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Hoje Macau 12 ABR 2011 #2348

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Agência Comercial Pico • 28721006

hojemacau Mop$10

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Director carlos morais josé • terça-feira 12 de abril de 2011 • ANO X • Nº 2348

tempo muito nublado min 20 max 26 humidade 60-90% • câmbios euro 11.4 baht 0.26 yuan 1.23

Paul Pun alerta para bomba-relógio em casos de suicídio

A` espera do próximo O secretário-geral da Caritas Macau, Paul Pun, teme que mais casos de suicídio se sucedam nos próximos tempos, depois de um jovem de 17 anos se ter atirado do 11.º andar. A pressão da escola e estudos a mais podem estar a dar cabo dos jovens. Em entrevista ao Hoje Macau, Pun fala ainda da necessidade de mudanças drásticas na Assembleia Legislativa, da discriminação contra os trabalhadores migrantes e dá palpites de como tornar o território num pequeno paraíso. > Páginas 2 e 3

Carros eléctricos

SÓ FALTA O EXEMPLO DE CIMA • CENTRAIS

Terrenos para privados

LEILÕES EM ÁGUAs DE BACALHAU • Página 4

De esquecido a casa nova Governo começa hoje o processo de revitalização de antigos prédios industriais em apartamentos habitacionais. As Obras Públicas prometem agilizar os pedidos de reconversão para aliviar o mercado imobiliário. > Página 7


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entrevista

Paul Pun, secretário-geral da Caritas Macau

A sociedade só se lembra dos casos de suicídio quando algum ocorre, lamenta Paul Pun, secretário-geral da Caritas Macau. O trabalhadores migrantes estão completamente esquecidos e ostracizados, o que torna a sociedade local desequilibrada. Se todos seguirem a indicação do director dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), Shuen Ka Hung, - os insatisfeitos que se mudem – o território poderia ver os trabalhadores migrantes fazerem a mala e ver os casos de suicídio dispararem. É que sem esta gente, Macau pode parar, alerta Paul Pun Vanessa Amaro Virginia Leung

vanessa.amaro@hojemacau.com.mo virginia.leung@hojemacau.com.mo

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m jovem de 17 anos atirou-se do 11.º andar do seu prédio supostamente devido a pressões na escola. O tema do suicídio voltou assim a estar na berra. É uma tragédia dura de lidar. Em 2008, também houve um caso de uma rapariga, justamente no mesmo prédio. É um assunto que realmente fica adormecido, mas não deveria. Deveria ser tratado de forma preventiva, ano após ano, e não apenas no “quente” do acontecimento. Campanhas de prevenção de uma semana não surtem efeito. Há muitos casos em Macau? Entre adolescentes é invulgar, mas entre idosos podemos dizer que tem sido comum. Em 2010, segundo dados do Governo, foram 60. A proporção é 11 suicídios para cada 1000 habitantes. Nunca se sabe quando será o próximo. Por isso, é necessário estar constantemente a agir. Deve ser um processo a longo prazo. O que pode ser feito? Na minha opinião, e é o que eu sugiro baseado na minha experiência, temos de criar grupos de influência. Ou seja, os colegas de turma devem estar todos cientes de possíveis sinais de

suicídio. Deveria haver psicólogos disponíveis nas escolas, para darem algo a que chamo “treino de vida”. Isso quer dizer que se um colega vir que outro está em apuros, sabe o que fazer para orientá-lo. Mas neste caso específico de sextafeira, os colegas do jovem dizem nunca ter notado qualquer sinal de que estivesse infeliz. Falar em sinais não é algo subjectivo? Normalmente, é difícil de notar, mas há sempre uma indicação externa de que alguém está a pensar em suicídio. Quando um jovem diz, por exemplo, que quer estar sozinho e não quer sair de casa, algo deve ser feito. Essa atitude não deve ser encarada como algo normal dos adolescentes. Para um profissional é fácil identificar a tendência. Em Inglaterra, por exemplo, há uma linha de apoio específica para os adolescentes pedirem apoio e aconselhamento. Em Macau, temos uma linha que é aberta a todos, mas que deveria ter um serviço especial para os jovens em risco. Essa linha, entretanto, está sob a responsabilidade da Caritas... Não diria responsabilidade, mas sim compromisso. Neste momento, ainda não temos capacidade humana de criar um serviço tão específico. Recebem muitas chamadas? Sim, geralmente de pessoas na casa dos 20, 30 anos. Os adolescentes têm menos

gonçalo lobo pinheiro

“Se não respeitamos os migrantes, somos

iniciativa, mas quando nos contactam com pensamentos suicidas referem sempre a escola. Dizem que se esforçam e se consideram bons alunos, mas que não têm o reconhecimento dos professores. Eles sentem-se um zero à esquerda, sentem-se inúteis e aí aparecem os pensamentos suicidas. Há adolescentes também a queixarem-se de ‘bullying’? Raramente. Estão mais descontentes com o seu desempenho escolar e com a falta de atenção da escola, bem como demasiada pressão por grandes notas e o futuro profissional. Quando as expectativas são muito elevadas, e os jovens não as correspondem, há uma grande hipótese de suicídio. Estudos demonstram que quando há um caso de suicídio, outros sucedem-se imediatamente. É

“O Chefe do Executivo tem o poder para fazer com que, por exemplo, os deputados não sejam empresários com interesses próprios. Sou completamente a favor de uma mudança na Assembleia Legislativa”

possível duas tragédias seguidas em Macau? Sim, pelo menos cientificamente. É por isso que professores e pais devem agir imediatamente. Pode até acontecer entre um dos colegas dessa vítima. Não se deve, contudo, apontar o dedo a quem quer que seja. Não é a altura de encontrar se foram os pais, os professores ou os amigos a falharem. Este é um problema social e, como tal, requer o envolvimento da sociedade na sua resolução e prevenção. Uma linha de apoio não faz milagres. Os estudantes demonstram estar constantemente sob pressão e não têm tempo para eles próprios. Além da elevada carga horária na escola, passam as noites nos centros de estudo. Isso é saudável? É uma sociedade que precisa de ser mudada. Mesmo as famílias que vivem com um orçamentado apertado não abrem mão de mandar os filhos para os centros de estudo depois das aulas regulares. É uma tradição que está a dar cabo dos jovens. Podem crucificar-me por isso, mas, por favor, não ponham os vossos filhos em centros de estudos... É para o bem da saúde mental deles. Os estudantes cá têm demasiados trabalhos de casa. Prefere-se quantidade à qualidade.

Deveria haver um sistema em que os alunos pensassem, fossem incentivados a falar e não apenas fazer uma pilha de deveres. No mês passado, houve duas boas notícias na mesma semana: o PIB per capita de Macau atingiu um nível elevado e o Executivo anunciou o aumento dos subsídios sociais. Isso quer dizer que está tudo bem por aqui? Não, antes pelo contrário. A pobreza aumentou. Há pouca gente com muito, e muita gente com pouco. É por isso que não há harmonia social. O aumento que o Governo agora anunciou é um bom passo para aliviar por agora os efeitos da inflação, mas não eleva a qualidade de vida de quem precisa. No domingo, a Caritas organizou um bazar e dá-nos pena ver os trabalhadores migrantes a pechinchar por coisas que já são baratas. É esse o grupo que mais está a sofrer. Não têm dinheiro para gastar e sobrevivem a fazer malabarismos. Mas, afinal, quantas pessoas poderiam ser classificadas como pobres em Macau, no sentido exacto da palavra? Ninguém sabe. De certeza que são mais do que 30 mil. O Governo, no entanto, nunca fez estudos sobre o assunto. Mas a Caritas irá fazer, apesar de não ter conseguido nenhum financiamento. Vamos


Vão os anos deslizando por entre os mares de gente que vem transformando este grão de areia chinesa num dos maiores entrepostos mundiais de biscoitos, “egg tarts” e lulas secas. As dezenas de milhões que anualmente escorrem, compactos, por estes quarteirões que, todos juntos, são três dezenas de quilómetros quadrados, talvez venham na demanda duma Macau galáxica que, para a esmagadora parte dos compradores de biscoitos, nada diz e continuará a não dizer. Helder Fernando, P.15

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um povo sem dignidade” desvendar esse número custe o que nos custar, porque queremos provar que a riqueza não está a ser partilhada. A inflação aumenta, as casas, tanto para vender como para arrendar, estão impossíveis, mas os salários estão estagnados, especialmente para os trabalhadores domésticos. Havia uma expectativa elevada sobre a atribuição de uma segunda remessa dos cheques de comparticipação pecuniária que não se concretizou. Quando o plano de comparticipação pecuniária começou, foi um dos críticos. Qual é a sua opinião agora? A mesma. As pessoas estão a ficar mal habituadas com dinheiro a cair-lhe nas mãos. Deveria ser, na verdade, um sistema em que só mesmo as pessoas mais necessitadas – muito pobres, pobres e classe média – tivessem esse benefício. Para os mais endinheirados, o benefício seria um sistema de saúde eficiente para que não perdessem tempo a ir para Hong Kong ou transportes de primeira. Se amanhã os cheques forem cortados, vai ser uma catástrofe social. Os residentes vão queixar-se muito... O Departamento de Estado dos EUA mencionou no seu relatório anual de direitos humanos a situação desfavorecida dos migrantes no território. Esse é um grupo de risco? Sem dúvida. São pessoas sem direito, mas com muitos deveres. Temos um serviço voltado para os migrantes e ouvimos as mais

incríveis histórias. A sociedade ignora por completo os migrantes. Não podemos dizer que vivemos em harmonia quando ostracizamos uma minoria. Ninguém lhes liga, ninguém os ajuda. Mas são eles que estão a educar os nossos filhos! A forma como tratas os outros será a forma como serás tratado, diz um provérbio chinês que se adequa na perfeição neste caso. Eles fazem a diferença... Sem eles, seria impossível termos alcançado um PIB per capita tão elevado. Eles estão a ajudar-nos a subir, mas estamos nós a fazer o mesmo? O que lhes damos em troca? Até agora, pouco. Essa gente não tem nenhuma protecção social, tem de se ir embora quando o patrão quiser. Além de serem uma força de trabalho importante para o nosso crescimento económico, dão-nos uma perspectiva internacional que precisamos. Mas já houve quem dissesse que as regras são estas e quem estiver insatisfeito que se mude. Não deixa de ser verdade. Não podemos segurar cá ninguém. Há alguns anos, os trabalhadores locais não conseguiam encontrar no território um emprego e emigraram. Deixem os migrantes irem embora, especialmente os trabalhadores domésticos, para ver se a taxa de suicídio não irá disparar. As pessoas vão ter de voltar a preocupar-se com tudo na sua vida doméstica e vão dar em loucas. Se não respeitamos os migrantes, somos um povo sem dignidade. Como é que isso pode ser mudado?

As ideias para a mudança, segundo Paul Pun • Criar um centro de Alcoólicos Anónimos • Pôr os riquexós a circularem entre os residentes como uma alternativa aos táxis • Distribuir vales de check up e não de dinheiro • Colocar os estudantes a trabalhar em grupo • Acabar com os centros de estudos depois da escola • Tratar melhor os migrantes • Economizar dinheiro • Crescer com qualidade no sector da saúde • Desenvolver a área da investigação académica • Premiar com dinheiro as boas ideias para melhorar a sociedade • Incentivar os jovens a fazerem intercâmbios no estrangeiro • Estreitar o contacto entre escola e pais • Criar ciclovias • Desenvolver um turismo de saúde

“A pobreza aumentou. Há pouca gente com muito, e muita gente com pouco. É por isso que não há harmonia social” Primeiro, a começar pelo salário. Os patrões deveriam ser os primeiros a querer pagar um ordenado decente a alguém que passa o dia nas suas casas a cuidar das crianças. Estabelecer um salário mínimo é uma prioridade para elevar a qualidade de vida dos migrantes. Não é aceitável pagar 2500 patacas para uma pessoa que trabalha mais do que oito horas. Para mim, 4000 seria o mínimo do aceitável. Temos de lhes dar a escolha de uma vida melhor. Macau não está em posição de pagar ordenados miseráveis. Até afecta a sua imagem perante a comunidade internacional. Todos falam que é preciso elevar a qualidade de vida da população, mas pouca gente apresenta ideias em concreto. Quais são as suas ideias? Partilhar a riqueza, melhorar o sistema de saúde, proteger os mais carenciados, construir habitação social e económica – o COTAI era um sítio ideal -, dar aos migrantes a oportunidade de serem felizes

cá e prestar mais atenção ao meio ambiente. Um simples acto, como a construção de ciclovias por todo o território, faria uma grande diferença. Como diversificar a economia? Não temos terra, não podemos crescer. Não desenvolvemos tecnologia. O único sector que nos pode dar sustentabilidade é o turismo, mas não apenas o tradicional. Por que não transformar Macau numa referência na saúde? Os turistas podiam cá vir, além dos habituais roteiros de casinos e compras, para recorrer aos nossos serviços médicos, terem os filhos. Sei que parece arrojado, mas podemos investir em bons médicos estrangeiros. Os salários podem ser um entrave para os manter cá, por isso esse é um ponto a melhorar também. Poderíamos ter um centro de primeira para idosos e deficientes... Abrir a economia, acabar com o monopólio da exportação de alimentos poderia ser um primeiro passo para a transformação.

Como avalia a sociedade de Macau? Consumista desenfreada. As pessoas têm de aprender a poupar dinheiro. Isso se ensina desde pequeno, na escola. É uma coisa simples, que pode aliviar o orçamento em momentos de aperto. Os EUA deveriam ser um exemplo. A situação naquele país está como está porque foi chapa ganha, chapa gasta. Ninguém poupava. Tudo era para gastar. Macau vai pelo mesmo caminho. Já referiu publicamente que considera a educação problemática. A opinião mantémse? É um grande problema. Mantenho a minha opinião. Ir à escola não significa passar o dia sentado a ouvir. Significa aprender no sentido literal da palavra, participar, mudar. Por mim, transformaria todos os centros de estudo pós-escola em centros de jogos e lazer. E outra coisa que eu faria era acabar com os vales de saúde de 500 patacas. Transformava-os em vales de check up, porque Macau não se preocupa em fazer uma medicina preventiva. Os residentes de repente descobrem que estão doentes. Isso porquê nunca fizeram umas análises. O Governo pouparia imenso dinheiro a investir num programa pró-activo. Macau é um sítio pequeno, com uma certa autonomia. Por que é difícil fazer as ideias darem certo? Falta de vontade. O facto de sermos pequeninos é óptimo. Podemos resolver mais facilmente as nossas falhas. Deveríamos ser um exemplo, uma espécie de tubo de ensaio. Se fossemos muito grandes, perderíamo-nos no meio de tantas metas. Não percebo como é que ainda não conseguimos, por exemplo, implementar uma sistema de eleições directas. O Chefe do Executivo tem o poder para fazer com que, por exemplo, os deputados não sejam empresários com interesses próprios. Sou completamente a favor de uma mudança na Assembleia Legislativa. Se numa primeira fase toda a gente não puder votar, pelo menos que haja uma maior representatividade e não apenas de associações. Temos de pôr os residentes a agirem, a tomarem decisões políticas.


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política Suspensas licitações de terrenos para construir apartamentos

Virginia Leung

O

virginia.leung@hojemacau.com.mo

Governo acabou por aceitar a sugestão de Lau Si Io, secretário para os Transportes e Obras Públicas, de suspender dois leilões de terras para a construção de edifícios de apartamentos de pequenas dimensões, indicou o Chefe do Executivo, Chui Sai On. O líder do Governo afirmou, no entanto, que o Governo iria reservar terrenos suficientes para a habitação económica. Entretanto, aproveitou para pôr Lau Si Io e respectivo grupo de trabalho de olhos bem abertos para o mercado imobiliário e autorizou a implementação de uma série de medidas dirigidas à pré-venda de apartamentos. Kwan Tsui Hang e Ho Ion Sang estiveram entre os deputados da Assembleia Legislativa (AL) que mostraram desacordo com o uso dos dois terrenos em causa para construir apartamentos de pequenas dimensões. Ambos os deputados enviaram interpelações escritas à Administração a questionar a necessidade e o benefício das concessões. Chui Sai On afirmou que o Governo iria estar atento aos desenvolvimentos no mercado imobiliário e, embora não devam ser realizados leilões a curto prazo, o Chefe do Governo insiste em que os leilões de terrenos continuem a ter lugar para a habitação comercial.

Pôr um travão no leilão

sugestões. Chui Sai On refere que, após ter estudado os resultados da investigação e ouvido conselhos, percebeu que os residentes estavam altamente preocupados com a habitação económica. O Governo, afirmou, irá manter a promessa de construir 19 mil fogos de habitação pública, tratando de reservar suficientes terrenos para tal. Para resolver o problema dos altos preços da habitação, pretende manter controlo sobre a oferta e desenvolver um bom sistema de habitação económica, garantindo uma oferta de terras suficiente e promovendo a investigação dos problemas. Uma agência imobiliária de Macau manifestou apoio à suspensão dos leilões e referiu que realizar as licitações agora apenas iria incentivar ao aumento das propriedades. Chong Sio Kin, presidente da Associação do Sector Imobiliário de Macau, também mostrou-se a favor da suspensão, considerando que um leilão de terras só se reflecte num plano a longo prazo, pelo que era impossível resolver o excesso de procura de habitação imediatamente. Por sua vez, Jacky P.T. Shek, director de vendas da Centaline (Macau) desdramatizou: “Não estamos preocupados com a suspensão do leilão. É bom que o Governo tenha uma política bem organizada a respeito das terras. No entanto, estamos a concentrar-nos num grupo-alvo diferente, pelo que isso não será para nós uma influência negativa no mercado.”

Os problemas da pré-venda

O Executivo da RAEM está a par das situações anormais que ocorrem com a pré-venda de apartamentos e pediu à Secretaria para os Transportes e Obras Públicas e grupos de trabalho competentes que investigassem esses problemas, encontrando-se agora à espera de

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

F

oram ontem apresentadas as alterações propostas ao Código Tributário, que servirá de base para o regime fiscal de Macau. O porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng, explicou aos jornalistas que “foram compilados em apenas um código, todas as disposições que [actualmente] e encontram dispersas pela variada legislação fiscal vigente”. Assim, o Código dividese em duas áreas essenciais,

Novo regime de Código Tributário tem luz verde para ser apresentado na AL

Para fiscalizar melhor sendo a primeira relativa à materialidade fiscal da lei, que define os princípios fiscais e a estrutura tributária a adoptar em Macau, baseada nas definições elegidas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Já a segunda parte remete-se para a forma fiscal da lei, visando os trâmites das diversas fases de cobrança.

De forma a providenciar uma contribuição tributária mais eficiente, a Administração prevê a implementação do serviço de declaração electrónica e regulamenta as situações em que é aceite o pagamento em prestações. Conforme explicou uma responsável da Direcção dos Serviços das Finanças, o pagamento dos contribuintes é

feito, actualmente, de uma só vez. A partir da entrada em vigor do projecto de lei, o pagamento “depende da situação económica [do contribuinte] e há que negociar o prazo para prestação, sem esquecer a acumulação de juros”. Foram ainda introduzidas medidas acessórias e fixados limites máximos para as infracções e respec-

tivas sanções. As multas atingem, assim, um limite máximo de dois milhões de patacas com o mínimo a ser calculado em dez vezes mais o valor em falta. Também das sanções faz agora parte o impedimento de que o contribuinte possa continuar a usufruir de benefícios fiscais. A proposta de lei expressa ainda quais os conceitos

internacionais sobre tributação de rendimentos que podem ser aplicáveis em Macau. Segundo a Administração, este diploma vem estabelecer novos princípios e clarificar os já existentes no que diz respeito às obrigações fiscais e permite reforçar o mecanismo de administração fiscal do Governo. O Executivo pretende entregar a proposta de lei “o mais rápido possível” na Assembleia Legislativa. O novo Código Tributário entra em vigor um ano após a sua aprovação.


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Aumentados seguro automóvel obrigatório e indemnização mínima para acidentes

Uma volta, um grande gasto Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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ai ficar mais caro o prémio de seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel a pagar às seguradoras. Em contrapartida, os limites mínimos de indemnização em caso de acidente vão ser igualmente aumentados. A partir de 1 de Junho, entra em vigor a nova tabela que prevê um aumento de 37,5% nos prémios de seguro a serem cobrados aos condutores de automóveis ligeiros particulares e de motociclos até 250 cilindradas, subindo, assim, o valor das actuais 858 patacas para as 1180, no caso dos automóveis, e das 383 patacas para as 527 patacas, no caso dos motociclos. Para os táxis e autocarros de aluguer, este aumento ascende aos 40%. Quem já pagou o seguro para este ano vai ter de pagar a diferença a partir de Junho, altura da entrada em vigor da lei. Félix Pontes, administrador da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), explicou ontem de que forma se farão os cálculos do montante a pagar pelos condutores, dando o exemplo dos veículos ligeiros. “Os carros ligeiros pagam actualmente 858 patacas e vão passar a pagar 1180 patacas. Essas 322 patacas de diferença vão ser multiplicadas pelo número de dias que decorre de 1 de Junho [data em que entra em vigor] até 31 de Dezembro [dia em que termina o seguro anual] e esse valor dividido por 365 dias. Este é o prémio adicional”, explicou o responsável. Félix Pontes afirmou ainda que cabe às seguradoras avisar os clientes. As actualizações do montante obrigatório de seguro automóvel traduzem-se, no entanto, a aumentos também no que diz respeito ao valor mínimo a ser pago aos proprietários dos veículos em caso de acidente.

Desta forma, os valores sobem entre os 50% e os 100%, com os motociclos de cilindrada superior a 50 cilindradas e os veículos ligeiros particulares a receberem por danos um milhão e meio de patacas, mais 500 mil do que actualmente. Táxis e veículos de aluguer passam a receber três milhões de patacas e os camiões e autocarros, quatro milhões de patacas, o dobro do que vigora actualmente. No entanto, a Administração prevê ainda uma outra alteração ao actual regime: o limite máximo de indemnização anual passa de “ilimitado” para o montante de 30 milhões de patacas. Revistas vão ser ainda as disposições legais sobre sobreprémios e descontos, alíneas onde se prevêem alterações, como acrescentar um artigo que mencione que as tarifas relativas às coberturas de furto, incêndio causas naturais, são livres. As actualizações foram ontem apresentadas em sede do Governo pelo porta-voz do Conselho Executivo. Leong Heng Teng explicou que o novo regulamento administrativo vai estabelecer os novos capitais relativos ao seguro devido aos custos de funcionamento das seguradoras e ao contínuo crescimento da taxa de inflação, A última revisão deste regime data de 1997 e, desde então, a taxa de inflação acumulada situa-se nos 21,35%. De 2000 a 2009 foram 196 os casos em que os tribunais do território sentenciaram o pagamento de indemnização relativa a danos causados em acidentes de viação, sendo que o maior valor ascendeu a pouco mais de três milhões de patacas. A AMCM prometeu para breve uma sessão de esclarecimento relativa às mudanças no regime de seguro automóvel obrigatório.

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sociedade

Hipertensão | Tratamento precoce reduz acidentes vasculares

Uma bomba-relógio pronta a rebentar Gonçalo Lobo Pinheiro

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glp@hojemacau.com.mo

tendência de hipertensão entre os cidadãos de Macau está a aumentar. Dados revelados pela Associação dos Médicos de Clínica Geral de Macau (AMCGM) indicam que , em 2009, mais de 34 mil residentes procuraram os centros de saúde devido aos efeitos da hipertensão. A hipertensão, uma doença altamente prevalente nos tecidos urbanos, pode provocar lesões arteriais, rigidez e desencadear doenças cardiovasculares. É sabido que a hipertensão não tem sintomas evidentes, por isso é muitas vezes referida como um “assassino silencioso”. O estudo “Análise da Idade Vascular”, levado a cabo pela AMCGM indica que a medicação pode ajudar a reduzir a pressão arterial num ano em pacientes com

aumento da rigidez vascular. Entre esses pacientes, 25% tiveram uma redução na idade vascular de mais de cinco anos, o que reduz substancialmente o risco de doença cardiovascular. Dos 34 mil afectados pelo problema em 2009, 15 mil eram homens e 20 mil mulheres. O número é 10% maior que em 2008. Em 2009, cerca de 168 pessoas morreram derivado a problemas relacionados com a hipertensão, que foi a segunda maior causa da morte, logo a seguir às doenças oncológicas.

Acompanhamento

Uma pesquisa da AMCGM realizada em Janeiro avaliou cerca de 40% dos cidadãos de Macau e que mostrou diferenças na sua idade vascular e nos seus componentes biológicos. Entre os participantes, 20% tinham uma diferença de mais de dez anos. Agora, a associação vol-

Virginia Leung

feito alguma modificação no seu estilo de vida. O presidente daAMCGM, U Sio On, aponta que o endurecimento vascular está

Uma Macau em 3D negocial aos internautas, tanto aos que desejam comprar como aos que querem vender, para que possam ter uma ideia aproximada dos preços de mercado respectivos. Além disso, quem quiser deixar um apartamento Virginia Leung

m mapa tridimensional de Macau foi lançado ontem pela agência imobiliária Centaline, uma das maiores no ramo nas Regiões Administrativas Especiais (RAE). O Centamap (www.centamap.com.mo) permite ver os prédios e ruas de Macau em três dimensões e aceder a informação imobiliária relevante. Mas, numa primeira fase, o sítio estará disponível apenas em chinês. Usando de tecnologia avançada, a empresa levou mais de um ano a desenvolver o mapa em três dimensões de Macau que inclui funções de informação habitacional. Numa primeira fase, em que estará disponível apenas na versão chinesa, o Centamap irá permitir fazer buscas por apartamentos através das localizações ou edifícios desejados, tornando fácil aceder a informação actualizada sobre os mesmos, como os preços e áreas. Outra das funções do site será fornecer informação

ticiparam na pesquisa do ano passado, 25% tiveram uma redução na deterioração do vascular após terem recebido a medicação adequada ou

Site com informação de habitação e mapa tridimensional sem versão portuguesa

virginia.leung@hojemacau.com.mo

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tou a realizar uma segunda “Análise da Idade Vascular”. Num total de 141 cidadãos que receberam o teste, entre os quais 51 que também par-

intimamente associado com riscos de doenças cardiovasculares, e que as análises levadas a cabo pela associação têm fornecido informações sobre uma situação de rigidez vascular. A hipertensão eleva a pressão sanguínea a longo prazo dentro dos vasos sanguíneos, levando ao estreitamento e endurecimento das paredes das artérias. Isso pode resultar num espessamento da parede da artéria, o que causa coágulos de sangue e faz com que as veias percam a sua elasticidade original. Uma vez que a aterosclerose ocorre nas artérias coronárias, o suprimento sanguíneo para o coração será sempre afectado, desencadeando doenças cardiovasculares como o enfarto do miocárdio. Para U Sio On os ‘checkups’ regulares ajudam à detecção precoce da rigidez arterial e que com medicação adequada, o risco de doenças cardiovasculares podem ser minimizados.

pode divulgar essa informação através do mapa e os agentes imobiliários irão contactar o vendedor directamente. Embora nesta primeira fase apenas esteja disponível informação do mercado de habitação, a Centaline

espera desenvolver também um serviço equivalente para empresas e escritórios. Na apresentação do sítio, Jacky P.Y. Shek, director de vendas da Centaline, disse considerar que a suspensão dos leilões de terras tinha sido uma forma de estabilizar o mercado imobiliário. “Penso que o Governo sempre tem uma boa política para controlar o mercado de propriedades em Macau”, afirmou. “Uma vez que a oferta é o principal factor a determinar os preços no mercado imobiliário, suspender os leilões de terras ajuda a estabilizar a venda de imóveis em segundamão”, disse, acreditando que as pessoas à procura de casa iriam considerar a compra de uma habitação em segunda-mão devido à suspensão dos leilões. “Penso que a suspensão dos leilões de terras não vai afectar a atmosfera

do mercado”, afirmou. Espera-se que a habitação económica venha a ter um impacte significativo no mercado imobiliário, mas Jacky Shek considera, no entanto, que o alvo é outro. “Estou confiante em como o Governo irá ter políticas adequadas e aplicar a limitação de rendimentos para requerer a habitação económica. Pelo que isso, não irá ter uma influência negativa no mercado imobiliário.” Ng Choi Kun, deputado da Assembleia Legislativa (AL), lembra que o desenvolvimento do mercado de imóveis irá trazer benefícios para a sociedade e para a qualidade de vida das pessoas. “O mercado imobiliário desempenha um papel importante em todos os países. Acredito que a Centaline pode liderar outras agências de imóveis a desenvolver-se, de acordo com a política da RAEM.”


Mais fracções ilegais foram seladas

terça-feira 12.4.2011

Durante a semana passada até ontem, o grupo de trabalho inter-serviços selou mais duas fracções suspeitas de prestação ilegal de alojamento e foi identificado no local um explorador. Desde a entrada em vigor da lei de “Proibição de prestação ilegal de alojamento”, no dia 13 de Agosto de 2010, o grupo de trabalho inter-serviços realizou um total de 1,372 inspecções a 904 fracções autónomas, de entre as quais 121 eram fracções autónomas suspeitas de prestação ilegal de alojamento, 143 fracções residenciais e 254 unidades dormitórios para trabalhadores não-residentes, fracções desocupadas, unidades comerciais, entre outras.

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Obras Públicas querem transformar edifícios industriais em pólos habitacionais

Faça-se novo o que antes estava a cair Gonçalo Lobo Pinheiro

A

glp@hojemacau.com.mo

Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) começa a promover hoje a requalificação dos edifícios industriais para aumentar a oferta de fracções habitacionais de pequenas áreas no mercado imobiliário de Macau. A renovação ou, noutros casos, a demolição de prédios velhos e a sua reconstrução irão permitir que seja dado lugar à construção de edifícios habitacionais que devem no mínimo proporcionar 70% de fracções habitacionais de pequenas áreas do total de apartamentos para habi-

tação do empreendimento, o que faz com que a área bruta de utilização vá até 60 metros quadrados, isto é, apartamentos de tipologia T1 e T2 no máximo. Seja como for, a partir desta data podem começar a ser feitos os pedidos para mudar a finalidade de edifícios industriais para habitacionais. Na península de Macau há cerca de 90 edifícios industriais, sendo que a metade tem mais de 30 anos. “Se todos forem requalificados podem ser construídas cerca de 12 mil fracções para habitação”, disse Chan Weng Hei, chefe do departamento das Obras Públicas. Várias zonas serão requalificadas, mas para já ficam

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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lei que impede a entrada de menores nos casinos de Macau poderá ser alterada dos 18 para os 21 anos já a meio deste ano. A proposta já terá sido feita anteriormente, segundo o secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, que volta, agora a reafirmar a posição do Governo sobre os efeitos da indústria do jogo. O debate sobre jovens que entram nas instalações de jogo do território reacendeu depois de um adolescente de 16 anos ter alegadamente entrado num casino, não especificado, e pedido um empréstimo a agiotas de cerca de 100 mil dólares de Hong Kong, para que pudesse pagar dívidas contraídas na mesa de jogo de um casino de Macau. O rapaz não terá conseguido pagar o montante e terá sido alegadamente sequestrado por dois homens num hotel da Taipa. Na sexta-feira, o jovem foi resgatado, devido a um alerta da família. Os indivíduos, que telefonaram ao pai do rapaz exigindo o pagamento das dívidas, foram detidos acusados pela prática de agiotagem e cárcere privado. Segundo a polícia, o jovem teria de pagar cinco mil dólares de Hong Kong mais 10% de cada aposta que fizesse, independentemente de ganhar ou perder.

de fora os edifícios industriais de Pac On, na Taipa, e o Vale das Borboletas, em Coloane. “De momento estas medidas não vão ser aplicadas a essas áreas, cujo plano urbanístico está ainda a ser elaborado. Contudo, novos edifícios terão de seguir as

regras de planeamento das zonas em causa”, afiançou Jaime Carion, director das Obras Públicas. A DSSOPT prometeu tratar estes processos em apenas 118 dias, contra os 255 previstos na lei. Esta medida de requalificação

dos edifícios industriais será implementada a título experimental pelo prazo de um ano. “Queremos tratar deste projecto como sendo algo de prioritário. É nossa intenção encaminhar a requalificação dos edifícios industriais através

da agilização dos projectos, aumentando assim a oferta de fracções habitacionais”, explicou Chan Weng Hei Prevêem-se multas para quem não aproveitar o terreno dentro do prazo definido – na revisão do contrato de concessão - e que podem atingir 15% do montante do prémio de concessão. “Temos de garantir que o concessionário possa dar o devido aproveitamento ao terreno dentro do prazo. Será também definido o prazo de cada etapa desde o início da obra até à sua conclusão. Queremos controlar rigorosamente o cumprimento das obrigações dos concessionários”, prometeu o chefe do departamento das Obras Públicas.

Lei que impede entrada de menores de 21 anos nos casinos pode avançar a meio do ano

Não se brinca com jogos sérios À margem de uma corrida no Jockey Club de Macau, no passado domingo, Francis Tam disse aos jornalistas que o Governo estava a investigar o caso do alegado rapto e que já tinha sido instaurado um inquérito de responsabilidade legal à operadora do jogo que terá permitido a entrada ao jovem de 16 anos. O secretário frisou ainda a alteração do decreto-lei actual que, além de proibir a entrada de culpados de falência intencional, trabalhadores da Administração Pública da região e empregados das concessionárias, proíbe ainda a entrada a menores de 18 anos, podendo qualquer uma destas pessoas ser expulsa das áreas de jogo. Segundo o responsável pela pasta da Economia e Finanças, o processo legislativo que rectifica a idade de 18 para 21 anos vai começar a ser analisada já a meio do ano. Francis Tam disse que a proposta de lei envolve “vários aspectos”. De destacar, “questões sociais e de comunicação com o sector”. No entanto, o responsável afirma que o Governo já deu início ao processo de consulta pública sobre as alte-

rações ao diploma. “Na sequência do desenvolvimento constante da indústria do jogo nos últimos anos e o debate da referida proposta de lei a ser ultimado, acredita-se que muito em breve esta possa vir a entrar formalmente em processo legislativo”, acrescentou. Fica a promessa de que no futuro o Governo vai melhorar os trabalhos de fiscalização, de que haverá normas e multas, mas o Executivo salienta que as operadoras de jogo devem assumir maiores responsabilidades em termos de fiscalização diária e execução concreta do diploma. Esta não é a primeira vez que sucede um caso deste tipo. Em 2007, uma rapariga de 17 anos entrou no Sands Macau. Apesar de acompanhada pela avó e pela mãe, maiores, a entrada da jovem não seria também permitida. O caso tomou proporções maiores quando a rapariga ganhou um jackpot de 740 mil dólares de Hong Kong e efectuou o pedido de pagamento à operadora. A Sands, após ter pedido, como normalmente, a identificação do vencedor, descobriu que a jovem era menor e solicitou a

sua saída das instalações, optando por devolver o dinheiro correspondente ao valor das 40 fichas que terá gasto nas slot-machines. No entanto, a Direcção dos Serviços de Inspecção e Coordenação de Jogo exigiu à Sands o pagamento do jackpot. O caso não chegou a ir para tribunal, mas levantou sérias questões no que toca à área jurídica. Jorge Godinho, professor de direito na Universidade de Macau e colaborador na área da legislação do jogo, elaborou um estudo onde recorre à lei referente à indústria do jogo para analisar o caso. Segundo o académico, a lei é clara no que diz respeito ao impedimento de entrada de menores nas áreas de jogo e, consequentemente, os “contratos celebrados no interior” dessas zonas não são válidos, uma vez que o sujeito incorre numa infracção. Assim, a jovem não teria direito ao pagamento do jackpot, da mesma forma, no entanto, que a operadora que, segundo a lei não pode também “beneficiar do seu erro”. Contudo, apesar de existir um projecto-lei sobre sanções às ope-

radoras, não existe ainda qualquer legislação que puna as concessionárias de jogo por permitirem que alguém com menos de 18 anos de idade frequente os seus casinos, nem que exija que estas assumam qualquer responsabilidade por incorrerem numa violação da lei. Segundo um jurista, citado pelo jornal Tribuna de Macau em 2007, altura em que se deu o caso, o projecto “ainda não avançou porque não foi discutido, nem no Conselho Executivo nem na Assembleia Legislativa, que talvez fosse o sítio mais indicado por ser um regime contravencional, ainda que não há muito interesse em regulamentar esta matéria”. O “contrato jurídico” estabelecido entre a jovem e o casino “deve ser assumido, à partida, como nulo”. Porém, se nesta situação não se tem direito ao prémio em questão, “a concessionária também não tem direito a ficar com o dinheiro que foi investido pelo cliente, devendo restituir a totalidade da soma”, sustentou o jurista. Um cálculo que se torna impossível, devido à dificuldade em especificar o montante gasto pelo cliente.


vida

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8 glp@hojemacau.com.mo

C

“Há um movimento em curso e é impa Em Hong Kong já havia edifícios inteligentes que visitámos mas em Macau não havia essa sensibilidade. Foi o início de um caminho a ser percorrido... A China já tem muitas políticas amigas do ambiente e promove feiras. Numa dessas minhas visitas, entre pás de vento e painéis solares, descobri os carros eléctricos. Vi algumas marcas com potencial e os veículos tinham bastante qualidade. Na relação qualidadepreço seriam acessíveis, sem dúvida. Porque o meu interesse era trazêlos para Macau e levá-los para os países de língua portuguesa. Assim criámos a Mobizero. Está sozinha neste projecto? Aqui em Macau estou eu e o João Manuel Ambrósio, mas temos outro sócio em Portugal. Nesse sentido conseguimos reunir esforços e conhecimentos. Já fomos visitar a fábrica da GreenWheel diversas

ientistas que haviam previsto o derretimento das placas de gelo durante os verões no Árctico em 2013 passaram a projectar essa ocorrência para daqui a mais alguns anos, ainda nesta década, provavelmente em 2016, com margem de erro de três anos para mais ou para menos. O cientista Wieslaw Maslowski trabalhou com um novo modelo de computador que identificou a data “estimada” como sendo 2016. A previsão original, feita em 2007, gerou uma onda de críticas quando se anunciou 2013 como o ano do derretimento. O novo modelo - presentado no encontro anual da EGU (União Europeia de Geociências, na sigla em inglês) -- é projectado para reproduzir interacções do mundo real, cruzando informações sobre o oceano Árctico, a atmosfera, o gelo e os rios que desaguam no mar. “Desenvolvemos um modelo regional do clima do Árctico que é muito parecido com os modelos de

Gonçalo lobo pinheiro

A

Os serviços alfandegários tailandeses apreenderam na semana passada mais de dois mil lag encontrados dentro de sacos de plástico azuis, na bagagem de três veículos e escondidos at da fronteira com a Malásia. “Os lagartos vinham da Malásia e foram transportados através do tailandesa de investigações dos serviços alfandegários. O comércio desta espécie, protegida

Carros eléctricos aguardam homologação em Macau

Gonçalo Lobo Pinheiro Mobizero, empresa com um ano e meio de existência, está a finalizar o processo legal para distribuir antes do Verão em Portugal o primeiro carro eléctrico produzido em massa e “100% made in China”, que pretende exportar para outros países lusófonos. Macau, território ideal para a sua implementação, ficará para outras núpcias, porque o Governo ainda não conseguiu dar o exemplo. O Hoje Macau conversou com Maria José de Freitas, directora da empresa de Macau, que nos explicou estas e outras novidades. O que vos moveu a entrar no mercado do automóvel eléctrico? Fui motivada pelo facto de ser arquitecta pois interesso-me pelo ambiente e por protecção ambiental. Desde que estou em Macau que tem sido um pouco da minha preocupação. Mas estou cá há muitos anos e inicialmente não notei que houvesse interesse por parte da Administração. Há 20 anos, quando vim de Portugal, já tinha ideia da protecção ambiental. Na altura até promovemos aqui um seminário chamado “Edifícios Inteligentes” que causou alguma celeuma.

Tailândia apreende mais de dois mil

vezes e cada vez que me vou aproximando de toda a engrenagem ou vou conhecendo o presidente da fábrica fico mais convencida. Ele é um chinês

que estudou nos EUA e tem uma mentalidade muito alargada. No fim ele procura salvar o ambiente. Essa filosofia está muito enraizada na sua forma

de actuar e com isso tem colaborado com diversas universidades. Mas que automóveis são estes? Estes automóveis revelam um pouco do potencial que a empresa tem. Temos carros mais utilitários como o Evion, outros mais familiares como o Evion II e ainda um jipe, o Jimma, para utilização mais polivalente e versátil. A fábrica produz várias soluções para várias camadas e várias situações. Têm qualidade e preço bastante acessível. É a primeira vez que aparecem na MIECF? Não. O ano passado tivemos nesta feira com um carro, este ano estamos com três carros. Penso que isso denota o empenhamento da fábrica e o nosso próprio. Falta realmente a cereja no topo do bolo que é ter os carros e vendê-los em Macau, em Portugal, em Espanha e nos países lusófonos. Aqui, estão quase homologados. Mas falta esse quase. Ainda

Novo estudo prevê fim das placas de gelo de Verão em 2016

Adeus gelo do Árctico... mudança climática do IPCC [Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas]”, disse Maslowski, que trabalha na Escola de Pós-Graduação Naval, em Monterey, na Califórnia, à BBC News. “No passado (...), projectávamos o futuro presumindo que as tendências poderiam persistir, como foi observado em tempos recentes”, explica o cientista. “Agora podemos fazer um modelo completo de cruzamentos para o passado e o presente, e ver uma previsão para o futuro quanto ao gelo do mar e o clima árctico.” “Não estou a tentar ser alarmista nem dizer que ‘prevemos o futuro porque temos uma bola de cristal’”, explica Maslowski. “Estamos a tentar fazer com que os políticos e as pessoas

percebam que o gelo de Verão pode sumir até o fim da década.”

Previsões

Um dos ingredientes mais importantes do novo modelo é a informação relativa à espessura do gelo que flutua no mar. Satélites são cada vez mais capazes de detectar essa espessura, geralmente a partir da medição de quão acima da superfície marítima está a placa de gelo, e indicar a profundidade do gelo. A inclusão dessa estimativa no modelo de Maslowski foi um dos factores que o forçou a rever a projecção de 2013, que levantou suspeitas e críticas quando anunciada em uma reunião quatro anos antes. Desde um derretimento particularmente expressivo ocorrido em

não temos finalizámos o processo de homologação. Durante o ano e meio que a empresa existe como sobreviveram? Somos um pouco interessados e vestimos esta camisola da protecção ambiental. Tem sido o nosso esforço que tem

“Falta realmente a cere ter os carros e vendê-los em Espanha e nos países lusó homologados. Mas falta es finalizámos o processo de h conseguido manter a empresa de pé. É claro que a GreenWheel, que é apoiada pelo Governo Central e tem uma fornada de 20 mil unidades por ano, também nos apoia. O que falta é algum incentivo por parte do Governo de Macau começando pela renovação das frotas de alguns departamentos da Administração. Eles têm de dar o exemplo

2007, uma grande proporção do Árctico tem sido coberta por uma camada de gelo fino, que é formada durante uma única estação e é mais vulnerável a mudanças leves de temperatura do que o gelo grosso. Mesmo a levar esse dado em consideração, a data projectada por Maslowski é anterior à prevista por outros cientistas. Um deles, Walt Meier, do Centro de Informações de Neve e Gelo dos EUA, no Colorado, diz que o comportamento do gelo marinho se torna menos previsível à medida que se torna mais fino. “O modelo [de Maslowski] é bastante bom, tem bastante precisão e captura detalhes que estão perdidos em modelos climáticos globais”, diz. “Mas 2019 [prazo citado por Maslowski, somados os três anos da margem de erro] é daqui a apenas oito anos. Há modelos a mostrar que [as datas prováveis do derretimento são por volta de] 2040 ou 2050, e ainda acredito nisso”, acrescenta. “Ficaria muito surpreso [se o derretimento de verão]


l lagartos cujo destino final era a panela

gartos de Bengala, uma espécie protegida. Esta foi a maior operação contra tráfico de animais no país. Os animais (Varanus benghalensis) foram trás de carregamentos de fruta. Estes foram mandados parar pelas autoridades na província de Prachuap Khiri Khan, a Sul de Banguecoque, perto do Sul da Tailândia. Deveriam seguir pelo Laos até à China, para aí serem consumidos como iguaria”, disse Seree Thaijongrak, responsável da equipa por lei na Tailândia e Malásia, está proibido pela CITES (Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Selvagens Ameaçadas de Fauna e Flora).

parável” e é nisso que estamos a apostar. Aguardamos. O tempo não foi perdido, é um tempo de expectativa, de maturação se quiser. A fábrica tem vindo a aperfeiçoar e a criar mais modelos. Mais do que nunca a sensibilidade do Governo de Macau será no

eja no topo do bolo que é m Macau, em Portugal, em ófonos. Aqui, estão quase sse quase. Ainda não temos homologação” sentido de viabilizar estas situações e colocá-las em prática. Como tem sido feito essa aposta a Ocidente? Está a correr. Temos alguns contactos. Inclusive existe aqui muita gente de Angola, Cabo Verde, Moçambique. Há muita gente interessada. Os carros são chamativos e são operacionais. Eles aguentam os 150 a 180

quilómetros por hora. A bateria pode ser carregada em oito horas ou em fastspeed de 20 minutos. Neste momento a China está muito à frente em termos de tecnologia relativamente às viaturas eléctricas e nós vamos andando a reboque dessa situação. Temos de a mostrar ao mundo. Têm sentido algum atrito na divulgação destas novas tecnologias? As pessoas manifestam interesse, disso não nos podemos queixar. Sem dúvida que todos dizem que o caminho é esse mas depois não há por parte do Governo um incentivo pecuniário ou fiscal, nem há uma rede de abastecimento de postos. O Governo tem de implementar esta ideia porque, como ele próprio já disse, é o futuro. Concretamente, o que é que o Governo já vos prometeu? O Governo não nos prometeu nada. Eles têm falado que existe interesse nas viaturas eléctricas e que são uma possibilidade. Há todo o interesse de promover as viaturas eléctricas em Macau para reduzir o dióxido de carbono e melhorar a qualidade ambiental. Reduz os custos e o tamanho do território é muito viável

ocorresse em 2013. Menos surpreso se ocorresse em 2019.”

2007

O derretimento drástico de 2007 foi o maior já registado pelos satélites, ainda que nos anos seguintes a perda de gelo foi inferior à média de longo prazo. Alguns pesquisadores, porém, acreditam que o derretimento de 2010 se tornou tão marcante quanto o de 2007, já que as condições climáticas no ano passado estavam mais favoráveis à durabilidade do gelo. Ainda que muitos cientistas do clima e ambientalistas estejam seriamente preocupados com o futuro do gelo árctico, para outras partes da sociedade e dos governos o derretimento traz desafios e oportunidades. Os governos da Rússia e do Canadá, por exemplo, estão de olho nas possibilidades de mineração no pólo Norte e o Exército dos EUA expressou preocupação em perder parte de sua defesa na fronteira do norte durante o verão árctico.

à utilização dos carros eléctricos. É um dado adquirido. De qualquer forma a energia poderá ter preços acessíveis mas os carros são mais caros que os chamados convencionais. É verdade e por isso é que o Governo tem de incentivar e reduzir as taxas de impostos, tal como está a acontecer na China continental. Em Portugal também há subsídios, por isso em Macau esse terá de ser o caminho. Macau apresenta as condições ideais para ser um casestudy. Com o número de turistas que tem pode ser uma montra do que é uma cidade amiga do ambiente. Esse é o esforço que estamos a fazer. E as vossas expectativas para o curto prazo? Numa altura que se fala do planeamento urbano, do metro, dos transportes eléctricos. Tudo isto denota que há um movimento em curso e é imparável. Faz todo o sentido que o movimento que corta a cidade seja feito por viaturas amigas do ambiente e movidas a electricidade. De acordo com o tecido da cidade tudo aponta para que não sejam viaturas de grandes dimensões. Por isso... cá estamos nós.

Click ecológico

Poupar electricidade no Japão • Esta loja está hoje meio às escuras para poupar electricidade, durante os cortes em vigor em Tóquio depois do sismo e tsunami de 11 de Março terem causado estragos à central nuclear de Fukushima e perturbado o fornecimento de energia.

Foto: Reuters/Kyodo

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Estudo demonstra que biodiversidade melhora qualidade da água nos rios

Quanto mais, melhor Q

uanto mais espécies tiver um habitat, mais depressa os poluentes serão removidos da água, conclui um estudo publicado na revista “Nature” sobre o papel da biodiversidade na melhoria da qualidade dos rios. Brad Cardinale, da Universidade de Michigan, recriou 150 rios em laboratório para estudar como é que o número de espécies de algas num habitat afecta a velocidade a que os poluentes são removidos da água. Concluiu, então, que em habitats com oito espécies, os nitratos são removidos até 4,5 vezes mais depressa do que em habitats com apenas uma espécie, segundo um comunicado publicado no site da “Nature”. “Os estudos na natureza mostraram que ecossistemas mais diversos têm concentrações de poluentes mais baixas. Este estudo mostra que a biodiversidade pode controlar um serviço vital para a humanidade, isto é, a purificação da água”, comentou Cardinale. A explicação que o investigador encontrou relaciona-se com os nichos. Cada espécie de alga está especialmente adaptada a um habitat particular num rio e concentra-se nesse local, ou seja, num nicho ecológico. “À medida que fomos acrescentando algas aos nossos pequenos modelos, mais habitats foram sendo ocupados e o rio passou a ter maior capacidade para absorver os poluentes”, explicou. “O que torna este um estudo único é que analisa pormenorizadamente o impacto da biodiversidade num sistema pouco estudado”, comentou David Tilman, ecólogo na Universidade do Minnesota. “Não penso que esta investigação sugira que precisamos conservar

cada espécie num ecossistema. Mas levanta a questão: de quantas espécies precisamos para termos água com qualidade?”, questionou Cardinale. Ainda assim, vários especialistas têm dúvidas sobre este trabalho. “Gerar toda uma paisagem num microcosmos é um feito técnico notável. Mas será que este mecanismo é relevante num contexto natural?”, pergunta Jason Fridley, da Universidade Syracuse, em Nova Iorque. Cardinale explica, então, que já “existem estudos que mostram que ecossistemas mais diversos têm menores concentrações de poluentes. Mas não explicam por quê. Para o fazer precisamos de criar um sistema simplificado em laboratório e controlar tudo, excepto a diversidade”. “Sabemos que a diversidade de espécie interessa. Mas o que ainda não sabemos é quantas e quais as espécies a conservar”, comentou Cardinale.

Planeta em números

41,3

por cento dos portugueses desconhece o termo “biodiversidade”, acima da média europeia (33,8 por cento), segundo uma sondagem Eurobarómetro do ano passado


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Armazém do Boi com nova exposição a partir de sábado

Filipa Queiroz

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filipa.queiroz@hojemacau.com.mo

hris Hong e Jason Vong nasceram e viveram em Macau toda a vida. Os seus trabalhos, como as suas vidas, nunca se cruzaram, até o Armazém do Boi ter resolvido proporcionar o “Encontro” de ambos. Cora See, a curadora de “Encounter – Uma Exposição Fotográfica de Chris Hong e Jason Vong”, explica que de entre vários trabalhos recebidos pelo espaço cultural as peças dos dois fotógrafos locais “faziam a combinação perfeita”. “O estilo de ambos é simples, sensível, são imagens ordinárias e quotidianas feitas com poucos recursos técnicos, parte delas durante viagens”, descreve See. Macau é o único cenário em comum nas imagens de ambos. As de Hong foram ainda captadas em locais como a Coreia do Sul, China e Japão, sempre na Ásia. Já Jason teve a Europa também como matéria-prima. “Ambos vão compartilhar experiências das suas jornadas onde captaram momentos específicos, de atmosferas

Um “Encontro” fotográfico Jason Vong e Chris Hong expõem lado a lado o prazer da memória fixada em retratos e paisagens, onde o gosto por captar as coisas simples e belas da vida é comum, aconteça onde acontecer particulares”, adianta a curadora. Cora See diz que Chris é “bom a comunicar com o espaço e especialista em luz e sombra”, e destaca a captação de árvores, o objecto favorito do fotógrafo de 34 anos, que se diz apreciador das “coisas simples da vida”. Numa nota de apresentação, Hong declara que gosta de “captar coisas belas e criar felicidade”. “Espero que as pessoas saiam da exposição com um sorriso na cara depois de verem as minhas peças.” O fotógrafo já arrecadou vários prémios no território,

Maria João Belchior info@hojemacu.com.mo

U

cultura

ma petição escrita por directores de alguns dos principais museus do mundo começou a circular quando fez no domingo uma semana que o artista Ai Weiwei foi detido pelas autoridades chinesas. Num passo considerado histórico, os directores da Tate Modern, do Guggenheim, do Moma em Nova Iorque, entre outros, lançaram uma petição online dirigida ao ministro da Cultura chinês Cai Wu a apelar à libertação de Ai Weiwei. Iniciada pela Fundação Guggenheim, a petição já contava no final do dia de ontem com mais de 15 mil assinaturas. Durante a semana que passou, o governo chinês anunciou que a razão da detenção do artista se prendia com crimes económicos como evasão fiscal que tinham aberto uma investigação. Ao fim do terceiro dia sem notícias sobre o paradeiro de Ai Weiwei, um grupo de internautas optou por escolher um nome de código para o referir. Depois de

inclusive literários. Na última década tem vindo a publicar poesia em jornais locais sob o pseudónimo “Corpo em Queda Livre” (“Free Falling Body”, em inglês) e não é a primeira vez que expõe a vertente fotográfica no Armazém do Boi, ao contrário de Jason Vong. “Será a primeira vez que Vong expõe no Armazém, a sua fotografia é muito interessante, é uma ode à imaginação”, frisa See. Vong nasceu em Macau e formouse em Comunicação Gráfica e Publicação Digital – com especialização em Fotogra-

O artista Ai Weiwei continua desaparecido e incontactável

E já lá vai uma semana todos os tweets e posts com o nome dele terem sido apagados pela censura da internet, o grupo transformou o nome em “Ai Weilai” que, pelos caracteres que foram escolhidos, é o mesmo que dizer “ama o futuro”. As mensagens sobre “Ai Weilai” multiplicaram-se pelos blogues e microblogues chineses. Uma das frases dizia “não posso acreditar que até o amor pelo futuro pode desaparecer” referindo o desaparecimento do artista plástico. A versão em inglês do jornal do partido comunista “Global Times” publicou na quarta-feira a primeira notícia onde escrevia que as críticas internacionais não preocupam a China. Em chinês a delicadeza do assunto leva a que pouco ou nada seja publicado nos meios de comunicação oficiais. E Ai Weiwei é menos conhecido no país que no estrangeiro.

fia - pela Universidade Shih Hsin de Taiwan, em 2001. Já colaborou com revistas como a Macau Closer e a New Generation e foi um dos vencedores do concurso fotográfico “Fluttering Images – Illusory Extension”. Sobre a exposição conjunta, o fotógrafo diz que os seus trabalhos, que incluem retratos e paisagens, são “imagens emocionais que existem apenas para dar uma olhada, são peças relaxantes e com humor”. “Espero que público saboreie esse estado de espírito indescritível e que sintam um pequeno alívio da vida complicada de cidade”, augura. Cora See garante que “ver o trabalho de Vong é como desfrutar de um grande festim visual”. As exposições de cada autor serão exibidas em separado -“para que o espectador possa distinguir claramente o trabalho de cada um deles”-, e maioritariamente composto por fotogramas a preto e branco. Cerca de 50 de Chris Hong, e entre 30 a 40 de Jason Vong. O leitor pode comprovar o resultado da simbiose imagética a partir de sábado, das 12h00 e as 19h00, no Armazém do Boi.

Várias notícias em inglês têm enchido os meios de comunicação chineses com o intuito de justificar a sua detenção e citando individuais que conhecem Ai Weiwei há muito anos e o acusam de “querer sempre quebrar as leis”. Em Londres, um grupo de chineses artistas e apoiantes britânicos organizou um protesto à porta da Tate Modern onde foram expostos os nomes de cinquenta artistas e dissidentes que estão detidos ou desaparecidos na China. A mensagem “Libertem Ai Weiwei” apareceu no topo da Tate Modern que tem patente até ao final do mês a exposição “Sementes de Girassol”. Apesar das críticas internacionais, o governo chinês tem assumido a mesma atitude de indiferença perante estas. Numa mensagem também endereçada à Casa Branca, Pequim disse que os Estados Unidos devem deixar de “pregar” sobre direitos humanos noutros países. O aviso surgiu depois da publicação do relatório anual norte-americano sobre os direitos humanos.


Morreu Sidney Lumet, realizador de “Um Dia de Cão” e “O Veredicto” O mestre do cinema liberal (1924-2011) não acreditava que o cinema mudasse o mundo. Fazia filmes apenas “por gostar” e por “ser uma maneira óptima de passar a vida”. Sidney Lumet assinou alguns dos filmes seminais dessa corrente que atingiu o seu píncaro na década de 1970: “Serpico” (1973), “Um Dia de Cão” (1975), “Escândalo na TV” (1976), “O Príncipe da Cidade” (1981), “O Veredicto” (1981). Ao longo de uma carreira de mais de meio século e mais de 40 filmes, dirigiu actores como Al Pacino, Henry Fonda (e a sua filha Jane), Paul Newman, Marlon Brando, Katharine Hepburn, Rod Steiger, Sean Connery, Dustin Hoffman, Faye Dunaway, Robert Duvall, William Holden ou Albert Finney.

Uma ponte de São Petersburgo foi transformada, em Junho do ano passado, num pénis de 65 metros pelos subversivos Voina. Quando o tabuleiro móvel da estrutura subia, a sede local do FSB (antigo KGB) encarava uma erecção monumental. A obra desapareceu em poucas horas, mas não foi esquecida. Tanto que acaba de ganhar um prémio oficial, patrocinado pelo Ministério da Cultura russo

Artistas que provocaram poder russo vencem prémio de inovação

Um pénis campeão A

discussão do júri foi acesa, durou várias semanas, com avanços e recuos – a peça chegou a ser excluída e mais tarde readmitida a avaliação –, mas Um Pénis Mantido Prisioneiro no FSB acabou por arrecadar o prémio Inovação atribuído anualmente pelo Centro Nacional de Arte Contemporânea (CNAB), com sede em Moscovo, no valor de mais de 400 mil rublos (100 mil patacas). Os Voina aceitaram o galardão, mas anunciaram de imediato que iriam doar o dinheiro a prisioneiros políticos. E nenhum dos elementos da comunidade de artistas esteve presente na cerimónia de quintafeira à noite, quando o curador do CNAB, Andrei Yerofeyev, explicou que o trabalho foi escolhido por romper com a tradição russa de “arte com preocupações sociais”. Não querem perder independência. O desafio ao statu quo é

recorrente no trabalho dos Voina. Aliás, é tudo o que fazem. Dois dos membros do grupo, Oleg Vorotnikov e Leonid Nikolayev, foram tão longe que estiveram três meses presos preventivamente, depois de em Setembro terem virado carros da polícia com agentes dentro, a dormir. Estão agora à espera de julgamento, sabendo que podem ser condenados a até sete anos de cadeia. As contínuas acções de guerrilha têm encontrado na Internet a sua caixa de ressonância. É o mesmo que acontece com Banksy, o mais afamado dos artistas de rua anónimos, que quando tomou conhecimento do processo judicial contra o grupo lhe endereçou 80 mil libras (cerca de cerca de um milhão de patacas) da venda de uma das suas peças, para poder fazer face às acusações em tribunal. O reconhecimento das instâncias

oficiais, que o prémio da CNAB confere aos Voina, é algo que estes russos têm agora em comum com Banksy, nomeado para uma estatueta dourada na última edição dos Óscares, pelo documentário Exit Through the Gift Shop (per-

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11 deu para Inside Job – A Verdade da Crise). “Não há nada sobre o que nos gabarmos, para nós [o prémio] é secundário”, assegurou Leonid Nikolayev à AFP, por e-mail. O grupo está mais preocupado em agir contra o poder instituído na Rússia. E a polícia é um alvo preferencial. No mês passado, três deles foram detidos depois de terem atirado garrafas com urina contra alguns agentes, durante uma manifestação da oposição política. Um Pénis Mantido Prisioneiro no FSB (numa tradução livre, a partir do inglês) já não existe. As autoridades de São Petersburgo limparam a ponte Liteiny poucas horas após ter sido pintada. Tornou-se numa obra fisicamente tão efémera quanto a orgia com que os Voina (guerra, em português) assinalaram a eleição do Presidente Dmitri Medvedev, em 2008. Mas, tal como esta e outras acções do grupo, está bem documentada na rede, que serve de museu alternativo com fotografias e vídeos a circular.

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INSCRIÇÕES ABERTAS até ao dia 14/04/2011 PROVAS ESPECÍFICAS DE ACESSO E DE AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE DE FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR Licenciaturas Línguas, Literaturas e Culturas em Estudos Portugueses Estudos Franceses Estudos Ingleses Estudos Americanos Línguas Aplicadas História Ciências do Ambiente Matemática e Aplicações Educação Ciências da Informação e Documentação História Estudos Europeus Gestão Ciências Sociais

Informações: Tels: 28781698, 85902640 e 85902627 Email: siegy@cityu@edu.mo UCM - Av. Dr Rodrigo Rodrigues, Ed. Royal Centre, 3° andar, Macau


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12 Sérgio Fonseca

H

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ong Kong vai receber em meados de Junho o “Red Bull Speed Street”, um evento promocional numa das artérias principais de Central, que espera mostrar aos residentes da ex-colónia britânica um pouco da espectacularidade de um monolugar de Fórmula 1 ao vivo. Organizado pela Red Bull Hong Kong, o evento promete ser um espectáculo único e sem precedentes no território. Mas os responsáveis da Red Bull na região do Delta do Rio das Pérolas querem mais e querem também levar, se possível, o carro, que recentemente esteve em Kuala Lumpur, a Macau. “Há uma pequena hipótese do carro ir também a Macau, mas ainda não temos uma confirmação ainda”, disse fonte da Red Bull Energy Drink Hong Kong ao Hoje Macau. A mesma fonte preferiu não divulgar detalhes sobre o que está a ser feito nos bastidores, mas deixou transparecer que “espera uma decisão dentro de uma ou duas semanas”. Não é claro se a Red Bull fará uma exibição de rua, como está previsto em Hong Kong, ou se ficará apenas com uma exposição. A última vez que um Fórmula 1 andou nas ruas de Macau foi nas bodas de prata do Grande Prémio. Na altura, em 2003, o piloto irlandês Ralph Firman, aos comandos de um Jordan Ford, fez diversas voltas de exibição, batendo o recorde da melhor volta ao Circuito da Guia.

80 km/h

A Lung Wo Road vai receber a primeira exibição de Fórmula 1 de

desporto Organização pondera em breve trazer carros ao território

Red Bull F1 pode vir a Macau o RB6 atinja no mínimo os 120 km/h. Até à passada sexta-feira, o problema não tinha sido resolvido. De 14 a 20 de Junho o carro ficará exposto em local a designar e irá fazer-se ao asfalto no dia 19 de Junho. O “Red Bull Street Speed” já visitou inúmeros países, desde o Canadá à República Dominicana, passando pela Avenida da Boavista, em Portugal.

Sem expressão em Macau

sempre nas ruas de Hong Kong. Nem Sebastian Vettel, nem Mark Webber. Será o agora comentador de televisão e ex-piloto David Coulthard quem irá conduzir o monolugar nas ruas da ex-colónia britânica, mas o ainda embaixador da marca de bebidas energéticas não o fará certamente no limite. O Governo da região vizinha não permitiu que o monolugar de Fórmula 1, capaz de atingir veloci-

dades acima dos 350 km/h, ultrapasse os limites de velocidade do código da estrada vigente naquela artéria da cidade, 50 milhas/h (80 km/h). Esta medida do Executivo de Hong Kong está a gerar alguma polémica na imprensa chinesa do território. A Hong Kong Automobile Association (HKAA) vê nesta vinda da Red Bull Racing uma oportunidade sem igual de promover o automobilismo, isto

num território em que os desportos motorizados são tradicionalmente ostracizados. Por isso, pediu uma excepção ao governo para que o RBR6 possa atingir, pelo menos, as 100 milhas/h (160 km/h) durante a exibição. A medida está agora a ser estudada e Wesley Wan, presidente do Automóvel Clube de Hong Kong, admitiu já que existe a possibilidade de ser aceite uma excepção para que

Devido à sua pequena dimensão, Macau nunca foi palco de nenhum dos muitos e variados eventos promovidos pelos pujantes e criativos departamentos de marketing da Red Bull. Em termos desportivos, a única presença entre nós da famosa marca de bebidas de energética - nascida na Tailândia e desenvolvida na Áustria - resume-se à participação da sua academia de jovens pilotos no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3. E o evento motorizado no coração de Macau é uma espinha atravessada na garganta. Apesar de ter enviado ao Circuito da Guia, com o objectivo de vencer, pilotos como o próprio Vettel, o piloto Toro Rosso Jaime Alguersuari, os campeões ingleses da especialidade Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, entre outros, a Red Bull nunca viu nenhum dos seus pilotos terminar a exigente prova de velocidade da RAEM na primeira posição. O único motivo que a Red Bull teve para celebrar em Macau foi a vitória de 2010 de Carlos Sainz Júnior na corrida da Fórmula BMW Pacífico o ano passado.

Treinador do Spartak “atiraria ovos podres à equipa se fosse adepto”

Uma desgraça, uma desgraça V

aleri Karpin, treinador do Spartak de Moscovo, adversário do F.C. Porto na Liga Europa, afirmou que, se fosse adepto, atiraria ovos e tomates podres à equipa russa, face aos recentes resultados. “Havia a esperança de vencermos hoje [no domingo]. Claro que era difícil a concentração depois dos 5-1 do Porto. Mas somos profissionais e devíamos jogar hoje”, disse Valeri Karpin, depois de a sua equipa ter empatado 1-1

em casa frente ao Terek de Grozni, mantendo-se em penúltimo lugar no campeonato russo. O treinador diz não ter queixas sobre a entrega dos jogadores, sublinhando que “eles jogaram bem, sem bola”. “Hoje jogaram os que deviam. Quero agradecer aos adeptos que vieram ao estádio depois dos nossos últimos resultados. Não sei se, no lugar deles, eu teria vindo depois dos jogos com o Rostov, o Kuban e o

Porto. Se viesse, atiraria à equipa ovos e tomates podres”, concluiu. O próprio Karpin tem sido alvo de fortes críticas dos adeptos e dentro do clube devido aos maus resultados do Spartak. O Spartak de Moscovo recebe o F.C. Porto na próxima quinta-feira, na segunda mãos dos quartos de final da Liga da Europa, com poucas hipóteses de seguir para as meiasfinais, depois de ter sido goleado no Dragão.


[f]utilidades Cineteatro | PUB

Sala 1

sucker punch [c] Um filme de: Zack Snyder Com: Emily Browning, Abbie Cornish, Vanessa Hudgens 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 Sala 2

gnomeo and juliet [a] Falado em cantonense Um filme de: Kelly Asbury 14.30, 16.00, 17.45, 19.30

[ ] Cinema

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the king’s speech [B] Um filme de: Tom Hooper Com: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Boham Carter 21.30 SALA 3

rio [a] Falado em cantonense Um filme de: Carlos Saldanha 14.30, 18.15, 20.00, 21.45

the king’s speech [B] Um filme de: Tom Hooper Com: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Boham Carter 16.15

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-ZARCAO. MUNI. 2-APEIA. PESAR. 3-GUSA. PECO. A. 4-R. UNTURA. FN. 5-ESLOANA. BIT. 6-UT. CHULICE. 7-GLADIO. AAA. 8-RADA. SUB. CI. 9-IMOT. JACER. 10-AB. ATROCOAR. 11-SARRAO. ASSA. VERTICAIS: 1-ZAGRE. GRIAS. 2-APU. SULAMBA. 3-RESULTADO. R. 4-CIANO. DATAR. 5-AA. TACI. OTA. 6-O. PUNHOS. RO. 7-PERAU. UJO. 8-MECA. LABACA. 9-USO. BIA. COS. 10-NA. FICACEAS. 11-IRANTE. IRRA.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-O que não trabalha e só quer comer. Homem piedoso. 2-Peia. Pôr na balança, para saber o peso. 3-Ferro que sai dos altos fornos. Doença dos vegetais que os faz definhar. Primeira letra. 4-Abrev. do réu ou ré. Ligeiras noções, conhecimento suerficial. Fazenda Nacional. 5-Género de plantas tiliáceas. É a mais pequena unidade de informação de um computador. 6-Primeira nota da escala musical, hoje substituída por dó. Acção chula. 7-Combate. Artilharia antiaérea. 8-Enseada ou porto, obrigado por terras mais ou menos elevadas. Elemento de origem latina que significa inferioridade, substituição, aproximação. 101 em romano. 9-Imóvel. Jazer. 10-Grupo sanguíneo. Fragmentar. 11-Saco ou taleiga de coiro, em que se levam cereais ao moinho. Sã. VERTICAIS: 1-Zagrão. Árvore gutífera da Jamaica. 2-Antigo partido político. Samango. 3-Resolução, deliberação. Abrev. de réu ou ré. 4-Cianogénio. Pôr data em. 5-Duas vezes a. Recife submerso. Designativa de admiração. 6-Interjeição, para chamar ou invocar. Pulsos. Nome de uma letra do alfabeto grego. 7-Poço fundo. Pequeno peixe, em forma da raia. 8-Mulher brejeira. Nome de várias plantas poligóneas. 9-Efeito de usar. Grande árvore indiana. Tira de pano sobre que se ajustam os punhos e o colarinho. 10-Símbolo de sódio. Família de plantas que tem por tipo a figueira. 11-Que iria. Significa repulsão desprezo.

[Tele]visão www.macaucabletv.com TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:20 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 19:00 TDM Desporto (Repetição) 19:30 Ganância 20:25 1 Minuto de Astronomia 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde da RTPi 22:15 Viver a Vida 22:58 1 Minuto de Astronomia 23:00 TDM News 23:30 Montra do Lilau 00:00 Grandes Livros 00:30 Telejornal (Repetição) 01:00 RTPi DIRECTO 02:46 Liga dos Campeões 2010/2011: Manchester United – Chelsea FC (DIRECTO) INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 30 Minutos 15:00 Magazine Canadá Contacto 15:30 Percursos Da Música Portuguesa 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Preço Certo 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 A Alma E A Gente 19:00 TCHILOLI – Identidade de Um Povo 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Magazine Canadá Contacto 22:30 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 Bloomberg West 07:00 First Up 07:30 NBC Nightly News 08:00 Putonghua E-News 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Sesame Street 17:00 Escape from Scorpion Island 17:30 Survive This 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 Football Asia 19:00 The Works 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 Kungfu Kitchen 20:30 Drop Dead Diva 21:30 Wonders of the Solar System 22:30 Market Place 22:35 Chase 23:30 The CEO Connection 23:35 World Market Update 23:40 News Roundup 23:55 Earth Live 00:00 Monk 00:55 The Pearl Report 01:25 Transworld Sport 02:20 European Art At The MET 02:30 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 The Monday Night Verdict 13:30 Sec Women’s Gymnastics Championship 15:00 World of Gymnastics 2011 15:30 The Monday Night Verdict 16:00 MLB Regular Season 2011 Tampa Bay Rays vs.

Boston Red Sox 19:00 (Delay) Baseball Tonight International 2011 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 Chinese Badminton Super League Highlights 21:00 Energis Masters Group Stage 22:00 Baseball Tonight International 2011 22:30 Sportscenter Asia 23:00 Chinese Badminton Super League Highlights STAR SPORTS 31 13:00 The Immortals 13:30 Engine Block 2011 14:00 Philippine Open 10-Ball Pool Championship 2011 17:00 International Motosport News 2011 18:00 Ifmfx Freestyle World Championships 18:30 Spirit Of Yachting Series 2011: Rolex Farr 40 Worlds 19:00 World of Gymnastics 2011 19:30 Andalucia Tennis Experience - Final 21:00 Engine Block 2011 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 Nations Of Champions 22:30 Golf Focus 2011 23:00 MotoGP World Championship 2011 - Highlights Gran Premio De Espana STAR MOVIES 40 12:20 Soul Men 14:00 Major Movie Star 15:45 Six Days, Seven Nights 17:30 Glitter 19:20 Brenda Starr 21:00 Youth in Revolt 22:35 Hunt For Eagle One 00:10 Poltergeist II HBO 41 13:00 Girl, Interrupted 15:15 Fx: Murder By Illusion 17:15 My Giant 19:00 Hollywood Buzz 10 19:30 National Lampoon’S Loaded Weapon 1 21:00 Death At A Funeral 22:35 Anger Management 00:30 The Rat Pack CINEMAX 42 12:00 Critters 3 13:45 Nevada Smith 15:55 Hollywood Buzz 10 16:30 Hercules 18:30 Covert Action 20:15 Darkman 22:00 Darkman Ii 23:30 Darkman Iii MGM CHANNEL 43 13:00 Evidence of Blood 14:45 Windows

(MCTV 41) HBO 13:00 Girl, Interrupted

16:15 Little Dorrit 19:15 Crossing the Line 21:00 House of Games 22:45 Ski Patrol 00:15 Joe Dancer III DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - Alcohol Myths 14:00 Storm Chasers 2010 - Dedication 15:00 Swamp Loggers - Waterlogged 16:00 Whale Wars 2 - The Desire To Fling Things 17:00 Dirty Jobs - Marble Maker 18:00 How It’s Made 18:30 How Do They Do It? 19:00 Man Woman Wild - Tasmania 20:00 Dual Survival - Out Of Air 21:00 I Shouldn’t Be Alive 22:00 River Monsters 3 - Flesh Ripper 23:00 Destroyed In Seconds 23:30 Worst Case Scenario- Trapped In Extreme Cold 00:00 I Shouldn’t Be Alive: Science of Survival NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 12:30 About China - Megastructures 13:25 Nazi Death Squads 14:20 Escape Factory 15:15 Carrier: Controlled Chaos 16:10 Danger Men: Hazard Divers 17:05 Dangerous Jobs: Shark Feeder 18:00 Is It Real? - Da Vinci Code 18:30 Mystery Files 19:00 True Stories - Seconds From Disaster 20:00 About China - Megastructures 21:00 Every Singaporean Son 22:00 Alaska State Troopers 23:00 Air Crash Investigation 00:00 Situation Critical ANIMAL PLANET 52 13:00 Austin Stevens: Most Dangerous... 14:00 Animal Cops Phoenix - Fight For Life 15:00 Luke Gamble’s Vet Adventures - India 16:00 Night - Panther 16:30 Snake Crusader With Bruce George 17:00 Caught In The Moment - British Columbia 18:00 Animal Cops South Africa 19:00 The Most Extreme - Appendages 20:00 Austin Stevens: Most Dangerous... 21:00 Luke Gamble’s Vet Adventures - Uganda 22:00 Night - Crocs And Gators 22:30 Snake Crusader With Bruce George 23:00 Caught In The Moment - Costa Rica 00:00 Austin Stevens: Most Dangerous... HISTORY CHANNEL 54 13:00 Ancient Discoveries 14:00 Shockwave 15:00 Cities Of The Underworld 16:00 Pawn Stars 17:00 American Pickers 18:00 Modern Marvels 19:00 Code Breakers 20:00 Shootout! 21:00 Greatest Tank Battles 22:00 America: The Story Of The U.S. 23:00 Dragons Of Hollywood 00:00 Behind Forgotten Eyes STAR WORLD 63 13:00 Cougar Town 13:50 Australia’s Next Top Model 14:45 Cougar Town 15:10 Accidentally On Purpose 15:35 Desperate Housewives 16:25 Castle 17:10 Australia’s Next Top Model 18:05 Melissa & Joey 19:05 Masterchef US 20:00 Parenthood 20:55 Glee 21:50 Castle 22:45 Canada’s Next Top Model 23:40 Masterchef US 00:35 Parenthood

Informação Macau Cable TV


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opinião ca d er n o d i á r i o Pedro Correia

SEGUNDA, 4 A eleição legislativa de 5

de Junho em Portugal vai ser uma espécie de referendo à figura de José Sócrates, à sua capacidade governativa e ao legado dos seis anos em que esteve à frente do Executivo, quatro anos dos quais dispondo de uma confortável maioria absoluta. Haverá, obviamente, outros factores a motivar o voto, mas nenhum tão importante como a resposta a estas perguntas muito claras, muito simples e muito directas: Estamos hoje melhor ou pior do que estávamos em 2005? Quem é o principal responsável pela situação actual? Confia em José Sócrates para comandar os destinos do País? São perguntas que transformam esta eleição num plebiscito ao ciclo político iniciado em Fevereiro de 2005. Quase como se estivessem impressas no boletim de voto.

TERÇA, 5 Nesta campanha legislativa que

se avizinha vão gastar-se inúmeras palavras inúteis que nenhum eleitor reterá. Esta é a quinta eleição registada em Portugal em menos de dois anos e o discurso político tradicional cada vez mobiliza menos gente. Os dois principais partidos transformaram o sistema num neo-rotativismo quase decalcado do que vigorou no País na segunda metade do século XIX: as alternativas programáticas tornaram-se residuais, agravadas no nosso caso pela escassez de soluções autónomas que nos é imposta pelo facto de pertencermos à União Europeia. Então em que se pode estabelecer a diferença? Invertendo a receita tradicional: falando pouco, prometendo menos. Nada satura tantos os eleitores como a retórica política, a frase balofa, o adjectivo esbanjado. Devíamos aprender mais com os exemplos alheios. Em Setembro de 2003, quando anunciou que não seria recandidato à Moncloa após sete anos e meio no poder e designou Mariano Rajoy como sucessor, José María Aznar liderava todas as intenções de voto em Espanha, com uma média de 13 pontos percentuais de avanço. Quando as legislativas decorreram, a 14 de Março de 2004, o vencedor foi o Partido Socialista Operário Espanhol, de Rodríguez Zapatero. Com cinco pontos de avanço. O que fizera a diferença? O trágico atentado de 11 de Março e a péssima gestão do governo do Partido Popular nesse dia, procurando lançar a responsabilidade para cima da ETA, em busca de dividendos eleitorais, descartando a pista islâmica, relacionada com a participação espanhola na guerra do Iraque. O ex-porta-voz do governo de Felipe González – e actual vice-primeiro-ministro – Alfredo Pérez Rubalcaba disse então uma frase que encontrou eco nos eleitores: “Os cidadãos espanhóis merecem um governo que não lhes minta, um governo que lhes diga sempre a verdade.” Tão simples como isto, tão decisivo como isto. Lá e cá. Os portugueses mrecem ter um governo que lhes diga sempre a verdade. Nos

Nesta campanha legislativa que se avizinha vão gastar-se inúmeras palavras inúteis que nenhum eleitor reterá. Esta é a quinta eleição registada em Portugal em menos de dois anos e o discurso político tradicional cada vez mobiliza menos gente tempos que correm, não encontro melhor mote para uma campanha do que este.

QUARTA, 6 Já se percebeu qual será o

guião socialista: o primeiro-ministro, que governa há seis anos ininterruptos, participará na campanha eleitoral como se este facto não existisse, concentrando todo o seu discurso nas últimas semanas. E, numa evidente manobra de antecipação, procurará pedir contas à oposição, tentando evitar assim que a oposição lhe peça contas a ele.

ca rtoon por Steff

José Sócrates ilude-se ao pensar que esta estratégia terá êxito. Apostar na falta de memória dos portugueses, que não esquecem o que ele lhes prometeu em anteriores campanhas sem ter concretizado tais promessas, e procurar atribuir responsabilidades governativas à oposição como se Portugal tivesse outro primeiro-ministro, talvez satisfaça o irredutível grupo de fiéis que conserva no PS, mas é manifestamente errado como tentativa de captar votos fora desse restrito núcleo de incondicionais. Estamos em 2011, não em 2009. Sejam quais forem agora as promessas eleitorais de Sócrates, o homem que anunciou a criação de 150 mil novos empregos, o controlo das finanças públicas, a descida dos impostos, as auto-estradas sem custos para os utilizadores, o comboio de alta velocidade, o cheque-bebé e o crescimento económico anual de 3%, os eleitores irão acolhê-las como se fossem moedas falsas. E ninguém de bom senso confundirá os últimos seis anos com as últimas seis semanas. Haja alguém no PS que diga a Sócrates para alterar o guião. Aliás Mário Soares já o disse, com a sabedoria que lhe reconhecemos, num recente artigo no Diário de Notícias. Mas o primeiro-ministro não lhe deu ouvidos. Fez mal. Até porque Soares limitou-se a expressar por escrito o que muitos socialistas pensam.

QUINTA, 7 Uma pergunta muito simples: Porque será que a grande maioria dos países europeus não têm os problemas que Portugal hoje enfrenta? SEXTA, 8 Alguns actores são assim: atingem um estatuto de primeira grandeza, andam uns anos aclamados por um vasto público, são idolatrados e invejados em pro-

Líbia: cessar-fogo de confiança?

porções quase iguais até que um dia sentem na pele que não existe nada mais ilusório do que o efémero mundo da fama. Nesse dia, trocam a vida de fingimento pela vida real e deixam de ser confundidos com as suas personagens mais célebres. Aconteceu isso com Farley Granger. No auge do sucesso como actor em Hollywood, quando era uma celebridade, reconhecida em qualquer parcela do globo, abandonou os estúdios de cinema, trocando o brilho ofuscante dos holofotes pela singeleza dos palcos teatrais. Rumou à Europa, viveu uns anos em Itália, fez ocasionais trabalhos em televisão, o seu nome foi-se diluindo na memória cinéfila, outros astros do celulóide ocuparam o seu lugar: o espectáculo cinematográfico, tal como a política, tem horror ao vácuo. Quando morreu há poucos dias, com 85 anos, poucos se lembravam dele. E no entanto algumas obras-primas do cinema ficarão eternamente ligadas a este actor contratado aos 18 anos pelo produtor Samuel Goldwyn para integrar o elenco de um filme de guerra, North Star, realizado em 1943 por Lewis Milestone com argumento de Lillian Hellman. Em qualquer destes filmes Farley Granger – sempre com um rasto de inquietude no rosto – compõe personagens atormentadas pela duplicidade moral. O estudante capaz de assassinar sem motivo (A Corda, de Alfred Hitchcock, 1948), o jovem delinquente em fuga pelas estradas do sul da América (Os Filhos da Noite, a obra de estreia de Nicholas Ray, 1949), o ás do ténis disposto a matar o pai de alguém que não conhece (O Desconhecido do Norte-Expresso, também de Hitchcock, com base no primeiro romance de Patricia Highsmith, 1951), o oficial austríaco que despreza a aristocrata italiana apaixonada por ele (Sentimento, de Luchino Visconti, 1954), o milionário incapaz de entender que uma corista prefira o amor de outro à sua fortuna (A Rapariga do Baloiço Vermelho, de Richard Fleischer, 1955). Todas estas personagens são apanhadas nas caprichosas teias do destino. Pressentimos, em qualquer dos casos, que poderiam ter uma sorte bem diferente. Mas em todos estes títulos clássicos do cinema Farley Granger ajuda a tornar mais credível a tese de que não basta ser rico ou talentoso ou fotogénico para se ser feliz. Foi assim no cinema, foi assim na vida. Retirado dos ecrãs, regressou em aparições esporádicas. Cada vez mais espaçadas, cada vez mais desconcertantes – como em Chamam-me Trinità (1970). Depois de Hitchcock e Visconti, o western-spaghetti. “Não há sucesso como o fracasso”, ensinou-nos Bob Dylan. O percurso de certos actores bafejados muito cedo pela fama parece dar razão ao criador de Simply Twist of Fate. Depois de conseguirem ser célebres quase sem esforço aparente, buscam incansavelmente o outro lado do espelho. Foi assim com Farley Granger.


O defeito não está nas coisas mas nos Padre Manuel Teixeira [1912-2003]

espectadores.

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15 à f l or d a p el e Helder Fernando

O que dizer? I Vão os anos deslizando por entre os mares de gente que vem transformando este grão de areia chinesa num dos maiores entrepostos mundiais de biscoitos, “egg tarts” e lulas secas. As dezenas de milhões que anualmente escorrem, compactos, por estes quarteirões que, todos juntos, são três dezenas de quilómetros quadrados, talvez venham na demanda duma Macau galáxica que, para a esmagadora parte dos compradores de biscoitos, nada diz e continuará a não dizer. Em grupos imensos esgotam quase todos os espaços, são como que arrebanhados para suspeitadíssimas lojas de vendas, suspeitadíssimas refeições, passam pelos casinos onde espatifam uns trocos, sobem e descem as Ruínas sem perceber patavina onde estão, transformam espaços nobres em vulgares e mal tratadas feiras popularuchas, com sorte alguns dormem, ao monte, uma noite em algum hotel ou coisa semelhante, regressando às origens com histórias de edifícios espampanantes e letreiros luminosos onde se fotografaram mil vezes com os dedos em “V”. Os que enchem o orçamento da RAEM são outros, os que não andam em multidões atropeladoras, os que discretamente vão directos para as salas “VIP” da fortuna e do azar tentar a sorte milionária. Em apenas cerca de 30 quilómetros quadrados estão muitas centenas de milhar de pessoas todos os dias. À escala planetária vai dando nas vistas e provocando muitas interrogações. Ninguém parece acreditar ser possível, deste modo, haver assinalável qualidade de vida para a população em geral. Apesar de ser uma pujante economia asiática, Macau continua tendo carências muito mais do que flagrantes em sectores como a saúde ou o exigente acesso ao conhecimento.

Quando se sabe que as sociedades europeias estão no perfeito caminho para a sua auto-destruição, é natural que Macau, como El Dorado para alguns, signifique um tipo de “qualidade de vida” ao alcance duma ínfima minoria. A minoria que prefere e pode zelar pela própria saúde no exterior de Macau, a minoria que desconhece os preços das coisas, a minoria farta e forte que nem imagina rotinas simples, como andar louco à procura de estacionamento ou ser forçado a acordar cedo em dia de descanso para colocar moedas no parquímetro, mesmo em feriados e fins de semana; a mesma minoria que pode mandar os filhos estudar muito longe daqui O facto de um dia ter aparecido em sexto lugar num qualquer “Top +” sobre cidades asiáticas com “qualidade de vida para os europeus”, por certo justifica a pergunta: E que qualidade de vida para os mais de 600 mil habitantes de Macau? No ano passado, a revista “International Living”, por exemplo, deu nota zero à tal “qualidade de vida” na RAEM. Quando se sabe que as sociedades europeias estão no perfeito caminho para a sua auto-destruição, é natural que Macau, como El Dorado para alguns, signifique um tipo de “qualidade de vida” ao alcance duma ínfima minoria. A minoria que prefere e pode zelar pela própria saúde no exterior de Macau, a minoria que desconhece os preços das coisas, a minoria farta e forte que nem imagina rotinas simples, como andar louco à procura de estacionamento ou ser forçado a acordar cedo em dia de descanso para colocar moedas no parquímetro, mesmo em feriados e fins de semana; a mesma minoria que pode mandar os filhos estudar muito longe daqui. O que dizer de legislação contra a violência doméstica que está paralisada?

O que dizer da generalidade do mundo empresarial vociferar contra o salário mínimo? O que dizer da vergonhosa regulamentação legal sobre o período de licença de parto? O que dizer da insistente não aplicação das normas da Organização Internacional do Trabalho formalmente em vigor na RAEM? O que dizer do completo descontrolo oficial sobre os vampiros da especulação imobiliária que invadiram Macau? O que dizer da anarquia sem resolução à vista do tráfego de veículos motorizados a aumentar inacreditavelmente todos os dias? O que dizer da alegada e ainda não provada cientificamente “falta de consenso” para a implementação da desejada reforma política? O que dizer dos aposentados que com o aumento de 300 patacas nas suas pensões vão poder beber mais um café dia sim dia não? II Por falar em europeus - e se calhar outros

sem ser asiáticos -, já se vão lendo articulistas orientais a projectar para médio e curto prazo ser a China a enviar sacos de arroz aos futuros novos pobres e esfomeados do planeta. Isto depois das governanças europeias e quejandas forçarem o voto em orçamentos eternamente deficitários, completando a sangria em curso sobre os contribuintes já asfixiados que não têm culpa das crises, mas que ardem no inferno fiscal sem a mínima contemplação dos mais ricos e poderosos. Os filhos dos desgraçados, os seus netos e bisnetos, ficarão com dívidas monstruosas por pagar. Os vampiros da actualidade e a deslocalização cada vez maior dos centros de produção estão a traçar os sombrios destinos do mundo. III Fernando Nobre, ex-candidato, “sem partido”, à Presidência da República, objectivamente contra a candidatura de Manuel Alegre, apresenta-se como número 1 da lista de Lisboa do PSD para as próximas eleições legislativas de 5 de Junho. E ainda mais, será apresentado pelo mesmo partido como candidato à presidência da Assembleia da República, o segundo mais importante cargo do Estado. Caso o PSD, como muitos prevêem, vença o acto eleitoral que se segue, Nobre presidirá mesmo ao plenário do Palácio de S. Bento. Independentemente das facadas e contrafacadas internas que esta decisão “laranja” já estará a provocar, e da legitimidade de qualquer cidadão ser acolhido por quem entender, na mais normal das hipóteses, o mais destacado fundador do PS devia estar sem palavras. E Alegre, no seu “quadrado”, a rir-se. Não foi necessário esperar muito para se desmistificar o tremendo ardil. Siga a lusa charanga!

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Rodrigo de Matos; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


Pataca a mim, pataca a mim, a mim, a mim...

Eis uma canção que nunca muda, nem sai...

!!!

Um mês depois... m sismo de magnitude 7,1 na escala de Richter abalou ontem o Nordeste do Japão, no dia em que o país lembra o tremor de terra de há um mês. As autoridades lançaram um alerta de tsunami que já foi levantado. O abalo de ontem aconteceu às 17h16 locais (16h16 em Macau), com uma magnitude de 7,1, segundo o Serviço Geológico norte-americano (USGS, sigla em inglês). O alerta de tsunami esteve em vigor durante quase uma hora. O seu epicentro foi em terra, a 49 quilómetros de profundidade (inicialmente foi avançado que teria sido a apenas dez), no Sul da província de Fukushima, já abalada pelo sismo de dia 11 de Março, de magnitude 9, e pelo tsunami que se seguiu. O sismo foi sentido em Tóquio, a cerca de 170 quilómetros a sul, onde os prédios balançaram. Aempresa operadora da central nuclear de Fukushima 1, Tepco, já ordenou a evacuação imediata do complexo. De acordo com a televisão estatal NHK, o sismo de ontem obrigou a Tepco a desligar

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calada

Japão | Novo sismo de 7,1

U

terça-feira 12.4.2011

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dois dos reactores que tinham sido os mais afectados pelo sismo de há um mês e a retirar os trabalhadores do local – onde se encontravam a tentar arrefecer os reactores. Mas a alimentação eléctrica de Fukushima também já foi restabelecida. O sismo acontece no mesmo dia em que o Japão decidiu expandir a zona de evacuação de 20 para 30 quilómetros, na sequência da persistência de elevados níveis de radiação devido aos problemas com a central nuclear Fukushima I e depois de analisados mais dados sobre os efeitos da exposição prolongada. Esta zona do globo tem permanecido muito activa a nível sísmico. Um novo terramoto tinha já sacudido na quinta-feira à noite o nordeste do Japão com uma magnitude de 7,1 na escala de Richter, voltando a pôr o país em alerta para os perigos da sua energia nuclear. Este abalo causou pelo menos três mortos e danificou outras três centrais nucleares da região norte do país, deixando igualmente sem electricidade mais de três milhões de pessoas.

muito trabalho aumenta risco de enfarte

Uma boa desculpa Quando tentam determinar o risco de enfarte, os médicos têm em conta factores como a idade, o colesterol ou se estão perante um fumador. Um novo estudo revela mais um factor a considerar: trabalhar muitas horas. As conclusões, publicadas esta semana na revista “Annals of Internal Medicine”, esclarecem que as pessoas que trabalham 11 horas ou mais por dia têm mais probabilidade de desenvolver problemas cardíacos nos 12 anos subsequentes do que aquelas que limitam a carga laboral diária a sete ou oito horas. No início dos anos 90, investigadores britânicos examinaram 7095 adultos com idades entre os 39 e os 62 anos - incluindo 2109 mulheres. Usaram a informação para determinar o risco de cada paciente contrair doença coronária - cerca de 10% admitiram trabalhar mais de 11 horas por dia. Nos 12 anos posteriores, em que foram seguidos, 29 pacientes morreram de enfarte e outros 163 sofreram ataques cardíacos. A maior percentagem de ocorrências (66%) registou-se entre aqueles que trabalhavam mais horas, descobriram os especialistas, apesar de nunca terem encarado o trabalho como factor de risco. O responsável pelo estudo, Mika Kivimaki, professor de Epidemiologia Social na University College de Londres, refere que não está claro se trabalhar mais aumenta o risco só por si ou é simplesmente um factor a ter em conta para medir o risco. “Mas é possível”, admite, “que o stresse crónico associado a muitas horas de trabalho afecte negativamente os processos metabólicos e conduza a depressões e problemas de sono”.

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Hoje Macau 12 ABR 2011 #2348 by Jornal Hoje Macau - Issuu