrida eleitoral “na secretaria”, admitindo estar preocupado com a manutenção da liberdade de expressão no território. “Devo dizer que fiquei chocado com esta notícia porque conheço alguns dos excluídos (…) acompanho o que eles dizem e alguns deles são ou foram deputados e há dezenas de anos que prestam serviços a Macau. Fico muito preocupado quando se diz que eles não são fiéis a Macau, que não amam Macau e não têm amor ao País”, começou por dizer à TDM-Canal Macau. “O facto de terem ideias diferentes de algumas autoridades, ou das autoridades constituídas, não significa que não tenham o direito de as ter, porque quando a Lei Básica diz que é garantida a liberdade de expressão, podem congeminar-se muitas restrições, há maneiras de exprimir essa liberdade. Mas uma coisa é certa. Liberdade de expressão quer dizer o direito de pensar de maneira diferente”, acrescentou. Nesse sentido, o advogado reiterou ainda que, apesar de “muitas vezes” não estar de acordo com as ideias dos candidatos excluídos, estes “têm o direito de expor as suas ideias”. Caso isso não seja admitido, “não há liberdade de expressão”, apontou. “É bom que se saiba que isto é uma maneira de derrotar candidatos

não podermos fiscalizar o Governo através da Assembleia Legislativa, o que poderemos fazer?” Hoje as três listas irão responder por escrito à CAEAL e vão pedir que sejam conhecidos os fundamentos da decisão. Nenhuma das listas visadas pretende avançar com a substituição de candidatos.

Surpreendidos e indignados

Reagindo à decisão da CAEAL, o candidato da Associação de Progresso de Novo Macau, Paul Chan Wai Chi, diz discordar do procedimento e considera que se trata de uma consequência da atmosfera política de Hong Kong, facto que “não é bom para o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’”, apontou. Também Cloee Chao que apresentou uma lista ligada aos trabalhadores do jogo mostrou estupefacção

que se querem submeter a sufrágio popular e directo. É derrotá-los na secretaria e isto não é liberdade. A Lei Básica é clara, como a constituição da China também é clara, a dizer que há liberdade de expressão”, rematou.

Mudanças bruscas

Contactado pelo HM, Eilo Yu, professor associado da Universidade de Macau (UM) na área do Governo e Administração Pública, considerou que a decisão resulta da vontade de Pequim, não dando margem para que se possa tratar de “um mal-entendido”. “Não é apenas um mal-entendido. Se virmos bem, isto não visa apenas dois ou três candidatos do campo democrata, visa também candidatos de outras listas. Isso faz-me crer que esta decisão vai além das autoridades de Macau e está relacionada com a vontade do Governo Central de não ter estes candidatos a concorrer às eleições”, apontou o académico. Eilo Yu considera tratar-se de uma “mudança demasiado repentina”, que vem no seguimento do princípio "Macau governado por patriotas", com uma colagem directa às medidas que começaram a ser implementadas em Hong Kong. Por seu turno, Wai Kin Lok, professor de Direito da UM defendeu que o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’entrou “numa nova fase”. Para o académico a decisão não demonstra que a lei eleitoral “está mais apertada”, mas sim que, em anos anteriores, as normas não estavam a ser cumpridas de forma “precisa” e em toda a sua plenitude. P.A. e N.W.

com o curso dos acontecimentos, prometendo avançar para os tribunais. “As pessoas sabem o que fazemos e como actuamos na sociedade”, sublinhou à TDM-Canal Macau. Igualmente surpreendido com a decisão ficou Lee Sio Kuan, cabeça de lista da Ou Mun Kong I, garantindo que nunca deixou de ser patriótico. “Eu e a minha equipa temos sido patrióticos e temos amado Macau, defendido a Lei Básica e a implementação das políticas da RPC e da RAEM. Fiquei muito surpreendido com o que aconteceu (…) há mais de 10 anos que participamos nas eleições legislativas”, referiu. Por seu turno, após ter confirmado que a sua lista está entre as excluídas, Lo Chun Seng, cabeça de lista da Macau Vitória recusou-se a tecer qualquer comentário até ao momento. Pedro Arede


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HOSPITAL DAS ILHAS GESTÃO PODE FICAR A CARGO DE EMPRESA CHINESA

Complexidade do complexo “

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sua natureza será definitivamente pública.” Foi desta forma que Alvis Lo definiu o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas. Apesar da ressalva, o director dos Serviços de Saúde (SSM) deixou em aberto a possibilidade de o hospital ser gerido por uma empresa privada do Interior da China. “Não vamos descartar a possibilidade de ter parceiros que nos ajudem a melhorar a eficácia. Estamos ainda numa fase de preparação, a estudar e discutir hipóteses. Não é apropriado revelar muito nesta fase”, afirmou na sexta-feira Alvis Lo, citado pelo Canal Macau da TDM. O director dos SSM adiantou, à margem de uma conferência de imprensa do Conselho Executivo, que a opinião pública será auscultada ao longo do processo. Para já, ainda não há informação relativamente à empresa responsável pela gestão do complexo hospitalar, mas a ideia avançada por Alvis Lo é encontrar um bom modelo de funcionamento e gestão e melhorar o planeamento do sistema de saúde de Macau. Quanto à data de abertura do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, o director dos SSM reiterou a dificuldade de indicar um calendário preciso devido à complexidade e dimensão do mega-projecto.

Ver com bons olhos

Song Pek Kei e Nelson Kot concordam com a entrada de uma empresa privada chinesa na gestão do Hospital das Ilhas. A deputada e candidata pela lista ligada a Fujian declarou ao jornal Cidadão que Macau pode ficar a ganhar com a gestão por uma instituição do Interior da China com a prestação de serviços de melhor qualidade. Song Pek Kei entende que entregar a gestão a um privado chinês pode encurtar a entrada em funcionamento do hospital, principalmente se for uma empresa com experiência na área, pelo menos eliminando a fase de recrutamento de pessoal médico.

GCS

O Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas poderá ser gerido por uma empresa privada do Interior da China. A hipótese está a ser estudada, de acordo com o director dos Serviços de Saúde, que acrescentou que independentemente da natureza da entidade gestora, o hospital será público. Song Pek Kei e Nelson Kot concordam com o modelo

Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde “Não vamos descartar a possibilidade de ter parceiros que nos ajudem a melhorar a eficácia. Estamos ainda numa fase de preparação, a estudar e discutir hipóteses. Não é apropriado revelar muito nesta fase.”

Outro ponto destacado por Song Pek Kei foi a razoabilidade de ter apenas uma entidade a gerir o complexo hospitalar, por considerar que se a administração foi entregue a diversas instituições a articulação pode tornar-se complicada.

Porém, a deputada declarou ser imperioso evitar as mesmas queixas que recaem sobre o Centro Hospitalar Conde de São Januário, nomeadamente quanto ao tempo de espera para consultas.

OS ESPECIALISTAS O Conselho Executivo apresentou na sexta-feira um regulamento administrativo que estabelece regras para habilitações académicas ou profissionais de quinze categorias de profissionais de saúde. Assim sendo, “considera-se habilitado com grau académico a pessoa titular de mestrado ou doutoramento que corresponda a um ciclo de estudos integrados que não confira o grau de

licenciatura”. O Conselho dos Profissionais de Saúde, que inicia funções em Outubro, será responsável pela definição de “requisitos de duração do curso, finalidade do curso, estrutura curricular, plano de estudos e número de créditos do curso do respectivo grau académico obtido no exterior da RAEM”, esclarece o Conselho Executivo. Ficaram também definidas 41 especialidades médicas

e 13 especialidades de enfermagem reconhecidas na RAEM. O director dos Serviços de Saúde afirmou que existem médicos suficientes para todas as especialidades e que confia na capacidade da Academia Médica de Macau para formar mais quadros. Além disso, Alvis Lo adiantou que, de modo geral, os cursos leccionados no Interior da China serão reconhecidos em Macau.

Nelson Kot, também em declarações ao jornal Cidadão, acha boa ideia entregar a gestão do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas a uma empresa chinesa, sugerindo duas vias possíveis para que tal aconteça: a criação de uma parceria pública/privada ou de um contrato de concessão. O candidato a deputado frisou ainda que os serviços médicos básicos do Hospital das Ilhas devem ser assumidos pelo Governo, enquanto incumbência natural de um hospital público. Quanto às especialidades, como oncologia ou procedimentos médicos minimamente invasivos, Nelson Kot refere que a colaboração de equipas médicas oriundas da China ou Hong Kong podiam reduzir os tempos de espera. João Luz com Nunu Wu

CONSELHO EXECUTIVO CONCLUÍDA DISCUSSÃO DE DIPLOMA SOBRE ENSINO TÉCNICO-PROFISSIONAL

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Conselho Executivo concluiu a análise do novo regulamento administrativo que implementa o “Regime do ensino técnico-profissional do ensino não superior”, e que vem acrescentar novas valências ao “Quadro orientador da educação técnica e profissional”, em vigor desde 1996. Segundo um comunicado, o regulamento administrativo visa “promover o desenvolvimento sustentado do ensino técnico-profissional, o estabelecimento de um mecanismo de articulação com o ensino superior e o aprofundamento da cooperação entre escolas, empresas, associações profissionais e individualidades dos respectivos sectores”. São também objectivos do Executivo, com esta alteração, “a elevação da profissionalização e do reconhecimento do ensino técnico-profissional, a definição do quadro da organização curricular do ensino técnico-profissional e o incremento da eficácia do estágio profissional, entre outras normas e optimizações”. Prevê-se que o regulamento administrativo entre em vigor a 1 de Setembro de 2022.

Educação patriótica Mak Soi Kun defende mudanças no sistema

O deputado Mak Soi Kun interpelou o Governo para que haja uma melhoria da educação patriótica em Macau, a fim de deixar que os mais novos aprendam os conceitos de amor à pátria e a Macau. Mak Soi Kun recordou que, nas celebrações do centenário do Partido Comunista Chinês, o Presidente Xi Jinping indicou que a educação patriótica deve ser bem desenvolvida, sobretudo junto de crianças e jovens. Desta forma, o deputado pede que o Governo forme os patriotas da nova geração, a fim de salvaguardar que o princípio “Um País, Dois Sistemas” não está sujeito a alterações.


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TURISMO EXPO INTERNACIONAL ACOLHEU MAIS DE 15 MIL VISITANTES

Voar dentro de portas

Habitação Empréstimos hipotecários subiram quase 29% em Maio

A 9.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau acolheu em três dias mais de 15 mil visitantes presenciais e um pico máximo de participação de 120 mil participantes em sessões online. Lei Wai Nong reforçou a importância do evento para explorar oportunidades de cooperação e desenvolver novos produtos, a pensar na recuperação económica GCS

No passado mês de Maio, o número de novos empréstimos hipotecários para habitação aprovados por bancos de Macau cresceu 28,8 por cento em relação a Abril, atingindo um valor total de 3,04 mil milhões de patacas. Segundo a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), da totalidade de empréstimos novos contraídos em Maio, 98,7 por cento foram por residentes, segmento que registou um crescimento de 29,3 por cento. Em contrapartida, a componente não-residente continua a cair, registando em Maio um decréscimo de 2,3 por cento. A AMCM destaca também a quebra no período em análise de 42,8 por cento do volume de empréstimos cuja garantia é dada por edifícios em construção, em relação ao mês anterior. Em comparação com Maio de 2020, o decréscimo é de 42,6 por cento. Por outro lado, o número empréstimos comerciais para actividades imobiliárias aprovados por bancos de Macau em Maio deste ano caiu 32,4 por cento, em comparação com Abril, para um total de 3,61 mil milhões de patacas.

MIECF Feira na primeira semana de Agosto

A edição deste ano do Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau 2021 (MIECF, na sigla inglesa) realiza-se entre os dias 5 e 7 de Agosto, com o tema “Rumo a uma nova era de ecologia e baixa emissão carbónica”. Segundo um comunicado, a edição deste ano será mais digital, sendo aditadas “salas de exposição online, bolsas de contactos online e transmissões ao vivo dos fóruns, entre outras actividades”. Nos últimos 13 anos, no âmbito do MIECF, foram realizadas mais de 5.200 sessões de bolsas de contactos, com 350 projectos de cooperação assinados. Entre estes, cerca de 80 por cento já foram concretizados, aponta a organização da MIECF.

Comércio Feira de Produtos de Marca adiada para Setembro A edição deste ano da Feira de Produtos de Marca da Província de Guangdong e Macau foi adiada para o fim-de-semana de 3 a 5 de Setembro deste ano. O evento é organizado pelos Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau e o Departamento do Comércio da Província de Guangdong. A alteração da data deve-se “à recente evolução da situação da epidemia causada pelo novo tipo de coronavírus nas regiões vizinhas”, e que tem “afectado as deslocações a Macau das empresas expositoras e comerciantes do Interior da China”. As entidades organizadoras pretendem também manter “a organização do evento para promover o intercâmbio e cooperação económico-comercial no âmbito de convenções e exposições entre a Província de Guangdong e Macau”, razão pela qual decidiram avançar com uma nova data.

Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças “Espera-se que através da participação na Expo de Turismo, os operadores turísticos possam explorar em conjunto oportunidades de cooperação e desenvolver novos produtos.”

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NAUGURADA na sexta-feira, a 9.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, acolheu ao longo do fim-de-semana mais de 15 mil visitantes, revelou ontem a Directora dos Serviços de Turismo, Maria Helena de Senna Fernandes. Além das presenças “físicas”, no pico máximo de participação nas salas de transmissão ao vivo promovidas durante o evento foram contabilizados 120 mil visitantes, segundo declarações da directora da DST ao canal chinês da TDM-Rádio Macau. “O projecto de iniciativa em nuvem criado em 2020 no rescaldo da pandemia, continua a ser encarado como uma forma positiva de impulsionar as empresas expositoras internacionais que não conseguiram vir a Macau, a investir

no território no futuro”, apontou Maria Helena de Senna Fernandes. Dois dias antes, o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, apontou no discurso de inauguração do evento, que o objectivo passava essencialmente por investir no desenvolvimento de novos produtos a pensar na revitalização do sector, fortemente abalado pela pandemia de covid-19. “Espera-se que através da participação na Expo de Turismo, os operadores turísticos possam explorar em conjunto oportunidades de cooperação e desenvolver novos produtos (…), bem como preparar-se para a futura recuperação do mercado internacional”, disse Lei Wai Nong. O evento que terminou ontem decorreu num formato simultaneamente online e presencial, devido às medidas de prevenção e às

restrições fronteiriças, contando com mais de 700 stands e quase 400 expositores, sendo a maioria do Interior da China. Detalhando, dos 394 expositores, 265 eram do Interior da China, 106 de Macau e 23 de empresas internacionais. Os números traduzem o actual fluxo turístico atípico já que, devido às restrições fronteiriças, a China é o único território do mundo isento de quarentena à entrada em Macau e único com o qual existem actualmente voos directos.

Crescer em conjunto

O evento pretendeu “construir uma ponte de intercâmbio e cooperação entre a indústria turística de Macau, do Interior da China e do exterior, para a exploração conjunta de oportunidades de negócio”, procurou sintetizar Lei Wai Nong.

No final de Junho, aquando da apresentação do evento, o presidente do Associação das Agências de Viagem, Alex Lao, salientou que os bons resultados no combate à pandemia em Macau fizeram com que o território se pudesse “vender” ao mundo como uma “cidade saudável e segura” e assim criar uma “plataforma sustentável” com a China continental. A 9.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau contou com o apoio do Ministério da Cultura e Turismo da China e foi organizado pela Direcção dos Serviços de Turismo, sob a coordenação da Associação das Agências de Viagens de Macau. Pedro Arede

e Nunu Wu com LUSA


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O Tribunal de Última Instância negou o recurso de um guarda condenado a 16 anos de prisão efectiva devido à prática de crimes de corrupção passiva, falsificação informática, violação de segredo, entre outros. O agente aproveitava a sua função para falsificar registos de entrada a favor de emigrantes ilegais, em troca de dinheiro, permitindo a saída através do posto fronteiriço onde trabalhava

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EM mais possibilidades de recorrer e com decisão judicial transitada em julgado, um guarda do Corpo de Polícia de Segurança Pública foi condenado a 16 anos de pena de prisão efectiva depois de o Tribunal de Última Instância lhe ter negado, no passado dia 3 de Junho, o último recurso. A decisão foi divulgada na sexta-feira pelo gabinete do

TUI CONFIRMADA PENA DE 16 ANOS DE PRISÃO PARA AGENTE DA CPSP

Temporada à sombra da e saída de várias pessoas determinadas a terceiro, a fim de receber uma remuneração mensal. Além disso, era suspeito de praticar crimes de corrupção passiva para acto ilícito, de acolhimento, de falsificação informática e de violação de segredo.

Quarteto fantástico

secretário para a Segurança, Wong Sio Chak. O tribunal no topo da hierarquia judicial da RAEM acompanhou o acórdão do Tribunal de Segunda Instância que já havia negado provimento ao recurso, confirmando assim a condenação da primeira instância. Assim sendo, o guarda foi condenado na pena única de prisão efectiva de 16 anos, pela prática de três crimes de corrupção passiva para PUB.

HM • 1ª vez • 12-7-21

ANÚNCIO Execução Ordinária

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CV3-20-0105-CEO

3º Juízo Cível

EXEQUENTE: LEI CHOI HONG, residente na Avenida Panorâmica do Lago Nam Van, Edifício Lake View Mansion, Bloco I, 8º M em Macau. -------EXECUTADO: LAI, KA U, solteiro, maior, titular de BIRM, residente na Rua de Luís João Baptista, 2-A, Edifício Yan Weng, r/c B em Macau. -------*** FAZ-SE SABER QUE nos autos acima indicados, foi resolvida a venda por meio de propostas em carta fechada, do seguinte bem penhorado ao executado: --------BEM A VENDER Direito penhorado Direito de aquisição da fracção autónoma designada por E18, do 18º andar E, para habitação, omisso na matriz, Freguesia de Nossa Senhora do Carmo (Taipa), do prédio descrito na Conservatória do Registo Predial sob o número 22792-I e pertencente ao executado, conforme inscrição número 365372G. ------------------------------------------O valor base da venda é de MOP $2.922.120,30. -----------------------------------Consigna-se que o executado já procedeu ao pagamento de 30% do valor total do direito, faltando pagar 70% do valor do mesmo no montante de HKD$6.619,690,00. --*** São convidadas todas as pessoas com interesse na compra do direito, a entregarem as suas propostas na Secção Central deste Tribunal, nas horas de expediente, até ao dia 08 de Outubro de 2021 pelas 17:30 horas, devendo as propostas conter no envelope da proposta a indicação de “PROPOSTA EM CARTA FECHADA” bem como o “NÚMERO DO PROCESSO CV3-20-0105-CEO”. ------------------------------------No dia 11 de Outubro de 2021, pelas 09,35 horas, no Tribunal Judicial de Base da RAEM, proceder-se-á à abertura das propostas de preço superior ao do valor base da venda até esse momento apresentadas, a cujo acto podem os proponentes assistir. -----Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação do direito supra referido, podem, querendo, exercer o seu direito no próprio acto da abertura das propostas, se alguma proposta for aceite, nos termos do art.º 787º do C.P.C.M. -------------------------RAEM, 23 de Junho de 2021

acto ilícito, um crime de acolhimento, um crime de falsificação informática e 66 crimes de violação de segredo. O caso foi desvendado pelo Comissariado contra a Corrupção que descobriu que o guarda “recebia interesses ilícitos de terceiro há muitos anos e aproveitava a função que desempenhava para falsificar registos de

entrada a favor de um emigrante ilegal e ajudando-o a sair através do posto fronteiriço onde trabalhava.”

O agente era suspeito também de ter revelado, durante um longo período de tempo, informações de entrada e saída de várias pessoas determinadas a terceiro, a fim de receber uma remuneração mensal

Restaurante Substância proibida em wontons O Instituto para os Assuntos Municipais detectaram durante uma inspecção bórax, substância proibida, em wontons no restaurante Wong Kun Sio Kung, na Rua do Campo. A equipa sanitária decidiu fiscalizar outro restaurante da mesma cadeia, no Macao Ginza Plaza, na Rua de Pedro Nolasco da

O agente era suspeito também de ter revelado, durante um longo período de tempo, informações de entra-

Silva, onde foi encontrado o mesmo problema, levando à ordem para descartar os wontons e ao levantamento de um processo que incluirá fiscalizações posteriores. Se as irregularidades se mantiverem, os estabelecimentos serão multados. O IAM anunciou que o bórax foi encontrado em wontons

crus em camarão temperado em ambos os espaços. Os responsáveis do organismo liderado por José Tavares recordaram à pessoa que gere os restaurantes que deve respeitar as normas de segurança alimentar, e dar formação sobre segurança alimentar aos empregados do restaurante.

Além deste guarda, foram sujeitos a punições disciplinares outros quatro agentes policiais, oriundos de diversas subunidades, por terem ajudado o principal suspeito na consulta e revelando-lhe dados policiais confidenciais, como “registos de entrada e saída fronteiriça e dados de vigilância respeitantes a outras pessoas, bem como dados respeitantes a casos em fase de investigação”, refere o gabinete de Wong Sio Chak. Foram instaurados processos disciplinares aos quatro agentes, “um deles foi alvo de uma ordem judicial de suspensão de funções, em 29 de Junho de 2020, e aos restantes três foram aplicadas a suspensão preventiva de funções em 14 de Abril de 2021”. O secretário para a Segurança exigiu uma “revisão séria” da fiscalização interna e o reforço da “gestão disciplinar, garantindo a integridade do corpo policial”. João Luz

Burla Residente terá lesado cidadãos do Interior em 1 milhão Dois cidadãos do interior da China dizem ter sido vítimas de uma burla, no valor de um milhão de renmimbis, levada a cabo por um residente. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, que refere informações cedidas pela Polícia Judiciária (PJ), as denúncias partiram dos alegados lesados, que dizem ter sido levados a investir numa falsa plataforma de investimento online em Outubro do ano passado, altura em que conheceram o suspeito de burla. O residente, com 35 anos, terá garantido que esta plataforma podia gerar juros mensais na ordem dos 12 por cento. No entanto, as duas alegadas vítimas

investiram, em conjunto, 1 milhão de renmimbis, mas não receberam quaisquer juros. No passado dia 7, a PJ encontrou o suspeito na zona da Areia Preta. Este disse que realizava investimentos através de um mediador, e que por isso recebia comissões. O caso já está a ser acompanhado pelo Ministério Público (MP), existindo a suspeita da prática do crime de burla com valor elevado.


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Nos dias que correm, quem quer viajar a partir de Macau com animais de estimação pode pagar cerca de 100 mil dólares de Hong Kong. Associações como a ANIMA e a Masdaw dão algum apoio e dizem que os preços quase duplicaram

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COVID-19 PREÇOS DO TRANSPORTE AÉREO DE ANIMAIS DUPLICARAM

Viagens de cão

Uma dor de cabeça

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pandemia da covid-19 e as restrições de viagens levaram a um enorme aumento do custo de transporte aéreo de um animal, o que faz com que muitas pessoas permaneçam em Macau à espera de melhores tempos para viajar e melhores preços. O alerta é dado por dois dirigentes de associações de defesa dos direitos dos animais. Albano Martins, presidente honorário da ANIMA - Sociedade Protectora dos Animais de Macau, é uma dessas pessoas. “Com as fronteiras fechadas as coisas tornam-se extraordinariamente difíceis. Temos casos de muitas pessoas que querem ir-se embora com os seus animais, eu sou uma dessas pessoas. Não consigo transferir os meus animais e por isso ainda estou em Macau, à espera de uma janela de oportunidade para usar o aeroporto de Hong Kong.”

Se já é difícil viajar no geral, com animais “as coisas tornam-se quase impossíveis”, disse Albano Martins ao HM. “O transporte tornou-se extraordinariamente caro, e a saída de um animal custa hoje provavelmente o dobro do que numa situação normal. Isto por causa da pandemia, das restrições, dos custos das viagens. Se levarmos um animal como bagagem acompanhada pagamos menos, se levarmos como carga chega-se a pagar quase 100 mil patacas por animal.” Igual opinião tem Fátima Galvão, membro da direcção

da Masdaw (Associação para os Cães de Rua e o Bem-Estar Animal em Macau). “Há pessoas que ficaram em Macau mais

“Toda a viagem custou 50 mil dólares de Hong Kong e se não tivesse recorrido ao Go Fund Me [plataforma de crowdfunding] não teria conseguido.” ALASTAIR PULLAN

tempo para poderem levar os seus animais, e houve outras que enviaram primeiro os animais, mas pagaram fortunas. Conheço uma pessoa que pagou 105 mil dólares de Hong Kong para enviar a cadela para Inglaterra, e outra que pagou 65 mil dólares de Hong Kong para enviar para a Rússia”. A Masdaw não recebeu muitos animais devolvidos por causa desta situação, mas auxiliou residentes com o transporte. "Ajudamos pessoas que não tinham meios de levar os animais consigo, nomeadamente para as

ANIMAIS ASSOCIAÇÕES EM DIFÍCIL SITUAÇÃO FINANCEIRA

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ANIMA começa hoje uma nova campanha de recolha de fundos, em princípio até ao final do ano, que inclui sorteios com prémios. Ao HM, Albano Martins, presidente honorário da associação, conta que os fundos vão servir para a associação pagar as contas a partir

de Setembro, depois do apoio da Fundação Macau. “Esta campanha é para tentar dar uma ajuda à ANIMA e ver se conseguimos ainda outros fundos.” Ainda assim, Albano Martins referiu não estar “confiante de ter apoio dos casinos”. “No ano passado ficou provado que os casi-

nos vinham reduzindo substancialmente os apoios. Numa situação normal tínhamos mais de 2,5 milhões de apoio dos casinos, e no ano passado tivemos, no total, entre 400 a 500 mil patacas. A situação do jogo não alimenta grandes esperanças à ANIMA”, acrescentou.

Também Fátima Galvão assegura que a Masdaw está “numa situação financeira péssima”. “Nós nem apoios temos, a não ser das pessoas que gostam de animais. A nossa situação está muito má. Temos mais de 700 mil patacas de défice. Vamos ter de

fazer campanhas de recolha de fundos e estamos a preparar eleições, que vão ser em breve. A nova direcção de certeza que vai entrar com muita vontade de trabalhar e de lutar pela melhoria das condições de vida dos animais, sobretudo dos cães”, rematou.

Filipinas, porque os aviões não transportavam animais. Recebemos dois animais nessas condições, mas um deles está numa família de acolhimento, vai ser adoptado e vai para o Canadá.” Alastair Pullan diz ter sofrido “a experiência mais stressante” da sua vida com o transporte de dois cães e um gato para o Reino Unido, depois de ter sido despedido do espectáculo “House of Dancing Waters” em Junho. Depois de realizar testes aos animais, que confirmaram boas condições para viajar, Alastair Pullan deparou-se com preços muito elevados. “Planeava viajar pela British Airways, mas [uma empresa de transporte de animais] disse-me que a companhia aumentou o seu preço pelo transporte dos animais em 500 por cento. Isso significa que o custo da viagem variava entre 50 a 200 mil dólares de Hong Kong. As outras companhias aéreas estavam a seguir esta tendência e a rota era agora impossível de fazer devido aos custos”, contou ao HM. Depois de uma tentativa falhada com a Eva Air, o britânico acabou por marcar uma viagem pela Qatar Airways, que obrigou a quarentena de duas semanas em Hong Kong. Os seus animais viajaram de ferry para Hong Kong, graças ao apoio de amigos, e em Paris a viagem para o Reino Unido foi de automóvel. O custo foi de cerca de 20 mil dólares de Hong Kong e exigiu "muita papelada”. “Toda a viagem custou 50 mil dólares de Hong Kong e se não tivesse recorrido ao Go Fund Me [plataforma de crowdfunding] não teria conseguido", concluiu. Andreia Sofia Silva

Fórum Macau Produtos turíscos “em português” pela cooperação

O Secretário-Geral Adjunto do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Ding Tian, promoveu na passada sexta-feira uma sessão de apresentação dos produtos turísticos dos países de língua portuguesa. Com o objectivo de desenvolver

o papel de Macau como “Um Centro e uma Plataforma” e promover a colaboração “estreita” no sector do turismo entre a China, Macau e os países de língua portuguesa, Ding Tian destacou a importância de aproveitar o momento para “trocar impressões” e explorar em conjunto “novas oportunidades” de cooperação. Isto, a pensar na revitalização económica e no desenvolvimento próspero do período pós-pandémico.


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Arquitectura Albergue SCM agenda nova sessão de seminário O Albergue SCM promove, no próximo dia 24, uma sessão extra do seminário “Architectural Design in a Historic Environment”, organizado em parceria com a Associação de Arquitectos de Macau (AAM). As inscrições decorrem até ao dia 21 de Julho. Nesta sessão participa o arquitecto Andre Lui. Segundo um comunica-

do, o seminário “introduz o desenvolvimento arquitectónico e urbanístico de Macau desde o século XVI, bem como as características e valor culturais dos edifícios históricos chineses e com estilo ocidental”. Andre Lui vai ainda “partilhar as suas próprias experiências e conhecimentos em estudos de caso de

IC Museu de Xian Xinghai c

adaptação de edifícios em Macau e a nível internacional, tal como o Centro de Saúde do Tap Seac e o edifício dos Arquivos de Macau”, entre outros locais. A quantia de registo é de 450 patacas, sendo que para sócios da AAM e da Associação de Engenheiros de Macau o valor baixa para 300 patacas.

O Instituto Cultural (IC) vai realizar obras de melhoria das instalações sem barreiras no pátio do Museu Memorial de Xian Xinghai a partir de hoje, estando prevista a sua conclusão em Outubro. Durante as obras de melhoramento, o interior do museu, incluindo a sala de exposições, estará aberto

Mitos triling Chamam-se “Chang’e Voa para a Lua”, “Nüwa Conserta o Céu” e “Jingwei Enche o Mar” e conta, em português, inglês e chinês, pedaços da história e cultura chinesas. Estas publicações são da responsabilidade da Universidade de Macau e foram apresentadas na sexta-feira na Escola Oficial Zheng Guanying

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Centro de História e Cultura da China (CCHC) e o Centro de Ensino e Formação Bilingue Chinês-Português (CPC), da Universidade de Macau (UM), acabam de lançar livros de banda desenhada em três línguas e que visam promover a história e cultura chinesas. Os livros, intitulados “Chang’e Voa para a Lua”, "Nüwa Concerta o Céu” e “Jingwei Enche o Mar” fazem parte da colecção "Histórias aos Quadradinhos inspiradas na Cultura Chinesa” e contam os mitos, lendas e história da China. Depois da publicação, em 2018, dos livros “Chang’e Voa para a Lua” e "Nüwa Conserta o Céu”, a UM lança agora estas três obras, cuja tradução visa “incentivar o conhecimento e a compreensão da cultura chinesa entre os jovens de Macau e dos países de língua portuguesa”. Com estes livros, a UM pretende também “que os jovens conheçam a diversão, a sabedoria e a cultura dos mitos chineses antigos e que aprendam a história e cultura chinesa”,

FOTOS GCS

UM HISTÓRIA E CULTURA CHINESAS CONTADAS ATRAVÉS DA BANDA DESENHADA

além de possibilitar “a aprendizagem do português pelos estudantes de Macau na forma simples de histórias em banda desenhada”. Estas obras foram apresentadas na última sexta-feira numa instituição de ensino que constitui um exemplo do ensino em várias línguas, a Escola Oficial Zheng Guanying. A actividade visou proporcionar “o

Depois da publicação, em 2018, dos livros “Chang’e Voa para a Lua” e “Nüwa Conserta o Céu”, a UM lança agora estas três obras, cuja tradução visa “incentivar o conhecimento e a compreensão da cultura chinesa entre os jovens de Macau e dos países de língua portuguesa”

acesso à cultura tradicional chinesa a mais alunos, permitindo-lhes conhecer mais sobre mitos e lendas”.

Teatros e outras histórias

A UM conta, em comunicado, que esta actividade na Escola Oficial Zheng Guanying incluiu também a

teatralização dos contos incluídos nos livros, além de ter sido organizado um concurso de tradução chinês-português baseado nas lendas e mitos contados nestas obras. Chan Ka Man, directora da instituição de ensino não superior, disse que “este tipo de actividade

se encaixa nas tarefas de leitura actualmente organizadas pela escola para os estudantes do terceiro ano”, permitindo “que os estudantes fiquem a saber mais sobre os mitos e as histórias antigas, ao mesmo tempo que cultiva bons hábitos de leitura e o gosto pela mesma”. Os dois


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FRC CALIGRAFIA DE CHEN ZHUO YU INAUGURA ESTA QUARTA-FEIRA

com obras até Outubro

ao público segundo o horário habitual, com a excepção do pátio. O Museu Memorial de Xian Xinghai localiza-se na Rua de Francisco Xavier Pereira e está aberto diariamente ao público entre as 10h e as 18h, incluindo dias feriados, e com encerramento semanal à terça-feira.

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Além disso, o trabalho desenvolvido pelo CCHC visa “reforçar o estudo da história e cultura chinesas”, bem como “construir um mecanismo avançado para o seu intercâmbio, que permita a divulgação destas na comunidade de Macau e internacionalmente, especialmente entre jovens”. Outro foco deste centro é “aprofundar a divulgação e a influência da história e cultura chinesa nos países e regiões de língua portuguesa, de forma a aumentar o conhecimento e compreensão das mesmas”.

já esta quarta-feira que abre portas na Fundação Rui Cunha (FRC) a exposição de caligrafia de Chen Zhuo Yu, intitulada “Excepcional, Extraordinária e Única”, e que estará patente até ao dia 24 de Julho. Esta mostra conta também com a organização do Instituto de Caligrafia de Macau e pretende dar a conhecer “a excelência do trabalho artístico da talentosa calígrafa de 17 anos”, aponta a FRC. O público poderá conhecer 21 obras “que revelam o nível de experiência da jovem artista”, que já foi

“várias vezes premiada” e que já expôs em locais como Hong Kong, Panamá, Cantão, Foshan, Anhui, Xi’an e Qufu, entre outros destinos. Ouyang Zerong, presidente fundador do Instituto

de Caligrafia de Macau, explicou que Chen Zhuo Yu aprendeu caligrafia consigo nos últimos anos. “Observei a sua técnica ao longo da aprendizagem e o seu progresso, o que me fez reconhecer que ela é muito

‘experiente’ no estudo da caligrafia”, apontou. Chen Zhuo Yu nasceu na cidade de Cantão, província de Guangdong. Apaixonada por caligrafia desde a infância, a artista começou a estudar esta arte aos sete anos de idade com o professor Yang Shuwen em Guangzhou. Já em Macau, Chen Zhuo Yu estudou caligrafia com Miss Ma Teng e Ouyang Zerong, tendo ganho vários prémios em competições de caligrafia. Com 17 anos, estuda na secção chinesa do Colégio Santa Rosa de Lima em Macau.

CINEMA CÉLINE DEVAUX FILMA LONGA-METRAGEM EM PORTUGAL

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realizadora francesa Céline Devaux está a filmar a primeira longa-metragem, "Toda a gente gosta de Jeanne", em Portugal, numa coprodução com França e Bélgica, foi sexta-feira anunciado.

A rodagem teve início há alguns dias na região de Lisboa e prolongar-se-á até Agosto, com a participação de Blanche Gardin, Laurent Lafitte e do português Nuno Lopes. Segundo a Câmara Municipal da Moita, parte da rodagem acontecerá nos próximos dias na biblioteca municipal Bento de Jesus Caraça, e também na capital, onde decorre parte da narrativa. Em Portugal, a produção é assegurada pela O Som e a Fúria, de Luís Urbano, e conta com apoio financeiro de cerca de 400 mil euros do Instituto do Cinema e Audiovisual. Segundo o portal Cineuropa, o filme também beneficiou do sistema português de benefícios fiscais

('cash rebate'), do Fundo de Apoio ao Turismo e Cinema. "Toda a gente gosta de Jeanne" é a primeira longa-metragem de ficção de Céline Devaux, que também assina o argumento. Esta é a história de Jeanne que, aos 40 anos, ruma a Lisboa para vender o apartamento que pertencia à mãe, recentemente falecida. Céline Devaux é autora de várias curtas-metragens, entre as quais as animações "Les repas dominical" (2015), premiada em Clermont-Ferrand, e "Gros chagrin" (2017), distinguida no festival de Veneza.

JAZZ FESTIVAL EM SINTRA REALIZA-SE EM SETEMBRO

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centros da UM têm como objectivo “promover o desenvolvimento do ensino das ciências humanas e sociais em Macau e formar jovens talentos através de uma série de programas de ensino e formação, em colaboração com instituições de ensino e escolas primárias e secundárias de Macau”.

Centro Cultural Olga Cadaval acolhe em Setembro a 1.ª edição do Festival de Jazz de Sintra, cujo cartaz inclui as actuações de, entre outros, Mário Laginha e Maria João com o Carlos Bica Quarteto, foi sexta-feira anunciado. De acordo com a organização da iniciativa, num comunicado sexta-feira divulgado, “o primeiro Festival de Jazz de Sintra decorrerá no Centro Cultural Olga Cadaval nos dias 17, 18 e 19 de Setembro de 2021”. Este novo festival “tem como principais objectivos a divulgação do Jazz no concelho [de Sintra], assim como dar a conhecer ao público local - e não só - parte dos músicos e da excelente música Jazz que actualmente se faz em Portugal”.

Nos dias 17 e 18, irão acontecer “dois concertos duplos, com duração de aproximadamente 45 minutos cada um, sem intervalo, acessíveis através de apenas um ingresso”, e, no dia 19, “um concerto único com uma ‘Big Band’”. No primeiro dia do festival actuam Maria João com o Carlos Bica Quarteto e o João Paulo Esteves da Silva “Brightbird Trio”. Além de Maria João e Carlos Bica, estarão também em palco o pianista João Farinha e o guitarrista Mário Delgado. No segundo dia, 18 de Julho, actuam o pianista Mário Laginha, a solo, e o ensemble Coreto Porta-Jazz, que se desenvolve no coração da Associação Porta-Jazz, do Porto,

Maria João e Mário Laginha

“com o objectivo de criar um ‘espaço’ para a exploração e concretização de repertório original e experimental num contexto de ‘large ensemble’”. Para o último dia, 19 de Julho, está marcada a actuação da Orquestra de Jazz do Hot Clube de Por-

tugal, com o saxofonista Julian Argüelles, como solista convidado. Neste concerto, dedicado à música de Duke Ellington, “serão apresentados temas dos anos 1930 a 1950, períodos contrastantes na obra do compositor”.


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DIPLOMACIA PEQUIM E PYONGYANG QUEREM ENTRAR NUMA “NOVA FASE” DE COOPERAÇÃO

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Presidente chinês e o líder norte-coreano comprometeram-se a levar as relações entre os dois países para uma “nova fase”, numa altura em que os dois vizinhos celebram o 60.º aniversário do seu tratado de amizade. Pequim é há muito tempo o maior apoiante económico e aliado diplomático da Coreia do Norte. A 11 de Julho de 1961, os dois países assinaram um

tratado de amizade, cooperação e assistência mútua, com Mao a dizer que os dois aliados eram tão próximos como “lábios e dentes”. As relações têm evoluído ao longo das décadas, marcadas em particular pelas ambições cada vez mais fortes da Coreia do Norte em matéria de armas nucleares. Os dois vizinhos, contudo, procuraram reforçar a sua aliança depois de Pyongyang e Washington não

terem conseguido alcançar as conversações nucleares. “Apesar da complexidade sem precedentes da situação internacional nos últimos anos, a camaradagem confiante e a amizade militante entre a RPDC e a China está a tornar-se cada dia mais forte”, escreveu o líder norte-coreano, Kim Jong-un, numa mensagem a Xi Jinping. De acordo com a agência noticiosa oficial da KCNA, o líder norte-coreano salientou a importância do tratado para “assegurar a paz e a estabilidade na Ásia e no resto do mundo numa altura em que as forças hostis estão mais desesperadas do que nunca nas suas acções obstrutivas”. Por seu lado, Xi Jinping, escreveu, segundo a KCNA, que espera promover “maior felicidade” entre os dois países e os seus povos “levando resolutamente as relações de amizade e cooperação entre os dois países a uma nova fase. PUB.

As vendas totais de veículos, incluindo camiões e autocarros, aumentaram 25,6 por cento, em relação ao ano anterior, para 12,9 milhões de unidades

ECONOMIA VENDAS DE AUTOMÓVEIS SOBEM 27%

Motor de arranque A S vendas de automóveis na China aumentaram 27 por cento no primeiro semestre de 2021, face ao homólogo, mas continuam abaixo dos níveis pré-pandemia, e a produção e as vendas caíram em Junho, devido à escassez global de ‘chips’ para processadores. Segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, as vendas de veículos utilitários desportivos, `minivans` e `sedans` no maior mercado automóvel do mundo subiram para 10 milhões de unidades, no período entre Janeiro e Junho. As vendas totais de veículos, incluindo camiões e autocarros, aumentaram 25,6 por cento, em relação ao ano anterior, para 12,9 milhões de unidades. Em comparação com os níveis pré-pandemia, referentes a 2019, as vendas de veículos de passageiros caíram 1,4 por cento, no primeiro semestre, segundo a mesma fonte. As vendas

totais de veículos caíram 4,4 por cento. A produção de veículos de passageiros caiu 13,7 por cento, em Junho passado, em relação ao ano anterior, enquanto as vendas caíram 11,1 por cento para 1,6 milhão de unidades. As vendas revelaram uma “queda óbvia depois de Maio”, disse a Associação, em comunicado. “Os veículos de passageiros foram principalmente afectados por um fornecimento insuficiente de ‘chips’”, justificou.

Alta voltagem

A procura por automóveis da China já estava a enfraquecer devido à insegurança dos consumidores sobre a desaceleração do crescimento económico e a guerra comercial com os Estados Unidos, antes de as concessionárias encerrarem, no primeiro trimestre do ano passado, para combater o surto do novo coronavírus. A actividade económica da China recuperou relati-

vamente cedo, depois de o Partido Comunista ter declarado vitória sobre o vírus, em Março de 2020. Mas as vendas de veículos caíram 22,4 por cento, no primeiro semestre de 2020, estabelecendo uma base baixa de comparação homóloga. As vendas anuais caíram em 2020 pelo terceiro ano consecutivo. A queda nas vendas é um golpe para as fabricantes globais, cujo aumento das receitas depende do mercado chinês, face a crescimentos anémicos nos Estados Unidos e na Europa. Fabricantes globais e chinesas estão a gastar milhares de milhões de dólares no desenvolvimento de veículos eléctricos para cumprir as quotas de vendas estipuladas por Pequim. A procura este ano foi impulsionada pelas vendas de veículos híbridos, embora ainda representem uma fracção do total. As vendas de eléctricos, no primeiro semestre de 2020, aumentaram 200 por cento para 1,2 milhão de unidades, mas a procura também está a cair, de acordo com a Associação. O crescimento das vendas em Junho desacelerou para 140 por cento, fixando-se em 256.000 veículos. As vendas de automóveis de passageiros por marcas chinesas no primeiro semestre de 2020 aumentaram 46,8 por cento, em relação ao ano anterior, para 4,2 milhões de unidades. A sua participação de mercado aumentou 5,7 por cento, para 42 por cento.


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TAÇA DO MUNDO MACAU TEM ATÉ AO FINAL DE AGOSTO PARA RESPONDER À FIA

Obrigatório aliviar restrições Na quinta-feira passada, o Conselho Mundial da FIA anunciou que a Taça do Mundo de GT da FIA vai voltar a ser disputada no Circuito da Guia, dentro do programa do 68.º Grande Prémio de Macau, com a condição que haja um relaxamento nas actuais restrições de entrada de estrangeiros no território

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data, o local e a regulamentação desportiva para a Taça do Mundo FIA de GT de 2021 foi aprovada, com o evento a regressar ao Circuito da Guia em Macau de 17 a 21 de Novembro”, é possível ler no comunicado emitido pela FIA. O mesmo comunicado diz que “o evento apenas terá lugar caso seja eliminada previamente a obrigatoriedade de quarentena à chegada a Macau”. E sobre isto, a comunicação vai ainda mais longe, pois “foi acordado um prazo para tal entre a FIA e a Autoridade Desportiva Nacional local, a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC).” A federação internacional não revelou o prazo limite dado às entidades de Macau, mas segundo uma nota informativa disponibilizada aos pilotos, equipas e partes interessadas, pela SRO Motorsport Group, os co-organizadores da corrida, este será no final do próximo mês: “caso as restrições nas viagens ainda estejam em vigor aquando o fim das inscrições a 31 de Agosto (e não existir uma data confirmada para o seu relaxamento), a Taça do Mundo de GT da FIA talvez poderá não se realizar em 2021”. Organizada em Macau desde 2015, a Taça do Mundo esteve marcada para Macau no calendário internacional em 2020, mas foi cancelada devido às restrições provocadas pela crise

sanitária em curso. Porém, a Taça GT Macau, precursora da Taça do Mundo e que se realiza ininterruptamente desde 2008, voltou a disputar-se com a presença de pilotos locais. O chinês Ye Hongli venceu a corrida ao volante de um Mercedes-AMG GT3 Evo. Maro Engel (Mercedes), Laurens Vanthoor (Audi), Edoardo Mortara (Mercedes), Augusto Farfus (BMW) e Raffaele Marciello (Mercedes) foram os pilotos que se sagraram vencedor da Taça do Mundo nas edições anteriores. O Conselho Mundial da FIA da pretérita semana não fez qualquer referência às outras Taças do Mundo agendadas para Novembro na RAEM: Fórmula 3 e Turismos. Contudo, é expectável que na data limite estipulada para a Taça do Mundo de GT da FIA, o órgão máximo que rege o desporto automóvel vá também decidir o que fazer com estas duas competições. Há um sentimento de confiança sobre um regresso a Macau dentro do paddock do Campeonato FIA de Fórmula 3, com os intervenientes praticamente todos vacinados desde o início da época, e sujeitos a um rigoroso sistema de testagem e controlo nas provas até aqui realizadas em conjunto com a Fórmula 1.

Porta volta a abrir-se aos amadores

Caso a Taça do Mundo de GT da FIA avance, esta terá o mesmo formato de 2019, com uma Corrida de

FIA “Caso as restrições nas viagens ainda estejam em vigor aquando o fim das inscrições a 31 de Agosto (e não existir uma data confirmada para o seu relaxamento), a Taça do Mundo de GT da FIA talvez poderá não se realizar em 2021.” PUB.

Qualificação de 12 voltas, no sábado, e que decidirá a grelha de partida para a corrida de 16 voltas, no domingo, que irá atribuir o troféu. As inscrições vão abrir no final do mês e encerram a 31 de Agosto. Os interessados deverão pagar um depósito de 2,500 euros e, caso sejam aceites, o preço de inscrição na prova é de 10,000 euros. A maior novidade é que a Taça do Mundo de GT da FIA voltará a aceitar a participação de pilotos categorizados pela FIA como “Bronze”, que na sua grande maioria são pilotos amadores, mais velhos e sem resultados de vulto nas principais competições internacionais. Esta medida vai de encontro à vontade de muitos “Gentleman Drivers” da região de quererem participar numa prova que

na realidade foram eles que ajudaram a construir. Por outro lado, esta medida deverá permitir que o número de concorrentes nesta corrida volte a ser acima das duas dezenas, algo extremamente difícil de conseguir apenas com pilotos profissionais. Caso o Governo da RAEM e as autoridades de saúde optarem pelo não relaxamento das medidas actualmente em vigor, então a Taça do Mundo de GT da FIA deverá novamente dar lugar à Taça GT Macau, com a possibilidade do regresso dos concorrentes do Campeonato da China GT, competição que tem a sua prova final calendarizada para Macau. Sérgio Fonseca

HM • 1ª vez • 12-7-21

ANÚNCIO Acção Ordinária n.º

CV2-20-0073-CAO

AUTORES: (1) CHAO CHENG SÃO (周清秀), de sexo feminino, maior, residente em Macau, na Avenida do Conselheiro Borja, nº 212-250, Edifício Jardim Iat Lai, Bloco 4, 26º andar “AA26”; e (2) LAU WANG TAK (劉宏德), de sexo masculino, maior, residente em Macau, na Avenida do Conselheiro Borja, nº 212-250, Edifício Jardim Iat Lai, Bloco 4 好景閣, 26º andar “AA26” RÉUS: (1) NG LAI KUN que também romaniza UNG LAI KUN (吳麗娟), de sexo feminino, maior, com último domicílio conhecido em Macau, na Avenida do Coronel Mesquita, nº 8, R/C, ora em parte incerta; e (2) LAU VAI IN (劉偉賢), do sexo masculino, maior, residente em Macau, na Avenida do Coronel Mesquita, nº 8, R/C. *** Correm éditos de trinta (30) dias, a contar da segunda e última publicação do anúncio, citando a 1ª Ré NG LAI KUN que também romaniza UNG LAI KUN (吳麗娟), para no prazo de trinta (30) dias, decorrido que seja o dos éditos, contestarem, querendo, o pedido formulado na petição inicial nos mencionados autos, que resumidamente consistem que – deve a presente acção ser julgada provada e procedente, e condena dos seguintes: 1. sejam os RR condenados a reconhecer que a fracção autónoma 2-2 do 2º andar (correspondência actual: B2) do prédio nº 6 a 14 da Travessa das Hortas e nº 17 a 25 da Travessa da Praia, em Macau, descrito na Conservatória do Registo Predial de Macau sob o nº 21500, fls. 199 do Livro B-50, e registo de constituição da propriedade horizontal sob nº 10938 do Livro F-12 da mesma Conservatória, e inscrita na matriz predial sob art. nº 37681, é bem da herança aberta por óbito de LAU VAI LAM (劉偉林) em 05 de Novembro de 2008 no estado de casado com a 1ª Autora, em cujo nome se encontrava inscrita sob nº 99834, e os AA como seus únicos herdeiros e sucessores na posição de proprietários que pertencia ao falecido; 2. sejam julgadas nulas e de nenhum efeito, por constituírem venda de coisa imóvel

2º Juízo Cível

alheia: - a referida escritura de compra e venda de 14 de Janeiro de 2009 exarada a fls. 141 e 141v do Livro 428L do Cartório Notarial das Ilhas, em que a 1ª Ré agindo como mandatária do proprietário inscrito LAU VAI LAM (劉偉林) vendeu a fracção autónoma dos autos ao 2º Réu depois da morte do LAU WAI LAM (劉偉 林) sem consentimento dos seus herdeiros, seu filho menor aqui 2º Autor e a viúva aqui 1ª Autora com quem era casado na comunhão geral de bens à data da morte; e também a escritura de 12 de Maio de 2009 exarada a fls. 101 e 101v do Livro 398J do Cartório Notarial das Ilhas em que o 2º Réu agindo na qualidade de proprietário adquirida através daquela 1ª escritura sem consentimento dos AA vendeu à 1ª Ré a mesma fracção; e, consequentemente, seja ordenado o cancelamento das inscrições dessas transmissões nº 1794907G, de 19.01.2009 em nome de LAU VAI IN (劉 偉賢) e a inscrição nº 181452G, de 14.05.2009 em nome de NG LAI KUN (吳麗 娟) na Conservatória do Registo Predial quanto à referida fracção autónoma 2-2 do 2º andar (correspondência actual: B2) do prédio nº 6 a 14 da Travessa das Hortas e nº 17 a 25 da Travessa da Praia, em Macau, descrito na Conservatória do Registo Predial de Macau sob o nº 21500, fls. 119 do Livro B-50, e registo de constituição da propriedade horizontal sob nº 10938 do Livro F-12 da mesma Conservatória, e inscrita na matriz predial sob art. o nº 37681, anteriormente registada na mesma Conservatória em nome de LAU VAI LAM (劉偉林) mediante inscrição nº 99834 a fls. 34v do Livro G75 de 25.05.1985, e posteriormente objecto das duas inscrições cujo cancelamento aqui se pede; 3. e, no caso de se entender que não se tratou de venda de herança mas sim imóvel do mandante, devem então igualmente proceder a nulidade das escrituras e o cancelamento das inscrições por terem como fonte uma procuração já caducada por morte do mandante e não autorizada pelo outro cônjuge; e 4. condenado-se também os RR ser condenada em custas e procuradoria condigna. Conforme tudo melhor consta do duplicado da petição inicial que neste 2º Juízo Cível se encontra à sua disposição e que poderá ser levantado nesta secretaria nas horas normais de expediente, de que a falta da contestação, não implica o reconhecimento dos factos articulados pelo autor. E ainda que é obrigatória a constituição de advogado – artº 74º do C.P.C.M. Macau, aos 02 de Julho de 2021.


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O que se escuta na bruma em pinturas de Wang Shen PAULO MAIA E CARMO

texto e ilustração

«Regressam aos pares, os gansos selvagens, respondendo ao desejo do bando de partir,/ Obedecerão cegamente ao destino de seguir para Norte, regressando como algumas pessoas?/ Mesmo ao longe eles sabem que nos desertos do Norte ainda há muito vento e neve,/ Por isso aguardam, vigilantes em Jiangnan, pela chegada do meio da Primavera.»

Du Fu (712-770) o poeta que não era alheio ao desassossego de uma vida itinerante e da fragilidade dela resultante, compreendia o poder das palavras para modificar a percepção da realidade. O seu longo poema «Dia de Outono na prefeitura de Kui» seria entendido como uma crítica velada às autoridades do Império. E tal força possuíriam essas palavras que seriam admitidas como provas num famoso julgamento que ocorreria mais de trezentos anos após o tempo da sua vida. No «julgamento da poesia do Terraço do Corvo», um tribunal censório que julgou os opositores às Novas Políticas de Wang Anshi, em 1079, o poema de duzentas linhas de Du Fu foi introduzido como clara e reconhecida referência nos escritos subversivos de Su Shi (1037-1101) o principal acusado. Mas havia mais de trinta, entre os quais um amigo próximo de Su Shi, pintor e literato, chamado Wang Shen (c. 1036- c.1093) que tinha relações muito próximas com a casa imperial. Wang casara com a princesa Shuguo (1051-80) filha do imperador Yingzong mas nem isso o salvou da acusação e da punição com o exílio na província. Na pintura Rio enevoado, cumes sucessivos (Yanjiang diezhang tu, rolo horizontal, tinta e cor sobre seda, 45,2 x 166 cm, que está no Museu de Xangai) Wang Shen responde a uma questão que Su Shi parecia ter colocado: será que a pintura, desligada de uma compensação financeira, e da sua função apenas decorativa e feita

de forma amadora por pessoas cultas afastadas de funções oficiais, podia cumprir a mesma vocação de expressão do ser individual da poesia? Wang Shen ao responder que sim, que a criação de metáforas visuais como utópicos espaços de liberdade para aquela espécie de vencidos da vida, também mostrava que para lá do aspecto visual existia um campo semântico da ordem da poesia e da História, que enriquecia a linguagem pictórica. Numa enigmática pintura que está na Universidade de Nanquim, de autoria incerta, intitulada Analisando livros mas mais conhecida como Limpando os ouvidos, Su Shi escreve: «No passado Wang Jinqing (Wang Shen) ficou subitamente surdo de um ouvido. Não o suportando, pediume uma cura. Eu respondi com estas palavras: ‘Você, senhor, é descendente de um general, se a sua orelha fosse cortada ou o seu peito perfurado, isso não seria problema. Serão essas orelhas assim tão necessárias que não suportaria separar-se delas? Em três dias a sua doença passará, se não passar pode cortar a minha e levá-la’ (…)» A alusão à surdez, pode ler-se noutros escritos de Su Shi, era um modo codificado de falar de inabilidade política. Wang Shen escreveria na mesma pintura: «Palavras maravilhosas na sua raíz não deixam traços,/ Daqui a cem anos quem as entenderá? Mas uma noite o vento Leste soprará, atravessando as gavinhas dos salgueiros,/ E de lá virão, o que deve ser estimado, novas da Primavera.»

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segunda-feira 12.7.2021

JOSÉ SIMÕES MORAIS

O aumento da população de Macau em meados do século XIX levou a problemas com a água, poluída que estava a Ribeira do Patane, (inicial local de abastecimento da população e de aguada para os barcos), servindose os habitantes na sua maioria da dos poços públicos e da água da Fonte do Lilau que, apesar de não ser tratada, era boa para beber e onde os aguadeiros se abasteciam. Muitos donos de propriedades mandaram então abrir poços, sendo a água da maior parte deles de fraca qualidade. Já a da chuva, que num clima tropical cai torrencial, era nos pátios recolhida em grandes potes, colocados sob a junção dos telhados. Nos incêndios no Bazar, a água do Ribeira do Patane e do Rio Oeste era utilizada para complementar a dos poços próximos do fogo. O Governador José Maria da Ponte e Horta (1866-1868) a 27 de Dezembro de 1866 por Portaria n.º 45 nomeava o Major Comandante do Corpo de Polícia de Macao Bernardino de Senna Fernandes como Inspector de Incêndios, cargo que exercia já antes de 1862 e por Portaria n.º 46 determinava: <Cumprindo-me organizar quanto em mim caiba e como melhor for, o serviço respectivo à extinção dos incêndios na colónia de Macau: hei por conveniente determinar que o Sr. inspector dos fogos inspeccione incontinente todos quantos poços assim públicos como particulares existirem na cidade, informando-se por sua própria inspecção e visita da quantidade d’ água aproximada que esses poços oferecerem, devendo de tudo isso dar-me minuciosa conta, e bem assim ordeno que as lojas maiores do bazar tenham permanentemente uma barrica d’ água em reserva, a qual deverá ser mudada todos os três dias por conta dos inquilinos. E que servirá para com ela se ocorrer às primeiras necessidades dos incêndios, quando estes se manifestarem nas vizinhanças dessas mesmas lojas: e determino também que nos cantos d’alguma das ruas do bazar, n’aquelas ao menos onde a água for mais escassa existam depósitos do mesmo líquido, que servirão para o mesmo fim, e que ficarão inteiramente sob a vigilância da polícia. Outro sim tenho por conveniente ordenar que o Sr. inspector dos fogos passe uma revista cuidadosa a todas as bombas da cidade, a fim de se informar do seu número e estado, da gente

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Água para incêndios

que as guarnece, da quantidade de baldes que as completam, do nome dos seus chefes, e enfim de género de responsabilidade que actualmente cabe a quem dirige e superintende o trabalho de cada uma d’essas bombas: devendo o mesmo sr. inspector instruir-me se convirá, acaso, o pôr à testa de cada bomba da cidade, um empregado seu que entenda o chinês, ou se por meio de um alistamento regular, e com penalidades, se logrará obter que cada bomba desempenhe com todo o seu pessoal o trabalho que lhe for determinado no momento do incêndio. Outro sim determino que o sr. inspector dos fogos auxiliando-se para esse fim da polícia, se tanto for necessário, faça visitas domiciliárias aos estabelecimentos industriais do bazar, e procure remover do centro da população china para outros pontos da cidade mais afastados, ou menos povoados, aquelas indústrias que reconhecidamente forem tidas por perigosas, e isto a bem do grande número de cidadãos chineses que actualmente habitam o centro do bazar. Ordeno também, que o sr. inspector dos fogos, logo que rebente algum incêndio em qualquer ponto da cidade mande imediatamente franquear por via da polícia, que ficará responsável pela segurança da propriedade dos cidadãos, aquelas lojas ou edifícios particulares da vizinhança do lugar atacado, onde existirem poços ou depósitos

d’água, que possam servir no abastecimento das bombas, empregadas no trabalho da extinção do incêndio. Determino mais, que o sr. inspector dos fogos organize, sem demora, uma brigada de homens de machado e de grampos, destinada a operar com prontidão nos casos em que seja necessário isolar, pela força, os edifícios atacados d’aqueles que se lhe acharem contíguos ou mui próximos; devendo a mesma autoridade aproveitar-se para este fim dos elementos que já hoje a colónia oferece com relação a este ponto>, Boletim Oficial de 31 de Dezembro de 1866. MELHORAMENTOS A 19 de Fevereiro de 1868, o Inspector de Incêndios seguindo essas directivas apresentava o relatório ao Governador e antes, já entregara outro sobre o número de poços e de bombas para apagar os fogos, referindo agora Senna Fernandes: <visto que o bom sucesso dos meios que usam empregar-se para debelar os incêndios, depende precisamente da maior ou menor abundância d’ água que houver em tal ocasião: neste intuito, e porque à maior parte dos poços públicos, pouco profundos, faltava água na estação fria e de seca, mandei proceder imediatamente ao aprofundamento desses poços, o que se efectuou a expensas dos habitantes chineses; e consegui

PAGO PELA FAZENDA HAVIA APENAS UM EMPREGADO PARA CUIDAR DAS BOMBAS E MAIS OBJECTOS PERTENCENTES À REPARTIÇÃO, FALTA SUPRIMIDA POR VOLUNTÁRIOS PAISANOS QUE SE TÊM PRESTADO A DIRIGIR O TRABALHO DAS BOMBAS NA OCASIÃO D’ INCÊNDIO

por este meio que todos os poços públicos tivessem abundante água em todas as estações>. Mandei assinalar as lojas que tinham poço com uma tabuleta afixada na parte exterior, a indicar haver ali água para se recorrer em caso de incêndio. Entre as lojas que não haviam contribuído para a compra de bombas, que as lojas do Bazar têm a expensas suas, mandei fazer com o produto de uma subscrição voluntária um certo número de <tanques volantes colocados sobre carros, contendo cada um água suficiente para quatro bombas, se bem que tenha tido autorização de V. Exa. para os mandar fazer à custa da Fazenda; e estes depósitos são levados ao lugar d’ incêndio pela gente fornecida pelas mesmas lojas>. Mandei reparar as bombas avariadas e <prover a repartição de utensílios necessários, tais como machados, serrotes, pés de cabra, grampos, escadas, etc.>. O prémio estabelecido pelo governo para as duas primeiras bombas a comparecer no lugar do incêndio, é um poderoso incentivo para apressar ao lugar do sinistro o principal meio para o extinguir. Pago pela Fazenda havia apenas um empregado para cuidar das bombas e mais objectos pertencentes à repartição, falta suprimida por voluntários paisanos que se têm prestado a dirigir o trabalho das bombas na ocasião d’ incêndio, sendo Fermino Machado o mais assíduo a prestar este serviço. Não só as bombas da Fazenda mas <também as do Bazar e San-Kio usam acudir ao incêndio, dando-se o sinistro em qualquer ponto da cidade; e as bombas pertencentes às lojas chinesas são transportadas e trabalhadas pelos serventuários das mesmas lojas; por isso julguei conveniente mandar pôr um distintivo na cabaia, chapéu e lanterna dos dependentes de todas as lojas, a fim de os poder distinguir de outros chineses que não têm quem os garanta; e que por conseguinte são excluídos do lugar do incêndio ou presos em tais ocasiões, não trazendo o distintivo por mim dado. Com prévia autorização de V. Exa., ordenei a todas as lojas do Bazar para que tivessem um dependente seu, armado, e postado na porta da rua durante o incêndio; e este expediente tem concorrido muito para evitar roubos, e para manter a ordem e sossego público, ficando por este modo o Bazar bem guardado e bem policiado>.


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UM9 DOCUMENTÁRIO

HOJE

5 9 4 6 2 7 0 8 8 “Athlete focado 2 A” 8 é um 1 documentário 48 94 33 5 66 nas ginastas norte-americanas abusadas 65 0 Larry 3 7Nassar, 8 1condenado 4 5 pelo médico em 2018 por múltiplos crimes sexuais. 73 6 98 10 0 5 34 26 O escândalo foi-se desenrolando pro44 5 73no87Indianapolis 69 26 95Star, 01 gressivamente expondo o ambiente de crueldade por 3 1 80 03 4 6 21 95 detrás do desporto. O filme aborda as 12 2formas 07 9em 3 a8atmosfera 70 43 4 que diferentes de treino promovia abuso emocional 8 41 6 59 7 9 13 das 3 atletas, a distância a que os pais eram 07 3de 5 dos 2 locais 1 4de treino, 6 7e 3 um mantidos os problemas enfrentados pelas sobrevi9 7 2 3 5 0 8 1 ventes que denunciaram publicamente aquilo1que0 sofreram. O documentário, lançado 11 há três semanas no Netflix, conta com relatos de ginastas olímpicas 10 2 4 1 5 0 6 7 como3Maggie Nichols. Hoje Macau

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Prazo de inscrição: De 12 de Julho a 23 de Julho de 2021 Local de inscrição: Instalações da Comissão Profissional dos Contabilistas, no 1º andar do “Centro de Recursos da Direcção dos Serviços de Finanças”, sito na Rua da Sé, n.º30. em Macau. Horário de inscrição: De 2ª a 5ª feira: das 09h00 às 13h00; das 14h30 às 17h45 6ª feira: das 09h00 às 13h00; das 14h30 às 17h30

2. Condições de candidatura Podem candidatar-se todas as pessoas maiores, residentes ou portadoras de qualquer título válido de permanência na Região Administrativa Especial de Macau, que reúnam as condições previstas na alínea 2) do n.º 1 do artigo 11º da Lei n.º 20/2020 (Regime de qualificação e exercício da profissão de contabilista). 3. Local de levantamento do boletim de inscrição O boletim de inscrição, os esclarecimentos relativos à prestação de provas, o regulamento das provas e as regras da prestação de provas relativas aos candidatos e conteúdo das provas podem ser obtidos no sítio da internet da Direcção dos Serviços de Finanças, no local relativo à CPC (www.dsf.gov.mo) ou levantados nos seguintes locais: 1) Instalações da Comissão Profissional dos Contabilistas, no 1º andar do “Centro de Recursos da Direcção dos Serviços de Finanças”, sito na Rua da Sé, n.º30. em Macau; 2) Rés-do-chão do Edifício da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande n.os 575, 579 e 585; 3) Centro de Serviços da RAEM, Rua Nova de Areia Preta No.52; 4) Centro de Serviços da RAEM das Ilhas, Rua de Coimbra, n.º 225, 3.º andar, Taipa. Em caso de dúvidas, agradecemos o contacto com a CPC, durante as horas de expediente, através do telefone número 85995344 ou 85995342, ou através do e-mail cpc@dsf.gov.mo. Aos 8 de Julho de 2021

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C I N E M A

WIDOW [B] 7BLACK Um filme de: Cate Shortland Com: Scarlett Johansson, Florence Pugh, Weisz, David Harbour 0 14.00,Rachel 16.30, 19.00 8PETER RABBIT 2: RUNAWAY [B] 1THE FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Will Gluck Rose Byrne, Domhnal Gleeson 3Com: 14.30, 19.30 PLACE PART II [C] 6AUmQUIT filme de: John Krasinski 9 4 2 5 SALA 2

Com: Emily Blunt, Noah Jupe, Millicent Simmonds 16.30, 21.30 SALA 3

LUCA [A]

FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Enrico Casarosa 14.30, 16.30, 19.30

THE ICE ROAD [B]

Um filme de: Johnathan Hensleigh Com: Liam Neeson Holt McCallany, Laurence Fishburne 21.30

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1 8 5 0 2 4 6 7 7 2 7 3 8 6 1 7 Aviso 7 5 3 9 8 6 0 com 8 deliberação da Comissão de Provas, de015 de2Junho de 2021, e no uso da competência 7 4 Faz-se público, em conformidade pela alínea 9) do artigo 7.º da Lei n.º 20/2020 (Regime de qualificação e exercício da profissão de contabilista), da alínea 7conferida 0 9 6 4 8 1 2 9 3 5 1) do artigo 12.º do Regulamento Administrativo n.º 42/2020, e do n.º 3 do artigo 4.º, n.º 2 do artigo 7.º e artigo 8.º do Regulamento n.º 43/2020, 2Administrativo 1 0 que nos3dias 27 de Novembro e 4, 11 de Dezembro do corrente ano, irá realizar-se a prestação de provas para contabilistas, do ano de 2021. 8 6 5 0 2 3 7 2 0 1 4 01. 4Prazo, local e horário de inscrição 2 1 6 9 9 1 3 6  

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O Presidente da CPC Iong Kong Leong


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ai, portugal, portugal

opinião 15

André Namora

O BENFICA É ENORME QUALQUER PORTUGUÊS que não seja do Benfica tem a maior consideração e admiração pela obra que muitos presidentes do clube foram edificando, o que é o meu caso. A história do Benfica é quase infinita, incontornavelmente digna. Conquistou miúdos, adolescentes e adultos. Começaram a jogar futebol num campo em que as poucas bancadas eram de madeira. O clube foi tendo adeptos, simpatizantes, sócios e dirigentes. Os jogadores que chegaram a praticar o melhor futebol de Portugal foram engrandecendo o Benfica. Conquistaram campeonatos, taças, torneios. Taças internacionais de campeões. Entre os muitos, José Águas, Simões, Costa Pereira, Neto, Cavém, Ângelo, Cruz, Coluna, Soeiro, Germano, José Augusto, Torres e tantos outros, apareceu um miúdo moçambicano que chegou a melhor do mundo. O Eusébio ofereceu ao Benfica a fama, o prestígio, a genialidade e a vitória. Eusébio deixou pelo mundo golos fenomenais. Eusébio engrandeceu o nome de Portugal pelos cinco continentes. O Benfica foi crescendo, teve o maior estádio do país, encheu o velho estádio da Luz para festejar a Taça dos Campeões. Criou uma academia de formação de jovens. O seu historial é grandioso, os benfiquistas chamam-lhe “glorioso” e hoje é uma marca mundial de excelência. E por que razão estou a falar do Benfica? Porque me lembrei da confusão, especulação, acusação e detenção de que foi alvo o presidente do Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa. As televisões andaram mais de uma semana a falar de fraudes, burlas, frutas, crime que o presidente portista teria cometido. No final, assistimos à absolvição total. Pois, esta semana, o circo repetiu-se, desta feita com o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira. A comunicação social enlouqueceu e ficou em histerismo total, com repórteres à porta de casa do presidente do Benfica, na garagem, no estádio da Luz, à porta da polícia, à porta dos amigos do presidente benfiquista, uma vergonha tudo o que se assistiu baseado em especulações e suspeitas. Anunciam que Luís Filipe Vieira cometeu fraudes, burlas, fugas ao fisco, negócios ilegais de imobiliário, uso dos dinheiros do Benfica, só faltou anunciarem que Vieira tinha já vendido o Estádio da Luz. Luís Filipe Vieira foi sempre toda a vida um homem de negócios. Os benfiquistas sempre souberam isso e elegeram-no seis vezes como presidente do clube. Nos seus negócios pode ter cometido irregularidades, mas há muitos anos que se assistia a uma actividade obscura de certos indivíduos que pretenderam sempre destituí-lo do cargo. No entanto, que não se misture nunca a grandiosidade do Benfica com a pessoa ou pessoas que dirigem o clube e que devido ao incumprimento da lei deverão abandonar as suas funções no clube. Luís Filipe Vieira tem tido negócios como tantos empresários e alguns deles banqueiros que gozam da liberdade porque sabem tudo acerca das cen-

O Benfica continuará a ser grande. O clube irá ao longo dos anos ter novos presidentes. A sua SAD terá que continuar com os negócios de compra e de venda de jogadores. Contudo, ninguém poderá acusar Luís Filipe Vieira de que nada fez pelo Benfica ou que enriqueceu à custa do clube

tenas de cidadãos que corromperam. Vieira pode ter estado ligado ao BES, ao Ricardo Salgado, ao Novo Banco, ao “rei dos frangos”, a António Costa ou Mário Centeno, a centenas de outros empresários. A verdade é que durante a semana não se falou em outra coisa: na detenção de Luís Filipe Vieira e muito especialmente, persistindo-se na ideia de que o presidente já não tem condições para exercer o cargo. Ora aqui está o busílis da questão. Temos em Portugal milhares de traficantes, de meliantes, de assaltantes, de negociadores vigaristas, de ladrões e que são do conhecimento das autoridades. O que se lamenta é que as polícias queiram dar nas vistas e autopromoverem-se prendendo de vez em quando alguns nomes sonantes, a fim de passar a ideia ao povo de que actuam sem discriminação, que tanto o pobre como o rico são tratados por igual. E isso, não é verdade. Já prenderam José Sócrates? Já prenderam Ricardo Salgado? Já prenderam Arlindo Carvalho? Já prenderam António Mexia? Já prenderam Zeinal Bava ou Henrique Granadeiro? Já prenderam Moniz da Maia? Já prenderam Nuno Vasconcellos? Já prenderam Gama Leão? Já prenderam outros presidentes de clubes de futebol? Já prenderam os responsáveis da construção do autódromo do Algarve? Poeira para os olhos é que não admitimos... A detenção rápida na quarta-feira passada do presidente do Benfica não foi um acto inocente. Sabemos que estão muitos

milhões de euros envolvidos nos negócios de Vieira, quer em Portugal ou no Brasil onde usou saques de bancos a que agora é acusado de dever. Sabemos das dívidas que Vieira tem ao Novo Banco. Sabemos que os fundos abutres americanos tentaram salvar ou afundar ainda mais Luís Filipe Vieira. Agora, a preocupação principal de certos grupos, não só de benfiquistas, traduzir-se no afastamento de presidente do Benfica leva-me a retornar ao pensamento sobre o presidente do Futebol Clube do Porto que andou nestas mesmas andanças no seio das televisões e seus comentadores, alguns bons canalhas. O tribunal decidiu que os arguidos fossem em liberdade sob o pagamento de caução e o vice-presidente do Benfica, Rui Costa, uma das glórias futebolísticas assumiu a presidência do clube. O Benfica continuará a ser grande. O clube irá ao longo dos anos ter novos presidentes. A sua SAD terá que continuar com os negócios de compra e de venda de jogadores. Contudo, ninguém poderá acusar Luís Filipe Vieira que nada fez pelo Benfica ou que enriqueceu à custa do clube. Aconteça o que acontecer ao presidente Vieira, este ficará na história do clube pela obra que levou a cabo, naturalmente com uma página negra se se confirmar que usou o dinheiro do Benfica para os seus negócios pessoais. *Texto escrito com a antiga grafia


‘‘Um tolo encontra sempre outro ainda mais tolo que o admira.’’ PALAVRA DO DIA

Nicolas Boileau

Novas trancas na porta Restrições reforçadas incluindo recolher obrigatório em Banguecoque

Pequim Ministério do Comércio critica sanções dos EUA

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Tailândia vai impor novas restrições face a um pico epidémico sem precedentes desde o aparecimento da covid-19, incluindo um recolher obrigatório noturno em Banguecoque, anunciaram sexta-feira as autoridades. A partir de segunda-feira, “as deslocações desnecessárias estão proibidas. As pessoas não poderão sair de casa entre as 21:00 e as 04:00, excepto em caso de necessidade”, declarou Apisamai Srirangson, porta-voz adjunto do grupo de trabalho da covid-19. Estas medidas dizem respeito aos 10 milhões de habitantes da capital tailandesa, mas também aos de nove outras províncias. A Tailândia registou um recorde de 72 mortes e 9.276 casos de infecção nas últimas 24 horas. “Pedimos desculpa pelas dificuldades enfrentadas pelas pessoas que vivem em áreas com as maiores restrições, mas isso permitirá combater efectivamente a doença. A Tailândia sairá vitoriosa”, acrescentou o porta-voz. O teletrabalho é encorajado e estão proibidas as concentrações de mais de cinco pessoas. Os

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Ministério do Comércio chinês criticou ontem as sanções do Governo dos Estados Unidos contra 23 empresas chinesas pela sua suposta colaboração com abusos contra minorias muçulmanas em Xinjiang. No seu portal oficial na internet, o ministério chinês definiu as sanções como uma “grave violação das regras do comércio internacional”. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira a inclusão dessas empresas na lista de entidades, que inclui um conjunto de empresas e organizações para as quais as empresas norte-americanas não podem exportar ou transferir mercadorias. Segundo as autoridades chinesas, os Estados Unidos abusam do controlo das exportações, ignoram os factos e “usam os chamados ‘direitos humanos’ como desculpa”. Catorze das empresas sancionadas são cúmplices “da campanha de repressão, detenção em massa e vigilância em Pequim de uigures, cazaques e outras minorias muçulmanas em Xinjiang”, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos. Cinco foram incluídas na lista de entidades por vínculos com militares chineses e quatro por fazer negócios com empresas já sancionadas pelo Governo dos Estados Unidos. O Ministério do Comércio chinês apelidou as sanções americanas de “repressão irracional às empresas chinesas” e instou os Estados Unidos a “corrigirem as suas irregularidades”. Além disso, o comunicado garantiu que a China tomará “as medidas necessárias para proteger os seus direitos e os interesses legítimos”.

Abertura em causa

Há vários meses que o número de casos tem vindo a aumentar e o governo tailandês é criticado pela lentidão do seu plano de vacinação, pela fraca capacidade de testagem e pela má gestão da economia. As novas medidas surgem numa altura em que o país tenta reabrir as suas portas aos viajantes internacionais. O turismo representa quase um quinto da economia do reino e antes do encerramento das fronteiras, em Março de 2020, cerca de 40 milhões de pessoas viajavam para a Tailândia anualmente. No mês passado, o governo tailandês anunciou a intenção de reabrir o país aos visitantes completamente vacinados em Outubro.

REUTERS

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transportes públicos não funcionam a partir das 21:00 e os centros comerciais encerram às 20:00. Devido às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, a Tailândia registou em 2020 os seus piores resultados económicos desde a crise asiática de 1997.

Porta-voz adjunto do grupo de trabalho da covid-19 “Pedimos desculpa pelas dificuldades enfrentadas pelas pessoas que vivem em áreas com as maiores restrições, mas isso permitirá combater efectivamente a doença.”

Segurança nacional Presidente de Associação Jurídica defende revisão da lei

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EI Wun Kong, presidente da Associação da Promoção Jurídica de Macau, defende que o Governo deve rever a lei de segurança nacional a fim de melhorar as “falhas sobre crimes”. Segundo o jornal Ou Mun, o também advogado sugeriu que o Governo pode ter como base o crime de ofensa e subversão previsto na lei de segurança nacional de Hong Kong, adi-

cionando novas disposições no diploma. Lei Wun Kong também se referiu ao crime de conluio com um país estrangeiro ou com elementos do exterior, e que podem colocar em perigo a segurança nacional, sugerindo que este crime se possa estender a qualquer pessoa ou organização. O responsável disse também que áreas como a economia ou educação possam ser

abrangidas pelas novas disposições da lei da segurança nacional, além de frisar que o Executivo pode basear-se na lei de contra-espionagem em vigor no Interior da China. A ideia seria elaborar medidas para prevenir a espionagem e criar um regime de compensações para quem luta contra a espionagem no território. Tudo para criar um ambiente mais seguro, apontou.

segunda-feira

12.7.2021 episódio 34

O Jogo das Escondidas um folhetim por Fernando

Sobral

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chinês olhou-o desconfiado, mas depois deu uma pequena risada. - Posso contar-te. Tu poderás ser muito útil. O alemão tem heroína, uma droga muito mais potente do que o ópio. Traz euforia e também conforto. Os mais novos vão preferi-la. Ele tem uma fábrica que transforma ópio em morfina e, depois, em heroína. Falta a distribuição. E é isso que ele quer que eu faça. Ele tem o produto e eu os meios. Acho que é um bom negócio. E muito rentável. - E como sabes que isso não é uma grande mentira? - Padre, eu fui pirata, mas sei mais do que aparento. E sei ler as pessoas. Também tenho bons informadores. Max Wolf tem um químico alemão a trabalhar com ele em Xangai. Numa fábrica escondida, de que nem as tríades desconfiam. Fica numa fábria de cerveja. Wolf e o químico trabalharam numa empresa alemã, a Bayer. Onde aprendeu a extrair a heroína. Eles são negociantes, padre. Eu também o sou. O dinheiro une-nos. Nos olhos de Fu Xing havia determinação. Por ali não navegavam fantasias contadas por marinheiros e soldados da fortuna, e que muitas vezes embalavam os sonhos de quem as escutava. Estava certo das suas escolhas e elas tinham a ver com o poder e a riqueza. Nada mais. Benedito levantou-se e saíu. Inspirou o aroma da noite, ainda contaminado pelo odor da pólvora queimada. O incêndio ainda não se tinha extinguido. Vivia-se uma falsa paz. Parou, fascinado pelas as águas do delta do Rio das Pérolas e olhou para os barcos chineses com a sua cobertura arrendondada, onde se abrigavam as famílias. Pequenos face às lorchas e aos poderosos juncos de grandes velas. Fora o mar que trouxera os portugueses até Macau. Fora ele que permitira que muitos deixassem Portugal, terra onde era difícil deixar de ser pobre. Mas o mar cansa os povos. Alguns, como ele, queriam afastar-se do mar e dos seus fascínios e encontrar a paz em terra. Onde as águas revoltas não o perturbassem. O mar tudo prometia. E tudo afogava. Caminhou pelas ruas, polvilhavas de chineses, sentados em pequenos bancos, ou no chão, a comer arroz branco, cozido e sem sal, com pequenos edaços de carne e de peixe e legumes salteados. Habituara-se ao aroma forte das comidas chinesas, dos seus fritos, que como noutas cidades orientais, eram omnipresentes. Sabia para onde se dirigia. O pequeno quarto onde dormia não ficava longe. (continua)


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Hoje Macau 12 JULHO 2021 #4807 by Jornal Hoje Macau - Issuu