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QUARTA-FEIRA 12 DE JUNHO DE 2019 • ANO XVIII • Nº 4307
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
PRECIOUS
Violência doméstica | Cinco semanas, cinco filmes EVENTOS
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Danca das mesas Vai custar cinco mil milhões de dólares de Hong Kong e deverá abrir portas em 2020. O Lisboeta, resort em construção no Cotai como uma homenagem a Stanley Ho, pode vir a ser, segundo Ambrose So, um satélite da Sociedade
h
de Jogos de Macau (SJM) e receber mesas recuperadas de outros casinos satélites da operadora. Só falta ‘‘autorização do Governo para avançar com o processo e tratar das formalidades’’, avançou o vice-presidente da SJM.
LI HE
O AMIGO DO AMERICANO GRANDE PLANO
IMOBILIÁRIO
BURLAS DA BAÍA PÁGINA 7
POLÍCIA JUDICIÁRIA
JOGO DUPLO PÁGINA 7
LEI DE EXTRADIÇÃO
COM DATA MARCADA PÁGINA 12
PÁGINA 6
DRAGÕES NA ÁGUA
KIM JONG-NAM
DESENHO DOS DIAS JOÃO PAULO COTRIM
MORTE E BELEZA NUNO MIGUEL GUEDES
2 grande plano
12.6.2019 quarta-feira
PELA BOCA MORREU O PEIXE
LIVRO JORNALISTA NORTE-AMERICANA ALEGA QUE KIM JONG-NAM FOI INFORMADOR DA CIA
O meio-irmão do líder norte-coreano, que residiu em Macau cerca de uma década antes de ser assassinado, pode ter sido informador da CIA. A revelação está presente no livro “The Great Successor: The Secret Rise and Rule of Kim Jong-Un”, de autoria de Anna Fifield, jornalista do The Washington Post. Além da alegada colaboração de Kim Jong-Nam com os serviços secretos norte-americanos, a obra desvenda alguns detalhes sobre o líder do mais hermético regime político da actualidade
A
PESAR da vida de Kim Jong-Nam em Macau ser discreta, compreensível para quem era meio-irmão do líder norte-coreano que, por inerência, nunca se deu bem com potenciais concorrentes ao poder, um livro publicado ontem refere relações com a CIA. Além de colaborar com os serviços secretos norte-americanos, Kim Jong-Nam terá alegadamente mantido ligações ao crime organizado e à lavagem de dinheiro através dos casinos.
Um artigo publicado na segunda-feira no Wall Street Journal cita uma fonte próxima dos serviços de informação norte-americanos que diz que a relação entre Kim Jong-Nam e a CIA não é clara. A mesma fonte divulga a opinião de vários antigos oficiais de informação que dizem que o meio-irmão do líder norte-coreano, que vivia fora do país há muito tempo, não tinha acesso a informação e não estaria numa posição de fornecer detalhes sobre os segredos políticos de Pyongyang. Além disso, as fontes
ouvidas pelo Wall Street Journal consideram que, muito provável, Kim Jong-Nam tenha contactado com serviços de informação de outros países, em particular da China. As alegações partem do livro “The Great Successor: The Secret Rise and Rule of Kim Jong-Un”, de autoria de Anna Fifield, jornalista e directora da delegação de Pequim do The Washington Post. O livro da jornalista norte-americana, publicado ontem, traça a ascensão política de Kim Jong-Un, o seu perfil desde criança e as complicadas
e sangrentas relações familiares em torno da cúpula do poder de Pyongyang. De acordo com a Reuters, Fifield alega que Kim Jong-Nam se encontrava, normalmente, com os agentes em Singapura e na Malásia. Aliás, é referido que na última viagem à Malásia, o meio-irmão de Kim Jong-Un foi apanhado por uma câmara de segurança num elevador de um hotel, acompanhado por um homem de aparência asiática, alegadamente um agente dos serviços norte-americanos. Fifield
alega também que Kim Jong-Nam transportava uma mochila com 124 mil dólares americanos. A autora de “The Great Successor” não tem a certeza quanto à proveniência do dinheiro, alegando que tanto poderiam ser pagamento por informações prestadas aos serviços secretos, como ganhos do seu negócio de casinos. Quanto às repercussões da colaboração com a CIA, a jornalista não tem dúvidas que “o seu irmão consideraria falar com um espião americano um acto de traição”.
FAMÍLIA MONTANHOSA
Durante a investigação, Anna Fifield contactou a família próxima de Kim Jong-Nam, que se encontra em Pequim, e que desapareceu de vista desde o assassinato em Fevereiro de 2017 na Malásia. “Toda a gente desapareceu, compreensivelmente. Em particular, os homens da família têm razões para temer o que lhes pode acontecer”, comentou a autora em entrevista ao Japan Times. As razões para recearem pela vida, além de se fundarem na crueldade de Kim Jong-Un, têm uma forte origem mitológica que está na génese do regime norte-coreano.
grande plano 3
quarta-feira 12.6.2019
Anna Fifield destaca Kim Han Sol, filho de Kim Jong-Nam, como uma das pessoas que corre mais perigo. Não só devido à legitimidade para disputar a liderança do país, mas porque criticou abertamente o regime de Pyongyang
Como as sucessões no poder têm laivos monárquicos, os homens da família Kim têm legitimidade para aspirar o poder com base na suposta “linhagem de Paektu”, a ideia de que a família descende da Montanha Paektu, que tem um vulcão activo, e que é o berço mítico do povo norte-coreano. Nesta acepção, a jornalista destaca Kim Han-Sol, filho de Kim Jong-Nam, como uma das pessoas que corre mais perigo. Não só devido à legitimidade para disputar a liderança do país, mas porque prestou declarações à comunicação social a criticar abertamente o regime de Pyongyang, algo que colocou o seu pai em grande risco. Na face do perigo que enfrentam, Kim Han Sol, acompanhado pela mãe e irmã, desapareceram de vista depois do assassinato do pai. Apesar de parte da família “real” norte-coreana viver no estrangeiro, as suas vidas sempre foram fortemente condicionadas pela iminente ameaça de brutalidade do regime de Pyongyang. O controlo do Governo norte-coreano não se faz sentir apenas dentro de fronteiras e sobre pessoas com menos poder, mas também sobre as elites que vivem no estrangeiro.
Anna Fifield discorre sobre essa realidade comparando as vidas de Kim Jong-Nam e do seu primo, Ri Nam Ok, a pássaros enjaulados, que vivem severamente restritos de movimentos e envoltos em paranoia, mesmo na Europa. De um modo geral, a família do líder norte-coreana tem permissão para viajar e levar uma vida desafogada e luxuosa no exterior, apesar dos variados graus de secretismo e controlo a que estão sujeitos. Por exemplo, a mãe de Kim Jong-Nam, apesar de afastada do poder pelo pai de Kim Jong-Il, viveu exilada
confortavelmente em Moscovo desde os anos 70 até 2003 quando morreu de cancro da mama. Ainda hoje, a sua campa (em Moscovo) é visitada e decorada por oficiais da embaixada norte-coreana. Esta atmosfera de privilégio faz com que muitos dos familiares do clã Kim mantenham lealdade ao regime.
PROBLEMAS JAPONESES
Quando ascendeu ao poder, em Dezembro de 2011, poucos analistas previam um longo “reinado” de Kim Jong-Un. A Coreia do
Norte encontrava-se completamente isolada do mundo, sujeita a debilitantes sanções impostas pelas Nações Unidas e com a economia nas ruas da amargura. Além disso, Kim Jong-Un não tinha qualquer tipo de experiência de gestão. Ainda assim, o jovem líder mostrou-se implacável, sem medo de fazer correr sangue e com noções de geoestratégica que poucos anteciparam. No entanto, sempre permaneceu erguida uma espécie de barreira psicológica no caminho da ascensão política de Kim Jong-Un: a origem japonesa da sua mãe, Ko Yong Hui que, apesar de ser etnicamente coreana, nasceu em Osaka. Quando tinha 10 anos, Ko Yong Hui regressou à Coreia, assim como outros 93 mil coreanos que estavam imigrados no Japão movidos pela ideia de construir a pátria. Decisão que muitos se vieram a arrepender profundamente. Importa recordar que a Coreia sofreu uma ocupação brutal pelos japoneses e que, ainda hoje, a imprensa oficial de Pyongyang diaboliza o Japão quase tanto quanto os Estados Unidos. A ascensão de Kim Jong-Un dá-se, finalmente, com a caída em
desgraça do seu meio-irmão, que viveu em Macau. Kim Jong-Nam era visto pelo seu pai como o natural sucessor ao poder. Depois da juventude passada na Europa, onde estudou, o retorno à Coreia do Norte como sucessor era visto como uma inevitabilidade, inclusive porque Kim Jong-il vinha-o preparando para assumir a liderança do país. Porém, em 2001, Kim Jong-Nam comete um erro fatal ao ser preso quando tentava entrar no Japão usando um passaporte falso da República Dominicana, com o nome Pang Xiong, que significa urso gordo. O meio-irmão de Kim Jong-Un viajava acompanhado por três familiares, duas mulheres de 30 e 33 anos e um rapaz de 4 anos. À altura, foi reportado que o grupo tinha como destino a Disneyland de Tóquio e acabou por ser deportado para Pequim. Ainda nesse ano, Kim Jong-Nam era considerado o natural sucessor da dinastia Kim, facto visível quando em Janeiro de 2001 acompanhou o seu pai numa visita oficial à China, reportadamente para uma visita de estudo com a intenção de retirar lições sobre a modernização e abertura da economia chinesa. Inclusivamente, a revista oficial chinesa Guang Jiao Jing, que fez a cobertura da visita, anunciou Kim Jong-Nam como o sucessor no poder referindo-se ao “herdeiro” como o “Pequeno General”.
Quanto às repercussões da colaboração com a CIA, a jornalista não tem dúvidas que “o seu meio-irmão consideraria falar com um espião americano um acto de traição”. Depois do incidente da Disneyland, que envergonhou a liderança norte-coreana, Kim Jong-Nam foi afastado da sucessão e o seu pai começou a procurar o herdeiro do “trono”. O próximo na linha sucessória foi Kim Jong-Un. João Luz
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12.6.2019 quarta-feira
Anúncio Concurso Público N.º 10/ID/2019 “Angariação de patrocínio para a Taça GT Macau da 66.ª Edição do Grande Prémio de Macau” Nos termos previstos nos artigos 165.º, n.º 2, 170.º, n.º 1 e 176.º do Código do Procedimento Administrativo, no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho, e em conformidade com o Despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 30 de Maio de 2019, o Instituto do Desporto vem proceder, em representação do adjudicante, à abertura do Concurso Público de Angariação de patrocínio para a Taça GT Macau da 66.ª Edição do Grande Prémio de Macau. A partir da data da publicação do presente anúncio, os interessados podem dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.o 818, em Macau, no horário de expediente, das 9.00 às 13.00 e das 14.30 às 17.30 horas, para consulta do Processo de Concurso ou para obtenção da cópia do processo. Podem ainda ser feita a transferência gratuita de ficheiros pela internet na área de Download da página electrónica do Instituto do Desporto: www.sport.gov.mo. Os interessados devem comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para a apresentação das propostas para tomarem conhecimento sobre eventuais esclarecimentos adicionais. A sessão de esclarecimento terá lugar no dia 18 de Junho de 2019, terça-feira, pelas 10,00 horas, na sala de reuniões do Edifício do Grande Prémio sito na Avenida da Amizade n.º 207, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora da sessão de esclarecimento acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e hora estabelecidas para a sessão de esclarecimento serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12.00 horas do dia 10 de Julho de 2019, quarta-feira, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora limites para a apresentação das propostas acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a apresentação das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido. O acto público do concurso terá lugar no dia 11 de Julho de 2019, quinta-feira, pelas 9.30 horas, no auditório da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 818, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora para o acto público do concurso, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, ou em caso de adiamento na data e hora limites para a apresentação das propostas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. As propostas são válidas durante 90 dias a contar da data da sua abertura. Instituto do Desporto, 12 de Junho de 2019. O Presidente, Pun Weng Kun
Anúncio Concurso Público N.º 12/ID/2019 Empreitada da “Obra n.º 4 – Manufactura e instalação de barreiras de pneus e Tecpro, de vedações e plataformas e a conservação geral do circuito para a 66.ª Edição do Grande Prémio de Macau” 1.
Entidade que preside ao concurso: Instituto do Desporto.
2.
Modalidade de concurso: Concurso Público.
3.
Local de execução da obra: Circuito da Guia.
4.
Objecto da empreitada: Manufactura e instalação de barreiras de pneus de protecção com cobertura de mantas de borracha, instalação das barreiras Tecpro, de colchões de protecção e de lancis plásticos biselados (kerbs) no Circuito da Guia, incluindo toda a produção e instalação dos respectivos acessórios necessários, construção e montagem de plataformas nos postos dos fotógrafos e dos comissários de pista, montagem e posterior desmontagem da rede de protecção no pitwall e de vedações em contraplacado ou em rede para peões e viadutos para carros, bem como, a realização de trabalhos de reparação urgente no circuito durante as corridas.
5.
Prazo máximo de execução: seguir as datas limites constantes no Caderno de Encargos.
6.
Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de 90 dias, a contar da data do acto público do concurso.
7.
Tipo de empreitada: A empreitada é por Preço Global (os itens “Se necessários” mencionados no Anexo IV – Lista de quantidades e do preço unitário do Índice Geral do Processo de Concurso são retribuídos por série de preços através da medição das quantidades executadas).
8.
Caução provisória: $ 340 000,00 (trezentas e quarenta mil) patacas, a prestar mediante depósito em numerário ou em cheque (emitido a favor do Fundo do Desporto), garantia bancária ou seguro caução (emitida a favor do Fundo do Desporto) aprovado nos termos legais.
9.
Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, em reforço da caução definitiva a prestar).
10. Preço base: Não há. 11. Condições de admissão: Serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, para execução de obras, bem como as que à data do concurso, tenham requerido a sua inscrição. Neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição. 12. Sessão de esclarecimento: A sessão de esclarecimento terá lugar no dia 17 de Junho de 2019, segunda-feira, pelas 10.00 horas, na sala de reuniões do Edifício do Grande Prémio de Macau sito na Avenida da Amizade n.º 207, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora da sessão de esclarecimento acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a sessão de esclarecimento será adiada para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 13. Local, dia e hora limite para a apresentação das propostas:
Anúncio Concurso Público N.º 11/ID/2019 “Angariação de patrocínio para a Taça de Carros de Turismo da 66.ª Edição do Grande Prémio de Macau” Nos termos previstos nos artigos 165.º, n.º 2, 170.º, n.º 1 e 176.º do Código do Procedimento Administrativo, no 13.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho, e em conformidade com o Despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 30 de Maio de 2019, o Instituto do Desporto vem proceder, em representação do adjudicante, à abertura do Concurso Público de Angariação de patrocínio para a Taça de Carros de Turismo da 66.ª Edição do Grande Prémio de Macau. A partir da data da publicação do presente anúncio, os interessados podem dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.o 818, em Macau, no horário de expediente, das 9.00 às 13.00 e das 14.30 às 17.30 horas, para consulta do Processo de Concurso ou para obtenção da cópia do processo. Podem ainda ser feita a transferência gratuita de ficheiros pela internet na área de Download da página electrónica do Instituto do Desporto: www.sport.gov.mo. Os interessados devem comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para a apresentação das propostas para tomarem conhecimento sobre eventuais esclarecimentos adicionais. A sessão de esclarecimento terá lugar no dia 18 de Junho de 2019, terça-feira, pelas 11.00 horas, na sala de reuniões do Edifício do Grande Prémio sito na Avenida da Amizade n.º 207, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora da sessão de esclarecimento acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e hora estabelecidas para a sessão de esclarecimento serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12.00 horas do dia 11 de Julho de 2019, quinta-feira, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora limites para a apresentação das propostas acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a apresentação das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido. O acto público do concurso terá lugar no dia 12 de Julho de 2019, pelas 9.30 horas, sexta-feira, no Auditório da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 818, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora para o acto público do concurso, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, ou em caso de adiamento na data e hora limites para a apresentação das propostas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. As propostas são válidas durante 90 dias a contar da data da sua abertura. Instituto do Desporto, 12 de Junho de 2019. O Presidente, Pun Weng Kun
Local: Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.º 818, em Macau. Dia e hora limite: dia 3 de Julho de 2019 (quarta-feira), até às 12.00 horas. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora limites para a apresentação das propostas acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a apresentação das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. 14. Local, dia e hora do Acto Público do concurso: Local: Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.º 818, em Macau. Dia e hora: dia 4 de Julho de 2019, quinta-feira, pelas 9.30 horas. Em caso de adiamento da data limite para a apresentação das propostas de acordo com o mencionado no artigo 13 ou em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora para o acto público do concurso, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes legais devem estar presentes ao Acto Público do concurso para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, de 8 de Novembro, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. 15. Local, dia e hora para exame do processo e obtenção da respectiva cópia: Local: Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.º 818, em Macau. Hora: horário de expediente (Das 9.00 às 13.00 horas e das 14.30 às 17.30 horas). Na Divisão Financeira e Patrimonial do Instituto do Desporto, podem obter cópia do processo do concurso mediante o pagamento de $ 1 000,00 (mil patacas). 16. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: -
Preço total da obra: 70%
-
Prazo de execução da obra: 10%
-
Plano de trabalhos: 10%
-
Experiência em obras semelhantes: 10%
17. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes devem comparecer no Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.º 818, em Macau, até à data limite para a apresentação das propostas, para tomarem conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Instituto do Desporto, 12 de Junho de 2019. O Presidente, Pun Weng Kun
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quarta-feira 12.6.2019
LEI DA EXTRADIÇÃO LOJAS DE MACAU FECHAM EM SOLIDARIEDADE COM HONG KONG
Encerrados em protesto
A causa de Hong Kong contra a extradição para o Interior da China gera apoios em Macau e dois negócios vão fechar hoje, em solidariedade com a mais recente acção de protesto. Um terceiro negócio também fecha, mas para protestar contra as decisões da Associação de Futebol de Macau em não participar no jogo com o Sri Lanka
A
PESAR do protesto com mais de um milhão de pessoas, a lei da extradição entre Hong Kong e o Interior da China vai voltar a ser discutida hoje no Conselho Legislativo. Como resposta ao protesto, o presidente do Conselho Legislativo, Andrew Leung, marcou a votação para o próximo dia 20. Entretanto, estão organizadas acções de protesto na RAEHK, com vários negócios a fecharem as portas ao público para demonstrar discórdia face à legislação. Em Macau também há que mostre solidariedade com o movimento, como reportou ontem o portal Macau Concealers. Entre os negócios envolvidos está a livraria Júbilo 31 e a agência de viagens alternativa online Little Nomad. Em declarações ao HM, Lei, proprietária da Little Nomad explicou que não é totalmente contra o diploma da extradição, mas considera que não houve tempo de discussão suficiente para garantir que não haverá extradições por motivos políticos. Lei antevê também que depois do documento ser aprovado em Hong Kong o mesmo acontecerá em Macau. “Sou uma pessoa que apoia o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ e acho que esta lei é um sinal de alarme. As pessoas têm de perceber o que se está a passar e mostrar-se solidárias com Hong Kong”, disse a proprietária da agência de viagens. “Não posso dizer que a lei vai acabar com o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’, ninguém pode ter a certeza que seja isso que
da livraria Júbilo 31, explicou a adesão ao protesto com a importância do tema, tanto para Hong Kong como para Macau. “Aderimos ao protesto com o encerramento da loja porque queremos apoiar as manifestações de Hong Kong. Achamos que é um assunto muito importante”, afirmou. Lin disse também que a livraria, que tem um espaço para crianças, vai organizar sessões de leitura, dedicadas aos mais novos, sobre este tema. “É um assunto que deve ser explicado às crianças e vamos ler para elas”, apontou.
CONTRA A AFM
vai acontecer porque as coisas não são claras. Também não posso dizer que sou 100 por cento contra a lei, mas se olharmos para Hong Kong nem houve tempo de discussão”,
considerou. “O Governo e os deputados pró-sistema querem aprovar a lei, sem que haja discussão. Eles não querem ouvir, só querem apressar as coisas”, acrescentou.
“Sou uma pessoa que apoia o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ e acho que esta lei é um sinal de alarme. As pessoas têm de perceber o que se está a passar e mostrar-se solidárias com Hong Kong.” LEI PROPRIETÁRIA DE UMA AGÊNCIA DE VIAGENS
Hoje a Little Nomad não vai responder às mensagens e pedidos de clientes. Um dos objectivos passa por alertar os residentes de Macau para este problema, que também acabará por surgir na RAEM. “Estou a mostrar o meu apoio com Hong Kong porque também sinto que em Macau não vai haver oposição e as pessoas vão sofrer as consequências de nem sequer haver qualquer discussão sobre a lei”, defendeu. Mais parca nas justificações, Lin Daxiang, uma das proprietárias
Outro estabelecimento que vai estar encerrado amanhã é o Café Xie Xie. Porém, a solidariedade com as manifestações em Hong Kong é apenas um pequeno factor entre as decisões por de trás do encerramento. Para o proprietário, Gabriel Yung, o principal objectivo do encerramento é mesmo o apelo à população para que se preocupe mais com a impunidade dos decisores, como aconteceu com a Associação de Futebol de Macau, que impediu os jogadores de defrontarem ontem o Sri Lanka. “A lei da extradição não é um factor que me leve a fechar. Talvez seja uma parte, mas muito pequena. O que acho é que as pessoas de Macau precisam de saber melhor o que se passa aqui e as decisões com as quais não se chateiam”, afirmou Gabriel Yung. “Temos de ver o que aconteceu com a Associação de Futebol de Macau. Impediram os jogadores de defrontar o Sri Lanka. Fazem tudo com impunidade. Sabemos que Macau aprovou o artigo 23.º [da Segurança Nacional], ao contrário de Hong Kong, mas isso não quer dizer que as pessoas não se possam preocupar com o que se passa”, defendeu. “O que se passou com a selecção foi ridículo, prejudica-se Macau e estes episódios não param de se repetir”, acrescentou. A decisão da AFM poderá levar a selecção e os clubes de Macau impedidos de competir nas provas para selecções da FIFA e AFC durante alguns anos. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
SERVIÇOS DE SAÚDE PROJECTADO CENTRO DE SAÚDE EM HENGQIN COM PROFISSIONAIS DE MACAU
O
S Serviços de Saúde de Macau (SSM) adiantaram ao deputado Zheng Anting que está a ser planeado, em conjunto com as autoridades de Zhuhai, um projecto na área da saúde e educação, virado também para cuidados a idosos. Este projecto passa não só pelo estabelecimento de um
centro de saúde em Hengqin, como pela criação de serviços sociais em colaboração com o Instituto de Acção Social (IAS). A responsabilidade pela construção do centro de saúde será principalmente das autoridades de Zhuhai, cobrindo uma área de cerca de mil metros quadrados.
A unidade hospitalar irá funcionar à semelhança dos serviços de saúde em Macau e vai ter como principais destinatários os residentes que moram em Hengqin. O centro de saúde irá também funcionar com recursos humanos providenciados pela RAEM, sendo que os departamentos de
saúde de Macau e Zhuhai vão trabalhar em conjunto ao nível do intercâmbio em matéria de informações médica. Será igualmente criada uma via especial de passagem rápida entre Macau e Hengqin destinada aos casos de emergência. Em relação aos serviços sociais, o IAS vai desenvol-
ver com Zhuhai um projecto que irá disponibilizar valências na área da assistência social, apoio a famílias ao nível do casamento e educação e locais de lazer, destinados aos residentes de Macau que morem em Hengqin. Os SSM consideram que o estabelecimento deste tipo
de serviços em Hengqin é algo “inovador” e que é necessário um acompanhamento do ponto de vista jurídico por parte dos dois territórios. Desta forma, o IAS e a autoridade congénere de Zhuhai vão estabelecer uma parceria para o desenvolvimento dos referidos projectos.
6 sociedade
RÓMULO SANTOS
12.6.2019 quarta-feira
A
Sociedade de Jogos de Macau (SJM) está disponível para colocar algumas das mesas de outros casinos satélites no Hotel Lisboeta, que está a ser desenvolvido no Cotai por Arnaldo Ho, filho de Stanley Ho e Angela Leong. A hipótese foi admitida por Ambrose So, vice-presidente da SJM, à margem das celebrações do 10 de Junho, Dia de Portugal. “Não vamos colocar no Lisboeta as mesas que são operadas por nós. Mas vamos considerar mudar algumas das mesas que recuperámos de casinos satélites no Lisboeta. Vai depender do acordo a que chegarmos”, disse Ambrose So ao HM. O responsável da SJM confirmou também a forma como as mesas do Lisboeta vai operar “Sim, o Lisboeta vai ser um casino satélite. Agora é preciso autorização do Governo para avançar com o processo e tratar das formalidades”, acrescentou. O hotel Lisboeta vai custar cinco mil milhões de dólares de Hong Kong e tem
JOGO SJM E LISBOETA EM NEGOCIAÇÕES PARA CRIAR CASINO SATÉLITE
Mesas alfacinhas
Ambrose So, vice-presidente da SJM, diz que a operadora está disponível para colocar mesas de outros casinos satélites no Lisboeta, projecto ligado a Arnaldo Ho, filho de Stanley Ho e Angela Leong
abertura prevista para 2020. O resort, uma homenagem a Stanley Ho, é inspirado nos hotéis mais icónicos do magnata, como Hotel Estoril, Lisboa e Macau Palace. Ambrose So fez também um ponto de situação sobre a abertura do projecto da SJM no Cotai, o Grand Lisboa Palace, que deve abrir no próximo ano. “É muito difícil dizer uma data para a abertura do Grand Lisboa Palace. Estamos a fazer as obras, que devem ser finalizadas até ao final do ano. Depois temos de pedir aos respectivos departamentos do Governo as diferentes licenças
para operar”, apontou. “Esperamos que a atribuição das licenças e a inspecção possa ser feita com alguma rapidez. Se esse for o caso, esperamos abrir o mais rapidamente, ou seja, nesse cenário, esperamos abrir um pouco depois do final deste ano”, frisou. Em relação ao número de mesas para o Grand
“Em relação à competição regional não estou tão assustado, acho que os principais motivos de preocupação são a guerra comercial e as condições económicas da China.” AMBROSE SO VICE-PRESIDENTE DA SJM
Tufões DICJ discute medidas de contingência para casinos A Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) reuniu, de acordo com o portal noticioso GGRAsia, com as operadoras de jogo a fim de discutir medidas de contingência para a época de tufões que se aproxima. No encontro foram abordadas medidas para os casinos situados em zonas baixas, como é o caso dos espaços de jogo na Doca dos Pescadores, por exemplo, ou o casino da Ponte 16. Foram também abordadas experiências vividas aquando das passagens dos tufões Hato e Mangkhut,
Lisboa Palace, Ambrose So acredita que fique abaixo das duas centenas. “Só podemos fazer o pedido para as mesas do jogo quando está tudo finalizado. Mas se tivermos em conta a experiência do passado, o Governo deverá autorizar por volta de 100, abaixo das 200 mesas de jogo”,
ambos de sinal 10. As operadoras também informaram a DICJ que regularmente fazem uma avaliação dos casinos e dos seus espaços de jogo que estão localizados em zonas baixas ou que podem vir a ser “facilmente afectados” pela chuva e vento. Para este ano, os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) estimam que Macau deverá ser atingida por quatro a seis tufões, sendo que o primeiro chegará em meados deste mês. A época de tufões deverá terminar em Outubro.
disse o vice-presidente da SJM. O número não preocupa: “Temos espaço de manobra para mudar mesas de outros espaços que operamos para o Grand Lisboa Palace. Vamos fazer o que for necessário. No início queremos começar a operar o novo espaço com umas centenas de mesas”, sublinhou.
GUERRA COMERCIAL PREOCUPA
Desde o início do ano até Maio, as receitas brutas dos casinos em Macau registaram uma quebra de 1,6 por cento de 127,7 mil milhões
de patacas para 125,7 mil milhões. Esta quebra tem sido principalmente motivada pelos resultados negativos do jogo VIP. Na segunda-feira, Ambrose So defendeu que a competição regional não é o factor que mais preocupa as operadoras, mas antes a guerra comercial e as condições económicas no Interior da China. “Em relação à competição regional não estou tão assustado, acho que os principais motivos de preocupação são a guerra comercial e as condições económicas da China”, sustentou. “Quanto mais durar a guerra, mais se vão sentir os efeitos, não apenas para Macau, mas para todos. Se houver uma guerra prolongada entre os Estados Unidos e a China vamos todos ser afectados”, indicou. Por outro lado, Ambrose So deixou a esperança que o crescimento do jogo de massas acabe por compensar as perdas sofridas no segmento mais elevado do mercado. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
Transportes Nova linha ferroviária chinesa prevê interface com Macau
A linha ferroviária entre Cantão e Zhuhai vai ter paragem em Chimelong na Ilha da Montanha de onde é esperada a ligação a Macau. Segundo o jornal Ou Mun, está programado o interface da estação de Chimelong com o Metro Ligeiro de Macau, “dentro de anos”. Na última reunião de acompanhamento da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, referiu-se a esta ligação, não adiantando previsões quanto à data de conclusão. Chimelong vai ser a segunda maior estação chinesa, a seguir à de Futian às portas de Shenzhen.
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quarta-feira 12.6.2019
Droga Wong Kit Cheng quer penas mais pesadas
Wong Kit Cheng, deputada da Associação Geral das Mulheres, defende que os crimes relacionados com o tráfico e consumo de drogas têm de ser mais pesados. Numa interpelação escrita, a legisladora considera que 21 anos como pena máxima para crimes de droga não é suficiente para dissuadir os criminosos e dá os exemplos da China e Taiwan, onde há pena de morte, e de Hong Kong, onde a prática pode ser penalizada com prisão perpétua. Segundo a deputada, os crimes ligados à droga são cada vez mais escondidos, praticados em casa e por pessoas mais jovens. Por outro lado, Wong defende também que os preços praticados em Macau, mais alto do que noutras regiões, fazem com que jovens de Hong Kong se arrisquem a tentar entrar em Macau, como mulas. Assim, a legisladora pergunta ao Governo quando vai rever a lei e aumentar as penas e as medidas que estão a ser tomadas para aumentar a eficácia no combate ao tráfico, nomeadamente ao nível da cooperação com Hong Kong.
Mercadorias Aeroporto de Macau sente efeitos da guerra comercial
O Aeroporto Internacional de Macau registou uma quebra ligeira no transporte de mercadoria devido à Guerra Comercial entre os Estados Unidos e a China, de acordo com o portal Macau News Agency, que cita um comunicado da empresa. O comunicado terá sido emitido devido à participação da CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau no conferencia Air Cargo Europe 2019, em Munique, na Alemanha, que aconteceu entre 4 e 7 de Junho. De acordo com os números da Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC) nos primeiros quatro meses do ano houve uma quebra no carga bruta transportada através do aeroporto de 4,2 por cento face ao período homólogo.
Tráfico Idoso apanhado com sacos de cocaína
Na manhã de ontem, um indivíduo de 68 anos oriundo de Hong Kong foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de tráfico de droga. O homem, de apelido Chu, foi apanhado na posse de 96 pequenos sacos contendo cocaína, com um peso total de 28.36 gramas. De acordo com informações prestadas pela PJ ao HM, a droga apreendida teria um valor de rua de cerca de 100 mil patacas. A detenção resultou de uma informação de que um cartel de droga de Hong Kong se preparava para enviar um homem para Macau com a intenção de vender cocaína na zona da Areia Preta. Ainda de acordo com informação prestada pelas autoridades, Chu terá confessado trabalhar para um traficante de droga. A actividade rendia-lhe dois mil dólares de Hong Kong diariamente e destinava-se, segundo a PJ, a pagar dívidas.
POLÍCIA JUDICIÁRIA INVESTIGADOR DETIDO POR DAR INFORMAÇÕES A REDE DE AGIOTAGEM
Jogar para os dois lados O agente da Polícia Judiciária detido ontem em serviço é suspeito de dar informações a rede de agiotagem desmantelada no passado mês de Fevereiro. O processo já seguiu para o Ministério Público e o detido pode ter que cumprir entre seis e dez anos de prisão
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OI ontem detido um investigador da Polícia Judiciária (PJ), de apelido Pun, por suspeita de associação criminosa. O detido, investigador criminal com 36 anos, trabalhava desde 2018 naquela força de segurança e é acusado dos crimes de violação de segredo e favorecimento pessoal do funcionário, apontou a porta voz da PJ em conferência de imprensa. A PJ já instaurou um inquérito disciplinar e enviou o processo para o Ministério Público e o suspeito incorre a uma pena de seis a dez anos de prisão. O funcionário do departamento de denúncias e intervenção foi detido ontem durante o serviço, na sequência da investigação que a PJ levou a cabo de um caso de agiotagem que terminou no desmantelamento de uma rede criminosa em Fevereiro passado.
“Durante as operações de investigação, após o desmantelamento da rede, as autoridades descobriram que um investigador criminal da PJ estaria envolvido”, referiu a PJ. A função do suspeito era a de transmitir informações acerca da investigação aos operadores da rede criminosa, actos que ocorreram entre Outubro de 2018 e Janeiro deste ano. O suspeito terá fornecido informações aos agiotas “13 vezes e o objectivo era evitar que a organização criminosa fosse apanhada”, apontou. As autoridades ainda não sabem se o agente recebia algum tipo de recompensa pelo forneci-
mento de informação acerca da investigação. Após a detenção, o suspeito recusou-se a colaborar no processo de investigação. A porta voz da PJ, reiterou ainda o empenho das autoridades na política de tolerância zero para os elementos envolvidos em actividades criminosas, assegurando que vai continuar a acompanhar de perto as acções dos seus agentes.
CASO MEGA
Recorde-se que a 25 de Fevereiro, a PJ anunciou os resultados de uma megaoperação que deu origem ao desmantelamento de uma rede de agiotagem envolvendo 71 pessoas
“Durante as operações de investigação, após o desmantelamento da rede, as autoridades descobriram que um investigador criminal da PJ estaria envolvido” POLÍCIA JUDICIÁRIA
e que gerou lucros de 32 milhões de dólares de Hong Kong, entre 2016 e 2018. A operação da PJ contou com 210 investigadores e decorria desde 2016. Os 71 envolvidos enfrentam acusações da prática dos crimes de associação ou sociedade secreta, usura para o jogo e branqueamento de capitais. No primeiro crime a moldura penal vai dos 5 aos 12 anos, para os membros, e entre 8 e 15 anos, para os chefes. No que diz respeito à usura para o jogo a pena varia entre os 2 e 10 anos de prisão, com pena acessória de 2 a 10 anos de proibição de entrada nos casinos. Já o crime de branqueamento de capitais tem como punição uma pena que pode chegar aos 8 anos de prisão. Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
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DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO A Região Administrativa Especial de Macau, através da Direcção dos Serviços de Turismo, faz público que, de acordo com o Despacho do Ex. Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 3 de Junho de 2019, se encontra aberto concurso público para adjudicação do “Serviço de aluguer de barcos de lançamento pirotécnico e barcos de apoio destinados ao 30.o Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau”. 1. Entidade que põe a prestação de serviços a concurso: Direcção dos Serviços de Turismo. 2. Modalidade do concurso: Concurso público. 3. Objecto dos serviços: aluguer de barcos de lançamento pirotécnico e barcos de apoio destinados ao 30.o Concurso Internacional de Fogode-Artifício de Macau. 4. Prazo de execução: Obedecer às datas constantes no Caderno de Encargos. 5. Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do encerramento do acto público do concurso. 6. Caução provisória: MOP120.000,00 (cento e vinte mil patacas), a prestar mediante garantia bancária ou depósito em numerário, em ordem de caixa ou cheque visado, emitido à ordem do “Fundo de Turismo”, efectuado directamente na Divisão Financeira da Direcção dos Serviços de Turismo ou no Banco Nacional Ultramarino de Macau, através de depósito à ordem do Fundo de Turismo, na conta número: 「8003911119」devendo ser especificado o fim a que se destina. 7. Caução definitiva: 4% do preço total da adjudicação. 8. Preço base: Não há. 9. Os pedidos de esclarecimento devem ser feitos por escrita e apresentados até ao dia 26 de Junho de 2019 pelas 17:45 horas na área dos Avisos Públicos do website da Indústria Turística de Macau (http://industry.macaotourism.gov.mo), as respectivas respostas também serão publicadas no mesmo website. 10. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.º andar até às 17:45 horas do dia 8 de Julho de 2019. 11. Local, dia e hora do acto de abertura das propostas: pelas 10:00 horas do dia 9 de Julho de 2019 no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.º Andar, Macau. Os concorrentes ou os seus representantes legais deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para os efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados a concurso, nos termos do artigo 27.° do Decreto-Lei n.° 63/85/M, de 6 de Julho. Os concorrentes ou os seus representantes legais poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto de abertura das propostas. 12. Adiamento: Em caso de encerramento dos serviços públicos por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura de propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. 13. Critérios de apreciação das propostas:
Anúncio Concurso Público para «Empreitada de concepção e construção da passagem superior para peões do Posto Fronteiriço Qingmao»
mo
Critérios de adjudicação Preço Fornecimento data da fabricação do barco mais recente Experiência do concorrente Fornecimento do processo da descrição do trabalho e maior garantia de segurança e eficiência e maior flexibilidade dos prazos na prestação do serviço
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Factores de ponderação 40% 30% 10% 20%
Local, dias, horário para a obtenção da cópia e exame do processo do concurso: Local: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’ Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.º andar, e caso solicitar uma cópia do processo do concurso, deve pagar o valor correspondente à taxa de produção de documentos de MOP200,00 (Duzentas patacas), além disso ainda se encontra igualmente patente no website da Direcção dos Serviços de Turismo (http://industry.macaotourism.gov.mo), podendo os concorrentes fazer “download” do mesmo. Dias e horário: Dias úteis, desde a data da publicação do respectivo anúncio até ao dia e hora limite para entrega das propostas e durante o horário normal de expediente.
Direcção dos Serviços de Turismo, aos 6 de Junho de 2019.
O Director dos Serviços, Subst.º Cheng Wai Tong
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Entidade que põe a obra a concurso: Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas. Modalidade de concurso: concurso público. Local de execução da obra: no cruzamento entre Avenida do Comendador Ho Yin e Rua Lei Pou Chon Objecto da empreitada: concepção e construção da passagem superior para peões. Prazo máximo de execução: 430 (quatrocentos e trinta) dias de trabalho (Indicado pelo concorrente; Deve consultar os pontos 7 e 8 do Preâmbulo do Programa de Concurso). Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do encerramento do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no Programa de Concurso. Tipo de empreitada: a empreitada é por preço global, sendo as fundações por estacas em regime de série de preços. Caução provisória: $2 200 000,00 (dois milhões e duzentas mil patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária ou seguro-caução aprovado nos termos legais. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). Preço base: não há. Condições de admissão: São admitidos como concorrentes as pessoas, singulares ou colectivas, inscritas na DSSOPT para execução de obras, bem como as que à data do Concurso tenham requerido ou renovado a sua inscrição, sendo que neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição ou renovação. As pessoas, singulares ou colectiva, por si ou em agrupamento, só podem submeter uma única proposta. As sociedades e as suas representações são consideradas como sendo uma única entidade, devendo submeter apenas uma única proposta, por si ou agrupada com outras pessoas. Os agrupamentos, de pessoas singulares ou colectivas, devem ter no máximo até três (3) membros, não sendo necessário que entre os membros exista qualquer modalidade jurídica de associação. Modalidade jurídica da associação que deve adoptar qualquer agrupamento de empresas a quem venha eventualmente a ser adjudicada a empreitada: consórcio externo nos termos previstos no Código Comercial, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 40/99/M, de 3 de Agosto. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar; Dia e hora limite: dia 7 de Agosto de 2019 (quarta-feira), até às 17:00 horas. Em caso de encerramento do GDI no dia e hora limites para apresentação de propostas por motivos de força maior ou qualquer outro facto impeditivo, a data limite para apresentação das propostas será transferida para o primeiro dia útil seguinte a mesma hora. Local, dia e hora do acto público do concurso: Local: sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar, sala de reunião; Dia e hora: dia 8 de Agosto de 2019 (quinta-feira), pelas 9:30 horas. Em caso de encerramento do GDI no dia e hora fixados para a realização do acto público de abertura das propostas por motivos de força maior ou qualquer outro facto impeditivo, a data para realização do acto público de abertura das propostas será transferida para o primeiro dia útil seguinte a mesma hora. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público do concurso para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. Local, hora e preço para obtenção da cópia digital (em formato PDF) e consulta do processo: Local: sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar; Hora: horário de expediente; Preço: $500,00 (quinhentas patacas). Critérios de apreciação de propostas e respectivas proporções: - Concepção arquitectónica: 25%; - Preço da obra: 45% - Prazo de execução: 30% Critério de adjudicação: A presente empreitada será adjudicada ao concorrente com pontuação acumulada mais elevada. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer na sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar, a partir de 22 de Julho de 2019, inclusive, e até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais.
Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, aos 5 de Junho de 2019.
O Coordenador Lam Wai Hou
Anúncio Faz-se saber que no concurso público n.o 20/P/19 para o «Fornecimento e Instalação de um Extractor Automático de Ácidos Nucleicos aos Serviços de Saúde», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 21, II Série, de 22 de Maio de 2019, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 4.º do programa do concurso público pela entidade que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo. Os referidos esclarecimentos encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, e também estão disponíveis na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Serviços de Saúde, aos 5 de Junho de 2019 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
Aviso ﹝30/2019﹞ Faz-se saber que em relação à abertura do concurso público para “Arrendamento de Espaços Destinados ao Exercício de Actividades Comerciais na Habitação Pública”, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 20, Série II, de 15 de Maio de 2019, foram prestados esclarecimentos, nos termos do subponto n.º 4.2 do programa do concurso, pela entidade que realiza o concurso e juntos ao processo do concurso. Os referidos esclarecimentos encontram-se disponíveis para consulta, durante o horário de expediente, no Instituto de Habitação (IH), sito na Rua do Laboratório, n.º 33, Edifício Cheng Chong, r/c E, Macau, e as respectivas informações também se encontram disponíveis na página electrónica do IH (http://www.ihm. gov.mo). Instituto de Habitação, aos 4 de Junho de 2019.
O Presidente, Arnaldo Santos
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quarta-feira 12.6.2019
BURLA IMOBILIÁRIA CEM RESIDENTES DE MACAU LESADOS EM COMPRA DE LOJAS
tidores, chegou-se à conclusão de que os proprietários da imobiliária estavam desaparecidos. Para piorar a situação, nenhuma autoridade chinesa se mostrou disponível para prestar apoio aos alegados burlados. Foi referido, de acordo com Wong, que não estava em causa uma fraude, mas sim um caso civil e que a resolução apenas poderia chegar pela via dos tribunais.
Aproveitar a Grande Baía
Depois de uma investigação levada a cabo pelos advogados dos investidores, chegou-se à conclusão de que os proprietários da imobiliária estavam desaparecidos, sendo que nenhuma autoridade chinesa quis dar apoio aos alegados burlados
Cerca de mil pessoas, incluindo 100 residentes de Macau, foram burladas em dois mil milhões de renmimbis ao tentarem comprar lojas no complexo comercial “Le 8 Star City”, em Zhongshan. Depois do silêncio do Gabinete de Ligação, a deputada Song Pek Kei dá hoje uma conferência de imprensa sobre o assunto
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NVESTIRAM milhões com o intuito de comprar lojas que nunca chegaram a ser construídas e querem agora que se faça justiça em mais um caso de alegada burla imobiliário em plena Grande Baía. Cerca de mil pessoas, incluindo 100 residentes de Macau, terão sido burladas numa soma que totaliza cerca de dois mil milhões de renmimbis na aquisição de lojas a uma empresa fantasma em Zhongshan Shiqi. Os espaços comerciais iriam ser edificados no complexo comercial “Le 8 Star City”, mas a verdade é que o edifício nunca chegou a ser construído.
M
ACAU não tem condições para desenvolver mais actividades nocturnas. Esta é a conclusão de um estudo encomendado pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST) e revelado ontem. A causa reside numa série de factores relacionados com a “densidade populacional elevada, pequena dimensão de Macau, a par com as restrições previstas na Lei do Ruído”, que dificultam a realização de actividades nocturnas que se prolonguem no tempo.
Os primeiros investimentos começaram em 2016, sendo que a empresa promotora do negócio prometeu que os investidores poderiam ficar com as chaves na mão em Abril do ano passado. Depois da promessa, os investidores perceberam que as obras não tinham tido qualquer progresso, ao mesmo tempo que os funcionários da imobiliária explicavam que o atraso se devia a problemas com as infra-estruturas contra incêndios. O contrato que assinaram referia que os direitos de propriedade pertenciam à imobiliária, o que os compradores consideraram contraditório. Além disso,
uma lesada de apelido Wong explicou ao HM que lhes foi dito que o montante total das rendas que iriam receber em dez anos seria quase igual ao montante investido na loja. Wong adiantou ainda que a maioria dos compradores não se apercebeu de casos semelhantes
de burla que tinham ocorrido no passado. A imobiliária prometeu devolver o dinheiro investido em Maio deste ano, mas até agora nenhum montante foi pago.
SILÊNCIO DE LIGAÇÃO
Depois de uma investigação levada a cabo pelos advogados dos inves-
Sem dimensão nocturna
Turismo de Macau sem condições para realizar mais actividades
A par destes entraves existe ainda a falta de infra-estruturas para o efeito. “As instalações complementares e infra-estruturas ao ar livre também são insuficientes, resultando na falta de opções para novos locais adequados à realização de actividades”, aponta a DST em comunicado. Acresce ainda o facto de a regulamentação das
áreas marítimas e costeiras também limitar a organização de actividades durante os períodos da noite e não contribuir com locais alternativos.
MAIS QUE SUFICIENTE
O estudo tinha como objectivo a análise da realização de actividades nocturnas em Macau e “a proposta de medidas de curto prazo
para melhorar as existentes e sugestões para futuras actividades e produtos turísticos à noite”. Outra das conclusões apontadas é que “em Macau não há falta de recursos e eventos turísticos nocturnos diversificados e permanentes”, sugerindo a melhoria da oferta já existente, ou seja, a utilização dos “recursos existentes para potenciar as vantagens
Wong considerou que o sistema judicial da China é incompleto porque não foi fornecida nenhum tipo de ajuda. Em Macau, os 100 lesados enviaram uma carta ao Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, mas até ao momento não obtiveram qualquer resposta. Entretanto, a deputada Song Pek Kei vai hoje dar uma conferência de imprensa sobre o assunto, depois de os lesados de Macau terem falado publicamente sobre o caso, com o objetivo de alertar outros investidores para este tipo de negócio.
existentes, ligar e integrar efectivamente actividades com natureza, horário e local similares, optimizar as condições dos locais e reforçar a divulgação de actividades nocturnas permanentes”. Fazem ainda parte da pesquisa sugestões para o planeamento de tempo, local e tipo de actividade para as futuras actividades de turismo realizadas à noite, e sugere-se que, “através de um planeamento urbanístico adequado”, sejam criados novos espaços para o futuro desenvolvimento turístico”
Juana Ng Cen com A.S.S. info@hojemacau.com.mo
A DST tem organizado vários eventos nocturnos, incluindo a Parada de Celebração do Ano Novo Lunar, o Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau e o Festival de Luz de Macau. O objectivo é “enriquecer as actividades e programas nocturnos de Macau, com a intenção de melhorar a experiência global de viagem dos visitantes e prolongar a sua estadia em Macau”, apontam os serviços de turismo em comunicado. Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
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Violência Doméstica é o tema que inspira o VI Ciclo de Cinema CRED-DM, a partir da próxima semana na Casa Garden, organizado pelo Centro de Reflexão, Estudo e Difusão do Direito de Macau, da Fundação Rui Cunha, em conjunto com a Fundação Oriente. Cinco filmes vão ser exibidos durante cinco semanas, de 19 de Junho a 17 de Julho, todas as quartas-feiras às 19h30. “No mundo de hoje, a violência contra mulheres e crianças é uma das mais difundidas, persistentes e devastadoras violações dos direitos humanos, atravessando todas as gerações, nacionalidades, comunidades e esferas das nossas sociedades de uma forma, maioritariamente, silenciosa e dissimulada”, é o repto lançado pela nota de imprensa. A coordenadora do Centro de Reflexão, Estudo e Difusão do Direito de Macau, Filipa Guadalupe, à frente deste projecto de divulgação através do cinema, explica que “entendemos este ano falar sobre a violência doméstica, por ser um crime que, a nível internacional, não tem vindo a diminuir, mas a aumentar. Por afectar qualquer pessoa e segmento da sociedade – não é só entre homens e mulheres, pode ser entre pais e filhos ou qualquer membro da família – é preciso chamar a atenção para ele, para as coacções e ameaças, e depois para todas as consequências físicas, psicológicas, sexuais, que pode provocar nas respectivas vítimas”. Não é um crime circunscrito a uma só classe social, cultura, sexo ou religião, afecta todas. E por estar disseminada pela sociedade em geral como um crime silencioso – “quando se ouve falar dele, já se encontra muitas vezes numa fase irreversível” –, “nunca é demais aproveitarmos todas as oportunidades para falar sobre ele”.
CINCO FITAS PREMIADAS
A selecção dos filmes foi feita pela equipa do CRED-DM, com base na premissa de mostrar bons argumentos sobre o tema em análise, menos conhecidos do público local, mas bem recebidos e premiados pela crítica especializada, oriundos de diversas partes do mundo. “Por ser um crime internacional, à escala mundial, a ideia foi tentar mostrar que o problema existe em todo o lado e é exactamente igual” acrescentou a responsável. O cartaz é composto por “Tyrannosaur”, de Paddy Considine (GB, 2011) exibido a 19 de Junho, “Provoked”, de Jag Mundhra (GB, Índia, 2006) a 26 de Junho, “Precious”, de Lee Daniels (EUA, 2009) a 3 de Julho, “Te Doy Mis Ojos”, de Icíar Bollaín (Espanha, 2003) a 10 de Julho, e “Vidas Partidas”, de Marcos Schechtman (Brasil, 2016) a 17 de Julho. “Tyrannosaur” contra a história de um homem violento, com crises de raiva que o atormentam, que encontra uma chance de redenção através de uma mulher que trabalha numa loja de caridade. Mas há
Crimes de silêncio CINEMA FILMES SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA CASA GARDEN
O VI Ciclo de Cinema CRED-DM é sobre a Violência Doméstica e apresenta um cartaz de 5 filmes durante 5 semanas. Começa na próxima quarta-feira e promete aprofundar a reflexão sobre este crime público, que pode acontecer em qualquer casa segredos que vão ter consequências devastadoras para ambos. Com as elogiadas interpretações de Peter Mullan e Olivia Colman – a actual detentora do Óscar de Melhor Actriz, pelo filme The Favourite (2018) de Yorgos Lanthimos – , a película venceu um BAFTA, dois British Independent Film Awards, dois prémios no Sundance Film Festival, entre vários outros galardões. “Provoked: A True Story” é baseado na história verídica de uma mulher Punjabi, que se mudou para Londres após o casamento com um homem, inicialmente atencioso, mas que se revela um brutal agressor. Após dez anos de casamento, ela incendeia-o enquanto dorme, vindo a ser acusada
de homicídio premeditado. Com os conhecidos actores Aishwarya Rai Bachchan, NaveenAndrews e Miranda Richardson. “Precious” é talvez o filme mais visto de todos, depois de ter sido nomeado para diversas categorias nos Óscares de 2010, onde ganhou duas estatuetas (Melhor Actriz Secundária e Melhor Argumento Adaptado), um Globo de Ouro, um prémio BAFTA e um SAG (ScreenActors GuildAwards). Conta a história de uma adolescente de 16 anos, a Precious, iletrada, com problemas de peso e grávida do segundo filho, concebido pelo seu próprio pai, em repetidas violações, com a anuência da mãe. Com Gabourey Sidibe, Mo’Nique e Paula Patton.
“Te Doy Mis Ojos” é um filme trágico, baseado numa história real, que lida com a compreensão da violência como algo mais do que apenas um olho negro. É através da dinâmica do casal, do abuso continuado, do controlo emocional, do exercício do poder, que o filme se desenvolve, focando a dificuldade de quebrar os ciclos e de enfrentar as retaliações. Com Laia Marull, Luis Tosar e Candela Peña, o filme ganhou dezenas de prémios em Espanha e na América Latina, levando para casa sete Goyas em 2004. “Vidas Privadas” é uma história brasileira, passada no seio de uma classe social alta. Graça e Raul apaixonam-se perdidamente, casam-se e tornam-se pais de duas meninas.Até ao
dia em que ela avança na carreira e ele fica desempregado, tornando-se mais agressivo e violento. Qual é o momento em que o amor enlouquece e se torna perverso, é uma das perguntas que o realizador tenta responder, num país onde a violência doméstica continua a somar números assustadores. Com as interpretações de Naura Schneider e Domingos Montagner, esta é a película mais recente em cartaz. As sessões de cinema na Casa Garden serão precedidas de um cocktail às 19h00 e, após o visionamento, haverá uma pequena conversa informal sobre o tema. A entrada é gratuita e existe estacionamento no local. Raquel Moz
raquelmoz.hojemac@gmail.com
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NOVA ZELÂNDIA GOVERNO RECONSIDERA EXTRADIÇÃO DE SUL-COREANO
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Governo da Nova Zelândia vai reconsiderar um pedido de extradição para a China, depois de um tribunal ter recusado ontem essa medida por falta de garantias no respeito dos direitos humanos no gigante asiático. Em 2011, a China solicitou a extradição do cidadão sul-coreano Kyung Yup Kim, por alegadamente ter assassinado uma mulher em Xangai em 2009. A então ministra da Justiça neo-zalendesa, Amy Adams, concordou com a extradição depois de Pequim ter dado garantias de que Kim teria um julgamento justo e não seria submetido a tortura ou execução extrajudicial. Após uma longa batalha judicial, o Tribunal de Recurso decidiu ontem contra a extradição de Kim, que tem residência permanente na Nova Zelândia, está mentalmente doente e encontra-se actualmente em liberdade condicional com um dispositivo electrónico. “O Governo deve abordar a questão preliminar sobre se a situação geral dos direitos humanos no Estado requerente permite que [a Nova Zelândia] confie nas suas garantias”, lê-se num comunicado do tribunal. “Provas mostram que o sistema judicial da China prioriza a estabilidade e o controlo do crime sobre os direitos processuais, e que está sujeito à influência política”, refere a mesma nota. Com esta decisão, o actual ministro da Justiça, Andrew Little, terá de reconsiderar o pedido de extradição, uma vez que, por lei, é o governante quem tem a última palavra nesta matéria.
HONG KONG VOTAÇÃO DA LEI DA EXTRADIÇÃO MARCADA PARA O PRÓXIMO DIA 20 DE JUNHO
Entre críticas e protestos
Apesar dos protestos que levaram às ruas da antiga colónia britânica centenas de milhares de pessoas e de toda a polémica que envolve o diploma, a votação da lei que vai permitir enviar fugitivos para a China continental está marcada para daqui a pouco mais de uma semana
O
chefe da legislatura de Hong Kong marcou ontem para 20 de Junho a votação das emendas à lei de extradição, que já mobilizaram centenas de milhares de manifestantes. O presidente do Conselho Legislativo, Andrew Leung, disse ter aceitado 153 das 238 propostas de emendas à proposta de lei e que haveria lugar a 66 horas de debate. Centenas de milhares de pessoas protestaram no domingo contra esta legislação, naquela que foi a maior manifestação em Hong Kong em pelo menos mais de uma década, com os organizadores a falarem de mais de um milhão de pessoas na rua e as forças policiais a admitirem apenas a participação de 240 mil. Reportagens dos ‘media’ locais referiam que a polícia estava
a mobilizar milhares de agentes adicionais para manter a ordem, num momento em que surgiam apelos para que os manifestantes se reunissem já ontem à noite. Algumas empresas também anunciaram planos para fecharem as portas de forma a permitir que os
funcionários se juntem à manifestação prevista para hoje, dia em que o Conselho Legislativo prossegue o debate sobre as emendas.
PONTOS DE VISTA
Proposto em Fevereiro e com uma votação final prevista para antes do
PAREM DE INTERFERIR
O
Governo chinês condenou ontem os “comentários irresponsáveis e erróneos” dos Estados Unidos sobre a controversa proposta de lei, depois de Washington ter expressado a sua preocupação. “Pedimos aos Estados Unidos (...) que sejam cautelosos nas suas palavras e acções, e não interfiram nos assuntos de Hong Kong e nos assuntos internos da China, de forma alguma”, disse em conferência de imprensa Geng Shuang, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros. Na segunda-feira, a porta-voz da diplomacia norte-americana, Morgan Ortagus, considerou que as manifestações do fim de semana “demonstraram claramente a oposição da opinião pública” conta aquela proposta, que pode “colocar em risco a autonomia” da região administrativa especial chinesa. Ortagus considerou que a “contínua erosão do princípio ‘um país, dos sistemas’ põe em risco o estatuto especial de Hong Kong nos assuntos internacionais.
final de Julho, o texto permitiria que o Chefe do Executivo e os tribunais de Hong Kong processassem pedidos de extradição de jurisdições sem acordos prévios. Em teoria, os tribunais locais analisariam os casos individualmente e poderiam usar o poder de veto para impedir certas extradições no território. Os defensores da lei argumentam que caso se mantenha a impossibilidade de extraditar suspeitos de crimes para países como a China tal poderá transformar Hong Kong num “refúgio para criminosos internacionais”. Os manifestantes dizem temer que Hong Kong fique à mercê do sistema judicial chinês como qualquer outra cidade da China continental e de uma justiça politizada que não garanta a salvaguarda dos direitos humanos.
HUAWEI VENDAS ESTÃO A SOFRER IMPACTO DE PRESSÃO DOS ESTADOS UNIDOS
A
gigante chinesa das telecomunicações Huawei anunciou ontem que se tornaria a maior fabricante mundial de ‘smartphones’, este ano, caso não fossem as "circunstâncias inesperadas", indicando que a pressão exercida por Washington está a prejudicar as suas vendas. "Caso não nos tivéssemos deparado com circunstâncias inesperadas,
seriamos número um a nível mundial no quarto trimestre", afirmou Shao Yang, responsável pela estratégia da Huawei, na Consumer Electronics Show, em Xangai. "Agora, teremos de aguardar um pouco mais", acrescentou, sem se referir directamente ao Presidente norte-americano, Donald Trump, ou à guerra comercial entre Pequim e Washington.
Trump emitiu, no mês passado, uma ordem executiva que exige às empresas do país que obtenham licença para vender tecnologia crítica à Huawei, num golpe que se pode revelar fatal para a firma chinesa. As autoridades chinesas acusam Washington de querer conter a ascensão da China, bloqueando as suas principais empresas, incluindo a Huawei. Washington
tem pressionado vários países, incluindo Portugal, a excluírem a Huawei na construção de infraestruturas para redes de quinta geração (5G), a Internet do futuro, acusando a empresa de estar sujeita a cooperar com os serviços de informação chineses. No ano passado, a empresa chinesa ultrapassou a Apple e tornou-se a segunda maior marca de ‘smartphones’ do mundo, atrás da sul-coreana
Samsung, com as vendas a ultrapassarem os 20 por cento e fixarem-se nos 100 mil milhões de dólares. Shao garantiu que a empresa vai avançar no desenvolvimento da sua própria tecnologia. "As pessoas olham para a questão do 5G, mas nós vemos para além disso", afirmou. "Aqueles que não são corajosos não progridem, ficam para trás", disse.
região 13
quarta-feira 12.6.2019
U
M grupo de defesa dos direitos humanos sul-coreano anunciou o tem ter identificado centenas de lugares onde, segundo testemunhas, o Governo da Coreia do Norte terá alegadamente realizado execuções públicas e assassínios extrajudiciais. O Grupo de Trabalho de Justiça Transicional, com sede em Seul, disse que a sua investigação foi baseada em entrevistas com 610 desertores norte-coreanos, feitas ao longo de quatro anos, e que ajudaram a localizar os locais com imagens de satélite. A organização não revelou onde ficam exactamente os 323 locais porque está preocupada que a Coreia do Norte os possa adulterar. No entanto, referiram que 267 deles estavam localizados em duas províncias do nordeste do país, perto da fronteira com a China, região onde morava a maioria dos desertores que participaram na investigação. Segundo o relatório, as execuções públicas da Coreia do Norte tendem a
O local do crime
ONG identifica locais usados para execuções na Coreia do Norte
acontecer perto de rios, em campos e colinas, mas também em mercados e escolas, lugares onde os moradores e familiares dos condenados são frequentemente forçados a assistir aos assassínios. O Grupo também disse que documentou três locais onde pessoas morreram durante o tempo em que estavam detidos e 25 locais
onde os mortos teriam sido descartados pelo Estado. Também referiram que encontraram locais oficiais que podem ter documentos ou outras evidências relacionadas com os assassínios.
AMIGO AMERICANO
A agência de notícias Associated Press (AP) não pôde verificar o relatório
independentemente e o grupo reconheceu que as suas descobertas não eram definitivas porque não tem acesso directo à Coreia do Norte e não conseguiu visitar os sítios que os desertores relataram. Ethan Hee-Seok Shin, um dos autores do relatório, também disse que entrevistas com desertores sugerem que as execuções públicas
na Coreia do Norte estão a tornar-se menos frequentes, embora não esteja claro se isso acontece porque mais pessoas estão a ser executadas em segredo. O Instituto Coreano para a Unificação Nacional da Coreia do Sul, um grupo de investigação patrocinado pelo Estado, expressou opiniões semelhantes no seu relatório anual sobre os direitos humanos da Coreia do Norte divulgado na semana passada. O Instituto disse que a Coreia do Norte ainda usa execuções públicas para provocar medo e controlar o comportamento dos seus cidadãos, particularmente nas cidades e zonas de fronteira, onde os crimes são mais frequentes. O Grupo de Trabalho de Justiça Transicional é uma organização não-governamental fundada por defensores dos direitos humanos e investigadores da Coreia do Sul e outros quatro países. O grupo disse que o novo relatório foi possível graças ao financiamento do National Endowment for Democracy, com sede em Washington,
que é financiado pelo Congresso dos Estados Unidos.
MANCHA NEGRA
A Coreia do Norte não reagiu ainda ao relatório, mas o Governo norte-coreano irrita-se com as críticas externas ao seu histórico de direitos humanos e afirma que avaliações negativas fazem parte de campanhas de pressão lideradas pelos Estados Unidos para manchar a imagem da sua liderança e destruir o sistema político do país. Num relatório para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Maio, a Coreia do Norte disse que “mantém consistentemente o princípio de garantir precisão científica, objectividade e imparcialidade, bem como proteger os direitos humanos para lidar com casos criminais”. Um relatório das Nações Unidas de 2014 sobre os direitos humanos na Coreia do Norte disse que as autoridades do Estado promovem execuções “com ou sem julgamento, pública ou secretamente”, em resposta a crimes políticos e a outros crimes que não estão entre os mais graves.
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Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos Aviso
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Faz-se público que, por despacho do Exmo. Senhor Secretário para a Economia e Finanças, de 21 de Setembro de 2018, se acha aberto o concurso de avaliação de competências profissionais ou funcionais, externo, do regime de gestão uniformizada, para o preenchimento de cinco lugares vagos de técnico superior de 2.a classe, 1.o escalão, da carreira de técnico superior, área de informática, em regime de contrato administrativo de provimento, da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, e dos que vierem a verificar-se nestes Serviços até ao termo da validade do concurso. Os pormenores encontram-se disponíveis no respectivo aviso inserto no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.o 24, II Série, de 12 de Junho do corrente ano, e nos sítios da internet da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (http://www.dicj.gov.mo) ou da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (http://www.safp.gov.mo). Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, aos 10 de Junho de 2019
Faz-se público que, por despacho do Exmo. Senhor Secretário para a Economia e Finanças, de 21 de Setembro de 2018, se acha aberto o concurso de avaliação de competências profissionais ou funcionais, externo, do regime de gestão uniformizada, para o preenchimento de nove lugares vagos de técnico superior de 2.a classe, 1.o escalão, da carreira de técnico superior, área de auditoria, em regime de contrato administrativo de provimento, da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, e dos que vierem a verificar-se nestes Serviços até ao termo da validade do concurso. Os pormenores encontram-se disponíveis no respectivo aviso inserto no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.o 24, II Série, de 12 de Junho do corrente ano, e nos sítios da internet da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (http://www.dicj.gov.mo) ou da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (http://www.safp.gov.mo). Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, aos 10 de Junho de 2019
O Director da DICJ, Paulo Martins Chan
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Faz-se público que, por despacho do Exmo. Senhor Secretário para a Economia e Finanças, de 26 de Setembro de 2018, se acha aberto o concurso de avaliação de competências profissionais ou funcionais, externo, do regime de gestão uniformizada, para o preenchimento de três lugares vagos de técnico superior de 2.a classe, 1.o escalão, da carreira de técnico superior, área de economia e finanças, em regime de contrato administrativo de provimento, da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, e dos que vierem a verificar-se nestes Serviços até ao termo da validade do concurso. Os pormenores encontram-se disponíveis no respectivo aviso inserto no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.o 24, II Série, de 12 de Junho do corrente ano, e nos sítios da internet da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (http://www.dicj.gov.mo) ou da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (http://www.safp.gov.mo). Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, aos 10 de Junho de 2019
Faz-se público que, por despacho do Exmo. Senhor Secretário para a Economia e Finanças, de 26 de Setembro de 2018, se acha aberto o concurso de avaliação de competências profissionais ou funcionais, externo, do regime de gestão uniformizada, para o preenchimento de dois lugares vagos de motorista de ligeiros, 1.o escalão, da carreira de motorista de ligeiros, em regime de contrato administrativo de provimento, da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, e dos que vierem a verificar-se nestes Serviços até ao termo da validade do concurso. Os pormenores encontram-se disponíveis no respectivo aviso inserto no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.o 24, II Série, de 12 de Junho do corrente ano, e nos sítios da internet da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (http://www.dicj.gov.mo) ou da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (http://www.safp.gov.mo). Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, aos 10 de Junho de 2019
O Director da DICJ, Paulo Martins Chan
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12.6.2019 quarta-feira
Tenho que arrumar a mala de ser
A Poesia Completa de Li He
王 浚 墓 下 作 人間無阿童,猶唱水中龍。 白草侵煙死,秋藜繞地紅。 古書平黑石,神劍斷青銅。 耕勢魚鱗起,墳科馬鬣封。 菊花垂濕露,棘徑臥干蓬。 松柏愁香澀,南原幾夜風。
Escrito Junto ao Túmulo de Wang Jun Já não restam pequenos Dongs neste mundo – Contudo cantamos ainda “Dragões na Água.” 1 Erva branca, morta sob a invasora névoa, Espirais carmim de pé-de-galinha 2 sobre a terra. Escrita antiga elidida da pedra negra, Quebrada a espada-espírito de bronze verde. Campos aráveis eriçados como escamas de peixe, O túmulo caído como crina de cavalo. Tombadas pétalas de crisântemo, húmidas de orvalho, Artemísia seca no caminho das tamareiras. Gritante a fragrância rude de pinho e cipreste, Quantas noites ganiu o vento por estes campos meridionais...
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Wang Jun (206-85) teve um papel crucial na conquista do reino de Wu pelos Jin no ano de 280, o que resultaria na breve unificação da China. Foi sepultado no Monte Bai-gu, sua terra natal, em Shaanxi, num túmulo magnífico rodeado de pinheiros e ciprestes. Pequeno Dong era a sua alcunha. Uma canção popular que lhe era dedicada dizia: “Não temia os tigres na margem/Mas só os dragões na água.” Eleusine indica.
Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.
ARTES, LETRAS E IDEIAS 15
quarta-feira 12.6.2019
Diário de um editor João Paulo Cotrim
HORTA SECA, LISBOA, 30 MAIO A parceria que se ergueu pavilhão nefelibata na Feira do Livro desenterrou-me nostalgias, como se preciso fosse por estes dias negros e amargos. O Carlos [Morais José] achou por bem fazermos edição especial toda dedicada ao tema fugidio e fascinante, «nuvens», que vogam sempre no plural, já que cada uma por si só muda a cada instante. A saudade que me rasgou não foi tanto a do jornalismo assim vagamente, mas a dos fechos de edição. Acontece magia naquelas horas, pois o caos instalado grita-nos a cada momento «impossível», mas a golpes de vontade as peças vão-se encaixando de modo a fazer luz, isto é, tinta sobre papel. Por vezes, até sentido e beleza se alcança. E fechei revistas e jornais ainda antes do computador simplificar, onde tudo era mais lento. Mas dobrávamos o tempo. Assentámos o essencial nos colaboradores da casa e chamámos Carlos [Fiolhais], o cientista, e o João [Queiroz], o pintor, para conversar. Percebemos por aqui que a água dança nos céus para que a nuvem aconteça, que é colecção de pequenas coisas, ou melhor, que nelas se espelham um sem número de outras coisas. Ouvimos garantir que a luz pesa, que na pintura o essencial é perceber as fronteiras dos objectos, que as nuvens podem absorver o real. A conversa tombou, às tantas, para um suave combate entre ciência e arte, mas não houve feridos. O Carlos [Fiolhais] teve depois de nos deixar, mas continuámos a três, sendo que essa continuação merecia também gravação. Quem sabe se a memória nos assistirá? Não estávamos sós, percebemos pouco depois. A mymosa tem destas surpresas. CASA DO JUIZ, BENCANTA, 31 MAIO Saltada a Coimbra, em contexto profissional específico, para ouvir [Álvaro] Laborinho Lúcio discorrer brilhantemente sobre a mais recente e possante recolha de micro-contos do Carlos [Querido], estes todos dedicados a morder os calcanhares da ceifeira. Como de costume, o Sal [Nunkachov] trouxe para a capa um corpo, que não anuncia fins. Além disso, contribuiu com um apêndice de múltiplas interpretações destes ambientes, nem por isso soturnos. A morte está bastante viva, afinal. Pode ser que a palavra nos defenda um pouco, talvez possamos escolher o modo de partir, por exemplo, virando árvore, como em «Tília». «Um dia sonhou-se árvore. Tronco ereto, copa frondosa, folhas perfumadas e caducas. Tília. Enverdeceu. Dum pequeno corte no rosto quase escanhoado brota um líquido pastoso, espesso, escuro. Seiva. É do fígado, desdramatizam os amigos. Diagnóstico precipitado. Eles sabem lá, os amigos. A icterícia é amarela. Não faz os cabelos crescerem verdes, em tufo, espigados, horizontais, a oferecerem aos pés doridos uma sombra circular e re-
O desenho dos dias
frescante. (…) Por detrás da casa, no fim de um caminho de terra batida, espera-o um bosque com outras tílias. É para lá que se dirige. Escava com os pés até os sentir raízes. Abre os braços em cruz, virado para o nascente onde há-de irromper o sol. Depois, sobe-os suavemente até que se unam as pontas dos dedos, no desenho quase perfeito de um pentágono que projeta para poente, para o mar, a sombra de uma copa à procura da eternidade a que aspiram todas as árvores.» CASA DA CULTURA, SETÚBAL, 30 JUNHO Pouco depois das 00h00, manda a «tradição» de cinco anos, demos por aberta a edição da Festa da Ilustração, em plena rotina. Desta, abriu-se muito espaço para o desenho de humor, não apenas por via do trabalho da convidada contemporânea, a Cristina [Sampaio], mas também pela homenagem a Tignous, um dos mártires do massacre do Charlie Hebdo. O título desta crónica foi também o título de uma exposição da Cristina na Bedeteca de Lisboa, em 2001. Fui reler o que então escrevi e comecei por me surpreender com um rasgado elogio ao jornal, enquanto objecto e lugar de encontro dos tempos todos. Faltou apenas chamar-lhe nuvem… Não me revejo hoje em nenhuma das publicações nacionais, mas para o caso pouco impor-
ta. Os desenhos da Cristina perderam fundo, foram-se simplificando, mas o essencial da sua força mantém-se, com forte ligação às narrativas da actualidade, assentando o agudo comentário na dança entre a linha e a transparência, mastigando os corpos. No final, estamos nós. Pessoas e laçadas na corda do tempo. (Algures na página está a ilustração feita para a Festa). E cito, lá do início do século. «Nós. Ou os bonecos nas mãos de um destino que joga aos dados no bar do cruzamento. Espreitamos com prazer nas transparências que nos espelham. A Cristina Sampaio é uma produtora de ambiguidades. Tem um olhar quase infantil e por isso cheio de perversão. Os seus desenhos, traços leves, mas pesados, surgem-nos claros e imbuídos de texto, sem serem nem caricatura nem cartoon e bastante mais do que meras ilustrações. Dizem, sem querer, que somos acrobatas de borracha, a pedalar sobre um elástico esticado, meros bonecos pintados à mão, a apanhar vento e chuva, às vezes sol, na montra do tempo.» LAPSO, SETÚBAL, 1 JUNHO Não tinha voltado ao passado, quando procurei falar do presente, os mais de oitenta participantes que compõem um rosto à Ilustração Portuguesa, desta feita acolhida em novo e arriscado espaço, a Lapso, galeria-livraria na baixa da cidade. (Que seja augúrio de sorte!) Para o
melhor ou pior, continua pujante, entre nós, esta disciplina, tanto mais que nem todos aqui estão representados, por uma razão ou outra. Vejo estrelas. «Soubera eu desenhar e desnecessário se tornava este esforço de procurar a metáfora que cosa estes pedaços soltos de nós, de nós aqui nestes dias adversos e confusos, mas também palpitantes de alegrias e possibilidades. Não chegámos ainda à centena de participantes, mas aproximámo-nos como nunca. As imagens, essas, desmultiplicaram-se e são mais que muitas, umas soltas, outras resultando da mesma encomenda, propondo olhar distendido sobre aquele assunto, próximo da actualidade ou inserido em narrativa, resultado de projecto mais pessoal, com fulgor poético ou comentando isto e aquilo. Reúnem-se aqui apenas por coincidirem no ano que passou? Ou algum nexo, um estilo, uma cor as pode reunir? São estrelas solitárias a comporem uma constelação. Mais do que iluminar a noite escura, brilham para nos mostrar de que somos feitos: poeira de luz. Muitas destas imagens fortes continuam a voar sob o radar da atenção. Quantos de nós se deitam de costas a mirar o firmamento? Não perdem, por isso, a capacidade de nos atrair. Pela dança estética das formas, pelo que dizem ou mostram, por parecerem pedaços partidos de espelho. Parte de nós encontra-se aqui, estilhaçada. Vale muito a pena perdermo-nos à nossa procura.»
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quarta-feira 12.6.2019
Divina Comédia Nuno Miguel Guedes
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M Janeiro de 1811 um jovem francês, à beira de completar o seu vigésimo oitavo aniversário, realizava um sonho: visitar Florença e ver as grandes obras de arte e monumentos que a cidade alberga. O seu nome era Henri Beyle, um autor de biografias musicais de segunda ordem e que mal chegavam para lhe garantir a sobrevivência. Mas naquela cidade Beyle não queria saber da sua pobreza. Em frente à Basílica de Santa Croce hesita, num misto de pausa solene e tontura. Ali estavam (e estão) os túmulos de Miguel Ângelo, Maquiavel e Galileu. Ali estiveram homens como Petrarca, Dante ou Boccacio, outros ilustres toscanos. Beyle sente a grandeza do que vê, e sente-a de uma forma física, quase opressiva. Consegue que uma freira lhe abra a capela de Niccolini e pára, no final do transepto esquerdo. Várias figuras e frescos de uma extrema beleza decoram o espaço relativamente pequeno da capela. Beyle senta-se com a cabeça recostada de modo a admirar o tecto. Está esmagado pelo belo. E então, à saída de Santa Croce, sucumbe: «(…) fui atacado por uma intensa palpitação do coração…A nascente da vida tinha secado em mim e caminhava em constante pavor de cair». Chega quase a desmaiar. Seis anos depois deste incidente Beyle deu-nos o relato do que aconteceu no livro Roma, Nápoles e Florença , já assinado com o pseudónimo que o iria imortalizar na literatura: Stendhal. Mas o seu nom de plume também seria associado a uma condição psicossomática devido ao episódio que descreveu.
Morte e beleza Em 1979 uma psiquiatra italiana, Graziella Magherini, depois de observar um padrão de sintomas em mais de cem turistas que visitaram os monumentos de Florença, cunhou o termo por que se conhece esta condição: a síndrome de Stendhal. Embora a comunidade médica ainda esteja a debater se estes sintomas são merecedores de validação científica, a verdade é que os guias turísticos da cidade de Florença já alertam os visitantes para essa possibilidade; e, por outro lado, os funcionários dos monumentos estão já preparados para lidarem com turistas que desmaiam ao contemplar o David de Miguel Ângelo ou as centenas de obras de arte que a Galeria Uffizi possui. Não posso, com inteira sinceridade, dizer que alguma vez tenha sofrido da síndrome de Stendhal. Mas lembro-me de alguns episódios em que a contemplação da extrema beleza me afectou fisicamente: a saída da estação de comboios de Veneza, entre canais, depois de uma longa viagem desde Paris; estar perante A Ronda da Noite de Rembrandt no Rijksmuseum de Amesterdão, em que mal contive as lágrimas; ou passear sem destino por Roma e deparar com uma escultura monumental de Bernini.
Mesmo em Lisboa ainda por vezes me consigo comover num qualquer recanto, ou ao olhar o Tejo ao final do dia. É um misto de emoção e gratidão por poder viver nesta cidade que amo com todas as minhas forças. Mas infelizmente receio que o perigo de estar sujeito à síndrome de Stendhal esteja em Lisboa cada vez mais erradicado. No rio, durante o dia, barcos com ecrãs gigantes passeiam anunciando aos gritos um qualquer evento. No centro histórico da cidade é impossível ter outra emoção que não seja a claustrofobia e o desejo urgente de solidão. E a descaracterização continua: ainda há menos de uma semana descobri que uma das artérias mais antigas e bonitas de Lisboa - a rua dos Bacalhoeiros – ostenta agora hostels para todos os gostos e uma espécie de loja circense onde se vendem latas de feijão. Eu sei que o tema não é novo, leitores. Mas estou cansado e triste, tenho de desabafar. Quero que quem venha visitar a minha cidade possa sucumbir à extrema beleza que ela possui. Quero – exijo! – o regresso urgente da possibilidade da síndrome de Stendhal em Lisboa. É uma questão de saúde pública.
Quero que quem venha visitar a minha cidade possa sucumbir à extrema beleza que ela possui. Quero – exijo! – o regresso urgente da possibilidade da síndrome de Stendhal em Lisboa. É uma questão de saúde pública
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O QUE FAZER ESTA SEMANA Diariamente
EXPOSIÇÃO | “PEDRAS E PEDRINHAS” Casa de vidro do Tap Seac
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EXPOSIÇÃO | “ESPAÇO E LUGAR” Casa Garden EXPOSIÇÃO | EXPOSIÇÃO “BELEZA NA NOVA ERA: OBRASPRIMAS DA COLECÇÃO DO MUSEU NACIONAL DE ARTE DA CHINA” MAM EXPOSIÇÃO | “100TH ANNIVERSARY OF THE MAY FOURTH MOVEMENT IN CHINA” IFT EXPOSIÇÃO | DESENHOS DA RENASCENÇA MAM | Até 30/06
Cineteatro
C I N E M A
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X-MEN: DARK PHOENIX X-MEN: DARK PHOENIX [B] Um filme de: Simon Kinberg Com: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
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6 86 78 7 54 95 9 20 12 31 3 2 60 16 41 54 5 8 7 51 5 2 98 39 3 6 04 0 49 34 3 0 8 7 61 26 2 7 7 9 6 3 0 5 2 1 84 0 0 1 5 7 2 8 3 9 46 74 17 1 9 6 0 58 35 3 32 3 4 75 67 6 9 80 8 8 6 19 41 24 72 7 3 5 5 05 80 8 32 13 1 74 97 69 SOLUÇÃO DO PROBLEMA 17
3 9 7 5 8 4 2 1 0 6
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9 39 3 4 4 2 6 8 57 5 08 0 72 7 95 9 1 4 0 0 1 3 63 6
PROBLEMA 18
5 1 13 89 46 60 27 38 4 2
40 67 1 38 4 6 12 3 85 79
14 06 2 43 5 9 61 0 78 87
1 0 79 64 12 43 36 95 7 8
8 5 7 6 1 4 3 9 2 0
62 3 5 20 97 18 04 6 9 1 5
76 98 4 2 9 1 0 7 3 6 5 4
7 9 0 1 3 5 8 2 6 4
Em Macau a batalha pelos direitos dos trabalhadores migrantes é uma luta inglória. Depois de anos de silencio, os trabalhadores 9 5 não 4 residentes 6 7 começam 0 8 2 finalmente a ter representações de ONG 2 0mas3poucos 9 avanços 5 7 foram 1 4 em Macau, feitos quando 7 1 se8esperava 2 4uma5evolução 6 9 do sistema. Fazem-se cartas que não 8 4 0 3 6 9 2 7 são respondidas, há encontros com 6 3que não 2 dão 1 em 8 nada. 4 Desta 5 0 secretários vez foi1o deputado Vong0Hin3Fai4que8 7 9 5 nos brindou com mais um argumento 5 ouvir 8 6os seus 7 anseios: 1 2 a9As-3 para não sembleia 0 Legislativa 9 1 4 tem3 de6verificar 7 5 primeiro a legalidade ou o registo 3 2 7 8 9 1 0 6 destas entidades. Nunca, até hoje, se 5 0 por2 parte 8 de3um1 ouviu 4 este 6 argumento deputado para adiar encontros com associações. Este encontro foi pedido em Abril e, até agora, as representantes das ONG 3 continuam 8 2 9à espera 1 5que4algo0 aconteça. Quanto aos deputados, fazem 6 moucos, 1 4 sendo 7 2que9 apenas 8 3 ouvidos Sulu Sou 0 7admitiu 9 3publicamente 8 2 1 ter6 reunido com estas ONG. José Pereira 5 6 0 4 3 7 9 8 Coutinho decidiu mentir sobre este 4 5 6que1não0percebo 3 2 facto. Confesso onde7 vai Macau parar se continuar a excluir 8 2 5 6 7 1 0 9 pessoas, considerando-as de segunda 9 ou 0 algo 8 parecido. 5 6 Afinal 4 3 de2 categoria contas,7os TNR 9 representam 3 2 4 pouco 6 5mais1 de 100 mil pessoas num território onde 1 4 7 8 9 0 6 5 há pouca mão de obra. Continuem a 3 1 ao0fundo 5 da 8 sala. 7 4 ignorar2o elefante Andreia Sofia Silva
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THE TRUE COST (2015)
Num mundo cada vez mais globalizado e onde a Moda dita hábitos de consumo muito fortes, é cada vez mais importante perceber onde é feita a roupa que vestimos e compramos a preços muito baixos. Este documentário revela a forma perversa como muitas multinacionais recorrem a fábricas na Índia ou no Bangladesh para produzir as suas roupas, ignorando o facto dos trabalhadores terem o mínimo de condições de trabalho, além de serem vítimas de doenças causadas por químicos utilizados na produção têxtil. Um documentário importante em prol da consciencialização de um problema cada vez maior. Andreia Sofia Silva
SALA 3
ALADDIN [A] FALADO EM INGLÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Guy Ritchie Com: Will Smith, Mena Massoud, Naomi Cott, Marwan Kenzari 14.30, 16.45, 19.15
SALA 2
GODZILLA II: KING OF MONSTERS [B] A DOG’S JOURNEY [A] Um filme de: Michael Dougherty Com: Vera Farmiga, Ken Watanabe, Sally Hawkins, Kyle Chandler 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
2 8 8 6 3 7 80-98% 4 1 2 9 0 5 5 3 16
UM FILME HOJE
SALA 1
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S U D O K U
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Um filme de: Gail Mancuso Com: Dennis Quaid, Kathryn Prescott, Marg Helgenberger, Henry LAu 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
www. hojemacau. com.mo
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota Colaboradores Amélia Vieira; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gisela Casimiro; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Navarro de Andrade; José Simões Morais; Luis Carmelo; Michel Reis; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rita Taborda Duarte; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; João Romão; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
0 1 3 6 7 8 2 5 4 9
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opinião 19
quarta-feira 12.6.2019
GONG XIN*
MICHELANGELO, SISTINE CHAPEL, HANDS
A China está empenhada na protecção dos direitos da propriedade intelectual
A
propriedade intelectual é a ponte da globalização comercial e o elo de ligação da cooperação internacional. No entanto, alguns políticos norte-americanos usaram-na como pretexto para provocar fricções comerciais, tecendo críticas em que acusam a China de “roubar os direitos de propriedade intelectual” e de “exigir a transferência forçada de tecnologia”, tentando impor pressão máxima sobre a China. A China não é o ladrão da propriedade intelectual, mas sim um protector e criador dela. Ao fazer uma retrospectiva da protecção chinesa da propriedade intelectual, constata-se que a China de hoje já estabeleceu um sistema jurídico relativamente completo e com alto padrão da protecção dos direitos da propriedade intelectual, enquanto há 40 anos, a China estava ainda
nas suas primeiras tentativas de protecção da propriedade intelectual. A jornada chinesa é única do mundo. Actualmente, a China está empenhada na reforma da modernização da governação da propriedade intelectual, que irá conduzir a China de um grande país de propriedade intelectual para um forte país de propriedade intelectual, e irá inspirá-la a participar com mais confiança na cooperação global da inovação. Hoje, a China encontra-se no trilho rápido da inovação científica e tecnológica e já se tornou num grande país inovador com influência global. Novas indústrias, novos modelos e formas de negócios estão a surgir
A propriedade intelectual desempenha um papel de ponte no intercâmbio técnico e de cooperação em inovação entre países. Os passos da China na área da protecção da propriedade intelectual só vão avançar e não recuar
uma após outra, enquanto a inovação se transformou num motor do desenvolvimento económico e social. Não só a China é pioneira na fabricação de aeronaves de grande porte, construção de caminhos-de-ferro de alta velocidade, desenvolvimento de energia nuclear da terceira geração e veículo de energia nova, como também se progrediu na inteligência artificial, Big data, computação em nuvem e outras tecnologias informáticas da nova geração. Uma reportagem do Wall Street Jornal mostrou que já alguns anos atrás a quantidade de teses chinesas sobre inteligência artificial tinha ultrapassado as dos EUA. A China tem agora a maior equipa de pesquisa e desenvolvimento do mundo, e o número de pedidos de patente de invenção fica em primeiro lugar no ranking mundial por oito anos consecutivos. Segundo o Relatório Índice de Inovação Global 2018 emitido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, a China ocupa o 17º lugar, sendo pela primeira vez que entrou nos primeiros 20 no ranking. Os esforços da China em matéria de protecção judiciária e administrativa dos direitos da propriedade intelectual têm aumentado. Foi estabelecido o sistema judicial de “Tri-
bunal de Recurso + Tribunal Especializado na área de Propriedade Intelectual”, e foi reestruturada a Administração Nacional de Propriedade Intelectual para realizar uma série de acções especiais contra a violação dos direitos da propriedade intelectual. Em 2018, a China investiu cerca de 2 biliões de RMB em pesquisa e desenvolvimento, correspondendo 2,18 por cento do PIB chinês e ultrapassando a taxa média dos países da OCDE. Ao mesmo tempo, a China tem reforçado a protecção da propriedade intelectual, e tem mantido uma tendência de crescimento elevado do valor de royalties pago aos detentores estrangeiros de propriedade intelectual, que tem registrado um aumento anual de 17 por cento desde o ano de 2001, somando US$ 28,6 mil milhões em 2017. A propriedade intelectual desempenha um papel de ponte no intercâmbio técnico e de cooperação em inovação entre países. Os passos da China na área da protecção da propriedade intelectual só vão avançar e não recuar. A China irá participar com uma postura mais activa na governação global da propriedade intelectual. *Comentador político
Na minha opinião, o crime perfeito existe Edgar Allan Poe
PALAVRA DO DIA
Tóquio2020 “Tolerância zero” para canábis
O presidente do Comité organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio2020, Toshiro Muto, alertou ontem os futuros visitantes estrangeiros que o consumo de canábis tem tolerância zero no país. “Existem países e regiões do mundo que recentemente suavizaram as suas regras em relação ao uso de canábis, mas no Japão o uso de esta substância constitui uma violação da lei, e a lei será cumprida”, alertou o dirigente. No Japão, a posse e consumo de canábis são passíveis de penas de prisão até cinco anos, e o tráfico até sete anos.
COREIA DO SUL MORREU ANTIGA PRIMEIRA-DAMA LEE HEE-HO
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antiga primeira-dama da Coreia do Sul Lee Hee Hee-ho, uma activista que lutou pela democracia e pelos direitos das mulheres ao lado do marido e ex-Presidente Kim Dae-jung, morreu na segunda-feira aos 97 anos. O actual Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, afirmou que o país perdeu “uma grande pessoa”, que dedicou a sua vida às mulheres e à democracia, numa publicação partilhada na rede social Twitter. Num testamento, Lee, uma cristã devota, disse que rezaria pelo povo sul-coreano e por uma unificação pacífica com a Coreia do Norte, indicou um funcionário do Centro de Paz Kim Dae-jung, fundado pelo marido para promover a reconciliação entre os dois países. Nascida em Seul, em 1921, Lee iniciou uma campanha pelos direitos das mulheres na década de 1950, após ter concluído os estudos universitários nos Estados Unidos, tendo criado grupos de activistas e de investigação. Casou-se com Kim em 1962, quando este era ainda um político dissidente. Kim, que morreu em 2009, sobreviveu a uma sentença de morte e a uma tentativa de execução antes de tomar o poder, em 1997. Kim recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2000 pelos esforços de reconciliação com a Coreia do Norte, meses depois de se ter encontrado com o então líder norte-coreano Kim Jong-il, naquela que foi a primeira cimeira entre as Coreias após a guerra (1950-53).
Portugal global FESTIVAL DE CULTURA AZULEJOS ENFEITAM PALÁCIO IMPERIAL CHINÊS
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UMdosvários‘siheyuan’ - a tradicional residência chinesa construída em torno de pátios espaçosos - do Antigo Palácio Imperial da China, dezenas de painéis de azulejos exibem nas próximas semanas o carácter “global” da história portuguesa. “É uma plataforma que demonstra o entendimento entre os portugueses e todos os povos com quem estivemos em contacto”, resumiu Alexandre Pais, curador do Museu Nacional do Azulejo, à
agência Lusa, em Pequim, sobre a exposição “O País Das Cidades Vidradas”. Inaugurado na presença da ministra portuguesa da Cultura, Graça Fonseca, e do seu homólogo chinês, Luo Shugang, a exposição reúne várias épocas daquela manifestação plástica portuguesa - desde a herança do período islâmico à modernidade. O espaço da exibição será igualmente simbólico para os anfitriões chineses: o museu da Cidade Proibida, complexo cons-
truído durante a dinastia Ming (1368-1644) e onde residiram 24 imperadores chineses, que se sucederam durante mais de 500 anos. Outrora fechado aos cidadãos comuns, sendo a entrada punível com pena de morte, o antigo Palácio Imperial é agora a principal atracção turística da capital chinesa.
BRAÇOS ABERTOS
Na manhã de ontem, e apesar de as temperaturas superarem os 30
quarta-feira 12.6.2019
graus e de a poluição desaconselhar actividades ao ar livre, milhares de turistas enchiam as vielas e pátios daquele complexo. “Tentámos trazer peças que reflectissem não só a relação com a China, mas também a relação com a Índia, a Pérsia, o Islão, com os Países Baixos”, explicou Alexandre Pais. O objectivo é “demonstrar que os portugueses têm uma predisposição global para os outros povos, outras culturas, e que isso é reflectido no azulejo”, acrescentou. Ilustrações de cenas históricas da expansão marítima, peças religiosas e laicas, refletindo o quotidiano, mas também paisagens chinesas, com base em descrições e gravuras que outrora chegavam à Europa, mostram o azulejo como um “lugar de encontro de culturas”, descreveu Graça Fonseca. “Este conjunto seleccionado do Museu Nacional do Azulejo permite contar a história desta arte que admiramos e estimamos, e muito nos honra partilhar com o público chinês esta expressão artística, que nos enriquece enquanto país e cultura”, afirmou a ministra. A exposição insere-se nas celebrações do Festival de Cultura Portuguesa na China. Em declarações à agência Lusa, no início de uma visita oficial de três dias à China, Graça Fonseca lembrou que a cultura é uma das áreas estratégicas da cooperação entre Pequim e Lisboa. A ministra portuguesa previu uma maior presença de agentes culturais portugueses no país asiático, a partir deste ano. “A ideia é integrar, cada vez mais, estruturas” da cultura portuguesa “naquilo que possam ser rotas programadas e calendarizadas na China”, apontou. João Pimenta Lusa
ÍNDIA QUATRO PASSAGEIROS DE COMBOIO MORREM DEVIDO A CALOR EXTREMO
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UATRO passageiros morreram devido ao calor num comboio no norte Índia, região que nas últimas semanas tem registado temperaturas de entre 45 e 50ºC, disseram ontem fontes da empresa ferroviária e uma testemunha. Os passageiros embarcaram na tarde de segunda-feira em Agra, vila do monumento famoso Taj Mahal, e seguiram em direção a Coimbatore, no sul da Índia.
Viajavam em carruagens sem ar condicionado, nas classes mais baratas. “Quando o comboio se aproximou da localidade de Jhansi, 200 quilómetros a sul de Agra, os funcionários foram alertados para um passageiro que tinha perdido a consciência”, disse à AFP o porta-voz da companhia ferroviária, Ajit Kumar Singh. “Nós requisitámos uma equipa médica para a estação mais próxi-
ma, mas descobrimos que três dos passageiros já estavam mortos”, acrescentou o porta voz. A quarta vítima veio a falecer no hospital. “O calor pode ter sido um factor”, disse Singh. No pico do dia, o termómetro registou 47ºC na região, na segunda-feira. Um passageiro que fazia parte do grupo de viajantes declarou à imprensa local que a temperatura alta transformou a carruagem
numa estufa. “Logo após sairmos de Agra, o calor tornou-se insuportável e as pessoas começaram a queixar-se de problemas respiratórios e de se sentirem mal”, disse o passageiro ao canal de televisão News18. “Mesmo antes de obtermos ajuda, eles faleceram”, acrescentou. As vítimas tinham entre 70 e 80 anos, de acordo com o canal de TV.